Ficha Corrida

28/07/2016

Folha da Turquia

Folha da Turquia

Para esconder os expurgos brasileiros, em curso pela Cleptocracia instalada no Planalto pela mídia a serviço dos seus finanCIAdores ideológicos, a Folha de São Paulo comete um ato falho. Por que o golpe na Turquia tem importância mas o golpe no Brasil resta tratado como um fato da natureza. Como dizem os golpistas, as instituições golpistas estão funcionando. A única coisa que não funciona no Brasil do golpe paraguaio é a verdade. Nossa mídia nunca funcionou como tal. Sempre esteve à serviço da plutocracia. Nossas instituições existem para que a plutocracia continue sendo como há 500 anos.

O medo estampado na capa deste 28/07/2016 é mais uma cortina de fumaça, igual àquela em que fraudou uma pesquisa para tentar nos convencer que Temer é um estadista. Nem os jornais italianos ou alemães de dos anos 30 do século passado foram tão longe para tratar Mussolini e Hitler como o fazem hoje Folha, Estadão, Veja, Globo & RBS. A Folha não está nem aí para os expurgos que a dupla Michel Temer & Eduardo CUnha, para atender interesses da Rede Globo, pratica no MINC. Foram 81 funcionários postos na rua porque Michel Temer precisa fazer funcionar sua máquina de destruição, e, ao mesmo tempo, adular seus patrocinadores. Os expurgos na EBC também não vem ao caso. Talvez seja o caso de se perguntar quanto da velha mídia sobraria se Dilma voltar e implantar os métodos de Erdogan?!

Hoje buscam dizer que o golpe turno foi  um auto golpe. Mas o que foi o golpe brasileiro? Quais foram as bases para afastar Dilma? Aliás, quais são os fatos que levam à caçada obsessiva do grande molusco? A velha mídia recrutou mercenários para massacrar o PT e expurgar Dilma e Lula.

Pelo andar da carruagem a única saída para Lula será se filiar ao PSDB e encher seus pedalinhos de cocaína. Hoje no Brasil os únicos inimputáveis são os filiados ao PSDB e os grandes traficantes.

No Brasil da Folha tem mais chance de virar ministro um mega traficante de cocaína do que um dono de pedalinho.

A Turquia é aqui!

Mídia esconde denúncia de jornal inglês contra mulher de Temer

27 de Julho de 2016

:

mordomias capa

“Um dos maiores vexames internacionais a que o país poderá ser submetido nos próximos anos é o conhecido uso desmesurado de dinheiro público pela família de Michel Temer”, diz interlocutora profundamente versada em intimidades dos centros de poder.  “Marcela é o ponto fraco de Temer”, diz a fonte. “Os caprichos dela ainda vão custar caro…”.

A conversa decorreu de fato envolvendo a mulher de Temer que saiu discretamente na mídia, mas que, fosse outro grupo político a ocupar o governo federal, teria ganhado grande destaque. Ou seja: se Lula ou Dilma governassem, o tema dessa reportagem daria pano pra manga.

Ainda estão frescas na memória de quem presta atenção no Brasil as picuinhas da imprensa contra os presidentes petistas. Lá em 2004, por exemplo, o mundo quase caiu sobre a cabeça de Lula porque a imprensa cismou com um arranjo floral nos jardins do Palácio da Alvorada que reproduziria uma “estrela do PT”.

mordomias 1

A imprensa caçou ferozmente qualquer tipo de vinculação pública do então presidente Lula com seu partido, como se tal vinculação fosse segredo. O portal G1 chegou ao absurdo de questionar o fato de a esposa do então presidente, Marisa Letícia, usar um maiô com uma estrela vermelha estampada.

mordomias 3

A obsessão midiática por supostos “abusos” dos presidentes “petistas” com a res pública perdurou até a era Dilma. Reportagem do Estadão de alguns anos atrás implicava com outra “estrela petista” que teria sido plantada na Granja do Torto.

mordomias 2

Na semana passada, a imprensa noticiou que a ida de Marcela Temer e de seu filho para Brasília tem provocado mudanças na rotina e nos protocolos do Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência da República.

Uma das medidas tomadas recentemente foi a proibição do uso do estacionamento público localizado na entrada do local, que chegou a ter seu acesso bloqueado por um período logo que Temer assumiu o comando do país, em maio deste ano.

O que se sabe é que o caso não ganhou o destaque merecido. Na verdade, não ganhou destaque algum. A notícia saiu bem escondidinha e sumiu em seguida.

Marcela proibiu o uso do estacionamento porque ficou incomodada com a exposição que poderia ter e com a possibilidade de que fossem feitas fotos da área privativa do palácio caso a imprensa ficasse naquele lugar.

Quando a imprensa vai cobrir a Residência Oficial do presidente da República, seguranças vêm indicando outra região onde os carros de reportagem e veículos particulares podem ser estacionados.

Esses locais são improvisados. Ficam em um canteiro de grama, afastado da entrada do Jaburu, que teve o meio-fio quebrado para facilitar o acesso, ou em faixa de asfalto com a marcação de proibição para o tráfego.

As demarcações são irregulares, mas estão lá porque “dona Marcela quer”.

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República negou que a restrição ao uso do estacionamento público tivesse sido pedida por Marcela, mas não explicou por que tal medida só foi tomada após a chegada dela ao Palácio.

mordomias 4

Seja como for, a restrição intempestiva e inédita de uso de área pública simboliza um comportamento da família presidencial que em outros tempos geraria “indignação” na imprensa antipetista.

A fonte do Blog citou esse caso como decorrente de histórias sobre o comportamento de ditador de república bananeira que se diz que vem sendo adotado por Temer, sobretudo após virar presidente interino.

Em maio último, o tabloide  inglês “Daily Mail” publicou extensa reportagem sobre Marcela dando conta de uma vida de “família real” que os Temer se dão à custa de dinheiro público.

mordomias 5

O tabloide, que utiliza fotos postadas nos perfis do Instagram de pessoas próximas a Marcela, comparou os gastos da esposa de Michel Temer aos de Maria Antonieta, rainha da França na época da Revolução Francesa e esposa de Luís XVI, no fim do século 18.

Segundo o jornal britânico, os gastos financeiros da primeira-dama, de 33 anos, não refletem o momento de crise que o Brasil enfrenta.

Na artigo, o Daily Mail lista uma série de aquisições não só para Marcela, como para sua família. Entre eles, as viagens internacionais de primeira classe, cirurgias plásticas e procedimentos estéticos para a mãe de Marcela, Norma Tedeschi, e uma vida regada a champanhe, roupas caras e festas badaladas para a irmã, Marcela Fernanda Tedeschi.

Ainda de acordo com a publicação, a família possui quatro camareiras somente para lavar e passar as roupas, além de duas empregadas, uma cozinheira e uma babá para cuidar de seu filho único, Michelzinho, de 7 anos.

As despesas, segundo o jornal, não param por aí: Marcela Temer teria promovido uma reforma em vários cômodos no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência em Brasília, que, de acordo com a publicação, custou milhões de reais de dinheiro público. Marcela teria ainda insistido para o marido comprar uma casa para sua mãe e sua irmã na capital federal avaliada em cerca de R$ 7 milhões.

Diante do comportamento anterior da imprensa, quando petistas governavam o país, surpreendeu a reação da imprensa brasileira ao que diz a homóloga britânica. Reportagem do jornal Folha de São Paulo tenta desqualificar a matéria atribuindo-lhe pequenos erros que, na prática, não invalidam uma só acusação de abuso do dinheiro público atribuído à família presidencial.

mordomias 6

Entre os erros que a imprensa brasileira atribuiu à matéria britânica está a informação de que Marcela estava ao lado do marido na cerimônia de posse de Temer como presidente interino, apesar de que ela não estava. E, ironicamente, a matéria critica o perfil de Marcela pelo “Mail” por citar críticas que teriam sido direcionadas ao casal sem divulgar o autor das falas.

Sim, você leu corretamente: a Folha criticou o jornal britânico por divulgar informações de fontes que não quiseram se identificar, como se, no Brasil, essa prática não estivesse por trás de nove entre dez denúncias midiáticas contra petistas.

O tabloide, segundo a Folha, afirmou “incorretamente” que a irmã de Marcela, Fernanda Tedeschi, chegou a posar para a revista “Playboy” e que as fotos depois “foram misteriosamente vazadas na internet”.

A defesa que Folha faz para a família Temer diz que a irmã de Marcela, Fernanda apenas assinou um contrato com a revista e desistiu antes de posar para o ensaio. As fotos que chegaram a ser divulgadas são de uma prévia antecipada pela Editora Abril, que publicava a “Playboy” na época.

O que isso muda em relação à denúncia da imprensa britânica? Se você disse nada, acertou.

O fato a destacar é que se estão erradas as informações sobre gastos exagerados feitos pela família Temer, cumpriria à imprensa brasileira investigar e publicar a verdade. As reformas feitas no palácio, todos os gastos abusivos com dinheiro público teriam que ser investigados e, em nada sendo encontrado, aí, sim, a imprensa brasileira poderia inocentar sua equivalente britânica, mas o assunto morreu em maio e nunca mais se ouviu falar do assunto.

Por outro lado, surgiram versões de que a preocupação com o suposto estilo imperial de Marcela, que dizem custar (muito) dinheiro público, seria “machismo”.

Não é difícil de isso ocorrer. Marcela é o alvo perfeito para machismo, tanto quanto Dilma. Porém, ninguém viu a mulher de Temer reclamando da Veja por tê-la qualificado como “bela, recatada e do lar”, o que, para qualquer mulher emancipada, é quase uma ofensa.

Porém, não pode haver machismo em uma denúncia objetiva de que Marcela gasta o dinheiro suado de nossos impostos com mordomias… Certo? Assim, o que se pede, ao fim e ao cabo, é que essa denúncia seja alvo da mesma “apuração jornalística” que implicava com um mísero canteiro de flores em administrações petistas.

Arrumemos cadeiras confortáveis para esperar por essa apuração.

