Ficha Corrida

26/03/2016

Os golpistas estão na mídia

No início dos anos 2000 o Rio Grande estava cansado de governos corruptos aliados a grupos corruptos. A manipulação das informações sempre foi um produto típico, D.O.C., made in RBS. Foi a partir da manipulação das pesquisas eleitoras, quando a RBS pretendia novamente montar seu cavalo paraguaio, que criamos o movimento Zero Fora, que pedia Mid@ética.

Na época já propúnhamos que a esquerda boicotasse os grupos golpistas. Conseguimos o cancelamento, conforme admitiu a própria Rosane de Oliveira em debate na Fabico, de 25 mil assinaturas da Zero Hora. De lá para cá a esquerda continuou dando, com suas entrevistas, legitimidade aos golpistas.

Se a esquerda parasse de aparecer no monopólio comandado pela Rede Bunda Suja, pega na Operação Zelotes, mas também presente na Operação Pavlova e Operação Ouro Verde (Portocred), o golpismo seria menos convincente. A massa de midiotas, que seguem abestalhados e amestrados como bovinos, já teria se dado conta de tamanha parcialidade.

A velha mídia, sempre salva pelos cofres públicos, está pendurada no pincel. Neste momento depende dos corruptos. Um golpe comandado por Eduardo CUnha tem tudo a ver com os a$$oCIAdos do Instituto Millenium. E se as cinco irmãs (Folha, Veja, Estadão, Globo & RBS) ainda conseguem comandar a marcha dos zumbis é porque a esquerda, como mariposas nos holofotes, fez parecer que é imparcial.

O Brasil só mudará de patamar quando golpe paraguaio for palavrão. Quando uma concessão pública seja punida por incitar o ódio, como faz a Rede Globo. Quando os maiores golpistas e seus financiadores ideológicos sejam punidos, e não premiados (delação premiada), pela corrupção diturna que praticam.

Leia aqui artigo de 2002 que escrevi para o Observatório da Imprensa, e que foi republicado por vários sites, mas da Zero Hora só recebi, como é de costume, ameaças de processos judiciais.

Ou acabemos com os golpistas, ou os golpistas, de golpe em golpe, escravizam todo o Brasil. E os escravos, como se pelos exemplos dos midiotas, acabem gostando da ideia…

 

João Feres Jr: Boicote a grande mídia!

Joao_Feres

sab, 26/03/2016 – 07:12

João Feres Jr: Boicote a grande mídia!

O título acima é assim mesmo, sem crase. A frase é um chamamento! Nela boicote é verbo transitivo direto, e não o substantivo boicote, que seria regido pela preposição a.

Sou professor universitário e coordenador de dois grupos de pesquisa: o GEMAA, dedicado ao estudo de políticas de ação afirmativa, raça e gênero — provavelmente a maior referência no país na produção de análises sobre estas políticas — e o LEMEP, que enfoca a interação entre mídia e esfera pública, e produz o site Manchetômetro e o boletim Congresso em Notas — o primeiro com análises diárias da cobertura de política e economia da grande mídia e o segundo com notícias semanais sobre pautas importantes no Congresso Nacional.

Regularmente divulgamos os resultados das pesquisas do GEMAA, e tais resultados são frequentemente publicados na grande mídia. Essa mesma mídia nunca publicou uma linha sobre o Manchetômetro, a despeito do sucesso que o site fez na eleição de 2014 na mídia estrangeira,  internet, blogs e redes sociais. A única tentativa feita foi uma entrevista por  telefone que a ombudsman da Folha começou a fazer comigo, mas que foi abortada quando ela percebeu que não conseguiria usar minhas declarações para referendar uma imagem de equilíbrio da cobertura do jornal, episódio que narrei em detalhes em artigo na época.

Ao longo dos anos tenho dado muitas entrevistas a jornais, revistas e programas televisivos, do Brasil e do exterior. Participo também regularmente de programas de TV e rádio. Há algumas eleições venho também escrevendo pequenos artigos de análise política e desde a eleição de 2010 passei a ser bastante procurado por todo tipo de mídia para comentar política. Sou cientista político de formação. A análise política é uma vocação central da nossa profissão. Uma à qual não me furto.

Já comentei e dei entrevistas para um sem número de órgãos de imprensa do Brasil e do exterior, inclusive para todos os três grandes jornais do Sudeste, Folha, O Globo e Estado, para seus sites noticiosos, para os principais canais da TV aberta e para alguns canais de cabo. Contudo, a partir da crise política que se instalou nos últimos meses em nosso pais, não mais colaborarei com esses meios de comunicação. O assalto à democracia brasileira patrocinada pela grande mídia brasileira é tamanho, sua disposição de distorcer os fatos e versões tão pronunciada, sua adesão política reacionária tão gritante, sua insistência em sempre ouvir somente um lado da contenda, ou de sub-representar desonestamente a opinião legalista, sua incitação a movimentos sociais fascistas e golpistas, que resolvi dizer um basta.

Há quinze dias tomei a decisão de não mais cooperar com qualquer meio de comunicação que estivesse em campanha aberta contra as instituições democráticas de nossos país. Fiz então um post no Facebook conclamando todos meus face-amigos, e particularmente os acadêmicos, a interromper a colaboração com a grande mídia. Dias depois, fui procurado por jornalista do Estadão por telefone para comentar o programa de ação afirmativa da USP, a universidade que mais resiste a democratizar o acesso no pais, me neguei dizendo não cooperar com um meio que ataca a democracia brasileira. Logo em seguida recebi e-mail de jornalista do site G1, da Globo, fazendo convite similar. Também neguei, usando o mesmo argumento.

No mesmo dia, um amigo, Reginaldo Nasser, provavelmente sem sequer ter visto meu chamamento, negou convite para participar de programa da Globonews e postou sua resposta no Facebook: Não dou entrevista para um canal que além de não fazer jornalismo incita a população ao ódio num grave momento como esse. Achei a ideia muito boa, e postei minha troca de e-mails com a jornalista da G1. O post viralizou na web e em poucas horas tínhamos uma campanha pública pelo boicote da mídia.

Professores universitários são uma das categorias que têm a razão mais baixa entre salário e número de anos de estudo necessários à profissionalização. Contudo, a elite da carreira, à qual pertenço, formada em grande parte por professores das escolas públicas, recebe salários que lhes proporciona uma vida confortável de classe média. Em uma sociedade tão desigual quanto a nossa, isso é um privilégio. Mas somos também privilegiados por desfrutarmos de grande autonomia de escolha de objetos de estudo e de opinião, diferentemente de outras carreiras também focadas na escrita, como a de jornalista.

Fato é que somos assalariados e nossa profissão não é orientada para a aquisição de bens e dinheiro. Quem escolhe a carreira acadêmica e tem alguma ambição de ser reconhecido socialmente sabe que esse reconhecimento não virá das riquezas que adquirimos como prêmio pelo nosso trabalho, mas da circulação social das ideias que produzimos e articulamos. Sim, temos uma vocação para o debate público. Contribuir para a discussão racional e pública acerca das escolhas coletivas que fazemos em sociedade (políticas públicas, leis, eleições, etc) é um dos maiores objetivos de realização profissional do cientista social. O problema é que a circulação social de nossas intervenções, para além dos círculos das publicações e eventos acadêmicos, dependia até há pouco tempo quase que exclusivamente da grande mídia.

Era comum ver um colega postar nas redes sociais ou mesmo mandar por e-mail entrevista ou artigo que publicara em algum órgão da grande imprensa. Isso era até há pouco motivo de orgulho: vejam como meu trabalho está recebendo reconhecimento público, queriam dizer com tal ato. E tinham certa razão.

O conservadorismo das editorias dos grandes órgãos noticiosos brasileiros vem de várias décadas, mas é preciso dizer que, apesar deste viés (liberal, pró-mercado, anti-movimentos sociais) havia ao longo do processo de democratização bastante espaço na grande mídia para o debate de ideias, com a participação ativa e frequente de intelectuais. Essa esfera pública plural foi, contudo, se fechando, particularmente a partir da primeira vitória de Lula, na eleição presidencial de 2002.

A crise econômica das empresas privadas de jornalismo, cujos assinantes e anunciantes foram sugados pela internet, contribuiu para este estado de coisas, eliminando ou minguando os cadernos de cultura, mas está longe de explicá-lo inteiramente. Aos poucos, os grandes jornais foram substituindo seus colunistas e articulistas progressistas por conservadores, alguns com biografias abertamente ligadas ao principal partido da oposição, PSDB, ou por publicistas vitriolicamente reacionários, como Rodrigo Constantino, Reinaldo Azevedo, Diego Escosteguy e um rol imenso de outras figuras da mesma laia.

Mesmo com o progressivo avanço da mídia em direção ao reacionarismo, alguns colegas, inclusive eu, ainda insistiam em colaborar com estes órgãos, quando instados. O motivo não era mais propriamente orgulho, mas uma posição de defesa estratégica de posições progressistas. Pensávamos: ainda que a barra esteja pesada neste jornal; ainda que meu texto seja publicado cercado por artigos de gente desqualificada e maliciosa; ainda assim, talvez consiga atingir alguns leitores, expondo-os a informações e pontos de vista que os façam pensar mais criticamente.

Nada mais disso é possível. Com a radicalização política absurda em que nossa grande mídia embarcou não pode haver mais orgulho, não há mais espaço para posições estratégicas, a única coisa que resta é a vergonha. Repito mais claramente: colaborar com a grande mídia reacionária nos dias de hoje é motivo de vergonha. Quem ainda faz isso  está compactuando com o ataque à democracia encetado por estes meios. Não há inocentes úteis.

Revistas como Veja, Época e IstoÉ adotam a postura franca de banir tudo que não seja reacionário em suas páginas da cobertura política. O Globo está praticamente igual, com raríssimas exceções. O jornal é um apanhado de reportagens, colunas de opinião, e editoriais militantemente oposicionistas, com imagens, títulos e manchetes cuidadosamente editados para produzir o maior efeito no leitor. Estadão, idem, em quase tudo.

A Folha de S. Paulo também apela fartamente para estratégias editorias para apresentar as ações do governo, do PT, de Lula e Dilma da pior maneira possível, enquanto noticia generosamente a agenda da direita oposicionista. Já analisei aspectos desta estratégia em alguns artigos e vou escrever mais um sobre material recente publicado pelo jornal em breve. Mas no uso dos articulistas ela é um pouquinho diferente. Há um número bem maior de oposicionistas, entre eles Aécio Neves, Marina Silva e até gente do naipe de Reinaldo Azevedo, mas a Folha conta também com um pequeno time de intelectuais de esquerda, bem minoritário, mas que cumpre uma função importante para o jornal: permite que seus editores, ombudsman e demais jornalistas defensores da agenda patronal digam que o jornal é plural pois reproduz várias perspectivas e opiniões. Em inglês há um termo para isso. Eles são the tolken liberals. Estão lá para prestar este serviço, que o velho marxismo chamaria de ideológico. Pois este jornal, assim como todos os outros supracitados, já sacrificaram qualquer semblante de esfera pública habermasiana ou mesmo de pluralismo liberal, se me permitem um intelectualismo escolástico.

O pequeno exército de acadêmicos que presta esse serviço de reportar seus resultados de pesquisa e opiniões para artigos e reportagens da grande mídia não recebe qualquer compensação monetária. Às vezes são até tratados por jornalistas como se tivessem obrigação de trabalhar de graça para seus senhores, os grandes proprietários da mídia nacional. Os poucos acadêmicos colunistas ou não recebem nada ou ganham uma merreca, como se diz por aí, para fazerem o que fazem. Não há mais razão para ambos os grupos continuarem essa colaboração voluntária. Não há orgulho em fazer isso, mas vergonha; não há mais semblante de debate público com posições para serem ocupadas; o que há é uma guerra política na qual a grande mídia já deu provas de sobra que está disposta a jogar as instituições democráticas que criamos com a luta de gerações de brasileiros na lata do lixo.

Por isso faço o chamamento: BOICOTE A MÍDIA. E de quebra, cancele todas assinaturas de jornais e revistas que tiver em casa ou em suas instituições.

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08/01/2016

Amigos da Rede Globo: PSDB só tem Padrão FIFA

A cada dia que passa fica mais evidente a origem do ódio da direita golpista aos governos Lula e Dilma e ao PT. Com isto não se está querendo eliminar ou justificar os seus erros, que não foram poucos. O leitmotiv dos que defendem o golpe paraguaio é o ódio às investigações. Como atacar Lula e Dilma e o PT se estão presos tantos do PT e nenhum do PSDB. A “liberdade de ação ao PSDB” não escapou nem à Folha de São Paulo, ardorosa e maior apoiadora do PSDB. Os fatos são tantos e tão notórios que por vezes escapa por entre os dedos melindrosos dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium.

