Ficha Corrida

12/08/2015

Quando fatos e fotos prescindem do domínio do fato, nem MP nem PF aparecem

OBScena: famiglia dei capitani, sotto i capi dei capiTutti buona gente

Não há o menor movimento dentre os bravos procuradores e delegados para investigar este Clan. E olha que o volume movimentado ultrapassa em muito algumas das operações espalhafatosas. Esta parcialidade joga luz sobre o verdadeiro interesse no combate à corrupção.

A máfia do futebol brasileiro prescinde do bom ou mau uso da teoria do domínio do fato. Sobejam provas. Falta colhão e hombridade a quem deveria zelar pelo bom nome das instituições Ministério Público e Polícia Federal.

Operação Zelotes dorme em berço esplêndido. No mesmo quarto onde dormiram os papéis mandados da Suíça para o Rodrigo de Grandis.

Trata-se de uma ala do museu, como os círculos do inferno de Dante, onde se encontram a Lista de Furnas, a Lista Falciani do HSBC, a Operação Pavlova, a compra da reeleição, o Caso Raytheon, a doação da Vale do Rio Doce, o limite da responsabilidade na Embratel…

É uma parte do museu que tem mais alas que escola de samba. Por coincidência, os direitos televisivos do carnaval, comandado pelo jogo do bicho, e do futebol,  comandado pelos parceiros José Maria Marin, Ricardo Teixeira e J. Hawilla,  sempre estiveram com a Rede Globo.

Lá ficam guardados os casos de corrupção envolvendo parceiros ideológicos destes delegados e procuradores Padrão FIFA… 

A súbita revolta de Galvão Bueno com a CBF é uma história mal contada. Por Kiko Nogueira

Postado em 24 jul 2015 – por : Kiko Nogueira

Tutti buona gente

Galvão Bueno tem feito o que colunistas de TV chamam de “duras críticas” ao presidente da CBF, Marco Polo del Nero, em seu programa “Bem, Amigos”.

A mais recente delas foi por ocasião da ausência do cartola na reunião da Fifa em Zurique. Depois de se lamentar “como atleta que fui”, alguém que “ vive o esporte desde que se entende por gente”, Galvão pontuou que estava indignado.

“Ele tem vários cargos de importância na Fifa: é presidente do Comitê do Futebol de Areia, terminou ontem o Campeonato Mundial em Portugal e ele não foi”, falou.

O comentarista Caio Ribeiro, como sempre no papel de escada, pediu a renúncia do dirigente. “A verdade é uma só: ele não tá pensando no dia seguinte, tá pensando na sobrevivência dele, então talvez hoje, nesse momento, não esteja apto a ocupar o cargo que ocupa’’.

Então Galvão Bueno, locutor das partidas da seleção desde tempos imemoriais, está revoltado com os escândalos do futebol brasileiro. Mas por que agora?

O motivo mais óbvio é o prejuízo que a derrocada do time causa à Globo. Graças ao fiasco na Copa América, a Globo não terá o Brasil na Copa das Confederações em 2017.

Os direitos para transmitir os mundiais da Rússia e do Catar foram garantidos numa boa, numa negociação sem licitação, como um reconhecimento da antiga e rentável parceria entre CBF, Fifa e Globo. E se a equipe de Dunga não se classificar?

Agora, simular aversão às práticas de Del Nero é um pouco demais. Se ele é ladrão, Ricardo Teixeira é o quê? Sem Teixeira não haveria Marin ou Del Nero. Ele fez miséria durante anos, sem que Galvão Bueno ou qualquer de seus colegas abrisse o bico.

O recado agora, antes de ser de alguém preocupado com os rumos do esporte, é de um sócio — ou porta-voz da sócia, a Globo.

A diatribe de GB é tão estapafúrdia quanto a de Zeca Camargo. Zeca é autor de um dos mais formidáveis besteirois do jornalismo moderno. A “crônica” na Globo News em que misturou a comoção pela morte de um cantor sertanejo que ele não conhecia com o nosso suposto “abismo cultural”, fechando com a mania de livros para colorir, é um clássico do nonsense.

Zeca, veja bem, apresenta um programa de bastidores de novelas. A exploração da tragédia com Cristiano Araújo foi enorme, sem dúvida — principalmente na Globo. O G1, por exemplo, está dando até agora qualquer coisa remotamente relativa a isso, como uma entrevista com familiares da namorada do rapaz.

Galvão e Zeca fariam um favor a seu público, e sobretudo a si mesmos, se parassem de fingir que não trabalham onde trabalham.

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Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

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19/06/2015

Os constantes e sucessivos golpes do PSDB só envergonham quem tem vergonha

Filed under: Aécio Neves,CBF,FIFA,João Dória Jr.,Juca Kfouri,Máfia,PSDB — Gilmar Crestani @ 9:01 am
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duplapapelaoE ainda temos de ficar sabendo das putarias do PSDB por meio de um tucano, Juca Kfouri. Está ficando enfadonho ter de combater o rídiculo de personagens emplumadas mas que são acobertados pelo MP com imunidade garantida no Poder Judiciário. Como diria o inefável Jorge Pozzobom, só a imunidade justifica a marcha da insensatez do PSDB, para delírio dos 12%, rumo à pornô chanchada. Só uma manada amestrada pode continuar dando trela a esta cavalgadura de triste e deplorável figura. Até quando ficaremos atrelados às fanfarronadas de capachos dos EUA e ventríloquos do Instituto Millenium?!

Esta é a verdadeira LIDE do João Dó e do NaPÓleão das alterosas.

Aécio e Doria: duas faces da mesma moeda, por Juca Kfouri

18 de junho de 2015 | 20:25 Autor: Fernando Brito

O Juca Kfouri, que é contrário a agressões, seja em campos de futebol, seja a namoradas numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio, publicou uma nota em em seu blog  com uma dupla que anda fazendo o Brasil passar vergonha.

Vale a pena ler, embora não dê pra rir de quem anda “representando” o Brasil assim.

Ficamos sabendo quem indicou o chefe da nossa delegação na Copa América, onde perdemos ontem da Colômbia que, apesar do James Rodríguez, perdeu para a a fraca seleção venezuelana.

Dória foi escalado para o papel por Aécio.

Pra fazer papelão, também.

Aécio e Doria: duas faces da mesma moeda

Juca Kfouri, em seu blog

João Agripino Doria Jr. é o desfrutável chefe da delegação da Seleção Brasileira na Copa América, mas que não fica no Chile nem mesmo quando Neymar será julgado.

Aécio Neves é o corajoso senador que no primeiro obstáculo que encontra ao chegar na Venezuela para se solidarizar com os oposicionistas presos  toma o jatinho da FAB de volta ao Brasil.

Foi Neves quem indicou Doria a Marco Polo Del Nero e José Maria Marin.

Tutti buona gente!

Aécio e Doria: duas faces da mesma moeda, por Juca Kfouri | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

16/05/2015

Saiba porque a CBF é a melhor amiga da Globo

A Folha faz o diagnóstico certo mas não entrega o nome da doença: Rede Globo! O remédio é amargo é deveria ser ministrado em dose cavalar: cassação da concessão pública!

CBF GLOBO foraricardoteixeiraMARILIZ PEREIRA JORGE, na FOLHA

A CBF e a máfia

O mundo da CBF sempre mata um pouco da saudade da série "Os Sopranos"; Tutti buona gente…

Toda vez que leio sobre a CBF tenho a sensação de ver um episódio de "Os Sopranos". A série, criada por David Chase e produzida pela HBO, contava a história de um mafioso e seus comparsas, crimes, corrupção, mulheres e dinheiro.

Sou uma das milhares de órfãs de Tony Soprano, o protagonista. Mas o mundo da CBF sempre mata um pouco da saudade da série.

O novo presidente, Marco Polo Del Nero, poderia bem ser um dos amigos do personagem principal. Ou o próprio. Tem nome de mafioso, careca de mafioso, corpulência de mafioso, namoradas com cara de namoradas de mafioso e comanda entidade que, teoricamente, é uma empresa idônea, mas que vira e mexe tem que provar que é idônea.

É só jogar no Google: CBF, escândalos, corrupção. Impressionante.

Na sexta (15), a notícia era a demissão de Ariberto Pereira dos Santos, ex-tesoureiro da entidade na gestão de Don Ricardo Teixeira. Há um ano, ele comandava o departamento de futebol feminino. Sinal de que seus dias estavam contados.

Vamos combinar que é uma baita perda de poder você, um dia, comandar a dinheirama que rola na CBF e, no dia seguinte, ganhar de presente a direção do departamento de futebol feminino.

Nem precisa ser feminista para saber que, para a CBF, o futebol feminino é a irmã feia da família.

Assim como os parceiros de Tony Soprano, Ariberto parece super gente boa. Usava o banco Rural, investigado na época do mensalão, para fazer as operações cambiais da CBF, o que fez com que a entidade perdesse cerca de R$ 30 milhões quando o Banco Central decretou a intervenção do Rural.

Foi investigado pela CPI do Futebol e acusado de operar um caixa dois –aquelas histórias de CPI que quase nunca dão em nada. Por fim, admitiu usar uma conta particular para gerir recursos da CBF.

Ricardo Teixeira, o ex-presidente que reinou no cargo durante 23 anos, está sendo acusado de ter votado no Qatar para sediar a Copa de 2022 em troca de dinheiro, favores e garantias, segundo o livro "Ugly Game", lançado no mês passado pelos jornalistas ingleses Heide Blake e Jonathan Calvert.

Os jornalistas contam que o ex-secretário da Fifa Michel Zen Ruffinen aparece em vídeo explicando o que cada membro da Fifa esperava em troca de seu voto. "Teixeira é dinheiro", disse sobre o brasileiro.

Tony Soprano também era chegado em qualquer negociação que envolvesse grana. Tutti buona gente.

Mas o que eu gosto mesmo são as fofocas em que o nome e as fotos de Don Del Nero aparecem. Não precisa nem ler o noticiário esportivo. Elas estão em revistas do tipo "Caras", "Contigo" ou no "F5", o site de entretenimento da Folha.

Don Del Nero ganhou dos amigos o apelido de "Olacyr de Moraes do Futebol". Achei que era por causa do salarião de R$ 200 mil, mas a história por trás do apelido é muito melhor. O dirigente coleciona namoradas que poderiam ser suas netas.

Currículo das moças: modelo. Para uma deu dinheiro para que ela desse entrada num apartamento e mexeu os pauzinhos para que fosse passista de uma escola de samba.

Para outra, um Mercedes Benz, que custava a bagatela de R$ 200 mil. Mas essa tinha posado para a revista "Sexy", que fique bem entendido. Essa, inclusive, já é passado. A fila anda. Don Del Nero troca de namorada como Dunga troca a escalação da seleção.

Os babados da CBF são sempre muito mais saborosos do que os da ficção. Tony Soprano fez escola. Ou será que foi o contrário?

04/05/2015

Omertà é seu nome

Filed under: Máfia,Omertà,Operação Lava Jato,Pizzu — Gilmar Crestani @ 8:34 am
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A máfia, assim como o tango, legou ao mundo termos próprios. Do lunfardo, por exemplo, temos o verbete “tira” para designar policiais. Da máfia, temos o pizzu, que é a cota-parte devida pela proteção mafiaosa, que em São Paulo alcança a cifra de R$ 70 mil reais. Outro termo introduzido no sistema de delação premiada conduzida para pegar Lula, é Omertà. Tudo o que diz respeito ao Aécio Neves é jogado para debaixo do tapete, como vem acontecendo com ele desde os tempos da ditadura. Aécio pode exercer dois cargos, simultaneamente, em Brasília e Minas, enquanto estudava no Rio de Janeiro. Ele pode construir aeroportos em terras da família (Tio Quedo) e usar e abusar dos helipópteros do governo de Minas, pode ter uma irmã na Secretaria de Comunicação, Andrea Neves, para distribuir recursos públicos em suas rádios e jornais, pode ser acusado no decorrer da Operação Lava Jato que nada lhe acontece. Em relação ao PSDB em geral, como admitiu o Jorge Pozzobom e até a Folha em editorial, e ao Aécio em particular, há uma verdadeira Omertà!

Delatores da Lava Jato preservaram Aécio

:

Em acordo de delação premiada em troca de redução de pena, doleiro Alberto Youssef  e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa indicaram que iriam revelar, entre outros casos, crime de corrupção cometido pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) em estatal do setor elétrico; "Toda e qualquer obra realizada em Furnas possuía comissionamento. Se especula que quem recebia por Aécio Neves era a pessoa de sua irmã", aponta documento assinado no MP; no entanto, à força-tarefa, Youssef não apresentou provas e preservou o tucano; inquérito contra o ex-presidenciável foi arquivado

4 de Maio de 2015 às 05:37

247 – Ao assinar os acordos de delação premiada, o doleiro Alberto Youssef e ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa prometeram revelar, entre outros casos, crime de corrupção cometido pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) em estatal do setor elétrico.

"Toda e qualquer obra realizada em Furnas possuía comissionamento. Se especula que quem recebia por Aécio Neves era a pessoa de sua irmã", aponta documento assinado no MP.

No entanto, na fase de depoimentos à força-tarefa, Youssef não cumpriu com o acordo e preservou o tucano.

O doleiro afirmou apenas que o ex-deputado José Janene (PP-PR), morto em 2010, havia dito que Aécio "dividia" com ele propinas de Furnas, mas não apresentou provas. O inquérito contra o ex-presidenciável acabou arquivado.

Costa também apontaria pagamentos de propinas para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e seu colega Romero Jucá (PMDB-RR), mas não levou a questão adiante.

Leia aqui reportagem de Flavio Ferreira sobre o assunto.

Delatores da Lava Jato preservaram Aécio | Brasil 24/7

25/01/2015

Com Geraldo Alckmin PSDB faz racionamento até da inteligência

SABESPTAn

Em 12/10/2003 a Folha de São Paulo publicava no caderno Cotidiano o seguinte destaque: “SP só atende demanda por água até 2010”. Portanto, o PSDB, de José Serra a Geraldo Alckmin, tinham ciência da necessidade de investimento para que não viesse o ocorrer o racionamento.

Ao invés de aplicar o chavão “choque de gestão”, o PSDB preferiu vender a SABESP na Bolsa de Nova Yorque e distribuir milhares de assinaturas da Folha de São Paulo, da Veja e do Estadão pelas escolas públicas de São Paulo. Esse é o verdadeiro choque de gestão das sucessivas administrações do PSDB: aluguel dos grupos mafiomidiáticos! É mais barato e mais eficiente.

Como mostrei ontem, a compra da velha mídia se revela pela lei Rubens Ricúpero, o compadrio entre Governo e o PIG. A principal argumentação do Alckmin difiundido pela mídia dizia respeito aos fatores climáticos. O argumento caiu em terra esturricada quando o próprio governador entregou à Dilma o preço da solução, via suborno a São Pedro: R$ 3,5 bilhões

Até quando o MP e Judiciário continuarão protegendo, em parceria com o Instituto Millenium, o PSDB e seus ventríloquos?!

No artigo abaixo, Conceição Lemes disseca o cadáver do engodo vendido pela parceria do PSDB com suas mídias de aluguel.

Por que o governador Geraldo Alckmin foge do racionamento da água como o diabo da cruz

publicado em 23 de janeiro de 2015 às 21:18

SP só atende demanda por água até 2010

Para o professor Júlio Cerqueira César Neto, o grande responsável pela atual crise da água é Alckmin: “É uma crise anunciada que começou a ser gestada em 2001, quando ele assumiu o governo de São Paulo”

por Conceição Lemes

24 março de 2014. Em entrevista ao Viomundo, o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto, professor aposentado de Hidráulica e Saneamento da Escola Politécnica da USP, denunciou que Alckmin e a Sabesp já faziam racionamento de água nas áreas pobres da capital há mais de dois meses e mentiam:

“Apesar de o nível do sistema Cantareira diminuir dia após dia, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) insiste: o racionamento de água está descartado em São Paulo”.

“Na verdade, o racionamento começou há mais de dois meses. A Sabesp já está cortando água em vários pontos da cidade de São Paulo e em municípios da região metropolitana, como Osasco, Guarulhos, São Caetano do Sul. Em português, o nome desses cortes é racionamento”.

“Só que essa forma de fazer o racionamento me parece completamente injusta, pois é  dirigida aos pobres; vão deixar os ricos para o fim”.

“Ao não contar todas as coisas que está fazendo, o governador mente”.

“O sistema  de chuvas funciona de acordo com ciclos naturais da natureza. Esses ciclos de secas e enchentes, menos água, mais água – chamados de ciclos hidrológicos negativos –, ocorrem naturalmente. Nós não temos influência grande nisso. Nosso sistema de abastecimento de água, portanto, deveria ter sido feito de forma a prevê-los e superá-los. Não é o que aconteceu”

“O nosso abastecimento de água está totalmente insuficiente em função das disponibilidades que o meio ambiente nos fornece. Se o governo do Estado tivesse feito há mais de 10 anos as obras de reforço necessárias, nós não teríamos falta d’água hoje”.

14 de janeiro de 2015. Quase dez meses após a denúncia do Viomundo e de ter passado toda a campanha eleitoral de 2014 negando o racionamento de água, Alckmin admitiu-o:

“O racionamento já existe, quando a ANA [Agência Nacional de Águas] determina. Quando ela diz que você tem que reduzir de 33 para 17 [metros cúbicos por segundo] no Cantareira, é óbvio que você já está em restrição. O que estou dizendo é que se tirávamos 33 metros cúbicos por segundo [de água], e hoje estamos tirando 17, é óbvio que nós temos uma restrição hídrica”.

Foi após a juíza Simone Viegas de Moraes Leme, da 8ª Vara de Fazenda Pública, conceder liminar no dia anterior, 13 de janeiro, proibindo a cobrança de multa para quem consumisse água a mais.

Em menos de 24 horas, essa decisão foi cassada pelo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador José Renato Nalini.

A Justiça autorizou, assim, a cobrança de multa – a chamada sobretaxa — em 31 cidades atendidas pela Sabesp, inclusive a capital. A multa será de 40% para quem consumir até 20% acima da média registrada entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014. Caso o consumo exceda a média de 20%, a multa será de 100%.

15 de janeiro de 2015. Um dia após admitir a toda a imprensa a existência do racionamento, Alckmin voltou atrás com a desculpa esfarrapada de que  foi mal interpretado:

“Estamos evitando o racionamento. O que é o racionamento? É você fechar o registro. Então, estamos procurando através de campanhas, de bônus, da utilização das reservas técnicas [o volume morto], da integração dos sistemas ultrapassar essa dificuldade da crise da seca”.

“Lamentável que o senhor Geraldo Alckmin tenha mudado de opinião de um dia para o outro”, critica o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto. “O governador não tem preocupação com a realidade e a verdade dos fatos. Ele só está preocupado em eleger o próximo prefeito e depois se eleger à presidência.”

“Será que o governador vai mudar de opinião amanhã ou depois de amanhã?” questiona o advogado Carlos Thadeu, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). “O governador, o presidente da Sabesp e o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos estão perdidos, pois não têm um plano B para a crise da água.”

MÍDIA FOI E CONTINUA SENDO CÚMPLICE E PARCEIRA DE ALCKMIN NA CRISE HÍDRICA

Em 1º de janeiro, no discurso de posse do novo mandato, o governador salientou:

Um dos pilares deste governo será o da inovação permanente, sempre a serviço do cidadão. Temos, a nosso favor, um histórico do qual nos orgulhamos.

Transparência absoluta: Portal da Transparência, Bolsa eletrônica, Indicadores Criminais, Salários dos servidores na internet.

Transparência absoluta?! Só se for em Marte, no Estado de São Paulo de jeito nenhum.

A crise hídrica é a maior prova. Desde o início, Alckmin a trata com sofismas, inverdades e dissimulações, porque tem a seu favor a mídia tradicional, que acoberta todos os seus malfeitos, inclusive os da água.

Primeiro, a grande mídia quase não divulgou a falta de água enquanto o problema atingia apenas a periferia. Tanto que praticamente ignorou-a durante o primeiro semestre de 2014.

Depois, relacionou a falta de água a apenas aspectos climáticos — “estiagem”, “seca”, “falta de chuvas”. Omitiu e passa por cima até hoje da falta de planejamento de Alckmin e de seu antecessor José Serra (PSDB).

“Com a complacência da mídia, o governo Alckmin passou toda a campanha eleitoral de 2014 , enviando sinal trocado em relação à crise da água”, observa Edson Aparecido da Silva, coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental. “Ao mesmo tempo em que pedia para economizar água, afirmava que ela não faltaria e tudo estava sob controle.”

Em português claro: a mídia “comprou” e” vendeu” a versão dos tucanos paulistas de que a culpa é de São Pedro, poupando a incompetência e a irresponsabilidade do governo Alckmin de não ter investido em novos mananciais, como estava previsto desde 1995.

Marzeni Pereira da Silva, oposição no Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema-SP), reitera denúncia feita ao Viomundo em novembro de 2014: “A mídia foi e continua sendo cúmplice e parceira do governo Alckmin na crise de abastecimento de água em São Paulo”.

Tanto que fez vista grossa às artimanhas tucanas para aprovação da sobretaxa.

AUDIÊNCIA NA ANTEVÉSPERA DO ANO NOVO: “MÁ-FÉ E JOGO DE CARTAS MARCADAS”

Em 18 de dezembro, sem ouvir órgãos de defesa do consumidor e entidades da sociedade civil que atuam em defesa dos recursos hídricos, Alckmin anunciou a criação da sobretaxa. Também disse que a Arsesp – a agência reguladora de saneamento e energia ligada ao governo do Estado – tinha aprovado naquele dia.

Não foi bem assim.

A Arsesp é a responsável pela autorização ou veto à sobretaxa proposta pelo tucano. Oficialmente ainda não tinha se manifestado sobre a questão.

Só no dia seguinte ao anúncio de Alckmin foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo o comunicado da Arsesp convocando uma audiência pública para deliberar sobre a tarifa de contigência na conta da água, que é como ela chama a multa, ou sobretaxa.

A Arsesp convocou a audiência para – pasmem! — 29 de dezembro de 2014.

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“A data foi proposital, de má-fé”, acusa o coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental. “Na antevéspera do Ano Novo, a possibilidade de mobilização é muito reduzida. O objetivo era que não fosse ninguém.”

Mesmo com a manobra da Arsesp, houve grande mobilização e compareceram, além do pessoal da casa (membros da Sabesp e da própria agência), 23 representantes de quatro entidades e cidadãos. A saber: Comissão de Direito do Consumidor da OAB-SP,  Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Proteste, Instituto Socioambiental e Instituto Pró-cidadania.

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Na mesa da audiência pública só diretores da Arsesp. Da esquerda para a direita: Waldemar Bon Júnior (Relações Institucionais); José Bonifácio de Souza Amaral Filho (Regulação Econômico-Financeira e de Mercados); Antonio Luiz Souza de Assis (Regulação Técnica e Fiscalização dos Serviços de Distribuição de Gás Canalizado); e Anton Altino Schwyte  (superintendente de Análise Econômica Financeira)

Durante a audiência, depois em documento (na íntegra, ao final) enviado à Arsesp , as quatro entidades impuseram uma condição para aprovação da sobretaxa. A de que o governador Geraldo Alckmin decretasse oficialmente o racionamento, como determina o artigo 46 da lei federal do Saneamento Básico 11.445/07:

“Em situação crítica de escassez ou contaminação de recursos hídricos que obrigue à adoção de racionamento, declarada pela autoridade gestora de recursos hídricos, o ente regulador poderá adotar mecanismos tarifários de contingência, com objetivo de cobrir custos adicionais decorrentes, garantindo o equilíbrio financeiro da prestação do serviço e a gestão da demanda”

A Arsesp, desde sempre aparelhada pelos tucanos, simplesmente ignorou o documento das entidades e a determinação legal e autorizou a cobrança da sobretaxa da água.

“A audiência foi só para cumprir uma formalidade legal”, observa Edson Aparecido da Silva. “A decisão já estava acertada com Alckmin. Jogo de cartas marcadas. Desrespeito com as entidades que compareceram à audiência e com a sociedade em geral.”

“Decretar oficialmente o racionamento não é mera formalidade como tenta fazer crer o governador”, avisa Carlos Thadeu, do Idec. “Além de tornar legal a cobrança da sobretaxa para quem usar mais água, implica transparência de tudo o que está acontecendo. O consumidor tem o direito à informação.”

DNA DE ALCKMIN DESDE 2001, QUANDO TEVE INÍCIO A GESTAÇÃO DA ATUAL CRISE 

O fato é que o governador passou esse último ano escondendo e/ou maquiando a verdade verdadeira sobre a crise da água na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

“Na verdade, o grande responsável por essa crise da água que estamos vivendo em São Paulo é o senhor governador Geraldo Alckmin”, afirma o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto. “É uma crise anunciada que começou a ser gestada em 2001, quando ele assumiu o governo de São Paulo, logo após a morte de Mario Covas.”

Alckmin, só para relembrar, foi governador de 6 de março de 2001 a 31 de março de 2006. De 2007 a 2010, o posto foi ocupado por José Serra, que também tem culpa no cartório. Não fez o que deveria. Em 1 de janeiro de 2011, Alckmin voltou a ocupar o Palácio dos Bandeirantes, onde está até hoje.

Não é à toa que ele foge do racionamento da água como o diabo da cruz. Quer evitar a todo custo o carimbo de governador do racionamento, ou do rodízio. Tal como aconteceu com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o apagão de energia elétrica, em 2001.

O DNA de Alckmin, porém, está ao longo de todo processo que desembocou na atual e gravíssima crise, como mostra o professor Júlio:

1985: Inaugurado o Cantareira, um sistema de Primeiro Mundo.  Capacidade de 66  m³/s, para uma demanda:51 m³/s. A RMSP tinha 14 milhões de habitantes.

2000: Capacidade disponível e demanda eram iguais: 66 m³/s.

Para uma população de 18 milhões, o sistema já estava meia boca, como diz o professor Júlio. Foi o início do déficit de abastecimento de água. Nessa altura, já deveria ter sido providenciado novo manancial de grande porte.

2003: Foi o primeiro alerta. Estiagem prolongada levou o sistema Cantareira à beira do colapso.

2004: Nesse ano foi feita a renovação da outorga (direito de utilização da água) do sistema Cantareira por 10 anos. No contrato, foram incluídas várias exigências que deveriam ser cumpridas pela Sabesp nesse período de dez anos. Entre elas, a implantação de novos mananciais para atender a região metropolitana, diminuindo, assim, a dependência do Cantareira no abastecimento dessa área.

A renovação da outorga venceu em agosto de 2014  e a Sabesp não cumpriu essa exigência.

2005: O DAEE (Departamento de Águas e Esgotos do Estado de São Paulo) concluiu as barragens de Biritiba-Mirim e Paraitinga e disponibilizou mais 5,7 m³/s do sistema Alto Tietê para a região metropolitana. Só que não pode ser usado porque a Sabesp não tinha ampliado a capacidade da Estação de Tratamento de Água de Taiaçupeba de 10 para 15 m³/s. Taiaçupeba só passou a usar essa vazão em 2012.

2007: A Sabesp declarou oficialmente que era gravíssima a situação da deficiência dos mananciais da RMSP e não tinha condições de superá-la.

A empresa solicitou então ao governo paulista que assumisse essa responsabilidade. O que ele fez. Para isso, contratou a elaboração do Plano Diretor de Recursos Hídricos da Macrometrópole Paulista. O prazo para execução era de 180 dias, mas somente foi concluído em outubro de 2013.

2012: Sabesp detectou o início do processo de estiagem através da diminuição das reservas nos seus reservatórios.

2014: A RMSP tem 22 milhões de habitantes. A capacidade disponível de água para abastecimento é de 72 m³/s enquanto a demanda era de 82 m³/s. Ou seja, sistema deficitário em 10 m³/s. Isso significa 2,7 milhões de habitantes sem água.

2014, janeiro: A Sabesp estava  preparada para dar início ao Plano de Racionamento Geral na Região Metropolitana. O governador, porém, vetou-o e assumiu pessoalmente o gerenciamento da crise.

“Quando o governador assumiu pessoalmente o comando e gerenciamento da crise, na prática, ele declarou oficialmente sua instalação”,  atenta o engenheiro Júlio Cerqueira César. “Alckmim vetou o plano da Sabesp e definiu um Plano Político para enfrentá-la.” 

Ele proibiu o racionamento e decidiu explorar todas as reservas de água disponíveis, inclusive as reservas técnicas (volumes mortos) até o seu esgotamento se necessário.  A expectativa era de que as chuvas voltariam em outubro de 2014, os reservatórios encheriam e a crise seria superada.

2015: As chuvas não aconteceram no volume esperado. A capacidade disponível de água está em 39 m³/s e a demanda em 82 m³/s. Déficit: 43 m³/s. É mais da metade da demanda numa hipótese otimista, porque estamos considerando a integridade do sistema do Alto Tietê. Caso o sistema do Alto Tietê não se recupere, o que não está fora de cogitação, o déficit atingirá 58 m³/s — 70% da demanda.

Não há solução estrutural de curto prazo para a crise. Para complicar, Alckmin esvaziou os espaços institucionais de gestão dos recursos hídricos, como os comitês de Bacia, o Conselho Estadual de Recursos Hídricos e o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo, que reúne os 39  prefeitos e representantes do governo do Estado.

“Alckmin precisa convocar urgentemente os prefeitos das regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas e falar a verdade sobre a crise”, defende Edson Aparecido da Silva, da Frente Nacional Ambiental. “O governador não pode continuar agindo como se a situação estivesse sob controle. O ideal seria que ele decretasse estado de calamidade pública e apresentasse um plano de contingência sério, discutido com os prefeitos e representantes da sociedade, para enfrentar a situação.”

“Não consigo encontrar um adjetivo para qualificar o quadro que teremos de enfrentar”, arremata Cerqueira César. “Só posso dizer que o que enfrentamos hoje — principalmente a população mais pobre que é a mais afetada — será refresco perto do que teremos pela frente.”

Em tempo 1: Por que Alckmin e Serra não fizeram as obras necessárias para que não estivéssemos na atual situação? Falta de planejamento, contando com São Pedro? Incompetência? Irresponsabilidade? Opção pelos investidores da Sabesp?

Em tempo 2: Onde foram parar os lucros da Sabesp? Em 2012, foi de R$ 1,9 bilhão. Em 2013, também R$ 1,9 bilhão. Em 2014, apesar da crise, o lucro até o terceiro trimestre foi de R$ 800 milhões. De 2003 a 2013, a Sabesp teve R$13,11 bilhões de lucros. Nesse período, pagou R$ 4,37 bilhões de dividendos. O percentual de pagamento na forma de dividendos em relação ao lucro variou de 27,9% a 60,5%,este em 2003.

Detalhe: o estatuto da empresa determina que se pague, no mínimo, 25% de dividendos. A Sabesp, para alegria dos seus investidores e azar dos consumidores, pagou sempre mais.

Audiência Pública Arsesp para deliberar sobretaxa da água: Manifestações de entidades da sociedade civil by Conceição Lemes

[A produção de conteúdo exclusivo só é possível graças à generosa colaboração de nossos leitores-assinantes. Torne–se um deles!]

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A

ue você não vê na mídia

03/12/2014

Famiglia Costa Corleone

Sob orientação da velha mídia, o nojo sempre vem sob os holofotes.

Como a família fez Paulo Roberto Costa converter-se em “enojado”

3 de dezembro de 2014 | 08:51 Autor: Fernando Brito

saopauloroberto

Ontem, no seu depoimento à CPI, Paulo Roberto Costa disse aos deputados, senadores e ao país que foi estar enojado – anos de enjôo e roubando, viu-se –  e os apelos da família que o levaram a fazer a delação premiada.

Para que não se duvide, transcrevo o UOL:

“Ao final do desabafo, (Paulo) afirmou ter sido convencido pela família, e não pelos advogados, a fazer a delação.”Quem me colocou com clareza para eu fazer a delação foi minha esposa, minha filha, meus genros e meus netos. Falaram pra mim: ‘Paulo, por que só você? E os outros? Cadê os outros? Você vai pagar sozinho?’. Fiz a delação para dar um sossego a minha alma e por respeito e amor à minha família.”

Aí, claro, você imagina a pobre família, inocente, premida pelas dificuldades e pelo sofrimento, reunida em orações, não é?

Só que aí aparece um blogueiro que está enojado sem ter roubado e traz o trecho do insuspeito Estado de Minas, no nem tão longínquo dia 3 de outubro:

“A família de Paulo Roberto Costa foi incluída no acordo de delação premiada assinado pelo ex-diretor da Petrobras, preso pela Operação Lava a Jato, da Polícia Federal. Assim, a mulher, as duas filhas e os genros de Costa também deverão colaborar com as investigações e devolver os recursos obtidos ilegalmente para, em troca, escapar da prisão. A família de Costa responde aos crimes de formação de organização criminosa e obstrução das investigações.
Em março, quando foi deflagrada a Operação Lava a Jato, as filhas e os genros de Paulo Roberto Costa foram até a empresa dele, a Costa Global, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, e retiraram diversos documentos – para, supostamente, destruí-los em seguida. Eles foram flagrados pelas câmeras de segurança do edifício, que mostra os quatro entrando e saindo do prédio várias vezes, com sacolas e mochilas. As imagens foram obtidas pela Polícia Federal, que os acusou de tentar destruir provas e dificultar as investigações.”

Depois, o mesmo blogueiro chato, que quer estragar este momento comovente de amor familiar, transcreve a Veja:

“Uma das filhas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, Arianna Bachmann, é suspeita de se beneficiar com “informações privilegiadas” em contratos de venda de móveis para empresas contratadas da estatal.”

E, pior, determinado a destruir este momento sublime em que a Nação se verga à conversão do “ladrão de carreira” pelo poder do amor familiar e tudo o que ele diz é fruto  puríssimo desta epifania no lar, ainda transcreve a Época:

“Os negócios de Arianna serviram como estágio para que ela subisse na hierarquia do negócio familiar montado por Paulo Roberto. O esquema, como ÉPOCA revelou, envolvia todos os integrantes de sua família. Havia hierarquia e funções bem definidas. Arianna tocava o dia a dia dos negócios. Márcio Lewkowicz, marido de Arianna, organizava as finanças. Humberto Mesquita, o Beto, era rival de Márcio na tarefa de administrar, no Brasil e no exterior, o dinheiro da corrupção na Petrobras. Shanni, a outra filha de Paulo Roberto, casada com Beto, tentava influenciar o patriarca para que o marido assumisse o controle financeiro das operações. Marici, a mulher de Paulo Roberto, era laranja em empresas e contas secretas em paraísos fiscais.”

Desculpem acabar com o momento de santidade que os jornais brasileiros proporcionaram a vocês, com a incapacidade de apontar o que há de fato: um ladrão, pego em flagrante, capaz de acusar a qualquer um, aos culpados e aos inocentes, em troca de uma escapatória menos grave para ele e para seus familiares cúmplices.

Nenhum jornal foi capaz de fazer este rápido e simples “recordar é viver” com o que eles próprios escreveram.

O ladrão da Petrobras, os outros que existirem e os políticos que apanharam dinheiro, coniventes com a propinagem de Paulo Roberto Costa devem responder pelo que fizeram.

Quem quer santificá-lo por razões políticas é tão desonesto quanto ele.

Como a família fez Paulo Roberto Costa converter-se em “enojado” | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

30/11/2014

Rosane mostra que tipo de candidato atrai o Instituto Millenium

Filed under: Biografias,Instituto Millenium,Máfia,Rosane Collor — Gilmar Crestani @ 11:15 am
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A entrevista da ex-primeira dama da República Alagoana, Rosane Collor, com a entronização de figuras que até hoje fazem as estatuas do Aleijadinho corarem, dá, nas entrelinhas, que tipo de personagem os a$$oCIAdos do Instituto Millenium apoiam para o Governo Federal. Qual a diferença entre Rosane Collor e a atual esposa de Aécio Neves? Aliás, qual a diferença entre Fernando Collor de Mello e Aécio Neves? Mais, qual a diferença entre o comportamento da velha mídia entre estes dois personagens? Ambos foram abraçados pelas cinco irmãs (Veja, Folha, Estadão, Globo & RBS) para representarem seus interesses junto aos cofres públicos. A criação de imagens robotizadas, vendidas como margarina, escondendo heliPÓpteros e Aecioportos, não difere em nada do comportamento com que tiveram em relação a Collor.

O ódio a Lula e Dilma é diametralmente oposto ao amor que nutrem por quem lhes enche as burras de dinheiro com erário público. As propagandas da SABESP em rede nacional na Globo, as milhares de assinaturas de Veja, Estadão e Folha distrubuídos em escolas públicas em São Paulo são prova suficientes de que, entre eles, uma mão lava a outra; as duas, um helicóptero com 450 kg de cocaína…

Nas imagens, os tentáculos do Instituto Millenium!

Instituto Milleniumj

instituto-millenium-preliminario

MÔNICA BERGAMO

monica.bergamo@grupofolha.com.br

De Canapi para o mundo

Rosane Malta, ex-Collor, relata em biografia sua memórias como primeira-dama: de rituais de magia negra às gastanças antes e depois do impeachment

"As pessoas vão saber quem é a Janja, essa garota feliz, de bem com todo mundo, de coração lindo, que ajudava a todos. E que foi atrás de um sonho e de um amor em que se jogou por completo." É assim que Rosane Malta, ex-Collor, refere-se a si mesma, usando o apelido de infância, para explicar a motivação de escrever a biografia "Tudo o que Vi e Vivi" (ed. Leya).

No livro de 222 páginas, que será lançado em Maceió no dia 4, ela narra a trajetória que a levou do sertão alagoano a Brasília, como a primeira-dama mais jovem que o país já teve. O "conto de fadas" começa em Canapi, sua cidade natal, onde Fernando Collor, então prefeito de Maceió, disse à debutante Rosane que era seu príncipe e "iriam se casar um dia".

Ficaram casados 22 anos, período em que ela viu e viveu a vertiginosa ascensão e queda do político. Rosane escolheu a descida da rampa do Palácio do Planalto em 2 de outubro de 1992, de mãos dadas com o marido, para abrir o livro. "Levante a cabeça. Seja forte", escreve ela, sobre o diálogo, quando Collor saía de cena, após a abertura do processo de impeachment.

O casal passou por várias provas. A primeira foi na lua de mel. A noiva dividiu o marido com amigos (o empresário Paulo Octavio e o empreiteiro Luiz Salles, da OAS, com as respectivas mulheres), convidados por Collor para acompanhá-los à Argentina.

Rosane relata rusgas com a cunhada, Thereza, casada com Pedro Collor, pivô das acusações que levaram à perda do mandato presidencial. "Acredito na tese de que os dois tiveram algo antes do meu casamento. Também não duvido que tenha sido por Thereza, por essa obsessão que ela tinha pelo cunhado, que Pedro resolveu destruir o próprio irmão." Os advogados de Collor dizem que ainda não vão se manifestar sobre o conteúdo da biografia. Já Thereza diz que Rosane "é desacreditada e terá de provar na Justiça o que escreveu".

Foi o pai de Thereza, o usineiro João Lyra, que fez de PC Farias tesoureiro de campanha de Collor. Na função, ele reclamava dos "gastos da madame". Rosane diz que "não fazia ideia de que PC pagava as contas". "É claro que estava gastando mais! Uma primeira-dama do país gasta mais do que todas as outras!"

As críticas aparecem ao lado de elogios de Fidel Castro ("Esse presidente do Brasil é esperto. Arrumou uma esposa novinha e linda") e da princesa Diana. As duas se conheceram na entronização do imperador Akihito do Japão. "Ela é a mulher mais bonita da festa", teria dito Diana a Collor. A lua de mel no poder acabou com a crise por ela ter assumido a presidência da Legião Brasileira de Assistência.

Collor a confrontou: "Vieram me dizer que você está tendo caso. Pior: que você está grávida do seu amante". Ela teria respondido: "Já sei. O Luiz Mário [então chefe do cerimonial do governo do Distrito Federal]… Eu lá tenho chance de ter um caso? Sou vigiada 24 horas por dia".

O casamento passaria ainda por outros abalos. "Meu irmão caçula era danadinho", escreve Rosane, sobre Joãosinho Malta, que, aos 15 anos, matou um adversário político no interior de Alagoas. Aprontaria de novo ao atirar em um sujeito que falou mal da irmã, então primeira-dama do país.

O casal se unia em torno de rituais de magia negra. Rosane descreve o "trabalho" encomendado por Collor a uma mãe de santo alagoana para que o apresentador Silvio Santos não fosse seu concorrente à Presidência. "Consistia em colocar uma espécie de amuleto, que chamam de azougue, dentro da boca de sete defuntos recém-enterrados."

Animais eram sacrificados na Casa da Dinda. "Quando tudo acabava, ficava uma sujeira danada, sangue espalhado." Os jardins da residência presidencial foram motivo de escândalo na CPI do PC. "Havia uma cascata na piscina? Havia uma biquinha, uma coisa simples que colocamos ali e onde gostávamos de molhar a cabeça", escreve Rosane.

Tragado por denúncias de corrupção, Collor perde o mandato e Rosane se mostra uma companheira fiel no impeachment e diante das "maldições" dele decorrentes. Uma delas foi a morte de Pedro Collor, vítima de um câncer agressivo no cérebro.

O livro mostra os altos e baixos financeiros do casal. No exílio dourado em Miami, ela circulava em um Porsche. "E qual é o problema? Ter um Porsche no Brasil é difícil e caro, mas em Miami?! Qualquer um tem." Quando Collor vendeu a mansão de Miami, abriu uma crise conjugal, pois teria combinado de dar metade do dinheiro para Rosane. "Ele passou a perna em mim sem pudores." Tempos depois, Collor teria vendido também uma casa de praia para "pagar a fatura do cartão de crédito", diz ela.

E os mais de US$ 50 milhões das sobras de campanha movimentadas por PC Farias? Rosane dedica ao tema o capítulo "Para Onde Foi Tanto Dinheiro?". Reproduz um diálogo dela com Collor, no qual ele reclama de Augusto Farias, irmão de PC, que estaria criando dificuldades para acessar a bolada. E conclui: "Desde que reatou com Augusto, o patrimônio de Fernando aumentou muito, e a única explicação plausível é que ele passou a ter acesso à tal conta no exterior que o irmão de PC estava barrando".

Ela elenca sinais exteriores de riqueza do ex-marido, como automóveis esportivos das marcas Ferrari e Maserati. "Só os lucros de suas empresas e o salário de senador não seriam capazes de alavancar o seu padrão de vida." Em Maceió, diz ela, o ex teria oito ou nove carros. "Entre os quais um Porsche zerinho. Tem carro para ele, os filhos, o papagaio, o periquito." No divórcio, ela não teve direito a bens, por ter se casado em regime de separação total. "É justo viver 22 anos com uma pessoa, construir patrimônio e sair sem nada?"

Rosane diz que encontrou paz ao virar evangélica. A fé a teria ajudado a superar a depressão, que começou com um aborto de uma gravidez de gêmeos, após tratamento com Roger Abdelmassih, então maior especialista em reprodução assistida do país, hoje condenado a 181 anos de prisão por crimes sexuais contra pacientes. "Doutor Roger era nosso amigo."

Apesar de ter passado por uma sequência de perdas –a morte dos dois irmãos, vítimas de diabetes, da mãe e do pai–, ela se considera "poupada" do mal que abateu os que cercaram Collor em seus anos de glória e queda. "O mais interessante é que, tanto eu como a mãe de santo [Cecília], aceitamos Jesus e nos afastamos completamente da magia negra… Fomos as únicas que escapamos da tal maldição do impeachment’."

Pode não escapar de responder na Justiça por trechos polêmicos da biografia. "Não tenho medo de processo. Falei o que eu vi e vivi. Posso garantir que fui branda. Tem muitas coisas que ainda não contei." E avisa: "Pretendo escrever um segundo livro".

19/11/2014

Operação Lava Jato: nossos empresários copiam práticas “Ndrangheta”, menos a solução para “equívocos”

 

‘Ndrangheta ordena aos que se equivocam: “Cianureto ou uma bala”

A procuradoria de Milão prende 40 integrantes da máfia calabresa e grava seus rituais

Pablo Ordaz Roma 18 NOV 2014 – 18:29 BRST

Um chefe da ‘Ndrangheta preso em 2011. / ap

Um tiro ou uma cápsula de cianureto. Um verdadeiro membro da máfia ‘Ndrangheta deve ter em mente que, se cometer um equívoco, ele mesmo terá de se administrar um corretivo eficaz. E também deve levar em conta os perigos dos dispositivos eletrônicos. “Eu sempre digo que levar um telefone celular”, adverte um membro da máfia calabresa, “é como levar um carabiniere [policial italiano] no bolso”. Tanta razão tem o velho capo que a procuradoria de Milão, utilizando gravações telefônicas, microfones escondidos e microcâmeras, não apenas conseguiu prender 40 integrantes da ‘Ndrangheta em diversas cidades da Itália, mas também gravou em vídeo pela primeira vez alguns de seus rituais secretos.

Entre eles, o juramento de um novo integrante da organização mafiosa mais poderosa da Itália. As câmeras e os microfones colocados por agentes dos carabinieri registraram o momento em que um chefe de um clã do norte vindo da Calábria comanda a cerimônia de admissão dos novos mafiosos. E faz uma advertência: “Hoje, deste momento em diante, não serão julgados pelos homens, serão julgados por vocês mesmos. Há duas alternativas. Se na vida cometerem uma negligência grave, não devem ser seus irmãos que os julguem. Vocês devem admitir a negligência e escolher o caminho. Aqui tem uma cápsula de cianureto. Ou se envenenem ou peguem esta [pistola] que dispara. De todas as balas do carregador, devem reservar sempre uma. A última é para vocês”.

mais informações

E, é claro, nada de dedurar para a polícia. “Se perguntarem”, continua o chefe do juramento mafioso, “de quem você é filho? Quem é o seu pai…? Você tem que responder: ‘Meu pai é o Sol e minha mãe é a Lua”. Além da novidade de presenciar uma cerimônia da qual até agora só se tinha notícia pela confissão de algum mafioso, a operação comandada pela procuradora de Milão Ilda Boccassini – aquela que durante anos também foi o terror de Silvio Bersluconi – revela que este tipo de prática também é realizada fora da Calábria.

Os 40 mafiosos, detidos em sua maioria em localidades do norte (Como, Lecco, Monza-Brianza, Verona e Bérgamo), mas também na cidade siciliana de Caltanissetta, são acusados de crimes de associação mafiosa, extorsão e posse ilegal de armas. Alguns deles aparecem refletidos em vídeos que, além disso, confirmam que a ‘Ndrangheta – também denominada “A Santa” – invoca em seus juramentos figuras históricas da Reunificação italiana. Entre eles, Giuseppe Mazzini, conhecido como “a alma da Itália”, e Giuseppe Garibaldi.

‘Ndrangheta ordena aos que se equivocam: “Cianureto ou uma bala” | Internacional | EL PAÍS Brasil

Blitz anti-’ndrangheta in Lombardia: 38 arresti

Nel mirino le cosche del Comasco e del Lecchese: Documentati i rituali di affiliazione

18/11/2014
paolo colonnello

milano

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«Noi non possiamo cambiare…». Una mafia feroce, dedita al controllo del territorio con sconfinamenti in Svizzera, a un proselitismo preoccupante e all’inedita alleanza con insospettabili imprenditori e liberi professionisti per ricattare e mettere in atto estorsioni verso altri imprenditori. Una ’ndrangheta senza scrupoli pronta ad arruolare, come documentano le intercettazioni dei Ros, persino dei minorenni nel rispetto di una tradizione arcaica che vede, nell’eredità fra padre e figlio, la trasmissione di un potere criminale. 

È uno spaccato inedito e molto inquietante, quello che emerge dall’operazione “Insubria”, scattata questa mattina ad opera dei Ros di Milano nell’ambito di un’inchiesta coordinata dalla Distrettuale antimafia (pm: Ilda Boccassini, Paolo Storari , Francesca Celle). Ma soprattutto, grazie alle intercettazioni e alle riprese filmate, è un’indagine con un elevatissimo valore “storico”, perché documenta per la prima volta in assoluto e in maniera completa, le fasi di arruolamento e affiliazione degli ‘ndranghetisti finora raccontate solo dai pentiti e ora fissate in nitidi filmati dove si riconoscono nitidamente i personaggi e si ascoltano le formule complete dei rituali durante le “mangiate”. Non in qualche masseria sperduta dell’Aspromonte ma al “nord del nord”: tra il Lecchese e il Comasco, ai confini con la Svizzera, dove ormai la criminalità organizzata calabrese si sta espandendo importando un’arcaicità e una ferocia impressionanti che documentano l’esistenza di un “antistato” in Lombardia. 

Almeno 38 persone sono state arrestate nelle provincie di Milano, Como, Lecco, Monza-Brianza, Verona, Bergamo e Caltanissetta, con un’ordinanza di custodia in carcere firmata dal gip Simone Luerti e accuse che vanno dall’associazione di tipo mafioso, all’estorsione, detenzione e porto abusivo di armi. Al centro delle indagini dei Ros due famiglie di caratura storica nella mappa della malavita calabrese, collusi con Giuseppe soprannominato “melangiana” e il Bruzzese. Sodalizi della ‘ndrangheta radicati nel comasco e nel lecchese, con diffuse infiltrazioni nel tessuto locale e saldi collegamenti con le cosche calabresi di origine. Tra le “locali” colpite, ovvero le cosche di zona, quella di Calolziocorte, di Cermenate e di Fino Mornasdco: a riprova dell’infiltrazione sul territorio del cancro criminale calabrese e dell’esistenza di una sovrastruttura del nord in regione, chiamata appunto “La Lombardia”. 

08/11/2014

Minibiografia da vestal dos golpistas

Filed under: Eduardo Cunha,Gangster,Máfia — Gilmar Crestani @ 11:18 am
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Há bandidos que só sobrevivem graças aos serviços prestados à velha mídia. Quem deu as pistas para o entendimento deste mecanismo foi Rubens Ricúpero na famosa entrevista a Carlos Monforte, conhecida pelo Escândalo da Parabólica… A jogada comandada por Eduardo Cunha contra a participação popular, logo após as eleições, mostram o quanto alguns políticos tem o dom de comandar os bastidores ao velho estilho siciliano. Pior do que políticos como Eduardo CUnha são as pessoas que votam neste tipo de gangster.

As ações que correm contra Cunha

As rede sociais vão deixar Cunha em liberdade ?

Do Nassif:

As ações que correm contra Eduardo Cunha
No Supremo Tribunal Federal (STF), pelo menos vinte e dois processos têm como parte o Deputado Federal Eduardo Cosentino da Cunha, líder do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB)  na Câmara dos Deputados. Ora como autor, ora como réu.
Entre eles, três inquéritos 2123, 2984 e 3056. Todos para apurar possíveis crimes cometidos por Cunha na época em que ele era Presidente da Companhia de Habitação de Estado do Rio de Janeiro (CEHAB-RJ) entre 1999 e 2000.
O primeiro e o terceiro procedimentos instaurados (2123 e 3056), em 2004 e 2010, buscam apurar crime contra a ordem tributária (sonegação de impostos). O segundo (2984), aberto em 2010, verifica o cometimento de crime contra a fé pública por falsificação de documentos. Os documentos em questão seriam pareceres do Ministério Público que levaram ao arquivamento, no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, do processo 106.777-0/00, para apurar fraudes em contratos celebrados pela Cehab-RJ, entre 1999 e 2000.
Inquérito 2123
Dados do inquérito mostram a incompatibilidade entre as informações bancárias de Cunha (obtidas por quebra de sigilo pela Receita Federal) e a movimentação financeira e de rendimentos declarados por ele entre 1999 e 2000.
Ao protocolizar este  inquérito, o procurador geral Claudio Fonteles disse que várias acusações contra o deputado Eduardo da Cunha já teriam sido alvo de apuração pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), mas não houve provas suficientes para levarem as investigações à frente e os inquéritos destas acusações foram arquivados.
De acordo com o procurador, a necessidade de abertura deste inquérito seria a ausência de investigação sobre a prática de crime contra a ordem tributária, de indícios de houve o crime e a necessidade de se descobrir a existência de provas materiais que caracterizem os fatos como crime.
Em julho de 2004, o plenário do Supremo decidiu, por maioria, acompanhar o voto do relator, ministro Sepúlveda Pertence. Consta da decisão o deferimento de habeas corpus e a impossibilidade de instauração do inquérito. Ambos pronunciamentos ocorreram devido à necessidade de se aguardar a decisão definitiva do processo administrativo instaurado na Receita Federal sobre a existência ou não de crime contra a ordem tributária. No entanto, a decisão do Supremo não afastou a possibilidade de a Procuradoria Geral da República promover ação penal pública contra Cunha caso o crime seja confirmado.
Em dezembro do mesmo ano, o relator do inquérito, ministro Gilmar Mendes, deferiu o encaminhamento de cópias das informações prestadas pela Receita Federal e dos demais documentos que instruem o inquérito à 4ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do MPRJ.
O recebimento destes documentos pela promotoria eram essenciais para a instauração do inquérito civil n.º 490/2002 para apurar eventual ato de improbidade administrativa do ex-presidente da CEHAB-RJ.
Inquérito 2984
O inquérito tem como base crime contra a fé pública por falsificação e uso de documentos falsos (art. 297 c/c artigo 304, ambos do Código Penal).
O documentos falsificados foram inseridos no processo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) nº 106.777-0/00 e deram margem a que o Juiz Luiz Lopes arquivasse o processo. Supostamente tais documentos teriam sido juntados exatamente com o intuito de obter o arquivamento.
Na denúncia, o procurador geral Roberto Monteiro Gurgel Santos aponta a apresentação, ao TCE-RJ, de duas cópias de uma promoção de arquivamento supostamente promovida pela Promotoria de Defesa dos da Cidadania e do Patrimônio Público, subscrita pelo promotor de justiça Humberto Dalla Bernadino de Pinho, referentes aos processos MP nº 4605, 4271, 4810 e 4935/2000, uma das quais autenticadas pelo ex-subprocurador-geral de justiça Elio Gitelman Fischberg. Além de um suposto voto da procuradora procuradora de justiça Elaine Costa da Silva (MPRJ) sobre os mesmos processos.
Ainda de acordo com a denúncia,  a falsidade dos documentos foi constatada por meio de exame grafotécnico, o qual resultou no laudo ICCE RJ-SPD 012.322/2008. O laudo atesta que todas as assinaturas dos promotores públicos estaduais constantes nos documentos são falsas. À exceção da assinatura do ex-subprocurador-geral de justiça Elio Gitelman Fischberg.
Com base nestas informações, o procurador geral resolveu por denunciar o Deputado Federal Eduardo Cosentino da Cunha, o advogado Jaime Samuel Cukier e o ex-subprocurador-geral de justiça Elio Gitelman Fischberg por fraude e uso de documentos oficiais.
Além de provas documentais, Gurgel pediu que se chamasse como testemunha dos fatos, o promotor de justiça Humberto Dalla Bernadino de Pinho (MPRJ), a procuradora de justiça Elaine Costa da Silva (MPRJ) e o desembargador José Muiños Piñeiro Filho do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
Neste caso, a decisão do supremo foi pela abertura do inquérito para a apuração dos fatos. Outra decisão do STF, devido à conexão do inquérito com o processo nº 106.777- 0/2000 do TCE-RJ em que os documentos falsificados foram inseridos, foi de que o inquérito e o processo seriam mantidos separados.
Em outrubro de 2010, o STF manifestou-se pela primeira vez, quanto à produção de uma nova midia digital referente a outro inquérito (inq 2774) que corre em segredo de justiça.
Em dezembro de 2012, outra decisão do supremo. O Ministro Gilmar Mendes defere o pedido da Desembargadora Leila Mariano, relatora da ação penal nº 2008.068.00015, para que órgão especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) pudesse realizar em separado o  julgamento do ex-subprocurador-geral de justiça Elio Gitelman Fischberg e do advogado Jaime Samuel Cukier. A suprema corte acolheu o pedido e a corte do Rio de Janeiro em separado julgou ambos os réus da ação penal.
No processo movido pelo órgão especial, Fischberg foi condenado a três anos, 10 meses e 11 dias de reclusão, em regime aberto e perdeu sua função pública. A pena, entretanto, foi substituída por duas restritivas de direito: prestação de serviços à comunidade e pagamento de R$ 300 mil ao Instituto Nacional do Câncer (Inca). Cukier foi absolvido por falta de provas. A decisão pode ser vista neste link.
Em 21 de março deste ano, o Supremo Tribunal recebeu a denúncia contra o Deputado Federal Eduardo da Cunha. O MInistro Luiz Fux – também afilhado político de Sérgio Cabral – contrariou seu estilo e votou a favor de Eduardo Cunha.
TCE-RJ
Segundo informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal de Contas do Estado Rio de Janeiro (TCE-RJ), em setembro do ano passado, o TCE-RJ reabriu as investigações sobre fraudes em contratos celebrados pela Companhia Estadual de Habitação (Cehab), entre 1999 e 2000, período em que a empresa foi presidida por Eduardo Cunha.
O caso havia sido arquivado em 2004, a pedido do então relator do processo, conselheiro Jonas Lopes, com base nos documentos supostamente autênticos do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro. Tais documentos inocentavam Cunha e outros gestores da CEHAB-RJ de quaisquer fraudes em licitações no período de sua gestão.
Posteriormente, o próprio MP constatou que os documentos eram falsos e responsabilizou o ex-subprocurador-geral de Justiça, Elio Fischberg.
No dia 27 de agosto de 2012, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça condenou Fischberg pela falsificação. O TCE aguardava a decisão da Justiça para prosseguir ou não com as investigações.
O processo foi reaberto e está tramitando normalmente pelos setores do Corpo Técnico do TCE. O relatório irá posteriormente para um dos sete conselheiros, que será o relator. Ele apresentará seu voto para votação em plenário, em data não definida.
O processo pode ser acessado pelo site do TCE (www.tce.rj.gov.br), processo: 106.777- 0/2000 -Eduardo Cosentino da Cunha.
Inquérito 3056
Este terceiro inquérito envolve de uma outra forma o Deputado Eduardo Cosentino da Cunha.
Outros processos
Eduardo Cosentino da Cunha ainda está envolvido em outros processos fora do Supremo Tribunal Federal. Entre eles:
– Inquérito que apura crimes contra a ordem tributária. TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal – processo 0031294-51.2004.4.01.3400
– Ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal. TJ-RJ Comarca do Rio de Janeiro – processo 0026321-60.2006.8.19.0001
– Ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual. TRE-RJ – processo 59664.2011.619.0000
– Representação movida pelo Ministério Público Eleitoral por captação ilícita de sufrágio. TRE-RJ – processo 9488.2010.619.0153
– Ação de investigação judicial eleitoral movida pelo MPE por abuso de poder econômico. TSE – processo 707/2007
– Recurso contra expedição de diploma apresentado pelo MPE por captação ilícita de sufrágio.
Prerrogativa de Foro
No caso de Cunha, ambos os procedimentos tiveram origem no STF e foram movidos pela Procuradoria Geral da República devido à prerrogativa de foro concedida pelos artigos 58, I e II da Constituição Federal de 1988, pelos artigos 1º a 12 da Lei 8038/90 e os artigos 230 a 246 do Regimento Interno do STF. Ou seja, por ser Deputado Federal.
Leia mais sobre o Deputado Federal Eduardo Cosentino da Cunha aqui:

http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2013/05/polemico-lider-do-pmdb-eduardo-cunha-ja-provoca-incomodos-ao-governo
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI27350-15223-1,00-EDUARDO+CUNHA+REVELA+SEU+PODER+SOBRE+OS+DEPUTADOS.html
http://pmdb.org.br/noticias/deputado-eduardo-cunha-rebate-distorcoes-publicadas-pela-veja/
Leia mais sobre o ex-procurador Elio Fischberg aqui:
http://heliofernandes.com.br/?p=20210
http://oglobo.globo.com/rio/procurador-elio-fischberg-vai-recorrer-da-decisao-da-justica-diz-advogado-5922308

As ações que correm contra Cunha | Conversa Afiada

25/08/2014

Ley de Médios, urgente!

Imagen: Gentileza Espectador.com

SUBNOTAS

“Los latinoamericanos nos debíamos el debate sobre la función de los medios en el sistema democrático”

El periodista y abogado uruguayo asumirá su puesto en octubre. En esta entrevista, se pronuncia a favor de la regulación estatal de los medios de comunicación audiovisual, advierte sobre los monopolios de información tanto privados como estatales y traza las líneas de acción que se propone para fomentar la libertad de expresión en el continente. Los grupos más discriminados y las nuevas tecnologías.

Por Sonia Santoro

Desde octubre, la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) tendrá un nuevo relator especial para la Libertad de Expresión. El elegido, después de un largo proceso que comenzó en diciembre del año pasado y al que se presentaron 49 postulantes, fue Edison Lanza, periodista y abogado uruguayo. Entre sus líneas de trabajo buscará construir principios y estándares para “ayudar a revertir los procesos de concentración, sin afectar la viabilidad de los medios de comunicación” y trabajar por la protección de periodistas en situaciones de riesgo y en la investigación de sus asesinatos. Se destaca su compromiso en desarrollar el vínculo entre el derecho a la libertad de expresión y la promoción de los derechos de grupos “que sufren o han sufrido discriminación (niñas y niños, mujeres, pueblos originarios, población lgbti, personas con discapacidad, etc.)”.

Lanza será designado por un período de tres años, renovable una vez, y asumirá el cargo el 6 de octubre de este año, en reemplazo de la colombiana Catalina Botero.

Desde el otro lado del río, respondió algunas preguntas acerca de los desafíos que tiene por delante.

–El 6 de octubre asume como nuevo relator. ¿Qué expectativas tiene en este nuevo rol?

–Estoy convencido de que se trata de una posición clave para la promoción y cumplimiento del derecho a la libertad de expresión y el derecho a la información en la región. Gracias al trabajo que han realizado de varios relatores y relatoras, la Relatoría se ha consolidado como una institución de referencia para el campo de estas libertades, los derechos humanos y la comunicación. Como expresé en la entrevista que mantuve con los comisionados y comisionadas, no vengo a trabajar contra nadie, sino con todos los actores del sistema democrático que tienen incidencia en estos temas, incluidos, por supuesto y fundamentalmente, los Estados. Creo que la Relatoría puede ayudar a encauzar los debates que están teniendo lugar en la región en torno de la libertad de expresión y la democratización de la comunicación; a mi juicio nuestros países tienen la madurez suficiente para debatir abiertamente sobre libertad de expresión, y sería algo sin sentido cerrarnos a reflexionar sobre la democracia, el pluralismo y la libertad de expresión, aun con los puntos de vista y los intereses más diversos.

–¿Cuáles serán sus líneas prioritarias de trabajo?

–Voy a tratar de sintetizar algunas líneas. La promoción de la diversidad y el pluralismo en la comunicación, en todas las direcciones, es un eje de trabajo. Promover regulaciones que limiten la formación de oligopolios y monopolios y la concentración de los medios de comunicación que afecten las posibilidades de divulgación de información y opiniones o el pluralismo. Y hablo tanto de concentraciones en el sector privado como en el estatal o público. Hay definiciones claras en el Sistema Interamericano sobre las consecuencias negativas de los monopolios y oligopolios, pero hay que profundizar estos estándares existentes: hay que construir principios y estándares para ayudar a revertir los procesos de concentración, sin afectar la viabilidad de los medios de comunicación. Por supuesto que siguen siendo una prioridad los problemas estructurales que en muchas regiones siguen sin ser superados. Promover una estrategia integral en contextos de agresiones y ataques a la integridad física de los comunicadores, en base a la prevención de la vulneración de sus derechos, la protección de periodistas cuyas vidas se encuentren en riesgo e investigación transparente de los asesinatos y agresiones ocurridos. La implementación eficaz de mecanismos de protección para los comunicadores amenazados forma parte de las obligaciones positivas del Estado. Pero desde una perspectiva más integral, tener escoltas y carros blindados es una solución simple, pero costosa para los Estados y compleja para un periodista en ejercicio. Se debe mirar de manera integral el fenómeno, apostando a medidas de promoción del derecho a la libertad de expresión y de prevención, protección y sanción. Si no avanzamos en la lucha contra la impunidad de los crímenes contra la libertad de expresión, mediante un trabajo de prevención de la comisión de estos delitos, las restantes medidas siempre serán insuficientes. También propongo desarrollar el vínculo entre la plena realización del derecho a la libertad de expresión y la protección y promoción de los derechos de distintos grupos que sufren o han sufrido discriminación (niñas y niños, mujeres, pueblos originarios, población lgbti, personas con discapacidad, etc.), afín con el fin de promover que los Estados adopten obligaciones positivas para revertir o cambiar situaciones discriminatorias existentes y que estos grupos puedan ejercer de manera plena la libertad de expresión y la protección de sus derechos frente a expresiones abiertamente discriminatorias. La vigencia y protección de la libertad de expresión en el mundo on line es una precondición que concierne y beneficia a todas las personas. Entre esas prioridades, es clave velar por y promover el acceso universal a este fabuloso espacio para la educación, la llegada a la información, la expresión personal y el entretenimiento. Y finalmente creo que hay que seguir insistiendo en acceso a la información pública y mecanismos para prevenir la censura indirecta.

–¿Cuáles son los principales problemas en las Américas relativos a la libertad de expresión? ¿Cuáles son específicos del Cono Sur?

–Considero que los problemas y desafíos que enfrenta la libertad de expresión en la región pueden agruparse en dos grandes dimensiones: los problemas estructurales que subsisten en algunas subregiones y una agenda emergente. Entre los problemas estructurales señalo algunos: la violencia y agresiones contra periodistas y defensoras y defensores de derechos humanos (presente en algunos países de América Central y América del Sur); el uso del derecho penal para criminalizar la expresión, o el derecho penal de excepción para acallar la protesta y la crítica; la escasa diversidad de medios y la falta de pluralismo en las voces representadas en el sistema mediático, sobre todo en algunos países; la debilidad de los medios públicos y la falta de reconocimiento a los medios comunitarios, y la batalla contra la cultura del secreto que persiste en todos los países de la región, aunque con avances importantes (adopción de leyes, instalación de órganos garantes, jurisprudencia local), pero con la preocupación de que algunos Estados extienden el secreto por razones de seguridad nacional y la persecución de informantes, que es la contracara de este avance. Luego tenemos la agenda emergente, a la que debemos prestar atención. Las múltiples discusiones sobre libertad de expresión e Internet. En 2013, la Relatoría incluyó en su informe anual un estudio vinculado a Internet y libertad de expresión, que contiene estándares para la evaluación y el análisis de las situaciones particulares. El desafío principal, entonces, pasa por consolidar Internet como un espacio de protección, promoción y respeto de los derechos humanos, así como también de denuncia de vulneración de los mismos. Deberíamos reflexionar más en clave regional, porque hay temas comunes a la subregión. Esta semana, la Corte Interamericana dictó una sentencia sobre el caso de dirigentes mapuches condenados por terrorismo, en la que se pronuncia sobre los tipos penales de contornos difusos y vagos que afectan la protesta social y la libertad de expresión, y que por lo tanto son incompatibles con la Convención. Me temo que es un buen punto que debería revisarse en los países del Mercosur. En la subregión se ha avanzado en la regulación de los medios audiovisuales; aunque cada país ha aplicado un ritmo y un modelo propios, parece buen momento para ver los resultados de la aplicación de cada uno de estos modelos. Progresivamente los países se vienen incorporando al concierto de naciones con leyes de acceso a la información pública que respetan los estándares de derechos humanos, esperemos que Argentina y Paraguay se sumen rápidamente a esta realidad. De todos modos, me parece que nuestros países tienen una agenda pendiente en materia de prevenir la censura indirecta, la asignación arbitraria de recursos desde el Estado hacia el sistema de medios y completar la reforma de los sistemas de medios audiovisuales, de acuerdos con los estándares construidos por el sistema interamericano. Luego hay situaciones particulares con el ejercicio del derecho a la libertad de expresión en contextos electorales, en fin, temas no faltan.

–¿La concentración de medios sigue siendo un obstáculo importante a la libertad de expresión en la región? ¿Cómo evalúa las nuevas leyes que intentan regular el universo mediático?

–América latina asiste a una discusión inédita sobre el papel del Estado en la regulación de los medios de comunicación audiovisuales, y la propia función de los medios en el sistema democrático, una discusión que personalmente considero válida si la damos en el marco de un efectivo respeto y promoción del derecho a la libertad de expresión y no como una excusa para controlar los medios. Es un debate que los latinoamericanos nos debíamos, porque heredamos problemas de larga data en relación con los sistemas mediáticos. Autores de la región, entre ellos valiosos aportes de expertos argentinos, explican este rezago: hubo una ausencia regulatoria del Estado durante décadas, lo que permitió que la comunicación quedara casi en las exclusivas manos del sector comercial, en muchos casos con índices de concentración y control de la propiedad muy elevados, algo atípico para democracias consolidadas. La región también muestra cierto rezago en la tarea de construir medios públicos independientes, y es un hecho que durante años fueron relegados al papel de Cenicienta, aunque ahora muchos Estados han comenzado a mejorar su financiamiento. Por otra parte, tenemos un sector social-comunitario excluido durante décadas, o reconocido a medias, de modo discriminatorio y sin políticas de promoción. Este combo produjo una producción audiovisual muy concentrada en las capitales de los países, en formatos de baja calidad, cuando no –como ocurrió en el caso uruguayo– consumimos durante mucho tiempo mayormente producción extranjera. En este menú, la concentración de medios es un ingrediente que no se puede ignorar, porque una vez que tenemos un sistema de medios concentrado se generan consecuencias negativas en el espacio público y relaciones complejas entre los medios y el sistema político, que además son poco transparentes. Frente a esta situación, los gobiernos, sobre todo en la última década, han desarrollado diversas estrategias. Las leyes de servicios de comunicación llegan en un momento en el que la industria ya está desarrollada, y consiguientemente se producen tensiones y reacciones. Claro, hay que observar con mucho cuidado estas leyes, porque deberían tener el objetivo de promover la transparencia en la asignación de frecuencias, la diversidad y el pluralismo, sin limitar el goce de la libertad de expresión. También hay que estudiar lo que viene sucediendo con países que han ido, gradualmente, primero habilitando al sector comunitario, buscando una transición ordenada hacia un sistema más plural en la televisión digital, como ha ocurrido en el caso uruguayo. Brasil, en cambio, comenzó por el intento de generar una televisión pública de calidad y de alcance nacional y regular mejor el sistema de televisión para abonados, pero mantiene no cambiada la estructura de sistema de medios comerciales. Todas estas experiencias son válidas, siempre que en nombre de la diversidad y el pluralismo no se generen restricciones innecesarias a la libertad de expresión, algo que la propia Convención Americana previene en su artículo 29. Este puede ser un buen momento para analizar las diversas experiencias y también cómo se han aplicado en la práctica estas normas, porque una cosa son los textos y la intención del legislador, y otra cosa es la aplicación.

–¿Qué desafíos a la libertad de expresión presentan los intentos de regulaciones de Internet y las nuevas tecnologías?

–Enormes. El desarrollo de Internet ha masificado la cultura, el entretenimiento, la circulación de información y ha permitido, como nunca antes, el ejercicio de la libertad de expresión a título individual y colectivo. Y esto ha sido posible por las características especiales de este nuevo espacio público, por su conformación de red, que lo hacen distinto de los restantes medios inventados hasta el presente. Por ello cada regulación que los Estados pretenden establecer tiene implicancias para la libertad de expresión y otros derechos humanos. Creo en la gobernanza multi stakeholder (N. de E.: Se refiere a la participación o consideración de los enfoques de todos los actores que importan en un sistema) de este espacio, y desde su lugar específico la Relatoría debe tener un rol. No voy a abundar aquí, pero hoy están sobre la mesa marcos normativos que implican hablar del manejo de los contenidos en la red, la responsabilidad de los intermediarios, el filtrado de información, el manejo de la red en el contexto de protestas sociales y/o políticas, en fin, es un tema inagotable. Sí apunto, además, que la región viene abordando este tema con leyes nacionales, como el Marco Civil de Brasil, o el marco regulatorio chileno, pero también hay un uso desmedido del derecho penal para intentar combatir abusos en la red.

–El informe de la relatoría para la libertad de expresión de 2013 incorporó un punto específico sobre la violencia que sufren las mujeres periodistas en el ejercicio de su libertad de expresión, especialmente en el caso de México. ¿Trabajará sobre la especificidad de las violencias que sufren las mujeres periodistas?

–La Comisión Interamericana ha señalado que los escenarios de violencia en América latina incluyen un componente de exacerbación contra las mujeres, en particular en el contexto de discriminación por razones de género que aún persiste en muchos países. No sería justo si no dijera que la actual relatora ha incorporado la perspectiva de género en sus informes sobre violencia contra periodistas y me comprometo a mantener esa línea de trabajo, tanto en los informes como en posibles casos que la Comisión decida admitir y eventualmente presentar ante la Corte Interamericana.

–Cuando algunos medios publican contenidos sexistas y son criticados por esto, se amparan en el derecho a la libertad de expresión para justificarse. ¿Cómo cree que se debería trabajar desde los distintos actores intervinientes –sociedad civil, Estado, periodistas, empresas– para desarticular estos argumentos y lograr cambios?

–Es cierto que los medios de comunicación en la región tienen, en muchos casos, una historia de mala práctica en relación con la discriminación contra las mujeres y otros grupos. ¿Cómo provocar cambios en esta práctica sin interferir en la libertad de expresión? Esta es una pregunta que todos nos hacemos y creo que hay muchas experiencias que nos pueden ayudar a resolver este dilema. En primer lugar hay que destacar el trabajo de las organizaciones de mujeres que decidieron utilizar el camino de la capacitación y la promoción de y hacia los comunicadores como forma de incidir, y han logrado paulatinos progresos; luego los observatorios y los informes críticos con el modo de hacer periodismo y publicidad creo que juegan un papel, al igual que las universidades, que deben trabajar profundamente en los aspectos éticos de la comunicación; finalmente la propia televisión desde la ficción puede promover la igualdad. La mejor forma de combatir el discurso discriminador es con argumentos y evidencia de peso. También estoy siguiendo con mucho interés algunas experiencias institucionales, como la Defensoría del Público argentina, cuya práctica de promoción, recepción de denuncias, audiencias públicas y mediación es una herramienta clave y parece estar comenzando a rendir frutos, sin acudir necesariamente a la punición de los medios. Sé que el movimiento feminista se pregunta sobre la pertinencia de penalizar las expresiones discriminatorias, y allí la Relatoría debe abrir un debate sobre cuál es el límite de los discursos protegidos por la libertad de expresión y cuáles constituyen discursos de odio, que ingresan dentro de la prohibición del 13.5 (incitación a la violencia contra grupos de personas por motivos de discriminación).

Página/12 :: Dialogos :: “Los latinoamericanos nos debíamos el debate sobre la función de los medios en el sistema democrático”

05/07/2014

Bastilha Velha de Mídia

Filed under: Grupo RBS,Grupos Mafiomidiáticos,Máfia — Gilmar Crestani @ 6:22 pm
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Neste organograma só falta incluir o braço do polvo RBS… que o Instituto Millenium teima em chamar de Grupo RBS.

Instituto Milleniumj

Os grupos de mídia não estão à altura do país

sex, 04/07/2014 – 06:00 – Atualizado em 04/07/2014 – 10:18

Luis Nassif

A Copa do Mundo desnudou um dos maiores e mais relevantes problemas do país: o déficit de informação.

Talvez tenha sido o maior desastre jornalístico da história, mais do que o episódio das Cartas de Bernardes, o Plano Cohen ou a manipulação inicial sobre o movimento da diretas. Isso porque revelou métodos anti-jornalísticos não apenas para o público mais politizado e bem informado, mas em cima de um tema nacional  – o futebol. E no momento em que as redes sociais já haviam acabado com a exclusividade que a mídia detinha na disseminação de notícias.

O episódio abriu uma enorme brecha na credibilidade dos grupos de mídia, em cima de pontos centrais:

  1. A não confiabilidade das informações.

  2. O fato dos grupos colocarem seus objetivos políticos acima do próprio interesse do país.

A informação correta é elemento central não apenas para a democracia como para o mercado.

Milhares de comerciantes, hotéis, pontos turísticos foram prejudicados pela redução do fluxo internacional provocada pelo terrorismo praticado pelos grupos de mídia em cima de informações falsas.

***

E, fora da Copa, quais os critérios de análise de políticas públicas?

A política econômica é a de maior visibilidade devido aos indicadores existentes: PIB, contas externas, investimentos públicos e privados, emprego, questões fiscais etc. E nesse item o governo Dilma vai mal.

***

Mas o governo Dilma não é apenas isso.

Há uma frente social importante, com o Bolsa Família, Brasil Sem Miséria, Luz Para Todos, Brasil Sorriso, Pronatec etc. Nesse campo, as informações são escondidas.

***

E nos investimentos públicos? Tome-se o caso do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). É um programa bem sucedido ou não?

Há duas fontes de informação: os grupos de mídia e o governo.

Do lado dos grupos de mídia, a fiscalização do PAC segue a receita padrão Copa do Mundo. Se uma obra está 90% completa, a reportagem é sobre os 10% que faltam. Como o PAC engloba centenas de obras, basta selecionar algumas que não deram certo para passar ao leitor a sensação de que nada deu certo.

Ontem caiu um viaduto em Belo Horizonte. A obra era de responsabilidade da Prefeitura. As manchetes online dos grupos de mídia debitavam a queda ao PAC. Dá para confiar?

***

Do lado do governo, é o oposto. Basta selecionar uma dúzia de obras que deram certo, para supor que o conjunto deu certo.

Depois, esse caos de informação é potencializado pelas disputas nas redes sociais.

***

O próprio PAC tem um balanço bem feito, financeiro e físico. Mas não  há um balanço qualitativo nem o peso das obras em relação às necessidades totais do país.

Por exemplo, o PAC divulga todas as obras rodoviárias que estão sendo feito ou já foram completadas. O que significam dentro da malha total brasileira? São significativas ou atendem a apenas um percentual ínfimo das necessidades?

O mesmo em relação as obras ferroviárias, à transposição das águas do rio São Francisco, às hidrovias.

***

Em suma, tem-se um país moderno e um país anacrônico. Gestão pública consegue avanços mas grupos de mídia, até agora, não conseguiram atravessar o Rubicão da modernidade.

Os grupos de mídia não estão à altura do país | GGN

Cabo eleitoral de Aécio acerta Neymar nas costas

forastieriAlguém há de pensar que, em primeiro lugar, eles são contra a Copa.

Negativo, eles são contra o Brasil. Eles usam a Copa para atacar o Brasil, mas são eles são os primeiros a tirarem fotos nos jogos da Copa.

Os vira-latas estão enlouqecidos. Nem vacina anti-rábica vai nos livrar da loucura deles no mês de cachorro louco.

Se conseguem publicar algo deste teor contra um ser humano, só por ser jogador da Seleção que sequer conhecem direito, o que não publicam a respeito da própria mãe, que devem conhecem muito bem?!

O que um sem noção publica, outro com ainda menos neurônios repercute. É com pesar que vejo a força catalizadora dos a$$OCIAdos do Instituto Millenium em reunirem hienas para lhes servir. Por que será que todo vira-lata tem emprego garantido nos grupos mafiomidiáticos?!

Comentarista do R7 tripudia do sofrimento de Neymar

5 de julho de 2014 | 16:08 Autor: Miguel do Rosário

ScreenHunter_4158 Jul. 05 15.43

O Paulo Moreira Leite argumentou, em sua última postagem, que o principal escândalo referente à agressão sofrida por Neymar é a falta de indignação da imprensa brasileira.

Quando o uruguaio mordeu um jogador, o mundo caiu. A pressão inaudita fez com que a Fifa se sentisse obrigada a dar uma punição extremamente severa contra o agressor.

E agora, que o colombiano quase quebra a coluna dorsal do maior ídolo do futebol brasileiro, não há nenhuma indignação! Nenhum protesto!

Segundo Paulo, o espírito antibrasil continua vivo, apesar de um pouco intimidado pela alegria esfuziante das ruas.

Apesar de concordar, não achei que Paulo apresentou provas suficientes para embasar sua opinião.

Até que me deparei, há pouco, com um tweet de um dos principais colunistas políticos da Folha, Fernando Rodrigues, elogiando um artigo de um tal de Andre Forastieri, do R7, que tripudia do sofrimento de Neymar (e de todo o povo brasileiro) e profere uma quantidade inacreditável de viralatices de mau gosto.

Acho ótimo que Forastieri dê a sua opinião, porque isso nos permite avaliar o grau de devastação que o viralatismo midiático causou em nosso país.

Mas estou chocado. Agora sim eu fiquei assustado.  E lembrei do que disse Paulo, em seu post: com essa falta de indignação, qual o recado que pretendemos passar para a Fifa e para a arbitragem dos próximos jogos?

Que o Brasil é um país tão vagabundo que não tem importância que nossos jogadores sejam trucidados em campo?

Reproduzo alguns trechos para vocês terem uma ideia do que eu estou falando.

*

Vamos chorar o machucado de Neymar, mais um santinho à brasileira? Nada feito. (…)

Esta comoção com o machucado de Neymar é patética. (…)

Dá um certo prazer sádico que o Brasil vá encarar o restante dessa Copa sem Neymar. Ele foi ungido a cara do nosso futebol, o garoto propaganda da brasilidade. É um símbolo da nossa dependência de jeitinho, ginga e emoção. Pensar para quê?

Perder a Copa já na próxima partida talvez fosse um bom basta nesta cultura de planejar e gerir mal, de corrupção e ignorância, de vitória a qualquer custo, na porrada e no “jeitinho”. Será um Brasil melhor quando não dependermos de jogadas milagrosas, padrinhos, geninhos. Quando o país não pensar em termos de goleada, eu só ganho muito se você perder bastante. Menos charmoso, menos “mágico”, talvez, mas melhor.

Merecemos ganhar da Colômbia? Ganhamos, a qualquer preço. Merecemos ficar sem Neymar, e aliás Neymar merece estar fora da Copa? Claro.

*

Tenho que concordar com Paulo. Setores importantes da grande imprensa comemoraram, embora em silêncio, a brutalização de Neymar. Sentiram um prazer mórbido com a dor inflingida a todo o povo brasileiro.

Sei que é meio clichê e enfadonho usar o termo Casa Grande, mas é nele que eu penso ao me deparar com um sadismo tão descarado, um desejo tão vil, de ver o povo sofrer, de pagar pelo atrevimento imperdoável de ser feliz

Comentarista do R7 tripudia do sofrimento de Neymar | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

29/06/2014

Instituto Millenium e CIA os males do Brasil são…

Filed under: Arnaldo Jabor,Grupos Mafiomidiáticos,Instituto Millenium,Máfia — Gilmar Crestani @ 11:05 am
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A campanha para desgastar a imagem do Brasil tem a coordenação do Instituto Millenium. Todos os colonistas que atacaram a realização da Copa e buscaram macular a imagem do Brasil são fiéis vira-latas daquele clube de que são a$$oCIAdos as cinco irmãs (Abril, Folha, Estadão, Globo & RBS), e que tem como finanCIAdor ideológico o Rei dos Camarotes, Banco Itaú. Foi dos Camarotes do Banco Itaú que partiram os xingamentos à Dilma no jogo de abertura da Copa. O Arnaldo Jabor  foi motivo de piada na imprensa argentina, por ter aparecido, em menos de 24, duas vezes na telinha da Rede Globo dizendo coisas opostas.

São estes boçais que nos querem ensinar ética e bom comportamento.

sábado, 28 de junho de 2014

Quem vai pagar o "prejuízo" da Copa?

Luiz Caversan

"Por causa de todo aquele clima que havia antes, muita gente deixou de se preparar como devia, ficou com medo de investir e ter prejuízo. Pequenos comerciantes, por exemplo, poderiam estar faturando muito se tivessem acreditado que a Copa ia ser assim tão bacana."

Quem me disse isso, talvez não exatamente nestas palavras, foi um amigo querido, cuja família tem um posto de gasolina em São Paulo. Assim como milhares de outros pequenos e médios empresários das grandes cidades brasileiras, ele também ficou constrangido pelo clima do "não vai ter Copa", poderia ter apostado no sucesso do evento, investido mais, criado, por exemplo, eventos, atrativos ou promoções inspirados na Copa para aumentar a clientela.

Mas não fez isso. Não ia ter Copa, lembram?

Algum caro economista aí é capaz de me dizer como faço para calcular o prejuízo que os arautos do pessimismo e do mau humor, ‘black blocks’ e cia. à frente, causaram ao país?

Por conta de tudo o que não foi feito, tudo o que deixou de ser investido para gerar receita, com tudo o que se poderia ter sido oferecido, vendido para torcedores, turistas, comitivas e quetais, tendo como temática a Copa, e não foi.

Quanto?

Apenas para citar um exemplo: toda esta zona que esta acontecendo na Vila Madalena, em São Paulo, não poderia ter sido evitada se Prefeitura, comerciantes, produtores, artistas, empreendedores em geral desta cidade não tivessem sido contaminados pelo vírus do "não vai ter Copa" e pudessem ter replicado em diversos outros pontos de São Paulo dezenas de "vilas madalenas" com estrutura e opções para que o povo tivesse onde torcer, comemorar, xavecar, encher a cara, que seja, sem criar o transtorno que está ocorrendo num bairro só?

Quantas praças, campos, clubes, ONGs, associações, terreiros, ruas de comes e bebes, casas noturnas, salões de festas, quantas e tantas localidades poderiam ter sido envolvidas em ações para se criarem polos em que a Copa fosse devidamente curtida, aproveitada e explorada comercialmente de uma maneira saudável para todos…

Outro exemplo? O pessoal de turismo, que se amuou e não investiu o que podia na preparação de roteiros, alternativas, pacotes e oportunidades para as centenas de milhares de turistas que estão por aqui não ficassem à toa, pudessem aproveitar melhor o país, seus encantos, suas possibilidades fantásticas, movimentando ainda mais a economia?

Mas não ia ter Copa, e ficou todo mundo meio paralisado, esperando uma tragédia que não houve, um caos que está longe de ocorrer, o vexame inexistente, perdendo um bonde que não vai passar de novo.

Mas fazer o quê? Afinal, como registrou o sempre pertinente jornalista Ricardo Kotscho em seu blog, sofremos um massacre midiático –de dentro e de fora do país– no qual fomos retratados "como um povo de vagabundos, incompetentes, imprestáveis, corruptos, incapazes de organizar um evento deste porte".

Além de pagar o mico de estarmos sendo desmentidos por ninguém menos que nossos próprios visitantes –"Fantastic people", dizem eles repetida e entusiasmadamente–, ainda teremos de conviver com a fantástica oportunidade perdida.

Quem vai pagar esta conta?

SQN

23/06/2014

Veja como funciona o cartel do Instituto Millenium

Filed under: Cartel,Instituto Millenium,Máfia — Gilmar Crestani @ 9:08 pm
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Instituto Milleniumj

A cartelização mediocrizante da notícia

seg, 23/06/2014 – 06:00 – Atualizado em 23/06/2014 – 15:23

Luis Nassif

1.     TODOS os grupos de mídia fizeram a mesma cobertura negativa da Copa, com os mesmos tons de cinza, o mesmo destaque às irrelevâncias, prejudicando seu próprio departamento comercial pelo desânimo geral que chegava aos anunciantes.

2.     NENHUM grupo preparou uma reportagem sequer mostrando os detalhes de uma organização exemplar, que juntou governos federal, estaduais, municipais, Ministério Público, Tribunais de Conta, Polícia Federal, Secretarias de Segurança, departamentos de trânsito, construtoras, fundos de investimento. NENHUM!

3.     Depois, TODOS fazem o mea culpa e passam a elogiar a Copa no mesmo momento.

4.     Na CPMI de Carlinhos Cachoeira TODOS atuaram simultaneamente para abafar as investigações.

5.     Na do “mensalão”, TODOS atuaram na mesma direção, no sentido de amplificar as denúncias e esmagar qualquer medida em favor dos réus, até as mais irrelevantes.

6.     Na Operação Satiagraha, pelo contrário, TODOS saíram em defesa do banqueiro Daniel Dantas, indo contra a tendência histórica da mídia de privilegiar o denuncismo.

7.     No episódio Petrobras, TODOS repetiram a mesma falácia de que a presidente Maria da Graça disse que foi um mau negócio e o ex-presidente José Sérgio Gabrielli disse que foi bom negócio. O que ambos disseram é que, no momento da compra, era bom negócio; com as mudanças no mercado, ficou mau negócio. TODOS cometeram o mesmo erro de interpretação de texto e martelaram durante dias e dias, até virar bordão.

8.     No anúncio da Política Nacional de Participação Social, TODOS deram a mesma interpretação conspiratória, de implantação do chavismo e outras bobagens do gênero, apesar das avaliações dos próprios especialistas consultados, de que não havia nada que sugerisse a suspeita. Só depois dos especialistas desmoralizarem a tese, refluíram – com alguns veículos ousando alguma autocrítica envergonhada.

É um cartel, no sentido clássico do termo.

Uma empresa jornalística que de fato acredite no seu mercado jamais incorrerá nos seguintes erros:

1.     Trabalhar sem nenhuma estratégia de diferenciação da concorrência, especialmente se não for o líder de mercado. A Folha tornou-se o maior jornal brasileiro, na década de 80, apostando na diferenciação inteligente.

2.     Atuar deliberadamente para derrubar o entusiasmo dos consumidores e anunciantes em relação ao seu maior evento publicitário da década: a Copa do Mundo.

3.     Expor de tal maneira a fragilidade do seu principal produto – a notícia -, a ponto de municiar por meses e meses seus leitores com a versão falsa de que tudo daria errado na Copa e, depois, ter que voltar atrás. Em nenhum momento houve uma inteligência interna sugerindo que poderia ser um tiro no pé. Ou seja, acreditaram piamente nas informações falsas que veiculavam – a exemplo do que ocorreu com a maxidesvalorização de 1999.

4.     Nos casos clássicos de cartel, um grupo de empresas se junta para repartir a receita e impedir a entrada de novos competidores. No caso brasileiro, a receita publicitária cada vez mais é absorvida pelo líder – a Globo – em detrimento dos demais integrantes do grupo. Para qualquer setor organizado da economia, essa versão brasileira de cartel será motivo de piada.

Tudo isso demonstra que há tempos os grupos de mídia deixaram de lado o foco no mercado e no seu público. Não se trata apenas da perda de espaço com a Internet. Abandonaram o produto principal – a confiabilidade da notícia – para atuar politicamente, julgando estar na política sua tábua de salvação.

A sincronização de todas as ações, em todos os momentos, mostra claramente que existe uma ação articulada, centralmente planejada. Visão conspiratória? Não. Provavelmente devido ao  fato de não existirem mais os grandes capitães de mídia, capazes de estratégias inovadoras individuais. Assim, qualquer estrategista de meia pataca passa a dar as cartas, por falta de interlocução à altura em cada veículo.

A cartelização mediocrizante da notícia | GGN

22/06/2014

Ou o Brasil acaba com a Globo ou a Globo volta com ditadura no Brasil

 

Globo defende abertamente criminalização de blogueiros

22 de junho de 2014 | 11:38 Autor: Miguel do Rosário

bloggers

Entrevista de Obama para blogueiros progressistas. Matéria do Huffington Post. Clique na imagem para acessar a matéria.

Desde 2010, no mínimo, que o presidente Barack Obama, recebe “blogueiros progressistas” na Casa Branca.

Aqui no Brasil, onde nenhum blogueiro – com exceção de Jorge Bastos Moreno, do Globo – jamais falou com Dilma, a Globo, que detêm uma hegemonia da comunicação social consolidada durante o regime militar, agora defende, em editorial, uma teoria curiosa.

Segundo o jornal, Gilberto Carvalho não poderia ter recebido blogueiros e ativistas sociais num espaço público.

Na véspera, Merval Pereira também já havia atacado os blogueiros. Chega a ser honroso, para a blogosfera, que a Globo pretenda se polarizar, de maneira tão radical, com aqueles que pensam de outra forma e atuam pela internet.

Entretanto, o jornal perdeu a linha. Num arroubo tirânico, ele agiu como se ainda estivéssemos na ditadura. Para os Marinho, Carvalho não deveria ter recebido blogueiros e ativistas por causa de sua ideologia.

Esta é o espírito de liberdade da nossa mídia: uma campanha sistemática para criminalizar tudo que cheire a política e a ideologia.

É a mesma mídia que faz campanha contra os partidos dizendo que eles “não tem mais ideologia’, que virou tudo uma “geléia geral”.

Aí quando aparece a ideologia, a mesma mídia tem ataque de pânico e grita: “bandidos! bandidos!”

A imprensa corporativa não esconde mais sua estratégia suja de criminalizar a política. Está lá, com todas as letras:

Mas costumam ser tantas as transgressões à legislação eleitoral, e não apenas nesta eleição, que os transgressores parecem vencer pelo cansaço. No caso desse ilustrativo encontro, o mais importante terminou sendo as próprias características da reunião e a agenda discutida.

Talvez pela crescente preocupação com a tendência das pesquisas eleitorais, lulopetistas começam a se descuidar. Escancaram conversas sugestivas entre uma autoridade, blogueiros e jornalistas ligados ao PT, muitos dos quais atuam apoiados financeiramente por meio de anúncios de estatais. Recebem dinheiro público.

Na reunião, de um total de 20, talvez um blogueiro ali recebesse um anúncio público, e não do governo federal. Nada que se compare aos bilhões recebidos pela Globo. Ou seja, a emissora mente, manipula e criminaliza.

Repare na expressão: “jornalistas ligados ao PT”. Como é que é? Ligados? Se fossem ligado ao PSDB, ao PCdoB, ao PSB, também não poderiam frequentar o Planalto? Ou só não podem ser “ligados” ao PCC, quer dizer, ao PT?

O Globo decretou que partidos políticos são ilegais e inconstitucionais?

O Globo preferia que Carvalho mantivesse reuniões secretas, como Dilma fez com João Roberto Marinho, que, repito, este sim recebe e sempre recebeu dezenas ou mesmo centenas de bilhões de verba pública?

Olha só que curioso. Carvalho, mero secretário da presidência da república, faz uma reunião aberta, transparente, transmitida ao vivo online, com dezenas de pessoas, para explicar um decreto presidencial. Isso, para o Globo, não pode.

Agora, um dos proprietários da Globo, faz reunião absolutamente secreta com a própria presidenta da república, na sala de reunião mais importante do Palácio do Planalto, e isso é perfeitamente legal.

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Claro, os Marinho são pessoas do bem, democráticos, interessados no bem estar nacional. Jamais foram chapa-brancas. Jamais apoiaram nenhum governo. Jamais abafaram escândalos.

Blogueiros e ativistas, por sua vez, são bandidos que não poderiam jamais ser recebidos num ambiente público.

Se Carvalho quisesse encontrá-los, que o fizesse em algum covil escuro de Brasília, não é?

Globo defende abertamente criminalização de blogueiros | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

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