Ficha Corrida

13/11/2016

Afinal, é delação ou felação?

OBScena: operação Milhão da PF conduz, coercitivamente, o primeiro a ser comido 

Milhão da PF

Há tanto nonsense nesta República das Bananas que a melhor saída, não é o aeroporto, é rir. Até porque agora o aeroporto de Miami está interditado aos cucarachas.

Então, vida longa em terra brasilis aos vira-latas que adoram tirar os sapatos para entrarem nos EUA.

Um milhão é pouco milho pra tanto pato! Os 23 milhões do Tarja Preta serviria para manter o Movimento dos Bundões Liberados oCUpados. E ainda sobram os 220 milhões que Eduardo CUnha deixou aplicado enquanto passa uma temporada sob os cuidados da PF.

A cada dia que passa parece ficar mais claro que Macondo é aqui. Nem a melhor ficção do Gabo suplanta nosso realismo mágico.

Está no ar um enredo de fazer inveja à novela da família Buendia.

Ainda bem que as instituições estão funcionando. A OAB é um exemplo. Imagine se não estivessem?!

Não tenho provas mas tenho convicção, o que já foi uma OAB agora não passa de um OB, usado. Até a menstruação, quando é do PSDB, merece nota.

Retirem as crianças da sala que uma briga de bugio está por selar a união dos absorvente:  OB do Lamachia com o sempre livre das alterosas.

Vamos torcer, para evitar o constrangimento de mais powerpoints, para que logo apareçam os nomes de Dilma e Lula na boca de algum Buendia delator.

 

Assinatura no cheque de 1 milhão que pode derrubar Temer é de Aécio

12 de Novembro de 2016

O empresário Otávio Marques de Azevedo disse em sua delação que doou 1 milhão de reais de propina para a campanha da então candidata Dilma Rousseff à reeleição.

A campanha de Dilma demonstrou que esse recurso não foi entregue ao PT, mas num cheque ao então candidato a vice e agora presidente da República, Michel Temer.

O assunto se tornou pauta em alguns veículos e de repente a OAB nacional, presidida por Claudio Lamachia, emite a seguinte nota:

"É absolutamente necessário e urgente o esclarecimento a respeito do repasse de R$ 1 milhão para a campanha que elegeu a chapa Dilma-Temer em 2014. A sociedade precisa saber se esses recursos são legítimos ou fruto de propina. Outro ponto que precisa ser esclarecido é sobre qual conta foi usada para receber o dinheiro. A OAB acompanha com atenção os desdobramentos desse fato para cumprir com rigor sua função de defender os interesses da sociedade e o cumprimento da Constituição. Se necessário, a OAB usará de suas prerrogativas constitucionais para fazer valer os interesses da cidadania."

Parodiando Mino Carta, é do conhecimento até do mundo mineral que a Andrade Gutierrez sempre foi "a empreiteira do Aécio". Não porque ele fosse dono da mesma, mas porque seus "negócios" sempre foram majoritariamente realizados com ela.

A quem interessar possa, a Andrade Gutierrez foi a empreiteira que construiu a Cidade Administrativa de Minas. O custo, 1 bilhão de reais. Um investimento monstruoso para um governo do estado.

A despeito desse imenso negócio realizado com o então governador, quando da sua delação, Otávio Marques Azevedo, o presidente da Andrade Gutierrrez, não citou Aécio com beneficiário de propina.

Afirmou que os 20 milhões que doou ao então candidato a presidente em 2014 foi por vias legais, mesmo tendo uma série de mensagens absolutamente suspeitas trocadas com Oswaldo Borges, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais, e apontado como tesoureiro informal do tucano.

As mensagens podem ser lidas nesta matéria do blogue do Fausto Macedo.

Aliás, também no blogue do Fausto Macedo pode-se ler as mensagens dos executivos da Andrade Gutierrez torcendo e fazendo campanha por Aécio.

Então por que um delator que doou 20 milhões para um candidato com qual teve um negócio de 1 bilhão foi lembrar de um cheque de 1 milhão que, segundo ele, havia sido dado a campanha de Dilma?

E como esse delator não se lembrava que havia repassado esses recursos num cheque exatamente para o agora presidente da República, Michel Temer, que era o então candidato a vice na chapa de Dilma?

Ingenuidade do delator? Um erro?

Sigamos um pouco mais então…

Como, de forma tão rápida, o presidente da OAB que foi convidado a cinco dias pelo PSDB de Aécio para discutir a reforma política, como se pode ver neste post da Veja emite um nota colocando Temer numa situação no mínimo constrangedora.

Evidente, caro Watson, o senador Aécio Neves é quem assina essa operação do cheque da propina para Temer.

Aécio desistiu de Temer e alguns de seus aliados mais próximos já não fazem mais de esconder isso nos corredores do Congresso.

Primeiro porque esperava mais do atual presidente. Esperava que lhe desse mais poder.

Segundo, porque Aécio, sabe que 2018 não será o seu ano se ficar esperando a caravana passar. Até porque a cada dia que passa a candidatura de Geraldo Alckmin fica mais forte dentro do PSDB.

E já deve ter feito as contas que conseguiria montar uma operação para ser um candidato viável numa eleição indireta no ano que vem.

O cheque do Temer, amigos, ainda vai render muitas histórias.

    Renato Rovai – Renato Rovai é editor da Revista Fórum

    Assinatura no cheque de 1 milhão que pode derrubar Temer é de Aécio | Brasil 24/7

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    06/11/2016

    Roteiro do safari, patrocinado pela Rede Globo, de caça ao Lula

    OBScena: as origens do ódio da Globo ao Lula

    Rede Globo x Lula

    Tudo isso para que Eduardo CUnha, Michel Temer, José Serra, Aécio Neves, Romero Jucá, Eliseu Padilha, Sérgio Machado, José Sarney possam continuar lavando e corrompendo.  A caça ao grande molusco é a maior cortina de fumaça do mundo. Menor que a Muralha da China, mas maior que o Muro de Berlim. Durante o período de caça a Lula, José Serra pode desfrutar dos 23 milhões depositados na Suíça, um heliPÓptero foi pelos ares com 450 kg de cocaína e Eduardo CUnha sumiu com 220 milhões deus múltiplas e variadas contas.

    Isso, sim, que é crime organizado! Mais organizado só com powerpoint

    Desorganizado era aquele que mantinha Miriam Dutra escondida na Espanha…

    Lula: “há uma parceria público privada entre a Justiça e a Globo”

    Por Fernando Brito · 05/11/2016

    Do site do Lula, hoje:

    Este texto é um registro, baseado em provas e fatos, não convicções, de como funciona a dinâmica da parceria público-privada entre o maior grupo de comunicação do país, de propriedade da família mais rica do Brasil, e funcionários públicos que deviam servir a toda sociedade brasileira, na perseguição de uma liderança política, reconhecida como o melhor presidente da história do Brasil.

    Como as acusações e processos contra Luiz Inácio Lula da Silva costumam a nascer de matérias com graves incorreções e mentiras de veículos das Organizações Globo. E como essas matérias dão origem a custosas investigações por agentes públicos, que por sua vez são vazadas prioritariamente também para a Globo, em um mecanismo que se retroalimenta.

    Assim será possível entender por que Lula diz que autoridades não podem ser “reféns da imprensa” e por que os advogados de Lula dizem que ele sofre um processo de “lawfare”, de uso de instrumentos jurídicos para a destruição da imagem e inabilitação de um adversário político.

    O jornal O Globo publicou, no dia 26 de outubro deste ano, a reportagem: “Lava-Jato investiga outra cobertura usada por Lula” (http://oglobo.globo.com/brasil/lava-jato-investiga-outra-cobertura-usada-por-lula-20357937), assinada pelos repórteres Cleide Carvalho e Thiago Herdy. Ela versa sobre uma nova frente da Lava Jato, aquela investigação que era sobre milhões desviados da Petrobrás, mas que a cada dia vira mais uma investigação de qualquer bobagem relacionada a Lula.

    A matéria informa que os investigadores questionam o que seria “uma operação de aluguel”. Com isso, querem dizer um aluguel de um imóvel efetivamente contratado e pago por Lula, segundo o que já comprovaram os próprios investigadores da Lava Jato.

    Segundo a reportagem, “a operação” seria uma “simulação para dar caráter formal ao uso do apartamento por Lula ”. Chegou-se ao ponto em que se investiga como simulação de aluguel a própria definição de aluguel: pagar para usar temporariamente a propriedade de outra pessoa.

    A matéria recupera uma outra reportagem do mesmo Thiago Herdy, de 12 de abril de 2015: “Diretor da Odebrecht pagou ‘voo sigiloso’ de Lula para Cuba em 2013”.  (http://oglobo.globo.com/brasil/diretor-da-odebrecht-pagou-voo-sigiloso-de-lula-para-cuba-em-2013-15850030)

    Está escrito na reportagem: “A DAG foi usada pela Odebrecht para bancar despesas de avião usado por Lula em 2013, numa viagem a Estados Unidos, Cuba e República Dominicana. O voo custou R$ 435 mil e foi classificado pela Líder Táxi Aéreo, responsável pela viagem, como ‘sigiloso’.

    Essa viagem de Lula não tinha ligação oficial com os negócios da empreiteira. No trecho dos Estados Unidos, o ex-presidente tinha agendado um congresso de trabalhadores.”

    O que Herdy escreve como recapitulação da matéria é pura e simplesmente uma mentira republicada. É mentira que a viagem não tinha relação com a Odebrecht. Lula deu uma palestra para a construtora na República Dominicana, por isso ela pagou o voo. Palestra registrada em vídeo, na imprensa local e com a devida nota fiscal. A classificação de “sigiloso” no voo só existe em um documento da Líder com o qual Lula não tem nenhuma relação. A viagem não era sigilosa. Foi divulgada por release da assessoria do ex-presidente e contou com uma série de atos públicos nos três países, devidamente registrados e divulgados. No compromisso que Lula atendeu nos EUA, Alexandrino de Alencar não estava presente.

    Tudo isso é de conhecimento do Ministério Público e está provado em documentos que já foram vazados para a imprensa. Mas o texto do repórter induz o leitor a entender outra coisa. Que a viagem seria clandestina, que teria sido paga pela Odebrecht de modo dissimulado e sem motivo, e que Alexandrino teria acompanhado Lula aos Estados Unidos.

    Mas por que essa insistência na informação errada 18 meses depois da primeira matéria, já equivocada?  Por conta das consequências da primeira mentira. Tomando por base a matéria de O Globo que fala de uma viagem sigilosa que não era sigilosa e outras notícias de jornais e da internet, o procurador Anselmo Lopes, da Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF), deu início a um procedimento investigatório, chamado “Notícia de Fato”, oito dias após a publicação de abril de 2015 (saiba mais: http://www.institutolula.org/nota-a-imprensa-sobre-abertura-de-inquerito).

    Em seu texto inaugural, de apenas 50 linhas, sem apresentar qualquer prova ou indício, o procurador Anselmo Lopes levantou a hipótese de que o ex-presidente Lula “poderia”, “em tese”, ser suspeito de tráfico de influência internacional, “caso se comprovasse” que teria recebido favores da empresa Odebrecht para “supostamente” influir sobre autoridades de países estrangeiros para que contratassem obras da empresa.  Criou-se uma notícia de fato sem fato, porque não apontou algo concreto a ser investigado, e sim gerou uma tese sem elementos concretos, tão somente baseada em uma notícia falsa de jornal.

    Assim, a reportagem das Organizações Globo forneceu o elemento necessário para se abrir uma investigação sobre uma pessoa, tentando lhe atribuir um crime.

    O procurador Anselmo Lopes disse que fez a notícia de fato após receber uma manifestação que estimulou a redação do tal documento, mas se recusou a dizer ao Conselho Nacional do Ministério Público quem ou por que vias foi provocado a fazer essa notícia de fato. Disse apenas que foi por via “informal”.

    Nove dias depois, no dia 29 de abril, antes de qualquer parte ser citada ou ter conhecimento do incipiente procedimento investigatório, o repórter Thiago Bronzatto, então na revista Época, também pertencente às Organizações Globo já estava sabendo da existência da notícia de fato, e obteve formalmente o documento, como prova protocolo no Ministério Público do Distrito Federal.

    Já no dia seguinte, Época foi às bancas levando uma capa espalhafatosa, onde mentiu ao dizer que se tratava de uma investigação coletiva do MPF-DF o que era nada mais do que uma simples notícia de fato, feita por um único procurador, a partir da própria imprensa. A matéria, que contém vários erros jamais corrigidos pela revista, (http://www.institutolula.org/as-sete-mentiras-da-capa-de-epoca-sobre-lula) ampliou e muito a tese sem fatos do procurador e estimulou o avanço do procedimento inicial a partir de uma reportagem mentirosa.

