Ficha Corrida

13/12/2016

Scripta manent

Temer e Mentir é na Folha Uma interpretação à luz dos mais recentes acontecimentos fazem da carta aberta do Michel Temer, vazada para Moreno, da Globo, a prova cabal da honestidade da Dilma e da desonestidade do MiShell Temer. Há até o cheque de um milhão, nominal a ele. Mas, como Judas, negará sempre. A carta contém todos os elmentos probatórios das suas ligações mafiosas.

Leia abaixo a íntegra da carta obtida pela GloboNews:

São Paulo, 07 de Dezembro de 2.015.

Senhora Presidente,

"Verba volant, scripta manent" (As palavras voam, os escritos permanecem) – é isso aí, tua carta é nossa prova do teu envolvimento…

Por isso lhe escrevo. Muito a propósito do intenso noticiário destes últimos dias e de tudo que me chega aos ouvidos das conversas no Palácio. – onde se lê noticiário, leia-se indução ao golpe pela Rede Globo, aquela que mudou uma rodada do Brasileirão para levar sua manada de adestrados, via RBS, ao Parcão, em Porto Alegre.

Esta é uma carta pessoal. É um desabafo que já deveria ter feito há muito tempo. – usar carta, em tempos de internet, eu ia dizer passadismo, mas é velhacaria mesmo.

Desde logo lhe digo que não é preciso alardear publicamente a necessidade da minha lealdade. Tenho-a revelado ao longo destes cinco anos. – se MT entender isso aí por lealdade, o que seria deslealdade?!

Lealdade institucional pautada pelo art. 79 da Constituição Federal. Sei quais são as funções do Vice. À minha natural discrição conectei aquela derivada daquele dispositivo constitucional. errata, onde se lê art. 79 da CF, leia-se art. 171 do CP. Quem faz uma carta destas não tem faz uma natural “descrição”. Discrição era ter ficado apenas como decorativo.

Entretanto, sempre tive ciência da absoluta desconfiança da senhora e do seu entorno em relação a mim e ao PMDB. Desconfiança incompatível com o que fizemos para manter o apoio pessoal e partidário ao seu governo. – tirando a recatada é dólar, quem hoje confia no Senhor? E no PMDB do Romero Jucá, ou seria CAJU, do Eliseu Rima Rica, do Geddel Vieira Lima, do Moreira Franco, ou seria Angorá, do José Sarney, do Eduardo CUnha, do Sérgio Cabral Filho?!

Basta ressaltar que na última convenção apenas 59,9% votaram pela aliança. E só o fizeram, ouso registrar, por que era eu o candidato à reeleição à Vice. – sim, porque se fosse para cabeça da chapa, só a lista do parágrafo anterior teria votado em ti.

Tenho mantido a unidade do PMDB apoiando seu governo usando o prestígio político que tenho advindo da credibilidade e do respeito que granjeei no partido. Isso tudo não gerou confiança em mim. Gera desconfiança e menosprezo do governo. – com vazamento dos diálogos do Romero Jucá e agora a Lista Odebrecht, entendeu agora porque não gerava nem geras confiança, mas merece só menosprezo e tornozeleira eletrônica!?

Vamos aos fatos. Exemplifico alguns deles.

1. Passei os quatro primeiros anos de governo como vice decorativo. A Senhora sabe disso. Perdi todo protagonismo político que tivera no passado e que poderia ter sido usado pelo governo. Só era chamado para resolver as votações do PMDB e as crises políticas. – como vice-decorativo foi seu melhor desempenho em toda sua vida. Marcela que o diga.

2. Jamais eu ou o PMDB fomos chamados para discutir formulações econômicas ou políticas do país; éramos meros acessórios, secundários, subsidiários. – isso mesmo, não é só o senhor que não entende, mas parte da própria esquerda não entende que  aliança é para ganhar eleição, não para mandar. Se fosse para mandar, seria cabeça, como agora. Quando do PMDB formula políticas econômicas, como agora, os trabalhadores, e também os aposentados, sentem no próprio no próprio salário, e também no desemprego o que isso significa. Está aí sua pinguela para o futuro para provar.

3. A senhora, no segundo mandato, à última hora, não renovou o Ministério da Aviação Civil onde o Moreira Franco fez belíssimo trabalho elogiado durante a Copa do Mundo. Sabia que ele era uma indicação minha. Quis, portanto, desvalorizar-me. Cheguei a registrar este fato no dia seguinte, ao telefone. – sábia decisão da Dilma, que descobriu, sem ajuda do MP ou PF, quem era Moreira Franco…

4. No episódio Eliseu Padilha, mais recente, ele deixou o Ministério em razão de muitas "desfeitas", culminando com o que o governo fez a ele, Ministro, retirando sem nenhum aviso prévio, nome com perfil técnico que ele, Ministro da área, indicara para a ANAC. Alardeou-se a) que fora retaliação a mim; b) que ele saiu porque faz parte de uma suposta "conspiração". – suposta conspiração, porque, como sapes, houve um suposto golpe… Aliás, por falar em Padilha, desde os precatórios do antigo DNER os gaúchos sabemos de onde saiu o gado que pastam em suas fazendas…

5. Quando a senhora fez um apelo para que eu assumisse a coordenação política, no momento em que o governo estava muito desprestigiado, atendi e fizemos, eu e o Padilha, aprovar o ajuste fiscal. Tema difícil porque dizia respeito aos trabalhadores e aos empresários. Não titubeamos. Estava em jogo o país. Quando se aprovou o ajuste, nada mais do que fazíamos tinha sequência no governo. Os acordos assumidos no Parlamento não foram cumpridos. Realizamos mais de 60 reuniões de lideres e bancadas ao longo do tempo solicitando apoio com a nossa credibilidade. Fomos obrigados a deixar aquela coordenação. – o ajuste fiscal é um tema tão difícil que foi a primeira e única coisa que tenta fazer até agora. O que queria à época, é o que fazes agora, foder com o trabalhador pague as contas da incompetência da Rede Globo e seus finanCIAdores da FIESP, incluindo o pato do Skaf…

6. De qualquer forma, sou Presidente do PMDB e a senhora resolveu ignorar-me chamando o líder Picciani e seu pai para fazer um acordo sem nenhuma comunicação ao seu Vice e Presidente do Partido. Os dois ministros, sabe a senhora, foram nomeados por ele. E a senhora não teve a menor preocupação em eliminar do governo o Deputado Edinho Araújo, deputado de São Paulo e a mim ligado. – hoje fica fácil ignora-lo, mas à época, só uma pessoa honesta e corajosa o faria. Palmas para Dilma que ignorou um ignorante!

7. Democrata que sou, converso, sim, senhora Presidente, com a oposição. Sempre o fiz, pelos 24 anos que passei no Parlamento. Aliás, a primeira medida provisória do ajuste foi aprovada graças aos 8 (oito) votos do DEM, 6 (seis) do PSB e 3 do PV, recordando que foi aprovado por apenas 22 votos. Sou criticado por isso, numa visão equivocada do nosso sistema. E não foi sem razão que em duas oportunidades ressaltei que deveríamos reunificar o país. O Palácio resolveu difundir e criticar. – tanto conversava com a oposição à Dilma que levou consigo no golpe José Tarja Preta Serra, Antônio Imbassahy, Aécio Neves. Todos derrotados por Lula e Dilma.

8. Recordo, ainda, que a senhora, na posse, manteve reunião de duas horas com o Vice Presidente Joe Biden – com quem construí boa amizade – sem convidar-me o que gerou em seus assessores a pergunta: o que é que houve que numa reunião com o Vice Presidente dos Estados Unidos, o do Brasil não se faz presente? Antes, no episódio da "espionagem" americana, quando as conversar começaram a ser retomadas, a senhora mandava o Ministro da Justiça, para conversar com o Vice Presidente dos Estados Unidos. Tudo isso tem significado absoluta falta de confiança; – tirando a Rede Globo, o MBL, o pessoal que veste camisas verde-amarelas da CBF, a Folha de São Paulo, o Estadão, a Veja, a RBS, o Eduardo Cunha, Moreira Franco, FHC, Aécio, Padilha, Sarney, Jucá, Paulo Skaf, e todos os delatados na Lista Odebrecht, todos os demais tem “absoluta falta de confiança” no senhor.

9. Mais recentemente, conversa nossa (das duas maiores autoridades do país) foi divulgada e de maneira inverídica sem nenhuma conexão com o teor da conversa. – uma conversa vazada da mesma maneira que esta sua carta… Aliás, o que o senhor disse a respeito do vazamento da conversa da Dilma com Lula jogralizada pela sua mentora, a Rede Globo?

10. Até o programa "Uma Ponte para o Futuro", aplaudido pela sociedade, cujas propostas poderiam ser utilizadas para recuperar a economia e resgatar a confiança foi tido como manobra desleal. – sua ponte para o futuro caiu, porque seus fundamentos, como uma caixa de Pandora, que Dilma já sabia, foi alicerçado nas costas dos trabalhadores e aposentados.

11. PMDB tem ciência de que o governo busca promover a sua divisão, o que já tentou no passado, sem sucesso. A senhora sabe que, como Presidente do PMDB, devo manter cauteloso silencio com o objetivo de procurar o que sempre fiz: a unidade partidária. – o senhor confirma então que o PMDB, sob seu comando, era uno e indivisível, por isso está todo e por inteiro na Lista Odebrecht?

Passados estes momentos críticos, tenho certeza de que o País terá tranquilidade para crescer e consolidar as conquistas sociais. – como uma verdadeira Cassandra, suas previsões são mais furadas que uma rede cearense…

Finalmente, sei que a senhora não tem confiança em mim e no PMDB, hoje, e não terá amanhã. Lamento, mas esta é a minha convicção. – Dilma e todas as pessoas honestas não tem confiança nem em ti nem nos seus a$$oCIAdos, porque são todos do mesmo naipe, farinha do mesmo saco.

Respeitosamente,

Michel Temer 

A Sua Excelência a Senhora

Doutora DILMA ROUSSEFF

DO. Presidente da República do Brasil

Palácio do Planalto

Anúncios

04/12/2016

PSDB, que já foi CUnha, agora é Temer

Os Santos do ConclaveAté a Folha, uma espécie de porta-voz oficial do PSDB, admite que seu partido é o partido do golpe. O PSDB tinha como favas contadas, como se administrasse o código do programa das urnas eletrônicas, a eleição do Napoleão das Alterosas. O playboy do Leblon perdeu. E não soube perder. O PSDB não soube perder. Abraçou-se aos seus amigos de sempre, Folha, Estadão, Veja, Rede Globo & RBS, para sabotar o governo de forma a tornar heroína, acredite se quiser, chamada de Janaina Paschoal. No momento, não ninguém mais parecido com o que se tornou o PSDB do que a pomba gira dos 45 mil.

Se por trás do finanCIAmento do MBL está o PSDB, por trás do PSDB está os que se locupletaram e se locupletam nos governos do PSDB, a velha mídia. Os a$$oCIAdos do Instituto Millenium é a mão que balança a democracia. A velha mídia brasileira tem um histórico de parceria com o totalitarismo. Dizer isso parecer chover no molhado, mas, infelizmente, a velha mídia continua adestrando pessoas com baixo QI. Seu exército de midiotas é capaz de portar cartazes do tipo “Somos Todos CUnha”, ou sonegação não é crime.

Sem falar nos débeis mentais que usam a democracia para pedir o retorno da ditadura. Usam a liberdade de expressão para pedir a proibição da liberdade de expressão. Parece caso para psiquiatras, mas, pelo que se sabe, psiquiatras não tratam de mau caratismo.

A cada novo Catão desnudo, fica mais patente que é a plutocracia que não mede esforços para impor essa plutocracia aí. Se ela se instalou no Planalto e de lá opera, é porque alguém a pôs lá. E a destruição do PT fez parte desta engrenagem. Destruir quem poderia se contrapor à cleptocracia para que ela pudesse atuar com desassombro e desfaçatez.

Não é por acaso que, até agora, todos os delatores, apesar do esforço em tentar envolveram  Lula, negaram. Ao contrário, todos envolvem Aécio Neves. E no entanto, ele continua aí, como todo inimputável, tramando… sorridente.

 

A cabeça de Temer e o PSDB

Pedro Ladeira – 27.abr.2016/Folhapress

Temer, se reúne com o presidente do senado, Renan Calheiros, e o presidente do PSDB, Aécio Neves

Michel Temer e os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do PSDB, Aécio Neves (MG)

04/12/2016 02h00

Mais opções

Recaída foi o assunto da semana. A recaída da economia em ritmo acelerado de recessão. A recaída na crise política aguda. A recaída de um presidente, pois se discute de modo aberto se Michel Temer resistirá no cargo.

Quanto ao destino de Temer e da crise política, que não é apenas do governo, a conversa se concentrou na atitude do PSDB, o que não é lá trivial, pois há mais times no jogo (o que faria o PMDB? Qual seria o preço do Centrão?). Mas assim foi.

Geraldo Alckmin, Aécio Neves e FHC declararam em público ou nem tanto, mas para quem quisesse ouvir, que estão fechados com Temer. Mais ainda, que vão ajudar a remendar a economia de modo a evitar que o país não chegue mais arrebentado em 2019, primeiro ano do próximo governo.

PSDB e PMDB estão unidos, pois, até que a morte os separe. Mortal seria ver Temer e seu grupo atingidos em cheio pela Lava Jato, um tumulto terminal nas ruas ou uma recaída caótica no pior da recessão, dizem tucanos. Como ver tais coisas? Não dá. Há um nevoeiro na ponte para o futuro até 2017, que talvez não se dissipe antes do Carnaval de 2017, antes de março, no mínimo.

Cruzar os braços até lá sem se afastar de Temer implica o risco de naufragar com o presidente. O grupo de Aécio se anima a recompor o governo, não apenas substituindo as cabeças cortadas do grupo do presidente, as de hoje (Geddel Vieira Lima) ou de amanhã (Eliseu Padilha).

Pretende levar assessores, economistas em particular, para ajudar no remendo. Além do mais, está "de bem" com os PMDBs de Câmara e, ainda mais, Senado. Renan Calheiros sabe que a casa cai sem o PSDB e tem dito tal coisa a Temer –tudo sempre segundo tucanos, claro.

Esses tucanos e gente ligada a FHC não acreditariam mais na "solução TSE" (condenação da chapa Dilma-Temer e convocação de eleição indireta), "a princípio". Alckmin, correndo por fora da cozinha do governo Temer, concorda, sem maiores compromissos.

Em suma, seria melhor deixar Temer e o PMDB na linha de frente do tiroteio da impopularidade e trabalhar na retaguarda, sem assumir o governo

O que fazer para remendar a economia? Acelerar as "reformas" no Congresso ("teto", Previdência), acelerar privatizações e concessões de infraestrutura, o de sempre.

De imediato? Dar um jeito no endividamento das empresas. Ao menos um economista na Fazenda, ao menos um no BNDES e seus amigos na academia ou em bancos acham que empresas poderiam estar produzindo mais se não estivessem estranguladas até no capital de giro.

Haveria já mais demanda do que produção. Faltaria um dinheirinho para refazer estoques. Seria um estímulo pequeno, mas que poderia barrar a onda de desânimo e outra recaída em ritmo acelerado de recessão. De onde viria o dinheiro? Resta apenas o BNDES.

Impostos ou reoneração não são ideias bem aceitas, "por ora": afetam consumo, investimento, inflação. Melhor seria buscar logo receita de privatizações e concessões a fim de abater o deficit.

Esses economistas estão assustados, mas acham que há uma onda de ansiedade. Que 2017 não está dado e que, apesar do surto de pessimismo, ainda há "dispersão nas boas previsões" (de estagnação a crescimento de 1,5% no ano que vem).

26/11/2016

A plutocracia que sustenta a cleptocracia

Coincidentemente, mas só coincidência mesmo, todas figurinhas carimbadas do PSDB.

Pacto 1 Pacto_2

Pacto_3Pacto_4

Pacto_5

Pacto_6

21/11/2016

Caiado por fora, merda por dentro!

caiado por foraSe você, que a marchou ao lado do Movimento de Bundas Liberadas ainda não vomitou, não se preocupe. Eu vomito por ti! Pedro Taques, outro da turma turma do Ronaldo Caiado e do Demóstenes Torres, é também parceiro do Napoleão das Alterosas. Como disse o Rodrigo Duvivier, Dani Schwery tem jeito de quem limpa o chão merda. Não bastasse a pomba gira da Janaína Paschoal e da “mulher selva” dos cogumelos alucinógenos, agora aparece Dani Schwery posando de Madalena Arrependida

Nem a República de Saló reuniu tanta gente escrota.

O resultado disso tudo é esse cheiro insuportável. De Geddel Vieira Lima à Rede Globo, passando por José Sarney, Gerdau, RBS, Lista de Furnas, Lista Falciani, Lista Odebrecht e Panama Papers.

Tem razão o Michel Temer, como se sentir normal com tanta ânsia de vômito. Agora, se o Mi Shell resolver proibir nosso vômito teremos de defeca-lo!

