Ficha Corrida

24/07/2016

Os verdadeiros terroristas brasileiros têm o DNA da Rede Globo

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Colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, é um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa as questões políticas e econômicas. Escreve aos domingos e quintas-feiras.

Ministro da Justiça inclui Brasil no mapa do terror

24/07/2016 02h00

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Os nossos terroristas não se assemelham aos que atacam a França, os Estados Unidos, a Inglaterra, agora a Alemanha, e outros comprometidos em ações bélicas no Oriente Médio, na Ásia e na África. Os nossos terroristas não matam pessoas inocentes para fazer mal a cada país inimigo. Mas os nossos terroristas fazem certo mal como os terroristas armados.

Com a diferença de que atingem um só país. O seu. O nosso.

Nenhuma das mazelas de que somos íntimos é exclusividade brasileira. Todas estão pelo mundo afora, em graus e concentrações variáveis. Nada, muito menos as mazelas alheias, justifica ou compensa as nossas. Embora possamos dizer, e deveríamos dizê-lo muito e alto, que não andamos por aí massacrando povos e destruindo cidades alheias, tomando terras, roubando riquezas. Exclusividade nossa, parece, é o vício de nos alimentarmos de nossas mazelas, de usufruí-las em um enorme gozo nacional, que faz do nosso um país patético.

Desde 2008, o mundo todo é corroído por crise econômica. Consequência de patifarias no sistema financeiro dos Estados Unidos muito maiores do que o ocorrido na Petrobras. Cada brasileiro vive ainda, de algum modo, efeitos daquele estouro, mas só uma parte ínfima da população tem ideia aqui do se passou lá, e de como nos atingiu. Explica-se: apesar dos milhões de norte-americanos que perderam suas casas ou suas economias, o problema foi tratado publicamente com cautela e sobriedade pelas instituições oficiais e por imprensa e TV.

No Brasil, o sensacionalismo é a regra. A veracidade é secundária, ou nem isso. A preocupação com os efeitos do espalhafato inexiste. O escândalo gera escândalo, e passa ele a ser um escândalo –não mais interno, apenas, mas o Brasil escandalizando o mundo. É o terrorismo contra si mesmo, é o nosso terrorismo.

Se esse terrorismo não ataca a vida humana em ação direta, não deixa de fazê-lo por outros meios. O período dos altos índices de inflação legou um exemplo claro. A par de outros fatores, o escândalo feito com a inflação, a cada taxa nova ou hipótese de taxa, levava a imediato aumento dos preços e a inflação para mais alto.

Os efeitos sociais negativos dispensam referências.

O exemplo se atualiza com a Petrobras. Na combinação de razões corretas e muitas leviandades, o escândalo da bandalheira de menos de meia dúzia de sujeitos, na maior empresa brasileira, atingiu em cheio não só a Petrobras, mas também a riqueza brasileira do pré-sal. A crise da estatal alcança as finanças dos estados e milhares de empregos. O papel do pré-sal no futuro do país é rebaixado a objeto de negócios com que cobrir alguns buracos nas contas de hoje. Por suas proporções anormais até para escândalos, o da Petrobras escandalizou o mundo e expõe à sanha da cobiça internacional.

A Olimpíada não poderia escapar. A caça ao escândalo não teve o êxito esperado das contas e dos prazos descumpridos, tradicionais fornecedores. O terrorismo, sim, afinal teve um ato positivo: entregou-se como pretexto. A imprensa e a TV faziam o possível, até indicaram, inclusive com mapa, o que serão os pontos mais atraentes ou vulneráveis para a ação de terroristas. Veio, porém, do próprio governo o embalo do sensacionalismo. Por intermédio de quem mais deveria combatê-lo: o ministro da Justiça.

Alexandre Moraes dividiu-se entre o ridículo e a irresponsabilidade, ao se apresentar a propósito da prisão de dez talvez terroristas futuros. Com informações logo contestadas por um juiz e, de objetivo, um mínimo indício a ser verificado, aos ouvidos do mundo o ministro da Justiça incluiu o Brasil no mapa do terror. Quando estrangeiros cuidam de sua viagem para o Brasil da Olimpíada.

No nosso terrorismo, o ministro Alexandre Moraes é mais eficiente do que os seus dez presos.

Somados.

20/04/2016

A Vertigem das Listas

Agora, além de tirar os sapatos para entrar nos EUA, os golpistas também tiraram a carapuça e vestiram o chapéu.

Este é o legado da Operação Lava Jato conduzida pelos aloprados do MPF à república bananeira. Enturmados nos propósitos de entregarem os direitos trabalhistas e as empresas nacionais aos interesses econômicos externos, agentes políticos comandados por Rodrigo Janot conseguiram consolidar, em plena era da internet, a imagem bananeira no exterior. O que era para ser República virou, nas mãos dos golpistas, uma ré pública. Não adianta botar a culpa no Congresso se Eduardo CUnha só continua ativo e atentando contra a República por sua omissão.

Aqui se grampeia, se caça, se persegue obsessivamente, se vaza, mas também, ao velho estilo Rubens Ricúpero, se protege. Para proteger CUnha há que se caçar Lula. Octa delatado, Aécio Neves continua um varão ilibado na Lava Jato. Se por um lado pode-se alegar sua prerrogativa parlamentar de foro privilegiado, o mesmo não se pode dizer da eminência parda, Andrea Neves. Para a Lava Jato, Andrea é tão inocente quanto Cláudia Cruz. Ambas têm mais do que foro privilegiado. Tem imunidade. Não são investigadas, muito menos interrogadas, razão pela qual também jamais serão “coercitadas” a deporem em aeroportos. Eduardo CUnha, notório corrupto mundo afora, aqui continua, leve livre e solto e vai depor se quiser e quando quiser, enquanto comando o show no Baile da Ilha Fiscal

Minhas aulas de Direito Penal foram hilárias. Nos tempos de FHC uma campanha publicitária de conscientização do uso de preservativo vendeu pinto por Bráulio, nome de meu professor…  Talvez por isso assalta-me à ideia uma dúvida shakespeariana. O que é criminoso: usar dinheiro de uma instituição pública (CEF) para pagar despesa pública (Bolsa Família), ou gravar clandestinamente a Presidenta e entregar o produto obtido ilegalmente à Rede Globo para divulgar, também de forma ilegal, o conteúdo? Sim, há atenuantes segundo a teleologia dos fins que justificam os meios. O meio ilegal foi um adubo legal para a famiglia comandada por CUnha no Congresso Nacional.

A ideia em construção do golpe foi perpetrada nos porões da Lava Jato. A parceria com a Rede Globo serviu para, ao modo de Goebbels, repetir ad nauseam a cantilena dos bons (Aécio, Cunha, Temer, Bolsonaro) contra os maus  (o governo). Mas o fato inconteste é que os bons estão em todas as listas depois da Lista de Schindler. Os intocáveis da Lava Jato estão  na Lista Falciani do HSBC, na Lista da Operação Zelotes, na Lista de Furnas, na Lista Odebrecht, na Lista Panama Papers, só não estão n’A Vertigem das Listas, do Umberto Eco. Instaurada a cleptocracia, as lagartas transformam-se em borboletas e voam para os EUA…

Os quinta colunas brasileiros têm um patrono: o autor do inestimável Teoria da Dependência, segundo a qual só seríamos independentes quando fôssemos a 51ª estrela na bandeira dos EUA, FHC. O patrocinado da Brasif, mesmo tendo pedido para esquecêssemos tudo o que escreveu, vendeu, com patrocínio da CIA, a ideia  de que o Brasil só pode ser independente se depender dos EUA. Aloysio Nunes foi ao Washington entregar nosso pré-sal em troca de uma estrela na bandeira ianque. Antes, a NSA mandava Edward Snowden ao Brasil para grampear a Petrobrás e a Dilma, agora os golpistas arriam as calças e viram a bunda para a Meca do Norte.

A se julgar pelos precedentes, vem aí novos “empréstimos” ao FMI, que em má hora Lula quitou. A dívida com o FMI é uma forma de aplicarmos aqui o que eles acham melhor lá. O que era um segredo de polichinelo, vazado no convescote de Foz do Iguaçu, tornou-se aberto e escancarado nos projetos do “flexível” senador José Serra, entregar a Petrobrax à Chevron. A ida de Aloysio Nunes nos EUA é a cereja do Complexo de Vira-Lata.

Se Temer é a mão com Parkinson que balança o golpe, Eduardo CUnha é seu papel higiênico em suas mãos. O problema é que a mão trêmula só cumpre o papel de espalhar a merda. E já que estamos neste discurso escatológico, nunca é demais lembrar do Gregório Duvivier, que em boa hora denunciou-os como turma do limpa chão com merda. Por isso este cheiro insuportável que os golpistas exalam.

Na vertigem das listas que se faz no Brasil está para ser completada aquela que relaciona todos os Rodrigo de Grandis do MPF.

Aloysio blinda Cunha, detona OEA e diz que Temer também pediu ajuda aos EUA

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Entrevista do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) à BBC é uma das mais vergonhosas manifestações políticas da história do Brasil; nela, ele garantiu que Eduardo Cunha, o campeão das propinas, será presidente da Câmara até o fim do seu mandato; disse ainda que o vice-presidente Michel Temer reforçou o pedido aos EUA para que o golpe brasileiro não seja chamado de golpe; parlamentar tucano também desqualificou a Organização dos Estados Americanos (OEA), cujo secretário-geral Luis Almagro denunciou o golpe, e disse que o Brasil tem que se afastar dos vizinhos sul-americanos; golpe brasileiro já se transformou em mico internacional e Aloysio passou vexame nos Estados Unidos

19 de Abril de 2016 às 20:16

247 – O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) diz que o vice-presidente Michel Temer (PMDB) lhe telefonou na véspera da viagem para os Estados Unidos preocupado com a difusão do discurso de que "há um golpe em curso no país" e pedindo ajuda para desmontar a tese.

Presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, Aloysio afirma em entrevista à BBC Brasil que defenderá a legitimidade do impeachment em suas reuniões com as autoridades norte-americanas.

"Conversei pouco antes de vir com Temer, quando ele manifestou preocupação com esse tipo de orquestração promovida pelo governo brasileiro, que é profundamente lesiva aos interesses permanentes do país. Uma das coisas que nos distinguem de muitos desses Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e outros que concorrem conosco por investimentos internacionais é ser um país onde as instituições democráticas funcionam normalmente, os direitos são respeitados, a imprensa é livre, há segurança jurídica", disse o tucano.

Na entrevista, o senador critica o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro. "Creio que o diálogo com esse senhor não resultará luz nenhuma. Ele se transformou num propagandista desta tese que o PT vem sustentando, de que há em curso um golpe no Brasil", afirma.

O tucano diz não ver problemas que o impeachment na Câmara tenha sido conduzido por Eduardo Cunha. "Ele tem essa função. É o presidente da Câmara e será presidente da Câmara até fim do ano.  O que está sendo julgado no impeachment não é o presidente da Câmara, é a presidente Dilma Rousseff. Ela cometeu delitos que são próprios da Presidência da República", ressaltou.

Ele ainda defende que o Brasil mude suas relações com outros países da América do Sul. "O PT, durante muito tempo, fez política externa baseado numa convicção de que os EUA eram uma potência decadente, um país imperialista, e era preciso então que o Brasil se alinhasse a um novo bloco. Isso levou a um desvirtuamento do Mercosul, que de bloco econômico visando a facilitar trocas comerciais e investimentos se transformou em plataforma política. E levou a um alinhamento com países como Venezuela, Equador, Bolívia, com prejuízos de interesses brasileiros. Nós queremos mudar isso. Os EUA têm de ser um grande parceiro nosso", afirmou.

