Ficha Corrida

28/10/2016

Saiba de onde vem o dinheiro que finanCIA o ódio a Lula

Folha 28102016O Movimento Bundas Liberadas é finanCIAdo por fontes externa e internas. Áudios provam que PMDB e PSDB deram dinheiro para o MBL adestrar os usuários de camisas da CBF para derrubarem a Presidente honesta para colar em seu lugar Michel Temer, Romero Jucá, José Sarney, advogado do PCC, Eliseu Padilha, Alexandre Frota,  Alexandre Moraes, Eduardo CUnha, José Serra. Esta plêiade de homens brancos e ricos contou com a turba de midiotas amestrados pela Rede Globo para retirar Dilma e assim se safar. As instituições estão funcionando, por isso haviam colocado Tarja Preta sobre o nome do novo Chanceler Brasileiro, aquele que acha que ser bravo com a Venezuela libera para lavar na Suíça.

A Folha coloca na capa mas não pinta com as cores apocalípticas de quando ataca o PT. Nestas horas não aparece seu partido. O suborno vira caixa dois e tudo parece como se fosse um evento da natureza.

O ódio ao Lula se deve ao fato de que, após mais de vinte  anos de investigação, nada conseguem provar. (Não seria o caso destes pantera-cor-de-rosa devolverem os gastos na perseguição ao Lula?!) E aí, como tomam a si por parâmetro, vendo comportamento daqueles que, tendo o mesmo poder que Lula, se locupletam, formam convicção que Lula tem de ser igual aos seus partidários. Foi tomando a si por parâmetro que Serra e FHC foram ao Uruguai com a intenção de comprar o Presidente daquele país.

O motivo por trás da perseguição ao grande molusco faz lembrar a passagem da biografia de Alexandre Magno contada por Plutarco. O  Rei Dario III da Pérsia fizera generosa oferta aos macedônios e o General Parmênio tenta convencer Alexandre em aceitar a proposta:

" – Se eu fosse Alexandre, aceitaria."

Alexandre lhe responde:

“ – E eu também, se fosse Parmênio aceitaria, mas sou Alexandre".

O ódio ao Lula é porque ele não tem contas na Suíça. Se ele tivesse conta na Suíça talvez também colocassem sobre seu nome uma tarja preta. Ou quiçá o tratariam como Eduardo CUnha. Se lavasse em Liechtenstein, seria adorado…

Quando a perseguição é só movida pelo ódio, a falta de provas vira prova de que ele é culpado.

Odebrecht diz que caixa dois para Serra foi pago em conta na Suíça

O ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB)

BELA MEGALE
DE BRASÍLIA – 28/10/2016 02h00 – FOLHA DE SÃO PAULO

A Odebrecht apontou à Lava Jato dois nomes como sendo os operadores de R$ 23 milhões repassados pela empreiteira via caixa dois à campanha presidencial de José Serra, hoje chanceler, na eleição de 2010.

A empresa afirmou ainda que parte do dinheiro foi transferida por meio de uma conta na Suíça.

O acerto do recurso no exterior, segundo a Odebrecht, foi feito com o ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho (ex-PSDB e hoje no PSD), que integrou a coordenação política da campanha de Serra.

O caixa dois operado no Brasil, de acordo com os relatos, foi negociado com o também ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB-RJ), próximo de Serra.

Os repasses foram mencionados por dois executivos da Odebrecht nas negociações de acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, e a força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba.

Um deles é Pedro Novis, presidente do conglomerado de 2002 a 2009 e atual membro do conselho administrativo da holding Odebrecht S.A. O outro é o diretor Carlos Armando Paschoal, conhecido como CAP, que atuava no contato junto a políticos de São Paulo e na negociação de doações para campanhas eleitorais.

Ambos integram o grupo de 80 funcionários (executivos e empregados de menor expressão) que negociam a delação. Mais de 40 deles, incluindo Novis e Paschoal, já estão com os termos definidos, incluindo penas e multas a serem pagas. Falta apenas a assinatura dos acordos, prevista para ocorrer em meados de novembro.

A Folha revelou em agosto que executivos da Odebrecht haviam relatado à Lava Jato o pagamento de R$ 23 milhões (R$ 34,5 milhões, corrigidos pela inflação) por meio de caixa dois para a campanha de Serra em 2010, quando ele perdeu para a petista Dilma Rousseff.

Foi a primeira menção ao nome do político tucano na investigação que apura esquema de desvio de recursos na Petrobras.

Para corroborar os fatos relatados, a Odebrecht promete entregar aos investigadores comprovantes de depósitos feitos na conta no exterior e também no Brasil.

Segundo informações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a empreiteira doou oficialmente em 2010 R$ 2,4 milhões para o Comitê Financeiro Nacional da campanha do PSDB à Presidência da República (R$ 3,6 milhões em valores corrigidos).

Os executivos disseram aos procuradores que o valor do caixa dois foi acertado com a direção nacional do PSDB, que depois teria distribuído parte dos R$ 23 milhões a outras candidaturas.

Segundo a Folha apurou, os executivos afirmaram também que o pagamento de caixa dois não estava vinculado a nenhuma contrapartida.

Pedro Novis e José Serra são amigos de longa data. O tucano é chamado de "vizinho" em documentos internos da empreiteira por já ter sido vizinho do executivo. O ministro também era identificado como "careca" em algumas ocasiões.

O nome de Serra é um dos que apareceram na lista de políticos encontrada na casa do presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o BJ, preso durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé, em fevereiro deste ano.

Benedicto Júnior também está entre os delatores e fechou o foco de sua colaboração com os investigadores.

Os depoimentos dos funcionários da Odebrecht começarão após a assinatura dos acordos de delação.

Depois de finalizados, o material será encaminhado ao relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Teori Zavascki, para homologação.

OPERADORES

Atualmente filiado ao PSD, o empresário Ronaldo Cezar Coelho foi um dos fundadores do PSDB nos anos 80, tendo presidido o partido no Rio de Janeiro.

Durante os mais de 20 anos em que permaneceu na sigla, elegeu-se deputado federal pelo Estado, despontando como um dos políticos mais ricos da Câmara.

É amigo de José Serra e chegou a emprestar seu avião particular para o tucano usar durante a eleição de 2010.

Devido ao bom trânsito no mercado financeiro, teria atuado também como "tesoureiro informal", segundo participantes do comitê eleitoral.

Já Márcio Fortes é conhecido como homem forte de arrecadação entre o tucanato por causa da boa relação que mantém com empresários.

Ele atuou nessa área em campanhas de Fernando Henrique Cardoso à Presidência, na década de 1990, na campanha de 2010 de Serra e na de 2014 de Aécio Neves, todos do PSDB.

OUTRO LADO

Procurado para se manifestar sobre as informações dadas pela Odebrecht à Lava Jato, o ministro de Relações Exteriores, José Serra (PSDB), disse, por meio de sua assessoria, que "não vai se pronunciar sobre supostos vazamentos de supostas delações relativas a doações feitas ao partido em suas campanhas".

"E reitera que não cometeu irregularidades", afirmou.

O empresário Ronaldo Cezar Coelho declarou que não comentará o assunto até ter acesso aos relatos feitos pelos executivos da empreiteira que citam o seu nome.

Por meio de seu advogado, o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, Cezar Coelho afirmou que participou da coordenação política da campanha de José Serra à Presidência, em 2010, na qual o tucano foi derrotado pela afilhada política do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff (PT).

No entanto, Cezar Coelho negou que tenha feito arrecadação para o tucano.

"Como fundador do PSDB, Ronaldo Cezar Coelho participou de todas as campanhas presidenciais da sigla", disse Mariz de Oliveira.

Em agosto, quando a Folha publicou que a Odebrecht relatou o pagamento de R$ 23 milhões via caixa dois, José Serra disse que a campanha de 2010 foi conduzida de acordo com a legislação eleitoral em vigor.

Afirmou ainda que as finanças de sua disputa ao Palácio do Planalto foram todas de responsabilidade do seu partido, o PSDB, e que ninguém foi autorizado a falar em seu nome.

"A minha campanha foi conduzida na forma da lei e, no que diz respeito às finanças, era de responsabilidade do partido", escreveu em nota na época.

A reportagem tentou contato com o ex-deputado Márcio Fortes por meio de telefone celular e de sua empresa, mas não obteve resposta até a conclusão desta edição.

A Odebrecht afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não irá se manifestar sobre a reportagem.

Desde que a empresa passou a negociar acordos de colaboração premiada e leniência (espécie de delação da pessoa jurídica), em março deste ano, ela deixou de se pronunciar publicamente sobre fatos investigados na Lava Jato ou que serão relatados por seu funcionários.

A expectativa de envolvidos nas negociações é que a assinatura dos acordos de delação ocorram em meados de novembro e a homologação deles seja realizada até o final do ano.

Nas conversas preliminares da Lava Jato com a Odebrecht, além de Serra, vários políticos foram mencionados, entre eles o presidente Michel Temer, os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, governadores e parlamentares. Todos os citados negam a prática de irregularidades.


12/10/2015

Eduardo Cunha x Romário explicitam jornalixo da Veja

Filed under: Eduardo Cunha,Golpe Paraguaio,Golpismo,Golpistas,RBS,Romário,Suíça,Víboras,Veja — Gilmar Crestani @ 9:30 am
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romario x cunha A explicação do porque o Brasil produz tantos CUnha está no modus operandi das cinco irmãs (Folha, Veja, Estadão, Globo & RBS). A seletividade de laboratório comandado por Josef Mengele das redações coordenadas pelo Instituto Millenium produz algumas obviedades. Por exemplo, todas as cinco irmãs falam nas “pedaladas” da Dilma, mas, primeiro, não explicam em que consiste tais pedaladas. Segundo, se a mesma pedalada for dada por parceiros ideológicos do DEM, PMDB, PSDB “não vem ao caso”.

No caso em evidência, uma vez provado de forma irrefutável o que já se sabia desde os tempos de Collor, ve-se a dificuldade de o personagem principal ocupar a capa dos jornais e revistas. Por que será que Eduardo CUnha ainda não apareceu na capa da Veja de forma contundente em relação aos crimes de que a Suíça já comprovou ao Brasil?

É a mesma explicação que falta em relação aos sonegadores que figuram na Lista Falciani do HSBC e na Operação Zelotes. Por que será que não há indignação com os milhões que foram surrupiados por grandes empresas em conluio com membros do CARF? A explicação é medida pelo ódio que isso provoca neles. Por diversionismo, para esconderem seus compartas, os grupos mafiomidiáticos praticam o esporte preferido de todo corrupto: caçar Lula. Costume de quem vem da ditadura, se fortaleceu com a parceria da Rede Globo com Fernando Collor de Mello e atingiu o ápice nos dois governos Lula. O sucesso do Presidente mais bem avaliado da História do Brasil descascou o ovo da serpente. Como o veneno é letal, pelo menos seis víboras estão morrendo devido ao excesso do próprio veneno.

Por que será que a Veja conseguiu descobrir até contas falsas de Romário na Suíça, mas não conseguiu não só descobrir mas publicar a respeito das contas verdadeiras de Eduardo CUnha na mesma Suíça?!

Investigação do MP Suíço mostra que dinheiro do Cunha passou por 23 contas

Enquanto aqui no Brasil o juiz Moro, Policia Federal e Ministério Público se preocupavam em fazer oposição ao governo Dilma e PT, na Suíça, o MP trabalhava para mostrar a corrupção de Eduardo Cunha. Vale lembrar também que, nós brasileiros só ficamos sabendo da corrupção no ninho tucano, no caso do escândalo dos trens e metros dos governos do PSDB, graças as denuncias do  Ministério Público Suíço e os jornais, Wall Street Journal e Der Spiegel. A denuncia foi engavetada aqui no Brasil. Nada foi investigado e os tucanos estão todos soltos

Em novembro de 2014, procuradores da República desembarcaram na Suíça para buscar  documentos relacionados com empresas envolvidas na Operação Lava Jato.Não encontraram nada que envolvessem Dilma ou políticos do PT. Ficaram todos em silêncio.

Mais descoberta do MP da Suíça

Investigação do Ministério Público da Suíça mostra que os recursos atribuídos ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), circularam por ao menos 23 contas bancárias no exterior como forma de ocultar sua origem. Entre saques e depósitos que abasteceram as quatro contas em nomes de offshores atribuídas ao deputado, os ativos transitaram por bancos em Cingapura, Suíça, Estados Unidos e Benin.

