Ficha Corrida

13/08/2015

Sabesp para Corsan: eu sou você amanhã

Filed under: CORSAN,Folha de São Paulo,Privatidoações,Racionamento de Água,SABESP — Gilmar Crestani @ 9:54 am
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Observe o Riacho do Rio Guahyba na carta náutica de 1882

Arroio Dilúvio, o antigo Riacho retificado, já com a Ponta da Cadeia aterrada

Esvaziado pela Globo, o golpismo leva mais um bordoada neste editorial da Folha. Não tá fácil a vida dos golpistas, enfrentarem marchas sem água para o banho.

Como diz o ditado, o pior cego é o que não quer ver. Em São Paulo a crise hídrica é resultado de uma política meticulosamente premeditada. O RS segue São Paulo, e não é de agora. Quando os gaúchos amestrados pela RBS puseram a paulista Yeda Crusius já tinham ensaiado o desfile de burrice de agora. Se o PSDB conseguiu secar todo o Sistema Cantareira os ventríloquos da RBS no RS, talvez não consigam, mas também tentarão sucatear a Corsan para, à moda SABESP, dar lucro à iniciativa privada, e privar o público de água. Houve um ensaio em Uruguaiana. Agora tentarão inviabilizar o Guaíba. Basta que continuem poluindo as nascentes dos afluentes.

O sonho é mudar o nome de Viamão por vi o deserto. Onde antes, no morro do Viamão, se via o Jacuí, o Caí, o Sinos, o Gravataí e o Riacho (Dilúvio), um lago seco é sonho dos privatistas.

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

Pedaladas na água

O sistema Cantareira, que já abasteceu de água metade dos moradores da Grande São Paulo e hoje responde por um quarto, está há mais de um ano no volume morto. Com a falta recente de chuvas, seu estado volta a preocupar.

Mesmo para uma época de estiagem, a precipitação decepciona. As últimas chuvas dignas do nome que caíram sobre a bacia de captação do Cantareira ocorreram nos dias 25 e 26 de julho.

É grande o impacto sobre a vazão que aflui ao sistema. Neste mês, entraram no Cantareira em média 6.600 litros por segundo, pouco mais de um quarto do normal para agosto (24 mil l/s).

No final de julho, o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) e a Agência Nacional de Águas (ANA) deram autorização para a estatal paulista Sabesp aumentar a captação dos atuais 13,5 mil l/s para 14,5 mil l/s. A condição é que a empresa reduza drasticamente a retirada de setembro a novembro.

A simples aritmética permite constatar que o ritmo é insustentável: entram 6.600 l/s e saem 14,5 mil l/s. A licença para pedalar mais rápido no Cantareira serve para impedir que a bicicleta do abastecimento se desequilibre no Alto Tietê, sistema de produção vizinho cujo nível cai de maneira acentuada.

Depois de ser mobilizado para socorrer o Cantareira, o Alto Tietê aguarda agora um ajutório do sistema Rio Grande, braço menos poluído da represa Billings. Mas ainda faltam 25% para concluir a obra de interligação, o que havia sido prometido para maio pelo governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

As providências tomadas pela Sabesp e pela administração tucana –sobretaxa, bônus, transferências entre represas e racionamento via redução de pressão– afastaram por ora o trauma de um rodízio geral. Mas é imperioso assinalar que não passam de paliativos.

Basta dizer que, se a precipitação no Cantareira ficar 25% abaixo da média histórica, índice que pode se tornar a nova norma, demoraria ainda quase sete meses para recompor só o volume morto.

Enquanto isso, uma parcela injustiçada da população chega a ficar sem água dezenas de horas, ou dias, porque a pressão reduzida dificulta o abastecimento.

A questão só se resolverá de forma estrutural quando as perdas físicas na rede de distribuição forem reduzidas ainda mais e quando a capacidade de armazenamento for ampliada, o que inclui despoluir represas como a Billings e recuperar matas em bacias de captação.

25/04/2015

Folha: “SP tem 37 roubos por hora. Sem contar os dos tucanos!”

meritocraciaOs três principais grupos de comunicação paulistas, Abril(Veja), Estadão e Folha, estão demitindo jornalistas todos os dias. Até que ponto estas demissões engrossam as estatísticas dos roubos em São Paulo não se sabe. O certo é que saem de grupos que não ensinam honestidade, razão pela qual é de se supor que continuem fazendo fora o que aprenderam lá.

Quem tem cara de pau para esconder notícias ou promover políticos afinados com os patrões pode fazer qualquer coisa, inclusive roubar. Ora, se não necessitando consegue roubar a informação correta, imagine desempregado e com filho para cuidar. Não é todo mundo que consegue uma ajuda mensal de R$ 70 mil reais do Geraldo Alckmin. Afinal, nem todo mundo é Fernando Gouveia

O fato concreto é que além da criação do PCC, o PSDB deixa um legado em roubos que faz parecer choque de gestão o sumiço de um helipóptero com 450 kg de cocaína. O milagre do sumiço do pó só é comparável com o sumiço, depois de mais de 20 anos de gestão do PSDB, ao da segurança. Mas não vive só disso a manada de anencefálicos amestrados pelos assoCIAdos do Instituto Millenium. Além da insegurança também desfrutam de uma longa temporada de racionamento d’água, premiada com uma epidemia de dengue.

O descalabro é tão grande que o MBL montou um grupo de desocupados para a marcha dos zumbis em direção à Brasília. Eles quebraram São Paulo e agora querem fazer o mesmo em Brasília. Some_se ao choque de gestão legado pelo Aécio Neves, a situação da república das araucárias perpetrada pela dupla Beto Richa & Fernando Francischini, es teremos um retrato quase completo de como o PSDB consegue não só não legar uma obra sequer com use tijolo e cimento, como também conseguem fazer pó o que gerações construíram.

 

Após dois meses de queda, roubos voltam a aumentar em São Paulo

Alta foi puxada pela região metropolitana, onde assaltos tiveram disparada de 24% no mês passado

Governo exalta queda de 2% dos casos no Estado no trimestre, mas cenário de março frustrou expectativa

REYNALDO TUROLLO JR. – FOLHA DE SÃO PAULO

Após uma trégua de dois meses, os roubos voltaram a subir tanto no Estado como na cidade de São Paulo.

O crescimento em março –em relação ao mesmo mês de 2014– foi puxado principalmente pela Grande SP.

Os dados revertem a expectativa diante dos dois primeiros meses do atual mandato de Geraldo Alckmin (PSDB).

Depois de uma escalada de 19 meses seguidos de alta de assaltos, as quedas em janeiro e fevereiro foram comemoradas pela gestão tucana.

Segundo Samira Bueno, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, é preciso que um tipo de crime tenha quedas seguidas por ao menos três meses para comprovar uma tendência. A alta de março, portanto, indica que a "epidemia" de roubos não freou.

Apesar disso, o secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, destacou que, no acumulado do primeiro trimestre, as queixas caíram 2% no conjunto do Estado.

No mês passado, os assaltos cresceram 0,9% na capital e 3,6% na soma de todos os municípios de São Paulo. Já nas 38 cidades da região metropolitana, excluindo a capital, os roubos saltaram 24,1%.

"[A Grande SP] Merece uma análise maior. Pedi para abrir os dados delegacia por delegacia", disse Moraes.

Para ele, uma das possíveis razões do crescimento foi a elevação de 41,8% das queixas de roubo de celular, depois de campanhas televisivas do governo explicando que a polícia está bloqueando aparelhos roubados.

HOMICÍDIOS

O número de vítimas de homicídio na capital cresceu de 110, em março de 2014, para 113 no mês passado, uma alta de 2,7%. Já no Estado, a quantidade de pessoas mortas caiu 12,5%, de 416 para 364.

O aumento na cidade vem num momento em que mortes em série têm assustado moradores de alguns bairros, como o Jardim São Luiz, no Campo Limpo (zona sul).

Ali, dez pessoas foram mortas a tiros em uma série de ataques na noite de 6 de março. Essas vítimas já foram contabilizadas nas estatísticas divulgadas nesta sexta (24).

O secretário da Segurança destacou que os dados do trimestre estão no patamar mais baixo do Estado desde 2001, ano do início da série histórica –taxa de 9,75 mortes por 100 mil habitantes, abaixo do índice recomendado pela ONU (de 10 por 100 mil).

Vítimas de latrocínio aumentaram na capital de 9, em março do ano passado, para 12, neste ano. No Estado, caíram de 36 para 32. Roubos de carga tiveram alta de 37,8% na capital. Já os roubos de veículos diminuíram 27,5%.

26/02/2015

Este é padrão de administração pública que o PSDB quer para o Brasil

SABESP X MIDIATodo ódio à Dilma e ao PT se explica pela incapacidade administrativa do parceiros do Instituto Millenium. As cinco irmãs e seus finanCIAdores ideológicos têm uma obsessão, destruir o PT simplesmente não porque sejam contra a corrupção, mas porque odeiam políticas sociais que beneficiem brasileiros. Se forem políticas que beneficiem espanhóis, alemãs, ingleses ou ianques, tudo bem. O que não pode é retirar milhares de brasileiros da miséria. Se fossem contra a corrupção, condenariam os correligionários pegos corrompendo, mas DEM e PSDB têm licença do coronelismo eletrônico para roubar.

Não condenam nem fazem campanha sistemática contra a corrupção nos Tremsalão. Por que não condenam o Suiçalão do HSBC?! Por que não denigrem toda o DEM quando Agripino Maia é pego? Por que não atacam todo o Poder Judeiciário quando um de seus membros é pego dirigindo carro do Eike Batista? Claro que é errado incluir todos no mesmo balaio, mas quando se trata do PT não há este cuidado. Todo o partido entra na manchete. Que os partidos se degladiem por espaço, é da natureza da política desde Péricles. Agora, quando a velha mídia, que é uma concessão pública adote um lado, como admitiu Judith Brito e a própria ANJ, aí já temos algo mais próximo com a quebra da legalidade e a infiltração da máfia na política.

Onde está o choque de gestão à moda tucana? Por que o massacre da Petrobrás e o perdão à SABESP?! Por que os ataquem à Dilma e o esquecimento do Geraldo Alckmin?! O que acontece na Petrobrás, fruto da cartelização das empreiteiras e de seus agentes infiltrados não é diferente do que acontece na SABESP. Contudo, embora tenhamos combustíveis, não temos água, e ainda assim os grupos mafiomidiáticos, finanCIAdos pela Chevron, atacam a Petrobrás.