Aécio e Caiado financiaram e organizaram grupos pró impeachment, diz ex-ativista de SP ligada ao PSDB. Por Donato

Postado em 20 Nov 2016 -por : Mauro Donato

Dani Schwery em seus tempos de militância pró impeachment

Dani Schwery em seus tempos de militância pró impeachment

Um plano encabeçado e financiado por Aécio Neves e Ronaldo Caiado; eleições indiretas são para salvar FHC; movimentos pró impeachment como o MBL são fantoches.

Quem afirma é Daniela Schwery, uma das primeiras manifestantes a conclamar a população a ir para as ruas ‘contra a ditadura comunista que seria a reeleição de Dilma’, cujos vídeos atingiam 70 mil views.

Dizendo-se enganada pelo PSDB, hoje Schwery desfiliou-se do partido e ganha a vida como assessora do humorista Juca Chaves. Ela conversou com o DCM na última sexta-feira. A seguir, os principais trechos da entrevista.

DCM: Esses grupos sempre se disseram independentes, espontâneos, apartidários que não recebiam dinheiro de partidos ou de políticos. Mesmo quando todo mundo já sabia que o Vem Pra Rua, por exemplo, tinha dinheiro do Jorge Paulo Lehmann, sócio da cervejaria Ambev.

Schwery: Espontâneo o cacete. Eu fui a uma reunião quando o Vem Pra Rua estava querendo surgir no cenário com o Rogerio Chequer. Era gente que não queria aparecer, sempre ficou escondida, não subia nos carros de som. Essa turma é PSDB.

DCM: Você diz que MBL, Vem Pra Rua e afins não são movimentos sociais? O que são então?

Schwery: Eles são profissionais da comunicação. Eles estudam as massas e tal. Rogério Chequer é um profissional da comunicação. Quando ia a eventos ele orientava até na hora de tirar fotos. A Carla Zambelli é amiga do Augusto Nunes. A cúpula do PSDB é toda ligada ao Reinaldo Azevedo. Eles foram se infiltrando e forjando ser algo espontâneo. Mas nós nunca reconhecemos nenhum desses grupos como liderança. A gente criticava o Lula por não ter estudo e daí vem o Kim Kataguiri? Me poupe.

Mas você não fazia parte? A todo momento usa termos como ‘nós’ e ‘eles’. Quem são os ‘nós’ e os ‘eles’?

‘Eles’ são essa turma liberal. Eles caíam matando em cima de mim porque eu era do PSDB e para eles PT é igual PSDB. Eu também acho isso, mas eles são uns hipócritas porque fazem esse discurso enquanto a cúpula deles… Humm.

Tudo encenação?

O que foi aquela marcha a pé até Brasília? Ridículo. Saíam da marcha, comiam bem, dormiam em hotéis e voltavam para a estrada para fazer fotos. A Carla Zambelli é amicíssima do Danilo Amaral do ‘Acorda Brasil’, um cara que ia para manifestação contra corrupção mas que foi citado 18 vezes na Lava Jato.

Quem então é a cúpula, quem puxou todo esse processo?

Aécio e Caiado. No começo houve um acordo ‘todo mundo com todo mundo’ para unir forças, ignorando nossas diferenças. Mas a cúpula dessa galera não era clara pras pessoas. E quem conduziu dessa maneira foi o Aécio junto ao Caiado, que fizeram um acordão para que o pedido de impeachment produzido pelo Helio Bicudo fosse adiante numa grande jogada. Caiado pagou a Carla Zambelli para liderar esse processo todo de empurrar o impeachment do Bicudo, por isso queremos CPI desses ‘movimentos’.

Mensagem de celular de Carla Zambelli, dos Nas Ruas

Mensagem de celular de Carla Zambelli, dos Nas Ruas

Mas impeachment não era o desejo de vocês?

A gente queria novas eleições, derrubar o Temer também, mas depois começaram a fantasiar a coisa toda, separar as contas da Dilma e do Temer, do PT e do PMDB. Pegaram a pior argumentação, que era a das pedaladas. Nós ficamos putos.

As coisas que vocês (referindo-se ao DCM) criticam, nós concordamos. Temos a autocrítica de que tudo que serviu para Dilma serviria para o Alckmin também. Nós sempre alertamos que se o PT fosse derubado a Lava Jato iria chegar no PSDB também. Repare que no começo o PSDB se dizia contra o impeachment.

Havia vários pedidos de impeachment. Por que brigaram para fazer valer o capitaneado por Helio Bicudo, Janaína Paschoal e Reale Junior?

O primeiro pedido de impeachment quem fez foi o Bolsonaro. Tinha fundamentação para derrubar os dois, a chapa. Apoiamos. Não se tratava de ser pró Bolsonaro ou não. Mas já tinha um pedido lá, então que fosse aquele. Mas a cúpula depois entrou com outros pedidos para retardar o processo enquanto construía o marketing todo. Foi então que apareceram a Carla Zambelli, a Janaína Paschoal, para fazer toda essa engrenagem em torno do pedido do Helio Bicudo.

Tudo ficou aparelhado. Conseguiram o ‘aval’ de 43 ‘movimentos sociais’ e pronto. Mas que movimentos? Alguém que tinha uma página no facebook com 600 curtidas era um ‘movimento’. Um grupinho de WhatsApp era um ‘movimento’, tinha um nome, assinaram lá e pronto. Muita gente foi enganada, não concordou depois de ter assinado, mas a Carla dizia ‘agora já era, sua assinatura já foi’.

Tudo isso com qual a intenção?

Eleições indiretas. A gente alertava sobre isso. O FHC, se você perguntar ele vai dizer que não, mas ele aceita voltar. Deve estar com o c… na mão com o avanço da Lava Jato e já fez as continhas de que antes de 2018 a operação chegaria nele. Então o Xico Graziano [um dos principais assessores do ex-presidente, autor do artigo “Volta, FHC”] já veio arquitetando isso, visando o foro privilegiado.

Quando então a ficha caiu? Há uma mensagem entre vocês de Heduan Pinheiro de um tal Movimento Brasil Melhor instruindo como fazer para a mobilização ‘parecer’ democrática, que deveria ‘parecer’ espontânea perante a mídia… termos explícitos revelando que tudo sempre foi uma farsa. Por que demorou tanto para perceber?

É difícil. Eu era uma idiota, iludida. Essa turma de Aécio Neves, Ronaldo Caiado, eles iam enfiando os assessores de imprensa nos grupos de WhatsApp. A gente não sabia quem era quem.

O DEM aos poucos ‘contratava’ essas lideranças dos grupos como assessoria de comunicação, mas era pagamento pois eles não podiam falar claramente: “Vou te dar uma grana para você fazer o que eu quero”. Mas somos umas formigas contra o poderio. Eu tentava alertar as pessoas. Dizia: “O populismo mudou de lado, gente. Vamos tomar cuidado, vamos raciocinar”, poucos percebiam. Eu fiquei tomando porrada e agora muita gente me dá razão.

Em meu artigo sobre a rixa atual entre os movimentos, creditei a falta de vaga no camarote como um dos motivos. Argumento que você concorda em sua réplica. Você diz que o pessoal da Movimentomania conseguiu o que queria. Quem conseguiu o quê?

Não está vendo que agora todos são pró Temer? O Kim Kataguiri não conseguiu a coluna dele na Folha? Jornalistas sem emprego e aquele menino vazio escrevendo na Folha, não é uma conquista? Do Vem Pra Rua, nove pessoas conseguiram cargos na FIESP. O tal Forum Internacional da Carla quem financiou foi o DEM.

Captura de Tela 2016-11-19 às 23.48.32

Só o DEM?

Tem dinheiro da Companhia Suzano também, os Feffer.

Neste domingo ocorrerá uma manifestação puxada pelo Vem Pra Rua em defesa da Lava Jato e das 10 Medidas Contra a Corrupção. É mais uma mentira então?

Sobre eles eu concordo quando você diz que posam de indignados. Eles são profissionais. Sentam com o pessoal do PSDB e começam a contar prazo, eles sabem quando irá acontecer tal coisa e se mobilizam previamente para as datas ficarem próximas. Eles fazem uma coisa bem trabalhada, com profissionalismo, com marketing.

Esse negócio das 10 Medidas é tudo palhaçada, Onyx está sendo populista. Quem não gosta de ouvir aquilo? Se querem reconhecer caixa 2 como crime agora é porque querem deixar todo um passado para trás. Só agora é crime? Isso é para salvar o rabinho deles. Por isso o pessoal da intervenção militar entrou de sola na última quarta-feira e a gente entrou para defendê-los.

Defendê-los?

Eu os admiro porque são resilientes. Pode ser que o mote deles não seja o mais adequado, mas para quebrar essa estrutura que está aí, eles são loucos o suficiente. É um desespero. A gente vê que a Lava Jato está murchando e que o PSDB vai sair ileso e ainda mais fortalecido disso tudo… não é de ‘emputecer’? Sei que não é ideal nem adequado, mas é desespero.

Tem recebido ameaças?

Sim, já foram atrás até da minha mãe. Sinceramente, tenho mais medo do pessoal do PSDB que do pessoal do PT. Eles são ardilosos, são requintados na maldade.

Diário do Centro do Mundo Aécio e Caiado financiaram e organizaram grupos pró impeachment, diz ex-ativista de SP ligada ao PSDB. Por Donato

13/11/2016

Afinal, é delação ou felação?

OBScena: operação Milhão da PF conduz, coercitivamente, o primeiro a ser comido 

Milhão da PF

Há tanto nonsense nesta República das Bananas que a melhor saída, não é o aeroporto, é rir. Até porque agora o aeroporto de Miami está interditado aos cucarachas.

Então, vida longa em terra brasilis aos vira-latas que adoram tirar os sapatos para entrarem nos EUA.

Um milhão é pouco milho pra tanto pato! Os 23 milhões do Tarja Preta serviria para manter o Movimento dos Bundões Liberados oCUpados. E ainda sobram os 220 milhões que Eduardo CUnha deixou aplicado enquanto passa uma temporada sob os cuidados da PF.

A cada dia que passa parece ficar mais claro que Macondo é aqui. Nem a melhor ficção do Gabo suplanta nosso realismo mágico.

Está no ar um enredo de fazer inveja à novela da família Buendia.

Ainda bem que as instituições estão funcionando. A OAB é um exemplo. Imagine se não estivessem?!

Não tenho provas mas tenho convicção, o que já foi uma OAB agora não passa de um OB, usado. Até a menstruação, quando é do PSDB, merece nota.

Retirem as crianças da sala que uma briga de bugio está por selar a união dos absorvente:  OB do Lamachia com o sempre livre das alterosas.

Vamos torcer, para evitar o constrangimento de mais powerpoints, para que logo apareçam os nomes de Dilma e Lula na boca de algum Buendia delator.

 

Assinatura no cheque de 1 milhão que pode derrubar Temer é de Aécio

12 de Novembro de 2016

O empresário Otávio Marques de Azevedo disse em sua delação que doou 1 milhão de reais de propina para a campanha da então candidata Dilma Rousseff à reeleição.

A campanha de Dilma demonstrou que esse recurso não foi entregue ao PT, mas num cheque ao então candidato a vice e agora presidente da República, Michel Temer.

O assunto se tornou pauta em alguns veículos e de repente a OAB nacional, presidida por Claudio Lamachia, emite a seguinte nota:

"É absolutamente necessário e urgente o esclarecimento a respeito do repasse de R$ 1 milhão para a campanha que elegeu a chapa Dilma-Temer em 2014. A sociedade precisa saber se esses recursos são legítimos ou fruto de propina. Outro ponto que precisa ser esclarecido é sobre qual conta foi usada para receber o dinheiro. A OAB acompanha com atenção os desdobramentos desse fato para cumprir com rigor sua função de defender os interesses da sociedade e o cumprimento da Constituição. Se necessário, a OAB usará de suas prerrogativas constitucionais para fazer valer os interesses da cidadania."

Parodiando Mino Carta, é do conhecimento até do mundo mineral que a Andrade Gutierrez sempre foi "a empreiteira do Aécio". Não porque ele fosse dono da mesma, mas porque seus "negócios" sempre foram majoritariamente realizados com ela.

A quem interessar possa, a Andrade Gutierrez foi a empreiteira que construiu a Cidade Administrativa de Minas. O custo, 1 bilhão de reais. Um investimento monstruoso para um governo do estado.

A despeito desse imenso negócio realizado com o então governador, quando da sua delação, Otávio Marques Azevedo, o presidente da Andrade Gutierrrez, não citou Aécio com beneficiário de propina.

Afirmou que os 20 milhões que doou ao então candidato a presidente em 2014 foi por vias legais, mesmo tendo uma série de mensagens absolutamente suspeitas trocadas com Oswaldo Borges, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais, e apontado como tesoureiro informal do tucano.

As mensagens podem ser lidas nesta matéria do blogue do Fausto Macedo.

Aliás, também no blogue do Fausto Macedo pode-se ler as mensagens dos executivos da Andrade Gutierrez torcendo e fazendo campanha por Aécio.

Então por que um delator que doou 20 milhões para um candidato com qual teve um negócio de 1 bilhão foi lembrar de um cheque de 1 milhão que, segundo ele, havia sido dado a campanha de Dilma?

E como esse delator não se lembrava que havia repassado esses recursos num cheque exatamente para o agora presidente da República, Michel Temer, que era o então candidato a vice na chapa de Dilma?

Ingenuidade do delator? Um erro?

Sigamos um pouco mais então…

Como, de forma tão rápida, o presidente da OAB que foi convidado a cinco dias pelo PSDB de Aécio para discutir a reforma política, como se pode ver neste post da Veja emite um nota colocando Temer numa situação no mínimo constrangedora.

Evidente, caro Watson, o senador Aécio Neves é quem assina essa operação do cheque da propina para Temer.

Aécio desistiu de Temer e alguns de seus aliados mais próximos já não fazem mais de esconder isso nos corredores do Congresso.

Primeiro porque esperava mais do atual presidente. Esperava que lhe desse mais poder.

Segundo, porque Aécio, sabe que 2018 não será o seu ano se ficar esperando a caravana passar. Até porque a cada dia que passa a candidatura de Geraldo Alckmin fica mais forte dentro do PSDB.

E já deve ter feito as contas que conseguiria montar uma operação para ser um candidato viável numa eleição indireta no ano que vem.

O cheque do Temer, amigos, ainda vai render muitas histórias.

    Renato Rovai – Renato Rovai é editor da Revista Fórum

    Assinatura no cheque de 1 milhão que pode derrubar Temer é de Aécio | Brasil 24/7

    17/09/2016

    Se quiseres informação sobre o golpe e os golpistas do Brasil, leia jornais estrangeiros

    GolpistaEL MUNDO › EL EXPERTO EN DD.HH. MAURICE POLITI LLAMA A INVOLUCRARSE EN CONTRA DEL GOLPE PARLAMENTARIO EN BRASIL

    “Van por Lula para quedar como únicos candidatos”

    El creador y referente del Núcleo de Preservación de la Memoria Política visitó Buenos Aires esta semana como disertante en el seminario regional “El presente se discute con memoria”, que se llevó a cabo en la ex Esma.

    La foto más conocida que circula de Maurice Politi es en blanco y negro, y muestra a un joven mirando de frente, bien directo a la cámara, que mientras porta en sus manos un cartel de madera medio inclinado con los números 3192. Aquel documento es la prueba del momento en que este ex activista del grupo de resistencia Acción de Liberación Nacional (A.L.N.) fue ingresado como preso político en 1970, durante la dictadura militar en Brasil. Antes de comenzar aclara: “No quiero que lo que nos sucedió haga que nadie se quiera involucrar en la política, porque hay que involucrarse”.

    Politi, creador y referente del Núcleo de Preservación de la Memoria Política (con sede en San Pablo), visitó Buenos Aires esta semana como disertante en el seminario regional “El Presente se Discute con Memoria”, que se desarrolló en el predio de la ex ESMA, oportunidad en la que dialogó con Página/12. En un sector congelado y oscuro del ex centro clandestino de exterminio durante la última dictadura, Politi se reencuentra con su propia historia. Con una voz muy suave y un perfecto castellano producto de haber vivido siete años en Argentina, relata que fue preso político con apenas 21 y que tuvo que exiliarse a Israel en 1974. Su vuelta a Brasil se dio en 1980, pero no fue hasta el 2007 que su condición de ex preso lo llevó a dedicarse al campo de los derechos humanos y a reconectarse con ese momento de su vida. Entró a trabajar en el Ministerio de Derechos Humanos y fue uno de los primeros que abrió el capítulo de la memoria. En su lucha por el rescate de la verdad y de la memoria histórica, y con la convicción de que Brasil no debe olvidar lo que sucede, analiza la situación que atraviesa el país tras la destitución de la presidenta Dilma Rousseff.

