Ficha Corrida

22/12/2015

Ao invés de combater como Dilma, PSDB prefere chamar sua corrupção de "desorganizada"

E o PSDB, por seu capo di tutti i capi, pode dizer estas boçalidades impunemente porque tem de seu lado o escandalosamente lento e engavetador MPF. O MPF e parcela atrasada do Judiciário viraram cumplices seja pela engavetamento, seja legitimando práticas, como faz Gilmar Mendes e antes dele Geraldo Brindeiro.

Para azar deles, hoje não basta contar com o apoio da velha mídia, há que se contar também com a seletividade burra de midiotas. A estultice de anencefálicos atacando Dilma, sobre a qual não paira nenhuma acusação de corrupção, para assim livrar o lombo de um notório corrupto, desde os tempos de Collor, conhecido pelo apelido de Eduardo CUnha.

Há muito tenho notado que a campanha do MPF contra a corrupção é uma espécie diversionismo para eliminar a concorrência de seus próximos ideológicos. O estrabismo de suas atuações são por demais evidentes e a internet não para de revelar cada vez mais essa parceria que mantém o Brasil preso ao atraso. As Danusa Leão e os Luis Carlos Prates do MPF fazem das tripas coração para protegerem aquilo que o PSDB chama de choque de gestão e de meritocracia, que é simplesmente o privilégio que desde sempre gozam os que já nascem com privilégios. Outro exemplo neste mesmo sentido é aquele asilo de políticos velhos e velhacos que é o tCU. Afinal, o que diferencia Robson Marinho no TCE/SP de Augusto Nardes no tCU? A explicação pode ser dada com um exemplo: graças a seletividade de instituições como MPF/PF/PJ João Havelange, Ricardo Teixeira, J. Hawilla, José Maria Marin, Marco Polo del Nero e Eduardo CUnha circulam com desenvoltura e cheios de boça pelas altas esferas do Brasil, mas ou já estão presos no exterior ou se por lá circularem o serão. Por que um notório comprador de reeleição continua todos os dias ganhando espaço para deitar falação sobre honestidade?

“Desorganizada”, corrupção na Petrobras começou no primeiro mandato de FHC e rendeu frutos ao PSDB até 2010

publicado em 22 de dezembro de 2015 às 03:27

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Da Redação

O acúmulo de informações sobre a Operação Lava Jato deixa claro: o Petrolão começou no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Diz ele que era, então, um esquema “desorganizado”. Ou seja, a corrupção do PSDB é mais “vadia” que a do PT/PMDB/PP/PSB e outros, parece sugerir o sociólogo.

É exatamente a mesma lógica utilizada para justificar como legais doações feitas pelas empreiteiras envolvidas na Lava Jato a Aécio Neves em 2014, quando aquelas que abasteceram os cofres de Dilma teriam sido “criminosas”.

“Mas, não tínhamos o que dar em troca, já que não controlávamos o Planalto”, argumentam os tucanos.

Porém, e os contratos fechados pelas mesmas empreiteiras com os governos paulistas de José Serra e Geraldo Alckmin, totalizando R$ 210 bilhões? E os fechados com os governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia em Minas? Não poderia ter se dado aí o quid-pro-quo?

A lógica do PSDB, endossada pela mídia, deu certo no mensalão: embora os tucanos tenham amamentado Marcos Valério no berço, com dinheiro público de empresas estatais como Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), Comig — hoje Codemig, Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais — e o extinto Bemge, o banco estadual mineiro, ninguém foi preso; o ex-presidente nacional do PSDB e senador Eduardo Azeredo foi condenado em primeira instância a 20 anos de prisão (leia íntegra da sentença aqui), depois de 17 anos! Dificilmente passará um dia na cadeia, já que em 2018 completa 70 anos.

Enquanto isso, o mensalão petista deu no que deu, apesar da controvérsia sobre se o dinheiro da Visanet, afinal, era ou não público.

Vejamos quais são os fatos que localizam o berço do Petrolão no quintal de FHC:

1. Delcídio do Amaral, ex-líder do governo Dilma no Senado, hoje preso, assinou ficha de filiação no PSDB em 1998 e foi diretor de Gás e Energia da Petrobrás em 2000 e 2001, no segundo mandato de FHC, quando conheceu Nelson Cerveró e Paulo Roberto Costa, que agora se tornaram delatores. Os negócios entre eles começaram então.

2. As usinas termelétricas construídas às pressas na época do apagão elétrico — o verdadeiro, não aquele que a Globo prevê desde o governo Lula –, durante o governo FHC, deram prejuízo à Petrobrás superior àquele atribuído à compra e venda da refinaria de Pasadena, no governo Dilma, segundo calculou a Folha de S. Paulo. Mas, vejam que interessante: a Folha apresenta o senador como sendo do PT quando, à época dos negócios denunciados, ele tinha ficha de filiação assinada no PSDB e servia ao governo FHC.

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3. Delcídio é acusado de ter recebido R$ 10 milhões em propina da Alstom neste período. A Alstom foi operadora do trensalão tucano em São Paulo, que atravessou os governos Covas, Alckmin, Serra e Alckmin com uma velocidade superior àquela com que se constrói o metrô paulistano.

4. A Operação Sangue Negro, deflagrada pela Polícia Federal, refere-se a um esquema envolvendo a empresa holandesa SBM, que operou de 1998 a 2012, envolvendo pagamentos de U$ 46 milhões. Em 1998, registre-se, FHC foi reeleito para um segundo mandato.

5. Em delação premiada, o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, disse que coletou um total de R$ 100 milhões em propinas desde 1996. Portanto, desde a metade do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso. Barusco, se contou a verdade, atuou no propinoduto durante seis longos anos sob governo tucano. Por que Lula e Dilma deveriam saber de tudo e FHC não?

6. Outro delator, Fernando Baiano, disse que seus negócios com a Petrobrás começaram em 2000, na metade do segundo mandato de FHC.

O curioso é que, em março de 2014, o PSDB acusou o PT, em nota no seu site, de ter tentado bloquear investigações sobre a Petrobrás.

Desde 2009, o PSDB no Senado solicita investigações sobre denúncias de irregularidades e na direção oposta, o esforço para aprovar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a estatal petroleira foi derrubada pelo governo federal no mesmo ano. […] Em 15 de maio de 2009, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) protocolou um pedido de abertura da comissão, assinado por 32 colegas de diversos partidos, incluindo até mesmo alguns de legendas que apoiam o governo. O requerimento pedia a investigação a fraudes que já haviam sido motivo de trabalhos na Polícia Federal, Tribunal de Contas da União e Ministério Público federal.

Na justificativa, o tucano argumentou que havia indícios de fraudes em construção e reforma de plataformas de petróleo – em especial relacionadas a grandes superfaturamentos – e desvios de verbas de royalties da exploração do petróleo, sonegação de impostos, mal uso de verbas de patrocínio e fraudes em diversos acordos e pagamentos na Agência Nacional de Petróleo. No entanto, o governo operou internamente com sua base para engavetar o pedido de CPI. Mas o PSDB apresentou requerimentos relacionados à Petrobras, no esforço de buscar respostas às denúncias.

Porém, mais tarde soubemos que foi o ex-presidente do PSDB e ex-senador Sergio Guerra, já falecido, quem teria recebido R$ 10 milhões para enterrar a CPI, segundo o delator Paulo Roberto Costa.

No Estadão:

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmou em sua delação premiada que o então presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra – morto em março deste ano –, o procurou e cobrou R$ 10 milhões para que a Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobrás, aberta em julho de 2009 no Senado, fosse encerrada. Segundo Costa, o tucano disse a ele que o dinheiro seria usado para a campanha de 2010. Aos investigadores da Operação Lava Jato, Costa afirmou que os R$ 10 milhões foram pagos em 2010 a Guerra. O pagamento teria ocorrido depois que a CPI da Petrobrás foi encerrada sem punições, em 18 de dezembro de 2009. O senador era um dos 11 membros da comissão – três integrantes eram da oposição e acusaram o governo de impedir as apurações.

A extorsão, segundo Costa, foi para abafar as descobertas de irregularidades nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco – alvo do esquema que levou ao banco dos réus o ex-diretor da estatal e o doleiro Alberto Youssef. A obra era um dos sete alvos suspeitos na Petrobrás que justificaram a abertura da comissão, em julho. […] O ex-diretor declarou que o então presidente do PSDB estava acompanhado do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), a quem chamou em seu relato de “operador” […] O delator afirmou que Guerra relatou a ele que o dinheiro abasteceria as campanhas do PSDB em 2010. Naquele ano, o presidente do partido foi o coordenador oficial da campanha presidencial do candidato José Serra. Integrantes da campanha informaram que o ex-senador não fez parte do comitê financeiro.

