Ficha Corrida

03/10/2016

Rede Globo de mãos dadas com o banditismo

OBScena: uma mão leva à outra

joão-roberto-marinho-e-Eduardo-CunhaSim, o banditismo verdadeiramente perigosos não é aquele dos bens materiais, mas aquele que assassina a democracia.

O jornalismo de guerra contra o PT serve à plutocracia, mas, principalmente, para legitimar a cleptocracia.

Se formos atentar para os próceres de todos os golpes recentes contra a democracia brasileira, sempre esteve na linha de frente a Rede Globo. Foi assim em 1954, em 1964 e agora em 2016.

E não é sem razão, afinal como a Rede Globo poderia tornar os três irmãos Marinho os três homens mais ricos do Brasil não fosse a simbiose da empresa com os sucessivos golpes.

Mas para a Rede Globo não basta dar o golpe. Para fazer valer seu esforço e tranquilizar os seus ganhos faz-se necessário que se incrimine quem ousa fazer diferente dela. A diuturna perseguição ao PT, Lula e Dilma explicam o medo da Rede Globo em deixar o panteão dos mais ricos, mas, principalmente, o perigo da emancipação dos mais pobres.

Por que será que a Rede Globo sempre encontra motivos para perseguir Dilma e Lula mas não tem espaço, a não ser para hagiografias, para falar do Aécio Neves, Eduardo CUnha?! Seria porque agora a verba pública para revista Época cresce 900%, para Jornal O Globo, 230%?!

A aposentadoria da Dilma e o jornalismo bandido da Época

01 de outubro de 2016 Miguel do Rosário

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Dilma está fazendo 68 anos. Contribuiu 40 anos para a previdência. Entrou com um pedido de aposentadoria como todos os brasileiros.

O que faz a Época?

Uma reportagem cafajeste, manipulando informações e datas, típica do jornalismo de guerra desses tristes e fascistas tempos de golpe, para insinuar alguma irregularidade.

Ora, qual a necessidade de Dilma em fazer isso?

É a mídia brasileira surtada, obcecada por um golpe que já se consumou.

É uma estratégia para alimentar preconceitos, ódio, intolerância, fascismo.

Qual o objetivo dessa campanha continuada de ódio? A troco de que ofender gratuitamente a presidenta Dilma, mesmo depois que ela foi deposta e não detêm mais nenhum poder?

FHC se aposentou aos 37 anos. Michel Temer aos 55 anos. Dilma está se aposentando aos 68 anos.

Quem a mídia persegue? Dilma.

A mídia está desorientada pelo seu próprio ódio.

O golpe foi consumado. O Brasil está sendo devastado por uma crise econômica criada pela instabilidade gerada pelos próprios golpistas. Já temos 12 milhões de desempregados.

O que faz a mídia? Desvia a atenção da sociedade para factoides como esse.

O governo Temer, consciente de que factoides assim ajuda a entorpecer a opinião pública, desviando de si o incômodo escrutínio social, faz dobradinha com a Época e afasta servidores do INSS, sem que haja qualquer indício de que a presidenta foi beneficiada por algum tipo de tratamento.

Aliás, a denúncia é inteiramente vazia. Qual a acusação? De que o trâmite dos documentos de aposentadoria da Dilma foi rápido?

É surreal! Se foi lento, se foi rápido, o que a Dilma tem a ver com isso?

Por acaso Dilma tem algum poder no Executivo ou nos órgãos da previdência? Não. Não tem nenhum poder. Ao contrário, é uma presidenta deposta injustamente, perseguida por órgãos de mídia delinquentes.

Enquanto isso, os recursos do governo federal destinados à editora Globo, que edita a revista Época, crescem 900%, conforme denunciamos em post publicado hoje.

O banditismo da Época é muito bem pago!

***

Abaixo, a resposta da assessoria de Dilma Rousseff.

A respeito do texto noticioso “Aposentadoria a jato”, publicado por Época neste sábado, 1º de Outubro, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff esclarece:

1) Diferentemente do que insinua a revista Época, ao dar um tom escandaloso para o pedido de aposentadoria de Dilma Rousseff, não houve qualquer tipo de concessão ou tratamento privilegiado à ex-presidenta da República.

2) O texto publicado por Época dá ares de farsa à aposentadoria de Dilma ao insinuar que a ficha cadastral dela teria sido adulterada de maneira suspeita, dentro de um agência do INSS, ainda no ano passado. Isso é um desrespeito à ex-presidenta, cuja honestidade nem mesmo seus adversários questionam.

3) Todas as alterações feitas no cadastro tiveram como objetivo comprovar os vínculos empregatícios da ex-presidenta ao longo dos últimos 40 anos como funcionária pública. Auditoria do INSS poderá constatar que não houve quaisquer irregularidades.

4) A regra para aposentadoria exige no mínimo 85 pontos para ser concedida à mulher, na soma da idade mais tempo de contribuição. Dilma Rousseff atingiu 108 pontos, pelo fato de ter contribuído por 40 anos como servidora pública e chegado aos 68 anos de idade.

5) Diante disso, ela decidiu aposentar-se e recorreu, por meio de procuração a pessoa de sua confiança, a uma agência do INSS a fim de entrar com o pedido. O ex-ministro Carlos Gabas acompanhou.

6) Infelizmente, o jornalismo de guerra adotado pelas Organizações Globo e seus veículos demonstra que a perseguição a Dilma Rousseff prosseguirá como estratégia de assassinato de reputação, tendo como armas a calúnia e a difamação.

7) A verdade irá prevalecer contra mais esta etapa da campanha sórdida movida por parte da imprensa golpista contra Dilma Rousseff.

8) Os advogados de Dilma Rousseff avaliam os procedimentos jurídicos a serem adotados contra Época, seu editor-chefe e o repórter para reparar injustiças e danos à sua imagem pública.

A aposentadoria da Dilma e o jornalismo bandido da Época – O Cafezinho

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03/09/2016

A violência é o único argumento dos fascistas

A democracia brasileira foi estuprada à luz do dia mediante mentiras abjetas propagadas por todas as empresas jornalísticas.” – DCM

OBScena: violência fascista arranca olho de jovem manifestante para legitimar o golpe paraguaio pela força

ViolênciaSabemos como começa, mas não como termina. Começa com os editoriais dos seus apoiadores. A violência começa pelas redações dos jornais. E lá na cozinha dos grupos mafiomidiáticos que se constrói a narrativa dos bons contra os maus. É lá que a violência é justificada sempre para permitir que seus parceiros ideológicos saqueiem o erário. Instalada a Cleptocracia, a violência é sua primeira obra.

Uma das formas mais fáceis e, por isso, utilizadas para drenar dinheiro dos cofres públicos é encher os veículos que os apoiam com publicidade. Basta a ver que a primeira medida de um golpista, de um parceiro da velha mídia é jogar a comunicação pública na privada.

Olívio e Tarso reforçaram a comunicação pública, que não é movida por publicidade nem por interesses imobiliários como a RBS. O que fizeram seus sucessores bancados pela RBS? Sucatearam a TV Piratini e FM Cultura para que a RBS nadasse de braçada. A Brigada Militar faz dobradinha com a RBS. Homenageia com medalhas os funcionários da RBS, e a RBS vira biombo para a violência da brigada. As condecorações da Brigada tem o mesmo papel das estatuetas distribuídas pela Rede Globo, um símbolo igual ao beijo entre mafiosos.

Não por acaso, a mesma cleptocracia que deu o golpe na democracia, se ancorou nas cinco irmãs (Folha, Estadão, Veja, Globo & RBS) e a primeira medida foi atacar a EBC. O segundo passo, porque não tem legitimidade, é a violência para atacar porque aplicam uma velha máxima latina “civis pacem para bellum”, se queres a paz prepare-se para a guerra. Foi assim na ditadura de 1964, está sendo assim no golpe de 2016. Pensam que para se legitimarem precisam impedir as pessoas de se manifestarem, seja tirando-lhes veículos públicos, seja tirando-lhes, literalmente, a visão.

Michel Temer, beneficiado com o cargo de presidente devido ao golpe dado por Eduardo CUnha a pedido da Rede Globo e suas filiais, declarou que as manifestações eram de “40, 50 pessoas”. Ora, ora, ora. Se eram apenas 40, 50, porque tanta violência? Ora, como na fábula da rã e do escorpião, porque a violência é da natureza do poder ilegítimo.

A violência do Estado é uma exigência de seus patrocinadores e de seus principais beneficiários a mídia privada. Foi assim na ditadura é assim agora. Para a RBS e seus ventríloquos, a violência e o assassinato pelas costas de seus inimigos é vista apenas como “um mártir”, uma oportunidade de defesa aos defensores das vítimas e não como um assassinato. Como já escrevi em outra oportunidade, “Os bandidos das ruas são filhos das redações” e das suas relações promíscuas. Basta pensar o que teria publicado a RBS se o estuprador de Florianópolis fosse filho do Olívio ou do Tarso, como é filho deles, a morte foi do Mosquito!

Para os bandidos encastelados sob o nome de imprensa, a morte de um jovem de periferias, de preferência de cor preta, é festejada. Já um senhor branco, que usa um heliPÓptero pilotado por servidor público seu subalterno, abastecido com gasolina paga pelo erário, que pousa em suas fazendas, mesmo que seja apreendido com 450 kg de cocaína, sua punição será virar ministro de seus golpistas.

Ninguém que saiba o que foram as SS nazistas e os camicia nera fascistas pode ignorar que a violência é o único argumento dos fascistas. E os fascistas hoje foram e são incubados pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium.

No RS, advogado é agredido por PM e seu filho chuta soldado na cabeça

Por jloeffler – No dia 02/09/2016

Enquanto filho teria eu tido a mesma atitude em defesa do meu pai e meu filho estou certo teria feito o mesmo. Esse é o arremedo de Governo Sartori. Não posso esquecer que Sartori traz em seu DNA esse espírito debochado e bandido do PMDBosta. Para nos prestar o policiamento de quarteirão alega ele que não dispõe de guardas em número suficiente, mas para bater nos que não aceitam terem seus votos ROUBADOS pelo partido dele, partido de bandidos usurpadores aí não mais existe a CARÊNCIA DE EFETIVO. Como ele é essencialmente debochado penso que mentiroso também.
O Editor
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02 Setembro 2016

Em Caxias do Sul, na serra gaúcha, o protesto contra o impeachment de Dilma Rousseff (PT) na noite da última quarta-feira (31) acabou em agressão. Um vídeo mostra um homem apanhando de policiais militares. Na sequência, um rapaz, filho do agredido, chuta a cabeça de um dos policiais, que desmaiou e chegou a ter convulsões.
A reportagem é de Paula Sperb, publicada por portal Uol, 01-09-2016.
O vídeo foi divulgado pela Mídia Ninja, grupo de jornalistas independentes, mas é de autoria desconhecida. Ao menos três policiais aparecem na cena. As imagens mostram o advogado Mauro Rogério Silva dos Santos, 51, sendo atingido com cassetete na cabeça, barriga e pernas por um policial, enquanto outro PM o segura.
Em outro momento, Santos está no chão e dois policiais o agridem. O registro mostra na sequência um rapaz correndo e chutando a cabeça de um dos policiais, que estava abaixado.