    “El impeachment fue un quiebre del orden institucional, fue una farsa. Hubo detrás una maquinaria que se aprovechó del descontento popular tras ciertas situaciones, como el aumento de la tarifa del transporte público, para crear nuevos grupos que difundieron la consigna de Fuera Dilma”. Por 61 votos a favor de la destitución y 20 en contra en el Senado, Rousseff fue apartada del cargo de presidenta de Brasil el 31 de agosto, más de cinco años y medio después de haber sido electa por primera vez y luego reelecta. Luego de ocupar el cargo de forma interina, Michel Temer asumió como mandatario y fue denunciado firmemente y en reiteradas ocasiones por Rousseff, de haber orquestado un golpe en su contra junto al ex presidente de la Cámara Baja del Parlamento, Eduardo Cunha, para correrla del poder. “Cuando asume Dilma el primer choque que tiene en la cámara es porque ella sabía que Cunha era un conocido corrupto desde la época de Collor de Melo (Fernando) y que luego se había vuelto evangélico y creado empresas ficticias para poner sus bienes ahí. Cuando aparece la Operación Lava Jato, y Cunha está involucrado, le propone al gobierno un `yo te ayudo y vos me ayudás’. Si vos no me ayudás, voy a recibir las propuestas de impeachment. Dilma le dice que responda ante la justicia y así él le inicia la guerra, se alía con Temer y hacen política sucia. Aunque después lo descartaron como papel higiénico usado y le quitaron su puesto”.

    El Plenario de la Cámara Baja aprobó la destitución de Cunha, del Partido Movimiento Democrático Brasileño (PMDB) por 450 votos contra diez. Cunha está acusado de “falta de decoro parlamentario” por haber dicho a una Comisión Parlamentaria de Investigación sobre la petrolera estatal Petrobras que no tiene cuentas bancarias en el exterior, información que fue desmentida posteriormente. Según los documentos enviados por la justicia suiza, Cunha tuvo cuentas por valor de cinco millones de dólares en Suiza, donde supuestamente desvió fondos de la trama de corrupción de Petrobras.

    Para Politi la situación brasilera es dramática y considera que detrás de los hechos, hay una fuerte influencia de Estados Unidos. Sin embargo, se pregunta quiénes más son partícipes de lo que califica como golpe parlamentario. “Además del Imperio, hay una gran incógnita. ¿Con quién cuenta Temer a nivel empresarial? Sabemos que hay un fuerte apoyo de entidades. Pero no tiene a los grandes detrás, como a la empresa Odebrecht. ¿Quién está dándole todo?”.

    Además, el experto en derechos humanos dice que se está volviendo al neoliberalismo, al estado que se aleja de sus obligaciones y que las empresas privadas están por dominar la economía. “Temer dice que no va tocar los planes sociales. Sin embargo, ya está en tratativas la flexibilización laboral, las privatizaciones de aeropuertos, la explotación del petróleo en mano de las grandes compañías extranjeras. Se está planeando que esté permitido trabajar doce horas de corrido. Las políticas de mayor inclusión social y las políticas de estado van a disminuir o desaparecer”.

    Luego de la salida de Rousseff del poder, le tocó el turno de estar en el banquito de los acusados al ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva. El fiscal Deltan Dallagnol, de la Operación Lava Jato, presentó una denuncia contra el fundador del Partido de los Trabajadores (PT), su esposa y un amigo. La denuncia fue ofrecida al juez de primera instancia, Sergio Moro, y se acusa a Lula, sin pruebas, de haber sido beneficiado por la constructora OAS. Que a cambio de favorecer a la empresa, habría recibido un departamento en un edificio de lujo en el balneario de Guarujá, a 60 kilómetros de San Pablo. “A Lula lo acusan de tener un departamento y una casa de campo, que él niega que sean suyas. Tal vez Lula podría haber asumido su relación con las propiedades, pero tiene una política de negar todo”.

    Para Politi, el plan de Temer y sus secuaces aún no llegó a su fin. Anuncia que la próxima etapa es tornar a Lula inelegible o meterlo preso para que no pueda presentarse como candidato en las próximas elecciones presidenciales que serán en el 2018. “Van por Lula para que ellos puedan quedar como los únicos candidatos viables. Quieren estar en el poder por 12 años como lo hizo el PT. Temer dice que no va a presentarse, pero yo pienso que sí”. Aunque Politi advierte que hay que prestar atención a una persona que está escondida. “Ciro Gomes, ex gobernador de Ceará (estado del nordeste de Brasil), está ahora medio quietito pero puede ser que se presente”.

    Entrevista: Florencia Garibaldi.

    Página/12 :: El mundo :: “Van por Lula para quedar como únicos candidatos”

    07/09/2016

    Moral da história: quando Aécio morrer suas vítimas serão denunciadas

    Filed under: Aécio Neves,Inimputável,PSDB,Sérgio Guerra — Gilmar Crestani @ 8:29 am
    Tags:

    Com o PSDB a obsessão persecutória vira piada. Só é denunciado depois de morto e decomposto . Pior, invertem até a culpa. Culpado não é quem escroque, mas o extorquido. Neste ritmo, a primeira denúncia contra Aécio Neves só depois de seus netos também estarem mortos. E ainda assim serão contra suas vítimas.

    Dizer isso, apesar da redundância lógica, é quase um despropósito, tamanha a clareza meridiana da proteção dispensada ao PSDB. Royalties ao deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom.

    Bastaria atentar com o que acontece com o primeiro a ser comido. Deletado por todos até agora, com gravação de ex-colega de partido, Sérgio Machado, Aécio Neves e sua operadora, a irmã Andrea Neves, continuam posando de arautos da moralidade e curtindo a vida adoidados por Liechtenstein, Cláudio e Montezuma. Aliás, cadê a Lista de Furnas? Cadê o Mensalão do PSDB? Por que FHC não é denunciado pelo uso da Brasif para sustentar a bisca da Rede Globo na Espanha?

    E, but last not least, por último mas não menos importante, cadê Cláudia Cruz?

    Pela rapidez da diligência, devem estar com o Rubinho Barichello do MP, Rodrigo de Grandis. Quando chegar ao STF, se chegar, Gilmar Mendes, beneficiado com a enésima emenda constitucional que estabelece 120 anos para aposentadoria compulsória de Ministros, vai devolver à primeira instância…

    Denunciados empresários por propina de R$ 10 mi ao ex-presidente do PSDB

    :

    O Ministério Público Federal denunciou Ildefonso Colares Filho, ex-executivo do grupo Queiroz Galvão, e Erton Medeiros, empresário ligado à Galvão Engenharia, que foram alvos da 33ª fase da operação deflagrada em agosto deste ano, na Operação Lava Jato; segundo a Procuradoria da República, os dois empresários são acusados pelo crime de corrupção ativa pelo oferecimento de R$ 10 milhões em propina, no segundo semestre de 2009, ao então senador Sérgio Guerra (presidente do PSDB, falecido em 2014) e ao deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) para que a CPI)da Petrobras, instalada no mesmo ano, não tivesse resultado efetivo

    6 de Setembro de 2016 às 21:19 // Receba o 247 no Telegram

    247 – O Ministério Público Federal denunciou Ildefonso Colares Filho, ex-executivo do grupo Queiroz Galvão, e Erton Medeiros, empresário ligado à Galvão Engenharia, que foram alvos da 33ª fase da operação deflagrada em agosto deste ano, na Operação Lava Jato. Segundo a Procuradoria da República, os dois empresários são acusados pelo crime de corrupção ativa pelo oferecimento de R$ 10 milhões em propina, no segundo semestre de 2009, ao então senador Sérgio Guerra (presidente do PSDB, falecido em 2014) e ao deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) para que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, instalada no mesmo ano, não tivesse resultado efetivo.

    A informação é do blog de Fausto Macedo.

    A CPI tinha o objetivo de apurar, no prazo de 180 dias, irregularidades envolvendo a Petrobrás e a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o que não ocorreu. Um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) elaborado em 2008 apontou indícios de superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. As obras no Complexo Industrial e Portuário de Suape, no município de Ipojuca (local onde está localizada a Refinaria Abreu e Lima), foram orçadas no Plano Plurianual de 2008-2011 com o valor de R$ 10,1 bilhões.

    Na época, em um dos contratos da refinaria, firmado no valor de R$ 429.207.776,71 pelo Consórcio RNEST (integrado pelas empresas Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, Construtora Norberto Odebrecht S.A e Construções Camargo Corrêa S.A.), o TCU identificou indícios de superfaturamento de R$ 58,5 milhões.

    A partir de depoimento prestado na colaboração premiada de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, começou-se a investigar o oferecimento e a promessa de pagamento de propina no valor de R$ 10 milhões aos partidos de oposição e da base aliada do governo federal na época, para que a CPI que investigava a estatal não levasse à responsabilização de nenhum envolvido.

    Segundo o ex-diretor da estatal, durante o segundo semestre de 2009, período no qual a CPI desempenhava seus trabalhos, ocorreram encontros reservados com os parlamentares Eduardo da Fonte (PP-PE) e Sérgio Guerra (PSDB-PE) em pelo menos quatro ocasiões, nos quais foi discutido o pagamento de propina para que a comissão não tivesse efetividade.

    Segundo os delatores, o registro da negociação da vantagem indevida ocorre mais claramente quando Ildefonso Colares menciona querer dar “um suporte” ao então senador Sérgio Guerra. O empresário se manifesta com a seguinte frase: “dando um suporte aí ao senador”, numa referência aos valores espúrios que seriam pagos ao parlamentar. Na sequência da gravação o político responde: “conversa aí entre vocês”, deixando claro que caberia às duas empresas acertarem a divisão e a forma de pagamento da propina.

    De acordo com a Procuradoria, ’embora o crime tenha se consumado com a mera promessa de oferecimento de vantagem indevida, segundo Paulo Roberto Costa a propina foi devidamente paga, o que foi também confirmado por Alberto Youssef, responsável por gerenciar o caixa de propina do Partido Progressista’. O relatório final da CPI da Petrobrás em 2009 não indiciou ninguém ou sequer mencionava as empresas Queiroz Galvão e Galvão Engenharia.

    Para a força-tarefa, “a referida CPI não chegou a resultados efetivos devido ao grande esquema criminoso que já existia na época dentro da Petrobras, tanto que este se manteve ao longo dos anos seguintes, até ser comprovado pela operação Lava Jato”.

    Além da denúncia pelo crime de corrupção ativa, os procuradores ainda pedem a fixação de R$ 10 milhões como o montante mínimo para reparação dos danos causados.

    Denunciados empresários por propina de R$ 10 mi ao ex-presidente do PSDB | Brasil 24/7

    28/08/2016

    A Ficha Corrida dos Cleptocratas

    OBScena: as mãos que balançam o golpe selam acordo de promiscuidade

    joão-roberto-marinho-e-Eduardo-CunhaA confissão de Renan Calheiros de que traficava com o STF passou em brancas nuvens. Para delírio de Aécio Neves, virou pó. Acostumados à ferocidade com que tratam compra de tapioca com cartão corporativo, de repente a Rede Globo faz uso da cláusula pétrea de seu modus operandi tornada pública no Escândalo da Parabólica. O silêncio perturbador a respeito do concerto anunciado por Renan Calheiros revela a menta que opera o golpe, a Rede Globo. Os golpistas são atores manipulados ao bel prazer pela maior beneficiária de todos os golpes perpetrados no Brasil desde 1954. Esses golpes não teria vingado êxito não fosse o papel decisivo da Rede Globo.

    O Brasil não mudaria mesmo com a prisão dessas ratazanas que estão aí atuando como ventríloquos. Mesmo que viesse a prisão para Eduard CUnha, Aécio Neves, FHC, José Serra, Renan Calheiros, José Sarney, Eliseu Rima Rica, Romer Jucá, ainda assim estaríamos sempre sujeitos a golpes se nada for feito para acabar com a incubadora dos golpes.

    Diante da ficha corrida destes senadores, teúdos e manteúdos da Rede Globo, não resta a menor dúvida da mão que balança o golpe

    Ou o Brasil acaba com a Rede Globo ou ela ainda transformará o Brasil num seu puteiro!

     De A (Aécio) a Z (Zezé Perrella), a ficha suja dos espertos no “hospício” de Renan. Por Kiko Nogueira

    Postado em 28 Aug 2016 – por : Kiko Nogueira

    Com reportagem de Pedro Zambarda

    Pela primeira vez em muitas décadas, Renan Calheiros foi honesto. Na quinta, dia 25, confessou tráfico de influência ao dizer que conseguiu, no STF, “desfazer” o indiciamento de Gleisi Hoffmann e seu marido Paulo Bernardo.

    E, dirigindo-se a Lewandowski, admitiu a respeito da Casa que comanda: “Vamos passar para o Brasil e para o mundo a idéia de que Vossa Excelência, constitucionalmente, está sendo obrigado a presidir um julgamento num hospício”.

    É uma definição precisa da situação. O destino de Dilma Rousseff está nas mãos de 81 senadores na reta final do impeachment. Ninguém faz muita questão de manter as aparências. A partida já está definida.

    A palhaçada repulsiva que aconteceu na Câmara dos Deputados está se repetindo ali com doses cavalares de insanidade.

    Os senadores que já se decidiram pelo impeachment respondem a acusações ou suspeitas de práticas criminosas. Com sua ficha suja, eles vão depor uma cidadã honesta.

    A falsa normalidade — bem traduzida na expressão “as instituições estão funcionando” — esconde uma situação absurda. Há espaço até a advogada da acusação, Janaína Paschoal, perguntar a uma testemunha se ela achava que a Venezuela era uma democracia. Depois disso, não falta nada.

    Abaixo, a folha corrida de 39 “juízes” de Dilma que entregarão o país a Michel Temer. Loucura, loucura, loucura.

    1. Renan Calheiros (PMDB)

    Em público, ele diz “não decidi, estou refletindo”. E dá risada. O presidente do Senado, autor de um aparte vexaminoso que atirou gasolina à fogueira dos ânimos, tem sozinho 11 inquéritos abertos contra ele. Renan é acusado de ter recebido R$ 2 milhões de Alberto Youssef para não abrir a CPI da Petrobras na Lava Jato. Na Operação Zelotes, estaria metido num esquema estimado em R$ 46 milhões.

    Ainda é investigado por pagamento da empreiteira Mendes Júnior à jornalista Mônica Veloso, sua ex-amante. O caso custou-lhe a presidência da Câmara em 2007. Como ele não virou réu no processo, ressuscitou politicamente – junto com seus implantes de cabelo.

    Recentemente, Renan apareceu em grampos do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, falando em “acordo” para encerrar a Lava Jato. Este é o presidente da Casa que está julgando a presidente da República por pedaladas fiscais. Renan atualmente é o segundo na linha de sucessão de Temer depois da morte política de Eduardo Cunha.

    2. Romero Jucá (PMDB)

    Ex-ministro do Planejamento de Michel Temer, foi um dos nove integrantes do governo interino com pendências na Justiça.

    Figura manjada, líder dos governos FHC, Lula e Dilma no Senado, Jucá responde a três inquéritos por crimes contra o patrimônio, de responsabilidade, falsidade ideológica e eleitorais.

    Ele é acusado de envolvimento no desvio de verbas federais em obras em Roraima. Também é investigado sobre a origem e o destino dos R$ 100 mil jogados para fora de um carro por um de seus auxiliares momentos antes de ser abordado por policiais durante a campanha eleitoral de 2010.

    Outro inquérito verifica se Romero Jucá e familiares usaram “laranjas” na compra de uma TV em Boa Vista. O senador nunca esclareceu nada.

    3. Aécio Neves (PSDB)

    Citado na Operação Lava Jato pelo menos cinco vezes, o adversário de Dilma Rousseff nas eleições de 2014 já falava em impeachment um dia depois de sua derrota. Achou que ia se dar bem e entregou o país nas mãos de Temer e do PMDB.

    Um dos delatores, o empresário Fernando Moura, falou que Aécio recebeu pelo menos um terço das propinas da Lista de Furnas, escândalo que estourou na época do Mensalão com denúncia de Roberto Jefferson.

    Nos grampos de Sérgio Machado, Aécio Neves é apontado como um dos primeiros políticos do PSDB que seria prejudicado em futuras delações premiadas. Ele também foi denunciado por Delcídio Amaral, ex-líder do PT no Senado, mas não se tornou réu em nenhuma das ações.

    4. Fernando Collor (PTC)

    Único presidente até o momento condenado num processo de impeachment por violação da Lei de Responsabilidade Fiscal regulamentada pela lei 1.079 de 10 de abril de 1950. Foi absolvido pelo STF em 2014.

    Collor tem novas denúncias contra si na Operação Lava Jato. Desde o final de 2015, é acusado de receber uma propina de R$ 26 milhões paga por Alberto Youssef Paulo Leoni Ramos e Ricardo Pessoa da UTC. O negócio teria ocorrido por intermédio da BR Distribuidora.

    Homem fino e equilibrado, chamou o Procurador Geral da República Rodrigo Janot de “filho da puta” em plenário.

    5. Edison Lobão (PMDB)

    Ex-ministro de Minas e Energia de Dilma e senador pelo Maranhão, cria de José Sarney, Lobão surgiu nos grampos do delator Sérgio Machado por exigir R$ 500 mil mensais de pagamento de propina. O delator declarou que só podia pagar R$ 300 mil. Lobão exigiu pagamento maior por ser ministro da presidenta na época. No olho do furacão da corrupção, debandou pro lado dos golpistas.