    O inquérito, que segundo Época teria sido aberto em abril, foi efetivamente aberto apenas em julho, por um procurador substituto, antes do prazo dado pela procuradora titular do caso para receber os documentos que ela mesmo tinha solicitado ao ex-presidente para análise ( http://www.institutolula.org/nota-a-imprensa-sobre-abertura-de-inquerito) e 40 dias antes do término do prazo de procedimento inicial estipulado pela própria procuradora.

    A notícia da abertura do inquérito, então, foi vazada para a Globonews, das mesmas Organizações Globo, no dia 16 de julho de 2015.

    A partir dali, investigação do Ministério Público se estendeu por 14 meses, a consumir recursos públicos. No processo, vazaram para a imprensa telegramas diplomáticos secretos do Estado brasileiro sem nenhuma relação com o tema investigado, com consequências para a imagem do Brasil no exterior, para a diplomacia brasileira. Levantaram todas as viagens de Lula para o exterior após a presidência – qual era o avião, companheiros de viagem, dia e local de saída e chegada. A revista Época foi a principal beneficiada dos vazamentos, com ao menos duas capas (sobre Cuba e África) com muitas insinuações, danos às relações internacionais, mas sem nenhum crime encontrado.

    Época, “patrona” da ação na imprensa, também teve acesso a documentos do processo antes dos advogados de defesa, violando o sigilo da Justiça em que corria a investigação. Um desses acessos, ilegal, foi dado pelo procurador Douglas Kirchner, que depois foi demitido do Ministério Público não por isso, mas pela acusação de agredir e torturar sua ex-mulher (http://www.conjur.com.br/2016-abr-06/cnmp-demite-procurador-republica-batia-mulher).

    O Conselho Nacional do Ministério Público não puniu o vazamento de informações protegidas por segredo de justiça. Os 14 meses de investigação jamais confirmaram a tese inicial de “tráfico de influência internacional” que estava na notícia de fato. Mas os procuradores já estavam presos à primeira mentira e reféns da imprensa.

    Em dezembro de 2015, derivaram a investigação em um inquérito da Polícia Federal para investigar o filho do irmão da primeira esposa de Lula, Taiguara dos Santos, apresentado como milionário em matéria da revista Veja, por contratos da empresa Exergia com a Odebrecht para obras em Angola.

    Embora não tenha detectado nenhum centavo da Exergia nas contas de Lula, nem tenha sido capaz de apontar qualquer ato ou conduta ilegal concreta do ex-presidente, durante a presidência ou depois dela, o Ministério Público Federal, após toda essa investigação, denunciou Lula por corrupção, tráfico de influência no Brasil e lavagem de dinheiro por conta dos contratos da empresa Exergia com a Odebrecht em Angola (a ampla maioria deles, contratos entre duas empresas privadas, sem nenhum recurso brasileiro direto ou indireto).

    A tese criativa era de que Lula teria armado um esquema ao longo de sete anos, envolvendo três países diferentes (Brasil, Angola e Portugal) e mais de 7 bilhões de reais de liberação em créditos para ter, em troca, o pagamento de alguns meses do plano de saúde do seu irmão por Taiguara. Não faz o menor sentido, mas é essa a acusação na denúncia.

    O Ministério Público, também após 14 meses de investigação, afirmou que as palestras de Lula em Angola em 2011 e 2014 seriam “supostas”, não teriam comprovação de terem sido feitos, apesar de terem informações sobre data, local e foto das palestras, e de existirem vídeos registrando os eventos.

    Não é difícil adivinhar qual veículo de imprensa foi agraciado com a informação em primeira mão de que Lula seria denunciado para explicar eventuais irregularidades na liberação dos créditos. Claro que foi a revista Época.

    Se a investigação durou longos 14 meses sem chegar em lugar nenhum, a denúncia foi aceita pelo juiz em apenas três dias, sendo que um deles era feriado. A defesa do ex-presidente prepara a resposta à acusação, onde irá evidenciar os devaneios da peça acusatória do Ministério Público, produzida dentro da lógica do chamado lawfare (Guerra Jurídica) para atender às demanda da imprensa, não do devido processo legal.

    Esse procedimento se repete em outros casos. Foi o jornal O Globo que publicou, em dezembro de 2014, que Lula seria dono de um apartamento “tríplex” no Guarujá. Apesar das Organizações Globo martelarem que o apartamento 164-A do Condomínio Solaris seria de Lula, a Justiça de São Paulo e o próprio condomínio Solaris, em ação na Justiça de São Paulo, que cobra condomínios atrasados e podem levar a propriedade a leilão, já reconheceram que o apartamento é da OAS.

    Mas como a Globo agora vai admitir que errou? Vai dar igual direito de resposta a quem ofendeu de maneira tão feroz e sistemática? Como vai escapar dessa situação? A Globo ainda não pediu desculpas nem pela edição do debate de 1989…

    A busca por holofotes ao acusar Lula é tão grande que apenas a história desse apartamento envolve uma disputa entre dois Ministérios Públicos – o Federal do Paraná, com Deltan Dallagnol, e o Estadual de São Paulo, com Cássio Conserino – que fazem acusações diferentes, contraditórias uma com a outra, e ambas sem provas em relação ao apartamento (http://lula.com.br/um-apartamento-duas-denuncias-nenhuma-prova) . O Jornal Nacional deu nove minutos para a acusação de Conserino, outros dez para a acusação de Dallagnol. Nenhum registro sobre a Justiça de São Paulo reconhecer a OAS como dona do apartamento. Ou para as contradições entre as duas acusações que tiveram tanta publicidade no principal telejornal do país.

    É este é o ambiente de massacre midiático, guerra jurídica e pressa desmedida para obter uma condenação de Lula em segunda instância antes das eleições de 2018. Uma parceria público-privada contra a democracia e o Estado de Direito.

    Lula: "há uma parceria público privada entre a Justiça e a Globo" – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

    03/11/2016

    O ódio a Lula é inversamente proporcional às suas virtudes

    PatrimonialismoPoucos pessoas no mundo podem ter recebido tantos títulos de Doutor Honoris Causa quanto Lula, mas o despeito e a ignorância não o perdoam por isso! Quanto a Raduan Nassar, seus livros falam por si: Um Copo de Cólera e Lavora Arcaica, que li ainda quando cursava Letras. Econômico nas palavras mas pródigo em altruísmo, algo incompreensível ao plutocratas.

    Como julgam Lula tomando a si e aos seus por parâmetro, é claro que buscam ver nele o que eles fariam. De dono da Friboi, de um Castelo (que nada mais é do que Escola Superior de Agricultura (Elsalq), de triplex em Guarujá, Pedalinhos, casas no Uruguai, castelo de Taj Mahal.  Tudo pode ser atribuído a ele porque a boçalidade não tem limites. Mas, como sabemos, trata-se de diversionismo. Enquanto procuram os padalinhos do Lula, Eduardo CUnha sumia com 251 milhões. Enquanto caçam Lula, ninguém lembra dos 450 kg de cocaína no heliPÓptero, nem dos 24 milhões do Tarja Preta na Suíça. Em bom português, a caça ao grande molusco não passa de cortina de fumaça.

    Neste feriado, lendo O Mundo de Atenas, do escritor, filólogo, filósofo, historiador e professor italiano, Luciano Canfora, quando li a frase em que descreve a luta entre democratas e oligarcas, lembrei-me do que está ocorrendo no Brasil:

    As oligarquias demonstravam em geral um acentuado espírito ‘internacionalista’. Sob a égide de Esparta, ajudavam-se umas às outras na luta contra o demo.

    Contra o povo e os que com ele se perfilam, vale tudo, inclusive, e principalmente, ajudar o sistema financeiro internacional. Doar a Petrobrax à Chevron é o de menos, porque o fascismo é ainda pior. Muito pior!

    E, se tudo isso não bastasse, Lula tem de provar que o que não é dele, não é dele. Se não provar que não é dele, é porque é dele. Entendeu?!

    Durma com um bestialógico destes!

    PSDB uniu Lula a Raduan Nassar

    Tucano não quis, mas o ministro Haddad quis!

    publicado 02/11/2016 -Créditos: Ricardo Stuckert -Do site Lula.com.br:

    Por que Lula visitou o Campus de Lagoa do Sino da Ufscar?

    Lula_Stuckert.jpg
    Ao lado do escritor Raduan Nassar, o ex-presidente foi ao interior de SP para receber homenagem
    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ao município de Buri (263 km de São Paulo) nesta terça-feira. Ele foi recebido no campus da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos). Lá, junto com o escritor Raduan Nassar, descobriu a placa do novo Laboratório de Agricultura Familiar, do Centro de Ciências da Terra da universidade. Mas por que Lula e Raduan tiveram a honra de inaugurar o laboratório da instituição federal?
    O que hoje é o campus Lagoa do Sino da Ufscar, na cidade de Buri, já foi uma fazenda particular de 640 hectares, propriedade da família de Raduan. Em 2007, o escritor – vencedor do Prêmio Camões de Literatura – decidiu doar suas terras à Universidade de São Paulo, instituição pública estadual.
    Ele mesmo conta: “Eu tentei doar. Fiquei três anos enfrentando a burocracia do governo estadual para que minha fazenda se tornasse parte da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP). Mas não consegui”.
    Tamanha foi a dificuldade e falta de interesse do Estado de São Paulo com o potencial doador, que ele desistiu. Desistiu de doar para a USP, mas não da ideia de tornar sua propriedade uma ferramenta em prol da pesquisa e do ensino público e gratuito.
    Raduan foi, então, à Presidência da República, conforme explica: “Em 2009, eu falei com [a escritora] Marilene Felinto, que por sua vez conversou com Gilberto Carvalho [então trabalhando na Presidência da República]. Eu disse que queria doar, mas disse também que se a burocracia levasse mais de três meses, eu então desistiria de vez, e iria vender a fazenda.”
    O assunto logo chegou ao conhecimento do então presidente Lula, que falou com seu ministro da Educação da época, Fernando Haddad. O ex-presidente explica como foi: “Eu disse pro Raduan, ‘se São Paulo não quer, pode deixar que nós queremos’. Falei com o ministro Haddad, e em menos de duas semanas a fazenda passou a fazer parte da Ufscar, dentro do plano de expansão das univeridades federais, que estávamos pondo em prática”.
    Hoje, o campus Lagoa do Sino tem 500 alunos e abriga cinco cursos de engenharia, com especial vocação e direcionamento para as áreas de segurança alimentar e agricultura familiar.
    O atual governo federal, no entanto, não mostra interesse em seguir desenvolvendo o projeto original do campus. Professores e alunos temem o sucateamento do espaço público, a redução no número de vagas e cursos e, finalmente, a privatização do campus, única instituição pública de ensino superior atendendo as cidades da região.
    É neste contexto de retrocesso que Lula e Raduan foram recebidos nesta terça-feira para inaugurar o Laboratório de Agricultura Familiar. Foram recebidos com festa e homenagens, sob aplausos e gritos de luta e resistência. Como disse Lula: “Os mesmos que hoje reduzem os investimentos da educação pública já defenderam que somente ricos pudessem ter acesso ao ensino superior. Mas não vamos deixar de lutar, os estudantes e todo o povo brasileiro sabem defender suas conquistas”. Que assim seja.

    PSDB uniu Lula a Raduan Nassar — Conversa Afiada

    24/10/2016

    Precisamos falar sobre diversionismo em má hora

    Filed under: Caça ao Lula,Chororô,Diversionismo,Golpismo,Golpistas,Perseguição,PT,Rede Globo — Gilmar Crestani @ 8:30 am
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    OBScena: Henfil, nos anos 80, profetizara que Lula seria caçado pela plutocracia à serviço da cleptocracia 

    henfil lula revisitadoPor que nunca me filei nem me filiarei ao PT? Porque toda crise é usada para chorar em público uma culpa judaico-cristã tão bem explicada por Freud, ao mesmo tempo em que os sado-masoquistas, ao invés de reflexão, exigem e se comprazem com a genuflexão de suas vítimas. Convenhamos, na guerra não há tempo pra soldado algum refletir. Atira primeiro e pergunta depois, é exatamente o que fazem seus inimigos. Ou ninguém notou que Lula é caçado porque não a falta de provas é a prova de sua culpa? É o homem mais rico do Brasil sem nenhum bem! De dono da Friboi a dono do Itaquerão! E tem gente que acredita porque o PT prefere, ao invés do bom combate político, fazer reflexão.