O jovem foi identificado como Vinicius Zabot dos Santos, 21, filho do advogado. “Quem não faria aquilo [ao ver o pai no chão]?”, disse o advogado à Folha.
O advogado contou que costuma buscar o filho na saída da faculdade, por volta das 22h, mas por causa do protesto encontrou o filho um pouco mais tarde.
O protesto já havia acabado quando Santos chegou ao centro da cidade a pedido do filho, que junto com um grupo de jovens, assistia a abordagem policial a uma mulher e a um adolescente, apontados como autores de pichações contra o atual presidente, Michel Temer (PMDB). As pichações chamavam Temer de “golpista”.
“Peguei minha carteira da OAB e me dirigi aos policias com cautela. ‘Sou advogado’, eu disse. ‘O senhor se retire’, um deles falou, já muito perto de mim. Logo um deles me empurrou e não consegui nem falar mais, me deram voz de prisão”, disse o advogado.
Depois de agredir o PM, Vinícius levou dois tiros da polícia de arma não-letal, na perna e nas costas –as marcas se assemelham a tiros de sal, segundo o advogado.
Motivação
O filho de Santos, estudante universitário e ex-atleta de canoagem, agora é investigado pela Polícia Civil por tentativa de homicídio. Ele passou a noite na Penitenciária Industrial de Caxias do Sul e obteve liberdade provisória na manhã desta quinta (1º).
O policial atingido com o chute na cabeça foi o soldado Cristian Luiz Preto, 32, que desmaiou e chegou a ter convulsões, segundo a Brigada Militar (a PM gaúcha). Preto ficou internado no Hospital Pompéia e recebeu alta no final da manhã. Segundo a corporação, ele sofreu uma concussão.
O motivo que provocou a cena filmada tem versões diferentes. Pela justificativa da polícia, Santos teria interferido na abordagem dos supostos pichadores e atrapalhou o trabalho da polícia.
Segundo o delegado Duarte, os policias teriam reagido depois que o advogado deu uma cabeçada em um dos soldados, quebrando seus dentes. De acordo com o delegado, o vídeo divulgado nas redes sociais não mostra a agressão feita pelo advogado.
“Se eles acham que eu sou culpado, que divulguem as imagens das câmeras de segurança, então”, disse o advogado.
Para Santos, os policiais não entenderam que ele era advogado. “Ou é preto ou é advogado, as duas coisas não”.
Na opinião do advogado, houve abuso policial. “Na rua falavam baixinho que iam fazer um ‘pacotinho’, mas não entendi e disseram que tinha muita gente ali. Na delegacia, os policiais militares fizeram o tal ‘pacotinho’: algemaram com força meus braços nas costas, dobraram minhas pernas para trás por dentro das algemas e um policial sentou em cima”.
O advogado conta ainda que os policiais usaram técnicas de sufocamento. “É quase inimaginável que o ser humano faça isso com outro. Na delegacia me diziam: ‘Doutor, o senhor vai ter que escrever com os dentes amanhã’ por causa da minha mão machucada’”, disse.
Segundo o delegado Rodrigo Duarte, o inquérito deve levar até 30 dias para ser concluído. Pai e filho foram autuados em flagrante, o rapaz por tentativa e homicídio e o pai, por lesão corporal grave e desacato. Os policiais envolvidos na cena não receberam punição — a Brigada Militar abriu inquérito policial militar para apurar a conduta dos policiais.
O comandante responsável pelo policiamento em Caxias, coronel Antônio Osmar da Silva, não atendeu a reportagem. Segundo sua assessoria, o assunto é de responsabilidade do 12º Batalhão da cidade, onde trabalham os policiais.
Os servidores do 12º Batalhão informaram à Folha que o responsável da unidade, o tenente-coronel Ronaldo Buss, não comentaria o caso. Procurado, no 12º Batalhão, o capitão Amilton Turra, que comandou a operação de quarta-feira, não atendeu as ligações.
Em Porto Alegre
Em Porto Alegre, uma manifestação contra Michel Temer percorreu diversas ruas da cidade a partir da Esquina Democrática, ponto tradicional de protestos dos movimentos sociais desde a ditadura militar. Um pequeno grupo atacou a sede do partido de Temer, o PMDB, quebrando janelas e a fachada do prédio, na Avenida João Pessoa. A tropa de choque da Brigada Militar usou bombas de gás lacrimogêneo.
Outro protesto, no Parque Moinhos de Vento, conhecido como Parcão, celebrou o impeachment de Dilma vendendo chope “sem inflação”. “Dois copos por apenas cinco Temers”, dizia o cartaz de divulgação da festa.

Fonte: http://ihu.unisinos.br/559660-no-rs-advogado-e-agredido-por-pm-e-seu-filho-chuta-soldado-na-cabeca

Praia de Xangri-Lá

28/08/2016

A Ficha Corrida dos Cleptocratas

OBScena: as mãos que balançam o golpe selam acordo de promiscuidade

joão-roberto-marinho-e-Eduardo-CunhaA confissão de Renan Calheiros de que traficava com o STF passou em brancas nuvens. Para delírio de Aécio Neves, virou pó. Acostumados à ferocidade com que tratam compra de tapioca com cartão corporativo, de repente a Rede Globo faz uso da cláusula pétrea de seu modus operandi tornada pública no Escândalo da Parabólica. O silêncio perturbador a respeito do concerto anunciado por Renan Calheiros revela a menta que opera o golpe, a Rede Globo. Os golpistas são atores manipulados ao bel prazer pela maior beneficiária de todos os golpes perpetrados no Brasil desde 1954. Esses golpes não teria vingado êxito não fosse o papel decisivo da Rede Globo.

O Brasil não mudaria mesmo com a prisão dessas ratazanas que estão aí atuando como ventríloquos. Mesmo que viesse a prisão para Eduard CUnha, Aécio Neves, FHC, José Serra, Renan Calheiros, José Sarney, Eliseu Rima Rica, Romer Jucá, ainda assim estaríamos sempre sujeitos a golpes se nada for feito para acabar com a incubadora dos golpes.

Diante da ficha corrida destes senadores, teúdos e manteúdos da Rede Globo, não resta a menor dúvida da mão que balança o golpe

Ou o Brasil acaba com a Rede Globo ou ela ainda transformará o Brasil num seu puteiro!

 De A (Aécio) a Z (Zezé Perrella), a ficha suja dos espertos no “hospício” de Renan. Por Kiko Nogueira

Postado em 28 Aug 2016 – por : Kiko Nogueira

Com reportagem de Pedro Zambarda

Pela primeira vez em muitas décadas, Renan Calheiros foi honesto. Na quinta, dia 25, confessou tráfico de influência ao dizer que conseguiu, no STF, “desfazer” o indiciamento de Gleisi Hoffmann e seu marido Paulo Bernardo.

E, dirigindo-se a Lewandowski, admitiu a respeito da Casa que comanda: “Vamos passar para o Brasil e para o mundo a idéia de que Vossa Excelência, constitucionalmente, está sendo obrigado a presidir um julgamento num hospício”.

É uma definição precisa da situação. O destino de Dilma Rousseff está nas mãos de 81 senadores na reta final do impeachment. Ninguém faz muita questão de manter as aparências. A partida já está definida.

A palhaçada repulsiva que aconteceu na Câmara dos Deputados está se repetindo ali com doses cavalares de insanidade.

Os senadores que já se decidiram pelo impeachment respondem a acusações ou suspeitas de práticas criminosas. Com sua ficha suja, eles vão depor uma cidadã honesta.

A falsa normalidade — bem traduzida na expressão “as instituições estão funcionando” — esconde uma situação absurda. Há espaço até a advogada da acusação, Janaína Paschoal, perguntar a uma testemunha se ela achava que a Venezuela era uma democracia. Depois disso, não falta nada.

Abaixo, a folha corrida de 39 “juízes” de Dilma que entregarão o país a Michel Temer. Loucura, loucura, loucura.

1. Renan Calheiros (PMDB)

Em público, ele diz “não decidi, estou refletindo”. E dá risada. O presidente do Senado, autor de um aparte vexaminoso que atirou gasolina à fogueira dos ânimos, tem sozinho 11 inquéritos abertos contra ele. Renan é acusado de ter recebido R$ 2 milhões de Alberto Youssef para não abrir a CPI da Petrobras na Lava Jato. Na Operação Zelotes, estaria metido num esquema estimado em R$ 46 milhões.

Ainda é investigado por pagamento da empreiteira Mendes Júnior à jornalista Mônica Veloso, sua ex-amante. O caso custou-lhe a presidência da Câmara em 2007. Como ele não virou réu no processo, ressuscitou politicamente – junto com seus implantes de cabelo.

Recentemente, Renan apareceu em grampos do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, falando em “acordo” para encerrar a Lava Jato. Este é o presidente da Casa que está julgando a presidente da República por pedaladas fiscais. Renan atualmente é o segundo na linha de sucessão de Temer depois da morte política de Eduardo Cunha.

2. Romero Jucá (PMDB)

Ex-ministro do Planejamento de Michel Temer, foi um dos nove integrantes do governo interino com pendências na Justiça.

Figura manjada, líder dos governos FHC, Lula e Dilma no Senado, Jucá responde a três inquéritos por crimes contra o patrimônio, de responsabilidade, falsidade ideológica e eleitorais.

Ele é acusado de envolvimento no desvio de verbas federais em obras em Roraima. Também é investigado sobre a origem e o destino dos R$ 100 mil jogados para fora de um carro por um de seus auxiliares momentos antes de ser abordado por policiais durante a campanha eleitoral de 2010.

Outro inquérito verifica se Romero Jucá e familiares usaram “laranjas” na compra de uma TV em Boa Vista. O senador nunca esclareceu nada.

3. Aécio Neves (PSDB)

Citado na Operação Lava Jato pelo menos cinco vezes, o adversário de Dilma Rousseff nas eleições de 2014 já falava em impeachment um dia depois de sua derrota. Achou que ia se dar bem e entregou o país nas mãos de Temer e do PMDB.

Um dos delatores, o empresário Fernando Moura, falou que Aécio recebeu pelo menos um terço das propinas da Lista de Furnas, escândalo que estourou na época do Mensalão com denúncia de Roberto Jefferson.

Nos grampos de Sérgio Machado, Aécio Neves é apontado como um dos primeiros políticos do PSDB que seria prejudicado em futuras delações premiadas. Ele também foi denunciado por Delcídio Amaral, ex-líder do PT no Senado, mas não se tornou réu em nenhuma das ações.

4. Fernando Collor (PTC)

Único presidente até o momento condenado num processo de impeachment por violação da Lei de Responsabilidade Fiscal regulamentada pela lei 1.079 de 10 de abril de 1950. Foi absolvido pelo STF em 2014.

Collor tem novas denúncias contra si na Operação Lava Jato. Desde o final de 2015, é acusado de receber uma propina de R$ 26 milhões paga por Alberto Youssef Paulo Leoni Ramos e Ricardo Pessoa da UTC. O negócio teria ocorrido por intermédio da BR Distribuidora.

Homem fino e equilibrado, chamou o Procurador Geral da República Rodrigo Janot de “filho da puta” em plenário.

5. Edison Lobão (PMDB)

Ex-ministro de Minas e Energia de Dilma e senador pelo Maranhão, cria de José Sarney, Lobão surgiu nos grampos do delator Sérgio Machado por exigir R$ 500 mil mensais de pagamento de propina. O delator declarou que só podia pagar R$ 300 mil. Lobão exigiu pagamento maior por ser ministro da presidenta na época. No olho do furacão da corrupção, debandou pro lado dos golpistas.

6. Ronaldo Caiado (DEM)

Líder do Democratas no Senado, o peso pesado Caiado também teve envolvimento em escândalos de corrupção. Justo ele, talvez o campeão dos discursos moralistas contra o PT.

Foi acusado em março de 2015 de receber propina do bicheiro Carlinhos Cachoeira em pelo menos três campanhas para a Câmara Federal: 2002, 2006 e 2010. O acusador foi justamente seu ex-companheiro de partido, Demóstenes Torres, que o definiu perfeitamente: uma voz à procura de um cérebro.

A Polícia Federal afirma que investiga o parlamentar, que ainda não sofreu nenhuma condenação. Caiado ameaçou processar Demóstenes, cassado em 2012 na Operação Monte Carlo, que apurou máquinas caça-níqueis em Goiás envolvendo Cachoeira e a construtora Delta.

7. Antonio Anastasia (PSDB)

Relator do impeachment, Anastasia é invenção de Aécio Neves e ex-governador de Minas Gerais entre 2010 e 2014.

O senador é acusado de receber R$ 2 milhões das empreiteiras Andrade Gutierrez, UTC, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão e o banco BTG Pactual, todos citados na Lava Jato.

A assessoria do tucano diz que as doações foram legais e aprovadas pelo Tribunal Eleitoral. Sua equipe também diz que o grande volume de dinheiro de campanha foi necessário porque Minas é um estado “populoso”.

8. Zezé Perrella (PTB)

Aliado de Aécio Neves em Minas Gerais e personagem central do escândalo do Helicoca, Perrella é acusado de ter recebido R$ 1,3 milhão da Assembléia Legislativa para gastos pessoais entre 2007 e 2010.

O escândalo com um helicóptero carregando quase meia tonelada de pasta base de cocaína explodiu em 2013, pouco antes da campanha de Aécio para a presidência. O Helicoca estava em nome de seu filho Gustavo.

Quando ainda se declarava em dúvida, ela desapareceu depois que Gustavo Perrella foi nomeado Secretário Nacional de Futebol pelo ministro interino dos Esportes Leonardo Picciani.

9. Fernando Bezerra Coelho (PSB)

Ex-ministro da Integração Nacional de Dilma Rousseff, é suspeito de pelo menos quatro crimes: esquema de fraude a licitação, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e corrupção de autoridades federais. O caso corre em segredo no Supremo, desde uma apuração preliminar em 2008.

O ministro Luís Roberto Barroso autorizou a abertura de inquérito em junho de 2015 para apurar se o ex-ministro de Dilma está envolvido em tais escândalos. Até agora, ele não foi condenado no caso.

10. Garibaldi Alves Filho (PMDB)

Nome de carreira entre os peemedebistas, Garibaldi foi ministro da Previdência da presidente Dilma em seu primeiro mandato. Ele foi acusado de receber propinas avaliadas em R$ 250 mil da empreiteira Queiroz Galvão.

O desvio de dinheiro seria para o senador e seu filho Walter Alves, o Waltinho. A informação vazou do grampo do presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

11. Marcelo Crivella (PRB)

Ex-ministro da Pesca, o senador é sobrinho do bispo Edir Macedo da Igreja Universal. Crivella foi acusado pelo Ministério Público Federal de diversas fraudes no programa “Bolsa Pesca” com a participação de líderes sindicais, além de desviar dinheiro público para projetos sociais particulares.

Uma matéria da revista Veja publicada em 7 de maio mostrou que Marcelo Crivella teria recebido pelo menos R$ 100 mil de empresas ligadas ao doleiro Alberto Youssef. O parente de Edir Macedo disse que o escândalo é “preconceito contra evangélicos”.

