Ficha Corrida

31/07/2016

Proposta de solução final

OBScena: o golpe paraguaio é o coroamento do esforço dos grupos mafiomidiáticos para que a Veja possa retornar às capas anteriores a 2002

Veja capa380Qual era a capa da Revista Veja depois de oito anos de FHC? Na edição de 22 de janeiro de 2002, a Veja apresentava o resultado de 8 anos de privataria tucana: “Miséria ─ O Grande Desafio do Brasil”.  Oito anos depois, as políticas sociais do grande molusco tirou 36 milhões da miséria. A partir deste resultado, Ali Kamel foi  escalado pela Rede Globo para atacar as políticas de inclusão social. E ele deixou para a posteridade estampado em livro o testemunho do racismo global contra as políticas de inclusão social: “Não somos racistas”. Se isso já é muito, não é tudo. A plutocracia não parou por aí.

Danusa Leão, na Folha de São Paulo, resumiu o pensamento dos que odeiam as políticas sociais do Lula com esta pérola: “Ir a Nova York ver os musicais da Broadway já teve sua graça, mas, por R$ 50 mensais, o porteiro do prédio também pode ir, então qual a graça? Enfrentar 12 horas de avião para chegar a Paris, entrar nas perfumarias que dão 40% de desconto, com vendedoras falando português e onde você só encontra brasileiros -não é melhor ficar por aqui mesmo?”.

A RBS, fiel escudeira dos métodos da Rede Globo, a quem se filia e se perfila, também registrou, por meio de Luis Carlos Prates, outra pérola do pensamento caro a plutocracia vira-lata que patrocina caça ao grande molusco: “qualquer miserável agora tem carro”.

O ódio foi disseminado e a criminalização do bolsa família ganhou ares de batalha do bem contra o mal. Dos de Benz, contra os sem Benz. Mas, como dizem os golpistas, as instituições estão funcionando. Estão funcionando à moda antiga, porque ainda vige um velho brocardo jurídico, filho bastardo da máxima bíblica segundo a qual se deve dar a César o que é de César…: “dar a cada um o que é seu”; ao pobre, a pobreza, aos ricos, a riqueza. O ódio a quem inverteu a lógica dos investimentos públicos é de quem pensa que ajuda aos pobres priva os ricos da exclusiva posse de caros e viagens exclusivas, sem o estorvo dos filhos de porteiros, pedreiros e empregadas domésticas.

Aos que lutaram pelo fim do Bolsa Família, segue outra sugestão para melhor aproveitamento de crianças pobres. Se no tempo de Swift as crianças pobres poderiam servir de alimento aos ricos, a modernidade sugere o o tráfico de seus órgãos. Sirvam-se!

Modesta proposta para melhor aproveitamento dos filhos das pessoas pobres

Sebastiao Nunes – dom, 31/07/2016 – 07:51

Jonathan Swift, deão da catedral anglicana de Saint Patrick, em Dublin, nasceu em 1667, morrendo surdo e louco em 1745. Sua obra mais conhecida é “Viagens de Gulliver”. Uma dessas viagens foi para Lilliput, termo que significa “pequena puta”. Outra, para Laputa, que dispensa tradução.

            Dele, o texto curto mais importante é “Uma modesta proposta”, sendo o título completo “Uma modesta proposta para impedir que os filhos das pessoas pobres da Irlanda sejam um fardo para os seus progenitores ou para o País, e para torná-los proveitosos aos interesses públicos”.

            Como o Brasil caminha a passos largos para se transformar numa indisfarçada antidemocracia, me apresso a reproduzir alguns trechos dessa notável e valiosíssima Proposta, contribuindo assim para que o Interino, seus ministros-interinos e a cúpula da FIESP possam aplicar tais ideias em seus experimentos antidemocráticos.

            Trata-se de obra amplamente disseminada entre intelectuais, mas não estou certo de que nossos políticos e juristas, mais empenhados em arquitetar golpes e colecionar malfeitos, tenham chegado a conhecê-la.

TEM POBRE DEMAIS NO BRASIL

            “É motivo de tristeza, para aqueles que andam por esta grande cidade ou viajam pelo país, verem as ruas, as estradas ou as portas dos barracos apinhadas de mendigos do sexo feminino, seguidos por três, quatro ou seis crianças, todas esfarrapadas, a importunar os passantes com solicitações de donativos. Essas mães, em vez de poderem trabalhar pelo seu honesto sustento, são forçadas a perambular o tempo todo atrás de esmolas, a fim de sustentar seus pequenos desvalidos, os quais, à medida que crescem, se tornam ladrões, por falta de trabalho.”

            “Uma criança que tenha saltado recentemente do ventre de sua mãe pode muito bem ser mantida com o leite dela durante um ano inteiro, e com pouca nutrição adicional: quando muito, não mais que o valor de dois xelins, ou mesmo com as sobras, que a mãe poderá certamente conseguir por meio de uma honesta mendicância. E é exatamente na idade de um ano que proponho aplicar-lhes minha solução, de modo que, em lugar de se tornarem um fardo para seus pais ou para a paróquia, ou de carecerem de alimento e vestuário pelo resto de suas vidas, virão, pelo contrário, contribuir para alimentar e, em parte, para vestir muitos milhares de outros.”

EQUACIONANDO O PROBLEMA

            “Agora, proporei humildemente minhas próprias ideias, que acredito não serão suscetíveis da menor objeção.”

            “Um americano, muito experiente, me disse em Londres que uma criança nova, saudável e bem nutrida é, com a idade de um ano, um petisco bastante delicioso e salutar, seja servida ensopada, assada, grelhada ou cozida; e não tenho dúvida de que poderá ser preparada como um fricassê ou um ragu.”

            “Assim, ofereço humildemente à consideração do público o seguinte: que de cada 120 mil crianças nascidas, 20 mil possam ser apartadas para a reprodução, das quais apenas uma quarta parte serão machos, o que é mais do que costumamos fazer com as ovelhas, as vacas ou os porcos. Que as 100 mil remanescentes possam ser, com um ano de idade, oferecidas a pessoas de qualidade e posses em todo o reino, sempre advertindo as mães para que as amamentem bem no último mês, de modo que fiquem bem cheinhas e fornidas para uma boa mesa. Uma criança dará dois pratos numa recepção de amigos e, quando a família jantar sozinha, os quartos anteriores ou posteriores fornecerão um prato razoável; e, com uma pitada de pimenta e de sal, aguentará bem até o quarto dia, especialmente no inverno.”

            “Admito que esse alimento seja caro, portanto adequado aos proprietários, os quais, já tendo devorado os pais, têm todo o direito de fazer o mesmo com os filhos.”

ESCLARECENDO MELHOR

            “Já computei os custos de nutrição de uma cria de mendigo, como orçando em torno de dois xelins por ano, farrapos incluídos; e acredito que nenhum cavalheiro se queixaria de dar dez xelins pela carcaça de uma boa criança gorda, a qual, como já disse, fornecerá quatro pratos de carne excelente e nutritiva, quando ele tiver apenas algum amigo ou sua própria família para jantar. Então o proprietário aprenderá a ser um bom patrão e ganhará popularidade entre seus peões, a mãe açambarcará oito xelins de lucro líquido e estará em condições de trabalhar até produzir outro filho.”

            “Aqueles que são mais econômicos (como, devo confessar, estes tempos andam a pedir) poderão esfolar a carcaça, cuja pele, adequadamente curtida, proporcionará luvas admiráveis para as senhoras e botas de verão para os cavalheiros.”

MAGNÍFICOS RESULTADOS

            “Suponho que as vantagens da proposta que faço são óbvias e diversas, bem como da mais alta importância.”

            “Os arrendatários mais pobres, que nunca souberam o que é ter dinheiro, possuirão alguma coisa de valor, a qual por lei poderá estar sujeita a confisco, a fim de ajudar a pagar o aluguel aos proprietários, já tendo sido o seu gado e o seu milho devidamente pilhados.”

            “As parideiras constantes, além do ganho de oito xelins por ano com a venda de seus filhos, estarão livres do fardo de sustentá-los após o primeiro ano de vida.”

            “Finalmente, haveria um grande incentivo ao casamento. Aumentaria o cuidado e a ternura das mães pelos filhos, pois estariam certas de uma colocação para seus pobres bebês no futuro, obtendo ganhos anuais em vez de despesas. Observaríamos em breve um honesto sentimento de emulação entre as mães, a fim de verem quem traria o filho mais gordo para o mercado. Os homens teriam tanto interesse por suas esposas, durante o tempo da gravidez, quanto têm agora por suas éguas, suas vacas ou suas porcas em vias de parir; e não mais se prontificariam a bater nelas (como é a prática frequente), receando com isso um aborto.”

            Fica, portanto, encaminhada a Modesta Proposta do deão Jonathan Swift, transcrita sem qualquer alteração, que decerto não desagradará ao Interino, a seus ministros, aos membros do Supremo Tribunal Federal e de nosso judiciário, além da cúpula da FIESP, todos, sem dúvida, apreciadores de pratos delicados, raros e caros.

Ilustração: Intervenção sobre uma das “pinturas negras”, de Goya.

Imagens

Modesta proposta para melhor aproveitamento dos filhos das pessoas pobres | GGN

14/06/2016

Globo rege a banda Ré Pública

OBScena: ditadura, golpe e boçalidade à moda Globo

Globo Ressurge a Democracia

Quando tenho dúvida a respeito de determinados fatos políticos, observo o posicionamento da Rede Globo e de seus ventríloquos no RS. E opto pelo oposto. Não erro nunca. Quem tem no seu DNA uma conjunto de procedimentos todos voltados contra os interesses sociais, e que trabalha com afinco para negar qualquer direito que não seja do seu grupo de interesse, não merece respeito, muito menos credibilidade. Desde sempre, todas as iniciativas que foram tomadas em benefícios dos desvalidos, a Globo tem se posicionado contra. Todos os governos que priorizam a educação, a Globo vê como concorrente, porque pensa que ela detém o direito de educar o povo brasileiro. Desde sempre, a educação começa pelo exemplo. O exemplo que a Rede Globo dá é de total desrespeito à inteligência alheia. Trama, dá golpe, sonega, mente, incrimina, julga e condena, mas só seus adversário ideológicos. Para a Globo, CUnha é um anjo, um bênção.

Mais uma vez na história deste país, sob o comando da Rede Globo é instalada a Cleptocracia. Na orquestra que a Rede Globo montou para tocar o baile da Ilha Fiscal os músicos são todos réus. A escolha da Globo se deu exatamente segundo a ordem crescente de denúncias.  A menor acusação que pesa sobre eles é a tentativa de golpe para acabar com as investigações que os tornam réus. Nenhuma investigação pode ser feita sobre os golpistas, pelos menos não antes de consuma-lo. A ordem, em forma de método e prática, às vezes implícita mas quase sempre de forma bem explícita, percorrem os múltiplos braços do polvo siciliano também conhecido como Cosa Nostra, no popular, Máfia. Nossa velha mídia forma verdadeiro grupo mafiomidiático sob coordenação do Instituto Millenium.

