Ficha Corrida

02/05/2015

Eis porque abandonei o facebook

Filed under: Ódio de Classe,Bolsa Família,Facebook — Gilmar Crestani @ 12:38 pm
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O feicebuque oportunizou a reaproximação com parentes e amigos que não via de longa data. Alguns parentes que sequer conhecia. Esse foi o lado bom.

Mas o feice também me deu a conhecer um lado do ser humano que julgava menos presente em nossa sociedade.

O preconceito social, a inveja, o despeito e o ódio de classe. Sucumbi à decepção, me deprimi e não pude continuar jogando semente em terreno inóspito. Jamais imaginava o quanto pessoas pretensamente inteligentes ou pelo menos bem informadas pudessem manifestar tanto desprezo pela humanidade. Humanidade no sentido humano da palavra.

Não tenho estômago para engolir pessoas com diploma de curso superior se declarando a favor da ditadura. Ou que, ao mesmo tempo em que recebem uma infinidade de benefícios sociais dos cofres públicos, sejam tão avessos a que o Estado ajude a tirar da miséria seus cidadãos.

Se o Estado não serve para emancipar seus filhos para que servirá então?

Pessoas que recebem a título de auxílio alimentação, mensalmente, R$ 800 reais, mais auxílio creche, independentemente do filho frequentar creche, mais R$ 600 reais mensais, que podem deduzir do imposto de renda os recibos de despesas com instrução, com plano de saúde e despesas médicas, postarem mensagens de ódio só porque uma família pobre recebe, com a condição que o filho frequente a escola, a esmola de R$ 73 reais. Pessoas que fotografavam refeições de duzentos, trezentos reais mas odiavam aquelas que recebiam o Bolsa Família. Seis anos de seminário franciscano não me prepararam para ter tanta tolerância.

Não! O feicebuque me fez desprezar pessoas próximas e distantes, e amar mais meus cães e gatos. Porque até um cão tem mais coração que muita gata e cadela do feicebuque.

02/12/2014

Bolsa Família Vuiton

Filed under: Bolsa Família,Bolsa Rapina,Maitê Proença — Gilmar Crestani @ 9:40 am
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01/12/2014 – Bolsa dondoca consumiu mais de R$ 4 bi dos cofres públicos em 2014

maite

Alguns de vocês devem se lembrar da famosa entrevista da atriz Maitê Proença para o Estadão na época das eleições de 2010, na qual ela afirmou, com todas as letras, que gostaria que o machismo “salvasse” o país da então candidata petista Dilma Rousseff.

Enquanto isso, Maitê foi no jantar promovido pelo PSDB e posou de “engajada” tirando a roupa na ridícula campanha contra a usina de Belo Monte. O tempo, claro, foi implacável com a global e a História provou, mais uma vez, que o elitismo e o machismo de pessoas como a atriz perderam espaço no Brasil, com a vitória de Dilma nas urnas.

Até aí, nada de novo. O que pouca gente sabe (ou lembra) é que Maitê recebe desde 1989 uma pensão mensal vitalícia de “míseros” 13 mil reais. Motivo? Ser filha solteira de procurador de justiça falecido. Só isso mesmo: sem derramar uma gota de suor, sem produzir NADA para a sociedade brasileira, essa cavalgadura anencéfala chupinha uns vinte salários mínimos na altura de seus 55 anos de idade! Dá gosto saber que estamos do lado oposto a gente assim na política, não é mesmo? Diga-me com quem NÃO andas e te direi quem és…

Mas o pior, meus caros, ainda está por vir: Maitê é só a ponta do iceberg. Um sem fim de dondocas elitistas parasitam dos cofres públicos mais de quatro bilhões de reais todos os anos pelo simples fato de, à exemplo da atriz, permanecerem na condição de solteiras (ao menos “de fachada”) e serem filhas de funcionários públicos falecidos do alto escalão. Bilhões. Todos os anos. Dondocas na maioridade, com plena capacidade de labutar, que sempre tiveram do bom e do melhor na infância e adolescência. Quanta gente, no Brasil, deixaria de passar fome se essa quantia exorbitante fosse distribuída entre quem ganha menos?

O mais engraçado é que aquele seu amigo coxinha, que vive enchendo o saco com aquela falácia da “meritocracia”, repetindo ad nauseam que o governo precisa “ensinar a pescar” ao invés de investir em programas de redistribuição de renda para pobres, mas não dá UM PIO sobre essas filhinhas de papai (morto) que, em muitos casos, já eram ricas e ficaram ainda mais com essa mamata que não produz absolutamente nada de útil para o país. Bem diferente do Bolsa Família, que tira dezenas de milhões da miséria, aquece a economia e ajuda a aumentar o consumo de bens de primeira necessidade, como geladeira, fogão, etc.

*Aos doze anos, sua mãe foi assassinada pelo marido – pai de Maitê -, que era procurador de Justiça. Absolvido em dois julgamentos, com base na tese de legítima defesa da honra , cometeu suicídio em 1989.

reprodução (PlantãoBrasil)

Bolsa dondoca consumiu mais de R$ 4 bi dos cofres públicos em 2014 « Poços10 – Poder e Política

26/11/2014

Bolsa Família de quem é contra Bolsa Família

Filed under: Bolsa Família,Classe Mérdia,Ignorância,Maldade,Má fé — Gilmar Crestani @ 8:37 am
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Bolsa ImbecilA classe média é assim chamada porque só passa na média. Se fosse melhor seria classe superior. Como é mediana, fica pisando nos de baixo para ver se fica na altura da superior.

Pois esta classe média que come feijão e arrota picanha, é também beneficiada com uma Bolsa Família superior à Bolsa Família destinada aos pobres e necessitados. Se um Estado não serve para auxiliar seus cidadãos mais pobres, servirá para quê? Veja bem, por que ninguém reclama dos empréstimos que a RBS faz com o Banco do Brasil e do BNDES, pagando juros mais baixos que os de mercado, mercado a quem ela tanto defende?!

Por exemplo, tomemos duas famílias classe média, com renda mensal de R$ 10.000,00. Um com um filho e outra sem filhos.

Quanto a família que tem UM FILHO ganha do Estado, por mês, a mais do que a outra que não tem filhos?

Nem vou falar da dedução com despesas de saúde, inclusive a mensalidade para planos privados como a UNIMED.

Vou pegar apenas um dado, o do Imposto de Renda:

Dedução mensal por filho dependente: R$ 179,71

Dedução anual com despesas com instrução: R$ 3.375,83

Por dependente: 179,71 x 27,5% = 49,42 mensais;

Despesas com instrução anual: 3.375,83 * 27,5% = 928,35.  Dividindo este valor por 12 meses, temos: 928,35 / 12 = 77,36

Regra básica de adição: 49,42 + 77,36 = R$ 126,78

Portanto, esta família com UM filho receberá mensalmente do Estado r$ 126,78 e a família, com o mesmo rendimento mas que não tiver um filho, nada receberá.

Portanto, condenar o Bolsa Família de R$ 70,00, condicionado à frequência escolar não é só desinformação. É maldade misturada com MUITA ignorância.

02/11/2014

Cai mais um mito da direita midiática

Filed under: Bolsa Família,Eliane Cantanhêde,Mitologia — Gilmar Crestani @ 9:30 am
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bolsaPor que Eliana Cantanhêde não lê o jornal em que trabalha!?