Vejam vocês que os tucanos denunciados são graúdos: dois senadores e ex-presidentes do partido, Eduardo Azeredo e Sergio Guerra. Não é, portanto, coisa da arraia miúda do PSDB.

No caso de Guerra, supostamente atuou com um operador de outro partido, demonstrando que o Petrolão obedecia a linhas partidárias tanto quanto aquela famosa foto de Delcídio (PT) com Romário (PSB), Eduardo Paes, Pedro Paulo e Ricardo Ferraço (PMDB) celebrando uma “aliança partidária”.

Nosso ponto é que o mensalão, assim como o trensalão e o petrolão, são suprapartidários e expressam a destruição do sistema político brasileiro pelo financiamento privado, aquele que transformou o presidente da Câmara Eduardo Cunha num traficante de emendas parlamentares escritas pela OAS e apresentadas por gente como Sandro Mabel (PMDB) e Francisco Dornelles (PP).

Se é certo que o PT hoje age igualzinho a todos os outros partidos, também o é que o PSDB não paira ao lado do DEM no panteão da moralidade, né Agripino?

As informações acima não diminuem ou pretendem diminuir a responsabilidade de integrantes do PT e de todos os outros partidos envolvidos no Petrolão: PMDB, PP, PSB e outros.

Porém, servem para demonstrar que o Petrolão floresceu num período em que, tendo a oportunidade de fazê-lo, o PSDB não fortaleceu as instituições que poderiam desmontá-lo no nascedouro. Pelo contrário, os dois mandatos de FHC ficaram famosos pela atuação do engavetador-geral da República. O presidente se ocupava de coisas mais importantes, como vender por U$ 3 bilhões uma empresa que valia U$ 100 bi, noutro escândalo, aquele sim, jamais investigado.

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"Desorganizada", corrupção na Petrobras começou no primeiro mandato de FHC e rendeu frutos ao PSDB até 2010 – Viomundo – O que você não vê na mídia

Fogo “amigo do Alckmin” abafa Alstom

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Imagine uma tragédia dessas ocorrendo na administração de alguém que tirou uma foto com o Lula. A Folha deitaria e rolaria pra cima do grande molusco. Como acontece na Capitania Hereditária do PSDB, que há mais de 20 anos comanda o desmando e o desmanche do Estado, a Folha põe a culpa no incêndio. Quem brinca com fogo, seu Frias, pode sair chamuscado. Houve queima total mas, parece, a crise d’água em São Paulo não tem nada a ver com o insucesso em apaga-lo.

Não se deve usar e abusar de termos de auto ajuda, como faz o PSDB via mídia amiga. Onde está o choque de gestão? Já sei, no fogo. E a meritocracia, nas cinzas! A verdade é uma só, onde o PSDB ganha eleições, o PCC governa!

Bem faz o PSDB que distribui milhares de assinaturas da Veja, Estadão e Folha nas escolas públicas de São Paulo. Como já ensinava São Francisco de Assim, é dando que se recebe, é distribuindo assinaturas que se é louvado e protegido.

Nem a fumaça esconde que o a Folha tenta desesperadamente desvincular do PSDB. Não é só o efeito do Estado Mínimo, que busca reduzir custos a todo custo e a qualquer preço. É também a manchete envergonhada dizendo que “Alstom acerta com a Justiça indenização de R$ 60

De nada adiantou o Rodrigo de Grandis proteger seu partido, o PSDB. A Justiça Suíça, como no caso da FIFA/CBF, mostra aos seus congêneres brasileiros que não tem cor partidária. Aqui o PSDB deita e rola. O deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom tripudia pra cima do Poder Judiciário. Claro, com a cobertura da Folha. Graças ao jornalismo mafioso praticado, não gratuitamente pela Folha, Veja, Estadão, Globo & RBS, Robson Marinho continua no TCE/SP.

E o que faz o jornalismo de aluguel da Folha, o mesmo que fez a Lava Jato: quando o assunto é com o PSDB, a culpa é do morto.

Na Lava Jato, sobrou para Sérgio Guerra, já morto. No Tremsalão, também conhecido como propinoduto tucano, a culpa é do Mário Covas, já morto. Coitado do Covas, além de morto, não tem amigos. Se fosse petista, a Folha diria que ele é amigo do Lula, não é?! Aliás, quando a Polícia Federal vai ouvir o Lula para saber se não foi ele que botou fogo no museu?!

A Alstom vai pagar R$ 60 milhões para se livrar do processo sobre propina. Tem mais sorte o PSDB,o MPF não só vai lhe cobrar nenhum centavo, como é capaz de dizer que o R$ 60 milhões pertencem ao PSDB…

Alstom e Siemens continuam drenando dutos e fazendo buracos pelos subterrâneos de São Paulo, mas isso não vem ao caso…

A seguir a matéria da Folha. Uma lição apaixonada, uma forma de declaração de amor eterno à corrupção made in PSDB!

 

Alstom vai pagar R$ 60 mi para se livrar de processo sobre propina

MARIO CESAR CARVALHO
DE SÃO PAULO

22/12/2015 02h00

Em um acordo fechado na Justiça, a Alstom aceitou pagar uma indenização de cerca de R$ 60 milhões para se livrar de um processo em que é acusada de pagar propina para conquistar um contrato de fornecimento de duas subestações de energia, em 1998, para uma empresa do governo de São Paulo, na gestão do tucano Mário Covas.

O acordo não contempla os processos sobre o Metrô, a CPTM e as acusações de que a multinacional francesa fez parte de um cartel que agia em licitações de compra de trens. Em todos esses casos, há suspeitas de que integrantes do PSDB tenham sido beneficiados por suborno.

No acordo, a empresa não reconhece culpa no processo instaurado em 2008. Nas primeiras negociações, promotores haviam pedido R$ 80 milhões, mas a Alstom refutou.

O valor da indenização foi calculado a partir do suborno pago pela Alstom, que correspondeu a 17% do valor do contrato, segundo documento interno da própria multinacional, revelado pela Folha em janeiro de 2014.

Os promotores trabalhavam com a informação de que a propina havia sido de 15%.

Também entrou no cálculo da indenização uma espécie de multa de 10%, para cobrir o que a lei chama de danos morais coletivos.

Como o valor do contrato foi de cerca de R$ 317 milhões, em valores atualizados, a Alstom pagará cerca de R$ 55 milhões pelo suborno e perto de R$ 5 milhões a título de danos morais.

Continua como réu na ação o mais importante auxiliar de Mário Covas à época, Robson Marinho, um dos fundadores do PSDB. Chefe da Casa Civil de Covas entre 1995 e 1997, as iniciais do seu nome (RM) foram citadas em documento interno da Alstom, escrito em francês, sobre a distribuição da propina.

Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, ele foi afastado do cargo em agosto de 2014 por decisão judicial. Marinho é acusado de ter recebido US$ 2,7 milhões da Alstom em contas secretas na Suíça entre 1998 e 2005, o que ele nega enfaticamente.

O documento francês que menciona as iniciais de Marinho cita também a SE, que seria a Secretaria de Energia, segundo executivos da Alstom. À época do contrato, a secretaria era dirigida por Andrea Matarazzo. Ele, porém, nunca foi réu no processo.

DINHEIRO BLOQUEADO

Um dos motivos que levaram a Alstom a fechar o acordo foi a decisão judicial de fevereiro deste ano, que bloqueou R$ 282 milhões dos réus, dos quais R$ 141 milhões eram da multinacional. Com o acordo, a Alstom poderá receberá de volta o montante.

O acerto foi fechado na última sexta-feira (18), diante da juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi. Aturaram no acordo os promotores José Carlos Blat, Silvio Marques e Valter Santin.

O acordo só deve ser homologado em fevereiro porque a Procuradoria Geral do Estado precisa aprovar os termos do pacto selado.

A suspeita de que a Alstom pagou propina em contrato com uma empresa do governo paulista, a EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia), foi revelada em 2008 pelo jornal americano "Wall Street Journal".

OUTRO LADO

A Alstom não quis comentar o acordo acertado por advogados contratados pela empresa, em processo em que a multinacional é ré, sob a alegação de que vendeu a sua divisão de energia para a GE e esta deveria se manifestar.

Procurada, a GE não quis se pronunciar sobre o acordo.

Em outras ocasiões, a Alstom afirmou que vem colaborando com as investigações feitas em São Paulo e que adota elevados padrões de conduta ética em seus negócios.

06/12/2014

Folha lava corrupção tucana a jato

AlstomPSDBEstes trens tucanos são muito malucos. Eles corrompem e são corrompidos, e não é pela ferrugem. Corrupção no PSDB é Cartel. Aí não aparece o nome do partido, dos corruptos e do governo onde o Cartel atua. Fica parecendo que Alstom, Siemens, Robson Marinho, José Serra, FHC e Geraldo Alckmin não existissem. É a velha lição de Rubens Ricúpero aplicada com extremo rigor pela Folha: se é bom para o PSDB ela mostra; se é ruim, ela esconde.

