Ficha Corrida

25/11/2015

Amigos da Folha

OBScena: operação de guerra de um lado, operação esconde-esconde no outro.

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A capa da Folha de São Paulo de hoje, 25/11/2015, faz-me lembrar do Poema em linha reta do Fernando Pessoa. Chega a ser engraçado a diferença com que a Folha trata do cartel montado nos trens de São Paulo com a prisão deste pecuarista. Enquanto a manchete de hoje, como foto do Exército de Xian ocupando toda parte superior da capa, a informação sobre o conluio para esconder a corrupção nos três fica ao pé da página, sem fotos. Hoje a Folha consegue, numa única manchete envolve Lula e o PT. Na dos trens, nem Rodrigo De Grandis aparece, quanto mais FHC, Geraldo Alckmin, José Serra ou PSDB. É assim que funciona a máquina de caça ao Lula Gigante!

Quando a Folha vai botar na capa uma foto de Aécio Neves com a famiglia Perrella? Ou de Aécio Neves com seus aviões e os ilustres passageiros, Roberto Civita & FHC, transportados com dinheiro público?

Todos os investigados da Lava Jato são amigos do Lula. Só Lula tem amigos?

Aliás, só Lula tem filhos, genros e noras? Quando veremos na capa da Folha de São Paulo que David Zylbersztajn,  genro de FHC, foi diretor-geral da recém-criada Agência Nacional do Petróleo (ANP), e reconduzido ao cargo novamente em janeiro de 2000. Liderou a quebra do monopólio da Petrobras na exploração do petróleo no Brasil, realizando o primeiro leilão de áreas de exploração aberto à iniciativa privada, nos dias 15 e 16 de junho de 1999.

Por que Verônica Serra, filha de José Serra, mesmo se assoCIAndo ao homem mais rico do Brasil, Jorge Paulo Lehman, nunca foi capa de revista ou jornal? A maneira e a desenvoltura com que ela transitou durante os governos FHC não vem ao caso, né.

Então vamos fazer o seguinte:

Bumlai é amigo do Lula!

Paulo Preto não é amigo do José Serra?

Pimenta Neves não é amigo do Fernão Mesquita?

Quem se encontrou mais vezes: Lula com Bumlai ou Geraldo Alckmin com Marcola?

José Maria Marin não é amigo de FHC?

Zezé Perrella não é amigo de Aécio Neves?

Eduardo CUnha não é amigo da Rede Globo, de Carlos Sampaio ou do Aécio Neves?

Marco Polo del Nero não é amigo de Marcelo Campos Pinto? Afinal, quem é Marcelo Campos Pinto? Ele tem amigos?

J. Hawilla não é amigo dos filhos do Roberto Marinho? Por que ele está preso nos EUA? Ele tem amigos?

Rodrigo de Grandis é amigo do Robson Marinho?

15/10/2015

Diante do Instituto Millenium, o PCC é uma legião de anjos

midia golpistaBasta ver o que está nas capas dos jornais de hoje. Como se tivessem sido produzidos e impressos num mesmo lugar, as oficinas do Instituto Millenium, todas as manchetes buscam jogar o facínora no colo de Dilma e Lula. Embora afronte a lógica mais comezinha, só a desfaçatez e o total senso de impunidade explicam porque cargas d’água o sujeito mais daninho a Lula e Dilma e ao próprio PT vira, pela mágica dos bandidos das redações, aliado de ocasião.

O comportamento dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium, como já previra Judith Brito, é o último suspiro do golpe paraguaio. Só midiotas para não virem nas manchetes das cinco irmãs (Folha, Veja, Estadão, Globo & RBS) os estertores do demônio sendo exorcizado. Diante destes grupos, o PCC do Marcola, com quem Geraldo Alckmin senta e faz acordos, vira uma legião de anjos benfazejos…

E, pior, não há nenhuma novidade nisso. Até porque, como na fábula da rã e do escorpião, o golpismo é da natureza dos grupos mafiomidiáticos. Estiveram juntos em 1964, estiveram antes, depois e sempre.

O financiamento midiático das campanhas, por Marcus Ianoni

Por Fernando Brito · 14/10/2015

Marcus Ianoni é  professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense e pesquisador associado da Universidade de Oxford. No Jornal do Brasil, escreveu ontem um artigo que merece ser lido por quem acha que o Brasil precisa – e faz tempo – de mecanismos de regulação da mídia.

Ianoni faz uma comparação interessante entre o financiamento privado que desequilibra a disputa eleitoral e o desequilíbrio de mídia que, igual, interfere no processo de formação de consciência política e de definição de voto do eleitor: “é a disputa pela opinião pública entre quem tem ou não voz”

Leia  que ele diz:

Mídia e golpe branco

Marcus Ianoni, no Jornal do Brasil

Na tentativa de golpe branco em curso no país, o papel de liderança da grande mídia salta aos olhos. O termo grande mídia diz respeito ao reduzido número de poderosas corporações de imprensa que controlam os meios de comunicação, em desacordo com determinações da Constituição de 1988 (carentes de regulamentação), que proíbem monopólio ou oligopólio nesse setor. Algumas dessas corporações – proprietárias, simultaneamente, de redes de televisão aberta e fechada, emissoras de rádio (AM/FM), jornais, revistas e portais na Internet- lideram, na esfera sociopolítica, sobretudo desde o início da Operação Lava Jato, uma campanha de oposição ao governo federal, que tem funcionado como alavanca-chave de poder do movimento de deposição da presidente Dilma Roussef, por impeachment ou renúncia.

Essa campanha da grande mídia articula-se com forças partidárias e do Congresso Nacional, procurando fornecer legitimidade às ações da frente institucional da coalizão do golpe branco, os políticos de oposição, o movimento parlamentar pró-impeachment. A crise política está evidenciando como nunca o quanto a concentração da propriedade da mídia compromete a igualdade política como fundamento da democracia. No limite, é a disputa pela opinião pública entre quem tem ou não voz, mesmo sabendo que o governo, formalmente, não é mudo. As corporações midiáticas e seus aliados estão promovendo uma campanha desigual contra um partido político e suas lideranças, cuja síntese é o movimento para tentar derrubar uma presidente da República eleita há menos de um ano sem que ela tenha cometido crime de responsabilidade. Isso tudo é tão danoso à igualdade política democrática quanto o financiamento empresarial das eleições. Uma outra regulação da comunicação política é fundamental para a democracia brasileira evoluir.

A grande mídia tem feito a cobertura da corrupção através de um sensacionalismo seletivo e partidarizado, praticamente sem discutir suas causas. Ela se omite, por exemplo, sobre a questão do financiamento empresarial de campanhas eleitorais (só muito recentemente abolido da legislação). Não discute a relação entre desigualdade política e captura do Estado pelo interesse econômico das grandes corporações, sendo o financiamento empresarial da política um meio de produção da síntese das duas primeiras variáveis e, assim, elo para a corrupção ativa e passiva. Motivo da omissão: é preciso manter a política como uma espécie de escrava a ser perversamente usada e maltratada pelo senhor, o poder econômico. Motivo do sensacionalismo: corrupção é escândalo, gera audiência, atrai anunciantes, vende jornal. Motivo do partidarismo: um partido de esquerda, que promoveu mudanças sociais importantes em um dos países mais desiguais do mundo, não interessa à coalizão neoliberal, do rentismo e da financeirização, à qual a grande mídia se vincula. Combater a pobreza e, se possível, a desigualdade social, tem custos que os supostos defensores da sociedade meritocrática não querem bancar. A ideologia liberal informa a grande mídia em relação a temas como inflação, juros, orçamento público, Estado, políticas sociais e segurança pública. Por outro lado, corrupção é um mal a ser universalmente combatido, doa a quem doer, mas a mídia tem abordado o problema com a velha máxima: aos amigos, tudo, aos inimigos, a lei. Para Eduardo Cunha e suas contas milionárias na Suíça, com recursos provenientes de desvios na Petrobras, tolerância. Para o mensalão e trensalão tucanos, tolerância também. E por aí vai.

Continue lendo no Jornal do Brasil.

19/09/2015

Não parece a biografia do Marcola?

Filed under: DNA,Estelionato,FHC,Golpe Paraguaio,Golpismo,Golpistas,Marcola,PSDB,Reeleição — Gilmar Crestani @ 1:01 pm
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fhc-filhoCom a única diferença de que Marcola jamais se deixaria trair pela própria amante… Se fizerem outro exame de DNA vão descobrir as ideias também não eram dele, mas do patrão da Miriam Dutra

Mino Carta: FHC comprou votos, comandou as privatizações, praticou estelionato eleitoral, quebrou o Brasil três vezes

publicado em 18 de setembro de 2015 às 12:47

Eterno golpismo

Miúda reflexão sobre impeachment, democracia e Estado de Direito no país da casa-grande

por Mino Carta, em CartaCapital, publicado 18/09/2015 06h25

Na esteira do Cruzado 1, em outubro de 1986 José Sarney  cometeu estelionato eleitoral logo após a vitória peemedebista nas eleições para os governos estaduais, Congresso e Assembleias, ao lançar o Cruzado 2 e arrastar o País para uma crise econômica de grande porte. A situação, complicada pelo fracasso da moratória do começo de 87, perdurou até o fim do mandato de Sarney.

Nem por isso se cogitou, em momento algum, do impeachment do ex-vice-presidente tornado presidente pela morte de Tancredo Neves,  em claro desrespeito a qualquer regra do jogo pretensamente democrático.

Ao lançar o olhar além-fronteiras, temos o exemplo recente de Barack Obama, atingido em cheio pela explosão da bolha financeira de 2008, a mergulhar os Estados Unidos em uma crise de imponentes proporções. Obrigado a enfrentar a queda progressiva do valor do dólar, assoberbado pelas habituais pressões e ameaças das agências de rating, vítima de índices de aprovação cada vez mais rasos, Obama acabou sem o apoio da maioria parlamentar. Nem por isso sofreu o mais pálido risco de impeachment, mesmo porque hipóteses a respeito seriam simplesmente impensáveis aos olhos dos parlamentares americanos, mesmo republicanos.

Se a ideia já teve no Brasil razão de vingar, ao menos de ser aventada, foi em relação a Fernando Henrique Cardoso: comprou votos para se reeleger e comandou privatizações que assumem as feições inequívocas das maiores bandalheiras-roubalheiras da história pátria, realizadas às escâncaras na certeza da impunidade. Praticante emérito do estelionato eleitoral, fez campanha para a reeleição à sombra da bandeira da estabilidade para desvalorizar o real 12 dias depois da posse para o segundo mandato.

FHC é recordista, conseguiu quebrar o Brasil três vezes. Ao cabo, entregou a Lula um país endividado até a raiz dos cabelos e de burras vazias. Ao longo da sua trajetória presidencial, jamais se imaginou a possibilidade do seu impeachment.

O príncipe dos sociólogos, outrora encarado como elemento perigoso por quantos hoje o veneram, tornou-se xodó da mídia nativa e dos senhores da casa-grande. Favor irrestrito e justificado: nunca houve alguém tão capacitado para a defesa dos interesses do reacionarismo na sua acepção mais primitiva.

Hoje em dia, FHC arca com o papel de oráculo da política brasileira com invulgar destemor. Tudo dentro dos conformes, a desfaçatez, a hipocrisia e o oportunismo tucanos não têm limites. O enredo é típico, assim como já é clássico o caso de Fernando Collor,  que se retirou antes de sofrer impeachment. Exemplar entrecho, de todos os pontos de vista, que vivi de perto por mais de dois anos, quando dirigia a redação de IstoÉ.

Para mim a história começa 25 anos atrás. O então repórter da IstoÉ Bob Fernandes tocaia por dois meses o operador do presidente, PC Farias. Chega a hospedar-se por algum tempo no apart-hotel, onde em São Paulo vive o tocaiado. Enfim a revista publica uma reportagem de capa sobre as façanhas do PC, em que se relata tudo aquilo que o irmão de Collor diria a Veja um ano e meio depois, com exceção dos supositórios de cocaína.

Eis aí, neste roteiro, um aspecto ineludivelmente brasileiro. Quando da reportagem, a mídia cuidou de não lhe dar eco e seguimento, ao contrário do que se daria em qualquer país democrático e civilizado.

Até então, a casa-grande suportava que o presidente cobrasse pedágios elevadíssimos em relação a obras feitas e ainda assim o imaginava adequado ao cargo de propiciador de benesses. Fora a Veja, aliás, que popularizara a definição de Collor como “caçador de marajás”.

Com o tempo, a cobrança collorida passou a ser considerada insuportável e se entendeu que valeria submeter o cobrador a um aperto sério, embora comedido. Foi a hora da entrevista do irmão, esta sim imediatamente repercutida.

A CPI convocada para cuidar do caso moeu meses de sessões inúteis à falta de provas. Não fosse IstoÉ, daria em nada. A sucursal de Brasília da revista, dirigida por João Santana, foi capaz de demonstrar a ligação entre a Casa da Dinda e o Palácio do Planalto, e o encaminhamento do impeachment foi inevitável.

A Globo prontificou-se a chamar para as praças manifestações bastantes parecidas àquelas que pipocam de dois anos para cá, frequentadas, sobretudo, por burguesotes festeiros, enquanto a Veja ganhava o Prêmio Esso de Jornalismo, remota invenção alienígena destinada a consagrar o jogo corporativo, festival do compadrio da mídia nativa.

Há quem diga que estamos a transitar por uma conjuntura similar àquela, e se engana, está claro, por hipocrisia ou ignorância. O impeachment de Dilma Rousseff é totalmente impossível à luz da Constituição. Se quiserem mandar as aparências às favas, seria golpe mesmo, conforme conhecimento até do mundo mineral. Mas golpismo é inerente ao país da casa-grande. Editoriais, colunas, artigos e reportagens dos jornalões recordam, cada vez mais, os textos de 51 anos atrás.

Leia também:

Mídia e oposição mentem sobre Hélio Bicudo: “Não participei da fundação do PT”

Mino Carta: FHC comprou votos, comandou as privatizações, praticou estelionato eleitoral, quebrou o Brasil três vezes – Viomundo – O que você não vê na mídia

Na terra do Marcola, PCC deita e rola

pcc (2)Vem a público mais uma relação abençoada pela velha mídia. Ao velho estilo Rubens Ricúpero, o coronelismo continua mostrando o que é bom e escondendo o que é ruim para o PSDB. Num tribunal de faz de conta, em que Robson Marinho é rei, falcatrua vira bênção.

Na terra do PCC, Marcola deita e rola.

Geraldo Alckmin tem todo direito de, parafraseando Jorge Bornhausen, extirpar a raça do PT. A Camargo Correia, a Siemens, a Alstom agradecem. O PCC e Marcola, também…

Chegará a hora em que já não mais existirão Judith Brito e o Instituto Millenium, e aí a milhares de assinaturas de Veja, Estado, Folha distribuídas pelas escolas públicas não impedirão que os tucanos batam em retirada.

Como dizia Dionísio da Silva, Avante, soldados: para trás….

Obra da Camargo Correia com “taxa” ao governo paulista tem irregularidade de 148%

Por Fernando Brito · 19/09/2015

relatorio

A revelação pela Carta Capital – e só por ela, até agora – que o relatório da Polícia Federal aponta uma “taxa” de 5,6% para a “administração central” em uma obra de rebaixamento da calha do Rio Tietê realizada pela Camargo Correia começa a apontar para um escândalo de grandes dimensões também nesta área do governo paulista.

Em junho de 2006, a Folha publicou reportagem sobre os aumentos de preço considerados “absurdos” pelo Tribunal de Contas de São Paulo – habitualmente dócil aos governos tucanos”.

A “festa”começou com uma majoração de 148% no contrato de gerenciamento da obra, que envolve, entre outras atividades, as medições pelas quais as empreiteiras são pagas, isso aceitando-se a explicação de Alckmin sobre os valores:

“O consórcio Enger-CKC, contratado pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo), deveria receber R$ 18,6 milhões pelo trabalho de consultoria para apoio ao gerenciamento geral da implantação das obras de rebaixamento da calha do Tietê –que envolve, entre outras coisas, a realização de medições dos serviços feitos.O montante triplicou e subiu para R$ 59,3 milhões (219% a mais), segundo auditoria do TCE. O governo Alckmin, porém, diz que os aditivos foram de R$ 27,6 milhões –sendo os R$ 13,1 milhões da diferença apenas reajustes já previstos em contrato, com base em indicadores da Fipe “.

O contrato foi julgado irregular e há, desde 2005, um decreto legislativo –  que o anula –  dormindo nas gavetas da Assembleia paulista.

Há ainda uma pendência de R$ 153 milhões, segundo se publica no Diário Oficial de São Paulo, envolvendo as empreiteiras , o  Processo Arbitral 16577/JRF :

” Fazendo uso do direito que lhe é dado através da cláusula XXIII do contrato nº 2002/22/00042.5 assinado com o DAEE em 28/02/2002, o Consórcio Camargo Corrêa/Enterpa/Serveng, responsável pela execução das obras no trecho do rio Tietê denominado Lote 4, interpôs em 31/08/09, junto ao Tribunal Arbitral da ICC – International Chamber of Commerce – processo arbitral para solução de controvérsias que se desenvolveram ao longo da execução do contrato, e que já haviam sido discutidas administrativamente no decorrer dos fatos, sem que se tenha chegado a acordo. O valor da reclamação é da ordem de R$ 44.000.000,00 (quarenta e quatro milhões de reais).”

A Serveng, integrante do consórcio, doou  R$ 2,8 milhões para a última campanha de Alckmin, em 2014. Em 2010, foi a própria Camargo Correia que doou R$ 2,5 milhões. Ou 5,6% da diferença de R$ 44 milhões.

