Ficha Corrida

06/11/2016

Roteiro do safari, patrocinado pela Rede Globo, de caça ao Lula

OBScena: as origens do ódio da Globo ao Lula

Rede Globo x Lula

Tudo isso para que Eduardo CUnha, Michel Temer, José Serra, Aécio Neves, Romero Jucá, Eliseu Padilha, Sérgio Machado, José Sarney possam continuar lavando e corrompendo.  A caça ao grande molusco é a maior cortina de fumaça do mundo. Menor que a Muralha da China, mas maior que o Muro de Berlim. Durante o período de caça a Lula, José Serra pode desfrutar dos 23 milhões depositados na Suíça, um heliPÓptero foi pelos ares com 450 kg de cocaína e Eduardo CUnha sumiu com 220 milhões deus múltiplas e variadas contas.

Isso, sim, que é crime organizado! Mais organizado só com powerpoint

Desorganizado era aquele que mantinha Miriam Dutra escondida na Espanha…

Lula: “há uma parceria público privada entre a Justiça e a Globo”

Por Fernando Brito · 05/11/2016

Do site do Lula, hoje:

Este texto é um registro, baseado em provas e fatos, não convicções, de como funciona a dinâmica da parceria público-privada entre o maior grupo de comunicação do país, de propriedade da família mais rica do Brasil, e funcionários públicos que deviam servir a toda sociedade brasileira, na perseguição de uma liderança política, reconhecida como o melhor presidente da história do Brasil.

Como as acusações e processos contra Luiz Inácio Lula da Silva costumam a nascer de matérias com graves incorreções e mentiras de veículos das Organizações Globo. E como essas matérias dão origem a custosas investigações por agentes públicos, que por sua vez são vazadas prioritariamente também para a Globo, em um mecanismo que se retroalimenta.

Assim será possível entender por que Lula diz que autoridades não podem ser “reféns da imprensa” e por que os advogados de Lula dizem que ele sofre um processo de “lawfare”, de uso de instrumentos jurídicos para a destruição da imagem e inabilitação de um adversário político.

O jornal O Globo publicou, no dia 26 de outubro deste ano, a reportagem: “Lava-Jato investiga outra cobertura usada por Lula” (http://oglobo.globo.com/brasil/lava-jato-investiga-outra-cobertura-usada-por-lula-20357937), assinada pelos repórteres Cleide Carvalho e Thiago Herdy. Ela versa sobre uma nova frente da Lava Jato, aquela investigação que era sobre milhões desviados da Petrobrás, mas que a cada dia vira mais uma investigação de qualquer bobagem relacionada a Lula.

A matéria informa que os investigadores questionam o que seria “uma operação de aluguel”. Com isso, querem dizer um aluguel de um imóvel efetivamente contratado e pago por Lula, segundo o que já comprovaram os próprios investigadores da Lava Jato.

Segundo a reportagem, “a operação” seria uma “simulação para dar caráter formal ao uso do apartamento por Lula ”. Chegou-se ao ponto em que se investiga como simulação de aluguel a própria definição de aluguel: pagar para usar temporariamente a propriedade de outra pessoa.

A matéria recupera uma outra reportagem do mesmo Thiago Herdy, de 12 de abril de 2015: “Diretor da Odebrecht pagou ‘voo sigiloso’ de Lula para Cuba em 2013”.  (http://oglobo.globo.com/brasil/diretor-da-odebrecht-pagou-voo-sigiloso-de-lula-para-cuba-em-2013-15850030)

Está escrito na reportagem: “A DAG foi usada pela Odebrecht para bancar despesas de avião usado por Lula em 2013, numa viagem a Estados Unidos, Cuba e República Dominicana. O voo custou R$ 435 mil e foi classificado pela Líder Táxi Aéreo, responsável pela viagem, como ‘sigiloso’.

Essa viagem de Lula não tinha ligação oficial com os negócios da empreiteira. No trecho dos Estados Unidos, o ex-presidente tinha agendado um congresso de trabalhadores.”

O que Herdy escreve como recapitulação da matéria é pura e simplesmente uma mentira republicada. É mentira que a viagem não tinha relação com a Odebrecht. Lula deu uma palestra para a construtora na República Dominicana, por isso ela pagou o voo. Palestra registrada em vídeo, na imprensa local e com a devida nota fiscal. A classificação de “sigiloso” no voo só existe em um documento da Líder com o qual Lula não tem nenhuma relação. A viagem não era sigilosa. Foi divulgada por release da assessoria do ex-presidente e contou com uma série de atos públicos nos três países, devidamente registrados e divulgados. No compromisso que Lula atendeu nos EUA, Alexandrino de Alencar não estava presente.

