Ficha Corrida

13/08/2015

Sabesp para Corsan: eu sou você amanhã

Filed under: CORSAN,Folha de São Paulo,Privatidoações,Racionamento de Água,SABESP — Gilmar Crestani @ 9:54 am
Tags:
Observe o Riacho do Rio Guahyba na carta náutica de 1882

Arroio Dilúvio, o antigo Riacho retificado, já com a Ponta da Cadeia aterrada

Esvaziado pela Globo, o golpismo leva mais um bordoada neste editorial da Folha. Não tá fácil a vida dos golpistas, enfrentarem marchas sem água para o banho.

Como diz o ditado, o pior cego é o que não quer ver. Em São Paulo a crise hídrica é resultado de uma política meticulosamente premeditada. O RS segue São Paulo, e não é de agora. Quando os gaúchos amestrados pela RBS puseram a paulista Yeda Crusius já tinham ensaiado o desfile de burrice de agora. Se o PSDB conseguiu secar todo o Sistema Cantareira os ventríloquos da RBS no RS, talvez não consigam, mas também tentarão sucatear a Corsan para, à moda SABESP, dar lucro à iniciativa privada, e privar o público de água. Houve um ensaio em Uruguaiana. Agora tentarão inviabilizar o Guaíba. Basta que continuem poluindo as nascentes dos afluentes.

O sonho é mudar o nome de Viamão por vi o deserto. Onde antes, no morro do Viamão, se via o Jacuí, o Caí, o Sinos, o Gravataí e o Riacho (Dilúvio), um lago seco é sonho dos privatistas.

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

Pedaladas na água

O sistema Cantareira, que já abasteceu de água metade dos moradores da Grande São Paulo e hoje responde por um quarto, está há mais de um ano no volume morto. Com a falta recente de chuvas, seu estado volta a preocupar.

Mesmo para uma época de estiagem, a precipitação decepciona. As últimas chuvas dignas do nome que caíram sobre a bacia de captação do Cantareira ocorreram nos dias 25 e 26 de julho.

É grande o impacto sobre a vazão que aflui ao sistema. Neste mês, entraram no Cantareira em média 6.600 litros por segundo, pouco mais de um quarto do normal para agosto (24 mil l/s).

No final de julho, o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) e a Agência Nacional de Águas (ANA) deram autorização para a estatal paulista Sabesp aumentar a captação dos atuais 13,5 mil l/s para 14,5 mil l/s. A condição é que a empresa reduza drasticamente a retirada de setembro a novembro.

A simples aritmética permite constatar que o ritmo é insustentável: entram 6.600 l/s e saem 14,5 mil l/s. A licença para pedalar mais rápido no Cantareira serve para impedir que a bicicleta do abastecimento se desequilibre no Alto Tietê, sistema de produção vizinho cujo nível cai de maneira acentuada.

Depois de ser mobilizado para socorrer o Cantareira, o Alto Tietê aguarda agora um ajutório do sistema Rio Grande, braço menos poluído da represa Billings. Mas ainda faltam 25% para concluir a obra de interligação, o que havia sido prometido para maio pelo governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

As providências tomadas pela Sabesp e pela administração tucana –sobretaxa, bônus, transferências entre represas e racionamento via redução de pressão– afastaram por ora o trauma de um rodízio geral. Mas é imperioso assinalar que não passam de paliativos.

Basta dizer que, se a precipitação no Cantareira ficar 25% abaixo da média histórica, índice que pode se tornar a nova norma, demoraria ainda quase sete meses para recompor só o volume morto.

Enquanto isso, uma parcela injustiçada da população chega a ficar sem água dezenas de horas, ou dias, porque a pressão reduzida dificulta o abastecimento.

A questão só se resolverá de forma estrutural quando as perdas físicas na rede de distribuição forem reduzidas ainda mais e quando a capacidade de armazenamento for ampliada, o que inclui despoluir represas como a Billings e recuperar matas em bacias de captação.

29/01/2015

Rodízio à moda tucana

agua rodizio paulistaFolha fura, enfim, a blindagem mafiomidiática em relação ao legado de quase trinta anos de choque de gestão do PSDB em São Paulo. 

