Ficha Corrida

22/12/2015

Fogo “amigo do Alckmin” abafa Alstom

fsp 22122015

Imagine uma tragédia dessas ocorrendo na administração de alguém que tirou uma foto com o Lula. A Folha deitaria e rolaria pra cima do grande molusco. Como acontece na Capitania Hereditária do PSDB, que há mais de 20 anos comanda o desmando e o desmanche do Estado, a Folha põe a culpa no incêndio. Quem brinca com fogo, seu Frias, pode sair chamuscado. Houve queima total mas, parece, a crise d’água em São Paulo não tem nada a ver com o insucesso em apaga-lo.

Não se deve usar e abusar de termos de auto ajuda, como faz o PSDB via mídia amiga. Onde está o choque de gestão? Já sei, no fogo. E a meritocracia, nas cinzas! A verdade é uma só, onde o PSDB ganha eleições, o PCC governa!

Bem faz o PSDB que distribui milhares de assinaturas da Veja, Estadão e Folha nas escolas públicas de São Paulo. Como já ensinava São Francisco de Assim, é dando que se recebe, é distribuindo assinaturas que se é louvado e protegido.

Nem a fumaça esconde que o a Folha tenta desesperadamente desvincular do PSDB. Não é só o efeito do Estado Mínimo, que busca reduzir custos a todo custo e a qualquer preço. É também a manchete envergonhada dizendo que “Alstom acerta com a Justiça indenização de R$ 60

De nada adiantou o Rodrigo de Grandis proteger seu partido, o PSDB. A Justiça Suíça, como no caso da FIFA/CBF, mostra aos seus congêneres brasileiros que não tem cor partidária. Aqui o PSDB deita e rola. O deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom tripudia pra cima do Poder Judiciário. Claro, com a cobertura da Folha. Graças ao jornalismo mafioso praticado, não gratuitamente pela Folha, Veja, Estadão, Globo & RBS, Robson Marinho continua no TCE/SP.

E o que faz o jornalismo de aluguel da Folha, o mesmo que fez a Lava Jato: quando o assunto é com o PSDB, a culpa é do morto.

Na Lava Jato, sobrou para Sérgio Guerra, já morto. No Tremsalão, também conhecido como propinoduto tucano, a culpa é do Mário Covas, já morto. Coitado do Covas, além de morto, não tem amigos. Se fosse petista, a Folha diria que ele é amigo do Lula, não é?! Aliás, quando a Polícia Federal vai ouvir o Lula para saber se não foi ele que botou fogo no museu?!

A Alstom vai pagar R$ 60 milhões para se livrar do processo sobre propina. Tem mais sorte o PSDB,o MPF não só vai lhe cobrar nenhum centavo, como é capaz de dizer que o R$ 60 milhões pertencem ao PSDB…

Alstom e Siemens continuam drenando dutos e fazendo buracos pelos subterrâneos de São Paulo, mas isso não vem ao caso…

A seguir a matéria da Folha. Uma lição apaixonada, uma forma de declaração de amor eterno à corrupção made in PSDB!

 

Alstom vai pagar R$ 60 mi para se livrar de processo sobre propina

MARIO CESAR CARVALHO
DE SÃO PAULO

22/12/2015 02h00

Em um acordo fechado na Justiça, a Alstom aceitou pagar uma indenização de cerca de R$ 60 milhões para se livrar de um processo em que é acusada de pagar propina para conquistar um contrato de fornecimento de duas subestações de energia, em 1998, para uma empresa do governo de São Paulo, na gestão do tucano Mário Covas.

O acordo não contempla os processos sobre o Metrô, a CPTM e as acusações de que a multinacional francesa fez parte de um cartel que agia em licitações de compra de trens. Em todos esses casos, há suspeitas de que integrantes do PSDB tenham sido beneficiados por suborno.

No acordo, a empresa não reconhece culpa no processo instaurado em 2008. Nas primeiras negociações, promotores haviam pedido R$ 80 milhões, mas a Alstom refutou.

O valor da indenização foi calculado a partir do suborno pago pela Alstom, que correspondeu a 17% do valor do contrato, segundo documento interno da própria multinacional, revelado pela Folha em janeiro de 2014.

Os promotores trabalhavam com a informação de que a propina havia sido de 15%.

Também entrou no cálculo da indenização uma espécie de multa de 10%, para cobrir o que a lei chama de danos morais coletivos.

Como o valor do contrato foi de cerca de R$ 317 milhões, em valores atualizados, a Alstom pagará cerca de R$ 55 milhões pelo suborno e perto de R$ 5 milhões a título de danos morais.

Continua como réu na ação o mais importante auxiliar de Mário Covas à época, Robson Marinho, um dos fundadores do PSDB. Chefe da Casa Civil de Covas entre 1995 e 1997, as iniciais do seu nome (RM) foram citadas em documento interno da Alstom, escrito em francês, sobre a distribuição da propina.

Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, ele foi afastado do cargo em agosto de 2014 por decisão judicial. Marinho é acusado de ter recebido US$ 2,7 milhões da Alstom em contas secretas na Suíça entre 1998 e 2005, o que ele nega enfaticamente.

O documento francês que menciona as iniciais de Marinho cita também a SE, que seria a Secretaria de Energia, segundo executivos da Alstom. À época do contrato, a secretaria era dirigida por Andrea Matarazzo. Ele, porém, nunca foi réu no processo.

DINHEIRO BLOQUEADO

Um dos motivos que levaram a Alstom a fechar o acordo foi a decisão judicial de fevereiro deste ano, que bloqueou R$ 282 milhões dos réus, dos quais R$ 141 milhões eram da multinacional. Com o acordo, a Alstom poderá receberá de volta o montante.

O acerto foi fechado na última sexta-feira (18), diante da juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi. Aturaram no acordo os promotores José Carlos Blat, Silvio Marques e Valter Santin.

O acordo só deve ser homologado em fevereiro porque a Procuradoria Geral do Estado precisa aprovar os termos do pacto selado.

A suspeita de que a Alstom pagou propina em contrato com uma empresa do governo paulista, a EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia), foi revelada em 2008 pelo jornal americano "Wall Street Journal".

OUTRO LADO

A Alstom não quis comentar o acordo acertado por advogados contratados pela empresa, em processo em que a multinacional é ré, sob a alegação de que vendeu a sua divisão de energia para a GE e esta deveria se manifestar.

Procurada, a GE não quis se pronunciar sobre o acordo.

Em outras ocasiões, a Alstom afirmou que vem colaborando com as investigações feitas em São Paulo e que adota elevados padrões de conduta ética em seus negócios.

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21/12/2015

Corrupção boa? Em São Paulo, graças aos Rodrigo de Grandis, tem!

 

Alckmin e Cerra se enterraram na Lava Jato

Dr Moro, não vem ao caso ? – publicado 19/12/2015

helicoca

O Conversa Afiada reproduz do Viomundo irrepreensível reportagem da Conceição Lemes sobre esses moralistas sem moral do PSDB de São Paulo (FHC, toc toc toc – batata tá assando!):

Empreiteiras denunciadas na Lava Jato têm contratos de R$ 210 bi com governos de São Paulo; adesão paulista ao impeachment é para barrar investigações?

por Conceição Lemes
Em 5 de novembro, saiu no Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo: Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da Alesp aprovou as contas do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) referentes ao exercício de 2014.
Na mesma edição, o DO Legislativo publicou, da página 90 a 124, o voto em separado de dois deputados da Comissão, que desaprovaram as contas: João Paulo Rillo e Teonílio Barba (PT-SP).
Eles elencam diversas justificativas para a rejeição, entre as quais 17 ressalvas e 114 recomendações do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).
Em 2014, o TCE-SP fez 92 recomendações em relação às contas de 2013. Alckmin atendeu plenamente somente 7. Das 85 restantes, 43, ele cumpriu parcialmente  e 40, não fez nada. Duas estavam prejudicadas.
Em consequência, agora em 2015, as recomendações subiram para 114. A primeira é justamente cumprir as de 2013. Daí, as ressalvas aprovadas, que podem levar à rejeição das contas nos próximos anos:



