Ficha Corrida

17/09/2015

PSDB, camelôs do produto alheio

privatComo já é do conhecimento até dos alienígenas, o PSDB não legou nenhuma obra que vá cimento e tijolos. Mas, como bom pagador de promessas ao neoliberalismo, desfez-se de obras que levaram gerações para serem construídas. O caso mais emblemático foi a Vale do Rio Doce.

O PSDB vendeu por um valor inferior à concessão do aeroporto do Galeão, com a diferença de que o aeroporto depois de 25 anos retorna ao poder público, a Vale, não. Pior, FHC emprestou dinheiro do BNDES ao comprador da Vale. É como se eu emprestasse meu dinheiro a quem quisesse comprar minha casa. Isso não é só mau negócio, é mau caratismo.

Como sempre, quem não sabe construir, sabe destruir. No papel de destruidores do futuro FHC demonstrou que sempre agiu no “limite da responsabilidade”, o que explica toda sua popularidade…

O PSDB virou, aberta e escancaradamente, uma filial dos interesses norte-americanos. Não é sem motivo que FHC e Serra tenham prometido a Petrobrás à Chevron. No Senado, o projeto de entregar o pré-sal às petrolíferas estrangeiras foi o único projeto do agora senador paulista.

Como dizia aquele manifestante da marcha dos zumbis, o PSDB entende de privada. Só e exclusivamente…

Com inimigos internos deste calibre para que inimigos externos?!

É hora de privatizar

ELENA LANDAU

A privatização é parte da solução dessa crise. Nenhum governante gosta de vender empresas, mas a crise fiscal não será superada sem isso

O desequilíbrio das contas públicas é o assunto da hora. A necessidade de ajuste é reconhecida por todos, o problema é como fazer. Corte de gastos ou aumento de impostos são barrados no Congresso Nacional antes mesmo de irem à votação. O pacote anunciado esta semana será mais um teste.

Nesse cenário, o rebaixamento da nota do país é visto como consequência da crise política, e não dos gritantes desacertos da política econômica dos anos recentes. Mas os ajustes propostos não atacam erros fundamentais que levaram ao descalabro nas contas, entre eles o gigantismo do Estado, e pouco avança neste campo. A privatização não foi mencionada uma vez sequer.

A crise fiscal também atingiu Estados e municípios, que estão a reboque do governo federal para tentar ajustar suas finanças, após assistirem passivamente nos últimos anos as despesas subirem muito acima das receitas.

A privatização é parte da solução dessa crise. Ela não depende, na maioria dos casos, de apoio do Legislativo. Apenas da vontade política do Poder Executivo em qualquer esfera federativa. Nenhum governante gosta de vender empresas estatais, mas a crise fiscal não será superada sem isso.

No início da década de 1990, o país viveu crise semelhante. Os Estados e municípios, como a União, registraram desequilíbrio financeiro, ainda que por motivos distintos do momento atual. O fim da inflação deixou exposta a fragilidade da situação. Além disso, complementando o esforço de ajuste nas contas da União e buscando maior transparência nas contas estaduais, foram proibidos empréstimos entre Tesouros estaduais e seus bancos.

Sem recursos, a saída foi repetir o que vinha fazendo o governo federal e iniciar a venda de ativos para gerar receitas extraordinárias e contribuir, não só para o ajuste, mas para investimentos em serviços públicos, já que não havia mais recursos estatais para realizá-los.

O Programa Nacional de Desestatização (PND) passou a incluir empresas estaduais, que buscaram no BNDES "expertise" para a privatização. Os exemplos mais notórios são os das empresas de distribuição de energia, além de companhias estaduais de gás, rodovias, bancos, companhias de transportes urbanos e de saneamento.

A crise abre oportunidade para uma nova rodada de privatizações. Ainda restam várias empresas estaduais de energia, que foram federalizadas pela Petrobras, serem vendidas, mas, com exceção da Celg (Goiás), não foram divulgadas quais e quando serão postas à venda.

A lista de ativos federais, estaduais e municipais a serem vendidos pode e deve ser ampliada. Há oportunidades na área de distribuição de gás, transportes e saneamento. A quantidade de empresas e o montante de recursos a serem arrecadados é grande. Some-se ainda o plano de desinvestimento da Petrobras e os valores duplicam.

O momento do mercado mundial não é, no entanto, dos mais auspiciosos. O excesso de intervenção do governo, o enfraquecimento da regulação e a insegurança jurídica vêm afastando tradicionais investidores, como evidencia o fracasso do programa de concessões.

Por isso, esse processo exige planejamento. Perderão todos se os ativos forem vendidos sem uma visão organizada do que se pretende para cada setor. Governo federal, Estados e municípios deveriam organizar programas de privatização.

O PND precisa sair de sua longa hibernação e o BNDES deve recuperar sua vocação para coordenar o projeto de desestatização nacional, com lei específica e regras claras.

A gravidade da crise não permite tergiversação. Para além do ajuste fiscal, é hora de reconhecer os benefícios da privatização, apoiar os entes federativos na venda de ativos, ajudando o país a superar seus gargalos na infraestrutura, serviços públicos e, especialmente, diminuir o deficit no saneamento básico.

ELENA LANDAU, 57, economista e advogada, é sócia do escritório de advocacia Sergio Bermudes. Foi diretora do BNDES de 1994 a 1996 (governo FHC)

21/11/2014

Corrupção empresarial

Há três diferenças  básicas em relação aos governos anteriores, como bem notou Ricardo Semler com seu artigo, na Folha de Hoje, “Nunca se roubou tão pouco”.

A primeira diferença está exatamente em ser um governo de esquerda. Se é verdade que o PT ganhou o governo mas ainda não alcançou o poder, também é verdade que, por isso, não pode dar cavalinho de pau nos rumos. A mudança é gradual e vem obtendo isso ao longo das gestões Lula e Dilma. Lenta e gradual como a abertura da ditadura, as mudanças no enfoque social também é lenta e gradual, constante e irreversível.

Em segundo lugar não só a liberdade mas o incentivo para a atuação republicana da Polícia Federal. Mesmo quando seus agentes são manifestamente contrários ao projeto político do PT, fazendo propaganda contra Dilma e a favor do Aécio Neves, não há como não reconhecer que agora não são mais operações para arrancar maconha no polígono das secas. Contra aliados ou partidários, nunca antes neste país a Polícia Federal atuou com tanta liberdade.

Por fim, a terceira diferença reside na maneira como Lula e Dilma encaram as críticas e por vezes até as calúnias em relação às respectivas atuações políticas. Por paradoxal que seja, os grupos mafiomidiáticos que os acusam de antidemocráticos costumam processar tudo e todos que não concordam com eles. Lula e Dilma nunca processaram jornalistas ou grupos de mídia. Lula e Dilma não dependem de um Gilmar Mendes para se livrarem da cadeia, como FHC.

Para quem quer se inteirar um pouco mais a respeito dos grupos empresariais que estão estrelando cadeias, há uma matéria muito interessante do grupo de jornalistas investigativos, Pública, que pode ser lido aqui: As quatro irmãs!

Casamento de empreiteiras com poder começou com JK e teve lua de mel na ditadura

Carlos Madeiro, Do UOL, em Maceió , 21/11/201406h00

  • Folhapress

    A ponte Rio-Niterói em construção em 1972

    A ponte Rio-Niterói em construção em 1972

O casamento harmonioso das empreiteiras envolvidas na operação Lava Jato com as obras públicas é mais antigo do que muitos pensam: começou no governo Juscelino Kubitschek (1955-1960) e teve sua "lua-de-mel" na ditadura militar (1964-1985). Essa é a análise de especialistas ouvidos pelo UOL e que fizeram uma retrospectiva sobre a história das empreiteiras no Brasil.

Autor da tese de doutorado "A ditadura dos empreiteiros", o historiador Pedro Campos avalia que, no regime militar, as empreiteiras começaram a se nacionalizar e se organizaram, ganhando força no cenário político e econômico. Para isso, elas criaram associações e sindicatos.

"Até a década de 50, eram construtoras que tinham seus limites no território do Estado ou região. O que acontece de JK pra cá é que eles se infiltraram em Brasília", explica Campos, professor do Departamento de História e Relações Internacionais da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro). A construção de Brasília, fundada em 1961, foi um marco para a história das construtoras: foi a partir de então que elas se uniram. "Ali, reuniram-se empreiteiras de vários Estados e começaram a manter contato, se organizar politicamente. Depois, passaram pelo planejamento da tomada de poder dos militares e pautaram as políticas públicas do país."

Com a chegada ao poder dos militares, as empreiteiras passaram a ganhar contratos do governo muito mais volumosos que os atuais. "Se eles era grandes, cresceram exponencialmente no regime militar. Se elas hoje são muito poderosas, ricas e têm um porte econômico como construtoras, posso dizer que elas eram maiores. O volume de investimentos em obras públicas era muito maior. Digamos que foi uma lua-de-mel bastante farta e prazerosa", comentou.

Entre as centenas de obras feitas no período miliar, há casos emblemáticos como a ponte Rio-Niterói, que foi feita por um consórcio que envolveu Camargo Corrêa e Mendes Junior entre 1968 e 1974. Já a Hidrelétrica Binacional de Itaipu, que teve o tratado assinado em 1973 e foi inaugurada em 1982, foi feira pelas construtoras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Mendes Júnior. As mesmas Mendes Júnior e a Camargo Corrêa Transamazônica, que começou em 1970 foi inaugurada, incompleta, em 1972.

Apesar de denúncias de pagamento de propina terem sido escancaradas com a operação Lava Jato da Polícia Federal, o historiador acredita que a corrupção envolvendo empresários da construção e políticos é antiga.

"Todos os indícios são de que a corrupção não aumentou. O que a gente tem hoje é uma série de mecanismos de fiscalização que expõe mais, bem maior do que havia antes. Na ditadura não tinha muitos mecanismos fiscalizadores, e que o havia era limitado", afirmou.

 

Operação Lava Jato da
O presidente da construtora UTC, empresário Ricardo Pessoa, chega preso à Superintendência da Polícia Federal no bairro da Lapa, na zona oeste de São Paulo. Ele é um dos alvos da sétima fase da Operação Lava Jato, na qual são cumpridos 27 mandados de prisão nos Estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal Leia mais Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo
Internacionalização e campanhas

Uma das provas do sucesso das empreiteiras no Brasil na ditadura foram os investimentos fora do país. A Mendes Júnior, em 1978, por exemplo, inaugurou a ferrovia Baghdad-Akashat-Alqaim, que liga três importantes cidades no Iraque e tem 515 quilômetros.  A Odebrecht construiu a Hidrelétrica de Capanda, em Angola.

"As empreiteiras tiveram um volume de investimentos tão dilatado na época que os empresários fizeram ramificações econômicas e iniciaram a internacionalização. Assim, conseguiram desenvolver a estratégia manter o tamanho na participação política e na economia, diversificando suas atividades, como em ramo petroquímica, de telecomunicações, etanol. Hoje, elas são grande grandes multinacionais", afirma Campos.

Após a ditadura, e já com os cofres supercapitalizados, o financiamento privado de campanhas passou a garantir a manutenção das empreiteiras nas grandes obras do país. Somente na campanha deste ano, as empreiteiras doaram pelo menos R$ 207 milhões a candidatos de todos os cargos. No entanto, as doações sempre existiram, mas começaram a ser regulamentadas a partir de 1945 e já passaram por várias atualizações desde então.

"As vantagens a essas grandes empreiteiras nunca acabaram, pois com o regime democrático vieram as doações de campanha. E seria muita inocência achar que as empreiteiras doam por ideologia. Elas doam a todos. Tanto que vem aparecer dinheiro delas em prestação de conta  de um deputado estadual aqui de Alagoas, por exemplo", disse o cientista político e professor História do Brasil da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) Alberto Saldanha.

Para o juiz maranhense Márlon Reis, a força adquirida pelo lobby das grandes empreiteiras viciou o sistema de licitações.  "A grande maioria dos empresários não acredita na possibilidade de participar das grandes licitações em condição de igualdade com as financiadoras de campanha. Isso reduz a confiança nas instituições, inibe a livre concorrência e reduz o ritmo do desenvolvimento", analisou.

Com a proximidade ao poder, as empresas passaram a tornar o mercado de participação em obras públicas exclusividade de um "clube", como era chamado.

"Nunca houve uma descentralização [de empresas] porque elas monopolizam e só abrem espaço para menores de forma terceirizada. Caberia ao gestor dar transparência ao processo, mas como aqui, nesse caso, uma mão lava a outra, aí se faz de tudo para tentar burlar", afirmou o professor Alberto Saldanha.

Data de fundação das empreiteiras

  • 1939

    Camargo Corrêa

  • 1944

    Odebrecht

  • 1948

    Andrade Gutierrez

  • 1953

    Mendes Júnior

  • 1953

    Queiroz Galvão

  • 1965

    Engevix

  • 1974

    UTC Engenharia

  • 1976

    OAS

  • 1996

    Galvão Engenharia

Casamento de empreiteiras com poder começou com JK e teve lua de mel na ditadura – Notícias – Política

19/03/2014

Nelma era contra a CPMF, mas foi presa por outro motivo…

Todos os que têm empresas e contas em paraísos fiscais eram e são contra a CPMF. No mesmo rol estão todos os contrabandistas e traficantes… Há também os que são contra a CPMF porque ela era usada para melhorar o sistema de saúde.