As autoridades brasileiras, que receberam documentos sobre esquema de lavagem de dinheiro, tentam rastrear a fonte da maior parte dos valores. A suspeita é de que também tenham sido desviados de outros contratos públicos.

Valor de US$500 mil chama a atenção dos investigadores e será um dos principais focos da apuração a partir de agora. Eles suspeitam que o dinheiro seja fruto de outros esquemas de corrupção para além do apurado. 

As quatro contas atribuídas ao presidente da Câmara e à mulher dele, Cláudia Cordeiro Cruz, não declaradas à Receita, receberam R$ 23,2 milhões, segundo a Suíça. Documentos enviados pelas autoridades do país comprovam que um negócio de US$ 34,5 milhões fechado pela Petrobras em 2011 no Benin, na África, serviu para irrigar as quatro contas.

A afirmação é resposta ao envio, pela Suíça, de dados da investigação sobre irregularidades em contas bancárias no país atribuídas a Cunha e familiares.

A nossa PF poderia também investigar um post de Cunha no Twitter:

Será uma "lavanderia"?

Os Amigos do Presidente Lula

02/10/2015

Agora só uma saída para Eduardo CUnha, se filiar ao PSDB

OBScena: vejo onde se localiza o cérebro dos midiotas

CUNHA'SAcabou, pero no mucho. Ainda há uma saída para Eduardo CUnha, filiar-se ao PSDB. Caso ainda tenha alguma dúvida, CUnha deveria consultar o deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom.

Sabe aquele momento vergonha alheia? É ver tanto moralista de puteiro se aliando ao Eduardo CUnha para combater a corrupção. Começa por Aécio Neves, passa pelo MBL até chegar em Mart Suplicy e Hélio BiCUdo. Todos querem derrubar Dilma, não porque conseguem apontar um único desvio ético, mas para que possam limpar a área e continuarem fazendo que sempre fizeram sem nunca terem sido molestados pelo vazadores da Lava Jato.

Não duvide se o MPF designar o Rodrigo de Grandis para cuidar de mais este caso suíço, haja vista a maneira como ele se desincumbiu da tarefa de investigar o Robson Marinho… Se depender desta gente que vive de perseguir Lula, Eduardo CUnha ainda pode acabar no TCE/SP.

Ora, desde quanto ter contas na Suíça é negativo para a imagem de homens públicos amados pelos assoCIAdos do Instituto Millenium?! Por acaso os grupos mafiomidiáticos fazem algum escândalo com a relação à Lista Falciani do HSBC ou com os pegos na Operação Zelotes (RBS)?!

É claro que a velha mídia prefere mil vezes um Collor, um FHC, um Eduardo CUnha, um Aécio Neves,  um Severino Cavalcanti, um Augusto Nardes a um Lula  a uma Dilma…

Dá para entender agora porque querem derrubar a Dilma e criminalizar o Lula ou ainda precise que desenhe?

Suíça diz que Eduardo Cunha tem controle de quatro contas

Uma das contas tem o presidente da Câmara e sua mulher como beneficiários

Revelação feita por procuradores suíços constrange deputado, que em março negou ter dinheiro fora do Brasil

DE SÃO PAULO DE BRASÍLIA

Procuradores da Suíça informaram seus colegas brasileiros que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem o controle de ao menos quatro contas secretas, segundo a Folha apurou com investigadores que atuam no caso.

Uma dessas contas tem como beneficiários Cunha e sua mulher, a jornalista Claudia Cordeiro Cruz, que foi apresentadora de telejornais da Rede Globo ente 1989 e 2001.

A revelação feita pelas autoridades suíças criou constrangimento para Cunha, que é acusado pela Procuradoria-Geral da República de receber propina do esquema de corrupção descoberto pela Operação Lava Jato na Petrobras.

Cunha foi questionado sobre o assunto no plenário da Câmara nesta quinta (1º), mas se recusou a responder. A pergunta foi feita da tribuna pelo líder da bancada do PSOL, deputado Chico Alencar (RJ).

"O presidente Eduardo Cunha tem ou não tem contas na Suíça?", perguntou Alencar. "Será que esse assunto vai ficar abafado aqui na Câmara?".

Cunha, que presidia a sessão, não olhou para o deputado em nenhum momento. Quando Alencar concluiu o discurso, Cunha ignorou a pergunta e limitou-se a dar continuidade à votação de um projeto na área de segurança pública: "Como vota a Rede?".

O presidente da Câmara desistiu de uma viagem à Itália que estava marcada para esta quinta. Ele explicou a deputados que resolveu cancelar a viagem para "enfrentar a situação" e não ser acusado de "estar fugindo" agora.

Os valores depositados nas quatro contas associadas a Cunha foram bloqueados pelas autoridades suíças, que não revelaram o valor total.

As contas foram abertas em nome de empresas sediadas em paraísos fiscais, países que, diferentemente da Suíça, não costumam colaborar com investigações sobre lavagem de dinheiro e corrupção.

O Ministério Público da Confederação Suíça começou em abril a investigar a suspeita de que Cunha escondera dinheiro no país. Nesta semana, transferiu o caso para as autoridades brasileiras, como fez antes com outras pessoas investigadas pela Lava Jato.

Os lobistas Julio Camargo e Fernando Soares, que fizeram acordo de delação premiada e colaboram com as investigações, dizem ter repassado US$ 5 milhões em propina a Cunha para garantir um contrato com a Petrobras.

Outro lobista ligado ao PMDB, João Augusto Henriques, preso em 21 de setembro, disse à Polícia Federal que depositou recursos numa conta de Cunha, sem saber que pertencia ao deputado.

Qualquer brasileiro pode manter contas bancárias no exterior, mas a lei exige que elas sejam declaradas à Receita Federal, se o saldo no fim do ano for igual ou superior a R$ 140, e ao Banco Central, para quem tiver mais de US$ 100 mil fora do país.

Em março deste ano, em depoimento à CPI da Petrobras, Cunha afirmou que não possuía nenhuma conta fora do Brasil. "Não tenho qualquer tipo de conta em qualquer lugar que não seja a conta que está declarada no meu Imposto de Renda", disse.

Na declaração entregue à Justiça Eleitoral em 2014, Cunha indicou patrimônio de R$ 1,65 milhão, incluindo uma única conta bancária, no Itaú, com saldo de R$ 21,6 mil.

De acordo com o Código de Ética da Câmara, a omissão de informação patrimonial relevante é um dos motivos que "constituem procedimentos incompatíveis com o decoro parlamentar, puníveis com a perda do mandato".

Qualquer deputado pode pedir a abertura de um processo de cassação do mandato de Cunha, mas ele só seguiria adiante se fosse aceito pelo Conselho de Ética da Câmara, colegiado hoje controlado por deputados fiéis a Cunha.

O advogado de Cunha, Antonio Fernando de Souza, disse por meio de nota que não faria comentários sobre as contas encontradas na Suíça e que o deputado pretende se defender no Supremo Tribunal Federal, que ainda não decidiu se aceita a denúncia apresentada pela Procuradoria contra Cunha.(MARIO CESAR CARVALHO, AGUIRRE TALENTO, DÉBORA ÁLVARES, MÁRCIO FALCÃO E RANIER BRAGON)

24/01/2015

Higienização social made in Suíça

suiça justiçaTodo mundo sabe que a Suíça lava mais Banco, mas poucos ou quase ninguém fala do compadrio da Suíça com os corruptos de todo o mundo. Até recentemente a Suíça era abrigo seguro para os ricos do mundo. Mesmo em tempo de guerra, como durante a Segunda Guerra, a Suíça era um porto seguro, um paraíso para todos os roubos de guerra.

Em termos éticos, a Suíça só está saindo da Idade Média no século XXI. Recentemente a justiça suíça condenou a ALSTOM, que no Brasil, por envolver um segmento político muito caro às velhas estruturas das velhas cúpulas do Poder Judiciário e MP, continua sem merecer a atenção. O caso Rodrigo de Grandis é um exemplo, não um caso isolado.

A piada que  se conta a respeito da Ministério Público é que o Maluf só foi denunciado por um erro cacofônico: falaram que ele era PePista, mas o Ministério Público entendeu PeTista… O STF consertou o erro de audição do MP e soltou Maluf. Um notório, assíduo e condenado nas cortes internacionais, no Brasil continua um inocente. Diz que Lula tentou filia-lo ao PT para ver se o MP e o STF o condenariam. A tentativa saiu pela culatra. Condenaram Lula e o PT pela aliança; Maluf, não…

Assim como na Suíça, a corrupção no Brasil começou só no século 21, mais precisamente após a chegada de Lula ao poder… Para alguns membros do MP e da cúpula do Poder Judiciário, a compra da reeleição, sim, foi um ponto fora da curva…

O que o PSDB tem em comum com a Suíça do século passado? Licença para roubar! A Suíça mudou; o PSDB, não!

Como 15 mil crianças suíças foram arrendadas e vítimas de abusos

Governo suíço propõe reparação a 15 mil crianças arrendadas e vítimas de abusos. Até meados do século XX, crianças suíças eram enviadas a casas de particulares por razões econômicas ou morais

crianças suíças arrendadas vítimas abusos

A rigidez moral deixou uma ferida aberta na vida da suíça Rosalie Müller. Aos 17 anos, ela engravidou do namorado, que era casado e pai de um filho. Em 1963, deu à luz um menino e trabalhou na cozinha de um abrigo para pagar as despesas do parto. Meses depois, o garoto foi encaminhado para adoção, sem a permissão dela. “Nunca tive qualquer notícia sobre o paradeiro de meu filho”, conta.

Já a infância de Walter Emmisberger foi entrecortada por maus tratos. Ele nasceu em uma prisão, em Tobel, na Suíça, em 1956, e foi levado a um abrigo de crianças, onde ficou por seis anos. Depois, foi entregue a uma família que o deixava preso em um porão escuro com frequência, até que decidiram entregá-lo a uma instituição religiosa.

Depois de ser abusado sexualmente pelo pastor, passou a frequentar uma clínica psiquiátrica. “Achavam que eu era um menino muito difícil para educar”, conta Emmisberger. A partir dos 11 anos, começou a ser tratado com uma série de medicamentos, nem todos identificados pelo nome. “Na escola, as professoras nunca desconfiaram que eu tremia e ficava apático por causa dos efeitos colaterais dos remédios.”

As histórias de Müller e Emmisberger convergem em um ponto: até meados do século XX, crianças e jovens suíços eram “acomodados” em casas de particulares ou em estabelecimentos fechados por razões econômicas ou morais. As medidas de restrição eram tomadas tanto por autoridades locais como por organizações privadas. As vítimas afetadas vinham de famílias pobres, eram órfãs ou nascidas fora do casamento. Além de serem enviadas a serviços oferecidos pelos cantões e municípios, havia encaminhamentos para instituições religiosas ou privadas. As crianças colocadas nessa situação em residências particulares (na maioria dos casos, em fazendas) eram consideradas parte da mão de obra e, poucas vezes, como membros da família.

Depois de anos de pressões de movimentos que pediam a reparação a essas crianças, o governo suíco decidiu nesta semana apresentar um projeto de lei que prevê a compensação financeira das vítimas no valor de 300 milhões de francos (cerca de R$ 917 milhões). Em julho de 2013, o Parlamento suíço já havia aprovado uma lei permitindo a investigação científica sobre jovens e adultos acomodados em penitenciárias ou outras instituições sociais fechadas. A lei, no entanto, não contemplava nenhuma indenização para as pessoas afetadas pelas medidas.

O movimento pró-reparação defende um fundo de 500 milhões de francos, cerca de R$ 1,3 bilhão, que deveria beneficiar as pessoas afetadas, independente da condição financeira. Um fundo de emergência de cerca de 8 milhões de francos suíços, o equivalente a R$ 20 milhões, já está à disposição de vítimas em situação crítica.

Até 1981, as autoridades administrativas podiam ordenar sem a necessidade de uma decisão judicial a acomodação de jovens ou adultos em estabelecimentos fechados (incluindo penitenciárias) por tempo indeterminado, com o objetivo de promover reeducação ou educação para o trabalho. Essas decisões eram motivadas por uma gravidez fora do casamento ou mudanças frequentes de emprego, por exemplo. Não havia possibilidade de recurso contra essas medidas.

Como resultado de um movimento de reavaliação deste momento histórico, no final de 2014 uma lista com cerca de 110 mil assinaturas foi entregue às autoridades do país pedindo indenização para cerca de 15 mil vítimas de trabalho forçado e maus tratos em consequência das práticas do serviço social na Suíça.