Mídia esconde denúncia de jornal inglês contra mulher de Temer | Brasil 24/7

18/09/2015

Pobre fuma baseado; rico, um heliPÓptero

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Po perrella's

Abramovay: “Rico é tido como usuário de droga e o pobre como traficante”

Ex-secretário de Justiça diz que votação no STF definirá padrões e evitará discriminação

Diretor da Open Society, de George Soros, diz que liberação não incentiva maior consumo

Marina Rossi São Paulo 17 SEP 2015 – 11:40 BRT

O debate sobre a descriminalização das drogas no Brasil estacionou, temporariamente, no Supremo Tribunal Federal. Na semana passada, depois que os ministros Edson Fachin e Luiz Roberto Barroso defenderam a liberação da maconha para consumo próprio, o ministro Teori Zavaschi pediu vista no processo e a discussão foi suspensa. Mas apenas dentro do plenário do Supremo. Fora, os ativistas que apoiam uma política mais oxigenada sobre o assunto aproveitam o momento para defender suas posições. Pedro Abramovay, advogado e ex-secretário da Justiça do governo Lula, defende que o uso de drogas seja tratado como questão de saúde pública e não como crime. É essa posição que ele defende na América Latina, como diretor para a região da Open Society Foundations, do bilionário americano George Soros, que já entrou neste debate das drogas no Uruguai, por exemplo. Por telefone, ele falou com o EL PAÍS sobre o tema.

Pergunta. A sua posição é pela descriminalização de todas as drogas, como defende o ministro Gilmar Mendes, e não apenas da maconha, como defendem os ministros Edson Fachin e Luís Roberto Barroso. Por quê?

Resposta. Primeiro é importante diferenciar de maneira bem clara a descriminalização da regulamentação. A descriminalização olha para o usuário não como uma pessoa que deve passar por um sistema de justiça criminal, como acontece hoje, mas por um sistema de saúde. Esse é um conflito que se aplica ainda mais aos que usam drogas mais pesadas. Mas deveria ser o contrário: pelo fato dessas substâncias causarem mais danos às pessoas, é mais um motivo para ele precisar passar por um sistema de saúde. Em vez de um usuário de crack ser pego e levado pela polícia, ele deveria passar por um tratamento de saúde. Já a regulamentação, tanto da produção quanto do uso, é uma outra discussão, que entra, inclusive, na autorização do uso dessas substâncias.

P. Mas essa política de encaminhar alguém para o tratamento de saúde quando for pego também não fere os princípios da liberdade individual, que tem sido defendido pelos ministros do Supremo?

R. Sim. O ideal é que o indivíduo não seja obrigado a passar pelo sistema de saúde, mas que esse sistema esteja à disposição dele. A questão não é forçar todo mundo que usa droga a um tratamento, mas permitir que estejam à disposição profissionais e atendimento para quem queira se tratar.

P. Descriminalizar o uso da droga, mas não garantir o acesso a essa substância resolve a questão?

R. Não. Falando especificamente da maconha, estabelecer uma forma de produção [como defendeu o ministro Barroso no Supremo, na semana passada] é algo muito positivo. No caso das outras drogas, como o crack, o que se diz não é que você pode comprar crack, mas que a resposta que a lei tem que dar não pode ser penal. Se ela for pega, tem que passar por um sistema de saúde e não pela Justiça.

P. É correto misturar a maconha com outras drogas nesse debate, quando outras substâncias, como o crack e a cocaína, podem representar um risco maior para a saúde do usuário?

R. Para cada droga, a gente tem que ter uma resposta adequada. Mas tratar como crime só produz efeitos negativos para todo mundo. É preciso implementar políticas de redução de danos, quando isso é possível, e em outros casos, partir para a regulamentação. Todos os países que tiraram a questão da droga do âmbito penal tiveram mais êxito do que fracasso. Por isso acho que o patamar mínimo, quando falamos de drogas, é a descriminalização.

P. Esse debate não deveria então vir juntamente com algum programa de tratamento para viciados?

R. Temos que entender que não precisamos melhorar a saúde para depois descriminalizar. O fato de [fazer uso de drogas] ser crime é uma das principais barreiras para oferecer a saúde hoje. Um dos programas mais aclamados mundialmente é o Braços Abertos [desenvolvido pela Prefeitura de São Paulo para tratamento de usuários de crack], que não prega a abstinência. Para tratar uma pessoa que tem vício em crack, você precisa tratá-la no ambiente dela. Se você a tira de lá, realiza um tratamento e depois devolve para aquele mesmo contexto, ela vai voltar a usar a droga. Uma das maiores dificuldades do programa é o fato de o uso do crack ser crime. Inclusive um deputado chegou a pedir impeachment do Haddad por isso, alegando que ele estava sendo conivente com o crime.

P. Como a Justiça deveria diferenciar o traficante do usuário? É pela quantidade da droga que a pessoa está portando?

O patamar mínimo, quando falamos de drogas, é a descriminalização

R. Essa é uma questão fundamental. A aplicação da lei hoje é que quem é rico, é usuário, e quem é pobre, é traficante. Não tem critério. Independente de legalização ou não, é preciso ter um critério que não seja o endereço e a cor da pele da pessoa. E aí existem exemplos em diversos países. O México, por exemplo, estabeleceu uma quantidade [permitida] muito baixa, que não resolve essa questão. Por isso, o fundamental é fazer uma pesquisa, uma análise para saber o quanto um usuário consome por dia de consumo e estabelecer a quantidade permitida. E eu considero fundamental que o Supremo estabeleça isso. Mais ainda nesse caso, deveria valer para todas as drogas. Uma pessoa com 5 gramas de cocaína é considerada traficante porque ela mora na favela. Não se trata de dizer se uma droga é perigosa ou não.

P. Faz sentido liberar seis plantas e 25 gramas de maconha? Essa é uma média comum de consumo mundial? De onde vem esses números propostos pelo Barroso?

R. Não existe um padrão mundial. O certo seria fazer uma pesquisa, acompanhando um usuário de cada tipo de droga para saber o quanto ele consome e, a partir daí, estabelecer a quantidade permitida.

P. Descriminalizar o uso, permitindo portar alguns gramas da droga para consumo pessoal, resolve o problema da violência causada pelo tráfico?

R. Não resolve, mas interrompe esse processo perverso de prender pessoas que não têm a ver com a violência só porque são pobres. Porque quando elas saem da prisão, elas são membros de organizações criminosas porque é o que sobra para ela. O crescimento brutal da quantidade de presos é baseado nisso.

De todos os países que descriminalizaram as drogas, em nenhum deles aumentou o consumo

P. Quem é contra a descriminalização das drogas argumenta, entre outras coisas, que haverá uma explosão de usuários, se for liberada. Isso faz sentido?

R. É intuitivo isso. De todos os países que descriminalizaram as drogas, em nenhum deles aumentou o consumo. Existem estudos que concluem que não aumenta o consumo. Esse é um problema muito sério para a gente tratar com intuições. Se a gente entende que a descriminalização não aumenta o consumo, todos os outros argumentos contra a descriminalizado caem por terra.

P. Existe algum exemplo criado por algum país que o Brasil deveria seguir?

R. Existem vários exemplos, mas acho que o certo é menos importar um modelo completo e mais entender as vantagens e desvantagens dos outros modelos e implementar aqui o que funciona. Portugal é um ótimo exemplo, porque a descriminalização diminuiu a morte por overdose, não houve aumento no consumo, a polícia pôde se preparar melhor para lidar com o usuário. Os países que estão trabalhando com a maconha medicinal e os que liberaram o cultivo da maconha também têm exemplos positivos.

P. No Uruguai, o processo de legalização da maconha parece ter esfriado, desde que o presidente Tabaré Vázquez classificou como “absurda” a venda da droga nas farmácias, uma das medidas mais polêmicas anunciadas por seu antecessor, José Mujica, na época da legalização.

R. Não concordo com a avaliação de que a regulação da maconha tenha esfriado no Uruguai com Tabaré. Ele nomeou para a área de drogas Milton Romani, maior defensor da nova Lei dentro do governo uruguaio, e bem próximo a Mujica. Romani é também bastante responsável e está implementando a lei com o cuidado e a responsabilidade necessários. A partir do ano que vem haverá venda nas farmácias.

P. Algo deu errado no programa uruguaio? Quais pontos negativos poderiam servir de “não-exemplo” para o Brasil?

R. Ainda é difícil avaliar o processo, justamente porque ele ainda não foi totalmente implementado. Já há autocultivo e também os clubes, que funcionam como cooperativas de usuários. Mas a venda está sendo preparada com cuidado. A Open Society está financiando, atualmente três avaliações independentes do processo uruguaio, justamente para que possamos aprender com erros e acertos. Mas a principal virtude do processo uruguaio tem sido a responsabilidade de se evitar o açodamento. É fundamental fazer as coisas de forma cuidadosa e eles têm seguido este passo.

P. Quando o Uruguai anunciou a legalização da maconha, a expectativa era que a iniciativa do país influenciasse o debate nos países vizinhos. Como você avalia?

R. Desde que o Uruguai aprovou a lei, Chile, Colômbia, Equador e Jamaica avançaram muito no debate legislativo. A OEA aprovou uma resolução afirmando que as convenções de drogas devem se submeter às convenções de direitos humanos e a Unasul está articulando uma posição conjunta dos países da região para questionar, na ONU, as atuais convenções. Sem mencionar o debate que vemos no STF, no Brasil, onde o Uruguai tem sido referência. Então acho que podemos dizer que a influência do processo uruguaio sobre a região foi enorme.

P. Esse debate está maduro também nos Estados Unidos. O Brasil está ficando para trás?

R. O Brasil certamente está ficando para trás. Estamos à espera da decisão do STF, mas o fato é que hoje estamos apenas na companhia de Guiana e Suriname como países que ainda criminalizam o porte de drogas para consumo pessoal. Mesmo se vier a decisão positiva do Supremo, ainda estaremos atrás de vários países, como a Colômbia, que está avançando, por exemplo, no tema da maconha medicinal. Mas acho importante avançar. E ir medindo esses avanços aos poucos para criar nossos próprios caminhos.

P. Você acha que a descriminalização vai passar pelo STF?

R. Eu confio que o papel do Supremo não é o de jogar para a plateia. É de dizer se há direitos sendo violados, injustiças sendo cometidas. E não da pra dizer que a Constituição está sendo cumprida do ponto de vista da lei antidrogas. Por isso, acredito que o Supremo tem esse papel de fazer valer os direitos.

Usuários de drogas no Brasil: Abramovay: “Rico é tido como usuário de droga e o pobre como traficante” | Brasil | EL PAÍS Brasil

20/04/2014

Por que a Rede Globo dá mais espaço ao papelote de 5 gramas do que ao helicóptero com 450 kg de cocaína?