PF prende doleira com 200 mil euros na calcinha

Nelma Kodama se autodefine como a ‘grande dama do mercado de câmbio’

Ela é um dos alvos da Operação Lava a Jato, que deteve 17 suspeitos de movimentar cerca de R$ 10 bi ilegalmente

FERNANDA ODILLADE BRASÍLIA

Presa em flagrante levando € 200 mil na própria calcinha, Nelma Kodama se autodefine, segundo a Polícia Federal, como "a grande dama do mercado de câmbio" do Brasil. Ela foi detida na última sexta, quando embarcava no aeroporto de Guarulhos com destino à Europa.

Argumentou que usaria o dinheiro para comprar móveis no exterior e que não declarou a quantia porque a Receita Federal estaria fechada.

O que Nelma não sabia é que todos os seus passos já estavam sendo monitorados pela PF. A doleira é um dos alvos da Operação Lava a Jato, deflagrada para apurar um esquema de lavagem de dinheiro. Os investigados movimentaram de forma atípica, diz a PF, R$ 10 bilhões.

As circunstâncias da prisão de Nelma foram reveladas na edição de ontem do jornal "O Estado de S. Paulo".

A polícia afirma que praticamente todos os presos na operação já foram investigados, denunciados ou condenados por crimes como lavagem, evasão ou remessa ilegal de divisas. Agora, eles são investigados por lavar dinheiro do tráfico de drogas, de contrabandistas de diamante extraídos na reserva indígena dos Cinta-Larga (divisa do MT com RO) e também de obras de engenharia de grandes empreiteiras.

Nelma, por exemplo, já foi investigada pela CPI dos Bingos e também pela PF. Em 2011, foi condenada pela Justiça Federal em SP a três anos e meio de reclusão por lavagem de dinheiro. A pena acabou sendo substituída por prestação de serviços.

Nelma Kodama está presa e a Folha não conseguiu ontem contatar o advogado da investigada. A PF ainda procura três pessoas consideradas foragidas.

A investigação começou depois que a polícia identificou o contato de um doleiro em Brasília com empresas ligadas a assessores do ex-deputado federal José Janene, um dos réus do mensalão, morto em 2010.

A PF ontem disse ter divulgado número errado de presos na operação –no total, 17 foram detidos, e não 24.

07/11/2013

Método ditatorial atualizado

Também já fui ameaçado por um dos braços destes tentáculo carioca. A RBS, em editorial no jornal Zero Hora de 28/047/2002, fez ameaças a este escriba. A máfia nunca se entrega sem antes declarar guerra total a quem ousar desafia-la. E nem seria de esperar menos tendo em conta a origem destes grupos mafiosos, todos cultivados ao longo da prolongada ditadura. E logo eles que dizem exercer e zelar pela liberdade de expressão…

Kamel processa Cafezinho.
Ele gosta de perder

A Justiça como instrumento da censura. O Kamel pensa que é a Globo

Como se sabe, o Gilberto Freire com “i” (*) acaba de ser derrotado na Justiça pela (excelente) advogada Maria Elizabeth Queijo.
Oferece- se, assim, para nova derrota, ao tentar calar o Cafezinho pelo bolso.
O Freire (*) gasta mais tempo com  a perseguição judicial do que com a queda dos telejornais (?) da Globo.
Os filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – um dia vão perceber.

Ali Kamel processa Cafezinho


O Cafezinho perdeu a virgindade. Eu esperava que isso fosse acontecer mais cedo ou mais tarde. Mas confesso que fiquei decepcionado, porque foi muito previsível. O diretor de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel, está me processando por tê-lo chamado de “sacripanta reacionário e golpista”, num post de janeiro deste ano, intitulado As taras de Ali Kamel, no qual eu procuro defender o colega Rodrigo Vianna, que fora absurdamente condenado por um chiste.
A acusação, porém, é tosca e inepta. Tem um erro grosseiro logo no início, ao dizer que eu o acusei de cometer “todo o tipo de abuso contra a democracia” e “a dignidade humana”, “se empenhar dia e noite para denegrir a imagem do Brasil, aqui e no exterior” e de utilizar “métodos de jornalismo” que “fazem os crimes de Rupert Murdoch parecerem estrepolias de uma criança mimada”.
Kamel se identifica tanto com a empresa onde trabalha, que ele acha ser a própria empresa. O meu texto, que inclusive vai reproduzido no processo, diz textualmente:

“É inacreditável que o diretor de jornalismo da empresa que comete todo o tipo de abuso contra a democracia, contra a dignidade humana, a empresa que se empenha dia e noite para denegrir a imagem do Brasil, aqui e no exterior, cujos métodos de jornalismo fazem os crimes de Ruport Murdoch parecerem estrepolias de uma criança mimada, pretenda processar um blogueiro por causa de um chiste!”