12. Marta Suplicy (PMDB)

A petista de raiz, ex-ministra de Lula e de Dilma, que hoje concorre pela segunda vez ao cargo de prefeita em São Paulo, chegou a ser condenada por improbidade administrativa. A sentença saiu em 2014 na Justiça paulista.

Marta foi condenada por contratar, sem licitação pública, a ONG GTPOS (Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual) para desenvolver ações sobre planejamento familiar, métodos contraceptivos e sexualidade para os moradores das subprefeituras de Cidade Ademar e Cidade Tiradentes, ambas na zona leste. Recorreu da sentença e foi eleita senadora.

Nunca perdoou Lula e o PT por ter sido preterida no lugar de Fernando Haddad para disputar a prefeitura em 2012. A mágoa cresceu como o botox em seu lábio superior. Chegou a gritar que saiu do partido por causa da corrupção, enquanto dava as mãos para Cunha, Renan, Sarney e Temer no PMDB.

13. Cristovam Buarque (PPS)

Uma lista de ex-petistas ressentidos não estará completa sem Cristovam, cuja “indecisão” foi assunto para especulações nos últimos dias.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal o condenou em 2011 por improbidade administrativa. Ele teria usado dinheiro público em material de campanha em 1995 e foi obrigado a pagar R$ 146 mil. O político recorreu da sentença.

O jornalista e editor Luiz Fernando Emediato também fez uma acusação recente a Cristovam Buarque. Ele teria usado caixa dois em sua campanha para presidente em 2006, quando disputou com Geraldo Alckmin e Luiz Inácio Lula da Silva.

A denúncia foi feita no Facebook e Emediato chamou Cristovam de “ególatra”.

14. Eunício Oliveira (PMDB)

Ex-ministro das Comunicações de Lula, ele foi acusado, na operação Sépsis, desdobramento da Lava-Jato, de receber R$ 5 milhões por meio de contratos fictícios para sua campanha ao governo do Ceará em 2014, além de ter sido citado em outras duas delações. Mas nenhum outro depoimento o comprometeu diretamente.

Oliveira é favorito para suceder Renan Calheiros na presidência da Casa. Rompido há 10 anos com Sérgio Machado, foi o único integrante PMDB a não ser citado nos grampos telefônicos.

15. Valdir Raupp (PMDB)

Senador foi investigado pela Polícia Federal por suspeita de ter recebido R$ 500 mil da Refinaria de Manguinhos, controlada pelo empresário Ricardo Magro, que quitou suas despesas de campanha em 2010.

Os policiais encontraram notas fiscais de R$ 300 mil emitidas por aliados do peemedebista, na reta final da campanha, sem indícios de prestação de serviços para a refinaria no Rio de Janeiro. A defesa do senador, no STF, não se pronunciou no caso.

16. Dário Berger (PMDB)

Senador por Santa Catarina, Dário foi condenado por improbidade administrativa pela Justiça por um caso ocorrido em 2010, quando era prefeito da capital catarinense.

Na ocasião, seu motorista, já falecido, foi preso em flagrante por policiais rodoviários federais. O veículo tinha placas frias e levava R$ 1850 em dinheiro, em notas de R$ 20 e uma de R$ 10. O veículo tinha material de propaganda de candidatos a cargos estaduais e federais.

Em 2009, o Ministério Público denunciou Dário Berger e mais nove por fraudes em licitação. A denúncia falava em irregularidades, entre 1999 e 2002, nas licitações para a construção de trechos da Avenida Beira-Mar de São José. Na época, Dário era prefeito da cidade e seu irmão Djalma Vando Berger era secretário de Obras.

17. Sérgio Petecão (PSD)

Réu num processo do Supremo Tribunal Federal aberto em 2014 por crimes eleitorais em 2016. O relator do processo é o ministro do STF Teori Zavascki.

Sérgio Petecão é acusado de participação no esquema de compra de votos em Rio Branco, no Acre, em troca de vantagens em dinheiro e outros favores. A defesa do senador afirma que a denúncia carece de indícios materiais ou atos concretos do parlamentar.

18. Benedito de Lira (PP)

O Supremo Tribunal Federal determinou o sequestro de bens do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Arthur Lira, e do seu pai, o senador Benedito de Lira, em 24 de fevereiro de 2016. Os dois são investigados na Operação Lava Jato.

Bens foram confiscados a partir de uma ordem da Polícia Federal, endossada pelo Ministério Público Federal. O bloqueio é equivalente a R$ 4,2 milhões. O filho do senador teve R$ 2,6 milhões apreendidos, enquanto Lira teve R$ 1,6 milhão de bens bloqueados.

O senador do PP foi denunciado por três delatores da Lava Jato: O doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e Ricardo Pessoa, empreiteiro da UTC.

19. Wilder Morais (PP)

Suplente que assumiu o posto do senador Demóstenes Torres, Wilder não é investigado pela Operação Lava Jato. No entanto, ele aparece num grampo comprometedor com o contraventor Carlinhos Cachoeira, denunciado em 2012.

Em escutas publicadas na Folha de S.Paulo, obtidas durante as investigações da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, Carlinhos Cachoeira diz que foi responsável pela ascensão de Wilder Morais até o cargo de suplente de Demóstenes.

Os grampos levaram Cachoeira à prisão. Na gravação, Wilder agradece o apoio do contraventor. Posteriormente ele disse que a declaração foi apenas para “encerrar” a conversa no telefone.

20. Flexa Ribeiro (PSDB)

O tucano foi escolhido para a primeira-secretaria da presidência do Senado, sob Renan Calheiros, cargo apelidado entre os congressistas de “prefeito do Senado”.

Pelas mãos de Flexa Ribeiro passaram decisões sobre orçamento, uso de apartamentos funcionais, nomeações e demissões de servidores e deliberações sobre as vultosas licitações desde 2013.

Ribeiro responde a processo no STF por suspeitas de que a empreiteira Engeplan, que pertenceu ao parlamentar e era contratada do governo do Pará, tenha bancado ilegalmente a campanha de candidatos do PSDB nas eleições de 2002. O processo está nas mãos do ministro Celso de Mello, decano da corte.

No mês de novembro de 2004, Flexa Ribeiro e mais 27 empresários e políticos foram presos pela Polícia Federal durante a Operação Pororoca. A PF os acusou de fraudes em licitações. As supostas fraudes aconteceram no Amapá e no Pará através da empreiteira Engeplan, que foi propriedade do tucano até o ano que ele foi detido.

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21. Dalírio Beber (PSDB)

Ex-presidente da Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina (banco Badesc), o tucano foi figura do escândalo de fraude nas dívidas da instituição.

A Justiça chegou a decidir pela indisposição dos seus bens em 2007, junto com ex-diretores do banco. Na ocasião, o Viena Park Hotel estava penhorado e foi ajudado pelo Badesc numa operação financeira considerada fraudulenta.

22. Aloysio Nunes Ferreira (PSDB)

Aloysio foi vice na chapa de Aécio Neves na disputa pela presidência contra Dilma Rousseff em 2014. Em 5 de setembro de 2015, o ministro do STF Teori Zavascki autorizou a abertura de inquérito contra o senador com base nas declarações do empresário Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, em delação premiada.

Pessoa apresentou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que Aloysio Nunes teria recebido R$ 300 mil de forma oficial e R$ 200 mil em dinheiro de caixa dois para sua campanha ao Senado em 2010. O dinheiro, segundo o empreiteiro, seria propina.

Como todos, Aloysio Nunes nega as acusações de corrupção da parte de sua campanha dentro da Operação Lava Jato.

23. José Aníbal (PSDB)

Suplente de José Serra, o atual chanceler, Aníbal é investigado por indícios de envolvimento no escândalo Alstom-Siemens em São Paulo.

José Aníbal foi acusado pelo executivo Everton Reinheimer, da Siemens, que relatou à Polícia Federal nomes de parlamentares que participaram do esquema de fraudes a contratos milionários da CPTM e do Metrô nos governos dos tucanos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, determinou à PF a investigação de Aníbal junto do deputado Rodrigo Garcia (DEM) no dia 6 de junho de 2014. Em fevereiro de 2015, o processo foi arquivado, apesar dos parlamentares estarem citados no depoimento de Everton.

Volta e meia Aníbal aparece em vídeos trocando sopapos com gente que o chama de “golpista”.

24. Paulo Bauer (PSDB)

Em uma gravação publicada pelo site Congresso em Foco em 2009, o então deputado licenciado Paulo Bauer admitiu que usou uma funcionária fantasma para repassar a verba para um correligionário no estado de Santa Catarina. Ele teria declarado a um ex-servidor que mandou dois assessores procurarem “uma mulher” para “emprestar seu nome”.

O esquema seria utilizar o nome da pessoa para aceitar a contratação sem ficar com o salário integralmente, de modo a que os recursos pudessem ser desviados. O salário dela, de acordo com a gravação, era repassado a um político de Bauer na região.

Uma ex-funcionária do gabinete contou que recebia sem trabalhar. Ficava apenas com o tíquete-alimentação, enquanto o restante do dinheiro repassado à chefia de gabinete do deputado. O caso foi ignorado pela Câmara dos Deputados e não comprometeu sua candidatura ao Senado.

25.  Cássio Cunha Lima (PSDB)

Acusado de compra de votos no escândalo do “Dinheiro Voador”, Cunha Lima foi alvo de investigação da Polícia Federal em esquemas de desvios de recursos e lavagem de dinheiro em sua campanha eleitoral de 2006. Tentando se livrar de ser preso em flagrante, o operador da política local, Olavo Lira, jogou R$ 400 mil do alto do edifício Concord na Paraíba.

Foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quando era governador em 2008, por abuso de poder econômico e político e uso indevido de dinheiro público. Seu vice, José Lacerda Neto (DEM), também foi obrigado pela Justiça a deixar o cargo.

Justamente por isso, em 2010, foi enquadrado como Ficha Suja. No entanto, foi beneficiado pela decisão do Supremo Tribunal Federal de só aplicar a nova lei a partir das eleições de 2012. Com isso, concorreu e venceu a eleição para senador.

26. José Agripino Maia (DEM)

Agripino é alvo de duas investigações no STF. Na primeira, ele foi citado na delação premiada de um empresário do Rio Grande do Norte na qual é acusado de ter cobrado propina de R$ 1,1 milhão para permitir um esquema de corrupção no serviço de inspeção veicular do estado. Na segunda, o senador foi apontado como destinatário de propina da empreiteira OAS nas obras do estádio Arena das Dunas, em Natal, para a Copa do Mundo de 2014.

As suspeitas contra o senador do DEM surgiram em depoimentos de investigados na Operação Lava Jato, mas a PGR pediu que o inquérito não fosse remetido ao ministro Teori Zavascki, relator dos processos oriundos da operação no Supremo.

Para a procuradoria, as acusações contra Agripino Maia não estão relacionadas com os desvios de recursos da Petrobras, principal linha de investigação da Lava Jato. Mas ele está enrolado com empreiteiras do esquema.

27. Ana Amélia Lemos (PP)

Candidata ao governo do estado do Rio Grande do Sul, a ex-jornalista e colunista da RBS enfrentou acusações sérias em 2014. O site Sul21 divulgou que ela era funcionária fantasma do Senado e que ela não tinha declarado em sua relação de bens uma fazenda herdada do falecido marido, o ex-senador biônico Octávio Omar Cardoso.

O caso teria acontecido em 1986 e derrubou uma das bandeiras mais moralistas de sua candidatura como governadora — de que ela não teria “esqueletos no armário”. Hoje desponta com discursos moralistas contra Dilma Rousseff.

28. Ivo Cassol (PP)

Senador do Partido Progressista, foi condenado em 2013 por fraude em licitações quando era prefeito do município de Rolim de Moura, em Rondônia, entre 1998 e 2001.

A condenação no STF foi uma pena de 4 anos e 8 meses de prisão no regime semiaberto (que permite o trabalho durante o dia fora da cadeia), além do pagamento de R$ 201.817,05.

O esquema de corrupção em Rondônia teria beneficiado cinco empreiteiras locais. Foram condenados também os réus Salomão da Silveira e Erodi Matt, respectivamente presidente e vice-presidente da comissão municipal de licitações.

29. Gladson Cameli (PP)

É o único político do Acre citado na lista do Supremo sobre suspeitos de participação no esquema de corrupção da Petrobras.

O parlamentar nega envolvimento com a empresa no escândalo e se diz surpreso com sua citação. Ele passou a ser investigado em março deste ano.

30. Magno Malta (PR)

O histriônico senador do Espírito Santo, pastor evangélico, foi indiciado em 2007 pela Polícia Federal por envolvimento no escândalo da máfia dos sanguessugas. Foi acusado de ligação com o esquema de venda superfaturada de ambulâncias para prefeituras, suspeito de ter cometido crime de corrupção.

No caso, o parlamentar foi acusado de receber um Fiat Ducato para apresentar uma emenda ao Orçamento que destinaria recursos para a compra de ambulâncias. Elas seriam vendidas por Luiz Antônio Vedoin, chefe da máfia dos sanguessugas. Malta foi investigado numa CPI, mas não foi condenado.

