Ficha Corrida

29/09/2016

Concurso de psicopatas

PsicopatasQuem tem Daltan Dallagnol comandando powerpoint  pode muito bem ter Claudio Roberto Baldaque Guimarães na segurança. Aliás, ambos são como a faca e o queijo nas mãos da psiquiatria. As serpentes pululam nos aeroportos, hospitais e restaurantes devido ao ódio vendido pela Rede Globo. Fosse hoje, Freud não precisaria recorrer aos arquétipos gregos. Sobejam exemplos que ultrapassam a vã mitologia…

A obsessiva caçada ao grande molusco que Henfil registrou já nos anos 80, mostra e comprova que os psicopatas saíram das ruas mediante concurso público (Douglas Kirchner, Janaina Paschoal). E, para sobrevivermos, temos de aprender com eles. Não basta, como nos ensinou a Márcia Tiburi, aprender a falar com fascistas, temos também de aprender a como não nos deixar levar pela lábia patológica.

Algumas revelações recentes assustam por acontecerem no alvorecer do século XXI, e precisam ser logo dominadas para que possamos manter ilesa nossa saúde mental.

É desolador saber que a mais alta corte do país faz chicana, como admitiu aquele ministro capturado mediante o uso de estatueta pela Rede Globo, para condenar José Genoíno.  Pior, sabidamente inocente, foi condenado para justificar a condenação de outros porque contra eles não havia provas, só convicção… Tardiamente revelada por Eugênio Aragão, a trama faz Hannibal Lecter, no filme O Silêncio dos Inocentes, parecer um personagem de história de carochinha. Há menos filosofia que psicopatia no fascismo persecutório. Se acharmos pouco a fundamentação legal registradas nos anais da pantomima “não tenho provas mas a literatura jurídica me permite”, a recente revelação no sentido de que a convicção prescinde de provas  quando se trata de caçar Lula, só pode ser explicada mediante o uso de um personagem da mitologia grega, Procusto.

Como sabemos, este bandoleiro da mitologia grega também tinha um critério sui generis de fazer justiça. Suas vítimas eram estendidas numa cama: os mais curtos, espichava até caber na cama; os maiores, cortava para que também coubessem nos limites dela. Pode não ser mera coincidência que este também seja o método jornalístico empregado pela Rede Globo, como revelou Rubens Ricúpero no escândalo da Parabólica, teúda e manteúda dos caçadores do grande molusco.

A frieza psicopática está em não se avexar com a prisão, por exemplo, de Marice Lima, cujo único indício de crime consistia em ser cunhada de um petista, Vaccari. Agora, a mesma corporação que colocava tarja preta encima do nome de seus parceiros, revela que a sigla JD, usada para condenar José Dirceu à prisão, não se referia a José Dirceu. Não tenho provas, mas tenho a convicção que vislumbraram naquela sigla um porrete com muitos pregos. Um pau pra toda obra, pra condenar Dirceu, quando isso era útil, como para condenar Palocci, quando fosse conveniente.

Este aparente primarismo assusta porque equivaleria a me condenar por encontrar na Lista de Furnas o nome Gilmar. Assusta porque um caso escabroso, ao invés de provocar mudança ou precaução, leva a outro. Não bastasse um agente usar a imagem da Presidenta para praticar tiro ao alvo, agora essa da empresa de um psicopata para fazer segurança institucional.

Cadê a sabedoria que vem dos romanos de que à mulher de César não basta ser honesta, também tem que aparentar honestidade?! Será que isso só diz respeito ao Lula?!

Mas se isso já é muito, não é tudo. São exemplos que parecem ser feitos de caso pensado, como aquela de colocar na linha de frente um agente com tornozeleira, condenado por contrabando. O que as instituições estão sinalizando para a sociedade ao colocar na linha de frente um contrabandista? Ora, que não só abraçam, corporativisticamente falando, a causa de um membro transgressor, como também sinalizam aos contrabandistas uma condescendência impensável em instituições sadias, exatamente incumbidas de inibir o contrabando. E se fôssemos aplicar aí a tal da teoria do domínio do fato?!

Para se ter uma ideia da psicopatia em curso basta que pensemos o que aconteceria se a selvageria do Baldaque tivesse sido praticada por alguém contratado do Instituto Lula?! Quantas reportagens renderia no Jornal Nacional. Quantas ações seriam abertas pelos concursados que confundiam Hegel com Engels!

A patologia persecutória se releva na crença de que os meios justificam os fins. Por estes exemplos, vê-se que a moral de ocasião equivale ao hímen complacente das virgens de puteiro.

Vão responsabilizar o agressor de Lindbergh, que presta serviços ao MPF? Veja o “valentão” que dá tiros para o ar

Por Fernando Brito · 28/09/2016

baldaque

A jornalista Laura Capriglione, cara amiga dos Jornalistas Livres, identificou o agressor do senador Lindberh Farias e de sua mulher, na saída de um restaurante na Zona Sul do Rio,  na noite de sexta-feira: é Claudio Roberto Baldaque Guimarães, já envolvido em atos violentos e confusões com arma de fogo.

O Tijolaço foi atrás e descobriu que Baldaque não é apenas um arruaceiro a mais, como poderia parecer.

É um empresário de segurança e de “despachos aduaneiros”, além de vender serviços terceirizados.

Entre seus clientes como “segurança” está… o Ministério Público Federal, aqui do Rio, como mostrou ontem à noite o Viomundo. Pelo menos é o que consta da página da empresa, corroborado por um contrato anual de R$ 1,5 milhão, referente ao ano passado.

Baldaque – aliás, toda a família – está metido com segurança privada e, portanto, sujeito à fiscalização da Polícia Federal. Não é figura desconhecida no meio, até porque é integrante da diretoria do Sindicato das Empresas de Segurança do Rio de Janeiro.

Tem, portanto, a condição de “comandante” de centenas de homens armados.

Não é coisa que possa ser desconsiderada diante do histórico de um homem que exibe-se embriagado e faz disparos de arma de fogo na frente de restaurantes.

Veja o vídeo do episódio, em 2015.

A Polícia está desafiada a ir atrás dele.

E o Senado a exigir da Polícia Federal explicações sobre as condições de alguém assim dirigir uma empresa de homens armados.

Se o dono faz este tipo de coisa, o que fariam seus subordinados?

Vão responsabilizar o agressor de Lindbergh, que presta serviços ao MPF? Veja o "valentão" que dá tiros para o ar – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

06/06/2016

Putsch no Chapeuzinho Vermelho

Lobo e CordeiroChegamos a um ponto em que a ignorância instrumental de uns e a safadeza institucional de outros torna possível que um grupo de cleptocratas assaltem o Planalto Central. Pior, que haja aceitação deste fato por muitas pessoas com formação universitária. Jogaram no lixo as lições de Montesquieu, Norberto Bobbio, Rui Barbosa e Raimundo Faoro. Só a literatura fantástica ou os contos de fada, tamanho o nonsense, poderão nos auxiliar a entender como se chegou ao ponto de deixar o mundo perplexo com nossa República das Bananas. A velha mídia, que deveria nos ajudar a entender o momento atual, é parte deste teatro do absurdo. Nem o Ubu Rei, do Alfred Jarry, com sua ‘Patafísica, "a ciência das soluções imaginárias", pode explicar!

Abaixo as táticas se Sun Tzu, Maquiavel ou Napoleão. Tudo aqui é muito rasteiro, rastaquera. A tal ponto que o único país a reconhecer o golpe, até agora, é o…. Paraguai! O inelegível conspira e destitui. Por isso, golpe paraguaio. O verniz da legalidade é dado por um bando de cleptocratas que não passa nem em teste para porteiro de inferninho. Para se ter uma ideia, um dos soldados do golpe se chama Eliseu Rima Rica. Para meio entendedor, a quantidade de envolvidos e malversação do dinheiro público, quadrilha é rima pobre.

As fábulas infantis usam animais, em formas antropomorfas, para passar lições. Sim, os animais dos contos infantis tem mais humanidade de, por exemplo, Ministro que se recusa aceitar aborto até de vítima de estupro. Ah, sim, o momento atual também diz que em caso de estupro a vítima sempre é a culpada. Não por acaso, confesso estuprador em rede nacional, é recebido com pompa e circunstância no… Ministério da Educação!

Como até a agora a versão do Lobo não deu certo, de-lhe por culpa na mulher. Não há desfaçatez maior do que por a culpa do próprio estupro na vítima. Como o rei dos golpismo estão nus, faz-se necessário descontruir Dilma. A destruição de Dilma aparece todos os dias nos jornais. Um dia a culpa recai porque seu vestido vermelho, outro porque estava pedalando sozinha. Se está solteira, por aí também se busca justificar o estupro.  Não é sem razão que o estupro coletivo de 30 homens tenha ainda quem bote a culpa na vítima. Os jornais, ao publicarem que ela fazia isso ou aquilo, que não tinha ficha limpa, busca fazer crer que a vítima buscou e fez por merecer o estupro. Dilma é culpada, e, diante dos lobos famintos por abstinência eleitoral, terá de expiar a culpa. Se não foi ela, foi sua família, seu partido, seu antepassado de lutadora contra a ditadura. Ela era guerrilheira, rosnam as hienas. E sabemos que a hienas riem. Talvez por ser um animal que come merda…

Veja-se o caso da Dilma. Todo mundo conhece, todo mundo sabe que o primeiro a ser comido é o Aécio, mas para a bandidagem instalada no PIG o que conta é que existe a possibilidade de que o cabeleireiro possa ter sido pago por formas não oficiais. Não importa 450 kg de cocaína, não importa quantas vezes o cara for delatado, não importam os paraísos de Liechtenstein. De que adianta saber dos relacionados nas Lista de Furnas, na Lista Falciani do HSBC, no Panama Papers, nas Operações Pavlova, Operação Ouro Verde (Portocred), Operação Zelotes. Dilma não está em nenhuma delas, mas todos os que estão nestas listas saem-se com a famosa frase do Lobo e do Cordeiro:

— Pois se não foi seu irmão, foi seu pai ou seu avô!

Os midiotas, e não há fato melhor para ilustrar este termo, do que o desejo de exorcizarem a cor vermelha. Ciclovias não podem ser pintadas de vermelho, mesmo que esse seja o padrão mundial. Bonito é o escudo da CBF nas camisas verde amarelas, símbolo do que há de mais podre neste país.

Não basta cortar os caminhos da Presidenta, também precisam lhe roubar a cesta de doces. Adeus programas sociais.

Depois da destituição do Presidente da EBC, em breve retorna a proibição do Chapeuzinho Vermelho, do Vermelho e o Negro. O Internacional, meu clube, só poderá entrar em campo com a cor branca.

Mas há algo ainda pior do que os lobos em pele de cordeiro. É o parasitismo do caçador, que espera o lobo matar o cordeiro para, sem nenhum esforço, ficar com a carcaça.

O golpe do lobo na chapeuzinho vermelho contou com a cumplicidade do caçador. Os dentes do lobo produziram, mas a ordem veio dos derrotados das últimas eleições!

O pré-sal é seu biscoito de amestrado!

01/06/2016

Prometeu Acorrentado

OBScena: a águia rouba nosso pré-sal da mesma forma com que comia o fígado de Prometeu.

tio samNa peça de Ésquilo, a história é sobre deuses. O semi-humano Prometeu está preso a rocha e seu fígado é comido pelas águias. Eu diria, urubus. Zeus recusou aos homens os seus dons, da mesma forma que pensou envia-los todos ao inferno. Entre os dons que Prometeu deu aos homens estava o de poderem escapar da morte. Mas o maior benefício que Prometeu concedeu aos seres humanos foi o fogo. Com o fogo se espanta animais ferozes, mas também se prepara os alimentos. Por esse motivo Prometeu sabia que iria ser punido por Zeus. Ao salvar milhões da miséria, como fez com o programa Fome Zero, Lula desencadeou a ira dos deuses. Numa República de Bananas ajudar pessoas a sair da miséria é crime capital é quem ousar merece ter o fígado comido em vida.

Não há almoço grátis, escreveu Milton Friedman. A obsessiva caçada ao Grande Molusco terá de aumentar o preço do botim para manter a rédea nos capitães-de-mato. Mas há um dilema. Se esticar demais a corda, perde a construção da prova. Se não apertar, ele fala o que não é música para os ouvidos dos caçadores.

O edital foi lançado: se matar, 450 kg de argumentos e 300 virgens em Liechtenstein. Se também trouxer a cabeça, apartamento em Miami e papel higiênico made in Panama Papers pro resto da vida. Em caso de a Estória bater com os desejos dos ventríloquos do Tio Sam, há uma lista de presentes à espera em diversos lugares: Lista Falciani do HSBC na Suíça; Lista Odebrecht com Marcelo & Famiglia; Lista de Furnas com os políticos de Minas Gerais

A informação do direcionamento da delação seria apenas uma patacoada de bolivarianos não fosse o fato de sair dos mesmos fornos crematórios que transformaram o Brasil numa República das Bananas. Sem provas, as hienas piram…

Enquanto caçam Lula, Eduardo CUnha deita e rola pra cima do orçamento público como rato em queijo suíço.

Para quem achava muito ver a plutocracia instalar a mais abjeta cleptocracia, ainda não viu nada. Cenas trash podem sair nos próximos capítulos.

A história do Brasil está sendo escrita para pessoas de pouco cérebro, estômato forte e nenhum escrúpulo. Ainda bem que, para se acabar, há promessa de uma felação premiada…

Como na tragédia, querem o fígado de Lula, vivo ou morto. Sua salvação depende de filiação ao PSDB. Seria seu passaporte para viver em paz.

Delação de sócio da OAS trava após ele inocentar Lula

José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, em depoimento à CPI da Petrobras no ano passado

MARIO CESAR CARVALHO
BELA MEGALE
DE SÃO PAULO

01/06/2016 02h00

As negociações do acordo de delação de Léo Pinheiro, ex-presidente e sócio da OAS condenado a 16 anos de prisão, travaram por causa do modo como o empreiteiro narrou dois episódios envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A freada ocorre no momento em que OAS e Odebrecht disputam uma corrida para selar o acordo de delação.

Segundo Pinheiro, as obras que a OAS fez no apartamento tríplex do Guarujá (SP) e no sítio de Atibaia (SP) foram uma forma de a empresa agradar a Lula, e não contrapartidas a algum benefício que o grupo tenha recebido.

A versão é considerada pouco crível por procuradores. Na visão dos investigadores, Pinheiro busca preservar Lula com a sua narrativa.