Isso, claro, não faz de Alckmin automaticamente “culpado” de receber propinas em troca de acordos em obras, mas a mesma regra vale para todos.

Mas torna obrigatório que o principal executivo da Camargo Correia seja interrogado sobre o que significa a “taxa” para a “administração central”de São Paulo.

Ou será que isso não vem ao caso?

Obra da Camargo Correia com “taxa” ao governo paulista tem irregularidade de 148%TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

Entenda as razões do golpe

meritocraciaTem horas em que penso que Lombroso teria razão. Para o criminalista italiano, haveria no biotipo características que indicariam se o sujeito é criminoso. Bastaria olhar para o elemento. Carlos Sampaio é irmão siamês do Aécio, para quem, momento vergonha alheia, pediu diplomação do STF.  Em relação ao escândalo da Petrobrás, Sampaio não quer concorrência

Pois é, quando veja o imagem de Carlos Sampaio a primeira coisa que me em mente é Cesare Lombroso.

Ele é da patota que quer moralizar o Brasil. Estufam o peito para falar em meritocracia, que estaria faltando no Governo Federal um choque de gestão.  Tanto mais eu conheço estes golpistas, mais convenço que, como diria o poeta, tem dias que a noite é um breu.  

Entenda-me. Se o sujeito é fruto da terra onde seu partido governa por mais de 20 anos, razão pela qual fez brotar e crescer o PCC, porque haveríamos de crer que algo melhor seria capaz de produzir. Fico a me perguntar quais são as reais intenções de sujeitos deste naipe. Seriam interessados em levar para as administrações públicas suas relações familiares, parentes e  amigos? Ou pretendem algo ainda maior, como disseminar pelo Brasil todo o sistema PCC de segurança pública. Sim, porque no Paraná, onde a dupla Fernando Francischini & Beto Richa governam não é diferente. Como em São Paulo, sentam com Marcola para conversar, e sentam o pau nos professores.

Será que alguém ainda lembra da sobrinha do Álvaro Dias, Veridiana Dias, pendurada num Ministério? Ou da Luciana Cardoso, filha do beócio FHC que ficou anos pendurada no gabinete do Heráclito Fortes no Senado, sem nunca aparecer por lá?! Ou da Andrea Neves, irmã do Aécio Neves, colocada no lugar que distribuía as verbas publicitários do governo de Minas quando o Napoleão era governador das Alterosas?! Ou do Carlos Crusius no governo da Yeda Crusius? Ou da Maria Helena Sartori, que por ser primeira dama ganhou status de Secretária, no atual governo do Tiririca da Serra?! E vamos parar por aqui que a lista é extensa.

São estes os personagens, todos de reputação ilibada, que dizem que vão melhorar o Brasil mediante a aplicação de um golpe paraguaio.

    Miguel do Rosário é blogueiro há mais de dez anos. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, cidade onde ainda amarra seu cavalo

    Líder do golpe é nepotista em sua terra natal

    18 de Setembro de 2015

    LUIS MACEDO: Brasília- DF- Brasil- 02/03/2015- O Lider do PSDB na Câmara dep. Carlos Sampaio (PSDB-SP), fala sobre a CPI da Petrobras. Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados

    Êê Brasil!

    Dêem uma olhada no email que eu recebi ontem à noite, de um leitor irritado com a hipocrisia do líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio, um dos mais histéricos defensores de um golpe paraguaio contra a presidenta Dilma.

    Confiram comigo se a gente tem ou não tem de rir no meio de tanta desgraceira política?

    Lembro-me da campanha do segundo turno do ano passado, quando se descobriu que Aécio Neves tinha nomeado a família inteira para o governo de Minas: irmã, pai, primo, tio.

    Isso sem falar nas histórias cabeludas de Claudio, onde além do aeroporto do titio, ainda tinha o primo de Aécio que ajudava o desembargador – nomeado por Aécio – a vender sentenças de habeas corpus para traficantes de drogas.

    Ah, esqueci.

    Esse tipo de história não vem ao caso.

    ***

    Boa noite, Miguel do Rosário. Sou de Valinhos, interior de São Paulo. Estou indignado porque minha cidade foi a que proporcionalmente mais conferiu votos ao deputado Carlos Sampaio, do PSDB, ano passado. Foram pouco mais de 30% dos votos válidos para deputado federal. A administração aqui é PSDB e tem estreitas ligações com o deputado, que é de Campinas, município vizinho. São tão estreitas essas ligações, que o prefeito nomeou, semana passada, conforme boletim municipal disponível no site da prefeitura, o pai do deputado Carlos Sampaio como secretário de arquivos e patrimônio.

    O cargo estava vago há algum tempo; Valinhos possui uma das maiores dívidas per capita do país, e com isso dificilmente consegue verbas para investimentos. Há dívidas correntes que ultrapassam 40 milhões de reais, apenas esse ano (o município possui 120 mil habitantes e tem um orçamento de aproximadamente 400 milhões), mas, mesmo assim, encontraram espaço para contratar o pai do edil, paladino da ética e da moralidade. Falso moralista e demagogo, isso sim! Só pra você entender a nossa situação, um sobrinho do deputado já é secretário em Valinhos (Alexandre Augusto de Morais Sampaio Silva, secretário de assuntos jurídicos).

    O sobrinho do deputado, inclusive, é quem assina o decreto do prefeito para a contratação do pai do deputado. Por favor, se puderem, façam uma matéria sobre esse cretino e ajude a reverberar quem é este crápula.

    http://pedefigo.com/clayton-nomeia-pai-de-carlos-sampaio-como-secretario-de-arquivos/

    ***

    Abaixo, íntegra do texto do link indicado.

    Clayton nomeia pai de Carlos Sampaio como secretário de arquivos

    no blog Pé de Figo.

    Com salário de R$ 11.656,20, o advogado Affonso Celso Moraes Sampaio, pai do deputado federal Carlos Sampaio, líder do PSDB na Câmara Federal,é o novo Secretário de Patrimônio e Arquivos Públicos de Valinhos.