Em agosto, matéria da Folha reproduziu emails de um fabricante de móveis de cozinha chamado Victor Penna Costa que comprovariam caixa 2 para Malta.

Numa das mensagens, Costa escreve: “Não existe NF, não declaramos. Veja com Lailton (tesoureiro da empresa). Favor apagar todos os e-mails sobre este assunto”.

31. Vicentinho Alves (PR)

Aliado de Valdemar Costa Neto, réu condenado no Mensalão, Vincentinho acumula acusações de nepotismo em sua carreira política em Porto Nacional, Tocantins. Depois de uma faxina no Ministério dos Transportes, culminando no afastamento de Alfredo Nascimento em 2012, o senador manteve três sobrinhos na pasta.

Vicentinho Alves, conforme documento apreendido pela Polícia Federal, também foi parceiro de negócios de Costa Neto na construção de uma PCH (Pequena Central Hidrelétrica) numa fazenda do senador.

32. Blairo Maggi (PP)

Apelidado de “Motosserra de Ouro”, foi alvo de um inquérito arquivado pelo STF na Operação Ararath. A suspeita era de que Maggi teria sido beneficiado quando era governador do estado com a suposta “compra” de vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, responsável por fiscalizar gastos do governo matogrossense.

De acordo com o Janot, não houve indícios suficientes de crime. O caso foi arquivado por Dias Toffolli.

33. Simone Tebet (PMDB)

Em fevereiro de 2016, o juiz federal Leonel Ferreira determinou o bloqueio de bens da senadora Simone em função de possíveis irregularidades na obra de reforma do balneário de Três Lagoas (MS).

A acusação é de desvios em 2004, quando ela exercia o cargo de prefeita. A Justiça acatou o pedido do Ministério Público Federal, que alega ter existido desvio de recursos públicos para financiar campanha eleitoral. Os bens bloqueados foram equivalentes a R$ 51 mil.

34. Jader Barbalho (PMDB)

O ex-governador do Pará foi o último dos barrados pela Lei da Ficha Limpa a tomar posse no Senado. Jader teve sua candidatura indeferida por ter renunciado, em 2001, ao mandato de senador após ser acusado de desviar recursos do Banco do Estado do Pará (Banpará), da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do Ministério da Reforma Agrária.

O senador chegou a ser preso pela Polícia Federal sob a suspeita de integrar uma quadrilha acusada de desviar mais de R$ 1 bilhão da Sudam, do banco e do ministério. Ele foi detido em Belém, no ano de 2002.

35. Raimundo Lira (PMDB)

Líder da comissão do impeachment, o senador doou à chapa onde era suplente para o Senado, em 2010, o valor de R$ 870 mil, utilizando recursos que ele não havia incluído em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral, feita no ano anterior. De acordo com o TSE, a doação foi feita em 12 depósitos em espécie.

O parlamentar alega que houve um erro de informação e que os depósitos foram feitos por meio de cheques na boca do caixa, que foram erroneamente computados pela contabilidade de campanha como dinheiro vivo. Raimundo Lira diz que não declarou o valor porque a Lei Eleitoral não o obriga a fazer isso, decisão que é controversa entre juristas.

36. José Maranhão (PMDB)

Já respondeu a oito processos no Ministério Público Federal por abuso de poder político e econômico, compra de votos, conduta vedada e uso indevido de meios de comunicação. Maranhão foi governador da Paraíba entre 1995 e 2002.

Um de seus aliados é Cássio Cunha Lima, outro político do PSDB mais sujo que pau de galinheiro.

37. Hélio José (PMDB)

Acusado de incorrer na prática de pedofilia com uma sobrinha em 2010, Hélio José saiu do PSD no final de 2015 para entrar no — isso não é piada — Partido da Mulher Brasileira (PMB).

Saiu da nova legenda no começo deste ano para entrar no PMDB. Num discurso do ano passado, disse que as mulheres trazem “alegria e prazer”.

38. Romário (PSB)

Outro “indeciso” de ocasião que mudou de ideia depois que Temer o deixou nomear o diretor de Furnas. Em junho de 2016, a Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal para investigar o senador Romário pela suspeita de receber caixa dois de campanha na eleição de 2014.

Segundo a investigação, a suspeita é que a empreiteira Odebrecht deu R$ 100 mil ao parlamentar.

O indício surgiu a partir de mensagens de celular trocadas entre Marcelo Odebrecht e seu subordinado Benedicto Barbosa da Silva Júnior no período eleitoral.

O Supremo também recebeu uma investigação, iniciada pela Polícia Civil do DF, que apura se ele cometeu crime ambiental ao construir quadras de futebol e de futevôlei em uma casa às margens do Lago Paranoá, em Brasília.

39. Ciro Nogueira (PP)

O doleiro Alberto Youssef informou à Polícia Federal que o senador recebeu US$ 150 mil para integrar o partido no esquema criminoso. A declaração foi feita num depoimento de 2015, no bojo das investigações da Operação Lava Jato.

Os recursos não seriam oriundos da Petrobras, mas sim do escândalo do Banestado, de acordo com o delator.

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Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Diário do Centro do Mundo De A (Aécio) a Z (Zezé Perrella), a ficha suja dos espertos no “hospício" de Renan. Por Kiko Nogueira

18/06/2016

Um texto aos golpistas, não fossem eles boçais e cleptomaníacos

OBScena: lista desatualizada. Está faltando, dentre outros, Henrique Alves.

Temer e BandidosÀs pessoas de mau caráter de nada adianta boas explicações. E não se trata de falta de educação já que a maioria branca que vestia as camisas verde-amarelas com escudo da CBF padrão FIFA eram majoritariamente brancas e com formação em curso superior. Então, não há outra explicação, senão a deformação do caráter. Basta uma único prova: diante da cleptocracia que tomou de assalto o Planalto Central que em tão pouco tempo já perdeu três ministros, onde estão os combatentes da corrupção? Os que se diziam “Somos Todos CUnha” agora podem ostentar um novo slogan “Somos todos Sem-Vergonha”. Isso os tornariam mais próximos à Rede Globo, amestradora e égua madrinha da manada de midiotas que conduziu para derrubar uma presidenta honesta para colocar seus homens: Eduardo CUnha, Michel Temer, Henrique Alves, Romero Jucá, José Sarney, Renan Calheiros, José Serra.

Para derrubar Dilma a Rede Globo combinou com Eduardo CUnha e suspendeu o Brasileirão. Passou ao vivo o mais deprimente espetáculo de hiPÓcrisia jamais visto em tempo real. Mas tudo dentro do script desenhado pela maior beneficiária do golpe, a Rede Globo.

No RS o espetáculo de hiPÓcrisia só poderia ter saído do Parcão. Por lá transitaram os maiores consumidores de cocaína da cidade. São os mesmos que agora aplaudem o dono do HeliPÓptero como novo Ministro. Os toxicômandos se reconhecem e se protegem. Não é mero acaso que um dos maiores delatados também seja um toxicômano e que, de igual sorte, goza de blindagem da Rede Globo.

Mais um ministro cai, Henrique Alves, e não é pelo trabalho dos nossos bravos investigadores, mas porque a Suíça manda tudo prontinho. Aliás, como já fez em relação ao Eduardo CUnha, Alstom, Siemens, a Suíça manda as provas, mas se for contra os ladrões de sempre, há uma blindagem midiática e institucional.

O que teria acontecido com Lula ou Dilma se tivessem abrigado em seus governos tantos notórios corruptos? Ora, a vindita do Eduardo CUnha deve-se exatamente ao fato de Dilma rejeitar qualquer tipo de complacência com corruptos. Quem sabe tratar com bandidos não é Dilma nem Lula, é Michel Temer.

Dois olhares sobre a crise brasileira

Postado em 18 de junho de 2016 por Juremir Publicado em Uncategorized Deixe um comentário

Glenn Greenwald é jornalista de renome internacional.

Ganhou o Prêmio Pulitzer, o Oscar do jornalismo nos Estados Unidos.

Rogério Cerqueira Leite é um físico de grande reputação intelectual.

Um dos nomes mais respeitados no meio científico brasileiro.

O que eles dizem sobre a crise brasileira?

O que falam sobre o impeachment de Dilma?

O que pensam do governo provisório de Temer?

O que o professor Cerqueira Leite pensa do tratamento da educação nos últimos 14 anos?

Como santo de casa não faz milagre, ouçamos outras vozes.

*

Enquanto a corrupção assombra o Temer, caem as máscaras dos movimentos pró-impeachment

Glenn Greenwald

June 16 2016, 2:34 p.m.

(To see the English version of this article, click here.)

O impeachment da presidente do Brasil democraticamente eleita, Dilma Rousseff, foi inicialmente conduzido por grandes protestos de cidadãos que demandavam seu afastamento. Embora a mídia dominante do país glorificasse incessantemente (e incitasse) estes protestos de figurino verde-e-amarelo como um movimento orgânico de cidadania, surgiram, recentemente, evidências de que os líderes dos protestos foram secretamente pagos e financiados por partidos da oposição. Ainda assim, não há dúvidas de que milhões de brasileiros participaram nas marchas que reivindicavam a saída de Dilma, afirmando que eram motivados pela indignação com a presidente e com a corrupção de seu partido.

Mas desde o início, havia inúmeras razões para duvidar desta história e perceber que estes manifestantes, na verdade, não eram (em sua maioria) opositores da corrupção, mas simplesmente dedicados a retirar do poder o partido de centro-esquerda que ganhou quatro eleições consecutivas. Como reportado pelos meios de mídia internacionais, pesquisas mostraram que os manifestantes não eram representativos da sociedade brasileira mas, ao invés disso, eram desproporcionalmente brancos e ricos: em outras palavras, as mesmas pessoas que sempre odiaram e votaram contra o PT. Como dito pelo The Guardian, sobre o maior protesto no Rio: “a multidão era predominantemente branca, de classe média e predisposta a apoiar a oposição”. Certamente, muitos dos antigos apoiadores do PT se viraram contra Dilma – com boas razões – e o próprio PT tem estado, de fato, cheio de corrupção. Mas os protestos eram majoritariamente compostos pelos mesmos grupos que sempre se opuseram ao PT.

É esse o motivo pelo qual uma foto – de uma família rica e branca num protesto anti-Dilma seguida por sua babá de fim de semana negra, vestida com o uniforme branco que muitos ricos  no Brasil fazem seus empregados usarem – se tornou viral: porque ela captura o que foram estes protestos. E enquanto esses manifestantes corretamente denunciavam os escândalos de corrupção no interior do PT – e há muitos deles – ignoravam amplamente os políticos de direita que se afogavam em escândalos muitos piores que as acusações contra Dilma.

Claramente, essas marchas não eram contra a corrupção, mas contra a democracia: conduzidas por pessoas cujas visões políticas são minoritárias e cujos políticos preferidos perdem quando as eleições determinam quem comanda o Brasil. E, como pretendido, o novo governo tenta agora impor uma agenda de austeridade e privatização que jamais seria ratificado se a população tivesse sua voz ouvida (a própria Dilma impôs medidas de austeridade depois de sua reeleição em 2014, após ter concorrido contra eles).

Depois das enormes notícias de ontem sobre o Brasil, as evidências de que estes protestos foram uma farsa são agora irrefutáveis. Um executivo do petróleo e ex-senador do partido conservador de oposição, o PSDB, Sérgio Machado, declarou em seu acordo de delação premiada que Michel Temer – presidente interino do Brasil que conspirou para remover Dilma – exigiu R$1,5 milhões em propinas para a campanha do candidato de seu partido à prefeitura de São Paulo (Temer nega a informação). Isso vem se somar a vários outros escândalos de corrupção nos quais Temer está envolvido, bem como sua inelegibilidade se candidatar a qualquer cargo (incluindo o que por ora ocupa) por 8 anos, imposta pelo TRE por conta de violações da lei sobre os gastos de campanha.

E tudo isso independentemente de como dois dos novos ministros de Temer foram forçados a renunciar depois que gravações revelaram que eles estavam conspirando para barrar a investigação na qual eram alvos, incluindo o que era seu ministro anticorrupção e outro – Romero Jucá, um de seus aliados mais próximos em Brasília – que agora foi acusado por Machado de receber milhões em subornos. Em suma, a pessoa cujas elites brasileiras – em nome da “anticorrupção” – instalaram para substituir a presidente democraticamente eleita está sufocando entre diversos e esmagadores escândalos de corrupção.

Mas os efeitos da notícia bombástica de ontem foram muito além de Temer, envolvendo inúmeros outros políticos que estiveram liderando a luta pelo impeachment contra Dilma. Talvez o mais significante seja Aécio Neves, o candidato de centro-direita do PSDB derrotado por Dilma em 2014 e quem, como Senador, é um dos líderes entre os defensores do impeachment. Machado alegou que Aécio – que também já havia estado envolvido em escândalos de corrupçãorecebeu e controlou R$ 1 milhão em doações ilegais de campanha. Descrever Aécio como figura central para a visão política dos manifestantes é subestimar sua importância. Por cerca de um ano, eles popularizaram a frase “Não é minha culpa: eu votei no Aécio”; chegaram a fazer camisetas e adesivos que orgulhosamente proclamavam isso:

Evidências de corrupção generalizada entre a classe política brasileira – não só no PT mas muito além dele – continuam a surgir, agora envolvendo aqueles que antidemocraticamente tomaram o poder em nome do combate a ela. Mas desde o impeachment de Dilma, o movimento de protestos desapareceu. Por alguma razão, o pessoal do “Vem Pra Rua” não está mais nas ruas exigindo o impeachment de Temer, ou a remoção de Aécio, ou a prisão de Jucá. Porque será? Para onde eles foram?