Todas as ressalvas são consideradas graves, mas duas se destacam: a 11 e 16.
Em ambas há indícios sérios de que o governo paulista pode estar maquiando números e descumprindo a legislação.
A restrição 11 refere-se aos recursos do petróleo, que, por força da Lei de Diretrizes Orçamentárias, são considerados do Tesouro do Estado. Logo, podem ser incluídos no gasto com a Saúde e a Educação.
Só que isso vai contra o que estabelece a Constituição Federal, que prevê recursos de impostos – basicamente, ICMS e IPVA – para a Saúde e Educação. Consequentemente, é possível que os números divulgados não sejam reais e o governo paulista esteja aplicando menos em Educação e Saúde.
A ressalva 16 refere-se a uma “pedalada” de Alckmin na Educação, visto que as despesas restantes de um ano para pagar no exercício seguinte são grandes. De modo que, havia um total descontrole, como aponta TCE-SP desde 2007.
Mas o que mais chama atenção no voto em separado dos dois parlamentares são três fatos provavelmente conectados:
1) As empreiteiras denunciadas na Lava Jato pelo pagamento de propina a agentes públicos da Petrobras sempre atuaram em obras do governo do Estado de São Paulo.
2) O envolvimento do doleiro Alberto Youssef com grandes empreiteiras em obras públicas de Norte a Sul do Brasil, inclusive no Estado de São Paulo.
Na reportagem A planilha de Youssef, publicada na edição de 6 de dezembro 2014 de CartaCapital, o jornalista Fábio Serapião mostrou que o doleiro mantinha uma lista de 750 obras, entre as quais construções da Sabesp, do Monotrilho e do Rodoanel. Ele salienta:
“Outro caso parecido é o trecho do monotrilho entre a estação Oratório e Vila Prudente, na capital paulista, integrante da linha 15-Prata do Metrô.
No documento apreendido [a planilha do Youssef], a Construtora OAS, consorciada com a Queiroz Galvão e a canadense Bombardier, seria o cliente do doleiro em um contrato de cerca de 8 milhões de reais. Prometida pelo governador Geraldo Alckmin para janeiro deste ano, o monotrilho ainda não entrou em operação.
O presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, o vice-presidente do setor Internacional, Agenor Medeiros, e mais três dirigentes foram presos pela PF.
Na planilha aparecem ainda outros projetos de estatais paulistas, a começar por duas adutoras da Sabesp e obras no trecho Sul do Rodoanel. No caso da construção do anel rodoviário, em 2009, o TCU havia apontado ao menos 79 irregularidades graves, inclusive sobrepreço.
Na planilha do doleiro, a menção ao Rodoanel precede a inscrição do valor de 1,5 milhão de reais.
Além disso, o esquema de Youssef operou também na Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, revelaram reportagens do Estadão sobre a máfia dos fiscais paulistas.
3) Adir Assad,  preso desde março em Curitiba (PR) por decisão do juiz Sérgio Moro por suposto envolvimento nos desvios da Petrobras, é o doleiro das obras tucanas no Estado de São Paulo, segundo reportagem de Henrique Beirangê, publicada na edição de 30 julho de CartaCapital.
O nome de Adir aparece associado, por exemplo, ao Rodoanel Sul 5 e à ampliação das marginais do rio Tietê, anunciada em 4 de junho de junho de 2009, com bumbos e fanfarras, pelo então governador José Serra (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (na época DEM, hoje PSD).
Beirangê observa:
A prisão de Assad revigora outro escândalo já esquecido: o esquema da Construtora Delta e do bicheiro Carlinhos Cachoeira. O doleiro aparece principalmente nas histórias de desvios de obras no estado São Paulo, governado há mais de duas décadas pelo PSDB. Um novo documento nas mãos de procuradores e policiais federais tem o poder de revelar detalhes de um escândalo de proporções ainda desconhecidas no ninho tucano. Os promotores de São Paulo sabem da existência das operações e pretendem abrir inquéritos para apurar as operações financeiras.
O documento é um relatório de análise do Ministério Público Federal que enumera uma série de tabelas de pagamentos a cinco companhias. Segundo a PF, trata-se de empresas de fachada criadas para lavar o pagamento de propinas intermediadas por Assad.
Entre elas aparece a Legend Engenheiros, responsável por movimentar 631 milhões de reais sem nunca ter tido um único funcionário, conforme a Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho.
A contabilidade da empresa exibe polpudos pagamentos de consórcios e empresas que realizaram obras bilionárias no governo de São Paulo durante os últimos 20 anos.
O primeiro pagamento que salta aos olhos é um depósito de 37 milhões de reais ao Consórcio Nova Tietê. Liderado pela Construtora Delta, o consórcio levou as principais obras de alargamento das pistas da principal via da capital paulista em 2009, durante o governo de José Serra.
O valor inicial do contrato previa gastos de 1 bilhão de reais, mas subiu para 1,75 bilhão, ou seja, acréscimo de 75%. Um inquérito sobre a inflação de custos chegou a ser aberto pelo Ministério Público de São Paulo. Acabou, como de costume em casos que envolvem tucanos, arquivado.
A obra foi acompanhada na época pela Dersa, empresa de economia mista na qual o principal acionista é o estado de São Paulo. Na assinatura do contrato entre o governo e o consórcio, o nome do representante da empresa estatal que aparece é o de um velho conhecido: Paulo Vieira de Souza, o famoso Paulo Preto, cuja trajetória e estripulias foram bastante comentadas durante a campanha presidencial de 2010. Acusado de falcatruas, Preto fez uma acusação velada a Serra e ao PSDB à época. “Não se abandona um líder ferido na estrada”, afirmou.
A propósito. Em 30 de abril de 2012, o Viomundo denunciou: São Paulo fez contratos de quase um bi com a Delta; Paulo Preto assinou o maior deles, no governo Serra.
Estávamos em plena CPI do Cachoeira e a mídia se “esqueceu” das conexões Dersa-Delta-Ampliação da Marginal Tietê-Paulo Preto-José Serra.
O doleiro Adir Assad até agora não abriu o bico. Será que fará delação premiada, relatando o que sabe sobre o esquema de fraudes e corrupção em São Paulo ou ficará calado para não incriminar os tucanos?
SERRA FECHOU R$78 BI EM CONTRATOS COM EMPREITEIRAS DENUNCIADAS NA LAVA JATO; ALCKMIN, R$ 52,3 BI
De qualquer forma, um levantamento inédito revela que, nos últimos 27 anos, 16 grandes empreiteiras denunciadas na Lava Jato por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras receberam, em valores corrigidos, mais de R$ 210 bilhões dos cofres públicos paulistas. As contas referem-se  apenas às empresas do chamado clube das empreiteiras. Não estão incluídas aquelas que ocasionalmente faziam “negócios” com empresas do “clube”, como, por exemplo, a Serveng-Civilsan.  Os dados constam do voto em separado dos deputados João Paulo Rillo e Teonílio Barba.

Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo, por conta das concessões rodoviárias), Companhia do Metrô, Sabesp, Dersa e Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) são os órgãos do governo paulista que firmaram maiores contratos com essas empreiteiras envolvidas em irregularidades na Lava Jato.

Somente em 2014 o governo Geraldo Alckmin contratou junto a essas empreiteiras mais de R$ 8 bilhões.
Mas o ano de 2009, com o tucano José Serra à frente do governo do Estado de São Paulo,  foi o campeão. Em 2009, houve o maior número de contratos entre o governo paulista  e as empreiteiras implicadas na Operação Lava Jato.  Em valores corrigidos, somaram a bagatela de R$ 43,436 bilhões.
Mas tal honraria não foi apenas em 2009.
A gestão José Serra (2007 a 2010) foi a grande vencedora no quesito dinheiro público para as empreiteiras. De 2007 a 2010, os contratos com elas carrearam R$ 72,118 bilhões dos cofres públicos paulistas.
O governo Alckmin é o vice-campeão. De 2011 a 2014, os contratos com empresas denunciadas na Lava Jato totalizaram R$ 52,386 bilhões. Só em 2013 somaram R$ 41, 236 bilhões.


TCE-SP E MPE-SP JÁ COMEÇAM A APONTAR IRREGULARIDADES
Repetimos:  as 16 integrantes do “clube das empreiteiras” , denunciadas na Lava Jato pelo pagamento de propinas a executivos da Petrobras atuaram muito no Estado de São Paulo. Os contratos dessas 16 grandes empresas com sucessivos governos paulistas somam mais de R$ 210 bilhões, em valores atualizados.
Alguns resultados das investigações  sobre a Lava Jato paulista já são conhecidos. Ao longo do tempo, o TCE-SP considerou irregulares 58 contratos de mais de R$ 5,2 bilhões, envolvendo o governo paulista e empreiteiras denunciadas na Lava Jato.
Em dezembro de 2014, Serapião revelou que Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da PEM Engenharia, denunciada pelo pagamento de propina no esquema da Petrobras, foi citado no cartel do Metrô paulista, o trensalão, também conhecido como propinoduto tucano.
O MPE-SP investiga, pelo menos, duas licitações ganhas pela PEM Engenharia. Uma delas, de mais de R$ 1,5 bilhão, foi para a fase I da linha 5 do Metrô. A outra, de mais de R$ 200 milhões, para a linha 2 do Metrô.
Outras empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras e na mira do MPE-SP por conta de contratos com o governo paulista:
* Toyo Setal, que até recentemente tinha como consultor Júlio Camargo, um dos delatores da corrupção na Petrobras. Em1998, ela assinou contrato de R$ 11 milhões para executar serviços de engenharia, projeto, fornecimento, montagem e instalação de sistema destinado ao trecho Artur-Guaianases da linha Leste/Oeste do Metrô paulista.
* A Queiroz-Galvão e a Serveng-Civilsan, que em 2013 assinaram com o governo Alckmin contrato para a construção de trecho da Rodovia Nova Tamoios (SP-099), que terá 33,9 km de extensão e ligará Caraguatatuba a São Sebastião, no litoral Norte paulista. A obra ficará  R$ 860 milhões mais cara que o custo previsto inicialmente de  R$2,34 bilhões. Curiosamente, em 2014,  a Queiroz Galvão ganhou também a licitação para a PPP da Rodovia Nova Tamoios, que envolve quase R$ 4 bilhões.
* A Jamp, empresa associada à Engevix, do esquema da Lava Jato.  Ela atuou na CDHU (Companhia de Desenvolvimento da Habitação Urbana), FDE (Fundação de Desenvolvimento da Educação) e na CPTM (Companhia de Transportes Metropolitanos). Chegam a dezenas os seus contratos com o governo paulista.
Várias outras empresas denunciadas na Lava Jato também estão envolvidos na obra da linha 5 – Lilás do Metrô (aqui e aqui).
Segundo a Justiça, a obra apresentava superfaturamento de mais de R$ 300 milhões
Agora, o Estadão publica que, além de atrasar mais de 4 anos, a vai custar R$ 1 bilhão a mais.
Esses são alguns exemplos de empresas denunciadas no esquema de corrupção da Petrobras e que continuam ganhando licitações ou aditivos do governo paulista.
Aliás, a Queiroz Galvão ganhou uma licitação de R$ 88 milhões para contratar as  empresas que executarão para a execução as obras complementares de trecho da rede de veículos leves sobre trilhos – VLT da Região Metropolitana da Baixada Santista, compreendido entre o Terminal Barreiros, em São Vicente, e a Estação Porto, em Santos.
A Serveng-Civilsan ganhou também contrato de R$ 555 milhões para elaborar o projeto e executar as obras da interligação entre as represas Jaguari (da bacia do rio Paraíba do Sul) e Atibainha (Sistema Cantareira).
Em 9 de dezembro, nós especulamos:
Eduardo Cunha e Michel Temer lideram um golpe parlamentar para se livrar da Operação Lava Jato, com a conivência do PSDB, agora que as investigações vão bater neles por conta da delação premiada do ex-líder do PT no Senado, Delcídio do Amaral.
De quarta, 16, para quinta-feira, 17, o golpe de Eduardo Cunha e Michel fez água.
Primeiro, os atos do dia 16 pelo Brasil todo mostraram que, finalmente, a ficha caiu para a sociedade.
O impeachment, como mostraram muito bem os professores no ato em defesa da democracia na Faculdade de Direito da USP, seria apenas o primeiro passo para o desmonte de todas as conquistas sociais da Constituição de 88 e dos últimos 13 anos.
Segundo, o pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para afastamento de Eduardo Cunha do mandato de deputado federal e, consequentemente, da presidência da Câmara.
O PGR faz um retrato devastador do homem do impeachment: atacadista de venda de emendas parlamentares.
Terceiro, a decisão do STF nesta quinta-feira sobre o rito de impeachment: a comissão que avaliará o caso será definida por chapa única, a votação será em aberto, e caberá ao Senado a decisão final.
Diante desse quadro e desses dados, ficam várias perguntas:
Será que, por temerem o avanço da Lava Jato, Serra, Alckmin & amigos abraçaram o impeachment para desviar o foco deles?
Como fica a operação-abafa da Lava Jato que estava sendo negociada pelo vice Michel Temer, o traidor, com os tucanos?
Será que a força-tarefa da Lava Jato vai finalmente abrir a linha de investigação tucano-paulista, a Lava Jato paulista?

