Ficha Corrida

19/11/2016

Apedrejamento pela mídia talibã

Garotinho Alckmin fora LulaGarotinho e Cabral não só não votaram na Dilma como apoiaram o golpe. Aliás, também fizeram, como José Sarney, José Ivo Sartori e tantos outros peemedebistas, campanha pelo Aécio Neves. Portanto, nenhuma simpatia pelos golpistas, muito menos pelo PMDB. Aliás, no processo conduzido pela Rede Globo, que alterou uma rodada do Brasileirão para apoiar os trabalhos do Eduardo CUnha no Congresso, tanto Cabral como Garotinho trabalharam arduamente pela substituição de Dilma pelo Temer. Que interesses uniu Globo, Garotinho & Cabral na troca da Dilma pelo Temer? Pode ter sido José Sarney ou FHC, mas com certeza não foi o agora chefe da casa civil, Eliseu Padilha. Poderia ter sido Gilmar Mendes, na famosa reunião preparatória com Arminio Fraga e José Serra?

Alguém ainda há de lembrar da gravação do Sérgio Machado que mostrava Romero Jucá ansioso por dar logo o golpe e assim estancar a Lava Jato. Todos os que já tinham alguma delação, ou mesmo algum processo em andamento, ou mesmo aqueles que, mesmo sem um processo formal, sabendo ter culpa no cartório, foram agraciados com cargos para garantir foro especial. Não é só a nomeação recente do Romero Jucá como líder do governo, como também José Serra, aquele que a Lava Jato colocava uma Tarja Preta todo vez que seu nome aparecia nas delações, passam a ocupar cargos para terem foro privilegiado. José Serra, o ator da bolinha de papel da Rede Globo, virou Ministro das Relações Exteriores exatamente porque teria recebido 23 milhões depositados em conta no exterior. A arca do Temer abriga toda sorte de suspeitos porque foi pra isso que ele traiu e golpeou Dilma. Por que será que o dono do heliPÓptero virou ministro do Temer? Por que será que Aécio Neves, que seu colega de partido dizia que seria, caso não houvesse o golpe, o primeiro a ser comido por ser campeão das delações, nunca foi sequer intimado a explicar porque aparece em tantas delações? Compare-se as acusações contra Garotinho com aquelas contra Aécio Neves. Perto deste, Garotinho é um principiante. Um garotinho. Mas quanto diferença no tratamento! Por quê?!

De novo, não tenho a menor simpatia tanto por Cabral, muito menos por Garotinho. Muito antes pelo contrário. Mas o que a mídia está fazendo com eles não difere em nada com o que faziam e fazem aqueles países muçulmanos que apedrejam em praça pública as mulheres adúlteras. Como se no adultério só existisse a mulher, sem participação de homem. Se o crime do Garotinho foi compra de votos, deve ser julgado e punido por isso, igual a todos os que compram votos. Qual foi o tratamento dado àquele que comprou votos para a reeleição? O mesmo dado ao João Dória Jr, acusado por pessoas de seu partido, o PSDB, de ter comprado votos. Ambos, Dória e FHC, por serem do PSDB, ninguém investiga, imagina então prende-los com cobertura da Rede Globo. Inimaginável, não!? É por isso que o deputado gaúcho, Jorge Pozzobom, se vangloria da imunidade/impunidade pelo simples fato de pertencer ao PSDB.

Se alguém tinha alguma dúvida das razões que levaram a Rede Globo a lincharem Garotinho basta comparar o comportamento dela na prisão do Eduardo Cunha. A se julgar pela cobertura da Rede Globo, a prisão do CUnha mais parecia uma encenação da crucificação de Cristo. Imagina se CUnha delata como foi que ele conseguiu da Rede Globo a mudança de uma rodada do Brasileirão para que sua encenação no Congresso fosse transmitida ao vivo pela Rede Globo?! Entendeu agora o porquê da diferença de tratamento entre Eduardo CUnha versus Antony Garotinho ou ainda precise que desenhe?

Ora, aos parceiros, a discrição; aos inimigos, o apedrejamento. Como nas repúblicas fanáticas comandadas por talibãs!

Só para lembrar, Cabral apoiou Aécio em 2014 e apoiou o Impeachment de Dilma

aecio-e-cabral

Posted By: Admin November 18, 2016

Aliado? Bem até 2010, poderíamos até dizer que Cabral era um “aliado interesseiro” nos 80% de aprovação do ex-presidente Lula, no entanto  depois de 2013, o PMDB do Rio e o PT estavam quase que com relações cortadas, porque a popularidade de Dilma baixou, devido aos protestos de junho de 2013, mas vamos aos fatos, Cabral apoiou Aécio e não Dilma em 2014 e ainda orientou votação pelo Impeachment da ex-presidenta.

Cabral em ato de apoio a Aécio

Revista Valor Econômico, mostra a ida do ex-governador do Rio a evento que oficializava apoio de partidos a Aécio no Rio de Janeiro.

Cabral luta para fortalecer chapa PSDB PMDB no Rio

Revista VEJA, inimiga histórica do petismo e de Lula, mostra que Cabral desistiu do Senado para fortalecer a chapa  “Aézão”  que seria aliança entre Aécio e o candidato Pezão do PMDB.

Aliados de Aécio ganham secretarias no governo Cabral

O movimento estava sendo costurado antes mesmo das eleições de 2014 com aliados próximos de Aécio ocupando secretarias do governo do Rio de Janeiro.

Cabral frustrado porque PMDB todo não seguiu sua orientação

Outra notícia mostra que Sérgio Cabral e Dornelles ficaram frustrados porque Dilma cresceu na reta final e parte do PMDB resolveu apoia-la e não Aécio como foi a costura de Cabral, Dornelles e Picciani.

Filho de Cabral é Aécio

Filho de Cabral subiu no palanque com Aécio e seu material de campanha pedia todo apoio a Aécio Neves.

Festa de Casamento de Picciani vira beija mão de Aécio

Cabral em casamento de Picciani defendeu a aliança com Aécio como um líder a altura do Brasil.

Aécio votou contra convocação de Cabral em CPI

Aécio votou contra convocação do ex-governador Sérgio Cabral a CPI do Cachoeira, que iria perfazer todas relações de corrupção do lobista com o mundo político.

Cabral comandou mudança do PMDB do Rio em apoio ao Impeachment de Dilma

Cabral convenceu o PMDB do Rio, junto com Cunha e Dornelles a votarem em massa pelo Impeachment de Dilma.

Só para lembrar, Cabral apoiou Aécio em 2014 e apoiou o Impeachment de Dilma – Falandoverdades

16/11/2016

Fica Temer, se saíres a velha mídia ainda põe Marcola em teu lugar

globo_temerOs golpes, todos eles, são preparados, conduzidos e usufruídos pelos grandes grupos de mídia. Desde 1954 que a Rede Globo vem se aperfeiçoando em golpes. Acertou em 1964 e agora em 2016. Filial e parceira, a RBS também se locupletou em ambos.

De nada adianta tirar Temer, a Rede Globo mudará o calendário do futebol, e, se necessário, também o calendário gregoriano, só para fazer coincidir o golpe com a reunião de sua manada de midiotas adestrados. Se tirarem Temer, a Rede Globo pode colocar quem ela quiser. Se faz parceria com João Havelange, Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo del Nero, por que não poderia apoiar qualquer um destes no lugar do Temer. Pode ser ainda pior. Colocar lá Fernandinho Beira-Mar ou Marcola. Afinal, para quem apoiou Aécio Neves e nada diz sobre os 450 kg de cocaína apreendidos no heliPÓptero. O que a Rede Globo tem a dizer a respeito do parceiro Eduardo CUnha no golpe contra a Dilma? O que a Rede Globo diz do cheque de um milhão depositado na conta do Michel Temer? Já fez alguma reportagem para o Jornal Nazional a respeito dos 23 milhões depositados na conta do seu ator da Bolinha de Papel na Suíça? O que a Rede Globo tem a dizer a respeito do sumiço de mais de 220 milhões das contas do parceiro dominical Eduardo CUnha?

A existência da Rede Globo, filiais e demais a$$oCIAdos do Instituto Millenium tiram qualquer possiblidade de nos tornarmos uma democracia respeitável. Seremos sempre uma República das Bananas, com jornalistas como estes pagando boquete jornalístico. Há que elogiar a capacidade dos entrevistadores de, com a boca cheia entre as pernas do entrevistado, ainda conseguirem formular perguntas.

As estrelas da mídia encontram seu presidente, por Glenn Greenwald e Thiago Dezan

As estrelas da mídia encontram seu presidente, por Glenn Greenwald e Thiago Dezan

qua, 16/11/2016 – 07:36

do The Intercept

Fofocas, gargalhadas, romance e diversão de montão: as estrelas da mídia encontram seu presidente</p">

por Glenn Greenwald e Thiago Dezan

SEIS JORNALISTAS ENTREVISTARAM o Presidente Michel Temer ontem à noite no programa Roda Viva da TV Cultura. Cinco deles eram estrelas da mídia dominante que incitaram incansavelmente o impeachment da Ex-presidente Dilma Rousseff e, portanto, foram responsáveis pela ascensão de Temer ao poder: O Globo, Folha, Estadão (um representante do jornal e outro do conglomerado do qual o jornal faz parte) e Veja (cujo representante é também âncora do Roda Viva). O sexto jornalista faz parte da própria TV Cultura, rede de televisão pública que já foi vítima de pressões de políticos de importância como José Serra, o chanceler do governo Temer, e cuja verba de publicidade foi reduzida pelo governo.

A lista de jornalistas escalados para a entrevista foi bizarra, mas previsível. Quando um presidente empossado é entrevistado somente por veículos que defenderam o processo de impeachment que o levou ao poder, é inevitável que a conversa decorrente mais se assemelhe a um churrasco animado entre amigos do que a uma entrevista contenciosa (um deles, Ricardo Noblat, d’O Globo, já havia submetido tanto o Presidente quanto sua esposa a esta implacável apuração jornalística):

Blog do Noblat ✔@BlogdoNoblat Uma coisa que eu jamais observara: como Temer é um senhor elegante. Quase diria bonito. A senhora dele, também.

Outra jornalista presente, Eliane Cantanhêde, do Estadão, certa vez saiu em defesa de Temer sugerindo que seus críticos estariam traindo o país: “Mas o esforço para derrubar Temer, neste momento, é trabalhar contra o Brasil”.

Além disso, qual o propósito de uma rede de televisão pública como a TV Cultura – supostamente uma alternativa à mídia dominante com fins lucrativos – se acaba por oferecer uma plataforma para esses mesmos veículos de comunicação corporativos em momentos jornalísticos de tamanha importância?

A entrevista foi iniciada com um tom relativamente sério, porém, extremamente amigável. No primeiro bloco, foram feitas diversas perguntas relevantes, como: por que o grande aliado de Temer, Romero Jucá, comprometido pelas gravações de Sérgio Machado, se tornará líder do governo no Senado e se são verdadeiras as alegações de que Temer recebeu R$ 10 milhões da Odebrecht em doações de campanha ilegais. Ainda assim, não foram realizadas perguntas complementares após as respostas do presidente, nenhum pedido de esclarecimento foi feito sobre as perguntas que foram descaradamente evadidas e muito pouco esforço foi colocado na elucidação das diversas contradições e alegações infundadas de Temer. Essa foi a parte boa da entrevista.

A PARTIR DAÍ, O ENCONTRO decaiu para um nível tão fútil e constrangedor que foi preciso assistir à entrevista diversas vezes para crer no que os olhos viam. Com o passar dos minutos, ficava cada vez mais claro que o político e os jornalistas, que evidentemente o adoram, se inclinavam a um terno abraço coletivo. Quando a entrevista chegou ao terceiro bloco, já estavam todos gargalhando e rindo com considerável pujança das piadas insossas do presidente, como fazem empregados de baixo escalão na primeira semana de emprego para agradar o patrão. Assistindo à entrevista, era possível se sentir como uma mosca na parede de um coquetel de gala da família real, onde os convidados de honra – não completamente bêbados, mas relaxando à medida que incrementavam o nível etílico com taças e mais taças do mais requintado Chardonnay – exploravam os limites da decência no comportamento social.

No quarto e último bloco, as estrelas da mídia pareciam tão cansadas de manter a máscara jornalística, que optaram por deixá-la cair, libertando-se completamente. Ao fim do caloroso bate-papo, o grupo fofocava com o presidente sobre seu palácio preferido, seu estilo antiquado de oratória que lhe confere um charme invejável, o primeiro encontro com a esposa Marcela e como se apaixonou por aquela que viria a ser mãe de seu filho, e seus ousados planos para o mundo literário.

✔@BlogdoNoblat Por pouco, Temer não perdeu o contato com Marcela, sua atual mulher, depois de tê-la conhecido. É o q ele conta no Roda Viva, logo mais.

Se um desavisado começasse a assistir à entrevista sem saber quem é Temer, poderia facilmente achar que o entrevistado era um vovô simpático, famoso por suas melodias delicadas de Bossa Nova, em vez do líder político profundamente impopular que chegou à presidência através do controverso impedimento de uma presidente eleita democraticamente, que milhões de brasileiros consideram um golpe, e diversas instituições e líderes de todo o mundo considerem um ataque à democracia.

COMO RESULTADO DA CONVERSA FIADA, inúmeras questões cruciais foram ignoradas. Os jornalistas perguntaram diversas vezes a Temer se ele pretendia concorrer à eleição em 2018, mas ignoraram – como a mídia dominante sempre faz – o fato inconveniente de que o TRE o declarou “ficha suja”. Embora tenham mencionado Serra quando falaram dos problemas da Venezuela, não demonstraram interesse no depoimento de Odebrecht, em que o Ministro das Relações Exteriores de Temer é acusado de receber R$ 23 milhões em um banco suíço, uma vez que o assunto não foi mencionado. A confissão recente de Temer a banqueiros internacionais em Nova York, de que o impeachment foi motivado por Dilma se recusar a aceitar as reformas econômicas propostas pelo PMDB, também foi completamente ignorada (acompanhando o completo descaso da mídia perante essa importante revelação).

O fato de que a maioria do país rejeita Temer e deseja seu impeachment foi algo que também escapou ao julgamento dos jornalistas. Embora o atual colapso financeiro do Rio de Janeiro tenha sido mencionado, isso serviu apenas para perguntar a Temer qual é seu plano para salvar os cariocas, ignorando o fato de que foi seu partido que governou tanto o estado quanto a cidade nos últimos anos. Os jornalistas tampouco encontraram tempo para perguntar ao presidente sobre o consenso entre economistas ocidentais que acreditam que o caminho mais perigoso que pode ser tomado por um país enfrentando crescimento econômico baixo ou negativo é a austeridade: exatamente o que está sendo imposto por Temer.