As palavras usadas pela Folha são um primor da manipulação: “Na quinta (4), a Polícia Federal concluiu a investigação sobre o cartel que fraudou licitações de trens entre 1998 e 2008, em gestões do PSDB no Estado”. Sujeito da frase da Folha: Cartel! Cartel, que é a própria fraude, fraudou! Entendeu?!

A julgar pela Folha, a CPTM é dirigida pela autogestão. Não há responsáveis em nenhuma esfera da administração pública. O partido que está há 20 anos governando São Paulo não precisa dar satisfação.

Contam, claro, com o insuspeito Rodrigo de Grandis e com o Silenciador Geral, providencialmente deixado lá do STF pelo Capo de tutti i capi, FHC.

Pelo desinteresse com que trata, a Folha faz parecer escândalos da corrupção tucana, de R$ 800 milhões, troco. Por que não há indignação quando o dinheiro escorre sob seus olhos, ou a Folha não é de São Paulo?!

Ação cobra R$ 418 mi de acusadas de cartel

Promotoria paulista entra na Justiça para que 11 empresas restituam cofres públicos por fraudes em licitações de trens

Cobrança é referente a contratos com a CPTM; segundo promotores, valor corrigido pode chegar a R$ 800 mi

DE SÃO PAULO

O Ministério Público de São Paulo ingressou na quinta (4) com ação civil pública contra 11 empresas para restituição de R$ 418 milhões aos cofres públicos por irregularidades em contratos de manutenção preventiva de trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

A Promotoria diz que há indícios de formação de cartel na celebração de três contratos, firmados de 2001 a 2002 para manutenção de trens das séries 2000, 2100 e 3000, como noticiou nesta sexta (5) o jornal "O Estado de S. Paulo".

A restituição corresponde aos valores dos contratos, aditamentos e multa por danos morais coletivos de cerca de R$ 112 milhões. Com correção e juros, o valor pode chegar a cerca de R$ 800 milhões.

"Ainda não se sabe por que a CPTM resolveu terceirizar o serviço de manutenção, mesmo tendo um corpo próprio de funcionários", afirmou o promotor Marcelo Milani.

A Promotoria solicitou ainda à Vara da Fazenda Pública a anulação dos três contratos e a dissolução de 10 empresas: Alstom, Siemens, CAF Brasil, TTrans, Bombardier, MGE, Mitsui, Temoinsa, Tejofran e MPE. A dissolução impede a atuação no país.

A CAF Espanha não foi incluída porque é regida pela legislação do país europeu.

Na quinta (4), a Polícia Federal concluiu a investigação sobre o cartel que fraudou licitações de trens entre 1998 e 2008, em gestões do PSDB no Estado, e indiciou 33 pessoas, entre elas o presidente da CPTM, Mário Bandeira.

Miliani defendeu à imprensa o afastamento da direção da estatal. "Tenho a certeza que eles têm de ser afastados, mas não sou o governador."

O governo de São Paulo criticou a sugestão do promotor. "O comedimento e a seriedade fazem parte das atribuições do Ministério Público."

Alstom afirmou à Folha que não foi notificada e reiterou "o cumprimento à legislação". A Siemens disse que os resultados de sua auditoria interna deram início à investigação e que "sempre desejou" o esclarecimento.

A CAF disse que colaborou e que não comentará a apuração enquanto ela estiver em curso. A Tejofran afirmou que não foi notificada e se colocou à disposição da Promotoria. Mitsui e Bombardier disseram que não comentariam e as demais não foram localizadas.

APURAÇÃO NA SUÍÇA

A Promotoria suíça pretende enviar ao Brasil no ano que vem processos de investigação que devem contribuir com a apuração sobre o cartel.

O envio foi informado à delegação de procuradores e promotores brasileiros que viajaram à Suíça em busca de novos indícios de corrupção.

Para a Promotoria paulista, a documentação ajudará a descobrir se há mais servidores públicos envolvidos e a entender melhor a forma de atuação de multinacionais na obtenção de contratos. A expectativa é identificar ainda o percurso do dinheiro encontrado na Suíça.

(GUSTAVO URIBE)

19/11/2014

Instituto Millenium: “- os nossos corruptos são melhores que os de vocês”

A corrupção instalada na Petrobras, segundo o Ministério Público, tem pelo menos 15 anos. E envolveu os partidos da base aliada do governo atual e “mais alguns”. Na novilíngua dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium, “mais alguns” são os partidos da base aliada da Judith Brito, em especial o PSDB. Toda vez que Lula ou Dilma tentaram fazer alguma limpeza mais profunda na Petrobrás e outras empresas públicas, o PSDB ocupava a tribuna do Congresso para acusar de aparelhamento do Estado. Durante a recente campanha Presidencial, não foram poucas vezes que Aécio Neves acusou Dilma de aparelhamento do Estado. Agora, todos os envolvidos nos esquemas bilionários da Petrobrás já estavam operando antes de Lula e Dilma. Ocupavam postos na Petrobrás desde antes de o PT existir. Aliás, o doleiro ficou famoso alguns anos atrás operando no Banestado, cujas operações renderam livros e deram a FHC o epíteto de “Príncipe da Privataria”….

A questão contra a qual me insurjo não é a incriminação dos envolvidos, mas a parcialidade com que são tratados os casos de corrupção. Toda vez que alguém relacionado ao PT, mesmo não sendo filiado, é denunciado, as cinco irmãs (Veja, Estadão, Folha, Globo & RBS) incriminam toda a instituição PT. Se querem fazer isso, porque não o fazem quando os envolvidos são do PSDB, PMDB, PP, DEM?! Aliás, poderíamos ir além: por que toda vez que há um empresário envolvido em adulteração de leite, desvio de recursos públicos, sonegação, formação de cartel os mesmos grupos mafiomidiáticos não incriminam todos os empresários? Por que toda vez que há uma denúncia envolvendo alguém do PMDB não dão mesmo tratamento, diabolizando o PMDB? Por que quando alguém da imprensa está envolvido em crimes, como Policarpo Junior ou Pimenta Neves, por que não é generalizada para toda imprensa?

Por que formação de Cartel na Petrobrás é crime mas na construção de túneis e aquisição de trens nos governos do PSDB, desde Mário Covas, passando por José Serra & Geraldo Alckmin não é?!

O que transparece é que a luta não é contra a corrupção, mas contra a concorrência na corrupção, como se os aliados dos velhos grupos de mídia tivessem carta branca e exclusividade para roubar?!

O comportamento parcialíssimo desse pessoal do Instituto Millenium faz lembrar aquele filme italiano do Ettore Scola, Concorrenza sleale(Concorrência desleal), ambientado no período fascista da bota.

Delator da Lava Jato já era suspeito por formação de cartel desde Mário Covas

ter, 18/11/2014 – 18:17 – Cíntia Alves

Augusto Mendonça, da Toyo Setal, é primo de Marcos Mendonça, ex-deputado e ex-secretário de Cultura do PSDB. Em 1999, ambos foram alvo de denúncia sobre monopólio nas obras contratadas pela Pasta

Jornal GGN – Renato Duque é o elo com o clube de empresários milionários que formaram um cartel para fraudar contratos, licitações e participar dos esquemas de pagamento de propina com dinheiro da Petrobras. Duque, segundo informou Paulo Roberto Costa, chegou à condição de diretor de Serviços da estatal em meados de 2002, por indicação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) – condenado no processo do mensalão. Por isso a grande mídia atribuiu a Duque o apelido de "afilhado de Dirceu". Veja destaca isso, sempre que pode, nas manchetes que produz sobre a Operação Lava Jato.

“Renato Duque comandava o setor responsável pelas licitações de obras de todas as diretorias e pelo acompanhamento da execução dos contratos. Por meio dela, o PT ficava com 2% do valor de todos empreendimentos da estatal petrolífera. A Diretoria de Abastecimento, que era controlada pelo PP por intermédio de Paulo Roberto Costa, e a de Internacional, que era controlada pelo PMDB via Nestor Cerveró, ficavam com 1%”, publicou o Estadão, na tarde desta terça-feira (18).

Quem denunciou o papel central de Duque no esquema foi o executivo da Toyo Setal Augusto Ribeiro de Mendonça Neto. Essa semana, Mendonça e outro executivo do grupo, Julio Gerin de Almeida Camargo, foram destaque nos jornais por terem virado as mais novas peças-chave na Operação da Polícia Federal. Depois de Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, são Mendonça e Camargo quem têm soltado o verbo e delatado empresários corruptores. Eles foram os dois primeiros executivos que pediram um acordo de delação premiada à Justiça.

Recentemente, quem traçou o perfil de Mendonça Neto na Folha foi o jornalista Mário César Carvalho. No texto, ele destaca que a Toyo-Setal é uma empresa controlada pela japonesa Toyo Engineering, e possui parcerias que somam mais de R$ 4 bilhões com a Petrobras. “Os contratos que a Toyo-Setal conquistou na Petrobras partiram de projetos e licitações da diretoria de serviços, ocupada entre 2003 e 2012 por Renato Duque, indicado ao cargo por José Dirceu”, escreveu.

Em 1999, coincidentemente, o repórter da Folha também citou em uma reportagem-denúncia os negócios de Mendonça Neto. À época, foi colocado em xeque a relação da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, então capitaneada pelo ex-deputado Marcos Mendonça (PSDB), com algumas empeiteiras. A suspeita era de formação de cartel (monopólio) para realizar as obras da Pasta. A empresa de Mendonça Neto, a PEM Engenharia, era sempre subcontratada para fazer as instalações hidráulicas e elétricas.

Augusto Mendonça, ao contrário de Duque, não recebeu da grande mídia um padrinho do nível de Dirceu, um cacique petista. Mas poderia ser associado Marcos Mendonça. O tucano foi deputado e atravessou como secretário de Cultura as gestões Mário Covas e Geraldo Alckmin em São Paulo. Hoje, Marco Mendonça preside a Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura.

Na reportagem de 1999, a Folha destacou que a “PEM tem como sócios dois primos do secretário Marcos Mendonça: Roberto Mendonça e Augusto Mendonça”. E informou que embora fosse questionável do ponto de vista moral, a PEM doou R$ 100 mil para a campanha de Covas. “Mas é tudo legal”.

Processo que corria na 7ª Vara de Execuções Fiscais de São Paulo denota que a Setal Engenharia, Construções e Perfurações S.A. faz parte do grupo PEM Setal, dos sócios Roberto e Augusto Mendonça, e era alvo de execução fiscal no valor de R$ 20 milhões, em 2011.

Nos autos da apresentação de embargos declaratórios, consta que “As dívidas existentes do referido grupo econômico com o Fisco chegou ao estratosférico valor de mais de R$ 168 milhões, com notável concentração desse montante sobre a empresa ora executada nestes autos [Setal Engenharia], que, sozinha, deve quase R$ 160 milhões.”

A Pem Setal trabalhou, ainda assim, com a Petrobras na construção de plataformas.

Delator da Lava Jato já era suspeito por formação de cartel desde Mário Covas | GGN

24/05/2014

A Folha, para livrar a cara do PSDB, incrimina instituições

AlstomPSDBUm dia a culpa é crise d’água, noutra do TCE, senão da Alstom ou da Siemens. Nunca a Folha põe na manchete o PSDB ou um dos seus políticos. Tudo é dito para parecer um evento da natureza, sem intervenção humana. O Metrô pressionou o TCU… Hilário!  Em linguagem melifluente, cheia de eufemismos e tergiversações, vai desviando o foco dos partidários da d. Judith Brito para mostrar sem revelar, sem entregar seus correligionários. E depois o Genoíno é que corrupto…

O texto da Folha é mais sinuoso que os caminhos usados pelo PSDB para abarrotarem os próprios bolsos com dinheiro público. Mário Covas aparelhou as instituições públicas de São Paulo com uma quadrilha mantida pelos que vieram depois. E tudo acobertado pela imprensa amiga. Se Veja, Folha e Estadão, mesmo sendo de São Paulo, de nada sabiam, como podem ser considerados órgãos de informação?!

Quer dizer que o Metrô saiu dos trilhos, invadiu a calçada pegou o elevador e adentrou ao TCE sem crachá?! Façam-me o favor!

Pressão política fez TCE liberar licitação, diz e-mail da Alstom

Mensagem de executivo afirma que ‘esquema político’ provocou mudança no tribunal durante governo Alckmin

Multinacional venceu concorrência com proposta acima do valor do orçamento elaborado pelo Metrô

DE SÃO PAULO

O Metrô paulista pressionou o TCE (Tribunal de Contas do Estado) de São Paulo para que a corte liberasse uma licitação de interesse da Alstom, aponta e-mail encontrado na multinacional por autoridades federais. Uma semana após a mensagem, o TCE cassou uma decisão que bloqueava a concorrência e deixou que ela prosseguisse.

O tribunal paulista resolveu o caso todo em 15 dias, com rapidez incomum. Em geral, processos como esse demoram de 30 a 60 dias.

Posteriormente, a Alstom venceu a licitação com uma proposta acima do valor do orçamento elaborado pelo Metrô, o que é também inusual em concorrências com livre disputa entre empresas.

O e-mail trata da licitação de 2005 da linha 2-verde do Metrô para implantação dos sistemas de trens do trecho entre as estações Ana Rosa e Alto do Ipiranga, no governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

A Alusa, concorrente da Alstom, pediu ao TCE para barrar a concorrência no dia 16 de fevereiro de 2005.

Segundo a empresa, o Metrô colocou em um só pacote da licitação quatro sistemas de equipamentos que podiam ser vendidos separadamente. Esse tipo de concentração, de acordo com a Alusa, violava a Lei de Licitações.

A legislação determina que os fornecimentos devem ser divididos sempre que possível, para aumentar a disputar e reduzir os preços.

Em 19 de fevereiro de 2005, o então conselheiro do TCE Eduardo Bittencourt acolheu o argumento e suspendeu provisoriamente a licitação. Bittencourt chegou a ser afastado do TCE pela Justiça, sob suspeita de enriquecimento ilícito, em ação judicial sem ligação com o Metrô, mas depois reassumiu o cargo.

Três dias depois, o diretor da Alstom Wagner Ribeiro enviou e-mail à colega Stephanie Brun para informar sobre a situação da concorrência.

Disse que a apresentação das propostas da licitação estava bloqueada no TCE em razão da impugnação da Alusa, e que o "cliente" (o Metrô) havia colocado em ação um "esquema político" para liberar a entrega das ofertas.

"A apresentação de propostas foi bloqueada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo em razão de ação judicial da Alusa (empresa brasileira) contra o processo licitatório. O cliente colocou em prática um esquema político para liberar a apresentação das propostas", afirmou Ribeiro no e-mail.

No dia seguinte, o plenário do TCE confirmou decisão favorável à Alusa. Porém, em 2 de março o plenário cassou a liminar concedida por ele mesmo e liberou a licitação, como queria a Alstom.

O TCE aceitou o argumento técnico do Metrô de que a divisão no fornecimento dos equipamentos poderia comprometer a segurança e a confiabilidade dos sistemas.

A decisão foi unânime. Um dos votos foi o de Robson Marinho, investigado sob suspeita de beneficiar a Alstom em contrato de 1998.

Dois meses depois do julgamento, a empresa francesa venceu a licitação em consórcio com a alemã Siemens.

Segundo delação feita pela Siemens em 2013 ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica, ela, a Alstom e outras empresas formaram um cartel para fraudar a licitação da linha 2.

(FLÁVIO FERREIRA E MARIO CESAR CARVALHO)

15/05/2014

Folha de São Paulo: Justiça Suíça está errada, Robson Marinho, por ser do PSDB, é honesto

Folha ditaduraNão se trata de defender ou atacar, se trata de honestidade jornalística. O tratamento dispensado pela Folha de São Paulo é escandaloso nos dois sentidos: nos ataques contra seus adversários, e na defesa dos seus correligionários. Uma da diretoras da Folha, Judith Brito, já deixou isso claro. A Folha faz oposição aos governos de esquerda ao mesmo tempo em que procura vender o produto dos que a financiam. Liberdade de expre$$ão, para a Folha, é isso aí. Note-se o tom como a Folha trata todas as notícias levantadas pela oposição contra Lula e Dilma, e como ela trata casos como estes do PSDB. Em nenhum momento ela envolve toda a agremiação do PSDB quando um dos seus membros é pego. Aliás, faz de tudo para nos fazer acreditar que se trata de fato isolado. Bem diferente quando envolve seus adversários da esquerda. O racionamento d’água em São Paulo é escondido. Imagine se isso acontecesse num governo dos seus adversários…

Conselheiro do TCE diz que não recebeu ‘1 tostão’ da Alstom

Robson Marinho afirma que é vítima de campanha de difamação promovida por promotor de São Paulo

Conselheiro reclamou que é investigado há seis anos, sem que nenhuma ação tenha sido proposta contra ele

MARIO CESAR CARVALHOFLÁVIO FERREIRADE SÃO PAULO

Em tom de desabafo, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo Robson Marinho negou, nesta quarta (14), ter recebido US$ 2,7 milhões (R$ 6 milhões) da Alstom em conta secreta na Suíça e disse ser vítima de uma campanha de difamação promovida pelo promotor Silvio Marques.

"Nunca recebi um tostão da Alstom, nem na Suíça, nem no Brasil", disse Marinho na sessão do TCE. "O promotor vaza informações mentirosas que são veiculadas pela imprensa", continuou.

Ao final da fala de oito minutos, nenhum conselheiro se manifestou.

A informação de que ele recebeu US$ 2,7 milhões consta de decisão de um tribunal suíço que será enviada ao Brasil para instruir duas ações contra o conselheiro. Desse total, as autoridades suíças bloquearam o saldo de cerca de US$ 1 milhão por ter encontrado indícios de que se trata de comissões ilícitas pagas pela Alstom.

Marinho é investigado desde 2008 sob suspeita de ter recebido propina da Alstom para que a multinacional francesa conseguisse um contrato, sem nova licitação, para vender três subestações de energia elétrica para a Eletropaulo e a EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia) por R$ 181 milhões, em valores atualizados.

A compra ocorreu em 1998, quando Marinho, que havia sido o chefe da Casa Civil de Covas de 1995 a 1997, já estava no Tribunal de Contas.

Marinho disse que esse contrato jamais foi julgado pelo TCE e que o único processo da Alstom em que atuou foi o da extensão da garantia das subestações importadas da França, em 2001.

Segundo o conselheiro, Marques já apresentou várias versões sobre como ele teria ajudado a Alstom. Em uma delas, o promotor teria dito que Marinho recebeu US$ 1 milhão (cerca de R$ 2,2 milhões hoje) para aprovar uma extensão de garantia de R$ 4,8 milhões para a Alstom.

A suposta propina seria "50% do valor do contrato que votei", segundo ele. "A insinuação do promotor é ridícula", classificou. "Nunca dei nenhum voto para favorecer a Alstom."

Marinho reclamou que é investigado há seis anos, sem que nenhuma ação tenha sido proposta contra ele nesse tempo. Ele disse que Marques propôs uma medida cautelar para bloquear bens em 2008 e teria um mês para apresentar a ação principal, o que nunca ocorreu.

Ele é investigado na esfera cível por improbidade e no STJ (Superior Tribunal de Justiça) pelas implicações criminais. Como conselheiro de Tribunal de Contas, ele goza de foro privilegiado no STJ.

O conselheiro invocou as prisões que sofreu durante a ditadura militar (1964-1985) para reclamar que sofre uma injustiça comparada àquela na imprensa.

"A ditadura acabou e ainda tem jornalista dizendo: o conselheiro Robson Marinho continua trabalhando no Tribunal de Contas normalmente’. Não podia ser diferente. Só posso sair daqui se houver um processo legal e eu for condenado."

O promotor Silvio Marques disse que Marinho tenta desestabilizar a investigação. "Não vamos entrar nessa discussão. Nossa investigação é absolutamente técnica."

A Alstom nega com veemência que tenha uma política de pagar comissões ilícitas para conseguir contratos e diz lamentar que o conteúdo sigiloso de investigações seja usado "de forma reiterada e desproporcional" para prejudicar a imagem da empresa.

12/04/2014

Mídia tem 810 milhões de desculpas para não mostrar as falcatruas do seus parceiros

Colesterol da corrupção política entope as veias midiáticas. É parte da mesma regra que pega no pé de André Vargas por ter pego carona num avião de antigo colaborador do PSDB, mas esquece que o senador do PSDB, Álvaro Dias, usou do mesmo expediente. Os pesos e medidas mostram que a mídia, quando foca apenas no PT, está querendo só atacar a concorrência. Resumindo, para os grupos mafiomidiáticos pode-se ser FDP, desde que seja seu FDP. É o caso típico do racionamento da água em São Paulo. Enquanto a SABESP usa o dinheiro em marketing, Globo, Folha, Estadão, Veja, RBS lavam o rosto dos parceiros com gimo cupim…

A regra é clara, basta distribuir assinatura da Veja e da Folha nas escolas que nenhuma das duas vai se ocupar de assuntos que possam prejudicar suas circulações. Nem quando as justiças da Alemanha e Suíça tenham condenado os a$$oCIAdos dos Instituto Millenium fazem de conta que o assalto ao trem pagador não foi em São Paulo, pelo PSDB, parceiro de todas as horas. Onde está a reportagem de capa sobre Robson Marinho?!

Trensalão: empresas do cartel já estavam se armando para fraudar as licitações em 2011

sab, 12/04/2014 – 20:18

do Viomundo

Armação para fraudar contratos de R$ 2,7 bi da CPTM começou dois anos antes; leia as mensagens

por Conceição Lemes

Em 26 de agosto do ano passado, o Viomundo denunciou, em primeira mão, o que o relatório da Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), divulgado em 20 de março, confirma:  o cartel envolvido  na  fraude e superfaturamento de licitações do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) operou até 2013.

Entre os contratos suspeitos investigados pelo Cade estão seis destinados à reforma e manutenção de trens e dois que visavam à compra de trens para a CPTM. Eles somam R$ 2,7 bilhões. Assinados em 2013, lesaram os cofres públicos paulistas em cerca de R$ 810 milhões, dos quais R$ 216 milhões para pagamento de propina.

Atentem à tabela abaixo. É justamente sobre esses oito contratos da CPTM assinados em 2013.

Luis Nassif Online | GGN

01/04/2014

Jornalismo mau caráter também é com a Folha!

AlstomPSDBVeja como é modus operandi da Folha. Quando seus parceiros botam a mão na grana, a culpa é da grana. Quando há denúncia contra algum dos seus adversários do PT, a culpa é sempre do PT. Por que esta diferença de tratamento? É só ódio ao PT ou ódio à concorrência?

O tamanho da “máteria” para tratar dos crimes dos seus parceiros é do mesmo tamanho do caráter da Folha & CIA!

CASO ALSTOM

Suíça vai enviar documentos sobre conta de Robson Marinho

DE SÃO PAULO – Os advogados de Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, sofreram nova derrota na Suíça e, com isso, as autoridades daquele país vão enviar ao Brasil documentos sobre uma conta bancária cuja titularidade é atribuída a ele. A decisão é final.

Segundo documentos das autoridades suíças, passaram US$ 1,1 milhão (R$ 2,5 milhões hoje) pela conta aberta no Credit Lyonnais Suisse. A existência da conta foi revelada pela Folha em 2009.

O advogado de Marinho, Celso Vilardi, afirma desconhecer a conta suíça.

Marinho é investigado sob suspeita de ter ajudado a Alstom a obter contrato com a Empresa Paulista de Transmissão de Energia e a Eletropaulo sem a realização de nova licitação.

    20/03/2014

    A ética da Veja está na Covas

    Filed under: ALSTOM,Ética,FHC,Mário Covas,Veja — Gilmar Crestani @ 8:28 am
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    Esta na Folha de hoje: a ALSTOM financiou o PSDB e o presidente da empresa, Pierre Bilger, foi recebido por FHC no Palácio do Planalto.

    Alstom pagou 32 milhões em suborno ao PSDB só em 1998

    Governador de São Paulo entre 1995 e 2001

    Alstom pagou R$ 32 mi em suborno, diz ex-executivo

    SQN

    19/03/2014

    E depois o Genoíno é que é corrupto…

    AlstomPSDBAlstom pagou R$ 32 mi em suborno, diz ex-executivo

    Testemunha também detalhou superfaturamento em venda para estatais de SP

    Até agora, investigação dependia de provas obtidas no exterior; Promotoria pedirá de volta valor pago a mais

    MARIO CESAR CARVALHOFLÁVIO FERREIRADE SÃO PAULO

    Um ex-executivo do grupo Alstom decidiu colaborar com o Ministério Público de São Paulo e relatou que a multinacional francesa pagou em 1998 um suborno de R$ 31,9 milhões, em valores atualizados, para fechar um negócio com estatais paulistas do setor de energia.

    Para a Promotoria, o testemunho é o mais importante desde que começou a apuração sobre a Alstom, em 2008. Até então as apurações dependiam sobretudo de provas obtidas pelas autoridades francesas e suíças.

    O suborno, destinado a servidores e políticos do PSDB, equivale a 12,1% do valor do contrato, de R$ 263 milhões, segundo dados do executivo.

    Além de propina, o preço das subestações de energia vendidas à Eletropaulo e à EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia) foi superfaturado em R$ 16,2 milhões, disse a testemunha.

    O sobrepreço ocorreu na parte de material importado da França, segundo o depoimento. Suborno e sobrepreço elevaram o valor do contrato em R$ 48 milhões –o equivalente a 18,2% do valor total do negócio.

    Sem esses pagamentos supostamente ilícitos, o valor do contrato cairia de R$ 263 milhões para R$ 215 milhões.

    Essa diferença deve ser o montante que os promotores vão pedir para a Alstom devolver aos cofres públicos.

    A propina foi paga para que a Eletropaulo e a EPTE não fizessem uma nova licitação, de acordo com o depoimento. Para evitar a concorrência pública, as empresas do governo paulista ressuscitaram um contrato de 1983 por meio de um aditivo com a Alstom em 1998.

    O uso do contrato de 1983 afronta, em tese, a Lei das Licitações, segundo a qual um contrato vale cinco anos.

    O executivo decidiu colaborar com as investigações após o Ministério Público concordar que ele deve ser excluído da lista de suspeitos nas apurações do caso. O nome dele é mantido em sigilo.

    Ao depor no Ministério Público, o executivo entregou documentos internos da Alstom que apontam que tanto a propina quanto o superfaturamento estavam embutidos em preços acertados desde 1990, quando o contrato passou a ser renegociado.

    À época, porém, as tratativas não saíram do papel porque o Brasil não tinha crédito internacional, já que decretara moratória em 1987.

    Um dos papéis entregues é uma nota interna da Cegelec, empresa do grupo Alstom, na qual engenheiros franceses elevaram valores de produtos importados em 20%.

    O executivo disse que havia consultorias que eram verdadeiras e outras, fictícias. Afirmou que os pagamentos recebidos pelas empresas estrangeiras MCA Uruguay e Acqualux eram por consultoria de fachada, que serviam para acobertar a saída de dinheiro para suborno. As duas empresas receberam R$ 31,9 milhões (12,1% do contrato).

    O percentual contraria parte do depoimento do ex-diretor da Alstom André Botto às autoridades francesas, de que o suborno representou 15% do contrato.

    A diferença deve-se ao fato de a testemunha separar o que chama de consultorias lícitas e fictícias, enquanto Botto incluía ambas.

    A Acqualux, que recebeu R$ 9,2 milhões, segundo a testemunha, é de Sabino Indelicato, apontado pelos promotores como laranja de Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Ele é investigado sob suspeita de ter recebido US$ 1,1 milhão da multinacional.

    O contrato da Alstom também é alvo de ação criminal do Ministério Público Federal, na qual 11 réus são acusados de corrupção e lavagem de dinheiro.

    18/03/2014

    Vinte anos de PSDB em São Paulo: vai ter copa, mas vai faltar água

    Isto é PSDBVinte anos de Robson Marinho, que iniciou-se com ALSTOM & SIEMENS, mas chegou ao Tribunal de Contas pelas mãos de Mário Covas, deu nisso. Por incapacidade administrativa e devido desvio de recursos para financiar Estadão, Veja, Globo e Folha, os paulistanos estão na iminência de ter de fazer Covas para encontra água. Uma das maiores metrópoles do mundo pode ficar sem água exatamente durante a copa. Significa dizer que a pode não ter copa em São Paulo, mas só se for por falta de água.

    O dinheiro desviado nestes 20 anos de compadrio com a mídia teria sido mais do que suficiente para o Estado mais rico da Federação resolver pelo menos o problema da água.  No entanto, quando encontraram o pivô dos desvios, Robson Marinho, botaram exatamente no Tribunal de Contas.

    Viva o PSDB! Viva os grupos mafiomidiáticos que apoiam sem intere$$e estes incompetentes!

    ‘Reserva’ do Cantareira pode abastecer SP por 4 meses

    Plano B contra racionamento, ‘volume morto’ deve garantir água até as eleições

    Nunca usada antes, faixa de água no fundo das represas estará disponível para consumo em julho

    EDUARDO GERAQUEHELOISA BRENHADE SÃO PAULO

    Considerado um plano B pelo governo estadual para tentar evitar um racionamento, a utilização do chamado "volume morto" do Cantareira –água armazenada nas profundezas das represas– poderá abastecer 8,8 milhões de pessoas na Grande São Paulo por quatro meses.

    O cálculo foi feito pela Sabesp, que iniciou nos últimos dias as obras de instalação de 17 bombas que irão captar esse "volume morto" da represa de Atibainha, uma das seis do sistema Cantareira.

    Na prática, ele indica que, pelas contas do governo Geraldo Alckmin (PSDB), a utilização inédita dessa reserva profunda, se for bem-sucedida, deve garantir a água na região metropolitana pelo menos até novembro –evitando qualquer ameaça de rodízio antes das eleições estaduais.

    A Folha esteve ontem no canteiro da região de Nazaré Paulista (a 64 km da capital), onde estão no início as obras para a utilização do "volume morto". Caminhões e tratores preparam a área onde serão instaladas as bombas.

    Mas a previsão da Sabesp é que essa água esteja disponível para consumo só a partir de julho. Até lá, espera usar aquilo que já existe no sistema Cantareira –que ontem tinha só 15% de sua capacidade, sem considerar com essa reserva do "volume morto".

    A partir daí, no tradicional período de seca, a companhia calcula que a água do "volume morto" será suficiente para no mínimo quatro meses.

    O Estado nunca tinha precisado captar a água do fundo dos reservatórios porque eles jamais ficaram em níveis tão baixos em seus 40 anos de vida –e os túneis de captação estão bem acima do fundo das represas.

    A expectativa da Sabesp é retirar ao menos 200 bilhões de litros de água do "volume morto" dos reservatórios.

    Um sistema semelhante ainda será instalado nas represas de Jaguari e Jacareí.

    GASTOS

    O uso do "volume morto" foi autorizado por Alckmin após os registros dos menores níveis de água da história no sistema Cantareira.

    A empresa gastará R$ 80 milhões nas obras civis, compra e instalação das bombas.

    Especialistas, porém, dizem que essa água é mais suja e difícil de tratar, podendo encarecer gastos de preparação antes de ser levada para consumo dos moradores.

    Ter que captar água tão fundo para abastecer a população é sinal da gravidade da crise, de acordo com técnicos.

    "Estamos no penúltimo caso; o último é o racionamento", diz Paulo Ferreira, professor de engenharia hidráulica do Mackenzie.

    Apesar das obras em curso, a Sabesp diz que, dependendo do volume de chuvas até a metade do ano, a captação de água do "volume morto" poderá ser dispensada.

    "O uso não é irreversível. Estamos nos preparando para usar essa água se for necessário", diz Paulo Massato, diretor metropolitano da Sabesp, para quem esse período de uso da reserva por quatro meses pode ser até maior.

    "Esse cálculo considera que não chova mais nada. Se chover um pouco, esse período se estende", diz Massato.

    Segundo Jorge Giroldo, professor de engenharia da FEI, essa quantidade de água armazenada no "volume morto" é significativa.

    14/03/2014

    O PSDB é uma construção mafiomidiática finanCIAdo pelos EUA

    Respeitado pela mídia

    O tempo é implacável com a Veja. Demora, mas um a um os varões da ética da Veja vão caindo. Já tentou emplacar o Caçador de Marajás, caiu. Depois, o careca que valia  por dois, José Roberto Arruda, caiu na Rede. Partiu em parceria com Demóstenes Torres, fodeu! E agora Mário Covas. José Serra & Alstom/Siemens! De FHC basta lembrar que ele comprou a própria reeleição pagando duzentos mil a cada parlamentar.

    De fato, resta provado que se o cara for capa da Veja, mesmo que seja um “rei do camarote”, é só esperar. Cedo, ou mais cedo ainda, os podres aparecerão embrulhados em papel Veja. A honestidade dessa gente patrocinada por grupos mafiomidiáticos, como queria Judith Brito, não resiste à um faixo de luz transparente.

    Lembram dos mosqueteiros da ética. Demóstenes Torres já era a tempos, e Pedro Simon e sua dentadura de porcelana custeada pelo Senado, sem contar os demais que não valem um pinto de tinta digital. Tudo o que a Veja toca apodrece e cai!

    Robson Marinho destruiu a imagem de Covas

    Postado em 11 Mar 2014

    por : Paulo Nogueira

    A imagem de homem público exemplar de Mário Covas é abalada por sua ligação com Robson Marinho, personagem central das propinas.

    Covas é sonsiderado um símbolo de ética na política

    Covas é considerado um símbolo de ética na política

    “Covas era detalhista. Uma vez eu estava com ele e, sobre a mesa, havia um monte de processos de concorrência, uma pilha enorme. A gente estava conversando e eu falei: ‘Mario, você está lendo processos de concorrência?’ Ele respondeu: ‘É, isso aqui é importante. São estradas vicinais’.

    Eu falei: ‘Não acredito que você esteja lendo um por um’. E ele: ‘Eu vejo todos. Mesmo que tenha que ficar aqui a noite inteira, eu não deixo de ler’.

    Ele tinha fixação em acompanhar tudo de perto.”

    O depoimento acima é do jornalista Miguel Jorge, e se refere a Mário Covas, fundador e reserva moral do PSDB.

    Morto em 2001, aos 71 anos, Covas ainda hoje é chorado. Muitos atribuem à sua ausência a guinada à direita vale tudo do PSDB sob Serra.