O empresário começou a negociar um acordo de delação em março e, três meses depois, não há perspectivas de que o trato seja fechado.

Pinheiro narrou que Lula não teve qualquer papel na reforma do apartamento e nas obras do sítio, segundo a Folha apurou. A reforma do sítio, de acordo com o empresário, foi solicitada em 2010, no último ano do governo Lula, por Paulo Okamotto, que preside o Instituto Lula. Okamotto confirmou à PF que foi ele quem pediu as obras no sítio.

Já a reforma no tríplex do Guarujá, pela versão de Pinheiro, foi uma iniciativa da OAS para agradar ao ex-presidente. A empresa gastou cerca de R$ 1 milhão na reforma do apartamento, mas a família de Lula não se interessou pelo imóvel, afirmou ele a seus advogados que negociam a delação, em versão igual à apresentada por Lula.

CORRIDA

Condenado em agosto do ano passado por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, Pinheiro corre para fechar um acordo porque pode voltar para a prisão neste mês, quando o TRF (Tribunal Regional Federal) de Porto Alegre deve julgar o recurso de seus advogados.

O risco de voltar à prisão deve-se à mudança na interpretação da lei feita pelo Supremo Tribunal Federal em fevereiro deste ano, de que a pena deve ser cumprida a partir da decisão de segunda instância. Ele ficou preso por cerca de seis meses.

A decisão da Odebrecht de fazer um acordo de delação acrescentou uma preocupação a mais para Pinheiro.

Os procuradores da Lava Jato em Curitiba e Brasília adotaram uma estratégia para buscar extrair o máximo de informação da Odebrecht e OAS: dizem que só vão fechar acordo com uma das empresas. E, neste momento, a Odebrecht está à frente, segundo procuradores.

A OAS e o Instituto Lula não quiseram se pronunciar.

30/03/2016

Quem finaCIA a caçada ao Lula?

Sim, temos de perguntar o preço da caçada. Afinal, como disse Milton Friedman, “não existe almoço grátis”. A mobilização deste exército de incursão alma a dentro de um homem tem, para além da remuneração de seus agentes, o preço da logística. A invasão de sua vida e de seus familiares já é, por si só, um excesso. Executar várias vezes, pelos mais variados vieses, denota uma obsessão para lá de doentia. Nenhuma ficção conseguiu prever tamanho arsenal envolvido numa caçada humana. Nem nos faroestes se viu tamanha obsessão na perseguição a bandidos. O drama é que o caçado não tem sequer uma acusação formal da qual possa se defender.

Qual o custo em diárias, auxílio refeição, auxílio alimentação, hospedagens, gastos com aluguéis, combustíveis, telefones? Quantas bolsas famílias poderiam ter sido pagas com o salário dos seus perseguidores? Afinal, se em tanto tempo não conseguiram sequer uma açãozinha que justificasse tantos gastos, temos de admitir que ou são incompetentes, ou que, sim, é só perseguição?! Não seria o caso de se pensar pelo desligamento do serviço público deste exército de incompetentes?! Até porque são os impostos que a população paga que sustenta esta matilha de incompetentes.

Quanto tempo os agentes de perseguição perderam perseguindo Lula? Por que não houve o mesmo afinco para esclarecer quem era o dono do jatinho que vitimou Eduardo Campos? Por que ninguém se interessou para esclarecer a quem pertencia os 450 kg de cocaína do heliPÓptero? Por que estes mesmos agentes não fizeram e não fazem o mesmo em relação ao Aécio Neves, octa deletado? Por que Eduardo CUnha, mesmo com a avalanche de documentos repassados pela Suíça continua sendo o agente executor deste complô?

Por que todos os delatados nas enésimas operações da Vaza a Jato não são devassados como o foi Lula? O que a mulher de Eduardo CUnha, Cláudia Cruz, e a irmã de Aécio Neves, Andrea Neves, não são devassadas se existe contra elas acusações e provas consistentes? Seria porque fazem parte do exército de caça ao Lula os crimes praticados pelos comparsas não vem ao caso?

Por que tanto ódio? Simples, e tomando por parâmetro as pessoas próximas a mim que o odeiam, o ódio a Lula deve-se a sua ousadia de implementar políticas sociais. A decisão da Rede Globo em publicar um petardo chamado “Não somos racistas” só para servir de instrumento contra as políticas raciais já demonstra de onde vem o ódio. As cotas raciais, as políticas públicas que permitem a ascensão e emancipação de classes sociais menos privilegiadas via acesso às universidades públicas foi como se Lula tivesse dado um soco no estômago de quem tinha na universidade pública seu direito adquirido.

Os privilegiados odeiam dividir o que eles entendem como sendo seus por direito divino, com “subalternos”… Como se em cidadania houvesse hierarquia!

Eraldo Peres:

Instituto Lula divulgou nesta terça-feira uma nota em três idiomas (português, inglês e espanhol) para rebater as suspeitas levantadas contra o ex-presidente pelo Ministério Público e pela Polícia Federal:  ‘O ex-presidente Lula não é réu, ou seja: não responde a nenhuma ação judicial que o acuse de ter praticado algum crime. Levar o ex-presidente Lula ao banco dos réus é, sim, o objetivo da plutocracia, do mass media e de agentes partidarizados da Polícia e do Ministério Público, que representam exceções dentro destas Instituições’, afirma o ex-presidente

30 de Março de 2016 às 05:14

247 – O Instituto Lula divulgou nesta terça-feira uma nota em três idiomas (português, inglês e espanhol) para rebater as suspeitas levantadas contra o ex-presidente pelo Ministério Público e pela Polícia Federal:  ‘O ex-presidente Lula não é réu, ou seja: não responde a nenhuma ação judicial que o acuse de ter praticado algum crime. Levar o ex-presidente Lula ao banco dos réus é, sim, o objetivo da plutocracia, do mass media e de agentes partidarizados da Polícia e do Ministério Público, que representam exceções dentro destas Instituições’, afirma o ex-presidente. Leia abaixo:

NOTA À IMPRENSA

1) LULA NÃO É RÉU, NÃO COMETEU NENHUM CRIME NEM É INVESTIGADO PELA JUSTIÇA

Em inglês: http://www.institutolula.org/en/lula-is-not-a-defendant-nor-is-he-being-investigated-by-justice

Em espanhol: http://www.institutolula.org/es/lula-no-es-acusado-y-no-ha-sido-investigado-por-la-justicia

No Brasil, a função de investigar é da Polícia e do Ministério Público. A função de denunciar é exclusiva do Ministério Público, de seus promotores e procuradores.

No Brasil, juízes não investigam, não acusam, não denunciam. Juízes julgam. E só participam de investigações indiretamente, autorizando ou não atos invasivos (apreensões, escutas) e coercitivos (conduções, prisões temporárias) formalmente solicitados pelo Ministério Público e pela Polícia.

Somente depois que o Ministério Público apresenta denúncia formal, e se essa denúncia for aceita por um juiz, é que um cidadão torna-se réu, ou, como se diz popularmente, torna-se acusado.

O ex-presidente Lula não é réu, ou seja: não responde a nenhuma ação judicial que o acuse de ter praticado algum crime.

A denúncia apresentada contra ele por três promotores de São Paulo notoriamente facciosos, a partir de um inquérito considerado ilegal pelo Conselho Nacional do Ministério Público, não foi aceita pela Justiça. Portanto, não há ação nem réu.

O ex-presidente Lula não é acusado nem mesmo investigado, porque esta figura não existe no direito brasileiro. Aqui investigam-se fatos, não pessoas. Policiais e promotores que fazem acusações a pessoas em entrevistas, fora dos autos, cometem crime.

Levar o ex-presidente Lula ao banco dos réus é, sim, o objetivo da plutocracia, do mass media e de agentes partidarizados da Polícia e do Ministério Público, que representam exceções dentro destas Instituições.

Mas nenhum desses agentes apresentou uma acusação fundamentada para justificar a abertura de ação penal contra o ex-presidente. E não apresentou porque Lula sempre agiu dentro da lei, antes, durante e depois de ser presidente da República.

Os únicos juízes que um dia condenaram Lula eram membros de um tribunal de exceção, criado pela odiosa Lei de Segurança Nacional da ditadura militar.

Em 1980, Lula foi preso porque lutava pela democracia e pelos trabalhadores.

2) LULA É O ALVO DE UMA CAÇADA PARAJUDICIAL

Em mais de 40 anos de vida pública, a vida do ex-presidente Lula foi vasculhada em todos os aspectos: político, fiscal, financeiro e até pessoal.

Desde a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, um exército de jornalistas, policiais, promotores, procuradores e difamadores profissionais está mobilizado com o objetivo de encontrar um crime – qualquer um – para acusar Lula e, dessa forma, afastá-lo do processo político.

Nada menos que 29 procuradores e promotores de 5 instâncias já se envolveram nesta verdadeira caçada parajudicial, além de 30 auditores fiscais da Receita Federal e centenas de policiais federais.

Os movimentos desse exército tornaram-se frenéticos em meados do ano passado, quando ficou claro que as investigações da Operação Lava Jato não alcançariam o ex-presidente.

Nenhuma conta bancária, nenhuma empresa, nenhuma delação, nada liga Lula aos desvios investigados em negócios milionários com poços de petróleo, navios, sondas, refinarias. Nada.

Desde então, Lula, sua família, o Instituto Lula e a empresa LILS Palestras tornaram-se alvo de uma avalanche de inquéritos e fiscalizações por parte de setores do Ministério Público, da Polícia Federal e da Receita Federal:

  • 4 inquéritos abertos por procuradores federais de Brasília e do Paraná;
  • 2 inquéritos diferentes sobre os mesmos fatos, abertos por procuradores federais e do estado de São Paulo, o que é inconstitucional;
  • 3 inquéritos policiais abertos pela Polícia Federal em Brasília e no Paraná;
  • 2 ações de fiscalização da Receita Federal;
  • Quebra do sigilo fiscal e bancário de Lula, do Instituto Lula, da LILS Palestras e de mais 12 pessoas e 38 empresas de pessoas ligadas ao ex-presidente;
  • Quebra do sigilo telefônico e das comunicações por internet de Lula, de sua família, do Instituto Lula e de diretores do Instituto Lula; até mesmo os advogados de Lula foram atingidos por esta medida ilegal;
  • 38 mandados de busca e apreensão nas casas de Lula e de seus filhos, de funcionários e diretores do Instituto Lula, de pessoas ligadas a ele, executados com abuso de autoridade, apreensões ilegais e sequestro do servidor de e-mails do Instituto Lula;

Nos últimos 10 meses, Lula prestou 4 depoimentos à Polícia Federal e ao Ministério Público e apresentou informações por escrito em 2 inquéritos.

Lula prestou informações ao Ministério Público sobre todas as suas viagens internacionais, quem o acompanhou, onde e quando se hospedou, como foram pagas essas despesas, as pessoas com quem se encontrou nessas viagens, inclusive chefes de estado e de governo; sobre as palestras que realizou, onde, quando e contratado por quem; o Instituto Lula e a empresa LILS Palestras prestaram informações ficais, bancárias e contábeis de todas suas atividades;

Apesar de ter cumprido todos os mandados e solicitações e de ter prestado esclarecimentos às autoridades até voluntariamente, Lula foi submetido, de forma ilegal, injustificada e arbitrária, a uma condução coercitiva para depoimento sem qualquer intimação anterior;

Lula foi alvo de um pedido de prisão preventiva, de forma ainda mais ilegal, injustificável e arbitrária, pedido que foi prontamente negado pela Justiça.

Ao longo desses meses, agentes do estado vazaram criminosamente para a imprensa dados bancários e fiscais de Lula, de seus filhos, do Instituto Lula e da LILS Palestras.

Por fim, o juiz Sergio Moro divulgou ilegalmente conversas telefônicas privadas do ex-presidente Lula, sua mulher, Marisa Letícia, e seus filhos, com diversos interlocutores que nada têm a ver com os fatos investigados, inclusive com a presidenta da República.

Conversas entre advogados e clientes também foram divulgadas pelo juiz Moro, rompendo um dogma mundial de inviolabilidade das comunicações.

Nenhum líder político brasileiro teve sua intimidade, suas contas, seus movimentos tão vasculhados, num verdadeiro complô contra um cidadão, desrespeitando seus direitos e negando a presunção da inocência.

E apesar de tudo, não há nenhuma ação judicial aberta contra Lula, nenhuma denúncia do Ministério Público Federal, nenhuma ação da Receita Federal por crime tributário ou fiscal.

O resultado desse complô de agentes do estado e meios de comunicação é a maior operação de propaganda opressiva que já se fez contra um homem público no Brasil.

Foi a incitação ao ódio contra a maior liderança política do País, num momento em que o Brasil precisa de paz, diálogo e estabilidade política.

3) LULA NÃO FOGE DA JUSTIÇA; LULA RECORRE À JUSTIÇA

O ex-presidente recorreu sistematicamente à Justiça contra os abusos e arbitrariedades praticadas por agentes do estado, difamadores profissionais e meios de comunicação que divulgam mentiras a seu respeito.

A defesa de Lula solicitou e obteve a abertura de Procedimentos Disciplinares no Conselho Nacional do Ministério Público contra dois procuradores da República que atuaram de forma facciosa;

Apresentou ao CNMP e obteve a confirmação de ilegalidade na abertura de inquérito por parte de promotores do Ministério Público de São Paulo;

Apresentou ao STF e aguarda o julgamento de Ação Cível Originária, com agravo, para definir a quem compete investigar os fatos relacionados ao sítio Santa Bárbara e ao Condomínio Solaris;

Recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo e aguarda julgamento contra decisão da juíza da 4a Vara Criminal sobre o mesmo conflito de competência;

Apresentou ao STF habeas corpus contra decisão injurídica do ministro Gilmar Mendes, corrigida e revogada pelo ministro Teori Zavascki em mandado de segurança da Advocacia Geral da União;

Apresentou ao STF recurso contra decisão do ministro Gilmar Mendes que o impede de assumir o cargo de Ministro de Estado, embora Lula preencha todos os requisitos constitucionais e legais para esta finalidade;

Apresentou ao juiz Sergio Moro 4 solicitações de devolução de objetos pessoais de noras e filhos de Lula, apreendidos ilegalmente pela Polícia Federal.

É nas instituições que Lula se defende dos abusos e, neste momento, quem deve explicações ao STF não é Lula, é o juiz Sergio Moro; e quem tem de se explicar ao Conselho Nacional do Ministério  Público são dois procuradores do Ministério Público Federal.