Mesmo que a entrevista tenha sido trágica, o que se seguiu conseguiu superá-la nesse quesito. Em uma transmissão ao vivo pelo Facebook, todos os jornalistas elogiaram e parabenizaram uns aos outros pelo excelente trabalho, como se comemorassem a vitória de seu time do coração. No meio da celebração da conquista do campeonato, o próprio Temer, sorrindo como pinto no lixo, olhando direto para a câmera, ofereceu ao público da rede social uma das poucas declarações honestas do encontro: “Eu cumprimento vocês por mais essa propaganda.” Arrancando, mais uma vez, gargalhadas subservientes de seus subalternos jornalistas.

No começo do ano, a respeitada organização Repórteres Sem Fronteiras rebaixou o Brasil para a 104ª posição em seu ranking de liberdade de imprensa – atrás de países como Chile, Argentina, El Salvador, Nicarágua, Peru e Panamá – em parte, porque a mídia dominante é controlada por um número ínfimo de famílias extremamente ricas, além de serem usados para fins de propaganda e ativismo político, em vez de jornalismo. Fora a reconstituição dramática com ares de novela das oito das gravações de Lula e Dilma, a palhaçada vergonhosa que foi transmitida ontem à noite foi a caracterização mais fiel, e lamentável, dessa triste dinâmica até o momento.

As estrelas da mídia encontram seu presidente, por Glenn Greenwald e Thiago Dezan | GGN

06/11/2016

Roteiro do safari, patrocinado pela Rede Globo, de caça ao Lula

OBScena: as origens do ódio da Globo ao Lula

Rede Globo x Lula

Tudo isso para que Eduardo CUnha, Michel Temer, José Serra, Aécio Neves, Romero Jucá, Eliseu Padilha, Sérgio Machado, José Sarney possam continuar lavando e corrompendo.  A caça ao grande molusco é a maior cortina de fumaça do mundo. Menor que a Muralha da China, mas maior que o Muro de Berlim. Durante o período de caça a Lula, José Serra pode desfrutar dos 23 milhões depositados na Suíça, um heliPÓptero foi pelos ares com 450 kg de cocaína e Eduardo CUnha sumiu com 220 milhões deus múltiplas e variadas contas.

Isso, sim, que é crime organizado! Mais organizado só com powerpoint

Desorganizado era aquele que mantinha Miriam Dutra escondida na Espanha…

Lula: “há uma parceria público privada entre a Justiça e a Globo”

Por Fernando Brito · 05/11/2016

Do site do Lula, hoje:

Este texto é um registro, baseado em provas e fatos, não convicções, de como funciona a dinâmica da parceria público-privada entre o maior grupo de comunicação do país, de propriedade da família mais rica do Brasil, e funcionários públicos que deviam servir a toda sociedade brasileira, na perseguição de uma liderança política, reconhecida como o melhor presidente da história do Brasil.

Como as acusações e processos contra Luiz Inácio Lula da Silva costumam a nascer de matérias com graves incorreções e mentiras de veículos das Organizações Globo. E como essas matérias dão origem a custosas investigações por agentes públicos, que por sua vez são vazadas prioritariamente também para a Globo, em um mecanismo que se retroalimenta.

Assim será possível entender por que Lula diz que autoridades não podem ser “reféns da imprensa” e por que os advogados de Lula dizem que ele sofre um processo de “lawfare”, de uso de instrumentos jurídicos para a destruição da imagem e inabilitação de um adversário político.

O jornal O Globo publicou, no dia 26 de outubro deste ano, a reportagem: “Lava-Jato investiga outra cobertura usada por Lula” (http://oglobo.globo.com/brasil/lava-jato-investiga-outra-cobertura-usada-por-lula-20357937), assinada pelos repórteres Cleide Carvalho e Thiago Herdy. Ela versa sobre uma nova frente da Lava Jato, aquela investigação que era sobre milhões desviados da Petrobrás, mas que a cada dia vira mais uma investigação de qualquer bobagem relacionada a Lula.

A matéria informa que os investigadores questionam o que seria “uma operação de aluguel”. Com isso, querem dizer um aluguel de um imóvel efetivamente contratado e pago por Lula, segundo o que já comprovaram os próprios investigadores da Lava Jato.

Segundo a reportagem, “a operação” seria uma “simulação para dar caráter formal ao uso do apartamento por Lula ”. Chegou-se ao ponto em que se investiga como simulação de aluguel a própria definição de aluguel: pagar para usar temporariamente a propriedade de outra pessoa.

A matéria recupera uma outra reportagem do mesmo Thiago Herdy, de 12 de abril de 2015: “Diretor da Odebrecht pagou ‘voo sigiloso’ de Lula para Cuba em 2013”.  (http://oglobo.globo.com/brasil/diretor-da-odebrecht-pagou-voo-sigiloso-de-lula-para-cuba-em-2013-15850030)

Está escrito na reportagem: “A DAG foi usada pela Odebrecht para bancar despesas de avião usado por Lula em 2013, numa viagem a Estados Unidos, Cuba e República Dominicana. O voo custou R$ 435 mil e foi classificado pela Líder Táxi Aéreo, responsável pela viagem, como ‘sigiloso’.

Essa viagem de Lula não tinha ligação oficial com os negócios da empreiteira. No trecho dos Estados Unidos, o ex-presidente tinha agendado um congresso de trabalhadores.”

O que Herdy escreve como recapitulação da matéria é pura e simplesmente uma mentira republicada. É mentira que a viagem não tinha relação com a Odebrecht. Lula deu uma palestra para a construtora na República Dominicana, por isso ela pagou o voo. Palestra registrada em vídeo, na imprensa local e com a devida nota fiscal. A classificação de “sigiloso” no voo só existe em um documento da Líder com o qual Lula não tem nenhuma relação. A viagem não era sigilosa. Foi divulgada por release da assessoria do ex-presidente e contou com uma série de atos públicos nos três países, devidamente registrados e divulgados. No compromisso que Lula atendeu nos EUA, Alexandrino de Alencar não estava presente.

Tudo isso é de conhecimento do Ministério Público e está provado em documentos que já foram vazados para a imprensa. Mas o texto do repórter induz o leitor a entender outra coisa. Que a viagem seria clandestina, que teria sido paga pela Odebrecht de modo dissimulado e sem motivo, e que Alexandrino teria acompanhado Lula aos Estados Unidos.

Mas por que essa insistência na informação errada 18 meses depois da primeira matéria, já equivocada?  Por conta das consequências da primeira mentira. Tomando por base a matéria de O Globo que fala de uma viagem sigilosa que não era sigilosa e outras notícias de jornais e da internet, o procurador Anselmo Lopes, da Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF), deu início a um procedimento investigatório, chamado “Notícia de Fato”, oito dias após a publicação de abril de 2015 (saiba mais: http://www.institutolula.org/nota-a-imprensa-sobre-abertura-de-inquerito).

Em seu texto inaugural, de apenas 50 linhas, sem apresentar qualquer prova ou indício, o procurador Anselmo Lopes levantou a hipótese de que o ex-presidente Lula “poderia”, “em tese”, ser suspeito de tráfico de influência internacional, “caso se comprovasse” que teria recebido favores da empresa Odebrecht para “supostamente” influir sobre autoridades de países estrangeiros para que contratassem obras da empresa.  Criou-se uma notícia de fato sem fato, porque não apontou algo concreto a ser investigado, e sim gerou uma tese sem elementos concretos, tão somente baseada em uma notícia falsa de jornal.

Assim, a reportagem das Organizações Globo forneceu o elemento necessário para se abrir uma investigação sobre uma pessoa, tentando lhe atribuir um crime.

O procurador Anselmo Lopes disse que fez a notícia de fato após receber uma manifestação que estimulou a redação do tal documento, mas se recusou a dizer ao Conselho Nacional do Ministério Público quem ou por que vias foi provocado a fazer essa notícia de fato. Disse apenas que foi por via “informal”.

Nove dias depois, no dia 29 de abril, antes de qualquer parte ser citada ou ter conhecimento do incipiente procedimento investigatório, o repórter Thiago Bronzatto, então na revista Época, também pertencente às Organizações Globo já estava sabendo da existência da notícia de fato, e obteve formalmente o documento, como prova protocolo no Ministério Público do Distrito Federal.

Já no dia seguinte, Época foi às bancas levando uma capa espalhafatosa, onde mentiu ao dizer que se tratava de uma investigação coletiva do MPF-DF o que era nada mais do que uma simples notícia de fato, feita por um único procurador, a partir da própria imprensa. A matéria, que contém vários erros jamais corrigidos pela revista, (http://www.institutolula.org/as-sete-mentiras-da-capa-de-epoca-sobre-lula) ampliou e muito a tese sem fatos do procurador e estimulou o avanço do procedimento inicial a partir de uma reportagem mentirosa.

O inquérito, que segundo Época teria sido aberto em abril, foi efetivamente aberto apenas em julho, por um procurador substituto, antes do prazo dado pela procuradora titular do caso para receber os documentos que ela mesmo tinha solicitado ao ex-presidente para análise ( http://www.institutolula.org/nota-a-imprensa-sobre-abertura-de-inquerito) e 40 dias antes do término do prazo de procedimento inicial estipulado pela própria procuradora.

A notícia da abertura do inquérito, então, foi vazada para a Globonews, das mesmas Organizações Globo, no dia 16 de julho de 2015.

A partir dali, investigação do Ministério Público se estendeu por 14 meses, a consumir recursos públicos. No processo, vazaram para a imprensa telegramas diplomáticos secretos do Estado brasileiro sem nenhuma relação com o tema investigado, com consequências para a imagem do Brasil no exterior, para a diplomacia brasileira. Levantaram todas as viagens de Lula para o exterior após a presidência – qual era o avião, companheiros de viagem, dia e local de saída e chegada. A revista Época foi a principal beneficiada dos vazamentos, com ao menos duas capas (sobre Cuba e África) com muitas insinuações, danos às relações internacionais, mas sem nenhum crime encontrado.

Época, “patrona” da ação na imprensa, também teve acesso a documentos do processo antes dos advogados de defesa, violando o sigilo da Justiça em que corria a investigação. Um desses acessos, ilegal, foi dado pelo procurador Douglas Kirchner, que depois foi demitido do Ministério Público não por isso, mas pela acusação de agredir e torturar sua ex-mulher (http://www.conjur.com.br/2016-abr-06/cnmp-demite-procurador-republica-batia-mulher).

O Conselho Nacional do Ministério Público não puniu o vazamento de informações protegidas por segredo de justiça. Os 14 meses de investigação jamais confirmaram a tese inicial de “tráfico de influência internacional” que estava na notícia de fato. Mas os procuradores já estavam presos à primeira mentira e reféns da imprensa.

Em dezembro de 2015, derivaram a investigação em um inquérito da Polícia Federal para investigar o filho do irmão da primeira esposa de Lula, Taiguara dos Santos, apresentado como milionário em matéria da revista Veja, por contratos da empresa Exergia com a Odebrecht para obras em Angola.

Embora não tenha detectado nenhum centavo da Exergia nas contas de Lula, nem tenha sido capaz de apontar qualquer ato ou conduta ilegal concreta do ex-presidente, durante a presidência ou depois dela, o Ministério Público Federal, após toda essa investigação, denunciou Lula por corrupção, tráfico de influência no Brasil e lavagem de dinheiro por conta dos contratos da empresa Exergia com a Odebrecht em Angola (a ampla maioria deles, contratos entre duas empresas privadas, sem nenhum recurso brasileiro direto ou indireto).

A tese criativa era de que Lula teria armado um esquema ao longo de sete anos, envolvendo três países diferentes (Brasil, Angola e Portugal) e mais de 7 bilhões de reais de liberação em créditos para ter, em troca, o pagamento de alguns meses do plano de saúde do seu irmão por Taiguara. Não faz o menor sentido, mas é essa a acusação na denúncia.

O Ministério Público, também após 14 meses de investigação, afirmou que as palestras de Lula em Angola em 2011 e 2014 seriam “supostas”, não teriam comprovação de terem sido feitos, apesar de terem informações sobre data, local e foto das palestras, e de existirem vídeos registrando os eventos.

Não é difícil adivinhar qual veículo de imprensa foi agraciado com a informação em primeira mão de que Lula seria denunciado para explicar eventuais irregularidades na liberação dos créditos. Claro que foi a revista Época.

Se a investigação durou longos 14 meses sem chegar em lugar nenhum, a denúncia foi aceita pelo juiz em apenas três dias, sendo que um deles era feriado. A defesa do ex-presidente prepara a resposta à acusação, onde irá evidenciar os devaneios da peça acusatória do Ministério Público, produzida dentro da lógica do chamado lawfare (Guerra Jurídica) para atender às demanda da imprensa, não do devido processo legal.

Esse procedimento se repete em outros casos. Foi o jornal O Globo que publicou, em dezembro de 2014, que Lula seria dono de um apartamento “tríplex” no Guarujá. Apesar das Organizações Globo martelarem que o apartamento 164-A do Condomínio Solaris seria de Lula, a Justiça de São Paulo e o próprio condomínio Solaris, em ação na Justiça de São Paulo, que cobra condomínios atrasados e podem levar a propriedade a leilão, já reconheceram que o apartamento é da OAS.

Mas como a Globo agora vai admitir que errou? Vai dar igual direito de resposta a quem ofendeu de maneira tão feroz e sistemática? Como vai escapar dessa situação? A Globo ainda não pediu desculpas nem pela edição do debate de 1989…

A busca por holofotes ao acusar Lula é tão grande que apenas a história desse apartamento envolve uma disputa entre dois Ministérios Públicos – o Federal do Paraná, com Deltan Dallagnol, e o Estadual de São Paulo, com Cássio Conserino – que fazem acusações diferentes, contraditórias uma com a outra, e ambas sem provas em relação ao apartamento (http://lula.com.br/um-apartamento-duas-denuncias-nenhuma-prova) . O Jornal Nacional deu nove minutos para a acusação de Conserino, outros dez para a acusação de Dallagnol. Nenhum registro sobre a Justiça de São Paulo reconhecer a OAS como dona do apartamento. Ou para as contradições entre as duas acusações que tiveram tanta publicidade no principal telejornal do país.

É este é o ambiente de massacre midiático, guerra jurídica e pressa desmedida para obter uma condenação de Lula em segunda instância antes das eleições de 2018. Uma parceria público-privada contra a democracia e o Estado de Direito.

Lula: "há uma parceria público privada entre a Justiça e a Globo" – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

05/11/2016

Onde há Globo, há golpe. E onde há golpe, há roubo!

OBScena: diga-me com quem andas e direi quem és!

joo-roberto-marinho-e-eduardo-cunhaMarinho %26 FHC

Gilmar Mendes e Roberto_Irineu_MarinhoMarinho-Barbosa

roberto-marinho-e-figueiredoGerdau x Marinho

Quem foi que alterou uma rodada do Brasileirão para, em parceria com Eduardo CUnha, perpetrar o golpe televisivo? Não foi a CBF, foi a Rede Globo!