O termo república nasce com Cícero, no seu De Re Publica, inspirada nos diálogos de Platão. O filósofo grego concebia uma forma ideal de organização política. O romano, usando o método socrático, via na Re Publica (a coisa pública) medida para um bom governo. Pelas páginas de O Globo e via Jornal Nacional, o Grupo Globo também vende sua concepção de governo. É a ré pública. Todos os que ela apoia são foram, são ou serão réus públicos. As escolhas obedecem uma lógica. E tem história, está incrustrado no seu DNA. É uma longa construção que remonta à sua origem mas que aparece claramente como “ré pública” em 1954, e confirma com o conjunto da obra perpetrada em 1964. Ali estavam todos os artigos com quais trabalharia ao longo do tempo até os dias de hoje. Nos governos instaurados sob os auspícios da Rede Globo os principais personagens, sejam em 1964 ou em 2016, nunca passam pelo crivo popular. Quando passam, como Collor de Mello, só com grosseira manipulação. E ainda assim, não sobrevivem por que são tão honestos quanto quem os engendram.

globo diadurad

Nada mais parecido com os jornais de 1964 que as repetidas edições de 2016. Até o apoio à Marcha dos Zumbis se parece com aqueles da famiglia, tradição e propriedade de 1964. Recentemente a Rede Globo omitiu, escondeu, uma manifestação de centena de milhares de pessoas pela paulista, exatamente como fizeram com o comício pela Diretas-Já, em 1984, no Vale do Anhangabaú.

É sintomático que a Rede Globo já tenha admitido em editorial que foi um erro o apoio à Ditadura. Não pediu perdão, nem disse que não o faria de novo. Pior, jamais admitiu que foi um erro ter escondido os comícios que pediam Diretas-Já, nem que não mais manipularia debates, como fez com o debate entre Lula x Collor. Mas Boni, 22 anos depois, confessou a manipulação. Está gravado em vídeo.  E o que se fez diante das palavras de Boni? Nada. A mídia não se mexeu. A justiça não se mexeu. O governo não se mexeu. O MPF não se mexeu. Então, se tudo o que se faz de errado não é questiono, resta a lição de que se pode continuar cometendo o mesmo crime. A Globo entendeu o recados das instituições e permanece com as mesmas práticas. Da mesma forma acontece em relação aos crimes da ditadura. Quando o STF decide que não se deve mexer com os crimes praticados pela ditadura, é porque está cultivando e adubando Bolsonaro. Bolsonaro, hoje, é filho da omissão covarde do STF em relação aos crimes da ditadura. Entende-se, pois, para condenar os crimes praticados pela ditadura, o STF chegaria na Rede Globo, nas peruas da Folha e nas valas clandestinas do Cemitério de Perus. Chegaria aos mandantes e beneficiados das sessões de tortura, estupro, morte e esquartejamento. Paulo Malhães confessou, e nem por isso houve punição. Brilhante Ustra morreu inocente… Por essas e outras que há ainda imbecis que pedem a volta da ditadura. A existência destes boçais é a contribuição silenciosa do STF à grande famiglia de Bolsonaros.

Globo x 13 salario

A Rede Globo sabe que a verdade só pode ser obtida pelo conhecimento. Está na alegoria da Caverna, na República de Platão. Por isso a mentira na forma de informação. A verdade é conhecimento, a Globo depende da mentira para sobreviver. E por isso a vende como verdade. A ignorância é a mãe do atraso, e o atraso é uma mãe para a Globo.

Quanto ao papel do Globo, basta verificarmos, por exemplo, edições da época. O golpe militar foi festejado com o “Ressurge a Democracia”. Se no princípio da ditadura a Globo vendia que o 13º aos trabalhadores seria uma tragédia, em 2016 fez publicar, para atacar as políticas sociais e raciais, o famigerado “Não somos Racistas”.  Os editorias de antes agora se somam aos livros e articulistas proxenetas que fazem às vezes de voz do patrão.

Toda vez que um governo resolve implantar políticas sociais, as organizações Globo partem para o golpe. Foi assim com Getúlio Vargas em 1954, com Jango em 1964, com Brizola (Proconsult) em , com Lula (Rubens Ricúpero & Carlos Monforte) e as estatuetas ao Assas JB Corp, e agora com a parceria com Eduardo CUnha para derrubar Dilma e “Restaurar a Cleptocracia”. FIES, PROUNI, Mais Médicos, tudo foi duramente combatido pela mesma plutocracia que finanCIA a Globo. E, pela ignorância, muitos dos beneficiados com estas políticas, sequer se dão conta do quanto foi difícil implementá-las, de quem trabalhou para que elas existissem, e também dos que trabalharam para que elas não vingassem. É o caso do ENEM, por exemplo, que sobrevive apesar da luta diuturna dos privatistas.

globo (4)

Simbolicamente, a República de Platão denuncia que a cicuta a Sócrates é a forma com que a plutocracia chega ao poder. Faz-se necessário conspirar, atacar diuturnamente, injetando cicuta na forma de ódio de classe, como se viu nas manifestações convocadas pela Rede Globo. Sócrates foi acusado pela plutocracia ateniense de enganar os jovens. Qual a diferença entre os acusadores de Sócrates com o papel desempenhado Bolsonaro, Silas Malafaia, José Serra, Michel Temer, Aécio Neves, Merval Pereira e Eduardo CUnha, todos na mão da Globo, nas manifestações em apoio ao golpe!?

Da Alegoria da Caverna saem as semelhanças com o baile dos vampiros da plutocracia brasileira. Nem tudo é o que parece.

A Rede Globo não tem Platão no seu manual. Outro personagem da mitologia grega casa melhor com o método Globo, Procusto.

Golpistas (8)

Este bandoleiro grego tinha um estilo de  aplicar justiça igual aos métodos empregados pela Rede Globo. Suas vítimas eram espichadas sobre uma cama. As mais curtas, espichava. As maiores, cortava para que ficassem do tamanho da cama.

Assim são as informações da Rede Globo, corta ou espicha dependendo da vítima. Por exemplo, se preocupa com os pedalinhos do Lula mas silencia a respeito dos envolvidos com um heliPÓptero com 450 kg de pasta base de cocaína. Nada diz a respeito da Lista Falciani do HSBC, da Lista de Furnas, da Lista Odebrecht, do Panama Papers, onde aliás está de corpo, alma e triplex (sob o manto da Mossack & Fonseca). A Globo entende tudo dos filhos do Lula, mas nada diz a respeito do filho de FHC com a funcionária Miriam Dutra, ou de Paulo Henrique Cardoso, de Luciana Cardoso. A Rede Globo nunca deu espaço em seu Jornal Nacional para falar da participação de sua filial RBS, pega na Operação Zelotes, ou Zelotsky como carinhosamente apelidam os gaúchos, decorrente dos escândalos no CARF.

Golpistas (4)

Sonegação, Meritocracia, Choque de Gestão são assuntos tratados ao melhor estilo Procusto. Meritocracia acontece quando um estudante no Rio de Janeiro, com apenas 17 anos, ganha emprego em Brasília. Quando ganha de presente de parentes emprego de vice-presidente das Loterias da Caixa. Quando constrói aeroportos com dinheiro público em terras de familiares. Quando uso o helicóptero do estado para transportar familiares e amigos. Quando é preso bêbado, sem carteira de trânsito e ainda assim não vira escândalo.

Para quem se interessa, há um livro disponível em “.pdf” na internet, a História Secreta da Rede Globo, escrita por Daniel Hertz. Há também um documentário que a Globo conseguiu proibir sua divulgação no Brasil, mas que também está disponível para quem quer conhecer um pouco melhor a respeito do modus operandi da famiglia mais siciliana do Brasif, Muito Além do Cidadão Kane.

grupos mafiomidiaticos

Dado o golpe, a Globo recomeça um período de purificação. Aos poucos entrega os anéis para ficar com os dedos. Mas jamais entrega o rubi, o PSDB. Estes são monstros sagrados. E não só para a Globo, mas também para o Estadão, Folha, RBS, Poder Judiciário, MPF. Como confessou o deputado gaúcho Jorge Pozzobom, o PSDB tem imunidade e, por isso, pode traficar, dirigir embriagado, ser decadelatado, que continuará como se fosse um partido de vestais.

Despois do Golpe, o STF afasta CUnha. Depois do Golpe, a Rede Globo ataca CUnha. Depois do Golpe, a Folha e Estadão, sempre a serviço do José “tarja preta” Serra, soltam pequenas notas contra Aécio Neves. Depois do golpe, cospem em quem sujou as mãos por eles.

Grupos Mafiomidiaticos

Os EUA invadiram a Itália pela Sicília. Não foi uma escolha aleatória. Houve um acordo com a máfia. Foram recebidos com tiros de festim. É mais ou menos isso que está acontecendo no Brasil.

Os cleptocratas adentram ao Palácio do Planalto sob tiros de festim. O Paraguai os reconhece.

Ressurge a Cleptocracia!

21/01/2016

A política de cotas do PSDB também explica meritocracia e aparelhamento do Estado

Na imagem um provável ancestral de Ali Kamel, autor do tijolaço “Não Somos Racistas”…

cotasSou do tempo em que José Hildebrando Dacanal, mestre da velha guarda jornalística e emérito professor da UFRGS, era o ghost-writer de sua colega e correligionária Yeda Crusius. Em seu discurso ferino e demolidor, Dacanal condenava o que ele entendia por “nova classe”, à qual pertenciam os petistas. Para Dacanal, a emancipação, via políticas sociais/cotas raciais, criaria uma casta oposta ao que ele e o PSDB, que ele dizia possuir os “melhores quadros”, propunhar sem o oposto da meritocracia. A “nova classe” do professor eram os professores e sindicalistas que, com as sucessivas eleições do PT em Porto Alegre, no RS e depois do âmbito Federal, ascendiam a postos políticos e de comando em empresas, autarquias e fundações comandadas pelos executivos. Seu elitismo rastaquera, logo ele que carregava seus livros com uma bolsa do Mercado Público com os dizeres “Lembrança do RS”, era mais de despeito do que de fundamento. Via seus colegas à esquerda ocupar postos que ele, montado em sua imensa sabedoria, nunca fora capaz de ocupar.

Esse discurso caro às elites do lumpenjornalismo era diuturnamente comprovado como falacioso, mas a força da mídia, que sempre foi a força do PSDB, teimava em recrutar novos midiotas. A religião que combatia o “aparelhamento do stado” e a política de cotas com propostas de “choque de gestão” e “meritocracia” sempre foi um discurso hipócrita. Ninguém aparelhou mais as instituições, seja no RS seja em outros Estados da Federação ou mesmo em Brasília, do que o PSDB.  A quem FHC entregou a ANP? Dentro lógica meritocrática, ao seu genro, David Zylbersztejn. Em pouco tempo rei David quebrou dois monstros, seu vínculo com o sogro e o monopólio da exploração do petróleo. O choque de gestão se deu no momento em que se separou da filha de FHC: perdeu o emprego na ANP… O aparelhamento da Petrobrás estava, desde o artigo do tucano Ricardo Semler (Nunca se roubou tão pouco) comprovado. Mas há também a confissão de FHC em seu livro “Diários da Presidência – volume 1".

Outro exemplo edificante perpetrado pelo príncipe dos sociólogos foi dado pela sua filha Luciana Cardoso. Por anos adormecia em casa recebendo salários do Senado, sob os olhares concupiscentes do Varão da República, o Senador Heráclito Fortes

O PSDB tem outro predileção. Entregar postos chaves a outro tipo de familiares. Como sabemos, as máfias são famílias… que podem ser reconhecidas em figuras como Robson Marinho, Geraldo Brindeiro & Gilmar Mendes, produtos tipicamente tucanos.

Portanto, os constantes ataques às políticas sociais e às cotas raciais dão a exata dimensão do papel do PSDB, um partido a serviço de status quo via apropriação do Estado. Veja que há figuras no Judiciário, MPF e PF que se fizeram à custa do Estado e assim querem manter para que sua famiglia continue sendo beneficiárias exclusivas do Estado. É a tal de meritocracia. O combate ao ENEM e PROUNI, que democratizam o acesso ao ensino superior, é uma confissão de uma classe média rastaquera que se acha no direito divino em relação às políticas públicas.

Infelizmente a nova classe que tanto assustou o prof. Dacanal não sobe por cavalinho de pau. É um processo longo e demorado. Lula, um torneiro mecânico sem formação superior, fez mais pela ascensão social do que o príncipe dos sociólogos. Em termos de educação, por deve transitar a meritocracia, Lula criou mais Universidades que todos seus antecessores juntos. É disso que nasce o ódio dos hiPÓcritas a Lula e suas políticas de emancipação.

Portanto, a informação do Correio do Povo de hoje, abaixo, a respeito do nepotismo tucano só surpreende marcianos. Os gaúchos, quando souberem quantos aspones a primeira dama Sartori espalhou pelos órgãos do Estado também ficarão chocados. Mas este não é um assunto que a velha mídia costuma se ocupar quando um dos seus está à seu serviço…

Ministério Público pede a parlamentares que demitam parentes até quarto grau

Três senadores foram notificados diretamente nesta quarta-feira

Notificação foi enviada ao Senado e à Câmara dos Deputados nesta quarta-feira | Foto: Ana Vope / Senado Federal / CP

O Ministério Público Federal no Distrito Federal enviou nesta quarta-feira notificação ao Senado e à Câmara dos Deputados pedindo que sejam demitidas todas as pessoas contratadas em funções de confiança nos gabinetes das duas Casas e que tenham parentesco em até quarto grau com os parlamentares.
Na recomendação, o MPF também sugere que pessoas com essas características sejam destituídas de cargos em comissão e funções gratificadas, mesmo no caso de servidores concursados que estejam em posições de chefia, direção o assessoramento – caso tenham parentesco até quarto grau com deputados e senadores.
No Senado, foram notificados diretamente três senadores: Telmário Mota (PDT-RR), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA). No gabinete dos três parlamentares, uma investigação prévia do Ministério Público identificou que há contratação de parentes. No entanto, o documento enviado deixa claro que não se trata de imposição, mas de recomendação, para evitar que uma ação direta de inconstitucionalidade seja movida contra eles. Na notificação, o prazo para que os funcionários nessas condições sejam exonerados é de 30 dias.
O senador Telmário Mota, no entanto, alega que o MPF está "extrapolando" suas competências e tentando se sobrepor a uma súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal, que estabelece como nepotismo a contratação de parentes até terceiro grau. Telmário Mota tem contratado como motorista um parente em quarto grau, mas alega que, para isso, consultou previamente o Departamento Jurídico do Senado, que o autorizou a fazer a contratação por estar em acordo com a determinação do Supremo."Se dissesse que se trata de algo legal, mas imoral, tudo bem. Mas nem imoral é. Esse rapaz já trabalhou pra mim antes e atualmente exerce diversas atividades, honestamente, em meu gabinete. Agora eu vou demitir o rapaz porque a lei diz uma coisa, mas a Procuradoria quer outra?", questionou.
Mota informou que repassou a recomendação do Ministério Público para o Departamento Jurídico e que vai provocar o STF para se manifestar sobre o caso e esclarecer se a contratação de parentes mais distantes do que os de terceiro grau é nepotismo. "Se for este o caso, eu estou pedindo que o STF mude a súmula, porque ela está induzindo as pessoas a erro. Eu tomei o cuidado de questionar previamente se a contratação era legal e agora quero saber se estou ou não fazendo errado", afirmou.
O senador Cássio Cunha Lima informou que o primo que trabalha como seu chefe de gabinete é funcionário do Senado há 33 anos e abdicou da gratificação a que teria direito quando foi convidado para trabalhar com ele. Cunha Lima disse que acatará a recomendação do Ministério Público e fará a exoneração do funcionário, mas, segundo ele, isso acarretará em mais despesa para o erário.
"Eu o convidei para trabalhar comigo, primeiro, porque isso não geraria despesa, ao contrário, geraria economia, uma vez que ele já era funcionário do Senado e permaneceria com o mesmo salário. E, segundo, porque a súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal estabelecia a proibição de contratação de parentes até terceiro grau, e não de quarto grau, como é o caso. Portanto, eu não estava fazendo nada ilegal. Mas vou acatar a recomendação, exonerar o meu chefe de gabinete – que voltará às suas funções normais no Senado – e contratar outra pessoa, gerando mais despesa", afirmou o parlamentar paraibano.
Em nota, a assessoria de Flexa Ribeiro disse que os consultores jurídicos do senador estão analisando o caso antes de decidir se será acatada a recomendação sobre a demissão da servidora que é parente em quarto grau do senador. "A Súmula Vinculante nº 13 define que é vedada a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau da autoridade nomeante para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, não sendo este o caso da servidora supracitada, que tem vínculo colateral de quarto grau com o senador Flexa Ribeiro", diz a nota.
O MPF reconhece que a súmula do STF estabelece como nepotismo a contratação de parentes apenas até tereceiro grau. No entanto, a procuradora Marcia Brandao Zollinger, que assina o documento, afirma que a súmula pretende impedir de forma "absoluta" o nepotismo e que ela não estabelece "impedimentos à determinação do quarto grau de parentesco para se confirmar, objetivamente, a ocorrência" desse tipo de irregularidade.

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16/01/2016

Chico Buarque e o fascismo disléxico

odio da mdianO  comportamento fascista na internet é de fácil diagnóstico. De regra, o fascista é um sujeito monossilábico, que repete ad nauseam, termos que Goebbels da velha mídia criam para uso de seus midiotas amestrados. Como eles não conseguem sustentar uma discussão em alto nível, até porque o sobra em ódio falece em entendimento, passam à agressão simples e direta. O ódio é a face mais comum, mas há algo que é ainda pior. É a generalização, a perseguição ao grupo ao qual pertence o objeto de sublimação de suas frustrações. O fascismo ou quer resolver pelo grito, ou pela violência,duas faces da mesma moeda. Mas também pode ser por meio da violência institucional que, legalmente, pode calar e até eliminar seu divergente.

De um lado o ódio e o alvo sinalizado pelos laser da mídia, de outro uma frustração de conotação sexual; o prazer em odiar se conjuga com o eco que seu ódio encontra em quem o alimenta. É um jogo de retroalimentação. Retire da velha mídia figuras como Luis Carlos Prates, Lasier Martins, Merval Pereira, a redação completa de Veja e Época, âncoras da Rede Globo, em especial os mais identificados com a ditadura, como Alexandre Garcia e Rachel Sheherazade, e se sentirão órfãos. Os fascistas são como mariposas, se alimentam de holofotes.

Quanto ao Chico, a mim, para além de sua honestidade intelectual, está sua integridade como cidadão. Um único episódio ilustra de forma paradigmática: numa das tantas vezes em que esteve na Itália, Chico participou de um programa da RAI que era uma espécie de tributo, não de suas músicas, mas de sua personalidade cosmopolita. Em determinado momento um dos participantes fez-lhe a seguinte provocação:

– Chico, o que acontece no Brasil, que há tanta criança pelas ruas, trabalhando, mendigando?

– De fato, há, mas os problemas do Brasil prefiro tratar no Brasil. Minhas posições políticas são claras e as manifesto no Brasil. Nossos problemas temos de resolve-los com políticas nossas. Não se resolvem em foros internacionais.

Vivíamos os tempos de FHC e Chico se recusou a criticar, em solo estrangeiro, o governo de então. Chico, como artista universal que é, sabia que a crítica ao Brasil, na TV Italiana, em nada ajudaria, só pioraria.

Chico vai à Justiça por um basta nas agressões

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Artista processará o jornalista João Pedrosa, que publicou em seu perfil no Instagram, ao comentar uma foto da atriz Silvia Buarque, filha de Chico, ao lado do pai e da irmã Helena: “Família de canalhas!!! Que orgulho de ser ladrão!!!”; para Chico, chegou a hora de dar um basta às falsas acusações que circulam na internet, inclusive as de que ele é beneficiário da Lei Rouanet; em dezembro, o cantor foi alvo de agressão verbal ao sair de um restaurante com amigos, no Rio; o artista foi chamado de “merda” e “petista ladrão” por um grupo de jovens por fazer defesas ao governo do PT

16 de Janeiro de 2016 às 07:31

247 – Alvo recente de agressão verbal no Rio de Janeiro por defender o governo do PT, o cantor e compositor Chico Buarque processará por danos morais, junto com a atriz Marieta Severo e as filhas do casal, o jornalista paulista João Pedrosa.

No fim de dezembro, Pedrosa postou em seu perfil no Instagram ao comentar uma foto publicada pela atriz Silvia Buarque ao lado do pai e da irmã Helena: “Família de canalhas!!! Que orgulho de ser ladrão!!!”.

De acordo com o colunista Ancelmo Gois, para Chico, chegou a hora de dar um basta às falsas acusações que circulam sobre ele na internet, inclusive as de que ele é beneficiário da Lei Rouanet.

O colunista do Globo afirma que o artista não tem nada contra as leis do governo de incentivo à cultura, mas que nunca usou qualquer uma delas. A ação será defendida pelo advogado João Tancredo.

Em dezembro, o cantor foi hostilizado por um grupo de jovens ao sair de um restaurante com amigos no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. Chico foi chamado de “merda” e “petista ladrão” por fazer defesas ao governo do PT (relembre aqui). Entre os jovens, estavam Álvaro Garnero Filho, filho do empresário e apresentador paulista Álvaro Garnero, e o rapper Túlio Dek, mais conhecido por ter namorado a atriz Cleo Pires.

Chico vai à Justiça por um basta nas agressões | Brasil 24/7

23/11/2015

Cotas garantem o acesso de 150 mil negros ao ensino superior no Brasil

racismo do ali kamelOutro dia ouvi que as cotas criaram o racismo ao contrário. Esta frase desconhece a lição de Lavoisier, de que nada se cria, tudo se transforma. As cotas não criaram o racismo, só puseram para fora o racismo que estava adormecido. O que era para ser uma justificativa politicamente correta de combate ao racismo, é na verdade um ato falho. Como quem, se não existisse política de cotas, eles continuaram no “seu lugar”. As cotas, ao me dificultarem o acesso que antes me era cativo, criaram um “problema” para eles.

É o mesmo que acontece com o ENEM. O acesso que era exclusive de uma elite que garantia a entrada nas melhores universidades públicas porque podiam pagar altas mensalidades em escolas particulares, teve de ser compartilhado com quem, mesmo não tendo recursos para pagar uma escola particular, demonstrou que tem iguais ou até melhores condições de frequentar ensino de qualidade. É lógica de castas: a casta que “investe” em boas escolas particulares também quer tem o direito divino de frequentar as universidade públicas. Por coincidência, são os mesmos que vivem bradando contra a coisa pública, os impostos, mas não se avexam de querer entrar em universidades públicas, da mesma forma que, para financiar seu apartamento, não recorrem aos bancos particulares, mas aos bancos públicos.

À toda evidência, odeiam o Estado porque querem um Estado que lhes sirva por direito divino.

Cotas garantem o acesso de 150 mil negros ao ensino superior no Brasil

Consideradas constitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) há três anos, cotas já incluíram 150 mil negros nas universidades brasileiras

A batalha para combater o racismo no Brasil é longa. Para se ter uma ideia, o primeiro projeto de lei propondo ações afirmativas para população negra foi apresentado em 1983, com o nº 1.332, para garantir o princípio da isonomia social do negro. Mas somente em 2012, tais ações foram consideradas constitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com a aprovação da Lei das Cotas nas universidades.