Hoje a porta-voz do PSDB na Folha, Eliane Cantanhêde inocula mais um pouco do velho preconceito da velha mídia: “Era a história de um desastre anunciado e só não sabiam os menos escolarizados e quem ficou cego e surdo diante da realidade.” Com outras palavras dá trela ao estigma defendido por FHC contra os nordestinos, a de que as regiões mais pobres foram os grandes eleitores de Dilma. Ora, se foram os mais beneficiados, porque não eles?! Só falta explicar porque Dilma derrotou Aécio em Minas Gerais, onde este foi governador auto declarado com alta popularidade?! Tirando o poder econômico, pouca coisa sobra à massa cheirosa

Mas eis senão quando a própria Folha sai com esta de que o PT cresceu onde há pouco Bolsa Família. E agora como ficam as inúmeras acusações publicadas pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium de que o PT só tinha eleitores do Bolsa Família? Uma semana depois das eleições a Folha constata o que “só não sabiam os menos escolarizados e quem ficou cego e surdo diante da realidade”…

A melhor explicação não seria porque, ao contrário do PSDB, as políticas sociais do PT não cobram dos beneficiados retribuição eleitoral?! Não é benefício à cabresto, como faz o velho coronelismo incrustado na direita brasileira!

Petista cresceu onde há pouco Bolsa Família

Nos mil municípios menos dependentes do programa, Dilma colheu 4,8 milhões de votos a mais no segundo turno

Já nas mil cidades mais dependentes, seu crescimento em relação ao primeiro turno foi de apenas 486 mil votos

RICARDO MENDONÇADE SÃO PAULO

Embora a presidente Dilma Rousseff (PT) tenha derrotado o senador Aécio Neves (PSDB) por larga vantagem nos municípios mais dependentes do Bolsa Família, o programa social, sozinho, não explica o triunfo final da petista no segundo turno da eleição presidencial.

Isso porque, do primeiro para o segundo turno, o aumento da votação em Dilma ocorreu com mais intensidade nos municípios menos dependentes do Bolsa Família.

Dos 11,2 milhões de votos a mais que a presidente teve na etapa final, 7,3 milhões vieram das cidades onde o Bolsa Família beneficia menos de 25% da população.

Tradução: Dilma só foi reeleita porque, na disputa final, conseguiu crescer nos municípios onde há pouca gente inscrita no programa.

Essas afirmações são confirmadas a partir de vários ângulos nas tabelas que cruzam votação com dados do Bolsa Família por município.

Nas mil cidades menos dependentes do Bolsa Família (onde menos de 13% dos moradores são socorridos pelo programa), a votação de Dilma subiu de 28,2% dos válidos no primeiro turno para 38,3% na fase final.

Nos dois turnos, ela ficou atrás de Aécio nesse conjunto de cidades. Mas seu avanço de 10,1 pontos percentuais representou um ganho de 4,8 milhões de votos. Quase metade de toda a votação incorporada por ela na etapa final.

Já o avanço de Dilma nos mil municípios mais dependentes do programa acabou sendo bem mais modesto.

Nessas outras mil cidades –todas com mais de 60% da população atingida pelo Bolsa Família–, Dilma teve um ganho de 486 mil votos entre o primeiro e o segundo turno. Nesse mesmo universo, Aécio conseguiu crescer mais: obteve 730 mil novos votos.

Há duas explicações para o baixo avanço de Dilma nas cidades mais dependentes do Bolsa Família. Primeira: nesses locais, a petista já havia terminado o primeiro turno com um patamar alto de votos (73,3%). O espaço para avançar, portanto, era menor.

Segunda: nos mil municípios mais dependentes estão só 8% do eleitorado. No polo oposto (mil menos dependentes) estão 42% dos eleitores.

DISPUTA

Outro recorte que leva à mesma conclusão é a comparação entre os municípios com mais de 50% da população vinculada ao programa e os municípios com menos de 50% da população vinculada.

No primeiro grupo (o dos mais dependentes), Dilma ganha o segundo turno de Aécio por enorme vantagem: 75,8% a 24,2%. No mapa em que o vencedor de cada um desses municípios é destacados, quase tudo fica vermelho.

No outro grupo (o dos menos dependentes), Dilma perde, mas por um placar mais apertado: 52,5% para ele, 47,5% para ela. No mapa, a distribuição entre azul e vermelho parece equilibrada.

Nas 3.773 cidades com menos da metade da população no Bolsa Família, Dilma incorporou 10,2 milhões de votos no turno final. Sem isso, não teria sido reeleita.

24/10/2014

Meritocracia ou Bolsa Família à moda do Aécio

Aecio hjPOcrita

Mais parentes: Aécio governador indicou o pai, aos 76 anos, para conselho da Cemig.

Aécio Ferreira da Cunha — pai de Aécio Neves, candidato à presidência pelo PSDB — exerceu diversos cargos públicos ao longo da vida. Foi duas vezes eleito deputado estadual e seis vezes deputado federal. Além disso, também integrou o conselho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Morto em 2010, o último cargo que exerceu em vida foi a partir de uma nomeação realizada pelo governo de Minas Gerais no Conselho de Administração da Companhia Energética de MG (Cemig) durante a gestão do filho como governador.

Na ata da nomeação ao qual o DIA teve acesso consta que na reunião do dia quatro de junho de 2003, primeiro ano de governo de Aécio, Cunha foi um dos escolhidos para integrar o conselho da empresa. O nome dele está relacionado em uma lista de oito “eleitos pelo acionista Estado de Minas Gerais”. Outros dois acionistas privados elegeram mais seis conselheiros. A remuneração paga para o comparecimento a uma reunião mensal, conhecido como jeton, é atualmente de R$ 6.090,91.

A Cemig é uma empresa de economia mista e de capital aberto, com mais de 130 mil acionistas particulares brasileiros e internacionais. No entanto, o governo mineiro possui a maioria das ações. O pai de Aécio Neves trabalhou no conselho entre 2003 e 2009 — mesmo período em que o tucano era governador do estado.

Procurada, a Cemig disse que os membros do Conselho de Administração são eleitos pelos acionistas da companhia em Assembleia Geral. “Não existe conflito de interesse”, informou por meio de nota. Aécio Neves disse também, por nota, que o pai foi escolhido de forma “transparente” e por “unanimidade”. Ele morreu aos 83 anos de insuficiência hepática.

Saiba Mais: O DIAme

24/10/2014 00:23:51 – Atualizada às 24/10/2014 08:38:03

Pai de Aécio foi nomeado para conselho de estatal mineira durante seu governo

Ele trabalhou no conselho da Cemig entre 2003 e 2009 — mesmo período em que o tucano era governador do estado

Juliana Dal Piva

Rio – Aécio Ferreira da Cunha — pai de Aécio Neves, candidato à presidência pelo PSDB — exerceu diversos cargos públicos ao longo da vida. Foi duas vezes eleito deputado estadual e seis vezes deputado federal. Além disso, também integrou o conselho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Morto em 2010, o último cargo que exerceu em vida foi a partir de uma nomeação realizada pelo governo de Minas Gerais no Conselho de Administração da Companhia Energética de MG (Cemig) durante a gestão do filho como governador.