Tudo isso é de conhecimento do Ministério Público e está provado em documentos que já foram vazados para a imprensa. Mas o texto do repórter induz o leitor a entender outra coisa. Que a viagem seria clandestina, que teria sido paga pela Odebrecht de modo dissimulado e sem motivo, e que Alexandrino teria acompanhado Lula aos Estados Unidos.

Mas por que essa insistência na informação errada 18 meses depois da primeira matéria, já equivocada?  Por conta das consequências da primeira mentira. Tomando por base a matéria de O Globo que fala de uma viagem sigilosa que não era sigilosa e outras notícias de jornais e da internet, o procurador Anselmo Lopes, da Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF), deu início a um procedimento investigatório, chamado “Notícia de Fato”, oito dias após a publicação de abril de 2015 (saiba mais: http://www.institutolula.org/nota-a-imprensa-sobre-abertura-de-inquerito).

Em seu texto inaugural, de apenas 50 linhas, sem apresentar qualquer prova ou indício, o procurador Anselmo Lopes levantou a hipótese de que o ex-presidente Lula “poderia”, “em tese”, ser suspeito de tráfico de influência internacional, “caso se comprovasse” que teria recebido favores da empresa Odebrecht para “supostamente” influir sobre autoridades de países estrangeiros para que contratassem obras da empresa.  Criou-se uma notícia de fato sem fato, porque não apontou algo concreto a ser investigado, e sim gerou uma tese sem elementos concretos, tão somente baseada em uma notícia falsa de jornal.

Assim, a reportagem das Organizações Globo forneceu o elemento necessário para se abrir uma investigação sobre uma pessoa, tentando lhe atribuir um crime.

O procurador Anselmo Lopes disse que fez a notícia de fato após receber uma manifestação que estimulou a redação do tal documento, mas se recusou a dizer ao Conselho Nacional do Ministério Público quem ou por que vias foi provocado a fazer essa notícia de fato. Disse apenas que foi por via “informal”.

Nove dias depois, no dia 29 de abril, antes de qualquer parte ser citada ou ter conhecimento do incipiente procedimento investigatório, o repórter Thiago Bronzatto, então na revista Época, também pertencente às Organizações Globo já estava sabendo da existência da notícia de fato, e obteve formalmente o documento, como prova protocolo no Ministério Público do Distrito Federal.

Já no dia seguinte, Época foi às bancas levando uma capa espalhafatosa, onde mentiu ao dizer que se tratava de uma investigação coletiva do MPF-DF o que era nada mais do que uma simples notícia de fato, feita por um único procurador, a partir da própria imprensa. A matéria, que contém vários erros jamais corrigidos pela revista, (http://www.institutolula.org/as-sete-mentiras-da-capa-de-epoca-sobre-lula) ampliou e muito a tese sem fatos do procurador e estimulou o avanço do procedimento inicial a partir de uma reportagem mentirosa.

O inquérito, que segundo Época teria sido aberto em abril, foi efetivamente aberto apenas em julho, por um procurador substituto, antes do prazo dado pela procuradora titular do caso para receber os documentos que ela mesmo tinha solicitado ao ex-presidente para análise ( http://www.institutolula.org/nota-a-imprensa-sobre-abertura-de-inquerito) e 40 dias antes do término do prazo de procedimento inicial estipulado pela própria procuradora.

A notícia da abertura do inquérito, então, foi vazada para a Globonews, das mesmas Organizações Globo, no dia 16 de julho de 2015.

A partir dali, investigação do Ministério Público se estendeu por 14 meses, a consumir recursos públicos. No processo, vazaram para a imprensa telegramas diplomáticos secretos do Estado brasileiro sem nenhuma relação com o tema investigado, com consequências para a imagem do Brasil no exterior, para a diplomacia brasileira. Levantaram todas as viagens de Lula para o exterior após a presidência – qual era o avião, companheiros de viagem, dia e local de saída e chegada. A revista Época foi a principal beneficiada dos vazamentos, com ao menos duas capas (sobre Cuba e África) com muitas insinuações, danos às relações internacionais, mas sem nenhum crime encontrado.

Época, “patrona” da ação na imprensa, também teve acesso a documentos do processo antes dos advogados de defesa, violando o sigilo da Justiça em que corria a investigação. Um desses acessos, ilegal, foi dado pelo procurador Douglas Kirchner, que depois foi demitido do Ministério Público não por isso, mas pela acusação de agredir e torturar sua ex-mulher (http://www.conjur.com.br/2016-abr-06/cnmp-demite-procurador-republica-batia-mulher).

