Ficha Corrida

28/10/2016

Saiba de onde vem o dinheiro que finanCIA o ódio a Lula

Folha 28102016O Movimento Bundas Liberadas é finanCIAdo por fontes externa e internas. Áudios provam que PMDB e PSDB deram dinheiro para o MBL adestrar os usuários de camisas da CBF para derrubarem a Presidente honesta para colar em seu lugar Michel Temer, Romero Jucá, José Sarney, advogado do PCC, Eliseu Padilha, Alexandre Frota,  Alexandre Moraes, Eduardo CUnha, José Serra. Esta plêiade de homens brancos e ricos contou com a turba de midiotas amestrados pela Rede Globo para retirar Dilma e assim se safar. As instituições estão funcionando, por isso haviam colocado Tarja Preta sobre o nome do novo Chanceler Brasileiro, aquele que acha que ser bravo com a Venezuela libera para lavar na Suíça.

A Folha coloca na capa mas não pinta com as cores apocalípticas de quando ataca o PT. Nestas horas não aparece seu partido. O suborno vira caixa dois e tudo parece como se fosse um evento da natureza.

O ódio ao Lula se deve ao fato de que, após mais de vinte  anos de investigação, nada conseguem provar. (Não seria o caso destes pantera-cor-de-rosa devolverem os gastos na perseguição ao Lula?!) E aí, como tomam a si por parâmetro, vendo comportamento daqueles que, tendo o mesmo poder que Lula, se locupletam, formam convicção que Lula tem de ser igual aos seus partidários. Foi tomando a si por parâmetro que Serra e FHC foram ao Uruguai com a intenção de comprar o Presidente daquele país.

O motivo por trás da perseguição ao grande molusco faz lembrar a passagem da biografia de Alexandre Magno contada por Plutarco. O  Rei Dario III da Pérsia fizera generosa oferta aos macedônios e o General Parmênio tenta convencer Alexandre em aceitar a proposta:

" – Se eu fosse Alexandre, aceitaria."

Alexandre lhe responde:

“ – E eu também, se fosse Parmênio aceitaria, mas sou Alexandre".

O ódio ao Lula é porque ele não tem contas na Suíça. Se ele tivesse conta na Suíça talvez também colocassem sobre seu nome uma tarja preta. Ou quiçá o tratariam como Eduardo CUnha. Se lavasse em Liechtenstein, seria adorado…

Quando a perseguição é só movida pelo ódio, a falta de provas vira prova de que ele é culpado.

Odebrecht diz que caixa dois para Serra foi pago em conta na Suíça

O ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB)

BELA MEGALE
DE BRASÍLIA – 28/10/2016 02h00 – FOLHA DE SÃO PAULO

A Odebrecht apontou à Lava Jato dois nomes como sendo os operadores de R$ 23 milhões repassados pela empreiteira via caixa dois à campanha presidencial de José Serra, hoje chanceler, na eleição de 2010.

A empresa afirmou ainda que parte do dinheiro foi transferida por meio de uma conta na Suíça.

O acerto do recurso no exterior, segundo a Odebrecht, foi feito com o ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho (ex-PSDB e hoje no PSD), que integrou a coordenação política da campanha de Serra.

O caixa dois operado no Brasil, de acordo com os relatos, foi negociado com o também ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB-RJ), próximo de Serra.

Os repasses foram mencionados por dois executivos da Odebrecht nas negociações de acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, e a força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba.

Um deles é Pedro Novis, presidente do conglomerado de 2002 a 2009 e atual membro do conselho administrativo da holding Odebrecht S.A. O outro é o diretor Carlos Armando Paschoal, conhecido como CAP, que atuava no contato junto a políticos de São Paulo e na negociação de doações para campanhas eleitorais.

Ambos integram o grupo de 80 funcionários (executivos e empregados de menor expressão) que negociam a delação. Mais de 40 deles, incluindo Novis e Paschoal, já estão com os termos definidos, incluindo penas e multas a serem pagas. Falta apenas a assinatura dos acordos, prevista para ocorrer em meados de novembro.

A Folha revelou em agosto que executivos da Odebrecht haviam relatado à Lava Jato o pagamento de R$ 23 milhões (R$ 34,5 milhões, corrigidos pela inflação) por meio de caixa dois para a campanha de Serra em 2010, quando ele perdeu para a petista Dilma Rousseff.

Foi a primeira menção ao nome do político tucano na investigação que apura esquema de desvio de recursos na Petrobras.

Para corroborar os fatos relatados, a Odebrecht promete entregar aos investigadores comprovantes de depósitos feitos na conta no exterior e também no Brasil.

Segundo informações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a empreiteira doou oficialmente em 2010 R$ 2,4 milhões para o Comitê Financeiro Nacional da campanha do PSDB à Presidência da República (R$ 3,6 milhões em valores corrigidos).

Os executivos disseram aos procuradores que o valor do caixa dois foi acertado com a direção nacional do PSDB, que depois teria distribuído parte dos R$ 23 milhões a outras candidaturas.

Segundo a Folha apurou, os executivos afirmaram também que o pagamento de caixa dois não estava vinculado a nenhuma contrapartida.

Pedro Novis e José Serra são amigos de longa data. O tucano é chamado de "vizinho" em documentos internos da empreiteira por já ter sido vizinho do executivo. O ministro também era identificado como "careca" em algumas ocasiões.

O nome de Serra é um dos que apareceram na lista de políticos encontrada na casa do presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o BJ, preso durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé, em fevereiro deste ano.

Benedicto Júnior também está entre os delatores e fechou o foco de sua colaboração com os investigadores.

Os depoimentos dos funcionários da Odebrecht começarão após a assinatura dos acordos de delação.

Depois de finalizados, o material será encaminhado ao relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Teori Zavascki, para homologação.

OPERADORES

Atualmente filiado ao PSD, o empresário Ronaldo Cezar Coelho foi um dos fundadores do PSDB nos anos 80, tendo presidido o partido no Rio de Janeiro.

Durante os mais de 20 anos em que permaneceu na sigla, elegeu-se deputado federal pelo Estado, despontando como um dos políticos mais ricos da Câmara.

É amigo de José Serra e chegou a emprestar seu avião particular para o tucano usar durante a eleição de 2010.

Devido ao bom trânsito no mercado financeiro, teria atuado também como "tesoureiro informal", segundo participantes do comitê eleitoral.

Já Márcio Fortes é conhecido como homem forte de arrecadação entre o tucanato por causa da boa relação que mantém com empresários.

Ele atuou nessa área em campanhas de Fernando Henrique Cardoso à Presidência, na década de 1990, na campanha de 2010 de Serra e na de 2014 de Aécio Neves, todos do PSDB.

OUTRO LADO

Procurado para se manifestar sobre as informações dadas pela Odebrecht à Lava Jato, o ministro de Relações Exteriores, José Serra (PSDB), disse, por meio de sua assessoria, que "não vai se pronunciar sobre supostos vazamentos de supostas delações relativas a doações feitas ao partido em suas campanhas".

"E reitera que não cometeu irregularidades", afirmou.

O empresário Ronaldo Cezar Coelho declarou que não comentará o assunto até ter acesso aos relatos feitos pelos executivos da empreiteira que citam o seu nome.

Por meio de seu advogado, o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, Cezar Coelho afirmou que participou da coordenação política da campanha de José Serra à Presidência, em 2010, na qual o tucano foi derrotado pela afilhada política do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff (PT).

No entanto, Cezar Coelho negou que tenha feito arrecadação para o tucano.

"Como fundador do PSDB, Ronaldo Cezar Coelho participou de todas as campanhas presidenciais da sigla", disse Mariz de Oliveira.

Em agosto, quando a Folha publicou que a Odebrecht relatou o pagamento de R$ 23 milhões via caixa dois, José Serra disse que a campanha de 2010 foi conduzida de acordo com a legislação eleitoral em vigor.

Afirmou ainda que as finanças de sua disputa ao Palácio do Planalto foram todas de responsabilidade do seu partido, o PSDB, e que ninguém foi autorizado a falar em seu nome.

"A minha campanha foi conduzida na forma da lei e, no que diz respeito às finanças, era de responsabilidade do partido", escreveu em nota na época.

A reportagem tentou contato com o ex-deputado Márcio Fortes por meio de telefone celular e de sua empresa, mas não obteve resposta até a conclusão desta edição.

A Odebrecht afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não irá se manifestar sobre a reportagem.

Desde que a empresa passou a negociar acordos de colaboração premiada e leniência (espécie de delação da pessoa jurídica), em março deste ano, ela deixou de se pronunciar publicamente sobre fatos investigados na Lava Jato ou que serão relatados por seu funcionários.

A expectativa de envolvidos nas negociações é que a assinatura dos acordos de delação ocorram em meados de novembro e a homologação deles seja realizada até o final do ano.

Nas conversas preliminares da Lava Jato com a Odebrecht, além de Serra, vários políticos foram mencionados, entre eles o presidente Michel Temer, os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, governadores e parlamentares. Todos os citados negam a prática de irregularidades.


21/08/2016

A cleptocracia se lambuza no Panama Papers

OBScena: capa do jornal argentino Pagina12 trata o golpe no Brasil como uma farsa.

Pagina12 21082016E demonstra que os golpistas, lá como cá, deram o golpe para se protegerem. Como escreve o jornalista Martin Granovski no Página 12, “Después del milagro argentino, Socma quiso ser protagonista también del milagro brasileño para fortalecer su milagro en la patria. Tantas operaciones en 1998 tal vez no sean una casualidad. Era el último año de gobierno del primer período de Fernando Henrique Cardoso, el presidente neoliberal que gustaba ser visto en el exterior como un socialdemócrata.”

Faltou apontar a parceria dos grupos mafiomidiáticos, tanto do Grupo Clarín como da Rede Globo. Não por acaso, ambos, assim como toda plutocracia brasileira, estão no Panama Papers. E é exatamente por isso que a cleptocracia fez do Palácio do Planalto Central um bunker. Não só para se protegerem mas, principalmente, para continuar se alimentando. A desgraça destes dois países são os golpes. Mas há algo ainda pior. Os golpes não aconteceriam não fossem as doses diárias de amestramento numa massa cheirosa de midiotas. O adestramento de anencefálicos é a segurança dos golpistas.

