Ficha Corrida

25/06/2016

Lula, o ódio não ultrapassa fronteiras

Filed under: Complexo de Vira-Lata,Eurozona,FHC,José Serra,Tio Sam — Gilmar Crestani @ 12:34 pm
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Serra_EUAQuando Lula ganhou sua primeira eleição, na véspera da posse, passei o réveillon em Buenos Aires. A Argentina vinha de uma crise que atendia por muitos nomes, mas o mais pomposo era irmão gêmeo do que antecedeu Lula. Carlos Menem foi pra Argentina o que FHC foi para o Brasil. O desmantelamento do Estado e a institucionalização da cleptocracia. A implantação de Gilmar Mendes no STF prova, contudo, a necessidade de proteger.

A diferença é que a Argentina teve de passar por De La Rua… Os jornais argentinos, na véspera da posse de Lula, estampavam manchetes que suspiravam esperança: ”Quem será nosso Lula?”. Lula e Dilma transformaram o Brasil, com  reconhecimento internacional. Graças aos veículos internacionais, os seus caçadores internos, tirando os mais alucinados, mantém uma boa dose de precaução. Salivam de raiva toda vez que um veículo externo expõe as vísceras dos golpistas.

Nenhum outro presidente brasileiro foi condecorado com tantos título de Doutor Honoris Causa quanto Lula. Tampouco terá, simplesmente porque nossa plutocracia incensa somente vira-latas. Nossa elite festeja quem escreve livros exaltando a subserviência aos EUA. FHC, camelô das ideias do sociólogo chileno, Enzo Faletto,  vendeu a Teoria da Dependência como suprassumo da nossa emancipação. Resumidamente, a ideia é que a dependência aos EUA é que nos dará independência. Sonham em nos transformarem numa grande Porto Rico. Segundo o Ministro José “Tarja Preta” Serra, bom mesmo é entregar a Petrobrax à Chevron.  O sonho da nossa plutocracia é comprar ternos chineses em Miami

A propósito da fragmentação da União Europeia, o jornal argentino Pagina12 se pergunta que fantasma avança sobre a Europa, porque sobre o Mercosul já sabemos de onde vem a ordem de desmantelamento. O fantasma brasileiro é decorativo, tão “brasileiro” como Halloween.

Enquanto no Brasil caçam Lula, n exterior continua sendo citado como um estadista profético.

¿Cuál fantasma?

Por Martín Granovsky

El salón entero aplaudió cuando la traductora pasó al francés lo que había dicho Lula en portugués: “Cuiden la Unión Europea, porque es un patrimonio de la humanidad”. Lo afirmó en su discurso de aceptación del Doctorado Honoris Causa en el prestigioso Centro de Estudios Políticos de París, conocido en la jerga de los investigadores como Sciences Po, en septiembre de 2011. Sin embargo, ni en ése ni en otros mensajes el ex presidente brasileño se permitió un elogio bobo de la UE. Para Lula, la integración europea había sido una herramienta de superación de las guerras. Lula, además, miraba a Europa como un espacio para la conquista de derechos sociales durante el siglo XX. Su alusión a la UE como patrimonio de la humanidad debía ser entendida en ese contexto: como una contribución regional a un mundo más pacífico y como el laboratorio del Estado de bienestar. De un Estado de bienestar que el líder brasileño llamaba a proteger hasta en sus más mínimas conquistas.

Ahora que el Brexit ya es una decisión popular y que el Reino Unido se irá de la UE, quizás la aproximación de Lula a la cuestión europea sirva para imaginar escenarios y problemas nuevos.

Las centrales sindicales hicieron campaña en contra del “exit”. La TUC, la CGT británica, sostenía que un Brexit significaría menor protección social, con riesgo para el sistema público de salud, y que la situación de los trabajadores podría empeorar. Aclaraba, por cierto, que las cosas no estaban bien. En el laborismo ese discurso sobre los riesgos de romper con la UE se hizo mayoritario y obligó a pronunciarse contra el Brexit a dirigentes tradicionalmente euroescépticos como el propio jefe, Jeremy Corbyn. En 1975 Corbyn votó a favor de romper con la Comunidad Económica Europea. En 1993 votó en contra del Tratado de Maastricht, que no solo fue la base jurídica de la UE sino su fundamento ortodoxo con topes al déficit fiscal. En 2008 dijo que la UE “siempre tuvo un serio déficit democrático”. Y el año pasado hizo un pronóstico de hecho sobre el Brexit: “Si Europa se convierte en una organización brutal que trata a todos sus miembros como ha tratado a los griegos, entonces Europa perderá el apoyo de muchos ciudadanos”. O sea que Europa como organización ya habría dejado de ser el escudo contra miles de años de guerra para convertirse en el fórceps capaz de apretar tanto, pero tanto, que produciría implosiones y explosiones en toda la región.

El futuro de Corbyn servirá para medir qué pasa en una Europa convulsionada por la dispersión, el desempleo, la crisis y la xenofobia. Su campaña contra el Brexit fue liviana y ahora, dentro del laborismo, los partidarios de quedarse en la UE lo acusan de haber ayudado a los simpatizantes de la salida. Pero el Brexit ganó en distritos industriales y laboristas como Birmingham, la segunda ciudad del Reino Unido.

El laborismo, ¿conseguirá retener políticamente a esos obreros para que terminen en la extrema derecha como sucede en los arrabales de Francia? Para ese reto, ¿hay alguna figura laborista mejor que Corbyn? ¿Cuánto tiene la TUC hoy de pertenencia a la élite política y cuánto de representatividad verdadera?

El Reino Unido siempre hizo gala de su diferencia con el resto de Europa. “British is different” es una frase clásica. Incluso hay chistes autoirónicos: “¿Saben qué es el sexo? Una actividad que se practica en el continente”. El continente, como es obvio, no abarca a las islas británicas.

El Brexit, entonces, ¿supone una tendencia europea o debe ser leído como un modo de confirmar la britaniquísima identidad en la diferencia?

Una UE con austericidio, como dice el economista Paul Krugman, o sea obsesionada con el recorte del gasto público, ¿es parte de la solución o es el problema? ¿No fue la UE de los últimos años la que permitió el reinado de la troika integrada por la Comisión Europa, el Banco Central Europeo y el Fondo Monetario Internacional? Veloz para montar la ola, el líder Pablo Iglesias de Podemos, el partido que busca ser el segundo en discordia en las elecciones de mañana, ya dijo que “de una Europa justa y solidaria nadie querría irse”.

“Un fantasma recorre Europa”, comenzaban Carlos Marx y Federico Engels el Manifiesto de 1848. “El fantasma del comunismo.” Hoy otro fantasma recorre Europa. El punto es saber cuál.

martin.granovsky@gmail.com

Página/12 :: El país :: ¿Cuál fantasma?

23/10/2015

Helicóptero de amigo do …. com 450 kg de cocaína

folha spDas manchetes que jamais verás nos assoCIAdos do Instituto Millenium: Helipóptero de amigo do Aécio, com 450 kg de cocaína, foi apreendido no Espírito Santo. Mas podemos tirar, se achar melhor… Para os golpistas, a caça ao Lula enfrenta qualquer tipo de lógica. Nem se fala de isonomia de tratamento ou de respeito ao fatos. É manipulação grosseira feita por boçais cujo único objetivo é criminalizar Lula para esconder o apoio a traficantes  e toxicômanos.

Como já dizia o velho Barão de Itararé, de onde menos se espera, de lá mesmo é que não sai nada. Aliás, sai. É da Folha que saía as peruas que transportariam os corpos dilacerados dos presos sem mandado, torturados por prazer nos DOI-CODI, estuprados na frente dos finanCIAdores da OBAN, e depois escondidos no Cemitério de Perus. A Folha tinha participação nisso, por isso que ela saiu-se com a definição antológica da ditadura: ditabranda! Não bastasse isso, resolveu publicar um ficha falsa da Dilma. Está no DNA da Folha, o golpismo cínico, escancarado, e sempre para proteger traficantes, golpistas, corruptos.