    O PSDB precisou fazer autocrítica para se elevar a consideração de santo, que só recebe doações limpas? O PSDB fez autocrítica da compra da reeleição? Por acaso FHC saiu à mídia para dizer que precisa refletir sobre a funcionária da Rede Globo, Miriam Dutra, que foi escondida na Espanha e paga pela Brasif? Onde está autocrítica do PSDB a respeito do patrimonialismo da famiglia Neves de Minas Gerais? Alguém leu, para além do artigo do Mauro Chaves no Estadão, publicado a pedido de José Serra, alguma crítica do PSDB ao fato de terem sido construídos aeroportos em terras de familiares (Cláudio e Montezuma)? Cadê as investigações para clarear a vida e enriquecimento de Luciana Cardoso, Andrea Neves, Paulo Henrique Cardoso, Mônica Serra?! Alguém viu o PSDB fazer autocrítica pelo patrimonialismo desenfreado?

    E o PMDB, partícipe em todos os governos, estão fazendo autocrítica para falar de José Sarney, teúdo e manteúdo da Rede Globo, a ponto de levar Roberto Marinho para a Academia Brasileira de Letras sem sequer um único livro publicado?

    No RS, tanto Tarso Genro como Olívio Dutra levantaram a bandeira da autocrítica do PT. Por que não fizeram autocrítica de seus governos ao invés de terceirizarem a crítica? Por acaso o PP gaúcho, pego todinho e por inteiro na Operação Lava Jato está fazendo autocrítica por ter se lambuzado no petrolão?! Alguém leu alguma crítica da Ana Amélia Lemos ou do José Otávio Germano ao PP? Diógenes de Oliveira foi o primeiro a falar nas contas nas Ilhas Cayman. Não eram do PT, eram da RBS. Nenhuma instituição republicana se dignou a investigar. Há livros que documentam a lavagem de dinheiro nas privatizações mas não há registro de nenhuma investigação.

    Onde esta turma do PT viu a Folha de São Paulo fazer autocrítica por ter participado da Ditadura, a ponto de usar um eufemismo para se referir ao período mais tenebroso da história do Brasil: Ditabranda! A Folha de São Paulo emprestava as peruas que distribuíam os jornais para que os pedaços de corpos dilacerados nas sessões de tortura, estupro, esquartejamento nas sessões do DOI-CODI fossem escondidos em valas clandestinas do Cemitério de Perus, em São Paulo. Cadê o mea culpa da Folha? E a Rede Globo, que desde 1954 é partícipe de todos os golpes? A mais atuante e beneficiária dos golpes apenas admitiu que errou, mas não pediu desculpas nem devolveu o que ganhou com os golpes que deu contra o Brasil. Pelo contrário, é a tributária do mais recente golpe. Não teria havido golpe sem a fábrica de estatuetas da Rede Globo. O que foi aquele domingo de horrores, quando a Rede Globo firmou parceira com Eduardo CUnha, transferiu uma rodada do Brasileirão para transformar a democracia numa palhaçada de facínoras? Daqui 60 anos a Rede Globo vai dizer que foi um erro mas manterá no bolso todo dinheiro que Michel Temer está derramando nos múltiplos veículos da Rede Globo e afiliadas sob o nome de marketing. O que o PT fez para denunciar o papel golpista da Rede Globo? Não só não fez nada como homenagearam o pai dos golpes.

    O maior erro do PT foi acreditar que as instituições fossem republicanas. O PT não precisa fazer autocrítica. Precisa é se perguntar porque Paulo Salim Maluf nunca foi condenado no Brasil. Por que José Maria Marin, Ricardo Teixeira, Marco Polo del Nero, João Havelange são consideradas, no Brasil, pessoas de bem, mas não podem sair do Brasil sob pena de não voltarem pra casa? Por que no Brasil lavar dinheiro no CARF, em Liechtenstein, Panamá, Portocred, HSBC ou na puta que o pariu não dá nenhum tipo criminalização? No Brasil das instituições que funcionam, o favelado com um tijolo de maconha é preso por crime inafiançável mas o dono do heliPÓptero com 450 kg de cocaína não só não é investigado como ainda vira ministro!

    Autocrítica, neste momento, é jogar gasolina na fogueira dos golpistas.É tudo o que Rede Globo e sua manada de midiotas amestrados precisam para justificarem o injustificável. Um golpe contra uma presidenta honesta que está jogando o país no caos e tirando do vermelho os velhos grupos de mídia.

    Precisamos falar sobre o PT

    Em artigo sobre o momento atual do Partido dos Trabalhadores, Antonio Carlos Granado, Antonio Lassance, Geraldo Accioly, Jefferson Goulart, José Machado e Ronaldo Coutinho Garcia defendem a autocrítica e também que "um partido em que se faz política por vocação, e não por profissão"; segundo eles, é preciso compor "uma frente de oposição ao governo Temer, que se oponha ao entreguismo, ao reacionarismo e faça a defesa dos trabalhadores, dos excluídos e dos interesses nacionais"; leia a íntegra

    23 de Outubro de 2016 às 16:31 // Receba o 247 no Telegram

    Por Antonio Carlos Granado, Antonio Lassance, Geraldo Accioly, Jefferson Goulart, José Machado e Ronaldo Coutinho Garcia

    O partido que enfrentou a ditadura, que contribuiu para a redemocratização do país, que batalhou incansavelmente pela consagração de inúmeros direitos sociais, que garantiu a mais drástica e acelerada redução da desigualdade já vista em nossa história, esse partido está na lona. Caiu, em parte, pela perseguição implacável a que foi submetido, em função de golpes desferidos contra muitas de suas lideranças mais destacadas, contra sua organização e contra sua militância. Mas despencou, em grande medida, pelo peso de muitos de seus erros, por ter baixado a guarda em alguns dos atributos que faziam parte de sua própria identidade e da lógica de sua diferença.

    As eleições de 2016 são o desfecho de uma ofensiva da direita que tem, como um de seus alvos prioritários, trucidar um instrumento essencial de luta da classe trabalhadora, da democracia e da inclusão social. É nítido e claro que o PT não está sendo investigado. Está sendo cassado. A absurda diferença de tratamento entre o que acontece com algumas lideranças do PT, porque são do PT, e o que não acontece em relação a políticos de outros partidos demonstra que, mais uma vez, como em outras tantas circunstâncias históricas, sob o discurso do combate à corrupção, o que se pavimenta é um combate sem tréguas à esquerda como um todo para a entrega do país ao que há de mais retrógrado e mais corrupto.

    A derrota acachapante da esquerda nas eleições de 2016 – salvo raras e muito honrosas exceções – mostra bem o tipo de país que está sendo costurado meticulosamente pelas forças da coalizão golpista.

    O partido precisa se reinventar, urgentemente

    Para o bem e para o mal, uma parte do PT já não existe mais. Foi dizimada pelo escândalo do Mensalão, pela Lava Jato, pela debandada de prefeitos e parlamentares, pelo golpe parlamentar que destituiu a presidenta eleita e, agora, pelas eleições municipais. É preciso um novo PT, urgentemente, ou não restará PT algum. Ao lado da defesa intransigente do Estado democrático de Direito, é preciso fazer uma autocrítica pública como primeiro passo para recuperar a autoridade moral e a credibilidade política de um partido que foi fundado sob os signos da igualdade e da renovação dos costumes políticos. É preciso, imediatamente, renovar a direção partidária, e renová-la sob novas bases. Além de eleger um novo presidente e diretório, o PT precisa reconstruir seu programa, redefinir sua organização e revigorar suas práticas. O PT precisa se reinventar com a mesma radicalidade com que um dia ousou disputar os rumos do país sob o impulso dos trabalhadores e excluídos.

    Atualizar o programa democrático e popular

    O PT precisa reatar sua vocação de partido dos trabalhadores, dos assalariados, dos que estão fora do mercado de trabalho, dos pequenos e médios agricultores e empresários; dos sem-terra; dos jovens; dos que lutam por moradia, dos que batalham pela afirmação de sua identidade, dos que querem exercer livremente sua orientação sexual, dos que lutam por dignidade e por direitos de cidadania. O programa do partido deve ser fundamentalmente orientado aos trabalhadores, excluídos e oprimidos, com uma orientação inequivocamente democrática, humanista, igualitária, libertária.

    O PT não é mais, nem que quisesse, o partido capaz de firmar o pacto social entre as elites e o povo. A começar porque a elite deste país não quer pacto. Não quer pagar a conta, senão transferi-la justamente para os mais pobres e a classe média, que são os que sustentam o Estado brasileiro e as isenções fiscais e benesses de que os mais ricos desfrutam. A ponte para o futuro de uma parte expressiva da elite brasileira é um “green card” nos Estados Unidos e uma conta nas Ilhas Cayman.

    O desenvolvimento de um país é diretamente proporcional à qualidade de sua democracia. Por sua vez, democracia significa o quanto a representação e a atuação do Estado atendem aos interesses da maioria e a uma pluralidade de pessoas e opiniões com voz e vez nos processos de decisão política. Um programa democrático e popular se distingue por propor mecanismos claros de alargamento da democracia e de fortalecimento da capacidade de atuação do Estado. Distingue-se também pelo combate sem tréguas aos grupos políticos e econômicos predatórios que, recorrentemente, dominam o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, e que engendram instituições perversas, que proporcionam ganhos restritos a uma ínfima parcela da sociedade, impondo custos sociais elevados à esmagadora maioria do povo brasileiro.

    Redefinir o modelo de partido

    Transparência, prestação de contas e democracia participativa

    Convenhamos, o partido que defende a transparência, a prestação de contas e a democracia participativa não é transparente, não presta contas a seus militantes e deixou sua democracia participativa em algum lugar do passado. O PT trocou seus antigos espaços de participação, seu debate formativo e sua discussão programática por Processos de Eleição Direta (PEDs), pela prioridade eleitoral e por alianças com a política tradicional.

    O PT precisa prestar contas; realizar seu próprio orçamento participativo; estabelecer regras claras de contratação de funcionários e de empresas prestadoras de serviço, mediante chamadas públicas; expor seu planejamento e planos de trabalho a audiências públicas com participação presencial e pela internet. Precisa criar sua ouvidoria, que consta do estatuto, mas jamais saiu do papel.

    O PT deve se abrir e se expor mais do que nunca para que não restem dúvidas sobre seus métodos, seus critérios, suas decisões, seus recursos, sua capacidade de escutar sua militância e seus simpatizantes e de estar profundamente enraizado na sociedade civil.

    Política por vocação

    O PT deve se afirmar como um partido em que se faz política por vocação, e não por profissão. Os eleitos devem se comportar como servidores públicos conscientes de seu papel e de suas responsabilidades republicanas. Devem se mostrar sujeitos ao escrutínio não apenas da máquina partidária, mas de seus eleitores e das organizações populares. Devem abrir suas contas, expor suas agendas e saber demarcar nitidamente a fronteira entre o público e o privado.

    O PT, definitivamente, não é lugar para políticos tradicionais. Política não é carreira e político não é profissão. Não é? Bem, não deveria ser, pelo menos no PT. Se algo está errado, precisa mudar.

    O PT deve abolir os PEDs, voltar a ser um partido de encontros, congressos e, agora, de redes sociais

    O PT deve ser um partido conhecido e reconhecido por discussões de base e eleição de delegados e representantes por bairros e por coletivos temáticos ou identitários (trabalhadores de diferentes categorias e estratos, juventude, cultura, esporte, mulheres, LGBT, rurais, deficientes, transportes, educação, saúde, assistência, governança e gestão públicas, meio ambiente, moradia, segurança pública, igualdade racial), com limites e controles rígidos para evitar sua burocratização e as práticas próprias da política tradicional.

    As direções partidárias devem ser expressão de uma militância e de um debate sobre políticas públicas, e não da aferição de quem consegue arregimentar e transportar o maior número de filiados. As novas direções devem expressar o pluralismo de nossa sociedade e o debate que por lá fervilha. Um partido incapaz de se nutrir da energia social acaba inevitavelmente apartado da sociedade civil e de suas lutas.

    Deve-se igualmente criar novos mecanismos de participação e consulta que facilitem a interação virtual e a intervenção nas redes sociais. O PT precisa ser um partido com freios, contrapesos e  controle social.