    Mas agora seu legado está sendo forçado a uma penosa revisão, no rastro do escândalo das propinas pagas a autoridades tucanas por grandes empresas estrangeiras para a conquista de obras multimilionárias no metrô de São Paulo. Duas companhias se destacam no caso, a alemã Siemens e a francesa Alstom.

    O problema póstumo de Covas aparece na forma de um nome ao mesmo tempo estreitamente vinculado às propinas e a ele próprio: Robson Marinho.

    Marinho, hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, órgão incumbido de investigar as contas do governo de São Paulo, teve uma longa parceria com Covas.

    Pertenceu ao grupo de Covas na Constituinte da segunda metade dos anos 1980. Coordenou, depois, a campanha que levaria Covas ao governo paulista. Foi indicado no novo governo para o cargo mais importante entre todos – o de chefe da Casa Civil.

    Respeitado pela mídia

    Respeitado pela mídia

    Depois, Covas ainda o indicou para o TCE. Jornalistas ponderaram a inadequação de Marinho para a função. Como alguém tão ligado a Covas poderia examinar as contas de seu governo?

    A esta pergunta, feita por um jornalista, Covas respondeu asperamente. “A ilação é que por ser um amigo meu ele vai me favorecer, é isso?”

    Era isso, naturalmente. Mas Covas, talvez pela cultura época de então, não parecia ver conflito ético naquilo.

    Considerada a probidade pessoal de Covas, Robson Marinho provavelmente não tenha tido necessidade de fechar os olhos às contas relativas a Covas.

    Mas com ele no TCE a bandalheira no metrô de São Paulo acabaria legalmente chancelada. Era uma raposa no galinheiro, para usar uma expressão popular.

    Tão logo Covas chegou ao Palácio dos Bandeirantes, a Alstom logo tratou de estabelecer boas relações com Marinho. Levou-o, tudo pago, para a Copa da França, em 1998.

    O caráter da ligação entre a Alstom e Robson Marinho ficaria publicamente claro anos depois.

    A justiça suíça, numa investigação sobre as propinas pagas pela empresa (até 1999 a legislação francesa permitia subornos em subsidiárias), descobriu uma conta que atribuiu a Robson Marinho.

    A conta, num banco suíço, foi abastecida com subornos da Alstom. Ela acabaria bloqueada, depois que foram identificados movimentos para transferir dinheiro para os Estados Unidos.

    Robson continua a ser conselheiro do TCE, a despeito de todas as evidências de corrupção

    Robson continua a ser conselheiro do TCE, a despeito de todas as evidências de corrupção

    Robson Marinho recebe cerca de 20 000 reais no TCE. Um secretário de governo em São Paulo ganha 15 000 reais.

    Seu patrimônio declarado inclui uma ilha em Paraty, à qual chega em sua lancha, e um prédio comercial de oito andares em São José dos Campos, onde deslanchou para a carreira como prefeito.

    Segundo uma imobiliária especializada em luxo, a Sotheby’s Realty, o preço médio de uma ilha no Brasil oscila entre 5 milhões de dólares e 20 milhões de dólares.

    Mesmo depois das denúncias emanadas da justiça suíça, Marinho continua com seu cargo no TCE, incumbido de fiscalizar contas do governo de São Paulo.

    Segundo o testemunho de Miguel Jorge, Mário Covas era obcecado com detalhes. Mesmo assim, os movimentos de seu amigo Robson Marinho lhe escaparam.

    E isso hoje cobra um preço amargo em sua imagem póstuma de homem público exemplar.

    Paulo Nogueira

    Sobre o Autor

    O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

    Diário do Centro do Mundo » Robson Marinho destruiu a imagem de Covas

    12/03/2014

    O PSDB escondeu o de saída, mas a Suíça encontrou extrato de entrada

    Tucanos amestrandoSuíça decide enviar ao Brasil extratos de Robson Marinho

    Movimentação bancária de conselheiro do TCE pode ajudar apuração sobre propina da Alstom

    MARIO CESAR CARVALHOFLÁVIO FERREIRADE SÃO PAULO

    A Justiça da Suíça decidiu remeter ao Brasil extratos bancários e outros documentos de Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, segundo informações transmitidas ao Ministério Público.

    Quebras de sigilo na Suíça apontam que Marinho recebeu propina da Alstom em um banco daquele país, em conta pela qual passou US$ 1,1 milhão (R$ 2,6 milhões pelo câmbio atual). Essa conta está bloqueada desde 2009.

    Marinho foi o principal secretário do governador Mário Covas (PSDB), o chefe da Casa Civil, entre 1995 e 1997.

    Os extratos da conta são considerados essenciais pelos promotores e procuradores brasileiros que investigam a Alstom porque mostram de onde vieram os depósitos.

    Marinho ainda pode recorrer da decisão.

    Ele é investigado pelo STJ, por ter foro privilegiado, sob suspeita de ter recebido propina para ajudar a Alstom a obter em 1998 contrato de R$ 181,1 milhões sem licitação. Marinho sempre negou o suborno e ter conta na Suíça.

    Ontem, disse não saber da decisão do país europeu.

    10/03/2014

    E depois o Genoíno é que é corrupto…

    Enquanto o Ministério Público de São Paulo disputa quem é mais Serrista ou mais Alckminista, o dinheiro desviado dos cofres públicos continuam seguros na Suíça. Se no primeiro ano, quando recém começava o primeiro canonizado do PSDB, imagine depois que Serra chegou ao poder… O mais incrível nesta história toda é que precisamos de mais de 20 anos para sabermos. Mas justifica-se, afinal os principais grupos de ataques a Lula e ao PT são de São Paulo. Veja, Folha e Estadão, resta provado agora, aplicavam a máxima latina “a melhor defesa é o ataque”. Só a parceria entre o PSDB e os grupos mafiomidiáticos para que tamanha roubalheira tenha ficado escondida por tanto tempo. E mesmo a ALSTOM e a SIEMENS tendo sido punidas nos respectivos países de origem, por aqui um Rodrigo de Grandis pode ser de grandis valor pra proteção dos verdadeiros saqueadores da pátria. Não fosse a parceria entre as cinco famiglias (Civita, Mesquita, Frias, Marinho e Sirotsky) o PSDB já teria sido varrido do mapa.

    E por aí se explica todo ódio ao Lula, Genoíno, ao PT! Mas enquanto os cães ladram, a caravana passa…

    Suíça revela documento da conta secreta de ex-chefe da Casa Civil de Covas

    Cópia do cartão de abertura da conta de Robson Marinho foi enviada para investigadores brasileiros

    por Fausto Macedo

    A Suíça enviou aos investigadores brasileiros cópia do cartão de abertura da conta secreta em Genebra do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Robson Riedel Marinho, ex-chefe da Casa Civil do governo Mário Covas (PSDB). Nessa conta, numerada 17321-1, do Credit Lyonnais Suísse – Credit Agricole, o conselheiro recebeu US$ 1,1 milhão.

    O dinheiro que abasteceu a conta de Marinho, segundo suspeita o Ministério Público Federal, teve origem no Caso Alstom – esquema de pagamento de propinas na área de energia do Estado, entre outubro de 1998 e dezembro de 2002, nos governos Covas e Geraldo Alckmin.

    Os investigadores classificam como “revelador” o documento bancário, uma das mais importantes provas já surgidas contra o ex-braço direito de Covas. Desde 2010, quando a Justiça de São Paulo acolheu ação cautelar de sequestro de seus valores. Marinho nega possuir ativos no exterior.

    Em fevereiro, a Justiça Federal abriu ação penal contra 11 denunciados no caso Alstom, entre lobistas, executivos e ex-dirigentes da Eletropaulo e da Empresa Paulista de Transmissão de Energia (EPTE), antigas estatais do setor. A eles teriam sido oferecidos R$ 23,3 milhões em ‘comissões’ para viabilizar contrato de interesse da multinacional francesa no valor de R$ 181 milhões.

    Marinho não está entre os acusados neste processo porque desfruta de foro privilegiado. Ele é alvo de investigação criminal do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

    A suspeita sobre Marinho tem base em julgamento que favoreceu a Alstom do Brasil. Ele foi o relator. Em sessão de 27 de novembro de 2001, o conselheiro votou pela regularidade do ato declaratório de inexigibilidade de licitação para extensão da garantia de equipamentos, pelo prazo de 12 meses, prevista no décimo aditivo do contrato Gisel (Grupo Industrial para o Sistema da Eletropaulo).

    Veja o acórdão do julgamento do Tribunal de Contas do Estado, do qual Robson Marinho foi relator, favorecendo a Alstom em 2001

    Marinho abriu a conta secreta por correspondência, sem sair de São Paulo, informam os investigadores. O cartão foi preenchido de punho próprio pelo conselheiro no dia 13 de março de 1998. No campo destinado às assinaturas aparecem, por extenso, os nomes dele e da mulher, Maria Lucia de Oliveira Marinho, como titulares.

