Ficha Corrida

11/08/2014

Choque de gestão?

O que espanta não é a repetição em nível local o que o PSDB já havia demonstrado em nível nacional. Faliram o Brasil três vezes só para se ajoelharem nas portas do FMI em busca de socorro. Espanta, sim, é que ainda é a quantidade de sujeitos obtusos que não conseguem ver dois palmos à frente dos olhos.

A SABESP, com interesse na privatização, patrocinou o Jornal Nacional embora seja uma companhia local. Em se falando em privatização, FHC entregou a Vale do Rio Doce por um valor inferior à concessão de três aeroportos, por 20 anos, pela Dilma. Com a diferença que depois de 20 anos a Vale não retorna ao patrimônio da União e os aeroportos voltam. E por falar em aeroporto, todos os aeroportos construídos e/ou reformados pela Dilma são públicos, nenhum tio fica com as chaves.

Uma curiosidade que poucos se lembram: nas privatizações do PSDB, o BNDES emprestava dinheiro público ao comprador. O Santander comprou o Meridional com dinheiro que o BNDES emprestou. É verdade também que o Santander vem pagando, religiosamente, as prestações da compra. Só com as taxas de serviço que cobram dos gaúchos. O que sobra, investe na Espanha. Por pior que seja, pelo menos o Bradesco investe no Brasil…

E pensar que o lema do PSDB é “choque de gestão”… Quem não lembra do choque de gestão do Cássio Cunha Lima (até preso foi), na Paraíba, Teotônio Villela Filho, em Alagoas, ou Yeda Crusius (depois da Operação Rodin, aguarda vaga no Presídio Central), no RS.

Como a Folha não consegue mais esconder dos paulistanos o que as torneiras abertas escancaram, trata como sendo uma “crise d’água” o que é incompetência administrativa. Nestas horas não há o nome do governador  daquele Estado nem do partido que está há mais de 20 anos no comando. Tudo o que diz respeito ao PT e ao Governo Federal, a Folha bota na manchete. Por quê? Simples, D. Judith Brito já confessou…

cp11082014

Cortes no abastecimento vão de 4 horas a 2 dias em 18 cidades do Estado

Guarulhos passou a adotar a medida após Sabesp diminuir o volume enviado do sistema Cantareira

ARTUR RODRIGUESHELOISA BRENHADE SÃO PAULO

"Com o rodízio, todo mundo sabe o dia que vai ter água. Sem o rodízio, eram sempre os mesmos que ficavam desabastecidos luiz mayr netodo departamento de água de Valinhos

Enfrentando sua pior crise hídrica em décadas, São Paulo já tem cerca de 2,1 milhões de pessoas submetidas a racionamento oficial de água –o equivalente a 1 em cada 20 habitantes do Estado mais populoso do país.

Elas convivem com cortes diários no abastecimento, que duram de quatro horas a dois dias, aponta levantamento feito pela Folha com mais de 200 municípios que não são atendidos pela Sabesp.

A empresa estadual é responsável por fornecer água a 27,7 milhões de pessoas em 364 cidades no Estado. Ela nega haver adotado rodízio de água em qualquer uma delas, inclusive na capital, embora moradores relatem interrupções no abastecimento, principalmente à noite.

Nos outros 281 municípios paulistas não abastecidos pela Sabesp, o fornecimento de água fica a cargo das próprias prefeituras ou de empresas por elas contratadas.

A reportagem contatou centenas de gestores e companhias locais na semana passada, cobrindo todas as cidades com mais de 100 mil habitantes e outras dezenas que adotaram medidas restritivas por causa da crise.

Atualmente, o rodízio de água é adotado por ao menos 18 municípios paulistas. Entre eles, está o segundo maior do Estado –Guarulhos (Grande São Paulo), onde 1,3 milhões de pessoas passam metade dos dias a seco.

Abastecida por um serviço municipal, o SAAE, a cidade foi uma das primeiras impactadas pela crise do sistema Cantareira, principal fonte de água da região metropolitana, que no sábado (9) tinha apenas 14,1% de sua capacidade de armazenamento.

Em março, a Sabesp reduziu em 15,5% o volume de água do Cantareira vendido a Guarulhos, que logo depois adotou rodízio de um dia com água para um dia sem água em todo o município. Segundo o SAAE, era o único meio de "distribuir de forma justa a água disponível".

Em Valinhos (a 85 km da capital), a "justiça" também foi um argumento para a implementação da medida.

"Com o rodízio, todo mundo sabe o dia que vai ter água e o dia que não vai ter. Sem o rodízio, eram sempre os mesmos bairros que ficavam desabastecidos", diz Luiz Mayr Neto, presidente do departamento de água local.

Valinhos é uma das 11 cidades na região de Campinas com rodízio. Outras três ficam na região de Sorocaba, a segunda mais afetada.

Para o professor de engenharia da Unicamp Antonio Carlos Zuffo, muitas dessas cidades dependem da captação de águas superficiais (rios e córregos), que foram especialmente afetadas pela seca atípica deste ano.

"Muitos municípios pequenos têm dificuldade de construir reservatórios porque não têm receita para isso. Daí ficam dependentes das vazões dos rios", afirma.

Por outro lado, ao menos sete cidades, como Santo Antônio de Posse e Cravinhos, chegaram a fazer rodízio neste ano, mas cancelaram a medida após as chuvas elevarem o nível de seus cursos d’água.

A secretaria estadual de Recursos Hídricos diz que dá apoio técnico a cidades sob rodízio, mas que não pode enviar mais verbas a elas atualmente devido à lei eleitoral.

8 Comentários »

  1. […] ao lado, quando a campanha de Alckmin pela reeleição começava, a Folha estampou na capa: ”Racionamento de água em 2014 está descartado’, afirma […]

    Pingback por Alckmin pede água | Ficha Corrida — 09/11/2014 @ 8:17 am | Responder

  2. […] da Folha em 05/05/2014: “Racionamento de água em 2014 está descartado, afirma […]

    Pingback por Baixo nível da imprensa paulista | EVS NOTÍCIAS. — 02/11/2014 @ 11:59 am | Responder

  3. […] da Folha em 05/05/2014: “Racionamento de água em 2014 está descartado, afirma […]

    Pingback por Baixo nível da imprensa paulista | Ficha Corrida — 02/11/2014 @ 10:40 am | Responder

  4. […] de 05 maio de 2014 estampava declaração eleitoral de Geraldo Alckmin afirmando que não haveria racionamento de água em São Paulo em 2014. Se tivesse tomado as providências lá, quando deu a declaração, talvez […]

    Pingback por Museu para perpetuar na memória o racionamento d’água em São Paulo | MANHAS & MANHÃS — 30/10/2014 @ 12:48 pm | Responder

  5. […] de 05 maio de 2014 estampava declaração eleitoral de Geraldo Alckmin afirmando que não haveria racionamento de água em São Paulo em 2014. Se tivesse tomado as providências lá, quando deu a declaração, talvez […]

    Pingback por Museu para perpetuar na memória o racionamento d’água em São Paulo | Ficha Corrida — 30/10/2014 @ 9:15 am | Responder

  6. […] era exatamente ela, Dilma Rousseff. Agora o partido que trouxe o apagão elétrico também trouxe o racionamento de água.  É o tal de choque de gestão ou, como diz Aécio, do ápice da […]

    Pingback por Candidato vaga-lume | Ficha Corrida — 23/10/2014 @ 9:10 am | Responder

  7. […] da velha imprensa com o PSDB passa dos limites. Graças à blindagem dos grupos mafiomidiáticos, o racionamento de água foi postergado oficialmente, embora ocorresse de fato, e assim Geraldo Alckmin se reelegeu no […]

    Pingback por Racionamento d’água: e se, ao invés de São Paulo, fosse no RS? | Ficha Corrida — 20/10/2014 @ 8:31 am | Responder

  8. […] 30 anos de administração do PSDB em São Paulo. Geraldo Alckmin que me perdoe, mas em tempo de racionamento de água, o chuchu tem mais utilidade do que […]

    Pingback por Picolé de Chuchu | Ficha Corrida — 13/08/2014 @ 6:59 am | Responder


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