A pergunta acima se explica pela mesma razão que levou a Globo a esconder o afundamento da Plataforma P-36 e jamais fala do racionamento da água em São Paulo. Aliás, a Globo já tratou dos desvios bilionários que envolvem o PSDB, a Alstom e Siemens? Não. Nem o fará. Por quê? Ora, quem são os parceiros da Rede Globo? Todos os que lucram com o narcotráfico e foram contra  CPMF, porque com a CPMF até traficante pagaria e também os que lavariamm dinheiro do narcotráfico, como o HSBC, pagavam. Será que se o helicóptero fosse de uma amigo do Lula ou da Dilma a Globo aliviaria. Por que a amizade de Perrella com Aécio é escondida? Seria porque a empresa de Perrella é a maior fornecedora de “quentinhas” dos presídios mineiros. Aliás, o que será que é servido nas quentinhas? O fato de que notórios consumidores trabalham na Globo não explica, mas é sintomático.

Procurador da República vê indícios de farsa na investigação do helicóptero dos Perrellas

Postado em 19 abr 2014

por : Joaquim de Carvalho

Na segunda matéria especial de nossa série sobre o caso da “Helicoca”,  Joaquim de Carvalho fala das incongruências, suspeitas e desencontros relativos à investigação e ao processo da apreensão de cocaína no helicóptero dos Perrellas.

A série é resultado de um projeto de crowdfunding do DCM.

O processo que os servidores da Justiça Federal do Espírito Santo apelidaram de “Helicoca” nasceu do inquérito policial número 666/2013, aberto no dia 25 de novembro de 2013 e encerrado em 17 de janeiro de 2014. Em 53 dias, os policiais interrogaram 17 pessoas, entre eles os quatro presos em flagrante, e juntaram 44 documentos.

Mas aquela que é até agora a prova mais interessante do crime não é encontrada no inquérito, mas no YouTube. Trata-se de um vídeo de quase 13 minutos, em que um agente da Polícia Federal registra toda a ação.

O DCM teve acesso ao processo sigiloso em que o Ministério Público Federal diz que a investigação da “Helicoca” começou com uma farsa.

O vídeo da apreensão tem início quando desponta no céu da zona rural de Afonso Cláudio, no interior do Espírito Santo, o helicóptero cor de berinjela com faixa dourada e o prefixo GZP – G de Gustavo, Z de Zezé e P de Perrella, as iniciais de seus proprietários, o deputado estadual Gustavo Perrella, do Solidariedade, e o senador Zezé Perrella, do PDT, pai e filho.

É fim da tarde de domingo, 24 de novembro. A câmera é operada por um homem escondido atrás de um pé de café. O ronco do motor e o barulho da hélice não encobrem a fala do policial, que tem forte sotaque carioca e se comunica por rádio com equipes a postos para o flagrante.

As imagens, feitas de longe, são tremidas, o que mostra a falta de um apoio, um tripé. Aparece um carro branco, com porta-malas aberto, e mais duas pessoas, um de camisa rosa, que mais tarde seria identificado como o empresário Robson Ferreira Dias, do Rio de Janeiro, e outro de camisa verde clara, mais tarde identificado como Everaldo Lopes Souza, um sujeito simples, que se diz jardineiro, ligado a um empresário de Vitória, Élio Rodrigues, dono da propriedade onde a aeronave deveria ter pousado. Na última hora, o helicóptero acabou descendo na propriedade vizinha, que não é cercada.

A três minutos e quarenta segundos, o policial narra:

– Estão tirando a droga. O piloto correu para pegar o combustível e eles estão colocando a droga dentro do carro. O motor não foi cortado, o motor da aeronave não foi cortado. Estão carregando a droga na mala do carro, o motor não foi cortado, o copiloto foi buscar os galões. Cadê o helicóptero da PM?

A câmera volta para o plano aberto e fecha de novo na cena, muito tremida.

– São vários sacos pretos. Tem muita coisa, galera, muita coisa… vários sacos pretos. Eu acho que o piloto cortou… cortou o motor! Um segundo…Negativo, o piloto não cortou o motor… está descarregando a droga, e está começando a abastecer o primeiro galão.

Alguns segundos depois, avisa, triunfante:

– Positivo! Positivo! Cortou o motor, o helicóptero cortou o motor! Vamos lá, galera, pode ir. Quem conseguir pode ir. Vamos lá, tenente! Pode ir, Serra (com a pronúncia fechada, Sêrra). Eles estão abastecendo. Tem que ser rápido, tem que ir rápido!

Já são 7 minutos de gravação, a hélice para. Mais tarde, as imagens mostram três homens carregando a droga para o porta-malas do carro. Um deles está de camisa branca, que não aparece nas imagens anteriores. É Rogério Almeida Antunes, o piloto do senador Zezé Perrella e do deputado Gustavo Perrella. O outro piloto, Alexandre José de Oliveira Júnior, de camisa preta, não aparece nesta imagem. Ele se afastou para pegar mais combustível.

Imagens tremidas mostram a mata. Ouve-se chiado no rádio. Quando a câmera volta para a cena principal, mostra os acusados de tráfico com as mãos na cabeça, se abaixando. Tudo muito tranquilo.

– Positivo, positivo! Estão todos eles dominados. Vamos embora, tenente. Adianta o pessoal para dar apoio lá. Dominados lá os vagabundos. Parabéns, equipe, parabéns. Iurruuuuú. O show tá doido, maluco! DRE te pega, parceiro!

DRE é a sigla de Delegacia de Repressão a Entorpecentes, órgão da Polícia Federal. A câmera é desligada e volta com a imagem da droga no porta-malas e no banco traseiro do carro.

O vídeo foi apresentado à Justiça pelo procurador da República Fernando Amorim Lavieri como indício de crime. Não o de tráfico, demonstrado no inquérito, mas de fraude processual e falso testemunho. Nesse caso, os criminosos seriam os policiais que fizeram a prisão.

Na denúncia que transforma os policiais de caçadores em caça, o procurador Lavieri diz que desde o início desconfiou da versão da polícia para o flagrante. E procurou o responsável pelo inquérito, delegado Leonardo Damasceno, em busca de esclarecimento, quando teria ouvido a versão de que o flagrante era, na verdade, resultante de uma interceptação telefônica realizada em São Paulo.

O procurador também conversou com um agente da PF, Rafael Pacheco, que teria confirmado a versão do delegado Damasceno e acrescentado que, em São Paulo, a Justiça e o Ministério Público, “sensíveis ao flagelo do tráfico”, teriam autorizado interceptações telefônicas abrangentes, criando uma verdadeira “grampolândia”, daí resultando na apreensão da droga no helicóptero de Perrella.

Como os dois negaram na Justiça a versão de Lavieri, o procurador pediu afastamento do caso e se colocou na condição de testemunha do processo. Um testemunho que só serve como argumento para a defesa pedir a anulação do processo, como de fato já pediu.

O advogado Marco Antônio Gomes

O advogado Marco Antônio Gomes

O caso foi parar na mesa de outro procurador, Fábio Bhering Leite Praça, que estranhou a posição do colega Lavieri e recorreu à Procuradoria Geral da República em Brasília, na Câmara de Recursos. Ele não concorda com o afastamento do procurador Lavieri.

Entre seus argumentos, Fábio aponta para a fragilidade da denúncia formulada por ele. Se Lavieri tinha a notícia de uma ilegalidade, deveria ter agido, mandando investigar, como titular de uma instituição que tem a atribuição constitucional de exercer o controle externo da polícia.

A Câmara de Recursos deu razão ao procurador Fábio, e Lavieri, mesmo contrariado, voltou ao processo e participou de uma audiência por teleconferência, no dia 3 de abril.

Lavieiri está na sala de audiência da Justiça Federal em Vitória, ao lado do juiz, e duas testemunhas de defesa do piloto Alexandre José de Oliveira Júnior se encontram no fórum em São Paulo, na região da Paulista. Quase mil quilômetros separam os três, que se veem em monitores de TV.

O juiz dá a palavra ao procurador.

– Só uma pergunta…

A câmera gira na direção de Fernando Lavieri e mostra um homem que veste terno cinza, camisa e gravata de tom azul. Ele está de braços cruzados e arqueado sobre a mesa. Com a câmera apontada para sua direção, se recompõe, ajeita o microfone e questiona a testemunha, instrutor de voo na escola de Alexandre:

– O senhor conhecia o Alexandre em 2006, o senhor falou?

– Afirmativo. Eu tinha uma escola, era proprietário de uma escola. O meu sócio, Marcos Lázaro Luz, cursava o curso de avião civil na Faculdade Anhembi Morumbi, e ele era colega de classe de aula desse meu sócio, e por causa disso ele frequentava a minha escola para visitar o meu ex-sócio.

O procurador da República faz outra pergunta:

– E nessa época em que o senhor conheceu ele (sic), quando ele começou, ele aparentava ser uma pessoa com bastante dinheiro, com muitas posses?

– Não. Não, senhor. Nunca aparentou.

– Está bem, eu agradeço – o procurador diz e afasta o microfone.

O juiz retoma a palavra e pergunta se os réus têm alguma pergunta. Diante do silêncio, determina o encerramento do depoimento.

Com o fim da videoconferência, a câmera é desligada. As testemunhas são dispensadas em São Paulo, juntamente com um dos advogados de Alexandre, Heraldo Mendes de Lima. Mas, em Vitória, a audiência continua. Heraldo deixa o prédio na rua Ministro Rocha Azevedo sem fazer ideia da bomba que o juiz lançaria diante do advogado de Alexandre em Vitória, Marco Antônio Gomes.

Heraldo, parceiro de Marco Antônio na defesa de Alexandre, já foi policial civil e se dedica quase exclusivamente ao Direito Criminal. Ele sabe que, em processos de tráfico, os juízes costumam ser mais rigorosos. A expressão “flagelo do tráfico” é bastante comum nas ações desse tipo.

Meu primeiro contato com Heraldo foi na véspera da audiência por videoconferência. Ele aceitou conversar comigo numa churrascaria da avenida São João, quase esquina com o Largo do Arouche, em São Paulo. Era noite, por volta das 22 horas. Quando cheguei, ele conversava numa mesa com mais seis pessoas, cinco homens e uma mulher. Fiquei numa mesa próxima.

Quinze minutos depois, Heraldo se juntou a mim, com mais dois advogados. Os outros quatro que dividiam a mesa com ele saíram. Heraldo admitiu a dificuldade em que se encontrava seu cliente, diante do flagrante de tráfico.

– O [Alexandre] Júnior se envolveu nesta aventura para salvar a empresa dele, que estava em dificuldade. O Júnior não é traficante, afirmou. Os pais são evangélicos, da Congregação Cristã”, acrescentou, como se a religião da família fosse o argumento definitivo em favor do bom comportamento do piloto.