Os que dizem lutar contra a corrupção, como o MPF, não se vexam em arquivar por três anos as informações da Suíça que comprometem o PSDB, Alstom & Siemens  no Propinoduto Tucano. A contribuição do Judiciário está mais do que evidente no julgamento do Mensalão Mineiro. Os fatos são anteriores à Ação 470, mas Joaquim Barbosa sentou no processo e, não satisfeitos com isso, devolveram à primeira instância.

Apesar da proteção mafiosa ao PSDB, que conta com a participação do STF, PF, MPF & TCU, algumas informações são por demais evidentes para serem menosprezadas. A seguir, o decálogo da besta:

1) o principal mote do candidato do PSDB em sua candidatura à Presidência era o choque de gestão e a meritocracia. Hoje uma notícia explica como isso funciona: STF mandou exonerar os 60 mil cabos eleitorais efetivados sem concurso;

2) depois de 17 anos o Mensalão Tucano foi julgado e o então Presidente da sigla foi condenado a mais de 20 anos de prisão;

3) os aeroportos de Cláudio e Montezuma, construídos com dinheiro público nas terras do Tio Quedo, e as centenas de viagens com aeronaves do Estado para si e para amigos & CIA Ilimintada não são nada diante do sumiço de um heliPÓptero com 450 kg de cocaína. Quando Mauro Chaves perpetrou o antológico artigo “Pó pará, governador” já se poderia adivinhar o porquê dos interesses em construir aeroportos clandestinos e a pouca importância na apreensão recorde do pó sem dono.

4) Aécio Neves também estrelou o novo filme da série 300, mas não ganhou capa da Veja nem segundos no Jornal Nacional;

5) apesar de todo desinteresse da associação Amigos do Alheio, presidida por Rodrigo de Grandis, a Suíça encaminhou as informações necessárias a comprovação dos negócios escusos da Alstom e Siemens com o PSDB;

6) o tCU, que sempre foi nota de rodapé nos jornais, quando se viu acossado por denúncias contra Augusto Nardes, pego na Operação Zelotes, e Aroldo Cedraz, do teleférico Tiago Cedraz, virou braço armado dos faz de conta;

7) todos grupos de comunicação, que se especializaram em espalhar ódio contra Lula, Dilma e o PT, estão na Lista Falciani do HSBC. Também estão na Operação Zelotes e nos escândalos de sonegação Padrão Fifa na Suíça. O mais escandaloso nestes casos é que os criminosos não são importunados pelos órgãos fiscalizadores no Brasil, mas não ousam viajar para o exterior com medo de serem presos. Isso explica tudo a respeito do viés partidário com que são perseguidos Lula, Dilma e o PT ao mesmo tempo em que seus adversários gozam de total impunidade;

8) o garoto propaganda do Napoleão das Alterosas, mascote do golpe paraguaio, hoje aparece ainda gordo, na FIFA FAN FEST do Jerôme Valcke….

9) alguém pode explicar porque pode ser presidente alguém que ganha o troféu de pior senador no ranking da Veja? Isso não explica porque Aécio perdeu pra Dilma exatamente onde é mais conhecido: Minas e Rio de Janeiro?!

10) O que a direita golpista quer fazer de Aécio Neves nosso Maurício Macri: aparelhar tudo por decreto, e salvar os grupos mafiomidiáticos, que, com a derrota do playboy, estão em coma…

Diante disso, que é muito mas não é tudo, entende-se porque os bandidos nazi-fascistas perderam o pudor e saíram das sombras vestindo camisas verde-amarelas  Padrão FIFA para atacar Lula, Dilma e o PT. A marcha dos zumbis, com o lema somos todos Cunha, explica o golpe paraguaio, mas também e principalmente o nível, o caráter e a ética dos que propagam o ódio contra Lula, Dilma e o PT.

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quadrilhao

Ronaldo Aécio Alckmin Ronaldo Neves Fora

Valcke fez a Fifa pagar US$ 150 mil para alugar apartamento de Ronaldo, diz jornal

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE NA SUÍÇA – O ESTADO DE S. PAULO

07 Janeiro 2016 | 23h 18 – Atualizado: 08 Janeiro 2016 | 07h 31

Fifa havia alertado que reserva de hotel sairia mais barata

O ex-secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, obrigou a entidade a pagar cerca de US$ 150 mil para alugar um apartamento de luxo do ex-craque Ronaldo no Rio de Janeiro para que, em 2013, pudesse se hospedar no Rio de Janeiro para preparar a Copa do Mundo de 2014.

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Os dados foram publicados na edição de sexta-feira de um dos principais jornais suíços, o Tages Anzeiger. Valcke foi suspenso de seu cargo, depois que a reportagem do Estado revelou como ele manobrou a venda de entradas para a Copa de 2014. Se condenado, pode pegar uma suspensão do futebol de nove anos.

Segundo o jornal suíço, porém, a Fifa alertou que alugar uma suíte de hotel sairia mais barato que alugar o apartamento de Ronaldo, que na época fazia parte do Comitê Organizador Local, presidido por José Maria Marin. "Mas Valcke insistiu no apartamento. A Fifa pagou", escreveu o diário suíço.

A reportagem também conta como Valcke usou o jato privado da Fifa para viagens pessoais, levando inclusive seu filhos. Em 2012, o francês embarcou até Nova Delhi para uma reunião com a federação local. Mas aproveitou para dar um pulo também no Taj Mahal. Naquele momento, a Fifa não tinha regras sobre como os dois jatos da entidade deveriam ser usados. Agora, uma das prioridades da reforma de Domenico Scala foi a de estabelecer diversas regras, inclusive para o uso dos jatos.

Filho – Segundo o jornal, Valcke também ajudou seu filho, Sébastien a fechar acordos com a Fifa. Um deles se referia à empresa EON Reality, dos EUA. A companhia é especializada em hologramas e a ideia da Fifa era de trazer a tecnologia para o futebol. O contrato ficaria em US$ 700 mil.

Mas a EON, segundo o jornal, contratou justamente o filho de Valcke. Para completar, ele ficaria com 7% (cerca de US$ 50 mil) como comissão por ter aproximado a empresa da Fifa, dirigida por seu pai.

Durante a Copa do Mundo de 2014, a Fan Fest no Rio de Janeiro trouxe um stand justamente com um holograma da taça.

22/12/2015

Ao invés de combater como Dilma, PSDB prefere chamar sua corrupção de "desorganizada"

E o PSDB, por seu capo di tutti i capi, pode dizer estas boçalidades impunemente porque tem de seu lado o escandalosamente lento e engavetador MPF. O MPF e parcela atrasada do Judiciário viraram cumplices seja pela engavetamento, seja legitimando práticas, como faz Gilmar Mendes e antes dele Geraldo Brindeiro.

Para azar deles, hoje não basta contar com o apoio da velha mídia, há que se contar também com a seletividade burra de midiotas. A estultice de anencefálicos atacando Dilma, sobre a qual não paira nenhuma acusação de corrupção, para assim livrar o lombo de um notório corrupto, desde os tempos de Collor, conhecido pelo apelido de Eduardo CUnha.

Há muito tenho notado que a campanha do MPF contra a corrupção é uma espécie diversionismo para eliminar a concorrência de seus próximos ideológicos. O estrabismo de suas atuações são por demais evidentes e a internet não para de revelar cada vez mais essa parceria que mantém o Brasil preso ao atraso. As Danusa Leão e os Luis Carlos Prates do MPF fazem das tripas coração para protegerem aquilo que o PSDB chama de choque de gestão e de meritocracia, que é simplesmente o privilégio que desde sempre gozam os que já nascem com privilégios. Outro exemplo neste mesmo sentido é aquele asilo de políticos velhos e velhacos que é o tCU. Afinal, o que diferencia Robson Marinho no TCE/SP de Augusto Nardes no tCU? A explicação pode ser dada com um exemplo: graças a seletividade de instituições como MPF/PF/PJ João Havelange, Ricardo Teixeira, J. Hawilla, José Maria Marin, Marco Polo del Nero e Eduardo CUnha circulam com desenvoltura e cheios de boça pelas altas esferas do Brasil, mas ou já estão presos no exterior ou se por lá circularem o serão. Por que um notório comprador de reeleição continua todos os dias ganhando espaço para deitar falação sobre honestidade?

“Desorganizada”, corrupção na Petrobras começou no primeiro mandato de FHC e rendeu frutos ao PSDB até 2010

publicado em 22 de dezembro de 2015 às 03:27

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Da Redação

O acúmulo de informações sobre a Operação Lava Jato deixa claro: o Petrolão começou no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Diz ele que era, então, um esquema “desorganizado”. Ou seja, a corrupção do PSDB é mais “vadia” que a do PT/PMDB/PP/PSB e outros, parece sugerir o sociólogo.

É exatamente a mesma lógica utilizada para justificar como legais doações feitas pelas empreiteiras envolvidas na Lava Jato a Aécio Neves em 2014, quando aquelas que abasteceram os cofres de Dilma teriam sido “criminosas”.

“Mas, não tínhamos o que dar em troca, já que não controlávamos o Planalto”, argumentam os tucanos.

Porém, e os contratos fechados pelas mesmas empreiteiras com os governos paulistas de José Serra e Geraldo Alckmin, totalizando R$ 210 bilhões? E os fechados com os governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia em Minas? Não poderia ter se dado aí o quid-pro-quo?

A lógica do PSDB, endossada pela mídia, deu certo no mensalão: embora os tucanos tenham amamentado Marcos Valério no berço, com dinheiro público de empresas estatais como Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), Comig — hoje Codemig, Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais — e o extinto Bemge, o banco estadual mineiro, ninguém foi preso; o ex-presidente nacional do PSDB e senador Eduardo Azeredo foi condenado em primeira instância a 20 anos de prisão (leia íntegra da sentença aqui), depois de 17 anos! Dificilmente passará um dia na cadeia, já que em 2018 completa 70 anos.

Enquanto isso, o mensalão petista deu no que deu, apesar da controvérsia sobre se o dinheiro da Visanet, afinal, era ou não público.

Vejamos quais são os fatos que localizam o berço do Petrolão no quintal de FHC:

1. Delcídio do Amaral, ex-líder do governo Dilma no Senado, hoje preso, assinou ficha de filiação no PSDB em 1998 e foi diretor de Gás e Energia da Petrobrás em 2000 e 2001, no segundo mandato de FHC, quando conheceu Nelson Cerveró e Paulo Roberto Costa, que agora se tornaram delatores. Os negócios entre eles começaram então.

2. As usinas termelétricas construídas às pressas na época do apagão elétrico — o verdadeiro, não aquele que a Globo prevê desde o governo Lula –, durante o governo FHC, deram prejuízo à Petrobrás superior àquele atribuído à compra e venda da refinaria de Pasadena, no governo Dilma, segundo calculou a Folha de S. Paulo. Mas, vejam que interessante: a Folha apresenta o senador como sendo do PT quando, à época dos negócios denunciados, ele tinha ficha de filiação assinada no PSDB e servia ao governo FHC.

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3. Delcídio é acusado de ter recebido R$ 10 milhões em propina da Alstom neste período. A Alstom foi operadora do trensalão tucano em São Paulo, que atravessou os governos Covas, Alckmin, Serra e Alckmin com uma velocidade superior àquela com que se constrói o metrô paulistano.

4. A Operação Sangue Negro, deflagrada pela Polícia Federal, refere-se a um esquema envolvendo a empresa holandesa SBM, que operou de 1998 a 2012, envolvendo pagamentos de U$ 46 milhões. Em 1998, registre-se, FHC foi reeleito para um segundo mandato.

5. Em delação premiada, o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, disse que coletou um total de R$ 100 milhões em propinas desde 1996. Portanto, desde a metade do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso. Barusco, se contou a verdade, atuou no propinoduto durante seis longos anos sob governo tucano. Por que Lula e Dilma deveriam saber de tudo e FHC não?

6. Outro delator, Fernando Baiano, disse que seus negócios com a Petrobrás começaram em 2000, na metade do segundo mandato de FHC.

O curioso é que, em março de 2014, o PSDB acusou o PT, em nota no seu site, de ter tentado bloquear investigações sobre a Petrobrás.