Maurício Macri está em boa companhia. João Dória JR, o candidato dos golpistas em São Paulo, lhe faz companhia nas offshores…

Aqui está uma boa explicação do porque o Panama Papers ter sumido dos jornais brasileiros. A mídia brasileira tem direito a silenciar para nãos e incriminar. E é pelo mesmo motivo que não fala mais em Lista de Furnas, Lista Falciani do HSBC, na Operação Zelotes, na Lista Odebrecht. Claro, em todas estas falcatruas estão todos os caçadores do grande molusco. São aparecem Lula e Dilma…

O ódio da plutocracia em relação a Lula é diretamente proporcional à sua inocência. Tanto mais investigam, mais são os cleptocratas aparecem. Lula é culpado, claro. Só falta encontrarem o crime. Procuram desde que Lula ousou nascer mas até agora, nada. Medalha de lata aos investigadores!

EL PAIS › PANAMA PAPERS: NUEVAS REVELACIONES DE SOCIEDADES OFFSHORE DE MACRI EN BRASIL Y MOVIMIENTOS DE DINERO

Las mamushkas del Presidente

El juez Casanello y el fiscal Delgado dispondrán de datos frescos para reconstruir un sistema completo de fabricación de empresas a partir de firmas offshore.

Por Martín Granovsky

Los Panamá Papers del Presidente, a quien la Justicia investiga por supuesta infracción al artículo 303 del Código Penal, son cada vez más que papeles. En Brasil ya hay pistas que permiten explorar la ruta de 9 millones de dólares intercambiados entre sus distintas sociedades de todo tipo: argentinas, brasileñas y offshore con sede en Panamá o Bahamas. Y hay otra novedad: por primera vez aparecen en superficie tres empresas más vinculadas a su firma Fleg Trading, la offshore de Macri revelada por los Panamá Papers, pieza clave de las operaciones de Socma (Sociedades Macri, en el mercado brasileño.

El diputado nacional Darío Martínez, un neuquino del Frente para la Victoria, se apresta a ampliar sus dos denuncias anteriores al fiscal Federico Delgado.

“El fiscal se propuso establecer si la actividad de Fleg y de otras sociedades infringieron algún tipo penal y a mí me parece un camino serio al que quiero contribuir”, dijo Martínez en diálogo con Página/12.

“El grupo Macri se instaló en Brasil en 1995 y desarrolló actividades por lo menos hasta 2007”, recordó el diputado. “Diseñaron un entramado de sociedades a partir de una firma creada en Bahamas, Fleg Trading Ltd., que justamente está en el centro de la investigación del fiscal.”

Añadió que “para colaborar con la Justicia voy a pedir que se cite a declarar a Francisco Macri, Mauricio Macri y Mariano Macro como directores de Fleg Trading para que digan cuál fue el origen de la suma utilizada para comprarle a Socma Americana su participación en Owners do Brasil”. Otro de los puntos que formarán parte de la política de colaboración con la pesquisa será el pedido de citación a Francisco Macri y Mauricio Macri como directivos de Socma Americana para que informen de dónde salieron los fondos aportados en tres sociedades.

El artículo 303 del Código Penal que invoca Delgado en la carátula de la causa donde tiene competencia el juez Sebastián Casanello dice textualmente en su inciso primero: “Será reprimido con prisión de tres a diez años y multa de dos a diez veces del monto de la operación, el que convirtiere, transfiriere, administrare, vendiere, gravare, disimulare o de cualquier otro modo pusiere en circulación en el mercado, bienes provenientes de un ilícito penal, con la consecuencia posible de que el origen de los bienes originarios o los subrogantes adquieran la apariencia de un origen ilícito y siempre que su valor supere la suma de pesos trescientos mil, sea en un solo acto o por la reiteración de hechos diversos vinculados entre sí”.

Los lectores de este diario conocen la existencia de Fleg por numerosas notas publicadas en los últimos meses. Esas cuatro letras colocaron a Mauricio Macri en medio de las revelaciones de los Panamá Papers, difundidas el 3 de abril de este año por el Consorcio Internacional de Periodistas de Investigación. Son sociedades offshore formadas en paraísos fiscales para facilitar operaciones internacionales, encubrir titularidades en terceros países o evadir impuestos. La creación es obra del estudio de abogados de Panamá Mossack Fonseca. Fleg, radicada en Bahamas, es una de esas firmas que abarcan un mundo de dirigentes políticos, funcionarios, artistas, empresarios y deportistas.

A principios de abril Macri se desentendió de la importancia de las sociedades que sirvieron a su vez para crear otras sociedades. Dijo que figuró como director de Fleg “cuando mi padre quería extender Pago Fácil a Brasil, pero finalmente no pudo”.

Varias investigaciones del periodista Tomás Lukin en este diario revelaron que no solo que Pago Fácil realmente funcionó sino que otras empresas se desarrollaron a partir de las offshore Fleg y Kagemusha, entre otras, donde participaron diferentes miembros de la familia Macri como Franco, Mauricio y el hijo menor, Gianfranco.

Máscara

Lukin publicó el 15 de mayo que Fleg compró el 99,9 por ciento del capital social de una firma con nombre inmodesto: Owners do Brasil Participacoes Ltda. Es decir, Dueños de Brasil Participaciones Limitada.

Los directivos de Socma ya figuraban entre los grupos más poderosos de la Argentina. Los economistas Eduardo Basualdo, Manuel Acevedo y Miguel Khavise señalaron tempranamente, en 1984, que de siete empresas en 1973 los Macri llegaron a 47 a finales de la dictadura. Llegaron a ser propietarios de Sevel, de Sideco, de Socma financiera, de Manliba, de Itron y de Iecsa. Reforzarían su poder de manera decisiva durante el gobierno de Carlos Menem, en buena medida gracias a los contratos y a la financiación voluntaria o forzosa del Estado. En 1999 la deuda del grupo ascendía a 900 millones de dólares repartidos entre acreedores privados y estatales. Hacerse dueños también de Brasil era una apuesta fuerte. Por eso, asociarse con los dueños de Brasil, ¿por qué no sería posible para un clan bien asentado en la Argentina como el de Franco y Mauricio Macri?

Fleg gastó en Owners 11,2 millones de reales. Al cambio de la época eran 9,3 millones de dólares.

Según las averiguaciones de Martínez, “esa compra convirtió a Owners en la máscara de Fleg en Brasil”. Los especialistas sostienen que las empresas offshore se usan no solo para evadir sino para triangular entre firmas del mismo dueño. Piensa el diputado que las sociedades en las que aparezca Owners como accionista “estarán directamente relacionadas con Fleg, y por lo tanto son de interés de la investigación que está llevando a cabo el fiscal Delgado”.

Tres más

Hay tres de esas sociedades que hasta ahora no estaban bajo la lupa de los investigadores argentinos. En las tres la accionista es Owners. O sea Fleg. O sea Socma. O sea Macri. Los Macri. Inclusive Mauricio, entonces solo empresario y hoy empresario y Presidente de la Nación.

Una empresa que tiene a Owners como accionista se llama Itron do Brasil.

Otra, Martex do Sul.

Otra más, Mega Consultoría Servicios e Participacoes.

¿Cómo se formó el capital accionario de Owners? Sencillo: Fleg colocó en Socma Americana SA 9,3 millones de dólares.

¿Qué pasó con esos 9,3 millones de dólares? El destino exacto es, todavía, una incógnita. Pero ya hay pistas. Porque hay coincidencias. Una coincidencia no es una causa. Si la pesquisa fuerza los hechos estará construyendo una teoría conspirativa. Los hechos suelen destruir esas teorías con la venganza de la realidad, que es, naturalmente, una venganza terrible. Todo se desmorona en un soplo. Pero varias coincidencias juntas permiten, por lo menos, una sospecha legítima. Los buenos fiscales conocen bien esa sensación. A veces todavía no saben qué hay detrás de lo que ven pero notan que algo no les cierra. En ese tablero, cuando aparecen datos y números los investigadores pasan de la curiosidad inicial a la hipótesis.

Conviene seguir el hilo con paciencia.

El 21 de septiembre de 1998 Fleg ingresó en Owners.

En la misma época Socma Americana puso capital en tres empresas.

Colocó 3,4 millones de reales de entonces en Itron do Brasil.

Puso 1,8 millones de reales en Partech-Unnisa Participacoes.

Invirtió 5,3 millones de reales en Partech.

Un total de 10,5 millones de reales. Al cambio de la época, 8,4 millones de dólares.

Las cifras son muy parecidas a las que figuran más arriba y forman parte de una operación conocida, el gasto en acciones de 11,2 millones de reales (9,3 millones de dólares) con origen en Fleg y destino en Owners.

Cuando se difundió la existencia de Fleg, el Presidente dijo que “nunca funcionó”. Tampoco, según Macri, desarrolló actividad alguna ni poseyó cuentas bancarias. ¿Y Owners? Cada vez hay más indicios de que funcionó, desarrolló actividades y, por lógica, fue titular de cuentas bancarias a través de las sociedades creadas. Un conjunto de hechos que el fiscal Delgado llamó con criterio realista “actividad social” de las empresas. Porque los papeles de Panamá no tratan de simples inscripciones en estudios de abogados sino de la fundación de sociedades con capacidad de multiplicarse y maximizar ganancias.

Voluntad

Sobra información pública en la Junta Comercial del Estado de Sao Paulo. Un rastreo allí demuestra que el tandem Fleg-Owners tuvo movimientos de fondos entre 1998 y 2007.

El punto es cómo, más allá de la investigación particular, la Justicia argentina se hace de la documentación.

En su presentación del 7 de junio el fiscal Delgado hizo una afirmación infrecuente. Reconoció que chequear esta parte de la investigación es “complicadísimo”. Quien recorra los escritos de Delgado sabrá que el acusador prefiere el estilo llano a la jerga incomprensible de Tribunales pero a la vez es claro cuando envía un mensaje público. Dijo Delgado: “Dependemos de los vetustos exhortos cuya eficacia y velocidad está dada, exclusivamente, por la voluntad de los gobiernos requeridos y por la habilidad diplomática de los Estados requirentes”.

