Ficha Corrida

15/04/2015

Agora é científico: foi a marcha dos ignorantes!

Filed under: Direita,Educação Pública,Ignorância,Marcha dos Zumbis,USP — Gilmar Crestani @ 8:16 am
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educacao padrao fifaSe alguém tinha alguma dúvida a pesquisa da USP comprova. Nem no lugar mais distante da civilização foi reunida tanta ignorância em tão pouco espaço. A concentração da imbecilidade reuniu só respostas boçais. A pesquisa da USP nos obriga a revisitar o velho ditado “o ódio cega” para atualizado “o ódio cega e imbeciliza”.

A USP comprova que de que nada adianta bons colégios, acesso fácil à educação se o ambiente onde o indivíduo se desenvolve é doentio. É importante constatar que esta ignorância generalizada tem patrocinador. E sabemos quem são. Basta verificar quem recrutou a manada para xingar a Presidente Dilma na abertura da Copa do Mundo de 2014, no Itaquerão. São eles os assoCIAdos do Instituto Millenium, MBL, a Multilaser, a AMBEV e o Banco Itaú. Como diria o filósofo francês, Louis Althusser, são, atualmente, os verdadeiros aparelhos ideológicos do nosso mau estado. São eles os maiores responsáveis pelo déficit civilizatório desta parcela da sociedade reunida na marcha dos zumbis. São todos alunos da escolinha Ana Maria Braga. Foi-se o tempo em que nossa direita tinha bons filósofos, economistas, pensadores originais e de formação cultural sólida. Hoje, ao invés de sólida, a formação é sórdida!

Em São Paulo, onde a USP concentrou a pesquisa, há um dado concreto que ajuda a explicar o fenômeno revelado pela pesquisa. Os mais de 20 anos de governos tucanos, cuja principal política de ensino foi a distribuição de milhares de assinaturas da Veja, Estadão & Folha, só poderia resultar nisso.

Como diria a principal fonte de informação dessa turma, a Veja, é uma manada que descende diretamente do Boimate, cruza de bovinos como tomate!

A pesquisa da USP comprova a genialidade de um torneiro mecânico que tem um dedo a menos. Precisou o grande molusco sair do seu silêncio obsequioso para que nós, diplomados em vários conheceres, constatássemos que todos os larápios da Operação Lava Jato, da Operação Zelotes, da Lista Falciani do HSBC, da Rede Globo de Sonegação, Gerdau & RBS detém diploma de curso superior. Não há no meio de tanta bandidagem nenhum analfabeto ou com pouca instrução.

A falência do nosso ensino resta cabalmente comprovado! 

Pesquisa da USP mostra a força da desinformação

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Pesquisa sobre o comportamento dos manifestantes da Avenida Paulista no último domingo mostra que 73% não confiam nos partidos, 70% não confiam nos políticos, 64% acreditam que o PT quer implantar um regime comunista, 71% que Lulinha, o filho do ex-presidente, é sócio da Friboi e 53% que o PCC é um braço armado do PT; foram feitas 571 entrevistas com manifestantes maiores de 16 anos, entre 13h30 e 17h30 do último dia 12; dados são de pesquisa coordenada pela professora de Relações Internacionais da Unifesp Esther Solano e pelo filósofo Pablo Ortellado, da USP; para Esther, a "despolitização" é "impressionante"

15 de Abril de 2015 às 05:42

247 – Uma pesquisa realizada com os manifestantes que foram à Avenida Paulista no último domingo 12, protestar contra o governo e pedir a saída da presidente Dilma Rousseff, captou a insanidade das ruas e mostrou a força da desinformação de quem tem ido aos protestos.

As respostas das 571 entrevistas com manifestantes maiores de 16 anos, feitas entre 13h30 e 17h30, mostram que 73% não confiam nos partidos, 70% não confiam nos políticos e 64% acreditam que o PT quer implantar um regime comunista no Brasil.

Dos entrevistados, 71% acreditam também que Lulinha, o filho do ex-presidente, é sócio da Friboi e 53% que o PCC é um braço armado do PT. Para 56%, o Foro de São Paulo quer criar uma ditadura bolivariana no Brasil.

"O PT trouxe 50 mil haitianos para votar na Dilma nas últimas eleições" foi uma frase que recebeu a concordância de 42,6% dos manifestantes que responderam à pesquisa. Esse resultado em especial foi criticado hoje pelo presidente do PT, Rui Falcão (leia mais).

A maioria também não aponta nenhuma liderança política como referência. Apenas 8% citaram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e 12%, o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Os políticos que mais receberam a confiança dos entrevistados foram Geraldo Alckmin (29%), José Serra (23,8%), Aécio (22,6%) e Jair Bolsonaro (19,4%).

O levantamento foi coordenado pela professora de Relações Internacionais da Unifesp Esther Solano e pelo filósofo Pablo Ortellado, da Universidade de São Paulo. "Entre um público que se autodefine como de direita ou de centro-direita [46%, segundo o Datafolha], políticos de oposição deveriam estar melhor colocados", comentou Esther Solano. Para ela, a "despolitização" é "impressionante".

Confira aqui a íntegra da pesquisa.

Pesquisa da USP mostra a força da desinformação | Brasil 24/7

05/01/2015

Na ROTA, uma operação OBAN, agora na SABESP

Não há palavras para descrever a decadência decorrente de 30 anos de compadrio entre PSDB e Grupos MafioMidiáticos em São Paulo. A Folha financiava  a Operação OBAN, inclusive emprestando peruas. Agora a ROTA é acionada para entregar o bem mais valioso que o PSDB não consegue entregar sozinho. O choque de gestão do PSDB envolve pedir R$ 3,5 bilhões à Dilma para fazer chover em São Paulo.

Meritocracia é isso: não se deve fornecer água, deve-se ensinar a chover. A decadência do PSDB e do DEM ocorre simultaneamente, e por razões lógicas, com a decadência dos velhos grupos mafiomidiáticos.  Nem o Instituto Millenium os salvam!

Previsões-2015: sem água e com multas!

Por Altamiro Borges
Na solenidade de posse de Geraldo Alckmin, nesta quinta-feira (1), faltou povo e sobrou bajulação dos "calunistas" da mídia chapa-branca. Sem qualquer crítica ao desgoverno estadual, eles festejaram o pré-lançamento da candidatura do grão-tucano às eleições presidenciais de 2018. A euforia, porém, não se justifica. O "picolé de chuchu" até tenta disfarçar e faz cara de sonso, mas sabe que enfrentará enormes dificuldades no seu quarto mandato. São Paulo bate recorde de roubos, enfrenta o colapso no setor do transporte e está estagnado economicamente. Mas o que mais causa pesadelos no governador é o risco de um drástico racionamento de água nos próximos meses, acompanhado de pesadas multas sobre os consumidores. Como reagirão os eleitores paulistas, tão ludibriados pela mídia tucana?