Desde 2009, o PSDB no Senado solicita investigações sobre denúncias de irregularidades e na direção oposta, o esforço para aprovar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a estatal petroleira foi derrubada pelo governo federal no mesmo ano. […] Em 15 de maio de 2009, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) protocolou um pedido de abertura da comissão, assinado por 32 colegas de diversos partidos, incluindo até mesmo alguns de legendas que apoiam o governo. O requerimento pedia a investigação a fraudes que já haviam sido motivo de trabalhos na Polícia Federal, Tribunal de Contas da União e Ministério Público federal.

Na justificativa, o tucano argumentou que havia indícios de fraudes em construção e reforma de plataformas de petróleo – em especial relacionadas a grandes superfaturamentos – e desvios de verbas de royalties da exploração do petróleo, sonegação de impostos, mal uso de verbas de patrocínio e fraudes em diversos acordos e pagamentos na Agência Nacional de Petróleo. No entanto, o governo operou internamente com sua base para engavetar o pedido de CPI. Mas o PSDB apresentou requerimentos relacionados à Petrobras, no esforço de buscar respostas às denúncias.

Porém, mais tarde soubemos que foi o ex-presidente do PSDB e ex-senador Sergio Guerra, já falecido, quem teria recebido R$ 10 milhões para enterrar a CPI, segundo o delator Paulo Roberto Costa.

No Estadão:

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmou em sua delação premiada que o então presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra – morto em março deste ano –, o procurou e cobrou R$ 10 milhões para que a Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobrás, aberta em julho de 2009 no Senado, fosse encerrada. Segundo Costa, o tucano disse a ele que o dinheiro seria usado para a campanha de 2010. Aos investigadores da Operação Lava Jato, Costa afirmou que os R$ 10 milhões foram pagos em 2010 a Guerra. O pagamento teria ocorrido depois que a CPI da Petrobrás foi encerrada sem punições, em 18 de dezembro de 2009. O senador era um dos 11 membros da comissão – três integrantes eram da oposição e acusaram o governo de impedir as apurações.

A extorsão, segundo Costa, foi para abafar as descobertas de irregularidades nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco – alvo do esquema que levou ao banco dos réus o ex-diretor da estatal e o doleiro Alberto Youssef. A obra era um dos sete alvos suspeitos na Petrobrás que justificaram a abertura da comissão, em julho. […] O ex-diretor declarou que o então presidente do PSDB estava acompanhado do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), a quem chamou em seu relato de “operador” […] O delator afirmou que Guerra relatou a ele que o dinheiro abasteceria as campanhas do PSDB em 2010. Naquele ano, o presidente do partido foi o coordenador oficial da campanha presidencial do candidato José Serra. Integrantes da campanha informaram que o ex-senador não fez parte do comitê financeiro.

Vejam vocês que os tucanos denunciados são graúdos: dois senadores e ex-presidentes do partido, Eduardo Azeredo e Sergio Guerra. Não é, portanto, coisa da arraia miúda do PSDB.

No caso de Guerra, supostamente atuou com um operador de outro partido, demonstrando que o Petrolão obedecia a linhas partidárias tanto quanto aquela famosa foto de Delcídio (PT) com Romário (PSB), Eduardo Paes, Pedro Paulo e Ricardo Ferraço (PMDB) celebrando uma “aliança partidária”.

Nosso ponto é que o mensalão, assim como o trensalão e o petrolão, são suprapartidários e expressam a destruição do sistema político brasileiro pelo financiamento privado, aquele que transformou o presidente da Câmara Eduardo Cunha num traficante de emendas parlamentares escritas pela OAS e apresentadas por gente como Sandro Mabel (PMDB) e Francisco Dornelles (PP).

Se é certo que o PT hoje age igualzinho a todos os outros partidos, também o é que o PSDB não paira ao lado do DEM no panteão da moralidade, né Agripino?

As informações acima não diminuem ou pretendem diminuir a responsabilidade de integrantes do PT e de todos os outros partidos envolvidos no Petrolão: PMDB, PP, PSB e outros.

Porém, servem para demonstrar que o Petrolão floresceu num período em que, tendo a oportunidade de fazê-lo, o PSDB não fortaleceu as instituições que poderiam desmontá-lo no nascedouro. Pelo contrário, os dois mandatos de FHC ficaram famosos pela atuação do engavetador-geral da República. O presidente se ocupava de coisas mais importantes, como vender por U$ 3 bilhões uma empresa que valia U$ 100 bi, noutro escândalo, aquele sim, jamais investigado.

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Fogo “amigo do Alckmin” abafa Alstom

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Imagine uma tragédia dessas ocorrendo na administração de alguém que tirou uma foto com o Lula. A Folha deitaria e rolaria pra cima do grande molusco. Como acontece na Capitania Hereditária do PSDB, que há mais de 20 anos comanda o desmando e o desmanche do Estado, a Folha põe a culpa no incêndio. Quem brinca com fogo, seu Frias, pode sair chamuscado. Houve queima total mas, parece, a crise d’água em São Paulo não tem nada a ver com o insucesso em apaga-lo.

Não se deve usar e abusar de termos de auto ajuda, como faz o PSDB via mídia amiga. Onde está o choque de gestão? Já sei, no fogo. E a meritocracia, nas cinzas! A verdade é uma só, onde o PSDB ganha eleições, o PCC governa!

Bem faz o PSDB que distribui milhares de assinaturas da Veja, Estadão e Folha nas escolas públicas de São Paulo. Como já ensinava São Francisco de Assim, é dando que se recebe, é distribuindo assinaturas que se é louvado e protegido.

Nem a fumaça esconde que o a Folha tenta desesperadamente desvincular do PSDB. Não é só o efeito do Estado Mínimo, que busca reduzir custos a todo custo e a qualquer preço. É também a manchete envergonhada dizendo que “Alstom acerta com a Justiça indenização de R$ 60

De nada adiantou o Rodrigo de Grandis proteger seu partido, o PSDB. A Justiça Suíça, como no caso da FIFA/CBF, mostra aos seus congêneres brasileiros que não tem cor partidária. Aqui o PSDB deita e rola. O deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom tripudia pra cima do Poder Judiciário. Claro, com a cobertura da Folha. Graças ao jornalismo mafioso praticado, não gratuitamente pela Folha, Veja, Estadão, Globo & RBS, Robson Marinho continua no TCE/SP.

E o que faz o jornalismo de aluguel da Folha, o mesmo que fez a Lava Jato: quando o assunto é com o PSDB, a culpa é do morto.

Na Lava Jato, sobrou para Sérgio Guerra, já morto. No Tremsalão, também conhecido como propinoduto tucano, a culpa é do Mário Covas, já morto. Coitado do Covas, além de morto, não tem amigos. Se fosse petista, a Folha diria que ele é amigo do Lula, não é?! Aliás, quando a Polícia Federal vai ouvir o Lula para saber se não foi ele que botou fogo no museu?!

A Alstom vai pagar R$ 60 milhões para se livrar do processo sobre propina. Tem mais sorte o PSDB,o MPF não só vai lhe cobrar nenhum centavo, como é capaz de dizer que o R$ 60 milhões pertencem ao PSDB…

Alstom e Siemens continuam drenando dutos e fazendo buracos pelos subterrâneos de São Paulo, mas isso não vem ao caso…

A seguir a matéria da Folha. Uma lição apaixonada, uma forma de declaração de amor eterno à corrupção made in PSDB!

 

Alstom vai pagar R$ 60 mi para se livrar de processo sobre propina

MARIO CESAR CARVALHO
DE SÃO PAULO

22/12/2015 02h00

Em um acordo fechado na Justiça, a Alstom aceitou pagar uma indenização de cerca de R$ 60 milhões para se livrar de um processo em que é acusada de pagar propina para conquistar um contrato de fornecimento de duas subestações de energia, em 1998, para uma empresa do governo de São Paulo, na gestão do tucano Mário Covas.

O acordo não contempla os processos sobre o Metrô, a CPTM e as acusações de que a multinacional francesa fez parte de um cartel que agia em licitações de compra de trens. Em todos esses casos, há suspeitas de que integrantes do PSDB tenham sido beneficiados por suborno.

No acordo, a empresa não reconhece culpa no processo instaurado em 2008. Nas primeiras negociações, promotores haviam pedido R$ 80 milhões, mas a Alstom refutou.

O valor da indenização foi calculado a partir do suborno pago pela Alstom, que correspondeu a 17% do valor do contrato, segundo documento interno da própria multinacional, revelado pela Folha em janeiro de 2014.

Os promotores trabalhavam com a informação de que a propina havia sido de 15%.

Também entrou no cálculo da indenização uma espécie de multa de 10%, para cobrir o que a lei chama de danos morais coletivos.

Como o valor do contrato foi de cerca de R$ 317 milhões, em valores atualizados, a Alstom pagará cerca de R$ 55 milhões pelo suborno e perto de R$ 5 milhões a título de danos morais.

Continua como réu na ação o mais importante auxiliar de Mário Covas à época, Robson Marinho, um dos fundadores do PSDB. Chefe da Casa Civil de Covas entre 1995 e 1997, as iniciais do seu nome (RM) foram citadas em documento interno da Alstom, escrito em francês, sobre a distribuição da propina.

Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, ele foi afastado do cargo em agosto de 2014 por decisão judicial. Marinho é acusado de ter recebido US$ 2,7 milhões da Alstom em contas secretas na Suíça entre 1998 e 2005, o que ele nega enfaticamente.

O documento francês que menciona as iniciais de Marinho cita também a SE, que seria a Secretaria de Energia, segundo executivos da Alstom. À época do contrato, a secretaria era dirigida por Andrea Matarazzo. Ele, porém, nunca foi réu no processo.

DINHEIRO BLOQUEADO

Um dos motivos que levaram a Alstom a fechar o acordo foi a decisão judicial de fevereiro deste ano, que bloqueou R$ 282 milhões dos réus, dos quais R$ 141 milhões eram da multinacional. Com o acordo, a Alstom poderá receberá de volta o montante.

O acerto foi fechado na última sexta-feira (18), diante da juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi. Aturaram no acordo os promotores José Carlos Blat, Silvio Marques e Valter Santin.

O acordo só deve ser homologado em fevereiro porque a Procuradoria Geral do Estado precisa aprovar os termos do pacto selado.

A suspeita de que a Alstom pagou propina em contrato com uma empresa do governo paulista, a EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia), foi revelada em 2008 pelo jornal americano "Wall Street Journal".

OUTRO LADO

A Alstom não quis comentar o acordo acertado por advogados contratados pela empresa, em processo em que a multinacional é ré, sob a alegação de que vendeu a sua divisão de energia para a GE e esta deveria se manifestar.

Procurada, a GE não quis se pronunciar sobre o acordo.

Em outras ocasiões, a Alstom afirmou que vem colaborando com as investigações feitas em São Paulo e que adota elevados padrões de conduta ética em seus negócios.

21/12/2015

Corrupção boa? Em São Paulo, graças aos Rodrigo de Grandis, tem!