Podemos procurar, em vão, em seu website e sua página no Facebook por qualquer denúncia, ou ainda organização de protestos, voltados para a profunda e generalizada corrupção do governo “interino” ou qualquer dos inúmeros políticos que não sejam da esquerda. Eles ainda estão promovendo o que esperam que seja uma marcha massiva no dia 31 de julho, mas que é focada no impeachment de Dilma, e não no de Temer ou de qualquer líder da oposição cuja profunda corrupção já tenha sido provada. Sua suposta indignação com a corrupção parece começar – e terminar – com a Dilma e o PT.

Neste sentido, esse movimento é de fato representativo do próprio impeachment: usou a corrupção como pretexto para os fins antidemocráticos que logrou atingir. Para além de outras questões, qualquer processo que resulte no empoderamento de alguém como Michel Temer, Romero Jucá e Aécio Neves tem muitos objetivos: a luta contra a corrupção nunca foi um deles.

* * * * *

No mês passado, o primeiro brasileiro ganhador do Prêmio Pulitzer, o fotojornalista Mauricio Lima, denunciou o impeachment como um “golpe” com a TV Globo em seu centro. Ontem à noite, como convidado no show de Chelsea Handler no Netflix, o ator popular Wagner Moura denunciou isso em termos similares, dizendo que a cobertura da mídia nacional foi “extremamente limitada” porque “pertence a cinco famílias”.

Atualização: Logo depois da publicação deste artigo, foi anunciado que o presidente interino Temer acaba de perder seu terceiro ministro para a corrupção menos de dois meses depois da tomada do poder: dessa vez, seu ministro do turismo Henrique Eduardo Alves, acusado na delação premiada de Machado de receber R$ 1,5 milhão em propinas de 2008 a 2014. Quando se toma o poder antidemocraticamente usando a “corrupção” como pretexto, em geral é uma má ideia encher sua equipe de criminosos (e ter o próprio novo presidente envolvido em múltiplos escândalos de corrupção).

acaba de perder seu terceiro ministro para a corrupção menos de dois meses depois da tomada do poder: dessa vez, seu ministro do turismo Henrique Eduardo Alves, acusado na delação premiada de Machado de receber R$ 1,5 milhão em propinas de 2008 a 2014. Quando se toma o poder antidemocraticamente usando a “corrupção” como pretexto, em geral é uma má ideia encher sua equipe de criminosos (e ter o próprio novo presidente envolvido em múltiplos escândalos de corrupção).

*

A donzela de Orléans e as pedaladas

Rogério Cezar de Cerqueira Leite

Folha de S. Paulo

Uma das cenas mais aterradoras da Guerra dos Cem Anos ocorreu em 1431, quando uma donzela de 19 anos foi colocada em uma pilha de toras de madeira e queimada viva.

Aquela foi a segunda vez em que esteve presa. O interrogatório foi longo, quase um ano, e a principal queixa de heresia foi a de se vestir como homem. Ela era guerreira, usava em batalhas armadura de metal, em vez de saia e babados.

Nos quartéis, seria atacada sexualmente se usasse decotes, pois os relatos da época dizem que esse era o comportamento usual de soldados. Demorou quase cinco séculos para que a história reconhecesse Joana d’Arc como sua maior heroína. À época não havia internet.

O pecado da presidente afastada Dilma Rousseff foi aprovar umas pedaladas, ou seja, deixar de pagar os bancos oficiais, o que governos anteriores faziam regularmente, inclusive o de Fernando Henrique Cardoso.

E agora o governo dos inquisidores anuncia uma superpedalada no BNDES, R$ 100 bilhões. Só há uma diferença: ao invés de atrasar o repasse, exige pagamentos adiantados de parte da dívida do banco com o Tesouro. Imagine a situação: alguém compra uma geladeira, por exemplo, e o vendedor exige pagamento adiantado de mensalidades.

É bom que se diga que sangrar o BNDES, ferramenta essencial para a retomada do desenvolvimento econômico e social do país, é a medida mais contraditória que se poderia imaginar, principalmente no estado recessivo no qual o Brasil se encontra, o que até economistas são capazes de perceber.

Pois é, Dilma não usava roupas masculinas, mas atrasou pagamentos aos bancos do próprio governo. A desculpa para jogar Dilma na fogueira é tão estapafúrdia quanto aquela heresia usada contra Joana d’Arc, e tão medieval quanto.

A donzela de Orléans pegou em armas para livrar seu país do jugo dos ingleses e do entreguismo dos dirigentes da província de Borgonha, aliados na luta contra o legítimo herdeiro do trono da França. Foi um episódio nacionalista pela recuperação da soberania da conflagrada nação.

Vai ser difícil apagar a história também aqui no Brasil. Já está escrito o que foi feito pela educação: 23 novas universidades federais, 173 novos campi universitários, 422 novas escolas técnicas, o ProUni, o Fies, a capacitação de 200 mil professores da educação básica, entre outras ações.

O rompimento dos compromissos com a educação e a saúde, a desvinculação de percentuais do orçamento, propostas do governo interino, não eliminarão o que foi feito. O Bolsa Família é o mais bem-sucedido programa de combate à pobreza e ao analfabetismo do mundo, e é assim reconhecido universalmente.

O aumento do salário mínimo e a quase eliminação da pobreza, com 30 milhões escapando da miséria, são resultados que não serão esquecidos pela posteridade, apesar da eficiente propaganda da Globo.

Podem caçar o Lula, podem caçar a Dilma, podem desbaratar o PT, mas o futuro lhes fará justiça. Não será necessário esperar 500 anos. O futuro não mais pertencerá às oligarquias. O futuro pertence ao homem do povo, ao cidadão comum.

ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE, 84, físico, é professor emérito da Unicamp e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folha

Juremir Machado da Silva | Blogs

23/10/2015

Helicóptero de amigo do …. com 450 kg de cocaína

folha spDas manchetes que jamais verás nos assoCIAdos do Instituto Millenium: Helipóptero de amigo do Aécio, com 450 kg de cocaína, foi apreendido no Espírito Santo. Mas podemos tirar, se achar melhor… Para os golpistas, a caça ao Lula enfrenta qualquer tipo de lógica. Nem se fala de isonomia de tratamento ou de respeito ao fatos. É manipulação grosseira feita por boçais cujo único objetivo é criminalizar Lula para esconder o apoio a traficantes  e toxicômanos.

Como já dizia o velho Barão de Itararé, de onde menos se espera, de lá mesmo é que não sai nada. Aliás, sai. É da Folha que saía as peruas que transportariam os corpos dilacerados dos presos sem mandado, torturados por prazer nos DOI-CODI, estuprados na frente dos finanCIAdores da OBAN, e depois escondidos no Cemitério de Perus. A Folha tinha participação nisso, por isso que ela saiu-se com a definição antológica da ditadura: ditabranda! Não bastasse isso, resolveu publicar um ficha falsa da Dilma. Está no DNA da Folha, o golpismo cínico, escancarado, e sempre para proteger traficantes, golpistas, corruptos.

Nesta mesma edição da Folha, por mais paradoxal que parece, em relação a Eduardo CUnha, a Folha ainda usa a linguagem na condicional. Deputado do PP está envolvido, mas o nome não apare…

Pecuarista amigo de Lula diz que repasse de lobista foi empréstimo

Eurides Aok – 16.mai.10/Correio do Estado

O pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula

MÔNICA BERGAMO
DE COLUNISTA DA FOLHA

23/10/2015 02h00

O pecuarista José Carlos Bumlai, acusado pelo delator Fernando Soares, o Baiano, de receber propina para mediar negócios no setor de petróleo e repassá-los a uma nora do ex-presidente Lula, afirma que os recursos que recebeu do lobista serviram, na verdade, para pagar empregados de suas fazendas.

Bumlai repetiu a versão a mais de uma pessoa. Segundo a Folha apurou, ele diz que contratou Baiano para ajudá-lo a vender uma termelétrica. Pela corretagem, lhe pagaria uma comissão milionária.

Como estava precisando de recursos com urgência, já que seus negócios no setor agropecuário passam por dificuldades, Bumlai pediu a Baiano, na ocasião em que o contratou, um empréstimo para quitar dívidas com trabalhadores de suas terras.

O lobista aceitou, segundo a versão do pecuarista. Como tinha recursos para receber de uma empresa ligada à OSX, de Eike Batista, para quem prestava serviços, Baiano pediu que a companhia repassasse o crédito a Bumlai.

O dinheiro teria sido então depositado na conta de uma empresa da família do fazendeiro. Ou seja, o que Baiano diz ser propina não passaria de um empréstimo a Bumlai, sem contrato assinado e jamais saldado.

O fazendeiro diz a interlocutores que, ao contrário do que sugere o delator, os recursos depositados na tal empresa não foram repassados a uma nora do ex-presidente Lula, mas sim a ele próprio, por meio de um contrato de mútuo. Ele teria usado o dinheiro para então pagar seus empregados.

O fazendeiro rebate ainda os valores revelados por Baiano nos depoimentos que deu às autoridades em acordo de delação premiada. Ele diz que não recebeu R$ 2 milhões do delator, e sim R$ 1,5 milhão.

DELAÇÃO

Baiano afirmou em seus depoimentos que o ex-presidente Lula participou de reuniões com Bumlai, de quem é amigo, e o presidente da Sete Brasil, João Carlos Ferraz, sobre contratos da Petrobras.

A reunião com Lula foi marcada durante as tratativas de Baiano, que atuava em nome da OSX, de Eike, e Bumlai para conseguirem um contrato de construção de navios-sonda com a Sete Brasil.

Segundo a versão do delator, Lula teria prometido "ajudar a dar mais velocidade", mas os negócios supostamente intermediados por Bumlai não prosperaram.

Mesmo assim, meses após a reunião, que teria ocorrido em 2011, Baiano diz ter repassado R$ 2 milhões em propina a Bumlai, que teria solicitado para uma nora de Lula.

Lula disse que nunca autorizou o amigo a pedir dinheiro em nome dele e negou que alguma nora tenha recebido favor de Baiano. Nesta quinta (22), o ministro do STF Teori Zavascki negou um pedido de Fábio Luís Lula da Silva, filho de Lula, para ter acesso à delação de Baiano.

17/09/2015

Escola do Marcola, ou do porque o PCC é tão forte em São Paulo

Não se trata só de incompetência ou de truculência. Se trata de forma de vida, de sistema de governo, de violência gratuita e por prazer. A cada dia que passa a Política de Segurança pública do PSDB reinventa as SS dos nazistas. Só um ódio incomensurável pode explicar a degradação das pessoas responsável por dar “segurança” à população. E não é um fato isolado. O simples fato de o governador, Geraldo Alckmin, dialogar com Marcola mas se negar a negociar com os favelados da Pinheirinho diz tudo sobre o déficit civilizatório deste mais de 20 anos de tucanato em São Paulo.

E São Paulo também não é um caso isolado. Nos demais governos do PSDB vige a mesma truculência, basta se observar o que acontecia na Paraíba do Cassio CUnha Lima, no Paraná da dupla Beto Richa & Fernando Francischini, ou no RS da dupla Yeda Crusius & Cel. Mendes. São governos ensandecidos contra pequenos mas condescendentes com donos de heliPÓpteros.

“Matem estes filhos da puta que eu arquivarei o inquérito”

Por Fernando Brito · 16/09/2015

zagallo

“Alguém poderia avisar a Tropa de Choque que essa região faz parte do meu Tribunal do Júri e que se eles matarem esses filhos da puta eu arquivarei o inquérito policial”.

O autor desta “pérola”, Rogério Leão Zagallo, é membro do Ministério Público de São Paulo e é ele, como revelam hoje os repórteres Rogério Pagnan e Lucas Ferraz, da Folha, quemserá [o] responsável pela investigação dos PMs suspeitos de terem assassinado duas pessoas já rendidas na zona oeste da capital paulista“.

Inacreditável.

Mesmo que tivesse  sido um “chilique” de engarrafamento, não é algo que se possa admitir em quem tem obrigação de zelar pelo cumprimento da lei.

Seria como um médico dizer que se “fulano fosse meu paciente eu cortaria suas tripas na mesa de operação”.

Mas isso não é tudo.

Em 2011, recorda a reportagem, aconselhou um policial civil que, para evitar um assalto, tinha baleado e matado um dos dois ladrões que “melhorasse sua mira” para matar logo os dois.