    Oposição firme e consistente ao governo Temer e reconfiguração da política de alianças

    A sociedade deu um recado claro em 2016: está insatisfeita com os partidos, rechaça a política tradicional e quer o PT na oposição. O arco de alianças do PT deve ser firmado, de forma clara, com a orientação de conformar uma frente de oposição ao governo Temer, que se oponha ao entreguismo, ao reacionarismo e faça a defesa dos trabalhadores, dos excluídos e dos interesses nacionais.

    O PT deveria, terminantemente, rechaçar coligações eleitorais e composições em governos com os partidos que apoiaram o golpe e que integram a base oficial ou eventual do governo Temer. Embora os partidos políticos não sejam monolíticos e possuam clivagens políticas e regionais importantes – veja-se os casos dos senadores Roberto Requião, do PMDB, e Lídice da Mata, PSB, assim como de parlamentares federais da Rede, que perfilaram contra o golpe –, é fundamental que o PT contribua para o debate político delimitando claramente seu campo político-ideológico e programático de esquerda.

    Diálogos e mesmo acordos em uma ampla frente social e parlamentar em defesa de direitos sociais, que hoje estão ameaçados, são essenciais, mas não se confundem com o arco de alianças eleitorais e de prioridade na interlocução sobre um programa para o país. Esta prioridade deve estar na relação do PT com o PCdoB, o PDT e com o PSOL. No caso do PDT, pelo menos enquanto ainda restar ali algum brizolismo – ou seja, nacionalismo, trabalhismo e defesa do serviço público. No caso do PSOL, mesmo que ainda haja reticências, plenamente compreensíveis, de uma aproximação com o PT, é preciso tomar a iniciativa do gesto pelo reatamento de laços.

    As grandes batalhas perdidas no Congresso e no Judiciário foram, antes, perdidas nas ruas. O desgaste do partido é crítico, mas a decepção generalizada com a política enquanto instrumento de mudança social é grave. Retomar a confiança social na política e na democracia requer persuasão, interlocução com amplos setores da sociedade e um longo trabalho de base. O cerne dessa tarefa implica em consolidar a Frente Brasil Popular e estreitar o diálogo com as novas frentes de luta que surgem pelo país, com grande vitalidade, como o Povo Sem Medo e o Levante da Juventude. Lá se forjam ideias, estratégias de luta e uma nova geração de militantes sociais que deve tomar conta das ruas e desaguar com maior força na política nacional. Ao PT e aos demais partidos de esquerda cabe não apenas torcer para que isso aconteça, mas orientar-se programática e organizativamente nesse sentido. Movimentos sociais fortes e organizações e partidos políticos fortes não são incompatíveis; antes, são um imperativo da democracia.

    Em suma, o PT precisa assimilar que, doravante, a luta política requer a conformação de uma frente ampla que congregue partidos políticos, organizações e movimentos da sociedade civil e inclusive cidadãos em torno de bandeiras democráticas e sociais.

    Um projeto estratégico para o Brasil

    Para além de um reordenamento organizativo e de uma reorientação política, para completar o desafio de se reinventar, o PT precisa investir decisivamente na reformulação de um projeto estratégico para o Brasil. A experiência de governo com medidas desenvolvimentistas e as políticas públicas de inclusão social conformaram um patrimônio valioso, mas rigorosamente insuficiente em um cenário econômico de primazia e internacionalização do capital financeiro, de dependência do boom das commodities, de declínio mundial do Estado do bem-estar e de diminuição do emprego como forma de integração social.

    Um partido vocacionado para o poder não pode ignorar agenda tão complexa, que ainda abarca as mutações do sistema político, o peso e o lugar de instituições como o Ministério Público e o Judiciário, o papel da mídia e das novas ferramentas de informação e comunicação, a importância da ciência e da tecnologia, da pesquisa e desenvolvimento, do pensamento estratégico e de segurança nacional, da preservação e manejo de recursos naturais estratégicos, dentre outros. Um partido vocacionado para o poder precisa se dispor a compreender as transformações em curso para oferecer sua interpretação, suas ideias e seu programa para o país.

    Desafio dessa envergadura remete à necessidade de reunir o melhor da intelligentsia nacional e internacional e dialogar com muitas outras instituições e segmentos que se debruçam sobre essa agenda na perspectiva de disputar intelectualmente os rumos do país. Uma das principais lições a aprender da crise pela qual passamos é que passou o tempo de responder a dilemas estratégicos com respostas táticas de curto prazo.

    Fortalecer os laços com os movimentos, organizações, partidos e governos progressistas de outros países

    A troca de experiências, as estratégias comuns de atuação e a conformação de um programa internacional de lutas em temas como a taxação internacional de transações financeiras, o combate aos paraísos fiscais, a reforma das organizações multilaterais, a internacionalização dos direitos básicos dos trabalhadores, a universalização das políticas de distribuição de renda, a solidariedade às vítimas de desrespeito aos direitos humanos devem voltar a ser uma agenda de trabalho prioritária do PT. Não existe saída nacional sem articulação global das lutas sociais com a reforma das instituições governamentais e econômicas.

    A uma direita transnacional e antinacional se deve contrapor uma atuação internacional com pautas unificadas e ação combinada, sobretudo no campo programático, formativo e da comunicação.

    Agora é a hora, ou “PT, saudações”

    O PT vive um momento crucial. Boa parte das mudanças necessárias são certamente viáveis justamente porque a própria conjuntura se encarregou de torná-las não apenas as melhores, mas, em alguns casos, as únicas opções possíveis.

    O PT beijou a lona, desceu ao chão. Antes que uma parte ainda mais expressiva de seus simpatizantes e de sua militância lhe deseje “PT, saudações”, é hora de se colocar de pé, levantar a poeira e voltar a caminhar de cabeça erguida. Mas este não é um exercício que demande apenas vontade política. Exige resgatar o caráter civilizatório de seu ideário e a ousadia e a dignidade que marcaram historicamente a trajetória das esquerdas.

    Precisamos falar sobre o PT | Brasil 24/7

    29/09/2016

    Concurso de psicopatas

    PsicopatasQuem tem Daltan Dallagnol comandando powerpoint  pode muito bem ter Claudio Roberto Baldaque Guimarães na segurança. Aliás, ambos são como a faca e o queijo nas mãos da psiquiatria. As serpentes pululam nos aeroportos, hospitais e restaurantes devido ao ódio vendido pela Rede Globo. Fosse hoje, Freud não precisaria recorrer aos arquétipos gregos. Sobejam exemplos que ultrapassam a vã mitologia…

    A obsessiva caçada ao grande molusco que Henfil registrou já nos anos 80, mostra e comprova que os psicopatas saíram das ruas mediante concurso público (Douglas Kirchner, Janaina Paschoal). E, para sobrevivermos, temos de aprender com eles. Não basta, como nos ensinou a Márcia Tiburi, aprender a falar com fascistas, temos também de aprender a como não nos deixar levar pela lábia patológica.

    Algumas revelações recentes assustam por acontecerem no alvorecer do século XXI, e precisam ser logo dominadas para que possamos manter ilesa nossa saúde mental.

    É desolador saber que a mais alta corte do país faz chicana, como admitiu aquele ministro capturado mediante o uso de estatueta pela Rede Globo, para condenar José Genoíno.  Pior, sabidamente inocente, foi condenado para justificar a condenação de outros porque contra eles não havia provas, só convicção… Tardiamente revelada por Eugênio Aragão, a trama faz Hannibal Lecter, no filme O Silêncio dos Inocentes, parecer um personagem de história de carochinha. Há menos filosofia que psicopatia no fascismo persecutório. Se acharmos pouco a fundamentação legal registradas nos anais da pantomima “não tenho provas mas a literatura jurídica me permite”, a recente revelação no sentido de que a convicção prescinde de provas  quando se trata de caçar Lula, só pode ser explicada mediante o uso de um personagem da mitologia grega, Procusto.

    Como sabemos, este bandoleiro da mitologia grega também tinha um critério sui generis de fazer justiça. Suas vítimas eram estendidas numa cama: os mais curtos, espichava até caber na cama; os maiores, cortava para que também coubessem nos limites dela. Pode não ser mera coincidência que este também seja o método jornalístico empregado pela Rede Globo, como revelou Rubens Ricúpero no escândalo da Parabólica, teúda e manteúda dos caçadores do grande molusco.

    A frieza psicopática está em não se avexar com a prisão, por exemplo, de Marice Lima, cujo único indício de crime consistia em ser cunhada de um petista, Vaccari. Agora, a mesma corporação que colocava tarja preta encima do nome de seus parceiros, revela que a sigla JD, usada para condenar José Dirceu à prisão, não se referia a José Dirceu. Não tenho provas, mas tenho a convicção que vislumbraram naquela sigla um porrete com muitos pregos. Um pau pra toda obra, pra condenar Dirceu, quando isso era útil, como para condenar Palocci, quando fosse conveniente.

    Este aparente primarismo assusta porque equivaleria a me condenar por encontrar na Lista de Furnas o nome Gilmar. Assusta porque um caso escabroso, ao invés de provocar mudança ou precaução, leva a outro. Não bastasse um agente usar a imagem da Presidenta para praticar tiro ao alvo, agora essa da empresa de um psicopata para fazer segurança institucional.

    Cadê a sabedoria que vem dos romanos de que à mulher de César não basta ser honesta, também tem que aparentar honestidade?! Será que isso só diz respeito ao Lula?!

    Mas se isso já é muito, não é tudo. São exemplos que parecem ser feitos de caso pensado, como aquela de colocar na linha de frente um agente com tornozeleira, condenado por contrabando. O que as instituições estão sinalizando para a sociedade ao colocar na linha de frente um contrabandista? Ora, que não só abraçam, corporativisticamente falando, a causa de um membro transgressor, como também sinalizam aos contrabandistas uma condescendência impensável em instituições sadias, exatamente incumbidas de inibir o contrabando. E se fôssemos aplicar aí a tal da teoria do domínio do fato?!

    Para se ter uma ideia da psicopatia em curso basta que pensemos o que aconteceria se a selvageria do Baldaque tivesse sido praticada por alguém contratado do Instituto Lula?! Quantas reportagens renderia no Jornal Nacional. Quantas ações seriam abertas pelos concursados que confundiam Hegel com Engels!

    A patologia persecutória se releva na crença de que os meios justificam os fins. Por estes exemplos, vê-se que a moral de ocasião equivale ao hímen complacente das virgens de puteiro.

    Vão responsabilizar o agressor de Lindbergh, que presta serviços ao MPF? Veja o “valentão” que dá tiros para o ar

    Por Fernando Brito · 28/09/2016

    baldaque

    A jornalista Laura Capriglione, cara amiga dos Jornalistas Livres, identificou o agressor do senador Lindberh Farias e de sua mulher, na saída de um restaurante na Zona Sul do Rio,  na noite de sexta-feira: é Claudio Roberto Baldaque Guimarães, já envolvido em atos violentos e confusões com arma de fogo.

    O Tijolaço foi atrás e descobriu que Baldaque não é apenas um arruaceiro a mais, como poderia parecer.

    É um empresário de segurança e de “despachos aduaneiros”, além de vender serviços terceirizados.

    Entre seus clientes como “segurança” está… o Ministério Público Federal, aqui do Rio, como mostrou ontem à noite o Viomundo. Pelo menos é o que consta da página da empresa, corroborado por um contrato anual de R$ 1,5 milhão, referente ao ano passado.

    Baldaque – aliás, toda a família – está metido com segurança privada e, portanto, sujeito à fiscalização da Polícia Federal. Não é figura desconhecida no meio, até porque é integrante da diretoria do Sindicato das Empresas de Segurança do Rio de Janeiro.

    Tem, portanto, a condição de “comandante” de centenas de homens armados.

    Não é coisa que possa ser desconsiderada diante do histórico de um homem que exibe-se embriagado e faz disparos de arma de fogo na frente de restaurantes.

    Veja o vídeo do episódio, em 2015.

    A Polícia está desafiada a ir atrás dele.

    E o Senado a exigir da Polícia Federal explicações sobre as condições de alguém assim dirigir uma empresa de homens armados.

    Se o dono faz este tipo de coisa, o que fariam seus subordinados?

