Ficha Corrida

21/09/2016

Eu, gênio? Não, arregão!

Filed under: Assas JB Corp,Assassinato de Reputação,Eugênio Aragão,José Genoino — Gilmar Crestani @ 8:38 am
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Resposta do Eugênio Aragão ao meu artigo abaixo:

s.com
dearev@gmail.com
177.79.30.31
Pare de julgar os outros, meu amigo. Estive sempre defendendo Genoino publicamente. Nadando contra a maré dentro de minha instituição. Frequentei sempre meu amigo, mesmo nos piores momentos. Não tornei isso tudo público antes porque acreditava ainda que o MPF poderia fazer uma diferença na crise política do país. Me segurei sofrendo. Mas, consumado o projeto de retirar o PT do poder e constatando que o MPF foi parte desse processo, resolvi, mesmo com pedidos de dentro de minha instituição que não o fizesse, abrir o jogo. O Senhor se coloque na minha posição, de enfrentar a ira de toda a corporação de que sou parte, e depois fale. Quero ver se o Senhor tivesse coragem de ir à luta como estou indo, no final de minha carreira, quando poderia estar pensando em descansar. Ah sim… E denuncio os abusos do MPF desde 2010. É só o Senhor olhar minha biografia.

É inacreditável que, sabendo de tudo, como o sabia, Eugênio Aragão só venha se confessar agora. Por que não antes? Quer dizer que antes eles não se preocupava com o fato de uma pessoa inocente, um amigo(?!), ser condenada para fazer número e assim justificar a prisão de outros? Como acreditar nas instituições quando os que sabem, investidos de autoridade pública para fazer respeitar as leis, se calam por tanto tempo?

Qual o tamanho do caráter dos que privavam da amizade com Genoíno e ficaram de bico calado diante da palhaçada comandada por Assas JB Corp?! Hoje fica mais claro que, comparativamente, JB tinha mais contas a prestar à justiça do que Genoíno. E não é só pelo apartamento comprado por U$ 10 dólares em Miami, mas por ter assumido, numa provocação do Lewandowski sobre chicanas, que elas foram “feitas pra isso, sim”.

É por isso que não surpreenda que 450 kg de cocaína passe como se fosse um simples carga de açúcar. Ou que o primeiro a ser comido continue intocável no prato até esfriar. E aí chegamos ao momento em que até Eduardo CUnha, com as toneladas de provas produzidas na Suíça, continue ditando os rumos do governo atual como se fosse uma Madre Teresa de Calcutá.

Se for verdade o que diz Aragão, os Ministros do STF eram só moldura ou também figuravam no quadro? E por aí se explica a expressão antológica usada pela Ministra Rosa Weber para mandar inocentes pra cadeia: “não tenho provas, mas a literatura jurídica me permite”.

Aragão parece aquele personagem interpretado pelo ator Brandão Filho, o Sandoval Quaresma, na Escolinha do Professor Raimundo: Opa! Tá na ponta da língua!”. Quando o assunto ficava complicado, tremia: “Agora que eu me estrepo!”. E ao ganhar uma nota cinco, lamentava com o bordão: “Eu estava indo tão bem!

Desculpe, seu nome não lhe cai bem, “não tenho provas mas tenho convicção” que és um tremendo arregão!

Como José Genoíno foi envolvido no mensalão

ter, 20/09/2016 – 20:24 Atualizado em 20/09/2016 – 22:24 – Luis Nassif

Segundo depoimento recente do procurador Eugênio Aragão, do grupo de procuradores que se aproximou do ex-presidente do PT José Genoíno no início do governo Lula, havia convicção de que ele era inocente. Foi um pesado desabafo contra o que Aragão considerou uma extrema deslealdade para com Genoíno.

O que teria ocorrido, então, para que fosse indiciado, condenado e preso?

Hoje consegui o relato de advogado que acompanhou os principais episódios do relacionamento Genoíno-Ministério Público Federal.

Seu indiciamento ocorreu, primeiro para completar o número de quatro – com José Dirceu, Delúbio Soares e Silvio Pereira (que, depois, colaborou com as investigações), para poder enquadrar o tal núcleo político do PT em organização criminosa.

Depois, para permitir chegar a José Dirceu. Como sustentar a tropicalização da tal “teoria do domínio do fato”, partir de Delúbio e chegar a Dirceu sem passar, antes, pelo presidente do PT?

Havia a necessidade desse elo na corrente. Por aí se entende a razão do indiciamento de Genoíno. Mais do que isso, o episódio é bastante revelador sobre como se dão as disputas de poder em Brasília, os relacionamentos de interesse, as guerras entre corporações, ou intra-corporações, no ambiente de corte que caracteriza as capitais federais.

Genoíno foi indiciado pelo PGR Antônio Fernando de Souza, mas não perdeu o poder de imediato. Permaneceu presidente do PT e deputado influente na Câmara.

No MPF havia dois grupos disputando a atenção de Genoíno. O PGR Antônio Fernando e seu vice Roberto Gurgel; e outro, Rodrigo Janot, dirigindo a Escola Superior do Ministério Público da União, com seu assessor Odim Brandão. Entre eles, a ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República).

Antônio Fernando e Gurgel eram frequentadores assíduos do gabinete de Genoíno, assim como a ANPR.

E Genoíno era convidado frequente para confraternizações na PGR, para seminários promovidos por lá, com a presença constante de Antônio Fernando, Gurgel e Janot. Em todo esse período, foi permanentemente procurado por José Arantes, assessor parlamentar da PGR, para viabilizar pedidos da PGR na Câmara.

Várias vezes Genoíno se mostrou incomodado com as visitas, sabendo que, afinal, tinha sido indiciado. Mas sempre era tranquilizado. O indiciamento tinha sido mera formalidade, algo menor, como se a denúncia fosse um equívoco.

A estratégia de aproximação de Janot com Genoíno foi a constituição de um grupo de conjuntura no âmbito da ESMPU com o propósito de subsidiar o plano estratégico de atuação do MPF. Janot foi pessoalmente ao gabinete de Genoíno, na Câmara, para convidá-lo a atuar como seu consultor informal.

Havia um grupo permanente, composto por Janot, Eugênio Aragão, Antônio Carlos Alpino Bigonha (então presidente da ANPR) e Odim Brandão, atualmente assessor de Janot na PGR. Entre os convidados, havia a presença constante do Almirante Othon Luiz da Silva, Pedro Celestino, Genoíno e Luiz Moreira.

Foi um período de grandes emoções, especialmente no dia em que Odim apresentou Genoíno ao seu filho como um “herói brasileiro”.

No STF, Gurgel partiu com tudo para cima de Genoíno, para compor o quadro probatório. E, indicado PGR, o primeiro ato de Janot foi solicitar a prisão de Genoíno. O jogo já havia virado, com o fim do período de bonança e a entrada de uma presidente sem experiência alguma com os jogos de poder.

Como José Genoíno foi envolvido no mensalão | GGN

01/09/2016

Assas JB Corp, um oportunista tabajara

Filed under: Assas JB Corp,Cinismo,Hipocrisia,Joaquim Barbosa,Oportunismo — Gilmar Crestani @ 7:49 am
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jb servical-casa-grandeNão há nada pior no ser humano do que o cinismo e a hipocrisia.

E, não acaso, estas duas caraterísticas estão presentes em Joaquim Barbosa. Isso também não significa que ele seja um “ponto fora da curva”, não. O que se pode esperar de alguém que admite que houve chicana na Ação 470: “foi feito pra isso, sim”?!

O que distingue Joaquim Barbosa de Eduardo CUnha? Por acaso Assas JB Corp não usou de subterfúgios para comprar um apartamento em Miami por U$ 10 dólares?!

Por que JB não explica porque sua aposentadoria foi mais rápida que Usain Bolt. A senha, em forma de estatueta,  está aqui.  

Joaquim Barbosa, ao fugir do julgamento do Mensalão do PSDB deixou marcado nas paredes do STF sua verdadeira estatura moral.

Ele, sim, um patético ministro tabajara!

Joaquim Barbosa dispara contra discurso "patético" de Temer e "impeachment tabajara"

Ex-presidente do STF denunciou constrangimento do país com "forças conservadoras que tomaram o Congresso"

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, fez manifestações contundentes contra o impeachment de Dilma Rousseff, nesta quarta-feira. Através do Twitter, o relator do Mensalão classificou o primeiro discurso oficial de Michel Temer como presidente de "patético" após a concretização de um "impeachment tabajara".

Taxativo, Barbosa salientou que a fala oficial não irá convencer a população. "O homem parece acreditar piamente que terá o respeito e a estima dos brasileiros pelo fato de agora ser presidente. Engana-se", disparou o ex-presidente do STF.

Além das críticas ao processo no Senado e a Temer, Barbosa salientou que o ocorrido concretiza um plano "constrangedor". "De repente, forças políticas altamente conservadoras tomaram o comando no Brasil", salientou, escrevendo inclusive em inglês.

"Eles dominam o Congresso. Cercam o novo presidente, um político comparável aos antigos ‘caudilhos’", reforçou Barbosa. "Além disso, são a força que dirige a mídia, inclusive as emissoras de TV", relatou.

Correio do Povo | Notícias | Joaquim Barbosa dispara contra discurso "patético" de Temer e "impeachment tabajara"

21/04/2016

As caras e as máscaras

recatada2As imagens de Eduardo CUnha, antes, durante e depois do golpe paraguaio, mantêm as mesmas expressões de deboche de sempre. O sorriso Monalisa indisfarçável faz todo o sentido. Basta atentarmos que são máscaras que escondem faces pouco ou nada vistas. A começar pela do mordomo Michel Temer. Quando olho para uma foto do CUnha vejo muitas coisas, menos ele. Vejo sua mulher e filha com salvo-conduto para fazerem o que bem entenderem com o dinheiro extorquido e lavado pelo marido e pai. Vejo a Rede Globo que, talvez por Cláudia Cruz ser funcionária, não só nunca escreveu uma vírgula sobre as proezas do comandante-em-chefe do golpe como se perfilou ao lado dele no golpe. Maior insufladora também porque maior beneficiária.

Vejo nas fotos do CUnha a cara dos meus colegas que vestiram camisetas com o escudo da CBF para gritarem contra a corrupção. Vejo os nomes dos que constam nas mais variadas listas que circulam por aí. Vejo o Zezé Perrela, dono do heliPÓptero, votando “sim” a pedido do CUnha. Olho a imagem de  CUnha e vejo Aécio Neves, octa delatado, comemorando o salvo-conduto da irmã Andrea Neves. Foi para nos mostrar este sorrido debochado do CUnha que Gilmar Mendes impediu Lula de assumir o cargo de Ministro da Casa Civil. Gilmar Mendes sentou, a pedido do Eduardo CUnha, por um ano no processo que tratava do finanCIAmento privado de campanha.

A imagem de Eduardo CUnha festejando a vingança contra Dilma, talvez por não ser uma mulher real para os padrões da Veja, nem em dó-lar, para os padrões do CUnha, lembra de todas as mulheres que pedem a volta da ditadura, por que na ditadura o estupro tinha os métodos e a cara do Bolsonaro.  Não ter abraçado a causa de Cunha no Conselho de Ética foi, na visão da famiglia das cinco irmãs (Veja, Folha, Estadão, Globo & RBS), crime capital da Dilma. Nem Goebbels, se vivo fosse, teria desempenhado um papel tão convincente ao dos grupos mafiomidiáticos. A imprensa internacional está tripudiando. A última reportagem da Revista Veja sobre a ex-futura-dama, Marcela Temer, é a contribuição da Revista Veja à moldura que adorna a foto do Eduardo CUnha. A idéia era beatificar Cláudia Cruz, para endeusar Cunha, então começaram, pela urgência em se legitimarem, pela mulher do maior beneficiário do papel exercido por Cunha, a “mulher do” Temer… O Grupo Abril, ainda com o vezo de faturar com a Playboy, só aceita mulher no papel de capacho, desfrutável em dó-lar.

Alguns amigos, dos poucos que mantive nestes tempos de golpe, e que se enganados por terem participados das manifestações contra a corrupção, me perguntaram como não entrar mais no espírito de manada. Como poderiam saber, alegam?! Pra mim, a escolha é tão simples quanto certa: ver de que lado estão a Rede Globo e a RBS, e ficar no lado oposto. Não tem erro. O golpismo está no DNA deles. Eles vendem a ideia de que é possível limpar o chão com merda. E todos os seus celetistas são escolhidos também ou pelo DNA golpista, ou por serem invertebrados. Os a$$oCIAdos do Instituto Millenium odeiam cheiro de povo. Nada causa mais ojeriza e urticária na Rede Globo e suas filiais do que a existência de gente honesta. Para eles, valem apenas aqueles que Benz e empresas de fachada em paraísos fiscais. Ou teria sido por outro motivo que a Rede Globo capturou Assas JB Corp com estatueta?!

A diferença deste golpe daquele de 1964 está na existência da internet. Sem ela não teríamos acesso ao que pensam as empresas jornalísticas estrangeiras a respeito de nacionais. Esse foi o grande crime do PT, Lula e Dilma: nada fizeram para moralizarem as concessões públicas de rádio e televisão. Todo pessoa decente sabe que, diante da Rede Globo & Filiais, a máfia siciliana poderia ser tomada por entidade filantrópica.

Campanha nas ruas de Londres denuncia golpe e mostra cara dos golpistas

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Painéis espalhados pelas ruas de Londres, na Inglaterra, destacam imagens de políticos brasileiros como o vice Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), e o líder da oposição Aécio Neves (PSDB) como a cara dos golpistas que tentam destituir a presidente Dilma Rousseff do poder no Brasil

21 de Abril de 2016 às 05:33

247 – Uma campanha espalhada pelas ruas de Londres, na Inglaterra, destaca imagens de políticos brasileiros como o vice Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), e o líder da oposição Aécio Neves (PSDB) como a cara dos golpistas que tentam destituir a presidente Dilma Rousseff do poder no Brasil.

A imprensa internacional já trata o processo de impeachment como golpe e Dilma Rousseff pode denunciar a manobra na tribuna da ONU nesta sexta-feira, diante de chefes de Estado de países do mundo inteiro.

Campanha nas ruas de Londres denuncia golpe e mostra cara dos golpistas | Brasil 24/7

11/04/2016

Sim, Dilma pode ser derrubada!

OBScena: uma estatueta panamenha finanCIAda pela Mossack & Fonseca…

jb marinhoE o esforço que fazem todos os envolvidos em algum tipo de corrupção é imensurável. A começar, no âmbito nacional, pela Rede Goebbels. E, no RS, a RBS. Desde o tCU, onde despontam varões da honradez, do tipo Augusto Nardes. Ou no Congresso conduzido pelo afiliado de PC Farias e dileto parceiro da Rede Globo, Eduardo CUnha.

Sim, Dilma pode ser derrubada. Basta que todos os corruptos se unam. Sabemos que o Congresso tem uma maioria de corruptos. Lula cantou essa pedra e o Paralamas musicou: São 300 picaretas

Dilma não está na Lista Falciani do HSBC. Dilma não está no Panama Papers. Dilma não está na Lista de Furnas. Dilma não está na Lista Odebrecht. Dilma não tem contra si nenhuma acusação formal de qualquer desonestidade. E é por isso que querem derruba-la. Para que os ladrões de sempre possam atuar de forma livre, desimpedida e com ares de grande cidadão no Jornal Nazional Socialista

Dilma pode cair?

Por jloeffler – No dia 10/04/2016 – Em Noticias

João Baptista Herkenhoff

​​As paixões políticas estão explodindo. É hora de refletir com serenidade.
É possível afastar da Presidência da República o cidadão ou a cidadã que detém o mais alto cargo da República, através de um procedimento denominado impeachment (em inglês), ou impedimento (em português)?
Sim, é possível. A Constituição Federal admite o impeachment quando o supremo dignatário do país pratica crime de responsabilidade.
“Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:
I – a existência da União;
II – o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;
III – o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
IV – a segurança interna do País;
V – a probidade na administração;
VI – a lei orçamentária;
VII – o cumprimento das leis e das decisões judiciais.”
Os crimes enunciados pelo artigo, como está claríssimo, devem ter sido praticados pelo cidadão ou cidadã que exerça a Presidência. Mesmo que todos os Ministros e auxiiliares diretos tenham incorrido em crime, o Presidente ou a Presidente estará a salvo se não tiver praticado, ele próprio ou ela própria, algum dos atos criminosos mencionados acima.
Particularizemos o preceito geral ao caso particular: a Presidente Dilma Roussef pode ser derrubada do seu cargo, dentro dos parâmetros constitucionais?
Os acusadores têm afirmado que a Presidente atentou contra a probidade da administração. Entretanto, segundo se viu até este momento, não está provado que Dilma tenha cometido os deslizes que lhe são atribuídos ou, na linguagem popular: não se provou que Dilma é desonesta. A guerrilheira de ontem não é a gatuna de hoje.
É injusto imputar a ela essa pecha, mesmo entendendo que Dilma não tem demonstrado a competência exigida pelo cargo, nem a habilidade requerida no manejo do complicado xadrez político.
​​Como Juiz de Direito que fui durante muitos anos, sei muito bem o que é aceitar, como provado, o crime atribuído a alguém.
Haverá eleições presidenciais em 2018. O povo manifestará sua opinião. Exaltará os bons governantes e rechaçará os maus. Para este fim utilizará a mais importante arma da cidadania: o voto secreto.
Um capixaba tem a glória de ter patrocinado, no Brasil, esta garantia. Trata-se de José de Mello Carvalho Muniz Freire que foi, com muito mérito, imortalizado em nosso Estado. Um município nosso (antigo Espírito Santo do Rio Pardo) recebeu seu nome e também um colégio de Cachoeiro de Itapemirim.

​​João Baptista Herkenhoff é Juiz de Direito aposentado (ES) e escritor.
E-mail: jbpherkenhoff@gmail.com

É livre a divulgação deste texto, por qualquer meio ou veículo, inclusive através da transmissão de pessoa para pessoa.

Praia de Xangri-Lá – Saiba tudo o que REALMENTE acontece em Xangri-Lá

03/09/2015

Anastásia: “podemos tirar, se achar melhor”

JB Estatueta GloboQuando o suspeito é adversário do PT, Lula e Dilma, nem confessando vai preso. Há casos em que o corruptor admite, mas o corrompido continua gozando de imunidade. O exemplo mais notório, porque atual, é Robson Marinho. Nestas horas surgem aqueles papos “não vem ao caso”, “podemos tirar, se achar melhor”, “foi feito pra isso, sim”, a “literatura jurídica me permite”. Quando o suspeito é a cunhada do Vaccari, primeiro vai presa, depois verificam se era ela mesma ou outra pessoa.

O cuidado jornalístico é levado ao extremo para não ferir suscetibilidades. Não se acusa, e a linguagem é sempre na condicional. Se por do PT, a primeira palavra é Petralha. Se é do PSDB, mesmo sendo canalha, não vem ao caso.

Diante desta seletividade canhestra não basta insistir aos poderes para levarem ao cabo as investigações. Como o julgamento começa por meio dos AssoCIAdos do Instituto Millenium, a única forma de mudarmos este quadro é redirecionarmos as baterias contra as cinco famiglias: Civita, Mesquita, Frias, Marinho & Sirotsky. São elas que ditam a pauta da PF, MPF e Judiciário.

A Cosa Nostra tem uma forma de auto reconhecer, entre eles se cumprimentam com um beijo. A Rede Globo aperfeiçoou os métodos da Cosa Nostra, evoluiu da captura mediante a gravides de uma funcionária (Miriam Dutra) para a entrega de estatuetas.

PETROLÃO

PF reivindica continuação de apuração sobre tucano

Em ofício ao STF, Polícia Federal diz ter novidades sobre o caso Anastasia

Solicitação foi feita logo após o procurador Janot pedir arquivamento; PF cita um e-mail enviado ao gabinete de Dilma

RUBENS VALENTEMÁRCIO FALCÃO, DE BRASÍLIA, para a FOLHA

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal o prosseguimento das investigações sobre o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), ao contrário do que havia decidido o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Em ofício na terça (1º) ao relator do caso no STF, Teori Zavascki, a PF apontou ter recebido novas informações que não eram de conhecimento de Janot quando o chefe do Ministério Público fez seu pedido de arquivamento.

A Polícia Federal ressaltou que os dados não são conclusivos, mas que as dúvidas precisam ser esgotadas.

Segundo a PF, a principal novidade do caso é um e-mail, acompanhado de anexos, enviado em janeiro por uma moradora de Minas Gerais ao Gabinete Pessoal da presidente Dilma Rousseff.

A Presidência, no mesmo mês, reenviou a informação, classificada como "correspondência de cidadã", ao Ministério da Justiça, que a encaminhou à PF para averiguação.

O e-mail aponta qual seria a casa de Belo Horizonte em que o policial federal Jayme Oliveira Filho, o Careca, homem ligado ao doleiro Alberto Youssef, teria entregue R$ 1 milhão, em 2010.

Inicialmente, Careca não soube dizer para qual político entregou o dinheiro. Depois, quando a polícia exibiu uma foto de Anastasia, ele disse que a pessoa era "muito parecida" com o senador.

Youssef não confirmou a informação e, em depoimentos posteriores, Careca permaneceu em silêncio.

A mensagem eletrônica foi objeto de um relatório da PF de Minas, também agora anexado aos autos. Os policiais concluíram pela "compatibilidade entre a narrativa de Jayme e o endereço indicado" na comunicação à Presidência.

O e-mail e o resultado do trabalho de checagem da PF só chegaram no último dia 25 ao grupo de trabalho montado pela PF em Brasília para tocar os inquéritos que apuram envolvimento de autoridades com foro privilegiado no caso Lava Jato, dois dias antes do parecer de Janot.

Em 27 de agosto, Janot solicitou a Teori o arquivamento do inquérito, sob o argumento de que não havia elementos mínimos que justificassem a continuidade da apuração. O pedido ainda está sendo analisado por Teori –os ministros do STF têm adotado como norma confirmar o arquivamento do inquérito quando o pedido é feito pelo procurador-geral.

Após o novo pedido da PF, Teori enviou os autos à PGR, para manifestação.

30/06/2015

A evolução de um déspota: de capitão-de-mato a censor

jb políticaA desfaçatez não tem limites. É não ter nenhuma vergonha na cara. O sujeito compra por U$ 10 (dez dólares)  um apartamento usando empresa de fachada, a Assas JB Corp.,  contra o código de ética do servidor público, em Miami. E aí o elemento que, para infringir a lei, fraudou a teoria do domínio do fato, resolver querer ensinar como se deve tratar a lei. Claus Roxin já desobstruiu a tampa da cloaca em que sua teoria foi jogada pelo déspota de aluguel.

Antes de querer dar lição sobre como se deve respeitar a lei, JB deveria se preocupar em esclarecer se o dinheiro usado pela Rede Globo para lhe dar uma estatueta de ventríloquo não foi adquirida com dinheiro sonegado. As medalhas que Aécio Neves e Antônio Anastasia lhe deram pode ter sido paga com dinheiro desviado da saúde pública mineira.

O ventríloquo da direita e capacho da Globo conseguiu inverter um ditado unânime no meio jurídico: quando a lei estiver em conflito com a justiça, deve-se optar pela justiça. JB inverteu e preferiu a injustiça. O destino de JB é o mesmo de todos os capitães de mato do tempo da escravatura: nenhum nome sobreviveu ao tempo. Tanta genuflexão à direita prova que em lugar de vértebras tem dobradiças.

Joaquim Barbosa no STF foi o único erro de Lula.

O Dr. Barbosa, jurista no Twitter, deveria entender a diferença entre cumprir a lei a aplaudir juiz

30 de junho de 2015 | 17:11 Autor: Fernando Brito

harro

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa perdeu uma boa chance de ficar calado.

Suas declarações, hoje, na Folha, mostram o quanto é autoritária sua concepção de direito, ao criticar a entrevista da Presidente Dilma Rousseff, sobre o comportamento de delatores – que distribuem aos quatro ventos acusações até agora desprovidas de provas.

“Assessoria da Presidente deveria ter lhe informado o significado da expressão ‘law enforcement’: cumprimento e aplicação rigorosa das leis. Zelar pelo respeito e cumprimento das leis do país: esta é uma das mais importantes missões constitucionais de um presidente da República!”

Este é o problema de ser jurisconsulto de Twitter, com toda a sua sabedoria represada em 140 caracteres, com o fito único de obter repercussão.

Permita-me ponderar, Dr. Barbosa, um presidente da República é obrigado a aplicar e fazer cumprir as leis, não a concordar com elas. Tem, até mesmo, o direito de propor, nos caminhos constitucionais, sua mudança ou revogação.

Aliás, este é direito que assiste a todo cidadão numa democracia.

O “law enforcement” a que o Sr.  se refere, para afirmar que a Presidente é “mal-assessorada” quer dizer aplicação da lei, não concordar com ela.

Ninguém é obrigado a concordar com lei ou mesmo com sentença judicial, Dr. Barbosa, mas a cumprir o que elas determinam. O governo, por seus órgãos policiais, as está cumprindo e cumprindo as ordem do seu colega Sérgio Moro, não está?

É assim para todos, Dr. Barbosa.

Nem eu nem ninguém tem a obrigação de bater palmas para leis ou para decisões de juízes que, a toda evidência, estão cada vez mais carregadas  de uma distorção política. Tanto é assim que, querendo ou não, o senhor e Sérgio Moro se tornaram, em lugar de discretos juízes, heróis dos militantes políticos mais à direita e ferozes.

Aliás, Dr. Barbosa, divergir das leis e criticá-las é algo fácil de entender.

Eu, se vivesse no século passado, provavelmente teria as palavras e ações mais duras contra uma lei, o Código Penal de 1830, que dizia, em seu artigo 60:

“Art. 60. Se o réo fôr escravo, e incorrer em pena, que não seja a capital, ou de galés, será condemnado na de açoutes, e depois de os soffrer, será entregue a seu senhor, que se obrigará a trazel-o com um ferro, pelo tempo, e maneira que o Juiz designar.O numero de açoutes será fixado na sentença; e o escravo não poderá levar por dia mais de cincoenta”

Não é repugnante, Dr. Joaquim? No entanto, era lei até 1886, quando foi revogada.

É para cumprir sem chiar?

Tenho certeza que seria outra a sua visão do “law enforcement” naquela situação ou diante de um código legal que estabelecia que o Governo imperial poderia agir aplicando as penas que constavam no Código – como prisão perpétua ou temporária, com ou sem trabalhos forçados, banimento ou condenação à morte”, para  por fim às lutas pela posse da terra, combater as insurreições dos escravos e destruir os quilombos e vigiar os que eram vistos como vadios e desordeiros.

Talvez parecesse a muitos, então, protestar contra isso algo incompreensível, tanto que era o bom direito das classes dominantes, aceito e respeitado pelas “pessoas de bem”.

A propósito, Bernardo Pereira de Vasconcelos, que redigiu  a base deste Código , teve fama de jurisconsulto e foi o autor da lei que criou o Supremo Tribunal de Justiça, em 1828, que viria a ser renomeado, em 1890, como Supremo Tribunal Federal.

O Dr. Barbosa, jurista no Twitter, deveria entender a diferença entre cumprir a lei a aplaudir juiz | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

30/05/2015

Pecunia non olet?

OBScena: estatueta que pode ter sido comprada com dinheiro sujo

jb marinhoVespasiano foi cobrado por ter instituído imposto sobre as latrinas romanas. Afinal, não seria sujo o dinheiro obtido de atividade também suja?! O jurisconsulto respondeu: “pecunia non olet”, o tilintar das moedas não cheira… De onde saiu o dinheiro usado para comprar as estatuetas distribuídas aos que vestem a carapuça de Carrascos Voluntários da Rede Globo?

Está fácil demais de entender porque a Rede Globo amestrou a Marcha dos Zumbis em busca do golpe contra Dilma. Eles queriam continuar como nos tempos em que José Maria Marin podia mandar assassinar Vladmir Herzog. Eram os áureos tempos da ditabranda. A Globo fazia editorial saudando a ditadura e a folha emprestava as peruas para desovar o que restava dos cadáveres violados nas valas clandestinas do Cemitério de Perus.

A cobertura dos grupos mafiomidiáticos insuflando o MBL e os coxinhas que pediam golpe militar tinha por objetivo desviar o foco da roubalheira que participavam. Era o que se pode dizer uma “cortina de fumaça”. Secundados pela égua madrinha do Jardim Botânico, a manada seguiu bovinamente para o saladeiro. Cegos de ódio a Lula e Dilma não se deram conta que era ela verdadeira massa de manobra.

Focadas no PT, Ministério Público e Poder Judiciário se deixaram seduzir por medalhas e troféus de captura. Os Carrascos Voluntários de Hitler tinham desculpas menos esfarrapadas para justificarem o deplorável papel. Hoje, qualquer manifestação de ódio a Lula e ao PT catapulta qualquer magarefe para as capas de jornais e revistas. Enquanto desfilam babando de ódio ao PT, personagens sinistras domo Del Nero, Marin, JB, Teixeira circulam desenvoltas pelos mesmos corredores. Não se dão conta que a medalha e a estatueta da condecoração podem ter sido obtidas com o dinheiro sujo da sonegação.  Assim como é o consumo da droga que alimenta tráfico, o recebimento de troféus retira do julgador a imparcialidade do julgador. Afinal, foi o próprio Joaquim Barbosa quem ousou dizer que “juiz deve ter remuneração muito elevada para não ter preocupações de ordem material. É fator primordial de sua independência”. Na foto, quem depende de quem?

A literatura jurídica me permite questionar: Quem foi mais nocivo às instituições públicas, Joaquim Barbosa conspurcando o STF ao dar legitimidade social aos sonegadores ou a família Marinho capturando o capitão-de-mato do STF?

No início de maio, diretor da Globo se emocionou em discurso elogioso a Teixeira, Marin e Del Nero

Postado em 29 de maio de 2015 às 5:19 pm

Da ESPN:

Uma das principais cenas da festa de encerramento do Paulista foi o discurso de Marcelo Campos Pinto, diretor da Globo Esporte. Convidado para subir ao palco para entregar um dos prêmios da noite, o executivo aproveitou o momento para passar uma mensagem. Falou do atual momento do futebol, fez agradecimentos e se emocionou com o microfone na mão.

Marcelo lembrou de cada um dos últimos presidentes da CBF, fazendo elogios a todos eles, desde Ricardo Teixeira a Marco Polo Del Nero, que assumiu em abril. Disse que José Maria Marin inscreveu o nome na história do futebol brasileiro e que um dos seus grandes acertos foi a mudança de formato da Copa do Brasil.

“2015 vai entrar na história do futebol brasileiro como um grande ano. O ano em que há poucas semanas o presidente José Maria Marin passou o bastão para o presidente Marco Polo. Presidente Marin, em nome do grupo Globo, em meu nome, eu gostaria de agradecer todo o carinho, toda a atenção com a qual o senhor sempre nos brindou, sempre aberto a discutir os temas que interessam ao futebol brasileiro, dos quais me permito destacar, o novo formato da Copa do Brasil, que deu mais charme a essa competição promovida pela CBF, que é a verdadeira competição do futebol brasileiro”, disse o diretor.

As lágrimas nos olhos e a voz embargada vieram quando Campos Pinto desejava sorte a Reinaldo Carneiro Bastos, novo presidente da Federação Paulista de Futebol. Os convidados se surpreenderam com a reação do executivo.

“Querido Reinaldo (pausa). Fico até um pouco emocionado em lhe homenagear como um pai de família, como um amigo carinhoso, como uma pessoa que veio construindo seu nome no futebol e que sabe realmente o alfabeto do futebol que é tão complexo”, discursou.

“O parabenizo [a Reinaldo], e também ao Marco Polo, pelo Campeonato Paulista de 2015, recorde de público e de renda quebrados, jogos eletrizantes, semifinais inacreditáveis, com estádios lotados, duas finais de tirar a emoção de todos nós, com públicos presentes e audiências jamais vistas. Parabéns a todos vocês”, seguiu.

Diário do Centro do Mundo » No início de maio, diretor da Globo se emocionou em discurso elogioso a Teixeira, Marin e Del Nero

13/05/2015

Domínio do Fato made in Assas JB Corp

Joaquim Barbosa devolverá os R$ 60 mil?

Por Altamiro Borges
Uma notinha no site da revista “Época” agitou as redes sociais nestes dias. Segundo relato do jornalista Murilo Ramos, “o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa recebeu R$ 60 mil por uma palestra de uma hora que proferiu em 13 de abril na cidade de Itajaí, Santa Catarina, cujo tema foi Ética e a administração. Quem arcou com as despesas – incluindo passagens, segurança e hospedagem – foi a Câmara de Vereadores do município, que delegou a contratação de Barbosa a terceiros. Para aceitar o convite, Barbosa impôs condições em contrato. Entre elas sigilo do valor cobrado pela palestra e a liberdade de deixar de responder a perguntas consideradas ‘inadequadas’. ‘O patrimonialismo faz parte do nosso DNA’, discursou Barbosa”.
De imediato, os internautas questionaram o valor da palestra e os gastos excessivos da Câmara dos Vereadores. O jornalista Paulo Nogueira, do imperdível blog “Diário do Centro do Mundo”, ironizou: “Que pecado o cidadão de Itajaí cometeu para ter que pagar 60 mil reais por uma hora de Joaquim Barbosa?”. O seu texto rapidamente bombou nas redes sociais. Vale conferir:
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E então temos o seguinte: o cidadão de Itajaí foi obrigado a pagar 60 mil reais por uma palestra de uma hora de Joaquim Barbosa.
Este é o Batman, o campeão da ética, “o garoto pobre que mudou o Brasil”, segundo a Veja, naquela que foi uma das mais idiotas chamadas de capa já produzidas por uma revista em toda a história em qualquer lugar do mundo.
Mil reais por minuto. Este, ficamos sabendo, é o preço de Barbosa. Vazou de alguma forma, porque segundo o contrato o valor era sigiloso.
Seria um assalto ao contribuinte de Itajaí de qualquer forma. Mesmo que a palestra fosse em praça pública, aberta a todos os interessados, há outras maneiras mais inteligentes de gastar 60 mil reais em 60 minutos, você há de convir.
Mas este é Joaquim Barbosa, o paladino que não hesitou em queimar 90 mil reais de dinheiro público numa reforma dos banheiros do apartamento funcional que utilizou por tão pouco tempo.
Repito: mas este é Joaquim Barbosa, o incorruptível que inventou uma empresa para sonegar impostos na compra de um apartamento em Miami.
Quando você prega moralidade e na sombra faz coisas impublicáveis, isso quer dizer que você é um demagogo.
Pois é exatamente este o título que deveria estar hoje no cartão de visitas de JB, ou nas propagandas de suas palestras: demagogo.
No STF, ele foi um péssimo exemplo para a sociedade. Deslumbrado com as lantejoulas cínicas da mídia, ele presidiu o julgamento mais iníquo do Brasil.
Joaquim Barbosa levou às culminâncias o conceito de justiça partidária, em que você julga alguém não pelo que fez ou deixou de fazer, mas pelo partido a que pertence.
Enquanto teve poder, foi mesquinho, intolerante – repulsivo. Não surpreende que seja admirado exatamente por pessoas com aquelas características, e abominado por progressistas de toda ordem.
Saiu do STF porque, com a chegada de novos ministros, ficou em minoria. Não teve sequer a coragem de defender suas ideias conservadoras e pró-1% em ambiente não controlado.
Estava na cara que ia fazer palestras.
A direita se defende e se protege: arruma palestras milionárias para aqueles que vão fazer pregações contra qualquer coisa parecida com a esquerda, e sobretudo contra Lula e o PT.
Mau exemplo no STF, Joaquim Barbosa continua a ser mau exemplo fora dele.
Entre palestras, arrumou tempo para fazer uma bajulação abjeta à Globo por seus 50 anos.
A emissora que foi a voz da ditadura se converteu, nas palavras de JB, na empresa generosa à qual os brasileiros devemos, pausa para gargalhada, a integração.
A emissora que é um símbolo da hegemonia branca, e que advoga ferozmente contra políticas de afirmação, foi colocada num patamar de referência em seu universo na inclusão de negros.
Joaquim Barbosa foi uma calamidade para o Brasil no STF, e longe dele, arrecadando moedas em palestras, continua a projetar sombras nada inspiradoras.
É, como Moro hoje, o falso herói, condição fatal de todos aqueles que a plutocracia, para perpetuar sua predação, tenta transformar em ídolo popular.

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Diante da repercussão negativa na internet, o próprio site da revista Época – que pertence à famiglia Marinho, dona da citada Rede Globo – apressou-se em tentar limpar a barra do midiático ex-presidente do STF. Numa nota intitulada “Barbosa diz que não sabia que o dinheiro era da Câmara”, Murilo Ramos registrou sem maiores questionamentos: “Barbosa disse que a sua empresa foi contratada por uma agência que organiza palestras e desconhecia sua relação com apoiadores privados e particulares. Para a imagem da Câmara de Vereadores, a contratação de Barbosa foi um ótimo negócio”. Para quem afirmou – em tom demagógico – que “o patrimonialismo faz parte do nosso DNA”, Joaquim Barbosa devia era devolver a grana dos munícipes de Itajaí. Será que ele topa?

08/01/2015

A vestal Messalina, o estafeta e o advogado

O quebra-cabeça da Lista de Furnas está quase montado. As peças vão se encaixando de forma lenta, porém, inexorável.  Basta que se siga as vituperações das vestais da honestidade alheia, todos sempre albergados pelos grupos mafiomidiáticos. O jogo do esconde-esconde começou com a Ação 470, como se pode ver da pista deixada pelo magarefe do direito: “foi feito pra isso, sim”…

Há uma cena repetida no âmbito do futebol. É a posição do zagueiro que levanta o braço para pedir o impedimento do autor do gol é quem deu condições ao .

Os fatos recentes explicam porque a dupla Cheeg & Chong do Paraná está quebrando os pratos. De repente, não mais que de repente, Álvaro Dias tomou chá de sumiço. E por aí temos mais uma pista das epilepsias e sinapses no araponga das araucárias, Fernando Francischini. A outra margem do rio, como diria o também mineiro Guimarães Rosa, está para ser encharcada. No sumiço de um helicóptero com 450 kg de cocaína, casada com a informação da ADPF de que Juiz de Fora virou centro de distribuição de drogas para o Nordeste, podem estar as peças que faltam no tabuleiro.

Para quem já comemorava vitória, antes do término da eleição, o histerismo de Napoleão de Hospício em tapete voador já está sob controle. Outras arestas estão sendo aparadas para deixar o mundo do jeito que ele é, redondo. Além de figurar com vitória folgada o ranking da Veja de pior Senador, agora também passa a ter de conviver com um estafeta de perna amputada. Como desgraça nunca vem só, está saindo de cena o teatro de ventríloquos, montados na administração do Estado, devido ao bullying da nova administração.

Observe o tom sóbrio, quase asséptico, que a Folha dá ao fato. Não há aquelas manchetes apocalípticas, de condenação prematura. Pelo contrário, estão cheio de dedos, quase como que dizendo que não é nada disso do que você está pensando…. Pois é, este é o estilo dos assoCIAdos do Instituto Millenium: aos adversário, a condenação; aos correligionários, o perdão!

Na imagem, o fio de Ariadne

anastasia Aecio joaquimESCÂNDALO NA PETROBRAS

Em depoimento, policial cita senador eleito pelo PSDB

À PF, homem que levava dinheiro para doleiro diz ter entregue R$ 1 mi ao ex-governador Antonio Anastasia

Tucano negou com veemência ter recebido a verba e classificou a acusação de ‘fora da realidade’

ANDRÉIA SADIDE BRASÍLIA

O depoimento que faz menção ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na apuração da Operação Lava Jato traz um novo político para o rol de citados no caso: o senador eleito Antonio Anastasia (PSDB), ex-governador de Minas Gerais.

A citação está sob análise na Justiça Federal do Paraná. Não foi encaminhada à Procuradoria Geral da República até agora porque Anastasia só recuperou o chamado foro privilegiado às vésperas do recesso judicial, quando foi diplomado senador.

Já a citação a Cunha está com a Procuradoria, pois ele já era deputado à época do depoimento. A acusação foi apurada por investigadores, que concluíram ser necessário abrir um inquérito para detalhar se há de fato algo concreto contra o peemedebista.

Políticos têm foro privilegiado e, por isso, só podem ser processados na área criminal por tribunais superiores.

No depoimento de 18 de novembro passado, o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, disse que entregou R$ 1 milhão ao então candidato a governador Anastasia a mando do doleiro Alberto Youssef em 2010.

O tucano negou com veemência o teor do depoimento e disse desconhecer o policial e o doleiro. "É totalmente fora da realidade. Meu único patrimônio é moral, tenho toda uma reputação de honestidade. Qual seria o propósito disso? Fica até difícil comentar algo tão absurdo”, disse.

Na declaração, o policial afirma que levou o dinheiro a uma casa em Belo Horizonte e que Youssef tinha dito que o destinatário era o então candidato tucano, que se elegeu governador.

"Tempos mais tarde, vendo os resultados eleitorais, identifiquei que o candidato que ganhou a eleição em Minas era a pessoa para quem eu levei o dinheiro”.

A polícia mostrou então uma foto do tucano. "A pessoa que aparece na fotografia é muito parecida com a que recebeu a mala enviada por Youssef, contendo dinheiro”, disse ele.

Youssef triangulava as operações investigadas envolvendo funcionários da Petrobras, empreiteiras contratadas pela estatal e políticos. Careca, diz a PF, era responsável por entregar dinheiro em espécie a pessoas indicadas pelo doleiro.

OUTRAS MENÇÕES

O policial cita também outro parlamentar, Luiz Argôlo (SD-BA), cujo nome já havia sido mencionado no curso da investigação e que nega ter cometido irregularidades.

Também há uma menção a Tiago Cedraz, filho do presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Aroldo Cedraz. Careca disse ter levado dinheiro "duas vezes” no escritório de Cedraz, que, segundo ele, "fica numa casa no lago, no final de uma rua sem saída em Brasília”.

A assessoria de Cedraz disse que ele não conhece e nunca esteve com Careca ou com o doleiro Youssef e que coloca à disposição das autoridades o acervo de imagens da casa no Lago Sul de Brasília e o sigilo bancário.

Colaboraram GABRIEL MASCARENHAS e SEVERINO MOTTA, de Brasília

06/12/2014

Herança do último rei do Congo, digo, da Veja

O Brasil já esteve melhor de heróis. Hoje sobrou-nos a cadeira elétrica de ventríloquo dos grupos mafiomidiáticos. O mesmo que não suportava horas de sessão para depois cair no samba ou em sessões intermináveis de cinema com a nova namorada. Macunaíma do direito, virou herói de quem não tem nenhum caráter simplesmente porque aplicou, em benefício próprio a Lei de Gerson… criou a ASSAS JB Corp para comprar em Miami, por U$ 10 dólares, um apartamento que vale mais de um milhão.

Fica a lição: toda vez que o Instituto Millenium elege um herói podes ter certeza, não passa de 171!

JB Capa VejaSem uso, cadeira de Joaquim Barbosa é deixada na sala de fisioterapia do STF

SEVERINO MOTTADE BRASÍLIA

Uma espreguiçadeira com massageador elétrico, estofamento em couro marrom, detalhes em madeira e acabamento em aço inox escovado tem chamado a atenção de servidores que frequentam a sala de fisioterapia do STF (Supremo Tribunal Federal).

O móvel é velho conhecido dos ministros da corte, que conviveram com ele no cafezinho que fica atrás do plenário e viram, por diversas vezes, seu então dono, o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, usá-la nos intervalos do julgamento do mensalão para aliviar as dores nas costas.

Comprada em 2009 com dispensa de licitação, a pedido do gabinete de Barbosa, a espreguiçadeira custou R$ 5.900 –cerca de R$ 7.800 hoje. Segundo o catálogo da loja que a produz, ela personaliza posições para um melhor descanso e é perfeita para assistir a TV, ler ou relaxar.

Na gestão de Barbosa a espreguiçadeira subia e descia do cafezinho para uma espécie de sala montada no gabinete da presidência, onde Barbosa era atendido por fisioterapeutas para aliviar as dores nas costas. No local, além do aparelho, havia televisões para que o ministro acompanhasse as sessões.

Com a aposentadoria de Barbosa, a sala foi desmontada, e a cadeira foi enviada para a sala de fisioterapia da corte. Segundo fisioterapeutas ouvidos pela reportagem, o equipamento não é considerado uma peça específica para tratamentos de saúde.

Questionada sobre a compra e uso da espreguiçadeira, a assessoria do STF disse que ela foi adquirida a pedido do ex-ministro e que hoje pode ser utilizada pelos servidores.

"A compra do referido item obedeceu às exigências legais e foi efetuada, em 2009, para atender a uma demanda específica do ministro Joaquim Barbosa. Após a aposentadoria de sua excelência, o item foi enviado à unidade de fisioterapia do tribunal para uso coletivo", diz o tribunal.

Na fisioterapia, a cadeira não propicia relaxamento aos servidores: como não faz parte dos tratamentos, está abandonada num canto, atrapalhando quem circula por ali.

26/11/2014

Se nunca se roubou tão pouco por que aparece tanto corruptor?

corrupçãoO empresário e tucano autodeclarado, Ricardo Semler, escreveu um artigo polêmico na Folha de São Paulo deixado a tucanada depenada: Nunca se roubou tão pouco. Se nunca se roubou tão  pouco, como justificar que haja tanta notícia sobre corrupção?

Uma das explicações está na estatística das ações da Polícia Federal. Ao contrário de antes, a Polícia Federal deixou de arrancar plantações de maconha e perseguir “subversivo”. Mudou o foco, além do narcotráfico, como mostra a ADPF, também segue seu papel institucional na perseguição às saúvas, a corrupção corporativa.

Há outra explicação que, na verdade, é uma coincidência. Todas os grandes escândalos de corrupção recentes tem sua origem em métodos implantados pelo PSDB quando no Governo Federal. Tanto o mensalão como o petrolão têm suas raízes nos métodos implantados no PSDB. Isso não justifica a continuidade, mas também pode-se ver que não mágica, e que a limpeza da corrupção, não sua eliminação total, é um processo que tem a ver com a mudança de cultura. Não podemos esquecer que as principais figuras nas altas estruturas das instituições públicas têm uma origem muito nítida em altas camadas da sociedade. Há exceção, e por vezes a exceção deve-se à sua cooptação, como o foi com Joaquim Barbosa. Ao final descobre-se que as práticas de Assas Jb Corp são muito similares aos atuais implicados no petrolão. O padrão Miami de que fala Ricardo Semler:

Virou moda fugir disso tudo para Miami, mas é justamente a turma de Miami que compra lá com dinheiro sonegado daqui. Que fingimento é esse?

A Operação Abafa dentro da Lava Jato

Antonio Lassance, Carta Maior

Primeiro, foi o mensalão. Agora, é o “petrolão“. Em ambos os casos, o esquema de desvio de dinheiro público foi inventado desde o governo tucano de FHC – pelo menos -, mas só descoberto quando vieram os petistas.

Estamos aguardando Aécio Neves, que além de Senador é agora comentarista político do Jornal Nacional, aparecer no estúdio para confessar que continua com a ideia fixa de que tudo o que o PT fez e ampliou começou com FHC.

Há gente muito otimista quanto ao desfecho do atual escândalo, na linha de que não sobrará pedra sobre pedra e que todos serão tratados igualmente pela Polícia Federal do Paraná, pelo Ministério Público e pela Justiça.

Poderíamos citar Dante e sua Divina Comédia para recomendar a todos que deixem a esperança na porta, ao entrar; mas a situação combina mais com o bordão do compadre Washington (aquele do “sabe de nada, inocente”).

Pouco adianta a constatação do Ministério Público de que o esquema que assaltou a Petrobras existe há pelo menos 15 anos.

Se não houver a devida investigação para dar nome aos bois do período FHC, a constatação cai no vazio – ou melhor, na impunidade.

O problema não é se vai sobrar pedra sobre pedra, mas para onde serão dirigidas as pedradas, se é que alguém ainda tem alguma dúvida.

A apuração feita pela Operação Lava Jato não é neutra. Os investigadores da PF encarregados do caso não são neutros, muito pelo contrário.

A maioria é formada por um grupo de extremistas que foram flagrados em redes sociais vomitando comentários raivosos e confessando suas opções partidárias.
Se dependermos dessa gente diferenciada, não teremos Estado de Direito, mas Estado de direita.

O Código de Ética da associação nacional dos delegados da PF proíbe a seus membros a manifestação de preconceitos de ordem política. Mas alguém acha que esses vão sofrer qualquer reprimenda?

Alguém imagina que os deslizes, considerados ao mesmo tempo graves e primários por gente séria da própria PF, terão a punição que foi aplicada ao ex-delegado Protógenes Queiroz, que cometeu o crime hediondo de prender um banqueiro?

O PSDB tem sido zelosamente preservado nessa “investigação” que deveria feita na base do doa em quem doer. Balela.

A operação Lava Jato é só para petistas e, no máximo, para os peemedebistas. Para tucanos, impera a Operação Abafa.

O senador Álvaro Dias e o deputado Luiz Carlos Hauly, ambos tucanos do Paraná, citados por delatores, até agora estão absolutamente preservados.

O nome de Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB, já falecido, apareceu menos como uma revelação do que como um “boi de piranha”. Guerra já não pode confessar nada nem sob tortura.

PT e PMDB têm seus operadores. O PSDB também, mas onde estará o infeliz? Certamente, por aí, limpando sua conta e seus rastros.

Quase metade da lista de políticos citados pelos delatores é formada por apoiadores da campanha de Aécio Neves em 2014.

A sina persecutória dos delegados paranaenses chegou ao ponto de incriminar o atual Diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, sem qualquer prova, sem sequer testemunho. O crime do diretor estava apenas na pergunta dos investigadores.

Até mesmo um ex-diretor da PF nomeado por FHC considerou o episódio contra Consenza o cúmulo do absurdo, conforme relatado pelo jornalista Ilimar Franco em sua coluna.

Isso não se faz, a não ser com segundas e terceiras intenções. Não foi erro material”, como os investigadores alegaram, nem mera trapalhada, foi obra do comitê eleitoral da campanha tucana de terceiro turno.

As tartarugas do ministro da Justiça

Das duas tartarugas que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tinha que cuidar, uma já fugiu; a outra está escondida debaixo de seu nariz.

A defesa da autonomia da Polícia Federal, que é de uma obviedade gritante, não resolve uma dúvida crucial: a PF do Paraná tem autonomia para varrer a sujeira do PSDB para debaixo do tapete, ao sabor da preferência partidária de alguns investigadores?

Está claro que o comando da PF no Paraná tem autonomia suficiente para não ser aparelhada pelo PT, nem pelo PMDB, mas pode gozar de autonomia para ser aparelhada pelo PSDB?

Se depender do ministro Cardozo, claro que sim – é para isso que serve a autonomia – para que qualquer órgão público faça o que bem entender, com base nas conveniências de seus servidores.

Por sorte, ao alargarem o tamanho do escândalo, para que ganhasse ares superlativos – suficientes para serem aproveitados por uma oposição que, incapaz de ganhar eleições presidenciais, só vê saída no impeachment -, os investigadores cometeram um erro crasso. Comprometeram todo o sistema político. Excelente ideia.

A rigor, todo aquele que recebeu doações de qualquer dos envolvidos no escândalo deveria ter seu mandato cassado.

Considerando que a Polícia Federal paranaense chegou à conclusão de que não existe almoço grátis, de cada 10 parlamentares eleitos, pelo menos 4 deveriam ser impedidos de assumir o mandato. Agora, ou vai ou racha.

A investigação que Gilmar Mendes determinou que se faça contra as contas da campanha de Dilma, com uma força tarefa formada por TCU, Receita Federal e Banco Central, deve ter uma similar para Aécio e todos os demais candidatos, à exceção dos do PSOL, PSTU e PCO – os únicos que se livraram do pavoroso expediente de receber “doações” de empresas.

É uma pena que o anticomunismo dos investigadores encarregados da operação os impeça de chegar à conclusão, em seu relatório, de que ninguém presta na política nacional, salvo os comunistas. Todos os demais partidos, nessa lógica, estão infestados de ladrões.

Se negarem vinculação com o PSDB e continuarem a recusar simpatia aos comunistas, aos delegados paranaenses restará apenas o movimento Punk – se for essa a opção, contarão doravante com meu respeito.

Anedotário do Gilmar

Em qualquer escândalo, quem quer desviar para longe o faro da imprensa precisa dar carne aos leões. Só assim se consegue conduzir o olhar para longe de quem se quer proteger e em direção a quem se quer atacar.

Pela milésima vez, uma operação-abafa é feita para esconder a sujeira da corrupção praticada pelo PSDB para debaixo do tapete, tal como foi feita com os mensalões do PSDB e do DEM, com o apoio do oligopólio midiático.

No STF, o ministro Gilmar Mendes vai na mesma linha. Mantém trancada há sete meses uma decisão que já conta com maioria do STF para abolir o financiamento empresarial de campanhas. Com Natal, Ano Novo e Carnaval, a decisão sequestrada por esse pedido de vistas fará aniversário em breve.

Não satisfeito, o ministro ainda se deu ao luxo de nos brindar com a piada, contada com sua voz de coveiro, de que o mensalão deveria ter ido para o juizado de pequenas causas.

A gracinha ocupou as manchetes como se fosse um desabafo, quando não passa de deboche com as instituições.

O anedótico Gilmar Mendes finge que o problema não é com ele, nem com o financiamento de privado, nem com empreiteiras, nem com corruptos que são sócios de políticos e partidos. O único problema – dele, pelo menos – é com o PT. O resto pouco importa.

No exato momento em que Gilmar fazia sua graça, a segunda tartaruga sob os cuidados de José Eduardo Cardozo fugia velozmente em plena Esplanada dos Ministérios.

Enquanto isso, tucanos e democratas continuam se fazendo de freiras castas pregando no bordel, mas sem dispensar as notas dobradas das empreiteiras, presas em suas apertadas calcinhas.

Mas que fique bem claro: não são calcinhas vermelhas, são pretas. Aí pode, sem problema.

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A Operação Abafa dentro da Lava Jato

09/11/2014

Joaquim Barbosa, em vídeo memorável: “foi feito pra isso, sim”

Filed under: Ação 470,Assas JB Corp,Claus Roxin,Henrique Pizzolato,Joaquim Barbosa — Gilmar Crestani @ 8:32 am
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Chicanas? Foi feito pra isso, sim !

Se fosse um julgamento sério, JB teria sido preso no momento desta fala. Outra que ficou nos anais da história do mundo jurídico foi Rosa Weber. Ao se flagrada sem provas, proferiu a sentença definitiva de sua ignorância e má intenção: a literatura jurídica me permite

Pior foi desencavar na Alemanha uma tese chamada “Domínio do Fato” e o autor, Claus Roxin, ter de vir a público desmentir o uso da sua teoria. Tudo por ódio a Lula. Tanto é que até hoje os golpistas não atacam Dilma, atacam Lula. Por puro ódio de classe. Vê se tem moral alguém que pede a volta da ditadura acusar Lula de qualquer coisa que seja?!

Entrevista. Henrique Pizzolato

Ex-diretor cuja extradição foi negada busca documentos italianos que tem direito por ter dupla cidadania

‘A política sempre foi suja’

Andrea Bonatti e Jamil Chade

08 Novembro 2014 | 16h 23

Pizzolato ao deixar a prisão na Itália, nessa terça-feira, 28

Itália- Henrique Pizzolato reapareceu em público neste sábado, 8, ao ir à delegacia de La Spezia buscar documentos apreendidos em fevereiro. Desde que teve a extradição negada pela Itália no mês passado, sob alegação de que o Brasil não oferece condições de segurança para o cumprimento da pena de 12 anos e 7 meses a que ele foi condenado no julgamento do mensalão, o ex-diretor do Banco do Brasil tem os mesmos direitos de um italiano livre.

Pizzolato responde em liberdade por falsidade ideológica – ao ser abordado na casa de um sobrinho em Maranello, quatro meses após fugir do Brasil, o ex-diretor mostrou um passaporte em nome do irmão, morto há mais de três décadas. A Polícia Federal brasileira também o indiciou por falsidade.

La Spezia foi o primeiro refúgio do ex-diretor na Itália. Depois de esperar o horário de almoço dos carabinieri, recuperou seus documentos. Diante do prédio, Pizzolato disse que não falaria com jornalistas brasileiros. O repórter o informou que estava a serviço do Estado. Por 30 minutos, Pizzolato reiterou sua inocência e disse que o mensalão foi "criado" para minar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A política é suja."

Estado -  O sr. viveu um momento duro?

Pizzolato: Não. Na verdade, vivi melhor que no tempo que estava no Brasil. No Brasil, eu não poderia sair do meu apartamento. As pessoas me agrediam, me molestavam. As pessoas, quando eu passava pela calçada, me agrediam.

Estado – Hoje, o sr. é livre.

Pizzolato: Sempre fui um homem livre. Não fiz mal algum. Temos todas as provas no processo. Não foi um processo pela Justiça. A política é suja e sempre foi assim. Isso é triste. Eles acham que podem fazer o que querem com as pessoas. Não se pode prender uma pessoa, destruir uma família para ter mais poder.

Estado – O sr. se sente uma vítima?

Pizzolato: Da má Justiça do Brasil. A liberdade de imprensa não se pode confundir com a liberdade de calúnia. Depois, com isso, fizeram um processo. Antes de o processo começar, a imprensa já tinha me condenado. E não era algo simples. Me lincharam em praça pública ao ponto de que eu não poderia me mover. Minha família estava sendo molestada. Não leram os documentos. A Folha, O Estadão, a Globo. Todos tinham os recibos do processo. Uma auditoria foi realizada e tudo foi usada em marketing. Não era um banco pequeno. Era o maior da América Latina e com todos os controles. Eu não tinha autonomia para mover um centavo. Tudo era feito com computadores. Mas fizeram uma história. Todas as contas foram aprovadas e não por uma pessoa ou duas. Mas pela auditoria interna, externa, o tribunal de contas, a Bolsa de Valores e ainda com ações em Nova Iorque. Ninguém encontrou que faltava algo.

Estado – O Mensalão então não existe?

Pizzolato: Com o dinheiro do Banco do Brasil não faltou um só centavo. Era impossível que alguém pegasse o dinheiro. Trabalharam com a fantasia popular. Era como se alguém pudesse sair de um banco com uma mala de dinheiro. Os bancos não trabalham mais assim. Agora, para cobrir a outras pessoas, fizeram uma história para fazer oposição. Se você quer fazer política, faça com propostas. Me crucificaram.

Estado – De quem então é a responsabilidade?

Pizzolato: Da oposição. O que eles queriam? Tomar o poder. Não estavam satisfeitos que um trabalhador, como Lula, estivesse no poder. Há 500 anos o comando do Brasil mudava de mãos entre as elites. Agora, viram chegar à Lula.

Estado – Alguns dizem que o Brasil apresentou documentos fracos justamente para evitar sua extradição.

Pizzolato: Eu não sei. O problema no Brasil é que o processo está errado.

Estado – O sr. temia por sua vida nas prisões brasileiras?

Pizzolato: Todos dizem isso. A ONU diz isso e até os ministros. A entidade Conectas e a Anistia também defendem isso. As prisões são medievais. As pessoas são tratados como animais.

Estado – Do que o sr. vive hoje na Itália?

Pizzolato: Eu sou aposentado. Trabalhei mais de 30 anos. Sempre tive uma previdência privada. Desde o primeiro dia que trabalhei, paguei minha pensão. Há 20 anos eu já vinha na Itália para falar sobre a previdência, na Holanda, na Suíça. Por 32 anos paguei minha pensão

Estado – O que o sr. pensou ao saber que Dilma Rousseff tinha sido reeleita?

Pizzolato: Eu não estava sabendo. Eu não poderia seguir a eleição. Eu não assistia muito à televisão. Eu sabia que estávamos na época de eleição. Mas não sabia o dia. O Brasil, de pouco à pouco, andará adiante.

Estado – Como ocorreu sua fuga? Cruzando a fronteira?

Pizzolato: Ali tudo foi uma fantasia. As pessoas precisam da fantasia. Talvez, um dia, uma parte da imprensa vai entender que a calúnia não faz parte da liberdade de imprensa. A imprensa precisa trazer informações, e não ficção. Se alguém quer fazer um romance, avise que é um autor de ficção. Eu sou feliz, realizado. Não perco uma noite só de sono. Eu sabia que era inocente. Tínhamos todos os documentos. Mas eu não achava que se poderia tomar uma decisão sem documentos. Primeiro, fizeram a historia e depois colocaram os personagens. Em 2007, o juiz (Joaquim Barbosa) disse para a imprensa que ele fazia a história primeiro para que as pessoas entendessem. Existem 3 mil páginas de recibos originais. Está tudo ali. Mas, se você é fraco, te metem ali. Leia Kafka. E como você faz?

Estado – Mas por que o sr. fugiu?

Pizzolato: Para me salvar.

Estado – Mas como isso ocorreu de forma concreta?

Pizzolato: Como fizeram os italianos para fugir dos nazistas? Era a guerra. Era a sobrevivência. Eu não prejudiquei ninguém. Eu encontrei uma maneira de proteger a minha vida. Jamais trairei o princípio que meu pai e meu avô me ensinaram. A Justiça tarda, mas vem. A todos que me atacaram, a Justiça se fará sentir. Talvez não no tempo que eu queira. Mas a história escreverá (a Justiça). Não tenho vocação de ser herói. Mas apenas de fazer Justiça. Sempre estive ao lado dos mais fracos.

Assas JB Corp capturado vivo e bem disposto pelo Banco Itaú

Filed under: Assas JB Corp,Banco Itaú,Capturado,Joaquim Barbosa — Gilmar Crestani @ 7:31 am
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JB sabe nada inocente

JB retoma rotina de palestras. Quem paga? Itaú

Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) retorna ao Brasil esta semana, depois de uma temporada no exterior, e retomará a rotina de palestras; a primeira será no Rio de Janeiro, para um grupo de convidados do Banco Itaú

9 de Novembro de 2014 às 06:57

247 – O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa retorna nesta semana do exterior, onde passou uma temporada depois de sua aposentadoria no comando da corte suprema.

O ex-ministro retomará rapidamente sua rotina de palestras, a começar por uma no Rio de Janeiro, para um grupo de convidados do banco Itaú, informa o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

O banco ganhou notoriedade nas eleições depois de ter a herdeira Neca Setubal como conselheira e coordenadora do programa política da candidata do PSB à presidência, Marina Silva. O presidente da instituição, Roberto Setubal, chegou a fazer torcida pela presidenciável.

Um pouco antes de viajar, Barbosa ministrou palestras em Santa Catarina com ingressos a R$ 100, R$ 170 e R$ 220. O tema: "O poder e a ética no Brasil atual".

JB retoma rotina de palestras. Quem paga? Itaú | Brasil 24/7

07/11/2014

Quando é pobre, a Folha trata por crime; se é rico, é “manobra fiscal”

assas jbA compra de um apartamento por U$ 10 (dez dólares), pela Assas JB Corp, Ministro Joaquim Barbosa virou jurisprudência para todos os que podem e tem interesse em sonegar. Se mesmo sendo proibido pela Loman Joaquim Barbosa se sentiu à vontade pra infringir a lei, o que se dirá de um banco cuja natureza é a burla Quando a velha mídia transforma sonegador em herói, a tendência é que seu comportamento não só seja adotado mas também incentivo.

Joaquim Barbosa pode estrelar campanha dos paraísos fiscais ou será o advogado dos Bancos Itaú e Bradesco?! Agora fica explicado a urgência com que JB buscava carteira na OAB para poder advogar.

Depois da Suíça, agora também Luxemburgo lava mais Banco!

G20 anunciará pacote contra manobra fiscal de empresas

Países querem que bancos deem informações mais claras sobre tributos

Medida seria forma de coibir casos como os que envolvem Luxemburgo, revelados ontem pela Folha

CLÓVIS ROSSICOLUNISTA DA FOLHA

A cúpula do G20 adotará, no próximo fim de semana, um pacote de medidas para coibir malabarismos fiscais como o que a Folha apontou nesta quinta (6), envolvendo os bancos Itaú e Bradesco.

Trata-se de um acordo entre as maiores economias do mundo, que formam o G20, para exigir dos bancos um "padrão comum de informação", ou seja, que os bancos identifiquem e informem assuntos tributários de seus correntistas não residentes.

No caso dos bancos brasileiros, uma simples troca de papéis resultou numa economia de R$ 200 milhões nos impostos pagos pelo Bradesco e pelo Itaú-Unibanco.

Essas operações foram concluídas em 2008 e 2009 em Luxemburgo, um pequeno paraíso fiscal europeu.

A prática é conhecida como elisão fiscal –deixar de pagar impostos usando ao máximo todas as brechas que a lei oferece. Não se trata, em princípio, de um crime. Tampouco é algo novo, mas desta vez tudo está comprovado e detalhado em 1.028 documentos inéditos que expõem essas operações de uma forma nunca antes vista.

Tanto Bradesco como Itaú-Unibanco negam ter celebrado acordos para pagar menos tributos no Brasil.

IKEA

A Folha tratou apenas dos documentos relativos a empresas brasileiras, mas entre os demais papéis está o caso da Ikea, multinacional sueca de mobiliário e produtos para casa, que talvez seja mais ilustrativo.

De acordo com os documentos liberados, as lojas australianas da Ikea tiveram um movimento de mais de US$ 4,76 bilhões (R$ 11,92 bilhões) entre 2002 e 2013, mas pagaram comissões a subsidiárias da própria empresa em Luxemburgo e na Holanda.

Com isso, a Ikea declarou lucro antes do pagamento de impostos de apenas US$ 103 milhões (R$ 258 milhões), do que resultaram magros US$ 31 milhões (R$ 77,7 milhões) em impostos, embora suas vendas tenham crescido 500% no período.

O G20 também aprovará um pedido (portanto, não obrigatório, ao contrário do padrão comum de informação) para que as empresas multinacionais detalhem suas atividades país por país.

Os dados não seriam públicos, mas reservados às autoridades tributárias.

Seria a maneira de evitar casos como o da Ikea, que lucra muito em um país, mas declara atividades em outro, com taxação baixa ou inexistente, um mecanismo que é eufemisticamente chamado de "profit shifting" ou transferência de lucros.

Um cálculo preliminar feito pela ONG Oxfam informa que esses dois malabarismos fiscais custam US$ 114 bilhões (R$ 285,7 bilhões) anuais em perda tributária para os países em desenvolvimento.

14/10/2014

Até magarefes recebem cartas

Filed under: Assas JB Corp,Chicana,Foi feito pra isso, sim!,Magarefes — Gilmar Crestani @ 10:24 pm
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OTÁRIO! Foi feito pra isso, sim!

‘Venha, Joaquim’

Redação

14 outubro 2014 | 16:19

(Carta aberta dos criminalistas Roberto Podval e Maíra Zapater ao ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa)

STF / SESSÃO

Caro Dr. Joaquim,

Queremos lhe dar as boas-vindas ao universo da advocacia. De nossa parte, não vemos qualquer impedimento para que se torne nosso colega nessa nobre atividade essencial à administração da justiça. Aliás, entendemos que até mesmo o Exame da Ordem, tão temido por nossos bacharéis (e ao qual não podemos nos furtar mesmo após cinco anos de graduação, pois nosso conhecimento técnico é obrigatoriamente escrutinado pelos colegas pela via desta prova para que possamos exercer a profissão), seja-lhe dispensável tendo em vista o notório saber jurídico inerente àqueles que ocuparam o posto da mais alta corte do país.

Compreendemos, porém, o posicionamento manifestado pelo Presidente da OAB do Distrito Federal onde o colega pretende se inscrever. Afinal não foram poucas as manifestações de descontentamento de muitos advogados com atitudes de desrespeito, maus tratos e ofensas do então ministro para com os causídicos. Sem querer colocar aqui nenhuma queixa particular ou pessoal, de toda sorte, podemos dizer que fomos todos, porque advogados, destratados e o presidente da OAB-DF apenas reagiu a anos de acusações e mal ditos contra a classe que agora o colega procura integrar.

De qualquer forma é bom que venha somar-se a nós. É bom que perceba como acordamos cedo para a labuta, como sofremos por não sermos atendidos (o que muitas vezes prejudica a prestação de serviço ao cliente, que não consegue compreender o porquê de ter um pedido de legalidade evidente negada por um magistrado), como é árdua e digna a missão de defender os acusados que não desfrutam de qualquer simpatia do resto da sociedade, e acima de tudo de fazer valer o direito sagrado e individual de defender a liberdade do cidadão, realizando diariamente o difícil exercício de não julgar o próximo para que tenha os seus direitos respeitados. Sem o que, vale dizer, nenhuma condenação tem validade.

Não se zangue com as longas filas para revista de pastas e passagem em detectores de metais quando comparecer aos fóruns para acompanhar os processos de seus clientes. Isso não se deve a uma especial desconfiança quanto a “conluios” de advogados com acusados de crimes: é preciso ter paciência, pois se faz em nome da segurança de todos. Não leve para o lado pessoal uma eventual recusa de um magistrado em recebê-lo para despachar uma petição, ou o impedimento de acesso aos autos no balcão: talvez o colega se surpreenda com os poderes que podem se concentrar em um chefe de cartório, à revelia do juiz responsável pela vara. Será importante ter ao nosso lado um colega tão combativo e que, ao sentir na pele o cotidiano profissional do advogado, certamente se mobilizará para defender que se respeitem nossas prerrogativas.

Talvez seja importante alertá-lo na qualidade de novo colega que a profissão do advogado não tem gozado de tanto prestígio social quanto um ministro do Supremo que alcance grande popularidade junto ao público leigo. Será certamente uma experiência rica para todos que o colega possa vivenciar o preconceito muitas vezes dirigido contra advogados, identificados como “defensores de bandido”, “facilitadores de crimes” e cuja ética do comportamento é constante e injustamente colocada em xeque, realidade muito distante dos holofotes da mídia sempre interessados em captar os aplausos de uma população pouco informada sobre o funcionamento do sistema de justiça, mas tão carente de candidatos a heróis com pretensões de combater o crime.

Enfim, venha, Joaquim. Incorpore-se às nossas fileiras. Contribua para que mais brasileiros tenham acesso à justiça e a bons advogados. Participe conosco dessa luta. Quem sabe juntos mudaremos se não a justiça como um todo, ao menos sua visão sobre os advogados.

Abraços,

Roberto Podval e Maíra Zapater

‘Venha, Joaquim’

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