Nesta mesma edição da Folha, por mais paradoxal que parece, em relação a Eduardo CUnha, a Folha ainda usa a linguagem na condicional. Deputado do PP está envolvido, mas o nome não apare…

Pecuarista amigo de Lula diz que repasse de lobista foi empréstimo

Eurides Aok – 16.mai.10/Correio do Estado

O pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula

MÔNICA BERGAMO
DE COLUNISTA DA FOLHA

23/10/2015 02h00

O pecuarista José Carlos Bumlai, acusado pelo delator Fernando Soares, o Baiano, de receber propina para mediar negócios no setor de petróleo e repassá-los a uma nora do ex-presidente Lula, afirma que os recursos que recebeu do lobista serviram, na verdade, para pagar empregados de suas fazendas.

Bumlai repetiu a versão a mais de uma pessoa. Segundo a Folha apurou, ele diz que contratou Baiano para ajudá-lo a vender uma termelétrica. Pela corretagem, lhe pagaria uma comissão milionária.

Como estava precisando de recursos com urgência, já que seus negócios no setor agropecuário passam por dificuldades, Bumlai pediu a Baiano, na ocasião em que o contratou, um empréstimo para quitar dívidas com trabalhadores de suas terras.

O lobista aceitou, segundo a versão do pecuarista. Como tinha recursos para receber de uma empresa ligada à OSX, de Eike Batista, para quem prestava serviços, Baiano pediu que a companhia repassasse o crédito a Bumlai.

O dinheiro teria sido então depositado na conta de uma empresa da família do fazendeiro. Ou seja, o que Baiano diz ser propina não passaria de um empréstimo a Bumlai, sem contrato assinado e jamais saldado.

O fazendeiro diz a interlocutores que, ao contrário do que sugere o delator, os recursos depositados na tal empresa não foram repassados a uma nora do ex-presidente Lula, mas sim a ele próprio, por meio de um contrato de mútuo. Ele teria usado o dinheiro para então pagar seus empregados.

O fazendeiro rebate ainda os valores revelados por Baiano nos depoimentos que deu às autoridades em acordo de delação premiada. Ele diz que não recebeu R$ 2 milhões do delator, e sim R$ 1,5 milhão.

DELAÇÃO

Baiano afirmou em seus depoimentos que o ex-presidente Lula participou de reuniões com Bumlai, de quem é amigo, e o presidente da Sete Brasil, João Carlos Ferraz, sobre contratos da Petrobras.

A reunião com Lula foi marcada durante as tratativas de Baiano, que atuava em nome da OSX, de Eike, e Bumlai para conseguirem um contrato de construção de navios-sonda com a Sete Brasil.

Segundo a versão do delator, Lula teria prometido "ajudar a dar mais velocidade", mas os negócios supostamente intermediados por Bumlai não prosperaram.

Mesmo assim, meses após a reunião, que teria ocorrido em 2011, Baiano diz ter repassado R$ 2 milhões em propina a Bumlai, que teria solicitado para uma nora de Lula.

Lula disse que nunca autorizou o amigo a pedir dinheiro em nome dele e negou que alguma nora tenha recebido favor de Baiano. Nesta quinta (22), o ministro do STF Teori Zavascki negou um pedido de Fábio Luís Lula da Silva, filho de Lula, para ter acesso à delação de Baiano.

14/08/2014

PIBinhos pelo Mundo

Filed under: Economia,PIBe,Pibinho,Tigres Asiáticos — Gilmar Crestani @ 7:57 am
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fhc lula_nAs principais manchetes do caderno Mundo da Folha de São Paulo dão conta da situação econômica em várias partes do Mundo, do México ao Japão, da Europa à China. Estivesse o PSDB no poder, seria desculpa suficiente para passar o pires no FMI. Foi-se o tempo em que uma dor de barriga nos Tigres Asiáticos ou uma diarreia no México abalavam os pilares da economia do Farol de Alexandria.

O desarranjo econômico ao redor do mundo, ninguém duvida, influencia a economia brasileira. Vimos isso em 2008, mas Lula transformou o tsunami que varreu bancos norte-americanos, ingleses, espanhóis, italianos e gregos numa marolinha. Fosse o PSDB, o arrocho, o PDV e outras velhas receitas do FMI teriam sido impostas a golpes de Parabólica

Quem foi que lucrou com a crise de 2008? O capital especulativo, que frequenta a Bolsa de Valores nas madrugadas, razão pela qual está todo ouriçado com a forte possibilidade de que o PSDB seja varrido da face da terra nestas eleições. A velha receita do FMI, por triste coincidência, está sendo retomada pelo governador do PSDB, Geraldo Alckmin, em São Paulo: USP traça plano de demissão voluntária para amenizar crise

Entendeu ou precise que desenhe?!

07/07/2014

David Luiz

Filed under: Copa 2014,David Luiz,Futebol — Gilmar Crestani @ 9:34 am
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lula david luiz ramiresSó vou acrescentar uma, pra deixar completo o rol de provas, David Luiz fazendo o L para homenagear Lula quando saiu a notícia de que estava com câncer…

20 provas de que David Luiz é o cara da Copa

Postado em 05 jul 2014 – por : Pedro Nogueira

Jogo após jogo, ele tem feito a felicidade de 198 milhões de brasileiros. Mas acha que isso é tudo? Pois saiba que o zagueiro da Seleção tem muito mais.

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Seus gols vêm salvando o Brasil no mata-mata da Copa

Sim, vencemos novamente, apesar dos prognósticos negativos dos abutres, que diziam do boca cheia: “O Brasil não está jogando nada e vai cair na real contra a Colômbia.” Nestas duas vitórias suadas pelo mata-mata da Copa, é indiscutível que um homem sobressaiu-se dos demais. Seu nome você já sabe. É David Luiz.

Mesmo sendo seu trabalho defender o gol brasileiro, ele fez 2 dos 3 gols da Seleção na segunda fase. Não fosse por ele, talvez os abutres acertassem em suas previsões. Por isso, após sua atuação de gala contra o time colombiano hoje, decidimos reunir 20 provas de que David Luiz é o maior ser humano vivo do planeta.

1# Ele é um bom vencedor

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Uma das cenas mais marcantes da Copa — talvez a maior? — aconteceu após o apito final. O colombiano James Rodriguez caiu no choro depois da eliminação da Colômbia. E quem estava lá para consolá-lo? O mesmo homem que anulou-o durante a partida inteira, David Luiz. Vencer é difícil. Ser um bom vencedor, mais difícil ainda.

2# Ele trata os fãs com carinho

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Assista a este vídeo e você entenderá do que estamos falando.

3# Ele é o melhor jogador da Copa

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Nem Messi, Robben ou Neymar: o craque da Copa até agora tem sido David Luiz, segundo as notas recebidas em cada jogo pela Fifa.

4# Ele não passou uma temporada sem título nos últimos 6 anos

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Em 2008/09 foi a Taça da Liga Portuguesa. Em 2009/10 foi o Campeonato Português. Em 2010/11 foi novamente a Taça da Liga Portuguesa. Em 2011/12 foi a Champions League e a FA Cup. Em 2012/13 foi a Copa da UEFA. E agora em 2014 será a Copa do Mundo.

5# Ele daria um ótimo vilão para o próximo filme do Batman

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Se fizeram um remake de Batman vs Bane, o nosso querido zagueiro cairia perfeitamente no papel, como podemos ver na foto acima. E alguém tem dúvidas de que ele daria uma surra em Ben Affleck?

6# Ele tem uma raça de proporções épicas

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Seja nos clubes ou na Seleção, você nunca verá David Luiz tirando o pé da dividida ou desistindo de uma bola aparentemente impossível. Muitos outros deveriam aprender com ele.

7# Ele cresce nos momentos decisivos

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Treino é treino, jogo é jogo, diz uma velha máxima. Dá para ir além e dizer que jogo é jogo, mata-mata é mata-mata. Afinal, é fácil jogar bem quando não existe pressão. Mas e na hora da decisão? Em todos os jogos do Brasil na segunda fase da Copa, até agora, David Luiz marcou gols e foi uma muralha na zaga. Haja nervo.