Em dezembro, o governo paulista anunciou que cobrará uma sobretaxa de até 50% dos usuários que ampliarem o consumo de água em relação à média dos últimos dozes meses. Batizada de "tarifa de contingência" – os tucanos adoram "tucanar" as sacanagens –, ela já entrou em vigor em janeiro e penalizará as 31 cidades da região metropolitana abastecidas pelo Sistema Cantareira. Na maior caradura, o governador reeleito ainda atacou os "gastões" e tentou justificar o assalto. "A medida não tem caráter punitivo, mas educativo". Será que os milhões de paulistas que já sofrem com a falta de água engolirão a desculpa esfarrapada? Será que algum deles se arrependerá de ter votado no tucano?

A cobrança desta multa gerou imediata reação. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu ir à Justiça contra a sobretaxa. Para o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB-SP, Marco Antonio Araújo, a nova tarifa é abusiva – devido à subjetividade de critérios para definir a cobrança – e ilegal. Ele lembra que a legislação federal sobre o saneamento no Brasil só prevê medidas tarifárias de contingência em "situação crítica de escassez ou contaminação de recursos hídricos que obrigue à adoção de racionamento". Já a Proteste, entidade de defesa do consumidor, lamentou que "nessa situação de escassez de água nos reservatórios o consumidor seja duplamente penalizado".

Apesar das tempestades das últimas semanas, os reservatórios do Sistema Cantareira, que abastecem mais de 6,5 milhões de moradores da Grande São Paulo, ficaram estagnados na casa dos 7%. Passado o período das chuvas, a queda das reservas – inclusive com a exploração do chamado "volume morto" – será ainda mais acelerada. Os paulistas não terão água para beber, tomar banho, lavar roupa e para outras necessidades. Além disso, muitos receberão em suas casas as contas com a chamada "tarifa de contingência" de até 50%. Em 2015, bairros da capital e cidades da região metropolitana ficarão sem água e com multas pesadas. O cenário poderá ser desesperador!

Será que dará para fazer uma nova festança do Palácio dos Bandeirantes, com direito ao beija-mão dos "calunistas" da mídia e dos aspones de Geraldo Alckmin? Como ficará a sua pré-candidatura à Presidência da República?

*****

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21/12/2014

Folha dá banho de loja nos movimentos golpistas

bandeira manifestanteOu de como substituir a pimenta por gotas de humanidade… Para torna-los mais palatáveis, a Folha faz às vezes de press release de grupelhos alimentados pelo PSDB. Impressiona a capacidade da Folha de humanizar seus amestrados.

Por que a Folha nunca deu o mesmo tratamento para, por exemplo, José Rainha? Por que a Folha só dá ouvidos a Marcola, Marcello Reis, Renan Santos, Kim Kataguiri, Rogério Chequer? Não é de admirar que o PCC tenha nascido, crescido e se espalhado a partir de São Paulo.

Por que o movimento do passe livre, da Pinheirinhos e tantos outros movimentos sociais tem seus representantes pintados com cores diabólicas ao tempo em que edulcora os cabeças fascistas?!

A Folha poderia ter pergunta aos valorosos golpistas se foi falta de testosterona que derrotou Aécio Neves em casa, Minas Gerais, e em sua segunda casa, Rio de Janeiro…

Movimento contra Dilma se divide em 4 vertentes

Mobilização inclui desde defensores de golpe a grupo que rejeita impeachment

Eles querem influenciar a política; para alguns, viria a calhar ‘um Aécio com um pouquinho mais de testosterona’

DE SÃO PAULO

A primeira aconteceu seis dias depois do segundo turno, quando Dilma Rousseff se reelegeu presidente: 2.500 pessoas compareceram. A segunda, duas semanas depois, reuniu 10 mil manifestantes, segundo a Polícia Militar. Outras duas já ocorreram. A última delas teve 5.000 pessoas.

A forte mobilização nos protestos contra o PT e a presidente Dilma só foi possível graças a um fator que os diferencia das manifestações de junho de 2013: lideranças definidas. Ao menos quatro grupos, incluindo um favorável ao golpe militar, têm ido às ruas neste 2014.

Um dos líderes é o paulistano Marcello Reis, 40, do Revoltados On Line e habitué de videoconferências com o filósofo Olavo de Carvalho e o cantor Lobão –porta-voz informal dos antipetistas.

A favor do impeachment, mas contrário a uma intervenção militar, Reis define sua causa como "uma guerra entre o bem e o mal". E é com esse discurso que ele chega a uma churrascaria nos Jardins usando uma camiseta com dizeres "Família, Deus, Liberdade": "Dilma é uma terrorista que se faz de santa".

Administrador por formação, Reis foi demitido recentemente depois de aparecer em jornais retratado como neonazista em uma confusão no Congresso. Ele nega seguir a ideologia. Mais que anti-PT, ele acha que "todos os partidos estão corrompidos". E critica ídolos da esquerda: nada pior que "comunista que toma cafezinho na França, como Chico [Buarque]".

"Infelizmente a cultura da direita é muito coxa’", diz o empresário Renan Santos, 30, no QG do Movimento Brasil Livre (MBL), no centro de São Paulo. Lá, os frequentadores bebem tequila ao som de Bruce Springsteen enquanto admiram um pôster do Bob Dylan. A fala reflete o apelido que petistas deram aos simpatizantes tucanos: coxinha.

Ele e o estudante de economia Kim Kataguiri, 18, lideram o grupo também à frente dos protestos. Defensores do liberalismo, querem reduzir a "hegemonia cultural".

Já o Vem Pra Rua, o mais moderado dos grupos anti-PT, é contra a intervenção do Exército e se opõe, por ora, ao pedido de impeachment. "Não posso dividir o microfone com quem há cinco minutos disse que são os militares que vão resolver isso, essa não é nossa causa", disse no ato do último dia 6 o empresário Rogério Chequer, 46, que lidera o movimento.

Um objetivo comum dos grupos é influenciar a política institucional. O MBL propõe-se a "pautar a oposição". Para eles, viria a calhar "um Aécio [Neves] com um pouquinho mais de testosterona".

Kataguiri, porém, não enxerga um partido afinado com ideais liberais.

Apesar de ser citado entre diversos manifestantes, o PSDB tem papel pouco claro nos atos. Na cúpula do partido há quem acredite que as lideranças políticas são coadjuvantes nas mobilizações, mas também há quem defenda o envolvimento da sigla.

Para tucanos, a população vê no PSDB o antagonismo ao PT e a Dilma, mas há temor de que o partido seja associado a ideias de ultradireita, como a intervenção militar.

Mesmo os cautelosos acreditam que a participação de Aécio nos atos marcaria sua posição como a principal liderança oposicionista. Quando o faz, Aécio procura se associar a grupos como o Vem Pra Rua, que não defende a volta dos militares ao poder.