    Vão responsabilizar o agressor de Lindbergh, que presta serviços ao MPF? Veja o "valentão" que dá tiros para o ar – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

    20/09/2016

    Jurisprudência made in USA

    OBScena: a grosseria da frase se reveste em sentença de condenação na medida em que é proferida no Tribunal da Rede Globo, o JN

    Triplex do LulaO Iraque tinha petróleo, os EUA tinham convicção. Fortes na convicção, partiram em busca de provas. E encontraram providencialmente nas páginas do jornal New York Times. Em maio de 2003 a Veja deles publicava que o Iraque tinha armas de destruição em massa. Era a prova que faltava à convicção de George W. Bush. Matéria de revistas e jornais virou jurisprudência da convicção plutocrática. E foi ancorados nessa convicção que os EUA participaram da destruição da Líbia, Egito, Ucrânia, Síria. Tentam na Venezuela. Na Argentina e no Brasil contam com a quinta coluna embora os vira-latas sejam suficientes. Todos países produtores de petróleo. Mas é só uma coincidência…

    Desde os anos 80, nas famosas greves do ABC, a plutocracia tinha convicção que Lula era chefe de uma organização criminosa. Faltavam as provas. Como nos EUA, a prova veio por meio da mídia. Para tentar emplacar o Napoleão das Alterosas, a Veja fez uma capa sob medida que foi reproduzida e distribuída pelo toxicômano: “eles sabiam de tudo”. Se deu certo lá, porque não aqui?! Se Lula sabia de tudo, conclusão lógica, despicienda a produção de provas. Ele é o chefe da organização criminosa. Bingo! Quem passa em concurso público, e tenha fé ao estilo CUnha, tem obrigação  de chegar a uma conclusão tão óbvia.

    Imagine este raciocínio aplicado ao Estadão. Como todo mundo sabe, o Diretor de Redação, Pimenta Neves, assediava moral e sexualmente Sandra Gomide, a ponto de assassina-la com um tiro pelas costas. A famiglia Mesquita, dona do Estadão, sabia de tudo ou não sabia de nada?!

    O diabo faz a panela mas esquece da tampa. Por que essa ligação direta, da criminoso na Petrobrás, ao Presidente Lula? Por que não provar primeiro a participação dos dirigentes da Petrobrás? Por que não provar que o Conselho de Administração da Petrobrás, do qual participava Dilma, não era culpado? Será que é mais fácil provar que Lula, Presidente, sabia do que provar a culpa da conselheira Dilma?! Ainda mais que a própria Veja tinha posto na capa que ambos sabiam. Se ambos sabiam, porque só querem caçar os direitos políticos do grande molusco mas livram Dilma? Será que era mais fácil Lula saber do que Dilma?

    Óbvio que não. Ora, Dilma já é carta fora do baralho. Para que o PSDB consiga chegar à Presidência e repatriar os 23 milhões no exterior, há que, primeiro, retirar Lula do caminho. Outro motivo, não menos importante, é que não era só Dilma no Conselho da Petrobrás. Lá também estava o Gerdau… Com Gerdau estavam outros que nada sabiam de Cerveró, Sérgio Machado, Duque e  PP gaúcho?! Até o Ricardo Semler, antes mesmo da Veja, sabia quem eram os ladrões. Paulo Francis, idem.

    A lógica baseada na religiosidade criacionista desconhece o evolucionismo. É a mesma fé que esquece na gaveta a montanha de provas produzidas pela Suíça. Só alguém que passa num concurso público teria, impunemente, a coragem de perpetrar uma frase como esta: “Lula é efetivo proprietário no papel do apartamento. Pois, justamente, o fato de ele não configurar como proprietários do triplex da cobertura em Guarujá, é uma forma de ocultação de dissimulação da verdadeira propriedade”.

    Nesse rumo, logo vai aparecer um concursado para atribuir à Lula a propriedade do heliPÓptero! E à Dona Marisa a proprietária oculta dos 450 kg de cocaína. Basta que não consigam provar que não o sejam proprietários para que se conclua que é uma “forma de ocultação de dissimulação da verdadeira propriedade”. Se esse troço virar jurisprudência, vão acusar Lula de ser lavador em Liechtenstein, no Panama Papers e de ser o proprietário oculto da Mossack & Fonseca. Por que Lula é chefe da organização criminosa que roubava na Petrobrás mas não é o chefe da organização criminosa que operava em Furnas, no HSBC, no CARF?!

    Já li coisa mais toscas buscando incriminar Lula; menos estúpidas, não!

    18/09/2016

    Deu química

    Lavoisier - hotel parisAlém de ternos em Miami, nossa plutocracia também importa powerpoint made in USA! Quem resolve seguir os script da CIA, só tem de se adaptar o roteiro. Não é só o dedo, Tio Sam já estão com a mão enterrada nesse buraco.

    Guardei na memória dos meus tempos de colégio uma frase do químico francês, Lavoisier: "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".

    Está dando química entre os quinta coluna tupiniquins e seus mentores ianques. Mas acho que seja uma outra frase das vítimas do terror francês que faz a obsessão da caça ao grande molusco: “Não bastará um século para produzir uma cabeça igual à que se fez cair num segundo."

    Eles acreditam que decepando a cabeça do Lula a esquerda demoraria um século para se reconstruir no Brasil.

    "Nada se cria, tudo se transforma"

    A inspiração de Dallagnol para seu power point velhaco. Por Paulo Nogueira

    Postado em 17 Sep 2016 – por : Paulo Nogueira

    Imitador barato

    Imitador barato

    O procurador Deltan Dallagnol não é apenas espalhafatoso, exibicionista e, convenhamos, tolo.

    É um também um plagiador. Um imitador. E o que é pior: um copiador de coisas ruins.

    Veja a imagem abaixo.

    image

    É parte de um power point apresentado, algum tempo atrás, por um procurador americano para condenar um acusado. Reparou na semelhança?

    A sentença foi anulada exatamente por causa daquele slide. Foi considerado uma peça destinada a “manipular os jurados”.

    O uso de power points nas acusações tem sido crescente criticado nos meios jurídicos americanos. Num artigo, essa estratégia foi classificada, no título, como a “maneira mais vil para os procuradores conseguirem um veredito de culpa”. Você pode ver o texto aqui.

    Pelo menos dez sentenças foram anuladas, nos últimos anos, porque os tribunais americanos consideraram que as regras do julgamento justo foram violadas pelo emprego de power points “altamente inflamáveis”.

    O expediente já está sendo chamado de “advocacia visual” pelos acadêmicos americanos da área de direito.

    Um advogado definiu assim os power points. “Todos nós sabemos o que os comerciais publicitários podem persuadir as pessoas num nível subconsciente. Mas não me parece que a justiça criminal tenha interesse em ingressar nessa esfera.”

    E é dentro desse quadro que Dallagnol e companheiros trazem para o Brasil uma prática que nos Estados Unidos é cada vez mais questionada.

    Dallagnol achava que estava sendo “moderno”. Não. Estava sendo inepto. Estava chegando com atraso a um expediente que onde surgiu, os Estados Unidos, já resulta em anulações de sentença e é objeto de estudos críticos dos estudiosos do Direito.

    Por tudo isso, mereceu todo o esculacho que recebeu, expresso nos memes que inundaram as redes sociais.

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    Paulo Nogueira

    Sobre o Autor

    O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

    Diário do Centro do Mundo A inspiração de Dallagnol para seu power point velhaco. Por Paulo Nogueira

    Um powerpoint a cada ponto a menos no IBOPE do MiShell

    ProvasnQuando o movimento multipartidário crescia com o Fora Temer, lá vem a turma do Memes do Powerpoint Folclórico – MPF. Para cada ponto a menos no IBOPE, novas investidas contra Lula. O diversionismo é uma operação fordiana.

    A tv italina, RAI, reproduz todos os dias as 8:30 hs da manhã documentários com o título: “Un giorna nella storia”. Um dia destes passou o Risorgimento, focado no papel de Garibaldi. Dissecaram sua participação na unificação da Itália, com reportagens a respeito de sua passagem pela América Latina. Entrevistaram pessoas em Garibaldi e Rosário na Argentina.

    Recentemente reproduziram um episódio sobre a ocupação alemã na Segunda Guerra. Na saída, depois que os aliados se uniram à Máfia e entraram pela Sicília, os alemães foram saindo e  detonando tudo o que podia. Com a chegada dos aliados, a “resistenza italiana” tomou corpo e começou a sabotar operações alemãs. Não lembro exatamente em que lugar, bastou o sequestro de um oficial alemão para que todos quanto possíveis italianos localizados naquela comunidade do sequestro foram presos e fuzilados. Era a retaliação como se vê agora utilizada por aqueles que, por vingança à derrota do primeiro a ser comido por um poste do Lula, o caçam obsessivamente.

    Me lembrei deste modus operandi do exército alemão em retirada quando vi que há coincidência política toda vez que algum petardo atinge alguém do exército golpista. Se está para ser votado o golpe contra Dilma, lá vem powerpoint contra Lula. Se está para ser votado o afastamento do deus da plutocracia, Eduardo CUnha, sai mais um powerpoint contra Lula. Se Temer é vaiado onde quer que apareça, saem powerpoints aos borbotões.

    Quando os movimentos sociais encontram uma pauta em comum, contra Temer e sua quadrilha, lá vem powerpoint. De onde vem este medo atávico que motiva essa caçada obsessiva ao grande molusco?! Do medo que José Serra perca os 23 milhões depositados pela Odebrecht em contas no exterior? Ou seria pela possibilidade de que sua eleição motivasse a continuidade do processo contra os donos dos 450 kg de argumentos que viraram pó?! Teria alguma relação com proteção aos que aparecem nas Lista de Furnas, Lista Odebrecht, Lista Falciani, Panama Papers, Operação Zelotes e CARF?

    O último IBOPE que mostra Temer beijando o rodapé do gráfico do IBOPE coincide com a performance de guri do MPF nas telas da Rede Globo. E a coincidência envolve sempre os operários do MPF com as fontes de assassinato de reputação, Rede Globo & Veja.

    A literatura jurídica me permite  confessar: “não tenho provas, mas tenho convicção”!!

    Nos primórdios da civilização acreditou-se que a terra fosse plana. Não existiam provas, mas havia a convicção. Muitos foram jogados na fogueira e queimados vivos porque negavam a convicção.

    mas a Ku Klux Kan tinha convicção. Ali Kamel, responsável pelas idiotices que a Rede Globo vende como informação, tem, apesar das provas que aparecem todos os dias, tem convicção de que “Não Somos Racistas”.

    Um alemão, que os íntimos, como Eva Braum, chamavam de Adolf, afirmou que os judeus eram escória do mundo. Não havia prova, mas havia convicção. E aí veio a solução final. A solução final para a plutocracia que tomou o Planalto Central d assalto e manter a cleptocracia no poder é assassinar a reputação do Lula.

    Desde criança aprendi que a palavra cão não morde. O massacre mafiomidiático só convence os convertidos. Quem usa o cérebro não compra pato por democracia.

    Discretamente, no Ibope: apoio a Temer cai mais ainda nas capitais

    Por Fernando Brito · 17/09/2016

    popularidade

    Menções ligeiras, mal publicadas na imprensa, à queda (ainda maior) de poularidade de Michel Temer foram recolhidas pelo diligente coleguinha Fernando Molica, em seu blog:

    “A desaprovação ao governo Michel Temer aumentou entre os cariocas. Segundo pesquisa do Ibope, apenas 8% disseram que seu governo é ótimo (1%) ou bom (7%). No mês passado, o índice era de 12% (2% para ótimo e 10% para bom). (…)A reprovação a Temer saiu de 42% (13% ruim e 29% péssimo) no mês passado para 46% na nova pesquisa (14% ruim e 32% péssimo). O percentual dos que classificaram seu governo como regular caiu de 40% pra 32%. Dos entrevistados em setembro, 13% disseram não responderam ou afirmaram não ter como opinar, contra 6% em agosto”.

    O Tijolaço foi buscar ,então, o de outras capitais:

    São Paulo – Ótimo+ Bom= 11%/Ruim + Péssimo = 44%. Eram 13% e 41%, respectivamente.

    Belo Horizonte – Ótimo+ Bom= 13%/Ruim + Péssimo = 43%. Eram 13% e 47%, respectivamente.

    Fortaleza –  Ótimo+ Bom= 9%/Ruim + Péssimo = 53%. Eram 11% e 49%, respectivamente.

    Salvador – Ótimo+ Bom= 6%/Ruim + Péssimo = 54%. Eram 8% e 53%, respectivamente.

    Recife – Ótimo+ Bom= 8%/Ruim + Péssimo = 54%. Eram 12% e 48%, respectivamente.

    Porto Alegre: Ótimo+ Bom= 13%/Ruim + Péssimo = 36%. Eram 10% e 42%, respectivamente.

    Só na capital do Rio Grande do Sul, Temer  conseguiu uma pequena melhora.

    No resto crescem, para usar o ditado gaúcho, como cola de cavalo: para baixo. E rápido, porque o intervalo entre as pesquisas é de menos de um mês e, afinal, ele se tornou “definitivo” com o afastamento final de Dilma Rousseff.

    Temer está perto de cumprir o que prometeu: ser o homem capaz de unir o Brasil.

    Contra ele.

    Discretamente, no Ibope: apoio a Temer cai mais ainda nas capitais – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

    17/09/2016

    Caçadores do grande molusco vendem “crime” por “excesso”

    OBScena: Henfil já havia profetizado, nos anos 80, que Lula seria caçado para servir de diversão à cleptocracia.

    henfil lula revisitado

    Mais ou menos assim. Houve um excesso do amigo do primeiro a ser comido em deixar seu heliPóptero para que seu funcionário borboletasse entre suas fazendas e hotéis, do Paraguai ao ES. 450 kg de cocaína só não seriam excesso se comparados às bagagens afundadas com o Titanic.

    Não há crime, mas excesso de dinheiro depositados em conta de José Serra no exterior. Foram só 23 milhões de pixulecos… Não houve excesso quando o mais recente ministro defenestrado confessasse que Eliseu Rima Rica quer acabar blindar seus parceiros de golpe.

    Desde a ditadura caçam Lula. Vasculharam a cesta de papel higiênico, a casa dos parentes dos amigos, as contas bancárias dos pais, filhos, netos e bisnetos. Gravaram suas conversas e confissões particulares. Sua intimidade foi devassada como proctologistas que investigam câncer na próstata. E aí ficam indignados porque a única coisa suja são seus instrumentos de análise, os dedos. Sobraram merda nos e convicções nos powerpoints. E aí a matilha que baba uma raiva hidrófoba, por despeito, mercenarismo ou “só” falta de caráter, com um ar fingido tratam crime como se fosse apenas excesso.

    Enquanto isso, Eduardo CUnha, Cláudia Cruz, José Sarney, FHC Brasif, Tarja Preta, Andrea Neves continuam por aí borboleteando. Vasculham a próstata do Lula mas fingem não saber da metástase provada por Sérgio Machado. Aliás, se preocupam com a espinha no rosto enquanto deixam o câncer consumir os órgãos públicos.

    Se há algo de inteligente na performance do Dallagnol foi a brilhante cortina de fumaça que ele criou. Por pelo menos um dia não se falou em Eduardo CUnha e no golpista traiçoeiro Michel Temer.

    Excesso é a água que transborda o vaso, não o cocô que desce com a descarga.

     

    As fingidas críticas do setor golpista aos excessos da Lava Jato

    16 de setembro de 2016 Miguel do Rosário

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    (Foto: Lucas Bois/ Jornalistas Livres)

    Arpeggio – Coluna diária do editor

    Por Miguel do Rosário, 16/09/2016

    Chamou a atenção dos setores democráticos as críticas vindas de próceres do golpe – editorial da Folha, colunistas da Globo e Veja, o presidente da OAB, ou mesmo juízes do STF que há tempos se submeteram às ordens da armada golpista, como Toffoli – aos "excessos" dos procuradores da operação, durante a coletiva em que anunciaram o indiciamento de Lula como o "comandante máximo" da corrupção na Petrobrás.

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    Vale notar que as críticas de Toffoli, por imprudência dele e da mídia que a multiplicou por aí, carregam uma pesada e irônica denúncia ao golpe e à ditadura midiático-judicial que vivemos. A expressão " o judiciário pode cometer o mesmo erro que os militares em 1964" remete a várias comparações constrangedoras e constitui quase que uma confissão, por parte de Toffoli, de que o judiciário foi protagonista do golpe atual.

    Mas tudo não passa de jogo de cena, não necessariamente combinado, porque a organicidade do golpe nunca precisou de muita combinação.

    A combinação, quando há, vem escrita nos editoriais dos jornalões.

    As críticas são todas condescendentes, tratando os excessos dos procuradores como um "deslize" adolescente. Não há, em parte alguma, uma denúncia dura à infâmia, à agressão brutal à democracia, que é expor dessa maneira o principal quadro de todo um campo político, desperdiçando, em plena crise, e às vésperas de uma eleição, milhões de reais em recursos públicos para influenciar as urnas.

    Não se trata de "excesso" e sim de um crime, cometido pelos procuradores da Lava Jato.

    Os líderes do golpe estão apenas repetindo o que vem fazendo desde o início da operação. Quando notam que se avolumam as críticas a seu partidarismo, puxam o freio, vazam delação contra um tucano, logo esquecido em seguida, ou mesmo contra um membro do governo golpista. Nada muito grande, que comprometa a estabilidade do golpe -  o vazamento de Sergio Machado foi apenas o susto inicial necessário para o governo saber quem manda.

    Enquanto isso, Sergio Moro, após todas as ilegalidades que protagonizou, está nos Estados Unidos, recebendo dinheiro e sendo tratado como "heroi" justamente por uma dessas organizações conservadoras de péssima fama democrática.

    Recentemente, o Supremo aprovou uma nova regra que permite aos juízes receberem cachê de palestras sem terem de informar ao público o seu valor. É genial. A propina foi legalizada para o judiciário. Parece uma lei feita para beneficiar diretamente Sergio Moro.

    Apesar da reação enorme das redes sociais, na forma de humor, desconstruindo o Power Point dos procuradores, não podemos subestimar o poder de fogo de um ataque simultâneo, concentrado, de todos os jornais, revistas, tvs e rádios, repetindo o dia inteiro a mesma manchete contra Lula.

    O estrago no curto prazo, para as eleições que se realizam em duas semanas, está feito, e não é outra a razão da pressa dos procuradores. Eles precisavam seguir uma agenda, a qual exigia que essa denúncia precisava ser feita agora, para que seus desdobramentos pudessem atingir o ápice – a aceitação da denúncia por Sergio Moro – dias antes das eleições.

    Uma eventual prisão de Lula, então, poderia ser cogitada poucos dias antes do segundo turno eleitoral, embora eu prefira acreditar que os operadores do golpe tenham ao menos o bom senso de prever que tal violência poderia se reverter contra eles.

    Pode acontecer, portanto, que Sergio Moro aceite a denúncia, mas não prenda Lula. O mais inteligente, da parte do golpe, seria cozinhar essa denúncia durante meses e meses, juntamente com o vazamento seletivo de mais delações premiadas, e, por fim, condenar Lula em algum momento de 2017, para lhe tirar do jogo eleitoral através da ficha limpa.

    O blogueiro Luis Nassif, em sua série de análises de xadrez, tem feito algumas especulações sobre o nascimento de conflitos no interior do núcleo golpista, sobretudo entre PMDB e PSDB.

    Não acredito que essas brigas serão determinantes, e abalarão o equilíbrio do golpe, por uma razão simples: o golpe tem uma liderança bastante clara, que é a grande mídia, e um chefe, a Globo. Qualquer briga no interior do golpe pode ser rapidamente dirimida pela Globo, que é a representante maior das elites do dinheiro, além de ser não apenas uma representante, mas a própria elite do dinheiro, visto que a família Marinho é, segundo a Bloomberg, a mais rica do país.

    A casta jurídico-policial é apenas o cão de guarda dessa mesma elite.

    Não haverá grandes conflitos no golpe porque o butim é grande demais. Há recursos suficientes para todos se aproveitarem do saque aos bens públicos. Ao menos por um tempo.

    A crise econômica não é problema para a elite brasileira, porque ela já se adaptou, desde a década de 80, a ganhar dinheiro com a crise, através de investimentos de risco no mercado financeiro que permitem ao investidor obter altíssimos lucros com inflação e juros. A crise, portanto, para alguns poderosos abutres do setor financeiro, é uma excelente oportunidade para lucrar mais.

    A casta jurídica, por sua vez, está confortavelmente instalada na rede de proteção que construiu para si à força de chantagens cada vez mais brutais contra o poder político.

    Em seu blog, Renato Rovai especula sobre o aumento da repressão a movimentos sociais após as eleições. Pode ser, mas devemos entender que a elite – financeira, midiática, burocrática – não precisa apelar à repressão.

    No campo e áreas indígenas, a história é distinta. O golpe fez crescer, imediatamente, a violência.

    Na cidade, quem deseja a repressão é a pequena burguesia, que sofre com as turbulências políticas e sociais e pressiona os órgãos de segurança.

    A elite financeira, porém, não fica parada nos bloqueios de rua, não sofre com greves bancárias porque tem dinheiro no exterior, e, em última instância, pode assistir o circo pegar fogo de um hotel em Nova York.

    Por isso mesmo, esse será o principal desafio da esquerda: terá de analisar objetivamente os métodos usados para pressionar o governo, de maneira a não provocar hostilidade de setores vulneráveis da pequena e média burguesia e da classe trabalhadora. Esses são os setores que estão sendo e serão mais diretamente atingidos pelo golpe e suas consequências.

    Como conquistá-los, portanto, à causa democrática?

    O dono de um restaurante, de um botequim, o proprietário de uma pequeno mercado na periferia, não podem ser vistos como representantes das mesmas classes abastadas que deram o golpe. Eles podem até pensar como eles, mas não pertencem à mesma classe.

    Um membro da casta burocrática, um promotor, mesmo com renda similar a de um médio mercadista de periferia, goza de uma segurança financeira que está a anos luz da realidade do comerciante.

    Uma das autocríticas mais responsáveis que emergiram nos últimos tempos é sobre o distanciamento entre as direções sindicais e o povo, que se reflete em manifestações até pouco tempo agendadas para o meio da tarde de dias da semana.

    O golpe inaugura, além disso, uma era extraordinária, que pede medidas extraordinárias, originais mas não exóticas, responsáveis mas não estéreis, prudentes mas não covardes, ousadas mas não inconsequentes, ágeis mas não apressadas. E que considerem, objetivamente, as condições concretas em que se dará a luta.

    A falta de liderança no campo popular hoje é sua maior vulnerabilidade, e por isso será necessário que ativemos, com urgência, processos democráticos de formação de novos líderes, voltados à atividade política geral e não à burocracia de partidos, sindicatos e organizações.

    Os elementos que derrotarão o golpe, em seu devido tempo, serão suas próprias contradições – não exatamente o conflito entre os lacaios do golpe, mas as contradições conceituais das ideias defendidas por eles.

    É um golpe, por exemplo, liderado por setores que se acreditam liberais, mas desprezam as principais – quiçá únicas – virtudes do liberalismo: a liberdade política, expressa no voto, e a liberdade jurídica, expressa nas garantias individuais que nos protegem dos arbítrios do Estado.

    Ao final de seu livro A Radiografia do Golpe, Jessé Souza lamenta que não mais se "possa dizer onde está o limite entre o que é jurídico e o que é político no Brasil de hoje. Esse fato é gravíssimo, já que equivale a dizer que não temos, hoje em dia, mais justiça nem aparelho judicial independente".

    Ainda no livro de Jessé, ele nos lembra de um ponto tão básico das liberdades civis modernas que custamos a acreditar esteja sendo atacado pelos golpistas de hoje:

    "As regras e procedimentos jurídicos não são, como pensa o leigo, entraves à justiça rápida. Eles são entraves à injustiça".

    É incrível que membros da própria casta jurídica, aqueles mesmo que deveriam defender nossos direitos constitucionais (são pagos regiamente para isso), estejam hoje liderando uma verdadeira cruzada para reduzir os nossos… direitos constitucionais, tratados como entraves à justiça, e não o que eles realmente são, entraves ao arbítrio.

    Não é surpresa que os líderes dessa cruzada sejam os mesmos líderes da Lava Jato…

    A Lava Jato tem, desde seu início, tratado qualquer iniciativa dos réus em sua própria defesa como "obstrução de justiça". O conceito "obstrução de justiça" nunca foi tão distorcido, pois se vê a "justiça" apenas como monopólio da violência pelo Estado, e não direito do cidadão à liberdade e à segurança, sobretudo em face da máquina estatal.

    Pepe Escobar, em entrevista a um canal independente francês (aqui, com legenda), afirma que o Brasil é cobaia do tipo mais sofisticado e sinistro de golpe de Estado da modernidade. É o golpe lento, suave, frio, de longo prazo, baseado principalmente numa manipulação monstra da opinião pública, associado a um controle gradativo do sistema judicial do país. Eu separei um trecho de 20 segundos de uma entrevista em que Pepe Escobar faz uma brilhante análise do golpe no Brasil:

    Vale a pena assistir a entrevista inteira. Nela, Pepe faz um tremendo elogio à blogosfera brasileira, que ele considera a mais influente do mundo (Glenn Greewald também já falou algo similar).

