Ficha Corrida

29/06/2016

Odebrecht é aqui, Políbio Braga!

OBScena: em 1993 a Folha de São Paulo já mostrava quem era a empresa que PÓlibio festejava a entrada em Uruguaiana.

Lista Odebrecht 1993A respeito da privatização da água em Uruguaiana, escrevi em 2015:

Onde a vanguarda do atraso entregou a água à iniciativa privada, imitando São Paulo da SABESP, o público ficou privada sem água. Toda vez que um incompetente assume o poder público, a primeira decisão é comprovar sua inapetência. Afinal, administrar dá trabalho… Quem não sabe administrar nem construir, sabe entregar a quem vai destruir o que outros construíram. A SABESP é a prova mais recente do método de entregar um bem público essencial à lógica do dinheiro. Assim, enquanto a SABESP entra na  Bolsa de Nova Iorque, a água não entra nas casas e o público entra pelo cano. Enquanto era pública nunca faltou água aos paulistanos. Bastou privatizar que o racionamento, com preço escorchante, virou regra.

Tucano não sabe fazer, mas, de corpo e alma, sabe como ninguém destruir. O PSDB tem por tradição não deixar nenhuma obra que vá tijolo e cimento. Em Uruguaiana o PSDB segue a tradição.”

A vanguarda do atraso, encabeça pelo ventríloquo Políbio Braga, que agora com a publicização dos métodos oldebrechtianos fica mais claros os motivos, foi o único defensor do prefeito do PSDB, Sanchotene Felice.

Odebrecht aprendeu com a Corsan?

Por jloeffler – No dia 28/06/2016 Em Noticias

Recebi de fonte confiável a seguinte informação:
“EM 2011, Uruguaiana trocou a Corsan pela Odebrecht Ambiental, que tinha o compromisso contratual de chegar a 100% de saneamento em cinco anos, prazo que venceu ontem (26/6/2016) sem ter sido cumprido, o que deve ensejar a maior das multas ou até a rescisão do contrato. Todavia, já foram aplicados R$ 14 milhões em uma centena de multas nesse período, que dormem nas gavetas da instância recursal (Agergs) enquanto a Prefeitura não tem dinheiro para recuperar ruas nem para abrir a UPA.
Alguém tem que denunciar a Agergs – que é, hoje, quem protege os interesses da Odebrecht no RS!”

Diante de tal informação pergunto o que faz o MP que tem como uma de suas funções ser o fiscal da lei que ainda não tratou desse assunto que reputo grave vez que água é um bem essencial à sobrevivência da vida animal, ou seja, de nossas vidas?
O MP semana passada numa de suas ações que objetivam vender bem sua imagem detonou uma engarrafadora de água mineral do Vale do Taquari e por tabela servidor de confiança do PMDB que governa o Estado. Referida ação levou à morte o servidor alvo de tal atitude. Óbvio está que não era esse o objetivo dos agentes do MP, mas ao fazerem ampla divulgação de sua atitude nos meios de comunicação foram ao resultado certamente inesperado. Quem assim age chamando os meios de comunicação e assim obtendo amplos espaços para divulgação corre o risco de produzir resultados além do esperado como foi essa morte.
Espero que os agentes do MP façam sua obrigação e partam para cima dessa concessionária dos serviços de água e esgoto em Uruguaiana para que o contrato seja cumprido, pois os que vivem em Uruguaiana merecem o mesmo respeito que os demais brasileiros até por que pagam pelo serviço prestado por essa concessionária assim como pagam tributos que geram o pagamento dos gordos salários dos agentes do MP ao final de cada mês.

Praia de Xangri-Lá – Saiba tudo o que REALMENTE acontece em Xangri-Lá

26/06/2016

Depois da BROI, PSDB & Rede Globo preparam Petrobrax

20160626_095344Algum gaúcho ainda há de lembrar como foi a entrega da CRT à RBS. Enquanto Britto preparava o sucateamento administrativo, a RBS adestrava a manada de midiotas de que só a iniciativa privada sabe administrar. O delírio da massa privatista com os ensinamentos da RBS foi tamanho que sequer se deram conta que a Telefónica era… estatal. Espanhola, sim, mas administrada pelo Governo Espanhol. Há uma coincidência que derivou do negócio. Apeado do poder, Antonio Britto foi se desintoxicar na…. Espanha! Quer outra coincidência? Onde FHC e Rede Globo esconderam Miriam Dutra? Se alguém disse Espanha, acertou…

Em 2001 publiquei um artigo no Observatório da Imprensa RBS & PT – Os negócios, a política e a esquerda. Portanto, há muito tempo que venho denunciando a promiscuidade dos grupos mafiomidiáticos com seus finanCIAdores ideológicos. Os ataques obsessivos e insanos, diuturnamente, ao Governo Olívio Dutra fazem parte de uma estratégia que deu certo, razão pela qual vem sendo empregada em relação a Lula e Dilma. Caçam Lula da mesma forma que caçaram Olívio Dutra. A criminalização da esquerda trouxe ao RS três gestões extremamente desastrosas: Germano Rigotto, Yeda Crusius e José Ivo Sartori. Desastrosas para o Estado, mas extremamente benéfica aos cofres da RBS. Sem uma esquerda atuante, a RBS se uniu a GERDAU, Augusto Nardes e à manada de midiotas gaúchos e conseguiu eleger dois senadores: Ana Amélia Lemos e Lasier Martins. Eles ajudaram cumpriram com os designios dos patrões e ajudaram a dar o golpe. A  RBS aparece na Operação Zelotes mas quem liga pra sonegação? Como diziam os cartazes dos “Somos Todos CUnha”, “sonegação não é crime”….

Os mantras dos afiliados ao Instituto Millenium são manjados. O modus operandi é o mesmo desde sempre. Meritocracia, choque de gestão, demonização das esquerdas e endeusamento da iniciativa privada. Por isso a privataria. A entrega da CRT à RBS, agora BROI poderia ser emblemático da falácia do discurso privatista tanto quanto a criminalização do Olívio Dutra ou do cumprimento das obrigações fiscais. Mas, não. A imbecilidade coletiva não liga para as falácias da velha mídia. Pelo contrário, como bovinos, deixa-se conduzir pela égua madrinha.

O pedido de recuperação judicial pela BROI mostra o quanto a iniciativa privada, que pratica preços escorchantes, é má administradora. Tão predadora que só poderia ser…. privada! Depois de sugarem, dão descarga. Mas vê se tem algum dos donos pobre, de Sirotsky a Carlos Jereissati, passando pelo portador de dois velozes Habeas Corpus, Daniel Dantas.

O golpe em andamento é comandado pela plutocracia e seus testas de ferro formam uma verdadeira cleptocracia. A destruição do Estado e dos seus defensores é seu único fim.

O Xadrez dos fantasmas de Temer e as eleições indiretas

sab, 25/06/2016 – 21:23  – Atualizado em 25/06/2016 – 22:06 – Luis Nassif

Definição 1 – os novos inquilinos do poder

Há dois grupos nítidos dentre os novos inquilinos do poder.

Um, o PMDB de Michel Temer, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Geddel Vieira de Lima e Romero Jucá, grupo notório.  O outro, um agrupamento em que se somam grupos de mídia, Judiciário, Ministério Público Federal e mercadistas do PSDB. Vamos chama-los de PSDB cover, pois inclui as alas paulistas e os mercadistas cariocas do PSDB. A banda de Aécio Neves é carta fora do baralho.

Por vezes, o PSDB cover provoca indignação. Já o grupo de Temer provoca vergonha, um sentimento amplo de humilhação de assistir o país governado por grupo tão suspeito, primário e truculento. E menciono esse sentimento não como uma expressão individual de repulsa, mas como um ingrediente político que será decisivo nos desdobramentos políticos pós-impeachment, que rabisco no final.

O grupo de Temer quer se apropriar do orçamento com vistas às próximas eleições. O PSDB cover quer se valer da oportunidade para reeditar as grandes tacadas do Real.

Temer e seu grupo são mantidos na rédea curta, com denúncias periódicas para mostrar quem tem o controle do processo. Deles se exige espaço amplo para as articulações financeiras do PSDB cover e o trabalho sujo para desmontar qualquer possibilidade da oposição nas próximas eleições.

Definição 2 – a estratégia econômica

Ao longo de 2013 e 2014 Dilma perdeu o foco da política econômica e deu início à sequência de isenções fiscais, arrebentando com as contas públicas. No final de 2014 havia um grande passivo das chamadas “pedaladas”.

Um pouco antes de vencer as eleições, Dilma anunciou publicamente a substituição do Ministro da Fazenda Guido Mantega por Joaquim Levy, provocando ressentimentos em Mantega.

Passadas as eleições, foi aconselhada a zerar os passivos ainda em 2014.

Demitido em público, mas ainda Ministro, Mantega recusou-se a tomar as medidas necessárias. Indicado Ministro, mas ainda não empossado, Joaquim Levy também preferiu postergar.

Assumindo Levy, Dilma anuncia a estratégia da chamada contração fiscal expansionista. Ou seja, um enorme choque fiscal que devolveria a confiança aos agentes econômicos que voltariam a investir.

Os empresários ficariam tão encantados com o choque fiscal que nem ligariam para a queda da demanda, aumento da capacidade ociosa, taxas de juros estratosféricas. Como diria Gil, “andar com fé eu vou”. E fomos.

O primeiro desastre foi o anúncio do plano a seco, como primeira manifestação de Dilma. Foi um suicídio político.

No meio do ano estava claro o fracasso da estratégia que, ao derrubar ainda mais a economia, ampliou a recessão, a queda de receitas e, consequentemente, os desajustes fiscais.

Passou-se todo o segundo semestre discutindo a revisão da política, sem que nada fosse feito. Levy acabou saindo antes deixando armada a bomba fiscal e a política.

Mudou-se a estratégia para a flexibilização fiscal reformista.

Consistiria no governo assumir um resultado fiscal menor no curto prazo, para absorver a perda de receita. E, para reconquistar a confiança do mercado, em vez do ajuste fiscal, uma reforma fiscal.

Flexibilizaria no curto prazo, para devolver um pouco de fôlego à economia. E acenaria com reformas de médio prazo, visando devolver a confiança no equilíbrio fiscal.

Em dezembro de 2015 a fogueira política parecia ter refluído. A proposta foi apresentada em janeiro de 2016, com os seguintes ingredientes:

1.     Pedido de autorização do Congresso para um déficit maior.

2.     Limites de gastos orçamentários.

3.     Reforma da Previdência.

Na proposta Nelson Barbosa, os limites de gastos orçamentários seriam definidos a cada quatro anos pelo Congresso. Substituir-se-iam os gastos obrigatórios por metas obrigatórias a serem alcançadas. Seja qual fosse o resultado, haveria a possibilidade de correção de rumos a cada quatro anos.

Em relação à Previdência, haveria um aumento na idade mínima, mas com uma longa regra de transição, de maneira a poupar quem já tivesse ingressado no mercado de trabalho.

Mas, àquela altura, a governabilidade já tinha ido para o espaço, graças à combinação da Lava Jato com Eduardo Cunha. A cada semana, a Lava Jato soltava uma bomba política e, após o recesso, Cunha soltava uma bomba fiscal.

A equipe de Meirelles pegou as propostas e turbinou com Red Bull.

Hiperflexibilizou no curto prazo obtendo autorização para um déficit de R$ 170 bilhões para pagar a conta do impeachment. Produzindo um buraco maior, pressionaria por reformas muito mais radicais do que as previstas pelo governo Dilma.

Em relação ao limite de gastos pretende amarrar o orçamento por 20 anos, em cima dos gastos de 2016, espremidos por dois anos de quedas de receitas. Se passar a PEC (Proposta de Emenda Constitucional), um grupo que não recebeu nenhum voto nas últimas eleições, membros interinos da junta de poder, definirá o orçamento para os próximos três presidentes da República.

Não é apenas isso.

A deterioração das contas públicas abrirá espaço para as famosas “tacadas” – termo que Rui Barbosa utilizava para as jogadas do encilhamento; e que os economistas do Real praticaram na política cambial e nas privatizações.

Os negócios estão caminhando a mil por hora.

1.     De cara, haverá a rentabilíssima operação de vendas de ativos públicos depreciados. O Projeto de Lei apresentado pelo senador Tasso Jereissatti vai nessa direção, ao inviabilizar qualquer recuperação de empresa pública e colocá-la à venda sem nenhuma estratégia setorial ou de valorização dos ativos.

2.     Nessa panela entrarão as vendas de participação do BNDES, com o mercado no chão.

3.     Se acelerarão as concessões com margens altas de rentabilidade, abandonando de vez as veleidades de modicidade tarifária.

4.     No caso da participação externa em companhias aéreas, por exemplo, havia estudos para autorizar até 49% podendo chegar a 100%, mas apenas dentro de acordos de reciprocidade com outros países. Já se mudou para autorização para 100%, sem qualquer contrapartida. Altas tacadas e altas comissões.

Estão no forno duas outras medidas complicadas. Uma, visando retirar do BNDES R$ 150 bilhões de recursos não aplicados; outra vendendo R$ 100 bi em ativos do Fundo Soberano.

No caso do BNDES, o governo Dilma tinha pronto medida colocando à disposição dos bancos comerciais os recursos não aplicados pelo BNDES, nas mesmas condições. Seria uma maneira de impedir o travamento dos investimentos.

Mesmo assim, a flexibilização do orçamento e a perspectiva do fundo do poço ter sido alcançado no primeiro trimestre, promoverá algum desafogo na economia nos próximos meses.

Definição 3 – os desdobramentos políticos

E aí se chega no busílis da questão, no xeque pastor – o mais rápido do xadrez. Vamos compor esses quebra cabeças com as peças que se tem à mão.

Lembre-se: não são apostas cravadas nas hipóteses abaixo, são  possibilidades. Ou seja, tendo determinadas peças no tabuleiro, abre-se espaço para determinadas estartégias.

Peça 1 – o reino da democracia sem voto

Hoje em dia, se está no mundo que o PSDB cover pediu aos céus: uma democracia sem votos. O exército das profundezas, organizado por Eduardo Cunha, está prestes a ser desbaratado. O poder de fato é exercido hoje pela combinação da mídia com o Ministério Público, Judiciário e Tribunal de Contas, substituindo o sufrágio popular.

Essa combinação está permitindo mudanças constitucionais, derrubada de presidentes sem obedecer às determinações constitucionais, destruição de setores e empresas em torno da bandeira genérica da luta contra a corrupção.

Peça 2 – Michel Temer é um interino inviável.

A última edição da revista Época revela mais uma ponta da parceria de Temer com o  coronel da reserva da PM paulista João Baptista Lima Filho, sócio da Argeplan, incluído em obras da Eletronuclear sem possuir experiência para tal. Lima foi citado pelo presidente da Engevix como receptador de R$ 1 milhão cujo destinatário final seria Temer.

Não é a primeira menção à parceria Lima-Temer.

Anos atrás, em um processo de divórcio de um ex-gestor do porto de Santos, ao detalhar as formas como o ex-marido amealhou patrimônio, foi mencionado especificamente o que ele recebia de propinas e o que era encaminhado para Lima e Temer.

Na época, o MPF e o Judiciário pediram arquivamento do caso. Agora, Lima reaparece na delação da Engevix. À esta altura, jornalistas e procuradores estão juntando mais elementos das parcerias.

Mais que isso: se a parceria com a mídia não impediu a denúncia das relações tenebrosas de Temer, o que impedirá a colheita no manancial de escândalos protagonizados por Eliseu Padilha e Geddel Vieira Lima? E ainda não se chegou ao tema central, da delação de Marcelo Odebrecht.

Não haverá blindagem capaz de garantir Temer. É uma relação ampla de delações com seu nome obrigatoriamente envolvido. Mesmo em nome da governabilidade, não será possível passar ao largo das evidências.

Em dezembro de 2014, por exemplo, a Secretaria de Aviação Civil (SAC), não mais sob controle de Moreira Franco, anulou licitação para contratação de empresa consultiva de engenharia, para monitorar todas as atividades do Fundo Nacional de Aviação Civil. O consórcio vencedor era formado pela Engevix e pela Argeplan Arquitetura e Engenharia.

Peça 3 – as eleições indiretas

Chega-se, finalmente, à perspectiva mais imediata de xeque, que não inclui a volta de Dilma.

Primeiro, tem-se o desafio da votação do impeachment. Passando ou não, tem-se a segunda barreira, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Nos últimos dias, ventilou-se a tese Gilmar Mendes, de montar uma operação para supostamente legitimar Temer. Consistiria no TSE barrar Dilma e Temer. Pela Constituição, um mês depois haveria eleição indireta pelo Congresso, sem obrigatoriedade de candidaturas de parlamentares, mas com a promessa de Temer poder se candidatar e ser eleito.

Isto é o que se diz.

Se o custo Temer estiver muito alto, nada impedirá o PSDB cover de lançar Henrique Meirelles, abolindo os intermediários ou alguma articulação mais ampla passar pelo presidente do Senado Renan Calheiros.

O Xadrez dos fantasmas de Temer e as eleições indiretas | GGN

21/12/2015

História bonsai da privada

privadanEvite o mau cheiro, ao terminar de ler dê descarga! A lista das excelências da privada não para de crescer: Andrade Gutierrez, Odebrecht, Queiróz-Galvão, RBS HSBC, Rede Globo, Carlinhos Cachoeira, Eduardo CUnha, Samarco. Aliás, por falar em SAMARCO, não nos esqueçamos que por trás da SAMARCO há duas empresas multinacionais às quais foram doadas por FHC a extração de minérios: a Vale do Rio Doce, cujo preço de venda foi inferior à concessão da exploração de três aeroportos brasileiros, com a diferença de que depois de 20 anos os aeroportos voltam ao governo federal, e a Vale não; e a BHP, com um histórico de “negligências” por onde passa que transforma natureza. Literalmente, hoje são as duas maiores privadas brasileiras. O tamanho da descarga destas privadas destrói tudo o que se encontra pelo caminho e já chegou ao mar.

Imagine o que teria acontecido se a tragédia de Mariana tivesse sido provocado pela Petrobrás, os golpistas da Rede Globo, RBS, Folha, Estadão, Gilmar Mendes, Aécio Neves, Chevron, José Serra & FHC estaria pedindo sua privatização.

Por que Golpe de 64 jamais se repetiria em 2015

Coloque os bacharéis da UDN Golpista ao lado do Gilmar PSDB-MT!​

publicado 20/12/2015

Em 1964, o Golpe tinha os Estados Unidos, o embaixador americano, o chefe da CIA no Brasil e a Quinta Frota a caminho.
Em 2015 não tinha.
Em 1964, o Golpe tinha o mensalão do IBAD.
Tinha o IPES do General Golbery com sua plêiade de empresários paulistas e intelectuais de renome.
O Golpe de 2015 não tinha Golbery: seus substitutos e exegetas não chegam perto em esperteza.
Embora sejam igualmente golpistas e americanófilos.
O Golpe de 64 contou com intelectuais equivocados, mas, de respeitáveis: Antonio Callado, Carlos Heitor Coni, que estudou para padre, Otto Lara Resende, Odylo Costa, filho, Rubem Fonseca, Alberto Dines, Wilson Figueiredo.
Quem são os intelectuais do Golpe de 2015?
Ataulpho Merval de Paiva, a Urubóloga, essa Ilustre colonista da Fel-lha, e o Gaspari (se você conseguir entender o que ele diz, ao fim da décima leitura do mesmo parágrafo).
Por isso, o Gaspari se chama, aqui, de o dos chapéus.
Uns medíocres que se fazem importantes com a repetição: como se a estultice tantas vezes repetida se tornasse sabedoria.
Repetição no jornal, na rádio, na tevê aberta, na tevê paga, nos blogs  – e nas conferências que os bancos pagam, como subsídio velado.
Ponha um Merval ao lado do Callado.
A Urubóloga ao lado do Coni.
A Ilustre ao lado de … do … qualquer um.
O Gaspari ao lado do Dines.
(Ele, o de chapéu, vai adorar a sugestão…)
A comparação revelará o abismo que os separa: uns tinham solidez, quilômetros de livros lidos, tinham abrangência, alcance.
Eram Golpistas, mas não eram parvos.
Sabiam escrever o próprio nome.
Não são os “intelectuais” do Golpe de 2015.
(Suspeita-se que a Ilustre jamais tenha lido um único livro.)
São esses intelectuais de 2015 que usam o amplo espaço da Democracia brasileira para tentar destrui-la.
Outro intelectual de 2015 é o Ministro do PSDB-MT, o Ministro Sic Gilmar, do Supremo.
Coloque-o, amigo navegante, ao lado dos “bacharéis da UDN”.
Da UDN de 1964.
Todos Golpistas como o Ministro do PSDB-MT.
Mas, compare Gilmar com Milton Campos, Prado Kelly, Bilac Pinto, Pedro Aleixo, Adauto Lucio Cardoso.
Gilmar fica do tamanho de um rábula de Diamantino.
Um provincianoto com verniz de germanófilo.
Nunca viveu fora do eixo Diamantino-Brasilia.
Tem a visão de mundo de uma barata.
O Golpe de 1964 tinha no Congresso o Carlos Lacerda, máximo Golpista, profissional do Golpe.
Mas, compare-o com os congressistas Golpistas de 2015.
O Eduardo Cunha.
Ponha Cunha, Aecím, Ferraço, Pauzinho, Caiado, Mendonça Filho, Cunha Lima  – essa armada brancaleone ao lado do Lacerda.
Lacerda diria deles: são o efeito do purgante , como disse a um Cunha que o chamou de “purgante”.
O Golpe de 1964 tinha as Forças Armadas.
Hoje não tem.
As Forças Armadas se dedicam exclusivamente à superior tarefa de defender a Soberania Nacional dos que cobiçam as riquezas da Amazônia Azul.
O Golpe de 1964 tinha uma razão Moral, digamos assim.
No ambiente da Guerra Fria, o Brasil fazia parte do quadro de valores impostos pelos americanos, os vencedores da II Guerra – ao lados soviéticos, que entraram primeiro em Berlim, e dos chineses do Mao, que massacraram e imobilizaram os japoneses, depois de Nanquim.
Mas, aqui, parecia que só os americanos ganharam a Guerra.
E, na luta entre a Democracia americana  e o Comunismo, a classe média brasileira se inclinou para o lado americano.
Qual é o argumento “moral” do Golpe de 2015?
O combate à corrupção?
É uma tentativa de recriar a polaridade.
Se, antes, era a Democracia vs o Comunismo que comia criancinhas, agora é a corrupção do Estado (petista) vs a virtude privada.
A virtude do André Esteves, esse campeão do empreendedorismo pátrio!
Esse herói da Avenida Faria Lima!
Das empreiteiras que fizeram o Alckmin e o Cerra naufragar nas mãos da Conceição Lemes.
A virtude privada do Ricardo Sergio de Oliveira.
Do Preciado.
Do Paulo Afrodescendente.
Do sócio da filha do Cerra naquela sorveteria.
Quá, quá, quá!
A virtude privada dos sonegadores da Zelotes.
À falta de um argumento “moral”, os Golpistas tentaram usar o coitado do vice decorativo.
Um inocente (em termos) útil.
Só ele achava que os tucanos iam dar o Golpe para que Temer e o Wellington, aquele amigão do Paulo Dote, governassem o Brasil.
Os tucanos já tinham até nomeado o Ministro da Fazenda, o Padim Pade Cerra.
O Temer seria promovido de mordomo a rainha da Inglaterra.
O Golpe de 2015 não tinha uma linha de comando definida, clara, como em 1964.
Ia ser um general.
A Vaca Fardada, o Castello ou o Costa.
E foi um general.
(Os dois segundos mereciam o epíteto do primeiro.)
O Golpe de 2015, não!
Podia ser o Cunha, o Temer, o Cerra, o Aecím!
O FHC, por aclamação – em Higyenopolis!
Os Golpistas estavam e estão irremediavelmente divididos.
E tomara que a Presidenta tenha a clareza de manter a Casa Grande dividida como está hoje.
E  governar também com a franja progressista da Casa Grande.
Floriano enfrentou a monarquia e os carcomidos em aliança com a cafeicultura paulista, que, naquela altura, significa progresso.
Vargas não se cansou de recorrer a empresários  – Horácio Lafer, José Ermirio de Moraes – para fazer avançar a agenda social.
Porque a Casa Grande que tem a sede em São Paulo não tem base social.
Os tucanos não têm candidato a governador e o candidato a Prefeito da preferência do Alckmin vai fazer comício em Sapopemba numa BMW.
Quem simboliza a Casa Grande paulista, hoje?
O Skaf, presidente da FIE P, um industrial da galpão?
O João Dória, que vive de apresentar ricos a políticos e políticos a ricos?
O Cerra, o Alckmin, que ainda serão tragados na Lava Jato?
O Otavím?
O FHC, que não controla a… nem a vaidade?
O Golpe de 1964 não se reproduziria jamais em 2015.
Porque, se, em 1964, o Golpe tinha líderes civis, em 2015 não teve nada que se possa chamar de “líder”.
Os Golpistas de 2015 são diferentes dos Bourbon.
Os Golpistas de 2015 não aprenderam nada e esqueceram tudo.
Dilma governará até o dia 1º de janeiro de 2019, quando passará o poder ao Lula ou a quem o Lula apoiar.
Porque os defensores da Legalidade botam mais gente na rua que os Golpistas.
Paulo Henrique Amorim

Por que Golpe de 64 jamais se repetiria em 2015 — Conversa Afiada

14/12/2015

Vidas Privadas

Filed under: CRT,Privada,Privataria Tucana,Privatas do Caribe,Privatidoações,RBS — Gilmar Crestani @ 7:33 am
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poremQuando chegou a internet em Porto Alegre, 1995, antes mesmo de ficar disponível, fiz um curso com o pessoal da UFRGS que criaria a PLUGIN, que depois também criaria o ZAZ, comprado pela RBS. Consegui minha primeira conexão através da Associação dos Ex-Alunos da UFRGS, em linha discada.

Três anos depois a RBS abocanhava, via Antônio Britto, a CRT. Morria assim a possibilidade de que tivéssemos internet de qualidade e a custo honesto. As privatizações, segundo a seita do Neoliberalismo, era a solução…

Devo à parceria do Antônio Britto com a RBS ter ficado 20 dias sem internet. Mesmo com custo exorbitante, o serviço é de péssimo humor. Funciona tanto quanto um sujeito bipolar, com altos e baixos: alto custo, baixa velocidade conexão.

Para quem quer conhecer a biografia não autorizada dos assaltantes do erário público do RS, acesse a Revista Porém, de saudosa lembrança, disponibilizada pelo blog Zero Fora em formato PDF. Destaque para as matérias "Milionárias operações no exterior e A origem das contas CC5.

No RS, nossas vidas são privadas de serviços porque não tivemos coragem de jogar a RBS na privada.

25/09/2015

Dilma vende a alma, mas FHC vendeu o Brasil porque nem alma tinha

Deve-se a FHC o costume do PSDB de distribuir milhares de assinaturas de Veja, Estadão, Folha para escolas públicas, ou de pagar até R$ 70 mil mensais para disseminarem ódio contra o PT, ou, como fez Aécio em Minas, botar a irmã, Andrea Neves, distribuir verbas públicas para os veículos da famiglia…  Capo di tutti i capi!

fhc folha

Para se ver como são as coisas, hoje no Brasil é preferível um pacto com o demônio do que com o PSDB de FHC. Aliás, o demônio a que se refere o prof. Cardoso é o mesmo com quem ele comprou a reeleição. Sem contar que durante o governo dele não havia movimentos golpistas finanCIAdos pela Chevron para que ele vendesse a Petrobrás. Ainda assim ele mudou a Constituição para quebrar o monopólio do petróleo e mudou nome para Petrobrax.

A sorte de FHC é que ele tinha o primo de seu vice como Engavetador Geral. Não fosse o Geraldo Brindeiro, um Rodrigo de Grandis com mais estofo, que matava todas as suas falcatruas e não só as Robson Marinho no peito, o destino de FHC teria sido o mesmo de seus colegas de neoliberalismo, Alberto Fujimori e Carlos Menem. Por muito menos foram presos. FHC conseguiu quebrar o Brasil três vezes, passou o pires no FMI inúmeras vezes, privatizou o patrimônio nacional construído por gerações que o antecederam, mas ainda assim entregou um país devendo pra Deus e todo mundo, inclusive para os demônios que estavam com ele e com quem Dilma pactuou agora.

Para se ter uma ideia do que foram as privatizações de FHC basta que se compare a venda da Vale do Rio Doce (r$ 3,3 bilhões) em comparação com a concessão de três aeroportos(Guarulhos (SP), Viracopos (Campinas, SP) e Brasília), por R$ 24,5 bilhões. Com a diferença de que a Vale não retorna mais ao patrimônio nacional e os aeroportos voltam em 20 anos.

FHC continua tendo espaço na mídia devido aos bandidos que as possuem, como já reconheceu a própria Judith Brito. Tivéssemos pessoas honestas na condução dos assoCIAdos dos Instituto Millenium e FHC já teria sido jogado no lugar dele, no lixo da história.

É muita cara de pau para quem foi traído até pela própria amante, cujo filho foi descoberto mediante exame de DNA, que não era dele, só filho da mãe Miriam Dutra.

ENTREVISTA – FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Dilma tenta pacto com o demônio para salvar governo

Líder tucano afirma que presidente erra ao oferecer cargos ao PMDB sem fazer reformas

RICARDO BALTHAZAREDITOR DE "PODER"

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) acha que a presidente Dilma Rousseff fez um "pacto com o demônio" para tentar salvar seu governo ao oferecer novas posições no ministério ao PMDB, seu maior aliado.

"Vai governar como? Não vai. Vai ser governada", diz o líder tucano. Na sua avaliação, a crise só será superada se as forças políticas encontrarem meios de conter a expansão dos gastos públicos e reformar o sistema político.

Fernando Henrique sugere que Dilma convoque os adversários para debater um pacto em torno das reformas necessárias e ofereça sua renúncia antes do fim do mandato como garantia de que se empenhará para aprová-las.

"O tempo dela está se esgotando", diz FHC. Para ele, os defensores do impeachment ainda não encontraram uma "narrativa convincente" para abrir na Câmara dos Deputados o processo que permitiria afastar Dilma do cargo.

Folha – A cúpula do PMDB se distancia da presidente e os deputados negociam posições no ministério. O que significa?
Fernando Henrique – Em épocas de incerteza, é natural que os partidos fiquem oscilantes. O PMDB indica duas direções. Uns acham que vale a pena manter o governo. E há os que desconfiam que não dá mais. Isso vai continuar por muito tempo, até que se sinta que há mais clareza sobre o passo seguinte, seja do governo, seja dos que querem mudar o governo.

O que falta para as principais forças políticas se definirem?
A presidente Dilma está num dilema grande. Ao nomear o [ministro da Fazenda, Joaquim] Levy, deu um sinal de que entendeu que o caminho que havia pego estava errado. Mas esse sinal não é convincente, e isso se reflete em tudo. Nosso sistema é presidencialista, mas muito dependente da capacidade do governo de formar maioria no Congresso. Ela não mostrou ainda que tem essa maioria.

A oposição tem os votos necessários para abrir um processo de impeachment hoje?
O impeachment depende de você ter uma argumentação convincente, não só para o Congresso, mas para o povo. Os que desejam o impeachment não construíram até hoje uma narrativa convincente. Pega as pedaladas. Você pode argumentar, como juristas têm feito, que não há como caracterizar um crime.

A lei diz que precisaria ser um atentado à Constituição.
Tudo depende de interpretação. No caso das pedaladas, para que se torne convincente, tem que fazer uma ligação direta com o uso de recursos para fins eleitorais. Aí o povo entende. Enquanto não houver uma narrativa que permita justificar politicamente o impeachment, é difícil.

Mesmo se Dilma continuar com popularidade tão baixa?
Qual é a mágoa que a população tem da presidente? Ela ter dito uma coisa [na campanha] e fazer outra [no governo]. O que a salva em certos setores da opinião, o ajuste econômico, é o que a condena diante de outros.

No sistema parlamentarista, a perda da maioria no Congresso levaria à queda do governo. No presidencialista, não tem como fazer isso, a não ser por um processo mais violento, que é o impeachment.

O problema é a angústia do tempo. É tanto desacerto que surgiu uma grande inquietação. Se fosse por um ano, haveria a expectativa de uma mudança que estaria ao alcance. Como você não tem essa expectativa, a inquietação gera essas ideias para arranjar um modo de nos desvencilharmos da presidente.

O afastamento de Dilma seria suficiente para resolver isso?
A questão não é só a presidente. Temos um sistema partidário e eleitoral que tornou inviável construir maiorias sólidas no Congresso. Você tem 30 e poucos partidos, e a maioria está aí para disputar pedaços do poder, do orçamento. Qualquer um terá esse problema para governar.

O sr. defendeu outro dia a formação de um novo "bloco de poder" como solução para a crise política. O que falta?
Se estivesse no lugar da presidente Dilma… Eu perdi popularidade em mais de um momento, recuperei, perdi de novo, mas nunca perdi a maioria no Congresso, o respeito. É difícil imaginar, mas fui presidente, sei como é.

Ela teria uma saída histórica. Apresentar-se como coordenadora de um verdadeiro pacto. Em que não estivesse pensando em vantagens para seu grupo político, só no futuro do país, e propondo que o conjunto das forças políticas se unisse para fazer algumas coisas. Modificar o sistema eleitoral. Conter a expansão do gasto público. Reformar a Previdência. E ofereceria o seguinte: aprovado esse pacto, em um ano ela renunciaria. É utópico isso, eu sei.

Uma renúncia negociada?
Negociada em nome de objetivos políticos que não são do interesse do meu partido, de nenhum partido. Aí você segura a ânsia [das outras forças] de chegar ao governo.

O tempo dela está se esgotando. Ela tem que olhar para a história. Não convém ficar marcada como a presidente que não conseguiu governar. Ou que vendeu a alma ao diabo para governar. Agora, ofereceu cinco ministérios ao PMDB. Vai governar como? Não vai. Vai ser governada.

Em caso de renúncia, o vice Michel Temer assume o governo.
A posse do vice não resolveria. Precisa realmente ter uma nova configuração. Mas não adianta uma nova configuração com regras antigas.

Dilma pode continuar a governar. Vai fazer pacto com o demônio o tempo todo. Vai ter que ceder cada vez mais. E o governo ficará mais contraditório. Na Fazenda, o que se requer é um ajuste. E isso é contraditório com os interesses dos grupos políticos que vão para o poder, porque eles querem estar lá para fazer coisas. E não vão poder fazer.

Então, vai ser um governo complicado, confuso. Pode? Se tivesse um ano só… Mas são três anos. É uma longa caminhada, de incertezas.

E a saída pelo impeachment?
Se houver alguma coisa que seja clara para a população, pode ser. Suponha que nos processos na Justiça Eleitoral se demonstre de forma inequívoca que houve dinheiro do petrolão na campanha. O que o juiz vai fazer? Aí não tem jeito, tem a lei.

Nesse caso, Dilma e Temer seriam cassados juntos.
A chapa inteira. Seria uma solução? Uma confusão enorme também. Porque os problemas estão aí. Não resolvemos nada, nem na política, nem na parte de gerência do Estado. Se não tiver uma perspectiva de reorganização das contas públicas, e do sistema político, não tem solução.

Como têm sido as conversas do PSDB com Michel Temer?
Quem pode dar as cartas hoje no jogo é o PMDB. Dilma pode ficar no feijão com arroz, ou fazer um gesto de grandeza. O mais provável é que continuará no feijão com arroz. O PMDB pode construir uma saída constitucional.

O PSDB se confrontará com outra questão. Vai ajudar, ou não? Se houver razão concreta, narrativa convincente, votará pelo impeachment. Mas e depois? Os problemas não vão mudar porque mudou o presidente. Precisa ter um sentido, um rumo. Aí o PSDB vai ter que cobrar esse rumo.

NA INTERNET
"O PT é um partido necessário", diz FHC
folha.com/no1686217

21/09/2015

O apartheid carioca visto de Porto Alegre

Filed under: Apartheid,CPMF,Privatas do Caribe,Privatidoações,Saúde,Segurança Pública,Violência — Gilmar Crestani @ 10:48 pm
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cpmf boaNão conheço muito da realidade carioca, então vou falar da realidade porto-alegrense. Onde estão os espaços públicos para divertimento de quem não tem dinheiro pra frequenta espaços privados, até mesmo para praticarem esportes?

Os paradoxos da atualidade política podem se medidos por dois fatos vividos por mim.

Quando vim do interior para Porto Alegre, jogava futebol com um time de pedreiros da Vila Tronco nos campos do Cristal, atrás onde hoje há uma floricultura. Ali havia no mínimo dois campos. Nosso time competia com outros times da cidade em campos que já não existem mais: no Marinha, atrás do Chocolatão e onde hoje estão os prédios do TRF4 e Justiça Federal, no Humaitá, onde também havia vários campos e hoje está Arena da OAS.

Na mesma vila de onde vinham os meus colegas de time também estava localizado o Postão do INPS. Para consultar, eu tinha de ir para lá na madrugada para conseguir uma ficha e para ser atendido quase ao meio dia. Pois bem, hoje temos o SUS com atendimento gratuito, mas não temos mais os campos onde nos divertíamos. O atendimento à saúde melhorou graças ao forte investimento do governo federal. Para Lula e Dilma é investimento; para a oposição é gasto. 

A cidade está nas mãos da RBS. O PDT virou sigla de aluguel da RBS. E não é só porque albergou Lasier Martins. Começou com uma parceria com Vieira da Cunha no Governo Olívio Dutra. Olívio foi execrado por um lambe botas do Sartori. Já o atual prefeito, Fortunati, tem toda a condescendência da MAIOJAMA porque é “dado” a uma especulaçãozinha imobiliária. Desde Fogaça, Porto Alegre virou um mercado atrativo de espigões. O Cais Mauá é a cereja do Bolo. Não há espaço público para o público. Só pensam na privada. A RBS tomou conta até do gauchismo. No mês de setembro, os gaúchos botam uma fantasia e vão para o parque  Mauricio Sirotsky Sobrinho. Terminada a micareta da RBS, o espaço do acampamento volta a ser chamado pelo seu verdadeiro nome, Parque da Harmonia.

Como colorado, lembro do esforço que a RBS fez para que melasse o contrato do Inter com a Andrade Gutierrez. Queriam porque queriam participar da construção do estádio mas também do complexo hoteleiro ao redor.

Coincidentemente, a região da Vila Tronco continua nos noticiários. Não pelos pedreiros que lá moram e ganham a vida trabalhando duro, mas pelos constantes tiroteios envolvendo o narcotráfico. De nada adianta a polícia entrar lá atirando e assassinando pelas costas, como fizeram recentemente, com Ronaldo de Lima. Se houvesse real interesse em combater o narcotráfico bastaria cobrarem pela continuidade das investigações do heliPÓptero. Aliás, a região da Vila Tronco pode distribuir, mas quem tem poder aquisitivo para consumir cocaína mora nos bairros de onde parte marcha dos zumbis. Atualmente, o consumo de cocaína veste camisa Padrão FIFA com escudo da CBF.

Aliás, a CPMF é um bonito exemplo de como se pode financiar a saúde com dinheiro do narcotráfico. Mais vai ver se os narcotraficante e seus clientes são a favor da CPMF!

Há uma triste coincidência que irmanam gaúchos e cariocas: Rede Globo & RBS, assoCIAdas ao Instituto Millenium.

A praia será privatizada

O festival de arrastões nas praias no último fim de semana fez com que as autoridades e parte significativa da imprensa voltassem com força total a pedir medidas de exceção, tipo dar à Polícia Militar o direito de entrar num ônibus e retirar dele quem acharem com cara de ladrão. É muito mais fácil reprimir direitos individuais do que atacar as causas da proliferação de desajustados, entre elas a concentração de renda, a falência da educação federal, municipal e estadual, a falta de saneamento básico, de moradia digna etc.
A solução encontrada é novamente dar aos PMs o direito de entrar num coletivo e pinçar aqueles que lhes parecerem assaltantes. Mesmo que retirem dezenas de jovens que realmente iriam à praia roubar, se apenas uma pessoa que queria se divertir no fim de semana for impedida de aproveitar seu dia de folga já terá sido cometida uma injustiça irreparável.
Como ainda não está em vigor a solução simplista e inócua da redução da maioridade penal, querem subverter o estado de direito, que admite prisão de menores apenas em flagrante delito. Como não dão mais conta de policiar as praias, acham agora que a solução é manter os pobres longe delas. Ingenuamente, o secretário de Segurança disse que só vão andar nos ônibus, jovens que tiverem dinheiro para pagar a passagem. Ué, não deveria ser sempre assim?
Não sei se o fascismo à carioca _ vitaminado pelo pavor da classe média e pela revolta dessas legiões de jovens das periferias _ vai perder a queda de braço para o estado democrático de direito. Pra mim, falta pouco para colocarem grades e bilheteria nas praias. Vão acabar privatizando: entregam Ipanema, por exemplo, a uma grande empresa, como a Vivo ou a Coca-Cola, e esta toma conta do lugar, com cercas, bilheteria, segurança privada e banheiro químico pra todo mundo ficar numa boa enquanto o mundo explode lá fora. Já tiraram os pobres do Maracanã, está chegando a hora de tirá-los também das praias.
A onda nazi é tão forte que o próprio governador do Rio apoiou a ação repressiva dita preventiva, que escancara nosso fracasso como sociedade. A medida de Pezão, Beltrame e cia., ditatorial, racista e discricionária, é prima da tal presunção de culpa, usada em julgamentos quando se quer condenar o réu de qualquer jeito. E olhe que, diante do ódio que parte da classe média está nutrindo, essas iniciativas do estado são até moderadas. Tem coxinha que nem quer mais baixar a maioridade penal, quer é colocar todos esses adolescentes no paredão mesmo. Resta saber se os pitboys justiceiros de Copacabana serão tratados pela polícia e pela justiça da mesma forma que os ladrões da periferia.
O que me assusta é que os arrastões não têm ocorrido só nas praias, já se espalharam pelas ruas de Copacabana, Ipanema e Lagoa. A tragédia já se antecipou às medidas fascistas paliativas. Ouso dizer que nosso futuro, se a coisa continuar nessa progressão, é viver ao lado de uma faixa de Gaza cercada pelo Exército para que os ensandecidos não nos trucidem.
Para um país onde querem porque querem tirar uma presidente do cargo na marra, é um futuro bem factível.

http://www.rioacima1.blogspot.com.br/

19/09/2015

Para entender quem foi FHC

FHC DepedenteQuando as pessoas de bem descobrirem que foi FHC e o triste papel desempenhado pelo amante de Miriam Dutra para o atraso do Brasil, sentirão vergonha alheia de si mesmos… Quem não viveu a suruba dos tempos do PROER, da compra da reeleição, da captura de seu governo pelo patrão da amante, não vai entender porque sua popularidade crescia como rabo de burro, para baixo.

Não bastasse isso, a quebra do Brasil, ainda deixou espalhado por alguns órgãos métodos que hoje seus parceiros atribuem ao governo atual. Quando Ricardo Semler, tucano de quatro costados, declarou que nunca se roubou tão pouco como agora, ele falava, por linhas tortas, do tanto que se roubava no governo de FHC.

FHC só não apanhou mais graças à Miriam Dutra. Tendo capturado FHC, Carlos Monforte e Rubens Ricúpero montaram a estratégia de como os assoCIAdos do Instituto Millenium fariam para preservarem a estrutura de poder. O caráter do governo FHC pode ser medido pelo caráter de Gilmar Mendes, escolhido a dedo para ser o advogado de porta de cadeia de quem lá, na cadeia, deveria estar.

Se nosso velho coronelismo eletrônico tinha por missão esconder todas as notícias ruins a FHC, como ficou revelado no Escândalo da Parabólica, e mostrar só as boas, não é de admirar que ainda hoje tem espaço cativo nos grupos mafiomidiáticos. Mas sabemos que agia no “limite da responsabilidade”, com vistas a entregar nosso patrimônio a compradores internacionais, e tudo financiado pelo BNDES.

E ainda não sabemos da missa a metade…

 

O FHC desenhado por Palast, por Ana Cláudia Dantas

sab, 19/09/2015 – 03:00 – Atualizado em 19/09/2015 – 03:00

Por Ana Claudia Dantas, especial para o GGN

Um artigo meu, publicado pela GGN, acabou por causar desconforto para os administradores do veículo e, pensando bem, é compreensível, já que se trata de uma espécie de resenha do trecho de um livro de Greg Palast, um jornalista investigativo norte americano, dado a descobrir e levar a conhecer escândalos financeiros que, na publicação em pauta, um livro de mais de 400 páginas, dedicou quatro páginas para falar de um episódio da história do Brasil, que considera escandaloso, cujo personagem central é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Palast está longe de ser um escritor suave, ao contrário, ele começa o parágrafo em que introduz a passagem brasileira, na página 347, dizendo: “arrastei você [o leitor] para a América Latina e para minhas células da memória confundidas pela pinga.” Em seguida ele fala: “O Brasil como a Grécia, abriu seus bancos para a felicidade de Nova York, de Londres e dos financistas suíços. No momento em que isso aconteceu, o dinheiro fluiu para comprar os ativos de um país rapidamente e por um preço barato”, e depois compara o governo de FHC a uma festa, como alguém que vende a sua casa e dá uma festa, mas quando acaba, não há mais casa para se abrigar.

A linguagem e as analogias de Greg Palast são responsáveis pelo tom enfático do escritor, mas no livro há fotos comprobatórias daquilo que ele escreve, e mais documentos ele mantém expostos no seu site para que não reste dúvida da veracidade do que está falando, mesmo com uma memória confundida pela pinga.

Ele conta que, já tendo prejudicado o Brasil nessa dimensão, FHC pediu mais empréstimo para o FMI para ser usado na sua reeleição. “Robert Rubin não samba, mas o secretário do Tesouro dos EUA conhecia a dança brasileira e era mais eficaz do que Mendelson. Ele e seu sucessor, Summers, arrumaram um empréstimo de $41 bilhões para o Brasil […] FHC derrotou Lula, e então, apenas 15 dias após as eleições, o Tesouro dos EUA deixou a moeda brasileira despencar, as taxas de juros subiram novamente e a economia foi para o inferno” disse Palast, ilustrando seu texto com uma fotografia do documento confidencial que comprova a transação.

Para pagar o empréstimo FHC teve de fazer uma privatização “em queima de estoque”. “Os banqueiros tentaram aplicar o mesmo golpe em 2002, quando Lula enfrentou José Serra. Desta vez foi oferecida outra linha de crédito do FMI: O Brasil teria de entregar seus bancos estatais para os financistas privados” contou o jornalista afirmando que o acordo confidencial contem 60 e poucas páginas e está assinado por FHC. Mas Lula ganhou as eleições e “mandou o FMI enfiar os acordos”, disse Palast, “ao invés de implorar por restos para os financistas internacionais, ele abriu os cofres do banco estatal e emprestou mais de meio trilhão de dólares para fábricas, fazendas infraestrutura — mas nenhum real para derivativos, aquisições hostis ou CDOs”.

Imagino que, de fato, este artigo seja motivo de mal estar, afinal a publicação de Greg Palast, da qual estou falando, data de 2014, o que significa que nós, brasileiros, levamos mais de quinze anos sem saber dessa história.

O FHC desenhado por Palast, por Ana Cláudia Dantas | GGN

17/09/2015

PSDB, camelôs do produto alheio

privatComo já é do conhecimento até dos alienígenas, o PSDB não legou nenhuma obra que vá cimento e tijolos. Mas, como bom pagador de promessas ao neoliberalismo, desfez-se de obras que levaram gerações para serem construídas. O caso mais emblemático foi a Vale do Rio Doce.

O PSDB vendeu por um valor inferior à concessão do aeroporto do Galeão, com a diferença de que o aeroporto depois de 25 anos retorna ao poder público, a Vale, não. Pior, FHC emprestou dinheiro do BNDES ao comprador da Vale. É como se eu emprestasse meu dinheiro a quem quisesse comprar minha casa. Isso não é só mau negócio, é mau caratismo.

Como sempre, quem não sabe construir, sabe destruir. No papel de destruidores do futuro FHC demonstrou que sempre agiu no “limite da responsabilidade”, o que explica toda sua popularidade…

O PSDB virou, aberta e escancaradamente, uma filial dos interesses norte-americanos. Não é sem motivo que FHC e Serra tenham prometido a Petrobrás à Chevron. No Senado, o projeto de entregar o pré-sal às petrolíferas estrangeiras foi o único projeto do agora senador paulista.

Como dizia aquele manifestante da marcha dos zumbis, o PSDB entende de privada. Só e exclusivamente…

Com inimigos internos deste calibre para que inimigos externos?!

É hora de privatizar

ELENA LANDAU

A privatização é parte da solução dessa crise. Nenhum governante gosta de vender empresas, mas a crise fiscal não será superada sem isso

O desequilíbrio das contas públicas é o assunto da hora. A necessidade de ajuste é reconhecida por todos, o problema é como fazer. Corte de gastos ou aumento de impostos são barrados no Congresso Nacional antes mesmo de irem à votação. O pacote anunciado esta semana será mais um teste.

Nesse cenário, o rebaixamento da nota do país é visto como consequência da crise política, e não dos gritantes desacertos da política econômica dos anos recentes. Mas os ajustes propostos não atacam erros fundamentais que levaram ao descalabro nas contas, entre eles o gigantismo do Estado, e pouco avança neste campo. A privatização não foi mencionada uma vez sequer.

A crise fiscal também atingiu Estados e municípios, que estão a reboque do governo federal para tentar ajustar suas finanças, após assistirem passivamente nos últimos anos as despesas subirem muito acima das receitas.

A privatização é parte da solução dessa crise. Ela não depende, na maioria dos casos, de apoio do Legislativo. Apenas da vontade política do Poder Executivo em qualquer esfera federativa. Nenhum governante gosta de vender empresas estatais, mas a crise fiscal não será superada sem isso.

No início da década de 1990, o país viveu crise semelhante. Os Estados e municípios, como a União, registraram desequilíbrio financeiro, ainda que por motivos distintos do momento atual. O fim da inflação deixou exposta a fragilidade da situação. Além disso, complementando o esforço de ajuste nas contas da União e buscando maior transparência nas contas estaduais, foram proibidos empréstimos entre Tesouros estaduais e seus bancos.

Sem recursos, a saída foi repetir o que vinha fazendo o governo federal e iniciar a venda de ativos para gerar receitas extraordinárias e contribuir, não só para o ajuste, mas para investimentos em serviços públicos, já que não havia mais recursos estatais para realizá-los.

O Programa Nacional de Desestatização (PND) passou a incluir empresas estaduais, que buscaram no BNDES "expertise" para a privatização. Os exemplos mais notórios são os das empresas de distribuição de energia, além de companhias estaduais de gás, rodovias, bancos, companhias de transportes urbanos e de saneamento.

A crise abre oportunidade para uma nova rodada de privatizações. Ainda restam várias empresas estaduais de energia, que foram federalizadas pela Petrobras, serem vendidas, mas, com exceção da Celg (Goiás), não foram divulgadas quais e quando serão postas à venda.

A lista de ativos federais, estaduais e municipais a serem vendidos pode e deve ser ampliada. Há oportunidades na área de distribuição de gás, transportes e saneamento. A quantidade de empresas e o montante de recursos a serem arrecadados é grande. Some-se ainda o plano de desinvestimento da Petrobras e os valores duplicam.

O momento do mercado mundial não é, no entanto, dos mais auspiciosos. O excesso de intervenção do governo, o enfraquecimento da regulação e a insegurança jurídica vêm afastando tradicionais investidores, como evidencia o fracasso do programa de concessões.

Por isso, esse processo exige planejamento. Perderão todos se os ativos forem vendidos sem uma visão organizada do que se pretende para cada setor. Governo federal, Estados e municípios deveriam organizar programas de privatização.

O PND precisa sair de sua longa hibernação e o BNDES deve recuperar sua vocação para coordenar o projeto de desestatização nacional, com lei específica e regras claras.

A gravidade da crise não permite tergiversação. Para além do ajuste fiscal, é hora de reconhecer os benefícios da privatização, apoiar os entes federativos na venda de ativos, ajudando o país a superar seus gargalos na infraestrutura, serviços públicos e, especialmente, diminuir o deficit no saneamento básico.

ELENA LANDAU, 57, economista e advogada, é sócia do escritório de advocacia Sergio Bermudes. Foi diretora do BNDES de 1994 a 1996 (governo FHC)

24/08/2015

A Chevron apresenta suas credenciais

pre-Sal (3)Com o comando, via MBL, da Marcha dos Zumbis, e tendo José Serra & PSDB como linha auxiliar, os EUA prescindem de revolução para se apropriarem do nosso pré-sal. Dispensáveis as revelações do Edward Snowden a respeito das arapongagens da NSA. Quem tem quintas colunas William Waack, José Serra, Aécio Neves e FHC não precisa de espiões. Aliás, em 2010 FHC foi artífice de um convescote em Foz do Iguaçu prometendo, caso Serra se elegesse, entregar a Petrobrás à Chevron.

Não precisa ser dotado de grande inteligência para saber que os EUA estiveram e estão por trás de todos os levantes recentes nos principais produtores de petróleo. Desde Líbia, Egito, Síria, Ucrânia e Venezuela. Em todos está o dedo sujo de petróleo dos EUA. Está no DNA dos ianques a apropriação dos bens onde eles estiverem. Por que haveria de ser diferente no Brasil?

Bem, as provas estão aí. Se é que alguém ainda tinha dúvida.

 

Agentes dos EUA recolhem provas da Lava Jato em processo contra Petrobrás

REDAÇÃO, BLOG FAUSTO MACEDO

22 Agosto 2015 | 22:00

Para embasar ação coletiva, investigadores americanos buscam no Brasil informações levantadas pela investigação do esquema de corrupção na estatal; ‘Não vamos deixar o caso acabar como qualquer pizza’, diz Jeremy Lieberman, o advogado do grupo

Por Julia Affonso e Ricardo Brandt

Investigadores norte-americanos recolheram durante a semana passada cópias de documentos da Operação Lava Jato no Brasil para dar sustentação a uma ação coletiva milionária, ou class action, em curso na Suprema Corte de Nova York. O grupo reclama perdas milionárias causadas pelo esquema de corrupção na companhia após compra de ações da estatal que vieram a sofrer baixas na Bolsa de Valores de Nova York, a maior dos Estados Unidos. Os ex-presidentes da estatal José Sérgio Gabrielli e Graça Foster devem ser citados.

O coletivo é formado por um fundo de pensão de professores e pesquisadores do Reino Unido, outros três de servidores dos Estados de Ohio, Idaho e Havaí, a gestora Skagen, da Noruega, e o Danske Bank, da Dinamarca.

Por negociar papéis na Bolsa de Nova York, a Petrobrás é obrigada a comunicar fatos relevantes que possam influenciar a decisão de investidores. Para eles, a estatal não comunicou apropriadamente ao mercado o esquema de corrupção na empresa.

Durante a estada da comitiva americana no Brasil foram colhidas cópias de documentos e perícias tornadas públicas nas ações criminais da Lava Jato com autoridades e defensores de alguns dos principais delatores da investigação. A missão foi cercada de sigilo para evitar desgaste ante o fato de que a norma aplicável legal é aquela do país onde se produz a prova, ou seja, os advogados da Petrobrás podem questionar o conjunto de provas obtidas sem obedecer formalidades legais.

Os investidores foram recepcionados por um especialista em crimes transnacionais que os acompanhou na busca por evidências sobre cartel, pagamento de propina e superfaturamento de contratos na Petrobrás.

O advogado Jeremy Lieberman, do escritório Pomerantz, é o responsável pela defesa dos investidores. “Sentença, delações premiadas, confissões, tudo pode ser prova. E isso pode ser feito, inclusive, sem a presença física. A presença é o ideal, obviamente, mas muitos (ex-diretores da Petrobrás) estão presos. Nós não sabemos o procedimento de como eles poderiam de alguma forma testemunhar, mas estamos explorando isso”, declarou Lieberman.

‘Vítima’. A companhia foi reconhecida pelo juiz federal Sérgio Moro – que conduz as ações penais da operação na primeira instância – como vítima do cartel de empreiteiras que tomou o controle de contratos bilionários para distribuição de propinas a políticos do PT, PMDB e do PP. Ao assumir o papel de assistente do Ministério Público Federal na acusação aos réus da Lava Jato, a Petrobrás se comprometeu a prestar informações às autoridades.

A defesa dos investidores, no entanto, discorda da posição ocupada pela estatal no processo. “Pensamos que é uma piada dizer que eles são vítimas. A Corte em Nova York abordou essa questão. A Petrobrás disse que foi vítima, portanto, as ações de (Nestor) Cerveró (ex-diretor da área Internacional), (Renato) Duque (ex-diretor de Serviços) e (Paulo Roberto) Costa (ex-diretor de Abastecimento) não devem ser atribuídas à empresa, porque eles não estavam agindo para a empresa, e sim contra a empresa”, afirma o advogado Jeremy Lieberman.

+ Petrobrás foi vítima de ação cruel de criminosos, diz Janot

Para Lieberman, as propinas obtidas pelos ex-diretores da estatal no esquema de corrupção beneficiaram o governo da presidente Dilma Rousseff, o que não pode assegurar status de vítima à Petrobrás.

“Nós dissemos que não. Eles estavam dando subornos ao governo, o governo é o acionista majoritário e, portanto, o que é bom para o governo é bom para a empresa”, afirmou.

Em audiência realizada em junho na Corte de Nova York, a defesa da Petrobrás alegou que apenas poucos ex-executivos da estatal sabiam das irregularidades.

Em abril, a companhia reconheceu em seu balanço financeiro de 2014, divulgado com cinco meses de atraso, a perda de R$ 6,2 bilhões relacionada à Lava Jato. Outros R$ 44,6 bilhões foram registrados como prejuízos após revisão no valor de ativos. Os dados serão utilizados como argumento de defesa dos investidores.

+ ‘Ações nos EUA são um risco muito maior para a Petrobrás’

‘Adoçar’. “O (balanço) é uma munição (para a class action) em grande medida, sim, eles admitiram que pelo menos US$ 2.5 bilhões foram usados em corrupção. O fato de existir um balanço é muito útil, mas nós acreditamos que ele não é preciso, completo. Tentaram ‘adoçar’. É menos munição do que deveria ser. Vamos provar que quando você tirar o açúcar, uma grande quantidade de munição vai sair de lá”, declarou o advogado.

Segundo ele, a class action deverá ser julgada até agosto de 2016. Em cerca de dez dias, a defesa deverá entregar uma petição sobre a investigação à Corte de Nova York. “Nós certamente não vamos deixar o caso acabar como qualquer pizza.”

Para os investidores, as principais vantagens de ingressar na ação consistem na possibilidade de obter indenização punitiva, celeridade no processo, litigância conjunta, o que reduz os custos e une os interesses comuns, assim como a possibilidade de o investidor ter voz ativa nas negociações de uma eventual proposta de acordo pela Petrobrás.

A Petrobrás informou que não se manifestaria sobre a ação na Corte de Nova York. Em abril, entretanto, a estatal apresentou um documento de defesa aos investidores dos EUA com o argumento de que as construtoras formaram um cartel, com esquema de atuação desconhecido pela administração da companhia.

O texto afirma que apenas quatro diretores da empresa sabiam do esquema e foram afastados – Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco, Renato de Souza Duque e Nestor Cerveró. Cita ainda que em novembro de 2014 publicou um documento sobre as investigações. Quanto a seus ex-presidentes, José Sérgio Gabrielli informou que não se manifestaria sobre o assunto. Graça Foster não respondeu à reportagem até a conclusão desta edição.

13/08/2015

Sabesp para Corsan: eu sou você amanhã

Filed under: CORSAN,Folha de São Paulo,Privatidoações,Racionamento de Água,SABESP — Gilmar Crestani @ 9:54 am
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Observe o Riacho do Rio Guahyba na carta náutica de 1882

Arroio Dilúvio, o antigo Riacho retificado, já com a Ponta da Cadeia aterrada

Esvaziado pela Globo, o golpismo leva mais um bordoada neste editorial da Folha. Não tá fácil a vida dos golpistas, enfrentarem marchas sem água para o banho.

Como diz o ditado, o pior cego é o que não quer ver. Em São Paulo a crise hídrica é resultado de uma política meticulosamente premeditada. O RS segue São Paulo, e não é de agora. Quando os gaúchos amestrados pela RBS puseram a paulista Yeda Crusius já tinham ensaiado o desfile de burrice de agora. Se o PSDB conseguiu secar todo o Sistema Cantareira os ventríloquos da RBS no RS, talvez não consigam, mas também tentarão sucatear a Corsan para, à moda SABESP, dar lucro à iniciativa privada, e privar o público de água. Houve um ensaio em Uruguaiana. Agora tentarão inviabilizar o Guaíba. Basta que continuem poluindo as nascentes dos afluentes.

O sonho é mudar o nome de Viamão por vi o deserto. Onde antes, no morro do Viamão, se via o Jacuí, o Caí, o Sinos, o Gravataí e o Riacho (Dilúvio), um lago seco é sonho dos privatistas.

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

Pedaladas na água

O sistema Cantareira, que já abasteceu de água metade dos moradores da Grande São Paulo e hoje responde por um quarto, está há mais de um ano no volume morto. Com a falta recente de chuvas, seu estado volta a preocupar.

Mesmo para uma época de estiagem, a precipitação decepciona. As últimas chuvas dignas do nome que caíram sobre a bacia de captação do Cantareira ocorreram nos dias 25 e 26 de julho.

É grande o impacto sobre a vazão que aflui ao sistema. Neste mês, entraram no Cantareira em média 6.600 litros por segundo, pouco mais de um quarto do normal para agosto (24 mil l/s).

No final de julho, o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) e a Agência Nacional de Águas (ANA) deram autorização para a estatal paulista Sabesp aumentar a captação dos atuais 13,5 mil l/s para 14,5 mil l/s. A condição é que a empresa reduza drasticamente a retirada de setembro a novembro.

A simples aritmética permite constatar que o ritmo é insustentável: entram 6.600 l/s e saem 14,5 mil l/s. A licença para pedalar mais rápido no Cantareira serve para impedir que a bicicleta do abastecimento se desequilibre no Alto Tietê, sistema de produção vizinho cujo nível cai de maneira acentuada.

Depois de ser mobilizado para socorrer o Cantareira, o Alto Tietê aguarda agora um ajutório do sistema Rio Grande, braço menos poluído da represa Billings. Mas ainda faltam 25% para concluir a obra de interligação, o que havia sido prometido para maio pelo governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

As providências tomadas pela Sabesp e pela administração tucana –sobretaxa, bônus, transferências entre represas e racionamento via redução de pressão– afastaram por ora o trauma de um rodízio geral. Mas é imperioso assinalar que não passam de paliativos.

Basta dizer que, se a precipitação no Cantareira ficar 25% abaixo da média histórica, índice que pode se tornar a nova norma, demoraria ainda quase sete meses para recompor só o volume morto.

Enquanto isso, uma parcela injustiçada da população chega a ficar sem água dezenas de horas, ou dias, porque a pressão reduzida dificulta o abastecimento.

A questão só se resolverá de forma estrutural quando as perdas físicas na rede de distribuição forem reduzidas ainda mais e quando a capacidade de armazenamento for ampliada, o que inclui despoluir represas como a Billings e recuperar matas em bacias de captação.

11/08/2015

Internet privada

Filed under: Internet,Privatidoações — Gilmar Crestani @ 11:11 pm
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Fiquei dez dias sem conexão com a internet. Devo esta façanha ao ex-governador deste Estado, Antônio Britto. Ele, em parceria com a RBS, jogou a CRT na privada. A privatização das telecomunicações resultaram e m lucros bilionários aos donos privados, que levam seus lucros às matrizes nos países de origem, e nós ficamos como ódios biliardários aos detentores destas concessões.

No Brasil não há ninguém que entende mais de privada que FHC. Em todos os sentidos. Por isso o povo deu descarga e jogou este quinta coluna no esgoto da história.

04/07/2015

Alemanha quer transformar Grécia num grande prostíbulo

MACONHA TRIP FHCA gente já viu este filme. O diretor da época, FHC, agia no limite da responsabilidade, menos para comprar a reeleição e assumir o filho da funcionária da Rede Globo, Miriam Dutra. A Alemanha usa métodos muito parecidos com relação à Grécia pré-Syriza. Quem não lembra da entrega da base de Alcântara ou a entrega do SIVAM à Raytheon?! O PROER e tantas outras patifarias, incluindo a venda da Vale do Rio Doce por um valor inferior à concessão de três aeroportos pela Dilma. Com a diferença que a Vale não volta mais mas os aeroportos voltam depois de 20 anos…

A seriedade do então presidente pode ser medida pela imagem que ilustra esta matéria.

La pulseada por las joyas griegas

Luego del primer rescate en 2010, el país helénico fue obligado a diseñar un plan de venta de bienes públicos que cumplió solo parcialmente y que Syriza frenó de hecho cuando llegó al poder. Qué vendieron y qué podrían vender si se fortalecen aún más los acreedores.

Por Fernando Krakowiak

Una de las condiciones que se le impuso a Grecia, antes de aprobar el primer rescate financiero en mayo de 2010, fue que diseñara un plan de privatizaciones que fue negociando con la Comisión Europea, el Banco Central Europeo y el Fondo Monetario Internacional. Para lograr ese objetivo, en junio de 2011 el gobierno del entonces primer ministro Giorgos Papandreu creó el Fondo de Desarrollo de los Activos de la República Helénica (Hradf, según sus siglas en inglés), una sociedad anónima a la que se le transfirieron todas las firmas que se fueron poniendo a la venta, listado que incluyó proveedoras de agua, telefonía, gas, electricidad, los trenes, los aeropuertos, la lotería, el correo, los principales puertos y miles de propiedades y tierras públicas, incluso islas paradisíacas. El objetivo era recaudar 50.000 millones de euros en cuatro años, pero las ventas se fueron demorando y lo conseguido hasta ahora está en torno del 10 por ciento de lo previsto. La llegada al gobierno de la izquierda radical de Alexis Tsipras en enero de este año sumó mayor incertidumbre a ese proceso, porque el líder de Syriza se había manifestado en contra de la liquidación del patrimonio público y, pese a las crecientes presiones, en los últimos cinco meses no avanzó con ninguna privatización. Incluso reabrió la televisora pública ERT que el ex primer ministro Antonis Samaras había cerrado. El referéndum del próximo domingo será clave para el futuro del plan privatizador.

– Telefonía. En marzo de 2008, Deutsche Telekom compró el 20 por ciento de Hellenic Telecommunications Organization (OTE), la telefónica estatal. Fue una inversión estratégica ya que esa firma también tiene intereses en Albania, Serbia, Rumania y Bulgaria. En noviembre de ese año, Deutsche elevó su participación al 25 por ciento, igualando la que conservaba el gobierno griego, y en junio de 2009 el Estado le vendió otro 5 por ciento por 674 millones de euros. En junio de 2011, un año después de la aprobación del primer rescate, los griegos se desprendieron de otro 10 por ciento por 410 millones de euros que utilizaron para devolver parte de las “ayudas” de la Eurozona. De ese modo, la participación de la firma alemana en OTE trepó al 40 por ciento y el Estado se quedó sólo con un 10 por ciento. A su vez, en febrero de 2013 OTE anunció la venta de Hellas Sat, la empresa que gestiona el satélite Hellas Sat 2, a la empresa árabe Arab Sat por 208 millones de dólares.

– Aeropuertos. La firma alemana Fraport AG Frankfurt Airport, junto a la empresa griega Copelouzos, ganó en noviembre de 2014 la licitación para operar durante cuarenta años 14 aeropuertos regionales: Aktio, Chania (isla de Creta), Kavala, Kefalonia, Kerkyra (isla de Corfú), Kos, Mitilini, Mykonos, Rodas, Samos, Santorini, Skiathos, Tesalónica –la segunda mayor ciudad griega– y Zakynthos. El monto de la operación fue de 234 millones de euros, aunque el desembolso recién está previsto para septiembre de este año. Además, en noviembre Hradf vendió 2500 hectáreas del ex aeropuerto internacional de Hellinikon en Atenas a Lamda Development por 915 millones de euros, firma que llevará adelante un emprendimiento inmobiliario en el lugar. El ministro de Energía de Grecia, Panayiotis Lafazanis, del ala dura de Syriza, aseguró en enero que se iban a revisar estas concesiones, pero en la negociación de febrero con las autoridades europeas Grecia dijo que no habrá cambios.

– Agua. El programa de privatización incluyó la venta de las empresas de provisión de agua de Atenas (Eydap) y Tesalónica (Eyath), las dos ciudades principales del país. Hradf designó a HSBC y EFC Equities como asesores financieros para privatizar la firma de Tesalónica y a Credit Agricole CIB y Emporiki Bank para hacer lo mismo con la empresa de Atenas. Sin embargo, la resistencia ciudadana logró frenar la operación, al menos por ahora. El 18 de mayo del año pasado se realizó un referéndum en Tesalónica. El gobierno de Antonis Samaras había prohibido la consulta y amenazó con meter presos a quienes votaran, pero las autoridades locales siguieron adelante y el 98 por ciento (unas 213 mil personas) rechazó la privatización. A su vez, a fines de ese mes un tribunal griego frenó la venta de Eydap en Atenas con el argumento de que constituye un riesgo para la salud pública de la población.

– Trenes. Hradf informó en octubre del año pasado que se le brindó información detallada a tres grupos para la preparación de ofertas destinadas a la adquisición de Trainose, la firma estatal que gestiona los trenes griegos: la rusa RZD, la francesa SNCF y el operador rumano Grup Ferroviar Roman. Además, se detalló que las ofertas de la alemana Siemens y de los consorcios RZD/Gek Terna y Alstom/Damco Energía habían cumplido con los requisitos para la compra de la Compañía Helena de Mantenimiento de Material Rodante. El ministro de Energía Lafazanis dijo en enero que posiblemente no se avanzaran con esas privatizaciones y el tema ahora está en la mesa de negociación con la troika que integran la Comisión Europea, el Banco Central Europeo y el FMI.

– Energía. La importación y distribución del 90 por ciento del gas que consume Grecia está en manos de la empresa DEPA, controlada por el Estado griego. El gobierno llamó a licitación en 2011 para avanzar con la privatización, pero el proceso quedó desierto en junio de 2013 cuando la firma rusa Gazprom se retiró sorpresivamente de la compulsa con el argumento de que el gobierno griego no había ofrecido suficiente información sobre la situación financiera de la empresa, aunque la cuestión geopolítica también influyó porque la troika no simpatiza con Rusia. Luego de ese traspié, las autoridades europeas y el FMI le pidieron en reiteradas ocasiones a Grecia que retome el proceso de venta, pero por ahora continúa pendiente, al igual que la ejecución del plan de reestructuración y privatización de la compañía de electricidad Public Power Corporation (PCC), diseñado por el gobierno de Samaras en 2013. El Estado tampoco se desprendió de las acciones en la petrolera Hellenic Petroleum, donde conserva un 35 por ciento. Lo que sí pudo vender Hradf es el 65 por ciento de la distribuidora de gas Desfa a la petrolera de Azerbaijan Socar por 400 millones de euros, aunque como el Estado sólo tenía el 31 por ciento de las acciones le ingresaron sólo 188 millones de euros.

– Propiedades y tierras. En los últimos años el gobierno comenzó a vender inmuebles y tierras en el centro de la ciudad, zonas costeras, islas e incluso en el extranjero. En marzo de 2013, Hradf convocó a una subasta para la privatización de 28 edificios estatales bajo la modalidad “sale and lease back” (compra y alquiler de vuelta). En octubre de ese año, le adjudicó 14 inmuebles a Pangaea, la filial inmobiliaria del Banco Nacional de Grecia, por 115,5 millones de euros y otras 14 propiedades a Eurobank Properties por 145,8 millones. Ambas firmas le alquilaron esos bienes al Estado por 30 millones de euros anuales. A su vez, el propio Estado se encarga de los gastos de mantenimiento y luego de 20 años tiene la opción de recomprar sus edificios o acordar un nuevo alquiler. Entre los inmuebles están las sedes de los ministerios de Cultura, Interior, Educación, Sanidad y Justicia, del Instituto Nacional de Estadística, de la secretaría de Hacienda y de la Jefatura de Policía de Tesalónica.

Ese mismo año Hradf vendió residencias en Londres, Belgrado, Bruselas y Nicosia por 41 millones de euros y le cedió por 99 años a la firma estadounidense NCH Capital los derechos de explotación de 50 hectáreas con playas incluidas en Kassiopi, al nordeste de la isla de Corfú. NCH desembolsó 23 millones de euros y se comprometió a invertir otros 75 millones para desarrollar el área. A su vez, Hradf anunció en febrero del año pasado que seleccionó la oferta del fondo árabe Jermyn Street Real Estate Fund IV LP para avanzar con la venta de Astir Palace Vouliagmenis, una firma estatal dedicada a la gestión de empresas turísticas y de hotelería. La oferta fue de 400 millones de euros, pero todavía no se concretó la adjudicación. Hradf también vendió un puñado de propiedades por Internet a través de subastas electrónicas. En un informe de junio de 2014, el FMI estimó que el gobierno griego todavía tiene más de 70 mil propiedades disponibles, aunque reconoce que la información sobre esos inmuebles es incompleta y muchos están deteriorados y/o ocupados. Hradf ofrece en su página web un largo listado de propiedades e incluso tierras en distintas islas del país.

– Lotería. El gobierno griego vendió en mayo de 2013 el tercio de las acciones que conservaba en la compañía de lotería pública OPAP al grupo Emma Delta, controlado por el inversor checo Jiri Smejc y el magnate griego Yorgos Melisanidis. De este modo, recaudó 650 millones de dólares. Hasta ahora fue uno de los mayores ingresos que reportó el proceso de privatización.

– Puertos. El gobierno de Samaras avanzó con la privatización del complejo portuario de El Pireo, donde posee el 67 por ciento de las acciones, y también del puerto de Tesalónica, donde conserva otro 67 por ciento. Apenas asumió, Tsipras frenó esa privatización, pero en marzo el viceprimer ministro griego, Yannis Dragasakis, aseguró durante una gira por China que esas privatizaciones continuarán. El anuncio no fue casual, pues el grupo chino Cosco es uno de los interesados en El Pireo. Sin embargo, hasta el momento la venta no se concretó.

fkrakowiak@pagina12.com.ar

Página/12 :: El mundo :: La pulseada por las joyas griegas

21/04/2015

CRT, um assalto à mão leve, com participação especial da RBS

Para quem pensa que a Operação Zelotes desmascara de modo indelével a face oculta da RBS não sabe da missa a metade. Para começar, a RBS é fruto de primeira hora da ditadura. Como a Fênix da Mitologia, a RBS nasceu das cinzas. E todo mundo sabe que onde há cinzas havia fogo… Ainda no alvorecer, a ditadura botou fogo no Última Hora. É destas cinzas que brota a parceria da RBS com a ditadura.

O Grupo RBS manteve uma simbiose prolífica para ambos, ela e a ditadura. Jamais foi censurada, ela jamais censurou seus mecenas. Ao contrário do Grupo Globo, que admitiu que errou, a RBS mantém-se em silêncio. O jornal Zero Hora mantém a marca de nunca ter sofrido qualquer reprimenda dos ditadores. Há dois fatos que ajudam a explicar o silêncio de um grupo em relação ao período de arbítrio mas que espalha aos ventos sua defesa do Fórum da Liberdade: na democracia o Jornal Zero Hora foi suspenso por decisão judicial. Não bastasse isso, também está marcada na paleta da RBS a suspensão do colunista Luís Fernando Veríssimo por ter chamado Fernando Collor de Mello de “ponto de interrogação bem penteado”.

A RBS não se cansa de atacar os movimentos sociais ao mesmo tempo em que faz às vezes de porta-voz do suprassumo do atraso, como o mega sonegador Gerdau. Fez das tripas coração para derrubar Olívio Dutra, um homem inatacável sob qualquer ângulo. Isso porque Olívio ousou derrotar o cavalo do comissário, Antonio Britto, exatamente aquele que entregou a CRT à RBS. Depois a RBS foi preparando funcionários e, eleição após eleição, vem desovando-os na política. Toma a cautela de ir distribuindo isonomicamente entre os vários partidos que atuam sob sua batuta. Britto, no PMDB; Sérgio Zambiasi, no PTB; Yeda Crusius, no PSDB; Ana Amélia Lemos, no PP gaúcho; e Lasier Martins, no PDT

Para quem tiver interesse em aprofundar no que foi a RBS no Governo Olívio Dutra há um livro na praça que traz detalhes: Diógenes, o Guerrilheiro, do Diógenes de Oliveira. Diógenes foi o primeiro a apontar a existência de lavagem de dinheiro em paraíso fiscal. A RBS teria uma subsidiária nas Ilhas Cayman para fazer triangulações. A Operação Zelotes, assim como os crimes do HSBC, são assuntos familiares à famiglia Sirotsky. Quanto cunhei a expressão “coronelismo eletrônico”, tinha em mente a face nefastas de Maurício Sirostky Sobrinho e seus múltiplos recursos de silenciar ou retumbar naquilo veio a se revelar como método Rubens Ricúpero.

Como filial fiel e submissa às premissas da Rede Globo, a RBS jamais contestou a tese de que “Não somos racistas”. Sim, porque somos hiPÓcritas. Somos a terra do homofóbico Luis Carlos Heinze, do racista Lasier Martins (vide frase antológica sobre os índios: “— Quantos índios no Brasil, e em especial no Rio Grande do Sul, deixaram de ser índios e são hoje profissionais respeitados, qualificados?” Mas para a RBS é apenas uma “frase polêmica”, não é racismo.

Assim foi feita privatização no Brasil, com o apoio dos grupos mafiomidiáticos, e em detrimento aos interesses dos verdadeiros donos. Seja os acionistas, seja o povo brasileiro. Assim fica fácil entender porque a RBS defende as privatizações, e a manada que ela cabresteia mantém a mesma ladainha.

80 mil gaúchos vão à Justiça contra calote das ações da antiga CRT

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Por Paula Bianca Bianchi

Alô? Seu número de telefone é ainda do tempo da antiga CRT? Então você pode, sem saber, ter R$ 30 mil para receber de indenização de sua companhia telefônica. Isto acontece porque até 1996 o consumidor era obrigado a comprar ações da CRT para ter acesso a uma linha telefônica, o que o transformava num acionista minoritário. Mas, quando a empresa foi vendida pelo governo, os novos compradores “esqueceram” de recomprar as ações dos minoritários, hoje avaliadas em R$ 2.4 bi.

Estima-se que mais de 80 mil pessoas estão na Justiça lutando para resgatar os valores pagos à época – eles podem ser cobrados da empresa sucessora, a Brasil Telecom. Como cada lote de ações da CRT/Brasil Telecom (BT) vale 14 reais – e eram necessários 2 mil lotes para a compra de uma linha – o consumidor pode ter hoje ações avaliadas em até 30 mil reais por telefone antigo.

É óbvio que a BT não faz propaganda da recompra. E para complicar mais o caso, a própria BT já revendeu a companhia para a OI. Como há milhares de ações na Justiça, a BT conseguiu do Judiciário o privilégio de ter uma sala no 3ºandar do Forum Central de Porto Alegre, onde tenta fazer acordo com os interessados.

Por que não há uma ampla divulgação pelos jornais e TVs desta situação? Porque as grandes empresas de telefonia são fortes anunciantes – e nenhuma delas tem interesse em anunciar que está devendo dinheiro atrasado aos consumidores (a recompra das ações é um direito quando a companhia é negociada).

“A maior parte das pessoas nem sabe que tem ações”, diz o advogado Gabriel Garcia, especializado no assunto. “Todas as pessoas que compraram um telefone até o fim dos anos 90 por mais de R$ 50,00 tem direito a esses papéis”.

Como é que as coisas aconteceram?

A história começa em 1962, quando o então governador Leonel Brizola encampou a norte-americana ITTC e criou a Companhia Riograndense de Telecomunicações, a CRT. Como não havia capital para expandir a empresa, o governo criou uma sociedade mista em que toda pessoa que quisesse adquirir uma linha telefônica era obrigada a adquirir também um conjunto de ações. Assim, todo proprietário de linha telefônica era também acionista da empresa.

Tudo funcionou bem até meados dos anos 1980, apesar dos preços exorbitantes e da espera de até cinco anos por uma linha.

Um telefone custava quase o equivalente a um automóvel. Financiamentos para conseguir uma linha eram comuns. Muitas pessoas viviam desse comércio. Havia até empresas especializadas na compra e venda de telefones, como carros.

Desde que começou o sistema de subscrição, a CRT fechava o contrato com o usuário do telefone em uma data, mas só entregava as ações meses depois. Nesse meio tempo, os papéis valorizavam e a inflação dava saltos. Resultado. O dinheiro de quem comprava, por exemplo, 100 ações em março, podia ser suficiente para apenas 25 em dezembro, data real da subscrição.

No entanto, foi a partir de 88 que essa prática se agravou. “Hoje, devido à prescrição, só podem pleitear essa diferença aqueles que adquiriam o telefone após 03/01/1986”, explica o advogado Garcia.

Ainda assim, mais de 80 mil clientes estão na Justiça contra a CRT/Brasil Telecom com processos de ordem societária. O número só não é maior porque as pessoas desconhecem o assunto.

Na Justiça, começaram a sair sentenças reconhecendo que os usuários da antiga CRT tinham direito a um número maior de ações do que receberam até que 2003 houve uma trégua. As pessoas entravam contra a CRT para receber essa diferença e eram indenizadas.

O parâmetro era o preço das ações que constava no Balanço Patrimonial do ano anterior à última assembléia geral de acionistas na época da compra, conforme define a Lei das Sociedades Anônimas.

Entretanto, após cinco anos de decisões favoráveis aos clientes, em outubro de 2007 um caso menor, que não tratava especificamente da retratação do número de ações da CRT, mas de uma multa, chegou ao STF. Ele deu origem a um parecer do falecido ministro Hélio Quaglia Barbosa e mudou a forma como o valor dos papéis era calculado.

Ao invés de usar o Balanço Anual (conforme a lei), passou-se a usar o balancete mensal da empresa como referência. O argumento principal de ministro Barbosa foi o “fardo negativo do tempo”, o que tornaria mais razoável a definição do valor das ações através dos balancetes.
E lá se foram os clientes da CRT/Brasil Telecom à Justiça mais uma vez, agora para definir a forma correta de calcular o valor das ações.

Esse entendimento foi se consolidando e ganhou força com a súmula 371, editada no dia 12 de março pelo STF. Ela determina que “nos contratos de participação financeira para aquisição de linha telefônica, o valor patrimonial da ação (VPA) é apurado com base no balancete do mês da integralização” – acatando e tornando definitiva a sentença do ministro Barbosa.

O problema do uso do balancete mensal é que ele “não existe no mundo jurídico”, como define o professor de Direito da USP Modesto Carvalhosa. O balancete é um documento interno da empresa, basicamente a soma do ativo e do passivo. Além de não ser auditado, ele não segue nenhuma regra, é unilateral e de uso exclusivo da companhia. “Uma aberração”, nas palavras do professor.

“Ninguém nunca viu esses balancetes”, argumenta o advogado Mário Madureira, presidente da Associação Justiça e Legalidade (Juslegal), criada em agosto do ano passado por um grupo de cidadãos descontentes com os rumos da Justiça no país – e em especial com o caso CRT: “Até papel de pão vai valer daqui a pouco”, alfineta.

Madureira diz que “esse caso é uma afronta contra normalidade democrática”. A Juslegal considera a sentença de Barbosa e a súmula 371 um favorecimento claro à Brasil Telecom.

Para Madureira muitos magistrados julgam de forma preconceituosa causas referentes a CRT. “Eles argumentam que as pessoas queriam um telefone, não ações”, afirma.

O fato é que não é uma questão de calcular nada, apenas de verificar o valor da ação na época conforme o balanço patrimonial, não conforme o balancete. “Fazer diferente seria como querer mudar a data de nascimento de alguém”, exemplifica o presidente da Juslegal. Ele vai além e afirma que qualquer estudante de Direito que respondesse dessa forma a uma prova de concurso seria reprovado na hora.

Que fim levaram as ações

Você teve a sua linha de telefone instalada antes de 1986 e quer saber de suas ações? Ligar pra Brasil Telecom não funciona. É provável que você acabe sendo passado de atendente para atendente, fique um bom tempo na espera, receba ao menos umas quatro informações diferentes e neca. Também não tente ir a uma sede da empresa. Lá eles sabem tanto ou menos que os atendentes.

Para quem tem linhas de 1986 até 1997: ligar pra a Brasil Telecom também não funciona. Vai percorrer a mesma via crucis dos clientes de antes de 86.

Como na época da privatização as ações foram desassociadas das contas de telefone, a empresa alega não ter mais acesso a elas. “Por muitos anos foi preciso entrar com medidas cautelares para conseguir as informações”, diz o advogado Júlio Sá. Segundo ele, depois de tantas ações na Justiça, a Brasil Telecom resolveu terceirizar o serviço e permitir o acesso às informações.

Tudo se faz através do escritório Eduardo Fernandes Advogados. O cliente deve preencher um protocolo de “pedido de informações cadastrais de acionistas da CRT – incorporada a Brasil Telecom S/A” – 30 dias é o prazo prometido para uma resposta.

Claro que até chegar nesse ponto você já vai ter levado uma canseira.

Segundo Paulo Salami, um dos advogados da Brasil Telecom, em 2006 a empresa tinha em torno de 113 mil demandas no Estado, sendo 80 mil apenas sobre a questão societária. E a tendência é que esse número cresça cada vez mais.

As ações contra empresas telefônicas ocupam um espaço tão grande do Judiciário que no Fórum central de Porto Alegre foi criada uma área especial para Brasil Telecom. Antes de registrar queixa contra a empresa no Procon ou no Juizado Especial Cível, as pessoas são encaminhadas para a sala 321, carinhosamente chamada de “Solução Imediata”.

Sem identificação na porta além do apelido, a SI é um posto da empresa. Lá atendentes simpáticos tentam evitar que mais um processo contra a Brasil Telecom vá para os tribunais.

Ações hoje estão com a OI

1 – Com a privatização da CRT, quem tinha ações da companhia passou a ter ações da empresa compradora, um consórcio da Telefônica e a RBS.

2 – Pouco depois, a Telefônica vendeu tudo para a Brasil Telecom comprada em janeiro pela multinacional OI.

80 mil gaúchos vão à Justiça contra calote das ações da antiga CRT – Jornal Já | Porto Alegre | Rio Grande do Sul

30/01/2015

Se o racionamento era por falta de chuva, chamem a Dilma

Alguém ainda deve lembrar que as chuvas iriam custar, na previsão do meteorólogo Geraldo Alckmin, R$ 3,5 bilhões de reais. Quando a Dilma entra em cena descobre-se de onde vem o choque de gestão. O que seria R$ 3,5 bilhões vira R$ 830 milhões…

Se isso já é muito para explicar o que acontece em São Paulo, ainda não é tudo. Como explicar que os papas da privatização precisam da ajuda do Governo Federal para fazerem funcionar uma empresa privatizada por eles? Estava escrito que um dia a  tal de privataria tucana sairia do armário e pediria recibo.

Revela-se deste modo em que consiste o tal choque de gestão e a meritismo tucano.  A SABESP é um exemplo pronto e acabado do que foi o atraso do Brasil nos 8 anos de FHC.

Não fossem as milhares de assinaturas da Veja, Estadão e Folha distribuídos pelas escolas públicas de São Paulo e esse sujeito já estaria pagando pelos descalabros de quase trinta anos de (des)governo tucano.

Dilma e Alckmin anunciarão obra de R$ 830 mi da Sabesp

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Em volta antecipada da Costa Rica, presidente Dilma Rousseff vai receber nesta tarde o governador Geraldo Alckmin (PSDB) no Planalto para discutir investimentos visando aumentar a captação de água em São Paulo; com apoio financeiro do Governo Federal, Conselho de Administração da Sabesp aprovou a obra da interligação entre as represas Jaguari (afluente do Paraíba do Sul) e Atibainha (do Sistema Cantareira) para aumentar a segurança hídrica do Sistema Cantareira; empresa sinalizou recentemente que podia adotar racionamento de até cinco dias por semana na atual configuração

30 de Janeiro de 2015 às 05:18

SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff antecipou nesta quinta-feira (29) sua volta para o Brasil da viagem que fazia à Costa Rica para o encontro da cúpula da Comunidade de Estados Latino Americanos e Carinhenhos (Celac) antes mesmo que o evento fosse encerrado. A presidente deverá chegar ao Brasil ainda nesta noite.

De acordo com matéria do Valor Econômico, o presidente do Equador, Rafael Correa, ainda falava no evento quando a presidente saiu do local, visivelmente contrariada e falando exasperadamente com os auxiliares presentes. Dilma foi direto ao aeroporto para regressar ao Brasil.

Na volta, a presidente deverá focar seus esforços na crise hídrica da região Sudeste, recebendo ainda na sexta à tarde Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, no Palácio do Planalto. Na terceira reunião dos dois desde que foram eleitos, eles deverão discutir investimentos para aumentar a captação de água em São Paulo e ainda anunciarão obras que deverão ficar prontas no ano que vem, no valor de R$ 830 milhões.

Na quarta-feira a petista se reuniu com os governadores de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, para discutir os problemas hídricos. Ainda na última semana, ela incluiu no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) as obras de ligação do rio Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro, ao Sistema Cantareira.

Vale lembrar que no ano passado, durante a corrida eleitoral, Alckmin negou que houvesse racionamento e ainda declarou que não faltaria água no Estado. Na última semana, no entanto, a Sabesp declarou que pode haver racionamento de cinco dias sem água para dois de abastecimento caso eles verifiquem perigo de zerar a capacidade do Sistema Cantareira.

Sabesp

O Conselho de Administração da Sabesp aprovou o processo de contratação do empreendimento da interligação entre as represas Jaguari (Bacia do Paraíba do Sul) e Atibainha (Bacia do Sistema Cantareira). Segundo a companhia, o objetivo deste projeto é a recuperação e o aumento da segurança hídrica do Sistema Cantareira e, consequente atendimento da demanda por água da Região Metropolitana de São Paulo.

"A interligação permitirá aumentar a disponibilidade hídrica no sistema Cantareira em 5,13 m3/s (média anual)/8,5 m3/s (máxima) do reservatório Jaguari (afluente do Paraíba do Sul) para o reservatório Atibainha (do Sistema Cantareira)", disse a companhia em comunicado. De acordo com a Sabesp o orçamento estimado é de R$ 830,5 milhões e as obras serão executadas pela empresa, que está em tratativas com o Governo Federal para a obtenção de apoio financeiro.

Dilma e Alckmin anunciarão obra de R$ 830 mi da Sabesp | Brasil 24/7

29/01/2015

Rodízio à moda tucana

agua rodizio paulistaFolha fura, enfim, a blindagem mafiomidiática em relação ao legado de quase trinta anos de choque de gestão do PSDB em São Paulo. 

Agora que a Folha sai do armário, aguardo as manifestações sempre embasadas no despeito e no diversionismo do Fernando Francischini, do Álvaro Dias e o Antonio Ambassay, os trolls da internet. A velha mídia, no sempre lembrado método Rubens Ricúpero, não revela de onde os tucanos tiram o dedo que está sempre em riste para fiscalizar a moralidade alheia, mas o cheiro denuncia. Que os tucanos façam isso, é da sua natureza, que a mídia empreste defesa, coisa de jornalismo de aluguel,(pago com a distribuição de milhares de assinaturas

Eles que têm opinião sobre tudo que, para atingir Dilma se perfilam ao lado de golpistas paraguaios ou de qualquer outro lugar, que defendem o assassinato do traficante brasileiro na Indonésia mas se calam diante dos parceiros com 450 kg de cocaína.

Onde estão os profetas do apocalipse petista, Eliane Cantanhêde, Merval  Pereira, Arnanldo Jabor? Cadê as considerações deles a respeito da meritocracia implantada pelos tucanos na SABESP. E não é que as privatizações resolveriam todos o problemas do Brasil.

As privatizações do FHC vieram para resolver problemas que antes não tínhamos, mas quem lucrou com isso, todos os grupos mafiomidiáticos, empreiteiras, que agora foram pegas pela Operação Lava Jato, adquiriram empresas públicas com empréstimos feitos no BNDES. Esse é o legado tucano que os xiitas da moralidade alheia não conseguem articular um parágrafo com sujeito verbo e predicado.

cp28012015CRISE D’ÁGUA 

SP projeta ‘rodízio drástico’ de água para evitar o colapso do Cantareira

Segundo a Sabesp, Grande São Paulo pode ter racionamento de cinco dias sem água por semana

Estratégia será adotada caso chuvas continuem abaixo da média e outras ações não evitem colapso do reservatório

FABRÍCIO LOBELDE SÃO PAULOGUSTAVO URIBE

Sem dar detalhes nem uma possível data de início, o governo paulista admitiu que poderá adotar um rodízio "drástico" e "pesado" de água na Grande São Paulo.

A medida, segundo a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB), seria uma última opção para evitar o colapso completo do sistema Cantareira, reservatório que atende 6,2 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo e que ontem operava com 5,1% de sua capacidade.

São Paulo vive hoje a pior crise hídrica da história, e o Cantareira pode secar completamente em março.

Ontem, a informação sobre o rodízio partiu do diretor metropolitano da Sabesp, o engenheiro Paulo Massato. Segundo ele, diante do eventual agravamento da crise, a Grande SP poderá ter, por semana, cinco dias com rodízio.

"Se as chuvas insistirem em não cair no Sistema Cantareira, seria uma solução de um rodízio muito pesado, muito drástico", disse, pela manhã, após evento com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Procurada ao longo de todo o dia por meio de sua assessoria, a Sabesp não detalhou o plano apresentado pelo diretor da empresa.

Não se sabe, por exemplo, se a ideia de rodízio considera que toda a metrópole fique sem água cinco dias seguidos ou se haverá um esquema de alternância de fornecimento de água entre os bairros.

Na entrevista, o executivo da Sabesp ponderou que esse modelo de rodízio será implementado em SP caso:

1) as chuvas nos mananciais sigam abaixo da média: neste janeiro, a previsão é de que as chuvas no Cantareira fiquem abaixo da média, assim como nos últimos nove meses no reservatório.

2) as obras para ampliar a produção de água não avancem em tempo: a maioria das obras anunciadas até agora tem inauguração prevista entre 2016 e 2018;

3) o plano para aproveitar a poluída reserva da Billings fique inviável: anunciado na última semana por Alckmin, o plano, no entanto, não foi detalhado pelo governo ou pela Sabesp.

Segundo o professor da Unicamp e especialista em hidrologia Antonio Carlos Zuffo, uma possibilidade é a Sabesp dividir a cidade em sete setores. Em cada um deles, o morador terá água por dois dias e, no restante da semana, ficaria sem água.

"É uma medida severa, mas que traduz a realidade do Cantareira. Acabando a água do Cantareira, é a única forma de continuar abastecendo a cidade", disse.

"Resta saber se a medida seria aplicada à toda Grande São Paulo ou apenas à região atendida pelo Cantareira."

Ainda que não tão drástico, essa medida também não seria uma novidade para moradores de São Paulo e de seu entorno.

Em 1985 e 2000, por exemplo, alguns bairros entraram em sistema de rodízio com um dia completo sem água e dois dias seguidos com fornecimento normal.

Um rodízio seria a mais duro medida de Alckmin para enfrentar a crise, após, entre outros pontos, economizar água com a redução da pressão nos encanamentos e adotar a cobrança de uma sobretaxa na conta dos "gastões".

Mesmo durante a severa estiagem de 2014, o tucano, então candidato à reeleição e que acabou eleito no primeiro turno, disse em diferentes oportunidades que SP não corria risco de desabastecimento de água. Disse também que nem teria de submeter Grande São Paulo a esquemas de racionamento ou rodízio.

Hoje, um eventual racionamento teria que ser aprovado e regulado pela Arsesp (agência estadual).

 

São Paulo prevê iniciar rodízio de água até abril

O prazo coincide com o fim do período chuvoso no Sudeste e com a
estimativa do término da segunda cota do volume morto do Cantareira

    CRISE DA ÁGUA

    Governo Alckmin projeta para abril início do rodízio

    Sem modelo definido, medida pode deixar Grande SP até 5 dias seguidos sem água

    Racionamento pode começar apenas em região abastecida pelo Cantareira, que atende 6,2 milhões de pessoas

    FABRÍCIO LOBELGUSTAVO URIBEDE SÃO PAULO

    Diante da maior crise hídrica da história da Grande São Paulo, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) prevê o início de um rodízio de água até a primeira quinzena de abril.

    O prazo discutido entre integrantes do governo e dirigentes da Sabesp, a estatal de saneamento, coincide com o fim do período chuvoso e a previsão de término da segunda cota do volume morto do sistema Cantareira.

    Hoje, o sistema abastece 6,2 milhões de pessoas nessa região. Na capital, atende toda a zona norte e partes das regiões leste, oeste, centro e sul.

    O formato do rodízio, porém, ainda não foi definido. Segundo a Folhaapurou, o cenário de 5 por 2 (cinco dias sem água para dois dias com abastecimento), citado pelo diretor Metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, é o mais drástico entre os analisados.

    A metrópole só escaparia do rodízio agora, caso o período chuvoso registrasse um volume acima da média, o que é avaliado como improvável pelos meteorologistas.

    A equipe técnica da Sabesp estuda, por exemplo, entre outras alternativas, aplicar o rodízio num primeiro momento apenas sobre a área atualmente atendida pelo Cantareira –outros cinco mananciais atendem a Grande SP.

    No último rodízio feito na capital paulista, em 2000, por exemplo, por causa do baixo nível do sistema Guarapiranga, somente a zona sul e parte da zona oeste foram afetadas por cortes de água.

    Na época, o racionamento ocorria por um período de 24 horas, a cada três dias.

    Neste momento, a Sabesp discute ainda colocar a Grande SP em regimes menos drásticos que o já anunciado, como de 4 (sem água) por 2 ou de 3 (sem água) por 2.

    Essa escolha está condicionada ao volume de água que terá de ser economizado até o início do próximo período de chuvas, em outubro.

    Segundo especialistas ouvidos pela Folha, independentemente do período determinado, a Sabesp teria de oferecer ao menos dois dias seguidos de abastecimento em cada bairro, para garantir que os locais mais distantes dos reservatórios recebam água.

    "Num turno de apenas 24 horas com água, é possível que, em locais mais distantes, a água não chegue. Então, por isso, a decisão de dois dias com água", disse o professor Antônio Carlos Zuffo, da Unicamp.

    Ainda segundo especialistas, modelos com menos dias de torneiras secas, como o de 2 por 2, por exemplo, podem ser pouco econômicos diante da gravidade dessa crise.

    O governo estadual calcula ainda que a decisão do modelo a ser adotado deverá ser tomada pelo menos um mês antes do início do rodízio.

    Além do lançamento de uma campanha publicitária para orientar a população, deverão ser feitas adaptações nas tubulações da rede.

    Hospitais, escolas e presídios, por exemplo, teriam de ter um regime especial.

    Nesta sexta-feira (30), o governador deve ir a Brasília para encontro com a presidente Dilma Rousseff (PT).

    Juntos, devem anunciar a inclusão no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da obra de transposição de água do rio Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, para uma represa do Cantareira.

    Com isso, a obra poderá ser contratada mais rapidamente, fora do processo normal de licitação. Com valor de R$ 830 milhões, a previsão é de que fique pronta em 2016.

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