A audiência por videoconferência no dia seguinte era uma tentativa de confirmar a tese de que a empresa estava em dificuldade: as duas testemunhas são ex-funcionários de Alexandre.

Em Vitória, com a câmera da videoconferência desligada, o juiz se volta para o advogado Marco Antônio Gomes e diz:

– Estou suspendendo o sigilo de um procedimento aberto por conta de um ofício do MPF. A denúncia de Lavieri a respeito da suposta escuta clandestina tinha saído de Vitória e chegado a Brasília, já tinha gerado mais de 150 folhas, mas tudo isso tramitava sem o conhecimento dos advogados. Era um procedimento secreto, que correu paralelamente ao inquérito da Polícia Federal.

Marco Antônio Gomes pergunta:

– Que procedimento?

O juiz explica, então, a denúncia do procurador.

– Vi na hora que o processo todo poderia ser anulado, comenta o advogado. Era o caso de pedir a prisão dos policiais que inventaram a história de que o flagrante foi fruto de uma investigação em Afonso Cláudio, diz Marco Antônio.

Ele ficou ainda mais surpreso quando o procurador, que em tese atua do lado contrário ao da defesa, se aproximou e perguntou se conhecia os advogados dos demais réus.

Marco diz que considerou a conversa do procurador “inusitada”. “O procurador não tem que se preocupar com a defesa. Em geral, eles querem que o advogado perca prazo, não tenha argumentos, enfim, perca no processo”, afirma.

Marco Antônio leva o processo para o escritório, manda imprimir as folhas copiadas em seu pen drive e lê toda a peça. Anota, cuidadosamente, as partes mais pesadas.

– Vi que estava diante de um escândalo.

Na segunda-feira seguinte, 7 de abril, na audiência em que, pela primeira vez, os acusados de tráfico teriam a oportunidade de falar diante do juiz, o procurador Fernando Lavieri não estava presente. A razão é que, entre quinta e sexta-feira, 4 e 5 de abril, obteve uma decisão favorável do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, onde o seu pedido foi parar. Estava oficialmente autorizado a abandonar a ação e se tornar testemunha em potencial dos advogados de defesa dos traficantes.

No seu lugar, deveria comparecer o procurador Fábio Bhering, mas este já tinha um compromisso oficial agendado. O caso foi para as mãos do coordenador do Núcleo Criminal da Procuradoria da República em Vitória, Júlio de Castilhos Oliveira Costa. Mas, na véspera, o filho dele nasceu e, de licença paternidade, determinou à procuradora Nadja Machado Botelho que representasse o Ministério Público Federal.

Nadja chegou à audiência avisando ao juiz que não sabia nada do processo, o que é natural, já que recebeu a missão na véspera. Mas conhecimento não seria mais tão importante naquele momento.

Marcus Vinícius Figueiredo de Oliveira Costa, titular da 1ª Vara Federal Criminal de Vitória, abriu a audiência com a comunicação de que mandaria soltar os réus, pela denúncia de que o processo pode estar contaminado por grampo ilegal. Os réus foram soltos sem prestar depoimento à Justiça. Saíram como entraram: calados.

Em Vitória, procurei Fernando Lavieri, na sede do Ministério Público Federal. Ele estava lá, mas não quis me receber. Enviou a assessora de imprensa, que me entregou a cópia de um jornal local, A Tribuna, em que era publicada uma nota do Ministério Público, muito vaga. Fernando Lavieri havia pedido afastamento do processo por considerar insustentável o grampo ilegal.

Diz o jornal: “Por meio de nota, o MPF/ES informou que não é um órgão meramente acusador, pois a ele ‘interessa um processo justo, baseado em provas lícitas’”.

Falei por telefone com o delegado Leonardo Damasceno, sobre quem recaem as suspeitas do procurador Lavieri. “Não fizemos nada de errado”, disse, recomendando a leitura da nota em que a Superintendência da Polícia Federal no Espírito Santo se diz “orgulhosa” por tirar de circulação quase meia tonelada de cocaína.

Na entrevista, ele voltou a isentar os Perrellas de envolvimento no tráfico internacional de cocaína. “Está tudo nos autos. Quem não quiser acreditar tudo bem. Cada um acredita no que quiser”.

mpf

Leonardo Damasceno é de uma família de funcionários públicos. Seu irmão, auditor fiscal em Minas Gerais, ocuparia um cargo de confiança no governo mineiro. Sobre a hipótese de conflito de interesses, já que Zezé Perrella, dono do helicóptero, é aliado político de Aécio Neves, líder político no Estado, Leonardo diz:

– Não tenho ideia do que fazem meus irmãos. Ilações todo mundo faz. Dizem, por exemplo, que por eu ser Galo (torcedor do Atlético Mineiro) não poderia defender alguém que é do Cruzeiro (Perrella é o manda-chuva do clube).

Leonardo apareceu muito nos dias que se seguiram à apreensão da droga, na maioria das vezes para descartar o envolvimento do senador e do filho de Zezé Perrella, Gustavo, que é deputado estadual.

Parecia empenhado na investigação, mas o fato é que, depois da entrevista em que isenta Perrella, entrou de férias e quem assina o relatório final do inquérito é a delegada Aline Pedrini Cuzzuol.

Sobre o flagrante em Afonso Cláudio, Leonardo não quis entrar em detalhes.

– Está tudo no inquérito.

Há pelo menos uma informação furada no inquérito. O valor da propriedade comprada para o pouso e, talvez, a guarda da cocaína não é alto para os padrões do mercado local. Pelo contrário. Élio Rodrigues, apontado pela PF como o quinto elemento da quadrilha, fechou o negócio por R$ 500 mil. Deu R$ 100 mil de entrada e ficou de pagar o restante quando a propriedade estivesse em condições de ser registrada em seu nome. O proprietário anterior tinha uma dívida com o Banco do Estado do Espírito Santo que impedia a transferência em cartório.

Na região, o preço de uma propriedade como aquela, com quase 14 alqueires, pode ir até R$ 700 mil, segundo consulta que eu fiz junto a outros proprietários de terra. A fazenda tinha ainda 80 cabeças de gado leiteiro, a preço de R$ 2 mil reais cada. Como Élio comprou o sítio com porteira fechada, isto é, animais e benfeitorias ali presentes, a fazenda, a preço de mercado, poderia valer até R$ 860 mil.

– Por 500 mil, foi um negócio mais ou menos, conta um agricultor de Afonso Cláudio.

Não é verdadeira, portanto, a versão assumida pelo serviço reservado da Polícia Militar de que começou a investigar Élio depois que vizinhos desconfiaram do alto preço pago pela fazenda que seria utilizada na operação de tráfico.

Um policial de São Paulo, que tem experiência na investigação de narcóticos, acha que a prisão em Afonso Cláudio foi “serviço dado” ou resultado de grampo. “Sabiam que os caras chegariam naquele helicóptero. E com droga carregada no Paraguai”, afirma.

O procurador apresentou o vídeo do YouTube para mostrar que a polícia sabia previamente do helicóptero e da droga.

É só prestar atenção no que narra o policial que faz os registros com a câmera.

Quem entregou os traficantes? E com que objetivo? Foi mesmo um grampo ilegal?

São perguntas que a Procuradoria da República poderia tentar buscar, mas, analisando o trabalho do procurador relacionado a esse caso, vê-se que ele escreve muito mais a respeito da suspeita de utilização de prova ilícita do que do tráfico em si. Ou seja, o processo que poderia ser mortal para os acusados – os cinco conhecidos e outros que poderiam ser apontados – já nasceu com um antídoto: a investigação sigilosa que, revelada às vésperas do julgamento, colocou todo mundo na rua e pode provocar a nulidade do processo.

Para os acusados de tráfico, independentemente de quais sejam os motivos, a hipótese de anulação do processo é recebida como um milagre. Na tarde em que o juiz decidiu libertar os réus, sem ouvi-los, a mãe do piloto Alexandre José de Oliveira Júnior estava em casa, no bairro de Itaquera, em São Paulo.

Quando o advogado telefonou, descobriu que ela estava orando. A mulher, segundo ele, fez pedido próprio de quem espera pela condenação.

– Cuida do meu filho, doutor.

– A senhora mesmo vai cuidar dele, porque ele vai para casa.

– Milagre! – disse a mulher, entre lágrimas.

Evangélica, a mãe de Alexandre deve saber que 666, o número do inquérito da Polícia Federal, é também a marca da Besta que, segundo a Bíblia, aparecerá gravada nas mãos ou na testa das pessoas antes do juízo final.

No caso do inquérito em Vitória, 666 serviu para expor os demônios do sistema judiciário, em que procurador briga com procurador, delegado inocenta previamente suspeitos, e o juiz, um profissional preparado, com pós-graduação na Sorbonne, dá uma resposta sincera diante da pergunta sobre a impunidade nesse rumoroso caso.

– Eu continuarei juiz, você, jornalista e eles, traficantes.

O procurador Fernando Lavieri

O procurador Fernando Lavieri

Diário do Centro do Mundo » Procurador da República vê indícios de farsa na investigação do helicóptero dos Perrellas

25/01/2014

Perrella não é Dirceu

Filed under: Helicóptero,Narcotráfico,Traficantes,Zezé Perrela — Gilmar Crestani @ 10:50 am
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perrellaE assim caminha a justiça. Dirceu, por uma nota de jornal, sofre mais uma perseguição: Juiz ordena nova apuração sobre telefonema de Dirceu. Já Perrella, por ser fornecedor de “gente de bem”, é inocentado de antemão. Pelos rumos que as coisas andam resta aos políticos petistas se tornarem traficantes para só assim se safarem da prisão. Perrella é um grande fornecedor dos presídios mineiros, as famosas “quentinhas”, e aliado de todas as horas de Aécio Neves. Acho que isso explica muita coisa, né não?!

Procuradoria denuncia 5 por droga em helicóptero

Família Perrella, dona da aeronave, não tinha relação com cocaína, diz PF

Piloto, que tinha cargo no gabinete de Gustavo Perrella na Assembleia de Minas Gerais, está entre os denunciados

DE SÃO PAULO

O Ministério Público Federal no Espírito Santo denunciou cinco pessoas sob acusação de envolvimento no transporte de cocaína em helicóptero de empresa do deputado estadual mineiro Gustavo Perrella (SDD), filho do senador Zezé Perrella (PDT).

Os denunciados por tráfico de drogas e associação para o tráfico são o piloto e o copiloto da aeronave, dois responsáveis por descarregar o helicóptero e o dono da fazenda em que ele foi apreendido em novembro de 2013, em Afonso Cláudio (ES).

Sobre a eventual participação de Gustavo Perrella, a Procuradoria informou que, em razão do foro privilegiado do deputado, pediu o envio do inquérito ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

A Polícia Federal já havia descartado participação da família Perrella no caso, e o procurador responsável pela denúncia disse que o envio ao TRF "não implica em opinião negativa sobre a participação" de Gustavo.

O piloto Rogério Antunes era funcionário de confiança dos Perrella e ocupava cargo na Assembleia de Minas por indicação do deputado. Segundo a Procuradoria, ele receberia R$ 50 mil pelo traslado da droga, trazida do Paraguai. Em depoimento à PF, o piloto negou envolvimento de seus patrões no tráfico.

OUTRO LADO

A reportagem não conseguiu localizar os advogados dos denunciados. O advogado de Gustavo Perrella, Antonio Carlos de Almeida Castro, disse que a Procuradoria poderia ter pedido arquivamento do inquérito em relação ao deputado. "Foi excesso de zelo, já que Gustavo é vítima nesse caso, não há um fiapo de indício contra ele", disse.

28/12/2013

Narcotráfico VIP: prisão, só na Argentina

Filed under: Narcotráfico,Traficantes,VIP — Gilmar Crestani @ 11:53 am
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perrella

No Brasil, primeira medida é sempre inocentar os envolvidos. Quando envolve amigos, nem a mídia nem o judiciário aplica o domínio do fato. Genoíno foiVeja acoca condenado só por ser presidente do PT. O dono do helicóptero e da fazenda não sabia o que seu funcionário e piloto fazia. O helicóptero, abastecido com dinheiro da assembleia, esteve no Paraguai e o dono não sabia, como também não sabia que seu funcionário não estava trabalhando mas traficando.

Aqui, se for comprovado envolvimento VIP, o sujeito vira artista, vai trabalhar na Globo. Cadeia só para os PPPP, pretos, pobres, putas e petistas…

Los narcos vip, bajo proceso

Doce integrantes de la banda acusada de vender drogas a famosos fueron procesados por Norberto Oyarbide, quien además dispuso que seis de ellos siguieran en prisión. Rodolfo Bomparola y Gastón Mercau fueron sindicados como los jefes de la organización.

El juez federal Norberto Oyarbide procesó a doce personas, entre ellas a Rodolfo Bomparola y la modelo dominicana Zahina Rojas, en la causa de los denominados “narcos vip”, que investiga a una organización acusada de vender drogas a famosos en la zona porteña de Las Cañitas.

Aunque Oyarbide encontró a todos responsables del delito de “comercio de estupefacientes agravado por el número de personas intervinientes”, a Bomparola y a otras seis personas les dictó prisión preventiva, por lo que seguirán detenidas. En tanto, la modelo y el resto de los involucrados seguirán en libertad.

Junto con Bomparola, hermano de la diseñadora de ropa Evangelina Bomparola, también fue procesado Gastón Mercau. Ambos fueron sindicados en la investigación como los jefes de la organización al ser acusados de funcionar como los proveedores de la droga.

Silvina Donati, la novia de Alejandro Chávez, otro de los líderes de la banda, quien se suicidó cuando iba a ser detenido por la Policía Federal luego de que encontrara un kilo y medio de cocaína en su departamento, fue procesada sin prisión preventiva.

En la misma situación está la modelo Rojas, quien también fue procesada pero continuará en libertad, al ser considerada por el juez como parte de la organización. En la causa, Rojas estuvo presa por un día, ya que fue señalada como quien vendía la droga.

En tanto, Bomparola, ex cuñado de Franco Macri, recibió una falta de mérito por tenencia de arma civil. Al ser detenido, se le encontró un pistolón sobre el que Oyarbide consideró que quedaban medidas pendientes de realizar.

La investigación a los “narcos vip” comenzó hace seis meses. Por orden del juez Oyarbide, efectivos de Drogas Peligrosas de la Policía Federal realizaron 15 allanamientos en Capital Federal y el conurbano, donde se hallaron drogas como cocaína, marihuana, LSD, crack, éxtasis y cristal, que se les vendía a consumidores de clase alta, presuntamente también a famosos del mundo del espectáculo, en restaurantes del barrio porteño de Palermo.

Uno de los procedimientos se realizó en el departamento “E” del piso 11 de un edificio situado en Olleros al 1800, donde vivía Alejandro Chávez. Ante la irrupción de los policías, Chávez, que ya tenía una condena por tráfico de drogas, optó por suicidarse de un tiro en la boca antes que ser detenido. Ese día las fuerzas policiales encontraron un pan de cocaína de un kilo y medio.

El otro acusado de liderar la banda, Gastón Mercau, quien había alquilado un departamento en la localidad bonaerense de Olivos, ya había estado detenido en diciembre y se le secuestró una camioneta BMW X6, valuada en 100 mil dólares.

El 20 de diciembre pasado, Bomparola y los otros seis detenidos habían recibido previamente un revés de la Justicia cuando la Cámara en lo Criminal Federal les rechazó su excarcelación. La sala II, integrada por los camaristas Horacio Cattani, Martín Irurzun y Eduardo Farah, había considerado que los imputados podían fugarse o “entorpecer” la causa.

Página/12 :: Sociedad :: Los narcos vip, bajo proceso

27/08/2013

Muita diplomacia e bom relacionamento com traficante e corrupto

Filed under: Corrupção,Traficantes — Gilmar Crestani @ 8:45 am
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Hoje todo mundo sabe que Eduardo Saboia não serve para agente penitenciário. Claro, ele não só albergou como ajudou um criminoso fugir. Qualquer agente penitenciário ficaria envergonha de ter um colega destes. Tendo em vista que o fugitivo havia sido condenado por tráfico de cocaína e corrupção, a pergunta que não quer calar: Eduardo Saboia soprou a  “carreira” ou só a fuga recompen$a?

‘Eu não tenho vocação para agente penitenciário’, afirma Eduardo Saboia

Diplomata que trouxe senador boliviano ao Brasil diz que político vivia praticamente em cárcere privado na missão

27 de agosto de 2013 | 2h 02

Lisandra Paraguassu – O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – O diplomata Eduardo Saboia, responsável por tirar de La Paz o senador boliviano Roger Pinto Molina, revelou ao Estado estar contrariado com a reação do Itamaraty a sua decisão e sentia que era vítima de um jogo de "faz de conta" entre autoridades brasileiras e bolivianas. Na sua avaliação, o senador estava em cárcere privado na embaixada "Eu não tenho vocação para agente penitenciário", disse. A seguir, trechos da entrevista.

A decisão de tirar o senador de La Paz foi sua? EDUARDO SABOIA – A decisão foi minha. Havia uma situação de violação de direitos humanos. A situação foi se deteriorando, ele falava em suicídio, pedia para que o tirassem dali. Na quinta-feira, o advogado dele foi lá conversar comigo. Na sexta-feira, levou um laudo mostrando que ele podia se suicidar. Podia ser manipulação, mas não tinha como saber. Eu decidi que tinha de fazer alguma coisa.

O seu nome foi colocado na nota divulgada pelo ministério o responsabilizando, ainda que indiretamente, pelo caso.

EDUARDO SABOIA – Eu não gostei. Foi um prejulgamento. Por isso, tomei a liberdade de me defender.

Espera alguma punição ?

EDUARDO SABOIA – Entrego a Deus. Recebi muito apoio de colegas.

A viagem foi muito difícil?

EDUARDO SABOIA – Foi difícil, mas o pior está sendo agora. Claro, teve estresse, foi difícil, mas o que me dói mais é sofrer essa crítica do Itamaraty. Eu não quero afrontar ninguém. Pode não ter sido a melhor solução, mas fiz o que entendi que precisava fazer.

Por que o senhor decidiu tirar o senador de La Paz? EDUARDO SABOIA – Quando o advogado me levou o laudo, eu decidi que íamos resolver. Ele foi no carro ao meu lado. Não teve viagem em porta-malas, não teve nada. Ele estava no carro. Passamos por seis controles e deu tudo certo. Quando chegamos ao Brasil, avisei o embaixador Marcel Biato e ele avisou o ministro Patriota. Não avisei antes porque não podia.

O que o levou a tomar a decisão na sexta-feira?

EDUARDO SABOIA – Foi aumentando o desespero. Eu tinha, de um lado, um advogado no Brasil dizendo que o governo brasileiro é irresponsável, entrando com um habeas corpus no STF. Depois, o advogado dele aqui na Bolívia, pressionando porque ele estava doente. E eu tinha outros assuntos para tratar, a mudança do embaixador, a situação dos corintianos, estava chegando no limite. Quem está no campo de batalha precisa tomar decisões.

Dizia-se em Brasília que as negociações continuavam.

EDUARDO SABOIA – Era um faz de conta. Não dá. Você via as negativas públicas do salvo-conduto. Ouvi de pessoas do Itamaraty, eu tenho os e-mails do pessoal dizendo: "Eles fingem que negociam e a gente finge que acredita". Era melhor, então, cancelar o asilo.

A situação era muito ruim?

EDUARDO SABOIA – Era um desgaste, um risco não só para ele, mas para a embaixada. Você não sabe o ambiente que é ter um preso do seu lado. Eu me sentia um agente do DOI-Codi. Estava demais, muita pressão. Eu não tenho vocação para agente penitenciário.

‘Eu não tenho vocação para agente penitenciário’, afirma Eduardo Saboia – internacional – versaoimpressa – Estadão

22/06/2013

Álibi do tráfico… é do EUA!

Filed under: Isto é EUA!,Terrorismo de Estado,Traficantes — Gilmar Crestani @ 12:13 am
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James Perry Watson trabajaba en investigaciones relacionadas con narcotráfico al norte del país

Elizabeth Reyes L. Bogotá 21 JUN 2013 – 19:38 CET3

El funcionario de la agencia antidrogas, James Perry Watson (35 años), alcanzó a ver la final de la NBA en una restaurante al norte de Bogotá y luego tomó un taxi que lo llevaría a su hotel. Pero según la versión de las autoridades, a las pocas cuadras el coche empezó a ser perseguido por otro taxi, del que se bajaron dos delincuentes que rápidamente se subieron en el que había abordado Watson, se desplazaron por varios sectores de la ciudad y finamente lo hirieron de muerte con cinco puñaladas. Aunque fue llevado a un hospital, el agente de la DEA murió en la madrugada de este viernes.

“Cuando es abordado en el taxi ofrece resistencia y le causan cinco heridas con arma blanca, es trasladado a la clínica el Country donde fallece”, dijo a medios locales el director de la Policía, general José Roberto León.