 

Alckmin e Cerra se enterraram na Lava Jato

Dr Moro, não vem ao caso ? – publicado 19/12/2015

helicoca

O Conversa Afiada reproduz do Viomundo irrepreensível reportagem da Conceição Lemes sobre esses moralistas sem moral do PSDB de São Paulo (FHC, toc toc toc – batata tá assando!):

Empreiteiras denunciadas na Lava Jato têm contratos de R$ 210 bi com governos de São Paulo; adesão paulista ao impeachment é para barrar investigações?

por Conceição Lemes
Em 5 de novembro, saiu no Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo: Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da Alesp aprovou as contas do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) referentes ao exercício de 2014.
Na mesma edição, o DO Legislativo publicou, da página 90 a 124, o voto em separado de dois deputados da Comissão, que desaprovaram as contas: João Paulo Rillo e Teonílio Barba (PT-SP).
Eles elencam diversas justificativas para a rejeição, entre as quais 17 ressalvas e 114 recomendações do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).
Em 2014, o TCE-SP fez 92 recomendações em relação às contas de 2013. Alckmin atendeu plenamente somente 7. Das 85 restantes, 43, ele cumpriu parcialmente  e 40, não fez nada. Duas estavam prejudicadas.
Em consequência, agora em 2015, as recomendações subiram para 114. A primeira é justamente cumprir as de 2013. Daí, as ressalvas aprovadas, que podem levar à rejeição das contas nos próximos anos:



Todas as ressalvas são consideradas graves, mas duas se destacam: a 11 e 16.
Em ambas há indícios sérios de que o governo paulista pode estar maquiando números e descumprindo a legislação.
A restrição 11 refere-se aos recursos do petróleo, que, por força da Lei de Diretrizes Orçamentárias, são considerados do Tesouro do Estado. Logo, podem ser incluídos no gasto com a Saúde e a Educação.
Só que isso vai contra o que estabelece a Constituição Federal, que prevê recursos de impostos – basicamente, ICMS e IPVA – para a Saúde e Educação. Consequentemente, é possível que os números divulgados não sejam reais e o governo paulista esteja aplicando menos em Educação e Saúde.
A ressalva 16 refere-se a uma “pedalada” de Alckmin na Educação, visto que as despesas restantes de um ano para pagar no exercício seguinte são grandes. De modo que, havia um total descontrole, como aponta TCE-SP desde 2007.
Mas o que mais chama atenção no voto em separado dos dois parlamentares são três fatos provavelmente conectados:
1) As empreiteiras denunciadas na Lava Jato pelo pagamento de propina a agentes públicos da Petrobras sempre atuaram em obras do governo do Estado de São Paulo.
2) O envolvimento do doleiro Alberto Youssef com grandes empreiteiras em obras públicas de Norte a Sul do Brasil, inclusive no Estado de São Paulo.
Na reportagem A planilha de Youssef, publicada na edição de 6 de dezembro 2014 de CartaCapital, o jornalista Fábio Serapião mostrou que o doleiro mantinha uma lista de 750 obras, entre as quais construções da Sabesp, do Monotrilho e do Rodoanel. Ele salienta:
“Outro caso parecido é o trecho do monotrilho entre a estação Oratório e Vila Prudente, na capital paulista, integrante da linha 15-Prata do Metrô.
No documento apreendido [a planilha do Youssef], a Construtora OAS, consorciada com a Queiroz Galvão e a canadense Bombardier, seria o cliente do doleiro em um contrato de cerca de 8 milhões de reais. Prometida pelo governador Geraldo Alckmin para janeiro deste ano, o monotrilho ainda não entrou em operação.
O presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, o vice-presidente do setor Internacional, Agenor Medeiros, e mais três dirigentes foram presos pela PF.
Na planilha aparecem ainda outros projetos de estatais paulistas, a começar por duas adutoras da Sabesp e obras no trecho Sul do Rodoanel. No caso da construção do anel rodoviário, em 2009, o TCU havia apontado ao menos 79 irregularidades graves, inclusive sobrepreço.
Na planilha do doleiro, a menção ao Rodoanel precede a inscrição do valor de 1,5 milhão de reais.
Além disso, o esquema de Youssef operou também na Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, revelaram reportagens do Estadão sobre a máfia dos fiscais paulistas.
3) Adir Assad,  preso desde março em Curitiba (PR) por decisão do juiz Sérgio Moro por suposto envolvimento nos desvios da Petrobras, é o doleiro das obras tucanas no Estado de São Paulo, segundo reportagem de Henrique Beirangê, publicada na edição de 30 julho de CartaCapital.
O nome de Adir aparece associado, por exemplo, ao Rodoanel Sul 5 e à ampliação das marginais do rio Tietê, anunciada em 4 de junho de junho de 2009, com bumbos e fanfarras, pelo então governador José Serra (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (na época DEM, hoje PSD).
Beirangê observa:
A prisão de Assad revigora outro escândalo já esquecido: o esquema da Construtora Delta e do bicheiro Carlinhos Cachoeira. O doleiro aparece principalmente nas histórias de desvios de obras no estado São Paulo, governado há mais de duas décadas pelo PSDB. Um novo documento nas mãos de procuradores e policiais federais tem o poder de revelar detalhes de um escândalo de proporções ainda desconhecidas no ninho tucano. Os promotores de São Paulo sabem da existência das operações e pretendem abrir inquéritos para apurar as operações financeiras.
O documento é um relatório de análise do Ministério Público Federal que enumera uma série de tabelas de pagamentos a cinco companhias. Segundo a PF, trata-se de empresas de fachada criadas para lavar o pagamento de propinas intermediadas por Assad.
Entre elas aparece a Legend Engenheiros, responsável por movimentar 631 milhões de reais sem nunca ter tido um único funcionário, conforme a Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho.
A contabilidade da empresa exibe polpudos pagamentos de consórcios e empresas que realizaram obras bilionárias no governo de São Paulo durante os últimos 20 anos.
O primeiro pagamento que salta aos olhos é um depósito de 37 milhões de reais ao Consórcio Nova Tietê. Liderado pela Construtora Delta, o consórcio levou as principais obras de alargamento das pistas da principal via da capital paulista em 2009, durante o governo de José Serra.
O valor inicial do contrato previa gastos de 1 bilhão de reais, mas subiu para 1,75 bilhão, ou seja, acréscimo de 75%. Um inquérito sobre a inflação de custos chegou a ser aberto pelo Ministério Público de São Paulo. Acabou, como de costume em casos que envolvem tucanos, arquivado.
A obra foi acompanhada na época pela Dersa, empresa de economia mista na qual o principal acionista é o estado de São Paulo. Na assinatura do contrato entre o governo e o consórcio, o nome do representante da empresa estatal que aparece é o de um velho conhecido: Paulo Vieira de Souza, o famoso Paulo Preto, cuja trajetória e estripulias foram bastante comentadas durante a campanha presidencial de 2010. Acusado de falcatruas, Preto fez uma acusação velada a Serra e ao PSDB à época. “Não se abandona um líder ferido na estrada”, afirmou.
A propósito. Em 30 de abril de 2012, o Viomundo denunciou: São Paulo fez contratos de quase um bi com a Delta; Paulo Preto assinou o maior deles, no governo Serra.
Estávamos em plena CPI do Cachoeira e a mídia se “esqueceu” das conexões Dersa-Delta-Ampliação da Marginal Tietê-Paulo Preto-José Serra.
O doleiro Adir Assad até agora não abriu o bico. Será que fará delação premiada, relatando o que sabe sobre o esquema de fraudes e corrupção em São Paulo ou ficará calado para não incriminar os tucanos?
SERRA FECHOU R$78 BI EM CONTRATOS COM EMPREITEIRAS DENUNCIADAS NA LAVA JATO; ALCKMIN, R$ 52,3 BI
De qualquer forma, um levantamento inédito revela que, nos últimos 27 anos, 16 grandes empreiteiras denunciadas na Lava Jato por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras receberam, em valores corrigidos, mais de R$ 210 bilhões dos cofres públicos paulistas. As contas referem-se  apenas às empresas do chamado clube das empreiteiras. Não estão incluídas aquelas que ocasionalmente faziam “negócios” com empresas do “clube”, como, por exemplo, a Serveng-Civilsan.  Os dados constam do voto em separado dos deputados João Paulo Rillo e Teonílio Barba.

Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo, por conta das concessões rodoviárias), Companhia do Metrô, Sabesp, Dersa e Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) são os órgãos do governo paulista que firmaram maiores contratos com essas empreiteiras envolvidas em irregularidades na Lava Jato.

Somente em 2014 o governo Geraldo Alckmin contratou junto a essas empreiteiras mais de R$ 8 bilhões.
Mas o ano de 2009, com o tucano José Serra à frente do governo do Estado de São Paulo,  foi o campeão. Em 2009, houve o maior número de contratos entre o governo paulista  e as empreiteiras implicadas na Operação Lava Jato.  Em valores corrigidos, somaram a bagatela de R$ 43,436 bilhões.
Mas tal honraria não foi apenas em 2009.
A gestão José Serra (2007 a 2010) foi a grande vencedora no quesito dinheiro público para as empreiteiras. De 2007 a 2010, os contratos com elas carrearam R$ 72,118 bilhões dos cofres públicos paulistas.
O governo Alckmin é o vice-campeão. De 2011 a 2014, os contratos com empresas denunciadas na Lava Jato totalizaram R$ 52,386 bilhões. Só em 2013 somaram R$ 41, 236 bilhões.


TCE-SP E MPE-SP JÁ COMEÇAM A APONTAR IRREGULARIDADES
Repetimos:  as 16 integrantes do “clube das empreiteiras” , denunciadas na Lava Jato pelo pagamento de propinas a executivos da Petrobras atuaram muito no Estado de São Paulo. Os contratos dessas 16 grandes empresas com sucessivos governos paulistas somam mais de R$ 210 bilhões, em valores atualizados.
Alguns resultados das investigações  sobre a Lava Jato paulista já são conhecidos. Ao longo do tempo, o TCE-SP considerou irregulares 58 contratos de mais de R$ 5,2 bilhões, envolvendo o governo paulista e empreiteiras denunciadas na Lava Jato.
Em dezembro de 2014, Serapião revelou que Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da PEM Engenharia, denunciada pelo pagamento de propina no esquema da Petrobras, foi citado no cartel do Metrô paulista, o trensalão, também conhecido como propinoduto tucano.
O MPE-SP investiga, pelo menos, duas licitações ganhas pela PEM Engenharia. Uma delas, de mais de R$ 1,5 bilhão, foi para a fase I da linha 5 do Metrô. A outra, de mais de R$ 200 milhões, para a linha 2 do Metrô.
Outras empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras e na mira do MPE-SP por conta de contratos com o governo paulista:
* Toyo Setal, que até recentemente tinha como consultor Júlio Camargo, um dos delatores da corrupção na Petrobras. Em1998, ela assinou contrato de R$ 11 milhões para executar serviços de engenharia, projeto, fornecimento, montagem e instalação de sistema destinado ao trecho Artur-Guaianases da linha Leste/Oeste do Metrô paulista.
* A Queiroz-Galvão e a Serveng-Civilsan, que em 2013 assinaram com o governo Alckmin contrato para a construção de trecho da Rodovia Nova Tamoios (SP-099), que terá 33,9 km de extensão e ligará Caraguatatuba a São Sebastião, no litoral Norte paulista. A obra ficará  R$ 860 milhões mais cara que o custo previsto inicialmente de  R$2,34 bilhões. Curiosamente, em 2014,  a Queiroz Galvão ganhou também a licitação para a PPP da Rodovia Nova Tamoios, que envolve quase R$ 4 bilhões.
* A Jamp, empresa associada à Engevix, do esquema da Lava Jato.  Ela atuou na CDHU (Companhia de Desenvolvimento da Habitação Urbana), FDE (Fundação de Desenvolvimento da Educação) e na CPTM (Companhia de Transportes Metropolitanos). Chegam a dezenas os seus contratos com o governo paulista.
Várias outras empresas denunciadas na Lava Jato também estão envolvidos na obra da linha 5 – Lilás do Metrô (aqui e aqui).
Segundo a Justiça, a obra apresentava superfaturamento de mais de R$ 300 milhões
Agora, o Estadão publica que, além de atrasar mais de 4 anos, a vai custar R$ 1 bilhão a mais.
Esses são alguns exemplos de empresas denunciadas no esquema de corrupção da Petrobras e que continuam ganhando licitações ou aditivos do governo paulista.
Aliás, a Queiroz Galvão ganhou uma licitação de R$ 88 milhões para contratar as  empresas que executarão para a execução as obras complementares de trecho da rede de veículos leves sobre trilhos – VLT da Região Metropolitana da Baixada Santista, compreendido entre o Terminal Barreiros, em São Vicente, e a Estação Porto, em Santos.
A Serveng-Civilsan ganhou também contrato de R$ 555 milhões para elaborar o projeto e executar as obras da interligação entre as represas Jaguari (da bacia do rio Paraíba do Sul) e Atibainha (Sistema Cantareira).
Em 9 de dezembro, nós especulamos:
Eduardo Cunha e Michel Temer lideram um golpe parlamentar para se livrar da Operação Lava Jato, com a conivência do PSDB, agora que as investigações vão bater neles por conta da delação premiada do ex-líder do PT no Senado, Delcídio do Amaral.
De quarta, 16, para quinta-feira, 17, o golpe de Eduardo Cunha e Michel fez água.
Primeiro, os atos do dia 16 pelo Brasil todo mostraram que, finalmente, a ficha caiu para a sociedade.
O impeachment, como mostraram muito bem os professores no ato em defesa da democracia na Faculdade de Direito da USP, seria apenas o primeiro passo para o desmonte de todas as conquistas sociais da Constituição de 88 e dos últimos 13 anos.
Segundo, o pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para afastamento de Eduardo Cunha do mandato de deputado federal e, consequentemente, da presidência da Câmara.
O PGR faz um retrato devastador do homem do impeachment: atacadista de venda de emendas parlamentares.
Terceiro, a decisão do STF nesta quinta-feira sobre o rito de impeachment: a comissão que avaliará o caso será definida por chapa única, a votação será em aberto, e caberá ao Senado a decisão final.
Diante desse quadro e desses dados, ficam várias perguntas:
Será que, por temerem o avanço da Lava Jato, Serra, Alckmin & amigos abraçaram o impeachment para desviar o foco deles?
Como fica a operação-abafa da Lava Jato que estava sendo negociada pelo vice Michel Temer, o traidor, com os tucanos?
Será que a força-tarefa da Lava Jato vai finalmente abrir a linha de investigação tucano-paulista, a Lava Jato paulista?

