Ficha Corrida

07/09/2016

Moral da história: quando Aécio morrer suas vítimas serão denunciadas

Filed under: Aécio Neves,Inimputável,PSDB,Sérgio Guerra — Gilmar Crestani @ 8:29 am
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Com o PSDB a obsessão persecutória vira piada. Só é denunciado depois de morto e decomposto . Pior, invertem até a culpa. Culpado não é quem escroque, mas o extorquido. Neste ritmo, a primeira denúncia contra Aécio Neves só depois de seus netos também estarem mortos. E ainda assim serão contra suas vítimas.

Dizer isso, apesar da redundância lógica, é quase um despropósito, tamanha a clareza meridiana da proteção dispensada ao PSDB. Royalties ao deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom.

Bastaria atentar com o que acontece com o primeiro a ser comido. Deletado por todos até agora, com gravação de ex-colega de partido, Sérgio Machado, Aécio Neves e sua operadora, a irmã Andrea Neves, continuam posando de arautos da moralidade e curtindo a vida adoidados por Liechtenstein, Cláudio e Montezuma. Aliás, cadê a Lista de Furnas? Cadê o Mensalão do PSDB? Por que FHC não é denunciado pelo uso da Brasif para sustentar a bisca da Rede Globo na Espanha?

E, but last not least, por último mas não menos importante, cadê Cláudia Cruz?

Pela rapidez da diligência, devem estar com o Rubinho Barichello do MP, Rodrigo de Grandis. Quando chegar ao STF, se chegar, Gilmar Mendes, beneficiado com a enésima emenda constitucional que estabelece 120 anos para aposentadoria compulsória de Ministros, vai devolver à primeira instância…

Denunciados empresários por propina de R$ 10 mi ao ex-presidente do PSDB

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O Ministério Público Federal denunciou Ildefonso Colares Filho, ex-executivo do grupo Queiroz Galvão, e Erton Medeiros, empresário ligado à Galvão Engenharia, que foram alvos da 33ª fase da operação deflagrada em agosto deste ano, na Operação Lava Jato; segundo a Procuradoria da República, os dois empresários são acusados pelo crime de corrupção ativa pelo oferecimento de R$ 10 milhões em propina, no segundo semestre de 2009, ao então senador Sérgio Guerra (presidente do PSDB, falecido em 2014) e ao deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) para que a CPI)da Petrobras, instalada no mesmo ano, não tivesse resultado efetivo

6 de Setembro de 2016 às 21:19 // Receba o 247 no Telegram

247 – O Ministério Público Federal denunciou Ildefonso Colares Filho, ex-executivo do grupo Queiroz Galvão, e Erton Medeiros, empresário ligado à Galvão Engenharia, que foram alvos da 33ª fase da operação deflagrada em agosto deste ano, na Operação Lava Jato. Segundo a Procuradoria da República, os dois empresários são acusados pelo crime de corrupção ativa pelo oferecimento de R$ 10 milhões em propina, no segundo semestre de 2009, ao então senador Sérgio Guerra (presidente do PSDB, falecido em 2014) e ao deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) para que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, instalada no mesmo ano, não tivesse resultado efetivo.

A informação é do blog de Fausto Macedo.

A CPI tinha o objetivo de apurar, no prazo de 180 dias, irregularidades envolvendo a Petrobrás e a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o que não ocorreu. Um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) elaborado em 2008 apontou indícios de superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. As obras no Complexo Industrial e Portuário de Suape, no município de Ipojuca (local onde está localizada a Refinaria Abreu e Lima), foram orçadas no Plano Plurianual de 2008-2011 com o valor de R$ 10,1 bilhões.

Na época, em um dos contratos da refinaria, firmado no valor de R$ 429.207.776,71 pelo Consórcio RNEST (integrado pelas empresas Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, Construtora Norberto Odebrecht S.A e Construções Camargo Corrêa S.A.), o TCU identificou indícios de superfaturamento de R$ 58,5 milhões.

A partir de depoimento prestado na colaboração premiada de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, começou-se a investigar o oferecimento e a promessa de pagamento de propina no valor de R$ 10 milhões aos partidos de oposição e da base aliada do governo federal na época, para que a CPI que investigava a estatal não levasse à responsabilização de nenhum envolvido.

Segundo o ex-diretor da estatal, durante o segundo semestre de 2009, período no qual a CPI desempenhava seus trabalhos, ocorreram encontros reservados com os parlamentares Eduardo da Fonte (PP-PE) e Sérgio Guerra (PSDB-PE) em pelo menos quatro ocasiões, nos quais foi discutido o pagamento de propina para que a comissão não tivesse efetividade.

Segundo os delatores, o registro da negociação da vantagem indevida ocorre mais claramente quando Ildefonso Colares menciona querer dar “um suporte” ao então senador Sérgio Guerra. O empresário se manifesta com a seguinte frase: “dando um suporte aí ao senador”, numa referência aos valores espúrios que seriam pagos ao parlamentar. Na sequência da gravação o político responde: “conversa aí entre vocês”, deixando claro que caberia às duas empresas acertarem a divisão e a forma de pagamento da propina.

De acordo com a Procuradoria, ’embora o crime tenha se consumado com a mera promessa de oferecimento de vantagem indevida, segundo Paulo Roberto Costa a propina foi devidamente paga, o que foi também confirmado por Alberto Youssef, responsável por gerenciar o caixa de propina do Partido Progressista’. O relatório final da CPI da Petrobrás em 2009 não indiciou ninguém ou sequer mencionava as empresas Queiroz Galvão e Galvão Engenharia.

Para a força-tarefa, “a referida CPI não chegou a resultados efetivos devido ao grande esquema criminoso que já existia na época dentro da Petrobras, tanto que este se manteve ao longo dos anos seguintes, até ser comprovado pela operação Lava Jato”.

Além da denúncia pelo crime de corrupção ativa, os procuradores ainda pedem a fixação de R$ 10 milhões como o montante mínimo para reparação dos danos causados.

Denunciados empresários por propina de R$ 10 mi ao ex-presidente do PSDB | Brasil 24/7

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08/08/2016

Cortina de fumaça por queima de estrume

Bastou começar a assar a batata dos quadrilha que tomou de assalto o cofre do Planalto Central que a mídia começa abrir as cortinas para jogar fumaça. Puro diversionismo. Todo mundo já sabe das patifarias do PSDB. Como gravou o Sérgio Machado, ficou dez anos no PSDB, não sobra ninguém. Mas como fazem parte da cleptocracia aceita pela plutocracia, diversionismo foi feito pra isso, sim

O PSDB, o inimputável, não rouba só os cofres públicos. Rouba também a merenda das crianças pobres da periferia. Mas a notícia ganha novos ares apenas para camuflar outros propósitos. Para os grupos mafiomidiáticos o golpe paraguaio não pode naufragar.

Nestas horas sempre lembro do deputado Jorge Pozzobom, do PSDB gaúcho. “- Podem me processar, como não do PT não corro o risco de ser preso”…

Pelo andar dos vazamentos vem aí a criação de grande factóide para justificar a prisão do Lula. Sim, Lula, sendo de São Paulo, deveria saber que o PSDB estava roubando a merende. Se sabia e não fez nada para impedir, é cumplice. É a prova que faltava para justificar sua prisão.

Cheque mostra propina da merenda, diz investigação

REYNALDO TUROLLO JR.
DE SÃO PAULO

08/08/2016 02h00

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Um cheque apreendido pela Operação Alba Branca, que apura um suposto esquema de desvios na compra de merenda para escolas públicas em São Paulo, demonstra, segundo investigadores, que a cooperativa suspeita de fraudar licitações pagou a ex-assessores do presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB).

O cheque da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar) no valor de R$ 50 mil, ao qual a Folha teve acesso, foi feito em nome de José Merivaldo dos Santos, assessor do gabinete de Capez de 2010 a 2011 e da liderança do PSDB na Assembleia de 2013 a 2015.