El embajador de Estados Unidos en Colombia, Michael McKinley afirmó que Estados Unidos trabaja “de forma estrecha” con la Policía colombiana para capturar a los responsables del crimen, y que todos los indicios apuntan a que se trató de un “atraco criminal”. En Colombia, esta modalidad de robo se conoce como “paseo millonario”, que consiste en retener por corto tiempo a una persona que por lo general ha abordado un vehículo de transporte público, para luego robarla.

“Lo que se ha podido establecer en las últimas horas, trabajando mano a mano con la Policía y la comunidad del Parque de la 93 (donde Watson tomó el taxi), es que todo indica que fue un atraco criminal que terminó en tragedia (…) que no tiene nada que ver con el trabajo que hacía el funcionario”, dijo el embajador a la cadena radial RCN. El principal sospechoso sería el taxista que recogió a Watson.

La Policía colombiana ofreció 50 millones de pesos, unos 25 mil dólares, por información que ayude a identificar y capturar a los culpables y en las últimas horas se ha dicho que ya tendrían plenamente identificados a los asesinos, gracias a las grabaciones de cámaras de seguridad que estaban ubicadas a los alrededores del parque donde Watson tomó el taxi.

El presidente Juan Manuel Santos rechazó este homicidio e hizo un fuerte llamado de atención a la Policía en medio de una ceremonia de ascensos de oficiales de esa institución. “Borró de un solo plumazo todos los esfuerzos que estamos haciendo en materia de homicidios”, dijo el mandatario y exigió que se aclare el crimen. “La gente se pregunta: ¿si asesinan a un norteamericano, qué le pasara a los propios capitalinos?”, dijo claramente molesto.

De Watson se sabe que llegó a Colombia hace año y medio, que estaba casado con una colombiana y que realizaba tareas contra el narcotráfico en Cartagena, al norte del país. Llevaba 13 años trabajando en la DEA y había prestado servicio en Hawai, Puerto Rico y Afganistán.

Asesinado en Colombia un agente de la DEA | Internacional | EL PAÍS

01/06/2013

Petróleo, dinheiro e drogas

Filed under: Drogas,Toxicômanos,Traficantes,Violência — Gilmar Crestani @ 4:10 pm
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Independentemente das questões hereditárias, das disputas familiares, da herança e de outras questões de ordem material, o que sobra é a questão das drogas. Com o mote de combater o narcotráfico, os EUA invadiram países, estão infiltrados em toda América Central e já mandam na Colômbia. Minha teoria é muito simples. Combater seus drogaditos. Se os consumidores fossem incriminados não haveria comprador. Não havendo comprador não haverá vendedor. Vez que outra vaza coisas do tipo que o El País traz hoje. Mesmo no Brasil também só aparece quando o dito cujo diz que “se limpou”. Enquanto estava sujo, sujo permanece encoberto pelos cúmplices e parceiros. Quando Galvão Bueno viajava com Casagrande e este consumia cocaína, Galvão só olhava ou homiziava? O que ele fez para que o parceiro não consumisse o produto proibido que financia a violência. Galvão entregou à polícia quem entregava cocaína no quarto do parceiro? Ah, sim, Galvão não sabia de nada…

A violência que grassa nos arrabaldes pobres é financiado pelos bairros ricos onde a cocaína corre solta. Muito artista, jornalista e moralista de dedo em riste passa a noite cheirando. E quem sabe e participa faz silêncio, acoita os verdadeiros responsáveis pela violência e crimes que ocorrem.

El heredero echa fuego al petróleo de su padre

El oro negro hizo rico al magnate texano T. Boone Pickens

Sigue en la brecha con un plan para que EEUU alcance la independencia energética

Habituado a batirse en los negocios, ahora libra su más dura batalla en casa

Un hijo exdrogadicto le acusa de graves abusos en su blog y él, de extorsionarle

Andrea Aguilar Nueva York 31 MAY 2013 – 18:25 CET5

Bloomberg (Patrick T. Fallon)

El giro que ha tomado en 2013 la vida de T. Boone Pickens parece parte de un enrevesado guion de Dallas, la serie televisiva que causaba sensación en los ochenta, la misma década en la que este magnate petrolero fundador de Mesa competía, entre otros, con los gigantes del sector como Gulf Oil, Unolocal y Pioneer. El pasado 29 de enero, Thomas Boone Pickens IV, su nieto de 21 años, estudiante de la Universidad Cristiana de Texas, aparecía muerto por sobredosis de heroína. Fue enterrado en el rancho familiar, una propiedad de 27,5 hectáreas. Ahora uno de los hijos del patriarca, Michael, de 58 años, tras pasar por varios programas de desintoxicación, le acusa directamente de abusos y le culpa de sus adicciones desde su blog (Five days in Connetticut) y su cuenta de Twitter. También carga contra el resto de los hermanos, a quienes tilda de ladrones y drogadictos. Uno de sus blancos de ataque es su hermano, el padre del joven recientemente fallecido, Tom Boone Pickens III, que hace frente a su vez a una demanda de negligencia y corrupción en la gestión de la compañía aeroespacial Astrotech.

Así que el patriarca Boone Pickens, apoyado por tres de sus hijos, ha presentado una demanda por cyberbullying o acoso cibernético ante la corte del distrito de Dallas para detener el chorreo de trapos sucios. Según su versión de los hechos, Michael intenta extorsionarle y sacarle 20 millones de dólares. Por si esto fuera poco, a sus 85 años, el multimillonario encara, tras un matrimonio de siete años, un divorcio con Madelaine, su cuarta esposa. Su fortuna también ha quedado considerablemente mermada en las estimaciones de la revista Forbes: en 2008 ascendía a 3.000 millones de dólares (2.300 millones de euros), y este año, a 1.200 millones.

Michael Pickens. / REUTERS

Casi treinta años atrás, Boone apareció retratado en la portada de la revista Time con cinco naipes en la mano —en cuyo reverso había pozos de petróleo— y una pila de fichas de casino. Corría el año 1985, y el titular le señalaba como un depredador corporativo, forjando la leyenda de este hombre hecho a sí mismo gracias al éxito en los negocios petroleros. Hoy T. Boone Pickens tampoco se amilana. A pesar de la dura primavera que ha pasado, tiene nueva novia y está formando un nuevo fondo de inversión. “Honestamente, tengo que ganar más dinero ahora mismo”, declaraba en mayo al periódico Tulsa World.

Su objetivo, más allá de resurgir de las aún multimillonarias cenizas y crisis familiares, es continuar su más que notable labor filantrópica. El magnate forma parte del exclusivo club impulsado por Warren Buffet y Bill Gates, el Giving Pledge, que propone donar al menos el 50% de lo que uno ha ganado en vida a instituciones públicas, educativas y culturales, así como a proyectos de investigación. Entre sus donaciones más cuantiosas se encuentran cerca de 160 millones de dólares a los equipos deportivos de la Universidad Estatal de Oklahoma y otros 100 millones a la rama académica de esta misma institución, su alma máter.

El ascenso a la fama no ha hecho olvidar a Boone sus orígenes, y su historia encaja como pocas con la fábula del sueño americano. Nacido en Holdenville (Oklahoma), el padre de T. Boone también trabajaba en el mundo del petróleo, pero a considerable menor escala, en operaciones de cesiones de pozos, lo que forzó el traslado de la familia a Texas cuando el futuro magnate era aún estudiante y ya había empezado a hacer sus pinitos como empresario repartiendo periódicos.

Michael Pickens acusa a su progenitor desde un blog de sus adiciones por haber sufrido abusos

Muchos años después, el millonario trasladó la humilde casa de madera donde creció a su fastuoso rancho, donde cuenta con un aeropuerto y un complejo sistema de lagos artificiales y cataratas. Una beca del equipo de baloncesto le llevó a las aulas de la Universidad A&M de Texas, que dejó un año después para estudiar Geología en la Universidad de Oklahoma y graduarse en 1951. Trabajó entonces para Phillips Petroleum y luego como prospector por libre, hasta que finalmente fundó Mesa Petroleum, el gigante del que acabaría perdiendo el control en los noventa. Fundó entonces BP Capital, un potente fondo de inversión (no confundir con British Petroleum).

Lleva escritos tres libros. El último se titula The first billion is the hardest (Los primeros mil millones son los más difíciles). Famoso por su estilo agresivo y sus opas, Boone Pickens apoyó a Bush y fue uno de los principales donantes en la campaña que acosó al entonces candidato John Kerry por su carrera como soldado.

A la vista de todo este historial, nada hacía prever que en 2008 el multimillonario presentara su Pickens Plan; un proyecto para que EE UU adquiera independencia energética, deje de depender del petróleo exterior y reduzca considerablemente su deuda. La propuesta, que ha captado la atención de la Administración de Obama, está a favor de la inversión en energías renovables y de la explotación de gas natural, cuya libre exportación Pickens defiende. También está a favor de las técnicas de fracturación para obtener minerales. No faltan las voces que claman que detrás del plan hay un interés económico claro por parte del magnate, el mayor accionista de Clean Energy, la principal empresa que transforma gas en combustible para coches. Pero lo cierto es que su defensa de la explotación, exportación y comercio del gas le ha llevado a plantar cara a los mismísimos Koch Brothers. T. Boone, qué duda cabe, no teme las batallas políticas o empresariales. Solo le queda mantenerse firme ante las familiares.

El heredero echa fuego al petróleo de su padre | Gente | EL PAÍS

10/09/2012

Adivinha quem foi caçar elefantes: Rei Juan Carlos…

Filed under: Traficantes — Gilmar Crestani @ 9:16 am

El marfil, nueva droga de las redes de tráfico

El comercio ilegal de colmillos de elefante y otras especies crece sin freno mientras las autoridades repiten los errores cometidos en la guerra contra el narco

Asia es la principal fuente de demanda

Rafael Méndez 9 SEP 2012 – 22:09 CET36

Miles de colmillos de elefante, confiscados en Zambia. / TOM STODDART (Getty Images)

Lee White no suena nada optimista. El director de la agencia de Parques Nacionales de Gabón pinta su trabajo más como el de un militar que como el de un conservacionista. “Cada mañana temo llegar a la oficina y ver los mensajes. El otro día había 40 elefantes abatidos a los que les habían quitado la cabeza con una sierra mecánica. Además, han empezado a dispararnos y hemos tenido que movilizar el Ejército”, cuenta este gabonés nacido en Manchester. White está en el Congreso Mundial de Conservación que se celebra en Jeju (Corea del Sur) y resume la alarma por el auge del furtivismo los últimos tres años.