Alckmin e Cerra se enterraram na Lava Jato — Conversa Afiada

25/11/2015

Amigos da Folha

OBScena: operação de guerra de um lado, operação esconde-esconde no outro.

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A capa da Folha de São Paulo de hoje, 25/11/2015, faz-me lembrar do Poema em linha reta do Fernando Pessoa. Chega a ser engraçado a diferença com que a Folha trata do cartel montado nos trens de São Paulo com a prisão deste pecuarista. Enquanto a manchete de hoje, como foto do Exército de Xian ocupando toda parte superior da capa, a informação sobre o conluio para esconder a corrupção nos três fica ao pé da página, sem fotos. Hoje a Folha consegue, numa única manchete envolve Lula e o PT. Na dos trens, nem Rodrigo De Grandis aparece, quanto mais FHC, Geraldo Alckmin, José Serra ou PSDB. É assim que funciona a máquina de caça ao Lula Gigante!

Quando a Folha vai botar na capa uma foto de Aécio Neves com a famiglia Perrella? Ou de Aécio Neves com seus aviões e os ilustres passageiros, Roberto Civita & FHC, transportados com dinheiro público?

Todos os investigados da Lava Jato são amigos do Lula. Só Lula tem amigos?

Aliás, só Lula tem filhos, genros e noras? Quando veremos na capa da Folha de São Paulo que David Zylbersztajn,  genro de FHC, foi diretor-geral da recém-criada Agência Nacional do Petróleo (ANP), e reconduzido ao cargo novamente em janeiro de 2000. Liderou a quebra do monopólio da Petrobras na exploração do petróleo no Brasil, realizando o primeiro leilão de áreas de exploração aberto à iniciativa privada, nos dias 15 e 16 de junho de 1999.

Por que Verônica Serra, filha de José Serra, mesmo se assoCIAndo ao homem mais rico do Brasil, Jorge Paulo Lehman, nunca foi capa de revista ou jornal? A maneira e a desenvoltura com que ela transitou durante os governos FHC não vem ao caso, né.

Então vamos fazer o seguinte:

Bumlai é amigo do Lula!

Paulo Preto não é amigo do José Serra?

Pimenta Neves não é amigo do Fernão Mesquita?

Quem se encontrou mais vezes: Lula com Bumlai ou Geraldo Alckmin com Marcola?

José Maria Marin não é amigo de FHC?

Zezé Perrella não é amigo de Aécio Neves?

Eduardo CUnha não é amigo da Rede Globo, de Carlos Sampaio ou do Aécio Neves?

Marco Polo del Nero não é amigo de Marcelo Campos Pinto? Afinal, quem é Marcelo Campos Pinto? Ele tem amigos?

J. Hawilla não é amigo dos filhos do Roberto Marinho? Por que ele está preso nos EUA? Ele tem amigos?

Rodrigo de Grandis é amigo do Robson Marinho?

17/11/2015

Perseguição a Lula servem para esconder isso

Filed under: Educação Pública,El País,Geraldo Alckmin,Perseguição,PSDB — Gilmar Crestani @ 8:29 am
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É claro que não vais encontrar isso na mídia venal brasileira. O PSDB faz bem o serviço de comprar os a$$oCIAdos do Instituto Millenium. Mas o El País parece que ainda não entrou no rol dos veículos distribuídos, como as milhares de assinaturas da Veja, nas escolas públicas de São Paulo.

Não tivéssemos no comando da mídia brasileira verdadeiras máfias familiares e não estaríamos tendo de buscar informação no exterior. Em relação ao PSDB, o acobertamento, a bem da verdade, não se deve exclusivamente à mídia. Há um compadrio, uma verdadeira relação umbilical de mútua proteção, com procuradores do tipo Rodrigo de Grandis. Os vazamentos seletivos, sempre buscando incriminar Lula e seus familiares é também parte deste compadrio.

A perseguição a Lula, ao PT e à Dilma é diversionismo para esconder a verdadeira bandidagem com a qual os acusadores se locupletam.

Por que isso não dá manchete nos jornais nem capa da Veja?

Por que a reforma que afeta 300.000 alunos em SP virou caso de polícia?

Para especialistas, falta de planejamento do Governo estadual agravou a crise

Gil Alessi São Paulo 14 NOV 2015 – 21:14 BRST

Escolas ocupadas em SP

Estudantes acampam em frente a escola ocupada. / R. Rosa (AgBr)

A mais nova dor de cabeça do governador Geraldo Alckmin não tem relação com as torneiras secas devido à falta de água, tampouco foi provocada por chacinas cometidas na periferia por policiais militares. Esta crise foi gestada quando o Governo decidiu efetuar uma reforma no sistema de educação, que fechará 94 escolas, mas vai mexer com a vida de 300.000 alunos de escolas estaduais de São Paulo. Para especialistas, teve como ingrediente principal a falta de diálogo do Governo com a comunidade escolar.

A tensão explodiu em outubro, quando alunos da rede pública tomaram as ruas para protestar contra o plano de reforma do sistema educacional no Estado – que até então não havia sido explicado claramente para os envolvidos. A insatisfação dos estudantes alcançou outro patamar na terça-feira, quando dezenas deles resolveram ocupar a escola Fernão Dias, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. “Nós gritamos e ninguém nos ouviu”, disse um dos ocupantes.

O movimento se espalhou para outras unidades, e na quinta-feira já eram seis os centros de ensino tomados pelos alunos. Na sexta-feira, houve outras adesões. A reação do Governo, de pedir na Justiça a reintegração de posse dos terrenos e acionar a polícia militar para sitiar algumas delas – no entorno da Fernão eram mais de 100 PMs e culminou com cenas de repressão com gás de pimenta – jogou mais gasolina em uma situação já inflamada. “É uma questão política, não de polícia!”, cantavam os estudantes que acampavam em frente à escola na noite de quinta-feira, sob o olhar atento da tropa de choque da corporação. Mexer com direitos básicos, como educação, tem um peso grande num país que ainda cobra pela melhoria da qualidade para sair das piores estatísticas do mundo.

No final de outubro, o plano de reforma de Alckmin, que será implementado a partir de 2016, foi detalhado pela Secretaria de Educação. Ele prevê o fechamento de 94 escolas (1,8% do total de rede), que terão seus prédios cedidos para outras finalidades educacionais, como creches e ensino técnico. Além disso, haverá o remanejamento de turmas em 754 unidades, para que haja apenas um ciclo educacional em cada – mais de 300.000 estudantes serão transferidos. Hoje, o ensino é dividido em três ciclos. O primeiro, agrega alunos do 1º ao 5º ano do Fundamental (entre seis e onze anos); o segundo, do 6º ao 9º ano do Fundamental (entre 12 e 14 anos); e o terceiro, alunos entre 15 e 17 anos no Ensino Médio.

A reforma pretende que o número de escolas que hoje recebem alunos dos três ciclos, as chamadas ciclos mistos, diminua. E as instituições que recebem apenas um dos três ciclos, aumentem. Os maiores receios da população são que com o novo plano os estudantes sejam obrigados a migrar para escolas com desempenho inferior à atual, mais distantes, e com salas superlotadas.

Não há comprovação de que a unificação do ciclo é benéfica

A medida do Governo foi anunciada alguns meses após o término de uma das maiores greves de professores do Estado, que durou 82 dias, de março a junho deste ano, e reivindicava melhorias salariais, que não foram atendidas. Tudo soma-se a este caldo de insatisfação, uma vez que muitos professores não sabem se continuarão a dar aulas nas escolas onde estão empregados atualmente. A Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo é contra a reforma, sob a alegação de que professores serão demitidos e haverá uma precarização nas unidades. A entidade convocou uma paralisação contra a medida para o dia 27 de novembro, sob o lema "Nenhuma escola fechada, nenhuma sala superlotada", e em seu site afirmou estar "em estado de greve contra a bagunça na rede de ensino" – o estado de greve é um indicativo de que os professores podem cruzar os braços novamente em breve.

A comunicação oficial para os familiares será neste sábado (14), quando as escolas ficarão abertas para que os diretores e supervisores esclareçam eventuais dúvidas dos pais. A Secretaria Estadual de Educação afirma que a medida foi adotada em um contexto de redução de demanda – o número de alunos caiu de 6 milhões em 1998 para 3,8 milhões atualmente. As razões apontadas são uma queda na natalidade da população e a absorção de boa parte dos alunos pelas redes particular e municipal. Além disso, a pasta informa que “o modelo [de ciclo único] é utilizado em outros países referências em educação”, e que escolas de segmento único do ensino médio “têm um rendimento até 28%s superior às demais”.

Especialistas discordam, e dizem que faltou diálogo por parte do Governo antes de tomar a medida. “A decisão veio de cima para baixo, e agora você vê como a comunidade está reagindo”, afirma Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. De acordo com o cientista social, a justificativa para a unificação de ciclo é “muito superficial do ponto de vista pedagógico”, uma vez que “não existe nenhuma conclusão” de que o modelo é mais eficiente. Segundo ele, as melhores escolas são as com maior diversidade: “É importante que um aluno do ensino médio saiba interagir com um aluno mais novo. Isso enriquece o processo educacional”.

Cara é crítico do processo de fechamento – ou cessão de escolas para outro fim, termo adotado pelo Governo -, e aponta o que considera o “caminho ideal” a ser trilhado pelo Brasil, seguindo um modelo adotado nos países desenvolvidos: “Escolas que têm ociosidade [salas vazias e poucas turmas] devem avançar para a educação integral e ensino técnico para o ciclo médio na mesma unidade”. De acordo com o coordenador, “uma medida de gestão boa na área de educação precisa ser producente, facilitar o acesso à formação, e não restringir, que é o que o secretário fez”, diz o coordenador. Ele destaca que existe uma demanda pelo ensino estadual, comprovada por unidades com salas de aula lotadas. “O conjunto da história do país não tem sido de ampliação do direito à educação, e do nosso ponto de vista, é inaceitável o fechamento de escolas”, afirma.

É preciso debater publicamente a reforma para obter consensos mínimos

Das escolas que serão fechadas, 30 apresentaram desempenho superior à média do Estado no Idesp de 2014 – principal indicador de qualidade da educação paulista -, segundo reportagem do jornal o Estado de São Paulo.

João Cardoso Palma Filho, professor da Unesp e integrante do Conselho Estadual de Educação, acredita que faltou diálogo, e que a comunidade escolar “foi pega de surpresa” pelo anúncio da reforma. “Não vou dizer que apenas o diálogo resolveria, mas pelo menos neutralizaria a ação de pais, que saberiam que seus filhos estudariam perto de casa [o Governo afirmou que a distância entre a escola antiga e a nova não superará 1,5km], e que eles ainda teriam escolas”, diz. “No escritório, com uma planilha de Excel no computador, se resolve tudo. ‘Falta combinar com os russos’”, afirma, parafraseando o jogador Mané Garrincha.

Ele também critica a justificativa de que o ciclo único é positiva para o desempenho dos alunos. “Não há comprovação de que a unificação do ciclo é benéfica”. Cardoso diz que o argumento se baseia em alguns bons resultados da medida obtidos após a municipalização de parte do ensino nos anos 90. “Muitas escolas de ciclo único apresentaram bons resultados, mas essa separação não é garantia de bom desempenho da escola”, afirma, lembrando que “a secretaria estadual investiu pesadamente nisso”, mas que em muitos casos “o resultado foi péssimo, principalmente no ensino médio”.