O Conselho Nacional do Ministério Público não puniu o vazamento de informações protegidas por segredo de justiça. Os 14 meses de investigação jamais confirmaram a tese inicial de “tráfico de influência internacional” que estava na notícia de fato. Mas os procuradores já estavam presos à primeira mentira e reféns da imprensa.

Em dezembro de 2015, derivaram a investigação em um inquérito da Polícia Federal para investigar o filho do irmão da primeira esposa de Lula, Taiguara dos Santos, apresentado como milionário em matéria da revista Veja, por contratos da empresa Exergia com a Odebrecht para obras em Angola.

Embora não tenha detectado nenhum centavo da Exergia nas contas de Lula, nem tenha sido capaz de apontar qualquer ato ou conduta ilegal concreta do ex-presidente, durante a presidência ou depois dela, o Ministério Público Federal, após toda essa investigação, denunciou Lula por corrupção, tráfico de influência no Brasil e lavagem de dinheiro por conta dos contratos da empresa Exergia com a Odebrecht em Angola (a ampla maioria deles, contratos entre duas empresas privadas, sem nenhum recurso brasileiro direto ou indireto).

A tese criativa era de que Lula teria armado um esquema ao longo de sete anos, envolvendo três países diferentes (Brasil, Angola e Portugal) e mais de 7 bilhões de reais de liberação em créditos para ter, em troca, o pagamento de alguns meses do plano de saúde do seu irmão por Taiguara. Não faz o menor sentido, mas é essa a acusação na denúncia.

O Ministério Público, também após 14 meses de investigação, afirmou que as palestras de Lula em Angola em 2011 e 2014 seriam “supostas”, não teriam comprovação de terem sido feitos, apesar de terem informações sobre data, local e foto das palestras, e de existirem vídeos registrando os eventos.

Não é difícil adivinhar qual veículo de imprensa foi agraciado com a informação em primeira mão de que Lula seria denunciado para explicar eventuais irregularidades na liberação dos créditos. Claro que foi a revista Época.

Se a investigação durou longos 14 meses sem chegar em lugar nenhum, a denúncia foi aceita pelo juiz em apenas três dias, sendo que um deles era feriado. A defesa do ex-presidente prepara a resposta à acusação, onde irá evidenciar os devaneios da peça acusatória do Ministério Público, produzida dentro da lógica do chamado lawfare (Guerra Jurídica) para atender às demanda da imprensa, não do devido processo legal.

Esse procedimento se repete em outros casos. Foi o jornal O Globo que publicou, em dezembro de 2014, que Lula seria dono de um apartamento “tríplex” no Guarujá. Apesar das Organizações Globo martelarem que o apartamento 164-A do Condomínio Solaris seria de Lula, a Justiça de São Paulo e o próprio condomínio Solaris, em ação na Justiça de São Paulo, que cobra condomínios atrasados e podem levar a propriedade a leilão, já reconheceram que o apartamento é da OAS.

Mas como a Globo agora vai admitir que errou? Vai dar igual direito de resposta a quem ofendeu de maneira tão feroz e sistemática? Como vai escapar dessa situação? A Globo ainda não pediu desculpas nem pela edição do debate de 1989…

A busca por holofotes ao acusar Lula é tão grande que apenas a história desse apartamento envolve uma disputa entre dois Ministérios Públicos – o Federal do Paraná, com Deltan Dallagnol, e o Estadual de São Paulo, com Cássio Conserino – que fazem acusações diferentes, contraditórias uma com a outra, e ambas sem provas em relação ao apartamento (http://lula.com.br/um-apartamento-duas-denuncias-nenhuma-prova) . O Jornal Nacional deu nove minutos para a acusação de Conserino, outros dez para a acusação de Dallagnol. Nenhum registro sobre a Justiça de São Paulo reconhecer a OAS como dona do apartamento. Ou para as contradições entre as duas acusações que tiveram tanta publicidade no principal telejornal do país.

É este é o ambiente de massacre midiático, guerra jurídica e pressa desmedida para obter uma condenação de Lula em segunda instância antes das eleições de 2018. Uma parceria público-privada contra a democracia e o Estado de Direito.