Sabesp não cumpre regra de pressão da água e desdiz Alckmin

O presidente da Sabesp, Jerson Kelman, admitiu que a empresa mantém
a pressão em tubulações da Grande São Paulo abaixo do nível fixado
pela norma técnica. A estratégia impede que a água chegue a lugares altos

CRISE D’ÁGUA

Para economizar água, SP descumpre regra

Ao admitir redução de pressão nos encanamentos fora das normas, Sabesp contradiz governador Geraldo Alckmin

Estado nega contradição e diz que manobras adotadas desde 2014 podem gerar oscilação no abastecimento

GUSTAVO URIBE FABRÍCIO LOBELDE SÃO PAULO

A Sabesp, empresa do governo paulista, reconheceu que, para economizar água e evitar o colapso do abastecimento na Grande SP, tem reduzido a pressão nos encanamentos abaixo das regras.

A informação contradiz o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que, no final do ano passado, negou que a empresa de água do Estado estivesse descumprindo norma da ABNT (Associação Brasileiras de Normas Técnicas).

A redução da pressão nos encanamentos é uma estratégia ampliada desde o ano passado pelo governo de SP, em especial nas áreas atendidas pelo sistema Cantareira.

Ao diminuir a pressão, a Sabesp "empurra" menos água na rede de abastecimento. Por um lado, reduz os vazamentos nos canos, já que há menos água em circulação. Por outro, deixa casas sem água, em especial as localizadas em pontos mais altos.

Pela norma brasileira, empresas de saneamento devem garantir, pelo menos, dez metros de coluna de água. A altura é necessária para que a caixa-d’água de um sobrado, por exemplo, possa ser constantemente abastecida.

Com apenas um metro de coluna de água, como a Sabesp reconheceu, a água não teria força para avançar nas tubulações da casa.

Em sessão de CPI na Câmara Municipal, o diretor metropolitano da companhia, Paulo Massato, afirmou que não seria possível atender milhões de pessoas abastecidas pelo sistema Cantareira se fosse mantida a "normalidade".

"Nós estamos garantindo um metro da coluna de água, preservando a rede de distribuição. Mas não tem pressão suficiente para chegar na caixa-d’água", disse Massato.

Questionado também na CPI, o presidente da Sabesp, Jerson Kelman, confirmou o descumprimento e disse que, em situações em que o direito coletivo está ameaçado, regras devem ser "relativizadas".

"Normas da ABNT e direitos individuais, em situação em que o direito coletivo está ameaçado, devem ser relativizados", disse Kelman.

Contraditoriamente, a Sabesp sempre afirmou que, para ter o abastecimento garantido, o morador de São Paulo deveria obedecer justamente às regras da ABNT, que recomenda a instalação de caixa-d’água nas residências.

A Arsesp (agência reguladora de São Paulo) informou que pedirá esclarecimentos à Sabesp. Em dezembro, ela já havia constatado que a empresa vinha diminuindo a pressão abaixo do recomendado.

Procurada, a assessoria de Alckmin afirmou que "não existe nenhuma contradição entre as declarações citadas". Segundo ela, as manobras de redução de pressão podem eventualmente gerar oscilação no abastecimento.

01/02/2015

São Paulo está economizando até pingo nos iis

sabesp agua5diasO racionamento de água em São Paulo evaporou da página dos jornais. É mais fácil encontrar denúncias de que, no futuro, pode faltar energia elétrica do que a presente mais constante na vida dos paulistas, a falta de banho. Os malabarismos linguísticos para secar o governo federal e irrigar o governo de São Paulo com boas notícias é algo que deveria concorrer ao Prêmio Nobel da HiPÓcrisia…

Todos sabemos da parceria entre o Instituto Millenium & o PSDB. Não só pela declaração da D. Judith Brito e da ANJ, mas porque a prática diuturna dos grupos mafiomidiáticos é por demais evidente. Estão todos preocupados em destruir a Petrobrás, mas ninguém ousa levantar um dedo para incriminar os que já estão presos por terem fraudado a empresa. Por que é mais fácil acusar contra quem não só não há qualquer denúncia como há sobejas provas de que fez o que nenhum outro governante tinha feito até agora, do que trazer à luz do sol o papel das maiores empresas no maior assalto à Petrobrás?!

A lista dos maiores envolvidos está aí, gente fina das das empreiteiras: Erton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia; Agenor Franklin Magalhães Medeiros, José Aldemário Pinheiro Filho, Mateus Coutinho de Sá Oliveira e José Ricardo Nogueira Breghirolli, da OAS; Ricardo Ribeiro Pessoa, da UTC Participações; Dalton dos Santos Avancini, Eduardo Hermelino Leite e João Ricardo Auler, da Camargo Corrêa; e Gerson de Mello Almada, da Engevix. E ainda falta a principal, a Odebrecht, cereja do bolo empresarial no assalto à Petrobrás. Por que eles não são objeto de reportagens, mostrando o que eram e como ficaram? Por que o apartamento do Lula é matéria de capa mas o enriquecimento deste pilantras com dinheiro da Petrobrás não merece uma linha nas milhares já escritas pelas cinco irmãs (Folha, Estadão, Veja, Globo & RBS)?!

Toda hora Antonio Imbassahy, Álvaro Dias, Fernando Francischini tem mentiras divulgadas contra o Lulinha, que eles divulgaram ser o dono da Friboi, mas nada dizem a respeito dos seus financiadores? Por que não mostram com quem andava Alberto Youssef? Quem eram suas amizades, com quem trabalhava?

Com a mesma desenvoltura com que aplicam a lei Rubens Ricúpero para esconder o que lhes pertence e mostrar por diversionismo em relação à Operação Lava Jato, também a aplicam em relação ao racionamento de água em São Paulo.

Se rir é o melhor remédio, ria de quem não tem rio.

JOSÉ SIMÃO

Carná 2015! As águas vão rolar!

Paulista não pode mais usar pingo nos is! E estão proibidas as expressões: lavar a égua e lavou tá novo

Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!

E olha essa faixa em Pirangi: "II Concurso de Peidos! Pirangi 2015".

O problema não é participar, é ser jurado.

E o Palmeiras contratou o Ryder pra fazer dupla com o Valdívia?

Os Chinelos. Próxima contratação será o atacante Havaianas!

E o Ministro do Apocalipse Levy quer a levytação dos preços.

Os preços lá em cima, levytando!

Rarará!

E sabe como se chama o imposto que o novo governo grego quer derrubar? ENFIA!

Verdade! Imposto de grego!

Todo imposto devia se chamar Enfia. "Dilma lança mais um enfia". Então ENFIA!

Rarará!

E a grande bomba da semana! Rodízio da Sabesp: 2 dias com água e 5 sem água! 5 X 2! Pior que o 7 a 1! Entendi o rodízio da Sabesp: 2 dias com água e 5asec! Rarará!

Paulista vai ser reconhecido no aeroporto pelo fedor. "Tapa o nariz que lá vem um paulista."

Vou lançar o perfume Alckmi Número 5! Fleur de Chuchu!

E em São Paulo mandar cagar no mato não é ofensa, é economia de água!

Paulista não pode mais usar pingo nos is! Desperdício de pingos.

E estão proibidas as expressões: águas passadas, lavar a égua, nó em pingo d’água (nó em pingo d’água é crime inafiançável), lavou tá novo, olhos rasos d’água e foi tudo por água abaixo.

Estão proibidas as doenças: gota e barriga d’água! Rarará!

E adorei a charge do Nani com o corretor vendendo apartamento: "Dois quartos, sala, cozinha e uma falta d’água maravilhosa".

Eita! Rarará.

E essa piada pronta: "Cerveró ameaça processar quem produzir máscaras com seu rosto no Carnaval". A fábrica desistiu e agora vai de Graça Foster!

Quem não tem Cerveró vai de Graça Foster! O susto é o mesmo.

E a minha cara pra máscara de Carnaval só falta o elástico.

Então não falta mais nada. Acabei de ganhar o elástico. Rarará!

E olha a placa na porta do banheiro da empresa de um amigo meu: "Está faltando água! Favor cagar em casa!". Rarará.

Que situação! Nóis sofre mas nóis goza!

Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

simao@uol.com.br

@jose_simao

30/01/2015

Técnica de sobrevivência em governo tucano

sabesp restricao-hidricaAos poucos os jornais dão dicas de como se adaptar para sobreviver em governos saarianos. Além de sobreviver em tendas, com caminhões pipas, a crise hídrica põe em evidência o darwinismo do cinismo e do mau caratismo. Não há, segundo o prócer tucano, Geraldo Alckmin, racionamento em São Paulo; há “crise hídrica”.

Agora, imagine-se isso em algum governo do PT. Pior, mesmo não existindo crise de abastecimento de energia, a tucanada da mídia vive falando em caos e apagão.

Por que será que os grupos mafiomidiáticos tem tanta simpatia pelo PSDB e ódio ao PT? Seria porque o PSDB distribui milhares de assinaturas da Folha, Estadão, Veja nas escolas públicas de São Paulo?!

A piada é que, por falta d’água, Lava Jato não pega tucano…

CRISE DA ÁGUA

Corte a seco

Salões de beleza sugerem técnicas para lavar e cortar cabelos sem gastar muita água; cabeleireiros recomendam produto que limpa sem enxágue

THAIS BILENKYDE SÃO PAULO

A escassez de água levou os salões de beleza em São Paulo a inventar técnicas de crise para manter a aparência dos clientes.

O tempo em que se lavava o cabelo duas ou três vezes, com direito a massagem e água morna, ficou para trás.

Agora, cabeleireiros sugerem corte a seco, pedem para os clientes chegarem com a cabeça lavada ou resolvem a questão com algumas borrifadas de água.

Fazer reflexo ou tintura virou tarefa inglória. Salões lamentam não ter água suficiente para os enxágues abundantes necessários para remover a química. E esses são os procedimentos mais lucrativos.

Os proprietários dizem ainda não saber qual será o tamanho do prejuízo que a crise da água pode trazer, mas se preparam para tempos difíceis.

