Ficha Corrida

17/10/2016

“Não somos racistas” é só mais uma declaração de racistas

Racismo1racismo, porto alegre e demaisracismo do ali kamel

“Quando Benedita da Silva se tornou governadora do Rio de Janeiro e formou uma equipe com negros, o jornal O Globo me pediu para fazer um artigo. Queriam que eu dissesse que era racismo aquilo. Eu disse que aceitava, mas que perguntaria: por que quando só tem branco não dizem que é racismo? Desistiram do texto.”

Muniz Sodré, o intelectual tropical

Postado em 17 de outubro de 2016 por Juremir Publicado em Uncategorized

Romancista, jornalista e ensaísta, membro do Conselho Deliberativo do CNPq, professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), docente associado da Universidade de Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e ex-presidente da Biblioteca Nacional, considerado um dos mais importantes teóricos da comunicação e da mídia no Brasil, tendo publicado livros de referência como Antropológicas do espelho – uma teoria da comunicação linear e em rede, A máquina de Narciso, Sociedade, Mídia e Violência, A Comunicação do Grotesco: introdução à Cultura de Massa no Brasil, O Monopólio da Fala e A narração do fato: notas para uma teoria do acontecimento, natural de Feira de Santana, Muniz Sodré de Araújo Cabral, 74 anos, amigo de Gilberto Gil e de outros velhos novos baianos, transita por muitos mundos intelectuais. Ele veio a Porto Alegre palestrar, na última segunda-feira, em homenagem aos 50 anos da Famecos, a faculdade de comunicação da PUCRS. Nesta entrevista para o Caderno de Sábado, ele disseca o Brasil e fala do seu último livro de ficção, o romance Bagulho.

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Caderno de Sábado – Como é ser intelectual no Brasil de hoje para um baiano e negro que escalou todos os degraus? Houve preconceito?

Muniz Sodré – Não. Diretamente, na universidade, não. Eu mostro a radicalidade do meu pertencimento, da minha ancestralidade e da minha negritude. Quando sofri preconceito, foi em redação de jornal. Por exemplo, na editora Bloch. É difícil dizer isso, pois fui chefe de reportagem e redator da revista Manchete. Mas foi um percurso. Em me lembro de um cara negro, negro, negro, Tales Batista, que já morreu, sendo rejeitado por ser preto demais. Era mais sentido do que explicitado, mais em cima da minha baianidade e da nordestinidade do que da cor. O baiano gosta de fazer discurso, fala “que dia plúmbeo”. Entrei no Jornal do Brasil pelas mãos do Alberto Dines. Queriam para a pesquisa alguém que traduzisse do inglês e do francês para o lugar do Fernando Gabeira. Falei que eu traduzia também do alemão e do russo. Eles me testaram. Eu era muito melhor em línguas do que hoje.

CS – Quantas línguas?

Muniz Sodré – Eu falo sete línguas: francês, inglês, alemão, italiano, espanhol, russo e sou iniciado em árabe. Mas também conheço latim e falo o crioulo de Cabo Verde e o iorubá. Dá umas dez. Mas eu reduzo, quando me perguntam, para não parecer algo espantoso. Comecei aprendendo alemão com os franciscanos no pelourinho, em Salvador.

CS – Uma pesquisadora estrangeira disse recentemente que o Brasil é o país mais racista do mundo. Faz sentido essa afirmação categórica?

Muniz Sodré – O mais racista, não sei, mas é muito racista. Trata-se de um racismo diferente, na origem, dos racismo sul-africano e americano, que eram de segregação e separação de lugares. O racismo brasileiro foi de segregação durante o período escravista. Depois, passou a ser um racismo de dominação. Os lugares são sociais, não físicos. A última demonstração desse racismo foram as manifestações, nos jornais, entre os quais os do Rio de Janeiro, contra as cotas. Mexeu muito com a cabeça das pessoas até nas universidades. Jornalistas brancos rejeitaram as cotas por racismo. As cotas são o tal mal necessário. O lugar social é estabelecido pela cor da pele. As cotas colorizaram os espaços colonizados. Até na Bahia, que tem uma população negra enorme, e talvez seja mais racista que o Rio Grande do Sul. Quando menino, fui contínuo de banco na Bahia. O diretor da agência não deixava que negro tocasse no seu aparelho de telefone. Tinha nojo. Limpava com álcool. Conheci gente em Salvador que fervia fruta tocada por negro. Esse preconceito a elite baiana ainda tem. Ela se orgulha de acarajé como elemento de turismo. Precisamos aprender mesmo a respeitar e a conviver com diferenças.

CS – O Brasil está polarizado em questões de gênero e de racismo?

Muniz Sodré – Quando Benedita da Silva se tornou governadora do Rio de Janeiro e formou uma equipe com negros, o jornal O Globo me pediu para fazer um artigo. Queriam que eu dissesse que era racismo aquilo. Eu disse que aceitava, mas que perguntaria: por que quando só tem branco não dizem que é racismo? Desistiram do texto. Existem posições quase automáticas. Nos governos de Lula se intensificaram as políticas de afirmação social. Eu fui, durante cinco anos, presidente da Biblioteca Nacional. Gustavo Capanema, no período Vargas, construiu 700 bibliotecas municipais no país. Eu, a pedido de Lula e acompanhado de perto por ele, fiz 1800. Não saiu uma só nota na mídia. Pena que a Biblioteca Nacional perdeu agora parte das suas atribuições. Passou a ser apenas uma instituição de guarda de livros. Mas a fala foi liberada. Abriu-se a fala da diversidade de gênero e de cor. Pode ter recuos. Acho que vai ter. Mas não acaba mais.

CS – Isso aumenta a decepção com a corrupção que atingiu o PT?

Muniz Sodré – Certamente. O maior problema é que tudo foi feito sem um projeto de nação. O último que tivemos, com viés na educação, foi de Vargas. Depois disso, Juscelino e os militares esboçaram algo. A educação é o ponto crucial, mas continua fossilizada. Os economistas tornaram-se os nossos pedagogos. São ignorantes. Só sabem de verbas. Aí vem essas reformas, como essa proposta de cima para baixo por Michel Temer. É ridícula. Uma coisa de técnicos. Os alunos não vão escolher. Não há avanço. A escola ainda é a do século XIX, reguladora e prisão. Esse modelo permanece apesar do computador. Haverá uma escola dos que serão dirigentes e outra dos que serão dirigidos.

CS – Há essa vertente que prega uma “escola sem partido”…

Muniz Sodré – É mais um sintoma da direita emergente. Esses aí querem uma escola sem partido de esquerda. A escola é sempre ideológica. A ideologia não está nos conteúdos, mas na forma. Dizer que os operários devem tomar o poder é considerado ideológico. O contrário, não. A escola não é lugar de litígio, como a fábrica, mas de disputa. Há espaço para a fala do outro desde que ela nada possa mudar. Classifica por classe, cor, gênero e origem. Talvez as novas tecnologias possam ajudar a transformar isso. As redes sociais estão subutilizadas. Só servem para fofocas. Precisam mobilizar e incluir.

CS – O livro digital também está subutilizado no Brasil?

Muniz Sodré – O preço do livro é dado pela escala de produção. Lula baixou impostos para o setor livreiro, mas o preço não caiu. As tiragens são mínimas. Ninguém quer perder. Editar livro é uma coisa de coragem. Os e-books seguem a mesma linha. A situação do livro no Brasil é trágica. Os autores precisam sair do caminho institucional.

CS – Como fazer isso?

Muniz Sodré ­– O jornal O Globo deu um grande espaço para meu romance Bagulho. É um livro que tem um policial negro. Desestabiliza muito. Eu tenho outro romance, O bicho chegou à Feira, de 1990. Publiquei pela Francisco Alves. É a história de um capelão que chega a Feira de Santana em 1964. Alemão, passa a dominar a cidade. Cortava cabelo de hippie e perseguia os comunistas. Ensinou até como carregar galinha, com a cabeça para cima. Mobilizei o mito da cidade de que um dia o bicho chegaria. Fiz o golpe militar chegar a Feira de Santana enquanto eles esperavam o bicho. Ninguém deu muita bola. Mas virou o romance da cidade, tem duas teses sobre ele e vai virar história em quadrinhos. O livro precisa de outro percurso não institucional.

CS – Qual a transformação maior da comunicação nos últimos 50 anos?

Muniz Sodré – A ideia da comunicação se difratou de tal maneira que do ponto de vista acadêmico se perdeu um pouco o sentido do conceito. Comunicação tomou o sentido de jornalismo a partir da escola americana. É um sentido religioso, de communicatio. Em latim, communicatio era outra maneira de dizer societas, que é a sociedade dos homens. Já aquela é articulação do humano com o divino. A internet leva a refletir sobre o fim da societas e sobre o começo de uma communicatio. Ainda está no caos, na transição, mas é promissor. Walter Benjamin fala, em Rua de mão única, numa tecnologia que não seja apenas destrutiva da natureza. Talvez tenhamos isso agora.

Juremir Machado da Silva | Muniz Sodré, o intelectual tropical

29/05/2016

Golpe normaliza cultura do estupro, racismo & homofobia

Os acontecimentos recentes

racismo do ali kamel Alexandre Frota alexandre-fruta
Nêggo Tom

Cantor e compositor. É pobre, detesta doença e mais ainda camarão

Ela pediu para ser estuprada?

27 de Maio de 2016

Buscar justificativas e relativizar o fato são dois recursos que costumamos utilizar quando não somos as vítimas de uma determinada ação. É comum, infelizmente, nos depararmos com comentários e opiniões temperados com muita frieza e pouco bom senso, diante de situações as quais não resta a menor dúvida de quem é o culpado e qualquer tentativa de justificar a sua culpa, deixa de ser opinião e se torna cumplicidade. A cultura popular legitima, infelizmente, ditados, citações, afirmações e conceitos que nem sempre, ou quase nunca, devem ser levados em consideração.

Se um negro foi vítima de racismo a culpa é dele, que não tem sensibilidade o suficiente para entender que o racismo faz parte da nossa cultura europeia de autoafirmação e que sempre foi permitido classifica-lo como inferior. Em alguns casos tudo não passa de uma simples piada de preto, contada inocentemente e que o ignorante não soube levar na brincadeira e interpretou como racismo. Palhaçada! Sempre foi assim. Vai querer mudar isso agora, em pleno século 21? Aceita que dói menos! Se um homossexual é vítima de um ataque homofóbico, de quem é a culpa se não for dele mesmo? Afinal, quem manda ser diferente? Ninguém é obrigado a aturar gays andando felizes pela rua, como se fossem pessoas normais. Essa gente pede para apanhar e depois reclama.

Se uma mulher é vítima de estupro, a culpa é dela. Por que ela foi passar por ali sozinha, sabendo que é perigoso? Aposto que ela deu algum sinal de que estava gostando do assédio. Também, com uma saia desse tamanho, estava pedindo para ser estuprada. Se estivesse em casa, lavando louça, não teria sido violentada. Ou se estivesse usando um cinto de castidade, isso não teria acontecido. A menina foi estuprada por 30 homens? Onde ela estava? Em um baile funk? Quantos anos ela tem? 16 e já tem um filho de 3 anos de idade? Boa bisca não deve ser. E ainda usa drogas? Ih! Tem caroço debaixo desse angu. Ninguém estupra ninguém assim do nada. Ela sabia do risco que corria. Pediu para ser estuprada.

Até quando as mulheres continuarão pedindo para não serem estupradas? Até quando os negros continuarão pedindo para serem respeitados e tratados com igualdade? Até quando os gays continuarão tentando viver como se fossem normais? Até quando os pobres continuarão sonhando que um dia terão direitos iguais em nossa sociedade? Será que essa gente não se cansa de nadar contra a maré? Será que eles não entendem que isso faz parte da cultura da nossa sociedade? Que gente mais sem noção! Não quer ser estuprada? Não saia de casa. Não quer ser vítima de racismo? Não frequente lugares que não foram feitos para pessoas da sua cor. Não quer sofrer ataque homofóbico? Se comporte como gente normal. É tudo muito simples. Ou não é?

Já passou da hora de compreendermos que os culpados são vítimas e que as vítimas são, quase sempre, são os verdadeiros culpados. Como diz o ditado: “Quem procura acha.” Ninguém é estuprado em casa, na igreja, na escola, na faculdade, no trabalho. Às vezes o sujeito nem estava pensando em estuprar ninguém, mas aí aparece uma mulher com um shortinho provocante, num corpo sensual e o cara perde a linha. Sabe como é, né? Homem é movido pelo instinto. Ele olha para um lado, olha para o outro e não vê ninguém e já era! Temos mais uma vítima da tentação e da falta de postura dessas mulheres que andam se oferecendo por aí, pedindo para serem estupradas. Depois não querem ser chamadas de vadias.

Ninguém sofre racismo em vão. Se o negro não tivesse se metido a besta de entrar naquela loja ou em algum outro ambiente, os quais ele já sabe que normalmente é frequentado só por gente branca, ele não teria sido ofendido. A culpa é dele. Depois não quer ser chamado de macaco. Muitas vezes, o cidadão de bem está lá, na dele, tomando a sua água de coco, às três da tarde, no calçadão de Ipanema, e de repente passa um preto. É claro que ele tem todo o direito de achar que se trata de um suspeito. Imagina se é normal um preto passear no calçadão de Ipanema em pleno horário de expediente? Ainda mais num sábado. Claro que ele vai torcer o nariz e a madame vai esconder a bolsa. Ali é uma área pública, mas o território é nobre. Será que é preciso desenhar para essa gente entender isso?

Todos os dias, mais de 15 mulheres são estupradas no Rio de Janeiro. Vocês acham isso normal? Se elas não tivessem ficado expostas ao perigo, esses estupros aconteceriam? Não sabe que a nossa sociedade é machista e o estupro faz parte da nossa cultura? Fica em casa. É mais seguro. Nenhuma menina de 16 anos é assediada ou estuprada em casa. Quem seria capaz de fazer isso com ela em seu próprio lar? O pai? O tio? O avô? O padrasto? O vizinho amigo da família? Impossível! Jamais isso aconteceria em casa. Nenhum adolescente seria violentado se estivesse numa igreja. Quem faria isso com ele na casa de Deus? O Pastor? O padre? O Bispo? O Reverendo? O obreiro? O missionário? Impossível! Jamais isso aconteceria lá.

Estou vendo muita gente pedindo a castração química para estupradores. Isso é absurdo! Como eles poderão estuprar novamente se forem castrados? Será que essa gente não entende que quem estupra uma vez, também vai estuprar duas, três, quatros, vinte, trinta vezes? E como eles poderão cumprir o seu papel na sociedade sem que os seus órgãos genitais estejam funcionando em perfeito estado? Que covardia! A sorte é que o pessoal dos direitos humanos não vai permitir essa capação coletiva. Talvez as vítimas de estupro, de racismo, de homofobia ou de quaisquer outras formas de violação da dignidade humana, é que precisem passar por um processo de ressocialização, para aprenderem a conviver com a estupidez e com a irracionalidade dos outros, de forma mais civilizada e tolerante.

Quanto aos estupradores, deixe-os viver em paz. Não mudem as leis que tratam do estupro. Deixe-as como estão. Se eles forem menores de idade, não os coloque no meio de estupradores adultos. Afinal, eles são seres inocentes e não têm noção do que estão fazendo. Aos juízes de plantão, sugiro que continuem tentando justificar de alguma forma, o estupro sofrido por uma mulher ou por uma adolescente. Isso é tão digno quanto o estupro por elas sofrido e não contribui, de modo algum, para que a cultura do estupro seja perpetuada em nossa sociedade.  Siga expressando a sua estultícia pelas redes sociais, até o dia em que o estupro bater a sua porta. Ou você acredita mesmo que está seguro?

Seja humano! Raciocine! Seja Homem! Não estupre!

Ela pediu para ser estuprada? | Brasil 24/7

23/01/2016

Povo que tem preconceito acaba por ser escravo da mídia golpista

No auge dos combates da elite branca sulista contra o ENEM, a RBS tangeu um bando de patricinhas e mauricinhos com nariz de palhaço pelas ruas de Porto Alegre. Coincidentemente, não havia nenhuma branca na tropa que seguia bovinamente a campanha contra a instituição do Exame Nacional de Ensino Médio. Nem poderia ser diferente num estado que tivera recém excluído de uma competição nacional um clube de futebol.

Aliás, é sintomático que no início das políticas de inclusão social, um amestrado da Rede Globo, um capitão-de-mato do coronelismo eletrônico, tenha perpetrado um torpedo intitulado “Não somos racistas”. Na esteira dos combates contra as políticas de cotas estava um ódio de classe jamais visto e bem comprovado. A principal alegação vendida aos seus midiotas amestrados era de que as cotas raciais criaria racismo inverso. Nem precisavam ter ido tão longe neste raciocínio canhestro, bastava atentarem para o que dizia Danusa Leão, Luis Carlos Prates, Lasier Martins e Luis Carlos Heinze. Eles tornaram público o que antes hibernava nos corredores da casa grande. De repente a desfaçatez, a boçalidade foi perdendo a contenção e avançou para que o mundo visse o tamanho do mau caratismo. Não trata de pessoas sem educação formal, mas de falta de caráter!

Ao xingarem a Presidenta Dilma na abertura da Copa do Mundo, deram mostras ao mundo de que escolaridade não guarda nenhuma relação com caráter, e que educação não rima com dinheiro. O ápice da canalhice aconteceu na marcha dos zumbis, quando desinformados com diploma de curso superior se assumiram “somos todos Cunha”. Era o compromisso público de que estavam ao lado dos corruptos para combaterem a continuidade de políticas sociais. O ódio foi ganhando espaço a partir das a$$oCIAdos do Instituto Millenium. Sob a coordenação da Rede Globo, os bovinos foram embretados em direção ao golpe paraguaio. Para os que sempre mamaram nas tetas do erário, dividir espaço em aeroportos, faculdades já havia passado dos limites. Quando viram que o PROUNI não tinha mais volta, começaram a desovar as Mayara Petruso. O pior do preconceito é sua sublimação de instituições que endossam o golpismo com a justificativa de combater a corrupção… dos outros…

O Hino Rio-Grandense, cantado pelos gaúchos enquanto é executado o Hino Nacional, prova porque os gaúchos desejam que suas patranhas sirvam de modelo a toda terra: “povo que não tem virtude acaba por ser escravo”. O hino quer nos convencer que os negros foram feitos escravos, pelo virtuoso homem branco, porque não tinham virtude…

A história deste menino de ASSU, abaixo, se soma aquele de Sergipe, mais abaixo, que, achincalhado por ter passado, com 14 anos, repetiu o exame este ano e passou com nota ainda melhor.

Bem, agora fica fácil entender o ódio às políticas de inclusão social…

De Assu, no Rio Grande do Norte, o aluno nota mil na redação do ENEM

De Assu, no Rio Grande do Norte, o aluno nota mil na redação do ENEM

qui, 21/01/2016 – 14:26

Do Instituto Federal do Rio Grande do Norte

Aluno do Campus Ipanguaçu obtem nota mil na redação do ENEM

Fábio Constantino fez o técnico integrado em Agroecologia e foi um dos 104 estudantes de todo Brasil a conquistar a nota máxima

Fábio Constantino Lopes Júnior terminou em 2015 o curso técnico integrado em Agroecologia do Campus Ipanguaçu. Com os conhecimentos e experiências adquiridos durante o curso, se identificou com a disciplina de Biologia e viu nascer um sonho: tornar-se médico. Após uma rotina de estudos de cerca de 10 horas diárias, conseguiu um feito realizado apenas por 104 estudantes em todo Brasil, obter mil, a pontuação máxima, na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2015. Com a nota, ele vê se aproximar a concretização do seu sonho.

Fábio é de Assu, cidade do Rio Grande do Norte próxima de Ipanguaçu, onde fica o Campus do IFRN no qual ele viria a fazer o ensino médio integrado ao técnico. Ele tentou o processo seletivo para o Instituto porque viu a oportunidade de ingressar em uma instituição pública, com ensino de excelência e que lhe daria ainda no ensino médio uma formação profissional. "Ouvia muito falar da qualidade do ensino da instituição", disse o estudante.

O assuense fazia o ensino fundamental em uma escola privada, com bolsa. Ao passar para o ensino médio, além de perder a bolsa, a família teria de arcar com os custos dos livros. Fábio é filho de Elione Rosa de Farias e do também Fábio Constantino, empregada doméstica e vendedor de materiais de construção que nunca mediram esforços para garantir uma boa educação ao filho. "Eles sempre me apoiaram nos estudos. A educação era prioridade máxima na minha casa. Para que eu estudasse com livros de qualidade, minha mãe já aceitou trabalhar em três turnos, abandonando prazeres individuais e dedicando a vida em minha função. Meus pais são tudo para mim", comentou emocionado.

O carinho com o qual fala dos pais também é direcionado ao IFRN. "Estudar no IF me fez a pessoa que sou hoje. Parafraseando Viola Davis na cerimônia do Emmy, o que separa a população negra da população branca são as oportunidades. Elas são mais raras quando você considera uma pessoa pobre e do interior do Nordeste. No entanto, o IF me ofereceu tais oportunidades de crescer. Desde cedo aproveitei todas as chances de melhorar minha experiência como estudante, participando de congressos, palestras, fazendo pesquisa e aproveitando as aulas e a disponibilidade dos professores e da instituição de nos ajudar", declarou.

Fábio cita com destaque especial os professores do Instituto Efraim de Alcântara Matos, seu orientador, ao qual ele chama de melhor amigo, e Adriano Jorge Meireles de Holanda, do Campus Mossoró do IFRN. Segundo o estudante, os 2 professores ajudaram tanto na trajetória acadêmica no IFRN quanto na preparação para o ENEM. "O professor Adriano, inclusive, mesmo trabalhando em outro campus, acreditou na minha capacidade e lutou para conseguir uma bolsa em um bom cursinho para mim. Sobre Efraim, nossas discussões, trabalhos e seus ensinamentos foram fundamentais para meu bom desempenho na redação", destacou o aluno, que também fez questão de falar dos professores Ana Mônica Britto Costa, Tiago Medeiros, Aurélia Alexandre, Fabio Duarte, Alexandre Barros, Aline Peixoto e Rodrigo Cavalcanti. "Eles me construíram como cidadão", completou.