8# Ele é o zagueiro mais caro da história

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55 milhões de euros é dinheiro suficiente para montar um time inteiro. Ou, então, comprar David Luiz — que sejamos honestos, vale por uns 11 caras mesmo. Foi esse o valor que o PSG pagou para tirá-lo do Chelsea, a contratação mais cara de um zagueiro na história do futebol.

9# Ele é um modelo perfeito para caricaturas

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Dê um Google em “David Luiz caricatura” e você passará horas se divertindo.

10# Ele é um fanfarrão (no bom sentido)

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Quem não gosta de uma pessoa divertida e bem humorada? David Luiz é o sorriso em pessoa. Por isso simplesmente todo mundo o adora.

11# Ele é de um carisma inigualável

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Dê uma boa olhada no cidadão acima e diga que você não criou uma simpatia instantânea por ele. Caso tenha pensado “não”, melhor fazer terapia. Pois você é um entre milhões.

12# Ele sempre está lá para salvar o Brasil na defesa

David Luiz salvar

Lembra a surra que o Brasil deu na Espanha na final da Copa das Confederações, por 3×0? Quando o jogo ainda estava 1×0, David Luiz salvou um gol em cima da linha. Não fosse por isso, talvez a história da partida teria sido outra.

13# E no ataque também

David Luiz ataque

O ataque brasileiro não está em sua melhor fase. Mas tudo bem, quem precisa de atacantes quando temos David Luiz, o zagueiro artilheiro que está com uma média de 1 gol por partida na segunda fase da Copa?

14# Ele não tem vergonha de chorar

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Os abutres que nos perdoem, novamente, mas o choro da Seleção após a vitória dramática contra o Chile foi de arrepiar.

15# Ele fica na estica quando coloca um terno

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Eis a prova de que você não precisa fazer como Cristiano Ronaldo — tirar a sobrancelha, ter o corte de cabelo da moda, etc etc — para ficar estiloso.

16# Ele foi tietado por Cara Delevingne

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Nunca ouviu falar nela? Entre nesta matéria.

17# Ele faz caretas sensacionais

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Alguns jogadores adoram fazer pose e dar de galã em campo. Sério, senhores? Isso é futebol, não passarela. Aprendam com David Luiz, que manda ver na careta durante os 90 minutos de partida.

18# Ele só poderia ser parado com um tiro

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Esta foto define David Luiz, um verdadeiro guerreiro dos gramados. E, olha, suspeitamos que seria necessário pelo menos uma rajada de metralhadora para pará-lo, pois se o 50 Cent aguentou 9 balas, David Luiz aguentaria umas 18 no mínimo.

19# Ele não nega as suas origens

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O salário de David Luiz no Chelsea, segundo rezam rumores, era de R$ 418 mil por mês. Agora no PSG certamente é maior ainda. Agora me diz, o que você acha que um cara desses faria num dia de folga, ao ser poupado de uma partida? Passear de iate? Jogar dinheiro fora num cassino de Monte Carlo? Rodar a Europa numa Ferrari? Não, ele escolheu soltar pipa.

20# E óbvio, ele tem aquele cabelo

David Luiz cabelo

Dispensa comentários.

Sobre o Autor

Editor-chefe do portal masculino El Hombre, Pedro Nogueira é louco por esportes — especialmente pôquer e sinuca, segundo ele "as modalidades mais honestas e emocionantes do atletismo".

Diário do Centro do Mundo » 20 provas de que David Luiz é o cara da Copa

26/05/2014

As raízes do ódio

Filed under: Ódio de Classe,FHC,Imagens,Jornais — Gilmar Crestani @ 10:23 pm
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É bem fácil entender de onde vem o ódio a Lula e Dilma. Tão simples quanto concreto: simplesmente porque simbolizam o contrário de tudo o que havia antes. Não é que poderia ser, e por pouco que tenham feito, é infinitamente superior ao havia. Não há medida para dizer em termos de dignidade humana aos que puderem fazer duas refeições por dia, conseguiram botar os filhos na escola, aos que entraram na faculdade, aos que estão empregados e aqueles que pela primeira vez viajaram de avião. Mesmo àqueles que tendo conseguido as medidas de Lula e Dilma proporcionaram continuam negando-lhes o reconhecimento, até destes o futuro lembrará que só foram o que chegaram a ser graças às condições que alguém proporcionou.

Dizem que uma imagem vale por mil palavras. Aqui estão não uma mas muitas imagens e não haverá dicionário com palavras suficientes para fazer quem tem um mínimo de decência entender tudo o que traduzem. Os jovens, muito jovens, não saberão o foi o governo de FHC simplesmente porque sua história obedece à lógica da Parabólica do Rubens Ricúpero

Pode-se fazer muitas críticas aos governos Lula e Dilma. E possivelmente todas com pé fincado na realidade. O que não se pode esquecer foram as condições em que pegaram o Brasil e como está agora. Os registros dos fatos, alguns fatos, conforme abaixo, seriam suficientes para bons entendedores. Para os maus entendedores, resta o despeito, o ódio, a inveja.

 

Filme (mudo) de horror. Vão censurar?

26 de maio de 2014 | 10:51 Autor: Fernando Brito

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O João de Andrade Neto, editor do Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, deveria cobrar um chope do marqueteiro do PT, João Santana.

É que ele deixou pronto o roteiro de imagens – não é preciso palavras – para um “comercial” do PT que eu gostaria de ver a Ministra Laurita Vaz, do TSE, censurar.

É uma “recortagem” fotográfica da mídia.

Um filme de terror.

Para proibir este, só se o PSDB apelar para a censura etária, exigindo que só seja passado de madrugada, sem as crianças na sala.

Porque, de fato, é imoral.

Esse, sim, deveria exigir o carimbo de “avisado” que tanta polêmica causou.

Carimbado no título eleitoral…


PRIVATARIA


QUALIDADE DE VIDA

ESCÂNDALOS

FMI

ECONOMIA

Filme (mudo) de horror. Vão censurar? | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

29/04/2014

Decisão Judicial se discute, inclusive por imposição legal, e principalmente as do STF

Filed under: Assas JB Corp,Capitão-de-Mato,Joaquim Barbosa,Rede Globo de Manipulação,STF — Gilmar Crestani @ 9:08 am
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JB FaroesteAs decisões judiciais se discutem por que são… discutíveis. E a razão disso se chama JUSTIÇA. Quem não quer discutir JUSTIÇA é… justiceiro.  Capitão-de-mato!

JB parece xerife de faroeste. Jamais, juiz! Sua elegância de faroeste fez do STF um… Saloon.

Não pudessem ser discutidas, não haveria porquê de o próprio ordenamento jurídico prever o duplo grau de jurisdição. Há casos, inclusive, que, independentemente de requerimento, o juiz, de ofício, submete à instância superior. Para ser novamente discutida.

Se não houvesse necessidade de discussão, para que haveria o duplo grau de jurisdição?

Ao cercear o direito à discussão, Joaquim Barbosa, que sempre meteu o bico nas questões políticas, demostra todo seu viés autoritário.

A manifestação do Lula a respeito da decisão do STF desnudou o verdadeiro caráter de JB. Além de autoritário, ignorante. Como se JB não soubesse que a Suprema Corte é um órgão político, o menos técnico dos órgãos técnicos. Tanto que um dos nomes do STF é exatamente “Corte Política”.

E isso que Lula não falou a respeito da liturgia do cargo, do caráter de quem compra um apartamento por dez dólares com uma empresa de fachada chamada Assas JB Corp. Ou de quem empregou o filho na Globo e, em retribuição, levou uma jornalista desta Rede à Costa Rica custeada pelos cofres públicos. Aliás, outro ex-presidente, só que desta vez, da República, também se envolveu com uma jornalista da Globo, que o capturou enquanto escondia a amante e o filho na Espanha. Filho que ele achava ser seu, mas que se revelou, por exame de DNA, ser só filho da mãe, Miriam Dutra.