    6. Ronaldo Caiado (DEM)

    Líder do Democratas no Senado, o peso pesado Caiado também teve envolvimento em escândalos de corrupção. Justo ele, talvez o campeão dos discursos moralistas contra o PT.

    Foi acusado em março de 2015 de receber propina do bicheiro Carlinhos Cachoeira em pelo menos três campanhas para a Câmara Federal: 2002, 2006 e 2010. O acusador foi justamente seu ex-companheiro de partido, Demóstenes Torres, que o definiu perfeitamente: uma voz à procura de um cérebro.

    A Polícia Federal afirma que investiga o parlamentar, que ainda não sofreu nenhuma condenação. Caiado ameaçou processar Demóstenes, cassado em 2012 na Operação Monte Carlo, que apurou máquinas caça-níqueis em Goiás envolvendo Cachoeira e a construtora Delta.

    7. Antonio Anastasia (PSDB)

    Relator do impeachment, Anastasia é invenção de Aécio Neves e ex-governador de Minas Gerais entre 2010 e 2014.

    O senador é acusado de receber R$ 2 milhões das empreiteiras Andrade Gutierrez, UTC, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão e o banco BTG Pactual, todos citados na Lava Jato.

    A assessoria do tucano diz que as doações foram legais e aprovadas pelo Tribunal Eleitoral. Sua equipe também diz que o grande volume de dinheiro de campanha foi necessário porque Minas é um estado “populoso”.

    8. Zezé Perrella (PTB)

    Aliado de Aécio Neves em Minas Gerais e personagem central do escândalo do Helicoca, Perrella é acusado de ter recebido R$ 1,3 milhão da Assembléia Legislativa para gastos pessoais entre 2007 e 2010.

    O escândalo com um helicóptero carregando quase meia tonelada de pasta base de cocaína explodiu em 2013, pouco antes da campanha de Aécio para a presidência. O Helicoca estava em nome de seu filho Gustavo.

    Quando ainda se declarava em dúvida, ela desapareceu depois que Gustavo Perrella foi nomeado Secretário Nacional de Futebol pelo ministro interino dos Esportes Leonardo Picciani.

    9. Fernando Bezerra Coelho (PSB)

    Ex-ministro da Integração Nacional de Dilma Rousseff, é suspeito de pelo menos quatro crimes: esquema de fraude a licitação, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e corrupção de autoridades federais. O caso corre em segredo no Supremo, desde uma apuração preliminar em 2008.

    O ministro Luís Roberto Barroso autorizou a abertura de inquérito em junho de 2015 para apurar se o ex-ministro de Dilma está envolvido em tais escândalos. Até agora, ele não foi condenado no caso.

    10. Garibaldi Alves Filho (PMDB)

    Nome de carreira entre os peemedebistas, Garibaldi foi ministro da Previdência da presidente Dilma em seu primeiro mandato. Ele foi acusado de receber propinas avaliadas em R$ 250 mil da empreiteira Queiroz Galvão.

    O desvio de dinheiro seria para o senador e seu filho Walter Alves, o Waltinho. A informação vazou do grampo do presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

    11. Marcelo Crivella (PRB)

    Ex-ministro da Pesca, o senador é sobrinho do bispo Edir Macedo da Igreja Universal. Crivella foi acusado pelo Ministério Público Federal de diversas fraudes no programa “Bolsa Pesca” com a participação de líderes sindicais, além de desviar dinheiro público para projetos sociais particulares.

    Uma matéria da revista Veja publicada em 7 de maio mostrou que Marcelo Crivella teria recebido pelo menos R$ 100 mil de empresas ligadas ao doleiro Alberto Youssef. O parente de Edir Macedo disse que o escândalo é “preconceito contra evangélicos”.

    12. Marta Suplicy (PMDB)

    A petista de raiz, ex-ministra de Lula e de Dilma, que hoje concorre pela segunda vez ao cargo de prefeita em São Paulo, chegou a ser condenada por improbidade administrativa. A sentença saiu em 2014 na Justiça paulista.

    Marta foi condenada por contratar, sem licitação pública, a ONG GTPOS (Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual) para desenvolver ações sobre planejamento familiar, métodos contraceptivos e sexualidade para os moradores das subprefeituras de Cidade Ademar e Cidade Tiradentes, ambas na zona leste. Recorreu da sentença e foi eleita senadora.

    Nunca perdoou Lula e o PT por ter sido preterida no lugar de Fernando Haddad para disputar a prefeitura em 2012. A mágoa cresceu como o botox em seu lábio superior. Chegou a gritar que saiu do partido por causa da corrupção, enquanto dava as mãos para Cunha, Renan, Sarney e Temer no PMDB.

    13. Cristovam Buarque (PPS)

    Uma lista de ex-petistas ressentidos não estará completa sem Cristovam, cuja “indecisão” foi assunto para especulações nos últimos dias.

    O Tribunal de Justiça do Distrito Federal o condenou em 2011 por improbidade administrativa. Ele teria usado dinheiro público em material de campanha em 1995 e foi obrigado a pagar R$ 146 mil. O político recorreu da sentença.

    O jornalista e editor Luiz Fernando Emediato também fez uma acusação recente a Cristovam Buarque. Ele teria usado caixa dois em sua campanha para presidente em 2006, quando disputou com Geraldo Alckmin e Luiz Inácio Lula da Silva.

    A denúncia foi feita no Facebook e Emediato chamou Cristovam de “ególatra”.

    14. Eunício Oliveira (PMDB)

    Ex-ministro das Comunicações de Lula, ele foi acusado, na operação Sépsis, desdobramento da Lava-Jato, de receber R$ 5 milhões por meio de contratos fictícios para sua campanha ao governo do Ceará em 2014, além de ter sido citado em outras duas delações. Mas nenhum outro depoimento o comprometeu diretamente.

    Oliveira é favorito para suceder Renan Calheiros na presidência da Casa. Rompido há 10 anos com Sérgio Machado, foi o único integrante PMDB a não ser citado nos grampos telefônicos.

    15. Valdir Raupp (PMDB)

    Senador foi investigado pela Polícia Federal por suspeita de ter recebido R$ 500 mil da Refinaria de Manguinhos, controlada pelo empresário Ricardo Magro, que quitou suas despesas de campanha em 2010.

    Os policiais encontraram notas fiscais de R$ 300 mil emitidas por aliados do peemedebista, na reta final da campanha, sem indícios de prestação de serviços para a refinaria no Rio de Janeiro. A defesa do senador, no STF, não se pronunciou no caso.

    16. Dário Berger (PMDB)

    Senador por Santa Catarina, Dário foi condenado por improbidade administrativa pela Justiça por um caso ocorrido em 2010, quando era prefeito da capital catarinense.

    Na ocasião, seu motorista, já falecido, foi preso em flagrante por policiais rodoviários federais. O veículo tinha placas frias e levava R$ 1850 em dinheiro, em notas de R$ 20 e uma de R$ 10. O veículo tinha material de propaganda de candidatos a cargos estaduais e federais.

    Em 2009, o Ministério Público denunciou Dário Berger e mais nove por fraudes em licitação. A denúncia falava em irregularidades, entre 1999 e 2002, nas licitações para a construção de trechos da Avenida Beira-Mar de São José. Na época, Dário era prefeito da cidade e seu irmão Djalma Vando Berger era secretário de Obras.

    17. Sérgio Petecão (PSD)

    Réu num processo do Supremo Tribunal Federal aberto em 2014 por crimes eleitorais em 2016. O relator do processo é o ministro do STF Teori Zavascki.

    Sérgio Petecão é acusado de participação no esquema de compra de votos em Rio Branco, no Acre, em troca de vantagens em dinheiro e outros favores. A defesa do senador afirma que a denúncia carece de indícios materiais ou atos concretos do parlamentar.

    18. Benedito de Lira (PP)

    O Supremo Tribunal Federal determinou o sequestro de bens do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Arthur Lira, e do seu pai, o senador Benedito de Lira, em 24 de fevereiro de 2016. Os dois são investigados na Operação Lava Jato.

    Bens foram confiscados a partir de uma ordem da Polícia Federal, endossada pelo Ministério Público Federal. O bloqueio é equivalente a R$ 4,2 milhões. O filho do senador teve R$ 2,6 milhões apreendidos, enquanto Lira teve R$ 1,6 milhão de bens bloqueados.

    O senador do PP foi denunciado por três delatores da Lava Jato: O doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e Ricardo Pessoa, empreiteiro da UTC.

    19. Wilder Morais (PP)

    Suplente que assumiu o posto do senador Demóstenes Torres, Wilder não é investigado pela Operação Lava Jato. No entanto, ele aparece num grampo comprometedor com o contraventor Carlinhos Cachoeira, denunciado em 2012.

    Em escutas publicadas na Folha de S.Paulo, obtidas durante as investigações da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, Carlinhos Cachoeira diz que foi responsável pela ascensão de Wilder Morais até o cargo de suplente de Demóstenes.

    Os grampos levaram Cachoeira à prisão. Na gravação, Wilder agradece o apoio do contraventor. Posteriormente ele disse que a declaração foi apenas para “encerrar” a conversa no telefone.

    20. Flexa Ribeiro (PSDB)

    O tucano foi escolhido para a primeira-secretaria da presidência do Senado, sob Renan Calheiros, cargo apelidado entre os congressistas de “prefeito do Senado”.

    Pelas mãos de Flexa Ribeiro passaram decisões sobre orçamento, uso de apartamentos funcionais, nomeações e demissões de servidores e deliberações sobre as vultosas licitações desde 2013.

    Ribeiro responde a processo no STF por suspeitas de que a empreiteira Engeplan, que pertenceu ao parlamentar e era contratada do governo do Pará, tenha bancado ilegalmente a campanha de candidatos do PSDB nas eleições de 2002. O processo está nas mãos do ministro Celso de Mello, decano da corte.

    No mês de novembro de 2004, Flexa Ribeiro e mais 27 empresários e políticos foram presos pela Polícia Federal durante a Operação Pororoca. A PF os acusou de fraudes em licitações. As supostas fraudes aconteceram no Amapá e no Pará através da empreiteira Engeplan, que foi propriedade do tucano até o ano que ele foi detido.

    Captura de Tela 2016-08-26 às 17.04.57

    21. Dalírio Beber (PSDB)

    Ex-presidente da Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina (banco Badesc), o tucano foi figura do escândalo de fraude nas dívidas da instituição.

    A Justiça chegou a decidir pela indisposição dos seus bens em 2007, junto com ex-diretores do banco. Na ocasião, o Viena Park Hotel estava penhorado e foi ajudado pelo Badesc numa operação financeira considerada fraudulenta.

    22. Aloysio Nunes Ferreira (PSDB)

    Aloysio foi vice na chapa de Aécio Neves na disputa pela presidência contra Dilma Rousseff em 2014. Em 5 de setembro de 2015, o ministro do STF Teori Zavascki autorizou a abertura de inquérito contra o senador com base nas declarações do empresário Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, em delação premiada.

    Pessoa apresentou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que Aloysio Nunes teria recebido R$ 300 mil de forma oficial e R$ 200 mil em dinheiro de caixa dois para sua campanha ao Senado em 2010. O dinheiro, segundo o empreiteiro, seria propina.

    Como todos, Aloysio Nunes nega as acusações de corrupção da parte de sua campanha dentro da Operação Lava Jato.

    23. José Aníbal (PSDB)

    Suplente de José Serra, o atual chanceler, Aníbal é investigado por indícios de envolvimento no escândalo Alstom-Siemens em São Paulo.

    José Aníbal foi acusado pelo executivo Everton Reinheimer, da Siemens, que relatou à Polícia Federal nomes de parlamentares que participaram do esquema de fraudes a contratos milionários da CPTM e do Metrô nos governos dos tucanos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.

    O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, determinou à PF a investigação de Aníbal junto do deputado Rodrigo Garcia (DEM) no dia 6 de junho de 2014. Em fevereiro de 2015, o processo foi arquivado, apesar dos parlamentares estarem citados no depoimento de Everton.

    Volta e meia Aníbal aparece em vídeos trocando sopapos com gente que o chama de “golpista”.

    24. Paulo Bauer (PSDB)

    Em uma gravação publicada pelo site Congresso em Foco em 2009, o então deputado licenciado Paulo Bauer admitiu que usou uma funcionária fantasma para repassar a verba para um correligionário no estado de Santa Catarina. Ele teria declarado a um ex-servidor que mandou dois assessores procurarem “uma mulher” para “emprestar seu nome”.

    O esquema seria utilizar o nome da pessoa para aceitar a contratação sem ficar com o salário integralmente, de modo a que os recursos pudessem ser desviados. O salário dela, de acordo com a gravação, era repassado a um político de Bauer na região.

    Uma ex-funcionária do gabinete contou que recebia sem trabalhar. Ficava apenas com o tíquete-alimentação, enquanto o restante do dinheiro repassado à chefia de gabinete do deputado. O caso foi ignorado pela Câmara dos Deputados e não comprometeu sua candidatura ao Senado.

    25.  Cássio Cunha Lima (PSDB)

    Acusado de compra de votos no escândalo do “Dinheiro Voador”, Cunha Lima foi alvo de investigação da Polícia Federal em esquemas de desvios de recursos e lavagem de dinheiro em sua campanha eleitoral de 2006. Tentando se livrar de ser preso em flagrante, o operador da política local, Olavo Lira, jogou R$ 400 mil do alto do edifício Concord na Paraíba.

    Foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quando era governador em 2008, por abuso de poder econômico e político e uso indevido de dinheiro público. Seu vice, José Lacerda Neto (DEM), também foi obrigado pela Justiça a deixar o cargo.

    Justamente por isso, em 2010, foi enquadrado como Ficha Suja. No entanto, foi beneficiado pela decisão do Supremo Tribunal Federal de só aplicar a nova lei a partir das eleições de 2012. Com isso, concorreu e venceu a eleição para senador.

    26. José Agripino Maia (DEM)

    Agripino é alvo de duas investigações no STF. Na primeira, ele foi citado na delação premiada de um empresário do Rio Grande do Norte na qual é acusado de ter cobrado propina de R$ 1,1 milhão para permitir um esquema de corrupção no serviço de inspeção veicular do estado. Na segunda, o senador foi apontado como destinatário de propina da empreiteira OAS nas obras do estádio Arena das Dunas, em Natal, para a Copa do Mundo de 2014.

    As suspeitas contra o senador do DEM surgiram em depoimentos de investigados na Operação Lava Jato, mas a PGR pediu que o inquérito não fosse remetido ao ministro Teori Zavascki, relator dos processos oriundos da operação no Supremo.

    Para a procuradoria, as acusações contra Agripino Maia não estão relacionadas com os desvios de recursos da Petrobras, principal linha de investigação da Lava Jato. Mas ele está enrolado com empreiteiras do esquema.

    27. Ana Amélia Lemos (PP)

    Candidata ao governo do estado do Rio Grande do Sul, a ex-jornalista e colunista da RBS enfrentou acusações sérias em 2014. O site Sul21 divulgou que ela era funcionária fantasma do Senado e que ela não tinha declarado em sua relação de bens uma fazenda herdada do falecido marido, o ex-senador biônico Octávio Omar Cardoso.

    O caso teria acontecido em 1986 e derrubou uma das bandeiras mais moralistas de sua candidatura como governadora — de que ela não teria “esqueletos no armário”. Hoje desponta com discursos moralistas contra Dilma Rousseff.

    28. Ivo Cassol (PP)

    Senador do Partido Progressista, foi condenado em 2013 por fraude em licitações quando era prefeito do município de Rolim de Moura, em Rondônia, entre 1998 e 2001.

    A condenação no STF foi uma pena de 4 anos e 8 meses de prisão no regime semiaberto (que permite o trabalho durante o dia fora da cadeia), além do pagamento de R$ 201.817,05.

    O esquema de corrupção em Rondônia teria beneficiado cinco empreiteiras locais. Foram condenados também os réus Salomão da Silveira e Erodi Matt, respectivamente presidente e vice-presidente da comissão municipal de licitações.

    29. Gladson Cameli (PP)

    É o único político do Acre citado na lista do Supremo sobre suspeitos de participação no esquema de corrupção da Petrobras.

    O parlamentar nega envolvimento com a empresa no escândalo e se diz surpreso com sua citação. Ele passou a ser investigado em março deste ano.

    30. Magno Malta (PR)

    O histriônico senador do Espírito Santo, pastor evangélico, foi indiciado em 2007 pela Polícia Federal por envolvimento no escândalo da máfia dos sanguessugas. Foi acusado de ligação com o esquema de venda superfaturada de ambulâncias para prefeituras, suspeito de ter cometido crime de corrupção.

    No caso, o parlamentar foi acusado de receber um Fiat Ducato para apresentar uma emenda ao Orçamento que destinaria recursos para a compra de ambulâncias. Elas seriam vendidas por Luiz Antônio Vedoin, chefe da máfia dos sanguessugas. Malta foi investigado numa CPI, mas não foi condenado.

