Ficha Corrida

18/07/2016

Se a Rede Globo for contra, é bom sinal

A democracia é bom? Tirando meio dúzia de midiotas amestrados pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium, não há vivalma que não entenda que a Democracia é o menos pior dos regimes. Ora, então por que a Rede Globo sempre conduz para rupturas institucionais, apoiando implícita e explicitamente golpes?! Ora, porque a Rede Globo só existe em função da ditadura. Para os desavisados que ainda propugnam pelo golpe militar, porque em 1964 ainda não havia internet nem rede internacional de televisão, basta observar o que aconteceu neste fim de semana na Turquia. Os golpes no Chile, na Argentina e no Brasil em nada diferiram do que aconteceu na Turquia. A única  diferença é que os militares da Turquia ocuparam a tv pública, enquanto os militares brasileiros contaram de livre e espontânea vontade, com a Rede Globo.

Hoje há uma fórmula muito concreta e certeira de saber qual o melhor rumo a tomar, basta seguir o sentido oposto àquele sinalizado pela Rede Globo e suas filias nas mãos de coronéis locais (Barbalho no Amapá, Sarney no Maranhão, Jereissati no Ceará, Maia no RN, Collor de Mello em Alagoas, ACM na Bahia, J. Hawilla no oeste paulista, e Sirotsky no Sul. Um exemplo bem concreto e atual é o golpe para derrubar Dilma e implantar uma cleptocracia liderada por Eduardo CUnha.

A perseguição obsessiva contra Lula, desde os tempos da ditadura, é a prova do quanto a Rede Globo odeia que não segue sua cartilha. Assim como tentou roubar a eleição de Brizola com a Proconsult, de favorecer Collor contra Lula nas eleições de 1989, e depois, como mostrou o escândalo da Parabólica, favorecer FHC também contra Lula, agora vive criando notícias fantasiosas, como cortina de fumaça, para livrar a própria cara e de seus ventríloquos. Lula não está na Lista de Furnas, na Lista Falciani do HSBC, na Lista Odebrecht, no Panama Papers, na manipulação do Carf, na Operação Zelotes, na Lava Jato nem lava dinheiro nas Ilhas Cayman, Seychelles, Ilhas Virgens, Liechtenstein. Nem Lula, nem Dilma. Mas a Rede Globo e seus parceiros de golpe estão em quase todas e em outras que sequer sabemos.

Só bandidos e anencefálicos ficam ao lado de golpistas!

A Inglaterra aplaude os Cieps que a Globo maldisse aqui

Por Fernando Brito · 17/07/2016

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No dia em que o Complexo da Pampulha, em Belo Horizonte, primeira grande obra “solo” de Oscar Niemeyer é reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, reproduzo a reportagem sobre dois premiados arquitetos ingleses que adotaram os “brizolões”do arquiteto brasileiro como fonte de inspiração  para um programa de construção em massa de escolas no Reino Unido.

É uma remissão, em grande estilo, do monte de mesquinharias ou, simplesmente, bobagens que sobre eles se disse aqui.

Perdoem se confesso o imenso orgulho por ter –  tal como um dos autores da matéria, Luiz Augusto Erthal – participado da grande aventura dos Cieps nos dois governos Brizola.

Ainda outro dia, pela milionésima vez, respondi no Facebook “críticas” aos Cieps de gente que, embora bem intencionada, envenenou-se com as décadas de propaganda da Globo contra os Cieps, movida não só pelo ódio de Roberto Marinho a Brizola como, também, por sua ojeriza a que se fizesse um programa educacional de qualidade para as massas populares.

Era a velha história de que foram “feitos na beira de estradas” como se isso fosse para torna-los “out-doors”.

As razões, óbvio, são outras. A começar porque os que são – e centenas de Cieps são – fora da visão de vias principais simplesmente “não existem” para a classe média que não percorre os cafundós das periferias.

Outra, também evidente, é que é absolutamente funcional colocá-los próximo às vias onde passam ônibus, pela basilar razão de que o pai ou a mãe da criança não irá levá-los à escola no seu reluzente 4×4 e muito menos é racional esperar-se que caminhem um ou dois quilômetros debaixo de sol e chuva com seus pequenos.

É apenas um exemplo do que, apesar da evidente tolice, repetiu-se durante 20 anos sobre as escolas de Oscar Niemeyer e Darcy Ribeiro. Claro que existiram problemas, impossível não javer num processo que ergueu 508 prédios que somavam mais do que a área construída de Brasília quando JK a inaugurou.

Mas havia, e há, uma ideia generosa, executada dentro das melhores práticas de arquitetura e engenharia, sem um tostão de auxílio federal e sem um ato sequer que maculasse a grandeza dos seus propósitos e de suas realizações.

Uma destas coisas pelas quais valeu brigar, que segue espetada na paisagem, a lembrar que nada pode demolir um sonho.

Leia a seguir e, querendo, assine o Toda Palavra, outra paixão incorrigível do Erthal, o jornal impresso, embora também em edição eletrônica.

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Escolas de Brizola e Darcy
podem virar padrão na Inglaterra

Há quatro anos o governo britânico lançou o programa Building Schools for Futures (Construindo Escolas para o Futuro), que pretendia suprir o déficit de salas de aula na Inglaterra com a construção em larga escala de escolas pré-moldadas econômicas e de rápido processo construtivo. O plano do então secretário de educação, Michael Gove, gerou uma intensa polêmica entre os arquitetos ingleses, que viam com desconfiança a ideia de serem produzidas escolas padronizadas com um design inferior e despersonalizado.

Enquanto os empreiteiros se apressaram a apresentar ao governo projetos de kits pré-moldados baratos, ao custo de 1.465 libras (cerca de 1.950 dólares) o metro quadrado, o Royal Institute of British Architects (RIBA) desafiou os arquitetos ingleses a buscarem alternativas para oferecer um projeto escolar de alto padrão de design, pois os modelos até então propostos, segundo eles, equivaliam a galpões que, além de desconfortáveis, dificilmente poderiam ser adaptados a terrenos acidentados.

David Chambers e Kevin Haley, donos do conceituado escritório londrino de arquitetura e design Aberrant Architecture, vieram, então, ao Brasil buscar inspiração nos Centros Integrados de Educação Pública, construídos no Rio de Janeiro nos anos 80 e 90, durante os dois governos de Leonel Brizola, com projeto educacional de Darcy Ribeiro e arquitetônico de Oscar Niemeyer. Para eles, aquele seria o modelo ideal de escola pública a ser adotado pelo Reino Unido.

A pesquisa realizada por eles resultou em uma impressionante apresentação, com a exibição de réplicas em miniatura dos 508 Cieps construídos no Brasil, contendo seus nomes e localizações, dentro da exposição “Venice Takeaway: Ideas to Change British Architecture” (Veneza Takeaway: Ideias para Mudar a Arquitetura Britânica), realizada pelo British Council para a Bienal de Arquitetura de Veneza de 2012. No ano seguinte a exposição foi montada no próprio RIBA, no coração de Londres, com grande destaque na imprensa britânica, e agora a pesquisa dos dois arquitetos foi transformada em livro (Wherever You Find People: The Radical Schools of Oscar Niemeyer, Darcy Ribeiro, and Leonel Brizola) a ser lançado no final deste ano.

O programa de construção de escolas do governo britânico ainda não deslanchou por conta de dificuldades políticas, mas alguns dos conceitos dos Cieps já foram aplicados em uma escola de ensino fundamental do Leste de Londres, a Rosemary Works, cujo projeto de reforma foi assinado pela Aberrant Architecture. Sabotados pelos governos que sucederam Brizola no Estado do Rio, desprezados pela mídia e pelas elites brasileiras, os Cieps conquistam, enfim, 31 anos depois de lançados, o reconhecimento internacional como um dos mais extraordinários programas educacionais já realizados no mundo.

TODA PALAVRA entrevistou com exclusividade um dos sócios da Aberrant Architecture para saber por que um projeto de mais de 30 anos, concebido para ser executado em um país tropical marcado por grandes desigualdades sociais e por um baixo padrão de educação pública seria adequado para um país europeu como a Inglaterra. Admitindo que os britânicos também possuem problemas sociais a serem enfrentados, David Chambers destaca a importância da boa arquitetura a serviço da educação.

“Ficamos fascinados ao descobrir que a padronização no Brasil teve como objetivo estender o alcance da arquitetura de alta qualidade para todos. A maioria dos Cieps ficavam em áreas pobres, onde não havia uma boa infraestrutura pública. Então eles assumiram um papel cívico maior”, diz Chambers. “Os playgrounds cobertos, por exemplo, tornaram-se praças públicas essenciais. Era fundamental que eles fossem além do papel de uma escola: todo o programa preconizava o uso da arquitetura a favor de uma nova filosofia educacional.”

Para o arquiteto não haverá dificuldades em adaptar o projeto do calor dos trópicos para o rigoroso inverno europeu. Ele lembra que isso aconteceria aqui mesmo, caso Brizola tivesse chegado à Presidência da República e realizado o seu plano de espalhar 10 mil Cieps pelo Brasil, pois muitas dessas escolas seriam instaladas em regiões de clima mais temperado, como o Sul do país. David Chambers prefere destacar a robustez dos edifícios, que, segundo ele, estão resistindo bravamente ao tempo e ao abandono.

“Claramente o design tem sido extremamente resistente ao longo do tempo. Construções escolares às vezes sofrem com mudanças sucessivas de administração e por falta de manutenção e de recursos. Mas a alta qualidade do design e da construção tem permitido aos Cieps manterem boa aparência e permanecerem robustos até hoje.”

A Inglaterra aplaude os Cieps que a Globo maldisse aqui – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

04/10/2011

Suíça, Luxemburgo e Ilhas Cayman lavam mais banco

Filed under: Ilhas Cayman,Luxenburgo,Paraíso Fiscal,Suíça — Gilmar Crestani @ 9:16 am
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A maioria do CANSEI e dos grupos mafiomidiático brasileiros tem conta nas Ilhas Cayman. Na Suíça, então, nem se fala. E por que não há boicote contra estes países? Simplesmente porque eles são “úteis” aos corruptos de todas as latitudes e longitudes. Por que os EUA não propõem Bloqueio Econômico contra as Ilhas Cayman? Por o dinheiro lavado chegam limpinho na terra do Terrorismo de Estado. Simples assim.

Un estudio señala a Suiza, Islas Caimán y Luxemburgo como los paraísos fiscales más activos

Los investigadores de Tax Justice Network concluyen que la lista negra del G-20 ha sido ineficaz en la lucha contra el secretismo financiero.- España, la más transparente entre las 72 jurisdicciones analizadas

ALEJANDRO BOLAÑOS – Madrid – 04/10/2011

La organización Tax Justice Network, apoyada por académicos, activistas y ONG, acaba de sintetizar en un índice de secretismo financiero lo que era un secreto a voces. Los aireados esfuerzos del G-20 por eliminar el blindaje de los paraísos fiscales han tenido resultados muy modestos. Tras un prolijo análisis de 72 jurisdicciones -las más opacas y las más relevantes en los mercados globales financieros-, los investigadores concluyen que los criterios que usó la OCDE para elaborar una lista negra de paraísos fiscales son "inadecuados e ineficaces".

La publicación de esa lista negra de jurisdicciones poco cooperativas con las autoridades, fiscales y judiciales, del resto del mundo fue una de las medidas estelares de la cumbre del G-20 en Londres, en abril de 2009. "La era del secreto bancario ha terminado", proclamó entonces el presidente francés, Nicolás Sarkozy. A los pocos meses, ninguna plaza financiera estaba ya en esa lista maldita y apenas un puñado figuraba en otra lista gris. ¿Es ahora más fácil para las autoridades de otros países conseguir datos de personas con cuentas en paraísos fiscales? La investigación de Tax Justice Network revela que el avance en el intercambio de información, simbolizado en los cientos de acuerdos bilaterales suscritos desde 2009, se queda en el papel, apenas tiene efectos prácticos. Muchos paraísos fiscales captan incluso más dinero que antes, de acuerdo a los datos del Banco de Pagos Internacionales. Y, según el análisis de Tax Justice Network, Suiza, Islas Caimán y Luxemburgo, ocupan, por este orden, el pódium de "jurisdicciones opacas" más activas.

"Los resultados de la investigación muestran que las jurisdicciones más opacas han aumentado su actividad", resume Isabel Ortigosa, de InspirAction, una ONG que colabora con Tax Justice Network en la plataforma No a los paraísos fiscales y ha difundido la investigación en España. "La opacidad de los paraísos fiscales facilita delitos como el lavado de dinero, la corrupción y la evasión fiscal", recalca Ortigosa en la nota que acompaña al informe. Los investigadores de Tax Justice Network han elaborado su índice a partir de una doble medida: las barreras a las peticiones de información por autoridades de otros países y la relevancia de la jurisdicción en el mercado financiero global.

La investigación puntúa en una escala, de 0 a 100, como se comportan las jurisdicciones analizadas en una quincena de aspectos (publicación de datos, secreto bancario, registro de fundaciones, respuesta a las peticiones de información). Entre las más opacas (con puntuaciones por encima de 75) están Suiza y muchas de las plazas financieras que han dado fama al concepto de paraíso fiscal (Islas Caimán, Jersey, Belize, Barbados o Gibraltar). La relevancia en los mercados financieros aúpa a Suiza a la primera posición, pero también sitúa a Luxemburgo en el tercer puesto y a EE UU en el quinto -a los nortemericanos se les afea la legislación de algunos estados, como Delawere, que promueve la creación de fundaciones oscurantistas-. Por la misma razón, Japón y Alemania están entre las diez jurisdicciones opacas más relevantes.

La investigación incluye a los 20 mayores exportadores de servicios financieros, motivo por el que también se analiza a España. El resultado es que la normativa española es la más transparente entre las 72 juridicciones investigadas, aunque su peso en el sector financiero la sitúa en el puesto 53 del ranking.

Tax Justice Network destaca el ascenso de algunas plazas asiáticas como Hong-Kong o Macao en la captación de fondos opacos, una evolución que los investigadores relacionan con la oposición de China a cualquier avance en medidas significativas contra los paraísos fiscales en el seno del G-20. El grupo de países ricos y emergentes tiene previsto revisar la eficacia de su política contra los paraísos fiscales en la cumbre de Cannes (Francia) a principios de noviembre. Pero sigue dando señales contradictorias: Alemania y Reino Unido acaban de firmar sendos acuerdos con Suiza, por los que recibirán dinero en compensación (parcial) de los impuestos que debían pagar los titulares de cuentas suizas. A cambio, renuncian a exigir los datos personales de esos contribuyentes.

Lo que sí empieza a asumir el G-20 es la ineficacia de los criterios establecidos para salir de la caduca lista negra de paraísos fiscales. Bastaba con firmar acuerdos de intercambio de información con otras 12 jurisdicciones -contaban, por ejemplo, los acuerdos entre paraísos fiscales o con países con estructuras fiscales muy débiles-. En la inmensa mayoría de esos acuerdos bilaterales se exige a la autoridad nacional que pruebe antes que hay alguna irregularidad fiscal o, incluso indicios de delito -algo casi imposible sin contar a priori con la información bancaria-. Y esos acuerdos bilaterales siguen contando para evitar la lista negra incluso cuando no haya dado lugar a intercambio de información alguno.

Un estudio señala a Suiza, Islas Caimán y Luxemburgo como los paraísos fiscales más activos · ELPAÍS.com

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