(ALEXANDRE ARAGÃO, ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER E MARINA DIAS)

29/09/2014

Os paulistas jogam voto no lixo?

pinheirinho-240112-alckminEstou buscando entender porque os paulistas estão prestes a reelegerem Geraldo Alckmin:

– Seria em função do crescimento da violência, que já ultrapassa o Rio de Janeiro como estado mais violento?

– Talvez porque foi o Estado que criou o PCC, decorrente desta maravilha de política de segurança?

– Seria pelo choque de gestão na administração da SABESP?

– Ou a meritocracia em ter provocado a crise d’água e o consequente racionamento?

– Pelas estatísticas que mostra o que roubo cresce pelo 14º mês consecutivo?

– Ou será para dar mais uma oportunidade ao PSDB de fazer o que ainda não fez em 20 anos?

– Dilema do salgadinho: porque a meritocracia do PSDB provocou  a decadência da USP e da UNESP ou a decadência da USP e UNESP são a prova da meritocracia do PSDB?

– O consumo do volumo morto do Sistema Cantareira matou os últimos neurônios que a poluição havia poupado?

Ex-secretário chama sucessor de ‘lixo’

Em cerimônia da Polícia Militar, Ferreira Pinto ofende Fernando Grella (Segurança Pública) e não o cumprimenta

Ex-titular é candidato a deputado pelo PMDB, partido que tenta desbancar Alckmin (PSDB) com Paulo Skaf

DE SÃO PAULO

O ex-secretário estadual da Segurança Pública de São Paulo e candidato a deputado federal pelo PMDB Antonio Ferreira Pinto ofendeu o atual ocupante do cargo, Fernando Grella Vieira, ao chamá-lo de "lixo" e deixar de cumprimentá-lo em cerimônia da Polícia Militar na quinta-feira (25).

O episódio, registrado em vídeo obtido pela Folha e também divulgado pela TV Bandeirantes, ocorreu em um evento da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), um dos batalhões da Tropa de Choque da Polícia Militar paulista.

Em um dos momentos da cerimônia, Grella estava parado recebendo cumprimentos de pessoas organizadas em uma fila.

Quando Ferreira Pinto se aproximou, deixou de apertar a mão do atual secretário e disse: "Lixo". Grella apenas olhou para Ferreira Pinto e não reagiu à ofensa.

O secretário informou, por meio de sua assessoria, que não iria se manifestar.

À reportagem, Ferreira Pinto não fez comentários sobre o episódio.

TROCA RUIDOSA

A troca de Antonio Ferreira Pinto, no cargo havia três anos, por Fernando Grella Vieira na Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo em 2012 foi ruidosa.

Em meio a uma escalada da violência e criminalidade no Estado, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) procurava havia três meses um novo nome para a pasta.

A avaliação era que o discurso de combate à corrupção nas polícias Civil e Militar do então titular, ex-capitão da PM, havia reavivado o racha entre as corporações.

Alckmin temia melindrar a Polícia Civil. Escolheu Grella, ex-procurador-geral de Justiça de São Paulo.

Desde o início deste ano, com a candidatura acertada, Ferreira Pinto vem fazendo críticas à política de segurança de Alckmin nas redes sociais. O PMDB, seu partido, tenta eleger Paulo Skaf ao cargo de governador.

Em carta ao "Painel do Leitor", publicada na Folha em junho, Ferreira Pinto chamou a gestão Alckmin de "frouxa".

"O governo não deixa a Polícia Militar trabalhar. Já deu provas de que discrimina a corporação e que a hostiliza com medidas odiosas, embora dela dependa para seu projeto eleitoral", afirmou.

Em julho, o governo trocou comandantes da PM na capital num período de recorde de roubos. "Os indicadores obrigam uma revisão das práticas de policiamento", disse Grella.

Assista ao vídeo
folha.com/no1523988

21/08/2014

Justiças da Suíça e Alemanha já condenaram, no Brasil, Serra escala o time e joga quando quer

AlstomPSDBPF intima Serra a depor sobre cartel de trens

Candidato ao Senado, ex-governador é chamado para explicar tentativa de interferir em disputa entre multinacionais

Segundo executivo da Siemens, Serra sugeriu acordo para evitar ação contra espanhola CAF quando governava SP

FLÁVIO FERREIRAMARIO CESAR CARVALHODE SÃO PAULO

A Polícia Federal intimou o ex-governador paulista e candidato ao Senado José Serra (PSDB) para depor sobre os contatos que manteve com empresas do cartel de trens que atuou no Estado entre 1998 e 2008, de acordo com documento obtido pela Folha.

A PF quer saber se o tucano, quando era governador, atuou a favor das multinacionais CAF e Alstom, como sugerem e-mails e o depoimento de um executivo. No caso da CAF, a interferência seria numa disputa com outra empresa do cartel, a Siemens.

Além de Serra, outras 44 pessoas serão ouvidas pela polícia, que investiga suspeitas de fraude em licitações em sucessivos governos do PSDB. O depoimento de Serra foi marcado para 7 de outubro, dois dias após o primeiro turno das eleições deste ano.

Também foram convocados o ex-secretário dos Transportes Metropolitanos José Luiz Portella, o atual presidente da estatal CPTM Mário Bandeira e o ex-presidente do Metrô Sérgio Avelleda.

No inquérito conduzido pelo delegado Milton Fornazari Júnior, três das sete concorrências sob investigação foram realizadas durante o governo José Serra (2007-2010).

E-mail de 2008 e depoimento do executivo da multinacional alemã Siemens Nelson Branco Marchetti sugerem que houve pressão de Serra e de Portella para que a empresa desistisse de um recurso judicial que impediria a conclusão de uma licitação da CPTM na qual a CAF apresentara a melhor proposta.

O e-mail relata uma conversa do executivo com Serra e Portella durante congresso do setor ferroviário em Amsterdã, na Holanda, em 2008.

Segundo Marchetti, Serra sugeriu que a companhia alemã buscasse um acordo para evitar a disputa com a CAF.

Na licitação da CPTM, que tinha como objeto a compra de 40 trens, a Siemens ameaçava questionar na Justiça o resultado da concorrência.

A Siemens apresentou a segunda melhor oferta, mas esperava ficar com o contrato se conseguisse desqualificar a rival, que apresentara a proposta com preço mais baixo.

Segundo Marchetti, Serra alertou que a licitação seria cancelada se a CAF fosse desqualificada, mas disse que ele e Portella "considerariam" outras soluções para evitar que a disputa provocasse atraso na entrega dos trens.

De acordo com o e-mail, uma das saídas discutidas seria a CAF dividir a encomenda com a Siemens, subcontratando a empresa alemã para a execução de 30% do contrato. Outra possibilidade seria encomendar à Siemens os componentes dos trens.

Outro e-mail, do ex-presidente da Alstom José Luiz Álqueres, também cita Serra. Alquéres relata que o tucano ajudou na abertura de uma fábrica da Alstom em uma antiga unidade da empresa Mafersa, em São Paulo.