Alguns salões chegam a oferecer lavagem com água gelada tirada num balde da caixa-d’água, mas as mulheres não costumam aceitar.

Alessandro Tiso, 40, do salão Tiso, em Perdizes (zona oeste), tem tentado remanejar os clientes para as manhãs, antes de o abastecimento da Sabesp ser interrompido.

"Se a pessoa reluta, não tem como fazer", conta. "O telefone ficou mais quieto."

O Studio W, com unidades nos shoppings Iguatemi e JK, entre outras, fez um pacote de medidas. A água com que se lava os fios se usa para limpar pinceis de tintura. A toalha usada para secar o cabelo de uma cliente serve para acomodá-la no lavatório.

"Para as mulheres que têm cabelo bem liso, a gente sugere fazer corte a seco. Elas não são obrigadas, mas têm a possibilidade", conta a diretora Rosângela Barchetta.

‘XAMPU SECO’

Uma alternativa é o "xampu seco", um produto que tira a oleosidade dos fios e dispensa enxágue. Antes comum em nécessaires femininas, agora é também recomendado por cabeleireiros.

"A menina pode lavar o cabelo em um dia, passar ‘xampu seco’ e dar uma ‘escovadona’ no seguinte e, no terceiro, faz um ‘presinho’ básico. Vai economizar bem", diz o cabeleireiro Celso Kamura.

"Qualquer cabelo pode ficar mais de um dia sem lavar. É meio noia [lavar todos os dias]. A oleosidade é a melhor hidratação", pondera.

João Boccaletto, sócio do salão Lab. Duda Molinos, em Higienópolis, tem sugerido uma lavagem econômica. Começa com a cliente na cadeira. Ele umedece o cabelo com um borrifador, passa xampu, massageia o couro cabeludo e só depois a leva ao lavatório.

Boccaletto também prioriza emolientes para fazer mãos e pés. "Mas sempre aparece uma pirada que quer pôr o pé naquela bacia branca velha cheia de água", comenta.

Sua cliente, a jornalista Camila Gabriel, 37, aprova as medidas. "Se não fizer diferença pra mim e fizer diferença para a economia, acho incrível", diz. Mas, quando vai ao salão, ela se despreocupa.

"Eu terceirizo o problema. Não tenho como controlar a quantidade de água que a profissional usa", reconhece.

A rede Soho enfrentou problemas. A unidade da Vila Mariana (zona sul) chegou a ficar quatro dias sem água. Com a crise, a rede passou a sugerir água borrifada em vez da lavagem. A receita do serviço "caiu drasticamente", segundo a rede, mas surtiu efeito.

Em dezembro de 2013, 92% dos clientes que cortavam o cabelo também lavavam. No mesmo mês de 2014, 11% mantiveram a dobradinha.

Se o racionamento era por falta de chuva, chamem a Dilma

Alguém ainda deve lembrar que as chuvas iriam custar, na previsão do meteorólogo Geraldo Alckmin, R$ 3,5 bilhões de reais. Quando a Dilma entra em cena descobre-se de onde vem o choque de gestão. O que seria R$ 3,5 bilhões vira R$ 830 milhões…

Se isso já é muito para explicar o que acontece em São Paulo, ainda não é tudo. Como explicar que os papas da privatização precisam da ajuda do Governo Federal para fazerem funcionar uma empresa privatizada por eles? Estava escrito que um dia a  tal de privataria tucana sairia do armário e pediria recibo.

Revela-se deste modo em que consiste o tal choque de gestão e a meritismo tucano.  A SABESP é um exemplo pronto e acabado do que foi o atraso do Brasil nos 8 anos de FHC.

Não fossem as milhares de assinaturas da Veja, Estadão e Folha distribuídos pelas escolas públicas de São Paulo e esse sujeito já estaria pagando pelos descalabros de quase trinta anos de (des)governo tucano.

Dilma e Alckmin anunciarão obra de R$ 830 mi da Sabesp

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Em volta antecipada da Costa Rica, presidente Dilma Rousseff vai receber nesta tarde o governador Geraldo Alckmin (PSDB) no Planalto para discutir investimentos visando aumentar a captação de água em São Paulo; com apoio financeiro do Governo Federal, Conselho de Administração da Sabesp aprovou a obra da interligação entre as represas Jaguari (afluente do Paraíba do Sul) e Atibainha (do Sistema Cantareira) para aumentar a segurança hídrica do Sistema Cantareira; empresa sinalizou recentemente que podia adotar racionamento de até cinco dias por semana na atual configuração

30 de Janeiro de 2015 às 05:18

SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff antecipou nesta quinta-feira (29) sua volta para o Brasil da viagem que fazia à Costa Rica para o encontro da cúpula da Comunidade de Estados Latino Americanos e Carinhenhos (Celac) antes mesmo que o evento fosse encerrado. A presidente deverá chegar ao Brasil ainda nesta noite.

De acordo com matéria do Valor Econômico, o presidente do Equador, Rafael Correa, ainda falava no evento quando a presidente saiu do local, visivelmente contrariada e falando exasperadamente com os auxiliares presentes. Dilma foi direto ao aeroporto para regressar ao Brasil.

Na volta, a presidente deverá focar seus esforços na crise hídrica da região Sudeste, recebendo ainda na sexta à tarde Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, no Palácio do Planalto. Na terceira reunião dos dois desde que foram eleitos, eles deverão discutir investimentos para aumentar a captação de água em São Paulo e ainda anunciarão obras que deverão ficar prontas no ano que vem, no valor de R$ 830 milhões.

Na quarta-feira a petista se reuniu com os governadores de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, para discutir os problemas hídricos. Ainda na última semana, ela incluiu no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) as obras de ligação do rio Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro, ao Sistema Cantareira.

Vale lembrar que no ano passado, durante a corrida eleitoral, Alckmin negou que houvesse racionamento e ainda declarou que não faltaria água no Estado. Na última semana, no entanto, a Sabesp declarou que pode haver racionamento de cinco dias sem água para dois de abastecimento caso eles verifiquem perigo de zerar a capacidade do Sistema Cantareira.

Sabesp

O Conselho de Administração da Sabesp aprovou o processo de contratação do empreendimento da interligação entre as represas Jaguari (Bacia do Paraíba do Sul) e Atibainha (Bacia do Sistema Cantareira). Segundo a companhia, o objetivo deste projeto é a recuperação e o aumento da segurança hídrica do Sistema Cantareira e, consequente atendimento da demanda por água da Região Metropolitana de São Paulo.

"A interligação permitirá aumentar a disponibilidade hídrica no sistema Cantareira em 5,13 m3/s (média anual)/8,5 m3/s (máxima) do reservatório Jaguari (afluente do Paraíba do Sul) para o reservatório Atibainha (do Sistema Cantareira)", disse a companhia em comunicado. De acordo com a Sabesp o orçamento estimado é de R$ 830,5 milhões e as obras serão executadas pela empresa, que está em tratativas com o Governo Federal para a obtenção de apoio financeiro.

Dilma e Alckmin anunciarão obra de R$ 830 mi da Sabesp | Brasil 24/7

29/01/2015

Rodízio à moda tucana

agua rodizio paulistaFolha fura, enfim, a blindagem mafiomidiática em relação ao legado de quase trinta anos de choque de gestão do PSDB em São Paulo. 

Agora que a Folha sai do armário, aguardo as manifestações sempre embasadas no despeito e no diversionismo do Fernando Francischini, do Álvaro Dias e o Antonio Ambassay, os trolls da internet. A velha mídia, no sempre lembrado método Rubens Ricúpero, não revela de onde os tucanos tiram o dedo que está sempre em riste para fiscalizar a moralidade alheia, mas o cheiro denuncia. Que os tucanos façam isso, é da sua natureza, que a mídia empreste defesa, coisa de jornalismo de aluguel,(pago com a distribuição de milhares de assinaturas

Eles que têm opinião sobre tudo que, para atingir Dilma se perfilam ao lado de golpistas paraguaios ou de qualquer outro lugar, que defendem o assassinato do traficante brasileiro na Indonésia mas se calam diante dos parceiros com 450 kg de cocaína.

Onde estão os profetas do apocalipse petista, Eliane Cantanhêde, Merval  Pereira, Arnanldo Jabor? Cadê as considerações deles a respeito da meritocracia implantada pelos tucanos na SABESP. E não é que as privatizações resolveriam todos o problemas do Brasil.

As privatizações do FHC vieram para resolver problemas que antes não tínhamos, mas quem lucrou com isso, todos os grupos mafiomidiáticos, empreiteiras, que agora foram pegas pela Operação Lava Jato, adquiriram empresas públicas com empréstimos feitos no BNDES. Esse é o legado tucano que os xiitas da moralidade alheia não conseguem articular um parágrafo com sujeito verbo e predicado.

cp28012015CRISE D’ÁGUA 

SP projeta ‘rodízio drástico’ de água para evitar o colapso do Cantareira

Segundo a Sabesp, Grande São Paulo pode ter racionamento de cinco dias sem água por semana

Estratégia será adotada caso chuvas continuem abaixo da média e outras ações não evitem colapso do reservatório

FABRÍCIO LOBELDE SÃO PAULOGUSTAVO URIBE

Sem dar detalhes nem uma possível data de início, o governo paulista admitiu que poderá adotar um rodízio "drástico" e "pesado" de água na Grande São Paulo.

A medida, segundo a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB), seria uma última opção para evitar o colapso completo do sistema Cantareira, reservatório que atende 6,2 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo e que ontem operava com 5,1% de sua capacidade.

São Paulo vive hoje a pior crise hídrica da história, e o Cantareira pode secar completamente em março.

Ontem, a informação sobre o rodízio partiu do diretor metropolitano da Sabesp, o engenheiro Paulo Massato. Segundo ele, diante do eventual agravamento da crise, a Grande SP poderá ter, por semana, cinco dias com rodízio.

"Se as chuvas insistirem em não cair no Sistema Cantareira, seria uma solução de um rodízio muito pesado, muito drástico", disse, pela manhã, após evento com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Procurada ao longo de todo o dia por meio de sua assessoria, a Sabesp não detalhou o plano apresentado pelo diretor da empresa.

Não se sabe, por exemplo, se a ideia de rodízio considera que toda a metrópole fique sem água cinco dias seguidos ou se haverá um esquema de alternância de fornecimento de água entre os bairros.

