Ficha Corrida

06/08/2016

Meritocracia e transparência à moda dos golpistas

Filed under: CGU,Liechtenstein,Meritocracia,Transparência — Gilmar Crestani @ 4:52 pm
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Todo novo ato se reveste de lição para os novos tempos. Se alguém ainda tinha dúvidas a respeito do conceito de meritocracia, Torquato Jardim dá uma aula magna. De brinde, dá um choque de gestão: ensina como se faz aparelhamento do Estado com a cumplicidade da velha mídia e como deve funcionar a transparência made in Paraguai.

Transparência, na novilíngua é traz parente. O Tiririca da Serra, quando fez da esposa Secretária, também mereceu os aplausos do Eliseu Rima Rica… Como se vê, não é uma exceção, é a regra.

Claro, é tudo culpa do Lula…

Ministro da Transparência elimina seleção interna para cargos de chefia

Alan Marques/Folhapress

O ministro Torquato Jardim (Transparência) durante sua posse, ao lado do presidente interino, Michel Temer

O ministro Torquato Jardim (Transparência) em sua posse, ao lado do presidente interino, Michel Temer

AGUIRRE TALENTO
DE BRASÍLIA

05/08/2016 16h36 – Atualizado às 19h36

O ministro Torquato Jardim, da Transparência, Fiscalização e Controle, antiga CGU (Controladoria-Geral da União), revogou a exigência de processo seletivo interno para ocupar cargos de coordenação no órgão.

A decisão de Torquato é de uma portaria da última quarta (3). Por ela, Torquato anulou uma determinação de dezembro do ano passado que estabelecia "processo seletivo interno para nomeação de chefes das unidades da Controladoria Regional da União nos Estados e para coordenadores-gerais da Secretaria Federal de Controle Interno".

Na prática, essa mudança dá ao ministro mais poder político para escolher os coordenadores e retira um crivo técnico do processo.

Já houve reação dos servidores do órgão contra a medida. O Unacon Sindical, sindicato que representa a CGU, anexou a portaria feita por Torquato a uma representação contra ele que o sindicato já havia protocolado na comissão de ética da Presidência, depois que o ministro pediu alinhamento "ideológico" dos servidores que ocupavam cargos de confiança.

Exonerações feitas por Torquato também aumentaram a insatisfação na área técnica.

Logo que chegou, ele removeu o servidor que cuidava dos acordos de leniência. Nesta semana, também exonerou o então secretário-executivo do órgão, que na prática era o segundo na sua hierarquia, Carlos Higino, que estava no posto desde as gestões anteriores, ainda sob o governo Dilma Rousseff.

Procurado, o Ministério da Transparência afirmou que "todas as decisões adotadas pelo ministro Torquato Jardim têm respaldo legal".

05/08/2016

Panama Papers & golpe

Bem, passou o tempo do chapéu panamá, a moda agora é Panama Papers. Embora esteja na moda no circuito internacional, no Brasil é um assunto tabu pelo simples fato de envolver os grupos mafiomidiáticos, seus donos e seus magarefes de aluguel. E mais uma vez, não aparecem os nomes do Lula, do José Dirceu, e da Dilma. Não é sintomático que os mesmos que aparecem no lixão do Panamá sejam os mesmos que patrocinam o golpe?!

Está lá, por exemplo, via Mossack & Fonseca, o Triplex dos Marinho, os patrocinadores da caçada ao grande molusco. Como envolve os donos da mídia, a mídia não se envolve com este assunto. Nos outros países, onde a propriedade das mídias não está majoritariamente nas mãos de bandidos golpistas, não há assunto tabu. Possivelmente, os veículos internacionais, além de não serem golpistas, também não lavam dinheiro em paraíso fiscal. No Brasil de hoje, se for traficante pode virar ministro, se esconder dinheiro na Suíça, será mais blindado que carro de traficante. Alguns, mesmo com a percepção de que seria o primeiro a ser comido, continuam dando voltas por Liechenstein

Como nossos bravos homens da imprensa não tratam do assunto, a Wikipédia, em português, pode ser um bom começo.

Cuidado, a CIA não permitiu o vazamento de informação envolvendo personalidade norte-americanas. Como sabemos, pra nós, cucarachas, democrata ou republicano é tudo a mesma merda, por isso há seletividade também em relação ao Brasil. Até porque parte da quadrilha que tomou de assalto o Planalto Central bate continência todos os dias quando hasteia a bandeira ianque no quintal.

Algumas das impolutas figuras que se limpam com papéis Panamá:

– Sim, não poderia faltar. Encabeçando a lista estão nomes ligados à mídia, como o presidente do Conselho de Administração do Grupo Estado, Walter Fontana Filho, e de Ruy Mesquista Filho, ex-diretor do Jornal da Tarde e acionista sem funções executivas no Grupo Estado;

– mais uma vez, e por aí se explica porque continua solto, aparece Eduardo CUnha. Mas não está só. Ao seu lado aparecem o ex-deputado federal João Lyra, o senador Edison Lobão…

Maurício Macri, o Michel Temer argentino, com a diferença de que o lavador argentino chegou lá pelo voto;

– Políticos de quase todos os partidos brasileiros aparecem nos tais papéis, infelizmente não foi encontrado nenhum do PT. Nem Dilma nem Lula. É ou não é motivo para odia-los?

– Mas lá está, por exemplo, a Rede Globo? Oh! que surpresa, depois da lavagem das Copas de 2002 e 2006, também sobrou uns trocados da Libertadores pra investir no Panamá…

– Se o Panama Papers foi feito pra isso, sim, então o nome do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa[46] deve estar lá. Tem ainda mais, pois  57 pessoas investigadas à Operação Lava Jato abriram mais de 100 empresas offshore.[47] 

Se todos estes estão lá, inclusive o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, por que Lula e Dilma não estão? Seria pelos mesmos motivos que não estão na Lista de Furnas, na Lista Falciani do HSBC, na Lista Odebrecht? Por que será que Lula e Dilma não estão na Operação Zelotes, mas a Gerdau, a RBS estão?! É ou não é motivo para odia-los, persegui-los, caça-los?!

– sabe quem também apareceu por lá? Gabriel Junqueira Pamplona, filho de Paulo Skaf, presidente da FIESP, aquela que financiou os patos e os patetas….

Aqui uma lista publica pela insuspeita revista Exame:

Panama Papers

 

Los papeles de Panamá

Frederik Obermaier & Bastian Obermayer

Español

– Páginas: 356
Descargar (magnet link)

¿No sabes cómo descargar?