O texto ainda pede a compensação não só para vítimas das detenções administrativas, mas também para as vítimas de adoção e esterilização forçada e para as crianças arrendadas que foram vítimas de maus tratos e abuso sexual. As cem mil assinaturas são suficientes para forçar a organização um referendo no país.

Em novembro do ano passado, foi criada uma comissão independente de pesquisadores que deverá trabalhar em conjunto com um novo programa nacional de pesquisa para esclarecer os fatos. A ideia é descobrir os detalhes da vida dos suíços que sofreram com as práticas do serviço social e o sistema do qual fizeram parte entre 1800 e 1970.

Queremos compreender como o sistema e a administração funcionavam, e as diferenças entre homens e mulheres”, diz a historiadora Loretta Seglias, membro da comissão e uma das autoras do livro Versorgt und Vergessen, da editora Rotpunkt. O livro apresenta entrevistas com 40 vítimas que trabalharam como crianças arrendadas.

Entre 2009 e 2014, a exposição “Crianças Arrendadas falam” (Verdingkinder reden) circulou por vários pontos do país com imagens e depoimentos de crianças e jovens que foram obrigados a deixar as famílias em situação econômica desfavorável para viver em fazendas ou instituições sociais. Nos novos lares, crianças executavam trabalho forçado e sofriam privação de liberdade. Em 2011, foi lançado o filme Verdingbub (“Rapaz arrendado”, em tradução livre), que expõe o cotidiano de um menino arrendado. A onda de eventos sobre o tema rendeu pedidos de desculpas oficiais do governo às vítimas, sensibilizou a opinião pública e esquentou o debate sobre o tema.

Já em 2013, a então ministra da Justiça (e hoje presidente da Suíça), Simonetta Sommaruga, havia criado um grupo para propor um pacote de medidas relacionadas ao tema. A “Mesa Redonda” é presidida pelo vice-secretário de Justiça, Luzius Mader e inclui vítimas, ONGs, autoridades locais e cantonais, representantes das igrejas, de instituições sociais e da Sociedade dos Agricultores.

Para Mader, o reconhecimento público dos danos causados às vítimas deve incluir alguma compensação financeira, garantia de acesso aos documentos administrativos, uma ampla pesquisa científica sobre todas as categorias de pessoas afetadas e a divulgação dos resultados.

Abusos comuns

Os abusos contra as vítimas eram comuns, já que os controles previstos não eram efetuados e as famílias e estabelecimentos ficavam em locais isolados, de modo que os maus tratos não chegavam ao conhecimento das autoridades e acabavam sem punição.

Até os anos 1970, sob a ameaça de perder benefícios sociais, mulheres tinham o direito de abortar apenas se concordassem em se submeter à esterilização. Crianças filhas de mães menores de idade ou solteiras, de prostitutas, de situação financeira desfavorável, casadas com dependentes de álcool ou de desempregadas eram encaminhadas para adoção. Ainda que uma autorização por escrito da mãe fosse necessária, muitas vezes era obtida sob pressão.
Outra categoria afetada pelas medidas sociais foi a das crianças ciganas yéniches, grupo seminômade que se movimenta na Europa. Entre 1926 e 1973, cerca de 600 foram retiradas de suas famílias, encaminhadas para adoção ou acomodadas em outras famílias, nas quais os casos de abusos e maus tratos eram comuns.

Associações de agricultores afirmam, no entanto, que nem sempre jovens sofriam maus tratos. Para Guido Fluri, organizador da iniciativa popular com as assinaturas, bastam, no entanto, as experiências negativas como a da aposentada Lisa Wengler. Ela era menina quando sofreu abusos sexuais pelo vizinho da família para a qual trabalhava. “Quando contei para a senhora que era responsável por mim, ela me disse que não iria brigar com o vizinho por causa de uma desclassificada como eu”, afirma Wengler.

Os fazendeiros se aproveitaram do sistema”, diz Fluri, filho de uma garçonete esquizofrênica. Ele nasceu em 1966, em Olten, cantão de Solothurn, passou a infância em abrigos de menores, e, apesar da infância difícil, se tornou empresário do setor imobiliário e financiou a campanha para a coleta de assinaturas com recursos próprios.

Heloísa Broggiato, Opera Mundi

Como 15 mil crianças suíças foram arrendadas e vítimas de abusos

28/09/2014

Depois de lucrar com Escravidão, Suíça lava mais Banco

O complexo de Vira-latas de uma boa parcela de brasileiros é explicável pela ignorância. São os mesmos que odeiam tudo o que é brasileiro mas amam tudo o que vem de fora.

Os tais países do primeiro mundo sobreviveram graças às riquezas encontradas no tal de “novo mundo”. Se antes eram as matérias primas, hoje se dá pela transferência dos lucros que as empresas obtém por aqui. O lucro que o Santander obtem no Brasil aplica na Espanha, as empresas suíças no Brasil mandam seu lucros para a matriz. Aliás, a Suíça, além de ter financiado e lucrado com a escravidão, também foi o local escolhido pelos alemães para esconderem o botim de guerra. Todas as obras roubadas, incluindo ouro, foram depositados na “neutra” Suíça.

Após a Segunda Guerra, a Suíça diversificou a forma de piratear o terceiro mundo. Todo ditador que se prezava tinha conta na Suíça. Paulo Maluf tinha conta na Suíça. Robson Marinho tinha conta na Suíça. Alstom e Siemens, parceiras do tucanato paulista, têm conta na Suíça. Por quê?

Por que a Suíça lava mais banco!

ESCRAVIDÃO AJUDOU A ENRIQUECER A SUÍÇA

Bancos do país financiaram, segundo pesquisas, o tráfico de pelo menos 175 mil escravos africanos

Jamil Chade

27 Setembro 2014 | 17h 02

Robert Harding / AFP

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Durante 300 anos, entre 9 e 14 milhões de africanos foram feitos escravos e cruzaram o Atlântico para servir a uma economia com base na exploração das Américas. Nas centenas de milhares de expedições que faziam a rota do tráfico negreiro, aqueles africanos não eram “nem livres para morrer”, como diria Castro Alves. Mas se por décadas essa atividade sustentou um sistema de produção, quem é que financiava o comércio de seres humanos? Quem é que lucrou e enriqueceu?

Documentos e pesquisas feitas nos últimos anos começam a mexer com um verdadeiro tabu. Longe dos portos de Lisboa, Luanda ou Salvador, eram banqueiros e empresários suíços que, de uma forma expressiva, financiavam o tráfico de escravos e se enriqueciam com ele. Hoje, parte dos prédios imponentes e palácios de cidades na Suíça compõem um cenário idílico. Mas a realidade é que foram erguidos com o lucro dessa atividade, na época legal.

Mesmo sem acesso ao mar, sem colônias e com uma democracia exemplar, a Suíça fez parte da economia da escravidão durante séculos e, segundo especialistas, seus empresários e banqueiros acumularam fortunas com isso.

O tráfico acontecia em um sistema de comércio triangular entre Europa, África e Américas. Dos portos europeus, saíam barcos carregados com produtos têxteis que, nas costas da África, eram trocados por seres humanos. Uma vez embarcados nos navios, os escravos eram levados para as Américas e revendidos. Até que esses barcos voltassem para a Europa com o dinheiro, a expedição podia durar dois anos.

Para financiar essa viagem, e pagar pelo seguro da “mercadoria”, é que os suíços entraram como parceiros. Bancos e famílias como Burckhardt, Weiss, Favre ou Rivier financiaram dezenas de expedições, numa atividade bastante arriscada. As ameaças eram de revoltas nos navios, de tempestades que poderiam provocar a “perda total” da embarcação e mesmo surtos de doenças na travessia, matando metade dos escravos.

Entre 1783 e 1790, os irmãos Weiss financiaram dez expedições em barcos que receberam nomes como La Ville de Bâle (A cidade da Basileia).

As estimativas apontam que, entre 1773 e 1830, mais de cem expedições foram financiados pelos suíços, o que significou o transporte de milhares de africanos. Alguns historiadores, como Thomas David, Bouda Etemad e Janick Marina Schaufelbuehl, estimam que os suíços financiaram o tráfico de 175 mil escravos. Os barcos patrocinados pelos suíços saíam em sua grande maioria dos portos no sul da França, como Nantes.

Nos últimos anos, a organização não governamental Cooperaxion, com sede em Berna, começou a fazer um banco de dados com base em documentos para apontar o envolvimento de suíços e de instituições suíças no comércio de escravos. “O que descobrimos é que o envolvimento foi registrado em diversas cidades, de Neuchâtel a St. Gallen, da Basileia a Genebra”, declarou Izabel Barros, historiadora brasileira que comanda parte da pesquisa na Suíça.

Segundo ela, os suíços estavam envolvidos em cinco atividades principais. “No financiamento das viagens intercontinentais, no comércio e produção de produtos manufaturados, eram também proprietários de terras nas colônias das Américas e do Caribe, havia igualmente militares que prestavam serviços à potências coloniais e de uma forma positiva alguns se engajavam como abolicionistas”, explicou a historiadora.

Na cidade da Basileia, os documentos revelam que o empresário Christophe Bourcard bancou mais de 20 expedições, com um total de 7 mil escravos entre 1766 e 1815. Em Zurique, Jean Conrad Hottinger comandou expedições para deportar quase mil escravos.

Bancos. As pesquisas da instituição revelam ainda o amplo uso do sistema financeiro de Genebra para bancar o esquema comercial. O banqueiro Isaac Thellusson, por exemplo, investiu em pelo menos três expedições negreiras, o mesmo feito pelo banco Banquet & Mallet.

Christophe Jean Baur, sócio do banco Tourton & Baur, aplicou parte da sua fortuna em 1748 na Sociedade para o Comércio de Escravos de Angola. A rota principal era o fornecimento de “produtos” para a Ilha de Santo Domingo, hoje o Haiti e a República Dominicana. Já o conhecido banqueiro de Genebra, Antoine Bertrand, comprou ações na Companhia da Luisiana, responsável por entregar escravos às colônias francesas na América do Norte.

Segundo o historiador e hoje deputado Hans Fässler, investidores de Genebra se aliaram ao banco de Zurique Leu & Co para financiar a Dinamarca na compra de ilhas que serviriam de entreposto para o tráfico de escravos em 1760. O Leu, nos anos 90, acabaria sendo comprado pelo Credit Suisse.

Até hoje, uma rua no centro antigo de Genebra se chama Chemin Suriname, em referência aos investimentos que banqueiros locais possuíam na América do Sul. “Os bancos suíços construíram parte de seu patrimônio à custa do comércio de seres humanos”, declarou ao Estado o sociólogo Jean Ziegler, autor de um livro que causou um terremoto no país nos anos 90: A Suíça lava mais branco.

Mas a participação dos empresários suíços não se limitava ao financiamento. Em 1685, Luís XIV expulsou os protestantes da França e, ao mesmo tempo, proibiu a importação de tecidos de algodão da Índia. O resultado foi a transferência de parte da indústria têxtil e de seus especialistas para regiões da Suíça, como as cidades de Neuchâtel ou Bienne.

Nesses locais, os tecidos eram recebidos da Índia e tingidos. A produção era então embarcada para a África, onde seria usada como moeda de troca. Famílias como Petitpierre e Favre, de Neuchâtel, Simon & Roques da Basileia foram algumas que dominaram o comércio.

Lucros. De volta às cidades suíças, o resultado desses investimentos até hoje faz parte do cenário de locais acima de qualquer suspeita e que transpiram uma aura de ética. É em Neuchâtel que as construções estão mais associadas aos investimentos relacionados à escravidão. Pela cidade, diversos palácios construídos por aqueles que se enriqueceram com o comércio hoje servem como prédios públicos.

Tanto a biblioteca da cidade como o liceu foram construídos graças ao dinheiro deixado por David de Pury, um dos financiadores do tráfico de escravos. A câmara municipal também foi erguida com a fortuna que ele deixou para a cidade.

Um dos principais museus da cidade ocupa um palacete deixado por James Ferdinand de Pury, investidor na produção de tabaco no Brasil em sociedade com Auguste-Frédéric de Meuron, oriundo de uma família de exportadores de produtos têxteis para a África e financiador do tráfico de escravos. Em Neuchâtel, a sede de seus negócios ficava no número 21, Rue des Moulins. Hoje, seu escritório deu lugar a uma loja de vestidos de noiva.