White afirma que Gabón se ha tomado el problema en serio. “Mi presupuesto ha crecido de un millón de dólares [unos 780.000 euros] a 12 en un año, de 100 personas hemos pasado a 500 y vamos a llegar a 1.000 y hemos movilizado el Ejército, pero no podemos evitar la caza ilegal nosotros solos”. El pasado 27 de junio, el presidente de Gabón, Omar Bongo, quemó en un acto público más de 1.200 piezas de marfil incautadas para demostrar que iba en serio contra el furtivismo.

EL PAÍS

Los países y agencias internacionales empiezan a combatir el tráfico ilegal de especies (principalmente marfil y cuernos de rinoceronte), ya que alimenta a grupos armados y lo realizan a menudo las mismas redes que explotan seres humanos o trafican con droga. El FBI, la Interpol, la Organización de Naciones Unidas para el Crimen Organizado y las Drogas, la Organización Internacional de Aduanas y hasta el Banco Mundial ha creado grupos para perseguir el tráfico ilegal de especies.

“Con un mercado estimado en 70.500 millones de dólares [55.000 millones de euros], el crimen ambiental ha atraído a redes criminales organizadas”, afirma el Banco Mundial, que colabora con los países para endurecer la legislación.

Aparentemente, eso está dando sus frutos y están aumentando las operaciones internacionales. El 19 de junio pasado, Interpol anunció el arresto de más de 200 personas y la incautación de dos toneladas de marfil, 20 kilos en cuernos de rinoceronte y armas militares tras una operación de dos meses en 14 países africanos.

Las incautaciones en puerto se disparan, pero también el precio

El 16 de noviembre pasado, la aduana de Hong Kong capturó un contenedor con 33 cuernos de rinoceronte y 758 colmillos de elefante. La carga había salido de Ciudad del Cabo, en Sudáfrica. Lo sorprendente es que el marfil y los cuernos de rinoceronte suelen tener destinos y orígenes distintos. ¿Era la misma red que actuaba para dos fines o es que alguien había ampliado mercado? Las autoridades no tienen respuesta. “No hablamos de un turista que se lleva una pieza de marfil escondida entre su ropa, ni de nada pequeño. Esto está muy organizado”, resume James Compton, responsable en Asia de la ONG Traffic, que lucha contra el comercio ilegal de especies amenazadas. En 2011, según esta ONG, hubo 13 grandes cargamentos de marfil interceptados, frente a seis en 2010, ocho en 2009 y dos en 2007. La curva es claramente ascendente.

¿El aumento de las incautaciones es una buena noticia para los elefantes? La respuesta no es tan sencilla como parece. Cristián Samper, presidente de la World Conservation Society, da otra perspectiva: “Yo soy colombiano. Y esto me empieza a recordar a la lucha contra las drogas. Por mucha policía que pongas, si la demanda crece nunca vas a poder cerrar las rutas desde África a Asia. Es como pisar un globo con agua, el líquido se mueve hacia otro sitio. Puedes controlar un puerto, pero lo pasarán por otra vía. Si seguimos así podemos acabar con un guarda armado detrás de cada rinoceronte, pero eso no tiene sentido”.

El cambio de las vías es uno de los asuntos que ha detectado Diane Skinner, de la Unión Internacional para la Conservación de la Naturaleza, organización que ha reunido en Jeju a 10.000 especialistas en un congreso que se celebra cada cuatro años y al que ha invitado a este diario. Si antes la vía más frecuente era desde la sabana a Etiopía y luego en barco desde Yemen a Asia, ya hay todo tipo de escondites y rutas.

“El marfil lo pueden llevar en pesqueros, escondido entre la carga, en contenedores desde grandes puertos, en medio de un cargamento de madera e incluso en valijas diplomáticas. No hay solo una ruta. Eso era antes”, cuenta White, el director de los parques de Gabón.

El empuje de la demanda parece demasiado alto como para poder frenarse solo con policía. El precio del marfil tras matar a un elefante en Gabón ha pasado en un año de 40 dólares (31 euros) a 300, según White. Eso no es nada si se tiene en cuenta que en China llega a los 2.000 dólares. En contra de las leyes de mercado, los traficantes pagan a los cazadores locales más por el marfil de las zonas donde hay más elefantes. Así saben que conseguirán más piezas para el contrabando.

En este mercado, todo —o casi todo— conduce a Asia. El marfil, a China y a Tailandia; los cuernos de rinoceronte, a Vietnam; tortugas y plantas protegidas, a Hong Kong…

La Interpol y el FBI

se suman a los programas contra el furtivismo

“El crecimiento económico de Asia, y de China en particular, ha sido tan rápido que está teniendo un impacto enorme de la biodiversidad de todo el planeta”, cuenta Compton, un australiano que comenzó hace 15 años a seguir el comercio ilegal de especies en Asia: “Esos nuevos ricos son gente que se compra un Mercedes, sí. Pero para distinguirse quiere comer una rara tortuga, tonificarse con un extracto de tigre y tener una pieza enorme de marfil en su casa”. Carlos Drews, director del programa mundial de Especies de WWF, coincide: “En China los regalos de marfil o piel de tigre se realizan a veces entre empresas. Hay que frenar eso”.

La medicina tradicional fomenta la demanda, pero también hay casos sorprendentes, como el de un alto funcionario vietnamita que hace cinco años divulgó que había superado un cáncer gracias a una cura a base de cuerno de rinoceronte. La demanda en Vietnam se disparó y desde entonces el furtivismo contra los rinocerontes ha crecido un 3.000%. Según el informe de Traffic, el furtivismo acabó en 2007 con 12 rinocerontes en Sudáfrica y en 2011 fueron 448. “Incluso el parque Kruger de Sudáfrica, el más preparado y con más medios, capaz de localizar el sonido de los disparos y mandar allí helicópteros, no evita que entren furtivos”, cuenta Drews.

El panorama que los expertos presentan se parece cada vez más al que dibujaría una agencia contra la droga: hay informaciones de 15 guardas muertos en Kenia, grupos armados de Sudán que entran en Camerún con fusiles Kaláshnikov a abatir 300 elefantes, anuncios de más medios y más leyes para combatir el furtivismo.

El ministro de Bosques de la República Democrática del Congo, Henri Djombo, muestra impotencia: “Hemos prohibido la caza y el comercio de elefante, pero la amenaza no disminuye y el comercio ilegal y la delincuencia aumentan rápidamente. No hay demanda ni mercado en África. La solución no está en nuestra mano”. Djombo relata la dificultad de hacer que los países de destino acepten su responsabilidad en lo que está pasando.

White cuenta que sus guardas van armados por algunos de los lugares más remotos del planeta “Y tenemos helicópteros preparados para ir a por ellos si tienen un problema”. Es mucho dinero, y poco éxito, para países tan pobres. Alemania ha presentado una resolución en el Congreso en la que pide aumentar la financiación internacional contra el furtivismo en África.

Ni siquiera las operaciones policiales tienen la sofisticación y la experiencia de las realizadas contra los narcos. Cuando se intercepta un contenedor en puerto, las autoridades se incautan de la mercancía y punto. Rara vez hay detenidos porque rara vez hay medios para seguir discretamente la carga a ver a quién va destinada. “Se incautan de la carga pero no hay nadie a quien culpar. Si fuera cocaína buscarían al comprador”, explica Compton.

Guardas armados, control de fronteras, incautaciones en puertos… pero se habla poco de la demanda. Samper opina que lo principal es cambiar la mentalidad en Asia para reducir la presión: “A corto plazo, claro que hay que ser duro desde un punto de vista policiaco, pero eso no va a resolver el problema”. Su idea es que hasta que el comprador no pregunte por el origen de ese marfil o de la madera de esa mesa de café hay poco que hacer. Y que eso solo puede venir con programas de concienciación en Asia y, sobre todo, con un cambio generacional. WWF tiene un proyecto con Vietnam para acabar con el bulo de que el cuerno de rinoceronte cura el cáncer y China ha comenzado a trabajar en ello.

El problema es que con estas especies no hay décadas de margen para el método del ensayo y error, ni para realizar, como con el tabaco, una labor paulatina de desprestigio. Como cuenta White, sobre el elefante en el África central, “si no lo arreglamos en cinco años, la especie va a quedar ecológicamente extinta, reducida a poblaciones aisladas, serán bosques tropicales como zoos”. Compton coincide: “No tenemos tiempo”.

Lo más llamativo son los casos del elefante y del rinoceronte, no solo por ser animales icónicos y por involucrar armas y financiar conflictos. Pero el fenómeno de la demanda asiática que afecta en la otra punta del mundo se repite. Compton pone el ejemplo de Cordyceps sinensis, una simbiosis de hongo y una oruga que crece en el Himalaya a más de 5.000 metros y que está amenazado. Según la medicina tradicional china, tiene propiedades tonificantes. “En Hong Kong, 37 gramos cuestan 16.680 dólares hongkoneses, [unos 2.100 dólares americanos], más caro que el oro. Hay pueblos enteros del norte de China que salen a cogerlo en el monte. Con ese precio, nadie puede pararlo”.

Hay cientos de ejemplos: tortugas de Centroamérica, serpientes de países tropicales que se venden por miles de euros, aletas de tiburón, nidos de pájaros exóticos… Puede que en algunos casos sea una moda, pero sus efectos son devastadores. “Esperemos que no se ponga de moda el tigre porque solo quedan 3.000 ejemplares. Podríamos acabar con él en nada”, resopla Compton.

La mayor parte de este comercio ilegal se dirige a Asia, pero no todo. El fabricante de guitarras Gibson ha aceptado pagar una multa en EE UU tras aceptar que usó madera ilegal de Madagascar para sus guitarras tras una investigación del FBI.

El comercio ilegal ha desbordado claramente el medio ambiente. No es un problema ambiental clásico con una solución convencional. Compton resume: “Es un problema de seguridad nacional, de aduanas, de comercio internacional, de lavado de dinero, con implicaciones en la medicina y la alimentación”. Demasiado para Jeju.

Un negocio al alza

Contrabando. El contrabando ilegal de especies amenazadas mueve al año unos 70.500 millones de dólares (55.000 millones de euros), según un estudio citado por el Banco Mundial.

Demanda. En los últimos años, con el crecimiento económico de China, la demanda de marfil se ha disparado.

Incautaciones. Las incautaciones de marfil alcanzaron en 2011 una cifra récord desde que hace 22 años se prohibió el comercio. El año pasado fueron aprehendidas 23 toneladas de colmillos de elefante, una cantidad que equivale, al menos, a 2.500 ejemplares muertos.

