Ficha Corrida

28/08/2016

A Ficha Corrida dos Cleptocratas

OBScena: as mãos que balançam o golpe selam acordo de promiscuidade

joão-roberto-marinho-e-Eduardo-CunhaA confissão de Renan Calheiros de que traficava com o STF passou em brancas nuvens. Para delírio de Aécio Neves, virou pó. Acostumados à ferocidade com que tratam compra de tapioca com cartão corporativo, de repente a Rede Globo faz uso da cláusula pétrea de seu modus operandi tornada pública no Escândalo da Parabólica. O silêncio perturbador a respeito do concerto anunciado por Renan Calheiros revela a menta que opera o golpe, a Rede Globo. Os golpistas são atores manipulados ao bel prazer pela maior beneficiária de todos os golpes perpetrados no Brasil desde 1954. Esses golpes não teria vingado êxito não fosse o papel decisivo da Rede Globo.

O Brasil não mudaria mesmo com a prisão dessas ratazanas que estão aí atuando como ventríloquos. Mesmo que viesse a prisão para Eduard CUnha, Aécio Neves, FHC, José Serra, Renan Calheiros, José Sarney, Eliseu Rima Rica, Romer Jucá, ainda assim estaríamos sempre sujeitos a golpes se nada for feito para acabar com a incubadora dos golpes.

Diante da ficha corrida destes senadores, teúdos e manteúdos da Rede Globo, não resta a menor dúvida da mão que balança o golpe

Ou o Brasil acaba com a Rede Globo ou ela ainda transformará o Brasil num seu puteiro!

 De A (Aécio) a Z (Zezé Perrella), a ficha suja dos espertos no “hospício” de Renan. Por Kiko Nogueira

Postado em 28 Aug 2016 – por : Kiko Nogueira

Com reportagem de Pedro Zambarda

Pela primeira vez em muitas décadas, Renan Calheiros foi honesto. Na quinta, dia 25, confessou tráfico de influência ao dizer que conseguiu, no STF, “desfazer” o indiciamento de Gleisi Hoffmann e seu marido Paulo Bernardo.

E, dirigindo-se a Lewandowski, admitiu a respeito da Casa que comanda: “Vamos passar para o Brasil e para o mundo a idéia de que Vossa Excelência, constitucionalmente, está sendo obrigado a presidir um julgamento num hospício”.

É uma definição precisa da situação. O destino de Dilma Rousseff está nas mãos de 81 senadores na reta final do impeachment. Ninguém faz muita questão de manter as aparências. A partida já está definida.

A palhaçada repulsiva que aconteceu na Câmara dos Deputados está se repetindo ali com doses cavalares de insanidade.

Os senadores que já se decidiram pelo impeachment respondem a acusações ou suspeitas de práticas criminosas. Com sua ficha suja, eles vão depor uma cidadã honesta.

A falsa normalidade — bem traduzida na expressão “as instituições estão funcionando” — esconde uma situação absurda. Há espaço até a advogada da acusação, Janaína Paschoal, perguntar a uma testemunha se ela achava que a Venezuela era uma democracia. Depois disso, não falta nada.

Abaixo, a folha corrida de 39 “juízes” de Dilma que entregarão o país a Michel Temer. Loucura, loucura, loucura.

1. Renan Calheiros (PMDB)

Em público, ele diz “não decidi, estou refletindo”. E dá risada. O presidente do Senado, autor de um aparte vexaminoso que atirou gasolina à fogueira dos ânimos, tem sozinho 11 inquéritos abertos contra ele. Renan é acusado de ter recebido R$ 2 milhões de Alberto Youssef para não abrir a CPI da Petrobras na Lava Jato. Na Operação Zelotes, estaria metido num esquema estimado em R$ 46 milhões.

Ainda é investigado por pagamento da empreiteira Mendes Júnior à jornalista Mônica Veloso, sua ex-amante. O caso custou-lhe a presidência da Câmara em 2007. Como ele não virou réu no processo, ressuscitou politicamente – junto com seus implantes de cabelo.

Recentemente, Renan apareceu em grampos do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, falando em “acordo” para encerrar a Lava Jato. Este é o presidente da Casa que está julgando a presidente da República por pedaladas fiscais. Renan atualmente é o segundo na linha de sucessão de Temer depois da morte política de Eduardo Cunha.

2. Romero Jucá (PMDB)

Ex-ministro do Planejamento de Michel Temer, foi um dos nove integrantes do governo interino com pendências na Justiça.

Figura manjada, líder dos governos FHC, Lula e Dilma no Senado, Jucá responde a três inquéritos por crimes contra o patrimônio, de responsabilidade, falsidade ideológica e eleitorais.

Ele é acusado de envolvimento no desvio de verbas federais em obras em Roraima. Também é investigado sobre a origem e o destino dos R$ 100 mil jogados para fora de um carro por um de seus auxiliares momentos antes de ser abordado por policiais durante a campanha eleitoral de 2010.

Outro inquérito verifica se Romero Jucá e familiares usaram “laranjas” na compra de uma TV em Boa Vista. O senador nunca esclareceu nada.

3. Aécio Neves (PSDB)

Citado na Operação Lava Jato pelo menos cinco vezes, o adversário de Dilma Rousseff nas eleições de 2014 já falava em impeachment um dia depois de sua derrota. Achou que ia se dar bem e entregou o país nas mãos de Temer e do PMDB.

Um dos delatores, o empresário Fernando Moura, falou que Aécio recebeu pelo menos um terço das propinas da Lista de Furnas, escândalo que estourou na época do Mensalão com denúncia de Roberto Jefferson.

Nos grampos de Sérgio Machado, Aécio Neves é apontado como um dos primeiros políticos do PSDB que seria prejudicado em futuras delações premiadas. Ele também foi denunciado por Delcídio Amaral, ex-líder do PT no Senado, mas não se tornou réu em nenhuma das ações.

4. Fernando Collor (PTC)

Único presidente até o momento condenado num processo de impeachment por violação da Lei de Responsabilidade Fiscal regulamentada pela lei 1.079 de 10 de abril de 1950. Foi absolvido pelo STF em 2014.

Collor tem novas denúncias contra si na Operação Lava Jato. Desde o final de 2015, é acusado de receber uma propina de R$ 26 milhões paga por Alberto Youssef Paulo Leoni Ramos e Ricardo Pessoa da UTC. O negócio teria ocorrido por intermédio da BR Distribuidora.

Homem fino e equilibrado, chamou o Procurador Geral da República Rodrigo Janot de “filho da puta” em plenário.

5. Edison Lobão (PMDB)

Ex-ministro de Minas e Energia de Dilma e senador pelo Maranhão, cria de José Sarney, Lobão surgiu nos grampos do delator Sérgio Machado por exigir R$ 500 mil mensais de pagamento de propina. O delator declarou que só podia pagar R$ 300 mil. Lobão exigiu pagamento maior por ser ministro da presidenta na época. No olho do furacão da corrupção, debandou pro lado dos golpistas.

6. Ronaldo Caiado (DEM)

Líder do Democratas no Senado, o peso pesado Caiado também teve envolvimento em escândalos de corrupção. Justo ele, talvez o campeão dos discursos moralistas contra o PT.

Foi acusado em março de 2015 de receber propina do bicheiro Carlinhos Cachoeira em pelo menos três campanhas para a Câmara Federal: 2002, 2006 e 2010. O acusador foi justamente seu ex-companheiro de partido, Demóstenes Torres, que o definiu perfeitamente: uma voz à procura de um cérebro.

A Polícia Federal afirma que investiga o parlamentar, que ainda não sofreu nenhuma condenação. Caiado ameaçou processar Demóstenes, cassado em 2012 na Operação Monte Carlo, que apurou máquinas caça-níqueis em Goiás envolvendo Cachoeira e a construtora Delta.

7. Antonio Anastasia (PSDB)

Relator do impeachment, Anastasia é invenção de Aécio Neves e ex-governador de Minas Gerais entre 2010 e 2014.

O senador é acusado de receber R$ 2 milhões das empreiteiras Andrade Gutierrez, UTC, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão e o banco BTG Pactual, todos citados na Lava Jato.

A assessoria do tucano diz que as doações foram legais e aprovadas pelo Tribunal Eleitoral. Sua equipe também diz que o grande volume de dinheiro de campanha foi necessário porque Minas é um estado “populoso”.

8. Zezé Perrella (PTB)

Aliado de Aécio Neves em Minas Gerais e personagem central do escândalo do Helicoca, Perrella é acusado de ter recebido R$ 1,3 milhão da Assembléia Legislativa para gastos pessoais entre 2007 e 2010.

O escândalo com um helicóptero carregando quase meia tonelada de pasta base de cocaína explodiu em 2013, pouco antes da campanha de Aécio para a presidência. O Helicoca estava em nome de seu filho Gustavo.

Quando ainda se declarava em dúvida, ela desapareceu depois que Gustavo Perrella foi nomeado Secretário Nacional de Futebol pelo ministro interino dos Esportes Leonardo Picciani.

9. Fernando Bezerra Coelho (PSB)

Ex-ministro da Integração Nacional de Dilma Rousseff, é suspeito de pelo menos quatro crimes: esquema de fraude a licitação, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e corrupção de autoridades federais. O caso corre em segredo no Supremo, desde uma apuração preliminar em 2008.

O ministro Luís Roberto Barroso autorizou a abertura de inquérito em junho de 2015 para apurar se o ex-ministro de Dilma está envolvido em tais escândalos. Até agora, ele não foi condenado no caso.

10. Garibaldi Alves Filho (PMDB)

Nome de carreira entre os peemedebistas, Garibaldi foi ministro da Previdência da presidente Dilma em seu primeiro mandato. Ele foi acusado de receber propinas avaliadas em R$ 250 mil da empreiteira Queiroz Galvão.

O desvio de dinheiro seria para o senador e seu filho Walter Alves, o Waltinho. A informação vazou do grampo do presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

11. Marcelo Crivella (PRB)

Ex-ministro da Pesca, o senador é sobrinho do bispo Edir Macedo da Igreja Universal. Crivella foi acusado pelo Ministério Público Federal de diversas fraudes no programa “Bolsa Pesca” com a participação de líderes sindicais, além de desviar dinheiro público para projetos sociais particulares.

Uma matéria da revista Veja publicada em 7 de maio mostrou que Marcelo Crivella teria recebido pelo menos R$ 100 mil de empresas ligadas ao doleiro Alberto Youssef. O parente de Edir Macedo disse que o escândalo é “preconceito contra evangélicos”.

12. Marta Suplicy (PMDB)

A petista de raiz, ex-ministra de Lula e de Dilma, que hoje concorre pela segunda vez ao cargo de prefeita em São Paulo, chegou a ser condenada por improbidade administrativa. A sentença saiu em 2014 na Justiça paulista.

Marta foi condenada por contratar, sem licitação pública, a ONG GTPOS (Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual) para desenvolver ações sobre planejamento familiar, métodos contraceptivos e sexualidade para os moradores das subprefeituras de Cidade Ademar e Cidade Tiradentes, ambas na zona leste. Recorreu da sentença e foi eleita senadora.

Nunca perdoou Lula e o PT por ter sido preterida no lugar de Fernando Haddad para disputar a prefeitura em 2012. A mágoa cresceu como o botox em seu lábio superior. Chegou a gritar que saiu do partido por causa da corrupção, enquanto dava as mãos para Cunha, Renan, Sarney e Temer no PMDB.

13. Cristovam Buarque (PPS)

Uma lista de ex-petistas ressentidos não estará completa sem Cristovam, cuja “indecisão” foi assunto para especulações nos últimos dias.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal o condenou em 2011 por improbidade administrativa. Ele teria usado dinheiro público em material de campanha em 1995 e foi obrigado a pagar R$ 146 mil. O político recorreu da sentença.

O jornalista e editor Luiz Fernando Emediato também fez uma acusação recente a Cristovam Buarque. Ele teria usado caixa dois em sua campanha para presidente em 2006, quando disputou com Geraldo Alckmin e Luiz Inácio Lula da Silva.

A denúncia foi feita no Facebook e Emediato chamou Cristovam de “ególatra”.

14. Eunício Oliveira (PMDB)

Ex-ministro das Comunicações de Lula, ele foi acusado, na operação Sépsis, desdobramento da Lava-Jato, de receber R$ 5 milhões por meio de contratos fictícios para sua campanha ao governo do Ceará em 2014, além de ter sido citado em outras duas delações. Mas nenhum outro depoimento o comprometeu diretamente.

Oliveira é favorito para suceder Renan Calheiros na presidência da Casa. Rompido há 10 anos com Sérgio Machado, foi o único integrante PMDB a não ser citado nos grampos telefônicos.

15. Valdir Raupp (PMDB)

Senador foi investigado pela Polícia Federal por suspeita de ter recebido R$ 500 mil da Refinaria de Manguinhos, controlada pelo empresário Ricardo Magro, que quitou suas despesas de campanha em 2010.

Os policiais encontraram notas fiscais de R$ 300 mil emitidas por aliados do peemedebista, na reta final da campanha, sem indícios de prestação de serviços para a refinaria no Rio de Janeiro. A defesa do senador, no STF, não se pronunciou no caso.

16. Dário Berger (PMDB)

Senador por Santa Catarina, Dário foi condenado por improbidade administrativa pela Justiça por um caso ocorrido em 2010, quando era prefeito da capital catarinense.

Na ocasião, seu motorista, já falecido, foi preso em flagrante por policiais rodoviários federais. O veículo tinha placas frias e levava R$ 1850 em dinheiro, em notas de R$ 20 e uma de R$ 10. O veículo tinha material de propaganda de candidatos a cargos estaduais e federais.

Em 2009, o Ministério Público denunciou Dário Berger e mais nove por fraudes em licitação. A denúncia falava em irregularidades, entre 1999 e 2002, nas licitações para a construção de trechos da Avenida Beira-Mar de São José. Na época, Dário era prefeito da cidade e seu irmão Djalma Vando Berger era secretário de Obras.

17. Sérgio Petecão (PSD)

Réu num processo do Supremo Tribunal Federal aberto em 2014 por crimes eleitorais em 2016. O relator do processo é o ministro do STF Teori Zavascki.

Sérgio Petecão é acusado de participação no esquema de compra de votos em Rio Branco, no Acre, em troca de vantagens em dinheiro e outros favores. A defesa do senador afirma que a denúncia carece de indícios materiais ou atos concretos do parlamentar.

18. Benedito de Lira (PP)

O Supremo Tribunal Federal determinou o sequestro de bens do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Arthur Lira, e do seu pai, o senador Benedito de Lira, em 24 de fevereiro de 2016. Os dois são investigados na Operação Lava Jato.

Bens foram confiscados a partir de uma ordem da Polícia Federal, endossada pelo Ministério Público Federal. O bloqueio é equivalente a R$ 4,2 milhões. O filho do senador teve R$ 2,6 milhões apreendidos, enquanto Lira teve R$ 1,6 milhão de bens bloqueados.

O senador do PP foi denunciado por três delatores da Lava Jato: O doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e Ricardo Pessoa, empreiteiro da UTC.

19. Wilder Morais (PP)

Suplente que assumiu o posto do senador Demóstenes Torres, Wilder não é investigado pela Operação Lava Jato. No entanto, ele aparece num grampo comprometedor com o contraventor Carlinhos Cachoeira, denunciado em 2012.

Em escutas publicadas na Folha de S.Paulo, obtidas durante as investigações da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, Carlinhos Cachoeira diz que foi responsável pela ascensão de Wilder Morais até o cargo de suplente de Demóstenes.

Os grampos levaram Cachoeira à prisão. Na gravação, Wilder agradece o apoio do contraventor. Posteriormente ele disse que a declaração foi apenas para “encerrar” a conversa no telefone.

20. Flexa Ribeiro (PSDB)

O tucano foi escolhido para a primeira-secretaria da presidência do Senado, sob Renan Calheiros, cargo apelidado entre os congressistas de “prefeito do Senado”.

Pelas mãos de Flexa Ribeiro passaram decisões sobre orçamento, uso de apartamentos funcionais, nomeações e demissões de servidores e deliberações sobre as vultosas licitações desde 2013.

Ribeiro responde a processo no STF por suspeitas de que a empreiteira Engeplan, que pertenceu ao parlamentar e era contratada do governo do Pará, tenha bancado ilegalmente a campanha de candidatos do PSDB nas eleições de 2002. O processo está nas mãos do ministro Celso de Mello, decano da corte.

No mês de novembro de 2004, Flexa Ribeiro e mais 27 empresários e políticos foram presos pela Polícia Federal durante a Operação Pororoca. A PF os acusou de fraudes em licitações. As supostas fraudes aconteceram no Amapá e no Pará através da empreiteira Engeplan, que foi propriedade do tucano até o ano que ele foi detido.

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21. Dalírio Beber (PSDB)

Ex-presidente da Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina (banco Badesc), o tucano foi figura do escândalo de fraude nas dívidas da instituição.

A Justiça chegou a decidir pela indisposição dos seus bens em 2007, junto com ex-diretores do banco. Na ocasião, o Viena Park Hotel estava penhorado e foi ajudado pelo Badesc numa operação financeira considerada fraudulenta.

22. Aloysio Nunes Ferreira (PSDB)

Aloysio foi vice na chapa de Aécio Neves na disputa pela presidência contra Dilma Rousseff em 2014. Em 5 de setembro de 2015, o ministro do STF Teori Zavascki autorizou a abertura de inquérito contra o senador com base nas declarações do empresário Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, em delação premiada.

Pessoa apresentou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que Aloysio Nunes teria recebido R$ 300 mil de forma oficial e R$ 200 mil em dinheiro de caixa dois para sua campanha ao Senado em 2010. O dinheiro, segundo o empreiteiro, seria propina.

Como todos, Aloysio Nunes nega as acusações de corrupção da parte de sua campanha dentro da Operação Lava Jato.

23. José Aníbal (PSDB)

Suplente de José Serra, o atual chanceler, Aníbal é investigado por indícios de envolvimento no escândalo Alstom-Siemens em São Paulo.

José Aníbal foi acusado pelo executivo Everton Reinheimer, da Siemens, que relatou à Polícia Federal nomes de parlamentares que participaram do esquema de fraudes a contratos milionários da CPTM e do Metrô nos governos dos tucanos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, determinou à PF a investigação de Aníbal junto do deputado Rodrigo Garcia (DEM) no dia 6 de junho de 2014. Em fevereiro de 2015, o processo foi arquivado, apesar dos parlamentares estarem citados no depoimento de Everton.

Volta e meia Aníbal aparece em vídeos trocando sopapos com gente que o chama de “golpista”.

24. Paulo Bauer (PSDB)

Em uma gravação publicada pelo site Congresso em Foco em 2009, o então deputado licenciado Paulo Bauer admitiu que usou uma funcionária fantasma para repassar a verba para um correligionário no estado de Santa Catarina. Ele teria declarado a um ex-servidor que mandou dois assessores procurarem “uma mulher” para “emprestar seu nome”.

O esquema seria utilizar o nome da pessoa para aceitar a contratação sem ficar com o salário integralmente, de modo a que os recursos pudessem ser desviados. O salário dela, de acordo com a gravação, era repassado a um político de Bauer na região.

Uma ex-funcionária do gabinete contou que recebia sem trabalhar. Ficava apenas com o tíquete-alimentação, enquanto o restante do dinheiro repassado à chefia de gabinete do deputado. O caso foi ignorado pela Câmara dos Deputados e não comprometeu sua candidatura ao Senado.

25.  Cássio Cunha Lima (PSDB)

Acusado de compra de votos no escândalo do “Dinheiro Voador”, Cunha Lima foi alvo de investigação da Polícia Federal em esquemas de desvios de recursos e lavagem de dinheiro em sua campanha eleitoral de 2006. Tentando se livrar de ser preso em flagrante, o operador da política local, Olavo Lira, jogou R$ 400 mil do alto do edifício Concord na Paraíba.

Foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quando era governador em 2008, por abuso de poder econômico e político e uso indevido de dinheiro público. Seu vice, José Lacerda Neto (DEM), também foi obrigado pela Justiça a deixar o cargo.

Justamente por isso, em 2010, foi enquadrado como Ficha Suja. No entanto, foi beneficiado pela decisão do Supremo Tribunal Federal de só aplicar a nova lei a partir das eleições de 2012. Com isso, concorreu e venceu a eleição para senador.

26. José Agripino Maia (DEM)

Agripino é alvo de duas investigações no STF. Na primeira, ele foi citado na delação premiada de um empresário do Rio Grande do Norte na qual é acusado de ter cobrado propina de R$ 1,1 milhão para permitir um esquema de corrupção no serviço de inspeção veicular do estado. Na segunda, o senador foi apontado como destinatário de propina da empreiteira OAS nas obras do estádio Arena das Dunas, em Natal, para a Copa do Mundo de 2014.

As suspeitas contra o senador do DEM surgiram em depoimentos de investigados na Operação Lava Jato, mas a PGR pediu que o inquérito não fosse remetido ao ministro Teori Zavascki, relator dos processos oriundos da operação no Supremo.

Para a procuradoria, as acusações contra Agripino Maia não estão relacionadas com os desvios de recursos da Petrobras, principal linha de investigação da Lava Jato. Mas ele está enrolado com empreiteiras do esquema.

27. Ana Amélia Lemos (PP)

Candidata ao governo do estado do Rio Grande do Sul, a ex-jornalista e colunista da RBS enfrentou acusações sérias em 2014. O site Sul21 divulgou que ela era funcionária fantasma do Senado e que ela não tinha declarado em sua relação de bens uma fazenda herdada do falecido marido, o ex-senador biônico Octávio Omar Cardoso.

O caso teria acontecido em 1986 e derrubou uma das bandeiras mais moralistas de sua candidatura como governadora — de que ela não teria “esqueletos no armário”. Hoje desponta com discursos moralistas contra Dilma Rousseff.

28. Ivo Cassol (PP)

Senador do Partido Progressista, foi condenado em 2013 por fraude em licitações quando era prefeito do município de Rolim de Moura, em Rondônia, entre 1998 e 2001.

A condenação no STF foi uma pena de 4 anos e 8 meses de prisão no regime semiaberto (que permite o trabalho durante o dia fora da cadeia), além do pagamento de R$ 201.817,05.

O esquema de corrupção em Rondônia teria beneficiado cinco empreiteiras locais. Foram condenados também os réus Salomão da Silveira e Erodi Matt, respectivamente presidente e vice-presidente da comissão municipal de licitações.

29. Gladson Cameli (PP)

É o único político do Acre citado na lista do Supremo sobre suspeitos de participação no esquema de corrupção da Petrobras.

O parlamentar nega envolvimento com a empresa no escândalo e se diz surpreso com sua citação. Ele passou a ser investigado em março deste ano.

30. Magno Malta (PR)

O histriônico senador do Espírito Santo, pastor evangélico, foi indiciado em 2007 pela Polícia Federal por envolvimento no escândalo da máfia dos sanguessugas. Foi acusado de ligação com o esquema de venda superfaturada de ambulâncias para prefeituras, suspeito de ter cometido crime de corrupção.

No caso, o parlamentar foi acusado de receber um Fiat Ducato para apresentar uma emenda ao Orçamento que destinaria recursos para a compra de ambulâncias. Elas seriam vendidas por Luiz Antônio Vedoin, chefe da máfia dos sanguessugas. Malta foi investigado numa CPI, mas não foi condenado.

Em agosto, matéria da Folha reproduziu emails de um fabricante de móveis de cozinha chamado Victor Penna Costa que comprovariam caixa 2 para Malta.

Numa das mensagens, Costa escreve: “Não existe NF, não declaramos. Veja com Lailton (tesoureiro da empresa). Favor apagar todos os e-mails sobre este assunto”.

31. Vicentinho Alves (PR)

Aliado de Valdemar Costa Neto, réu condenado no Mensalão, Vincentinho acumula acusações de nepotismo em sua carreira política em Porto Nacional, Tocantins. Depois de uma faxina no Ministério dos Transportes, culminando no afastamento de Alfredo Nascimento em 2012, o senador manteve três sobrinhos na pasta.

Vicentinho Alves, conforme documento apreendido pela Polícia Federal, também foi parceiro de negócios de Costa Neto na construção de uma PCH (Pequena Central Hidrelétrica) numa fazenda do senador.

32. Blairo Maggi (PP)

Apelidado de “Motosserra de Ouro”, foi alvo de um inquérito arquivado pelo STF na Operação Ararath. A suspeita era de que Maggi teria sido beneficiado quando era governador do estado com a suposta “compra” de vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, responsável por fiscalizar gastos do governo matogrossense.

De acordo com o Janot, não houve indícios suficientes de crime. O caso foi arquivado por Dias Toffolli.

33. Simone Tebet (PMDB)

Em fevereiro de 2016, o juiz federal Leonel Ferreira determinou o bloqueio de bens da senadora Simone em função de possíveis irregularidades na obra de reforma do balneário de Três Lagoas (MS).

A acusação é de desvios em 2004, quando ela exercia o cargo de prefeita. A Justiça acatou o pedido do Ministério Público Federal, que alega ter existido desvio de recursos públicos para financiar campanha eleitoral. Os bens bloqueados foram equivalentes a R$ 51 mil.

34. Jader Barbalho (PMDB)

O ex-governador do Pará foi o último dos barrados pela Lei da Ficha Limpa a tomar posse no Senado. Jader teve sua candidatura indeferida por ter renunciado, em 2001, ao mandato de senador após ser acusado de desviar recursos do Banco do Estado do Pará (Banpará), da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do Ministério da Reforma Agrária.

O senador chegou a ser preso pela Polícia Federal sob a suspeita de integrar uma quadrilha acusada de desviar mais de R$ 1 bilhão da Sudam, do banco e do ministério. Ele foi detido em Belém, no ano de 2002.

35. Raimundo Lira (PMDB)

Líder da comissão do impeachment, o senador doou à chapa onde era suplente para o Senado, em 2010, o valor de R$ 870 mil, utilizando recursos que ele não havia incluído em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral, feita no ano anterior. De acordo com o TSE, a doação foi feita em 12 depósitos em espécie.

O parlamentar alega que houve um erro de informação e que os depósitos foram feitos por meio de cheques na boca do caixa, que foram erroneamente computados pela contabilidade de campanha como dinheiro vivo. Raimundo Lira diz que não declarou o valor porque a Lei Eleitoral não o obriga a fazer isso, decisão que é controversa entre juristas.

36. José Maranhão (PMDB)

Já respondeu a oito processos no Ministério Público Federal por abuso de poder político e econômico, compra de votos, conduta vedada e uso indevido de meios de comunicação. Maranhão foi governador da Paraíba entre 1995 e 2002.

Um de seus aliados é Cássio Cunha Lima, outro político do PSDB mais sujo que pau de galinheiro.

37. Hélio José (PMDB)

Acusado de incorrer na prática de pedofilia com uma sobrinha em 2010, Hélio José saiu do PSD no final de 2015 para entrar no — isso não é piada — Partido da Mulher Brasileira (PMB).

Saiu da nova legenda no começo deste ano para entrar no PMDB. Num discurso do ano passado, disse que as mulheres trazem “alegria e prazer”.

38. Romário (PSB)

Outro “indeciso” de ocasião que mudou de ideia depois que Temer o deixou nomear o diretor de Furnas. Em junho de 2016, a Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal para investigar o senador Romário pela suspeita de receber caixa dois de campanha na eleição de 2014.

Segundo a investigação, a suspeita é que a empreiteira Odebrecht deu R$ 100 mil ao parlamentar.

O indício surgiu a partir de mensagens de celular trocadas entre Marcelo Odebrecht e seu subordinado Benedicto Barbosa da Silva Júnior no período eleitoral.

O Supremo também recebeu uma investigação, iniciada pela Polícia Civil do DF, que apura se ele cometeu crime ambiental ao construir quadras de futebol e de futevôlei em uma casa às margens do Lago Paranoá, em Brasília.

39. Ciro Nogueira (PP)

O doleiro Alberto Youssef informou à Polícia Federal que o senador recebeu US$ 150 mil para integrar o partido no esquema criminoso. A declaração foi feita num depoimento de 2015, no bojo das investigações da Operação Lava Jato.

Os recursos não seriam oriundos da Petrobras, mas sim do escândalo do Banestado, de acordo com o delator.

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Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Diário do Centro do Mundo De A (Aécio) a Z (Zezé Perrella), a ficha suja dos espertos no “hospício" de Renan. Por Kiko Nogueira

19/08/2016

Sóbrio, Gilmar diria que Ficha Limpa "parece feita por Aécio Neves”

Filed under: AJUFE,AMB,Ficha Limpa,Ficha Suja,Gilmar Mendes,OAB — Gilmar Crestani @ 8:44 am
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OBScena: veja o que o Google informa a respeito de alcoolismo e outros tóxicos

Aécio Bêbado no Google

Se usarmos a razão, a Ficha Limpa incide antes do crime político. Houvesse sido aplicada com ainda mais eficácia, praticamente nenhum ministro do atuais usurpadores poderia estar ocupando cargo público. A Lei de Ficha limpa tem natureza pedagógica e, principalmente, incide antes do político alcançar o foro privilegiado. Seria esta a razão pela qual GM se insurge, cassado antes, não cai nas suas mãos?