Cuando la Justicia de un país investiga y requiere de la ayuda de sus colegas de otro país eleva el pedido a su propia Cancillería. Es ella la que traslada el exhorto a la Cancillería del otro país, que a su vez la transmite a los funcionarios judiciales.

Se requiere habilidad, como declaró Delgado, y naturalmente también voluntad. En la Argentina la celeridad depende de la vocación por la transparencia que tenga el Ministerio de Relaciones Exteriores encabezado por la ex jefa de gabinete del secretario general de la ONU y aspirante a secretaria general Susana Malcorra. En Brasil depende de Itamaraty, a cargo del eterno postulante a presidente José Serra. Y luego, también en Brasil, de la Justicia en el área que corresponda. Con un detalle adicional: la habilidad y la voluntad de las cancillerías puede adelantar o atrasar las causas judiciales pero a esta altura no impide el conocimiento de la verdad. La opacidad tiene patas más largas que la mentira, pero no tanto.

Abuelitas

El diputado Martínez está convencido de que las sociedades, sean offshore o no, estén radicadas en Bahamas, Panamá, Brasil o la Argentina, actúan como las mamushkas, esos juegos rusos de muñecas donde dentro de una abuela siempre había otra, y así hasta llegar hasta la abuelita más pequeña. De paso, lo de “mamushka” es un argentinismo, porque las muñecas en ruso se llaman “matrioshkas”.

“Son sociedades creadas para estar dentro de la cáscara de otras sociedades”, dijo. “Fleg oculta a sus dueños en un paraíso fiscal con acciones al portador y Owners oculta a Fleg. Esto nos lleva a suponer (y por ende a buscar) que existen otras sociedades en Brasil que tienen por socia a Fleg-Owners, y que pueden existir muchas combinaciones más de mamushkas.”

La mamushka Socma y la mamushka Socma Americana constituyeron la mamushka Owners.

La mamushka Fleg compró a la mamushka Socma Americana su participación en Owners.

“Cuando hablamos de Owners está claro que es la misma Fleg con nombre brasileño”, señaló Martínez.

¿Para qué sirve Owners? No hace falta tejer suposiciones. En su estatuto social dice que “la sociedad tiene por objeto social principal la participación en el capital de otras sociedades como socia quotista o accionista”.

Owners es una mamushka que actúa a su vez como una creadora de mamushkas. El Macri Presidente de hoy diría que el Macri empresario de entonces era un modelo de emprendedorismo. Firmaba contratos con el Estado argentino y buscaba firmar contratos de obra pública o informática también con el Estado brasileño mientras fabricaba cáscaras. Un emprendimiento productivo, porque las cáscaras son una forma del emprendorismo a escala mundial. Facilitan negocios sin la molesta observación de los Estados y la agobiante fiscalización de las agencias recaudadoras de impuestos. Mueven dinero.

Por ejemplo Martex do Sul, una de las firmas hasta hoy desconocidas por el público, fue constituida en 1999 con 1.919.000 reales aportados por Socma Americana Sociedad Anónima y 70 reales aportados por el señor Alberto Guillermo Tarantini. En 2004 el capital de Socma en Martex era de solo 4700 reales. ¿El resto se evaporó? ¿Circuló entre sociedades y operaciones mediante el uso de cuentas? ¿Una sociedad transfirió a otra parte de su patrimonio neto?

La apuesta de los Macri en Itron do Brasil fue vigorosa. En 1998 ingresó allí con 3.417.000 reales. El señor Tarantini, siempre módico, aportó uno. Cuatro años después el capital social se había reducido a 1.932.000 reales. ¿Qué pasó en el medio? ¿Otra transferencia de patrimonio neto de una mamushka a otra?

Si las cancillerías fueran tan habilidosas como los emprendedores Macri y la Justicia brasileña cooperase con algo más que respuestas escuetas, todo sería fácil. Gente práctica, los directivos de Socma Americana, Fleg, Owners y demás mamushkas ni siquiera se exponían a las grandes distancias en la mismísima ciudad de San Pablo. Martex e Itron do Brasil fueron constituidas con la misma dirección. Era la rua Pedroso Alvarenga 1264, 6 andar, Itaim Bibi, Sao Paulo. Itaim Bibi es un hermoso barrio, estilo Belgrano, muy cerca del Museo de Arte Moderno.

Se puede ser offshore y chic al mismo tiempo.

martin.granovsky@gmail.com


Los directivos de Socma Americana, entre ellos Mauricio Macri.

El contrato social de Owners, la contracara de Fleg.


La ficha de Owners do Brasil según consta en la Junta Comercial del Estado de San Pablo. Figuran Fleg y Socma Americana.

Página/12 :: El país :: Las mamushkas del Presidente

EL PAIS › DEL MILAGRO BRASILEÑO AL MILAGRO ARGENTINO

Los socios del primo Angelo

La pista de las offshore descorrió el velo de las asociaciones emprendidas por los Macri en Brasil y de las sociedades formadas para ampliar los negocios en la Argentina.

Por Martín Granovsky

Después del milagro argentino, Socma quiso ser protagonista también del milagro brasileño para fortalecer su milagro en la patria. Tantas operaciones en 1998 tal vez no sean una casualidad. Era el último año de gobierno del primer período de Fernando Henrique Cardoso, el presidente neoliberal que gustaba ser visto en el exterior como un socialdemócrata.

Cardoso es el padre político de Serra, el actual canciller de Michel Temer. En 1998 disputó y ganó la reelección contra Luiz Inácio Lula da Silva, que se presentaba por tercera vez en nombre del Partido de los Trabajadores. Cardoso le ganó en primera vuelta. Obtuvo el 53 por ciento porque no dijo la verdad. Hizo campaña asegurando que no devaluaría. Lula le replicó que había que devaluar porque la relativa equivalencia entre el real y el dólar era ficticia. Cardoso asumió su segundo mandato el 1° de enero de 1999. El 6 de enero devaluó. Hizo en el gobierno lo contrario de lo prometido porque si hubiera prometido lo contrario tal vez habría perdido. Cualquier semejanza con otras realidades en otros tiempos no es mera coincidencia.

El asentamiento progresivo de Socma en Brasil coincide con las diferentes etapas de la crisis del Plan de Convertibilidad argentino, agudizadas con cada cimbronazo mundial. En 1995 una Argentina sin capacidad monetaria de maniobra recibió el golpe del Tequila mexicano. En 1997 el mandoble vino de la catástrofe asiática. En 1998 de la caída rusa. Ya parecía suficiente cuando la devaluación brasileña terminó de hacer más inestable un plan que ya era frágil y había cumplido hacía tiempo su papel de estabilización antiinflacionaria de la Argentina.

Sin un Mercosur asentado en los Estados o los pueblos, las corporaciones transnacionales y los grandes grupos económicos de cada país fueron tejiendo acuerdos o formando empresas transitoriamente unidas para objetivos específicos. Un Mercosur de las megaempresas.

El secreto pudo estar en los manejos financieros y en la creación de sociedades. No hubo secreto en los objetivos que Delgado calificaría como reales. Y efectivamente lo eran. El 12 de mayo de 1997 el periodista Marcelo Cantón publicó en Clarín una nota según la cual el grupo Itron de la Argentina, concebida para informática y comunicaciones, estaba organizada en un holding llamado Mercosur Technology and Communications, MTC, que controlaba dos empresas: Itron Argentina e Itron do Brasil. “De cada una de ellas depende un conglomerado de compañías”, escribió Cantón. “Francisco Macri es el dueño del 100 por ciento de MTC.” Informaba también que Itron do Brasil era socia al 50 por ciento del grupo brasileño Andrade Gutiérrez. ¿Dónde? En Partech, una de las sociedades presentadas antes en esta nota. Partech controlaba a Proceda y Unnissa.

Una mamushka más para la colección: Unnissa era nada menos que la administradora de las tarjetas Visa y Mastercard para diversos bancos, a los que asesoraba en resúmenes y marketing.

“Hemos decidido volcarnos de lleno a Brasil”, declaró en 1999 Salvestrini, piloto de MTC, deslumbrado entonces con la posibilidad de entrar al negocio de las telecomunicaciones en Brasil. Salvestrini es cosmopolita para los negocios. Fue uno de los impulsores del famoso desembarco de los Macri en Nueva York. La leyenda dice que ese desembarco falló por culpa de Donald Trump. Franco y Mauricio Macri saben la verdad: no pudieron convertirse en constructores neoyorquinos porque otros paisanos habían llegado antes.

En la Argentina, Itron quiso quedarse con el negocio de los DNI y el control de migraciones. Sus proveedores, según Cantón, eran OCA y una empresa destinada a la fama: Ciccone. Competía con IBM y Siemens. Siemens no solo terminó ganando la licitación sino que cambió el mercado a tal punto que en 1999 compró la mayoría del paquete accionario de Itron argentina.

Andrade

Andrade Gutiérrez, el socio de los Macri en el sueño del milagro brasileño, no era una pyme. Fue la constructora de la represa de Itaipú. Es el segundo gigante de Brasil, después de Odebrecht, en energía, obras públicas y comunicaciones.

En la Argentina tiene su sede en Córdoba 1318. Y parte de sus operaciones se desarrollaban en la provincia de Córdoba. Uno de sus socios argentinos era Iecsa. Las mamushkas parecen infinitas, porque el dueño de Iecsa es –o era hasta hace poco, si es que ya concretó la venta que prometió– Angelo Calcaterra, el primo de Mauricio Macri dedicado a las grandes obras. Una de esas obras, en este caso no con Andrade Gutiérrez sino con Odebrecht, consiste en soterrar el Ferrocarril Sarmiento, con fondos que representan una porción importante del gasto nacional en obra pública. Iecsa era de Socma hasta que en 2007 Franco Macri se la vendió a su sobrino.

Como Odebrecht, Andrade Gutiérrez y sus directivos, como el presidente Otavio Marques de Azevedo, quedó en la mira de las investigaciones por la corrupción alrededor de Petrobrás, que por cierto no tiene nada que ver con el juicio político entablado contra Dilma Rousseff. El juicio por supuestas irregularidades en el manejo de las finanzas públicas no ofrece las garantías suficientes según una petición de parlamentarios brasileños presentada en la Comisión Interamericana de Derechos Humanos por el jurista argentino Damián Loreti.