Na entrevista, o executivo da Sabesp ponderou que esse modelo de rodízio será implementado em SP caso:

1) as chuvas nos mananciais sigam abaixo da média: neste janeiro, a previsão é de que as chuvas no Cantareira fiquem abaixo da média, assim como nos últimos nove meses no reservatório.

2) as obras para ampliar a produção de água não avancem em tempo: a maioria das obras anunciadas até agora tem inauguração prevista entre 2016 e 2018;

3) o plano para aproveitar a poluída reserva da Billings fique inviável: anunciado na última semana por Alckmin, o plano, no entanto, não foi detalhado pelo governo ou pela Sabesp.

Segundo o professor da Unicamp e especialista em hidrologia Antonio Carlos Zuffo, uma possibilidade é a Sabesp dividir a cidade em sete setores. Em cada um deles, o morador terá água por dois dias e, no restante da semana, ficaria sem água.

"É uma medida severa, mas que traduz a realidade do Cantareira. Acabando a água do Cantareira, é a única forma de continuar abastecendo a cidade", disse.

"Resta saber se a medida seria aplicada à toda Grande São Paulo ou apenas à região atendida pelo Cantareira."

Ainda que não tão drástico, essa medida também não seria uma novidade para moradores de São Paulo e de seu entorno.

Em 1985 e 2000, por exemplo, alguns bairros entraram em sistema de rodízio com um dia completo sem água e dois dias seguidos com fornecimento normal.

Um rodízio seria a mais duro medida de Alckmin para enfrentar a crise, após, entre outros pontos, economizar água com a redução da pressão nos encanamentos e adotar a cobrança de uma sobretaxa na conta dos "gastões".

Mesmo durante a severa estiagem de 2014, o tucano, então candidato à reeleição e que acabou eleito no primeiro turno, disse em diferentes oportunidades que SP não corria risco de desabastecimento de água. Disse também que nem teria de submeter Grande São Paulo a esquemas de racionamento ou rodízio.

Hoje, um eventual racionamento teria que ser aprovado e regulado pela Arsesp (agência estadual).

 

São Paulo prevê iniciar rodízio de água até abril

O prazo coincide com o fim do período chuvoso no Sudeste e com a
estimativa do término da segunda cota do volume morto do Cantareira

    CRISE DA ÁGUA

    Governo Alckmin projeta para abril início do rodízio

    Sem modelo definido, medida pode deixar Grande SP até 5 dias seguidos sem água

    Racionamento pode começar apenas em região abastecida pelo Cantareira, que atende 6,2 milhões de pessoas

    FABRÍCIO LOBELGUSTAVO URIBEDE SÃO PAULO

    Diante da maior crise hídrica da história da Grande São Paulo, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) prevê o início de um rodízio de água até a primeira quinzena de abril.

    O prazo discutido entre integrantes do governo e dirigentes da Sabesp, a estatal de saneamento, coincide com o fim do período chuvoso e a previsão de término da segunda cota do volume morto do sistema Cantareira.

    Hoje, o sistema abastece 6,2 milhões de pessoas nessa região. Na capital, atende toda a zona norte e partes das regiões leste, oeste, centro e sul.

    O formato do rodízio, porém, ainda não foi definido. Segundo a Folhaapurou, o cenário de 5 por 2 (cinco dias sem água para dois dias com abastecimento), citado pelo diretor Metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, é o mais drástico entre os analisados.

    A metrópole só escaparia do rodízio agora, caso o período chuvoso registrasse um volume acima da média, o que é avaliado como improvável pelos meteorologistas.

    A equipe técnica da Sabesp estuda, por exemplo, entre outras alternativas, aplicar o rodízio num primeiro momento apenas sobre a área atualmente atendida pelo Cantareira –outros cinco mananciais atendem a Grande SP.

    No último rodízio feito na capital paulista, em 2000, por exemplo, por causa do baixo nível do sistema Guarapiranga, somente a zona sul e parte da zona oeste foram afetadas por cortes de água.

    Na época, o racionamento ocorria por um período de 24 horas, a cada três dias.

    Neste momento, a Sabesp discute ainda colocar a Grande SP em regimes menos drásticos que o já anunciado, como de 4 (sem água) por 2 ou de 3 (sem água) por 2.

    Essa escolha está condicionada ao volume de água que terá de ser economizado até o início do próximo período de chuvas, em outubro.

    Segundo especialistas ouvidos pela Folha, independentemente do período determinado, a Sabesp teria de oferecer ao menos dois dias seguidos de abastecimento em cada bairro, para garantir que os locais mais distantes dos reservatórios recebam água.

    "Num turno de apenas 24 horas com água, é possível que, em locais mais distantes, a água não chegue. Então, por isso, a decisão de dois dias com água", disse o professor Antônio Carlos Zuffo, da Unicamp.

    Ainda segundo especialistas, modelos com menos dias de torneiras secas, como o de 2 por 2, por exemplo, podem ser pouco econômicos diante da gravidade dessa crise.

    O governo estadual calcula ainda que a decisão do modelo a ser adotado deverá ser tomada pelo menos um mês antes do início do rodízio.

    Além do lançamento de uma campanha publicitária para orientar a população, deverão ser feitas adaptações nas tubulações da rede.

    Hospitais, escolas e presídios, por exemplo, teriam de ter um regime especial.

    Nesta sexta-feira (30), o governador deve ir a Brasília para encontro com a presidente Dilma Rousseff (PT).

    Juntos, devem anunciar a inclusão no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da obra de transposição de água do rio Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, para uma represa do Cantareira.

    Com isso, a obra poderá ser contratada mais rapidamente, fora do processo normal de licitação. Com valor de R$ 830 milhões, a previsão é de que fique pronta em 2016.

    25/01/2015

    Com Geraldo Alckmin PSDB faz racionamento até da inteligência

    SABESPTAn

    Em 12/10/2003 a Folha de São Paulo publicava no caderno Cotidiano o seguinte destaque: “SP só atende demanda por água até 2010”. Portanto, o PSDB, de José Serra a Geraldo Alckmin, tinham ciência da necessidade de investimento para que não viesse o ocorrer o racionamento.

    Ao invés de aplicar o chavão “choque de gestão”, o PSDB preferiu vender a SABESP na Bolsa de Nova Yorque e distribuir milhares de assinaturas da Folha de São Paulo, da Veja e do Estadão pelas escolas públicas de São Paulo. Esse é o verdadeiro choque de gestão das sucessivas administrações do PSDB: aluguel dos grupos mafiomidiáticos! É mais barato e mais eficiente.

    Como mostrei ontem, a compra da velha mídia se revela pela lei Rubens Ricúpero, o compadrio entre Governo e o PIG. A principal argumentação do Alckmin difiundido pela mídia dizia respeito aos fatores climáticos. O argumento caiu em terra esturricada quando o próprio governador entregou à Dilma o preço da solução, via suborno a São Pedro: R$ 3,5 bilhões

    Até quando o MP e Judiciário continuarão protegendo, em parceria com o Instituto Millenium, o PSDB e seus ventríloquos?!

    No artigo abaixo, Conceição Lemes disseca o cadáver do engodo vendido pela parceria do PSDB com suas mídias de aluguel.

    Por que o governador Geraldo Alckmin foge do racionamento da água como o diabo da cruz

    publicado em 23 de janeiro de 2015 às 21:18

    SP só atende demanda por água até 2010

    Para o professor Júlio Cerqueira César Neto, o grande responsável pela atual crise da água é Alckmin: “É uma crise anunciada que começou a ser gestada em 2001, quando ele assumiu o governo de São Paulo”

    por Conceição Lemes

    24 março de 2014. Em entrevista ao Viomundo, o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto, professor aposentado de Hidráulica e Saneamento da Escola Politécnica da USP, denunciou que Alckmin e a Sabesp já faziam racionamento de água nas áreas pobres da capital há mais de dois meses e mentiam:

    “Apesar de o nível do sistema Cantareira diminuir dia após dia, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) insiste: o racionamento de água está descartado em São Paulo”.

    “Na verdade, o racionamento começou há mais de dois meses. A Sabesp já está cortando água em vários pontos da cidade de São Paulo e em municípios da região metropolitana, como Osasco, Guarulhos, São Caetano do Sul. Em português, o nome desses cortes é racionamento”.

    “Só que essa forma de fazer o racionamento me parece completamente injusta, pois é  dirigida aos pobres; vão deixar os ricos para o fim”.

    “Ao não contar todas as coisas que está fazendo, o governador mente”.

    “O sistema  de chuvas funciona de acordo com ciclos naturais da natureza. Esses ciclos de secas e enchentes, menos água, mais água – chamados de ciclos hidrológicos negativos –, ocorrem naturalmente. Nós não temos influência grande nisso. Nosso sistema de abastecimento de água, portanto, deveria ter sido feito de forma a prevê-los e superá-los. Não é o que aconteceu”

    “O nosso abastecimento de água está totalmente insuficiente em função das disponibilidades que o meio ambiente nos fornece. Se o governo do Estado tivesse feito há mais de 10 anos as obras de reforço necessárias, nós não teríamos falta d’água hoje”.

    14 de janeiro de 2015. Quase dez meses após a denúncia do Viomundo e de ter passado toda a campanha eleitoral de 2014 negando o racionamento de água, Alckmin admitiu-o:

    “O racionamento já existe, quando a ANA [Agência Nacional de Águas] determina. Quando ela diz que você tem que reduzir de 33 para 17 [metros cúbicos por segundo] no Cantareira, é óbvio que você já está em restrição. O que estou dizendo é que se tirávamos 33 metros cúbicos por segundo [de água], e hoje estamos tirando 17, é óbvio que nós temos uma restrição hídrica”.

    Foi após a juíza Simone Viegas de Moraes Leme, da 8ª Vara de Fazenda Pública, conceder liminar no dia anterior, 13 de janeiro, proibindo a cobrança de multa para quem consumisse água a mais.

    Em menos de 24 horas, essa decisão foi cassada pelo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador José Renato Nalini.

    A Justiça autorizou, assim, a cobrança de multa – a chamada sobretaxa — em 31 cidades atendidas pela Sabesp, inclusive a capital. A multa será de 40% para quem consumir até 20% acima da média registrada entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014. Caso o consumo exceda a média de 20%, a multa será de 100%.