Por que a Rede Globo sempre esteve e está à frente de todos os golpes no Brasil? Tentou em 1954, e conseguiu em 1964. Depois admitiu que foi um erro ter participado do golpe e apoiado os ditadores. Mas não pediu perdão, não devolveu o dinheiro nem se comprometeu a em não mais participar de golpes porque, afinal, dar golpes, como na fábula da rã e do escorpião, é da sua natureza.

Há um documentário (Muito Além do Cidadão Kane) que a Rede Globo fez das tripas coração para não deixar que passasse no Brasil. Com a internet, não consegue caçar a licença nem do Dr. Cuca Beludo. Todo mundo sabe das relações da Rede Globo com João Havelange, Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo del Nero. Uma das filiais da Rede Globo pertence a J. Hawilla, que dispensa apresentação. Como todos os grandes sonegadores, a Rede Globo também está no Panama Papers da Mossack & Fonseca.

Depois do que a Rede Globo fez para reeleger o amante de sua funcionária Miriam Dutra, FHC, ninguém mais tem direito de se surpreender com mais uma patifaria. Quem não sabe do Escândalo da Parabólica, onde vazou um diálogo elucidativo do método Globo de manipulação entre Rubens Ricúpero e Carlos Monforte?

Se isso já é muito, não tudo. Basta pensar quem são os principais parceiros da Globo em sua Rede de Filiais: Sarney, no Maranhão; Jeressati, no Ceará; ACM, na Bahia; J. Hawilla, oeste paulista; Collor de Mello, em Alagoas; Sirotsky, no Sul. A reunião destes próceres renderia um bom filme de Coppola

Globo anuncia resultado de “sorteio” da CBF horas antes de ele acontecer

Postado em 5 de novembro de 2016 às 7:30 am

Do iG:

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) definiu os mandos da campo da final da Copa do Brasil nesta sexta-feira, em sorteio realizado às 9h da manhã – o primeiro jogo será em Belo Horizonte, casa do Atlético-MG, e a volta acontece em Porto Alegre, no estádio do Grêmio.

Porém, horas antes do sorteio, a TV Globo já havia adiantado a ordem dos jogos. No programa “Hora 1”, que começa diariamente às 5h da manhã, a apresentadora Monalisa Perrone revela que o jogo de ida da decisão seria mesmo em Minas Gerais, com o segundo marcado para o Rio Grande do Sul.

Repare no vídeo abaixo que o relógio da emissora marca 5h55 da manhã, pouco mais de três horas antes do evento oficial da CBF.

O jornalista Chico Pinheiro, torcedor do Atlético-MG e que também trabalha na TV Globo, explicou o que teria suportamente acontecido. “Foi uma falha nossa. Ela (Monalisa) deu a notícia na madrugada de ontem, 6 horas depois de Galo e Inter. Tinha 50 % de chance de acertar”, comentou.

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Diário do Centro do Mundo Globo anuncia resultado de "sorteio" da CBF horas antes de ele acontecer

04/11/2016

Os grupos mafiomidiáticos engordam os patos, com ajuda da FIESP, para depois come-los

Caixa Dois x Propina

EBC vai voltar a comprar conteúdo da Globo

Sob o comando de Laerte Rimoli, a EBC (Empresa Brasil de Comunicação) vai voltar a comprar conteúdo produzido pela rede Globo, em detrimento do investimento na produção própria; a prática tinha sido abolida durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff

4 de Novembro de 2016 às 05:39 // Receba o 247 no Telegram Telegram

247 – No governo Temer e sob o comando de Laerte Rimoli, a EBC (Empresa Brasil de Comunicação) vai voltar a comprar conteúdo produzido pela rede Globo, em detrimento do investimento na produção própria. A prática tinha sido abolida durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, informa a Coluna do Estadão.

Confira a nota:

“A EBC decidiu comprar conteúdo da TV Globo, retomando uma política abandonada na gestão petista. Justificativa é que a programação é mais barata e de qualidade. O presidente da EBC, Laerte Rimoli, esteve no Rio para encontro na emissora. "

EBC vai voltar a comprar conteúdo da Globo | Brasil 24/7

17/10/2016

“Não somos racistas” é só mais uma declaração de racistas

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“Quando Benedita da Silva se tornou governadora do Rio de Janeiro e formou uma equipe com negros, o jornal O Globo me pediu para fazer um artigo. Queriam que eu dissesse que era racismo aquilo. Eu disse que aceitava, mas que perguntaria: por que quando só tem branco não dizem que é racismo? Desistiram do texto.”

Muniz Sodré, o intelectual tropical

Postado em 17 de outubro de 2016 por Juremir Publicado em Uncategorized

Romancista, jornalista e ensaísta, membro do Conselho Deliberativo do CNPq, professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), docente associado da Universidade de Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e ex-presidente da Biblioteca Nacional, considerado um dos mais importantes teóricos da comunicação e da mídia no Brasil, tendo publicado livros de referência como Antropológicas do espelho – uma teoria da comunicação linear e em rede, A máquina de Narciso, Sociedade, Mídia e Violência, A Comunicação do Grotesco: introdução à Cultura de Massa no Brasil, O Monopólio da Fala e A narração do fato: notas para uma teoria do acontecimento, natural de Feira de Santana, Muniz Sodré de Araújo Cabral, 74 anos, amigo de Gilberto Gil e de outros velhos novos baianos, transita por muitos mundos intelectuais. Ele veio a Porto Alegre palestrar, na última segunda-feira, em homenagem aos 50 anos da Famecos, a faculdade de comunicação da PUCRS. Nesta entrevista para o Caderno de Sábado, ele disseca o Brasil e fala do seu último livro de ficção, o romance Bagulho.

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Caderno de Sábado – Como é ser intelectual no Brasil de hoje para um baiano e negro que escalou todos os degraus? Houve preconceito?

Muniz Sodré – Não. Diretamente, na universidade, não. Eu mostro a radicalidade do meu pertencimento, da minha ancestralidade e da minha negritude. Quando sofri preconceito, foi em redação de jornal. Por exemplo, na editora Bloch. É difícil dizer isso, pois fui chefe de reportagem e redator da revista Manchete. Mas foi um percurso. Em me lembro de um cara negro, negro, negro, Tales Batista, que já morreu, sendo rejeitado por ser preto demais. Era mais sentido do que explicitado, mais em cima da minha baianidade e da nordestinidade do que da cor. O baiano gosta de fazer discurso, fala “que dia plúmbeo”. Entrei no Jornal do Brasil pelas mãos do Alberto Dines. Queriam para a pesquisa alguém que traduzisse do inglês e do francês para o lugar do Fernando Gabeira. Falei que eu traduzia também do alemão e do russo. Eles me testaram. Eu era muito melhor em línguas do que hoje.

CS – Quantas línguas?

Muniz Sodré – Eu falo sete línguas: francês, inglês, alemão, italiano, espanhol, russo e sou iniciado em árabe. Mas também conheço latim e falo o crioulo de Cabo Verde e o iorubá. Dá umas dez. Mas eu reduzo, quando me perguntam, para não parecer algo espantoso. Comecei aprendendo alemão com os franciscanos no pelourinho, em Salvador.

CS – Uma pesquisadora estrangeira disse recentemente que o Brasil é o país mais racista do mundo. Faz sentido essa afirmação categórica?

Muniz Sodré – O mais racista, não sei, mas é muito racista. Trata-se de um racismo diferente, na origem, dos racismo sul-africano e americano, que eram de segregação e separação de lugares. O racismo brasileiro foi de segregação durante o período escravista. Depois, passou a ser um racismo de dominação. Os lugares são sociais, não físicos. A última demonstração desse racismo foram as manifestações, nos jornais, entre os quais os do Rio de Janeiro, contra as cotas. Mexeu muito com a cabeça das pessoas até nas universidades. Jornalistas brancos rejeitaram as cotas por racismo. As cotas são o tal mal necessário. O lugar social é estabelecido pela cor da pele. As cotas colorizaram os espaços colonizados. Até na Bahia, que tem uma população negra enorme, e talvez seja mais racista que o Rio Grande do Sul. Quando menino, fui contínuo de banco na Bahia. O diretor da agência não deixava que negro tocasse no seu aparelho de telefone. Tinha nojo. Limpava com álcool. Conheci gente em Salvador que fervia fruta tocada por negro. Esse preconceito a elite baiana ainda tem. Ela se orgulha de acarajé como elemento de turismo. Precisamos aprender mesmo a respeitar e a conviver com diferenças.

CS – O Brasil está polarizado em questões de gênero e de racismo?

Muniz Sodré – Quando Benedita da Silva se tornou governadora do Rio de Janeiro e formou uma equipe com negros, o jornal O Globo me pediu para fazer um artigo. Queriam que eu dissesse que era racismo aquilo. Eu disse que aceitava, mas que perguntaria: por que quando só tem branco não dizem que é racismo? Desistiram do texto. Existem posições quase automáticas. Nos governos de Lula se intensificaram as políticas de afirmação social. Eu fui, durante cinco anos, presidente da Biblioteca Nacional. Gustavo Capanema, no período Vargas, construiu 700 bibliotecas municipais no país. Eu, a pedido de Lula e acompanhado de perto por ele, fiz 1800. Não saiu uma só nota na mídia. Pena que a Biblioteca Nacional perdeu agora parte das suas atribuições. Passou a ser apenas uma instituição de guarda de livros. Mas a fala foi liberada. Abriu-se a fala da diversidade de gênero e de cor. Pode ter recuos. Acho que vai ter. Mas não acaba mais.

CS – Isso aumenta a decepção com a corrupção que atingiu o PT?

Muniz Sodré – Certamente. O maior problema é que tudo foi feito sem um projeto de nação. O último que tivemos, com viés na educação, foi de Vargas. Depois disso, Juscelino e os militares esboçaram algo. A educação é o ponto crucial, mas continua fossilizada. Os economistas tornaram-se os nossos pedagogos. São ignorantes. Só sabem de verbas. Aí vem essas reformas, como essa proposta de cima para baixo por Michel Temer. É ridícula. Uma coisa de técnicos. Os alunos não vão escolher. Não há avanço. A escola ainda é a do século XIX, reguladora e prisão. Esse modelo permanece apesar do computador. Haverá uma escola dos que serão dirigentes e outra dos que serão dirigidos.

CS – Há essa vertente que prega uma “escola sem partido”…

Muniz Sodré – É mais um sintoma da direita emergente. Esses aí querem uma escola sem partido de esquerda. A escola é sempre ideológica. A ideologia não está nos conteúdos, mas na forma. Dizer que os operários devem tomar o poder é considerado ideológico. O contrário, não. A escola não é lugar de litígio, como a fábrica, mas de disputa. Há espaço para a fala do outro desde que ela nada possa mudar. Classifica por classe, cor, gênero e origem. Talvez as novas tecnologias possam ajudar a transformar isso. As redes sociais estão subutilizadas. Só servem para fofocas. Precisam mobilizar e incluir.

CS – O livro digital também está subutilizado no Brasil?

Muniz Sodré – O preço do livro é dado pela escala de produção. Lula baixou impostos para o setor livreiro, mas o preço não caiu. As tiragens são mínimas. Ninguém quer perder. Editar livro é uma coisa de coragem. Os e-books seguem a mesma linha. A situação do livro no Brasil é trágica. Os autores precisam sair do caminho institucional.

CS – Como fazer isso?

Muniz Sodré ­– O jornal O Globo deu um grande espaço para meu romance Bagulho. É um livro que tem um policial negro. Desestabiliza muito. Eu tenho outro romance, O bicho chegou à Feira, de 1990. Publiquei pela Francisco Alves. É a história de um capelão que chega a Feira de Santana em 1964. Alemão, passa a dominar a cidade. Cortava cabelo de hippie e perseguia os comunistas. Ensinou até como carregar galinha, com a cabeça para cima. Mobilizei o mito da cidade de que um dia o bicho chegaria. Fiz o golpe militar chegar a Feira de Santana enquanto eles esperavam o bicho. Ninguém deu muita bola. Mas virou o romance da cidade, tem duas teses sobre ele e vai virar história em quadrinhos. O livro precisa de outro percurso não institucional.

CS – Qual a transformação maior da comunicação nos últimos 50 anos?

Muniz Sodré – A ideia da comunicação se difratou de tal maneira que do ponto de vista acadêmico se perdeu um pouco o sentido do conceito. Comunicação tomou o sentido de jornalismo a partir da escola americana. É um sentido religioso, de communicatio. Em latim, communicatio era outra maneira de dizer societas, que é a sociedade dos homens. Já aquela é articulação do humano com o divino. A internet leva a refletir sobre o fim da societas e sobre o começo de uma communicatio. Ainda está no caos, na transição, mas é promissor. Walter Benjamin fala, em Rua de mão única, numa tecnologia que não seja apenas destrutiva da natureza. Talvez tenhamos isso agora.

Juremir Machado da Silva | Muniz Sodré, o intelectual tropical

05/10/2016

Campanha bilionária do Temer tira jornais do vermelho

Esta semana deve ser de alegria nas redações dos dinossauros. A fatura do golpe chegou mais rápido do que se imaginava. A parceria que deu o golpe em Dilma está sendo salva com uma derrama de verbas nunca vistas. Até o Governador do RS, José Ivo Sartori, que todos os meses parcela os salários dos servidores públicos do Estado, investe maciçamente em marketing institucional nos múltiplos veículos da RBS. Não é sem motivos que todos os jornalistas são adestrados para só falarem bem do PMDB e PSDB, e carregarem nas cores quando se trata do PT. Como diz o ditado, uma mão lava a outra; as duas, a bunda!

A criminalização do PT, com perseguição a Lula e Dilma foi orquestrado e conduzido pelos grupos mafiomidiáticos. O resultado do sucesso obtido, ao contrário do bolo do Delfim Neto, começa a ser esquartejado e distribuídos aos tributários do golpe paraguaio.

O que a esquerda em particular, e as pessoas de caráter de um modo geral, deveriam entender é que Michel Temer, como Aécio Neves, Eduardo CUnha ou FHC são meros ventríloquos nas mãos da velha mídia cuja égua madrinha é a Rede Globo. Não fosse Temer, a Globo encontraria outro para botar no lugar da Dilma. Tanto é que bastou Faustão achincalha-lo no ar para que ele imediatamente abrisse os cofres para abastecer o duto que enferrujou nos governos Lula e Dilma.