Los investigadores locales confían en que la Justicia brasileña aplique al menos una parte de su energía al caso Fleg y a la necesidad de levantar el secreto bancario de esa empresa y sus distintas mamushkas para determinar la ruta de los once millones de reales cuyos detalles aún constituyen un misterio.

El diputado Martínez dijo que colaborará en lo que sea necesario con la Justicia brasileña como lo hizo y lo seguirá haciendo el fiscal Delgado. El diputado le pedirá que se libre un exhorto a Brasil para que llegue toda la información societaria, fiscal, contable, bancaria y registral relacionada con SOCMA, SOCMA Americana, Martex, Mega, Partech-Unnisa, Partech e Itron do Brasil.

Así se sabrá cómo el milagro argentino se convirtió en milagro brasileño y cómo el milagro brasileño se transformó después en un nuevo milagro argentino.

martin.granovsky@gmail.com

26/04/2016

Por que os corruptos sempre têm apoio midiático, na Argentina e no Brasil?

OFFSHORE

No Brasil, como na Argentina, os maiores corruptos sempre contam com o acobertamento dos grupos mafiomidiáticos.  No Brasil a Rede Globo, além de ser a maior sonegadora individual, talvez perdendo apenas para a dupla gaúcha, RBS  & Gerdau, faz estrondoso silêncio sobre a sonegação das Copas de 2002 e 2006. Aparece na lista do Panama Papers sob a licença poética da Mossack & Fonseca. Já estava envolvida na sonegação da FIFA, quando um de seus principais parceiros de negociatas, foi preso nos EUA, J. Hawilla. Seus parceiros comerciais José Maria Marin, Ricardo Teixeira  e Marco Polo del Nero estão exilados no Brasil. Quem saiu, está preso. Mas não há vazamento da dupla MPF/PF que envolva a Rede Globo. As parcerias para caçar Lula servem exatamente para jogar uma cortina de fumaça sobre a atuação da parceira.

Por aqui não mais se ouve falar da Lista Falciani do HSBC, da Lista de Furnas, da Lista Odebrecht, da Operação Zelotes, da Pavlova e da Portocred. Fácil de entender. Não consta o nome de Lula e Dilma em nenhuma delas, mas seus caçadores aparecem em quase todas.

Na Argentina não é diferente. O principal grupo de mídia, o Clarín, também está sempre envolvido em escândalos financeiros. A única diferença é que na Argentina parece que as instituições não contam com estatuetas nem com um Instituto Innovare… Mas também é verdade que por lá investigam Cristina Kirchner, que não aparece em nenhuma lista, mas silenciam sobre Maurício Macri, que aparece em todas. Nem os subalternos de Macri são objetos de devassa. É por isso que a eleição de Maurício Macri foi tão festeja por todos os a$$oCIAdos do Instituto Millenium. A SIP é para a Argentina o que o Instituto Millenium é para o Brasil: o braço midiático do golpe. É o tal de Efeito Orloff

Lá como cá, os corruptos podem destituir honestos. Sob as bênçãos dos Pôncio Pilatos  dos STF.

Un hombre hecho a medida del Grupo Macri

El ex secretario de Hacienda durante los dos mandatos de Macri en la Ciudad tuvo una orden de captura internacional vigente hasta marzo pasado. Tiene otras causas por evasión en Brasil mientras se desempeñó como ejecutivo de Iecsa (Socma).

Por Nora Veiras

Desde que estalló el escándalo de los Panama Papers, Néstor Grindetti, uno de los hombres de más confianza de Mauricio Macri, pone cada día un poco más alta la vara del escándalo: durante ocho años manejó el tercer presupuesto del país mientras en los últimos cuatro pendía sobre él un pedido de captura internacional que recién caducó el 30 de marzo pasado. Ya instalado en la intendencia de Lanús, Grindetti sigue con nueve causas pendientes en la Justicia de Brasil por su trabajo como ejecutivo de Iecsa, la filial en ese país del Grupo Sociedad Macri (Socma). Fiel a la estrategia de minimizar todo conflicto, el jefe de Gabinete, Marcos Peña, dijo ayer que “Grindetti ya dio las explicaciones y confiamos en esas explicaciones”. El propio Grindetti adjudicó a “una intencionalidad política” la difusión de su situación procesal y se amparó en el Presidente: “Hablamos (con Macri) por teléfono como para apoyarnos en esto, para darnos un poco de aliento. Estas cosas pasan y vamos a tener que trabajar en ese sentido”. A este paso se impone otra sesión con el gurú de la felicidad.

En la página web del Diario de Justicia del Estado de Paraná, el equivalente al Centro de Información Judicial de la Argentina, aparecen seis causas penales y tres laborales en las que está involucrado Grindetti. Una de esas causas es la que derivó en el pedido de captura

de Interpol. El origen de la denuncia se remonta a comienzos del 2000, cuando Grindetti se desempeñó como ejecutivo de Iecsa y terminó procesado junto a otros ejecutivos, entre ellos Pablo Tomás Boero, por evasión impositiva. Tras sucesivas citaciones sin respuesta, en 2012 un juez de Curitiba dictó el pedido de captura internacional de los ejecutivos. Habitualmente esas órdenes se ejecutan en forma rápida, días apenas. En este caso, Grindetti tuvo suerte: pudo sortear varios viajes al exterior (en 2013 con Macri a Panama, en 2014 a Brasil para disfrutar del Mundial de Fútbol y en enero pasado para vacacionar en Punta del Este) y seguir a cargo de Hacienda en la Ciudad y encarar la campaña a intendente sin que nadie supiera de su pedido de captura. La orden salió de Curitiba pero aparentemente la Oficina Central Nacional (OCN), con sede en Brasilia, no hizo operativo el pedido de captura.

Boero, alto ejecutivo de Socma, tuvo menos suerte, el 22 de febrero pasado cuando fue a renovar su visa a los Estados Unidos le saltó el pedido de captura. Interpol lo detuvo y lo llevó al juzgado federal de Daniel Rafecas, de turno en ese momento. El ejecutivo pasó la noche en los calabozos de la calle Cavia y quedó en libertad luego de que la justicia brasileña informara que la causa había prescripto. En ese momento, abogados de Grindetti se presentaron ante el tribunal de Rafecas para averiguar si su cliente también aparecía en la causa. A Buenos Aires no había llegado información. Rápidamente se movieron en Brasil y el 30 de marzo pasado, los tribunales de Curitiba notificaron el sobreseimiento de Grindetti y Boero por prescripción, es decir el tiempo les jugó a favor y levantaron la orden de captura internacional. Esta vez en perjuicio de Grindetti, en otra vuelta de irregularidades inexplicables, el 7 de abril pasado, Interpol subió la orden de captura internacional contra Grindetti. Los abogados del intendente acudieron al juzgado de Rafecas y se labró entonces el acta en la que consta que la causa ya estaba cerrada. “Esta gente va dejando una buena imagen por el mundo”, ironizó un funcionario judicial.

“No me cabe duda de que hay una intencionalidad política por la fuerte polarización que se está produciendo. Uno mira los comentarios de Twitter y uno se da cuenta de dónde vienen los ataques, es muy claro”, dijo Grindetti y solo confesó su preocupación por “cómo juega Independiente”. El ex secretario de Justicia y candidato a intendente por el Frente para la Victoria de Lanús, Julián Alvarez, calificó como “tremendo” lo que pasa con el hombre que le ganó en los comicios: “Apareció con sociedades offshore en los Panama Papers, asociadas a cuentas en Suiza, ahora se difunde este pedido de captura internacional en Brasil en causas por evasión. Nuestro bloque va a insistir con un pedido de interpelación en el Concejo Deliberante y esperamos que esta vez el Frente Renovador nos acompañe” (ver aparte).

De bonos y offshores

“Todos los temas se van a poder ir aclarando a medida que se vayan explicando”, intentó justiciar ayer Peña cuando le preguntaron otra vez más por las andanzas de Grindetti. La diputada Elisa Carrió, integrante de Cambiemos, salió rauda a decir apenas aparecieron los Panama Papers que ella siempre pensó que el hombre elegido por Macri para manejar los fondos porteños era “un corrupto” y que le parecía “inexplicable” sus manejos en paraísos fiscales.

En 2010 el entonces ministro de Hacienda porteño comandó la colocación de los bonos Tango Serie 8. Los Panama Papers revelaron que poco después empezó a manejar una sociedad fantasma y una cuenta en un banco suizo.

Grindetti quedó a cargo del manejo de Mercier Internacional SA, una empresa de dueños desconocidos radicada en Panama, y también de una cuenta en un banco suizo vinculado con esa colocación de deuda. El dato reavivó las sospechas de que detrás de aquel endeudamiento por 475 millones de dólares hubo una maniobra de lavado de dinero que luego fue destinado a financiar la actividad política del PRO. En un minucioso escrito el ex candidato a vicejefe de Gobierno porteño por el FpV, Leandro Santoro, presentó una denuncia ante la Procuraduría de Criminalidad Económica y Lavado de Activos (Procelac) para que tanto el ex secretario de Hacienda como Macri sean investigados

Según los documentos del estudio de abogados panameño Mossack Fonseca, Grindetti tuvo un poder para manejar la firma Mercier Internacional SA entre 2010 y 2013. En ese lapso el ahora intendente también figura como apoderado de la empresa para el manejo de una cuenta en el banco Clariden Leu AG, con sede en la ciudad suiza de Zurich.

La aparición de Grindetti y del propio Macri en los Panama Papers derivó en una denuncia judicial del diputado del FpV Darío Martínez que recayó en el juzgado de Sebastián Casanello. Ayer el fiscal Federico Delgado planteó la separación de las causas (ver aparte). En la Ciudad de Buenos Aires, el diputado porteño Marcelo Ramal (FIT) presentó un proyecto para que la Legislatura forme una comisión que investigue el caso de Grindetti, porque, recordó, colocó “475 millones de dólares a través de los Bonos Tango 08 por el cual el Credit Suisse cobró, junto a un operador del PRO, una exorbitante comisión”.