Ilustres representantes da direita tupiniquim, como Ives Gandra e Cláudio Lembo, que de petistas não têm nada, antes pelo contrário, já reconheceram que o julgamento da Ação 470 foi político. Aliás, JB poderia ter explicado porque a ação contra Collor demorou mais do que a da Ação 470? Por que Collor foi absolvido e Genoíno, condenado. Afinal, o que pesava contra Collor e contra Genoíno?

Ao tentar cercear o direito de Lula de se expressar a respeito das decisões do STF, Joaquim Barbosa demonstra, aliás, como tem-se visto nas sessões transmitidas pela TV, que é uma pessoa autoritária, insegura, arrogante e, portanto, despreparada. É notório seu desequilíbrio. Talvez ele não saiba o que o levou ao STF nem quem o pôs lá e por quais motivos.

Crítica de Lula ao Supremo merece repúdio, diz Barbosa

Relator do mensalão rebateu petista, que classificou julgamento como político

Outros ministros do STF, Ministério Público e opositores também reagiram a declarações do ex-presidente

DE BRASÍLIADO RIO

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, reagiu ontem à declaração do ex-presidente Lula que classificou o caso do mensalão como um julgamento político e afirmou que o petista demonstra não entender o papel do Judiciário no sistema democrático.

Presidente da República quando o escândalo veio à público, em 2005, Lula disse em entrevista exibida no sábado pela rede de TV portuguesa RTP que "o mensalão teve 80% de decisão política e 20% de decisão jurídica" e que não existiu esquema de compra de apoio político no Congresso durante o início de seu primeiro mandato.

Ontem, Joaquim Barbosa, que foi relator do processo no STF, divulgou nota na qual disse que a "desqualificação" do trabalho da corte por Lula é "fato gravo" que "merece o mais veemente repúdio".

"O juízo de valor emitido pelo ex-chefe de Estado não encontra qualquer respaldo na realidade e revela pura e simplesmente sua dificuldade em compreender o extraordinário papel reservado a um Judiciário independente em uma democracia verdadeiramente digna desse nome", disse Barbosa na nota.

O presidente do STF disse ainda que o processo foi conduzido de forma "absolutamente transparente", e que pela primeira vez todas as partes envolvidas tiveram acesso simultâneo, em meio digital, ao conteúdo da ação.

Além disso, lembrou que a acusação e a defesa tiveram mais de quatro anos para levar ao STF provas que entendessem necessárias e que muitos dos laudos usados no processo foram produzidos por órgãos "situados na esfera de mando e influência" do ex-presidente, como o Banco Central, Banco do Brasil e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Procurado, o Instituto Lula não quis comentar as declarações de Barbosa.

As declarações de Lula também provocaram reações de outros ministros do Supremo, do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e de integrantes da oposição.

O ministro do STF Marco Aurélio Mello questionou, de forma irônica, como Lula chegou ao cálculo das proporções que citou na entrevista. "Não sei como ele tarifou [os 80%], como fez essa medição. Qual aparelho permite isso? É um troço de doido", disse.

Janot, por sua vez, destacou que o mensalão foi encerrado após ter tramitado de forma transparente e objetiva, respeitando-se o contraditório e a ampla defesa.

Já o pré-candidato à Presidência do PSDB, Aécio Neves, disse que, ao criticar o STF, o ex-presidente "não faz bem à democracia" nem "honra a história de um homem que foi presidente da República".

O também pré-candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB) evitou ataques diretos a Lula ao dizer que o mensalão é um assunto que já está superado pela sociedade. Mas disse que, "em qualquer democracia do mundo", decisões judiciais devem ser cumpridas, e não, discutidas.

No julgamento do mensalão, o STF condenou 24 réus por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, entre eles ex-integrantes da cúpula do PT, como o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do partido José Genoino.

(SEVERINO MOTTA, ITALO NOGUEIRA)

Colaborou GUSTAVO URIBE, de São Paulo

22/03/2014

Conchavo: Joaquim Barbosa confessa que “foi feito para isso sim”

Assas JB Corp  confessa, ao namorado da Ministra Ellen Gracie, que só faz conchavo com Gilmar Mendes, Celso de Mello, Marco Aurélio Mello e Carmen Lúcia. Não quer negócio com a África, só com Miami. E na Globo sente-se em casa, com a família

Barbosa recusou convites de Lula para ir à África

Edição 247/Fotos: Divulgação:

"Eu recusei terminantemente, primeiro porque não era da tradição da casa ministros do Supremo viajar em comitivas com o presidente da República. Segundo, porque eu percebi que aquilo era uma estratégia de marketing para os países africanos", disse o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, num dos trechos da entrevista concedida ao jornalista Roberto D’Avila

22 de Março de 2014 às 15:36

Do Conjur – "Eu jamais permiti que se utilizasse a minha presença aqui como ‘desculpa’ para o racismo brasileiro." A afirmação é do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa. Em entrevista ao jornalista Roberto D’Avila, do canal GloboNews, que irá ao ar às 0h deste domingo, ele disse que não aceita que afirmem que o motivo de ele estar no STF é racial.

Barbosa conta ter havido vários convites do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva para viagens à África, todos recusados pelo ministro, que os viu como uma estratégia de marketing. "Eu recusei terminantemente, primeiro porque não era da tradição da casa ministros do Supremo viajar em comitivas com o presidente da República. Segundo, porque eu percebi que aquilo era uma estratégia de marketing para os países africanos".

O ministro disse ainda ser duro para mostrar que não concorda com que tudo se resolva "na base da amizade" no país. "O Brasil é um país dos conchavos. E eu não suporto nada disso." Segundo ele, sua forma de reagir não pode ser levada para o lado pessoal.

Barbosa recusou convites de Lula para ir à África | Brasil 24/7

21/03/2014

A firma Folha da Manhã afirma mas não confirma

Folha x manipl valorAgora a moda é botar na boca dos outros o que se passa na mente de quem os finanCIA. Veja e Folha trabalham com declarações em of que nunca se confirmam. Atribuem mas não provam. Os grupos mafiomidiáticos entraram num beco sem saída e resolveram partir para o jornalismo de fofocas. A todo momento ficam atribuindo declarações que não conseguem provar. Inventam porque sabem que a mentira deles não lhes causa prejuízo e garante mais dinheiro dos seus finanCIAdores ideológicos. É o tal de jornalismo Gilmar Mendes, aquele do grampo sem áudio, lembram.

O jornalismo dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium subiu no telhado: alguém disse que o fulano viu a cadela da vizinha saindo com o gato do espantalho…

Presidente agiu por impulso e deu ‘tiro no pé’, afirma Lula

Na avaliação de aliados do petista, Dilma abriu flanco à oposição ao passar imagem de ‘desleixo administrativo’

Apesar das críticas feitas nos bastidores, publicamente o PT vai tentar tirar presidente do centro da polêmica

VALDO CRUZANDRÉIA SADINATUZA NERYDE BRASÍLIA

Em conversas reservadas, o ex-presidente Lula criticou a estratégia de Dilma Rousseff de jogar dúvidas sobre o embasamento técnico e jurídico apresentado para a compra pela Petrobras da refinaria em Pasadena (EUA), durante seu governo, em 2006.

Na avaliação de Lula, Dilma agiu por impulso, na tentativa de tirar o foco das investigações do negócio sobre ela, temendo desgaste político em ano eleitoral.

O efeito, contudo, foi o inverso. Acabou virando, em sua opinião, um "tiro no pé", porque trouxe para o Planalto uma crise que, até então, estava dentro da Petrobras.

Após a repercussão negativa entre aliados, na estatal e no próprio governo, Dilma fez um ajuste em sua posição dizendo que à época o negócio parecia ser vantajoso –argumento central defendido pela Petrobras.

A compra da refinaria é investigada por três instâncias. O preço do negócio motiva as suspeitas. A Petrobras pagou US$ 360 milhões à Astra Oil por 50% da refinaria, em 2006. Um ano antes, a belga havia adquirido a unidade inteira por US$ 42,5 milhões.

