Ficha Corrida

31/12/2016

Bestiário da Cleptocracia

Para terminar com chave de ouro este inesquecível ano de 2016, aí vai uma lista para que você, que gritou FORA DILMA e vestiu a Camisa Verde-Amarela da CBF, possa lembrar de seus parceiros e brindar. Eles são a prova de que não estavas sozinho na luta pra instalar uma verdadeira Cleptocracia em Brasília. Neste réveillon, não esqueça de homenagear seus parceiros.

Brinde, mas com precaução. Evite pronunciar o nome deles perto de pessoas decentes.

Coisas do Brasil

A SEGUIR, UMA GALERIA MACABRA, DESACONSELHÁVEL PARA MENORES DE IDADE E ADULTOS DECENTES.

José Yunes ScreenShot_20161231092528


Como Cristovam Buarque, o “Reitor” da Odebrecht, tornou-se um dos políticos mais desprezados do país

Cristovao Buarque

  Um espectro ronda o Brasil: o espectro do desprezo a Cristovam Buarque.

Só a Folha consegue botar uma foto de um oriental com olhinhos puxados para ilustrar a manchete dos R$ 23 milhões do Tarja Preta na Suíça…

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Mais um acusador moralista caiu. José Serra, o tucano da bolinha de papel, Ministro da Submissão Internacional de Michel Temer.

paulo-skaf-fiespPaulo Skaf, da FIESP, em manifestação na Avenida Paulista, contra a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de chefe da Casa Civil, em 17 de março de 2016.

Sem apelido carinhoso nas delações da Odebrecht, Skaf esteve no protesto em São Paulo no dia 13 e também marcou presença no Rio de Janeiro, em 25 de outubro. Pai espiritual do pato amarelo gigante que foi plagiado de um artista holandês, o chefão da Fiesp é uma das estrelas da delação de Cládio Melo Filho, da Odebrecht.

Ele afirma que Michel Temer pediu, em 2014, R$10 milhões a Marcelo Odebrecht. Para o delator, o atual ministro Eliseu Padilha ficou responsável por receber R$4 milhões, sendo que os outros R$6 milhões dados a Paulo Skaf, candidato do PMDB ao governo do estado. E diziam que os antipetistas estavam “pagando o pato”, não é?

Seis milhões de reais da Odebrecht teriam ido para a campanha de Skaf ao governo em 2014 (Danilo Verpa)

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O senador Agripino Maia (DEM-RN), o "Gripado", durante manifestação em Brasília (DF) no dia 15 de março de 2015.
Segundo a delação, ele recebeu 1 milhão de reais


O outro MAIA, Rodrigo “Botafogo” Maia, substituto escolhido a dedo por Eduardo CUnha,
teria recebido R$100 mil da Odebrecht. A assessoria de Rodrigo Maia nega. Ele também foi pedir o impeachment de Dilma vestido de verde no Rio de Janeiro.

rodrigo_maia03_protesto

agripino-alckmim-protestosO governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB-SP) marcou presença no ato contra Dilma Rousseff na Paulista, no dia 13 de março. Apontado como o ‘Santo’, ele teria recebido caixa 2 para as campanhas de 2010 e 2014, em dinheiro vivo. Governador de São Paulo há 738 anos, Geraldo Alckmin também é conhecido como “Ladrão de Merenda”.
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O senador Aécio Neves (PSDB-MG) em protesto em Belo Horizonte (MG), no dia 16 de agosto de 2016 . Apelidado de "Mineirinho", ele teria pedido 1 milhão de reais para o DEM. Na 26.ª fase da operação, a Xepa, “Mineirinho” é apontado como destinatário de R$ 15 milhões entre 7 de outubro e 23 de dezembro de 2014, pela Odebrecht. Sem contar a Lista de Furnas e da delação da Andrade Gutierrez…
aecio-alkmim-protestosJuntos, Mineirinho e Santo, Aécio Neves e Geraldo Alckmin na manifestação na av. Paulista, no dia 13 de março de 2016. Aécio tem foro privilegiado, mas Andrea Neves, não. Por que ela não é coercitada?!
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Chanceler José Serra  discursa em carro de som em ato na Paulista, no dia 6 de dezembro de 2014.  Ele é acusado de receber R$ 23 milhões da Odebrecht em uma conta na Suíça.
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O deputado federal José Carlos Aleluia (DEM) em ato no Farol da Barra, em Salvador, em 16 de agosto de 2015. Apelidado de "Missa", ele é suspeito de receber 300.000 reais não declarados da Odebrecht
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O deputado federal Jutahy Magalhães (PSDB-BA) aproveitou o clima de manifestação neste domingo (16), na Barra. Aparece na Lista Odebrecht com o apelido de "Moleza" e uma bênção de R$ 350 mil
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O ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima  em ato no Farol da Barra, em Salvador, no dia 16 de agosto de 2015.
Citado como o "Babel", ele teria recebido 5,8 milhões de reais. Dispensa maiores comentários, pois tem a cara dos que vestiam as camisas verde-amarelas da CBF no Parcão.
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Prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto (PSDB) postou vídeo no Facebook chamando para as manifestações. Segundo Cláudio Melo Filho, executivo da empreiteira, ele é o "Kimono" e recebeu 300.000 reais. O escudo da CBF virou emblema que identifica não só os corruptos, mas principalmente os que apoiam os corruptos.
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Irmão de Geddel, o deputado baiano Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) em protesto no Farol da Barra, em Salvador, no dia 16 de agosto de 2015. Apelidado de "Bitelo", ele teria sido beneficiário de 1 milhão de reais
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O deputado Jutahy Magalhães (PSDB-BA) e o deputado estadual Adolfo Viana (PSDB-BA) em protesto pró-impeachment. Os dois aparecem na delação da Odebrecht. O primeiro teria recebido 350.000 reais e o segundo, 50.000 reais
Ney SantosA ficha do cidadão é imensa. Adulteração de combustível, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de quadrilha. Preso sob a acusação de roubo de malotes em Marília em 2003, Ney Santos saiu da prisão em 2006 e, nos últimos anos, acumulou, segundo a polícia, um patrimônio acima de 50 milhões de reais. Mas nem toda sua longa capivara o impediu de se candidatar algumas vezes e receber apoio do governador Alckmin (PSDB). Com o uniforme de corrupto da CBF apoiou o golpe contra a democracia em 2016. Eleito prefeito de Embu com 80% dos votos (o povo ama corruptos), acaba de ter sua prisão decretada pela polícia civil.

‘CAJU’ PROTESTAVA CONTRA A CORRUPÇÃO ENQUANTO RECEBIA R$ 22 MILHÕES

Ana Volpe/Agência Senado

Hoje líder do governo Temer no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR) foi às ruas contra Dilma Rousseff, o PT e, segundo ele, contra a corrupção; nos bastidores, porém, conforme aponta delação da Odebrecht, ele era o líder na venda de leis para a empreiteira e pagamentos feitos pela empresa a ele passaram dos R$ 22 milhões.

Manifestante verde-amarelo orgulhoso com a esposa nas ruas contra Dilma, “Caju” aparece em diferentes delações. Em diálogos gravados pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, Romero Jucá basicamente confessa o golpe contra Dilma Rousseff para “estancar a sangria” que se tornou a Operação Lava-Jato contra o seu partido, o PMDB. Tão importante quanto Eliseu Padilha, o “Primo”, Caju teria levado pelo menos R$22 milhões em pagamentos da Odebrecht e para distribuir para seu partido pelo menos R$19 milhões.

Jose Serra

Eleito prometeu tolerância zero contra a corrupção em Osasco. Gestor, administrador, fez vídeo com João Doria outro "gestor", empresário que tinha certeza, com Rogério Lins Osasco ia "acelerar". Agora o eleito talvez só consiga acelerar mesmo é um carrinho de mão na cadeia. Envolvido num esquema com outros vereadores que juntos desviaram 21 milhões de reais empregando laranjas em gabinetes da cidade é esperado pela operação Caça-fantasma voltar ao Brasil pra ser colocado em cana.

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Este aí, com cara de Alexandre Frota, criou o Dia do Evangélico.
Acaba de ser preso por ser o mandante do assassinato de um adolescente que era amante da sua mulher.

Lobista fenomenal. O outro, bem… o outro é um velho corrupto blindado pela "Justiça" brasileira.

EM COMUM, garotos propaganda da Rede GLobo, a maior promotora e avalista do Golpe Paraguaio.

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É tóis!

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 Sérgio Machado, mas também a Lista Odebrecht, entregam Pauderney Avelino

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Em Rondônia prefeito do PP que liderou #ForaDilma no Estado também foi preso por corrupção

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Lembram do Revoltado online? Olha só o nível de um dos líderes dos "movimentos espontâneos apartidários contra a corrupção" :D

Vejam esse vídeo e se liguem no nível da coisa:

 

 

Hilneth Correia , mais uma picareta, hipócrita, que vive na vadiagem às custas do dinheiro publico. Mais uma corrupta que grita contra a corrupção só pra disfarçar sua imundice.

Colunista social deve devolver R$ 500 mil por ser ‘fantasma’ na Assembleia Legislativa do RN

Mais uma moralista sem moral

"A estudante Sofia Azevedo Macedo, filha de um comerciante de Carbonita (Vale do Jequitinhonha), é suspeita de contratar uma quadrilha especializada em fraudes no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2016 e em outros concursos realizados no País. Um integrante da quadrilha, identificado como Jonathan Galdino dos Santos, foi registrado pela Polícia Federal (PF) testando o sistema com a candidata carbonitense. Ela estaria fazendo a prova em Capelinha (MG)."

Esta é Regina Marcondes Ferraz, uma socialite indignada com a corrupção no Brasil.

Pobrezinha, seu enteado, Mariano Ferraz, cuja a relação dela com ele se dá com grande apreço, foi preso. Suspeitíssimo de pagar quase um milhão de dólares em propina para o criminoso Paulo Roberto Costa da Petrobras. Quem diria…De tanto lutar contra os corruptos conviveu bem de pertinho com um deles.

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Gritava contra a corrupção enquanto desviava milhões do SUS.

Médico preso por desviar milhões do SUS era ‘militante anti-corrupção’

Fernando Holiday batendo record
Tão logo tornou-se vereador já consegue sua primeira ação na justiça. Um notável corrupto contra a corrupção:

Um dia depois de eleito, Fernando Holiday, do MBL, é investigado no MP por crime eleitoral

 

Temer chama MBL para pensar como tornar reformas mais palatáveis

Um dos líderes do movimento, Renan Santos, se reuniu na quinta (22) com Moreira Franco. Quem é Renan Santos??

Líder do MBL responde a mais de 60 processos e sofre cobrança de R$ 4,9 mi

Renan Antônio Ferreira dos Santos, um dos três coordenadores nacionais do MBL (Movimento Brasil Livre), entidade civil criada em 2014 para combater a Democracia.

Corruptos Contra a Corrupção

A cassação de Cunha e o apartidarismo de fachada do MBL

Deputado que votou pelo impeachment, apoiado pelo vem Pra Rua e MBL. A mãe dele foi presa. Esse é um filho dela…

PF prende mãe do deputado Hugo Motta, ex-presidente da CPI da Petrobras

A Polícia Federal na Paraíba prendeu preventivamente nesta sexta-feira (9) a mãe do deputado federal Hugo Motta (PMDB), Illana Motta (PMDB)

STF condena deputada do DEM que votou pelo impeachment a 5 anos de prisão

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a deputada federal Maria Auxiliadora Seabra Rezende (DEM-TO)

Professora Dorinha

STF condena deputada Professora Dorinha a 5 anos de prisão por fraude

Parlamentar pelo DEM do Tocantins é acusada de dispensa irregular de licitação e superfaturamento de preços na compra de livros

Gritavam e marchavam contra a corrupção, hoje, estão presos por roubo de R$ 31 milhões: dep. Raimundo Ribeiro (PSDB) e Celina Leão (PPS)

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Celina Leão, deputada do PPS, afastada da presidência da Câmara Legislativa do DF por corrupção.
Todo dia cai a máscara de um Corrupto Contra a Corrupção

Tchau, querida!

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Deputado do PMDB comprou helicóptero por meio de offshore, mostra Lava Jato #PanamaPapers
http://uol.com/bwjRKv

Caso envolve deputado Newton Cardoso Jr, do PMDB de Minas Gerais.

Documento apreendido é de Renata Pereira Britto, da Mossack Fonseca.…

Mais uma liderança CORRUPTA vai em cana

Prefeita que liderou fora Dilma em Campo Grande-MT é presa por corrupção

O ex-vice-prefeito, afastado da função de prefeito, Gilmar Antunes Olarte (PROS), já está no Centro de Triagem, na cela 17, conhecida por abrigar presos…

HUMBERTO TOBÉ

Da bancada evangélica, Magno Malta tá sempre bradando contra a corrupção. Dos outros, claro.

E-mails indicam repasse de R$ 100 mil a senador Magno Malta

Trocas de e-mail entre dirigentes de uma das maiores fabricantes de móveis de cozinha do país trazem indícios de repasse não declarado de R$ 100 mil para o…

M.FOLHA.UOL.COM.BR

Empresário e filho de banqueiro envolvido em um dos maiores escândalos de corrupção da história do Brasil, conheça o homem que encheu a boca para chamar Letícia Sabatella de ‘puta’:

Homem que xingou Letícia Sabatella de ‘puta’ é filho de banqueiro corrupto

PRAGMATISMOPOLITICO.COM.BR

Identificado o histérico e fascista que agrediu a atriz Letícia Sabatella domingo, na República dos Coxopatas de Curitiba (sucursal de São Paulo). Será que a justiça vai agir e enquadrar essa demente que baba ódio?

O pai dele, Nicolau Elias Abagge, gatunou o erário quando foi presidente do Banestado, do Paraná.

Na farra das contas CC-5 este banco, entre outros, tornou-se símbolo de lavanderia de dinheiro porco; sonegado, na melhor das hipóteses. Por ele, e outros, fortunas – me lembro de certo Bilhão – eram enviadas para paraísos fiscais.

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Mais um preso. Mimimilitante contra a corrupção que na verdade era mais um vagabundo, corrupto e desprezível como tantos que foram às ruas incentivados pelos políticos bandidos e apoiados pelo meios de comunicação golpistas.

http://www.revistaforum.com.br/…/neurocirurgiao-preso-por-…/

Neurocirurgião preso por fraude no SUS era militante anti-corrupção – Portal Fórum

Erich Fonoff foi um dos presos na operação da Polícia Federal que desbaratou um esquema…

Empresário Laodse de Abreu Duarte tem uma dívida pessoal com o país que é maior do que a dívida do Estado da Bahia ou de Pernambuco. Além dele, aparecem no topo do ranking dos devedores pessoas físicas dois de seus irmãos: Luiz Lian e Luce Cleo, com dívidas superiores a R$ 6,6 bilhões.

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Discípulo do Japa da Federal?
Nem todo canalha é golpista, mas todo golpista é canalha.

Delegado da PF preso por fraude protestou contra a corrupção

Um dos três delegados federais acusados de envolvimento em crimes contra a Previdência Social presos ontem, Rodrigo Leão, participou de manifestação…

Olha ele aí. Lembram dele? O deputado que fez pirotecnia na Câmara? Wladimir Costa, membro do Solidariedade, o tal SD. partido do réu que o STF ainda não julgou Paulinho da Força…pois é… ele acaba de perder seu mandato. O Tribunal Regional Eleitoral do Pará cassou seu mandato por ter falsificado documentos, por ter arrecadação ilícita de campanha e não declarar gastos. Em resumo, fez caixa dois e embolsou a grana. Quando disparou um rojão de confetes no Plenário da Câmara ao votar pelo impeachment disse qualquer coisa sobre "tiro de morte".

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Esse aí é dom Aldo Pagotto, um corrupto diferente, mas não menos asqueroso e corrupto. É um corruptor de menores que dizia "lutar contra a corrupção". É um Arcebispo implicado num escândalo de pedofilia. Ou melhor, era arcebispo da Paraíba, pois foi posto a correr pelo Papa Francisco.

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Esse panaca ofereceu a “Feijoada de Camarão com Farofa de Lula" para os "manifestantes" do Vem Pra Rua. Pedia mudança e combate à corrupção. Se dizia um revoltado com as coisas erradas desse Brasil varonil. Depois de ajudar a derrubar um governo eleito, cuja a presidente não cometeu crime algum, ele foi curtir um cassino em Cingapura. Foi preso, por portar 5 mil dólares FALSIFICADOS.

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Por que todo seguidor/eleitor da família Bolsonaro  é imbecil?
Porque todos os políticos da família Bolsonaro são imbecis, oras?!

Japa da Federal, herói dos coxinhas FOI preso por ser contrabandista
http://g1.globo.com/…/japones-da-federal-e-preso-em-curitib…

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A deputada Raquel Muniz (PSD) estava toda faceira bradando contra a corrupção ao votar SIM pelo impeachment, mas a casa caiu pro maridão dela, Prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PSB), foi preso pela Polícia Federal em Brasília.

A investigação da Polícia Federal apura fraudes em licitação na área da saúde. A ação foi batizada de “Operação Mascara da Sanidade II – Sabotadores da Saúde”. Ocorreram ainda outras prisões em Montes Claros.

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O 342º voto a favor do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara foi dado pelo deputado federal Bruno Araújo, do PSDB de Pernambuco. O tucano é do grupo do presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), que foi derrotado por Dilma nas eleições presidenciais de 2014.

Crítico feroz e voraz do esquema do propinoduto da Petrobrás também recebeu financiamento de campanha de empreiteiras do cartel do Petrolão como a Queiroz Galvão. Ele integra também o listão da Odebrecht …

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O rapaz extremamente feliz, cercado de dinheiro, é Carlos Luciano Lopes. A imagem foi apreendida na primeira etapa da operação Alba Branca, que investiga o pagamento de propina em contratos superfaturados de merenda com o governo Geraldo Alckmin (PSDB).

Lopes apontou Fernando Capez (PSDB) presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, como um dos beneficiários do esquema corrupto de propina em contratos superfaturados de merenda.

Capez (PSDB) é o outro cidadão na imagem…

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13/12/2016

Scripta manent

Temer e Mentir é na Folha Uma interpretação à luz dos mais recentes acontecimentos fazem da carta aberta do Michel Temer, vazada para Moreno, da Globo, a prova cabal da honestidade da Dilma e da desonestidade do MiShell Temer. Há até o cheque de um milhão, nominal a ele. Mas, como Judas, negará sempre. A carta contém todos os elmentos probatórios das suas ligações mafiosas.

Leia abaixo a íntegra da carta obtida pela GloboNews:

São Paulo, 07 de Dezembro de 2.015.

Senhora Presidente,

"Verba volant, scripta manent" (As palavras voam, os escritos permanecem) – é isso aí, tua carta é nossa prova do teu envolvimento…

Por isso lhe escrevo. Muito a propósito do intenso noticiário destes últimos dias e de tudo que me chega aos ouvidos das conversas no Palácio. – onde se lê noticiário, leia-se indução ao golpe pela Rede Globo, aquela que mudou uma rodada do Brasileirão para levar sua manada de adestrados, via RBS, ao Parcão, em Porto Alegre.

Esta é uma carta pessoal. É um desabafo que já deveria ter feito há muito tempo. – usar carta, em tempos de internet, eu ia dizer passadismo, mas é velhacaria mesmo.

Desde logo lhe digo que não é preciso alardear publicamente a necessidade da minha lealdade. Tenho-a revelado ao longo destes cinco anos. – se MT entender isso aí por lealdade, o que seria deslealdade?!

Lealdade institucional pautada pelo art. 79 da Constituição Federal. Sei quais são as funções do Vice. À minha natural discrição conectei aquela derivada daquele dispositivo constitucional. errata, onde se lê art. 79 da CF, leia-se art. 171 do CP. Quem faz uma carta destas não tem faz uma natural “descrição”. Discrição era ter ficado apenas como decorativo.

Entretanto, sempre tive ciência da absoluta desconfiança da senhora e do seu entorno em relação a mim e ao PMDB. Desconfiança incompatível com o que fizemos para manter o apoio pessoal e partidário ao seu governo. – tirando a recatada é dólar, quem hoje confia no Senhor? E no PMDB do Romero Jucá, ou seria CAJU, do Eliseu Rima Rica, do Geddel Vieira Lima, do Moreira Franco, ou seria Angorá, do José Sarney, do Eduardo CUnha, do Sérgio Cabral Filho?!

Basta ressaltar que na última convenção apenas 59,9% votaram pela aliança. E só o fizeram, ouso registrar, por que era eu o candidato à reeleição à Vice. – sim, porque se fosse para cabeça da chapa, só a lista do parágrafo anterior teria votado em ti.

Tenho mantido a unidade do PMDB apoiando seu governo usando o prestígio político que tenho advindo da credibilidade e do respeito que granjeei no partido. Isso tudo não gerou confiança em mim. Gera desconfiança e menosprezo do governo. – com vazamento dos diálogos do Romero Jucá e agora a Lista Odebrecht, entendeu agora porque não gerava nem geras confiança, mas merece só menosprezo e tornozeleira eletrônica!?

Vamos aos fatos. Exemplifico alguns deles.

1. Passei os quatro primeiros anos de governo como vice decorativo. A Senhora sabe disso. Perdi todo protagonismo político que tivera no passado e que poderia ter sido usado pelo governo. Só era chamado para resolver as votações do PMDB e as crises políticas. – como vice-decorativo foi seu melhor desempenho em toda sua vida. Marcela que o diga.

2. Jamais eu ou o PMDB fomos chamados para discutir formulações econômicas ou políticas do país; éramos meros acessórios, secundários, subsidiários. – isso mesmo, não é só o senhor que não entende, mas parte da própria esquerda não entende que  aliança é para ganhar eleição, não para mandar. Se fosse para mandar, seria cabeça, como agora. Quando do PMDB formula políticas econômicas, como agora, os trabalhadores, e também os aposentados, sentem no próprio no próprio salário, e também no desemprego o que isso significa. Está aí sua pinguela para o futuro para provar.

3. A senhora, no segundo mandato, à última hora, não renovou o Ministério da Aviação Civil onde o Moreira Franco fez belíssimo trabalho elogiado durante a Copa do Mundo. Sabia que ele era uma indicação minha. Quis, portanto, desvalorizar-me. Cheguei a registrar este fato no dia seguinte, ao telefone. – sábia decisão da Dilma, que descobriu, sem ajuda do MP ou PF, quem era Moreira Franco…

4. No episódio Eliseu Padilha, mais recente, ele deixou o Ministério em razão de muitas "desfeitas", culminando com o que o governo fez a ele, Ministro, retirando sem nenhum aviso prévio, nome com perfil técnico que ele, Ministro da área, indicara para a ANAC. Alardeou-se a) que fora retaliação a mim; b) que ele saiu porque faz parte de uma suposta "conspiração". – suposta conspiração, porque, como sapes, houve um suposto golpe… Aliás, por falar em Padilha, desde os precatórios do antigo DNER os gaúchos sabemos de onde saiu o gado que pastam em suas fazendas…

5. Quando a senhora fez um apelo para que eu assumisse a coordenação política, no momento em que o governo estava muito desprestigiado, atendi e fizemos, eu e o Padilha, aprovar o ajuste fiscal. Tema difícil porque dizia respeito aos trabalhadores e aos empresários. Não titubeamos. Estava em jogo o país. Quando se aprovou o ajuste, nada mais do que fazíamos tinha sequência no governo. Os acordos assumidos no Parlamento não foram cumpridos. Realizamos mais de 60 reuniões de lideres e bancadas ao longo do tempo solicitando apoio com a nossa credibilidade. Fomos obrigados a deixar aquela coordenação. – o ajuste fiscal é um tema tão difícil que foi a primeira e única coisa que tenta fazer até agora. O que queria à época, é o que fazes agora, foder com o trabalhador pague as contas da incompetência da Rede Globo e seus finanCIAdores da FIESP, incluindo o pato do Skaf…

6. De qualquer forma, sou Presidente do PMDB e a senhora resolveu ignorar-me chamando o líder Picciani e seu pai para fazer um acordo sem nenhuma comunicação ao seu Vice e Presidente do Partido. Os dois ministros, sabe a senhora, foram nomeados por ele. E a senhora não teve a menor preocupação em eliminar do governo o Deputado Edinho Araújo, deputado de São Paulo e a mim ligado. – hoje fica fácil ignora-lo, mas à época, só uma pessoa honesta e corajosa o faria. Palmas para Dilma que ignorou um ignorante!

7. Democrata que sou, converso, sim, senhora Presidente, com a oposição. Sempre o fiz, pelos 24 anos que passei no Parlamento. Aliás, a primeira medida provisória do ajuste foi aprovada graças aos 8 (oito) votos do DEM, 6 (seis) do PSB e 3 do PV, recordando que foi aprovado por apenas 22 votos. Sou criticado por isso, numa visão equivocada do nosso sistema. E não foi sem razão que em duas oportunidades ressaltei que deveríamos reunificar o país. O Palácio resolveu difundir e criticar. – tanto conversava com a oposição à Dilma que levou consigo no golpe José Tarja Preta Serra, Antônio Imbassahy, Aécio Neves. Todos derrotados por Lula e Dilma.

8. Recordo, ainda, que a senhora, na posse, manteve reunião de duas horas com o Vice Presidente Joe Biden – com quem construí boa amizade – sem convidar-me o que gerou em seus assessores a pergunta: o que é que houve que numa reunião com o Vice Presidente dos Estados Unidos, o do Brasil não se faz presente? Antes, no episódio da "espionagem" americana, quando as conversar começaram a ser retomadas, a senhora mandava o Ministro da Justiça, para conversar com o Vice Presidente dos Estados Unidos. Tudo isso tem significado absoluta falta de confiança; – tirando a Rede Globo, o MBL, o pessoal que veste camisas verde-amarelas da CBF, a Folha de São Paulo, o Estadão, a Veja, a RBS, o Eduardo Cunha, Moreira Franco, FHC, Aécio, Padilha, Sarney, Jucá, Paulo Skaf, e todos os delatados na Lista Odebrecht, todos os demais tem “absoluta falta de confiança” no senhor.

9. Mais recentemente, conversa nossa (das duas maiores autoridades do país) foi divulgada e de maneira inverídica sem nenhuma conexão com o teor da conversa. – uma conversa vazada da mesma maneira que esta sua carta… Aliás, o que o senhor disse a respeito do vazamento da conversa da Dilma com Lula jogralizada pela sua mentora, a Rede Globo?

10. Até o programa "Uma Ponte para o Futuro", aplaudido pela sociedade, cujas propostas poderiam ser utilizadas para recuperar a economia e resgatar a confiança foi tido como manobra desleal. – sua ponte para o futuro caiu, porque seus fundamentos, como uma caixa de Pandora, que Dilma já sabia, foi alicerçado nas costas dos trabalhadores e aposentados.

11. PMDB tem ciência de que o governo busca promover a sua divisão, o que já tentou no passado, sem sucesso. A senhora sabe que, como Presidente do PMDB, devo manter cauteloso silencio com o objetivo de procurar o que sempre fiz: a unidade partidária. – o senhor confirma então que o PMDB, sob seu comando, era uno e indivisível, por isso está todo e por inteiro na Lista Odebrecht?

Passados estes momentos críticos, tenho certeza de que o País terá tranquilidade para crescer e consolidar as conquistas sociais. – como uma verdadeira Cassandra, suas previsões são mais furadas que uma rede cearense…

Finalmente, sei que a senhora não tem confiança em mim e no PMDB, hoje, e não terá amanhã. Lamento, mas esta é a minha convicção. – Dilma e todas as pessoas honestas não tem confiança nem em ti nem nos seus a$$oCIAdos, porque são todos do mesmo naipe, farinha do mesmo saco.

Respeitosamente,

Michel Temer 

A Sua Excelência a Senhora

Doutora DILMA ROUSSEFF

DO. Presidente da República do Brasil

Palácio do Planalto

10/12/2016

Saiu mais uma lista de delatados, e mais uma vez Lula e Dilma não aparecem

FSP 10122016A Folha de São Paulo, a mais tucana entre tucanos, seguiu a revistinha dos fascistas e relaciona alguns dos políticos que estão na Lista Odebrecht. Praticamente são os mesmos que aparecem na Lista Falciani do HSBC, na Lista de Furnas e no Panama Papers. A Folha, que não deu na capa o checão de um milhão pro Temer, quando sai os nomes do PSDB na delação da Odebrecht, só fala no  “amigo do Temer”. Estão lista mais uma vez, como não poderia deixar de ser, toda turma do golpe.

A Folha pensa que nos engana trocando um cheque nominal por uma “empresa de amigo”?!

Não é engraçado que a Revista Istoé, agora batizada “Quanto CUsta”, tenha antecipado, via premiação, os principais caciques da Lista Odebrecht?! Lá já estavam o “primeiro a ser comido”, o santo, o Tarja Preta

Aliás, deve ser por isso que a manada de otários se vestiu de verde-amarelo para destituir aquela que não só não aparece em nenhum lista ou delação, como também para apoiarem essa gente aí, se defenda com o pior tipo de argumento possível. Quando você mostra isso pra algum conhecido do Parcão, a resposta do imbecil é a mesma, um padrão recorrente: “os políticos são todos iguais”. Sim, os políticos em quem ele vota são sempre iguais… a ele. Agora veja se ele fala do Bolsonaro, do Aécio, do Padilha. Não, ele só dá o nome e o partido se for do PT.

Diante da desfaçatez com que perseguem Lula, inventando toda sorte de estratagemas para ataca-lo, não tenho provas mas tenho convicção que isso se deve ao fato de Lula não constar nas delações, pois os amigos dos que o acusam, estão. As acusações contra Lula, em comparação com o que pesa contra seus adversários políticos, é de um nonsense sem precedentes. Diante de tão desabrida falta de respeito com a inteligência alheia, estou tomando alguma precauções. Neste natal não aceito  panetone, peru, pedalinho ou stand up. Mas estão liberados os pacotes em dinheiro vivo ou mesmo depositados na Suíça, Liechtenstein, Cayman

A plutocracia que botou esta cleptocracia no governo que lave a boca antes de falar da Dilma ou Lula.

Adivinha quem são os partidos com o maior número de políticos delatados pela Odebrecht?! Se pensou no PT, errou. PSDB & PMDB, a dobradinha do golpe, dá de goleada.

Delator da Odebrecht cita Temer, Renan, Maia e mais de 20 políticos

LEANDRO COLON
DIRETOR DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

09/12/2016 20h44 – Atualizado em 10/12/2016 às 01h41

Um ex-executivo da empreiteira Odebrecht afirmou em acordo de delação premiada que entregou em 2014 dinheiro no escritório de advocacia de José Yunes, amigo e assessor do presidente Michel Temer.

O site de notícias BuzzFeed divulgou o material nesta sexta-feira (9). A Folha confirmou seu conteúdo e teve acesso às informações.

Os recursos, segundo a empreiteira, faziam parte de um valor total de R$ 10 milhões prometidos ao PMDB na campanha eleitoral naquele ano de maneira não contabilizada.

A informação foi dada por Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da empreiteira, na negociação de acordo com a Lava Jato.

Segundo ele, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, apelidado de "primo" pela empresa, foi quem orientou a distribuição de pelo menos R$ 4 milhões dos R$ 10 milhões acertados em um jantar no Palácio do Jaburu, em maio de 2014, que contou com a presença de Temer e de Marcelo Odebrecht, herdeiro do grupo e preso em Curitiba.

Foi Eliseu Padilha, inclusive, segundo os termos da delação, que pediu para que parte dos recursos fosse entregue no escritório de Yunes, em São Paulo.

"Um dos endereços de entrega foi o escritório de advocacia do sr. José Yunes, hoje assessor especial da Presidência da República", diz trecho do documento.

Melo não apontou quem teria recebido o dinheiro entregue no escritório de Yunes em São Paulo.

Segundo ele, R$ 6 milhões dos R$ 10 milhões foram para a campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo, em 2014.

Nas palavras do delator, Temer solicitou, "direta e pessoalmente para Marcelo", recursos para as campanha do PMDB em 2014. Segundo ele, o peemedebista se utilizava de "seus prepostos para atingir interesses pessoais".

O ministro da Casa Civil é classificado de "arrecadador" pelo delator.

Melo Filho não detalha quem entregou o dinheiro em cada lugar especificado por Padilha. A expectativa é que outros executivos da Odebrecht, sobretudo os ligados à chamada Área de Operações Estruturadas (que concentrava a verba de caixa dois e de propina a ser distribuída aos políticos), detalhem tais informações.

Moreira Franco, secretário de Parceria e Investimentos do governo Temer, também é chamado de arrecadador, mas "em menor escala". Melo diz ter conhecido Temer em 2005, por meio do ex-ministro Geddel Vieira Lima.

POLÍTICOS

Além de Eliseu Padilha e José Yunes, ao menos 20 políticos são citados, entre eles o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), apelidado de "justiça" pela empreiteira, Romero Jucá (PMDB-RR), o "caju", Eunício Oliveira (PMDB-CE), o "índio", Moreira Franco, chamado de "angorá".

De acordo com Melo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), apelidado pela empresa de "Botafogo", recebeu R$ 100 mil.

Segundo o delator, Jucá centralizou a distribuição de pelo menos R$ 23 milhões dentro do PMDB.

O senador é apontado como o "homem de frente" para negociar medidas no Congresso de interesse da Odebrecht.

Sobre o papel de Renan, o delator afirmou: "Acredito que em todos os casos que envolveram as atuações de Romero Jucá em defesa de pleitos da empresa, o senador Renan Calheiros também atuava no mesmo sentido".

Melo Filho disse às autoridades da Lava Jato que o jantar ocorreu no Jaburu como forma de "opção simbólica" para dar "mais peso" ao pedido feito por Temer e seus aliados.

Padilha, diz o ex-executivo, atua como "verdadeiro preposto de Michel Temer".

"E deixa claro que muitas vezes fala em seu nome".

Temer, no entanto, segundo o delator, atua de forma "mais indireta".

"Não sendo seu papel, em regra, pedir contribuições financeiras para o partido, embora isso tenha ocorrido de maneira relevante no ano de 2014."

Para corroborar suas afirmações de que era próximo da cúpula do PMDB, ele entregou às autoridades, por exemplo, comprovação de que visitou Temer, quando era vice-presidente, no dia 27 de junho de 2011, na companhia de Marcelo Odebrecht.

Outra informação dada pelo delator refere-se a um recado de Marcelo Odebrecht que ele diz ter dado a Temer: Graça Foster, então presidente da Petrobras, o questionou sobre pagamentos em nome da empresa a nomes do PMDB na campanha de 2010.

A Odebrecht assinou no dia 1º de dezembro o acordo de leniência com os procuradores da Lava Jato. No dia seguinte, foi concluído o processo de assinatura de acordos de delação premiada de 77 executivos do grupo.

Os dados integram os anexos da pré-delação e precisam ser ratificados em depoimentos. Para que as delações sejam homologadas pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki, os executivos precisam prestar depoimentos detalhando o que apresentaram de forma resumida na negociação, nos chamados anexos. Também terão que apresentar provas.

Entre os citados na delação do ex-executivo da empreiteira, apenas Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) tem doação direta da Odebrecht ou Braskem registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2010 ou 2014.

Lima recebeu contribuição oficial de R$ 30 mil da Braskem em 2014, segundo os dados divulgados pelo tribunal em seu site.

OUTRO LADO

A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto disse que a contribuição de campanha acertada com o empresário Marcelo Odebrecht, no valor de R$ 10 milhões, foi feita por meio de transferência bancária e registrada na Justiça Eleitoral, referente à campanha eleitoral de 2014, e que não houve recebimento destes recursos em dinheiro.

Em relação ao assessor José Yunes, a assessoria disse que ele nega ter recebido da Odebrecht qualquer quantia em dinheiro na campanha de 2014 e que não se reuniu com Cláudio Melo Filho em seu escritório, em São Paulo.

O Palácio diz ainda que o presidente não se lembra da presença de Cláudio na reunião no Palácio do Jaburu, com o empresário Marcelo Odebrecht, quando foi acertada a doação de campanha da empreiteira para o PMDB.

O presidente também afirmou repudiar "com veemência as falsas acusações".

"As doações feitas pela Construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE. Não houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente."

O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) disse que não foi candidato em 2014 "Nunca tratei de arrecadação para deputados ou para quem quer que seja. A acusação é uma mentira! Tenho certeza que no final isto restará comprovado." O ex-ministro Geddel Vieira Lima afirmou que as doações da Odebrecht em suas campanhas estão declaradas à Justiça Eleitoral.

"É mentira. Reitero que jamais falei de política ou de recursos para o PMDB com o senhor Claudio Melo Filho", disse o secretário-executivo do PPI, Moreira Franco.

A assessoria do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que o senador jamais credenciou, autorizou ou consentiu que terceiros falassem em seu nome".

"Reitera ainda que a chance de se encontrar irregularidades em suas contas pessoais ou eleitorais é zero."

Em nota, a assessoria do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirma que todas as doações eleitorais recebidas foram legais e devidamente declaradas ao TSE.

"O deputado nega com veemência a acusação de ter participado de qualquer tipo de negociação com a Odebrecht para aprovação de medida provisória ou de outra proposta legislativa. Ele afirma que as declarações veiculadas pela imprensa são absurdas e que nunca recebeu nenhuma vantagem indevida para votar qualquer matéria."

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) disse desconhecer a delação e nega ter recebido recursos para o PMDB.

Jucá também diz que todos os recursos da empresa ao partido foram legais e que ele, na condição de líder do governo, sempre tratou com várias empresas, mas em relação à articulação de projetos que tramitavam na Casa.

Em nota, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) disse que "nunca autorizou o uso de seu nome por terceiros e jamais recebeu recursos para a aprovação de projetos ou apresentação de emendas legislativas". "A contribuição da Odebrecht, como as demais, fora recebidas e contabilizadas de acordo com a lei. E as contas aprovadas."

O senador José Agripino Maia (DEM-RN) disse que não foi candidato em 2014 e que repele os fatos citados. O advogado do ex-deputado Eduardo Cunha, Pedro Ivo Velloso, disse que refuta "veementemente" qualquer suspeita relacionada ao tema. O deputado Heráclito Fortes confirmou ter recebido doações da Odebrecht em campanhas eleitorais, mas que todo o valor foi pago legalmente e registrado na Justiça Eleitoral. (COLABORARAM CAMILA MATTOSO, JÚLIO WIZIACK, RUBENS VALENTE, DÉBORA ÁLVARES, WÁLTER NUNES E FLÁVIO FERREIRA)

05/12/2016

“Trocar Dilma por corruptos é querer limpar o chão com bosta”, Gregório Duvivier

"Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir." Sêneca

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28/10/2016

Saiba de onde vem o dinheiro que finanCIA o ódio a Lula

Folha 28102016O Movimento Bundas Liberadas é finanCIAdo por fontes externa e internas. Áudios provam que PMDB e PSDB deram dinheiro para o MBL adestrar os usuários de camisas da CBF para derrubarem a Presidente honesta para colar em seu lugar Michel Temer, Romero Jucá, José Sarney, advogado do PCC, Eliseu Padilha, Alexandre Frota,  Alexandre Moraes, Eduardo CUnha, José Serra. Esta plêiade de homens brancos e ricos contou com a turba de midiotas amestrados pela Rede Globo para retirar Dilma e assim se safar. As instituições estão funcionando, por isso haviam colocado Tarja Preta sobre o nome do novo Chanceler Brasileiro, aquele que acha que ser bravo com a Venezuela libera para lavar na Suíça.

A Folha coloca na capa mas não pinta com as cores apocalípticas de quando ataca o PT. Nestas horas não aparece seu partido. O suborno vira caixa dois e tudo parece como se fosse um evento da natureza.

O ódio ao Lula se deve ao fato de que, após mais de vinte  anos de investigação, nada conseguem provar. (Não seria o caso destes pantera-cor-de-rosa devolverem os gastos na perseguição ao Lula?!) E aí, como tomam a si por parâmetro, vendo comportamento daqueles que, tendo o mesmo poder que Lula, se locupletam, formam convicção que Lula tem de ser igual aos seus partidários. Foi tomando a si por parâmetro que Serra e FHC foram ao Uruguai com a intenção de comprar o Presidente daquele país.

O motivo por trás da perseguição ao grande molusco faz lembrar a passagem da biografia de Alexandre Magno contada por Plutarco. O  Rei Dario III da Pérsia fizera generosa oferta aos macedônios e o General Parmênio tenta convencer Alexandre em aceitar a proposta:

" – Se eu fosse Alexandre, aceitaria."

Alexandre lhe responde:

“ – E eu também, se fosse Parmênio aceitaria, mas sou Alexandre".

O ódio ao Lula é porque ele não tem contas na Suíça. Se ele tivesse conta na Suíça talvez também colocassem sobre seu nome uma tarja preta. Ou quiçá o tratariam como Eduardo CUnha. Se lavasse em Liechtenstein, seria adorado…

Quando a perseguição é só movida pelo ódio, a falta de provas vira prova de que ele é culpado.

Odebrecht diz que caixa dois para Serra foi pago em conta na Suíça

O ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB)

BELA MEGALE
DE BRASÍLIA – 28/10/2016 02h00 – FOLHA DE SÃO PAULO

A Odebrecht apontou à Lava Jato dois nomes como sendo os operadores de R$ 23 milhões repassados pela empreiteira via caixa dois à campanha presidencial de José Serra, hoje chanceler, na eleição de 2010.

A empresa afirmou ainda que parte do dinheiro foi transferida por meio de uma conta na Suíça.

O acerto do recurso no exterior, segundo a Odebrecht, foi feito com o ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho (ex-PSDB e hoje no PSD), que integrou a coordenação política da campanha de Serra.

O caixa dois operado no Brasil, de acordo com os relatos, foi negociado com o também ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB-RJ), próximo de Serra.

Os repasses foram mencionados por dois executivos da Odebrecht nas negociações de acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, e a força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba.

Um deles é Pedro Novis, presidente do conglomerado de 2002 a 2009 e atual membro do conselho administrativo da holding Odebrecht S.A. O outro é o diretor Carlos Armando Paschoal, conhecido como CAP, que atuava no contato junto a políticos de São Paulo e na negociação de doações para campanhas eleitorais.

Ambos integram o grupo de 80 funcionários (executivos e empregados de menor expressão) que negociam a delação. Mais de 40 deles, incluindo Novis e Paschoal, já estão com os termos definidos, incluindo penas e multas a serem pagas. Falta apenas a assinatura dos acordos, prevista para ocorrer em meados de novembro.

A Folha revelou em agosto que executivos da Odebrecht haviam relatado à Lava Jato o pagamento de R$ 23 milhões (R$ 34,5 milhões, corrigidos pela inflação) por meio de caixa dois para a campanha de Serra em 2010, quando ele perdeu para a petista Dilma Rousseff.

Foi a primeira menção ao nome do político tucano na investigação que apura esquema de desvio de recursos na Petrobras.

Para corroborar os fatos relatados, a Odebrecht promete entregar aos investigadores comprovantes de depósitos feitos na conta no exterior e também no Brasil.

Segundo informações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a empreiteira doou oficialmente em 2010 R$ 2,4 milhões para o Comitê Financeiro Nacional da campanha do PSDB à Presidência da República (R$ 3,6 milhões em valores corrigidos).

Os executivos disseram aos procuradores que o valor do caixa dois foi acertado com a direção nacional do PSDB, que depois teria distribuído parte dos R$ 23 milhões a outras candidaturas.

Segundo a Folha apurou, os executivos afirmaram também que o pagamento de caixa dois não estava vinculado a nenhuma contrapartida.

Pedro Novis e José Serra são amigos de longa data. O tucano é chamado de "vizinho" em documentos internos da empreiteira por já ter sido vizinho do executivo. O ministro também era identificado como "careca" em algumas ocasiões.

O nome de Serra é um dos que apareceram na lista de políticos encontrada na casa do presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o BJ, preso durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé, em fevereiro deste ano.

Benedicto Júnior também está entre os delatores e fechou o foco de sua colaboração com os investigadores.

Os depoimentos dos funcionários da Odebrecht começarão após a assinatura dos acordos de delação.

Depois de finalizados, o material será encaminhado ao relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Teori Zavascki, para homologação.

OPERADORES

Atualmente filiado ao PSD, o empresário Ronaldo Cezar Coelho foi um dos fundadores do PSDB nos anos 80, tendo presidido o partido no Rio de Janeiro.

Durante os mais de 20 anos em que permaneceu na sigla, elegeu-se deputado federal pelo Estado, despontando como um dos políticos mais ricos da Câmara.

É amigo de José Serra e chegou a emprestar seu avião particular para o tucano usar durante a eleição de 2010.

Devido ao bom trânsito no mercado financeiro, teria atuado também como "tesoureiro informal", segundo participantes do comitê eleitoral.

Já Márcio Fortes é conhecido como homem forte de arrecadação entre o tucanato por causa da boa relação que mantém com empresários.

Ele atuou nessa área em campanhas de Fernando Henrique Cardoso à Presidência, na década de 1990, na campanha de 2010 de Serra e na de 2014 de Aécio Neves, todos do PSDB.

OUTRO LADO

Procurado para se manifestar sobre as informações dadas pela Odebrecht à Lava Jato, o ministro de Relações Exteriores, José Serra (PSDB), disse, por meio de sua assessoria, que "não vai se pronunciar sobre supostos vazamentos de supostas delações relativas a doações feitas ao partido em suas campanhas".

"E reitera que não cometeu irregularidades", afirmou.

O empresário Ronaldo Cezar Coelho declarou que não comentará o assunto até ter acesso aos relatos feitos pelos executivos da empreiteira que citam o seu nome.

Por meio de seu advogado, o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, Cezar Coelho afirmou que participou da coordenação política da campanha de José Serra à Presidência, em 2010, na qual o tucano foi derrotado pela afilhada política do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff (PT).

No entanto, Cezar Coelho negou que tenha feito arrecadação para o tucano.

"Como fundador do PSDB, Ronaldo Cezar Coelho participou de todas as campanhas presidenciais da sigla", disse Mariz de Oliveira.

Em agosto, quando a Folha publicou que a Odebrecht relatou o pagamento de R$ 23 milhões via caixa dois, José Serra disse que a campanha de 2010 foi conduzida de acordo com a legislação eleitoral em vigor.

Afirmou ainda que as finanças de sua disputa ao Palácio do Planalto foram todas de responsabilidade do seu partido, o PSDB, e que ninguém foi autorizado a falar em seu nome.

"A minha campanha foi conduzida na forma da lei e, no que diz respeito às finanças, era de responsabilidade do partido", escreveu em nota na época.

A reportagem tentou contato com o ex-deputado Márcio Fortes por meio de telefone celular e de sua empresa, mas não obteve resposta até a conclusão desta edição.

A Odebrecht afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não irá se manifestar sobre a reportagem.

Desde que a empresa passou a negociar acordos de colaboração premiada e leniência (espécie de delação da pessoa jurídica), em março deste ano, ela deixou de se pronunciar publicamente sobre fatos investigados na Lava Jato ou que serão relatados por seu funcionários.

A expectativa de envolvidos nas negociações é que a assinatura dos acordos de delação ocorram em meados de novembro e a homologação deles seja realizada até o final do ano.

Nas conversas preliminares da Lava Jato com a Odebrecht, além de Serra, vários políticos foram mencionados, entre eles o presidente Michel Temer, os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, governadores e parlamentares. Todos os citados negam a prática de irregularidades.


18/07/2016

Se a Rede Globo for contra, é bom sinal

A democracia é bom? Tirando meio dúzia de midiotas amestrados pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium, não há vivalma que não entenda que a Democracia é o menos pior dos regimes. Ora, então por que a Rede Globo sempre conduz para rupturas institucionais, apoiando implícita e explicitamente golpes?! Ora, porque a Rede Globo só existe em função da ditadura. Para os desavisados que ainda propugnam pelo golpe militar, porque em 1964 ainda não havia internet nem rede internacional de televisão, basta observar o que aconteceu neste fim de semana na Turquia. Os golpes no Chile, na Argentina e no Brasil em nada diferiram do que aconteceu na Turquia. A única  diferença é que os militares da Turquia ocuparam a tv pública, enquanto os militares brasileiros contaram de livre e espontânea vontade, com a Rede Globo.

Hoje há uma fórmula muito concreta e certeira de saber qual o melhor rumo a tomar, basta seguir o sentido oposto àquele sinalizado pela Rede Globo e suas filias nas mãos de coronéis locais (Barbalho no Amapá, Sarney no Maranhão, Jereissati no Ceará, Maia no RN, Collor de Mello em Alagoas, ACM na Bahia, J. Hawilla no oeste paulista, e Sirotsky no Sul. Um exemplo bem concreto e atual é o golpe para derrubar Dilma e implantar uma cleptocracia liderada por Eduardo CUnha.

A perseguição obsessiva contra Lula, desde os tempos da ditadura, é a prova do quanto a Rede Globo odeia que não segue sua cartilha. Assim como tentou roubar a eleição de Brizola com a Proconsult, de favorecer Collor contra Lula nas eleições de 1989, e depois, como mostrou o escândalo da Parabólica, favorecer FHC também contra Lula, agora vive criando notícias fantasiosas, como cortina de fumaça, para livrar a própria cara e de seus ventríloquos. Lula não está na Lista de Furnas, na Lista Falciani do HSBC, na Lista Odebrecht, no Panama Papers, na manipulação do Carf, na Operação Zelotes, na Lava Jato nem lava dinheiro nas Ilhas Cayman, Seychelles, Ilhas Virgens, Liechtenstein. Nem Lula, nem Dilma. Mas a Rede Globo e seus parceiros de golpe estão em quase todas e em outras que sequer sabemos.

Só bandidos e anencefálicos ficam ao lado de golpistas!

A Inglaterra aplaude os Cieps que a Globo maldisse aqui

Por Fernando Brito · 17/07/2016

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No dia em que o Complexo da Pampulha, em Belo Horizonte, primeira grande obra “solo” de Oscar Niemeyer é reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, reproduzo a reportagem sobre dois premiados arquitetos ingleses que adotaram os “brizolões”do arquiteto brasileiro como fonte de inspiração  para um programa de construção em massa de escolas no Reino Unido.

É uma remissão, em grande estilo, do monte de mesquinharias ou, simplesmente, bobagens que sobre eles se disse aqui.

Perdoem se confesso o imenso orgulho por ter –  tal como um dos autores da matéria, Luiz Augusto Erthal – participado da grande aventura dos Cieps nos dois governos Brizola.

Ainda outro dia, pela milionésima vez, respondi no Facebook “críticas” aos Cieps de gente que, embora bem intencionada, envenenou-se com as décadas de propaganda da Globo contra os Cieps, movida não só pelo ódio de Roberto Marinho a Brizola como, também, por sua ojeriza a que se fizesse um programa educacional de qualidade para as massas populares.

Era a velha história de que foram “feitos na beira de estradas” como se isso fosse para torna-los “out-doors”.

As razões, óbvio, são outras. A começar porque os que são – e centenas de Cieps são – fora da visão de vias principais simplesmente “não existem” para a classe média que não percorre os cafundós das periferias.

Outra, também evidente, é que é absolutamente funcional colocá-los próximo às vias onde passam ônibus, pela basilar razão de que o pai ou a mãe da criança não irá levá-los à escola no seu reluzente 4×4 e muito menos é racional esperar-se que caminhem um ou dois quilômetros debaixo de sol e chuva com seus pequenos.

É apenas um exemplo do que, apesar da evidente tolice, repetiu-se durante 20 anos sobre as escolas de Oscar Niemeyer e Darcy Ribeiro. Claro que existiram problemas, impossível não javer num processo que ergueu 508 prédios que somavam mais do que a área construída de Brasília quando JK a inaugurou.

Mas havia, e há, uma ideia generosa, executada dentro das melhores práticas de arquitetura e engenharia, sem um tostão de auxílio federal e sem um ato sequer que maculasse a grandeza dos seus propósitos e de suas realizações.

Uma destas coisas pelas quais valeu brigar, que segue espetada na paisagem, a lembrar que nada pode demolir um sonho.

Leia a seguir e, querendo, assine o Toda Palavra, outra paixão incorrigível do Erthal, o jornal impresso, embora também em edição eletrônica.

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Escolas de Brizola e Darcy
podem virar padrão na Inglaterra

Há quatro anos o governo britânico lançou o programa Building Schools for Futures (Construindo Escolas para o Futuro), que pretendia suprir o déficit de salas de aula na Inglaterra com a construção em larga escala de escolas pré-moldadas econômicas e de rápido processo construtivo. O plano do então secretário de educação, Michael Gove, gerou uma intensa polêmica entre os arquitetos ingleses, que viam com desconfiança a ideia de serem produzidas escolas padronizadas com um design inferior e despersonalizado.

Enquanto os empreiteiros se apressaram a apresentar ao governo projetos de kits pré-moldados baratos, ao custo de 1.465 libras (cerca de 1.950 dólares) o metro quadrado, o Royal Institute of British Architects (RIBA) desafiou os arquitetos ingleses a buscarem alternativas para oferecer um projeto escolar de alto padrão de design, pois os modelos até então propostos, segundo eles, equivaliam a galpões que, além de desconfortáveis, dificilmente poderiam ser adaptados a terrenos acidentados.

David Chambers e Kevin Haley, donos do conceituado escritório londrino de arquitetura e design Aberrant Architecture, vieram, então, ao Brasil buscar inspiração nos Centros Integrados de Educação Pública, construídos no Rio de Janeiro nos anos 80 e 90, durante os dois governos de Leonel Brizola, com projeto educacional de Darcy Ribeiro e arquitetônico de Oscar Niemeyer. Para eles, aquele seria o modelo ideal de escola pública a ser adotado pelo Reino Unido.

A pesquisa realizada por eles resultou em uma impressionante apresentação, com a exibição de réplicas em miniatura dos 508 Cieps construídos no Brasil, contendo seus nomes e localizações, dentro da exposição “Venice Takeaway: Ideas to Change British Architecture” (Veneza Takeaway: Ideias para Mudar a Arquitetura Britânica), realizada pelo British Council para a Bienal de Arquitetura de Veneza de 2012. No ano seguinte a exposição foi montada no próprio RIBA, no coração de Londres, com grande destaque na imprensa britânica, e agora a pesquisa dos dois arquitetos foi transformada em livro (Wherever You Find People: The Radical Schools of Oscar Niemeyer, Darcy Ribeiro, and Leonel Brizola) a ser lançado no final deste ano.

O programa de construção de escolas do governo britânico ainda não deslanchou por conta de dificuldades políticas, mas alguns dos conceitos dos Cieps já foram aplicados em uma escola de ensino fundamental do Leste de Londres, a Rosemary Works, cujo projeto de reforma foi assinado pela Aberrant Architecture. Sabotados pelos governos que sucederam Brizola no Estado do Rio, desprezados pela mídia e pelas elites brasileiras, os Cieps conquistam, enfim, 31 anos depois de lançados, o reconhecimento internacional como um dos mais extraordinários programas educacionais já realizados no mundo.

TODA PALAVRA entrevistou com exclusividade um dos sócios da Aberrant Architecture para saber por que um projeto de mais de 30 anos, concebido para ser executado em um país tropical marcado por grandes desigualdades sociais e por um baixo padrão de educação pública seria adequado para um país europeu como a Inglaterra. Admitindo que os britânicos também possuem problemas sociais a serem enfrentados, David Chambers destaca a importância da boa arquitetura a serviço da educação.

“Ficamos fascinados ao descobrir que a padronização no Brasil teve como objetivo estender o alcance da arquitetura de alta qualidade para todos. A maioria dos Cieps ficavam em áreas pobres, onde não havia uma boa infraestrutura pública. Então eles assumiram um papel cívico maior”, diz Chambers. “Os playgrounds cobertos, por exemplo, tornaram-se praças públicas essenciais. Era fundamental que eles fossem além do papel de uma escola: todo o programa preconizava o uso da arquitetura a favor de uma nova filosofia educacional.”

Para o arquiteto não haverá dificuldades em adaptar o projeto do calor dos trópicos para o rigoroso inverno europeu. Ele lembra que isso aconteceria aqui mesmo, caso Brizola tivesse chegado à Presidência da República e realizado o seu plano de espalhar 10 mil Cieps pelo Brasil, pois muitas dessas escolas seriam instaladas em regiões de clima mais temperado, como o Sul do país. David Chambers prefere destacar a robustez dos edifícios, que, segundo ele, estão resistindo bravamente ao tempo e ao abandono.

“Claramente o design tem sido extremamente resistente ao longo do tempo. Construções escolares às vezes sofrem com mudanças sucessivas de administração e por falta de manutenção e de recursos. Mas a alta qualidade do design e da construção tem permitido aos Cieps manterem boa aparência e permanecerem robustos até hoje.”

A Inglaterra aplaude os Cieps que a Globo maldisse aqui – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

20/04/2016

A Vertigem das Listas

Agora, além de tirar os sapatos para entrar nos EUA, os golpistas também tiraram a carapuça e vestiram o chapéu.

Este é o legado da Operação Lava Jato conduzida pelos aloprados do MPF à república bananeira. Enturmados nos propósitos de entregarem os direitos trabalhistas e as empresas nacionais aos interesses econômicos externos, agentes políticos comandados por Rodrigo Janot conseguiram consolidar, em plena era da internet, a imagem bananeira no exterior. O que era para ser República virou, nas mãos dos golpistas, uma ré pública. Não adianta botar a culpa no Congresso se Eduardo CUnha só continua ativo e atentando contra a República por sua omissão.

Aqui se grampeia, se caça, se persegue obsessivamente, se vaza, mas também, ao velho estilo Rubens Ricúpero, se protege. Para proteger CUnha há que se caçar Lula. Octa delatado, Aécio Neves continua um varão ilibado na Lava Jato. Se por um lado pode-se alegar sua prerrogativa parlamentar de foro privilegiado, o mesmo não se pode dizer da eminência parda, Andrea Neves. Para a Lava Jato, Andrea é tão inocente quanto Cláudia Cruz. Ambas têm mais do que foro privilegiado. Tem imunidade. Não são investigadas, muito menos interrogadas, razão pela qual também jamais serão “coercitadas” a deporem em aeroportos. Eduardo CUnha, notório corrupto mundo afora, aqui continua, leve livre e solto e vai depor se quiser e quando quiser, enquanto comando o show no Baile da Ilha Fiscal

Minhas aulas de Direito Penal foram hilárias. Nos tempos de FHC uma campanha publicitária de conscientização do uso de preservativo vendeu pinto por Bráulio, nome de meu professor…  Talvez por isso assalta-me à ideia uma dúvida shakespeariana. O que é criminoso: usar dinheiro de uma instituição pública (CEF) para pagar despesa pública (Bolsa Família), ou gravar clandestinamente a Presidenta e entregar o produto obtido ilegalmente à Rede Globo para divulgar, também de forma ilegal, o conteúdo? Sim, há atenuantes segundo a teleologia dos fins que justificam os meios. O meio ilegal foi um adubo legal para a famiglia comandada por CUnha no Congresso Nacional.

A ideia em construção do golpe foi perpetrada nos porões da Lava Jato. A parceria com a Rede Globo serviu para, ao modo de Goebbels, repetir ad nauseam a cantilena dos bons (Aécio, Cunha, Temer, Bolsonaro) contra os maus  (o governo). Mas o fato inconteste é que os bons estão em todas as listas depois da Lista de Schindler. Os intocáveis da Lava Jato estão  na Lista Falciani do HSBC, na Lista da Operação Zelotes, na Lista de Furnas, na Lista Odebrecht, na Lista Panama Papers, só não estão n’A Vertigem das Listas, do Umberto Eco. Instaurada a cleptocracia, as lagartas transformam-se em borboletas e voam para os EUA…

Os quinta colunas brasileiros têm um patrono: o autor do inestimável Teoria da Dependência, segundo a qual só seríamos independentes quando fôssemos a 51ª estrela na bandeira dos EUA, FHC. O patrocinado da Brasif, mesmo tendo pedido para esquecêssemos tudo o que escreveu, vendeu, com patrocínio da CIA, a ideia  de que o Brasil só pode ser independente se depender dos EUA. Aloysio Nunes foi ao Washington entregar nosso pré-sal em troca de uma estrela na bandeira ianque. Antes, a NSA mandava Edward Snowden ao Brasil para grampear a Petrobrás e a Dilma, agora os golpistas arriam as calças e viram a bunda para a Meca do Norte.

A se julgar pelos precedentes, vem aí novos “empréstimos” ao FMI, que em má hora Lula quitou. A dívida com o FMI é uma forma de aplicarmos aqui o que eles acham melhor lá. O que era um segredo de polichinelo, vazado no convescote de Foz do Iguaçu, tornou-se aberto e escancarado nos projetos do “flexível” senador José Serra, entregar a Petrobrax à Chevron. A ida de Aloysio Nunes nos EUA é a cereja do Complexo de Vira-Lata.

Se Temer é a mão com Parkinson que balança o golpe, Eduardo CUnha é seu papel higiênico em suas mãos. O problema é que a mão trêmula só cumpre o papel de espalhar a merda. E já que estamos neste discurso escatológico, nunca é demais lembrar do Gregório Duvivier, que em boa hora denunciou-os como turma do limpa chão com merda. Por isso este cheiro insuportável que os golpistas exalam.

Na vertigem das listas que se faz no Brasil está para ser completada aquela que relaciona todos os Rodrigo de Grandis do MPF.

Aloysio blinda Cunha, detona OEA e diz que Temer também pediu ajuda aos EUA

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Entrevista do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) à BBC é uma das mais vergonhosas manifestações políticas da história do Brasil; nela, ele garantiu que Eduardo Cunha, o campeão das propinas, será presidente da Câmara até o fim do seu mandato; disse ainda que o vice-presidente Michel Temer reforçou o pedido aos EUA para que o golpe brasileiro não seja chamado de golpe; parlamentar tucano também desqualificou a Organização dos Estados Americanos (OEA), cujo secretário-geral Luis Almagro denunciou o golpe, e disse que o Brasil tem que se afastar dos vizinhos sul-americanos; golpe brasileiro já se transformou em mico internacional e Aloysio passou vexame nos Estados Unidos

19 de Abril de 2016 às 20:16

247 – O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) diz que o vice-presidente Michel Temer (PMDB) lhe telefonou na véspera da viagem para os Estados Unidos preocupado com a difusão do discurso de que "há um golpe em curso no país" e pedindo ajuda para desmontar a tese.

Presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, Aloysio afirma em entrevista à BBC Brasil que defenderá a legitimidade do impeachment em suas reuniões com as autoridades norte-americanas.

"Conversei pouco antes de vir com Temer, quando ele manifestou preocupação com esse tipo de orquestração promovida pelo governo brasileiro, que é profundamente lesiva aos interesses permanentes do país. Uma das coisas que nos distinguem de muitos desses Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e outros que concorrem conosco por investimentos internacionais é ser um país onde as instituições democráticas funcionam normalmente, os direitos são respeitados, a imprensa é livre, há segurança jurídica", disse o tucano.

Na entrevista, o senador critica o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro. "Creio que o diálogo com esse senhor não resultará luz nenhuma. Ele se transformou num propagandista desta tese que o PT vem sustentando, de que há em curso um golpe no Brasil", afirma.

O tucano diz não ver problemas que o impeachment na Câmara tenha sido conduzido por Eduardo Cunha. "Ele tem essa função. É o presidente da Câmara e será presidente da Câmara até fim do ano.  O que está sendo julgado no impeachment não é o presidente da Câmara, é a presidente Dilma Rousseff. Ela cometeu delitos que são próprios da Presidência da República", ressaltou.

Ele ainda defende que o Brasil mude suas relações com outros países da América do Sul. "O PT, durante muito tempo, fez política externa baseado numa convicção de que os EUA eram uma potência decadente, um país imperialista, e era preciso então que o Brasil se alinhasse a um novo bloco. Isso levou a um desvirtuamento do Mercosul, que de bloco econômico visando a facilitar trocas comerciais e investimentos se transformou em plataforma política. E levou a um alinhamento com países como Venezuela, Equador, Bolívia, com prejuízos de interesses brasileiros. Nós queremos mudar isso. Os EUA têm de ser um grande parceiro nosso", afirmou.

Aloysio blinda Cunha, detona OEA e diz que Temer também pediu ajuda aos EUA | Brasil 24/7

26/03/2016

Os golpistas estão na mídia

No início dos anos 2000 o Rio Grande estava cansado de governos corruptos aliados a grupos corruptos. A manipulação das informações sempre foi um produto típico, D.O.C., made in RBS. Foi a partir da manipulação das pesquisas eleitoras, quando a RBS pretendia novamente montar seu cavalo paraguaio, que criamos o movimento Zero Fora, que pedia Mid@ética.

Na época já propúnhamos que a esquerda boicotasse os grupos golpistas. Conseguimos o cancelamento, conforme admitiu a própria Rosane de Oliveira em debate na Fabico, de 25 mil assinaturas da Zero Hora. De lá para cá a esquerda continuou dando, com suas entrevistas, legitimidade aos golpistas.

Se a esquerda parasse de aparecer no monopólio comandado pela Rede Bunda Suja, pega na Operação Zelotes, mas também presente na Operação Pavlova e Operação Ouro Verde (Portocred), o golpismo seria menos convincente. A massa de midiotas, que seguem abestalhados e amestrados como bovinos, já teria se dado conta de tamanha parcialidade.

A velha mídia, sempre salva pelos cofres públicos, está pendurada no pincel. Neste momento depende dos corruptos. Um golpe comandado por Eduardo CUnha tem tudo a ver com os a$$oCIAdos do Instituto Millenium. E se as cinco irmãs (Folha, Veja, Estadão, Globo & RBS) ainda conseguem comandar a marcha dos zumbis é porque a esquerda, como mariposas nos holofotes, fez parecer que é imparcial.

O Brasil só mudará de patamar quando golpe paraguaio for palavrão. Quando uma concessão pública seja punida por incitar o ódio, como faz a Rede Globo. Quando os maiores golpistas e seus financiadores ideológicos sejam punidos, e não premiados (delação premiada), pela corrupção diturna que praticam.

Leia aqui artigo de 2002 que escrevi para o Observatório da Imprensa, e que foi republicado por vários sites, mas da Zero Hora só recebi, como é de costume, ameaças de processos judiciais.

Ou acabemos com os golpistas, ou os golpistas, de golpe em golpe, escravizam todo o Brasil. E os escravos, como se pelos exemplos dos midiotas, acabem gostando da ideia…

 

João Feres Jr: Boicote a grande mídia!

Joao_Feres

sab, 26/03/2016 – 07:12

João Feres Jr: Boicote a grande mídia!

O título acima é assim mesmo, sem crase. A frase é um chamamento! Nela boicote é verbo transitivo direto, e não o substantivo boicote, que seria regido pela preposição a.

Sou professor universitário e coordenador de dois grupos de pesquisa: o GEMAA, dedicado ao estudo de políticas de ação afirmativa, raça e gênero — provavelmente a maior referência no país na produção de análises sobre estas políticas — e o LEMEP, que enfoca a interação entre mídia e esfera pública, e produz o site Manchetômetro e o boletim Congresso em Notas — o primeiro com análises diárias da cobertura de política e economia da grande mídia e o segundo com notícias semanais sobre pautas importantes no Congresso Nacional.

Regularmente divulgamos os resultados das pesquisas do GEMAA, e tais resultados são frequentemente publicados na grande mídia. Essa mesma mídia nunca publicou uma linha sobre o Manchetômetro, a despeito do sucesso que o site fez na eleição de 2014 na mídia estrangeira,  internet, blogs e redes sociais. A única tentativa feita foi uma entrevista por  telefone que a ombudsman da Folha começou a fazer comigo, mas que foi abortada quando ela percebeu que não conseguiria usar minhas declarações para referendar uma imagem de equilíbrio da cobertura do jornal, episódio que narrei em detalhes em artigo na época.

Ao longo dos anos tenho dado muitas entrevistas a jornais, revistas e programas televisivos, do Brasil e do exterior. Participo também regularmente de programas de TV e rádio. Há algumas eleições venho também escrevendo pequenos artigos de análise política e desde a eleição de 2010 passei a ser bastante procurado por todo tipo de mídia para comentar política. Sou cientista político de formação. A análise política é uma vocação central da nossa profissão. Uma à qual não me furto.

Já comentei e dei entrevistas para um sem número de órgãos de imprensa do Brasil e do exterior, inclusive para todos os três grandes jornais do Sudeste, Folha, O Globo e Estado, para seus sites noticiosos, para os principais canais da TV aberta e para alguns canais de cabo. Contudo, a partir da crise política que se instalou nos últimos meses em nosso pais, não mais colaborarei com esses meios de comunicação. O assalto à democracia brasileira patrocinada pela grande mídia brasileira é tamanho, sua disposição de distorcer os fatos e versões tão pronunciada, sua adesão política reacionária tão gritante, sua insistência em sempre ouvir somente um lado da contenda, ou de sub-representar desonestamente a opinião legalista, sua incitação a movimentos sociais fascistas e golpistas, que resolvi dizer um basta.

Há quinze dias tomei a decisão de não mais cooperar com qualquer meio de comunicação que estivesse em campanha aberta contra as instituições democráticas de nossos país. Fiz então um post no Facebook conclamando todos meus face-amigos, e particularmente os acadêmicos, a interromper a colaboração com a grande mídia. Dias depois, fui procurado por jornalista do Estadão por telefone para comentar o programa de ação afirmativa da USP, a universidade que mais resiste a democratizar o acesso no pais, me neguei dizendo não cooperar com um meio que ataca a democracia brasileira. Logo em seguida recebi e-mail de jornalista do site G1, da Globo, fazendo convite similar. Também neguei, usando o mesmo argumento.

No mesmo dia, um amigo, Reginaldo Nasser, provavelmente sem sequer ter visto meu chamamento, negou convite para participar de programa da Globonews e postou sua resposta no Facebook: Não dou entrevista para um canal que além de não fazer jornalismo incita a população ao ódio num grave momento como esse. Achei a ideia muito boa, e postei minha troca de e-mails com a jornalista da G1. O post viralizou na web e em poucas horas tínhamos uma campanha pública pelo boicote da mídia.

Professores universitários são uma das categorias que têm a razão mais baixa entre salário e número de anos de estudo necessários à profissionalização. Contudo, a elite da carreira, à qual pertenço, formada em grande parte por professores das escolas públicas, recebe salários que lhes proporciona uma vida confortável de classe média. Em uma sociedade tão desigual quanto a nossa, isso é um privilégio. Mas somos também privilegiados por desfrutarmos de grande autonomia de escolha de objetos de estudo e de opinião, diferentemente de outras carreiras também focadas na escrita, como a de jornalista.

Fato é que somos assalariados e nossa profissão não é orientada para a aquisição de bens e dinheiro. Quem escolhe a carreira acadêmica e tem alguma ambição de ser reconhecido socialmente sabe que esse reconhecimento não virá das riquezas que adquirimos como prêmio pelo nosso trabalho, mas da circulação social das ideias que produzimos e articulamos. Sim, temos uma vocação para o debate público. Contribuir para a discussão racional e pública acerca das escolhas coletivas que fazemos em sociedade (políticas públicas, leis, eleições, etc) é um dos maiores objetivos de realização profissional do cientista social. O problema é que a circulação social de nossas intervenções, para além dos círculos das publicações e eventos acadêmicos, dependia até há pouco tempo quase que exclusivamente da grande mídia.

Era comum ver um colega postar nas redes sociais ou mesmo mandar por e-mail entrevista ou artigo que publicara em algum órgão da grande imprensa. Isso era até há pouco motivo de orgulho: vejam como meu trabalho está recebendo reconhecimento público, queriam dizer com tal ato. E tinham certa razão.

O conservadorismo das editorias dos grandes órgãos noticiosos brasileiros vem de várias décadas, mas é preciso dizer que, apesar deste viés (liberal, pró-mercado, anti-movimentos sociais) havia ao longo do processo de democratização bastante espaço na grande mídia para o debate de ideias, com a participação ativa e frequente de intelectuais. Essa esfera pública plural foi, contudo, se fechando, particularmente a partir da primeira vitória de Lula, na eleição presidencial de 2002.

A crise econômica das empresas privadas de jornalismo, cujos assinantes e anunciantes foram sugados pela internet, contribuiu para este estado de coisas, eliminando ou minguando os cadernos de cultura, mas está longe de explicá-lo inteiramente. Aos poucos, os grandes jornais foram substituindo seus colunistas e articulistas progressistas por conservadores, alguns com biografias abertamente ligadas ao principal partido da oposição, PSDB, ou por publicistas vitriolicamente reacionários, como Rodrigo Constantino, Reinaldo Azevedo, Diego Escosteguy e um rol imenso de outras figuras da mesma laia.

Mesmo com o progressivo avanço da mídia em direção ao reacionarismo, alguns colegas, inclusive eu, ainda insistiam em colaborar com estes órgãos, quando instados. O motivo não era mais propriamente orgulho, mas uma posição de defesa estratégica de posições progressistas. Pensávamos: ainda que a barra esteja pesada neste jornal; ainda que meu texto seja publicado cercado por artigos de gente desqualificada e maliciosa; ainda assim, talvez consiga atingir alguns leitores, expondo-os a informações e pontos de vista que os façam pensar mais criticamente.

Nada mais disso é possível. Com a radicalização política absurda em que nossa grande mídia embarcou não pode haver mais orgulho, não há mais espaço para posições estratégicas, a única coisa que resta é a vergonha. Repito mais claramente: colaborar com a grande mídia reacionária nos dias de hoje é motivo de vergonha. Quem ainda faz isso  está compactuando com o ataque à democracia encetado por estes meios. Não há inocentes úteis.

Revistas como Veja, Época e IstoÉ adotam a postura franca de banir tudo que não seja reacionário em suas páginas da cobertura política. O Globo está praticamente igual, com raríssimas exceções. O jornal é um apanhado de reportagens, colunas de opinião, e editoriais militantemente oposicionistas, com imagens, títulos e manchetes cuidadosamente editados para produzir o maior efeito no leitor. Estadão, idem, em quase tudo.

A Folha de S. Paulo também apela fartamente para estratégias editorias para apresentar as ações do governo, do PT, de Lula e Dilma da pior maneira possível, enquanto noticia generosamente a agenda da direita oposicionista. Já analisei aspectos desta estratégia em alguns artigos e vou escrever mais um sobre material recente publicado pelo jornal em breve. Mas no uso dos articulistas ela é um pouquinho diferente. Há um número bem maior de oposicionistas, entre eles Aécio Neves, Marina Silva e até gente do naipe de Reinaldo Azevedo, mas a Folha conta também com um pequeno time de intelectuais de esquerda, bem minoritário, mas que cumpre uma função importante para o jornal: permite que seus editores, ombudsman e demais jornalistas defensores da agenda patronal digam que o jornal é plural pois reproduz várias perspectivas e opiniões. Em inglês há um termo para isso. Eles são the tolken liberals. Estão lá para prestar este serviço, que o velho marxismo chamaria de ideológico. Pois este jornal, assim como todos os outros supracitados, já sacrificaram qualquer semblante de esfera pública habermasiana ou mesmo de pluralismo liberal, se me permitem um intelectualismo escolástico.

O pequeno exército de acadêmicos que presta esse serviço de reportar seus resultados de pesquisa e opiniões para artigos e reportagens da grande mídia não recebe qualquer compensação monetária. Às vezes são até tratados por jornalistas como se tivessem obrigação de trabalhar de graça para seus senhores, os grandes proprietários da mídia nacional. Os poucos acadêmicos colunistas ou não recebem nada ou ganham uma merreca, como se diz por aí, para fazerem o que fazem. Não há mais razão para ambos os grupos continuarem essa colaboração voluntária. Não há orgulho em fazer isso, mas vergonha; não há mais semblante de debate público com posições para serem ocupadas; o que há é uma guerra política na qual a grande mídia já deu provas de sobra que está disposta a jogar as instituições democráticas que criamos com a luta de gerações de brasileiros na lata do lixo.

Por isso faço o chamamento: BOICOTE A MÍDIA. E de quebra, cancele todas assinaturas de jornais e revistas que tiver em casa ou em suas instituições.

24/03/2016

PÓde tudo ou tudo PÓde?

Filed under: Aécio Neves,Lista Odebrecht,Mineirinho — Gilmar Crestani @ 6:13 pm
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Dinheiro do mineirinho PÓde ter sido o estopim que levou à expulsão de Marcelo Reis, líder dos Revoltados Online, da Paulista. Pela teoria do domínio do fato, a parcela da marcha dos zumbis acusaram-no de ser pago por Aécio Neves.

O repentino vazamento da Lista Odebrecht pode ter explicações na briga de bugio nos intestinos do PSDB. Depois que José Serra & Andrea Matarazzo perderam para João Dória Jr & Geraldo Alckmin, mais informações sobre Aécio Neves têm aparecido na imprensa. O enfraquecimento de Aécio Neves interessa ao candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, João Dória, e aos seus amigos da LIDE.

Se ninguém deu bola antes, e até acharam normal que o NaPÓleão das Alterosas disponibilizasse o jatinho do estado até para Gilmar Mendes, Roberto Civita, Zezé Perrella, e construísse aeroportos clandestinos nas terras do Tio Quedo, sem contar toda participação pregressa, por que iriam agora se interessar por mais este ‘pequeno detalhe’ na sua biografia?! Só há um motivo para entrega-lo agora: safar os demais. Joga-lo como boi de piranha para que a boiada da Lista Odebrecht passe o Rubicão sem ser molestada. Por trás, pode estar Geraldo Alckmin. Mas, lembrando uma velha lição da Folha de São Paulo, “não pode ser assegurada -bem como não pode ser descartada”, outro personagem paulista, também conhecido por ter estrelado o show da bolinha de papel, já acostumado a detonar eventuais concorrentes, vide Caso Lunus… O tarja preta José Serra! Exatamente aquele que pretende entregar a Petrobrás, conforme combinado com FHC no Convescote de Foz do Iguaçu, à Chevron.

Há precedentes das digitais paulistas na revelação do Mineirinho. Os mesmos interesses “republicanos” dos paulistas vieram à luz pelas mãos do articulista do Estadão, Mauro Chaves: “Pó pará, governador”, que O Estado de Minas respondeu à moda maneira, método caro às famílias mafiosas: “Minas a reboque, não”. Mesmo com todas as informações anteriores o playboy continuou sendo útil ao interesses da Rede Goebbels, porque descarta-lo-ia agora?! Só como boi de piranha…

Agora é que vem a dúvida: quem tem mais foro privilegiado, Aécio ou Andrea Neves? Se ela, com todas as citações, nunca recebeu um oi do japonês bonzinho, porque ele receberia um olá?! Ou eles PÓdem tudo? É a enésima citação de Aécio Neves na Lava Jato. Curioso, e que ódio, nem Dilma nem Lula aparecem…

Fica cada vez mais claro que o golpe paraguaio buscar derrubar Dilma para proteger os corruptos de sempre.

Listão da Odebrecht cita dono do avião de Aécio

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Diálogo de 19 de setembro de 2014, entre Marcelo Odebrecht e o presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Junior, trata de uma doação de R$ 15 milhões para um personagem identificado como "Mineirinho"; os recursos são viabilizados por Sergio Neves, diretor da construtora em Minas Gerais, preso nesta semana na Operação Xepa, para repasse a uma pessoa identificada como "Oswaldo"; ao que tudo indica, trata-se de Oswaldo Borges da Costa Filho, um dos personagens mais próximos ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi nomeado por ele presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) e é um dos donos do jato usado pelo presidente nacional do PSDB para voar pelos céus do País; listão da Odebrecht, que mostra os repasses ao "Mineirinho", teve seu sigilo determinado pelo juiz Sergio Moro, que conduz a Operação Lava Jato

24 de Março de 2016 às 14:06

Minas 247 – Uma das prisões da mais recente fase da Operação Lava Jato, batizada como Xepa pela Polícia Federal, pode trazer problemas para o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Isso porque um dos presos foi Sergio Neves, diretor da Odebrecht que cuidava dos repasses a um personagem batizado como "Mineirinho".

Neves foi citado num diálogo realizado no dia 19 de setembro de 2014, em plena campanha presidencial, entre Marcelo Odebrecht e Benedicto Júnior, presidente da construtora. Nele, os dois falam de um repasse de R$ 15 milhões ao "Mineirinho", que seria feito por Neves a um personagem chamado "Oswaldo".

Eis um trecho de reportagem de Fausto Macedo sobre o caso:

Alguns nomes não identificados, contudo, chamaram a atenção dos investigadores, sobretudo pelo grande volume de recursos que teriam recebido, como é o caso de “Mineirinho”, apontado como destinatário de R$ 15 milhões entre 7 de outubro e 23 de dezembro de 2014. As entregas, segundo as planilhas, teriam sido feitas em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

A quantia foi solicitada pelo diretor superintendente da Odebrecht Infraestrutura para Minas Gerais, Espírito Santo e Região Norte, Sérgio Neves, à secretária Maria Lúcia Tavares, que fez delação e admitiu operar a “contabilidade paralela” da empresa a mando de seus superiores. O pedido foi intermediado por Fernando Migliaccio, ex-executivo da empreiteira que fazia o contato com Maria Lúcia e que foi preso na Suíça.

A solicitação foi encaminhada no dia 30 de setembro de 2014, 13 dias após o então presidente da holding Odebrecht Marcelo Odebrecht conversar com o presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Junior sobre a “viabilização” de “15” a um destinatário que até então não estava claro para a PF. “Diante das novas informações ora colacionadas, resta claro que os ’15’ representam, na verdade, R$ 15 milhões, o total de recursos disponibilizados a Mineirinho, via Sérgio Neves”, assinala a Polícia Federal no relatório que embasou a 26ª fase da operação.

Ao que tudo indica, o "Mineirinho" que recebeu R$ 15 milhões durante a campanha presidencial, e também depois, é o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Especialmente porque o pedido de recursos teria sido feito por "Oswaldo", que seria Oswaldo Borges da Costa, uma das pessoas mais próximas do senador tucano, que o nomeou presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig). Oswaldo é também dono do avião Learjet que Aécio usa em suas viagens pelo País (a esse respeito, leia "Dono do Aeciojato ganhou estatal").

Na última terça-feira, a Odebrecht anunciou o desejo de realizar uma ampla colaboração com a Justiça, falando de todas as suas doações ao sistema político. Em nota, o Ministério Público Federal negou estar negociando uma delação com a Odebrecht. O "listão" da empreiteira, com doações a mais de 200 políticos, teve seu sigilo determinado pelo juiz Sergio Moro, que conduz a Lava Jato. Se Sergio Neves decidir falar, ele poderá esclarecer suas relações com "Oswaldo" e as doações de R$ 15 milhões ao "Mineirinho".

Listão da Odebrecht cita dono do avião de Aécio | Brasil 24/7

Rede Globo dedicou um minuto de silêncio pela ausência de Lula e Dilma no Listão da Odebrecht

GolpeachmentVem aí novo editorial da Globo, golpistas salvos. Exilados em Portugal, o trio de golpistas, que encabeçam o Listão da Odebrecht, viraram o fio da história. A partir de agora não haverá mais piada de português, só de brasileiros. Os vira-latas do golpe estão sendo ridicularizados pelos portugueses. Nem quero imaginar quando os portugueses descobrirem que eles são apenas paus mandados da Rede Globo.

Jornal Nacional, sempre tão eloquente, dedicou um minuto de silêncio devido a ausência dos nomes de Dilma e Lula no Listão da Odebrecht. O único que parecia feliz, afinal estava vendo o golpe virar PÓ. Pois é, agora sabemos o lema da Dona Rede Goebbels, quem não tem leão caça com ratos… E os ratos foram pegos na Odebrecht. Todos os arautos da moralidade estão lá, por isso o silêncio da Rede Globo.

Não percamos o foco. O golpe só existe porque a Rede Globo manipula. Não existiriam Aécio Neves, Eduardo CUnha, Michel Temer, Gilmar Mendes sem os apoios subterrâneos da Rede Globo. E o apoio da Rede Globo cheira à CIA. Ou seria apenas coincidência as gravações da NSA, reveladas pelo Edward Snowden, eram encima da Dilma e da Petrobrás? Para saber, basta seguir o roteiro. Começou na Venezuela, veio o Egito, depois Líbia, na sequência Ucrânia, passou pela Síria e agora volta para a América do Sul, Brasif, digo, Brasil. Todos países produtores de petróleo, todos países com os quais os EUA contam com Quinta Colunas.

E aí vem outra coincidência, a Rede Bolsonaro do Sul. A RBS viu ontem seus principais aliados políticos, a famiglia Germano, ser desmascarado. Mesmo contando com dois senadores, graças à manada amestrada de gaúchos, Lasier Martins e Ana Amélia Lemos, a vida não está nada boa para a golpista dos pampas. Afinal, outro varão de Plutarco, Gerdau, também foi pego na Operação Zelotes. Por isso o hino gaúcho, “sirvam nossas patranhas de modelo a toda terra”. Por isso Augusto Nardes é a mão da RBS que balança o tCU! E nem vamos falar na Operação Pavlova ou na Operação Ouro Verde (Portocred).

A obsessão na caça ao grande molusco jogou para os idos de março a Lista Odebrecht. Nela constam todos os golpistas com espaço diuturno na Rede Globo para, juntos, demonizarem Lula e derrubarem Dilma. Tirando os midiotas  da Rede Globo e os amestrados pela Rede Bolsonaro Sulista, ninguém mais se deixou conduzir pelas éguas madrinhas golpistas.

Mas não nos enganemos, assim como esconderam a Lista Falciani com os sonegadores do HSBC, também vão esconder, silenciar, que coincidência!, a Lista Odebrecht.

O golpe é tirar uma mulher honesta, Dilma, para salvar 300 picaretas a serviço da Rede Roubo.

Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor

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