Aloysio blinda Cunha, detona OEA e diz que Temer também pediu ajuda aos EUA | Brasil 24/7

23/08/2015

A saída totalitária

Divulgação, via parabólica, da Lei Rubens Ricúpero

Samuel Pessoa se insurge contra Antonio Prata simplesmente porque este não se sujeita à unanimidade dos funcionários dos grupos mafiomidiáticos. Por outro lado, confirma o compadrio da imprensa com a parcela golpista.

O Poder Judiciário virou, para elementos como Samuel Pessoa, avalista da honestidade do PSDB. Claro, Samuel Pessoa nunca ouviu falar do Ricardo Semler, articulista temporão também da Folha de São Paulo, que disse que nunca se roubou tão pouco. E neste mar de esquecimentos, Samuel esquece-se de outras pessoas que ajudaram a tornar o PSDB inimputável: Geraldo Brindeiro, acaso também conhecido por Engavetador Geral, e Rubens Ricúpero, que tornou pública uma lei que regula este tipo de comportamento: mostrar o que é bom para o PSDB, e esconder o que é ruim.

Será que se o Samuel Pessoa conhecesse o deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom, ele manteria esta flatulência em forma de texto sem alterações?

Aliás, Samuel Pessoa, como todos os vira-bostas, quer ser mais realista que o rei. Recentemente a Folha de São Paulo publicou um editorial com o título “Justiça tarda e falha” uma denúncia acachapante sobre as muitas formas de compadrio com o PSDB.

Diante de tudo isso só posso acreditar que Samuel Pessoa não foi escolhido por ser inteligente, mas por dizer o que agrada ao PSDB.

As panelas de Antonio Prata

SAMUEL PESSÔA

Será que Prata acredita que só tucanos conseguem ser aprovados na PF ou no Ministério Público?

No caderno "Cotidiano" desta Folha do domingo passado, o cronista Antonio Prata argumentou que é ótimo batermos panela contra mensalão e petrolão. Mas estranha que não batamos panelas para a compra de votos da emenda constitucional da reeleição, nem contra o "trensalão" do metrô de São Paulo ou ainda o mensalão tucano de Minas Gerais.

Prata assume posição simpática e supostamente neutra. É contra os malfeitos de ambos os lados. Mas a aparente neutralidade de Prata revela desonestidade intelectual.

O caso do mensalão foi transitado em julgado. No petrolão, há farto conjunto probatório: dezenas de prisões provisórias, delações, julgamentos de primeira instância com prisões já decretadas, centenas de milhões de reais recuperados, dezenas de bilhões de reais de prejuízo já lançados em balanço na Petrobras. Compará-lo com a compra de votos para emenda da reeleição ou ao mensalão mineiro e ao trensalão paulista é truque retórico inaceitável em um debate aberto e franco sobre esses temas.

O Ministério Público e a Polícia Federal são instituições do Estado brasileiro que gozam de independência funcional, com corpo de servidores públicos recrutados por meio de concursos competitivos.

Será que Antonio Prata acredita que somente candidatos tucanos conseguem ser aprovados nos concursos públicos para o Ministério Público ou a Polícia Federal?

Se Antonio Prata acredita que há conspiração do Ministério Público e da Polícia Federal contra o Partido dos Trabalhadores, a atitude honesta é elaborar os motivos desse tratamento assimétrico e quais são as evidências dessa conspiração.

Lembremos que recentemente a Procuradoria-Geral da União pediu o arquivamento do inquérito que apura o envolvimento do senador pelo PSDB de Minas Gerais Antonio Anastasia pelo suposto recebimento de valores quando era governador daquele Estado. Nada foi encontrado pela Polícia Federal contra o senador.

Vale lembrar também do caso de Eduardo Jorge Caldas Pereira, secretário-geral da Presidência da República de Fernando Henrique Cardoso, que foi ao longo de anos minuciosamente investigado pelo diligente procurador do Ministério Público Luiz Francisco de Sousa, em razão da aquisição de um apartamento na orla marítima da cidade do Rio de Janeiro, teoricamente incompatível com sua renda.

Nada foi encontrado contra Eduardo Jorge. Absolvição em todas as instâncias.

Não sei qual é a narrativa de Antonio Prata para o caso de Eduardo Jorge. Talvez Luiz Francisco seja tucano e não tenha feito seu trabalho corretamente.

Tratar os desiguais como iguais, escondendo a enorme distância que há entre o conjunto probatório dos casos petistas e os supostos escândalos tucanos, é enorme desonestidade intelectual. A coisa transborda quando Antonio Prata se nega a explorar a consequência lógica de suas premissas e esconde do texto as razões e as evidências que sustentam a suposta conspiração.

Adicionalmente, dois motivos justificam maior pressão da opinião pública sobre o PT. Primeiro o fato de o partido estar à frente do Executivo nacional por quase 13 anos. Enormes responsabilidades, principalmente em nosso presidencialismo com presidente forte.

Segundo, por ter feito toda a sua trajetória oposicionista com um discurso violento, intolerante, tendo como uma de suas principais bandeiras a ética na política, a famosa "UDN de macacão" de Brizola.

SAMUEL PESSÔA, formado em física e doutor em economia pela USP, é pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV. Escreve aos domingos nesta coluna.

25/04/2015

Será que os alemães embarcarão para Miami?!

alemanha-greciaImagine isso acontecendo por aqui. A marcha dos zumbis viraria em direção à Miami. Será que os EUA finanCIArão um MBL alemão? Haverá manada marchando pelas praças, arcos e Oktoberfest de Berlim contra a corrupção e a favor da sonegação?

Será que a Der Spiegel, o DW também vão fazer campanha pela volta de Adolf Hitler, como fazem Globo, Folha, Estadão, Veja & RBS no Brasil?! Será que a ditadura militar aqui e o nazismo lá poderiam formar uma parceria para evitar que empreiteiros assaltassem à Petrobràs e, ao mesmo tempo, o Deutsche Bank superavaliaria suas ações!?

O problema maior da Alemanha não ter problemas de corrupção como em todos os países, mas em usar seu poder econômico para destruir países períféricos da eurozona. A crise que assola Grécia, Espanha e Portugal é também fruto da condução do Banco Central Europeu à moda alemã. Eles são os grandes responsáveis pela destruição das economias destes países. Como mandava o FMI e fizeram os três patetas latinos(FHC, Menem, Fujimori), também na Europa estes países venderam o patrimônio e se endividaram em Euros.

Quando iniciou a Copa de 2014, a Folha dizia que o Brasil tinha Seleção mas não tinha planejamento. Quando terminou, nós perdemos por 7 x 1, mas a organização da Copa internacionalmente reconhecida. De nada adiantou a Multilaser, o Banco Itaú e a AMBEV patrocinarem uma manada para xingarem Dilma na abertura da Copa no Itaquerão. O mundo sabe que poderíamos estar melhores se não fosse a má educação de nossa elite. A Operação Zelotes é a prova de que bandido não é batedor de carteira, mas aquele que sonega bilhões.

Nossos vira-bostas não vão pedir um choque de gestão , um planejamento à moda alemã?! Vão botar a culpa na cunhada do Vaccari pela manipulação do Deutsche Bank?

Deutsche Bank pagará 2,5 bilhões de dólares por manipulação de taxa

sab, 25/04/2015 – 12:55

Sugerido por Maria Carvalho

Do DW

O Deutsche Bank, maior banco alemão, entrou nesta quinta-feira (23/04) em acordo com autoridades britânicas e americanas e terá que pagar uma multa recorde de 2,5 bilhões de dólares (2,3 bilhões euros) para encerrar as investigações sobre envolvimento em manipulação da taxa interbancária Libor.

Trata-se da maior multa imposta a um banco pelo caso envolvendo a taxa de juros referencial para transações internacionais, revelado em 2012. A subsidiária britânica do Deutsche Bank se declarou culpada pela fraude bancária. O banco também reconheceu que seus sistemas de controle foram insuficientes para evitar a manipulação.

Além da multa, a entidade terá de demitir sete de seus funcionários, segundo o Departamento de Serviços Financeiros de Nova York (DFS). O banco também se comprometeu a "instaurar uma supervisão independente para violações da lei bancária de Nova York em relação à manipulação de taxas de juros".

Dos 2,5 bilhões de dólares de multa, cerca de 600 milhões irão para o DFS, 800 para a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC), 775 milhões para o Departamento de Justiça dos EUA e 340 para as autoridades britânicas.

Durante anos, funcionários de vários grandes bancos manipularam o índice interbancário Libor para conseguir benefícios financeiros. No final de 2013, o Deutsche Bank já havia aceitado uma multa de 725 milhões de euros imposta pela Comissão Europeia. No Reino Unido e nos EUA, as negociações se alongaram ainda mais, enquanto alguns outros bancos já resolveram a disputa.

Deutsche Bank pagará 2,5 bilhões de dólares por manipulação de taxa | GGN

02/01/2015

Brasil x EUA: demonstração de protagonismo começa se fazendo respeitar

Filed under: Brasil,EUA,Imperialismo Colonial,Petrobrax,Petrobrás,Tio Sam — Gilmar Crestani @ 9:17 am
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estamos unidosO Brasil deixou de ser uma republiqueta de bananas. Não devemos esquecer que nos dois governos de FHC nossos diplomatas precisavam tirar os sapatos para entrarem nos EUA. Esta subserviência do passado não pode voltar sob pena de regredirem os avanços democráticos alcançados. Submeter-se aos EUA é o primeiro passo para a regressão institucional. Faz-se respeitar quem primeiro se respeita, quem não tem complexo de vira-lata.

Como diz o ditado, o inimigo parece maior quando o olhamos de joelhos. Olho no olho vê-se que não passam de uma máquina de propaganda de Hollywood que recruta, mediante trinta dinheiros, uma mídia subserviente e seus colonistas de quinta coluna.

Dilma não pode esquecer que as espionagem da NSA, denunciada por Edward Snowden, visa a destruição da Petrobrás para que, uma vez em frangalhos, possam adquiri-l a preço de banana. FHC tentou quando no governo, via Petrobrax, depois ainda a prometeu, caso José Serra fosse eleito, à Chevron.

O próximo passo deveria ser aumentar do dólar para impedir que nossos vira-latas continuem indo à Miami comprar quinquilharias de fabricação chinesa.

Vice dos EUA pede ajuda do Brasil com Cuba

Visita de Joe Biden à posse de Dilma Rousseff é vista como passo para retomar relações, abaladas por espionagem

Integrantes do governo afirmam que presidente fará visita de Estado aos EUA, cancelada em 2013, até setembro

ANDRÉIA SADIFLÁVIA FOREQUEVALDO CRUZDE BRASÍLIA

A presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, discutiram nesta quinta-feira (1º) em Brasília formas de o Brasil ajudar no processo de reaproximação dos norte-americanos com Cuba.

fhc submissoBiden acompanhou a posse de Dilma no Palácio do Planalto e se reuniu com ela por cerca de uma hora no Itamaraty, no início da noite. Integrantes do governo disseram que a intenção de Dilma é fazer uma visita de Estado aos EUA até setembro.

A vinda de Biden ao Brasil representa mais um gesto da Casa Branca após o estremecimento causado pelas revelações de espionagem em setembro de 2013.

O vice de Barack Obama é a autoridade mais graduada enviada para uma posse presidencial brasileira desde Fernando Collor –em 1990 o então vice-presidente, Dan Quayle, veio para a posse do primeiro mandatário eleito pelo voto direto após a ditadura militar (1964-1985).

No encontro desta quinta, realizado a portas fechadas, Dilma e Biden discutiram o que pode ser feito e o papel do Brasil para auxiliar na distensão da relação com a ilha de Fidel e Raúl Castro.

Os Estados Unidos e Cuba retomaram relações diplomáticas em dezembro após 53 anos. O acordo histórico foi mediado pelo papa Francisco e prevê reabertura de embaixadas e medidas em setores como comunicações, turismo e bancos.

Na ocasião, o Brasil chegou a ser informado do acordo momentos antes da declaração oficial.

Integrantes do Itamaraty afirmam que a participação de Cuba na Organização dos Estados Americanos (OEA) também foi discutida por Dilma e Joe Biden.

Ao deixar o Itamaraty, o vice-presidente dos EUA falou rapidamente com a imprensa e demonstrou otimismo. "É um novo começo."

Após as revelações de que foi um dos alvos da espionagem norte-americana, Dilma chegou a cancelar a visita de Estado que faria a Washington, em outubro de 2013.

Questionado se a presidente brasileira planeja retomar a viagem, Biden respondeu: "Espero que sim".

À noite, a Casa Branca divulgou nota sobre o encontro afirmando que Dilma e o vice-presidente dos EUA "concordaram sobre a necessidade de [os dois países] trabalharem em uma parceria equitativa para o desenvolvimento de uma agenda robusta e ambiciosa de cooperação bilateral, regional e global renovadas".

Na tarde desta quinta (1º), Dilma deu posse ao novo chanceler brasileiro, Mauro Vieira, então embaixador do país em Washington.

Ao lado de seu antecessor, Luiz Alberto Figueiredo, o novo titular do Ministério das Relações Exteriores acompanhou o encontro com Biden.

17/11/2014

Norovírus nos Coxinhas made in USA!

Filed under: Norovírus,SOS Saúde,USA — Gilmar Crestani @ 7:57 am
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coxinhas_nPelo menos 172 pessoas contraem vírus em cruzeiro na Califórnia

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS – O Centro de Controle de Doenças dos EUA confirmou neste domingo (16) que pelo menos 172 pessoas foram infectadas com um vírus altamente contagioso durante um cruzeiro de 28 dias pela costa da Califórnia e pelo Havaí.

Os passageiros e tripulantes afetados teriam contraído o norovírus, apresentando sintomas como diarreia, náusea, vômito, febre e dores pelo corpo.

O navio Crown Princess levava mais de 4.100 pessoas a bordo –sendo mais de 3.000 passageiros e 1.100 tripulantes– e atracou no domingo (16) no porto de San Pedro.

Segundo a empresa Princess Cruises, ele passaria por uma profunda limpeza e desinfecção antes de iniciar um novo cruzeiro de uma semana pela Riviera mexicana, no domingo à noite.

"Nós lamentamos que o incidente tenha impactado as férias dos nossos hóspedes e somos gratos pela compreensão que tiveram devido às circunstâncias", disse a empresa, em comunicado.

O norovírus pode ser transmitido diretamente de uma pessoa para outra, por alimento, pela água ou por superfícies contaminadas.

Em abril, 129 pessoas tinham sido contaminadas pelo mesmo vírus num cruzeiro de sete dias pela costa da Califórnia. Em 2006, uma infecção semelhante deixou cerca de 600 infectados em um cruzeiro da Carnival Cruises.

28/09/2014

Depois de lucrar com Escravidão, Suíça lava mais Banco

O complexo de Vira-latas de uma boa parcela de brasileiros é explicável pela ignorância. São os mesmos que odeiam tudo o que é brasileiro mas amam tudo o que vem de fora.

Os tais países do primeiro mundo sobreviveram graças às riquezas encontradas no tal de “novo mundo”. Se antes eram as matérias primas, hoje se dá pela transferência dos lucros que as empresas obtém por aqui. O lucro que o Santander obtem no Brasil aplica na Espanha, as empresas suíças no Brasil mandam seu lucros para a matriz. Aliás, a Suíça, além de ter financiado e lucrado com a escravidão, também foi o local escolhido pelos alemães para esconderem o botim de guerra. Todas as obras roubadas, incluindo ouro, foram depositados na “neutra” Suíça.

Após a Segunda Guerra, a Suíça diversificou a forma de piratear o terceiro mundo. Todo ditador que se prezava tinha conta na Suíça. Paulo Maluf tinha conta na Suíça. Robson Marinho tinha conta na Suíça. Alstom e Siemens, parceiras do tucanato paulista, têm conta na Suíça. Por quê?

Por que a Suíça lava mais banco!

ESCRAVIDÃO AJUDOU A ENRIQUECER A SUÍÇA

Bancos do país financiaram, segundo pesquisas, o tráfico de pelo menos 175 mil escravos africanos

Jamil Chade

27 Setembro 2014 | 17h 02

Robert Harding / AFP

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Durante 300 anos, entre 9 e 14 milhões de africanos foram feitos escravos e cruzaram o Atlântico para servir a uma economia com base na exploração das Américas. Nas centenas de milhares de expedições que faziam a rota do tráfico negreiro, aqueles africanos não eram “nem livres para morrer”, como diria Castro Alves. Mas se por décadas essa atividade sustentou um sistema de produção, quem é que financiava o comércio de seres humanos? Quem é que lucrou e enriqueceu?

Documentos e pesquisas feitas nos últimos anos começam a mexer com um verdadeiro tabu. Longe dos portos de Lisboa, Luanda ou Salvador, eram banqueiros e empresários suíços que, de uma forma expressiva, financiavam o tráfico de escravos e se enriqueciam com ele. Hoje, parte dos prédios imponentes e palácios de cidades na Suíça compõem um cenário idílico. Mas a realidade é que foram erguidos com o lucro dessa atividade, na época legal.

Mesmo sem acesso ao mar, sem colônias e com uma democracia exemplar, a Suíça fez parte da economia da escravidão durante séculos e, segundo especialistas, seus empresários e banqueiros acumularam fortunas com isso.

O tráfico acontecia em um sistema de comércio triangular entre Europa, África e Américas. Dos portos europeus, saíam barcos carregados com produtos têxteis que, nas costas da África, eram trocados por seres humanos. Uma vez embarcados nos navios, os escravos eram levados para as Américas e revendidos. Até que esses barcos voltassem para a Europa com o dinheiro, a expedição podia durar dois anos.

Para financiar essa viagem, e pagar pelo seguro da “mercadoria”, é que os suíços entraram como parceiros. Bancos e famílias como Burckhardt, Weiss, Favre ou Rivier financiaram dezenas de expedições, numa atividade bastante arriscada. As ameaças eram de revoltas nos navios, de tempestades que poderiam provocar a “perda total” da embarcação e mesmo surtos de doenças na travessia, matando metade dos escravos.

Entre 1783 e 1790, os irmãos Weiss financiaram dez expedições em barcos que receberam nomes como La Ville de Bâle (A cidade da Basileia).

As estimativas apontam que, entre 1773 e 1830, mais de cem expedições foram financiados pelos suíços, o que significou o transporte de milhares de africanos. Alguns historiadores, como Thomas David, Bouda Etemad e Janick Marina Schaufelbuehl, estimam que os suíços financiaram o tráfico de 175 mil escravos. Os barcos patrocinados pelos suíços saíam em sua grande maioria dos portos no sul da França, como Nantes.

Nos últimos anos, a organização não governamental Cooperaxion, com sede em Berna, começou a fazer um banco de dados com base em documentos para apontar o envolvimento de suíços e de instituições suíças no comércio de escravos. “O que descobrimos é que o envolvimento foi registrado em diversas cidades, de Neuchâtel a St. Gallen, da Basileia a Genebra”, declarou Izabel Barros, historiadora brasileira que comanda parte da pesquisa na Suíça.

Segundo ela, os suíços estavam envolvidos em cinco atividades principais. “No financiamento das viagens intercontinentais, no comércio e produção de produtos manufaturados, eram também proprietários de terras nas colônias das Américas e do Caribe, havia igualmente militares que prestavam serviços à potências coloniais e de uma forma positiva alguns se engajavam como abolicionistas”, explicou a historiadora.

Na cidade da Basileia, os documentos revelam que o empresário Christophe Bourcard bancou mais de 20 expedições, com um total de 7 mil escravos entre 1766 e 1815. Em Zurique, Jean Conrad Hottinger comandou expedições para deportar quase mil escravos.

Bancos. As pesquisas da instituição revelam ainda o amplo uso do sistema financeiro de Genebra para bancar o esquema comercial. O banqueiro Isaac Thellusson, por exemplo, investiu em pelo menos três expedições negreiras, o mesmo feito pelo banco Banquet & Mallet.

Christophe Jean Baur, sócio do banco Tourton & Baur, aplicou parte da sua fortuna em 1748 na Sociedade para o Comércio de Escravos de Angola. A rota principal era o fornecimento de “produtos” para a Ilha de Santo Domingo, hoje o Haiti e a República Dominicana. Já o conhecido banqueiro de Genebra, Antoine Bertrand, comprou ações na Companhia da Luisiana, responsável por entregar escravos às colônias francesas na América do Norte.

Segundo o historiador e hoje deputado Hans Fässler, investidores de Genebra se aliaram ao banco de Zurique Leu & Co para financiar a Dinamarca na compra de ilhas que serviriam de entreposto para o tráfico de escravos em 1760. O Leu, nos anos 90, acabaria sendo comprado pelo Credit Suisse.

Até hoje, uma rua no centro antigo de Genebra se chama Chemin Suriname, em referência aos investimentos que banqueiros locais possuíam na América do Sul. “Os bancos suíços construíram parte de seu patrimônio à custa do comércio de seres humanos”, declarou ao Estado o sociólogo Jean Ziegler, autor de um livro que causou um terremoto no país nos anos 90: A Suíça lava mais branco.

Mas a participação dos empresários suíços não se limitava ao financiamento. Em 1685, Luís XIV expulsou os protestantes da França e, ao mesmo tempo, proibiu a importação de tecidos de algodão da Índia. O resultado foi a transferência de parte da indústria têxtil e de seus especialistas para regiões da Suíça, como as cidades de Neuchâtel ou Bienne.

Nesses locais, os tecidos eram recebidos da Índia e tingidos. A produção era então embarcada para a África, onde seria usada como moeda de troca. Famílias como Petitpierre e Favre, de Neuchâtel, Simon & Roques da Basileia foram algumas que dominaram o comércio.

Lucros. De volta às cidades suíças, o resultado desses investimentos até hoje faz parte do cenário de locais acima de qualquer suspeita e que transpiram uma aura de ética. É em Neuchâtel que as construções estão mais associadas aos investimentos relacionados à escravidão. Pela cidade, diversos palácios construídos por aqueles que se enriqueceram com o comércio hoje servem como prédios públicos.

Tanto a biblioteca da cidade como o liceu foram construídos graças ao dinheiro deixado por David de Pury, um dos financiadores do tráfico de escravos. A câmara municipal também foi erguida com a fortuna que ele deixou para a cidade.

Um dos principais museus da cidade ocupa um palacete deixado por James Ferdinand de Pury, investidor na produção de tabaco no Brasil em sociedade com Auguste-Frédéric de Meuron, oriundo de uma família de exportadores de produtos têxteis para a África e financiador do tráfico de escravos. Em Neuchâtel, a sede de seus negócios ficava no número 21, Rue des Moulins. Hoje, seu escritório deu lugar a uma loja de vestidos de noiva.

O prédio da reitoria da Universidade de Neuchâtel era um palacete construído por Jacques-Louis Pourtalès, empresário que fez sua fortuna graças à troca de tecidos por escravos na África, além de manter propriedades em Granada, no Caribe. Seu filho entraria para a história da escravidão na ilha ao ser o primeiro a vacinar os seus 300 escravos contra a varíola. Afinal, no século XVIII, o preço de cada “cabeça” havia quadruplicado e manter vivos os escravos por mais tempo significava uma redução nos custos de produção.

A estimativa dos historiadores é de que Jacques-Louis de Pourtalès tenha se transformado no suíço mais rico de seu tempo e numa das maiores fortunas da Europa, avaliada na época em 18 milhões de libras suíças. Naqueles anos, um professor ganhava no máximo 30 libras por ano. É dele também um dos hospitais até hoje em funcionamento na cidade.

A quatro quadras da reitoria da universidade, outro palácio chama a atenção. Trata-se de uma obra de Alexandre DuPeyrou (1729-1794), um investidor na exploração do Suriname. Entre seus frequentes convidados, um certo Jean-Jacques Rousseau era presença constante no palácio.

14/08/2014

Com vai a matriz do Santander?

Filed under: Dívida Pública,Espanha,Santander — Gilmar Crestani @ 8:41 am
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O Santander, para massagear o ego dos abutres brasileiros, atacou Dilma. Qual será a análise que o SANTANDER faz da Espanha? E se o SANTANDER não enviasse a Espanha todo o dinheiro extorquido com taxas escorchantes dos Brasileiros como estaria aquela cloaca hoje?

La deuda pública ya supera el billón

El pasivo del Estado bate un nuevo récord en junio al alcanzar los 1.007.319 millones de euros

Amanda Mars Madrid 14 AGO 2014 – 10:23 CEST700

La deuda pública española alcanzó y superó el pasado junio el umbral histórico del billón euros. Según los datos que acaba de hacer público el Banco de España, el lastre alcanzó los 1.007.319 millones de euros, 10.000 más que en mayo.

Ese mes había quedado a tan solo 3.000 millones de la cifra simbólica. Ahora, el peso en el conjunto de la economía ha quedado en el 98,4%%, frente al 97,4% del mes anterior. Cuando Mariano Rajoy llegó al poder, a finales de 2011, la deuda era de 737.406, el 70,4% del PIB.

El Gobierno asumió hace tiempo que alcanzará el 100% del PIB, un nivel de endeudamiento que no se alcanzaba en España en más de 100 años, a juzgar por los datos históricos que recopila el Fondo Monetario Internacional (FMI). El pasivo se ha disparado en España desde que comenzó esta larga crisis, en 2007, no suponía más del 36% del PIB, así que el lastre prácticamente se ha triplicado.

Pero la baja inflación no es un buen aliado para que España reduzca esta ratio entre PIB y deuda, ya que la ratio se mide en función del PIB nominal y la deuda pesa más cuanto menos sube el precio de la vida. Además, el crecimiento, pese a haberse acelerado con un avance del 0,6% en el segundo trimestre y estar hoy por hoy entre los mayores de la zona euro, es aún débil.

La deuda pública ya supera el billón | Economía | EL PAÍS

11/07/2014

Aécio pagará pelo esconderijo político do helipóptero?

Ron aldo aexcio_nFaz bem Aécio acusar Dilma pelo uso do que ela faz da Copa. Bastará Dilma dizer que Aécio ganhará pelo que ele fez. Então, vamos comparar o que Aécio e Dilma fizeram pelo Mundial. Podemos começar, Aécio, pela queda do viaduto de Belo Horizonte, que matou duas pessoas? Ou quiçá pelo tal de helicóptero com 450 kg de cocaína que a mídia teima em esconder para que não lembremos dele sempre que vimos sua cara?

Até o início da Copa, Aécio e sua turma diziam que tínhamos seleção mas não tínhamos estádio. Agora, temos estádio e a seleção do Aécio se resume a um comedor de travesti. Faltando poucas horas para começar o mundial, o técnico Aécio recrutou Ronaldo para declarar que a organização estava péssima, que passaríamos vergonha. Tudo correu bem, até o xingamento à Dilma pelos Reis dos Camarotes do Itaú, no Itaquerão. O mundo viu o tipo de caranguejo que faz parte do staff de Aécio Neves. É notória a história do balde de caranguejo, sempre que um busca sair do balde, outro o prende e puxa para baixo. É o comportamento típico dos urubus que torcem contra o Brasil para, talvez com isso, terem alguma chance de derrotarem Dilma. Urubu torce que o boi morra para comer. Dizem que as hienas riem como a turma do Aécio está rindo porque a Seleção tomou uma goleada da Alemanha. Hora, hiena ri, como ensinam os livros de biologia, comendo merda.

Pó pará, governador! O senhor declarou, a respeito da má educação de seu time  de torcedores no Itaquerão, que Dilma colhe o que plantou, o senhor vai cheirar o que os Perrellas plantaram?

Nesta copa, uma das imagens que fica é a da Rede Globo, com seu ufanismo de ocasião e oportunismo na derrota, com seu Galvão Bueno rodeado por dois ex-jogadores: um cocainômano e um que dá calote até em travesti. Ao invés de ficar desancando a seleção brasileira, Ronaldo poderia ter esclarecido se o amarelão dele, na França, foi ou não provocado pelo Pedro Bial. Ou se ele viu mais bolas entrando no jogo do Brasil com a Alemanha ou quando ele se envolveu com três travestis.

Afinal, para concluir, quem é mesmo que está tentando usar a Copa para se beneficiar politicamente?!

 

ronaldoAécio diz que Dilma ‘pagará’ pelo uso político do Mundial

Para tucano, quem esperava fazer a Copa influenciar a eleição vai se frustrar

Eduardo Campos, do PSB, disse que futebol brasileiro, ‘assim como muitas coisas no Brasil, precisa se renovar’

DE SÃO PAULODO RIO

Dois dias após a eliminação da seleção brasileira da Copa, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse nesta quinta-feira (10) que o governo da presidente Dilma "pagará o preço" e irá se "frustrar" pelo uso político do Mundial.

Em visita a Vila Velha (ES), o principal adversário de Dilma até o momento foi questionado tanto sobre o suposto uso político da organização da Copa quanto sobre a derrota da seleção.

"Quando vieram as manifestações, ela [Dilma] não tinha nada a ver com Copa do Mundo. Quando a Copa dá certo, parecia até que era ela a artilheira da seleção. Acho que quem vai pagar o preço são aqueles que tentaram se apropriar de um evento que é de todos os brasileiros", disse.

Vaiada e hostilizada por torcedores na abertura da Copa, em São Paulo, a presidente passou a falar mais sobre o evento nas últimas semanas, quando a aprovação popular ao torneio foi crescendo.

Ela criticou os que previam um fracasso na organização do Mundial e divulgou mensagem para Neymar, após ele ter ficado de fora da competição devido a uma contusão.

Com a eliminação da seleção brasileira, goleada por 7 a 1 pela Alemanha, Dilma busca agora minimizar o efeito negativo da derrota no futebol sobre o humor da população.

Aécio assistiu à derrota da seleção no Mineirão, em Belo Horizonte, mas evitou divulgar sua presença no estádio, temendo vaias e críticas.

Após a partida, apenas divulgou nota em que disse compartilhar, "como torcedor e como brasileiro", a frustração diante do resultado. Nesta quinta, no Espírito Santo, o tucano voltou ao tema.

"Todos nós estamos tristes com o resultado. Estive lá, como torcedor, atônito com o resultado, e nunca misturei as coisas. Mas aqueles que esperavam fazer da Copa, como disse a presidente, uma belezura para influenciar nas eleições, vão se frustrar."

O termo "belezura" citado pelo tucano foi usado pela presidente na véspera da eliminação da Copa, em um bate-papo com internautas.

Ao responder a uma eleitora que chamou a realização do Mundial de "belezura" contra "tanto urubu agourento", Dilma disse: "Belezura mesmo. Azar dos urubus".

O Planalto não quis se manifestar sobre as declarações de Aécio. No Rio, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) disse não ver sentido no vínculo entre Copa e eleição. "Acho totalmente desprezível esse tipo de fala, própria de quem precisa arrumar uma linha por dia para aparecer na imprensa", disse.

Para Carvalho, "vai se dar mal quem acha que uma derrota dessa muda a eleição".

Na quarta-feira (9), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), fez avaliação semelhante e afirmou que a população sabe separar eleição e futebol. "Não tem nada a ver com eleição. Há um momento de ressaca e tristeza, mas a eleição é só daqui a três meses."

ATAQUES NA COPA

Os ataques de Aécio são mais um capítulo da troca de farpas entre o Planalto e oposição durante a Copa.

Em junho, quando Dilma foi xingada no Itaquerão, o tucano primeiro disse que a petista "colhia um pouco daquilo que plantou". Diante da repercussão negativa dos palavrões contra a presidente, ele baixou o tom e disse que nenhuma crítica poderia ultrapassar o "respeito pessoal".

Pesquisa Datafolha do início deste mês mostrou Dilma com 38% das intenções de voto, 18 pontos à frente de Aécio (20%). Eduardo Campos (PSB) vem a seguir, com 9%.

Nesta quinta-feira, Campos afirmou que a hora é de ver o que deu errado: "O futebol brasileiro, assim como muitas coisas no Brasil, precisa se renovar".

(DIÓGENES CAMPANHA, LUCAS VETTORAZZO, MARINA DIAS E GABRIELA GUERREIRO)

29/06/2014

Que ódio, a Petrobrás é do Brasil!

Filed under: Brasil,CIA,Inflação,Petrobrás — Gilmar Crestani @ 10:59 pm
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petrobras manipulEstá escancarada a porta do oportunismo. É indisfarçável a inconformidade que o fato de a Petrobrás continuar com o Governo Brasileiro causa em que a quer botando preço adoidada nos combustíveis. Como se não soubesse que o aumento dos combustíveis desencadeia um aumento generalizado nos mais variados produtos e serviços.

Sem reajuste, Petrobras perde até R$ 4,2 bi no ano

Novo contrato com governo vai exigir desembolso extra de R$ 2 bilhões

Para analistas, sem aumento, empresa terá que optar entre cortar investimentos ou tentar novo aumento de capital

SAMANTHA LIMADO RIO

A ansiedade da Petrobras em ter o aval do governo para reajustar preço de combustíveis ganha, com o recém-fechado acordo com a União para produzir mais em áreas no pré-sal, contornos de urgência. Eleições e inflação jogam o aumento para o fim do ano –o que lhe custaria até R$ 4,2 bilhões em 2014.

A previsão é do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), considerando, hoje, uma defasagem da ordem de 18% no preço da gasolina e de 11,3% no do diesel em relação ao mercado internacional. O valor equivale a 78% do lucro da empresa no primeiro trimestre, de R$ 5,4 bilhões.

Está em jogo o caixa da empresa, pressionado por ter de comportar investimentos de R$ 44 bilhões em 2014 e a dificuldade em aumentar a produção de petróleo –que, no Brasil, não sai do patamar de 2 milhões de barris por dia.

A meta da empresa é elevá-la em 7% este ano.

O novo compromisso assumido pela estatal –pagar à União R$ 2 bilhões em 2014 e R$ 13 bilhões até 2018 pelo direito de produzir mais 15 bilhões de barris em área do pré-sal a partir de 2021, como anunciado na semana passada– é mais impacto no caixa.

Emitir títulos para levantar dinheiro não é uma opção. A companhia tem dívida líquida de R$ 230 bilhões, o que leva a relação entre dívida e geração de caixa, importante indicador avaliado pelo mercado, a 4.

No início do ano, era 3,5.

Quanto menor o indicador, mais confortável é a dívida de uma empresa. O compromisso de Graça Foster, presidente da empresa, com o conselho de administração é trazê-lo para 2,5. "Não há espaço para endividar-se mais", diz Gilberto Braga, professor de finanças do Ibmec-Rio.

Se, de um lado, a Petrobras ganhou mais uma conta, de R$ 2 bilhões, para pagar neste ano, do outro, também na semana passada, o BC disse que vê risco maior de a inflação oficial superar o teto da meta para o ano, de 6,5%.

Trata-se de um risco que o governo não vai querer correr em período eleitoral, dizem analistas. "O reajuste não vem nem neste ano, para não contaminar a meta", diz Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria.

Sem o reajuste, sobram para a empresa dois caminhos, segundo analistas. O primeiro é cortar investimentos. "O foco tem que ser aumentar a produção de petróleo, e rápido", diz Pedro Galdi, da SLW Corretora. Hoje, 70% dos investimentos são em exploração, e 18%, em refino.

Outro caminho seria a empresa fazer nova emissão de ações. "Cresce no mercado a avaliação de que esta é a única saída", diz Flávio Conde, analista-chefe da Gradual Investimentos.

Nessa operação, investidores antigos são obrigados a comprar novas ações se quiserem manter a mesma fatia –e a mesma participação no lucro– na empresa. O que não for comprado é oferecido a novos investidores.

Oficialmente, Graça rechaça a alternativa. O último aumento de capital, de R$ 120 bilhões, foi em 2010. O governo, que tem 50,2% do controle da companhia, não pôs dinheiro para manter sua participação. Em vez disso, repassou-lhe reservas no pré-sal em volume estimado de 5 bilhões de barris.

O aumento de capital não é bem-visto. "A confiança do investidor com a empresa não é das melhores, tendo em vista a dívida, a ingerência do governo e o não aumento da produção", diz Bruno Piagentini, da Coinvalores.

Procurada, a Petrobras não comentou.

Que ódio, a Petrobrás é do Brasil!

Filed under: Brasil,CIA,Inflação,Petrobrás — Gilmar Crestani @ 10:57 pm
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petrobras manipulEstá escancarada a porta do oportunismo. É indisfarçável a inconformidade que o fato de a Petrobrás continuar com o Governo Brasileiro causa em que a quer botando preço adoidada nos combustíveis. Como se não soubesse que o aumento dos combustíveis desencadeia um aumento generalizado nos mais variados produtos e serviços.

Sem reajuste, Petrobras perde até R$ 4,2 bi no ano

Novo contrato com governo vai exigir desembolso extra de R$ 2 bilhões

Para analistas, sem aumento, empresa terá que optar entre cortar investimentos ou tentar novo aumento de capital

SAMANTHA LIMADO RIO

A ansiedade da Petrobras em ter o aval do governo para reajustar preço de combustíveis ganha, com o recém-fechado acordo com a União para produzir mais em áreas no pré-sal, contornos de urgência. Eleições e inflação jogam o aumento para o fim do ano –o que lhe custaria até R$ 4,2 bilhões em 2014.

A previsão é do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), considerando, hoje, uma defasagem da ordem de 18% no preço da gasolina e de 11,3% no do diesel em relação ao mercado internacional. O valor equivale a 78% do lucro da empresa no primeiro trimestre, de R$ 5,4 bilhões.

Está em jogo o caixa da empresa, pressionado por ter de comportar investimentos de R$ 44 bilhões em 2014 e a dificuldade em aumentar a produção de petróleo –que, no Brasil, não sai do patamar de 2 milhões de barris por dia.

A meta da empresa é elevá-la em 7% este ano.

O novo compromisso assumido pela estatal –pagar à União R$ 2 bilhões em 2014 e R$ 13 bilhões até 2018 pelo direito de produzir mais 15 bilhões de barris em área do pré-sal a partir de 2021, como anunciado na semana passada– é mais impacto no caixa.

Emitir títulos para levantar dinheiro não é uma opção. A companhia tem dívida líquida de R$ 230 bilhões, o que leva a relação entre dívida e geração de caixa, importante indicador avaliado pelo mercado, a 4.

No início do ano, era 3,5.

Quanto menor o indicador, mais confortável é a dívida de uma empresa. O compromisso de Graça Foster, presidente da empresa, com o conselho de administração é trazê-lo para 2,5. "Não há espaço para endividar-se mais", diz Gilberto Braga, professor de finanças do Ibmec-Rio.

Se, de um lado, a Petrobras ganhou mais uma conta, de R$ 2 bilhões, para pagar neste ano, do outro, também na semana passada, o BC disse que vê risco maior de a inflação oficial superar o teto da meta para o ano, de 6,5%.

Trata-se de um risco que o governo não vai querer correr em período eleitoral, dizem analistas. "O reajuste não vem nem neste ano, para não contaminar a meta", diz Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria.

Sem o reajuste, sobram para a empresa dois caminhos, segundo analistas. O primeiro é cortar investimentos. "O foco tem que ser aumentar a produção de petróleo, e rápido", diz Pedro Galdi, da SLW Corretora. Hoje, 70% dos investimentos são em exploração, e 18%, em refino.

Outro caminho seria a empresa fazer nova emissão de ações. "Cresce no mercado a avaliação de que esta é a única saída", diz Flávio Conde, analista-chefe da Gradual Investimentos.

Nessa operação, investidores antigos são obrigados a comprar novas ações se quiserem manter a mesma fatia –e a mesma participação no lucro– na empresa. O que não for comprado é oferecido a novos investidores.

Oficialmente, Graça rechaça a alternativa. O último aumento de capital, de R$ 120 bilhões, foi em 2010. O governo, que tem 50,2% do controle da companhia, não pôs dinheiro para manter sua participação. Em vez disso, repassou-lhe reservas no pré-sal em volume estimado de 5 bilhões de barris.

O aumento de capital não é bem-visto. "A confiança do investidor com a empresa não é das melhores, tendo em vista a dívida, a ingerência do governo e o não aumento da produção", diz Bruno Piagentini, da Coinvalores.

Procurada, a Petrobras não comentou.

O pior do Brasil é velha mídia

 

Pesquisa internacional mostra que a mídia brasileira desconhece por completo os brasileiros

DOIS PAÍSES
Janio de Freitas

A imprensa, a TV, as rádios que tocam notícia não deixam que nos enganemos. O nosso desânimo é total, o pessimismo nos imobiliza, o desemprego nos alarma, estamos todos reduzidos a desastres humanos e o país chafurdado na vergonha do seu fracasso. A Confederação Nacional da Indústria, a sádica CNI, ainda tem a perversidade de pagar mais uma sondagem para nos dizer que, nos últimos dias, afundamos mais ainda em nossa humilhação.

Aí vem uma pesquisa internacional, a Gallup World Cup –diz a informação que feita "em mais de 130 países"– e traz esta conclusão: pela oitava vez consecutiva, o Brasil "está no topo" em satisfação com a vida nos futuros cinco anos. Com a nota 8,8 na média da opinião dos brasileiros, em escala que vai de 0 a 10 para a "felicidade futura".

Estou tão desanimado, como o país todo, que não tenho disposição para qualquer comentário sobre o conflito das duas visões e, muito menos, sobre sua causa.

SQN

17/05/2014

Ainda há jornalistas no Brasil

Filed under: Jorge Furtado,Jornalismo,Pena de Aluguel — Gilmar Crestani @ 9:57 am
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jornalismo_independente

Ainda há jornalistas no Brasil

por Jorge Furtado em 15 de maio de 2014

Há muitos bons jornalistas no Brasil, em todos os veículos, em muitos blogs e sites. Sem os bons jornalistas nós, leitores, não temos como saber o que está acontecendo no mundo lá fora, esse lugar que vai do Guarujá até a Croácia, e além. Se você quiser saber o que realmente está acontecendo por aí e por aqui, precisa procurar os bons jornalistas, sem aceitar as facilidades das manchetes e dos comentários de encomenda, e sem a irresponsabilidade dos boatos da internet.
Os bons jornalistas tem uma tarefa bem simples e indispensável, vital para a sobrevivência da humanidade: a tarefa de buscar a verdade. Se ela existe ou não, a tal verdade, é questão menor, realmente não interessa. Existe, sem dúvida – no jornalismo, na ciência, na filosofia e também na arte – , a vontade de buscá-la, existe a necessidade de distinguir o que é verdadeiro e o que é falso e assim melhorar as chances de sobrevivência neste planeta inóspito, a necessidade de distinguir o que é certo e o que é errado, para tomar as decisões certas e não se deixar levar por instintos primitivos e exclamações da turba, ou a coisa acaba em linchamento.
Na internet, você pode facilmente organizar a sua própria lista de jornalistas, colunistas, blogs e sites favoritos, só anda mal informado quem quer, ou tem preguiça.
Quando o assunto é política, minha lista pessoal, no momento, está aqui:
http://www.omercadodenoticias.com.br/pesquisa/
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Fico triste ao ver artistas brasileiros, meus colegas, tão mal informados.
Imagino que, com suas agendas cheias, não tenham muito tempo para procurar diferentes fontes para a mesma informação, tempo para ouvir e ler outras versões dos acontecimentos, isso antes de falar sobre eles em entrevistas, amplificando equívocos com leituras rasas e impressionistas das manchetes de telejornais e revistas ou, pior, reproduzindo comentários de colunistas que escrevem suas manchetes em caixa alta, seguidas de ponto de exclamação.
Fico triste ao ler artistas dizendo que não dá mais para viver no Brasil, como se as coisas estivessem piorando, e muito, para a maioria. Dizer que não dá mais para viver no Brasil logo agora, agora que milhões de pessoas conquistaram alguns direitos mínimos, emprego, casa própria, luz elétrica, acesso às universidades e até, muitas vezes, a um prato de comida, não fica bem na boca de um artista, menos ainda de um artista popular, artista que este mesmo povo ama e admira. Em que as coisas estão piorando? E piorando para quem? Quem disse? Qual a fonte da sua informação?
Fico triste ao ouvir artistas que parecem sentir orgulho em dizer que odeiam política, que julgam as mudanças que aconteceram no Brasil nos últimos 12 anos insignificantes, ou ainda, ruins, acham que o país mudou sim, mas foi para pior. Artistas dizendo que pioramos tanto que não há mais jeito da coisa “voltar ao ‘normal ‘”, como se normal talvez fosse ter os pobres desempregados ou abrindo portas pelo salário mínimo de 60 dólares, pobres longe dos aeroportos, das lojas de automóvel e das universidades, se ”normal” fosse a casa grande e a senzala, ou a ditadura militar. Quando o Brasil foi normal? Quando o Brasil foi melhor? E melhor para quem?
A mim, não enrolam. Desde que eu nasci (1959) o Brasil não foi melhor do que é que hoje. Há quem fale muito bem dos anos 50, antes da inflação explodir com a construção de Brasília, antes que o golpe civil-militar, adiado em 1954 pelo revólver de Getúlio, se desse em 1964 e nos mergulhasse na mais longa ditadura militar das américas. Pode ser, mas nos anos 50 a população era muito menor, muito mais rural e a pobreza era extrema em muitos lugares. Vivia-se bem na zona sul carioca e nos jardins paulistas, gaúchos e mineiros. No sertão, nas favelas, nos cortiços, vivia-se muito mal.
A desigualdade social brasileira continua um escândalo, a violência é um terror diário, 50 mil mortos a tiros por ano, somos campeões mundiais de assassinatos, sendo a maioria de meninos negros das periferias, nossos hospitais e escolas públicos são para lá de carentes, o Brasil nos dá motivos diários de vergonha e tristeza, quem não sabe? Mas, estamos piorando? Tem certeza? Quem lhe disse? Qual sua fonte? E piorando para quem?
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Ainda há juízes em Brasília?
Janio de Freitas, na Folha de hoje, 15.05.14
Com O ou com A
E vai por aí o conjunto de prepotências que nega o Direito. Deve ser o novo direito. Ou a velha direita?
Em muitos sentidos, o desenrolar do caso mensalão ultrapassou, desde o início do julgamento, a sua dimensão judicial. Sem mobilizar, no entanto, a classe dos advogados e juristas, que, em geral, evitou incluir-se na movimentação opinativa ativada pela imprensa e publicitariamente aproveitada, como de hábito, pelos chamados cientistas políticos, por sociólogos, historiadores e, não faltariam, economistas. Essa configuração do aspecto judicial e público do caso encerrou-se, e abre agora nova e diferente etapa.
Não fossem já as inúmeras evidências de que advogados e juristas rompem suas barreiras, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, propicia um exemplo eloquente. No posto que leva a preservar o silêncio, em relação a todo presidente do Supremo Tribunal Federal, mesmo que veja contrariado o seu trabalho, Rodrigo Janot opina com objetividade frontal sobre a retirada do trabalho externo, feita pelo ministro Joaquim Barbosa, de condenados ao regime de prisão semiaberta:
"O preso tem direito ao trabalho externo, se há oferta de emprego digno e condições de ressocialização." Nem precisou de acréscimos.
Joaquim Barbosa não suscitou no meio jurídico apenas discordância e a sentida necessidade de torná-la pública, até para não aparentar aceitação da tese e do ato que impôs com a força do seu cargo (e parece que por ele pensada como sua). Há também muita preocupação com as possíveis extensões da sua decisão a julgamentos em curso no país afora.
Não é para menos. Trocado em miúdos, o que Joaquim Barbosa faz é extinguir a condenação ao regime semiaberto. Se é exigido do condenado a esse regime que, antes de usufruir do direito ao trabalho externo, cumpra em regime fechado um sexto da pena, ele está igualado aos condenados a regime fechado, que têm direito ao semiaberto quando cumprido igual sexto da pena. Ou seja, regime semiaberto e regime fechado tornam-se iguais. Ou um só.
A supressão arbitrária é o que mais agita o meio jurídico, mas não é única na tese de Joaquim Barbosa. Diz um trecho: "Não há (…) motivo para autorizar a saída do preso para executar serviços da mesma natureza do que já vem executando atualmente" dentro da penitenciária. O pedreiro, digamos, que tenha nesse ofício sua habilitação para obter emprego em obra externa, como condenado ao semiaberto, terá o seu direito cassado por já prestar serviços de pedreiro na prisão (o trabalho reduz a pena). A tese é um contrassenso primário, porque o regime semiaberto não se caracteriza pelo trabalho, mas pelo direito, sob determinadas condições, de sair da prisão durante o expediente de dias úteis e em alguns dias de folga.
E vai por aí o conjunto de prepotências, que não nega apenas os códigos brasileiros, mas o próprio Direito. Deve ser o novo direito. Ou seria só a velha direita? Tanto faz, que dá no mesmo.
Xx
Paulo Moreira Leite, na Isto É:
O PRÓXIMO É VOCÊ
Você pode duvidar mas o retorno de Delúbio Soares a Papuda representa uma ameaça aos direitos de toda sociedade
O retorno de Delúbio Soares a Papuda, sem direito ao trabalho externo, não permite qualquer dúvida. Depois do retorno provável de outros condenados, o próximo da lista é você. 
Ao revogar uma jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça em vigor desde 1999, quatro anos antes dele próprio ser nomeado para uma cadeira no STF, Joaquim Barbosa criou uma situação nova, que atinge todos nós. Confirmou a disposição de administrar a Justiça brasileira com métodos de ditador.
Ninguém com mais de 21 anos de idade, vacinado, em pleno gozo de suas faculdades mentais, tem o direito de imaginar que se trata de um caso isolado, limitado a duas dezenas e meia de pessoas.
Estamos falando da Justiça sob encomenda, aquela que se pratica  para atingir um alvo político, adaptando todos os meios disponíveis para chegar aos objetivos necessários. Você pode chamar isso de "maior julgamento da história." Pode dizer que vai "eliminar a impunidade." Ou pode dizer que é preciso "dar exemplo."
Você pode ter a opinião que quiser sobre os condenados da AP 470. Pode achar que são os maiores criminosos de todos os tempos. Pode achar que são inocentes até que se prove o contrário — e isso não se provou no julgamento.
Mas precisa compreender que atos de truculencia mais dura, gestos arbitrários, medidas que nada tem a ver com a Justiça, são uma ameaça aos direitos da sociedade inteira — mesmo que o atingido, em determinado momento, seja uma única pessoa.
Não se imagina  que Joaquim Barbosa pretenda levar de volta para a cadeia aqueles 100 000 prisioneiros que estão na mesma situação, no país inteiro. Seria impraticável e desnecessário. O alvo é seletivo, bem definido e tragicamente previsível.
Dois anos depois do julgamento, em 2012, quando se disputava a eleição municipal, no ano de eleições presidenciais de 2014, teremos o circo destinado a caçar – no laço da truculência — prisioneiros ligados ao PT.
Mais uma vez.
Joaquim Barbosa é um homem mau, como disse o professor Celso Bandeira de Mello, mas sua maldade não é delirante, nem fora de controle. É calculada, planejada e medida. Sabe aonde quer chegar e age com senso de estratégia.
Esquece os réus do mensalão PSDB-MG que nem foram levados a julgamento, embora a denúncia seja mais antiga. Esquece o DEM. Todos, no PSDB e no DEM, tiveram direito ao desmembramento, ao segundo grau de jurisdição. Nenhum será submetido a teoria do domínio do fato. Nenhum terá a pena agravada artificialmente.
Esquece o ex-ministro tucano Pimenta da Veiga, que recebeu 300 000 reais na conta, meses depois de deixar o ministério, em 2003, e sequer foi denunciado até agora. Esquece Eduardo Azeredo, que conseguiu, pela renúncia, ser levado para a primeira instância – José Dirceu, Delúbio Soares, 90% dos condenados da AP 470, não tinham sequer um mandato para renunciar. Mas foram julgados pelo STF, que não possui competência original para tanto, e agora não têm onde cobrar o direito universal a revisão completa do julgamento, como os demais terão caso venham a ser considerados culpados.
E se você ainda pensa assim, “bem-feito, quem mandou ser mensaleiro?!” é bom começar a ler um pouco sobre as tragédias políticas para entender como elas ocorrem. 
O enredo das ditaduras  sempre encontra  personagens obscuros, reais ou construídos pelos meios de comunicação de cada época, que, culpados ou não por episódios difíceis de compreender,  servem como uma luva para a consolidação de um poder acima da sociedade.
Até o incendio do Reichstag, que ajudou a fortalecer o nazismo, foi um caso difícil de compreender, lembra?
A Revolução Francesa transformou-se numa ditadura e, mais tarde, num império, pela prisão de seus heróis mais populares.
Um dos primeiros a ir para guilhotina foi Danton, acusado de corrupção e julgado sumariamente. Um dos últimos foi Robespierre, que era chamado o incorruptível. No fim da linha, o morticínio pela guilhotina foi tão grande que até o crescimento demográfico do país foi atingido.
O vitorioso foi um general, Napoleão, mais tarde coroado imperador, com cetro, coroa e manto, titular de um regime onde os direitos democráticos recém-criados foram esfacelados e até o direito do povo escolher seus representantes foi dificultado.
  Se você acha que a França do final século XVIII  não tem nada a ver com o Brasil de 2014, assista a entrevista a Roberto DÁvilla onde Joaquim Barbosa afirma sua admiração por Napoleão Bonaparte. 
Está lá, em vídeo, na internet. Ninguém tem o direito de dizer que não foi avisado.
Como sempre acontece, uma ditadura — judicial ou não — só pode consolidar-se num ambiente de covardia institucional. 
  Sem o silêncio e sem gestos amigos, cúmplices, de quem deveria fazer a democracia funcionar, uma ditadura não consegue se constituir.
  Veja o que acontecia em 64, sob o regime militar.
  A tortura precisava da cumplicidade de médicos que, de plantão na caserna,  examinavam prisioneiros e procuravam orientar, cientificamente, o trabalho dos carrascos. Tentavam prever, macabramente, até onde o sofrimento poderia avançar. Mais tarde, quando o serviço estava terminado, apareciam legistas para assinar atestados de óbito de acordo com a versão conveniente. 
No cotidiano, a sociedade daquele tempo precisava ser alimentada por mentiras em letras de forma. Não  faltavam jornais nem jornalistas capazes de publicar notinhas onde a morte de militantes pela tortura era descrita como atropelamento e suicídio. Também não faltavam aqueles repórteres que, alimentados pelos órgãos de informação, produziam textos que contribuiam para o endurescimento político, a ampliação do sofrimento de quem não podia defender. Nasceu, então, o repórter Amoral Neto, lembra?
Símbolo da tortura, o delegado Sergio Fleury era glorificado.
Não faltaram, na construção do regime, políticos capazes de aprovar, em Brasília, a vacância da presidencia da República para dar posse aos generais – embora o presidente constitucional, João Goulart, não tivesse deixado o país. Como era preciso legalizar o golpe, o STF deu aval a decisão do Congresso.
Atualize os personagens acima, substitua nomes, endereços. Lembre que vivemos, obviamente, sob outro regime político, de liberade, democracia. Aí comprove, você mesmo, como os papéis e as situações começam   repetir-se, caso a caso.
A medicina subordinou-se a política, no caso de José Genoíno. Não vamos julgar o valor científico de tantos laudos medicos diferentes e contraditórios. Vamos admitir o óbvio: Genoíno  jamais teria sido examinado e reexaminado tantas vezes se não houvesse o interesse exclusivo de justificar seu retorno a prisão de qualquer maneira.
A oposição a Jango, em 1964, chegou a  acreditar que a ditadura seria de curta duração. Só não gosta de admitir a razão de ter cultivado uma crença tão pouco crível. Simples. Queria que o regime militar durasse o tempo necessário para o extermínio político de adversários que não poderiam ser vencidos nas urnas. Imaginava que depois receberia o Planalto numa bandeja. Não foi enganada, como gosta de sugerir. Enganou-se.
Quanto aos jornais, a dúvida é saber qual será o próximo a pedir desculpas pelo papel que desempenhado em 64. Quando começarão a reavaliar o que fizeram na AP 470?
A covardia institucional de hoje repete o comportamento de meio século. O fundamento é o mesmo.
  Quem não pode derrotar o PT nem aquilo que ele representa – confesso que muitas vezes é difícil saber o que realmente  importa hoje – espera que medidas de ditadura ajudem no serviço que eles próprios não conseguem realizar nas urnas. Essa é a razão fundamental do silêncio.
  http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/362714_O+PROXIMO+E+VOCE
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Do arquivo: Barbosa e os jornalistas
Correspondente do ‘Estado’ é presa e algemada em Yale (EUA)
Destacada para cobrir a visita do ministro Joaquim Barbosa, que fazia uma conferência na universidade, a jornalista foi autuada por ‘invasão de propriedade privada’, segundo a polícia
27 de setembro de 2013 | 17h 28
O Estado de S. Paulo
A correspondente do Estado em Washington, Cláudia Trevisan, foi detida nesta quinta-feira, 26, na Universidade Yale, uma das mais respeitadas dos Estados Unidos, enquanto tentava localizar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, que fazia uma conferência no local. A jornalista foi algemada e mantida incomunicável por quase cinco horas, inicialmente dentro de um carro policial e depois em uma cela do distrito policial de New Haven, cidade onde fica a universidade. Sua liberação ocorreu apenas depois de sua autuação por "invasão de propriedade privada".
‘Não entrei escondido nem forcei a entrada’, afirma Cláudia Trevisan
O caso foi acompanhado pelo Itamaraty, em Brasília, e especialmente pela embaixada brasileira em Washington e pelo consulado em Hartford, Connecticut, que colocou à disposição da jornalista seu apoio jurídico. O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, estava em Nova York e foi informado por assessores sobre o incidente. Claudia, pouco antes de ser presa, pudera informar um diplomata da embaixada brasileira por telefone.
Claudia Trevisan é correspondente do Estado em Washington desde o final de agosto. Nos últimos cinco anos, atuara em Pequim, na China, onde foi também diretora da Associação de Correspondentes Estrangeiros. Por outros meios de comunicação brasileiros, havia trabalhado como correspondente em Buenos Aires e em Pequim.
"Eu não invadi nenhum lugar", declarou ela, ao mostrar-se indignada pela acusação policial e por sua prisão. "Passei cinco anos na China, viajei pela Coreia do Norte e por Mianmar e não me aconteceu nada remotamente parecido com o que passei na Universidade de Yale", completou nesta quinta-feira, 26, ainda abalada.
A jornalista havia sido destacada para cobrir a visita do ministro Joaquim Barbosa à Universidade Yale, onde participaria do Seminário Constitucionalismo Global 2013. Ela trocara e-mails com a assessora de imprensa da Escola de Direito da universidade, Janet Conroy, que lhe informara ser o evento fechado à imprensa. Claudia aquiesceu, mas disse que, por dever de ofício, esperaria pelo ministro do lado de fora do Woolsey Hall, o auditório onde se daria o seminário.
Ela também havia conversado previamente, por telefone celular, com o próprio ministro Barbosa, a quem solicitou uma entrevista. Barbosa disse que não estava disposto a falar com a imprensa. Claudia, então, informou o presidente do STF que o aguardaria e o abordaria do lado de fora do prédio.
Portas abertas. O prédio é percorrido constantemente por estudantes e funcionários da universidade e por turistas. Suas portas estavam abertas às 14h30 de quinta-feira. Claudia ingressou e, na tentativa de confirmar se o evento se daria ali, dirigiu-se ao policial DeJesus, em guarda no primeiro andar. Ele pediu para Claudia acompanhá-lo. No piso térreo do prédio, a pedido do policial, Claudia forneceu seu endereço em Washington, telefone e passaporte. Ao alcançarem a calçada, do lado de fora do prédio, DeJesus recusou-se a devolver seu documento.
"Nós sabemos quem você é. Você é uma repórter, temos sua foto. Você foi avisada muitas vezes que não poderia vir aqui", disse o policial, segundo relato de Claudia Trevisan, para em seguida agregar que ela seria presa.
Algemas. O processo de prisão teve uma sequência não usual nos EUA. Os argumentos de Claudia não foram considerados pelo policial. Na calçada, ele a algemou com as mãos nas costas e a prendeu dentro do carro policial sem a prévia leitura dos seus direitos. Ela foi mantida ali por uma hora, até que um funcionário do gabinete do reitor da Escola de Direito o autorizou a conduzi-la à delegacia da universidade, em outro carro, apropriado para o transporte de criminosos.
Na delegacia, Claudia foi revistada e somente teve garantido seu direito a um telefonema depois de quase quatro horas de prisão, às 21h20. O chefe de polícia, Ronnell A. Higgins, registrou a acusação de "transgressão criminosa". Ela deverá se apresentar no próximo dia 4 diante de um juiz de New Haven.
O Estado manifestou hoje sua indignação à Escola de Direito da Universidade Yale pela prisão arbitrária de sua correspondente em Washington. Solicitou também respostas a cinco perguntas pontuais sobre o episódio e seu acesso às imagens de câmeras de segurança do prédio de Woolsey Hall, para comprovar o fato de Claudia ter obedecido as instruções do policial. A resposta dessa instituição está sendo aguardada.
Confira as perguntas cujas respostas são aguardadas pelo ‘Estado’:
Em virtude dos infelizes fatos ocorridos, O Estado de S. Paulo gostaria de obter, nesta sexta-feira, de preferência, alguns esclarecimentos da Escola de Direito da Universidade Yale:
1. Quais foram – especificamente – as instruções recebidas pelo policial DeJesus antes do evento, com relação ao tratamento dado ao jornalistas?
2. Por que a jornalista Cláudia Trevisan foi presa por ‘invasão de propriedade privada’ se ela não estava no interior de um prédio privado naquele momento, não resistiu às instruções dadas pelo policial DeJesus e não foi agressiva?
3. Qual é o nome do oficial que deu ao policial DeJesus a permissão para conduzir a jornalista Cláudia Trevisan ao distrito policial e processá-la? Por que ele fez isso?
4. O ministro Joaquim Barbosa deu alguma instrução à faculdade de Direito ou para pessoas da organização do evento de como tratar a imprensa?
5. O mesmo procedimento foi usado antes pela Faculdade de Direito em outros episódios parecidos?
Estado gostaria de ter acesso à cópia do vídeo feito pelas câmeras de segurança, capturadas equipamentos instalados no ambiente interno e externo do prédio, com imagens dos movimentos da jornalista.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,correspondente-do-estado-e-presa-e-algemada-em-yale-eua,1079563,0.htm
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Post de Luis Nassif sobre o caso:
Jornalista pode ter sido detida a pedido de Joaquim Barbosa
Pelo relato da correspondente do Estadão, Cláudia Trevisan – que foi detida e algemada pela polícia, ao tentar assistir a uma palestra do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa na Universidade de Yale – a maior suspeita sobre o causador do episódio recai sobre o próprio Barbosa.
A correspondente entrou normalmente em Yale, circulou pelos corredores em que circulam alunos, professores e visitantes.
Ao pedir informações a um policial, foi detida. E as declarações do policial deixam as pistas sobre a origem das denúncias contra a correspondente (http://glurl.co/csC):
“Foi o único momento em que me alterei. Disse que ele não podia fazer isso. Ele respondeu que sim e teve seu êxtase autoritário: we know who you are, you are a reporter (você sabe quem você é, você é uma repórter). Que crime!!!! We have your picture, you were told several times you could not come (Nós temos sua foto, você foi avisada várias vezes que não podia vir)”.
A troco de quê a policia de Yale teria uma foto da correspondente? Foram avisados por quem, se a única pessoa que sabia de sua ida à Universidade era o próprio Joaquim Barbosa? Antes, Trevisan havia solicitado à diretora de Comunicação da Universidade autorização para assistir o evento. Foi-lhe negado.
Mais. Segundo o relato:
“Fui algemada enquanto ele dizia "you know why you are being arrested, no?" (você sabe porque está sendo presa, não?). Ao que eu dizia que não. "You were told several times you could not come here" (Você foi avisada diversas vezes que não poderia vir aqui). Ao que eu repetia que não”.
Ora, pelo relato, a única pessoa que sabia da ida de Trevisan ao evento e tinha motivos para rixas maiores era o próprio Joaquim Barbosa, alvo de duas denúncias do jornal (caso das passagens aéreas e da compra do apartamento em Miami). Segundo a materia do Estadão
“Ela também havia conversado previamente, por telefone celular, com o próprio ministro Barbosa, a quem solicitou uma entrevista. Barbosa disse que não estava disposto a falar com a imprensa. Claudia, então, informou o presidente do STF que o aguardaria e o abordaria do lado de fora do prédio” (http://glurl.co/csA).
‘Não entrei escondido nem forcei a entrada’
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Não tenho contas a prestar a politiqueiros’, diz Barbosa
Presidente do Supremo diz que é ‘cidadão correto’ e ataca os que criticam a compra que ele fez de imóvel em Miami, EUA
06 de agosto de 2013 | 21h 37
O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA -  O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, afirmou nesta terça-feira, 6, que não deve explicações sobre a compra de um imóvel em Miami (EUA) e que é um "cidadão correto". "Comprei com o meu dinheiro, tirei da minha conta bancária, enviei pelos meios legais. Não tenho contas a prestar a esses politiqueiros", afirmou após sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O procedimento começou a ser questionado por magistrados.
O ministro se recusou a fornecer informações sobre o custo do apartamento. O imóvel foi adquirido no ano passado, segundo informação do jornal Folha de S.Paulo. Barbosa abriu uma empresa – a Assas JB Corp. – ao fazer a transação. Pela legislação da Flórida, o governo detém 48% do valor do imóvel se o bem for transferido a herdeiro do comprador (pessoa física). Não há, portanto, retenção de impostos caso a transferência seja feita a pessoa jurídica.
Nesta terça, Barbosa, que passou a ser incluído em sondagens de pesquisas eleitorais à Presidência para 2014 após aumento de popularidade com o julgamento do mensalão no Supremo, afirmou que seus críticos deveriam se preocupar com o desvio de recursos públicos e não com seus investimentos.
"Aqueles que estão preocupados com as minhas opções de investimento feitas com os meus vencimentos, com os meus ganhos legais e regulares, deveriam estar preocupados com questões muito mais graves que ocorrem no País, especialmente com os assaltos ao patrimônio público", disse. "Essa deveria ser a preocupação principal, e não tentar atacar aqueles que agem corretamente, que nada devem."
Ação. Os advogados paraenses Ismael Moraes e Marcelo Dantas ingressaram na Justiça Federal de Belém com uma ação popular, com pedido de tutela antecipada, contra Barbosa. Eles acusam o presidente do STF de prática "vedada pela legislação". "Como servidor público, o ministro só poderia destinar o imóvel para fim exclusivamente residencial", diz Moraes.
Segundo ele, Barbosa estaria se utilizando de uma "ficção" para reduzir ou suprimir pagamento de tributo. "Caso a empresa não exista, e seja artifício contábil-tributário, configura-se falsidade ideológica. Caso exista, em tese seria improbidade administrativa, passível de pelo menos investigação", sustenta Moraes.
COLABOROU CARLOS MENDES, ESPECIAL PARA O ESTADO
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,nao-tenho-contas-a-prestar-a…
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BARBOSA QUER A CABEÇA DE REPÓRTER DO ESTADÃO
Presidente do STF, Joaquim Barbosa, fez chegar à direção do jornal a informação de que a publicação não tem mais interlocutores no STF; gesto foi interpretado como uma sugestão para que o jornal indique um outro repórter para a cobertura da suprema corte; antes de Felipe Recondo, acusado por Barbosa de "chafurdar no lixo", o ministro isolou a jornalista Mariângela Galucci, também do Estadão, que fez reportagem mostrando que o ministro ia a bares, em Brasília, enquanto estava de licença
10 DE MARÇO DE 2013 ÀS 05:53
A crise entre o Supremo Tribunal Federal e o jornal Estado de S. Paulo ainda não foi superada. Longe disso. Na semana passada, um gesto do presidente do STF, Joaquim Barbosa, tornou a situação ainda mais delicada. Por meio de assessores, o ministro fez chegar à direção do jornal da família Mesquita a mensagem de que a publicação não tem mais interlocutores na suprema corte. Esse movimento foi interpretado como um pedido para que o jornal entregasse a cabeça do jornalista Felipe Recondo, que cobre o Poder Judiciário para o Estadão e que foi acusado por Barbosa de "chafurdar no lixo", além de ser chamado de "palhaço". Recondo produzia uma reportagem sobre gastos do STF com reformas de apartamentos e de gabinetes, além das despesas com viagens dos ministros ao exterior – daí a expressão "chafurdar no lixo".
A mensagem do STF ao Estadão repercutiu muito mal internamente. Lembrou tempos autoritários, em que autoridades pediam a cabeça de jornalistas aos chefes de redações. No caso do Estado, não é a primeira vez que Barbosa tenta isolar um profissional de imprensa. Antes do caso Felipe Recondo, ele colocou na geladeira a repórter Mariângela Galucci, desde que, em 2010, ela publicou uma reportagem – verdadeira, diga-se de passagem – mostrando que o ministro ia a bares, enquanto sua licença para tratamento de dores nas costas, que durou quase um ano inteiro, paralisou diversos processos (leia mais aqui). No STF, Barbosa chegou a interromper entrevistas ou conversas em off com jornalistas, sempre que Mariângela (…) se aproximava.
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/95729/Barbosa-quer-a-cabeça-d…

Ainda há jornalistas no Brasil | Casa de Cinema de Porto Alegre

24/03/2014

Eis a prova de que o Brasil está quebrado

Filed under: FHC,Fracassomaníacos,Miriam Dutra,Petrobrás,Vale do Rio Doce — Gilmar Crestani @ 9:52 pm
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O risco é o Brasil passar a acreditar nas agências que, sendo ianques, não captaram o desastre de 2008, dos EUA e da Europa. Pior, Lula sozinho transformou a onda de quebra em marolinha. Nos tempos de FHC, uma crise no México, era o  pires no FMI. Um arreganho dos tigres asiáticos e lá estava ele com os pés, os quatro, prostrados ao FMI. Quando FHC conseguir explicar porque o filho dele com Miriam Dutra não foi confirmado pelo exame de DNA feito pelos filhos de D. Ruth, aí passarei a acreditar nas suas lenga-lengas.

Exportação da Vale sobe 7% no 1º bi; vendas da Petrobrás crescem 42,2%

Apesar da alta mais modesta, a mineradora exportou mais que o dobro do volume vendido pela petrolífera no período

24 de março de 2014 | 17h 21

André Magnabosco – Agência Estado

SÃO PAULO – A Vale, maior exportadora do Brasil, faturou US$ 3,855 bilhões com vendas externas no primeiro bimestre de 2014, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). O volume é 6,96% superior ao negociado no mesmo período do ano passado. A Petrobrás, segunda do ranking, ampliou as exportações em 42,23% no período, para um total de US$ 1,755 bilhão (menos da metade do volume exportado pela Vale)

Quando considerados apenas os números de fevereiro, a diferença na variação registrada pelas duas companhias cai. As exportações da Vale tiveram alta de 3,08% em relação ao segundo mês de 2013 e atingiram US$ 1,857 bilhão. As vendas externas da Petrobrás cresceram 10,87%, para US$ 960,3 milhões. Ainda assim, a Vale exportou quase duas vezes o volume vendido pela Petrobrás no mês.

Com esse resultado, o déficit comercial da Petrobrás fechou o primeiro bimestre em queda na comparação com o mesmo período de 2013. Graças à combinação de alta das exportações e retração das importações, o déficit da estatal encolheu 14,8% no período.

Frigorífico. A terceira colocada do ranking mensal divulgado pelo Mdic, ao fechamento do primeiro bimestre, foi a JBS, com exportação total de US$ 684,1 milhões. O volume representa uma expansão de 36,78% em relação ao acumulado do primeiro bimestre de 2013. A concorrente BRF ficou na quarta colocação, com US$ 604,6 milhões exportados no bimestre, uma retração de 20,84% em relação ao mesmo período do ano passado.

A petroquímica Braskem ficou na quinta posição, com a venda de US$ 547,2 milhões, expansão de 23,06% em igual base comparativa, segundo o Mdic. Os números consideram apenas a venda feita pela empresa levando em consideração um único CNPJ. No caso da Petrobrás, por exemplo, o levantamento abrange as negociações da Petróleo Brasileiro SA Petrobrás, não considerando assim as vendas de outras empresas do grupo, caso da Petrobrás Distribuidora SA. O braço de distribuição da Petrobrás aparece na 28ª colocação do ranking bimestral.

O ranking dos dez maiores exportadores conta ainda com a Cargill, com vendas de US$ 487,4 milhões no bimestre (queda de 8,70% sobre o mesmo período de 2013); Bunge, com US$ 422,1 milhões (-18,21%); Samarco, com US$ 399,9 milhões (-14,27%); Copersucar, com US$ 378,1 milhões (-16,74%); e Thyssenkrupp, com US$ 321,9 milhões (+0,21%).

A Embraer continua fora da lista das dez maiores exportadoras do País. Ela ocupa a 12ª posição, atrás da CBMM. A fabricante de aeronaves exportou US$ 313,4 milhões entre janeiro e fevereiro, uma retração de 18,34% em relação ao mesmo bimestre do ano passado.

Papel e Celulose. Fibria e Suzano Papel e Celulose, as duas maiores exportadoras do setor de papel e celulose, continuam na lista dos 20 maiores do País. A Fibria exportou US$ 257,2 milhões no bimestre, uma expansão de 10,58% ante 2013. A Suzano negociou US$ 239,1 milhões no mesmo período, um incremento de 12,85% em relação ao primeiro bimestre do ano passado.

As duas companhias ocuparam a 18ª e a 19ª posição do ranking, atrás de empresas como Louis Dreyfus (13ª), Statoil (14ª), Seara (15ª), CSN (16ª) e Caterpillar (17ª). A Raízen Energia fecha a lista das 20 maiores exportadoras do País.

25/01/2014

É, parece que lá também não vai ter copa

Filed under: Cultura,Isto é EUA!,Violência — Gilmar Crestani @ 9:51 pm
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Se tivesse acontecido no Brasil, diríamos que teria sido importação de cultura. Enquanto por aqui a justiça se agiliza para proibir rolezinho nos shopping, nos EUA o bang! bang! corre solto. Mal comparando, enquanto eles mantém a cultura do faroeste, nós nos divertimos, em que pese o desconforto das “pessoas de bens”. É hora dos nossos vira-latas reverem seus conceitos. Nestes tempos de informação instantânea, sem os filtros da Globo, acabamos por descobrir que a cultura norte-americana não é lá tão glamorosa assim. Pelo contrário, impera a solução pela arma.

Se isso acontecesse no Brasil alguém da manada amestrada pelos grupos mafiomidiáticos logo publicaria no feicebuque: “só podia ser no Brasil”… “não vai ter Copa”… Afinal, nossa população de vira-bostas é maior do a de que dálmatas no EUA.

Há quem não goste do jeitinho brasileiro, mas, convenhamos, o jeitinho ianque não é lá muito melhor…

Tres muertos en un tiroteo en un centro comercial cercano a Washington

Uno de los fallecidos es el responsable de los disparos, quien, de acuerdo con la policía, se quitó la vida. Hay cuatro heridos

Eva Saiz Washington 25 ENE 2014 – 19:52 CET2

Policías en los alrededores del centro comercial. / JIM WATSON (AFP)

Tres personas han fallecido y cuatro han resultado heridas leves durante un tiroteo en un centro comercial del Estado de Maryland, a 45 minutos en coche de la capital de Estados Unidos, de acuerdo con la policía del condado de Howard. Uno de los cuerpos, encontrado cerca de un arma de fuego con gran cantidad de munición, es el del autor de los disparos, quien, de acuerdo con los responsables de la investigación, se quito la vida. El recinto ha sido acordonado y la investigación sigue en curso.

Alrededor de las 11.15, hora local, la policía recibió el aviso de que se habían escuchado disparos en el segundo piso del centro comercial de Columbia. Al llegar, los agentes encontraron los tres cadáveres de los que se informó primero a través de la cuenta de Twitter del Departamento de Policía de Howard County. "Estamos bastante seguros de que este fallecido ha podido ser el responsable de los disparos y de que era el único tirador", ha confirmado en rueda de prensa el jefe de la policía del condado de Howard, Bill McMahon. El agente ha asegurado que están procediendo con un "cautela máxima" ya que alrededor del supuesto autor del tiroteo se ha encontrado "gran cantidad de munición" y quieren asegurarse de que no haya explosivos en el recinto.

Aunque varios medios de comunicación han informado de que el incidente podía deberse a un asunto privado entre las víctimas, McMahon ha sido categórico al asegurar que "todavía es muy prematuro para hacer esa afirmación" y que hasta que no se conozca la identidad del tirador "no pueden conocerse los motivos de los disparos". "Esto no debería haber ocurrido en un centro comercial, no debería haber ocurrido en ningún lugar", se ha lamentado el jefe de policía.

El centro comercial, que alberga más de 200 establecimientos comerciales, sigue acordonado mientras continúa la investigación policial. Varios de los clientes que se encontraban en el lugar en el momento de los disparos han sido trasladados a las instalaciones del complejo de cines del área de compras. Para tratarse de un sábado por la mañana, una hora propicia para las compras, "el centro comercial se encontraba bastante vacío", ha reconocido a la cadena CNN uno de los trabajadores del lugar tras ser evacuado por la policía. Los empleados y los clientes -entre ellos varios niños- que se encontraban en el recinto durante el tiroteo han abandonado el lugar escoltados por los agentes.

La policía no ha confirmado ni la identidad de las víctimas, si bien sí se ha asegurado que son un hombre y una mujer alrededor de los 20 años, que trabajaban en el centro comercial. Del responsable no se sabe nada, menos los motivos que le llevaron a sembrar el miedo en un lugar público. En esta ocasión el escenario del terror ha sido un centro comercial, hace una semana fue un colegio de secundaria. Las víctimas inocentes, las reflexiones posteriores sobre la sinrazón de la cultura de las armas en EE UU son, lamentablemente, lugar común en este país. Un estudio publicado a finales de 2013 por la universidad Texas State llama la atención sobre el incremento de tiroteos en EE UU en los últimos años. El autor del informe, el profesor de Derecho Penal J. Pete Blair, define tiroteo como “aquél episodio en el que alguien dispara con la intención de cometer una masacre, aunque no mate a nadie”. Partiendo de esta definición, y de acuerdo con la publicación de Blair, antes de 2008 la media era de ocho incidentes de este tipo al año; en 2010 se produjeron 21 -el récord-; 11 en 2011, y 15 en 2012.

La mayoría de estos tiroteos se perpetran allí donde la gente suele pasar la mayor parte de su tiempo. El 40% en el lugar del trabajo; el 30% en los centros de enseñanza (desde guarderías hasta la universidad); el 18% en espacios públicos al aire libre y el 12% en otros sitios. Hace una semana, un policía retirado abrió fuego en un cine, molesto porque uno de los espectadores de la película estaba escribiendo en su teléfono móvil, una persona murió y otra resultó herida. Un día después un chaval disparaba contra sus compañeros, a las pocas horas, un alumno asesinaba a una profesora en una universidad. Demasiadas tragedias, los primeros datos para las estadísticas de 2014.

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