Algunos de los programas que puedes usar son:

La filtración documental más grande y de mayor alcance de la historia empezó una noche con un mensaje anónimo: «Hola. ¿Te interesaría recibir más datos?». Pronto, Bastian Obermayer, periodista de investigación del Süddeutsche Zeitung, y su colega Frederik Obermaier, se dieron cuenta de que estaban ante los datos de miles de empresasoffshore, una ventana hacia un mundo paralelo completamente hermético en el que se gestionaban y escondían miles de millones que buscaban el dorado calificativo de «libres de impuestos». Dinero de grandes empresas, de primeros ministros europeos y de varios dictadores, jeques, emires, reyes y amigos de reyes, la mafia, traficantes y capos de la droga, agentes secretos, directivos de la FIFA, aristócratas, futbolistas estrella, famosos y, en resumen, gente con muchas posibilidades.
Este libro es la historia de esta extraordinaria investigación periodística internacional que desvela cómo escondían sus fortunas una pequeña élite de personajes supuestamente incuestionables, pero, como se está revelando, dignos de toda sospecha.

Arquivo para download também AQUI!

Autores

Escritor – Frederik Obermaier

Co-Escritor  – Bastian Obermayer

Traductor  – Lidia Álvarez Grifoll

Colaborador – Mar Cabra Valero

Colaborador – Joaquín Castellón

Traductor – Lara Cortés Fernández

Colaborador  – Daniele Grasso

Traductor  – Ana Guelbenzu

Traductor – María Jose Viejo Pérez

 

Comentarios

fedexior el 05-08-2016 a las 23:51:00

El escándalo que desnuda a los delincuentes de saco y corbata que jamás (o casi nunca) van a la cárcel. Presientes (Hola, Macri), empresarios, ministros y demás, muchos de ellos tan dados a pontificar sobre la corrupción pero que están totalmente sucios y podridos por dentro. Habrá que leerlo.

Escribir no lleva a la miseria, nace de la miseria
MONTAIGNE

epublibre – Los papeles de Panamá

01/08/2016

Bestiário do GOLPE!

Filed under: Bestiário,Em Construção,Liechtenstein — Gilmar Crestani @ 9:25 am
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“A pior democracia é sempre melhor que qualquer golpe de Estado!”

Para golpistas, o golpe de 1964 era revolução; o golpe de 2016 é impeachment. Mas sempre foi e sempre será, independentemente da quantidade de demãos de verniz, GOLPE!

Animais Fantasticos Bestiario

(Este não é um post definitivo. Será ampliando conforme forem sendo revelados todos os ratos da trama. Portanto, é um registro em obra subfaturada…)

Há dois livros fundamentais para se entender este momento da República das Bananas que virou o Brasil.

O primeiro deles é de autoria de J. K. Rowling "Animais fantásticos e onde habitam".  O outro é um livro de autoria anônima, Bestiário Medieval, uma espécie de bíblia do período medieval.

Bestiário é um tipo de literatura descritiva do mundo animal, as bestas, muito comum nas classes monásticas do medievo. Eram catálogos manuscritos realizados por monges católicos que reuniam informação sobre animais reais e fantásticos, tal como o aspecto, o habitat em que viviam, o tipo de relação que tinham com a natureza e a sua dieta alimentar. A maioria dos bestiários foi escrita durante a baixa Idade Média, e eram acompanhados de mensagem moralizadora.

Chega-se e se consolida nosso bestiário medieval mediante a catalogação de todos os que participam do golpe paraguaio em curso no Brasil. De tucanos, passando pela águia norte-americana, até outras aves de rapina.

A facilidade na catalogação deve-se ao fato de que “os idiotas perderam a modéstia.” Vamos, então, a uma lista preliminar:

Rede Globo – qualquer página que vier a ser escrita sobre o golpe de 2016 restará em branco se não figurar no todo o grupo de comunicação especializado em golpe de estado. Foi assim em 1954, repetiram em 1964 e consolidaram um modus operandi em 2016. A longa biografia contra o Brasil e a favor da cleptocracia, das quadrilhas institucionais e empresariais, está inscrita em livros como a História Secreta da Rede Globo (aqui em PDF para quem quiser baixar), do Daniel Herz, e o documentário Muito Além do Cidadão Kane. No período recente, a Rede Globo capturou personalidades públicas seja por meio de funcionárias tornadas amantes e escondidas, como Miriam Dutra na Espanha, seja distribuindo estatuetas ou por meio do Instituto Innovare. Nas mais variadas listas que ostentam a lavagem de dinheiro em paraísos fiscais, a Rede Globo merece indicação para o Oscar por tantas participações. Seja em relação às Copas de 2002 e 2006, mas também no Panama Papers. Seus midiotas amestrados aparecem na Lista de Furnas, na Lista Falciani do HSBC, na Lista Odebrecht, em Liechtenstein, em Cayman, na Operação Zelotes, na Lista do CARF… Não há grande escândalo que, de algum modo, não apareça as digitais da Rede Globo. Se tudo isso é muito, não é tudo. O pior da Rede Globo está na sua obsessiva luta contra as políticas sociais. O maior atestado do quanto a Rede Globo é nociva à democracia foi perpetrada pelo seu capitão-de-mato Ali Kamel com o petardo “Não Somos Racistas”. Não há manifestação pública em que a Rede Globo não seja citada como exemplo do que existe de nocivo à sociedade brasileira. Sociedade, bem entendido, não é súcia com a qual ela se a$$oCIA para saquear os cofres públicos mediante a interposição de longa manus como a dupla Eduardo CUnha & Michel Temer. Já fizera e, muito bem, nomeando ACM par Ministro das Comunicações da dupla Tancredo Neves & José Sarney. É bem verdade que O Globo fez publicar em editorial que o apoio à ditadura, assumida também em  editorial, o erro. Se apoiar a ditadura foi um erro, porque o Grupo Globo não pediu perdão? Por que não devolveu ao povo brasileiro tudo o que surrupiou dos cofres públicos com o apoio dos ditadores de plantão?! Se até a BBC de Londres grita “Cala a boca, Galvão”, porque a Rede Globo censura o Globo Golpista?!

