Ficha Corrida

15/06/2016

Golpe engrandece Dilma e diminui Rede Globo

Quem, antes do golpe, tinha dúvidas a respeito do verdadeiro caráter da Rede Globo hoje não pode ter mais. Já não se precisa de exames laboratoriais para sabermos que o golpismo está no DNA da Globo. Se isso já seria suficiente para pessoas honestas e de caráter para repudiar o maior grupo de comunicação, ainda não é tudo. Temos de verificar quem faz parte da manada coercitada para se ter uma ideia mais aproximada do nível da trupe. Comecemos por quem sempre esteve pari passu com a Rede Globo. A mudança de cores nas notícias é por demais evidentes. A crise já não culpa da Dilma, nem do Temer, é da conjuntura internacional. Os problemas já não são criados pelo governo, são apenas eventos da natureza… Mas vejamos uma pequena amostra dos ventríloquos da Rede Globo no golpe.

Gilmar Mendes. Deve-se a ele a blindagem ao decadelatado, Aécio Neves, e o apadrinhamento de José “tarja preta” Serra para as Relações Exteriores, com acordo foi sacramentado num almoço devidamente registrado.

Michel Temer. Apresentou suas credenciais com uma frase que se não é um ato falho, é de uma desfaçatez sem precedentes: “sei tratar com bandidos”. A afirmação passou a fazer ainda mais sentido quando vieram à luz as gravações do Sérgio Machado, mostrando quem eram os bandidos a quem ele se aliara.

Eliseu Rima Rica – colocado no governo Dilma pelo então vice-presidente decorativo com a mesma intenção com que articulara a eleição do Eduardo CUnha para a presidência da Câmara, é também uma indicação apadrinhada pela RBS, parceria da Rede Globo nas lavagens e sonegações, com grande interesse em terminar com o combate à corrupção. Mas não só. Devido à excitação com que deixou os manifestantes do Parcão de Porto Alegre, a RBS ganhou o direito de indicar o Presidente da Petrobrás, Pedro Parente. Não se duvide também do dedinho da Ana Amélia Lemos, do PP gaúcho, aquele partido pego todinho e por inteiro na Lava Jato.

Eduardo CUnha – nestas horas já dispensa apresentações. É o personagem símbolo do “Somos Todos CUnha” finaCIAdos pelos patinhos da FIESP. De herói dos golpistas à degolado pelos próprios pares, goza de uma sobrevida devido à omissão do STF, que prendeu Delcídio mas deixou CUnha dar o Golpe. O mistério maior em relação ao CUnha diz respeito à imunidade alcançada pela esposa e filha. Aliás, a mesma inimputabilidade da Andrea Neves.Claro, elas não se chamam Marice Lima.

E, por fim, ficamos sabendo que o ódio de classe desta turma e seus midiotas à Dilma e a caça ao grande molusco tem muito motivos. Nenhum deles honestos. Houve um golpe da plutocracia para instalar a cleptocracia.

Há delações em relação à Sarney & FHC, mas a bala de prata é Lula. Caçar Lula dá o mesmo prazer que caçar javali ou raposa aos reis de antigamente. É só um esporte.

Mas o tempo é senhor da razão.

Ainda há juízes em Berlim.

Fuga de protestos: Globo paga estúdio de 3 andares e Temer convida Dilma

Fuga de protestos: Globo paga estúdio de 3 andares e Temer convida Dilma

ter, 14/06/2016 – 18:06 – Atualizado em 14/06/2016 – 18:06

Jornal GGN – Tanto a grande imprensa, quanto o presidente interino Michel Temer estão preocupados com as manifestações contrárias tornarem-se pauta internacional nas Olimpíadas 2016. Enquanto que, para fugir do possível constrangimento de reações populares, a Globo constrói estúdio de três andares, o peemedebista já anunciou que não se opõe à presença da presidente afastada Dilma Rousseff na abertura do evento.

O Uol publicou: as árvores ao redor do estúdio panorâmico de 500 metros quadrados foram pensadas para não deixar sombras nos programas da TV, mas os três andares, "acima do nível da rua", foram mesmo planejados "para evitar protestos".

A reportagem foi além. Disse que a obra em pleno Parque Olímpico da Barra da Tijuca, onde ocorrerão os principais eventos esportivos neste segundo semestre, "é uma das principais apostas da emissora para a cobertura da competição e funciona como demonstração de poder da empresa de mídia na Rio-2016".

Além da visão panorâmica, o segundo e terceiro andar são a blindagem da emissora para as transmissões ao vivo não sofrerem, ou pelo menos não divulgarem, as manifestações da Globo e da SporTV. "Havia um temor de que transeuntes fizessem manifestações ou mostrassem cartazes atrás do vidro", publicou o Uol.

Do lado do Planalto interino, o atual presidente também mostra receios de sofrer o mesmo que ocorreu com a presidente Dilma Rousseff, nos jogos da Copa do Mundo de 2014. Apesar de não associar com as vaias da grande plateia brasileira nas partidas e competições – e sob as câmeras do mundo, Temer deu as boas vindas à presença de Dilma logo na abertura do evento. Afirmou que não é contra a presidente afastada aparecer na cerimônia.

"Para mim, tanto faz. Não tenho objeção. evidente que não tenho", apenas afirmou, em rápida entrevista com o COI (Comitê Olímpico Internacional) e o Comitê Organizador Rio-2016.

Também disse não se importa nem um pouco que a Olimpíada (e os olhos de todo o mundo) ocorra no mesmo momento da votação final do impeachment no Senado. "Não me preocupa nem minimamente", disse, emendando, em tentativa de melhorar: "O Brasil não vive para quem os dirige, vive para seu povo. Em nome do povo é que estamos trabalhando".

Fuga de protestos: Globo paga estúdio de 3 andares e Temer convida Dilma | GGN

09/06/2016

Das duas, uma

OBScena: o símbolo do combate à corrupção é tão corrupto quanto os que com ele tiraram selfies

NEWTON ISHI/PLENARIO DA CAMARAOu usaram o japonês por ignorância a respeito de seus antecedentes, ou usaram-no exatamente em virtude dos seus antecedentes no “descaminho”. Há uma terceira hipótese, de tentativa de obstrução da justiça, mas aí seria desfaçatez jamais. Em todo caso, não evitaram a condenação nem a prisão. Nenhuma das razões dignifica os envolvidos. É também emblemático que o golpe paraguaio tenha entre seus símbolos um agente que atuou no contrabando na fronteira do Paraná com o Paraguai. E também não é mero acaso que o único representante diplomático recebido por Michel Temer até hoje seja exatamente um empresário paraguaio que financiou o golpe contra Lugo

O uso do japonês como símbolo do combate à corrupção se assemelha em método ao uso do General Etchegoyen, no GSI (Gabinete de Segurança Institucional). Como se diz nos piores restaurantes, é o que a plutocracia tem para o momento.

Michel Temer escolheu a dedo um filhote da ditadura para dar ao Alvorada um remake de DOI-CODI. Ou, no mínimo, fazer Dilma relembrar os tempos de tortura, estupro e morte, únicos legados da ditadura.

Assim como não há almoço grátis, o japonês e os filhotes da ditadura são alçados à condição de símbolo da hiPÓcrisia reinante. Bolsonaro, que fazia dobradinha de pantera cor-de-rosa quando Lula foi “coercitado”, eleveu Ishii à ídolo, modelo a ser seguido. Pois é, aqui se prende aviãozinhos do tráfico que rendem manchetes em revistas e jornais, longos minutos no Jornal Nacional, mas há um silêncio ensurdecedor a respeito da apreensão de 450 kg de pasta base de cocaína. Aqui se escolhe japonês, pato, filhote e mascotes pelos métodos errados porque as razões por trás das escolhas são ainda piores.

As Marchas dos Zumbis e os panelaços eram apenas uma forma de alçar Eduardo CUnha à regência do Rei Michelzinho. O próximo passo será, aos moldes de D. Pedro II, o golpe maioridade.

Moral da história: uma quadrilha tomou de assalto o Planalto Central, um símbolo do moralismo de ocasião vai preso por corrupção e o Pré-Sal está abrindo o apetite dos lobos ianques.

Caso do “japonês” expõe a hipocrisia do moralismo

Por Fernando Brito · 08/06/2016

Marcelo Auler, em seu blog, conta que, para evitar o constrangimento das fotografias sendo conduzido à cadeia, o agente Newton Hidenori Ishii, o famoso “o Japonês da Federal” entrou discretamente na sede da Polícia Federal de Curitiba, para ser levado ao xadrez.

