Ficha Corrida

20/10/2014

Racionamento d’água: e se, ao invés de São Paulo, fosse no RS?

cp20102014A condescendência da velha imprensa com o PSDB passa dos limites. Graças à blindagem dos grupos mafiomidiáticos, o racionamento de água foi postergado oficialmente, embora ocorresse de fato, e assim Geraldo Alckmin se reelegeu no primeiro turno. Agora, em contraste com a seca de informações anteriores, que pingavam em doses homeopáticas, jorram informações. Continua, contudo, o padrão traçado por Judith Brito e abraçado pelo Instituto Millenium: excluir da responsabilidade os governantes correligionários.

A manchete desta segunda da Folha é paradigmática do padrão de compadrio entre a Folha e o PSDB. Fosse num governo do PT, o partido apareceria na manchete também o nome do governante.

Ontem, por exemplo, a manchete principal dizia: “Desmate na Amazônia na gestão Dilma volta a crescer”. Isto é, a gestão da Amazônia é da Dilma. Ao mesmo tempo e no jornal, a gestão do fornecimento da água em São Paulo não era trata como sendo do Geraldo Alckmin.

Precisa que desenhe para entender?

Observe a outra manchete de ontem, também na Folha: ”CPTM afasta gerente ligado a empresas do cartel de trens”. Quando trata do Cartel dos trens, na CPTM, não menciona o nome de partido nem de gestor. Nem mesmo o fato de as justiças Suíça e Alemã terem condenado, respectivamente, Alstom e Siemens, leva a Folha a liga-las a outro conenado, Robson Marinho. Seria porque Robson Marinho, operador do Tremsalão, também conhecido como Propinoduto Tucano, tenha sido colocado na presidência do Tribunal de Contas de São Paulo pelo PSDB?

Será que esta blindagem ao PSDB, principalmente ao paulista, tem a ver com o fato de que milhares de assinaturas da Folha serem distribuídas pelas Escolas Públicas de São Paulo? Vai ver também que é por estas mesmas razões que a Veja nunca deu uma capa para os milhões desviados pelo PSDB em São Paulo, já que a Veja faz parte do pacote de assinaturas distribuídas nas escolas…

A corrupção faz escola em São Paulo, graças ao compadrio da Veja, Folha & Estadão, não por acaso também sede do Instituto Millenium

Que tipo de manchete estariam estampadas nos jornais de todo o país se o racionamento de água que está ocorrendo em São Paulo fosse no RS, administrado pelo petista Tarso Genro?

CRISE D’ÁGUA 

Corte de água atinge 60% dos paulistanos

Pesquisa Datafolha mostra que maioria da população sofreu interrupção de fornecimento nos últimos 30 dias

Três em cada quatro atingidos disseram que corte foi superior a seis horas na última vez em que ocorreu

DE SÃO PAULO

A falta de água já atinge a maioria da população de São Paulo. Segundo pesquisa Datafolha, realizada na última sexta (17), 60% dos paulistanos dizem ter ficado sem água em casa em algum momento nos últimos 30 dias.

O levantamento mostra pela primeira vez que mais de metade dos paulistanos ficou sem água. Nas pesquisas anteriores, em junho e agosto, os índices foram de 35% e 46%, respectivamente.

A pesquisa também perguntou sobre a duração da falta d’água. Três em cada quatro atingidos disseram que na última vez em que o problema ocorreu a interrupção foi de mais de seis horas.

A situação é mais grave para quem mora em casa: 67% dizem ter ficado sem água alguma vez nos últimos 30 dias.

Entre os paulistanos que vivem em apartamentos –que geralmente são atendidos por uma caixa-d’água maior– o índice é de 26%.

A pesquisa, com 804 entrevistas, tem margem de erro de quatro pontos percentuais e foi feita 12 dias após o primeiro turno das eleições.

DE DIA E DE NOITE

O levantamento constatou que a falta de água se generalizou, como a Folhamostrou na semana passada.

Os cortes de abastecimento têm sido percebidos tanto de dia como à noite: 56% disseram que a última interrupção ocorreu à noite e 40%, que o corte foi de dia.

A pesquisa também aponta que a falta de água já está disseminada entre os mais pobres –65% da população com renda familiar inferior a cinco salários mínimos disse ter sofrido corte de abastecimento nos últimos 30 dias.

Entre os mais ricos, o índice cai pela metade: 32% dos que têm renda familiar superior a dez salários mínimos apontaram o problema.

A diferença se traduz nos hábitos que a população afirma ter mudado para poupar água. Ao todo 51% dos mais pobres dizem ter deixado de usar máquina de lavar roupas, ante 28% dos mais ricos.

Entre os mais pobres, a maioria diz estar reutilizando água (82%) e ter deixado de lavar calçadas (89%). A adesão dos mais ricos a essas medidas foi menor –59% e 68%, respectivamente.

Os ricos se destacam no quesito lavagem do carro: 76% deles dizem ter abdicado do hábito, ante 54% dos mais pobres.

Apesar do engajamento, há pessimismo em relação ao futuro da crise hídrica: 88% dos paulistanos acreditam que a cidade corre grande risco de ficar longos períodos sem água nos próximos meses, e 91% acham que a população de forma geral ainda será muito prejudicada.

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1 Comentário »

  1. […] o ódio contra uma agremiação? O anão nem nome político tem, vive do legado do avô, e 3h Racionamento d’água: e se, ao invés de São Paulo, fosse no RS? A condescendência da velha imprensa com o PSDB passa dos limites. Graças à blindagem dos grupos […]

    Pingback por Pinóquio das gerais | MANHAS & MANHÃS — 20/10/2014 @ 12:14 pm | Responder


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