Clique na imagem acima para ver o infográfico completo

Foto:  Reprodução

Na ata da nomeação ao qual o DIA teve acesso consta que na reunião do dia quatro de junho de 2003, primeiro ano de governo de Aécio, Cunha foi um dos escolhidos para integrar o conselho da empresa. O nome dele está relacionado em uma lista de oito “eleitos pelo acionista Estado de Minas Gerais”. Outros dois acionistas privados elegeram mais seis conselheiros. A remuneração paga para o comparecimento a uma reunião mensal, conhecido como jeton, é atualmente de R$ 6.090,91.

A Cemig é uma empresa de economia mista e de capital aberto, com mais de 130 mil acionistas particulares brasileiros e internacionais. No entanto, o governo mineiro possui a maioria das ações. O pai de Aécio Neves trabalhou no conselho entre 2003 e 2009 — mesmo período em que o tucano era governador do estado.

Procurada, a Cemig disse que os membros do Conselho de Administração são eleitos pelos acionistas da companhia em Assembleia Geral. “Não existe conflito de interesse”, informou por meio de nota. Aécio Neves disse também, por nota, que o pai foi escolhido de forma “transparente” e por “unanimidade”. Ele morreu aos 83 anos de insuficiência hepática.

Ao longo do segundo turno, Aécio foi acusado pela adversária, a presidenta Dilma Rousseff (PT) de nepotismo devido ao trabalho da irmã Andrea Neves no núcleo de Comunicação do governo durante sua gestão no governo de Minas Gerais. Andrea detinha controle sobre o reparte de verba publicitária e a família possui três rádios, além de um jornal no estado. Aécio também nomeou um tio e seis primos em outros cargos do governo. Ele refutou as acusações de nepotismo feitas por Dilma por considerar o trabalho da irmã voluntário.

08/10/2014

Preconceito, ignorância, má fé

Tenho dois cursos superiores e uma especialização, feitos todos com recursos próprios. Não passo necessidades, tenho plano privado de saúde e ainda pago meu cardiologista particular. Mas tenho que dizer que sou terceiro filho de uma família de oito, criados na roça. Todos nascidos em escadinha, de ano em ano. Quando o segundo depois de mim nasceu, minha mãe estava com cinco filhos e a mais velha tinha seis anos. Com apenas dois anos, minha avó me levou e me criou até os sete anos.

Bolsa Família e preconceito socialSe minha família tivesse Bolsa Família talvez minha mãe pudesse ter comprado pílulas anticoncepcionais. Ou então poderia ter me criado junto com os demais. Não existia Bolsa Família ou qualquer outro programa social.

Não havia Mais Médicos. O hospital mais próximo distava 14 km e fui ao médico com meu pai, com quase 40º de febre, na garupa de cavalo. Saímos de manhã, chegamos à noite.

A escola distava 4km, que fazíamos à pé, morro abaixo para ir, morro acima pra voltar. Inverno ou verão, chuva ou sol.

Passei por tudo isso, mas não desejo que outros passem. O fato de ter passado por isso não me leva a desejar isso a outros. Pelo contrário, gostaria que este tipo de situação fosse eliminada. O valor do Bolsa Família é até pequeno. Os juros bancários, que levaram o Banco Itaú a apoiarem Marina Silva, consomem muito mais recursos públicos que o Bolsa Família. É a tal de dívida pública…

Quando vejo postagens de pessoas que também passaram por isso dizer que “no meu tempo, Bolsa Família era foice, pá, enxada”, fico a imaginar o que o tamanho do egoísmo que corrói o autor da postagem. É um misto de despeito, inveja e desinformação. Isso sim me envergonha!

Negar algo hoje só porque não tivemos não é só egoísmo de quem diz, mas uma atitude abjeta, de negar a outrem por birra. Negar a quem precisa porque não se teve demonstra o quão pequeno é um ser na escala humana. Pior, se dão ao luxo de cometer tamanha ignorância em público, espraiando para que o mundo o tamanho de suas limitações intelectuais. São os que não dizem uma vírgula aos empréstimos subsidiados que salvam grandes empresas, como RBS.

Isso, gente, é preconceito em relação às políticas sociais. Eu não preciso disso. Quando precisei, não tive. Agora, se devemos odiar quem recebe o Bolsa Família, porque não odiamos os empréstimos subsidiados para a classe média comprar apartamento. Aí pode, né! Tem gente, no serviço público, que ganha R$ 751,00 de auxílio alimentação mas acha abominável pagar R$ 173,00 de Bolsa Família. Que nome se pode dar a isso?

Há poucos anos atrás as sinaleiras, esquinas e proximidades de restaurantes eram habitadas por mães que empurravam crianças pedindo esmolas. As mães se entrincheiravam em algum esconderijo esperando o resultado da coleta das crianças. Por que será que não se vê mais crianças nas sinaleiras? Não seria pelo fato de que agora há Bolsa Família? Será que é tão difícil entender que a mãe só recebe a bolsa se o filho frequentar a escola? Para onde foi a sensibilidade das pessoas que notam esta diferença tão cristalina? Uma mãe receber um ajuda para manter a criança na escola merece execração, mas os bancos não merecem o mesmo desprezo por terem se beneficiado por um programa criado por FHC chamado PROER? A GERDAU não fabrica um parafuso sem algum tipo de incentivo, seja isenção, financiamento via FUNDOPEN, estímulos via parcelamento de recolhimento de tributos, empréstimos a fundo perdido. Ninguém condena a GERDAU que, mesmo sendo uma das maiores empresas brasileiras e quiçá do mundo, opera também com dinheiro público. Por que GERDAU pode receber dinheiro público e a mãe não pode receber um auxílio, condicionado à frequência escolar do filho?

26/04/2014

A desigualdade impulsionada pelos governos

Filed under: Bolsa Família,Bolsonaro,Economia — Gilmar Crestani @ 12:01 pm
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bolsaInfelizmente poucos tem acesso e, destes, menos ainda leem Paul Krugman. Um dos economistas mais lúcidos, prêmio Nobel, que, em linguagem simples, traduz de forma contundente as armadilhas do capital encima da política. Como sempre, são os que mais tem que mais se beneficiam dos recursos públicos. Até nem é difícil de constatar. O problema não reside na descoberta, mas, em sabendo que é assim, o conformismo com a situação. Quando políticas tímidas como o Bolsa Família surgem, mesmo sabendo de que o lucro do Bradesco e do Itaú não diminuem, ainda preferem incentivos a Gerdau.

‘O Capital…’ revoluciona ideias sobre desigualdade

Obra de Thomas Piketty muda forma de pensar sociedade e economia

Autor mostra que caminhamos de volta ao ‘capitalismo patrimonial’, dominado por dinastias familiares

PAUL KRUGMAN, DO "NEW YORK TIMES"

Thomas Piketty, professor na Escola de Economia de Paris, não é muito conhecido, ainda que isso possa mudar com a publicação em inglês de sua abrangente e magnífica meditação sobre a desigualdade, "Capital in the Twenty-First Century". Mas sua influência é profunda.

Tornou-se comum afirmar que estamos vivendo uma segunda "Gilded Age" [Era Dourada, período de grande expansão econômica nos EUA entre 1870 e 1900]– ou, nas palavras de Piketty, uma segunda Belle Époque–, definida pela incrível ascensão do "1%". Essa afirmação só se tornou lugar-comum graças ao trabalho de Piketty.

Ele e colegas (especialmente Anthony Atkinson, de Oxford, e Emmanuel Saez, de Berkeley) são responsáveis pelo desenvolvimento de técnicas estatísticas que tornam possível rastrear a concentração de renda e de riqueza no passado distante –até o começo do século 20, no Reino Unido e nos EUA, e até o final do século 18 na França.

O resultado foi uma revolução em nossa compreensão sobre as tendências da desigualdade em longo prazo.

Antes dessa revolução, a maioria das discussões sobre a disparidade econômica desconsiderava os muito ricos. Alguns economistas (para não mencionar políticos) tentavam sufocar aos gritos qualquer menção à desigualdade: "De todas as tendências prejudiciais a um estudo sólido da economia, a mais sedutora, e em minha opinião mais venenosa, é tomar por foco as questões de distribuição", declarou Robert Lucas, da Universidade de Chicago, o mais influente macroeconomista de sua geração, em 2004.

Mas mesmo aqueles que se dispunham a discutir a desigualdade se concentravam, em geral, na disparidade entre os pobres da classe trabalhadora e as pessoas prósperas, mas não mencionavam os verdadeiramente ricos.

O foco eram os formandos universitários cuja renda superava a de trabalhadores com nível mais baixo de educação, ou a sorte comparativa dos 20% mais prósperos da população ante os 80% menos afortunados, e não a rápida ascensão da renda dos executivos e banqueiros.

Portanto, foi uma revelação quando Piketty e colegas demonstraram que as rendas do hoje famoso "1%", e de grupos ainda mais estreitos, eram o mais importante na ascensão da desigualdade.

E essa descoberta surgiu acompanhada por uma segunda revelação: as menções a uma nova "Gilded Age", que podiam parecer hiperbólicas, na verdade nada tinham de exagerado.

Nos EUA, a proporção da renda nacional reservada ao 1% mais rico seguiu uma curva em U. Antes da Primeira Guerra Mundial, o 1% mais rico detinha 20% da renda nacional, tanto nos EUA quanto no Reino Unido. Por volta de 1950, essa proporção caíra a menos da metade. Mas de 1980 para cá a parcela reservada ao 1% disparou de novo –e nos Estados Unidos ela retornou ao ponto em que estava um século atrás.

Ainda assim, a elite econômica atual é muito diferente da elite do século 19, não? Na época, as grandes fortunas tendiam a ser hereditárias; a elite econômica atual não é formada por pessoas que conquistaram suas posições com base no mérito?

Bem, Piketty nos diz que isso não é tão verdade quanto podemos imaginar e que de qualquer forma esse estado de coisas pode se provar não mais duradouro do que a sociedade de classe média que floresceu por uma geração depois da Segunda Guerra Mundial.

A grande ideia de "Capital in the Twenty-First Century" é não só a de que retornamos ao século 19 em termos de desigualdade de renda como a de que estamos no caminho de volta ao "capitalismo patrimonial", no qual os grandes píncaros da economia são ocupados não por indivíduos talentosos mas por dinastias familiares.

É uma afirmação notável –e é precisamente por ser tão notável que ela precisa ser examinada de maneira crítica e cuidadosa. Antes que eu trate desse assunto, porém, permita-me afirmar já de saída que Piketty escreveu um livro verdadeiramente soberbo. O trabalho combina abrangência histórica –quando foi a última vez que você ouviu um economista invocar Jane Austen e Balzac?– e análise minuciosa de dados.

E, ainda que Piketty zombe dos economistas, como profissão, por sua "paixão infantil pela matemática", a base de sua argumentação é um tour de force de modelagem econômica, uma abordagem que integra a análise do crescimento econômico à da distribuição de renda e riqueza.

Esse é um livro que mudará a maneira pela qual pensamos sobre a sociedade e pela qual concebemos a economia.

O que sabemos sobre a desigualdade econômica, e sobre os momentos específicos nos quais adquirimos conhecimento sobre ela?

Até que a revolução de Piketty varresse o campo, a maior parte do que sabíamos sobre desigualdade de renda e riqueza vinha de pesquisas nas quais domicílios escolhidos aleatoriamente preenchem um questionário, e suas respostas são computadas para produzir um retrato estatístico do todo.

O padrão internacional para essas pesquisas é o levantamento anual conduzido pelo Serviço de Recenseamento dos EUA. O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) também conduz uma pesquisa trienal sobre a distribuição de riqueza.

As duas pesquisas são um guia essencial quanto à mudança da forma da sociedade dos Estados Unidos. Entre outras coisas, apontam para uma virada dramática no crescimento econômico americano, iniciada por volta de 1980.

Antes disso, famílias de todos os níveis viam suas rendas crescerem mais ou menos em linha com o ritmo de crescimento da economia como um todo. Depois de 1980, porém, a parte do leão dos ganhos passou a caber ao topo da escala de renda, e as famílias na metade inferior ficaram muito para trás.

Historicamente, outros países não mostravam igual eficiência em rastrear quem fica com o que; mas a situação mudou ao longo do tempo, em larga medida devido ao Estudo de Renda do Luxemburgo (do qual em breve farei parte). E a crescente disponibilidade de dados de pesquisa que podem ser comparados entre diferentes países resultou em novas percepções importantes.

Sabemos agora, especialmente, tanto que os Estados Unidos têm uma distribuição de renda muito mais desigual que a das economias avançadas da Europa quanto que boa parte dessa diferença pode ser atribuída diretamente a ações do governo.

As nações europeias em geral têm rendas altamente desiguais como resultado das atividades de mercado, como os Estados Unidos, ainda que talvez não na mesma extensão. Mas conduzem redistribuição muito maior por meio de taxas e transferências do que os Estados Unidos fazem, o que resulta em desigualdade muito menor em termos de renda disponível.

No entanto, apesar de toda a sua utilidade, os dados dessas pesquisas têm limitações importantes. Tendem a subestimar, ou desconsiderar de todo, a renda que cabe ao punhado de indivíduos que ocupam o verdadeiro topo da escala de renda.

Também apresentam profundidade histórica limitada. Os dados de pesquisa norte-americanos, por exemplo, remontam a apenas 1947.

É aí que entram Piketty e seus colegas, que se voltaram a uma fonte de dados inteiramente diferente: os registros tributários. Essa ideia não é novidade. De fato, as análises iniciais de distribuição de renda dependiam de dados tributários, porque não havia muitos outros dados com que pudessem contar.

Piketty e seus colaboradores, porém, encontraram maneiras de combinar dados tributários e outras fontes a fim de produzir informações que complementam de maneira crucial os dados das pesquisas. E as estimativas baseadas nos impostos podem recuar muito mais ao passado.

Os Estados Unidos têm um imposto sobre a renda em vigor desde 1913; no Reino Unido, ele surgiu em 1909; a França, graças aos registros elaborados de coleta de impostos sobre propriedades e aos seus históricos detalhados, tem dados sobre patrimônio que remontam ao final do século 18.

Explorar esses dados não é fácil. Mas usando todos os truques da profissão, e alguns palpites bem informados, Piketty consegue produzir um sumário da queda e ascensão da desigualdade extrema ao longo dos últimos cem anos.

Como eu disse, descrever nossa era como uma nova "Gilded Age" ou Belle Époque não é simples hipérbole; é a verdade pura e simples. Mas como foi que isso aconteceu?

23/01/2014

Bolsa Família à moda argentina

Filed under: Argentina,Bolsa Família,Neoliberalismo — Gilmar Crestani @ 8:49 am
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Como no Brasil, o auxílio está condicionado ao estudo.

SUBNOTAS

Para rescatar a los hijos del neoliberalismo

“Estamos consolidando un sistema de seguridad social sin precedentes en nuestra historia”, aseguró Cristina Kirchner. El acto fue el regreso de la Presidenta a los discursos públicos. “Tanto demandaron mi presencia que espero que ahora no la critiquen”, ironizó.

Por Julián Bruschtein

“El que hable de futuro y estigmatice a los jóvenes es un cínico”, sostuvo la presidenta Cristina Fernández de Kirchner al anunciar ayer en la Casa Rosada el programa Progresar, que apunta a facilitar la escolarización de jóvenes de entre 18 y 24 años. “Cristina, Cristina, Cristina corazón”, se empezó a escuchar como un retumbe que crecía en el Salón de las Mujeres después de los aplausos. “Se van a necesitar muchas décadas para recuperar en la Argentina tanto daño social”, señaló la Presidenta en referencia a los años de neoliberalismo que achicaron el Estado y su cobertura social. El acto de ayer fue también el regreso del discurso presidencial, luego de un mes sin apariciones públicas de CFK.

“Estamos consolidando un sistema de seguridad social sin precedentes en nuestra historia”, destacó la Presidenta al anunciar el plan que busca integrar a los jóvenes de entre 18 y 24 años. Se trata de una prestación económica de 600 pesos para quienes no estudian ni trabajan o trabajan informalmente o tienen un salario menor al mínimo. El objetivo es que inicien o completen su formación en cualquier nivel educativo (ver aparte).

El anuncio de la cobertura social impacta sobre el segmento de jóvenes con mayor índice de desocupación. “Esos chicos son los hijos del neoliberalismo, sus padres no tenían trabajo y no fueron educados en la Argentina del trabajo y de esfuerzo, y necesitan el apoyo del Estado para salir adelante”, explicó la Presidenta mostrando la génesis y el propósito del proyecto. También destacó que el programa, al que presentó como continuidad de la Asignación Universal por Hijo, permitiría reducir el índice Gini, que mide el grado de igualdad o desigualdad de la sociedad.

“Che gorila, che gorila, no te lo decimos más, si la tocan a Cristina qué quilombo se va a armar”, se comenzó a escuchar en el Salón de las Mujeres. Legisladores, funcionarios y militantes se mezclaban mientras observaban a la jefa de Estado.

Los invitados se concentraron en el mismo salón, en el salón contiguo y en los patios internos de la Casa de Gobierno. El gabinete completo secundaba a la Presidenta, así como gobernadores e intendentes del conurbano. El sindicalismo estuvo a pleno con el secretario general de la CGT oficial, Antonio Caló, y el líder de la CTA Hugo Yasky. También en primera fila se sentaron la titular de Abuelas de Plaza de Mayo, Estela de Carlotto, y la de la Asociación de Madres de Plaza de Mayo, Hebe de Bonafini. Dirigentes sociales, legisladores y personalidades de la cultura también se encontraban en el salón.

“Este programa no lo financia la Anses, sino el Tesoro nacional, que quede claro”, destacó la Presidenta y agregó que hacía la aclaración para “evitar el titular de mañana: ‘Con la plata de los jubilados financian a los jóvenes’, como si esos jóvenes no fueran parte del país”. Volvieron los aplausos y se empezó a escuchar: “¡Somos de la gloriosa juventud peronista, somos los herederos de Perón y de Evita. A pesar de las bombas, de los fusilamientos, los compañeros muertos. No nos han vencido!”, como un estruendo en síncopa entre los militantes del salón y los de los patios. La Presidenta explicó que la “contraprestación” al beneficio social era “estudiar en escuelas públicas, pero también se incorporan los trabajos de formación laboral que tiene el Ministerio de Trabajo a través de los sindicatos”.

“El Estado solo no puede, ningún gobierno puede solo. Tenemos que ir al territorio a trabajar junto a los que más lo necesitan”, continuó la Presidenta haciendo un llamado a la participación para poner en marcha de la mejor manera el beneficio. “El Estado les está dando el instrumento, las herramientas para poder ayudar e ir a buscar a esos jóvenes, para arrebatárselos a otros, que los han tomado porque fueron demasiadas décadas de ausencia”, agregó. A su lado estaban entre otros funcionarios, la ministra de Desarrollo Social, Alicia Kirchner, y el cura Juan Carlos Molina, que se encuentra al frente de la Sedronar, a quien la Presidenta mencionó varias veces en su discurso. “Se van a necesitar muchas décadas para recuperar tanto daño social, con una década no alcanza”, sostuvo.

El regreso

Los pabellones de la planta baja que daban al balcón del primer piso donde hablaba la Presidenta se llenaron de militantes. Cerca de las 16 comenzaron a llegar jóvenes de todas las agrupaciones kirchneristas. Embanderados en el celeste y blanco La Cámpora tenía un puñado de militantes en el centro, mientras que el resto estaba diseminado por el salón. Los verdes del Kolina también saltaban y cantaban junto a los militantes de Nuevo Encuentro. Familias con chicos y mujeres con el perfil de la Presidenta en la remera levantaban la mano izquierda con los dedos en “V”, mientras acompañaban el apoyo a Fernández de Kirchner. En la calle, sobre Balcarce ya habían quedado bastantes personas afuera, cansados de intentar entrar y de que les repitieran como un mantra: “No hay más lugar”.

Durante su discurso, la Presidenta hizo alusión a las especulaciones que se hicieron debido a que bajó su nivel de exposición pública: “Mañana espero que nadie critique la cadena nacional, porque después de tanta demanda de presencia… Recuerdo cuando publicaban encuestas que decían que la gente cambiaba de canal. Y ahora las encuestas son al revés, la mayoría de la gente quiere que hable. O mentían antes o mienten ahora. O mienten siempre”. También señaló: “Leía esta mañana en los diarios y decían ‘reaparece Cristina’. Y dije ¿qué es lo contrario de reaparece, Hebe, Estela?”, se preguntó a sí misma y a la vez a las dirigentes de derechos humanos. “Desaparece”, respondió y agregó que “en el fondo están muy vinculados con las desapariciones como método para lo que no les gusta ¿no?” Finalmente concedió: “Tal vez soy demasiado quisquillosa, lo admito, muy subjetiva, lo acepto”, y terminó con una ironía: “Bueno, en realidad le quisieron dar un toque hollywoodense, reaparece, tipo ‘reestrena’… Conociéndolos, no me pareció, no me sonó”.

Al final de su discurso apuntó a “la inmensa responsabilidad que tenemos como dirigentes de este país de sostener esta Argentina que ha podido revertir décadas de desamparo, de desesperanza, de baja autoestima y de fracasos”, y dejó resurgir los aplausos y con ellos el comienzo de la fiesta de los militantes (ver página 4) que con su canto la llamaban para que les hablara.

Página/12 :: El país :: Para rescatar a los hijos del neoliberalismo

01/01/2014

Bolsa Família

Filed under: Bolsa Família — Gilmar Crestani @ 10:41 am
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O ódio ao Bolsa Família diz mais sobre quem o odeia do que sobre o programa. É dinheiro público para cidadãos brasileiros. Claro, pode-se e deve-se criticar eventual mau uso. Mas centrar a crítica apenas aos dividendos políticos que colhem Lula e Dilma, por terem transformado um programa em projeto de educação familiar, revela apenas que uma parcela pequena mas barulhenta continua sendo porta-voz de algozes que pensam por eles. Discuta com tais pessoas para ver que se trata apenas de ódio de classe. Não nenhum laivo de humanidade, e tudo porque alguém diz que se trata de algo prejudicial. Nenhum dos que levantam a voz para condenar o Bolsa Família também o faz quando a mesma quantia destinada ao programa também entra nos bolsos de grandes empresas. O uso de dinheiro público para salvar empresas como RBS & Globo não causa a mesma urticária que o dinheiro destinado a famílias com filhos em idade escolar. E são exatamente empresas como RBS & Globo, que sempre condenam os servidores e órgãos públicos, o primeiros a se socorrerem de bancos… públicos. Vá ver se a RBS ou Globo já tomou empréstimo do Itaú ou Santander. Não, elas procuram o BNDES, Banco do Brasil ou Caixa.

Repetem um mantra que diz serem os beneficiados do Bolsa Família que votam em Dilma e no PT, como se os votos viessem apenas destes. Como explicar matemática a quem repete um discurso pronto, engolido sem digerir, cujo único propósito é atacar quem faz alguma coisa para diminuir a desigualdade social? Considerando o pleno emprego, o que os que odeiam o Bolsa Família sugerem para melhorar ainda mais a vida de milhões de brasileiros? Pergunte, mas não espere um resposta elaborada, senão um clichê já disparado por vira-bostas encastelados em grupos financiados por Itaú, Bradesco, Santander, HSBC. Jamais ouvirás destes a informação de que, para receber o Bolsa Família, as família têm de comprovar a frequência escolar dos filhos?

El décimo aniversario de la Bolsa Familia, plan social emblemático de los gobiernos del Partido de los Trabajadores (PT) de Brasil.

En este país, 40 millones de personas dejaron la pobreza en estos años, aunque no solo por el Bolsa Familia sino también por la creación de empleo y la subida del salario mínimo, entre otros motivos. También cumplió cuatro años el similar programa de Asignación Universal por Hijo de Argentina. Otros países de diversa ideología han implementado planes parecidos con el objetivo de erradicar el hambre y disminuir la pobreza.      

¿Cuáles fueron los hechos económicos de Latinoamérica en 2013? >> Eco Americano >> Blogs EL PAÍS

 

Bolsa Familia cumple 10 años con un gasto de 50.000 millones de dólares

La medida estrella para luchar contra la pobreza ha invertido 50.000 millones de dólares

Juan Arias Río de Janeiro 18 OCT 2013 – 17:19 CET10

En 2003, cuando el sindicalista Lula da Silva llegó a la Presidencia de la República, puso enseguida los ojos sobre el mar de millones de pobres brasileños. Para ellos creó el 20 de octubre de ese año el programa llamado Bolsa Familia, una ayuda económica de unos 50 dólares concedida a quienes ganaban menos de 30 dólares por mes.

Aquel programa social cumple ahora 10 años y llega a cerca de 14 millones de familias. Los que hoy reciben la Bolsa Familia son ya los hijos de los que habían empezado a disfrutar de aquella ayuda.

El primer Gobierno de izquierdas unificó en la Bolsa Familia toda una serie de beneficios que el expresidente Fernando Henrique Cardoso había ya creado aunque en una proporción menor. Entre ellos figuraba la Bolsa Escuela, una ayuda que se concedía a las familias más pobres bajo la condición de que enviaran a sus hijos a estudiar en vez de hacerlos trabajar. Fue aquel programa el que consiguió, por vez primera, que la asistencia escolar superara el 90% en la enseñanza primaria.

El programa llega a cerca de 14 millones de familias. Los que hoy reciben la Bolsa Familia son ya los hijos de los que comenzaron a disfrutarla

Lula extendió aquel beneficio y con él fueron concedidos a aquellas familias más necesitadas asistencia médica y conocimientos de sus derechos como ciudadanos. Fue el programa que ayudó a Lula a ser reelegido en 2006 a pesar de la presión que se había creado contra su Gobierno con motivo del escándalo del mensalão.

Nadie ha negado, ni siquiera desde la oposición, los beneficios que Bolsa Familia ha llevado a millones de familias con una clara mejora en los índices de educación, renta y mejor sanidad pública. Muchas de aquellas familias, gracias a ese conjunto de ayudas y al aumento del salario base, dieron el salto a la clase media baja.

Hoy, a diez años de distancia, analistas políticos, sociólogos y economistas hacen balance de los pros y los contras de la Bolsa Familia. Las ventajas son conocidas por todos, a pesar de algunas críticas respecto a la organización de las ayudas, que a veces ha recaído en manos de brasileños que no la necesitaban, incluso políticos o familias de los mismos. También se ha temido que los beneficiarios de Bolsa Familia, para no perder sus derechos, dejasen de trabajar o prefirieran redondear la ayuda con trabajos esporádicos sin entrar en el mercado de trabajo oficial.

El resultado final, sin embargo, es innegablemente positivo y supone una de las principales conquistas de los 12 años de Gobierno del Partido de los Trabajadores (PT).

Lo que hoy se discute, si acaso, es el hecho de que después de 10 años de Bolsa Familia, los que hoy siguen beneficiándose de ella son ya los hijos de aquellos que la habían recibido por primera vez. Eso significaría, según algunos sociólogos, que sigue viva una bolsa de pobreza constituida hoy por los hijos de las familias pobres de antaño.

Hay quién posturas que defienden que, en adelante, la ayuda de la Bolsa Familia se reduzca a aquellos casos de hogares que aún viven en la pobreza y hasta en la miseria y que a los hijos de los destinatarios de la vieja Bolsa Familia se les ofrezca más que una ayuda económica, posibilidades de estudios y de formación profesional en vez de continuar ofreciéndoles una ayuda que acabaría perpetuando la pobreza.

Se ha comprobado, en efecto, que no siempre aumenta el Índice de Desarrollo Humano (IDH) ni mejora la educación o la sanidad en las zonas en las que se han distribuido más ayudas.

La reflexión -a los 10 años de la positiva experiencia de Bolsa Familia -pasa por un examen despolitizado, incluso científico, de una experiencia que ha dado sus frutos, pero que quizás esté exigiendo ser repensada en un país donde la mayor urgencia es mejorar la calidad de la educación y ofrecer a millones de jóvenes sin profesión la posibilidad de abrirse ellos mismos camino en la vida.

Bolsa Familia cumple 10 años con un gasto de 50.000 millones de dólares | Internacional | EL PAÍS

26/12/2013

Um erro de R$ 102,00 ganha mais espaço que um helicóptero com 450 kg de cocaína

Filed under: Bolsa Família,Folha de São Paulo — Gilmar Crestani @ 8:00 am
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Bolsa FamiliaNa vã tentativa de acabar ou denegrir o programa do Governo Federal, o Bolsa Família, a Folha se apega a um denúncia apurada pelo próprio Governo Federal, por meio da CGU. Qualquer sujeito medianamente informado sabe que o programa é Federal, mas a administração é municipal. Afinal, é no município que estão os necessitados, e é o município que tem mais condições de cadastrar e informar quem são os que preenchem os requisitos. E o programa foi concebido assim. A CGU usa a fiscalização para garantir o direito, mas a Folha usa do seu direito de informar para desconstruir o melhor programa social concebido nesta Belíndia

Auditoria aponta pagamento de Bolsa Família  a filha de prefeito

DE BRASÍLIA

Entre as falhas apontadas pela CGU na administração dos recursos federais por parte de prefeituras, há casos como o pagamento de Bolsa Família à filha de um prefeito e uso do extinto tributo da CPMF para justificar gastos.

O relatório do órgão sobre o município de Cipó, na Bahia, apontou que a filha do atual prefeito, Romildo Ferreira Santos (PSD), é beneficiária do Bolsa Família.

O documento, que não cita nomes, afirma que ela recebia mensalmente R$ 102 e que sua renda per capita familiar era superior ao teto estabelecido pelo programa.

O mesmo relatório diz que a Prefeitura de Cipó afirmou ter feito o cancelamento do benefício em 6 de março deste ano. No entanto, o município não apresentou documentos para comprovar a suspensão do pagamento.

Já em Morrinhos, no Ceará, a administração incluiu a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) na planilha orçamentária da obra de uma UBS para superfaturar recibos.

O contrato foi firmado em 2011 e o tributo foi extinto em 2008. A manobra permitiu inflar em R$ 8.033,60 o valor total do contrato, de acordo com o relatório da CGU.

A prefeitura informou ao órgão que o valor incluído na planilha de forma equivocada é de R$ 803,36, e não o apontado na investigação, e que devolveria a quantia.

A Folha não conseguiu contato com as prefeituras dos dois municípios. (TN)

17/12/2013

Cáritas, pão e circo

Filed under: Bolsa Família,Cáritas — Gilmar Crestani @ 8:46 am
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E o lobo sai da tocaia. Agora a Igreja Católica quer manter o rebanho submetido ao seu controle. Ontem mesmo a pesquisadora Walquíria Leão Rego analisou um dos principais ganhos do Bolsa Família, a liberdade de adquirir livremente o bem que melhor lhe aprouver.

Bolsa Família não resolve, diz grupo ligado à Igreja

Presidente da Cáritas critica programa de renda, ‘quase uma pré-aposentadoria’

DE BRASÍLIA

O presidente da Cáritas Brasileira, dom Flávio Giovenale, que conduz uma campanha de combate à fome, disse à Folha que os programas de transferência de renda do governo federal não atacam as causas da pobreza e que o Bolsa Família "é quase uma pré-aposentadoria".

"Quem entra no Bolsa Família sonha em continuar. Não é que sonhe dizer ah, tenho dignidade de sustentar a família, de crescer, de melhorar’", disse o bispo.

Na campanha, lançada na semana passada, a Cáritas Brasileira estimula discussões e propostas para uma saída do Bolsa Família.

Ligada à Igreja Católica, a entidade é uma confederação de instituições de caridade com 164 organizações pelo mundo. Todas estão na campanha, mobilizando paróquias e comunidades.

Giovenale diz reconhecer que as políticas de transferência de renda ajudaram a acabar com a fome "no primeiro nível", mas que elas não atacam suas causas. "O que tem que combater, por isso colocamos pão e Justiça no slogan da campanha, são as causas da fome. A fome não é natural, mas fruto de escolhas políticas e econômicas".

Pelos dados da ONU, segundo o governo federal, houve redução de 54,3% no número de subnutridos no país nos últimos 20 anos.

(AGUIRRE TALENTO)

12/12/2013

Bolsa Família: antes de atacar, saiba!

Filed under: Bolsa Família — Gilmar Crestani @ 8:51 am
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Dez anos vencendo a fome

O programa Bolsa Família tirou da miséria 36 milhões de brasileiros

Luiz Inacio Lula Da Silva 9 DEZ 2013 – 21:00 BRST

Há algumas semanas, o Brasil celebrou o décimo aniversário do Bolsa Família, que serviu de modelo para muitos programas novos de distribuição de renda em todo o mundo.

Graças ao programa Bolsa Família, 14 milhões de famílias, ou seja, 50 milhões de pessoas — um quarto da população do Brasil— recebem um pequeno valor mensal, contanto que cumpram alguns requisitos básicos, entre eles, que os filhos permaneçam escolarizados e recebam atenção médica, incluídas as vacinações normais. Mais de 90% do dinheiro que se paga vai para as mãos das mães. Na década decorrida desde que começou o programa, o rendimento acadêmico dos meninos melhorou, as taxas de mortalidade infantil caíram e 36 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema.

As cifras são eloquentes, e, no entanto, não bastam para transmitir até que ponto melhoraram as vidas de todas essas pessoas.

Não há uma estatística capaz de medir a dignidade, mas isso é o que se percebe quando os pais podem oferecer a seus filhos três refeições diárias. Não há uma parte do orçamento que se chame “esperança”, mas isso é o que brota quando os pais veem que seus filhos vão à escola e se esforçam para ter um futuro melhor.

Ao transformar a vida das pessoas, o Bolsa Família está mudando o curso da história em meu país; segundo as Nações Unidas, esse é o maior programa de distribuição de rendas do mundo. Outros Governos adotaram estratégias similares para lutar contra a fome. Por isso, é importante entender o sucesso do Brasil e os obstáculos que foram enfrentados para colocar o programa em prática.

Como em muitos outros países de América Latina, a África e a Ásia, o Brasil esteve durante muito tempo governado em nome de uma pequena minoria, a classe dirigente. O resto dos brasileiros, a grande maioria, eram praticamente invisíveis e viviam em um não país que ignorava seus direitos e lhes negava todas as oportunidades.

As iniciativas de distribuição de rendas com êxito também
reativam a economia

A primeira coisa que fizemos para mudar a situação foi colocar em prática uma série de políticas sociais que, junto ao incremento do salário mínimo e a um maior acesso aos empréstimos bancários, estimularam a economia e permitiram a criação de 20 milhões de postos de trabalho legais nos últimos 10 anos. Dessa forma, a maioria da população foi integrada à economia e à sociedade no Brasil.

O Bolsa Família contribuiu para demonstrar que é possível erradicar a fome quando os Governos têm a vontade política necessária para colocar os pobres ao centro de suas iniciativas. Muitos pensaram que era um objetivo utópico. Talvez não tenham compreendido que isso era absolutamente necessário para que o nosso país voltasse a se situar na rota para o desenvolvimento.

Alguns disseram de boa fé que, para combater a fome, as famílias tinham que receber alimentos, e não dinheiro. Mas ter alimentos não é o suficiente para terminar com a fome. Faz falta uma geladeira para armazenar a comida e um fogão e gás para cozinhá-la. E as pessoas, além disso, precisam se vestir, cuidar de sua higiene pessoal e limpar seu lar. As famílias não precisam que o Governo lhes diga o que devem fazer com seu dinheiro. Elas sabem quais são suas prioridades.

Ainda hoje, algumas reações ao Bolsa Família provam que é mais difícil vencer os preconceitos do que acabar com a fome. Os mais mesquinhos acusam o programa de fomentar a indolência. É uma forma de dizer que os pobres são pobres porque não quiseram melhorar sua situação, não porque nunca tiveram oportunidades para conseguir. Esse tipo de atitude deposita sobre os ombros a responsabilidade de um abismo social que não favorece mais que aos ricos.

Estes programas mostram que é possível erradicar a miséria
com vontade política

É verdadeiro que mais de 70% dos adultos inscritos no Bolsa Família trabalham com regularidade, e o programa serve como complemento de suas rendas. o Bolsa Família converteu-se em um instrumento que os pais utilizam para começar a romper a espiral de pobreza na qual se encontram seus filhos.

Os críticos compararam os programas de distribuição de renda com esmolas, com um mero exercício de caridade. Só pode dizer algo assim quem nunca viu um menino desnutrido, nem a angústia de sua mãe diante de um prato vazio. Para a mãe que recebe as ajudas do programa, o dinheiro que lhe permite alimentar seus filhos não é uma esmola; é seu direito como cidadã, e ela não vai renunciar a ele.

Em longo prazo, o Bolsa Família tem uma consequência a mais: dá aos pobres o poder. As pessoas que têm garantida por lei a uma renda mínima não precisam pedir favores a ninguém. Não precisam dar seu voto em troca de comida ou de um par de sapatos, como ocorria com frequência nas regiões mais pobres do Brasil. Pelo contrário, essas pessoas agora são livres, e isso nem sempre é conveniente para todos.

Ainda assim, alguns detratores criticaram o programa por incrementar a despesa pública. São os mesmos que costumam dizer que baixar os salários e destruir emprego são coisas positivas para a economia. Mas o dinheiro público que se destina às pessoas, à previdência e à educação não é uma despesa; é um investimento. O investimento no Bolsa Família está na raiz do crescimento do país.

Para cada real (0,3 euros) investido no programa, o PIB cresceu 1,78 reais, segundo os cálculos do Governo brasileiro. O Bolsa Família estimula a atividade econômica e a produção dos bens que as famílias compram. Colocar muito dinheiro nas mãos de uns poucos não serve mais que para alimentar a especulação financeira e agravar a concentração de rendas e riquezas. O Bolsa Família demonstrou que um pouco de dinheiro em muitas mãos serve para alimentar as pessoas, estimular o comércio, atrair investimentos e criar emprego.

O orçamento do Bolsa Família para este ano é de 24.000 milhões de reais, cerca de 7.500 milhões de euros. Menos de 0,5% do PIB do Brasil. Alguns cálculos indicam que os Estados Unidos e a União Europeia, juntos, gastaram desde 2008 cerca de 10 bilhões de dólares (7,3 bilhões de euros) para resgatar bancos com problemas. Uma pequena parte dessa quantidade, investida em programas como o Bolsa Família, poderia acabar com a fome no mundo e reativar a economia mundial para iniciar uma nova era de prosperidade.

Por sorte, vários países escolheram a luta contra a pobreza como rota para o desenvolvimento. Já é hora de que as organizações multilaterais deem fôlego a essas iniciativas, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e o estudo de estratégias de distribuição de rendas que tenha sucesso. Essa seria uma boa forma de dar impulso à derrota da fome no mundo.

Luiz Inácio Lula da Silva foi presidente do Brasil e hoje trabalha em iniciativas de alcance mundial com o Instituto Lula.  Facebook.com/lula.
© 2013, Instituto Luiz Inácio Lula da Silva.
Distribuído por The New York Times Syndicate.
Tradução de María Luisa Rodríguez Tapia.

Dez anos vencendo a fome | Opinião | Edição Brasil no EL PAÍS

Afinal, é Bolsa Família ou Bolsa Esmola?!

Filed under: Aécio Neves,Ódio de Classe,Bolsa Esmola,Bolsa Família,Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 8:08 am
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Bolsa Esmola

Na página do PSDB, há um editorial desancando o Bolsa Família. Agora descobre-se que Aécio Neves quer se apropriar dele e apresentou projeto para torna-lo permanente. Será que ele pretende garantir a permanência do Bolsa Família mesmo que venha a se eleger Presidente? Ou é mais um daqueles factóides típicos quem promete um coisa e faz outra? Não é o samba do crioulo doido? Quer dizer que o PSDB agora está descantando o verso, embora continue o texto do Bolsa Esmola para que qualquer internauta veja?

DE OLHO EM 2014

Comissão aprova projeto de Aécio sobre Bolsa Família

DE BRASÍLIA – A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou ontem projeto do senador Aécio Neves (PSDB-MG) que transforma o Bolsa Família em programa de Estado. O projeto vai à Comissão de Assuntos Sociais do Senado e, depois, ao plenário. De lá, ainda segue para análise da Câmara.

Provável adversário da presidente Dilma Rousseff nas eleições presidenciais de 2014, o tucano quer incorporar o benefício à LOAS (Lei Orgânica de Assistência Social) para se tornar permanente.

O Bolsa Família será uma das bandeiras de Dilma na campanha à reeleição.

Aécio apresentou o projeto no final de outubro, quando o ex-presidente Lula disse que a oposição poderia extinguir o Bolsa Família caso ela se elegesse à Presidência.

30/10/2013

As contradições de uma pena de aluguel

Filed under: Bolsa Crack,Bolsa Família,Fernando Rodrigues — Gilmar Crestani @ 7:33 am
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Para Fernando Rodrigues, fazendo coro ao seu partido, o PSDB, a Bolsa Família faz parte de “programas assistencialistas oficiais”. É assistencialista porque, como ele mesmo escreve,  “Bolsa Família começava a ter resultados visíveis, com a ascensão social dos mais pobres”.

O que causa urticária, de fazer babarem de ódio, é esta tal de “ascensão social dos mais pobres”. Onde já se viu isso! Já o roubo de bilhões no Metrô de São Paulo, e o providencial esquecimento na gaveta de ofício da justiça da Suíça pedido investigação não merece uma linha do indigitado colunista de aluguel. Nem um ponto de interrogação sobre o Bolsa Crack, como chamou o Estadão, do Alckmin. O que ele falou sobre a sonegação milionária da Rede Globo?

FERNANDO RODRIGUES

Bolsa Família e eleição

BRASÍLIA – Até quando o Bolsa Família será vital nas eleições presidenciais no Brasil? Se depender do PT, para sempre. O partido deu grande ênfase ao tema em sua propaganda na TV na semana passada.

Hoje, haverá uma grande festa com a presença da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Vão celebrar os dez anos do Bolsa Família, que atende a dezenas de milhões de brasileiros. Ministros farão palestras sobre o impacto do programa em suas áreas. A ideia é dar uma conotação épica ao evento.

Em 2014, tudo indica que Dilma não poderá contar com uma economia pujante. Sua reeleição terá de ser conquistada com base nos resultados de programas assistencialistas oficiais. É fundamental reforçar no eleitorado a percepção de que o Bolsa Família é essencial para o desenvolvimento do país.

Quando conquistou sua reeleição, Lula teve o melhor dos mundos. O Bolsa Família começava a ter resultados visíveis, com a ascensão social dos mais pobres. Além disso, a economia do Brasil estava aquecida.

Agora, os efeitos do Bolsa Família já estão incorporados ao dia a dia da população carente. E o crescimento da economia tem sido anêmico, para dizer o mínimo.

A atual presidente só tem uma vantagem comparativa em relação a seu padrinho político. Em outubro de 2005, um ano antes de sua reeleição e ainda abalado pelo mensalão, Lula era aprovado por apenas 28% dos eleitores. Dilma tem hoje 38%, dez pontos a mais.

Ou seja, a presidente começa a campanha pela reeleição a partir de um patamar mais elevado do que seu antecessor. O solavanco que tem pela frente é o baixo crescimento da economia.

É por essa razão que os dez anos do Bolsa Família serão tão festejados hoje. Interessa a Dilma e ao PT manter o programa bem vivo na mente dos eleitores mais pobres.

fernando.rodrigues@grupofolha.com.br

15/10/2013

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