Sobre su participación en sociedades offshore, Grindetti reiteró que el tema “está en la Justicia” y que “en el corto plazo” va a poder “explicar con lujo de detalles lo que pasó”. Dijo que cuenta con el apoyo del Presidente. Grindetti empezó como cadete en el Grupo Macri y terminó como miembro del directorio. Habrá que ver hasta donde llega la carrera en común.

Página/12 :: El país :: Un hombre hecho a medida del Grupo Macri

16/04/2016

Deu no NYT, a gang da Rede Globo assalta em Brasília

Não existiria Eduardo CUnha sem a longa noite de silêncio e compadrio da Rede Globo.

Pelo menos desde a parceria com PC Farias que Eduardo CUnha é, como diria o velho Coronel Ponciano, teúdo e manteúdo pelas parcerias (via funcionária, Cláudia Cruz, uma prática que seguiu,com outra funcionária, Miriam Dutra, com FHC) da Rede Globo.

A obsessão em tentar incriminar Lula, Dilma e o PT é tergiversação para livrar o lombo de um parceiro fiel de longa data. A busca contínua em deslegitimar todas políticas sociais dos governos Lula e Dilma é prova suficiente do quanto nossa situação social decorre da exploração mafiomidiática.

Por um lado hipervalorizam todas as denúncias contra governos de esquerda, em oposição ao silêncio conspícuo em relação a personagens como Eduardo Cunha, Aécio Neves, José Maria Marin, José “Tarja Preta” Serra, também elevado a categoria de star com Oscar de efeitos especiais no famoso episódio da bolinha de papel. A parceria desta mesma Rede Globo com a Brasif para esconder e manter em silêncio Miriam Dutra na Espanha, deixa a quem quiser ver todo o viés bandido do maior grupo de mídia deste país. E nem poderia ser diferente, considerando suas origens, parcerias e relações de compadrio.

As descobertas de fraude fiscal em tudo o que é paraíso de lavagem de dinheiro, graças aos órgãos investigativos estrangeiros, desnudam não só os métodos mafiosos, mas o silêncio endossante da PF/MPF a cada uma e a todas as falcatruas. Este compadrio é a parte mais substância do golpe paraguaio que todo o mundo assiste boquiaberto enquanto nossas instituições brincam de Pôncio Pilatos.

Não há parâmetro no mundo, nem mesmo nos países mais totalitários, que sirvam de comparação ao comportamento das cinco famiglias que dominam a mídia empresarial neste país.

A Venezuela conseguir curar seu câncer. Ou o Brasil acaba com o banditismo da velha mídia ou eles ainda vão transformar o Brasil num imenso Beco de Varsóvia. O muro da vergonha já foi erguido na frente do Congresso. Ele é a cara de nosso apartheid social. De um lado uma classe média branca, vestindo camisas com o escudo da CBF, de outro os movimentos sociais, desde sempre considerados uma casta inferior pelos que querem reinstalar a cleptocracia.

Capa do New York Times: “Gang de ladrões vai julgar Dilma”

Por jloeffler – No dia 15/04/2016

Published abril 15, 2016 Uncategorized Leave a Comment

NY TIMES GANG VAI JULGAR DILMA

NY TIMES

New York Times
Um corrupto de marca maior, já comprovado, continua a frente do Congresso Nacional. O futuro do Brasil esta em jogo, mas deputados dos mais variados partidos fazem um leilão de seu voto, alguns fazem enquete na internet pra saber como será seu voto, outros trocam de posição por minuto e a grande mídia marca a votação do futuro do Brasil, como se fosse uma grande decisão de campeonato. A Rede Globo e políticos como estes transformam o Brasil aos olhos do mundo numa “república de bananas”.

O Deputado Estadual Adão Villaverde reproduziu a capa e a matéria do NYT de hoje no seu Perfil do Facebook. Só espero que os Deputados Federais tenham a sensatez de não concluírem este Golpe contra o Brasil. O GOLPE não é contra o PT, a Dilma ou Lula. Este Golpe é contra o Brasil!!!

Fonte: https://luizmullerpt.wordpress.com/2016/04/15/capa-do-new-york-times-gang-de-ladroes-vai-julgar-dilma/

Praia de Xangri-Lá – Saiba tudo o que REALMENTE acontece em Xangri-Lá

21/02/2016

Copas de 2002 e 2006 explicam o ódio da Rede Globo ao Lula

Corrupção no futebol & Rede Globo, tudo a ver! O que prova que os verdadeiros bandidos estão fora dos presídios de segurança máxima, distribuem estatuetas e aparecem na FORBES

Política, propina e futebol: entrevista de Jamil Chade a Luis Nassif

Política, propina e futebol: entrevista de Jamil Chade a Luis Nassif

sab, 20/02/2016 – 18:58

Jornal GGN – O jornalista Jamil Chade, correspondente internacional do Estadão, está lançando um livro chamado Política, propina e futebol – Como o “padrão FIFA” ameaça o esporte mais popular do planeta.

Na obra, o jornalista desvenda como funcionava o pagamento de propinas e subornos da entidade e explica como os cartolas usavam contratos comerciais e de direito de transmissão para enriquecer.

Jamil Chade esteve em São Paulo para um evento de lançamento do trabalho e concedeu entrevista exclusiva a Luis Nassif sobre o assunto.

Abaixo, os vídeos da entrevista e a transcrição completa:

Luis Nassif – Jamil, fala um pouco da sua carreira como correspondente internacional. Como você chegou a Genebra?

Jamil Chade – Eu cheguei em Genebra no ano de 2000. E o principal foco era a cobertura ainda de OMC [Organização Mundial do Comércio], em termos econômicos. Principalmente porque a OMC naquele momento era vista como uma entidade que poderia ser a organização que corrigiria as regras do comércio.

O que poderia trazer uma política externa desenvolvimentista para o Brasil, abrindo portas etc. Esse foi o inicio, mas claro, uma vez lá, o que acontece que se descobre rapidamente, tem uma infinidade de assuntos. Genebra é uma cidade muito pequenininha.

Luis Nassif – Tem correspondente do mundo inteiro lá…

Jamil Chade – Tem mais de 150 correspondentes, do mundo inteiro, eu já cheguei a ser presidente da Associação dos Correspondentes Estrangeiros lá. E é muito curioso porque você vê do chinês, da estatal chinesa, à extrema direita americana. E todos ali. Porque tem a ONU, as entidades internacionais, mas também tem os bancos, e aí todas as entidades esportivas, né?

Luis Nassif – Quando começa essa questão da guerra contra o narcotráfico e contra o terrorismo, de que maneira que isso se refletiu na cobertura lá inicial?

Jamil Chade – É curioso, só um causo… Logo que aconteceu o ataque nas torres gêmeas, no dia seguinte, a cidade descobriu que o irmão do Bin Laden morava em Genebra. Não só que ele morava em Genebra como era financiador do festival de cinema de Genebra, das atividades culturais de Genebra etc. E aí foi aquele primeiro constrangimento, que na verdade aquela família que era tão odiada pelo mundo, era a mesma…

Luis Nassif – Eles não tinham ligações com a família Bush?

Jamil Chade – É difícil ter uma constatação final, mas dizer que eles eram desconhecidos não era o caso, e dizer que a família era desconhecida das autoridades européias também não era o caso. Se o próprio irmão fazia tanta filantropia artística na Europa.

Eu digo isso pelo seguinte. A cobertura mudou radicalmente, primeiro dos jornais europeus, da imprensa européia, descobrindo que o problema não era americano, não era no Oriente Médio. O problema existia, e é um problema, vamos dizer assim, global.

Agora, também tem uma outra leva que foi a mais recente que é a da guerra da Síria, que mudou de novo a cobertura do terrorismo, porque o terrorismo, a guerra na Síria passou a acontecer também na Europa. Primeiro, pelos refugiados, que é um impacto direto da guerra ainda no continente europeu. E depois com ataques terroristas.

E aí eu sempre me pergunto: sim, é um desafio, sim é uma questão real para os europeus, agora, o que tem de partido de extrema direita se aproveitando dessa situação é muito grande. Isso é visto na Dinamarca, na Suécia, mas também na França, na Suíça.

Então, a cobertura ela é sobre o terrorismo, ela é sobre o crime internacional. Mas ela também se transformou de alguma forma na cobertura diferente da política doméstica.

Luis Nassif – Quer dizer que essa questão da intolerância global surge a partir do fantasma do terrorismo…

Jamil Chade – É, muita gente usou isso como instrumento. Na Suíça, onde o problema não existe, ele não existe! Ele aparece, se você faz uma sondagem, uma enquete de opinião, ele aparece como terceira ou segunda preocupação.

E você diz: mas ele não existe esse problema aqui! Então, por quê? Partidos, de uma forma muito hábil, muito manipuladora, usaram essa ameaça terrorista, essa ameaça, pra aprofundar hoje a intolerância.

Hoje eu digo que, na Europa, a pessoa que tinha algum traço racista, ou de intolerância, ele perdeu a vergonha de ser intolerante. E hoje a gente vê uma reação muito mais, eu não diria saudável, porque isso não é saudável, mas você sabe quem é quem. Porque a pessoa não tem mais o medo de dizer eu “não quero essas pessoas no meu país”.

Luis Nassif – Jamil, um fenômeno que ocorre também em decorrência desse crescente terrorismo é a chamada cooperação internacional. Como que é feita essa articulação, e porque esse protagonismo dos Estados Unidos hoje em dia? Por conta de ter mais equipamento…?

Jamil Chade – Essa cooperação ela foi exigida pela ameaça. Porque a ameaça não está em um país, ela não é num estado, ela não é um grupo coeso em um território fechado. Então, essa cooperação ela se tornou necessária.

Dou só o exemplo dos ataques em Paris. Os belgas, vamos chamar eles de belgas porque eles são belgas os terroristas, eles nasceram na Bélgica. Os pais eram argelinos etc, mas os garotos eram belgas, pelo menos alguns deles. Quando eles fogem da França para a Bélgica, eles são parados na fronteira naquela noite. Na lista, belga, de procurados, eles estavam, mas eles não estavam na lista francesa de procurados. Então, quando eles são parados, eles são parados pelos franceses, e na lista não tem nenhum nome daqueles. Eles passam. Então, isso tudo demonstrou que sem cooperação nunca essa ameaça vai ser lidada.