"Sem consenso não há reforma"

“A educação, e sobretudo a mudança em educação, precisa ser preparada”, afirma o professor da Universidade de Brasília e ex-consultor da Unesco para a Educação Célio da Cunha. Segundo ele, resistências às mudanças são parte do processo, uma vez que educação envolve os valores da sociedade. “É preciso debater publicamente a reforma para obter consensos mínimos. Nenhuma reforma na educação no mundo avança hoje sem consenso”, diz.

O professor afirma que existem inúmeros exemplos na história brasileira e mundial de propostas de mudanças educacionais que eram boas, “mas que não foram devidamente apresentadas e discutidas com alunos, professores e pais, acabaram redundando em fracasso”. De acordo com Cunha, para dar certo, “é preciso que a reforma entre no imaginário da sociedade de modo geral”.

Escolas ocupadas em São Paulo: Por que a reforma que afeta 300.000 alunos em SP virou caso de polícia? | Brasil | EL PAÍS Brasil

17/10/2015

Eduardo CUnha põe até Jesus na putaria

religiososSilas Malafaia, Marco Feliciano, Eduardo CUnha envolvem Jesus em putaria. Não é só lavagem de dinheiro, é cusparada na cara do crente. O sujeito passa a semana dando duro no batente para no fim de semana dar pro pastor vira-lata comprar Porsche, BMW. Deve-se a estas credenciais o apoio dado pelos golpistas Aécio Neves, FHC, Geraldo Alckmin, Antônio Imbassahy, Carlos Sampaio, Agripino Maia, Beto Richa, Fernando Francischini & Paulinho da Força Sindical.

Não entendo como Jesus, sendo Deus, não manda uma porrada na cara de quem usa seu santo nome em vão?! E não me venha com livre arbítrio ou o inferno para ladrão. Isso é coisa de picareta. Que deus é este que permite os piores facínoras usarem seu nome em prejuízo da boa fé de tanta gente?! Este tipo de deus não me não faz falta. Mesmo que Eduardo CUnha vá pra o quinto dos infernos, de que isto serve para a vida de milhares de pessoas que ele transformou num inferno na terra?

Eu li a Bíblia. De cabo a rabo. E descobri que muita gente boa da bíblia deu o rabo para comer. Está lá no livro de Ruth. Ela ia para os campos de centeio buscar semen-te… Até Jesus ia passear com Madalena nos jardins de Bethânia…

E aí estes pastores querem falar em família?! Só se for famílias do tipo  Provenzano, Marcheze, Corleone, Bonanno, Colombo, Genovese, Gambiono, Lucchese

O Jesus.com de Cunha roda num Porsche Cayenne

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Carro de luxo do presidente da Câmara, que é evangélico, foi registrado em uma de suas empresas, chamada Jesus.com, que faz propagandas e programas de rádio; o Porsche Cayenne S, de 2013, avaliado em R$ 429 mil, é apenas um dos carros da frota de luxo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tem ainda um Ford Edge V6, um Ford Fusion, também registrados na Jesus.com, além de uma BMW e outros carros vinculados a outra empresa e ao nome de sua esposa, a jornalista Cláudia Cruz; somente contabilizando o valor dos carros, o patrimônio de Cunha soma R$ 940 mil; PGR estima em R$ 61 milhões o patrimônio não declarado do presidente da Câmara

17 de Outubro de 2015 às 06:17

247 – Além de esconder patrimônio na Suíça e também nos Estados Unidos, como aponta a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem uma frota de carros de luxo cujo valor total soma R$ 940 mil.

Um de seus carros, um Porsche Cayenne S, de 2013, avaliado em R$ 429 mil, foi registrado em uma de suas empresas, chamada Jesus.com. O deputado é evangélico e a empresa tem como função fazer propagandas e programas de rádio

Compõem o resto da frota ainda um Ford Edge V6, um Ford Fusion, também registrados na Jesus.com, além de uma BMW e outros carros vinculados a outra empresa e ao nome de sua esposa, a jornalista Cláudia Cruz.

A Procuradoria Geral da República estima que Cunha tem um patrimônio não declarado de R$ 60,8 milhões.

O Jesus.com de Cunha roda num Porsche Cayenne | Brasil 24/7

28/09/2015

Minas a cabresto, sim!

OBScena: reunião de cópula do PSDB

FHC, Aécio Neves, José Maria Marin & Marco Polo del NeroQuando a Folha corta as asas de um tucano, temos que dar asas à imaginação…

A Folha abandona o Napoleão das Alterosas e abraça de vez a candidatura dos amigos do Marcola. Nesta manhã, ao lerem o editorial da Folha o pessoal do PCC deve ter tido a mesma sensação de Júlio César ao cruzar o Rio Rubicão: alea jacta est! O editorial vem casado com o artigo do ilibado membro da CBF/FIFA, João Dória Jr.

Como não lembrar de José Serra no Caso Lunus ou no artigo do Mauro Chaves no Estadão, “Pó pará, governador!”?!

Aliás, duvido que O Estado de Minas gaste pólvora com este chimango com outro “Minas a reboque, não”. Só os coxinhas e o MBL ainda acreditam em Aécio Neves e sua louca cavalgada em busca do santo Planalto Central. De modo que o abandonado o peso morto do tapetão do aviazinho mineiro, a Folha e demais membros do Instituto Millenium começam a edulcorar outro nome.

Os dados foram lançados. João Dória Jr. se lançou hoje, via Folha, para a Prefeitura de São Paulo.

Em breve deve ser lembrado do Marcola para o Governo do Estado de São Paulo. Ricardo Teixeira para o governo do Rio de Janeiro. E José Maria Marin e José Serra ou Geraldo Alckmin para o Planalto.

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

Asas de um tucano

Oscilando entre a vulgaridade confessa e a sugestão picante, uma copiosa literatura de entretenimento se produz na Grã-Bretanha em torno da vida íntima da casa real.

A curiosidade e a titilação não se limitam aos atuais herdeiros do trono –estando a rainha Elizabeth 2ª, pelo que se sabe, acima de pecadilhos mundanos–, mas também a figuras do passado.

Um típico exemplar do gênero, de autoria de Stephen Clarke, dedicou-se recentemente às não muito discretas escapadas daquele que seria o futuro Edward 7º, rei da Inglaterra entre 1901 e 1910.

Submetido ao controle rigoroso de sua mãe, a rainha Vitória, o jovem Albert Edward encontrou maneiras de entregar-se a movimentados, e não propriamente discretos, lazeres em Paris.

A crônica histórica tende a tratá-lo, hoje, com salaciosa indulgência –a que se pode acrescentar uma dose de diplomacia, uma pitada de geopolítica. As sendas de uma produtiva "entente" entre França e Inglaterra puderam abrir-se, em parte, graças à desenvoltura do membro da realeza nos estabelecimentos alegres da cidade luz.

As relações entre Minas Gerais e o Rio de Janeiro, sem dúvida, não se mostram tão tensas como as que marcaram França e Reino Unido ao longo da história. No papel de governador de Minas, e de herdeiro reluzente nas ordens do tucanato, o atual senador Aécio Neves aprimorou com garbo, mesmo assim, os contatos interestaduais.

Foram 124 viagens suas ao Rio de Janeiro, nos sete anos e três meses em que foi governador (2003-2010), a maioria delas entre quinta-feira e domingo. Partissem os voos do aeroporto de Cláudio, ao menos Aécio teria tirado aquela obra, construída com dinheiro público em terras familiares, do triste abandono em que se encontra.

Embora feitas em avião oficial, o fato é que não se registraram justificativas de Estado para tanta movimentação. Decreto assinado pelo próprio Aécio Neves permitiu seu acesso a aeronaves públicas em deslocamentos pessoais, "por questões de segurança".

Não será fora de propósito, em todo caso, invocar o antigo mote da mais alta condecoração britânica, a Ordem da Jarreteira: "honni soit qui mal y pense". Abominado seja quem pensar mal de tudo isso. Os ingleses entendem do assunto.

    26/09/2015

    Conheça o método tucano de eliminar os pobres

    Policia e violenciaDepois da honraria concedida porque conseguiu impor, depois de mais de 20 anos de PSDB na frente do Governo de São Paulo, racionamento d’água em São Paulo, Geraldo Alckmin deve ser indicado para dois prêmios na ONU: Nobel da Paz e de Combate a Pobreza. As chacinas são o método tucano para a busca da paz e, ao mesmo tempo, de eliminar os pobres. Ou alguém acha que a polícia do Alckmin pratica chacinas contra moradores do bairros Jardins, Vila Mariana, Morumbi?!

    Eu ainda lembro quando o PSDB usava seus parceiros na mídia, contra o Lula, para dizer que o PT causaria insegurança jurídica. Hoje pode-se dizer que o PSDB causa insegurança à vida… dos pobres e segurança jurídica… aos envolvidos na Operação Zelotes e Lista Falciani do HSBC.

    Após chacina, vítimas de homicídio batem recorde do ano na Grande SP

    Número de mortes subiu 20%, e um terço dos crimes tem policiais militares entre os suspeitos

    Dados negativos, que excluem capital paulista, frearam diminuição dos casos de homicídio no Estado

    ROGÉRIO PAGNAN, DE SÃO PAULO, para a FOLHA

    O número de vítimas de homicídios dolosos na Grande SP cresceu 20% e bateu recorde mensal de 2015 em agosto, quando a região foi palco de uma série ataques de criminosos e da maior chacina do ano, com 19 mortos.

    No total, foram 106 mortes nesses municípios, contra 88 no mesmo mês de 2014. A suspeita é de que policiais militares estejam envolvidos em um terço desses crimes.

    Os dados negativos da Grande SP, que excluem a capital, frearam a queda dos casos de homicídio no Estado, que ficou praticamente estável, e motivaram leve alta de 1,5% do total de vítimas.

    Conforme a Folha revelou, a própria polícia avalia que 32 mortes na Grande SP –ocorridas entre os dias 8 e 13 de agosto– podem ter ocorrido em represália à morte do cabo da PM Ademilson Pereira de Oliveira, em um latrocínio em Osasco.

    Só nesta cidade, a quantidade de vítimas saltou 213% em agosto em relação a igual mês de 2014 –de 8 para 25.

    O número de casos de homicídio na Grande SP também subiu, 12,4%. O dado difere do total de vítimas porque cada boletim de ocorrência pode ter mais de um morto.

    O secretário da Segurança Pública da gestão Geraldo Alckmin (PSDB), Alexandre de Moraes, atribuiu os resultados à chacina com 19 mortos em Osasco e Barueri.

    "Certamente isso foi o grande impacto para o aumento de homicídios em agosto, sem dúvida", disse Moraes.

    Um mês e meio depois, a chacina não foi esclarecida. O secretário disse que a investigação ainda não permite descartar nenhuma hipótese.

    O ouvidor da polícia, Julio Cesar Fernandes Neves, afirmou acreditar na existência de grupos de extermínio na PM –ressaltadas pelo envolvimento de policiais em crimes recentes. O governo Alckmin refutou a possibilidade.

    Na quarta (23), Moraes já tinha antecipado as estatísticas da criminalidade mais favoráveis à gestão tucana, referentes à capital paulista.

    A cidade registrou uma queda de 21,6% no número de vítimas de homicídio (de 88 para 69) de 20,2% na quantidade de casos (84 para 67).

    Nesta sexta-feira (25) saíram os dados completos do Estado e da Grande SP.

    Ainda sobre a região metropolitana, não houve aumento nem redução de latrocínios (roubo seguido de morte): tanto em agosto de 2014 quanto de 2015 foram 9 casos e 10 vítimas em cada mês.

    Para Moraes, não há motivos para mudanças no comando das polícias da Grande SP porque, no acumulado do 2015, houve redução em quase todos indicadores. "Isso é motivo de parabenizar".

    Secretário monta tática para esconder dado da Grande SP

    Região foi palco da maior chacina do ano no Estado; PMs são principais suspeitos

    Alexandre de Moraes antecipou só índices positivos; secretaria nega estratégia e diz ser transparente

    DE SÃO PAULO

    Possível candidato a prefeito da capital pelo PSDB no ano que vem, o secretário Alexandre de Moraes (Segurança Pública) montou uma estratégia nesta semana para tentar esvaziar os dados negativos de violência registrados em agosto na Grande SP.

    As estatísticas dessa região eram as mais aguardadas, por causa da repercussão da maior chacina do ano no Estado –motivada, segundo as investigações, por vingança de policiais à morte de um colega durante um assalto.

    Só esse caso pode ter deixado um saldo de 32 pessoas assassinadas, em uma série de ataques ainda sem nenhum esclarecimento e com PMs como os principais suspeitos.

