Ficha Corrida

29/01/2015

Rodízio à moda tucana

agua rodizio paulistaFolha fura, enfim, a blindagem mafiomidiática em relação ao legado de quase trinta anos de choque de gestão do PSDB em São Paulo. 

Agora que a Folha sai do armário, aguardo as manifestações sempre embasadas no despeito e no diversionismo do Fernando Francischini, do Álvaro Dias e o Antonio Ambassay, os trolls da internet. A velha mídia, no sempre lembrado método Rubens Ricúpero, não revela de onde os tucanos tiram o dedo que está sempre em riste para fiscalizar a moralidade alheia, mas o cheiro denuncia. Que os tucanos façam isso, é da sua natureza, que a mídia empreste defesa, coisa de jornalismo de aluguel,(pago com a distribuição de milhares de assinaturas

Eles que têm opinião sobre tudo que, para atingir Dilma se perfilam ao lado de golpistas paraguaios ou de qualquer outro lugar, que defendem o assassinato do traficante brasileiro na Indonésia mas se calam diante dos parceiros com 450 kg de cocaína.

Onde estão os profetas do apocalipse petista, Eliane Cantanhêde, Merval  Pereira, Arnanldo Jabor? Cadê as considerações deles a respeito da meritocracia implantada pelos tucanos na SABESP. E não é que as privatizações resolveriam todos o problemas do Brasil.

As privatizações do FHC vieram para resolver problemas que antes não tínhamos, mas quem lucrou com isso, todos os grupos mafiomidiáticos, empreiteiras, que agora foram pegas pela Operação Lava Jato, adquiriram empresas públicas com empréstimos feitos no BNDES. Esse é o legado tucano que os xiitas da moralidade alheia não conseguem articular um parágrafo com sujeito verbo e predicado.

cp28012015CRISE D’ÁGUA 

SP projeta ‘rodízio drástico’ de água para evitar o colapso do Cantareira

Segundo a Sabesp, Grande São Paulo pode ter racionamento de cinco dias sem água por semana

Estratégia será adotada caso chuvas continuem abaixo da média e outras ações não evitem colapso do reservatório

FABRÍCIO LOBELDE SÃO PAULOGUSTAVO URIBE

Sem dar detalhes nem uma possível data de início, o governo paulista admitiu que poderá adotar um rodízio "drástico" e "pesado" de água na Grande São Paulo.

A medida, segundo a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB), seria uma última opção para evitar o colapso completo do sistema Cantareira, reservatório que atende 6,2 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo e que ontem operava com 5,1% de sua capacidade.

São Paulo vive hoje a pior crise hídrica da história, e o Cantareira pode secar completamente em março.

Ontem, a informação sobre o rodízio partiu do diretor metropolitano da Sabesp, o engenheiro Paulo Massato. Segundo ele, diante do eventual agravamento da crise, a Grande SP poderá ter, por semana, cinco dias com rodízio.

"Se as chuvas insistirem em não cair no Sistema Cantareira, seria uma solução de um rodízio muito pesado, muito drástico", disse, pela manhã, após evento com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Procurada ao longo de todo o dia por meio de sua assessoria, a Sabesp não detalhou o plano apresentado pelo diretor da empresa.

Não se sabe, por exemplo, se a ideia de rodízio considera que toda a metrópole fique sem água cinco dias seguidos ou se haverá um esquema de alternância de fornecimento de água entre os bairros.

Na entrevista, o executivo da Sabesp ponderou que esse modelo de rodízio será implementado em SP caso:

1) as chuvas nos mananciais sigam abaixo da média: neste janeiro, a previsão é de que as chuvas no Cantareira fiquem abaixo da média, assim como nos últimos nove meses no reservatório.

2) as obras para ampliar a produção de água não avancem em tempo: a maioria das obras anunciadas até agora tem inauguração prevista entre 2016 e 2018;

3) o plano para aproveitar a poluída reserva da Billings fique inviável: anunciado na última semana por Alckmin, o plano, no entanto, não foi detalhado pelo governo ou pela Sabesp.

Segundo o professor da Unicamp e especialista em hidrologia Antonio Carlos Zuffo, uma possibilidade é a Sabesp dividir a cidade em sete setores. Em cada um deles, o morador terá água por dois dias e, no restante da semana, ficaria sem água.

"É uma medida severa, mas que traduz a realidade do Cantareira. Acabando a água do Cantareira, é a única forma de continuar abastecendo a cidade", disse.

"Resta saber se a medida seria aplicada à toda Grande São Paulo ou apenas à região atendida pelo Cantareira."

Ainda que não tão drástico, essa medida também não seria uma novidade para moradores de São Paulo e de seu entorno.

Em 1985 e 2000, por exemplo, alguns bairros entraram em sistema de rodízio com um dia completo sem água e dois dias seguidos com fornecimento normal.

Um rodízio seria a mais duro medida de Alckmin para enfrentar a crise, após, entre outros pontos, economizar água com a redução da pressão nos encanamentos e adotar a cobrança de uma sobretaxa na conta dos "gastões".

Mesmo durante a severa estiagem de 2014, o tucano, então candidato à reeleição e que acabou eleito no primeiro turno, disse em diferentes oportunidades que SP não corria risco de desabastecimento de água. Disse também que nem teria de submeter Grande São Paulo a esquemas de racionamento ou rodízio.

Hoje, um eventual racionamento teria que ser aprovado e regulado pela Arsesp (agência estadual).

 

São Paulo prevê iniciar rodízio de água até abril

O prazo coincide com o fim do período chuvoso no Sudeste e com a
estimativa do término da segunda cota do volume morto do Cantareira

    CRISE DA ÁGUA

    Governo Alckmin projeta para abril início do rodízio

    Sem modelo definido, medida pode deixar Grande SP até 5 dias seguidos sem água

    Racionamento pode começar apenas em região abastecida pelo Cantareira, que atende 6,2 milhões de pessoas

    FABRÍCIO LOBELGUSTAVO URIBEDE SÃO PAULO

    Diante da maior crise hídrica da história da Grande São Paulo, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) prevê o início de um rodízio de água até a primeira quinzena de abril.

    O prazo discutido entre integrantes do governo e dirigentes da Sabesp, a estatal de saneamento, coincide com o fim do período chuvoso e a previsão de término da segunda cota do volume morto do sistema Cantareira.

    Hoje, o sistema abastece 6,2 milhões de pessoas nessa região. Na capital, atende toda a zona norte e partes das regiões leste, oeste, centro e sul.

    O formato do rodízio, porém, ainda não foi definido. Segundo a Folhaapurou, o cenário de 5 por 2 (cinco dias sem água para dois dias com abastecimento), citado pelo diretor Metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, é o mais drástico entre os analisados.

    A metrópole só escaparia do rodízio agora, caso o período chuvoso registrasse um volume acima da média, o que é avaliado como improvável pelos meteorologistas.

    A equipe técnica da Sabesp estuda, por exemplo, entre outras alternativas, aplicar o rodízio num primeiro momento apenas sobre a área atualmente atendida pelo Cantareira –outros cinco mananciais atendem a Grande SP.

    No último rodízio feito na capital paulista, em 2000, por exemplo, por causa do baixo nível do sistema Guarapiranga, somente a zona sul e parte da zona oeste foram afetadas por cortes de água.

    Na época, o racionamento ocorria por um período de 24 horas, a cada três dias.

    Neste momento, a Sabesp discute ainda colocar a Grande SP em regimes menos drásticos que o já anunciado, como de 4 (sem água) por 2 ou de 3 (sem água) por 2.

    Essa escolha está condicionada ao volume de água que terá de ser economizado até o início do próximo período de chuvas, em outubro.

    Segundo especialistas ouvidos pela Folha, independentemente do período determinado, a Sabesp teria de oferecer ao menos dois dias seguidos de abastecimento em cada bairro, para garantir que os locais mais distantes dos reservatórios recebam água.