Lula: "há uma parceria público privada entre a Justiça e a Globo" – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

19/07/2016

Entenda porque Lula deve ser caçado e Dilma, golpeada

A plutocracia nacional não encontrou outra forma de proteger a cleptocracia senão mediante uma caçada obsessiva ao grande molusco. A perseguição a Lula funciona como uma grande cortina de fumaça que encobre coisas do tipo: Lista de Furnas, o Mensalão do PSDB, a Lista Falciani de lavagem de dinheiro no HSBC, a lavagem do primeiro a ser comido em Liechtenstein, a Mossack & Fonseca no Panama Papers, as escandalosas sonegações pela manipulação do CARF, as Operação Zelotes. Sem contar que, graças a procuradores como  Rodrigo de Grandis, a Suíça lava mais banco. Por isso todo corrupto brasileiro tem conta na Suíça. E mesmo quando recebem tudo pronto no Brasil, como no caso da Alstom e Siemens, por envolver tucanos, o que importa é criminalizar o PT e caçar Lula.

Todos os envolvidos no golpe contra a democracia, da Rede Globo ao Eduarco CUnha, de Aécio Neves ao Michel Temer, todos estão envolvidos em crimes que buscam jogar nas costas da Dilma. E todos os que os apoiam são da mesma farinha…

Cunha agendou encontro de Temer com empreiteiro fora da agenda

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Entre 2012 e 2014, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) organizou pelo menos três encontros do então presidente do grupo Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, com o então vice-presidente Michel Temer, que não constaram da agenda oficial do vice; a assessoria do presidente interino confirmou um dos encontros, realizado em 2014, a três meses das eleições, e alegou “razões técnicas” para não inclusão do ato na agenda oficial do então vice-presidente; disse ainda que Azevedo informou, no encontro, que faria uma doação eleitoral ao PMDB, de R$ 11,4 milhões

19 de Julho de 2016 às 04:47 // Receba o 247 no Telegram Telegram

247 – Entre 2012 e 2014, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) organizou pelo menos três encontros do então presidente do grupo Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, com o então vice-presidente Michel Temer, que não constaram da agenda oficial do vice, segundo reportagem de Thiago Herdy.

A assessoria do presidente interino confirmou um dos encontros, realizado em 2014, a três meses das eleições, e alegou “razões técnicas” para não inclusão do ato na agenda oficial do então vice-presidente. Disse ainda que Azevedo informou, no encontro, que faria uma doação eleitoral ao PMDB, de R$ 11,4 milhões.

O conjunto de mensagens mostra intimidade de Azevedo com Cunha. Em dezenas de conversas entre 2011 e 2014, eles acertaram mudanças “em segredo” de textos legislativos, encontros e até pagamentos a serem realizados em contas do PMDB e de empresa de Cunha.

Questionado, sobre os encontros, Cunha respondeu: “Não me recordo desses diálogos, não me recordo se teve esse encontro, logo não posso também me lembrar dos motivos das risadas, se é que existiram”.

A assessoria de Temer informou que ele e Azevedo tinham “relacionamento institucional e não precisavam de intermediários para marcar encontros”, e também disse não se recordar de encontros em 2012 – leia aqui.

Cunha agendou encontro de Temer com empreiteiro fora da agenda | Brasil 24/7

14/07/2016

Ave MPF, os teus protegidos te saúdam!

Filed under: Golpe Paraguaio,MPF,Perseguição — Gilmar Crestani @ 9:54 am
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Ave Suetônio, o MPF saúda, não a justiça que vê, mas a justiça cega, que usa venda para não enxergar os Eduardo CUnha, Cláudia Cruz, Aécio Neves, Andrea Neves, Michelzinho ou Márcio Fortes… Todo dia uma denúncia nova contra o bestiário do golpe, mas o MPF mantém suas baterias para criar uma cortina de fumaça e proteger seu golpe paraguaio. Aliás, falando em golpe paraguaio, cabe por inteiro ao MPF a resposta do Picasso ao oficial nazista quanto este perguntou sobre Guernica: "Foi o senhor quem fez isso?" A resposta de Picasso a respeito da matança representada no quadro: "Não, foi o senhor", respondeu Picasso.  A cortina que desce para proteger os golpistas é estendida pelo MPF com sua obsessão por Lula. A cada dia parece mais próximo o momento em que o MPF conduzirá passeatas com o lema “Somos Todos Rodrigo de Grandis”. No MPF, omissão casa com perseguição. Se omite em relação aos seus parceiros ideológicos, pari passo, persegue quem não reza pela mesma cartilha.

"Ave, Imperator, morituri te salutant" ou "Ave, Caezar, morituri te salutant" ("Ave, César, aqueles que estão prestes a morrer o saúdam") é uma conhecida sentença latina citada em Suetónio, De Vita Caesarum ("A vida dos Cèsares", ou "Os Doze Cèsares").[1] Foi usado durante um evento em 52 dC no Lago Fucino por cativos e criminosos fadados a morrerem lutando durante um simulado de batalha naval ou Naumaquia — na presença do Imperador Cláudio. Suetônio relata que Cláudio respondeu "Aut non" ("ou não").

Auler, sobre o caso da “caixinha de Temer”: o MP omitiu-se

Por Fernando Brito · 14/07/2016

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Marcelo Auler, em seu blog, sublinha um ponto importante na primeira da série de reportagens que está fazendo para o Diário do Centro do Mundo: a completa omissão do Ministério Público Federal diante do indício de um esquema de propinas num ente federal, o Porto de Santos.

Indício forte, dado por uma beneficiária – embora indireta – do esquema: Éricka dos Santos, a ex-mulher do dirigente que seria operador da “caixinha”:

O que ficou claro, nesta história, foi a omissão da Procuradoria Geral da República, através dos procuradores-geral Geraldo Brindeiro e Roberto Gurgel, com relação à necessidade de se aprofundar a investigação. Mas eles resolveram passar atestado de bons antecedentes ao então presidente da Câmara, tanto em 1999/2000, quando Érika fez sua primeira delação, como em 2009, quando o delegado Nogueira pretendia aprofundar seu trabalho, mas precisava de autorização do Supremo para prosseguir.

É inevitável, nos dias atuais, comparar-se tais atitudes com o que vem sendo feito na Operação Lava Jato. O curioso é que como se verá adiante, nas futuras reportagens, há personagens no caso do Porto de Santos que reaparecem na Lava Jato, como está acontecendo com Temer. Mas não apenas ele, também a Construtora Andrade Gutierrez.

Não perca a série no Diário do Centro do Mundo e acompanhe o trabalho de Auler também em seu blog.

É jornalismo de primeira linha.

Auler, sobre o caso da "caixinha de Temer": o MP omitiu-se – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

12/07/2016

São todos CUnha!

A criminalização do PT foi cortina de fumaça para proteger PMDB, DEM, PSDB. Não se vê, lê ou se ouça os ventríloquos das velhas mídias criminalizando outros partidos, só o PT. Por que não criminalizam o PMDB do Eliseu Rima Rica, Edurdo CUnha e Michel Temer? Por que o PSDB de Aécio Neves, FHC (Brasif x Miriam Dutra), José Tarja Preta Serra continua sendo tratado como se fosse uma congregação religiosa, quando até as congregações religiosas já não são protegidas pelo Papa? O DEM dos Maias do Rio Grande do Norte e do Rio de Janeiro? O PP gaúcho, da Ana Amélia Lemos e da famiglia ladra de Biscoitos Zezé?!

Os grupos mafiomidiáticos conduziram a manada para derrubar uma Presidente honesta e colocar em seu lugar uma cleptocracia.

Não há dia em que não apareça mais um esqueleto, isso sem contar naqueles dinossauros escondidos por quem deveria investigar: Lista de Furnas, Lista Falciani do HSBC, Lista Odebrecht, Panama Papers. Por aí se explica a criminalização do PT e a caça ao grande molusco: cortina de fumaça para proteger a plutocracia tupiniquim!

Durval Barbosa, o do “panetone” de Arruda, envolve Rosso e Maia em propina

Por Fernando Brito · 12/07/2016

meusgarotos1

Então, de repente, surge em cena o personagem Durval Barbosa, que ficou famoso por gravar os vídeos de políticos de Brasília pedindo e recebendo dinheiro, entre eles o ex-governador José Roberto Arruda.

Ganhou repercussão o depoimento do técnico de informática Francinei Arruda, dado há 15 dias à Justiça de Brasilía onde ele diz que, como “editor” dos vídeos gravados por Durval Barbosa, teve acesso e entregou  versões compactas do deputado Rogério Rosso apanhando dinheiro, como publicou o Correio Braziliense.

Não é o primeiro a fazer essa acusação: ano passado, segundo o mesmo jornal,  o ex-aliado e assessor de Durval Barbosa, Luiz Paulo Costa Sampaio prestou dois depoimentos ao procurador-regional da República Ronaldo Albo, na condição de colaborador e disse que teve acesso a várias gravações, nunca divulgadas, de Durval com autoridades públicas, um deles o então deputado distrital  do Rogério Rosso.

Falta, agora, aparecerem as declarações de Barbosa em relação ao outro candidato da base de Temer, Rodrigo Maia, que o Estadão “esqueceu” ter publicado em 2010, quando o homem da câmara indiscreta diz que Rodrigo Maia também se beneficiava da corrupção do chamado “mensalão do DEM”

-O acerto do Rodrigo era direto com o Arruda, disse Durval, segundo o Estadão.