    15 de janeiro de 2015. Um dia após admitir a toda a imprensa a existência do racionamento, Alckmin voltou atrás com a desculpa esfarrapada de que  foi mal interpretado:

    “Estamos evitando o racionamento. O que é o racionamento? É você fechar o registro. Então, estamos procurando através de campanhas, de bônus, da utilização das reservas técnicas [o volume morto], da integração dos sistemas ultrapassar essa dificuldade da crise da seca”.

    “Lamentável que o senhor Geraldo Alckmin tenha mudado de opinião de um dia para o outro”, critica o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto. “O governador não tem preocupação com a realidade e a verdade dos fatos. Ele só está preocupado em eleger o próximo prefeito e depois se eleger à presidência.”

    “Será que o governador vai mudar de opinião amanhã ou depois de amanhã?” questiona o advogado Carlos Thadeu, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). “O governador, o presidente da Sabesp e o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos estão perdidos, pois não têm um plano B para a crise da água.”

    MÍDIA FOI E CONTINUA SENDO CÚMPLICE E PARCEIRA DE ALCKMIN NA CRISE HÍDRICA

    Em 1º de janeiro, no discurso de posse do novo mandato, o governador salientou:

    Um dos pilares deste governo será o da inovação permanente, sempre a serviço do cidadão. Temos, a nosso favor, um histórico do qual nos orgulhamos.

    Transparência absoluta: Portal da Transparência, Bolsa eletrônica, Indicadores Criminais, Salários dos servidores na internet.

    Transparência absoluta?! Só se for em Marte, no Estado de São Paulo de jeito nenhum.

    A crise hídrica é a maior prova. Desde o início, Alckmin a trata com sofismas, inverdades e dissimulações, porque tem a seu favor a mídia tradicional, que acoberta todos os seus malfeitos, inclusive os da água.

    Primeiro, a grande mídia quase não divulgou a falta de água enquanto o problema atingia apenas a periferia. Tanto que praticamente ignorou-a durante o primeiro semestre de 2014.

    Depois, relacionou a falta de água a apenas aspectos climáticos — “estiagem”, “seca”, “falta de chuvas”. Omitiu e passa por cima até hoje da falta de planejamento de Alckmin e de seu antecessor José Serra (PSDB).

    “Com a complacência da mídia, o governo Alckmin passou toda a campanha eleitoral de 2014 , enviando sinal trocado em relação à crise da água”, observa Edson Aparecido da Silva, coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental. “Ao mesmo tempo em que pedia para economizar água, afirmava que ela não faltaria e tudo estava sob controle.”

    Em português claro: a mídia “comprou” e” vendeu” a versão dos tucanos paulistas de que a culpa é de São Pedro, poupando a incompetência e a irresponsabilidade do governo Alckmin de não ter investido em novos mananciais, como estava previsto desde 1995.

    Marzeni Pereira da Silva, oposição no Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema-SP), reitera denúncia feita ao Viomundo em novembro de 2014: “A mídia foi e continua sendo cúmplice e parceira do governo Alckmin na crise de abastecimento de água em São Paulo”.

    Tanto que fez vista grossa às artimanhas tucanas para aprovação da sobretaxa.

    AUDIÊNCIA NA ANTEVÉSPERA DO ANO NOVO: “MÁ-FÉ E JOGO DE CARTAS MARCADAS”

    Em 18 de dezembro, sem ouvir órgãos de defesa do consumidor e entidades da sociedade civil que atuam em defesa dos recursos hídricos, Alckmin anunciou a criação da sobretaxa. Também disse que a Arsesp – a agência reguladora de saneamento e energia ligada ao governo do Estado – tinha aprovado naquele dia.

    Não foi bem assim.

    A Arsesp é a responsável pela autorização ou veto à sobretaxa proposta pelo tucano. Oficialmente ainda não tinha se manifestado sobre a questão.

    Só no dia seguinte ao anúncio de Alckmin foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo o comunicado da Arsesp convocando uma audiência pública para deliberar sobre a tarifa de contigência na conta da água, que é como ela chama a multa, ou sobretaxa.

    A Arsesp convocou a audiência para – pasmem! — 29 de dezembro de 2014.

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    “A data foi proposital, de má-fé”, acusa o coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental. “Na antevéspera do Ano Novo, a possibilidade de mobilização é muito reduzida. O objetivo era que não fosse ninguém.”

    Mesmo com a manobra da Arsesp, houve grande mobilização e compareceram, além do pessoal da casa (membros da Sabesp e da própria agência), 23 representantes de quatro entidades e cidadãos. A saber: Comissão de Direito do Consumidor da OAB-SP,  Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Proteste, Instituto Socioambiental e Instituto Pró-cidadania.

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    Na mesa da audiência pública só diretores da Arsesp. Da esquerda para a direita: Waldemar Bon Júnior (Relações Institucionais); José Bonifácio de Souza Amaral Filho (Regulação Econômico-Financeira e de Mercados); Antonio Luiz Souza de Assis (Regulação Técnica e Fiscalização dos Serviços de Distribuição de Gás Canalizado); e Anton Altino Schwyte  (superintendente de Análise Econômica Financeira)

    Durante a audiência, depois em documento (na íntegra, ao final) enviado à Arsesp , as quatro entidades impuseram uma condição para aprovação da sobretaxa. A de que o governador Geraldo Alckmin decretasse oficialmente o racionamento, como determina o artigo 46 da lei federal do Saneamento Básico 11.445/07:

    “Em situação crítica de escassez ou contaminação de recursos hídricos que obrigue à adoção de racionamento, declarada pela autoridade gestora de recursos hídricos, o ente regulador poderá adotar mecanismos tarifários de contingência, com objetivo de cobrir custos adicionais decorrentes, garantindo o equilíbrio financeiro da prestação do serviço e a gestão da demanda”

    A Arsesp, desde sempre aparelhada pelos tucanos, simplesmente ignorou o documento das entidades e a determinação legal e autorizou a cobrança da sobretaxa da água.

    “A audiência foi só para cumprir uma formalidade legal”, observa Edson Aparecido da Silva. “A decisão já estava acertada com Alckmin. Jogo de cartas marcadas. Desrespeito com as entidades que compareceram à audiência e com a sociedade em geral.”

    “Decretar oficialmente o racionamento não é mera formalidade como tenta fazer crer o governador”, avisa Carlos Thadeu, do Idec. “Além de tornar legal a cobrança da sobretaxa para quem usar mais água, implica transparência de tudo o que está acontecendo. O consumidor tem o direito à informação.”

    DNA DE ALCKMIN DESDE 2001, QUANDO TEVE INÍCIO A GESTAÇÃO DA ATUAL CRISE 

    O fato é que o governador passou esse último ano escondendo e/ou maquiando a verdade verdadeira sobre a crise da água na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

    “Na verdade, o grande responsável por essa crise da água que estamos vivendo em São Paulo é o senhor governador Geraldo Alckmin”, afirma o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto. “É uma crise anunciada que começou a ser gestada em 2001, quando ele assumiu o governo de São Paulo, logo após a morte de Mario Covas.”

    Alckmin, só para relembrar, foi governador de 6 de março de 2001 a 31 de março de 2006. De 2007 a 2010, o posto foi ocupado por José Serra, que também tem culpa no cartório. Não fez o que deveria. Em 1 de janeiro de 2011, Alckmin voltou a ocupar o Palácio dos Bandeirantes, onde está até hoje.

    Não é à toa que ele foge do racionamento da água como o diabo da cruz. Quer evitar a todo custo o carimbo de governador do racionamento, ou do rodízio. Tal como aconteceu com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o apagão de energia elétrica, em 2001.

    O DNA de Alckmin, porém, está ao longo de todo processo que desembocou na atual e gravíssima crise, como mostra o professor Júlio:

    1985: Inaugurado o Cantareira, um sistema de Primeiro Mundo.  Capacidade de 66  m³/s, para uma demanda:51 m³/s. A RMSP tinha 14 milhões de habitantes.

    2000: Capacidade disponível e demanda eram iguais: 66 m³/s.

    Para uma população de 18 milhões, o sistema já estava meia boca, como diz o professor Júlio. Foi o início do déficit de abastecimento de água. Nessa altura, já deveria ter sido providenciado novo manancial de grande porte.

    2003: Foi o primeiro alerta. Estiagem prolongada levou o sistema Cantareira à beira do colapso.

    2004: Nesse ano foi feita a renovação da outorga (direito de utilização da água) do sistema Cantareira por 10 anos. No contrato, foram incluídas várias exigências que deveriam ser cumpridas pela Sabesp nesse período de dez anos. Entre elas, a implantação de novos mananciais para atender a região metropolitana, diminuindo, assim, a dependência do Cantareira no abastecimento dessa área.

    A renovação da outorga venceu em agosto de 2014  e a Sabesp não cumpriu essa exigência.

    2005: O DAEE (Departamento de Águas e Esgotos do Estado de São Paulo) concluiu as barragens de Biritiba-Mirim e Paraitinga e disponibilizou mais 5,7 m³/s do sistema Alto Tietê para a região metropolitana. Só que não pode ser usado porque a Sabesp não tinha ampliado a capacidade da Estação de Tratamento de Água de Taiaçupeba de 10 para 15 m³/s. Taiaçupeba só passou a usar essa vazão em 2012.

    2007: A Sabesp declarou oficialmente que era gravíssima a situação da deficiência dos mananciais da RMSP e não tinha condições de superá-la.

    A empresa solicitou então ao governo paulista que assumisse essa responsabilidade. O que ele fez. Para isso, contratou a elaboração do Plano Diretor de Recursos Hídricos da Macrometrópole Paulista. O prazo para execução era de 180 dias, mas somente foi concluído em outubro de 2013.

    2012: Sabesp detectou o início do processo de estiagem através da diminuição das reservas nos seus reservatórios.

    2014: A RMSP tem 22 milhões de habitantes. A capacidade disponível de água para abastecimento é de 72 m³/s enquanto a demanda era de 82 m³/s. Ou seja, sistema deficitário em 10 m³/s. Isso significa 2,7 milhões de habitantes sem água.