O prédio da reitoria da Universidade de Neuchâtel era um palacete construído por Jacques-Louis Pourtalès, empresário que fez sua fortuna graças à troca de tecidos por escravos na África, além de manter propriedades em Granada, no Caribe. Seu filho entraria para a história da escravidão na ilha ao ser o primeiro a vacinar os seus 300 escravos contra a varíola. Afinal, no século XVIII, o preço de cada “cabeça” havia quadruplicado e manter vivos os escravos por mais tempo significava uma redução nos custos de produção.

A estimativa dos historiadores é de que Jacques-Louis de Pourtalès tenha se transformado no suíço mais rico de seu tempo e numa das maiores fortunas da Europa, avaliada na época em 18 milhões de libras suíças. Naqueles anos, um professor ganhava no máximo 30 libras por ano. É dele também um dos hospitais até hoje em funcionamento na cidade.

A quatro quadras da reitoria da universidade, outro palácio chama a atenção. Trata-se de uma obra de Alexandre DuPeyrou (1729-1794), um investidor na exploração do Suriname. Entre seus frequentes convidados, um certo Jean-Jacques Rousseau era presença constante no palácio.

15/05/2014

Folha de São Paulo: Justiça Suíça está errada, Robson Marinho, por ser do PSDB, é honesto

Folha ditaduraNão se trata de defender ou atacar, se trata de honestidade jornalística. O tratamento dispensado pela Folha de São Paulo é escandaloso nos dois sentidos: nos ataques contra seus adversários, e na defesa dos seus correligionários. Uma da diretoras da Folha, Judith Brito, já deixou isso claro. A Folha faz oposição aos governos de esquerda ao mesmo tempo em que procura vender o produto dos que a financiam. Liberdade de expre$$ão, para a Folha, é isso aí. Note-se o tom como a Folha trata todas as notícias levantadas pela oposição contra Lula e Dilma, e como ela trata casos como estes do PSDB. Em nenhum momento ela envolve toda a agremiação do PSDB quando um dos seus membros é pego. Aliás, faz de tudo para nos fazer acreditar que se trata de fato isolado. Bem diferente quando envolve seus adversários da esquerda. O racionamento d’água em São Paulo é escondido. Imagine se isso acontecesse num governo dos seus adversários…

Conselheiro do TCE diz que não recebeu ‘1 tostão’ da Alstom

Robson Marinho afirma que é vítima de campanha de difamação promovida por promotor de São Paulo

Conselheiro reclamou que é investigado há seis anos, sem que nenhuma ação tenha sido proposta contra ele

MARIO CESAR CARVALHOFLÁVIO FERREIRADE SÃO PAULO

Em tom de desabafo, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo Robson Marinho negou, nesta quarta (14), ter recebido US$ 2,7 milhões (R$ 6 milhões) da Alstom em conta secreta na Suíça e disse ser vítima de uma campanha de difamação promovida pelo promotor Silvio Marques.

"Nunca recebi um tostão da Alstom, nem na Suíça, nem no Brasil", disse Marinho na sessão do TCE. "O promotor vaza informações mentirosas que são veiculadas pela imprensa", continuou.

Ao final da fala de oito minutos, nenhum conselheiro se manifestou.

A informação de que ele recebeu US$ 2,7 milhões consta de decisão de um tribunal suíço que será enviada ao Brasil para instruir duas ações contra o conselheiro. Desse total, as autoridades suíças bloquearam o saldo de cerca de US$ 1 milhão por ter encontrado indícios de que se trata de comissões ilícitas pagas pela Alstom.

Marinho é investigado desde 2008 sob suspeita de ter recebido propina da Alstom para que a multinacional francesa conseguisse um contrato, sem nova licitação, para vender três subestações de energia elétrica para a Eletropaulo e a EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia) por R$ 181 milhões, em valores atualizados.

A compra ocorreu em 1998, quando Marinho, que havia sido o chefe da Casa Civil de Covas de 1995 a 1997, já estava no Tribunal de Contas.

Marinho disse que esse contrato jamais foi julgado pelo TCE e que o único processo da Alstom em que atuou foi o da extensão da garantia das subestações importadas da França, em 2001.

Segundo o conselheiro, Marques já apresentou várias versões sobre como ele teria ajudado a Alstom. Em uma delas, o promotor teria dito que Marinho recebeu US$ 1 milhão (cerca de R$ 2,2 milhões hoje) para aprovar uma extensão de garantia de R$ 4,8 milhões para a Alstom.

A suposta propina seria "50% do valor do contrato que votei", segundo ele. "A insinuação do promotor é ridícula", classificou. "Nunca dei nenhum voto para favorecer a Alstom."

Marinho reclamou que é investigado há seis anos, sem que nenhuma ação tenha sido proposta contra ele nesse tempo. Ele disse que Marques propôs uma medida cautelar para bloquear bens em 2008 e teria um mês para apresentar a ação principal, o que nunca ocorreu.

Ele é investigado na esfera cível por improbidade e no STJ (Superior Tribunal de Justiça) pelas implicações criminais. Como conselheiro de Tribunal de Contas, ele goza de foro privilegiado no STJ.

O conselheiro invocou as prisões que sofreu durante a ditadura militar (1964-1985) para reclamar que sofre uma injustiça comparada àquela na imprensa.

"A ditadura acabou e ainda tem jornalista dizendo: o conselheiro Robson Marinho continua trabalhando no Tribunal de Contas normalmente’. Não podia ser diferente. Só posso sair daqui se houver um processo legal e eu for condenado."

O promotor Silvio Marques disse que Marinho tenta desestabilizar a investigação. "Não vamos entrar nessa discussão. Nossa investigação é absolutamente técnica."

A Alstom nega com veemência que tenha uma política de pagar comissões ilícitas para conseguir contratos e diz lamentar que o conteúdo sigiloso de investigações seja usado "de forma reiterada e desproporcional" para prejudicar a imagem da empresa.

10/08/2013

Por que o PSDB não privatizou nossa saúde aos suecos?

Filed under: Alemanha,ALSTOM,Siemens,Suíça — Gilmar Crestani @ 9:01 am
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Preferiu a honestidade alemã da Siemens e a suíça da Alstom. E assim sabemos porque na Alemanha e na Suíça não há crise e todo mundo passa bem. O dinheiro que é roubado aqui faz bem ao povo suíço e alemão. A Suíça já lavava mais banco, agora também limpa privada. As empresas alemãs tiveram um upgrade com o nazismo e embora reneguem o passado o método continua o mesmo, aqui ou na Grécia. Angela Merkel destruiu, com seu Deutsbank, muito mais que os panzers de Hitler. Não basta  a Suíça condenar a ALSTOM, tem de devolver todo dinheiro depositado lá por ladrões brasileiros.
Propinão tucano aproxima-se perigosamente do PSDB mineiro de Aécio Neves

Está explicado porque o senador Aécio Neves (PSdB-MG) foge de qualquer comentário sobre o propinão tucano no metrô de SP.
Em 22 de dezembro de 1999, Pimenta da Veiga, do PSDB mineiro, ocupava o Ministério das Comunicações, no governo FHC. A ECT (Correios), subordinada ao ministério, abriu a concorrência internacional 016/99 para compra e manipulação de equipamentos de sistemas de movimentação e triagem interna de carga.
A empresa catarinense Brockveld Equipamentos e Indústria Ltda., colocou sua proposta dentro do envelope lacrado, conforme a regra. Valor: R$ 48 milhões.
No dia da abertura das propostas, o dono da empresa, Edson Brockveld, diz ter sido diretamente convidado pelas empresas Mannesmann Dematic Rapistan, Siemens e Alstom a não participar da concorrência da ECT, pois estaria tudo certo que as duas últimas seriam as vencedoras da licitação.
Brockveld alega ter ignorado a oferta e participado. Porém foi inabilitada, sem sequer ter seu envelope aberto, por uma manobra, mudando o processo, em desacordo com o edital.
Siemens e Alstom foram às escolhidas, cobrando quase o dobro da Brockveld. De quebra, diz o empresário, as escolhidas passaram a gerenciar outros três contratos no valor de US$ 100 milhões (R$ 230 milhões).
Logo depois, a direção da Brockveld foi procurada pelas empresas vencedoras, para que ela não contestasse a licitação. Em troca, os executivos da Siemens e da Alstom comprariam da empresa brasileira equipamentos previstos no contrato. Depois de assinados os contratos, no entanto, as empresas vencedoras não honraram os acordos com Brockveld.
Na CPI dos Correios, Edson Brockveld foi ao Congresso Nacional para entregar toda a documentação sobre o caso a então senadora, hoje ministra Ideli Salvatti. O sub-relator, então deputado federal, hoje Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, afirmou na audiência que a CPMI iria solicitar ao Ministério Público o aprofundamento da investigação sobre o caso.
O Ministério Público brasileiro obteve de autoridades da Suíça a confirmação da existência de contas atribuídas ao tucano paulista Robson Marinho que teriram recebido propinas. Agora, espera-se no MP a chegada de novas informações, vindas do Principado de Liechtenstein, vizinho à Suíça, de forma a rastrear o trânsito de grandes recursos no circuito de empresas e bancos do paraíso fiscal.
Pimenta da Veiga, que estava afastado dos holofotes, voltou cogitado para ser um dos coordenadores da campanha de Aécio, e mesmo para voltar a ser candidato a governador de Minas pelo PSDB. (Com informações do Novo Jornal)

10/03/2013

Assunto censurado… no Brasil

As empresas brasileiras, mas também as transnacionais, criam inúmeros subterfúgios para fugirem das obrigações com o Estado. A RBS, por exemplo, tinha uma subsidiária nas Ilhas Cayman. Para quê? Os grupos mafiomidiáticos já tem mais funcionários, mas prestadores de serviço. Obrigam os seus funcionários abrirem pessoas jurídicas e aí o custo é menor. É legal? Pode ser. Mas é imoral. O que significa uma empresa, ao invés de pagar um salário digno, inventar coberturas internacionais como forma de remuneração indireta, para fugir da tributação. Como se dá a relação trabalhista entre a Rede Globo e Arnaldo Jabor? É legal, é ético ou é imoral?

É aquela história de sempre. A empresa quebra, mas os diretores/presidentes saem mais ricos. A falência é dos operários. Se, depois da Suíça, a moda pegar, pode ser que por aqui a civilidade empresarial passe a ter vez.

La venganza del empresario indignado

Suiza vota mayoritariamente limitar las remuneraciones de los ejecutivos

Esta es la historia del hombre que impulsó el referéndum

Rodrigo Carrizo Couto Ginebra 10 MAR 2013 – 00:00 CET45

Thomas Minder, en la votación para limitar los bonus en Suiza. / F. Coffrini

El 2 de octubre de 2001 está grabado en la memoria de los suizos como un trauma nacional. Ese día se hundió la compañía aérea de bandera, la legendaria Swissair. Sus aviones se quedaron en tierra porque la empresa no tenía liquidez para pagar el combustible o los derechos aeroportuarios. Toda una humillación nacional que además puso al borde de la ruina a un pequeño empresario, Thomas Minder, el proveedor de los productos de aseo de la compañía. Cuando, con posterioridad, el responsable de Swissair, Mario Corti, fue recompensado con nueve millones de euros de indemnización, Minder decidió poner en marcha una sofisticada venganza contra los ejecutivos de las grandes empresas. El pasado domingo, al fin, la culminó.

Ese día los suizos votaron contundentemente a favor de limitar las remuneraciones de los altos cargos de las empresas cotizadas en Bolsa y acabar con los “paracaídas dorados” o los bonus para ejecutivos de empresas en dificultades financieras.

Del resultado, con un 67,9% de votos favorables, sorprendió que por primera vez en mucho tiempo todos los cantones votaron en una misma dirección. Sin distinciones entre las partes de habla alemana, francesa o italiana. Síntoma claro de un hartazgo de proporciones bíblicas.

Minder, de 52 años, amante de la ornitología y propietario de una fábrica de productos de baño con 120 años de historia, no podía entender cómo Corti, tras hundir y desmembrar Swissair —posteriormente adquirida a precio de saldo por Lufthansa—, recibiera nueve millones de euros en concepto de “paracaídas dorado”. Él tenía un contrato de medio millón de euros con la compañía. “No podía quedarme indiferente ante un robo de esa magnitud. Que se paguen tales sumas a ejecutivos que no han hecho su trabajo me pareció intolerable. Entonces decidí actuar”, explica con pasión Minder.

Minder decidió actuar cuando el responsable del hundimiento de Swissair fue indemnizado con nueve millones

Comenzó en soledad su particular cruzada contra el establishment empresarial suizo. Los primeros 80.000 euros para su campaña los puso de su bolsillo. “Muy pronto me di cuenta de que escribir cartas en la prensa no servía de nada. Entonces decidí invertir en una campaña de denuncia. Recibí en 48 horas más de 3.000 cartas de apoyo de personas que se ofrecieron a darle forma al texto de la iniciativa. Un texto perfecto, sin fisuras ni posibles escapatorias para las empresas tentadas de hacer trampas”, comenta.

Pero Minder se enfrentaba a enemigos muy poderosos personificados en Economiesuisse, el lobby que agrupa a las grandes empresas. Un enemigo capaz de invertir seis millones de euros en una campaña de relaciones públicas para vender al pueblo la inviabilidad de la que se conoció como Iniciativa Minder agitando el espantajo del riesgo de una fuga de empresas del país.

El empresario atiende a EL PAÍS en la sede del Parlamento suizo. Este hombre de mirada azul acero es hoy consejero de Estado independiente. Tras conseguir reunir en 2008 cerca de 115.000 firmas para poder lanzar formalmente el referéndum del domingo pasado, decide en 2011 presentarse a las elecciones. Él es ahora uno de los llamados “políticos milicianos”, que mantiene su trabajo para vivir.

Su batalla contra los ejecutivos no es ideológica. “Yo no tengo nada de ideólogo de izquierdas”, responde entre divertido y molesto. “Pertenezco a la derecha burguesa y liberal. En Suiza, la izquierda quisiera imponer que ningún salario pueda superar en 12 veces al del más modesto empleado de una empresa. Estoy en contra de esas limitaciones que quieren imponer los socialistas. No quiero control del Estado. Lo que quiero es devolver el poder a los accionistas y que el pueblo detente el poder político real. No los partidos”.

Para Thomas Minder, hombre de elegancia impecable, existe un libro sagrado. Se llama Código de Obligaciones, la legislación que rige las sociedades anónimas. “Este código establece de manera categórica que el 100% de los dividendos de una empresa deben revertir en los accionistas y que solo ellos pueden decidir dar recompensas a los ejecutivos que destacan en su gestión. Pero es inadmisible que se lleve un bonus alguien que dirige una empresa que da pérdidas o despide empleados”. Eso va a cambiar ahora con su iniciativa. Otras medidas concretas que emanan de la futura regulación llegan hasta la previsión de penas de cárcel firme de tres años (o más) y multas que pueden llegar a seis salarios anuales para quienes violen las nuevas reglas.

Entre las numerosas acusaciones que Minder hace al establishment helvético, una de las principales es que no existe ninguna relación entre las remuneraciones de los altos ejecutivos y sus resultados. “No existen las leyes de mercado en este mundo; solo el compadreo y los amiguetes que se reparten la tarta”, sentencia. Minder insiste en que su iniciativa no es de derechas ni de izquierdas. “Encabezo un movimiento popular, en la más pura tradición de la democracia directa suiza”.

¿Pero qué es la “democracia directa suiza”? Daniel Ordás, abogado suizo-español, autor del libro España necesita democracia directa, presentado recientemente, explica: “Consiste en dos elementos: las iniciativas y los referendos. Si recoge suficientes firmas, el pueblo vota si quiere esa ley y entra en vigor como si la hubiera elaborado el Parlamento”. Ordás no cree que Iniciativa Minder afecte a la economía suiza. “Más bien creo que esta decisión popular servirá de ejemplo para los Gobiernos europeos, cuyos ciudadanos no tienen derecho a elegir”.

Minder aprovecha para reforzar su recién respaldado discurso: “Europa tiene miedo al voto popular y a la democracia directa. Cuando la democracia muestra su verdadero poder da mucho miedo, porque prueba que la política se puede hacer a favor del pueblo, y no en su contra. A menudo pienso que la principal exportación de Suiza al mundo tendría que ser nuestra democracia directa. Si no queremos que se incendien las calles de Europa, tenemos que devolver el poder a los pueblos”.

La venganza del empresario indignado | Internacional | EL PAÍS

30/10/2012

Grécia detém jornalista que divulgou lista de compatriotas com contas ilegais na Suíça

Filed under: Bancos,Grécia,Kostas Vaxevanis,Liberdade de Expressão,Suíça — Gilmar Crestani @ 9:41 am

Como Bradley Manning, a liberdade de expre$$ão cobra seu preço em espécie. E não por acaso, as contas estão na Suíça, o país que lava mais banco. E ainda há quem pensa que o centro da corrupção seja a Sicília…

Grécia detém jornalista que divulgou lista de compatriotas com contas ilegais na Suíça

Ex-ministro das Finanças admitiu que governo não agiu por medo de enfrentar elites

Agência Efe

Edição da revista Hot Doc que contém lista com os nomes de dois mil gregos que possuem contas na Suíça
Um jornalista grego foi detido neste domingo (28/10) por ter revelado os nomes de mais de dois mil membros da elite financeira e política do país que possuem contas bancárias ilegais na Suíça. As autoridades gregas ainda entraram com processo contra Kostas Vaxevanis por violação de privacidade.
A lista, publicada na última edição da revista Hot Doc, foi entregue ao governo do país há dois anos pela então ministra das Finanças da França, Christine Lagarde, mas ainda era desconhecida do grande público. O documento mostra que 2059 gregos sonegaram mais de 1,5 bilhão de dólares em impostos e enviaram ilegalmente elevadas somas ao país europeu.

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O editor acusou as autoridades de não tomarem nenhuma providência frente ao crime financeiro em plena crise econômica. "Se alguém deve prestar contas perante a lei são aqueles ministros que esconderam a lista e disseram que ela não existe. Só fiz o meu trabalho. Sou jornalista e fiz o meu trabalho", disse Vaxevanis em vídeo enviado para a agência de notícias Reuters.
O Ministério Público se defendeu das acusações e afirmou que a revista não respeitou a legislação de informações pessoais. “Não há provas de que as pessoas ou empresas incluídas na lista tenham violado a lei. Não há provas de que eles violaram a lei de sonegação de impostos ou lavagem de dinheiro", disse um oficial.
Agência Efe

O editor da revista Hot Doc, Kostas Vaxevanis (acima), foi preso pela polícia grega por violação de privacidade
"Em vez de prender os sonegadores de impostos e ministros que tinham a lista em suas mãos, eles estão tentando prender a verdade e a liberdade da imprensa", acrescentou Vaxevanis. Para apoiadores do jornalista, sua prisão foi uma forma encontrada pelas autoridades de ocultar as denúncias e apaziguar possíveis manifestações. 
A revelação do documento ocorre em um momento complicado na Grécia, que enfrenta dura recessão econômica e altos índices de desemprego. O recém-eleito governo continuou com a política de austeridade e anunciou no dia 24 de outubro novos cortes no orçamento público, o que provocou a indignação de grande parte da sociedade. 
Medo das elites
Em comunicado, o partido de esquerda Syriza (Coalizão da Esquerda Radical) condenou a prisão do editor da Hot Doc, que caracterizou como “provocativa e inaceitável”. "A acusação contra Vaxevanis é política, e como tal deve ser enfrentada pela totalidade do povo grego”, diz o texto citado pelo site de notícias Athens News. “A população sofre com as consequências da política mais classista já conhecida pela Grécia desde a restauração da democracia”. 
O partido comunista do país aderiu às críticas. “O deboche e a enganação do povo grego por aqueles que os enganam e os utilizam de acordo com suas conveniências políticas e econômicas deve parar”, afirmou o grupo em texto. “O sistema econômico e político que prevalece não quer que as pessoas saibam a verdade e o seu objetivo é desorientar e enganar o povo”, acrescentou.
George Papaconstantinou, ex-ministro das Finanças que recebeu a lista de Lagarde, disse que as autoridades gregas não agiram por medo de confrontar a elite econômica e política do país. O membro do PASOK (Partido Socialista Pan-Helênico) ainda alertou que o problema da evasão fiscal do país é muito mais extenso do que estes dois mil nomes.  
“A quantia não é insignificante, mas a verdade é que, se comparada a outras listas que o Ministério das Finanças possui, ela não é o tesouro encantado que todos esperam”, disse ele segundo o jornal britânico Guardian. “Existe uma lista do Banco da Grécia com 54 mil pessoas que tiraram 22 bilhões do país. Isso é oficial e pode ser utilizado na Justiça”, acrescentou. 
Histórico
O documento foi adquirido pelas autoridades francesas há quatro anos, em uma investigação contra Herve Falcianium, ex-funcionário do banco HSBC que copiou detalhes de contas bancárias dos correntistas em um computador pessoal. Em 2010, Lagarde entregou a lista em um CD e USB para Papaconstantinou, que diz ter iniciado as investigações.
Por conta de alegação da administração atual do Ministério das Finanças, de que não recebeu o documento do ex-ministro, o Parlamento grego abriu o inquérito sobre o caso. Depois do esclarecimento de Papaconstantinou, as autoridades disseram que encontraram a lista.

Opera Mundi – Grécia detém jornalista que divulgou lista de compatriotas com contas ilegais na Suíça

17/10/2012

HSBC: Suíça lava mais banco

Filed under: Bancos,Corrupção,Suíça — Gilmar Crestani @ 8:03 am

 

El fiscal, contra la entrega de Falciani si se acredita que delató a miles de evasores

El ministerio público pide pruebas de su colaboración con las haciendas de varios países

Manuel Altozano Madrid17 OCT 2012 – 00:13 CET71

Hervé Falcani, exempleado del banco HSCB. / V. HACHE (AFP)

Las personas que colaboran con las autoridades en la denuncia del blanqueo de capitales están exentas de cualquier tipo de responsabilidad. También la penal. Ese es el principio general en el que se basa la fiscalía en relación con la extradición a Suiza de Hervé Falciani, el informático franco italiano que copió 130.000 cuentas de supuestos defraudadores mientras trabajó en la sede del banco HSBC en Ginebra y que luego ayudó a sistematizar y desencriptar a la justicia francesa destapando a miles de evasores de diversos países, entre ellos a 659 españoles.

La fiscalía de la Audiencia Nacional ha solicitado a la sección cuarta de ese tribunal –la encargada de decidir sobre la extradición de Falciani, preso en la cárcel de Valdemoro desde el 1 de julio– que se aporte a la causa toda la documentación que probaría que el informático colaboró con las haciendas de Francia, Alemania, Italia, Reino Unido, Italia y Estados Unidos, entre otros países. En caso de que esa cooperación se pruebe, se opondrá a la extradición.

En concreto, el escrito del fiscal, firmado por Dolores Delgado, reclama que entre la documentación del caso se incluya la investigación sobre el HSBC que efectuó el Senado estadounidense en la que se demostró que ese banco, uno de los más importantes del mundo, permitió a clanes de narcotraficantes mexicanos introducir dinero en EE UU y tuvo tratos con otros bancos relacionados con el terrorismo islamista.

También pide que se solicite al juzgado central de Instrucción número 4, que dirige Fernando Andreu, el expediente del caso abierto por delito fiscal contra el presidente del Santander, Emilio Botín, y algunos de sus familiares (entre ellos su hija, Ana Patricia, presidenta de la filial británica del banco) por el que todos ellos tuvieron que abonar 200 millones en impuestos impagados. La información sobre sus cuentas en Suiza partió precisamente de los datos que Falciani facilitó a Francia y que este país envió a España en mayo de 2010.

más información
Protegido por la ley

La fiscal recuerda que la propia solicitud de extradición de Suiza -que le acusa de los delitos de servicio de inteligencia económica, sustracción de información, violación del secreto comercial y violación del secreto bancario- “afirma expresamente que la información obtenida por el reclamado [Falciani] ha sido ofrecida a diversos servicios gubernamentales extranjeros”. También refleja que “ha trabajado junto a investigadores franceses e italianos en relación con los posibles delitos cometidos a través de la entidad en la que él trabajó”.

Gracias a esa colaboración, y en caso de que se demostrara en la Audiencia, Falciani estaría protegido por la Convención de Naciones Unidas contra la Corrupción, ratificada por España. Ese tratado internacional no solo establece la protección de los denunciantes tanto de actos de corrupción como de blanqueo. También “determina que el secreto bancario, en aquellos países donde existe [como Suiza], no puede ser un obstáculo en la persecución de esos graves hechos”, recuerda la fiscal Delgado.

Pero, además, en caso de que se pruebe esa colaboración, la propia ley española lo exime de cualquier responsabilidad. Tanto la ley de prevención del blanqueo de capitales como la ley de bloqueo de la financiación del terrorismo, protegen a los informadores de estos delitos, incluso si se trata de “empleados” de banca, como es el caso de Falciani.