O ministro Ricardo Lewandowski, relator do projeto, ressaltou na época que apenas 2% dos negros conquistavam o diploma de ensino superior.

A aprovação da lei que institui cotas raciais nas universidades federais completou três anos em 2015. Nesse tempo, garantiu o acesso de 150 mil estudantes negros ao ensino superior, segundo a Secretaria de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial (Seppir).

A lei instituiu a reserva de 50% das vagas em todos os cursos nas instituições federais de ensino superior levando em conta critérios sociorraciais. A meta era atingir esse percentual gradualmente, chegando à metade de vagas reservadas até o final de 2016. Segundo os números do Ministério da Educação, em 2013, o percentual de vagas para cotistas foi de 33% e em 2014, 40%.

VEJA TAMBÉM: Professor explica por que mudou de ideia e se tornou a favor das cotas

A quantidade de jovens negros que ingressaram no ensino superior também cresceu, passando de 50.937 vagas preenchidas por negros, em 2013, para 60.731, em 2014. Atualmente, entre universidades federais e institutos federais, 128 instituições adotam a lei de cotas.

O Secretário Nacional de Combate ao Racismo do PT, Nelson Padilha, comemora que “finalmente” o Brasil percebe que quem precisa das políticas de igualdade racial não são só os negros, mas toda a população brasileira.

“Quem perde com a ausência dos negros nos espaços privilegiados é o Brasil. São milhões de cérebros qualificados e saudáveis que acabam sendo preteridos por conta do racismo institucional”, afirma.

Para Padilha, as políticas implementadas nos governos do PT significam um grande avanço para o Brasil. “Mas precisamos aumentar a quantidade de universidades que não instituíram a política de cotas”, completa.

O secretário cobra, no entanto, mais foco no cumprimento e fiscalização da lei 10.639/03, que pretende levar para as salas de aula mais sobre a cultura afro-brasileira e africana, propondo novas diretrizes para valorizar e ressaltar a presença africana na sociedade.

“Garantindo a inclusão dos conteúdos relacionados a África em todo o espectro de ensino, ela vai ajudar a desmontar os preconceitos”, ressalta.

Políticas públicas

Os estudantes negros têm acesso também ao Fies e ao Prouni, que auxiliam noingresso e na permanência desses estudantes em instituições privadas de ensino superior. Dados do Ministério da Educação referentes a 2014 mostram que os negros são maioria nos financiamentos do Fies, cerca de 50,07% e nas bolsas do Prouni, 52,1%.

Em entrevista ao “Portal Brasil”, a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, ressaltou que na última década o Brasil decidiu acumular esforços e criar um espaço para que sejam criadas estratégias que façam a diferença para as populações afrodescendentes, com ênfase na intersecção entre raça e gênero, porque as mulheres negras estão em situação de maior vulnerabilidade.

De acordo com o Mapa da Violência 2015, o número de mulheres negras mortas cresceu 54% em entre 2003 e 2013, enquanto o número de mulheres brancas assassinadas caiu 10% no mesmo período. No total, 55,3% dos crimes contra mulheres foram cometidos no ambiente doméstico, e em 33,2% dos casos os homicidas eram parceiros ou ex-parceiros das vítimas.

Para Nadine, a criação de leis como Maria da Penha e do Feminicídio devem reduzir essa violência nos próximos anos.

Geledés

Cotas garantem o acesso de 150 mil negros ao ensino superior no Brasil

11/07/2015

O fanatismo mafiomidiático empurra o Brasil para trás

Veja o que pode acontecer quando uma concessão pública cai nas mãos de pessoas desonestas. Os meios de comunicação são concessões públicas. No entanto, os donos destas concessões têm usado as concessões públicas para patrocinar golpes de estado, ditaduras e toda sorte de sinecuras. Por não existir uma lei de médios, quem detém a concessão pode sublocar para fundamentalistas de todas as religiões. Ve-se que não se trata de liberdade de expressão, mas dinheiro. Se a Igreja paga, tem espaço. Graças a este sistema mafioso, elementos como Silas Malafaia, Marco Feliciano e Eduardo CUnha passam a ditar os rumos da nossa sociedade. Quando um sujeito que usa o dinheiro público para construir aeroportos particulares nas terras da família ou quando somem do noticiário helicópteros pegos com 450 kg de cocaína como se fosse um assunto banal, é porque estamos diante de um sistema viciado, comandado por viciados, cuja condução é aceita por uma sociedade que mais parece uma manada de bovinos tangidos em direção às charqueadas.

Quando Ali Kamel escreveu “Não somos racistas”, foram poucas as vozes isoladas, geralmente associadas aos movimentos de negros, que se manifestaram. O livro, escrito para combater as cotas raciais, acabou fazendo parte do receituário que hoje leva a menoridade penal. As reações às manifestações medievalistas dos meios de comunicação foram tímidas. Agora que o estrago está por se consumar, a sociedade murmura. Pior, até pessoas pretensamente inteligentes pensam que, em pleno século XXI, as leis devem voltar a serem o que foram 100 anos atrás. A falta de embate político, e este foi o principal erro do PT, está legando uma sociedade fascista.

Graças ao conluio destas religiões pentecostais, que só servem para encher os bolsos dos pastores, com os grupos mafiomidiáticos estamos retornoando, em ritmo acelerado ao início do século passado. Ao contrário dos tempos do JK, estamos regredindo 100 anos em cinco.

Joaquim Nabuco e os linchamentos no Brasil, por Márcio Sotelo Felippe

sab, 11/07/2015 – 16:55

Do Justificando

Estranha fruta, estranha lâmpada

Márcio Sotelo Felippe – Procurador do Estado

aquim Nabuco começou sua trajetória, ainda quintanista de Direito, defendendo um escravo acusado de matar o policial que o mandara açoitar, e depois um guarda para escapar da prisão. Um negro que matou dois funcionários brancos. Nabuco saiu vitorioso porque evitou a pena de morte.

A corajosa defesa de Nabuco foi construída a partir do seguinte raciocínio: o negro defendera-se de dois crimes anteriores, crimes da ordem jurídica e social do Império: um, a própria escravidão; outro, a pena de morte iminente.

Nesta última semana, em São Luís, um jovem negro, favelado, morreu linchado amarrado a um poste por ter, segundo a notícia, assaltado um bar.

O jornal Extra publicou a notícia com duas ilustrações, incrivelmente idênticas. Uma mostrava um escravo acorrentado a um tronco, submetido a açoites. Outra, o negro de São Luís, morto, cabeça pendendo amarrado a um poste de luz. É como se a foto fosse uma reprodução deliberada da primeira, uma cópia feita por um cineasta ou um fotógrafo. Nas duas cenas, pessoas olham inertes, passivas, curiosas. Profético Nabuco.

Se o jovem negro saísse vivo, sua defesa deveria ser feita com a coragem de Nabuco: ele cometeu um crime que tem a ver com  crimes anteriores, os crimes da ordem social e jurídica que degradaram toda sua existência. Porque óbvio que jovens brancos de classe média não roubam botecos. Cometem outros delitos, e quando o fazem não são amarrados a um poste e linchados.

Anos mais tarde, Nabuco, já herói do abolicionismo, era célebre a ponto de ter sua figura estampada em rótulo de cigarro (Cigarros Nabuco). Um dos intelectuais mais extraordinários da história do Brasil, escreveu a frase que explica o linchamento do jovem negro favelado de São Luís e que explica muito do Brasil dos séculos seguintes. Em citação livre: a escravidão havia de tal forma pervertido e contaminado a sociedade brasileira que a moldaria ainda por muito tempo. E que não bastaria libertar escravos, mas reeducar a sociedade.

Nabuco não foi ouvido e não falta muito para termos no mercado Cigarros Bolsonaro.

A abolição foi um ato apenas jurídico e formal. O Brasil então seguiu impávido colosso ignorando o povo negro, como se nada devêssemos a eles, como se não tivéssemos um débito social derivado de um tenebroso passado de séculos de miséria e degradação escravizando seres humanos. O Brasil segue impávido colosso ignorando as gerações seguintes do povo negro, e assim o jovem negro de São Luís era livre segundo a lei. A lei que em sua majestática grandeza dá a todos o direito de jantar no Ritz e dormir embaixo da ponte, como disse Anatole France.

Anatole France disse literariamente o que críticos do Capitalismo desde sempre apontaram: a condição de sujeito de direito do trabalhador que produz a riqueza da sociedade por força de um contrato “livremente” assinado não o liberta. O constrangimento econômico difuso o faz escravo de outra forma. Então, ele é perfeitamente livre para dormir embaixo da ponte ou ir a Paris jantar no Ritz.

A opressão do povo negro é múltipla. Há o débito social histórico, essa miséria transmitida de geração a geração sem que a sociedade brasileira lembre-se de resgatá-lo. Há o preconceito. Há a exploração da estrutura capitalista, que aí é, portanto, uma sobre opressão.

Em artigo publicado nesta coluna Contracorrentes, Marcelo Semer, apoiado em levantamento da Secretaria Nacional da Juventude (trabalho coordenado por Jaqueline Sinhoreto), traz, nessa ordem de considerações,  um dado irrespondível: “mais de 60% dos presos são negros (prende-se 1,5 vez o número de brancos) e uma parcela próxima a essa é composta por jovens. Quanto mais se prende, mais jovens e mais negros lotam as cadeias”.

“Puta africana”, “macaca”, “vagabunda” foram algumas das frases dirigidas a Maju, a apresentadora negra do Jornal Nacional, no Facebook. A página do Extra que estampava as duas ilustrações teve, entre 1817 comentadores, 71% favoráveis ao linchamento.       

Billie Holiday cantava uma canção chamada Strange Fruit. Falava dos negros enforcados em árvores nos sul dos EUA: “árvores do sul produzem uma fruta estranha/sangue nas folhas e sangue na raiz/corpos negros balançando/fruta estranha pendurada nos álamos/pastoril cena do valente sul/os olhos inchados e a boca torcida/perfume de magnólias, doce e fresca/Depois o repentino cheiro de carne queimada/Aqui está a fruta para os corvos arrancarem/Para a chuva recolher, para o vento sugar/Para o sol apodrecer, para as árvores deixarem cair/Aqui está a estranha e amarga colheita”.[i]

Aqui não são árvores, são postes de luz. Há neles uma estranha lâmpada.

Marcio Sotelo Felippe é pós-graduado em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Universidade de São Paulo. Procurador do Estado, exerceu o cargo de Procurador-Geral do Estado de 1995 a 2000. Membro da Comissão da Verdade da OAB Federal.
Junto a Rubens Casara, Marcelo Semer, Patrick Mariano e Giane Ambrósio Álvares participa da coluna Contra Correntes, que escreve todo sábado para o Justificando. Foto: Biné Morais

Joaquim Nabuco e os linchamentos no Brasil, por Márcio Sotelo Felippe | GGN

Maioridade penal foi fixada após estupro de menor na prisão, em 1927

sab, 11/07/2015 – 16:24

Capas dos jornais da época davam destaque à história do pequeno Bernardino

Do Vermelho.org

Em 1927, menor estuprado na prisão levou Brasil a fixar idade penal

A maioridade penal foi fixada em 18 anos no Brasil em 1927, quando um crime brutal chocou o país e levou as pessoas a questionarem a violência contra as crianças. Desde então, esta é a primeira vez que existe uma proposta de redução.

A história ficou conhecida como “O menino Bernardino”. A criança, de apenas 12 anos, era engraxate, ao terminar um serviço o cliente saiu sem pagar. A reação de Bernardino foi jogar tinta no senhor que prontamente acionou a polícia. Quando os policiais chegaram o pequeno não soube explicar o que aconteceu e foi preso numa cela com 20 adultos. 
Mesmo inocente, Bernardino permaneceu na prisão e foi estuprado e espancado pelos detentos adultos. De lá, jogado na rua. Ao ser resgatado e levado ao hospital, os médicos ficaram horrorizados com a história e a imprensa da época deu um grande destaque ao caso, que chocou a população. Apesar de haver uma violência generalizada contra as crianças pobres, além de uma exploração exacerbada do trabalho infantil, a população questionou os cuidados com a infância e exigiu medidas de proteção. 
Pressionado pela opinião pública, um ano mais tarde o presidente Washington Luiz assinou o Código de Menores, um sistema de proteção à criança que fixava em 18 anos a idade para os adolescentes serem punidos como adultos. Este Código também protegia os menores de 14 anos abandonados, que não receberiam nenhum tipo de punição e a partir desta idade poderiam ser submetidos a medidas socioeducativas. 
Para a professora de História da Educação da Uerj, Sônia Câmara, o Código dividiu as crianças “em dois grandes setores, o setor das crianças de elite, brancas e ricas e a grande maioria das crianças brasileiras: pobres, negras, abandonadas e delinquentes, que recebem o nome pejorativo de ‘menor’”. Mas ainda assim, ela vê com bons olhos esta que foi a primeira tentativa efetiva de regular e proteger a infância. 
Mas havia uma “divisão social” que independia da idade porque eram considerados “menores”, as crianças abandonadas e que estavam sob a tutela do Código, ou seja, os “vadios”, ou “delinquentes”. Normalmente as crianças com estrutura familiar não se encaixavam nos pré-requisitos do Código. 
A partir disso surge o SAM “Serviço de Assistência ao Menor”, que seria uma primeira tentativa do que conhecemos hoje como Fundação Casa. Porém, o aparelho funcionava, de acordo com a professora de História da USP, Maria Luiza Marcilio, como uma ferramenta de tortura e violência contra as crianças, e não como um mecanismo educativo. 
Depois do fracasso da ditadura militar com a Funabem (que daria origem à Febem), em 1990 surge o Estatuto da Criança e do Adolescente, considerado até hoje avançado. O ECA prevê a proteção à criança e ao adolescente baseado em leis internacionais e estabelece punições socioeducativas aos menores de 18 anos responsabilizados por crimes. 
Um crime que chocou a sociedade brasileira em 1927, ou seja, quase 90 anos atrás, pode se tornar realidade novamente, caso as crianças e adolescentes sejam expostas à punição com adultos. É isso que propõe a PEC da redução, aprovada pela Câmara dos Deputados. 
A história de Bernardino faz parte de uma série de arquivos resgatados pelo Senado Federal no Arquivo S.

Do Portal Vermelho, Mariana Serafini

Maioridade penal foi fixada após estupro de menor na prisão, em 1927 | GGN

19/05/2015

Machado de Assis

Ao mesmo tempo em que se comemora a revelação de uma foto histórica em que aparece Machado de Assis, é também constrangedor pensar no que pensaria o fundador e patrono da Academia Brasileira de Letras se soubesse que dela faz parte hoje não só sinhozinhos da Casa Grande como José Sarney e FHC, mas também notórios militantes da negação do racismo, como Merval Pereira. Roberto Marinho, que empregava o negacionista Ali Kamel, autor do famigerado “Não somos racistas”, conseguiu uma cadeira na academia graças ao do famoso editorial que saudou a chegada da ditadura. A captura de FHC via Miriam Dutra não é diferente da captura da Academia Brasileira de Letras via editoriais. Furtos, digo frutos, de uma mesma árvore.

A Academia, que um dia foi de Letras, hoje é de petas!

Missa Campal de 17 de maio de 1888

17 de maio de 201518 de maio de 2015Andrea Wanderley

Antonio Luiz Fereira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro.

Antonio Luiz Ferreira. Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da Escravatura no Brasil, 1888. São Cristóvão, Rio de Janeiro.

A Brasiliana Fotográfica identificou a presença de Machado de Assis na fotografia da Missa Campal de Ação de Graças pela Abolição da Escravatura realizada no dia 17 de maio de 1888, no Campo de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. O autor da foto foi Antonio Luiz Ferreira.

A identificação de Machado de Assis foi confirmada por Eduardo Assis Duarte, doutor em Teoria da Literatura e Literatura Comparada (USP) e professor da Faculdade de Letras da UFMG , que considerou a fotografia um documento histórico da maior importância. Segundo ele, Machado de Assis teve uma “atitude mais ou menos esquiva na hora da foto, em que praticamente só o rosto aparece, dando a impressão de que procurou se esconder, mas sem conseguir realizar sua intenção totalmente. Atitude esta plenamente coerente com o jeito encolhido e de caramujo que sempre adotou em público, uma vez que dependia do emprego público para viver e eram muitas as perseguições políticas aos que defendiam abertamente o fim da escravidão.”

Eduardo Assis Duarte, que organizou “Machado de Assis afrodescendente” (2007) e a coleção “Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica” (2011, 4 vol.), e é coordenador do Literafro – Portal da Literatura Afro-brasileira, justificou a proximidade de Machado da princesa Isabel. Segundo ele, “Machado foi abolicionista em toda a sua vida e, a seu modo, criticou a escravidão desde seus primeiros escritos. Nunca defendeu o regime servil nem os escravocratas. Além disso, era amigo próximo de José do Patrocínio, o grande líder da campanha abolicionista e, junto com ele, foi à missa campal do dia 17, de lá saindo para com ele almoçar… Como Patrocínio sempre esteve próximo da princesa em todos esses momentos decisivos, é plenamente factível que levasse consigo o amigo para o palanque onde estava a regente imperial. A propósito, podemos ler no volume 3 da biografia escrita por Raimundo Magalhães Júnior :

‘Na manhã de 17 de maio, foi promovida uma grande missa campal, comemorativa da Abolição, em homenagem à Princesa Isabel, que compareceu, e houve em seguida um almoço festivo no Internato do Colégio Pedro II. Terminada a missa, José do Patrocínio foi para sua casa, à rua do Riachuelo, com dois amigos que convidara para almoçar em sua companhia: um deles era Ferreira Viana, ministro da Justiça do Gabinete de João Alfredo. E o outro era Machado de Assis, a quem, aliás, o grande tribuno abolicionista oferecera a carta autógrafa que recebera, em 1884, em Paris, de Victor Hugo.’ (MAGALHÃES JÚNIOR, Vida e obra de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira / INL-MEC, 1981, vol. 3, Maturidade, p. 125).”

O biógrafo, continua Eduardo Assis Duarte, “não diz onde estava Machado durante a missa, mas pode-se concluir perfeitamente que ele compareceu e que estava junto a José do Patrocínio. Daí minha conclusão: se a imagem que aparece na foto não for de Machado, é de alguém muito parecido.”

Segundo Ubiratan Machado, jornalista, escritor, bibliófilo e autor do “Dicionário de Machado de Assis”, lançado pela Academia Brasileira de Letras, a identificação de Machado de Assis na foto foi uma dupla descoberta: “Não há dúvida que se trata do Machado, atrás de um senhor de barbas brancas e mil condecorações no peito. O fato do seu rosto estar um pouco escondido não atrapalha em nada a identificação. É o velho mestre, perto de completar 50 anos. Igualzinho aos dos retratos que conhecemos desta fase de sua vida.  A segunda revelação é a de Machado ter ido à missa de ação de graças, fato até hoje desconhecido pelos biógrafos. A foto tem ainda outra importância: mostrar que ele se preocupava com a libertação dos escravos, acabando de vez com a idiotice de alguns que afirmam ser ele indiferente ao destino da raça negra no Brasil. É a prova visual da alegria embriagadora que ele sentiu com a abolição, como narra em seu conhecido depoimento (Gazeta de Notícias, edição de 14 de maio de 1893).

Machado de Assis participou também, no dia 20 de maio de 1888, do préstito organizado pela Comissão de Imprensa para celebrar a Abolição. Na ocasião, ele desfilou no carro do fundador da Gazeta de Notícias, o Sr. Ferreira de Araújo (Gazeta de Notícias, edição de 21 e 22 de maio de 1888) . Antes dessas festividades, Machado havia sido agraciado com a Imperial Ordem da Rosa, que premiava civis e militares que houvessem se destacado por serviços prestados ao Estado ou por fidelidade ao imperador.

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Detalhe da foto

A Brasiliana Fotográfica convida os leitores a participar do desafio de identificar outras personalidades presentes na foto da solenidade. Abaixo, destacamos na foto e em sua silhueta o grupo em torno da princesa Isabel (1) e do conde D’Eu (2). Machado de Assis é o número 5. Possivelmente o número 7 é José do Patrocínio, atrás de um estandarte e segurando a mão de seu filho, então com três anos. Quem serão os outros?

MISSA 2

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Numeramos alguns dos presentes, mas a identificação de qualquer pessoa que esteja na fotografia é bem-vinda.

Um pouco da história da foto

A Missa Campal em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em 17 de maio de 1888, foi uma celebração de Ação de Graças pela libertação dos escravos no Brasil, decretada quatro dias antes, com a assinatura da Lei Áurea. A festividade contou com a presença da princesa Isabel, regente imperial do Brasil, e de seu marido, o conde D´Eu, príncipe consorte, que, na foto, está ao lado da princesa, além de autoridades e políticos. De acordo com os jornais da época, foi um “espetáculo imponente, majestoso e deslumbrante”, ocorrido em um “dia pardacento” que contrastava com a alegria da cidade.

Cerca de 30 mil pessoas estavam no Campo de São Cristóvão. Dentre elas, o fotógrafo Antonio Luiz Ferreira que há muito vinha documentando os eventos da campanha abolicionista brasileira desde suas votações e debates até as manifestações de rua e a aprovação da Lei Áurea. Não se conhece um evento de relevância nacional que tenha sido tão bem fotografado anteriormente no Brasil. No registro da missa campal é interessante observar a participação efetiva da multidão na foto, atraída pela presença da câmara fotográfica, o que proporciona um autêntico e abrangente retrato de grupo. Outra curiosidade é a cena de uma mãe passeando com seu filho atrás do palanque, talvez alheia à multidão, fazendo um contraponto de quietude à agitação da festa.

Antonio Luiz Ferreira presenteou a princesa Isabel com 13 fotos de acontecimentos em torno da Abolição.  Essas fotos fazem parte da Coleção Princesa Isabel que se encontra em Portugal, conservada por seus descendentes. Além desses registros, Ferreira tirou duas fotos das duas missas realizadas no Campo de São Cristóvão no mesmo dia. Uma delas, a principal,  intitulada “Missa campal celebrada em ação de graças pela Abolição da escravatura no Brasil”, é a que está aqui destacada e faz parte da Coleção Dom João de Orleans e Bragança. A outra missa foi celebrada pela Sociedade dos Homens de Cor da Irmandade de São Benedito. Outros três registros foram feitos por Ferreira no dia 22 de agosto de 1888 e documentaram o retorno do imperador Pedro II ao Brasil. Também foram ofertados à princesa Isabel.

Ao todo, Antonio Luiz Ferreira fotografou 18 cenas ligadas às celebrações de 1888 e com isso, apesar de ter tido uma carreira discreta, tornou-se um importante fotógrafo do século XIX. As imagens captadas por ele nessas datas tão marcantes da história do Brasil caracterizam-se pela expressividade dos rostos retratados, decorrência da relevância do fato e da fascinação causada pela câmara fotográfica.

Explore os detalhes da foto da Missa Campal

Contribuíram para esta pesquisa Elvia Bezerra (IMS) e Luciana Muniz (BN)

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← Dia da Abolição da Escravatura

  • Aquele de bigode e óculos, segunda pessoa à direita de Machado de Assis (logo abaixo da lança em primeiro plano, atrás de um homem calvo quase de costas) é muito parecido com o Valentim Magalhães!

  • À direita da Princesa Isabel , de roupa clara e chapéu escuro, está a sua amiga a Baronesa de Loreto.

Missa Campal de 17 de maio de 1888 | Brasiliana Fotográfica

31/03/2015

Não somos racistas, somos mafiosos

Não somos racistas, somos mafiosos, sonegadores, manipuladores, mas temos do nosso lado a fina flor do Poder Judiciário…

Fernanda Montenegro envia um beijinho no ombro a Ali Kamel

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Numa das cenas mais inesperadas da teledramaturgia da Globo, a emissora dos Marinho fez um elogio rasgado à política de cotas raciais, no episódio de ontem da novela Babilônia; ao conceder um bônus a sua melhor advogada, a jovem negra Paula (Sheron Menezzes), Teresa (Fernanda Montenegro) ouviu: "Sabe o que eu queria fazer com esse cheque? Esfregar na cara de todas as pessoas que riram de mim por eu ter entrado na faculdade pelo sistema de cotas". Em seguida, respondeu: "beijinho no ombro pras invejosas"; alguns anos atrás, o superpoderoso Ali Kamel, diretor da Globo, publicou o livro "Não somos racistas", um libelo contra a política de cotas; a Globo agora é progressista ou aí tem coisa?

31 de Março de 2015 às 07:31

247 – Deu a louca na Rede Globo. Ou há algo que ainda não se poder enxergar com clareza. Em 2006, um dos mais próximos executivos da família Marinho, o jornalista Ali Kamel, publicou o livro "Não somos racistas", um libelo contra a política de cotas raciais – desde então, esta foi a posição editorial de todos os veículos de comunicação da Globo.

Ontem, no entanto, na novela Babilônia, o grupo dos Marinho deu um giro de 180 graus na novela Babilônia, que vem sofrendo críticas de setores conservadores desde o primeiro capítulo, quando a novela estreou com o beijo gay de Fernanda Montenegro e Natália Thimberg.

Desta vez, a polêmica envolveu a política de cotas raciais, numa cena exibida no capítulo desta segunda-feira. Ao conceder um bônus polpudo à sua melhor advogada, a jovem negra Paula (Sheron Menezzes), Teresa (Fernanda Montenegro) ouviu: "Sabe o que eu queria fazer com esse cheque? Esfregar na cara de todas as pessoas que riram de mim por eu ter entrado na faculdade pelo sistema de cotas".

Em seguida, respondeu: "beijinho no ombro pras invejosas".

Evidentemente, uma cena com esse teor político, no momento em que o Brasil é sacudido por uma onda neoconservadora, não entraria numa novela da Globo sem que tivesse sido discutida internamente. Mais do que simplesmente criar polêmica, ao discutir o tema das cotas raciais, a Globo parece disposta a assumir pautas mais progressistas.

Será que os Marinho decidiram mandar um "beijinho no ombro" para Ali Kamel? Confira, abaixo, a sinopse do livro "Não somos racistas", que fala do medo do autor em relação à política de cotas:

SINOPSE:

‘Não somos racistas’ é um livro nascido do espanto. Movido pelo instinto de repórter, Ali Kamel, diretor de jornalismo da Rede Globo, começou a perceber que a política de cotas proposta pelo Governo Lula – e que pode ser aprovada em breve pelo Senado – divide o Brasil em duas cores, eliminando todas as nuances características da nossa miscigenação. Ali constata, estarrecido, que, nesta divisão entre brancos e não-brancos, os ‘não-brancos’ são considerados todos negros. O primeiro capítulo de ‘Não somos racistas’ mostra como a política de cotas começou a ser construída no governo Fernando Henrique Cardoso. Mostra, ainda, como o jovem sociólogo Fernando Henrique foi uma das cabeças de um movimento que dominou parte da intelectualidade nacional nos anos 1950. Um movimento que se afastava do conceito de multiplicidade e democracia racial proposto por Gilberto Freyre em obras como ‘Casa grande e senzala’ e dividia o Brasil entre duas cores; negros e brancos. O livro de Ali Kamel começou a se desenhar em 2003, quando ele passou a publicar, quinzenalmente, uma série de artigos sobre as cotas no jornal ‘O Globo’. Neles, constatava o sumiço dos pardos e dos miscigenados nas estatísticas raciais brasileiras. Apontava, também, para o fato de que o branco pobre tem a mesma dificuldade de acesso à educação que um negro pobre, levantando a hipótese de que o maior problema do país talvez não seja a segregação pela cor da pele – e sim pela quantidade de dinheiro que se carrega no bolso. ‘Não somos racistas’ aprofunda e sistematiza as idéias apresentadas pelo jornalista naqueles artigos; a negação da miscigenação; o ‘olho torto’ das estatísticas, que escamoteiam problemas sociais na divisão da população por cores; a situação de negros e brancos no mercado de trabalho; o medo de que uma política de cotas, posta em prática, construa uma separação entre cores que nunca existiu, de fato, no Brasil, promovendo o ódio racial; os estudos científicos que provam que raças não existem e, portanto, não pode haver tratamento desigual para seres humanos iguais.

Fernanda Montenegro envia um beijinho no ombro a Ali Kamel | Brasil 24/7

15/01/2015

Estadão traz ma(i)s notícias sobre o Grêmio

Com a palavra os ilustres funcionários da RBS, Paulo Sant’ana e Cacalo, subalternos do autor daquela sintomática obra: “Não somos racistas”…

Menina com deficiência é chamada de “negrinha aleijada” em jogo de futebol

LUIZ ALEXANDRE SOUZA VENTURA

14 Janeiro 2015 | 15:46

“Sinto um misto de raiva, revolta e nojo”, desabafa no Facebook a mãe de uma menina com deficiência que foi xingada por torcedores do Grêmio em partida contra o Flamengo.

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O que você precisa saber sobre pessoas com deficiência

Manifestações de preconceito e agressões verbais em jogos de futebol, infelizmente, não são novidade, no Brasil e em outros países. E a discriminação não poupa ninguém. No último dia 15 de dezembro, a mãe de uma menina com deficiência usou o Facebook para demonstrar sua indignação sobre como sua filha, torcedora do Flamengo, foi ofendida de diversas formas por torcedores do Grêmio. O jogo foi disputado no dia 7 de novembro em Porto Alegre.

Mãe de menina xingada desabafou no Facebook. Imagem: Reprodução

Mãe de menina xingada desabafou no Facebook. Imagem: Reprodução

“Sinto um misto de raiva, revolta e nojo”, desabafa Ana Paula Medina em seu perfil na rede social.

Leia a íntegra do post.

“Bem, Não tinha me manifestado ainda sobre o episodio com a Aninha na Arena do Grêmio, no jogo contra o Flamengo. Estava tentando digerir dentro de mim tudo que tinha acontecido e Confesso não consegui ainda, sinto um misto de raiva, revolta e nojo. Na segunda feira logo depois passei mal, nem consegui ir trabalhar, passei uma grande parte da madrugada olhando minha filhotinha dormir e pensando como puderam fazer aquilo com ela. Ana Clara é flamenguista, não por influência nossa, mais por ela mesma. Ganhou uma camisa do Flamengo e a primeira atitude foi beijar o escudo, sem que ninguém incentivasse e desde então assiste os jogos conosco e só não grita gol porque não fala.

Nunca tinha levado ela a um estadio, justamente por medo dessa violência tão falada nos noticiarios, mais neste domingo 07/12 resolvemos leva-la. Ganhamos os ingressos dos nossos amigos e como o jogo não valia nada, lá fomos nós. Ela foi eufórica dentro do onibus, feliz mesmo, dançando e sacudindo seus bracinhos fininhos a cada musica do Flamengo cantada por nossos amigos. Quando nos aproximamos da entrada de visitantes da Arena, um grupo de exaltados gremistas já nos esperava, gritando xingamentos sem fim, dizem que isso é coisa de futebol mesmo. Entramos na área de visitantes para desembarcar do onibus. Quando desci com a Aninha no colo para coloca-la na cadeira de rodas alguém gritou “Negrinha Aleijada”. Nossos amigos começaram a discutir, ficaram revoltados, se enfureceram mesmo, porque Aninha é amada por todos, a mascote da nossa torcida, a primeira criança da FLA-RS que é uma grande familia, tanto que 3 de seus membros são padrinhos da Sarah, minha outra filha. Fiquei nervosa, comecei a chorar e disse ao Gustavo Haag que gente ruim, porque isso com uma criança. Chamei nossos amigos pra entrar, não queria que eles brigassem.

Fui encaminhada por funcionarios do Grêmio até um camarote, com Aninha e meu marido. Até então tudo certo, toda mordomia. À frente do camarote, cadeiras que nos permitiam ver melhor o campo, abaixo de nós mais cadeiras e muitos gremistas. Alheia a tudo isso estava Aninha, vibrando. Fomos com ela para as cadeiras e logo em seguida o Flamengo fez um gol, pegamos ela no colo, gritamos, vibramos como todo bom torcedor, mais os gremistas abaixo de nós se acharam no direito de nos provocar e da maneira mais terrivel. Chamavam nossa menina de puta, de putinha flamenguista, pegavam nos genitais e mostravam pra gente, faziam gestos obscenos com as mãos.Confesso, não tenho sangue de barata, revidei, xinguei um monte eles, fiquei brava, muito brava, afinal, pode mexer comigo, eu sei me defender, mais mexeu com ela eu viro o diabo. Sofri muito pra ter minha filha viva, pra qualquer idiota preconceituoso ofende-la.

Sem hipocrisia, nenhuma mãe gostaria que seu filho fosse deficiente, mais naquele momento agradeci a Deus que a deficiência da Aninha não permitiu que ela entendesse àquela agressão gratuita, aquelas pessoas, sim, porque eram homens e mulheres, não poderiam agredir mesmo que verbalmente, uma criança com limitações.

Já tinhamos sofrido preconceito antes, mais nunca de uma forma tão dolorida feito essa.

No intervalo do jogo, 2 seguranças estiveram no camarote para nos perguntar o que estava acontecendo. Explicamos tudo a eles, que não nos deram nenhuma orientação, só viraram as costas e foram embora.
Assistimos uma parte do segundo tempo ainda nas cadeiras, mais quando o Grêmio fez um gol, começaram os xingamentos de novo.
Fomos obrigados a ficar o resto do jogo dentro do camarote pra que Aninha não sofresse mais.

Terminado o jogo nos desceram para pegarmos o onibus, mais saimos do elevador numa area gremista, os funcionarios nos indicaram como sair mais a gente teria que ir sozinhos passando no meio deles, encontramos alguns soldados da Brigada e pedimos que eles nos levassem, no que fomos prontamente atendidos.

A sensação de todos era de revolta pelo que fizeram a nossa pequena guerreira.
Digo sempre, bate em mim, pisa em mim que sei me defender, mais não faça com ela porque vou até o fim para defendê-la.