    Em agosto, matéria da Folha reproduziu emails de um fabricante de móveis de cozinha chamado Victor Penna Costa que comprovariam caixa 2 para Malta.

    Numa das mensagens, Costa escreve: “Não existe NF, não declaramos. Veja com Lailton (tesoureiro da empresa). Favor apagar todos os e-mails sobre este assunto”.

    31. Vicentinho Alves (PR)

    Aliado de Valdemar Costa Neto, réu condenado no Mensalão, Vincentinho acumula acusações de nepotismo em sua carreira política em Porto Nacional, Tocantins. Depois de uma faxina no Ministério dos Transportes, culminando no afastamento de Alfredo Nascimento em 2012, o senador manteve três sobrinhos na pasta.

    Vicentinho Alves, conforme documento apreendido pela Polícia Federal, também foi parceiro de negócios de Costa Neto na construção de uma PCH (Pequena Central Hidrelétrica) numa fazenda do senador.

    32. Blairo Maggi (PP)

    Apelidado de “Motosserra de Ouro”, foi alvo de um inquérito arquivado pelo STF na Operação Ararath. A suspeita era de que Maggi teria sido beneficiado quando era governador do estado com a suposta “compra” de vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, responsável por fiscalizar gastos do governo matogrossense.

    De acordo com o Janot, não houve indícios suficientes de crime. O caso foi arquivado por Dias Toffolli.

    33. Simone Tebet (PMDB)

    Em fevereiro de 2016, o juiz federal Leonel Ferreira determinou o bloqueio de bens da senadora Simone em função de possíveis irregularidades na obra de reforma do balneário de Três Lagoas (MS).

    A acusação é de desvios em 2004, quando ela exercia o cargo de prefeita. A Justiça acatou o pedido do Ministério Público Federal, que alega ter existido desvio de recursos públicos para financiar campanha eleitoral. Os bens bloqueados foram equivalentes a R$ 51 mil.

    34. Jader Barbalho (PMDB)

    O ex-governador do Pará foi o último dos barrados pela Lei da Ficha Limpa a tomar posse no Senado. Jader teve sua candidatura indeferida por ter renunciado, em 2001, ao mandato de senador após ser acusado de desviar recursos do Banco do Estado do Pará (Banpará), da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do Ministério da Reforma Agrária.

    O senador chegou a ser preso pela Polícia Federal sob a suspeita de integrar uma quadrilha acusada de desviar mais de R$ 1 bilhão da Sudam, do banco e do ministério. Ele foi detido em Belém, no ano de 2002.

    35. Raimundo Lira (PMDB)

    Líder da comissão do impeachment, o senador doou à chapa onde era suplente para o Senado, em 2010, o valor de R$ 870 mil, utilizando recursos que ele não havia incluído em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral, feita no ano anterior. De acordo com o TSE, a doação foi feita em 12 depósitos em espécie.

    O parlamentar alega que houve um erro de informação e que os depósitos foram feitos por meio de cheques na boca do caixa, que foram erroneamente computados pela contabilidade de campanha como dinheiro vivo. Raimundo Lira diz que não declarou o valor porque a Lei Eleitoral não o obriga a fazer isso, decisão que é controversa entre juristas.

    36. José Maranhão (PMDB)

    Já respondeu a oito processos no Ministério Público Federal por abuso de poder político e econômico, compra de votos, conduta vedada e uso indevido de meios de comunicação. Maranhão foi governador da Paraíba entre 1995 e 2002.

    Um de seus aliados é Cássio Cunha Lima, outro político do PSDB mais sujo que pau de galinheiro.

    37. Hélio José (PMDB)

    Acusado de incorrer na prática de pedofilia com uma sobrinha em 2010, Hélio José saiu do PSD no final de 2015 para entrar no — isso não é piada — Partido da Mulher Brasileira (PMB).

    Saiu da nova legenda no começo deste ano para entrar no PMDB. Num discurso do ano passado, disse que as mulheres trazem “alegria e prazer”.

    38. Romário (PSB)

    Outro “indeciso” de ocasião que mudou de ideia depois que Temer o deixou nomear o diretor de Furnas. Em junho de 2016, a Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal para investigar o senador Romário pela suspeita de receber caixa dois de campanha na eleição de 2014.

    Segundo a investigação, a suspeita é que a empreiteira Odebrecht deu R$ 100 mil ao parlamentar.

    O indício surgiu a partir de mensagens de celular trocadas entre Marcelo Odebrecht e seu subordinado Benedicto Barbosa da Silva Júnior no período eleitoral.

    O Supremo também recebeu uma investigação, iniciada pela Polícia Civil do DF, que apura se ele cometeu crime ambiental ao construir quadras de futebol e de futevôlei em uma casa às margens do Lago Paranoá, em Brasília.

    39. Ciro Nogueira (PP)

    O doleiro Alberto Youssef informou à Polícia Federal que o senador recebeu US$ 150 mil para integrar o partido no esquema criminoso. A declaração foi feita num depoimento de 2015, no bojo das investigações da Operação Lava Jato.

    Os recursos não seriam oriundos da Petrobras, mas sim do escândalo do Banestado, de acordo com o delator.

    Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui.

    Clique aqui e assine nosso canal no youtube

    Sobre o Autor

    Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

    Diário do Centro do Mundo De A (Aécio) a Z (Zezé Perrella), a ficha suja dos espertos no “hospício" de Renan. Por Kiko Nogueira

    22/08/2016

    Olimpíadas 2016: Rede Globo & Michel Temer ganham medalha de ouro em golpe paraguaio

    Globo Golpista maratona 4Não é só covardia, como aquela em que os financiadores do golpe de 1964 presenciavam as sessões de tortura, estupro e mortes no DOI-CODI, mas também a lembrança de que os criminosos não podem sair à luz do dia. A omissão de alguns e a comi$$ão de muitos provocou no mundo o que em bom português se chama vergonha alheia.

    Acompanhei a decisão do vôlei masculino pela RAI. A geradora de imagens não cansava de mostrar um cartaz Fora Temer. A TV estatal italiana dizia que o Brasil está passando por um momento conturbado, que as pessoas estão infelizes. Errado, pela tela da Rede Globo só apareciam pessoas felizes. Como explicar aos italianos a Lei Rubens Ricúpero que a Rede Globo & FHC impõem ao Brasil.

    De nada adianta tirar o covarde e usurpador do Planalto se as condições para que ele chegasse lá permanecem inalteradas. A plutocracia pode sempre contar com a Rede Globo para defender a cleptocracia. Se não fosse Temer, seria Aécio Neves, Eduardo CUnha ou qualquer outro corrupto blindado e alcovitado pela Rede Globo.

    Ou o Brasil acaba com a Rede Globo ou a Rede Globo transforma o Brasil num seu puteiro.

    Pimenta pinta o retrato de um covarde!

    Cadê o Lula, cadê a Dilma?, perguntavam

    publicado 22/08/2016

    vale rio.png

    Do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS):

    O retrato da covardia

    Pense comigo: um País luta por anos para conquistar a honra de sediar uma olimpíada. Disputa com grandes potências mundiais, e consegue. Na época Lula era o Presidente, e sua liderança, confiança e coragem foram decisivos para a conquista. Todos nós sabemos disso. Todos sem exceção sabem. No entanto seu nome jamais foi falado. Nenhuma autoridade brasileira, nenhuma grande rede de TV, nenhum jornal lembrou durante as olimpíadas que, sem ele, não existiria Rio 2016.

    Dilma Rousseff, como ministra e como Presidenta, trabalhou muito para que o Brasil realizasse um evento de sucesso. Todos sabem que ela controlava pessoalmente os cronogramas, as metas e o andamento dos projetos para que tudo desse certo. Rio 2016 foi um sucesso. O nome de Dilma não foi citado. Não foi lembrado por ninguém.

    Lula e Dilma tiveram seus nomes e protagonismos apagados da história da Rio 2016. Nas inúmeras retrospectivas nas TVs, suas imagens foram proibidas nas edições. Nos coquetéis e eventos, sequer fotos suas poderiam estar nos ambientes. Nos protocolos do governo interino seus nomes foram banidos.

    O constrangimento foi a marca da presença dos representantes dos países que vieram ao Brasil. No coquetel que antecedeu a cerimônia de abertura, perguntavam insistentemente por Lula e Dilma. Muitos se reuniram com eles durante diferentes momentos na preparação dos jogos. Queriam vê-los, abraçá-los, agradecer. Mas suas presenças eram proibidas. Seus nomes, ignorados.

    A vaia durante os 8 segundos envergonhados de Temer não deixou dúvidas: há algo muito errado acontecendo no Brasil.

    No encerramento, pela primeira vez, ninguém veio. O primeiro-ministro japonês, por obrigação, por ser o próximo país-sede, teve que estar presente. Até agora tenta entender quem é esse indivíduo que não teve coragem de comparecer no encerramento do maior evento esportivo do mundo, que o Brasil é o anfitrião, porque tem medo do seu próprio povo. Temer é o retrato da covardia. O mundo sente vergonha por nós.

    Pimenta pinta o retrato de um covarde! — Conversa Afiada

    07/08/2016

    Folha de São Paulo bota seu articulista na capa

    OBScena: capa da Folha explica porque Lula “teria que saber” mas a Folha, não: Serra aparece; Lula, não!

    Fsp 07082016

    Lula teria que saber que a Folha sabia de tudo o que se passa sobre seus olhos, afinal ela não é um veículo de informação. Se um veículo de informação, que tem entre seus colaboradores José Serra e Aécio Neves não sabe, porque Lula teria que saber? Seria porque eles reputam Lula mais inteligente que eles?!

    A Venezuela é aqui, Clóvis Rossi! Porque desta obsessão com a Venezuela de Maduro mas silencias sobre a Argentina de Maurício Macri? Seria pelos mesmos motivos que silenciam sobre Serra, Aécio, FHC & Alckmin, mas caçam Lula?! Há quantos anos sabes do Rouboanel e nunca te pronunciastes sobre ele?

    José Tarja Preta Serra, de São Paulo, Rodrigo de Grandis, de São Paulo, Alstom & Siemens, do Rodoanel, de São Paulo. PCC, FHC, Alckmin, SABESP, todos de São Paulo. E a Folha de São Paulo descobre só agora o que todos estamos carecas de saber.

    São Paulo é a loco motiva do Brasil. Sede da Folha, Veja, Estadão e Instituto Millenium onde a plutocracia não só rouba medalhas, compra pato por lebre. Busca ternos em Miami e medalhas nos bolsos do José Maria Marin.

    E aí a plutocracia vaza, publica e caça Lula porque ele “teria de saber” de todos os roubos. Mas a Folha, que tem entre seus colunistas José Serra, Aécio Neves, mesmo sendo um veículo de comunicação, que vive de vender informação, não tinha esse conhecimento?! Ora, ora, ora. A Suíça mandou toneladas de informações sobre José Serra e o PSDB, mas o MPF/SP só é rápido para caçar Lula.

    E não é acreditável que mais uma vez aparecem nomes dos ilustres arautos do golpe paraguaio e não aparece Dilma nem Lula? Sim, rápida no gatilho a cleptocracia já conjuga o verbo no futuro: “Santana falará à Procuradoria que Dilma sabia de caixa dois, diz revista. A Folha e a Veja leem pensamento mas não sabem o que acontece sob seus olhos. Aliás, como também não sabiam e continuaram fazendo de conta que não sabem que João Dória Jr. lava no Panama Papers. A Dilma sabia como o marqueteiro recebia, mas a Folha não sabia como seu articulista recebia!

    Marcelo Odebrecht disse que entregou dinheiro vivo a Michel Temer, Eliseu Padilha, José Serra, Antonio Anastasia. Entendeu porque Lula deve ser caçado? Estão aí as provas. Lula “teria de saber” que a Odebrecht entregava dinheiro vivo aos seus detratores, ora bolas, e não fez nada para impedir! Lula é tão ladrão, mas tão ladrão que o produto do seu roubo é entregue em dinheiro vivo para seus adversários políticos. Isso lá não é motivo para confundir Hegel com Engels?

    E o suprassumo dessa hiPÓcrisia do Golpe Paraguaio: José Serra foi designado Ministro das Relações exteriores porque a Odebrecht depositou pra ele no exterior….

    A pergunta que não quer calar: Quantos pedalinhos podem ser comprados com R$ 23 milhões?!

    José Serra recebeu R$ 23 milhões via caixa dois, afirma Odebrecht

    Alan Marques – 1º.ago.16/Folhapress

    BRASÍLIA, DF, BRASIL, 01.08.2016. O ministro das Relações Exteriores, José Serra, discursa no púlpito da Presidência da República (por engano) durante a Cerimônia para a troca de Cartas de Reconhecimento de Equivalência dos Controles Oficiais de Carne Bovina entre o Brasil e o EUA (FOTO Alan Marques/ Folhapress) PODER

    O ministro das Relações Exteriores, José Serra, discursa em evento

    BELA MEGALE
    ENVIADA ESPECIAL A CURITIBA

    07/08/2016 02h00

    Executivos da Odebrecht afirmaram aos investigadores da Operação Lava Jato que a campanha do hoje ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP), à Presidência da República, em 2010, recebeu R$ 23 milhões da empreiteira via caixa dois.

    Corrigido pela inflação do período, o valor atualmente equivale a R$ 34,5 milhões.

    A revelação foi feita a procuradores da força-tarefa da operação e da PGR (Procuradoria-Geral da República), na semana passada, por funcionários da empresa que tentam um acordo de delação premiada.

    Durante a reunião, realizada na sede da Polícia Federal em Curitiba, os executivos disseram que parte do dinheiro foi entregue no Brasil e parte foi paga por meio de depósitos bancários realizados em contas no exterior.

    As conversas fazem parte de entrevistas em que os possíveis delatores da Lava Jato corroboram informações apresentadas pelos advogados na negociação da delação premiada.
    O acordo, entretanto, ainda não foi assinado.

    Editoria de Arte/Folhapress

    Suspeita de caixa 2 de Serra

    Para comprovar que houve o pagamento por meio de caixa dois, a Odebrecht vai apresentar extratos bancários de depósitos realizados fora do país que tinham como destinatária final a campanha presidencial do então candidato.

    Segundo informações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a empreiteira doou em 2010 R$ 2,4 milhões para o Comitê Financeiro Nacional para Presidente da República de Serra (R$ 3,6 milhões em valores corrigidos).

    Dessa maneira, a campanha do tucano teria recebido, apenas do grupo baiano, R$ 25,4 milhões, sendo R$ 23 milhões "por fora".

    DELAÇÃO

    Os envolvidos nas negociações consideram o tema um dos principais anexos que integram a pré-delação da empresa. É primeira vez que o tucano aparece envolvido em esquemas de corrupção por potenciais colaboradores da operação que investiga desvios na Petrobras.

    Em conversas futuras com os procuradores, os executivos também pretendem revelar que o ministro das Relações Exteriores era tratado pelos apelidos de "Vizinho" e "Careca" em documentos da empreiteira.

    ACARAJÉ

    O nome do tucano foi um dos que apareceram na lista de políticos encontrada na casa do presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, durante a 23ª fase da Lava Jato, a Acarajé, em fevereiro.

    A Folha também apurou que funcionários da companhia relatarão que houve propina paga a intermediários de Serra no período em que ele foi governador de São Paulo (de 2007 a 2010) vinculados à construção do trecho sul do Rodoanel Mário Covas.

    O trecho em questão teve construção iniciada no primeiro ano da gestão do tucano e foi orçado em R$ 3,6 bilhões na época.

    Na última quinta-feira (4), o ex-presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, falou pela primeira vez aos procuradores que investigam o petrolão. Ele está preso há mais de um ano na Lava Jato.

    A reunião, realizada com nove procuradores e cinco advogados na superintendência da Polícia Federal de Curitiba, onde Marcelo está preso, começou por volta das 10h e terminou quase sete horas depois.
    Ao longo da conversa, o executivo foi cobrado pelos investigadores a falar de maneira "explícita" dos atos de corrupção, "sem rodeios".

    O ex-presidente do grupo vinha se preparando havia meses para esse dia, com reuniões semanais com advogados. Na véspera da oitiva, ele recebeu as visitas da mulher, Isabela, e das três filhas para lhe dar apoio.

    ‘LIÇÃO DE CASA’

    Além de Marcelo Odebrecht, cerca de 30 executivos da empreiteira deram depoimentos em Curitiba.

    As oitivas foram duras. Alguns executivos chegaram a ser chamados de mentirosos pelos investigadores. Parte foi ordenada a fazer a "lição de casa", trazendo mais informações sobre casos que interessam aos procuradores.

    OUTRO LADO

    O ministro das relações exteriores, José Serra (PSDB-SP), afirmou, por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa, que a campanha dele durante a disputa a Presidência da República em 2010 foi conduzida em acordo com a legislação eleitoral em vigor.

    O tucano disse também que as finanças de sua disputa pelo Palácio do Planalto eram de responsabilidade do partido, o PSDB.

    Ainda em nota, José Serra reiterou que ninguém foi autorizado a falar em seu nome.