“La comunicación de buena fe de información a las autoridades competentes por los sujetos obligados o, excepcionalmente, por sus directivos o empleados, no implicará para los sujetos obligados, sus directivos o empleados ningún tipo de responsabilidad”, establece el artículo 23 de la ley de prevención del blanqueo y el artículo 5 de la ley de bloqueo de financiación del terrorismo.

Tras copiar durante años archivos del banco en el que trabajaba, Falciani huyó a la pequeña localidad de Castellar, el último pueblo francés de la costa azul pegado a la frontera italiana. La justicia suiza solicitó a Francia que registrara su domicilio y le enviara las decenas de miles de ficheros que, durante años, había copiado en su ordenador personal. Pero la fiscalía francesa, al darse cuenta de que en ellos constaban miles de defraudadores, decidió investigar a estos últimos y entregar la información a varios países con los que tiene tratados de cooperación en materia fiscal.

Entre ellos estaba España que, gracias a la información de Falciani, abrió “el mayor proceso de regularización de la historia del fisco”, en palabras del exsecretario de Estado de Hacienda Carlos Ocaña. En total, los defraudadores españoles descubiertos fueron 659, según la Agencia Tributaria y la cantidad no declarada que afloró gracias a la información de Falciani pudo ascender a los 6,000 millones, según fuentes de ese organismo.

Ni Francia ni Italia, los dos países de los que tiene pasaporte, le han abierto ningún proceso por los delitos que le imputa Suiza. Las legislaciones de esos dos países impiden además entregar a sus nacionales. Pero el pasado 1 de julio Falciani cogió un barco en Sète (Francia) que hizo escala en Barcelona. Fue allí donde, en un control rutinario de documentación, la policía lo arrestó en virtud de una orden internacional de detención emitida por Berna. Desde entonces se encuentra preso en Valdemoro, a la espera de que la Audiencia decida si lo entrega a ese país o no.

El fiscal, contra la entrega de Falciani si se acredita que delató a miles de evasores | Política | EL PAÍS

11/09/2012

Como funciona a neutralidade ocidental

Filed under: França,Síria,Suíça — Gilmar Crestani @ 8:45 am

A Suíça também ficou neutra durante a Segunda Guerra. Isso lhe rendeu todo o ouro e as obras de arte surrupiada pelos nazistas. Depois a Suíça inventou a neutralidade bancária. Todo corrupto poderia depositar lá o produto do roubo com total segurança. Hoje todo mundo sabe, a Suíça lava mais banco!

General sírio revela que teve ajuda da França para desertar

Atualizado em  10 de setembro, 2012 – 17:51 (Brasília) 20:51 GMT

General sírio Manaf Tlas

Fuga de Tlas, em julho, representou um duro golpe ao regime de Assad

O general sírio Manaf Tlas, um dos mais altos oficiais da Síria, revelou nesta segunda-feira que teve ajuda das autoridades francesas para desertar de seu país, em julho.

Segundo o general, agentes da França o auxiliaram em sua fuga, mas ele se recusou a dar detalhes da operação, preferindo apenas agradecer ao governo de François Hollande. A declaração foi dada à BBC e ao canal francês BFM.

A deserção de Tlas – que era próximo ao presidente Bashar al-Assad – representou um duro golpe ao regime sírio.

Sua importância vinha não apenas do fato de ele comandar uma brigada de elite da Guarda Republicana, mas também por seu pai, Mustafá Tlas, ter sido ministro da Defesa por 30 anos e confidente de Hafez al-Assad, o pai e predecessor do atual presidente.

Contato com os rebeldes

Durante a entrevista ao serviço em árabe da BBC, o general Tlas disse que o Exército Livre da Síria também ajudou em sua fuga, porém "à distância".

"Desde o começo da revolução, tinha contato com os revolucionários, com os rebeldes", disse o general. "Durante os primeiros dias e meses, via que o regime seguia mentindo. E foi por isso que, quando ainda estava no meu cargo, resolvi desertar."

"Disse aos insurgentes desde o começo que eu estava cortando relações com o regime e que concordava com suas ações."

O general também afirmou que o governo sírio não hesitaria em usar armas químicas se sentisse que era necessário.

Há relatos de que Tlas estava em uma espécie de prisão domiciliar desde maio de 2011, quanto teria se encontrado com opositores do regime para tentar dar início a uma diálogo político.

BBC Brasil – Notícias – General sírio revela que teve ajuda da França para desertar

21/08/2012

Wikifiscal

Filed under: Bancos,Corrupção,HSBC,Lavagem de Dinheiro,Suíça,Wikifiscal — Gilmar Crestani @ 8:57 am

 

La fiscalía se inclina por no apoyar la extradición de Falciani a Suiza

El ‘cazador de fortunas opacas’ se ofreció para hallar nuevos evasores españoles

Manuel Altozano Madrid20 AGO 2012 – 20:29 CET202

Falciani, el informático del HSBC que reclama Suiza. / PAUL BOURSIER (EFE)

Todavía es pronto y la posición a seguir en la extradición del francoitaliano Hervé Falciani a Suiza no está clara. Pero la Fiscalía de la Audiencia Nacional ya se inclina por no apoyarla. El Ministerio Público ha escuchado la propuesta de colaborar con la justicia del exinformático del HSBC en Ginebra que copió en su ordenador 130.000 cuentas del banco que luego sirvieron a los servicios fiscales de varios países —España entre ellos— para descubrir a miles de contribuyentes que pusieron su dinero en Suiza para evadir impuestos. Berna, sin embargo, lo considera un criminal porque, alega, robó los datos para intentar venderlos. Lo reclama por vulneración del secreto bancario, un delito que no existe en España.

El pasado 9 de agosto, durante su comparecencia ante el juez de la Audiencia Nacional Eloy Velasco —en la que no aceptó que se le entregara a Berna— tras su detención, el 1 de julio, en el puerto de Barcelona, Falciani ofreció su total disposición a colaborar con España para tratar de encontrar a nuevos defraudadores españoles que tienen dinero en Suiza. La propia fiscalía de ese país, en su demanda de extradición enviada al tribunal español, aseguraba que la información que el francoitaliano recopiló supone “una parte importante, si no la casi totalidad, de las actividades económicas que el banco HSBC ha mantenido con sus clientes durante, al menos, los diez últimos años”.

Las autoridades de Berna creen que robó los datos para intentar venderlos

Hasta el momento se desconoce si el informático tiene aún alguna copia en bruto de ese material o si lo que pudiera conservar todavía en su poder puede proporcionar información adicional más allá de las 130.000 cuentas de las que la fiscalía francesa se incautó durante un registro en su casa el 20 de enero de 2009. La fiscalía española también quiere saber lo que Falciani pueda aportar para investigar otros delitos.

Gracias a sus datos, 4.200 contribuyentes franceses se presentaron ante el fisco para regularizar su situación. También España ha utilizado esos ficheros, después de que el Gobierno francés se los facilitase. La Agencia Tributaria los usó para conseguir “la mayor regularización de la historia del fisco”, como dijo el exsecretario de Estado de Hacienda Carlos Ocaña en octubre de 2010. Las cuentas de contribuyentes españoles recogidas por Falciani son 3.000 y, hasta el momento Hacienda ha descubierto a, al menos, 659 defraudadores. El total de lo evadido en España ascendería a unos 6.000 millones, según estimaron fuentes no oficiales de Hacienda en su día. Entre los contribuyentes con obligaciones con Hacienda estaba el presidente del Santander Emilio Botín, que tuvo que abonar 200 millones.

más información

Además, la fiscalía tiene dudas técnicas de que Falciani pueda ser entregado. La ley de Extradición exige que los hechos por los que se le vaya a juzgar en Suiza sean delito en España. Berna lo reclama por violación del secreto comercial, espionaje económico y violación del secreto bancario. El Ministerio Público tiene dudas de que esa última infracción tenga cabida en el Código Penal español. La ley de Prevención del Blanqueo de Capitales fija una obligación general de denunciar cualquier indicio de evasión, según fuentes del tribunal.

Si los ficheros que copió Falciani tienen la importancia que les da Suiza, el francoitaliano podría ayudar, además, a investigar las relaciones con el narcotráfico y el terrorismo de algunos de los clientes del HSBC que detectó la Subcomisión de Seguridad Interior del Senado estadounidense. El banco ha pedido perdón y ha provisionado 2.000 millones de dólares para hacer frente a posibles demandas derivadas de esa investigación.

Falciani se encuentra en la prisión de Valdemoro (Madrid) tras ser detenido el pasado 1 de julio en virtud de una orden de detención internacional de Suiza cuando llegó a Barcelona en un barco que, según algunas fuentes policiales, procedía de Séte (Francia).

La fiscalía se inclina por no apoyar la extradición de Falciani a Suiza | Política | EL PAÍS

19/08/2012

A Suiça lava mais banco

Filed under: Bancos,Corrupção,Suíça — Gilmar Crestani @ 8:08 am

Aquele monte de pedra e neve não seria outra coisa não fosse um porto seguro para produtos de saques. Durante guerras, o botim dos saqueadores acaba hibernando na Suiça. Depois de lavado, ocupa salas de gente “de bens”. Os corruptos, ditadores e toda sorte de bandidagem tem na Suiça um ancorradouro para o roubo que perpetram diante de seus conacionais. O sigilo bancário suíço sempre foi o ímã da economia daquele país. Assim como alguns religiosos acrediatam que a Arca de Noé tenha encalhado no Monte Ararat, na Turquia, eu acredito que a arca do dinheiro mal havido, por corrupção, guerra, pistolagem, saque, botim, tenha ancorado na Suíça.

Cazador de millonarios

Hervé Falciani copió los datos de 130.000 presuntos evasores fiscales mientras trabajó para el banco en Ginebra.

Para muchos es un héroe cuya información permitió recuperar cientos de millones en impuestos impagados.

Suiza lo reclama a España al considerarlo un delincuente.

Manuel Altozano 18 AGO 2012 – 01:01 CET212

Hervé Falcani, exempleado del banco HSCB. / VALERY HACHE (AFP)

No hubo que hacer grandes esfuerzos para encontrarlo. Ahí estaba. Delante de sus narices. En la pantalla del ordenador frente al que había pasado los últimos seis años en la sede del HSBC de Ginebra tratando de mejorar los programas de bases de datos de clientes de uno de los primeros bancos del mundo. Lo que los ojos de Hervé Falciani estaban contemplando ese día de octubre de 2006 era oro puro. Información secreta. O al menos opaca. Datos protegidos por el sacrosanto secreto bancario suizo. Cuentas millonarias engordadas durante años por transferencias invisibles y flujos financieros de origen dudoso imposibles de trazar. De seguir. De investigar. Lo que este ingeniero informático de 34 años, casi recién salido del mejor instituto tecnológico de Francia, el Sophia Antibes, tenía delante eran miles de depósitos de ciudadanos y empresas extranjeras forjados a base de enormes sumas de dinero y colocados allí, lejos del alcance de sus respectivos Gobiernos para no pagar tributos. Ficheros que otros bancos de la competencia hubieran dado cualquier cosa por tener. Pruebas de delitos que habrían servido para chantajear a cientos de personas y exigirles dinero a cambio de silencio. Un tesoro para cualquier inspector de Hacienda. Una de las mayores bolsas de fraude jamás descubierta. Lo que estaba viendo Falciani, en suma, eran miles de millones en impuestos impagados. Por cobrar. En decenas de países.

La siguiente escena tiene lugar casi seis años después en el puerto de Barcelona. Es 1 de julio de 2012. Un barco, al parecer, procedente de Sète (Francia), trae a Falciani a España. El trayecto discurre en territorio Schengen, así que él cree que no hay riesgo de que le pidan la documentación. La Policía Nacional, sin embargo, ha decidido identificar a los viajeros. Es un control rutinario. No esperan a nadie. A lo mejor a algún inmigrante irregular… Pero al comprobar los papeles de este monegasco con nacionalidad francesa e italiana, casado y con un hijo, saltan las alarmas. Existe una orden de detención internacional contra él procedente de Suiza a pesar de que, para entonces, su información ha servido para destapar en toda Europa a miles de evasores fiscales y sacar a la luz cerca de 10.000 millones por los que no habían tributado. También en España. Berna lo considera un villano. Un ladrón. Es arrestado, y el Tribunal Federal de Bellinzona lo espera ahora para juzgarlo por robo de datos personales, vulneración del secreto comercial y violación del secreto bancario. Si la Audiencia Nacional decide extraditarlo, claro. Sus abogados recuerdan que ese delito no existe en España. Al contrario. La ley obliga a denunciar todo indicio de blanqueo.