Agora os americanos, que é uma questão real. Eu acho que acima de tudo pela capacidade de articulação que eles tem entre o serviço de inteligência e o grupo militar de fato. Porque a Europa falha ainda, a Europa não tem essa capacidade de transmitir informação e inteligência ainda de uma forma eficiente em termos de terrorismo para o combate ao terrorismo.

E muito do que acontece na Europa em termos de atuação é baseado em informações que chegam dos Estados Unidos.

Então, outro dia, não faz tanto tempo, em Genebra, policia anunciou que haveria uma ameaça terrorista na ONU, blindada, basicamente, polícia na rua etc. E aí, foi descoberto que quem passou a informação para as autoridades suíças foram os americanos.

Luis Nassif – Agora, você tem o fenômeno do terrorismo e tem o fenômeno da corrupção internacional, narcotráfico, que cresce com a internacionalização dos mercados. Nesse sentido, já se tem o precedente da Operação Mãos Limpas, como é que você vê a parte de Genebra essa cooperação internacional.

Jamil Chade – Essa cooperação, por exemplo, no caso do crime organizado, do narcotráfico, ficou muito claro que precisa ser feita de uma forma coordenada. É muito fácil, na Suíça é muito claro, o dinheiro da lavagem. O dinheiro da lavagem na Suíça é uma constante, não é algo pontual que eles tentam mostrar que “não, isso foi só um caso isolado, naquele banco, naquela agência”, não, é algo generalizado.

Os suíços entenderam que se eles quiserem de alguma forma preservar o sistema financeiro suíço, eles vão ter que colaborar, porque senão, nos Estados Unidos, os grandes bancos suíços já são, de uma forma muito clara, multados.

Então, os suíços tomaram uma nova postura. Eu não digo que é uma nova postura: abertura, agora nossas contas vão ser transparentes…não, não é isso. Mas, é um inicio de uma cooperação nesse sentido. De alguma forma, o combate ao terrorismo, a cooperação no terrorismo acabou ajudando países a dialogar para lidar com outros crimes.

O problema é que o crime organizado, ele é organizado. Ele consegue identificar lacunas e sair de situações. No caso da Suíça é muito claro. Muito dinheiro saiu da Suíça desde que a operação começou e foi para outros paraísos fiscais. Então, quando os suíços chegaram em alguns dos casos a conta estava vazia já. Então, é um desafio pra eles mesmos, eles mesmos colocam, o Ministério Público suíço coloca de uma forma muito clara que eles estão correndo atrás do prejuízo.

Luis Nassif – Agora, chegando no tema do seu livro que é o futebol. Essa estrutura de crime organizado começa a surgir quando?

Jamil Chade – Olha, essa estrutura de crime organizado ela tem origem ainda nos anos 70/80 com o próprio João Havelange. Ele é o craque, literalmente é o craque do esquema tático. O que ele teve… muita gente coloca ele como a pessoa que levou o futebol ao mundo e que ele globalizou o futebol etc. Eu tento mostrar que esse não é o caso, por quê? Porque qualquer grande administrador no lugar dele teria feito exatamente a mesma coisa.

As televisões estavam em plena expansão, transmissões ao vivo, as multinacionais procurando plataformas que elas pudessem num só evento transmitir aquela marca delas para o mundo inteiro. Então, e ao mesmo tempo nos anos 70 tem a descolonização da África e da Ásia, ou seja, novos membros. Então, o que o Havelange fez foi o óbvio, ele não fez… Não é que ele transformou o futebol num novo fenômeno.

Luis Nassif – Eu lembro como jornalista econômico dos anos 70 já vendo esse fenômeno, o potencial desse fenômeno…

Jamil Chade – Exato, e aí se a gente pega as contas da FIFA, você se dá conta que na verdade ele não fez nem mesmo o suficiente. O que eu quero dizer com isso? A FIFA, durante os anos 80/90 e até meados de 2005/06, era uma organização que não gerava a mesma renda da NBA, do futebol americano, da Fórmula 1, dos Jogos Olímpicos…

Não é possível que o esporte mais popular do mundo, com toda essa expansão, não gere a mesma renda dos outros esportes. É simples, porque o esquema que era montado não era pra gerar renda para o futebol. Era gerado pra montar uma renda para os dirigentes.

Luis Nassif – Então, mas vamos pegar um ponto aí relevante que é o seguinte: quando se pega as disputas midiáticas em todos os países, o evento esportivo é o ponto especial de audiência. Com a legislação desses países se tinha um mercado fechado, não tinha internet nem cabo chegando aí. Então se tinha uma influência muito grande em cada um desses países dos grupos de mídia hegemônicos. Isso aí ajudou a criar essa blindagem política, né?

Jamil Chade – Totalmente, inclusive porque isso, de alguma forma, controlou até o monopólio de quem é que tinha o direito de transmissão. É disso que vem a renda do futebol. É uma ilusão que a gente achar que é ingresso, venda de camisa, ou até o marketing da Coca-Cola e das multinacionais. É a televisão que transmitiu tudo isso.

Só pra te dar um exemplo da capacidade da televisão de influenciar o jogo. A gente fala muito: “ah não, a televisão influencia o horário da partida”, é verdade, mas é muito mais do que isso. A bola, ela começou a ser branca e preta, com aquelas gomas, justamente para favorecer a televisão, por causa da visibilidade.

Outra regra do futebol que a gente considera como óbvia que veio da televisão: cartão amarelo e vermelho. Quando a televisão foi a cores, precisava ter uma distinção pra televisão registrar. Enfim, são coisas elementares…

Mas para eu explicar que na verdade a historia da televisão está ligada com a história da expansão do futebol. Agora, se a gente pega e eu tento mostrar no livro isso com documentos. No caso da ISL, a empresa de marketing da FIFA que quebrou em 2002. Quando o processo termina, e os documentos são revelados no ano de 2012. O procurador na Suíça diz que Havelange fraudou a FIFA nos contratos. O que significa isso? Ele simplesmente evitou que a FIFA tivesse uma renda maior fechando acordos com monopólios. E claro, esses monopólios pagavam propina a ele, para garantir que não fosse aberta a concorrência.

Luis Nassif – Mas só pra entender um pouquinho a entrada dos Estados Unidos nisso aí… Coincide com o momento em que os grandes grupos midiáticos norte-americanos tentam entrar nesse mercado: ESPN. Tentam entrar nesses mercados e batem nessa estrutura viciada aí… Então, teve um estímulo econômico aí para…

Jamil Chade – Certamente, certamente. A explicação para essa derrubada, para esse chacoalho aí que aconteceu, foi justamente romper um vício. Uma estrutura viciada, absolutamente correto, em mostrar a impossibilidade de entrar no mercado que era costurado, que coloca os americanos e outros também numa situação de dizer: bom, precisamos começar a questionar esse sistema. Como? Pelas regras do jogo não vai funcionar porque ali estava fechado.

Existe também a justiça, existe também a polícia. E aí o que eles mostram, isso é importante, não é uma investigação apenas sobre os dirigentes esportivos. Nos Estados Unidos isso também se transformou numa investigação sobre os cúmplices, sobre as empresas que faziam parte desse esquema.

Então, porque o mergulho da investigação nas empresas de marketing e de transmissão? É porque ali que era onde engarrafava, onde ninguém mais entra.

Luis Nassif – Deixa eu entender só uma coisa, a cooperação internacional ter permitido aqui, no caso do Brasil e da Lava Jato, acesso a um volume de informações muito relevantes. Como que o Ministério Público Federal, no caso do Brasil, está se aproveitando dessas informações ligadas aí à FIFA?

Jamil Chade – Por enquanto muito pouco. Nós estamos aí já no final… Quer dizer, quase um ano depois da prisão em maio de 2015. Mas, existe a cooperação da Suíça com os Estados Unidos, do Uruguai com os Estados Unidos, do Chile com os Estados Unidos. E no Brasil o Ministério Público teve uma primeira, digamos assim, com o departamento de justiça americano. Foi pedida a transferência dos documentos pra que isso pudesse acontecer. E aí uma juíza no Rio de Janeiro determinou o bloqueio de toda a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no caso do escândalo do futebol.

Luis Nassif – Uma juíza de primeira instância?

Jamil Chade – Primeira instância. O Ministério Público agora levou isso a uma segunda instância, eu acho que provavelmente no Supremo, e agora está aguardando uma decisão pra desbloquear a decisão da juíza que havia determinado que não há espaço, que a transmissão dos documentos não seria legal, o que é bastante incrível.

Luis Nassif – Qual que é a alegação dela?

Jamil Chade – A alegação dela é que as outras partes não tiveram a oportunidade de se defender.

Luis Nassif – Mas em fase de coleta de dados?

Jamil Chade – Coleta de dados. Inclusive, ela pede que os dados que o Brasil tenha já mandado para os Estados Unidos que sejam devolvidos. Isso está na decisão de primeira instância.

O Ministério Público Federal protestou, de uma forma bastante enérgica, eu até tenho alguns documentos. E não houve forma de solucionar, então, foi levado a uma nova instância.

Mas, o que acontece no final das contas? Hoje, o Brasil é um dos únicos países que não colabora nesse caso. O que é de uma ironia total, porque o pai, o craque que montou era brasileiro, e uma parte fundamental dessa investigação é a atuação dos dirigentes brasileiros.

Então, os americanos mesmo, o departamento de justiça, já deixou muito claro ao Brasil que estava bastante incomodado com essa falta de cooperação. A outra questão que a gente pode colocar é: por que foi necessário o departamento de justiça americano atuar para a gente ter qualquer tipo de reação aqui? Então, hoje ainda é complicado, Nassif. Hoje, ainda não existe o fluxo de informação do Brasil aos Estados Unidos sobre esse caso.

Luis Nassif – O Ministério Justiça, de certa maneira, teria que ter protagonismo nisso…

Jamil Chade – Agora, se o Ministério Público não pode nem fazer sua parte porque tem uma juíza que bloqueia. Parece uma… Aquelas situações que você acha que: não, isso não vai acontecer! Mas acontece, né?  Agora, na Suíça, que também eles vivem esse dilema, porque a FIFA estava no nariz deles por quarenta anos. E aí isso causou um constrangimento muito grande no país que foi necessário uma operação ordenada pelo FBI para que os suíços prenderem os autores de uma entidade que estava aí, na avenida.