    "A minha campanha foi conduzida na forma da lei e, no que diz respeito às finanças, era de responsabilidade do partido", afirmou.

    Segundo a prestação de contas da campanha tucana no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o Comitê Financeiro Nacional para Presidente da República, do PSDB, declarou ter recebido R$ 2,4 milhões da empreiteira na disputa de 2010.

    Sobre o suposto pagamento de propina a intermediários do tucano quando ele foi governador do Estado de São Paulo, entre 2007 e 2010, e que teriam relação com a construção do trecho sul do Rodoanel, o ministro disse que considera "absurda a acusação".

    "Até porque a empresa em questão já participava da obra quando assumi o governo do Estado."


    01/08/2016

    Operadores de direita não querem acabar com a pobreza, mas com os pobres

    A política até pode ter atraído muito político podre, mas a consolidação da quadrilha instalada no poder (Eduardo CUnha, Michel Temer, Eliseu Padilha & José Tarja Preta Serra) foi um processo que contou com a participação decisiva do MPF e STF. Alguns operadores de direito operaram a esquerda e planificaram o atalho para a instalação da cleptocracia. Nunca antes na história do Brasil houve um consenso no sentido de consolidar o golpe paraguaio. Para os golpistas, “as instituições públicas estão funcionando”.

    Os perseguidores de Lula acusam-no de ter conhecimento de tudo pelo simples fato de ter sido Presidente quando alguns dos fatos aconteceram. Nesta lógica, os fatos acontecidos sob FHC não teriam de lhe ser imputados? E, o mais incrível, Lula teria de saber, mas então porque  foi considerado normal que Zezé Perrella nada soubesse a respeito de seu heliPÓptero que traficava 450 kg de cocaína!? Se Lula teria de saber de Cerveró, porque o dono do Estadão não teria de saber que Pimenta Neves, Diretor de Redação do Estadão, assediava moral e sexualmente Sandra Gomide, a ponto de vir assassina-la pelas costas?!  Então quer dizer que Michel Temer não sabia de nada de suas viagens nababescas com dinheiro público? Que não sabia o que fazia Romero Jucá, José Sarney & Eduado CUnha? Por que só Lula precisaria saber?!

    Há um dado muito simples para desmascarar o golpe paraguaio made in Brasil: Lula vem sendo caçado desde que tomou posse. E a única ação acolhida, até agora, é de obstrução da Justiça, exatamente por quem já foi acusado, na Operação Zelotes, de obstruir a justiça. Caçar Lula é só um forma de limpar o caminho para cleptocracia atuar sem qualquer oposição. Lula só é culpado pela abstinência eleitoral da direita golpista e parasita.

    De repente, para justificar uma obsessão da plutocracia,  a nossa Constituição incorporou mais uma cláusula pétrea: “A tentativa do perseguido de escapar da obsessão persecutória será considerada obstrução da justiça”.

    Não por acaso o Ministro Marco Aurélio defende, com base na Constituição, que a liberdade é direito natural do ser humano e a obstrução ao constrangimento nitidamente ilegal, ainda que não esteja inscrita em lei positiva, é imanente dos direitos da cidadania brasileira.

    No caso Brasileiro, a perseguição ao grande molusco mostra uma obsessão doentia na medida em que contrasta com a liberdade de outros personagem, com materialidade abundante, como é o caso do Eduardo CUnha, e até mesmo do Aécio Neves, o primeiro a ser comido. Se é verdade que ambos têm foro privilegiado, também é verdade que Delcídio Amaral também tinha. E ainda que houvesse uma justificativa aí, quais são as justificativas para o faz de conta em relação à Andrea Neves e à Cláudia Cruz?!

    O Xadrez da dívida pública e a camarilha dos 6

    O Xadrez da dívida pública e a camarilha dos 6

    dom, 31/07/2016 – 23:39 – Atualizado em 31/07/2016 – 23:40-Luis Nassif

    Na semana passada, o economista turco-americano Dani Rodrik traçou o roteiro do fracasso da socialdemocracia no mundo, mesmo após a maior crise do neoliberalismo: a socialdemocracia se deixou levar pela ideologia mercadista, por não ter procurado estabelecer limnites ao livre fluxo de capitais.

    Historicamente, o ponto central dos problemas brasileiros sempre foi o livre fluxo de capitais amarrado a uma política de endividamento público muito mais focada em remunerar o capital financeiro do que em trazer investimentos.

    Não é por outro motivo que os momentos de crescimento brasileiro foram nos anos 30, quando a quebra externa obrigou o governo a impedir a livre circulação de capitais, e no período pós-Guerra, com os controles cambiais criados pelo acordo de Bretton Woods.

    Não há na história econômica moderna exemplo mais acabado de expropriação da riqueza do país para um grupo específico do que o que vem ocorrendo com o Brasil nos últimos 22 anos. Se algum economista se der ao trabalho de calcular o que foi pago de juros da dívida pública desde o Plano Real até hoje, daria para cobrir o país de norte a sul com infraestrutura de primeiro mundo.

    Peça 1 – Como ganhar com câmbio e juros

    Do Plano Real até os dias atuais, a expropriação do orçamento se deu por dois caminhos: a política monetária interna, de juros extorsivos, amarrando a política monetária do Banco Central (destinada a controlar a liquidez do sistema) ao mercado de dívida pública; o segundo caminho foi o livre fluxo de capitais.

    Do Real até hoje, passando pelos governos FHC, Lula e Dilma, criou-se a seguinte dinâmica:

    1.     Liberam-se os fluxos cambiais e mantém-se a taxa interna de juros superior à internacional. Com isso, há um excesso de entrada de dólares pretendendo lucrar com o diferencial de taxas de juros.

    2.     O excesso de entrada de dólares promove uma apreciação do câmbio tirando a competitividade dos produtos brasileiros. O país é inundado por excesso de importações e de gastos com serviços.

    3.     Na medida em que há uma deterioração do balanço de pagamentos, ocorre uma corrida final, de dólares saindo do país, promovendo uma maxidesvalorização do real. Quem entrou na baixa vende na alta e pula fora, aguardando o momento de voltar.

    4.     Com a maxi, as contas externas começam a se equilibrar. Há impactos sobre a inflação que servem de álibi para o aumento expressivo das taxas de juros. Pela lógica brasileira, a taxa futura de juros sempre tem que ser substancialmente maior do que a inflação esperada.

    5.     Com as contas externos se equilibrando e os juros aumentando, voltam os fluxos de dólares ao país e retorna-se à ciranda anterior do capital voltando para ganhar com juros e com nova rodada de apreciação cambial. Confira as contas:

    Tome-se o exemplo acima. Calcula-se a rentabilidade de um investimento comparando os juros recebidos com o capital investido. No modelo brasileiro, não há capital investido: o especulador simplesmente capta dinheiro no exterior, a taxas próximas de zero, e aplica na Selic a taxas de 14,15%. Portanto, a rentabilidade é infinita.

    No exemplo acima, o investidor tomou um crédito em dólares, pagando 1% ao ano. Converteu em reais, com a cotação a R$ 3,80. Aplicou em títulos do Tesouro remunerados por 14,15%. Um ano depois resgatou os títulos, converteu em dólares, com a cotação a R$ 3,40, remeteu o dinheiro para fora, quitou o financiamento e obteve um lucro equivalente a 27% do valor financiado.

    Quem paga esse ganho? O orçamento público, o mesmo caixa único que garante salários de procuradores, juízes, gastos com saúde, educação.

    Não existe lógica financeira, macroeconômica que possa legitimar essa operação.

    Peça 2 – como expropriar o orçamento

    Desde o início da internacionalização dos capitais, a dívida pública (ou soberana) se constituiu em um dos terrenos preferenciais de atuação dos bancos internacionais. No início do século, um chanceler argentino chegou a propor uma moção autorizando países credores a invadir devedores em caso de calote. E contou com o voto a favor de Ruy Barbosa, um sócio da banca londrina.

    A própria criação do FED, como instituição privada, visou consolidar essa prioridade. E, mesmo não logrando emplacar o livre fluxo de capitais em Bretton Woods, a banca conseguiu criar modelos que minimizassem os riscos soberanos.

    Em qualquer livro-texto, defende-se a dívida pública como um instrumento para investimentos públicos que terão como efeito aumentar a eficiência estrutural da economia ou reativar economias combalidas.

    No caso brasileiro, desde o Plano Real a dívida pública serviu apenas para alimentar a dívida pública. Não há paralelo de um saque tão continuado sobre o orçamento público como o que ocorreu nesse período.

    No governo FHC, a relação dívida/PIB saiu de menos de 20% para quase 70%, mesmo com a privatização em massa e sem ter acrescentado um torno a mais no parque industrial ou na infraestrutura brasileira.

    Com Lula e Dilma, a mesma coisa, um enorme esforço para trazer a relação dívida/PIB para patamares mais civilizados, a criação de um colchão de reservas cambiais, apenas para diluir o risco dos investidores e não ter que mexer na livre circulação de capitais.

    Peça 3 – a falsa ciência legitimando o jogo

    Há um conjunto de condições necessárias para o desenvolvimento de um país: investimentos em educação, saúde, melhoria de renda, em inovação, em financiamento e assim por diante.

    Algumas políticas sugerem menos Estado; outra defendem mais participação do Estado. Todas elas gostam de falar em nome do chamado interesse nacional.

    Pode-se defender o interesse nacional desburocratizando a economia, criando um ambiente mais saudável para os negócios. Como se pode defender usando a força do Estado para políticas proativas de defesa da produção interna.

    Mas nenhuma política decente pode defender cortes em gastos essenciais porque aí atenta-se contra o longo prazo para benefícios de curtíssimo prazo a grupos específicos.

    A maneira de impor essa política foi recorrer a sofismas que não seriam aceitos em nenhum país minimamente civilizado.

    1.     A ideia de que as taxas de juros elevadas visam compensar desequilíbrios fiscais.

    Como defender essa hipótese em um caso flagrante de que o maior fator de desequilíbrio é a própria taxa de juros e a queda de receita provocada pelo desaquecimento da economia, fruto de políticas monetárias restritivas?

    2.     O modelo de metas inflacionárias para qualquer hipótese de inflação.

    Juros só combatem inflação em caso de excesso de demanda na economia. Com a economia caindo 8% em dois anos, não há a menor lógica de continuar segurando o consumo. Pelo contrário, a política monetária restritiva tira mais dinheiro da atividade produtiva, contrai mais o consumo, por consequência derruba mais a receita fiscal e aumenta o déficit público. Em 15 anos de experimento das metas inflacionárias, o único canal eficaz para derrubar os preços foi o canal do câmbio – justamente a política que mais tornou vulnerável as contas públicas e o combate à inflação.

    3.     A ideia de que basta conseguir equilíbrio fiscal (sem mexer nos juros e no câmbio) para atrair o capital externo e trazer de novo a felicidade.

    Peça 4 – o investimento produtivo

    O investimento produtivo – de capital nacional ou internacional – leva em consideração vários fatores.

    Custo de oportunidade:

    Consiste em comparar a rentabilidade esperada do investimento com a rentabilidade oferecida pela aplicação de menor risco na economia: em quase todos os países, a remuneração dos títulos públicos. Com a possibilidade de ganhar 14,15% em dólares (ou mais, dependendo da apreciação da moeda) sem riscos, o investimento só será feito em setores com mais perspectiva de rentabilidade. Fora o tráfico de cocaína, não se conhece setor com tal rentabilidade.

    Financiamentos de longo prazo

    O único agente que financia no longo prazo, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), está sendo destruído pela política econômica de Henrique Meirelles, com o propósito de sanear as contas públicas sem mexer nos juros.

    Capacidade ociosa

    O investimento ocorre quando se preenche a capacidade instalada com produtos competitivos. A política monetária amplia a recessão e, automaticamente, o nível de capacidade utilizada. A apreciação cambial reduz a competitividade frente os produtos importados.

    Competitividade sistêmica

    O que garante a competitividade sistêmica de um país é o nível da mão-de-obra, os investimentos em inovação.

    O modelo posto em prática sacrifica todos esses pontos e apresenta, como contrapartida, a única possibilidade de ganhos financeiros

    Peça 4 – os jogadores principais

    Camarilha dos 6 – Representam o que de mais bronco a política brasileira produziu nas últimas décadas. Mesmo com toda a ilegitimidade do golpe, tivesse um mínimo de envergadura Michel Temer se apresentaria como um conciliador. Bastou saber que comissionados o vaiaram para ordenar uma devassa no serviço público que paralisou departamentos, agências. Sua maneira de fazer política é a seco: divide o orçamento público com os parceiros. E o futuro que exploda.

    Mercado – mercado não tem pátria. Por isso é ocioso submete-lo ao teste dos cenários de longo prazo da economia. No momento em que cessar o maná dos juros e câmbio, basta mudar de país.

    Ministério Público Federal – assim que foi votado a admissibilidade do impeachment, as cenas dos deputados votando foram tão constrangedoras que a Procuradoria Geral da República ensaiou alguns exercícios de isenção. Passado o impacto, voltou ao mesmo padrão anterior, de fortalecer os principais atores desse jogo através de um trabalho sistemático de perseguição aos opositores. É paradoxal que a organização responsável pelos maiores avanços do país em direitos sociais tenha atuado para fortalecer um interinato responsável pelas maiores ameaças sofridas pelas políticas públicas brasileiras desde a Constituição.

    Agora, com a camarilha dos 6 tomando o poder, completa-se o jogo.

    1.     Explode-se o déficit público, com aumentos generalizados de salários às corporações mais influentes, aumento das emendas parlamentares.

    2.     A conta de juros permanece intocada, com a Selic em 14,15% mesmo com o PIB caindo quase 8 pontos percentuais acumulados.

    3.     Definição de limites para os gastos públicos, tomando por base os menores níveis reais da história: os gastos dos últimos anos, derrubados pela queda da receita em função da recessão econômica.

    O Xadrez da dívida pública e a camarilha dos 6 | GGN

    28/07/2016

    Folha da Turquia

    Folha da Turquia

    Para esconder os expurgos brasileiros, em curso pela Cleptocracia instalada no Planalto pela mídia a serviço dos seus finanCIAdores ideológicos, a Folha de São Paulo comete um ato falho. Por que o golpe na Turquia tem importância mas o golpe no Brasil resta tratado como um fato da natureza. Como dizem os golpistas, as instituições golpistas estão funcionando. A única coisa que não funciona no Brasil do golpe paraguaio é a verdade. Nossa mídia nunca funcionou como tal. Sempre esteve à serviço da plutocracia. Nossas instituições existem para que a plutocracia continue sendo como há 500 anos.

    O medo estampado na capa deste 28/07/2016 é mais uma cortina de fumaça, igual àquela em que fraudou uma pesquisa para tentar nos convencer que Temer é um estadista. Nem os jornais italianos ou alemães de dos anos 30 do século passado foram tão longe para tratar Mussolini e Hitler como o fazem hoje Folha, Estadão, Veja, Globo & RBS. A Folha não está nem aí para os expurgos que a dupla Michel Temer & Eduardo CUnha, para atender interesses da Rede Globo, pratica no MINC. Foram 81 funcionários postos na rua porque Michel Temer precisa fazer funcionar sua máquina de destruição, e, ao mesmo tempo, adular seus patrocinadores. Os expurgos na EBC também não vem ao caso. Talvez seja o caso de se perguntar quanto da velha mídia sobraria se Dilma voltar e implantar os métodos de Erdogan?!

    Hoje buscam dizer que o golpe turno foi  um auto golpe. Mas o que foi o golpe brasileiro? Quais foram as bases para afastar Dilma? Aliás, quais são os fatos que levam à caçada obsessiva do grande molusco? A velha mídia recrutou mercenários para massacrar o PT e expurgar Dilma e Lula.

    Pelo andar da carruagem a única saída para Lula será se filiar ao PSDB e encher seus pedalinhos de cocaína. Hoje no Brasil os únicos inimputáveis são os filiados ao PSDB e os grandes traficantes.

    No Brasil da Folha tem mais chance de virar ministro um mega traficante de cocaína do que um dono de pedalinho.

    A Turquia é aqui!

    Mídia esconde denúncia de jornal inglês contra mulher de Temer

    27 de Julho de 2016

    :

    mordomias capa

    “Um dos maiores vexames internacionais a que o país poderá ser submetido nos próximos anos é o conhecido uso desmesurado de dinheiro público pela família de Michel Temer”, diz interlocutora profundamente versada em intimidades dos centros de poder.  “Marcela é o ponto fraco de Temer”, diz a fonte. “Os caprichos dela ainda vão custar caro…”.

    A conversa decorreu de fato envolvendo a mulher de Temer que saiu discretamente na mídia, mas que, fosse outro grupo político a ocupar o governo federal, teria ganhado grande destaque. Ou seja: se Lula ou Dilma governassem, o tema dessa reportagem daria pano pra manga.