Entre su genial descubrimiento y su arresto en Barcelona, la vida de Falciani es una precipitada huida hacia adelante. Seis años intensos en los que el informático se convierte en un fugitivo valorado en la medida de la información que tiene en su poder. Un delincuente al que juzgar y encarcelar para los que la pretenden destruir. Una especie de héroe, un Robin Hood digno de protección, para los que la quieren aprovechar. Una personalidad con claroscuros cuyas intenciones siempre han estado en tela de juicio. ¿Ganar dinero? ¿Colaborar con la justicia? Joven, inteligente, mediático… Esto es lo que pasó entre esos dos momentos.

“Existe un sistema a escala industrial para esconder dinero en paraísos fiscales”, denunció Falciani en 2010

Después de encontrarse con la valiosa información, en octubre de 2006, Falciani, nacido hace 40 años en Mónaco, casado y con un hijo, dedica día tras día parte de su jornada laboral a descargar esos datos en su portátil Mac. Durante más de dos años. Sistemáticamente. Indaga en las maniobras de ocultación de fondos del banco mientras pone en servicio una nueva aplicación para la gestión de clientes, prueba nuevos programas o soluciona problemas en las bases de datos. “Los bancos privados no están sujetos a ningún control y violan las leyes internacionales”, declara al diario italiano Il Sole 24 Ore en junio de 2010. “No es posible seguir los flujos de dinero y existe un sistema a escala industrial que usa las sociedades pantalla para esconder el dinero al fisco en paraísos fiscales”, añade.

En el número 2 del Quai del Général Guisan, la sede ginebrina del HSBC, a orillas del lago Léman, en pleno distrito financiero de la ciudad más importante de la Suiza francófona, nadie sospecha lo que ocurre en el departamento de sistemas. Falciani es un empleado más que llegó en 2000 de la filial de Mónaco. Sin conflictos con los compañeros o la empresa. Como cada día, acude a trabajar. Nada más. Nada raro. Hasta el 20 de marzo de 2008. Ese día estalla la tormenta. La Asociación Suiza de Banqueros (Swissbanking), la patronal del sector, lanza una alerta. Un tal Ruben Al-Chidiak, acompañado de una mujer llamada Georgina Mikhael, en nombre de una sociedad denominada Palorva, se había presentado el 4 de febrero en las oficinas del banco libanés Audi en Beirut. Su objetivo, siempre según Swissbanking, era negociar la venta de una base de datos de clientes de diferentes bancos suizos. Según la patronal, esa información se habría obtenido mediante piratería. Gracias a la interceptación electrónica de faxes que contenían órdenes de compra de fondos en las cuales aparecían los compradores. Esos dos individuos no lo han conseguido, pero el secreto bancario suizo, una de las señas de identidad del país, está en peligro.

La maquinaria judicial se pone en marcha. La policía descubre que detrás de la identidad de Ruben Al-Chidiak se esconde Falciani. El 20 de diciembre de 2008, el francoitaliano y su compañera de viaje son detenidos e interrogados, según la fiscalía suiza. El informático es puesto en libertad acto seguido y, al día siguiente, pone tierra de por medio. Quinientos dieciocho kilómetros exactamente. Hacia el sur. Se instala en Castellar, el último pueblecito francés de la Costa Azul pegado a la frontera italiana. A escasos kilómetros de Montecarlo, donde nació. En medio de los dos países de los que tiene pasaporte. Más allá de las garras de Berna, porque ni Francia ni Italia extraditan a sus nacionales. Pero Berna insiste. Quiere recuperar como sea el material que Falciani se descargó, y que la fiscalía y el HSBC consideran robado, y lanza una orden de detención internacional contra él. Pero en esta persecución desesperada Suiza comete un error de bulto. Sin dar demasiadas pistas sobre el contenido del ordenador del informático, pide a Francia que registre su domicilio, se incaute del portátil y le envíe los archivos.

Francia registró su domicilio a petición de Suiza, pero cuando vio el contenido del ordenador se lo quedó

20 de enero de 2009

El viceprocurador de la República en Niza, el número dos de la fiscalía de esa ciudad, se planta con un retén de policía en el número 2601 de la carretera de Condamine, en Castellar. Es la casa en la que Falciani y su familia se han instalado tras abandonar Ginebra. Tienen una orden de entrada para requisar “una serie de datos personales robados” que reclama la justicia suiza. La rutinaria diligencia se convierte en un hallazgo excepcional al inspeccionar el Mac. El viceprocurador, sobre el terreno, se da cuenta de que no son simples nombres, teléfonos, direcciones, correos electrónicos o números de documento. Se trata de nada menos que de 130.000 cuentas de supuestos evasores fiscales. Lo comunica sobre la marcha a su superior, el entonces fiscal de Niza, Éric de Montgolfier, que abre su propia investigación. Pero no contra Falciani, sino contra los supuestos defraudadores. La lista Falciani se queda en Francia. La información del exempleado del HSBC en Ginebra comienza a circular.

El asunto desata una crisis diplomática entre Francia y Suiza. Berna acusa a París de haberse quedado ilícitamente con unos datos robados. El Gobierno suizo llega a amenazar con no ratificar un tratado contra el fraude fiscal entre ambos países que debía entrar en vigor al año siguiente, en 2010. El Gobierno de Sarkozy, por su parte, responde amenazando con incluir a Suiza en la lista negra de paraísos fiscales de la OCDE. “Falciani negaba que los hubiera sustraído”, recordaba Montgolfier el pasado febrero al diario digital francés Mediapart. “Todo lo que sé es que fui yo quien se quedó con esos datos. No es Falciani el que me los ha enviado. Los recabé porque Suiza me pidió que lo hiciera sin decirme exactamente de qué se trataba”, continuaba el fiscal francés. “Lo supimos cuando los confiscamos. Era una información que concernía a nuestro país”.

La fiscalía suiza, sin embargo, tiene otra versión. Sospecha que Falciani ya había contactado con la agencia tributaria francesa antes del registro de su casa. El ministerio público de Berna asegura que, tras el fiasco de su viaje a Líbano, como botón de muestra, habría transmitido al fisco francés una lista de siete presuntos defraudadores franceses con cuentas en Suiza elaborada por él mismo. Que Francia, por tanto, ya sabía lo que se iba a encontrar en esa casa de Castellar.

Se estima que el dinero evadido al paraíso suizo,descubierto gracias a la ‘lista Falciani’, asciende a 6.000 millones

Los franceses, sin embargo, consideran que esa información y el modo en el que la consiguieron son completamente lícitos. Los ficheros incautados contienen datos personales de 130.000 personas, sí, pero también sus saldos de cuentas, apuntes bancarios y notas e informes de visitas de estos al HSBC. Montgolfier, ayudado por la gendarmería, encuentra entre ellos a más de 8.000 supuestos defraudadores franceses, entre personas y sociedades. El caso salta a los medios en agosto de 2009. El ministro de Hacienda del Gobierno de Sarkozy, Éric Woerth, anuncia estar en posesión de una lista de 3.000 cuentas suizas sin aclarar su origen. “Es la primera vez que disponemos de este tipo de informaciones, concretas, con nombres, números y haberes”, dice el ministro, que posteriormente reconocerá a Falciani como una de las fuentes de esa información. Woerth invita a sus titulares a acudir voluntariamente ante el fisco para regularizar su situación. Desde entonces, 4.200 personas se han presentado ante la inspección fiscal. Hasta el momento, Francia ha recuperado 1.200 millones de euros en impuestos impagados. Gracias a los datos de Falciani.

Los pocos nombres que saltan a la prensa francesa generan una sucesión de escándalos. El mayor, el de Patrice de Maistre, el asesor financiero de Liliane Bettencourt, propietaria del imperio L’Oréal, la mujer más rica de Francia, acusada de financiar de forma ilegal las campañas de la Unión por un Movimiento Popular (UPM), el partido del expresidente Sarkozy. Es el fiscal Montgolfier, no Woerth, quien revela la información y comunica que De Maistre aparece. El fiscal está sorprendido de que el ministro —también tesorero de la UPM— diga que en la lista hay 3.000 nombres cuando en realidad son 5.000. Entre ellos, junto al gestor de Bettencourt, también aparece Arlette Ricci, la heredera de la marca de perfumes Nina Ricci, ahora perseguida por fraude y blanqueo de dinero. Y políticos, como Jean-Charles Marchiani, mano derecha del exministro del Interior Charles Pasqua. Mientras el fisco francés investiga, Suiza sigue presionando para que Francia le devuelva el ordenador de Falciani. París no lo hace hasta febrero de 2010. Antes, la fiscalía envía copias a todos los países con los que tiene tratados de cooperación en materia fiscal y se lo solicitan.

24 de mayo de 2010

La información enviada por Francia ya está sobre una mesa de la sede central de la Agencia Tributaria (AEAT) en la calle Infanta Mercedes de Madrid. Los técnicos de la Oficina Nacional de Investigación contra el Fraude diseñan la estrategia a seguir. Hay que actuar rápido. Y con cuidado. Porque el plazo de cuatro ejercicios en el que caducan las deudas tributarias en España está a punto de cumplirse. Tampoco parece conveniente acudir directamente a la fiscalía, porque cualquier tribunal podría considerar ilícito el origen del material e impedir que se utilice su valiosísima información. Se opta por recurrir a lo que los expertos en impuestos llaman “procedimiento de gestión”. Hacienda cita a los presuntos defraudadores que identifica y les invita a abonar lo que deben con el recargo de una sanción, lo que paraliza de forma inmediata la prescripción. Les exige lo que han dejado de pagar durante años con el recargo de una sanción. El juez solo debe utilizarse como último recurso. El objetivo es perseguir a los evasores corriendo el menor riesgo posible. La discreta operación antifraude la supervisa el director de la Inspección, Carlos Cervantes, que rinde cuentas ante el director de la AEAT, Luis Pedroche, y el secretario de Estado de Hacienda, Carlos Ocaña.

Solo cinco meses después, en octubre, Ocaña está en condiciones de asegurar públicamente que lo logrado gracias a los datos de Falciani en España es, hasta ese momento, “la mayor regularización de la historia del fisco”. Gracias a las 3.000 cuentas enviadas por Francia, Hacienda pudo identificar a 659 supuestos evasores con fondos en el HSBC de Ginebra. El dinero que sale a la luz, según fuentes no oficiales, supera los 6.000 millones de euros. En la lista aparecen hombres poderosos, como Emilio Botín, presidente del Santander, y algunos miembros de su familia, como su hija Ana Patricia. Aunque todos reconocen la propiedad de sus cuentas en el banco suizo y se muestran dispuestos a cooperar, Anticorrupción los denuncia por delito fiscal en la Audiencia Nacional ante el peligro de que la deuda prescriba. El juez Fernando Andreu archiva poco después el caso tras comprobar que el banquero había abonado lo que debía: 200 millones de euros. Ni la fiscalía ni los jueces han puesto en duda la validez del material aportado por el confidente francoitaliano. Hasta el momento.

También aparecen afamados evasores en el repertorio enviado a Italia. Entre los 6.963 nombres que contiene se encuentran los modistos Valentino o Renato Balestra. También Gianni Bulgari, joyero de renombre mundial. O Elisabetta Gregoraci, la esposa del patrón de la fórmula 1 Flavio Briatore. En total, la cantidad que ha escapado a la Hacienda italiana gracias a las cuentas en el HSBC asciende a 570 millones de euros, que solo se descubrieron por los datos acumulados por el exinformático del banco.

Hoy sigue siendo un misterio la intención con la que, sistemáticamente y durante casi dos años, Falciani descargó en su ordenador todos esos ficheros. Si pretendía colaborar con la justicia y denunciar la maquinaria que su empresa puso al servicio del fraude, como él mismo mantiene desde el principio, o simplemente vender esa información por una ingente cantidad de dinero, como sostiene la justicia suiza. A esta última tesis se ha sumado Georgina Mikhael, la mujer que lo acompañó en su viaje a Líbano en febrero de 2008. “El objetivo de Falciani era vender esos datos y conseguir dinero a cambio, no luchar contra Al Qaeda, como él dice”, declaró en enero de 2010 a Le Monde. “Creo que preparaba su golpe desde hacía mucho tiempo”, añadió. Los abogados del exempleado del HSBC, sin embargo, aseguran que una vez que la policía francesa se quedó con su ordenador, colaboró con ella para desencriptar los ficheros, sistematizarlos, cruzar datos y hacerlos más accesibles a los investigadores. “Lo que me empujó a denunciar fue la enormidad del fenómeno”, declaró Falciani en diciembre de 2009 a Le Figaro. “Al final del verano de 2006 alerté de esas irregularidades a la autoridades suizas, pero como no respondieron, me dirigí a las de otros países”.