A estatal brasileira ainda pagou mais US$ 820,5 milhões no negócio, pois foi obrigada judicialmente a comprar os outros 50% da refinaria com base em uma cláusula no contrato estabelecendo que, em caso de litígio entre sócios, um deveria comprar a parte do outro.

Na busca de justificar seu voto a favor da compra da refinaria durante reunião do Conselho de Administração da Petrobras em 2006, Dilma disse que aprovou a operação com base em um parecer "técnica e juridicamente falho" por não conter a informação de cláusulas que, se soubesse da sua existência, não seriam aprovadas por ela.

Entre lulistas, a avaliação é que a nota de Dilma foi desastrosa” e abriu um "flanco de ataque” para a oposição.

"Presidente não pode passar imagem de desleixo administrativo, ela colocou no colo dela uma crise", diz um interlocutor de Lula. Petistas ouvidos pela Folha veem ainda uma chance concreta” do coro "volta, Lula" a depender dos desdobramentos do caso.

Apesar das críticas nos bastidores, o PT definiu como estratégia blindar a presidente publicamente. Em reunião da Executiva do partido ontem em Brasília foi aprovada resolução em defesa da Petrobras, mas sem citar Dilma.

Já no Congresso os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Renan Calheiros (PMDB-AL) trocaram acusações sobre a responsabilidade pela indicação de Nestor Cerveró para a diretoria internacional da Petrobras. Cerveró era o responsável pelo documento considerado "falho" por Dilma.

"O Delcídio tem que ficar despreocupado porque certamente o Delcídio não indicou o Cerveró para o Cerveró roubar a Petrobras", ironizou Renan, após ser apontado pelo colega como pai da indicação.

Delcídio era diretor de Gás e Energia da Petrobrás na época da compra da refinaria nos EUA. "O PMDB participou, era representado na diretoria internacional pelo Nestor Cerveró, isso é fato sabido. O Renan tinha toda ascendência sobre o Cerveró", replicou Delcídio.

Colaborou GABRIELA GUERREIRO, de Brasília

12/12/2013

Bolsa Família: antes de atacar, saiba!

Filed under: Bolsa Família — Gilmar Crestani @ 8:51 am
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Dez anos vencendo a fome

O programa Bolsa Família tirou da miséria 36 milhões de brasileiros

Luiz Inacio Lula Da Silva 9 DEZ 2013 – 21:00 BRST

Há algumas semanas, o Brasil celebrou o décimo aniversário do Bolsa Família, que serviu de modelo para muitos programas novos de distribuição de renda em todo o mundo.

Graças ao programa Bolsa Família, 14 milhões de famílias, ou seja, 50 milhões de pessoas — um quarto da população do Brasil— recebem um pequeno valor mensal, contanto que cumpram alguns requisitos básicos, entre eles, que os filhos permaneçam escolarizados e recebam atenção médica, incluídas as vacinações normais. Mais de 90% do dinheiro que se paga vai para as mãos das mães. Na década decorrida desde que começou o programa, o rendimento acadêmico dos meninos melhorou, as taxas de mortalidade infantil caíram e 36 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema.

As cifras são eloquentes, e, no entanto, não bastam para transmitir até que ponto melhoraram as vidas de todas essas pessoas.

Não há uma estatística capaz de medir a dignidade, mas isso é o que se percebe quando os pais podem oferecer a seus filhos três refeições diárias. Não há uma parte do orçamento que se chame “esperança”, mas isso é o que brota quando os pais veem que seus filhos vão à escola e se esforçam para ter um futuro melhor.

Ao transformar a vida das pessoas, o Bolsa Família está mudando o curso da história em meu país; segundo as Nações Unidas, esse é o maior programa de distribuição de rendas do mundo. Outros Governos adotaram estratégias similares para lutar contra a fome. Por isso, é importante entender o sucesso do Brasil e os obstáculos que foram enfrentados para colocar o programa em prática.

Como em muitos outros países de América Latina, a África e a Ásia, o Brasil esteve durante muito tempo governado em nome de uma pequena minoria, a classe dirigente. O resto dos brasileiros, a grande maioria, eram praticamente invisíveis e viviam em um não país que ignorava seus direitos e lhes negava todas as oportunidades.

As iniciativas de distribuição de rendas com êxito também
reativam a economia

A primeira coisa que fizemos para mudar a situação foi colocar em prática uma série de políticas sociais que, junto ao incremento do salário mínimo e a um maior acesso aos empréstimos bancários, estimularam a economia e permitiram a criação de 20 milhões de postos de trabalho legais nos últimos 10 anos. Dessa forma, a maioria da população foi integrada à economia e à sociedade no Brasil.

O Bolsa Família contribuiu para demonstrar que é possível erradicar a fome quando os Governos têm a vontade política necessária para colocar os pobres ao centro de suas iniciativas. Muitos pensaram que era um objetivo utópico. Talvez não tenham compreendido que isso era absolutamente necessário para que o nosso país voltasse a se situar na rota para o desenvolvimento.

Alguns disseram de boa fé que, para combater a fome, as famílias tinham que receber alimentos, e não dinheiro. Mas ter alimentos não é o suficiente para terminar com a fome. Faz falta uma geladeira para armazenar a comida e um fogão e gás para cozinhá-la. E as pessoas, além disso, precisam se vestir, cuidar de sua higiene pessoal e limpar seu lar. As famílias não precisam que o Governo lhes diga o que devem fazer com seu dinheiro. Elas sabem quais são suas prioridades.

Ainda hoje, algumas reações ao Bolsa Família provam que é mais difícil vencer os preconceitos do que acabar com a fome. Os mais mesquinhos acusam o programa de fomentar a indolência. É uma forma de dizer que os pobres são pobres porque não quiseram melhorar sua situação, não porque nunca tiveram oportunidades para conseguir. Esse tipo de atitude deposita sobre os ombros a responsabilidade de um abismo social que não favorece mais que aos ricos.

Estes programas mostram que é possível erradicar a miséria
com vontade política

É verdadeiro que mais de 70% dos adultos inscritos no Bolsa Família trabalham com regularidade, e o programa serve como complemento de suas rendas. o Bolsa Família converteu-se em um instrumento que os pais utilizam para começar a romper a espiral de pobreza na qual se encontram seus filhos.

Os críticos compararam os programas de distribuição de renda com esmolas, com um mero exercício de caridade. Só pode dizer algo assim quem nunca viu um menino desnutrido, nem a angústia de sua mãe diante de um prato vazio. Para a mãe que recebe as ajudas do programa, o dinheiro que lhe permite alimentar seus filhos não é uma esmola; é seu direito como cidadã, e ela não vai renunciar a ele.

Em longo prazo, o Bolsa Família tem uma consequência a mais: dá aos pobres o poder. As pessoas que têm garantida por lei a uma renda mínima não precisam pedir favores a ninguém. Não precisam dar seu voto em troca de comida ou de um par de sapatos, como ocorria com frequência nas regiões mais pobres do Brasil. Pelo contrário, essas pessoas agora são livres, e isso nem sempre é conveniente para todos.

Ainda assim, alguns detratores criticaram o programa por incrementar a despesa pública. São os mesmos que costumam dizer que baixar os salários e destruir emprego são coisas positivas para a economia. Mas o dinheiro público que se destina às pessoas, à previdência e à educação não é uma despesa; é um investimento. O investimento no Bolsa Família está na raiz do crescimento do país.

Para cada real (0,3 euros) investido no programa, o PIB cresceu 1,78 reais, segundo os cálculos do Governo brasileiro. O Bolsa Família estimula a atividade econômica e a produção dos bens que as famílias compram. Colocar muito dinheiro nas mãos de uns poucos não serve mais que para alimentar a especulação financeira e agravar a concentração de rendas e riquezas. O Bolsa Família demonstrou que um pouco de dinheiro em muitas mãos serve para alimentar as pessoas, estimular o comércio, atrair investimentos e criar emprego.

