Ficha Corrida

24/09/2015

Premiar Alckmin pela gestão hídrica equivale a DEA premiar Aécio

OBScena: Folha de 20/10/2014 explica prêmio gestor hídrico ao Alckmin

Folha 20102014A Drug Enforcement Administration (Órgão para o Controle/Combate das Drogas) é um órgão de polícia federal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos encarregado da repressão e controle de narcóticos. Sendo um órgão norte-americano, eu não me admiraria se a DEA, mesmo com as informações da revista TMZ, conferisse ao Aécio Neves o prêmio aviãozinho do combate aos entorpecentes. A SABESP não é uma DEA nem Alckmin um Aécio, mas a premiação da Câmara dos De-puta-dos equivale a dar guarda de creche a pedófilo.

Da mesma forma, não há porque se admirar que um órgão comandado por este varão de Plutarco, Eduardo CUnha venha coroar os mais de 20 anos de PSDB em São Paulo com esta honraria. O racionamento d’água, que os jornais tratam eufemisticamente por crise d’água para esconder a crise de gestão, é algo impensável num país onde abundam os recursos hídricos.

É tão acintoso quanto compreensível. Eu não pensaria outra coisa de uma Câmara de Deputados que tem um paulista campeão de votos chamado Tiririca. Pior do que ele, outro paulista, Marco Feliciano. Como se isto não bastasse e para enaltecer o prêmio, o capitão mor das maracutaias, Eduardo CUnha. O prêmio da Câmara se equivale em desfaçatez à estatueta que a Rede Globo deu às “chicanas” do Assas JB Corp.

Pensando bem, num pais onde parcela da população pede às empregadas para baterem panela, onde nada do que se faz aqui em comparação com que se faz na terra da Volkswagen, onde as pessoas vestem camisas da CBF do José Maria Marin, Ricardo Teixeira, Marco Polo del Nero, para pedir menos corrupção, onde se quer trocar uma Presidenta, contra a qual não paira a menor denúncia, por um notório Napoleão de Hospício, nada pode ser impossível.

Premiação é inoportuna e acintosa, dizem entidades

FABRÍCIO LOBELDE SÃO PAULO

Entidades sociais e ambientais criticaram a premiação que será dada pela Câmara dos Deputados ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pela gestão de saneamento e recursos hídricos no Estado.

Édison Carlos, do Instituto Trata Brasil, reconhece que São Paulo é o mais avançado em saneamento (justificativa dada para a concessão do prêmio), mas, segundo ele, nenhum Estado deveria ser premiado, já que todos estão muito longe de níveis satisfatórios de saneamento.

São Paulo, inclusive, não trata nem metade de seu esgoto. Édison disse acreditar que o momento para o prêmio é "inoportuno".

Para Mario Mantovani, diretor de políticas públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, o prêmio é "equivocado" diante do momento vivido pelo Estado. "Acredito que a repercussão foi mais negativa do que positiva para o governador", diz ele.

Já para Carlos Thadeu, do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), a escolha de Alckmin para a premiação é um "acinte". "Milhares de pessoas passam por graves casos de falta de água e o governador é premiado. Não faz sentido", questiona.

Para Marussia Whately, da rede Aliança Pela Água, a concessão do prêmio "beira a falta de respeito com as pessoas que sofrem e ainda sofrerão com os efeitos da crise hídrica no Estado".

"Já é de conhecimento público, e inclusive citado em relatórios do Tribunal de Contas do Estado, que é falta de planejamento da gestão Geraldo Alckmin", diz sobre os problemas de abastecimento.

Para ela, prova disso é o fato de recursos que deveriam ser alocados em ampliação da rede de esgoto estarem sendo investidos de maneira emergencial na obtenção de água.

O presidente do sindicato dos funcionários da Sabesp, Renê Vicente, diz acreditar que o prêmio foi dado ao governador para dar visibilidade a Alckmin. "Não é hora de receber prêmio, mas de trabalhar para livrar São Paulo do risco de colapso de seus reservatórios."

Vicente diz ainda achar estranho que o deputado que indicou Alckmin ao prêmio, o tucano João Paulo Papa, tenha sido diretor da Sabesp.

"Parece uma autopromoção, já que o prêmio advém de alguém que era do seio da administração da Sabesp", argumenta.

13/08/2015

Sabesp para Corsan: eu sou você amanhã

Filed under: CORSAN,Folha de São Paulo,Privatidoações,Racionamento de Água,SABESP — Gilmar Crestani @ 9:54 am
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Observe o Riacho do Rio Guahyba na carta náutica de 1882

Arroio Dilúvio, o antigo Riacho retificado, já com a Ponta da Cadeia aterrada

Esvaziado pela Globo, o golpismo leva mais um bordoada neste editorial da Folha. Não tá fácil a vida dos golpistas, enfrentarem marchas sem água para o banho.

Como diz o ditado, o pior cego é o que não quer ver. Em São Paulo a crise hídrica é resultado de uma política meticulosamente premeditada. O RS segue São Paulo, e não é de agora. Quando os gaúchos amestrados pela RBS puseram a paulista Yeda Crusius já tinham ensaiado o desfile de burrice de agora. Se o PSDB conseguiu secar todo o Sistema Cantareira os ventríloquos da RBS no RS, talvez não consigam, mas também tentarão sucatear a Corsan para, à moda SABESP, dar lucro à iniciativa privada, e privar o público de água. Houve um ensaio em Uruguaiana. Agora tentarão inviabilizar o Guaíba. Basta que continuem poluindo as nascentes dos afluentes.

O sonho é mudar o nome de Viamão por vi o deserto. Onde antes, no morro do Viamão, se via o Jacuí, o Caí, o Sinos, o Gravataí e o Riacho (Dilúvio), um lago seco é sonho dos privatistas.

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

Pedaladas na água

O sistema Cantareira, que já abasteceu de água metade dos moradores da Grande São Paulo e hoje responde por um quarto, está há mais de um ano no volume morto. Com a falta recente de chuvas, seu estado volta a preocupar.

Mesmo para uma época de estiagem, a precipitação decepciona. As últimas chuvas dignas do nome que caíram sobre a bacia de captação do Cantareira ocorreram nos dias 25 e 26 de julho.

É grande o impacto sobre a vazão que aflui ao sistema. Neste mês, entraram no Cantareira em média 6.600 litros por segundo, pouco mais de um quarto do normal para agosto (24 mil l/s).

No final de julho, o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) e a Agência Nacional de Águas (ANA) deram autorização para a estatal paulista Sabesp aumentar a captação dos atuais 13,5 mil l/s para 14,5 mil l/s. A condição é que a empresa reduza drasticamente a retirada de setembro a novembro.

A simples aritmética permite constatar que o ritmo é insustentável: entram 6.600 l/s e saem 14,5 mil l/s. A licença para pedalar mais rápido no Cantareira serve para impedir que a bicicleta do abastecimento se desequilibre no Alto Tietê, sistema de produção vizinho cujo nível cai de maneira acentuada.

Depois de ser mobilizado para socorrer o Cantareira, o Alto Tietê aguarda agora um ajutório do sistema Rio Grande, braço menos poluído da represa Billings. Mas ainda faltam 25% para concluir a obra de interligação, o que havia sido prometido para maio pelo governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

As providências tomadas pela Sabesp e pela administração tucana –sobretaxa, bônus, transferências entre represas e racionamento via redução de pressão– afastaram por ora o trauma de um rodízio geral. Mas é imperioso assinalar que não passam de paliativos.

Basta dizer que, se a precipitação no Cantareira ficar 25% abaixo da média histórica, índice que pode se tornar a nova norma, demoraria ainda quase sete meses para recompor só o volume morto.

Enquanto isso, uma parcela injustiçada da população chega a ficar sem água dezenas de horas, ou dias, porque a pressão reduzida dificulta o abastecimento.

A questão só se resolverá de forma estrutural quando as perdas físicas na rede de distribuição forem reduzidas ainda mais e quando a capacidade de armazenamento for ampliada, o que inclui despoluir represas como a Billings e recuperar matas em bacias de captação.

30/07/2015

Je suis Charlie Hebdo, ne pas tucanô!

Situações como esta ajudam a explicar porque a Rede Globo e demais parceiros do Instituto Millenium estejam vivendo os estertores de uma era. A era do compadrio com segmentos políticos da direita hidrófoba.

Charlie Hebdo aborda tema tabu da mídia brasileira

qua, 29/07/2015 – 20:09

Charlie Hebdo publica reportagem ilustrada sobre crise da água em São Paulo

Da ABRAJI

O cartunista Riss, diretor do Charlie Hebdo, fez um pedido aos organizadores do 10º Congresso da Abraji: durante sua passagem pelo Brasil, queria cobrir a escassez de água em São Paulo e entender como os 11 milhões de moradores estavam se adaptando à estiagem.

A equipe da Abraji acompanhou o jornalista em visitas a comércios e residências na zona Oeste da cidade e articulou uma excursão à represa de Atibainha, parte do Sistema Cantareira. A viagem de 150 km foi feita em viaturas blindadas da Polícia Federal e em companhia do grafiteiro Thiago Mundano, um dos artistas que têm acompanhado e retratado a crise de abastecimento. É dele o famoso grafite que dá as boas-vindas ao "deserto da Cantareira".

Riss pretendia visitar uma favela para saber exatamente como a crise de abastecimento tem afetado a população mais pobre da cidade. Por segurança, os agentes da Polícia Federal excluíram essa possibilidade.

A reportagem em quadrinhos, publicada na edição nº 1.200 do jornal, descreve técnicas usadas por moradores para reaproveitar água, menciona o uso de copos descartáveis em lanchonetes e nota que, com as torneiras secas, São Paulo é cortada por grandes rios – transformados em esgoto a céu aberto.

O cartunista também menciona que a Sabesp tem papéis negociados na bolsa de Nova York e pergunta, observando o famoso relógio de água do Shopping Iguatemi, se a água será em breve um produto de luxo.

Riss esteve no Brasil para participar do 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, realizado pela Abraji no começo do mês.

Abaixo, a reprodução da reportagem em quadrinhos. Clique neste link para fazer o download da imagem em tamanho grande:

Charlie Hebdo aborda tema tabu da mídia brasileira | GGN

29/07/2015

Em São Paulo não falta água, PCC e tóxico

águaoQuais são as coisas que mais crescem em São Paulo? A julgar pelo pouco que vaza pelos veículos porta-vozes do PSDB, crescem cactos na Paulista, roubos de toda sorte, violência e o PCC. Segundo O Globo, mesmo com acordo com o PCC, os roubos subiram 24,5% em 2014. Já o Estadão vai direto ao ponto: “roubos voltam a crescer e são 37 por hora”.

A julgar pelas palavras do Geraldo Alckmin, em São Paulo não falta água. Deve ser por isso que a Folha faz esta “longa” reportagem esclarecendo a crise d’água em São Paulo. As reclamações crescem 62,5%, mesmo já tendo chegado ao ápice no ano passado.

A Folha tem uma equipe especial para monitorar todos os passos do Prefeito Fernando Haddad e outra ainda mais especial para apagar todas as pegadas do PSDB, de José Serra, Geraldo Alckmin e FHC. E não se há de dizer que a Folha não cumpre a lei, a Lei Rubens Ricúpero!

CRISE DA ÁGUA

Reclamações por falta de água crescem 62,5% em São Paulo

DO "AGORA" , Folha 29/07/2015 – O número de reclamações recebidas pela Sabesp de clientes da capital que sofrem com a falta de água cresceu de 86.586 para 140.752 na comparação entre o primeiro semestre de 2014 e o mesmo período deste ano, alta de 62,5%. Os dados foram obtidos pelo site "Fiquem Sabendo" por meio da Lei de Acesso à Informação.

Os dados mostram que, das 15 regiões em que a cidade é dividida pela Sabesp, 13 tiveram aumento no número de reclamações por falta de água entre os primeiros seis meses deste ano e o mesmo período de 2014.

A Sabesp afirmou que o número de reclamações recebidas por falta de água no período "corresponde a aproximadamente 2% dos clientes atendidos pela companhia".

20/07/2015

Sabesp é o verdadeiro choque de gestão à moda tucana

sabestanO palavrório do PSDB e seus porta-vozes na velha mídia é de mais obsoleto que o termo obsoleto. Desde que foi fundado, o PSDB tem sido vendido pelos grupos mafiomidiáticos como um “partido de quadros”. Os melhores quadros. A se acreditar nos assoCIAdos do Instituto Millenium, o PSDB teria mais quadros que o MASP. Mas a cada dia que passa estamos descobrindo melhor como funciona esta história de melhores quadros, do tal Choque de gestão e esta novilíngua da meritocracia. Há duas vertentes que explicam e todas desaguam dinheiro. Uma, bem antiga, são as milhares de assinaturas da Veja, Estadão, Folha distribuídos pelas escolas públicas de São Paulo. A outra é o finciamento direto, como aquela Fernando Gouveia, que recebia R$ 70 mil para criminalizar o PT. Nem vamos falar da JOVEM PAN e da Veja, dois baluartes do jornalismo celular, pré pago.

Custa caro implantar a Lei Rubens Ricúpero. Mas parece que tem sido proveitoso para ambos, pelo menos em São Paulo. Em termos de país o povo não tem comprado gato por lebre, e por isso os estertores golpistas. O mostro que teima em se mexer à frente das câmeras dos grupos mfiomidiáticos.

A SABESP é um bom exemplo de como funcionam as relações do PSDB com os golpistas midiáticos. Empresa paulista torrou dinheiro fazendo propaganda na Globo, como se fosse uma empresa nacional. E o legado é outro tributo à lei Rubens Ricúpero. Como naquele conto do Voltaire, Cândido ou Otimismo, a imprensa é o Dr Pangloss, o povo de São Paulo é o adestrado Cândido. Mesmo numa cidade que reluz, de dia falta água e de noite falta luz, com violência batendo todos os recordes, a terra do PCC aparece na mídia de forma edulcorada, a terra do Dr. Pangloss.

Onde não há água, sobra pó. É disso que parecem viver os tucanos.

Em crise, Sabesp fará ‘feirão’ de dívidas e venderá terrenos

Após perdas com a escassez hídrica, empresa tenta arrecadar a curto prazo

Companhia do governo Alckmin (PSDB) põe 22 cidades em lista de devedores para forçá-las a pagar débitos

EDUARDO GERAQUE, GUSTAVO URIBE, DE SÃO PAULO, para a FOLHA,

EDUARDO SCOLESEEDITOR DE "COTIDIANO"

O prejuízo financeiro causado pela crise hídrica em São Paulo vai obrigar a Sabesp, empresa de água e saneamento do governo Geraldo Alckmin (PSDB), a "vender as joias da avó". A expressão é do engenheiro Jerson Kelman, 67, presidente da companhia desde janeiro.

Para arrecadar dinheiro a curto prazo, a estatal irá promover três medidas: 1) colocará terrenos e imóveis à venda; 2) abrirá até setembro um "feirão" com condições atraentes para que devedores públicos e privados possam renegociar seus débitos; 3) e forçará as prefeituras com contas de água em atraso a quitar suas dívidas.

A terceira ação começou já na semana passada, quando a Sabesp enviou para o Cadin (cadastro estadual de inadimplentes) uma lista de 22 municípios que estão com faturas em aberto. "A tolerância acabou", afirma Kelman.

BALANÇO

Esse conjunto de ações ocorre em um cenário em que a crise hídrica drena recursos da empresa paulista.

Com represas secas e milhares de moradores sob racionamento (entrega controlada de água), a Sabesp vende menos água aos consumidores (reduzindo a sua arrecadação) e, ao mesmo tempo, é obrigada a investir em obras emergenciais para evitar a adoção de um rodízio (corte do fornecimento de água) na Grande São Paulo.

Um resultado da soma desses ingredientes já apareceu no último balanço da empresa. O lucro da Sabesp despencou de R$ 1,9 bilhão, em 2013, para R$ 903 milhões, no ano passado –quando a receita bruta dela caiu 6,7%, as despesas aumentaram 13,6% e os investimentos, 18,5%.

A desvalorização do real agravou a situação porque perto de 40% da dívida da Sabesp é em moeda estrangeira.

Para estimular menor consumo de água, a empresa adotou uma política de bônus, com desconto de até 30% na conta de quem economiza. A medida significou perdas de R$ 442 milhões nos cofres da Sabesp no primeiro semestre.

Ela também decidiu cobrar uma sobretaxa que pode até dobrar a tarifa de quem eleva seu consumo. Mas essa receita extra só cobre perto de metade das perdas com os bônus.

RODÍZIO

Kelman, que recebeu a Folha em seu gabinete na manhã da última sexta-feira (17), diz que, apesar do aperto, a Sabesp é uma empresa "sadia". Para ele, o problema econômico é pontual e será solucionado assim que a crise hídrica passar –o que não tem prazo para ocorrer.

"Como estamos enfrentando a crise financeira circunstancial? Com redução de custos e com uma série de medidas. Estamos vendendo as joias da avó", disse o presidente da empresa, antes de citar o conjunto de ações.

Cauteloso, especialmente por causa dos acionistas da empresa (na qual o governo do Estado tem a maior fatia), Kelman não fala em números: nem quanto estima arrecadar com essas medidas nem qual será o tamanho da anistia nesse "feirão" de renegociação das dívidas.

"Sempre quando são criadas condições favoráveis [de renegociação], cria-se um problema. Há alguns que podem não pagar porque acham que pode haver uma anistia no futuro. Mas nesse caso não haverá, porque a situação é absolutamente circunstancial", afirma Kelman.

Na entrevista à Folha, ele descartou um rodízio de água ao menos em 2015, assim como já fizera o governador, e disse que as obras emergenciais da Sabesp para evitar um rodízio, como a transferência de água entre mananciais, têm consequências ambientais "desprezíveis".

Engenheiro civil e Ph.D em recursos hídricos, afirma que a conta de água em São Paulo "é baixa comparada a qualquer coisa" e que, nos próximos 12 meses, a Sabesp vai mandar para a Arsesp, agência reguladora paulista, um novo modelo de estrutura tarifária –que, entre outras mudanças, vai unir as contas de água e de esgoto, hoje calculadas separadamente.

19/04/2015

Saiba quais são as fontes que a SABESP irriga

A melhor forma de se vender, é ser vendido. Mas, como diria o Barão de Itararé, quem se vende sempre recebe mais do que vale. No caso da SABESP e o PSDB do Geraldo Alckmin a crise d’água somada à epidemia de dengue é suficiente para mostrar como funciona o choque de gestão à moda tucana. Jornalista de aluguel, do tipo Fernando Gouveia, é coisa de amador. O jogo do PSDB, seja em São Paulo, Paraná, Minas ou RS, é mais pesado que o da Cosa Nostra. No RS vimos como a RBS sofreu inúmeros furos da Folha de São Paulo. A explicação é simplória. No comando do Estado estava Yeda Crusius, uma funcionária exemplar nos métodos desnudados na Operação Zelotes. Os ataques sistemáticos aos governos petistas, ao mesmo tempo em que desovava seus funcionários nos mais diversos partidos (Britto, PMDB; Yeda, PSDB; Ana Amélia, PP gaúcho; Lasier Martins, PDT), revelam o caráter mafioso da famiglia do estuprador de Florianópolis.

Andreia Neves comandou, durante a gestão do grande irmão, a Secretaria que distribuía as verbas de publicidade no Governo de Minas. Coincidência: entre as empresas beneficiadas estavam aquelas cujo dono foi considerado o pior senador no ranking da Veja, o gazeteiro Aécio Neves.

A falência dos grupos mafiomidiáticos explicam a síndrome de abstinência e a ferocidade com que tentam desconstruir os governos petistas. Useiros e vezeiros das verbas públicas, estão à míngua, com cortes quase toda semana. O que eles não põem na rua, obrigam a criarem CNPJ para serem contratados como Pessoa Jurídica. Por aí também se explica o apoio despudorado do coronelismo eletrônico à terceirização dos trabalhadores. Como nada disso está dando resultado suficiente, embarcaram numa louca cavalgada para destruir o Governo Dilma.

Nestes tempos de internet, em que cada um pode ser sua própria voz, a mentira publicada na véspera dura meia hora de twittes. O jogo mafioso é pesado, e conta com o silêncio obsequioso de quem com eles se locupleta. É por isso que não sabemos como andam as investigações na Operação Zelotes, nos fraudadores do HSBC.

Tudo isso seria menos pernicioso se o PT resolvesse ser mais incisivo, partindo para o confronto ideológico direto, sem tergiversações. Com bandido não se brinca. O jogo é bruto: facilitou, dançou!

Jovem Pan e a publicidade da Sabesp

Por Luiz Antonio Cintra, no blog Viomundo:
O segundo turno da eleição de 2014 foi no domingo 26 de outubro. Estávamos na terça-feira seguinte, dia 28. Eu começara na véspera a colaborar como freelancer na produção do comentário diário do publicitário Mauro Motoryn, a quem fui apresentado poucos dias antes, a serem veiculados na rádio Jovem Pan. “Fui convidado para ser uma espécie de contraponto ao Reinaldo Azevedo, à esquerda, naturalmente”, me explicou quando acertamos a colaboração. À direita, claro, seria difícil.
Naquela terça à tarde, fui com Motoryn conhecer a sede da rádio, já que meu posto de trabalho ficaria na Faria Lima, sede da agência do publicitário. A ideia era me apresentar aos técnicos do estúdio, ao diretor de jornalismo, “ao pessoal da rádio”, enfim. Com muitos anos de experiência em mídia impressa e online, achei que seria um passeio interessante.
Em seguida gravaríamos a participação de Motoryn para transmissão no dia seguinte. Um comentário de cerca de 1 minuto, veiculado várias vezes ao dia pelas dezenas de retransmissoras da JP. Seus ouvintes, fui informado na ocasião, se concentram na capital e no interior paulistas, mas vão muito além, através de mais de 90 “afiliadas” espalhadas pelo país, inclusive – e cada vez mais – nos estados do Nordeste.
Nessa terça-feira também soube que nos seis meses anteriores ao segundo turno das eleições de 2014, o jornalista Reinaldo Azevedo fora a grande estrela da casa. Ainda mais à vontade do que no site da Veja ou na coluna da Folha, Azevedo servira combustível farto para fermentar a onda raivosa antipetista. No estilo consagrado: meias-verdades, um tantão de mentiras deslavadas, um ou outro fato, como tem sido a sua marca na última década.
Tomei conhecimento das performances de Azevedo a posteriori, quando pela internet cacei alguns de seus programas para sentir o clima. Aqui (http://goo.gl/w41OJp) é possível ouvir uma das participações de Azevedo na rádio. Foi feita com o subsecretário de comunicação do estado de São Paulo, Márcio Aith, em plena campanha eleitoral. (Vale notar que Azevedo promove Aith a “secretário de Comunicação”, ainda que no mundo real ele seja subsecretário mesmo.)
Naquele contexto cabia a mim sugerir temas a serem abordados nos comentários de Motoryn. O foco do publicitário é a qualidade de vida nas cidades, ele me disse quando topei o frila, o que incluiria editar um site alimentado por uma equipe de jornalistas e publicitários.
Aproveitaríamos como base de dados as informações coletadas por um aplicativo chamado My Fun City, premiado pela ONU, através do qual “os cidadãos teriam condições de expor os problemas enfrentados em seus bairros e cidades”. Serviriam de gancho para os comentários na rádio.
Estávamos àquela altura em pleno apagão de informações sobre a crise de gestão do Cantareira. Pareceu-me pertinente, portanto, começarmos por aí. Após alguma pesquisa, cheguei ao tema: falássemos da crise hídrica, porém pela ótica da qualidade da água do Cantareira.
Uns meses antes, eu soube de um estudo feito pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), ligado ao governo de Minas, segundo o qual a qualidade das águas que abastecem o Cantareira tem piorado de maneira preocupante. Em quatro anos, quadruplicou o número de amostras de má qualidade, diz o Igam, com base em amostras coletadas nos rios da região da cidade de Extrema (MG), a poucos quilômetros da fronteira com São Paulo. De Extrema e outras três cidades próximas saem 70% das águas do sistema que abastece regiões das cidades de São Paulo e Campinas.
Como percorre dois estados, a outorga que regula o Sistema Cantareira é federal. Dessa forma caberia à Agência Nacional de Águas (ANA) fiscalizar os compromissos assumidos pelo governador Geraldo Alckmin, ainda em 2003, quando o estado de São Paulo assinou a renovação da outorga e se comprometia a reduzir a dependência dos municípios paulistas do Cantareira.
Desde então, agora está evidente, o governo paulista fez quase nada do prometido. E a dependência, passados 11 anos, aumentou, em vez de cair. O governo mineiro, ao criar incentivos fiscais e fazer da região de Extrema o segundo maior polo industrial do estado, atrás apenas de Betim, deixou a qualidade das águas se deteriorar rapidamente.
À medida que a população aumentou na região (de 40 mil para mais de 70 mil), também cresceu a descarga de esgoto residencial, agropecuário e industrial, lançada sem tratamento nos rios que abastecem o Cantareira. A agência federal, a ANA, também tem o seu quinhão de responsabilidade, por omissão: não cumpriu a sua função fiscalizadora, deixou o termo assinado em 2003 mofar nas gavetas de Brasília.
Mas voltemos ao estúdio da Jovem Pan. Ali instalados, dei a minha sugestão de pauta, logo aceita por Motoryn.
Eu fizera um rascunho do comentário. Após alguns testes rápidos, feitos com o microfone ainda desligado, Motoryn deu sinal para um profissional da Jovem Pan, encarregado de supervisionar a gravação, indicando que começaríamos a gravar para valer. De outra sala, separada da que estávamos por uma grande janela antirruído, esse profissional acompanharia Motoryn por um fone de ouvidos. E sinalizaria quando chegássemos a um comentário considerado satisfatório, conforme o “padrão Jovem Pan de qualidade”.
Fechada a sala em que estávamos, Motoryn começou a falar. Logo, porém, mencionou a escassez de água do Cantareira, mas sem ter tempo de ir muito longe. Em poucos segundos, o tal supervisor da Jovem Pan se levantou, sumiu por um brevíssimo instante e logo entrou no estúdio onde gravávamos. “Mauro, aí não… aí não, Mauro. desse jeito fica ruim pra gente… Melhor não falar de água por enquanto, a Sabesp está colocando uma grana na rádio. Não tem outro assunto, não?”, perguntou o que me fora apresentado pouco antes como o “Reginaldo do programa de Azevedo”. Depois descobri que o sujeito serve de escada, como se diz no teatro, para os comentários de Azevedo, sendo citado amiúde.
Diante do constrangimento, me calei, aguardando os desdobramentos. Rapidamente Motoryn sacou da própria cabeça o plano B, um comentário improvisado e genérico sobre os problemas enfrentados pelos usuários dos planos de saúde. Foi esse o comentário veiculado no dia seguinte.
Meia hora depois, estávamos fora da Jovem Pan. Dormi mal aquela noite, inclusive porque uma reforma nos estúdios da rádio, com muita poeira de construção no ar, piorara a crise alérgica que eu enfrentava naqueles dias secos e extremamente poluídos de outubro.
Na manhã seguinte, encerrei a minha colaboração de dois dias (não remunerados, por minha opção). Optei por ser curto: mandei um torpedo, sugeri que buscassem novo colaborador.
Essa história me voltou à cabeça ao ler o artigo do subsecretário Aith, publicado recentemente pela Folha de S. Paulo.Ele destaca em seu texto a série de campanhas publicitárias feitas pela Sabesp em 2014. Não menciona os valores gastos, mas a intenção era demonstrar que a estatal paulista não ficara inerte diante da crise.
E, de fato, a comunicação do governo paulista não ficou parada no período pré-eleitoral, não resta dúvida. Ao contrário. No caso da Sabesp, a ofensiva midiática – mais de R$ 50 milhões foram investidos pela estatal em publicidade no ano passado – serviu principalmente para calar certa mídia. Para comprar um silêncio interesseiro e nada obsequioso.
PS1 do Viomundo: O blogueiro Mauro Motoryn, que afirma faz tempo não mexer com publicidade, nega o episódio. Ele escreveu por e-mail:
Azenha, em nenhum momento recebi qualquer espécie de censura, você pode assistir (aqui e aqui, dois exemplos) todos os vídeos gravados tanto do debate diário que faço com o [historiador Marco Antonio] Villa,quanto os do Myfuncity, onde incentivo a participação na gestão pública. Além disso, sobre o episódio, o problema citado não corresponde à efetiva realidade dos fatos. Conversando internamente, julguei que o tema não era relevante naquele momento. E por isso resolvi não fazer aquele naquele dia. O curioso é que jamais fui consultado a respeito da matéria veiculada no “Vi o Mundo”. Entre no meu blog e veja as posições que tenho. E veja a coerência do que estou falando. Fico à disposição para qualquer esclarecimento.
PS2 do Viomundo: Luiz Antonio Cintra reitera a sua narrativa, mas faz questão de salientar o seu apreço a Mauro Motoryn:
O blogueiro Mauro Motoryn merece o meu respeito, quero deixar claro. Entendo ter sido uma postura. Creio na verdadeira intenção positiva. É editorialmente defensavel, inclusive. Nos poucos contatos que tivemos ele agiu corretamente comigo. E me parece verdadeira sua intenção de jogar pelo lado certo. Nesse sentido faz um trabalho louvável.
PS3 do Viomundo: Um colega jornalista, que chamarei apenas de Fonte Luminosa, nos enviou os dados seguintes em fevereiro deste ano, com o comentário de que o jogo é pesado entre o Palácio dos Bandeirantes e o departamento comercial de emissoras e jornais.
Nem preciso falar para manter a fonte em sigilo. Os gastos com publicidade da Sabesp cresceram 88% entre 2013 e 2014. No mesmo período, os gastos com veiculação aumentaram 124%. São os anúncios da empresa nas TVs, rádios, jornais e revistas que correspondem a 95% de todo o dinheiro gasto nos veículos.

A participação dos anúncios também aumentou em 14% de um ano para o outro. Eles não discriminam quem recebeu o que, mas colocam os valores discriminados por tipo de mídia e a lista das empresas que receberam a verba. TVs correspondem a mais de 50%. Não deve ser coincidência que a crise da água ainda seja tratada de maneira quase criminosa pela mídia tradicional. Há ainda o fator eleição, mas se comparar 2012 com 2011 verá que não aumentou 20%. Portanto, ao analisar estes números e a omissão de todos os veículos, chego mesmo à conclusão que eles pagaram para culpar São Pedro, o governo federal, a prefeitura e esconder quem realmente é culpado por isso. Os arquivos ainda estão disponíveis no site da Sabesp.
PS4 do Viomundo: O documento abaixo, obtido de forma exclusiva pelo Viomundo junto ao Fonte Luminosa, mostra quem são os donos do capital privado da Sabesp. Em outras palavras, quem lucrou lá atrás quando a Sabesp pagou dividendos em vez de investir na captação de água e quem vai lucrar agora com a majoração dos preços da água. Até o HSBC tá na lista. Resumo: enquanto os paulistas sofrem com a falta d’água, os investidores privados de todo o mundo dão risada…
Sabesp from Luiz Carlos Azenha

Altamiro Borges: Jovem Pan e a publicidade da Sabesp

26/02/2015

Este é padrão de administração pública que o PSDB quer para o Brasil

SABESP X MIDIATodo ódio à Dilma e ao PT se explica pela incapacidade administrativa do parceiros do Instituto Millenium. As cinco irmãs e seus finanCIAdores ideológicos têm uma obsessão, destruir o PT simplesmente não porque sejam contra a corrupção, mas porque odeiam políticas sociais que beneficiem brasileiros. Se forem políticas que beneficiem espanhóis, alemãs, ingleses ou ianques, tudo bem. O que não pode é retirar milhares de brasileiros da miséria. Se fossem contra a corrupção, condenariam os correligionários pegos corrompendo, mas DEM e PSDB têm licença do coronelismo eletrônico para roubar.

Não condenam nem fazem campanha sistemática contra a corrupção nos Tremsalão. Por que não condenam o Suiçalão do HSBC?! Por que não denigrem toda o DEM quando Agripino Maia é pego? Por que não atacam todo o Poder Judeiciário quando um de seus membros é pego dirigindo carro do Eike Batista? Claro que é errado incluir todos no mesmo balaio, mas quando se trata do PT não há este cuidado. Todo o partido entra na manchete. Que os partidos se degladiem por espaço, é da natureza da política desde Péricles. Agora, quando a velha mídia, que é uma concessão pública adote um lado, como admitiu Judith Brito e a própria ANJ, aí já temos algo mais próximo com a quebra da legalidade e a infiltração da máfia na política.

Onde está o choque de gestão à moda tucana? Por que o massacre da Petrobrás e o perdão à SABESP?! Por que os ataquem à Dilma e o esquecimento do Geraldo Alckmin?! O que acontece na Petrobrás, fruto da cartelização das empreiteiras e de seus agentes infiltrados não é diferente do que acontece na SABESP. Contudo, embora tenhamos combustíveis, não temos água, e ainda assim os grupos mafiomidiáticos, finanCIAdos pela Chevron, atacam a Petrobrás.

Sabesp não cumpre regra de pressão da água e desdiz Alckmin

O presidente da Sabesp, Jerson Kelman, admitiu que a empresa mantém
a pressão em tubulações da Grande São Paulo abaixo do nível fixado
pela norma técnica. A estratégia impede que a água chegue a lugares altos

CRISE D’ÁGUA

Para economizar água, SP descumpre regra

Ao admitir redução de pressão nos encanamentos fora das normas, Sabesp contradiz governador Geraldo Alckmin

Estado nega contradição e diz que manobras adotadas desde 2014 podem gerar oscilação no abastecimento

GUSTAVO URIBE FABRÍCIO LOBELDE SÃO PAULO

A Sabesp, empresa do governo paulista, reconheceu que, para economizar água e evitar o colapso do abastecimento na Grande SP, tem reduzido a pressão nos encanamentos abaixo das regras.

A informação contradiz o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que, no final do ano passado, negou que a empresa de água do Estado estivesse descumprindo norma da ABNT (Associação Brasileiras de Normas Técnicas).

A redução da pressão nos encanamentos é uma estratégia ampliada desde o ano passado pelo governo de SP, em especial nas áreas atendidas pelo sistema Cantareira.

Ao diminuir a pressão, a Sabesp "empurra" menos água na rede de abastecimento. Por um lado, reduz os vazamentos nos canos, já que há menos água em circulação. Por outro, deixa casas sem água, em especial as localizadas em pontos mais altos.

Pela norma brasileira, empresas de saneamento devem garantir, pelo menos, dez metros de coluna de água. A altura é necessária para que a caixa-d’água de um sobrado, por exemplo, possa ser constantemente abastecida.

Com apenas um metro de coluna de água, como a Sabesp reconheceu, a água não teria força para avançar nas tubulações da casa.

Em sessão de CPI na Câmara Municipal, o diretor metropolitano da companhia, Paulo Massato, afirmou que não seria possível atender milhões de pessoas abastecidas pelo sistema Cantareira se fosse mantida a "normalidade".

"Nós estamos garantindo um metro da coluna de água, preservando a rede de distribuição. Mas não tem pressão suficiente para chegar na caixa-d’água", disse Massato.

Questionado também na CPI, o presidente da Sabesp, Jerson Kelman, confirmou o descumprimento e disse que, em situações em que o direito coletivo está ameaçado, regras devem ser "relativizadas".

"Normas da ABNT e direitos individuais, em situação em que o direito coletivo está ameaçado, devem ser relativizados", disse Kelman.

Contraditoriamente, a Sabesp sempre afirmou que, para ter o abastecimento garantido, o morador de São Paulo deveria obedecer justamente às regras da ABNT, que recomenda a instalação de caixa-d’água nas residências.

A Arsesp (agência reguladora de São Paulo) informou que pedirá esclarecimentos à Sabesp. Em dezembro, ela já havia constatado que a empresa vinha diminuindo a pressão abaixo do recomendado.

Procurada, a assessoria de Alckmin afirmou que "não existe nenhuma contradição entre as declarações citadas". Segundo ela, as manobras de redução de pressão podem eventualmente gerar oscilação no abastecimento.

01/02/2015

São Paulo está economizando até pingo nos iis

sabesp agua5diasO racionamento de água em São Paulo evaporou da página dos jornais. É mais fácil encontrar denúncias de que, no futuro, pode faltar energia elétrica do que a presente mais constante na vida dos paulistas, a falta de banho. Os malabarismos linguísticos para secar o governo federal e irrigar o governo de São Paulo com boas notícias é algo que deveria concorrer ao Prêmio Nobel da HiPÓcrisia…

Todos sabemos da parceria entre o Instituto Millenium & o PSDB. Não só pela declaração da D. Judith Brito e da ANJ, mas porque a prática diuturna dos grupos mafiomidiáticos é por demais evidente. Estão todos preocupados em destruir a Petrobrás, mas ninguém ousa levantar um dedo para incriminar os que já estão presos por terem fraudado a empresa. Por que é mais fácil acusar contra quem não só não há qualquer denúncia como há sobejas provas de que fez o que nenhum outro governante tinha feito até agora, do que trazer à luz do sol o papel das maiores empresas no maior assalto à Petrobrás?!

A lista dos maiores envolvidos está aí, gente fina das das empreiteiras: Erton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia; Agenor Franklin Magalhães Medeiros, José Aldemário Pinheiro Filho, Mateus Coutinho de Sá Oliveira e José Ricardo Nogueira Breghirolli, da OAS; Ricardo Ribeiro Pessoa, da UTC Participações; Dalton dos Santos Avancini, Eduardo Hermelino Leite e João Ricardo Auler, da Camargo Corrêa; e Gerson de Mello Almada, da Engevix. E ainda falta a principal, a Odebrecht, cereja do bolo empresarial no assalto à Petrobrás. Por que eles não são objeto de reportagens, mostrando o que eram e como ficaram? Por que o apartamento do Lula é matéria de capa mas o enriquecimento deste pilantras com dinheiro da Petrobrás não merece uma linha nas milhares já escritas pelas cinco irmãs (Folha, Estadão, Veja, Globo & RBS)?!

Toda hora Antonio Imbassahy, Álvaro Dias, Fernando Francischini tem mentiras divulgadas contra o Lulinha, que eles divulgaram ser o dono da Friboi, mas nada dizem a respeito dos seus financiadores? Por que não mostram com quem andava Alberto Youssef? Quem eram suas amizades, com quem trabalhava?

Com a mesma desenvoltura com que aplicam a lei Rubens Ricúpero para esconder o que lhes pertence e mostrar por diversionismo em relação à Operação Lava Jato, também a aplicam em relação ao racionamento de água em São Paulo.

Se rir é o melhor remédio, ria de quem não tem rio.

JOSÉ SIMÃO

Carná 2015! As águas vão rolar!

Paulista não pode mais usar pingo nos is! E estão proibidas as expressões: lavar a égua e lavou tá novo

Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!

E olha essa faixa em Pirangi: "II Concurso de Peidos! Pirangi 2015".

O problema não é participar, é ser jurado.

E o Palmeiras contratou o Ryder pra fazer dupla com o Valdívia?

Os Chinelos. Próxima contratação será o atacante Havaianas!

E o Ministro do Apocalipse Levy quer a levytação dos preços.

Os preços lá em cima, levytando!

Rarará!

E sabe como se chama o imposto que o novo governo grego quer derrubar? ENFIA!

Verdade! Imposto de grego!

Todo imposto devia se chamar Enfia. "Dilma lança mais um enfia". Então ENFIA!

Rarará!

E a grande bomba da semana! Rodízio da Sabesp: 2 dias com água e 5 sem água! 5 X 2! Pior que o 7 a 1! Entendi o rodízio da Sabesp: 2 dias com água e 5asec! Rarará!

Paulista vai ser reconhecido no aeroporto pelo fedor. "Tapa o nariz que lá vem um paulista."

Vou lançar o perfume Alckmi Número 5! Fleur de Chuchu!

E em São Paulo mandar cagar no mato não é ofensa, é economia de água!

Paulista não pode mais usar pingo nos is! Desperdício de pingos.

E estão proibidas as expressões: águas passadas, lavar a égua, nó em pingo d’água (nó em pingo d’água é crime inafiançável), lavou tá novo, olhos rasos d’água e foi tudo por água abaixo.

Estão proibidas as doenças: gota e barriga d’água! Rarará!

E adorei a charge do Nani com o corretor vendendo apartamento: "Dois quartos, sala, cozinha e uma falta d’água maravilhosa".

Eita! Rarará.

E essa piada pronta: "Cerveró ameaça processar quem produzir máscaras com seu rosto no Carnaval". A fábrica desistiu e agora vai de Graça Foster!

Quem não tem Cerveró vai de Graça Foster! O susto é o mesmo.

E a minha cara pra máscara de Carnaval só falta o elástico.

Então não falta mais nada. Acabei de ganhar o elástico. Rarará!

E olha a placa na porta do banheiro da empresa de um amigo meu: "Está faltando água! Favor cagar em casa!". Rarará.

Que situação! Nóis sofre mas nóis goza!

Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

simao@uol.com.br

@jose_simao

31/01/2015

Petrobrás x SABESP: temos gasolina mas não temos água

EUAGloboA diferença de tratamento dados pelos grupos mafiomidiáticos à SABESP e à Petrobrás explica onde eles, os golpistas, pretendem chegar. O que eles querem, e a Rede Globo já diz abertamente, é a privatização da Petrobrás. Querem transformar a Petrobrás numa grande SABESP. Se tivessem feito isso no (des)governo do amante da jornalista da Globo, Miriam Dutra, hoje teríamos racionamento de água e de combustíveis. Faltaria gasolina postos como água na torneira.

Outro aspecto que chama a atenção, é a complacência com os corruptores. 24 dos 32 presos pela Operação Lava Jato são ligados às grandes empresa, todos da iniciativa privada. São o se pode dizer, de corruptores. Pela primeira vez os corruptores estão sendo presos, mas a velha mídia continua insistindo em botar a culpa no governo. Em nenhum momento a velha mídia questiona a responsabilidade das maiores empresas brasileiras na cartelização que levou à sangria da Petrobrás. Tenho certeza de que se uma única empresa dessas pertencesse ao PT, já teria aberto uma guerra sem quartel. Contudo, como são todas grandes empresas com grande volume de capital investido nos assoCIAdos dos Instituto Millenium, tudo se passa como se os corruptores fossem uns indefesos sequestrados pelos lobos maus da Petrobrás.

Já se diz que eles não são contra a Petrobrás, mas contra o Brasil, pois querem colocar a Petrobrás na Bolsa de Nova Iorque. Querem punir a empresa não os corruptos. Vão esquarteja-la até definhar para que possa ser oferecida aos pedaços à sanha devoradora das grandes petrolíferas estrangeiras. A Chevron, digo os EUA, agradecem.

 

Enquanto a Petrobras é massacrada, a Sabesp é convenientemente esquecida

Postado em 30 jan 2015 -por : Paulo Nogueira

Tudo sob controle

Um amigo meu pergunta no Facebook: “O que a Dilma quer? Convencer todo mundo de que a Petrobras tem que ser privatizada?”

Entrei na conversa.

“Acho que a pergunta certa é: o que a mídia quer com esse bombardeio? Compare com a Sabesp, que está prestes a deixar os paulistanos sem água para dar descarga e ninguém fala nada.”

A Petrobras, para os conservadores, deixou de ser uma empresa petrolífera. Ela se transformou no caminho mais curto para ataques a Dilma e ao PT.

É para isso que a Petrobras serve, hoje: é um instrumento para desestabilizar o governo petista.

Os fatos são minuciosamente escolhidos e manipulados.

Companhias gigantes com ações nas bolsas oscilam extraordinariamente de valor, em certas circunstâncias.

O petróleo enfrenta uma situação particularmente complicada: há um excesso de oferta.

Os preços desabaram.

Os países produtores, agrupados na OPEP, decidiram, até aqui, não responder ao problema com o mecanismo clássico de redução da oferta.

Dentro desse horizonte, todas as empresas do ramo sofrem.

Seu produto vale menos, e consequentemente suas ações também.

Este é o drama real da Petrobras – e de todas as empresas que produzem petróleo.

Todas elas valem menos agora do que valiem antes da recente crise petrolífera. São oscilações de bilhões de dólares.

Normalizada a situação, com o petróleo voltando aos patamares habituais, o valor das empresas oscilará positivamente em vários bilhões de dólares.

Por isso, não adianta você pegar um quadro atípico para tirar conclusões.

Mas é o que a mídia faz, não com o intuito de “salvar a Petrobras”, mas para afundar o PT.

Por mais doída e constrangedora que seja, a questão da corrupção responde apenas por uma parte mínima da perda de valor das ações da Petrobras.

Quando o mercado se normalizar, a Petrobras voltará a valer o que valia antes, bem como todas as corporações do ramo.

A diferença é que o processo de valorização não será notícia.

A Petrobras é sólida o bastante para enfrentar intempéries.

O barulho incessante em torno dela contrasta com o silêncio obsequioso em relação à Sabesp.

O cidadão não é diretamente afetado pela alta ou baixa do petróleo. Mas quando uma empresa que deveria fornecer água entra em colapso, aí sim você tem uma situação de calamidade.

É a escola que pode parar de funcionar. É o banho que pode deixar de ser tomado. É a empresa que pode carecer de água para funcionar.

O drama vinha vindo, sabe-se hoje. No entanto, não foram tomadas providências que reduziriam as ameaças que pairam agora sobre os paulistas.

O motivo da inação criminosa chama-se eleição.

Alckmin não queria correr o risco de perder votos caso houvesse algum tipo de corte na água da população.

Depois, a conta viria, como veio. Mas aí as eleições já teriam passado.

Em nenhum momento a imprensa, ao longo da campanha, cobrou de Alckmin atitudes de interesse público.

A explicação benevolente para isso é que a mídia não tinha noção da gravidade das coisas.

Aí seria um caso de inépcia monumental.

A explicação mais provável é que a imprensa não estava interessada em aprofundar um assunto que poderia custar o cargo do amigo Alckmin.

E assim chegamos ao que estamos vendo agora.

Todos os holofotes se concentram na Petrobras, para a qual tudo se normalizará assim que os preços do petróleo no mercado mundial se restabelecerem.

Enquanto isso, a Sabesp de Alckmin é uma nota de rodapé – ainda que possa faltar aos paulistas água para dar descarga.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » Enquanto a Petrobras é massacrada, a Sabesp é convenientemente esquecida

30/01/2015

Técnica de sobrevivência em governo tucano

sabesp restricao-hidricaAos poucos os jornais dão dicas de como se adaptar para sobreviver em governos saarianos. Além de sobreviver em tendas, com caminhões pipas, a crise hídrica põe em evidência o darwinismo do cinismo e do mau caratismo. Não há, segundo o prócer tucano, Geraldo Alckmin, racionamento em São Paulo; há “crise hídrica”.

Agora, imagine-se isso em algum governo do PT. Pior, mesmo não existindo crise de abastecimento de energia, a tucanada da mídia vive falando em caos e apagão.

Por que será que os grupos mafiomidiáticos tem tanta simpatia pelo PSDB e ódio ao PT? Seria porque o PSDB distribui milhares de assinaturas da Folha, Estadão, Veja nas escolas públicas de São Paulo?!

A piada é que, por falta d’água, Lava Jato não pega tucano…

CRISE DA ÁGUA

Corte a seco

Salões de beleza sugerem técnicas para lavar e cortar cabelos sem gastar muita água; cabeleireiros recomendam produto que limpa sem enxágue

THAIS BILENKYDE SÃO PAULO

A escassez de água levou os salões de beleza em São Paulo a inventar técnicas de crise para manter a aparência dos clientes.

O tempo em que se lavava o cabelo duas ou três vezes, com direito a massagem e água morna, ficou para trás.

Agora, cabeleireiros sugerem corte a seco, pedem para os clientes chegarem com a cabeça lavada ou resolvem a questão com algumas borrifadas de água.

Fazer reflexo ou tintura virou tarefa inglória. Salões lamentam não ter água suficiente para os enxágues abundantes necessários para remover a química. E esses são os procedimentos mais lucrativos.

Os proprietários dizem ainda não saber qual será o tamanho do prejuízo que a crise da água pode trazer, mas se preparam para tempos difíceis.

Alguns salões chegam a oferecer lavagem com água gelada tirada num balde da caixa-d’água, mas as mulheres não costumam aceitar.

Alessandro Tiso, 40, do salão Tiso, em Perdizes (zona oeste), tem tentado remanejar os clientes para as manhãs, antes de o abastecimento da Sabesp ser interrompido.

"Se a pessoa reluta, não tem como fazer", conta. "O telefone ficou mais quieto."

O Studio W, com unidades nos shoppings Iguatemi e JK, entre outras, fez um pacote de medidas. A água com que se lava os fios se usa para limpar pinceis de tintura. A toalha usada para secar o cabelo de uma cliente serve para acomodá-la no lavatório.

"Para as mulheres que têm cabelo bem liso, a gente sugere fazer corte a seco. Elas não são obrigadas, mas têm a possibilidade", conta a diretora Rosângela Barchetta.

‘XAMPU SECO’

Uma alternativa é o "xampu seco", um produto que tira a oleosidade dos fios e dispensa enxágue. Antes comum em nécessaires femininas, agora é também recomendado por cabeleireiros.

"A menina pode lavar o cabelo em um dia, passar ‘xampu seco’ e dar uma ‘escovadona’ no seguinte e, no terceiro, faz um ‘presinho’ básico. Vai economizar bem", diz o cabeleireiro Celso Kamura.

"Qualquer cabelo pode ficar mais de um dia sem lavar. É meio noia [lavar todos os dias]. A oleosidade é a melhor hidratação", pondera.

João Boccaletto, sócio do salão Lab. Duda Molinos, em Higienópolis, tem sugerido uma lavagem econômica. Começa com a cliente na cadeira. Ele umedece o cabelo com um borrifador, passa xampu, massageia o couro cabeludo e só depois a leva ao lavatório.

Boccaletto também prioriza emolientes para fazer mãos e pés. "Mas sempre aparece uma pirada que quer pôr o pé naquela bacia branca velha cheia de água", comenta.

Sua cliente, a jornalista Camila Gabriel, 37, aprova as medidas. "Se não fizer diferença pra mim e fizer diferença para a economia, acho incrível", diz. Mas, quando vai ao salão, ela se despreocupa.

"Eu terceirizo o problema. Não tenho como controlar a quantidade de água que a profissional usa", reconhece.

A rede Soho enfrentou problemas. A unidade da Vila Mariana (zona sul) chegou a ficar quatro dias sem água. Com a crise, a rede passou a sugerir água borrifada em vez da lavagem. A receita do serviço "caiu drasticamente", segundo a rede, mas surtiu efeito.

Em dezembro de 2013, 92% dos clientes que cortavam o cabelo também lavavam. No mesmo mês de 2014, 11% mantiveram a dobradinha.

Se o racionamento era por falta de chuva, chamem a Dilma

Alguém ainda deve lembrar que as chuvas iriam custar, na previsão do meteorólogo Geraldo Alckmin, R$ 3,5 bilhões de reais. Quando a Dilma entra em cena descobre-se de onde vem o choque de gestão. O que seria R$ 3,5 bilhões vira R$ 830 milhões…

Se isso já é muito para explicar o que acontece em São Paulo, ainda não é tudo. Como explicar que os papas da privatização precisam da ajuda do Governo Federal para fazerem funcionar uma empresa privatizada por eles? Estava escrito que um dia a  tal de privataria tucana sairia do armário e pediria recibo.

Revela-se deste modo em que consiste o tal choque de gestão e a meritismo tucano.  A SABESP é um exemplo pronto e acabado do que foi o atraso do Brasil nos 8 anos de FHC.

Não fossem as milhares de assinaturas da Veja, Estadão e Folha distribuídos pelas escolas públicas de São Paulo e esse sujeito já estaria pagando pelos descalabros de quase trinta anos de (des)governo tucano.

Dilma e Alckmin anunciarão obra de R$ 830 mi da Sabesp

:

Em volta antecipada da Costa Rica, presidente Dilma Rousseff vai receber nesta tarde o governador Geraldo Alckmin (PSDB) no Planalto para discutir investimentos visando aumentar a captação de água em São Paulo; com apoio financeiro do Governo Federal, Conselho de Administração da Sabesp aprovou a obra da interligação entre as represas Jaguari (afluente do Paraíba do Sul) e Atibainha (do Sistema Cantareira) para aumentar a segurança hídrica do Sistema Cantareira; empresa sinalizou recentemente que podia adotar racionamento de até cinco dias por semana na atual configuração

30 de Janeiro de 2015 às 05:18

SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff antecipou nesta quinta-feira (29) sua volta para o Brasil da viagem que fazia à Costa Rica para o encontro da cúpula da Comunidade de Estados Latino Americanos e Carinhenhos (Celac) antes mesmo que o evento fosse encerrado. A presidente deverá chegar ao Brasil ainda nesta noite.

De acordo com matéria do Valor Econômico, o presidente do Equador, Rafael Correa, ainda falava no evento quando a presidente saiu do local, visivelmente contrariada e falando exasperadamente com os auxiliares presentes. Dilma foi direto ao aeroporto para regressar ao Brasil.

Na volta, a presidente deverá focar seus esforços na crise hídrica da região Sudeste, recebendo ainda na sexta à tarde Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, no Palácio do Planalto. Na terceira reunião dos dois desde que foram eleitos, eles deverão discutir investimentos para aumentar a captação de água em São Paulo e ainda anunciarão obras que deverão ficar prontas no ano que vem, no valor de R$ 830 milhões.

Na quarta-feira a petista se reuniu com os governadores de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, para discutir os problemas hídricos. Ainda na última semana, ela incluiu no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) as obras de ligação do rio Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro, ao Sistema Cantareira.

Vale lembrar que no ano passado, durante a corrida eleitoral, Alckmin negou que houvesse racionamento e ainda declarou que não faltaria água no Estado. Na última semana, no entanto, a Sabesp declarou que pode haver racionamento de cinco dias sem água para dois de abastecimento caso eles verifiquem perigo de zerar a capacidade do Sistema Cantareira.

Sabesp

O Conselho de Administração da Sabesp aprovou o processo de contratação do empreendimento da interligação entre as represas Jaguari (Bacia do Paraíba do Sul) e Atibainha (Bacia do Sistema Cantareira). Segundo a companhia, o objetivo deste projeto é a recuperação e o aumento da segurança hídrica do Sistema Cantareira e, consequente atendimento da demanda por água da Região Metropolitana de São Paulo.

"A interligação permitirá aumentar a disponibilidade hídrica no sistema Cantareira em 5,13 m3/s (média anual)/8,5 m3/s (máxima) do reservatório Jaguari (afluente do Paraíba do Sul) para o reservatório Atibainha (do Sistema Cantareira)", disse a companhia em comunicado. De acordo com a Sabesp o orçamento estimado é de R$ 830,5 milhões e as obras serão executadas pela empresa, que está em tratativas com o Governo Federal para a obtenção de apoio financeiro.

Dilma e Alckmin anunciarão obra de R$ 830 mi da Sabesp | Brasil 24/7

29/01/2015

Rodízio à moda tucana

agua rodizio paulistaFolha fura, enfim, a blindagem mafiomidiática em relação ao legado de quase trinta anos de choque de gestão do PSDB em São Paulo. 

Agora que a Folha sai do armário, aguardo as manifestações sempre embasadas no despeito e no diversionismo do Fernando Francischini, do Álvaro Dias e o Antonio Ambassay, os trolls da internet. A velha mídia, no sempre lembrado método Rubens Ricúpero, não revela de onde os tucanos tiram o dedo que está sempre em riste para fiscalizar a moralidade alheia, mas o cheiro denuncia. Que os tucanos façam isso, é da sua natureza, que a mídia empreste defesa, coisa de jornalismo de aluguel,(pago com a distribuição de milhares de assinaturas

Eles que têm opinião sobre tudo que, para atingir Dilma se perfilam ao lado de golpistas paraguaios ou de qualquer outro lugar, que defendem o assassinato do traficante brasileiro na Indonésia mas se calam diante dos parceiros com 450 kg de cocaína.

Onde estão os profetas do apocalipse petista, Eliane Cantanhêde, Merval  Pereira, Arnanldo Jabor? Cadê as considerações deles a respeito da meritocracia implantada pelos tucanos na SABESP. E não é que as privatizações resolveriam todos o problemas do Brasil.

As privatizações do FHC vieram para resolver problemas que antes não tínhamos, mas quem lucrou com isso, todos os grupos mafiomidiáticos, empreiteiras, que agora foram pegas pela Operação Lava Jato, adquiriram empresas públicas com empréstimos feitos no BNDES. Esse é o legado tucano que os xiitas da moralidade alheia não conseguem articular um parágrafo com sujeito verbo e predicado.

cp28012015CRISE D’ÁGUA 

SP projeta ‘rodízio drástico’ de água para evitar o colapso do Cantareira

Segundo a Sabesp, Grande São Paulo pode ter racionamento de cinco dias sem água por semana

Estratégia será adotada caso chuvas continuem abaixo da média e outras ações não evitem colapso do reservatório

FABRÍCIO LOBELDE SÃO PAULOGUSTAVO URIBE

Sem dar detalhes nem uma possível data de início, o governo paulista admitiu que poderá adotar um rodízio "drástico" e "pesado" de água na Grande São Paulo.

A medida, segundo a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB), seria uma última opção para evitar o colapso completo do sistema Cantareira, reservatório que atende 6,2 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo e que ontem operava com 5,1% de sua capacidade.

São Paulo vive hoje a pior crise hídrica da história, e o Cantareira pode secar completamente em março.

Ontem, a informação sobre o rodízio partiu do diretor metropolitano da Sabesp, o engenheiro Paulo Massato. Segundo ele, diante do eventual agravamento da crise, a Grande SP poderá ter, por semana, cinco dias com rodízio.

"Se as chuvas insistirem em não cair no Sistema Cantareira, seria uma solução de um rodízio muito pesado, muito drástico", disse, pela manhã, após evento com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Procurada ao longo de todo o dia por meio de sua assessoria, a Sabesp não detalhou o plano apresentado pelo diretor da empresa.

Não se sabe, por exemplo, se a ideia de rodízio considera que toda a metrópole fique sem água cinco dias seguidos ou se haverá um esquema de alternância de fornecimento de água entre os bairros.

Na entrevista, o executivo da Sabesp ponderou que esse modelo de rodízio será implementado em SP caso:

1) as chuvas nos mananciais sigam abaixo da média: neste janeiro, a previsão é de que as chuvas no Cantareira fiquem abaixo da média, assim como nos últimos nove meses no reservatório.

2) as obras para ampliar a produção de água não avancem em tempo: a maioria das obras anunciadas até agora tem inauguração prevista entre 2016 e 2018;

3) o plano para aproveitar a poluída reserva da Billings fique inviável: anunciado na última semana por Alckmin, o plano, no entanto, não foi detalhado pelo governo ou pela Sabesp.

Segundo o professor da Unicamp e especialista em hidrologia Antonio Carlos Zuffo, uma possibilidade é a Sabesp dividir a cidade em sete setores. Em cada um deles, o morador terá água por dois dias e, no restante da semana, ficaria sem água.

"É uma medida severa, mas que traduz a realidade do Cantareira. Acabando a água do Cantareira, é a única forma de continuar abastecendo a cidade", disse.

"Resta saber se a medida seria aplicada à toda Grande São Paulo ou apenas à região atendida pelo Cantareira."

Ainda que não tão drástico, essa medida também não seria uma novidade para moradores de São Paulo e de seu entorno.

Em 1985 e 2000, por exemplo, alguns bairros entraram em sistema de rodízio com um dia completo sem água e dois dias seguidos com fornecimento normal.

Um rodízio seria a mais duro medida de Alckmin para enfrentar a crise, após, entre outros pontos, economizar água com a redução da pressão nos encanamentos e adotar a cobrança de uma sobretaxa na conta dos "gastões".

Mesmo durante a severa estiagem de 2014, o tucano, então candidato à reeleição e que acabou eleito no primeiro turno, disse em diferentes oportunidades que SP não corria risco de desabastecimento de água. Disse também que nem teria de submeter Grande São Paulo a esquemas de racionamento ou rodízio.

Hoje, um eventual racionamento teria que ser aprovado e regulado pela Arsesp (agência estadual).

 

São Paulo prevê iniciar rodízio de água até abril

O prazo coincide com o fim do período chuvoso no Sudeste e com a
estimativa do término da segunda cota do volume morto do Cantareira

    CRISE DA ÁGUA

    Governo Alckmin projeta para abril início do rodízio

    Sem modelo definido, medida pode deixar Grande SP até 5 dias seguidos sem água

    Racionamento pode começar apenas em região abastecida pelo Cantareira, que atende 6,2 milhões de pessoas

    FABRÍCIO LOBELGUSTAVO URIBEDE SÃO PAULO

    Diante da maior crise hídrica da história da Grande São Paulo, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) prevê o início de um rodízio de água até a primeira quinzena de abril.

    O prazo discutido entre integrantes do governo e dirigentes da Sabesp, a estatal de saneamento, coincide com o fim do período chuvoso e a previsão de término da segunda cota do volume morto do sistema Cantareira.

    Hoje, o sistema abastece 6,2 milhões de pessoas nessa região. Na capital, atende toda a zona norte e partes das regiões leste, oeste, centro e sul.

    O formato do rodízio, porém, ainda não foi definido. Segundo a Folhaapurou, o cenário de 5 por 2 (cinco dias sem água para dois dias com abastecimento), citado pelo diretor Metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, é o mais drástico entre os analisados.

    A metrópole só escaparia do rodízio agora, caso o período chuvoso registrasse um volume acima da média, o que é avaliado como improvável pelos meteorologistas.

    A equipe técnica da Sabesp estuda, por exemplo, entre outras alternativas, aplicar o rodízio num primeiro momento apenas sobre a área atualmente atendida pelo Cantareira –outros cinco mananciais atendem a Grande SP.

    No último rodízio feito na capital paulista, em 2000, por exemplo, por causa do baixo nível do sistema Guarapiranga, somente a zona sul e parte da zona oeste foram afetadas por cortes de água.

    Na época, o racionamento ocorria por um período de 24 horas, a cada três dias.

    Neste momento, a Sabesp discute ainda colocar a Grande SP em regimes menos drásticos que o já anunciado, como de 4 (sem água) por 2 ou de 3 (sem água) por 2.

    Essa escolha está condicionada ao volume de água que terá de ser economizado até o início do próximo período de chuvas, em outubro.

    Segundo especialistas ouvidos pela Folha, independentemente do período determinado, a Sabesp teria de oferecer ao menos dois dias seguidos de abastecimento em cada bairro, para garantir que os locais mais distantes dos reservatórios recebam água.

    "Num turno de apenas 24 horas com água, é possível que, em locais mais distantes, a água não chegue. Então, por isso, a decisão de dois dias com água", disse o professor Antônio Carlos Zuffo, da Unicamp.

    Ainda segundo especialistas, modelos com menos dias de torneiras secas, como o de 2 por 2, por exemplo, podem ser pouco econômicos diante da gravidade dessa crise.

    O governo estadual calcula ainda que a decisão do modelo a ser adotado deverá ser tomada pelo menos um mês antes do início do rodízio.

    Além do lançamento de uma campanha publicitária para orientar a população, deverão ser feitas adaptações nas tubulações da rede.

    Hospitais, escolas e presídios, por exemplo, teriam de ter um regime especial.

    Nesta sexta-feira (30), o governador deve ir a Brasília para encontro com a presidente Dilma Rousseff (PT).

    Juntos, devem anunciar a inclusão no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da obra de transposição de água do rio Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, para uma represa do Cantareira.

    Com isso, a obra poderá ser contratada mais rapidamente, fora do processo normal de licitação. Com valor de R$ 830 milhões, a previsão é de que fique pronta em 2016.

    25/01/2015

    Com Geraldo Alckmin PSDB faz racionamento até da inteligência

    SABESPTAn

    Em 12/10/2003 a Folha de São Paulo publicava no caderno Cotidiano o seguinte destaque: “SP só atende demanda por água até 2010”. Portanto, o PSDB, de José Serra a Geraldo Alckmin, tinham ciência da necessidade de investimento para que não viesse o ocorrer o racionamento.

    Ao invés de aplicar o chavão “choque de gestão”, o PSDB preferiu vender a SABESP na Bolsa de Nova Yorque e distribuir milhares de assinaturas da Folha de São Paulo, da Veja e do Estadão pelas escolas públicas de São Paulo. Esse é o verdadeiro choque de gestão das sucessivas administrações do PSDB: aluguel dos grupos mafiomidiáticos! É mais barato e mais eficiente.

    Como mostrei ontem, a compra da velha mídia se revela pela lei Rubens Ricúpero, o compadrio entre Governo e o PIG. A principal argumentação do Alckmin difiundido pela mídia dizia respeito aos fatores climáticos. O argumento caiu em terra esturricada quando o próprio governador entregou à Dilma o preço da solução, via suborno a São Pedro: R$ 3,5 bilhões

    Até quando o MP e Judiciário continuarão protegendo, em parceria com o Instituto Millenium, o PSDB e seus ventríloquos?!

    No artigo abaixo, Conceição Lemes disseca o cadáver do engodo vendido pela parceria do PSDB com suas mídias de aluguel.

    Por que o governador Geraldo Alckmin foge do racionamento da água como o diabo da cruz

    publicado em 23 de janeiro de 2015 às 21:18

    SP só atende demanda por água até 2010

    Para o professor Júlio Cerqueira César Neto, o grande responsável pela atual crise da água é Alckmin: “É uma crise anunciada que começou a ser gestada em 2001, quando ele assumiu o governo de São Paulo”

    por Conceição Lemes

    24 março de 2014. Em entrevista ao Viomundo, o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto, professor aposentado de Hidráulica e Saneamento da Escola Politécnica da USP, denunciou que Alckmin e a Sabesp já faziam racionamento de água nas áreas pobres da capital há mais de dois meses e mentiam:

    “Apesar de o nível do sistema Cantareira diminuir dia após dia, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) insiste: o racionamento de água está descartado em São Paulo”.

    “Na verdade, o racionamento começou há mais de dois meses. A Sabesp já está cortando água em vários pontos da cidade de São Paulo e em municípios da região metropolitana, como Osasco, Guarulhos, São Caetano do Sul. Em português, o nome desses cortes é racionamento”.

    “Só que essa forma de fazer o racionamento me parece completamente injusta, pois é  dirigida aos pobres; vão deixar os ricos para o fim”.

    “Ao não contar todas as coisas que está fazendo, o governador mente”.

    “O sistema  de chuvas funciona de acordo com ciclos naturais da natureza. Esses ciclos de secas e enchentes, menos água, mais água – chamados de ciclos hidrológicos negativos –, ocorrem naturalmente. Nós não temos influência grande nisso. Nosso sistema de abastecimento de água, portanto, deveria ter sido feito de forma a prevê-los e superá-los. Não é o que aconteceu”

    “O nosso abastecimento de água está totalmente insuficiente em função das disponibilidades que o meio ambiente nos fornece. Se o governo do Estado tivesse feito há mais de 10 anos as obras de reforço necessárias, nós não teríamos falta d’água hoje”.

    14 de janeiro de 2015. Quase dez meses após a denúncia do Viomundo e de ter passado toda a campanha eleitoral de 2014 negando o racionamento de água, Alckmin admitiu-o:

    “O racionamento já existe, quando a ANA [Agência Nacional de Águas] determina. Quando ela diz que você tem que reduzir de 33 para 17 [metros cúbicos por segundo] no Cantareira, é óbvio que você já está em restrição. O que estou dizendo é que se tirávamos 33 metros cúbicos por segundo [de água], e hoje estamos tirando 17, é óbvio que nós temos uma restrição hídrica”.

    Foi após a juíza Simone Viegas de Moraes Leme, da 8ª Vara de Fazenda Pública, conceder liminar no dia anterior, 13 de janeiro, proibindo a cobrança de multa para quem consumisse água a mais.

    Em menos de 24 horas, essa decisão foi cassada pelo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador José Renato Nalini.

    A Justiça autorizou, assim, a cobrança de multa – a chamada sobretaxa — em 31 cidades atendidas pela Sabesp, inclusive a capital. A multa será de 40% para quem consumir até 20% acima da média registrada entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014. Caso o consumo exceda a média de 20%, a multa será de 100%.

    15 de janeiro de 2015. Um dia após admitir a toda a imprensa a existência do racionamento, Alckmin voltou atrás com a desculpa esfarrapada de que  foi mal interpretado:

    “Estamos evitando o racionamento. O que é o racionamento? É você fechar o registro. Então, estamos procurando através de campanhas, de bônus, da utilização das reservas técnicas [o volume morto], da integração dos sistemas ultrapassar essa dificuldade da crise da seca”.

    “Lamentável que o senhor Geraldo Alckmin tenha mudado de opinião de um dia para o outro”, critica o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto. “O governador não tem preocupação com a realidade e a verdade dos fatos. Ele só está preocupado em eleger o próximo prefeito e depois se eleger à presidência.”

    “Será que o governador vai mudar de opinião amanhã ou depois de amanhã?” questiona o advogado Carlos Thadeu, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). “O governador, o presidente da Sabesp e o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos estão perdidos, pois não têm um plano B para a crise da água.”

    MÍDIA FOI E CONTINUA SENDO CÚMPLICE E PARCEIRA DE ALCKMIN NA CRISE HÍDRICA

    Em 1º de janeiro, no discurso de posse do novo mandato, o governador salientou:

    Um dos pilares deste governo será o da inovação permanente, sempre a serviço do cidadão. Temos, a nosso favor, um histórico do qual nos orgulhamos.

    Transparência absoluta: Portal da Transparência, Bolsa eletrônica, Indicadores Criminais, Salários dos servidores na internet.

    Transparência absoluta?! Só se for em Marte, no Estado de São Paulo de jeito nenhum.

    A crise hídrica é a maior prova. Desde o início, Alckmin a trata com sofismas, inverdades e dissimulações, porque tem a seu favor a mídia tradicional, que acoberta todos os seus malfeitos, inclusive os da água.

    Primeiro, a grande mídia quase não divulgou a falta de água enquanto o problema atingia apenas a periferia. Tanto que praticamente ignorou-a durante o primeiro semestre de 2014.

    Depois, relacionou a falta de água a apenas aspectos climáticos — “estiagem”, “seca”, “falta de chuvas”. Omitiu e passa por cima até hoje da falta de planejamento de Alckmin e de seu antecessor José Serra (PSDB).

    “Com a complacência da mídia, o governo Alckmin passou toda a campanha eleitoral de 2014 , enviando sinal trocado em relação à crise da água”, observa Edson Aparecido da Silva, coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental. “Ao mesmo tempo em que pedia para economizar água, afirmava que ela não faltaria e tudo estava sob controle.”

    Em português claro: a mídia “comprou” e” vendeu” a versão dos tucanos paulistas de que a culpa é de São Pedro, poupando a incompetência e a irresponsabilidade do governo Alckmin de não ter investido em novos mananciais, como estava previsto desde 1995.

    Marzeni Pereira da Silva, oposição no Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema-SP), reitera denúncia feita ao Viomundo em novembro de 2014: “A mídia foi e continua sendo cúmplice e parceira do governo Alckmin na crise de abastecimento de água em São Paulo”.

    Tanto que fez vista grossa às artimanhas tucanas para aprovação da sobretaxa.

    AUDIÊNCIA NA ANTEVÉSPERA DO ANO NOVO: “MÁ-FÉ E JOGO DE CARTAS MARCADAS”

    Em 18 de dezembro, sem ouvir órgãos de defesa do consumidor e entidades da sociedade civil que atuam em defesa dos recursos hídricos, Alckmin anunciou a criação da sobretaxa. Também disse que a Arsesp – a agência reguladora de saneamento e energia ligada ao governo do Estado – tinha aprovado naquele dia.

    Não foi bem assim.

    A Arsesp é a responsável pela autorização ou veto à sobretaxa proposta pelo tucano. Oficialmente ainda não tinha se manifestado sobre a questão.

    Só no dia seguinte ao anúncio de Alckmin foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo o comunicado da Arsesp convocando uma audiência pública para deliberar sobre a tarifa de contigência na conta da água, que é como ela chama a multa, ou sobretaxa.

    A Arsesp convocou a audiência para – pasmem! — 29 de dezembro de 2014.

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    “A data foi proposital, de má-fé”, acusa o coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental. “Na antevéspera do Ano Novo, a possibilidade de mobilização é muito reduzida. O objetivo era que não fosse ninguém.”

    Mesmo com a manobra da Arsesp, houve grande mobilização e compareceram, além do pessoal da casa (membros da Sabesp e da própria agência), 23 representantes de quatro entidades e cidadãos. A saber: Comissão de Direito do Consumidor da OAB-SP,  Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Proteste, Instituto Socioambiental e Instituto Pró-cidadania.

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    Na mesa da audiência pública só diretores da Arsesp. Da esquerda para a direita: Waldemar Bon Júnior (Relações Institucionais); José Bonifácio de Souza Amaral Filho (Regulação Econômico-Financeira e de Mercados); Antonio Luiz Souza de Assis (Regulação Técnica e Fiscalização dos Serviços de Distribuição de Gás Canalizado); e Anton Altino Schwyte  (superintendente de Análise Econômica Financeira)

    Durante a audiência, depois em documento (na íntegra, ao final) enviado à Arsesp , as quatro entidades impuseram uma condição para aprovação da sobretaxa. A de que o governador Geraldo Alckmin decretasse oficialmente o racionamento, como determina o artigo 46 da lei federal do Saneamento Básico 11.445/07:

    “Em situação crítica de escassez ou contaminação de recursos hídricos que obrigue à adoção de racionamento, declarada pela autoridade gestora de recursos hídricos, o ente regulador poderá adotar mecanismos tarifários de contingência, com objetivo de cobrir custos adicionais decorrentes, garantindo o equilíbrio financeiro da prestação do serviço e a gestão da demanda”

    A Arsesp, desde sempre aparelhada pelos tucanos, simplesmente ignorou o documento das entidades e a determinação legal e autorizou a cobrança da sobretaxa da água.

    “A audiência foi só para cumprir uma formalidade legal”, observa Edson Aparecido da Silva. “A decisão já estava acertada com Alckmin. Jogo de cartas marcadas. Desrespeito com as entidades que compareceram à audiência e com a sociedade em geral.”

    “Decretar oficialmente o racionamento não é mera formalidade como tenta fazer crer o governador”, avisa Carlos Thadeu, do Idec. “Além de tornar legal a cobrança da sobretaxa para quem usar mais água, implica transparência de tudo o que está acontecendo. O consumidor tem o direito à informação.”

    DNA DE ALCKMIN DESDE 2001, QUANDO TEVE INÍCIO A GESTAÇÃO DA ATUAL CRISE 

    O fato é que o governador passou esse último ano escondendo e/ou maquiando a verdade verdadeira sobre a crise da água na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

    “Na verdade, o grande responsável por essa crise da água que estamos vivendo em São Paulo é o senhor governador Geraldo Alckmin”, afirma o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto. “É uma crise anunciada que começou a ser gestada em 2001, quando ele assumiu o governo de São Paulo, logo após a morte de Mario Covas.”

    Alckmin, só para relembrar, foi governador de 6 de março de 2001 a 31 de março de 2006. De 2007 a 2010, o posto foi ocupado por José Serra, que também tem culpa no cartório. Não fez o que deveria. Em 1 de janeiro de 2011, Alckmin voltou a ocupar o Palácio dos Bandeirantes, onde está até hoje.

    Não é à toa que ele foge do racionamento da água como o diabo da cruz. Quer evitar a todo custo o carimbo de governador do racionamento, ou do rodízio. Tal como aconteceu com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o apagão de energia elétrica, em 2001.

    O DNA de Alckmin, porém, está ao longo de todo processo que desembocou na atual e gravíssima crise, como mostra o professor Júlio:

    1985: Inaugurado o Cantareira, um sistema de Primeiro Mundo.  Capacidade de 66  m³/s, para uma demanda:51 m³/s. A RMSP tinha 14 milhões de habitantes.

    2000: Capacidade disponível e demanda eram iguais: 66 m³/s.

    Para uma população de 18 milhões, o sistema já estava meia boca, como diz o professor Júlio. Foi o início do déficit de abastecimento de água. Nessa altura, já deveria ter sido providenciado novo manancial de grande porte.

    2003: Foi o primeiro alerta. Estiagem prolongada levou o sistema Cantareira à beira do colapso.

    2004: Nesse ano foi feita a renovação da outorga (direito de utilização da água) do sistema Cantareira por 10 anos. No contrato, foram incluídas várias exigências que deveriam ser cumpridas pela Sabesp nesse período de dez anos. Entre elas, a implantação de novos mananciais para atender a região metropolitana, diminuindo, assim, a dependência do Cantareira no abastecimento dessa área.

    A renovação da outorga venceu em agosto de 2014  e a Sabesp não cumpriu essa exigência.

    2005: O DAEE (Departamento de Águas e Esgotos do Estado de São Paulo) concluiu as barragens de Biritiba-Mirim e Paraitinga e disponibilizou mais 5,7 m³/s do sistema Alto Tietê para a região metropolitana. Só que não pode ser usado porque a Sabesp não tinha ampliado a capacidade da Estação de Tratamento de Água de Taiaçupeba de 10 para 15 m³/s. Taiaçupeba só passou a usar essa vazão em 2012.

    2007: A Sabesp declarou oficialmente que era gravíssima a situação da deficiência dos mananciais da RMSP e não tinha condições de superá-la.

    A empresa solicitou então ao governo paulista que assumisse essa responsabilidade. O que ele fez. Para isso, contratou a elaboração do Plano Diretor de Recursos Hídricos da Macrometrópole Paulista. O prazo para execução era de 180 dias, mas somente foi concluído em outubro de 2013.

    2012: Sabesp detectou o início do processo de estiagem através da diminuição das reservas nos seus reservatórios.

    2014: A RMSP tem 22 milhões de habitantes. A capacidade disponível de água para abastecimento é de 72 m³/s enquanto a demanda era de 82 m³/s. Ou seja, sistema deficitário em 10 m³/s. Isso significa 2,7 milhões de habitantes sem água.

    2014, janeiro: A Sabesp estava  preparada para dar início ao Plano de Racionamento Geral na Região Metropolitana. O governador, porém, vetou-o e assumiu pessoalmente o gerenciamento da crise.

    “Quando o governador assumiu pessoalmente o comando e gerenciamento da crise, na prática, ele declarou oficialmente sua instalação”,  atenta o engenheiro Júlio Cerqueira César. “Alckmim vetou o plano da Sabesp e definiu um Plano Político para enfrentá-la.” 

    Ele proibiu o racionamento e decidiu explorar todas as reservas de água disponíveis, inclusive as reservas técnicas (volumes mortos) até o seu esgotamento se necessário.  A expectativa era de que as chuvas voltariam em outubro de 2014, os reservatórios encheriam e a crise seria superada.

    2015: As chuvas não aconteceram no volume esperado. A capacidade disponível de água está em 39 m³/s e a demanda em 82 m³/s. Déficit: 43 m³/s. É mais da metade da demanda numa hipótese otimista, porque estamos considerando a integridade do sistema do Alto Tietê. Caso o sistema do Alto Tietê não se recupere, o que não está fora de cogitação, o déficit atingirá 58 m³/s — 70% da demanda.

    Não há solução estrutural de curto prazo para a crise. Para complicar, Alckmin esvaziou os espaços institucionais de gestão dos recursos hídricos, como os comitês de Bacia, o Conselho Estadual de Recursos Hídricos e o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo, que reúne os 39  prefeitos e representantes do governo do Estado.

    “Alckmin precisa convocar urgentemente os prefeitos das regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas e falar a verdade sobre a crise”, defende Edson Aparecido da Silva, da Frente Nacional Ambiental. “O governador não pode continuar agindo como se a situação estivesse sob controle. O ideal seria que ele decretasse estado de calamidade pública e apresentasse um plano de contingência sério, discutido com os prefeitos e representantes da sociedade, para enfrentar a situação.”

    “Não consigo encontrar um adjetivo para qualificar o quadro que teremos de enfrentar”, arremata Cerqueira César. “Só posso dizer que o que enfrentamos hoje — principalmente a população mais pobre que é a mais afetada — será refresco perto do que teremos pela frente.”

    Em tempo 1: Por que Alckmin e Serra não fizeram as obras necessárias para que não estivéssemos na atual situação? Falta de planejamento, contando com São Pedro? Incompetência? Irresponsabilidade? Opção pelos investidores da Sabesp?

    Em tempo 2: Onde foram parar os lucros da Sabesp? Em 2012, foi de R$ 1,9 bilhão. Em 2013, também R$ 1,9 bilhão. Em 2014, apesar da crise, o lucro até o terceiro trimestre foi de R$ 800 milhões. De 2003 a 2013, a Sabesp teve R$13,11 bilhões de lucros. Nesse período, pagou R$ 4,37 bilhões de dividendos. O percentual de pagamento na forma de dividendos em relação ao lucro variou de 27,9% a 60,5%,este em 2003.

    Detalhe: o estatuto da empresa determina que se pague, no mínimo, 25% de dividendos. A Sabesp, para alegria dos seus investidores e azar dos consumidores, pagou sempre mais.

    Audiência Pública Arsesp para deliberar sobretaxa da água: Manifestações de entidades da sociedade civil by Conceição Lemes

    [A produção de conteúdo exclusivo só é possível graças à generosa colaboração de nossos leitores-assinantes. Torne–se um deles!]

    Leia também:

    Luciano Martins Costa: A ordem é preservar Alckmin e criminalizar a população

    “Mídia é cúmplice do governo Alckmin na crise da água em SP

    Júlio Cerqueira César: “Racionamento de Alckmin é irresponsável”

    Por que o governador Geraldo Alckmin foge do racionamento da água como o diabo da cruz « Viomundo – O

    A

    ue você não vê na mídia

    22/01/2015

    O PSDB e a lógica da privatização

    PrivatizarHá um ditado nascido das práticas tucanas sob FHC que atende pelo seguinte: “o PSDB não deixou nenhuma obra que vá cimento e tijolos”. Todas as mudanças, nem digo contribuições, do PSDB, tem cunho de filosofia política, a do neoliberalismo. Em outras palavras, a crença fundamentalista no deus mercado, segundo a qual a demanda regula a produção e vice-versa. Aqui abro um parêntesis para dizer que, neste particular, concordo com os fundamentalistas do PSDB numa única situação, indigesta para próceres do PSDB: o consumo de cocaína cria o mercado traficante…

    Feito o parêntesis, repito o que venho dizendo desde as privatizações do Antonio Britto sob a chancela da RBS. A privatização no Brasil foi uma confissão de quem a fez de que não sabia administrar. A desculpa era de que precisava de capital privado. Mas como entender isso, se era o BNDES que dava aos empresários o dinheiro que eles precisavam para pagar o que estavam comprando? Pior, a parte de telefonia e energia foi, num primeiro momento, entregue não às iniciativas privadas, mas para empresas PÚBLICAS da Espanha, Portugal e Itália. Portanto, era uma confissão de incapacidade administrativa de quem estava ocupando a administração pública. O bundalêlê da privatização fez pelo menos um grande bem ao Brasil, retirou FHC de circulação e mostrou um PSDB repleto de fundamentalistas bêbados e cocainômanos. Retire as relações públicas do PSDB, esse pessoal que finanCIA o Instituto Millenium, o partido vira um extemporâneo clube de carpideiras viajando num tepetão voador.

    Veja-se o caso desta matéria da Folha de hoje. Depois de entregarem a Eletropaulo à norte-americana AES, ainda querem que os norte-americanos pensem primeiro no público e só depois no lucro… Tão de brincadagem!

    É o mesmo caso da SABESP, privatizada na Bolsa de Nova Yorque, querem que ela pense primeiro em abastecimento antes de pensar no lucro. Ou o PSDB não entende de iniciativa privada, o que seria ruim, ou entende mas, por isso entrega à ela, o que seria péssimo, por que aí entraria o mau caratismo de sujeitos mal intencionados.

    Não há como não lembrar São Paulo / Cidade que me seduz / De dia falta água / E de noite falta luz

    Eletropaulo cortou equipes técnicas, diz gestão Alckmin

    Empresa afirma ter número suficiente de funcionários para emergências

    Chuvas fortes e queda de árvores deixaram milhares de pessoas sem luz, em alguns casos por dias seguidos

    ARTUR RODRIGUESDE SÃO PAULO

    O governo Geraldo Alckmin (PSDB) acusou a AES Eletropaulo de diminuir as equipes técnicas, que seriam insuficientes para restabelecer a energia rapidamente em caso de incidentes.

    As críticas partiram do secretário estadual de Energia, João Carlos de Souza Meirelles, que afirmou que o governo está "decepcionado" e "preocupado" com o atendimento feito pela empresa.

    Nas últimas semanas, com fortes chuvas e quedas de árvore, milhares de pessoas ficaram sem luz, em alguns casos por vários dias seguidos.

    A entrevista foi sobre relatório entregue pela Eletropaulo a respeito desses problemas. Para Meirelles, as respostas foram insuficientes.

    "O número de equipes vem sendo reduzido com a desculpa de que são mais técnicas, são melhores, mas isso não tem sentido", disse.

    Meirelles também afirmou que a Eletropaulo deveria ter feito a poda das árvores antes do período de chuvas.

    "Não há a menor justificativa para esperar o momento de chuvas intensas, que todos os anos são absolutamente normais, para então estarmos tomando providências para poda de árvores. Isso tem que ser feito como programa anual, preventivo", afirmou Meirelles.

    OUTRO LADO

    A direção da Eletropaulo disse ter "estranhado" as críticas. O vice-presidente de operações da companhia, Sidney Simonaggio, afirmou que as 307 equipes são suficientes para o atendimento em condições normais. Esse número pode subir para 800 em situações de emergência.

    Ele afirmou também que a empresa fará em até 90 dias 200 mil podas de árvores afetadas pelas ventanias. A empresa fez 140 mil podas em 2014, segundo ele.

    21/01/2015

    Folha lava a seco cara do PSDB

    sabestanComo porta-voz do PSDB, a Folha está fazendo das tripas coração. A crise de abastecimento é em São Paulo, mas Folha nacionaliza o problema. Ao invés de tratar do desperdício onde há racionamento a Folha mistifica, tentando fazer do problema dos pais do tal místico “choque de gestão”, da meritocracia, um problema que afeta o Brasil. Assumir a manipulação mequetrefe ficaria menos ridículo do que tentar dividir com outros um problema do seu partido. Não basta à Folha tentar matar Lula de câncer, também precisa enaltecer e livrar a cara de seus correligionários.

    A própria SABESP admitiu que havia um desperdício de 45% de água em São Paulo. Diante disso o que faz a Folha, empurra o problema para fora da geografia.

    Se há algo louvável em mais esta tentativa da Folha em livrar a cara de quem está há quase trinta anos governando São Paulo são as contínuas tentativas de jogar os próprios problemas para os outros.

    É comovente o contorcionismo, o diversionismo da Folha para humanizar seus representes no Bandeirantes. Não seria tão engraçado se os que mais ridicularizaram a transposição do São Francisco não fossem exatamente os que não têm água sequer para lavar a boca antes de falar.

    CRISE DA ÁGUA

    Brasil desperdiça 37% da água tratada

    Em meio à crise hídrica, relatório de ministério aponta estagnação para conter perdas com falhas em tubulações

    Taxa de perdas passou de 36,9%, em 2012, para 37%, em 2013, e segue muito acima da de países desenvolvidos

    FABRÍCIO LOBELDE SÃO PAULO

    Em meio a uma das mais graves crises de abastecimento no Brasil, um relatório do governo federal mostra que 37% da água tratada para consumo é perdida antes de chegar às torneiras da população.

    Essa água potável é desperdiçada principalmente devido às falhas das tubulações. Além disso, também há perdas com fraudes e ligações clandestinas no caminho.

    Os dados de dezembro de 2013 foram incluídos no Sistema Nacional de Informações de Saneamento Básico do Ministério das Cidades.

    O relatório (concluído em dezembro de 2014) é a maior base de dados do gênero e aponta ainda aumento de consumo de água per capita na maioria dos Estados.

    No levantamento anterior, referente a 2012, as perdas de água no país estavam em 36,9%. Isso significa que não houve nenhuma melhoria, durante um ano, no que é considerado por especialistas como uma das principais ações contra a escassez hídrica.

    A tendência, ao longo do tempo, tem sido de queda nesse desperdício, mas em um ritmo considerado ainda muito lento diante das altas taxas verificadas nos Estados.

    Em 2008, 41,1% da água captada e tratada era perdida. O índice mais recente, de 37%, ainda é muito alto em relação ao de países desenvolvidos –em cidades alemãs, por exemplo, ele é próximo de 7%.

    O volume de água perdida somente na Grande São Paulo –considerando a captação em todas as represas– é semelhante à produção atual do sistema Cantareira, que abastece 6,5 milhões de moradores e estava nesta terça (20) com 5,6% de sua capacidade.

    INVESTIMENTO

    A forma como cada Estado trata do assunto também varia bastante. Enquanto no Distrito Federal as perdas nas tubulações e fraudes são da ordem de 27,3%, no Amapá esse índice chega aos 76,5%.

    As empresas de saneamento argumentam que as ações de combate às perdas de água exigem um grande investimento em trocas de válvulas e encanamentos das cidades.

    Elas afirmam ainda ser inviável zerar essas perdas –já que os investimentos em trocas no sistema não justificariam a economia feita.

    No Estado de São Paulo, as perdas no final de 2013 estavam 34%, segundo levantamento do ministério. Na região metropolitana, a taxa é próxima de 30% –e a Sabesp tem a meta de 26% em 2020.

    "De todos os índices de saneamento, o que menos avança no Brasil é o de redução de perdas das tubulações", diz Edison Carlos, engenheiro e presidente do Instituto Trata Brasil, que estuda esse tema.

    O instituto aponta que, das 100 maiores cidades do país, 90 não melhoraram de forma significativa seus índices de perdas nos últimos anos.

    Ele já estimou em R$ 1,3 bilhão os custos da água perdida em 2010. "É dinheiro que poderia ter sido revertido para mais investimentos."

    Especialistas afirmam que, sem esse nível de perdas, muitas represas do país não estariam sofrendo com a atual estiagem.

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