    2014, janeiro: A Sabesp estava  preparada para dar início ao Plano de Racionamento Geral na Região Metropolitana. O governador, porém, vetou-o e assumiu pessoalmente o gerenciamento da crise.

    “Quando o governador assumiu pessoalmente o comando e gerenciamento da crise, na prática, ele declarou oficialmente sua instalação”,  atenta o engenheiro Júlio Cerqueira César. “Alckmim vetou o plano da Sabesp e definiu um Plano Político para enfrentá-la.” 

    Ele proibiu o racionamento e decidiu explorar todas as reservas de água disponíveis, inclusive as reservas técnicas (volumes mortos) até o seu esgotamento se necessário.  A expectativa era de que as chuvas voltariam em outubro de 2014, os reservatórios encheriam e a crise seria superada.

    2015: As chuvas não aconteceram no volume esperado. A capacidade disponível de água está em 39 m³/s e a demanda em 82 m³/s. Déficit: 43 m³/s. É mais da metade da demanda numa hipótese otimista, porque estamos considerando a integridade do sistema do Alto Tietê. Caso o sistema do Alto Tietê não se recupere, o que não está fora de cogitação, o déficit atingirá 58 m³/s — 70% da demanda.

    Não há solução estrutural de curto prazo para a crise. Para complicar, Alckmin esvaziou os espaços institucionais de gestão dos recursos hídricos, como os comitês de Bacia, o Conselho Estadual de Recursos Hídricos e o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo, que reúne os 39  prefeitos e representantes do governo do Estado.

    “Alckmin precisa convocar urgentemente os prefeitos das regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas e falar a verdade sobre a crise”, defende Edson Aparecido da Silva, da Frente Nacional Ambiental. “O governador não pode continuar agindo como se a situação estivesse sob controle. O ideal seria que ele decretasse estado de calamidade pública e apresentasse um plano de contingência sério, discutido com os prefeitos e representantes da sociedade, para enfrentar a situação.”

    “Não consigo encontrar um adjetivo para qualificar o quadro que teremos de enfrentar”, arremata Cerqueira César. “Só posso dizer que o que enfrentamos hoje — principalmente a população mais pobre que é a mais afetada — será refresco perto do que teremos pela frente.”

    Em tempo 1: Por que Alckmin e Serra não fizeram as obras necessárias para que não estivéssemos na atual situação? Falta de planejamento, contando com São Pedro? Incompetência? Irresponsabilidade? Opção pelos investidores da Sabesp?

    Em tempo 2: Onde foram parar os lucros da Sabesp? Em 2012, foi de R$ 1,9 bilhão. Em 2013, também R$ 1,9 bilhão. Em 2014, apesar da crise, o lucro até o terceiro trimestre foi de R$ 800 milhões. De 2003 a 2013, a Sabesp teve R$13,11 bilhões de lucros. Nesse período, pagou R$ 4,37 bilhões de dividendos. O percentual de pagamento na forma de dividendos em relação ao lucro variou de 27,9% a 60,5%,este em 2003.

    Detalhe: o estatuto da empresa determina que se pague, no mínimo, 25% de dividendos. A Sabesp, para alegria dos seus investidores e azar dos consumidores, pagou sempre mais.

    Audiência Pública Arsesp para deliberar sobretaxa da água: Manifestações de entidades da sociedade civil by Conceição Lemes

    [A produção de conteúdo exclusivo só é possível graças à generosa colaboração de nossos leitores-assinantes. Torne–se um deles!]

    Leia também:

    Luciano Martins Costa: A ordem é preservar Alckmin e criminalizar a população

    “Mídia é cúmplice do governo Alckmin na crise da água em SP

    Júlio Cerqueira César: “Racionamento de Alckmin é irresponsável”

    Por que o governador Geraldo Alckmin foge do racionamento da água como o diabo da cruz « Viomundo – O

    A

    ue você não vê na mídia

    23/01/2015

    FAlha de São Paulo

    cp23012015País cogita racionar energia; SP estuda subir tarifa de água

    Há um detalhe nesta manchete da Folha que não se resume em tentar associar o racionamento de água em São Paulo com um talvez, possivelmente, quem sabe um futuro racionamento de energia. Trata-se de uma mentira. Um governo que não sabe fazer a lição de casa é claro que não “estuda”.  Manchete do dia 08/01/2015, da própria folha dizia: “SP implanta hoje a taxa extra na conta de água”, com aumentos que variavam de 50 a 100%. Se a própria Folha publicou a pendenga judicial entorno do aumento, porque mais esta mistificação?!

    Nestes tempos de internet manter essa linha de manipulação que dava certo durante a ditadura ou é suicídio ou é desfaçatez. Há um detectador de mentira a um toque de dedos, pois o google prova todos os dias que a verdade matutina da Folha amanhece desmentida. 

    Se isso é fato, porque a Folha mantém uma linha suicida de manipulação? Simples, porque esta é a linha exigida por seus financiadores ideológicos.

    Há outra informação que não deveria passar em branco num jornal que se quer sério. A possibilidade futura de falta de energia passa por todos aqueles que fizeram da Usina Hidrelétrica de Belo Monte seu cavalo de batalha contra o Governo.

    Apesar da máquina montada para inviabilizar a obra, com toda sorte de instrumentos, legais, ilegais e manipulativos das forças do atraso encabeçadas pela Marina Silva, a construção continua. Mas talvez não esteja pronta no tempo que seria razoável.

    Além da boçal tentativa de misturar alhos com bugalhos, a Folha quer comparar um exercício de futurologia com fatos passados, devidamente provados. Veja que a Folha não diz Governo Federal ou Ministério de Minas e Energia, mas “País”.

    País cogita, ergo sum… Se o país cogita, existe. Esta é a lógica cartesiana da Folha: se ela cogita, logo existe!

    21/01/2015

    Folha lava a seco cara do PSDB

    sabestanComo porta-voz do PSDB, a Folha está fazendo das tripas coração. A crise de abastecimento é em São Paulo, mas Folha nacionaliza o problema. Ao invés de tratar do desperdício onde há racionamento a Folha mistifica, tentando fazer do problema dos pais do tal místico “choque de gestão”, da meritocracia, um problema que afeta o Brasil. Assumir a manipulação mequetrefe ficaria menos ridículo do que tentar dividir com outros um problema do seu partido. Não basta à Folha tentar matar Lula de câncer, também precisa enaltecer e livrar a cara de seus correligionários.

    A própria SABESP admitiu que havia um desperdício de 45% de água em São Paulo. Diante disso o que faz a Folha, empurra o problema para fora da geografia.

    Se há algo louvável em mais esta tentativa da Folha em livrar a cara de quem está há quase trinta anos governando São Paulo são as contínuas tentativas de jogar os próprios problemas para os outros.

    É comovente o contorcionismo, o diversionismo da Folha para humanizar seus representes no Bandeirantes. Não seria tão engraçado se os que mais ridicularizaram a transposição do São Francisco não fossem exatamente os que não têm água sequer para lavar a boca antes de falar.

    CRISE DA ÁGUA

    Brasil desperdiça 37% da água tratada

    Em meio à crise hídrica, relatório de ministério aponta estagnação para conter perdas com falhas em tubulações

    Taxa de perdas passou de 36,9%, em 2012, para 37%, em 2013, e segue muito acima da de países desenvolvidos

    FABRÍCIO LOBELDE SÃO PAULO

    Em meio a uma das mais graves crises de abastecimento no Brasil, um relatório do governo federal mostra que 37% da água tratada para consumo é perdida antes de chegar às torneiras da população.

    Essa água potável é desperdiçada principalmente devido às falhas das tubulações. Além disso, também há perdas com fraudes e ligações clandestinas no caminho.

    Os dados de dezembro de 2013 foram incluídos no Sistema Nacional de Informações de Saneamento Básico do Ministério das Cidades.

    O relatório (concluído em dezembro de 2014) é a maior base de dados do gênero e aponta ainda aumento de consumo de água per capita na maioria dos Estados.

    No levantamento anterior, referente a 2012, as perdas de água no país estavam em 36,9%. Isso significa que não houve nenhuma melhoria, durante um ano, no que é considerado por especialistas como uma das principais ações contra a escassez hídrica.

    A tendência, ao longo do tempo, tem sido de queda nesse desperdício, mas em um ritmo considerado ainda muito lento diante das altas taxas verificadas nos Estados.

    Em 2008, 41,1% da água captada e tratada era perdida. O índice mais recente, de 37%, ainda é muito alto em relação ao de países desenvolvidos –em cidades alemãs, por exemplo, ele é próximo de 7%.

    O volume de água perdida somente na Grande São Paulo –considerando a captação em todas as represas– é semelhante à produção atual do sistema Cantareira, que abastece 6,5 milhões de moradores e estava nesta terça (20) com 5,6% de sua capacidade.

    INVESTIMENTO

    A forma como cada Estado trata do assunto também varia bastante. Enquanto no Distrito Federal as perdas nas tubulações e fraudes são da ordem de 27,3%, no Amapá esse índice chega aos 76,5%.

    As empresas de saneamento argumentam que as ações de combate às perdas de água exigem um grande investimento em trocas de válvulas e encanamentos das cidades.

    Elas afirmam ainda ser inviável zerar essas perdas –já que os investimentos em trocas no sistema não justificariam a economia feita.

    No Estado de São Paulo, as perdas no final de 2013 estavam 34%, segundo levantamento do ministério. Na região metropolitana, a taxa é próxima de 30% –e a Sabesp tem a meta de 26% em 2020.

    "De todos os índices de saneamento, o que menos avança no Brasil é o de redução de perdas das tubulações", diz Edison Carlos, engenheiro e presidente do Instituto Trata Brasil, que estuda esse tema.

    O instituto aponta que, das 100 maiores cidades do país, 90 não melhoraram de forma significativa seus índices de perdas nos últimos anos.

    Ele já estimou em R$ 1,3 bilhão os custos da água perdida em 2010. "É dinheiro que poderia ter sido revertido para mais investimentos."

    Especialistas afirmam que, sem esse nível de perdas, muitas represas do país não estariam sofrendo com a atual estiagem.

    15/01/2015

    Enquanto São Paulo pede água, velha mídia seca Dilma

    sabesp unnamed13Fernando Francischini e Álvaro Dias terão de dobrar o rodeio sobre a manada para tentarem estancar o vazamento em São Paulo. O porta-voz do Paraguai, Álvaro Dias,   e sua sombra, o araponga Francischini, passam os dias troteando na internet, com montagens que não se sustentam com um simples clic no google. Fazem às vezes de faldo de alfafa para deleite da trupe bovina. Mais do que nunca, nestes tempos de internet, a mentira revelou-se de pernas curtas. Quando não havia internet, a Folha publicava, o Jornal Nacional repercutia e a Veja uivava.

    Hoje, o trololó desinformado vem inoculado com o vírus da autodestruição. Só pândegos e mal informados não vêem, ou não querem ver, que não adianta conversa mole. Apesar de ainda contarem com a proteção mafiosa da velha mídia, a verdade acaba por botar a cabeça de fora. Para sorte da Dilma, eles preferem se reunir em torno do pior senador da república, segundo o ranking da insuspeita Veja, do que escolherem alguém com um pouquinho menos de Síndrome de Abstinência. Será mesmo que todos estas que seguem bovinamente as lições da Veja não conseguem ver que há no mercado alguém melhor que aquele gazeteiro do Senado? Isso, sim, é tirar a sorte grande. Com uma oposição burra como esta, apesar de todo apoio da d. Judith Brito, um poste do posto da Dilma também se elegerá.

    Claro, enquanto Dilma distribuía cisternas no Nordeste e construía a transposição do São Francisco, Geraldo Alckmin, como de regra o PSDB paulista, preferia distribuir milhares de assinaturas da Veja, Estadão e Folha nas escolas públicas de São Paulo. Um dia a casa cai. Se pegar fogo, pior, não haverá água para os bombeiros.

    Como a cartelização da mídia prejudicou São Paulo

    qui, 15/01/2015 – 06:00

    Atualizado em 15/01/2015 – 06:34

    Luis Nassif

    Em 2005 houve o grande pacto dos grupos de mídia nacionais, seguindo o modelo do australiano Rupert Murdoch, trazido para o Brasil pelo presidente do grupo Abril, Roberto Civita.

    Interrompeu-se a competição e definiu-se uma linha única de ação para todos os grupos, que consistia em uma luta sem quartel visando empalmar o poder político para facilitar a travessia para o novo padrão tecnológico que surgia.

    ***

    O capítulo mais ridículo foi o da criminalização de um Ministro que se valeu do cartão funcional para adquirir uma tapioca.

    O capítulo mais comprometedor foi a tremenda campanha negativa contra as obras da Copa, que acabou desmentida pelos fatos.

    O país foi prejudicado de duas maneiras.

    A primeira, pelo prejuízo às críticas fundamentadas que deveriam ser feitas às práticas do governo e acabaram trocadas por tapiocas e outras bobagens; a segunda, por ter desarmado totalmente a fiscalização sobre governos aliados.

    ***

    Essa perda de foco jornalístico foi em parte responsável por dois dos maiores desastres da história de São Paulo: as enchentes no governo José Serra e a grande crise de água que se prenuncia no governo Geraldo Alckmin.

    As enchentes destruíram cidades, alagaram São Paulo e, não fosse o trabalho dos blogs e das redes sociais, as causas jamais teriam sido divulgadas. A razão principal foi o fato de Serra ter cortado as verbas de desassoreamento do rio Tietê  ao mesmo tempo em que inflava as verbas publicitárias e as compras de livros didáticos da editora Abril.

    A suspensão dos trabalhos reduziu em 30% a 40% a vazão do rio. Os compromissos políticos espúrios dos grupos de mídia barraram os alertas provenientes de técnicos e especialistas.

    ***

    O mesmo ocorreu em relação ao problema da Sabesp. Durante todo 2014, os únicos alertas consistentes partiram dos blogs, porque os grupos de mídia se eximiram de sua responsabilidade.

    Um dos momentos mais desmoralizadores desse neojornalismo foi a cobertura dada pela mídia ao uso do volume morto de água do sistema Cantareira. Uma medida de desespero, prenúncio dos problemas maiores que viriam pela frente, foi tratada como uma inauguração solene. “Foram distribuídos convites para convidados VIP, convidando "para o início do bombeamento da reserva estratégica de água para o sistema Cantareira. Os telejornais deram espaço nobre às palavras de Alckmin, à sua postura grave, mostrando como, graças à eficiência do governo do estado, o paulistano terá mais 6 meses rezando para as chuvas venham. Se não vierem, nem todos os caminhões pipa do país darão conta da tragédia”.

    ***

    Se depender da maioria dos blogs militantes, não serão divulgadas críticas ao governo Dilma; se depender da atuação maciça dos grupos de mídia, não será veiculada nenhuma crítica ou denúncia contra governos e políticos aliados.

    Ao pretender esmagar a blogosfera, sufocando-a com ações judiciais os grupos de mídia penalizam gravemente o direito à informação por parte do público.

    O Judiciário precisa desinterditar o debate e ter coragem de discutir esse tema.

    Como a cartelização da mídia prejudicou São Paulo | GGN

    Racionamento da informação ou censura d’água

    cp15012015Timidamente, a Folha traz para a capa do jornal a filosofia administrativa do PSDB. É o tal de choque de gestão feita pelos métodos da tal de meritocracia.  A filosofia privatista, de que a iniciativa privada faz melhor só faz sentido se comparado ao PSDB. Qualquer empresa, qualquer governo, qualquer partido faz melhor que o PSDB. A única grande obra do PSDB é a cooptação dos velhos grupos mafiomidiáticos.

    Ao financiar o Instituto Millenium, o PSDB garante imunidade administrativa nas páginas das cinco irmãs (Folha, Estadão, Veja, Globo & RBS).

    A maneira canhestra como a Folha trata do sumiço d’água nas torneiras dos paulistas. Bota a culpa na empresa, como se não existisse responsabilidade estatal no comando da SABESP. Como se não houvesse responsável por te-la colocado na Bolsa de Nova Iorque. Ao invés de fazer investimentos em infraestrutura, distribui dividendos entre seus acionistas. Esta é a filosofia do PSDB, entregar o patrimônio público a quem o finanCIA. O PSDB é especialista em terceirizar suas responsabilidades; as administrativas, à iniciativa privada; as relações públicas, às cinco irmãs.

    E pelo forma como é tratado na justiça, também tem licença para roubar que nada acontece. Mesmo encabeçando a lista dos ficha suja, o PSDB não vê a criminalização partidária como acontece em relação ao PT. Quanto se trata dos adversários de d. Judith Brito, a manchete sai assim: “Entidade presidida por petista foi citada em relatório

    CRISE D’ÁGUA 

    Sabesp agora admite que pode adotar rodízio de água em SP

    Medida descartada nos últimos meses foi admitida por novo chefe da estatal da gestão Alckmin

    Governador disse que ‘racionamento’ já existe –em referência à redução de captação no sistema Cantareira

    DE SÃO PAULO

    A Sabesp admitiu nesta quarta (14) a possibilidade de implantar um rodízio de água em São Paulo –com cortes alternados entre regiões, a exemplo do adotado no começo da década de 2000.

    A medida voltou a ser cogitada pela estatal ligada à gestão Geraldo Alckmin (PSDB) após ser descartada como solução para a crise hídrica durante boa parte de 2014.

    "Sim, pode chegar [a ter um rodízio]. Torcemos para que não, mas pode chegar", afirmou Jerson Kelman, novo presidente da Sabesp, que também anunciou outras ações que devem agravar a falta de água nas casas.

    Ao se referir ao rodízio, Kelman afirmou que "não há necessidade de causar previamente um sofrimento à população" e que ele será implantado apenas caso seja "estritamente necessário".

    No começo de 2014, Alckmin chegou a admitir a possibilidade de um rodízio. Depois, passou a descartá-lo. Disse que seria um erro técnico adotá-lo, devido a eventuais danos na rede, além de ser um custo social grande.

    O rodízio adotado em parte da Grande SP há uma década e meia era no esquema dois dias com água e um sem.

    A Sabesp também disse que reduzirá, para mais lugares e mais horários, a pressão da água enviada às casas –que deixa as torneiras secas em alguns momentos do dia.

    A captação no sistema Cantareira –que recebeu só chuvas isoladas nesta quarta– será reduzida de 16 para 13 metros cúbicos por segundo.

    O Cantareira, com isso, perde importância e deve ser ultrapassado por Alto Tietê e Guarapiranga pelo volume de água fornecida para abastecer a Grande São Paulo.

    Kelman disse que, sem chuvas, ele poderia secar até março –ontem estava em 6,3%. Mas, segundo ele, ainda poderá ser usada a terceira cota do "volume morto" do sistema –água que fica abaixo das tubulações e que precisa passar por bombeamento.

    RACIONAMENTO

    A nova avaliação da Sabesp foi dada no mesmo dia em que Alckmin admitiu que São Paulo já enfrenta um "racionamento" –em referência à exigência de redução de captação no sistema Cantareira, que está em vigor desde março do ano passado.

    No dia anterior, a Justiça havia suspendido a cobrança da sobretaxa de até 100% na conta de água para moradores que elevassem seu consumo.

    "O racionamento já existe", declarou Alckmin, atribuindo a decisão à ANA (Agência Nacional de Águas), que, em março do ano passado, determinou a redução da captação do sistema Cantareira –ação que vem sendo adotada e já foi até mesmo ampliada desde então.

    A partir daí, a Sabesp intensificou a redução de pressão da água –que provoca cortes em regiões mais altas em alguns momentos do dia.

    "Se tirávamos 33 metros cúbicos por segundo [de água] e hoje estamos tirando 17, é óbvio que temos uma restrição hídrica", justificou.

    Diante das queixas sobre a interrupção no fornecimento de água, ele foi cobrado no período eleitoral para que reconhecesse a situação.

    Em 24 de outubro, às vésperas do segundo turno em que Aécio Neves (PSDB) tentava se eleger presidente, Alckmin declarou: "O abastecimento de água está garantido na região metropolitana de São Paulo. Não tem racionamento e não tem desabastecimento".

    (FABRÍCIO LOBEL E ROGÉRIO PAGNAN)

    14/01/2015

    Parceria da mídia com PSDB revela seca de honestidade

    PSDB x ÁguaPor que o descalabro administrativo do PSDB em São Paulo não deixa o pessoal do Instituto Millenium indignado? Por que a velha mídia não faz reportagens investigando como o maior estado da Federação chegou a este estágio? Será que as milhares de assinaturas distribuídas pelos sucessivos governos do PSDB nas escolas públicas justificam este acobertamento?

    O racionamento existe de fato, mas de direito Geraldo Alckmin prefere se proteger com o biombo dos velhos grupos mafiomidiáticos. Se a culpa é de São Pedro, por que pedir R$ 3,5 bilhões ao Governo Federal? Esta quantia faria chover? Por enquanto, o PSDB só faz chover nos cofres das cinco irmãs (Estadão, Folha, Veja, Globo & RBS).

    A Justiça está dizendo o que até agora a velha mídia não ousa se perguntar: por que aplicar uma sobretaxa se o governo não admite que existe racionamento?  Aliás, sobretaxa faz chover? Até porque a sobretaxa pode ser contornada por quem tem dinheiro, mas castiga quem não o tem. É, taí a lógica que resultou na privatização da SABESP e a distribuição dos lucros na Bolsa de Nova Iorque. Tem lógico o repentino ódio ao PT pela Marta Suplicy. Não adianta fazer certo para ganhar espaço na mídia. Basta fazer como o PSDB, atacar o PT. E tudo o mais será perdoado.

    CRISE D’ÁGUA 

    Justiça suspende sobretaxa para a água

    Segundo juíza, medida proposta por Alckmin deveria ter sido antecedida pela decretação oficial de racionamento

    Governo do Estado disse que vai pedir suspensão da decisão; Sabesp informou que estuda quais medidas tomar

    DE SÃO PAULO

    A Justiça concedeu liminar ao pedido de suspensão da sobretaxa proposta pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para quem aumentar o consumo de água. O pedido de liminar foi feito pela ONG Proteste.

    A juíza Simone Viegas de Moraes Leme, da 8ª Vara de Fazenda Pública, decidiu que o governo do Estado deveria ter instituído o racionamento oficial de água antes de adotar a sobretaxa.

    Esse era o entendimento de entidades de defesa do consumidor e de uma comissão da OAB paulista.

    Para a coordenadora da Proteste, Maria Inês Dolci, a decisão da Justiça é corajosa e "compreende bem o contexto da crise de abastecimento".

    Em sua sentença, a juíza disse que "não há possibilidade de contornar o texto legal", referindo-se à não adoção de racionamento.

    Disse ainda que atualmente é "sabido que o racionamento é oficioso e não atinge a população paulista de forma equânime como deveria".

    Citando o novo presidente da Sabesp, Jerson Kelman, que disse na semana passada que são Pedro está errando a mira das chuvas nos últimos dias, escreveu ainda que "diante de tais declarações, lastimamos nós, população, que a solução da crise esteja à mercê de são Pedro".

    A sobretaxa foi regulamentada pela Arsesp (agência reguladora do Estado) e estava valendo desde quinta (8).

    A tarifa adicional seria cobrada dos usuários cujo consumo mensal ultrapassasse a média no período de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014.

    Quem tivesse o consumo igual ou menor que 20%, teria 40% de acréscimo na conta de água (desconsiderando o serviço de esgoto, que representa metade do valor cobrado pela Sabesp). Já os consumidores que gastassem acima de 20% teriam ônus adicional de 100% na conta.

    A sobretaxa foi anunciada inicialmente para as 31 cidades da região metropolitana de São Paulo e depois foi ampliada para as regiões de Bragança Paulista e Campinas.

    A Sabesp disse primeiramente que iria recorrer. Mais tarde, declarou que ainda estuda quais medidas tomar.

    "A Sabesp reconhece que a escassez hídrica é um fato e já causa transtornos a alguns consumidores da região metropolitana, principalmente os localizados em áreas elevadas. Lamentavelmente, não há como evitar esses transtornos enquanto perdurar a crise", diz a nota.

    O governo do Estado disse que irá pedir, nesta quarta (14), a suspensão da decisão.

    05/01/2015

    Na ROTA, uma operação OBAN, agora na SABESP

    Não há palavras para descrever a decadência decorrente de 30 anos de compadrio entre PSDB e Grupos MafioMidiáticos em São Paulo. A Folha financiava  a Operação OBAN, inclusive emprestando peruas. Agora a ROTA é acionada para entregar o bem mais valioso que o PSDB não consegue entregar sozinho. O choque de gestão do PSDB envolve pedir R$ 3,5 bilhões à Dilma para fazer chover em São Paulo.

    Meritocracia é isso: não se deve fornecer água, deve-se ensinar a chover. A decadência do PSDB e do DEM ocorre simultaneamente, e por razões lógicas, com a decadência dos velhos grupos mafiomidiáticos.  Nem o Instituto Millenium os salvam!

    Previsões-2015: sem água e com multas!

    Por Altamiro Borges
    Na solenidade de posse de Geraldo Alckmin, nesta quinta-feira (1), faltou povo e sobrou bajulação dos "calunistas" da mídia chapa-branca. Sem qualquer crítica ao desgoverno estadual, eles festejaram o pré-lançamento da candidatura do grão-tucano às eleições presidenciais de 2018. A euforia, porém, não se justifica. O "picolé de chuchu" até tenta disfarçar e faz cara de sonso, mas sabe que enfrentará enormes dificuldades no seu quarto mandato. São Paulo bate recorde de roubos, enfrenta o colapso no setor do transporte e está estagnado economicamente. Mas o que mais causa pesadelos no governador é o risco de um drástico racionamento de água nos próximos meses, acompanhado de pesadas multas sobre os consumidores. Como reagirão os eleitores paulistas, tão ludibriados pela mídia tucana?

    Em dezembro, o governo paulista anunciou que cobrará uma sobretaxa de até 50% dos usuários que ampliarem o consumo de água em relação à média dos últimos dozes meses. Batizada de "tarifa de contingência" – os tucanos adoram "tucanar" as sacanagens –, ela já entrou em vigor em janeiro e penalizará as 31 cidades da região metropolitana abastecidas pelo Sistema Cantareira. Na maior caradura, o governador reeleito ainda atacou os "gastões" e tentou justificar o assalto. "A medida não tem caráter punitivo, mas educativo". Será que os milhões de paulistas que já sofrem com a falta de água engolirão a desculpa esfarrapada? Será que algum deles se arrependerá de ter votado no tucano?

    A cobrança desta multa gerou imediata reação. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu ir à Justiça contra a sobretaxa. Para o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB-SP, Marco Antonio Araújo, a nova tarifa é abusiva – devido à subjetividade de critérios para definir a cobrança – e ilegal. Ele lembra que a legislação federal sobre o saneamento no Brasil só prevê medidas tarifárias de contingência em "situação crítica de escassez ou contaminação de recursos hídricos que obrigue à adoção de racionamento". Já a Proteste, entidade de defesa do consumidor, lamentou que "nessa situação de escassez de água nos reservatórios o consumidor seja duplamente penalizado".

    Apesar das tempestades das últimas semanas, os reservatórios do Sistema Cantareira, que abastecem mais de 6,5 milhões de moradores da Grande São Paulo, ficaram estagnados na casa dos 7%. Passado o período das chuvas, a queda das reservas – inclusive com a exploração do chamado "volume morto" – será ainda mais acelerada. Os paulistas não terão água para beber, tomar banho, lavar roupa e para outras necessidades. Além disso, muitos receberão em suas casas as contas com a chamada "tarifa de contingência" de até 50%. Em 2015, bairros da capital e cidades da região metropolitana ficarão sem água e com multas pesadas. O cenário poderá ser desesperador!

    Será que dará para fazer uma nova festança do Palácio dos Bandeirantes, com direito ao beija-mão dos "calunistas" da mídia e dos aspones de Geraldo Alckmin? Como ficará a sua pré-candidatura à Presidência da República?

    *****

    Leia também:

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    Altamiro Borges: Previsões-2015: sem água e com multas!

    03/01/2015

    Jornalismo sem vergonha bota culpa na chuva

    Filed under: Folha de São Paulo,Manipulação,Racionamento de Água,SABESP — Gilmar Crestani @ 11:05 am
    Tags:

    Sabes a sabespePara a Folha, é a chuva que “precisa” atingir 70% e não Alckmin fazer pelo menos 10% do que deveria. Ou teria sido a chuva que botou a SABESP na Bolsa de Nova Iorque?! Os a$$oCIAdos do Instituto Millenium já botaram a culpa em meio mundo pela falta d’água em São Paulo. Por enquanto, os únicos que não são culpados são os sucessivos governos do PSDB que há 30 ano se revezam em São Paulo.

    A capacidade do PSDB em terceirizar a responsabilidade é algo espantoso. Pior, e ainda conseguem uma manada suficiente para serem eleitos no primeiro turno. Bem que os paulistas merecem governos e jornais como estes.

    Chuva precisa atingir 70% da média, afirma ONS

    Quantia é a mínima para garantir energia

    DE BRASÍLIA DO VALOR

    O diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Hermes Chipp, disse nesta sexta (2) que o sistema elétrico é capaz de atender a demanda da população ainda que se tenha um regime de chuvas correspondente a 70% da média histórica.

    Segundo ele, os cálculos feitos pelo ONS indicam que essa quantidade é suficiente para chegar ao fim do período chuvoso, em abril, com volume dos reservatórios em 33% de sua capacidade.

    Este nível seria suficiente ainda para que em novembro, ou seja, no início do próximo período chuvoso, os reservatórios estejam abastecidos em, no mínimo, 10% de sua capacidade. "Não é meta. É um cálculo mínimo", disse.

    RESERVATÓRIOS

    O ONS reduziu, de 34,4% para 29,8%, a previsão para o nível de armazenamento dos reservatórios das usinas do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o principal do país, no fim de janeiro.

    Em relatório, o órgão reduziu a previsão do volume de chuvas neste mês nas duas regiões, de 90% para 82% do histórico do período.

    Ele também reviu para baixo a expectativa do nível de acumulação de água nos reservatórios do Nordeste, onde a situação também é crítica, de 30,7% para 21,1%, no fim de janeiro. O órgão trabalha agora com uma expectativa de volume de chuvas na região de 42% do histórico para janeiro, e não mais 63%.

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