Não importa, a não ser para lamentar, quais sejam as convicções íntimas doentias do sr. Zagallo,mas é impossível que alguém capaz de expressar assim o seu “desejo de matar”não apenas criminosos, mas até mesmo manifestantes que lhe causaram um dissabor possa atuar como promotor de Justiça (?!?) e muito menos quando isso envolve o assassinato de bandidos já rendidos por policiais.

Não é possível que o espírito corporativo do Ministério Público faça a instituição tolerar este absurdo, em nome de sua independência.

E mais: é impossível que uma instituição, qualquer uma, tenha o poder de ser a única fiscal de si mesma, ainda mais quando como é, hoje, o Ministério Público, que tem o “direito” onipotente sobre toda a vida brasileira.

Porque – e qualquer um que trabalhe no campo do Direito e da Justiça sabe disso – trabalham em “dobradinha” (inclusive corporativa e salarial) com os juízes, e desgraçar-se com um promotor é quase escrever sua própria sentença.

Infelizmente não é só ao Dr. Zagallo que este país está tendo de engolir.

“Matem estes filhos da puta que eu arquivarei o inquérito”TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

23/07/2015

Saiba como funciona uma fábrica de bandidos

Ao bom entendedor meio título basta. Quanto aos demais, não gasto pólvora ignorantes.

Brito bomba: Fel-lha combina  perguntas com Odebrecht !

O Estadão põe tarjas pretas no Cerra … a Fel-lha … Viva o Brasil !

O Conversa Afiada reproduz artigo de Fernando Brito, no Tijolaço:

O que há debaixo das “tarjas brancas” do texto da Odebrecht ? A conversa com a Folha que “só fale para mandar recados”

O leitor CM fez o mesmo que Stanley Burburinho, que identificou o autor das “tarjas pretas” com que a Polícia Federal (ou o Estadão) ocultaram alguns nomes – e divulgaram outros – nos textos de e-mail contidos nos celulares do empresário Marcelo Odebrecht.
Desta vez, porém, tirou as tarjas brancas que apagam, no arquivo divulgado pelo Estadão, os trechos das páginas 23,24 e parte da 25 do relatório da Polícia Federal – arquivo do jornal aqui –  e nos permite saber do que elas tratam.
Mas o amigo leitor teve um trabalho que qualquer um pode fazer, sem qualquer conhecimento maior de informática.
Basta selecionar o texto “em branco” e colar num editor de texto ou mesmo no bloco de notas e…bingo! Lá está todo o “conteúdo secreto” que omitiram dos leitores.
E o que é?
Um belo exemplo do jornalismo “podemos tirar se achar melhor”…
São e-mails entre Marcelo e seus assessores combinando entrevistas, com conhecimento prévio do conteúdo – que beleza! – com a Folha de S. Paulo  que só serviria se fosse “para mandar recados”.
Transcrevo os “arquivos confidenciais de Polichinello”, para que os leitores possam ter acesso a tudo . Porque, se é pra vazar, não vamos usar o “método Ricúpero”, de esconder o que não interessa à mídia, não é? Apenas preservo o nome dos repórteres, que podem ter entrado de inocentes nessa história , simplesmente e aqui, ao contrário do que se faz na grande imprensa, não se acusa ninguém de algo se não estiver comprovado.
Os trechos “censurados” pelo Estadão, não têm, como se lerá, nada de ilegal, apenas o registro da intimidade e do favoritismo de Odebrecht na imprensa e o fato de, embora falem tanto de sua independência, ter sido feita com perguntas previamente formuladas e em nenhum momento citando a Lava-Jato.
Até mesmo o agente da Polícia Federal  que faz o relato diz que “(em) Marcelo e seus colaboradores, verifica-se a intenção de conceder a entrevista somente se as perguntas forem antecipadas e sem conteúdo polêmico. Inclusive Sergio Bourroul argumenta que só vale a pena a entrevista se for possível mandar recados, não mencionando para quem, nem que tipo de recado seria, inclusive instrui Marcelo a capitalizar a concessão da entrevista, dizendo que que “abriu uma exceção em consideração ao pedido da direção do jornal”.
Eis o que foi “cortado” (e não foi, mas apenas pintado de branco, para que não se lesse) no arquivo divulgado pelo Estadão.

Assunto: Entrevista Folha de São Paulo (Repórter “A” e
Repórter “B”),
Assistentes:
Localização: sala reuniões DP – 15º andar
Detalhes:
SB na coordenação.
Marcelo,
a primeira entrevista da série será com Abilio Diniz, a ser
publicada neste domingo, dia 24. A sua será a segunda, no
dia 31.
A reportagem estava aguardando as confirmações de Murilo
(Vale), Roberto Setubal (Itaú) e Joesley (JBS). Não sei se
emplacou todos.
Você receberá dois repórteres (A e B), que virão acompanhados de um fotógrafo.
Confirmado às 9h00 de amanhã e eu te acompanharei.
Abaixo, repasso os principais pontos que nortearão a
conversa:
O país deve crescer abaixo de 1% este ano e os anteriores
não foram muito melhores. Quais são os principais gargalos
que impedem o crescimento?
O que é preciso mudar para que os empresários voltem a
investir?
Na sua opinião, quais deveriam ser as três prioridades do
governo logo no primeiro ano?
Independente de quem venha a ser eleito, a previsão geral
é de um ajuste duro em 2015. Qual é a sua expectativa?
Os preços públicos, como gasolina, energia e tarifa de ônibus
estão represados. Qual seria a melhor estratégia para ajustar
a economia: um tarifaço logo de cara ou aumentos graduais?
O Banco Central vem fazendo intervenções no mercado para
segurar o real. O sr. acha que seria possível voltar ao câmbio
flutuante de fato ou isso teria um impacto muito forte sobre a
inflação?
O desemprego, que até agora estava controlado, começou a
aparecer aqui e ali. O sr. acha que pode haver uma onda de
demissões pela frente?
A campanha de Dilma se queixa de que o mercado faz
terrorismo eleitoral quando aposta contra ela na bolsa e que
não é a primeira vez que isso acontece no Brasil. Qual é sua
opinião? O mercado faz terrorismo?
O Supremo está a um passo de acabar com o financiamento
privado de campanhas políticas. Na sua opinião, isso é bom
ou ruim?
O setor privado vive pedindo ajuda do governo, como
benefícios fiscais e recursos do BNDES. Por que os
empresários no Brasil dependem tanto do governo?
Abs,
De: Marcelo Bahia Odebrecht
<mbahia@odebrecht.com<mailto:mbahia@odebrecht.com>>
Data: 6 de agosto de 2014 22:19:14 BRT
Para: Sergio Bourroul
<sergiobourroul@odebrecht.com<mailto:sergiobourroul@odebrecht.com>>
Cc: Daniel Villar
<dvillar@odebrecht.com<mailto:dvillar@odebrecht.com>>,
Leonardo Sa de Seixas Maia
<lsmaia@odebrecht.com<mailto:lsmaia@odebrecht.com>>,
Zaccaria Junior
<zaccaria@odebrecht.com<mailto:zaccaria@odebrecht.com>
Assunto: Re: pedido da Folha de S.Paulo
Ok
From: Sergio Bourroul
Sent: Wednesday, August 6, 2014 19:14
To: Marcelo Bahia Odebrecht
Cc: Daniel Villar; Leonardo Sa de Seixas Maia; Zaccaria Junior
Subject: Re: pedido da Folha de S.Paulo
Marcelo,
A sugestão de DV é boa.
Você fala se o repórter antecipar as perguntas. Vou solicita-las, ok?
E capitalizar dizendo que vc abriu uma exceção em
consideração ao pedido da direção do jornal.
Enviada do meu iPhone
Em 06/08/2014, às 19:05, “Marcelo Bahia Odebrecht”
<mbahia@odebrecht.com<mailto:mbahia@odebrecht.com>>
escreveu:
Se fosse uma entrevista apenas minha (e não uma serie) e
como foco geral em nós, eu negaria. Não apenas pelo
momento, como porque temos negado para todos.
Mas se o foco eh nas prioridades para o País nos próximos
anos, e não em nós, e como parte de uma série de poucos
empresários, minha tendência seria aceitar.
From: Daniel Villar
Sent: Wednesday, August 6, 2014 18:58
To: Sergio Bourroul; Marcelo Bahia Odebrecht
Cc: Leonardo Sa de Seixas Maia; Zaccaria Junior
Subject: RES: pedido da Folha de S.Paulo
Marcelo,
O que acha da demanda abaixo?
Já fui mais reativo no passado recente a uma participação
sua, mas pelo contexto descrito pela CDN, e pela provocação
de SB, pode haver espaço para mensagens da Organização,
desde que enviem previamente as perguntas e que as
mesmas não sejam politizadas.
De: Sergio Bourroul
Enviada em: terça-feira, 5 de agosto de 2014 19:11
Para: Daniel Villar
Cc: Leonardo Sa de Seixas Maia; Zaccaria Junior
Assunto: RES: pedido da Folha de S.Paulo
Daniel,
Favor avaliar a solicitação abaixo, da Folha de S. Paulo. Acho
que devemos preservar MO, mas é possível que ele queira
aproveitar para mandar algum recado. O repórter garante que
não haverá questionamentos polêmicos e que envolvam
diretamente a Odebrecht (Petrobras, BNDES, contratos,
doação para campanha, preferências políticas etc). Quer
apenas abrir espaço para a opinião de MO sobre os gargalos do crescimento
do Brasil e as prioridades do próximo governo.
Só vale se for para mandar recados. Caso contrário,
declinamos com tranquilidade.
Obrigado,
Abs,
De: Zaccaria Junior
Enviada em: terça-feira, 5 de agosto de 2014 18:58
Para: Sergio Bourroul
Cc: Leonardo Sa de Seixas Maia; Elea Cassettari Almeida
Assunto: pedido da Folha de S.Paulo
Sérgio, o “repórter A“  da Folha me procurou. Ele informou que o jornal
vai aproveitar o período pré-eleitoral para discutir o futuro do
país por meio de uma série de entrevistas com os principais
empresários brasileiros. Eles devem abordar quais serão os
desafios do próximo governo, independente de quem venha a
ser eleito, para o país voltar a crescer, recuperar o otimismo,
atacar os gargalos que , segundo eles, “impedem o país de
deslanchar”. Palavras do “repórter A“ : “A ideia é publicar uma
entrevista por semana, como parte de uma série, e
preparamos uma lista com os empresários mais respeitados
do país. O jornal gostaria muito de contar a seus leitores o
que o Marcelo Odebrecht pensa disso. A retomada do
crescimento passa por mais investimentos e portanto pelo
setor de infraestrutura e a Odebrecht tem tido um papel
central nessa área. Nossa ideia é começar a publicar as
entrevistas já no início deste mês. Estamos convidando
Roberto Setúbal, Luiz Carlos Trabuco, Murilo Ferreira, Abilio
Diniz, Pedro Passos, entre outros. Mas é uma lista restrita.”
Sérgio, acrescentando, David contou ainda que o secretário
de redação (…)passou na mesa dele dia desses
para falar das entrevistas e perguntou: “E o Marcelo
Odebrecht, que seria a cereja do bolo?”. Mais uma vez,
palavras do David: “Queria que vocês soubessem e reafirmar
que uma entrevista com ele teria espaço nobre e seria bem
tratada”.
Abs,
Zacca

Brito bomba: Fel-lha combina perguntas com Odebrecht ! | Conversa Afiada

13/07/2015

Para os assoCIAdos do Instituto Millenium, um político vale quanto paga

Nossa velha mídia é milhares de vezes mais corrupta do que o político mais corrupto. Sabe por quê? Porque quem corrompe o político é a mídia.  Hoje, quando se lê um a reportagem, a primeira pergunta que deve ser feita é: quanto custou ou este não pagou o preço cobrado. Se pagou, só elogios. Não pagou, pau nele. Por isso que se diz que pau que dá em PT não dá em PSDB. E nisso não está só a imprensa, mas também o Poder Judiciário.

kassab

Para quem ainda tinha dúvidas a respeito de quem são os verdadeiros bandidos está ai mais uma prova. E não é o vendido, mas o comprador. É tal de Lei Rubens Ricúpero, forjada na Rede Globo e divulgada por Carlos Monforte, é regra entre os assoCIAdos do Instituto Millenium.

Como já dizia o velho Hélio Fernandes na moribunda Tribuna da Imprensa, no Brasil pratica-se um jornalismo celular pré-pago. Se você paga, tem crédito. Se não paga, descrédito. A mídia e seus donos são muito mais perniciosos que uma quadrilha só de Fernandinhos Beira-Mar. Pelo menos Beira-Mar entregava o que prometida. A mídia só entrega depois de pago.

Na Rede Globo a entrega de estatueta equivale ao beijo de mafioso. É código de identificação. Não faz muito foi descoberto que o Governo do Geraldo Alckmin pagava R$ 70,00 reais para um tal de Fernando Gouveia jogar a culpa de tudo no PT. Bonito né. Esse é o pessoal que quer ganhar no tapetão para continuarem fazendo a mesma merda de FHC. E, pelo que pagam aos grupos mafiomidiáticos, deveriam estar melhores no IPOBE. Este é o segredo de sucesso dos golpistas.

No RS, neste momento, Farid Germano ganhou em cala-boca na TVE e é só elogios ao governo Sartori. A sabujice a cara de pau não tem limites. Em nenhum outro lugar se encontra mais vendáveis do que entre jornalixos. É por isso que estou com o Barão de Itararé e não abro: o homem que se vende sempre recebe mais do que vale!

Jovem Pan recebia R$ 10 mil por reportagens pró-Kassab, diz revista

seg, 13/07/2015 – 17:17

Da Carta Capital

A Rádio Jovem Pan, emissora paulista que produz conteúdo jornalístico e esportivo, veiculou propagandas estatais “disfarçadas” de conteúdo em sua programação durante a gestão Gilberto Kassab (PSD). É o que afirma reportagem de capa da revista Piauí deste mês. Segundo a publicação, durante a gestão de Kassab (PSD), atual ministro das Cidades, os repórteres da rádio recebiam até 10 mil reais extras por reportagens que enaltecessem programas ou ações da prefeitura.

“Na gestão de Gilberto Kassab, do PSD, a prefeitura costumava pagar cachê aos repórteres da [Jovem] Pan por esse tipo de serviço, e um jornalista poderia receber até 10 mil reais extras fazendo uma reportagem pautada pelos marqueteiros da prefeitura”, informa a edição de julho da Piauí.

De acordo com a revista, propagandas de empresas ligadas ao governo Geraldo Alckmin (PSDB), como Metrô e Sabesp, aparecem na programação em formato de “publieditorial” sem a devida identificação. Nesses casos, o ouvinte não é informado de que se trata de publicidade e não de jornalismo. Neste ano, o Metrô investiu 235 mil reais na Jovem Pan. Em 2014, esse valor chegou a um milhão de reais.

A reportagem de Piauí é centrada na guinada ideológica da Jovem Pan, ao longo dos últimos meses. Segundo a publicação, a emissora optou por um discurso conservador na tentativa de recuperar a audiência, visando o eleitorado antipetista. Desde novembro de 2014, o Jornal da Manhã, um dos principais programas da rádio, conta com comentários da jornalista Rachel Sheherazade. Quem também tem um programa na emissora é Reinaldo Azevedo, colunista da revista Veja e do jornal Folha de S.Paulo.

Jovem Pan recebia R$ 10 mil por reportagens pró-Kassab, diz revista | GGN

04/07/2015

Veja como funciona o finanCIAmento ideológico

Desde o chamamento para a ditadura, a cobertura da ditadura, em todos os sentidos, o prazer com as torturas e os estupros da ditadura, os lucros com a corrupção na ditadura. É mais fácil encontrar provas da participação da Folha & Globo na tortura e estupro de presos políticos que gens de FHC num exame de DNA no filho da amante, Miriam Dutra. Lembremos, assim como a Rede Globo e a Folha se assoCIAram para criarem o jornal Valor, também se assoCIAram para convocarem a manada amestrada para derrubar Dilma. Como a Folha e suas peruas foram partícipes da ditadura, a Folha acha por bem chamar ditadura de ditabranda.

Do gerente comercial do DCM ao Fernando Rodrigues: uma carta aberta

Postado em 03 jul 2015 – por : Emir Ruivo

Eles querem tudo para eles

Eles querem tudo para eles

Fernando, tudo bem?

Sou gerente comercial do DCM e escrevo a você acerca da matéria em que nós somos citados. Gostaria de esclarecer algumas questões, bem como questionar outras.

Primeiro, gostaria de dizer que os números de audiência da Nielsen/Ibope estão errados. Simples: a contagem é feita com painelistas (pessoas que têm um painel da Nielsen), uma forma semelhante com que a Comscore e o Ibope (TV) trabalham. Isso é tratado erradamente há décadas pelo mercado como medição. Isso é projeção. Projeta-se um número, que é uma base de cálculo mais ou menos honesta.

A diferença do Ibope da TV e da internet é que na internet, os painelistas não são necessariamente divididos por faixa etária, renda, instrução, localização como mandam as boas práticas da pesquisa. É só querer ser painelista. Tente lá. É fácil. Também várias dessas ferramentas também não contam internet móvel, e isso significa metade da nossa audiência hoje.

Medição é o que nós fazemos aqui, em que cada visitante é contado. Os números de WordPress Stats e Google Analytics são quase idênticos, o que nos deixa bastante tranquilos em relação à veracidade desta medição. Este mês, deu 3,5 milhões de visitantes únicos. Veja bem: sem sites acoplados, sem “belas da torcida”, sem conteúdo erótico.

O DCM é um site de esquerda, e ninguém esconde isso. É um site que apoiou Dilma Rousseff no segundo turno, é verdade, mas tanto quanto apoio Luciana Genro no primeiro. É um site ligado a uma visão, não a um partido. Isso, com todas as críticas que possa pertinentemente vir a receber.

Me chateia é você escrever sobre nós sem sequer nos procurar. Meu telefone, ao contrário do seu, está no mídia kit, que pode facilmente ser baixado no site. Eu poderia ter dado tanta informação (se é que era isso que interessava).

Por exemplo, está errado dizer que nós simplesmente recebemos menos publicidade oficial e essa é a razão de estarmos abaixo da média. Não é verdade. Nós também praticamos um CPM muito competitivo. Se o UOL abrir seus números, eu abro os meus, mas já aposto um carregamento de sorvete que o nosso CPM final é mais baixo que o do UOL.

Quanto aos critérios técnicos, algumas empresas estatais seguem, eu poderia dizer que tenho certeza. Outras não, também digo com muita segurança. Todas dizem que seguem, e nada me deixa mais triste do que quando olham nos meus olhos e dizem que o DCM não entrou numa campanha por critérios técnicos quando eu sei e todos ali sabem que é mentira.

Mas garanto duas coisas. A primeira e mais importante é que, se fossem seguidos exclusivamente critérios técnicos, o DCM teria recebido muito mais publicidade. Se alguma manobra houve com o DCM, foi negativa – e não duvido que o UOL tenha ficado com alguma parte do quinhão que seria do DCM.

A outra é que os critérios técnicos do Governo Federal, com todos os seus problemas, são melhores, muito melhores que a de qualquer outro governo. Já tentou vender mídia a critério técnico para o governo do Estado de São Paulo? Nossa audiência em São Paulo é grande para caramba. Sabe quanto eu consegui vender pra SP? Zero.

Eu sei que seu texto mantém um tom sóbrio e neutro, mas você conhece as implicações que ele pode ter.

Eu poderia fazer coro a você em um monte de coisas. Os 6 bilhões da TV Globo, isso é uma grande coisa; os 3 milhões de um site pequeno de mais para valer isso é muito menor, mas também estranho, e eu estou com você nesta. Ao mesmo tempo, poderia criticar seu trabalho no caso HSBC, sonegando uma informação importantíssima sobre os Frias. Sabe-se lá quantas outras que não passaram pelo bizarro duopólio Folha-Globo neste caso.

Por falar em bizarro duopólio, é isso que faz ser necessário investir em sites alternativos. Para ter contraponto.

A necessidade de comprar publicidade em sites alternativos se intensifica quando você nota que, por se tratarem de sites de esquerda, e portanto serem, de modo geral, anti-status-quo vigente, isso assusta o empresariado, que limita muito os investimentos nesses sites (ao contrário do que fazem nos meios que defendem os interesses desse empresariado, UOL incluso).

Os sites de direita são protegidos pela iniciativa privada. “Não gostei do que vocês escreveram sobre a Veja”. Eu já ouvi isso tentando vender publicidade a um banco. Depois abro a Veja e vejo uma página dupla desse banco.

Se você está preocupado com custo por pessoa atingida, aliás, sugiro fazer as contas com a Veja. O nosso CPM relativo e absoluto, em comparação à Veja, é mais baixo. O tal banco prefere anunciar na Veja, que defende seus interesses, a anunciar no DCM, que defende os interesses de seus funcionários.

É direito deles, claro. Eles que anunciem onde quiserem. Não o governo. O governo tem a obrigação moral de fomentar a divergência. Faz isso pouco e faz isso mal, é bom que se diga. Mas não é anunciando no UOL que vai ter sucesso com isso, e a sua iniciativa de intimidar esse investimento é uma lástima para a sociedade.

Cordialmente,

Emir Ruivo

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Sobre o Autor

Emir Ruivo é músico e produtor formado em Projeto Para Indústria Fonográfica na Point Blank London. Produziu algumas dezenas de álbuns e algumas centenas de singles. Com sua banda, Aurélios, possui dois álbuns lançados pela gravadora Atração. Seu último trabalho pode ser visto no seguinte endereço: http://www.youtube.com/watch?v=dFjmeJKiaWQ

Diário do Centro do Mundo » Do gerente comercial do DCM ao Fernando Rodrigues: uma carta aberta

03/07/2015

O nazismo começou assim

Filed under: Banditismo,Grupos Mafiomidiáticos,Igor Gilly Teles,Jair Bolsonaro,Sexualidade — Gilmar Crestani @ 9:40 am
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O amor enrustido que não ousa dizer seu nome, do grandalhão e seu gurizinho, descasca o ovo da serpente posto pelos grupos mafiomidiáticos. Igor, assuma que dói menos. E seja feliz com Bolsonaro ou outro Tonton Macoute qualquer.

Fanático que insultou Dilma nos EUA ‘precisa responder criminalmente’

Postado em 3 de julho de 2015 às 8:48 am

Debi e Loide

Debi e Loide

Do blog do iram:

Fascistas que possuem perfis na rede social passaram do limite. Infiltrado na comitiva da presidente Dilma Rousseff que foi à Flórida (EUA), o ativista de direita Igor Gilly Teles passou a insultar a presidente. Chamou-a de ladra, assassina, terrorista e comunista de me…. Uma atitude que fere frontalmente nossos preceitos democráticos.

O ignóbil jovem, que aparece na foto acima ao lado de ninguém menos que o deputado Bolsonaro, não fez um simples protesto. Ele invadiu um espaço para cometer no mínimo um crime contra a honra da principal mandatária do país, tipificado no código penal como calúnia, injúria e difamação.

Com essa atitude fascista, ele pode até responder por outros crimes, além de ser enquadrado na Lei de Segurança Nacional por ter colocado em risco a integridade física da presidente.

Premeditadamente, ele filmou tudo e colocou há pouco no seu perfil do facebook. Material comprometedor e que já pode ser utilizado pelo Ministério Público Federal (MPF) como instrumento necessário para uma futura ação.

Diário do Centro do Mundo » Fanático que insultou Dilma nos EUA ‘precisa responder criminalmente’

Folha tem banditismo no seu DNA

Se o argumento dos donos da Folha era apenas combater a “subversão comunista”, por que eles precisavam assistir as sessões de tortura, estupro e morte no DOI-CODI?! O que a Folha precisa explicar a respeito da ditabranda, é se a ditadura virou branda porque ela emprestava as peruas para desovarem os corpos nas valas comuns do Cemitério de Perus, ou era branda porque a Folha escondia dos seus leitores as sessões de que participava?!

‘Folha’ ama delatores desde a ditadura

Por Altamiro Borges

O jornal "Folha de S.Paulo" – o mesmo que ajudou a criar o clima fascista para o golpe de 1964 e que apoiou os setores mais truculentos da ditadura militar, com suas torturas e assassinatos – não gostou das respostas de Dilma Rousseff durante sua visita aos EUA. Perguntada sobre a midiática Operação Lava-Jato – com suas "delações premiadas" e premeditadas, seus vazamentos seletivos e suas prisões e métodos ilegais de obter confissões -, a presidenta foi enfática: "Eu não respeito delator, até porque estive presa na ditadura militar e sei o que é. Tentaram me transformar numa delatora. A ditadura fazia isso com as pessoas presas e garanto a vocês que resisti bravamente".

Um dia depois, nesta terça-feira (30), durante entrevista coletiva na Casa Branca e ao lado de Barack Obama, a presidenta voltou a ser questionada sobre a Operação Lava-Jato e novamente condenou a forma como as investigações são conduzidas. "Isso é um tanto quanto Idade Média… O governo brasileiro não tem acesso aos autos. E, estranhamente, há um vazamento seletivo e alguns têm acesso. Aqueles que são mencionados não têm como se defender porque não sabem do que são acusados". As respostas desagradaram a famiglia Frias e seus serviçais. Em editorial nesta quarta-feira, intitulado "Lógica torturada", a Folha esbraveja:

"Ao dizer que não respeita delator, Dilma demonstra incoerência, mistura ditadura com democracia e ataca mecanismo processual… Antipatizar com delatores é uma questão pessoal, mas Dilma Rousseff, na condição de presidente da República, tem o dever legal de respeitar um instituto admitido pela legislação brasileira – a norma mais recente sobre o tema, aliás, foi sancionada pela própria petista em 2013… Embora advogados de envolvidos na Operação Lava Jato apontem abusos nas prisões, não se tem notícia de violência física ou supressão do direito de defesa. Não se confundem com ruptura institucional os eventuais exageros processuais".