Alckmin e Cerra se enterraram na Lava Jato — Conversa Afiada

23/11/2015

Os Bons Companheiros

FSP 23112015Manchete envergonhada, que funciona mais como álibi do que como informação, no canto do pé da página, a Folha diz que o “inquérito sobre cartel de trens em São Paulo está parado há um ano”. Não é verdade, o inquérito já foi julgado e a própria Folha registrou o veredito de absolvição: “Cartel não é ‘sinônimo de delito’, diz Serra em evento de comunicação”. Está há um ano parado, mas já esteve três escondidos na gaveta do Rodrigo de Grandis. Como sabemos, o MPF vê crime em todo os familiares do Lula, incluindo noras inexistentes e na cunhada do Vaccari. Claro, eles não são do PSDB, são do PT. Até aí, morreu neves, esta é mais uma cláusula pétrea na Constituição do golpe paraguaio. O Deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom, lavrou a sentença que é um epitáfio na credibilidade dos perseguidores do Lula: "Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso".

Portanto, a parceria da Folha com seus vazadores de aluguel se inscreve na normalidade do concubinato com que vivem os golpistas da imprensa e do MPF. E isso que a Suíça já se encarregou de produzir, gratuitamente, todas as provas que os mongoloides do MPF/PF sentam em cima. Se fosse coerente, a Rede Globo também daria uma estatueta a quem faz diferença no MPF, Rodrigo De Grandis.

PS. A manchete principal identifica que também em relação à Argentina os grupos mafiomidiáticos não comemoram a vitória de um projeto, mas a derrota de seus adversários ideológicos…

Inquérito sobre cartel de trens de São Paulo está parado há um ano

REYNALDO TUROLLO JR.
FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO

23/11/2015 02h00

Um ano após ser concluído pela Polícia Federal, o principal inquérito criminal que investigou o cartel acusado de fraudar licitações de trens em São Paulo entre 1998 e 2008, em sucessivos governos do PSDB, está parado no Ministério Público Federal.

Responsável pelo caso, o procurador da República Rodrigo de Grandis ainda não decidiu se apresenta à Justiça denúncia criminal contra os suspeitos do caso, o que deflagraria uma ação penal após a PF ter indiciado 33 pessoas.

Grandis disse à Folha que ainda não protocolou a acusação formal porque aguarda o envio de documentos bancários por autoridades estrangeiras para comprovar crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Os indiciados são suspeitas de praticar os crimes de corrupção ativa e passiva, formação de cartel, fraude a licitações, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, segundo o inquérito finalizado pela PF em 28 de novembro de 2014.

Entre os indiciados estão o ex-presidente da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) Mario Bandeira, o ex-gerente de Operações José Luiz Lavorente (os dois apenas por fraude a licitações) e os ex-diretores da estatal João Roberto Zaniboni e Ademir Venâncio de Araújo.

Na lista dos acusados pela PF estão ainda ex-diretores das empresas Siemens, Alstom, CAF, Bombardier, Daimler-Chrysler, Mitsui e TTrans, além do consultor Arthur Gomes Teixeira, apontado como intermediário de suborno.

Na ocasião da conclusão do inquérito, os indiciados negaram a prática dos crimes.

A investigação refere-se aos governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.

Para a PF, os indícios reunidos eram suficientes para iniciar uma ação penal, uma vez que, junto ao relatório, representou pelo sequestro de valores de sete empresas, o que a Justiça acatou.

A decisão de bloquear R$ 600 milhões das empresas sinalizou, no entendimento da polícia, que a Justiça reconheceu a existência de indícios e provas da autoria e da materialidade dos crimes.

Porém, para Grandis, ainda faltam provas sobre algumas contas bancárias e empresas localizadas no exterior. "Esses elementos são essenciais para a verificação do crime de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas", afirmou Grandis, por e-mail.

Questionado sobre documentos bancários já enviados pela Suíça, o procurador disse que a existência de depósitos no exterior pode indicar apenas a evasão de divisas.

"Se a denúncia fosse oferecida ‘em partes’, sem a documentação relativa a cada país, haveria oportunidade para aditamentos da denúncia originária, o que acarretaria atraso na marcha do processo", disse o procurador.

A demora na entrega da denúncia pode beneficiar os indiciados. Os crimes de corrupção prescrevem em 16 anos – delitos do caso dessa natureza praticados em 1998 e 1999 (até novembro) já prescreveram. Em 2016, prescreverão os cometidos em 2000, e assim por diante.

DEMORA

Em 2013, Grandis foi alvo de duas apurações, no Ministério Público Federal e no Conselho Nacional da classe, por ter levado cerca de três anos para atender um pedido da Suíça, que investigava pagamento de suborno pela Alstom a servidores paulistas.

À época, Grandis disse que o pedido fora arquivado numa pasta errada e por isso não teve andamento. Uma das apurações contra ele foi arquivada e a outra, suspensa pelo Supremo Tribunal Federal.

Em outubro, Grandis passou a integrar uma força-tarefa que vai assumir parte da Operação Lava Jato desmembrou pelo STF para a Justiça em São Paulo.

ENTENDA O CASO

1 Em 2013, a Folha revelou que a multinacional Siemens delatou a existência de um cartel que atuava nos contratos de trens e metrô de SP e DF

2 O Cade (órgão de defesa econômica) assinou um acordo de delação com a Siemens para abrandar sua pena, caso o cartel fosse punido

3 Pela documentação apresentada, o conluio ocorreu de 1998 a 2008, nos governos de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, todos do PSDB

4 O esquema gerou vários inquéritos que resultaram em denúncias do Ministério Público de São Paulo nas áreas cível (pedidos de ressarcimento) e criminal

5 Em 2013, Grandis foi investigado por ter engavetado pedido de cooperação da Justiça suíça, que apurava pagamento de propina pela empresa Alstom a políticos e servidores de SP. Uma apuração foi arquivada e a outra, suspensa

6 Em nov.2014, inquérito da Polícia Federal indiciou 33 pessoas por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, cartel e crime em licitação

7 O inquérito da PF foi remetido ao Ministério Público Federal em São Paulo, que, um ano depois, não ofereceu denúncia à Justiça nem arquivou o caso

8 O procurador da República Rodrigo De Grandis afirma estar esperando informações solicitadas a autoridades estrangeiras

15/09/2015

Conheça a corrupção que, para os golpistas, é uma bênção

psdb tremsalãoComo diriam Alvarenga e Ranchinho:

Êh, êh, êh São Paulo
Êh São Paulo
São Paulo da garoa
São Paulo da corrupção boa

Trensalão: MP pede devolução de R$ 918 milhões e dissolução de nove empresas

Postado em 11 de setembro de 2015 às 6:45 pm

Do G1:

O Ministério Público do Estado de São Paulo propôs nesta sexta-feira (11) a terceira ação civil pública relacionada à suspeita de cartel em licitações do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Desta vez, a ação é contra a CPTM e nove empresas e está ligada a uma licitação de manutenção de trens firmada em 2007.

Os promotores pedem a devolução de R$ 918 milhões aos cofres públicos e a dissolução das nove empresas, que não poderiam mais atuar no Brasil.

As outras duas ações propostas estão em andamento na Justiça. Uma delas é referente às linhas 1 e 3 do Metrô, e a outra também está relacionada à manutenção de trens da CPTM. Algumas empresas são citadas nas três ações. A suspeita é que elas combinavam as propostas que apresentariam em concorrências públicas e direcionavam os vencedores de cada licitação.

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Danos morais
O valor de R$ 918 milhões que os promotores querem de volta é referente aos contratos e à multa de danos morais “suportados por toda a sociedade”, como diz o texto da ação. Os contratos foram firmados em 2007, quando o governador do estado era José Serra (PSDB).

O MP também pede que haja a dissolução das empresas, o que é um pedido para que elas não atuem mais no Brasil.

São elas: Siemens, Alstom, CAF Brasil Indústria e Comércio, Trans Sistemas de Transportes, Bombardier Transportation, MGE, Temoinsa do Brasil, Empresa Tejofran de Saneamento e Serviços e MPE.

Diário do Centro do Mundo » Trensalão: MP pede devolução de R$ 918 milhões e dissolução de nove empresas

24/05/2015

Requiescat in pace

AlstomPSDBA corrupção do PSDB não está morta, pois respira por aparelhos. Vez que outra o “Mistério Púbico” revira os olhinhos para morder mais um naco no PSDB. Há anos as justiças da Alemanha e Suíça já condenaram executivos  a Siemens e Alstom, mandaram documentos comprobatórios para São Paulo mas o procurador Rodrigo de Grandis deu uma de Geraldo Brindeiro, engaveto por três anos.

É folclórica a parcialidade das instituições públicas do Poder Judiciário, Ministério Público e Policia Federal quando se trata de aplicara lei em relação ao crimes que envolvem políticos do PSDB. É mais fácil ver um Robson Marinho na Presidência do TCE/SP do que uma Yeda Crusius presa. Nunca canso de lembrar as sábias palavras do deputado gaúcho, Jorge Pozzobom, a respeito da maneira como seu partido, o PSDB, vem sendo tratado: “me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o riso de ser preso”. Note o duplo ato falho. Além de contar o que todos sabemos, também mas colocar Poder com letra maiúscula, e judiciário, com letra minúscula.

O sintoma da impunidade é detectado quando, seguro de que não precisa responder pelas boçalidades, um José Serra da vida pode afirmar em público: “Cartel não é ‘sinônimo de delito’”. O choque da bolinha de papel com a cabeça deve ter causado algum trauma no seu cérebro, senão deveria saber que o art. 4º da Lei nº 8.137, modificada pela Lei nº 12.529/2011, tipifica o crime de cartel.

Não faz muito até a insuspeita e tucaníssima Folha de São Paulo, em editorial, disse, com outras palavras, a mesma coisa: “Prescrição, atrasos, incúria e engavetamento beneficiam políticos do PSDB acusados de irregularidades, inclusive no dito mensalão tucano”.