    Haverá reversão do golpe, claro. A safadeza da elite e da mídia serão vingadas. A experiência do golpe nos levará a construir, no futuro, mais garantias às liberdades e à democracia.

    Este é um imperativo revolucionário, que estamos construindo aqui e agora. O golpe, em verdade, era a condição necessária para que a luta pela democracia retornasse às suas raízes, a uma crítica radical à concentração midiática, ao conservadorismo judicial e ao financiamento empresarial de campanha.

    Mas temos que nos preparar melhor. Não basta ganhar eleições. É preciso construir uma nova cultura política, mais democrática e mais fiel aos princípios de liberdade e direitos humanos que norteiam a nossa Constituição.

    Isso pode demorar ainda uns dez ou vinte anos. Nesse tempo, montaremos uma grande rede de resistência, um espaço de segurança que nos permita lutar, crescer, trabalhar e sermos felizes.

    As fingidas críticas do setor golpista aos excessos da Lava Jato – O Cafezinho

    16/09/2016

    HiPÓcrisia convicta

    Filed under: Caça ao Lula,Deltan Dallagnol,hiPÓcrita,Página12 — Gilmar Crestani @ 9:38 am
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    KKK

    La hora y el turno de Su Majestad, la Hipocresía

    Por Eric Nepomuceno

    Hay frases que dispensan comentarios y rechazan desmentidos. Cuando, el pasado miércoles, uno de los jóvenes fiscales integrantes del equipo encargado de la Operación Lavado Rápido, que trata del esquema de corrupción que actuó en la estatal Petrobras, dijo que contra el ex presidente Lula da Silva no había pruebas, pero sí convicción, dejó claro de toda claridad que se trata de un tribunal, sí, pero mucho más cercano a los de la Santa Inquisición que de Justicia.

    Los abusos e inconsistencias presentadas al público por el fiscal encargado de la “Lavado Rápido”, el predicador evangélico Delton Dallagnol (foto), tuvieron el efecto de un bumerang.

    Fascinado y ofuscado por las luces de la gloria, el joven y mesiánico fiscal cometió errores jurídicos dignos de un niño pedante que siquiera sabe la dirección de una escuela de derecho. El más evidente y escandaloso de esos errores primarios fue haber dedicado la mayor parte del tiempo de su exposición a apuntar a Lula da Silva como jefe de una organización criminal, el centro de un universo solar de corrupción.

    ¿Pruebas? No, ninguna. Pero sí convicción, como sentenció uno de sus jóvenes asistentes. ¿Basada en qué? En datos e indicios. De ser así, ¿por qué no denunciarlo por formación de banda criminal? Silencio.

    La reacción negativa fue inmediata. Del conservador Colegio de Abogados a diarios claramente comprometidos con el golpe institucional que destituyó a la presidenta Dilma Rousseff e instaló en el sillón presidencial al usurpador Michel Temer, surgieron críticas, con más o menos énfasis, al espectáculo circense ofrecido por ese pozo de irresponsable vanidad que responde al no muy usual nombre de un pueblito del estado norteamericano de Michigan, Delton. Hay otros pueblitos llamados Delton, y hasta una Delton Pharmacy. Pero no hay ningún Delton héroe salvador de ninguna Patria. El Dallagnol se postula, pero hasta ahora su desempeño es más bien desastrado.

    Fue autor, por cierto, de la más grave y extensa de todas las acciones cuyo objetivo clarísimo es eliminar del escenario político brasileño al más popular de los dirigentes de las últimas seis o siete décadas. Entregó en bandeja de plata, a los detractores de Lula da Silva, un arsenal estruendoso.

    Pero, al mismo tiempo, esgrimió un cuchillo de doble filo. Era claro que Lula reaccionaría. Al transformar su discurso en un feroz pronunciamiento político, el pobre Delton se adentró en un terreno de batalla en el que Lula es insuperable, y el joven fiscal, un torpe y risible aficionado.

    Es verdad que suministró munición a los que no lograron superar a Lula da Silva en las urnas electorales. Algunos, sin límites para su hipocresía, usaron esas herramientas para envalentonarse. El senador Aécio Neves, por ejemplo, uno de los cabecillas del golpe, fue de los primeros. Luego de oír la emotiva defensa personal presentada por Lula da Silva, reclamó la falta de algún tipo de confesión, de mea culpa.

    Se olvidó de que es precisamente él, Aécio Neves, uno de los políticos más denunciados en la Operación Lava Jato. Y, claro, que en algún momento podrá dejar de contar con el manto protector de un sistema judicial absolutamente politizado, que por ahora lo protege de verse en la necesidad de confesar.

    Delton Dallagnol, en su caminata rumbo al sillón de Torquemada, abrió anchas avenidas para que Lula practique una de sus especialidades más visibles: el discurso de la indignación. Al denunciar a doña Marisa Leticia, el triste fiscal permitió que Lula se dirigiese a su público presentándose no como un ex presidente víctima de una injusticia cósmica o como un dirigente político que tiene que ser derrotado por sus adversarios por cualquier método, ya que en las urnas electorales sigue favorito.

    Le permitió hablar como ciudadano indignado. Lula contó de las humillaciones que sufrió con las acciones ilegales y abusivas de la Policía Federal que actuó bajo las órdenes de otro miembro de la Santa Inquisición, el provinciano juez de primera instancia Sergio Moro. “Le dieron vuelta a mi colchón”, contó Lula. “¿Qué buscaban, el oro de Moscú?”. También contó que se llevaron los celulares de sus nietas. “No hay derecho en humillar a mi familia”, gritó un Lula emocionado, que lloró en más de un momento.

    El ex presidente Fernando Henrique Cardoso, otro cabecilla del golpe, insinuó que la iniciativa del fiscal Dallagnol quizá no haya sido una idea brillante: “Hay que mirar todo eso con mucha cautela”. Quizá recomendando, con sus palabras, que se mire con la misma (y, en este caso, excesiva) cautela con que la Justicia mira las denuncias contra su partido y sobre mucho de lo que ocurrió en sus dos mandatos presidenciales (1995-2002).

    La hipocresía alcanza alturas olímpicas cuando se recuerda algo que Lula da Silva trajo a colación en su pronunciamiento de ayer. Hace unos dos años la Policía Federal encontró un helicóptero cargado con 400 kilos de cocaína. El aparato pertenece al senador José Perrela, amigo personal de Aécio Neves, su aliado en el golpe y en otros negocios no exactamente republicanos.

    “Conmigo, dicen no tener pruebas pero tener convicción. En el caso de Perrela hay pruebas, lo que no hay es convicción”, fulminó un Lula da Silva en estado puro.

    El mismo Lula que advirtió a los golpistas del Poder Judicial: si creen que esta historia se acerca al final, sepan que está apenas en su comienzo.

    Página/12 :: El mundo :: La hora y el turno de Su Majestad, la Hipocresía

    Tolstói explica caça a Lula

    Filed under: Caça ao Lula,Fascismo,Fábulas,Nazismo,Tolstói — Gilmar Crestani @ 9:35 am
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    FASCISTAS

    Um camponês entrou com uma ação contra o carneiro. A raposa ocupava naquele momento as funções de juíza. Ela fez comparecer na sua presença o mujique e o carneiro. Explicou o caso.
    — Fale, do que reclamas, oh camponês?
    — Veja isso, disse o ele, na outra manhã eu percebi que me faltavam duas galinhas; eu não encontrei delas nada além dos ovos e das penas, e durante a noite, o carneiro era o único no quintal.
    A raposa, então, interroga o carneiro. O acusado, tremendo rogou graça e proteção à juíza.
    — Esta noite, disse ele, eu me encontrava, é verdade, sozinho no quintal, mas eu não saberia responder a respeito das galinhas; elas me são, aliás, inúteis, pois eu não como carne. Chame todos os vizinhos, ajuntou ele, e eles dirão que jamais me tiveram por um ladrão.
    A raposa questionou ainda o camponês e o carneiro longamente sobre o assunto, e depois ela sentenciou:
    — Toda noite, o carneiro ficou com as galinhas, e como as galinhas são muito apetitosas, a ocasião era favorável, eu julgo, segundo a minha consciência, que o carneiro não pôde resistir à tentação. Por consequência, eu ordeno que se execute o carneiro e que se dê a carne ao tribunal e, a pele, ao reclamante”.

    Quando a Justiça vira política, a defesa é na política – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

    15/09/2016

    MPF – Memes do Powerpoint Folclórico

    Filed under: Caça ao Lula,Lula Seja Louvado,MPF,Vergonha Alheia — Gilmar Crestani @ 9:29 am
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    giphyNeste momento “vergonha alheira” não há como não lembrar do pistoleiro de aluguel, Eduardo CUnha. Tão logo executado o serviço, foi empacotado pelos mandantes e escondido o corpo. Rapidamente, buscam mudar de assunto. E, desde sempre, caçar o grande molusco.

    Na teoria do domínio do fato, todos os que ajudaram armar a tocaia em que o pistoleiro se alcovitou para executar o assassinato da Democracia seriam tão responsáveis quanto o assassino. Afinal, quem facilita o trabalho do pistoleiro, seja abrindo a porta, raspando o código do revólver, ou mesmo servindo  a marmita enquanto aguarda a vítima, de alguma forma contribui para o crime.

    Fiquei esperando por explicações que ajudasse a entender como e porque Lula teria trabalhado para que o primeiro a ser comido pudesse se lavar em Liechtenstein  ou para que Tarja Preta recebesse os 23 milhões da Odebrecht, não no Brasif, mas no exterior.

    Um cara que dirige bêbado dando mau exemplo, foge de bafômetro, cheira, bate em mulher, faz aeroporto  em terro particular com dinheiro público, encheu seu governo de parentes, é senador por MG mas não sai das praias cariocas, faz viagens particulares com aviões da FAB, destruiu a saúde e a educação em seu estado, perdeu as eleições em seu próprio estado. Tantas vezes foi delatado que, se fosse do PT, já estaria preso.

    Esperei sentado na expectativa de que aparecesse um fluxograma elucidando a participação do Lula no caso do heliPÓptero. 450 kg!!!

    E aí me pergunto, e se montassem um powerpoint do Aécio Neves será que apareceria o dedo mindinho do Lula escondido em alguma parte do playboy mais blindado do Brasil?!

    Havia um aparente paradoxo na atuação da Mistério Público agora revelado. Basta somarmos os comportamentos do Dallagnol com o de Rodrigo de Grandis e aí chegaremos à Lei Rubens Ricúpero, vazada no caso da Parabólica. Inspirado no mestre Houdini, louve-se, na criação de mais uma cortina de fumaça, a capacidade de abafar o assunto palpitante do momento, a cassação do CUnha e suas relações com Temer. Resta um brilhante diversionista dos ventríloquos da Rede Globo.

    Como previram CARLOS FERNANDO DOS SANTOS LIMA E DIOGO CASTOR DE MATTOS em artigo para a Folha de São Paulo, Deltan Dallagnol deu um “duplo twist carpado, uma variação do salto twist”.

    Depois do movimento contra a corrupção o MPF deveria abraçar outra campanha: pelo respeito à inteligência alheia.

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    15 versões do powerpoint de Dallagnol menos ridículas que o original

    Postado em 15 Sep 2016 – por : Kiko Nogueira

    O diagrama de Deltan Dallagnol na denúncia contra Lula virou um clássico instantâneo pelo ridículo. Dallagnol prestou um serviço inestimável à causa oposta que defende.

    Sua apresentação de powerpoint expôs o grau de idiotice, amadorismo e forçação de barra do time da Lava Jato. Dois anos e tanto de investigações foram resumidas num desenho feito pelo estagiário da Vasconcelândia.

    Fosse nas Casas da Banha, o gerente teria uma conversa com Dallagnol. “Essa pergunta pode parecer óbvia nesse momento particular, mas eu preciso fazê-la: o que você estava pensando? Em nome de Deus, que merda estava se passando na sua cabeça?”

    As bolinhas com setas apontando para uma bola grande no meio viraram meme. Abaixo, as versões que nosso time de especialistas escolheu. O melhor do Brasil continua sendo o brasileiro.

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    Diário do Centro do Mundo 15 versões do powerpoint de Dallagnol menos ridículas que o original

    23/08/2016

    Fábula do pai que não reconhece seus filhos

    Justiça - pesos e medidas para Serra x LulaQuem mais poderia estar por trás da repentina conversão à legalidade? O maior político do STF, Gilmar Mendes, o “cria cuervos”.  Parece gritar: – que fique claro, vazamento só é admissível se for contra Lula, Dilma e o PT!