    "Num turno de apenas 24 horas com água, é possível que, em locais mais distantes, a água não chegue. Então, por isso, a decisão de dois dias com água", disse o professor Antônio Carlos Zuffo, da Unicamp.

    Ainda segundo especialistas, modelos com menos dias de torneiras secas, como o de 2 por 2, por exemplo, podem ser pouco econômicos diante da gravidade dessa crise.

    O governo estadual calcula ainda que a decisão do modelo a ser adotado deverá ser tomada pelo menos um mês antes do início do rodízio.

    Além do lançamento de uma campanha publicitária para orientar a população, deverão ser feitas adaptações nas tubulações da rede.

    Hospitais, escolas e presídios, por exemplo, teriam de ter um regime especial.

    Nesta sexta-feira (30), o governador deve ir a Brasília para encontro com a presidente Dilma Rousseff (PT).

    Juntos, devem anunciar a inclusão no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da obra de transposição de água do rio Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, para uma represa do Cantareira.

    Com isso, a obra poderá ser contratada mais rapidamente, fora do processo normal de licitação. Com valor de R$ 830 milhões, a previsão é de que fique pronta em 2016.

    03/12/2014

    Massa Cheirosa: PSDB garante banho pra quem tem dinheiro

    sabesp

    A Folha de São Paulo demitiu a porta-voz do tucanato, Eliane Cantanhêde, porque, para defender o PSDB, não precisa de porta-voz, ela mesma faz. Há milhares de assinaturas da Folha distribuídas em escolas públicas de São Paulo. Isso, sim, são motivos convincentes…

    Neste episódio da falta de água fica bem clara a distinção entre esquerda e direita: o DINHEIRO. Por que será que os pedágios onde o PSDB governa são os mais altos do mundo. A direita privilegia quem já tem privilégios. Aliás, a direita mantém atual o ditado mais antigo já registrado: dar a cada um o que é seu. Tem mais de dois mil anos e foi registrado pelo Direito Romano. A Caesar  o que é de Caesar! Aos ricos a riqueza, aos pobres a pobreza!

    É por isso que as periferias sofrem mais que os grandes centros, onde os investimentos públicos são maiores. É, para resumir, onde rola o dinheiro. Não é mero acaso que a SABESP está na Bolsa de Valores de Nova Iorque mas não está na periferia de São Paulo. Aliás, é bem coerente com o perfil ideológico de seus administradores: socialização das perdas e a privatização dos lucros. É desta mesma fonte que brota o tal de choque de gestão e a filosofia da meritocracia.

    Os pedágios segue a mesma lógica. A direita que tanto fala em liberdade, esquece que liberdade não é dar o mesmo ponto de chegada, mas o mesmo ponto de partida. Para a direita, liberdade de ir e vir está diretamente ligada às condições econômicas. Que liberdade tenho de ir a São Paulo se não tenho dinheiro para comprar a passagem?!

    A crise d’água em São Paulo está diretamente ligada à falta de liberdade de expressão, na medida que o Instituto Millenium, por meio da Judith Brito, se perfilou ao lado do PSDB, tudo o que o PSDB faz a velha mídia endossa sem qualquer questionamento.

    DEPOIS DA ELEIÇÃO/CRISE D’ÁGUA 

    ‘Sou contra o gastão’, afirma governador

    Segundo Alckmin, que descartou a cobrança extra aos consumidores de água antes da eleição, tema está em estudo

    Sobretaxa seria imposta aos que ampliassem o gasto acima da média; não há ainda definição sobre adoção da medida

    GUSTAVO URIBEEDUARDO GERAQUEDE SÃO PAULO

    Depois de anúncios e recuos antes da eleição deste ano, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) voltou a considerar a possibilidade de cobrança de sobretaxa na conta de água de quem ampliar o consumo.

    São Paulo enfrenta hoje a maior estiagem em 84 anos, com interrupções de abastecimento na Grande São Paulo, cidades do interior em regime de racionamento e reservas de água cada vez mais baixas.

    O sistema Cantareira, por exemplo, o principal da Grande São Paulo, opera com a segunda cota do volume morto.

    Segundo o tucano, a medida é estudada pela Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia) e pela Procuradoria Geral do Estado.

    Questionado se é favorável à cobrança da sobretaxa, o tucano respondeu que é contra o "gastão".

    "Nós fizemos tudo o que tem de ser feito, em etapas. Primeiro, criamos o bônus e, depois, o expandimos", disse o tucano nesta terça-feira (3).

    "E a Arsesp está estudando a questão de você ter um plus’ para quem estiver acima da média, mas não é ainda uma decisão tomada. Isso está sendo analisado juridicamente", completou.

    Em abril, a administração havia anunciado a implantação da sobretaxa de quem aumentasse a conta de água acima do consumo médio relativo ao ano anterior.

    Em julho, início da campanha eleitoral e quando a cobrança extra foi adiada, o governador afirmou que não via necessidade de sua adoção.

    À época, o tucano foi criticado pela iniciativa. Entidades de defesa do consumidor argumentavam que a cobrança era ilegal e que o governo só poderia adotá-la se houvesse racionamento, opção sempre rechaçada pelo Palácio dos Bandeirantes.

    O tucano participou nesta terça-feira de inauguração de um conjunto de obras para aumento da produção de água do sistema Guarapiranga em mil litros por segundo.

    Com a iniciativa, o sistema, que opera com 33,4% de sua capacidade, terá sua capacidade ampliada de 14 mil para 15 mil litros por segundo.

    As principais obras para aumentar a produção de água no Estado, porém, somente serão entregues a partir de 2016, como a transposição de águas do rio Paraíba de Sul para represas do Cantareira.

    Por ora, para reduzir o consumo, o governo adotou o bônus na conta, fez campanhas publicitárias e reduziu a pressão do abastecimento.

    Essa última medida diminui o desperdício (quanto menor a pressão, menor a perda de água nas tubulações), mas tem deixado moradores de todas as regiões da cidade sem água em casa nas noites e madrugadas.

    Segundo a Sabesp, ações de redução de pressão promoveram economia de 10 metros cúbicos por segundo de água. A produção do Cantareira, antes da crise, era de 31 metros cúbicos por segundo.

    DRIBLE À ESCASSEZ

    A declaração do governador sobre a cobrança extra ocorreu no mesmo dia em que especialistas reunidos em São Paulo para discutir a crise hídrica defenderam a medida.

    "Quem gasta muito precisa ter uma taxa ainda maior", disse Benedito Braga, professor da USP e presidente do Conselho Mundial da Água, que discute o tema.

    Organizador do evento, o presidente da ABES-SP (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária no Estado de SP), Alceu Bittencourt, afirmou que a instituição também é a favor da sobretaxa.

    "As estratégias de comunicação para a população precisam ser aprimoradas", disse.

    07/11/2014

    Derrota de Aécio Neves causa hecatombe na Folha

    Não foram só as torneiras da SABESP que secaram em São Paulo. Com mais uma derrota do PSDB em nível nacional, a perda da prefeitura Municipal em São Paulo, Geraldo Alckmin não vai conseguir, sozinho, manter Veja, Folha & Estadão ao mesmo tempo. Tera o oPTar…

    O Instituto Millenium vai ter de fazer das tripas coração para sobreviver a mais quatro anos de seca. Os veículos que estão sempre dando lições de administração, de investimento, de economia ao Governo Federal não conseguem fazer a lição de casa. Um a um, como As Pombas do Raimundo Correa, os velhos grupos da velha mídia vão definhando. E não voltam mais!

    Acusar a Dilma pelo próprio desemprego foi a última tacada da colunista de aluguel.

    Quem será a próxima vítima!?