No caso do Tremsalão ou Propinoduto Tucano, o próprio Elio Gaspari, colunista insuspeito da casa  grande, relembrou vários escândalos envolvendo tucanos que continuam sem qualquer punição: “Todos soltos, todos soltos…

Os sinais de que os criminosos expiarão no paraíso são estes últimos estertores do MP antes de lascar o lapidar final: “requiescat in pace”. Descansem em paz! Aqui jaz mais um escândalo tucano impune!

CARTEL DOS TRENS

Ministério Público propõe nova ação contra executivos em SP

DE SÃO PAULO – O Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia contra seis executivos acusados de operar um cartel para fraudar licitações das linhas 1 e 3 do Metrô.

Os crimes teriam ocorrido entre 2008 e 2009, quando o senador José Serra (PSDB-SP) era o governador do Estado. O valor das licitações sob suspeita de fraude é de R$ 1,75 bilhão.

Um dos denunciados é César Ponce de Leon, ex-diretor da Alstom. Estrangeiro, ele mora fora do Brasil e teve solicitada a prisão preventiva.

Executivos das empresas Alstom, Temoinsa, Tejofran e MPE foram acusados pelo promotor Marcelo Mendroni. Nessa ação, o MP não cita funcionários ou dirigentes do Metrô.

Na denúncia, o promotor diz que as empresas "formaram conluios para evitar a concorrência com divisões predeterminadas dos contratos".

Mendroni exibe documentos e e-mails obtidos pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, que investiga o caso desde 2013, após acordo de leniência com a alemã Siemens.

12/03/2015

Moral de cueca: se o PSDB pode, por que não eu?

Parece o óbvio, e é. O PSDB é o único partido cujas falcatruas continuam sendo ignoradas. Tudo fazem, tudo podem, porque tudo lhes é perdoado. O PSDB conquistou o partido de roubar em paz. As milhares de assinaturas de Veja, Estadão, Folha calam a voz dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium.

Só a parceria com os grupos mafiomidiáticos explica porque tudo o que acontece sob o patrocínio do PSDB é varrido para debaixo do tapete. Já tivemos o absurdo de as justiças da Alemanha e Suíça condenarem, respectivamente, Siemens e Alstom, de enviarem documentos comprobatórios da participação do grão tucano Robson Marinho, mas aí sempre surge um Rodrigo De Grandis para deixar virar pó, para alegria e gáudio de próceres peessedebistas…

Até quando, República, abusaras na permissão ao PSDB para cometer falcatruas? Cadê os movimentos contra a corrupção? Cadê os moralistas seletivos da dignidade alheia?

 

Devastador: o que o Moro não perguntará à Camargo Corrêa

Conceição desafia a Lava Jato a enfrentar os tucanos !

O Conversa Afiada republica do Viomundo devastadora reportagem da magnifica Conceição Lemes, que já demonstrou incomparável competência para enfrentar o impune farisaismo tucano: aqui e aqui também.
Vamos ver se o Juiz Moro de Guantánamo, os procuradores fanfarrões e os delegados aecistas tem a coragem de seguir a pauta da Conceição !

Mídia concentra foco na Lava Jato, mas ignora empreiteiras na Castelo de Areia e no trensalão

A delação premiada de Dalton Avancini e Eduardo Leite, respectivamente presidente e vice-presidente da Camargo Corrêa, se restringirá à Petrobras ou abrangerá contratos com outras empresas e órgãos públicos em todo o País, inclusive com sucessivos governos tucanos do Estado de São Paulo?

por Conceição Lemes
Em 27 de fevereiro, dois executivos da cúpula da Construtora Camargo Corrêa fecharam acordo de delação premiada com o juiz Sérgio Moro e os procuradores da Operação Lava Jato, que investiga a corrupção na Petrobras.
São Dalton Avancini e Eduardo Hermelino Leite, respectivamente, presidente e vice-presidente da empreiteira. O criminalista Celso Vilardi, advogado de ambos,  não participou das negociações e já informou que vai renunciar à defesa desses clientes.
A Camargo Corrêa também não participou do acordo. Em nota, diz que “tomou conhecimento pela imprensa que seus executivos Dalton Avancini e Eduardo Leite firmaram acordos individuais de colaboração com o Ministério Público Federal”.
A pergunta que não quer calar: a delação premiada de Avancini e Leite vai se restringir à corrupção na Petrobras ou abrangerá também contratos da Camargo Corrêa com outras empresas e órgãos públicos municipais, estaduais e federais em todo o País?
Na época da ditadura, já era voz corrente que as empreiteiras “engraxavam” agentes de órgãos públicos para obter vantagens.
O empresário tucano Ricardo Semler, em artigo publicado em novembro de 2014, salientou que sob Dilma, “nunca se roubou tão pouco”. E revelou ainda:
Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.
A delação premiada de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, só veio confirmar o que se supunha. Em audiência à Justiça Federal do Paraná, ele disse que:
1) As principais empreiteiras do País distribuíam entre si os contratos, mediante pagamento de propina e desvio de dinheiro público, repassado a partidos políticos.
2) O esquema revelado na Operação Lava Jato operava em todo o País.
3) Ele  não era exclusividade da Petrobras; existia em outras empresas e órgãos públicos municipais, estaduais e federais.
Em português claro: as empreiteiras denunciadas na Lava Jato estão muito mais juntas e misturadas do que mostram a mídia, a Polícia Federal (PF) e o próprio Ministério Público (MPF). Inclusive a Camargo Corrêa, conectada às operações Lava Jato e Castelo de Areia e ao trensalão tucano.
Diante disso, o Viomundo gostaria de saber:
* O juiz  Sérgio Moro e os procuradores federais perguntarão a Dalton Avancini sobre a sua prisão decretada em 2010 pelo Ministério Público Estadual de São Paulo (MPE-SP) em função de corrupção na Sanasa?
A Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A.) é empresa de economia mista controlada pela Prefeitura de Campinas, no interior do Estado de São Paulo. Na época, Avancini fugiu e foi considerado foragido.
A Camargo Corrêa foi uma das empresas acusadas de integrar o cartel que fraudava licitações na área de saneamento. O próprio MPE-SP menciona contratos bilionários do grupo com a Sabesp.
* O juiz  Sérgio Moro e os procuradores federais indagarão também a Avancini sobre o Consórcio Via Amarela, responsável pela construção da Linha 4- Amarela do Metrô de São Paulo?
Avancini representa a Camargo Corrêa no consórcio do qual participa a Alstom, multinacional francesa envolvida no esquema que fraudou e superfaturou licitações do  Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em conluio com agentes públicos de sucessivos tucanos no Estado de São Paulo. O chamado trensalão, ou propinoduto tucano, como ficou conhecido o esquema.

Tal qual a Alstom a Camargo Corrêa também integra o cartel fraudador.
Um dos contratos denunciados por superfaturamento é justamente o da Linha 4- Amarela do Metrô. Em valores atualizados, a obra foi orçada em R$ 3,3 bilhões. Na Operação Castelo de Areia, há a informação de pagamento de propina da ordem de R$ 16 milhões.
* O juiz  Sérgio Moro e os procuradores federais questionarão Eduardo Leite sobre o consórcio formado para construir o Sistema Produtor São Lourenço, obra da Sabesp?
O consórcio chama-se SPSL Águas — Sistema de Tratamento e Disposição S/A. Eduardo Leite representa nele a Camargo Corrêa.

O Sistema Produtor São Lourenço consiste em construir uma represa no rio Piraí, no município de Ibiúna, para enviar 4,7 mil litros de água por segundo para cidades da Grande São Paulo por uma tubulação de 83 quilômetros de extensão. Em valores atualizados, uma obra de R$ 6,6 bilhões.
Apenas dois consórcios participaram da licitação. O formado pelas empresas Carioca Christiani- Nielsen e Saneamento Ambiental Águas do Brasil foi desclassificado pela Sabesp.  Saiu vencedor o SPSL Águas, composto pelas empreiteiras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.
Em reportagem publicada em CartaCapital, o jornalista Fábio Serapião denunciou:
“Mesmo após a apresentação de recurso [pelo grupo desclassificado], a Sabesp manteve sua decisão e sagrou vencedor o consórcio SPSL, com uma proposta cuja contraprestação por parte da estatal supera em 14 milhões de reais o preço referencial estipulado no item 6 do edital. Ou seja: foi feita uma licitação que serviu para aumentar, em vez de baixar por meio da concorrência, o preço a ser desembolsado pela estatal”.
* O juiz  Sérgio Moro e os procuradores federais interrogarão os dois delatores sobre as descobertas da PF na Operação Castelo de Areia?
A  Castelo de Areia  foi desencadeada pela Polícia Federal  (PF)e focou na Camargo Corrêa. Ela investigou um esquema de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e repasses ilícitos para políticos envolvendo executivos da empreiteira, entre 2009 e 2011.
Em 2011, foi anulada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob a alegação de que partiu de denúncia anônima. A  Procuradoria-Geral da  República (PGR) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Em fevereiro deste ano, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, confirmou a decisão do STJ.
Daí, outra pergunta que não quer calar: será que, agora, com a delação premiada, os dois executivos da Camargo Corrêa finalmente esclarecerão as provas obtidas pela PF na Castelo de Areia?
DOCUMENTOS DA CASTELO DE AREIA CITAM CONSELHEIROS DO TCE, JORNALISTA DE VEJA E MATARAZZO
A Castelo de Areia, repetimos, concentrou-se na Camargo Corrêa. Um dos relatórios da PF sobre essa operação (na íntegra, ao final desta reportagem) tem 284 página e  refere-se a informações contidas em  pen-drives e documentos físicos apreendidos.
Um deles é o manuscrito abaixo, de 31/01/2008, que indica a base de cálculo de valores referentes à sigla PMN, que é como, na Camargo Corrêa, se convencionou chamar a Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo.
De acordo com as anotações do documento, a Camargo Corrêa teria recebido até dezembro de 2007 R$ 21.314.104,00 referentes aos lotes 4 e 5 da Linha Amarela. Desse montante, foi calculado 1% –  R$ 213.140,00 –, que se seria o “por fora” para a pessoa indicada pela sigla “F.B.” ainda não identificada.