É sinal de que Eduardo Cunha será muito bem sucedido na presidência da Câmara.

Durval Barbosa, o do "panetone" de Arruda, envolve Rosso e Maia em propina – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

03/07/2016

Caça ao grande molusco é cortina de fumaça para proteger a cleptocracia representada pela dupla Temer & CUnha

 

Fazenda do Temer não aparece na imprensa

‘Sítio do Lula’

Observação fundamental de Janio de Freitas: “A Lava Jato encontrou nas ligações de celulares de Léo Pinheiro, presidente da OAS, troca de mensagens com Fernando Bittar tratando das obras no sítio de Atibaia, como proprietário associado a Jonas Suassuna Filho. “Não foi um bom achado para a tese da Lava Jato e da imprensa/TV sobre a propriedade”, ironizou o jornalista.

Na coluna desta quinta-feira (30) de Jânio de Freitas na Folha de S. Paulo, chama a atenção, no último tópico do texto, para o “não noticiado”.De acordo com o colunista, até agora não foi noticiado o fato de que investigadores da Lava Jato teriam encontrado mensagens de Léo Pinheiro para Fernando Bittar, tratando sobre reformas no sítio, em que Bittar é tratado como dono da propriedade em associação Jonas Suassuna Filho. “Não foi um bom achado para a tese da Lava Jato”.

‘Fazenda do Temer’

Quem vai a Duartina, interior de São Paulo, e pergunta pela “fazenda do Temer” recebe logo a indicação de como chegar à Esmeralda, propriedade rual de 1,5 mil hectares que está registrada em nome de João Batista Lima Filho, amigo do presidente interino desde a década de 1980. Ah, mas isto não é pauta dos “jornalões”.

Os Amigos do Presidente Lula

26/06/2016

Pó, pará investigador!

Os grupos paulistas de mídia retomam a blindagem de José Tarja Preta Serra & Geraldo Marcola Alckmin à moda Mauro Chaves. Para quem não lembra, no calor da disputa entre correligionários, o ator da bolinha de papel fez publicar um artigo denunciando o toxicômano das gerais. Até Juca Kfouri apimentou a história com outros floreios. O Estadão, a pedido do Serra, atacou com o antológico “Pó pará, governador!”. O Estado de Minas devolveu em grande estilo, “Minas a reboque, não”.

(Em parêntese. Não está em discussão quem é o pai da criança e se existe ou não corrupção. O que se questiona são os pesos e medidas. Até porque, boa parte da corrupção deve ao finanCIAmento privado. Ou alguém acha que existe almoço grátis. Se uma empresa “doa” pra candidato, de vereador a presidente, ela o faz por filantropia? Então porque Gilmar Mendes, o cavalo de tróia que FHC deixou no STF, sentou encima do financiamento público por mais de um ano!?)

E não é que a rivalidade Minas x São Paulo reacende exatamente quando um paulista da Mooca, vestindo as cores da bandeira ianque, se coloca como postulante ao cargo do interino a quem serve e é servido!? Bastou sair na imprensa que a CONSIST, que levou Paulo Bernardo à prisão, é mais uma obra, como o fora Marcos Valério, do PSDB. Assim como a forma de arrecadação que apareceu no Mensalão fora criada em Minas pelo PSDB para abastecer a base de FHC, e que depois abasteceu a base de Lula, a CONSIST é uma invenção do então Prefeito José Serra, mas que também abasteceria Paulo Bernardo. A coincidência é que quando aparece o nome do Serra, a Folha revela a enésima delação do primeiro a ser comido. E não é só esta coincidência, porque outra maior se alevanta.

Os esquemas de Marcos Valério e da CONSIST só são criminosos quando tem algum petista. Enquanto for operado pelos inventores, nada acontece. Ambos guardam semelhanças também com os esquemas da Petrobrax.

Enquanto a corrupção na Petrobrás, sob FHC, matava Paulo Francis, sob Dilma rende criminalização do PT. Ninguém criminaliza PSDB, PMDB oU PP, que eram os verdadeiros operadores e que, por várias governos, corroeram a Petrobrás. Isso tudo revela uma verdade bem brasileira: aqui há dois tipos de corrupção, a boa e a ruim. É boa quando é praticada pelo candidato dos investigadores, é ruim quando é praticada pelos adversários ideológicos. O fato de ter virado pó, sem trocadilho, o assunto dos 450 kg de cocaína encontrados no heliPÓptero, diz tudo a respeito das instituições encarregadas de zelar pelo respeito às leis. Algumas assuntos viram pó, outros são consumidos.

Para concluir as coincidências. Eis que de repente reaparece Rodrigo de Grandis. Aquele procurador que engavetara os documentos suíços comprovando corrupção tucana na Alstom e Siemens está por traz da prisão do Paulo Bernardo. Uma coincidência a mais ou a menos não melhora a imagem, para quem está usando o cérebro e não a Rede Globo, a respeito do caráter da nossa plutocracia.

Como escreveu o Marcelo Semler, nunca se roubou tão pouco, mas o que importa é que isso propicia criminalizar o PT, caçar Lula e dar o golpe em Dilma. O resto é serventia da casa.

Sócio e ex-presidente da OAS relatará propina para assessor de Aécio Neves

Delator vai indicar propina na Cidade Administrativa (MG)

MARIO CESAR CARVALHO e BELA MEGALE
DE SÃO PAULO – 25/06/2016 17h13

O empreiteiro Léo Pinheiro, sócio e ex-presidente da OAS, vai relatar, com base em documentos, que pagou suborno a auxiliares do então governador de Minas Gerais, o hoje senador Aécio Neves (PSDB), durante a construção da Cidade Administrativa.

Trata-se da mais cara obra do tucano nos oito anos em que permaneceu à frente do Estado, entre 2003 e 2010.

O relato de Pinheiro sobre o centro administrativo, um complexo inaugurado em 2010 para abrigar 20 mil funcionários públicos, faz parte do acordo de delação premiada que está sendo negociado com procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba e Brasília. O acordo ainda não foi assinado.

Ed Ferreira – 26.mai.15/Folhapress

José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, em depoimento à CPI da Petrobras no ano passado

José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, em depoimento à CPI da Petrobras em maio de 2015

Segundo Pinheiro, a OAS pagou 3% sobre o valor da obra a um dos principais auxiliares de Aécio, Oswaldo Borges da Costa Filho.

Conhecido como Oswaldinho, ele é apontado por tucanos e opositores como o tesoureiro informal de seguidas campanhas de Aécio, entre 2002 e 2014.

Aécio nega com veemência que tenha recebido qualquer recurso ilícito e que tenha havido irregularidades na obra —leia mais a respeito da nota enviada pelo senador mineiro a seguir.

Ele não comentou, no entanto, os relatos de que Oswaldo teria sido seu tesoureiro informal.

Estimada em R$ 500 milhões, a obra da Cidade Administrativa foi orçada em R$ 949 milhões, mas acabou custando R$ 1,26 bilhão, segundo documentos do governo de Minas obtidos pela Folha, mas que a atual administração, do PT, não comenta.

Esse foi o custo das obras de engenharia; com mobiliário e outros itens, o gasto total alcança R$ 2,1 bilhões, ainda de acordo com os dados obtidos pelaFolha.

Junto com Odebrecht e Queiroz Galvão, a OAS fez um dos três prédios do complexo, o Edifício Gerais. No consórcio, a Odebrecht era a líder, com 60% do valor do contrato. A OAS respondia por 25,71% e a Queiroz Galvão, por 14,25%.

Como a OAS recebeu R$ 102,1 milhões, os 3% da suposta propina seriam equivalentes a pouco mais de R$ 3 milhões.

O CONTATO

Oswaldo é contraparente de Aécio: ele é casado com uma filha do padrasto do senador, o banqueiro Gilberto Faria (1922-2008). Tanto tucanos como opositores em Minas contam que o auxiliar atuou como tesoureiro informal das campanhas de Aécio para o governo de Minas, para o Senado e para a Presidência.

Após vencer a eleição para o governo em 2002, o tucano colocou-o para presidir a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, uma empresa pública dona de mineradoras, hotéis e fontes de água mineral.

Foi essa empresa, chamada Codemig, que fez a licitação em 2007 e cuidou da obra da Cidade Administrativa, o que foi considerado incomum, já que Oswaldo teve papel na arrecadação da primeira campanha de Aécio ao governo mineiro.

A família de Oswaldo também é proprietária de uma empresa de táxi-aéreo que é dona de um jatinho Learjet que foi usado por Aécio.

Ele tem uma coleção de carros raros, entre os quais um Rolls-Royce que Aécio costumava usar quando era governador. A joia da coleção, no entanto, é um Bugatti 1938.

Léo Pinheiro relatou a investigadores da Lava Jato que tem provas do caminho que o dinheiro percorreu até chegar ao assessor do tucano.

A LISTA

Oswaldo também é citado numa lista da Odebrecht na qual aparecem 316 políticos que teriam recebido propina, segundo a Polícia Federal. Ao lado do nome dele, aparece o nome de um diretor da Odebrecht em Minas e a mensagem de que o grupo viabilizaria uma doação de R$ 15 milhões para "Mineirinho", codinome que a PF está investigando para saber quem é.

