Ficha Corrida

16/11/2016

Fica Temer, se saíres a velha mídia ainda põe Marcola em teu lugar

globo_temerOs golpes, todos eles, são preparados, conduzidos e usufruídos pelos grandes grupos de mídia. Desde 1954 que a Rede Globo vem se aperfeiçoando em golpes. Acertou em 1964 e agora em 2016. Filial e parceira, a RBS também se locupletou em ambos.

De nada adianta tirar Temer, a Rede Globo mudará o calendário do futebol, e, se necessário, também o calendário gregoriano, só para fazer coincidir o golpe com a reunião de sua manada de midiotas adestrados. Se tirarem Temer, a Rede Globo pode colocar quem ela quiser. Se faz parceria com João Havelange, Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo del Nero, por que não poderia apoiar qualquer um destes no lugar do Temer. Pode ser ainda pior. Colocar lá Fernandinho Beira-Mar ou Marcola. Afinal, para quem apoiou Aécio Neves e nada diz sobre os 450 kg de cocaína apreendidos no heliPÓptero. O que a Rede Globo tem a dizer a respeito do parceiro Eduardo CUnha no golpe contra a Dilma? O que a Rede Globo diz do cheque de um milhão depositado na conta do Michel Temer? Já fez alguma reportagem para o Jornal Nazional a respeito dos 23 milhões depositados na conta do seu ator da Bolinha de Papel na Suíça? O que a Rede Globo tem a dizer a respeito do sumiço de mais de 220 milhões das contas do parceiro dominical Eduardo CUnha?

A existência da Rede Globo, filiais e demais a$$oCIAdos do Instituto Millenium tiram qualquer possiblidade de nos tornarmos uma democracia respeitável. Seremos sempre uma República das Bananas, com jornalistas como estes pagando boquete jornalístico. Há que elogiar a capacidade dos entrevistadores de, com a boca cheia entre as pernas do entrevistado, ainda conseguirem formular perguntas.

As estrelas da mídia encontram seu presidente, por Glenn Greenwald e Thiago Dezan

As estrelas da mídia encontram seu presidente, por Glenn Greenwald e Thiago Dezan

qua, 16/11/2016 – 07:36

do The Intercept

Fofocas, gargalhadas, romance e diversão de montão: as estrelas da mídia encontram seu presidente</p">

por Glenn Greenwald e Thiago Dezan

SEIS JORNALISTAS ENTREVISTARAM o Presidente Michel Temer ontem à noite no programa Roda Viva da TV Cultura. Cinco deles eram estrelas da mídia dominante que incitaram incansavelmente o impeachment da Ex-presidente Dilma Rousseff e, portanto, foram responsáveis pela ascensão de Temer ao poder: O Globo, Folha, Estadão (um representante do jornal e outro do conglomerado do qual o jornal faz parte) e Veja (cujo representante é também âncora do Roda Viva). O sexto jornalista faz parte da própria TV Cultura, rede de televisão pública que já foi vítima de pressões de políticos de importância como José Serra, o chanceler do governo Temer, e cuja verba de publicidade foi reduzida pelo governo.

A lista de jornalistas escalados para a entrevista foi bizarra, mas previsível. Quando um presidente empossado é entrevistado somente por veículos que defenderam o processo de impeachment que o levou ao poder, é inevitável que a conversa decorrente mais se assemelhe a um churrasco animado entre amigos do que a uma entrevista contenciosa (um deles, Ricardo Noblat, d’O Globo, já havia submetido tanto o Presidente quanto sua esposa a esta implacável apuração jornalística):

Blog do Noblat ✔@BlogdoNoblat Uma coisa que eu jamais observara: como Temer é um senhor elegante. Quase diria bonito. A senhora dele, também.

Outra jornalista presente, Eliane Cantanhêde, do Estadão, certa vez saiu em defesa de Temer sugerindo que seus críticos estariam traindo o país: “Mas o esforço para derrubar Temer, neste momento, é trabalhar contra o Brasil”.

Além disso, qual o propósito de uma rede de televisão pública como a TV Cultura – supostamente uma alternativa à mídia dominante com fins lucrativos – se acaba por oferecer uma plataforma para esses mesmos veículos de comunicação corporativos em momentos jornalísticos de tamanha importância?

A entrevista foi iniciada com um tom relativamente sério, porém, extremamente amigável. No primeiro bloco, foram feitas diversas perguntas relevantes, como: por que o grande aliado de Temer, Romero Jucá, comprometido pelas gravações de Sérgio Machado, se tornará líder do governo no Senado e se são verdadeiras as alegações de que Temer recebeu R$ 10 milhões da Odebrecht em doações de campanha ilegais. Ainda assim, não foram realizadas perguntas complementares após as respostas do presidente, nenhum pedido de esclarecimento foi feito sobre as perguntas que foram descaradamente evadidas e muito pouco esforço foi colocado na elucidação das diversas contradições e alegações infundadas de Temer. Essa foi a parte boa da entrevista.

A PARTIR DAÍ, O ENCONTRO decaiu para um nível tão fútil e constrangedor que foi preciso assistir à entrevista diversas vezes para crer no que os olhos viam. Com o passar dos minutos, ficava cada vez mais claro que o político e os jornalistas, que evidentemente o adoram, se inclinavam a um terno abraço coletivo. Quando a entrevista chegou ao terceiro bloco, já estavam todos gargalhando e rindo com considerável pujança das piadas insossas do presidente, como fazem empregados de baixo escalão na primeira semana de emprego para agradar o patrão. Assistindo à entrevista, era possível se sentir como uma mosca na parede de um coquetel de gala da família real, onde os convidados de honra – não completamente bêbados, mas relaxando à medida que incrementavam o nível etílico com taças e mais taças do mais requintado Chardonnay – exploravam os limites da decência no comportamento social.

No quarto e último bloco, as estrelas da mídia pareciam tão cansadas de manter a máscara jornalística, que optaram por deixá-la cair, libertando-se completamente. Ao fim do caloroso bate-papo, o grupo fofocava com o presidente sobre seu palácio preferido, seu estilo antiquado de oratória que lhe confere um charme invejável, o primeiro encontro com a esposa Marcela e como se apaixonou por aquela que viria a ser mãe de seu filho, e seus ousados planos para o mundo literário.

✔@BlogdoNoblat Por pouco, Temer não perdeu o contato com Marcela, sua atual mulher, depois de tê-la conhecido. É o q ele conta no Roda Viva, logo mais.

Se um desavisado começasse a assistir à entrevista sem saber quem é Temer, poderia facilmente achar que o entrevistado era um vovô simpático, famoso por suas melodias delicadas de Bossa Nova, em vez do líder político profundamente impopular que chegou à presidência através do controverso impedimento de uma presidente eleita democraticamente, que milhões de brasileiros consideram um golpe, e diversas instituições e líderes de todo o mundo considerem um ataque à democracia.

COMO RESULTADO DA CONVERSA FIADA, inúmeras questões cruciais foram ignoradas. Os jornalistas perguntaram diversas vezes a Temer se ele pretendia concorrer à eleição em 2018, mas ignoraram – como a mídia dominante sempre faz – o fato inconveniente de que o TRE o declarou “ficha suja”. Embora tenham mencionado Serra quando falaram dos problemas da Venezuela, não demonstraram interesse no depoimento de Odebrecht, em que o Ministro das Relações Exteriores de Temer é acusado de receber R$ 23 milhões em um banco suíço, uma vez que o assunto não foi mencionado. A confissão recente de Temer a banqueiros internacionais em Nova York, de que o impeachment foi motivado por Dilma se recusar a aceitar as reformas econômicas propostas pelo PMDB, também foi completamente ignorada (acompanhando o completo descaso da mídia perante essa importante revelação).

O fato de que a maioria do país rejeita Temer e deseja seu impeachment foi algo que também escapou ao julgamento dos jornalistas. Embora o atual colapso financeiro do Rio de Janeiro tenha sido mencionado, isso serviu apenas para perguntar a Temer qual é seu plano para salvar os cariocas, ignorando o fato de que foi seu partido que governou tanto o estado quanto a cidade nos últimos anos. Os jornalistas tampouco encontraram tempo para perguntar ao presidente sobre o consenso entre economistas ocidentais que acreditam que o caminho mais perigoso que pode ser tomado por um país enfrentando crescimento econômico baixo ou negativo é a austeridade: exatamente o que está sendo imposto por Temer.

Mesmo que a entrevista tenha sido trágica, o que se seguiu conseguiu superá-la nesse quesito. Em uma transmissão ao vivo pelo Facebook, todos os jornalistas elogiaram e parabenizaram uns aos outros pelo excelente trabalho, como se comemorassem a vitória de seu time do coração. No meio da celebração da conquista do campeonato, o próprio Temer, sorrindo como pinto no lixo, olhando direto para a câmera, ofereceu ao público da rede social uma das poucas declarações honestas do encontro: “Eu cumprimento vocês por mais essa propaganda.” Arrancando, mais uma vez, gargalhadas subservientes de seus subalternos jornalistas.

No começo do ano, a respeitada organização Repórteres Sem Fronteiras rebaixou o Brasil para a 104ª posição em seu ranking de liberdade de imprensa – atrás de países como Chile, Argentina, El Salvador, Nicarágua, Peru e Panamá – em parte, porque a mídia dominante é controlada por um número ínfimo de famílias extremamente ricas, além de serem usados para fins de propaganda e ativismo político, em vez de jornalismo. Fora a reconstituição dramática com ares de novela das oito das gravações de Lula e Dilma, a palhaçada vergonhosa que foi transmitida ontem à noite foi a caracterização mais fiel, e lamentável, dessa triste dinâmica até o momento.

As estrelas da mídia encontram seu presidente, por Glenn Greenwald e Thiago Dezan | GGN

12/11/2016

Se fazem isso na democracia, imagine na ditadura

ditadura e roberto marinhoA ditadura militar é um regime que tem na sua gênese a corrupção, porque não nasce de parto natural, mas por fórceps. Sem contar que o filho é fruto de estupro institucional. Quem acredita que algo gerado nestas condições pode ser melhor que a democracia deveria procurar tratamento. Imediatamente!

Matéria do insuspeito, já que parceiro, O Globo, de 2015, dizia que a União gastará R$ 3,8 bi com pagamento de pensões vitalícias a filhas de militares este ano”. Precisa desenhar?

A ditadura não surge do embate de ideias, mas da força bruta das armas em compadrio com a manipulação pelos grupos mafiomidiáticos, que serão seus parceiros e maiores beneficiários. Pensar que o silêncio sobre casos de corrupção é ausência de corrupção é de uma imbecilidade tão grande que não há adjetivos suficientes para qualificar tão baixo nível de cognição. Por exemplo, em protesto contra a PEC 241 foram ocupadas centenas de escolas e universidades por todo o país. Pense porque isso não interessa às velhas mídias? A Folha de São Paulo, envolvida na briga de bugio do PSDB, revelou que José Serra estava lavando 23 milhões na Suíça. Quantos minutos sobre isto viste no Jornal Nacional? Quantas capas da Veja? Viu alguma reportagem no Jornal Zero Hora? Pergunte-se, por quê!?

A única contribuição que regimes ditatoriais lega a pessoas desacostumadas à transparência é a ignorância. É uma espécie de embotamento que mata ou atrofia neurônios.

Se tudo isso não é suficiente para saber que nenhuma ditadura é boa, bastaria pensar quem são aqueles que apoiam golpes ditatoriais. Tome-se o exemplo da Rede Globo. Buscou por todas as formas dar o golpe em 1954. Não conseguiu. Mas não perdeu as esperanças. Graças ao golpe bem sucedido em 1964, a famiglia Marinho dona da Rede Globo é considerada a mais rica do Brasil pela Revista Forbes. Há dezenas de livros que explicam como a Rede Globo construiu seu império na ditadura. Posso citar duas fontes de cabeça para quem se interessar: Muito Além do Cidadão Kane e A História Secreta da Rede Globo.

Se você é gaúcho, nem precisa se interessar pela história da Rede Globo para entender como se captura capachos mediante distribuição de estatuetas. Embaixo do seu nariz está a RBS. Graças a ditadura a RBS tornou o RS e Santa Catarina sua capitania hereditária. Não por acaso só é considerado bom governante aqueles que se submetem aos seus interesses. Os demais não prestam.

Assim se explica porque não verás crítica à ditadura militar na velha mídia pelo simples fato de que eles, como vazou no famoso escândalo da Parabólica, não criticam parceiros. É até uma questão de gratidão. Então, para saber se está sendo enganado, basta observar para que lado apontam a Rede Globo e a RBS e seguir no sentido oposto. Não há erro, pode acreditar!

Se tudo isso não bastasse, pense no fato de que os militares são julgados por seus parceiros de farda. Imagine médico julgando médico, professor julgando professor, polícia julgando polícia. Bandido julgando bandido, mídia julgando mídia. Aliás, já viste um grupo de mídia, nem digo criticar, mas noticiar sobre outro grupo de mídia?! Captou!?

STM – Tribunal aumenta pena de três majores e um capitão que desviaram quase R$ 2 milhões do Exército

Por jloeffler – No dia 12/11/2016

Publicado em 11 de Novembro de 2016 às 08h51

O Superior Tribunal Militar (STM) aumentou a pena aplicada a quatro oficiais do Exército – três majores e um capitão-, acusados de montarem um esquema fraudulento, que desviou cerca de R$ 1,7 milhão do Centro de Pagamento do Exército (CPEx). O major, tido como chefe do esquema, vai cumprir quase 10 anos de reclusão, em regime fechado.

Em um voto extenso, o ministro relator, Cleonilson Nicácio Silva, disse que a conduta do major se revelou egoísta, com meios inescrupulosos e modus operandi improbo, o que implicou na majoração da pena aplicada.

Segundo a denúncia do Ministério Público Militar, em de abril de 2002, o Centro de Pagamento do Exército (CPEx) identificou a realização de vários pagamentos, a pensionistas, processados indevidamente. Durante as investigações, foi constatada a implantação de mais de 50 pensionistas laranjas.

A promotoria informou que fichas-cadastro implantadas no Sistema de Pagamento do Exército tinham erros grosseiros, como pensionistas e instituidores não cadastrados no sistema da Seção de Inativos e Pensionistas (SIP), processos não localizados, contas invertidas e valores indevidos, inexistência de desconto de Imposto de Renda, melhoria de pensão e pensão ainda não julgada, saques de parcelas remuneratórias não cumulativas, alteração de compensação orgânica com base na mudança de posto de referência e inexistência no banco de dados do CPEx dos endereços desses pensionistas.

Perícia -Os peritos de informática constataram que as pessoas haviam sido implantadas supostamente no Comando da 1ª Região Militar (Cmdo 1ª RM), situado no Estado do Rio de Janeiro. Todavia, após a análise dos arquivos, comprovou-se que as implantações estavam associadas ao Órgão Pagador da 15ª Circunscrição de Serviço Militar (15ª CSM), situado no Estado do Paraná.

Foram implantados, de forma irregular, 54 pensionistas fantasmas. Todas as contas bancárias identificadas nos cadastros dos falsos pensionistas foram abertas na Caixa Econômica Federal, em agências situadas principalmente nos Estados de Pernambuco e da Paraíba, sendo que todas, com exceção de três contas, foram abertas no primeiro trimestre de 2002. Dos 54 falsos pensionistas, apenas quatro não tiveram seus nomes utilizados na execução de qualquer pagamento, disse a denúncia.

Os peritos de informática verificaram que, para a realização da fraude, foi necessária a criação de programas, que alteravam as rotinas previstas feitas dentro do Sistema de Pagamento de Pessoal do Exército (SIAPES) e com códigos pessoais de militares do próprio CPex.

Duas frentes criminosas

Em depoimento, um sargento da unidade militar afirmou que fez as modificações, cumprindo ordem verbal de um major, utilizando planilhas que lhe foram entregues por ele, também, por outro oficial, o major chefe do esquema. Depois das inserções das planilhas, os arquivos de pagamento eram transferidos para o computador de grande porte, instalado no Centro Integrado de Telemática do Exército (CITEx).

Dos pensionistas que receberam pagamentos irregulares do Exército, verificou-se que muitos eram parentes por afinidade de um dos oficiais, residentes principalmente nos estados de Pernambuco e da Paraíba.

Ainda de acordo com Ministério Público, a fraude foi feita em duas frentes: a primeira, realizada no CPEx, foi responsável pelo planejamento e pela execução das mudanças na rotina de pagamento do Exército por parte dos oficiais; e a segunda, em algumas cidades dos Estados de Pernambuco e da Paraíba, onde foram recrutadas diversas pessoas, para abrirem contas de caderneta de poupança na Caixa Econômica Federal, com a promessa de receberem um benefício do Governo ou um emprego futuro, dentre outros argumentos apresentados, sob a condição de não ficarem com a posse dos cartões magnéticos.

Esse recrutamento, informou a promotoria, teve a participação direta de seis civis, todos cunhados de um dos militares do CPEx, e, ainda, a participação de outros dois civis. O grupo ficava com a posse dos cartões magnéticos das contas de poupança dos falsos pensionistas, possibilitando os diversos saques e movimentações bancárias que foram realizados.

De acordo com o laudo pericial contábil, foram desviados para as contas de poupança dos falsos pensionistas o montante de R$ 1.767.924,13, sendo revertido para o CPEx a quantia de R$ 971.886,23, restando como prejuízo para o Exército Brasileiro o valor original de R$ 796.037,90. Ainda de acordo com o Ministério Público, com os valores corrigidos, a fraude causou um prejuízo de R$ 3,4 milhões, em valores atuais.

Dos diversos saques efetuados nas contas dos falsos pensionistas, vários foram filmados pelas câmaras da Caixa Econômica Federal , o que possibilitou a identificação de alguns dos autores dos saques, bem como de algumas movimentações financeiras, realizadas nessas contas dos réus.

Denúncia -Diante das provas coletadas, o Ministério Público Militar (MPM) denunciou diversos militares e civis, que foram identificados como integrantes do esquema criminoso operado dentro do quartel do Exército. O Cpex é o órgão do Exército responsável pelo pagamentos de todos os militares da Força, pensionistas e servidores civis.

Agindo em co-autoria, sustentou a acusação, os réus obtiveram vantagem pecuniária ilícita em prejuízo do Exército Brasileiro, que foi mantido em erro, mediante modificações fraudulentas nos programas do Sistema de Pagamento; crimes de estelionato praticados pelos civis, crimes de receptação e peculato, por parte dos militares.

Todos foram denunciados à Justiça Militar da União (JMU), na Auditoria de Brasília, em 21 de janeiro de 2003. E, desde então, o processo se arrastou com inúmeros recursos, inclusive pedidos diversos de perícias. Somente a Sessão de julgamento foi adiada 17 vezes, muitas delas em virtudes do não comparecimento dos réus ou de suas defesas.

Julgamento -Em Sessão de 25 de novembro de 2014, o Conselho Especial de Justiça da 1ª Auditoria da 11ª CJM julgou e condenou quatros oficiais do Exército e dois civis. O major, considerado chefe do esquema, recebeu a pena de cinco anos e cinco meses de reclusão. Um outro major foi condenado à pena de cinco anos e quatro meses de reclusão; um capitão e outro major, ambos, à pena de três anos e nove meses de reclusão, todos por estelionato, crime previstos artigo 251 do Código penal Militar, em regime semiaberto e o direito de apelar em liberdade.

Dois civis também foram condenados à pena de três anos de reclusão, também por peculato. Foram absolvidos, um capitão, um subtenente, dois sargentos e dois civis por não terem cometido crime algum, decidiu os juízes de primeiro grau.

Inconformadas com as condenações, as defesas dos quatros oficiais resolveram apelar junto ao Superior Tribunal Militar (STM).

Ao analisar o recurso, nesta terça-feira (9), em um julgamento longo, de mais de 8 horas de duração e finalizados às 22h30, e com 14 recursos preliminares, o relator, ministro Cleonilson Nicácio Silva, resolver manter as condenações e aumentar a pena aplicada a todos os quatro oficiais.

Em seu voto, o ministro destacou a participação de um deles, o major tido como chefe do esquema montado dentro do CPex para desvio de dinheiro público. A defesa do oficial pediu a absolvição dele, sustentando a (…) falta de prova material do cometimento da infração (…) ao argumento de que (…) não há nada, nestes autos, que demonstre que o acusado (…) tenha, de alguma forma, causado qualquer prejuízo ao erário pela inclusão de falsos pensionistas no sistema de pagamento (…).

Para o relator, a defesa não tinha razão, uma vez que foram comprovadas a autoria, a materialidade e a culpabilidade do réu. Ele sustentou também que os autos comprovam que o acusado foi um dos idealizadores e principais executores da empreitada criminosa. Afinal, ordenou a criação de programas que alteravam a rotina de pagamento da Força Terrestre, possibilitando a inclusão de falsos pensionistas.

Além de manter a condenação, o ministro decidiu por aumentar a pena imposta ao major para 9 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão e definiu o regime fechado para o cumprimento da pena.

Sopesaram em seu desfavor a intensidade do dolo ou grau da culpa, o modo de execução, os motivos determinantes e a insensibilidade, a indiferença ou o arrependimento após o crime. Impõe-se o reconhecimento desfavorável dessa circunstância, afinal, o réu manipulou seus subordinados para a criação de programas de informática que alteravam a rotina do pagamento dos pensionistas do Exército Brasileiro, evidenciando o elevado juízo de censura de sua conduta.

O acusado agiu de forma premeditada, organizando e planejando a prática delituosa, atuando, até mesmo, na cooptação de indivíduos humildes para que abrissem contas correntes na Caixa Econômica Federal com objetivo de receber indevidamente importâncias em prejuízo da Administração Militar, fundamentou o relator.

O segundo major, foi condenado à pena de 8 anos e 9 meses de reclusão, em regime fechado; o terceiro major, à pena de pena de 5 anos de reclusão, em regime semiaberto e o capitão, à pena de 4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, em regime semiaberto.

Os demais ministros do STM, por maioria, acompanharam o voto do relator, que manteve a condenação e exasperou a pena impostos aos militares do Exército.

Fonte: Superior Tribunal Militar

Copiado de:  http://www.sintese.com/noticia_integra_new.asp?id=404025

Praia de Xangri-Lá – Saiba tudo o que REALMENTE acontece em Xangri-Lá

12/10/2016

Golpe deixa como legado um recorde de abstenção e votos nulos

OBScena: lista de investigadores, promotores e juízes da RBS

RBS

Soma de votos brancos, nulos e abstenções "venceria" 1º turno em nove capitais, incluindo Porto Alegre”. Este é o resultado do golpe paraguaio e que passa batido nas velhas mídias. As vítimas do assalto não sufragaram nenhuma das alternativas. Este é, por exemplo, o resultado mais evidente do envolvimento da RBS na criminalização da política de seus adversários. Porque política boa, isenta, honesta, é aquela praticada por seus funcionários. Onde está a crítica da RBS ao PP gaúcho, pego todo e por inteiro na Lava Jato? Alguém leu, viu ou ouviu a RBS, que domina 80% do mercado de informações do RS, criminalizar o PP devido ao seu quinhão na Petrobrás? Alguém tem notícia das reportagens do Grupo RBS mostrando a quantidade de empresários presos na Operação Lava Jato? Quando o jornal Zero Hora fará gráficos comparando a quantidade de políticos presos com a dos empresários, defensores e finanCIAdores das livres iniciativas? Nunca, jamais verás um grupo de mídia como este. E sirvam nossas patranhas de modelo a toda terra…

Algo muito semelhante correu o Brasil. E na cidade do bairro Liberdade, que abriga a maior comunidade de japoneses, sagrou-se vencedor um Sílvio Berlusconi bonsai. O paradoxo que explica a desilusão com a democracia é aquele segundo o qual não se pode votar em lavrador, só em lavador. Os desamparados se abstiveram, votaram em branco ou nulo, mas os golpistas batedores de panela contra uma presidente honesta escolheram um lavador. Contra o espaço público, sufragaram a privada…

O pior legado do golpe contra os 54 milhões de votos dados à Dilma ficou registrado nas urnas em 2016. Só no primeiro turno, as abstenções, votos em brancos e nulos chegam aos 54 milhões de votos. No segundo turno a tendência é aumentar ainda mais.

E faz todo sentido. Para que serve o voto se a famiglia da Rede Globo, num tropeção, joga no lixo.

Por conveniência, a velha mídia faz questão de não se debruçar sobre o recorde negativo da democracia. Os roubados ou não compareceram às urnas, ou votaram em branco e até mesmo anularam. Para que votar se depois uma quadrilha pode, mediante o uso de uma rede de televisão, fazer chicana com nosso voto.

O golpe pode ter sido um tropeço da democracia, mas a participação da Globo, cancelando todo uma rodada do Brasileirão, para transmitir o show de horrores conduzido por uma personagem emblemática do Golpe Paraguaio, Eduardo CUnha, não foi tropeço. Pelo contrário, foi amadurecendo desde a derrota do amante da funcionária Miriam Dutra. Quando FHC foi apeado, houve luto nos grupos mafiomidiáticos. Na RBS aportaram Pérsio Arida e Pedro Parente, que agora é devolvido para destruir a Petrobrás.

A pergunta que não quer calar: Por onde anda Eduardo CUnha?! E aí, convenhamos, não se trata de ve-lo preso, porque não se trata disso. Não fosse ele, a Rede Globo escolheria outro. Como escolheu e premiou Joaquim Barbosa para prender o Genoíno, que o Eugênio Aragão sabe inocente. Aliás, que acidente geográfico a Rede Globo soldou com estatuetas, Miami à Suíça. Todo mundo sabe que a Suíça lava mais banco. Agora tudo mundo sabe que o Panama Papers desbancou, juntos, Suíça e Liechtenstein. E não se fala mais nisso. Os idiotas úteis, agora batizados de midiotas, não se perguntam e  não entendem a pergunta: cadê a Operação Zelotes, a Operação Ouro Verde (Portocred)!?

A RBS, sozinha, tem mais participação no atual governo que o povo gaúcho. Não se trata apenas de seus dois funcionários, Lasier Martins e Ana Amélia Lemos, teúdos e manteúdos do golpe. Mas também Augusto Nardes, Eliseu Padilha e Pedro Parente que fazem às vezes de parceiros. Não paira a menor dúvida de que estes representam mais os interesses da RBS do que do povo gaúcho.

05/10/2016

Campanha bilionária do Temer tira jornais do vermelho

Esta semana deve ser de alegria nas redações dos dinossauros. A fatura do golpe chegou mais rápido do que se imaginava. A parceria que deu o golpe em Dilma está sendo salva com uma derrama de verbas nunca vistas. Até o Governador do RS, José Ivo Sartori, que todos os meses parcela os salários dos servidores públicos do Estado, investe maciçamente em marketing institucional nos múltiplos veículos da RBS. Não é sem motivos que todos os jornalistas são adestrados para só falarem bem do PMDB e PSDB, e carregarem nas cores quando se trata do PT. Como diz o ditado, uma mão lava a outra; as duas, a bunda!

A criminalização do PT, com perseguição a Lula e Dilma foi orquestrado e conduzido pelos grupos mafiomidiáticos. O resultado do sucesso obtido, ao contrário do bolo do Delfim Neto, começa a ser esquartejado e distribuídos aos tributários do golpe paraguaio.

O que a esquerda em particular, e as pessoas de caráter de um modo geral, deveriam entender é que Michel Temer, como Aécio Neves, Eduardo CUnha ou FHC são meros ventríloquos nas mãos da velha mídia cuja égua madrinha é a Rede Globo. Não fosse Temer, a Globo encontraria outro para botar no lugar da Dilma. Tanto é que bastou Faustão achincalha-lo no ar para que ele imediatamente abrisse os cofres para abastecer o duto que enferrujou nos governos Lula e Dilma.

Na semana passa descobriu que a Folha de São Paulo, um panfleto a serviço do PSDB, tinha tido um amento de 78% publicidade na Folha/Uol, Época cresce 900% e para Jornal O Globo, 230%. Quando folheares qualquer jornal ou revista com esta propaganda saberás não só onde está indo o seu imposto, mas qual é a senha que a imprensa no golpe. São provas que prescindem da aplicação da teoria do domínio fato…

Temer lança campanha com duplo sentido, para "tirar o Brasil do vermelho"

O presidente Michel Temer deu início nesta quarta-feira (5) a uma campanha publicitária com críticas ao governo Dilma; a peça, que foi publicada em diversos jornais de grande circulação e deve chegar em breve à televisão e ao rádio, traz um slogan propositadamente com duplo sentido: "vamos tirar o Brasil do vermelho", que além de pregar o equilíbrio fiscal também pode estimular ódio político contra o PT, a partir do próprio aparato estatal

5 de Outubro de 2016 às 04:48 // Receba o 247 no Telegram

247 – O presidente Michel Temer deu início nesta quarta-feira (5) a uma campanha publicitária com críticas ao governo Dilma. A peça, que foi publicada em diversos jornais de grande circulação e deve chegar em breve à televisão e ao rádio, traz um slogan propositadamente com duplo sentido: "vamos tirar o Brasil do vermelho", que além de pregar o equilíbrio fiscal também pode estimular ódio político contra o PT, a partir do próprio aparato estatal.

A divulgação da campanha, na semana passada, já havia provocado polêmica e o governo chegou a voltar atrás quanto ao slogan, adotando um tom mais light e menos controverso. No entanto, a opção pelo gesto provocativo prevaleceu.

O esforço publicitário é uma tentativa de Temer para justificar um projeto na Câmara que prevê o congelamento dos gastos públicos por 20 anos. O material não cita explicitamente o nome de Dilma, mas cita 14 pontos negativos deixados pela gestão anterior. É uma tentativa nítida de comparar as contas do governo às finanças pessoais. "Quando um governo gasta mais do que arrecada quem paga a conta é você", diz o material.

A campanha chega após a divulgação de mais um pesquisa de popularidade negativa para Temer.

"De acordo com pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça, o governo Temer é reprovado por 39% da população. Apenas 14% classificam o governo como ótimo ou bom, em comparação aos 13% da pesquisa anterior.

A oscilação está dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais.

O levantamento aponta um aumento do percentual de pessoas que consideram a gestão Temer pior do que a de Dilma. A comparação desfavorável ao peemedebista subiu de 25% para 31%", diz reportagem na Folha.

Temer lança campanha com duplo sentido, para "tirar o Brasil do vermelho" | Brasil 24/7

22/09/2016

RBS e as origens do ódio

Filed under: Grupo RBS,Grupos Mafiomidiáticos,RBS,RS — Gilmar Crestani @ 7:28 am
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rbs (2)

A seguir uma pequena pedaço da longa biografia da RBS à serviço da plutocracia e contra a esquerda, registrado em maio de 2002 na Revista Imprensa, que de esquerdista não tem nada. De lá para cá a RBS, filiada da Rede Globo, só aumentou seus vasos capilares. Tirando Olívio Dutra e Tarso Genro, a RBS conseguiu capturar todo o espectro político do RS. Noves fora o PMDB, teúdo e manteúdo da RBS, também conseguiu eleger dois senadores extraídos de suas fileiras: Ana Amélia Lemos (do PP gaúcho), e Lasier Martins (do PDT gaúcho).

Portanto, quem acha que a Rede Globo é a fonte de todo ódio aos movimentos sociais é porque não conhece sua fiel escudeira no pampas. Se a Rede Globo está no Panama Papers, a RBS, juntamente com seu totem, Gerdau, está na Operação Zelotes.

Um editor declarou que o Grupo Clarín fazia “jornalismo de guerra” contra o casal Kirchner. Muito antes disso a RBS já fazia jornalismo de guerra contra o PT e a favor de seus asseclas. Ou alguém já viu a RBS criminalizar o PMDB por abrigar gente como Michel Temer, Eduardo CUnha, Romero Jucá, José Sarney, Eliseu Rima Rica, José Ivo Sartori e Sebastião Mello. Não, todo seu ódio é dirigido e concentrado contra seus adversários ideológicos.  Seus finanCIAdores ideológicos estão com ela no CARF, mas ninguém fica sabendo, porque a RBS detém um quase monopólio (80%) do mercado de informações no RS.

Quem primeiro foi denunciada, pelo Diógenes de Oliveira, de lavagem de dinheiro, nas Ilhas Cayman, foi a RBS. Os que vieram depois, como José Maria Marin, Ricardo Teixeira e toda trupe da Lista Falciani do HSBC apenas seguiram as pegadas da RBS.

Os catarinenses já conseguiram expulsar a família do estuprador de Florianópolis, agora falta os gaúchos!

"Rio Grande em pé de guerra", copyright Revista Imprensa, 05/02 – Pedro Paulo Venceslau

"Essa relação, que nas outras regiões do Brasil varia entre o conflito total e a subserviência financeira e política, no sul é marcada por um forte componente ideológico, típico dos pampas, onde toda discussão envolve paixão. Ou se está de um lado, ou de outro.

Nesse caso, de um lado está a RBS (Rede Brasil Sul), um império de comunicação formado por 60 emissoras de rádio e televisão e jornais, que aglutinam 86% dos leitores da grande Porto Alegre. Do outro, o PT (Partido dos Trabalhadores), que dirige a maior parte das prefeituras do Estado, incluindo Porto Alegre e Pelotas, as mais ricas cidades gaúchas, além, é claro, do governo estadual e da TV educativa do estado, a TVE que, segundo seu colega de partido e prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro, é operada de forma ‘stalinista’ por Olívio Dutra.

Redação do jornal Zero Hora: apesar da guerra contra o governo, petistas são maioria

A RBS está falindo. O Grupo, que enviaria dinheiro para o exterior e seria sonegador deimpostos, estaria prestes a quebrar – dispõe de R$ 0,38 de recursos próprios para pagar cada R$ 1,00 que deve. Sua situação é de liquidez geral. Ver-dade ou munição de guerra? Essas informações circularam em dezembro do ano passado em um dossiê de fazer inveja ao melhor dos arapongas da ABIN (Agência Brasileira de Informação). Via Internet, o calhamaço aterrissou na mesa dos principais políticos do Rio Grande do Sul.

Especialmente dos governistas. São nove páginas de verborragia, misturada com dados supostamente ‘inquestionáveis’ sobre a situação financeira da empresa. Ou seja, um banquete para o inimigo número 1 da Globo gaúcha, o Palácio Piratini, sede governo do estado. Foi lá que a reportagem de IMPRENSA, pouco depois de desembarcar em Porto Alegre, recebeu uma cópia do material.

Ao contrário dos dossiês secretos que correm pelos bastidores da corrida presidencial, o texto veio assinado e com o número do telefone celular do autor da matéria, ao lado do título.

Durante mais de um mês, o jornalista Nivaldo Manzano, ex-Gazeta Mercantil e colaborador da revista Caros Amigos, notoriamente simpática ao PT, se internou em Porto Alegre. Escutou supostos ex-executivos do grupo, freqüentou a Junta Comercial e dissecou documentos ‘inques-tionáveis’. O repórter voltou para São Paulo achando que tinha uma bomba em mãos. O curioso é que durante o período em que circulou pela capital gaúcha, o jornalista se dizia enviado pela revista semanal Carta Capital. Não era. ‘A matéria foi encomendada por uma agência de notícias de São Paulo, que eu não posso revelar o nome. Eles disseram que havia interesse da Carta em publicar, desde que ela fosse submetida a uma leitura prévia. Não sei o que aconteceu, mas a redação achou melhor não publicar’, afirma o jornalista.

Manzano nega que tenha jogado o dossiê na rede. ‘Eu mandei a matéria para o editor. Inclusive meu telefone estava lá. Não sei como foi parar na Internet’. Que editor? Ninguém sabe. Assim que tomou conhecimento da história, Mino Carta, o editor da revista, se apressou em desmentir a história no editorial. ‘Aviso aos navegantes. Sites na Internet estão divulgando um artigo intitulado ´A verdade escondida´, sobre o Grupo RBS, assinado por Nivaldo Manzano, que teria sido publicado em Carta Capital.

Essa edição simplesmente não existe e o artigo em questão não foi publicado e não será em qualquer outra’. A redação de Carta também nega que esse artigo tenha sido negociado com alguma agência de notícias. Pudera. O dossiê de Manzano mais parece um discurso de palanque, repleto de juízos de valor do começo ao fim. Só para citar um exemplo: ‘…fiel a sua estratégia de amealhar fortuna mediante o aumento do poder de influir sobre sua audiência, o clã Sirotsky sempre preferiu mandar em quem manda…’. Mino Carta nem precisava ter desmentido.

Para decepção de Manzano, seu material não repercutiu na mídia. Sequer despertou interesse em alguma publicação brasileira. Nem mesmo a CarosAmigos, única publicação de esquerda notoriamente estruturada, ou ainda jornais institucionais partidários se arriscaram a acolher o material. Executivos da RBS suspeitam que o dossiê faça parte uma ação silenciosa e discreta do governo para atingir a empresa no mercado. Motivos para isso não faltam.

Julgamentos à parte, é curioso o fato de uma agência de notícias bancar a viagem de um profissional ao sul, sem ter certeza de que a matéria seria publicada. Uma coisa é certa: o texto de Manzano acabou funcionando como munição em uma guerra declarada entre o primeiro e o quarto poderes. Durante quinze dias, a reportagem de IMPRENSA se debruçou sobre o tenso relacionamento entre maior vitrine petista do Brasil, o Rio Grande do Sul, e a mais importante afiliada da Globo no país, a Rede Brasil Sul.

Guerra é guerra

Imagine a situação. Você é governador do estado, portanto comanda a Polícia Militar, que por sua vez tem a obrigação de manter a ordem. Eis que centenas de militantes do seu partido partem em marcha até o imenso relógio da Rede Globo, que marca quantos dias faltam para o aniversário de 500 anos do Brasil. A intenção é clara: destruí-lo. O aparato, apesar de ser um bem privado, está instalado em uma praça pública da cidade, que foi alugada pela Prefeitura, dirigida por um companheiro de partido. Chegando no local, os ativistas, que fazem parte da sua base política, não perdem tempo. Avançam sobre o relógio, jogam tinta, dão pauladas, chutes e pedradas. A Polícia Militar só espera um comando para enfrentar os manifestantes. Basta um telefonema. Se isso acontecer, a praça pode se transformar em um campo de batalha e seus companheiros – assim como seus soldados – podem sair feridos.

No dia 22 de abril do ano 2000, o ex-sindicalista, ex-prefeito de Porto Alegre e governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra, viveu esse dilema. Ordenar ou não que a polícia entrasse em confronto com os militantes. Olívio optou pela vista grossa e, o símbolo da Globo, cravado em Porto Alegre, foi completamente destruído. No dia seguinte, como era de se esperar, a TV educativa do estado, que em última instância é pilotada pelo governador, minimizou o evento. Já a afiliada da Globo no Sul, a RBS (Rede Brasil Sul), usou toda sua estrutura de comunicação para repercutir e transformá-lo em um símbolo de intransigência, radicalismo e até fascismo por parte da militância petista e do governo. O jornal Zero Hora, carro chefe do jornalismo impresso da RBS, chegou a afirmar que secretários de estado participaram do quebra-quebra. Olívio sabia que ficaria mal com a opinião pública, e mesmo assim não se esforçou em impedir a realização do ato. Afinal, o Rio Grande do Sul vive uma guerra política, eleitoral e midiática.

E guerra é guerra.

De um lado está uma imensa máquina pública, pilotada por um partido de esquerda bem organizado, com ramificações rurais e sindicais. Essa máquina é composta pe-lo governo estadual e pelas principais prefeituras do Estado – incluindo a da capital. E conta com uma emissora pública de TV, a TVE, controlada, segundo facções do próprio PT, com mão de ferro pelo governador. Do outro, está um conglomerado de comunicação, dirigido por uma família politicamente liberal, mas conservadora: os Sirotsky, comandantes da afiliada da Globo, dos principais jornais do Sul do país e de 60 emissoras de rádio. Trata-se de um embate ancorado em três vertentes: ideologia, poder e dinheiro.

‘Não concordo com depredação, mas é compreensível que ela tenha ocorrido com o relógio da Globo. Afinal, a emissora tem um histórico de manipulação contra o PT’, disse para IMPRENSA Tarso Genro, prefeito de Porto Alegre e companheiro de Dutra. O quebra-quebra do relógio global não foi o primeiro nem o mais tenso embate a céu aberto entre o PT e os Sirostsky. Em julho de 1999, Dutra experimentava seus primeiros meses como governador do Rio Grande do Sul, quando uma multidão de ativistas ligados do PT partiu em passeata para a sede do jornal Zero Hora. Além das tradicionais bandeiras vermelhas da CUT, MST e PT, os militantes carregavam debaixo do braço uma infinidade de adesivos com o slogan: ‘RBS e Zero Hora mentem’. Ao chegar à sede do jornal, a multidão não perdeu tempo. Entupiu a fachada do prédio com os adesivos, cercou a portaria de entrada e hasteou uma bandeira vermelha do MST e outras duas da CUT, no mastro do jardim. Na redação do jornal, o clima ficou tenso. Sitiados e constrangidos, os jornalistas, em sua maioria simpatizantes do PT, não podiam fazer nada além de assistir ao ato pela janela. A resposta veio no dia seguinte, quando a editoria de política do jornal chamou os militantes de fascistas e incapazes de conviver com a democracia.

Começava assim o capítulo mais tenso dessa guerra que já dura doze anos. Nos últimos três, desde que o partido chegou ao governo do Estado, a artilharia de ambos os lados ficou mais pesada. Enquanto o governador e seu partido são acusados de perseguir jornalistas de oposição, orientar a PM a ignorar ou até participar de atos de vandalismo contra a RBS, além de usar dinheiro de bicheiros para montar a sede do partido, a RBS é apontada como responsável por uma sistemática campanha de difamação. É acusada, entre outras coisas, de lavagem de dinheiro no exterior e tráfico de influência.

Ódio antigo

O Grupo RBS e o PT começaram a se estranhar em 1988, quando o sindicalista Olívio Dutra protagonizou uma virada surpreendente, à semelhança de Luiza Erundina em São Paulo, e venceu as eleições municipais, contrariando todas as pesquisas de opinião que o colocavam em quarto lugar. Os favoritos eram o pedetista Vítor Faccione e o peemedebista José Fogaça. Em tempo: no pleito anterior, em 1982, o primeiro com eleições diretas depois do golpe militar, Olívio conseguiu parcos 55 mil votos.

A vitória petista na capital gaúcha levou ao poder um primeiro escalão mais radicalizado e intransigente que a cúpula do PT de Lula e Zé Dirceu da década passada – na época, socialistas assumidos. ‘Hoje nós fazemos a autocrítica daquela época. A gente tinha um impulso ideológico, doutrinário e programático muito forte, que já não temos hoje’, reconhece David Stival, atual presidente do PT do Rio Grande do Sul e um dos fundadores do partido no Estado.

Logo que assumiu a prefeitura, Dutra anunciou uma medida bombástica. O sistema municipal de transporte seria estatizado. Foi o suficiente para a opinião pública, que já via com muitas reservas a vitória da esquerda, partir para a ofensiva. ‘O PT atacou um pilar do capitalismo e isso deu margem para a imprensa conservadora ir para a ofensiva. Assim começou o clima de antagonismo. A RBS defende claramente o princípio do liberalismo’, explica o jornalista Norton Kapfel, chefe de reportagem da RBS TV, com 13 anos de casa no currículo. Apesar do efeito negativo na mídia, que surtiu a intervenção da prefeitura no sistema de transporte, Kapfel afirma que Porto Alegre tem hoje um dos melhores transportes coletivos do país.

Mesmo com a permanente tensão entre o PT e a imprensa gaúcha em geral, que atravessou os quatro anos do primeiro mandato municipal, o partido conseguiu eleger o sucessor de Dutra, Tarso Genro, o sucessor de Genro, Raul Pont e o sucessor de Pont, novamente Genro, o atual prefeito de Porto Alegre. A relação da mídia gaúcha com as administrações petistas foi se aprimorando ao longo das quatro gestões consecutivas. A exceção foi a RBS. ‘A relação do PT com outros veículos do estado, como o Grupo Caldas Jr, que publica o jornal Correio do Povo, o Jornal do Comércio e o Grupo Pampa, que faz O Sul é ótima. Só temos problemas com a RBS, que nos ataca sistematicamente’, afirma o petista Stival.

Efeito Dutra

Durante o processo eleitoral para o governo do estado em 1998, a guerra entre RBS e PT esteve no centro da campanha. Nos muros das cidades, nas camisetas dos militantes, nos gritos de guerra das passeatas e comícios, os slogans anti-RBS foram presença obrigatória.

O então governador Antônio Brito, que é jornalista e ex-repórter da RBS, começou a corrida disparado na frente, nas pesquisas de opinião. Tudo indicava que a reeleição seria uma bar-bada. Em segundo, estava o ex-prefeito Olívio Dutra.

Assim como na disputa anterior, o passado de Brito na RBS – ele foi repórter e editor da casa nos anos 70 – era um dos argumentos mais usados pelos ativistas do PT como prova ‘cabal’ da campanha que estaria sendo movida contra o partido. ‘O Brito é oriundo da RBS. É natural que a empresa tenha feito campanha para ele em 98 e faça esse ano de novo. Isso não sou eu que digo. Está na boca do povo’, afirma o militante Júlio César Stexer, filiado desde 84 ao PT, diante de uma tenda vermelha lotada de broches, camisetas e adesivos do partido, no centro de Porto Alegre. ‘Eu vendo mais de trinta adesivos destes por dia. Quer prova maior que essa?’, afirma Stexer, apontando para um exemplar do adesivo ‘RBS/Zero Hora mentem’.

Marcelo Rech, diretor do Zero Hora: ‘o PT patrulha’

As queixas não se restringem às bases. ‘A RBS age como um partido político aqui no sul. Eles são parciais. A posição anti-petista é transparente’, reclama a jornalista Vera Espolidoro, secretária de comunicação da prefeitura de Porto Alegre. Ela faz coro com seu chefe, o prefeito Tarso Genro, adversário de Dutra nas prévias do partido para a eleição estadual.

‘Em uma determinada parte da campanha, ficou nítida a preferência da RBS e o favorecimento à candidatura Brito. Pudera: a emissora está de acordo com o projeto neoliberal e tem uma visão caricata do partido’, diz Genro.

Entrada do Palácio Piratini, sede do governo gaúcho: QG de Dutra

No subsolo do Palácio, antiga Rádio da Legalidade segue funcionando A RBS, por sua vez, considera a tese petista uma teoria conspiratória. ‘O Brito trabalhou na RBS há muito tempo. Nunca existiu nenhum tipo de pressãopara apoiá-lo. Existe um patrulhamento ideológico muito grande por parte dos órgãos subservientes ao PT e por seus aparelhos políticos. Eles marcam em cima os jornais independentes e não aceitam críticas. O Zero Hora tem um padrão muito elevado de independência e credibilidade. Muita gente não entende isso’, responde o jornalista Marcelo Rech, diretor de redação do Zero Hora. O presidente da RBS, Nelson Sirotsky, por sua vez, acha que Brito tratava melhor os jornalistas do Grupo. Mas não por ser ex-funcionário da casa, e sim por ser um colega de profissão. ‘O ex-governador, por sua condição de jornalista, mantinha uma relação diferenciada com vários profissionais da RBS e também de outros veículos. Mas esse relacionamento não interferiu nas relações da RBS com o governo’, afirma.

Para entender a guerra eleitoral sem cair no campo da subjetividade e da paixão, basta fazer uma pequena pesquisa em cima do que foi exibido e publicado na época. Em seus editoriais, a posição do grupo RBS sempre foi abertamente contrária ao PT. No conteúdo jornalístico, entretanto, essa posição é bem mais discreta e pode ser interpretada de duas maneiras diferentes. Por um lado, a RBS diz que está cumprindo sua missão jornalística quando abre espaço para notícias sobre problemas na administração petista. Por outro, o PT afirma que a Rede Brasil Sul se deixa levar por factóides, potencializa denúncias, minimaliza os desmentidos e força a barra na edição de imagens.

O que é inegável , entretanto, é que entre os articulistas da Rede Brasil Sul predomina um forte sentimento anti-petista. E um generoso espaço é reservado diariamente a esses colunistas nos veículos do grupo. Coincidência ou não, o atual presidente da Assembléia Legislativa gaúcha, Sérgio Zambiasi, do PTB, um dos mais ardorosos opositores do PT no estado, é funcionário da casa. Ele apresenta um programa matinal na rádio Farroupilha e assina uma coluna diária no jornal Diário Gaúcho, ambos da RBS. Outro que é implacável com os petistas é o colunista José Barrionuevo, que assina a coluna política mais comentada de Porto Alegre, a Página 10, do Zero Hora. Barrio-nuevo, apesar de 30 anos de jornalismo político no currículo e de um passado de militância esquerdista na JUC (Juventude Universitária Católica), chegou a ser ameaçado de morte, em coro, por militantes do PT, durante a passeata que cercou a sede do jornal. ‘Não sou adestrado. O PT tem uma postura messiânica: ou tu crê, ou morre’, diz o jornalista. Entre informações, contra-informações e desmentidos, a corrida pelo governo chegou na reta final tecnicamente empatada. Brito esteve perto de vencer no primeiro turno, mas foi prejudicado por uma aliança entre o PT e o PDT, partido de Brizola, governador do Rio Grande em 1961 e que tem no Sul seu mais importante reduto.

Na véspera do pleito, a tensão entre RBS e PT atingiu seu ponto máximo. O Zero Hora foi obrigado a interromper a rodagem de sua edição dominical, que contava com uma pesquisa eleitoral do Ibope, depois que a Frente Popular, encabeçada por Olivío, emplacou um direito de resposta. A decisão favorável da Justiça Eleitoral se deu em função de um anúncio do PSDB, publicado dias antes na primeira página, em que Fernando Henrique aparecia pedindo votos para Antônio Brito. Milhares de exemplares que já haviam sido impressos sem o direito de resposta foram recolhidos por Oficiais de Justiça quepercorreram bancas em Porto Alegre, Pelotas e Santa Maria. A decisão deixou a cúpula da RBS enfurecida. No dia seguinte, na sessão de política, o jornal se defendeu. ‘Desde o regime militar, essa é a primeira vez que o Zero Hora sofre apreensão de exemplares’. Terminada a apuração, Olívio Dutra venceu por uma pequena margem de votos, contrariando, mais uma vez, as pesquisas de opinião, que davam ligeira vantagem para Brito.

Trincheira no subsolo

Com a vitória de Dutra, uma tropa jornalística de choque começou a se movimentar. No subsolo do Palácio Piratini, dois lances de escada abaixo da recepção, foi montado o quartel general de imprensa do governo. Uma verdadeira trincheira, onde vinte e cinco jornalistas acompanhados de mais algumas dezenas de funcionários assistem, diariamente, cada reportagem de TV, lêem linha por linha impressa nos jornais diários e ouvem todos os locutores de rádio. Nada que se fale sobre o governo deve passar desapercebido, especialmente se o comentário partir da RBS. Dutra, por sua vez, optou pela radicalização no trato com a mídia. Quem pegar pesado, responde na Justiça.

‘O governo adota uma prática não muito convencional em relação à imprensa. Diante das críticas, muitas vezes, opta por ações judiciais. O diretor de redação do Zero Hora, apenas para exemplificar, está sendo processado por um editorial crítico, mas respeitoso. Isso, para mim, é decorrente da infância política da nossa democracia’, reclama Nelson Sirotsky.

Em geral, o governo evita ações diretas do Estado contra jornalistas e opta por processos individuais, para evitar maiores constrangimentos. Contudo, até o primeiro escalão petista já se acostumou com a fama de governo que mais processou jornalistas na história gaúcha. ‘A liberdade de imprensa tem certos limites’, afirma o jornalista Jorge Correa, dirigente petista, ex-presidente do Sindicato da categoria e repórter do Zero Hora há quinze anos.

De longe o mais processado, o colunista Barrionuevo, que recentemente comparou, em sua seção, um secretário de Dutra a Goebels – o ministro da propaganda nazista -, agora se diz perseguido. ‘Meu nome foi colocado em uma lista de jornalistas que não podem receber informação do governo. Como se não bastasse, me processar virou uma orientação: existe uma dezena de processos contra mim. O pessoal do Palácio é truculento’.

Ouvindo os comentários do articulista, impossível não perguntar: como se sustenta uma coluna diária de política, regularmente recheada de furos relacionados ao PT, se não existe a menor relação de fonte com o governo? A chave está no próprio partido, segundo Barrionuevo: ‘o que eu digo sobre o Palácio é um décimo do que o pessoal do Tarso me diz sobre o Olívio. Estou chegando à conclusão que o PT moderno é mais odiado pelo Palácio que eu’. A resposta do articulista joga luz sobre outro embate que ocorre nos bastidores da política gaúcha: a disputa fratricida entre os partidários do prefeito Tarso Genro e os dutristas. A rusga ganhou notoriedade nacional durante a realização do II Fórum Social Mundial, realizado em fevereiro deste ano, em Porto Alegre. O prefeito acusou o governador de adotar práticas stalinistas na condução da TV Educativa gaúcha, depois que sua intervenção na cerimônia de abertura foi simplesmente cortada da programação na edição.

Além de arranhar a imagem do partido, a declaração desencadeou uma avalanche de críticas sobre o trabalho da TVE. A oposição afirma que não tem vez na emissora. A RBS diz que a TVE preserva o governador e não cobre as crises estaduais. Os tarsistas se dizem preteridos.

A atuação do núcleo de imprensa da Palácio não desagradou apenas veículos e profissionais que trabalham para a família Sirotsky. Processos e ofensivas contra jornalistas de oposição ao governo se tornaram rotina, independente do veículo. Essa postura irritou até militantes petistas históricos do Sul. ‘O Olívio se relaciona mal com a imprensa. Ele não assimila as críticas’, afirma José Carlos Torves, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul e dirigente do PT. Torves, que também costuma dizer que a RBS mente, foi o responsável por um movimento do Sindicato contra Guaracy Cunha, o Secretário de Comunicação do Estado e Denise Mantovani, a assessora de imprensa. Em meados do ano passado, um representante do Palácio telefonou para a redação da semanal IstoÉ , tentando interferir em uma matéria sobre a CPI do Jogo do Bicho, um dos calcanhares de Aquiles da administração Dutra. Segundo Guaracy e Denise, o repórter responsável pela pauta, Luis Milman não estaria qualificado para a matéria, uma vez que ele faz parte do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, opositor do governo. Os argumentos do Palácio não foram suficientes para evitar uma advertência pública por parte da Comissão de Ética do Sindicato. Vale lembrar que o Sindicato é dirigido pela corrente PT Amplo, do prefeito Tarso Genro.

Outro caso polêmico relacionado à imprensa local e o governo foi prota-gonizado pelo jornalista Helio Gama. Durante o processo eleitoral de 1998, Gama, então diretor da sucursal da Gazeta Mercantil do Rio Grande do Sul, publicou um suplemento especial exaltando a capacidade do Estado, leia-se de Antônio Brito, em atrair grandes empresas para a região. O PT entrou com recurso na Justiça Eleitoral e conseguiu um parecer favorável. A edição foi apreendida.

Gama, no entanto, afirma que Du-tra não esqueceu do episódio e cortou todos os anúncios da Gazeta, que representavam o grosso do fatura-mento. ‘Fiquei constrangido com essa história. Me senti responsável pelo corte. A Gazeta começou a dar prejuízo e então resolvi sair por conta própria’. Gama deixou o jornal em 28 de fevereiro de 2000. Coincidência ou não, pouco tempo depois, um anúncio de página inteira do Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul) foi publicado.

Relação delicada

Não é só na justiça onde se concentram as ações do governo relacionadas à Rede Brasil Sul. Uma das primeiras medidas de Dutra foi anunciar o fim do ‘monopólio da RBS’, na divisão das verbas destinadas à publicidade estatal. ‘Nós democratizamos a verba e nos recusamos a reforçar o monopólio dos veículos’ diz Felix Valente, coordenador de publicidade do governo. Ele afirma que a atitude não foi uma retaliação e sim uma tentativa de fortalecer pequenos veículos do interior, antes preteridos no planejamento de mídia do Piratini.

A medida desagradou a cúpula da emissora, que defendia um critério de investimento baseado nos índices de audiência. No governo anterior, o faturamento da RBS com publicidade do governo representava 2,5% do orçamento total do Grupo, uma vez que ela é responsável pelos maiores índices de circulação e Ibope. Na gestão Dutra, esse número caiu para 1%.

Depois das mudanças, reportagens e textos assinados por profissionais próximos ao partido começaram a circular pela Internet, especulando sobre uma séria crise financeira na Rede Brasil Sul, em função da reengenharia na divisão da verba publicitária. Os boatos foram desmentidos pela empresa: a parcela relativa à publicidade oficial é irrisória perto do fatu-ramento geral. A empresa fica com 60% da verba publicitária de todos os anunciantes privados do RS. O suficiente para manter-se independente das verbas estatais.

A nova regra, entretanto, colocou mais combustível relação entre a Rede e o governo estadual. Ao sentir que a tradicional campanha petista anti-RBS ganharia fôlego, o Grupo tratou de tomar algumas providências para defender sua credibilidade. O primeiro passo foi contratar como colunista da casa ninguém menos que Lula, o eterno presidenciável do PT. Com sua assinatura em 2 mil toques semanais, ficaria difícil para os ativistas falar em parcialidade. O segundo foi lançar uma campanha ousada de publicidade, onde expoentes de esquerda do estado, entre líderes estudantis e sindicais, apareciam criticando de forma entusiasmada os veículos da família Sirotsky. O mote era: ‘Existem as mais diversas opiniões. Um jornal deve abrir espaço para todas’. Durante os três anos de administração petista, a RBS não deu trégua. Tudo que pudesse significar um arranhão na imagem do governo ganhava notoriedade instantânea. O maior trunfo da Rede foi uma CPI instalada na Assembléia Legislativa, dominada pela oposição, com o intuito de questionar a atuação do governo na área da segurança. Não havia em pauta qualquer denúncia de corrup-ção ou improbidade. O que se questionava, entre outros pontos, era se faltavam soldados na PM ou se o Instituto Geral de Perícia estava deixando de receber investimentos.

Nos noticiários de TV e jornais da RBS, as reportagens sobre a CPI vinham invariavelmente acompanhadas de cenas de violência urbana ou de histórias dramáticas de vítimas. O ponto alto da crise, entretanto, se deu quando o jornal Diário Gaúcho, o braço popular da Rede, denunciou o envolvimento de policiais e deputados com o jogo do bicho. O ‘furo’ ganhou contornos dramáticos quando o ex-tesoureiro do PT no estado, Jairo Carneiro – expulso do partido por suspeita de desvio de recursos – ligou para a redação para fazer uma denúncia grave. Ele afirmava para o editor do jornal que um consórcio de bicheiros teria doado R$ 600 mil para a campanha de Olívio Dutra, através de uma entidade chamada Clube da Cidadania. Desnecessário dizer que a RBS colocou o assunto no alto da página e no horário nobre.

O caso ‘Carneiro’ acabou na Assembléia Legislativa. A oposição não perdeu tempo e deu uma carona para o ex-tesoureiro na CPI da Segurança Pública. ‘A CPI mudou completamente de rumo. Atropelou o regimento, criou fatos políticos e deixou de abordar a segurança pública’, afirma Denise Mantovani, assessora de imprensa do Governador Olívio Dutra.

A cúpula da RBS acha que as reclamações petistas não passam de teoria conspiratória do núcleo Piratini. E defende a sua cobertura. ‘Eu não estou aqui para sacanear com ninguém. Mais de 300 pessoas trabalham no Telejornalismo da RBS, duvido que alguém te diga: vamos sacanear o governo’, afirma Rui Costa Jr, diretor de jornalismo da RBS TV.

Com as novas denúncias, o episódio ganhou manchetes nacionais, merecendo até uma série de reportagens no Jornal Nacional. O lance mais inusitado do episódio do jogo do bicho ocorreu quando o presidente do Clube da Cidadania, Diógenes de Oliveira, foi convocado para depor. Ele tentou virar o jogo e apresentou uma série de documentos tentando provar que a RBS possui empresas em paraísos fiscais e que estaria em vias de quebrar financeiramente. Foi o suficiente para o PT lançar mais uma leva de adesivos e bandeiras com o slogam: ‘RBS lava e leva para Cayman’. O desenlace da crise com o jogo do bicho chega a ser cômico. O depoimento de Carneiro era aguardado pela oposição e pela RBS como uma bomba que feriria de morte a administração Dutra. Mas, para surpresa geral, quando chegou ao plenário, em frente às câmeras e ao vivo para todo o Rio Grande, o ex-tesoureiro simplesmente desmentiu tudo, dizendo que inventou a história para se vingar do partido que o expulsou. A CPI da Segurança Pública segue até hoje como uma das principais atividades da Assembléia. Segue, também, como uma das pautas preferidas dos noticiários da RBS. Já o caso do bicho esfriou. Principalmente depois que o ministério Público Estadual arquivou a denúncia por ausência de provas.

Com a proximidade da eleição estadual, a guerra entre o primeiro e o quarto poder do Rio Grande do Sul deve ganhar novo ímpeto. Dessa vez, entretanto, os dois lados entram no pleito mais calejados. Afinal, 14 anos é tempo suficiente para a mídia e o poder propriamente dito se adaptarem a um fator inerente a qualquer democracia saudável: a dialética.

Quando o ex-repórter Antônio Brito relembra seus quatro anos como governador do Rio Grande do Sul, ele faz questão de frisar que mantinha um ótimo relacionamento com a imprensa. Uma prova disso seria o fato de ele ter se recusado a processar seus ex-colegas repórteres quando passou para o ouro lado do balcão. Apesar da fama auto-proclamada , Brito é autor de um processo inusitado e inédito na história do jornalismo brasileiro. Ele pede indenização ao segundo maior grupo de comunicação, o Caldas Jr, do qual faz parte o jornal Correio do Povo, a Rádio e a TV Guaíba, por não aparecer como objeto de pauta. Isso mesmo. Enquanto a maioria dos governantes vai à justiça reclamar de injúria, calúnia e difamação, Brito pede para voltar a ser notícia.

O veto teria sido ordenado quando Brito ainda era governador, durante um dos episódios mais polêmicos de sua administração. Em 1997, o Governo do Estado iniciou um processo de desestatização, anunciando que iria vender a Companhia Riograndense de Telecomunicações. Entre os principais consórcios que se apresentaram para disputar a licitação, estavam um encabeçado pela RBS e outro pelo Grupo Caldas Jr.

A família Sirotsky foi a vencedora, o que causou a ira de Renato Ribeiro, dono da Caldas Jr. Segundo consta no processo, esse seria o motivo de um veto a seu nome que dura até hoje. ‘O jornal Correio do Povo, principal veículo da requerida, a Rádio Gaúcha e a TV Guaíba, controlados pelas empresas Rés, passaram a, sistemática e deliberadamente, omitir o nome do peticionário de todas as notícias. O Autor do presente simplesmente sumiu do noticiário’, diz o processo. Questionado sobre o veto, os representantes do Grupo são diretos: ‘Nada a declarar’. O ex-governador que o diga. (PPV)"

Observatorio da Imprensa – Materias – 8/5/2002

18/09/2016

Zelotes dos Zelotskys e das Zelites

Zelotes no pNão deu zebra, deu a lógica. A obsessiva caça ao grande molusco é a cortina de fumaça perfeita na tentativa de jogar, com a cumplicidade da velha mídia, a sujeira dos finanCIAdores ideológicos para debaixo do tapete. Enquanto o foco da força tarefa se concentra na produção fordiana de powerpoint contra Lula, o elenco que aparece nas mais variadas listas ri à toa.

Ninguém mais fala no elenco milionário que atua na Lista de Furnas, a Lista Falciani do HSBC, a Lista Odebrecht, Panama Papers, Operação Zelotes (CARF), Operação Ouro Verde(Portocred)?! A famiglias da Rede Globo, Gerdau, Banco SAFRA, Sirotsky estão escondidas atrás das cortinas de fumaça dos caçadores do grande molusco.

A caça a Lula aplaca o apetite da hienas hidrófobas cevadas pelo ódio fascista mas, principalmente, cria uma cortina de fumaça, um verdadeiro biombo, de proteção à plutocracia. Enquanto caçam Lula, Sérgio Machado  não entende o que foi feito de Eduardo CUnha, Cláudia Cruz, Aécio Neves, Andrea Neves, José Serra, FHC, Romero Jucá, José Sarney, Michel Temer, Eliseu Rima Rica e Moreira Franco. Eu sei, deitam e rolam.

Sabia que a operação Zelotes, sem Powerpoint, é maior do que a Lava Jato?

Publicado em setembro 17, 2016 por Luiz Müller Deixe um comentário

Luiz Carlos Trabuco, Joseph Safra e André Gerdau estão entre os mais de 50 indiciados

Dos JORNALISTAS LIVRES

Longe dos holofotes da grande imprensa, sem delações premiadas ou prisões preventivas, a operação Zelotes investiga fraudes contra a Receita Federal que podem chegar a R$ 19 bilhões. Empresas multadas pela Receita teriam pago a conselheiros para votarem a seu favor nos recursos apresentados ao CARF. A operação já indiciou 54 pessoas. E ainda faltam muitas.

O que seria então o “tal de CARF”?

Bem, é o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Quando uma empresa ou uma pessoa física é autuada pela Receita Federal, ela pode, em primeiro lugar, recorrer à própria Receita para não pagar ou para reduzir a multa. Se perder esse primeiro recurso e quiser continuar a recorrer, o julgamento em segunda instância é no CARF. Se o contribuinte ganhar no CARF, não caberá mais recursos à União. Se o contribuinte perder, ainda pode ir à Justiça. Bem poderoso esse CARF, não acha?

Mais incrível é que esse desconhecido CARF tem mais de 100 anos e tem 216 conselheiros. É bem antigo e bem grande. Desses 216, metade é oriunda da Receita Federal, auditores em final de carreira. A outra metade, “representando a sociedade”, vem das confederações da indústria, do comércio, da agricultura. São turmas compostas por esses conselheiros que julgam os recursos que lá chegam. O estoque atual em discussão no Conselho totaliza R$ 565 bilhões.

Como começou a operação Zelotes?

Em 2013, a Corregedoria da Receita Federal fez a denúncia de que havia um esquema de compra e venda de decisões dentro do Conselho. A Polícia Federal investigou e concluiu que, de fato, havia fortes indícios de irregularidades e fraudes em 74 julgamentos ocorridos após 2005. “Um pedido de vista valia 20, 30 ou 50 mil” dependendo do valor envolvido no processo, afirmou o deputadoPaulo Pimenta. Venda de sentenças e negociação para troca de conselheiros, são outros exemplos de irregularidades que estão sendo investigadas. Assim nasceu a operação Zelotes, que significa falta de zelo, nesse caso, pela coisa pública.

Quais empresas já estão indicidas?

Ontem, 15/09, foram indiciados diretores da Mundial S.A. e ex-dirigentes, incluindo um ex-presidente, do CARF. A Mundial, com 120 anos de existência, é resultado da fusão da Eberle com Zivi-Hercules. A empresa é conhecida por seus alicates, tesouras, cortadores, pinças, facas e talheres. O suposto prejuízo de R$ 43 milhões aos cofres públicos nem é tão expressivo em comparação com as denúncias anteriores que envolvem Bradesco, Safra e Gerdau.

Bradesco é suspeito de se livrar de multas de R$ 3 bilhões

Em julho, haviam sido denunciados o presidente Luiz Carlos Trabuco e mais 3 diretores do Bradesco. De acordo com a denúncia, a instituição tentou, em 2014, livrar-se de uma cobrança de aproximadamente R$ 3 bilhões no órgão. (Valor Econômico de 28/07/2016)

Processos administrativos contra Safra somavam R$ 1,5 bilhão

Em março, a Zelotes denunciou por corrupção ativa o banqueiro Joseph Safra, o banqueiro mais rico do mundo, segundo a agência de notícias Reuters. O Ministério Público federal ofereceu denúncia contra Joseph Safra e a diretoria da empresa por atos praticados em “processos administrativos fiscais, todos envolvendo a JS ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS S/A, sociedade empresária integrante do Grupo SAFRA, cujos valores discutidos somavam R$ 1.493.800,000,00 (um bilhão, quatrocentos e noventa e três milhões e oitocentos mil reais) em agosto de 2014, mas, atualmente, giram em torno de um bilhão e oitocentos milhões de reais”. (Íntegra da denúncia)

Gerdau é acusada de tentar evitar multas de R$1,5 bilhão

Em maio, foram indiciados André Gerdau e mais 18 envolvidos em suspeitas de corupção, tráfico de influència e lavagem de dinheiro. “A suspeita é que o grupo Gerdau tenha tentado evitar, por meio do CARF, o pagamento de multas que somam R$ 1,5 bilhão.” Afirma matéria do portal G1.

Valores assustadores e pouca repercussão nos meio de comunicação

Embora estejamos vivendo uma cruzada anti-corrupção no Brasil, a operação Zelotes ainda é muito pouco conhecida. Especialmente por telespectadores de nossas redes de televisão e nossos ouvintes de rádios. A sonegação é a corrupção decapitalistas e anunciantes. Seria essa a explicação para não estarmos todos com panelas em punho?

Para saber mais sobre a operação Zelotes:

1 Artigo Prá Lava Jato nada? Tudo! E pra Zelotes?, publicado em 17/05/2015 por Jornalistas Livres, emhttps://jornalistaslivres.org/2015/09/pra-lava-jato-nada-tudo-e-pra-zelotes/

2 Artigo Lava Jato e Zelotes têm diferenças gritantes, publicado em 02/05/2015 por Brasil247, emhttp://www.brasil247.com/pt/247/brasil/179310/Lava-Jato-e-Zelotes-tem-diferencas-gritantes

3 Artigo Zelotes: ex-presidente do Carf é alvo de nova denúncia do MPF, publicado por EBC agéncia Brasil, em 16/09/2016, emhttp://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2016-09/zelotes-ex-presidente-do-carf-e-alvo-de-nova-denuncia-do-mpf

14/09/2016

Estudo sobre o papel dos meios de comunicação no golpes contra a democracia

OBScena semiótica: mídia criminaliza Lula para beatificar FHC

midia (2)Hoje, os atentados contra a democracia partem dos grandes grupos de comunicação. Eles são os meios por meio dos quais se adestra a manada que engole sem mastigar qualquer merda que lhe enfiem na boca. Adestrada a manada, constroem o inimigo.

No Brasil recente o inimigo dos meios de comunicação é Lula. Enquanto Lula existir como animal político, há poucas chances de Aécio Neves e José Serra, os dois mais amados da plutocracia, serem sufragados. Basta pensar as razões que levam a Rede Globo a fazer farta distribuição de estatuetas. A captura, pela Rede Globo, não se dá exclusivamente infiltrando funcionárias como iscas sexuais. Miriam Dutra foi uma exceção. Mas o método Brasif, e ventríloqudos como FHC, não.

Na Argentina, o Grupo Clarín assumiu um jornalismo de guerra contra o casal Kirchner. No Brasil, jornalista da Folha entrega jovens que protestam à polícia. A Rede Globo já não consegue cobrir eventos públicos sem as camuflagens do Exército. Só os midiotas continuam adestrados pela Rede Globo. Qualquer pessoa medianamente inteligente já percebeu que a Rede Globo é muito pior que a máfia siciliana. A máfia se contenta em ter Eduardo CUnha, a Globo quer o poder central, a chave do cofre do Banco Central, e o poder de investigar, denunciar e julgar sobre tudo e todos.

Los medios y la democracia

A propósito del reciente golpe institucional en Brasil y de la participación de los medios de comunicación en él, Washington Uranga replantea el debate sobre el papel de los medios y los periodistas en la democracia y, en particular, en la Argentina.

Por Washington Uranga

El reciente “golpe institucional” en Brasil no podría comprenderse sin el protagonismo que en ese escenario tuvieron las grandes corporaciones mediáticas. De tanto afirmarlo, lo antes dicho se ha convertido en un lugar casi común y, por este mismo motivo, se corre el riesgo de desestimar la importancia que ello tiene para el ejercicio de la ciudadanía, para la libertad y para la democracia misma como sistema que busca hacer de la representación ciudadana la garantía de la igualdad de derechos. Lo cierto, lo real, lo concreto es que en Brasil los parlamentarios destituyeron, sin motivos fundados, a la Presidenta que había sido elegida por 54 millones de brasileños. Y para hacerlo contaron con la complicidad de los medios más poderosos que trabajaron el tema, construyeron sentidos, en algunos casos falsearon información y, por supuesto, jugaron sus propios intereses.

Lo ocurrido en Brasil ahora no hace sino poner en situación una realidad que atraviesa toda la región y que se ha repetido en varios países, apenas con diferencias menores y que vuelve a poner sobre la mesa del debate el papel de los medios y de los periodistas en democracia. Y abre nuevamente la posibilidad de pensar el asunto en Argentina.

El colombiano Omar Rincón, uno de los estudiosos latinoamericanos de la comunicación que más se ha dedicado al tema, en varios de sus escritos sostiene que “la democracia ha devenido una batalla mediática” y que “los medios de comunicación son la cancha donde se está jugando la democracia en América Latina”, para agregar en otro momento que “medios de comunicación y gobiernos luchan por el amor del pueblo” porque “los medios se retiraron de su rol de contrapoder y se asumieron como actores políticos; creyeron tanto en sí mismos que decidieron que con base en su poder moral y su tradición liberal y su libertad de expresión tenían derecho a juzgar, condenar, absolver, ordenar o gobernar”.

Son frases de distintos textos del pensador colombiano que todas juntas sirven para describir un proceso al que asistimos en todo el continente.

Manuel Chaparro, periodista español y doctor en Ciencias de la Información por la Universidad Complutense de Madrid, completa el panorama anterior advirtiendo “que la ciudadanía tenga que estar en silencio en una democracia es no sólo perjudicial sino peligroso” y “que los medios definan e interpreten el sentir, la inquietud y el deseo de los ciudadanos en función de intereses propios ocultos es desestabilizador”.

Y agrega el propio Chaparro que “la comunicación debe promover como objetivo el empoderamiento de la sociedad civil, su capacidad de respuesta crítica, su participación desde el manejo de una información comprometida con la verdad. La información en los medios de masas debe responder a la necesidad de facilitar claves para comprender la realidad. Responder a los desafíos y los problemas no es posible sin un sistema de información y comunicación verdaderamente democráticos”.

Entonces ¿cuál es el papel que los medios de comunicación y los periodistas pueden y deben jugar en el sistema democrático?

Las respuestas están en las afirmaciones de Chaparro señaladas líneas más arriba.

– Empoderamiento, participación y respuesta crítica de los actores de la sociedad civil a partir del manejo de información veraz, plural y diversa, en fuentes, en argumentos, en vocerías.

– Colaboración en ofrecer claves de lectura para la interpretación de lo real, para comprender las situaciones de la vida cotidiana. Claves de lectura que deben entenderse como herramientas para interpretar y no como anteojos o recetas fijas y predeterminadas.

En definitiva: un ejercicio pleno del derecho a la comunicación, en el que los periodistas, los comunicadores en general, profundicen su tarea de facilitar el diálogo público en el espacio público, como profesionales pero también como actores comprometidos de una sociedad democrática que necesita del aporte de cada uno y de cada una para seguir construyéndose y consolidándose.

Y tal como lo viene sosteniendo en sus diversos pronunciamientos en la Argentina la Coalición por una Comunicación Democrática (CCD), garantizar lo anterior no puede ser apenas una decisión individual de los dueños de los medios o de los periodistas, sino que por tratarse de una cuestión que atañe a los derechos del conjunto de la ciudadanía, corresponde al Estado tener una participación activa y positiva para garantizar tales derechos. El debate sobre la nueva ley de comunicación que el gobierno dice impulsar genera una nueva oportunidad para que así sea, siempre y cuando los representantes abran sus oídos a la escucha de los diferentes actores involucrados.

Página/12 :: La ventana :: Los medios y la democracia

13/09/2016

13, o dia em que Eduardo tomou no CUnha

A política ama a traição mas, com o tempo, abomina o traidor” – Leonel Brizola

somos TODOSCUNHA

Pronto, o deus dos corruptos tomou no CUnha. E tinha que ser no dia 13, o número do PT. Apenas uma coincidência para a plutocracia expelir o bagaço que fez de sua vida uma luta contra o PT. Não foi o único, nem será o último, mas foi aquele por meio do qual, mediante mais um golpe, a cleptocracia tomou o poder de assalto. Nesta história todas, CUnha não é mais culpado que Aécio Neves, o primeiro a ser comido. Não foi Michel Temer que mudou a programação da Rede Globo, alterando horários dos jogos do Brasileirão 2016 para atiçar sua matilha contra Dilma.

Ninguém em boa razão diria que o PT não cometeu erros, que alguns de seus integrantes meteram a mão em pixulecos. Certamente cometeu muito menos do que aqueles que dão um golpe na democracia para instalar uma verdadeira quadrilha. Porque toda vez que alguém ligado ao PT era denunciado, a velha mídia escrevia PT com letras garrafais, induzindo os anencefálicos a odiar o PT.

Hoje Eduardo CUnha está lá estendido no chão. Não há na velha mídia a menor menção de que ele é do PMDB. Ninguém criminaliza o PMDB. Nos jornais gaúchos não há nenhuma menção que Eduardo CUnha, José Ivo Sartori, Eliseu Padilha e Sebastião Mello fazem parte do mesmo partido, o PMDB de CUnha, mas também de José Sarney, de Romero Jucá e Renan Calheiros. Puro Merda Droga e Bosta.

O que se pede é que o pixuleco não seja execrável e os bilhões no exterior sejam abençoados. Afinal, por que as doações empresariais para a campanha do PT são criminosos e mas as cifras ainda maiores ao PSDB são considerados doações do Vaticano. Talvez porque não conhecem as histórias do Banco Ambrosiano

O que era “somos todos Cunha” agora atende por somos todos suspeitos, comparsas que foram e são no golpe contra a democracia.

Fica registrada para a história a frase com o deus dos corruptos se despede dos comparsas com os quais administrou com casa de tolerância:

"É o preço que eu estou pagando para o Brasil ficar livre do PT.” Deve ser por isso que a manada de midiotas amestrados pela Rede Globo não compareceu à frente da FIESP para comemorar a queda do deus da corrupção. Porque, convenhamos, nunca houve luta contra a corrupção. Havia e há uma luta contra os programas sociais criados nos governos de Lula e Dilma. Quem criou programas que lotaram aeroportos, que levava filhos de lavradores e faxineiras aos bancos das faculdades, que levava luz e médicos para todos nos cafundós. Sempre foi por demais claro que qualquer iniciativa contra a corrupção que partisse de Aécio Neves, Rede Globo, Romero Jucá, José Sarney, FHC, José Serra não tinha nada de sério, muito menos contra a corrupção. Só corruptos e ignorantes acreditaram na luta contra a corrupção. A luta sempre foi contra tudo o que o PT representa.

Sim, o objetivo sempre, desde que Lula assumiu, criminalizar o PT. O ódio começou contra as políticas de inclusão social: a Rede Globo patrocinou um atentado à lógica cotidiana: “Não somos racistas”. Ali Kamel perpetrou seu biografia ao estilo Mein Kampf para destruir Lula e PT.  Por que ser contra as cotas sociais e raciais foi a razão de ser da Rede Globo em todo este período.

Pronto, o Brasil está se livrando de um abcesso. Quando se livrará do tumor, até quando a Rede Globo continuará patrocinando golpes?

03/09/2016

Dilma, vítima de um estupro mafiomidiático, sai maior do que entrou

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Dilma sai do golpe maior do que entrou. Já seus algozes, entraram anões e saíram ratazanas.

Dos bueiros abertos pela Rede Globo, RBS, Estadão, Folha de São Paulo, Veja saíram os autores do golpe paraguaio. Os grupos mafiomidiáticos são os autores intelectuais do golpe. Também por isso são os maiores beneficiários.

– Dilma não tem nada a ver com a Brasif, nem com Miriam Dutra. FHC e Rede Globo, tem!

– Dilma não tem nada a ver com Zezé Perrella. Aécio Neves, tem!

– Dilma não tem nada ver com o crime organizado e o PCC. Alexandre Morais, tem!

– Dilma não tem nada a ver com o Paraguai. Álvaro Dias, tem!

– Dilma não tem nada a ver com estupradores. Jair Bolsonaro, tem!

– Dilma não tem nada a ver com Eduardo CUnha. Michel Temer, tem!

– Dilma não está na Lista de Furnas, Lista Falciani, Lista Odebrecht, Panama Papers, Operação Zelotes, Operação Lava Jato. Os estupradores da democracia, sim!

– Dilma não foi delatada por ninguém. Rede Globo, RBS, Romero Jucá, Aécio Neves, José Sarney, José Serra, FHC, Eliseu Padilha, foram!

El ala rota

Por Sandra Russo

“Ahora no hay torturas, pero hoy también miro a los ojos a las personas que me juzgan, y todos nosotros seremos juzgados por la historia. Esta es la segunda vez en mi vida que, junto a mí, se juzga a la democracia”. Dilma Rousseff sabía, cuando comenzó su descargo antes de ser destituida, cuál sería el veredicto, porque nunca se trató de la investigación o constancia de un delito, sino de un juicio llevado adelante por la antipolítica que representan esos oscuros legisladores que a la hora de la vendetta, a la hora de levantar o bajar el pulgar, se exhibieron a sí mismos, ya en la Cámara de Diputados, en toda su pobreza moral e intelectual, gritando “¡Sí!” con invocaciones extrañas. “Por mis nietas”, “contra el comunismo”, “contra el Foro Social Mundial”, “por Dios” o “contra el populismo” fueron algunas de esas bizarras manifestaciones que decapitaron la democracia en Brasil. “Nunca cedí. Nunca cambié de bando”, dijo antes Dilma, pintándose en ese último capítulo de su gobierno, después de haber sido electa por 54 millones de personas, como un espécimen de la política de las convicciones, en oposición a la política de los intereses.

La mujer que nunca cedió es la misma adolescente de cabeza casi rapada que miraba fijo a jueces militares que se tapaban la cara en l970, cuando aquella militante de VAR Palmares de entonces 22 años fue condenada, torturada y encarcelada. La misma que varias décadas más tarde, después de la irrupción del neoliberalismo en los 90, unió su esfuerzo y su suerte a la de Lula. La misma que comprendió, junto a otros líderes y dirigentes de la región, que de desmontar la histórica farsa de la democracia latinoamericana y reconvertirla en una democracia representativa al servicio de los sectores populares se trataba el nuevo objetivo sincrónico que podía elevar a la región a un rango desconocido hasta entonces, después de dos siglos de pantomimas marcadas por el fraude, el golpe, la corrupción y la extranjerización.

¿A qué no cedió nunca Dilma? ¿Cuál es el bando al que siempre le fue leal? Aquella adolescente que integró el VAR Palmares como consecuencia del golpe militar de 1964, vivió, creció, maduró y fue la ministra de Energía de Lula y luego su sucesora. Los unía el mismo proyecto de país. No cambiaron sus ideas, cambiaron las circunstancias. La democracia es un término muy vago, muy abstracto, que sólo cobra vigor en los hechos de tanto en tanto. Básicamente implica reglas de juego. No existieron esa reglas de juego cuando la generación de Dilma y la de otros presidentes populares latinoamericanos tenían la edad de los jóvenes que ahora, nacidos y crecidos en democracia, de pronto ven asaltadas sus vidas por un orden extraño, que tiene las formas de la democracia pero que no la extiende a sus propias vidas. Que les saca derechos sobre sus propias vidas. Esta generación de jóvenes latinoamericanos, los de los países cuyos gobiernos fueron acusados de populistas y uno tras otro fueron siendo atacados y embestidos bajo diferentes formas de presiones bestiales, nacieron y crecieron bajo un ala que, aunque nunca se desplegó tanto como para amparar a todos, se extendía en ese sentido. Desde el cinismo del posicionamiento político, hoy muchos niegan lo que el pueblo sabe. Estos años marcaron vidas enderezadas por el ascenso social, y eso sólo fue posible porque no se cedió a las presiones. Las hubo ininterrumpidamente. Para no ceder, es necesario estar convencido más allá de cómo mida la imagen. Estos jóvenes nacieron y crecieron en países de culturas inclusivas, porque sus respectivos Estados coincidían, bajo diferentes estilos y medidas, en constituirse en los garantes responsables de ese tipo de bienestar.

El tipo de bienestar en el que creen quienes defienden los Estados inclusivos , es aquel que deviene del derecho de alguien sólo por la gracia de haber nacido. No es casual, ni fruto del peronismo del Papa, que sobre ese tipo de Estado caiga un halo vinculado a lo más elemental, lo más simple de la cristiandad o el humanismo. Las ideas que sostienen la defensa de los Estados inclusivos parte, en efecto, de ver en el otro, especialmente al más castigado, al último de la fila de atributos y dones, como a alguien de quien hay que hacerse responsable. El Estado inclusivo es una construcción colectiva elaborada desde los cimientos de una convicción moral. Es prepolítico. Es concebir la política de Estado, es decir, la esencia estatal, como la nodriza que da la leche de la madre ausente. Aquello que el último de los últimos no tuvo la suerte de recibir por el azar del nacimiento, tiene el Estado la obligación de proveerlo.

Pero no se hablaba de Estados inclusivos, al menos en América latina, cuando Dilma miraba fijo a los jueces militares que estaban por condenarla. El vértigo de la violencia que instauraron los golpes militares de los 70, y sus respuestas, obnubilaba. Cuando aquí en 1983, Alfonsín hizo llorar a millones de personas recitando el preámbulo de la Constitución, en este país se salía de una larga noche de siete años, y esa opresión nos hacía creer que el paso hacia lo constitucional sería el primero en un camino que seguiría por lo que también decía Alfonsín. Queríamos que la democracia curara, que alimentara, que educara. Creíamos que la democracia era eso. Y no lo fue.

Llevó muchos años, muchos muertos, mucho sufrimiento comprender que la democracia por sí misma, como simple regla de juego, no implica la equidad. Llevó una década perdida, de confusión y hechizo, de injusticia, de saqueo, comprender que a esa democracia inclusiva hay que llegar, que hay que tallarla, que si no queremos volver a perder nunca más las reglas del juego, que es lo único que garantiza un mínimo de civilidad, es ésa la lucha, la verdadera, la más clara, la más justa de las luchas a las que vale la pena adherir. La de hacer de la democracia no sólo un sistema, sino un lugar. Darle cuerpo y volumen a la democracia. Lograr que habite no sólo en las instituciones, sino sobre todo en cada ciudadano, en su vida privada, en su domingo en familia, en su paternidad, en su maternidad, en los anhelos que se pueden tener siendo realista, en la expectativa de los deseos satisfechos, en la chance de la felicidad.

El golpe de Brasil y el tembladeral en el que se ha convertido esta región y este país, vuelven a poner de relieve que todo nuestro esfuerzo como personas comprometidas con una idea del otro, con esa profunda idea de un Estado responsable especialmente de los más débiles, debe ser un motor. Un gran motor que nos guíe entre nuestras diferencias, porque es tan oscuro el tiempo que se avecina, que tenemos que echar mano de nuestra conciencia histórica. Eso sí nos une a muchos que pensamos diferente, pero que estamos de acuerdo en que la democracia, si no es inclusiva, es apenas una palabra y una fachada. De algún lugar se debería exprimir la empatía para encontrar la confluencia de las luchas y convertirlas en una sola.

Página/12 :: Contratapa :: El ala rota

A violência é o único argumento dos fascistas

A democracia brasileira foi estuprada à luz do dia mediante mentiras abjetas propagadas por todas as empresas jornalísticas.” – DCM

OBScena: violência fascista arranca olho de jovem manifestante para legitimar o golpe paraguaio pela força

ViolênciaSabemos como começa, mas não como termina. Começa com os editoriais dos seus apoiadores. A violência começa pelas redações dos jornais. E lá na cozinha dos grupos mafiomidiáticos que se constrói a narrativa dos bons contra os maus. É lá que a violência é justificada sempre para permitir que seus parceiros ideológicos saqueiem o erário. Instalada a Cleptocracia, a violência é sua primeira obra.

Uma das formas mais fáceis e, por isso, utilizadas para drenar dinheiro dos cofres públicos é encher os veículos que os apoiam com publicidade. Basta a ver que a primeira medida de um golpista, de um parceiro da velha mídia é jogar a comunicação pública na privada.

Olívio e Tarso reforçaram a comunicação pública, que não é movida por publicidade nem por interesses imobiliários como a RBS. O que fizeram seus sucessores bancados pela RBS? Sucatearam a TV Piratini e FM Cultura para que a RBS nadasse de braçada. A Brigada Militar faz dobradinha com a RBS. Homenageia com medalhas os funcionários da RBS, e a RBS vira biombo para a violência da brigada. As condecorações da Brigada tem o mesmo papel das estatuetas distribuídas pela Rede Globo, um símbolo igual ao beijo entre mafiosos.

Não por acaso, a mesma cleptocracia que deu o golpe na democracia, se ancorou nas cinco irmãs (Folha, Estadão, Veja, Globo & RBS) e a primeira medida foi atacar a EBC. O segundo passo, porque não tem legitimidade, é a violência para atacar porque aplicam uma velha máxima latina “civis pacem para bellum”, se queres a paz prepare-se para a guerra. Foi assim na ditadura de 1964, está sendo assim no golpe de 2016. Pensam que para se legitimarem precisam impedir as pessoas de se manifestarem, seja tirando-lhes veículos públicos, seja tirando-lhes, literalmente, a visão.

Michel Temer, beneficiado com o cargo de presidente devido ao golpe dado por Eduardo CUnha a pedido da Rede Globo e suas filiais, declarou que as manifestações eram de “40, 50 pessoas”. Ora, ora, ora. Se eram apenas 40, 50, porque tanta violência? Ora, como na fábula da rã e do escorpião, porque a violência é da natureza do poder ilegítimo.

A violência do Estado é uma exigência de seus patrocinadores e de seus principais beneficiários a mídia privada. Foi assim na ditadura é assim agora. Para a RBS e seus ventríloquos, a violência e o assassinato pelas costas de seus inimigos é vista apenas como “um mártir”, uma oportunidade de defesa aos defensores das vítimas e não como um assassinato. Como já escrevi em outra oportunidade, “Os bandidos das ruas são filhos das redações” e das suas relações promíscuas. Basta pensar o que teria publicado a RBS se o estuprador de Florianópolis fosse filho do Olívio ou do Tarso, como é filho deles, a morte foi do Mosquito!

Para os bandidos encastelados sob o nome de imprensa, a morte de um jovem de periferias, de preferência de cor preta, é festejada. Já um senhor branco, que usa um heliPÓptero pilotado por servidor público seu subalterno, abastecido com gasolina paga pelo erário, que pousa em suas fazendas, mesmo que seja apreendido com 450 kg de cocaína, sua punição será virar ministro de seus golpistas.

Ninguém que saiba o que foram as SS nazistas e os camicia nera fascistas pode ignorar que a violência é o único argumento dos fascistas. E os fascistas hoje foram e são incubados pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium.

No RS, advogado é agredido por PM e seu filho chuta soldado na cabeça

Por jloeffler – No dia 02/09/2016

Enquanto filho teria eu tido a mesma atitude em defesa do meu pai e meu filho estou certo teria feito o mesmo. Esse é o arremedo de Governo Sartori. Não posso esquecer que Sartori traz em seu DNA esse espírito debochado e bandido do PMDBosta. Para nos prestar o policiamento de quarteirão alega ele que não dispõe de guardas em número suficiente, mas para bater nos que não aceitam terem seus votos ROUBADOS pelo partido dele, partido de bandidos usurpadores aí não mais existe a CARÊNCIA DE EFETIVO. Como ele é essencialmente debochado penso que mentiroso também.
O Editor
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02 Setembro 2016

Em Caxias do Sul, na serra gaúcha, o protesto contra o impeachment de Dilma Rousseff (PT) na noite da última quarta-feira (31) acabou em agressão. Um vídeo mostra um homem apanhando de policiais militares. Na sequência, um rapaz, filho do agredido, chuta a cabeça de um dos policiais, que desmaiou e chegou a ter convulsões.
A reportagem é de Paula Sperb, publicada por portal Uol, 01-09-2016.
O vídeo foi divulgado pela Mídia Ninja, grupo de jornalistas independentes, mas é de autoria desconhecida. Ao menos três policiais aparecem na cena. As imagens mostram o advogado Mauro Rogério Silva dos Santos, 51, sendo atingido com cassetete na cabeça, barriga e pernas por um policial, enquanto outro PM o segura.
Em outro momento, Santos está no chão e dois policiais o agridem. O registro mostra na sequência um rapaz correndo e chutando a cabeça de um dos policiais, que estava abaixado.

O jovem foi identificado como Vinicius Zabot dos Santos, 21, filho do advogado. “Quem não faria aquilo [ao ver o pai no chão]?”, disse o advogado à Folha.
O advogado contou que costuma buscar o filho na saída da faculdade, por volta das 22h, mas por causa do protesto encontrou o filho um pouco mais tarde.
O protesto já havia acabado quando Santos chegou ao centro da cidade a pedido do filho, que junto com um grupo de jovens, assistia a abordagem policial a uma mulher e a um adolescente, apontados como autores de pichações contra o atual presidente, Michel Temer (PMDB). As pichações chamavam Temer de “golpista”.
“Peguei minha carteira da OAB e me dirigi aos policias com cautela. ‘Sou advogado’, eu disse. ‘O senhor se retire’, um deles falou, já muito perto de mim. Logo um deles me empurrou e não consegui nem falar mais, me deram voz de prisão”, disse o advogado.
Depois de agredir o PM, Vinícius levou dois tiros da polícia de arma não-letal, na perna e nas costas –as marcas se assemelham a tiros de sal, segundo o advogado.
Motivação
O filho de Santos, estudante universitário e ex-atleta de canoagem, agora é investigado pela Polícia Civil por tentativa de homicídio. Ele passou a noite na Penitenciária Industrial de Caxias do Sul e obteve liberdade provisória na manhã desta quinta (1º).
O policial atingido com o chute na cabeça foi o soldado Cristian Luiz Preto, 32, que desmaiou e chegou a ter convulsões, segundo a Brigada Militar (a PM gaúcha). Preto ficou internado no Hospital Pompéia e recebeu alta no final da manhã. Segundo a corporação, ele sofreu uma concussão.
O motivo que provocou a cena filmada tem versões diferentes. Pela justificativa da polícia, Santos teria interferido na abordagem dos supostos pichadores e atrapalhou o trabalho da polícia.
Segundo o delegado Duarte, os policias teriam reagido depois que o advogado deu uma cabeçada em um dos soldados, quebrando seus dentes. De acordo com o delegado, o vídeo divulgado nas redes sociais não mostra a agressão feita pelo advogado.
“Se eles acham que eu sou culpado, que divulguem as imagens das câmeras de segurança, então”, disse o advogado.
Para Santos, os policiais não entenderam que ele era advogado. “Ou é preto ou é advogado, as duas coisas não”.
Na opinião do advogado, houve abuso policial. “Na rua falavam baixinho que iam fazer um ‘pacotinho’, mas não entendi e disseram que tinha muita gente ali. Na delegacia, os policiais militares fizeram o tal ‘pacotinho’: algemaram com força meus braços nas costas, dobraram minhas pernas para trás por dentro das algemas e um policial sentou em cima”.
O advogado conta ainda que os policiais usaram técnicas de sufocamento. “É quase inimaginável que o ser humano faça isso com outro. Na delegacia me diziam: ‘Doutor, o senhor vai ter que escrever com os dentes amanhã’ por causa da minha mão machucada’”, disse.
Segundo o delegado Rodrigo Duarte, o inquérito deve levar até 30 dias para ser concluído. Pai e filho foram autuados em flagrante, o rapaz por tentativa e homicídio e o pai, por lesão corporal grave e desacato. Os policiais envolvidos na cena não receberam punição — a Brigada Militar abriu inquérito policial militar para apurar a conduta dos policiais.
O comandante responsável pelo policiamento em Caxias, coronel Antônio Osmar da Silva, não atendeu a reportagem. Segundo sua assessoria, o assunto é de responsabilidade do 12º Batalhão da cidade, onde trabalham os policiais.
Os servidores do 12º Batalhão informaram à Folha que o responsável da unidade, o tenente-coronel Ronaldo Buss, não comentaria o caso. Procurado, no 12º Batalhão, o capitão Amilton Turra, que comandou a operação de quarta-feira, não atendeu as ligações.
Em Porto Alegre
Em Porto Alegre, uma manifestação contra Michel Temer percorreu diversas ruas da cidade a partir da Esquina Democrática, ponto tradicional de protestos dos movimentos sociais desde a ditadura militar. Um pequeno grupo atacou a sede do partido de Temer, o PMDB, quebrando janelas e a fachada do prédio, na Avenida João Pessoa. A tropa de choque da Brigada Militar usou bombas de gás lacrimogêneo.
Outro protesto, no Parque Moinhos de Vento, conhecido como Parcão, celebrou o impeachment de Dilma vendendo chope “sem inflação”. “Dois copos por apenas cinco Temers”, dizia o cartaz de divulgação da festa.

Fonte: http://ihu.unisinos.br/559660-no-rs-advogado-e-agredido-por-pm-e-seu-filho-chuta-soldado-na-cabeca

Praia de Xangri-Lá

01/09/2016

Porto Alegre diz não à linha sucessória defendida pela RBS: Eduardo CUnha/Temer, Sartori & Sebastião Mello

SegurançaSe Temer é CUnha, RBS é Rede Globo. São paralelas que sempre se encontram nos golpes.

De Brasília a Porto Alegre, a mão que balança a democracia tem digitais da Globo e da RBS. Está no DNA de ambas. A Rede Globo brotou em 1954, mas cresceu em 1964. A RBS nasceu das cincas da Última Hora, também em 1964.

A parceira entre ambas pode ser medida pelos seus representantes no Congresso: enquanto a Rede Globo conta com Aécio Neves e Eduardo CUnha, a RBS conta com Ana Amélia Lemos e Lasier Martins.

Ontem parece que Porto Alegre acordou.

Começou a perceber que não diferença entre o PMDB (Puro Merda, Droga e Bosta) de José Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá, Michel Temer e Eduardo CUnha não difere do PMDB dos gaúchos Eliseu Padilha, José Ivo Sartori e Sebastião Mello. Graças à RBS o RS foi entregue a um palhaço, também conhecido como Tiririca da Serra.

Se os porto-alegrenses não abrirem o olho, se depender da RBS, a capital será entregue à sua miniatura, Sebastião Mello.

Porto Alegre já se encontra entregue às traças, se depender da RBS será entregue às ratazanas.

Porto Alegre tem megaprotesto contra Temer no PMDB e na RBS

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“Hoje, mostramos ao PMDB que não vai ter arrego para golpistas e, para a Brigada Militar, que não temos medo. Nós não vamos sair das ruas”, disseram os organizadores da manifestação; protesto ocorreu diante da sede do PMDB e também da RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul, que apoiou a deposição de Dilma; reportagem de Marco Weissheimer, no Sul 21

1 de Setembro de 2016 às 05:09 // Receba o 247 no Telegram

Por Marco Weissheimer, no Sul 21

A página do evento no Facebook já anunciava um ato de grandes dimensões. Em menos de 24 horas, cerca de seis mil pessoas confirmaram presença no ato contra o golpe que começou a se concentrar a partir das 18 horas, na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre. Alguns minutos depois do horário marcado para o início da concentração, os primeiros gritos de “Fora Temer!” começaram a ecoar no centro da capital gaúcha. Em poucos minutos, centenas de pessoas começaram a se reunir na Esquina Democrática. A chuva, que prejudicou o ato chamado para o dia anterior, cessou e o céu chegou a exibir alguns minutos de sol no final da tarde de quarta-feira em Porto Alegre. Os gritos de “Fora Temer” se alternaram com os “Golpistas, fascistas, não passarão” e “Dilma guerreira, mulher brasileira”. Mas o grito mais repetido, desde o início do ato, foi mesmo o “Fora Temer”.

A concentração inicial foi marcada pelo enterro da democracia. Um caixão coberto de velas foi velado por um grupo de manifestantes no centro de Porto Alegre. E o ambiente foi de velório mesmo. Dezenas de pessoas cercaram o caixão depositado na Esquina Democrática em um clima de silêncio e gravidade que durou alguns minutos. O clima para o ato foi esquentando com a chegada de vários grupos de coletivos e organizações que, desde o primeiro semestre vem participando das manifestações de rua em Porto Alegre: Levante Popular da Juventude, Juventude do PT, União da Juventude Socialista (UJS), coletivos Kizomba e Mudança, do PT, União Nacional de Estudantes (UNE), União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), entre outros grupos, deram a dinâmica da manifestação que, pouco depois das 19 horas, saiu em caminhada pela Borges de Medeiros, pegando a Salgado Filho e depois a João Pessoa, aos gritos de “Olê, olê, olê, fora Temer”.

O papel da Rede Globo e da RBS no processo de derrubada da presidenta Dilma Rousseff também foi lembrado pelos milhares e manifestantes que ocuparam praticamente toda a avenida João Pessoa, desde o viaduto na conjunção com a Salgado Filho até as proximidades da Venâncio Aires. O clima era de muita indignação com os acontecimentos dos últimos dias no Senado. “Temer, ladrão, teu lugar é na prisão” foi uma das palavras de ordem mais repetidas pelos manifestantes, um público predominantemente muito jovem, com uma faixa etária média em torno de 22 anos, e com muitos estudantes secundaristas que participaram do movimento de ocupação das escolas no primeiro semestre.

Na descida da João Pessoa, os manifestantes passaram por um efetivo numeroso do Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar, postado sob às arvores do Parque da Redenção, ao longo da avenida. Um pouco antes da Venâncio Aires, a manifestação fez uma parada em frente à sede do PMDB, onde o caixão velado na Esquina Democrática foi colocado no meio da rua e incendiado em forma de protesto contra a violação da democracia no país. Logo em seguida, alguns manifestantes passaram a tentar derrubar uma grade de acesso à sede do PMDB, denunciando o protagonismo do partido de Michel Temer, do governador José Ivo Sartori e do vice-prefeito Sebastiao Melo, no processo de derrubada de Dilma Rousseff. A grade foi finalmente derrubada e um container que estava na calçada foi lançado dentro da sede do PMDB aos gritos de “lixo, lixo”.

Neste momento, a Brigada Militar começou a disparar bombas de gás da Redenção em direção a João Pessoa, em frente à sede do PMDB, com o objetivo de dividir a coluna de manifestantes que, aquela altura, somava alguns milhares de pessoas. Conseguiu provisoriamente seu objetivo, fazendo com  que algumas centenas de manifestantes corressem para a Lima Silva, na Cidade Baixa. Mas, logo, em seguida, o grupo se reagrupou e seguiu em direção à avenida Ipiranga e de lá para a frente do prédio da RBS, onde ocorreu o confronto mais sério com a Brigada Militar. A uma quadra do prédio da Zero Hora, cerca de dez viaturas da polícia militar correram para a frente da RBS com as sirenes ligadas. Logo, um destacamento do pelotão de choque se posicionou em frente ao prédio. Um grupo de manifestantes começou a queimar pneus na avenida Ipiranga, do lado oposto ao do prédio de ZH. Os brigadianos começaram a lançar bombas de gás e balas de borracha que atingiram as costas de uma manifestantes que ficou cerca de 20 minutos deitado no piso da avenida Érico Veríssimo até se recuperar dos ferimentos e conseguir voltar a andar.

Após um período de muita correria e asfixia provocada pelas bombas de gás, a manifestação se reagrupou na Érico Veríssimo e seguiu em direção à Cidade Baixa. O restante do trajeto foi tranquilo e recebeu muitos apoios de moradores e frequentadores de bares da região. Na esquina da República com a José do Patrocínio, um letreiro luminoso com os dizeres “Fora Temer!” foi exibido na lateral de um prédio. Por volta das 21h30min, a manifestação chegou à Perimetral, ao lado do Largo Zumbi dos Plamares, onde ocorreu uma rápida reunião transmitida boca a boca para todos os participantes.

“Hoje, mostramos ao PMDB que não vai ter arrego para golpistas e, para a Brigada Militar, que não temos medo. Nós não vamos sair das ruas”, disseram os organizadores da manifestação que convidaram para uma assembleia popular que ocorrerá neste domingo, às 16 horas, na sede do Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS Sindicato). Essa assembleia definirá os próximos passos o movimento que promete intensificar as mobilizações de rua “contra o golpe e o governo ilegítimo de Michel Temer”. O escracho promovido em frente à sede do PMDB evidenciou que o resultado do processo de impeachment no Congresso Nacional provocou uma fratura na sociedade que, dificilmente, será resolvida pelas bombas de gás e balas de borracha da polícia militar.

Porto Alegre tem megaprotesto contra Temer no PMDB e na RBS | Brasil 24/7

29/08/2016

Autópsia do Aécio Neves argentino

P12 29082016Maurício Macri, como Aécio Neves, foi o candidato da plutocracia nas últimas eleições. Macri é o exemplo do que teria sido um governo Aécio Neves no Brasil. A diferença é que lá o perdedor respeitou os resultados eleitorais. Aqui, não. A plutocracia brasileira, capitaneada pela Rede Globo, desencadeou um jornalismo de guerra contra Lula, Dilma e o PT, para instalar uma cleptocracia encabeçada por Eduardo CUnha. Além deste, também fazem parte da plêiade cleptocrata José Sarney, Romero Jucá, José Serra, Eliseu Rima Rica, Aécio Neves e o ventríloquo Michel Temer.

Em comum, Argentina e Brasil sofrem nas mãos dos a$$oCIAdos da SIP, avó do Instituto Millenium. Grupo Clarín e Rede Globo se encarregaram de construir a narrativa de criminalização dos adversários e a beatificação de seus parceiros ideológicos. Lá como cá, tudo funciona aos moldes da Cosa Nostra.

A obsessiva caçada desenfreada contra Lula e o golpe em Dilma atende uma exigência externa. Foi revelada no WikiLeaks, por Julian Assange e Edward Snowden. Objetivo, entregar a Petrobrás às petrolíferas ianques, conforme acordo firmado no convescote de Foz do Iguaçu.

A cleptocracia brasileira que botou em curso o golpe paraguaio aparece em todos os casos de corrupção. Vem desde a ditadura, mas os lances mais recentes estão na Lista de Furnas, nos 450 kg de argumentos que viraram . Passa pela Lista Falciani do HSBC, pela Lista Odebrecht, pelo Panama Papers, pelo CARF, Zelotes, Portocred e por uma infinidade de outras situações criminosas. Esta mega quadrilha, para se proteger e sua famiglia, encontrou como única e insubstituível forma, o golpe em Dilma Rousseff.

Dado o golpe, instala-se a cleptocracia.  Dias piores, muito piores, virão. É a volta do efeito orloff 

Aporte sospechoso para ayudar al Presidente

El fiscal federal electoral Jorge Di Lello abrió una investigación para averiguar si esa y otras donaciones a distintos partidos se utilizaron para encubrir otras no declaradas o en negro en violación de la ley electoral.

Por Santiago O’Donnell

A raíz de un informe de la fiscalía nacional especializada en lavado de dinero que identificó como sospechoso a un aporte de campaña del cuñado del presidente Mauricio Macri, el fiscal federal electoral Jorge Di Lello abrió una investigación preliminar para averiguar si esa y otras donaciones a distintos partidos se utilizaron para encubrir otras donaciones no declaradas o en negro en violación de la ley electoral. Según la Procelac, dichas donaciones también podrían haber ocultado maniobras ilegales como la evasión impositiva y el lavado de dinero.

El informe de 28 páginas de la Procuraduría de Criminalidad y Lavado de Activos (Procelac), al que tuvo acceso este diario, fue entregado hace dos semanas a la fiscalía electoral. En el texto, el cuñado del presidente, el empresario textil Daniel Awada, aparece como uno de los seis donantes sospechosos identificados con nombre y apellido.

Después de detallar la situación impositiva de Awada y su participación en distintas empresas, incluyendo su condición de “empleador” en Cheek SA, dueña de la marca de ropa infantil Cheeky, el informe dice lo siguiente: “En los últimos meses habría percibido acreditaciones bancarias que ascendieron a 1.063.200 pesos.”

Por su parte Daniel Awada confirmó que había aportado 2,6 millones de pesos a la campaña Macri-Michetti para el ballotage de las elecciones del 2015, y hasta había exhibido un recibo del partido Cambiemos por ese monto a un periodista de Cronista.com, según consta en una breve crónica en ese sitio de noticias el 3 de mayo de este año.

Fuentes judiciales señalan que precisamente lo que llamó la atención de los investigadores es la magnitud del aporte, el más importante de toda la campaña macrista, en relación a la situación financiera del donante, ya que el monto entre duplica y triplica sus acreditaciones bancarias durante todo un año.

Según una investigación del sitio especializado en análisis de datos y discurso Chequeado.com del 10 de abril de este año, con “los 2,6 millones de pesos que declaró para la campaña previa al ballotage,” Daniel Awada es “el individuo privado que más dinero ha declarado haber aportado a la campaña de Mauricio Macri Presidente”. Esa investigación había detectado que la última campaña Cambiemos habría recibido más de tres millones de pesos en donaciones de gerentes y empleados de empresas contratistas con el gobierno de la ciudad, lo cual, según un fallo de la Cámara Nacional Electoral, equivaldría a un aporte empresarial encubierto, que está prohibido por la ley electoral.

Para la Procelac, la donación de Awada y otras similares deben ser investigadas para “desalentar a aquellos que eventualmente podrían estar facilitando su nombre para que figure un aporte de orígenes no permitidos por la ley de financiamiento a los partidos políticos o incluso hechos ilícitos,” según dice el informe.

Consultado por este diario Awada facilitó copias del comprobante de la transferencia y el recibo de Cambiemos y señaló por escrito lo siguiente: “Mi donación de 2.600.000 pesos, en el marco de la campaña presidencial, fue realizada a través de un banco y cuenta con toda la documentación respaldatoria necesaria, además de estar por debajo del monto máximo estipulado para el aporte de personas físicas”.

Por su parte el vocero de Macri, Iván Pavlovsky, derivó la consulta de este cronista a un amigo personal y estrecho colaborador del presidente con un importante cargo en el partido PRO y un rol clave en la fiscalización de la última campaña. “Awada dirige una empresa con más de 700 empleados, le sobra para hacer la donación que hizo. Yo hubiera querido que aporte más”, dijo la fuente, que pidió no ser nombrada. El asesor presidencial agregó que no le sorprende que el cuñado de Macri haya aportado más que los principales empresarios de la Argentina y aún más que el propio presidente, quien aportó dos millones de pesos y aparece en segundo lugar en la lista de donantes de Cambiemos. “Es normal que te apoye tu familia. Por ejemplo, cuando abrí mi estudio de abogacía mi familia me apoyó. Esta denuncia se va a terminar cuando consulten a Awada y él explique que se trata de fondos propios”, señaló.

La investigación de la Procelac, la fiscalía especial a cargo de Gabriel Perez Barberá y María Laura Roteta, contó con la colaboración de la UIF, la unidad fiscalizadora de delitos financieros que depende del Ministerio de Justicia. Surge de un convenio firmado por el organismo con la Cámara Nacional Electoral en marzo del año pasado, después de que una auditoría del tribunal encontrara irregularidades en los informes que presentaron las alianzas electorales.

Además del aporte de Awada, el informe señaló como aportes sospechosos a la campaña de Cambiemos los realizados por la poderosa empresaria industrial Ivana Karina Román, hija del llamado “zar de las grúas”, y por su pareja Ricardo Jose Mihura Estrada. Con 1.500.000 y 1.481.215, respectivamente, son los principales donantes a la campaña de Macri detrás del cuñado presidencial y del presidente. Mihura Estrada fue candidato en 2012 para representar a los abogados en el Consejo de la Magistratura de la Nación por el Bloque Constitucional, secundado por Victoria Villarruel, presidenta de la ONG Centro de Estudios Legales sobre el Terrorismo y sus Víctimas (Celtyv), que fue recibida por el secretario de Derechos Humanos, Claudio Avruj, a pocos días de la asunción de Macri.

El capítulo del informe de la Procelac dedicado al Frente para la Victoria (FpV) incluye como sospechosos a los aportes de campaña de tres empresarios vinculados al dueño de medios, casinos y constructoras, Cristóbal López, que en total donaron 340.000 pesos. Se trata de Ricardo Benedicto, socio de López en Casino Club, que aportó $ 120.000; Héctor José Cruz, socio de López en Estados Unidos, que donó $ 120.000, y Carlos Fabián de Souza, socio de López en el canal de televisión C5N, que puso otros $ 100.000.

Con respecto a Compromiso Federal, del candidato presidencial era Adolfo Rodríguez Saá, la Procelac detectó que doce de los quince donantes privados más generosos de toda la elección hicieron aportes a esa campaña por un total de más de 4,3 millones de pesos.

En su informe, la Procelac le pide al fiscal Di Lello “profundizar la investigación del perfil patrimonial de los aportantes y los informes finales de campaña de los partidos políticos mencionados”. También solicita que la secretaría electoral remita los balances anuales de 2014 y 2015 “de los partidos de orden nacional que comprenden las alianzas mencionadas” o sea Cambiemos, FPV y Compromiso Federal, para analizar y cotejar los perfiles de los aportantes. Además, la Procelac pidió cruzar los datos de los donantes con la base de datos de la ANSES. Con un número sospechoso de donantes jóvenes aportando a la campaña de Cambiemos justo por debajo del límite establecido, se busca averiguar cuántos son empleados públicos en distritos macristas, ya que sus nombres podrían serían usados para encubrir aportes en negro, explicó una fuente.

En el caso específico de Awada, la Procelac informó que el empresario registra el Reporte de Operación Sospechosa o ROS número 39296384 del 24 de enero de 2012, en el cual “una aseguradora informó que no pudo definir el perfil del cliente atento a la imposibilidad de obtener la información y documentación” correspondiente. Además, y solicita que “se realice una amplia certificación de la causa 5583/2013 de la justicia en lo Penal Económico caratulada AWADA, Daniel y otros sobre infracción 22.415”. En esa causa, Awada había sido imputado por contrabando de ropa desde China a través de una falsa triangulación a Paraguay, ya que dos choferes denunciaron a la policía que habían perdido la mercadería en un robo pero luego declararon ante la aduana que la habían dejado en el depósito de Cheeky de Cuyo 3040, Martínez, por orden de un tercero. Sin embargo, según informó el sitio Perfil.com., el 28 febrero, dos meses después de la asunción presidencial de Macri el juez Diego Amarante sobreseyó a Awada “por el beneficio de la duda” a pesar de que los recibos aduaneros y de la AFIP de la ropa en cuestión estaban a nombre de Cheeky.

Awada también se benefició con sobreseimientos recientes en sendas causas por reducción a la servidumbre en los talleres clandestinos que proveían trabajo esclavo para confeccionar la ropa que vende en sus tiendas, tal como denunció en varias oportunidades la fundación La Alameda desde 2006. El primer sobreseimiento provino del entonces juez federal Guillermo Montenegro poco antes de asumir como ministro de seguridad de Macri en la ciudad en diciembre de 2007. Más cerca en el tiempo, en abril del año pasado, la jueza porteña María Fontbona de Pombo sobreseyó a Awada, y otros dueños de marcas de ropa de moda, en una causa similar por “reducción a la servidumbre de costureros bolivianos con documentación irregular”. La jueza falló que no es delito contratar a talleres clandestinos. Según la apelación del fiscal Adrián Madrea, citado en el sitio CosechaRoja.com, el fallo equivale a decir que para Awada “contratar a un taller donde trabajan esclavos para producir ropa de su marca para beneficiarse con ello no es su problema ni está prohibido”. El fallo de la jueza porteña fue confirmado en Cámara.

Tras recibir el informe de la Procelac sobre aportes de campaña sospechosos, fuentes de la fiscalía señalaron que Di Lello abrió una “investigación preliminar” y dispuso una serie de medidas esta semana. Por un lado, pidió al Cuerpo de Auditores Contables de la Cámara Nacional Electoral que remitan a su fiscalía “todos los informes que haya realizado hasta el momento con relación a las campañas electorales de orden nacional celebradas durante el año 2015 respecto de las alianzas Cambiemos, FpV y Compromiso Federal”. Por otra parte, pidió a la Procelac que profundice su investigación para determinar “en qué circunstancias detalladas en la presentación resultan, si bien en forma provisoria, suficientes para iniciar una investigación en el campo electoral”.

El llamativo aporte de campaña del cuñado presidencial quedó así en la mira de la justicia electoral, a la espera de novedades.

@santiodonnell

Ticket de la transferencia y recibo (abajo) de la donación de Awada.

Página/12 :: El país :: Aporte sospechoso para ayudar al Presidente

A fábrica de ratazanas da RBS

rbs golpeQuem sai aos seus não degenera, diz o ditado. Fetter, assim como Antônio Britto, Yeda Crusius, Luis Carlos Prates, Ana Amélia Lemos e Lasier Martins  são ratazanas produzidas nos porões da RBS, também conhecida, devido às descobertas nas Operações Zelotes e Ouro Verde (Portocred)  da Polícia Federal, como Rede Baita Sonegadora.

Desde o final do século passado que venho denunciado o papel da RBS sempre criminalizando os movimentos sociais para defender a plutocracia. Foram muitos artigos escritos para o Observatório da Imprensa, como este de 2001: Os negócios, a política e a esquerda. Quem é gaúcho ou catarinense não tem o direito de dizer que não sabe que a RBS tem atuação fascista em relação aos movimentos sociais e aos representantes de esquerda. A perseguição a Olívio Dutra e José Paulo Bisol. Este ganhou indenizações milionárias da RBS por sanha persecutória. A famiglia Sirotsky não é flor que se cheire…

Portanto, não há nada de novo. O fascismo perdeu a modéstia já faz muito tempo no RS. A recente cavalgada da RBS em parceria com a Rede Globo, convocando seus midiotas para comparecerem ao Parcão de Porto Alegre para destituir Dilma, em parceria firmada com Eliseu Rima Rica, mostra perfeitamente de que lado a RBS sempre, desde que emergiu das cinzas em 1964, esteve. A RBS nasceu, cresceu e se expandiu com a ditadura, foi uma simbiose em que ambos se locupletaram.  Não é mero acaso que o principal jornal do grupo Zero Hora, tenha sido apreendido na democracia mas jamais durante a ditadura, tenha nascido das cinzas do jornal Ultima Hora.

A história da RBS, recentemente escrita em parceria com Augusto Nardes e Gerdau, é uma longa ficha corrida de atendado aos movimento sociais e apropriação de recursos públicos. O exemplo mais recente está no atual momento do RS. Com a violência cotidiana e em todos os  pontos do Estado, com o Tiririca da Serra desviando recursos da segurança para investir em propaganda na RBS, vai gastar mais em instalação, manutenção para a provisória Força Nacional, do que investe em segurança. A Feira de Esteio virou motivo para jorrar dinheiro público nos múltiplos veículos da RBS. Mas não para por aí. A Feira está pagando para funcionários da RBS, como Pedro Ernesto Denardim, fazer show na Expointer. Comparado com Denardim, meu avô pareceria Mozart. Não se trata de artista, mas de retribuir os comentários que diagnosticam a violência como sendo um problema herdado do governo anterior.

Quando alguém dos movimentos sociais ou da esquerda em geral é investigado, a RBS criminaliza tudo e todos. Não é a pessoa, mas as instituições às quais o investigado pertence. Agora, quando todo o PP gaúcho é pego na Operação Lava Jato, a RBS não criminaliza o PP. O Partido de Merdas, Drogas e Bostas está infestado de gente como Michel Temer, José Sarney, Renan Calheiros, Eliseu Quadrilha, José Ivo Sartori, Sebastião Mello, mas a RBS esconde que fazem parte de um mesma agremiação. Este é o modus operandi da RBS. Portanto, Fetter não é um fruto temporã, mas está dentro da lógica da RBS. Não exceção, é condição.

As pessoas que têm um pouco de memória vão lembrar das reportagens que a Veja, em parceria com a RBS, fazia durante o governo Olívio Dutra para dizer que a violência havia tomado conta de Porto Alegre. Para os mais novos, há outra informação que precisa ser dita. A parceria da RBS com o Governo FHC resultou em empréstimos subsidiados pelo Banco do Brasil. Quando FHC foi apeado do poder, alguns de seus serviçais aportaram nos holerites da RBS. Um deles, Pedro Parente virou moeda de troca no golpe em curso. A parceria ideológica da RBS com Eliseu Padilha, Eduardo CUnha e Michel Temer, todos envolvidos em operações em andamento na Justiça, levou Pedro Parente para a Petrobrás onde já começa a jogar, como Antonio Brito fez com a CRT, bens públicos na privada.

Diz um ditado que a maconha produz falta de memória e outras coisas que não lembro. Deve ser por isso que Alexandre Fetter se esqueceu de dizer que parcela das pessoas com as quais convive consume produtos ilegais, que, em função do tráfico, geram violência. Um ex-governador do RS, parceiro da RBS, depois que seu enteado foi internado na Pinel por overdose, foi se desintoxicar na Espanha. Deve ser por isso que criminalizam o traficante pobre mas não se incomodam com o fato de o dono do heliPÓptero, que transportava 450 kg de cocaína, agora tenha virado ministro. Sem o consumo dos frequentadores do Parcão não haveria tráfico na Vila Cruzeiro!

 

Locutor da RBS que mandou cuspir em Lula diz esperar que jornalistas sejam vítimas de violência

Postado em 28 de agosto de 2016 às 9:25 pm

Do Sul21:

O comunicador Alexandre Fetter, do programa Pretinho Básico, da rádio Atlântida (Grupo RBS), defendeu que jornalistas e formadores de opinião que criticam excessos da Brigada Militar, filhos e parentes de políticos e governantes sejam as próximas vítimas da violência que assola o Rio Grande do Sul, “que sejam eles a sangrar e a deixar suas famílias enterradas”, afirmou em uma “carta aberta” lida ao vivo no programa da última sexta-feira.

Fetter acusou deputados de “defender bandidos publicamente com o interesse velado de perpetuação no poder”, sem esclarecer que deputados seriam estes. Esses políticos, acrescentou, “estão advogando para miseráveis e ignorantes que são maioria neste país e que neles vão seguir votando”. O comunicador atacou também jornalistas e formadores de opinião, afirmando:

“Não é possível que jornalistas ou formadores de opinião sigam em seus espacinhos públicos batendo na Brigada Militar, na Polícia, em suas práticas de defesa da sociedade, denegrindo e manchando a imagem da instituição. Tenho mais do que vergonha destas pessoas, tenho nojo destas pessoas, gente que eu adoraria citar o nome, colegas de profissão que trabalham ali no morro do lado, trabalham aqui, um pouquinho acima, mas não dá, infelizmente. Para mim, que gente assim sejam as próximas vítimas, que sejam eles a sangrar e deixar suas famílias enterradas”.

Os “ideais marxistas” também foram apontados por Fetter como responsáveis pela criminalidade. Esses ideais, segundo ele, estariam “entranhados nas faculdades de Direito e Jornalismo, nos poderes, especialmente Legislativo e Judiciário” e, entre outros problemas, “não permitem que a polícia mate…”.

O comunicador da RBS também chamou o governador Sartori de “figura patética” e defendeu que as próximas vítimas de violência sejam filhos e parentes dos atuais governantes: “eu quero que sejam amigos, parentes e familiares destes que estão patrocinando o massacre urbano lá de dentro de seus gabinetes, com segurança particular na porta”. “Que sejam vocês as próximas vítimas, seus parentes, seus filhos, seus pais, suas mães”.

Diário do Centro do Mundo Locutor da RBS que mandou cuspir em Lula diz esperar que jornalistas sejam vítimas de violência

26/08/2016

Ainda há justiça, na Argentina

Filed under: Argentina,Ditadura,Grupo Clarin,Grupos Mafiomidiáticos,Julgamento,Página12,SIP — Gilmar Crestani @ 9:27 am
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P12 26082016

Enquanto no Brasil o STF endossou a lei da anistia, feita em benefício dos próprio golpistas, torturadores, estupradores e assassinos, na Argentina não cola a Lei Eichmann. Como sabemos, por todo trabalho da filósofa Hannah Arendt, o burocrata nazista justificou sua participação e aperfeiçoamento dos sistema para a “solução final” escusado nas leis nazistas. Ele não inventou nem fez as leis, apenas cumpria-as.

Desculpa perfeita para os defensores da Lei da Anistia e aos que defendem o golpe atual com o nome de impeachment. Tal qual as leis nazistas, o impeachment sem crime de responsabilidade é golpe, e de nada serve a ridícula maquiagem montada sob os pincéis de Lewandowsky. O verniz de legalidade para o golpe na democracia, por um bando de corruptos, repousa na mesma desculpa de Eichmann, “as instituições estão funcionando”… Claro, sob nazi-fascismo as instituições também funcionaram. E como funcionaram!

Os jornais brasileiros foram cúmplices desde a preparação do golpe de 1964, à implantação do AI-5, inclusive emprestando peruas para o transporte dos corpos dilacerados pelas sessões de tortura, estupro e morte, não necessariamente nesta ordem, nos porões do DOI-CODI, para as valas comuns do Cemitério de Perus.

Quando se ensaiava a ideia da criação da Comissão da Verdade, o jornal Zero Hora, da famiglia Sirotsky, perpetrou candentes editoriais, em causa própria, a favor da lei da anistia, com a desculpa da “pacificação e do esquecimento”.

Esta doutrina, “fruto bom da árvore envenenada”, foi ressuscitada recentemente para justificar a caçada a Lula e a proteção da famiglia CUnha. Até Gilmar Mendes, fruto desta mesma árvore, reconheceu: “imagina que amanhã eu posso justificar a tortura porque eu fiz de boa fé". Pois é, mas apesar da justificativa dos torturadores, foi usando o mesmo argumento brandido por GM que o STF recusou a abertura de processos contra dos estupradores da ditadura, a Lei de Anistia.

A Argentina não comprou a versão Eichmanniana da legalidade. Lá não prosperou a ideia de que uma lei feita pelos facínoras, em benefício próprio, pudesse se sobrepor a uma lei maior, a “Declaração Universal dos Direitos do Homem”.

Os ditadores golpistas da Argentina foram julgados e punidos. E alguns processos continuam sendo julgados, apesar de todo o empenho do grupo Clarín, como que hoje ocupa a capa do jornal Pagina12.

No Brasil, a Rede Globo, ao contrário do Grupo Clarín, conseguiu reunir uma manada de midiotas adestrados não só para defenderem o golpe militar, mas, pasmem, para usar a democracia para pedir a volta da ditadura, como denunciou o jornal El País.

Continuo convicto de que pior democracia é sempre melhor que qualquer golpe de Estado!

Un día de justicia para las víctimas de La Perla

Además de las 28 perpetuas, hubo 10 penas que van desde los 21 años a los 2 años y 6 meses, y 5 absoluciones. Se consideraron delitos de lesa humanidad también los de 1975 y se juzgó por primera vez en la provincia el robo de bebés.

Por Marta Platía

Para la historia: el ex jerarca Luciano Benjamín Menéndez, que reinó al arbitrio de su pulsión de muerte en ésta y otras diez provincias argentinas durante la última dictadura cívico-militar, recibió ayer su condena a prisión perpetua número 12. Con ésta, “el Cachorro” o “la Hiena”, como le llamaban sus subalternos, acumula ahora 14 condenas, ya que tiene otras dos por una veintena de años. Como ya es su costumbre, la escuchó sin hacer un mínimo gesto. Sólo se asió un poco más firme a su bastón con ambas manos. En la izquierda llevaba una venda.

Además de los secuestros, torturas, violaciones, asesinatos y desapariciones, por los que se lo condenó como “coautor mediato” en un juicio que acumuló los casos de 716 víctimas, el Tribunal Oral Federal N° 1 de Córdoba, presidido por el juez Jaime Díaz Gavier, también condenó Menéndez por la “desaparición de menor de 10 años”. Esa fue una novedad para el ex general de 89 años: es la primera vez que se lo imputó y sentenció por este delito. Se trata del caso del nieto de Sonia Torres, la titular de Abuelas de Plaza de Mayo Córdoba. En sus últimas palabras y en una variación de su habitual diatriba, en la que sólo habla de “soldados victoriosos injustamente juzgados”, Menéndez negó enfático que “el niño” haya nacido. “Y si nació, yo no lo entregué”, se defendió. Pero durante el juicio quedó probado que el bebé de Silvina Mónica Parodi de Orozco, la hija de Sonia Torres, nació el 14 de junio de 1976 en la Maternidad Provincial, y que estaba en “excelentes condiciones de salud”, como atestiguó Fernando Agrelo, un médico pediatra que lo vio tres veces: “una con su madre, recién parida, y otras dos veces ya solo”.

Radiante, Sonia Torres le dijo a este diario: “Por fin aceptaron que mi nieto está desaparecido. Han tardado 40 años, pero hoy pasó. Esto me pone pilas para seguir”. Abrazada y besada por decenas de personas, Sonia siguió: “No saben lo contenta que estoy. Una llega tan cansada a veces… Pero todavía le debo mucho a mi hija Silvina. Nada más hice la mitad de lo que le prometí. Ahora me falta la otra parte: encontrar a mi nieto o que él me encuentre a mí. Espero que con todo esto me vea, me busque”.

Otros dos jerarcas que fueron condenados por el robo de ese nieto que toda Córdoba espera fueron Ernesto “Nabo” Barreiro y Héctor Pedro Vergez. Barreiro recibió la primera condena a prisión perpetua que tiene en su haber. Se lo encontró culpable de coautor mediato e inmediato de 548 secuestros, 532 torturas, 264 homicidios, entre otros delitos. Sin sonrisas socarronas y con los labios apretados en una mueca, resultó evidente para quienes lo vieron a lo largo de cuatro años, que “el Nabo” Barreiro intentaba no descomponerse. Ya nada quedaba de la altanería de sus palabras finales, cuando no sólo amenazó a los jueces con un juicio como el de Nuremberg y con “el noveno círculo del infierno de Dante”, sino que aparecía con los ojos vidriosos y a punto de llorar. Su desafiante “nos verán desfilar”, pareció desintegrarse en su cuerpo hundido en su banquillo.

Vergez, alias “Vargas” o “Gastón”, como se hacía llamar, tampoco ocultó lo que sentía. Su semblante fue el que comenzó a mostrar en la última audiencia: ya no se finge loco, como a lo largo de estos casi cuatro años. Estaba furioso y no lo disimulaba. Su mirada fija, torva, decía más de lo que él podía expresar. Además de los crímenes de lesa humanidad que cargan en sus espaldas, también se les sumó el robo de bebés. Primera vez que ese delito ha sido juzgado y condenado en esta provincia.

La única represora mujer que ha sido juzgada en Córdoba también se acreditó ayer su primera condena a perpetua: Mirta Graciela “la Cuca” Antón seguirá presa en su celda de Bouwer. Estaba allí desde 2010, cuando se la condenó a 7 años. Fue una de las más temibles torturadoras del D2, la Gestapo cordobesa.

En la sentencia hubo 5 absoluciones, casi todas de ex policías. Serán apeladas por la fiscalía ni bien se conozcan los fundamentos del fallo, el 14 de octubre.

El fiscal Facundo Trotta le dijo a este diario que “es importante recalcar que con este fallo el tribunal dejó en claro tres cosas fundamentales: primero, que hubo Terrorismo de Estado en Córdoba antes de marzo de 1976. Arrancó en 1975. Segundo, que con la ‘desaparición forzada de menores’, hubo aquí robo de niños. Eso entra en el plan sistemático de robo de bebés que hubo en todo el país. Y tercero, que los crímenes sexuales también forman parte de los delitos de lesa humanidad cometidos por el terrorismo de Estado”. El fiscal, que fue una de las figuras más atacadas por los represores en sus discursos finales, se dijo “conforme” con la sentencia y las “casi 30” perpetuas.

La alegría y la furia

La sala de audiencias estuvo repleta. Entrar, “conseguir un lugar” había sido el tema predominante durante estos últimos días. Algo que se zanjó con la puesta de pantallas gigantes para nadie se quedara sin ver y oir la sentencia.

Una de las invitadas de honor fue la presidenta de Abuelas de Plaza de Mayo Estela de Carlotto, quien viajó para estar presente en el veredicto. Cerca de ella se ubicaron las Madres y Abuelas Nelly Llorens, de 97 años, y Emi Villares de D’Ambra.

Para D’Ambra fue “un día de victoria, de alegría enorme: hemos peleado tanto tanto por justicia. No por venganza. No queremos que nos digan heroínas ni nada de eso. Sí peleadoras. Eso soy, eso somos”. Emi llevaba en su pecho la foto de su hijo Carlos Alberto, asesinado en La Perla en febrero de 1977.

También estuvo el gobernador Juan Schiaretti, quien asistió con su esposa, Alejandra Vigo. Ambos flanquearon a Sonia Torres. A diferencia de José Manuel de la Sota, quien jamás asistió a uno de estos juicios desde que se iniciaron en 2008, Schiaretti no pierde oportunidad para ensalzarlos. También se vio al ministro del área, Luis Angulo y a los nietos recuperados Victoria Montenegro y Horacio Pietragalla Corti. Este último fue uno de los 581 testigos en este juicio: los restos de su padre fueron encontrados en la fosa común del Cementerio de San Vicente por el Equipo Argentino de Antropología Forense (EAAF). También asistió invitado el juez federal Miguel Hugo Vaca Narvaja: su abuelo, del mismo nombre, es una de las 716 víctimas del juicio. Y él mismo, antes de ser nombrado juez, fue querellante en este proceso y en el que se le hizo a Jorge Rafael Videla y Menéndez en 2010. También se vio a Martín Fresneda, ex secretario de Derechos Humanos de la Nación; y al actual titular de ése área, Claudio Avruj.

“Sin odio, sin espíritu de revancha ni de venganza; ha juzgado el mayor horror que ocurrió en Córdoba. Ellos son asesinos, y la Justicia lo ha ratificado. Y estos asesinos tuvieron la oportunidad de defenderse que ellos no les dieron a los compañeros que murieron en las mazmorras, dijo Schiaretti. Poco antes de que abandonara el edificio, desde Radio Universidad le preguntaron por Graciela Doldan, una de las víctimas y el gobernador se quebró. Llorando aseguró: “era una gran compañera. Tuvo en brazos a mi hija… Era una mujer muy digna y así sé que murió”.

La convivencia en la sala de los sobrevivientes y familiares de las víctimas con los familiares de los imputados fue un tanto accidentada: hubo algunas rispideces cuando entró Estela de Carlotto. La siempre violenta Cecilia Pando le gritó improperios a los que la Abuela no contestó. Una marea humana cerró filas tras Carlotto. Pando ya fue protagonista en este edificio de otro episodio. Fue en 2010, cuando insultó al juez español Baltasar Garzón. Dentro de la sala, Pando se sentó junto a Ana Maggi, la mujer del reo “Nabo” Barreiro, quien forma parte de su agrupación de respaldo al genocidio ocurrido durante la última dictadura cívico-militar.

A las 13.19 el juez dio por finalizado el juicio y uno de los condenados a cadena perpetua, Arnoldo José “Chubi” López comenzó a insultar al público y a levantar su puño con gesto amenazante. Anteayer, en sus últimas palabras, este represor montó una especie de acusación en juicio para el tribunal. Los jueces lo escucharon con paciencia. Pero ante los improperios del “Chubi”, Díaz Gavier le ordenó a la policía, a los gritos, que lo sacaran inmediatamente de la sala. Otro de los condenados, Carlos “HB” Díaz, aprovechó cuando pasó cerca del estrado para descargar su bronca. Desde la sala les cantaron “como a los nazis les va a pasar/adonde vayan los iremos a buscar”.

Afuera, el verano se había adelantado. Un regalo luego de tres años, ocho meses y 27 días exactos de un juicio que tardó 40 años y había terminado.

Página/12 :: El país :: Un día de justicia para las víctimas de La Perla

16/08/2016

Dicas para safar-se da prisão

Filed under: Grupos Mafiomidiáticos,Instituto Millenium,Perseguição,PPPP — Gilmar Crestani @ 9:00 am
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Justiça - pesos e medidas para Serra x LulaAntes de mais nada, estas dicas se aplicam primordialmente a pobres, pretos, petistas e putas. Assim, se for pobre, filie-se ao PSDB. Se for petista, faça como Marina Silva, Hélio Bicudo, Marta Suplicy e Cândido Vaccarezza, saia do PT. Se for preto, trate de se tornar um Pelé, ou então vire traficante. Mas não um traficante qualquer, de favela, mas daqueles que, com bons amigos, possam transportar com tranquilidade 450 kg de cocaína. Neste caso, podes até virar Ministro.  Agora, se fores puta, bem aí basta se casar Eduardo CUnha. Se, nessa condição, nem a Cláudia Cruz vai presa, por que uma puta iria, não é mesmo?!

Se você é, como eu, pobre, pense no que disse o Jorge Pozzobom(PSDB/RS) ao Vinicius Wu: “@vinicius_wu me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso.” Corra e faça uma ficha no PSDB, lá, além de receber proteção da Rede Globo e dinheiro da Brasif, nem o primeiro a ser comido é comido. Para toda prova Suíça que incrimine, há sempre um Rodrigo de Grandis ou então o biombo de uma Tarja Preta.

Na atual conjuntura vejo poucas saída para pretos. Hoje, quando os nazi-fascistas perderam o pudor, até a Princesa Isabel seria presa por tentativa de atentado à economia. Os patos da FIESP seriam colocados diante da casa dela e D’Eu. Em compensação, se fores fazendeiro e praticares trabalho escravo, nem te preocupes. Lá no parlamento há sempre um Ronaldo Caiado para te defenderes. Se tudo isso já é desolador, apertem os grilhões, as políticas de inclusão social sumiram, graças à Rede Globo, que sempre tem na manga um Ali Kamel para combate-las. Eles não se contentam em combater as políticas de inclusão racial, mas também lutam para criminaliza-las. Para quem vive de manipular, se os fatos não estão de acordo com os (maus) propósitos, pior para os fatos. Assim, lamento dizer, há pouca saída para mudarem a condição de top ten das prisões. Serão sempre exceções nos mais variados segmentos mais significativos das instituições públicas: Judiciário, MPF, PF. Para cada Joaquim Barbosa haverá milhares de Gilmar Mendes; haverá, para cada Taís Araújo milhares de Regina Duarte

Ao contrário dos negros, nossa sociedade oferece um elenco muito maior de saída para petistas. Jorge Pozzobom deu a dica número um, se filiar ao PSDB. Além da imunidade, o PSDB está no topo da impunidade. Basta lembrar da Lista de Furnas e daquele sistema que o PSDB paulista conseguiu fazer com que a velha mídia buscasse nos convencer que se tratava de um mensalão mineiro.  Veja bem, um era mensalão do PT, o outro, o pai, era só mineiro. E nem mesmo sendo apenas mineiro foi julgado. Pense bem, já tivemos Papa argentino, um negro na presidência dos EUA, uma mulher na presidência do Brasil mas nada de julgar o pai dos mensalões. Aécio Neves, nem mesmo o Sérgio Machado delatando, continua como sendo um corrupto teflon. Ninguém foi mais delatado do que ele. E não me venha com imunidade parlamentar, ou foro privilegiado. O Delcídio Amaral tinha tudo isso e foi preso. Sem contar que Delcídio sequer tinham uma irmã como Andrea Neves… Bem fazem a Marta Suplicy e Cândido Vaccarezza em sair do PT e se aliarem com essa gente honesta do PMDB e do PTB; segurança pessoal em primeiro lugar! Mas veja só, não basta eles saírem para se livrarem. Eles precisam sair criminalizando quem fica. Sem o voto de Marta contra Dilma ela não seria aceita pela turma do CUnha.

Não bastasse a concorrência na política, do sexzone, a mais antiga profissão continua sendo criminalizada. Como dizia aquele bordão do marketing, se “não está fácil pra ninguém”, imagine pras putas. Hoje, talvez só cunhada de petista pode ser mais incriminador. Mas há saída. Falem com o Marco Feliciano, ou com o assessor dele. A vaga ao lado de Eduardo Cunha já foi preenchida por Cláudia Cruz. Esta saída já está trancada. A Ana Amélia Lemos tem uma dica sui generis para fazer parecer-se honesta. Não se trata de, como Monica Lewinsky, engolir, mas de colar, com alegria, em Ministro do STF. Outra saída seria entrar para a CBF, no Brasil poderia até roubar medalhas, mas aí não poderia viajar para o exterior. Como diria Fernando Pessoa, tudo vale a pena se não for puta pequena.

Em sentido contrário, se queres prender alguém, independentemente de culpa, basta ter de seu lado os a$$oCIAdos do Instituto Millenium. Eles conseguem tudo ao mesmo tempo, investigar, julgar a condenar. SUMARIAMENTE!

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