Não não enganemos, Gilmar Mendes é o cavalo de Tróia de FHC deixado na porta do STF. Continua lá, vivo, porque há quem serve a alfafa. Em ambientes mais saudáveis, quem acusa a busca por decência no ambiente político não poderia, impunemente, ser chamar entidades OAB, AJUFE, AMB de bêbados. Mas, o que é chamar os decentes de bêbados para quem já chamou o TSE de Tribunal Nazista?!

Ora, a se julgar pelas decisões de Gilmar Mendes, Daniel Dantas poderia concorrer. Ganhou, em menos de 24 horas, dois habeas corpus. Aliás, até Abdelmassih poderia ter continuado sua vida de estuprador e, porque não, político com ficha limpa?!

Será que Gilmar Mendes manteria esta opinião se a lei tivesse sido proposta pelo PSDB, top ten dos cassados pela lei de ficha limpa?!

Se essa lei tivesse sido proposta por Aécio Neves ele diria que parece feita por toxicômano. Há ou não há escala que diferencia alcoólatra de toxicômano?

Se gosta tanto de se imiscuir na política, por que Gilmar Mendes não tira a toga e se candidata a alguma coisa, de vereador a Presidente?!

Mas, pior do que isso tudo, é o silêncio dos seus pares. Ficara parecendo que o enxovalhamento tem a conivência dos demais. No mínimo, coonestam por omissão.

Se não estivesse embriagado com a overdose de poder decorrente do bem sucedido golpe paraguaio, Gilmar Mendes se insurgiria contra uma lei proposta por várias instituições representativas da sociedade, com trâmite na Câmara e Senado, aprovada e sancionada? Sim, claro que se insurgiria.

E não, só. Quem é o usurpador que não pode concorrer a cargo eletivo por oito anos? Adivinhou quem lembro do ventríloquo da Rede Globo, Michel Temer.

Quais são os partidos com mais políticos afastados pela lei de ficha limpa?

Ficha Limpa

 

Aparentemente sóbrio, Gilmar diz que Ficha Limpa "parece feita por bêbados"

Aparentemente sóbrio, Gilmar diz que Ficha Limpa "parece feita por bêbados"

qui, 18/08/2016 – 12:38

Atualizado em 18/08/2016 – 12:46

 

Jornal GGN – Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse nesta quarta-feira (18) que a Lei da Ficha Limpa foi "mal feita" e que parece ter sido "elaborada por bêbados". A opinião ofensiva do ministro causou indignação até na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O presidente da OAB, Cláudio Lamachia, criticou as declarações de Gilmar, afirmando que o teor das afirmações "não se coaduna com a postura de um magistrado", e elogiou a Ficha Limpa.

Como presidente do Tribunal que julga matérias de eleições e direitos eleitorais, Lamachia acredita que Gilmar Mendes "deveria reconhecer e apoiar todas as iniciativas que aperfeiçoam o sistema eleitoral".

Além disso, o presidente da entidade chamou a atenção da postura de Gilmar, que com frequência, manifesta críticas e posicionamentos pessoais a partidos, políticos e matérias polêmicas.

"A linguagem usada por ele, inclusive, não se coaduna com a postura de um magistrado, notadamente um ministro do STF, na hora de exercer seu direito de crítica, seja ela direcionada à sociedade, proponente da lei, seja aos parlamentares que aprovaram a matéria, seja ao chefe do Executivo que a sancionou", completou Lamachia.

Em seguida, descreveu que a Lei que impede a candidatura de quem tem ficha suja é "amplamente reconhecida pela sociedade como um avanço da democracia e do sistema eleitoral". "Todas as entidades que apoiaram a Lei da Ficha Limpa, entre elas a OAB, estavam absolutamente conscientes da importância dessa medida", posicionou-se.

Aparentemente sóbrio, Gilmar diz que Ficha Limpa "parece feita por bêbados" | GGN

12/10/2015

Ficha corrida bonsai de um “limpa chão com merda”

E mais não se diz porque qualquer acréscimo é como cuspir na enchente. É por isso que nós, gaúchos, conhecendo a história do bravo PP gaúcho abrimos os pulmões e cantamos: “sirvam nossas patranhas de modelo a toda terra”.

Não se precisa de outro exemplo para comprovar a afirmação do Gregório Duvivier de que estão querendo limpar o chão com merda.

Quem recomendou rejeitar as contas da presidente Dilma?

dom, 11/10/2015 – 18:09 – Patricia Faermann

Jornal GGN – Está nas mãos do Ministério Público Federal do Distrito Federal o relatório produzido por investigadores da Operação Zelotes que apontam indícios de que Augusto Nardes, o ministro do Tribunal de Contas da União, recebeu R$ 1,6 milhão de vantagem no escândalo do Carf. O conselho vinculado ao Ministério da Fazenda é encarregado de julgar recursos contra multas aplicadas pela Receita Federal, e a Operação investiga possíveis fraudes para comprar decisões do Carf.

Nardes teria recebido a quantia da firma de consultoria SGR, uma das principais implicadas no esquema de corrupção. Ele é suspeito porque foi sócio, até 2005, da Planalto Soluções e Negócios, registrada em nome de seu sobrinho, Carlos Juliano. Por meio dessa empresa, receberam pagamentos da SGR, que teria corrompido conselheiros do Carf para favorecer empresas que discutiam multas no órgão.

Os pagamentos, no valor total de R$ 2,6 milhões, teriam ocorrido entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012, quando Nardes já era ministro do TCU. Atualmente, a investigação que tramitava na 10ª Vara Federal de Brasília foi remetida ao MPF/DF para possível encaminhamento ao Supremo Tribunal Federal (STF), corte responsável pelo julgamento de quem tem foro privilegiado, como é o caso do ministro.

Não é a primeira passagem de Nardes pela Suprema Corte. Tampouco a primeira vez que é investigado.

Histórico

João Augusto Ribeiro Nardes, gaúcho e produtor rural de Santo Ângelo, iniciou sua carreira política aos 21 anos, quando se tornou vereador pelo partido do governo militar, a partir do golpe de 64, o ARENA. Desde então, passou a deputado estadual pelo PDS, sigla sucessora do ARENA, em 1986, e já em democracia vigente no Brasil, 1990, foi reeleito pelo PPR, um dos braços do ARENA que tinha como liderança Paulo Maluf.

O partido se tornou PPB e, depois, o que até hoje é denominado como PP (Partido Progressista). Por essas siglas, Nardes foi deputado federal de 1994 a 2005, quando renunciou para assumir a cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU).

Em sua primeira passagem como réu no Supremo Tribunal Federal (STF), Nardes foi processado em agosto de 2004 por crime eleitoral, peculato e concussão, por omissão de declaração em prestação de contas, quando concorreu à deputado federal, na Ação Penal 363 (http://bit.ly/1PjRYfA). Na época, o ministro relator Marco Aurélio acatou a sugestão do então procurador-geral da República, Claudio Fonteles, propondo um acordo com Augusto Nardes, por não possuir antecedentes criminais (http://bit.ly/1PjRS7M).

No acordo, o STF propôs a visita trimestral, durante dois anos, em escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal, proferindo palestras sobre o sistema democrático e o processo eleitoral, e a doação para o programa do governo federal Fome Zero, no valor de R$ 1.000,00. (http://bit.ly/1OnM2TG) Nardes aceitou, sem, contudo, cumprir o acerto. Tentou fazer manobra, dizendo que concedeu as oito palestras em dois dias. O procurador denunciou ao STF a tentativa, exigindo que a pena fosse cumprida ao longo de dois anos, e não de dois dias. (http://bit.ly/1MhdDUW)

O envolvimento do ministro do TCU com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), mais especificamente com o esquema de controle e direcionamento de dinheiro público para as obras do Ministério dos Transportes, tem base no posto assumido por seu irmão, Cajar Nardes, em 2008, na gerência de projetos do Dnit.

O ex-diretor-geral afastado do órgão, Luiz Antônio Pagot, foi quem convidou Cajar para o cargo. Eles trabalharam juntos, quando o irmão de Augusto Nardes foi secretário de Estado no Mato Grosso, até 2005, no mandato do então governador Blairo Maggi, que depois migrou para o Senado pelo PR.

Ainda que revelada a intênção de tráfico de influência dos processos do Dnit no TCU, a chegada de Cajar ao órgão obrigou o TCU a repassar os processos de seu irmão para outro ministro, Raimundo Carreiro. Á época, em resposta, Cajar negou o tráfico de influência. Já Augusto Nardes, que era presidente do TCU, disse que a nomeação do irmão não lhe trouxe constrangimento ou dano à sua imagem. (http://bit.ly/1jetcl7)

Quatro anos depois, a relação de Nardes com o DNIT é revelada nas suspeitas de que o ministro do TCU seria alvo de investigação específica da Operação Castelo de Areia, sobretudo por sua relação com o ex-diretor do órgão Luiz Antonio Pagot.

Uma ampla documentação de executivos da Camargo Correia foi apreendida pela Polícia Federal, levantando o nome de Augusto Nardes relacionado a propinas em obras públicas. No relatório final da operação, o delegado Otavio Margonari Russo anexou pelo menos dois documentos incidindo sobre Nardes, além de uma reportagem relatando negociatas com Pagot. (http://bit.ly/1L2vKfM)

O delegado anexou nos autos um dos casos relatando que as empresas envolvidas nas obras da Eclusa do Tucuruí teriam fechado um "compromisso" de R$ 500 mil com Pagot e com o PP, partido à época de Nardes, e acrescentou uma reportagem da Folha de S. Paulo de 2009. Nela, Nardes votava pela liberação de um aditivo de R$ 155 milhões para a Camargo Corrêa nessa construção. Nardes, entretanto, não poderia analisar e votar o aditivo do Dnit, por estar impedido. (http://bit.ly/1FZI1BY)

"Não é só à Obra da Eclusa de Tucuruí que o nome de Nardes aparece atrelado. Nardes é também o relator do acórdão n. 2185/2007, do Plenário do TCU, em que decide que o repasse da verba federal destinada ao Rodoanel deveria ser liberada para o Dnit e a Dersa e, consequentemente, à Camargo Corrêa, apesar das irregularidades apontadas pela equipe técnica do TCU", apontou, ainda, o relatório da PF.

No período, Nardes também negou as irregularidades e a anulação da Operação Castelo de Areia enterrou o episódio.

Quem recomendou rejeitar as contas da presidente Dilma? | GGN

21/12/2014

Globo lava tucano a jato

Lava Rápido

Foi pensando nos tucanos
Que atrapalham o dia todo
E chega a noite
Sai correndo e vai roubar
Não tem tempo de jantar
Não tem água para banho
E nessas bandas geralmente faz calor

Foi que eu resolvi montar
Com qualidade
Um lava rápido dessa gente
Lá no centro da cidade

Premeditando o Breque (Premê

Globo quer transformar Lava Jato em golpe contra o PT

21 de dezembro de 2014 | 12:42 Autor: Miguel do Rosário

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Agora não há margem de dúvida.

A Globo resolveu centrar todo o seu poder de fogo contra o PT.

As “delações premiadas” tem sido inteiramente manipuladas com este objetivo.

Observe o quadro acima.

A informação sobre os 3% do PT, informadas por Paulo Roberto Costa, é baseada em “rádio corredor”, segundo seu próprio depoimento. Acusação muito mais direta de Costa menciona senadores tucanos, como Sergio Guerra, de receber R$ 10 milhões, Aécio Neves, de receber para fazer circo na CPI da Petrobrás, e Eduardo Campos, de receber R$ 20 milhões. Os 3% para o PT, no depoimento de Costa, foram ditos na base do “ouvi falar”.

Não interessa, a Globo só fala em PT.

Alberto Youssef é defendido por um advogado que tinha sinecura de luxo no governo tucano do Paraná e tem feito dobradinha descarada com a Globo.

Um dos testas de ferro de Youssef, por exemplo, o senhor Leonardo Meirelles, declarou que o doleiro tinha negócios com o PSDB e que Youssef tinha, como padrinho, um senador do Paraná (praticamente nomeando Álvaro Dias). Há um vídeo de seu depoimento. A mídia imediatamente tentou abafá-lo e neutralizá-lo.

As ligações de Youssef com o tucanato são antigas. Ele operou para quase todos os tucanos graúdos. Participou dos esquemas da privataria tucana e dos caixa 2 do partido em todas as suas eleições presidenciais. Há inúmeras matérias e documentos sobre isso. A mídia esconde tudo.

É um caso até parecido com o de Marcos Valério. Operam para tucanos durante anos, e são presos por operar para o PT. O PSDB usa e joga fora.

Os outros dois delatores “homologados” também têm longa relação com o tucanato. Augusto Mendonça é primo de Marcos Mendonça, tucano de alta plumagem, atual presidente da Fundação Anchieta, que controla a TV Cultura.  Augusto é envolvido até o pescoço no trensalão e tem interesse em detonar o PT.

É o mesmo caso do outro delator da Toyo Setal, porque o envolvimento com o trensalão é da empresa.

Abaixo, outros delatores, ainda não “homologados”:

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Pedro Barusco já confessou que participa de esquemas na Petrobrás há pelo menos 18 anos, ou seja, bem antes da chegada do PT ao poder.

Estão criando toda uma trama para envolver o PT, repetindo a estratégia bem sucedida da Ação Penal 470.

Não estou dizendo que o PT seja santo ou não tenha culpa no cartório. Estou dizendo que eles manipulam a informação, exageram os fatos, tiram outros partidos do foco, e, com isso, não fazem justiça, mas justiçamento partidário.

O procurador-geral começou a sofrer pressão da mídia e já piou. A sua declaração, agressiva, de que a diretoria da Petrobrás deveria ser substituída, equivaleu a um bater de continência para o quarto poder.

A mídia, que o vinha atacando, imediatamente passou a blindá-lo.

E agora ficamos sabendo que os julgamentos da Lava Jato serão feitos não pelo plenário do STF, mas pela Segunda Turma do tribunal. E quem terá cadeira cativa?

Ele mesmo, Gilmar Mendes.

A Segunda Turma será formada por Teori Zavaski, Carmen Lucia, Gilmar Mendes, Celso de Mello, mais o novato a ser nomeado por Dilma.

Cabe a Dilma agir rápido e nomear um ministro vacinado contra pressões, para que faça um julgamento limpo, imune às eternas tentativas de golpe branco patrocinadas por nossa direita midiática e golpista.

Cabe ao PT, sobretudo, fazer um enfrentamento político à altura, porque a mídia já deixou bem claro que partiu para a guerra total.

E a principal vítima nunca é o PT e sim a democracia e o interesse soberano do povo brasileiro.

Globo quer transformar Lava Jato em golpe contra o PT | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

18/12/2014

Graças ao poder de Gilmar Mendes, Maluf é quase um perseguido político

Filed under: Ficha Limpa,Ficha Suja,Gilmar IDP Mendes,Gilmar Mendes,Maluf,Malufar,Paulo Salim Maluf — Gilmar Crestani @ 9:04 am
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malufar

Em mais uma oportunidade Gilmar Mendes prova que ainda detém muito poder. Graças ao seu poder de persuasão, via IDP, do Silenciador Geral de FHC, o político brasileiro mais condenado no exterior devido à longa ficha de serviços prestados à lavagem de dinheiro, pode-se considerar um perseguido político. O Santiago, ainda nos anos 80, já havia cunhado a expressão malufar com o significado de desonestidade, falcatrua e outros adjetivos similares. Estava errado. Com a decisão do TSE o Papa Francisco ainda será constrangido a beatifica-lo.

Seria interessante uma comparação entre José Genoíno e Paulo Salim Maluf, a ser escrita com direito à citação ao domínio do fato…

Maluf é ficha-limpa e pode assumir mandato, diz TSE

Com nova formação, corte derruba decisão e libera registro de deputado

Pepista foi condenado pelo superfaturamento de obras do túnel Ayrton Senna quando foi prefeito de São Paulo

SEVERINO MOTTA, DE BRASÍLIA, para a FOLHA

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) acatou nesta quarta-feira (17) um recurso da defesa do deputado Paulo Maluf (PP-SP) e deferiu seu registro de candidatura. Com isso, ele será diplomado e assumirá um novo mandato a partir do ano que vem.

"Na minha vida pública sempre confiei, confio e continuarei confiando na Justiça Brasileira", afirmou Maluf após a decisão.

Como foi o deputado mais votado em sua coligação (escolhido por 250 mil eleitores), a validação de seus votos deve alterar a composição da Câmara, já que a lista de eleitos havia sido feita sem eles.

A reviravolta no TSE ocorreu devido a alteração na composição da corte. Na votação em que Maluf foi barrado com base na Lei da Ficha Limpa, em setembro, por 4 votos a 3, a corte contava com o ministro Admar Gonzaga.

Nesta quarta, Admar estava em viagem oficial e em seu lugar participou do julgamento o ministro Tarcísio Vieira, que votou a favor de Maluf e virou o placar para 4 a 3.

A troca fez com que o presidente do TSE, Dias Toffoli, e os ministros Gilmar Mendes e João Otávio Noronha, que haviam criticado duramente os ministros que barraram Maluf em setembro, passassem da posição de votos vencidos para vencedores.

Em setembro, Maluf foi considerado ficha-suja devido à sua condenação por improbidade administrativa relativa ao superfaturamento das obras do túnel Ayrton Senna quando foi prefeito de São Paulo (1993-1996).

Mas, para ser barrado com base na Ficha Limpa, a condenação tem que ser dolosa, quando há intenção de cometer o crime. E a condenação de Maluf no Tribunal de Justiça de São Paulo não afirma que os atos foram dolosos.

Para enquadrar Maluf na Ficha Limpa, a maioria do TSE havia entendido que não seria possível que o parlamentar tivesse participado do esquema sem querer.

Na ocasião, votaram para barrar Maluf a relatora do caso, ministra Luciana Lóssio, Admar Gonzaga, Maria Thereza de Assis e Luiz Fux.

Naquela sessão, Toffoli e Gilmar disseram que a corte eleitoral estava extrapolando suas atribuições, uma vez que estaria qualificando criminalmente a conduta de Maluf.

Nesta quarta, Tarcísio repetiu Toffoli e Gilmar. Por isso, acolheu o recurso e formou maioria a favor de Maluf.

28/10/2014

Por que quando o corrupto é do PSDB a Folha trata como algo normal?

ficha-sujaNão há aquelas manchetes criminalizando toda a instituição a que pertence o meliante. Se as pessoas se dessem contas destas sutilezas, que nem são lá tão sutis assim, talvez odiassem menos o PT e passassem a olha a relação do PSDB com a Folha, Estadão e Veja com outros olhos.

Fatos como estes, acontecem todos os dias, mas não chegam à capa. Não é mero acaso que o PSDB seja o partido com mais políticos cassados pelo Ficha Limpa. Na verdade, ninguém chega ao pés do PSDB em termos de Ficha Suja, mas que, devido à proteção mafiosa dos velhos grupos de mídia.

O mais engraçado, não fosse trágico, é o esforço que velha mídia faz por colar no PT o que no PSDB faz parte de sua própria essência, como  a pele.

Investigado, fiscal comprou 19 imóveis em cinco anos

Servidor e assessor de vereador são suspeitos de cobrar propina de comerciante

Citado em reportagem da TV Globo, vereador terá que se explicar ao PSDB; ele diz que exonerou assessor

ARTUR RODRIGUES LEANDRO MACHADO, DE SÃO PAULO, para a FOLHA

Investigado pela prefeitura, um fiscal suspeito de cobrar propinas durante a CPI dos Alvarás na Câmara Municipal de São Paulo acumulou ao menos 19 imóveis nos últimos cinco anos.

Na lista de bens do engenheiro Roberto de Faria Torres, constam apartamentos de alto padrão, vagas em edifícios garagem e boxes em prédios comerciais.

Gravação exibida no "Fantástico", da TV Globo, mostra o assessor parlamentar Antonio Pedace pedindo R$ 15 mil ao dono de um bar.

O dinheiro, segundo a reportagem, seria usado para retirar o estabelecimento da lista de fiscalizados da CPI.

Torres é funcionário da prefeitura emprestado para a Câmara. Pedace é assessor do presidente da CPI, vereador Eduardo Tuma (PSDB).

Na lista de imóveis do fiscal investigado, obtida pela Folha, consta, por exemplo, um apartamento de um condomínio na Vila Mariana, zona sul, em que uma unidade custa mais de R$ 1 milhão.

Torres recebe R$ 4.000 por mês na Secretaria Municipal de Licenciamentos. Para comprar um apartamento como esse, teria de juntar todo o salário por mais 20 anos.

Desde 2005, ele adquiriu ao menos quatro apartamentos, uma casa, duas vagas em edifícios garagem e dez boxes em um edifício comercial, na região central.

O fiscal já era investigado pela CGM (Controladoria Geral do Município), que mapeou servidores com patrimônio suspeito. Agora, o órgão vai apurar a suposta extorsão ao comerciante.

De acordo com o vídeo exibido pelo "Fantástico", Torres e Pedace indicam outro engenheiro, Marcos Peçanha, que pede R$ 13 mil ao comerciante para "dar baixa" no processo, com um parecer que retiraria o estabelecimento da lista da CPI.

Em outra gravação, Peçanha diz ao dono do bar que falará diretamente com o presidente da CPI, Eduardo Tuma. Ele diz que daria um "presente" ao vereador.

INVESTIGAÇÃO

O promotor Roberto Bodini, que abriu investigação nesta segunda (27), afirma que mais pessoas dizem ter sido extorquidas.

O PSDB diz que Tuma terá de se explicar em uma reunião nesta terça (28). O vereador afirma que exonerou Pedace e cobrou explicações dele, além de acionar criminalmente Marcos Peçanha.

O advogado de Pedace, David Figueiredo, nega que seu cliente tenha cometido irregularidades. Ele afirma ser sócio, em um escritório de advocacia, do ex-deputado federal Robson Tuma, primo do vereador Eduardo Tuma.

A Folha não localizou Torres e Peçanha.

25/09/2014

Lasier Marins: não tenho pena deste apenado!

Filed under: Ficha Suja,Lasier Martins,RBS — Gilmar Crestani @ 9:40 am
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EXCLUSIVO – LASIER MARTINS É CONDENADO PELA JUSTIÇA POR OFENDER SERVIDOR PÚBLICO

O candidato ao Senado Lasier Martins (PDT-RS), ex-funcionário da RBS e ex-integrante da Mocidade da ARENA, foi condenado em última instância a indenizar o agente da Polícia Federal Gilnei da Costa Carvalho por ofensas pessoais no exercício de suas funções. A ação já transitou em julgado e o pagamento da indenização foi feito no início deste ano. A imprensa corporativa gaúcha fez questão de ocultar o caso da opinião pública.

Tudo começou quando o porta-voz das oligarquias guascas compareceu a um posto da Polícia Federal, no bairro Azenha, em Porto Alegre, para pedir dois passaportes em nome de suas filhas menores de idade. A certa altura do procedimento, o agente federal que o atendia solicitou que Lasier apresentasse seu RG, como determina a lei. Sem portar o documento, Lasier tentou isentar-se deste quesito, alegando que todo mundo sabia quem ele era. Diante da irredutibilidade do funcionário em relevar a exigência legal de apresentar a cédula de identidade, Lasier Martins rodou a baiana e surtou, passando a ofender o servidor, aos gritos.

De acordo com os depoimentos de Gilnei Carvalho e de mais duas testemunhas, Lasier proferiu frases chulas, como “Burocrata, vagabundo, filho da puta, recalcado, vai à merda”, entre outros impropérios. Não contente com o discurso injurioso no local de trabalho do agente federal, naquele mesmo dia Lasier ocupou o microfone da Rádio Gaúcha, durante seu programa Gaúcha Repórter, e passou toda a tarde difamando e achincalhando o servidor público, citando seu nome no ar.

O processo teve início em 1998, com três ações judiciais, sendo duas delas no âmbito da Justiça Federal. Graças ao poder econômico e a uma inacreditável sequência de chicanas jurídicas, Lasier safou-se delas, sendo beneficiado acintosamente pela ex-ministra tucana do STF (na época, ainda no TRF-4) Ellen Gracie. A ação indenizatória, no entanto, prosperou, a despeito das dezenas de recursos protelatórios impetrados pelos rábulas do radialista.

Em sua sentença, o juiz Luís Gustavo Pedroso Lacerda, da 13ª  Vara Cível de Porto Alegre, fez a seguinte alusão: “Destaco que foi oportuna a menção à expressão “Você sabe com quem está falando?”, bordão infelizmente incrustrado em nossa sociedade de “pessoas” e não “indivíduos iguais perante a lei”, sabiamente abordado na magistral obra do antropólogo Roberto da Matta (in Carnaval, Malandros e Heróis).”

A condenação judicial também alcançou a Rádio Gaúcha, do Grupo RBS. O valor da indenização, corrigido, atingiu a casa dos R$ 100 mil, para cada um, mais os honorários advocatícios.

Se tiver paciência para ler a íntegra dos processos, clique aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Cloaca News

21/09/2014

Adeus, pena de aluguel!

Enquanto os cães ladram, a caravana passa. O ódio disseminado pelos ventríloquos de aluguel é alimento para capacho. Tanto mais ódio disseminam, menos votos conseguem. É o caso clássico do comportamento que revela mais sobre quem odeia do que sobre o objeto do ódio. Por que tamanha obsessão? Por que é tão difícil usar a razão, botar os neurônios a trabalhar?

Será que eles não veem que os partidos com os quais estes magarefes se aliam tem muito, mas muito mais ficha sujas cassados pela Justiça Eleitoral? E isso que eles contam com um advogado de peso no STF, Gilmar Mendes, que, ao perder uma decisão, perde também a decência e chama o TSE de Tribunal Nazista. Tudo porque FHC lhe havia pedido para interferir a favor de José Roberto Arruda. Aliás, personagem incensado pela Veja como sendo um pessoa brilhante. Não há nos anais da corrupção alguém cujo ato de corromper tenha sido tão bem documentado, com áudio, vídeo e dinheiro, do que aquilo que se convencionou chamar de Mensalão do DEMo…. Pois este personagem mereceu a tentativa de interferência na decisão do Poder Judiciário de duas personagens muito queridas dos meios mafiomidiáticos: FHC & Gilmar Mendes.

Não é mera coincidência que o Instituto Millenium tenha partido para a tarefa de patrulhar o Poder Judiciário. De fato, terão muito trabalho para proteger tantos bandidos.

E aí, Villa? Como fica?

21 de setembro de 2014 | 13:54 Autor: Miguel do Rosário

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Há alguns meses, o historiador ultratucano Marco Antonio Villa publicou um artigo no Globo, onde tem espaço cativo, intitulado Adeus, PT.

Foi reproduzido, naturalmente, em todos os espaços tucanos. Os blogueiros da Veja o reproduziram com entusiasmo.

Pois bem, nada com um dia após o outro.

Nem vou entrar no mérito se o PT vai crescer ou não este ano. Mas é absolutamente ridículo achar que ele vai “acabar”. Provavelmente, vai crescer.

Quanto ao PSDB, faltando cerca de 2 semanas para as eleições, as previsões dos próprios tucanos, segundo informação de Ilimar Franco, são sombrias:

Para onde vai o PSDB?
Por ILIMAR FRANCO

21.9.2014 9h07m
O PSDB está mergulhando numa profunda crise. As previsões dos especialistas são as de que os tucanos vão encolher na Câmara, no Senado e nos governos estaduais. Além disso, o partido não terá mais expectativa de poder. Se a presidente Dilma for reeleita, Marina Silva será a alternativa de poder para 2018. Se Marina vencer, quem assumirá a bandeira da oposição será o PT. Uma derrota em Minas deixará o partido ainda mais paulista.

O feitiço se voltou contra o feiticeiro. Tudo que Villa havia previsto acontecer contra o PT, vai desabar contra o PSDB.

E aí, Villa? Como fica? | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

13/09/2014

Nem o conluio de Gilmar Mendes com FHC consegue salvar o careca da Veja

OS TRÊS PATETAS

Jose Roberto Arruda, Gilmar Mendes & FHCNão adiantou o magarefe do direito, Roberto Gurgel, protelar por três anos, a pedido de FHC, a denúncia. E aí chegamos no outro duto que mantinha Arruda por aparelhos, a Veja. Em julho de 2009, a Veja levou para as páginas cor de merda o açougueiro da moralidade alheia, com o título “Ele deu a volta por cima”. Por cima da ética, do decoro, da decência! Pior, como reincidente. José Roberto Arruda só foi escolhido como um dos três carecas de FHC por sua notória “honestidade”, revela na história da violação do painel do Senado em parceria com Luís Estêvão e ACM.

A mesma honestidade de FHC ao cobrar de Gilmar Mendes a defesa do seu pupilo no TSE. Gilmar Mendes perdeu e, como mau perdedor, achou por bem chamar o TSE de Tribunal Nazista. Nazismo, taí algo que, pelo seu mau comportamento, Gilmar Mendes paga tributo.

Arruda renuncia: "Não desisti, fui desistido"

Favorito na disputa pelo Governo do Distrito Federal, o ex-governador José Roberto Arruda, do PR, anunciou neste sábado, 13, em entrevista coletiva, a desistência de sua candidatura; com o registro barrado pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa, Arruda questionou a aplicação da lei; "A pergunta que se faz é se as leis são iguais para todos ou se mudam de acordo com a cara do freguês"; condenado por improbidade e conhecido por participar do chamado Mensalão do DEM, Arruda será substituído pelo vice na chapa, Jofran Frejat (PR); mulher do ex-governador, Flávia Peres (PR), foi escolhida a nova vice

13 de Setembro de 2014 às 13:48

Brasília 247 – Em entrevista coletiva neste sábado, 13, o ex-governador José Roberto Arruda (PR) oficializou a renúncia de sua candidatura a governador do Distrito Federal. Ele será substituído pelo vice na chapa, Jofran Frejat (PR). A mulher do ex-governador, Flávia Peres (PR), foi escolhida a nova vice.

Arruda teve o registro de candidatura barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa, por ter sido condenado por improbidade administrativa. O ex-candidato liderava com 37% das intenções de voto, segundo a última pesquisa Datafolha, da quarta-feira, 10.

José Roberto Arruda afirmou que a decisão renunciar foi debatida com a Coligação União e Força (PR-PTB- DEM-PMN-PRTB). "Eu não desisti, fui desistido. Discutimos e julgamos que tinha chegado o momento de fazer a substituição, de modo que as nossas propostas e o nosso plano de governo sejam mantidos", disse.

Sobre o substituto, o ex-governador frisou que Jofran Frejat é um nome de consenso. "Ele é um homem muito experiente, maduro, muito bem preparado e era a escolha natural." Arruda disse ainda que, em pesquisas feitas com o eleitorado, o nome da mulher dele, Flávia, se destacou. "Para a minha alegria, o nome da Flávia apareceu como o que mais tinha capacidade de me representar, mas, em uma decisão que eu considero de amadurecimento, ela achou que não era o momento", declarou.

O político do PR questionou a aplicação da Lei da Ficha Limpa. Para ele, no seu caso ela foi usada para "fins mesquinhos". "A pergunta que se faz é se as leis são iguais para todos ou se mudam de acordo com a cara do freguês", disse.

Decisões da Justiça

José Roberto Arruda foi condenado pelo Tribunal de Justiça do DF por improbidade administrativa no dia 9 de julho, em segunda instância, pelo suposto envolvimento no esquema de corrupção conhecido por mensalão do DEM.

Na quinta, o TSE rejeitou recursos protocolados pela defesa de Arruda e manteve a decisão de considerar o político do PR inelegível. Na sexta, a defesa protocolou petição em que pedia “urgência” ao Supremo Tribunal Federal (STF) para decidir se suspendia ou não decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o considerou inelegível.

A Procuradoria-Geral Eleitoral enviou ao TSE pedido para que fossem suspensos todos os atos de campanha de Arruda. O partido tinha até este domingo (14) para decidir se substituía a candidatura dele, e o STF não havia se manifestado a respeito.

A defesa do ex-governador alega que o pedido de registro da candidatura foi feito antes da condenação, quando Arruda ainda era ficha limpa – e, por isso, o registro não pode ser indeferido.

Segundo o entendimento do TSE e do TRE, no entanto, a condenação posterior ao pedido de registro também pode ser vista como condição de inelegibilidade. A reclamação constitucional apresentada na quinta-feira afirma que estas decisões contrariam sentenças anteriores do próprio TSE. (Matéria atualizada às 17h12)

Arruda renuncia: "Não desisti, fui desistido" | Brasil 24/7

12/09/2014

Veja como vota o Cavalo de Tróia deixado por FHC, Gilmar Mendes

TSE mantém indeferida candidatura de Arruda

Apesar de derrota, candidato ao governo do DF recorreu ao STF e campanha continua

DE BRASÍLIA

Por seis votos a um o Tribunal Superior Eleitoral negou nesta quinta (11) recurso do ex-governador José Roberto Arruda (PR) e manteve indeferido seu registro de candidatura na disputa pelo governo do Distrito Federal.

Apesar da nova derrota na Justiça Eleitoral, Arruda já apresentou recurso Supremo Tribunal Federal e ainda poderá seguir normalmente com sua campanha.

Segundo o Datafolha, ele lidera a disputa com 37% das intenções de voto, à frente do atual governador, Agnelo Queiroz (PT), que tem 19%.

Arruda havia sido barrado pelo TSE no mês passado com base na Lei da Ficha Limpa. Primeiro governador a ser preso no exercício do mandato, ele foi condenado por improbidade administrativa nos desdobramentos da Operação Caixa de Pandora, que revelou o mensalão do DEM.

Devido a esta condenação, foi considerado "ficha-suja" e teve o registro de candidatura negado. No TSE, seus advogados disseram que, como a condenação aconteceu após ele ter apresentado pedido de registro, ela não poderia ser usada para impedi-lo de concorrer.

Os ministros, no entanto, entenderam que durante todo o processo de análise do registro de candidatura condenações podem ser usadas para barrar candidatos com base na Lei da Ficha Limpa.

Único a votar a favor de Arruda, Gilmar Mendes disse que a corte nunca havia usado condenações posteriores ao registro para barrar candidaturas.

(SEVERINO MOTTA)

11/09/2014

Os anões morais do PSDB

Aécio Neves se decompõe a olhos vivos. E não é só por culpa de sua direção embriagada nem de sua amizade com Zezé Perrella. José Serra é o grande artífice da descontrução de Aécio Neves. Nada poderia ter sido mais demolidor para o futuro político do menino das alterosas do que o fabuloso artigo “Pó pará, governador”. Neste episódio ficou evidente que se Aécio tinha a velha mídia mineira nas mãos, José Serra tinha a velha mídia paulista sob seu taco. Se a decantação do futuro político do Aécio começou com José Serra, a pá de cal coube ao magarefe da ABL, também conhecido por Prof. Cardoso. Em pleno andamento da eleição FHC deu um pontabé com meias de pelica na glúteos do Menino Maluquinho ao apoiar abertamente, a pedido do Banco Itaú, Marina Silva. Para piorar as coisas para Aécio Neves, o maior legado de FHC foi deixar Gilmar Mendes no STF para fazer o serviço sujo travestido com embalagem legal. Nada poderia ser mais devastador para um discurso moralista do que um jagunço desembestado ladeira abaixo.

A parceria de Gilmar Mendes & seu mentor para aliviar a barra do sujeito mais corrupto de Brasília sujou de vez a barra eleitoral de Aécio Neves. Afinal, como pode condenar em outros partidos quando, ali ao lado, dois próceres de seu partido se aliam para jogar para debaixo do tapete toda sujeira filmada de José Roberto Arruda?! Não há notícia de outro ato de corrupção tão bem documentado do que aquele que envolve o pivô do Mensalão do DEMo. Nada disso interesse se há no meio do caminho um pedido do Padrinho, que lembra a Cosa Nostra, para livrar o neto candango da Ficha Suja. A chave de ouro perpetrada pelo bocó foi uma pérola jurídica jogada nas atas do TSE: Tribunal Nazista!

Gilmar Mendes: o uso da chicana para garantir a candidatura de Arruda

qui, 11/09/2014 – 10:45

Atualizado em 11/09/2014 – 12:19

Por Alan Souza

Depois de FHC ter confirmado publicamente o pedido a Gilmar Mendes pra votar a favor de Arruda no TSE (e Gilmar realmente votou a favor do ex-governador do DF!), o ministro do STF parece ter perdido totalmente a compostura e o pudor. Agindo sem qualquer preocupação de disfarçar suas ações parciais, Gilmar Mendes pediu vistas do processo de Arruda e impediu que sua campanha fosse suspensa desde já.

da Agência Brasil

Gilmar Mendes pede vista de recurso de Arruda no TSE

O ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu vista do recurso no qual José Roberto Arruda, candidato ao governo do Distrito Federal, pede para ter a candidatura liberada. Arruda foi barrado pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de condenados pela segunda instância da Justiça.

Antes da interrupção do julgamento, os ministros Henrique Neves e Admar Gonzaga votaram pela rejeição do recurso por entenderem que não houve erros ou contradições na decisão do TSE. No dia 26 de agosto, a maioria dos ministros manteve decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, que negou o registro do candidato.

Não há prazo para que o julgamento seja retomado. Até decisão final do TSE, mesmo sem ter registro de candidatura, Arruda pode continuar a campanha normalmente.

No dia 9 de julho, Arruda foi condenado por improbidade administrativa pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal. A condenação é referente à Operação Caixa de Pandora, que investigou o esquema de corrupção que ficou conhecido como mensalão do DEM.

Gilmar Mendes: o uso da chicana para garantir a candidatura de Arruda | GGN

10/09/2014

Afilhado de Gilmar Mendes & FHC perde mais uma

Filed under: Brasília,Ficha Suja,Gilmar Mendes,José Roberto Arruda,STJ — Gilmar Crestani @ 8:51 am
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Bancada do Gilmar Mendes recebendo instruções

Gilmar Mendes comanda reunião partidária

Será que Gilmar Mendes vai repetir o que disse quando perdeu no TSE: tribunal nazista?! A gente costuma atribuir o papel nefasto apenas ao executor, mas poucos lembram que alguém pôs ele lá para fazer exatamente o que está fazendo, e o elemento se chama Fernando Henrique Cardoso, também conhecido pela sigla FHC.

Diante de tantas condenações e considerando a expressiva votação com que os candangos o sufragam, já não podem mais dizer que são os corruptos são mandados para Brasília pelos Estados. A verdade é que á uma força atrativa, e que os brasilienses teimam em provar. Depois de Paulo Otávio, Luis Estêvão agora José Roberto Arruda. Que os candangos assumam sua parte no apoio aos corruptos.

STJ nega recurso e mantém como ficha-suja ex-governador Arruda

DE BRASÍLIA – A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça negou nesta terça (9), por 3 votos a 1, recurso do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PR) e manteve sua condição de ficha-suja.

Sua defesa conta ainda com recursos para tentar salvar a candidatura. O problema é que pode não haver tempo hábil para garantir o nome de Arruda nas urnas em 5 de outubro.

Segundo o Datafolha, ele lidera a disputa pelo governo do DF, com 34%, seguido pelo governador Agnelo Queiroz (PT), com 19%, e por Rodrigo Rollemberg (PSB), com 13%.

Arruda foi condenado em segunda instância por improbidade administrativa, devido à participação no esquema que ficou conhecido como mensalão do DEM. Com a condenação, foi considerado ficha-suja pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de acordo com critérios da Lei da Ficha Limpa.

Nesta terça, no STJ, ele tentou derrubar a condenação por improbidade. Com a derrota, apresentou outro recurso ao STJ. Não há prazo para que a nova apelação seja analisada.

Paralelamente, Arruda recorreu ao TSE. O julgamento desse recurso, previsto para esta terça (9) à noite, foi adiado por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. A expectativa é que o caso seja retomado na quinta (11). Até lá, a campanha do político pode prosseguir.

27/08/2014

Quem é vice-presidente de tribunal nazista é o quê? Nazista!

Filed under: FHC,Ficha Suja,Gilmar Mendes,José Roberto Arruda,Nazismo,TSE — Gilmar Crestani @ 9:34 pm
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A lista de serviços prestados aos corruptos é longa, mas alguns nomes sobressaem no armário do magarefe: Rober Abdelmassih, Daniel Dantas, Carlinhos Cachoeira, Demóstenes TorresGilmar Mendes ficou todo dodói porque não pode atender a mais um pedido de seu mentor, FHC, para soltar mais um corrupto.

“Nazista”. É Gilmar, sobre o TSE, no caso Arruda

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Vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Gilmar Mendes criticou a decisão que rejeitou a candidatura de José Roberto Arruda ao governo do DF; segundo ele, a mudança de jurisprudência do TSE durante o julgamento do caso, sobre o momento em que as condições de inelegibilidade são aferidas pela Justiça Eleitoral, não teve justificativa; "Todo tribunal tem escrúpulo em mudar jurisprudência. E justifica. E não faz de conta que, ontem eu estava votando assim, e hoje é assado. Isso é brincadeira de menino"

27 de Agosto de 2014 às 18:55

André Richter – Repórter da Agência Brasil

O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, criticou hoje (27) a decisão que rejeitou a candidatura de José Roberto Arruda ao governo do Distrito Federal, com base na Lei da Ficha Limpa. Segundo o ministro, a mudança de jurisprudência do TSE durante o julgamento do caso, sobre o momento em que as condições de inelegibilidade são aferidas pela Justiça Eleitoral, não teve justificativa.

"Todo tribunal tem escrúpulo em mudar jurisprudência. E justifica. Quem tem responsabilidade institucional, justifica. Estou mudando por causa disso. E não faz de conta que, ontem eu estava votando assim, e hoje é assado. Isso é brincadeira de menino. Agora, para esse caso eu voto assim. A gente não cria jurisprudência ad hoc [para o caso específico]. Quem faz isso é tribunal nazista", disse.

Na sessão de ontem (27), Mendes proferiu o único voto a favor da concessão do registro de candidatura de Arruda. No entendimento do ministro, as condições de elegibilidade são aferidas no momento da apresentação do registro, conforme a jurisprudência do TSE antes do julgamento de ontem. Segundo o ministro, a regra serve para evitar casuísmos políticos e a manipulação da pauta de julgamento para condenar políticos.

No julgamento de Arruda, a atual composição do tribunal definiu que as condições de inelegibilidade podem ser aferidas após o pedido de registro de candidatura, desde que seja garantido o direto à ampla defesa.

A defesa de Arruda se baseou na antiga jurisprudência para requerer a concessão do registro. Segundo a defesa, a decisão da Justiça do Distrito Federal que o condenou, em segunda instância, por improbidade administrativa, foi proferida no dia 9 de julho, após o protocolo do registro, ocorrido no TRE-DF em 4 de julho. Dessa forma, segundo a defesa, o candidato está apto para concorrer e não seria alcançado pela Lei da Ficha Limpa.

Mais uma do estafeta de FHC

Atendendo solicitação de FHC, Gilmar Mendes, assim como fizera com Carlinhos Cachoeira, Demóstenes Torres, Daniel Dantas, Roger Abdelmassih, continua sua luta solitária protegendo corruptos e bandidos. Não há, no meio jurídico, nem durante a ditadura, um personagem que mais tenha se postado ao lado dos piores condenados deste país. Gilmar Mendes é, no meio jurídico, a cara de FHC. Está para o Direito como FHC para a Administração Pública. A matéria da Folha, transcrita abaixo, é demolidora do caráter, se é que ainda restava alguns resquício, de FHC. Ao pedir para Ministros nomeados por ele para que inocentassem o corrupto, FHC fecha com chave de ouro uma biografia escrita com letras hipotecadas à corrupção.

Quando Gilmar Mendes acusou, sem provas e desmentido, Lula de procurá-lo estava apenas construindo um álibi perfeito para o que era e é uma prática corrente entre ele e seu mentor, FHC.

Enquanto não forem trocados todos os Sinistros deixados por FHC o STF continuará sob suspeita!

Por 6×1, TSE decide manter impugnação de Arruda

Roberto Jayme_ASICS_TSE:

Como relator, ministro Henrique Neves recomendou a rejeição ao recurso de José Roberto Arruda (PR) contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) que o considerou inelegível com base na Lei da Ficha Limpa; Gilmar Mendes, único voto a favor do candidato, desabafou no plenário e classificou como "rastaquera" a política no Distrito Federal; Arruda ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF)

TSE barra candidatura de Arruda para o governo do Distrito Federal

Cinco ministros enquadraram ex-governador na Lei da Ficha Limpa

SEVERINO MOTTADE BRASÍLIA

Cinco dos sete ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) votaram para barrar a candidatura do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PR) com base na Lei da Ficha Limpa.

O julgamento ainda não tinha sido concluído. Caso fosse encerrado nesta quarta (27), ele seria considerado inelegível pela Justiça Eleitoral.

Apesar dessa situação, como ainda existe a possibilidade de recursos no próprio TSE e no STF (Supremo Tribunal Federal), Arruda poderá seguir com sua campanha normalmente até que sua apelação seja analisada.

Condenado por improbidade administrativa por órgão colegiado de Justiça no mês passado, Arruda já havia sido considerado inelegível pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Distrito Federal.

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça (26) pela Rede Globo mostrava Arruda com 37% das intenções de votos para o governo do Distrito Federal.

Em conversa com um advogado de Brasília, à qual a Folha teve acesso, Arruda temia que o TSE barrasse sua candidatura.

"A situação que eu tenho hoje é que… Eu tenho uma chance no TSE menor", disse na conversa em que participaram, entre outras pessoas, o advogado Eri Varela, que há anos atua para o ex-governador Joaquim Roriz.

No áudio, Varela e Arruda falam sobre votos que podem ser favoráveis ao ex-governador no TSE. O advogado pergunta sobre os ministros Gilmar Mendes e João Otávio de Noronha. Ao responder, Arruda disse ter entrado em contato com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que os indicou para as cortes.

Questionado, Fernando Henrique Cardoso respondeu, em nota, que "Arruda falou comigo a respeito de seu recurso ao TSE. Queria que o julgamento ocorresse a tempo de, se favorável, concorrer ao governo de Brasília. Como sempre, sou muito cuidadoso nessas matérias. Apenas indaguei o ministro Gilmar se havia chance de isso ocorrer. Fui informado de que haveria um julgamento anterior que prejulgaria o caso. Nada mais pedi a ninguém".

Gilmar Mendes disse não se lembrar da conversa com FHC: "Posso ter falado sobre o tema, todos perguntam. Eu tenho dito a mesma coisa. A jurisprudência no TSE dizia que o que valia era o dia do registro da candidatura. Hoje, com a nova composição, não sei qual será o resultado".

João Otávio de Noronha disse que não foi procurado por FHC: "Estou indignado com esse tipo de coisa. Estão me vendendo nas costas aí. Se tem uma pessoa que vota claro e transparente no TSE, sou eu. Sabem como voto, o que penso. Não sou homem de surpresas".

06/07/2014

Pesos e medidas, Genoíno e Arruda

Condenação de ex-governador irá para 2ª instância

DE BRASÍLIA

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, derrubou decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que impedia o julgamento, em segunda instância, da condenação por improbidade administrativa do ex-governador do José Roberto Arruda (PR-DF).

Ele foi condenado em primeira instância pela Justiça do Distrito Federal e, caso a decisão fosse mantida na segunda instância, impediria sua candidatura neste ano.

Como o candidato sofreu condenação só na primeira instância, não está inelegível, segundo a Lei da Ficha Limpa. Arruda ficaria impedido se a condenação fosse mantida por um órgão colegiado (com vários juízes) antes que ele registrasse sua candidatura –o que ocorreu na semana passada.

Mesmo que ele seja condenado em segunda instância, a jurisprudência indica que isso não afetaria mais a candidatura. Caso Arruda vença e seja condenado antes da posse, poderá assumir. O Ministério Público é contra essa interpretação do STF e procura modificá-la.

Arruda foi condenado pelo caso conhecido como "mensalão do DEM".

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