    Através do Decreto nº 9017, de 04 de setembro de 2015, o prefeito Clayto Machado (PSDB) nomeou o advogado Affonso Celso Moraes Sampaio como novo Secretário de Patrimônio e Arquivos Públicos da Prefeitura de Valinhos.

    A nomeação ocorre num momento em que o prefeito anuncia medidas para cortar despesas, como o cancelamento do carnaval de rua de 2016, e com a dívida nominal da prefeitura ultrapassando a casa dos R$ 360 milhões.

    Affonso Sampaio é pai de Carlos Sampaio,líder do PSDB na Câmara dos Deputados, e o deputado federal mais votado em Valinhos nas eleições de 2014.

    O promotor de justiça Carlos Sampaio foi vereador, deputado estadual e três vezes derrotado como candidato a prefeito de Campinas.

    Sampaio teve repercussão na grande mídia após entrar com processo na justiça contra a presidenta Dilma por ela ter usado um vestido vermelho num programa oficial do governo na televisão.

    O pai do deputado substitui Odeismar de Brito na secretaria, com uma remuneração de R$ 11.656,20.

    A Secretaria de Patrimônio e Arquivos Públicos é o órgão responsável pela zeladoria, controle de imóveis locados e próprios municipais permitidos a uso, arquivo e controle do patrimônio mobiliário municipal.

    pai

    Secretário de Negócios Jurídicos

    A equipe do Pé de Figo está apurando a informação de que o Secretário de Assuntos Jurídicos e Institucionais, Alexandre Augusto Sampaio Silva seria sobrinho do deputado tucano.

    Fonte: PMV

    Líder do golpe é nepotista em sua terra natal | Brasil 24/7

    17/09/2015

    Escola do Marcola, ou do porque o PCC é tão forte em São Paulo

    Não se trata só de incompetência ou de truculência. Se trata de forma de vida, de sistema de governo, de violência gratuita e por prazer. A cada dia que passa a Política de Segurança pública do PSDB reinventa as SS dos nazistas. Só um ódio incomensurável pode explicar a degradação das pessoas responsável por dar “segurança” à população. E não é um fato isolado. O simples fato de o governador, Geraldo Alckmin, dialogar com Marcola mas se negar a negociar com os favelados da Pinheirinho diz tudo sobre o déficit civilizatório deste mais de 20 anos de tucanato em São Paulo.

    E São Paulo também não é um caso isolado. Nos demais governos do PSDB vige a mesma truculência, basta se observar o que acontecia na Paraíba do Cassio CUnha Lima, no Paraná da dupla Beto Richa & Fernando Francischini, ou no RS da dupla Yeda Crusius & Cel. Mendes. São governos ensandecidos contra pequenos mas condescendentes com donos de heliPÓpteros.

    “Matem estes filhos da puta que eu arquivarei o inquérito”

    Por Fernando Brito · 16/09/2015

    zagallo

    “Alguém poderia avisar a Tropa de Choque que essa região faz parte do meu Tribunal do Júri e que se eles matarem esses filhos da puta eu arquivarei o inquérito policial”.

    O autor desta “pérola”, Rogério Leão Zagallo, é membro do Ministério Público de São Paulo e é ele, como revelam hoje os repórteres Rogério Pagnan e Lucas Ferraz, da Folha, quemserá [o] responsável pela investigação dos PMs suspeitos de terem assassinado duas pessoas já rendidas na zona oeste da capital paulista“.

    Inacreditável.

    Mesmo que tivesse  sido um “chilique” de engarrafamento, não é algo que se possa admitir em quem tem obrigação de zelar pelo cumprimento da lei.

    Seria como um médico dizer que se “fulano fosse meu paciente eu cortaria suas tripas na mesa de operação”.

    Mas isso não é tudo.

    Em 2011, recorda a reportagem, aconselhou um policial civil que, para evitar um assalto, tinha baleado e matado um dos dois ladrões que “melhorasse sua mira” para matar logo os dois.

    Não importa, a não ser para lamentar, quais sejam as convicções íntimas doentias do sr. Zagallo,mas é impossível que alguém capaz de expressar assim o seu “desejo de matar”não apenas criminosos, mas até mesmo manifestantes que lhe causaram um dissabor possa atuar como promotor de Justiça (?!?) e muito menos quando isso envolve o assassinato de bandidos já rendidos por policiais.

    Não é possível que o espírito corporativo do Ministério Público faça a instituição tolerar este absurdo, em nome de sua independência.

    E mais: é impossível que uma instituição, qualquer uma, tenha o poder de ser a única fiscal de si mesma, ainda mais quando como é, hoje, o Ministério Público, que tem o “direito” onipotente sobre toda a vida brasileira.

    Porque – e qualquer um que trabalhe no campo do Direito e da Justiça sabe disso – trabalham em “dobradinha” (inclusive corporativa e salarial) com os juízes, e desgraçar-se com um promotor é quase escrever sua própria sentença.

    Infelizmente não é só ao Dr. Zagallo que este país está tendo de engolir.

    “Matem estes filhos da puta que eu arquivarei o inquérito”TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

    05/09/2015

    Bang Bang à paulista, o ódio que corre da mídia

    BANDEIRA odio ptHá de haver alguma explicação para a coincidência do aumento da violência onde o PSDB e seus aliados governam. Veja o caso do RS. No tempo da também paulista, Yeda Crusius, que importou de São Paulo os problemas detectados na Operação Rodin, a violência era serventia da casa. Violência gratuita e contra movimentos sociais que não vestiam camisetas da CBF. Aliás, movimentos cujos integrantes não tem o Padrão FIFA de camisetas com escudo da CBF. Para ver que não era coincidência, o Cel. Mendes, moleque de recado da governadora para assuntos de violência contra movimentos populares, pelos seus serviços foi guindado a julgador no Tribunal Militar. Não é por acaso que nem bem começou o governo dos aliados do PSDB no RS e a primeira vítima, Ronaldo Lima,  é um jovem assassinado pelas costas. Não é mero acaso porque se trata da mesma violência que vem da boca do líder do PMDB no governo do RS, Boesio, que chamou os servidores públicos de vadios. Exatamente o beócio que já teve funcionária fantasma em seu gabinete. Este tipo de violência é moda desde os tempos que velha mídia inventou um tal de caçador de marajás.