Ou seja, esses carinhosos epítetos são destinados à empresa, à Globo, e não a Ali Kamel. Ele vestiu a carapuça por sua conta.
Ainda mais incrível, o processo tenta jogar a própria Justiça contra mim, ao dizer o seguinte:
“Como se não bastasse, o réu ainda afirma que a Justiça seria ‘empregadinha dos poderosos’.”
Ora, Ali Kamel quer me processar por críticas ao Judiciário brasileiro? No caso, minhas críticas nem foram ao Judiciário em si, mas à decisão judicial de condenar Rodrigo Vianna.
Prezado Ali Kamel, os adjetivos “sacripanta reacionário e golpista” não se referem à sua pessoa, visto que não lhe conheço, e sim ao cargo de diretor de jornalismo de uma empresa ao qual eu faço duras críticas políticas. Isso fica bem claro no texto.
É realmente ridículo que o executivo mais poderoso do jornalismo da Globo, cujo maior ativo é uma concessão pública líder no mercado, e portanto constitui um agente político com grande influência na opinião pública e nos processos eleitorais, queira asfixiar as vozes dissonantes através de chicanas jurídicas.
O processo reitera que deve aplicar a pena maior possível contra o blogueiro, para “desestimular ao máximo que o imenso sofrimento do autor com as descabidas ofensas que lhe foram dirigidas no post As taras de Ali Kamel se repita ou venha a ser experimentado por novas vítimas do réu”.
Imenso sofrimento?
Quem sofre sou eu, blogueiro latino-americano, sem dinheiro no bolso, esmagado por um governo inerte (na questão da mídia), de um lado, e uma imprensa historicamente golpista e reacionária, de outro.
Kamel pede R$ 41.000,00 de indenização moral. Hahaha.
Ou seja, ele simplesmente pretende destruir o blog que noticiou um dos maiores crimes de sonegação da história da mídia brasileira, cometido pela empresa para o qual ele mesmo trabalha, porque o blogueiro lhe chamou de “sacripanta reacionário” e fez críticas à sua empresa?
Tenho esperança que o Judiciário não vai deixar barato esse ataque sórdido à liberdade de expressão, ainda mais grave porque cometido por uma pessoa que dirige uma concessão pública confessadamente golpista e, como tal, com obrigação de ser humilde e tolerante no trato com aquelas mesmas vozes que ela ajudou a calar nos anos de chumbo.
O advogado de Ali Kamel, João Carlos Miranda Garcia de Souza, é também advogado da Rede Globo. É pago, portanto, com recursos oriundos de uma concessão pública que se consolidou durante um regime totalitário, e com apoio de um governo estrangeiro (EUA). Posso afirmar, portanto, que estou sendo processado pelas mesmas forças que implantaram a ditadura no Brasil.
Eu não tenho advogado, não tenho dinheiro, nem minha conta bancária foi abastecida com recursos da ditadura ontem, e da Secom hoje.
Só que estamos em outro momento, Kamel. Ou pelo menos, eu quero acreditar que estamos.
A família Marinho, segundo noticiado hoje por este blog, é a segunda maior fortuna de mídia do planeta. Com tanto dinheiro, mídia e poder, qualquer agressão de seus diretores a blogueiros políticos que criticam a sua linha editorial se torna um atentado particularmente hediondo à democracia.
Em 1981, já nos estertores do regime militar, uma tragédia terrível aconteceu na minha família. Meu tio, Francisco do Rosário Barbosa, um homem pacato, sem filiação partidária, sem militância política, mas com alguma ideologia, foi preso num ônibus, sem razão nenhuma além de ter protestado contra a forma como os policiais estavam revistando os passageiros.  Levado a 9ª DP do Catete, foi torturado até a morte. Tinha 9 irmãos, entre eles meu pai, primogênito, e uma mãe.
Diante do sofrimento inaudito que quase levou a família à loucura, meu pai reuniu a todos e disse que a melhor forma de lidarem com aquela tragédia era a usarem como mais um instrumento de luta contra a ditadura.
Nesse momento, em que vivemos uma democracia pujante, mas conspurcada por um sistema de comunicação oligopolizado, herdeiro do regime militar, não me resta outra saída senão me aferrar àquela postura tão digna de meu pai, José Barbosa do Rosário, e afirmar que vou usar este processo do diretor de jornalismo da Globo contra minha pessoa como mais um instrumento para derrubar, ou ao menos debilitar, esse odioso oligopólio midiático liderado pela família Marinho e seus capangas.
O processo é o número 0314414-68.2013.8.19.0001, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A primeira audiência de “conciliação” acontece em fevereiro de 2014. Não preciso de nenhuma contribuição financeira porque acho muito improvável que eu perca esse processo, que é surreal. E se eu perder, vou recorrer até as últimas instâncias.

Kamel processa Cafezinho. Ele gosta de perder | Conversa Afiada

17/07/2013

Valeu o esforço, Folha!

Rede Globo de SonegaçãoA Folha faz das tripas coração para livrar a colega de Instituto Millenium das garras da Receita. E joga toda culpa na servidora corrupta. Acontece que uma corrupta procurou outra. Como diz o ditado, os iguais se atraem. Por que a Globo não procurou resolver seus problemas como o leão procurando servidores honestos. E porque só em 2013 a Folha publica assunto que deveria frequentar as páginas policiais desde 2007. Gostaria de ver o pessoal que se diz contra a corrupção se manifestar quando o assunto envolve corruptores. Assim como não existe passivo sem ativo, não existe corrupto sem corruptor!

Ex-servidora do fisco é condenada à prisão

Ex-funcionária acusada de desaparecer com documentos da Receita tem decretada pena de 4 anos e 11 meses de prisão

Segundo a Justiça, ela teria ainda favorecido algumas empresas com a criação de créditos tributários falsos

DE SÃO PAULO

A Justiça Federal condenou à prisão uma ex-funcionária da Receita Federal por crimes contra o fisco envolvendo quatro empresas: Forjas Brasileiras, Mundial Produtos de Consumo, P&P Porciúncula e TV Globo.

Denunciada em 2007 pelo Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro, Cristina Maris Meinick Ribeiro chegou a ser presa preventivamente naquele ano para evitar riscos às investigações.

Solta em setembro de 2007, foi exonerada de seu cargo. O julgamento ocorreu em junho deste ano pelo juiz da 3ª Vara Criminal Federal, que a condenou a quatros anos e 11 meses de prisão, além de multa.

Ribeiro recorreu da decisão. Segue em liberdade até novo julgamento, ainda sem data marcada.

A ex-funcionária da Receita foi acusada de ter desaparecido com três volumes dos processos de autuação contra a TV Globo da delegacia da Receita em Ipanema, em janeiro de 2007.

A emissora foi multada, em outubro de 2006, em R$ 615 milhões por supostas irregularidades na compra de direitos de transmissão da Copa de 2002. Segundo os fiscais, a emissora fez manobras para não pagar R$ 183 milhões em Imposto de Renda.

Ainda segundo o MPF, Ribeiro foi filmada, às 15h14 de 2 de janeiro, entrando com uma bolsa vazia na sala onde estavam os processos. Ao sair, às 17h17, carregava duas bolsas com volumes.

Com o desaparecimento, a Globo ajudou a recompor os autos cedendo cópia dos documentos. Depois disso, a Receita não aceitou a defesa da emissora, que, em 2009, aderiu ao Refis (Programa de Recuperação Fiscal) e parcelou seus débitos.

CRÉDITO FALSO

A condenação de Ribeiro também se deve a suposto favorecimento a mais empresas.

Em 2005, a Forjas Brasileiras recebeu R$ 4,2 milhões em créditos tributários gerados falsamente no sistema da Receita. Com isso, a empresa poderia compensar débitos com o fisco, em vez de pagá-los.

A compensação foi "parcelada" em quatro vezes. O primeiro crédito foi lançado em 31 de agosto de 2005, mesmo dia em que a servidora, segundo o MPF, inseriu os dados no sistema. Os demais, programados para setembro.

Em janeiro de 2006, a ex-servidora teria adulterado o endereço da empresa P&P Porciúncula para dificultar as notificações do fisco à companhia, que estava respondendo a um processo.

Em abril, foi a vez de a Mundial S.A. Produtos de Consumo ter créditos tributários lançados em seu nome.

