Ficha Corrida

15/09/2015

Conheça o milagre da moça que limpa chão com merda

Por que ela não pega um aviãozinho para Miami?! Nestas horas o sogro não merece um visitinha? Ou será medo de ficar por lá também?

É inacreditável, mas todo dia aparece boçais deste naipe, com o rabo mais sujo que de hipopótamo. Não por acaso a rapariga trabalha na tv, a incubadora do ódio. Isso apenas prova o que venho dizendo há muito tempo. Pelo tanto que conheço de pessoas próximas, eles não têm nenhum interesse em combater a corrupção. Querem apenas combater a concorrência na corrupção. Estão em síndrome de abstinência porque Dilma abriu a caixa de Pandora, deixando livre PF e MPF para se refestelarem. A moça deve sentir saudades dos tempos do primo do Marco Maciel, Geraldo Brindeiro, o Engavetador Geral do FHC, período em que eles atuavam no “limite da responsabilidade” enquanto a Polícia Federal arrancava pés de maconha no polígono das Secas.  (A campanha de FHC pela liberação da maconha explica porque a PF durante seus dois governos só ia atrás de maconha..).

A nora de J.Hawilla revoltada

De Isabella Fiorentino Hawilla, em seu Facebook, indignada:
(…) “que esse lixo de governo tome vergonha na cara e pare de Roubar bilhões q deveria (sic) ir pra saúde e educação. Chega gente!”(…)
Além de desconhecer o beabá da concordância, não consta que a modelo e apresentadora de TV tenha se revoltado com o sogro, o empresário José Hawilla, réu confesso e proibido, pelo FBI, de sair de Miami.


A isso se chama cinismo, hipocrisia, indignação seletiva, ou quem ela pensa que engana?
Por Juca Kfouri

Os Amigos do Presidente Lula

21/07/2015

Mobilidade padrão FIFA: medo do FBI impõe prisão “doméstica a Del Nero e famiglia Marinho

CBF GLOBO foraricardoteixeiraFBI dá, sem querer, Prêmio Inovare à Rede Globo pela decisão de só fazer viagens domésticas… Ironia do destino, Marco Polo, conhecido pelas suas viagens, cuja mais famosa foi à China, de repente, como nas brincadeiras de criança, virou estátua. Mas a Rede Globo não sabia de nada…

Os corruptos Padrão FIFA, que no Brasil têm Justiça Padrão FIFA, já não podem viajar ao exterior. Os Bem Amigos da Rede Globo perderam a mobilidade. José Maria Marin está vendo o sol nascer quadrado e Ricardo Teixeira está em lugar incerto e não sabido. E o parceiro da Rede Globo, J. Hawilla virou delator… Os três filhos do Roberto Marinho já não podem mais viajar ao EUA para aparecer na Revista Forbes como os três mais ricos do Brasil. O medo do FBI tirou-lhe a mobilidade.

De agora em diante deixam de ser vira-latas para adorarem a Justiça Brasileira.  E assim fica fácil de entender porque a Rede Globo anda distribuindo a torto e a direito estatuetas para quem tem de alguma forma poder de investigá-la. 

Dos 27 membros do comitê, só Del Nero não foi

DO ENVIADO A ZURIQUE

O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, foi o único ausente entre os 27 membros do Comitê Executivo.

Del Nero evita sair do Brasil desde que abandonou o congresso da Fifa na Suíça em maio, dia seguinte à prisão de sete cartolas, entre eles, José Maria Marin.

As investigações nos EUA, que levaram os dirigentes à cadeia, apontam indícios de envolvimento de Del Nero em um esquema de propina –o dirigente nega. Ele já havia se ausentado de outra reunião, no dia 30 de maio.

O gesto causou perplexidade e irritação na Conmebol, que dirige o futebol sul-americano e que o indicou para uma das três vagas a que tem direito no órgão.

A ausência enfraquece não só a CBF nos bastidores da cartolagem mundial, mas a Conmebol, liderada pelo paraguaio Juan Angel Napout, que foi à reunião.

Em tese, a Conmebol pode substituir Del Nero no comitê se ele renunciar à CBF, o que parece distante. O outro representante no comitê é o colombiano Luis Bedoia.

O presidente Joseph Blatter mostrou indiferença a Del Nero. Disse que cabe a ele explicar o motivo de não ter ido à Suíça. "Todos os membros foram convidados, e um não veio. Mas isso não teve influência nas decisões do comitê", disse.

Numa carta à Fifa, Del Nero alegou que não poderia viajar por causa da abertura da CPI sobre a CBF no Senado e a medida provisória que parcelou a dívida dos clubes. Afirmou, ainda, que sua ausência não prejudicaria o futebol brasileiro.

O Comitê Executivo se reúne novamente entre os dias 24 e 25 de setembro, em Zurique. Uma terceira ausência do brasileiro pode agravar ainda mais o desgaste político do país dentro da Fifa.

(LC)

03/07/2015

FBI aperta o cerco aos bandidos padrão FIFA

 

Televisa, "a Globo do México", é alvo do FBI por corrupção na Fifa. PF investiga CBF-Globo.

http://www.futbolpasion.mx/index.php?seccion=noticias&idn=32636

A TV Globo não pode mais dizer que "as empresas de mídia (TVs) não são alvo das investigações do FBI no escândalo de corrupção da FIFA". São sim.
O FBI adotou a linha de investigar diretamente as emissoras de TV, suspeitando que as empresas de marketing que intermediavam os direitos televisivos funcionam apenas como "fachada" para viabilizar e despistar o pagamento de propinas. Os verdadeiros corruptores seriam algumas emissoras de TV.
O FBI identificou que no México a FIFA vendeu os direitos de transmissão para a empresa de marketing Mountrigi. Esta vendeu para a Televisa. Só que a empresa Mountrigi é do próprio grupo Televisa. Para que criar uma empresa de fachada em vez da Televisa comprar diretamente da FIFA, perguntam os investigadores?
No Brasil também ocorreu um esquema de negociação semelhante. Federações de Futebol filiadas à Fifa venderam para o grupo Traffic direitos televisivos, que revendeu para a Globo. J. Hawilla, o dono da Traffic, é sócio de donos da Globo em afiliadas da TV Globo.
Chama atenção também a FIFA ter dispensado de fazer licitação no Brasil e vendeu diretamente para a Globo os direitos de transmissão das Copas de 2018 e 2022, alegando parceria de 40 anos com a emissora brasileira. A Record ameaçou processar a Fifa por conduta nociva à livre concorrência.
Segundo a coluna de Ricardo Feltrin, a Polícia Federal investiga os contratos da Globo com a CBF.
"Trata-se, inclusive, de parte da colaboração que o país vem fazendo com as investigações do FBI, que jogaram parte da cúpula do futebol mundial na cadeia (…) como sua relação [da Globo] com a CBF, especialmente a gestão Ricardo Teixeira, foi e ainda é atávica, ela entra no foco da investigação também", diz o colunista.

http://celebridades.uol.com.br/ooops/ultimas-noticias/2015/07/02/pf-investiga-relacoes-entre-cbf-e-globo.htm

Televisa, "a Globo do México", é alvo do FBI por corrupção na Fifa. PF investiga CBF-Globo. | Os Amigos do Presidente Lula

25/02/2014

“Só podia ser no Brasil”

Ah, e esses vira-latas não morrem do coração… O sistema judiciário perfeito, a economia perfeita, com tantos órgãos de inteligência e a burrice desbordando o ridículo. Estes são os EUA, meca dos descerebrados.

Refugiados dizem ter sido enganados pelo FBI

New York Times, Por FRANCIS ROBLES

Cinco homens do Sri Lanka deixaram suas cidades natais, devastadas pelas consequências de uma impiedosa guerra civil, e embarcaram em uma jornada de tráfico humano que percorreu diversos países e durou meses.

Cada um deles pagou US$ 55 mil por uma nova oportunidade nos EUA. Os homens foram capturados poucas horas depois de chegarem ao sul da Flórida e serviram como testemunhas do Serviço Federal de Investigações (FBI) norte-americano na investigação sobre as pessoas que os contrabandearam, uma cooperação que, foram levados a acreditar, os beneficiaria em seus processos nos tribunais de imigração.

Passados três anos, eles ainda estão na prisão, esperando uma decisão judicial. Estudos demonstram que a detenção média nos casos norte-americanos de imigração é de um mês. Os cinco solicitantes de asilo, apesar de não terem fichas criminais, estão na cadeia desde o final de 2010.

Especialistas dizem que os casos mostram a natureza subjetiva da aplicação das leis de imigração, afirmando que a chance de liberdade de um refugiado pode depender em larga medida das mãos a que sua pasta for encaminhada, fenômeno conhecido como "roleta dos refugiados". Além disso, há questões mais graves, sobre a maneira pela qual o governo trata imigrantes desprovidos de documentos que colaboram com investigações sobre tráfico humano.

Um advogado que representa os homens, de origem tâmil, disse que suas deportações eram iminentes. "A vida na prisão é horrível", disse um dos homens, um pescador de 35 anos que, como os demais prisioneiros entrevistados para o artigo, falou sob a condição de anonimato, devido ao histórico de detenção e tortura de deportados de origem tâmil em seu país. "Se eu ficar mais tempo aqui, enlouquecerei."

Os homens se conheceram no Sri Lanka em 2010, um ano depois que o governo derrotou uma insurgência de separatistas tâmeis. O cerco de três anos de duração custou cerca de 40 mil vidas.

O pescador disse que estava sendo extorquido no Sri Lanka, recebia ameaças de morte por telefone e foi forçado a deixar seu emprego em um partido de oposição. Depois de contatar um contrabandista chamado Mohan, ele deixou a mulher e um filho pequeno e fugiu em um voo de cinco escalas: Sri Lanka a Dubai, Moscou, Cuba, Haiti e Estados Unidos.

No Haiti, ele se encontrou com Mohan e com quatro outros imigrantes tâmeis. Eles chegaram à Flórida em dezembro de 2010. Lá foram levados a uma casa que servia como esconderijo, mas poucas horas mais tarde o FBI os acordou. Um membro da Força-Tarefa Unificada de Combate ao Terrorismo do sul da Flórida, que acredita que Mohan seja responsável por contrabandear cerca de 1.700 pessoas, tinha uma escuta no telefone de Mohan, de acordo com um queixa apresentada por Anthony Montgomery, agente especial do FBI.

Montgomery precisava de testemunhas. "Ele vinha à prisão todos os dias. Todos nós respondíamos: ‘Não, não, não’", disse o pescador, em uma cadeia no norte da Flórida. "Então ele prometeu que nos tiraria da prisão e traria minha família para cá". Quatro dos homens concordaram em identificar o contrabandista, com base em fotos, e o pescador prestou depoimento. Eles foram conduzidos ao tribunal e ficaram detidos na mesma cela que o homem que haviam acabado de denunciar.

Mohan, cujo nome real é Sri Kajamukam Chelliah, residente do Canadá, admitiu-se culpado por deliberadamente encorajar e induzir imigrantes a ingressar ilegalmente nos EUA e foi sentenciado a cinco anos de prisão.