    Folha demite colunista mais alinhada com o PSDB

    :

    Reestruturação da Folha atinge um ícone do colunismo político: a jornalista Eliane Cantanhêde, que se notabilizou pela má vontade com o PT e a presidente Dilma Rousseff; no início do ano, ela anunciou um apagão inexistente; na Copa, jogou no time da torcida contrária; nas eleições, não escondeu sua posição pró-tucanos; em fase de corte de gastos, a Folha já demitiu cerca de 25 profissionais nos últimos dias

    6 de Novembro de 2014 às 20:57

    247 – A mais recente onda de demissões que atinge a redação do jornal Folha de S. Paulo alcançou uma de suas principais colunistas, a jornalista Eliane Cantanhêde. Ela publicou mensagem no Twitter, na noite desta quinta-feira (6), informando o fato. "Amigos do Twitter, aviso geral: amanhã eu não escrevo mais a coluna na Folha. Foi bom enquanto durou", afirmou ela no seu Twitter.

    Cantanhêde era a colunista da Folha mais alinhada ao PSDB, consequentemente sendo assim uma das jornalistas mais antipetistas da grande mídia. Sua má vontade com a presidente Dilma Rousseff era notória.

    A Folha já demitiu cerca de 25 jornalistas nesta semana. Entre os demitidos estão os repórteres Flávia Marreiro, ex-correspondente do jornal em Caracas, Eduardo Ohata, de "Esportes"; Ana Krepp, de "Cotidiano"; Lívia Scatena, de "Gastronomia"; Euclides Santos Mendes, Editor do "Painel do Leitor"; Samy Charanek, pauteiro de "Cotidiano"; Gislaine Gutierre, "Ilustrada"; e Thiago Guimarães, coordenador adjunto da Agência Folha.

    A Folha alega motivações econômicas.

    No Twitter, a saída de Cantanhêde tem gerado reações bem contrastantes. Há aqueles que comemoram e até sugerem que ela procure emprego na revista Veja ou "recontagem" do tempo de serviço, numa alusão ao pedido do PSDB de auditoria da eleição deste ano. Outros lamentam que a jornalista tenha deixado a Folha.

    O jornalista Ricardo Noblat comentou a notícia: "Por economia, a Folha de S. Paulo demitiu vários jornalistas. Eliane Cantanhede, a colunista mais lida, foi um deles.."

    Em sua última publicação no jornal, ela falou sobre as dificuldades enfrentadas pela presidente Dilma. Curiosamente, o texto dela desta quinta foi intitulado "O último bastião".

    Abaixo na íntegra:

    BRASÍLIA – Se eu fosse a presidente Dilma, acenderia dezenas de velas no Palácio da Alvorada para o emprego não começar a cair. Todos os indicadores econômicos, ladeira abaixo, ameaçam puxar também esse último bastião da campanha e do primeiro mandato de Dilma.

    Nem o combate à miséria resistiu a esses quatros anos. Curiosamente atrasada, nos chega agora a notícia de que, pela primeira vez em dez anos, há uma interrupção na redução do total de miseráveis. O número caía ano a ano, mas passou a apresentar um leve movimento de alta. Os 10,08 milhões de brasileiros que em 2012 não tinham renda suficiente nem para uma cesta mínima de alimentos cresceram 3,7% e passaram a 10,45 milhões em 2013.

    Trata-se de notícia oficial, de órgão oficial (Ipea), baseada em dados oficiais (do IBGE). Mas foi adiada para depois das eleições, sabe-se lá por quê. Ou será que a gente sabe? Em 2010, quando eram bons para Lula, os dados foram anunciados no meio das eleições. Em 2014, quando são ruins para Dilma, só são depois, e discretamente.

    O quadro é o seguinte: estagnação da economia, alta dos juros, inflação no teto –ou acima do teto– da meta, contas públicas no vermelho pela primeira vez em décadas, contas externas muito desfavoráveis ao Brasil, redução de importações de máquinas e equipamentos essenciais à indústria –que vem caindo.

    Era óbvio, portanto, que o número de miseráveis pararia de cair, indicando que pode até subir. Como é óbvio que os empregos –que se seguram com os menos qualificados, que menos colaboram para o aumento da produtividade– também deverão sofrer os efeitos dessa confluência nefasta na economia.

    Depois de ouvir Lula longamente, Dilma defendeu nesta quarta (5) que é hora de todo mundo descer do palanque. É mesmo, tem toda razão, até porque ganhar a eleição já não foi fácil, mas corrigir rumos e tirar o país do buraco vai ser mais

    Folha demite colunista mais alinhada com o PSDB | Brasil 24/7

    02/11/2014

    Cai mais um mito da direita midiática

    Filed under: Bolsa Família,Eliane Cantanhêde,Mitologia — Gilmar Crestani @ 9:30 am
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    bolsaPor que Eliana Cantanhêde não lê o jornal em que trabalha!?

    Hoje a porta-voz do PSDB na Folha, Eliane Cantanhêde inocula mais um pouco do velho preconceito da velha mídia: “Era a história de um desastre anunciado e só não sabiam os menos escolarizados e quem ficou cego e surdo diante da realidade.” Com outras palavras dá trela ao estigma defendido por FHC contra os nordestinos, a de que as regiões mais pobres foram os grandes eleitores de Dilma. Ora, se foram os mais beneficiados, porque não eles?! Só falta explicar porque Dilma derrotou Aécio em Minas Gerais, onde este foi governador auto declarado com alta popularidade?! Tirando o poder econômico, pouca coisa sobra à massa cheirosa

    Mas eis senão quando a própria Folha sai com esta de que o PT cresceu onde há pouco Bolsa Família. E agora como ficam as inúmeras acusações publicadas pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium de que o PT só tinha eleitores do Bolsa Família? Uma semana depois das eleições a Folha constata o que “só não sabiam os menos escolarizados e quem ficou cego e surdo diante da realidade”…

    A melhor explicação não seria porque, ao contrário do PSDB, as políticas sociais do PT não cobram dos beneficiados retribuição eleitoral?! Não é benefício à cabresto, como faz o velho coronelismo incrustado na direita brasileira!

    Petista cresceu onde há pouco Bolsa Família

    Nos mil municípios menos dependentes do programa, Dilma colheu 4,8 milhões de votos a mais no segundo turno

    Já nas mil cidades mais dependentes, seu crescimento em relação ao primeiro turno foi de apenas 486 mil votos

    RICARDO MENDONÇADE SÃO PAULO

    Embora a presidente Dilma Rousseff (PT) tenha derrotado o senador Aécio Neves (PSDB) por larga vantagem nos municípios mais dependentes do Bolsa Família, o programa social, sozinho, não explica o triunfo final da petista no segundo turno da eleição presidencial.

    Isso porque, do primeiro para o segundo turno, o aumento da votação em Dilma ocorreu com mais intensidade nos municípios menos dependentes do Bolsa Família.

    Dos 11,2 milhões de votos a mais que a presidente teve na etapa final, 7,3 milhões vieram das cidades onde o Bolsa Família beneficia menos de 25% da população.

    Tradução: Dilma só foi reeleita porque, na disputa final, conseguiu crescer nos municípios onde há pouca gente inscrita no programa.

    Essas afirmações são confirmadas a partir de vários ângulos nas tabelas que cruzam votação com dados do Bolsa Família por município.

    Nas mil cidades menos dependentes do Bolsa Família (onde menos de 13% dos moradores são socorridos pelo programa), a votação de Dilma subiu de 28,2% dos válidos no primeiro turno para 38,3% na fase final.

    Nos dois turnos, ela ficou atrás de Aécio nesse conjunto de cidades. Mas seu avanço de 10,1 pontos percentuais representou um ganho de 4,8 milhões de votos. Quase metade de toda a votação incorporada por ela na etapa final.

    Já o avanço de Dilma nos mil municípios mais dependentes do programa acabou sendo bem mais modesto.

    Nessas outras mil cidades –todas com mais de 60% da população atingida pelo Bolsa Família–, Dilma teve um ganho de 486 mil votos entre o primeiro e o segundo turno. Nesse mesmo universo, Aécio conseguiu crescer mais: obteve 730 mil novos votos.

    Há duas explicações para o baixo avanço de Dilma nas cidades mais dependentes do Bolsa Família. Primeira: nesses locais, a petista já havia terminado o primeiro turno com um patamar alto de votos (73,3%). O espaço para avançar, portanto, era menor.

    Segunda: nos mil municípios mais dependentes estão só 8% do eleitorado. No polo oposto (mil menos dependentes) estão 42% dos eleitores.

    DISPUTA

    Outro recorte que leva à mesma conclusão é a comparação entre os municípios com mais de 50% da população vinculada ao programa e os municípios com menos de 50% da população vinculada.

    No primeiro grupo (o dos mais dependentes), Dilma ganha o segundo turno de Aécio por enorme vantagem: 75,8% a 24,2%. No mapa em que o vencedor de cada um desses municípios é destacados, quase tudo fica vermelho.

    No outro grupo (o dos menos dependentes), Dilma perde, mas por um placar mais apertado: 52,5% para ele, 47,5% para ela. No mapa, a distribuição entre azul e vermelho parece equilibrada.

    Nas 3.773 cidades com menos da metade da população no Bolsa Família, Dilma incorporou 10,2 milhões de votos no turno final. Sem isso, não teria sido reeleita.

    01/11/2014

    Seca no epicentro do golpismo

    Sabesp SecaA porta-voz do PSDB, Eliane Cantanhêde, a Cassandra que abre a Caixa de Pandora contra o Governo Federal, vivia falando que haveria caos elétrico. Tudo porque o fornecimento de energia elétrica está em boa parte sob responsabilidade federal. Sempre preocupada em encontrar caos no governo federal, em nenhum momento se pronunciou a respeito da crise d’água que atormenta São Paulo.

    Hoje a manchete da Folha  destaca que 4 de cada 5 litros d’água secaram no sudeste. Secou para quem consome água, mas não de apagão, como torcia Cantanhêde. Lá pelas tantas da matéria há a informação de que em 2001 já havia chegado a 20,61% do reservatórios. Portanto, houve tempo e continuidade do PSDB no governo para sanar.

    Como explicar se para mover turbinas se exige mais volume d’água que para beber. Sem contar que por muito menos houve apagão no áureos tempos em que o rei da mistificação estava de caso com Miriam Dutra

    Na terra da Multilaser e do Banco Itaú, choque de gestão e meritocracia são palavras brandidas como panos vermelhos pelos toureiros para atraírem a manada que os segue de maneira bovina as manipulações dos velhos grupos mafiomidiáticos.

    O praga lançada por Eliane Cantanhêde virou bumerangue e hoje assola o epicentro do golpismo brasileiro, São Paulo.

    Quatro de cada cinco litros no Sudeste secaram

    Queda em reservatórios põe sistema em risco; usinas geram 1/3 da produção normal

    MACHADO DA COSTADE SÃO PAULO

    Os níveis dos reservatórios de usinas hidrelétricas da região Sudeste estão no menor patamar desde 2000, quando iniciou-se a série histórica do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

    Com o baixo volume, usinas estão gerando menos e colocando o abastecimento de energia em risco.

    Os reservatórios são considerados a bateria do sistema elétrico. Quanto menos água armazenada, menor a geração hidrelétrica.

    O volume útil médio dos reservatórios está em 18,85%. Ao final de setembro de 2001, o volume de água armazenada estava em 20,61% do total, o menor até então.

    O problema também ocorre no Nordeste, embora seja menos grave que em 2001. O nível médio dos reservatórios dessa região está em 15,88%, ante 7,84%, medidos em novembro de 2001.

    Três usinas estão em situação mais grave: Três Irmãos (rio Tietê) e Ilha Solteira (rio Paraná), em São Paulo, e Três Marias (rio São Francisco), em Minas Gerais.

    Na usina mineira, o reservatório está em 2,94%. Já nas paulistas não há mais nenhum volume útil nos reservatórios. As usinas estão operando a fio d’água –quando a geração é feita de acordo com a vazão do rio.

    Isso levou essas usinas a gerar apenas um terço do volume normal de energia nas últimas semanas e a acumular prejuízos por produzir menos do que venderam por meio de contratos.

    Ildo Sauer, diretor do Instituto de Energia e Ambiente da USP, afirma que este é o momento mais crítico do sistema no ano e que o governo deveria lançar um programa de economia do consumo.

    "Já que o governo já foi salvo pelo gongo das eleições, ele deveria ser razoável e lançar um programa de economia de energia. A situação atual é muito semelhante à vista em 2001", diz.

    Naquele ano, sob o comando do então presidente Fernando Henrique Cardoso, o governo federal lançou um plano de racionamento, com multa para quem excedesse o limite de consumo.

    "Tudo depende do início de novembro", diz Nivalde de Castro, pesquisador da UFRJ.

    "Se não chover, será muito difícil manter a segurança do sistema elétrico sem a redução do consumo."

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    Sabesp não tinha dinheiro para investir, mas doou meio milhão para FHC

    1 de novembro de 2014 | 15:02 Autor: Miguel do Rosário

    O PIG psdb seca em são paulo alckmin

    Não é justo culpar São Pedro.

    Todo mundo sabe, ou deveria saber, o que aconteceu com a Sabesp nos últimos tempos.

    A estatal que cuida da água no estado mais rico foi saqueada pelos tucanos desde que entraram no governo. Era usada para comprar a mídia, por exemplo. A empresa anunciava em canais de TV do Brasil inteiro, embora apenas oferecesse serviços em São Paulo.

    Era usada para fazer doações para amigos, como ocorreu em 2006, quando doou meio milhão de reais para o Instituto Fernando Henrique Cardoso.

    Era usada para distribuição de dividendos aos acionistas, muitos deles em Nova York.

    Só não era usada para uma coisa: fazer os investimentos necessários em infra-estrutura hídrica, sobretudo interligando o sistema de distribuição de água do estado de São Paulo.

    Os tucanos passaram tantos anos falando em “choque de gestão” e “competência”, e agora o Brasil inteiro irá sofrer as consequências de um choque sim, mas de incompetência absoluta, porque a interrupção em indústrias e campos agrícolas no estado, por falta de água, refletir-se-á na economia nacional como um todo.

    *

    Ótima lembrança do Conversa Afiada.

    De 2007, na Fel-lha:

    DOAÇÃO

    SABESP DEU R$ 500 MIL PARA PROJETO DE INSTITUTO DE FHC

    DA REPORTAGEM LOCAL

    O Instituto Fernando Henrique Cardoso, entidade não-governamental criada pelo ex-presidente da República, recebeu no ano passado doação de R$ 500 mil da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), administrada por indicados pelo PSDB.

    A ONG do ex-presidente captou por meio da Lei Rouanet, de incentivo a cultura, cerca de R$ 2 milhões de doadores diversos, entre os quais a Sabesp, para um projeto de preservação do acervo de FHC -documentos, fotografias e objetos. Em nota, o instituto negou haver irregularidades na doação.

    A Sabesp é uma empresa de economia mista cujo principal acionista é o governo do Estado de São Paulo. A doação feita pela empresa foi revelada por reportagem publicada ontem no site “Terra Magazine”. De acordo com o texto, os recursos serão abatidos do Imposto de Renda por meio da Lei Rouanet.

    A nota divulgada ontem pelo instituto FHC explica que as doações, fruto de um projeto aprovado pelo Ministério da Cultura, se destinam à digitalização do arquivo do instituto, que poderá ser acessado pela internet.

    “Além das atividades acima referidas [digitalização], ele [o projeto] prevê a realização de exposições, seminários e palestras dirigidos a um amplo público de estudantes e professores.”

    A nota prossegue ressaltando a legalidade da doação da Sabesp. “O iFHC manteve-se no estrito cumprimento das determinações legais, seja em relação à Lei Rouanet, que permite a doação de empresas públicas, seja da Lei 4.344, que faculta a qualquer entidade ou pessoa física mantenedora de acervos documentais privados de presidentes da República “buscar apoio financeiro e técnico do poder público para projetos de fins educativos, científicos e culturais”.”

    A Folha não conseguiu falar ontem com a Sabesp.

    Sabesp não tinha dinheiro para investir, mas doou meio milhão para FHC | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

    11/10/2014

    Caos Aéreo

    caos aereoA Veja criou até um verbete para doutrinar sua manada. Desde que Lula assumiu e continuou no governo Dilma, Eliane Cantanhêde, porta-voz do PSDB e colonista da Folha, martela sobre o caos aéreo no Brasil. Hoje a Folha esconde no caderno Cotidiano a informação de que o Brasil tem o menor índice voos atrasados dos últimos 10 anos. Para quem levava à capa qualquer notícia a respeito de quem sofria atraso nos aeroportos com o único intuito de desgastar Lula e Dilma, esconder nas internas do jornal só revela o velho e permanente método Rubens Ricúpero: esconder o que é bom para Dilma e mostrar o que é ruim.

    Só em Cláudio, Mina Gerais, não atrasa voo. Porque lá só desce e sobre aviões com Aécio Neves ou, segundo a ADPF, outras coisas… Nas terras do titio Quedo não há caos aéreo.

    Brasil tem menor índice de voos atrasados em 10 anos

    Em 2013, 7,89% dos voos atrasaram mais de 30 minutos, segundo a Anac

    Regras mais rígidas e o fato de as empresas terem ampliado tempo previsto de voo estão entre as explicações

    RICARDO GALLO, DE SÃO PAULO, para a FOLHA

    O Brasil bateu em 2013 o recorde de pontualidade de voos nos últimos dez anos, segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

    No ano passado, 7,89% dos voos atrasaram mais de 30 minutos e 3,08% mais de 60 minutos, de acordo com o anuário da agência, a ser divulgado na segunda (13).

    Em 2012, o índice de voos atrasados havia sido de 10,97% (mais de 30 minutos) e de 3,68% (mais de 60).

    O pior ano para o setor –e para os passageiros– foi 2007, auge da crise aérea, quando um a cada três voos atrasou mais de meia hora.

    Desde então, regras mais rígidas impuseram às empresas aéreas, por exemplo, obrigações de assistência a passageiros em caso de atraso e cancelamento de voos.

    Segundo a agência, a concessão de aeroportos (Cumbica, Brasília, Viracopos, Confins, Galeão e São Gonçalo do Amarante-RN) ajudam a melhorar a infraestrutura e, consequentemente, impactam nos resultados, principalmente a longo prazo.

    Isso porque os concessionários responsáveis pelos aeroportos têm compromissos a cumprir com ampliação e manutenção de qualidade.

    VOOS MAIS LONGOS

    Mas uma das principais explicações para o resultado está em um expediente adotado pelas companhias aéreas nos últimos anos. Elas aumentaram o tempo reservado para viagem, criando "folgas" que permitam atenuar atrasos ao longo o dia.

    Um voo não vai para o destino e volta. Ele vai, por exemplo, de Guarulhos para o Recife, de lá para Manaus, de lá para Boa Vista. Assim, atrasar o voo na origem causa efeito cascata que afeta todos os voos seguintes, o que prejudica os passageiros e, no limite, a própria empresa.

    Esse tempo é definido por meio de um instrumento chamado "Hotran", por meio do qual a empresas aérea diz para a Anac qual horário reservou para determinado voo.

    A reserva de horário de um voo que levava 65 minutos tem, agora, três minutos a mais, diz Maurício Emboaba, consultor técnico da Abear, associação que reúne TAM, Gol, Azul e Avianca."Os tempos de viagem estão aumentando sim e criando mais folgas, porque temos deficiências acentuadas de infraestrutura."

    Entre elas estão as restrições de espaço aéreo e de limitação de capacidade dos aeroportos que criam filas para pousos e decolagens.

    Há outras razões para a melhoria de eficiência, disse Emboaba. Os voos estão "fechando" (o último passageiro a embarcar) com maior antecedência, em média de 45 minutos, ante 30 minutos adotados anteriormente.

    No geral, foram transportados, em 2013, 109,2 milhões de passageiros pagos.

    30/09/2014

    Incitação à violência: “Aécio precisa bater, mas não pode bater muito”

    Eliane CantanhedeELIANE CANTANHÊDE, a porta-voz do PSDB, instrui Aécio Neves na melhor forma de bater. Bater, como toalha molhada, para não deixar sinal. Quem é mesmo que incita à violência. Isso aí por acaso é linguagem jornalística? A que nível ainda pode baixar os funcionários da D. Judith Brito para tentaram ajudar seus correligionários? Por a ANJ e o Instituto Millenium não se pronunciam contra esta incitação à violência praticada por seus membros? E não me venham com linguagem figurada? Há mais metáfora no energúmeno do Fidelix do nesta toupeira. Não é a primeira nem será a última desta colonista de mau agouro!

    Mato sem cachorro

    BRASÍLIA – A campanha do PSDB anda animada com os ventos de última hora em grandes redutos eleitorais, mas Aécio Neves está num mato sem cachorro. Se correr, o bicho pode pegar; se ficar, o bicho pode comer.

    A boa notícia para o tucano no Datafolha é que ele cresceu seis pontos em São Paulo, por exemplo, e no geral está só nove pontos atrás de Marina Silva, a segunda colocada. A má notícia é que faltam poucos dias e o grande risco de Aécio, ao bater em Marina, é favorecer Dilma, não ele próprio.

    A única chance de Aécio chegar ao segundo turno é atacar as fragilidades de Marina. Mas, se ele não calibrar bem os ataques, pode obter o efeito inverso ao que gostaria: a vitória de Dilma já no primeiro turno.

    Depende de uma combinação de dados: o quanto Marina cair e o quanto ele subir. Aécio precisa bater, mas não pode bater muito. Tem de ser o suficiente para enfraquecer Marina e herdar os seus votos, não a ponto de enfraquecê-la demais e transferir pontos diretos dela para Dilma.

    Uma operação delicada, ainda mais se Dilma tem todas as condições e vantagens. Quanto mais brotam notícias ruins da economia e quanto mais se sabe que ela não cumpriu as promessas de 2010, mais ela cresce. O que se discute não é o crescimento pífio, as contas públicas, o desequilíbrio externo. É se Marina é a candidata dos banqueiros. Raia o ridículo.

    Isso comprova que as versões e o marketing valem mais do que os fatos e a realidade. São eles que determinam os rumos das eleições. E, além de todos os seus trunfos objetivos, Dilma conta com a oposição dividida, competindo entre si, atarantada, para fazer o jogo dela.

    Aécio precisa medir adequadamente os ataques no primeiro turno. E PSDB, PSB, Rede, DEM e PPS não podem explodir pontes para uma rearticulação de forças no segundo. Senão, ficará cada vez mais difícil enfrentar o rolo compressor do governo e do PT. Apesar de tudo e de todo o grande desgaste, aparentemente irreversível, do partido.

    29/08/2014

    Cantanhêde entrega aliança, via Serra, do PSDB & PS(d)B

    elianecantanhedeELIANE CANTANHÊDE 

    Dilma e o fantasma Marina

    BRASÍLIA – A expectativa de segundo turno entre duas mulheres, uma ex-gerentona neopetista e uma evangélica ex-petista, ambas bravas e autoritárias, promete boas emoções. Vai sair faísca.

    Duas mulheres, duas histórias diferentes. Dilma Rousseff vem da classe média de Minas e entrou pela porta da frente em bons colégios católicos. Marina Silva emergiu da miséria no Acre e chegou pela porta dos fundos: esfregava chãos e lavava banheiros das freiras para ter direito às aulas.

    Dilma vem da resistência armada à ditadura, era do PDT e virou presidente pelo PT. Marina nasceu com a bandeira do meio ambiente, cresceu no PT, fez fama nacional no PV, tentou sem sucesso criar a Rede e acabou candidata a derrotar Dilma pelo PSB. Ou seja: Marina, muito mais petista de raiz do que a neófita Dilma, se tornou a maior ameaça à continuidade do PT no Planalto.

    Dilma e Marina conviveram no PT e no ministério do primeiro governo Lula. Foi aí que a encrenca começou. As duas encarnaram uma guerra entre "desenvolvimentismo" e "sustentabilidade" e disputaram não só espaço e poder interno, mas as graças do ídolo Lula. Dilma venceu todas, e Marina deixou o governo, o lulismo e o PT. Ganhou vida própria. E assombra os petistas.

    Contrariando pesquisas e evidências de que tudo mudou com a queda do Cessna Citation, a campanha de Dilma continuou, estranhamente, desperdiçando munição contra o tucano Aécio Neves. Demorou a cair a ficha. Talvez porque Dilma e Lula tenham fixação em tucanos. Talvez porque não tenham discurso e bala para atingir Marina, com sua figura frágil e um projeto abstrato.

    Dilma acordou ontem (28), tateando, improvisando para acertar a intangível Marina. Com um detalhe: passou a mirar Marina, mas sem tirar o olho de Aécio. Além do medo de perder para Marina, o pavor de Lula, Dilma e o PT é… terem de entregar o Planalto nas mãos de uma aliança da ex-petista Marina com o PSDB.

    28/08/2014

    Porta-voz do PSDB acusa correligionários conterrâneos

    Filed under: Aécio Neves,Eliane Cantanhêde,José Serra,PSDB — Gilmar Crestani @ 8:36 am
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    Eliane CantanhedeELIANE CANTANHÊDE, que pelo nome não se perca, é casada com político do PSDB. É, dentro da Folha, a funcionária com a incumbência de ser a voz do PSDB. Hoje acaba entregando o que todos sabiam, desde o famoso “Pó pará, governador!” que José Serra é o inimigo visceral de Aécio Neves e o contrário do inverso. Tanto que Marina já festeja a parceria com José Serra, lembrança feita por Aécio Neves no debate da BAND. Aécio cobrou de Marina como ela pode se considerar o novo na política se ela não é coerente, se associando a José Serra mas é combatendo Geraldo Alckmin?

    Aécio errou. Pelo menos neste aspecto Marina é coerente. Foi José Serra o pior candidato à presidente que já existiu, levantando o mesmo retrocesso religioso que agora virou bandeira da Marina & Marco Feliciano. Lembram da história do aborto? Os tais valores cristãos de Serra se parecem com os de Marina. Só não se parecem com os de Cristo.

    Aécio no pior dos mundos

    BRASÍLIA – A dúvida é se a situação de Aécio Neves é "difícil" ou "crítica". Afora a nuance semântica, o mar não está para peixe e o ar eleitoral não está para tucano.

    Aécio contava em crescer a partir de agora, mas desabou um avião na cabeça de todo mundo, e ele, em vez de crescer, ou ao menos estabilizar por baixo, passou a cair. Num momento decisivo, isolou-se no terceiro lugar, assistindo à ida de Dilma e Marina para o segundo turno, com Marina disparando para a vitória.

    Acrescente-se a isso o quadro eleitoral em Minas, que é o coração da campanha e do discurso de Aécio: o PT enfrenta dificuldades por toda a parte, mas o candidato petista ao governo do Estado de Aécio, Fernando Pimentel, tem uma posição bastante confortável em relação ao tucano Pimenta da Veiga.

    Um segundo turno em Minas tende a favorecer o tucano, mas, por ora, Aécio está diante do pior dos mundos: a possibilidade de tirar o PSDB do segundo turno presidencial, pela primeira vez, e de perder no seu próprio reduto, onde se crê imbatível.

    Na reta final das campanhas, ondas, de um lado, e a percepção de derrota, de outro, são avassaladoras. A onda é Marina. A percepção de que pode não haver mais tempo de reverter o desastre atinge Aécio.

    Para ilustrar: no debate da Band, Marina só repetiu obviedades contra a polarização PT-PSDB e sobre "a nova política"; Dilma ficou acuada, com o mesmo blablablá de sempre sobre seus programas pontuais e batendo no adversário errado; Aécio saiu-se bem, botando o dedo nas feridas do governo e pegando o ponto fraco de Marina, a imprevisibilidade. Mas a mídia –a Folha, por exemplo– concentrou-se nas duas favoritas, mal deu bola para o tucano.

    Essa situação, "difícil" ou "crítica", reacende uma velha acusação: Aécio lavou a mãos para os tucanos paulistas em 2002, 2006 e 2010. Quando entrasse, julgava, estaria virtualmente eleito. E já serão 16 anos fora do poder. Quantos mais?

    25/07/2014

    Anã do jornalismo

    Filed under: Eliane Cantanhêde,Genocídio,Israel,Palestina — Gilmar Crestani @ 7:57 am
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    Israel_PalestinaA impoluta porta-voz do PSDB, Eliane Cantanhêde, com todo seu vira-latismo, adota, sem constrangimento, a alcunha lançada pelos genocidas. A briosa jornalista, convenientemente, esquece que nos 30 do século passado, Hitler pôs Goebbels para trabalhar na defesa da super raça ariana: os nazistas botaram no mesmo barco anões, homossexuais, ciganos, judeus. E eram tantos estes “degenerados”, que buscaram uma “solução final”, muito parecida com que o que Israel está fazendo com a Palestina.

    Israel usa contra o Brasil, a pátria do Osvaldo Aranha, criador daquele “paraíso artificial”, a mesma linguagem diplomática que usa em relação aos palestinos. É bem verdade que há vozes dentro e fora de Israel que condena a invasão da Cisjordânia, Gaza e do toda terra ou pedaço de pedra ao redor de Jerusalém por colonos de todas as partes do mundo. Só eu conheço uma meia dúzia de brasileiros que para lá partiram. Israel não passa de um encrave norte-americano no Oriente Médio. Retire da espalda os pittbuls norte-americanos e Israel vira um anão de jardim. As únicas resoluções da ONU que não tem qualquer validade são aquelas que envolvem Israel e os EUA. Por que será?

    Nas votações da ONU, como mostra o painel da imagem, qual é o único país que não quer investigar o genocídio dos palestinos? De repente descubro que o mundo todo está errado e Israel, à sobra dos EUA, é o único certo.

    ELIANE CANTANHÊDE

    “Anão diplomático”

    BRASÍLIA – Depois de três anos e meio de uma política externa dorminhoca, o Brasil deu um pulo da cama, tomou-se de brios e partiu para cima de Israel.

    Em sintonia fina com o Planalto e num mesmo dia, o Itamaraty votou a favor de uma resolução dura contra Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU, soltou uma nota com zero firula, convocou o embaixador brasileiro em Tel Aviv e chamou o embaixador israelense em Brasília para dar um recado mal humorado.

    Israel x PalestinaA nota oficial, condena “energicamente o uso desproporcional da força” e foi recebida como uma declaração de guerra diplomática por Israel, que reagiu também de forma surpreendente e ácida, ora criticando a “irrelevância” da diplomacia brasileira, ora chamando o Brasil de “anão diplomático”. Planalto e Itamaraty bufaram.

    As relações entre Brasil e Israel têm sido pautadas pelo pragmatismo, por exemplo, na área comercial, mas nunca foram de amor. Portanto, o Brasil se fingiu de desentendido na guerra civil síria, assistiu de camarote o desastre político no Egito e, pior, lavou as mãos quando os vorazes russos passaram a devorar nacos da Ucrânia. Mas o país se sentiu à vontade para condenar Israel. E com motivos inquestionáveis.

    Mortes são dolorosas em quaisquer circunstâncias, mas mortes de militares em guerras e em situação de tensão são compreensíveis, como são agora as pouco mais de 30 mortes de soldados israelenses. Mas como não ver, não ouvir e não gritar diante de centenas de mortes de civis palestinos (e de onde quer que seja), ainda mais se grande parte delas são de mulheres e crianças? E como não ver, não ouvir e não gritar que caíram mais de 700 de um lado e menos de 5% disso no outro? Crime de guerra?

    A posição brasileira, clara e dura, marca uma inflexão da política externa de Dilma, a meses do fim do governo, e confirma que Israel perdeu a guerra da opinião pública internacional e está cada vez mais isolado.

    17/04/2014

    De repente, não mais que de repente, cidadã

    Eliane CantanhedeELIANE CANTANHÊDE, porta-voz do PSDB resolve, sem um por da cá esta palha, se auto designar cidadã. Veja, ela só se considerou cidadã para pedir tratamento isonômico a José Dirceu. O que ela quis dizer com isso? Que só cidadãos pedem à Justiça tratamento igualitário. Contudo, o verdadeiro motivo que levou este Licor de Merda pedir para Dirceu o mesmo tratamento dos demais não foi a Páscoa nem qualquer outra razão humanitária. Foi a dura realidade, contada ontem AQUI!

    A Dirceu o que é de Dirceu

    BRASÍLIA – Ao Excelentíssimo ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal:

    José Dirceu de Oliveira e Silva foi condenado por ser chefe de uma quadrilha que o Supremo, infelizmente, decidiu no julgamento dos embargos infringentes que não existia.

    Sendo assim, a condenação de Dirceu foi reduzida e passou de regime fechado para semiaberto, mas ele continua trancafiado na Penitenciária da Papuda desde novembro.

    Ok, Excelência, Dirceu é metido a esperto desde criancinha e inventou de "trabalhar" num hotel só para driblar a prisão numa suíte com direito a uísque, petiscos e reuniões políticas –ou nem tanto. A esperteza tem perna curta e isso não colou. Mas, convenhamos, o novo pedido, para trabalhar num escritório de advocacia, está dentro dos conformes.

    Também sabemos de histórias de celular, podóloga, lanches privilegiados, visitas fora de hora. Isso não pode. Se a justiça tem de ser igual para todos, a cadeia também tem de ser. Mas, Excelência, nada se provou quanto ao celular, por exemplo, e já tem até promotora contrabandeando a quebra do sigilo telefônico do Planalto inteiro. O tempo está passando e José Dirceu continua em regime fechado, quando não deveria estar.

    Amanhã é Sexta-Feira Santa e vêm aí a Páscoa no domingo e o feriado de 21 de Abril na segunda. Delúbio Soares, João Paulo Cunha e tantos outros condenados terão um "saidão" de refresco. Por que não José Dirceu? Pelo que ele representa?

    Excelência, o julgamento do mensalão foi um marco para quem sonha com um país em que todos sejam iguais (e não só perante a lei). Mas, da mesma forma que execuções e humilhações de criminosos à luz do dia geram indignação, repulsa e horror, punições exemplares a José Dirceu causam estranheza.

    Não transforme o réu em vítima, Excelência. Até porque isso teria, ou até já tem, o efeito inverso ao que queremos e precisamos.

    Atenciosamente, uma cidadã.

    18/03/2014

    Guarulhos, governada pelo PT, foi a primeira vítima escolhida por Alckmin

    Empresários de Guarulhos criticam corte de água

    Indústrias da cidade da Grande São Paulo classificam redução feita pela Sabesp como injusta e dizem que medida pode afetar linha de produção

    17 de março de 2014 | 21h 30

    Fabio Leite – O Estado de S. Paulo

    SÃO PAULO – Empresários de Guarulhos, primeira cidade da Grande São Paulo a sofrer racionamento oficial de água, classificaram como injusto o corte feito pelo Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) apenas para municípios abastecidos pelo Sistema Cantareira que compram água no atacado e disseram que a medida pode afetar a linha de produção das indústrias locais.

    Veja também:
    link Em queda, nível de água do Cantareira atinge 15% da capacidade
    link ‘Capital não tem o direito de tirar água de outras bacias’

    Costa compra água para lavar a louça e toma banho na casa da sogra, na zona norte da capital - JF DIORIO/ ESTADÃO

    JF DIORIO/ ESTADÃO

    Costa compra água para lavar a louça e toma banho na casa da sogra, na zona norte da capital

    "É um absurdo racionar água apenas para uma cidade. Independente de ser do Cantareira ou não, o governo deveria adotar a medida para todos, de forma equitativa", afirmou Maurício Colin, o diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) na cidade. "O racionamento pode provocar a paralisação das linhas de produção de várias indústrias", disse o representante de 3 mil empresários de Guarulhos.

    O município começou com o rodízio de um dia com água e um dia sem para cerca de 850 mil pessoas no último sábado, 15. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guarulhos (Saae) disse que o racionamento foi "imposto" pela Sabesp, que cortou em 15% o volume de água vendido à cidade. A companhia, por sua vez, informou que o corte foi determinado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE).

    Embora ontem tenha sido o primeiro dia útil de racionamento oficial na cidade, o presidente da Associação dos Empresários de Cumbica (Asec), Aarão Ruben de Oliveira, disse que muitas empresas do polo industrial na região do aeroporto já tinham começado a comprar água de caminhões-tanque por causa de frequentes cortes no abastecimento nas últimas semanas.

    "Nós já vínhamos sofrendo constantemente com redução velada do fornecimento de água. Algumas empresas passaram a usar água de reúso, abriram poço, ou compraram dos caminhões-tanque. Agora, vamos ver como ficará com esse corte efetivo, que consideramos injusto porque os impostos que geramos aqui vai para todo o Estado", disse Oliveira.

    Rodízio. Quem não tem condições de comprar água do caminhão se vira como pode. É o caso do aposentado Roberto Ferreira, de 74 anos, que passou a fazer "rodízio de banheiro" em casa para evitar que as caixas d’água sequem. "Tenho três caixas de 500 litros. Uma fica só para tomar banho no banheiro do quarto. A outra a gente deixa para as fazer as necessidades no banheiro de baixo. E a terceira é a da cozinha", disse Ferreira, que mora na Vila São Jorge.

    Já o vendedor autônomo Willians Rodrigues Costa, de 34 anos, tem sido obrigado a tomar banho na casa da sogra, na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte da capital, desde sexta-feira porque não tem água suficiente na sua rua, na Vila Mena. "Aqui sempre foi um problema para chegar água. Agora, então, não vem mesmo."

    Com as torneiras secas, Costa chega a usar água comprada em galões de 20 litros para consumo próprio para lavar a louça. "Já não lavamos mais o quintal e uso água da chuva para limpar o xixi do cachorro. E mesmo sem água a conta continua vindo alta", afirmou o autônomo.

    Segundo a Saae, a Sabesp reduziu a oferta de água para a cidade em 390 litros por segundo, do total de 2,5 mil litros por segundo comprados. A empresa informou ainda que além dos 850 mil moradores que são atendidos com água do Cantareira, outros 210 mil moradores de seis bairros já convivem com problema de desabastecimento desde o início de fevereiro por causa da redução do volume de água fornecido pela Sabesp pelo reservatório de Vila Industrial, em Itaquaquecetuba, pertencente ao Sistema Alto Tietê.

    Ao todo, o Saae compra por atacado da Sabesp cerca de 87% da água que distribui aos 1,2 milhão de moradores; o Cantareira é responsável por 62% e o Alto Tietê por 25%. Os 13% restantes equivalem à produção própria do município.

    24/01/2014

    Ao estalar de dedos

    Filed under: Complexo de Vira-Lata,Eliane Cantanhêde,Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 9:10 am
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    cantanhedeA porta-voz do PSDB, ELIANE CANTANHÊDE, tem saudades do tempo em que Tio Sam estalava os dedos e lá iam os diplomatas correndo tirar os sapatos para entrar nos EUA. O servilismo rastaquera do PSDB não só não ensinou nada a magarefe das colunas, como ainda mantém dobrada a espinha dorsal destes invertebrados. Eu não estou “desappointed” com o licor do vassalismo proxeneta. Os vira-latas e vira-bostas tupiniquins cumprem bem o papel de capachos.

    Aliás, quando a Eliane Cantanhêde abordará a corrupção tucana com a Alstom e Siemens?

    Ruídos

    BRASÍLIA – A prioridade da política externa brasileira em 2014 é restabelecer uma relação saudável e produtiva com a maior potência do planeta. Precisa dizer qual é?

    A ironia é que, enquanto os EUA têm acesso a comunicações do mundo todo, o ruído na linha entre Washington e Brasília continua.

    O governo Dilma não se contentou com as seguidas demonstrações de Obama, que determinou um diagnóstico da espionagem, foi à TV se explicar e convidou o chanceler Luiz Figueiredo para ir ao país.

    E o governo Obama registrou com satisfação a decisão firme do Brasil de não acolher o delator Snowden, mas não consegue entender outras sinalizações não só do governo brasileiro, mas da própria Dilma.

    Ficou "disappointed", em linguagem elegante, ou sentiu um soco no estômago, em outra nem tanto, com a derrota dos caças da Boeing para os da sueca Saab. E está tentando digerir como natural a demora de Figueiredo em marcar a data da sua ida.

    Por último, os EUA perguntam-se, perplexos: como o Brasil pode almejar uma vaga permanente no Conselho de Segurança se simplesmente desdenha a participação nas negociações de Montreux pela paz na Síria?

    Os EUA incluíram o Brasil numa demonstração de confiança e não entendem como o chanceler, que já iria para Zurique, ali ao lado, enviou o segundo escalão para Montreux por ordem de Dilma. Qual foi o recado? Na diplomacia, tudo tem significado.

    Quem conhece bem o Brasil e a América do Sul até pode deixar barato: foi algo meio impensado, erro de avaliação. Mas, para quem não conhece –os que estão lá, à distância, no Departamento de Estado– só aumentam a perplexidade, as interrogações, a crise de confiança.

    Se a prioridade de 2014 é a reaproximação com os EUA, a política externa parece não estar começando bem o ano. Provavelmente, menos pela capacidade de Figueiredo, mais pela incompreensão de Dilma sobre o que vem a ser diplomacia.

    05/01/2014

    Nervosismo ou estrabismo ideológico, d. Cantanhêde?

    Filed under: Colonista,Eliane Cantanhêde,Vira-bosta,Vira-latas — Gilmar Crestani @ 10:40 am
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    Vá entender a porta-voz do PSDB, ELIANE CANTANHÊDE. Num dia profetiza a “tentação hegemônica”, no outro, o caos. Por que ela não se ocupa um pouco de São Paulo, dos trens, da Alstom e da Siemens? Porque não escreveu uma linha para comentar o helipótero do pó? Este estrabismo ideológico não me cheira bem…

    O caldeirão dos ‘nervosinhos’

    BRASÍLIA – O ano começou fervendo, com sensação de 50 graus no Rio, previsões tórridas na economia e borbulhas na política. Caldeirão perfeito para Copa e eleições.

    Mantega tratou de jogar água na fervura anunciando na primeira semana do ano que, ufa!, o governo deve fechar 2013 superando a meta do superavit fiscal em R$ 2 bilhões.

    Segundo ele, o anúncio, que costuma ser no final de janeiro, foi antecipado para "acalmar os nervosinhos". Cá para nós, também foi para contrabalançar outros resultados: o Brasil teve o menor saldo comercial em 13 anos; o melhor investimento de 2013 foi o dólar, que entrou 2014 em forte alta; e, segundo manchete do UOL na sexta, o valor da Petrobras encolheu pela metade desde 2010.

    E vem aí o anúncio do pibinho, com agentes do governo, e de fora do governo, tremendo diante da perspectiva de rebaixamento do Brasil nas agências de risco. Sem falar nas críticas sobre os jeitinhos e as plataformas de petróleo para reduzir o estrago (inclusive político) do resultado da balança comercial.

    Na política, o PMDB ataca o parceiro PT, repetindo um script manjado em ano eleitoral. Os ministérios do PT seguram as emendas peemedebistas, os do PMDB ameaçam retaliar com a mesma moeda, todos se xingam em público. Tudo isso no calor das disputas estaduais. Aliados em Brasília, os partidos de Dilma e do seu vice Temer estão em guerra em Estados como Rio, Bahia, Rio Grande do Sul, Ceará, Maranhão e Amazonas.

    E vem aí a reforma ministerial, ateando fogo à base aliada e com os palanques desmontando o tripé feminino do Palácio do Planalto: Gleisi Hoffmann concorre ao governo no Paraná, Ideli Salvatti vai para o Senado em Santa Catarina. Os substitutos deverão ser homens e do PT. Mas a guerra com o PMDB continua.

    Dilma e Mantega vão precisar de bem mais que RS 2 bilhões a mais de superavit para acalmar tantos e tão esquentados "nervosinhos".

    elianec@uol.com.br

    03/01/2014

    Profissão? Antipetista!

    Eliane CantanhedeELIANE CANTANHÊDE, que pela biografia não se perca, dá o tom do que acontece sob as hostes tucanas. E ninguém melhor posicionada do que ela para trazer do ventre da baleia, o medo que assola Jonas… Quando a porta-voz do PSDB fala em “tentação hegemônica” está se referindo a Lula e Dilma por governarem o Brasil 12 anos, com possibilidade de mais quatro, ou ao seu partido por já ter passado mais de 20 em São Paulo, com o único propósito de continuar a espalhar PCC pelo Brasil por mais quatro anos?

    A tentação hegemônica

    BRASÍLIA – Ao pressionar Eduardo Campos para se descolar da reeleição de Alckmin em São Paulo, Marina Silva favorece diretamente o PT no principal Estado do país.

    Alckmin não terá vida fácil na campanha, porque pode ter a máquina, a caneta e a exibição de quem concorre no cargo, mas neutraliza parte dessa vantagem com o desgaste natural de quase 20 anos dos tucanos no poder e de sucessivas trombadas: Alstom, Siemens e a onda de violência que assola o país e ganha particular visibilidade em São Paulo.

    Caso confirmado o fim da aliança com o PSB, Alckmin não só perde uma legenda como ganha um adversário a mais –e alavancado pela candidatura de Campos à Presidência. Estão na mesa os nomes da deputada e ex-prefeira Luiza Erundina, do PSB, e do vereador Ricardo Young, filiado ao PPS e militante da Rede.

    A eles se somam Paulo Skaf, do PMDB e do "partido Fiesp", e talvez Eduardo Jorge, do PV, diluindo as candidaturas e facilitando o segundo turno, muito provavelmente entre Alckmin e o atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do PT.

    Depois das eleições de Dilma a presidente e de Fernando Haddad a prefeito paulistano, não resta muita dúvida quanto à força natural de Padilha em outubro. Ele tem o mito Lula, o palanque de Dilma, a estrutura e o caixa poderoso do PT. Além de ter a boa bandeira do "Mais Médicos" e ser, em si, um bom candidato.

    É assim que o PT entra 2014 com Dilma favorita e o partido a caminho de 16 anos na Presidência; já dominando a principal capital; com reais chances no Estado mais importante; e com candidatos competitivos em Minas e no Rio, fechando o "triângulo das Bermudas" da política nacional. Sem contar que tende a aumentar as bancadas no Congresso, espremendo a maioria do até agora aliado PMDB.

    Isso tudo com a economia devagar e Haddad quase parando. Imagine se a economia e o prefeito deslancham? Antes, ninguém segurava este país. Agora, ninguém segura o PT?

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