Folha de São Paulo – a Folha é parceira da Rede Globo não só nos atentados contra a democracia, mas também no jornal Valor Econômico. Sua biografia, em rápidas pinceladas, tem passagem determinante na Operação BandeiranteOBAN, brilhantemente conduzida pelo Brilhante Ustra, e financiada, da mesma forma que os patos da FIESP do  Paulo Skaf, no golpe atual, pela Ultragaz do “Cidadão Boilesen”. Se na democracia a Folha sentiu-se à vontade para impor sua versão de que não houve ditadura mas ditabranda, imagine o que não fizera para sustenta-la. Vai muito além do empréstimo das peruas que distribuída jornais para conduzir, depois das sessões de tortura, estupro, morte e esquartejamento nos porões do DOI-CODI, às valas comuns do Cemitério de Perus. A Comissão da Verdade relatou que os finanCIAdores da ditadura não só apoiam financeira e logisticamente, mas também presenciavam as sessões de tortura com o mesmo prazer com que alguém vai ao teatro. A diferença é que a violência e as sessões de selvageria e curra de presos e presas eram reais. Livro recente da historiadora Beatriz Kushnir, Cães de Guarda, explicita as relações promíscuas da imprensa, notadamente Folha da Tarde, braço da Folha de apoio explícito aos carniceiros, com os mais notórios e confessos torturadores da ditadura. Portanto, não há nada de diferente no apoio explícito aos golpistas e aos plutocratas que se encastelaram com o golpe. Não por acaso Tarja Preta esteja envolvido de corpo e alma exatamente em nome da Folha. As digitais da Folha aparecem por inteiro em duas figuras tipicamente paulistas: Tarja PretaAlexandre Morais, advogado do PCC. Não por acaso, uma das patifarias recentes da Folha foi ter inventado uma Ficha Falsa da Dilma para açular seus cérberos. De repente surge informações sobre José Serra. Não é a Folha, apesar do Tarja Preta ser um de seus articulistas, que descobre, mas é Marcelo Odebrecht que entrega;

José Serra (Relações Exteriores) que é alvo de processo de reparação de danos também por improbidade administrativa, protegido ou por Paulo Preto ou por Tarja Preta. Recentemente, mais uma obra típica, ensaiada na Máfia das Ambulâncias dos Irmãos Vedoin, a contratação sem licitação de uma empresa para atuar nas Olimpíadas. A capa da Folha de São Paulo de 07/08/2016 lapida na face do sujeito mais nefasto da política brasileira o epitáfio de sua carreira: “José Serra recebeu R$ 23 milhões via caixa dois, afirma Odebrecht”. Uma manchete tardia por culpa do Rodrigo de Grandis. A Suíça já tinha entregue material suficiente para detonar procurador da Chevron no Ministério das Relações Exterior. Em outro lugar, o Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu processo da Justiça de São Paulo citando o ex-senador José Serra (PSDB) e o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) por prática de improbidade administrativa durante as gestões de ambos na Capital paulista. A investigação envolve irregularidades como aumento salarial de professores em desacordo com lei orgânica municipal. A investigação também envolve a senadora Marta Suplicy (PMDB). Segundo Paulo Henrique Amorin, “Odebrecht comprou Cerra por R$ 34 milhões”.

Se tudo o que sempre se soube de José Serra seria suficiente para que jamais tivesse voltar a ocupar qualquer função público, as recentes revelações operacionais e de caráter, explicam não só sua sobrevivência política, mas principalmente a decisiva participação no golpe. Dada a proximidade do Uruguai com o RS, não seria de admirar se Presidente Uruguaio conhecesse a Apparício Torelly, autor da frase: “Homem que se vende sempre recebe mais do que vale”.

Pit bull com a Venezuela, Lulu da Pomerânia com os EUA. A recente revelação de que tentou comprar Tabaré Vazquez  fecha com chave de ouro um dos atores mais recrutados pelos grupos mafiomidiáticos para ocupar o papel de quinta coluna do complexo de vira-lata que infesta a plutocracia brasileira. José Serra, que mantém um controle absoluto na mídia brasileira, não conseguiu fazer o mesmo no país vizinho. O principal veículo de comunicação uruguaio, El País, denuncia em matéria de capa sua tentativa de comprar o governo uruguaio. Mas  pode ser pior, a caçada em busca de mercenários uruguaios contou com a participação intelectual e efetiva de FHC. Nas mãos do PSDB, o Itamarati, que existe para resolver questões controversas nas relações exteriores, vira criadouro de conflitos. Serra age como um hipopótamo numa loja de perfumaria. Para quem não sabe, este animal faz do rabo hélices para espalhar seu cocô fedorento. Com a responsabilidade de defender a envergadura moral de tais personagens, não é de admirar, e até faz todo sentido, que seus admiradores encetem uma caçada obsessiva e sem trégua a Lula.

Aécio Neves (PSDB-MG) – para alguns, playboy e toxicômano; para outros, Napoleão das Alterosas. Aécio é velho conhecido, e segundo o Sérgio Machado, seria o primeiro a ser comido. Até agora não foi porque o PSDB goza, segundo o deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom, de imunidade judiciária. Em Minas, tudo está a$$oCIAdo ao Aécio. Começando por sua irmã, Andrea Neves, passando pelo paraíso do filho da mãe, Liechtenstein, até os aecioportos nas terras do Tio Quedo

José Sarney – que por sua vez indicou o filho Sarney Filho para Ministro do Meio Ambiente que nomeou  superintendente do Ibama em Tocantins, Luciolo Cunha Gomes. Este anunciou, em uma postagem de 2013, que havia comido um animal silvestre. Na mesma publicação, ele debochou do órgão que acabou de assumir. “Deliciando pernil de Caitutu (…) o medo aqui é só aparecer o IBAMA… rsss”, escreveu. Sarney, além da extensa ficha corrida, recentemente foi grampeado por Sérgio Machado, na tentativa desnecessária de proteger os corruptos. Teria recebido a bagatela, só das mãos de Sérgio Machado, de R$ 16,25 milhões. Quantos pedalinhos daria para comprar? Corrupto, como prova o “primeiro a ser comido”, não é necessariamente ruim. Basta que não seja do PT.

Antonio Anastasia (PSDB-MG) é um dos governadores delatados por Marcelo Odebrecht, em Curitiba; segundo o empreiteiro, o ex-governador de Minas também recebeu recursos de caixa dois durante sua administração; relator do impeachment, e braço direito do senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato derrotado na última disputa presidencial, Anastasia produziu um relatório que propõe a cassação da presidente Dilma Rousseff pelas chamadas "pedaladas fiscais";

Raul Jungmann, Ministro da Defesa, contratou, com dinheiro público, canal pornô, SexZone; Jungmann foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por participar de um esquema de desvio de recursos públicos para pagamento de contratos de publicidade no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), entre 1998 e 2002, quando foi ex-ministro do Desenvolvimento Agrário do governo Fernando Henrique Cardoso. O processo foi arquivado.

Hélio José (PMDB-DF) – foi flagrado em gravações divulgadas na internet dizendo que consegue nomear “a melancia que quiser”; o político se referia ao cargo de superintendente da Secretaria de Patrimônio da União; a gravação foi feita nesta terça (2/8/16) na sede da SPU-DF; nos trechos divulgados, José comenta a indicação de uma melancia de sua propriedade, o ex-assessor de gabinete, Francisco Nilo Gonsalves Júnior, para o cargo de superintendente do órgão distrital;

Neuvaldo David Oliveira, nomeado superintendente do Ibama na Bahia, deve mais de R$ 100 mil em multas ao próprio Ibama;

Marco Feliciano – tem homem e mulher que são faca na bota, como se dizia antigamente. Mas este “pastor”, com obsessão pelo CÚnha dos outros, mas vira-e-mexe aparece vinculado a algum escândalo sexual, não passa de uma faca na moça. Pior, se é que algo possa ser pior, usa a religião para perseguir e se locupletar com a ignorância de seus seguidores. CUnha guindou-o à Comissão de Direitos Humanos

Não por acaso é uma das figuras PÓliticas mais próximas de Eduardo CUnha sem a qual o golpe teria sido menos ridíCUlo. O golpe paraguaio não teria ganho ares de pantomina não fosse essa galeria de hiPÓcritas. Quando a batata é podre, contamina as demais. Também o assessor e chefe de gabinete do Marco Feliciano é do mesmo naipe. Talma Bauer, gravado pela jovem de Brasília que acusa Feliciano de agressão, foi detido no Centro e é acusado por ela de a ter forçado gravar os vídeos a favor do parlamentar, desmentindo a denúncia revelada pela Coluna Esplanada. Qualquer puteiro tem mais decoro que as igrejas frequentadas por estes pastores golpistas (Cunha, Malafaia, Feliciano);

Oswaldo Massaini FilhoEscolhido pelo governo Temer, novo diretor da Cinemateca, é réu por estelionato;

Romário – a fórmula que garantiu o voto do baixinho, segundo O Globo, ao golpe: "Romário cortou pela esquerda, driblou pela direita e conseguiu o que queria: nomeou na semana passada o novo diretor de administração de Furnas."

Wellington Moreira Franco, responsável pelo programa de privatizações do interino Michel Temer, entrou na bolsa de apostas sobre o próximo demitido do governo provisório; o motivo: ele foi delatado por Léo Pinheiro, por ter favorecido a OAS no leilão do Aeroporto de Guarulhos;

Gilberto Kassab, Ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, nomeou a advogada Vanda Jugurtha Bonna Nogueira para o cargo de secretária de Serviços de Comunicação Eletrônica, que cuida de outorgas de rádio e TV. Vanda já atuou em favor de várias emissoras em processos em tramitação na pasta;

Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) – ministro do Turismo do governo Michel Temer, descrito na ação do Ministério Público Federal como "Riquinho", Alves passa a responder como réu no processo que apura indícios de enriquecimento ilícito entre 1998 e 2002, período em que exerceu mandato parlamentar; entre os crimes investigados estão transferência patrimonial dissimulada, despesas acima da receita declarada;, movimentação financeira e cartões de crédito em instituições financeiras com sede na Suíça, nos Estados Unidos e em paraísos fiscais, bem como por meio de empresa offshore. Ex-ministro do Turismo do governo Dilma, Henrique Eduardo Alves é investigado na Lava Jato e teve o apartamento como alvo de operação de busca e apreensão devido a suspeitas de lobby junto a executivos da OAS, detectadas em mensagens.

Torquarto Jardim, da Transparência, Fiscalização e Controle, nomeação da advogada Lilian Claessen Miranda Brandão para ser chefe de gabinete no ministério, sócia de Jardim em um escritório de advocacia;

Arcebispo Aldo Pagotto da Paraíba, que gritou "Fora Dilma", foi exonerado pelo Vaticano, por crime de exploração sexual contra crianças;

Gustavo Perrella, Secretário Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor do ministério do Esporte, tendo em "vista a vinculação do seu nome à apreensão de um helicóptero com 445 Kg de cocaína", e ainda pelo fato de Perrella ser "réu perante o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em uma ação de improbidade administrativa, bem como em uma ação civil pública, ambas propostas pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais;

Jair Bolsonaro (PSC-SP) – "Me fodi. Tomei de quatro a um [quatro ministros votaram contra ele e um a favor], admitiu que poderá lhe custar uma candidatura a presidente o fato de o STF ter aceitado a denúncia contra ele por incitação ao crime de estupro;

Eduardo CUnha, são tantas acusações que merece uma Barsa… Basta registrar uma declaração de mentiroso. "Estou convicto que não menti". Quem não mente diz, de forma convicta, "não menti".

Danilo Amaral aparece 18 vezes, que xingou o Minstro Padilha em restaurante, aparece na delação premiada da família Machado. Ele é sócio da Trindade, “butique de investimentos” que recebeu 30 milhões de reais do esquema do petrolão. Segundo delação premiada de Expedito Machado, o Did, filho caçula do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, a Trindade, que aparece 65 vezes na delação, foi usada para lavar dinheiro do petróleo.

Michel Temer – doação de R$ 5 milhões por Leo Pinheiro, cujo pagamento teria ligação com a obtenção da concessão do aeroporto de Guarulhos, atualmente com a OAS. Na Operação Lava Jato, Temer foi citado por delatores como responsável pelas indicações de Jorge Zelada e João Augusto Henriques para diretorias da Petrobras, algo que, como em relação a outras denúncias.Também o ex- senador Delcídio do Amaral, em acordo de delação premiada, disse que Temer beneficiou-se de aquisição ilegal de etanol por meio da BR Distribuidora, entre 1997 e 2001, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Em nova delação, Marcelo Odebrecht declarou que entregou, a pedido de Temer no Palácio Jaburu, R$ 10 milhões em dinheiro vivo.

Romero Jucá  (PMDB-RR), do planejamento – é investigado em dois inquéritos na Lava Jato, um deles para rastrear suposta propina em contrato da usina Angra 3. Também há suspeita de lobby junto à OAS, Andrade Gutierrez e na Operação Zelotes. Na manchete do insuspeito G1, golpista pai para filho, “Sérgio Machado diz que ‘mesada’ a Romero Jucá totalizou R$ 21 milhões”. Estes 21 milhões só interessariam se tivessem sido destinados à compra de pedalinhos… O primeiro a cair, continua, graças à imparcialidade do STF, dando as cartas e jogando de mão.

Movimento Brasil Livre (MBL), encabeçado pelo empresário Renan Santos (filiado ao PSDB até o ano passado), teve financiamento e apoio logístico dos partidos de oposição (DEM, PSDB, SD e PMDB). E que Renan Santos é réu em 16 ações cíveis e em mais de 45 processos trabalhistas – as acusações incluem fechamento fraudulento de empresas, dívidas fiscais, calote em pagamento de débitos trabalhistas e em ações por danos morais, em um total de R$ 4,9 milhões. O MBL anunciou que lançará candidatos, por vários partidos, às eleições deste ano.

Revoltados On-Line, gerenciado pelo empresário Marcello Reis, que não esconde sua simpatia pela ideia de intervenção militar como solução para o Brasil, tem ligações com o deputado fascista Jair Bolsonaro (PSC-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Marcello Reis, que foi recebido pelo ministro Mendonça Filho, junto com o ator pornô Alexandre Frota, para discutir os rumos da educação brasileira, vende em seu site camisetas, bonés e adesivos sem nota fiscal.