O orçamento do Bolsa Família para este ano é de 24.000 milhões de reais, cerca de 7.500 milhões de euros. Menos de 0,5% do PIB do Brasil. Alguns cálculos indicam que os Estados Unidos e a União Europeia, juntos, gastaram desde 2008 cerca de 10 bilhões de dólares (7,3 bilhões de euros) para resgatar bancos com problemas. Uma pequena parte dessa quantidade, investida em programas como o Bolsa Família, poderia acabar com a fome no mundo e reativar a economia mundial para iniciar uma nova era de prosperidade.

Por sorte, vários países escolheram a luta contra a pobreza como rota para o desenvolvimento. Já é hora de que as organizações multilaterais deem fôlego a essas iniciativas, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e o estudo de estratégias de distribuição de rendas que tenha sucesso. Essa seria uma boa forma de dar impulso à derrota da fome no mundo.

Luiz Inácio Lula da Silva foi presidente do Brasil e hoje trabalha em iniciativas de alcance mundial com o Instituto Lula.  Facebook.com/lula.
© 2013, Instituto Luiz Inácio Lula da Silva.
Distribuído por The New York Times Syndicate.
Tradução de María Luisa Rodríguez Tapia.

Dez anos vencendo a fome | Opinião | Edição Brasil no EL PAÍS

08/12/2013

A perseguição continua

Filed under: Ódio de Classe,InVeja,Máfia Chinesa,Romeu Tuma Jr — Gilmar Crestani @ 10:29 pm
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A vingança de Tuma Jr, o amigo do chefe da máfia chinesa de São Paulo

Postado em 08 Dec 2013

por : Paulo Nogueira

Tuma Jr

Tuma Jr

Para quem quer entender como funciona a mídia.

Li Kwong Kwen foi preso, em 2010. A Polícia Federal apurou que ele, conhecido como Paulo Li, era chefe de uma máfia chinesa que promovia contrabando de celulares falsificados procedentes da China. A quadrilha também intermediava vistos de permanência no Brasil para imigrantes chineses em situação irregular.

Gravações mostraram conversas comprometedoras de Li com o então secretário nacional da Justiça, Romeu Tuma Jr. Nas conversas, Tuma Jr chegou a fazer encomendas a Li.

Era uma relação tão próxima que, quando foi preso, Li telefonou para Tuma Jr na frente dos agentes da Polícia Federal.

Coisas do Brasil da governabilidade: Tuma Jr chegou à Secretaria Nacional de Justiça numa negociação para que o partido de seu pai, Romeu Tuma, aderisse à base aliada do governo Lula.

Para encurtar, Tuma Jr acabaria demitido.

Três anos depois, ele aparece com um livro no qual, segundo a Veja, existem revelações “estarrecedoras”. Repare: não são “acusações”. São “revelações”. O livro é assinado pelo jornalista Claudio Tognolli, parceiro de Lobão na biografia 50 Anos a Mil.

Lobão, no Twitter, vem promovendo intensamente o livro do parceiro. Tognolli, também no Twitter, parece eufórico: “Está para sair minha biografia de Romeu Tuma: o país vai ficar de joelhos.” Sobre Tognolli nada fala tanto quanto um tuíte no qual ele define Chico, Caetano e Gil como “comunas”.

Você pode imaginar quais são os alvos da vingança de Tuma Jr. Ou melhor: o alvo. Lula, Lula e ainda Lula.

Como age a mídia nestes casos, além de tratar acusações como revelações? Esquecendo, por exemplo, de dizer quem é o acusador e o que está por trás de suas acusações.

Fiz uma breve pesquisa e fui dar num artigo do jornalista Carlos Brickman de alguns meses atrás, publicado no Observatório da Imprensa, de Alberto Dines.

Brickman falava do livro, que estava por sair. Já no título o veredito de Brickman estava manifestado: “Um livro fura a imprensa”. Quer dizer: se fura é porque é sério, profundo, embasado.

Li duas vezes o texto de Brickman em busca de alguma informação que me ajudasse a entender quem é Tuma Jr, e o que estava por trás de suas acusações.

Nada.

Repito: nada.

Não há uma única menção às relações de Tuma Jr com a máfia chinesa, e sua consequente demissão.

De Brickman vou ao site da Veja. Topo com Reinaldo Azevedo. Em negrito, ele inicia assim seu artigo:

“O LIVRO-BOMBA – Tuma Jr. revela os detalhes do estado policial petista.”

Enfrentei, estoicamente, o texto copioso de Azevedo. Como em Brickman, nem uma única menção ao passado de Tuma Jr. Ao pobre leitor são negadas informações essenciais se você quer cobrir com decência um caso de denúncia.

Vejo que Tuma Jr, numa de suas mais estridentes acusações – ou “revelações” –, invoca o pai morto.

Quer dizer: o “documento” que ele apresenta no caso é a palavra, aspas, do pai morto.

Isto diz tudo.

Quanto a mim, aguardo um  livro-bomba de Carlinhos Cachoeira com revelações devastadoras sobre Lula, e rio sozinho ao imaginar o aproveitamento que a Veja dará a isso.

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » A vingança de Tuma Jr, o amigo do chefe da máfia chinesa de São Paulo

A perseguição continua

Filed under: Ódio de Classe,InVeja,Máfia Chinesa,Romeu Tuma Jr — Gilmar Crestani @ 10:26 pm
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A vingança de Tuma Jr, o amigo do chefe da máfia chinesa de São Paulo

Postado em 08 Dec 2013

por : Paulo Nogueira

Tuma Jr

Tuma Jr

Para quem quer entender como funciona a mídia.

Li Kwong Kwen foi preso, em 2010. A Polícia Federal apurou que ele, conhecido como Paulo Li, era chefe de uma máfia chinesa que promovia contrabando de celulares falsificados procedentes da China. A quadrilha também intermediava vistos de permanência no Brasil para imigrantes chineses em situação irregular.

Gravações mostraram conversas comprometedoras de Li com o então secretário nacional da Justiça, Romeu Tuma Jr. Nas conversas, Tuma Jr chegou a fazer encomendas a Li.

Era uma relação tão próxima que, quando foi preso, Li telefonou para Tuma Jr na frente dos agentes da Polícia Federal.

Coisas do Brasil da governabilidade: Tuma Jr chegou à Secretaria Nacional de Justiça numa negociação para que o partido de seu pai, Romeu Tuma, aderisse à base aliada do governo Lula.

Para encurtar, Tuma Jr acabaria demitido.

Três anos depois, ele aparece com um livro no qual, segundo a Veja, existem revelações “estarrecedoras”. Repare: não são “acusações”. São “revelações”. O livro é assinado pelo jornalista Claudio Tognolli, parceiro de Lobão na biografia 50 Anos a Mil.

Lobão, no Twitter, vem promovendo intensamente o livro do parceiro. Tognolli, também no Twitter, parece eufórico: “Está para sair minha biografia de Romeu Tuma: o país vai ficar de joelhos.” Sobre Tognolli nada fala tanto quanto um tuíte no qual ele define Chico, Caetano e Gil como “comunas”.

Você pode imaginar quais são os alvos da vingança de Tuma Jr. Ou melhor: o alvo. Lula, Lula e ainda Lula.

Como age a mídia nestes casos, além de tratar acusações como revelações? Esquecendo, por exemplo, de dizer quem é o acusador e o que está por trás de suas acusações.

Fiz uma breve pesquisa e fui dar num artigo do jornalista Carlos Brickman de alguns meses atrás, publicado no Observatório da Imprensa, de Alberto Dines.

Brickman falava do livro, que estava por sair. Já no título o veredito de Brickman estava manifestado: “Um livro fura a imprensa”. Quer dizer: se fura é porque é sério, profundo, embasado.

Li duas vezes o texto de Brickman em busca de alguma informação que me ajudasse a entender quem é Tuma Jr, e o que estava por trás de suas acusações.

Nada.

Repito: nada.

Não há uma única menção às relações de Tuma Jr com a máfia chinesa, e sua consequente demissão.

De Brickman vou ao site da Veja. Topo com Reinaldo Azevedo. Em negrito, ele inicia assim seu artigo:

“O LIVRO-BOMBA – Tuma Jr. revela os detalhes do estado policial petista.”