A anotação é de setembro de 2014, quando Aécio disputava a eleição presidencial que foi vencida por Dilma Rousseff (PT).

A OBRA

Os primeiros esboços da Cidade Administrativa foram apresentados por Oscar Niemeyer em 2004, mas a obra só foi iniciada em 2007.

O complexo causou polêmica porque deslocou um contingente de 30 mil pessoas (20 mil funcionários e 10 mil visitantes) para uma área que fica a 20 quilômetros do centro de Belo Horizonte.

Inaugurado em 2010, o lugar é repleto de superlativos, de acordo com a propaganda do governo mineiro à época da inauguração. A obra foi anunciada como o maior prédio em construção na América naquela época, com o maior vão-livre do mundo.

Quatro inquéritos foram abertos para apurar possíveis irregularidades na obra. Um deles investiga se houve conluio entre as nove empreiteiras que fizeram a obra.

A assessoria de Aécio nega que tenha havido irregularidades nesse processo.

O Ministério Público não soube informar o estágio atual das investigações ou se alguma das apurações já foi encerrada.

OUTRO LADO

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse em nota à Folha que desconhece os relatos feitos pelo empresário Léo Pinheiro sobre suposta propina em sua administração e que considera as declarações "falsas e absurdas".

Carlos Roberto – 13.out.2009/Hoje em Dia/Folhapress

BELO HORIZONTE, MG, 13.10.2009: VISITA/OBRAS/MG - O governador, Aécio Neves, visitou na tarde de hoje no bairro de Serra Verde, as obras da cidade administrativa e participou da retirada de uma última viga de uma grande laje suspensa da obra. (Foto: Carlos Roberto/Hoje em Dia/Folhapress) --- Aécio Neves, então governador de MG, durante visita às obras da Cidade Administrativa, em 2009

O Senador Aécio Neves, então governador de MG, durante visita às obras da Cidade Administrativa, em 2009

A nota afirma que acusações como essas precisam de provas, "sob o risco de servirem apenas a interesses outros que não os da verdade".

O senador afirma estranhar o que chama de vazamento "deste trecho" da delação de Pinheiro, da OAS, que o cita como beneficiário de propina.

Segundo nota enviada pela assessoria de imprensa do senador, as obras da Cidade Administrativa foram contratadas por R$ 948 milhões em 2007 e tiveram custo final de R$ 1,26 bilhão, em 2010.

Entre as razões do aumento está a construção de um túnel que não estava previsto no projeto inicial e que demandou uma nova licitação.

O comunicado aponta que os aditivos firmados na construção da Cidade Administrativa mineira "corresponderam a 10% do valor inicial, percentual inferior aos 25% autorizados pela Lei 8.666 para obras públicas".

A assessoria de Aécio reitera que "a obra foi conduzida com absoluta transparência e controle da sociedade", inclusive com aprovação de órgãos de controle do Estado.

A nota afirma ainda que, antes da abertura da licitação, os editais foram submetidos a avaliação prévia do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado.

"Todas as especificações técnicas do projeto tiveram acompanhamento e monitoramento da empresa de auditoria externa, atestando e assinando juntamente com a gerência da obra", diz a nota divulgada.

Sobre a OAS, a assessoria do senador diz que a empreiteira apresentou um pedido de revisão nos valores a serem pagos quando a Cidade Administrativa foi finalizada, o que foi negado pela empresa que administrava a obra.

Segundo a assessoria de Aécio, a participação da OAS na obra foi de cerca de R$ 50 milhões, metade do valor obtido pela Folha. A decisão de dividir a construção em três lotes se deu para "baratear os custos de execução e abrir espaço para participação de mais empresas", de acordo com a assessoria.

Sobre o avião utilizado pelo senador, a assessoria afirma que a aeronave não pertencia a Oswaldo Borges, mas à família dele.

Questionada a respeito do uso do Rolls-Royce do empresário, a nota diz que Borges é "reconhecido colecionador de carros" e emprestou veículos de seu acervo para a posse dos governadores Aécio Neves e Antonio Anastasia, ambos do PSDB.

A assessoria de imprensa de Aécio não quis se pronunciar sobre os relatos de Borges ter atuado como "tesoureiro informal" das campanhas do tucano.

Procurado, o empresário Oswaldo Borges da Costa Filho não atendeu as ligações nem ligou de volta para a reportagem. A Folha pediu ajuda à assessoria de Aécio para contatá-lo, sem sucesso.

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