    Pela primeira vez, como constata a Folha hoje, um vazamento é usado para melar uma delação premiada. Luis Nassif profetizou o mesmo ontem, com a fábula do fruto da árvore envenenada. Para quem acompanha de perto os assuntos quentes de Brasília, Gilmar Mendes é onipresente. Em parceria com a Veja, vem ditando os rumos da política desde os tempos de FHC. À parceira Rede Globo cabe o papel de agente conversor, encarregada de arregimentar e adestrar a manada de bovinos para a causa plutocrática.

    Gilmar Mendes transita muito bem neste meio e o golpe paraguaio provavelmente não teria acontecido se ele não tivesse negado a nomeação de Lula para a Casa Civil. O que foi a dramatização do vazamento da gravação ilegal de Dilma e Lula, pela Rede Globo,  aos olhos acurados do analista político Gilmar Mendes? Com certeza algo muito diferente do que ele diz agora a respeito do Ministro Tóffoli. A pergunta que deveria ser feita, mas que por conveniência é silenciada, é o porque deste estrabismo analítico? Ao cabo, o que fica é a sensação de impotência, tal qual acontece quando chegamos em casa e constatamos que levaram tudo, inclusive nossa esperança de reaver os bens perdidos.

    A suruba política brasileira só é admitida para comer o PT, Lula e Dilma. Quando atinge a cleptocracia, a plutocracia reage com força, brandindo o tacape legal.

    Não é demais constatar. Não há Lula nem Dilma, por mais que tentam coagir e enxertar, na Lista de Furnas, na Lista Falciani, na Lista Odebrecht, no Panama Papers, na Operação Zelotes, na Lava Jato. Mas todos os golpistas e seus ventríloquos estão em todas as listas de corrupção. Este é o caldo que é servido no palco das decapitações. Como num Coliseu redivivo, o dedo oscila segundo a proximidade ou distância ideológica.

    Moral da história:  No Brasil do golpe paraguaio é nocivo um vazamento contra um Ministro, mas não é totalmente admissível um golpe contra 54 milhões de votos. Uma denúncia vazia causa revolta para quem acha normal um golpe contra a democracia.

    Vazamento de citação a Toffoli em delação abre crise entre STF e MPF

    23/08/2016 02h00, Mônica Bergamo, na FOLHA

    O vazamento de informações que envolvem o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), na delação da OAS abriu uma crise entre a corte e o Ministério Público Federal. O ministro Gilmar Mendes diz que os magistrados podem estar diante de "algo mórbido que merece a mais veemente resposta".

    DO BEM
    Além de defender que seja investigada a possibilidade de os próprios procuradores terem vazado a citação a Toffoli, Mendes faz críticas contundentes a algumas das dez propostas de combate à corrupção elaboradas pelo Ministério Público Federal. "Eles estão defendendo até a validação de provas obtidas de forma ilícita, desde que de boa-fé. O que isso significa? Que pode haver tortura feita de boa-fé para obter confissão? E que ela deve ser validada?"

    PODER TOTAL
    Segue Mendes: "Já estamos nos avizinhando do terreno perigoso de delírios totalitários. Me parece que [os procuradores da Lava Jato] estão possuídos de um tipo de teoria absolutista de combate ao crime a qualquer preço".

    ALVO CERTO
    Sobre a citação a Toffoli feita pela OAS, ele afirma: "Não é de se excluir que isso esteja num contexto em que os próprios investigadores tentam induzir os delatores a darem a resposta desejada ou almejada contra pessoas que, no entendimento deles, estejam contrariando seus interesses".

    LINHAS TORTAS
    Para Mendes, decisões de Toffoli que davam liberdade a réus da Lava Jato e que fatiavam as investigações "contrariaram [os procuradores] a tal ponto que alguns deles chegaram a escrever um artigo na Folha [em 3 de julho] achincalhando o ministro".

    *

    O texto criticava decisão do magistrado de libertar o ex-ministro Paulo Bernardo, da Comunicação.

    21/08/2016

    Silva para Silva

    Entenda porque a plutocracia promove a caça obsessiva ao grande molusco. Ele é Silva. A cleptocracia roubou dos Silva até as Olimpíadas.

    SilvasDo Portal do Movimento Popular:

    Em 2009, um Silva foi a Copenhagen e convenceu o mundo que no seu Brasil, no Rio, era possível fazer uma Olimpíada.

    Enquanto isso, em Marilia, outro Silva, aos 15 anos, dava seus primeiros passos no atletismo.

    E na Cidade de Deus, uma Silva golpeava o destino no tatame.

    Nesses sete anos, aquele Silva ajudou os dois jovens Silvas com programas sociais dedicados ao esporte.

    "Bolsa esmola", diziam muitos não-silvas.

    2016 chegou.

    A Silva da Cidade de Deus e o Silva de Marilia colocaram seus ouros no peito para orgulho de milhões de outros silvas anônimos espalhados pelo país.

    Aquele primeiro Silva, que tornou possíveis os sonhos de tantos silvas, foi expulso da festa pelos não-silvas que, neste exato momento, estão imaginando como fazer para se apropriar do ouro dos silvas. O Brasil não é generoso com os silvas. Mas é feito por eles.

    Parabéns, Rafaela, Thiago, Luiz Inácio e toda a família Silva.

    Conheça a Bolsa Pódio e os programas sociais que beneficiaram os atletas que levaram medalhas na Olimpíada. Por Pedro Zambarda

    Postado em 19 Aug 2016 – por : Pedro Zambarda de Araujo

    Rafaela foi uma entre os muitos atletas beneficiados pelos programas sociais

    Negra, moradora da favela, lésbica e militar da Marinha, Rafaela Silva foi a primeira medalha de ouro do Brasil na Olimpíada de 2016. Sensação nas redes sociais, ela foi  beneficiada diretamente do Bolsa Pódio, programa social do primeiro governo Dilma Rousseff, o desempenho da atleta levantou discussões sobre o papel dessas iniciativas na preparação de esportistas de ponta.

    Rafaela não foi a única. Thiago Braz, um jovem de 22 anos, superou o recordista Renaud Lavillenie para chegar no ouro no salto com vara e também foi beneficiado pelo programa. Isaquias Queiroz, prata na canoagem, recebeu também a bolsa.

    Para entender: a Bolsa Pódio foi concebida originalmente em uma lei de número 12.395, de 16 de março de 2011. Para entrar no programa, somente os 20 melhores atletas do ranking mundial ou na prova específica da modalidade podem fazer parte.

    Há quatro grupos em que os atletas brasileiros poderiam se enquadrar. Se estivesse entre a 17ª e a 20ª posições, a judoca receberia R$ 5 mil de bolsa para estimular o seu desempenho. Na faixa entre a 9ª e a 16ª posições, o esportista recebe R$ 8 mil. Entre a 4ª e a 8ª posição, a bolsa sobe para R$ 11 mil. O financiamento máximo é de R$ 15 mil, para a 1ª, 2ª e 3ª posições nos rankings.

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    Se o atleta cumprir os critérios e ter indicação por sua confederação esportiva, em conjunto com o Comitê Olímpico do Brasil (COB), ou pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), será necessário enviar um plano esportivo para análise.

    O documento será analisado pelos membros do COB (ou CPB), da confederação e do Ministério do Esporte. Depois de aprovado em todas as frentes, o contemplado tem seu nome publicado no Diário Oficial. A bolsa vale por 12 meses e pode ser renovada.

    Rafaela Silva recebeu o benefício desde sua participação em 2012 na Olimpíada de Londres, quando foi desclassificada por dar um golpe ilegal contra a húngara Hedvig Karakas. Na época, ela foi chamada de a “vergonha da família”, mas superou o trauma e venceu quatro anos depois.

    A bolsa ajudou tanto Rafaela que ela fez campanha pela presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014, justificando seu voto. Além dela, dos 14 judocas brasileiros na Olimpíada, 13 recebem ajuda do programa petista.E o benefício de 2011 não foi o único para ela.

    Pelo menos oito medalhistas brasileiros vieram do setor militar. O governo federal concede ainda mais incentivos financeiros para atletas alistados.

    Rafaela Silva, por exemplo, é integrante da Marinha. Como terceiro sargento, ela faz parte do Programa de Atletas de Alto Regimento do Ministério da Defesa com o Ministério do Esporte.

    A iniciativa ocorre com alistamento voluntário que leva em conta medalhas que a judoca conquistou anteriormente, que contam como pontos. Integrada ao programa, Rafaela recebe um soldo, 13º salário, plano de saúde, férias, direito à assistência médica, incluindo nutricionista e fisioterapeuta, além usar todas as instalações esportivas militares adequadas para seu treinamento.

    Este outro programa foi lançado em 2008, durante o segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O programa consome pelo menos R$ 18 milhões e é inspirado em experiências bem-sucedidas em países como Alemanha, China, Rússia, França e Itália.

    As duas bolsas, combinadas, mostram como os atuais militares e os governos de Lula e Dilma prepararam nossos atletas para esta Olimpíada.

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    Pedro Zambarda de Araujo

    Sobre o Autor

    Escritor, jornalista e blogueiro. Autor do projeto Geração Gamer, que cobre jogos digitais feitos no Brasil. Teve passagem pelo site da revista EXAME e pelo site TechTudo.

    Diário do Centro do Mundo Conheça a Bolsa Pódio e os programas sociais que beneficiaram os atletas que levaram medalhas na Olimpíada. Por Pedro Zambarda

    19/07/2016

    Entenda porque Lula deve ser caçado e Dilma, golpeada

    A plutocracia nacional não encontrou outra forma de proteger a cleptocracia senão mediante uma caçada obsessiva ao grande molusco. A perseguição a Lula funciona como uma grande cortina de fumaça que encobre coisas do tipo: Lista de Furnas, o Mensalão do PSDB, a Lista Falciani de lavagem de dinheiro no HSBC, a lavagem do primeiro a ser comido em Liechtenstein, a Mossack & Fonseca no Panama Papers, as escandalosas sonegações pela manipulação do CARF, as Operação Zelotes. Sem contar que, graças a procuradores como  Rodrigo de Grandis, a Suíça lava mais banco. Por isso todo corrupto brasileiro tem conta na Suíça. E mesmo quando recebem tudo pronto no Brasil, como no caso da Alstom e Siemens, por envolver tucanos, o que importa é criminalizar o PT e caçar Lula.

    Todos os envolvidos no golpe contra a democracia, da Rede Globo ao Eduarco CUnha, de Aécio Neves ao Michel Temer, todos estão envolvidos em crimes que buscam jogar nas costas da Dilma. E todos os que os apoiam são da mesma farinha…

    Cunha agendou encontro de Temer com empreiteiro fora da agenda

    :

    Entre 2012 e 2014, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) organizou pelo menos três encontros do então presidente do grupo Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, com o então vice-presidente Michel Temer, que não constaram da agenda oficial do vice; a assessoria do presidente interino confirmou um dos encontros, realizado em 2014, a três meses das eleições, e alegou “razões técnicas” para não inclusão do ato na agenda oficial do então vice-presidente; disse ainda que Azevedo informou, no encontro, que faria uma doação eleitoral ao PMDB, de R$ 11,4 milhões

    19 de Julho de 2016 às 04:47 // Receba o 247 no Telegram Telegram

    247 – Entre 2012 e 2014, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) organizou pelo menos três encontros do então presidente do grupo Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, com o então vice-presidente Michel Temer, que não constaram da agenda oficial do vice, segundo reportagem de Thiago Herdy.

    A assessoria do presidente interino confirmou um dos encontros, realizado em 2014, a três meses das eleições, e alegou “razões técnicas” para não inclusão do ato na agenda oficial do então vice-presidente. Disse ainda que Azevedo informou, no encontro, que faria uma doação eleitoral ao PMDB, de R$ 11,4 milhões.

    O conjunto de mensagens mostra intimidade de Azevedo com Cunha. Em dezenas de conversas entre 2011 e 2014, eles acertaram mudanças “em segredo” de textos legislativos, encontros e até pagamentos a serem realizados em contas do PMDB e de empresa de Cunha.

    Questionado, sobre os encontros, Cunha respondeu: “Não me recordo desses diálogos, não me recordo se teve esse encontro, logo não posso também me lembrar dos motivos das risadas, se é que existiram”.

    A assessoria de Temer informou que ele e Azevedo tinham “relacionamento institucional e não precisavam de intermediários para marcar encontros”, e também disse não se recordar de encontros em 2012 – leia aqui.

    Cunha agendou encontro de Temer com empreiteiro fora da agenda | Brasil 24/7

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