    Faz sentido que um militante da violência julgue quem comete violência? Sim, no RS onde a RBS dita o que é violência, “política linha dura” ou “coragem para tomar decisões impopulares” faz sentido.

    Por que a RBS não chama de política linha dura a coragem de cobrar os milhões em sonegação? O que a RBS dirá do Bang Bang no Menino Deus, patrocinado pela política de segurança de seu ventríloquo no Piratini?

    A violência começa no BBB, boi, bala e bíblia, porque por trás deles há a bancada do Instituto Millenium incentivando a violência contra as instituições. A má educação é incentivada por grandes empresas e acobertadas com louvor pela Rede Globo. Veja-se o caso dos reis dos camarotes VIPs do Itaquerão, quando, sob patrocínio da AMBEV, Multilaser e Banco Itaú patrocinaram em rede mundial a patifaria de ofender a Presidenta da República? Foram aplaudidos pela Rede Globo.

    O ódio é o principal produto dos grupos mafiomidiáticos. Mas é um ódio seletivo, direcionado aos movimentos sociais. Mas não há ódio contra os que pedem a volta da ditadura, que treinam tiro ao alvo com imagem da Dilma ou com os que ousam transportar 450 kg de coca usando helipóptero de amigos, cujo combustível foi pago pela Assembleia Legislativa de Minas.

    A violência em São Paulo é fruto da exclusão. Quando o prefeito Fernando Haddad busca a inclusão, com a abertura de ciclovias, faixas de pedestres na Av. Paulista, é atacado com violência exatamente pela imprensa. Fazem de tudo para desmerecer decisões que trazem mais humanidade, como o uso da principal avenida para a confraternização nos fins de semana.

    Coincidentemente, não atacam o governo do Geraldo Alckmin, do PSDB, que comete violência em escala industrial. Ou deixar a periferia sem água não é violência? E as chacinas cometidas nas periferias pela própria polícia? O PSDB senta para negociar com o chefe do PCC, Marcola, mas não sentam com o prefeito paulistano só porque este é do PT. Folha, Estadão, Globo & Veja, comprados com milhares de assinaturas distribuídas em escolas paulistas, aplaudem a violência do PSDB e criminalizam as politicas sociais do PT. Por quê?

    A matéria da Folha abaixo dá o tom de como se faz para jogar a culpa da violência, para livrar das costas dos responsáveis pela segurança, para cima das vítimas.

    Em comum, ‘algoz’ e ‘herói’ tinham registros criminais

    Protagonistas das cenas na praça da Sé acumulavam passagens pela polícia

    Professor da UERJ, perito criminal diz não ver excesso nem erro de PMs em ação que deixou dois mortos em SP

    DE SÃO PAULO

    Protagonistas das cenas de sangue nas escadarias da Catedral da Sé, no centro de SP, os dois homens que morreram a tiros na tarde desta sexta-feira (4) –um, como "algoz", outro, como "herói"–, tinham passagens pela polícia.

    Francisco Erasmo Rodrigues de Lima, 61, responsável por salvar a mulher mantida como refém, tinha em sua ficha criminal quatro casos.

    O primeiro deles é uma prisão em flagrante por homicídio doloso ocorrido em 1980.

    Depois disso, também foi processado em 1995 por periclitação de vida (por colocar a vida de pessoas em risco), em 1998 por incêndio e em 2000, por receptação.

    Luiz Antonio da Silva, 49, que morreu baleado por policiais após manter uma balconista refém, tinha um número maior de processos criminais desde os anos 1980.

    O primeiro registro policial contra ele é de 1987, por furto e tentativa de homicídio.

    A ficha criminal dele ainda incluía mais duas passagens por furto em 1988 e em 1989, lesão corporal em 1990 e dano em 1991. Neste mesmo ano, também foi preso acusado de roubo. Em 1993, foi processado por resistência.

    O criminoso também teve três passagens por tráfico de drogas: em 2002, 2004 e 2006.

    Os registros policiais de Lima e Silva não informam detalhes de condenação por esses crimes –e por quais chegaram a cumprir pena.

    PERITO

    O perito criminal Nelson Massini, professor da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), avalia que os PMs não erraram nem cometeram excessos na ação nas escadarias da Catedral da Sé.

    Ele analisou a pedido da Folha imagens do crime.

    "A polícia poderia ter atirado antes, havia legitimidade para isso. Houve um momento em que a refém tenta tirar a arma das mãos do homem e ele fica em posição de descanso, observando os policiais. Se fosse a polícia americana, teria atirado."

    Segundo Massini, os policiais que estavam naquele momento na praça da Sé eram de rua, sem experiência ou preparo para uma ação rápida. Para ele, é compreensível que os PMs agissem com cautela, sobretudo pelo local de bastante movimento.

    "A dúvida é se a polícia poderia ter atirado antes, mas todos foram pegos de surpresa."

    (ROGÉRIO PAGNAN E LUCAS FERRAZ)

    29/08/2015

    PSDB & MPF: nem a exceção confirma a regra

    Filed under: Antônio Anastasia,Marcola,MPF,PCC,PSDB,Rodrigo Janot — Gilmar Crestani @ 8:15 am
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    pccDiz o ditado que a exceção confirma a regra. Quando envolve políticos do PSDB, o MPF muda até ditado. Nem a exceção confirma a regra. Como parece piada, nesta hora só nos resta o Barão de Itararé: “de onde menos se espera, de lá mesmo é que não sai nada”. Quando se pensava que pelo menos um tucano seria investigado, Janot saca mais rápido. A regra é bem simples: se for para o PT é corrupção; se for para o PSDB, é bênção. Com mais esta o MPF acaba de credenciar o PSDB a se inscrever como entidade religiosa. No PMDB, Eduardo CUnha tinha sua igreja para lavar dinheiro. No PSDB, o partido é a igreja. O que cada irmão recebe é bênção para todos. Os empresários já entendem que doar ao PSDB tem o mesmo sentido de uma sessão de “descarrego”… Janot, ao liberar o dízimo ao PSDB, acaba por criar constrangimento ao Edir Macedo.

    No remake atual do filme Os Intocáveis invertem-se os papéis. Já não são os policiais que são intocáveis, são os bandidos! E o PCC seria a exceção, não fosse também uma criação do PSDB.

    Janot pede arquivamento de investigação contra tucano

    Anastasia foi acusado de receber propina

    DE BRASÍLIA, para a FOLHA

    O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta sexta-feira (28) pedido de arquivamento do inquérito que investigava a ligação do senador Antonio Anastasisa (PSDB-MG) com o esquema de corrupção na Petrobras.

    Esse é o segundo pedido de arquivamento feito por Janot da lista de inquéritos apresentada pelo procurador em março, quando ele pediu que o STF investigasse 50 políticos e ex-políticos.

    No mesmo dia em que divulgou a "lista de Janot", o procurador pediu o arquivamento das investigações contra os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Delcídio do Amaral (PT-MS), o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o ex-deputado Alexandre José dos Santos (PMDB-RJ).

    Anastasia era o único tucano ainda investigado a pedido do STF. Não há detalhes da argumentação que o Ministério Público fez para defender o encerramento do caso.

    O ex-policial Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, havia dito à PF que entregou R$ 1 milhão em 2010 a Anastasia, então candidato ao governo de Minas, por ordem do doleiro Alberto Youssef. A fala de Careca foi posteriormente desmentida por Youssef.

    A Folha apurou que, durante as investigações, Careca ficou em silêncio em seu depoimento. Os procuradores da Lava Jato fizeram, nos últimos meses, checagens para verificar sua história, mas as apurações não confirmaram os fatos narrados.

    Se surgirem novos indícios, o caso pode ser reaberto. O senador sempre negou a acusação e disse desconhecer o policial e o doleiro.

    (MÁRCIO FALCÃO e GABRIEL MASCARENHAS)

    29/07/2015

    Pacto Molotov-Ribbentrop? Não, Marcola-Alckmin!

    Filed under: Geraldo Alckmin,Marcola,Ney Santos,PCC,PSDB — Gilmar Crestani @ 9:21 am
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    pcc alckmin_pcc06As bem documentadas relações do PSDB com o PCC fazem inveja ao pacto germano-soviético de não agressão. A escravização eslava atende por periferia paulista. Não vivêssemos uma ditadura midiática-judicial, e estes pactos não sobreviveriam à luz do sol. Como tudo é feito às escuras, sob os auspícios da Lei Rubens Ricúpero, o PSDB ainda usa os assoCIAdos do Instituto Millenium para tripudiar sob a cabeça dos midiotas. Estas revelações de agora coincidem com a divulgação de que Geraldo Alckmin pretende retirar das rodovias federais paulistas a PRF. Ligando os pontos, pode-se facilmente chegar à confecção de um mapa, com aecioportos e helipópteros.

    O que o PCC ganhou, realmente, no acordo com o governo de São Paulo? Por Kiko Nogueira

    Postado em 27 jul 2015 – por : Kiko Nogueira

    Alckmin em 2010 com o então candidato a deputado estadual Ney Santos, acusado de ligação com o PCC

    O que o PCC ganhou no acordo com o governo paulista em 2006?

    Na época, a facção realizou vários ataques, especialmente a postos da Polícia Militar, de maneira coordenada. Eles foram interrompidos após uma reunião no presídio de Presidente Bernardes, no interior do estado.

    De acordo com o Estadão, a solução foi encaminhada pela advogada Iracema Vasciaveo, então presidente da ONG Nova Ordem, que defendia os direitos dos presos e representava o PCC.

    Iracema esteve com Marcola, o líder. O substituto de Geraldo, Claudio Lembo, deu aval para o encontro, bem como os secretários da Segurança Pública e da Administração Penitenciária — Saulo de Castro Abreu Filho e Nagashi Furukawa, respectivamente.

    A história foi revelada pelo delegado José Luiz Ramos Cavalcanti, que depunha  num processo contra advogadas supostamente ligadas ao crime organizado. “Eu apenas autorizei a viagem. O que aconteceu lá dentro, não tenho detalhes”, afirma Lembo.

    O diabo está nos detalhes. Em tese, garantiu-se a rendição dos criminosos, desde que se assegurasse a integridade física deles. Os atentados cessaram, subitamente, e o poder do PCC só fez crescer. Geraldo sempre negou qualquer tipo de acordo, mas o fato é que a relação com o Primeiro Comando da Capital só se tornou mais confusa, para usar um eufemismo, com o passar do tempo.

    O deputado Conte Lopes, ex-delegado, declarou, certa vez, que “essa facção criminosa é cria do PSDB”. O PCC nasceu em 1993 na Cadeia Pública de Taubaté e sua relação com o governo paulista é recheada de episódios assombrosamente estranhos.

    Em 2010, Alckmin pediu votos para um candidato a deputado estadual do PSC chamado Claudiney Alves dos Santos, conhecido como Ney Santos.

    Pouco depois, Santos foi preso, acusado de adulteração de combustível, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de quadrilha. Era também investigado por envolvimento com o PCC. Em seu nome, possuía um patrimônio de 50 milhões de reais, incluindo uma Ferrari e um Porsche.

    Ok. Alckmin muito provavelmente não sabia do passado, do presente e do futuro de Santos. Mas nem sua equipe?

    Em 2012, um inquérito sobre o envolvimento de PMs com o PCC foi arquivado. Um ano depois, aconteceu outro episódio de ampla repercussão, em que o governador saiu-se como herói na luta contra os bandidos.

    Ele teria sido ameaçado de morte, segundo um recado interceptado. “Os bandidos dizem que as coisas ficaram mais difíceis para eles, pois eu quero dizer que vai ficar muito mais difícil”, disse GA, triunfal, em Mirassol. “Nós não vamos nos intimidar. É nosso dever zelar pelo interesse público.”