Enfrentei, estoicamente, o texto copioso de Azevedo. Como em Brickman, nem uma única menção ao passado de Tuma Jr. Ao pobre leitor são negadas informações essenciais se você quer cobrir com decência um caso de denúncia.

Vejo que Tuma Jr, numa de suas mais estridentes acusações – ou “revelações” –, invoca o pai morto.

Quer dizer: o “documento” que ele apresenta no caso é a palavra, aspas, do pai morto.

Isto diz tudo.

Quanto a mim, aguardo um  livro-bomba de Carlinhos Cachoeira com revelações devastadoras sobre Lula, e rio sozinho ao imaginar o aproveitamento que a Veja dará a isso.

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » A vingança de Tuma Jr, o amigo do chefe da máfia chinesa de São Paulo

10/10/2013

2008: Lula fez da crise uma marolinha, já a Inglaterra…

Filed under: Crise Financeira Européia,Inglaterra — Gilmar Crestani @ 9:35 am
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Ah, que ódio deste Lula…

Ex premier laborista Gordon Brown.

Imagen: AFP

De cuando un premier británico pensó en matar británicos

Por Juan Gelman

No era un don nadie: llegó a pensarlo el ex premier laborista Gordon Brown, según una autobiografía explosiva de quien fuera su asesor personal y miembro de su círculo íntimo, Damian McBride (Power Trip: A Decade of Policy, Plots and Spin, Kindle Edition, 2013). Preocupado por la crisis bancaria de octubre de 2008, el primer ministro británico temía la ruptura de la ley y el orden por las masas y buscaba cómo impedirla. La BBC dio a conocer algunas citas del libro de McBride (www.bbc.co.uk, 21-9-13).

El autor, que renunció en el 2009 cuando se descubrió que procuraba difamar a políticos conservadores para abrirle camino a su jefe, cuenta que en octubre del 2008 se reunió con Brown antes de que éste anunciara la nacionalización parcial de los bancos británicos y que le manifestó muy agitado: “Si los bancos cierran sus puertas y los cajeros automáticos no funcionan y la gente va a Tesco (una cadena de supermercados) y no le aceptan las tarjetas de crédito, todo explotará. Si no puede comprar comida o gasolina o medicamentos para los hijos, la gente romperá las vidrieras y tomará lo que necesite. Y tan pronto vean esto por televisión todos pensarán que está bien, eso es exactamente lo que tenemos que hacer ahora. Será la anarquía. Es lo que puede ocurrir mañana”.

Comenta McBride: “Era extraordinario ver a Gordon tan poseído por los riesgos de lo que debía hacer y a la vez totalmente convencido de que había que tomar acciones decisivas inmediatamente”. ¿Habrá que imponer el estado de sitio –se preguntaba Gordon– “sacar el ejército a la calle, cómo hacer para que vuelva a imperar el orden?” Y comparaba la situación con la crisis de los misiles en Cuba.

Las crisis económicas son así: provocan el terror de los funcionarios encargados de proteger a quienes las provocan. Algo similar le ocurrió en septiembre del 2008 al entonces secretario de Hacienda de EE.UU., Hank Paulson: advirtió que el gobierno estadounidense podría verse obligado a recurrir a la ley marcial si no se salvaba a Wall Street del colapso crediticio (The Global Economic Crisis: The Great Depression of the XXI Century, Michel Chossudovsky and Andrew Gavin Marshall editors, 2010). Nada de eso ocurrió: la presión de notorios intereses doblegó a los gobiernos y Parlamentos de ambos países y sacaron de apuros a los bancos con sumas ingentes de dinero.

…¿Alguien habrá pensado en EE.UU., incluso antes del cierre parcial de su administración, en posibles levantamientos o rebeliones por la crisis económica, como en su momento lo hicieron Gordon Brown y Hank Paulson? Imposible saberlo y mucho menos probarlo. Sólo que hay hechos llamativos. El Departamento de Seguridad Nacional (DHS, por sus siglas en inglés) ordenó la adquisición de 1600 millones de proyectiles, incluidas las balas llamadas “hollow-point” de carácter expansivo: producen una perforación de un diámetro axial mayor que las corrientes y maximizan el daño producido en los órganos humanos (www.forbes.com, 11-3-13). Distintas convenciones internacionales prohíben su uso en los conflictos bélicos. ¿Contra quién pensará utilizarlas el DHS? Los agentes de este departamento no están encargados de llevar a cabo operativos comandos en Libia o Somalia, sino de mantener el orden y cuidar la seguridad interior del país. Durante los períodos de combates más encarnizados en Irak, el ejército estadounidense disparaba menos de seis millones de balas mensualmente (www.belfasttelegraph.co.uk, 10-1-11). Es decir, esta compra del DHS le permitiría sostener una guerra de más de 20 años. “En EE.UU.”, subraya Forbes.

La revista señala que el DHS adquirió además vehículos blindados de gran potencia que fueron traídos de vuelta de Irak y Afganistán. Según Ken Jorgustin, especializado en el tema, se trata de “un número indeterminado de Mine Resistant Ambush Protecter (MRAP) para servicio en las calles de EEUU. (//modernsurvivalblog.com, 6-9-12). Los blindados MRAP pueden resistir la explosión de las minas que aplasten y salir airosos de una emboscada gracias al armamento que poseen.

Forbes pregunta por la razón de estas compras: “Es absolutamente inconcebible que la secretaria del Departamento de Seguridad Nacional, Janet Napolitano, esté planeando un golpe de Estado contra el presidente Obama y el Congreso para autoproclamarse Líder Suprema de Estados Unidos”. Ciertamente. Pero la pregunta sigue en pie: ¿para qué este exceso de poderosos instrumentos de guerra si sólo se trata del orden interno? La revista para multimillonarios opina: “Comprar 1600 millones de proyectiles y desplegar vehículos blindados es algo completamente contrario a lo que ‘seguridad nacional’ realmente significa”. ¿Entonces?

Página/12 :: Contratapa :: De cuando un premier británico pensó en matar británicos

Bolsa Família faz o Brasil crescer com mais dignidade

Filed under: Bolsa Crack,Bolsa Família — Gilmar Crestani @ 7:34 am
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Todos os que têm ódio a Lula e Dilma chamam o Bolsa Família, porque se destina a pobres e não é um financiamento para ricos, de Bolsa Esmola. São os mesmos que silenciaram quando o Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, criou o Bolsa Crack. A inveja é uma merda porque o invejoso é sempre um imitador limitado, tem mais facilidade em destruir ou vender algo que já existe do que construir algo novo.

ANA FONSECA E CARLOS LOPES

Uma década de Bolsa Família

O Bolsa Família se beneficia de experiências anteriores. Aquele que se diz protagonista de uma construção que foi coletiva está equivocado

Costuma-se dizer que o sucesso tem muitas mães. Quase sempre isso é verdade. Como participantes do processo que deu corpo ao Bolsa Família, consideramos oportuno acrescentar ângulos à reflexão do balanço de uma década dessa conquista do povo brasileiro.

O Bolsa Família atende hoje a 13,8 milhões de famílias. O valor médio de seu benefício mensal é de R$ 152. Em 2003, quando implantado, ele atendia a 3,6 milhões de famílias com cerca de R$ 74 mensais, em média.

Mas esse resultado é fruto de um processo histórico em que se logrou aperfeiçoar uma engenharia social capaz de enfrentar a miséria da população de maneira mais profunda.

Pessoas e instituições que se arvoram como protagonistas de uma construção que foi coletiva estão equivocadas. A produção de memórias é sempre parte de um campo de disputas de interesses. Os relatos que apagam tal construção estão longe de serem inocentes.

O desenvolvimento do Bolsa Família se beneficia de experiências anteriores. Em 1995, em Campinas e Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo, e no Distrito Federal, foram implantados programas de renda mínima que logo se espalharam por muitos municípios.

Não foi por acaso que, em 2003, o presidente Lula aprovou a expressão "Bolsa Família, uma evolução dos programas de complementação de renda com condicionalidades", em reconhecimento dos antecedentes múltiplos e variados.