Segundo a Justiça, "não consta da denúncia que a ré tenha se locupletado economicamente dos atos criminosos por ela levados a cabo".

O MPF pediu a quebra do sigilo de Ribeiro, mas a Justiça negou, porque não havia na acusação indícios de que ela obteve ganhos.

A Folha apurou que a ex-funcionária responde por ao menos outras dez denúncias do Ministério Público Federal. Ela aparece ligada a supostas fraudes envolvendo mais de 70 empresas. A reportagem não teve acesso aos nomes.

17/06/2013

Folha: o mundo é uma porção de coisa ao redor de SP

Interessante comparar o preço das passagens no Brasil e no mundo. E, de fato, o preço por aqui, é muito caro, ainda mais se levarmos em conta a quase auto-suficiência em petróleo. Duas coisas básicas que a análise não mostra: primeiro, que as manifestações pela redução do preço nas passagens começou por Porto Alegre, não é bairrismo, é fato por um lado e desinformação pelo outro; segundo, na maioria das cidades do primeiro mundo o transporte nas grandes cidades é público. No Brasil, a privada predomina. E na privada predomina a lógica do lucro e, mesmo sendo uma concessão publica, sem transparência. Nossos capitalistas são mais predatórios, simplesmente porque capturaram mentes através da aliança com os grupos mafiomidiáticos. Hoje, o pior inimigo da informação são os meios de comunicação. Como pode um veículo como a Folha desconhecer, ou fazer de conta que desconhece, o que houve em Porto Alegre em relação ao aumento das passagens?! Se a Folha é assim, na RBS é ainda pior, como já registrei neste espaço ainda em maio. O Olívio Dutra nunca foi perdoado pela RBS e seus financiadores ideológicos por tentar inverter a lógica do transporte público. Isso ainda em 1988. Hoje tentam pegar carona na indignação para culpar o Governo Federal, e um bando de desinformados engole tudo como se fosse novidade. Sem maciça intervenção pública o país não anda mas como fazer isso se a mãe de todas as batalhas, desde o falido neoliberalismo é contra o poder público, o tal de estado mínimo. No Brasil, quem não paga imposto cria impostômetro, quem mais critica o Estado são os sonegadores.

A tarifa de ônibus por aqui está entre as mais caras do mundo

SAMY DANALEONARDO SIQUEIRA DE LIMAESPECIAL PARA A FOLHA

A última semana foi marcada pelos protestos contra o aumento das passagens de ônibus pelo país; parece que a manifestação originada em São Paulo está escrevendo um capítulo da história.

Mas será que nossa passagem de ônibus é tão cara? Pesquisamos o preço das passagens de ônibus em dez cidades ao redor do mundo e os comparamos com Rio e São Paulo, onde os protestos foram mais intensos.

Muitas análises pesquisam o preço na moeda local e os transforma em dólar. Esses resultados chegam à mesma conclusão: o Brasil está longe de ser o local com passagens mais caras –São Paulo e Rio são mais baratas, pela ordem, do que Londres, Tóquio, Ottawa (Canadá), Nova York, Lisboa, Paris e Madri.

Esse tipo de análise é superficial, pois não considera o salário médio; ou seja, um dólar num país ser mais fácil de ganhar do que outro.

Mais realista é levar em conta o preço das passagens em minutos trabalhados, considerando, portanto, a renda média e as horas trabalhadas em cada cidade.

Ao classificar os preços pelos salários, São Paulo e Rio têm as passagens mais caras.

O paulistano tem que trabalhar 14 minutos para pagar uma passagem. Para o morador do Rio, são 13 minutos.

São superiores aos quatro minutos dos chineses.

Talvez as manifestações não sejam contra o aumento de R$ 0,20 na passagem, mas contra um transporte que não apresenta os serviços encontrados ao redor do mundo.

Como diria o ex-prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa, "a cidade avançada não é aquela em que os pobres andam de carro, mas aquela em que os ricos usam transporte público". O que está acontecendo aqui parece ser o oposto.

LEONARDO SIQUEIRA DE LIMA é economista pela FGV
SAMY DANA é Ph.D em business, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) e coordenador do núcleo GV Cult

13/06/2013

A rico, incentivo; a pobre, populismo

Filed under: Incentivo,Populismo — Gilmar Crestani @ 10:33 pm
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13 de Jun de 2013

Quando o caro amigo ou a cara amiga ler ou ouvir a palavra populismo, cuidado.

Em geral, é um adjetivo usado para desqualificar o que é bom para o povo.

Hoje, em editorial, o Estadão diz que o crédito facilitado para que os beneficiários do programa “Minha Casa, Minha Vida” comprem móveis e eletrodomésticos é “um ato populista”.

Porque “o Tesouro terá de subsidiar o novo programa de estímulo ao consumo”.

Curioso é que esse argumento não vale quando quem é estimulado é o capital, não o consumo.

Não há preocupação com quanto sai do Tesouro para bancar a elevação da taxa de juros. Nem com quanto deixa de entrar com o fim do IOF sobre investimentos estrangeiros.

Exigem superávits cada vez maiores, a qualquer preço, no Brasil. Mas os europeus, os EUA, o Japão, todos eles têm déficits astronômicos e ninguém os chama de populistas.

Quando Lula, em 2009, tirou o IPI de uma série de produtos para enfrentar a crise européia também não faltaram críticas deste tipo: populista, irresponsável, eleitoreiro.

E, se não fosse isso, a marolinha teria sido mesmo um tsunami.

O financiamento oferecido ao público do Minha Casa, Minha Vida, além do benefício imensurável que traz à vida doméstica de milhões de brasileiros de baixa renda, tem outros méritos.

Inclusive no combate à inflação.

Ao fixar valores máximos para os produtos elegíveis para a compra, a linha de crédito contribuirá para segurar os preços de várias linhas de consumo. Que empresa desejará, por alguns reais, deixar seus produtos fora dos limites do que pode ser financiado? Além disso, com a alta do dólar, o que é produzido aqui, com custos em real, será mais competitivo, certamente.

A roda da economia vai girar e é isso o que mantém a bicicleta equilibrada.

A finalidade das políticas econômicas é produzir bem estar, não superávits a qualquer custo social.

Isso não é populismo. Isso é considerar a economia um bem de todo o povo, não a economia para os bens de uns poucos.