Na semana passa descobriu que a Folha de São Paulo, um panfleto a serviço do PSDB, tinha tido um amento de 78% publicidade na Folha/Uol, Época cresce 900% e para Jornal O Globo, 230%. Quando folheares qualquer jornal ou revista com esta propaganda saberás não só onde está indo o seu imposto, mas qual é a senha que a imprensa no golpe. São provas que prescindem da aplicação da teoria do domínio fato…

Temer lança campanha com duplo sentido, para "tirar o Brasil do vermelho"

O presidente Michel Temer deu início nesta quarta-feira (5) a uma campanha publicitária com críticas ao governo Dilma; a peça, que foi publicada em diversos jornais de grande circulação e deve chegar em breve à televisão e ao rádio, traz um slogan propositadamente com duplo sentido: "vamos tirar o Brasil do vermelho", que além de pregar o equilíbrio fiscal também pode estimular ódio político contra o PT, a partir do próprio aparato estatal

5 de Outubro de 2016 às 04:48 // Receba o 247 no Telegram

247 – O presidente Michel Temer deu início nesta quarta-feira (5) a uma campanha publicitária com críticas ao governo Dilma. A peça, que foi publicada em diversos jornais de grande circulação e deve chegar em breve à televisão e ao rádio, traz um slogan propositadamente com duplo sentido: "vamos tirar o Brasil do vermelho", que além de pregar o equilíbrio fiscal também pode estimular ódio político contra o PT, a partir do próprio aparato estatal.

A divulgação da campanha, na semana passada, já havia provocado polêmica e o governo chegou a voltar atrás quanto ao slogan, adotando um tom mais light e menos controverso. No entanto, a opção pelo gesto provocativo prevaleceu.

O esforço publicitário é uma tentativa de Temer para justificar um projeto na Câmara que prevê o congelamento dos gastos públicos por 20 anos. O material não cita explicitamente o nome de Dilma, mas cita 14 pontos negativos deixados pela gestão anterior. É uma tentativa nítida de comparar as contas do governo às finanças pessoais. "Quando um governo gasta mais do que arrecada quem paga a conta é você", diz o material.

A campanha chega após a divulgação de mais um pesquisa de popularidade negativa para Temer.

"De acordo com pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça, o governo Temer é reprovado por 39% da população. Apenas 14% classificam o governo como ótimo ou bom, em comparação aos 13% da pesquisa anterior.

A oscilação está dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais.

O levantamento aponta um aumento do percentual de pessoas que consideram a gestão Temer pior do que a de Dilma. A comparação desfavorável ao peemedebista subiu de 25% para 31%", diz reportagem na Folha.

Temer lança campanha com duplo sentido, para "tirar o Brasil do vermelho" | Brasil 24/7

03/10/2016

Rede Globo de mãos dadas com o banditismo

OBScena: uma mão leva à outra

joão-roberto-marinho-e-Eduardo-CunhaSim, o banditismo verdadeiramente perigosos não é aquele dos bens materiais, mas aquele que assassina a democracia.

O jornalismo de guerra contra o PT serve à plutocracia, mas, principalmente, para legitimar a cleptocracia.

Se formos atentar para os próceres de todos os golpes recentes contra a democracia brasileira, sempre esteve na linha de frente a Rede Globo. Foi assim em 1954, em 1964 e agora em 2016.

E não é sem razão, afinal como a Rede Globo poderia tornar os três irmãos Marinho os três homens mais ricos do Brasil não fosse a simbiose da empresa com os sucessivos golpes.

Mas para a Rede Globo não basta dar o golpe. Para fazer valer seu esforço e tranquilizar os seus ganhos faz-se necessário que se incrimine quem ousa fazer diferente dela. A diuturna perseguição ao PT, Lula e Dilma explicam o medo da Rede Globo em deixar o panteão dos mais ricos, mas, principalmente, o perigo da emancipação dos mais pobres.

Por que será que a Rede Globo sempre encontra motivos para perseguir Dilma e Lula mas não tem espaço, a não ser para hagiografias, para falar do Aécio Neves, Eduardo CUnha?! Seria porque agora a verba pública para revista Época cresce 900%, para Jornal O Globo, 230%?!

A aposentadoria da Dilma e o jornalismo bandido da Época

01 de outubro de 2016 Miguel do Rosário

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Dilma está fazendo 68 anos. Contribuiu 40 anos para a previdência. Entrou com um pedido de aposentadoria como todos os brasileiros.

O que faz a Época?

Uma reportagem cafajeste, manipulando informações e datas, típica do jornalismo de guerra desses tristes e fascistas tempos de golpe, para insinuar alguma irregularidade.

Ora, qual a necessidade de Dilma em fazer isso?

É a mídia brasileira surtada, obcecada por um golpe que já se consumou.

É uma estratégia para alimentar preconceitos, ódio, intolerância, fascismo.

Qual o objetivo dessa campanha continuada de ódio? A troco de que ofender gratuitamente a presidenta Dilma, mesmo depois que ela foi deposta e não detêm mais nenhum poder?

FHC se aposentou aos 37 anos. Michel Temer aos 55 anos. Dilma está se aposentando aos 68 anos.

Quem a mídia persegue? Dilma.

A mídia está desorientada pelo seu próprio ódio.

O golpe foi consumado. O Brasil está sendo devastado por uma crise econômica criada pela instabilidade gerada pelos próprios golpistas. Já temos 12 milhões de desempregados.

O que faz a mídia? Desvia a atenção da sociedade para factoides como esse.

O governo Temer, consciente de que factoides assim ajuda a entorpecer a opinião pública, desviando de si o incômodo escrutínio social, faz dobradinha com a Época e afasta servidores do INSS, sem que haja qualquer indício de que a presidenta foi beneficiada por algum tipo de tratamento.

Aliás, a denúncia é inteiramente vazia. Qual a acusação? De que o trâmite dos documentos de aposentadoria da Dilma foi rápido?

É surreal! Se foi lento, se foi rápido, o que a Dilma tem a ver com isso?

Por acaso Dilma tem algum poder no Executivo ou nos órgãos da previdência? Não. Não tem nenhum poder. Ao contrário, é uma presidenta deposta injustamente, perseguida por órgãos de mídia delinquentes.

Enquanto isso, os recursos do governo federal destinados à editora Globo, que edita a revista Época, crescem 900%, conforme denunciamos em post publicado hoje.

O banditismo da Época é muito bem pago!

***

Abaixo, a resposta da assessoria de Dilma Rousseff.

A respeito do texto noticioso “Aposentadoria a jato”, publicado por Época neste sábado, 1º de Outubro, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff esclarece:

1) Diferentemente do que insinua a revista Época, ao dar um tom escandaloso para o pedido de aposentadoria de Dilma Rousseff, não houve qualquer tipo de concessão ou tratamento privilegiado à ex-presidenta da República.

2) O texto publicado por Época dá ares de farsa à aposentadoria de Dilma ao insinuar que a ficha cadastral dela teria sido adulterada de maneira suspeita, dentro de um agência do INSS, ainda no ano passado. Isso é um desrespeito à ex-presidenta, cuja honestidade nem mesmo seus adversários questionam.

3) Todas as alterações feitas no cadastro tiveram como objetivo comprovar os vínculos empregatícios da ex-presidenta ao longo dos últimos 40 anos como funcionária pública. Auditoria do INSS poderá constatar que não houve quaisquer irregularidades.

4) A regra para aposentadoria exige no mínimo 85 pontos para ser concedida à mulher, na soma da idade mais tempo de contribuição. Dilma Rousseff atingiu 108 pontos, pelo fato de ter contribuído por 40 anos como servidora pública e chegado aos 68 anos de idade.

5) Diante disso, ela decidiu aposentar-se e recorreu, por meio de procuração a pessoa de sua confiança, a uma agência do INSS a fim de entrar com o pedido. O ex-ministro Carlos Gabas acompanhou.

6) Infelizmente, o jornalismo de guerra adotado pelas Organizações Globo e seus veículos demonstra que a perseguição a Dilma Rousseff prosseguirá como estratégia de assassinato de reputação, tendo como armas a calúnia e a difamação.

7) A verdade irá prevalecer contra mais esta etapa da campanha sórdida movida por parte da imprensa golpista contra Dilma Rousseff.

8) Os advogados de Dilma Rousseff avaliam os procedimentos jurídicos a serem adotados contra Época, seu editor-chefe e o repórter para reparar injustiças e danos à sua imagem pública.

A aposentadoria da Dilma e o jornalismo bandido da Época – O Cafezinho

20/09/2016

Necrológio internacional do bandoleiro da Rede Globo

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OBScena: dupla Parasita e Hospedeiro emplacam sucesso internacional: Golpe da Cleptocracia

Un bandolero llamado Eduardo Cunha

Por Eric Nepomuceno

Entre fines de julio y principios de agosto Eduardo Cunha despachó emisarios para sondear la Fiscalía General de la Unión. Quería saber si había buena disposición para establecer un acuerdo de “delación premiada”, que le aseguraría penas blandas, en caso de una condena que parecía y parece inevitable, a cambio de informaciones.

Cunha lo desmintió con vehemencia durante todo el proceso que culminó con su expulsión de la Cámara de Diputados, la suspensión definitiva de su mandato (y los correspondientes fueros privilegiados) y su inhabilitación política por ocho años.

Ahora, los procesos a que respondía en el Supremo Tribunal Federal pasan a primera instancia. Uno de ellos ya fue enviado al provinciano juez de primera instancia Sergio Moro, firme admirador no confesado de los tribunales de la Santa Inquisición: más que buscar justicia a la hora de juzgar, tiene la obsesión de condenar.

Fulminado por sus pares, abandonado por sus huestes, Cunha vuelve al llano intentando aparentar la calma de un lago nórdico en invierno. Sabe que perdió casi todo su poder en la Cámara de Diputados. Sabe que es un cadáver político. Sabe que se transformó en símbolo máximo de podredumbre en un sistema político podrido. Sabe que es la imagen lapidada de un corrupto vulgar, de un bandolero desarmado.

Pero también sabe que lo que sabe puede ser letal para un número incalculable de políticos de todos los calibres, a empezar por su veterano aliado y cómplice Michel Temer. Eximio maestro del chantaje, Cunha deja claro que se sintió abandonado por traidores voraces.

Quedan, en ese enredo, al menos dos preguntas básicas. La primera: ¿qué hará ahora, cuando tanto él como su esposa, Claudia Cruz, están bajo la amenaza concreta de prisión?

No hay mucho espacio para negociación con los fiscales ávidos de aplausos de una opinión pública entorpecida por los mismos medios hegemónicos de comunicación que hasta hace pocos meses ignoraban olímpicamente los desmandes colosales del bandolero-mor de la República. Y menos para intentar alguna complacencia de la Corte Suprema.

Precavido, desde hace al menos dos meses trata de seducir a los fiscales y a la Policía Federal con la perspectiva de delatar. El eventual beneplácito de la Justicia dependerá de lo que Cunha esté dispuesto a ofrecer.

Una primera muestra surgió ayer, cuando en una entrevista del diario conservador O Estado de S. Paulo (uno de los adalides del golpe institucional que destituyó a la presidenta electa Dilma Rousseff y colocó en su lugar a un Michel Temer que sigue buscando desesperadamente una legitimidad cada vez más inviable) Cunha lanzó algunos contundentes disparos de alerta. El blanco ha sido uno de los hombres fuertes de Temer, Wellington Moreira Franco, encargado del muy jugoso tema de las privatizaciones. La reacción de Moreira Franco fue intentar desclasificar a su acusador. Bueno, Cunha es, efectivamente, un desclasificado ético y moral. Pero en ese terreno, Moreira Franco es un imponente competidor: su integridad tiene la consistencia de un consomé aguado. Cunha salpicó, de paso, a otro monumento de polución ética y moral, el mismo Michel Temer. ¿Amenaza velada? No: mejor considerarlo una especie de advertencia.

La otra pregunta básica: ¿cómo ha sido posible que semejante creatura, cuya trayectoria fue sólidamente pavimentada de robos, coimas, chantajes, haya reunido tanto poder, a punto de haber sido el gatillo disparador de un golpe institucional victorioso?

La respuesta es dura, pero no hay salida: eso ocurrió gracias al ambiente degradado de la política brasileña, al silencio cómplice de los medios de comunicación, a la bovina pasividad de las cortes superiores de Justicia, a la inercia de un sistema judicial tan perezoso como contaminado. A la despolitización de un electorado que se deja conducir como rebaño de terneros distraídos. Y, duro pero innegable, a la admisión, por parte del PT, de aliarse a un partido como el PMDB, plagado de traidores como Cunha, Temer y todo el resto de la pandilla.

Por décadas Cunha supo buscar financiación para campañas electorales ajenas, armando una red de deudores que luego transformaba en cómplices de sus negocios sin escrúpulo.

Con un Congreso en que existen nada menos que 28 partidos políticos, impera en Brasil un engendro llamado “presidencialismo de coalición”. O sea, ningún presidente logra gobernar sin aliarse para intentar una mayoría parlamentaria. Ese escenario propicio a todo tipo de chantaje y de negociaciones espurias sirve de pasto generoso para el apetito desorbitado de bandoleros como Eduardo Cunha. Y sirvió para que Dilma, el PT y Lula fuesen traicionados de manera vil.

Cunha fue, quizá, el más hábil e inteligente de toda una enorme pandilla que ahora se reúne alrededor de Michel Temer. Cuando sus servicios dejaron de ser necesarios, fue defenestrado por sus pares con la frialdad de los chacales.

Sabe que perdió casi todo su poder, pero que mantiene algo de su otrora olímpica influencia, en especial sobre partidos pequeños e inexpresivos que, reunidos, suman una bancada de casi 20 por ciento de la Cámara de Diputados.

Vengativo e implacable, advirtió que no caería solo: caería disparando. Bueno, ya cayó. Ahora vendrán los disparos.

Página/12 :: El mundo :: Un bandolero llamado Eduardo Cunha

03/09/2016

Dilma, vítima de um estupro mafiomidiático, sai maior do que entrou

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Dilma sai do golpe maior do que entrou. Já seus algozes, entraram anões e saíram ratazanas.

Dos bueiros abertos pela Rede Globo, RBS, Estadão, Folha de São Paulo, Veja saíram os autores do golpe paraguaio. Os grupos mafiomidiáticos são os autores intelectuais do golpe. Também por isso são os maiores beneficiários.

– Dilma não tem nada a ver com a Brasif, nem com Miriam Dutra. FHC e Rede Globo, tem!

– Dilma não tem nada a ver com Zezé Perrella. Aécio Neves, tem!

– Dilma não tem nada ver com o crime organizado e o PCC. Alexandre Morais, tem!

– Dilma não tem nada a ver com o Paraguai. Álvaro Dias, tem!

– Dilma não tem nada a ver com estupradores. Jair Bolsonaro, tem!

– Dilma não tem nada a ver com Eduardo CUnha. Michel Temer, tem!

– Dilma não está na Lista de Furnas, Lista Falciani, Lista Odebrecht, Panama Papers, Operação Zelotes, Operação Lava Jato. Os estupradores da democracia, sim!