Contra seus detratores na imprensa, no Congresso Nacional e nas redes subterrâneas de difamação, os advogados do ex-presidente Lula apresentaram:

  • 6 queixas crime;
  • 6 interpelações criminais;
  • 9 ações indenizatórias por danos morais;
  • 5 pedidos de inquéritos criminais;
  • e formularam duas solicitações de direito de resposta, uma das quais atendida e outra, contra a TV Globo, em tramitação na Justiça.

Quem deve explicações à Justiça e à sociedade não é Lula; são os jornais, emissoras de rádio TV que manipularam notícias falsas e acusações sem fundamento de procuradores e agentes de estado notoriamente facciosos.

4) LULA NÃO PEDIU NEM PRECISA DE “FORO PRIVILEGIADO”

É importante esclarecer que a prerrogativa de foro (erroneamente chamada de foro privilegiado) do STF se exerce sobre parlamentares, ministros do governo, presidente e vice-presidente da República e membros dos tribunais superiores.

Neste caso, processos e julgamentos são feitos diretamente na última instância, o que não permite recursos a outras cortes ou juízes.

Lula tem o compromisso de ajudar a presidenta Dilma Rousseff, de todas as formas possíveis, para que o Brasil volte a crescer e gerar empregos, num ambiente de paz, estabilidade e confiança no futuro.

A convocação da presidenta Dilma para Lula ser ministro veio depois, e não antes, de o juiz Sergio Moro autorizar uma série de arbitrariedades contra Lula: violação de domicílio, condução coercitiva injustificada, violação de garantias da família e de colaboradores do ex-presidente.

Não existe nenhum ato ou decisão judicial pendente de cumprimento que possa ser frustrada pelo fato de Lula assumir o cargo de ministro.

E além disso: a mais grave arbitrariedade cometida pelo juiz Sergio Moro – pela qual ele está sendo chamado a se explicar na Suprema Corte – ocorreu no momento em que o ex-presidente Lula detinha a prerrogativa de foro.

Momentos depois de Lula ter sido nomeado ministro, a Força Tarefa da Lava Jato grampeou ilegalmente uma conversa entre ele e a presidenta Dilma, conversa que foi divulgada quase instantaneamente pelo juiz Moro.

Ou seja: nem mesmo nas poucas horas em que foi ministro Lula ficou a salvo das arbitrariedades do juiz – nem ele nem a presidenta da República.

Não existe salvo-conduto contra a arbitrariedade. Contra a arbitrariedade existe a lei.

Para garantir seus direitos, Lula recorre e continuará recorrendo à Justiça em todas as instâncias, todos os tribunais, pois juízes tem de atuar como juízes desde a mais alta Corte à mais remota comarca.

Além disso, as fortes reações – dentro e fora do Brasil – à condução coercitiva de Lula e ao grampo ilegal da presidenta servem de alerta para que novas arbitrariedades não sejam cometidas neste processo.

5) SÃO FALSAS E SEM FUNDAMENTO AS ALEGAÇÕES CONTRA LULA

Em depoimentos, memoriais dos advogados e notas do Instituto Lula, o ex-presidente Lula esclareceu os fatos e rebateu as alegações de seus detratores.

Lula entrou e saiu da Presidência da República com o mesmo patrimônio imobiliário que possuía adquirido em uma vida de trabalho desde a infância.

Não oculta, não sonega, não tem conta no exterior, não registra bens em nome de outras pessoas nem de empresas em paraísos fiscais.

Um breve resumo das respostas às alegações falsas, com a indicação dos documentos que comprovam a verdade:

Apartamento no Guarujá: Lula não é nunca foi dono do apartamento 164-A do Condomínio Solaris, porque a família não quis comprar o imóvel, mesmo depois de ele ter sido reformado pelo verdadeiro proprietário. Informações completas em: http://www.institutolula.org/documentos-do-guaruja-desmontando-a-farsa

Sítio em Atibaia: Lula não é nunca foi dono do Sítio Santa Bárbara. O Sítio foi comprado por amigos de Lula e de sua família com cheques administrativos, o que elimina as hipóteses de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. As reformas feitas no sítio nada têm a ver com os desvios investigados na LavaJato.

Informações completas e documentos sobre Atibaia e o patrimônio de Lula em:

http://www.institutolula.org/o-que-o-ex-presidente-lula-tem-e-o-que-inventam-que-ele-teria

Palestras de Lula: Depois que deixou a presidência da República, Lula fez 72 palestras contratadas por 40 empresas do Brasil e do exterior, recolhendo impostos por meio da empresa LILS Palestras. Os valores pagos e as condições contratuais foram os mesmos para as 40 empresas: tanto as 8 investigadas na Lava Jato quanto às demais 32, incluindo a INFOGLOBO, da Família Marinho. Todas as palestras foram efetivamente realizadas, conforme comprovado nesta relação com datas, locais, contratantes, temas, fotos, vídeos e notícias:

http://institutolula.org/uploads/relatoriopalestraslils20160323.pdf

Doações ao Instituto Lula: O Instituto Lula recebe doações de pessoas e empresas, conforme a lei, para manter suas atividades, e isso nada tem a ver com as investigações da Lava Jato. A Força Tarefa divulgou ilegalmente alguns doadores, mas escondeu os demais e omitiu do público como esse dinheiro é aplicado, o que se pode ver no Relatório de Atividades Instituto Lula 2011-2015:

http://www.institutolula.org/conheca-a-historia-e-as-atividades-do-instituto-lula-de-1993-a-2015

Acervo presidencial: O ex-presidente Lula não desviou nem se apropriou ilegalmente de nenhum objeto do acervo presidencial, nem cometeu ilegalidades no armazenamento. Esta nota esclarece que a lei brasileira obriga os ex-presidentes a manter e preservar o acervo, mas não aponta meios e recursos:

http://www.institutolula.org/acervo-presidencial-querem-criminalizar-o-legado-de-lula

É falsa a notícia de que parte do acervo teria sido desviada por Lula ou que ele teria se apropriado de bens do palácio. A revista que espalhou essa farsa é a mesma que desmontou o boato numa reportagem de 2010:

http://www.institutolula.org/epoca-faz-sensacionalismo-sobre-acervo-que-ela-mesmo-noticiou-em-2010

6) O INTERROGATÓRIO DE LULA

Neste link, a íntegra do depoimento de Lula aos delegados e procuradores da Operação Lava Jato, prestado sob condução coercitiva no aeroporto de Congonhas em 4 de março de 2016.

http://www.institutolula.org/leia-a-integra-do-depoimento-de-lula-a-pf-em-14-03

Em nota, Lula afirma ser vítima de ‘complô’ | Brasil 24/7

23/03/2016

Criança Esperança da Rede Globo. Entendeu ou precisa desenhar?!

Quem planta ódio colhe psicopatas!

Manifestações, ódio e golpe: as crianças do Brasil estão aprendendo

Manifestações, ódio e golpe: as crianças do Brasil estão aprendendo

ter, 22/03/2016 – 18:55 – Atualizado em 22/03/2016 – 18:55

Jornal GGN – "Salvem o Gui. Salvem nossos filhos", publicou Rita Lisauskas, no Estadão sobre a criança que, ao invés de fazer desenhos do "Ben 10 ou Homem Aranha, retrata a Presidenta e o ex-Presidente da República com ferimentos no peito, sangrando, ao lado das frases ‘Morre Diuma’ (sic) e ‘Morre Lula’". A colunista afirma que o Gui e as crianças "precisam de ajuda". "E rápido", completa.

Para a colunista, o passo seguinte a esse incentivo que partem dos pais ou das escolas é aprender "também que se pode fazer justiça com as próprias mãos quando ouve o pai dizer que ‘tem que matar esse bando de petistas!’". Leia a coluna completa:

Por RITA LISAUSKAS

Deixe seu filho longe desse ódio todo

Do Estado de S. Paulo

Quando entro na escola do meu filho e vejo aquelas crianças todas brincando meu coração sempre enche de esperança. Não paro de sorrir para aquela gritaria fininha, e meus olhos nem piscam ao ver a alegria dos meninos e meninas correndo para cima e para baixo, absortos em suas próprias fantasias, brincadeiras e sonhos, sem ter a menor ideia das guerras rolando atrás da jabuticabeira linda colada ao muro da educação infantil.

Mas fiquei chocada, semana passada, ao ver que o ódio, esse sentimento comezinho, adulto e detestável, tinha sim pulado o muro e sentado no gira-gira do parquinho das crianças. Tinha invadido também a aula de artes, esse lugar sagrado onde nossos filhos desenham o céu, as nuvens e colam lantejoulas amarelas no sol, para que fique com o brilho igual ao de suas fantasias.

Ninguém deveria ter deixado isso acontecer. Pior do que assistir à invasão bárbara é comemorá-la. “Meu filho, meu maior orgulho. Gui se manifestando na aula de artes. Vamos para as ruas domingo, vamos lutar por um país digno para as nossas crianças”, escreveu um pai semana passada em seu Facebook, ao compartilhar, orgulhoso, um desenho de seu filho feito na escola. Não sei quem é esse pai, a pessoa que compartilhou na minha timeline teve o cuidado de não expor a identidade desse homem. Sabemos apenas que ele é o pai do Gui. Não conheço tampouco a professora do Gui e a escola do Gui mas, espero de todo o coração, que ambas tenham ficado chocadas a ponto de chamar essa família para conversar. Um menino que senta em sua mesinha, coloca um avental e, em vez de desenhar e pintar o Ben 10 ou Homem Aranha, retrata a Presidenta e o ex-Presidente da República com ferimentos no peito, sangrando, ao lado das frases “Morre Diuma” (sic) e “Morre Lula” precisa de ajuda. E rápido.

O Gui deve ser como todas as crianças. Gosta de super-heróis, adora um Lego. E muitas vezes, deve ser retirado de seu mundinho paralelo de brincadeiras para correr para a varanda e gritar uns palavrões horríveis, como “puta” e “vagabunda” enquanto seus pais batem panelas.  “Mas a mamãe e o papai não disseram que é feio falar palavrão?”, pensa. Pensa, mas não diz, porque nessa idade eles aprendem tudo o que a gente faz, como esponjas, quase sem questionar. Aos poucos o Gui está aprendendo também que se pode fazer justiça com as próprias mãos quando ouve o pai dizer que “tem que matar esse bando de petistas!” Também fica confuso quando a mãe xinga uma mulher que está de vestido vermelho na rua: “Mas vermelho não é só uma cor?”, pensa. “Mas se a mamãe está tão brava deve ser uma cor horrível”, conclui.

Salvem o Gui, salvem os nossos filhos. Não deixem que eles acreditem que desejar a morte de uma pessoa é normal. Não deixem que eles acreditem que xingar uma mulher de puta e vagabunda é aceitável. Que espancar alguém que veste vermelho é um comportamento admissível. Ele e os nossos filhos têm que aprender que todos podem lutar pelos seus ideais, mas dentro da lei. E que urrar, babar e matar é coisa de bicho, não de homo sapiens.

Manifestações, ódio e golpe: as crianças do Brasil estão aprendendo | GGN

26/01/2016

Procurando bem, todo mundo tem…

Esse procurador aí não sabe de nada. Bastaria conversar com seus colegas com os delegados da PF, pois todos sabem, o foco sempre foi e será Lula. A caça ao Lula é o prêmio que pode render uma estatueta da Rede Globo comprada com o dinheiro sonegado.

E tudo parece mancomunado para escantear na Zelote  os grandes financiadores ideológicos,  Gerdau & RBS. Não é sem motivo que a RBS esteve no consultório sentimental da Procurada Chefe do RS quando ambos fizeram um estrondoso silêncio sobre a Zelotes. Pelas mesmas razões que a Lista Falciani do HSBC sempre contou com o silêncio concupiscente do trio parada dura PF/MPF/mídia. Veja que que coincidência, ninguém mais fala no Eduardo CUnha. Os 300 mil do Aécio viraram pó. Os U$ 100 mil do FHC na Argentina também vazaram para as Malvinas. Mas Lula, seus filhos, noras e cunhadas do Vaccari não têm sossego.

De tudo isso sobra que a propalada escalada do MPF contra a corrupção é diversionismo. Querem apenas eliminar a concorrência na corrupção. A seletividade, como diria aquela Ministra do STF, é fundamento jurídico que prescinde da teoria do domínio do fato 

Como sabemos, a direita golpista, mídia e seus financiadores ideológicos, são a verdadeira Ciranda da Bailarina dos Saltimbancos:

Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem

‘Não existe ato de Lula que seja alvo de investigação’

:

Procurador da República Frederico Paiva, que atua na Operação Zelotes, disse não ter entendido o motivo de a Polícia Federal ter ouvido Lula, uma vez que ele não é investigado; "Não entendi o motivo de o delegado ter ouvido o Lula neste caso", disse, no intervalo das audiências que ocorrem nesta segunda; "Ele não consta no rol de investigados. Em nenhum momento existe algum ato praticado por ele que tenha sido objeto [de investigação]"; o representante do Ministério Público ressaltou ainda que "o foco da investigação é o tráfico de influência e corrupção no Carf"; na última semana, o advogado Cristiano Martins, que defende Luis Claudio Lula da Silva no processo da Zelotes, disse que as investigações mudaram o foco para a suposta "compra" de medidas provisórias para atingir o ex-presidente

25 de Janeiro de 2016 às 15:49

247 – O procurador da República Frederico Paiva, que atua na Operação Zelotes, afirmou não ter entendido o motivo de a Polícia Federal ter chamado o ex-presidente Lula para depor no caso, uma vez que ele não está entre os investigados no caso.

"Não entendi o motivo de o delegado ter ouvido o Lula neste caso", disse o procurador, no intervalo das audiências que ocorrem nesta segunda-feira 25 e que devem se estender até quarta 27. "Ele não consta no rol de investigados. Em nenhum momento existe algum ato praticado por ele que tenha sido objeto [de investigação]", acrescentou, segundo reportagem de Letícia Casado, do Valor Econômico.

Questionado sobre o que a PF poderia querer saber sobre Lula, Paiva respondeu: "Tem que perguntar ao delegado, não para mim". Segundo ele, "em nenhum momento, a denúncia relata que houve por parte da Presidência da República, seja lá qual for, uma compra direta [de medidas provisórias]".

O representante do Ministério Público ressaltou ainda que "o foco da investigação é o tráfico de influência e corrupção no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais)". A Operação Zelotes, que começou apurando um esquema que beneficiava empresas com dívidas na Receita Federal, mudou sua linha para a "compra" de MPs.