Por: Fernando Brito

A rico, incentivo; a pobre, populismo | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

05/06/2013

Impostores do Impostômetro

Filed under: Energia Solar — Gilmar Crestani @ 9:02 am
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Enegia limpa e jogo sujo

La UE abre la guerra comercial con China al imponer aranceles a los paneles solares

La Comisión impone una tasa del 47,6% tras un periodo de gracia de dos meses con el 11,8%

Las medidas son provisionales para intentar llegar a un acuerdo con Pekín

Lucía Abellán Bruselas 4 JUN 2013 – 17:45 CET193

Un trabajador limpia un techo de paneles solares en Tiayuan. / REUTERS

La Unión Europea ha pasado a la ofensiva con su segundo socio comercial. Las autoridades de Comercio impondrán desde mañana mismo aranceles crecientes a la compra de paneles solares chinos para frenar las ventas por debajo de coste. Tras nueve meses de investigación, Bruselas concluye que China vende sus productos en el mercado europeo a un precio un 88% inferior de lo que debería y por eso se dispone a gravar esas importaciones con aranceles que llegan de media al 47,6% del valor de la importación. La medida, el mayor caso de antidumping (venta por debajo de coste) que ha abierto nunca Bruselas, amenaza con desatar una guerra comercial entre los dos socios.

El comisario europeo de Comercio, Karel de Gucht, ha logrado iniciar esta afrenta pese a la oposición de más de la mitad de los países comunitarios. La debilidad económica de Europa contrasta con la creciente demanda interna china y los países comunitarios, ávidos de vender más al exterior, temen que la medida dañe los intercambios entre los dos bloques. La UE es el mayor exportador a China, con 144.000 millones de euros al año, mientras los 27 compran al país asiático por valor de 290.000 millones. Alemania, gigante exportador comunitario y principal comercializador de paneles, ha liderado la campaña contra las sanciones.

Consciente de esos recelos, la Comisión, que tiene competencias en este terreno para preservar la independencia de las medidas aplicadas, ha optado por un marco provisional que propicie el diálogo. Los aranceles regirán por un periodo de seis meses y en dos fases. En la primera, hasta el 6 de agosto, se impondrá un único gravamen del 11,8%, con lo que las compras de dispositivos solares chinos seguirán siendo atractivas para Europa. Si no se alcanza un acuerdo, en la segunda fase la penalización irá del 37,2% al 67,9% según el grado de cooperación de las empresas. “Mi objetivo sincero es llegar a una solución amistosa”, aseguró en conferencia de prensa Karel de Gucht.

Como muestra de esa puerta abierta a la negociación, los recargos a las importaciones no se ingresarán hasta que las medidas sean definitivas. En su lugar, se abonarán como garantías bancarias. La Comisión deberá decidir el 6 de diciembre si convierte el marco arancelario en definitivo. En ese caso, las medidas se aplicarían durante cinco años y lo recaudado se destinaría al presupuesto comunitario.

Bruselas critica la capacidad de la industria china para inundar la UE con productos cuyo precio no cubre ni el coste de producción. Con unas ventas de 21.000 millones de euros al año, China se ha hecho ya con el 80% del mercado europeo de paneles solares, mientras 40 productores del continente se han declarado insolventes en los últimos tres años, otros seis han dejado de producir y cuatro más han sido comprados por inversores chinos. La fuerte reducción en los subsidios a la industria europea también ha debilitado enormemente el sector.

El comisario argumenta que, si no actúa, habrá 25.000 empleos más en peligro. La capacidad de producción solar china duplica la demanda europea y supone 1,5 veces la mundial.

Este paso adelante no es el único que da Bruselas contra las agresivas prácticas comerciales chinas. La Comisión manifestó hace unos días su intención de abrir un procedimiento por dumping y subsidios a dos de los grandes suministradores chinos de dispositivos de telecomunicaciones.

La UE abre la guerra comercial con China al imponer aranceles a los paneles solares | Economía | EL PAÍS

17/04/2013

Volte, CPMF, pequena mas indiscriminada!

Filed under: CPMF — Gilmar Crestani @ 8:43 am
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Os impostores do impostômetro são contra impostos. E cobram do Estado até inseminação artificial. Olha o Gerdau, só reclama, mas não consegue produzir um parafuso sem incentivo ou subsídio público. Veja também o caso da CPMF. Um imposto pequeno que cobrava de todo mundo. Melhor, através dele foram pegos muitos sonegadores. E quem foi contra. O PSDB e os grupos mafiomidiáticos. Claro, também os mal informados e os mal intencionados. Traficante e lavador de dinheiro adorou. E a massa de manobra vibrou. Ignorância homérica!

O dono da Louis Vuitton decidiu continuar a ser francês

Paulo Nogueira 11 de abril de 2013 12

Bernard Arnault anuncia que desistiu de virar belga para fugir dos impostos na França.

Arnault

Some, rico imbecil!

A manchete de hoje do jornal francês Libération reverberou por toda a Europa, em setembro passado. O alvo foi o homem mais rico do país, Bernard Arnault, dono de um império que inclui marcas como a Louis Vuitton.

A raiva do Libération, e de milhões de franceses que o chamaram de parasita e outras coisas do gênero, derivou da informação de que Arnault estava pedindo cidadania belga no exato instante em que o presidente François Hollande fez o que tinha prometido fazer para reduzir a iniquidade social no país e melhorar as contas públicas: aumentar temporariamente os impostos de quem ganha acima de 1 milhāo de euros por ano.

Pois Arnault decidiu não sumir.

Ele anunciou esta semana que desistiu do refúgio belga. A repercussão negativa o fez suspeitar que a imagem de suas marcas pudesse ser prejudicada com seu gesto nada patriótico.

Entendo o Libération.

Você não constrói, ou reconstrói, um país com pessoas que colocam seus interesses pessoais acima de tudo. Ao contrário. Você descontrói. Os Estados Unidos são uma demonstração pungente disso. A florescente Escandinávia, onde o interesse público vem na frente do interesse privado, estaria em pedaços se seus empresários e milionários tivessem a têmpera de Bernard Arnault. Não. Lá se criou um consenso segundo o qual impostos elevados são a contribuição indispensável de corporações e ricos para a manutenção de uma sociedade avançadíssima.

Há, nos países economicamente mais encrencados do ocidente, uma enorme confusão no quesito taxação. Pouco antes das eleições francesas, o premiê britânico David Cameron disse, sorrindo, que estenderia um tapete vermelho aos empreendedores locais que desejassem escapar de Hollande.

Cameron mal pusera ponto final em sua frase quando seu governo anunciou a intenção de combater severamente a chamada evasão legalizada – e amoral – de impostos. Um comediante célebre foi exposto ao desprezo e escárnio da opinião pública quando se soube que ele usara um truque para pagar um imposto irrisório. O próprio Cameron o repreendeu.

É hora de trazer transparência à discussão de impostos também no Brasil. Não há nada mais importante, neste campo, do que construir um consenso como fez a Escandinávia.

Durante muitos anos, o assim chamado Custo Brasil – tão propagado pela mídia – não serviu senão para encobrir a inépcia administrativa de empresas protegidas durante décadas por reserva de mercado e depois expostas à competição. Quanto grandes empresas nacionais se adestraram na arte do planejamento fiscal pode ser avaliado pa informação recentemente veiculada pela seção Radar da Veja segundo a qual a Receita está cobrando na Justiça as Organizações Globo por uma dívida multibilionária.

Dilma não tem o direito de ser ingênua aí. Que ela se inspire nos escandinavos. A complacência fiscal — da qual se beneficiam os poderosos, porque os assalariados não têm o que fazer — é a receita da iniquidade social e da ruína econômica de um país.

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O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo O dono da Louis Vuitton decidiu continuar a ser francês – Diário do Centro do Mundo

19/09/2011

Impostômetro & Impostores, tudo a ver

Filed under: Corrupção,Corruptores,Impostômetro,Rede Globo — Gilmar Crestani @ 7:02 am
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Por que o jatinho do Aécio e do dono da Globo não pagam impostos?

O consumidor da CEMIG que abre sua conta de luz vê a garfada que os governos tucanos de Aécio Neves e Antonio Anastácia dão nos seus bolsos, não só na tarifa, como também no ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre eletricidade.
Já o AeroAécio, o jatinho da família do Senador Aécio Neves (PSDB/MG) não tem que pagar o imposto.
Qualquer cidadão que compra um carro popular financiado em 60 meses, paga o ICMS.
Já o presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho, importa um jatinho, ou melhor, jatão de 19 lugares, cujo preço atual passa dos 60 milhões de dólares, sem ter que pagar ICMS.

(Da coluna Radar da Revista Veja de 18/02/2009)

É essa mesma gente que é contra aumento de impostos para os ricos, de forma a financiar o SUS, melhorar a educação e os empregos, aumentar o salário mínimo e as aposentadorias, erradicar a pobreza.
O pulo do gato da turma dos jatinhos e helicópteros está em fazer leasing internacional. As leis e normas brasileiras determinam que tem que pagar o imposto, mas os ricaços contestam a constitucionalidade, e conseguem não pagar, graças a uma liminar do STF assinada por Gilmar Mendes em favor da empresa Alphavile Urbanismo no leasing de um avião importado (confira aqui). Isso foi em outubro de 2007. Em 2008, a decisão foi referendada por outros Ministros do STF. Enquanto os ricaços não pagam, a confusão sobre a cobrança ou não do ICMS sobre jatinhos continua até hoje no STF.

Os Amigos do Presidente Lula

18/09/2011

Impostômetro dos impostores

Filed under: Impostômetro — Gilmar Crestani @ 9:39 am
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Por Mair Pena Neto, no sítio Direto da Redação:

A classe empresarial brasileira vive se queixando da "elevada" carga tributária brasileira. Há alguns anos, a Associação Comercial de São Paulo criou um impostômetro que registra quanto o brasileiro teria pago de imposto até a presente data. Os valores são sempre repercutidos pela mídia, como aconteceu nesta semana, quando o aparelho marcou R$ 1 trilhão em impostos, um mês antes do registro do mesmo valor, em 2010.
Desconfio que o impostômetro só funciona mesmo para a suposta indignação dos endinheirados. Já cansei – para usar expressão cara aos mais abastados – de ouvir falar nos valores estratosféricos registrados pelo tal aparelho, sem que desencadeie a mínima indignação popular. Chegam a ser curiosas as imagens dos protestos contra os impostos, com um bando de engravatados olhados com estranheza pela população.
Soa totalmente artificial a preocupação dos empresários com o preço do arroz, do feijão e da cachaça. Eles não pesam nada em seus bolsos e não acredito que estejam preocupados com a carestia e seu impacto na população brasileira. Desconfio que estejam mais interessados em obter maiores lucros e elevarem ainda mais seu padrão de vida, equivalente ao dos países mais desenvolvidos do mundo. Cansamos, valendo-me uma vez mais da expressão, de ver o governo conceder isenção fiscal para vários produtos sem que isso retornasse no preço final ao consumidor.
Imposto, como o próprio nome diz, não é algo que se pague por livre e espontânea vontade, mas sem ele nenhuma sociedade funciona. A discussão seria então sobre o tamanho da carga tributária, motivo da queixa permanente dos empresários. Se levarmos em conta a qualidade dos serviços oferecidos pelo Estado, podemos dizer que, sim, ela é alta. A educação pública não é boa, como mostrou o recente resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e a saúde não consegue oferecer um atendimento no padrão necessário com os recursos que tem. Mas estes não são serviços utilizados pelos adeptos do impostômetro, que têm dinheiro suficiente para pagar as melhores escolas para seus filhos e os mais caros planos de saúde. Os impostos precisam, isso sim, ser mais bem utilizados para garantir a melhora destes serviços, proporcionando a toda a população as mesmas qualidades de educação e saúde dos filhos dos empresários.
Por outro lado, a carga tributária não é elevada se a entendemos como necessária para um Estado com capacidade de promover o desenvolvimento econômico, de intervir nos momentos de crises globais – como o que vimos em 2008 e se repete agora -, e de oferecer bons serviços aos seus cidadãos. Injusta, por exemplo, é uma alíquota máxima de imposto de renda, que iguala profissionais com salários médios a executivos com bônus superiores a tudo que ganham em um ano. Inaceitável é que essa carga tributária recaia, proporcionalmente, muito mais sobre os pobres do que sobre os ricos. Inconcebível é não existir imposto sobre as grandes fortunas. Sobre isso, jamais se ouviu um pio dos que reclamam dos altos impostos.
No fim, tudo se resume a uma visão do papel do Estado. A turma do impostômetro é aquela que gosta do Estado mínimo e do livre mercado ditando as regras. Ela não está preocupada com universalização da saúde e da educação porque pode pagar, e bem, para tê-las. Os defensores de um Estado mais atuante e cidadão não podem cair nessa. O que é preciso é tornar mais justa a capacidade de arrecadação do Estado para que esse tipo de discurso não prospere em quem não tem nada a ver com ele.

Altamiro Borges

16/09/2011

Los ricos españoles no son tan solidarios

Filed under: Impostômetro — Gilmar Crestani @ 9:33 am
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A Zara pelo menos poderia contribuir eliminando o trabalho escravo. Já estaria de bom tamanho sua contribuição para eliminar as abissais desigualdades sociais, aqui e na Espanha. Por aqui, os impostores criam o Impostômetro. Os que aderem ao Impostômetro são exatamente os que menos pagam impostos.

Los ricos españoles no son tan solidarios

Las grandes fortunas españolas se desmarcan de la iniciativa de sus homólogos de pagar más

Oficialmente, apenas hay multimillonarios y gozan de una tributación muy ventajosa

Ramón Muñoz Madrid 15 SEP 2011 – 21:10 CET123

La duquesa de Alba y Alfonso Díez asisten a la corrida de la Feria de la Virgen de la Vega / J.M. GARCIA (EFE)

Imaginen que se juntan en una cena el banquero Emilio Botín, el dueño de Zara, Amancio Ortega, y la duquesa de Alba y deciden convocar a sus pares, las mayores fortunas de España, para presentarles una propuesta singular: dirigirse al unísono al Gobierno para pedirle que les suba los impuestos y ayudar así al país a salir de la crisis. Esta fábula del mundo al revés no ha sucedido en España, ni tiene visos de que ocurra, pero no es una licencia literaria: multimillonarios franceses, alemanes y estadounidenses han entendido que el patriotismo en momentos de recesión pasa por que paguen más los que más tienen y han reclamado a los políticos un aumento de la fiscalidad.

Y algunos Gobiernos han recogido el guante. En Francia, Alemania, Italia, Irlanda y EE UU ya están preparando reformas para elevar la presión fiscal a los que más ganan o imponer impuestos especiales a las grandes fortunas. Curiosamente, muchos de esos Gobiernos tienen color conservador. Otros Ejecutivos, como el de José Luis Rodríguez Zapatero, que se definen de izquierdas, han desistido de aplicar estas recetas, y optaron por subidas fiscales indiscriminadas a través de impuestos indirectos como el IVA, como vía para aumentar la recaudación.

Esa política está siendo cuestionada desde las propias filas socialistas. El candidato del PSOE, Alfredo Pérez Rubalcaba, promete llevar en el programa electoral un impuesto especial de fortunas, y ha forzado a que el Gobierno rescate el impuesto del patrimonio como reclamo a dos meses de las elecciones. El PP cree que con esas recetas solo se conseguirá más paro y no apoya ningún impuesto para ricos.

Economistas, politólogos, sociólogos y expertos en general no se ponen de acuerdo en la justificación de ese ansia solidaria de los más poderosos. Algunos apuntan a que detrás de esa petición de que les suban los impuestos hay un mero efecto cosmético de cara a mejorar su imagen ante la opinión pública, que contempla impotente como recaen, una tras otra, todas las plagas de la crisis (paro, desahucios, encarecimiento de servicios esenciales…) mientras una casta privilegiada sigue cobrando sueldos y bonus estratosféricos o incluso se beneficia de las ayudas públicas.

“Aquí, a la gente le bastaría con que declarasen lo justo”, dice un economista

“Nuestros ricos no son solo menos solidarios, aunque solo fuera por un sentido de la estética de la justicia, sino que posiblemente tienen más cosas que esconder. Aquí la ciudadanía se conformaría no con que se les gravara más sino con que declararan lo que les corresponde”, dice Juan Torres, catedrático de Economía Aplicada de la Universidad de Sevilla.

La ministra de Economía, Elena Salgado / JUAN MEDINA

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El fogonazo de los plutócratas lo daba el multimillonario estadounidense Warren Buffett, reclamando más impuestos para él y los suyos. “Los ricos siempre van a decirnos: dadnos más dinero y gastaremos más y todo esto repercutirá para bien en todos vosotros. Pero esto no ha funcionado en los últimos 10 años, y espero que los estadounidenses se hayan dado cuenta”.

La revista Forbes, en su última lista de 1.210 multimillonarios correspondiente a 2010, incluye 15 fortunas españolas. En conjunto suman 63.000 millones de dólares (unos 45.300 millones de euros). Ninguno de ellos ha manifestado públicamente su disposición a pagar más al Estado.

Los ricos españoles no son tan solidarios | Política | EL PAÍS

07/09/2011

Independência teria sido um ato de corrupção?

Filed under: Independência ou Morte — Gilmar Crestani @ 10:44 am
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Até hoje há vira-latas que não se conformam com a Independência do Brasil. Os tucanos fizeram todo esforço possível para manter a dependência, inclusive comprando a reeleição. Comprar reeleição é algo contra a qual os corruptos não fazem barulho. Esse é o mesmo pessoal do Impostômetro, aquela organização que defende a sonegação de impostos. A desfaçatez é tão grande que na terra do Mensalão do DEM, os corruptos, para defenderem José Roberto Arruda, acusam os outros.

Dia da Pátria terá desfile e ato contra corrupção

Marcha organizada por intermédio das redes sociais promete atrapalhar ‘com muito barulho’ a parada oficial do Sete de Setembro em Brasília

06 de setembro de 2011 | 22h 40

Tânia Monteiro, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – Enquanto a presidente Dilma Rousseff estiver cercada por autoridades assistindo nesta quarta-feira, 7, ao desfile em comemoração ao dia da Pátria, do outro lado da Esplanada uma marcha contra a corrupção promete atrapalhar "com muito barulho" a festa governamental.

A parada oficial começará às 9 horas. A presidente chegará em carro aberto e vai assistir à cerimônia acompanhada da maioria dos ministros de Estado, que normalmente é encerrada com a apresentação da Esquadrilha da Fumaça, com manobras de aeronaves da Força Aérea.

A marcha anticorrupção passará a uma distância de cerca de 300 metros do palanque presidencial e, por isso, a Polícia Militar precisou reforçar a segurança na Esplanada. Mesmo com reforço nas grades que separam o gramado e as arquibancadas onde o público poderá ficar, no Palácio do Planalto havia na terça-feira, 6, uma preocupação com a proporção que poderia tomar a marcha não oficial. Os manifestantes prometeram levar muitas vuvuzelas, tambores, apitos e tudo que pudesse fazer barulho, além de faixas e cartazes com dizeres contra a corrupção no País.

Um dos organizadores da manifestação, o empresário Walter Magalhães, de 28 anos, disse que, apesar de a maior parte da convocação da população ter sido via redes sociais, há uma expectativa de comparecimento de 20 mil pessoas na passeata. "É um protesto apartidário, sem qualquer envolvimento com política", afirmou ao Estado, pedindo a todos que compareçam e usem camisetas pretas, em sinal de luto.

Magalhães informou que a marcha sairá às 10 horas e que todos vão tentar chegar em algum ponto em frente ao palanque presidencial, mesmo que à distância, "para que as autoridades e os políticos vejam os manifestantes e percebam nossa indignação".

"Não adianta ficar inconformado sentado no sofá de casa. Precisamos fazer alguma coisa para mostrar que estamos vivos e contra isso tudo que está acontecendo", desabafou.

Dia da Pátria terá desfile e ato contra corrupção – politica – politica – Estadão

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