– Dilma não foi delatada por ninguém. Rede Globo, RBS, Romero Jucá, Aécio Neves, José Sarney, José Serra, FHC, Eliseu Padilha, foram!

El ala rota

Por Sandra Russo

“Ahora no hay torturas, pero hoy también miro a los ojos a las personas que me juzgan, y todos nosotros seremos juzgados por la historia. Esta es la segunda vez en mi vida que, junto a mí, se juzga a la democracia”. Dilma Rousseff sabía, cuando comenzó su descargo antes de ser destituida, cuál sería el veredicto, porque nunca se trató de la investigación o constancia de un delito, sino de un juicio llevado adelante por la antipolítica que representan esos oscuros legisladores que a la hora de la vendetta, a la hora de levantar o bajar el pulgar, se exhibieron a sí mismos, ya en la Cámara de Diputados, en toda su pobreza moral e intelectual, gritando “¡Sí!” con invocaciones extrañas. “Por mis nietas”, “contra el comunismo”, “contra el Foro Social Mundial”, “por Dios” o “contra el populismo” fueron algunas de esas bizarras manifestaciones que decapitaron la democracia en Brasil. “Nunca cedí. Nunca cambié de bando”, dijo antes Dilma, pintándose en ese último capítulo de su gobierno, después de haber sido electa por 54 millones de personas, como un espécimen de la política de las convicciones, en oposición a la política de los intereses.

La mujer que nunca cedió es la misma adolescente de cabeza casi rapada que miraba fijo a jueces militares que se tapaban la cara en l970, cuando aquella militante de VAR Palmares de entonces 22 años fue condenada, torturada y encarcelada. La misma que varias décadas más tarde, después de la irrupción del neoliberalismo en los 90, unió su esfuerzo y su suerte a la de Lula. La misma que comprendió, junto a otros líderes y dirigentes de la región, que de desmontar la histórica farsa de la democracia latinoamericana y reconvertirla en una democracia representativa al servicio de los sectores populares se trataba el nuevo objetivo sincrónico que podía elevar a la región a un rango desconocido hasta entonces, después de dos siglos de pantomimas marcadas por el fraude, el golpe, la corrupción y la extranjerización.

¿A qué no cedió nunca Dilma? ¿Cuál es el bando al que siempre le fue leal? Aquella adolescente que integró el VAR Palmares como consecuencia del golpe militar de 1964, vivió, creció, maduró y fue la ministra de Energía de Lula y luego su sucesora. Los unía el mismo proyecto de país. No cambiaron sus ideas, cambiaron las circunstancias. La democracia es un término muy vago, muy abstracto, que sólo cobra vigor en los hechos de tanto en tanto. Básicamente implica reglas de juego. No existieron esa reglas de juego cuando la generación de Dilma y la de otros presidentes populares latinoamericanos tenían la edad de los jóvenes que ahora, nacidos y crecidos en democracia, de pronto ven asaltadas sus vidas por un orden extraño, que tiene las formas de la democracia pero que no la extiende a sus propias vidas. Que les saca derechos sobre sus propias vidas. Esta generación de jóvenes latinoamericanos, los de los países cuyos gobiernos fueron acusados de populistas y uno tras otro fueron siendo atacados y embestidos bajo diferentes formas de presiones bestiales, nacieron y crecieron bajo un ala que, aunque nunca se desplegó tanto como para amparar a todos, se extendía en ese sentido. Desde el cinismo del posicionamiento político, hoy muchos niegan lo que el pueblo sabe. Estos años marcaron vidas enderezadas por el ascenso social, y eso sólo fue posible porque no se cedió a las presiones. Las hubo ininterrumpidamente. Para no ceder, es necesario estar convencido más allá de cómo mida la imagen. Estos jóvenes nacieron y crecieron en países de culturas inclusivas, porque sus respectivos Estados coincidían, bajo diferentes estilos y medidas, en constituirse en los garantes responsables de ese tipo de bienestar.

El tipo de bienestar en el que creen quienes defienden los Estados inclusivos , es aquel que deviene del derecho de alguien sólo por la gracia de haber nacido. No es casual, ni fruto del peronismo del Papa, que sobre ese tipo de Estado caiga un halo vinculado a lo más elemental, lo más simple de la cristiandad o el humanismo. Las ideas que sostienen la defensa de los Estados inclusivos parte, en efecto, de ver en el otro, especialmente al más castigado, al último de la fila de atributos y dones, como a alguien de quien hay que hacerse responsable. El Estado inclusivo es una construcción colectiva elaborada desde los cimientos de una convicción moral. Es prepolítico. Es concebir la política de Estado, es decir, la esencia estatal, como la nodriza que da la leche de la madre ausente. Aquello que el último de los últimos no tuvo la suerte de recibir por el azar del nacimiento, tiene el Estado la obligación de proveerlo.

Pero no se hablaba de Estados inclusivos, al menos en América latina, cuando Dilma miraba fijo a los jueces militares que estaban por condenarla. El vértigo de la violencia que instauraron los golpes militares de los 70, y sus respuestas, obnubilaba. Cuando aquí en 1983, Alfonsín hizo llorar a millones de personas recitando el preámbulo de la Constitución, en este país se salía de una larga noche de siete años, y esa opresión nos hacía creer que el paso hacia lo constitucional sería el primero en un camino que seguiría por lo que también decía Alfonsín. Queríamos que la democracia curara, que alimentara, que educara. Creíamos que la democracia era eso. Y no lo fue.

Llevó muchos años, muchos muertos, mucho sufrimiento comprender que la democracia por sí misma, como simple regla de juego, no implica la equidad. Llevó una década perdida, de confusión y hechizo, de injusticia, de saqueo, comprender que a esa democracia inclusiva hay que llegar, que hay que tallarla, que si no queremos volver a perder nunca más las reglas del juego, que es lo único que garantiza un mínimo de civilidad, es ésa la lucha, la verdadera, la más clara, la más justa de las luchas a las que vale la pena adherir. La de hacer de la democracia no sólo un sistema, sino un lugar. Darle cuerpo y volumen a la democracia. Lograr que habite no sólo en las instituciones, sino sobre todo en cada ciudadano, en su vida privada, en su domingo en familia, en su paternidad, en su maternidad, en los anhelos que se pueden tener siendo realista, en la expectativa de los deseos satisfechos, en la chance de la felicidad.

El golpe de Brasil y el tembladeral en el que se ha convertido esta región y este país, vuelven a poner de relieve que todo nuestro esfuerzo como personas comprometidas con una idea del otro, con esa profunda idea de un Estado responsable especialmente de los más débiles, debe ser un motor. Un gran motor que nos guíe entre nuestras diferencias, porque es tan oscuro el tiempo que se avecina, que tenemos que echar mano de nuestra conciencia histórica. Eso sí nos une a muchos que pensamos diferente, pero que estamos de acuerdo en que la democracia, si no es inclusiva, es apenas una palabra y una fachada. De algún lugar se debería exprimir la empatía para encontrar la confluencia de las luchas y convertirlas en una sola.

Página/12 :: Contratapa :: El ala rota

A violência é o único argumento dos fascistas

A democracia brasileira foi estuprada à luz do dia mediante mentiras abjetas propagadas por todas as empresas jornalísticas.” – DCM

OBScena: violência fascista arranca olho de jovem manifestante para legitimar o golpe paraguaio pela força

ViolênciaSabemos como começa, mas não como termina. Começa com os editoriais dos seus apoiadores. A violência começa pelas redações dos jornais. E lá na cozinha dos grupos mafiomidiáticos que se constrói a narrativa dos bons contra os maus. É lá que a violência é justificada sempre para permitir que seus parceiros ideológicos saqueiem o erário. Instalada a Cleptocracia, a violência é sua primeira obra.

Uma das formas mais fáceis e, por isso, utilizadas para drenar dinheiro dos cofres públicos é encher os veículos que os apoiam com publicidade. Basta a ver que a primeira medida de um golpista, de um parceiro da velha mídia é jogar a comunicação pública na privada.

Olívio e Tarso reforçaram a comunicação pública, que não é movida por publicidade nem por interesses imobiliários como a RBS. O que fizeram seus sucessores bancados pela RBS? Sucatearam a TV Piratini e FM Cultura para que a RBS nadasse de braçada. A Brigada Militar faz dobradinha com a RBS. Homenageia com medalhas os funcionários da RBS, e a RBS vira biombo para a violência da brigada. As condecorações da Brigada tem o mesmo papel das estatuetas distribuídas pela Rede Globo, um símbolo igual ao beijo entre mafiosos.

Não por acaso, a mesma cleptocracia que deu o golpe na democracia, se ancorou nas cinco irmãs (Folha, Estadão, Veja, Globo & RBS) e a primeira medida foi atacar a EBC. O segundo passo, porque não tem legitimidade, é a violência para atacar porque aplicam uma velha máxima latina “civis pacem para bellum”, se queres a paz prepare-se para a guerra. Foi assim na ditadura de 1964, está sendo assim no golpe de 2016. Pensam que para se legitimarem precisam impedir as pessoas de se manifestarem, seja tirando-lhes veículos públicos, seja tirando-lhes, literalmente, a visão.

Michel Temer, beneficiado com o cargo de presidente devido ao golpe dado por Eduardo CUnha a pedido da Rede Globo e suas filiais, declarou que as manifestações eram de “40, 50 pessoas”. Ora, ora, ora. Se eram apenas 40, 50, porque tanta violência? Ora, como na fábula da rã e do escorpião, porque a violência é da natureza do poder ilegítimo.

A violência do Estado é uma exigência de seus patrocinadores e de seus principais beneficiários a mídia privada. Foi assim na ditadura é assim agora. Para a RBS e seus ventríloquos, a violência e o assassinato pelas costas de seus inimigos é vista apenas como “um mártir”, uma oportunidade de defesa aos defensores das vítimas e não como um assassinato. Como já escrevi em outra oportunidade, “Os bandidos das ruas são filhos das redações” e das suas relações promíscuas. Basta pensar o que teria publicado a RBS se o estuprador de Florianópolis fosse filho do Olívio ou do Tarso, como é filho deles, a morte foi do Mosquito!

Para os bandidos encastelados sob o nome de imprensa, a morte de um jovem de periferias, de preferência de cor preta, é festejada. Já um senhor branco, que usa um heliPÓptero pilotado por servidor público seu subalterno, abastecido com gasolina paga pelo erário, que pousa em suas fazendas, mesmo que seja apreendido com 450 kg de cocaína, sua punição será virar ministro de seus golpistas.

Ninguém que saiba o que foram as SS nazistas e os camicia nera fascistas pode ignorar que a violência é o único argumento dos fascistas. E os fascistas hoje foram e são incubados pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium.

No RS, advogado é agredido por PM e seu filho chuta soldado na cabeça

Por jloeffler – No dia 02/09/2016

Enquanto filho teria eu tido a mesma atitude em defesa do meu pai e meu filho estou certo teria feito o mesmo. Esse é o arremedo de Governo Sartori. Não posso esquecer que Sartori traz em seu DNA esse espírito debochado e bandido do PMDBosta. Para nos prestar o policiamento de quarteirão alega ele que não dispõe de guardas em número suficiente, mas para bater nos que não aceitam terem seus votos ROUBADOS pelo partido dele, partido de bandidos usurpadores aí não mais existe a CARÊNCIA DE EFETIVO. Como ele é essencialmente debochado penso que mentiroso também.
O Editor
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02 Setembro 2016

Em Caxias do Sul, na serra gaúcha, o protesto contra o impeachment de Dilma Rousseff (PT) na noite da última quarta-feira (31) acabou em agressão. Um vídeo mostra um homem apanhando de policiais militares. Na sequência, um rapaz, filho do agredido, chuta a cabeça de um dos policiais, que desmaiou e chegou a ter convulsões.
A reportagem é de Paula Sperb, publicada por portal Uol, 01-09-2016.
O vídeo foi divulgado pela Mídia Ninja, grupo de jornalistas independentes, mas é de autoria desconhecida. Ao menos três policiais aparecem na cena. As imagens mostram o advogado Mauro Rogério Silva dos Santos, 51, sendo atingido com cassetete na cabeça, barriga e pernas por um policial, enquanto outro PM o segura.
Em outro momento, Santos está no chão e dois policiais o agridem. O registro mostra na sequência um rapaz correndo e chutando a cabeça de um dos policiais, que estava abaixado.

O jovem foi identificado como Vinicius Zabot dos Santos, 21, filho do advogado. “Quem não faria aquilo [ao ver o pai no chão]?”, disse o advogado à Folha.
O advogado contou que costuma buscar o filho na saída da faculdade, por volta das 22h, mas por causa do protesto encontrou o filho um pouco mais tarde.
O protesto já havia acabado quando Santos chegou ao centro da cidade a pedido do filho, que junto com um grupo de jovens, assistia a abordagem policial a uma mulher e a um adolescente, apontados como autores de pichações contra o atual presidente, Michel Temer (PMDB). As pichações chamavam Temer de “golpista”.
“Peguei minha carteira da OAB e me dirigi aos policias com cautela. ‘Sou advogado’, eu disse. ‘O senhor se retire’, um deles falou, já muito perto de mim. Logo um deles me empurrou e não consegui nem falar mais, me deram voz de prisão”, disse o advogado.
Depois de agredir o PM, Vinícius levou dois tiros da polícia de arma não-letal, na perna e nas costas –as marcas se assemelham a tiros de sal, segundo o advogado.
Motivação
O filho de Santos, estudante universitário e ex-atleta de canoagem, agora é investigado pela Polícia Civil por tentativa de homicídio. Ele passou a noite na Penitenciária Industrial de Caxias do Sul e obteve liberdade provisória na manhã desta quinta (1º).
O policial atingido com o chute na cabeça foi o soldado Cristian Luiz Preto, 32, que desmaiou e chegou a ter convulsões, segundo a Brigada Militar (a PM gaúcha). Preto ficou internado no Hospital Pompéia e recebeu alta no final da manhã. Segundo a corporação, ele sofreu uma concussão.
O motivo que provocou a cena filmada tem versões diferentes. Pela justificativa da polícia, Santos teria interferido na abordagem dos supostos pichadores e atrapalhou o trabalho da polícia.
Segundo o delegado Duarte, os policias teriam reagido depois que o advogado deu uma cabeçada em um dos soldados, quebrando seus dentes. De acordo com o delegado, o vídeo divulgado nas redes sociais não mostra a agressão feita pelo advogado.
“Se eles acham que eu sou culpado, que divulguem as imagens das câmeras de segurança, então”, disse o advogado.
Para Santos, os policiais não entenderam que ele era advogado. “Ou é preto ou é advogado, as duas coisas não”.
Na opinião do advogado, houve abuso policial. “Na rua falavam baixinho que iam fazer um ‘pacotinho’, mas não entendi e disseram que tinha muita gente ali. Na delegacia, os policiais militares fizeram o tal ‘pacotinho’: algemaram com força meus braços nas costas, dobraram minhas pernas para trás por dentro das algemas e um policial sentou em cima”.
O advogado conta ainda que os policiais usaram técnicas de sufocamento. “É quase inimaginável que o ser humano faça isso com outro. Na delegacia me diziam: ‘Doutor, o senhor vai ter que escrever com os dentes amanhã’ por causa da minha mão machucada’”, disse.
Segundo o delegado Rodrigo Duarte, o inquérito deve levar até 30 dias para ser concluído. Pai e filho foram autuados em flagrante, o rapaz por tentativa e homicídio e o pai, por lesão corporal grave e desacato. Os policiais envolvidos na cena não receberam punição — a Brigada Militar abriu inquérito policial militar para apurar a conduta dos policiais.
O comandante responsável pelo policiamento em Caxias, coronel Antônio Osmar da Silva, não atendeu a reportagem. Segundo sua assessoria, o assunto é de responsabilidade do 12º Batalhão da cidade, onde trabalham os policiais.
Os servidores do 12º Batalhão informaram à Folha que o responsável da unidade, o tenente-coronel Ronaldo Buss, não comentaria o caso. Procurado, no 12º Batalhão, o capitão Amilton Turra, que comandou a operação de quarta-feira, não atendeu as ligações.
Em Porto Alegre
Em Porto Alegre, uma manifestação contra Michel Temer percorreu diversas ruas da cidade a partir da Esquina Democrática, ponto tradicional de protestos dos movimentos sociais desde a ditadura militar. Um pequeno grupo atacou a sede do partido de Temer, o PMDB, quebrando janelas e a fachada do prédio, na Avenida João Pessoa. A tropa de choque da Brigada Militar usou bombas de gás lacrimogêneo.
Outro protesto, no Parque Moinhos de Vento, conhecido como Parcão, celebrou o impeachment de Dilma vendendo chope “sem inflação”. “Dois copos por apenas cinco Temers”, dizia o cartaz de divulgação da festa.

Fonte: http://ihu.unisinos.br/559660-no-rs-advogado-e-agredido-por-pm-e-seu-filho-chuta-soldado-na-cabeca

Praia de Xangri-Lá

01/09/2016

Instalada a Cleptocracia

OBScenas: João Roberto Marinho & Eduardo CUnha selam acordo contra a democracia que conta com a participação decisiva de Veja, Estadão, Rede Globo, Folha de São Paulo & RBS, desde sempre protegidas pelos tontom macoute!

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A Rede Globo é maior responsável e a principal beneficiária do Golpe Paraguaio. Começou distribuindo estatuetas como forma de captura de agentes hipócritas. Na mesma senda, pôs em curso a cláusula pétrea de seu manual de redação, exposta involuntariamente ao público por meio de Carlos Monforte e Rubens Ricúpero no Escândalo da Parabólica.

Não há subterfúgios nem eufemismos, é GOLPE! Simples assim. Nele estão envolvidos todos os derrotados das últimas eleições. A plutocracia muito bem representada pelos patos da FIESP, os grupos mafiomidiáticos, encarregados de adestrar corações e mentes fracas, os midiotas, a cleptocracia no caso paradigmático de Eduardo CUnha.

Em 1964 a Rede Globo, por seu jornal O Globo, saudou a chegada da ditadura com editorial intitulado Ressurge a Democracia.

Partícipe de todos os golpes, tentados e obtidos, desde 1954, a Rede Globo cumpriu papel decisivo no golpe de 2016. A imprensa mundial viu e divulgou isso. Mas aqui, coordenados pelo Instituto Millenium, os grupos mafiomdiáticos cumpriram e cumprem papel decisivo, capturando instituições, adestrando midiotas e se determinando quem pode e quem não pode governar. Há uma longa ficha de serviços sujos prestados contra a democracia.

Os finanCIAdores ideológicos são os verdadeiros artífices do golpe. Não por acaso, o pagamento se dá exatamente entregando o patrimônio público aos finanCIAdores do golpe. A massa segue bovinamente a égua madrinha dos golpes. Mas é exatamente a massa ignara, a dos midiotas, que vai pagar o pato. Não por acaso, os principais artífices do golpe detém as mais extensa ficha suja. A começar por Eduardo Cunha, teúdo e e manteúdo da Rede Globo.

Nem esfriou o corpo da democracia, o Grupo Globo apresenta sua fatura. As medidas impostas pela Rede Globo para apoiar do golpe comandado por Eduardo Cunha, como não poderia deixar de ser, incide sobre as camadas menos favorecidas. A sanha antissocial da Rede Globo deixou suas digitais na preparação do golpe, quanto perpetrou um atentado a favor da hipocrisia: “Não somos racistas”.  Ali está o DNA do golpe, o atentado contra as políticas de inclusão social.

Não se trata de o governo ser comando por Eduardo CUnha, Temer, Aécio Neves, José Serra, Eliseu Padilha, FHC, José Sarney, Renan Calheiros, mas do tipo de políticas que implementam.

Se isso não for quadrilha, então não sei o que seja.

¡Canallas! ¡Canallas! ¡Canallas!

p12 01092016

¡Canallas! ¡Canallas! ¡Canallas!

Por Eric Nepomuceno

El jueves dos de abril de 1964 otro golpe de Estado, un golpe cívico-militar, se consumaba, liquidando un gobierno elegido por el voto popular y soberano. En aquella ocasión, las mismas fuerzas que ayer triunfaron recorrieron a los cuarteles. Ahora, las tropas son dispensables. Hace 52 años, presidiendo una sesión extraordinaria del Congreso que reunía a diputados y senadores, el conspirador derechista Auro de Moura Andrade decretó vacante la presidencia, afirmando que el presidente constitucional, João Goulart, había abandonado el país.

Era mentira. Goulart estaba en Porto Alegre, capital de Rio Grande do Sul, intentando reunir fuerzas suficientes para resistir al golpe. Moura Andrade lo sabía. Todos sabían. El entonces diputado Tancredo Neves, conocido por sus maneras suaves y cordiales, apuntó el dedo al rostro de Moura Andrade y disparó, con insospechada voz de trueno: “¡Canalla! ¡Canalla! ¡Canalla!”.

Pasados los años, hace dos días le tocó al nieto de Tancredo, el senador Aécio Neves, uno de los artífices del golpe contra Dilma Rousseff, ver cómo su colega Roberto Requião, del mismo PMDB de Michel Temer, lo miraba en los ojos y disparaba, a él y a su pupilo Antonio Anastasía, las mismas palabras: “¡Canallas! ¡Canallas! ¡Canallas!”.

Ayer, la palabra quedó estampada, de una vez y para siempre, en la frente de Aécio, Anastasía y otros 59 senadores. Siete más de lo que sería necesario para fulminar un mandato popular. Algunos de los 61 votos que destituyeron a la presidenta fueron emitidos por senadores que hasta hace pocos meses eran ministros del gobierno ahora liquidado. En los largos e intensos debates de los últimos días se ha visto de todo: cinismo, farsa, hipocresía, cobardía, traición.

Canalladas.

No hubo una sola prueba concreta que justificase pasar por arribe los 54 millones de votos soberanos logrados por Dilma Rousseff en octubre de 2014. Bajo el manto de las formalidades, se consumó la indignidad.

Lejos del pleno del Senado, lo que se ha visto fue la reiteración de los viejos hábitos de la más baja política brasileña: Michel Temer y sus cómplices ofreciendo el oro y el moro para asegurar votos suficientes para legitimarlo legalmente en el puesto que usurpó a base de traición. Legalmente: moralmente, imposible.

Sobran ejemplos de ese comercio de intereses. Menciono dos.

A las tres de la mañana de ayer, frente a un pleno casi vacío y a una audiencia ínfima, uno de los que se declararon “indecisos”, el ex jugador Romario, leyó, con evidente dificultad, el texto escrito por algún asesor justificando su voto favorable a la destitución de Dilma Rousseff.

Dijo que se convenció gracias a las razones expuestas por los acusadores de la mandataria.

Mentira: se convenció al lograr el nombramiento de algunos de sus apaniguados en el gobierno de Temer.

Idéntica suerte tuvo el también “indeciso” senador Cristovam Buarque, ex ministro de Educación del primero mandato de Lula da Silva: a cambio de su voto, se le prometió el luminoso puesto de embajador brasileño en la Unesco. Cambió una biografía por París.

Ese ha sido el precio de su dignidad, suponiendo que Temer cumpla lo pactado. Y suponiendo que esa dignidad alguna vez existió.

¡Canallas! ¡Canallas infames! ¡Un aquelarre de 61 canallas!

¿Por qué? Por haber asumido una farsa. Por imponer a los brasileños un programa político y económico que fue rechazado con vehemencia por las urnas electorales en las cuatro últimas elecciones. Por entregar el país a una pandilla. Por vilipendiar la historia. Por entreguistas. Por condenar el futuro. Por haber permitido que una mujer honesta sea sustituida por un bando de corruptos.

Por defender la traición.

La historia sabrá juzgarlos. Lo que cometieron ayer, sin embargo, es irreversible. El precio será pago por los humildes, como siempre. Empieza ahora un tiempo de incertidumbre. De expoliación de derechos alcanzados en los últimos trece años.

Tiempo de brumas. Tiempo de infamias. Tiempo de vergüenza.

Tiempo de canallas.

Página/12 :: El mundo :: ¡Canallas! ¡Canallas! ¡Canallas!

 

EL MUNDO › LOS PAISES ALIADOS AL GOBIERNO LEGITIMO DE BRASIL CONDENARON EL GOLPE

Repudio y retiro de embajador

Venezuela retiró a su embajador en Brasil y congeló sus relaciones con el gobierno de Michel Temer y Ecuador llamó a consultas a su encargado de negocios en Brasilia.

Los principales aliados y socios del gobierno de Dilma Rousseff en la región reaccionaron con frases y gestos de condena al nuevo régimen golpista tras a destitución de la presidenta brasilera.

Venezuela retiró definitivamente a su embajador en Brasil y congeló sus relaciones con el gobierno de Michel Temer, al tiempo que Ecuador llamó a consultas a su encargado de negocios en Brasilia como señal de rechazo a la destitución. A estas reacciones se suman declaraciones de repudio al resultado del juicio político emitidas por los gobiernos de Cuba, Brasil y Nicaragua.

El primer país de América Latina en emitir una declaración de rechazo al resultado del juicio político a Rousseff fue Ecuador, cuyo gobierno también convocó a consultas a su encargado de negocios en Brasil.

“El Gobierno del Ecuador rechaza la flagrante subversión del orden democrático en Brasil, que considera un golpe de Estado solapado. Políticos adversarios y otras fuerzas de oposición se confabularon contra la democracia para desestabilizar al Gobierno y remover de su cargo de forma ilegítima a la presidenta Dilma Rousseff”, dijo la cancillería ecuatoriana en un comunicado. También consideró que fue espurio el juicio político, debido a que no cumplió con el requisito fundamental de probar que la mandataria haya cometido delitos de responsabilidad.

El presidente ecuatoriano, Rafael Correa, afirmó que la destitución de Rousseff es una apología al abuso y la traición que recuerda las horas más oscuras de América. El mandatario, en su cuenta de la red social Twitter, mostró su preocupación por lo ocurrido y expresó su solidaridad a Rousseff. “Toda nuestra solidaridad con la compañera Dilma, con Lula y con todo el pueblo brasileño. ¡Hasta la victoria siempre!”, concluyó el mandatario ecuatoriano.

Por su parte, el Gobierno de Venezuela condenó ayer “categóricamente” lo que consideró como un golpe de Estado parlamentario. “El Gobierno de la República Bolivariana de Venezuela, en resguardo de la legalidad internacional y solidaria con el pueblo de Brasil, ha decidido retirar definitivamente a su Embajador en la República Federativa de Brasil, y congelar las relaciones políticas y diplomáticas con el gobierno surgido de este golpe parlamentario”, dijo una declaración de la cancillería venezolana publicada en Globovisión. “Esta es una decisión con la que peligrosamente se ha sustituido ilegítimamente la voluntad popular de 54 millones de brasileños, violentando la Constitución y alterando la democracia en este hermano país”, señaló el despacho de la diplomacia venezolana en el escrito.

El Ministerio de Relaciones Exteriores venezolano anunció también el inicio de un conjunto de consultas para apoyar al pueblo de Brasil, que ha visto vulnerado su sistema democrático y desesperanzado en sus conquistas socioeconómicas. El gobierno de Nicolás Maduro, uno de los más cercanos aliados de la Administración de Rousseff, acusó a las oligarquías políticas y empresariales, que en alianza con factores imperiales consumaron el Polpe de estado contra la presidenta Dilma Rousseff. “La destitución de la política brasileña fue hecha bajo artimañas antijurídicas bajo el formato de crimen sin responsabilidad para acceder al poder por la única vía que les es posible: el fraude y la inmoralidad”, indicó en el texto. “Se ha ejecutado una traición histórica contra el pueblo de Brasil, y un atentado contra la integridad de la mandataria más honesta en ejercicio de la presidencia en la República Federativa de Brasil”, añadió.

El Gobierno chavista reiteró la tesis de que la medida contra Rousseff forma parte de una embestida oligárquica e imperial contra los procesos populares, progresistas, nacionalistas y de izquierda, cuyo único fin es restaurar los modelos neoliberales de exclusión social.

Además, el presidente de Bolivia, Evo Morales, había adelantado el martes que también convocaría al encargado de negocios de su país en Brasil si el resultado del juicio político era la destitución de la ahora ex presidenta de Brasil. En el ámbito de la OEA, se reportaron las condenas de Bolivia y Nicaragua. “Aunque aún este Consejo no se haya dado por enterado, se ha dado un golpe de Estado parlamentario en el país más grande de Suramérica”, exclamó el embajador de Bolivia ante el organismo americano, Diego Pary, frente a una reunión ordinaria que transcurría sin comentarios en torno a lo que sucedía en Brasil. “Creíamos que la democracia estaba consolidada pero esto nos muestra que la democracia siempre estará frente a los desafíos siniestros de la oscura historia antidemocrática”, añadió. Por su parte, el mandatario boliviano, Evo Morales, dijo en su cuenta de Twitter: “Condenamos el golpe parlamentario contra la democracia brasileña. Acompañamos a Dilma, Lula y su pueblo en esta hora difícil”.

En su turno, el nicaragüense Luis Exequiel Alvarado opinó que las fuerzas regresivas del hemisferio siguen trabajando para provocar golpes de Estado en contra de los gobiernos progresistas de la región.

Los demás representantes guardaron silencio después de estas intervenciones, con la excepción de la delegación de Brasil, que se limitó a agradecer la solidaridad en este momento difícil de su historia y aclarar que habrá nuevos pronunciamientos sobre este asunto.

Poco después de pronunciarse Ecuador, se conoció una declaración del gobierno cubano, que comunicaba que rechazan “enérgicamente” el golpe de estado parlamentario-judicial que se ha consumado en Brasil. El pronunciamiento señala: “La destitución de Rousseff constituye un acto de desacato a la voluntad soberana del pueblo que la eligió y supone otra expresión de la ofensiva del imperialismo y la oligarquía contra los Gobiernos revolucionarios y progresistas de América Latina y el Caribe, que amenaza la paz y la estabilidad de las naciones”.

La extensa misiva de apoyo a la ex mandataria de Brasil (uno de los principales aliados de Cuba en la región) enumera los logros de la gestión de Rousseff y el Partido de los Trabajadores (PT) en defensa de la paz, el desarrollo, el medioambiente y la lucha contra el hambre. Además, destaca los esfuerzos de Lula y de Rousseff por reformar el sistema político de su país.

Página/12 :: El mundo :: Repudio y retiro de embajador

EL MUNDO › POR EL VOTO DE 61 DE LOS 81 SENADORES PRESENTES, SE CONSUMO LA DESTITUCION DE LA PRESIDENTA ELECTA DE BRASIL

Brasil se enfrenta a los ojos de la historia

El nuevo régimen, nacido de la mano del establishment económico, judicial y mediático, se impuso por el proceso de impeachment iniciado el 12 de mayo, durante el cual no fue presentada ninguna prueba de los delitos atribuidos a Dilma Rousseff.

Por Darío Pignotti

Página/12 en Brasil, desde Brasilia

La democracia quedó atrás. Dilma Rousseff, electa hace 22 meses por 54,5 millones de brasileños, fue depuesta ayer a las 13.30 por el voto de 61 senadores, sobre un total de 81 que forman la Cámara alta, entre quienes hay más de veinte con prontuario penal y denuncias de todo calibre.

“La historia será implacable con (…) el gobierno golpista” de Michel Temer, prometió Rousseff, una hora y media después de la clausura del ciclo democrático iniciado por completo en los comicios directos de 1989 (y no en los de 1985, cuando un colegio de electores escogió al primer mandatario civil post-dictadura).

“Nosotros volveremos para continuar nuestra marcha hacia un Brasil donde el pueblo sea soberano” prometió en el Palacio de Alvorada, del que se mudará en unos días, cuando lo ocupará Temer para completar el mandato hasta el 31 de diciembre de 2018.

Dilma habló al lado de la profesora y ex ministra de su gobierno Eleonora Mennicucci, una de sus compañeras de celda durante los tres años de prisión a los que fue condenada en 1970 por un tribunal militar por haber enfrentado con las armas a la dictadura. Junto a la ex presidenta y Mennicucci estaban las senadoras Gleisi Hoffmann y Fatima Bezerra, que fueron la infantería del Partido de los Trabajadores en el combate desigual contra la mayoría destituyente que hegemoniza el Poder Legislativo.

Menuda y delicada, Gleisi será recordada por haber enfrentado a una decena de hombres en el recinto, entre ellos el ganadero Ronaldo Caiado, de casi 1,90 metro, al grito de “Yo me pregunto qué moral tienen estos senadores para juzgar a una presidenta honesta”.

Un planteo que desató la furia de la alianza formada por el Partido Movimiento Democrático Popular (PMDB), de Temer; el Partido de la Socialdemocracia Brasileña (PSDB), de Aécio Neves y Fernando Henriqe Cardoso, y Demócratas (DEM), del fornido Caiado.

Ocurre que el régimen surgido ayer no consiente ofensas a las autoridades surgidas de espaldas a la voluntad popular: en su primera reunión de gabinete, Temer instruyó a sus ministros para que rebatan a quien los acuse de “golpistas”.

Esta democracia postiza, obsesionada por los rituales y la formalidad republicana, es el producto de un impeachment iniciado el 12 de mayo, durante el cual no fueron presentadas pruebas consistentes de los delitos atribuidos a la acusada. A tal punto que los adversarios de la mandataria tenían derecho de citar a seis testigos para respaldar sus acusaciones sobre la supuesta violación a las leyes de Presupuesto y Responsabilidad Fiscal y sólo presentaron dos.

En su alegato final de una hora, la abogada denunciante, Janaina Machado, dedicó menos tiempo a los aspectos técnico-jurídicos del caso que a su narrativa mesiánica anticomunista. Dijo Machado, heroína de los jóvenes neocons, que ayer festejaron con champan en la principal avenida de San Pablo, que Dios la había escogido para vengar al PT, que con sus malas costumbres “totalitarias” había llevado a Brasil hacia la desviación moral. Y a Dilma le recomendó dejar de echar mano del discurso de género porque no es verdad que la sociedad brasileña sea machista.

“Acaban de derribar a la primera mujer presidenta de Brasil. Este golpe es misógino, homofóbico, racista, es la imposición del prejuicio y la violencia” enumeró ayer Dilma entre senadoras y compañeras de militancia.

La derrota sufrida por Rousseff en el Senado, 61 a 20, fue más abultada de lo que se esperaba en el PT, donde confiaban en revertir algunos votos gracias a la negociaciones a cargo de Luiz Inácio Lula da Silva, que viajó a Brasilia. Como atenuante queda que la ex presidenta no fue privada de sus derechos políticos, como lo deseaban sus enemigos, y esto abre un horizonte posiblemente fecundo, dado que desde su separación del cargo, en mayo, Rousseff reforzó su participación en actos políticos y construyó un liderazgo bastante genuimo en las organizaciones femeninas urbanas y rurales.

A su modo, políticamente poco sofisticado, demostró su voluntad de lucha y temple como lo hizo el lunes en su exposición de 17 horas ante el Senado, durante las cuales prácticamente no dejó dudas sobre su inocencia. Con su retórica simple, por momentos torpe, Dilma calló a los legisladores que intentaron enredarla con trampas lingüísticas.

Quizá sea por esa estatura moral y su estilo llano que la ex mandataria genera tanto escozor en las derechas.

Ayer los festejos del amplio campo destituyente estuvieron preñados de promesas de venganza contra Dilma, Lula y el legado de 13 años de gobiernos petistas iniciados en 2003, cuando los formuladores de políticas del partido habían diseñado un plan estratégico que necesitaba de 20 años para corregir las desigualdades profundas a través de reformas progresistas.

La caída de Dilma es un revés grave, tal vez irremontable, porque truncó ese proyecto de equidad social y democracia política que había comenzado a desvirtuarse en 2015, con la desginación del neoliberal Joaquim Levy al frente del Ministerio de Hacienda para aplicar un ajuste ortodoxo que dejó 10 millones de desocupados y una recesión que hizo caer el PBI a -3,8 por ciento

Otra herencia dejada por el ministro Levy fue una Dilma Rousseff con un rechazo de más del 60 por ciento en la opinión pública, imagen negativa que subía al 70 por ciento entre el público blanco y de clase media tomado por un inédito fanatismo militante dictado desde la cadena Globo. Sin embargo, aquel aluvión conservador que desbordó las calles hasta marzo pasado, vociferando “Fuera Dilma”, no salió a festejar la confirmación de Temer como jefe de Estado.

Sucede que esta administración post dilmista arriba con muy baja aprobación, dado que no causa ninguna simpatía en las clases populares y despierta resquemores en el electorado medio preocupado con la corrupción. Y su falta de votos y apoyo del público las compensa con la gradual policialización-militarización del Estado.

Ayer la Policía Militar de Brasilia cargó con balas de goma y gas pimienta contra la movilización, no muy numerosa, que marchó en defensa de la democracia y coreando “Fuera Temer” por la avenida Eje Monumental hasta la Terminal Central de Colectivos. Más feroz, según los relatos de los militantes, fue la paliza propinada el martes por la Policía Militarizada a los manifestantes que se concentraron en San Pablo, donde anoche se realizaron nuevos actos de protesta al igual que en Río de Janeiro.

Este golpe “blando” neonato tiende a endurecerse con el correr de los meses, específicamente luego de los comicios municipales de octubre, cuando seguramente se confirmará la ocupación militar de las favelas de Rio de Janeiro y la represión a la disidencia política y social.

Temer repitió, tras tomar posesión del cargo, que su prioridad son las “reformas” previsional y laboral. El vector de su programa de regresión económica fue presentado por el ministro de Hacienda y ex funcionario de la banca privada Henrique Meirelles, que impulsa reformar la Constitución para congelar por 20 años (sí, veinte años) los gastos en salud y educación, pero no el monto de los pagos de intereses de la deuda.

En su primera reunión de gabinete, a las 17.30 de ayer, Temer se sentó en la cabecera de una sala del Palacio del Planalto y a su derecha se ubicó el ministro de Justicia, Alexandre de Moraes, una pieza importante en el nuevo engranaje de poder.

De Moraes, con quien Temer mantiene una relación antigua, es defensor de la nueva Ley Antiterrorista que, en algunos casos, equipara a los manifestantes con guerrilleros urbanos que ponen en peligro la seguridad nacional.

Página/12 :: El mundo :: Brasil se enfrenta a los ojos de la historia

El regreso del ajuste perpetuo

Su gabinete, sin mujeres, está integrado por hombres blancos y conservadores. Temer cuenta con el aval de los mercados y, de momento, del Congreso. Su prioridad es aprobar una reforma del sistema jubilatorio.

Michel Temer asumió como presidente de Brasil y anunció que sus primeras medidas apuntarán a un ajuste al fonde de jubilados, una ley de flexibilización laboral y un fuerte recorte fiscal.

Aún antes de formalizarse la salida de Rousseff del Gobierno, el por entonces presidente interino había anunciado que su objetivo, en caso de que la destitución tuviera lugar, pasaba por enviar al Congreso un proyecto para reformar el sistema jubilatorio en septiembre. Según informó la TV Globo, Temer dijo a esa emisora que su prioridad será “la reforma jubilatoria, la reforma laboral, la aprobación sobre una nueva ley de techo para el gasto público”.

Su gabinete, sin mujeres, está integrado por hombres blancos y conservadores. Temer cuenta con el aval de los mercados y, de momento, del Congreso, que ya aprobó la revisión de la meta fiscal –170.500 millones de reales (52.500 millones de dólares, al cambio actual) en 2016. Ahora debe usar sus argucias para hacer aprobar el ajuste fiscal rechazado cuando Rousseff lo presentó.

Además, ordenó a sus ministros que desmonten la hipótesis del golpe defendida por Dilma Rousseff. “A quienes les digan golpistas, respondan golpistas son ustedes, que están en contra de la Constitución, porque el proceso contra Rousseff fue hecho dentro del más estricto marco constitucional”, sostuvo el mandatario en su primer encuentro con su gabinete, luego de jurar el cargo ante el Congreso. “Hoy inauguramos una nueva era. Tenemos que salir de aquí con un aplauso del pueblo brasileño’’, dijo el ex vicepresidente en su discurso de asunción. “Nosotros no promovimos una ruptura constitucional y hemos sido muy discretos frente al juicio político que enfrentó Rousseff y que acabó con su destitución, decidida por el Senado por 61 votos a favor y sólo 21 en contra”, afirmó Temer.

El nuevo presidente recordó que todas las fases del proceso contra Rousseff fueron supervisadas por la Corte Suprema, cuyo titular, Ricardo Lewandowski, dirigió las etapas finales del juicio político, que la ex mandataria, una vez consumada su destitución, insistió en definir como un “golpe de Estado parlamentario”.

Más allá de sus consideraciones políticas, Temer se refirió a la crisis económica del país y, sobre todo, a los doce millones de desempleados que se calcula existen en Brasil. Pidió a sus ministros que le ayuden a poner a Brasil sobre los rieles del crecimiento económico y les advirtió que ahora ocupan otra posición, porque el gobierno dejó la condición de interino que tuvo desde el 12 de mayo, cuando Rousseff fue suspendida de sus funciones.

Asimismo, Temer destacó que, desde que está en el poder, tejió una extraordinaria relación con el Congreso, a la que en buena medida atribuyó la decisión adoptada ayer por el Senado, que desalojó del poder a Rousseff. “Tenemos un horizonte de dos años y cuatro meses”, indicó sobre el mandato que asume, que concluye el 1 de enero de 2019, y dijo que a partir de hoy la exigencia será mucho mayor, pues la sociedad “espera que se haga todo aquello de lo que hemos alardeado” y se contenga la crisis económica del país. “Espero que cuando dejemos el poder, lo hagamos con el aplauso del pueblo brasileño”, se mostró esperanzado, aunque admitió que no será fácil.

Página/12 :: El mundo :: El regreso del ajuste perpetuo

Cristina Kirchner dijo que el mismo “clima destituyente” se vivió durante sus dos presidencias.

EL MUNDO › CRISTINA KIRCHNER Y DIRIGENTES DE LA OPOSICION REPUDIARON LA DESTITUCION DE DILMA ROUSSEFF

“Se violentó la soberanía popular”

“Hay una estrategia dura contra los gobiernos populares”, afirmó CFK. La ex presidenta acusó a los sectores económicos concentrados, los medios y las potencias de promover el golpe.

La ex presidenta Cristina Kirchner calificó de “golpe institucional” la destitución de Dilma Rousseff. Dijo que se trata de una “nueva forma de violentar la soberanía popular” y destacó que América del Sur es “otra vez laboratorio de la derecha más extrema”. “Nuestro corazón junto al pueblo brasileño, Dilma, Lula y los compañeros del PT”, difundió por las redes sociales. “Hay una estrategia dura y pura sobre la región de ataque a los gobiernos populares”, completó. Otros dirigentes y políticos de la oposición también lamentaron la destitución de la presidenta brasileña.

CFK envió un mensaje por las redes sociales y luego hizo declaraciones por Radio 10. Dijo que “este clima destituyente lo vivimos también en la Argentina” durante sus dos presidencias. Señaló que a Dilma “la destituyeron sin fundamentos” y que vivimos “un momento de desestabilización regional”. “Estamos viendo una estrategia dura contra los gobiernos populares”, afirmó y acusó a las “superpotencias” de promover ese golpe que, dijo, “lo piensan estratégicamente a 50 años”. Añadió que “hay una apoyatura interna en el Congreso (de Brasil) y con los grandes medios para culminar en este episodio negro de la historia de la región” y también mencionó a “los sectores económicos concentrados internos y externos” que operan contra los gobierno populares latinoamericanos.

La ex presidenta sostuvo que el juicio político a Rousseff “se vio venir el día después de la reelección” de la mandataria brasileña.

El ex canciller Jorge Taiana y el ex ministro Agustín Rossi difundieron la declaración de la Bancada Progresista del Parlasur, que repudió el “golpe de estado” perpetrado por “los sectores oligárquicos, conservadores y reaccionarios de Brasil”. “No hay más democracia en Brasil. La misma fue sustraída por un grupo de parlamentarios corruptos y de jueces que no están del lado de la justicia”, sostiene la declaración que difundieron Taiana y Rossi. El documento repasa los antecedentes de Honduras y Paraguay, los “intentos de desestabilización política en Ecuador, Bolivia y Venezuela”, y señala que todos son protagonizados por “sectores conservadores para imponer su agenda y dar vuelta a los procesos de cambio de los gobiernos progresistas”. Los parlamentarios destacan que es “un golpe político contra el Mercosur”, cuyo desmantelamiento es “un objetivo central de los golpistas y gobiernos de derecha”.

El senador Juan Manuel Abal Medina, el ex jefe de gabinete Aníbal Fernández, diputado del Parlasur Daniel Filmus, el ex diputado Jorge Rivas y el disputado Carlos Heller, fueron otros dirigentes del Frente para la Victoria que lamentaron la destitución de Rousseff. “Una vez más, las castas políticas y judiciales, aliadas al poder hegemónico mediático, logran temporariamente torcer la dirección de un proyecto nacional y popular en América Latina”, aseguró Rivas. “El proceso llevado adelante no probó que la Presidenta Rousseff haya cometido delito y, por ello, estamos ante un golpe de Estado parlamentario”, dijo Heller.

Desde la izquierda, Myriam Bregman y Nicolás del Caño, del PTS repudiaron “el golpe de la derecha”, mientras que el Partido Obrero interpretó que “luego de años de beneficiarse del gobierno PT-PMDB, la burguesía brasileña cambia de frente”.

La diputada Margarita Stolbizer, por su parte, difundió en Twitter una reflexión ajena: “en Brasil la mani pulite se deshizo de la única persona no implicada en casos de corrupción”.

Página/12 :: El mundo :: “Se violentó la soberanía popular”

31/08/2016

31/08:dia nacional da infâmia

Rede Golpe de TelevisãoSob os auspícios da Rede Globo, oficializa-se hoje a cleptocracia como novo sistema de governo brasileiro. Todos os tipos lombrosos da política estão, como hienas, participando do festim. Está lá o primeiro a ser comido, também conhecido como Napoleão das Alterosas, e ontem rebatizado de “canalha, canalha, canalha”, Aécio Neves. Além do toxicômano, também compõem a mesa do golpe os varões da Rede Globo, nesta ordem José Sarney, Eduardo CUnha, Michel Temer, Romero Jucá, Gilmar Mendes. Estes ainda podem ser mudados, mas os crimes da Rede Globo não há como serem lavados.

Os políticos corruptos a democracia limpa. Os políticos bandidos, não; nem quem os promovem. Tudo isso, já é muito, não é tudo. Há que se levar em conta que para cada grande jurista sempre há uma Janaína Paschoal. Para todos bandido preso a Rede Globo sempre terá meios de manipular, adestrar e conduzir uma manada de midiotas para a consecução de seus fins: GOLPES!

A sensação, como já disse outras vezes, é de chegar em casa e encontrar a porta aberta. Conforme vamos entrando a desolação aumenta na mesma proporção que tudo o que nos pertencia já não se encontra lá. Os larápios levaram tudo.

Deixaram no meio da sala, como lembrança de sua passagem, um enorme cocô. O cocô no meio da sala se equivale à permanência da Rede Globo na preparação, condução e obtenção dos dividendos nos golpes, desde sempre, contra a democracia!

Día nacional de la infamia

Por Eric Nepomuceno

Luego de otra maratónica sesión en el pleno del Senado –la previsión era que los discursos terminasen alrededor de las dos y media de esta mañana, luego de más de quince horas– hoy se votará la destitución de Dilma Rousseff.

Al final de la tarde de ayer los aliados de Michel Temer aseguraban ya haber alcanzado los 54 votos necesarios para liquidar un mandato obtenido gracias a 54 millones 508 mil votos populares. Y es con esos votos de los senadores, al cabo de un juicio parlamentario que en ningún momento se pudo demostrar que Dilma Rousseff haya cometido los crímenes de responsabilidad previstos en la Constitución, que Michel Temer asume la presidencia efectiva del país que abriga 206 millones de habitantes, de los cuales poco más de 110 millones son electores. Ningún otro mandatario, excepto los generales de la dictadura, alcanzó la presidencia de manera tan infame como Michel Temer. El asume el sillón presidencial, donde pretende mantenerse hasta el día 31 de diciembre de 2018, gracias a una traición sedimentada por su alianza con los derrotados en las cuatro últimas elecciones democráticas. Una traición que solo resultó gracias a la acción imprescindible de un socio incómodo, Eduardo Cunha, símbolo más luminoso de una constelación de corruptos que ahora gravita alrededor de un presidente que, pese a ser ungido por el Senado, sigue y seguirá, moralmente, ilegítimo. A estas alturas, está claro de toda claridad que la era de gobiernos de fuerte compromiso social está liquidada. Transformado en presidente efectivo, Michel Temer podrá empezar a implantar una política de tierra arrasada, que significará un retroceso que hasta hace algunos meses sería considerado imposible. Si logra implantar la mitad de las medidas ya anunciadas –nada más que la mitad– el Brasil que surgirá es tenebroso.

Ni en sus peores pesadillas el país previó lo que pasará a vivir a partir de este miércoles, 31 de agosto de 2016. El día nacional de la infamia. El día nacional de la alegría de los infames.

Lo que los brasileños han visto a lo largo de los últimos cinco días ha sido la inútil batalla de un puñado de senadores (ni todos del PT de Dilma Rousseff, conviene recordar: dos de los más combativos defensores de su mandato integran el mismo PMDB del golpista Michel Temer y asemejados) frente al contingente de colegas que, aun admitiendo dudas sobre la existencia de los crímenes de responsabilidad previstos como causa única constitucional para destituir la presidenta, optaron por condenarla por su mala gestión. En Brasil se vive –o al menos se supone– el régimen presidencialista. Imponer una medida típica del parlamentarismo no está previsto en la Constitución. Y a eso, se llama golpe institucional.

La trama vergonzosa contó con la complicidad de funcionarios públicos –un fiscal y un auditor del Tribunal de Cuentas de la Unión– que falsearon pruebas contra Dilma (ambos fueron denunciados ayer en las cortes superiores). Contó con el poder de chantaje del entonces presidente de la Cámara de Diputados, Eduardo Cunha. Con la interferencia ilegítima e ilegal del Ministerio Público y con las acciones politizadas de miembros de la fiscalía que, ¿cómo no?, habían defendido activamente la candidatura derrotada de Aécio Neves en 2014. Con la obsesión persecutoria de un juez provinciano de primera instancia, Sergio Moro, contra Lula y el PT. Y, parte esencial, con la fuerza unísona de los medios hegemónicos de comunicación.

La lista es inmensa y repetitiva. En el fondo, como bien recordó en su pronunciamiento la senadora Regina Souza, de la miserable provincia de Piauí, todo no pasó de la batalla entre la Bolsa Familia, principal programa social de los últimos trece años, y la Bolsa de Valores. Y, como siempre, el vencedor ya estaba cantado desde siempre.

Sin embargo, no todas serán rosas en el camino de Michel Temer: contra él tramita en el Tribunal Superior Electoral una acción judicial que pide la impugnación de su mandato. Fue propuesta por el PSDB, ahora su principal socio y vigilante.

Originalmente, los derrotados denunciaban irregularidades en las cuentas de Dilma Rousseff y su candidato a vice. Destituida Dilma, Temer pasa a ser el único reo en la causa.

El ahora presidente pidió que las cuentas de campaña fuesen analizadas en separado. La legislación no permite: al fin y al cabo, nadie votó solamente en Temer.

La causa será decidida a principios de 2017. Juristas dicen que, si son respetadas las leyes, son ínfimas las chances de que Michel Temer no sea condenado. ¿Alguien cree que se hará justicia?

Si pierde el mandato conquistado a base de la farsa jurídica llevada a cabo a lo largo de 112 días, Temer será sucedido por alguno de los integrantes del Congreso, elegido por sus pares. A juzgar por el nivel moral, intelectual y ético de la actual legislatura, será como sepultar de una vez el futuro.

Página/12 :: El mundo :: Día nacional de la infamia

30/08/2016

Estupro à brasileira

OBScena: um dos muitos adesivos da Dilma distribuídos pelos estupradores golpistas

estupro adesivo-2Sim, porque sexo não é, né. Se não for consensual, é estupro. Saber perder é como saber ouvir um não. Aécio Neves não soube perder. Também não sabe ouvir NÃO. Juca Kfouri contou esta história. Então há uma lógica, quem bate em mulher também bate na democracia. Em bom português, dá golpe!

Como não dá para ler os jornais brasileiros, todos envolvidos no GOLPE, me informo pelos jornais do exterior. Hoje, por exemplo, o principal jornal de Buenos Aires, Pagina12, sacou, diante de uma quadrilha de homens brancos e ternos pretos, uma conclusão freudiana. É a cultura do estupro do machismo brasileiro. A figura da mulher Dilma foi vilipendiada, inclusive com a participação de algumas mulheres, como Ana Amélia Lemos, a Louro José do Senado. A imagem com áudio que correu o mundo na abertura da Copa do Mundo de 2014, no Itaquerão, mandava a Dilma tomar no cu. Não houve reação alguma por parte da emissora que transmitia, pelo contrário, regozijava-se.

O estupro como ferramenta política também foi usado, como descobriu e revelou a Comissão da Verdade, nos porões do DOI-CODI. Os finanCIAdores da Operação Bandeirantes – OBAN, participavam das sessões de tortura, estupro, morte e esquartejamento dos presos políticos. Talvez por isso as sessões eram noturnas e os corpos dilacerados eram depois levados por peruas camufladas para o Cemitério de Perus. Não por acaso, terra do pato da FIESP, desde sempre patrocinadora dos estupros coletivos da democracia.

A imprensa brasileira é maior responsável pela cultura do estupro. De todo tipo de estupro. Talvez por isso não tenha se indignado quando um dos políticos com maior déficit civilizatório, Marco Feliciano, foi denunciado por assédio sexual pela própria funcionária. Para a velha mídia o estupro de seus parceiros ideológicos passa batido, da mesma forma que passa batido a apreensão de um heliPÓptero com 450 kg de cocaína, mesmo que seu proprietário vire ministro. Ou talvez por isso.

A pior democracia é preferível a qualquer tipo de golpe, mormente quando seus defensores agem como estupradores.

Estupro a la democracia

Por Martín Granovsky

Cada 11 minutos una mujer es violada en Brasil. Si es negra, joven y pobre tiene más posibilidades de sufrir una agresión. Los estudios de Antropología les pusieron título a los datos: cultura del estupro.

Después de asistir a la sesión del Senado contra Dilma Rousseff, cualquiera puede reemplazar la palabra “mujer” por “Constitución” y la palabra “negra” por “democracia” y verá que la teoría puede aplicarse a la política sin forzar nada. Nada.

Los senadores de la oposición avanzaron un nuevo capítulo en la violación de las reglas del debido proceso. Vulneraron los derechos políticos de Dilma, que si no hay un milagro perderá la presidencia y quedará inhabilitada por ocho años para la política. Y aplastaron los derechos humanos de los brasileños: en octubre de 2014 votaron en primera y segunda vuelta por Dilma contra Aecio Neves y le dieron la victoria. Desde aquel alud de 54 millones de votos a hoy, con un golpe en marcha, pasaron menos de dos años.

“Ahora, la ruptura democrática se da por medio de la violencia moral y los pretextos constitucionales para que gane apariencia de legitimidad el gobierno que asume sin el amparo de las urnas”, dijo Dilma. “Se invoca la Constitución para que el mundo de las apariencias encubra hipócritamente el mundo de los hechos.”

No es un tema de forma, porque en democracia la forma es fondo. Una constelación formada por la gran banca internacional, los gigantes de la empresa brasileña, una parte de la Justicia, los megamedios, todos los parlamentarios del PSDB y la mayoría de los legisladores del PMDB tratan de construir apariencias para violar la Constitución.

Brasil no vive bajo un régimen parlamentario. Pero el Congreso censura a la Presidenta que tiene mandato hasta el 31 de diciembre de 2018.

Los diputados deben fundamentar su acusación contra Dilma como en cualquier proceso. Pero uno explicó la acusación honrando al oficial que torturó a la Presidenta cuando era guerrillera y otros dedicaron el voto a madres, hijos y cuadros.

Tal como denunciaron cuatro congresistas ante la Comisión Interamericana de Derechos Humanos, a Dilma hasta le restringieron el tiempo de sus testigos. Es decir, el derecho a defensa. Cuando fue notificado de que la petición había llegado a la CIDH, el canciller José Serra dijo: “Son unos brutos, diríjanse al Senado”. En política internacional la representación la asume el Poder Ejecutivo, no el Congreso. Un resumen y el texto completo de la petición a la CIDH pueden leerse aquí: http://bit.ly/2bzINaZ. Para brutalidades consultar a Serra.

Ayer mismo, en el Senado, varios senadores criticaron el desempeño de Dilma en el gobierno. Pero en un juicio político los senadores son jueces, no parlamentarios en medio de una interpelación. Los jueces preguntan y después sentencian. No replican.

El presidente de la Corte Suprema, Ricardo Lewandowski, encargado de dirigir las sesiones del Senado, dejó que alegremente los senadores esquivaran su papel de jueces. Pero corrigió a Dilma: “Le pido que no hable más nada del gobierno interino”, exigió tras las menciones de Rousseff al “gobierno usurpador” y “golpista”. “La condena exige pruebas cabales de que se haya cometido, dolosamente, un delito de responsabilidad fiscal”, explicó Dilma. “Sin delito, es golpe”, sintetizó.

Es equivocado pensar que el juicio político sin derechos es una cosa y la política otra. Son dos caras de lo mismo. Para observar lo que ocurre en Brasil no hace falta ningún diario del futuro. Ningún diario del lunes. Como citó la propia Rousseff, Temer ya impuso límites de gasto fiscal hasta el 2037 que ni siquiera las políticas sociales podrán perforar. Su gobierno también impulsó la baja de edad de imputabilidad y la tercerización laboral. “Van a precarizar”, anunció en el Senado Roberto Requiao, uno de los pocos del PMDB fieles al proyecto original. “En Brasil no se va a poder nacer ni trabajar.”

La Policía Federal busca meter preso a Lula, el único del PT en condiciones de competir en las presidenciales de 2018. Las policías militares (que en Brasil son las malditas provinciales) lubrican cada vez más el gatillo fácil o, como ayer, reprimen manifestantes en San Pablo. El futuro ya llegó.

Dilma, ayer, se equivocó de interlocutores. Les habló a los senadores, no al pueblo. Pero no es por sus debilidades políticas que los esclavócratas de Brasil quieren echarla. Es para ser fieles a la cultura del estupro que practican desde el siglo XVI.

martin.granovsky@gmail.com

Página/12 :: Contratapa :: Estupro a la democracia

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