Fonte: Relatório da PF, página 47
O documento abaixo concerne à  obra identificada como PSM, que significa Anel Viário – Metrô de São Paulo.
Ele tem duas partes. Na superior, manuscrito em azul, está o valor de R$ 125 mil, que seria a “contrapartida” pela autorização de “acerto de aditivo” da obra. Estaria relacionado à sigla “E.B.”, que a PF identificou como sendo Eduardo Bittencourt Carvalho.
O relatório da PF diz:
Considerando-se algumas citações em outros documentos relacionados mais a frente, há indícios de que tais citações dizem respeito a EDUARDO BITTENCOURT CARVALHO, ex-presidente e atual conselheiro do TCE-SP, uma vez que este seria um dos responsáveis pela liberação de pagamento de aditivos das obras no âmbito estadual.
Na parte inferior do documento, surge a menção ao termo CLEIMS – METRO L4. Na verdade, segundo o relatório da PF, o correto seria CLAIMS — o termo utilizado para designar os aditivos aos contratos de prestação de serviços executados pelas empreiteiras.
Ainda com relação a esta anotação há a indicação de compromisso de valores da ordem de R$ 5 milhões referentes a três parcelas devidas nos meses de janeiro a março de 2008.

Fonte: Relatório da PF, página 48
O documento seguinte relaciona valores datados de 01.04.2008.
Na parte superior do manuscrito, o valor de R$ 55.900,00 refere-se à propina paga por acordo judicial com a Prefeitura de Jundiaí. Está registrado como Custos Diversos (Polt), que poderia indicar a expressão Políticos. Diz a respeito a 10% do valor total  — R$ 559.000 — recebido pela Camargo Corrêa naquela data. Não há indicação de possível beneficiário.
Na sequência, há citação de R$ 192.000 referentes ao “acerto” do contrato para execução de obras da Linha 4-Amarela (PMN) do Metrô de São Paulo.
Dos R$ 192.000, R$ 126.000 seriam para o (a) CMr. Para OG4 iriam R$ 66.000.
O relatório da PF diz:
Estas siglas ainda não estão identificadas. Contudo, ao lado dos valores surge o nome de Robson Marinho, possivelmente referindo-se ao auditor do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).
Robson Marinho é conselheiro do TCE-SP e foi denunciado em vários casos de corrupção, entre eles o da Alstom.
Atualmente, por decisão da Justiça de São Paulo, o conselheiro está afastado do cargo.  Chefe da Casa Civil do governo Mário Covas (PSDB), entre 1995 e 1997, Marinho é acusado pelo Ministério Público de receber propina da multinacional francesa Alstom para favorecê-la em um contrato com a Eletropaulo quando esta empresa ainda pertencia ao governo do estado.
O relatório da PF acrescenta:
Em outra pesquisa chegamos à informação de que o Metrô criou um Grupo de Trabalho para avaliar as propostas do Consórcio Via amarela, o chamado GT, que foi criado em 10/01/2005, pelo então presidente do metrô, Luiz Carlos Frayze David. Esse grupo foi criado em 10 de janeiro de 2005 e tendo como Coordenador Marco Antonio Buoncompagno – GC 4 –, o que poderia indicar ser ele o beneficiário indicado pela sigla OG4.

Fonte: Relatório da PF, página 29
O documento abaixo mostra quatro valores. Nos três primeiros, não há indicação de beneficiário.
Segundo o relatório da PF, o primeiro — R$ 146.443 – diz respeito à sigla ACOO (Aeroporto de Congonhas). Representa aproximadamente 5,5% do que a Camargo Corrêa recebeu pela obra de setembro a novembro de 2005.
O segundo — R$ 63.839 – relaciona-se à sigla AV (Aeroporto de Vitória). Representa aproximadamente 5,5% do que a Camargo Corrêa recebeu por essa obra em outubro de 2005.
O terceiro — R$ 234.912 – refere-se à obra CBM (DER – Bauru – Marília). Representa aproximadamente 5,5% dos recebimentos da Camargo Corrêa pela obra nos meses de novembro e dezembro de 2005..
O único valor – R$ 50.000 — com indicação de beneficiário é o quarto. Aparece relacionado à sigla genérica NNN, não sendo atrelado a uma obra específica.
O relatório da PF expõe:
Há menção de que este valor estaria direcionado à Revista “A”, mais precisamente ao jornalista REINALDO AZEVEDO, atualmente articulista da Revista VEJA.
Depois, acrescenta:
Outros nomes que surgem no manuscrito são de ANDREA MATARAZZO, que provavelmente seria o então secretário de coordenação das subprefeituras da Prefeitura de São Paulo, além do prenome “CARLOS”, o qual ainda não foi possível identificar.

Fonte: Relatório da PF, página 129
Diante desses indícios, os documentos obtidos na Castelo de Areia não mereceriam ser melhor investigados? O que mostramos é apenas a mínima parte de um dos relatórios da PF sobre a operação.
CAMARGO CORRÊA: A CONEXÃO LAVA JATO-CASTELO DE AREIA- PROPINODUTO TUCANO
Na verdade, as digitais da Camargo Corrêa estão nos três escândalos mencionados no intertítulo acima.
Por exemplo, ela e a Andrade  Gutierrez (outra empreiteira denunciada na Lava Jato e no trensalão) têm um contrato de R$ 1,2 bilhão para execução de um dos lotes da Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo, onde houve ação do cartel e superfaturamento de mais de R$ 300 milhões.
Não é o único. Os contratos do governo paulista com a Camargo Corrêa somam quase R$ 11 bilhões. Entre as obras, figuram o desassoreamento da calha do rio Tietê e  o Rodoanel Sul, onde o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou superfaturamento.
Estima-se que, de 1996 a 2010, a Camargo Corrêa teria pago cerca de R$ 200 milhões em propina para agentes públicos de sucessivos governos tucanos em São Paulo. O cálculo baseia-se no valor dos contratos da empreiteira  com o governo paulista e o percentual de propina  – 3% a 6% — pago a agentes públicos. Já em todo o país o esquema teria movimentado mais de R$ 500 milhões.
– Além da Camargo Corrêa, outras empreiteiras denunciadas na Lava Jato  também estão no trensalão tucano? – alguns leitores devem estar já perguntando.
A resposta é sim. Iesa, OAS, Odebrecht, Queiroz Galvão e Galvão Engenharia, por exemplo, estão tanto no trensalão quanto na Lava Jato.
Aliás, a divulgação da Lista da Lava Jato comprovou o que já havíamos denunciado: os vazamentos seletivos na mídia, que funciona como partido político de oposição ao governo federal.
Do contrário, como explicar o nome do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ter sido escondido durante toda a campanha eleitoral e só aparecido quando se soube oficialmente na semana passada que ele não seria investigado pelo STF, apesar de mencionado pelo doleiro Alberto Youssef na Lista de Furnas?
Curiosamente, em 6 de março,  O Globo publicou que Dalton Avancini, presidente da Camargo Corrêa, iria detalhar na sua delação premiada como funcionava o esquema de propina na Usina de Belo Monte. E que isso teria sido fundamental para os procuradores federais aceitarem fazer acordo com o executivo.
Belo Monte é do setor elétrico, não tem nada a ver com a Petrobras.
Curiosamente, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao justificar a não abertura de inquérito de Aécio Neves no STF disse que a Lista de Furnas não se referia à Petrobras.
Por que a não conexão de Furnas com a Petrobras serviu para Janot tirar Aécio da lista oficial da Lava Jato e agora o MPF vai investir sobre o Belo Monte?
Youssef é um velho “conhecido” da Justiça, pois atuou fortemente no caso Banestado.
As referências do doleiro a Aécio Neves na Bauruense e na Lista de Furnas (aqui e aqui) indicam que esses esquemas se comunicavam no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Só para lembrar: empresas do grupo Alstom (denunciada no trensalão) em consórcio com a Bauruense (envolvida na Lista de Furnas e ouras improbidades) prestaram serviços ao governo paulista.
Será que se pode ser parcial na apuração dos malfeitos? Afinal, delações parciais acabam protegendo e mantendo esquemas em outros lugares que há muito já deveriam ter sido estancados.
Por que não se investigar todo o cartel de empreiteiras, que age no Brasil inteiro de modo a viciar licitações de órgãos públicos federais, estaduais e municipais?
Tampouco esquemas fraudulentos são exclusividade de empreiteiras. As contas bancárias de personagens do trensalão tucano no Credit Suisse e provavelmente no HSBC suíço (Leia  PS do Viomundo)  poderão mostrar que esses esquemas usavam os mesmos dutos para pagar propinas. Por isso, tem de se investigar todos os contratos dos governos estaduais com o clube de empreiteiras, assim como atacar todos os esquemas.
É o único jeito de se superar práticas cristalizadas. Também de impedir que escândalos envolvendo tucanos e demos continuem a ser colocados embaixo do tapete, graças à blindagem da mídia bandida e à colaboração de alguns membros do Judiciário.

Operação Castelo de Areia — Relatório da Polícia Federal.pdf by Conceição Lemes

PS do Viomundo: Já havia sido divulgado que 11 integrantes da família Queiroz Galvão (donos de empreiteiras citadas na Lava Jato) tinham contas no HSBC da Suíça.
Hoje, 12 de março, O Globo revela que dois engenheiros envolvidos no trensalão tucano também abriram contas no HSBC da Suíça. Paulo Celso Mano Moreira da Silva, hoje com 70 anos, foi diretor de operações do Metrô, e Ademir Venâncio de Araújo, de 62 anos, diretor administrativo do Metrô e diretor de obras da CPTM. Atualmente são acusados de improbidade administrativa pelo MPE-SP.
Em 10 de abril de 1997 Silva e Araújo assinaram contrato para que a Alstom fornecesse, sem licitação, um sistema de sinalização e controle da linha Norte-Sul (Vermelha) do Metrô de São Paulo. Eles recorreram a um termo aditivo sobre um contrato firmado oito anos antes entre o Metrô e Alstom.
Silva aparece como proprietário da conta numerada 22544FM, aberta em 12 de outubro de 1994. Em 2007, ele tinha US$ 3 milhões. Sua mulher, Vera Lúcia Perez Mano Moreira da Silva, que já morreu, constava como co-titular.
Araújo consta, por sua vez, como “diretor técnico do metrô de São Paulo” e dono de três contas numeradas: uma aberta em nome da Jemka Investments Limited, outra em nome da Mondavi Holding Trading Ltd. e uma terceira com o número 29233SC. Segundo as planilhas do HSBC, somando as três, Araújo dispunha de US$ 6,9 milhões em 2007.