Na sua seletividade, a famiglia Frias nem sempre apoia os ‘delatores’. O doleiro Alberto Youssef, por exemplo, já dedurou o tucano Aécio Neves nas suas "delações premiadas" da Lava-Jato, revelando que ele recebia "mesada" da empresa Furnas. As graves denúncias contra o cambaleante, porém, não tiveram qualquer destaque nas páginas da Folha. O próprio Ricardo Pessoa, dono da UTC, que agora é manchete diária na mídia tucana, também acusou o senador Aloysio Nunes, vice na chapa de Aécio Neves nas eleições do ano passado. Neste caso, as denúncias do "delator" também sumiram do jornal.

A Folha somente apoia os "delatores" que servem aos seus propósitos políticos. Esta seletividade é bem antiga. No período mais sombrio da ditadura militar, o jornal utilizou depoimentos extraídos na tortura para atacar os patriotas que lutavam pela volta da democracia no Brasil. A historiadora Beatriz Kushnir, no imperdível livro "Cães de guarda: jornalistas e censores do AI-5 à Constituição de 1988", apresenta vários documentos que comprovam a postura fascista da famiglia Frias. Ela sempre seguiu a "lógica dos torturadores" – no passado e no presente.

*****       

Leia também:

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Altamiro Borges: ‘Folha’ ama delatores desde a ditadura

27/06/2015

Retrato falado (e escrito) do banditismo da Folha

O ódio com que atacam Lula denuncia um esquema gigantesco de apropriação do Estado ao modo mafioso. Nem Al Capone agia com tanta ousadia e desenvoltura com que agem os assoCIAdos do Instituto Millenium. E tudo para que empresas como a Chevron possam se apropriar do pré-sal.

Para entender a caça a Lula, Dilma e o PT basta verificar o modus operandi da máfia que, à pedido das sete irmãs petrolíferas, sumiu com o Ministro da Energia italiano, Enrico Mattei! Somente em 2005 se conseguiu chegar à prova de que não foi acidente, mas atentando.  

Após a Segunda Guerra Mundial recebeu a tarefa de liquidar a Azienda Generale Italiana Petroli Agip, a empresa estatal de petróleo criada pelo regime fascista. Porém, ao contrário do previsto, Mattei concentrou e aumentou a antiga estrutura sob a nova denominação de Ente Nazionale Idrocarburi (ENI).

Sob sua direção, o ENI negociou importantes concessões de petróleo com o Oriente Médio bem como acordos comerciais relevantes com a antiga União Soviética, ajudando a quebrar o oligopólio das Sete Irmãs, que dominavam a indústria do petróleo em meados do século XX. Mattei introduziu também o princípio segundo o qual o país possuidor das reservas exploradas receberia 75% dos lucros.

Enrico Mattei, que se tornou uma figura poderosa na Itália, era um democrata-cristão de esquerda e foi membro do Parlamento italiano entre 1948 e 1953.

Faleceu em um misterioso acidente aéreo em 1962. Em 2005 foi descoberto a natureza dolosa do acidente, que foi provocado mediante colocação de bomba a bordo do avião.

O relato (quase desenhado) da má-fé da Folha, por Conceição Lemes

26 de junho de 2015 | 10:54 Autor: Fernando Brito

folhamaluco

Dispensa comentários, porque as imagens fornecem ao texto quase que um desenho da narrativa, o artigo escrito por Conceição Lemes no Viomundo sobre o circo armado pela Folha – e por boa parte da mídia – em torno do palerma (ou provocador) que impetrou o tal patético “habeas corpus” em favor de Lula que, como disse o próprio desembargador que negou seguimento à pataquada jurídica. Só serve para  “expor e prejudicar” o ex-presidente.(veja aqui).

Desejo que um transtornado, que já impetrou 150 (!!!) habeas corpus – marca que poucos advogados conseguiram atingir com anos e anos de carreira, ao qual,  de imediato, toda a grande mídia atendeu.

Coube à Folha erguer o mastro principal do circo, o que Conceição fotografa,  em detalhes, para reconstruir o “passo a passo” de uma sordidez.

Leia o texto que reproduzo, com suas imagens, tomando apenas a liberdade de reduzir o título:

A Folha e o maníaco do HC

A má-fé da Folha de S. Paulo é sem limite.

A cada dia que passa, o jornal que serviu à ditadura militar, se afunda mais no esgoto.

Nesta quinta-feira, 25 de junho, protagonizou mais uma patifaria.

Folha 1Primeiro, o jornal dá como  manchete  que “Ex-diretor ligado a Lula continuará preso, decide juiz”.

Refere-se a Alexandrino Alencar.

“Ele era diretor de Relações Institucionais da Odebrecht. E nessa condição acompanhou Lula em palestras da empresa, quando o ex-presidente já havia deixado o cargo”, explica José Chrispiniano, assessor de imprensa do Instituto Lula. “Apenas isso.”

Só que a Folha, como a mídia em geral, o liga a Lula como “amigo”, para forçar a versão que lhe interessa, na tentativa de incriminar o ex-presidente.

Depois, coloca como manchete da capa que Lula havia pedido um habeas corpus preventivo à Justiça.

Na versão, postada nesta quinta-feira, às 11h25, a Folha afirma que Lula pediu à Justiça para não ser preso por juiz da Lava Jato. Ou seja, a Folha assume como verdade a notícia de que Lula é o autor do habeas corpus.

Detalhe: sem ouvir o Instituto Lula ou o ex-presidente sobre a veracidade da informação.folhatwitter

A Folha publica a mesma notícia no twitter, assumindo, de novo, como verdade que Lula é o autor do habeas corpus.

Cerca de uma hora depois a Folha muda a versão. Afirma que “Habeas corpus pede que Lula…” e não mais “Lula pede”. Detalhe: sem dizer aos leitores que a sua informação inicial era mentirosa.

Na capa, o UOL noticia: Instituto Lula diz que não impetrou habeas corpus. Propositalmente dá margem ao leitor a ficar em dúvida com a explicação do Instituto Lula. É como se IMG_1392-001afirmasse: “se o Instituto Lula diz, pode ser que esteja mentindo”.

A Folha, além de não ter ouvido o Instituto Lula — o outro lado, é regra básica do jornalismo — não teve a menor preocupação em saber quem impetrou o mandato.

Apenas numa atualização às 13h02, surge o nome de Maurício Ramos Thomaz, de Campinas, como o verdadeiro autor:

Folha 5

A Folha não se dá por vencida nem mesmo diante do conteúdo do habeas corpus do Maurício Thomaz. Vejam o trecho abaixo. Tirem as suas próprias conclusões.

Pior. Como habeas corpus não foi impetrado pelo ex-presidente Lula, a Folha tenta, obliquamente, ligar Maurício Ramos Thomaz a fatos relacionados a petistas.

888272327c4e0900650aa8c9184d9bf5Só que “esquece” de pesquisar direito.  Thomaz é maníaco por HCs.

O autor é fã de Diogo Mainardi. Num processo movido pelo jornalista Paulo Henrique contra o ex-colunista da Veja, Thomaz entrou com habeas corpus em favor de Mainardi, para livrá-lo da condenação. E perdeu.

Em e-mail à ombusdman da Folha, José Chrispiniano, assessor de imprensa do Instituto Lula, denuncia a irresponsabilidade do jornal.

Cara ombusdman,

Bom dia. Segue abaixo matéria Folha 4da Folha de S. Paulo. Ela foi depois alterada, mas não importa, porque foi ao ar atribuindo de maneira irresponsável informações não checadas. Nenhum desses repórteres do jornal nos contatou (outros dois, Andreia Sadi e Bruno Boghossian nos contataram para checar). Eles checaram apenas com a assessoria de imprensa do TRF-4. Não checaram a autoria do Habeas Corpus. Já sabemos que a suposta regra de outro lado no Manual da Folha e da checagem de informações é relativa quando se refere ao ex-presidente Lula. Mas o jornal, na figura desses dois repórteres, passou agora de qualquer limite.

Atenciosamente,

José Chrispiniano

Que a Folha quer ver Lula na cadeia, o PT banido e a presidenta Dilma defenestrada, não há a menor dúvida.  Todos nós sabemos disso.

A questão é: para conseguir os seus objetivos, quantas mais mentiras a Folha publicará? Até onde o jornal de Otavinho Frias afundará nos seus dejetos?

O relato (quase desenhado) da má-fé da Folha, por Conceição Lemes | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

13/06/2015

Folha, um jornal sem educação

fsp 13062015Com indisfarçável alegria, a Folha comemora em manchete a derrota dos professores paulistas. Exatamente 90 dias após o início da greve dos professores, a Folha dá capa para o assunto. Em nenhum momento antes fez qualquer reportagem para mostrar a real situação, tanto em relação às reivindicações dos professores, seja em relação à intransigência do governo do Estado. Não se trata apenas da blindagem ao eterno poder do PSDB sobre São Paulo, mas de informação sonegada, ao melhor método Rubens Ricúpero, escondendo como se não existisse, de toda comunidade escolar. Não há nada mais paradigmático para um grupo que lida com informação do que o silêncio sobre assunto que envolve tanta gente. Pior, exatamente quando os professores encerram sua luta o jornal dá ares de sua graça para tripudiar.

Infelizmente, a Folha faz isso porque há parcela significativa da sociedade que compactua no combate aos professores.  A manchete da Folha faz parte de uma lógica levantada pela sua parceira do Instituto Millenium, a revista Veja, que pediu “menos escolas, mais prisões”.

Enquanto os setores progressistas não se derem conta de que, hoje, o principal entrave para a melhora da nossa sociedade se encontra exatamente nos  associados dos Instituto Millenium não haverá esperança de de que tenhamos avanços no processo civilizatório.

Nunca é demais lembrar que o Governo de São Paulo distribui milhares de assinaturas da Folha, Estadão e Veja nas escolas públicas. Se isso não explica tudo, é mais do que suficiente para se ter uma ideia de onde está o verdadeiro banditismo. O criminoso mais perigoso é aquele que faz seu crime parecer um bem. Nisso a Folha tem boa parceria, não só no governo do Estado, mas em vários setores da sociedade. Quando alguém usa a democracia para pedir um Golpe de Estado está tendo um comportamento não só esperado, mas festejado por quem não tem a menor educação. Educação no seu sentido mais nobre, como ensinado por Paulo Freire.

O comportamento da Folha é mais nocivo que o tráfico do Fernandinho Beira-Mar, porque Fernandinho entrega seu produto para quem quer destruir a própria vida, enquanto a Folha entrega um produto com o objetivo de destruir a vida dos seus adversários.

Fico me perguntando o que eu faria com a Folha se estivesse dando aula numa das escolas em que ela é distribuída pelo Geraldo Alckmin.

Derrotados, professores encerram greve mais longa da categoria em SP

Parados há 89 dias, docentes da rede estadual pediam reajuste de 75%, mas não conseguiram nada

Governo Alckmin não apresentou nenhuma proposta de aumento; movimento perdeu força após corte de ponto

(WÁLTER NUNES)COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A mais longa greve da história da rede estadual de ensino de São Paulo terminou nesta sexta-feira (12), depois de 89 dias, sem nenhum acordo entre professores e a gestão Geraldo Alckmin (PSDB).

A maioria que compareceu à assembleia da categoria, na avenida Paulista, decidiu encerrar a paralisação apesar de não ter conseguido nenhum aumento salarial.

Os professores pediam reajuste de 75,33% –suficiente, segundo a Apeoesp (sindicato docente), para equiparar os salários dos professores aos dos demais profissionais com ensino superior no Estado.

O governo não apresentou proposta de reajuste. Diz que divulgará um plano até julho, quando completará um ano do último aumento. Os professores devem voltar às atividades na segunda-feira (15). A reposição de aulas será definida por cada escola.

A greve acabou se esvaziando e perdendo adesão principalmente depois do corte de ponto dos grevistas pelo Estado –com aval da Justiça.

A presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, negou derrota da categoria, que, segundo ela, continua insatisfeita. "Ninguém vai sair de cabeça baixa. O governo queria a derrota do movimento, mas ele não conseguiu", afirmou. Segundo a PM, a assembleia reuniu cerca de mil pessoas. O sindicato estimou 8.000.

A greve foi anunciada em 13 de março, em meio a um ato em defesa de direitos trabalhistas que reuniu diferentes sindicatos e movimentos sociais e também serviu de apoio ao governo da presidente Dilma (PT).

‘SOBREVIVER’

"Nós viemos para votar não, porque não temos mais condições de ficar parados sem salário. Precisamos sobreviver", afirmou Sueli Pinto Arantes, que saiu de Ribeirão Preto para a assembleia.

A decisão sobre a manutenção da greve já havia sido apertada na semana passada, quando foram necessárias duas votações, devido ao equilíbrio na primeira.

No auge da paralisação, em abril, a Apeoesp contabilizava adesão de 75%. Nos últimos dias, falava em 30%.

A Secretaria de Estado da Educação chegou a falar em até 9% de faltas, mas depois disse que a taxa de ausência estava limitada a 2%.

Em nota, a gestão Alckmin disse que a greve era "um movimento isolado".

O governo afirmou ainda que concedeu 45% de reajuste em quatro anos.

Parte desse percentual, porém, se refere à incorporação de gratificação ao salário-base, que beneficia aposentados, mas tem impacto quase nulo para servidores ativos.

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