A estes gremistas só posso dizer por enquanto, vocês nunca vão saber o que é ter uma negrinha aleijada como a minha na vida, nunca terão a felicidade de poder aprender com esse ser tão incrivel que é a minha filha. É uma pena que pra vocês ela só mereça ser chamada assim, porque todos os dias ela é chamada de Guerreira, forte, vitoriosa, lutadora, anjo, poncesa, amor, tudo isso por gente de bem que a ama e a respeita. Vocês nunca enfrentaram 10% das batalhas que ela já enfrentou na vida, sempre sorrindo e dando a volta por cima. Vocês não são dignos de pisar o mesmo chão que ela, não são dignos de pisar no mesmo chão que a cadeira de rodas dela passa.

Aleijados são vocês, aleijados de caracter, de coração, de alma, de espirito e de sentimentos….

A vocês meu desprezo e minha repulsa…..

Ana Paula – mãe da menina mais linda desse mundo…”

01/01/2015

Sistema prisional made in USA: contra negros, nos EUA, até cego vê

Filed under: Ali Kamel,Não somos racistas,Panteras Negras,Racismo,Sócrates — Gilmar Crestani @ 10:15 am
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socrates-punhoParece piada, mas não é: “Entre os presos que testemunharam contra os Panteras também está um cego que disse em depoimento ter visto Woodfox saindo do local do crime e outro diagnosticado com esquizofrenia.”

Não se trata de um problema de república de bananas, mas daquele paraíso dos coxinhas brasileiros.

Todo brasileiro com complexo de vira-lata se prostra pros EUA como muçulmano para Meca. Fazem fila para comprarem quinquilharias de fabricação chinesa em Miami. E odeiam o Brasil, claro.

Em 2014 os brasileiros foram 51% dos turistas, mas com o reatamento das relações diplomáticas com Cuba, os brasileiros agora terão pela frente a concorrência cubana. Pergunte aos brasileiros made in Miami se já ouviram falar nos Panteras Negras? Duvido que saibam sequer quem foi Sócrates, o jogador, não o filósofo grego do séc. V?!

A forma de saudação dos Panteras Negras foi adotado por Sócrates, craque do futebol brasileiro. Por terem usado a mesma saudação, nas Olimpíadas de 1967,os multi campeãs Tommie Smith e John Carlos foram condenados, pela “maior democracia das Américas”, ao ostracismo e só recentemente foram reabilitados por lá. Lá, como aqui, parece que a velha mídia continua escrevendo a história de forma sempre muito peculiar: “Não somos racistas”….

Parodiando um dos filósofos da RBS: “Miami é um paraíso encravado no inferno dos EUA.(…) Finalmente, é incrível, mas não há sequer um negro em Miami. A 1500 quilômetros da Flórida, Mississippi, há milhares de negros.” Ou, para deixar os coxinhas ainda mais irritados. Apenas 166 km separam Miami de Cuba…

Pantera na solitária

Justiça dos EUA se divide sobre caso de Albert Woodfox, membro do grupo radical Panteras Negras detido em confinamento há 42 anos

GIULIANA VALLONEDE NOVA YORK

Durante 23 horas de seu dia, Albert Woodfox, 67, fica confinado numa cela de 2 metros x 3 metros em uma prisão na Louisiana, nos EUA. Nessas condições, segundo o relator especial sobre tortura da ONU, o detento pode começar a desenvolver distúrbios psicológicos irreversíveis após 15 dias. Mas Woodfox está na solitária há 42 anos.

Preso por roubo no fim da década de 1960, Woodfox fundou uma unidade do movimento Panteras Negras, grupo radical de defesa dos negros americanos, na prisão de Angola, na Louisiana. Ele pretendia lutar contra as violações dos direitos humanos que ocorriam na prisão.

Em abril de 1972, o guarda penitenciário Brent Miller, 23, foi morto a facadas enquanto fazia a ronda em um dos complexos de Angola. Woodfox e outro Pantera, Herman Wallace, foram acusados da morte e colocados na solitária no mesmo dia – condição em que Woodfox está até hoje, mesmo após transferido para outra prisão em 2010.

Em 1973, os dois foram condenados à prisão perpétua. Woodfox e Wallace nunca assumiram a autoria do crime e dizem ter sido perseguidos por causa da militância dentro da prisão.

"Em primeiro lugar, nenhum ser humano deve ser mantido em confinamento solitário indefinidamente", afirma Jasmine Heiss, membro da Anistia Internacional, que faz campanha pela libertação de Woodfox.

A defesa afirma que a principal testemunha do caso, um homem condenado por estupro chamado Hezakiah Brown, foi subornado pela diretoria da prisão para prestar seu depoimento ""ele foi perdoado e libertado mais tarde.

Entre os presos que testemunharam contra os Panteras também está um cego que disse em depoimento ter visto Woodfox saindo do local do crime e outro diagnosticado com esquizofrenia.

Desde então, a condenação de Woodfox foi revogada por três vezes na Justiça, sob o argumento de que houve discriminação racial nos julgamentos. Em todas as ocasiões, no entanto, o procurador-geral da Lousiana, Buddy Caldwell, recorreu das decisões ""ele já se referiu a Woodfox como "o homem mais perigoso do planeta."

Em novembro, um tribunal federal de apelações manteve a decisão de soltar Woodfox. Mas, novamente, o Estado recorreu, impedindo, por enquanto, sua libertação.

"Nossa posição é a de que já é o bastante. Woodfox já serviu 42 anos em tempos difíceis dentro do confinamento solitário", diz Carine Williams, do escritório de advocacia Squire Patton Boggs, que representa Woodfox.

Até mesmo a viúva do guarda assassinado, Teenie Rogers, já declarou que não acredita na culpa dos dois homens condenados.

OS TRÊS DE ANGOLA

Woodfox, Herman Wallace e um outro preso, Robert King, também membro dos Panteras Negras, ficaram conhecidos como "Os Três de Angola" por terem passado, juntos, mais de um século no confinamento solitário.

Wallace foi solto em outubro de 2013, após 42 anos na solitária. Ele morreu três dias depois, vítima de um câncer no fígado. King teve sua condenação revogada em 2001 e foi libertado, após 29 anos.

Woodfox sofre de hipertensão, insuficiência renal crônica, diabetes tipo 2 e insônia. "Se a causa é nobre o suficiente, você pode carregar o peso do mundo nas costas. E, então, eles nunca conseguirão me quebrar", afirmou Woodfox em declaração ao documentário "In the Land of the Free", de 2008.

08/11/2014

Coisas que o gaúcho fala

Ali Aranha comeu KamelSirvam nossas patranhas  de modelo a toda terra. Para quem é gaúcho, tudo o que não faz sentido acaba ganhando sentido. A começar pelo hino. Afinal, “povo que não tem virtude acaba por ser escravo”. Para justificar a escravidão o único argumento foi dizer que era um “povo que não tinha virtude”. Virtudes como a deputado Luis Carlos Heinze, o tiririca gaúcho, deputado federal mais votado do RS, que se elegeu com o lema de que “índios, gays e quilombolas não prestam”. 

Quando alguém diz impunemente o que disse Heinze abre-se a porteira para que brotem Wilson B. Duarte da Silva. Ninguém ouvirá de Pedro Simon um discurso contra seus racistas. Se o fizesse, perderia sua virgindades junto à RBS. Ele que está sempre com o dedo em riste para acusar os outros, em situações como esta não abre a boca, mas leva seu dedo sujo direto do rabo para o nariz.

Não causa surpresa quando um clube do tamanho do Grêmio seja o primeiro, e tomara seja o único,  a ser excluído de uma competição nacional por racismo. Tudo isso só é possível porque nos meios de comunicação o discurso racista já foi legitimado de antemão. Quando o maior responsável pelo jornalismo na Rede Globo escreve um livro para tentar provar que “Não somos racistas”, e o faz sob a benção de quem deveria zelar pela boa informação, tudo o mais está legitimado. Os maiores defensores da torcida racista do Grêmio batem cartão-ponto na RBS. Graças a RBS Pinochet é mais popular no RS que no Chile. Todos as pessoas que se destacam pelo conservadorismo, pelo ódio irracional aos movimentos sociais acabam ganhando espaço cativo na RBS. Que o diga Luis Carlos Prates

Que existam dois racistas como Luis Carlos Heinze & Wilson B. Duarte da Silva, não seria anormal não fossem ambos sufragados por votações democráticas consagradoras. Consagrados por dois tipos de eleitores, mal informados ou mal intencionados. De qualquer forma, só poderia acontecer onde a Rede Globo, via RBS, detém 80% do mercado de informação. O ódio aos nordestinos brota das mesmas raízes plantadas por empresas como a Multilaser e o Banco Itaú. Até porque quem financia o preconceito preconceituoso é.

Não é mero acaso que a meritocracia de aluguel do Aécio Neves, aquele que teve tudo menos por mérito, fez sucesso no RS. As bandeiras conservadoras, notadamente preconceituosas, encontram terreno fértil no RS. Por aqui, só valem políticas que transferem rendas para quem já tem. Uma velha lógica muito bem defendida pela nossa velha escola do Direito: “dar a cada um o que é seu; aos pobres, a pobreza, aos ricos a riqueza”.

"Negros já saem com loiras e comem em restaurantes. Estão quase brancos"

A frase acima é do vereador Wilson B. Duarte da Silva (PMDB) e foi proferida durante discurso contra vagas reservadas aos negros no serviço público

vereador racismo rio grande do sul

Vereador Wilson B. Duarte da Silva (PMDB-RS)

Durante discussão na Câmara de Rio Grande (RS) de projeto acerca da reserva de 20% de vagas para pessoas autodeclaradas negras ou pardas a fim de ingressarem no serviço público municipal, o vereador Wilson B. Duarte da Silva (PMDB) constrangeu boa parte do público presente. De acordo com o parlamentar, “os negros querem se favorecer, isso que é racismo, afinal os negros já estão quase brancos, estão saindo com loira, polaca, estão comendo em restaurantes…”. Leia abaixo texto de Jailton de Freitas Neves, coordenador do Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe, publicado no Jornal Agora:

“Na Sessão Plenária em que a pauta discutida na Câmara de Vereadores do Rio Grande/RS era o Projeto de Lei que dispõe sobre a reserva de 20% de vagas para autodeclarados negros e pardos para o ingresso no serviço público municipal. A Casa Legislativa estava amplamente ocupada por representantes de movimentos negros, coletivos, ONG’s, assim como cidadãs de diversos setores da sociedade riograndina, dentre as manifestações dos parlamentares, causou repúdio a todos presentes a fala do vereador Wilson B. Duarte da Silva (Kanelão), do PMDB.

VEJA TAMBÉM: Por que me tornei a favor das cotas para negros

O vereador Kanelão não se constrangeu em desqualificar a luta do Povo Negro entoando um discurso desrespeitoso àqueles que lutam por igualdade de oportunidades e contra toda forma de opressão: “Os negros querem se favorecer, isso que é racismo, afinal os negros já estão quase brancos, estão saindo com loira, polaca, estão comendo em restaurantes…”

Desprezando os índices estatísticos nacionais e a realidade de nossa periferia, assegurou que o povo negro não necessita de políticas públicas para inserção no mercado de trabalho, uma vez que já frequentam restaurantes, galgam posições e até casam-se com brancas (os). Para o Vereador, o alegado embranquecimento dos Negros da cidade do Rio Grande, respalda a posição contrária às ações afirmativas. Não é de espantar a posição do vereador Kanelão – como representante da burguesia – à defesa de seus interesses. Discurso de teor racista, que seguido de vaias, causou indignação a todos.

Dados divulgados pelo próprio governo demonstram que a mestiçagem racial não democratizou, de maneira alguma, as relações entre as “raças”. Isso simplesmente porque a riqueza do nosso País não foi “miscigenada”. Nos últimos dez anos dos governos do PT, os homicídios praticados contra jovens brancos diminuíram 33%, enquanto entre os jovens negros cresceu 23,4%. Os negros que representam 52% da população brasileira aparecem como 67% dos moradores das favelas. O número de 41.127 negros mortos, em 2012, e 14.928 brancos é um retrato cruel das diferenças raciais no Brasil e apenas apontam o estado emocional subjacente que vive cada pessoa e cada família negra brasileira.

Embora trabalhem tanto quanto os brancos, os negros recebem salários muito menores. Conforme a Síntese de Indicadores Sociais 2012, publicada pelo IBGE, enquanto um branco recebe em média 3,5 salários mínimos mensais, uma simples mudança no tom da pele derruba esse rendimento para 2,2 salários no Estado, o que representa uma diferença de 59%.

Como a dominação de classe, combinada à opressão racial, se manteve, o mito da democracia racial permanece até hoje como escudo ideológico dessa dominação/opressão. O Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe repudia o discurso e atitude do vereador Kanelão e se coloca como alternativa na luta contra o racismo burguês e capitalista e na defesa dos trabalhadores (as) negros(as) do Rio Grande. Esta luta transcende as questões raciais, pois mostra ser uma luta de classe, que precisa ser combatida com todo vigor.”

"Negros já saem com loiras e comem em restaurantes. Estão quase brancos"

20/09/2014

Jogando em casa, advogado do Fluminense garante ao Ali babá Kamel seus trinta dinheiros

Ali Aranha comeu Kamel

Ali Kamel ganha nova indenização de R$ 30 mil

O diretor de jornalismo da Globo foi à Justiça depois que o jornalista Marco Aurélio Cordeiro de Mello, ex-editor na emissora, usou seu blog para acusá-lo de manipular notícias “de forma inescrupulosa e desonesta” e de praticar assédio moral, intimidação e perseguição aos funcionários da empresa; no texto “O Desabafo”, publicado em 2013, Mello afirmou ainda que o antigo chefe grampeava telefones e invadia e-mails de subordinados; ainda cabe recurso

20 de Setembro de 2014 às 08:23

Do Conjur – A liberdade de imprensa e de expressão permite a veiculação de conteúdo crítico e até “cáustico”, desde que as informações sigam princípios éticos e não violem a honra de alguém. Assim entendeu a juíza Martha Elisabeth Sobreira, da 47ª Vara Cível da Justiça do Rio de Janeiro, ao condenar um jornalista a indenizar em R$ 30 mil o diretor geral de Jornalismo e Esporte da TV Globo, Ali Kamel.

Kamel (foto) foi à Justiça depois que o jornalista Marco Aurélio Cordeiro de Mello, ex-editor na emissora, usou seu blog para acusá-lo de manipular notícias “de forma inescrupulosa e desonesta” e de praticar assédio moral, intimidação e perseguição aos funcionários da empresa. No texto “O Desabafo”, publicado em 2013, Mello afirmou ainda que o antigo chefe grampeava telefones e invadia e-mails de subordinados.

O diretor da Globo argumentou que as condutas imputadas a ele são infundadas, gerando dano moral, e apontou que o texto fora produzido com “ânimo de retaliação” após Mello ter sido demitido em 2007. Já o blogueiro alegou ter exercido sua liberdade de pensamento e expressão, sem ter cometido qualquer ato ilícito.

Para a juíza que analisou o caso, “as referências feitas pelo réu ao autor exacerbaram o limite da crítica e debate de opiniões” e alcançaram “a seara da ofensa à honra, contrariando o que deveria ser a principal meta do comunicador, ou seja, o dever de informação e de formação da opinião pública”.

“Não se questiona o direto constitucional à livre manifestação de pensamento, à liberdade de imprensa e de expressão, (…) mas é imperioso reconhecer que os profissionais da comunicação têm o dever funcional de prestar informações comprometidas com a verdade e com os princípios éticos”, diz a sentença. Ainda cabe recurso. Em 2013, Mello já havia sido condenado a pagar R$ 15 mil a Kamel por outro texto no blog.

Clique aqui para ler a decisão.

Processo: 0285512-08.2013.8.19.0001

Ali Kamel ganha nova indenização de R$ 30 mil | Brasil 24/7

06/09/2014

Filha de Porcão, p. é…

Ali Aranha comeu KamelÉ, esse reis dos camarotes  vip do Itaquerão  não tem jeito mesmo. Eles acham que dinheiro dá educação.

Negativo, educação se tem de berço, com exemplo dos pais, sem precisar frequentar escola. A escola ajuda, mas  o dinheiro não atrapalha os que não tem caráter. É o tipo de gente que faz a alegria do Banco Itaú e da Multilaser, as empresas que patrocinaram cartazes para xingar a Dilma na abertura da Copa.

São os mesmos que querem administrar a (in)dependência do Banco Central e por isso escolheram uma ventríloqua, Marina Silva. São da manada do Jornal Nacional, comandado por Ali Kamel, o cara que escreveu um livro (Não somos racistas) para provar que não há racismo no Brasil.  Eis aí de onde sai o adubo que fomenta o ódio da Globo contra Lula, Dilma e o PT. Eles não suportam que os três sejam responsáveis pelas políticas afirmativas como cotas raciais, o Bolsa Família condicionado à frequência escolar. Isso cala fundo nas crenças da Rede Globo e seus financiadores ideológicos. Não é por acaso que o Itaú seja o banco que está em toda programação de todos os veículos do Grupo Globo & RBS.

Filha de fundador do Porcão é presa no Rio

Amanda Mocellin foi acusada de furto de brincos; defesa alegou uso abusivo de álcool

BRUNA FANTTICOLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO

Amanda Mocellin, 36, filha de um dos fundadores da rede de churrascarias Porcão, Neodi Mocellin, foi presa nesta quinta (4) sob acusação de furtar um par de brincos avaliado em R$ 386. O furto ocorreu em uma joalheria em um shopping da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Ela também foi indiciada por injúria por preconceito, pois teria chamado uma das funcionárias da loja de "negrinha". O crime é inafiançável.

Amanda trabalha como gerente de outra rede de churrascarias da família.

O juiz Alberto Salomão Júnior, titular da 33ª Vara Criminal do Rio, indeferiu nesta sexta-feira (5) o pedido de liberdade de Amanda.

No pedido de habeas corpus, a defesa alegou que a conduta de Amanda teria sido em decorrência do uso abusivo de álcool. Foi apresentado um laudo médico apontando a necessidade de tratamento.

O juiz, no entanto, considerou que o argumento não era satisfatório para isentar a indiciada de culpa.Salomão Júnior também disse que a forma como Amanda agiu com a funcionária da joalheria "afronta a patente cruzada contra o preconceito, em prol da igualdade social".

A Folha não conseguiu contato com os advogados de Amanda, que está presa no Complexo Penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio.

Em 2011, a família Mocellin vendeu quatro unidades e a marca Porcão para a Brasil FoodService. O valor da transação não foi divulgado. A venda ocorreu após a falta de retorno de unidades abertas no exterior. Duas unidades da antiga Porcão foram mantidas, mas com o sobrenome da família.

Em 2006, Amanda foi denunciada por vizinhos por dar festas todos os dias. Em 2013, foi condenada nesse processo a pagar cerca de R$ 1 milhão, mas recorreu.

"Ela tem uma conduta de estar acima da lei por ter dinheiro. Representa uma elite desdenhosa", afirmou Érika Gavino, advogada do casal que moveu a ação.

30/08/2014

Racismo, até quando?

ali kamelNão sou favorável punição ao clube. Sou, sim, favorável à punição ao torcedores. E aí, não só pela justiça desportiva, mas pela Justiça Comum. Cadeia para os ofensores e seus protetores. Não adianta punir o Clube, até porque o Grêmio tem,  há muito tempo, torcedores e jogadores negros.  Punir o Clube seria também punir os demais gremistas que são contra o racismo.

O que falta não é punição a clubes, como aconteceu com o Esportivo. Precisa é de punição exemplar para quem comete ou acoberta o crime. Se o Grêmio  entregar os torcedores racistas. Se todos os times começarem entregando quem pratica o racismo para a Justiça Comum, aí sim talvez o livro do responsável pelo jornalismo da Globo possa fazer sentido.

Não é sintomático que o racismo tenha se manifestado cada vez com mais força exatamente quando os a$$oCIAdos do Instituto Millenium resolveram atacar os governos Lula e Dilma por começarem, mesmo que timidadamente, políticas voltadas à inclusão social e racial, como a política de cotas?! Não é mera coincidência que a Ali Kamel escreveu um livro contra as cotas chamado “Não somos racistas”.

Racismo, até quando? Até quando um racista conduzir o jornalismo da Globo!

Após atos racistas, STJD adia 2º jogo entre Santos e Grêmio

COPA DO BRASIL
Partida só acontecerá após julgamento da equipe gaúcha

ALEX SABINODE SÃO PAULO

O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) adiou a partida entre Santos e Grêmio, marcada para a próxima quarta (3), na Vila Belmiro.

A decisão foi tomada nesta sexta (29), um dia depois do primeiro jogo das oitavas da Copa do Brasil, em que o goleiro Aranha, do Santos, afirmou ter sido chamado de "preto fedido" e "macaco", entre outras ofensas.

O segundo confronto, que decidirá vaga para as quartas, vai acontecer só quando ficar resolvido se haverá punição ao clube gaúcho.

"Precisamos decidir antes de o jogo acontecer", disse o presidente do STJD, Caio César Rocha Vieira. Caso a decisão sobre a eventual punição ao Grêmio deixasse pra ser tomada após o segundo jogo, a determinação talvez resultasse em vão no que diz respeito ao andamento da competição –o time já poderia estar eliminado.

O pedido de adiamento da partida foi feito por Paulo Schmitt, procurador-geral do STJD. "Estamos correndo contra o tempo para fazer a denúncia", disse ele à Folha, horas antes de apresentá-la.

O Grêmio será acusado de "ato discriminatório relacionado a preconceito em razão de raça". Pode ser excluído da Copa do Brasil.

"No caso, o CBJD [Código Brasileiro de Justiça Desportiva] prevê multa de R$ 100 mil e perda de três pontos na competição", explica ele. Como o Grêmio perdeu a primeira partida, seria eliminado.

Em Porto Alegre, o Santos venceu por 2 a 0. Na Vila Belmiro, o Grêmio tem de inverter essa desvantagem.

Se o julgamento acontecesse após o segundo jogo, que levasse à classificação do Santos, o tribunal poderia apenas aplicar uma multa ao time de Porto Alegre.

Segundo o presidente do STJD, todo o processo, incluindo possíveis recursos, pode levar "mais de 20 dias".

O Santos defende que o rival não seja responsabilizado e que a culpa seja atribuída apenas aos torcedores.

"Tenho certeza que a diretoria do Grêmio está tão indignada quanto a nossa", disse o presidente do clube paulista, Odílio Rodrigues.

ABATIMENTO

No vestiário da arena gremista, após o jogo, Aranha estava abatido.

"Não é a primeira vez que passo por isso, mas queria que fosse a última", disse aos companheiros.

O técnico Oswaldo de Oliveira revelou preocupação com o goleiro do seu time. Perguntou se ele queria ficar fora da partida deste domingo (31), contra o Botafogo. O goleiro disse que estava bem.

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