Agora que a Folha sai do armário, aguardo as manifestações sempre embasadas no despeito e no diversionismo do Fernando Francischini, do Álvaro Dias e o Antonio Ambassay, os trolls da internet. A velha mídia, no sempre lembrado método Rubens Ricúpero, não revela de onde os tucanos tiram o dedo que está sempre em riste para fiscalizar a moralidade alheia, mas o cheiro denuncia. Que os tucanos façam isso, é da sua natureza, que a mídia empreste defesa, coisa de jornalismo de aluguel,(pago com a distribuição de milhares de assinaturas

Eles que têm opinião sobre tudo que, para atingir Dilma se perfilam ao lado de golpistas paraguaios ou de qualquer outro lugar, que defendem o assassinato do traficante brasileiro na Indonésia mas se calam diante dos parceiros com 450 kg de cocaína.

Onde estão os profetas do apocalipse petista, Eliane Cantanhêde, Merval  Pereira, Arnanldo Jabor? Cadê as considerações deles a respeito da meritocracia implantada pelos tucanos na SABESP. E não é que as privatizações resolveriam todos o problemas do Brasil.

As privatizações do FHC vieram para resolver problemas que antes não tínhamos, mas quem lucrou com isso, todos os grupos mafiomidiáticos, empreiteiras, que agora foram pegas pela Operação Lava Jato, adquiriram empresas públicas com empréstimos feitos no BNDES. Esse é o legado tucano que os xiitas da moralidade alheia não conseguem articular um parágrafo com sujeito verbo e predicado.

cp28012015CRISE D’ÁGUA 

SP projeta ‘rodízio drástico’ de água para evitar o colapso do Cantareira

Segundo a Sabesp, Grande São Paulo pode ter racionamento de cinco dias sem água por semana

Estratégia será adotada caso chuvas continuem abaixo da média e outras ações não evitem colapso do reservatório

FABRÍCIO LOBELDE SÃO PAULOGUSTAVO URIBE

Sem dar detalhes nem uma possível data de início, o governo paulista admitiu que poderá adotar um rodízio "drástico" e "pesado" de água na Grande São Paulo.

A medida, segundo a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB), seria uma última opção para evitar o colapso completo do sistema Cantareira, reservatório que atende 6,2 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo e que ontem operava com 5,1% de sua capacidade.

São Paulo vive hoje a pior crise hídrica da história, e o Cantareira pode secar completamente em março.

Ontem, a informação sobre o rodízio partiu do diretor metropolitano da Sabesp, o engenheiro Paulo Massato. Segundo ele, diante do eventual agravamento da crise, a Grande SP poderá ter, por semana, cinco dias com rodízio.

"Se as chuvas insistirem em não cair no Sistema Cantareira, seria uma solução de um rodízio muito pesado, muito drástico", disse, pela manhã, após evento com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Procurada ao longo de todo o dia por meio de sua assessoria, a Sabesp não detalhou o plano apresentado pelo diretor da empresa.

Não se sabe, por exemplo, se a ideia de rodízio considera que toda a metrópole fique sem água cinco dias seguidos ou se haverá um esquema de alternância de fornecimento de água entre os bairros.

Na entrevista, o executivo da Sabesp ponderou que esse modelo de rodízio será implementado em SP caso:

1) as chuvas nos mananciais sigam abaixo da média: neste janeiro, a previsão é de que as chuvas no Cantareira fiquem abaixo da média, assim como nos últimos nove meses no reservatório.

2) as obras para ampliar a produção de água não avancem em tempo: a maioria das obras anunciadas até agora tem inauguração prevista entre 2016 e 2018;

3) o plano para aproveitar a poluída reserva da Billings fique inviável: anunciado na última semana por Alckmin, o plano, no entanto, não foi detalhado pelo governo ou pela Sabesp.

Segundo o professor da Unicamp e especialista em hidrologia Antonio Carlos Zuffo, uma possibilidade é a Sabesp dividir a cidade em sete setores. Em cada um deles, o morador terá água por dois dias e, no restante da semana, ficaria sem água.

"É uma medida severa, mas que traduz a realidade do Cantareira. Acabando a água do Cantareira, é a única forma de continuar abastecendo a cidade", disse.

"Resta saber se a medida seria aplicada à toda Grande São Paulo ou apenas à região atendida pelo Cantareira."

Ainda que não tão drástico, essa medida também não seria uma novidade para moradores de São Paulo e de seu entorno.

Em 1985 e 2000, por exemplo, alguns bairros entraram em sistema de rodízio com um dia completo sem água e dois dias seguidos com fornecimento normal.

Um rodízio seria a mais duro medida de Alckmin para enfrentar a crise, após, entre outros pontos, economizar água com a redução da pressão nos encanamentos e adotar a cobrança de uma sobretaxa na conta dos "gastões".

Mesmo durante a severa estiagem de 2014, o tucano, então candidato à reeleição e que acabou eleito no primeiro turno, disse em diferentes oportunidades que SP não corria risco de desabastecimento de água. Disse também que nem teria de submeter Grande São Paulo a esquemas de racionamento ou rodízio.

Hoje, um eventual racionamento teria que ser aprovado e regulado pela Arsesp (agência estadual).

 

São Paulo prevê iniciar rodízio de água até abril

O prazo coincide com o fim do período chuvoso no Sudeste e com a
estimativa do término da segunda cota do volume morto do Cantareira

    CRISE DA ÁGUA

    Governo Alckmin projeta para abril início do rodízio

    Sem modelo definido, medida pode deixar Grande SP até 5 dias seguidos sem água

    Racionamento pode começar apenas em região abastecida pelo Cantareira, que atende 6,2 milhões de pessoas

    FABRÍCIO LOBELGUSTAVO URIBEDE SÃO PAULO

    Diante da maior crise hídrica da história da Grande São Paulo, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) prevê o início de um rodízio de água até a primeira quinzena de abril.

    O prazo discutido entre integrantes do governo e dirigentes da Sabesp, a estatal de saneamento, coincide com o fim do período chuvoso e a previsão de término da segunda cota do volume morto do sistema Cantareira.

    Hoje, o sistema abastece 6,2 milhões de pessoas nessa região. Na capital, atende toda a zona norte e partes das regiões leste, oeste, centro e sul.

    O formato do rodízio, porém, ainda não foi definido. Segundo a Folhaapurou, o cenário de 5 por 2 (cinco dias sem água para dois dias com abastecimento), citado pelo diretor Metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, é o mais drástico entre os analisados.

    A metrópole só escaparia do rodízio agora, caso o período chuvoso registrasse um volume acima da média, o que é avaliado como improvável pelos meteorologistas.

    A equipe técnica da Sabesp estuda, por exemplo, entre outras alternativas, aplicar o rodízio num primeiro momento apenas sobre a área atualmente atendida pelo Cantareira –outros cinco mananciais atendem a Grande SP.

    No último rodízio feito na capital paulista, em 2000, por exemplo, por causa do baixo nível do sistema Guarapiranga, somente a zona sul e parte da zona oeste foram afetadas por cortes de água.

    Na época, o racionamento ocorria por um período de 24 horas, a cada três dias.

    Neste momento, a Sabesp discute ainda colocar a Grande SP em regimes menos drásticos que o já anunciado, como de 4 (sem água) por 2 ou de 3 (sem água) por 2.

    Essa escolha está condicionada ao volume de água que terá de ser economizado até o início do próximo período de chuvas, em outubro.

    Segundo especialistas ouvidos pela Folha, independentemente do período determinado, a Sabesp teria de oferecer ao menos dois dias seguidos de abastecimento em cada bairro, para garantir que os locais mais distantes dos reservatórios recebam água.

    "Num turno de apenas 24 horas com água, é possível que, em locais mais distantes, a água não chegue. Então, por isso, a decisão de dois dias com água", disse o professor Antônio Carlos Zuffo, da Unicamp.

    Ainda segundo especialistas, modelos com menos dias de torneiras secas, como o de 2 por 2, por exemplo, podem ser pouco econômicos diante da gravidade dessa crise.

    O governo estadual calcula ainda que a decisão do modelo a ser adotado deverá ser tomada pelo menos um mês antes do início do rodízio.

    Além do lançamento de uma campanha publicitária para orientar a população, deverão ser feitas adaptações nas tubulações da rede.

    Hospitais, escolas e presídios, por exemplo, teriam de ter um regime especial.

    Nesta sexta-feira (30), o governador deve ir a Brasília para encontro com a presidente Dilma Rousseff (PT).

    Juntos, devem anunciar a inclusão no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da obra de transposição de água do rio Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, para uma represa do Cantareira.

    Com isso, a obra poderá ser contratada mais rapidamente, fora do processo normal de licitação. Com valor de R$ 830 milhões, a previsão é de que fique pronta em 2016.

    02/07/2014

    Onde mora a filosofia do banho de gestão

    Filed under: Choque de Gestão,Geraldo Alckmin,PSDB,Racionamento de Água,SABESP — Gilmar Crestani @ 8:29 am
    Tags:

    agua filosofian

    O PSDB fica nu mas não consegue, devido à crise d’água, tomar banho. Estão há mais de 20 anos no governo do Estado de São Paulo mas as únicas obras de concreto são viárias e foram feitas para homenagearem os principais avalistas do PSDB: Marginal Roberto Marinho, Elevada Mesquita, Viaduto Frias, Alameda Civita…

    Cantareira esvazia em ritmo mais rápido

    Retirada de água do sistema aumentou 64% no final do mês de junho, deixando técnicos da Sabesp em alerta

    Quantidade de chuva abaixo da média agrava a situação, que pode afetar previsões para uso do ‘volume morto’

    DANIELA LIMAEDUARDO GERAQUEDE SÃO PAULO

    O esvaziamento do sistema Cantareira acelerou nos últimos dias e acendeu um alerta dentro da Sabesp, empresa de abastecimento de água do governo de São Paulo.

    O ritmo de retirada de água das represas aumentou 64% no final de junho em relação ao começo do mesmo mês.

    O sistema é responsável pelo abastecimento de 8,8 milhões de pessoas na Grande São Paulo e, diante da crise hídrica histórica, já está usando desde maio seu "volume morto" –reserva de água do fundo dos reservatórios.

    Um dos motivos do esvaziamento acelerado do Cantareira é que a quantidade de chuva foi muito abaixo da média prevista para junho.

    Mas técnicos da Sabesp também atribuem a redução a outros fatores, incluindo um enfraquecimento da campanha de conscientização.

    No período de seca, eles citam ainda ter havido alta do consumo de água por uma parte da população logo depois do início da Copa. Questionada pela Folha, a empresa não revelou os dados.

    Se não houver uma reversão na tendência de esvaziamento mais acelerado, a previsão da Sabesp de que a água armazenada no sistema garantirá abastecimento até março de 2015 –considerando a elevação do volume de chuva nos próximos meses– pode ser comprometida.

    Nos dez primeiros dias de junho, a queda do volume do Cantareira foi de 1,1 ponto percentual. Nos dez últimos dias do mês, atingiu 1,8.

    O sistema estava operando nesta terça-feira (1º) com 20,4% de sua capacidade.

    IMPLICAÇÕES

    A aceleração da queda dos níveis do Cantareira, se for mantida, pode ter implicações na estratégia do governo Geraldo Alckmin (PSDB) para evitar um rodízio.

    A Sabesp projetava internamente uma redução média de até 1,5 ponto percentual no volume dos reservatórios a cada período de dez dias.

    Nesse cenário, a capacidade atual seria suficiente para abastecer a população até janeiro de 2015 –ou até março, considerando um maior volume de chuvas no fim do ano.

    O ritmo de perda, porém, já se aproxima de 2 pontos percentuais em dez dias –cenário que, sem novos temporais, poderia esgotar a água do Cantareira em outubro.

    Entre os motivos para a aceleração das perdas no Cantareira está o fato de junho não ter tido tanto frio e o clima ter ficado mais seco do que o normal. A chuva acumulada no sistema foi de 15,8 mm, contra a média histórica de 56 mm nessa época.

    Além disso, a Sabesp interrompeu a exibição na TV de propagandas de incentivo à redução do consumo de água.

    Internamente, integrantes da estatal dizem que a Copa pode ter mudado os cronogramas de divulgação do programa de economia de água –mas a empresa nega.

    MEDIDAS

    Nesta terça, Alckmin anunciou alguns detalhes do cronograma para diminuir a captação de água do Cantareira.

    Segundo ele, até outubro, obras que estão em andamento serão concluídas e permitirão que reservas de outros sistemas sejam desviadas para abastecer regiões que hoje dependem do Cantareira.

    O governador afirma que ainda em julho será possível usar águas do sistema Rio Grande, que atende parte do ABC, para abastecer as torneiras de 150 mil usuários da zona leste da capital.

    No fim do ano, será a vez de o Guarapiranga fornecer para 300 mil pessoas que hoje dependem do Cantareira.

    Alckmin afirmou que a população tem contribuído com a economia de água e minimizou as quedas no volume do sistema. "Já contávamos com essa queda. Não esperávamos chuva nos meses de inverno. Aprendi na roça que só chove em mês com [a letra] r’, então volta em setembro."

    Colaborou JOSÉ MARQUES

    18/04/2014

    SABESP e a rabdomancia tucana

    Sabesp forquilha_wifi - RadiestesiaNão foi mera coincidência a escolha do pássaro tucano para simbolizar o PSDB. Que outro pássara teria bico tão grande e cérebro tão pequeno?  O bico, a pena, está no tratamento dispensado pela d. Judith Brito e seus celetistas. O cérebro é aquele que assumiu como seu o filho que Miriam Dutra teve com outro. Se FHC foi traído até pela amante, como o povo poderia ficar do seu lado.

    Pelo menos a Folha deixou de lado a linguagem psiquiátrica, da crise d’água, mas continua fazendo contorcionismo linguístico para tratar do racionamento da água.

    E como ficar na memória da posteridade se não há uma única obra que se faz com tijolo e cimento? Como justificar que tenha vendido a Vale do Rio Doce por um preço inferior ao que Dilma conseguiu pela concessão de alguns aeroportos por 20 anos? E agora chegamos na tal de SABESP.

    Estão há 20 anos governando São Paulo. Têm o apoio dos grupos mafiomidiáticos, mas não conseguem sequer garantir o abastecimento de água. Para castigo, os paulistas mas principalmente os paulistanos, terão de procurar água com o uso da rabdomancia.

    Sabesp vai cobrar taxa de quem gastar mais água, diz secretário

    Ideia do governo estadual é aumentar contas de consumidores em até 30% a partir de junho

    Perguntado sobre o plano, governador não entrou em detalhes; para professor, taxa fere contrato e é ilegal

    BRUNO ABBUDCÉSAR ROSATIDE SÃO PAULO

    O secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Mauro Arce, disse que o governo estuda uma forma de punir quem aumenta o consumo de água.

    A afirmação, feita ontem em entrevista à rádio CBN, ocorre em meio à crise de abastecimento no sistema Cantareira, que atende mais de 8 milhões de paulistanos.

    Segundo Arce, a sobretaxa pode ser de até 30% do valor da conta e deve ser implantada até junho. O anúncio seria feito com um mês de antecedência para adaptação.

    A lógica é inversa à do programa de bonificação criado pela Sabesp, que dá um desconto de 30% para quem economizar 20% de água.

    "O ônus será igual ao bônus em termos de percentual", disse Arce.

    Segundo ele, casos específicos não serão sobretaxados. "Um casal que teve quíntuplos ou um estabelecimento que aumentou a linha de produção, por exemplo, não serão cobrados", explicou.

    Em nota, a Sabesp informou que, após a implantação do bônus, 24% dos consumidores não economizaram água e, portanto, estariam sujeitos a uma correção no valor da conta mensal.

    Os detalhes do estudo não foram revelados pelo secretário Arce nem pela Sabesp.

    O governador Geraldo Alckmin (PSDB) não quis comentar o caso. "Vamos aguardar um pouco", disse ontem.

    Para Brunno Giancoli, professor de direito do consumidor da Universidade Mackenzie, a Sabesp não pode criar a taxa sem aval das agências do setor ou sem lei ou regulamentação para a cobrança.

    "Você pode estimular o sujeito a consumir menos. Agora, atribuir uma sanção nesses patamares tem nítido contorno abusivo", afirmou.

    Já o presidente do Conselho Mundial de Água, Benedito Braga, disse que a proposta é positiva. Para ele, o ideal seria a tarifa proporcional ao consumo. "Por exemplo, até um limite 10 metros cúbicos a pessoa pagaria a taxa normal. A partir de 11 metros cúbicos, dobraria."

    Colaborou ADRIANA CHAVES, do "Agora"

    Blog no WordPress.com.

    %d blogueiros gostam disto: