Ficha Corrida

06/08/2016

Meritocracia e transparência à moda dos golpistas

Filed under: CGU,Liechtenstein,Meritocracia,Transparência — Gilmar Crestani @ 4:52 pm
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Todo novo ato se reveste de lição para os novos tempos. Se alguém ainda tinha dúvidas a respeito do conceito de meritocracia, Torquato Jardim dá uma aula magna. De brinde, dá um choque de gestão: ensina como se faz aparelhamento do Estado com a cumplicidade da velha mídia e como deve funcionar a transparência made in Paraguai.

Transparência, na novilíngua é traz parente. O Tiririca da Serra, quando fez da esposa Secretária, também mereceu os aplausos do Eliseu Rima Rica… Como se vê, não é uma exceção, é a regra.

Claro, é tudo culpa do Lula…

Ministro da Transparência elimina seleção interna para cargos de chefia

Alan Marques/Folhapress

O ministro Torquato Jardim (Transparência) durante sua posse, ao lado do presidente interino, Michel Temer

O ministro Torquato Jardim (Transparência) em sua posse, ao lado do presidente interino, Michel Temer

AGUIRRE TALENTO
DE BRASÍLIA

05/08/2016 16h36 – Atualizado às 19h36

O ministro Torquato Jardim, da Transparência, Fiscalização e Controle, antiga CGU (Controladoria-Geral da União), revogou a exigência de processo seletivo interno para ocupar cargos de coordenação no órgão.

A decisão de Torquato é de uma portaria da última quarta (3). Por ela, Torquato anulou uma determinação de dezembro do ano passado que estabelecia "processo seletivo interno para nomeação de chefes das unidades da Controladoria Regional da União nos Estados e para coordenadores-gerais da Secretaria Federal de Controle Interno".

Na prática, essa mudança dá ao ministro mais poder político para escolher os coordenadores e retira um crivo técnico do processo.

Já houve reação dos servidores do órgão contra a medida. O Unacon Sindical, sindicato que representa a CGU, anexou a portaria feita por Torquato a uma representação contra ele que o sindicato já havia protocolado na comissão de ética da Presidência, depois que o ministro pediu alinhamento "ideológico" dos servidores que ocupavam cargos de confiança.

Exonerações feitas por Torquato também aumentaram a insatisfação na área técnica.

Logo que chegou, ele removeu o servidor que cuidava dos acordos de leniência. Nesta semana, também exonerou o então secretário-executivo do órgão, que na prática era o segundo na sua hierarquia, Carlos Higino, que estava no posto desde as gestões anteriores, ainda sob o governo Dilma Rousseff.

Procurado, o Ministério da Transparência afirmou que "todas as decisões adotadas pelo ministro Torquato Jardim têm respaldo legal".

30/05/2016

Meritocracia à moda plutocrática

Filed under: Cleptocracia,Golpismo,Golpistas,Meritocracia,Michel Temer,Michelzinho,Plutocracia — Gilmar Crestani @ 9:57 am
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OBScena: dois flagrantes de meritocracia

meriotocracia made in banqueirosQuando vierem te falar sobre meritocracia, lembre-se deste exemplo. A meritocracia é uma tentativa de convencer porque os privilégios estão sempre com quem já os têm. Serve também construir a narrativa de que as vítimas são também culpadas da sua condição. Veja-se que o caso do estupro da menina de 16 anos encontra justificativa em membros do Congresso Nacional. Aliás, Alexandre Frota, que confessou estupro em rede nacional, entregou propostas para a educação Ministro da Educação dos Cleptocratas. A Meritocracia vem sempre acompanhada de outra palavra mágica dos cleptocratas: choque de gestão. De fato, a gente sempre fica chocada quando se descobre que foi usado dinheiro público para construir aeroportos em terras de familiares. Aliás, só com vazamento se fica sabendo o que, na plutocracia, todos sabem, porque, a não ser que apareça um Gilmar Mendes, será o primeiro a ser comido

Durante anos os a$$oCIAdos do Instituto Millenium vêm divulgado que Lula é ladrão e que sua família é milionária. Agora fica fácil de entender esta narrativa. Basta que se interprete a perseguição a Lula como uma cortina de fumaça.

Enquanto acusam os filhos e caçam Lula, Michelzinho vira milionário, simples assim. E não é nenhum petista quem está dizendo, mas o Estadão, um dos principais perseguidores de Lula. Enquanto isso as contas suíças de Eduardo CUnha continuam rendendo tanto quanto aquelas da mãe do Aécio em Liechenstein.

Todos os defensores da meritocracia aparecem nas listas que rolam por aí. Lista Falciani do HSBC, Lista de Furnas, Lista Odebrecht, Panama Papers. Veja bem, nenhum dos defensores das políticas de inclusão social estão nessas listas aí. Não está Dilma, não está Lula. Isso ajuda a explicar ódio visceral, a obsessiva perseguição a quem ousa implantar políticas sociais.

Se Michelzinho já tem dois milhões só em imóveis, quanto terá na Suíça?!

Toda vez que ouço falar em meritocracia lembro de uma velha máxima jurídica que o STF faz questão de manter atual: “Dar a cada um o que é seu; a riqueza aos ricos, pobreza aos pobres”. Da mesma forma que a vítima de estupro é sempre a primeira culpada.

Esta matéria do Estadão é suficientemente clara para entender a narrativa da Rede Globo encima dos pedalinhos dos netos do Lula. É que Cleptocracia julga os outros tomando a si por parâmetro.

Filho de 7 anos de Temer tem R$ 2 milhões em imóveis

José Roberto de Toledo e Daniel Bramatti – O Estado de S. Paulo

30 Maio 2016 | 05h 00 – Atualizado: 30 Maio 2016 | 05h 02

Caçula de presidente em exercício, Michelzinho é dono de conjunto de escritórios no Itaim-Bibi; pai diz ter feito ‘doação’ como forma de ‘antecipar herança’

Aos 7 anos de idade, completados em 2 de maio, Michel Miguel Elias Temer Lulia Filho, mais conhecido como Michelzinho, é proprietário de pelo menos dois imóveis cujos valores somados superam R$ 2 milhões. O pai, Michel Miguel Elias Temer Lulia, de 75 anos, presidente em exercício da República, passou para o nome do único herdeiro do seu casamento com Marcela Temer dois conjuntos comerciais que abrigam seu escritório político em São Paulo.

Localizados no Edifício Lugano, no Itaim-Bibi, zona sul da capital paulista, cada conjunto tem 196 m² e valor venal de R$ 1.024.802, segundo a Prefeitura de São Paulo – os dados são públicos e podem ser consultados na internet. O valor de mercado costuma ser de 20% a 40% mais alto do que o valor de referência usado pela Prefeitura para calcular o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Mesmo assim, na declaração de bens que Temer apresentou à Justiça Eleitoral em 2014, cada conjunto é avaliado em apenas R$ 190 mil. Isso é comum nas declarações de políticos, pois os imóveis costumam ser declarados pelo valor de quando foram comprados. A legislação não obriga a atualização do valor.

Prédio na zona sul de São Paulo onde Temer tem escritóriosPrédio na zona sul de São Paulo onde Temer tem escritórios

Doação. A assessoria de imprensa de Temer informou que a transferência foi feita como doação, uma espécie de antecipação da herança, e que as filhas do presidente em exercício também já receberam imóveis em outros momentos. A assessoria não esclareceu quais imóveis foram doados para as filhas, nem em que data isso ocorreu.

Luciana, Maristela e Clarissa, fruto do primeiro casamento de Temer, são proprietárias de imóveis residenciais na zona oeste de São Paulo, segundo a Prefeitura. A primeira também é dona de um escritório no mesmo prédio onde ficam os imóveis transferidos para seu irmão.

Outros bens. No caso da declaração de bens de Temer apresentada quando foi candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff, a casa que possui na zona oeste de São Paulo também está subavaliada. Em 2014, o presidente em exercício declarou a residência de 415 m² no Alto de Pinheiros, comprada em 1998, por R$ 722.977,41. Na Prefeitura, o valor venal é de R$ 2.875,109. Sobre esse valor incide a cobrança de IPTU.

Se a casa e os dois conjuntos do Itaim-Bibi tivessem seu valor corrigido para pelo menos o valor venal, o patrimônio declarado de Temer aumentaria em pelo menos R$ 3,6 milhões e chegaria a um total de mais de R$ 11 milhões. Isso não inclui outra casa, de R$ 1.434.558, no bairro do Pacaembu, pela qual ele responde a uma ação por não pagamento de IPTU, e que Temer diz ter vendido.

O patrimônio do presidente interino cresceu rapidamente desde 2006. Naquele ano, Temer foi candidato a deputado federal e declarou bens no valor de R$ 2.293.645,53. Se corrigido pelo IGP-M da Fundação Getúlio Vargas, eles corresponderiam, em 2014, a R$ 3.678.526,22. Porém, seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral em 2014 já havia crescido para R$ 7.521.799,27. Ou seja, mais do que dobrou acima da inflação entre duas eleições – e isso sem levar em conta a valorização dos imóveis.

Filho de 7 anos de Temer tem R$ 2 milhões em imóveis – Política – Estadão

21/02/2016

Meritocracia – saiba o que é e como funciona

Filed under: João Campos,Meritocracia — Gilmar Crestani @ 7:36 pm
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A meritocracia, nos moldes vendidos pelo PSDB e PS(d)B é irmã gêmea do choque de gestão.

O emprego do filho de Eduardo Campos e a lenda de meritocracia. Por Sacramento

por Marcos Sacramento 20 de fevereiro de 2016

João Campos

João Campos

Para um jovem prestes a se formar em Engenharia Civil, a busca por um emprego é motivo de apreensão. Com a taxa de desemprego de 9% verificada em dezembro do ano passado, não está fácil encontrar um trabalho com ótimo salário e sem necessidade de experiência prévia.

A não ser que esse jovem seja herdeiro de um clã político de Pernambuco, como o filho do ex-governador do estado e ex-candidato à Presidência da República Eduardo Campos.

João Campos, de 22 anos, é o novo chefe de gabinete do atual governador Paulo Câmara. Caso ele tenha o mesmo ordenado que o titular anterior do posto, receberá um salário bruto de R$ 8.456,00, segundo informações do portal de transparência do Governo de Pernambuco.

A divulgação da nomeação de um rapaz inexperiente e sem precisar prestar concurso para o cargo de primeiro escalão provocou indignação nas redes sociais.

Como já está virando rotina nas polêmicas da internet, criaram a hashtag #meuprimeiroemprego, usada por internautas para relatar as primeiras experiências no mercado de trabalho, todas elas bem menos remuneradas e pomposas que a do filho do Eduardo Campos.

O protesto é válido, embora nomeações como a de João Campos sejam tão comuns no serviço público quanto o café no copo de plástico e a caneta Bic amarrada à mesa com barbante.

Cargos comissionados, como são chamados os cargos públicos de livre nomeação sem necessidade de concurso público, servem como moeda de troca nos acordos políticos e para abrigar aliados ou apadrinhados.

Em tese, são destinados para cargos de chefia, assessoramento e direção. Na prática, distribuem cargos comissionados até para funções mais simples como telefonista, copeira ou motorista.

Na maioria dos casos os ocupantes estão lá para ganhar um dinheiro fácil, sem muito esforço e até mesmo sem precisar despachar na repartição, como a irmã da ex-amante de FHC, agraciada com um cargo no gabinete de José Serra.

Há, por outro lado, contratações relacionadas a um plano maior, como parece ser o caso de João Campos, que não esconde a intenção de disputar uma vaga de deputado federal em 2018.

A função de chefe de gabinete, que entre outras atribuições gerencia a agenda do governador, pode capacitar o mancebo nas artimanhas políticas e aumentar sua rede de contatos. Tolice é achar que ele está ali só pelos R$ 8.456…

João, aliás, está ocupando um cargo que já foi do seu pai, que chefiou o gabinete do governador Miguel Arraes na década de 80. A propósito, Arraes era avô de Eduardo Campos.

O sucessor de Eduardo Campos só está repetindo a jornada de herdeiros como ACM Neto, Marco Antônio Cabral (deputado federal e filho do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral) e Aécio Neves – como não lembrar dele, presenteado com um cargo público aos 17 anos?

Para quem tem essa linhagem, o sobrenome qualifica para qualquer cargo. Capacidade técnica e necessidade de processo seletivo ficam para os reles mortais, nascidos fora dos berços dourados das oligarquias políticas.

A tal meritocracia, propalada e endeusada por esta elite, não passa de uma “lenda do folclore brasileiro”, como escreveu a internauta @sammy-karoline no “tuitaço” em protesto contra a nomeação do Campos.

Um mito que graças à internet aos poucos se desmancha.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-emprego-do-filho-de-eduardo-campos-e-a-lenda-de-meritocracia-por-sacramento/

21/01/2016

A política de cotas do PSDB também explica meritocracia e aparelhamento do Estado

Na imagem um provável ancestral de Ali Kamel, autor do tijolaço “Não Somos Racistas”…

cotasSou do tempo em que José Hildebrando Dacanal, mestre da velha guarda jornalística e emérito professor da UFRGS, era o ghost-writer de sua colega e correligionária Yeda Crusius. Em seu discurso ferino e demolidor, Dacanal condenava o que ele entendia por “nova classe”, à qual pertenciam os petistas. Para Dacanal, a emancipação, via políticas sociais/cotas raciais, criaria uma casta oposta ao que ele e o PSDB, que ele dizia possuir os “melhores quadros”, propunhar sem o oposto da meritocracia. A “nova classe” do professor eram os professores e sindicalistas que, com as sucessivas eleições do PT em Porto Alegre, no RS e depois do âmbito Federal, ascendiam a postos políticos e de comando em empresas, autarquias e fundações comandadas pelos executivos. Seu elitismo rastaquera, logo ele que carregava seus livros com uma bolsa do Mercado Público com os dizeres “Lembrança do RS”, era mais de despeito do que de fundamento. Via seus colegas à esquerda ocupar postos que ele, montado em sua imensa sabedoria, nunca fora capaz de ocupar.

Esse discurso caro às elites do lumpenjornalismo era diuturnamente comprovado como falacioso, mas a força da mídia, que sempre foi a força do PSDB, teimava em recrutar novos midiotas. A religião que combatia o “aparelhamento do stado” e a política de cotas com propostas de “choque de gestão” e “meritocracia” sempre foi um discurso hipócrita. Ninguém aparelhou mais as instituições, seja no RS seja em outros Estados da Federação ou mesmo em Brasília, do que o PSDB.  A quem FHC entregou a ANP? Dentro lógica meritocrática, ao seu genro, David Zylbersztejn. Em pouco tempo rei David quebrou dois monstros, seu vínculo com o sogro e o monopólio da exploração do petróleo. O choque de gestão se deu no momento em que se separou da filha de FHC: perdeu o emprego na ANP… O aparelhamento da Petrobrás estava, desde o artigo do tucano Ricardo Semler (Nunca se roubou tão pouco) comprovado. Mas há também a confissão de FHC em seu livro “Diários da Presidência – volume 1".

Outro exemplo edificante perpetrado pelo príncipe dos sociólogos foi dado pela sua filha Luciana Cardoso. Por anos adormecia em casa recebendo salários do Senado, sob os olhares concupiscentes do Varão da República, o Senador Heráclito Fortes

O PSDB tem outro predileção. Entregar postos chaves a outro tipo de familiares. Como sabemos, as máfias são famílias… que podem ser reconhecidas em figuras como Robson Marinho, Geraldo Brindeiro & Gilmar Mendes, produtos tipicamente tucanos.

Portanto, os constantes ataques às políticas sociais e às cotas raciais dão a exata dimensão do papel do PSDB, um partido a serviço de status quo via apropriação do Estado. Veja que há figuras no Judiciário, MPF e PF que se fizeram à custa do Estado e assim querem manter para que sua famiglia continue sendo beneficiárias exclusivas do Estado. É a tal de meritocracia. O combate ao ENEM e PROUNI, que democratizam o acesso ao ensino superior, é uma confissão de uma classe média rastaquera que se acha no direito divino em relação às políticas públicas.

Infelizmente a nova classe que tanto assustou o prof. Dacanal não sobe por cavalinho de pau. É um processo longo e demorado. Lula, um torneiro mecânico sem formação superior, fez mais pela ascensão social do que o príncipe dos sociólogos. Em termos de educação, por deve transitar a meritocracia, Lula criou mais Universidades que todos seus antecessores juntos. É disso que nasce o ódio dos hiPÓcritas a Lula e suas políticas de emancipação.

Portanto, a informação do Correio do Povo de hoje, abaixo, a respeito do nepotismo tucano só surpreende marcianos. Os gaúchos, quando souberem quantos aspones a primeira dama Sartori espalhou pelos órgãos do Estado também ficarão chocados. Mas este não é um assunto que a velha mídia costuma se ocupar quando um dos seus está à seu serviço…

Ministério Público pede a parlamentares que demitam parentes até quarto grau

Três senadores foram notificados diretamente nesta quarta-feira

Notificação foi enviada ao Senado e à Câmara dos Deputados nesta quarta-feira | Foto: Ana Vope / Senado Federal / CP

O Ministério Público Federal no Distrito Federal enviou nesta quarta-feira notificação ao Senado e à Câmara dos Deputados pedindo que sejam demitidas todas as pessoas contratadas em funções de confiança nos gabinetes das duas Casas e que tenham parentesco em até quarto grau com os parlamentares.
Na recomendação, o MPF também sugere que pessoas com essas características sejam destituídas de cargos em comissão e funções gratificadas, mesmo no caso de servidores concursados que estejam em posições de chefia, direção o assessoramento – caso tenham parentesco até quarto grau com deputados e senadores.
No Senado, foram notificados diretamente três senadores: Telmário Mota (PDT-RR), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA). No gabinete dos três parlamentares, uma investigação prévia do Ministério Público identificou que há contratação de parentes. No entanto, o documento enviado deixa claro que não se trata de imposição, mas de recomendação, para evitar que uma ação direta de inconstitucionalidade seja movida contra eles. Na notificação, o prazo para que os funcionários nessas condições sejam exonerados é de 30 dias.
O senador Telmário Mota, no entanto, alega que o MPF está "extrapolando" suas competências e tentando se sobrepor a uma súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal, que estabelece como nepotismo a contratação de parentes até terceiro grau. Telmário Mota tem contratado como motorista um parente em quarto grau, mas alega que, para isso, consultou previamente o Departamento Jurídico do Senado, que o autorizou a fazer a contratação por estar em acordo com a determinação do Supremo."Se dissesse que se trata de algo legal, mas imoral, tudo bem. Mas nem imoral é. Esse rapaz já trabalhou pra mim antes e atualmente exerce diversas atividades, honestamente, em meu gabinete. Agora eu vou demitir o rapaz porque a lei diz uma coisa, mas a Procuradoria quer outra?", questionou.
Mota informou que repassou a recomendação do Ministério Público para o Departamento Jurídico e que vai provocar o STF para se manifestar sobre o caso e esclarecer se a contratação de parentes mais distantes do que os de terceiro grau é nepotismo. "Se for este o caso, eu estou pedindo que o STF mude a súmula, porque ela está induzindo as pessoas a erro. Eu tomei o cuidado de questionar previamente se a contratação era legal e agora quero saber se estou ou não fazendo errado", afirmou.
O senador Cássio Cunha Lima informou que o primo que trabalha como seu chefe de gabinete é funcionário do Senado há 33 anos e abdicou da gratificação a que teria direito quando foi convidado para trabalhar com ele. Cunha Lima disse que acatará a recomendação do Ministério Público e fará a exoneração do funcionário, mas, segundo ele, isso acarretará em mais despesa para o erário.
"Eu o convidei para trabalhar comigo, primeiro, porque isso não geraria despesa, ao contrário, geraria economia, uma vez que ele já era funcionário do Senado e permaneceria com o mesmo salário. E, segundo, porque a súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal estabelecia a proibição de contratação de parentes até terceiro grau, e não de quarto grau, como é o caso. Portanto, eu não estava fazendo nada ilegal. Mas vou acatar a recomendação, exonerar o meu chefe de gabinete – que voltará às suas funções normais no Senado – e contratar outra pessoa, gerando mais despesa", afirmou o parlamentar paraibano.
Em nota, a assessoria de Flexa Ribeiro disse que os consultores jurídicos do senador estão analisando o caso antes de decidir se será acatada a recomendação sobre a demissão da servidora que é parente em quarto grau do senador. "A Súmula Vinculante nº 13 define que é vedada a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau da autoridade nomeante para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, não sendo este o caso da servidora supracitada, que tem vínculo colateral de quarto grau com o senador Flexa Ribeiro", diz a nota.
O MPF reconhece que a súmula do STF estabelece como nepotismo a contratação de parentes apenas até tereceiro grau. No entanto, a procuradora Marcia Brandao Zollinger, que assina o documento, afirma que a súmula pretende impedir de forma "absoluta" o nepotismo e que ela não estabelece "impedimentos à determinação do quarto grau de parentesco para se confirmar, objetivamente, a ocorrência" desse tipo de irregularidade.

Correio do Povo | Notícias | Ministério Público pede a parlamentares que demitam parentes até quarto grau

27/11/2015

Um elemento muito aPreciado por José Serra

Por que nesta hora não há aquelas manchetes do tipo “amigo do José Serra”? Pelo mesmo motivo que não houve manchete para Zezé Perrella, “amigo do Aécio”… O que se discute não é o combate contra a corrupção. O que está chamando a atenção são os pesos e medidas praticados pelos vazadores e os beneficiados com os vazamentos.

Que ninguém tenha dúvida, Delcídio Amaral é tão culpado quanto Eduardo CUnha. Que os podres de Aécio Neves se devem mais à influência de José Serra na imprensa paulista e que as caronas do Aécio pro Roberto Civita nos aviões do  Estado de Minas é irmã gêmea da distribuição de milhares assinaturas da Veja nas escolas públicas de São Paulo. Se inscreve na briga intestina que há entre o PSDB paulista e o mineiro. A briga de bugio entre o Estadão (Pó pará, governador”) e O Estado de Minas (“Minas a reboque, não”) reflete exatamente o que começa vir à tona agora, com a gravação feita por equipe fora da Lava Jato.

Na Lava Jato há uma seletividade que escapou à equipe de Brasília, por isso o nome de Gregório Martin Preciado ou qualquer outro, não foi convenientemente filtrado. Além disso, há um silêncio ensurdecedor a respeito da afirmação do Ministro Zavascki: “Vem à tona a grave revelação de que André Esteves tem consigo cópia de minuta do anexo do acordo de colaboração premiada assinado por Nestor Cerveró, confirmando e comprovando a existência de canal de vazamento na operação Lava Jato que municia pessoas em posição de poder com informações de complexo investigatório”.

Ontem também ficamos sabendo como o André Esteves conseguia tantas entrevistas nas páginas amarelas da Veja e as capas da Revista éPÓca! Esteves, como Eike Batista, eram a fina flor do empresariado nacional que vivia de acusar empresas públicas. De repente a desculpa da privatização em nome da transparência aparecem uma SAMARCO/VALE e um BTG Pactual. E, quando Esteves vai preso, quem aparece? Pérsio Arida

O que fica de bom da Lava Jato é que, não fosse a chegada ao poder de Lula e Dilma, a Petrobrás continuaria sendo esquartejada até se liquefazer nas mãos do PSDB, sem qualquer investigação, quem dirá punição.

Quando parecia uma pausa, novas bombas na política

Quando parecia uma pausa, novas bombas na política

qui, 26/11/2015 – 00:01

Atualizado em 26/11/2015 – 00:01

Luis Nassif

Quando se pensava que haveria uma trégua política da Lava Jato, surge o inesperado: as denúncias que levaram à cadeia o senador Delcídio Amaral e o banqueiro André Esteves.

A prisão não decorreu diretamente da Lava Jato. Delcídio tentou convencer Nestor Cerveró a desistir da delação premiada. Prometeu interceder para libertar Cerveró e providenciar sua fuga para a Espanha. O filho de Cerveró, Bernardo, acertou com a Procuradoria Geral da República entregar Delcídio em troca de aliviar a prisão do pai.

O grampo resultou em um inquérito novo, da Polícia Federal de Brasília, sem a intervenção do juiz Sérgio Moro.

***

Todo o envolvimento de Delcídio visava abafar as investigações sobre os negócios do BTG com a Petrobras na África. De posse do grampo, o Procurador Geral Rodrigo Janot encaminhou pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) para deter Delcídio. Ontem de manhã o STF autorizou a prisão e, no final do dia, o Senado convalidou a prisão.

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Há um conjunto amplo de desdobramentos nesse episódio.

O primeiro é o fato de Delcídio ser o líder do governo no Senado, e parlamentar com amplo trânsito em todos os partidos.

O segundo é que a degravação dos grampos joga um foco de luz em um personagem misterioso: Gregorio Preciado, o espanhol casado com uma prima do Senador José Serra e seu parceiro histórico

Segundo as conversas entre Delcídio, Bernardo e seu advogado, Preciado era sócio e o verdadeiro operador por trás de Fernando Baiano, o lobista do PMDB na Petrobras.

Delcídio conta que, assim que o nome de Preciado foi mencionado, dias atrás, Serra passou a rodeá-lo visando buscar informações.

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Velho operador da Petrobras, em um dos trechos Delcídio revela que quem abriu a Petrobras para Preciado foi Paulo Roberto Costa, atendendo a ordens “de cima”. Na época, o governo ainda era de Fernando Henrique Cardoso e Serra Ministro influente.

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Pelas tendências reveladas até agora, dificilmente Sérgio Moro e a Lava Jato abririam investigação sobre Preciado. Pode ser que as novas investigações, feitas a partir de Brasília, revelem maior independência.

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Obviamente, em nada ameniza a situação do PT, do governo e do próprio Congresso.

Para prender Delcídio, o PGR e o STF valeram-se de uma certa esperteza jurídica: incluíram nas investigações um assessor de Delcídio, meramente para compor o número 4, mínimo para caracterizar uma organização criminosa.

Com a prisão de Delcídio, abre-se caminho para avançar sobre outros políticos. O STF assume um protagonismo, em relação direta com as bazófias de Delcídio nas gravações, arrotando suposta influência sobre Ministros do Supremo.

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Outro ponto de turbulência é a prisão de André Esteves.

Particularmente não tenho a menor simpatia por Esteves. Esteve envolvido com os rolos do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), calou a imprensa com subornos milionários, não tem limites. Quando passei a denunciar as jogadas com o CARF, ele conseguiu me calar na Folha.

Mas, por outro lado, o Pactual assumiu um papel central em vários projetos relevantes para a retomada do crescimento.

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Aliás, será curioso conferir nos jornais de hoje o tratamento dado à prisão de André Esteves. Certamente será bastante poupado, se não por gratidão, ao menos por receio.

Quando parecia uma pausa, novas bombas na política | GGN

26/10/2015

Meritocracia, a “que horas ela volta”?

Meritocracia e choque de gestão são apenas mais duas patranhas do PSDB e da velha mídia que o protege que se somam àquela primeira, “os melhores quadros”…

Enem: A meritocracia e outras fábulas para ninar adultos, por Leonardo Sakamoto

Enem: A meritocracia e outras fábulas para ninar adultos, por Leonardo Sakamoto

dom, 25/10/2015 – 18:34

Do blog do Sakamoto

Enem: A meritocracia e outras fábulas para ninar adultos

Leonardo Sakamoto

Passando perto de um local de realização do Enem, neste sábado, parei um pouco para ver o pessoal que seguia, cheio de pensamentos, para as salas de prova. Perto de mim, dois pais conversavam sobre o futuro de suas filhas e, claro, sobre o país. Não consigo reproduzir exatamente as palavras, mas a conversa foi mais ou menos esta:

– Nunca poupamos investimento na minha família para a educação. Educação sempre em primeiro lugar. A Paulinha, desde cedo, frequentou os melhores colégios, teve todos os livros que pediu, viajou para fora para ampliar a cultura…
– Se o Brasil fosse justo, um lugar em que o mérito fosse levado a sério, nossas filhas estariam com vaga garantida. Mas essas cotas distorcem tudo.
– É. Acaba entrando quem não merece, quem não se esforçou o bastante.

Sempre acho que essas coisas são pegadinha. Olho em volta, procuro câmeras escondidas, fico esperando surgir o Sérgio Mallandro e gritar “Rá! Te peguei!”. Mas, não. Ele nunca aparece.

Deu até vontade de, educadamente, perguntar se eles acreditam mesmo que a meritocracia é hereditária. E se crêem que suas filhas saíram do mesmo ponto de partida que outras pessoas às quais foram negadas todas as condições para poderem conseguir o melhor de si.

Pois, desse ponto de vista, quem tem o mérito maior: quem saiu do zero e, apesar das adversidades, conseguiu estar na média ou quem sempre teve todos os recursos à mão, mas avançou muito pouco, ficando um pouco acima da média?

Pois, se por um lado, as cotas garantem um acréscimo de condições para o candidato pobre, negro e/ou indígena, por outro a desigualdade social garante um acréscimo de condições para os candidatos mais ricos.

Contudo, reclamar do primeiro é “justiça” e, do segundo, “inveja”.

A “meritocracia” funciona em um debate como um coringa num jogo de buraco: quando falta carta para bater, ela aparece para salvar uma sequência incompleta. Não fica lá a coisa mais bonita do mundo, mas resolve sua vida porque todo mundo aceita que aquela carta pode preencher um vazio de sentido.

Não sou contra que competência e experiência individuais sejam parâmetros de avaliação. Mas muitas vezes não é o “mérito” que está sendo avaliado em um contexto que desconsidera fatores externos. Além do mais, uma coisa é o mérito em si e, outra, um sistema de poder criado em torno dele como justificativa para manutenção do status quo.

O problema é que o uso dessa palavra como verdade suprema acaba servindo a quem ignora que as pessoas não tiveram acesso aos mesmos direitos para começarem suas caminhadas individuais e que, portanto, partem de lugares diferentes. Uns mais à frente, outros bem atrás.

Há muita gente contrária a conceder benefícios para tentar equalizar as condições de recebeu menos sorrisos da sorte. Acreditam que a única forma de garantir Justiça é tratar desiguais como iguais e aguardar que as forças do universo façam o resto.

E esse discurso é tão bem contado que, não raro, são apoiados por pessoas que, apesar de largarem em desvantagem, venceram. “Tive uma infância muito pobre e venci mesmo assim. Se pude, todos podem.” Parabéns para você. Mas ao invés de pensar que todos têm que comer o pão que o diabo amassou como você, não seria melhor pensar que um mundo melhor seria aquele em que isso não fosse preciso?

Espero que ambas as filhas tenham ido bem no exame, se tiverem se dedicado para isso, claro. Mas, olhando como não conseguimos compreender os outros, pensamos primeiro em nossos umbigos e consideramos que sucesso diz respeito apenas ao esforço individual, penso que falta muito para deixarmos de ser uma espécie com tamanho nível de mesquinharia.

Enem: A meritocracia e outras fábulas para ninar adultos, por Leonardo Sakamoto | GGN

24/09/2015

Premiar Alckmin pela gestão hídrica equivale a DEA premiar Aécio

OBScena: Folha de 20/10/2014 explica prêmio gestor hídrico ao Alckmin

Folha 20102014A Drug Enforcement Administration (Órgão para o Controle/Combate das Drogas) é um órgão de polícia federal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos encarregado da repressão e controle de narcóticos. Sendo um órgão norte-americano, eu não me admiraria se a DEA, mesmo com as informações da revista TMZ, conferisse ao Aécio Neves o prêmio aviãozinho do combate aos entorpecentes. A SABESP não é uma DEA nem Alckmin um Aécio, mas a premiação da Câmara dos De-puta-dos equivale a dar guarda de creche a pedófilo.

Da mesma forma, não há porque se admirar que um órgão comandado por este varão de Plutarco, Eduardo CUnha venha coroar os mais de 20 anos de PSDB em São Paulo com esta honraria. O racionamento d’água, que os jornais tratam eufemisticamente por crise d’água para esconder a crise de gestão, é algo impensável num país onde abundam os recursos hídricos.

É tão acintoso quanto compreensível. Eu não pensaria outra coisa de uma Câmara de Deputados que tem um paulista campeão de votos chamado Tiririca. Pior do que ele, outro paulista, Marco Feliciano. Como se isto não bastasse e para enaltecer o prêmio, o capitão mor das maracutaias, Eduardo CUnha. O prêmio da Câmara se equivale em desfaçatez à estatueta que a Rede Globo deu às “chicanas” do Assas JB Corp.

Pensando bem, num pais onde parcela da população pede às empregadas para baterem panela, onde nada do que se faz aqui em comparação com que se faz na terra da Volkswagen, onde as pessoas vestem camisas da CBF do José Maria Marin, Ricardo Teixeira, Marco Polo del Nero, para pedir menos corrupção, onde se quer trocar uma Presidenta, contra a qual não paira a menor denúncia, por um notório Napoleão de Hospício, nada pode ser impossível.

Premiação é inoportuna e acintosa, dizem entidades

FABRÍCIO LOBELDE SÃO PAULO

Entidades sociais e ambientais criticaram a premiação que será dada pela Câmara dos Deputados ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pela gestão de saneamento e recursos hídricos no Estado.

Édison Carlos, do Instituto Trata Brasil, reconhece que São Paulo é o mais avançado em saneamento (justificativa dada para a concessão do prêmio), mas, segundo ele, nenhum Estado deveria ser premiado, já que todos estão muito longe de níveis satisfatórios de saneamento.

São Paulo, inclusive, não trata nem metade de seu esgoto. Édison disse acreditar que o momento para o prêmio é "inoportuno".

Para Mario Mantovani, diretor de políticas públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, o prêmio é "equivocado" diante do momento vivido pelo Estado. "Acredito que a repercussão foi mais negativa do que positiva para o governador", diz ele.

Já para Carlos Thadeu, do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), a escolha de Alckmin para a premiação é um "acinte". "Milhares de pessoas passam por graves casos de falta de água e o governador é premiado. Não faz sentido", questiona.

Para Marussia Whately, da rede Aliança Pela Água, a concessão do prêmio "beira a falta de respeito com as pessoas que sofrem e ainda sofrerão com os efeitos da crise hídrica no Estado".

"Já é de conhecimento público, e inclusive citado em relatórios do Tribunal de Contas do Estado, que é falta de planejamento da gestão Geraldo Alckmin", diz sobre os problemas de abastecimento.

Para ela, prova disso é o fato de recursos que deveriam ser alocados em ampliação da rede de esgoto estarem sendo investidos de maneira emergencial na obtenção de água.

O presidente do sindicato dos funcionários da Sabesp, Renê Vicente, diz acreditar que o prêmio foi dado ao governador para dar visibilidade a Alckmin. "Não é hora de receber prêmio, mas de trabalhar para livrar São Paulo do risco de colapso de seus reservatórios."

Vicente diz ainda achar estranho que o deputado que indicou Alckmin ao prêmio, o tucano João Paulo Papa, tenha sido diretor da Sabesp.

"Parece uma autopromoção, já que o prêmio advém de alguém que era do seio da administração da Sabesp", argumenta.

Volkswagen, uma marca alemã

Filed under: Choque de Gestão,Meritocracia,Planejamento Alemão,Volkswagen — Gilmar Crestani @ 8:50 am
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fuscaEstive na Alemanha, uma vez. Não gostei. Nunca fui aos EUA, nem pretendo ir. Tenho amigos que amam a Alemanha e outros que amam os EUA. Depois de três viagens ao exterior, sempre na Europa, voltei gostando ainda mais do Brasil. O complexo de vira-latas é coisa de midiotas. Depois que o Brasil perdeu de 7 x 1 para a Alemanha nosso colonistas deitaram falação, em nostalgia incontida pela blitzkrieg, que a Alemanha venceu porque teve mais organização, enquanto no Brasil fazemos as coisas nas coxas. Tinham razão, pelo menos em parte. Aqui nossa mídia valoriza coxinhas.

O nazismo ganhou proporções na Alemanha, mas nasceu nos EUA. A Inglaterra, aliás, tinha um rei nazista.

O que deve ficar de lição aos midiotas vira-latas, não só em relação à Volks, mas também em relação à SIEMENS, é que a Alemanha não detém o patrimônio da superioridade racial e muito menos da ética.

Para finalizar, não faltará na próxima marcha dos zumbis alguém que seja capaz de dizer que a Volkswagen é do Lulinha ou que a culpa pela corrupção na empresa alemã seja do Lula. Porque para boa parcela dos celerados brasileiros a corrupção só passou a existir no Brasil e só depois que Lula chegou ao poder.

Ah, se meu fusca falasse, ele teria muitos segredos da Volks para contar…

Volkswagen pode ser risco maior para a economia alemã que crise grega

Crise na montadora pode evoluir para ameaça à economia, dizem analistas.
Volkswagen é um dos maiores empregadores da Alemanha.

Da Reuters

Martin Winterkorn, presidente-executivo da Volkswagen, renuncia (Foto: Alex Domanski/Arquivo Reuters)Martin Winterkorn, presidente-executivo da Volkswagen, renuncia (Foto: Alex Domanski/Arquivo Reuters)

O escândalo de fraude em testes de emissões de poluentes que envolveu veículos da Volkswagen nos Estados Unidos abalou o establishment corporativo e político da Alemanha e analistas alertam que a crise na montadora pode evoluir para uma ameaça à maior economia da Europa.

A Volkswagen é a maior fabricante de automóveis da Alemanha e um dos maiores empregadores do país, com mais de 270 mil funcionários empregados diretos, sem contar os postos de trabalho nas empresas fornecedoras.

ESCÂNDALO NA VW

Volkswagen é acusada de fraudar testes

O presidente-executivo da Volkswagen, Martin Winterkorn, após o escândalo sobre os testes manipulados de emissão de poluentes, renunciou ao cargo nesta quarta-feira (23), e agora os economistas estão avaliando o impacto sobre até agora saudável economia alemã.

"De repente, a Volkswagen tornou-se um risco para a economia alemã maior do que a crise da dívida grega", disse à Reuters o economista-chefe do ING, Carsten Brzeski. "Se as vendas da Volkswagen na América do Norte afundarem nos próximos meses, isso causará um impacto não somente para a empresa, mas para a economia alemã como um todo", acrescentou.

A Volkswagen vendeu quase 600 mil automóveis nos Estados Unidos no ano passado, cerca de 6 por cento das 9,5 milhões de unidades vendidas globalmente.

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) disse que a companhia pode ser multada em até US$ 18 bilhões, mais do que todo seu lucro operacional do ano passado.

este escândalo não é uma ninharia. A economia alemã foi atingida na sua essência"

Michael Huether, chefe do instituto econômico IW da Alemanha

Embora tal multa possa ser coberta com os € 21 bilhões (US$ 24 bilhões) que a companhia tem em caixa, o escândalo tem gerado temores de grandes cortes de empregos.

A preocupação mais ampla para o governo alemão é que outras montadoras como a Daimler e BMW possam sofrer consequências da catástrofe da Volkswagen. Não há nenhuma indicação de má conduta por parte das duas empresas e alguns analistas dizem que um impacto maior seria limitado.

O governo alemão disse na quarta-feira que a indústria automotiva permanece um "pilar importante" para a economia, apesar do agravamento da crise em torno Volkswagen.

Mas analistas alertam que é exatamente essa dependência do setor automotivo que pode gerar uma ameaça para uma economia que deve crescer 1,8% este ano. A Alemanha já está tendo que enfrentar a desaceleração da economia chinesa.

"Se as vendas de automóveis caírem, os fornecedores também seriam afetados e com eles toda a economia", disse à Reuters o especialista do setor automotivo do instituto DIW, Martin Gornig.

Em 2014, cerca de 775 mil pessoas trabalhavam no setor automotivo alemão — quase 2% de toda a força de trabalho do país.

Além disso, automóveis e autopeça sãos os produtos de exportação de maior sucesso da Alemanha. O setor exportou no ano passado US$ 225 bilhões, sendo responsável por quase um quinto do total das exportações alemãs.

"É por isso que este escândalo não é uma ninharia. A economia alemã foi atingida na sua essência", disse Michael Huether, chefe do instituto econômico IW da Alemanha.

Economia – Volkswagen pode ser risco maior para a economia alemã que crise grega

 

Volkswagen reconhece que adulterou 11 milhões de carros em todo o mundo

Fabricante de automóveis implantou um sistema para escapar de controles ambientais

Luis Doncel / Álvaro Sánchez Berlim / Madri 22 SEP 2015 – 19:47 BRT

O escândalo pela fraude coletiva com a qual a Volkswagen (VW) tentava evitar os limites a emissões poluentes aumenta a cada dia. Em um comunicado divulgado nesta terça-feira, a empresa, que no primeiro trimestre do ano vendeu mais de 5 milhões de veículos – número que a colocou na liderança mundial –, reconheceu que o software com o qual tentava enganar autoridades ambientais sobre as emissões de seus carros a diesel pode afetar 11 milhões de automóveis em todo o mundo. Até agora falava-se em 482.000 carros vendidos nos Estados Unidos.

As revelações dos últimos dias tiveram suas primeiras consequências econômicas. Depois de caírem 18,6% na Bolsa de Frankfurt na segunda-feira, as ações da Volkswagen operavam em queda de mais de 20% nestas terça-feira. A empresa com sede em Wolfsburgo, cujo valor de mercado era de 77,8 bilhões de euros na última sexta-feira, perdeu 26,45 bilhões de euros em apenas dois dias. Além disso, a montadora acaba de anunciar uma reserva de 6,5 bilhões de euros para possíveis futuras perdas. Um número que parece otimista diante das últimas revelações.

O presidente da Volkswagen, Martin Winterkorn, venceu há cinco meses uma disputa pelo poder com o patriarca e neto do fundador da empresa, Ferdinand Piëch. Mas agora é Winterkorn quem está em uma situação insustentável. Tudo estava preparado para que, nesta próxima sexta-feira, seu contrato fosse prorrogado por dois anos. Mas o enorme escândalo, que ameaça prejudicar a fama não só da Volkswagen como também de toda a indústria automobilística alemã, pode acabar com sua carreira. O jornal Tagesspiegel, que cita fontes do conselho de supervisão, informa que Winterkorn será substituído nesta sexta pelo chefe da Porsche, Matthias Müller.

"Investigações internas mostram que o software também estava presente em outros veículos a diesel do grupo", afirma o comunicado da empresa, dona de outras marcas, como Audi, Skoda, Seat e Porsche.

A Alemanha, a França, a Itália e a Coreia do Sul anunciaram que farão uma revisão nos veículos para conhecer o alcance da fraude. Já a Comissão Europeia afirmou, nesta terça-feira, que ainda é cedo para estabelecer "medidas de vigilância imediatas" na Europa, após a revelação de que a Volkswagen falsificou os controles. A montadora se defende dizendo que abordará as investigações com a máxima transparência e que não irá tolerar nenhuma violação das leis.

O sistema implantado pela Volkswagen em seus veículos era capaz de detectar o momento em que os carros estivessem sendo submetidos a testes por parte das autoridades. O sistema possuía um mecanismo interno de limitação de gases contaminantes que permitia ao veículo passar no teste. Uma vez terminada a prova, o mecanismo se desativava e o carro passava a liberar gases poluentes durante seu uso cotidiano.

Escândalo: Volkswagen reconhece que adulterou 11 milhões de carros em todo o mundo | Internacional | EL PAÍS Brasil

19/09/2015

Entenda as razões do golpe

meritocraciaTem horas em que penso que Lombroso teria razão. Para o criminalista italiano, haveria no biotipo características que indicariam se o sujeito é criminoso. Bastaria olhar para o elemento. Carlos Sampaio é irmão siamês do Aécio, para quem, momento vergonha alheia, pediu diplomação do STF.  Em relação ao escândalo da Petrobrás, Sampaio não quer concorrência

Pois é, quando veja o imagem de Carlos Sampaio a primeira coisa que me em mente é Cesare Lombroso.

Ele é da patota que quer moralizar o Brasil. Estufam o peito para falar em meritocracia, que estaria faltando no Governo Federal um choque de gestão.  Tanto mais eu conheço estes golpistas, mais convenço que, como diria o poeta, tem dias que a noite é um breu.  

Entenda-me. Se o sujeito é fruto da terra onde seu partido governa por mais de 20 anos, razão pela qual fez brotar e crescer o PCC, porque haveríamos de crer que algo melhor seria capaz de produzir. Fico a me perguntar quais são as reais intenções de sujeitos deste naipe. Seriam interessados em levar para as administrações públicas suas relações familiares, parentes e  amigos? Ou pretendem algo ainda maior, como disseminar pelo Brasil todo o sistema PCC de segurança pública. Sim, porque no Paraná, onde a dupla Fernando Francischini & Beto Richa governam não é diferente. Como em São Paulo, sentam com Marcola para conversar, e sentam o pau nos professores.

Será que alguém ainda lembra da sobrinha do Álvaro Dias, Veridiana Dias, pendurada num Ministério? Ou da Luciana Cardoso, filha do beócio FHC que ficou anos pendurada no gabinete do Heráclito Fortes no Senado, sem nunca aparecer por lá?! Ou da Andrea Neves, irmã do Aécio Neves, colocada no lugar que distribuía as verbas publicitários do governo de Minas quando o Napoleão era governador das Alterosas?! Ou do Carlos Crusius no governo da Yeda Crusius? Ou da Maria Helena Sartori, que por ser primeira dama ganhou status de Secretária, no atual governo do Tiririca da Serra?! E vamos parar por aqui que a lista é extensa.

São estes os personagens, todos de reputação ilibada, que dizem que vão melhorar o Brasil mediante a aplicação de um golpe paraguaio.

    Miguel do Rosário é blogueiro há mais de dez anos. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, cidade onde ainda amarra seu cavalo

    Líder do golpe é nepotista em sua terra natal

    18 de Setembro de 2015

    LUIS MACEDO: Brasília- DF- Brasil- 02/03/2015- O Lider do PSDB na Câmara dep. Carlos Sampaio (PSDB-SP), fala sobre a CPI da Petrobras. Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados

    Êê Brasil!

    Dêem uma olhada no email que eu recebi ontem à noite, de um leitor irritado com a hipocrisia do líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio, um dos mais histéricos defensores de um golpe paraguaio contra a presidenta Dilma.

    Confiram comigo se a gente tem ou não tem de rir no meio de tanta desgraceira política?

    Lembro-me da campanha do segundo turno do ano passado, quando se descobriu que Aécio Neves tinha nomeado a família inteira para o governo de Minas: irmã, pai, primo, tio.

    Isso sem falar nas histórias cabeludas de Claudio, onde além do aeroporto do titio, ainda tinha o primo de Aécio que ajudava o desembargador – nomeado por Aécio – a vender sentenças de habeas corpus para traficantes de drogas.

    Ah, esqueci.

    Esse tipo de história não vem ao caso.

    ***

    Boa noite, Miguel do Rosário. Sou de Valinhos, interior de São Paulo. Estou indignado porque minha cidade foi a que proporcionalmente mais conferiu votos ao deputado Carlos Sampaio, do PSDB, ano passado. Foram pouco mais de 30% dos votos válidos para deputado federal. A administração aqui é PSDB e tem estreitas ligações com o deputado, que é de Campinas, município vizinho. São tão estreitas essas ligações, que o prefeito nomeou, semana passada, conforme boletim municipal disponível no site da prefeitura, o pai do deputado Carlos Sampaio como secretário de arquivos e patrimônio.

    O cargo estava vago há algum tempo; Valinhos possui uma das maiores dívidas per capita do país, e com isso dificilmente consegue verbas para investimentos. Há dívidas correntes que ultrapassam 40 milhões de reais, apenas esse ano (o município possui 120 mil habitantes e tem um orçamento de aproximadamente 400 milhões), mas, mesmo assim, encontraram espaço para contratar o pai do edil, paladino da ética e da moralidade. Falso moralista e demagogo, isso sim! Só pra você entender a nossa situação, um sobrinho do deputado já é secretário em Valinhos (Alexandre Augusto de Morais Sampaio Silva, secretário de assuntos jurídicos).

    O sobrinho do deputado, inclusive, é quem assina o decreto do prefeito para a contratação do pai do deputado. Por favor, se puderem, façam uma matéria sobre esse cretino e ajude a reverberar quem é este crápula.

    http://pedefigo.com/clayton-nomeia-pai-de-carlos-sampaio-como-secretario-de-arquivos/

    ***

    Abaixo, íntegra do texto do link indicado.

    Clayton nomeia pai de Carlos Sampaio como secretário de arquivos

    no blog Pé de Figo.

    Com salário de R$ 11.656,20, o advogado Affonso Celso Moraes Sampaio, pai do deputado federal Carlos Sampaio, líder do PSDB na Câmara Federal,é o novo Secretário de Patrimônio e Arquivos Públicos de Valinhos.

    Através do Decreto nº 9017, de 04 de setembro de 2015, o prefeito Clayto Machado (PSDB) nomeou o advogado Affonso Celso Moraes Sampaio como novo Secretário de Patrimônio e Arquivos Públicos da Prefeitura de Valinhos.

    A nomeação ocorre num momento em que o prefeito anuncia medidas para cortar despesas, como o cancelamento do carnaval de rua de 2016, e com a dívida nominal da prefeitura ultrapassando a casa dos R$ 360 milhões.

    Affonso Sampaio é pai de Carlos Sampaio,líder do PSDB na Câmara dos Deputados, e o deputado federal mais votado em Valinhos nas eleições de 2014.

    O promotor de justiça Carlos Sampaio foi vereador, deputado estadual e três vezes derrotado como candidato a prefeito de Campinas.

    Sampaio teve repercussão na grande mídia após entrar com processo na justiça contra a presidenta Dilma por ela ter usado um vestido vermelho num programa oficial do governo na televisão.

    O pai do deputado substitui Odeismar de Brito na secretaria, com uma remuneração de R$ 11.656,20.

    A Secretaria de Patrimônio e Arquivos Públicos é o órgão responsável pela zeladoria, controle de imóveis locados e próprios municipais permitidos a uso, arquivo e controle do patrimônio mobiliário municipal.

    pai

    Secretário de Negócios Jurídicos

    A equipe do Pé de Figo está apurando a informação de que o Secretário de Assuntos Jurídicos e Institucionais, Alexandre Augusto Sampaio Silva seria sobrinho do deputado tucano.

    Fonte: PMV

    Líder do golpe é nepotista em sua terra natal | Brasil 24/7

    30/07/2015

    Je suis Charlie Hebdo, ne pas tucanô!

    Situações como esta ajudam a explicar porque a Rede Globo e demais parceiros do Instituto Millenium estejam vivendo os estertores de uma era. A era do compadrio com segmentos políticos da direita hidrófoba.

    Charlie Hebdo aborda tema tabu da mídia brasileira

    qua, 29/07/2015 – 20:09

    Charlie Hebdo publica reportagem ilustrada sobre crise da água em São Paulo

    Da ABRAJI

    O cartunista Riss, diretor do Charlie Hebdo, fez um pedido aos organizadores do 10º Congresso da Abraji: durante sua passagem pelo Brasil, queria cobrir a escassez de água em São Paulo e entender como os 11 milhões de moradores estavam se adaptando à estiagem.

    A equipe da Abraji acompanhou o jornalista em visitas a comércios e residências na zona Oeste da cidade e articulou uma excursão à represa de Atibainha, parte do Sistema Cantareira. A viagem de 150 km foi feita em viaturas blindadas da Polícia Federal e em companhia do grafiteiro Thiago Mundano, um dos artistas que têm acompanhado e retratado a crise de abastecimento. É dele o famoso grafite que dá as boas-vindas ao "deserto da Cantareira".

    Riss pretendia visitar uma favela para saber exatamente como a crise de abastecimento tem afetado a população mais pobre da cidade. Por segurança, os agentes da Polícia Federal excluíram essa possibilidade.

    A reportagem em quadrinhos, publicada na edição nº 1.200 do jornal, descreve técnicas usadas por moradores para reaproveitar água, menciona o uso de copos descartáveis em lanchonetes e nota que, com as torneiras secas, São Paulo é cortada por grandes rios – transformados em esgoto a céu aberto.

    O cartunista também menciona que a Sabesp tem papéis negociados na bolsa de Nova York e pergunta, observando o famoso relógio de água do Shopping Iguatemi, se a água será em breve um produto de luxo.

    Riss esteve no Brasil para participar do 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, realizado pela Abraji no começo do mês.

    Abaixo, a reprodução da reportagem em quadrinhos. Clique neste link para fazer o download da imagem em tamanho grande:

    Charlie Hebdo aborda tema tabu da mídia brasileira | GGN

    29/07/2015

    Alckmin & Richa: PSDB senta com PCC e bate em professor

    PCCO PSDB sempre se mostrou refratário ao Bolsa Família, mas, ao que parece, nunca negou a Bolsa PCC. De onde vem esta preferência por bater em professor e confraternizar com bandidos? A virtude de conviver pacificamente com o crime organizado tem alguma influência o entendimento de parcela do Poder Judiciário, como diria Jorge Pozzobom, de que o PSDB goza de imunidade? Ou seria porque os crimes praticados pelo PCC são contra a pessoa, algo “menor” para a mentalidade tucana, se comparados aos crimes contra o patrimônio, conceito caro à massa cheirosa?!

    Só midiotas empedernidos continuam acreditando na canonização do PSDB e na criminalização do PT diuturnamente perpetrado pelos assoCIAdos do Instituto Millenium.

    Deputados vão convocar envolvidos no caso PCC

    ALEXANDRE HISAYASU

    ALEXANDRE HISAYASU – O ESTADO DE S. PAULO

    29 Julho 2015 | 03h 00

    Delegado José Luiz Ramos Cavalcanti, que revelou acordo com a facção em 2006 em depoimento, e ex-secretário devem depor

    A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo vai convocar o delegado José Luiz Ramos Cavalcanti, o ex-secretário de Administração Penitenciária Nagashi Furukawa e a advogada Iracema Vasciaveo para prestar esclarecimentos sobre o acordo firmado entre o Estado e o chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, para encerrar os ataques da facção contra policiais civis, militares e agentes penitenciários, em maio de 2006.

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    A convocação foi anunciada pelo deputado Raul Marcelo (PSOL), integrante da comissão, após o Estado ter revelado, na segunda-feira, o conteúdo do depoimento do delegado Cavalcanti. No processo 1352/06, aberto para apurar a ligação de advogados com o PCC, ele afirmou que, no dia 14 de maio de 2006, dois dias após o início dos atentados, foi chamado para uma missão oficial. E deu detalhes do encontro entre governo e facção criminosa, com exigências e garantias. Na ocasião, o Estado já contabilizava dezenas de policiais mortos e de delegacias atacadas por bandidos.

    “Temos a obrigação de esclarecer esses fatos. Se não é aceitável sentar na mesma mesa com um representante de uma facção criminosa, quanto mais fazer acordo”, disse Marcelo. Segundo o parlamentar, os requerimentos para a convocação serão feitos na semana que vem, quando termina o recesso parlamentar. O então secretário de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, e o ex-governador Claudio Lembo serão chamados posteriormente.

    Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola

    Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola

    O deputado Zé Américo (PT), membro da Comissão de Fiscalização da Assembleia, afirmou ontem que convidará o atual secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, para prestar esclarecimentos. O governo Geraldo Alckmin (PSDB) e todos os envolvidos no caso negam qualquer tipo de acordo com o PCC.

    Em 2006, parte dos líderes do PCC – cerca de 750 presos – havia sido isolada no Presídio de Presidente Venceslau 2 e a outra, 17 homens, incluindo Marcola, estava no Departamento de Investigação Contra o Crime Organizado (Deic) para depor. Depois, Marcola foi transferido para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), no Presídio de Segurança Máxima, em Presidente Bernardes.

    Proposta. A advogada Iracema Vasciaveo, presidente da ONG Nova Ordem, que defendia o direito dos presos, apresentou uma proposta da liderança dos criminosos que estavam nas ruas: se ficasse comprovado que Marcola não tinha sido torturado pela polícia e que os presos rebelados em diversos presídios não fossem agredidos, os ataques seriam encerrados. Iracema propôs ir até o presídio para tentar convencer Marcola a aceitar a proposta.

    A cúpula das Secretarias de Segurança Pública e da Administração Penitenciária aceitou. Cavalcanti foi um dos escolhidos para representar o Estado na missão. Além dele, um coronel da PM e o corregedor da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), Antonio Ruiz Lopes, foram designados para acompanhar a advogada. Com autorização do então governador Claudio Lembo, todos seguiram até Presidente Prudente no avião da Polícia Militar.

    No presídio, ainda segundo Cavalcanti, Iracema tentava convencer Marcola a falar ao celular e avisar os presos que estava bem. Depois de muita insistência, ele concordou e mandou chamar o preso Luis Henrique Fernandes, o LH, que recebeu a ordem de dar o recado.

    Segundo Cavalcanti, LH pegou o celular da advogada, que já tinha um número gravado, conversou com um criminoso e avisou que os ataques poderiam parar. Por fim, o delegado explicou que os ataques cessaram no dia seguinte ao encontro com Marcola.

    Em São Paulo não falta água, PCC e tóxico

    águaoQuais são as coisas que mais crescem em São Paulo? A julgar pelo pouco que vaza pelos veículos porta-vozes do PSDB, crescem cactos na Paulista, roubos de toda sorte, violência e o PCC. Segundo O Globo, mesmo com acordo com o PCC, os roubos subiram 24,5% em 2014. Já o Estadão vai direto ao ponto: “roubos voltam a crescer e são 37 por hora”.

    A julgar pelas palavras do Geraldo Alckmin, em São Paulo não falta água. Deve ser por isso que a Folha faz esta “longa” reportagem esclarecendo a crise d’água em São Paulo. As reclamações crescem 62,5%, mesmo já tendo chegado ao ápice no ano passado.

    A Folha tem uma equipe especial para monitorar todos os passos do Prefeito Fernando Haddad e outra ainda mais especial para apagar todas as pegadas do PSDB, de José Serra, Geraldo Alckmin e FHC. E não se há de dizer que a Folha não cumpre a lei, a Lei Rubens Ricúpero!

    CRISE DA ÁGUA

    Reclamações por falta de água crescem 62,5% em São Paulo

    DO "AGORA" , Folha 29/07/2015 – O número de reclamações recebidas pela Sabesp de clientes da capital que sofrem com a falta de água cresceu de 86.586 para 140.752 na comparação entre o primeiro semestre de 2014 e o mesmo período deste ano, alta de 62,5%. Os dados foram obtidos pelo site "Fiquem Sabendo" por meio da Lei de Acesso à Informação.

    Os dados mostram que, das 15 regiões em que a cidade é dividida pela Sabesp, 13 tiveram aumento no número de reclamações por falta de água entre os primeiros seis meses deste ano e o mesmo período de 2014.

    A Sabesp afirmou que o número de reclamações recebidas por falta de água no período "corresponde a aproximadamente 2% dos clientes atendidos pela companhia".

    28/07/2015

    Onde o PSDB se elege, o PCC governa

    póVeja só que coincidência. Ontem a Folha de São Paulo publicou entrevista com Alexandre de Moraes, Secretário de Segurança Pública de São Paulo (veja texto completo logo abaixo). Nela o estafeta do Geraldo Alckmin manifestava interesse do seu chefe de retirar das rodovias federais paulistas a Polícia Rodoviária Federal.  No mesmo dia, o Estadão publicava que o PSDB havia feito um acordo Marcola. O líder do PCC conseguira do Geraldo Alckmin o que os professores nunca conseguiram: uma audiência para ouvir as reinvindicações.

    Hoje há desdobramento nas informações que talvez expliquem uma coincidência que ronda o PSDB de Marcola, Geraldo Alckmin, Aécio Neves, José Serra. É a matéria do Estadão logo a seguir. Nela está dito que a Polícia Rodoviária Federal, que o PSDB quer ver longe das estradas onde governa, apreendeu 62 quilos de pasta de cocaína.

    E, de repente, como num joguinho de ligar pontos, como aquela notícia de Minas Gerais havia se tornado, nos governos do PSDB, centro de distribuição de drogas para o nordeste, como publicou a ADPF. Os aeroportos clandestinos, construídos com dinheiro público mas em terras de parentes, como fez Aécio Neves em Montezuma e Cláudio, cidades do interior de MG, ajudam a explicar o fenômeno que fez virar pó um helipóptero com 450 kg de cocaína.

    Quando ainda nas prévias para definir quem seria o candidato do PSDB, Aécio ou José Serra, o Mauro Chaves publicou o antológico artigo “Pó pará, governador”, e o Estado de Minas, caudatário da família Neves, respondeu com “Minas a reboque, não”, já se tinham uma ideia que rolava nos bastidores das convenções do PSDB. As notícias de agora, fresquinhas de ontem e hoje, reproduzidas abaixo, dão a entender que o segmento que o PSDB postula para o desenvolvimento do Brasil, além do PCC, se depender da PRF, pode virar pó. 

    Com a distribuição de milhares de assinaturas de Veja, Folha, Estadão e o pagamento de R$ 70 mil reais para um idiota criminalizar o PT, Lula e Dilma, se explica o surgimento de Kataguiris e do MBL. E de midiotas, os idiotas amestrados pela mída. Veja que nesta horas publica-se o milagre mas não entregam o santo. Como já disse o Jorge Pozzobom, o PSDB tem imunidade e só os idiotas não percebem.

    Deve ser só coincidência…

    PRF apreende 62 quilos de pasta de cocaína na Régis Bittencourt

    O ESTADO DE S. PAULO + 28 Julho 2015 | 18h 11

    Droga, que era transportada em um fundo falso no porta-malas de um carro, é avaliada em R$ 12,5 milhões

    A Polícia Rodoviária Federal apreendeu mais de 62 quilos de pasta base de cocaína, na altura do quilômetro 439 da Rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo ao Paraná, nesta terça-feira, 28. Segundo a PRF, a droga está avaliada em aproximadamente R$ 12,5 milhões. A cocaína era transportada em um fundo falso no porta-malas de um carro. Esta foi a maior apreensão de cocaína feita no ano na Régis Bittencourt.

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    Um jovem, de 25 anos, conduzia o veículo, acompanhado de uma vendedora, de 21 anos. O casal, morador de Cascavel, no Paraná, foi preso em flagrante. De acordo com a PRF, os dois estavam nervosos durante a entrevista inicial. Após buscas ao veículo, os policiais perceberam que o porta-malas tinha um fundo falso.

    Policiais encontraram a droga em fundo falso no porta-malas 

    Policiais encontraram a droga em fundo falso no porta-malas

    Segundo o motorista, a droga seria levada de Foz do Iguaçú para São Paulo, onde seria refinada e transformada em pelo menos 625 quilos de cocaína. Pelo transporte, o casal ganharia R$ 5 mil. Se condenados, os jovens podem ficar presos de 5 a 15 anos pelo crime de tráfico de drogas e de 3 a 10 anos por associação para o tráfico.

    Neste ano, a PRF no Estado de São Paulo apreendeu 8,7 toneladas de drogas. Só na Rodovia Régis Bittencourt, foram mais de 7 toneladas. A droga mais aprendida nas rodovias de São Paulo foi a maconha. A PRF confiscou 8,5 toneladas da droga. 133,7 quilos de cocaína foram retidos.

    Governo de SP não quer agente federal em estradas no Estado, diz secretário

    REYNALDO TUROLLO JR.
    GUSTAVO URIBE
    DE SÃO PAULO – 27/07/2015 02h00

    Ouvir o texto

    Secretário da Segurança Pública de São Paulo, o advogado Alexandre de Moraes (PMDB) assumiu a pasta em janeiro, em meio a uma escalada de roubos que já durava 19 meses, um aumento das mortes causadas por policiais e um crescimento dos casos de roubo de carga.

    Para melhorar as estatísticas oficiais, que desde então passaram a registrar queda nos principais crimes, ele diz ter feito mudanças no policiamento, como melhoria na mobilidade dos policiais e investimento em ações de inteligência.

    Em junho, no acumulado dos 12 meses anteriores, os homicídios no Estado chegaram à menor taxa da série histórica –9,38 casos por 100 mil habitantes. Agora, para dar um "salto" de qualidade na segurança, Moraes quer retirar a Polícia Rodoviária Federal das rodovias federais que cruzam o território paulista, para assumir o policiamento na Dutra e na Régis Bittencourt.

    Luiz Carlos Murauskas – 20.jun.2014/Folhapress

    Secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, diz que governo paulista não quer agentes federais em estradas no Estado

    Secretário Alexandre de Moraes diz que SP quer agentes federais fora de estradas no Estado

    *

    Folha – O número de homicídios tem se mantido estável no Estado. Isso é fruto de quê?
    Alexandre de Moraes – O Estado terminou 2014 com 10,06 homicídios por 100 mil habitantes. É o único Estado do país que conseguiu chegar a dez, que é o tolerável pela ONU. São Paulo saiu, em 1999, de 36 homicídios por 100 mil habitantes e chega agora a quase um quarto do que era [9,38 em junho]. Isso se deve ao mapeamento de locais onde há mais incidência [de mortes] e ao combate ao tráfico de drogas, que é um diferencial na minha gestão, já que um dos fatores do homicídio é o tráfico. Um ataque mais forte ao tráfico evita o homicídio da briga entre quadrilhas. O fator mais difícil de combater é o passional, o crime dentro de casa.

    Não há também o fator de que, hoje, quase todo o tráfico em São Paulo está na mão de uma única facção, o PCC? Isso acaba diminuindo a disputa.
    Não existe essa hegemonia. O PCC, assim como outras organizações criminosas, não domina nenhum crime. Basta ver que, em alguns locais onde o policiamento não depende só de São Paulo, como no Deinter-1 [São José dos Campos], o homicídio é um pouco mais elevado que no resto do Estado. Por causa, principalmente, da briga entre Rio e São Paulo. E a Dutra não é nosso policiamento.

    Eu já falei ao ministro [da Justiça] José Eduardo [Cardozo], e vou reiterar em agosto, que quero assinar um convênio para que São Paulo fique responsável pelas rodovias que hoje não são de nossa responsabilidade: Dutra e Régis Bittencourt, principalmente, para que a gente possa fazer o policiamento com a Polícia Militar Rodoviária. Aí nós vamos dar outro salto.

    A ideia é cooperar com a Polícia Rodoviária Federal [responsável por essas rodovias]?
    Não. A ideia é assumir [o policiamento]. Obviamente, estou pedindo contrapartida em tecnologia, mas a gente assume [as estradas federais]. Agradece à Polícia Rodoviária Federal, mas permite até que ela possa ir para as outras rodovias federais. Aqui em São Paulo, o efetivo da PRF é baixo, porque ela tem que pegar outros Estados.

    Qual a razão dessa medida?
    Em função do tráfico de drogas, porque a droga não é produzida em SP, e do tráfico de armas, porque os fuzis não são fabricados em SP. E também do roubo a carga, porque onde há mais roubo a carga em SP é na Régis Bittencourt.

    O sr. avalia que o policiamento federal não é eficiente?
    Eu não diria que o policiamento federal não é eficiente. Eu diria que, se pudermos também pegar isso, é mais fácil o nosso planejamento. Eu pedi [ao ministro] em maio e agora quero ver se, em agosto, a gente fecha isso já.

    O senhor assumiu em um contexto de alta de roubos. Que ações adotou para reverter isso? O policiamento mudou?
    Antes, vou fazer um introito do que seriam os pilares da minha política. O primeiro, que venho insistindo bastante, são as alterações legislativas. Fui com o governador [Geraldo Alckmin] a Brasília e levamos duas propostas de delegação legislativa que vão ser uma revolução.

    Eu pedi duas delegações [para SP]: uma para [criar regras estaduais para] toda investigação pré-processual, procedimento de inquérito e cautelares para crime organizado, e outra para execução penal, para poder criar nosso regime de execução da pena, disciplina, remissão e aproveitar o trabalho do preso.

    O segundo pilar é a cooperação com o Ministério Público e o Poder Judiciário. E o terceiro ponto é uma coordenação maior entre as polícias.

    Em relação a roubos, nos cinco primeiros meses deste ano, conseguimos a queda de quase 6%. Verifiquei que havia pontos com mais policiais, como Moema [área nobre da zona sul], e pontos com menos, como Capão Redondo [periferia da zona sul], e fiz uma reformulação. Anos atrás, o crime contra o patrimônio era no centro expandido. Com o aumento da classe média e do consumo, isso se expandiu. Outra medida importante foi dar mais mobilidade à polícia. Tiramos, por exemplo, uma base fixa [da PM] que tinha na frente do jóquei e passamos a utilizar aqueles policiais rodando.

    Há relatos de vítimas que não estão conseguindo registrar roubo de celular sem fornecer o IMEI [um número exclusivo de cada aparelho]. Isso não tem ajudado as estatísticas?
    Isso não corresponde à verdade. Uma coisa é a delegacia eletrônica [pela internet], que, desde que surgiu, em 2013, exige o IMEI, até para evitar que alguém infle os dados erroneamente. Nas delegacias, a pessoa registra qualquer roubo ou furto sem necessidade de dar nada. Tanto é que, no semestre, furto e roubo de celular aumentaram 3,2%, apesar de roubo e furto [em geral] terem caído.

    Falamos da queda dos roubos em geral, mas os roubos de carga cresceram.
    Temos dois tipos de roubo de carga: o oportunista, que ocorre muito na capital durante carga e descarga, e o de quadrilhas especializadas, geralmente de eletroeletrônicos e remédios. Temos que fazer dois tipos de combate. No oportunista, intensificar o policiamento nas regiões com maior incidência. Em maio, no Estado, diminuímos o roubo a carga em quase 9%. Já para combater as grandes quadrilhas, precisamos de informação do setor [de transportes]. O que ocorre é que não há nenhum grande roubo de carga que não tenha gente infiltrada, seja da própria empresa que transporta, seja do depósito. Sempre tem pessoa de dentro.

    No primeiro trimestre, as mortes por PMs subiram 18% em relação a 2014, indo de 157 para 185. Combatê-las é prioridade?
    Temos que verificar por que estão ocorrendo. Tem casos que são inevitáveis. É uma realidade [os criminosos irem para o confronto].

    Mas não é curioso o número de policiais mortos, nesse período, só ter ido de 3 para 4?
    O número de PMs mortos subiu de 3 para 4, mas o número de feridos aumentou [segundo as estatísticas, porém, o número de PMs feridos em serviço caiu de 70, no primeiro trimestre de 2014, para 43 em 2015]. O que eu fiz? Editei uma resolução determinando, entre outras coisas, aviso imediato ao Ministério Público quando houver morte de policial ou causada por policial. Da parte do gabinete, não vai ter condescendência com nenhum exagero.

    Quando o Detecta [programa de inteligência policial] sairá da fase de testes?
    Pretendo, depois dos testes, fazer uma apresentação ao governador e, neste semestre, vamos ter o Detecta.

    O sr. consultou o governador sobre a possibilidade de se filiar ao PSDB?
    Não consultei ninguém, eu fui consultado pelo presidente estadual do PSDB, Pedro Tobias. Assumi a secretaria estadual, que é técnica, e minha preocupação é tocá-la.

    Mas o sr. não descarta a possibilidade de ir para o PSDB?
    O futuro a Deus pertence.

    Como constitucionalista, o sr. considera que há espaço para discutir o impeachment da presidente Dilma Rousseff?
    Hoje é um absurdo discutir o afastamento dela, que não está sendo investigada. Assim como falar no afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha [PMDB], é outro absurdo. Se o Ministério Público oferecer denúncia e o Supremo Tribunal Federal aceitar, aí a Corte vai decidir.

    RAIO-X: ALEXANDRE DE MORAES, 46

    Formação Graduou-se em Direito na USP em 1990

    Especialidade Direito de Estado, tendo publicado livros sobre o tema

    Cargo É secretário da Segurança Pública de São Paulo desde janeiro de 2015. Já foi secretário municipal de Transportes e promotor de Justiça, entre outros cargos

    20/07/2015

    Sabesp é o verdadeiro choque de gestão à moda tucana

    sabestanO palavrório do PSDB e seus porta-vozes na velha mídia é de mais obsoleto que o termo obsoleto. Desde que foi fundado, o PSDB tem sido vendido pelos grupos mafiomidiáticos como um “partido de quadros”. Os melhores quadros. A se acreditar nos assoCIAdos do Instituto Millenium, o PSDB teria mais quadros que o MASP. Mas a cada dia que passa estamos descobrindo melhor como funciona esta história de melhores quadros, do tal Choque de gestão e esta novilíngua da meritocracia. Há duas vertentes que explicam e todas desaguam dinheiro. Uma, bem antiga, são as milhares de assinaturas da Veja, Estadão, Folha distribuídos pelas escolas públicas de São Paulo. A outra é o finciamento direto, como aquela Fernando Gouveia, que recebia R$ 70 mil para criminalizar o PT. Nem vamos falar da JOVEM PAN e da Veja, dois baluartes do jornalismo celular, pré pago.

    Custa caro implantar a Lei Rubens Ricúpero. Mas parece que tem sido proveitoso para ambos, pelo menos em São Paulo. Em termos de país o povo não tem comprado gato por lebre, e por isso os estertores golpistas. O mostro que teima em se mexer à frente das câmeras dos grupos mfiomidiáticos.