Kim Kataguiri – líder da matilha de poodles que "Somos todos CUnha";

Alexandre de Moraes  – (http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,alexandre-de-moraes-continua-advogando–segundo-site-do-tj-sp,10000050844; http://jornalggn.com.br/noticia/secretario-que-deveria-combater-o-pcc-advogou-para-cooperativa-de-vans

Newton Ishii, o Japonês da Federal, preso por facilitar o contrabando…

Júlio Plácido – de inveterado golpista e blasfemador contra Lula e Dilma, réu por fraudar a Lei Rouanet:

Alexandre Pereira da Silva, o filho de Paulinho da Força para o Incra (que tem no currículo a façanha de criar pimentões em estufa da família);

FIESP – patrocinadora, em substituição à Operação Bandeirante – OBAN, a FIESP tem em seus quadros os maiores devedores individuais dos cofres públicos (Laodse de Abreu Duarte). Portanto, o apoio da FIESP não foi por motivo ideológico, foi por cleptomania;

Bruno Santos, secretário da juventude, acusado de agredir a ex-mulher e assediar sexualmente uma ex-funcionárias;

Ricardo Barros (Saúde) investigado pelo STF por fraude licitatória na Prefeitura de Maringá, fez um elogio candente à esposa e filha, ambas da mesma estirpe moral, com palavras impecáveis à sua envergadura moral: Uma questão de hábito, de cultura, até porque os homens trabalham mais, são provedores da família e não acham tempo para se dedicar à saúde preventiva”, ouça o áudio.

Maurício Quintella (Transportes) acusado de desviar merenda em Alagoas;

Eliseu Padilha (Casa Civil)  réu em uma ação civil de improbidade administrativa.  Em 2014, o STF determinou o arquivamento do inquérito no qual o deputado federal Eliseu Padilha (PMDB-RS) era acusado de contratação de uma funcionária fantasma no gabinete dele na Câmara dos Deputados para realizar pagamentos de favores a um empresário. Padilha também foi investigado pela Operação Solidária, que tinha como objetivo apurar o envolvimento de agentes públicos e empresários no desvio de recursos públicos destinados à compra de merenda escolar no município de Canoas. ACM pespegou-lhe a alcunha de Eliseu Quadrilha

No site do Nassif:

Eliseu Padilha, é acusado de ter manobrado ilegalmente certificados de filantropia para uma Universidade Privada em troca de bolsas para apaniguados e contratos para suas empresas (http://migre.me/uz6NF).

Também é réu por jogadas com precatórios envolvendo o DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem). Como Ministro dos Transportes, valeu-se de um acordo extrajudicial para repassar R$ 2,3 milhões a uma empresa gaúcha (http://migre.me/uz6Vv).

Foi condenado em R$ 300 mil por manter um servidor fantasma (http://migre.me/uz6Sv).

Em 2011 foi indiciado pela Polícia federal por formação de quadrilha na construção das barragens Jaguari e Taquarengó (http://migre.me/uz711).

É feliz proprietário de um terreno onde se instalou um parque eólico, Padilha recebe R$ 1,5 milhão por ano apenas por estar na corrente do vento (http://migre.me/uz7t8), embora vozes maliciosas sugerissem se tratar de propina da EDP.

Mas passou a controlar a Secom (Secretaria da Comunicação) e a inundar sites e blogs da velha mídia com o controle centralizado da publicidade de todas as estatais.

Com isso, transmudou—se. Eliseu Padilha aparece nos jornais com aspecto grave, pontificando sobre reforma da Previdência, reforma administrativa, diplomacia. Tem a última palavra para liberar verbas milionárias para estados (http://migre.me/uz7vQ). Tornou-se o segundo homem mais poderoso de um país continental, com mais de 200 milhões de habitantes. E sob as vistas benevolentes dos mais intimoratos defensores da moralidade pública que a República já conheceu: o Procurador Geral da República Rodrigo Janot, a Força tarefa da Lava Jato, colunistas moralistas da velha mídia.

Dos R$ 10 milhões entregues a Temer, 4 seria para o atual chefe da casa civil, Eliseu Rima Rica… E tem mais  “Padrilhaaqui. Aliás, todo dia brotam como moscas no estrume.

Geddel Vieira (Secretaria de Governo), lobista da OAS (Obras do Amigo Sogro…). Também está na mira da Procuradoria-Geral da República, em função de lobbies realizados junto à OAS para a Caixa Econômica Federal na época em que ocupou a Secretaria da Aviação Civil da Presidência e a Prefeitura de Salvador.

 

Marx Beltrão (PMDB-AL) – novo ministro do Turismo é o apadrinhado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ficha suja junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é réu em processo na Corte por falsidade ideológica.

Wladimir Costa (SD), que ganhou os holofotes da mídia após fazer pirotecnia na Câmara, comemorando o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), teve decisão desfavorável no Tribunal Regional Eleitoral, em função de irregularidades na prestação de contas da eleição de 2014. Segundo informações da TVRBA, o Diário Oficial do Tribunal deve publicar a sentença contra Costa na segunda (11).

Maurício Quintella (PR-AL) foi condenado por ter participado, quando era secretário de Educação de Alagoas, de um esquema de desvio do dinheiro destinado à merenda escolar. Quintella foi multado em R$ 4,2 milhões.

Leonardo Picciani (PMDB-RJ) – Picciani é alvo de representação (sob segredo de Justiça) por captação e gastos ilícitos na campanha de 2014, com pedido de cassação de diploma.

Helder Barbalho (PMDB-PA) – Ex-prefeito de prefeito de Ananindeua (PA), Helder Barbalho é acusado de improbidade administrativa por estar envolvido em um esquema de desvio de cerca de R$ 2,78 milhões do Sistema Único de Saúde (SUS) utilizando contratos irregulares com empresas “fantasmas” entre 2005 e 2012.

Citados na planilha da Odebrecht

Bruno Araújo (PSDB-PE) / Mendonça Filho (DEM-PE) / Ricardo Barros (PP-PR) / Fernando Coelho Filho (PSB-PE)

Em março, os nomes dos deputados Bruno Araújo (PSDB-PE), Mendonça Filho (DEM-PE), Ricardo Barros (PP-PR) e Fernando Coelho Filho (PSB-PE) foram citados na lista de pagamentos feitos pela empreiteira Odebrecht revelada durante a Lava Jato. O documento descreve recebimento de doações para diferentes campanhas eleitorais entre 2012 e 2014. A planilha da Odebrecht sugere repasse de valores para 279 políticos e 22 partidos. Porém, os nomes são apenas indícios e não provas de que houve dinheiro de caixa 2 da empreiteira e serão esclarecidos durante as investigações da Lava Jato.

Ministros com processos arquivados

Blairo Maggi (PR-MT) – Atendendo manifestação da PGR, o ministro Dias Toffoli, do STF, determinou nesta semana o arquivamento do inquérito contra o senador Blairo Maggi (PR-MT) relacionado à Operação Ararath, da Polícia Federal. Maggi era investigado por suspeita de lavagem de dinheiro quando era governador do Mato Grosso.

Osmar Terra (PMDB-RS) – O Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou irregularidades nas gestões dele na Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul e da Prefeitura de Santa Rosa, entre 2003 e 2009, e o condenou ao pagamento de multa.

Todos os homens de Eduardo CUnha nomeados por Michel Temer: Luiz Henrique Hamann, um dos homens que Dilma havia afastado de Furnas por suspeitas de corrupção, foi nomeado diretor de Distribuição da Eletrobrás. Vejam só! O homem de Cunha retornou em grande estilo para o governo! Dessa vez, por indicação do Romero Jucá, autor da célebre frase sobre a Lava Jato: “Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria”. Além de Hamman, outros três nomes de Cunha ganharam posições chave: André Moura (PSC), acusado de corrupção e tentativa de homicídio, tornou-se líder do governo na Câmara. Alexandre de Moraes, ex-advogado de Cunha, virou ministro da Justiça. Carlos Henrique Sobral, que era assessor especial de Cunha na presidência da Câmara até maio, virou chefe de gabinete do novo ministro da Secretaria de Governo. O número de apóstolos que Jesus.com emplacou no governo Temer impressiona, porém é autoexplicativo.

23/07/2016

Há dois tipos de corrupção: a boa e a ruim

Dizem que, para os esquimós, há vários tipos de neve. E não há porque duvidar. No Brasil, diferentemente da maiores dos países, há dois tipos de corrupção. Uma boa e outra ruim. Boa é aquela praticada pela plutocracia. Por exemplo, alguém consegue explicar porque 450 kg de cocaína não é investigado e sequer causa indignação, mas alguns baseados dá prisão?

Agora, por exemplo, vimos a cunhada do Vaccari ser presa, mas a mulher e filha do Eduardo CUnha continuam soltas. Se o Aécio Neves, o “primeiro a ser comido”, não pode ser preso por ter foro especial, o que impede que os membros de sua famiglia que lavam em Liechtenstein o sejam?

De repente se descobre, pela Operação Zelotes, uma verdadeira usina de assalto aos cofres públicos.  Os envolvidos nas falcatruas do CARF seriam nossos Robin Hoods. Seriam se o dinheiro surrupiado fosse distribuído aos pobres, mas no país onde a Rede Globo arrecada com o  Criança Esperança e fica com o dinheiro e as crianças com a esperança, os bons ladrões ficam também com o dinheiro.

Os acordos políticos que a plutocracia admite são aqueles para golpear a democracia e assaltar ao Estado. Por isso Rodrigo Maia anuncia o fim da CPI do CARF como quem olha pro céu e anuncia que pode chover. É, aos olhos da repercussão midiática, a corrupção boa.

Há uma fórmula simples de verificar se uma corrupção é boa ou ruim. Se os meios de comunicação atacam, é corrupção ruim; se omitem ou tratam como evento da natureza, é boa.

Corrupção boa, por exemplo, é aquela praticada por todos os envolvidos na Lista de Furnas, na Lista Falciani do HSBC, no Panama Papers, na Lista Odebrecht. Corrupção ruim é toda aquela com a qual se pode incriminar, mediante chicanas, os adversários ideológicos, os bandidos que ousam implantar políticas sociais que tiram milhões da pobreza e permite que filho de lavradores e faxineiras frequentem universidades.

Para que a corrupção boa tenha vida longa é fundamental caçar o grande molusco, uma verdadeira à cleptocracia.

Maia admite acordo para enterrar CPI que investiga empresas

Alan Marques – 20.jul.2016/Folhapress

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, conversa com jornalistas no Salão Verde da Casa, em Brasília

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, conversa com jornalistas no Salão Verde da Casa, em Brasília

DANIELA LIMA
AGUIRRE TALENTO
Folha de São Paulo, DE BRASÍLIA

23/07/2016 02h00

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reconheceu à Folha que decidiu revogar a prorrogação dos trabalhos da CPI do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) e determinar que a apuração seja encerrada na primeira semana de agosto para cumprir um acordo firmado às vésperas de sua eleição para o cargo, em 15 de julho.

Órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, o Carf é responsável por julgar autuações aplicadas pela Receita Federal aos contribuintes. A CPI, portanto, focava na atuação de empresas.

O acerto para encerrar as investigações havia sido fechado na presença de Maia pelo então presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), com integrantes de partidos como o DEM, o PSDB e o PSB. Maranhão depois recuou e acabou dando um prazo extra de 60 dias à CPI.

O presidente recém-eleito, entretanto, decidiu manter o que havia sido acordado e publicou ato revogando a prorrogação da CPI e determinando que os últimos 26 dias de trabalho do colegiado fossem dedicados apenas à votação de seu relatório. Seu ato passou a ser alvo de questionamentos.

Integrantes da CPI ligados ao chamado "centrão" –aglomerado de partidos como o PP, PR e PSD– dizem que a CPI deve, ao menos, usar o resto do prazo para tomar depoimentos de personagens já citados na investigação.

O presidente da CPI, Pedro Fernandes (PTB-MA), esteve com Maia na última terça e pediu que ele autorizasse novos depoimentos. Em outra frente, o PSOL tem dito que a Câmara poderá ser acusada de agir para proteger grandes empresários caso Maia mantenha sua decisão.

POLÊMICA

A diversidade dos questionamentos reflete a pluralidade de interesses afetados pela CPI. A investigação parlamentar nasceu após a Polícia Federal deflagrar a Operação Zelotes, que investiga a venda de sentenças no Carf.

Segundo a PF, conselheiros que atuam no órgão cobravam propina de empresários em troca de abatimento de multas fiscais.

Pesos pesados do empresariado nacional entraram na mira da CPI, como Safra, Gerdau e Bradesco. Ao mesmo tempo, cresceram rumores de que integrantes da CPI estavam pedindo vantagens a investigados para anistiá-los de depoimentos na comissão.

A afirmação de que havia achaque na CPI foi verbalizada por um dos vice-presidentes da comissão, o deputado Hildo Rocha (PMDB-MA), ao jornal "O Globo". A fala fortaleceu corrente liderada pelo PSDB, DEM e PSB que vinha condenando o andamento dos trabalhos na CPI.

"Alguns líderes de partido fizeram uma reunião com Maranhão na qual, preocupados com os rumos da CPI, sugeriram que a prorrogação fosse usada para votar o relatório final. Foi uma decisão coletiva e, se tiver que ser revista, será revista coletivamente também", disse Maia.

Deputados do PSDB e do DEM procurados pela Folha admitiram ter patrocinado os pedidos de encerramento dos trabalhos. José Carlos Aleluia (DEM-BA) afirmou que "ninguém blindou empresa nenhuma" e que integrantes da comissão ficaram preocupados após boatos de que parlamentares estariam achacando empresários. "Colocaram em dúvida a conduta da CPI e não quero ver meu nome ligado a isso", disse Aleluia.

Líder do PSDB, Antônio Imbassahy (BA) disse que os tucanos na CPI "confiam nas investigações que estão sendo feitas pela PF, sem prejuízo da atividade parlamentar".

19/07/2016

Entenda porque Lula deve ser caçado e Dilma, golpeada

A plutocracia nacional não encontrou outra forma de proteger a cleptocracia senão mediante uma caçada obsessiva ao grande molusco. A perseguição a Lula funciona como uma grande cortina de fumaça que encobre coisas do tipo: Lista de Furnas, o Mensalão do PSDB, a Lista Falciani de lavagem de dinheiro no HSBC, a lavagem do primeiro a ser comido em Liechtenstein, a Mossack & Fonseca no Panama Papers, as escandalosas sonegações pela manipulação do CARF, as Operação Zelotes. Sem contar que, graças a procuradores como  Rodrigo de Grandis, a Suíça lava mais banco. Por isso todo corrupto brasileiro tem conta na Suíça. E mesmo quando recebem tudo pronto no Brasil, como no caso da Alstom e Siemens, por envolver tucanos, o que importa é criminalizar o PT e caçar Lula.

Todos os envolvidos no golpe contra a democracia, da Rede Globo ao Eduarco CUnha, de Aécio Neves ao Michel Temer, todos estão envolvidos em crimes que buscam jogar nas costas da Dilma. E todos os que os apoiam são da mesma farinha…

Cunha agendou encontro de Temer com empreiteiro fora da agenda

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Entre 2012 e 2014, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) organizou pelo menos três encontros do então presidente do grupo Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, com o então vice-presidente Michel Temer, que não constaram da agenda oficial do vice; a assessoria do presidente interino confirmou um dos encontros, realizado em 2014, a três meses das eleições, e alegou “razões técnicas” para não inclusão do ato na agenda oficial do então vice-presidente; disse ainda que Azevedo informou, no encontro, que faria uma doação eleitoral ao PMDB, de R$ 11,4 milhões

19 de Julho de 2016 às 04:47 // Receba o 247 no Telegram Telegram

247 – Entre 2012 e 2014, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) organizou pelo menos três encontros do então presidente do grupo Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, com o então vice-presidente Michel Temer, que não constaram da agenda oficial do vice, segundo reportagem de Thiago Herdy.

A assessoria do presidente interino confirmou um dos encontros, realizado em 2014, a três meses das eleições, e alegou “razões técnicas” para não inclusão do ato na agenda oficial do então vice-presidente. Disse ainda que Azevedo informou, no encontro, que faria uma doação eleitoral ao PMDB, de R$ 11,4 milhões.

O conjunto de mensagens mostra intimidade de Azevedo com Cunha. Em dezenas de conversas entre 2011 e 2014, eles acertaram mudanças “em segredo” de textos legislativos, encontros e até pagamentos a serem realizados em contas do PMDB e de empresa de Cunha.

Questionado, sobre os encontros, Cunha respondeu: “Não me recordo desses diálogos, não me recordo se teve esse encontro, logo não posso também me lembrar dos motivos das risadas, se é que existiram”.

A assessoria de Temer informou que ele e Azevedo tinham “relacionamento institucional e não precisavam de intermediários para marcar encontros”, e também disse não se recordar de encontros em 2012 – leia aqui.

Cunha agendou encontro de Temer com empreiteiro fora da agenda | Brasil 24/7

18/07/2016

Se a Rede Globo for contra, é bom sinal

A democracia é bom? Tirando meio dúzia de midiotas amestrados pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium, não há vivalma que não entenda que a Democracia é o menos pior dos regimes. Ora, então por que a Rede Globo sempre conduz para rupturas institucionais, apoiando implícita e explicitamente golpes?! Ora, porque a Rede Globo só existe em função da ditadura. Para os desavisados que ainda propugnam pelo golpe militar, porque em 1964 ainda não havia internet nem rede internacional de televisão, basta observar o que aconteceu neste fim de semana na Turquia. Os golpes no Chile, na Argentina e no Brasil em nada diferiram do que aconteceu na Turquia. A única  diferença é que os militares da Turquia ocuparam a tv pública, enquanto os militares brasileiros contaram de livre e espontânea vontade, com a Rede Globo.

Hoje há uma fórmula muito concreta e certeira de saber qual o melhor rumo a tomar, basta seguir o sentido oposto àquele sinalizado pela Rede Globo e suas filias nas mãos de coronéis locais (Barbalho no Amapá, Sarney no Maranhão, Jereissati no Ceará, Maia no RN, Collor de Mello em Alagoas, ACM na Bahia, J. Hawilla no oeste paulista, e Sirotsky no Sul. Um exemplo bem concreto e atual é o golpe para derrubar Dilma e implantar uma cleptocracia liderada por Eduardo CUnha.

A perseguição obsessiva contra Lula, desde os tempos da ditadura, é a prova do quanto a Rede Globo odeia que não segue sua cartilha. Assim como tentou roubar a eleição de Brizola com a Proconsult, de favorecer Collor contra Lula nas eleições de 1989, e depois, como mostrou o escândalo da Parabólica, favorecer FHC também contra Lula, agora vive criando notícias fantasiosas, como cortina de fumaça, para livrar a própria cara e de seus ventríloquos. Lula não está na Lista de Furnas, na Lista Falciani do HSBC, na Lista Odebrecht, no Panama Papers, na manipulação do Carf, na Operação Zelotes, na Lava Jato nem lava dinheiro nas Ilhas Cayman, Seychelles, Ilhas Virgens, Liechtenstein. Nem Lula, nem Dilma. Mas a Rede Globo e seus parceiros de golpe estão em quase todas e em outras que sequer sabemos.

Só bandidos e anencefálicos ficam ao lado de golpistas!

A Inglaterra aplaude os Cieps que a Globo maldisse aqui

Por Fernando Brito · 17/07/2016

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No dia em que o Complexo da Pampulha, em Belo Horizonte, primeira grande obra “solo” de Oscar Niemeyer é reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, reproduzo a reportagem sobre dois premiados arquitetos ingleses que adotaram os “brizolões”do arquiteto brasileiro como fonte de inspiração  para um programa de construção em massa de escolas no Reino Unido.

É uma remissão, em grande estilo, do monte de mesquinharias ou, simplesmente, bobagens que sobre eles se disse aqui.

Perdoem se confesso o imenso orgulho por ter –  tal como um dos autores da matéria, Luiz Augusto Erthal – participado da grande aventura dos Cieps nos dois governos Brizola.

Ainda outro dia, pela milionésima vez, respondi no Facebook “críticas” aos Cieps de gente que, embora bem intencionada, envenenou-se com as décadas de propaganda da Globo contra os Cieps, movida não só pelo ódio de Roberto Marinho a Brizola como, também, por sua ojeriza a que se fizesse um programa educacional de qualidade para as massas populares.

Era a velha história de que foram “feitos na beira de estradas” como se isso fosse para torna-los “out-doors”.

As razões, óbvio, são outras. A começar porque os que são – e centenas de Cieps são – fora da visão de vias principais simplesmente “não existem” para a classe média que não percorre os cafundós das periferias.

Outra, também evidente, é que é absolutamente funcional colocá-los próximo às vias onde passam ônibus, pela basilar razão de que o pai ou a mãe da criança não irá levá-los à escola no seu reluzente 4×4 e muito menos é racional esperar-se que caminhem um ou dois quilômetros debaixo de sol e chuva com seus pequenos.

É apenas um exemplo do que, apesar da evidente tolice, repetiu-se durante 20 anos sobre as escolas de Oscar Niemeyer e Darcy Ribeiro. Claro que existiram problemas, impossível não javer num processo que ergueu 508 prédios que somavam mais do que a área construída de Brasília quando JK a inaugurou.

Mas havia, e há, uma ideia generosa, executada dentro das melhores práticas de arquitetura e engenharia, sem um tostão de auxílio federal e sem um ato sequer que maculasse a grandeza dos seus propósitos e de suas realizações.

Uma destas coisas pelas quais valeu brigar, que segue espetada na paisagem, a lembrar que nada pode demolir um sonho.

Leia a seguir e, querendo, assine o Toda Palavra, outra paixão incorrigível do Erthal, o jornal impresso, embora também em edição eletrônica.

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Escolas de Brizola e Darcy
podem virar padrão na Inglaterra

Há quatro anos o governo britânico lançou o programa Building Schools for Futures (Construindo Escolas para o Futuro), que pretendia suprir o déficit de salas de aula na Inglaterra com a construção em larga escala de escolas pré-moldadas econômicas e de rápido processo construtivo. O plano do então secretário de educação, Michael Gove, gerou uma intensa polêmica entre os arquitetos ingleses, que viam com desconfiança a ideia de serem produzidas escolas padronizadas com um design inferior e despersonalizado.

Enquanto os empreiteiros se apressaram a apresentar ao governo projetos de kits pré-moldados baratos, ao custo de 1.465 libras (cerca de 1.950 dólares) o metro quadrado, o Royal Institute of British Architects (RIBA) desafiou os arquitetos ingleses a buscarem alternativas para oferecer um projeto escolar de alto padrão de design, pois os modelos até então propostos, segundo eles, equivaliam a galpões que, além de desconfortáveis, dificilmente poderiam ser adaptados a terrenos acidentados.

David Chambers e Kevin Haley, donos do conceituado escritório londrino de arquitetura e design Aberrant Architecture, vieram, então, ao Brasil buscar inspiração nos Centros Integrados de Educação Pública, construídos no Rio de Janeiro nos anos 80 e 90, durante os dois governos de Leonel Brizola, com projeto educacional de Darcy Ribeiro e arquitetônico de Oscar Niemeyer. Para eles, aquele seria o modelo ideal de escola pública a ser adotado pelo Reino Unido.

A pesquisa realizada por eles resultou em uma impressionante apresentação, com a exibição de réplicas em miniatura dos 508 Cieps construídos no Brasil, contendo seus nomes e localizações, dentro da exposição “Venice Takeaway: Ideas to Change British Architecture” (Veneza Takeaway: Ideias para Mudar a Arquitetura Britânica), realizada pelo British Council para a Bienal de Arquitetura de Veneza de 2012. No ano seguinte a exposição foi montada no próprio RIBA, no coração de Londres, com grande destaque na imprensa britânica, e agora a pesquisa dos dois arquitetos foi transformada em livro (Wherever You Find People: The Radical Schools of Oscar Niemeyer, Darcy Ribeiro, and Leonel Brizola) a ser lançado no final deste ano.

O programa de construção de escolas do governo britânico ainda não deslanchou por conta de dificuldades políticas, mas alguns dos conceitos dos Cieps já foram aplicados em uma escola de ensino fundamental do Leste de Londres, a Rosemary Works, cujo projeto de reforma foi assinado pela Aberrant Architecture. Sabotados pelos governos que sucederam Brizola no Estado do Rio, desprezados pela mídia e pelas elites brasileiras, os Cieps conquistam, enfim, 31 anos depois de lançados, o reconhecimento internacional como um dos mais extraordinários programas educacionais já realizados no mundo.

TODA PALAVRA entrevistou com exclusividade um dos sócios da Aberrant Architecture para saber por que um projeto de mais de 30 anos, concebido para ser executado em um país tropical marcado por grandes desigualdades sociais e por um baixo padrão de educação pública seria adequado para um país europeu como a Inglaterra. Admitindo que os britânicos também possuem problemas sociais a serem enfrentados, David Chambers destaca a importância da boa arquitetura a serviço da educação.

“Ficamos fascinados ao descobrir que a padronização no Brasil teve como objetivo estender o alcance da arquitetura de alta qualidade para todos. A maioria dos Cieps ficavam em áreas pobres, onde não havia uma boa infraestrutura pública. Então eles assumiram um papel cívico maior”, diz Chambers. “Os playgrounds cobertos, por exemplo, tornaram-se praças públicas essenciais. Era fundamental que eles fossem além do papel de uma escola: todo o programa preconizava o uso da arquitetura a favor de uma nova filosofia educacional.”

Para o arquiteto não haverá dificuldades em adaptar o projeto do calor dos trópicos para o rigoroso inverno europeu. Ele lembra que isso aconteceria aqui mesmo, caso Brizola tivesse chegado à Presidência da República e realizado o seu plano de espalhar 10 mil Cieps pelo Brasil, pois muitas dessas escolas seriam instaladas em regiões de clima mais temperado, como o Sul do país. David Chambers prefere destacar a robustez dos edifícios, que, segundo ele, estão resistindo bravamente ao tempo e ao abandono.

“Claramente o design tem sido extremamente resistente ao longo do tempo. Construções escolares às vezes sofrem com mudanças sucessivas de administração e por falta de manutenção e de recursos. Mas a alta qualidade do design e da construção tem permitido aos Cieps manterem boa aparência e permanecerem robustos até hoje.”

A Inglaterra aplaude os Cieps que a Globo maldisse aqui – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

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