Ficha Corrida

22/02/2016

FIFA no fiofó da Globo

 

Para entender o braço da FIFA no Brasil

seg, 22/02/2016 – 00:13 – Luis Nassif

Nos anos 70 a TV a cabo começou a ganhar força, assim como as transmissões esportivas internacionais. As redes de TVs tornam-se globais. E os eventos esportivos ganharam dimensão internacional. Ao mesmo tempo, a inclusão da África e da Ásia no negócio futebol ampliaram de forma inédita seu alcance.

É nesse novo quadro tecnológico que o futebol se torna um negócio bilionário. Na hora certa, no lugar certo, o cartola brasileiro João Havelange ajudou a dar forma final à FIFA. Desde os anos 20 o esporte já se constituía nos eventos de maior audiência do rádio. Com os avanços tecnológicos, os grandes espetáculos esportivos passaram a dispor de uma audiência global. E, dentre todos os esportes, nenhum chegou perto da popularidade e abrangência do futebol.

Em pouco tempo monta-se a rede global, com os seguintes personagens:

1.     A FIFA.

2.     As confederações

3.     Os clubes

4.     Os grupos de mídia hegemônicos em cada país filiado.

A parte econômico-financeira é composta do patrocínio aos torneios globais, torneios regionais e campeonatos nacionais. E os eventos os financeiros ocorrem na compra de direitos de transmissão para cada um dos eventos e nos patrocínios, e no mercado de jogadores.

A partir desses elementos teceram-se as relações de influência que acabaram resultando na organização criminosa desbaratada pelo FBI.

A base do poder na FIFA são as confederações nacionais.

Para garantir a perpetuidade do poder, há uma aliança simbiótica entre os dirigentes da FIFA, os grupos de mídia nacionais e os dirigentes das Confederações.

Em parceria com a FIFA os grupos de mídia conseguiram a exclusividade para os grandes eventos, que garantem os grandes patrocínios. E conseguiram os patrocínios para os eventos regionais e nacionais. O dinheiro captado serviu para irrigar os clubes e garantir a perpetuidade política dos grupos que controlam as confederações.

Por seu lado, a parceria sempre se dá com os grupos de mídia politicamente mais influentes. E garante a blindagem dos dirigentes das confederações – não apenas perante os governos nacionais como perante os sistemas de investigação locais.

Esse modelo criou tal blindagem político-policial que acabou transbordando para outras formas de ação de crime organizado, como a lavagem de dinheiro através do superfaturamento dos contratos e do comércio de jogadores.

Segundo dados da OCDE, o mercado de jogadores movimenta US$ 4 bilhões/ano, dos quais US$ 1 bilhão proveniente de lavagem de dinheiro. Parte relevante do dinheiro lavado vem dos subornos pagos por emissoras de televisão e patrocinadores aos dirigentes esportivos.

A internacionalização do futebol

A ampliação da globalização acabou introduzindo novos elementos nessa equação.

O primeiro, o da criação da cooperação internacional para o combate ao crime organizado, que ganhou ênfase após os atentados das torres gêmeas.

Como as organizações criminosas atuavam em nível global, havia a necessidade de uma cooperação em nível internacional. E aí sobressaiu a maior competência dos órgãos de investigação norte-americanos, especialmente devido à integração entre o FBI e as forças de segurança, conforme anotou Jamil Chade, correspondente do Estadão em Genebra, em entrevista ao GGN, sobre o seu livro “Política, propina e futebol: Como o PADRÃO FIFA ameaça o esporte mais popular do planeta”.

E aí entraram em cena os interesses geopolíticos norte-americanos, a noção histórica de interesse nacional amarrado aos interesses dos grandes grupos que se internacionalizam.

Um dos últimos mercados nacionais protegidos era o das comunicações. E, nesse mercado fechado, as transmissões de partidas de futebol sempre foram um fator crítico para a hegemonia das emissoras. Basta conferir a imensa luta da Record para tentar romper com o monopólio das transmissões da Globo.

A entrada do FBI nas investigações coincide com a ofensiva internacionalizante dos grandes grupos de mídia norte-americanos e, também – segundo Chade – com as manifestações de junho de 2013 no Brasil, que passaram a percepção de que a opinião pública nacional não mais aceitaria passivamente a corrupção dos dirigentes esportivos.

Quando o FBI entrou na parada, o jogo passou a virar. A imensa organização criminosa começou a ruir. E, no rastro desse desmonte, teve início a invasão final dos grupos de mídia norte-americano sobre os superprotegidos mercados nacionais de mídia.

Segundo Chade, empresas como a Time Warner, Disney, ESPN montaram estratégias inicialmente fechando contratos com países e clubes menores, de maneira a cercar os esquemas dos clubes maiores, que dominavam as confederações.

Para se ter uma ideia do impacto do fim do monopólio das transmissões esportivas, analise-se o mercado britânico. Com a pulverização dos canais pagos, o único evento que consegue chegar em 15 pontos de audiência são as transmissões de partidas de futebol. O restante não passa de 5 pontos.

O papel da Globo na corrupção da Fifa

O imenso poder político desses grupos garantirá algum tempo a mais de blindagem, antes que a longa mão do FBI chegue até aqui. Em alguns casos, o que garante é a aliança com os governos nacionais.

Segundo Chade, a primeira reação dos dirigentes teria sido lamentar que as prisões tivessem ocorrido na Suíça. “Se isso acontecesse na América Latina, já tínhamos resolvido tudo e estaríamos em casa”, comentou um argentino, membro da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).  “Mas eles não estavam no Brasil nem em outra república latino-americana. As prisões ocorreram justamente na Suíça, país que passou a colaborar de forma estreita com os EUA”, continua Chade.

No caso brasileiro, a Globo estreitou relações com o MPF, tornando-se a principal âncora da Lava Jato. No seu horizonte estratégico, certamente estavam os problemas que vinham pela frente.

As principais operações identificadas foram compra de votos para a Copa de 1998, para a Copa de 2010 e a compra de apoio para a eleição de Blatter em 2011. E, importante, “a realização de acordos para a Taça Libertadores, a Copa América, a Copa do Brasil e as suspeitas sobre os Mundiais de 2018 e 2022”.

Continua o livro:

“De uma maneira constante, segundo a Justiça, a propina teria sido paga a Teixeira e Havelange para que influenciassem a Fifa na decisão de quem ficaria com os direitos de transmissão das Copas de 2002 e 2006, incluindo o mercado brasileiro”.

Continua o livro:

“Uma rede de televisão no Brasil é citada como uma das envolvidas no suborno, ainda que seu nome tenha sido mantido em sigilo no documento público, uma vez que o processo não era contra ela. Naqueles Mundiais, os direitos de transmissão eram da Rede Globo. Para os suíços, o serviço dos dois cartolas teria sido comprado por essa e outras empresas que queriam manter contratos e relações com a Fifa. O documento revela uma movimentação milionária nas contas de Teixeira e Havelange. Ambos receberam subornos no valor total de pelo menos 21 milhões de francos suíços, depositados em contas abertas em paraísos fiscais. Os pagamentos ocorreram entre 1992 e 2004, e o tribunal decidiu processar os brasileiros por “atos criminosos em detrimento da Fifa”.

Prossegue a denúncia que “subornos compravam influência na Fifa e garantia de contratos no Brasil”.

Esse esquema começou a operar em 1970, segundo o procurador Thomas Hildbrand, quando Havelange assumiu o poder. Testemunhas ouvidas por ele sustentaram que “o dinheiro vinha, em grande parte, de empresas que pagaram pela transmissão das imagens das Copas de 2002 e 2006. No caso do Brasil, o valor do contrato era de US$220 milhões. Outros contratos chegavam a US$750 milhões”.

Segundo eles, Teixeira e Havelange agiram com tal impunidade porque, por conta da “cultura” brasileira, as propinas equivaliam a suplementação de verbas

“Seria essa a suposta “cultura” dos brasileiros”, constata Chade. “Mais do que um absurdo e uma ofensa a milhões de pessoas, a estratégia da defesa revela, no fundo, a imagem que a entidade tem do país e de seus representantes. Essa imagem, de tão enraizada, foi usada até mesmo diante da Justiça”.

O melhor exemplo da forma como a FIFA agia foi na imposição do estádio de Brasília.

“Poucos dias após a final da Copa do Mundo, o estádio mais caro do Brasil e o terceiro mais caro do mundo recebeu outro momento de decisão: cem casais realizaram suas festas de bodas no palco que havia servido ao Mundial. O evento chegou a ser transmitido pela TV Globo, que pagou parte dos direitos da Copa e apagou qualquer tipo de crítica ao evento. Na reportagem, a emissora insistia que o casamento coletivo tinha sido uma “grande emoção” e que o estádio havia criado novas oportunidades. Com apenas dois times e ambos na quarta divisão do futebol brasileiro Brasiliense e Luziânia , o Distrito Federal passou a ser a imagem do escândalo da Copa do Mundo e de seu legado inexistente. Meses depois do final do Mundial, a falta de jogos no estádio Mané Garrincha levou o governo do DF a transferir parte de sua burocracia para o local e ocupou as salas com suas diferentes secretarias. Do lado de fora, o estacionamento feito para as torcidas se transformou em garagem para os ônibus da cidade. Um ano depois da Copa, o rombo no estádio era de mais de R$ 3,5 milhões”.

Sobre a corrupção cultural

O combate à corrupção exige mudança de padrões culturais. Não se pode aceitar passivamente conviver com empresas sobre as quais pairam suspeitas de atividades criminosas.

Afinal, como declarou o procurador Deltan Dallagnol “o nosso parâmetro para lidar com a corrupção deve ser o crime de homicídio. Quem rouba milhões, mata milhões”. A declaração foi dada na Globonews.

Segundo ele, o simples combate às pessoas corruptas não vai fazer com que a corrupção acabe no Brasil. “Nós precisamos mudar o sistema”, declarou no Programa do Jô.

O mesmo bordão foi brandido pelo procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, para criticar a Lei de Leniência:

“Infelizmente, a despeito de todas as obrigações internacionais assumidas pelo Brasil, as primeiras e únicas tentativas do Governo após a publicação da Lei Anticorrupção foram sempre no sentido de contorná-la, de desrespeitar o mínimo ético imposto por essa legislação”.

Carlos Fernando é vice-secretário de cooperação internacional do MPF, setor incumbido de buscar apoio nas investigações internacionais e de fornecer elementos solicitados pelos parceiros. Segundo Chade, o Brasil tem sido o país latino-americano que menos atendeu aos pedidos do FBI até agora.

Para entender o braço da FIFA no Brasil | GGN

08/01/2016

Amigos da Rede Globo: PSDB só tem Padrão FIFA

A cada dia que passa fica mais evidente a origem do ódio da direita golpista aos governos Lula e Dilma e ao PT. Com isto não se está querendo eliminar ou justificar os seus erros, que não foram poucos. O leitmotiv dos que defendem o golpe paraguaio é o ódio às investigações. Como atacar Lula e Dilma e o PT se estão presos tantos do PT e nenhum do PSDB. A “liberdade de ação ao PSDB” não escapou nem à Folha de São Paulo, ardorosa e maior apoiadora do PSDB. Os fatos são tantos e tão notórios que por vezes escapa por entre os dedos melindrosos dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium.

Os que dizem lutar contra a corrupção, como o MPF, não se vexam em arquivar por três anos as informações da Suíça que comprometem o PSDB, Alstom & Siemens  no Propinoduto Tucano. A contribuição do Judiciário está mais do que evidente no julgamento do Mensalão Mineiro. Os fatos são anteriores à Ação 470, mas Joaquim Barbosa sentou no processo e, não satisfeitos com isso, devolveram à primeira instância.

Apesar da proteção mafiosa ao PSDB, que conta com a participação do STF, PF, MPF & TCU, algumas informações são por demais evidentes para serem menosprezadas. A seguir, o decálogo da besta:

1) o principal mote do candidato do PSDB em sua candidatura à Presidência era o choque de gestão e a meritocracia. Hoje uma notícia explica como isso funciona: STF mandou exonerar os 60 mil cabos eleitorais efetivados sem concurso;

2) depois de 17 anos o Mensalão Tucano foi julgado e o então Presidente da sigla foi condenado a mais de 20 anos de prisão;

3) os aeroportos de Cláudio e Montezuma, construídos com dinheiro público nas terras do Tio Quedo, e as centenas de viagens com aeronaves do Estado para si e para amigos & CIA Ilimintada não são nada diante do sumiço de um heliPÓptero com 450 kg de cocaína. Quando Mauro Chaves perpetrou o antológico artigo “Pó pará, governador” já se poderia adivinhar o porquê dos interesses em construir aeroportos clandestinos e a pouca importância na apreensão recorde do pó sem dono.

4) Aécio Neves também estrelou o novo filme da série 300, mas não ganhou capa da Veja nem segundos no Jornal Nacional;

5) apesar de todo desinteresse da associação Amigos do Alheio, presidida por Rodrigo de Grandis, a Suíça encaminhou as informações necessárias a comprovação dos negócios escusos da Alstom e Siemens com o PSDB;

6) o tCU, que sempre foi nota de rodapé nos jornais, quando se viu acossado por denúncias contra Augusto Nardes, pego na Operação Zelotes, e Aroldo Cedraz, do teleférico Tiago Cedraz, virou braço armado dos faz de conta;

7) todos grupos de comunicação, que se especializaram em espalhar ódio contra Lula, Dilma e o PT, estão na Lista Falciani do HSBC. Também estão na Operação Zelotes e nos escândalos de sonegação Padrão Fifa na Suíça. O mais escandaloso nestes casos é que os criminosos não são importunados pelos órgãos fiscalizadores no Brasil, mas não ousam viajar para o exterior com medo de serem presos. Isso explica tudo a respeito do viés partidário com que são perseguidos Lula, Dilma e o PT ao mesmo tempo em que seus adversários gozam de total impunidade;

8) o garoto propaganda do Napoleão das Alterosas, mascote do golpe paraguaio, hoje aparece ainda gordo, na FIFA FAN FEST do Jerôme Valcke….

9) alguém pode explicar porque pode ser presidente alguém que ganha o troféu de pior senador no ranking da Veja? Isso não explica porque Aécio perdeu pra Dilma exatamente onde é mais conhecido: Minas e Rio de Janeiro?!

10) O que a direita golpista quer fazer de Aécio Neves nosso Maurício Macri: aparelhar tudo por decreto, e salvar os grupos mafiomidiáticos, que, com a derrota do playboy, estão em coma…

Diante disso, que é muito mas não é tudo, entende-se porque os bandidos nazi-fascistas perderam o pudor e saíram das sombras vestindo camisas verde-amarelas  Padrão FIFA para atacar Lula, Dilma e o PT. A marcha dos zumbis, com o lema somos todos Cunha, explica o golpe paraguaio, mas também e principalmente o nível, o caráter e a ética dos que propagam o ódio contra Lula, Dilma e o PT.

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quadrilhao

Ronaldo Aécio Alckmin Ronaldo Neves Fora

Valcke fez a Fifa pagar US$ 150 mil para alugar apartamento de Ronaldo, diz jornal

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE NA SUÍÇA – O ESTADO DE S. PAULO

07 Janeiro 2016 | 23h 18 – Atualizado: 08 Janeiro 2016 | 07h 31

Fifa havia alertado que reserva de hotel sairia mais barata

O ex-secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, obrigou a entidade a pagar cerca de US$ 150 mil para alugar um apartamento de luxo do ex-craque Ronaldo no Rio de Janeiro para que, em 2013, pudesse se hospedar no Rio de Janeiro para preparar a Copa do Mundo de 2014.

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Os dados foram publicados na edição de sexta-feira de um dos principais jornais suíços, o Tages Anzeiger. Valcke foi suspenso de seu cargo, depois que a reportagem do Estado revelou como ele manobrou a venda de entradas para a Copa de 2014. Se condenado, pode pegar uma suspensão do futebol de nove anos.

Segundo o jornal suíço, porém, a Fifa alertou que alugar uma suíte de hotel sairia mais barato que alugar o apartamento de Ronaldo, que na época fazia parte do Comitê Organizador Local, presidido por José Maria Marin. "Mas Valcke insistiu no apartamento. A Fifa pagou", escreveu o diário suíço.

A reportagem também conta como Valcke usou o jato privado da Fifa para viagens pessoais, levando inclusive seu filhos. Em 2012, o francês embarcou até Nova Delhi para uma reunião com a federação local. Mas aproveitou para dar um pulo também no Taj Mahal. Naquele momento, a Fifa não tinha regras sobre como os dois jatos da entidade deveriam ser usados. Agora, uma das prioridades da reforma de Domenico Scala foi a de estabelecer diversas regras, inclusive para o uso dos jatos.

Filho – Segundo o jornal, Valcke também ajudou seu filho, Sébastien a fechar acordos com a Fifa. Um deles se referia à empresa EON Reality, dos EUA. A companhia é especializada em hologramas e a ideia da Fifa era de trazer a tecnologia para o futebol. O contrato ficaria em US$ 700 mil.

Mas a EON, segundo o jornal, contratou justamente o filho de Valcke. Para completar, ele ficaria com 7% (cerca de US$ 50 mil) como comissão por ter aproximado a empresa da Fifa, dirigida por seu pai.

Durante a Copa do Mundo de 2014, a Fan Fest no Rio de Janeiro trouxe um stand justamente com um holograma da taça.

28/09/2015

Figurinha Padrão FIFA

FIFA PANINIOs caras não tem colhão para sair do Brasil de medo do FBI, mas se acham no direito de nos dar lição administrativa. Já conhecemos os suficiente em termos de choque de gestão e meritocracia à moda tucana. Os exemplos de Amir Gabriel e Simão Jatene, no Pará; Yeda Crusius, no RS; Cássio Cunha Lima, na Paraíba; Geraldo Alckmin, em São Paulo; Aécio Neves, em Minas; e Beto Richa, no Paraná são mais do que o suficiente para entendermos do que se trata “o novo modelo de gestão”. Aliás, o novo modelo de gestão do PSDB está há mais de 20 anos em São Paulo, e gerou duas grandes novidades para o Brasil: o PCC e racionamento d’água.

Na copa da corrupção Padrão FIFA, o FBI tem o álbum quase completo. Há um figurinha solta, João Dória Jr, que ousa levar a administração de São Paulo para mais próxima de seu povo: José Maria Marin, Ricardo Teixeira, Marco Polo del Nero.

JOÃO DORIA

Novo modelo de gestão para São Paulo

São Paulo merece uma radical mudança em seu modelo de administração, tornando o poder mais descentralizado e mais próximo da população

Comunidade, participação, descentralização. Esse é o triângulo que forma a base de uma moderna gestão municipal em nosso país, principalmente em metrópoles com grande população e vasto território.

Seria essa uma abordagem inovadora, revolucionária? Não. Basta lembrar o ex-governador André Franco Montoro, um dos principais precursores e defensores do municipalismo no Brasil, com a recorrente pregação sobre as vantagens da administração descentralizada.

Montoro dizia que "o indivíduo não mora no Estado, na União; mora no município, onde ocorre todo o processo político. Logo, tudo o que for administrado em menor escala será mais bem administrado". A descentralização foi um dos eixos de seu bem-sucedido governo do Estado de São Paulo, tendo como suporte conselhos por áreas de administração, como a da infraestrutura, a econômica e a social.

Infelizmente, nas últimas décadas, a gestão descentralizada perdeu força na esteira de pressões políticas e conveniências eleitorais, resultando –quase sempre– na indicação de quadros para comandar as estruturas administrativas.

É o caso, por exemplo, do município de São Paulo, com suas 32 subprefeituras, 96 distritos e diferentes densidades eleitorais. Cada qual com demandas específicas, a exigir do prefeito o extraordinário esforço de contemplar a globalidade metropolitana, de modo adequado e justo às regiões. Convenhamos, é missão quase impossível, até mesmo para administradores talhados para a função e imunes a pressões.

Tem sido impraticável alcançar índices de eficiência administrativa, em uma metrópole de quase 12 milhões de habitantes, tendo como modelo a centralização –ainda que se proclame que as subprefeituras têm Orçamento próprio e autonomia e que são responsáveis pelo planejamento e execução de serviços nas áreas de sua jurisdição.

O clima político competitivo e polarizado, como tem sido o da capital, confere ao prefeito o poder de nomear subprefeitos, definir obras, alocar recursos. Enfim, concentra em uma só pessoa o atendimento de todas as demandas da cidade.

Imprime-se às subprefeituras um viés político, sem levar em conta currículo, histórico, capacidade de gestão e comprometimento com a transparência. O resultado é péssimo. Nem sempre os empreendimentos planejados obedecem a uma ordem de prioridades, determinada por prementes demandas sociais. Falta agilidade no atendimento à população, eficiência e comprometimento com a coisa pública.

É preciso eliminar a "propinópolis" que se esconde sob o manto da administração municipal. Mais uma vez lembro Franco Montoro, que alertava: "O escândalo das propinas na administração do município de São Paulo constitui um quadro impressionante de corrupção generalizada: máfia do lixo, dos ambulantes, da saúde, do comércio, das construções, dos loteamentos". Foi ontem, mas parece hoje.

São Paulo merece uma mudança radical em seu modelo administrativo. A começar pela transformação das subprefeituras em prefeituras regionais, descentralizando e fornecendo força e responsabilidade aos prefeitos de cada região. O poder ficará próximo de quem mais precisa: a população. Dará maior agilidade à gestão, melhor controle e responsabilidade executiva.

O novo modelo, ancorado em descentralização, controles mais rigorosos de prazo de execução, maior transparência, qualidade e agilidade de serviços, atenderá ao anseio das comunidades de participar, com mais intensidade, do processo decisório na administração pública. Dessa forma, garantirá à população o legítimo direito de ter serviços públicos de melhor qualidade.

JOÃO DORIA, 57, é presidente do Grupo Doria e pré-candidato pelo PSDB à Prefeitura de São Paulo

25/09/2015

Mascote dos coxinhas na CBF perde por WO

marcha dos zumbis2Quem diria, a Marcha dos Zumbis se encontra numa encruzilhada. Se Del Nero viajar, perde de goleada. Se ficar, perde por WO. Um a um, os mascotes do MBL estão sendo desmascarados em praça pública. No fim, sobrarão as bundas moles da gang mirim.

Pensando bem, o uniforme dos golpistas não poderia ter outro emblema que não o da CBF. São golpistas padrão FIFA, de fazem coro ao José Maria Marin, Ricardo Teixeira, Marco Polo del Nero. Tutti buona gente!

Fifa dá ultimato a Marco Polo Del Nero

Membros do alto escalão da Fifa afirmam que não aceitarão a terceira ausência do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero nas atividades da entidade; ausente das reuniões após a prisão de José Maria Marin, em Zurique, ele continua a receber um salário de R$ 1,2 milhão por fazer parte do diretório do futebol mundial

25 de Setembro de 2015 às 07:46

247 – A Fifa deu um ultimato ao presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. Membros do alto escalão da entidade afirmaram a Jamil Chade, do ‘Estado de S. Paulo’, que não aceitarão a terceira ausência dele nas atividades do grupo.

Ausente das reuniões após a prisão de José Maria Marin, em Zurique, ele continua a receber um salário de R$ 1,2 milhão por fazer parte do diretório do futebol mundial.

Del Nero deixou Zurique um dia após a prisão de Marin e não compareceu ao Congresso da Fifa que reconduziu Joseph Blatter. Também não participou da reunião de julho sobre as reformas na instituição e de outra sobre a Copa da Rússia.

Fifa dá ultimato a Marco Polo Del Nero | Brasil 24/7

18/09/2015

A corrupção boa

globo2O Brasil tem esta criatividade. Este corrupção boa e corrupção ruim. Boa é a nossa; ruim, a dos outros. Desde Judith Brito, o PIG defende a corrupção boa e ataca a concorrência como sendo má. Por exemplo, porque a RBS não fica indignada com a corrupção da sonegação denunciada na Operação Zelotes? Afinal, com tantas empresas gaúchas envolvidas em sonegação seria mais fácil para a RBS defender seu governo títere no RS. Se as empresas envolvidas na corrupção do CARF tivessem pago o que deveriam, o RS não estaria, como quer nos fazer crer para aumentar ainda mais a corrupção, o Tiririca da Serra.

Qualquer brasileiro medianamente informado sabe da Lista Falciani, que contém o rol dos brasileiros que usaram o HSBC para lavar dinheiro. Nela aparecem os cães  mais raivosos da mídia. Passam os dias rosnando contra a corrupção, mas usaram o HSBC para lavar dinheiro na Suíça. Não bastasse isso, também corromperam funcionários do CARF para favorecer sonegação trilionária. E como se tudo isso não bastasse, a Rede Globo, CBF, J. Hawilla estão envolvidos na sonegação internacional, padrão FIFA. Por que a delação premiada neste caso não provoca prisão preventiva nem linchamento nos meios mafiomidiáticos? Simples, porque os grupos mafiomidiáticos assoCIAdos ao Instituto Millenium são os maiores corruptos e corruptores do Brasil.

EUA caçam Del Nero, Suíça acusa acordo de TV e Brasil finge investigar

Augusto Diniz– -sex, 18/09/2015 – 06:45 Atualizado em 18/09/2015 – 07:05

Por Augusto Diniz

Procuradores responsáveis pelo caso FIFA nos Estados Unidos e Suíça informaram nesta segunda (15/9), que indiciarão mais dirigentes envolvidos em corrupção no futebol – especula-se que o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, é presença certa na lista. A autoridade suíça disse que as investigações não chegaram nem ao fim do primeiro tempo.

O canal de TV público SRF, da Suíça, acusou dias atrás o presidente da FIFA, Joseph Blatter, de ter vendido ao ex-presidente da Concacaf, Jack Warner, direitos de transmissão das duas últimas Copas do Mundo, por 5% do valor de mercado – ao contrário da imprensa brasileira, que costuma acusar sem provas consistentes, os suíços mostraram os contratos sob suspeita assinados por Blatter. Warner usou empresa em paraíso fiscal para revender os direitos por pelos menos US$ 18 milhões.

As investigações do FBI apontam que este prática (de venda de direitos de transmissão de competições por valores abaixo do mercado) foi recorrente na FIFA. As motivações vão desde revenda ilegal por valores infinitamente maiores, passando por sonegação fiscal, até pagamento de suborno.

A CPI do Futebol no Senado faz duas semanas que não se reúne. Nesta terça-feira (15/9) aconteceria uma audiência reunindo ex-jogadores (Pelé, Zico, Cafu, Roque Júnior, Ricardo Rocha e Juninho Pernambuco) e representante do Bom Senso FC (Paulo André), mas foi cancelada (a CPI alegou que não conseguiu reunir todos os convidados) – na verdade, o que tem a dizer esses profissionais em uma CPI que investiga a CBF?

Alguns deles mantem relações promíscuas com a entidade há anos. Além disso, todos jamais se contraporiam a patrocinadoras e emissoras de televisão, cujos acordos são objetos de investigação do FBI, da Suíça e “provavelmente” da CPI -, simplesmente por que estes profissionais são também beneficiários de alguma forma dos possíveis acusados, por meio de patrocínios, direitos de imagem e participação constante como comentaristas em jogos e programas esportivos da TV.

A CPI, com mais de um mês em funcionamento, ainda não conseguiu levar um suspeito para falar ao colegiado, nem tampouco apresentou dados relevantes sobre as operações da CBF.

A Polícia Federal também diz que investiga contratos entre a CBF e a Globo, mas não há nenhuma notícia sobre o caso há pelo menos três meses.

Como disse o depoente da CPI do Futebol, quando a comissão caminhava melhor, o jornalista Leandro Cipoloni, o que mais o chama atenção desde que produziu um livro sobre corrupção no futebol, é a conivência das autoridades com os malfeitos de dirigentes do esporte no País. Está aí mais uma prova.

EUA caçam Del Nero, Suíça acusa acordo de TV e Brasil finge investigar | GGN

12/08/2015

Quando fatos e fotos prescindem do domínio do fato, nem MP nem PF aparecem

OBScena: famiglia dei capitani, sotto i capi dei capiTutti buona gente

Não há o menor movimento dentre os bravos procuradores e delegados para investigar este Clan. E olha que o volume movimentado ultrapassa em muito algumas das operações espalhafatosas. Esta parcialidade joga luz sobre o verdadeiro interesse no combate à corrupção.

A máfia do futebol brasileiro prescinde do bom ou mau uso da teoria do domínio do fato. Sobejam provas. Falta colhão e hombridade a quem deveria zelar pelo bom nome das instituições Ministério Público e Polícia Federal.

Operação Zelotes dorme em berço esplêndido. No mesmo quarto onde dormiram os papéis mandados da Suíça para o Rodrigo de Grandis.

Trata-se de uma ala do museu, como os círculos do inferno de Dante, onde se encontram a Lista de Furnas, a Lista Falciani do HSBC, a Operação Pavlova, a compra da reeleição, o Caso Raytheon, a doação da Vale do Rio Doce, o limite da responsabilidade na Embratel…

É uma parte do museu que tem mais alas que escola de samba. Por coincidência, os direitos televisivos do carnaval, comandado pelo jogo do bicho, e do futebol,  comandado pelos parceiros José Maria Marin, Ricardo Teixeira e J. Hawilla,  sempre estiveram com a Rede Globo.

Lá ficam guardados os casos de corrupção envolvendo parceiros ideológicos destes delegados e procuradores Padrão FIFA… 

A súbita revolta de Galvão Bueno com a CBF é uma história mal contada. Por Kiko Nogueira

Postado em 24 jul 2015 – por : Kiko Nogueira

Tutti buona gente

Galvão Bueno tem feito o que colunistas de TV chamam de “duras críticas” ao presidente da CBF, Marco Polo del Nero, em seu programa “Bem, Amigos”.

A mais recente delas foi por ocasião da ausência do cartola na reunião da Fifa em Zurique. Depois de se lamentar “como atleta que fui”, alguém que “ vive o esporte desde que se entende por gente”, Galvão pontuou que estava indignado.

“Ele tem vários cargos de importância na Fifa: é presidente do Comitê do Futebol de Areia, terminou ontem o Campeonato Mundial em Portugal e ele não foi”, falou.

O comentarista Caio Ribeiro, como sempre no papel de escada, pediu a renúncia do dirigente. “A verdade é uma só: ele não tá pensando no dia seguinte, tá pensando na sobrevivência dele, então talvez hoje, nesse momento, não esteja apto a ocupar o cargo que ocupa’’.

Então Galvão Bueno, locutor das partidas da seleção desde tempos imemoriais, está revoltado com os escândalos do futebol brasileiro. Mas por que agora?

O motivo mais óbvio é o prejuízo que a derrocada do time causa à Globo. Graças ao fiasco na Copa América, a Globo não terá o Brasil na Copa das Confederações em 2017.

Os direitos para transmitir os mundiais da Rússia e do Catar foram garantidos numa boa, numa negociação sem licitação, como um reconhecimento da antiga e rentável parceria entre CBF, Fifa e Globo. E se a equipe de Dunga não se classificar?

Agora, simular aversão às práticas de Del Nero é um pouco demais. Se ele é ladrão, Ricardo Teixeira é o quê? Sem Teixeira não haveria Marin ou Del Nero. Ele fez miséria durante anos, sem que Galvão Bueno ou qualquer de seus colegas abrisse o bico.

O recado agora, antes de ser de alguém preocupado com os rumos do esporte, é de um sócio — ou porta-voz da sócia, a Globo.

A diatribe de GB é tão estapafúrdia quanto a de Zeca Camargo. Zeca é autor de um dos mais formidáveis besteirois do jornalismo moderno. A “crônica” na Globo News em que misturou a comoção pela morte de um cantor sertanejo que ele não conhecia com o nosso suposto “abismo cultural”, fechando com a mania de livros para colorir, é um clássico do nonsense.

Zeca, veja bem, apresenta um programa de bastidores de novelas. A exploração da tragédia com Cristiano Araújo foi enorme, sem dúvida — principalmente na Globo. O G1, por exemplo, está dando até agora qualquer coisa remotamente relativa a isso, como uma entrevista com familiares da namorada do rapaz.

Galvão e Zeca fariam um favor a seu público, e sobretudo a si mesmos, se parassem de fingir que não trabalham onde trabalham.

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Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Diário do Centro do Mundo » A súbita revolta de Galvão Bueno com a CBF é uma história mal contada. Por Kiko Nogueira

30/07/2015

Pegando os corruptos da CBF, Romário põe pá de cal no túmulo da Globo

CBFGloboHawillaA CBF é aquela entidade que veste os manifestantes Padrão FIFA. A marcha dos Zumbis, com as cores do José Maria Marin, Ricardo Teixeira, Marco Polo Del Nero é a última esperança destas pessoas, do J. Hawilla e da Rede Globo.

Se der certo o golpe, todos saem ganhando sem ter de dar satisfações à Justiça. O objetivo é derrubar o governo e chamar de volta Geraldo Brindeiro, quiçá um Rodrigo De Grandis, para proteger os pulhas. Como sabemos, os zumbis da CBF e Globo querem eliminar a concorrência na corrupção e implantar o Padrão FIFA: só pode roubar quem tiver conta na Suíça. Senão, como explicar a solidariedade dos golpistas com Eduardo CUnha, esta pessoa de reputação ilibada? Tão ilibada quanto a do Fernandinho Beira-Mar

De  lambuja, todos os corruptos que aparecem na Lista Falciani do HSDB serão nomeados para o Tribunal de Contas de São Paulo, para fazerem companhia ao Robson Marinho. Se não der certo, a última saída será se filiarem ao PSDB. Como sabemos, a filiação ao tucanos, como assevera Jorge Pozzobom, é garantia de imunidade.  Mas para isso, para não levar um balãozinho, terão de passar rasteira também no baixinho.

Vamos ver quem saca primeiro, se aquele que não sabe diferenciar mulher de travesti, Ronaldo, o melhor amigo do Galvão Bueno e do Aécio Neves, ou o Romário?

 

Entrevista. Romário

CPI do Futebol será profunda, garante senador

‘Del Nero é corrupto. Deve, tem de pagar’, diz Romário

Jamil Chade – 29 Julho 2015 | 19h 00

Às vésperas do início dos trabalhos da CPI do Futebol, em agosto, o senador e ex-jogador de futebol Romário (PSB-RJ) parte para o ataque contra os dirigentes do futebol brasileiro. Em entrevista exclusiva ao Estado, Romário aponta que o foco será investigar Marco Polo Del Nero, José Maria Marin e Ricardo Teixeira, o atual e os dois presidentes anteriores da Cofederação Brasileira de Futebol (CBF), e não economiza ataques contra os cartolas.

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O senador esteve em Genebra, na Suíça, até ontem para esclarecer a polêmica em relação a uma suposta conta bancária não declarada em seu nome. Mas fez questão de denunciar quem hoje manda no futebol brasileiro. "Vou até as últimas consequências, como presidente da CPI.”

Romário ainda desqualificou a capacidade de Ronaldo para assumir a CBF e sugeriu que o cargo seja dado para o ex-lateral Leonardo.

Como o senhor avalia a CBF hoje?

O que ocorre na CBF é lamentável e triste para o futebol brasileiro. Olha a situação que chegamos. O presidente (Del Nero) tem medo de viajar para não ser preso fora do País. Isso é… no mínimo ele sabe que é culpado. A não saída dele do País implica no fato de que ele sabe que pode ser preso a qualquer hora em qualquer lugar. Isso é muito ruim. Perdemos toda aquela paixão que existia pela seleção. Isso sem contar com os péssimos resultados dentro de campo. Fora, é esse desastre.

Romário garante que a CPI vai investigar a CBF desde a administração Teixeira

Romário garante que a CPI vai investigar a CBF desde a administração Teixeira

Para um jogador impacta?

Eu posso falar por mim. Vesti por muitos anos a camisa da seleção e nunca isso teve um impacto, apesar de esses casos já serem antigos. Nunca me atrapalhou em nada. Mas, dependendo de cada jogador, ele pode sofrer pressão ou não se sentir bem com tudo que ocorre fora de campo. Esses resultados ruins podem também ser reflexo de uma situação fora de campo.

Qual é a solução que o senhor sugere? A renúncia do presidente?

Não. A solução é a sua prisão. Ele é corrupto, ladrão, ele não faz bem para a seleção, ele deve, tem de pagar por isso. Comete coisas ilícitas dentro da CBF e é por isso que ele não sai do País. A CPI vai ser aberta a partir do dia 4 de agosto e com certeza Del Nero, Ricardo Teixeira e José Maria Marin serão os três alvos principais desse processo.

A bancada da bola pode ser um obstáculo na CPI?

Precisamos esclarecer. Eu também sou da bancada da bola. O problema é que existe a bancada da CBF. Isso sim me preocupa. Mas a força que a CBF tem na Câmara não se repete no Senado. Também vejo que os senadores têm interesse em moralizar o futebol e estou entusiasmado. Queira ou não, Del Nero é novo. Se estivéssemos falando apenas de Ricardo Teixeira, que montou toda uma rede de corrupção dentro de Brasília, de um modo geral, o problema seria maior. Mas em se tratando desse atual, o poder e força política dele ainda não chegaram ao mesmo nível. O que eu posso te afirmar é que vou até as últimas consequências, como presidente da CPI.

Muita gente diz que essa CPI terminará em pizza...

Tomara que sim. Mas essas pizzas vão servidas para esses caras que estarão na cadeia. Para que possam se alimentar. Teremos um resultado positivo.

Como o senhor planeja os trabalhos da CPI?

Vou me reunir com Polícia Federal, Ministério Público, TCU e outros órgãos para coordenar os trabalhos. Vamos convocar ainda o Pelé, Zico, Ronaldo e muita gente. Não vamos só chamar bandido. Mas eu estou comprometido a mudar muita coisa. Essa CPI terá resultados concretos.

Existe espaço para um ex-jogador assumir a CBF?

Não é porque foi o melhor do mundo ou é ídolo que você tem condição de ser presidente. Na verdade, do jeito que está, qualquer um pode assumir. Pois basta manter a sacanagem. Sacanagem todo mundo sabe fazer. Mas assumir a CBF, mudá-la, moralizar o futebol, nem todos podem fazer.

O Ronaldo seria alguém que poderia assumir essa função?

Ronaldo não. Longe disso.

Por quê?

Ele não faz parte da sacanagem do futebol. Ele tem uma história bonita no futebol. Infelizmente, na Copa, ele escolheu o lado errado. No final, meteu o pé e entende que esses caras não são o que ele pensava que eram. Mas, para ser presidente da CBF, ele não tem condições nenhuma em termos de preparação. Para eu não dizer que não tenho nome, uma pessoa que atuou em todas as posições no futebol foi o Leonardo. Não estou dizendo que ele deva assumir. Mas ele é uma pessoa que tem condições. Já teve experiência e seria um nome interessante.

O (Michel) Platini anunciou sua candidatura para a presidência da Fifa. Ele representa uma mudança?

Eu não acredito que vá mudar muito saindo (Joseph) Blatter e entrando Platini. São da mesma escola. A Fifa é corrupta e precisa ser alguém de fora do círculo. Não digo que Platini seja corrupto. Mas o sistema é corrupto e ele precisa estar fora do vício para romper com tudo isso.

Zico também busca apoio. Ele tem chances?

Não sei se ele teria condições de assumir a Fifa. Por ser brasileiro e por ter um nome positivo, pode ajudar. Mas vai ser difícil ele emplacar.

Zico pediu o apoio da CBF. Mas até agora não obteve.

Ele sabe que não pode depender da CBF para isso. A CBF vai votar em quem Blatter mandar votar. É assim que funciona.

Por que essa relação de Del Nero e Blatter?

Dois ladrões se combinam. Devem até dividir o dinheiro em contas em paraísos fiscais. O que tem de comum entre os dois é ainda a Copa. Ambos se enriqueceram muito, inclusive com dinheiro público.

Mas a Fifa anunciou que daria US$ 100 milhões como legado para o Brasil.

Era para fazer campos em Estados que não receberam a Copa. Mas não era para deixar na mão da CBF. É isso que fizeram. Aí você vai perguntar para a CBF onde está o dinheiro e eles dizem que 46% do valor precisa ir para pagar impostos. Eles nunca pagaram impostos e agora querem pagar? Isso é piada.

21/07/2015

Mobilidade padrão FIFA: medo do FBI impõe prisão “doméstica a Del Nero e famiglia Marinho

CBF GLOBO foraricardoteixeiraFBI dá, sem querer, Prêmio Inovare à Rede Globo pela decisão de só fazer viagens domésticas… Ironia do destino, Marco Polo, conhecido pelas suas viagens, cuja mais famosa foi à China, de repente, como nas brincadeiras de criança, virou estátua. Mas a Rede Globo não sabia de nada…

Os corruptos Padrão FIFA, que no Brasil têm Justiça Padrão FIFA, já não podem viajar ao exterior. Os Bem Amigos da Rede Globo perderam a mobilidade. José Maria Marin está vendo o sol nascer quadrado e Ricardo Teixeira está em lugar incerto e não sabido. E o parceiro da Rede Globo, J. Hawilla virou delator… Os três filhos do Roberto Marinho já não podem mais viajar ao EUA para aparecer na Revista Forbes como os três mais ricos do Brasil. O medo do FBI tirou-lhe a mobilidade.

De agora em diante deixam de ser vira-latas para adorarem a Justiça Brasileira.  E assim fica fácil de entender porque a Rede Globo anda distribuindo a torto e a direito estatuetas para quem tem de alguma forma poder de investigá-la. 

Dos 27 membros do comitê, só Del Nero não foi

DO ENVIADO A ZURIQUE

O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, foi o único ausente entre os 27 membros do Comitê Executivo.

Del Nero evita sair do Brasil desde que abandonou o congresso da Fifa na Suíça em maio, dia seguinte à prisão de sete cartolas, entre eles, José Maria Marin.

As investigações nos EUA, que levaram os dirigentes à cadeia, apontam indícios de envolvimento de Del Nero em um esquema de propina –o dirigente nega. Ele já havia se ausentado de outra reunião, no dia 30 de maio.

O gesto causou perplexidade e irritação na Conmebol, que dirige o futebol sul-americano e que o indicou para uma das três vagas a que tem direito no órgão.

A ausência enfraquece não só a CBF nos bastidores da cartolagem mundial, mas a Conmebol, liderada pelo paraguaio Juan Angel Napout, que foi à reunião.

Em tese, a Conmebol pode substituir Del Nero no comitê se ele renunciar à CBF, o que parece distante. O outro representante no comitê é o colombiano Luis Bedoia.

O presidente Joseph Blatter mostrou indiferença a Del Nero. Disse que cabe a ele explicar o motivo de não ter ido à Suíça. "Todos os membros foram convidados, e um não veio. Mas isso não teve influência nas decisões do comitê", disse.

Numa carta à Fifa, Del Nero alegou que não poderia viajar por causa da abertura da CPI sobre a CBF no Senado e a medida provisória que parcelou a dívida dos clubes. Afirmou, ainda, que sua ausência não prejudicaria o futebol brasileiro.

O Comitê Executivo se reúne novamente entre os dias 24 e 25 de setembro, em Zurique. Uma terceira ausência do brasileiro pode agravar ainda mais o desgaste político do país dentro da Fifa.

(LC)

03/06/2015

PSDB padrão FIFA

aecio teixeira e marinSe este elemento fosse petista, a Folha teria posto na Capa e o Jornal Nacional teria feito uma longa reportagem que incriminaria o Lulinha e a cunhada do Vaccari.

Como é do PSDB, fica parecendo apenas uma informação corriqueira, que todo dia sai em todos os jornais. Até porque o PSDB sempre tem alguém por ele no STF ou em qualquer outro degrau da Justiça para sentar encima dos processos em que estão envolvidos…

Pensando bem, todo dia tem alguém ligado ao PSDB, do baixo clero, com um processo nas costas. O problema é que nunca chega ao Capos. Lembremos, os parceiros de FHC na América Latina, Carlos Menem e Alberto Fujimori, estão ou já foram presos. No Brasil, para o PSDB, impera a Lei Jorge Pozzobom.

As medalhas distribuídas pelo Aécio Neves governador e as estatuetas da mais longeva parceira da FIFA/CBF no Brasil, a Rede Globo, são como os ósculos dos mafiosos: senhas!

O dia que em os verdadeiros chefões forem presos, aí sim teremos certeza que este tucano graúdo só foi preso porque viajou para o exterior…

Relator de MP apresenta texto favorável à CBF

DE BRASÍLIA

Em ação que beneficia a CBF, o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) apresentou nesta terça (2) o relatório da MP do Futebol em que desvincula o refinanciamento das dívidas dos clubes do cumprimento de exigências pela entidade.

Uma delas era a fixação de mandato de quatro anos para o seu dirigente, com apenas uma recondução.

Leite disse que quer evitar que ações judiciais apresentadas pelos clubes coloquem em risco o refinanciamento das dívidas dos times, principal objetivo da medida provisória. "A gente perderia tudo."

A mudança foi criticada por congressistas e Bom Senso. O relator leu o texto, mas não houve quórum mínimo para votar –por isso, voltará a ser discutido na semana que vem.

O deputado manteve o limite de 70% da receita bruta dos clubes para gastos com a folha do futebol profissional –as agremiações criticam a limitação.

O relator também mudou os prazos. Na versão original, os clubes teriam que parcelar as dívidas em três anos –o relatório amplia para cinco anos.

O relator fixou em 12 anos a idade mínima para a formação de atletas –os cartolas são contra– e ampliou o colégio eleitoral da CBF para incluir a participação de clubes da Série B.

02/06/2015

CBF e seus estafetas

GloboSonegaRicacosRetornando da academia, depois da Voz do Brasil, vim zapeando as rádios Guaíba, Gaúcha e Grenal. Parei quando ouvi o Farid Germano Filho entrevistando Darcisio Perondi. Como o assunto da corrupção na CBF/FIFA é o assunto do momento, nada melhor que seja abordado pelas rádios esportivas, como a Grenal.

Mas, como diria outro gaúcho, o Barão de Itararé, de onde menos se espera, de lá mesmo é que não sai nada. Como esperar alguma coisa decente da família Farid Germano. Esses caras engordaram mamando nas tetas do Estado. Recentemente, o primo mais ilustre do Fardid, o José Otávio Germando, foi descoberto, juntamente com o PP Gaúcho, no escândalo da Petrobrás. Aliás, Otávio Germano esteve envolvido em todos os escândalos de corrupção que se tem notícia neste Estado. Pausa para vomitar.

Não é que o  escândalo da FIFA/CBF, na cabeça destes invertebrados, sobrou para a Dilma. Sim, os dois energúmenos conseguiram jogar a culpa dos escândalos do José Maria Marin, Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero no colo do PT. Sim, a dobradinha Darcísio Perondi e Farid Germando Filho conseguiram mais esta façanha.

Do Farid já mencionei o tipo de de cromossoma que infesta o DNA Germano.

Quanto aos Perondi, basta dizer que a família esteve mancomunada com Ricardo Teixeira por longos 20 anos. Ainda em janeiro de 2002 fiz este registro para o Observatório da Imprensa:

O Sul Maravilha, que gosta de botar a culpa no Nordeste pelos maus políticos, contribui com as principais peças desse quebra-cabeça que virou a política nacional. O deputado gaúcho Darcisio Perondi virou vice-líder do governo no Congresso depois que votou contra a CPI da Corrupção. O irmão, Emidio Perondi, foi um dos gaúchos que votaram contra as Diretas-Já, e hoje dirige a Federação Gaúcha de Futebol, que está sob o pente fino da CPI do Futebol. Aliás, Darcisio Perondi está na mira da mesma CPI por ter recebido dinheiro da CBF na campanha para a Câmara em 1998. Não por acaso, ambos gaúchos do PMDB, que a RBS não lembra quem são, nem o que fazem. Para saber a última do Perondi, só lendo os jornais do centro do país.

O Darcisio Perondi é o mesmo já foi processado por improbidade administrativa, que votou contra a necessidade de rotular os produtos transgênicos. Está, com todo o PDMB gaúcho, no bolso do Eduardo CUnha. Como se vê, é um uma figurinha carimbada  do retrocesso. Não admira que tenha sido parceiro fiel e longevo de Ricardo Teixeira.

Com a cobertura que a velha mídia dá para gente como Ricardo Teixeira e seus capachos regionais, não é de admirar que a Polícia Federal e o Ministério Público prefira fechar parceria com estes veículos e com os próprios larápios.

Bem, aí concluo. José Maria Marin, Ricardo Teixeira e Marco Polo del Nero seriam apenas ratazanas não fossem as contribuições de pessoas como Darcísio Perondi e todos os membros de Federações e dirigentes de Futebol que os elegem. Portanto, não basta prender Marin, Del Nero e Ricardo Teixeira. Tem que ver quem sempre foram seus parceiros comerciais. Não basta prender José Hawilla. Estes todos são bagres. Os tubarões figura na Lista Forbes como os mais os mais ricos do Brasil. Os filhos do Roberto Marinho!

Saiba por que Rede Globo odeia Eurico Miranda

Sempre suspeitei do ódio da Rede Globo ao Eurico Miranda. Isto porque o Eurico, assim como José Maria Marin, tem perfil de alguém com o qual, em situações normais de temperatura e pressão, a Globo manteria relações para lá de mútua serventia. Em dezembro de 2013(A Globo Dinamitou o Vasco), depois do esforço que a RBS fez para detonar com o Inter, e vendo o esforço que a Rede Globo fazia para detonar Eurico Miranda e apoiar Roberto Dinamite, registrei estas mesmas suspeitas. O contrato com a Andrade Gutierrez esteve a perigo graças ao bombardeio da RBS em parceria com um pool de empreiteiras gaúchas que queriam tomar o lugar da empreiteira. Não fosse Giovani Luigi e o Inter hoje estaria na mesma situação do Porto Alegrense.

Em abril deste ano, voltei a citar os 50 anos de amestramento de uma manada de zumbis que a segue bovinamente. O povo nas arquibancadas gritava, “abaixo Rede Globo, o povo não é bobo”. A Rede Globo que cobra de Lula, dizendo que ele sabia de tudo o que acontecia no seu governo, agora, mesmo sendo o maior grupo de comunicação do Brasil, também não sabia de nada a respeito da corrupção dos seus parceiros comerciais. Como a Globo pode fazer negócio com mafioso se não for também ela mafiosa?! Logo se vê que os ataques a Lula e Dilma é que, ao contrário dos seus títeres, não há Engavetador Geral. Isso sim é motivo para se derrubar um governo e dar boas vinda, em editorial, a ditadores.

A Globo conseguiu emplacar Roberto Dinamite, mas Dinamite dinamitou o Vasco. Desceu para a segunda divisão. Voltou Eurico, subiu o Vasco. Eurico não presta, a Globo menos ainda. Eurico é um gangster, a Globo é capo di tutti i capi.

Há outros dois motivos para se ver na Globo algo mais pernicioso que no Eurico Miranda. Primeiro a maneira como conduz o futebol brasileiro, distribuindo mais verbas ao Flamengo e ao Corinthians. Depois, escondendo jogos dos times locais para mostrar exatamente estes dois clubes. Veja que no Brasileirão de 2015, nem Flamengo nem Corinthians jogarão no horário das 11 hs de domingo, nem o das 22 dos sábados. Sempre em horário nobre.

A Globo e a RBS escondem dos gaúchos, nas tardes de domingo, jogos da dupla greNAL. O modus operandi dos grupos mafiomidiáticos, para além da corrupção, também está detonando com o futebol. O artigo do Eurico Miranda de 1998 citava exatamente estas personagens que hoje estão presas. Mas, como diria David Nasser, está faltando alguém nas prisões da Suíça. É a estrela do filme Muito Além do Cidadão Kane.

O pior é que o Ministério Público e a Polícia Federal tinha informações suficiente para abrirem investigação pelo menos desde 1998 e nada fizeram. Mas como em 1998 vivíamos os tempos mafiosos de FHC, do Engavetador Geral e nada foi feito. Claro, ninguém sabia à época, que a Globo tinha convencido FHC de que o filho da Miriam Dutra  era dele…

Eurico Miranda denunciou esquema de corrupção da Traffic há quase 17 anos

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“Por que são sempre os mesmos intermediários?”, questionava, em 1988, o cartola Eurico Miranda, presidente do Vasco da Gama; “Por que os clubes que eles exploram estão de mal a pior e eles estão sempre bem? Por que ingressaram no esporte, por meio do jornalismo, e o deixaram e passaram a ser exploradores do mesmo? Provoquem- me, para que eu diga tudo o que sei!”, dizia; no artigo, Miranda denunciava os intermediários J. Hawilla, da Traffic, e Kleber Leite, da Klefer

30 de Maio de 2015 às 16:46

247 – Num artigo publicado no dia 20 de novembro de 1998, o cartola Eurico Miranda, dirigente do Vasco da Gama, denunciou o esquema de corrupção da Traffic e da Klefer, empresas de marketing esportivo que compravam direitos de transmissão dos torneios e os repassavam à Globo. Leia abaixo:

Por que são sempre os mesmos?

EURICO MIRANDA

Previsível e absolutamente natural a reação provocada nos últimos dias, nos meios esportivos, especialmente junto às pessoas direta ou indiretamente ligadas ao futebol -dirigentes, jogadores, torcedores e parte da crônica, pela entrevista que dei à “Isto É”.

Entre as muitas sandices que tenho lido e ouvido sobre o assunto, é bom deixar claro que não tenho que provar a possível sociedade de fulano com beltrano, até porque, a palavra “sócio”, segundo o Aurélio, tem vários significados e interpretações, como parceiros e cúmplices, além de membros de uma sociedade que esperam auferir lucros. A partir dessa publicação, indagam-me alguns amigos, por que somente agora denunciei a associação Traffic-J. Hawilla- Ricardo Teixeira-Kleber Leite?

Simplesmente porque não concordo e não admito que esse torneio Mercosul tenha sido colocado de forma prioritária, acima, inclusive, do Campeonato Brasileiro, obrigando inúmeras mudanças na tabela de nossa principal competição.

Minha indignação tornou-se ainda maior ao constatar que, de forma orquestrada, anônima e covarde, nos últimos dias tentaram atribuir ao Vasco e, mais precisamente, a mim, a culpa por essas mudanças.
Na realidade, o grande prejudicado foi o Vasco, que, pelo fato de ter sido campeão brasileiro e campeão da América do Sul, foi prejudicado, acintosamente, pela CBF.

As datas da Libertadores estavam marcadas há muito tempo. Entretanto, fizeram uma tabela do Campeonato Brasileiro marcando, por exemplo, Vasco x Lusa para o dia 12 de agosto, mesmo dia em que o Vasco tinha compromisso com o Barcelona, pela Libertadores, em São Januário. Fizeram mais. Marcaram, para o dia 26 de agosto, Vasco x Grêmio, data em que o Vasco teria que enfrentar o Barcelona novamente.

Ficou claro que “eles” não acreditavam que o Vasco se classificaria e acabaria vencendo, como aconteceu, a Libertadores. Assim ficou claro, também, a torcida contra o Vasco na final do Brasileirão, quando marcaram playoff para o dia 29 de novembro, sabendo que o Vasco decidirá um título mundial no dia 1º de dezembro.

Voltemos um pouco no tempo. Havia uma competição na América do Sul, a Supercopa de clubes campeões, disputada anualmente, na qual a Pelé Sports tinha alguns clubes sob contrato. A Traffic (J. Hawilla), empresa ligada à CBF, depois que Ricardo Teixeira assumiu a presidência, e com a qual realizou alguns negócios, para não dizer todos, associa-se a Torneo & Competencias, da Argentina (Ávila) e criam uma empresa chamada T & T Sports Marketing, com sede nas Ilhas Cayman, à One Capital Place, Grand Cayman, Cayman Island, B.W. I P.O. Box 1062.

A partir de então, simplesmente acabaram com a Supercopa e passaram a patrocinar o torneio Mercosul. Celebraram contrato com a Confederação Sul-Americana, com os clubes e passaram a explorar esse torneio. É ilegal? É irregular? É imoral? Digam vocês.

Essa T & T negociou com as emissoras de televisão. Essas pagaram a quem e onde? Pagaram aqui. Em que conta, na da Traffic?

Todos os clubes recebem em dólares procedentes das Ilhas Cayman. Como chegaram lá? Ou será que já estavam lá há algum tempo? Se as TVs pagam em reais, por que os clubes recebem em dólares? A quem e de que forma foi feito esse pagamento?

Quem tem que provar, explicar ou, pelo menos, aclarar algo não sou eu. Eles é que devem explicações. Por que dessa exclusividade de negócios com a CBF? Por que são sempre os mesmos intermediários? Por que os clubes que eles exploram estão de mal a pior e eles estão sempre bem? Por que ingressaram no esporte, por meio do jornalismo, e o deixaram e passaram a ser exploradores do mesmo? Provoquem- me, para que eu diga tudo o que sei!

Eurico Miranda denunciou esquema de corrupção da Traffic há quase 17 anos | Brasil 24/7

Graças a sicários como Marin os Marinho da Globo figuram na Forbes

marinesCom a prisão dos totens dos coxinhas brasileiros na Suíça, a mando do FBI para tentar melar a Copa da Rússia, lavamos a alma pelo simples fato de que, só assim, nossos verdadeiros bandidos vão parar atrás das grades. Por coincidência, o mesmo país responsável por homens como Marin na ditadura, também vira seus algoz. Nada mal se acontecesse, para deixar de ser vira-lata, algo semelhante a outros ex-parceiros dos EUA. Saddam Hussein, Bin Laden e Muammar Kadafi também foram, enquanto úteis, parceiros dos EUA. Depois de chuparem o suco, jogaram-nos foram como bagaços. Os três foram assassinados. Um destino igualmente merecido para um sicário como Marin.

Vai-se Marin, chega Eduardo Cunha. A Globo tem esta capacidade de repor suas peças para manter engraxada a engrenagem da corrupção. E com algumas estatuetas ainda consegue se blindar junto ao Poder Judiciário. Não fosse assim, não precisaria contrabandear da Alemanha a teoria do domínio do fato. Há fatos, provas, testemunhas, mas nada disso se aplica quando se trata da Rede Globo. Para conhecerem os rigores da lei só mesmo se um dos filhos se filiar ao PT. Se for petista, aí até a cunhada da empregada do vizinho corre o risco, se for filmada sacando da própria conta bancária, ir presa…

Infelizmente temos visto Maluf, Robson Marinho e outros brasileiros condenados lá fora mas festejados no Brasil. São eles que sempre encontram um Habeas Corpus, ou dois, do Gilmar Mendes. Resta mais uma vez provado que no Brasil só se condena os membros do movimento dos quatro “P’s”: preto, pobre, puta e petista. Na contramão de todos os países que restauraram a democracia, até hoje ainda não vimos nenhum bandido da ditadura ser condenado. Esta mancha ainda está marcada na paleta das instituições mais à direita, MP, PF e PJ. O Executivo se renova, o Legislativo se renova, só no Judiciário e MP ainda impera uma mentalidade de castas, do tempo da República dos Doutores. A censura ao livro que denunciava as relações da CBF com a Nike é apenas mais um exemplo do desserviço da parcela mais retrógrada do Poder Judiciário.

O caso de José Maria Marin é emblemático porque foi, de alguma forma, homenageado pela Marcha dos Zumbis e pelo MBL. Flagrado roubando medalhas, nada lhe aconteceu. As ruas foram inundadas com camisas custando entorno de R$ 400,00, com o brasão da CBF que ele presidia, pedido um golpe de Estado, e até a reimplantação da ditadura. Candidatos a Presidente que apoia golpistas é o quê? E o pedido de golpe não infringe a Constituição? Não é crime? Se as instituições nãos e defendem, para que servem, afinal?

Aliás, poucas pessoas sabem, porque isso é conveniente a quem sempre fez parceria com a ditadura, porque os cinco principais grupos de mídia brasileiros nada informam a respeito do passado do agora presidiário. Afinal, quantas pessoas sabem que José Maria Marin tem nas costas pelo menos um assassinato, o do jornalista Vladmir Herzog?! Pois bem, este é o homem que ocupou a Presidência da CBF e a usou, para além de roubar medalhas, para fazer campanha para seus afiliados políticos. Não é segredo de ninguém as relações promíscuas de Marin com a Rede Globo, Geraldo Alckmin e com Aécio Neves. Como admitiu Judith Brito, a Folha, Veja, ANJ, Instituto Millenium, Rede Globo, RBS fazem oposição. Por isso é que aplicam tão descaradamente a Lei Rubens Ricúpero revelada no Escândalo da Parabólica. A cunhada do Vaccari foi presa por ser cunhada; Marin, mesmo sendo um larápio, ou por isso mesmo, sempre foi recebido com festas pela mesma casta que prendeu a cunha porque a “literatura jurídica permite”….

BESTIÁRIO

rede globo compensaComo diz a Wikipédia, os bestiárioseram catálogos manuscritos realizados por monges católicos que reuniam informação sobre animais reais e fantásticos, tal como o aspecto, o habitat em que viviam, o tipo de relação que tinham com a natureza e a sua dieta alimentar.

No zoológico em que habitava Marin havia outros animais. Formavam um habitat intransponível devido ao locupletamento das instituições públicas brasileiras. Como nas fábulas, ratazanas e víboras conviviam em perfeita simbiose. Uma redoma de vidro criada pelo maior grupo de comunicação, uma espécie de Vênus Platinada da corrupção, mantinha a fauna na lei da selva. Os nomes são importantes porque definem os bois. E os bois vivem ajoujados na corrupção.

Assim como entender uma língua significa adentrar na cultura de um povo, conhecer os termos comuns a um determinado grupo é também apropriar-se de seu status associativo.

A Cosa Nostra siciliana usa termos de difícil compreensão para quem não seja iniciado. Há um longa tradição de onde brotam termos como “pizzu”, “omertà”, “capo di tutti i capi”. E o beijo estalado nas bochechas funciona como código entre mafiosos, mais ou menos como a distribuição de medalhas por Aécio Neves ou as estatuetas que a Rede Globo aos seus capitães-de-mato. São códigos, à moda maçônica, de identificar as pessoas com as quais seus parceiros podem contar. Funciona mais ou menos como o cartel das empreiteiras nas licitações da Petrobrás ou na construção do metrô mais lento do mundo. De mesma orientação é a linguagem usada no tango, o Lunfardo.

A prisão da fina flor da FIFA deu-nos a conhecer o grau de proximidade que existe entre nome e objeto.

A começar pelo notório José Hawilla. Poderia ter dado outro nome para o tráfico de suborno do que TRAFFIC? Quem TRAFFIC faz qualquer outra coisa, não é mesmo?!

Onde mais um rato como Ricardo Teixeira, que esteve sempre nas bocas, iria se esconder senão em Boca Ratón?!  Se falamos de Futebol, caiu na Rede (Globo), mesmo que for ratão, é peixe para seu aquário.

Em época de Lava Jato Del Nero sacou primeiro  e tirou o nome José Maria Marin da sede da CBF. E como poderia alguém que rapidamente queima Marin  ter outro nome senão Nero. Embora Del Nero tenha o nome do primeiro mercador ocidental a fazer negócio na China, nosso Marco Polo não é o único a fazer negócio da China.

Por tudo isso a trupe brasileira na FIFA e na CBF, associados à Rede Globo desde os tempos da ditadura, parecem saídos do filme Os Bons Companheiros. Quem via os regabofes do Galvão Bueno com Havelange ou Ricardo Teixeira entende porque a Rede Globo odeia qualquer coisa que não sejam seus capachos. Não haveria uma quadrilha tão bem fornida não houvesse por traz dela a blindagem da Rede Globo.

30/05/2015

Pecunia non olet?

OBScena: estatueta que pode ter sido comprada com dinheiro sujo

jb marinhoVespasiano foi cobrado por ter instituído imposto sobre as latrinas romanas. Afinal, não seria sujo o dinheiro obtido de atividade também suja?! O jurisconsulto respondeu: “pecunia non olet”, o tilintar das moedas não cheira… De onde saiu o dinheiro usado para comprar as estatuetas distribuídas aos que vestem a carapuça de Carrascos Voluntários da Rede Globo?

Está fácil demais de entender porque a Rede Globo amestrou a Marcha dos Zumbis em busca do golpe contra Dilma. Eles queriam continuar como nos tempos em que José Maria Marin podia mandar assassinar Vladmir Herzog. Eram os áureos tempos da ditabranda. A Globo fazia editorial saudando a ditadura e a folha emprestava as peruas para desovar o que restava dos cadáveres violados nas valas clandestinas do Cemitério de Perus.

A cobertura dos grupos mafiomidiáticos insuflando o MBL e os coxinhas que pediam golpe militar tinha por objetivo desviar o foco da roubalheira que participavam. Era o que se pode dizer uma “cortina de fumaça”. Secundados pela égua madrinha do Jardim Botânico, a manada seguiu bovinamente para o saladeiro. Cegos de ódio a Lula e Dilma não se deram conta que era ela verdadeira massa de manobra.

Focadas no PT, Ministério Público e Poder Judiciário se deixaram seduzir por medalhas e troféus de captura. Os Carrascos Voluntários de Hitler tinham desculpas menos esfarrapadas para justificarem o deplorável papel. Hoje, qualquer manifestação de ódio a Lula e ao PT catapulta qualquer magarefe para as capas de jornais e revistas. Enquanto desfilam babando de ódio ao PT, personagens sinistras domo Del Nero, Marin, JB, Teixeira circulam desenvoltas pelos mesmos corredores. Não se dão conta que a medalha e a estatueta da condecoração podem ter sido obtidas com o dinheiro sujo da sonegação.  Assim como é o consumo da droga que alimenta tráfico, o recebimento de troféus retira do julgador a imparcialidade do julgador. Afinal, foi o próprio Joaquim Barbosa quem ousou dizer que “juiz deve ter remuneração muito elevada para não ter preocupações de ordem material. É fator primordial de sua independência”. Na foto, quem depende de quem?

A literatura jurídica me permite questionar: Quem foi mais nocivo às instituições públicas, Joaquim Barbosa conspurcando o STF ao dar legitimidade social aos sonegadores ou a família Marinho capturando o capitão-de-mato do STF?

No início de maio, diretor da Globo se emocionou em discurso elogioso a Teixeira, Marin e Del Nero

Postado em 29 de maio de 2015 às 5:19 pm

Da ESPN:

Uma das principais cenas da festa de encerramento do Paulista foi o discurso de Marcelo Campos Pinto, diretor da Globo Esporte. Convidado para subir ao palco para entregar um dos prêmios da noite, o executivo aproveitou o momento para passar uma mensagem. Falou do atual momento do futebol, fez agradecimentos e se emocionou com o microfone na mão.

Marcelo lembrou de cada um dos últimos presidentes da CBF, fazendo elogios a todos eles, desde Ricardo Teixeira a Marco Polo Del Nero, que assumiu em abril. Disse que José Maria Marin inscreveu o nome na história do futebol brasileiro e que um dos seus grandes acertos foi a mudança de formato da Copa do Brasil.

“2015 vai entrar na história do futebol brasileiro como um grande ano. O ano em que há poucas semanas o presidente José Maria Marin passou o bastão para o presidente Marco Polo. Presidente Marin, em nome do grupo Globo, em meu nome, eu gostaria de agradecer todo o carinho, toda a atenção com a qual o senhor sempre nos brindou, sempre aberto a discutir os temas que interessam ao futebol brasileiro, dos quais me permito destacar, o novo formato da Copa do Brasil, que deu mais charme a essa competição promovida pela CBF, que é a verdadeira competição do futebol brasileiro”, disse o diretor.

As lágrimas nos olhos e a voz embargada vieram quando Campos Pinto desejava sorte a Reinaldo Carneiro Bastos, novo presidente da Federação Paulista de Futebol. Os convidados se surpreenderam com a reação do executivo.

“Querido Reinaldo (pausa). Fico até um pouco emocionado em lhe homenagear como um pai de família, como um amigo carinhoso, como uma pessoa que veio construindo seu nome no futebol e que sabe realmente o alfabeto do futebol que é tão complexo”, discursou.

“O parabenizo [a Reinaldo], e também ao Marco Polo, pelo Campeonato Paulista de 2015, recorde de público e de renda quebrados, jogos eletrizantes, semifinais inacreditáveis, com estádios lotados, duas finais de tirar a emoção de todos nós, com públicos presentes e audiências jamais vistas. Parabéns a todos vocês”, seguiu.

Diário do Centro do Mundo » No início de maio, diretor da Globo se emocionou em discurso elogioso a Teixeira, Marin e Del Nero

16/05/2015

Saiba porque a CBF é a melhor amiga da Globo

A Folha faz o diagnóstico certo mas não entrega o nome da doença: Rede Globo! O remédio é amargo é deveria ser ministrado em dose cavalar: cassação da concessão pública!

CBF GLOBO foraricardoteixeiraMARILIZ PEREIRA JORGE, na FOLHA

A CBF e a máfia

O mundo da CBF sempre mata um pouco da saudade da série "Os Sopranos"; Tutti buona gente…

Toda vez que leio sobre a CBF tenho a sensação de ver um episódio de "Os Sopranos". A série, criada por David Chase e produzida pela HBO, contava a história de um mafioso e seus comparsas, crimes, corrupção, mulheres e dinheiro.

Sou uma das milhares de órfãs de Tony Soprano, o protagonista. Mas o mundo da CBF sempre mata um pouco da saudade da série.

O novo presidente, Marco Polo Del Nero, poderia bem ser um dos amigos do personagem principal. Ou o próprio. Tem nome de mafioso, careca de mafioso, corpulência de mafioso, namoradas com cara de namoradas de mafioso e comanda entidade que, teoricamente, é uma empresa idônea, mas que vira e mexe tem que provar que é idônea.

É só jogar no Google: CBF, escândalos, corrupção. Impressionante.

Na sexta (15), a notícia era a demissão de Ariberto Pereira dos Santos, ex-tesoureiro da entidade na gestão de Don Ricardo Teixeira. Há um ano, ele comandava o departamento de futebol feminino. Sinal de que seus dias estavam contados.

Vamos combinar que é uma baita perda de poder você, um dia, comandar a dinheirama que rola na CBF e, no dia seguinte, ganhar de presente a direção do departamento de futebol feminino.

Nem precisa ser feminista para saber que, para a CBF, o futebol feminino é a irmã feia da família.

Assim como os parceiros de Tony Soprano, Ariberto parece super gente boa. Usava o banco Rural, investigado na época do mensalão, para fazer as operações cambiais da CBF, o que fez com que a entidade perdesse cerca de R$ 30 milhões quando o Banco Central decretou a intervenção do Rural.

Foi investigado pela CPI do Futebol e acusado de operar um caixa dois –aquelas histórias de CPI que quase nunca dão em nada. Por fim, admitiu usar uma conta particular para gerir recursos da CBF.

Ricardo Teixeira, o ex-presidente que reinou no cargo durante 23 anos, está sendo acusado de ter votado no Qatar para sediar a Copa de 2022 em troca de dinheiro, favores e garantias, segundo o livro "Ugly Game", lançado no mês passado pelos jornalistas ingleses Heide Blake e Jonathan Calvert.

Os jornalistas contam que o ex-secretário da Fifa Michel Zen Ruffinen aparece em vídeo explicando o que cada membro da Fifa esperava em troca de seu voto. "Teixeira é dinheiro", disse sobre o brasileiro.

Tony Soprano também era chegado em qualquer negociação que envolvesse grana. Tutti buona gente.

Mas o que eu gosto mesmo são as fofocas em que o nome e as fotos de Don Del Nero aparecem. Não precisa nem ler o noticiário esportivo. Elas estão em revistas do tipo "Caras", "Contigo" ou no "F5", o site de entretenimento da Folha.

Don Del Nero ganhou dos amigos o apelido de "Olacyr de Moraes do Futebol". Achei que era por causa do salarião de R$ 200 mil, mas a história por trás do apelido é muito melhor. O dirigente coleciona namoradas que poderiam ser suas netas.

Currículo das moças: modelo. Para uma deu dinheiro para que ela desse entrada num apartamento e mexeu os pauzinhos para que fosse passista de uma escola de samba.

Para outra, um Mercedes Benz, que custava a bagatela de R$ 200 mil. Mas essa tinha posado para a revista "Sexy", que fique bem entendido. Essa, inclusive, já é passado. A fila anda. Don Del Nero troca de namorada como Dunga troca a escalação da seleção.

Os babados da CBF são sempre muito mais saborosos do que os da ficção. Tony Soprano fez escola. Ou será que foi o contrário?

18/07/2014

Franklin Martins detona parceiros da Rede Globo da CBF

 

Mercenários vs. Apaixonados. Pensam que é só no futebol que tem essa disputa?

17 de julho de 2014 | 11:28 Autor: Fernando Brito

cartola

A Folha, hoje, segue na campanha contra a presença de Franklin Martins na campanha de Dilma.

Mas que diabos teria tanta importância um conselheiro na área de comunicação dentro de um governo, mesmo sendo um personagem com a trajetória e as posições de Franklin?

Nem ele, nem ninguém com um mínimo de conhecimento técnico iria fazer o Governo “cortar” as verbas publicitárias de grandes veículos de comunicação.

Por uma razão simples: seria um grave erro técnico deixar de anunciar – e mesmo de se relacionar com civilidade – com aqueles que dominam a comunicação de massa no Brasil.

O problema é outro.

O sistema de comunicação exige seu monopólio: e não apenas nas verbas publicitárias, mas na própria comunicação.

O que, não percebe, já não é compatível com as novas tecnologias que transformaram a internet em veículo de massa.

Sonham em mantê-la, apenas, como espaço para frivolidades e campanhas de promoção/desmoralização de pessoas e instituições, como fazem cada vez mais nos próprios jornais.

Mesmo com todo o seu poder político e econômico, isso é impossível.

Algo no que encontra, claro, apoio no mundo da “marquetagem” profissional.

Dinheiro e poder, como sempre.

Lembro de uma conversa áspera que tive no Ministério do Trabalho, quando recebi – com a devida presença de várias testemunhas – os dirigentes da indústria do venenosíssimo amianto, que insistiam em voltar aos tempos de liberdade total de ganhar dinheiro matando gente.

Eu disse apenas, para a fúria do degas que veio, arrogante, com o papo de que “tudo era seguro”:

– Meu amigo, não estamos aqui para discutir se isso vai acabar, porque vai acabar. Nós estamos aqui para discutir como isso vai acabar, com regras claras e prazos para vocês mudarem a forma com que fazem as coisas, com um mínimo de prejuízos a todas as empresas, todos os seus trabalhadores e toda a comunidade…

É isso o que não consegue entender a grande mídia empresarial  brasileira.

Que o tempo do monopólio acabou.

E que tem lugar para todos, também no mundo da comunicação.

E que o Brasil não pode ser mais um país onde alguns são donos de tudo e quase todos não são donos de nada.

Nem de suas opiniões.

Daí a sua campanha contra Franklin, que vai se tornar mais intensa e, sobretudo, sórdida.

Já vai recrutando “profissionais” como aquela que produziu o conto do vigário da ficha falsa de Dilma no DOPS, para tentar fazer crer que a empresa da mulher de Franklinque tem 17 anos de existência e contratos com emissoras de TV brasileiras e estrangeiras – estaria sendo contratada sem as qualificações necessárias para prestar serviços ao Governo.

Presta, aliás, serviços até a canais da Globo, como a GNT.

Não é porque este blog vem fazendo a opção de falir um profissional, que vive apenas da solidariedade de seus leitores, que todos devem fazer o mesmo.

Se eu recebesse serviços do Governo, como recebo alguns de empresas privadas para exercer meu ofício de escrever, ou publicidade correspondente à audiência deste blog não só seria honesto como seria correto, embora meus amigos de O Globo insinuem até que um banner que publico gratuitamente de uma campanha contra o crack seja um “favorecimento”.

É assim, porém, que a grande mídia pensa e leva junto, nesta deformação, alguns de seus profissionais.

Com a ajuda luxuosa de gente que afundou tanto as patinhas nos tapetes do poder que não hesita em dar combustível ao ódio da mídia contra aqueles que entende que não apenas o mundo mudou como que a esquerda, no poder, ou muda ou morre, não hesitam em se aliar a um dos mais mafiosos meios dirigentes deste país: a cartolagem negocista do futebol.

E aí dizem que Dilma, que nunca escondeu seu asco à cúpula da CBF e que teve a coragem de dizer, publicamente, que o Governo precisa se opor a uma camorra que está destruindo um dos maiores valores afetivos do povo brasileiro, o futebol.

E usam um post do site “Muda Mais”, que segue a linha de Franklin, para sabotá-lo, dizendo que as criticas à CBF publicadas ali teriam irritado a Presidenta.

A Presidenta, vejam bem, que disse que as estruturas do futebol, precisam mudar, e mudar mais que a simples troca de técnico da seleção.

Hoje, o comentarista esportivo Juca Kfouri – um dos poucos que critica a CBF não só da boca para fora –  reproduz o tal “post da discórdia”, com certa perplexidade, por não entender o que há ali que não seja informação e opinião de todos os que olham o futebol com seriedade.

Não há, Juca, o que há, fora do futebol também, é quem se preste a estes jogos por, a exemplo da turma que infelicita nossa torcida enquanto se esbalda em dinheiro, por adorar ser cartola e negocista.

Leia o post de Juca Kfouri, com o artigo do Muda Mais.

O que de tão “agressivo” publicou o “Muda Mais”?

A página “Muda Mais”, mantida pelo jornalista e ex-ministro Franklin Martins, publicou um artigo por muitos considerado inoportuno tão logo a Seleção Brasileira levou de sete da alemã.

Fala-se muito do texto na imprensa, mas poucos conhecem o seu teor, abaixo, na íntegra. Este blogueiro o considerou até suave:

Teixeira, Marin, a CBF e a necessidade de modernizar nosso futebol

A terrível eliminação da Seleção na Copa do Mundo reforçou o que há muito se dizia: a organização do futebol brasileiro está ultrapassada e presa ao nome de poucas figuras que revoltam o torcedor faz algumas décadas. Impera na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) um sistema que em nada lembra uma instituição democrática e transparente. É preciso mudar.

Por infindáveis 23 anos, a CBF esteve nas mãos de Ricardo Teixeira, ex-genro de João Havelange, que coordenou por 17 anos a Confederação e por outros 24 a FIFA. Depois disso, passou, em 2012, para o comando de José Maria Marin. Marin foi deputado estadual pela ARENA e em 1975 proferiu um discurso contra a TV Cultura, que por muitos é visto como um dos desencadeadores da morte de Vladimir Herzog, ex-diretor de telejornalismo da Cultura, encontrado morto 16 dias depois. Depois disso, Marin ainda foi governador biônico do estado de São Paulo, em 1982. Ah, e bem depois, quando era vice-presidente da CBF, furtou uma medalha na premiação da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Não é de agora que o futebol brasileiro sofre com a desorganização da CBF. Ricardo Teixeira tinha o hábito de falar da Confederação ou da Seleção como “eu”: “Eu tenho 120 milhões em caixa”, ou “Eu tinha que ganhar aquela Copa”, ou “Eu não queria abrir a Copa da Alemanha”, como contou reportagem da Revista Piauí, em 2011. Além disso, defende que nem a população brasileira nem ninguém tem nada a ver com as contas da CBF.

Teixeira pode até ter razão quando diz que a CBF é uma entidade privada, que não recebe dinheiro público e paga impostos – afinal, quando ele assumiu decidiu abrir mão do dinheiro do Estado. Mas não é bem assim. O estatuto da CBF designa a instituição como uma “associação de direito privado”, com “peculiar autonomia quanto à sua organização e funcionamento, não estando sujeita a ingerência ou interferência estatal”, ok. Acontece que a entidade é um tanto atípica. Como afirma o jurista Yves Gandra, “não se trata, a CBF, de entidade civil típica, subordinada que é, em parte, ao Ministério dos Esportes”. E ainda que fosse considerada a mais típica entidade privada, contratos suspeitos podem devem, sim, ser analisados por órgãos competentes.

Na mesma entrevista, Ricardo Teixeira deu seu recado sobre a Copa: “Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Por que eu saio em 2015. E aí, acabou”. No fim das contas, ele acabou saindo antes, em março de 2012.

Havelange, a Ditadura e Saldanha

Outra figura importante para entendermos a história da CBF é João Havelange, presidente da Confederação por quase duas décadas. Era 1970 e a histórica Seleção Brasileira, com Carlos Alberto Torres, Tostão e Pelé estava pronta para voar na Copa do Mundo. Mesmo assim, o treinador que montou e classificou a Seleção para o torneio, João Saldanha, foi demitido dias antes da estreia. O motivo, segundo ele, foi a pressão que sofria para convocar Dario Maravilha. Pressionado por Médici, João Havelange pedia insistentemente a convocação do jogador atleticano para Saldanha. Diz o folclore futebolístico que ele respondeu: “Ele [Médici] escala o ministério, eu convoco a Seleção”. Saldanha foi demitido. Pesava contra ele o fato de ser militante do Partido Comunista Brasileiro.

CPI da CBF-Nike

Em 2001 instalou-se a CPI da CBF-Nike, que investigou o contrato entre a Confederação e a Nike, que veio à público após a Copa do Mundo de 1998, quando suspeitou-se – sem que até hoje tenha havido comprovação ou desmentido – que o atacante Ronaldo teria entrado em campo, mesmo doente, para cumprir um contrato publicitário.

A CPI investigava o contrato, firmado em 1996 e com vigência de 10 anos, por cláusulas “consideradas excessivas em termos de predominância dos interesses da Nike sobre os da CBF, resultando prejudiciais ao futebol brasileiro”. Entre elas, a obrigação de escalar “os oito principais jogadores sob um critério não definido, mas que pode ser o da Nike” e a cessão à Nike do direito de definir os adversários e os locais de 50 jogos amistosos durante dez anos (número reduzido após acordo entre as duas partes).

Modernizar e organizar o futebol

Em um quarto de século apenas duas figuras – nada amistosas – comandaram a Confederação que rege o futebol no país do futebol. Calendários estapafúrdios, más condições de trabalho aos atletas e uma série de outras demandas levaram os próprios jogadores a reagir e criar o Bom Senso FC.

Queremos mudar mais. O plano de governo apresentado pelo PT no dia 5 afirma: “É urgente modernizar a organização e as relações do futebol, nosso mais popular esporte”.

PS. Antes que os amigos da Folha, que acham que tudo o que se faz é por dinheiro, se animem, este site não tem qualquer patrocínio de governo nem relações que não sejam a de uma simpatia política ao ex-ministro, a quem conheço muito pouco, pessoalmente.

Não sei se vocês acreditam, mas existem, ainda, pessoas de bem.

Mercenários vs. Apaixonados. Pensam que é só no futebol que tem essa disputa? | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

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