08/12/2014

Quando o jornalismo fora da linha descarrilha o trem do verdade

propinoduto tucanoVeja como é o modus operandi dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium. O cartel é dos trens, não é do PSDB. Fico curioso como seria um diálogo entre os trens e a CPTM. Linguagem de máquina? No mundo da tecnologia da informação, linguagem de máquina é aquela nativa, que  vem com a máquina…

Por que no caso da Lava Jato na Petrobrás mesmo que os envolvidos sejam empresários todos os corruptos presos tem passado ligado ao PSDB ainda assim sempre se dá um jeito de botar o nome da Dilma e do PT no meio?  A Folha tem esta mania de satanizar o PT, Dilma e Lula e de beatificar tudo o que envolve o apóstolo da Opus Dei, Geraldo Alckmin. De nada importa que as empresas envolvidas já tenham sido condenadas nos países de origem (Siemens, Alemanha, e Alstom, na Suíça). Aqui, Ministério Público ou engaveta, como fez Rodrigo de Grandis, sob os auspícios do Silenciador Geral, ou então o Poder Judiciário, amadrinhado por Gilmar Mendes, põe um pá de cal e não se fala mais nisso. Esse conluio entre os velhos grupos mafiomidiáticos e a parte do Judiciário legada por FHC dá licença para o PSDB roubar impunemente. Ou Robson Marinho já foi punido?!

CARTEL DOS TRENS

Presidente da CPTM indiciado é ‘pessoa respeitada’, diz Alckmin

DE SÃO PAULO – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu o presidente da CPTM, Mário Bandeira, indiciado pela Polícia Federal (PF) em investigação sobre o cartel de empresas que fraudou licitações de trens em São Paulo entre 1998 e 2008.

O tucano elogiou o executivo e informou que o governo estadual deve analisar os documentos da investigação.

"O doutor Mário Bandeira tem 41 anos de serviço público, é uma pessoa extremamente respeitada. Já pedimos toda a documentação do Ministério Público e vamos verificar com cuidado para não fazer injustiça com as pessoas", disse.

Ainda que tenha defendido Bandeira, Alckmin já indicou a auxiliares e a aliados que deve trocar o comando da CPTM.

A mudança deve ocorrer no rastro da reforma do secretariado, planejada pelo tucano para a segunda metade do mês de dezembro.

06/12/2014

Folha lava corrupção tucana a jato

AlstomPSDBEstes trens tucanos são muito malucos. Eles corrompem e são corrompidos, e não é pela ferrugem. Corrupção no PSDB é Cartel. Aí não aparece o nome do partido, dos corruptos e do governo onde o Cartel atua. Fica parecendo que Alstom, Siemens, Robson Marinho, José Serra, FHC e Geraldo Alckmin não existissem. É a velha lição de Rubens Ricúpero aplicada com extremo rigor pela Folha: se é bom para o PSDB ela mostra; se é ruim, ela esconde.

As palavras usadas pela Folha são um primor da manipulação: “Na quinta (4), a Polícia Federal concluiu a investigação sobre o cartel que fraudou licitações de trens entre 1998 e 2008, em gestões do PSDB no Estado”. Sujeito da frase da Folha: Cartel! Cartel, que é a própria fraude, fraudou! Entendeu?!

A julgar pela Folha, a CPTM é dirigida pela autogestão. Não há responsáveis em nenhuma esfera da administração pública. O partido que está há 20 anos governando São Paulo não precisa dar satisfação.

Contam, claro, com o insuspeito Rodrigo de Grandis e com o Silenciador Geral, providencialmente deixado lá do STF pelo Capo de tutti i capi, FHC.

Pelo desinteresse com que trata, a Folha faz parecer escândalos da corrupção tucana, de R$ 800 milhões, troco. Por que não há indignação quando o dinheiro escorre sob seus olhos, ou a Folha não é de São Paulo?!

Ação cobra R$ 418 mi de acusadas de cartel

Promotoria paulista entra na Justiça para que 11 empresas restituam cofres públicos por fraudes em licitações de trens

Cobrança é referente a contratos com a CPTM; segundo promotores, valor corrigido pode chegar a R$ 800 mi

DE SÃO PAULO

O Ministério Público de São Paulo ingressou na quinta (4) com ação civil pública contra 11 empresas para restituição de R$ 418 milhões aos cofres públicos por irregularidades em contratos de manutenção preventiva de trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

A Promotoria diz que há indícios de formação de cartel na celebração de três contratos, firmados de 2001 a 2002 para manutenção de trens das séries 2000, 2100 e 3000, como noticiou nesta sexta (5) o jornal "O Estado de S. Paulo".

A restituição corresponde aos valores dos contratos, aditamentos e multa por danos morais coletivos de cerca de R$ 112 milhões. Com correção e juros, o valor pode chegar a cerca de R$ 800 milhões.

"Ainda não se sabe por que a CPTM resolveu terceirizar o serviço de manutenção, mesmo tendo um corpo próprio de funcionários", afirmou o promotor Marcelo Milani.

A Promotoria solicitou ainda à Vara da Fazenda Pública a anulação dos três contratos e a dissolução de 10 empresas: Alstom, Siemens, CAF Brasil, TTrans, Bombardier, MGE, Mitsui, Temoinsa, Tejofran e MPE. A dissolução impede a atuação no país.

A CAF Espanha não foi incluída porque é regida pela legislação do país europeu.

Na quinta (4), a Polícia Federal concluiu a investigação sobre o cartel que fraudou licitações de trens entre 1998 e 2008, em gestões do PSDB no Estado, e indiciou 33 pessoas, entre elas o presidente da CPTM, Mário Bandeira.

Miliani defendeu à imprensa o afastamento da direção da estatal. "Tenho a certeza que eles têm de ser afastados, mas não sou o governador."

O governo de São Paulo criticou a sugestão do promotor. "O comedimento e a seriedade fazem parte das atribuições do Ministério Público."

Alstom afirmou à Folha que não foi notificada e reiterou "o cumprimento à legislação". A Siemens disse que os resultados de sua auditoria interna deram início à investigação e que "sempre desejou" o esclarecimento.

A CAF disse que colaborou e que não comentará a apuração enquanto ela estiver em curso. A Tejofran afirmou que não foi notificada e se colocou à disposição da Promotoria. Mitsui e Bombardier disseram que não comentariam e as demais não foram localizadas.

APURAÇÃO NA SUÍÇA

A Promotoria suíça pretende enviar ao Brasil no ano que vem processos de investigação que devem contribuir com a apuração sobre o cartel.

O envio foi informado à delegação de procuradores e promotores brasileiros que viajaram à Suíça em busca de novos indícios de corrupção.

Para a Promotoria paulista, a documentação ajudará a descobrir se há mais servidores públicos envolvidos e a entender melhor a forma de atuação de multinacionais na obtenção de contratos. A expectativa é identificar ainda o percurso do dinheiro encontrado na Suíça.

(GUSTAVO URIBE)

05/12/2014

Por que cargas d’água este tremsalão não anda?!

Simples, porque é pilotado pelo PSDB!

tremsalao

Mesmo tendo as justiças suíça e alemã já condenadas, respectivamente, as matrizes da Alstom e Siemens, no Brasil de Gilmar Mendes este trem anda para trás. Depois de ter dormido no estaleiro do Rodrigo de Grandis, que Gilmar Mendes resolveu absolve-lo do sono providencial.

Mas é o estertor de caso natimorto. O breve suspiro serve apenas para fazer álibi para Gilmar Mendes. A ressuscitação momentânea é o álibi perfeito para dizer que o Poder Judiciário vai atuar de forma republicana, isonômica, doa a quem doer….

Os atuais acusados terão, se chegar às mãos de Gilmar Mendes, o mesmo destino que ele deu a Daniel Dantas, José Roberto Arruda, Demóstenes Torres, Carlinhos Cachoeira, Roger Abdelmassih. Enquanto Gilmar Mendes estiver no STF, Robson Marinho, como Presidente do Tribunal de Contas de São Paulo, poderá fazer ou deixar o que bem entender. É assim que funciona a máquina do Instituto Millenium azeita e ajeitada pelo jagunço de Diamantino

PF acusa 33 de integrar cartel de trens em SP

Polícia indicia o presidente da CPTM, Mário Manuel Bandeira, o gerente de Operações, José Luiz Lavorente, e ex-diretores

Deputados José Aníbal (PSDB) e Rodrigo Garcia (DEM), que foram secretários de Alckmin, são investigados no STF

DE SÃO PAULO

A Polícia Federal concluiu a investigação sobre o cartel de empresas que fraudou licitações de trens em São Paulo entre 1998 e 2008, em governos do PSDB, e indiciou o presidente da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), Mário Manuel Bandeira, por suposto envolvimento no esquema.

Também foram indiciados o atual gerente de Operações da CPTM, José Luiz Lavorente, e ex-diretores da companhia de trens, como João Roberto Zaniboni e Ademir Venâncio de Araújo, que tiveram valores encontrados na Suíça, como informou o "Jornal Nacional", da TV Globo, nesta quinta-feira (4).

Ao todo, a PF acusou 33 pessoas de participação em crimes de corrupção ativa e passiva, formação de cartel, crime licitatório, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Na lista de acusados estão ex-diretores das empresas Siemens, Alstom, CAF, Bombardier, Daimler-Chrysler, Mitsui e TTrans. Um deles é Adilson Primo, que presidiu a Siemens de 2001 a 2011.

O consultor Arthur Gomes Teixeira é acusado de ser o intermediário do pagamento de propina das empresas para os servidores públicos.

O suborno era pago para que as companhias fossem favorecidas em licitações e contratos públicos, segundo a Polícia Federal.

O relatório encerra o inquérito relativo a suspeitos que não ocupam cargos políticos e que não possuem foro privilegiado, como informou o jornal "O Estado de S. Paulo" nesta quinta-feira.

Agora o trabalho será encaminhado ao Ministério Público, que poderá pedir a realização de novas diligências, apresentar denúncia contra os acusados ou pedir à Justiça que o caso seja arquivado.

O inquérito foi aberto em 2008 e ganhou impulso em 2013 quando a Siemens realizou uma delação premiada ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

A multinacional alemã contou às autoridades que participou de um cartel com empresas do setor de trens e o grupo fraudou licitações do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) de 1998 a 2008.

Um dos acusados é João Roberto Zaniboni, que foi diretor de Operação e Manutenção da CPTM de 1999 a 2003.

Ele já estava indiciado desde o ano passado sob a acusação de ter mantido o valor de US$ 836 mil (cerca de R$ 2,2 milhões) em conta na Suíça, que seria resultante do pagamento de propinas.

A apuração relativa ao suposto envolvimento de políticos no esquema foi desmembrada do inquérito e está em curso no STF (Supremo Tribunal Federal), em razão da regra do foro privilegiado para congressistas.

Os deputados federais José Aníbal (PSDB-SP) e Rodrigo Garcia (DEM-SP) são os investigados no STF. Eles negam qualquer ligação com as empresas do cartel de trens.