    A SABESP é um bom exemplo de como funcionam as relações do PSDB com os golpistas midiáticos. Empresa paulista torrou dinheiro fazendo propaganda na Globo, como se fosse uma empresa nacional. E o legado é outro tributo à lei Rubens Ricúpero. Como naquele conto do Voltaire, Cândido ou Otimismo, a imprensa é o Dr Pangloss, o povo de São Paulo é o adestrado Cândido. Mesmo numa cidade que reluz, de dia falta água e de noite falta luz, com violência batendo todos os recordes, a terra do PCC aparece na mídia de forma edulcorada, a terra do Dr. Pangloss.

    Onde não há água, sobra pó. É disso que parecem viver os tucanos.

    Em crise, Sabesp fará ‘feirão’ de dívidas e venderá terrenos

    Após perdas com a escassez hídrica, empresa tenta arrecadar a curto prazo

    Companhia do governo Alckmin (PSDB) põe 22 cidades em lista de devedores para forçá-las a pagar débitos

    EDUARDO GERAQUE, GUSTAVO URIBE, DE SÃO PAULO, para a FOLHA,

    EDUARDO SCOLESEEDITOR DE "COTIDIANO"

    O prejuízo financeiro causado pela crise hídrica em São Paulo vai obrigar a Sabesp, empresa de água e saneamento do governo Geraldo Alckmin (PSDB), a "vender as joias da avó". A expressão é do engenheiro Jerson Kelman, 67, presidente da companhia desde janeiro.

    Para arrecadar dinheiro a curto prazo, a estatal irá promover três medidas: 1) colocará terrenos e imóveis à venda; 2) abrirá até setembro um "feirão" com condições atraentes para que devedores públicos e privados possam renegociar seus débitos; 3) e forçará as prefeituras com contas de água em atraso a quitar suas dívidas.

    A terceira ação começou já na semana passada, quando a Sabesp enviou para o Cadin (cadastro estadual de inadimplentes) uma lista de 22 municípios que estão com faturas em aberto. "A tolerância acabou", afirma Kelman.

    BALANÇO

    Esse conjunto de ações ocorre em um cenário em que a crise hídrica drena recursos da empresa paulista.

    Com represas secas e milhares de moradores sob racionamento (entrega controlada de água), a Sabesp vende menos água aos consumidores (reduzindo a sua arrecadação) e, ao mesmo tempo, é obrigada a investir em obras emergenciais para evitar a adoção de um rodízio (corte do fornecimento de água) na Grande São Paulo.

    Um resultado da soma desses ingredientes já apareceu no último balanço da empresa. O lucro da Sabesp despencou de R$ 1,9 bilhão, em 2013, para R$ 903 milhões, no ano passado –quando a receita bruta dela caiu 6,7%, as despesas aumentaram 13,6% e os investimentos, 18,5%.

    A desvalorização do real agravou a situação porque perto de 40% da dívida da Sabesp é em moeda estrangeira.

    Para estimular menor consumo de água, a empresa adotou uma política de bônus, com desconto de até 30% na conta de quem economiza. A medida significou perdas de R$ 442 milhões nos cofres da Sabesp no primeiro semestre.

    Ela também decidiu cobrar uma sobretaxa que pode até dobrar a tarifa de quem eleva seu consumo. Mas essa receita extra só cobre perto de metade das perdas com os bônus.

    RODÍZIO

    Kelman, que recebeu a Folha em seu gabinete na manhã da última sexta-feira (17), diz que, apesar do aperto, a Sabesp é uma empresa "sadia". Para ele, o problema econômico é pontual e será solucionado assim que a crise hídrica passar –o que não tem prazo para ocorrer.

    "Como estamos enfrentando a crise financeira circunstancial? Com redução de custos e com uma série de medidas. Estamos vendendo as joias da avó", disse o presidente da empresa, antes de citar o conjunto de ações.

    Cauteloso, especialmente por causa dos acionistas da empresa (na qual o governo do Estado tem a maior fatia), Kelman não fala em números: nem quanto estima arrecadar com essas medidas nem qual será o tamanho da anistia nesse "feirão" de renegociação das dívidas.

    "Sempre quando são criadas condições favoráveis [de renegociação], cria-se um problema. Há alguns que podem não pagar porque acham que pode haver uma anistia no futuro. Mas nesse caso não haverá, porque a situação é absolutamente circunstancial", afirma Kelman.

    Na entrevista à Folha, ele descartou um rodízio de água ao menos em 2015, assim como já fizera o governador, e disse que as obras emergenciais da Sabesp para evitar um rodízio, como a transferência de água entre mananciais, têm consequências ambientais "desprezíveis".

    Engenheiro civil e Ph.D em recursos hídricos, afirma que a conta de água em São Paulo "é baixa comparada a qualquer coisa" e que, nos próximos 12 meses, a Sabesp vai mandar para a Arsesp, agência reguladora paulista, um novo modelo de estrutura tarifária –que, entre outras mudanças, vai unir as contas de água e de esgoto, hoje calculadas separadamente.

    09/07/2015

    Choque de gestão à moda tucana

    Filed under: Choque de Gestão,Meritocracia,PSDB — Gilmar Crestani @ 10:00 am
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    OBScena: InaDivertidaMente, mentes sombrias em carecas brilhantes

    Alcmin e SerraHá mais de 20 anos no comando de São Paulo, o PSDB acaba vazando um modus operandi que é o verdadeiro choque de gestão tucano. O mesmo esquema havia sido encontrado no Governo Yeda Crusius. Fernando Pimentel também encontrou em Minas. Aliás, Fernando Haddad foi pioneiro no desbaratamento desta meritocracia made in PSDB. Beto Richa deu ares sistêmicos e agora brotam como moscas em carniça em São Paulo. Mas fiquemos tranquilos, não faltarão Rodrigo de Grandis para sentarem encima das investigações. Se chegar ao TCE/SP, lá estará a mão amiga do Robson Marinho… O amorcegamento terá, como sói acontecer, o compadrio dos Grupos mafiomidiáticos.

    Alckmin troca cúpula da Receita em meio a investigação de máfia do ICMS

    ALEXANDRE HISAYASU E FABIO LEITE – O ESTADO DE S. PAULO

    09 Julho 2015 | 03h 00

    Suposto esquema apurado pelo MPE seria responsável por desvios bilionários de recursos de impostos estaduais; desde o fim de junho, dez servidores foram exonerados de seus cargos, incluindo os chefes de Arrecadação e de Fiscalização Tributária

    Em meio a investigações sobre um suposto esquema de desvios bilionários de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por fiscais do Estado, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) trocou toda a cúpula da Receita estadual. Desde o fim de junho, ao menos dez servidores foram exonerados de seus cargos, incluindo os chefes de Arrecadação e de Fiscalização Tributária.

    Ao menos 15 pessoas, entre fiscais e parentes, são investigadas pelo Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (Gedec), do Ministério Público Estadual (MPE), e pela Polícia Civil por enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. O grupo é suspeito de cobrar propina de empresários em troca da redução do ICMS ou das multas pelo tributo devido, prática semelhante à da Máfia do Imposto sobre Serviços (ISS), na qual fiscais municipais são acusados de desviar mais de R$ 500 milhões.

    Em nota, a Secretaria Estadual da Fazenda afirmou apenas que “a recomposição de cargos e funções decorre de ajustes implementados pela nova gestão da pasta”. Em janeiro, Alckmin nomeou o economista Renato Vilela para o comando da pasta no lugar de Andrea Calabi. Em setembro de 2014, três delegados tributários da Fazenda já haviam sido afastados por suspeita de participação no esquema de corrupção. Eles também são alvo de investigação da Corregedoria-Geral da Administração (CGA) do Estado.

    Prédio da Secretaria de Estado da Fazenda de São Paulo

    Prédio da Secretaria de Estado da Fazenda de São Paulo

    Naquele mês, uma operação conjunta apreendeu nas delegacias tributárias da capital R$ 450 mil e US$ 20 mil em espécie. O cerco aos fiscais é um desdobramento da Operação Yellow, deflagrada em maio de 2013 pela Polícia Federal para combater desvios no recolhimento do ICMS que incide sobre a soja, na região de Bauru. As fraudes teriam causado prejuízo de R$ 2,7 bilhões ao Estado.

    Youssef. Nas duas últimas semanas, além de José Clóvis Cabrera, ex-chefe da Coordenadoria da Administração Tributária (CAT), e de João Marcos Winand, ex-titular da Diretoria Executiva da Administração Tributária (Deat), outros dois coordenadores adjuntos de Arrecadação, um diretor fiscal e 7 dos 18 delegados tributários do Estado foram substituídos. Todos são funcionários de carreira e permanecem na Fazenda.

    As exonerações começaram a ser publicadas no Diário Oficial um dia após promotores e representantes da Corregedoria ouvirem, na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, o doleiro Alberto Youssef, sobre diversos pagamentos de propina a fiscais do ICMS em São Paulo.

    Em outubro de 2014, um dos principais delatores da Operação Lava Jato contou em depoimento à Justiça Federal do Paraná ter pago R$ 5 milhões a servidores paulistas para quitar pendências da Pirelli Cabos Elétricos com a Receita estadual.

    Segundo Youssef, o pagamento foi feito a pedido do executivo Julio Camargo – outro delator na Lava Jato -, que havia sido contratado pela empresa para solucionar o problema, segundo o depoimento. A fabricante de pneus Pirelli informou que a empresa citada se refere à Pirelli Cabos Elétricos, que foi sucedida por outra empresa à época dos fatos investigados.

    No mês passado, o doleiro deu mais informações sobre como o dinheiro foi obtido. Ele revelou que Camargo representava a fabricante de cabos elétricos em 2010 e que foi procurado porque a empresa precisava pagar propina a fiscais do ICMS, pois teria dívidas muito altas com o Fisco paulista.

    Por meio de contas do executivo no Uruguai, Youssef conseguiu R$ 2 milhões. O dinheiro foi transferido para o Brasil para uma conta indicada pelo doleiro e pago em espécie a um fiscal do ICMS, em um imóvel na Avenida Nova Independência, na zona sul de São Paulo.

    Youssef também revelou nomes de outros agentes públicos que participaram do esquema que teria durado pelo menos quatro anos. Nesse período, os investigadores estimam que foram pagos mais de R$ 15 milhões em propina a fiscais paulistas. As investigações apuram agora se o dinheiro sujo foi dividido somente entre os fiscais. A suspeita é de que outros funcionários estaduais e políticos participaram do esquema, mas atuaram com mais discrição.

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