O FBI nunca mais contatou os imigrantes.

Michael Leverock, porta-voz do FBI em Miami, disse que quatro dos cinco homens depuseram voluntariamente e admitiram cumplicidade por ingressar ilegalmente nos EUA. "Eles nunca receberam promessas de que o FBI os beneficiaria na imigração."

Os homens solicitaram asilo nos Estados Unidos, cada um deles relatando um histórico de perseguições. O juiz Rex Ford decidiu que suas histórias não eram críveis e ordenou a deportação dos cinco. O juiz se recusou a comentar.

Um tribunal de recursos devolveu os casos ao juiz Ford, que negou asilo em um dos casos e encerrou os outros quatro porque os homens, já exasperados, escreveram cartas a ele implorando para voltar para casa. "Quando saí de casa, tinha um problema", disse o pescador. "Agora estou sendo deportado e levando dois ou três problemas de volta comigo."

08/01/2014

Democracia sem opositores made in USA!

Filed under: CIA,Democracia made in USA,FBI,NSA,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 9:42 am
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Para bem entender como funciona a democracia made in USA, basta uma frase: “Nunca los capturaron, y los documentos robados que enviaron por correo de forma anónima a varios periódicos fueron la primera gota de lo que iba a convertirse en una lluvia de revelaciones sobre las extensas actividades de espionaje y guerra sucia del FBI contra grupos disidentes.”

Isso mesmo, extensas atividades de espionagem e guerra suja contra quem ouse discordar do Tio Sam. Se fazem isso com os próprios cidadãos, o que não fazem mundo afora?

Quantas siglas de espionagem têm os EUA? Dentre outras, posso citar de memória: CIA, NSA, FBI, DEA, Departamento de Estado, Consulados, Embaixadas…

Foi a mesma democracia perfeita que tentaram implantar no Brasil em 1964, como mostrou ontem El País.

E continuam fazendo. No Brasil, por exemplo, por trás das máscaras dos anonymous há sempre um rosto muito familiar à CIA/NSA. São os amestrados dos grupos mafiomidiáticos. Odeiam que o Brasil melhores, ou que procure distribuir renda seja em forma de Bolsa Família, seja através de políticos compensatórias, como as cotas.

Los ‘Snowden’ que robaron al FBI en 1971

Emergen varios activistas que hace 43 años filtraron documentos secretos de EEUU

Mark Mazzetti (NYT) Filadelfia 7 ENE 2014 – 21:19 CET19

John y Bonnie Raines, dos de los activistas que robaron los documentos, con sus nietos. / Mark Makela (NYT)

Cometer un crimen perfecto es mucho más fácil cuando no hay nadie que vigile.

Por eso, una noche de hace casi 43 años, mientras Muhammad Ali y Joe Frazier se aporreaban durante 15 asaltos en una pelea por el título mundial, retransmitida a millones de espectadores de todo el mundo, unos ladrones agarraron una ganzúa y una barra de hierro, entraron en una oficina del Federal Bureau of Investigation (FBI) a las afueras de Filadelfia y se llevaron prácticamente todos los documentos que había allí.

Nunca los capturaron, y los documentos robados que enviaron por correo de forma anónima a varios periódicos fueron la primera gota de lo que iba a convertirse en una lluvia de revelaciones sobre las extensas actividades de espionaje y guerra sucia del FBI contra grupos disidentes.

El robo cometido en Media, Pennsylvania, el 8 de marzo de 1971, tiene resonancias históricas que llegan hasta hoy, después de que las informaciones dadas a conocer por el excontratista de la Agencia Nacional de Seguridad (NSA) Edward J. Snowden hayan vuelto a dar una imagen nada favorable de las actividades de inteligencia del Gobierno y hayan abierto un debate nacional sobre los límites de las operaciones de vigilancia del Ejecutivo. Hasta ahora, los ladrones se habían mantenido en silencio sobre sus respectivos papeles en la operación. Se conformaban con saber que sus acciones dieron el primer golpe importante a una institución que había acumulado un poder y un prestigio inmensos durante el largo mandato de J. Edgar Hoover como director.

“Cuando se hablaba con alguien de fuera del movimiento sobre lo que estaba haciendo el FBI, nadie podía creérselo”, dice uno de los ladrones, Keith Forsyth, que por fin ha decidido reconocer su participación. “No había más que una forma de convencer a la gente de que era verdad, y era obtener los documentos escritos de su puño y letra”.

A estas alturas, ya no es posible juzgar por lo sucedido aquella noche a Forsyth, de 63 años, ni a otros miembros del grupo, y ellos han aceptado ser entrevistados antes de que se publique esta semana el libro escrito por una de las primeras periodistas que recibió los documentos robados. Betty Medsger, antigua redactora de The Washington Post, ha pasado años examinando el voluminoso expediente del FBI. sobre el caso y ha convencido a cinco de los ocho hombres y mujeres que participaron en el robo para que rompan su silencio.

A diferencia de Snowden, que descargó cientos de miles de archivos digitales de la NSA. en discos duros, los ladrones de Media trabajaron con métodos del siglo XX: estudiaron la oficina del FBI durante meses, se pusieron guantes para meter los papeles en maletas y colocaron las maletas en los coches preparados para la huida. Al terminar, se dispersaron. Algunos siguieron comprometidos en la lucha contra la guerra, mientras que otros, como John y Bonnie Raines, decidieron que el peligroso robo iba a ser su último acto de protesta contra la Guerra de Vietnam y otras acciones del gobierno y que querían cambiar de vida.

“No necesitábamos llamar la atención, porque habíamos hecho lo que había que hacer”, dice Raines, hoy de 80 años, que había dispuesto con su esposa que otros familiares criaran a los tres hijos en caso de que les enviaran a la cárcel. “Los sesenta ya habían quedado atrás. No teníamos por qué aferrarnos a lo que habíamos hecho entonces”.

Un plan meticuloso

El robo fue idea de William C. Davidon, catedrático de física en Haverford College y un personaje fijo en todas las protestas contra la guerra en Filadelfia, que, a principios de los setenta, era un foco candente del movimiento pacifista. Davidon se sentía frustrado por el hecho de que años y años de manifestaciones organizadas no parecían haber surtido un gran efecto.

En el verano de 1970, meses después de que el presidente Richard M. Nixon anunciara que Estados Unidos había invadido Camboya, Davidon empezó a formar un equipo con varios activistas cuyo compromiso y cuya discreción le inspiraban confianza.

El grupo –en un principio nueve, antes de que se retirase un miembro– llegó a la conclusión de que sería demasiado arriesgado tratar de entrar en las oficinas del FBI. en el centro de Filadelfia, donde las medidas de seguridad eran estrictas. De modo que se decidieron por una oficina más pequeña en Media, en un edificio de apartamentos situado enfrente de los juzgados del condado.

La decisión también tenía sus riesgos: nadie sabía con seguridad si una oficina tan pequeña iba a tener documentos sobre las operaciones de vigilancia de los manifestantes contra la guerra, ni si saltaría alguna alarma en cuanto abrieran la puerta.

El grupo pasó meses vigilando el edificio, pasando por delante a todas horas del día y de la noche, aprendiéndose de memoria las costumbres de sus residentes.

“Sabíamos cuándo volvían a casa del trabajo, cuándo apagaban la luz, cuándo se acostaban, cuándo se despertaban por la mañana”, dice Raines, que era profesor de religión en Temple University por aquel entonces. “Estábamos bastante seguros de conocer las actividades nocturnas en el edificio y alrededor de él”.

Pero cuando el grupo se quedó tranquilo fue cuando Bonnie Raines entró en la oficina y pudieron convencerse de que no tenía sistema de seguridad. Varias semanas antes del robo, Raines visitó la oficina haciéndose pasar por una alumna de Swarthmore College interesada en las oportunidades de empleo para las mujeres en el FBI.

El robo en sí se desarrolló sin ningún problema, salvo cuando Forsyth, el designado para forzar la cerradura, descubrió que el FBI había instalado en la puerta prevista un cierre que le era imposible abrir y tuvo que entrar por otra. El cierre de esta segunda puerta era un cerrojo sobre el picaporte que rompió con la barra de hierro.

Después de meter los documentos en maletas, los ladrones se subieron a los coches que tenían preparados y se reunieron en una granja para examinar lo que habían robado. Sintieron gran alivio al descubrir que la mayor parte consistía en sólidas pruebas de que el FBI estaba espiando a grupos políticos. Decidieron identificarse como la Comisión Ciudadana para Investigar al FBI y empezaron a enviar documentos escogidos a varios periodistas. Dos semanas después del robo, Betty Medsger escribió el primer artículo basado en los documentos, después de que el gobierno de Nixon intentara sin éxito que el Post los devolviera.

Otros medios que también habían recibido papeles, entre ellos The New York Times, siguieron con sus propias informaciones.

El artículo de Medsger citaba el documento quizá más perjudicial de todos, un memorándum de 1970 que permitía atisbar la obsesión de Hoover por cazar a los disidentes. En él se instaba a los agentes a intensificar sus interrogatorios de activistas antibélicos y miembros de grupos estudiantiles disidentes.

“Reforzará la paranoia endémica de esos círculos y convencerá aún más a todo el mundo de que hay un agente del FBI detrás de cada buzón”, decía el mensaje del cuartel general del F.B.I. Otro papel, firmado por el propio Hoover, revelaba una extensa operación de vigilancia de grupos estudiantiles negros en los campus universitarios.

Ahora bien, el documento que más habría ayudado a controlar las operaciones de vigilancia interna del FBI era una nota interna, con fecha de 1968, que contenía una palabra misteriosa: Cointelpro.

Ni los ladrones ni los reporteros que recibieron los documentos entendían el significado del término, y hubo que esperar a años más tarde, cuando el periodista de NBC News Carl Stern obtuvo más expedientes del FBI gracias a las obligaciones marcadas por la Ley de Libertad de Información, para que se perfilara qué era Cointelpro, abreviatura de Counterintelligence Program.

Desde 1956, el FBI llevaba a cabo un programa exhaustivo de espionaje de líderes de los derechos civiles, organizadores políticos y presuntos comunistas, y había intentado sembrar la desconfianza entre los distintos grupos de disidentes. Entre la siniestra lista de revelaciones se encontraba una carta con la que los agentes del F.B.I. habían querido chantajear al reverendo Martin Luther King Jr., al que amenazaban con denunciar sus aventuras extramatrimoniales si no se suicidaba.

“No era solo que espiaran a ciudadanos estadounidenses”, dice Loch K. Johnson, catedrático de asuntos públicos e internacionales en la Universidad de Georgia, que entonces era ayudante del senador demócrata por Idaho Frank Church. “El propósito de Cointelpro era destruir vidas y arruinar reputaciones”.

La investigación llevada a cabo por el senador Church a mediados de los setenta puso permitió saber más sobre la extensión de los delitos cometidos por el FBI, y desembocó en una mayor vigilancia por parte del Congreso de las actividades del FBI y otros servicios de inteligencia. El informe final del Comité Church sobre las operaciones de vigilancia interna era muy directo. “Demasiados organismos oficiales han espiado a demasiada gente, y se ha reunido demasiada información”, decía.

Cuando el comité publicó su informe, Hoover ya había muerto y el imperio que había construido en el F.B.I. estaba desmantelándose. Los 200 agentes que había asignado al caso del robo en Media volvieron casi con las manos vacías, y el FBI cerró el caso el 11 de marzo de 1976, tres días después de que prescribiera el delito de robo.

Michael P. Kortan, portavoz del F.B.I., dice que “varios acontecimientos de esa era, incluido el robo en Media, contribuyeron a cambiar los métodos del F.B.I. para identificar y abordar las amenzas internas contra la seguridad y a que el Departamento de Justicia emprendiera una reforma de las políticas y los métodos del F.B.I., y creara unas directrices de investigación”.

Según el libro de Medsger, The Burglary: The Discovery of J. Edgar Hoover’s Secret FBI (El robo: el descubrimiento del FBI secreto de J. Edgar Hoover), solo uno de los ladrones figuraba en la lista definitiva de sospechosos que se manejó antes de dar el caso por cerrado.

Una retirada silenciosa

Los ocho ladrones apenas se comunicaron durante la investigación del FBI y no volvieron a verse jamás en grupo.

Davidon murió a finales del año pasado de Parkinson. Tenía pensado hablar públicamente sobre su papel en el robo, pero otros tres ladrones, en cambio, han preferido mantenerse en el anonimato.

Entre los que sí han revelado sus nombres –Forsyth, los Raines y un hombre llamado Bob Williamson–, existe cierta preocupación por cómo se va a valorar su decisión.

Los años han moderado en parte las opiniones políticas radicales de John y Bonnie Raines. Sin embargo, dicen que sienten cierta afinidad con Edward Snowden, cuyas revelaciones sobre el espionaje de la NSA. les parecen un final digno de sus propios descubrimientos de hace tanto tiempo.

Saben que algunas personas les criticarán por haber participado en algo así, que, si les hubieran capturado y condenado, habrían podido estar separados de sus hijos durante años. Pero insisten en que nunca se habrían unido al grupo de ladrones si no hubieran estado convencidos de que iban a librarse de la cárcel.

“Parece como si hubiéramos sido increíblemente osados”, dice Raines. “Pero no había ni una sola persona en Washington –senadores, congresistas, ni siquiera el presidente– que se atreviera a pedir cuentas a J. Edgar Hoover”.

“Teníamos muy claro –concluye– que, si no lo hacíamos nosotros, nadie más lo iba a hacer”.

Traducción de María Luisa Rodríguez Tapia.

Los ‘Snowden’ que robaron al FBI en 1971 | Internacional | EL PAÍS

23/11/2013

Anonymous para nós, mas íntimos do FBI, NSA, CIA, DEA

Filed under: Anonymous,Arapongagem made in USA,FBI,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 8:23 pm
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Como o FBI usou hackers em sua guerra secreta contra o Brasil

Até a agência de espionagem canadense coletava informações sobre o Ministério das Minas e Energia do Brasil. Reportagem de Shobhan Saxena.

Shobhan Saxena (*)

Primeiro,  a notícia que fez manchetes em todo o mundo na sexta-feira, 15 de novembro. Jeremy Hammond, membro do grupo de hackers LulzSec, foi condenado a 10 anos de prisão em Nova Iorque por uma juíza americana, por ter acessado ilegalmente os servidores da empresa de inteligência privada Strategic Forecasting (Stratfor), em dezembro de 2011. Nessa operação, ele alegadamente roubou milhões de e-mails, milhares de números de cartões de crédito, e destruiu as informações da empresa no processo.   
A mídia norte-americana noticiou em detalhes a condenação de Hammond. Mas o que foi ignorado pela mídia foi a declaração de Hammond no Tribunal de Manhattan de que ele seguia as “instruções de um informante do FBI [Federal Bureau of Investigation] para invadir os websites oficiais de vários governos em todo o mundo”.
Em uma revelação chocante, Hammond disse ao tribunal que um colega hacker, conhecido como “Sabu”, deu a ele as listas de websites que eram vulneráveis a ataques, incluindo aqueles de muitos países estrangeiros. Em sua declaração, Hammond mencionou especificamente o Brasil, o Irã e a Turquia antes de a juíza Loretta Preska determinar que ele parasse de falar. A juíza havia avisado que nomes dos países envolvidos deveriam ser removidos para ficar em segredo.
“Eu invadi vários sites e entreguei várias senhas que permitiram Sabu – e por extensão seus contatos do FBI – controlar esses alvos”, disse Hammond ao tribunal. Sabu era um dos líderes do grupo de hackers LulzSec, afiliado ao grupo Anonymous, mas acabou sendo captado pelo FBI para ser um dos seus mais importantes informantes do mundo hacker depois de sua prisão em 2011.
Hammon fez uma grande revelação no Tribunal. Ele disse ao mundo que foi usado pelo FBI – através de Sabu – como parte de uma espécie de exército privado que atacou websites vulneráveis de governos estrangeiros. “O governo celebra a minha condenação e a minha prisão, com a esperança de que isso vá encerrar o caso. Eu assumi a responsabilidade sobre as minha ações, e aceitei que sou culpado, mas quando o governo vai responder por seus crimes?”, questionou Hammond no tribunal, antes de a juíza determinar que se calasse.
A juíza americana não queria que os nomes dos países-alvos da operação de hackers fossem revelados no tribunal. Mas Jacob Appelbaum, um conhecido pesquisador de segurança cibernética que vive em Berlin, divulgou a lista de websites-alvos e da informação disponibilizada no servidor do FBI por Sabu. “Essas intrusões ocorreram em janeiro e fevereiro de 2012 e afetaram mais de dois mil domínios, incluindo numerosos websites de governos estrangeiros no Brasil, na Turquia, na Síria, em Porto Rico, na Colômbia, na Nigéria, no Irã, na Eslovênia, na Grécia, no Paquistão, e outros…”, diz a declaração de Hammond,  segundo Appelbaum em uma série de tuítes na sexta-feira, 15 de novembro.
Isso significa que o FBI tinha como alvo todos esses países, incluindo o Brasil, através de um grupo de hackers. É interessante notar que o FBI prendeu Sabu em 7 de Junho de 2011, e no dia seguinte, o hacker concordou em tornar-se informante da agência americana. Duas semanas depois, houve um maciço ataque a websites governamentais brasileiros. 
Em uma notícia de Mathew Lynley no VentureBeat, um website tecnológico, em 22 de Junho de 2011, há a informação de que um integrante brasileiro do grupo de hackers LulzSec invadiu vários websites governamentais brasileiros como parte de uma campanha maciça de ataque de hackers liderada pelo LulzSec. A notícia, intitulada “LulzSec recruta hackers brasileiros e invade dois websites do governo”, diz que tanto o portal da Presidência da República do Brasil quanto o Portal Brasil, do governo, estavam fora do ar quando a VentureBeat tentou acessá-los. “Ambos os websites foram atacados pelo LulzSecBrazil, um sub-grupo do grupo de hackers que fez manchetes recentemente por vários ataques a alvos importantes”, diz a notícia.
Com Sabu dentro de uma prisão americana e trabalhando para o FBI como informante e usando hackers como Hammond para atacar websites de governos estrangeiros, fica claro que invadir websites do governo brasileiro era uma missão da agência americana.
Isso não é uma surpresa, após as revelações recentes sobre a Agência Nacional de Segurança (NSA)  mostrarem que os americanos transformaram em alvo a comunicação pessoal da presidente Dilma Roussef. Mais chocante foi a revelação de que a agência de espionagem canadense coletava informações sobre o Ministério das Minas e Energia do Brasil.  Antes havia sido noticiado – graças aos documentos revelados por Edward Snowden  – que os americanos espionaram a Petrobrás também.
Tudo isso  – as notícias sobre as espionagens da NSA e as revelações de Hammond no Tribunal – revela um cenário perigoso: já há uma guerra cibernética acontecendo no mundo. A guerra foi deslanchada pelos EUA e seus parceiros mais próximos com dois objetivos: o primeiro é roubar o máximo possível de informações sobre governos, cidadãos e empresas de outros países; e segundo, atacar websites de redes de outros governos. Enquanto o primeiro objetivo é conquistado sob a fachada de “luta contra o terror”, o FBI atira usando como apoio os ombros dos grupos de hackers para obter o segundo objetivo.
A Guerra cibernética não declarada é a última – e mais potente – arma da geopolítica nesses dias. Como as revelações de Edward Snowden mostraram, países de língua inglesa – EUA, Grã-Bretanha, Canadá, Austrália e Nova Zelândia – participaram conjuntamente de um grupo de espionagem, uma rede chamada “Cinco Olhos”. Seus maiores alvos eram países emergentes, como Brasil, Índia, Turquia e México, ou aquelas nações que seguem uma política externa independente.    
O principal objetivo de toda essa espionagem feita em nome da “luta contra o terrorismo” é o desejo dos países “Cinco Olhos” de manter o seu controle e domínio sobre os recursos minerais e energéticos para continuar com as rédeas da economia global. Isso explica o fato de os EUA terem dividido a missão de inteligência sobre a América do Sul com os outros países “Cinco Olhos”. 
Não é nenhum segredo que as empresas de petróleo britânicas e americanas planejam lucrar bilhões de dólares em seus campos de petróleo em torno das Ilhas Malvinas. O Brasil apóia a reivindicação argentina sobre essas ilhas, desenvolvendo sua própria tecnologia nas plataformas de petróleo no mar. Os “Cinco Olhos” querem saber tudo sobre a cooperação entre os dois países sul-americanos. Foi por essa razão que o Canadá – que encara o Brasil como uma ameaça nos campos de mineração – espionou o Ministério das Minas e Energia brasileiro.
O mesmo padrão de invasão cibernética, roubo e espionagem, foi repetido pelos “Cinco Olhos” em todo o mundo – da Índia ao Irã, passando pela Venezuela e China. Tudo isso com o objetivo de assegurar seus interesses financeiros. Mas os ataques do FBI a websites de vários governos são uma completa violação à sua soberania. Os americanos gostam de culpar os chineses por hackear redes de outros países, mas agora – graças a Hammond – sabe-se que o FBI dirige uma guerra secreta e suja contra outros países, especialmente aqueles que ousam seguir uma política externa e econômica independente.
Nenhum país pode parar esse ataque combinado da NSA, CIA e FBI e seus parceiros “Cinco Olhos”. Mas um esforço conjunto dos países emergentes pode pelo menos expor esse novo estilo de guerra suja.

Shobhan Saxena é correspondente do jornal indiano The Hindu na América do Sul

Como o FBI usou hackers em sua guerra secreta contra o Brasil – Carta Maior

19/01/2013

Veja como se comportam quem quer ensinar bons modos ao muçulmanos

Filed under: CIA,FBI,Isto é EUA!,Occupy Together,Occupy Wall Street,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 10:07 pm

 

“Crackdown Occupy”. Come finanza ed FBI hanno guidato il pugno di ferro contro Occupy Wall Street

Il Federal Bureau of Investigation ha contrastato il movimento Occupy WallStreet trattandolo come una cellula terroristica dormiente sul suolo americano. È quanto emerge da documenti parzialmente desecretati e resi disponibili dal Partnership for Civil Justice Fund dai quali risulta come, per combattere il dissenso anti-capitalista di Zuccotti Park, si siano utilizzate strategie e collegamenti dello spionaggio antiterrorista. Con le grandi corporation economiche e finanziarie a giocare un ruolo fondamentale.

Washington (Stati Uniti) – L’Fbi ha scatenato una guerra contro il movimento Occupy, tanto da definire la necessità di «un piano per ucciderne la leadership attraverso l’uso di fucili da cecchino».

È quanto emerge dalle ricostruzioni giornalistiche e della rete dopo il rilascio di alcuni documenti fortemente censurati della polizia federale americana alla fine di dicembre[1] e messi a disposizione dal Partnership for Civil Justice Fund (da ora, per brevità, PCJF) che ne aveva fatto più volte richiesta tramite il Freedom of Information Act che «obbliga la pubblica amministrazione a rendere pubblici i propri atti e rende possibile a tutti i cittadini di chiedere conto delle scelte e dei risultati del lavoro amministrativo». Ma nei frammenti di 112 pagine che Mara Verheyden-Hilliard – direttrice esecutiva del PCJF – definisce «la punta dell’iceberg»[2] – c’è scritto chi ha realmente gestito, e come, il pugno di ferro (crackdown, secondo la Verheyden-Hilliard[3]) contro il movimento di protesta. Non limitandosi ai soli cecchini.

Screenshot del documento FBI-OWS 7-1175251-001, pagina 61

Possono gli Stati Uniti definire protesta sociale (derivante dagli alti livelli di disoccupazione, secondo le preoccupazioni dell’Fbi della Florida) e terrorismo – internazionale e nazionale – sullo stesso livello di pericolosità, in particolare se quei movimenti di protesta sono più volte richiamati nei documenti come «non violenti»? Possono quegli stessi Stati Uniti permettere che, in nome della “guerra al terrorismo” lanciata dall’amministrazione Bush ed incrementata sotto Barack Obama, il Federal Bureau of Investigation si trasformi in «un’agenzia d’intelligence de facto di Wall Street e di Corporate America» (cioè l’insieme delle grandi holding statunitensi, ndr[4])?

Nazisti, hacker, terroristi e manifestanti. In un documento datato 9 dicembre 2011 si parla di un incontro tenutosi due giorni prima nel quale due analisti appartenenti al Field Intelligence Group di Memphis – i cui nomi rimangono segretati – hanno presentato un powerpoint sulle minacce terroristiche da porre all’attenzione del Joint Terrorism Task Force (una partnership tra varie agenzie, tra cui l’Fbi e il Dipartimento per la Sicurezza Interna, nata per fronteggiare il terrorismo interno ed internazionale dopo l’11 settembre). Insieme alla minaccia neonazista dell’Aryan Nations[5] e a quella terroristica portata dalla diffusione di Inspire[6], il primo magazine in lingua inglese realizzato da Al Qaeda nella penisola araba – la versione yemenita del gruppo terroristico – si trovano il gruppo di hackers di Anonymous ed il movimento di Occupy Wall Street.

Se le prime tre sono – nell’ottica statunitense – preoccupazioni condivisibili, può apparire meno comprensibile l’inserimento in questa lista anche del movimento di Zuccotti Park. A meno di non tornare di nuovo a leggere le carte. Al di là dell’”effetto” cecchino.

The OWS Memo. È il 4 luglio 2011. Su Twitter l’account di Adbusters pubblica i due tweet che trovate qui sotto. Il tweet delle 8.35 è, tra i due, il più interessante. Rimanda infatti ad un articolo – Revolution in America, pubblicato da Micah M. White il 21 aprile[7] – che inizia così:

«Questa è una sincera chiamata per una Rivoluzione Americana contro la decadente, vile plutocrazia che sta guidando la nostra nazione a fondo. Super-consumatori, Sinistri banchieri, celebrità puttane (celebrity whores) che cenano con foie gras e tartufo mentre più di 25 milioni di americani sono disoccupati e 2,8 milioni di case sono pignorate. Una cricca di avidi bastardi ha trasformato l’America, il pioniere della moderna democrazia, in una corporatocrazia dove un manipolo di inumane megacorps possiedono il nostro governo, i partiti politici, i tribunali, le scuole e i media. Il ricco un per cento ci sta prosciugando e spingendo, licenziati e pieni di debiti, verso il precipizio. Solo una insurrezione contro il loro ricco dispotismo può salvarci ora».

Proprio questo tweet, stando alla ricostruzione che ne fa l’agenzia di digital marketing iCrossing (qui ne parla Il Post[8]) è il primo passaggio dell’hashtag #OccupyWallStreet. È così che nasce ufficialmente il movimento che di lì a qualche mese porterà uno dei nodi principali dell’agenda mediatica internazionale a Zuccotti Park, Manhattan, New York. Il link al quale si rimanda con il tweet porta all’articolo che è, dunque, da considerarsi il vero manifesto – o una chiamata alle armi, a voler tenere il tono di quel testo – del movimento. Non esattamente una dichiarazione di pace, come si evince facilmente dai toni dell’incipit qui riportato.

È a questo punto che, come definito a pagina 2 del documento dell’Fbi, nasce la preoccupazione verso Occupy, creato dalla Adbusters Media Foundation la quale, attraverso l’omonima rivista bimestrale nata a Vancouver, Canada, nel 1989 dall’idea di Kalle Lasn, ex documentarista anti-capitalista si pone come una delle più importanti voci critiche del capitalismo e della società consumistica globale. È a nome di Lasn, scriveva Mattathias Schwartz sul New Yorker a novembre[9], che viene registrato il primo sito del movimento, OccupyWallStreet.org (cercandolo sui motori di ricerca, inoltre, il link rimanda alla campagna Adbusters di OWS). Registrazione che faceva seguito alla mail degli inizi di giugno inviata ai sottoscrittori del magazine nella quale si sosteneva che anche l’America avesse bisogno della sua Piazza Tahrir. Attraverso la Powershift Advocacy Advertising Agency inoltre, come riporta il sito italiano della rivista, Adbusters «crea campagne di comunicazione per associazioni come Greenpeace e Amici della Terra».

Se le prime avvisaglie del movimento si registrano già agli inizi di luglio, che l’Fbi se ne interessi ad agosto – il “Giorno della Rabbia” statunitense arriverà solo il 17 settembre[10] – non è un dato così illogico, alla luce della definizione di “movimento anarchico” che il Bureau dà ad Adbusters [pagina 2] e, di riflesso, ad Occupy. Non tanto logico è che il 19 agosto se ne occupi in compagnia del New York Stock Exchange/Euronext, la borsa valori più importante del mondo e, dunque, il cuore del potere finanziario statunitense.

Il NYSE è, secondo la ricostruzione dell’agenzia federale uno degli obiettivi primari della protesta, basata sull’«interrompere, influenzare e/o chiudere (shut down) le normali operazioni commerciali del distretto finanziario» e sulla possibilità di mettere in imbarazzo i banchieri, come scrive Beau Hodai su PrWatch.org[11].

Il 4 ottobre, invece, l’Fbi si mette in contatto con un altro dei nodi principali del potere economico americano: la Federal Reserve. il Tfo (Task Force Officer), incontra [pagg.90-91] l’Assistant Vice President della Law Enforcement Unit della Federal Reserve (il cui compito è quello supervisionare il personale di sicurezza della Banca Centrale americana) di Richmond, Virginia, «per trasmettere informazioni riguardanti il movimento noto come Occupy Wall Street. Il movimento è noto per essere pacifico ma altre dimostrazioni in tutti gli Stati Uniti hanno mostrato che altri gruppi si sono uniti nel Giorno della Rabbia e nel movimento Ottobre2011». La Fed, attraverso la propria sicurezza privata, raccoglieva informazioni sugli attivisti passandole poi all’Fbi, come previsto fin dal 2005 dal Domestic Security Alliance Council, creato dall’agenzia federale per la condivisione di informazioni e la cooperazione tra questa, il Dipartimento per la Sicurezza Interna (Department of Homeland Security) e oltre 200 tra le più importanti società americane[12], che nel 2010 costituivano circa il 34% del PIL e l’8,1% degli occupati americani[13].

La collaborazione fa inoltre parte della cosiddetta “Operazione Tripwire”, creata nell’estate del 2003 per «identificare potenziali cellule terroristiche dormienti negli Stati Uniti» attraverso il controllo sui viaggi, sulle transazioni finanziarie o sull’acquisto di dispositivi che possano essere «precursori di terrorismo», come scriveva all’epoca Greg Krikorian sul Los Angeles Times[14].

In base alla vecchia massima – declinata in funzione anti-terrorismo – che prevenire sia meglio che curare, i documenti rendono nota anche la rete di spionaggio (e gli abusi, come li definisce il PCJF) del Campus Liaison Initiative [pag.51], istituito nel 2008 come raccordo dell’Fbi con college e università americane per monitorare l’attività degli studenti – sia fisica che virtuale – al fine di evitare che questi possano essere cooptati da gruppi terroristici. Tale iniziativa ha di fatto creato una rete tra agenti federali e personale di college ed università (preferibilmente personale di sicurezza) che condividono informazioni sugli indicatori di minaccia, creando così una mappatura dell’attività degli studenti, indipendentemente dal grado di pericolosità o “terrorismo” che questa ha. Alcuni degli addetti alla sicurezza sono inoltre membri effettivi della National Joint Terrorism Task Force, che dirige tutte le 104 Task Force antiterrorismo nate dal 2002 all’interno dell’Fbi.

Dossieraggi. 8 ottobre 2011. [pag. 85] L’Fbi incontra una informatrice (la cui identità viene segretata nei documenti, identificata semplicemente come “dimostrante”, "protestor" nei documenti), come confermato anche dalla ricostruzione del Des Moines Register[15]) appartenente al movimento Occupy Des Moines, che mette al corrente il Bureau sui commenti del gruppo che, comunque, non permettono di configurare future minacce alla sicurezza pubblica o attività criminali. Per assicurare un miglior monitoraggio del gruppo, la donna ha messo a disposizione anche i propri dati e-mail e Facebook [pag. 86].

L’attività di dossieraggio, stando a quel poco che è possibile ricavare dal documento approvato il 12 ottobre [pag. 41] sarebbe però opera anche degli attivisti. Un analista federale ha riportato come gli amministratori delegati di Goldman Sachs e JP Morgan Chase dell’epoca (rispettivamente, Lloyd Blankfein e Jamie Dimon, quest’ultimo l’Ad statunitense più pagato nel 2011[16] con i suoi 23,1 miliardi di dollari) attraverso un’operazione di “doxaggio” (cioè il rilascio in rete di informazioni pubbliche su determinati personaggi) da persone riconducibili alla rete di Anonymous sfruttando siti come Pastebin.com, che permette di inviare informazioni in formato testuale anche in forma anonima per un certo periodo di tempo, una delle piattaforme più utilizzate dal gruppo hacktivista per la pubblicazione di dati e comunicati stampa[17].