Guerra. El marfil ayuda a financiar conflictos en África y hay milicias fuertemente armadas capaces de abatir 450 ejemplares en unas semanas, como hicieron en enero y febrero en el parque nacional de Bouba Ndjida, en Camerún.

Comercio. Los rinocerontes son cazados por sus cuernos, a los que en Vietnam le conceden propiedades curativas. En Sudáfrica, la cifra de rinocerontes cazados furtivamente ha pasado de 13 en 2007 a 448 en 2011, y la tendencia de los primeros siete meses de 2012 es que acabe con unos 515 ejemplares.

El marfil, nueva droga de las redes de tráfico | Sociedad | EL PAÍS

22/11/2011

Eles passaram no Exame da Ordem

Filed under: Corruptores,Traficantes — Gilmar Crestani @ 7:18 am
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Quando a Polícia prende traficante, fico esperando, em vão, que o preso forneça o rol de consumidores. Nunca aparece. Será que a Polícia não se interessa em saber? Será que a sociedade ainda não se deu conta que não há traficante sem consumidor. Mais, o dinheiro que o tráfico movimenta não paga um centavo de imposto. O dinheiro depositado em conta bancária de traficante que venha a ser morto vai para quem? Não seria bom se houvesse CPMF? Non olet!

Algo INACREDITÁVEL, MISTERIOSO, e SEM EXPLICAÇÃO …

1. Os três advogados PRESOS juntos com o traficante Nem: André Luiz Soares Cruz (disse ser cônsul honorário do Congo),  Demóstenes Armando Dantas Cruz (disse ser funcionário do consulado, porém, além de advogado do traficante “Nem da Rocinha” ele é também Diretor do Conpej ) e Luiz Carlos Cavalcante Azenha.

2. Os advogados André Luiz Soares Cruz e  Demóstenes Armando Dantas Cruz  são  muito próximo do Dr. Jovenal da Silva Alcântara Assessor Especial do Governador Sérgio Cabral. Os dois advogados são muito influentes e poderosos.

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3. O CONPEJ realizou no dia 18 de maio a sua já tradicional cerimônia de entrega dos certificados aos alunos que concluíram os cursos Periciais nos últimos meses, tanto na modalidade "Presencial" como EaD, com a presença de diversas autoridades e personalidades do executivo e do judiciário, tendo como homenageado especial o Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de janeiro Exmo. Dr. Reinaldo Pinto Alberto Filho que recebeu a Moção da Ordem do Mérito Pericial pelos relevantes serviços prestados na defesa da atividade pericial e do aprimoramento profissional dos peritos, através de seu brilhante livro“ da Perícia ao Perito”.

Estiveram também presentes a mesa como convidados especiais: o Dr. Jovenal da Silva Alcântara Assessor Especial do Governador do Estado do Rio de Janeiro, Dr. Cláudio Jorge Diretor da Fazenda Publica, Dr. Marcos de Oliveira Siliprandi Diretor de Identificação Civil do Detran, Dr. Roberto BarbosaDelegado de Policia Federal, Dr. Julio César Valente Trancoso Presidente do Clube de Assistência aos Servidores Públicos, Dr. Demonstenes Cruz Advogado e Diretor do Conpej, e Dr. André Luiz Soares Cruz Advogado.

Fotos da cerimônia de entrega dos certificados:

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Na primeira seta (esquerda) vermelha o advogado Dr. Demóstenes Cruz, e na segunda seta (direita) o Dr. André Luiz Soares o "cônsul"

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4 . Um delegado da Polícia Civil "aparece do nada" quando o traficante Nem da Favela da Rocinha ia ser preso, e tenta ficar com a ocorrência, e tirar o carro sem que o porta-malas fosse aberto, o que só não conseguiu por que PM honestos furaram o pneu do veículo, e a Polícia Federal chegou a tempo.
  Esse tal "delegado" foi chamado pelos Doutores do "crime", os advogados que davam fuga ao bandido Nem, e já tinham tentado subornar os PM com um milhão de reais.
  O tal "delegado" é investigado, e a "cúpula" da Polícia Civil diz que não houve nada de errado, já que a "verdade" era que o traficante Nem estaria negociando a sua rendição.
  Mas para ficar mais confuso, o traficante Nem ia fingir que estava sendo preso, quando na verdade estaria se entregando para evitar supostas retaliações, isso tudo é alegado pela "cúpula" da Polícia Civil, conforme a matéria publicada em vários jornais do Rio de Janeiro.

  Essa "rendição" do Nem era tão secreta, mas tão secreta, que ninguém sabia, nem a Polícia Militar e nem a Polícia Federal.
  Aliás, era tão secreta, mas tão secreta, que nem o próprio Secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame sabia.
  Mas Beltrame depois de alertado pela "cúpula" da Polícia Civil mudou de idéia, e passou a dizer que sabia, e aí?
Só um detalhe, o traficante Nem disse várias vezes a Polícia Federal que NUNCA negociou a sua rendição, e que estava fugindo.

5. Algo de podre no ar….

– O que há escondido por trás da prisão do traficante Nem? Quem são as pessoas, os verdadeiros "tubarões", que protegiam o bandido?

– Como um pessoa, no caso o advogado, Dr. André Luiz Soares Cruz, se passa por Cônsul, comete crime de corrupção ativa (pena de 2 a 12 anos de cadeia) tentando subornar policiais militares com até R$ 1 milhão para ajudar um traficante a fugir, isso sem considerar a possibilidade do crime de associação ao tráfico. e não fica preso?

– Quem realmente é esse advogado, Dr. André Luiz Soares Cruz, e quem são seus amigos?


Muito estranho essa "historinha" da "cúpula" da Polícia Civil para tentar justificar a presença desse tal "delegado", eu particularmente prefiro acreditar em duendes, fadas, e coelhinho da páscoa.

– Fica a dúvida no ar, o que há por trás da prisão do Nem?
– Existem fatos que ainda não foram esclarecidos, por exemplo, essa historinha desse "delegado".

O traficante Nem revelou a Polícia Federal que "policiais" receberiam propina de R$ 500 mil reais por mês. Quem são esse policiais?

Ahhh, se o Brasil fosse um país sério?

Complicado….

A verdade é: O Nem hoje é um arquivo vivo, e corre sério risco de ser "suicidado", além do que tem muita, mas muita gente mesmo sem dormir no Rio, Ah! se tem, desde que o bandido foi preso.”

11/10/2011

De duas, as duas…

Filed under: Drogas,Traficantes,Violência — Gilmar Crestani @ 11:55 pm
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Pode significar tanto maior eficácia da Polícia Federal, como a maior demanda do mercado interno. O aquecimento da economia lubricas os dutos, e a carreira anda. De nada adianta botar porteira de ferro na fronteira se lá no Leblon/RJ, Jardins/SP ou Bela Vista/RS, os viciados continuam alimentando os bandidos. Enquanto consumidor rico continuar sendo tratado como doente que não precisa ser internado, o tráfico continuará. Pior, dizem ser necessário tratar o fenômeno das drogas como doença, mas não vejo os “doentes” seREM internados para serem tratados. Depois de overdose, não conta, até elefante vai ao veterinário. Na TV ator viciado não é levado ao hospital, é levado para as telas. Enquanto formos condescendentes como os “doentes”, como se mancomunados, estaremos protendo o mercado da morte até a porta do cheirador.

Aumenta apreensão de drogas nas fronteiras do Brasil

11/10/2011 – 19h35

Daniella Jinkings
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Entre junho e setembro, foram apreendidas 62,8 toneladas de drogas nas fronteiras brasileiras. De acordo com o Ministério da Justiça, o volume de apreensões, feitas conjuntamente pelas polícias Federal e Rodoviária Federal, além da Força Nacional, é quase oito vezes maior ao apreendido nos cinco meses anteriores ao lançamento da Operação Sentinela (7,85 toneladas).

A operação faz parte do Plano Estratégico de Fronteiras, lançado no início de junho. O Ministério da Justiça mantém equipes de patrulhamento permanente em pontos estratégicos da fronteira que fazem ações de investigação e de informação.

De acordo com o Ministério da Justiça, cerca de 3 mil pessoas foram presas no período. Além disso, foram apreendidas 300 armas, 65 mil munições e R$ 1,85 milhão em espécie. Durante a operação, os policiais também recolheram cerca de 2 milhões de pacotes de cigarro contrabandeados, 55 mil garrafas de bebidas e 171 mil remédios.

Edição: Rivadavia Severo

Aumenta apreensão de drogas nas fronteiras do Brasil | Agência Brasil

20/09/2011

Filão à prova de investigação

Filed under: PIG,Traficantes — Gilmar Crestani @ 7:52 am

E O Globo ganhou concorrente. Ex-traficante agora vai pela na mesma seara. E poderá lavar mais branco, sempre com a justificativa da liberdade de expressão. Até a vida de Cristo é mais investigada do que as atividades financeiras dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium.

Ex-traficante abre jornal no Complexo do Alemão e quer criar biblioteca
Da Redação

O ex-traficante André Luiz Ramos, morador do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, descobriu um novo caminho na vida quando foi apreendido pela polícia: o jornalismo. Ramos ficou internado no Instituto Padre Severino dos 15 aos 17 anos e lá desenvolveu amor às palavras.
Ele sequer terminou o quarto ano do ensino fundamental, mas no tempo em que ficou detido se dedicou à leitura de matérias e aprendeu a lidar com computadores. Cerca de sete anos depois, Ramos voltou à comunidade, fez um curso de empreendedorismo no próprio morro e se tornou editor-chefe do jornal Plantador Fiel, que circula na região e tem tiragem mensal entre cinco mil a oito mil exemplares.
O jornal foi aberto logo após o término do curso, ocasião em que Ramos, ao expor seu trabalho em uma feira de negócios, ganhou o terceiro lugar com o seu projeto – o jornal – e  uma proposta de patrocínio de uma grande empresa de cosméticos.
Hoje, aos 25 anos, Ramos espera que a nova geração do Complexo do Alemão descubra na própria comunidade o que ele aprendeu no período em que esteve recluso: a paixão pela leitura. “Estou planejando criar uma biblioteca na comunidade, mas ainda não tem nada concreto.”
De acordo com o portal R7, a estratégia de distribuição do jornal no Alemão, foi planejada por Ramos. Ele conta com a ajuda dos 600 mototaxistas que circulam pelas vielas do bairro para distribuir os exemplares. Segundo ele, há mais de 500 assinantes do Plantador Fiel dentro da comunidade.

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