Más allá de los servicios prestados, ahora que está en prisión por primera vez desde que estalló el escándalo, la pregunta es: ¿Puede Falciani proporcionar más información? ¿Sigue siendo útil para investigar nuevos delitos? En su primera comparecencia ante el juez de la Audiencia Nacional Eloy Velasco, tras su detención en Barcelona, se ofreció a la justicia española para seguir colaborando. En la demanda de extradición enviada a España por la fiscalía suiza se dice que los datos que se llevó “describen parte importante, si no la casi totalidad, de las actividades económicas que el HSBC ha mantenido con sus clientes durante al menos los 10 últimos años”.

Solo 15 días después de su arresto, la subcomisión de Seguridad Interior del Senado de EE UU hizo pública su investigación sobre la falta de controles del HSBC para detectar el blanqueo de dinero. Tras un año de indagaciones, la Cámara estadounidense concluyó que los cárteles mexicanos de la droga se servían del HSBC para introducir dinero en EE UU y que su filial americana llegó a transferir 1.000 millones de dólares al banco saudí Al Rajhi, al que cree relacionado con Al Qaeda. Varios ejecutivos del banco han pedido perdón públicamente y la entidad ha provisionado 2.000 millones de dólares para hacer frente a las sanciones que les puedan imponer. Si los datos que el informático aún detenta son tan importantes como mantiene Suiza, quizá podría seguir ayudando. Si es así, a su lista de enemigos —la justicia suiza, uno de los bancos más potentes del mundo y miles de evasores de impuestos descubiertos— podrían sumarse peligrosos delincuentes. Él asegura que tiene miedo. Que teme por su vida. Es consciente de que vale lo que sabe. Que no le queda otra que huir hacia adelante.

Con información de Ana Teruel, Lucia Magi y Rodrigo Carrizo Couto.

Cazador de millonarios | Política | EL PAÍS

01/06/2012

Como diria Maluf…

Filed under: Corrupção,Suíça — Gilmar Crestani @ 9:13 am

 

“¿Qué hay de malo en tener cuenta en Suiza? ¿No es lo mismo que Zaragoza?”

La secretaria del duque de Palma intenta defender el desvío de fondos del yerno del rey al extranjero en su declaración ante el fiscal

A. MANRESA / J. GARCÍA Palma / Barcelona 31 MAY 2012 – 17:01 CET543

Julita Cuquerella, secretaria de Urdangarin (derecha) llega a los juzgados de Barcelona con una amiga, el pasado 21 de abril. / alejandro garcia (efe)

La secretaria de Iñaki Urdangarin admitió ante José Castro, el juez de Baleares que investiga el llamado ‘caso Noos’, que ella fue la autora de una nota manuscrita en la que se indicaba cómo cobrar un dinero a través de una cuenta suiza. La investigación judicial ha acreditado que el duque de Palma cobró a través de una empresa vinculada a Aguas de Valencia (Agval) una comisión de 370.000 euros por su asesoramiento. El dinero supuestamente se ingresó en dicha cuenta, cuya numeración fue hallada en la nota manuscrita cuya autoría reconoce la secretaria de Urdangarin durante el registro de la empresa del duque en Barcelona. Por unos miles de euros, esa operación de Urdangarin de fraude al fisco no tiene la consideración de delito fiscal, tipificado para aquellos supuestos en que lo no pagado a la Hacienda Pública supera los 120.000 euros.

En el interrogatorio como testigo a la asistente personal de Urdangarin, celebrado en Barcelona el pasado 20 de abril, el fiscal insistió sobre la nota manuscrita que dirigió la investigación hacia la cuenta del duque de Palma en Suiza. Esta es la transcripción literal que figura en el sumario sobre dicho interrogatorio, que en ocupa 30 folios del sumario, del que ya EL PAÍS ha publicado una entrega anterior.

Fiscal. ¿Era un contrato firmado por un tal Robert Cooks, con Aguas de Valencia?

Asistente de Urdangarin. Es que me lo dieron [el contrato] en un sobre cerrado. No lo sé [quién lo firmaba], señor fiscal; de verdad, me lo dieron en un sobre cerrado.

Fiscal. ¿Quién se lo dio?

Asistente. El señor Urdangarin y me dictó la nota, sí (…) No me parece nada mal, no veo nada malo en esa nota [que escribió ella].

Fiscal. Nadie le dijo que haya nada malo en esa nota, [pero en ella] hay una cuenta en Suiza ¿Se la dio el señor Urdangarin?

Asistente. ¿Qué hay de malo tener una cuenta en Suiza? ¿No es lo mismo Suiza que Zaragoza?

Juez. Señora, señora, no califique, conteste a la pregunta. Y ya no la apercibo más, ¿eh?

Asistente. Perdone, perdone.

Fiscal. ¿Usted tiene una cuenta en Suiza, señora Cuquerella?

Asistente. Yo no.

Fiscal. ¿El señor Urdangarin tiene una y a través de un testaferro, un hombre de paja que se llama Robert Cooks? ¿Esto tampoco es tan normal?

Asistente. Yo no sé si el señor Urdangarin tiene una cuenta en Suiza.

Fiscal. Deje de preguntarme.

Asistente. Me ha preguntado usted. No me deja que le cuente como pasó, señor fiscal.

Fiscal. Dígame.

Asistente. Vale. Estábamos el señor Urdangarin y yo despachando y me dice: "Julita, este sobre junto con una nota que te voy a redactar, por favor, haz que llegue a Miguel Zorio [intermediario entre el duque y la empresa vinculada a Aguas de Valencia]". "De acuerdo", digo. "Muy bien". Inmediatamente coge el teléfono y llama, creo que fue, de esto no estoy completamente segura, al señor Treviño, José María Treviño. Le da este número de cuenta, porque yo veo que el señor Urdangarin apunta el número de cuenta, y entonces me da la nota. "Ponle esto a Miguel Tejeiro y queda con él". Perdone, a Miguel Zorio, [ya] que [esta] era la manera de hacérselo llegar. Y entonces me dijo: "Creo que va a estar en Barcelona estos días". Yo llamé al señor Miguel Zorio y el sobre con la nota se los llevé a un hotel en el que se encontraba Miguel Zorio en Barcelona. Así es como pasó.

“¿Qué hay de malo en tener cuenta en Suiza? ¿No es lo mismo que Zaragoza?” | Política | EL PAÍS

04/10/2011

Suíça, Luxemburgo e Ilhas Cayman lavam mais banco

Filed under: Ilhas Cayman,Luxenburgo,Paraíso Fiscal,Suíça — Gilmar Crestani @ 9:16 am
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A maioria do CANSEI e dos grupos mafiomidiático brasileiros tem conta nas Ilhas Cayman. Na Suíça, então, nem se fala. E por que não há boicote contra estes países? Simplesmente porque eles são “úteis” aos corruptos de todas as latitudes e longitudes. Por que os EUA não propõem Bloqueio Econômico contra as Ilhas Cayman? Por o dinheiro lavado chegam limpinho na terra do Terrorismo de Estado. Simples assim.

Un estudio señala a Suiza, Islas Caimán y Luxemburgo como los paraísos fiscales más activos

Los investigadores de Tax Justice Network concluyen que la lista negra del G-20 ha sido ineficaz en la lucha contra el secretismo financiero.- España, la más transparente entre las 72 jurisdicciones analizadas

ALEJANDRO BOLAÑOS – Madrid – 04/10/2011

La organización Tax Justice Network, apoyada por académicos, activistas y ONG, acaba de sintetizar en un índice de secretismo financiero lo que era un secreto a voces. Los aireados esfuerzos del G-20 por eliminar el blindaje de los paraísos fiscales han tenido resultados muy modestos. Tras un prolijo análisis de 72 jurisdicciones -las más opacas y las más relevantes en los mercados globales financieros-, los investigadores concluyen que los criterios que usó la OCDE para elaborar una lista negra de paraísos fiscales son "inadecuados e ineficaces".

La publicación de esa lista negra de jurisdicciones poco cooperativas con las autoridades, fiscales y judiciales, del resto del mundo fue una de las medidas estelares de la cumbre del G-20 en Londres, en abril de 2009. "La era del secreto bancario ha terminado", proclamó entonces el presidente francés, Nicolás Sarkozy. A los pocos meses, ninguna plaza financiera estaba ya en esa lista maldita y apenas un puñado figuraba en otra lista gris. ¿Es ahora más fácil para las autoridades de otros países conseguir datos de personas con cuentas en paraísos fiscales? La investigación de Tax Justice Network revela que el avance en el intercambio de información, simbolizado en los cientos de acuerdos bilaterales suscritos desde 2009, se queda en el papel, apenas tiene efectos prácticos. Muchos paraísos fiscales captan incluso más dinero que antes, de acuerdo a los datos del Banco de Pagos Internacionales. Y, según el análisis de Tax Justice Network, Suiza, Islas Caimán y Luxemburgo, ocupan, por este orden, el pódium de "jurisdicciones opacas" más activas.

"Los resultados de la investigación muestran que las jurisdicciones más opacas han aumentado su actividad", resume Isabel Ortigosa, de InspirAction, una ONG que colabora con Tax Justice Network en la plataforma No a los paraísos fiscales y ha difundido la investigación en España. "La opacidad de los paraísos fiscales facilita delitos como el lavado de dinero, la corrupción y la evasión fiscal", recalca Ortigosa en la nota que acompaña al informe. Los investigadores de Tax Justice Network han elaborado su índice a partir de una doble medida: las barreras a las peticiones de información por autoridades de otros países y la relevancia de la jurisdicción en el mercado financiero global.

La investigación puntúa en una escala, de 0 a 100, como se comportan las jurisdicciones analizadas en una quincena de aspectos (publicación de datos, secreto bancario, registro de fundaciones, respuesta a las peticiones de información). Entre las más opacas (con puntuaciones por encima de 75) están Suiza y muchas de las plazas financieras que han dado fama al concepto de paraíso fiscal (Islas Caimán, Jersey, Belize, Barbados o Gibraltar). La relevancia en los mercados financieros aúpa a Suiza a la primera posición, pero también sitúa a Luxemburgo en el tercer puesto y a EE UU en el quinto -a los nortemericanos se les afea la legislación de algunos estados, como Delawere, que promueve la creación de fundaciones oscurantistas-. Por la misma razón, Japón y Alemania están entre las diez jurisdicciones opacas más relevantes.

La investigación incluye a los 20 mayores exportadores de servicios financieros, motivo por el que también se analiza a España. El resultado es que la normativa española es la más transparente entre las 72 juridicciones investigadas, aunque su peso en el sector financiero la sitúa en el puesto 53 del ranking.

Tax Justice Network destaca el ascenso de algunas plazas asiáticas como Hong-Kong o Macao en la captación de fondos opacos, una evolución que los investigadores relacionan con la oposición de China a cualquier avance en medidas significativas contra los paraísos fiscales en el seno del G-20. El grupo de países ricos y emergentes tiene previsto revisar la eficacia de su política contra los paraísos fiscales en la cumbre de Cannes (Francia) a principios de noviembre. Pero sigue dando señales contradictorias: Alemania y Reino Unido acaban de firmar sendos acuerdos con Suiza, por los que recibirán dinero en compensación (parcial) de los impuestos que debían pagar los titulares de cuentas suizas. A cambio, renuncian a exigir los datos personales de esos contribuyentes.

Lo que sí empieza a asumir el G-20 es la ineficacia de los criterios establecidos para salir de la caduca lista negra de paraísos fiscales. Bastaba con firmar acuerdos de intercambio de información con otras 12 jurisdicciones -contaban, por ejemplo, los acuerdos entre paraísos fiscales o con países con estructuras fiscales muy débiles-. En la inmensa mayoría de esos acuerdos bilaterales se exige a la autoridad nacional que pruebe antes que hay alguna irregularidad fiscal o, incluso indicios de delito -algo casi imposible sin contar a priori con la información bancaria-. Y esos acuerdos bilaterales siguen contando para evitar la lista negra incluso cuando no haya dado lugar a intercambio de información alguno.

Un estudio señala a Suiza, Islas Caimán y Luxemburgo como los paraísos fiscales más activos · ELPAÍS.com

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