Prove a (s)favore. L’unica minaccia di cui l’Fbi ha potuto dar prova va però nel senso opposto a quanto architettato. Non solo il già citato passaggio dell’uccisione dei leader tramite cecchini, ma anche il lancio di una “bomba chimica” [pag. 57] composta di carta stagnola e Drano (un prodotto sgorgante composto da idrossido di sodio, nitrato di sodio, cloruro di sodio e alluminio) nell’accampamento di OWSMaine[18] e l’uso di spray al peperoncino da parte di poliziotti newyorkesi contro i manifestanti.[19]

Bomba chimica del Portland Press Herald

«Il documento è fortemente censurato, ed è chiaro che l’FBI sta trattenendo molto più materiale. Chiediamo la completa divulgazione al pubblico del materiale inerente questa operazione», ha detto Heather Benno, avvocato del PCJF. Anche perché, dopo aver visto tutto questo, il dubbio è più che legittimo: se l’agenzia ha deciso che queste informazioni, tutto sommato, potevano essere rese note, cosa c’è scritto nelle parti censurate?

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Questo post lo trovate anche su:
http://www.infooggi.it/articolo/crackdown-occupy-come-la-finanza-ha-guidato-il-pugno-di-ferro-contro-occupywallstreet/35741/

NOTE:

[1] Potential Criminal Activity Alert [Unclassified], Situational Information Report, Federal Bureau of Investigation, 15 settembre 2011;
[2] FBI documents reveal secret nationwide occupy monitoring, The Partnership for Civil Justice Fund, 22 dicembre 2012;
[3] How the FBI monitored the Occupy Movement, di Mara Verheyden-Hilliard, Global Research, 31 dicembre 2012;
[4] FBI documents reveal secret nationwide occupy monitoring, The Partnership for Civil Justice Fund, 22 dicembre 2012;
[5] Aryan Nation – The terrorist next door di Mark Silk, The New York Times, 17 novembre 2002;
[6] Inspire, al-Qaeda’s English-language magazine, returns without editor Awlaki di Peter Finn, Washington Post, 2 maggio 2012;
[7] Revolution in America. Will Corporatocracy or Democracy prevail? di Micah M. White, Adbusters, 21 Aprile 2011;
[8] La storia del nome Occupy Wall Street, ilpost.it, 18 ottobre 2011;
[9] Pre-Occupied. The origins and future of Occupy Wall Street di Mattathias Schwartz, The New Yorker, 28 novembre 2011;
[10] Il "Giorno della rabbia" sbarca in Usa: occupiamo Wall Street di Simonetta Cossu, Liberazione, 6 settembre 2011;
[11] "Operation Tripwire" — the FBI, the Private Sector, and the Monitoring of Occupy Wall Street di Beau Hodai, PrWatch.org, 31 dicembre 2012;
[12] Domestic Security. Combating Crime, Protecting Commerce, Fbi Stories, Fbi.gov, 14 marzo 2011;
[13] About DSAC, dsac.gov;
[14] FBI Zeroes In on Potential Terrorists di Greg Krikorian, 13 dicembre 2003;
[15] Occupy Des Moines struggled with infighting, DesMoinesRegister.com, 27 dicembre 2012;
[16] Compensi in crescita per i manager,economiaweb.it, 25 giugno 2012;
[17] Pastebin.com vuole sfrattare Anonymous e gli hacker di Francesco Adessi, PianetaTech, 3 aprile 2012;
[18] Chemical bomb thrown at Occupy Maine camp, cbsnews.com, 24 ottobre 2011;
[19] Occupy Wall Street: inquiries launched as new pepper-spray video emerges di Robert Mackey and Karen McVeigh, The Guardian, 28 Settembre 2011;

Foto logo: adbusters.org

Casa originale di questo articolo

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21/08/2012

Isto é EUA!

Filed under: FBI,Isto é EUA!,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 9:10 am

 

FBI infiltrou agentes e ajudou a organizar ataques terroristas dentro dos EUA

"Operação flexão" é forte candidata a se tornar a trama mais incompetente da história do FBI

Quando o FBI (Departamento Federal de Investigação) anuncia que um plano terrorista foi desmantelado em território norte-americano, como ocorreu vezes nos últimos anos, a imprensa costuma comemorar. No entanto, pouco se fala sobre como o órgão equivalente à polícia federal norte-americana consegue dar cabo destas conspirações.
O outro lado da história é simples e estarrecedor: a própria instituição infiltra agentes em comunidades islâmicas (muitas delas pacíficas) para formar e encorajar novos terroristas – frequentemente adolescentes –  planejar ataques e até mesmo fornecer os materiais para torná-los realidade.
Parece mentira, mas não é. Essas informações foram descobertas e divulgadas pelo documentário de rádio "This American Life", produzido pela Chicago Public Media e transmitido em mais de 500 estações nos Estados Unidos. O trabalho jornalístico conta a história de uma das mais desastrosas e chocantes tramas armadas pelo FBI. 
Wikimedia Commons
Quartel-general do FBI em Washington
“Repetidamente, o FBI fabrica ataques terroristas”, escreve o analista Glenn Greenwald. “Eles se infiltram em comunidades muçulmanas para achar recrutas, os convencem a realizar ataques, fornecem dinheiro, armas e o know-how para levar seu plano adiante – apenas para saltar heroicamente no último instante, prender os supostos agressores que o FBI havia criado, e salvar uma grata nação de uma trama orquestrada… pelo próprio FBI”.
Denunciado
Em um desses casos, iniciado em 2006, um marginal de quinta categoria chamado Craig Monteilh foi recrutado pelo órgão para infiltrar-se numa mesquita em Orange County, na Califórnia.
Monteilh é branco, tem 1,87 metros e é musculoso como um fisiculturista. Sua missão era atrair homens da mesquita para a sua academia, onde os recrutaria para um plano terrorista com discursos sobre a jihad de Osama Bin Laden. O nome da missão: Operação Flexão.
Mas a operação encontrou uma pedra no meio do caminho: os alvos de Monteilh estavam mais interessados em jogar vídeogames do que na academia. Mesmo assim, Ayman e Yassir, os jovens que seriam aliciados pelo infiltrado marombeiro, gostaram do novato e começaram a andar com ele. Mas se assustaram quando Farouk, nome falso usado por Monteilh, começou a falar em “jihad” e “Osama Bin Laden” sempre que tinha uma oportunidade.

Leia mais

Nem Ayman e nem Yassir mostraram o mínimo interesse em discutir jihad ou terrorismo. Por isso, quando Monteilh começou a discutir a possibilidade de realizar um ataque à bomba, os dois jovens correram para denunciá-lo – para o próprio FBI.
O FBI negou-se a comentar a história. Principal órgão federal norte-americano de investigação, hoje o FBI está sendo processado por membros da mesquita.
E Craig Monteilh é a testemunha principal contra seus antigos empregadores.
No ano passado, a Associated Press ganhou o prêmio Pulitzer de reportagem investigativa depois de descobrir uma operação secreta de espionagem maciça da polícia de Nova York que monitorava comunidades muçulmanas da cidade, apesar de não haver evidências de atividade terrorista.
Os detalhes de alguns desses planos terroristas ganharam grande repercussão: em 2010, Mohamed Osman Mahamud planejou detonar uma bomba em um evento natalino lotado; em 2009, Hosam Maher Husein Smadi arquitetou a destruição de um arranha-céu em Dallas e Faruque Ahmed esboçou um ataque ao metrô de Washington; e em 2011, Rezwan Ferdaus foi preso depois de planejar atacar o Pentágono com aviões de controle remoto cheios de explosivos.
Seja por meio de infiltrações em mesquitas por parte do FBI ou por policiais que espionam cafés e lugares de convivência, não é de se espantar que muitos líderes muçulmanos nos EUA estejam denunciando um clima de medo e desconfiança, semeado por ineficazes – e às vezes risíveis – ações das forças de segurança norte-americanas.
Matéria veiculada na Agência Pública. Clique aqui paraler o original em inglês e aqui para ouvir o documentário de rádio do "This American Life".

Opera Mundi – FBI infiltrou agentes e ajudou a organizar ataques terroristas dentro dos EUA

28/04/2012

Democracia Made in USA

Filed under: CIA,Democracia made in USA,FBI,NSA,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 10:25 am

La Agencia de Seguridad Nacional te está vigilando

Amy Goodman

Democracy Now!

Tres ciudadanos estadounidenses fueron objeto de vigilancia a nivel nacional: un funcionario de inteligencia del gobierno, una cineasta y un hacker. Ninguno de ellos fue acusado de haber cometido algún delito, sin embargo, fueron rastreados, vigilados, detenidos (en algunos casos a punta de pistola) e interrogados sin tener acceso a un abogado. Todos ellos están decididos a enfrentarse a los crecientes ataques del gobierno contra quienes se oponen a sus políticas.

El funcionario de inteligencia, William Binney, trabajó durante más de 40 años en la Agencia de Seguridad Nacional (NSA, por sus siglas en inglés), el organismo de espionaje estadounidense que hace parecer pequeña a la CIA. Como director técnico del Grupo de Información de Análisis Geopolítico y Militar Mundial, Binney tenía la tarea de “determinar cómo podíamos resolver la recopilación y el análisis de información sobre asuntos militares y de geopolítica en todo el mundo, en cada país del mundo”. En la década de los 90, la NSA desarrolló un amplio sistema de escuchas telefónicas cuyo nombre en clave era ThinThread y que, según afirma Binney, respetaba la protección de la privacidad de los ciudadanos estadounidenses consagrada en la Constitución. Recordó que “después del 11 de septiembre, la NSA abandonó el respeto por la privacidad de los ciudadanos y la Casa Blanca, la NSA y la CIA decidieron eliminar las protecciones a los ciudadanos estadounidenses y vigilar las comunicaciones a nivel nacional. De modo que comenzaron a recopilar información a través de una empresa comercial. La empresa que sé que participó proporcionó probablemente en promedio 320 millones de registros de comunicaciones entre ciudadanos estadounidenses dentro del país”. Debido a que el espionaje generalizado a nivel nacional se convirtió en la norma, Binney renunció el 31 de octubre de 2001.

Binney, al igual que otros funcionarios de la NSA, expresó sus preocupaciones al Congreso y al Departamento de Defensa. Poco después, en el año 2007, cuando el entonces Fiscal General Alberto Gonzales estaba siendo interrogado en Capitol Hill acerca del espionaje a nivel nacional al que Binney se oponía, una docena de agentes del FBI irrumpieron en su casa con sus armas desenfundadas, apartaron del camino a su hijo y encontraron a Binney en la ducha. A pesar de que había sido amputado a causa de la diabetes, le apuntaron a la cabeza y lo obligaron a dirigirse al porche trasero para interrogarlo.

Esa mañana el FBI irrumpió en las casas de otros tres ex funcionarios de inteligencia. William Binney dijo sobre la redada del FBI: “Lo que realmente estaban haciendo era utilizar el castigo y la intimidación para evitar que fuéramos al Comité Judicial del Senado a decirles ‘Esto es lo que Gonzales omitió contarles’.” Binney nunca fue acusado de ningún delito.

La cineasta, Laura Poitras, es una documentalista nominada a los premios Oscar. Sus más recientes documentales son “My country, my country”, que trata de la ocupación de Estados Unidos en Irak, y “The Oath”, documental que filmó en Yemen. Desde 2006 Poitras ha sido detenida e interrogada en aeropuertos al menos 40 veces, le han confiscado su computadora y sus cuadernos de notas y presuntamente los copiaron, sin autorización judicial. La última vez, el 5 de abril, intentó tomar notas durante su detención pero los agentes le dijeron que dejara de hacerlo por considerar que el bolígrafo podía ser utilizado como arma.

Poitras me dijo: “Dijeron que la lapicera podía ser un arma peligrosa, que la lapicera representaba una amenaza para ellos. Yo estaba rodeada de agentes de frontera que llevaban armas, y al sacar una lapicera, la encuentran amenazante… Siento que no puedo hablar del trabajo que hago ni en mi propia casa. Tampoco en mi lugar de trabajo, ni por teléfono y a veces ni siquiera en mi propio país. De modo que el efecto intimidante es muy grande”.

El hacker, Jacob Appelbaum, trabaja como investigador de seguridad informática para una organización sin fines de lucro llamada Tor Project (torproject.org), que desarrolló un programa de software libre que permite realizar búsquedas en Internet en forma anónima y de ese modo evadir la vigilancia del gobierno. Tor fue en realidad creado por la Armada de Estados Unidos y ahora lo desarrollan y mantienen Appelbaum y sus colegas. El programa es utilizado por activistas de todo el mundo para comunicarse a través de Internet y es utilizado además por el controvertido sitio WikiLeaks para proteger a quienes les envían los documentos filtrados que publican. Appelbaum trabajó como voluntario para WikiLeaks, lo que provocó una fuerte vigilancia del gobierno de Estados Unidos sobre él.

Appelbaum habló en lugar de Julian Assange, el fundador de WikiLeaks, en una conferencia denominada Hackers en el Planeta Tierra ( HOPE ), ya que se temía que Assange fuera arrestado. Comenzó su charla diciendo: “Hola a todos mis amigos y admiradores que me siguen a través de las operaciones de vigilancia nacional e internacional. Estoy aquí hoy porque creo que podemos hacer un mundo mejor. Lamentablemente Julian no puede venir porque no vivimos en ese mundo mejor”. Appelbaum también fue detenido al menos una docena de veces en aeropuertos. Describió así lo que sucedió en una de las ocasiones: “Me pusieron en una habitación especial donde me cachearon, me pusieron contra una pared. …Otro me tomó de las muñecas. …El mensaje era que si no hacía un acuerdo con ellos, sería abusado sexualmente en prisión. …Se llevaron mis teléfonos celulares y mi computadora portátil, pero luego me los devolvieron. Básicamente querían hacerme preguntas sobre la guerra de Irak, la guerra de Afganistán, saber cuál era mi opinión política”.

Le pregunté a William Binney si creía que la Agencia de Seguridad Nacional tenía copias de todos los correos electrónicos que envío dentro de Estados Unidos, a lo que respondió: “Sí, creo que tienen la mayoría”.

Binney contó que dos senadores de Estados Unidos, Ron Wyden de Oregon y Mark Udall de Colorado, expresaron preocupación acerca de la vigilancia, pero que no han hablado públicamente ya que, según él, perderían sus bancas en el Comité Selecto del Senado sobre Inteligencia. Mientras tanto, el Congreso se encamina a votar la Ley de Intercambio y Protección de Información de Inteligencia Cibernética, conocida como CISPA (por sus siglas en inglés). Quienes defienden la libertad en Internet se oponen a este proyecto de ley porque sostienen que legalizará lo que, de hecho, la NSA ya está haciendo de manera ilegal.

Antes de votar la ley CISPA, los congresistas, a quienes les gusta citar a los fundadores del país, deberían recordar estas palabras de Benjamin Franklin: “Quienes estén dispuestos a renunciar a la libertad fundamental a cambio de seguridad temporal no merecen ni la libertad ni la seguridad”.

Amy Goodman es la conductora de Democracy Now!, un noticiero internacional que se emite diariamente en más de 550 emisoras de radio y televisión en inglés y en más de 350 en español. Es co-autora del libro "Los que luchan contra el sistema: Héroes ordinarios en tiempos extraordinarios en Estados Unidos", editado por Le Monde Diplomatique Cono Sur.

Denis Moynihan colaboró en la producción periodística de esta columna.

© 2012 Amy Goodman

Texto en inglés traducido por Mercedes Camps. Edición: María Eva Blotta y Democracy Now! en español, spanish@democracynow.org

27/04/2012

Mi patria es un libro

Filed under: Cultura,FBI,Isto é EUA!,Mircea Eliade — Gilmar Crestani @ 8:31 am

Norman Manea.

Por Juan Forn

En 1991 hubo un crimen de lo más bizarro en la Universidad de Chicago: un rumano, profesor de Historia de las Religiones, heredero de la cátedra de Mircea Eliade, fue asesinado de un balazo en la cabeza en los baños del campus. Un trabajo profesional (le dispararon con un pequeño calibre 25 desde arriba del tabique que separa los inodoros, el balazo fue tan certero que casi no había sangre cuando encontraron el cadáver) y con alta carga simbólica también (en Rumania relataron así el hecho en un periódico: “La masa fecal de su cerebro fue a parar a las cloacas a las que siempre perteneció”). El difunto profesor se llamaba Culianu, había descollado en su campo desde muy joven, defeccionó en su primera salida a Occidente, desde La Sorbona logró atraer la atención de un compatriota suyo en Chicago, que era la autoridad suprema en su campo: el legendario Mircea Eliade, quien lo invitó a trabajar juntos y delegó en él su cátedra antes de morir. Eliade llevaba cinco años bajo tierra cuando mataron a Culianu. Una de las teorías que investigaba el FBI era que lo hubiera despachado un sicario de la comunidad rumana de Chicago o de la mismísima Securitate (la policía secreta de Ceaucescu que seguía en funciones en Rumania, a pesar de su caída) para evitar que Culianu revelara el pasado fascista de Eliade.

Por esa razón, el FBI se presentó una mañana en el domicilio del novelista Norman Manea en Nueva York. Manea también era rumano, había logrado salir de su país en 1986, podía hablar de Eliade y de su país hasta que el FBI le pidiera clemencia, y a mí me gusta pensar que eso fue lo que hizo aquella mañana con esos dos agentes: lo mismo que en su novela autobiográfica El regreso del húligan. Me lo imagino diciéndoles: ustedes deben entender primero cómo funciona Rumania. Rumania, mande quien mande, siempre es antisemita. En Rumania, como le dijeron una vez al gran Saul Steinberg (otro rumano que logró irse), “somos antisemitas, pero no podemos renunciar a los judíos porque el rumano no tiene confianza en otro rumano: sólo al judío le confía sus secretos sucios”.

Los secretitos de Mircea Eliade se supieron finalmente cuando se publicó en 1996 en París el diario de su mejor amigo en la juventud, un judío rumano llamado Mihail Sebastian, que había muerto en su país en 1945, pero aquel diario llegó a París, estuvo cuarenta años bajo llave y sólo se publicó cuando su custodio (el hermano de Sebastian) pasó a mejor vida. El diario cuenta candorosa e insobornablemente la ruina moral de Rumania a partir de 1935: la amistad que unía a Sebastian con Eliade (y también con Emil Cioran) y cómo de pronto éstos empezaron a simpatizar con el fascismo a la rumana, los legionarios que se convertirían en la Guardia de Hierro y se encargarían de la limpieza étnica de su país a la orden de los nazis. El joven Cioran le decía al joven Sebastian: “Si yo hubiera nacido judío, me habría suicidado”. Sebastian miraba entonces a su mejor amigo, Eliade le sostenía fríamente la mirada, Sebastian escribía en su diario: “¿Por tan poca cosa acabará mi amistad con Mircea?”. Como sabemos, Cioran fue siempre más bestia que Eliade (nada más alejado del meticuloso historiador de las religiones que aquel corrosivo escarnecedor de toda fe), pero también fue más sincero. Cuando huyó a Francia en 1938, cortó todos los lazos que lo unían con su país (a diferencia de Eliade, que siguió en contacto secreto con los legionarios hasta el fin de sus días: el médico que firmó su certificado de defunción en Chicago era un rumano que había sido miembro de la Guardia de Hierro). Cioran dijo que se “desnacionalizó con éxito” por asco a todo lo rumano, empezando por él mismo: escribió sus libros en francés, borró el rumano de su cabeza, pero en la postrera hora, cuando estaba en ese país llamado Alzheimer, sólo balbuceaba frases sueltas en la antigua lengua: la exaltación apátrida sustituida por una dulce senilidad infantil. Las palabras no son mías; son de Norman Manea.

No sé si dije ya que el judío Manea fue enviado de chico con su familia a un campo de concentración en Transnistria, del que volvió vivo, pero convertido “en un viejo de nueve años”. Lo que no dije es que Manea fue concebido en una cama en el altillo de una librería de pueblo, en el confín oriental de Rumania, esa región de la que Paul Celan dijo una vez: “El paisaje de donde procedo quizá sea desconocido para la mayoría de ustedes, pero había una vez una región donde vivían hombres y libros…”. La noche de la concepción, los padres de Manea habían estado discutiendo con otros jóvenes judíos como ellos acerca de dos libros que acababan de llegar al pueblo: uno era de Mircea Eliade, el otro de Mihail Sebastian; uno había sido celebrado como obra maestra, el otro escarnecido por pretender pasar por rumano. Poco después, aquellos jóvenes judíos serían arreados a los campos. Algunos, como Manea, volverían con vida y comprobarían que en la nueva Rumania socialista seguían siendo lo que habían sido siempre: judíos, sólo útiles para escuchar los secretos sucios de los rumanos.

Pasan los años para Manea y un día se entera de que la Securitate ha logrado que su mejor amigo lo espíe. El propio amigo le confiesa que lo hizo a cambio de una cama de hospital para su padre moribundo. Manea y él redactan juntos los informes de delación, creen haber burlado así a la policía secreta, hasta que el amigo se esfuma de todos los lugares que solía frecuentar y corre la voz de que ha logrado escapar de Rumania. Manea se pasa los años siguientes observando paranoico a cada uno de sus demás amigos, preguntándose quién será el nuevo delator, hasta que la Securitate lo contacta a él: el judío siempre sirve para escuchar los secretos sucios. Manea, sin embargo, se guardó empecinadamente sus secretos hasta que logró hacerse expulsar del país. Por supuesto que los iba a contar, por supuesto que iba a ser un buen judío rumano, pero a su manera. Poniendo todo aquello en un libro, que yo creo que se escribió casi sólo en su cabeza aquella mañana interminable en que abrumó a los agentes del FBI explicándoles cómo funcionaba su país.

Primero debió regresar a Rumania (su jefe en el Bard College neoyorquino le pidió que lo acompañara de traductor en una visita oficial; él no pudo o no supo negarse; quería ver con sus propios ojos qué había cambiado en su país después de Ceaucescu; quería ver qué quedaba de su Rumania mental). “Pero así como marcharme no me liberó, el regreso no me hizo regresar. Un rumano vive a disgusto su propia biografía.” Manea llenó un cuaderno entero de notas febriles durante su viaje y se lo olvidó en el asiento del avión cuando bajó en Nueva York. Pidió desesperado a la compañía aérea que se lo recuperaran. “¿Cuál es su domicilio, si lo encontramos?”, le preguntaron. Y así fue como Norman Manea entendió: “Yo no vivo en un país, vivo en una lengua. Había una vez un lugar donde vivían hombres y libros…”. El cuaderno nunca apareció. Nunca se supo tampoco quién mató al profesor Culianu. Pero Norman Manea logró escribir ese libro en donde vive para siempre.

Página/12 :: Contratapa :: Mi patria es un libro

29/03/2012

El FBI reconoce que los hackers le ganan la partida

Filed under: Democracia made in USA,FBI,Liberdade de Expressão — Gilmar Crestani @ 7:29 am

 

El FBI reconoce que los hackers le ganan la partida

Jaime Domenech

theinquirer.es

Shawn Henry, subdirector del FBI, ha reconocido en una entrevista que a pesar de los últimos arrestos practicados contra varios hackers, las fuerzas de seguridad están por detrás de ellos en esta guerra que se libra en internet.

El dirigente ha reconocido que con los constantes cambios en la tecnología y en los modos de operar de los cibercriminales es complicado adelantarse a ellos y evitar que sus acciones afecten a la privacidad y seguridad de organizaciones y empresas en internet.

Por otro lado, Henry ha señalado que el principal obstáculo con el que se encuentran los gobiernos y las empresas para combatir el cibercrimen radica en que hay demasiados hackers trabajando en la red, y cuando alguno es detenido aparecen otros dispuestos a sustituirle.

Además, el directivo del FBI recuerda que internet cuenta con demasiadas vulnerabilidades que pueden ser explotadas por los cibercriminales como puertas de entrada para la sustracción de datos.

Asimismo, el secretario general de la Agencia de Seguridad Nacional (NSA), Keith Alexander, ha señalado que China se dedica a extraer parte de los secretos de propiedad intelectual de los Estados Unidos en materia militar y no se ha hecho gran cosa para parar al gigante asiático.

vINQulos

Cnet

Fuente: http://www.theinquirer.es/2012/03/28/el-fbi-reconoce-que-los-hackers-le-ganan-la-partida.html

Rebelion. El FBI reconoce que los hackers le ganan la partida

09/03/2012

Antivírus Panda é do FBI

Filed under: Anonymous,Antivírus Panda,FBI — Gilmar Crestani @ 7:19 am

Quem baixava o antivírus Panda pensando proteger seu computador estava, na verdade, abrindo as portas para a invasão de privacidade perpetrada pelo FBI.

Levantan cargos contra supuestos miembros de Anonymous; un conocido personaje de sus filas era informante

6 de marzo. Se levantaron cargos contra cuatro supuestos integrantes de Anonymous, en Gran Bretaña e Irlanda, y se arrestó a otro en Chicago. Fueron delatados por otro miembro del colectivo, Héctor Xavier Monsegur, The Real Sabu, uno de los más personajes más públicos, y que ahora se sabe que fue arrestado de forma secreta desde el año pasado y convertido en informante de la FBI. Supuestamente, al menos uno de los acusados participó en el hackeo de Stratfor. DJ Pangburn escribe en DeathandtaxesMag: “Anonymous, como colectivo global, ha crecido mucho más allá de la influencia de LulzSec y Sabu”. En respuesta a las detenciones, Anonymous atacó el sitio de PandaSecurity, al cual acusa de ayudar a la FBI en su investigación. También dio a conocer una Declaración de Independencia del Ciberespacio.

Publicado el: 7 de marzo de 2012

Levantan cargos contra supuestos miembros de Anonymous; un conocido personaje de sus filas era informante

Manifestantes durante una protesta contra ACTA, en Budapest, el 11 de febrero. Foto: Ap

De la redacción

6 de marzo. Se levantaron cargos contra cuatro supuestos integrantes de Anonymous, en Gran Bretaña e Irlanda, y se arrestó a otro en Chicago. Todos fueron delatados por otro integrante del colectivo, Héctor Xavier Monsegur, alias The Real Sabu, uno de los más personajes más públicos y que resultó que había sido arrestado de forma secreta desde el año pasado y convertido en informante de la FBI.
Supuestamente, al menos uno de los acusados participó en el hackeo de Stratfor y la sustracción de millones de correos electrónicos entregados a Wikileaks.
Hay gente que ya sospechaba que Sabu era un soplón y que cree que el colectivo saldrá adelante. DJ Pangburn escribe en DeathandtaxesMag: “A juzgar por los esfuerzos de Anonymous el año pasado, que incluyeron una hibridación con Ocupa Wall Street, el hackeo de Stratfor, la alianza con Wikileaks, infiltrarse en una llamada entre la FBI y Scotland Yard, la Operación Anti-ACTA”, entre otros proyectos, “parecería que Anonymous, como colectivo global, ha crecido mucho más allá de la influencia de LulzSec y Sabu”.
Mientras tanto, Anonymous ya respondió, atacando el sitio de Internet de PandaSecurity, al cual acusa de ayudar a la FBI en su investigación.
También acaba de dar a conocer una Declaración de Independencia del Ciberespacio, en la cual se lee: “Tus conceptos legales de propiedad, expresión, identidad, movimiento y contexto no aplican con nosotros. Todos están basados en la materia, y aquí no hay materia. Sólo hay ideas e información, y son libres”.

Levantan cargos contra supuestos miembros de Anonymous; un conocido personaje de sus filas era informante — Wikileaks en La Jornada

O poodle do FBI

Filed under: Anonymous,FBI,Stratfor,WikiLeaks — Gilmar Crestani @ 7:16 am

Quem garante que os vazamento não teriam acontecido por mando do FBI para poder incriminar a uns e outros, segundo seus interesses? Se tem FBI no meio é porque há algo de podre no ar.

Sabu, informante de la FBI, supuestamente participó en el hackeo de Stratfor

7 de marzo. Luego del golpe al colectivo hacktivista Anonymous, se cree que ahora podría ir contra Julian Assange, editor en jefe de Wikileaks. Ayer se dio a conocer que levantaron cargos contra cuatro supuestos integrantes de Anonymous y arrestaron a un quinto, gracias a Héctor Xavier Monsegur, Sabu, ex miembro del colectivo, quien según la FBI era su informante desde el verano pasado. Supuestamente, algunos de los acusados participaron en el hackeo a Stratfor, empresa de análisis en materia de seguridad, que resultó en la extracción de 5 millones de correos, que son publicados por Wikileaks en asociación con 25 medios, entre ellos La Jornada.

Publicado el: 7 de marzo de 2012

Sabu, informante de la FBI, supuestamente participó en el hackeo de Stratfor

Jeremy Hammond, supuesto integrante de Anonymous, contra quien ayer se levantaron cargos en Chicago, gracias a Sabu, ex miembro del movimiento e informante de la FBI. Foto: Ap

De la redacción

7 de marzo. “La FBI básicamente permitió que LulzSec/Anonymous hackeara Stratfor y le pasara todo ese material a Wikileaks. Sacrificaron a Stratfor a nombre de cazar a Julian Assange”, dice Gregg Housh, ex activist de Anonymous que sigue en contacto con el colectivo, en entrevista con Democracy Now!
Luego del golpe al colectivo hacktivista Anonymous, se cree que ahora podría ir contra Assange, editor en jefe de Wikileaks. Ayer se dio a conocer que levantaron cargos contra cuatro supuestos integrantes de Anonymous y arrestaron a un quinto, gracias a Héctor Xavier Monsegur, Sabu, ex miembro del colectivo, quien según la FBI era su informante desde el verano pasado. Supuestamente, algunos de los acusados participaron en el hackeo a Stratfor, empresa de análisis en materia de seguridad, que resultó en la extracción de 5 millones de correos, que son publicados por Wikileaks en asociación con 25 medios, entre ellos La Jornada.
Se cree que Monsegur proveyó una computadora propiedad de la FBI para la liberación de los correos de Stratfor. Por lo tanto, la FBI podría tener mensajes entre Assange y Anonymous. “Algunos creen que esto es parte de una estrategia mayor para construir un caso contra Julian Assange”, dijo Amy Goodman, de Democracy Now!, al inicio de la entrevista con Gregg Housh y Gabriella Coleman, profesora de la Universidad McGill, estudiosa del movimiento Anonymous y el hacktivismo.
Ars Technica, especializada en tecnología, va subiendo a su sitio una selección de lo último publicado acerca del caso de Monsegur.

Sabu, informante de la FBI, supuestamente participó en el hackeo de Stratfor — Wikileaks en La Jornada

09/02/2012

Anonymous move guerra contra FBI e Scotland Yard

 

EL MUNDO › LA ULTIMA ACCION DE ANONYMOUS, LOS CIBERGUERREROS QUE DEFIENDEN A WIKILEAKS Y MEGAUPLOAD

La pinchadura al FBI y a Scotland Yard

Sus acciones ya son parte de la resistencia permanente contra toda forma de violación de la libertad, según la entiende Anonymous. Saltó a la fama en el 2010 defendiendo a Assange.

Por Eduardo Febbro

Desde París

Guy Fawkes nunca pensó que sobreviviría a tantos siglos y menos aún que, más de cuatrocientos años después de sus andanzas, la máscara que lo representa se convertiría en pleno siglo XXI en el emblema de quienes, desde los indignados hasta los guerreros digitales de Anonymous, pasando por toda la galaxia de los grupos antiglobalización, se oponen con férrea voluntad al orden de un mundo ultraliberal, depredador e indolente. Sin embargo, este católico que el 5 de noviembre de 1605 casi logra hacer volar el Parlamento inglés con 30 kilos de pólvora cuando el rey James Primero estaba adentro es el rostro oficial de la revuelta occidental y, más precisamente, el distintivo con el cual el grupo de hackers reunido bajo la denominación de Anonymous se presenta al mundo.

Sus acciones ya son parte de la resistencia permanente contra toda forma de violación de la libertad según los criterios con los cuales Anonymous la entiende. Presente desde hace varios años en la escena del hacking contestatario, Anonymous saltó a la fama cuando, en 2010, en plena ofensiva oficial contra el fundador de Wiki-leaks, Julian Assange, el grupo atacó las empresas multinacionales que se habían sumado al boicot instrumentalizado por la administración norteamericana de todas las fuentes de financiación de Wikileaks: los portales de Amazon, PayPal, Visa, MasterCard y Postfinance, la filial de los servicios financieros de los correos suizos fueron bloqueados con el operativo Payback montado por Anonymous contra esas empresas que, sin la más remota orden judicial como base, trataron de impedir que el dinero llegara a Wikileaks.

¿Quiénes y de dónde vienen esos valientes que osaron franquear las puertas de lo más protegido para herir el corazón del sistema? Frédéric Bardeau y Nicolas Danet, los autores de un sobresaliente ensayo sobre Anonymous (Anonymous: ¿pirates informatiques ou altermondialistes numériques?), describen la influencia de esta galaxia sin jerarquía ni manual de instrucciones como un “movimiento que modifica la relación de fuerzas en el seno de la sociedad”. De acción en acción, Anonymous se instaló en el paisaje político mundial y excedió en mucho la herencia de sus padres culturales, es decir, toda la cultura contestataria norteamericana de los años ’70, perfectamente representada por Stephen Wozniak, el cofundador de Apple, y Richard Stallman, el iniciador del proyecto GNU. Anonymous se plasmó en cuatro operativos muy osados: el primero: los ataques contra la Iglesia de la Cientología en 2008; el segundo: la ciberofensiva contra el gabinete de abogados Baylout, defensores de los derechos de autor de la industria del disco y del cine en los Estados Unidos, y contra el portal de la Motion Picture Association of America (MPAA), asociación a la cual Anonymous persigue por sus “políticas excesivas” en la protección de los derechos de autor: el tercero fue la intervención a favor de Assange en lo que se conoció como el primer episodio de una auténtica guerra de la red.

El cuarto episodio remonta al pasado 19 de enero, justo después del cierre del portal de descargas Megaupload y del posterior arresto de su creador, el multimillonario Kim Schmitz. Lanzados desde los cuatro puntos cardinales del planeta, los ataques orquestados por Anonymous bloquearon los portales del Ministerio de Justicia norteamericano, los de la Casa Blanca, los de Warner y Universal, los del FBI, los del organismo que supervisa la red en Francia, Hadopi, y la estructura que administra los derechos de autor, la Sacem. Anonymous logró incluso introducirse en el portal de la presidencia francesa y modificar los mensajes de bienvenida. La quinta y última acción tiene apenas un par de días. Un grupo que se identificó como Anonymous hizo pública la grabación de una “reunión” telefónica entre el FBI y la policía británica en la cual se evocaban las acciones contra los ciberactivistas. ¿Donde están para meterse en esos vericuetos tan íntimos? “En todas partes”, responden Bardeau y Danet. Estos dos especialistas de las ONG observan que los Anonymous no son “piratas propiamente dichos porque no roban nada”. Tampoco son “terroristas”, desde luego, sino “un fenómeno mucho más vago cuyo único hilo conductor es la defensa de la libertad de expresión”. Bardeau y Nadet cuentan que, en cierto momento, “la CIA intentó realizar un perfil tipo de los simpatizantes de Anonymous: era tan borroso que terminaron apuntando hacia la mitad del planeta”.

Su lema se hace realidad: “Somos legión”. En este sentido, Bardeau destaca que los Anonymous “no son ni anarquistas ni sindicalistas revolucionarios, ni marxistas. Es un movimiento posmoderno, anónimo, planetario, descentralizado. Entre los Anonymous de Brasil, muy fuertes y movilizados contra la corrupción, y los de Austria y Alemania, todos antifascistas, no hay unidad, pero sí denominadores comunes como la libertad y la neutralidad de la red”. A diferencia de los indignados o los otros movimientos antiglobalización, Anonymous actúa desde el anonimato: no hay partido político ni foro ni cumbre, ni manifestación. Su identidad física es la máscara de un militante católico británico del siglo XVI y sus territorios son éstos: irc.anonops.li, Twitter @AnonOps, @Anony mousIRC, Facebook Anonymous, AnonOps.blogspot.com. El origen del nombre proviene de los foros anárquicos 4chan. En este portal norteamericano no hace falta inscribirse y cada participante recibe el seudónimo de “Anonymous”. Están en muchos lugares al mismo tiempo; algunos son hackers aficionados, otros no, universitarios, empleados, militantes de una o muchas causas.

Anonymous realiza a su manera el deseo no confesado de muchos ciudadanos del planeta: meter una piedra en el engranaje de la perfección ultraliberal.

Página/12 :: El mundo :: La pinchadura al FBI y a Scotland Yard

31/01/2012

El día en que el FBI resucitó el p2p

Filed under: FBI,Megaupload,P2P — Gilmar Crestani @ 8:06 am

Los usuarios vuelven al primigenio intercambio ‘par a par’ como alternativa a Megaupload, que era utilizada por la cuarta parte de los internautas esp‘añoles

Ramón Muñoz / Adrián Segovia Madrid 30 ENE 2012 – 21:55 CET15

Una usuaria mira a una pantalla donde aparece un mensaje de Anonymous. / JEAN-PHILIPPE KSIAZEK

El FBI ha cerrado Megaupload, el mayor almacén de contenido audiovisual que haya existido nunca. Apenas una semana después, su legión de adictos aún no se ha recuperado del golpe. Y es que el sitio, además de un negocio colosal para sus propietarios, era el suministrador líder de series y películas para 150 millones de usuarios en el mundo y cerca de siete millones en España. Su oferta era casi infinita, empequeñeciendo la de cualquier gran cadena física tipo Fnac o El Corte Inglés, y, más aún, a los portales de descargas legales. Con un par de clics se conseguía la serie o la película del momento, con mayor o menor rapidez y calidad, dependiendo de si se elegía la opción de pago (premium) o la gratuita.

Probablemente, a los usuarios el debate en torno a la legalidad de esta web por la infracción reiterada de los derechos de autor de que le acusan las autoridades les preocupe mucho menos que averiguar cómo tapar el hueco de ese hábito de consumo. Desde luego, y pese a algunas informaciones sin base estadística alguna, nada hace pensar que los adictos a Megaupload vayan a acudir en masa al cine o a consumir obsesivamente televisión.

Y, aunque la demanda de los videoclubs y de los portales legales de visionado online (streaming) como Filmin, Wuaki.tv, Cineclic, Voddler o Youzee ha crecido tras el cierre según sus responsables, su oferta es aún un grano de arena en comparación con la de Megaupload. Tan solo una plataforma como la estadounidense Netflix podría hacerle sombra, pero su desembarco en España se ha complicado por las reticencias de la industria audiovisual.

Competir con la gratuidad o los reducidos precios de la versión premium de Megaupload es todo un reto para la oferta legal: descargas ilimitadas por 60 euros al año o para toda la vida por 200 euros. Así que los usuarios han vuelto a escarbar en sus PC en busca de una alternativa gratuita que había caído en desuso pero que está en el origen de las descargas: el par a par o p2p. A diferencia de los servicios de hosting como Megaupload, en los programas de intercambio p2p los archivos están alojados en los ordenadores personales de millones de usuarios que, de forma desinteresada, los comparten con otros millones de internautas anónimos. Emule (red eDonkey) abrió la brecha del intercambio masivo de contenidos audiovisuales aunque su generalización vino de la mano del protocolo BitTorrent.

El streaming y las descargas directas han motivado un declive imparable del p2p. El dominio de Megaupload y sus homólogos es hasta ahora absoluto. Según datos de Comscore, solo Megaupload.com, uno de los varios dominios del portal, tenía en España 5,77 millones de visitantes únicos (diciembre 2011); Fileserve acumulaba 3,77 millones y Rapidshare 1,36 millones. Es decir, que uno de cada cuatro internautas hacía uso de estos programas.

El abismo abierto con el p2p se hace más patente aún si atendemos a la audiencia de los portales de enlaces que guían hacia los contenidos. Así, los que se nutren de Megaupload y sus afines arrasan frente a los del p2p. SeriesYonkis y PeliculasYonkis acumulan 5,81 millones de visitantes, y CineTube, 3,53 millones. Muy lejos se sitúan EliteTorrent (312.000 visitantes únicos) o TorrentSpain (74.000), que están entre los más conocidos de enlaces BitTorrent.

Esa situación puede estar a punto de cambiar. A la espera de datos aún fiables de audiencia, los primeros signos apuntan a una resurrección del p2p, cuyo tráfico de paquetes en Europa ha alcanzado el 15% del total (Inoque).

Los inconvenientes del p2p frente a la descarga directa son varios: hay que abrir el ordenador al resto de usuarios, con el consiguiente problema de seguridad, se expone a virus y archivos falsos (fakes) y la descarga es más lenta. Con todo, el pero más acuciante es asegurarse un repertorio pirata amplio. Megaupload lo tenía más fácil gracias a su sistema de recompensas. Pagaban a los clientes que subían las películas y series que más se descargaban. De esta forma, los uploaders competían por subir contenido pirata a sus servidores. Y Megaupload tenía cada vez más clientes dispuestos a pagar su abono por ese nutrido catálogo. Al no satisfacer derechos a las productoras, los costes eran mínimos y el negocio redondo, a juzgar por los bienes incautados a Kim Schmitz, su fundador y por los ingresos del portal, estimados en 150 millones de dólares.

En el p2p esa componente de negocio no existe, por lo que el contenido depende de la voluntad solidaria de sus usuarios: cuantos más archivos compartan desde sus ordenadores encendidos, más obra disponible hay. Basta desempolvar el mítico eMule para comprobar la penuria actual de su catálogo. De hecho, el uso de las aplicaciones que gestionan las descargas también está en declive. Ares (BitTorrent) cayó un 6,8% en el último año, y eMule, un 36,2%. La situación puede dar un vuelco si los usuarios vuelven a estos programas y les inyectan contenidos.

La pregunta que se hacen muchos es si pueden correr la misma suerte legal que Megaupload. Paloma Llaneza, abogada experta en Internet, lo aclara: “No es más difícil que perseguir las descargas directas, ya que se puede rastrear a los usuarios por la IP. La cuestión es que compartir con un amigo una copia de una película cuyo DVD has comprado podría entrar en una interpretación extensa del derecho de copia privada. Compartir una copia pirata con una pluralidad de pares es una infracción civil, pero no penal ya que, en principio, no hay ánimo de lucro. En España las operadoras saben qué usuarios tienen más tráfico y estarían en condiciones de aplicar una ley a la francesa. Por ahora, la ley Sinde no contempla esa opción”.

Megaupload: ‘borrado total’

TOMÁS DELCLÓS

Preocupantes noticias sobre el destino final de los documentos depositados en Megaupload por los internautas. Las autoridades federales de EE UU han terminado el registro de los servidores y copiado lo que consideran pruebas para inculpar a los responsables del portal clausurado. Las dos empresas que mantienen los servidores de alojamiento de la compañía podrían iniciar esta semana el borrado de los datos. Megaupload tiene congelados sus fondos y no puede pagar el mantenimiento de los mismos.

Carpathia Hosting y Cogent Communications Group podrían iniciar el borrado indiscriminado de datos esta misma semana. Según los fiscales, el futuro de los datos únicamente debe ser decidido ahora por estas dos empresas de albergue.

El día en que el FBI resucitó el p2p | Cultura | EL PAÍS

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