Na última semana, o advogado Cristiano Martins, que defende o empresário Luis Claudio Lula da Silva, filho de Lula, no processo da Zelotes, disse que as investigações mudaram o foco para atingir o ex-presidente. "Ela nasceu para apurar um suposto desvio de R$ 19 bilhões em fraudes no Carf, mas virou um instrumento de perseguição e de tentativa de incriminar o Luis Cláudio para atingir o Lula", apontou.

‘Não existe ato de Lula que seja alvo de investigação’ | Brasil 24/7

25/01/2016

Eu ainda lembro o que o PSDB não fez na gestão passada

Filed under: Ódio de Classe,Lula Seja Louvado,PSDB — Gilmar Crestani @ 12:33 am
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PSDB unica obra boa

O PSDB GOVERNOU O BRASIL POR 8 (OITO) ANOS.
– Não teve Copa no govêrno deles;
– Nem Olimpiadas;
– Nem Copa das Confederações;
– Nem fizeram uma única Universidade sequer;
– Nem Hospitais;
– Nem Escolas Técnicas;
– Nem Ferrovias;
– Nem Estaleiros;
– Nem ponte sobre o Amazonas;
– Nem estradas;
– Nem reformaram Aeroportos;
– Nem a transposição do São Francisco;
– Nem compraram caças para a Força Aérea;
– Nem pagaram a dívida como FMI;
– Nem criaram 14 milhões de empregos;
– Nem reajustaram o salário mínimo com a Inflação;
– Nem fizeram PROUNI;
– Nem FIES;
– Nem Minha Casa Minha Vida;
– Nem Bolsa Família;
– Nem Luz Para Todos;
– Nem Ciências Sem Fronteiras;
– Nem Pré-Sal;
– Nem expansão da Energia Eólica;
– Nem o Arco Metropolitano (BR593)
– Nem %$#@ NENHUMA !!!!
– AHHH ! Fizeram Sim !
– Venderam tudo aquilo que conseguiram e embolsaram o dinheiro

Bem, houve pelo menos uma boa ação do PSDB, colocaram a faixa presidencial no melhor Presidente que este país já teve: LULA!

O que o Cerra e o FHC fizeram? — Conversa Afiada

24/01/2016

De Ratos e Homens

Se vivo e brasileiro fosse, John Steinbeck teria de se reinventar para escrever um segundo volume. Material, como se pode ler abaixo, não lhe faltaria. Até seria fácil atribuir ao MPF/PF a responsabilidade por caberem neste retrato, mas o enquadramento foi moldado pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium. Estatuetas, afagos e holofotes transformaram uma instituição que, nos tempos de FHC, arrancava maconha no polígono das secas em golpistas. A PEC 37 deveria se chamar PEC 171, pois transformou fiscais da lei em juristas.

Se é verdade, como diz o Marcelo Auler, abaixo, que a Polícia Federal cortou na própria carne para se reinventar, o MPF sequer cortou as próprias unhas. E como elas cresceram…

Como personagens paridos pela imaginação do escritor ianque a partir de uma realidade econômica recessiva, George e Lennie estariam hoje representando MPF/PF, com a diferença que a tragédia não seria mero acaso, senão de caso pensado. Até a recessão parece ser um meio cujo fim é o golpe paraguaio. Enquanto aquelas personagem derivam da recessão, a força das nossas ratazanas dependem do avanço da recessão que buscam com todas as forças criar.

Polícia Federal ontem e hoje: de FHC à Dilma Rousseff

20 de janeiro de 201623 de janeiro de 2016Marcelo Auler

Marcelo Auler

Pollícia-Federal-BrasãoNa primeira metade dos anos 90, a Polícia Federal do Rio foi comandada por delegados bastantes problemáticos. Que o digam os procuradores da República que ingressaram na instituição naquele período, Passavam um dobrado, por não confiarem em muitos dos policiais lotados na Superintendência Regional  (SR/DPF/RJ).

Um destes ex-superintendentes, Eleutério Parracho, foi expulso da Polícia Federal junto com outros agentes após extorquirem 2 milhões de dólares – o pedido inicial era de 10 milhões de dólares – da direção latino-americana do Israel Discount Bank. Outro, Edson Antônio de Oliveira, envolveu-se também em concussão e no recebimento de mesadas dos bicheiros do Rio. Sua expulsão foi proposta em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Injunções políticas levaram o então ministro da Justiça, Nelson Jobim, a rejeitar a demissão. Ele só saiu do DPF, por força de sentença judicial transitada em julgado, depois de ser preso, em 2012, 25 anos após o crime contra dois comissários da antiga Varig; 15 anos após a primeira sentença. Morreu brigando na Justiça pela sua reintegração.

Um terceiro ex-superintendente foi acusado pelo Ministério Público Federal de usar o carro apreendido com um traficante, tal como o juiz Flávio Roberto de Souza, pego dirigindo o Porshe de Eike Batista que ele mandara apreender. O detalhe importante é que o ex-superintendente tinha carro oficial e motorista. Ainda assim, durante o seu expediente de trabalho, o carro do qual tornou-se fiel depositário era multado por excesso de velocidade na Linha Vermelha. Recebi as multas do próprio traficante, um advogado recolhido à prisão especial de Benfica. Até hoje ignora-se quem dirigia o carro enquanto o superintendente trabalhava. Assim era a Polícia Federal dos anos 90.

Em 1995, fações do tráfico disputavam, com armas importadas, o domínio das comunidades da cidade. Isso fez o coordenador do Viva Rio, Rubem César Fernandes, mobilizar a sociedade em busca da paz. Com o apoio integral dos representantes dos três principais jornais da cidade – João Roberto Marinho (O Globo), Kiko Nascimento Brito (JB) e Walter Mattos (então em O Dia) – foram ao presidente Fernando Henrique Cardoso pedir maior atuação da Polícia Federal no estado, a começar pela sua Superintendência, um órgão sob suspeita.

A ação da equipe do delegado Onézimo Sousa foi saudada pelos jornais do Rio, com o Globo de 12 de setembro de 1995 - reprodução

A ação da equipe do delegado Onézimo Sousa foi saudada pelos jornais do Rio, com o Globo de 12 de setembro de 1995 – reprodução

FHC ordenou e o diretor geral do DPF, Vicente Chelotti, mandou uma equipe investigar como as armas e drogas entravam no Rio. O encarregado do trabalho foi o hoje delegado aposentado Onézimo Sousa, que desembarcou na cidade com sua própria equipe.

Em poucos meses e após muitos percalços – um carro que achavam que ele usava foi baleado, seu quarto de hotel foi invadido e revirado – Onézimo voltou à Brasília com provas de policiais federais envolvidos na criminalidade. Reivindicou a prorrogação da sua estada no Rio para aprofundar o trabalho.

Reuniu-se com Chelotti e com diretor de Inteligência Policial (DIP), o hoje ex-deputado federal pelo PMDB e candidato a deputado derrotado pelo PSDB, delegado aposentado Marcelo Itagiba, Ele é um dos que aparecem no Youtube acusando o governo de Dilma Rousseff de querer esvaziar financeiramente a Polícia Federal.

Na época, o pedido de Onésimo girava em torno de um valor irrisório para diárias do hotel e alimentação, algo em torno de R$ 20 mil. Não se falava em corte de orçamento, antes pelo contrário, o presidente FHC, como noticiou O Globo na reportagem acima, instruiu Chelotti a não poupar recursos nem pessoal naquela missão. Onézimo, porém, como recordou nesta quarta-feira (20/01), ouviu um sonoro não da direção do DPF. “Alegaram falta de recurso, mas os motivos eram outros”, desabafou.

Ou seja, não era verba, mas falta de vontade política da direção do DPF. Impediram a continuação do trabalho que o presidente da República prometera ao Viva Rio. Mais ainda, anos depois, não sabiam onde estava o material entregue por Onézimo com as gravações das escutas de telefonemas de traficantes investigados.

Em 2003, não foi mera coincidência, mas um sinal de mudança de rumo. Ao assumir a direção do DPF, com total apoio do ministro Marcio Thomaz Bastos e, ainda , do presidente Lula, o delegado Paulo Lacerda deu início às operações policiais que hoje viraram rotina, cortando na própria carne, para dar exemplo. Foi a Operação Sucuri, em Foz de Iguaçu, que prendeu policiais federais e Auditores da Receita Federal envolvidos com o contrabando e o descaminho de mercadorias. Entre eles estava o agente Newton Ishi, hoje mais conhecido como japonês bonzinho.

Revista Art. 5ª, edição 43, março/abril de 2015

Revista Art. 5ª, edição 43, março/abril de 2015

Tudo isso me veio à memória ao cair nas minhas mãos um número atrasado da Revista Art. 5ª,  edição nº 43, dos meses de março/abri de 2015. Trata-se de uma revista da Associação Artigo 5º – Delegados e Delegadas da PF para a República e a Democracia. A Associação, cujo nome é uma referência ao artigo da Constituição com Direitos e Garantias Fundamentais, tem por objetivo algo inusitado no meio policial: defender os Direitos Humanos (DH), motivo pelo qual, segundo alguns policiais, não tem muitos sócios: “DH é tema ainda espinhoso na instituição, em que pese a PF ter uma diretoria voltada para os Direitos Humanos”.

Já na capa há uma chamada que despertou interesse: “Aos 71 anos, mais do que crimes, a PF revela o cinismo da sociedade”, E continua, questionando:

Se a corrupção “passou dos limites”, qual o limite anterior? O dos governos passados? O dos escândalos não apurados ou arquivados? Quem figura nas  centenas de inquéritos que tramitam em sigilo na PF distante da grande mídia?”

O principal artigo – Da Satiagraha à Operação Lava Jato – é assinado pelo delegado federal aposentado Armando Rodrigues Coelho Neto. A ele, injustamente, relacionei uma postagem sobre o salário de Paula Rousseff Araujo, filha da presidente Dilma, na matéria Briga por verba reflete a briga contra Dilma na PF.

Também da autoria dele, o Jornal GGN, de Luis Nassif, postou, nesta quarta-feira (20/01) outro artigo interessantíssimo, que recomendo a leitura: Para não dizer que não falei do Moro,

Na reportagem que escreveu na Revista Art. 5º ele, que vivenciou muitos anos de Polícia Federal, historia como a instituição chegou ao que é hoje – inclusive com um  plano de marketing para retirá-la do atoleiro em que estava e um financiamento pedido no governo de FHC junto à França. Mas, mostra também os riscos que se corre hoje. Um artigo que, pelo que apuramos, provocou ira e revolta em muitos delegados, como mais uma demonstração do racha que existe na categoria. Por achá-lo atual e interessantíssimo, trouxe para o blog:

Da Satiagraha à Operação Lava Jato

Armando Rodrigues Coelho Neto, Delegado Federal aposentado e jornalista

DPF Armando Rodrigues Coelho Neto, contra o impeachment, crítico à Operação Lava Jato e discordando do encaminhamento da campanha salarial que seus colegas fazem

DPF Armando Rodrigues Coelho Neto, contra o impeachment, crítico à Operação Lava Jato e discordando do encaminhamento da campanha salarial que seus colegas fazem

Excessos de otimismo à parte, a Polícia Federal já foi atacada de todas as formas, conforme a conveniência do opositor. Já foi rotulada de Polícia da Ditadura, Polícia do Fernando Collor de Mello, Polícia do Fernando Henrique Cardoso ou Polícia do Lula (Luiz Inácio Lula da Silva).Todas as expressões foram empregadas com sentido pejorativo. E, como dito, ao sabor do opositor, pois durante a Operação Satiagraha, ação policial voltada contra o desvio de verbas públicas, a corrupção e a lavagem de dinheiro (quando vários banqueiros foram presos) a dinâmica deu margem a expressão “Estado Policial”. Uma velada alusão ao estado policialesco.

O resultado concreto da Satiagraha foi a anulação de peças e até de inquéritos. O banqueiro Daniel Dantas foi preso e libertado duas vezes e um dos habeas corpus teria sido despachado na calada da noite, assinado pelo juiz Gilmar Mendes, o mesmo que criticou a “escandalização da prisões” da PF e que hoje, controvertidamente, aplaude os escândalos protagonizados durante a Operação Lava-Jato.

No inventário da Satiagraha, o juiz Fausto De Sanctis (o Sérgio Moro de então) foi processado administrativamente. Já o delegado federal Protógenes Queiroz, acuado pela imprensa e pela própria instituição, exilou-se numa candidatura. Apesar dos quase 200 mil votos, precisou ser arrastado pelo palhaço Tiririca (também candidato e campeão de votos) para eleger-se deputado federal. Protógenes ficou imune temporariamente, mas ao não se reeleger, voltou à PF e foi demitido. Hoje, administra uma polêmica tentativa de volta à instituição.

Todo esse barulhaço, porém, teve origem num trabalho de marketing que começou, não necessariamente com esse objetivo, no final do governo Fernando Henrique Cardoso – uma fase obscura da Polícia Federal. Naquela época, tempos em que a França ainda dispunha de algum dinheiro, aquele país emprestou ao Brasil considerável verba destinada à aplicação na área de segurança, beneficiando particularmente a Polícia Federal. O dinheiro, entretanto, estava vinculado a um planejamento operacional. Sem planejamento para a aplicação da verba, o dinheiro não seria liberado, embora já creditado na contra do Brasil.

Delegado Federal José Francisco Mallmann - Reprodução Governo RS

Delegado Federal José Francisco Mallmann – Reprodução Governo RS

Tempos angustiantes para o eficiente delegado federal José Francisco Mallmann, integrante da cúpula da PF, em Brasília/DF, um dedicado servidor que gerenciava crises policiais do governante da época.

Em uma delas, para atender reclamos da sociedade, criou-se o Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal (Funapol), voltado para o custeio e manutenção das atividades da Polícia Federal (PF).

      O fundo, que seria uma melhoria de caixa da PF, muito cedo veio a cair na vala comum do orçamento da União e nada, praticamente nada, passou a retornar à instituição.

Pois bem, Mallmann vivia em busca de alternativas e aliou-se a uma legião de servidores da instituição. Dessa união resultou um grupo para criar um planejamento quinquenal para o uso da tal verba da França, um empréstimo, aliás, sobre a qual o Brasil já pagava juros mesmo sem usar, e não o usava, pasmem (!) por falta de planejamento.

Um ano de trabalho transcorreu, no qual delegados, peritos, agentes, escrivães e servidores administrativos, alojados na Academia Nacional de Polícia (Sobradinho/DF) empenharam-se e criaram um planejamento plurianual para aplicação da verba em cinco anos.

O Ovo da Galinha e a Escandalização – Teve início a elaboração de um Plano Quinquenal que descia a detalhes, inclusive o de dar visibilidade à Polícia Federal. E um dos motivos ocultos pode ser revelado agora: uma briga que sobrevive até hoje com o Ministério Público Federal, já que as queixas internas eram e são frequentes. “Nós trabalhamos e os que aparecem são os procuradores da República”. Um publicitário que participou dos trabalhos disse então, durante uma sessão de atividades, que “o ovo da galinha faz mais sucesso do que o da pata porque ela faz mais barulho quando o põe”…

Operação Satiagraha  - Foto Fenapef

Operação Satiagraha – Foto Fenapef

Nessa trilha da PF em ação, concretizado o plano, o barulho do ovo da galinha veio através de diligências pirotécnicas e controvertidas com nomes esquisitos (grotescos ou pitorescos) que caíram no gosto popular. Servem de exemplo as operações Gasparzinho, Alegoria da Caverna, Carniça, Pintando o Sette, Trem Fantasma e a atualíssima Lava-Jato, entre tantas.

Uma mão na roda para o governo Lula, que foi içado à Presidência da República lastreado por um discurso popular. O Planejamento Quinquenal da PF não foi um parto tranqüilo, pois de início, sofreu forte influência de um ex-graduado militar egresso da Marinha que pôs em prática um tal Método Grumbach de Gestão Estratégica, que através de uma suposta metodologia de computador geraria um processamento de análises prospectivas. Leia-se, projeção lógica do que poderia acontecer.

Dessa metodologia surgiu como prioridade algumas “ameaças”, tais como a suposta criação de “Estado Indígena” na região do Amazonas, um ataque ao Brasil por fronteiras, entre outras conclusões “científicas”. Pelo método, várias autoridades de diversos segmentos sociais respondiam questionários e do cruzamento das respostas sairia o veredicto. Aliás, um dos questionários recebeu uma irônica resposta do polêmico comentarista da Globo News, Diogo Maninardi. Com nítidos contornos de ideologia militar, originariamente, a conclusão do plano foi recebida com restrições pelos participantes. O cheiro de caserna foi espantado a muito custo (leia-se debates acalorados). Finalmente, o resultado “científico”, sob pressão, atribuiu ao combate à corrupção a prioridade máxima.

“Nós só temos um problema no Brasil, que é a corrupção. Os outros são consequências, derivações dela”, comentou à época Armando Rodrigues Coelho Neto, integrante do grupo e hoje editor da revista Artigo 5º.

E assim, com pompa e circunstâncias, com cerimônia de entrega e tudo, dentro da Academia Nacional de Polícia, o delegado federal José Francisco Mallmman, ladeado pelo então diretor-geral da instituição, Agílio Monteiro Filho, deu-se a entrega do primeiro Planejamento Quinquenal da Polícia Federal. Um trabalho a ser repassado ao vencedor do pleito eleitoral de 2002. Na prática, um conjunto de enunciados de prioridades consubstanciadas sob o princípio do “Não importa quem vença as eleições; se José Serra (PSDB) ou Luis Inácio Lula da Silva (PT). O plano é republicano”. Venceu Lula, que ao receber cópia do documento, e, ao conhecer seu conteúdo, disse:

“esse é o plano de meu governo para a Polícia Federal”.

HSBC Gate e Operação Zelote – Aos poucos, a PF mostrou sua nova face, ainda que tropeçando na apelidada “testosterona policial”, numa alusão a ousadia dos novos delegados da PF, “acima do bem e do mal”, como ironizou uma juíza federal de Pernambuco. As interceptações telefônicas, ainda que autorizadas pela Justiça, pareciam ter saído do controle, dando margem até ao folclórico “grampo” do então presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, cujo áudio nunca foi ouvido e nunca se provou que tenha existido.

A denominada “grande mídia” encarregou-se de propalar a onda do grampo, alardeando o tal “Estado Policial”. Desse modo, palavra como “busca” passou a ser tratada editorialmente por “devassa” ou “invasão” e reverberou à exaustão a apologia da privacidade, pouco importando o que estavam a revelar as interceptações telefônicas.

Em nome do princípio da legalidade, hoje aparentemente tão negligenciado, juristas e jornalistas de todos os expoentes teceram loas a esse mesmo princípio – valores nobres inseridos na Constituição Federal. Mas, logo passaram a negar, embalados pelo partidarismo eleitoral. Hoje, a grande mídia, em plena lua de mel com a Polícia Federal, já não prioriza mais aqueles princípios.

Cinismo e hipocrisia – Pelas novas regras, valem o interesse público, os vazamentos seletivos, enquanto os institutos da ampla defesa, presunção de inocência só são lembrados em cantos de páginas de jornal.

Por força da ação da PF, antes mesmo de revelar crimes, involuntariamente, a instituição deixou à mostra os pilares da esquálida democracia no Brasil, para logo a seguir revelar o cinismo e a hipocrisia. Era como se a massa crítica nacional acreditasse em capitalismo samaritano e que as doações de campanha não tinham e nunca tiveram retorno para os doadores.

Parte do dinheiro envolvido na Operação Zelotes, que poParte do dinheiro envolvido na Operação Zelotes, que pode ser maior que a Lava Jato Reprodução CartaCapital - 28/03/2015

Parte do dinheiro envolvido na Operação Zelotes, que pode ser maior que a Lava Jato Reprodução CartaCapital – 28/03/2015

Será que a sociedade nunca soube ou presumiu que havia corrupção? Sem arriscar resposta, melhor lembrar que recentemente, 8 mil contas de brasileiros apareceram no escândalo do banco britânico HSBC. Nesse “HSBC Gate”, o Brasil figura entre os quatro países com o maior número de clientes. Dinheiro honesto à parte, existem valores frutos de evasão de divisas, sonegação fiscal, tráfico de droga, contrabando, corrupção. Sobre isso, paira o silêncio da grande mídia e nem se tem notícia de vazamentos seletivos ou interesse público.

Esquecido o “HSBC gate”, logo após, veio Operação Zelote da PF, que trouxe à tona sonegação fiscal que atinge R$ 580 bilhões, com envolvimento de grandes empresas, inclusive multinacionais.

A Artigo 5º dedicou a edição nº 37 (março/abril/2014) ao tema corrupção e uma das denúncias ali contidas foi:

Até 1999, a Alemanha permitia que a propina paga em países como o Brasil fossem deduzidas do imposto de rendas das matrizes das empresas naquele pais, segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Quem eram os governantes de então? Que fatos da dimensão ora apontadas fujam do conhecimento ou compreensão da grande massa de analfabetos ou semi é compreensível. Mas que escapem às análises dos expoentes jurídicos, econômicos e da grande mídia parece improvável. Soa, portanto, como falsa a perplexidade e ou surpresa da massa crítica nacional, diante do que a Polícia Federal vem revelando.

“É claro que a circunstância dos fatos estarem a mostra agora não absolve culpados atuais e passados, mas deixa evidente a hipocrisia e o desinteresse dos “grandes debatedores”, que não aprofundam o tema. Pelo contrário, fulanizam e partidarizam-no. O fazem a tal ponto de arranhar a credibilidade não apenas de investigantes, mas do Ministério Público e Justiça Federal, com descarado apoio da dita “grande mídia”.

A PF está mais forte não apenas por ter posto em prática um Plano Quinquenal de ações – já prorrogado por mais quinze anos. Mas também porque, paradoxalmente, só no Governo da presidenta Dilma Rousseff foram sancionadas 13 leis e/ou normas que a fortaleceram. A regulamentação da lei de Colaboração Premiada está entre essas normas. E, de longe, a PF recebeu nos doze últimos anos mais e melhores recursos materiais e humanos do que em quaisquer outros.

Sobrevivem, no entanto, insatisfações internas entre integrantes da categoria, atualmente agravado pelo contingenciamento de verbas aplicado em todas as áreas, mas que muitos insistem em tratar como “desmonte” da PF, como se caso único fosse. Na prática, um forte apelo popular em nome da “Operação Lava Jato”, que vem apimentando uma justa campanha salarial, ainda que viciada pelo tenso clima político”.

Polícia Federal ontem e hoje: de FHC à Dilma Rousseff | Marcelo Auler

 

Como polícia e MP transformavam inquéritos policiais em políticos

Como polícia e MP transformavam inquéritos policiais em políticos

seg, 18/01/2016 – 20:27 – Luis Nassif

A Polícia e o Ministério Público da Guanabara valeram-se de um inquérito policial para levantar dados e efetuar vazamentos contra adversários políticos

Hoje em dia, Jorge Serpa Filho passa seus últimos dias em casa, já sem falar coisa com coisa. Se alguém telefona para lá e ele atende, imediatamente acerta um almoço com a pessoa. Em seguida, sua esposa pega o telefone para se desculpar.

Mas já foi bastante influente.

Passaram por suas mãos desde a redação dos editoriais de Roberto Marinho aos discursos de Mário Covas, o tal “choque de capitalismo”, e os discursos de Fernando Collor, seu adversário.

Ligado a Augusto Frederico Schmidt e San Tiago Dantas, foi influente também antes de 1964. Foi íntimo de JK, Jango, testemunhou os principais episódios políticos da época.

Por sua influência, ganhou o cargo de diretor financeiro da Manesmann, que se instalava em Belo Horizonte. Acabou se envolvendo em uma operação de colocação de títulos da empresa no mercado e foi preso em 1965.

A Polícia e o Ministério Público da época julgaram que ele poderia ser o caminho para se atingir politicamente os inimigos do regime.

Serpa pertencia ao influente grupo de Schmidt que tinha, entre outros, o futuro governador do Rio Negrão de Lima. Também era próximo a Walter Moreira Salles.

No dia 8 de julho, apesar da sede da Manesmann ser em Belo Horizonte, Serpa foi intimado a prestar um depoimento à Delegacia de Defraudações da Guanabara. O procurador geral do Estado designou o promotor Nilton Barros de Vasconcellos para acompanhar pessoalmente o depoimento.

O interrogatório foi acompanhado pelo superintendente de polícia judiciária, Sales Guerra. Os repórteres testemunharam ele, várias vezes, telefonando para o Secretário de Segurança, coronel Gustavo Borges, para informa-lo do andamento do interrogatório.

O depoimento foi acompanhado por seu advogado. Tude da Lima Rocha, assessorado por Reinaldo Reis, ambos colegas de Serpa na Faculdade de Direito.

Delegado e promotor pouco estavam interessados no escândalo da Manesmann. As quatro laudas de perguntas do delegado Ilo Salgado Bastos pouco se referiram à Manesmann. Serpa foi obrigado a responder sobre suas ligações com Walter Moreira Salles, Negrão de Lima, com ex-auxiliares de Juscelino Kubitscheck e João Goulart.

A Polícia queria saber se era verdade que esses personagens recebiam jetons de Cr$ 3 milhões da Manesmann.

Nos corredores, delegados vazavam informações aos repórteres de que Negrão de Lima seria o próximo a ser ouvido.

Queriam saber também de onde saiu o dinheiro para a compra do apartamento que tinha na avenida Atlântica.

Serpa não negou suas ligações com Negrão, JK e Jango, e os demais, “mas fez questão de botar as coisas no seu devido lugar”.

O advogado Tude classificou como absurdo jurídico a intimação para Serpa depor na Delegacia de Defraudações da Guanabara, sendo que a sede da Manesmann era em Belo Horizonte. E estranhou as perguntas que “remontam até o desembarque de Pedro Álvares Cabral no Brasil”.

Serpa estava sem dormir há três noites e se sentiu mal durante o interrogatório.

N dia 12 de julho de 1965, em editorial o Jornal do Brasil denunciou Carlos Lacerda pelas torturas infligidas a Serpa. “Estamos diante de uma acusação frontal de sevícias e torturas praticadas com o mesmo teor de perversidade fanática que tem caracterizado a política política dos estados totalitários, nazistas ou comunistas”.

Nos meses seguintes foi submetido até a pau-de-arara nas dependências do Exército. Até que aderiu à delação premiada e se aproximou do SNI. Dali em diante passou a ser o ghost-writer mais requisitado nos discursos dos militares.

Com base na suposta delação de Serpa, Homero Souza e Silva, amigo e sócio de Walter Moreira Salles, foi intimado a depor na Delegacia de Defraudações.

Nemias Gueiros apresentou-se como advogado. No interrogatório, queriam saber se Homero havia encontrado Serpa na casa de Walter. Era uma pergunta aparentemente ingênua. Mas antes que respondesse, o delegado baixou o tom da voz e alertou-o:

– Pelo amor de Deus, não cite o nome de seu amigo.

A pergunta havia sido colocada no interrogatório apenas para criar um motivo legal para levar Walter à delegacia e incluí-lo no inquérito.

Como polícia e MP transformavam inquéritos policiais em políticos | GGN

23/01/2016

Povo que tem preconceito acaba por ser escravo da mídia golpista

No auge dos combates da elite branca sulista contra o ENEM, a RBS tangeu um bando de patricinhas e mauricinhos com nariz de palhaço pelas ruas de Porto Alegre. Coincidentemente, não havia nenhuma branca na tropa que seguia bovinamente a campanha contra a instituição do Exame Nacional de Ensino Médio. Nem poderia ser diferente num estado que tivera recém excluído de uma competição nacional um clube de futebol.

Aliás, é sintomático que no início das políticas de inclusão social, um amestrado da Rede Globo, um capitão-de-mato do coronelismo eletrônico, tenha perpetrado um torpedo intitulado “Não somos racistas”. Na esteira dos combates contra as políticas de cotas estava um ódio de classe jamais visto e bem comprovado. A principal alegação vendida aos seus midiotas amestrados era de que as cotas raciais criaria racismo inverso. Nem precisavam ter ido tão longe neste raciocínio canhestro, bastava atentarem para o que dizia Danusa Leão, Luis Carlos Prates, Lasier Martins e Luis Carlos Heinze. Eles tornaram público o que antes hibernava nos corredores da casa grande. De repente a desfaçatez, a boçalidade foi perdendo a contenção e avançou para que o mundo visse o tamanho do mau caratismo. Não trata de pessoas sem educação formal, mas de falta de caráter!

Ao xingarem a Presidenta Dilma na abertura da Copa do Mundo, deram mostras ao mundo de que escolaridade não guarda nenhuma relação com caráter, e que educação não rima com dinheiro. O ápice da canalhice aconteceu na marcha dos zumbis, quando desinformados com diploma de curso superior se assumiram “somos todos Cunha”. Era o compromisso público de que estavam ao lado dos corruptos para combaterem a continuidade de políticas sociais. O ódio foi ganhando espaço a partir das a$$oCIAdos do Instituto Millenium. Sob a coordenação da Rede Globo, os bovinos foram embretados em direção ao golpe paraguaio. Para os que sempre mamaram nas tetas do erário, dividir espaço em aeroportos, faculdades já havia passado dos limites. Quando viram que o PROUNI não tinha mais volta, começaram a desovar as Mayara Petruso. O pior do preconceito é sua sublimação de instituições que endossam o golpismo com a justificativa de combater a corrupção… dos outros…

O Hino Rio-Grandense, cantado pelos gaúchos enquanto é executado o Hino Nacional, prova porque os gaúchos desejam que suas patranhas sirvam de modelo a toda terra: “povo que não tem virtude acaba por ser escravo”. O hino quer nos convencer que os negros foram feitos escravos, pelo virtuoso homem branco, porque não tinham virtude…

A história deste menino de ASSU, abaixo, se soma aquele de Sergipe, mais abaixo, que, achincalhado por ter passado, com 14 anos, repetiu o exame este ano e passou com nota ainda melhor.

Bem, agora fica fácil entender o ódio às políticas de inclusão social…

De Assu, no Rio Grande do Norte, o aluno nota mil na redação do ENEM

De Assu, no Rio Grande do Norte, o aluno nota mil na redação do ENEM

qui, 21/01/2016 – 14:26

Do Instituto Federal do Rio Grande do Norte

Aluno do Campus Ipanguaçu obtem nota mil na redação do ENEM

Fábio Constantino fez o técnico integrado em Agroecologia e foi um dos 104 estudantes de todo Brasil a conquistar a nota máxima

Fábio Constantino Lopes Júnior terminou em 2015 o curso técnico integrado em Agroecologia do Campus Ipanguaçu. Com os conhecimentos e experiências adquiridos durante o curso, se identificou com a disciplina de Biologia e viu nascer um sonho: tornar-se médico. Após uma rotina de estudos de cerca de 10 horas diárias, conseguiu um feito realizado apenas por 104 estudantes em todo Brasil, obter mil, a pontuação máxima, na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2015. Com a nota, ele vê se aproximar a concretização do seu sonho.

Fábio é de Assu, cidade do Rio Grande do Norte próxima de Ipanguaçu, onde fica o Campus do IFRN no qual ele viria a fazer o ensino médio integrado ao técnico. Ele tentou o processo seletivo para o Instituto porque viu a oportunidade de ingressar em uma instituição pública, com ensino de excelência e que lhe daria ainda no ensino médio uma formação profissional. "Ouvia muito falar da qualidade do ensino da instituição", disse o estudante.

O assuense fazia o ensino fundamental em uma escola privada, com bolsa. Ao passar para o ensino médio, além de perder a bolsa, a família teria de arcar com os custos dos livros. Fábio é filho de Elione Rosa de Farias e do também Fábio Constantino, empregada doméstica e vendedor de materiais de construção que nunca mediram esforços para garantir uma boa educação ao filho. "Eles sempre me apoiaram nos estudos. A educação era prioridade máxima na minha casa. Para que eu estudasse com livros de qualidade, minha mãe já aceitou trabalhar em três turnos, abandonando prazeres individuais e dedicando a vida em minha função. Meus pais são tudo para mim", comentou emocionado.

O carinho com o qual fala dos pais também é direcionado ao IFRN. "Estudar no IF me fez a pessoa que sou hoje. Parafraseando Viola Davis na cerimônia do Emmy, o que separa a população negra da população branca são as oportunidades. Elas são mais raras quando você considera uma pessoa pobre e do interior do Nordeste. No entanto, o IF me ofereceu tais oportunidades de crescer. Desde cedo aproveitei todas as chances de melhorar minha experiência como estudante, participando de congressos, palestras, fazendo pesquisa e aproveitando as aulas e a disponibilidade dos professores e da instituição de nos ajudar", declarou.

Fábio cita com destaque especial os professores do Instituto Efraim de Alcântara Matos, seu orientador, ao qual ele chama de melhor amigo, e Adriano Jorge Meireles de Holanda, do Campus Mossoró do IFRN. Segundo o estudante, os 2 professores ajudaram tanto na trajetória acadêmica no IFRN quanto na preparação para o ENEM. "O professor Adriano, inclusive, mesmo trabalhando em outro campus, acreditou na minha capacidade e lutou para conseguir uma bolsa em um bom cursinho para mim. Sobre Efraim, nossas discussões, trabalhos e seus ensinamentos foram fundamentais para meu bom desempenho na redação", destacou o aluno, que também fez questão de falar dos professores Ana Mônica Britto Costa, Tiago Medeiros, Aurélia Alexandre, Fabio Duarte, Alexandre Barros, Aline Peixoto e Rodrigo Cavalcanti. "Eles me construíram como cidadão", completou.

Para Belchior Rocha, reitor do IFRN, Fábio seguirá a trajetória de Everton Frutuoso, que fez o técnico integrado em Informática também no Campus Ipanguaçu e foi aprovado na primeira colocação das cotas para o curso de Medicina da UFRN, através da nota do ENEM, em 2014. "Tenho certeza que serão médicos humanos, que darão muito orgulho aos seus familiares, colegas de profissão e pacientes", disse o reitor.

O tema da redação do ENEM 2015 foi "A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira". Em seu perfil em uma rede social, Fábio compartilhou uma imagem da personagem Val, interpretada por Regina Casé, do filme "Que horas ela volta", da diretora Anna Muylaert. O filme tem personagens femininas bastante fortes e conta a história de Jéssica, que sai do Nordeste para tentar ingressar na faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo (USP), considerada uma das melhores do país. Jéssica é filha de Val, que trabalha como empregada doméstica em São Paulo. Perguntado se se identificava de alguma forma com o filme, Fábio foi rápido em responder. "Eu me enxergo muito na personagem Jéssica, como pobre, nordestino, que sonha em entrar em uma faculdade, filho de empregada doméstica. Val também lembra muito minha mãe em sua simplicidade, dedicação e amor para com a filha. Aquele filme é uma metáfora da minha vida!", afirmou.

Fábio Constantino fez o ENEM no ano de conclusão do IFRN e, com a nota, começou a cursar Engenharia Química na UFRN. Mas decidiu abrir mão do curso para realizar o sonho de fazer medicina. Como resultado dos estudos, de acordo com o site do SiSU, ele está entre os primeiros colocados para as vagas de cotistas destinadas ao curso na UFRN. O resultado final sai no dia 18 de janeiro.

"Minha meta como profissional é tratar os meus pacientes como meus familiares. Fico muito preocupado com a qualidade dos médicos que se formam apenas movidos por interesses pessoais e ganância. Medicina é por a vida do outro em nossas mãos. Quero retribuir o esforço dos meus pais, dando-os orgulho de mim e mostrando que tanta dedicação por minha educação valeu a pena. Quero ajudar a minha mãe, oferecendo uma vida melhor, pois ela merece muito! Anseio ajudar pessoas que necessitam tanto quanto a gente", revelou o técnico em Agroecologia pelo IFRN.

O Instituto também teve outros alunos com destaque no ENEM 2015, como Bruno Maximiliano e Gabriel Dantas, do Campus Mossoró, que obtiveram notas acima de 900 na redação do Exame.

De Assu, no Rio Grande do Norte, o aluno nota mil na redação do ENEM | GGN

 

Aos 15 anos, "bovino" passa de novo em Medicina

Será que o Mainardi já recebeu aquele e-mail?

publicado 21/01/2016

jose victor

Quanto mais o José Victor (na direita, com rosto pintado) estuda, mais ele tem sorte… (Foto: Jadilson Simões/UOL)

Saiu no UOL:
Sergipano passa de novo em medicina: "Fiz para mostrar que não foi sorte"

E a história se repete. O sergipano José Victor Menezes Teles, agora com 15 anos, está entre os aprovados do curso de medicina da UFS (Universidade Federal de Sergipe). No ano passado, ele conquistou a vaga no mesmo curso, aos 14 anos. O garoto, natural de Itabaiana, diz que resolveu fazer mais uma vez um Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), para mostrar que no primeiro sucesso não foi uma questão de sorte.
"O pessoal não disse que foi sorte? Então pensei: vamos ver se essa sorte acontece duas vezes. Ouvia piadas de que passei na sorte. Resolvi fazer e está aí o resultado e com mais intensidade", comemorou o garoto. No Enem 2015, José Victor obteve 767,74 pontos na média final contra 751,16 do ano passado. Na redação foram 940 pontos no Enem 2015 contra 960 pontos do ano anterior.
Com esta média final, José Victor obteria vaga nos cursos de medicina nas universidades federais do Ceará, de Goiás, de Viçosa (MG), e da própria UFS, porém descartou a possibilidade de se transferir para uma dessas universidades. "Como disse, só fiz para mostrar que minha aprovação no Enem do ano passado não foi uma questão de sorte. Fiz 16 pontos a mais", afirmou.
Junto com o resultado da aprovação do Enem 2015, José Victor iniciou na última segunda (18) as aulas do curso de Medicina na UFS. As aulas deveriam ser iniciadas em agosto do ano passado, mas a greve de quase cinco meses dos professores e de servidores técnicos administrativos da Universidade atrasaram o início do ano letivo. Mas isso não tirou a alegria do garoto. "Um desafio na minha vida. A turma é muito jovem e mostra que os jovens vêm conquistando espaço e isso mostra que não devemos julgar pela idade, mas pela maturidade", analisou.
Apesar da correria de se deslocar os cerca de 55 quilômetros entre Itabaiana e o Campus da UFS, na cidade de São Cristóvão, José Victor avisa que não deixará de realizar palestras que fez ao longo deste intervalo entre a aprovação no Enem e o início da aulas, como também pretende divulgar o livro lançado no final do ano passado "Como vencer aos 14".

16/01/2016

Chico Buarque e o fascismo disléxico

odio da mdianO  comportamento fascista na internet é de fácil diagnóstico. De regra, o fascista é um sujeito monossilábico, que repete ad nauseam, termos que Goebbels da velha mídia criam para uso de seus midiotas amestrados. Como eles não conseguem sustentar uma discussão em alto nível, até porque o sobra em ódio falece em entendimento, passam à agressão simples e direta. O ódio é a face mais comum, mas há algo que é ainda pior. É a generalização, a perseguição ao grupo ao qual pertence o objeto de sublimação de suas frustrações. O fascismo ou quer resolver pelo grito, ou pela violência,duas faces da mesma moeda. Mas também pode ser por meio da violência institucional que, legalmente, pode calar e até eliminar seu divergente.

De um lado o ódio e o alvo sinalizado pelos laser da mídia, de outro uma frustração de conotação sexual; o prazer em odiar se conjuga com o eco que seu ódio encontra em quem o alimenta. É um jogo de retroalimentação. Retire da velha mídia figuras como Luis Carlos Prates, Lasier Martins, Merval Pereira, a redação completa de Veja e Época, âncoras da Rede Globo, em especial os mais identificados com a ditadura, como Alexandre Garcia e Rachel Sheherazade, e se sentirão órfãos. Os fascistas são como mariposas, se alimentam de holofotes.

Quanto ao Chico, a mim, para além de sua honestidade intelectual, está sua integridade como cidadão. Um único episódio ilustra de forma paradigmática: numa das tantas vezes em que esteve na Itália, Chico participou de um programa da RAI que era uma espécie de tributo, não de suas músicas, mas de sua personalidade cosmopolita. Em determinado momento um dos participantes fez-lhe a seguinte provocação:

– Chico, o que acontece no Brasil, que há tanta criança pelas ruas, trabalhando, mendigando?

– De fato, há, mas os problemas do Brasil prefiro tratar no Brasil. Minhas posições políticas são claras e as manifesto no Brasil. Nossos problemas temos de resolve-los com políticas nossas. Não se resolvem em foros internacionais.

Vivíamos os tempos de FHC e Chico se recusou a criticar, em solo estrangeiro, o governo de então. Chico, como artista universal que é, sabia que a crítica ao Brasil, na TV Italiana, em nada ajudaria, só pioraria.

Chico vai à Justiça por um basta nas agressões

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Artista processará o jornalista João Pedrosa, que publicou em seu perfil no Instagram, ao comentar uma foto da atriz Silvia Buarque, filha de Chico, ao lado do pai e da irmã Helena: “Família de canalhas!!! Que orgulho de ser ladrão!!!”; para Chico, chegou a hora de dar um basta às falsas acusações que circulam na internet, inclusive as de que ele é beneficiário da Lei Rouanet; em dezembro, o cantor foi alvo de agressão verbal ao sair de um restaurante com amigos, no Rio; o artista foi chamado de “merda” e “petista ladrão” por um grupo de jovens por fazer defesas ao governo do PT

16 de Janeiro de 2016 às 07:31

247 – Alvo recente de agressão verbal no Rio de Janeiro por defender o governo do PT, o cantor e compositor Chico Buarque processará por danos morais, junto com a atriz Marieta Severo e as filhas do casal, o jornalista paulista João Pedrosa.

No fim de dezembro, Pedrosa postou em seu perfil no Instagram ao comentar uma foto publicada pela atriz Silvia Buarque ao lado do pai e da irmã Helena: “Família de canalhas!!! Que orgulho de ser ladrão!!!”.

De acordo com o colunista Ancelmo Gois, para Chico, chegou a hora de dar um basta às falsas acusações que circulam sobre ele na internet, inclusive as de que ele é beneficiário da Lei Rouanet.

O colunista do Globo afirma que o artista não tem nada contra as leis do governo de incentivo à cultura, mas que nunca usou qualquer uma delas. A ação será defendida pelo advogado João Tancredo.

Em dezembro, o cantor foi hostilizado por um grupo de jovens ao sair de um restaurante com amigos no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. Chico foi chamado de “merda” e “petista ladrão” por fazer defesas ao governo do PT (relembre aqui). Entre os jovens, estavam Álvaro Garnero Filho, filho do empresário e apresentador paulista Álvaro Garnero, e o rapper Túlio Dek, mais conhecido por ter namorado a atriz Cleo Pires.

Chico vai à Justiça por um basta nas agressões | Brasil 24/7

14/12/2015

O ódio a Lula tem cura

Folha de São Paulo: “Em 13 anos de PT no poder, o Brasil distribuiu sua renda como em nenhum período da história registrada pelo IBGE. Todos ganharam. Quanto mais pobre, melhor a evolução. Foram 129% de aumento real (acima da inflação) na renda dos 10% mais pobres. Nos 10% mais ricos, 32%.” Agora procure uma manchete da Folha que demonstre esta informação. Não há. Todo mundo, literalmente, já sabe, que os governos Lula e Dilma tiraram da miséria milhões de brasileiros. Não precisa ser muito inteligente para constatar. Bastar não ser anencefálico, um midiota amestrado para ver. Quando Danusa Leão e Luis Carlos Prates vociferam contra a possiblidade de pessoas mais simples viajarem ou de comprarem carro, antes privilégio de poucos, vê-se que o ódio a Lula é do tipo mais baixo, e por isso mais difícil de ser extirpado. Sim, é a classe média que ganhou, mas que viu outros ganharem e, por isso, disputam espaços com ela. Onde estão os que odiavam o ENEM? De repente o ENEM se consolidou, não sem antes fomentarem uma onda irracional de ódio a Lula e ao PT. O ódio ao Mais Médicos se deve também a esta dificuldade da classe média em dividir espaços. Não estão preocupados em resolver o problema de quem não tinha acesso a médicos, mas em combater quem possa diminuir sua margem de lucro.

O ódio ao Lula é em grande parte decorrente do incômodo de dividir espaço com alguém, como nas políticas de castas, que julgam inferior. Parte dos que ascendem em instituições públicas, como Poder Judiciário, MPF e Polícia Federal, saíam da classe média, por isso há uma parte podre, que vê com ódio que estão tendo de compartir espaços que antes lhes eram cativos. Demorará ainda algum tempo para que a massa que ascendeu e chegou, via políticas sociais, aos bancos das universidades a chegarem nestas instituições. Até lá, o preconceito, e por isso o ódio, a Lula é uma realidade palpável.

Lula nunca ganhará uma estatueta da Globo. E isso é a melhor coisa que lhe poderia acontecer.

Paulo Pimenta – Deputado federal pelo PT-RS

Em busca de um crime do Lula -13 de Dezembro de 2015
    LULA MARQUES: <p>Brasília- DF 14-08-2015 Foto Lula Marques/Agência PT Ex-presidente Lula durante ato educação para todos.</p>

Há um vício de origem no noticiário e nesse arremedo de investigação sobre medidas provisórias de incentivos fiscais nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O que se quer, mais uma vez, é encontrar um crime para pendurar no pescoço de Lula. Às favas os fatos: as Medidas Provisórias (MPs) em questão criaram dezenas de milhares de empregos numa parte do Brasil em que a indústria automotiva jamais teria chegado sem um empurrão do Estado. Isso se chama política de desenvolvimento regional. No país dos justiceiros, virou crime. “Crime do Lula”.

A primeira MP, a 471/2009, simplesmente prorrogou, até 2015, o incentivo que vigorava desde 1999 e seria extinto em 2010. Foi aprovada por unanimidade no Congresso. A segunda, 512/2010, estendeu o incentivo a novos projetos. Em 2013, o Congresso acrescentou emenda à MP 627, sobre tributação de empresas no exterior, estendendo o incentivo até 2020. Como é comum nos trâmites de legislação tributária (e também de interesses corporativos), escritórios de lobby foram contratados pelas partes interessadas.

Na cabeça de alguns jornalistas, delegados e procuradores, Lula só poderia ter assinado tais MPs para favorecer a indústria automotiva, movido a propina. É gente que julga os outros pela régua da própria malícia ou da própria mediocridade. Não têm noção do que seja governar um país ou coordenar políticas públicas dentro do jogo democrático.

A primeira “reportagem” do Estado de S. Paulo sobre o tema, de outubro passado, já trazia entre aspas a expressão “MP comprada”, sem explicar quem, acaso, a teria vendido. Fazia uma ligação inverossímil e desonesta entre a MP de 2009 e um contrato firmado, cinco anos mais tarde, entre um escritório investigado na Zelotes e a empresa do filho de Lula. Caso inédito de propina a longuíssimo prazo…

A reportagem desonesta deu azo à invasão do escritório do filho de Lula pela PF, autorizada por uma juíza substituta e mais tarde corretamente desautorizada por uma desembargadora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Torturando os fatos, o que se tenta agora – na imprensa e nas delegacias – é associar o tal contrato ao conjunto de MPs, inclusive a de 2013, que Lula nem assinou, pelo simples fato de não ser mais presidente. Ou seja: não se investigam fatos, investiga-se Lula.

Se tivessem um pingo de honestidade intelectual (abro mão do equilíbrio) nossos justiceiros iriam ao anuário da Anfavea para saber que, além da indiciada CAOA, outras cinco indústrias (das maiores) estão nas regiões abrangidas pelos incentivos: Ford (BA e CE), Fiat Chrysler FCA (PE), John Deere Tratores e Mitsubish (GO) e Mahindra (AM). Foram responsáveis por 8% das unidades produzidas no Brasil em 2013. Estão em fase de implantação unidades da JAC Motors e Foton Motors, ambas na Bahia.

Cada uma dessas fábricas traz consigo uma rede de fornecedores de autopeças e serviços, que gera milhares de empregos de qualidade. O pólo de Camaçari, por exemplo, é o centro de uma rede de 27 fornecedores, gerando 5 mil empregos diretos e 50 mil indiretos. A fábrica da FCA em Goiana (PE) atraiu 16 indústrias do porte da Pirelli, Magneti Marelli, Saint Gobin, entre outras, gerando 9 mil empregos diretos.

Onde está o prejuízo ao interesse público? Onde está o tráfico de influência, se as medidas foram apresentadas publicamente, com exposições de motivos, e aprovadas pelo Congresso? Onde estão as supostas evidências de que as MPs teriam sido “compradas”? E quem as teria “vendido? A unanimidade do Congresso? Só um mentecapto ou alguém de má fé absoluta para imaginar essa trama. Ou alguém inabalavelmente determinado a pendurar um crime – qualquer um – no pescoço do maior líder popular deste País.

Em seu governo, Lula assinou duas Medidas Provisórias que aumentaram os salários da Polícia Federal: a 305/2006, que incorporou as gratificações aos vencimentos e passou o piso de agente iniciante de R$ 4 mil para R$ 6,2 mil; e a 431/2008, que levou esse piso para R$ 7,5 mil. Raciocinando como cidadão, acredito que Lula agiu assim para fortalecer o combate ao crime e à corrupção. Raciocinando como certos jornalistas, promotores e delegados, estaria investigando quem “comprou” as MPs para beneficiar a PF. Seria mais um “crime do Lula”.

Em busca de um crime do Lula | Brasil 24/7

17/11/2015

Caça a jato

Se houvesse um mínimo de imparcialidade, não digo Eduardo CUnha, mas a mulher dele já teria sido presa. Eduardo CUnha era o sonho do golpista para tirar Dilma e emplacar o Napoleão das Alterosas. Com Aécio na Presidência, toda cidade paraense seria candidata a um aeroporto clandestino. A irmã, Andrea Neves, seria a presidente do Banco Central e da CECON. Veja, Globo, Folha, Estadão e RBS ganhariam alguns anos de sobrevida e todos diriam que o Brasil, enfim, estaria no paraíso. Bem, qualquer viciado em cocaína tem momento em que delira estar no paraíso…

A caça ao Lula faz lembrar de outro famoso caçador, Collor de Mello. Não por acaso também em parceria com os grupos mafiomidiáticos. Deu no que deu, mas o ódio de classe impede que se aprenda com a história.

Porque a Lava Jato já condenou Lula

ter, 17/11/2015 – 20:28

Luis Nassif

 

Procuradores, delegados e o juiz Sérgio Moro têm certeza de que o esquema de corrupção esteve sob o comando de Lula. A prisão de Lula tornou-se ideia fixa para a Lava Jato. Não se trata de suspeita tratada como suspeita.

Quando o procurador grisalho, de olhos rútilos afirma que já pegaram Dirceu e agora vão pegar quem está acima de Dirceu, certamente não está pensando no Divino Espírito Santo.

Há três fatores alimentando essa obsessão: um de caráter penal, dois de fundo psicológico.

O de caráter penal é a simplificação que acomete procuradores, delegados e repórteres policiais, de tratar a organização política com a mesma ótica com que tratam as organizações criminosas: uma estrutura hierárquica em que todos os comandos emanam do chefe e todos os favores visam benefícios pessoais.

Há uma estrutura hierárquica e o comando geral é do primeiro da hierarquia. Sua cabeça persecutória não consegue entender as nuances do jogo político, muito mais fluido e descentralizado que nas organizações criminosas.

Não é de hoje, nem restrito ao Brasil, esse conflito entre a maior permissividade da política e dos negócios, e a visão branco-preto dos órgãos de fiscalização e controle.

No caso da Lava Jato soma-se a essa visão um conhecimento pobre sobre procedimentos bancários e ferramentas de estímulo à economia, tanto da parte de procuradores e delegados quanto de repórteres policiais. Melhoraram muito a percepção sobre crime financeiro e em nada sobre as ferramentas convencionais de política econômica.

Essa desinformação faz com que se proceda à criminalização de qualquer fato, desde financiamentos à exportação até a diplomacia comercial.

As prerrogativas do poder

Outra complicação é a dificuldade que têm para separar as chamadas prerrogativas do poder dos crimes de corrupção.

A imagem e as relações criadas por um ex-presidente é um ativo pessoal seu.  Cada qual dá o uso que bem entende. Podem usar em palestras, facilitar negócios para familiares, até afrontar alguns limites éticos sem configurar crime.

E quando o palestrante tem projeção internacional – casos de Fernando Henrique Cardoso e Lula – o valor do cachê é igualmente elevado.

Logo que deixou a presidência, a primeira palestra de Fernando Henrique Cardoso foi para a Ambev – beneficiada por ele através do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O cachê foi de US$ 150 mil na época e serviu de parâmetro para os cachês subsequentes.

No seu governo, seu filho Paulo Henrique conseguiu um belo emprego na CSN, em ONGs ambientais e, depois de sua saída tornou-se sócio da Disney em uma rádio paulistana. Quais os atributos profissionais de Paulo Henrique? Filho de ex-presidente.

A mesma métrica vale para Lula. Acumulou um amplo patrimônio palestrando e fazendo lobby (legítimo) na África e América Latina para empreiteiras beneficiadas por obras e financiamentos em seu período de governo.

Seu filho emplacou um patrocínio de R$ 2,4 milhões junto a um lobista da indústria automobilística. Quais seus atributos profissionais? Ser filho de ex-presidente.

Não fizeram nada diferente do que fazem ex-presidentes dos Estados Unidos, França e Inglaterra. A tentativa de criminalizar um – e esquecer o outro – se deve ao atual viés político do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, mas também a dois outros fatores.

A busca do Santo Graal

O segundo fator é a busca do Santo Graal, a vitória final para a imortalidade: a prisão de Lula, que se tornou uma obsessão para a Lava Jato, seja por suas inclinações partidárias, seja por disputa profissional.

Se não conseguir, ao menos atenda-se ao terceiro fator, dar sobrevida à Lava Jato nas manchetes de jornais.

No jornalismo, não há tema que resista ao desgaste da repetição reiterada, nem atentado na França, nem lama de Mariana.

A Lava Jato esgotou seu potencial midiático. Não ganha mais as manchetes principais, e quando ganha é por mera solidariedade partidária dos jornais. Mas não desperta mais o interesse do leitor porque tornou-se uma repetição menor dos procedimentos inciais: anuncia-se uma nova etapa, prende-se a arraia miúda (porque a graúda já foi presa), vaza-se uma delação do delator que ouviu dizer que fulano ouviu dizer que beltrano ouviu dizer que Lula sabia de tudo. Aí o Instituto Lula solta um desmentido que não é desmentido e a vida continua.

Diga-se em favor da Lava Jato, que o modelo de atuação impediu parcialmente o excesso de protagonismo individual de procuradores e delegados. Digo parcialmente porque a imagem de procuradores percorrendo o país com uma lanterna acesa e pregando o fim da corrupção constrangeu públicos mais sofisticados.

Mas, enfim, atuam em equipe, vazam as notícias em equipe e se defendem mutuamente: quando um corregedor da PF ousou colocar em dúvida o grampo na cela de Alberto Yousseff, procuradores da Lava Jato correram para processá-lo por calúnia, injúria e difamação antes mesmo de terminar a sindicância.

Depois de conhecer a luz, deter o poder de comandar as manchetes, montar coletivas aguardadíssimas, o maior temor é a volta à normalidade do trabalho burocrático e das operações invisíveis, pois sem viés político.

Não bastasse o gradativo esgotamento do potencial feérico da Lava Jato, a partir de agora os holofotes terão que ser divididos com colegas que atuarão em outros estados. A divisão da Lava Jato em várias frentes aumentará sua eficácia investigativa, saindo do rame-rame da delação premiada e da quebra de sigilos para ações de inteligência; mas aumentará a disputa pelas manchetes, em um mercado que deixou de ser ofertante.

E aí a Força Tarefa e o juiz Sérgio Moro são vítimas de um problema que acomete toda pessoa que experimentou os holofotes da mídia: a síndrome da abstinência.

O fator Lula

É esse o pano de fundo para essa caçada implacável a Lula. Enfiaram na cabeça e passaram publicamente a expressar esse desejo: querem a cabeça de Lula. Todas suas energias estão a serviço da sua tese. Mas como não pronunciam a palavra Lula, limitando-se a se referir ao “chefe do Dirceu”, atendem aos requerimentos republicanos do Ministro José Eduardo Cardozo.

E aí cria-se um quadro de autoconvencimento que está longe de ser profissional:

  • Já tem a conclusão antes das provas: o culpado é Lula.

  • Tem o poder de aceitar ou não a delação do delator. E o delator sabe o que os procuradores querem: Lula. E esse desejo expresso, público, notório dos procuradores é a condição para a aceitação da delação do delator. Então, se é isso que eles querem….

  • Como o operador não tem provas, provavelmente jamais viu Lula pessoalmente, recorre ao “ouvi dizer”. A delação, então, é vazada para a mídia e o “ouvi dizer” torna-se matéria diária, com procuradores e delegados iludindo-se de que isto é investigação e a imprensa iludindo-se que isto é notícia, e ambos banalizando o conceito de investigação séria que deveria permear a Lava Jato.

Porque a Lava Jato já condenou Lula | GGN

26/10/2015

Meritocracia, a “que horas ela volta”?