Luis Nassif – Jamil, quando a gente pega essa disputa dos grupos de mídia com os novos grupos, qual o reflexo dessa operação no caso da Europa e daqueles países em que o futebol era peça central de audiência desses grupos?

Jamil Chade – Curiosamente, nos bastidores, o que está acontecendo é uma grande corrida pra tentar renegociar os contratos. Então, os novos grupos estão fazendo um tsunami negociador, tentando se encontrar com cada federação, das pequenas até as grandes, França, Alemanha. Mas, também, eu conheço gente que percorre a Europa conversando com Letônia, Armênia, Albânia, etc.

E você fala: “não, mas não é possível”. Não! Tem uma lógica, se você fechar acordos com todos os periféricos, com quem é que a França e a Alemanha vão jogar na Europa? Então é curioso, porque aquilo ali abriu a porteira pra todos esses novos grupos tentarem renegociar, ou obter acordos e dizer: “olha, vocês não vão poder mais transmitir, ou ter um acordo com tal empresa, vai pegar mal, nós estamos oferecendo isso aqui…”.

Luis Nassif – Que é o que está acontecendo com a ESPN e com a Disney aqui? Fechando com clubes especificamente…

Jamil Chade – Exatamente, porque inclusive, é importante… Porque o que acontece nos Estados Unidos, ele desmontou um sistema. E o novo sistema ainda não foi montado.

Luis Nassif – Só que agora nesse jogo novo aí estão vindo os gigantes de lá também…

Jamil Chade – Claro, claro. Para o Brasil, mas também para a Argentina, para a Colômbia. É interessante, porque se você pega o mapa da América do Sul, praticamente todas as federações nacionais foram abaladas. Então, você tem, rapidamente, Venezuela, Colômbia, Peru, Equador, Bolívia, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, eu acho que só sobrou Suriname… É um novo mercado.

Luis Nassif – E os patrocinadores, no caso Adidas, Coca-cola, e tudo… Eles garantiram esse tipo de monopólio?

Jamil Chade – Eles garantiram por muito tempo, inclusive no indiciamento americano eles são citados, não nominalmente, mas dizem: “uma grande empresa de produtos esportivos que assinou com a CBF nos anos 90”. Eu só conheço uma, é a Nike, obviamente.

O indício que o departamento de justiça tem é que a Nike pagou uma propina que foi dividida entre o Ávila e o Ricardo Teixeira. Então, os americanos de alguma forma estão olhando para as suas próprias empresas também, com uma ressalva, eu diria. Essas empresas, assim que esse caso começou, elas, que eram absolutamente silenciosas, sobre a história agora elas colocam cartas abertas pedindo a reforma da FIFA, dizendo que isso é absolutamente inaceitável.

Luis Nassif – O Ronaldo aqui…

Jamil Chade – Que o Blatter tem de sair! Vocês estavam aqui nos últimos quarenta anos gente. Vocês não viram, ou não sabiam? Qual era a história, né? Então, é de uma hipocrisia grande você ver essas empresas que faziam parte do esquema, agora pedir a transparência.

Te dou só um exemplo de uma conversa que teve o Blatter com o Havelange ainda na época. O Blatter foi contratado na FIFA ainda nos anos 70, e ele tem o mérito, se é que se tem algum mérito, de organizar esse sistema pro Havelange, de ter o contato com essas multinacionais. E ele foi o primeiro que chegou pra Adidas e falou: “olha, vamos fechar um acordo”. Quando esses acordos começam a surgir, o Havelange diz pra ele: “você está criando um monstro”. Esse monstro, de certa forma, engoliu eles, e esse monstro transformou esses interesses comerciais, ou estabelecidos ou os que vem, no grande jogo, né?

Esse é o grande jogo. É o grande jogo de saber, sim, a evasão fiscal dos americanos, etc, é grave, é gravíssima. Mas se você ler todas as decisões sobre as prisões dos dirigentes, em todas elas tem um parágrafo fundamental: essa prática impediu a livre concorrência. O que quer dizer isso na prática? Novas empresas que estejam aparecendo elas não vão ter acesso nesse esquema. Esse esquema precisa ser desmontado.

Luis Nassif – A questão do tráfico de jogadores. Esses valores monumentais dos jogadores  se explica pelo retorno ou tem esquemas de esquentamento aí…Daí entra máfia russa aí no meio…

Jamil Chade – Isso. A OCDE publicou já alguns anos, em 2009, uma investigação que eu acho que ela é fundamental pra gente entender. Ela apresenta o futebol como um dos veículos privilegiados da lavagem de dinheiro no mundo.

Luis Nassif – Superou obras de arte…

Jamil Chade – Tudo! Porque de alguma forma, essas entidades que controlavam o futebol, elas estavam fora da lei. Por que fora da lei? Na Suíça existia uma regra, uma lei, que permitia a FIFA manter certas contas fora da balança de pagamento. Ela não precisava publicar. A COMEBOL tinha imunidade diplomática!

Pensa, uma federação esportiva com imunidade diplomática. O que é uma contradição total. O que representa isso na prática? Isso dá espaço pra uma atuação criminosa com um controle muito menor, né? Se obras de arte já tinham começado a ser usadas, logo a Interpol, polícia percebeu… diamantes, etc.

O futebol não, o futebol ficou, de certa forma, de lado. E o que vários processos na justiça européia já mostraram, ou eles não são reais, ou eles eram esquemas pra lavar dinheiro de grupos inteiros.

Então, hoje nós falamos no Neymar, do caso Neymar. Mas, o caso Neymar não é O caso, o único caso.

O Barcelona está sendo processado por vários casos. Eu vou além, na França, entre 2009 e 2011, vários dirigentes foram processados por lavagem de dinheiro, inclusive na compra do Ronaldinho Gaúcho para o Paris Saint Germain, e foram condenados! Os jogadores não. Foram condenados os dirigentes que montaram esses sistemas.

Então, sim existe! E para completar isso que se falou da máfia russa, não sei nem se é russa, do leste europeu eu diria…

Luis Nassif – A máfia de um russo.

Jamil Chade – De um russo! [Risos]. Eu fui numa cobertura na Ucrânia, cobrir basicamente a crise política, a Rússia, a guerra no leste da Ucrânia. E eu estava em Kiev, e alguém me disse: “olha, naquele hotel, é onde o Shaktar Donesse tem a sua sede”, que eles não podem mais estar em Donesse, Donesse está destruída, eles agora moram nesse hotel.

Espetacular! Eu vou até ali. Eu entro no hotel, e tem um jogador sentado no hall do hotel, numa mesa, essas mesinhas de hotel, a mesa inteira repleta de dinheiro. E uma outra pessoa na frente dele, pagando! Aquilo era o salário, em dinheiro! Se pode dizer: “não, claro, é um país em guerra, é necessário liquidez, etc.” Muito bem, agora, eu nunca vi o jogador sendo pago em dinheiro na mesa do hotel, na frente de todo mundo, quer dizer, é escancarado.

Luis Nassif – Só pra entender a lavagem, que dinheiro que é esse que é lavado? É dinheiro do narcotráfico?

Jamil Chade – Existe o dinheiro do narcotráfico, mas em muitos casos, isso é apresentado pela OCDE, é dinheiro de evasão.

Luis Nassif – Evasão fiscal mesmo?

Jamil Chade – Evasão que não consegue ser reintegrado no sistema de uma forma legítima.

Luis Nassif – É por isso que esse acordo de repatriação de ativos aí pode ter bom resultado, porque é muito dinheiro de evasão…

Jamil Chade – É muito dinheiro! A FIFA, olha só, a FIFA que é a própria organizadora, entre aspas, de toda essa estrutura corrupta. Ela chegou a uma conclusão ano passado que, das transferências anuais que são realizadas no futebol, US$ 1 bilhão desaparece. Desaparece das contas. US$ 1 bilhão. Mais ou menos o mercado de jogadores movimenta US$ 4 bilhões por ano. 25 % não existe.

Luis Nassif – Só pra entender, o cara tem dinheiro pra ser lavado, joga no futebol, o dinheiro vai para o clube e como é que o clube devolve para ele esse dinheiro?

Jamil Chade – No caso, por exemplo, do francês, ele mostrava o seguinte: uma segunda empresa era criada, normalmente, uma empresa de fachada, que prestava serviços fictícios para o jogador, pro agente ou para o clube. Então, um exemplo que aconteceu antes do caso do Neymar, uma empresa criada na Holanda, prestava serviços pra clubes franceses, para revender a imagem daquele jogadores que ela tinha comprado.

Luis Nassif – Por que os grupos de mídia tinham interesse em ter empresas offshore aí. Porque eles têm o patrocínio que recebem, tinham que pagar propina, mas voltava alguma coisa pra eles na forma de caixa dois?

Jamil Chade – Pode ter voltado, mas a principal criação dessas offshores era pra depois pagar as propinas que não poderiam estar aparecendo para aquele sistema funcionar. Porque o clube só aceitava fazer esse sistema se o dirigente ganhasse alguma coisa. Então, tinha esse esquema. Agora, existe também, no caso, se não me engano pela Canal Plus, na França. De uma empresa que foi criada pelo Canal Plus numa offshore, que recebia também uma parte não declarada da renda das transmissões. Então, ela servia duplamente.

Luis Nassif – Aí, especificamente para fraudar o fisco?

Jamil Chade – Totalmente pra fraudar o fisco. Seja no retorno dessa transmissão, mas também na compra desses direitos.

Olha só, um conhecido nosso, foi o diretor dessa offshore da Canal Plus nos anos 90. Gerrand Vauque, o que depois foi secretario geral da FIFA, deu um chute no traseiro nosso, aquela coisa toda, ele já foi diretor de uma offshore de uma emissora.

Luis Nassif – Agora, pra entender a árvore, se tinha aquela holding, ISL, ela se desmembrava em outras offshore?

Jamil Chade – Tinha! Isso até hoje não ficou muito claro quantas são.

O fato é que ela quebra. A ISL quebra. Eu sempre digo, a ISL quebrar é o equivalente da única fábrica de água no deserto quebrar. Como é que você quebra? Obviamente não foi o caso, foi o desmonte do banco paralelo da FIFA.

O que era a ISL? Era a empresa de marketing que detinha os direitos e revendia depois. E ela usava…com que mais? Não tinha como quebrar, o problema é que ela era usada como caixa dois da FIFA, para todas as atividades que não poderiam ser apresentadas.

Então, a movimentação de dinheiro dela não se referia à venda e compra de direitos, ela se referia aos pagamentos de propina. Ela era um instrumento, era o banco, o shadow banking do caso da FIFA que era usado pra isso. Quando ela quebra aí se descobre todas as ramificações. A Suíça tem um paraíso fiscal dentro de um paraíso fiscal que é a cidade de Zug. A ISL era registrada em Zug.

Luis Nassif – Jamil, no seu livro você coloca que a Globo é mencionada lá e tem um conjunto de campeonatos aí, inclusive Copa das Nações, isso aí teve resultado de algum problema pra ela lá fora?

Jamil Chade – Olha, por enquanto não tem porque a investigação por enquanto não se refere a ela.

A ISL, no caso da ISL, que é onde eu cito claramente, ela diz que a suspeita, isso é o processo, não sou eu dizendo, que a suspeita é de que quem pagou o suborno, isso no caso do Havelange e Teixeira ainda, foi uma emissora brasileira que tinha os direitos pra copa de 2002 e 2006, e o nome não é mencionado porque não é contra ela.

Agora, eu só conheço uma empresa que transmitiu 2002 e 2006.

Luis Nassif – Tem rabo de gato, orelha de gato, foucinho de gato, e mia.

Jamil Chade – Exato, deve ser um cachorro né? Só pode ser um cachorro.

Enfim, mas, a situação hoje é que aquele caso da ISL foi encerrado naquele momento. Como é que ele foi encerrado? Havelange e Ricardo Teixeira pagaram uma multa e aquele caso foi selado.

Hoje, o FBI pediu todos esses documentos, isso aconteceu em dezembro agora, eles levaram da Suíça 50 caixas de documento sobre a ISL, sobre esse caso especifico. O acordo na Suíça dizia que o caso estava encerrado na Suíça. Agora os americanos levaram já esse documento, o que eles vão fazer dele, eu não sei.

Agora, a conclusão do Ministério Público na Suíça na época, apontava que a suspeita de suborno, uma das suspeitas, era dessa emissora brasileira. Isso certamente foi repassado aos americanos.

Política, propina e futebol: entrevista de Jamil Chade a Luis Nassif | GGN

11/09/2014

Nem Marina confia no Itaú, mas por que aplica no HSBC?

Bancos - ItauSabe porque Marina não aplica seus 45 (PSDB) no Banco Itaú, porque santo de casa não faz milagre. Ela prefere um banco condenado por lavagem de dinheiro em várias partes do mundo, HSBC. E por aí também se explica porque a Globo apoia tão ostensivamente a lavanderia da Marina.

Marina corrige lista de bens após pedido de investigação do PT

Candidata do PSB acrescentou ao seu patrimônio R$ 45,6 mil em aplicações

RANIER BRAGONNATUZA NERYDE BRASÍLIA

A candidata à Presidência Marina Silva (PSB) enviou à Justiça Eleitoral retificação de seu patrimônio declarado, acrescentando R$ 45,6 mil em aplicações bancárias.

O valor informado –aplicado em poupança e em renda fixa no HSBC— representa um terço do que Marina havia informado como a totalidade de seus bens, em julho.

Com a retificação, o patrimônio declarado sobe de R$ 135 mil para R$ 181 mil.

A correção foi pedida à Justiça na quinta-feira (4), o mesmo dia em que a campanha de Dilma Rousseff (PT) pediu ao Ministério Público investigação sobre eventual omissão de Marina em relação aos seus ganhos com palestras.

No dia 31 de agosto, quatro dias antes do pedido de retificação de seus bens declarados, a Folha revelou que empresa aberta pela ex-ministra do Meio Ambiente obteve faturamento bruto com palestras de R$ 1,6 milhão entre março de 2011 e maio de 2014.

O lucro foi de R$ 1 milhão, dinheiro que, segundo sua assessoria, foi usado "exclusivamente para a sua sobrevivência e de sua família".

O advogado da campanha de Marina, Ricardo Penteado, disse que houve um esquecimento na declaração inicial feita à Justiça Eleitoral. Ela foi entregue no início de julho, quando Marina ainda era vice na chapa de Eduardo Campos, morto em 13 de agosto.

Segundo Penteado, os valores estão informados na declaração de Imposto de Renda de Marina. A correção foi autorizada pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral João Otávio de Noronha.

A assessoria da campanha de Dilma disse que está avaliando que medida irá tomar diante da retificação dos dados fornecidos por Marina.

Os bens da candidata do PSB se dividem em R$ 7.500 mil em contas bancárias, R$ 5.000 como capital de sua empresa, e R$ 102,5 mil relativos a casa e lotes no Acre.

Os principais adversários de Marina declararam um patrimônio bem maior: Dilma Rousseff (PT) informou ter R$ 1,751 milhão, e Aécio Neves (PSDB), R$ 2,5 milhões.

19/03/2014

Nelma era contra a CPMF, mas foi presa por outro motivo…

Todos os que têm empresas e contas em paraísos fiscais eram e são contra a CPMF. No mesmo rol estão todos os contrabandistas e traficantes… Há também os que são contra a CPMF porque ela era usada para melhorar o sistema de saúde.

PF prende doleira com 200 mil euros na calcinha

Nelma Kodama se autodefine como a ‘grande dama do mercado de câmbio’

Ela é um dos alvos da Operação Lava a Jato, que deteve 17 suspeitos de movimentar cerca de R$ 10 bi ilegalmente

FERNANDA ODILLADE BRASÍLIA

Presa em flagrante levando € 200 mil na própria calcinha, Nelma Kodama se autodefine, segundo a Polícia Federal, como "a grande dama do mercado de câmbio" do Brasil. Ela foi detida na última sexta, quando embarcava no aeroporto de Guarulhos com destino à Europa.

Argumentou que usaria o dinheiro para comprar móveis no exterior e que não declarou a quantia porque a Receita Federal estaria fechada.

O que Nelma não sabia é que todos os seus passos já estavam sendo monitorados pela PF. A doleira é um dos alvos da Operação Lava a Jato, deflagrada para apurar um esquema de lavagem de dinheiro. Os investigados movimentaram de forma atípica, diz a PF, R$ 10 bilhões.

As circunstâncias da prisão de Nelma foram reveladas na edição de ontem do jornal "O Estado de S. Paulo".

A polícia afirma que praticamente todos os presos na operação já foram investigados, denunciados ou condenados por crimes como lavagem, evasão ou remessa ilegal de divisas. Agora, eles são investigados por lavar dinheiro do tráfico de drogas, de contrabandistas de diamante extraídos na reserva indígena dos Cinta-Larga (divisa do MT com RO) e também de obras de engenharia de grandes empreiteiras.

Nelma, por exemplo, já foi investigada pela CPI dos Bingos e também pela PF. Em 2011, foi condenada pela Justiça Federal em SP a três anos e meio de reclusão por lavagem de dinheiro. A pena acabou sendo substituída por prestação de serviços.

Nelma Kodama está presa e a Folha não conseguiu ontem contatar o advogado da investigada. A PF ainda procura três pessoas consideradas foragidas.

A investigação começou depois que a polícia identificou o contato de um doleiro em Brasília com empresas ligadas a assessores do ex-deputado federal José Janene, um dos réus do mensalão, morto em 2010.

A PF ontem disse ter divulgado número errado de presos na operação –no total, 17 foram detidos, e não 24.

03/01/2014

Vieirinha, por que andas tão calado?

PerrelasnO melhor amigo de Aécio Never está em maus lençóis. O melhor termômetro disso é o estrondoso silêncio do vociferante Vieira da Cunha. O homem da RBS na CPI da Segurança, impoluto Varão dos Sirotisky, não usa de sua verborragia para defender o correligionário das alterosas. Nas mãos destes zelosos da honestidade alheia, o PDT está virando pó.

Procurador-geral pede a quebra de sigilo do senador Zezé Perrella

Rodrigo Janot quer retomar apuração contra político mineiro e o irmão dele

Ex-presidentes do Cruzeiro, os dois são investigados por suposta lavagem de dinheiro em venda de jogador

FERNANDA ODILLADE BRASÍLIA

A Procuradoria-Geral da República defende a quebra de sigilo bancário para aprofundar investigação contra o senador Zezé Perrella (PDT-MG) e o irmão de Perrella, Alvimar de Oliveira Costa, em inquérito que tramita no STF.

Ex-presidentes do time mineiro Cruzeiro, os dois são investigados por suposta lavagem de dinheiro na venda do zagueiro Luisão ao Benfica, de Portugal. A negociação envolveu um clube uruguaio e é considerada suspeita pela Polícia Federal, que indiciou Perrella em 2010 pelo caso.

A investigação se arrasta no Supremo Tribunal Federal desde 2011.

Dez dias depois de a polícia encontrar cocaína no helicóptero da empresa do filho de Perrella, embora tenha sido descartado qualquer envolvimento da família no caso, o inquérito voltou a andar.

O STF mandou o caso a Janot, que pediu que o ministro Ricardo Lewandowski reconsiderasse a decisão de não autorizar a quebra de sigilo bancário. A devassa foi suspensa após pedido do Cruzeiro.

Advogados do time, que também defendem o senador, alegam haver erros na petição do Ministério Público, e Lewandowski desautorizou parte da quebra do sigilo bancário e fiscal. Parte da movimentação das contas dos dois já havia sido analisada pela PF.

Em 2003, Luisão foi vendido por US$ 2,5 milhões ao clube uruguaio Central Español e logo em seguida repassado por cerca de US$ 1 milhão a menos ao Benfica. Investigadores suspeitam que parte do valor declarado na negociação com o time uruguaio voltou irregularmente ao Brasil e teria sido pulverizado em contas de empresas ligadas à Perrella e ao irmão dele.

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