    Ainda estão frescas na memória de quem presta atenção no Brasil as picuinhas da imprensa contra os presidentes petistas. Lá em 2004, por exemplo, o mundo quase caiu sobre a cabeça de Lula porque a imprensa cismou com um arranjo floral nos jardins do Palácio da Alvorada que reproduziria uma “estrela do PT”.

    mordomias 1

    A imprensa caçou ferozmente qualquer tipo de vinculação pública do então presidente Lula com seu partido, como se tal vinculação fosse segredo. O portal G1 chegou ao absurdo de questionar o fato de a esposa do então presidente, Marisa Letícia, usar um maiô com uma estrela vermelha estampada.

    mordomias 3

    A obsessão midiática por supostos “abusos” dos presidentes “petistas” com a res pública perdurou até a era Dilma. Reportagem do Estadão de alguns anos atrás implicava com outra “estrela petista” que teria sido plantada na Granja do Torto.

    mordomias 2

    Na semana passada, a imprensa noticiou que a ida de Marcela Temer e de seu filho para Brasília tem provocado mudanças na rotina e nos protocolos do Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência da República.

    Uma das medidas tomadas recentemente foi a proibição do uso do estacionamento público localizado na entrada do local, que chegou a ter seu acesso bloqueado por um período logo que Temer assumiu o comando do país, em maio deste ano.

    O que se sabe é que o caso não ganhou o destaque merecido. Na verdade, não ganhou destaque algum. A notícia saiu bem escondidinha e sumiu em seguida.

    Marcela proibiu o uso do estacionamento porque ficou incomodada com a exposição que poderia ter e com a possibilidade de que fossem feitas fotos da área privativa do palácio caso a imprensa ficasse naquele lugar.

    Quando a imprensa vai cobrir a Residência Oficial do presidente da República, seguranças vêm indicando outra região onde os carros de reportagem e veículos particulares podem ser estacionados.

    Esses locais são improvisados. Ficam em um canteiro de grama, afastado da entrada do Jaburu, que teve o meio-fio quebrado para facilitar o acesso, ou em faixa de asfalto com a marcação de proibição para o tráfego.

    As demarcações são irregulares, mas estão lá porque “dona Marcela quer”.

    A Secretaria de Comunicação da Presidência da República negou que a restrição ao uso do estacionamento público tivesse sido pedida por Marcela, mas não explicou por que tal medida só foi tomada após a chegada dela ao Palácio.

    mordomias 4

    Seja como for, a restrição intempestiva e inédita de uso de área pública simboliza um comportamento da família presidencial que em outros tempos geraria “indignação” na imprensa antipetista.

    A fonte do Blog citou esse caso como decorrente de histórias sobre o comportamento de ditador de república bananeira que se diz que vem sendo adotado por Temer, sobretudo após virar presidente interino.

    Em maio último, o tabloide  inglês “Daily Mail” publicou extensa reportagem sobre Marcela dando conta de uma vida de “família real” que os Temer se dão à custa de dinheiro público.

    mordomias 5

    O tabloide, que utiliza fotos postadas nos perfis do Instagram de pessoas próximas a Marcela, comparou os gastos da esposa de Michel Temer aos de Maria Antonieta, rainha da França na época da Revolução Francesa e esposa de Luís XVI, no fim do século 18.

    Segundo o jornal britânico, os gastos financeiros da primeira-dama, de 33 anos, não refletem o momento de crise que o Brasil enfrenta.

    Na artigo, o Daily Mail lista uma série de aquisições não só para Marcela, como para sua família. Entre eles, as viagens internacionais de primeira classe, cirurgias plásticas e procedimentos estéticos para a mãe de Marcela, Norma Tedeschi, e uma vida regada a champanhe, roupas caras e festas badaladas para a irmã, Marcela Fernanda Tedeschi.

    Ainda de acordo com a publicação, a família possui quatro camareiras somente para lavar e passar as roupas, além de duas empregadas, uma cozinheira e uma babá para cuidar de seu filho único, Michelzinho, de 7 anos.

    As despesas, segundo o jornal, não param por aí: Marcela Temer teria promovido uma reforma em vários cômodos no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência em Brasília, que, de acordo com a publicação, custou milhões de reais de dinheiro público. Marcela teria ainda insistido para o marido comprar uma casa para sua mãe e sua irmã na capital federal avaliada em cerca de R$ 7 milhões.

    Diante do comportamento anterior da imprensa, quando petistas governavam o país, surpreendeu a reação da imprensa brasileira ao que diz a homóloga britânica. Reportagem do jornal Folha de São Paulo tenta desqualificar a matéria atribuindo-lhe pequenos erros que, na prática, não invalidam uma só acusação de abuso do dinheiro público atribuído à família presidencial.

    mordomias 6

    Entre os erros que a imprensa brasileira atribuiu à matéria britânica está a informação de que Marcela estava ao lado do marido na cerimônia de posse de Temer como presidente interino, apesar de que ela não estava. E, ironicamente, a matéria critica o perfil de Marcela pelo “Mail” por citar críticas que teriam sido direcionadas ao casal sem divulgar o autor das falas.

    Sim, você leu corretamente: a Folha criticou o jornal britânico por divulgar informações de fontes que não quiseram se identificar, como se, no Brasil, essa prática não estivesse por trás de nove entre dez denúncias midiáticas contra petistas.

    O tabloide, segundo a Folha, afirmou “incorretamente” que a irmã de Marcela, Fernanda Tedeschi, chegou a posar para a revista “Playboy” e que as fotos depois “foram misteriosamente vazadas na internet”.

    A defesa que Folha faz para a família Temer diz que a irmã de Marcela, Fernanda apenas assinou um contrato com a revista e desistiu antes de posar para o ensaio. As fotos que chegaram a ser divulgadas são de uma prévia antecipada pela Editora Abril, que publicava a “Playboy” na época.

    O que isso muda em relação à denúncia da imprensa britânica? Se você disse nada, acertou.

    O fato a destacar é que se estão erradas as informações sobre gastos exagerados feitos pela família Temer, cumpriria à imprensa brasileira investigar e publicar a verdade. As reformas feitas no palácio, todos os gastos abusivos com dinheiro público teriam que ser investigados e, em nada sendo encontrado, aí, sim, a imprensa brasileira poderia inocentar sua equivalente britânica, mas o assunto morreu em maio e nunca mais se ouviu falar do assunto.

    Por outro lado, surgiram versões de que a preocupação com o suposto estilo imperial de Marcela, que dizem custar (muito) dinheiro público, seria “machismo”.

    Não é difícil de isso ocorrer. Marcela é o alvo perfeito para machismo, tanto quanto Dilma. Porém, ninguém viu a mulher de Temer reclamando da Veja por tê-la qualificado como “bela, recatada e do lar”, o que, para qualquer mulher emancipada, é quase uma ofensa.

    Porém, não pode haver machismo em uma denúncia objetiva de que Marcela gasta o dinheiro suado de nossos impostos com mordomias… Certo? Assim, o que se pede, ao fim e ao cabo, é que essa denúncia seja alvo da mesma “apuração jornalística” que implicava com um mísero canteiro de flores em administrações petistas.

    Arrumemos cadeiras confortáveis para esperar por essa apuração.

    Mídia esconde denúncia de jornal inglês contra mulher de Temer | Brasil 24/7

    03/07/2016

    Aécio vira pó para consumo próprio

    AécioAécio Neves é mais blindado que carro de traficante. Tem mais proteção que presidente dos EUA. De repente, parece que Aécio colocou o Anel de Sauron, para que o deixa invisível aos olhos das autoridades, mas também nas múltiplas plataformas com que a plutocracia protege seus cleptocratas. Bem, se até Perrella chega a Ministro, é porque, para ladrões contumazes há sempre uma dificuldade de quem lucra com isso.

    Tudo fica muito claro na comparação das acusações que pesam contra Dilma e contra Aécio. Aliás, nestas horas Aécio parece continuar em segundo, só atrás do seu parceiro de golpe, Michel Temer.

    Digo mais, diante da velha mídia, a começar pela Rede Globo, gente como Aécio, Temer e CUnha são café pequeno. Estes o voto pode tirar, mas o golpismo incrustrado na velha mídia, não.

    E se hoje somos governados por uma quadrilha com ramificações internacionais, o início se deu com a dificuldade do Napoleão das Alterosas em aceitar que o resultado do TSE. Instado pela plutocracia, Aécio partiu para acusações de todas ordem contra Dilma. E todas eram ecoadas pelos seus parceiros do Instituto Millenium. Ninguém cobrava prova do que Aécio Neves dizia. Hoje sabemos porquê. Só não sabemos porque, diante de tantas provas, Andrea Neves ainda não foi coercitada

    Mágica da mídia faz Aécio desaparecer em meio à enxurrada de denúncias

    02 de julho de 201602 de julho de 2016 Bajonas Teixeira

    (Foto: Foto George Gianni)

    Por Bajonas Teixeira de Brito Junior, colunista de política do Cafezinho.

    Aécio Neves é o presidente do maior partido de oposição ao governo Dilma, o PSDB, foi o segundo candidato mais votado nas últimas eleições presidenciais e, além disso, esteve à frente das manifestações pelo impeachment e do processo que levou ao governo interino de Michel Temer. No entanto, como se fosse um cidadão comum, Aécio some da mídia, não se posiciona a respeito da política econômica e se cala sobre as questões decisivas num momento crítico da história do país.

    Em outros lugares, a opinião pública não aceitaria esse desaparecimento porque um líder político não pode simplesmente abandonar suas responsabilidades e esconder-se. Ele seria acusado de deserção. Um batalhão de repórteres estaria no encalço de Aécio, dia e noite, como um pelotão de busca atrás de um general desertor. Sobretudo, ele não poderia se furtar de prestar contas à sociedade e aos seus eleitores sobre tantas denúncias, que se agravam por virem de denunciantes diferentes (Sérgio Machado, Pedro Corrêa, Léo Pinheiro, Delcídio do Amaral).

    No Brasil, ao contrário, o chá de sumiço é a estratégia mais corriqueira e manjada dos políticos acusados de corrupção. Foi o que fez Sérgio Cabral Filho, governador do Rio, quando muitas nuvens negras se acumularem sobre a sua praia. No entanto, no caso do Sérgio Cabral, a Globo profanou o seu recolhimento, e uma indiscreta matéria da revista Época colou o dedo na sua ferida. O título da matéria já disse quase tudo: Cabral exigiu 5% de propina nas obras do Maracanã, dizem delatores. Irônico, o texto começou assim:

    “Desde que deixou o cargo de governador do Rio, há pouco mais de dois anos, Sérgio Cabral tornou-se um político recluso.  Suas aparições públicas são raras e nada se sabe sobre como passa seus dias.”

    A matéria passou o pente fino nas denúncias de transgressões associadas ao nome do ex-governador. Mas e Aécio? Aécio vai muito bem, obrigado, porque a mídia o deixa no conforto do limbo oculto num véu de invisibilidade. Tudo indica que dificilmente será desalojado daí.

    Com as inúmeras denúncias dirigidas a Aécio desde 2014, a começar pelo aeroporto em terras do tio-avô, tudo se passou em brancas nuvens flutuando num céu de brigadeiro. Só recentemente, e muito aos poucos, as denuncias foram ganhando maior visibilidade, e isso mais por conta da PGR de Rodrigo Janot do que por força da responsabilidade da mídia de informar.  De todo modo, o acúmulo de denúncias nas últimas semanas obrigaram  Aécio Neves a mergulhar mais fundo no submundo da invisibilidade.

    O mês de junho de 2016 mostrou-se excepcionalmente rico em denúncias de corrupção envolvendo Aécio Neves e de denuncias, o que é pior, sacralizadas pelo selo de “delações premiadas”. Assim, na delação premiada do ex-deputado condenado no mensalão e na Lava Jato, Pedro Corrêa (PP-PE), Aécio surge como indicando diretores da Petrobras, já Sérgio Machado apontou seu envolvimento em pagamentos, com recursos provenientes da corrupção naturalmente, para financiar deputados e eleger-se presidente na Câmara Federal em 2001. Por fim, o empreiteiro Léo Pinheiro, sócio e ex-presidente da OAS, afirma que pagou propina a auxiliares de Aécio.

    Apesar dos pesares, embora a situação de Aécio tenha se complicado extraordinariamente, não se levantou na mídia um clima de caça às bruxas, de linchamento moral e político, semelhante ao que ocorreu com Lula, no momento da sua indicação para o ministério, quando a Globo mobilizou até o STF para vociferar raivosamente contra um ex-presidente da república.

    O tratamento ameno e amigável, em que as manchetes aparecem para sumirem instantes depois dos portais, não deixa espaço para o teatro da indignação escandalizada.

    Além disso, em diversos momentos, a mídia sai em defesa de Aécio, sempre de forma indireta, seja através da apresentação de sua figura como a de um líder prestigiado no meio político, seja dando ressonância a defesas, como a recente de FHC garantindo que Aécio nunca pediu a ele cargos de diretores na Petrobras.

    O silêncio de alta densidade, sobretudo, que permite a Aécio sumir das manchetes por tempo indeterminado constitui a principal forma de proteção que a mídia tem concedido a ele. O presidente do PSDB pode estar afundando aos poucos num pântano de descrédito, mas não é vítima nem do ódio generalizado embora relativamente ameno, que o país devota hoje a Eduardo Cunha, nem do ódio virulento cristalizado em certos segmentos da classe média contra Lula. A mídia o tem resguardado contra isso.

    Bajonas Teixeira de Brito Júnior – doutor em filosofia, UFRJ, autor dos livros Lógica do disparate, Método e delírio e Lógica dos fantasmas, e professor do departamento de comunicação social da UFES.

    Mágica da mídia faz Aécio desaparecer em meio à enxurrada de denúncias – O Cafezinho

    26/06/2016

    Pó, pará investigador!

    Os grupos paulistas de mídia retomam a blindagem de José Tarja Preta Serra & Geraldo Marcola Alckmin à moda Mauro Chaves. Para quem não lembra, no calor da disputa entre correligionários, o ator da bolinha de papel fez publicar um artigo denunciando o toxicômano das gerais. Até Juca Kfouri apimentou a história com outros floreios. O Estadão, a pedido do Serra, atacou com o antológico “Pó pará, governador!”. O Estado de Minas devolveu em grande estilo, “Minas a reboque, não”.

    (Em parêntese. Não está em discussão quem é o pai da criança e se existe ou não corrupção. O que se questiona são os pesos e medidas. Até porque, boa parte da corrupção deve ao finanCIAmento privado. Ou alguém acha que existe almoço grátis. Se uma empresa “doa” pra candidato, de vereador a presidente, ela o faz por filantropia? Então porque Gilmar Mendes, o cavalo de tróia que FHC deixou no STF, sentou encima do financiamento público por mais de um ano!?)

    E não é que a rivalidade Minas x São Paulo reacende exatamente quando um paulista da Mooca, vestindo as cores da bandeira ianque, se coloca como postulante ao cargo do interino a quem serve e é servido!? Bastou sair na imprensa que a CONSIST, que levou Paulo Bernardo à prisão, é mais uma obra, como o fora Marcos Valério, do PSDB. Assim como a forma de arrecadação que apareceu no Mensalão fora criada em Minas pelo PSDB para abastecer a base de FHC, e que depois abasteceu a base de Lula, a CONSIST é uma invenção do então Prefeito José Serra, mas que também abasteceria Paulo Bernardo. A coincidência é que quando aparece o nome do Serra, a Folha revela a enésima delação do primeiro a ser comido. E não é só esta coincidência, porque outra maior se alevanta.

    Os esquemas de Marcos Valério e da CONSIST só são criminosos quando tem algum petista. Enquanto for operado pelos inventores, nada acontece. Ambos guardam semelhanças também com os esquemas da Petrobrax.

    Enquanto a corrupção na Petrobrás, sob FHC, matava Paulo Francis, sob Dilma rende criminalização do PT. Ninguém criminaliza PSDB, PMDB oU PP, que eram os verdadeiros operadores e que, por várias governos, corroeram a Petrobrás. Isso tudo revela uma verdade bem brasileira: aqui há dois tipos de corrupção, a boa e a ruim. É boa quando é praticada pelo candidato dos investigadores, é ruim quando é praticada pelos adversários ideológicos. O fato de ter virado pó, sem trocadilho, o assunto dos 450 kg de cocaína encontrados no heliPÓptero, diz tudo a respeito das instituições encarregadas de zelar pelo respeito às leis. Algumas assuntos viram pó, outros são consumidos.

    Para concluir as coincidências. Eis que de repente reaparece Rodrigo de Grandis. Aquele procurador que engavetara os documentos suíços comprovando corrupção tucana na Alstom e Siemens está por traz da prisão do Paulo Bernardo. Uma coincidência a mais ou a menos não melhora a imagem, para quem está usando o cérebro e não a Rede Globo, a respeito do caráter da nossa plutocracia.

    Como escreveu o Marcelo Semler, nunca se roubou tão pouco, mas o que importa é que isso propicia criminalizar o PT, caçar Lula e dar o golpe em Dilma. O resto é serventia da casa.

