Ficha Corrida

03/12/2014

Massa Cheirosa: PSDB garante banho pra quem tem dinheiro

sabesp

A Folha de São Paulo demitiu a porta-voz do tucanato, Eliane Cantanhêde, porque, para defender o PSDB, não precisa de porta-voz, ela mesma faz. Há milhares de assinaturas da Folha distribuídas em escolas públicas de São Paulo. Isso, sim, são motivos convincentes…

Neste episódio da falta de água fica bem clara a distinção entre esquerda e direita: o DINHEIRO. Por que será que os pedágios onde o PSDB governa são os mais altos do mundo. A direita privilegia quem já tem privilégios. Aliás, a direita mantém atual o ditado mais antigo já registrado: dar a cada um o que é seu. Tem mais de dois mil anos e foi registrado pelo Direito Romano. A Caesar  o que é de Caesar! Aos ricos a riqueza, aos pobres a pobreza!

É por isso que as periferias sofrem mais que os grandes centros, onde os investimentos públicos são maiores. É, para resumir, onde rola o dinheiro. Não é mero acaso que a SABESP está na Bolsa de Valores de Nova Iorque mas não está na periferia de São Paulo. Aliás, é bem coerente com o perfil ideológico de seus administradores: socialização das perdas e a privatização dos lucros. É desta mesma fonte que brota o tal de choque de gestão e a filosofia da meritocracia.

Os pedágios segue a mesma lógica. A direita que tanto fala em liberdade, esquece que liberdade não é dar o mesmo ponto de chegada, mas o mesmo ponto de partida. Para a direita, liberdade de ir e vir está diretamente ligada às condições econômicas. Que liberdade tenho de ir a São Paulo se não tenho dinheiro para comprar a passagem?!

A crise d’água em São Paulo está diretamente ligada à falta de liberdade de expressão, na medida que o Instituto Millenium, por meio da Judith Brito, se perfilou ao lado do PSDB, tudo o que o PSDB faz a velha mídia endossa sem qualquer questionamento.

DEPOIS DA ELEIÇÃO/CRISE D’ÁGUA 

‘Sou contra o gastão’, afirma governador

Segundo Alckmin, que descartou a cobrança extra aos consumidores de água antes da eleição, tema está em estudo

Sobretaxa seria imposta aos que ampliassem o gasto acima da média; não há ainda definição sobre adoção da medida

GUSTAVO URIBEEDUARDO GERAQUEDE SÃO PAULO

Depois de anúncios e recuos antes da eleição deste ano, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) voltou a considerar a possibilidade de cobrança de sobretaxa na conta de água de quem ampliar o consumo.

São Paulo enfrenta hoje a maior estiagem em 84 anos, com interrupções de abastecimento na Grande São Paulo, cidades do interior em regime de racionamento e reservas de água cada vez mais baixas.

O sistema Cantareira, por exemplo, o principal da Grande São Paulo, opera com a segunda cota do volume morto.

Segundo o tucano, a medida é estudada pela Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia) e pela Procuradoria Geral do Estado.

Questionado se é favorável à cobrança da sobretaxa, o tucano respondeu que é contra o "gastão".

"Nós fizemos tudo o que tem de ser feito, em etapas. Primeiro, criamos o bônus e, depois, o expandimos", disse o tucano nesta terça-feira (3).

"E a Arsesp está estudando a questão de você ter um plus’ para quem estiver acima da média, mas não é ainda uma decisão tomada. Isso está sendo analisado juridicamente", completou.

Em abril, a administração havia anunciado a implantação da sobretaxa de quem aumentasse a conta de água acima do consumo médio relativo ao ano anterior.

Em julho, início da campanha eleitoral e quando a cobrança extra foi adiada, o governador afirmou que não via necessidade de sua adoção.

À época, o tucano foi criticado pela iniciativa. Entidades de defesa do consumidor argumentavam que a cobrança era ilegal e que o governo só poderia adotá-la se houvesse racionamento, opção sempre rechaçada pelo Palácio dos Bandeirantes.

O tucano participou nesta terça-feira de inauguração de um conjunto de obras para aumento da produção de água do sistema Guarapiranga em mil litros por segundo.

Com a iniciativa, o sistema, que opera com 33,4% de sua capacidade, terá sua capacidade ampliada de 14 mil para 15 mil litros por segundo.

As principais obras para aumentar a produção de água no Estado, porém, somente serão entregues a partir de 2016, como a transposição de águas do rio Paraíba de Sul para represas do Cantareira.

Por ora, para reduzir o consumo, o governo adotou o bônus na conta, fez campanhas publicitárias e reduziu a pressão do abastecimento.

Essa última medida diminui o desperdício (quanto menor a pressão, menor a perda de água nas tubulações), mas tem deixado moradores de todas as regiões da cidade sem água em casa nas noites e madrugadas.

Segundo a Sabesp, ações de redução de pressão promoveram economia de 10 metros cúbicos por segundo de água. A produção do Cantareira, antes da crise, era de 31 metros cúbicos por segundo.

DRIBLE À ESCASSEZ

A declaração do governador sobre a cobrança extra ocorreu no mesmo dia em que especialistas reunidos em São Paulo para discutir a crise hídrica defenderam a medida.

"Quem gasta muito precisa ter uma taxa ainda maior", disse Benedito Braga, professor da USP e presidente do Conselho Mundial da Água, que discute o tema.

Organizador do evento, o presidente da ABES-SP (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária no Estado de SP), Alceu Bittencourt, afirmou que a instituição também é a favor da sobretaxa.

"As estratégias de comunicação para a população precisam ser aprimoradas", disse.

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21/09/2014

Bico grande, cérebro pequeno e muita pelanca

Filed under: Ódio de Classe,High Society da feiura,Massa Cheirosa — Gilmar Crestani @ 10:24 pm
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Alô, alô, marciano: Tá cada vez mais down the high-society…

21 de setembro de 2014 | 19:30 Autor: Fernando Brito

aeciolites

Imperdível a coluna de Monica Bergamo, hoje, na Folha.

Dispensa comentários que desenhem mais claramente  a tragédia de São Paulo, e a do Brasil.

Marina e Aécio dividem o tradicional reduto tucano do high society de SP

O high society paulistano rachou. Sempre um bloco sólido e praticamente homogêneo nas eleições, socialites, empresárias e profissionais liberais de classe A/B da cidade, a maioria do circuito Jardins-Higienópolis-Vila Nova Conceição, seguem unidas na rejeição ao PT. Mas divergem, neste ano, sobre como tentar bater a presidente Dilma Rousseff nas urnas. Votar em Marina Silva, uma novidade? Ou em Aécio Neves, do já velho e conhecido PSDB?

Os primeiros sinais da divisão surgiram quando Rosangela Lyra, ex-diretora da Dior no Brasil, organizou um encontro com coordenadores da campanha de Marina Silva, há duas semanas. A lista de convidadas era extensa. Nem todas apareceram.

“Eu fui convidada, mas não fui lá. Imagina!”, diz Deuzeni Goldman, a Deuza, mulher do ex-governador de SP, Alberto Goldman, do PSDB. “Sou amiga da Rosangela e tudo. Mas só tinha tucana [na reunião], pelo que eu sei. Todas as que estão indo para a Marina. Gente que sempre foi fechada com a gente, de repente não sei o que é que deu nesse pessoal. Uma loucura.”

Deuza foi rápida: na semana passada, ajudou a socióloga Maria Helena Guimarães a organizar um encontro com o próprio Aécio Neves.

“Sou Aécio até o fim. É uma via segura. Marina é uma incógnita”, diz ela à repórter Eliane Trindade. “Depois de 12 anos de corrupção, o Brasil não merece uma presidente que não tem maioria no parlamento. Como ela é pura, não vai fazer aliança, não terá meios de governar. Está achando que é mágica. Com uma varinha de condão, entra lá e resolve tudo. Não é possível que o brasileiro médio não entenda isso. As pessoas menos esclarecidas até podem embarcar nessa onda de comoção, de que ela é uma predestinada. Mas a candidatura não tem consistência. Meu marido está perplexo.”

“Marina sempre foi ligada ao PT, sempre foi oportunista”, afirma Deuza. “Foi vereadora, senadora, ministra do Lula e ficou quietinha na época do mensalão. Deixou o partido para tentar ser presidente pelo PV. Saiu para fundar a Rede, não conseguiu e foi parar no PSB, que apoiou o Lula e a Dilma por 12 anos. Ninguém sabe o que ela pensa de verdade.”

Ela volta a falar do encontro de Marina. “Eu vi que a [publicitária] Bia [Aydar] foi, a [socialite] Ana Paula Junqueira também. Ela era amiga do Aécio, de passar férias em Angra. É muito louco. Ana Paula quer entrar pra política não sei há quanto tempo. Ela disputa e nunca consegue, quem sabe viu uma brecha aí [com Marina]. Mas, enfim, isso não vem ao caso.”

Ana Paula diz que vota em Marina “para tirar a alternância de PSDB e PT no poder”.

Deuzeni fica aliviada ao saber que os argumentos dos marineiros não convenceram Bia Aydar, que já trabalhou com Fernando Henrique Cardoso e Aécio: “Ainda bem”.

Bia Aydar explica: “Eu adoro duas pessoas que estão com a Marina, o Álvaro de Souza [ex-presidente do Citibank], que amo de paixão, e o Waltinho [Walter Feldman, coordenador da campanha]. Pensei: se tanta gente que conheço fala que Marina é a salvação, isso e aquilo, quero ouvir”. Ouviu. Pouco entendeu. “Não respondiam lé com cré.” Quando Feldman falava, “ficava claro. Mas os outros [marineiros] era coisa muito utópica, sabe? Muito Marina? As pessoas querem votar nela pra não votar no PT. ‘Tô cheia, vamos votar no diferente.’ Mas não me convenceu. Voto no Aécio.”

Já Rosangela diz que a maioria das convidadas saiu convicta de que Marina é “a melhor opção”. “Quem veio ao encontro veio com a ideia de que ia votar na Marina porque, dos males, o menor. E saiu dizendo que vai votar nela por ser a mudança que a gente quer. Com a Marina não vai ter essa história de 40 partidos com listinha pedindo cargos. Ela quer governar o Brasil como uma empresa.”

No encontro, os marineiros foram questionados se, por exemplo, os conselhos defendidos por Marina não são “excesso de democracia” que leva “a própria democracia ao caos”. “Valeu a pena esclarecer”, diz Rosangel

Caso Marina não vá para o segundo turno, aí sim Rosangela vota em Aécio. “Eu já falei que Dilma basta. Se para o segundo turno for o pastor [Everaldo], eu vou no pastor, entendeu? O Brasil não merece mais esse governo. Não quero a continuidade.”

Já para o governo de SP, ela vota em Geraldo Alckmin, “com todas as minhas forças”. Se ele for eleito, o PSDB completará 19 anos no poder. “Essa continuidade é fantástica para o Estado. Não é que eu quero mudança porque eu enjoei, não. Quero mudança do que não funciona.”

A dona da loja de móveis Ornare, Esther Schattan, foi aos dois encontros, de Marina e de Aécio. Ela já tinha ido a uma reunião com Eduardo Campos, “encantador também, como todos os políticos. E Marina tem uma fé incrível. Cada um que você ouve, acredita. Esse é o dom deles”.

Esther segue indecisa. A presença do economista André Lara Resende, que foi presidente do BNDES no governo de Fernando Henrique Cardoso, na equipe econômica de Marina Silva embaralha ainda mais as coisas. “Tem tucanos com Marina e com Aécio.” O ideal, diz, seria que “os dois se juntassem. Aí, ganhavam disparado, seria 100% dos nossos votos já no primeiro turno”. Por enquanto, “está todo mundo no muro”.

“Eu acordo Marina, vou dormir Aécio e acordo Marina de novo”, diz a designer Elisa Stecca. “Gosto infinitamente quando penso no ministro da Fazenda dele. O Armínio Fraga [anunciado para o cargo pelo tucano] é o ponto forte do Aécio. Mas ele tem um discurso pobre. Quero votar a favor de algo e não só contra o PT.” Marina tem “mais a ver comigo”, diz. Mas “dá medo. É uma incógnita”.

As pesquisas que mostraram Aécio Neves ganhando pontos, na semana passada, animaram a agropecuarista Carmen Célia Goulart Monteiro a reverter votos de amigas indecisas ou que “marinaram”. “A maioria pensou no voto útil contra o PT. Mas Aécio está reagindo”, dizia ela, uma das primeiras a chegar ao PSDB, onde ocorreu o encontro com o candidato.

A empresária Mariana Laskani foi aparentemente resgatada na reunião tucana. “Muitos amigos me ligaram para dizer para não votar no Aécio porque corria o risco de a Dilma ganhar. Fiquei em dúvida. Mas sempre fui Aécio, Alckmin e [José] Serra.” A amiga Mariana Berenguer reforçava: “Vou votar nele pela equipe. Conheço Armínio Fraga, ele é brilhante.”

A advogada Marcela Monteiro de Barros, do projeto “Sonho Brasileiro da Política”, prefere Marina. Mas seu marido, Roberto Coelho Neto, da Enabler Investments, está na corrente do voto útil. “Ele é super Aécio. Só que vai votar na Marina –não porque prefira, mas por ela ter mais condições, no segundo turno, de enfrentar a Dilma. Vi muita gente migrando do Aécio para ela por causa disso.”

Marcela vive na ponte aérea Rio-SP e diz que os encontros com candidatos se multiplicaram. “Eu soube de um que a Patrícia Villela, a mulher do Ricardo Villela, vice-presidente do Itaú, fez para o Aécio e para a Marina. Vi muita gente fazendo encontro para eles. E, sinceramente, ninguém para a Dilma.”

A coluna conversou com mais de 30 mulheres desse círculo social. Só encontrou duas que declaram voto em Dilma: Eleonora Rosset, amiga de Marta Suplicy e mulher do dono da Valisere, Ivo Rosset (“sou Dilma e não vou mudar”). E Roberta Luchsinger, herdeira do Credit Suisse e mulher do deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP).

“Dilma é firme, honesta”, diz Roberta. “Ela enfrentou o Obama, a Marina segue o [pastor] Malafaia. Quando dizem que, se a Dilma ganhar, o Brasil vira Venezuela, respondo que, com a Marina, vai virar Vietnã. Quem acha que Dilma é ditadora não conhece a Marina. Será um retrocesso. Eu me mudo no outro dia. Uso minha cidadania suíça e vou embora do Brasil.”

Alô, alô, marciano: Tá cada vez mais down the high-society… | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

21/08/2014

Multilaser mutila lazer

Os reis do camarote vip do Itaquerão são amestrados da empresa sonegadora Multilaser. Os movimentos espontâneos sempre têm quem os finanCIA! Todos os golpes que recrutam massas de manobra tem por trás empresários que flertam com o banditismo.

“Éticos” da direita paulista pagaram cartazes anônimos para ter vaia a Dilma no Itaquerão

21 de agosto de 2014 | 09:02 Autor: Fernando Brito

cartaz

Depois de quase três meses em sigilo, ficamos sabendo, pelo Estadão, que 20 mil  cartazes foram distribuídos à entrada do Itaquerão, na abertura da Copa, atacando e pedindo manifestações contra Dilma Rousseff.

O apelo era explícito: “Na hora do Hino Nacional abra este cartaz e mostre para todos que está na hora do Brasil  vencer de verdade”.

Foram pagos pela empresa Multilaser, pertencente a Alexandre Ostrowiecki e Renato Feder.

Dois yuppies que, imaginem só, mantêm um site em que avaliam a eficiência e a ética dos políticos.

É claro que  quase só entram ali os parlamentares de direita ou os que se dizem de esquerda mas, na prática, acompanham as políticas da direita.

Então foi assim que se preparou a “manifestação espontânea” de grosseria no jogo inaugural da Copa?

É assim que dois empresários que, inclusive, gozam de incentivos fiscais, gastam o dinheiro que a União deixa de recolher em impostos?

Porque quem pagou não foram eles, do bolso próprio, mas a empresa.

Com direito a abater nos impostos que ambos maldizem.

A empresa, aliás, não deve ter do que reclamar dos impostos, pois diz o Estadão que “segundo balanço de demonstrações financeiras da Multilaser publicado no Diário Oficial de 27 de março, o item “reserva de lucros” aumentou de R$ 51 milhões em 2012 para R$ 128 milhões em 2013″.

Um crescimento nada mau de 151% nos ganhos dos pobres coitados que dizem estão carregando o Estado brasileiro nas costas.

Mais cara de pau, só a da nossa imprensa, que  tinha um esquadrão de repórteres pronto para encontrar qualquer montinho de terra que ajudasse a dizer que a festa era um desastre, mas não foi capaz de ver a distribuição de milhares de cartazes que, é só olhar, não tinham nada de espontâneos.

“Éticos” da direita paulista pagaram cartazes anônimos para ter vaia a Dilma no Itaquerão | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

17/06/2014

PSDB, Partido dos Sociopatas e Demofóbidos Brasileiros

Serra_Beto_paranavai_maoAécio não inova em absolutamente nada. E não é pelo fato de ressuscitar múmias. Também não inova em culpar o submundo da internet pela associação com o pó. Um dos seus humoristas de aluguel, Danilo Gentili, quando Aécio ainda era desafeto de José Serra, a quem os jornalistas dos grupos mafiomidiáticos paulistas servem como cães de aluguel, já falavam (e muito) sobre os costumes do candidato dos demofóbicos (veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=ILM7EurqvOk). Adoram um camarote VIP que seus financiadores ideológicos alugam para que possam mostrar ao público brasileiro e ao mundo o quanto são educados. Os reis dos camarotes do PSDB são sempre muito bem abrigados pelo Itaú, Natura, Vivo, Sony… E cheirosos, claro. Tem diplomas e curso no exterior, mas dizem palavrões à Presidente que os derrotou no voto e democraticamente.

Então, a bem da verdade, não é só Aécio Neves que sofre de demofobia. Lembram quando FHC chamou os aposentados de vagabundos?

José Serra é também um caso clássico. A ilustração ao lado prova o suficiente.

Também os funcionários dos grupos mafiomidiáticos, que são verdadeiras penas de aluguel do PSDB, têm verdadeiro pavor de povo. Alguém ainda lembra da “massa cheirosa do PSDB” da colonista da Folha, Eliane Cantanhêde?

O trabalhador que sua a camisa no trabalho, o trabalhador braçal não faz parte da massa cheirosa. Imagine Aécio Neves saindo pelo interior e abraçando trabalhadores rurais… Vem daí a importância de bonecos de papéis para que o povo possa fazer um selfie com o pancadão dos camarotes VIP. Como diria José Serra, pó pará, governador!

“O PSDB é um partido de massas, mas de MASSAS CHEIROSAS”….

O que os bonecos de papelão de Aécio Neves dizem sobre o PSDB

Postado em 17 jun 2014

por : Kiko Nogueira

boneco aecio

“Vamos conversar?”

A convenção do PSDB que sagrou o nome de Aécio Neves candidato à presidência teve o de sempre: discursos exaltados, abraços e juras de amor eterno, Fernando Henrique Cardoso, críticas ao PT, José Serra falando em união, Geraldo Alckmin sorrindo etc etc.

Mas houve pelo menos uma inovação que ficará para a crônica política como um dos símbolos do PSDB: bonecos em tamanho natural de Aécio, feitos de papelão, armados para os militantes tirarem fotos.

Foram colocados num saguão do Expo Center Norte, de acordo com assessores de Aécio que falaram ao jornal Extra, “como recurso para uma brincadeira”. A ideia era “fingir uma foto” e não “tapear as pessoas”.

Havia ao menos 5 mil correligionários. Algumas pessoas receberam 25 reais para comparecer, segundo o Estadão. Líderes políticos de São Paulo e de Minas fretaram ônibus.

Aécio, como Serra e FHC, não é chegado a esse tipo de contato pessoal. Um veterano de convenções do PSDB lembra que quem vai a um encontro desses quer cumprimentar a estrela do show, falar com ela, mostrar algum tipo de comprometimento. Ficaram na mão.

Há alguns precedentes. No mais famoso, em 2006, em pré-convenção numa churrascaria do Morumbi em que se decidia entre Alckmin e Serra para disputar a candidatura a presidente,  Serra, FHC, Aécio e Tasso Jereissati, então presidente do partido, abandonaram a festa e foram jantar no restaurante Massimo, no Jardins. Se existissem os bonecões na época, certamente estariam no lugar dos quatro. (Alckmin, aliás, acabaria saindo candidato).

O truque de mágica criado pela equipe de Aécio é sintomático. Nem com a torcida a favor, como era o caso do Center Norte, ele se dispõe a ter um contato mais próximo com algo parecido com povo. Alguém poderia chamar isso de demofobia.

Na véspera, estava num jantar com Andrea Matarazzo, coordenador de sua campanha. Na noite de sua entronização no Center Norte, não se sabe de seu paradeiro, apenas que era um lugar bem longe dali. Antes de ir para o lixo, os bonecos de cartolina viraram, compreensivelmente, uma piada na internet. O próximo passo é colocar um deles para governar.

Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

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