É direito seu e o que importa é que a ordem judicial tenha sido cumprida, 13 anos depois de ser preso por corrupção,  não que ele tivesse sido humilhado em rede nacional.

O mesmo direito que , em tese, teriam aqueles que ele, tantas vezes, conduziu espetacularmente ao cárcere.

O “Japonês”, desde muito tempo antes metido em encrencas que justificariam que ele estivesse em serviços discretos, administrativos ou de apoio, não se tornou “”estrela” por sua vaidade, embora tenha pego carona na popularidade para, quem sabe, servir-se dela para “aliviar a própria “barra””.

Não, Polícia, Ministério Público e políticos viram que era um personagem útil para fazerem demagogia e promover a ideia de que, agora, qualquer um poderia amanhecer com o “Japonês da Federal” em sua porta.

Marketing puro.

No facebook das tais 10 medidas contra a corrupção, que serve  como promoção do Ministério Público, ele é exibido ao lado de Sérgio Moro e de Deltan Dallagnol como um dos “super-heróis” da moralização.

Políticos como os Bolsonaro usaram fotos com ele para projetar imagem de incorruptíveis.

Coxinhas se fantasiaram de “Japonês da Federal” nas manifestações e no carnaval.

Não estavam avisados? No Blog do Marcelo Auler você pode rememorar quantas vezes e desde quando se adverte sobre o  personagem de que se utilizaram.

Sabiam de tudo e  deliberadamente não ligaram.

E porque não ligaram?

Por uma razão muito simples: a corrupção foi apenas um pretexto para seus objetivos políticos.

O “Japonês” foi só uma máscara de suas intenções.

PS. post atualizado

Caso do "japonês" expõe a hipocrisia do moralismo – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

30/05/2016

Meritocracia à moda plutocrática

Filed under: Cleptocracia,Golpismo,Golpistas,Meritocracia,Michel Temer,Michelzinho,Plutocracia — Gilmar Crestani @ 9:57 am
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OBScena: dois flagrantes de meritocracia

meriotocracia made in banqueirosQuando vierem te falar sobre meritocracia, lembre-se deste exemplo. A meritocracia é uma tentativa de convencer porque os privilégios estão sempre com quem já os têm. Serve também construir a narrativa de que as vítimas são também culpadas da sua condição. Veja-se que o caso do estupro da menina de 16 anos encontra justificativa em membros do Congresso Nacional. Aliás, Alexandre Frota, que confessou estupro em rede nacional, entregou propostas para a educação Ministro da Educação dos Cleptocratas. A Meritocracia vem sempre acompanhada de outra palavra mágica dos cleptocratas: choque de gestão. De fato, a gente sempre fica chocada quando se descobre que foi usado dinheiro público para construir aeroportos em terras de familiares. Aliás, só com vazamento se fica sabendo o que, na plutocracia, todos sabem, porque, a não ser que apareça um Gilmar Mendes, será o primeiro a ser comido

Durante anos os a$$oCIAdos do Instituto Millenium vêm divulgado que Lula é ladrão e que sua família é milionária. Agora fica fácil de entender esta narrativa. Basta que se interprete a perseguição a Lula como uma cortina de fumaça.

Enquanto acusam os filhos e caçam Lula, Michelzinho vira milionário, simples assim. E não é nenhum petista quem está dizendo, mas o Estadão, um dos principais perseguidores de Lula. Enquanto isso as contas suíças de Eduardo CUnha continuam rendendo tanto quanto aquelas da mãe do Aécio em Liechenstein.

Todos os defensores da meritocracia aparecem nas listas que rolam por aí. Lista Falciani do HSBC, Lista de Furnas, Lista Odebrecht, Panama Papers. Veja bem, nenhum dos defensores das políticas de inclusão social estão nessas listas aí. Não está Dilma, não está Lula. Isso ajuda a explicar ódio visceral, a obsessiva perseguição a quem ousa implantar políticas sociais.

Se Michelzinho já tem dois milhões só em imóveis, quanto terá na Suíça?!

Toda vez que ouço falar em meritocracia lembro de uma velha máxima jurídica que o STF faz questão de manter atual: “Dar a cada um o que é seu; a riqueza aos ricos, pobreza aos pobres”. Da mesma forma que a vítima de estupro é sempre a primeira culpada.

Esta matéria do Estadão é suficientemente clara para entender a narrativa da Rede Globo encima dos pedalinhos dos netos do Lula. É que Cleptocracia julga os outros tomando a si por parâmetro.

Filho de 7 anos de Temer tem R$ 2 milhões em imóveis

José Roberto de Toledo e Daniel Bramatti – O Estado de S. Paulo

30 Maio 2016 | 05h 00 – Atualizado: 30 Maio 2016 | 05h 02

Caçula de presidente em exercício, Michelzinho é dono de conjunto de escritórios no Itaim-Bibi; pai diz ter feito ‘doação’ como forma de ‘antecipar herança’

Aos 7 anos de idade, completados em 2 de maio, Michel Miguel Elias Temer Lulia Filho, mais conhecido como Michelzinho, é proprietário de pelo menos dois imóveis cujos valores somados superam R$ 2 milhões. O pai, Michel Miguel Elias Temer Lulia, de 75 anos, presidente em exercício da República, passou para o nome do único herdeiro do seu casamento com Marcela Temer dois conjuntos comerciais que abrigam seu escritório político em São Paulo.

Localizados no Edifício Lugano, no Itaim-Bibi, zona sul da capital paulista, cada conjunto tem 196 m² e valor venal de R$ 1.024.802, segundo a Prefeitura de São Paulo – os dados são públicos e podem ser consultados na internet. O valor de mercado costuma ser de 20% a 40% mais alto do que o valor de referência usado pela Prefeitura para calcular o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Mesmo assim, na declaração de bens que Temer apresentou à Justiça Eleitoral em 2014, cada conjunto é avaliado em apenas R$ 190 mil. Isso é comum nas declarações de políticos, pois os imóveis costumam ser declarados pelo valor de quando foram comprados. A legislação não obriga a atualização do valor.

Prédio na zona sul de São Paulo onde Temer tem escritóriosPrédio na zona sul de São Paulo onde Temer tem escritórios

Doação. A assessoria de imprensa de Temer informou que a transferência foi feita como doação, uma espécie de antecipação da herança, e que as filhas do presidente em exercício também já receberam imóveis em outros momentos. A assessoria não esclareceu quais imóveis foram doados para as filhas, nem em que data isso ocorreu.

Luciana, Maristela e Clarissa, fruto do primeiro casamento de Temer, são proprietárias de imóveis residenciais na zona oeste de São Paulo, segundo a Prefeitura. A primeira também é dona de um escritório no mesmo prédio onde ficam os imóveis transferidos para seu irmão.

Outros bens. No caso da declaração de bens de Temer apresentada quando foi candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff, a casa que possui na zona oeste de São Paulo também está subavaliada. Em 2014, o presidente em exercício declarou a residência de 415 m² no Alto de Pinheiros, comprada em 1998, por R$ 722.977,41. Na Prefeitura, o valor venal é de R$ 2.875,109. Sobre esse valor incide a cobrança de IPTU.

Se a casa e os dois conjuntos do Itaim-Bibi tivessem seu valor corrigido para pelo menos o valor venal, o patrimônio declarado de Temer aumentaria em pelo menos R$ 3,6 milhões e chegaria a um total de mais de R$ 11 milhões. Isso não inclui outra casa, de R$ 1.434.558, no bairro do Pacaembu, pela qual ele responde a uma ação por não pagamento de IPTU, e que Temer diz ter vendido.

O patrimônio do presidente interino cresceu rapidamente desde 2006. Naquele ano, Temer foi candidato a deputado federal e declarou bens no valor de R$ 2.293.645,53. Se corrigido pelo IGP-M da Fundação Getúlio Vargas, eles corresponderiam, em 2014, a R$ 3.678.526,22. Porém, seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral em 2014 já havia crescido para R$ 7.521.799,27. Ou seja, mais do que dobrou acima da inflação entre duas eleições – e isso sem levar em conta a valorização dos imóveis.

Filho de 7 anos de Temer tem R$ 2 milhões em imóveis – Política – Estadão

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