    Sócio e ex-presidente da OAS relatará propina para assessor de Aécio Neves

    Delator vai indicar propina na Cidade Administrativa (MG)

    MARIO CESAR CARVALHO e BELA MEGALE
    DE SÃO PAULO – 25/06/2016 17h13

    O empreiteiro Léo Pinheiro, sócio e ex-presidente da OAS, vai relatar, com base em documentos, que pagou suborno a auxiliares do então governador de Minas Gerais, o hoje senador Aécio Neves (PSDB), durante a construção da Cidade Administrativa.

    Trata-se da mais cara obra do tucano nos oito anos em que permaneceu à frente do Estado, entre 2003 e 2010.

    O relato de Pinheiro sobre o centro administrativo, um complexo inaugurado em 2010 para abrigar 20 mil funcionários públicos, faz parte do acordo de delação premiada que está sendo negociado com procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba e Brasília. O acordo ainda não foi assinado.

    Ed Ferreira – 26.mai.15/Folhapress

    José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, em depoimento à CPI da Petrobras no ano passado

    José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, em depoimento à CPI da Petrobras em maio de 2015

    Segundo Pinheiro, a OAS pagou 3% sobre o valor da obra a um dos principais auxiliares de Aécio, Oswaldo Borges da Costa Filho.

    Conhecido como Oswaldinho, ele é apontado por tucanos e opositores como o tesoureiro informal de seguidas campanhas de Aécio, entre 2002 e 2014.

    Aécio nega com veemência que tenha recebido qualquer recurso ilícito e que tenha havido irregularidades na obra —leia mais a respeito da nota enviada pelo senador mineiro a seguir.

    Ele não comentou, no entanto, os relatos de que Oswaldo teria sido seu tesoureiro informal.

    Estimada em R$ 500 milhões, a obra da Cidade Administrativa foi orçada em R$ 949 milhões, mas acabou custando R$ 1,26 bilhão, segundo documentos do governo de Minas obtidos pela Folha, mas que a atual administração, do PT, não comenta.

    Esse foi o custo das obras de engenharia; com mobiliário e outros itens, o gasto total alcança R$ 2,1 bilhões, ainda de acordo com os dados obtidos pelaFolha.

    Junto com Odebrecht e Queiroz Galvão, a OAS fez um dos três prédios do complexo, o Edifício Gerais. No consórcio, a Odebrecht era a líder, com 60% do valor do contrato. A OAS respondia por 25,71% e a Queiroz Galvão, por 14,25%.

    Como a OAS recebeu R$ 102,1 milhões, os 3% da suposta propina seriam equivalentes a pouco mais de R$ 3 milhões.

    O CONTATO

    Oswaldo é contraparente de Aécio: ele é casado com uma filha do padrasto do senador, o banqueiro Gilberto Faria (1922-2008). Tanto tucanos como opositores em Minas contam que o auxiliar atuou como tesoureiro informal das campanhas de Aécio para o governo de Minas, para o Senado e para a Presidência.

    Após vencer a eleição para o governo em 2002, o tucano colocou-o para presidir a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, uma empresa pública dona de mineradoras, hotéis e fontes de água mineral.

    Foi essa empresa, chamada Codemig, que fez a licitação em 2007 e cuidou da obra da Cidade Administrativa, o que foi considerado incomum, já que Oswaldo teve papel na arrecadação da primeira campanha de Aécio ao governo mineiro.

    A família de Oswaldo também é proprietária de uma empresa de táxi-aéreo que é dona de um jatinho Learjet que foi usado por Aécio.

    Ele tem uma coleção de carros raros, entre os quais um Rolls-Royce que Aécio costumava usar quando era governador. A joia da coleção, no entanto, é um Bugatti 1938.

    Léo Pinheiro relatou a investigadores da Lava Jato que tem provas do caminho que o dinheiro percorreu até chegar ao assessor do tucano.

    A LISTA

    Oswaldo também é citado numa lista da Odebrecht na qual aparecem 316 políticos que teriam recebido propina, segundo a Polícia Federal. Ao lado do nome dele, aparece o nome de um diretor da Odebrecht em Minas e a mensagem de que o grupo viabilizaria uma doação de R$ 15 milhões para "Mineirinho", codinome que a PF está investigando para saber quem é.

    A anotação é de setembro de 2014, quando Aécio disputava a eleição presidencial que foi vencida por Dilma Rousseff (PT).

    A OBRA

    Os primeiros esboços da Cidade Administrativa foram apresentados por Oscar Niemeyer em 2004, mas a obra só foi iniciada em 2007.

    O complexo causou polêmica porque deslocou um contingente de 30 mil pessoas (20 mil funcionários e 10 mil visitantes) para uma área que fica a 20 quilômetros do centro de Belo Horizonte.

    Inaugurado em 2010, o lugar é repleto de superlativos, de acordo com a propaganda do governo mineiro à época da inauguração. A obra foi anunciada como o maior prédio em construção na América naquela época, com o maior vão-livre do mundo.

    Quatro inquéritos foram abertos para apurar possíveis irregularidades na obra. Um deles investiga se houve conluio entre as nove empreiteiras que fizeram a obra.

    A assessoria de Aécio nega que tenha havido irregularidades nesse processo.

    O Ministério Público não soube informar o estágio atual das investigações ou se alguma das apurações já foi encerrada.

    OUTRO LADO

    O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse em nota à Folha que desconhece os relatos feitos pelo empresário Léo Pinheiro sobre suposta propina em sua administração e que considera as declarações "falsas e absurdas".

    Carlos Roberto – 13.out.2009/Hoje em Dia/Folhapress

    BELO HORIZONTE, MG, 13.10.2009: VISITA/OBRAS/MG - O governador, Aécio Neves, visitou na tarde de hoje no bairro de Serra Verde, as obras da cidade administrativa e participou da retirada de uma última viga de uma grande laje suspensa da obra. (Foto: Carlos Roberto/Hoje em Dia/Folhapress) --- Aécio Neves, então governador de MG, durante visita às obras da Cidade Administrativa, em 2009

    O Senador Aécio Neves, então governador de MG, durante visita às obras da Cidade Administrativa, em 2009

    A nota afirma que acusações como essas precisam de provas, "sob o risco de servirem apenas a interesses outros que não os da verdade".

    O senador afirma estranhar o que chama de vazamento "deste trecho" da delação de Pinheiro, da OAS, que o cita como beneficiário de propina.

    Segundo nota enviada pela assessoria de imprensa do senador, as obras da Cidade Administrativa foram contratadas por R$ 948 milhões em 2007 e tiveram custo final de R$ 1,26 bilhão, em 2010.

    Entre as razões do aumento está a construção de um túnel que não estava previsto no projeto inicial e que demandou uma nova licitação.

    O comunicado aponta que os aditivos firmados na construção da Cidade Administrativa mineira "corresponderam a 10% do valor inicial, percentual inferior aos 25% autorizados pela Lei 8.666 para obras públicas".

    A assessoria de Aécio reitera que "a obra foi conduzida com absoluta transparência e controle da sociedade", inclusive com aprovação de órgãos de controle do Estado.

    A nota afirma ainda que, antes da abertura da licitação, os editais foram submetidos a avaliação prévia do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado.

    "Todas as especificações técnicas do projeto tiveram acompanhamento e monitoramento da empresa de auditoria externa, atestando e assinando juntamente com a gerência da obra", diz a nota divulgada.

    Sobre a OAS, a assessoria do senador diz que a empreiteira apresentou um pedido de revisão nos valores a serem pagos quando a Cidade Administrativa foi finalizada, o que foi negado pela empresa que administrava a obra.

    Segundo a assessoria de Aécio, a participação da OAS na obra foi de cerca de R$ 50 milhões, metade do valor obtido pela Folha. A decisão de dividir a construção em três lotes se deu para "baratear os custos de execução e abrir espaço para participação de mais empresas", de acordo com a assessoria.

    Sobre o avião utilizado pelo senador, a assessoria afirma que a aeronave não pertencia a Oswaldo Borges, mas à família dele.

    Questionada a respeito do uso do Rolls-Royce do empresário, a nota diz que Borges é "reconhecido colecionador de carros" e emprestou veículos de seu acervo para a posse dos governadores Aécio Neves e Antonio Anastasia, ambos do PSDB.

    A assessoria de imprensa de Aécio não quis se pronunciar sobre os relatos de Borges ter atuado como "tesoureiro informal" das campanhas do tucano.

    Procurado, o empresário Oswaldo Borges da Costa Filho não atendeu as ligações nem ligou de volta para a reportagem. A Folha pediu ajuda à assessoria de Aécio para contatá-lo, sem sucesso.

    17/06/2016

    Com menos de um milésimo disto, Dilma foi golpeada e Lula está sendo caçado

    OBScena: Ranking dos Delatados

    DelatadosMichel Temer foi escolhido para presidir uma cleptocracia devido aos seus antecedentes. Suas únicas credenciais são seus serviços prestados à plutocracia. Sua única função é transformar a República em Ré Pública.

    Ser desmentido por um larápio de manual já seria motivo suficiente, mas no Brasil amestrado pelos ensinamentos da Rede Globo, qualquer bandido pode ser Presidente. Aliás, para os bandidos, só preto, pobre e petista não pode ser Presidente. 

    Onde estão as capas da Veja, as emocionantes coberturas, com jogral, para mostrar o modus operandi da quadrilha que tomou de assalto o Planalto Central. A Rede Globo não mostra porque senão teria de se incluir no roteiro. A Rede Globo é, desde sempre, o golpe. Não há indignação com Eduardo CUnha, com Aécio Neves, com Andrea Neves, com FHC, com José Serra, com Zezé Perrela, com heliPÓptero, com José Sarney, com Eliseu Rima Rica, assim como não há indignação com Fernandinho Beira-Mar e com Marcola. Se for toxicômano, pode ser funcionário. É pré-requisito pra trabalhar ao lado do Galvão Bueno.

    Onde estão os indignados com a corrupção? Cadê a marcha dos zumbis para denunciar a cleptocracia que tomou o Planalto Central de assalto? Por que vazam áudios da D. Mariza mas não vazam das alpinistas Marcela, Cláudia Cruz, Andrea Neves? Por que a cunhada do Vaccari, Marice Lima, pode, só por ser cunhada de petista,  ser presa mas para as dondocas da plutocracia tá tranquilo, tá favorável?!

    São tantas perguntas tolas porque sabemos que há um movimento internacional que finanCIA a perseguição da esquerda com vistas a se apropriarem das riquezas nacionais. Derrubaram e assassinaram Kadafi, na Líbia. Derrubaram e assassinaram Saddam Hussein, derrubaram o presidente do Egito, derrubaram o presidente da Ucrânia, tentaram derrubar o ditador da Síria. Na América Latina estão tentando derrubar Maduro, como fizeram com Hugo Chávez. Agora derrubaram a Presidenta Dilma. O que há em comum em todos os derrubados? Presidiam países produtores de petróleo. E quem é o maior consumidor de petróleo por trás de todos estes golpes? Os EUA. Até a Dory do desenho animado Procurando Nemo, que agora, por seu notório esquecimento, merece uma sequência própria, Procurando Dory, sabe!  O mais beócio dos mortais sabe perfeitamente porque o José Serra foi encarregado de entregar a Petrobrax à Chevron. Os quinta coluna, notórios também pelo complexo de vira-lata, fazem qualquer negócio para destruir o país e entregar nossos bens de mão beijada aos EUA.

    FHC perpetrou, e foi endeusado por isso, uma teoria da dependência. O amante da Miriam Dutra vendeu a ideia de que só seremos independentes se dependermos dos EUA. Sonham em transformar o Brasil numa grande Porto Rico. As primeira medidas de José Serra são provas irrefutáveis disso. Esses criminosos de lesa pátria são festejados e protegidos pelos grupos mafiomidiáticos porque também estes são anti-nacionais. Odeio o povo brasileiro e todos os que fazem algo, por mais tímido e incipiente que seja, em benefício das menos favorecidos. Basta ver o combate às cotas sociais e raciais (Não Somos racistas, escreveu Ali Kamel). Combatem o Bolsa Família mas festejam o PROER.

    Desde Getúlio Vargas a plutocracia, coordenada pela Globo, caça Presidentes que ousam mostrar inclinações de esquerda. Derrubaram Jango, caçam Lula e derrubaram Dilma. Sem esquecer que a Globo elegeu Collor e endeusou o capturado FHC, e tentou, com a Proconsult, roubar Brizola. O golpe em Dilma e a caça ao Lula é uma orientação editorial e empresarial da Rede Globo. Se tiver de distribuir estatuetas, distribuirá. Se tiver de criar institutos de captura, criará Innovare. Se precisar de auxílio do STF, Bonner ligará pra Gilmar Mendes.

    A obsessiva caça ao Lula e o golpe dado em Dilma tem muitos autores e são os mesmos que protegem os cleptocratas.

    Machado rebate Temer e confirma pedido de doações para campanha de Chalita

    Leandro Prazeres
    Do UOL, em Brasília

    16/06/201618h41

    O ex-presidente da Transpetro e delator da Operação Lava Jato Sérgio Machado divulgou uma nota nesta quinta-feira (16) na qual rebate as alegações feitas pelo presidente interino, Michel Temer (PMDB), de que ele não teria feito pedido de verbas a Machado para a campanha à Prefeitura de São Paulo de Gabriel Chalita (hoje no PDT) em 2012.

    Em sua delação, Machado disse que Temer lhe pediu doações para a campanha de Chalita e que repassou R$ 1,5 milhão à campanha por meio de doações cuja origem eram dinheiro de propina. Ainda de acordo com Machado, o contexto da conversa "deixava claro que o que Michel Temer estava ajustando com o depoente (Machado) era que este solicitasse recursos ilícitos das empresas que tinham contratos com a Transpetro".

    Na última quarta-feira (15), a Secretaria de Imprensa da Presidência da República divulgou uma nota negando que Temer tenha pedido recursos a Machado.

    Nesta quinta-feira, no Palácio do Planalto, Temer se manifestou oficialmente sobre ao assunto, classificando as declarações de Machado como "levianas". "Se tivesse cometido delito, não teria condições de presidir o Brasil", afirmou o presidente interino.

    SE TIVESSE COMETIDO DELITO, NÃO TERIA CONDIÇÕES DE PRESIDIR, DIZ TEMER

    Em nota, Machado voltou a afirmar que se encontrou com Michel Temer na base aérea de Brasília e que, durante o encontro, Temer "solicitou doação para a campanha eleitoral de Chalita".

    Em outro ponto da nota, Machado diz que todos os políticos que o procuravam em busca de doações sabiam que essas demandas seriam repassadas a fornecedores da Transpetro.

    "O vice-presidente e todos os políticos citados sabiam que a solicitação seria repassada a um fornecedor da Transpetro, através de minha influência direta. Não fosse isso, ele teria procurado diretamente a empresa doadora", diz Machado.

    Questionado sobre as declarações de Sérgio Machado, o ex-deputado federal Gabriel Chalita (PDT-SP) negou ter recebido doações intermediadas por Machado durante sua campanha à Prefeitura de São Paulo em 2012.

    "Jamais pedi nada a ele. Já recebi doações de empreiteiras, mas nunca tive nenhum acesso à Queiros Galvão", disse Chalita na última quarta-feira (15). Segundo Machado, a Queiroz Galvão fez doações à campanha de Chalita após Michel Temer ter feito um pedido ao delator. Em nota, Chalita disse que jamais pediu recursos a Machado. "Não conheço Sérgio Machado. Portanto, nunca lhe pedi recursos ou qualquer outro tipo de auxílio à minha campanha."

    Confira a íntegra da nota divulgada por Sérgio Machado.

    "1) Quando se faz acordo de colaboração assume-se o compromisso de falar a verdade e não se pode omitir nenhum fato; falo aqui sob esse compromisso;

    2) Em setembro 2012 fui procurado pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO), presidente em exercício do partido, com uma demanda do então vice-presidente da República, Michel Temer: um pedido de ajuda para o candidato do PMDB a prefeito de São Paulo, Gabriel Chalita, porque a campanha estava em dificuldades financeiras;

    3) Naquele mesmo mês, estive na Base Aérea de Brasília com Michel Temer, que embarcava para São Paulo. Nos reunimos numa sala reservada;

    4) Na conversa, o vice-presidente Michel Temer solicitou doação para a campanha eleitoral de Chalita;

    5) O vice-presidente e todos os políticos citados sabiam que a solicitação seria repassada a um fornecedor da Transpetro, através de minha influência direta. Não fosse isso, ele teria procurado diretamente a empresa doadora;

    6) Após esta conversa mantive contato com a empresa Queiroz Galvão, que tinha contratos com a Transpetro, e viabilizei uma doação de R$ 1,5 milhão feita ao diretório nacional do PMDB; o diretório repassou os recursos diretamente à campanha de Chalita. A doação oficial pode ser facilmente comprovada por meio da prestação de contas da campanha do PMDB ;

    7) É fato que nunca estive com Chalita".

    MACHADO: TEMER REASSUMIU PRESIDÊNCIA DO PMDB PARA CONTROLAR RECURSOS

    Machado rebate Temer e confirma pedido de doações para campanha de Chalita – Notícias – Política

    Próxima Página »

    Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

    %d blogueiros gostam disto: