Ficha Corrida

23/02/2015

Perdeu, playboy! De novo e sempre!

Filed under: Aécio Neves,Agripino Maia,Golpismo,Golpistas,PSDB,Tapetão — Gilmar Crestani @ 3:51 pm
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O genial Chico Buarque, no Fado Tropical, matou dois coelhos com um belo fado: acertou uma martelada na homenagem à Revolução dos Cravos e outra na ferradura que nossos militares usavam na condução do país:

Oh, musa do meu fado,
Oh, minha mãe gentil,
Te deixo consternado
No primeiro abril,

Mas não sê tão ingrata!
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou.
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal:
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal!

A sentença que se pedia bruta, como um estupro com incesto, é típico de um tapetão à moda tucana. No momento de uma tentativa rasteira do PSDB no tapetão, só deslizando pelo lirismo para entender tanta asneira. Já que Aécio está convencido que a eleição, ao contrário do HeliPÓptero, era dele, sinto no meu peito a mesma sensação que acometeu o personagem do soneto do Ruy Guerra que faz parte da música do Chico:

"Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto,
De tal maneira que, depois de feito,
Desencontrado, eu mesmo me contesto.

Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito,
Me assombra a súbita impressão de incesto.

Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadora à proa,
Mas meu peito se desabotoa.

E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa,
Pois que senão o coração perdoa".

Convenhamos. O sujeito perde nos dois estados onde era melhor conhecido, Minas, onde foi governador, e Rio, sua segunda casa. Pior, o ranking da Veja, insuspeita posto que advogou pelo gazeteiro, colocou Aécio Neves como o pior Senador da República. Faz sentido que toda direita, grupos mafiomidiáticos e parte do Judiciário o tenham sufragado. A mediocridade é uma panaceia nacional.

A impagável imagem do Aécio Neves e Agripino Maia, homenageado em rede nacional pelo Fantástico, vai virar, para alegria de uns e lucro de outros, pó antes que o golpe para colocá-lo no planalto se realize.

TSE nega pedido Aécio Neves para cassar mandato de Dilma

Aécio Neves, que já deu ordens para o PSDB entrar com pedido de cassação do mandato da  no  TSE (Tribunal Superior Eleitoral)  e  pediu  que o tribunal diplomasse Aécio  e Aloysio Nunes para os cargos de presidente e vice-presidente da República, respectivamente, levou um fora agora oficial. Recebeu um não a seu golpe

A ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou pedido feito pelo PSDB – a pedido de Aécio -  para cassar o diploma da presidente Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer para o mandato iniciado neste ano. No entendimento da ministra, os tucanos apresentaram "de forma genérica supostos fatos ensejadores de abuso de poder econômico e fraude" e não apresentam "início de prova que pudesse justificar o prosseguimento de ação tão cara à manutenção da harmonia do sistema democrático".

Ela negou o prosseguimento da ação de impugnação de mandato, apresentada pelo PSDB no dia 2 de janeiro. "Como justificado no início desta decisão, entendo que a inicial apresenta uma série de ilações sobre diversos fatos pinçados de campanha eleitoral realizada num país de dimensões continentais, sobre os quais não é possível vislumbrar a objetividade necessária a atender o referido dispositivo constitucional", apontou a ministra.

O partido alegava na justiça eleitoral que houve abuso de poder político na campanha de Dilma, com convocação de rede nacional de rádio e televisão, na divulgação de indicadores sociais e por Dilma ter falado sobre  o dia do trabalho e outras datas comemorativas

Também era apontado suposto abuso de poder econômico com realização de gastos de campanha acima do valor limite, financiamento de campanha com doações oficiais.  Aécio solicitava que a justiça eleitoral requisitasse, entre outras coisas, cópias dos inquéritos policiais produzidos no âmbito da Operação Lava Jato.

Ao analisar o pedido do PSDB, a ministra do TSE considerou que há "elevado grau de subjetivismo" nas informações prestadas, "a demonstrar a enorme distância existente entre os fatos de que dispõem e a descrição que deles fazem".

O despacho foi dado no último dia 4 e publicado na quarta-feira, 18, pela Justiça Eleitoral.

TSE nega pedido Aécio Neves para cassar mandato de Dilma | Os Amigos do Presidente Lula

11/12/2014

Gilmar Mendes, o Bolsonaro do STF, perde mais uma

Filed under: Contas de Campanha,Dilma,Gilmar Mendes,STF,TSE — Gilmar Crestani @ 9:14 am
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gilmar3Gilmar Mendes foi posto no STF por FHC para ser a lavadeira do PSDB. É com ele que tudo o que diz respeito ao PSDB vira pó. O amor que nutre pelo PSDB é diametralmente oposto ao ódio que sente pelo PT, a ponto de lhe afetar o discernimento. A coloração partidária lhe causa tanta cegueira  a ponto de chamar o TSE de Tribunal Nazista só porque não pode impor sua vontade. Como criança mimada, de mau futebol mas dono da bola, acha que tem o direito natural de ser escalado e ainda ostentar a braçadeira de capitão. Não é mero acaso ter recebido a alcunha de jagunço de Diamantino.

Todas suas participações fora dos autos foram desastradas. Como agente investigativo, no caso dos áudios sem grampo, lembra a Pantera-cor-de-rosa, estrelada por Peter Sellers. Sua parceria e posterior defesa de Demóstenes Torres só não é mais vergonhosa de sua parceria com a Revista Veja. A informação de que FHC telefonou a Gilmar Mendes pedindo intervenção para livrar a cara de José Roberto Arruda. GM nunca negou suas parcerias com os mais diversos políticos do PSDB, principalmente aqueles pegos pelas malhas da justiça. A Operação Lava Jato não teria necessidade de existir se Gilmar Mendes não tivesse sentado no processo que trata do financiamento público das campanhas. E isso que o processo já estava decidido pelo escore de 6 x 1, sem qualquer possibilidade de mudar a decisão. Por que, depois de quase um ano, Gilmar Mendes não trouxe mais o processo às Seções do STF?!

Todas as vezes que tive oportunidade de presenciar, ao vivo, as palestras do Ministro Gilmar Mendes, fiquei muito chocado com sua maneira desabrida e mal educada de se referir ao PT. Não há nada no seu comportamento que lembre, nem de longe, o respeito pela liturgia do cargo que se espera de figuras públicas, que ocupam posição de destaque, de mando e de responsabilidade. Isso foi visto ontem novamente, quando resolveu incorporar o espírito de botequim e partir para o ataque a quem não se perfila ao seu comando. Ele sempre tem críticas na manga para quem não se submete às suas orientações. Nassif passou a ser um operador de blog sujo, financiado por seus (de Gilmar) adversário. Limpo, para Gilmar Mendes, são aqueles blogs de vivem de espalhar ódio de classe, alinhados à direita hidrófoba. Não é sintomático que Gilmar não tem nenhuma crítica a José Roberto Arruda, Bolsonaro, FHC, José Serra e ao Marco Feliciano?!

Ficou visivelmente chocado por não ter encontrado, mesmo com o pente fino que exigiu de sua trupe, que errou até na operação simples de adição, nas contas de campanha da Presidenta Dilma. Tinha a missão de encontrar cabelo em ovo, mas, neste caso, é mais razoável a possibilidade de Gilmar Mendes botar ovo.

O papel mais patético ainda coube ao Ministro Dias Tóffoli. Ao ser questionado pelo Procurador Eleitoral por ter feito distribuição do processo de tomada de contas da Dilma de forma direcionada, saiu-se com a resposta mais ridícula que se possa esperar de um Ministro do TSE: “- Dilma ainda não indicou um novo nome para a vaga aberta pela aposentadoria do Ministro Henrique Neves”.

O presidente do TSE aproveitou para reclamar do fato de Dilma ainda não ter indicado um novo nome para a vaga aberta, apesar de ter recebido, há mais de um mês, a lista tríplice de indicados.

TSE aprova contas de Dilma com ressalvas

Relator do processo, Gilmar Mendes disse que problemas apresentados não poderiam levar à rejeição do balanço

Para o ministro, falhas nas prestações parciais de gastos poderão levar à rejeição de contas só no próximo pleito

SEVERINO MOTTADE BRASÍLIA

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou com ressalvas, na noite desta quarta (10), as contas da campanha da presidente Dilma Rousseff.

A sessão de análise do balanço da campanha durou cerca de quatro horas e foi marcada por um longo voto do relator, ministro Gilmar Mendes, e por críticas ao vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, e à petista.

Ao analisar os balancetes, Mendes elogiou o relatório dos técnicos do TSE, que pediram a rejeição das contas.

Ele considerou, porém, que a irregularidade considerada mais grave pelos servidores não poderia levar à desaprovação do balanço já nas eleições deste ano.

A campanha detalhou na segunda prestação de contas gastos que deveriam estar na primeira parcial e deixou para o informativo final despesas que deveriam ter sido informadas anteriormente.

Mendes afirmou que o mecanismo de prestações parciais deve ser respeitado, pois permite um acompanhamento melhor dos eleitores e da própria Justiça Eleitoral.

Mas, como nas eleições de 2010 balanços com o mesmo problema foram aprovados, e esse tipo de irregularidade só passou a ser considerado grave para 2014, havia espaço para aprovação, disse.

O ministro disse que novas regras devem aguardar algum tempo até que tenham maior efetividade, mas ressaltou que o problema configurará situação para a desaprovação de contas no próximo pleito.

Apesar da aprovação, Mendes afirmou que a aceitação do balanço da campanha petista não significa que o TSE chancelou todos os gastos e valores arrecadados.

Ele citou, por exemplo, reportagens da Folha mostrando que a Focal Confecção e Comunicação Visual, empresa que recebeu R$ 24 milhões da campanha, tem como um dos sócios administradores uma pessoa que, até o ano passado, declarava o ofício de motorista como profissão.

"A conduta configura, em tese, crime de falsidade ideológica. Há indício sério de que houve crime. Não se pode rejeitar a possibilidade dos serviços pagos não terem sido prestados […]", afirmou.

Devido a isso, e a outras irregularidades apontadas, Mendes determinou que a prestação de contas seja enviada ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas da União e à Receita Federal para apurações detalhadas.

Entre os problemas listados estão inconsistências de R$ 3,1 milhões nos gastos de deslocamento da presidente e com o uso do avião oficial, divergências nos nomes de doadores, ausência de registros de doações recebidas e pagamentos de despesas a pessoas jurídicas sem emissão de nota fiscal.

Após o voto de Mendes, os outros seis ministros presentes na sessão também votaram pela aprovação das contas com ressalvas.

Arnaldo Versiani, advogado do PT, disse que o fato de alguns gastos não serem apresentados nas prestações parciais corretas não deveria ser visto como irregularidade.

Segundo ele, algumas notas fiscais chegavam em cima da hora e só eram pagas dias depois, causando o problema.

CRÍTICAS

No início da sessão, Mendes e o presidente do TSE, Dias Toffoli, falaram sobre um pedido feito por Aragão e pela campanha petista para que a relatoria do caso fosse enviado a outro ministro.

Os pedidos argumentavam que, com a saída do ministro Henrique Neves da corte, o caso deveria ser distribuído ao seu substituto, Admar Gonzaga. Toffoli, porém, fez um sorteio, e o processo acabou sendo enviado a Mendes.

O presidente do TSE aproveitou para reclamar do fato de Dilma ainda não ter indicado um novo nome para a vaga aberta, apesar de ter recebido, há mais de um mês, a lista tríplice de indicados.

Mendes, por sua vez, criticou o vice-procurador eleitoral e o questionou sobre estar agindo como advogado de campanha ao ter pedido que outro ministro fosse relator das contas da presidente.

Ao usar a palavra na sessão, Aragão evitou falar sobre o pedido de redistribuição. Ele afirmou que, como abriu mão do recurso, não iria falar sobre algo que, processualmente, era inexistente.

28/11/2014

Eleições no Inter

Filed under: Giovanni Luigi,Inter,Marcelo Medeiros,Povo do Clube,Vitório Piffero — Gilmar Crestani @ 9:03 am
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Inter saciSe desenha uma eleição com cheiro de… Vitório.

Mas há um problema,  ele é Piffero! Embora seja um grande colorado e tenha já dado mostras de suas capacidade, nestas eleições explico porque não voto nele.

E não é só porque sou de remar contra maré!

Na comparação entre um Piffero e um Giovanni, voto no seu poste, Marcelo Medeiros.

Fui talhado para nadar contra a corrente. Por isso explico porque vou de Marcelo Medeiros na cabeça, e Chapa 4, POVO DO CLUBE, para o Conselho Deliberativo.

Por que Marcelo Medeiros?

– estamos com um dos Estádios, não Arena, mais belos do mundo;

– uma das sedes mais bem sucedida da Copa do Mundo de 2014;

– o Clube não deve nada pra ninguém;

– mesmo sem poder usar o Beira-Rio em alguns jogos, em virtude da Copa, o Inter está chegando ao final de 2014 muito melhor que muitos clubes que fizeram investimentos maiores;

– temos uma boa base de jogadores para a próxima temporada;

– Giovani Luigi está deixando um Clube financeiramente equilibrado, sem precisar pedir chave do campo para treinar;

– ninguém teria a paciência e a capacidade de negociação de Luigi, vendendo aquele perna de pau do Leandro Damião por quarenta, QUARENTA, milhões de reais;

– o Grêmio caiu duas vezes jogando dentro de casa; o Inter passou pelo menos dois anos jogando fora e não caiu;

– a campanha deste ano, por pior que tenha sido, e com todos os prejuízos por ter sediado a Copa e pelas lesões, ainda é uma das melhores dos últimos anos;

– apesar de jogar fora, o Inter manteve a escrita de botar no armário pelo menos uma taça por ano, encima do clube da OAS;

– dois anos sem perder greNAL!

– renovado por Luigi, o Beira-Rio ligado é o estádio mais bonito do Brasil; desligado, é o segundo mais bonito do Brasil; vazio, é o terceiro mais bonito do Brasil!!!!!!!!!!!!

Por que NÃO Vitório Piffero?

– dono de empreiteira, defendeu a reforma do Beira-Rio com recursos (im)próprios, sendo que não havia recursos, muito menos próprios;

– para tornar a reforma fato consumado, em benefício de um pool de empreiteiras gaúchas, ainda em Abu Dhabi mandou destruir arquibancadas do Beira-Rio;

– só a RBS foi a favor do Vitório Piffero, a ponto de tentar melar o contrato do Inter com a Andrade Gutierrez, por mero interesse de especulação imobiliária, da copabanização da orla do Guaíba;

– com Piffero a possibilidade de a sanguessuga RBS retornar ao Beira-Rio para explorar o entorno, sonho de todo especulador imobiliário, é garantido e certo;

– Fernando Carvalho, que foi o maior dirigente do Inter, virou cartola e papagaio de pirata na RBS, vê em Piffero melhores chances de melhorar seus negócios no meio futebolístico;

– se tivesse perdurada a ideia de Vitório Piffero não teríamos terminado o Estádio, não teríamos sediado a Copa do Mundo, teríamos sido rebaixados e, pior, estaríamos quebrados!!!!

– Celso Roth, NÃO!

A administração atual arrumou a casa. Agora, quando os frutos do sacrifício estão para serem colhidos, merece pelo menos mais uma gestão para abrir as portas à torcida para a FESTA!

27/11/2014

Por que votei em Dilma Rousseff

Filed under: Dilma,Rogério Cezar de Cerqueira Leite — Gilmar Crestani @ 9:35 am
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por Rogério Cezar de Cerqueira Leite

qui, 27/11/2014 – 07:17

Atualizado em 27/11/2014 – 08:39

Da Folha

Rogério Cezar de Cerqueira Leite

Por que votei em Dilma Rousseff

Votar em Aécio seria optar pela prevalência do princípio da desigualdade, da contenção da ascensão social e pela manutenção do "status quo"

Sociedades, tanto as primitivas como as modernas, adotam um de dois possíveis princípios organizacionais, paradoxalmente antagônicos: ou o preceito da igualdade ou o da desigualdade.

Nas sociedades modernas e em algumas ditas primitivas, o princípio da igualdade prevalece, se não na prática, pelo menos como utopia. Exceção clamorosa é a Índia, onde castas estabelecem desigualdades intransponíveis.

Os dois princípios organizacionais buscam reduzir conflitos entre membros individuais ou grupos no seio da própria sociedade. E ambos podem ser eficientes, embora divirjam decisivamente quanto à compatibilidade com um valor também essencial, tal seja, a justiça social.

Enquanto o princípio da desigualdade privilegia a busca da eficiência e da meritocracia, o seu antagônico, o da igualdade, rejeita esses objetivos. Apesar disso, esses dois princípios fundamentalmente irreconciliáveis convivem na sociedade moderna, encontrando em diferentes países ou regiões diferentes pontos de equilíbrio.

A chamada igualdade de oportunidades é um exemplo desse compromisso. A busca de um contrato social aceitável é frequentemente não mais que a construção de uma conciliação entre esses dois princípios, embora Jean-Jacques Rousseau não tenha percebido isso.

Escolher PSDB-Aécio Neves para a Presidência da República seria, consciente ou inconscientemente, uma opção pela prevalência do princípio da desigualdade, pela manutenção da imensa disparidade de renda, pela contenção da ascensão social, enfim, pela manutenção do "status quo". É a história de Aécio Neves, a sua ascendência, a sua cultura e a daqueles que o circundam, a do PSDB. Ninguém foge à própria natureza.

Não há comentarista ou estudioso da sociedade brasileira, seja de esquerda ou de direita, que não reconheça que o grande mal social brasileiro é a disparidade de renda (uma Bélgica inserida em uma Índia, dizem).

Votei no projeto PT-Dilma Rousseff porque reconheço, como todo cidadão pensante, que essa era a opção capaz de melhor equilibrar os dois princípios antagônicos, reservando espaço adequado para a justiça social.

O contraste entre as administrações PSDB nacional (Fernando Henrique Cardoso) e de Minas Gerais (Aécio Neves, Antonio Anastasia) e a nacional do PT (Lula-Dilma) é revelador, tanto com relação ao esforço para dirimir diferenças de renda como à criação de oportunidades de ascensão social.

Enquanto nos governos do PSDB não houve qualquer esforço para reduzir a disparidade de renda nem o nível de pobreza, durante a administração do PT não somente houve um aumento do salário mínimo de 80% em seu valor real como também foram criados e expandidos inúmeros programas sociais.

O que melhor revela a importância dada pelos governos Lula-Dilma à justiça social, todavia, foi a absoluta prioridade dada à oportunidade de ascensão social que só é legitimamente conquistada por meio da educação e, principalmente, do ensino superior. Pois foi quadruplicado o número de alunos nesse nível durante estes últimos 12 anos.

Portanto votei em Dilma porque é degradante a condição nacional de país com uma das mais injustas disparidades de renda de toda a Terra. Porque ela, Dilma, e somente ela me traz a esperança de ser cidadão de um país civilizado.

ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE, 83, físico, é professor emérito da Unicamp e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folha

Por que votei em Dilma Rousseff, por Rogério Cezar de Cerqueira Leite | GGN

02/11/2014

Argentina festeja Dilma

Filed under: Dilma,FHC,Golpismo,Golpistas,Lula — Gilmar Crestani @ 3:22 pm
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Passei meu reveillon de 2002/2003 em Buenos Aires. Confesso que não foi uma boa. Mas pelo menos ouvia dos argentinos um questionamento que ficou registrado uma capa do Pagina12: Quien sera nostro Lula?  Assim como os argentinos tiveram a sorte de dois Kirchner, o Brasil Lula x 2 e Dilma x 2. E precisaria repetir a dose para contrabalançar as destruições neoliberais dos tempos dos três patetas latinos: FHC, Menem & Fujimori. Dos três, só FHC ainda não foi preso. Por que também foi o mais inteligente de todos: se precaveu com um Engavetador Geral e com Gilmar Mendes no STF. Assim, até Fernandinho Beira-Mar continuaria solto.

O golpismo é uma tradição na América Latina. E, com mais esta derrota, parece que também começa a fazer parte do programa do PSDB

Lula y Dilma celebran la reelección de la presidenta en el cuartel de la campaña del PT, en Brasilia, el domingo pasado.

Imagen: EFE – SUBNOTAS

EL MUNDO › ENTREVISTA A MIGUEL ROSSETTO, MINISTRO DE DESARROLLO AGRARIO Y ESTRATEGA DE LA CAMPAÑA DE ROUSSEFF

“Dilma emerge con una enorme legitimidad”

El gaúcho Rossetto, cuadro del PT, integrante de la mesa chica de Dilma e interlocutor del gobierno, con el Movimiento de los Sin Tierra, califica el triunfo electoral de Rousseff como histórico mientras trabaja en el plan del nuevo gobierno.

Por Darío Pignotti

Desde Brasilia

Dilma Rousseff reservó pocas sillas en la mesa chica donde se decidieron los ejes de la campaña concluida el domingo pasado con su reelección. Uno de los cuadros petistas que forma parte de ese círculo es el ministro Miguel Rossetto, quien desde el lunes está trabajando en el diseño del próximo gobierno al que le esperan “batallas duras y tendrá el sello de Dilma, ella salió muy fuerte de esta elección histórica”.

“La derecha mediática y la partidaria están rabiosas, alimentan el odio contra la presidenta y contra el PT”, pondera munido de mate y termo.

El gaúcho Rossetto, ministro de Desarrollo Agrario e interlocutor del gobierno con el MST, dialogó con Página/12 en su despacho del comité de campaña en el centro de Brasilia, mientras los empleados quitaban los afiches y ordenaban los muebles.

–Usted coordinó esta campaña y participó en otras. ¿Es exagerado decir que fue la elección más reñida de la historia reciente?

–Sin ninguna duda, por eso digo que fue una victoria histórica y heroica de Dilma, por la forma como se comprometió en la pelea. Ella emerge con una enorme legitimidad de un proceso donde hubo un intenso debate programático… La presidenta se pronunció sobre todos los temas trascendentes de la agenda nacional. Se discutió desde el rol del Banco Central, donde los conservadores proponían la independendencia y Dilma la cuestionó con argumentos sólidos. Pero ella también asumió una posición clara sobre la función de los bancos públicos, la política industrial, el empleo, el derecho a la educación, a la salud, derechos civiles de las mujeres, de los jóvenes, los negros. Ella habló de la homofobia hasta de la política externa que raramente se toca en una campaña.

Es una campaña que dejó una herencia de politización de la sociedad porque el debate entró en la casa de los ciudadanos… y este proceso creó una dinámica favorable que va a perdurar durante el segundo mandato.

–¿El PT se reencontró con los movimientos sociales luego de cierto distanciamiento?

–Esta campaña rescató la participación de los jóvenes, recuperó el protagonismo de la calle, vimos cómo el PT se reencontró con la calle, tuvimos actos masivos de 100 mil, 50 mil personas. Viajé mucho con la presidenta y pude ver la alegría del pueblo, de los movimientos sociales, de una sociedad organizada que fue capaz de derrotar el grito de las elites. La sociedad dijo que después de tres gobiernos del PT quiere que en el próximo haya más cambios, pero dejó muy claro que las críticas no significan dar un giro a la derecha ni desmontar las conquistas. Nosotros llegamos a estas elecciones con conquistas extraordinarias logradas a través de una revolución silenciosa: hoy tenemos un país que salió del mapa del hambre publicado por la ONU, con casi pleno empleo, la renta del salario mínimo tuvo un aumento del 72 por ciento en 12 años, creamos 21 millones de empleos.

–¿Esa movilización será encauzada para respaldar la reforma política?

–Vamos a trabajar para que haya una reforma política en serio, es la gran prioridad de la presidenta. Esa reforma se realizará a través del diálogo con la sociedad movilizada, para mejorar unas estructuras políticas que están superadas. Un tema central será suprimir el financiamiento empresarial de las campañas electorales porque esa es la vía que alimenta la corrupción política, son sumas altísimas de dinero que secuestran a la democracia. La reforma política también nos permitirá cambiar la estructura institucional, queremos acortar la distancia entre el Estado y la sociedad, la presidenta ha dicho que quiere un gobierno que se abra a la sociedad porque esto nos asegura transparencia y eficiencia. Es positivo que haya una presión social permanente sobre la estructura gerencial del Estado. Este segundo mandato trabajará para profundizar la república. Desde el domingo a la noche, en su discurso de la victoria, ella está llamando al diálogo a partir de esta agenda de transformaciones.

–¿Lula tendrá más participación en el próximo gobierno de Dilma?

–El presidente Lula siempre es bienvenido, él tiene un liderazgo extraordinario, el compañero Lula sigue siendo un personaje extraordinario, es el mayor líder de nuestro partido y tuvo un papel fundamental en el proceso electoral que desembocó en la reelección de Dilma. Sin dudas que su participación fue fundamental. El presidente Lula es un gran líder político que está en contacto permanente con la presidenta Dilma, entre ellos hay una relación de enorme confianza, lealtad y compañerismo político.

–Dilma habla de diálogo pero la oposición lo rechaza. ¿Teme un gobierno sacudido por crisis políticas?

–En estas elecciones hubo una polarización dura, es importante tomar en cuenta que esta campaña fue la cuarta derrota consecutiva del PSDB (Partido de la Socialdemocracia Brasileña) ante el PT. Ambos representan dos proyectos de país claramente opuestos. La memoria política de la sociedad brasileña ya identifica muy bien a estos dos grandes bloques, el del PT democrático y popular y el PSDB liderando el campo conservador.

La radicalización que se ve en éstos nos señala que la disputa política va a seguir durante el gobierno de la presidenta Dilma, pero no creo que ellos puedan instalar un clima de desestabilización o de “tercer turno”.

La oposición partidaria hace mucha espuma, pero la verdad es que está muy frágil, su agenda neoliberal fue la gran derrotada de estas elecciones.

Fíjese en un dato: durante la campaña, Aécio Neves (candidato del PSDB) nunca hablaba directamente de privatizar, ni de afectar los derechos sociales, porque la derecha es incapaz de presentar claramente cuál es su proyecto. La derecha tiene un programa clandestino porque si lo muestra sería defenestrada.

–Hay sectores que evocan a la derecha venezolana por su extremismo.

–Una buena parte de los medios y de los partidos del polo conservador quisieron venezolanizar la campaña, pero se equivocaron porque Brasil no es Venezuela, acá no hay un Hugo Chávez, ésa es una diferencia importante. Esa polarización a la venezolana, con llamamientos a desestabilizar, con gente que habla de impeachment, está liderada por los medios, que son los que organizan el discurso conservador. Los medios son el principal partido de la derecha. Pero aun así yo no digo que hay medios golpistas en Brasil, diría que son medios con un discurso radical de deconstrucción del gobierno, y esto se asocia a las elites económicas, a parte de las clases medias y los partidos conservadores, y todo esto compone un bloque político realmente fuerte. Pero este bloque no llega a ser la derecha venezolana porque la sociedad brasileña no se amolda a esa forma tan radicalizada, las estructuras políticas y las instituciones brasileñas son distintas de las de Venezuela. Los conflictos de clases, los conflictos regionales brasileños son diferentes, acá hay un Estado más legitimado, hay una república más organizada.

–Un bloque conservador envalentonado porque perdió por sólo el 3,3 por ciento.

–Sí, ellos se apoyan en ese argumento de que la derrota que sufrieron fue ajustada, y es cierto que perdieron por poco, pero perdieron.

–¿Cuánto influyó el escándalo de la revista Veja en el crecimiento de Aécio en los dos últimos días?

–El jueves 23 (octubre) Dilma estaba en una fase de crecimiento, todas las encuestadoras decían que se estaba despegando entre 7 y 10 puntos de Aécio y anticipaban que iba a ganar con tranquilidad el domingo (26 octubre). En ese momento, con Aécio casi derrotado, sucede esta maniobra delictiva de la revista Veja que indudablemente influyó en contra de nosotros.

Publican un artículo sin ninguna base real con acusaciones contra Dilma y Lula, un montaje que se orquestó con el PSDB para impedir el triunfo de Dilma de forma fraudulenta. No olvidemos que esa revista sale los sábados y esta vez comenzó a circular el jueves en Internet, fue algo atentatorio contra la democracia, porque simultáneamente se distribuían miles y miles de tapas de la revistas que, de hecho, eran panfletos a favor de Aécio, cuando ya no se podía hacer campaña porque había comenzado la veda que ordena la ley electoral. Entonces tenemos que la noticia falsa contra Dilma seguía amplificándose con el apoyo de la mayoría de los medios, y después se sumó el apoyo fundamental de la TV Globo y el Jornal Nacional (noticiero de ese canal). Después de este atentado a la República creo que tenemos que realizar un debate nacional sobre los medios, una reflexión que articule el derecho a la información y la defensa intransigente de la libertad de prensa, así como evitar todo tipo de censura. Creo que tiene que haber una discusión amplia con la participación de la sociedad, y el punto de partida será esta manipulación criminal de Veja.

Página/12 :: El mundo :: “Dilma emerge con una enorme legitimidad”

Cai mais um mito da direita midiática

Filed under: Bolsa Família,Eliane Cantanhêde,Mitologia — Gilmar Crestani @ 9:30 am
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bolsaPor que Eliana Cantanhêde não lê o jornal em que trabalha!?

Hoje a porta-voz do PSDB na Folha, Eliane Cantanhêde inocula mais um pouco do velho preconceito da velha mídia: “Era a história de um desastre anunciado e só não sabiam os menos escolarizados e quem ficou cego e surdo diante da realidade.” Com outras palavras dá trela ao estigma defendido por FHC contra os nordestinos, a de que as regiões mais pobres foram os grandes eleitores de Dilma. Ora, se foram os mais beneficiados, porque não eles?! Só falta explicar porque Dilma derrotou Aécio em Minas Gerais, onde este foi governador auto declarado com alta popularidade?! Tirando o poder econômico, pouca coisa sobra à massa cheirosa

Mas eis senão quando a própria Folha sai com esta de que o PT cresceu onde há pouco Bolsa Família. E agora como ficam as inúmeras acusações publicadas pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium de que o PT só tinha eleitores do Bolsa Família? Uma semana depois das eleições a Folha constata o que “só não sabiam os menos escolarizados e quem ficou cego e surdo diante da realidade”…

A melhor explicação não seria porque, ao contrário do PSDB, as políticas sociais do PT não cobram dos beneficiados retribuição eleitoral?! Não é benefício à cabresto, como faz o velho coronelismo incrustado na direita brasileira!

Petista cresceu onde há pouco Bolsa Família

Nos mil municípios menos dependentes do programa, Dilma colheu 4,8 milhões de votos a mais no segundo turno

Já nas mil cidades mais dependentes, seu crescimento em relação ao primeiro turno foi de apenas 486 mil votos

RICARDO MENDONÇADE SÃO PAULO

Embora a presidente Dilma Rousseff (PT) tenha derrotado o senador Aécio Neves (PSDB) por larga vantagem nos municípios mais dependentes do Bolsa Família, o programa social, sozinho, não explica o triunfo final da petista no segundo turno da eleição presidencial.

Isso porque, do primeiro para o segundo turno, o aumento da votação em Dilma ocorreu com mais intensidade nos municípios menos dependentes do Bolsa Família.

Dos 11,2 milhões de votos a mais que a presidente teve na etapa final, 7,3 milhões vieram das cidades onde o Bolsa Família beneficia menos de 25% da população.

Tradução: Dilma só foi reeleita porque, na disputa final, conseguiu crescer nos municípios onde há pouca gente inscrita no programa.

Essas afirmações são confirmadas a partir de vários ângulos nas tabelas que cruzam votação com dados do Bolsa Família por município.

Nas mil cidades menos dependentes do Bolsa Família (onde menos de 13% dos moradores são socorridos pelo programa), a votação de Dilma subiu de 28,2% dos válidos no primeiro turno para 38,3% na fase final.

Nos dois turnos, ela ficou atrás de Aécio nesse conjunto de cidades. Mas seu avanço de 10,1 pontos percentuais representou um ganho de 4,8 milhões de votos. Quase metade de toda a votação incorporada por ela na etapa final.

Já o avanço de Dilma nos mil municípios mais dependentes do programa acabou sendo bem mais modesto.

Nessas outras mil cidades –todas com mais de 60% da população atingida pelo Bolsa Família–, Dilma teve um ganho de 486 mil votos entre o primeiro e o segundo turno. Nesse mesmo universo, Aécio conseguiu crescer mais: obteve 730 mil novos votos.

Há duas explicações para o baixo avanço de Dilma nas cidades mais dependentes do Bolsa Família. Primeira: nesses locais, a petista já havia terminado o primeiro turno com um patamar alto de votos (73,3%). O espaço para avançar, portanto, era menor.

Segunda: nos mil municípios mais dependentes estão só 8% do eleitorado. No polo oposto (mil menos dependentes) estão 42% dos eleitores.

DISPUTA

Outro recorte que leva à mesma conclusão é a comparação entre os municípios com mais de 50% da população vinculada ao programa e os municípios com menos de 50% da população vinculada.

No primeiro grupo (o dos mais dependentes), Dilma ganha o segundo turno de Aécio por enorme vantagem: 75,8% a 24,2%. No mapa em que o vencedor de cada um desses municípios é destacados, quase tudo fica vermelho.

No outro grupo (o dos menos dependentes), Dilma perde, mas por um placar mais apertado: 52,5% para ele, 47,5% para ela. No mapa, a distribuição entre azul e vermelho parece equilibrada.

Nas 3.773 cidades com menos da metade da população no Bolsa Família, Dilma incorporou 10,2 milhões de votos no turno final. Sem isso, não teria sido reeleita.

01/11/2014

O pedido não é sério, mas o golpismo é

Filed under: Golpismo,Golpistas,PSDB,Tapetão,TSE — Gilmar Crestani @ 11:22 pm
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PSDB Tapetão GolpistaO único argumento do PSDB é sua derrota. Convenhamos, é muito pouco. Portanto, por este rumo não andamos. Além de mau perdedor, péssimo em argumentos.

O que chama atenção é a desfaçatez. O PSDB não se importa em botar as instituições em cheque simplesmente porque está se lixando para o fortalecimento das instituições. Pior, a ousadia indica que o PSDB vê no Poder Judiciário, incluindo o TSE, instrumentos manejáveis. De onde o PSDB tirou a ideia de que basta pedir que o Judiciário atende? Será que eles pensam que todo mundo no Judiciário é igual ao Gilmar Mendes ao Joaquim Barbosa?! Se a Veja consegue o por que o PSDB não conseguiria manobrista para estacionar sua falta de escrúpulo?!

Até quando o PSDB fará do Poder Judiciário instrumento dos seus interesses?!

Entraria para o folclore dos derrotados não fosse o assunto muito sério. Tão sério que o Ministro Corregedor redigiu o despacho mais curto e, ao mesmo tempo, mais contundente de sua vida: “Não é sério”.

Pedido do PSDB para auditoria na eleição ‘não é sério’, diz ministro

Segundo corregedor do TSE, sigla não aponta falhas que possam colocar processo em xeque

João Otávio de Noronha diz que todo o sistema já foi auditado, mas que disponibilizará mais informações ao partido

DE BRASÍLIADE SÃO PAULODA ENVIADA A ARARAQUARA (SP)

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha, afirmou nesta sexta (31) que o pedido do PSDB para "auditoria especial" no resultado das eleições presidenciais não apresenta fatos que possam colocar em xeque o processo eleitoral.

Para ele, a ação protocolada na quinta (30) pela sigla no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é "incabível" e pode arranhar a imagem do país.

O texto, assinado pelo coordenador jurídico nacional do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), afirma que, após anunciada a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), desconfianças propagadas nas "redes sociais" motivaram "descrença quanto à confiabilidade da apuração dos votos e à infalibilidade da urna eletrônica".

"O que ele não apresenta são fatos que possam colocar em xeque o processo eleitoral. Está colocando en passant [de passagem]. Isso não é sério, então, não me parece razoável", afirmou o corregedor à Folha.

"O problema é que não estão colocando em xeque uma ou duas urnas, mas o processo eleitoral. É incabível. Se você colocar em xeque o sistema eleitoral, aponte o fato concreto que vamos apurar."

Na ação, o tucano argumentou que a "diferença" de três horas entre o encerramento da votação no Acre e os demais Estados que seguem o horário de Brasília e a margem apertada de diferença "acabaram por fomentar ainda mais as desconfianças".

Dilma foi reeleita na disputa presidencial mais acirrada desde a redemocratização, derrotando Aécio Neves (PSDB) por 51,64% dos votos válidos (54,5 milhões de votos) a 48,36% (51 milhões).

Noronha disse que "parece grave" que a petição tenha sido protocolada na Justiça Eleitoral sem assinatura de Aécio e outros integrantes do partido. O ministro afirmou ainda que todo o processo para depósito das urnas, com códigos e chaves, foi devidamente acompanhado, sendo que todo o sistema foi verificado e auditado.

Segundo o corregedor, as informações referentes ao processo eleitoral já estão disponíveis na internet ou serão disponibilizados ao PSDB.

Noronha, no entanto, afirmou que não vê motivo para autorizar a criação de uma comissão formada por técnicos indicados pelos partidos políticos para a fiscalização de todo o processo eleitoral.

Nesta sexta, Sampaio afirmou que o PSDB não está pedindo recontagem de votos. "Se quiséssemos pedir a impugnação da eleição, teríamos que ter feito isso em até 48 horas após o resultado", disse. "Uma auditoria sobre o sistema faz bem, inclusive ao TSE, porque atesta sua segurança."

Segundo Sampaio, Aécio, que está recolhido em seu sítio em Minas, foi "comunicado" sobre a "decisão da coordenadoria jurídica" e "respondeu que não iria se opor".

"A decisão não partiu dele e ele não foi consultado sobre ela. Apenas disse que havia a decisão na coordenadoria jurídica e ele me falou que não se opunha", disse.

Diversos integrantes do PSDB reprovaram o pedido. A iniciativa está sendo chamada internamente de "infantil" e "desastrada".

REAÇÕES

Um dos líderes do PSDB, o governador reeleito Geraldo Alckmin (SP) afirmou não ter conhecimento sobre os documentos que embasaram o pedido do partido: "Eu não sei se existem fatos que podem indicar algum problema. Mas não tenho conhecimento detalhado sobre isso [o pedido de auditoria]", disse.

O presidente do PT, Rui Falcão, criticou a oposição, afirmando que ela não reconhece a derrota nas urnas: "O PSDB está parecendo time que perde e depois põe a culpa no juiz", afirmou em nota.

31/10/2014

Fraude à moda tucana!

Filed under: Aécio Neves,Fraude,PSDB,TSE — Gilmar Crestani @ 9:19 am
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Passadas as eleições, vários esqueletos escondidos pelo PSDB aparecem boiando na velha mídia. Além da invenção da Veja, agora também a da pesquisa. Sem falar nas tantas manchetes dizendo que não haveria racionamento d’água em São Paulo.

Campanha de Aécio fraudou números de pesquisa. E daí? Daí, nada, ora…

30 de outubro de 2014 | 09:46 Autor: Fernando Brito

fraudeminas

Enquanto Suas Excelências, os ministros do TSE, aplicam seu tempo, seu esforço e nosso dinheiro em sofisticadas e caríssimas máquinas de identificação biométrica e em obrigar a “Veja” a dar “direito de resposta” só durante a madrugada, onde quase não se acessa o seu site, a fraude eleitoral campeia solta e impune no Brasil.

Tão solta e impune que seus participantes não se acanham dar entrevistas sobre o assunto nos jornais. como fazem hoje à Folha os estatísticos do tal instituto Veritá (mais propriamente, Inveritá), dizendo que os números divulgados, em nome da empresa, pela campanha de Aécio Neves não guardavam qualquer valor estatístico.

Está lá, na edição da Folha de hoje, em matéria do repórter Ricardo Mendonça:

“Informações de uma pesquisa de intenção de voto do instituto Veritá usadas na propaganda de segundo turno do tucano Aécio Neves são comprovadamente enganosas.Quem confirma é o próprio dono do instituto que fez o levantamento, Adriano Silvoni. E também o estatístico responsável pelas pesquisas do Veritá, Leonard de Assis.”

Dizem eles que o publicitário Paulo Vasconcelos, responsável pela propaganda de Aécio, “pediu para que o Veritá fornecesse os dados das entrevistas feitas só em Minas”, que não seriam amostra válida para o Estado.

E os dois, bonzinhos, os deram dizendo -“olha lá, Paulinho, isso não vale, viu?”.

“Eles não podiam usar nesse contexto”, diz Assis. “Nós avisamos […] Usou na garganta. Não representa Minas. Não é o real cenário do Estado.”

Que lindo!

O publicitário diz que divulgou o que saiu no jornal Hoje em Dia, cujo editor diz que as recebeu do Veritá, mas não sabe como.

E a pesquisa, quem contratou?

Diz o estatístico que ela aparece como o Veritá sendo contratado por si mesmo, porque “o contratante não queria aparecer”.

A história desta fraude está rolando na internet, com declarações dos próprios envolvidos, sem que nenhuma ação tenha sido tomada no âmbito judicial.

Suas Excelências, como aquela santa que protegia lugarem bem pouco santos, olham, impávidos, mais preocupados em que Joaquim não vote no lugar do Manoel, com as urnas biométricas, bem definidas pelo presidente do TRE do Rio como “a solução de um problema que não existia” .

Fraudar pesquisas eleitorais é crime, que dá de seis meses a um ano de cadeia.

Mas parece que o MP e a Justiça não levam muito a sério esta lei, não é?

Campanha de Aécio fraudou números de pesquisa. E daí? Daí, nada, ora… | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

A fraude na pesquisa visou debate da Band. O MP quer saber?

30 de outubro de 2014 | 14:50 Autor: Fernando Brito

leonard

Como este blog não pratica os métodos da Veja, não vai escrever que “Aécio sabia de tudo” diante da fraude revelada com a “pesquisa” Veritá que dava Aécio Neves como vencedor em Minas Gerais, como revelou hoje o repórter Ricardo Mendonça, da Folha.

Vai dizer, apenas, que todos os três mencionados sabiam da fraude que estavam propagando.

A pesquisa, registrada no TSE sob o número BR-01067/2014 foi “contratada”, pelo menos formalmente,  pelo próprio Veritá,  embora o estatístico Leonardo diga que  o verdadeiro comprador dos dados foi ocultado porque “o contratante [real] não quis aparecer”.

Diante disso, a primeira providência a exigir é que o Tribunal Superior Eleitoral dê a conhecer os dados da nota fiscal de contratação que, pela lei eleitoral, deve (ou deveria) ser apresentada no ato de registro de pesquisa ( inciso VII do art. 33 da Lei Eleitoral, a 9,504.).

Todos eles sabiam, porque está público e registrado, que a pesquisa se restringia a 9 dos 853 municípios mineiros, ou 1% das cidades do Estado.

O estatístico Leonard Assis,  diz que a trampa foi pedida pelo marqueteiro, ao qual deu nome e sobrenome: Paulo Vasconcellos.

Assis tem uma prova de peso a seu favor: denunciou isso em seu twitter no dia 14 de outubro, muito antes, portanto, da eleição, dizendo que era para uso no debate da Band, naquele mesmo dia.

Paulo Vasconcelos diz ter apenas reproduzido a nota do jornalista Orion Teixeira, do Hoje em Dia, cujo diretor, Ricardo Galuppo, diz ter recebido os dados do próprio Veritá.

É interessante notar, se isso não for um bolivarianismo inimigo da liberdade de imprensa, que a lei prevê cadeia para quem faz pesquisa fajuta e para quem a divulga, pouco importa se jornalista ou marqueteiro.

Não parece ser necessário ser nenhum Hercule Poirot para imaginar que o nosso sonolento Ministério Público devesse interroga-los, acareá-los e, dependendo das informações, pedir a quebra do sigilo telefônico e bancário dos personagens do Veritá.

Ou será que isso é pedir demais aos nossos valorosos procuradores da República?

Eu fiz a minha parte. As provas estão todas nos links.

Mastigadinho e grátis para nosso sonolento MP.

PS. Assis retirou sua página no Twitter após a publicação deste post. É inútil. Foi devidamente copiada e está retuitada em várias outras.

Luz, mais luz, por favor!

Filed under: Ódio de Classe,Preconceito,Racismo,Xenofobia — Gilmar Crestani @ 8:53 am
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Preconceito homicidaLUIZ FERNANDO VIANNA

Orgulho e preconceito

RIO DE JANEIRO – Tratado como pornográfico e pervertido, Nelson Rodrigues alegava que era preciso mostrar no palco nossos "pântanos íntimos". Exorcizando-os no teatro, conseguiríamos a civilidade fora dele.

As reações ao resultado da disputa presidencial mostram que estas eleições cumpriram um objetivo rodriguiano: trouxeram à luz os pensamentos mais sombrios.

É pedagógico ver os abastados vociferando contra os "pobres", os "ignorantes", os "vagabundos". Quem já tinha perdido qualquer esperança no PT pôde constatar que as mudanças dos últimos 12 anos foram significativas.

Quando pessoas tiram suas imbecilidades do recato recomendável e gritam que estamos numa "ditadura", que o PT é "terrorista" e que os iluministas paulistas –que já elegeram Maluf, Pitta, Quércia, Fleury e sofrem com a seca– devem ser separados dos "atrasados" nordestinos, cujo PIB cresce mais do que os das outras regiões (2,55% no segundo trimestre ante queda nacional de 0,6%), algo se revela.

Domésticas têm carteira assinada; jovens negros entram na universidade e disputam os empregos; aeroportos estão cheios. O país do quartinho de empregada está enfraquecido. Há quem não se conforme.

O "país dividido", mais um clichê no rol da imprensa, não surgiu agora, mas há uns cinco séculos. Está é ficando mais nítido. Ainda bem. Galvão Bueno e o coração brasileiro batendo ao som do Olodum não existem. A Família Scolari tomou de 7.

É pena que alguns colunistas disseminem o preconceito. Insinuaram até que eleitores de Marina e Dilma poderiam não saber usar a urna eletrônica. Entrevistam poucos bípedes, mas conversam muito com o "mercado". As Marias Antonietas estão perdendo a cabeça, e o povo já anda comendo brioches. Que assim continue, apesar da crise econômica no Sudeste.

Sina do PSDB: igual a FHC, Aécio cantou vitória antes da hora

Filed under: Aécio Neves,FHC,Galinha,Jânio Quadros,PSDB,Tapetão — Gilmar Crestani @ 8:23 am
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PSDB conta vitória com ovo no cu da galinha. 

Aécio, apesar de viver rodeado de galinhas, não entende nada de aviário e cantou vitória antes da hora, como vazou no WhatApp. Aliás, sina do PSDB. Fernando Henrique Cardoso também comemorou vitória sobre Jânio Quadros antes da hora. Até posou para foto sentado na cadeira de prefeito na Prefeitura de São Paulo. Desde aquelas eleições os adversários do PSDB estão acostumados a terem de desinfetar a cadeira de governante.

FHC posando na cadeira  de Prefeito

Jânio Quadros desinfetando a cadeira no dia da posse
FHC-prefeito JANIO desinfetando a cadeira

O PSDB não conseguiu assimilar sequer a lição dada pelas galinhas. Qualquer pessoa sabe que a galinha canta depois de por o ovo. Ela canta a dor, de por o ovo, e a vitória, de ter conseguido. Enquanto ela não fizer isso, não se sabe se pode contar nem cantar. Outra lição dos galináceos que Aécio e o PSDB ainda não assimilaram: galinha não voa.

Ao tentarem, passadas as eleições, ganharem no tapetão, fazem lembrar de outra história. Esta envolvendo o mau perdedor, o famoso apresentador Miele. Miele apostou com Ronaldo Bôscoli que galinha voa. E perdeu, claro, mas não recorreu ao tapetão…

O Brasil seria o país mais rico do mundo se comprasse o PSDB pelo que vale e vendesse pelo que eles pensam que valem.

Aecio com o ovo no cu da galinha

PSDB questiona o que nunca foi questionado, critica corregedor-geral

Beatriz Bulla – O Estado de S. Paulo

30 Outubro 2014 | 22h 34

Ministro João Otávio de Noronha diz considerar ‘prejudicial a democracia’ pedido de auditoria feito por tucanos ao TSE

O pedido de auditoria feito pelo PSDB ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode ser considerado "prejudicial" à democracia, entende o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha. O ministro lembra que a coligação e a campanha do tucano Aécio Neves "tiveram toda a oportunidade, estiveram acompanhando a divulgação" e diz "nada foi impugnado em momento algum". "Perde (a eleição) por pouco e aí fica questionando o sistema eleitoral, que nunca foi questionado no Brasil", critica o ministro.

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Ele chegou a se encontrar com o presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, na noite desta quinta-feira e os dois falaram sobre o tema. A percepção, de acordo com Noronha, é de que "não há nada que comprometa" a lisura do processo de eleição presidencial deste ano. A auditoria foi remetida diretamente ao presidente do TSE, que deve ouvir a parte técnica e encaminhar o caso ao plenário na terça-feira (4), segundo Noronha.

MINISTRO JOãO OTáVIO DE NORONHA

"Vão dizer que não confiam na urna eletrônica? E confiariam em quê? Na urna de papel?", questiona o ministro. Mineiro, Noronha é ministro efetivo do TSE desde 2013. Faz parte das vagas destinadas a ministros do Superior Tribunal de Justiça para compor a Corte Eleitoral. O ministro faz parte do corpo do STJ desde o final de 2002, quando foi indicado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Alguns documentos solicitados pelo PSDB fazem parte do acervo disponibilizado pelo TSE na internet, como os boletins de urna, e outros podem ser entregues, de acordo com regimento do próprio tribunal, explicou.

O ministro aponta ainda um empecilho processual na auditoria: quem deveria fazer o requerimento é a coligação de Aécio, a Muda Brasil, que contempla todos os partidos que se uniram ao PSDB. A petição é assinada pelo coordenador jurídico nacional do PSDB, deputado Carlos Sampaio.

PSDB questiona o que nunca foi questionado, critica corregedor-geral – Política – Estadão

30/10/2014

Advogado do Fluminense diz que Fla-Flu emburrece

Filed under: Clóvis Rossi,Fla-Flu,Manipulação — Gilmar Crestani @ 8:17 am
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VTCComo sabemos, quando o Fluminense é rebaixado há sempre um advogado de porta de cadeia e uma pena de aluguel para se perfilarem ao lado do perdedor rebaixado. Quem é que na hora de denunciar problemas no governo federal põe a Dilma e o PT na manchete e quando acontece em São Paulo, dá como evento da natureza, sem dizer quem são os governantes nem o partido.

Quem fez a maior agressão nesta campanha? Os colegas do seu Clóvis Rossi, da Veja. No entanto ele não gasta uma vírgula para tratar do assunto. Talvez porque se trate de questão policial e ele atua na área do entretenimento dos patrões. 

A incitação ao ódio partem da Multilaser, do Banco Itaú, que financiaram as ofensas à Presidenta Dilma em plena abertura da Copa do Mundo. Aliás, comportamento muito comemorado pela torcida do fluminense das alterosas.

Tens razão, Clóvis Rossi, o VTC pra Presidenta não emburrece. É  a própria burrice!

CLÓVIS ROSSI

O Fla-Flu político emburrece

Política é paixão, OK, mas, quando o fígado derrota o coração, o debate fica pobre e todos perdemos

Estarrecido com a guerra na lama travada na campanha eleitoral, em especial nas redes sociais?

Triste, se é tucano, por ter perdido amigo petista ou vice-versa? Ou feliz, por ter descoberto que certas ausências preenchem uma lacuna?

Pois saiba que a exacerbação de sentimentos partidários não é um produto genuinamente brasileiro.

Na terça-feira (28), David Brooks, colunista do "New York Times", tratou precisamente desse assunto, que Cass Sunstein, da Escola de Direito da mitológica Harvard, batizou de "partyism" ("partidismo").

Nos EUA, ganhou características mais graves do que a lama espalhada pela internet. Sunstein lembrou, em coluna no mês passado, que pesquisas já haviam captado o fenômeno no remoto ano de 1960. Mas, àquela altura, eram só 5%, pouco mais ou menos, os republicanos e democratas que diziam que ficariam insatisfeitos se seus filhos se casassem com alguém do outro partido.

Cinquenta anos depois, subira para 49% a porcentagem dos republicanos que se incomodaria com essa situação, incômodo que afetaria 33% dos democratas.

Não há, que eu saiba, pesquisas no Brasil que contenham esse tipo de dados. Mas, a julgar pelo que se podia ler no Facebook, por exemplo, um petista vetaria casamento com um tucano e vice-versa.

Volto aos Estados Unidos e ao texto de Brooks: ele cita pesquisa dos cientistas políticos Shanto Iyengar e Sean Westwood que deram a estudantes mil currículos de outros estudantes para que os primeiros decidissem quem ganharia bolsas.

Os currículos incluíam pistas sobre a raça e sobre a preferência política dos candidatos. Claro que a raça teve influência: os estudantes negros preferiram colegas negros na base de 73% a 27%.

Mas tanto democratas como republicanos apontaram em 80% dos casos candidatos que concordavam politicamente com eles, mesmo quando outros estudantes tinham melhores credenciais.

Talvez seja diferente no Brasil porque há muito mais escolhas partidárias, tantas que o partido que elegeu a maior bancada na Câmara Federal, o PT, ocupará apenas 13,6% das cadeiras. É uma anomalia, mas talvez distribua melhor o ódio que vazou na campanha.

Espero, honestamente, que prospere a bem-humorada campanha iniciada no Facebook para que petistas e tucanos recomponham os laços eventualmente rompidos.

Concordo integralmente com as observações com que Brooks fecha sua coluna:

"Na maior parte do tempo, política é uma batalha entre interesses divergentes ou uma tentativa de equilibrar verdades parciais". Ou seja, nem os petistas nem os tucanos estão sempre 100% certos ou 100% errados.

Mas, prossegue, "nesse estado efervescente, torna-se [a política] uma batalha de luz e escuridão. Quando escolas, grupos comunitários e locais de trabalho se definem pela cor política de seus membros, (…), então toda comunidade fica mais burra porque não pode colher os benefícios de pontos de vista divergentes e de pensamentos em competição".

Abaixo a burrice, pois.

crossi@uol.com.br

Janio desenha o beabá do golpismo mafiomidiático

Golpe Nunca MaisJANIO DE FREITAS

Um fato sem retificação

PF suspeita que Youssef foi induzido a acusar Dilma e Lula, numa operação para influir na eleição deste ano

Antes mesmo de alguma informação do inquérito, em início na Polícia Federal, sobre o "vazamento" da acusação a Lula e Dilma Rousseff pelo doleiro Alberto Youssef, não é mais necessário suspeitar de procedimentos, digamos, exóticos nesse fato anexado à eleição para o posto culminante deste país. Pode-se ter certeza.

Na quarta 22, "um dos advogados" de Youssef "pediu para fazer uma retificação" em depoimento prestado na véspera por seu cliente. "No interrogatório, perguntou quem mais sabia (…) das fraudes na Petrobras. Youssef disse, então, que, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem. A partir daí, concluiu-se a retificação." Ou seja, foi só a acusação.

As aspas em "vazamento", lá em cima, são porque a palavra, nesse caso, sem aspas será falsa. As outras aspas indicam a origem alheia de frases encontradas a meio de uma pequena notícia, com a magreza incomum de uma só coluna no estilo em tudo grandiloquente de certos jornais, e no mais discreto canto interno inferior da pág. 6 de "O Globo", de 29/10. Para precisar melhor: abaixo de um sucinto editorial com o título "Transparência", cobrando-a da Petrobras.

Já no dia seguinte à "retificação", "Veja" divulgou-a, abrindo o material ao uso que muitos esperaram por parte da TV Globo na mesma noite e logo por Folha, "O Estado de S. Paulo" e "Globo". Nenhum dos três valeu-se do material. Se o fizessem, aliás, Dilma, Lula e o PT disporiam de tempo e de funcionamento judicial para para uma reação em grande escala, inclusive com direito de resposta em horário nobre de TV. O PT apenas entrou com uma ação comum contra "Veja".

O que foi evitado a dois dias da eleição, foi feito na véspera. A explicação publicada, e idêntica em quase todos os que se associaram ao material da revista, foi de que aguardaram confirmar o depoimento de Youssef. Àquela altura, Lula, Dilma e o PT não tinham mais tempo senão para um desmentido convencional, embora indignado, já estando relaxados pelo fim de semana os possíveis dispositivos para buscarem mais.

"O Globo" não dá o nome de "um dos advogados". Até agora constava haver um só, que, sem pedir anonimato, foi quem divulgou acusações feitas em audiências judiciais, autorizado a acompanhá-las, que nem incluíam o seu cliente. Seja quem for o requerente, pediu e obteve o que não houve. Retificação é mudança para corrigir. Não houve mudança nem correção. E o pedido do advogado teve propósito explícito: os nomes de quem mais sabia da prática de corrupção na Petrobras. Uma indagação, com o acusado preso e prestando seguidos depoimentos, sem urgência. E sem urgência no processo, insuficiente para justificar uma inquirição especial.

O complemento dessa sequência veio também na véspera da eleição, já para a tarde. Youssef foi levado da cadeia para um hospital em Curitiba. O médico, que se restringiu a essa condição, não escondeu nem enfeitou que encontrara um paciente "consciente, lúcido e orientado", cujos exames laboratoriais "estão dentro da normalidade". Mas alguém "vazou" de imediato que Youssef, mesmo socorrido, morrera por assassinato.

O boato da queima de arquivo pela campanha de Dilma ia muito bem, entrando pela noite, quando alguém teve a ideia de telefonar para a enlutada filha da vítima, que disse, no entanto, estar o papai muito bem. O jornalista Sandro Moreyra já tinha inventado, para o seu ficcionado Garrincha, a necessidade de combinação prévia com os russos.

A Polícia Federal suspeita que Youssef foi induzido a fazer as acusações a Dilma e Lula, entre o depoimento dado na terça, 21, e a alegada "retificação" na quinta, 23. Suspeita um pouco mais: que se tratasse de uma operação para influir na eleição presidencial.

A Polícia Federal tem comprovado muita e crescente competência. Mas, nem chega a ser estranho, jamais mostrou resultado consequente, quando chegou a algum, nos vários casos de interferência em eleições. Não se espere por exceção.

28/10/2014

O PT chegou a uma encruzilha?

Filed under: PSDB,PT — Gilmar Crestani @ 9:09 am
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Marco Antonio Villa, o guru do PSDB!

Marco Antonio VillaÉ bom que as análises cobrem mais caro do PT do que do PSDB. Só assim ficamos sabendo que, depois de quatro eleições presidenciais consecutivas, o PT chegou numa encruzilhada. E quem perdeu, chegou aonde? No mato sem cachorro? Ou foram com a vaca pro brejo? Que outro partido, isoladamente, pode se equiparar ao PT? O DEM? O PSDB? O PMDB?

As análises do historiador tucano, Marco Antonio Villa, são  um primor do descolamento da realidade: O silêncio de Lula e Adeus, PT. Eles chamam isso de historiador. Eu chamo de torcedor, do Íbis!!!

O PT, com todos os seus defeitos, ainda é a menos pior agremiação para conduzir o Brasil rumo ao futuro. As mudanças só poderiam ser maiores e mais rápidas se o PT também, além de ganhar as eleições, também ganhasse o poder. Acontece que ainda há muito esqueleto deixados pelo PSDB atrapalhando a modernidade. Enquanto existir um Gilmar Mendes, um Paulo Roberto da Costa, um Alberto Youssef, o Brasil vai patinar para sair do atoleiro legado por FHC.

MAURICIO PULS

A constelação vermelha

Multiplicação de siglas com dissidentes petistas sinaliza o vigor e as limitações de seu projeto para a sociedade

O PETISMO disputou as eleições presidenciais com sete candidatos. Cada um deles resume um momento da evolução do partido.

Rui Costa Pimenta (PCO), José Maria (PSTU) e Mauro Iasi (PCB) são fundadores do PT. Personificam a "primeira geração" vermelha. Defendem uma Revolução Socialista –propõem a estatização dos bancos, a desapropriação dos latifúndios, a moratória da dívida externa. Todas essas bandeiras constavam dos primeiros programas do PT, nos anos 80. Foram abandonadas a partir de 1989, quando a sigla vislumbrou, pela primeira vez, uma possibilidade real de chegar ao poder. Os grupos radicais foram expurgados.

Luciana Genro (PSOL) representa a "segunda geração", a da Revolução Democrática. Em vez de estatizar a economia, a legenda passou a priorizar nos anos 90 a redução da jornada de trabalho, o imposto sobre grandes fortunas, a renegociação da dívida pública. Mas essas metas só poderiam ser acolhidas pelo governo se o PT tivesse sólida maioria no Congresso. Luciana e seus companheiros bateram de frente com Lula e foram expulsos em 2003.

Dilma Rousseff aderiu ao PT só em 2001, vinda do brizolismo. Integra a "terceira geração", aquela que implementou um extenso conjunto de medidas para reduzir a pobreza –o que garantiu ao partido a admiração do eleitorado mais carente.

O petismo suavizou assim a sua doutrina até chegar a uma diretriz aceitável à maioria: o fim das desigualdades sociais deu lugar à diminuição das desigualdades, e esta foi substituída pelo combate à miséria. Essa longa marcha rumo ao centro rendeu ao PT quatro vitórias consecutivas à Presidência –um feito inédito–, mas lhe custou a multiplicação de dissidências à esquerda.

E também não impediu cisões à direita. Eduardo Jorge (PV) e Marina Silva (PSB) expressavam reivindicações não econômicas da legenda (universalização da saúde, preservação ambiental) e saíram em 2003 e 2009, respectivamente. Representam eleitores de classe média que, tendo vivenciado certa ascensão social, já não se identificam com o discurso em prol dos pobres.

Hoje o PT chegou a uma encruzilhada: o êxito de seus programas sociais tem reduzido, a cada eleição, a massa de excluídos que o apoia. A votação da sigla no primeiro turno caiu de 48,6%, em 2006, para 46,9%, em 2010, e agora para 41,6%.

Restam ao partido duas opções. A primeira é retomar a sua agenda antes da chegada ao poder –a que pregava a redução das desigualdades sociais. Essa guinada para a esquerda teria forte apoio na legenda, mas seria rejeitada no Congresso. Teria mais chances de êxito se o PT tivesse ido para a oposição.

A segunda opção é manter a linha centrista, mas reforçar o papel do Estado como indutor do crescimento. O nacional-desenvolvimentismo nascido da Revolução de 1930 ainda é capaz de soldar uma grande coalizão. O ideário de Dilma é o mesmo que impulsionou Getúlio, Juscelino e Geisel. O intervencionismo estatal não é uma escolha fortuita: responde a uma necessidade estrutural. Resultados eleitorais talvez sejam fruto do acaso. Mas a história do país está inscrita nas estrelas.

    27/10/2014

    Por A + B

    Filed under: Ódio de Classe,Dilma,Ignorância,Preconceito,Racismo — Gilmar Crestani @ 10:44 pm
    Tags:

    Vou provar por A + B porque o argumento de culpar o nordestino é coisa de débil mental. Quem se der ao respeito de pensar um pouquinho só vai perceber que a acusação não se sustenta. Portanto, permanecer com este preconceito só pode derivar da ignorância ou por puro mau caráter.

    Primeiro, porque, pasmem, do total de votos obtidos por Dilma, 45% vieram do Norte e Nordeste e 48,8%, do Sul e Sudeste. Portanto, Dilma fez mais votos onde há menos nordestinos. Se isto não bastasse, não foi só no nordeste que Dilma venceu Aécio. Dilma também venceu o playboy exatamente nos dois Estado onde é mais conhecido; Minas e Rio de Janeiro. Curiosamente, onde faz suas carreiras e carreiradas. Sem bafômetro. Deveria haver alguma explicação para isso, não é?! Aécio venceu na Capitania Hereditária do PSDB, São Paulo, também sudeste, e Roraima, o Estado brasileiro mais ao norte. O Sudeste bovino deu 36,5% dos votos obtidos por Dilma. Portanto, o argumento geográfico só se sustenta em cabeça oca preenchida de merda. Só mais uma lembrança aos paulistanos. Em 2012, quando Fernando Haddad venceu José Serra, foi só com votos de nordestinos?!

    Veja a distribuição dos votos da Dilma, por Região:

    Votos por região_thumb[2]

    Segundo, nos Estados do Sul Aécio venceu, por pequena margem, mas venceu. Mas os mais de 40% dos sulistas que votaram na Dilma são nordestinos? Lembrando o filósofo Sêneca, “quando ouço certos argumentos sinto inveja dos surdos“. Nem poderia ser diferente. Como poderia vencer num Estado preconceituoso e racista como o RS? Não é por acaso que o único clube excluído de uma competição nacional por racismo seja do RS. Também não é mera coincidência que um deputado racista e homofóbico como Luis Carlos Heinze tenha sido eleito com tantos votos no RS.

    Terceiro, o argumento da Bolsa Família, que, aliás, o Aécio prometeu não só manter como aumentar o valor. Será que 70% dos nordestinos e 40% dos sulistas, que votaram em Dilma, recebem bolsa família?! Conheço muita gente que, por ter filho menor de 21 anos deduz, mensalmente, da base de cálculo do imposto de renda R$ 179,71 por filho, o que corresponde a R$ 49,42 por mês. Além disso, também pode deduzir despesas com educação, pelo mesmo filho, R$ 3.230,46 na declaração do ajuste anual, o que corresponde, por mês R$ 74,03. Ora, a Bolsa Família é de apenas R$ 70,00 (setenta reais) por filho, condicionado a frequência escolar. Portanto, quem já tem condições financeira tem uma Bolsa Família de (74,03+ 49,42) R$ 123,45. Numa conta simples, todo aquele que, tendo um filho menor de 21 anos, recebe um rendimento superior a R$ 4.463,81 mensais deixa de pagar (R$ 3.230,46 x 27,5% = R$ 888,38, por ano)+ (R$ 179,71 x 27,5% = R$ 49,42, por mês) R$ 123,45 por mês a título de imposto de renda. Quem tem um filho menor de 21 anos tem um privilégio privilégio não concedido a quem não tem filho. Se alguém tem um rendimento inferior aos R$ 4.463,81, seja inferior à tributação de 27,5%, o benefício é menor. Como se vê, mais ganha, mais benefício. O ódio ao Bolsa Família não é só preconceito, mas egoísmo e, principalmente, ignorância.

    Conclusão 1: tanto mais se expõem com raciocínios toscos, que não guardam qualquer relação com a realidade, muito menos com a geografia, chego à conclusão que a manada amestrada pela velha mídia golpista, de tanto ódio, está defecando pela boca.

    Conclusão 2: as manifestações de ódio contra nordestinos somente vão acabar com prisão dos criminosos, amamentados pelos bovinos da velha mídia.

    Perdeu, playboy!

    Filed under: Bandidagem,Eurídice,Golpismo,Orfeu,Veja — Gilmar Crestani @ 9:18 am
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    Orfeu desceu aos infernos mas não logrou salvar Eurídice, simplesmente porque nem sempre o crime compensa.

    Orfeu e EuridiceAbandonei o feicebuque, nos últimos dias da campanha, por vergonha alheia. Foi como se, ao estender a mão para cumprimentar um amigo, levasse um soco no estômato. Ao defenderem o método de que os fins justificam os meios, fizeram-se carrascos voluntários da bandidagem.

    Não tenho mais tempo de vida para ter comiseração de lacaio de bandidos. A filhadaputice da Veja, feita para ser usada pelo Aécio Neves, teve boa recepção a quem não conseguiu, durante toda a campanha eleitoral, produzir um único parágrafo próprio com sujeito, verbo e predicado. Aos que, por dislexia, só reproduziram as idiotices espalhadas pelo Álvaro Dias e pelo delegado paranaense, Fernando Francischini (Partido Só De Bandidos-PSDB, que agora atende por SDD, Só De Doidos!), só tenho a dizer: perderam, idiotas!

    Quem tem dois notórios facínoras da política brasileira por ídolos não merece meu respeito. Por que dos dois não há um registro sequer de qualquer contribuição à “res publica”. Nenhuma proposta, projeto ou seja lá o que for para melhorar o nível da política brasileira. Até poderia comemorar, porque a vitória de Dilma se deve mais ao baixo nível destes do que aos méritos dela.

    Vale para a direita hidrófoba do feicebuque o mesmo conceito que tenho usado em relação à literatura: meu tempo é muito precioso para me aventurar na descoberta de novos autores. Prefiro reler clássicos.

    A Revista Veja está para Orfeu como Aécio está para Eurídice. A Veja já foi música para os ouvidos da classe média descolada, aquela classe média anterior à presença incômoda dos novos ricos. A classe média que é contra políticas sociais para os que necessitam, mas são apaixonados pela Eurídice dos favores públicos a própria família, como Aécio Neves. A partir do momento em que uma nova classe média ascendeu, a revista da NASPERS começou a padecer os pecados de Orfeu. O que antes era música para ouvidos excludentes do paraíso, virou flauta para cima dos penetras que ousaram compartilhar aeroportos, Cancun e Miami. Como diria aquele legítimo representante da descida da Veja aos infernos, Luis Carlos Prates, agora todo mundo pode ter carro… É neste momento que Orfeu, apaixonado,  perde a mimada Eurídice.

    Eurídice Neves foi picada pela serpente do ódio, desceu ao mais baixo degrau do Hades. Recrutou seus muitos Carontes (Arnaldo Jabor, Reinaldo Azevedo, Eliane Cantanhêde, Merval Pereira, Rodrigo Constantino, Lobão) para jogar os beneficiários do Bolsa Família do outro lado Aqueronte, onde Cérbero, o cão de muitas cabeças da Rede Globo, os devorasse pelo preconceito espraiado por FHC: “os nordestinos são burros e desqualificados”.

    Haverá maior ignorância do que alterar a geografia para botar Minas Gerais e Rio de Janeiro no Nordeste?! Coincidentemente, os dois Estados considerados a primeira e a segunda casa de Eurídice Neves? Caberia à Revista Veja explicar por que, exatamente nos dois Estados que melhor o conhecem, Aécio Neves perdeu. Se à Veja sobrar qualquer resquício do que um dia se chamou jornalismo, mostrará porque a vantagem de Dilma em Minas Gerais foi suficientes para derrotar Aécio.

    Para tentar moldar, a partir do pó, uma candidatura com os pés atolados no ódio e na mentira, a Veja desceu ao último degrau. E só poderá voltar se a deusa Têmis não for mais uma vez conspurcada por Gilmar Mendes, uma das muitas cabeças do cão Cérbero. Ou a tentativa de golpe será punida ou servirá de jurisprudência para novas e mais diretas tentativas.

    Uma coisa é atravessar o Aqueronte ciceroneado pela sabedoria de Virgílio, como faz Dante na Divina Comédia. Outra, muito diferente, é trazer Eurídice Neves de volta do inferno, que lá desceu ao se deixar picar pela serpente do ódio e da mentira, sem poder contar com a ajuda do moribundo Orfeu, cuja música já não passa de uma marcha fúnebre.

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