Editoria de Arte/Folhapress

CAMINHO DO DINHEIROInvestigados na máfia da merenda, assessores de Fernando Capez (PSDB) teriam recebido pagamento de propina

Além do cheque, há um contrato de gaveta feito entre a Coaf e outro ex-assessor de Capez, Jéter Rodrigues Pereira, que trabalhou no gabinete do tucano de 2013 a 2014.

Pelo contrato, de R$ 200 mil, a Coaf conferiu a Pereira a "condição de consultor para sua relação comercial junto à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo".

Para os investigadores, tratam-se do cheque e do contrato de parte da propina.

Editoria de Arte/Folhapress

CAMINHO DO DINHEIROInvestigados na máfia da merenda, assessores de Fernando Capez (PSDB) teriam recebido pagamento de propina

A Alba Branca investiga negócios entre a Coaf e a Secretaria de Educação do governo Geraldo Alckmin (PSDB) para fornecimento de R$ 11,4 milhões em suco de laranja. A operação apura também negócios entre a entidade e dezenas de municípios.

A parte da investigação relativa ao governo está sob responsabilidade da Procuradoria-Geral de Justiça, órgão máximo do Ministério Público, por envolver Capez, que tem foro especial.

PARCELADO E SIGILOSO

O contrato de gaveta entre a Coaf e Pereira, assessor de Capez à época, é de 25 agosto de 2014, período eleitoral.

O documento menciona o cheque de R$ 50 mil que seria para pagar a primeira parcela do valor acordado. Isso indica, ainda segundo a investigação, que Merivaldo e Pereira atuariam juntos.

Embora tenha sido emitido pela Coaf em 2014, o cheque era pré-datado para 20 de março de 2015. Conforme depoimento do ex-presidente da cooperativa Cássio Chebabi, esperava-se que nessa data o Estado já estivesse pagando pelo suco e o caixa da Coaf estivesse "cheio".

A entidade havia vencido um edital da Secretaria de Educação, mas o negócio estava travado e só foi efetivado a partir de abril de 2015, após uma nova concorrência.

O cheque chegou a ser depositado por Merivaldo em sua conta pessoal, mas voltou porque não tinha fundos, segundo a investigação.

A cláusula sétima do suposto contrato de propina estipulava que os repasses seriam feitos à medida que o Estado pagasse pelo suco.

"As partes obrigam-se a manter a mais absoluta confidencialidade de todas as informações, dados e documentos", estipulava a cláusula nona do contrato.

Ainda conforme o documento, os negócios fechados entre a Coaf e o governo deveriam ser informados à Paciello Consultoria, atribuída à advogada Vanessa Paciello Laurino, para que fossem feitos os pagamentos a Pereira.

Vanessa é apontada por investigadores como cunhada do lobista Marcel Ferreira Julio, que atuava para a Coaf nos negócios junto ao Estado.

FILHOS

Em abril, Pereira revelou à Folha a existência do contrato de gaveta. Ele disse que aceitou assinar porque, posteriormente, o negócio passaria para a Thiago Merivaldo dos Santos Biodegradáveis, empresa de um dos filhos de Merivaldo, cujo objeto social vai de venda de perfumaria e eletrônicos a "preparação de documentos".

Essa firma chegou a ter as atividades cassadas em 2013, mas permanece aberta na Junta Comercial e na Receita.

Servidor de carreira da Alesp, Merivaldo é conhecido na Assembleia como "Doutor". Seu filho Thiago e sua filha, Ana, tiveram cargos comissionados na Casa –ela, na liderança do PSDB até abril passado.

OUTRO LADO

O ex-assessor do deputado estadual Fernando Capez (PSDB), José Merivaldo dos Santos, negou que o cheque seja de propina ou relacionado à Coaf. "Esse cheque foi de uma dívida que me deram", afirmou.

Confrontando com a informação de que a reportagem tinha uma cópia do cheque, o ex-assessor indicou seu advogado para falar, mas não forneceu nome nem contato dele.

Merivaldo, que está de licença médica há cerca de cinco meses, recusou-se a falar sobre a empresa de seu filho –que, segundo o outro ex-assessor, Jéter Rodrigues Pereira, assumiria os negócios do contrato com a Coaf.

Segundo Merivaldo, essa empresa já está fechada.

Pereira não quis comentar o teor do contrato de gaveta que, segundo a investigação, foi assinado por ele.

Em abril, em entrevista à Folha, ele havia dito que firmou o documento sob orientação de Merivaldo, que tinha "mais experiência nesse tipo de trabalho" de consultoria.

A assessoria de Fernando Capez, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, afirmou que o deputado "tem todo o interesse na apuração, sempre esteve e sempre estará à disposição para esclarecer o que estiver a seu alcance".

A Secretaria Estadual de Educação afirmou, em ocasiões anteriores, que o negócio fechado com a Coaf, após a abertura do segundo edital, foi mais vantajoso para os cofres públicos do que teria sido após o primeiro edital.

"Em setembro de 2013 houve uma chamada pública que foi cancelada. Um ano depois, a [nova] chamada registrou uma redução no preço de 8,3% para unidades de 200 ml –saindo de R$ 1,56 para R$ 1,43– e de 1,61% nas unidades de 1 litro, saindo de R$ 6,20 para R$ 6,10", afirmou.

A Folha não localizou a advogada Vanessa Paciello.

10/07/2015

Apertem os cintos e saibam porque o heliPÓptero sumiu

Filed under: hiPÓcrita,Inimputável,PSDB,Zezé Perrela — Gilmar Crestani @ 9:49 am
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Como os atos atribuídos ao hoje senador do PDT teriam sido praticados quando ainda era filiado ao PSDB, da base de apoio de outro inimputável, Aécio Neves, fica explicado, como bem revelou um certo deputado gaúcho, também do PSDB, porque continua livre, leve e solto, quiçá pedindo o impeachment da Dilma…

Perrella é acusado de ‘desviar’ R$ 1,3 mi da Assembleia de MG

Moreira Mariz: <p>Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Em pronunciamento, senador Zeze Perrella (PDT-MG). Foto: Moreira Mariz/Agência Senado</p>

Segundo a investigação do Ministério Público de Minas Gerais, senador Zezé Perrella (PDT) recebeu reembolsos por despesas pessoais com verba indenizatória no valor de quase R$ 1,3 milhão; Na época, ele era deputado estadual, filiado ao PSDB, e parte da base de apoio ao então governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB)

10 de Julho de 2015 às 06:39

247 – O Ministério Público de Minas Gerais entrou com ação por improbidade administrativa contra o senador Zezé Perrella (PDT) por enriquecimento ilícito e lesão ao erário entre os anos de 2007 e 2010.

Segundo a investigação, ele recebeu reembolsos por despesas pessoais com verba indenizatória no valor de quase R$ 1,3 milhão.

Na época, ele era deputado estadual, filiado ao PSDB, e parte da base de apoio ao então governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB).

Entre os gastos declarados, ele foi ressarcido em R$ 187,8 mil por despesas com gráficas, que não confirmaram os serviços. Ele também pediu o reembolso de R$ 175,8 mil referentes a combustível para abastecimento de um avião particular.

Questionado, ele afirma que a ação “não passa de perseguição do promotor Eduardo Nepomuceno (um dos autores da ação)”.

Leia aqui reportagem de Fausto Macedo sobre o assunto.

Perrella é acusado de ‘desviar’ R$ 1,3 mi da Assembleia de MG | Brasil 24/7

 

Perrella é acusado de receber R$ 1,3 milhão da Assembleia de Minas para reembolso de gastos pessoais

Redação – 10 julho 2015 | 04:30

Ação do Ministério Público do Estado diz que o atual senador obteve enriquecimento ilícito e lesou o erário ao utilizar verbas indenizatórias quando foi deputado estadual, entre 2007 e 2010

Por Eduardo Kattah e Mateus Coutinho

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O senador Zezé Perrella (PDT-MG). Foto: Waldemir Barreto/Ag. Senado

O Ministério Público de Minas Gerais entrou com ação por improbidade administrativa contra o senador Zezé Perrella (PDT) por enriquecimento ilícito e lesão ao erário entre os anos de 2007 e 2010, quando ele exercia o mandato de deputado estadual. A investigação a Promotoria do Patrimônio Público afirma que Perrella recebeu reembolsos por despesas com verba indenizatória no valor de quase R$ 1,3 milhão, mas os gastos ressarcidos não tiveram relação com a atividade parlamentar. O parlamentar alega que os gastos foram legais e acusa o Ministério Público de perseguição.

Segundo os promotores que assinam a ação, o parlamentar recebeu reembolso por atividades de cunho privado ou por serviços que não foram comprovados. No período, Perrella era filiado ao PSDB, partido pelo qual atuou de 2005 a 2009 antes de ir para o PDT, sendo da base de apoio ao então governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB).

Como deputado estadual ele tinha direito a verba indenizatória – destinada ao custeio de despesas como aluguel de imóvel ou veículos para a atividade parlamentar – de, no máximo, R$ 20 mil por mês.

Somente com gastos de “assessoria contábil e tributária”, Perrella gastou R$ 198,3 mil. Segundo a ação, os serviços não tinham “qualquer caráter público”. O então deputado estadual foi ressarcido em R$ 187,8 mil por despesas com divulgação de atividade parlamentar por meio de serviços gráficos. Contudo, proprietários de algumas empresas ouvidos durante o inquérito não confirmaram os serviços para o então deputado ou não conseguiram comprovar os trabalhos prestados. O representante de uma gráfica, inclusive, disse aos investigadores que a empresa estava desativada na época dos fatos.

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Avião. Perrella também pediu o ressarcimento de R$ 175,8 mil referentes a combustível para abastecimento de um avião particular. O caso chamou a atenção da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte, pois a maioria dos voos ocorreu em vésperas de fins de semana ou feriados e, inclusive destinos fora do Estado – para cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, São José dos Pinhais (PR) e Salvador.

Os promotores ressaltam ainda que durante o período para o qual Perrella pediu o reembolso, o então deputado faltou 89 das 101 sessões na Assembleia de Minas, o que reforça as suspeitas dos promotores de que ele utilizou a verba de gabinete para fins pessoais.

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Assembleia de Minas Gerais. Foto: Divulgação

Perrella também foi ressarcido em R$ 116 mil referentes a gastos com combustível de automóveis. O proprietário de um dos postos onde foram feitos os abastecimentos revelou aos promotores que um empresário ligado ao então deputado abastecia no nome de Perrella. Também foram pagos, com dinheiro público, R$ 84,6 mil em aluguel de carros da empresa de Alvimar de Oliveira Costa Júnior, sobrinho do parlamentar.

A Promotoria do Patrimônio Público de Belo Horizonte alega na ação que houve “manifesto desvio de finalidade na conduta do deputado estadual, importando enriquecimento ilícito, com a direta violação do interesse público”. A ação foi ajuizada no início de maio na Vara da Fazenda Pública Estadual

COM A PALAVRA, A DEFESA DE ZEZÉ PERRELLA

Em resposta ao Estado, o senador afirmou que a ação movida contra ele “não passa de perseguição do promotor Eduardo Nepomuceno (um dos autores da ação)”. Perrella disse que já denunciou o promotor no Conselho Nacional do Ministério Público e afirma que “Todos os gastos realizados no período como deputado foram legais, previstos no regimento da Assembleia Legislativa de Minas Gerais”.

Helicóptero. Não é a primeira vez que um representante da família Perrella aparece em um questionamento envolvendo aeronaves. O ex-deputado estadual Gustavo Perrella (SDD), filho do senador, usou, segundo o Ministério Público, verbas oficiais da Assembleia de Minas para abastecer um helicóptero da empresa da família que foi apreendido pela Polícia Federal com 445 quilos de cocaína pela Polícia Federal em 2013.

Na ocasião, a aeronave em nome da Limeira Agropecuária, da família de Perrella, era pilotada por um funcionário da empresa que tinha um cargo na Assembleia mineira por indicação de Gustavo Perrella. O filho do senador não foi investigado pela PF e nem denunciado pelo Ministério Público Federal no processo por tráfico internacional de drogas que tramita na Justiça Federal no Espírito Santo.

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