O cadastro único dos programas sociais consolidou-se como uma conquista contra os interesses setoriais, que preferiam criar e gerir os seus próprios cadastros, reproduzindo, também no campo da identificação do público alvo, a fragmentação, a disputa de poder e a sobreposição de esforços.

Atribui-se a isso, em parte, o sucesso do Bolsa Família. Em setembro de 2003, estavam registradas no Cadastro Único federal, recebendo benefícios de distintos programas, cerca de 17,2 milhões de famílias. O Bolsa Escola repassava a cada beneficiário por mês R$ 24,80, em média. O Bolsa Alimentação, R$ 21. Em dezembro daquele ano, o Bolsa Família já concedia o triplo da média dos outros programas.

O I Seminário Nacional do Cadastro Único, ainda em 2003, foi o primeiro fórum a reunir gestores federais, estaduais e municipais para discutir as muitas facetas do processo de cadastramento. Com ele, criou-se um ponto de apoio importante para a discussão federativa e republicana sobre a gestão do cadastro único. Ao longo dos anos, ele se converteu em uma ferramenta de planejamento e gestão de políticas.

Em 2011, o governo federal inseriu o Bolsa Família em uma política mais ampla de transferência de renda. Com o plano Brasil sem Miséria, assumiu o compromisso de garantir aos brasileiros uma renda mínima mensal de R$ 70. Comprometeu-se a ampliar o acesso a serviços públicos e a efetuar a inclusão produtiva urbana e rural.

Os dez anos do maior programa de transferência de renda do mundo são motivo de orgulho e esperança para a população brasileira, e é isso que nós devemos celebrar.

ANA FONSECA, 62, é pesquisadora do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foi secretária-executiva do programa Bolsa Família (2003)

CARLOS LOPES, 52, economista, ex-representante da Organização das Nações Unidas no Brasil (2003-2005), é secretário-executivo da comissão econômica para a África da ONU

14/05/2013

Reforma do Judiciário: Lula fez sua parte

Filed under: Poder Judiciário — Gilmar Crestani @ 8:18 am
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MÁRCIO THOMAZ BASTOS E JOSÉ EDUARDO CARDOZO

TENDÊNCIAS/DEBATES

Novos desafios à reforma do Judiciário

O excesso de processos demorados afasta o Judiciário dos que dele mais precisam. É preciso modernizar a administração judiciária

Há uma década, o governo Lula criava a Secretaria de Reforma do Judiciário (SRJ), no Ministério da Justiça, inaugurando uma nova forma de enfrentar os graves problemas da administração da Justiça.

À época, poucos percebiam o potencial transformador da SRJ, que atingiu seu ápice na aprovação da emenda constitucional (EC) 45/2004. A nova secretaria teve papel político destacado nos trabalhos parlamentares para a reformulação das bases constitucionais da Justiça. Ali se iniciou o processo de reforma.

Apesar das resistências às inovações trazidas pela EC 45, é inegável que o Judiciário alcançou um novo patamar, como constatou esta Folha em editorial recente ("Insistir na reforma", de 7/4).

A grande transformação se alicerçou na criação dos órgãos de controle da magistratura (CNJ) e do Ministério Público (CNMP).

O CNJ se consolidou como fiscalizador da conduta dos juízes e planejador administrativo da organização judiciária. Destacou-se atuando em temas sensíveis, como a proibição do nepotismo, e reavivou o princípio de que a Justiça deve servir ao cidadão, não a si mesma, por ser um serviço público essencial.

A EC 45/04 ainda merece elogios por realçar a autonomia da Defensoria Pública, melhorando as condições de acesso dos mais necessitados à Justiça.

A proteção dos direitos humanos também foi reforçada, pois o julgamento de graves violações pode se deslocar à Justiça Federal quando necessário.

Por meio de institutos, aumentou-se a segurança jurídica e diminuiu-se o volume de processos no STF (Supremo Tribunal Federal), permitindo que a Corte priorizasse a missão de guarda da Constituição. A duração razoável do processo foi reconhecida como mais um direito fundamental.

Nesses dez anos, várias leis processuais foram aperfeiçoadas, com a celebração de dois pactos republicanos. A iniciativa articulou os três Poderes para melhorar o funcionamento da Justiça.

O desafio continua sendo superar os entraves ao pleno acesso à Justiça. Quanto menor o poder aquisitivo de quem busca seus direitos, maior a dificuldade para realizá-los. O excesso de processos demorados afasta o Judiciário dos que dele mais precisam.

A nova fase da reforma tem, portanto, dois objetivos centrais: ampliar o acesso à Justiça e modernizar a administração judiciária. Enfoca-se o sistema de Justiça como um todo, e não apenas o Poder Judiciário.

É preciso tomar por referência o processo judicial eletrônico, contando com o apoio do CNJ. Os centros de mediação de conflitos também serão difundidos. No governo Dilma, a SRJ já vem se dedicando a essa tarefa, por meio de iniciativas como a Escola Nacional de Mediação e Conciliação.

Os novos desafios compreendem ainda fortalecer a Defensoria, vocacionada a representar os desfavorecidos em suas demandas inadiáveis.

Nosso sistema de recursos também se beneficiará de uma organização mais racional, desde que não se comprometam os direitos fundamentais à ampla defesa, ao contraditório, ao duplo grau de jurisdição e ao devido processo legal.

Trata-se de garantir maior efetividade às decisões de primeiro e segundo graus, de modo que os tribunais superiores possam se concentrar no desempenho de suas principais competências constitucionais.

O momento é de união de esforços, para superação dos problemas remanescentes. Faz-se indispensável a participação de magistrados, defensores, advogados, promotores, parlamentares, administradores públicos, pesquisadores e organizações da sociedade civil.

Só assim o sistema de Justiça se tornará ainda mais acessível, democrático, rápido e eficiente, como querem e merecem os cidadãos brasileiros.

MÁRCIO THOMAZ BASTOS, 77, é advogado criminalista. Foi ministro da Justiça (2003-2007)
JOSÉ EDUARDO CARDOZO, 54, é ministro da Justiça

03/04/2013

Perseguição e cerco a Lula

Filed under: Golpismo,Grupos Mafiomidiáticos,Roberto Gurgel — Gilmar Crestani @ 8:46 am
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Só no Brasil os grupos mafiomidiáticos e seus comparsas golpistas não cansam de tentar derrubar um ex-Presidente. Só o ódio, o despeito explicam esta obsessão. Mas enquanto os cães ladram, a caravana passa…

Procuradoria inicia apuração sobre novas denúncias de Valério

Depoimento de operador do mensalão deu origem a seis procedimentos criminais no DF

DE BRASÍLIA

A Procuradoria da República no Distrito Federal iniciou seis procedimentos criminais em decorrência das acusações feitas pelo operador do mensalão, Marcos Valério de Souza, em depoimento prestado no ano passado.

Esses procedimentos vão avaliar a abertura ou não de inquéritos. A informação foi divulgada ontem pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

Condenado a 40 anos de prisão, Marcos Valério acusou, em depoimento à Procuradoria-Geral da República, o ex-presidente Lula de conhecer o esquema e de se beneficiar com recursos dele, segundo o jornal. Lula nega.

O depoimento foi prestado em 24 de setembro, em meio ao julgamento do mensalão no STF, às procuradoras Raquel Branquinho e Cláudia Sampaio, esta última mulher do procurador-geral, Roberto Gurgel. Em entrevista à Folha em janeiro, Gurgel disse que Valério queria obter benefícios, como a redução de pena.

O depoimento foi enviado à Procuradoria da República em Minas neste ano, que o encaminhou ao Ministério Público Federal em Brasília por avaliar que ele nada acrescentou às investigações no Estado.

No Distrito Federal, os procuradores viram oito denúncias distintas. Duas delas eram investigadas, e as novas informações foram anexadas. As outras seis passarão por avaliação em procedimentos.

Ontem, o procurador José Robalinho Cavalcanti, que investiga desmembramento do mensalão para saber se há outros envolvidos no desvio do fundo Visanet, disse que as informações de Valério não trouxeram novidades nesse caso.

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