    Essa chacina tem enfraquecido o secretário, já que ações descoordenadas entre as polícias civil e militar, suas subordinadas, comprometeram a busca de provas no início da investigação.

    Os dados estaduais de violência, antes da chegada de Moraes ao cargo, em janeiro, eram divulgados de uma só vez, no dia 25 de cada mês.

    Em sua gestão, porém, os balanços passaram a ser picotados conforme os interesses de divulgação do secretário.

    Neste mês, a estratégia de Moraes começou na quarta (23), quando, ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), antecipou as estatísticas de homicídio apenas da capital (com queda no índice), retendo os dados da região metropolitana e do interior.

    Nesta sexta (25), Moraes prosseguiu com a manobra, desta vez sem Alckmin.

    Durante entrevista, divulgou só os dados acumulados de homicídios de janeiro a agosto, sem detalhes mês a mês. A seguir, negou-se a informar e comentar dados de vítimas em agosto na Grande SP. "Eu não tenho, mas nós vamos colocar no site."

    Um minuto depois do término da entrevista, essas estatísticas específicas da região metropolitana apareceram no site da secretaria.

    Em nota, a pasta afirma ser "indevida" a informação "de que há uma tática para esconder os dados" e diz que a publicação é feita até dia 25, como prevê resolução de 2001.

    O Estado de São Paulo, diz a secretaria, tem "as estatísticas criminais mais transparentes do país" e considerados como de alta qualidade.

    24/09/2015

    Premiar Alckmin pela gestão hídrica equivale a DEA premiar Aécio

    OBScena: Folha de 20/10/2014 explica prêmio gestor hídrico ao Alckmin

    Folha 20102014A Drug Enforcement Administration (Órgão para o Controle/Combate das Drogas) é um órgão de polícia federal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos encarregado da repressão e controle de narcóticos. Sendo um órgão norte-americano, eu não me admiraria se a DEA, mesmo com as informações da revista TMZ, conferisse ao Aécio Neves o prêmio aviãozinho do combate aos entorpecentes. A SABESP não é uma DEA nem Alckmin um Aécio, mas a premiação da Câmara dos De-puta-dos equivale a dar guarda de creche a pedófilo.

    Da mesma forma, não há porque se admirar que um órgão comandado por este varão de Plutarco, Eduardo CUnha venha coroar os mais de 20 anos de PSDB em São Paulo com esta honraria. O racionamento d’água, que os jornais tratam eufemisticamente por crise d’água para esconder a crise de gestão, é algo impensável num país onde abundam os recursos hídricos.

    É tão acintoso quanto compreensível. Eu não pensaria outra coisa de uma Câmara de Deputados que tem um paulista campeão de votos chamado Tiririca. Pior do que ele, outro paulista, Marco Feliciano. Como se isto não bastasse e para enaltecer o prêmio, o capitão mor das maracutaias, Eduardo CUnha. O prêmio da Câmara se equivale em desfaçatez à estatueta que a Rede Globo deu às “chicanas” do Assas JB Corp.

    Pensando bem, num pais onde parcela da população pede às empregadas para baterem panela, onde nada do que se faz aqui em comparação com que se faz na terra da Volkswagen, onde as pessoas vestem camisas da CBF do José Maria Marin, Ricardo Teixeira, Marco Polo del Nero, para pedir menos corrupção, onde se quer trocar uma Presidenta, contra a qual não paira a menor denúncia, por um notório Napoleão de Hospício, nada pode ser impossível.

    Premiação é inoportuna e acintosa, dizem entidades

    FABRÍCIO LOBELDE SÃO PAULO

    Entidades sociais e ambientais criticaram a premiação que será dada pela Câmara dos Deputados ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pela gestão de saneamento e recursos hídricos no Estado.

    Édison Carlos, do Instituto Trata Brasil, reconhece que São Paulo é o mais avançado em saneamento (justificativa dada para a concessão do prêmio), mas, segundo ele, nenhum Estado deveria ser premiado, já que todos estão muito longe de níveis satisfatórios de saneamento.

    São Paulo, inclusive, não trata nem metade de seu esgoto. Édison disse acreditar que o momento para o prêmio é "inoportuno".

    Para Mario Mantovani, diretor de políticas públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, o prêmio é "equivocado" diante do momento vivido pelo Estado. "Acredito que a repercussão foi mais negativa do que positiva para o governador", diz ele.

    Já para Carlos Thadeu, do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), a escolha de Alckmin para a premiação é um "acinte". "Milhares de pessoas passam por graves casos de falta de água e o governador é premiado. Não faz sentido", questiona.

    Para Marussia Whately, da rede Aliança Pela Água, a concessão do prêmio "beira a falta de respeito com as pessoas que sofrem e ainda sofrerão com os efeitos da crise hídrica no Estado".

    "Já é de conhecimento público, e inclusive citado em relatórios do Tribunal de Contas do Estado, que é falta de planejamento da gestão Geraldo Alckmin", diz sobre os problemas de abastecimento.

    Para ela, prova disso é o fato de recursos que deveriam ser alocados em ampliação da rede de esgoto estarem sendo investidos de maneira emergencial na obtenção de água.

    O presidente do sindicato dos funcionários da Sabesp, Renê Vicente, diz acreditar que o prêmio foi dado ao governador para dar visibilidade a Alckmin. "Não é hora de receber prêmio, mas de trabalhar para livrar São Paulo do risco de colapso de seus reservatórios."

    Vicente diz ainda achar estranho que o deputado que indicou Alckmin ao prêmio, o tucano João Paulo Papa, tenha sido diretor da Sabesp.

    "Parece uma autopromoção, já que o prêmio advém de alguém que era do seio da administração da Sabesp", argumenta.

    21/09/2015

    De chacina em chacina, segurança de Alckmin já matou uma China

    Filed under: Chacina,Geraldo Alckmin,PSDB,Segurança Pública,Violência — Gilmar Crestani @ 7:34 am
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    violencia-policialPIGLatuffPara quem ainda não conhecia a política de eliminação da pobreza, eis uma das propostas do futuro candidato do PSDB à presidência, aplicadas por sua política de Segurança Pública. A verdade é que deixou de ser chacina, passou a ser genocídio, já que isso não acontece nos Jardins, mas sempre nas periferias. Não há democracia na política de segurança do Geraldo Alckmin, as mortes atingem sempre a mesma classe social.

    Para se ter uma ideia do que significam para a imprensa  as chacinas do governo Alckmin basta mencionar que uma chacina muito menor deram o golpe no Paraguai.

    Governo Alckmin muda comando da Rota

    Troca na chefia do grupo de elite da PM ocorre após sete meses e em meio a questionamentos sobre letalidade policial

    Tropa se desgastou com morte de suspeitos; secretaria afirma que mudança é parte de ‘decisão estratégica’

    ROGÉRIO PAGNANDE SÃO PAULO

    O governo Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu fazer uma troca no comando da Rota, grupo de elite da Polícia Militar, menos de sete meses após a última mudança e em meio a questionamentos sobre a letalidade da polícia.

    O tenente-coronel Alberto Malfi Sardilli, escolhido como novo chefe da tropa, comandava a cavalaria da PM e é visto como um oficial muito ligado ao governo –dentre outras funções no Palácio dos Bandeirantes, foi ajudante de ordem na primeira gestão de Alckmin e também do ex-governador José Serra (PSDB).

    Ele substituiu Alexandre Gaspar Gasparian, também tenente-coronel, que estava no cargo desde fevereiro e que vai para a vaga deixada pelo colega na cavalaria da PM.

    A Secretaria da Segurança Pública se limitou a dizer que a troca, formalizada no sábado (19), é parte de "decisão estratégica" –não deu detalhes nem revelou os motivos.

    A mudança ocorre após episódios de desgaste da imagem da PM (por crimes cometidos por policiais e pela suspeita da existência de "grupos de extermínio") e especificamente da Rota (integrantes do batalhão foram alvo de acusações de assassinatos).

    No mês passado, 14 policiais da Rota foram presos sob suspeita de terem matado duas pessoas já rendidas em Pirituba (zona norte) –em simulação de confronto.

    Dias antes, dois PMs do batalhão também foram presos após terem tentado matar um homem em Sumaré, no interior paulista. Os policiais, em horário de folga e na companhia de dois colegas, trocaram tiros com PMs em serviço na cidade na tentativa de fuga.

    Também trabalhava na Rota Fabrício Emmanuel Eleutério, soldado que é a única pessoa presa até agora sob a suspeita de participação na chacina que deixou 19 mortos em Osasco e Barueri (Grande São Paulo) no mês passado.

    O novo comandante da tropa é tido como austero com os subordinados. Sua nomeação foi vista na corporação como uma forma de Alckmin segurar a Rota, que tem a imagem de força violenta na PM.

    LETALIDADE

    O Estado teve recorde de mortes cometidas por policiais em serviço no primeiro semestre deste ano –358 casos, contra 157 no mesmo período de 2013, por exemplo.

    No caso da chacina que deixou 19 mortos na Grande São Paulo, a principal suspeita é que tenha sido uma retaliação de PMs à morte de um colega após um assalto em um posto de combustível dias antes.

    O comandante-geral da Polícia Militar, Ricardo Gambaroni, chegou a gravar um vídeo à tropa na semana passada pedindo que os policiais reflitam sobre os malefícios de simulação de confrontos e assassinatos de suspeitos –como ocorreu também no Butantã (zona oeste), onde a morte de dois rapazes acabou sendo gravada por câmeras.

    "Ocorrências forjadas estão levando os nossos policiais para a cadeia. Para a Polícia Militar, os danos à imagem podem ser irrecuperáveis. E, para os policiais envolvidos, os prejuízos financeiros, emocionais e familiares são incalculáveis. Pensem nisso", disse.

    Quem são os fúteis do Alckmin?

    AlstomPSDBPara começar, ele é o primeiro da lista. Não se posiciona contra o golpismo por que não existe motivos, mas porque isso pode também lhe causar insegurança. Não é assim que falam estadistas, mas egoístas, sim.

    Em segundo lugar, o picolé de chuchu retoma a velha briga, via Mauro Chaves, do José Serra com Aécio Neves. Ao chamar a mãe dos golpistas de fúteis, e que atitudes como a de FHC e Aécio pode criar insegurança jurídica. No Brasil, hoje, insegurança jurídica maior não há do que a simples presença de Gilmar Mendes no STF. Então, quem foi que criou a instabilidade jurídica? O partido dele, o mentor dele, FHC. Alckmin posta-se como candidato e busca viabilizar as condições para que consiga terminar o mandato. Já diz que pedalada fiscal todos dão.

    O lançamento de sua candidatura pelo menos serviu para alguma coisa, deixou nu os golpistas que tanto o apoiam, o que, convenhamos, é declaração de conveniência. Aliás, não fossem seus parceiros mafiomidiáticos, que ele sustenta distribuindo milhares de assinaturas pelas escolas públicas de São Paulo, seu próprio governo, marcado pelas chacinas diárias, e o do Beto Richa já teriam ido à lona. Motivos não faltam. Basta ver o que disse o Verissimo ontem a respeito dos pesos e medidas aplicados pela imprensa e pelo poder judiciário.

    Alckmin: se Dilma cair, todos estarão ameaçados

    Governador de São Paulo reuniu empresários no Palácio dos Bandeirantes e condenou um eventual impeachment provocado por um motivo fútil, como as chamadas pedaladas fiscais; Geraldo Alckmin disse ainda que, se isso ocorrer, "há risco para a democracia, pois nenhum governo terá mais segurança jurídica de que terminará o mandato"; no encontro, que teve representantes de empresas como Bradesco, Brasil Foods e Riachuelo, ele afirmou ainda que há exemplos de "pedaladas" em estados e municípios e também disse que qualquer pretexto poderá ser usado para tirar governantes do cargo; no PSDB, enquanto o senador Aécio Neves sonha com novas eleições, José Serra defende parlamentarismo

    21 de Setembro de 2015 às 03:44

    SP 247 – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, reuniu empresários no Palácio dos Bandeirantes e condenou um eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff provocado por um motivo fútil, como as chamadas pedaladas fiscais.

    Geraldo Alckmin disse ainda que, se isso ocorrer, "há risco para a democracia, pois nenhum governo terá mais segurança jurídica de que terminará o mandato".

    No encontro, que teve representantes de empresas como Bradesco, Brasil Foods e Riachuelo, ele afirmou ainda que há exemplos de "pedaladas" em estados e municípios e também afirmou que qualquer pretexto poderá ser usado para tirar governantes do cargo.

    No PSDB, enquanto o senador Aécio Neves (PSDB-MG) sonha com novas eleições, José Serra defende parlamentarismo.

    O encontro de Alckmin com os empresários foi revelado pela colunista Vera Magalhães, do Painel:

    Geraldo Alckmin reuniu na noite de quinta oito grandes empresários para discutir o cenário nacional. O governador paulista mostrou pessimismo com a situação econômica e política e disse não ver saída com Dilma Rousseff no cargo. Mas o tucano ainda acredita que falta um motivo para o impeachment. Ele acha que, se Dilma cair por uma razão frágil, como as pedaladas fiscais, há risco para a democracia, pois nenhum governo terá mais segurança jurídica de que terminará o mandato.

    Fagulha Alckmin disse aos empresários que, nesse caso, qualquer crise poderá ser pretexto para tirar do cargo um presidente ou governadores e prefeitos eleitos. Sobre as pedaladas, afirmou que há precedentes da manobra em Estados e municípios.

    À mesa Participaram do jantar no Bandeirantes o presidente da BRF, Pedro Faria, o vice-presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, e o presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, entre outros.

    Alckmin: se Dilma cair, todos estarão ameaçados | Brasil 24/7

    19/09/2015

    Na terra do Marcola, PCC deita e rola

    pcc (2)Vem a público mais uma relação abençoada pela velha mídia. Ao velho estilo Rubens Ricúpero, o coronelismo continua mostrando o que é bom e escondendo o que é ruim para o PSDB. Num tribunal de faz de conta, em que Robson Marinho é rei, falcatrua vira bênção.

    Na terra do PCC, Marcola deita e rola.

    Geraldo Alckmin tem todo direito de, parafraseando Jorge Bornhausen, extirpar a raça do PT. A Camargo Correia, a Siemens, a Alstom agradecem. O PCC e Marcola, também…

    Chegará a hora em que já não mais existirão Judith Brito e o Instituto Millenium, e aí a milhares de assinaturas de Veja, Estado, Folha distribuídas pelas escolas públicas não impedirão que os tucanos batam em retirada.

    Como dizia Dionísio da Silva, Avante, soldados: para trás….

    Obra da Camargo Correia com “taxa” ao governo paulista tem irregularidade de 148%

    Por Fernando Brito · 19/09/2015

    relatorio

    A revelação pela Carta Capital – e só por ela, até agora – que o relatório da Polícia Federal aponta uma “taxa” de 5,6% para a “administração central” em uma obra de rebaixamento da calha do Rio Tietê realizada pela Camargo Correia começa a apontar para um escândalo de grandes dimensões também nesta área do governo paulista.

    Em junho de 2006, a Folha publicou reportagem sobre os aumentos de preço considerados “absurdos” pelo Tribunal de Contas de São Paulo – habitualmente dócil aos governos tucanos”.

    A “festa”começou com uma majoração de 148% no contrato de gerenciamento da obra, que envolve, entre outras atividades, as medições pelas quais as empreiteiras são pagas, isso aceitando-se a explicação de Alckmin sobre os valores:

    “O consórcio Enger-CKC, contratado pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo), deveria receber R$ 18,6 milhões pelo trabalho de consultoria para apoio ao gerenciamento geral da implantação das obras de rebaixamento da calha do Tietê –que envolve, entre outras coisas, a realização de medições dos serviços feitos.O montante triplicou e subiu para R$ 59,3 milhões (219% a mais), segundo auditoria do TCE. O governo Alckmin, porém, diz que os aditivos foram de R$ 27,6 milhões –sendo os R$ 13,1 milhões da diferença apenas reajustes já previstos em contrato, com base em indicadores da Fipe “.

    O contrato foi julgado irregular e há, desde 2005, um decreto legislativo –  que o anula –  dormindo nas gavetas da Assembleia paulista.

    Há ainda uma pendência de R$ 153 milhões, segundo se publica no Diário Oficial de São Paulo, envolvendo as empreiteiras , o  Processo Arbitral 16577/JRF :

    ” Fazendo uso do direito que lhe é dado através da cláusula XXIII do contrato nº 2002/22/00042.5 assinado com o DAEE em 28/02/2002, o Consórcio Camargo Corrêa/Enterpa/Serveng, responsável pela execução das obras no trecho do rio Tietê denominado Lote 4, interpôs em 31/08/09, junto ao Tribunal Arbitral da ICC – International Chamber of Commerce – processo arbitral para solução de controvérsias que se desenvolveram ao longo da execução do contrato, e que já haviam sido discutidas administrativamente no decorrer dos fatos, sem que se tenha chegado a acordo. O valor da reclamação é da ordem de R$ 44.000.000,00 (quarenta e quatro milhões de reais).”

    A Serveng, integrante do consórcio, doou  R$ 2,8 milhões para a última campanha de Alckmin, em 2014. Em 2010, foi a própria Camargo Correia que doou R$ 2,5 milhões. Ou 5,6% da diferença de R$ 44 milhões.

    Isso, claro, não faz de Alckmin automaticamente “culpado” de receber propinas em troca de acordos em obras, mas a mesma regra vale para todos.

    Mas torna obrigatório que o principal executivo da Camargo Correia seja interrogado sobre o que significa a “taxa” para a “administração central”de São Paulo.

    Ou será que isso não vem ao caso?

    Obra da Camargo Correia com “taxa” ao governo paulista tem irregularidade de 148%TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

    Entenda as razões do golpe

    meritocraciaTem horas em que penso que Lombroso teria razão. Para o criminalista italiano, haveria no biotipo características que indicariam se o sujeito é criminoso. Bastaria olhar para o elemento. Carlos Sampaio é irmão siamês do Aécio, para quem, momento vergonha alheia, pediu diplomação do STF.  Em relação ao escândalo da Petrobrás, Sampaio não quer concorrência

    Pois é, quando veja o imagem de Carlos Sampaio a primeira coisa que me em mente é Cesare Lombroso.

    Ele é da patota que quer moralizar o Brasil. Estufam o peito para falar em meritocracia, que estaria faltando no Governo Federal um choque de gestão.  Tanto mais eu conheço estes golpistas, mais convenço que, como diria o poeta, tem dias que a noite é um breu.  

    Entenda-me. Se o sujeito é fruto da terra onde seu partido governa por mais de 20 anos, razão pela qual fez brotar e crescer o PCC, porque haveríamos de crer que algo melhor seria capaz de produzir. Fico a me perguntar quais são as reais intenções de sujeitos deste naipe. Seriam interessados em levar para as administrações públicas suas relações familiares, parentes e  amigos? Ou pretendem algo ainda maior, como disseminar pelo Brasil todo o sistema PCC de segurança pública. Sim, porque no Paraná, onde a dupla Fernando Francischini & Beto Richa governam não é diferente. Como em São Paulo, sentam com Marcola para conversar, e sentam o pau nos professores.

    Será que alguém ainda lembra da sobrinha do Álvaro Dias, Veridiana Dias, pendurada num Ministério? Ou da Luciana Cardoso, filha do beócio FHC que ficou anos pendurada no gabinete do Heráclito Fortes no Senado, sem nunca aparecer por lá?! Ou da Andrea Neves, irmã do Aécio Neves, colocada no lugar que distribuía as verbas publicitários do governo de Minas quando o Napoleão era governador das Alterosas?! Ou do Carlos Crusius no governo da Yeda Crusius? Ou da Maria Helena Sartori, que por ser primeira dama ganhou status de Secretária, no atual governo do Tiririca da Serra?! E vamos parar por aqui que a lista é extensa.

    São estes os personagens, todos de reputação ilibada, que dizem que vão melhorar o Brasil mediante a aplicação de um golpe paraguaio.

      Miguel do Rosário é blogueiro há mais de dez anos. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, cidade onde ainda amarra seu cavalo

      Líder do golpe é nepotista em sua terra natal

      18 de Setembro de 2015

      LUIS MACEDO: Brasília- DF- Brasil- 02/03/2015- O Lider do PSDB na Câmara dep. Carlos Sampaio (PSDB-SP), fala sobre a CPI da Petrobras. Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados

      Êê Brasil!

      Dêem uma olhada no email que eu recebi ontem à noite, de um leitor irritado com a hipocrisia do líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio, um dos mais histéricos defensores de um golpe paraguaio contra a presidenta Dilma.

      Confiram comigo se a gente tem ou não tem de rir no meio de tanta desgraceira política?

      Lembro-me da campanha do segundo turno do ano passado, quando se descobriu que Aécio Neves tinha nomeado a família inteira para o governo de Minas: irmã, pai, primo, tio.

      Isso sem falar nas histórias cabeludas de Claudio, onde além do aeroporto do titio, ainda tinha o primo de Aécio que ajudava o desembargador – nomeado por Aécio – a vender sentenças de habeas corpus para traficantes de drogas.

      Ah, esqueci.

      Esse tipo de história não vem ao caso.

      ***

      Boa noite, Miguel do Rosário. Sou de Valinhos, interior de São Paulo. Estou indignado porque minha cidade foi a que proporcionalmente mais conferiu votos ao deputado Carlos Sampaio, do PSDB, ano passado. Foram pouco mais de 30% dos votos válidos para deputado federal. A administração aqui é PSDB e tem estreitas ligações com o deputado, que é de Campinas, município vizinho. São tão estreitas essas ligações, que o prefeito nomeou, semana passada, conforme boletim municipal disponível no site da prefeitura, o pai do deputado Carlos Sampaio como secretário de arquivos e patrimônio.

      O cargo estava vago há algum tempo; Valinhos possui uma das maiores dívidas per capita do país, e com isso dificilmente consegue verbas para investimentos. Há dívidas correntes que ultrapassam 40 milhões de reais, apenas esse ano (o município possui 120 mil habitantes e tem um orçamento de aproximadamente 400 milhões), mas, mesmo assim, encontraram espaço para contratar o pai do edil, paladino da ética e da moralidade. Falso moralista e demagogo, isso sim! Só pra você entender a nossa situação, um sobrinho do deputado já é secretário em Valinhos (Alexandre Augusto de Morais Sampaio Silva, secretário de assuntos jurídicos).

      O sobrinho do deputado, inclusive, é quem assina o decreto do prefeito para a contratação do pai do deputado. Por favor, se puderem, façam uma matéria sobre esse cretino e ajude a reverberar quem é este crápula.

      http://pedefigo.com/clayton-nomeia-pai-de-carlos-sampaio-como-secretario-de-arquivos/

      ***

      Abaixo, íntegra do texto do link indicado.

      Clayton nomeia pai de Carlos Sampaio como secretário de arquivos

      no blog Pé de Figo.

      Com salário de R$ 11.656,20, o advogado Affonso Celso Moraes Sampaio, pai do deputado federal Carlos Sampaio, líder do PSDB na Câmara Federal,é o novo Secretário de Patrimônio e Arquivos Públicos de Valinhos.

      Através do Decreto nº 9017, de 04 de setembro de 2015, o prefeito Clayto Machado (PSDB) nomeou o advogado Affonso Celso Moraes Sampaio como novo Secretário de Patrimônio e Arquivos Públicos da Prefeitura de Valinhos.

      A nomeação ocorre num momento em que o prefeito anuncia medidas para cortar despesas, como o cancelamento do carnaval de rua de 2016, e com a dívida nominal da prefeitura ultrapassando a casa dos R$ 360 milhões.

      Affonso Sampaio é pai de Carlos Sampaio,líder do PSDB na Câmara dos Deputados, e o deputado federal mais votado em Valinhos nas eleições de 2014.

      O promotor de justiça Carlos Sampaio foi vereador, deputado estadual e três vezes derrotado como candidato a prefeito de Campinas.

      Sampaio teve repercussão na grande mídia após entrar com processo na justiça contra a presidenta Dilma por ela ter usado um vestido vermelho num programa oficial do governo na televisão.

      O pai do deputado substitui Odeismar de Brito na secretaria, com uma remuneração de R$ 11.656,20.

      A Secretaria de Patrimônio e Arquivos Públicos é o órgão responsável pela zeladoria, controle de imóveis locados e próprios municipais permitidos a uso, arquivo e controle do patrimônio mobiliário municipal.

      pai

      Secretário de Negócios Jurídicos

      A equipe do Pé de Figo está apurando a informação de que o Secretário de Assuntos Jurídicos e Institucionais, Alexandre Augusto Sampaio Silva seria sobrinho do deputado tucano.

      Fonte: PMV

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