Meritocracia e choque de gestão são apenas mais duas patranhas do PSDB e da velha mídia que o protege que se somam àquela primeira, “os melhores quadros”…

Enem: A meritocracia e outras fábulas para ninar adultos, por Leonardo Sakamoto

Enem: A meritocracia e outras fábulas para ninar adultos, por Leonardo Sakamoto

dom, 25/10/2015 – 18:34

Do blog do Sakamoto

Enem: A meritocracia e outras fábulas para ninar adultos

Leonardo Sakamoto

Passando perto de um local de realização do Enem, neste sábado, parei um pouco para ver o pessoal que seguia, cheio de pensamentos, para as salas de prova. Perto de mim, dois pais conversavam sobre o futuro de suas filhas e, claro, sobre o país. Não consigo reproduzir exatamente as palavras, mas a conversa foi mais ou menos esta:

– Nunca poupamos investimento na minha família para a educação. Educação sempre em primeiro lugar. A Paulinha, desde cedo, frequentou os melhores colégios, teve todos os livros que pediu, viajou para fora para ampliar a cultura…
– Se o Brasil fosse justo, um lugar em que o mérito fosse levado a sério, nossas filhas estariam com vaga garantida. Mas essas cotas distorcem tudo.
– É. Acaba entrando quem não merece, quem não se esforçou o bastante.

Sempre acho que essas coisas são pegadinha. Olho em volta, procuro câmeras escondidas, fico esperando surgir o Sérgio Mallandro e gritar “Rá! Te peguei!”. Mas, não. Ele nunca aparece.

Deu até vontade de, educadamente, perguntar se eles acreditam mesmo que a meritocracia é hereditária. E se crêem que suas filhas saíram do mesmo ponto de partida que outras pessoas às quais foram negadas todas as condições para poderem conseguir o melhor de si.

Pois, desse ponto de vista, quem tem o mérito maior: quem saiu do zero e, apesar das adversidades, conseguiu estar na média ou quem sempre teve todos os recursos à mão, mas avançou muito pouco, ficando um pouco acima da média?

Pois, se por um lado, as cotas garantem um acréscimo de condições para o candidato pobre, negro e/ou indígena, por outro a desigualdade social garante um acréscimo de condições para os candidatos mais ricos.

Contudo, reclamar do primeiro é “justiça” e, do segundo, “inveja”.

A “meritocracia” funciona em um debate como um coringa num jogo de buraco: quando falta carta para bater, ela aparece para salvar uma sequência incompleta. Não fica lá a coisa mais bonita do mundo, mas resolve sua vida porque todo mundo aceita que aquela carta pode preencher um vazio de sentido.

Não sou contra que competência e experiência individuais sejam parâmetros de avaliação. Mas muitas vezes não é o “mérito” que está sendo avaliado em um contexto que desconsidera fatores externos. Além do mais, uma coisa é o mérito em si e, outra, um sistema de poder criado em torno dele como justificativa para manutenção do status quo.

O problema é que o uso dessa palavra como verdade suprema acaba servindo a quem ignora que as pessoas não tiveram acesso aos mesmos direitos para começarem suas caminhadas individuais e que, portanto, partem de lugares diferentes. Uns mais à frente, outros bem atrás.

Há muita gente contrária a conceder benefícios para tentar equalizar as condições de recebeu menos sorrisos da sorte. Acreditam que a única forma de garantir Justiça é tratar desiguais como iguais e aguardar que as forças do universo façam o resto.

E esse discurso é tão bem contado que, não raro, são apoiados por pessoas que, apesar de largarem em desvantagem, venceram. “Tive uma infância muito pobre e venci mesmo assim. Se pude, todos podem.” Parabéns para você. Mas ao invés de pensar que todos têm que comer o pão que o diabo amassou como você, não seria melhor pensar que um mundo melhor seria aquele em que isso não fosse preciso?

Espero que ambas as filhas tenham ido bem no exame, se tiverem se dedicado para isso, claro. Mas, olhando como não conseguimos compreender os outros, pensamos primeiro em nossos umbigos e consideramos que sucesso diz respeito apenas ao esforço individual, penso que falta muito para deixarmos de ser uma espécie com tamanho nível de mesquinharia.

Enem: A meritocracia e outras fábulas para ninar adultos, por Leonardo Sakamoto | GGN

Midiota

Filed under: Amestrados,Ódio de Classe,Celene Carvalho,Déficit Civilizatório,Midiota — Gilmar Crestani @ 12:48 am
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Midiota é um termo usado para designar o público que é teleguiado pela mídia. Dos que conheço, nenhum consegue formular um parágrafo com sujeito, verbo e predicado. Só sabem usar adjetivos e pontos de exclamação. Foi a mídia que recrutou a marcha dos zumbis. E foi a mídia que chocou o ovo da serpente. A cada dia que passa, mais víboras, como esta, estão aparecendo em locais públicos. Há uma parcela de amestrados que perdeu o pudor de mostrarem que não têm pudor.  Vendo figuras como esta não é difícil entender as hordas nazistas entrando em lojas de judeus para bater e destruir. Pelo andar da carruagem, Bolsonaro terá mais facilidade para recrutar SS do que Hitler.

Por que será que tudo de estranho ou acontece no Paraná ou em São Paulo? Paraná se explica, pela proximidade com o Paraguai e seus produtos falsificados. Mas São Paulo? Seria a água do Tietê que a SABESP anda fornecendo? Ou seria uma demência exatamente pelo racionamento d’água?!

Os sites e os blogueiros que fazem a cabeça da mulher que agrediu Suplicy. Por Paulo Nogueira

Postado em 25 out 2015 – por : Paulo Nogueira

O ídolo

O ídolo

Onde buscam suas informações desvairados como a mulher histérica que hostilizou neste sábado o ex-senador Suplicy na Livraria Cultura de São Paulo?

Quem turva a cabeça deles? Quem os enche de uma mistura brutal de ódio e ignorância?

São questões que vinham de ocorrendo desde que assisti a vídeos de manifestações de direita em que os presentes, diante de um microfone, falavam coisas desconexas, num tom de quem não tem nenhum controle emocional, os olhos arregalados e uma expressão de doidos.

Tive, agora, a oportunidade de responder a muitas de minhas dúvidas.

Um amigo do Facebook, Alexandre, me enviou a conta ali da mulher que estrelou o vídeo da agressão a Suplicy na Livraria Cultura.

Seu nome é Celene Carvalho, 50 anos.

Ela já ganhara notoriedade ao perturbar o casamento do médico Roberto Kalil, ao qual Dilma e Lula compareceram.

Na linha do tempo de Celena você encontra diversas menções ao site O Antagonista, dos jornalistas Diogo Mainardi e Mário Sabino.

Não surpreende.

O Antagonista é um vulcão em permanente erupção de ódio ao progressismo. Mainardi é Mainardi. Sabino é aquele ex-redator chefe da Veja que mandou um subalterno escrever uma crítica glorificadora de um romance dele mesmo que desapareceu no tempo e no espaço, pela irrelevância literária.

A Veja também é muito citada por Celene. Mais uma vez, nenhuma surpresa.

Num vídeo da Veja compartilhado por ela, Augusto Nunes e Marco Antônio Villa discorrem sobre “a organização criminosa”, o PT.

Em outro, Marcelo Madureira convoca as pessoas para uma manifestação pelo impeachment.

Mas seu ídolo, para usar sua própria expressão, é Reinaldo Azevedo. Ela publicou no Facebook, com visível orgulho, uma foto em que está ao lado de Azevedo. Parecem ter sido feitos um para o outro. (Tolstoi jamais se gabou dos romances que escreveu. Tinha sérias restrições a Ana Karenina. Mas Azevedo não se cansa de lembrar à humanidade que cunhou a palavra “petralha”, amplamente empregada por analfabetos políticos e obtusos de toda natureza.)

Moro é outro heroi de Celene. Uma de suas fotos mais curtidas e comentadas no Facebook ao traz com a mulher de Moro.

Com a mulher de Moro, seu heroi

Com a mulher de Moro, seu heroi

Publicações em geral elegem uma pessoa como seu personagem símbolo, para que os editores calibrem melhor seus textos e atinjam o público alvo.

O personagem símbolo da Veja e do Antagonista é Celene Carvalho. Isto conta tudo sobre o conteúdo de ambos.

Lauro Jardim, ex-Veja e atual Globo, também aparece na página de Celene. De novo, era previsível.

Fica claro, pela leitura do Facebook de Celene, que é a mídia que foi criando figuras como ela, gente que vai espalhando seu ódio doentio por todos os lados.

São os filhos da mídia.

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Celene aparentemente é solteira. Não se vê nenhuma menção a filhos ou a marido ou namorado em seu Facebook. Tampouco amigos são vistos lá. Nada de livros, nada de filmes.

Tudo é dominado pelo antipetismo.

Provavelmente ela encontrou na militância de direita um substituto para uma vida pessoal vazia, solitária e sem sentido.

Ela se apresenta como hoteleira. Uma pesquisa no Google a aponta como dona do hotel Dona Balbina, de uma estrela, no Espírito Santo.

Aparentemente, ela não tem tido tempo para cuidar de seu negócio. No site TripAdvisor, um hóspede relata que a água do chuveiro estava fria, que a cama de casal era dura e muito estreita e que o telefone do quarto não se comunicava com a recepção.

“Além do mais falta frigobar no quarto”, disse o hóspede. “Acho que no verão deve ser impossível dormir pela falta de ar condicionado.”

O hotel parece ser uma das últimas prioridades de Celene. Além de insultar outras pessoas, Celene se entreteve nos últimos meses em atividades como a feitura do boneco Pixuleco.

Penso comigo que já é hora de ela acrescentar uma nova atividade a sua rotina: providenciar um advogado para defendê-la num processo.

Até aqui, ela tem tido mãos livres para disseminar injúrias e atormentar pessoas pacíficas como Suplicy.

Torço que Suplicy se incumba de dar esta nova atividade a Celene Carvalho.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » Os sites e os blogueiros que fazem a cabeça da mulher que agrediu Suplicy. Por Paulo Nogueira

23/10/2015

Helicóptero de amigo do …. com 450 kg de cocaína

folha spDas manchetes que jamais verás nos assoCIAdos do Instituto Millenium: Helipóptero de amigo do Aécio, com 450 kg de cocaína, foi apreendido no Espírito Santo. Mas podemos tirar, se achar melhor… Para os golpistas, a caça ao Lula enfrenta qualquer tipo de lógica. Nem se fala de isonomia de tratamento ou de respeito ao fatos. É manipulação grosseira feita por boçais cujo único objetivo é criminalizar Lula para esconder o apoio a traficantes  e toxicômanos.

Como já dizia o velho Barão de Itararé, de onde menos se espera, de lá mesmo é que não sai nada. Aliás, sai. É da Folha que saía as peruas que transportariam os corpos dilacerados dos presos sem mandado, torturados por prazer nos DOI-CODI, estuprados na frente dos finanCIAdores da OBAN, e depois escondidos no Cemitério de Perus. A Folha tinha participação nisso, por isso que ela saiu-se com a definição antológica da ditadura: ditabranda! Não bastasse isso, resolveu publicar um ficha falsa da Dilma. Está no DNA da Folha, o golpismo cínico, escancarado, e sempre para proteger traficantes, golpistas, corruptos.

Nesta mesma edição da Folha, por mais paradoxal que parece, em relação a Eduardo CUnha, a Folha ainda usa a linguagem na condicional. Deputado do PP está envolvido, mas o nome não apare…

Pecuarista amigo de Lula diz que repasse de lobista foi empréstimo

Eurides Aok – 16.mai.10/Correio do Estado

O pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula

MÔNICA BERGAMO
DE COLUNISTA DA FOLHA

23/10/2015 02h00

O pecuarista José Carlos Bumlai, acusado pelo delator Fernando Soares, o Baiano, de receber propina para mediar negócios no setor de petróleo e repassá-los a uma nora do ex-presidente Lula, afirma que os recursos que recebeu do lobista serviram, na verdade, para pagar empregados de suas fazendas.

Bumlai repetiu a versão a mais de uma pessoa. Segundo a Folha apurou, ele diz que contratou Baiano para ajudá-lo a vender uma termelétrica. Pela corretagem, lhe pagaria uma comissão milionária.

Como estava precisando de recursos com urgência, já que seus negócios no setor agropecuário passam por dificuldades, Bumlai pediu a Baiano, na ocasião em que o contratou, um empréstimo para quitar dívidas com trabalhadores de suas terras.

O lobista aceitou, segundo a versão do pecuarista. Como tinha recursos para receber de uma empresa ligada à OSX, de Eike Batista, para quem prestava serviços, Baiano pediu que a companhia repassasse o crédito a Bumlai.

O dinheiro teria sido então depositado na conta de uma empresa da família do fazendeiro. Ou seja, o que Baiano diz ser propina não passaria de um empréstimo a Bumlai, sem contrato assinado e jamais saldado.

O fazendeiro diz a interlocutores que, ao contrário do que sugere o delator, os recursos depositados na tal empresa não foram repassados a uma nora do ex-presidente Lula, mas sim a ele próprio, por meio de um contrato de mútuo. Ele teria usado o dinheiro para então pagar seus empregados.

O fazendeiro rebate ainda os valores revelados por Baiano nos depoimentos que deu às autoridades em acordo de delação premiada. Ele diz que não recebeu R$ 2 milhões do delator, e sim R$ 1,5 milhão.

DELAÇÃO

Baiano afirmou em seus depoimentos que o ex-presidente Lula participou de reuniões com Bumlai, de quem é amigo, e o presidente da Sete Brasil, João Carlos Ferraz, sobre contratos da Petrobras.

A reunião com Lula foi marcada durante as tratativas de Baiano, que atuava em nome da OSX, de Eike, e Bumlai para conseguirem um contrato de construção de navios-sonda com a Sete Brasil.

Segundo a versão do delator, Lula teria prometido "ajudar a dar mais velocidade", mas os negócios supostamente intermediados por Bumlai não prosperaram.

Mesmo assim, meses após a reunião, que teria ocorrido em 2011, Baiano diz ter repassado R$ 2 milhões em propina a Bumlai, que teria solicitado para uma nora de Lula.

Lula disse que nunca autorizou o amigo a pedir dinheiro em nome dele e negou que alguma nora tenha recebido favor de Baiano. Nesta quinta (22), o ministro do STF Teori Zavascki negou um pedido de Fábio Luís Lula da Silva, filho de Lula, para ter acesso à delação de Baiano.

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