    Posteriormente, segundo os registros da instituição financeira suíça, assumiu a titularidade da conta a offshore Higgins Finance Ltd, constituída nas Ilhas Virgens Britânicas e incorporada por uma pessoa jurídica que concedeu a Marinho o direito de uso a partir de janeiro de 1998 – nessa ocasião, ele já havia assumido o cargo no TCE, por indicação de seu padrinho político, Covas.

    Outros documentos enviados pela Procuradoria da Suíça revelam as fontes que abasteceram a conta do conselheiro. Oito transferências, somando US$ 953,69 mil, entre 1998 e 2005, foram realizadas pelo empresário Sabino Indelicato, denunciado no caso Alstom por corrupção e lavagem de dinheiro.

    Confira o cartão de abertura da conta secreta de Robson Marinho no banco de Genebra

    Amigo de Marinho, ele é apontado pela Procuradoria da República como pagador de propinas do caso Alstom.

    Um primeiro repasse ocorreu a 19 de junho de 1998, no valor de US$ 326,13 mil. Em 2005, dois depósitos, um no dia 28 de fevereiro (US$ 242,96 mil) e outro em 15 de março (US$ 121,52 mil).

    Indelicato foi secretário municipal de Obras da gestão Robson Marinho como prefeito de São José dos Campos (SP), na década de 1980.

    Ele controla a Acqua Lux Engenharia, situada no pequeno município de Monteiro Lobato (SP), que captou entre 1999 e 2001 a quantia de R$ 2,21 milhões de coligadas da multinacional, por serviços fictícios de consultoria, segundo os investigadores. “O Grupo Alstom, visando internalizar dinheiro que seria utilizado para o pagamento de vantagem indevida, depositava valores na conta desta empresa (Acqualux)”, afirma a Procuradoria.

    Robson Marinho nega ter contas no exterior. Foto: Márcio Fernandes/Estadão

    Laudo financeiro da Polícia Federal indica que a Acqua Lux repassou R$ 1,84 milhão para a conta pessoal de Indelicato, também alojada no Credit Lyonnais, banco francês que em 2003 foi comprado pelo Credit Agricole – ele abriu a conta três dias antes de Marinho, em 10 de março de 1998.

    Já sob titularidade da Higgins Finance, mas com o mesmo número, a conta de Marinho foi contemplada com mais US$ 146,5 mil, depositados pela MCA Uruguay, offshore de Tortola (Ilhas Virgens), que recebeu R$ 40,11 milhões da Alstom, entre 2000 e 2007, também por serviços não realizados.

    Com a palavra, a defesa. O criminalista Celso Vilardi, que defende Robson Marinho, disse que não ia comentar a revelação sobre o cartão de abertura da conta do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado porque não teve acesso ao documento. “Não sei a fonte e não vou comentar antes de ter acesso. Não tenho conhecimento sobre papéis enviados pela Suíça com citações ao conselheiro”, observou Vilardi.

    Ele destacou que Marinho “jamais julgou ou participou de qualquer julgamento do projeto Gisel”.

    O advogado afirmou que o ex-chefe da Casa Civil do governo Mário Covas “só se manifestou (como conselheiro de contas) sobre a garantia (dos equipamentos), o que ocorreu anos depois do contrato do projeto Gisel”.

    “Ele (Marinho) não tem nada a ver com isso”, enfatiza Vilardi. “Os fatos apontados na denúncia (da Procuradoria da República) aconteceram quatro anos antes de ele julgar a extensão de garantia que passou no TCE. As datas não batem. Marinho está sendo acusado de receber valor em 1998, quando nem existia ainda a questão da extensão da garantia. Me causa surpresa porque ele jamais julgou o projeto abordado na denúncia, apenas uma extensão de garantia que foi feita anos depois do contrato.”

    A advogada Dora Cavalcanti, que defende o empresário Sabino Indelicato, informou que ele e Marinho são amigos há muitos anos e sócios em empreendimentos imobiliários em São José dos Campos (SP).”Indelicato permanece, como sempre, à disposição da Justiça e confiante de que irá provar sua inocência.” Ela disse que também não teve acesso a documentos enviados pela Suíça.

    A Alstom tem reiterado que enfrenta acusações no Brasil “relativas à não-conformidade com leis e regras de competição”. A empresa destaca que “tem implementado, em toda a sua organização, regras estritas de conformidade e ética que devem ser aderidas por todos os funcionários”.

    09/08/2013

    Ué, por que só agora? Eu sempre soube que o PSDB era corrupto!

    Desde FHC, José Serra, Mário Covas, Cássio Cunha Lima, Yeda Crusius. Todos farinha do mesmo saco. Será que não lembram mais o que foram os oito anos de roubalheira, em que até a reeleição foi comprada por duzentos reais ao voto. E aquelas gravações no “limite da irresponsabilidade”, na privatização da EMBRATEL em que agora os EUA usam pra nos grampear, como denunciou Edward Snowden? Sem falar no conluio da Globo com FHC para esconderem na Espanha Miriam Dutra e o filho que seria de FHC mas os filhos da D. Ruth Cardoso provaram, com exames de DNA, que era só filho da mãe, sem que os grupos mafiomidiáticos tenham dado um pio sobre isso. Ah! se fosse o Lula!

    Veríssimo: pela 1ª vez, a imprensa não tem dois sistemas métricos

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    Escritor se surpreende com repercussão do caso do propinoduto tucano em São Paulo na grande imprensa, história que desconfiou que iria para o mesmo "pântano silencioso" que engoliu, por exemplo, o mensalão de Minas; "Já se começava a desconfiar que o Brasil, onde inventam tanta novidade, tinha adotado, definitivamente, dois sistemas métricos diferentes", escreve Luís Fernando Veríssimo

    8 de Agosto de 2013 às 10:50

    247 – A repercussão na grande imprensa do caso de cartel e superfaturamento nas obras do metrô e trens em São Paulo, envolvendo políticos do PSDB, surpreendeu o escritor e jornalista Luís Fernando Veríssimo. Em sua coluna no jornal O Globo desta quinta-feira 8, ele admite que, quando viu a capa da revista IstoÉ, achou que a história iria para um "pântano silencioso". Mas pela primeira vez, parece que a mídia não tem adotado dois sistemas métricos diferentes.

    Leia seu artigo:

    Lóbi irresistível

    Devo um pedido de desculpas à grande imprensa nacional. Me desculpe, grande imprensa nacional. Quando li a matéria da "IstoÉ" sobre o cartel consentido formado em São Paulo para a construção de linhas de trem e metrô sob sucessivos governos do PSDB e as suspeitas de um propinoduto favorecendo o partido, comentei com meus botões (que não responderam porque não falam com qualquer um): essa história vai para o mesmo pântano silencioso que já engoliu, sem deixar vestígios, a história do mensalão de Minas, precursor do mensalão do PT. E não é que eu estava enganado? A matéria vem repercutindo em toda a grande imprensa. Com variáveis graus de intensidade, é verdade, em relação ao tamanho do escândalo, mas repercutindo. Viva, pois, a nossa grande imprensa. Já se começava a desconfiar que o Brasil, onde inventam tanta novidade, tinha adotado, definitivamente, dois sistemas métricos diferentes.

    A propósito, ou mais ou menos a propósito, li na revista "The Nation" que só a Associação de Banqueiros Americanos tem noventa e um lobistas em Washington defendendo os interesses dos bancos e lutando para revogar a regulamentação do setor aprovada no Congresso, recentemente. Isto sem falar em outras associações de banqueiros e nos próprios gigantes financeiros, como o Goldman Sachs (cinquenta e um lobistas) e o JP Morgan (sessenta lobistas). O cálculo é que existam seis lobistas do sistema financeiro para cada congressista americano. Os bancos querem derrotar a regulamentação e evitar as reformas para continuar as práticas, vizinhas do estelionato, que provocaram a grande crise de 2008 e continuam a lhes dar lucros obscenos enquanto o resto da economia derrapa. O lóbi é uma atividade legítima, ou ao menos uma deformação legitimada pelo uso. A questão é saber quando a presença de mil e tantos lobistas em torno de um Congresso deixa de ser uma pressão e se transforma num cerco. E como se pode falar em democracia representativa quando o poder do voto é substituído pelo poder de persuasão de seis lobistas, três em cada ouvido, prometendo presentinhos para a patroa?

    O que tudo isso tem a ver com o cartel em São Paulo? Nada, a não ser que, talvez, sirva de consolo para quem sucumbiu ao encanto de muito dinheiro, levado pelo lóbi mais irresistível que existe, o da cobiça. Mesmo sendo daquele tipo de pessoa sobre o qual não se pode dizer que também é corrupto sem ouvir um "Quem diria…"

    Veríssimo: pela 1ª vez, a imprensa não tem dois sistemas métricos | Brasil 24/7

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