18/07/2014

Choque de gestão à moda paulista

águaoTransposição de água do Paraíba do Sul atrasa. Rio e Minas cobram projeto de SP

FABIO LEITE – O ESTADO DE S. PAULO

18 Julho 2014 | 03h 00

Em março, Alckmin anunciou plano anticrise e prometeu iniciar obra em julho. Agora, disse que vai detalhar a proposta em setembro

SÃO PAULO – Passados quatro meses do anúncio feito pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o polêmico projeto de transposição de água da Bacia do Rio Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira continua sem consenso com os Estados vizinhos e sob o risco de não sair do papel neste ano. Em março, o tucano havia dito que iniciaria a obra de R$ 500 milhões até julho para conclui-la em 14 meses. Agora, o governo paulista disse que vai detalhar a proposta, que visa a socorrer o manancial em crise, apenas em setembro.

“A posição do Estado do Rio continua irredutível. Não há como avançar sem conhecer o projeto de São Paulo. Hoje, nossa resposta é não”, disse o secretário do Meio Ambiente fluminense, Carlos Portinho, que ingressou no polo ativo da ação civil movida em maio pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o projeto paulista. O receio do Rio é de que a transposição comprometa a vazão de sua principal fonte de água, o Rio Paraíba do Sul, que é alimentado pela Represa Jaguari, em Igaratá, interior de São Paulo. É dela que Alckmin quer transpor até 5 mil litros por segundo para a Represa Atibainha, em Nazaré Paulista, um dos reservatórios do Cantareira.

A proposta foi discutida nesta semana entre representantes dos três Estados que dividem a Bacia do Paraíba do Sul – São Paulo, Rio e Minas Gerais -, do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap) e da Agência Nacional de Águas (ANA). Foi criado um grupo técnico encarregado de apresentar até o fim de setembro uma proposta que atenda às necessidades de São Paulo e garanta a segurança hídrica do Rio e de Minas. Mas, pelos relatos dos participantes do encontro, o consenso está longe de ser alcançado.

“Ainda não conhecemos o projeto. Não é uma coisa simples, exige um rito a ser seguido, com estudos de impacto. Precisamos, por exemplo, entender ainda como será essa mão dupla que São Paulo propõe porque especialistas que nós consultamos afirmam que o regime hidrológico dos dois reservatórios é o mesmo, ou seja, eles enchem e esvaziam na mesma época porque ficam muito próximos”, disse o presidente do Ceivap, Danilo Vieira Júnior, secretário adjunto de Meio Ambiente de Minas.

Em março, Alckmin disse que a reversão de água poderia ocorrer nos dois sentidos do canal de 15 quilômetros e só seria feita quando as represas estivessem com menos de 35% ou mais de 75% da capacidade. A obra, segundo Alckmin, em nada ajudaria na atual crise do Cantareira, mas daria mais “segurança” ao sistema no futuro. À época, ele e o então governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), trocaram farpas publicamente.

Licença. Em nota, a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo informou que a elaboração do projeto começou “imediatamente após seu anúncio, em março, e já está em fase de contratação de estudos de impacto ambiental para obtenção de Licença Ambiental”. Segundo a pasta, “demais detalhes ou propostas serão discutidos até o fim de setembro pelo grupo técnico” e a “previsão é de que a obra seja finalizada no verão de 2015/2016”.

06/07/2014

Choque de gestão made in PSDB

Filed under: Choque de Gestão,PCC,PSDB,Segurança Pública — Gilmar Crestani @ 7:40 am
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PSDB farinha do mesmo sacoA população paulistana está se acostumando com o choque de gestão do PSDB. Afinal, já são mais de 20 anos levando choque do PSDB a ponto de já viver anestesiada. Desde que Mário Covas premiou Robson Marinho com um cargo vitalício no TCE/SP, o PSDB não parou mais. O assalto aos trens pagadores da Alstom, Siemens e CIA ilimitada, tem feito de São Paulo uma Sesmaria do PSDB.

Para ficarmos no âmbito da (in)Segurança Pública, não podemos nos esquecer do principal legado que as sucessivas administrações do PSDB têm deixado a São Paulo, o PCC. Nenhum outro estado conseguiu esta façanha e, olha lá, que Cássio Cunha Lima, na Paraíba, Teothônio Vilella Filho, em Alagoas, e Yeda Crusius, no RS (com seu famigerado Cel. Mendes) tentaram. Por falar em legado, depois da decisão da Justiça Federal de Santa Maria, na Operação Rodin, por onde andarás Yeda Crusius?

A constatação mais óbvia é que, por onde o PSDB passa, o povo passa a sofrer uma espécie de Síndrome de Estocolmo

Capital puxa ‘epidemia’ de roubos; Estado bate recorde

De janeiro a maio, alta dos crimes na cidade foi de 42% em relação a 2013

Casos em maio superam média dos outros meses desde 2001; governo diz que estuda problema e promoverá mudanças

ROGÉRIO PAGNANREYNALDO TUROLLO JR.ANDRÉ MONTEIRODE SÃO PAULO

A explosão de roubos na capital e região metropolitana levou o Estado de São Paulo a bater, em maio, o recorde desse tipo de crime.

Nunca se roubou tanto em um único mês desde 2001, ano em que o crime começou a ser contabilizado com a atual metodologia.

Foram mais de 28 mil assaltos registrados em maio no Estado, 9.000 a mais do que a média mensal de todos os anos anteriores –a estatística exclui roubos de veículos e a bancos, contabilizados à parte pelo governo. O número de casos por dia passou de 637, entre 2001 e 2013, para 914.

Especialistas dizem que o crescimento está ligado a falhas no policiamento.

O secretário da Segurança, Fernando Grella, afirma que o Estado está estudando o fenômeno e deve promover mudanças na polícia.

O número de roubos cresceu em 11 das 12 macrorregiões do Estado entre janeiro e maio em comparação com o mesmo período de 2013.

A alta na capital paulista foi a maior, de 42%. Dos 93 distritos policiais da cidade, 89 tiveram piora.

EPIDEMIA

A "epidemia" de roubos vivida por São Paulo vem se agravando desde o início do ano, quando o Estado passou a bater recordes seguidos.

Antes de 2014, o pico histórico do crime havia sido no mês de março de 2009, com 23.477 casos. Em nenhum mês de 2014 o número ficou abaixo dos 25 mil.

No início de 2009, o governo paulista explicou o crescimento dos crimes até então como resultado do aumento de armas em circulação e do desempenho fraco da economia no país, reflexo da crise internacional de 2008.

Atualmente, a Secretaria da Segurança Pública afirma que parte da explosão de roubos pode ser explicada pela implantação da delegacia eletrônica. Desde dezembro de 2013, é possível registrar roubos pela internet. Com isso, caiu o número de vítimas que desistem de prestar queixa.