03/12/2014

Tremsalão começou antes, com apoio da Suíça, mas não anda: não tem petista…

AlstomPSDBDas coisas que justificam um Gilmar Mendes no STF e um Rodrigo de Grandis no Ministério Público: PSDB! O mensalão começou em Minas, no tempo de FHC, mas só recebeu atenção e empenho quando passou a envolver também petistas. No caso do propinoduto tucano, as justiças alemã e suíça já se manifestaram condenando, respectivamente, Siemens e Alstom. No Brasil, como se trata de corrupção no seio do tucanato, some mais rápido que um helicóptero com 450 kg de cocaína. Ninguém viu nem verá uma capa da Veja com as corrupções do PSDB. Claro, há 20 anos o PSDB governa São Paulo e a principal obra foi e continua sendo a distribuição de assinaturas da Veja, Estadão, Folha nas escolas públicas do Estado.

A lei Rubens Ricúpero, revelada no Escândalo da Parabólica, continua vigendo e é a mais aplicada pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium quando se trata do PSDB. Nem a Suíça lava mais banco que Grupos MafioMidiáticos.

Dizer que a Polícia Federal faz buscas é um eufemismo, até porque já estava tudo há muito tempo na gaveta do Rodrigo de Grandis. A Suíça mandou informações, mas em São Paulo, o PSDB sempre joga em casa.

Polícia Federal faz buscas na casa de ex-diretor da CPTM

REDAÇÃO

02 Dezembro 2014 | 23:41

Medida atende pedido de colaboração da Suíça, que reativou investigação sobre conta secreta de João Roberto Zaniboni em banco de Zurique

Fausto Macedo

A Polícia Federal fez buscas nesta terça feira, 2, na residência e no escritório do engenheiro João Roberto Zaniboni, ex-diretor da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A missão foi executada a pedido do Ministério Público da Suíça, que reativou investigação sobre a origem do dinheiro (US$ 826 mil) que Zaniboni manteve depositado na conta Milmar, de sua titularidade, em Zurique.

Ele está sob suspeita de ter participado do cartel metroferroviário em São Paulo entre 1998 e 2008 – governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.

Um delegado da PF, dois agentes, um escrivão e um perito, além de um procurador de Brasília, cumpriram as buscas em Campinas, onde mora Zaniboni. A equipe apreendeu documentos, inclusive da época em que ele trabalhou na antiga Ferrovia Paulista S/A (Fepasa), nos anos 1970, e na CPTM.

O ex-diretor já foi indiciado pela PF, no inquérito que investiga o cartel, por corrupção passiva, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O cartel metroferroviário foi denunciado pela multinacional alemã Siemens em acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), firmado em maio de 2013.

A batida desta terça feira da PF não tem relação com esse inquérito do cartel. Ela foi cumprida exclusivamente em colaboração com a Suíça, em procedimento que tramitou no Ministério da Justiça.

Os procuradores suíços querem saber as fontes das remessas para a conta de Zaniboni. Algumas transferências foram realizadas a partir de offshores sediadas em Montevidéu, no Uruguai.

Zaniboni chegou a ter um saldo de US$ 826 mil na conta secreta Milmar – iniciais de suas duas filhas –, alojada no Credit Suisse de Zurique. Os aportes em favor do ex-diretor da CPTM ocorreram entre 1998 e 2003. Ele alega que recebeu por consultorias e que já repatriou o dinheiro.

Parte do valor, US$ 250 mil, foi enviada pelo consultor Arthur Teixeira, que a PF aponta como lobista e pagador de propinas do cartel de trens. Zaniboni disse ter recebido por consultoria que prestou a Teixeira, ainda quando ocupava cargo na Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), antes mesmo de assumir a diretoria de operações da CPTM, o que ocorreu em 1999.

O pagamento, contudo, ocorreu no ano 2000, quando Zaniboni já estava na diretoria da CPTM – posto que ocupou entre 1999 e 2003.

O criminalista Eduardo Carnelós, que defende Teixeira, rechaça a acusação. Ele afirma que seu cliente “é um profissional sério, que jamais repassou dinheiro de corrupção”.

A operação da PF na casa de Zaniboni foi acompanhada pelo advogado Antonio João Nunes Costa, do núcleo de defesa do ex-diretor da CPTM.

O criminalista Luiz Fernando Pacheco, que também representa o ex-diretor da CPTM, é taxativo. “Nenhum documento apreendido compromete a honra do sr. Zaniboni, um homem com mais de 50 anos de serviço público e dedicação ao governo de São Paulo. Ele tem a consciência absolutamente tranquila.”

19/10/2014

Manchete do tipo Folha, SQN: Na gestão Alckmin, gerente da CPMF ligado a cartel é afastado

Filed under: Corrupção,CPTM,Folha de São Paulo,Propinoduto Tucano,PSDB,Tremsalão — Gilmar Crestani @ 9:21 am
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Se a CPTM fosse administrada pelo Governo Federal, a culpa seria da Dilma e estaria na capa, como esta do desmatamento na Amazônia: “Desmate da Amazônia na gestão Dilma volta a crescer”…

propinoduto tucanoCPTM afasta gerente ligado a empresas do cartel de trens

Decisão veio após Folha revelar e-mails que apontam vínculo com firmas investigadas

Secretaria Estadual dos Transportes diz que abriu sindicância interna para apurar possível irregularidade

FLÁVIO FERREIRADE SÃO PAULO

A estatal de trens de São Paulo CPTM afastou seu gerente de Engenharia de Manutenção Henry Munhoz após a Folha revelar e-mails que apontam relações comerciais do funcionário público com empresas acusadas de integrar o cartel do setor que atuou no Estado.

Após a reportagem questionar a CPTM sobre as mensagens eletrônicas descobertos pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos informou que foi aberta uma sindicância interna para apurar os fatos.

É o segundo documento obtido pela Folha com indícios de ligações de Munhoz com as empresas denunciadas por participação no cartel de trens que atuou em São Paulo entre 1998 e 2008, em sucessivos governos do PSDB.

Na edição do último domingo (12), o jornal revelou e-mail de 2001 descoberto na empresa MGE, que também é investigada pelo Cade.

A mensagem eletrônica apontou que Munhoz, então assistente técnico da CPTM, passou à empresa MGE dados confidenciais sobre os planos da estatal de trens e comprometeu-se a ajudar a companhia privada a viabilizar os projetos de seu interesse.

Na ocasião, Munhoz e a CPTM negaram favorecimentos à MGE.

A nova série de mensagens obtida agora pela Folha é de janeiro de 2011 e foi encontrada na empresa Temoinsa, outra das firmas sob acusação.

Os primeiros e-mails do conjunto recolhido pelo Cade foram trocados entre Munhoz e Rodrigo Lobo, da empresa MPE, que também é investigada nas apurações sobre formação de cartel.

Em 7 de janeiro de 2011, Lobo enviou um e-mail a Munhoz no qual pediu a apresentação de uma "proposta comercial" relativa a um contrato do Metrô para prestação de serviços de substituição de peças de uma das frotas, no valor de R$ 7,3 milhões.

O contrato havia sido ganho pela MPE após licitação do Metrô de junho de 2010.

Em resposta a Lobo no dia 13 de janeiro de 2011, Munhoz afirmou que "o orçamento para a prestação de serviços ficou em R$ 154.800, dividido em 24 parcelas mensais de R$ 6.450".

Porém, no e-mail o funcionário público sugeriu haver um entrave para a realização do negócio e afirmou que ele poderia ser superado com a participação da Temoinsa.

A última mensagem da série achada pelas autoridades federais foi encaminhada pelo executivo da Temoinsa Wilson Daré para Lobo.

Na mensagem, ele apontou a solução para o problema "dos faturamentos solicitados pelo Henry". Segundo Daré, o caminho seria fazer um contrato de prestação de serviços entre a MPE e a empresa Fator, que ele sugeriu ser ligada à Temoinsa.

"Neste caso nós (a Fator) cuidaremos de repassar os valores em dinheiro", escreveu o executivo.

Os e-mails que mencionam Munhoz foram encontrados pelo Cade em operação de busca e apreensão realizada em julho do ano passado, em meio às apurações iniciais sobre o cartel dos trens.

A investigação começou em maio de 2013 após a multinacional alemã Siemens ter informado ao Cade sobre a formação do cartel, do qual admitiu ter participado. Em troca, a empresa espera obter redução de penas ao término do caso.

O conluio entre as companhias e o pagamento de propinas a agentes públicos para acobertar as fraudes nas licitações de trens também são alvo de apurações do Ministério Público, da Polícia Federal e da Corregedoria da Administração Estadual.

16/10/2014

Na Justiça Paulista, Serra sempre joga em casa

SerrALSTOMCARTEL DOS TRENS

Investigação sobre Serra é arquivada no Ministério Público

DE SÃO PAULO – O Conselho Superior do Ministério Público homologou decisão do procurador-geral de Justiça Márcio Elias Rosa e arquivou investigação que apurava se o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) teve envolvimento com o cartel de empresas que atuou em licitações de trens de São Paulo de 1998 a 2008, em gestões do PSDB.

Por 5 votos a 3, o conselho ratificou o entendimento de Rosa de que "não foram até o momento identificados indícios de envolvimento do ex-governador José Serra na prática de atos de improbidade" em relação à licitação da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) de 2007.

Em outro inquérito sobre o cartel, conduzido pela Polícia Federal, Serra, senador eleito, foi intimado para prestar esclarecimentos.

O depoimento estava marcado para o último dia 7, mas foi adiado pela PF e ainda não tem nova data.

    25/09/2014

    É chocante o choque de gestão do PSDB

    Filed under: Choque de Gestão,FHC,Geraldo Alckmin,Propinoduto Tucano,PSDB,Tremsalão — Gilmar Crestani @ 9:23 am
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    PSDB camaroteRoubos crescem pelo 15º mês seguido no Estado de São Paulo

    MARCELO GODOY – O ESTADO DE S. PAULO

    25 Setembro 2014 | 02h 02

    Governo suspeita que números sejam inflados por fraudes nos registros envolvendo celulares e documentos; homicídios caíram

    SÃO PAULO – O roubo cresceu 11,7% no Estado de São Paulo no mês de agosto, em relação ao mesmo mês de 2013. É a 15.ª vez seguida que isso ocorre com esse tipo de crime em São Paulo. O Estado registrou ainda aumento de latrocínios e queda de roubos de veículos e homicídios, conforme os números que serão divulgados nesta quinta-feira, 25, pela Secretaria da Segurança Pública.

    Para enfrentar a tendência de crescimento dos roubos que parece resistir a todas as ações policiais preventivas – nos outros meses, a secretaria já apostou em grandes operações contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), mudança nos comandos da Polícia Militar e operações em bairros com altos índices de criminalidade -, o governo de São Paulo estuda agora duas medidas. A primeira é pedir que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determine o bloqueio dos aparelhos de telefonia celular com queixa de roubo. Dessa forma, não seria mais necessário a ação do dono, bastaria o registro na polícia. A segunda é deixar de cobrar a taxa pela segunda via da carteira de identidade, o RG.

    Fraude. A lógica por trás dessas duas medidas é o combate à suposta fraude de registro. Os roubos de celulares respondem por 17% do total desse tipo de crime no Estado. Outro tanto são casos de roubos de documentos – em caso de perda, uma taxa é cobrada, mas isso não ocorre quando a pessoa é vítima de roubo.

    Policiais ouvidos pelo Estado acreditam que o alto número de roubos desses dois objetos pode estar relacionado à fraude contra o seguro do celular e à necessidade de se tirar a segunda via do documento sem pagar taxa de R$ 29,06. Esses mesmo profissionais dizem que a obsolescência rápida dos celulares e seu alto valor podem ser incentivo à fraude. O dinheiro do seguro serviria para comprar novo aparelho. "Com a chegada do iPhone 6, esse tipo de crime vai disparar", disse um agente ouvido pelo Estado.

    A lógica da Segurança Pública Paulista encontraria uma confirmação no comportamento do roubo de veículos no Estado. Considerando apenas esse tipo de roubo, os indicadores registram uma queda de 10,9% em agosto – é o terceiro mês seguido que esse delito diminui em São Paulo. Como se trata de um tipo de crime com baixa subnotificação, ou seja, dificilmente deixa de ser registrado pela vítima, em razão do valor do bem levado pelos criminosos, acredita-se que sua diminuição ou eventual crescimento representa melhor a tendência da criminalidade. Por esse raciocínio, estaríamos diante de uma redução nos índices – depois de o Estado ter registrado recordes históricos desse tipo de crime no primeiro semestre.

    Os roubos fazem parte dos chamados crime violentos – estupros, sequestros, homicídios e latrocínios completam a lista. Esses dois últimos fazem parte da cesta de índices para o cálculo da gratificação paga pelo Estado aos policiais que conseguem atingir a meta de redução da criminalidade, ao lado do roubo de veículos. A Secretaria da Segurança Pública registrou queda de 12,9% nos homicídios em agosto. Mas houve aumento de 13% nos latrocínios, que passaram de 30 para 34 casos. Nesta quinta-feira, a SSP divulga os dados completos da criminalidade no Estado e nos municípios.

    12/09/2014

    Surge a explicação para a defesa dos cartéis por José Serra

    José SerraPara os oportunistas que não têm memória, vamos recordar o que disse o impoluto varão da velha mídia: “Cartel não é sinônimo de delito, diz Serra." Só Serra não sabe que Cartel é um crime tipificado. Não fosse assim porque a Polícia Federal e o Ministério Público gastariam energia investigando. Para o PSDB crime só é crime se for perpetrado por adversários. Por isso, toda vez que algum político do PSDB levantar o dedo para denunciar a corrupção dos outros ele está apenas querendo evitar concorrência. Qualquer aluno do segundo semestre de Direito sabe que ‘Cartel, além de ser um ilícito administrativo, é crime punível com pena de 2 a 5 anos de reclusão ou multa, nos termos da Lei 8137/90’.

    Órgão federal vê indício de cartel em estacionamentos de São Paulo

    Cade investigará seis empresas suspeitas de combinarem preços entre 2010 e 2011 na capital

    E-mails sugerem que elas simularam concorrência; se forem condenadas, podem ser multadas pelo governo

    DE BRASÍLIA

    Seis empresas de estacionamento serão investigadas pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) pela prática de cartel em São Paulo.

    Segundo o órgão federal, que pertence ao Ministério da Justiça, há indícios de que as empresas combinaram preços e trabalharam em conjunto para dividir o mercado de estacionamentos durante os anos de 2010 e 2011.

    O processo administrativo para apurar o caso foi aberto nesta quinta-feira (11).

    As evidências foram obtidas numa operação de busca e apreensão do próprio Cade em abril de 2012 na sede de uma das empresas suspeitas de formar o cartel.

    O material indicou que ocorriam acertos entre seis operadoras. A ideia era simular concorrência em licitações, para dar uma falsa aparência de competição.

    De acordo com a nota técnica que baseia o processo, a combinação é sugerida em trocas de e-mails entre funcionários das companhias.

    Numa delas, os executivos combinavam como as redes de estacionamento atuariam na licitação do Centro Empresarial Nações Unidas, aberta em 2011. O empreendimento é um dos maiores centros de negócios do país.

    Há um mês o espaço trocou a empresa que gerencia seu estacionamento. Atualmente, parar o carro ali por três horas custa R$ 29.

    Foram encontrados indícios de acordos semelhantes para o estacionamento do Instituto Tomie Ohtake, também na zona oeste. Hoje, o preço para estacionar no local por três horas é R$ 30.

    O cartel é considerado a mais grave infração à ordem econômica, já que prejudica os consumidores com o aumento artificial de preços.

    As empresas investigadas estão entre as maiores do setor na capital paulista. São elas: Allpark (do grupo Estapar), Garage Inn, Multipark, Netpark, Rod e Zig Park.

    Procuradas por volta das 20h desta quinta, após a divulgação da investigação, as empresas não responderam.

    Além das empresas, 17 pessoas serão investigadas por participação no cartel.

    TRÂMITE

    Os acusados agora irão apresentar suas defesas e só então a Superintendência-geral do Cade fará sua recomendação. Caso opine pela condenação, o processo será julgado pelo tribunal do órgão.

    Se condenadas, as empresas podem ser multadas em até 20% de seu faturamento bruto em 2013 (ano anterior à instauração do processo administrativo).

    As pessoas físicas estão sujeitas a multas entre R$ 50 mil e R$ 2 bilhões caso seja comprovado envolvimento no suposto cartel.

    (RENATA AGOSTINI)

    27/08/2014

    Os alckmistas estão chegando

    PSDB unica obra boaChoque de gestão made in PSDB. Esta história já ocorreu na Paraíba de Cássio Cunha Lima, na Alagoas do Teotônio Vilella Filho, no Rio Grande do Sul de Yeda RBS Crusius!

    Agora começa, enfim, vazar em São Paulo.

    Os sucessivos governos de São Paulo, capitaneados pelo PSDB, foram blindados pela velha mídia.  A parceria que se resolvia, de um lado no silêncio sobre o descalabro administrativo (quebra da USP, crise d’água, PCC, insegurança crescente, Siemens, Alstom…), e de outro, na distribuição de assinatura de Veja, Folha & Estadão nas escolas públicas de SP.

    O PSDB sempre se vangloriou dizendo que tinha os melhores quadros. Sim, Hitler, depois que saqueou museus da França, também tinha….

    De longe, o melhor quadro do PSDB foi posto no STF: Gilmar Mendes

    Diante do descalabro, o correto seria dizer: os alckministas estão achacando!

    UNIVERSIDADES EM CRISE

    Unicamp cobra de Alckmin repasse de verba prometida

    Universidade afirma que o Estado não cumpriu acordo assinado em 2005

    Escola abriu campus sob a condição de que houvesse aumento de repasse; USP tem situação semelhante

    FÁBIO TAKAHASHIDE SÃO PAULO

    Em meio à crise financeira nas universidades públicas paulistas, a Unicamp cobra o governo estadual a cumprir um acordo de 2005 que prevê aumento de recursos para a instituição.

    O acordo determinou que o repasse do Estado para a universidade cresceria se fosse aberto um campus em Limeira (interior de SP), que aumentou em 17% as vagas de graduação da instituição.

    O campus foi inaugurado em 2008, mas a mudança no Orçamento não ocorreu.

    O acordo foi assinado pelo secretário de Ciência e Tecnologia do então primeiro governo Geraldo Alckmin (PSDB), João Carlos Meirelles. Previa aumento de repasses a partir de 2006.

    Cálculo da reportagem aponta que a escola deveria ter recebido cerca de R$ 300 milhões adicionais desde então, em valores corrigidos.

    O montante seria suficiente para sustentar por mais de seis meses o sistema hospitalar universitário da Unicamp, que faz 22 mil internações.

    Questionada pela Folha sobre o acordo assinado com o governo estadual, a universidade afirmou que "mantém a expectativa de que o termo assinado em 2005 seja efetivamente cumprido".

    A escola disse também que o campus –que possui 2.200 alunos em cursos como engenharia, administração e nutrição– representa "o maior crescimento já realizado de uma só vez na Unicamp".

    Pelo acordo, o crescimento de receita se daria por meio do aumento no repasse do ICMS (principal imposto paulista), maior fonte de financiamento das universidades públicas de São Paulo.

    O incremento representaria acréscimo de 2% do que a Unicamp recebe hoje.

    Como a USP, a Unicamp afirma estar em dificuldades financeiras e não apresentou proposta de reajuste salarial para seus servidores para este ano, o que tradicionalmente ocorre em maio.

    Parte dos servidores das duas universidades, além dos da Unesp, está em greve.

    USP EM LORENA

    Também em 2005, o então secretário Meirelles assinou ofício em que se comprometia a aumentar o repasse para a USP caso ela incorporasse uma faculdade estadual de engenharia, em Lorena.

    A unidade foi incorporada, mas não foi implementado o crescimento de cerca de 5% na fatia do ICMS transferida para a universidade.

    A assessoria de imprensa da USP diz que a instituição não cobra o governo porque boa parte dos gastos da faculdade ainda são custeados pelo Estado (a maior parte da folha de pagamento).

    A unidade representa 0,3% de todo o gasto da USP, mais do que a Faculdade de Direito de Ribeirão Preto.

    A reitoria diz também que a faculdade de Lorena não tem grande impacto na crise financeira da universidade, que gasta 106% do Orçamento com folha de pagamento.

    Setores da universidade, porém, entendem que a reitoria deveria negociar com o governo aumento de verbas, considerando a expansão de vagas, em vez da adoção de medidas de corte, como o plano de demissão voluntária de funcionários, proposto pelo reitor Marco Antonio Zago.

    Colaborou FELIPE SOUZA

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