Para Belchior Rocha, reitor do IFRN, Fábio seguirá a trajetória de Everton Frutuoso, que fez o técnico integrado em Informática também no Campus Ipanguaçu e foi aprovado na primeira colocação das cotas para o curso de Medicina da UFRN, através da nota do ENEM, em 2014. "Tenho certeza que serão médicos humanos, que darão muito orgulho aos seus familiares, colegas de profissão e pacientes", disse o reitor.

O tema da redação do ENEM 2015 foi "A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira". Em seu perfil em uma rede social, Fábio compartilhou uma imagem da personagem Val, interpretada por Regina Casé, do filme "Que horas ela volta", da diretora Anna Muylaert. O filme tem personagens femininas bastante fortes e conta a história de Jéssica, que sai do Nordeste para tentar ingressar na faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo (USP), considerada uma das melhores do país. Jéssica é filha de Val, que trabalha como empregada doméstica em São Paulo. Perguntado se se identificava de alguma forma com o filme, Fábio foi rápido em responder. "Eu me enxergo muito na personagem Jéssica, como pobre, nordestino, que sonha em entrar em uma faculdade, filho de empregada doméstica. Val também lembra muito minha mãe em sua simplicidade, dedicação e amor para com a filha. Aquele filme é uma metáfora da minha vida!", afirmou.

Fábio Constantino fez o ENEM no ano de conclusão do IFRN e, com a nota, começou a cursar Engenharia Química na UFRN. Mas decidiu abrir mão do curso para realizar o sonho de fazer medicina. Como resultado dos estudos, de acordo com o site do SiSU, ele está entre os primeiros colocados para as vagas de cotistas destinadas ao curso na UFRN. O resultado final sai no dia 18 de janeiro.

"Minha meta como profissional é tratar os meus pacientes como meus familiares. Fico muito preocupado com a qualidade dos médicos que se formam apenas movidos por interesses pessoais e ganância. Medicina é por a vida do outro em nossas mãos. Quero retribuir o esforço dos meus pais, dando-os orgulho de mim e mostrando que tanta dedicação por minha educação valeu a pena. Quero ajudar a minha mãe, oferecendo uma vida melhor, pois ela merece muito! Anseio ajudar pessoas que necessitam tanto quanto a gente", revelou o técnico em Agroecologia pelo IFRN.

O Instituto também teve outros alunos com destaque no ENEM 2015, como Bruno Maximiliano e Gabriel Dantas, do Campus Mossoró, que obtiveram notas acima de 900 na redação do Exame.

De Assu, no Rio Grande do Norte, o aluno nota mil na redação do ENEM | GGN

 

Aos 15 anos, "bovino" passa de novo em Medicina

Será que o Mainardi já recebeu aquele e-mail?

publicado 21/01/2016

jose victor

Quanto mais o José Victor (na direita, com rosto pintado) estuda, mais ele tem sorte… (Foto: Jadilson Simões/UOL)

Saiu no UOL:
Sergipano passa de novo em medicina: "Fiz para mostrar que não foi sorte"

E a história se repete. O sergipano José Victor Menezes Teles, agora com 15 anos, está entre os aprovados do curso de medicina da UFS (Universidade Federal de Sergipe). No ano passado, ele conquistou a vaga no mesmo curso, aos 14 anos. O garoto, natural de Itabaiana, diz que resolveu fazer mais uma vez um Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), para mostrar que no primeiro sucesso não foi uma questão de sorte.
"O pessoal não disse que foi sorte? Então pensei: vamos ver se essa sorte acontece duas vezes. Ouvia piadas de que passei na sorte. Resolvi fazer e está aí o resultado e com mais intensidade", comemorou o garoto. No Enem 2015, José Victor obteve 767,74 pontos na média final contra 751,16 do ano passado. Na redação foram 940 pontos no Enem 2015 contra 960 pontos do ano anterior.
Com esta média final, José Victor obteria vaga nos cursos de medicina nas universidades federais do Ceará, de Goiás, de Viçosa (MG), e da própria UFS, porém descartou a possibilidade de se transferir para uma dessas universidades. "Como disse, só fiz para mostrar que minha aprovação no Enem do ano passado não foi uma questão de sorte. Fiz 16 pontos a mais", afirmou.
Junto com o resultado da aprovação do Enem 2015, José Victor iniciou na última segunda (18) as aulas do curso de Medicina na UFS. As aulas deveriam ser iniciadas em agosto do ano passado, mas a greve de quase cinco meses dos professores e de servidores técnicos administrativos da Universidade atrasaram o início do ano letivo. Mas isso não tirou a alegria do garoto. "Um desafio na minha vida. A turma é muito jovem e mostra que os jovens vêm conquistando espaço e isso mostra que não devemos julgar pela idade, mas pela maturidade", analisou.
Apesar da correria de se deslocar os cerca de 55 quilômetros entre Itabaiana e o Campus da UFS, na cidade de São Cristóvão, José Victor avisa que não deixará de realizar palestras que fez ao longo deste intervalo entre a aprovação no Enem e o início da aulas, como também pretende divulgar o livro lançado no final do ano passado "Como vencer aos 14".

23/11/2015

Cotas garantem o acesso de 150 mil negros ao ensino superior no Brasil

racismo do ali kamelOutro dia ouvi que as cotas criaram o racismo ao contrário. Esta frase desconhece a lição de Lavoisier, de que nada se cria, tudo se transforma. As cotas não criaram o racismo, só puseram para fora o racismo que estava adormecido. O que era para ser uma justificativa politicamente correta de combate ao racismo, é na verdade um ato falho. Como quem, se não existisse política de cotas, eles continuaram no “seu lugar”. As cotas, ao me dificultarem o acesso que antes me era cativo, criaram um “problema” para eles.

É o mesmo que acontece com o ENEM. O acesso que era exclusive de uma elite que garantia a entrada nas melhores universidades públicas porque podiam pagar altas mensalidades em escolas particulares, teve de ser compartilhado com quem, mesmo não tendo recursos para pagar uma escola particular, demonstrou que tem iguais ou até melhores condições de frequentar ensino de qualidade. É lógica de castas: a casta que “investe” em boas escolas particulares também quer tem o direito divino de frequentar as universidade públicas. Por coincidência, são os mesmos que vivem bradando contra a coisa pública, os impostos, mas não se avexam de querer entrar em universidades públicas, da mesma forma que, para financiar seu apartamento, não recorrem aos bancos particulares, mas aos bancos públicos.

À toda evidência, odeiam o Estado porque querem um Estado que lhes sirva por direito divino.

Cotas garantem o acesso de 150 mil negros ao ensino superior no Brasil

Consideradas constitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) há três anos, cotas já incluíram 150 mil negros nas universidades brasileiras

A batalha para combater o racismo no Brasil é longa. Para se ter uma ideia, o primeiro projeto de lei propondo ações afirmativas para população negra foi apresentado em 1983, com o nº 1.332, para garantir o princípio da isonomia social do negro. Mas somente em 2012, tais ações foram consideradas constitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com a aprovação da Lei das Cotas nas universidades.

O ministro Ricardo Lewandowski, relator do projeto, ressaltou na época que apenas 2% dos negros conquistavam o diploma de ensino superior.

A aprovação da lei que institui cotas raciais nas universidades federais completou três anos em 2015. Nesse tempo, garantiu o acesso de 150 mil estudantes negros ao ensino superior, segundo a Secretaria de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial (Seppir).

A lei instituiu a reserva de 50% das vagas em todos os cursos nas instituições federais de ensino superior levando em conta critérios sociorraciais. A meta era atingir esse percentual gradualmente, chegando à metade de vagas reservadas até o final de 2016. Segundo os números do Ministério da Educação, em 2013, o percentual de vagas para cotistas foi de 33% e em 2014, 40%.

VEJA TAMBÉM: Professor explica por que mudou de ideia e se tornou a favor das cotas

A quantidade de jovens negros que ingressaram no ensino superior também cresceu, passando de 50.937 vagas preenchidas por negros, em 2013, para 60.731, em 2014. Atualmente, entre universidades federais e institutos federais, 128 instituições adotam a lei de cotas.

O Secretário Nacional de Combate ao Racismo do PT, Nelson Padilha, comemora que “finalmente” o Brasil percebe que quem precisa das políticas de igualdade racial não são só os negros, mas toda a população brasileira.

“Quem perde com a ausência dos negros nos espaços privilegiados é o Brasil. São milhões de cérebros qualificados e saudáveis que acabam sendo preteridos por conta do racismo institucional”, afirma.

Para Padilha, as políticas implementadas nos governos do PT significam um grande avanço para o Brasil. “Mas precisamos aumentar a quantidade de universidades que não instituíram a política de cotas”, completa.

O secretário cobra, no entanto, mais foco no cumprimento e fiscalização da lei 10.639/03, que pretende levar para as salas de aula mais sobre a cultura afro-brasileira e africana, propondo novas diretrizes para valorizar e ressaltar a presença africana na sociedade.

“Garantindo a inclusão dos conteúdos relacionados a África em todo o espectro de ensino, ela vai ajudar a desmontar os preconceitos”, ressalta.

Políticas públicas

Os estudantes negros têm acesso também ao Fies e ao Prouni, que auxiliam noingresso e na permanência desses estudantes em instituições privadas de ensino superior. Dados do Ministério da Educação referentes a 2014 mostram que os negros são maioria nos financiamentos do Fies, cerca de 50,07% e nas bolsas do Prouni, 52,1%.

Em entrevista ao “Portal Brasil”, a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, ressaltou que na última década o Brasil decidiu acumular esforços e criar um espaço para que sejam criadas estratégias que façam a diferença para as populações afrodescendentes, com ênfase na intersecção entre raça e gênero, porque as mulheres negras estão em situação de maior vulnerabilidade.

De acordo com o Mapa da Violência 2015, o número de mulheres negras mortas cresceu 54% em entre 2003 e 2013, enquanto o número de mulheres brancas assassinadas caiu 10% no mesmo período. No total, 55,3% dos crimes contra mulheres foram cometidos no ambiente doméstico, e em 33,2% dos casos os homicidas eram parceiros ou ex-parceiros das vítimas.

Para Nadine, a criação de leis como Maria da Penha e do Feminicídio devem reduzir essa violência nos próximos anos.

Geledés

Cotas garantem o acesso de 150 mil negros ao ensino superior no Brasil

25/08/2015

ENEM se fala mais nisso

OBScena: membro da Ku Klux Klan sendo atendido por médicos negros

KuKluxKlansendosocorridopormdicosnegrosOs grupos mafiomidiáticos, cabresteados por uma oligarquia excludente e preconceituosa, tem feito guerra contra qualquer política pública que busca abrir espaços mais republicanos de acesso aos bens e serviços públicos. Toda vez que se cria política pública de universalização e de melhoria para os mais necessitados, a gritaria é geral, mas restrita aos privilegiados de sempre. Privilegiados inclusive em se fazer ouvir.

Foi assim com o SUS, com as políticas de cotas e inclusão social, com o ENEM, com Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos.

Cotas raciais

Para combater a política de cotas do Governo Lula, a Globo escalou Ali Kamel para perpetrar um petardo chamado “Não somos racistas”. O livro teve sua serventia. A Rede Globo avocou o direito de dizer o que é e o que não é racismo. Só uma empresa de jornalismo dirigida por ETs poderia sair-se com algo tão ridículo. Assim, a política de cotas serviu não só para resgatar uma dívida histórica com amplo segmento marginalizado da nosso sociedade, mas serviu ainda mais para mostrar quem são os que ainda hoje se aproveitam deste apartheid. Que pode haver alguns problemas na política de cotas não esta dúvida. Basta citar caso do Joaquim Barbosa e Mathias Abramovic, médico carioca, branco de olhos verdes, que se inscreve mais uma vez como cotista para uma vaga reservada a negros no Itamaraty. Embora estes dois casos tenham sido usados para detonar com a política de cotas, o que fica claro que é há pessoas de mau caráter em todas as etnias. Algo bem diferente é dizer que não há necessidade de cotas porque “não somos racistas”. Para complementar os dois exemplos anteriores, e ficando somente entre os famosos, que a realidade da vida real é ainda mais cruel, basta trazer a baila mais dois nomes ligados, em lados opostos, ao racismo: Rachel Sheherazade e Maria Júlia Coutinho, a Maju, apresentadora do Jornal Nacional da Rede Globo.E, para finalizar, ainda ontem saiu a informação que a polícia do Rio de Janeiro aborda ônibus e interrompe a viagem de jovens negros com destino à zona sul da cidade. Para encerrar, a guerra do Ali Kamel e da Rede Globo contra as cotas raciais fez brotar de maneira assustadora os movimentos nazi-fascistas.

Saúde Pública

O SUS/SAMU, o maior programa de saúde pública do mundo, é uma grande vítima. Por desvios funcionais, de caráter e de informação, a parcela da sociedade que não só tem recursos próprios para tratar da própria saúde como também pode adquirir plano de saúde particular, é a que mais ataca o SUS. Veja-se o caso do MBL, um grupelho de jovens desocupados mas muito bem finanCIAdos, se insurge contra qualquer política governamental que ouse usar recursos públicos em prol dos mais necessitados. Na marcha dos vadios para Brasília, um dos onze integrantes foi atropelado. Não foi seu plano privado de saúde que o resgatou e levou ao hospital público mantido pelo SUS. Foi a SAMU. Da mesma forma, quando a global famiglia Huck sofreu acidente aéreo, quem socorreu não foi seu plano privado, foi o SUS. Ainda dentro deste assunto é importante registrar que no Governo FHC foi criada a CPMF. O dinheiro que deveria te sido usado na saúde pública foi utilizado para qualquer coisa, menos para o fim a que foi criada. Bastou mudar o governo, e para impedir que o dinheiro passasse a ser utilizado de fato em saúde pública, a mesma classe reacionária, aquela que abriga os 300 picaretas do Eduardo CUnha, extinguiu a CPMF.

Exame Nacional de Ensino Médio

Uma das maiores batalhas contra os governos Lula e Dilma deu-se com a criação do ENEM. Em uníssono, todos os assoCIAdos do Instituto Millenium martelaram dia e noite contra um dos programas de interesse público mais bem concebidos. A Veja faz sentido. Ela usa os dinheiros da venda de informação, que não é tributado, para entrar no mercado da educação. E não é só a distribuição de milhares de assinaturas pelos sucessivos governos do PSDB em São Paulo. Entrou também para o ramo dos livros didáticos. Os demais, para atenderem seus financiadores ideológicos, deste logo investiram contra. Lembro que em Porto Alegre, meninas de classe média e frequentadoras de cursos pré-vestibulares botaram narizes de palhaço e foram pra rua protestar. Elas ganharam espaço, os jovens de origem humilde e de periferia que sempre lutaram por mais acesso à educação pública gratuita e de qualidade, nunca tiveram espaço. Acontece que com o ENEM tem acesso às Universidade Públicas não aqueles filhos de classe média e média alta que puderam frequentar boas escolas particulares ou que puderam pagar caros cursinhos pré-vestibulares. Afinal, o que é público deve ser de acesso para todos os públicos. Não é engraçado que aqueles que advogam o ensino privado tenham lutado tanto para o acesso exclusivo ao ensino superior público? Por que não se contentaram com o ensino nas Faculdades Privadas? O ENEM, aliado a outras políticas públicas, como as cotas e o PROUNI, permitiram o acesso ao ensino superior a jovens que de outra forma chamais conseguiriam. As salas ficaram com uma cara mais parecida com a nossa heterogênea sociedade. Hoje, filho de pedreiro, de doméstica, de colono e outras tantas profissões mais simples tem acesso e compete com jovens de classes altamente privilegiadas. A efetiva mudança na sociedade vai demorar mais para ficar mais perceptível. Há que se esperar que essa nova leva de jovens retornem dos estudos e se integrem no mercado de trabalho para que a defesa destas políticas se torne mais contundente.

Luz para Todos

Vide o caso dos programas Minha Casa Minha Vida e o Luz para Todos. É constrangedor ver colegas que usam o financiamento da Caixa para adquirir moradia combaterem o uso de dinheiro público no programa Minha Casa Minha Vida. Embora em menor escala, também por ser um programa público, o Luz para Todos foi ferrenhamente combatido. O exemplo da luz é paradigmático e simboliza o ódio de classe que desnorteia a cabeça de nossa direita Miami. Ao contrário da última frase atribuída ao poeta alemão, Goethe, nossas elites não querem “luz, mais luz”, porque em terreno escuro quem tem lanterna de celular comando o tráfico.

Mais Médicos, Menos HiPÓcrisia

E por fim o Mais Médicos. Nada é mais emblemático do atraso mental, e por isso também mais simbólico, de nossas elites do que o programa Mais Médicos. Nem o bloqueio das contas de poupança pela Zélia Cardoso de Mello no governo Collor provou ira maior do que a vinda de médicos para atender a população onde não havia médicos. Os ataques não se devem apenas à perda do poder econômico de uma classe, mas atinge o seu mundo simbólico. Os cursos de Medicina eram redutos de acesso extremamente difícil. E um pouco devido a esta dificuldade, os formandos, genericamente falando, pensavam e alguns ainda pensam, que se tratava de uma cesso a um garimpo com pepitas garantidas. Pode-se dizer que foi este programa que fez com que a brasa do fascismo que estava coberta de cinza se destapasse. As manifestações mais raivosas, de mais baixo nível foi contra este programa de atendimento ao público mais carente de acesso à saúde pública. Se é verdade que poderia ser melhor, também é verdade que é melhor um médico nas condições atuais do que nenhum. É uma conclusão de uma clareza meridiana mas que mentes obnubiladas de ódio não captam. O problema maior continua sendo de comunicação, de informação. Acontece que há espaço para quem, por razões óbvias, condena este programa, mas pouco espaço se dá para mostrar o que aconteceu nos lugares onde eles estão. Não se ouve o público que está sendo atendido por este serviço.

Os mais jovens, por não terem vivenciado outra realidade, não têm ideia de como as coisas funcionavam há 15, 20 anos atrás. Os mais velhos hão de lembrar de como era difícil consultar um médico no INAMPS… Cursar uma faculdade pública…

19/07/2015

Os fascistas agora já ousam dizer o nome

Aécio para Cunha: “sugue e depois venha pro nosso lado”. No PSDB ninguém é investigado, muito menos preso.

Cunha Aéecio PaulinhoÉ o momento vergonha alheia. E nem se diga que a otária ali da twitter seja originária. Há um documentário disponível na internet e que os canais por assinatura vez que outras disponibilizam: Inimigo do meu inimigo. É um documentário do modus operandi adotado pela tal de Leticia Oliveira. Para combater as políticas sociais dos países da América Latina os EUA recrutaram sobreviventes nazistas e os atiçaram contra os pobres do sul.

É evidente que eles não são contra a corrupção. São contra a concorrência na corrupção. Eles odeiam ter de dividir espaço nos aeroportos, nos aviões, nas faculdades, nas festas de formatura. Afinal, quem foi que inventou esta história de pobres podem comprar carro, como vociferava aquela besta quadrada que trabalha na RBS, Luis Carlos Prates?! Quem inventou esta história de filho de trabalhador pode frequentar curso superior? Claro, esse é o verdadeiro motivo pelos quais odeiam Lula e Dilma.

É evidente que Eduardo CUnha não nasceu agora. É cria do mesmo grupo de comunicação que inventou e levou ao Planalto o Caçador de Marajás.

Quando Ali Kamel resolver escrever um livro para combater as políticas sociais com uma mentira em formato de livro “Não somos racistas”, também tira a originalidade da anencefálica. A bem da verdade é que a filosofia da moça é vendida a preço de banana pela Rede Globo. Veja as tais matérias a respeito do narcotráfico. Só existem para atacar distribuidores dos produtos dos outros. É sabido que os grandes consumidores estão sob a batuta dos Marinho, e por aí se explica porque a apreensão de um heliPÓptero com 450 kg de cocaína virou pó e saiu do noticiário. Portanto, se perfilar ao lado de bandidos, como JJ Havila, José Maria Marin, Ricardo Teixeira é também algo que a Globo faz muito bem.

O ódio que é também uma forma de despeito tem razão na ascensão de classes sociais. Se há  algo de culpa do PT na idiotice assumida e pública da moça foi o fato de não ter tomado nenhuma medida no sentido de democratizar os meios de comunicação. Estas serpentes são desovadas por concessões públicas. São eles que espalham ódio como se fosse terapia. Deve-se ao poder, que já foi muito mais contundente, dos meios de comunicação que no Brasil até hoje não foram punidos aquela gente de Benz que achava normal prender sem mandato judicial. Não só entrevam pessoas das quais discordavam ideologicamente, como faziam questão de participar das sessões de tortura, estupro e morte nos porões do DOI-CODI. A Folha emprestava peruas para desovar os corpos dilacerados em valas clandestinas como aquelas encontradas no Cemitério de Perus. Este participação ativa explica, por exemplo, a invenção de um Ficha Falsa da Dilma e de terem a cara de pau de chamar a ditadura de ditabranda. É culpa do PT por nunca te reagido às mentiras, processando os facínoras, como está, só agora, fazendo Guido Mantega.

Agora os fascistas estão do esgoto, e o PT virou vítima escolhida simplesmente porque não dedetizou os esgotos. É evidente que a moça gosta de bandido e faz abertamente a apologia da ladroagem.

Fascistas digitais elegem Cunha seu mais novo herói

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Timidamente, porém mais agressivos do que nunca, intolerantes da internet iniciam uma campanha para respaldar eventual ação do presidente agora oposicionista da Câmara dos Deputados pela derrubada da presidente Dilma Rousseff (PT); proliferam-se hashtags como #seaDilmacair, #fechadocomcunha e #CunhaExplodeOGoverno estimulando o ódio contra o governo e o PT: “Se o Cunha é bandido ou não, agora não importa. A ordem é tirar o PT do poder e hj ele é o único político capaz de realizar esse feito” resume post de notória fascistóide do microblog Twitter; campanha ganhou imediatamente o apoio do roqueiro Lobão, que multiplicou uma postagem odiosa em que a presidente da República é reatratada como uma criminosa comum em um cartaz forjado com os dizeres “procura-se viva ou morta”

19 de Julho de 2015 às 12:45

Brasil247 – A horda de fascistas que invade as redes sociais vê agora no presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a chance mais possível de promover o golpe com a deposição da presidente Dilma Rousseff (PT). Com apoio de figuras nefastas como o roqueiro Lobão, inicia-se pelo Facebook e pelo microblog Twitter campanhas de ódio e de violência contra Dilma e contra o PT, defendendo uma união em torno do deputado fluminense.

Cunha decidiu ir para a oposição depois que foi delatado pelo lobista Júlio Camargo na Operação Lava Jato por ter recebido uma propina de US$ 5 milhões para não atrapalhar supostos esquemas na Petrobras. Ele atribui a delação a uma articulação esdrúxula entre o Palácio do Planalto e a Procuradoria Geral da República.

Ainda inicial, o movimento estimula tags como #seaDilmacair, #fechadocomcunha e #CunhaExplodeOGoverno e traz argumentos assustadores para defender a coerência de Cunha e tática dos fins justificam os meios. Exemplo: o ferfil denominada @leticiaoliveira, notória fascistóide, escreveu: “Se o Cunha é bandido ou não, agora não importa. A ordem é tirar o PT do poder e hj ele é o único político capaz de realizar esse feito.”

Numa imagem que ilustra um cartaz de “Procura-se”, a turma fascista associa a presidente da República a um criminoso comum, aludindo sua participação em ações contra a ditadura militar (Dilma foi militante do VAR-Palmares, presa e torturada pelo regime). Na foto, ela está ao lado de uma metralhadora e lê-se os dizeres “Procurada viva ou morta”.

Defensor de uma pauta ultraconservadora na Câmara, que envolve o financiamento privado das campanhas, a redução da maioridade penal e a vinculação religiosa do Estado, Eduardo Cunha é a personificação d que há de mais retrógrado na sociedade brasileira, que tem ganhado força e voz pela internet.

Fascistas digitais elegem Cunha seu mais novo herói | Brasil 24/7

04/07/2015

O fascismo é o cavalo de batalha da velha mídia

Alguém ainda há de lembrar do caso de racismo da torcida do Grêmio com o goleiro Aranha do Santos. Os racistas foram defendidos por funcionários da RBS, de que são exemplo Cacalo e Paulo Sant’ana.  Ilustres celetistas do Grupo RBS saíram em defesa dos atos, buscando minimizar. É algo muito parecido com o que  fez outro funcionário da RBS, só que desta vez em Santa Catarina, Luis Carlos Prates. Não é possível que não se tenha visto o ódio com que Arnaldo Jabor incitava um dia e cobrava noutro os manifestantes de 2013, a ponto de ser ridicularizado pela TV Argentina. Foi usado pelas universidades de Buenos Aires como exemplo de como não se deve fazer na tv. No entanto continuou como funcionário da Rede Globo.

O fascismo da sociedade é adubado pelos grupos mafiomidiáticos. Se for mau caráter, tem emprego garantido. Ronaldo Caiado só foi contratado pela Folha depois que Demóstenes Torres definiu-o como um cérebro a procura de uma idéia. Se não tivesse se revelado mau caráter não teria conseguido emprego na Folha. Nesse ritmo e depois que até Casagrande conseguiu ser protegido da Rede Globo, Fernandinho Beira-Mar pode vir a ser novo colunista da Folha para tratar da animação de eventos sociais. É pelas mesmas razões que Policarpo Junior é funcionário da Veja, como Diego Escosteguy é funcionário da Época/Globo.

Hoje, os grupos mafiomidiáticos são os maiores concorrentes do PCC no campo do emprego.

A influência de Danilo Gentili no caso de racismo contra Maju Coutinho. Por Paulo Nogueira

Postado em 04 jul 2015 – por : Paulo Nogueira

Inspirador

Inspirador

Sabe por que fanáticos se atreveram a publicar insultos à luz do dia contra a jornalista Maju Coutinho?

Porque eles viram o que aconteceu com Danilo Gentili – herói deles – quando, numa discussão numa rede social, ele mandou um homem negro comer bananas.

Nada. Aconteceu nada.

O insultado foi à Justiça e perdeu. Numa das sentenças mais infames da República, o juiz considerou que não havia ofensa na atitude de Gentili.

Bons exemplos prosperam, e maus ainda mais.

Tivesse Gentili recebido a devida punição, os racistas que atacaram Maju guardariam seu ódio e seu fascismo para si próprios.

Você tem que castigar exemplarmente manifestações de racismo.

Não muito tempo atrás, no Twitter, um internauta postou comentários racistas sobre a agonia de um jogador de futebol que tivera uma parada cardíaca súbita em pleno jogo.

A Inglaterra instantaneamente se comoveu com o caso, mas o internauta começou a fazer piadas com bananas e outras coisas.

Na manhã seguinte, a polícia estava na sua casa para prendê-lo. Rapidamente julgado, foi condenado a prestar serviços comunitários.

A opinião pública se revoltou com o engraçadinho, e a mídia deu amplo espaço para a história.

Ninguém mais fez nada parecido nas redes sociais na Inglaterra.

No Brasil, o caso Gentili teve o desfecho oposto, e acabou inspirando outros sociopatas.

Sociedades avançadas utilizam a técnica, em situações como esta, do name and shame. Você publica o nome do agressor para envergonhá-lo.

A leniência brasileira está cobrando um preço alto.

E não houve punição nenhuma

E não houve punição nenhuma

Como observou sabiamente o professor brasileiro da universidade em que Dilma foi atacada nos Estados Unidos, manifestações de caráter fascista não podem ser toleradas, ou a sociedade se esgarça.

O fascismo está no racismo, na homofobia e em coisas do gênero.

O professor chamou a atenção para uma coisa interessante: não é um problema apenas do governo, mas também da oposição.

Oposição democrática e civilizada é uma coisa. Oposição fascista – em cuja agenda figura a cruzada pela volta da ditadura militar – é outra coisa.

O fascismo tem que ser exemplarmente reprimido pelo governo, e uma oposição decente tem que condená-lo.

Mas cadê as ações enérgicas do governo? Onde palavras em favor da civilização da parte de homens como FHC?

A oposição, a começar por Aécio, fica calada, criminosamente calada, porque acha que a ação dos sociopatas de alguma forma a ajuda na tentativa de eliminar por vias sujas 54 milhões de votos.

Mas é um erro absurdo. Não é um partido que está sendo insanamente atacado. É a decência. É a ideia de um país civilizado.

Numa mesma semana, tivemos os adesivos pornográficos, os insultos a Dilma nos EUA e o racismo despejado contra Maju Coutinho.

São coisas que fazem parte de uma sociedade que se adoentou.

Os sinais já estavam claros quando um juiz – refletindo a mentalidade dominante na Justiça — inocentou Danilo Gentili de um crime racial.

Gentili saiu impune, e hoje arrasta seu Ibope miserável na emissora de Silvio Santos.

Que o mesmo não aconteça com os celerados que brutalizaram Maju Coutinho — e nem com os responsáveis pelos adesivos e pelo ataque a Dilma nos Estados Unidos.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » A influência de Danilo Gentili no caso de racismo contra Maju Coutinho. Por Paulo Nogueira

19/05/2015

Machado de Assis

Ao mesmo tempo em que se comemora a revelação de uma foto histórica em que aparece Machado de Assis, é também constrangedor pensar no que pensaria o fundador e patrono da Academia Brasileira de Letras se soubesse que dela faz parte hoje não só sinhozinhos da Casa Grande como José Sarney e FHC, mas também notórios militantes da negação do racismo, como Merval Pereira. Roberto Marinho, que empregava o negacionista Ali Kamel, autor do famigerado “Não somos racistas”, conseguiu uma cadeira na academia graças ao do famoso editorial que saudou a chegada da ditadura. A captura de FHC via Miriam Dutra não é diferente da captura da Academia Brasileira de Letras via editoriais. Furtos, digo frutos, de uma mesma árvore.

A Academia, que um dia foi de Letras, hoje é de petas!

Missa Campal de 17 de maio de 1888

17 de maio de 201518 de maio de 2015Andrea Wanderley

Antonio Luiz Fereira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro.

Antonio Luiz Ferreira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro.

A Brasiliana Fotográfica identificou a presença de Machado de Assis na fotografia da Missa Campal de Ação de Graças pela Abolição da Escravatura realizada no dia 17 de maio de 1888, no Campo de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. O autor da foto foi Antonio Luiz Ferreira.

A identificação de Machado de Assis foi confirmada por Eduardo Assis Duarte, doutor em Teoria da Literatura e Literatura Comparada (USP) e professor da Faculdade de Letras da UFMG , que considerou a fotografia um documento histórico da maior importância. Segundo ele, Machado de Assis teve uma “atitude mais ou menos esquiva na hora da foto, em que praticamente só o rosto aparece, dando a impressão de que procurou se esconder, mas sem conseguir realizar sua intenção totalmente. Atitude esta plenamente coerente com o jeito encolhido e de caramujo que sempre adotou em público, uma vez que dependia do emprego público para viver e eram muitas as perseguições políticas aos que defendiam abertamente o fim da escravidão.”

Eduardo Assis Duarte, que organizou “Machado de Assis afrodescendente” (2007) e a coleção “Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica” (2011, 4 vol.), e é coordenador do Literafro – Portal da Literatura Afro-brasileira, justificou a proximidade de Machado da princesa Isabel. Segundo ele, “Machado foi abolicionista em toda a sua vida e, a seu modo, criticou a escravidão desde seus primeiros escritos. Nunca defendeu o regime servil nem os escravocratas. Além disso, era amigo próximo de José do Patrocínio, o grande líder da campanha abolicionista e, junto com ele, foi à missa campal do dia 17, de lá saindo para com ele almoçar… Como Patrocínio sempre esteve próximo da princesa em todos esses momentos decisivos, é plenamente factível que levasse consigo o amigo para o palanque onde estava a regente imperial. A propósito, podemos ler no volume 3 da biografia escrita por Raimundo Magalhães Júnior :

‘Na manhã de 17 de maio, foi promovida uma grande missa campal, comemorativa da Abolição, em homenagem à Princesa Isabel, que compareceu, e houve em seguida um almoço festivo no Internato do Colégio Pedro II. Terminada a missa, José do Patrocínio foi para sua casa, à rua do Riachuelo, com dois amigos que convidara para almoçar em sua companhia: um deles era Ferreira Viana, ministro da Justiça do Gabinete de João Alfredo. E o outro era Machado de Assis, a quem, aliás, o grande tribuno abolicionista oferecera a carta autógrafa que recebera, em 1884, em Paris, de Victor Hugo.’ (MAGALHÃES JÚNIOR, Vida e obra de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira / INL-MEC, 1981, vol. 3, Maturidade, p. 125).”

O biógrafo, continua Eduardo Assis Duarte, “não diz onde estava Machado durante a missa, mas pode-se concluir perfeitamente que ele compareceu e que estava junto a José do Patrocínio. Daí minha conclusão: se a imagem que aparece na foto não for de Machado, é de alguém muito parecido.”

Segundo Ubiratan Machado, jornalista, escritor, bibliófilo e autor do “Dicionário de Machado de Assis”, lançado pela Academia Brasileira de Letras, a identificação de Machado de Assis na foto foi uma dupla descoberta: “Não há dúvida que se trata do Machado, atrás de um senhor de barbas brancas e mil condecorações no peito. O fato do seu rosto estar um pouco escondido não atrapalha em nada a identificação. É o velho mestre, perto de completar 50 anos. Igualzinho aos dos retratos que conhecemos desta fase de sua vida.  A segunda revelação é a de Machado ter ido à missa de ação de graças, fato até hoje desconhecido pelos biógrafos. A foto tem ainda outra importância: mostrar que ele se preocupava com a libertação dos escravos, acabando de vez com a idiotice de alguns que afirmam ser ele indiferente ao destino da raça negra no Brasil. É a prova visual da alegria embriagadora que ele sentiu com a abolição, como narra em seu conhecido depoimento (Gazeta de Notícias, edição de 14 de maio de 1893).

Machado de Assis participou também, no dia 20 de maio de 1888, do préstito organizado pela Comissão de Imprensa para celebrar a Abolição. Na ocasião, ele desfilou no carro do fundador da Gazeta de Notícias, o Sr. Ferreira de Araújo (Gazeta de Notícias, edição de 21 e 22 de maio de 1888) . Antes dessas festividades, Machado havia sido agraciado com a Imperial Ordem da Rosa, que premiava civis e militares que houvessem se destacado por serviços prestados ao Estado ou por fidelidade ao imperador.

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Detalhe da foto

A Brasiliana Fotográfica convida os leitores a participar do desafio de identificar outras personalidades presentes na foto da solenidade. Abaixo, destacamos na foto e em sua silhueta o grupo em torno da princesa Isabel (1) e do conde D’Eu (2). Machado de Assis é o número 5. Possivelmente o número 7 é José do Patrocínio, atrás de um estandarte e segurando a mão de seu filho, então com três anos. Quem serão os outros?

MISSA 2

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Numeramos alguns dos presentes, mas a identificação de qualquer pessoa que esteja na fotografia é bem-vinda.

Um pouco da história da foto

A Missa Campal em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em 17 de maio de 1888, foi uma celebração de Ação de Graças pela libertação dos escravos no Brasil, decretada quatro dias antes, com a assinatura da Lei Áurea. A festividade contou com a presença da princesa Isabel, regente imperial do Brasil, e de seu marido, o conde D´Eu, príncipe consorte, que, na foto, está ao lado da princesa, além de autoridades e políticos. De acordo com os jornais da época, foi um “espetáculo imponente, majestoso e deslumbrante”, ocorrido em um “dia pardacento” que contrastava com a alegria da cidade.

Cerca de 30 mil pessoas estavam no Campo de São Cristóvão. Dentre elas, o fotógrafo Antonio Luiz Ferreira que há muito vinha documentando os eventos da campanha abolicionista brasileira desde suas votações e debates até as manifestações de rua e a aprovação da Lei Áurea. Não se conhece um evento de relevância nacional que tenha sido tão bem fotografado anteriormente no Brasil. No registro da missa campal é interessante observar a participação efetiva da multidão na foto, atraída pela presença da câmara fotográfica, o que proporciona um autêntico e abrangente retrato de grupo. Outra curiosidade é a cena de uma mãe passeando com seu filho atrás do palanque, talvez alheia à multidão, fazendo um contraponto de quietude à agitação da festa.

Antonio Luiz Ferreira presenteou a princesa Isabel com 13 fotos de acontecimentos em torno da Abolição.  Essas fotos fazem parte da Coleção Princesa Isabel que se encontra em Portugal, conservada por seus descendentes. Além desses registros, Ferreira tirou duas fotos das duas missas realizadas no Campo de São Cristóvão no mesmo dia. Uma delas, a principal,  intitulada “Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da escravatura no Brasil”, é a que está aqui destacada e faz parte da Coleção Dom João de Orleans e Bragança. A outra missa foi celebrada pela Sociedade dos Homens de Cor da Irmandade de São Benedito. Outros três registros foram feitos por Ferreira no dia 22 de agosto de 1888 e documentaram o retorno do imperador Pedro II ao Brasil. Também foram ofertados à princesa Isabel.

Ao todo, Antonio Luiz Ferreira fotografou 18 cenas ligadas às celebrações de 1888 e com isso, apesar de ter tido uma carreira discreta, tornou-se um importante fotógrafo do século XIX. As imagens captadas por ele nessas datas tão marcantes da história do Brasil caracterizam-se pela expressividade dos rostos retratados, decorrência da relevância do fato e da fascinação causada pela câmara fotográfica.

Explore os detalhes da foto da Missa Campal

Contribuíram para esta pesquisa Elvia Bezerra (IMS) e Luciana Muniz (BN)

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  • Aquele de bigode e óculos, segunda pessoa à direita de Machado de Assis (logo abaixo da lança em primeiro plano, atrás de um homem calvo quase de costas) é muito parecido com o Valentim Magalhães!

  • À direita da Princesa Isabel , de roupa clara e chapéu escuro, está a sua amiga a Baronesa de Loreto.

Missa Campal de 17 de maio de 1888 | Brasiliana Fotográfica

04/05/2015

Conheça a Pasárgada dos Vira-Latas

Filed under: Apartheid,Complexo de Vira-Lata,EUA,Fascismo,Nazismo,Pasárgada,Racismo — Gilmar Crestani @ 8:15 am
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Nada mal para quem sonha em comprar quinquilharias chinesas em Miami. Os EUA continuam sendo a pátria que ainda não promoveu o liberação dos escravos. O apartheid continua uma das principais formas de organização social, mas ainda assim atrai cucarachas para lavar limpar banheiro, lavar prato e levar tiro pelas costas. O Caso Jean Charles de Menezes é paradigmático de como a Pasárgada dos coxinhas trata brasileiros.

Nestes temos de fascismo, como o visto agora na República das Araucárias, comandada por um pistoleiro de aluguel, Fernando Francischini, e por um filho da mãe chamado Beto Richa, nunca é demais lembrar que a ideologia do nazismo nasceu nos EUA e teve simpatia até de rei da Inglaterra, George VI, antes de chegar na Alemanha.

Assim como os veículos brasileiros que clamaram e deram sustentação ideológica à ditadura hoje querem nos ensinar ética e democracia, também os países onde o nazismo nasceu querem ensinar como o mundo deve se comportar. Problema deles e daqueles ao redor do mundo que vivem com Complexo de Vira-lata.

A eleição de Barack Obama é como a ida de Joaquim Barbosa ao STF. Um ponto fora da curva. A elite branca sempre está à procura de um capitão-de-mato para fazer o serviço sujo em seu nome.

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Compare a imagem da perseguição fascista do PSDB, acima, com as imagens abaixo. Por que chama a atenção dos nossos vira-latas o que acontece lá mas escondem o que acontece aqui?

Imagem de Baltimore vira capa de revista após viralizar no Instagram

POR FMAIA -30/04/15 12:28

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A foto da capa da revista norte-americana “Time” mostra um homem fugindo de um batalhão de policiais durante os protestos contra a morte de Freddy Gray, em Baltimore, nesta semana. A imagem já era conhecida por milhares de usuários do Instagram, no qual se tornou viral.

O autor da imagem, Devin Allen, é um fotógrafo amador que costuma compartilhar sua fotografia de rua em sua conta no Instagram.

Antes de ser escolhida como capa da revista, a foto feita por Allen tinha se tornado viral, recebendo milhares de compartilhamentos no Instagram e no Twitter.

O fotógrafo disse à revista que, quando fez o clique, achou que era uma boa foto e resolveu fazer o upload para seu celular. Quando terminou, se viu no meio dos policiais e continuou fotografando o protesto. Horas depois, Allen descobriu que sua foto tinha se tornado viral.

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Segundo a “Time”, a foto captura a intensidade e a natureza caótica dos protestos com perfeição, sendo uma escolha natural para a capa.

Mas essa não foi a única foto de Allen que se tornou viral, uma de suas imagens chegou a ser compartilhada pela cantora Rihanna, que possui 17,7 milhões de seguidores. Já outras apareceram na rede de notícias BBC e no canal de notícias CNN.

Allen, que pegou uma câmera pela primeira vez em 2013, se inspira no trabalho de fotógrafos como Gordon Parks –conhecido por suas fotos para a revista Life– e artistas como Andy Warhol.

13/04/2015

Marcha de zumbis ou “somente” nazi-fascismo?

Com já salientou um legítimo representante da direita tupiniquim, paulista e aliado do PSDB, há uma elite branca que é um verdadeiro retrocesso. Essa elite é alimentada por um jornalismo dirigido por pessoas capazes de se lançarem à aventura de escreverem um livro que é uma verdadeira prova do nazi-fascismo à moda brasileira: Não somos racistas…  Nem estou falando de Rachel Sheherazade, mas de Ali Kamel, o poderoso terceirizado da Rede Globo que diz o que e o que não é notícia.

Ao que parece, as políticas sociais que levam cores antes pouco vistas aos bancos das faculdades, como as cotas raciais, é o verdadeiro eixo motriz que alimente o ódio de uma classe que antes se beneficiava sozinha dos políticas públicas. Aliás, as políticas só era públicas se atingisse uma classe que se acha por direito divino, beneficiária de todos os direitos.

Ache um negro na Av. Paulista !

Panelaço da GloboNews é uni-racial.

O Conversa Afiada selecionou duas fotos para submeter ao amigo navegante.
Quem achar um negro ganha de presente um livro do Gilberto Freire com “i” (ver no ABC do C Af):

(Foto: Nelson Almeida/AFP)

(Foto: Nelson Almeida/AFP)

Paulo Henrique Amorim
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07/04/2015

Fabrício e o mito de Sísifo

Filed under: Fabrício,Futebol,Inter,Racismo — Gilmar Crestani @ 8:41 am
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sisifoEstive no jogo do Inter com Ypiranga de Erechim, pelo Gauchão, na arquibancada inferior, lado sul do Gigante da Beira-Rio. Ouvindo as vaias ao jogador Fabrício me lembrei do mito de Sísifo. O cara se esforça para levar a bola ao ápice e, enquanto isso, os corvos ficam bicando no seu traseiro. Se é verdade que por vezes a bola lhe pesava como pedra, também é verdade que não se lhe pode negar o esforço em leva-la ao gol adversário. Jamais se omitiu. Tanto que foi fundamental na conquista da vaga para a Libertadores. E ele estava metido nesse metier quando foi vaiado. Covardemente vaiado!

Desde o anúncio da escalação do time, pelos telões, a torcida se manifesta, apoiando ou vaiando. Poucos se manifestavam favoravelmente ao Fabrício.

Na ocasião o jogo estava chocho e o Inter, jogando mal, se arrastava em campo sem conseguir furar o bloqueio montado pelo bem postado time adversário, o que deixava a torcida ansiosa. Como um time grande como o Inter não fazia um gol no simples Ypiranga de Erechim?!

O Fabrício tomou a bola na área defensiva, avançou, passando por três adversários, pela esquerda até a linha dá área do adversário. Os demais jogadores do Inter não se movimentaram para receber e Fabrício ficou, diante de três defensores, sem alguém para quem dar o passe. Manteve a posse da bola. Impaciente, a torcida começou a vaia-lo. Indignado pelo esforço que vinha fazendo, Fabrício fez gestos obscenos para a torcida.

Fabrício tem razão. Eu teria feito o mesmo.

Eu também, se no ambiente de trabalho, ao invés de me apoiarem começassem a me apupar, revidaria. Até porque, outros jogadores perdiam a bola, se esforçavam menos e nem por isso eram vaiados. A torcida, no meu modo de entender, e disse isso durante o jogo aos torcedores que estavam do meu lado, que não concordava com as vaias.

Do meu ponto de vista, as vaias a Fabrício parte de pessoas frustradas cuja alegria depende, não de si, mas de outros. Por exemplo, a satisfação pessoal passa pela vitória do Inter. São frustrados que, por mais que se esforçam, jamais terão salário igual ao de Fabrício. Pior, há muitos clubes interessados em contar com o futebol de Fabrício. E nenhum interessado em contar com torcedores iguais ao que torceram contra Fabrício. Não só em virtude da falta de educação, mas também pelo baixo nível de inteligência. Como pode alguém, em sã consciência, depreciar o próprio patrimônio? Perguntei aos torcedores que estavam ao meu lado quem eles poriam no lugar de Fabrício e não conseguiram escalar ninguém.

Por que não esperar o final do jogo para criticar? É o que fazem, por exemplo, as torcidas na Argentina!

Racismo

Muito provavelmente haja racistas também na torcida do Inter. O ambiente de ódio fomentado pelos meios de comunicação social contra movimentos sociais cria um ambiente propício para manifestações de ódio. Isso é fato. Eu estive lá e não vi. Quem não tem graça e acha que faz humor, só porque tem o privilégio de ocupar espaço nobre na mídia, não pode usar episódios chocantes só para se promover.

Na ocasião ouvi toda sorte de xingamentos que torcidas estão acostumadas a proferir contra juízes, bandeirinhas e jogadores adversários. FDP, pqp, caralho, vagabundo. Mas não ouvi ninguém proferir manifestações racistas.

E se tivesse ouvido e quisesse fazer uma acusação de racismo, gravaria em áudio e/ou imagens e entregaria às autoridades.

Assim como manifestações racistas são extremamente graves e devam ser condenadas, as acusações de racismo, exatamente por se trata de crime grave, também devem ser fundamentadas, provadas. Não se pode acusar alguém sem prova. Só no STF alguém pode dizer, sem prova, apenas porque a “literatura jurídica me permite”, ou que chicana “foi feita pra isso, sim”.

Fazer o contrário, depõe contra quem acusa. É imbecilidade. A torcida do grêmio que votou no Jardel, inclusive o Felipão, que fez campanha para o desarticulado, deveria dar satisfação à sociedade pela escolha do tiririca gremista para a Assembleia gaúcha. Jardel é do mesmo nível do governador Sartori, ambos provam de que uma manada bem conduzida se atira do alto do rochedo. Querer meter a torcida colorada no atoleiro do Humaitá é desejo que Freud explica.

A torcida do Grêmio, como torcida, tem razão em querer que o Inter seja condenado por racismo.

Querer querer, pode.

Mas pedir condenação do tipo Chaves, só “sem querer querendo”, não passa de desejo incontido de frustrados querendo ver o Inter sofrendo pelos crimes que parte da torcida do Grêmio cometeu. Tanto cometeu que restou provado e condenado. O que tornou o Grêmio o único clube do mundo eliminado de uma competição nacional por racismo. Isso machuca mas não elimina a verdade. As imagens falam por si sós. É melhor lamber as próprias feridas que chutar no vazio para querer ver no Inter o que por lá aconteceu.

Nós colorados temos mais é que evitar o racismo para que não nos aconteça o que aconteceu ao Grêmio.  O resto é choro de frustrados.

Mas enquanto os cães ladram a caravana passa.

16/03/2015

Por que será que são os brancos de olhos azuis que nutrem ódio às políticas sociais?!

Na imagem, formandos de Medicina da UFBA: na capital com maioria negra, procure um negro!

Medicina-UFBAParadoxal mas na capital onde há, proporcionalmente, o maior número de negros, as manifestações contra Dilma, Lula e o PT partiram exatamente da parcela branca, de olhos azuis. As manifestações pelas ruas de Salvador são auto explicativas. Trata-se de uma classe média conservadora, que odeia as políticas sociais.

As cotas raciais e as leis em benefícios às domésticas e das camadas mais necessitadas da população enlouquece quem sempre achou que o Estado era seu. Quer enlouquecer essa classe média, branca de olhos azuis, e olha que meu filho tem olhos azuis, fale que o Curso de Medicina da UFRGS será frequentado também por alunos oriundos das escolas públicas.

Antes, quase só pessoas oriundas de escolas particulares, cujo ensino custa caro, sei porque pago, chegava às universidades públicas. Por que quem estuda em escola particular não estuda em Universidade… Particular?

Ah, agora também nas Universidade Particulares há, graças ao FIES e PROUNI, alunos oriundos de escolas públicas, filhos das camadas sociais menos privilegiadas.

Torço para que meu filho de olhos azuis, que estuda em escola particular, possa cursar Universidade Pública ou Particular, em turmas com alunos das mais diversas cores e origens. A miscigenação é a cara do Brasil. Querer um Brasil com políticas destinadas apenas às camadas que sempre foram privilegiadas é coisa de gente com ascendência nazista.

Governo chama Gilmar às falas

Ministros reiteram necessidade da reforma política e do fim do financiamento empresarial de campanha.

Os ministros José Eduardo Cardozo, da Justiça, e Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência, foram escolhidos pelo Governo para comentar as manifestações populares realizadas hoje (15) e na última sexta-feira (13).
Ambos respeitaram o caráter democrático das manifestações, rejeitaram qualquer tentativa de golpe e impeachment, e apontaram os caminhos a serem seguidos para combater a corrupção: reforma política e fim do financiamento empresarial de campanha. Além disso, novas medidas contra a corrupção serão anunciadas pela presidenta Dilma Rousseff.
O Supremo Tribunal Federal já rejeitou, por 6 votos a 1, o financiamento empresarial de campanha. O ministro Gilmar Mendes, por sua vez, pediu vistas e suspendeu a votação. Desde então o Brasil aguarda o voto de Gilmar, que segura a ação há quase um ano.
O ministro da Justiça ressaltou a necessidade de uma reforma política e do fim do financiamento empresarial nas eleições. “Um ponto deve ser debatido por todos os brasileiro: não é mais possível permitir o financiamento empresarial de campanhas eleitorais”, declarou José Eduardo Cardozo.
Rossetto reforçou a posição do Governo no combate à corrupção e deixou claro que o financiamento empresarial das campanhas é um grande elemento corruptor.
Durante a entrevista dos ministros, foram relatados panelaços em diversos bairros do Brasil, como Higienópolis e Moema, em São Paulo, e Leblon, no Rio de Janeiro.
Em tempo:
comentário de Rodrigo Vianna no Twitter:
210 mil em SP (diz Folha), 5 mil no Rio, 25 mil em BH, 20 mil em POA, 10 mil em Curitiba. Nao chega a 500 mil! Kamel quer apavorar vcs!
João de Andrade Neto
, editor do Conversa Afiada

Governo chama Gilmar às falas | Conversa Afiada

14/03/2015

Censura: Zero Hora e Correio do Povo escondem PP dos gaúchos

heinzeLuis Carlos Heinze, do PP gaúcho, ganhou o troféu "Racista do Ano"

– Herr, Heinze, aposto que não há na Lava Jato nenhum “quilombola, índio, gay ou lésbica”. Mas também é verdade que lá tem tudo o que não presta!

Curioso para saber no que o pessoal do PP gaúcho aplicou o dinheiro conseguido com muito trabalho na Petrobrás, via Paulo Roberto Costa, visito os portais dos que se dizem grupos de informação gaúchos. Pensava encontrar explicações para entender porque o PP gaúcho, cabresteado pela funcionária da RBS, se bandeou todo pro lado do Aécio Neves. Uma explicação que está internet mas que os RBS e CP se recusam a dar, é a que Dornelles, primo do Aécio, era quem sabia do dinheiro do PP, diz Ciro Nogueira. Ciro, o pequeno, é o Presidente do PP…

No Correio do Povo: Janot diz que Lava Jato é o maior esquema de corrupção do País. O Correio do Povo explica porque a Igreja Universal no RS é uma linha do PP para assuntos de exploração espiritual.

Já na RBS, as matérias em destaque são: Saiba como foi o último capítulo da novela Império e Saiba quem são os articuladores do protesto contra Dilma. A mesma estagiária em pedagogia fez as duas matérias. “Saiba” porquê! Sim, ela, a RBS e sua estagiária querem nos ensinar. Estão sempre querendo nos doutrinar. Por isso também escolheram dois adolescentes para dizer como devemos ser.

Para a RBS, tudo se resume em novela. Ela conta o enredo mas não entrega produtores nem diretores. Dá o tampa e esconde a mão. A RBS quer nos fazer crer que as manifestações que são articuladas para derrubar Dilma, e que não é de hoje, é obra de dois jovens nerds. A própria RBS, ao chama-los de caras pintadas, é uma das mãos que balança o berço. Até porque nem poderia ser diferente. A Globo já escalou o elenco desta novela, cujo enredo envolve espionagem, heliPÓpteros com 450 kg de cocaína, sistemas de contagem de votos, comemoração de vitórias antes de terminada a contagem dos votos.

Como na Lista Falciani, a Lista do PP gaúcho só tem gente branca de olhos azuis!

 

Traficantes de Informações

16606542039_8df3fb706d_bA única informação presente nos dois portais, Correio do Povo e RBS, é o estrondoso silêncio a respeito do partido gaúcho que está de corpo e alma envolvido naquilo que o Procurador Geral da República chamou de “maior esquema de corrupção”, o PP do Pratini de Moraes, Ana Amélia Lemos, e a famiglia Germano…

(Aqui um parentes para falar de Farid Germano Filho, primo do meliante mor do PP gaúcho. Este energúmeno, conhecedor das “proezas” do primo amado, ocupa o espaço esportivo para culpar, inclusive quando seu Grêmio perde, o Governo Federal. É este tipo de imbecil que, por suas relações familiares, é guindado a ocupar espaço nos grupos mafiomidiáticos). Farid Germano Filho não é muito diferente de Wianey Carlet. Ambos são filhos do jornalismo invertebrado, que impreca contra pobres para defender os patrões. São paus mandados!

A Operação Lava Jato só é maior, por enquanto, porque Janot ainda não começou apurar as fraudes no HSBC… O swissleaks é ainda maior, mas como pega os traficam informações, não será manchete nem movimentará os nerds de facebook.

Este é tipo de protesto que os jovens inocentes, os nerds de jornal, que a RBS ajuda a vender. Se aparecer um nerd sem toddynho e matar, a RBS poderá publicar em seus jornais: “Um mártir para o MST” Ou, Dilma já tem seu mártir

Quando será que o Instituto Millenium será enfrentado como grupo mafioso que é. A constatação de que estão todos com contas em paraísos fiscais, se não explica tudo, já é indício suficiente para provar onde estão e quem protege BANDidos.

 

SwissLeaks

hsbc swissleaks corrupção A glamourização dos protestos esconde as digitais da RBS e seu histórico de luta contra o MST. Você “sabia” que a RBS é obra da Ditadura, e, em parceria com a Rede Globo, fez a defesa dos ditadores em benefício próprio?! A RBS nasceu com a ditadura e está falindo com a democracia. Sua única chance de sobrevida é a derrubada de governos democráticos.

Militante tucana “contra a corrupção” é filha de envolvido no escândalo Swissleaks. Fernanda Mano de Almeida também mantinha conta no HSBC.

Essa não merece reportagem na RBS, muito menos é lembrada. O que interessa é glamourizar golpistas.

Só derrubando Dilma e entronizando alguém que derrame recursos, só assim a RBS terá uma sobrevida.

Eu ainda lembro quando FHC foi apeado do poder e no dia seguinte desembarcou em Porto Alegre Pedro Parente e Pérsio Arida. Uma mão do PSDB lavou a outra da RBS, e as duas limparam a bunda.

Os movimentos de derrubada de governos, na América Latina ou no Oriente Médio, mas sempre para derrubar grandes produtores de Petróleo. Coincidentemente, contam com grupos ventríloquos de mídia cumprirem o que determinam seus finanCIAdores ideológicos.

15/01/2015

Estadão traz ma(i)s notícias sobre o Grêmio

Com a palavra os ilustres funcionários da RBS, Paulo Sant’ana e Cacalo, subalternos do autor daquela sintomática obra: “Não somos racistas”…

Menina com deficiência é chamada de “negrinha aleijada” em jogo de futebol

LUIZ ALEXANDRE SOUZA VENTURA

14 Janeiro 2015 | 15:46

“Sinto um misto de raiva, revolta e nojo”, desabafa no Facebook a mãe de uma menina com deficiência que foi xingada por torcedores do Grêmio em partida contra o Flamengo.

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O que você precisa saber sobre pessoas com deficiência

Manifestações de preconceito e agressões verbais em jogos de futebol, infelizmente, não são novidade, no Brasil e em outros países. E a discriminação não poupa ninguém. No último dia 15 de dezembro, a mãe de uma menina com deficiência usou o Facebook para demonstrar sua indignação sobre como sua filha, torcedora do Flamengo, foi ofendida de diversas formas por torcedores do Grêmio. O jogo foi disputado no dia 7 de novembro em Porto Alegre.

Mãe de menina xingada desabafou no Facebook. Imagem: Reprodução

Mãe de menina xingada desabafou no Facebook. Imagem: Reprodução

“Sinto um misto de raiva, revolta e nojo”, desabafa Ana Paula Medina em seu perfil na rede social.

Leia a íntegra do post.

“Bem, Não tinha me manifestado ainda sobre o episodio com a Aninha na Arena do Grêmio, no jogo contra o Flamengo. Estava tentando digerir dentro de mim tudo que tinha acontecido e Confesso não consegui ainda, sinto um misto de raiva, revolta e nojo. Na segunda feira logo depois passei mal, nem consegui ir trabalhar, passei uma grande parte da madrugada olhando minha filhotinha dormir e pensando como puderam fazer aquilo com ela. Ana Clara é flamenguista, não por influência nossa, mais por ela mesma. Ganhou uma camisa do Flamengo e a primeira atitude foi beijar o escudo, sem que ninguém incentivasse e desde então assiste os jogos conosco e só não grita gol porque não fala.

Nunca tinha levado ela a um estadio, justamente por medo dessa violência tão falada nos noticiarios, mais neste domingo 07/12 resolvemos leva-la. Ganhamos os ingressos dos nossos amigos e como o jogo não valia nada, lá fomos nós. Ela foi eufórica dentro do onibus, feliz mesmo, dançando e sacudindo seus bracinhos fininhos a cada musica do Flamengo cantada por nossos amigos. Quando nos aproximamos da entrada de visitantes da Arena, um grupo de exaltados gremistas já nos esperava, gritando xingamentos sem fim, dizem que isso é coisa de futebol mesmo. Entramos na área de visitantes para desembarcar do onibus. Quando desci com a Aninha no colo para coloca-la na cadeira de rodas alguém gritou “Negrinha Aleijada”. Nossos amigos começaram a discutir, ficaram revoltados, se enfureceram mesmo, porque Aninha é amada por todos, a mascote da nossa torcida, a primeira criança da FLA-RS que é uma grande familia, tanto que 3 de seus membros são padrinhos da Sarah, minha outra filha. Fiquei nervosa, comecei a chorar e disse ao Gustavo Haag que gente ruim, porque isso com uma criança. Chamei nossos amigos pra entrar, não queria que eles brigassem.

Fui encaminhada por funcionarios do Grêmio até um camarote, com Aninha e meu marido. Até então tudo certo, toda mordomia. À frente do camarote, cadeiras que nos permitiam ver melhor o campo, abaixo de nós mais cadeiras e muitos gremistas. Alheia a tudo isso estava Aninha, vibrando. Fomos com ela para as cadeiras e logo em seguida o Flamengo fez um gol, pegamos ela no colo, gritamos, vibramos como todo bom torcedor, mais os gremistas abaixo de nós se acharam no direito de nos provocar e da maneira mais terrivel. Chamavam nossa menina de puta, de putinha flamenguista, pegavam nos genitais e mostravam pra gente, faziam gestos obscenos com as mãos.Confesso, não tenho sangue de barata, revidei, xinguei um monte eles, fiquei brava, muito brava, afinal, pode mexer comigo, eu sei me defender, mais mexeu com ela eu viro o diabo. Sofri muito pra ter minha filha viva, pra qualquer idiota preconceituoso ofende-la.

Sem hipocrisia, nenhuma mãe gostaria que seu filho fosse deficiente, mais naquele momento agradeci a Deus que a deficiência da Aninha não permitiu que ela entendesse àquela agressão gratuita, aquelas pessoas, sim, porque eram homens e mulheres, não poderiam agredir mesmo que verbalmente, uma criança com limitações.

Já tinhamos sofrido preconceito antes, mais nunca de uma forma tão dolorida feito essa.

No intervalo do jogo, 2 seguranças estiveram no camarote para nos perguntar o que estava acontecendo. Explicamos tudo a eles, que não nos deram nenhuma orientação, só viraram as costas e foram embora.
Assistimos uma parte do segundo tempo ainda nas cadeiras, mais quando o Grêmio fez um gol, começaram os xingamentos de novo.
Fomos obrigados a ficar o resto do jogo dentro do camarote pra que Aninha não sofresse mais.

Terminado o jogo nos desceram para pegarmos o onibus, mais saimos do elevador numa area gremista, os funcionarios nos indicaram como sair mais a gente teria que ir sozinhos passando no meio deles, encontramos alguns soldados da Brigada e pedimos que eles nos levassem, no que fomos prontamente atendidos.

A sensação de todos era de revolta pelo que fizeram a nossa pequena guerreira.
Digo sempre, bate em mim, pisa em mim que sei me defender, mais não faça com ela porque vou até o fim para defendê-la.

A estes gremistas só posso dizer por enquanto, vocês nunca vão saber o que é ter uma negrinha aleijada como a minha na vida, nunca terão a felicidade de poder aprender com esse ser tão incrivel que é a minha filha. É uma pena que pra vocês ela só mereça ser chamada assim, porque todos os dias ela é chamada de Guerreira, forte, vitoriosa, lutadora, anjo, poncesa, amor, tudo isso por gente de bem que a ama e a respeita. Vocês nunca enfrentaram 10% das batalhas que ela já enfrentou na vida, sempre sorrindo e dando a volta por cima. Vocês não são dignos de pisar o mesmo chão que ela, não são dignos de pisar no mesmo chão que a cadeira de rodas dela passa.

Aleijados são vocês, aleijados de caracter, de coração, de alma, de espirito e de sentimentos….

A vocês meu desprezo e minha repulsa…..

Ana Paula – mãe da menina mais linda desse mundo…”

05/01/2015

DEMofobia!

Bornhausen Fuhrer

A direita esperneia, mas não sobrevive à luz do sol. É dependente de uma dita dura! Como ratos, nasce o sol e eles desaparecem para o esgoto, de onde saem de tempos em tempos graças à velha mídia com quem estão morrendo abraçados.

Mudam de pele igual camaleões. Da Arena, para PFL a DEMo. Tudo merda da mesma latrina. Só dando descarga!

Previsões-2015: Demos chegam ao inferno

Por Altamiro Borges
Apesar da aparente valentia, a oposição demotucana ingressa em 2015 bem mais fragilizada. Além de perder pela quarta vez consecutiva a disputa presidencial, o PSDB regrediu nos governos estaduais – de oito para cinco – e estagnou na Câmara Federal. Já o DEM, que reúne a oligarquia patrimonialista e servia de apêndice dos "moderninhos" tucanos, está próximo da extinção. O cerimonial do inferno já ultima os preparativos para receber os demos – apesar das resistências do capeta.
A única liderança que ainda sobrou na sigla, ACM Neto, prefeito de Salvador (BA), já anunciou que "o DEM não vai mais existir como tal". O demo fez esta afirmação bombástica antes das eleições de outubro. Ele ainda apostava na vitória do cambaleante presidenciável tucano para garantir uma morte menos traumática. "Se Aécio ganhar, faremos uma fusão para crescer. Se Aécio perder, faremos uma fusão para sobreviver”, afirmou na ocasião. A legenda projetava ganhar o governo da Bahia e eleger uma bancada de 40 deputados federais. Mas nada disso se concretizou. O desastre foi total!

Em 2010, o DEM conquistou dois governos estaduais (Santa Catarina e Rio Grande do Norte) – bem distante dos sete eleitos em 1998, ainda no reinado de FHC. Com o racha interno protagonizado pelo ex-prefeito Gilberto Kassab, o catarinense Raimundo Colombo aderiu ao PSD. Já a potiguar Rosalba Ciarlini, totalmente desmoralizada, foi traída pelo próprio presidente nacional da legenda, o senador Agripino Maia, e nem disputou a reeleição. Para confirmar a desgraceira, a única aposta dos demos, a da vitória de Paulo Souto na Bahia, deu chabu! O DEM não tem mais nenhum governador no país!

Já na Câmara Federal, a situação também é deprimente. O DEM teve a maior redução do número de deputados entre todas as siglas – com queda de 48,84% na sua representação. Em 2002, a sigla elegeu 84 parlamentares; em 2010, caiu para 43; e agora foram apenas 22 eleitos. Vários deles inclusive já sinalizam que abandonarão a legenda decadente, tentando melhores "oportunidades". Agripino Maia, o bravateiro que comanda o DEM, gosta de esbravejar que "não dará paz à presidente Dilma". Pelo jeito, ele não dará paz ao capeta no inferno!

*****

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