A alta de roubos no Estado foi de 33% na comparação entre janeiro e maio de 2013 e de 2014. Segundo projeção do governo, sem a delegacia eletrônica, teria sido de 12%.

Mesmo assim, o número de casos ficaria em 23.717 e continuaria sendo um recorde.

Em maio deste ano, completaram-se 12 meses de altas consecutivas nos roubos. Não é a primeira vez que isso acontece no Estado. De outubro de 2008 a novembro de 2009, houve aumentos seguidos por 13 meses, mas os percentuais eram menos vultosos.

Choque de gestão made in PSDB

Filed under: Choque de Gestão,PCC,PSDB,Segurança Pública — Gilmar Crestani @ 7:27 am
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PSDB farinha do mesmo sacoA população paulistana está se acostumando com o choque de gestão do PSDB. Afinal, já são mais de 20 anos levando choque do PSDB a ponto de já viver anestesiada. Desde que Mário Covas premiou Robson Marinho com um cargo vitalício no TCE/SP, o PSDB não parou mais. O assalto aos trens pagadores da Alstom, Siemens e CIA ilimitada, tem feito de São Paulo uma Sesmaria do PSDB.

Para ficarmos no âmbito da (in)Segurança Pública, não podemos nos esquecer do principal legado que as sucessivas administrações do PSDB têm deixado a São Paulo, o PCC. Nenhum outro estado conseguiu esta façanha e, olha lá, que Cássio Cunha Lima, na Paraíba, Teothônio Vilella Filho, em Alagoas, e Yeda Crusius, no RS (com seu famigerado Cel. Mendes) tentaram. Por falar em legado, depois da decisão da Justiça Federal de Santa Maria, na Operação Rodin, por onde andarás Yeda Crusius?

A constatação mais óbvia é que, por onde o PSDB passa, o povo passa a sofrer uma espécie de Síndrome de Estocolmo

Capital puxa ‘epidemia’ de roubos; Estado bate recorde

De janeiro a maio, alta dos crimes na cidade foi de 42% em relação a 2013

Casos em maio superam média dos outros meses desde 2001; governo diz que estuda problema e promoverá mudanças

ROGÉRIO PAGNANREYNALDO TUROLLO JR.ANDRÉ MONTEIRODE SÃO PAULO

A explosão de roubos na capital e região metropolitana levou o Estado de São Paulo a bater, em maio, o recorde desse tipo de crime.

Nunca se roubou tanto em um único mês desde 2001, ano em que o crime começou a ser contabilizado com a atual metodologia.

Foram mais de 28 mil assaltos registrados em maio no Estado, 9.000 a mais do que a média mensal de todos os anos anteriores –a estatística exclui roubos de veículos e a bancos, contabilizados à parte pelo governo. O número de casos por dia passou de 637, entre 2001 e 2013, para 914.

Especialistas dizem que o crescimento está ligado a falhas no policiamento.

O secretário da Segurança, Fernando Grella, afirma que o Estado está estudando o fenômeno e deve promover mudanças na polícia.

O número de roubos cresceu em 11 das 12 macrorregiões do Estado entre janeiro e maio em comparação com o mesmo período de 2013.

A alta na capital paulista foi a maior, de 42%. Dos 93 distritos policiais da cidade, 89 tiveram piora.

EPIDEMIA

A "epidemia" de roubos vivida por São Paulo vem se agravando desde o início do ano, quando o Estado passou a bater recordes seguidos.

Antes de 2014, o pico histórico do crime havia sido no mês de março de 2009, com 23.477 casos. Em nenhum mês de 2014 o número ficou abaixo dos 25 mil.

No início de 2009, o governo paulista explicou o crescimento dos crimes até então como resultado do aumento de armas em circulação e do desempenho fraco da economia no país, reflexo da crise internacional de 2008.

Atualmente, a Secretaria da Segurança Pública afirma que parte da explosão de roubos pode ser explicada pela implantação da delegacia eletrônica. Desde dezembro de 2013, é possível registrar roubos pela internet. Com isso, caiu o número de vítimas que desistem de prestar queixa.

A alta de roubos no Estado foi de 33% na comparação entre janeiro e maio de 2013 e de 2014. Segundo projeção do governo, sem a delegacia eletrônica, teria sido de 12%.

Mesmo assim, o número de casos ficaria em 23.717 e continuaria sendo um recorde.

Em maio deste ano, completaram-se 12 meses de altas consecutivas nos roubos. Não é a primeira vez que isso acontece no Estado. De outubro de 2008 a novembro de 2009, houve aumentos seguidos por 13 meses, mas os percentuais eram menos vultosos.

03/07/2014

#Vaitercopa! #Vaiteragua?

agua spComitê nega plano da Sabesp e corta água do Cantareira

FABIO LEITE – O ESTADO DE S. PAULO

03 Julho 2014 | 03h 00

Empresa pede 20,9 mil litros por segundo para este mês, mas órgãos reguladores do sistema limitam captação a 19,7 mil litros

SÃO PAULO – O comitê anticrise que monitora o Sistema Cantareira rejeitou, pela segunda vez, o plano de contingência apresentado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para operar o manancial pelos próximos cinco meses. Ao mesmo tempo, os órgãos reguladores decidiram reduzir em 8,4% a vazão máxima que a empresa pode retirar das represas para abastecer, hoje, cerca de 7,3 milhões de habitantes da Grande São Paulo.

Agora, até o dia 15 deste mês, a Sabesp não poderá retirar mais do que 19,7 mil litros por segundo dos quatro principais reservatórios. Essa foi a primeira redução imposta pela Agência Nacional de Águas (ANA), do governo federal, e pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), do governo paulista, com um limite inferior a que a Sabesp já vinha praticando. Em junho, a empresa retirou, em média, 19,9 mil litros por segundo. Antes da crise, captavam-se 30 mil litros.

Na proposta feita ao comitê, intitulada “Plano de Contingência II”, a Sabesp queria retirar 20,9 mil litros neste mês. Até o fim de novembro, a empresa pleiteava retirada média de 21,2 mil litros. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, 2, o grupo técnico “concluiu não ser possível, com o atual volume disponível de 197,5 milhões de m³ (bilhões de litros), o atendimento das vazões pretendidas (pela Sabesp) até o horizonte de planejamento considerado de 30 de novembro de 2014”.

Na prática, os técnicos alegam que, em um cenário no qual o volume de água que chega aos reservatórios do Cantareira tem correspondido a apenas 50% das mínimas históricas, a capacidade disponível hoje no manancial, mesmo com a parcela adicional do chamado “volume morto”, seria insuficiente para atender à quantidade de água pedida pela Sabesp. Conforme o Estado antecipou, junho foi o mês mais seco do manancial em 84 anos, com vazão afluente 46% inferior à pior já registrada.

Cálculos. O grupo pediu para que a Sabesp faça uma “reavaliação”. Em maio, técnicos do comitê pediram que a empresa usasse um cenário mais “desfavorável” nas projeções. Segundo cálculo da Sabesp, antecipado pelo Estado, com vazão afluente 50% abaixo da mínima histórica, os 182,5 bilhões de litros que estão sendo retirados do “volume morto” podem acabar em 27 de outubro.

A Sabesp solicitou aos órgãos reguladores a retirada de mais 100 bilhões de litros da reserva profunda (400 bilhões no total). O pedido ainda é analisado. Em nota, a Sabesp afirma que “as vazões determinadas pelos órgãos reguladores são suficientes para garantir o abastecimento da população da Grande São Paulo até meados de março de 2015”.

01/11/2013

O que PCC e Alckmin têm em comum?

Filed under: Geraldo Alckmin,Isto é PSDB!,PCC — Gilmar Crestani @ 10:34 pm
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Alckmin inflou ameaça, acusa ex-secretário

Ferreira Pinto diz que escutas em que membros de facção ameaçavam tucano ‘não têm credibilidade’ e são ‘fanfarronice’

Questionado, tucano evita comentar críticas de seu ex-assessor e diz que Estado vive hoje ‘em um outro tempo’

DE SÃO PAULO

O ex-secretário de Segurança Pública Antônio Ferreira Pinto acusou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) de faturar politicamente com as supostas ameaças de morte feitas por integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) captadas por escutas policiais.

"Ele está aproveitando para colher dividendos políticos", disse Ferreira Pinto em entrevista publicada ontem no jornal "Valor Econômico".

Segundo o ex-secretário, as escutas nas quais um integrante do PCC fala em "decretar" a morte do governador são conhecidas da cúpula da Segurança Pública desde 2011 e não têm nenhuma credibilidade: "A informação é importante desde que você analise e veja se ela tem ou não consistência. Essas gravações não tinham. Tanto que o promotor passou ao largo delas".

De acordo com Ferreira Pinto, o atual secretário da Segurança, Fernando Grella –então procurador-geral de Justiça do Estado– também sabia que as gravações não tinham consistência.

"Veja, um deles, que é proeminente da facção [Marcola], disse que a facção diminuiu a taxa de homicídios. Isso é fanfarronice. Foi assim que o governo classificou, e está certo. Agora, quando um outro preso disse que ia decretar’, que na gíria significa que vai matar o governador, não é fanfarronice? Foi no mesmo contexto, em 2011", declarou Ferreira Pinto.

Na época em que as gravações foram divulgadas, Alckmin declarou publicamente que não iria recuar: "Os bandidos dizem que as coisas ficaram mais difíceis para eles. Pois eu quero dizer que vão ficar muito mais difíceis. Nós não vamos nos intimidar, é nosso dever zelar pelo interesse público, lutar contra a criminalidade", disse no dia 11 de outubro, em Mirassol.

Uma pesquisa encomendada pelo PSDB após o episódio detectou alta na avaliação de Alckmin por sua "coragem".

Na entrevista de ontem, Ferreira Pinto criticou a atitude do tucano: "Lamentável. [Ele] deve ter suas razões. Eu acho que é mais pelo viés político. Porque na hora que diz não vou me intimidar’, ele está também dando um upgrade’ para a facção".

Nomeado secretário de Segurança em março de 2009 pelo então governador José Serra, Ferreira Pinto ficou no cargo até novembro de 2012, quando Alckmin o demitiu.

Questionado sobre as declarações, Alckmin foi evasivo: "Estamos em um outro tempo. Olha, eu acho que ele [Ferreira Pinto] fez, em seu tempo, um bom trabalho. Nós estamos em um outro tempo e hoje, neste momento, o [atual] secretário Grella está em Brasília em um encontro com o ministro da Justiça, e nós vamos fazer um grande trabalho em conjunto [para combater os black blocs’]".

Grupo protesta contra IPTU mas silencia ao assalto de Mauro Ricardo

Filed under: BlackBosta,Mauro Ricardo — Gilmar Crestani @ 9:03 pm
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Mauro Ricardo existe porque o alvo dos manifestantes é protestarem contra o aumento para os ricos e a diminuição para os pobres. Já o assalto ao cofres públicos pela quadrilha deixada por Serra e comandada por Mauro Ricardo fica em brancas nuvens e ninguém protesta…

Grupo vai à casa de Haddad para fazer protesto contra IPTU

Manifestantes se reuniram na Paulista e foram até a porta do prédio do prefeito, no Paraíso (zona sul de SP)

Petista já comparou imposto a condomínio e disse que não vai ‘voltar atrás mesmo se a Justiça for acionada’

RICARDO BUNDUKYCÉSAR ROSATIDE SÃO PAULO

Manifestantes –parte deles mascarados– fizeram na noite de ontem um protesto contra a alta do IPTU em frente à casa do prefeito Fernando Haddad (PT), no Paraíso, zona sul de São Paulo.

O protesto, organizado em redes sociais, começou na região do Masp com 250 pessoas, por volta das 18h40, segundo a PM. Em marcha, eles chegaram a interditar a av. Paulista no sentido Paraíso.

O grupo, formado principalmente por jovens, se intitula "Movimento Unidos pelo Povo", diz ser apartidário e já havia apoiado protestos anteriores –como pela educação e pela redução da tarifa de transporte público.

Em torno de 60 pessoas do grupo saiu da Paulista e seguiu ontem para a porta do prédio do prefeito, onde permaneceram por cerca de meia hora, aos gritos de "Ei, Haddad, abaixa o IPTU!".

O reajuste do imposto proposto por Haddad foi aprovado nesta semana em segunda votação na Câmara.

O aumento em 2014 será de até 20% para residências e até 35% para os demais imóveis. A partir de 2015, os limites serão de 10% e 15%.

Metade dos imóveis terá reajustes seguidos até 2017.

O protesto de ontem foi acompanhado por dezenas de policiais militares. Embora não tenha havido confronto, um rapaz foi detido porque carregava uma barra de ferro –resultando em um princípio de tumulto.

O ato deixou a rua de Haddad às 21h30 e seguiu novamente em direção à av. Paulista, onde foi encerrado.

Procurada ontem à noite, a assessoria de Haddad não retornou aos recados deixados pela reportagem para dizer se ele estava em casa na hora da manifestação.

CONDOMÍNIO

Pela manhã, Haddad disse que não voltará atrás na decisão de reajustar o IPTU em São Paulo, mesmo diante da pressão de entidades de comércio e indústria e associações de moradores.

Juntas, elas prometeram ir à Justiça contra o aumento.

"Não vamos voltar atrás mesmo se a Justiça for acionada", afirmou Haddad.

Ao menos 25 associações de moradores fizeram um abaixo-assinado contra o projeto e pretendem entregá-lo ao prefeito da cidade.

Haddad já havia afirmado que, ao propor o reajuste, "fez o que os outros prefeitos fizeram" e comparou o IPTU à taxa de condomínio.

"É um tributo que eu pago com a maior alegria, porque eu sei que é um condomínio para a cidade."

Questionado ontem sobre o fato de a operação que resultou na prisão de quatro funcionários da prefeitura ter coincidido com a aprovação do IPTU, o prefeito desconversou e disse não haver ligação entre uma coisa e outra.

21/07/2013

Folha volta ao local do crime

Filed under: Mais Médicos,Saúde — Gilmar Crestani @ 10:16 am
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Dizem que todo bandido volta ao local do crime. O que leva a fazer isso só Freud explica. No caso da Folha, o bolso explica. Depois de ter armado pra cima do programa “Mais médicos” do governo federal, entrevistando um dono de clínica, César Câmara, como se fosse um médico que desistia do programa do governo alegando precariedade dos direitos trabalhistas, agora a Folha descobre que os médicos fogem das periferias. Pior, a saúde em São Paulo piorou. Nenhuma palavra sobre como se deu a deteriorização da saúde na periferia nem quem é responsável por mais este feito em São Paulo. A verdade é que, se acontece em São Paulo, onde o afastamento não tem nada a ver com “falta de estrutura”, o se dirá das áreas afastadas do interior? A FENAM poderia ser convidada a se manifestar sobre as razões que levam os médicos a se afastarem das periferias…

Mesmo com salário melhor, periferia de SP perde médico

Números de profissionais em oito regiões da capital é menor do que em 2009

Das 8 regiões, 6 estão a mais de 20 km do centro; redução ocorreu apesar de salários de até R$ 14.600 ao mês

TALITA BEDINELLIDE SÃO PAULO

Na tarde da última sexta, a dona de casa Diana Alves dos Santos, 21, deixava uma unidade de saúde na zona leste de São Paulo levando nos braços o filho Kauã, três meses, enrolado em um cobertor.

Desolada e sem dinheiro, planejava caminhar sob garoa fina e vento forte pelos 2,4 km que separam a AMA (Assistência Médica Ambulatorial) Castro Alves, onde estava, do hospital Cidade Tiradentes.

Kauã acordou com bolinhas no corpo, tosse e "amuado". Na AMA Castro Alves não havia pediatras. Os pais que ali chegavam eram orientados a procurar o hospital, onde a espera era de até 2h30 na tarde da mesma sexta.

No prédio da AMA, também funciona uma UBS (Unidade Básica de Saúde), onde é possível marcar as consultas de rotina. Mas quem quisesse ser atendido pelo único ginecologista dali teria que esperar, pelo menos, até outubro.

"Quem não tem dinheiro para passar no médico está lascado", desabafava a aposentada Anita dos Santos, 70, que também usa o sistema público de saúde na região. "Parece que as coisas pioraram nos últimos anos".

A impressão da piora da aposentada tem sustentação.

Levantamento da Folha feito com base em dados da prefeitura mostra que algumas áreas periféricas perderam médicos nos últimos quatro anos –ainda que a média de médicos em AMAs e UBSs na cidade tenha aumentado 18% no período.

Dos 24 distritos de saúde da cidade (que se assemelham à distribuição das subprefeituras), oito tiveram redução de médicos desde 2009 –quando as OSs (Organizações Sociais) já estavam consolidadas na administração de unidades de saúde municipais.

Desses oito, seis ficam a mais de 20km do centro.

A zona leste foi a mais prejudicada: tem, hoje, 10% menos médicos trabalhando.

Um dos argumentos do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) para as parcerias com OSs era, justamente, a facilidade que elas teriam para contratar médicos.

Isso porque, ao contrário do poder público, as instituições poderiam pagar salários maiores na periferia.

Segundo a prefeitura, o salário base pago pelas OSs vai de R$ 10.390 a R$ 12.770 (jornada de 40h semanais). A prefeitura paga R$ 4.200 (20h).

E o valor pago pelas OSs aumenta mais na periferia.

A Santa Marcelina, que gere unidades em Cidade Tiradentes, Guaianases e Itaim Paulista, paga até R$ 14.600 nas áreas mais distantes. No Itaim Paulista, a 35 km do centro de carro, foi onde a proporção de médicos mais caiu.

Colaborou RAFAEL TATEMOTO

07/07/2011

Os “jenios” da “rassa”…

Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 8:41 pm
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Quanto o avião da TAM se espatifou em Guarulhos, levando muita gente boa, inclusive meu ex-professor e irmão de colega de trabalho, e até primo, a Folha de São Paulo estampou em primeira página um artigo encomendado chamando Lula de assassino. Ficou provado que houve falha humana, não Presidencial. A Folha não pediu desculpas. E agora, depois que a Sesmaria dos “melhores quadros” se esvai como se tivesse tomado laxante gigante, o que dirão dos “jênios da rassa”, aqueles que falam várias línguas, estudam na Sourbonne e chamam Lula de ignorante????

07/07/2011 13:11 – Atualizado em 07/07/2011 13:24

Deslizamento de terra deixa um morto em São Paulo

Pelo menos seis pessoas estão soterradas

Deslizamento de terra deixa um morto em São Paulo<br /><b>Crédito: </b> Adriano Lima / AE / CP

Deslizamento de terra deixa um morto em São Paulo
Crédito: Adriano Lima / AE / CP

Deslizamento de terra deixa um morto em São Paulo
Crédito: Adriano Lima / AE / CP

Ao menos uma pessoa morreu no deslizamento de terra ocorrido no final da manhã desta quinta-feira na divisa da zona sul da cidade de São Paulo com Diadema, no Grande ABC. De acordo com os bombeiros, a vítima fatal seria uma adolescente de 18 anos, que estaria grávida. Outra pessoa foi retirada dos escombros com vida e pelo menos outras seis estão soterradas – entre elas quatro crianças. Informações iniciais são de que quatro casas foram soterradas. Vinte viaturas prestam socorro às vítimas, com auxílio de cães farejadores. As informações são do Portal R7
Dois helicópteros Águia da Polícia Militar estão no local auxiliando às buscas. Alem destes, o Águia 9, equipado com o Olho de Águia, sobrevoa a área do desabamento transmitindo imagens em tempo real para a coordenação da Polícia Militar em São Paulo.
A Defesa Civil Municipal informou que recebeu a denúncia de que uma retroescavadeira da Secretaria de Habitação de São Paulo realizava obras no alto do morro, quando teria despencado, atingindo as casas. A Secretaria de Habitação de São Paulo irá verificar se há informaçao procede. Até o momento, o Corpo de Bombeiros, a Subprefeitura da Cidade Ademar e a Defesa Civil Estadual ainda não confirmaram essa informação.

Correio do Povo | Notícias | Deslizamento de terra deixa um morto em São Paulo

22/04/2011

A pergunta que não quer calar

Filed under: Estadão,Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 10:42 am
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Que atitudes os governos municipal e estadual adoram em razão das dificuldades financeiras da instituição? O que a comunidade pensa a respeito? A matéria do Estadão é mais asséptica que o próprio hospital. Dão o fato mas não entregam o santo. Fosse em outro estado da federação ou num município administrado pelo PT, o Estadão sairia batendo sem dó nem piedade. O problema de São Paulo é de saúde, inclusive a mental.

Dívida de R$ 2 milhões fecha hospital em São Paulo

Durante a quinta-feira, 38 pacientes, incluindo um em ‘estado terminal’, foram transferidos a outras unidades

21 de abril de 2011 | 21h 45

Isis Brum – Jornal da Tarde

SÃO PAULO – O Complexo Hospitalar Paulista, em Cerqueira César, região central da capital, foi fechado nesta quinta-feira, 21, por causa de uma dívida de R$ 2 milhões em alugueis do imóvel onde funcionava. Havia 38 pessoas internadas, que tiveram de ser transferidas para outras unidades ao longo do dia. A unidade é alvo de pelo menos outros três processos de cobrança de pagamentos, abertos neste ano no Fórum João Mendes. Em 2008, foi condenada em uma ação civil pública por descumprir normas de higiene e por funcionar com quadro reduzido de funcionários, entre outras irregularidades. Os administradores não foram encontrados pela reportagem.

Robson Fernandjes/AE

Robson Fernandjes/AE

Complexo Hospitalar Paulista fica no bairro de Cerqueira César, região central de SP

O oficial de Justiça e os advogados da família Iervolino, proprietária do imóvel, chegaram ao hospital às 10 horas para fechar o complexo e transferir os pacientes internados. A maioria foi encaminhada para o Hospital Presidente, no Tucuruvi, zona Norte de São Paulo – que pertenceria aos mesmos administradores da unidade despejada, segundo os parentes dos enfermos.

O porta-voz dos donos do prédio, o advogado Sayegh Neto, afirmou que a família alugou as ambulâncias usadas na transferência dos internos e garantiu alimentação e medicação aos pacientes durante o dia. Carros do serviço funerário da Prefeitura Municipal de São Paulo também foram usados para remover os doentes, muitos deles idosos.

Parentes de internos estavam em choque. "É um crime o que estão fazendo aqui", definiu a professora Edna Ramos de Araújo Rossi, de 55 anos. O sogro dela, Mário Rossi, entrou em coma após uma queda e está "em estado terminal". "Ele não tem condições de ser transferido", afirmou.

Internada com anemia profunda por causa de um câncer, a irmã da dona de casa Sueli Maria dos Anjos Silva, de 48 anos, não tinha recebido as bolsas de sangue necessárias à sua recuperação até as 18 horas de ontem. "É um desrespeito completo", reclamou Sueli.

A mãe, de 64 anos, do empresário Maurício Branco, 42, quebrou a bacia há 3 dias e só recebe analgésicos. "Deram uma injeção de morfina para ela aguentar a transferência", disse Branco. Segundo Sayegh Neto, houve tentativa de negociação da dívida e, em 31 de março, o hospital foi informado sobre o despejo.

Dívida de R$ 2 milhões fecha hospital em São Paulo – vida – Estadao.com.br

20/04/2011

Com PSDB, até a população cresce menos

Filed under: Estadão,Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 8:03 am
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Ontem foi a debandada de vereadores do PSDB. Logo, logo, com mais algumas administrações do PSDB, São Paulo vai se transformar num estado de anões…

Grande SP agora mais perde que ganha migrantes

Por ano, 30 mil pessoas deixaram Região Metropolitana na última década. Com isso, crescimento populacional foi o menor em 70 anos

20 de abril de 2011 | 0h 00

Bruno Paes Manso – O Estado de S.Paulo

A diminuição do fluxo de migrantes para São Paulo na última década foi decisiva para que o Estado registrasse o menor crescimento populacional dos últimos 70 anos. Entre 2000 e o ano passado, São Paulo recebeu 47.946 migrantes por ano, valor que corresponde a um terço do total registrado na década anterior. No auge da migração em São Paulo, entre os anos 1970 e 1980, o fluxo anual de migrantes era 6,4 vezes maior do que o atual.

Pela primeira vez, o aumento da população no Estado, que ficou em 1,1% na década, foi mais baixo do que a média nacional (1,2%). A redução no saldo vegetativo anual (diferença entre nascimentos e mortes) também ajudou a diminuir o ritmo de aumento populacional. O crescimento vegetativo da década foi de 379 mil. Na passada, era de 467 mil.

Como resultado, a população de São Paulo passou de 36,974 milhões em 2000 para 41,252 milhões de habitantes em 2010. Os dados são de pesquisa divulgada ontem pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), com base nos resultados demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O dado que mais chama a atenção dos pesquisadores aponta para a queda brusca do saldo migratório dos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo. Considerada a região do Estado mais atraente na década de 1990 a 2000, recebendo 24.399 pessoas por ano, passou a perder anualmente 30.362 migrantes. "Uma das hipóteses para explicar esse movimento é que outras cidades do Centro-Oeste, Nordeste e Norte ficaram mais atraentes, porque têm registrado crescimentos econômicos acima do paulista", diz a pesquisadora Sônia Perillo, analista de projetos da Fundação Seade.

Apesar de registrar uma queda anual na migração de 32.814 migrantes, a cidade de São Paulo teve redução menor do que a verificada nos últimos 20 anos. Entre 1990 e 2000, o saldo negativo da migração era da ordem de 50,8 mil anual. "A diferença é que os demais municípios da Região Metropolitana compensavam essa queda e recebiam parte da população. Agora, as outras cidades da região pararam de crescer", explica Sônia.

Em números absolutos, fora a capital, Osasco registrou as principais perdas populacionais para outras cidades. Entre 2000 e 2010, 6.056 pessoas deixaram anualmente a cidade. Carapicuíba, Diadema e Santo André, também na Região Metropolitana, vêm em seguida, com saídas na ordem dos 2 mil anuais. "Não é o que temos registrado por fotos aéreas. Chegamos a reclamar dos dados para o IBGE. Caso estejam corretos, o que pode estar acontecendo é que parte dessa população esteja indo para a periferia de Osasco, em municípios vizinhos, como Carapicuíba e Itapevi", diz o geógrafo Ronnie Aldrin Silva, coordenador do programa Osasco Digital da Prefeitura de Osasco.

Na Baixada. A Região Metropolitana da Baixada Santista registrou um leve aumento no saldo migratório, abaixo do crescimento registrado nas décadas anteriores. Santos, que era a única das nove cidades da região que perdia população desde a década de 1990, ganhou a companhia nesta década de Cubatão e Guarujá. Deixaram Santos anualmente 1.310 pessoas, enquanto o Guarujá perdeu 664 por ano e Cubatão, 320.

Por ano
O crescimento médio anual da população paulista na década entre 2000 e 2010 foi de 427.778 pessoas.

Grande SP agora mais perde que ganha migrantes – saopaulo – Estadao.com.br

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