    Não contavam com a astúcia do ex-secretário Antônio Ferreira Pinto, que revelou que a escuta dos membros do PCC circulava desde 2011.

    “Esse fato não tinha credibilidade nenhuma. A informação é importante desde que você analise e veja se ela tem ou não consistência. Essas gravações não tinham. Tanto que o promotor passou ao largo delas”, falou.

    “Aí vem o governo e diz: ‘Não vou me intimidar’. Ele está aproveitando para colher dividendos políticos”. De novo: Geraldo, muito possivelmente, não tinha ideia de que as tais ameaças tinham dois anos de idade e nunca foram levadas a sério.

    No início de 2014, outro evento inacreditável. Um relatório vazado do Ministério Público dava conta de um esquema para tirar Marcola e outros três chefões da penitenciária de Presidente Venceslau.

    O plano estaria sendo arquitetado há oito meses. Os homens já tinham serrado as grades das janelas de suas celas, colocando-as de volta em seguida, devidamente pintadas. Eles sairiam dali para uma área do presídio sem cobertura de cabos de aço, de onde seriam içados por um helicóptero com adesivos da Polícia Militar.

    O “vazamento” do documento criou situações surreais. Policiais ficaram de tocaia aguardando os meliantes. Jornalistas correram para lá. No Jornal Nacional, um repórter perguntava, sussurrando, a um franco atirador como funcionava a arma dele. Diante da falta de ação, era o jeito.

    Claro que não aconteceu nada. Alckmin, no entanto, estava pronto para faturar. Na Jovem Pan, elogiou “o empenho da polícia de São Paulo, 24 horas, permanentemente, contra qualquer tipo de organização criminosa, tenha a sigla que tiver. São Paulo não retroage, não se intimida”. Para ele, “lamentavelmente, isso acabou vazando.”

    Nomeado em janeiro, o secretário de segurança pública Alexandre Moraes é advogado em ao menos 123 processos de uma cooperativa denominada Transcooper, citada em investigações que apuram lavagem de dinheiro do PCC. Em nota, avisou que “renunciou a todos os processos que atuava como um dos sócios do escritório de advocacia”.

    O PCC, hoje, controla áreas inteiras da cidade, as cadeias, tem ligação com escolas de samba e mantém bases no Paraguai e na Bolívia. Um fenômeno.

    Naquele ano de 2006, Geraldo deu uma entrevista a uma rede de televisão australiana. A jornalista quis saber sobre os “grupos de extermínio” e sobre as ações da facção. Irritado, ele se levantou da cadeira e encerrou o papo.

    “Esse é um problema do governo estadual. Você deveria ir falar com eles. Tchau, tchau. Bye, bye”, diz. “Se eu soubesse que era sobre isso, não tinha entrevista. Não faz o menor sentido”. A entrevistadora ainda tentou, inutilmente, um apelo: “Alguém precisa falar sobre isso”.

    O que o PCC levou, de fato, no tal acordo permanece uma incógnita. Geraldo Alckmin, ao menos, vem levando excelentes dividendos políticos com um pacto cujo preço é pago por seus eleitores.

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    Sobre o Autor

    Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

    Diário do Centro do Mundo » O que o PCC ganhou, realmente, no acordo com o governo de São Paulo? Por Kiko Nogueira

    17/10/2011

    Carandiru II: o que SP esconde. E põe a culpa no PCC

    Filed under: Isto é PSDB!,Marcola,PCC — Gilmar Crestani @ 8:46 am
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    Marcola, o grande herói chuíço (*)

    Por sugestão do amigo navegante Paulo Donizetti, o Conversa Afiada publica este relato espantoso sobre como funciona a Chuíça (*), depois de 17 anos de governo tucano.
    O Conversa Afiada recomenda a leitura do texto sobre a Aula Magna de Caco Barcellos, quando denunciou o racismo da Polícia e da Justiça.

    Crimes e omissão em SP

    Processos de familiares de mortos pela PM em 2006 são encerrados sem apuração. Entidades querem federalizar investigação, mas não conseguem falar com Alckmin

    Por Leandro Melito

    Entre 12 e 20 de maio de 2006, 493 pessoas foram mortas por arma de fogo, segundo dados do Conselho Regional de Medicina. A organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) é responsabilizada pela execução de 43 policiais militares, carcereiros e um bombeiro durante uma onda de rebeliões­ em presídios e ataques a prédios públicos. A movimentação, atribuída à facção criminosa, terminou no dia 15 de maio, supostamente após reunião entre Marcos Willians Camacho, o Marcola, líder da organização, e a cúpula do governo paulista.

    “A partir de então a polícia paulista iniciou violento revide”, afirma a ONG Justiça Global no documento intitulado São Paulo sob Achaque, elaborado em parceria com a Clínica Internacional de Direitos Humanos da Faculdade de Direito de Harvard, nos Estados Unidos. Segundo o relatório, as situações da maioria das mortes ocorridas entre os dias 15 e 20 em nada pareciam com casos de legítima defesa. O estudo aponta 122 homicídios com indícios de execução praticados por policiais no período.

    Passados cinco anos, a maior crise da segurança pública de São Paulo ainda não foi apurada. Não existe sequer um relatório oficial do Estado que detalhe esses episódios. Em maio passado, a secretária de Direitos Humanos da Presidência da República, ministra Maria do Rosário, pediu ao governador Geraldo Alckmin uma audiência para discutir a transferência, para a esfera federal, das investigações das mortes durante a operação da PM. Até agora ele não se manifestou.

    As apurações desses crimes foram arquivadas sem os devidos esclarecimentos, salvo nos casos que envolvem a morte de agentes públicos. Das mortes praticadas por policiais em supostos confrontos, apenas seis oficiais foram denunciados ou indiciados. A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), departamento de elite de investigação de homicídios no Brasil, esclareceu mais de 85% dos casos em que as vítimas foram agentes públicos e elucidou a autoria de apenas 13% das ocorrências de homicídio com suspeita de participação de policiais.

    Sandra Carvalho, diretora adjunta da Justiça Global, diz não se tratar, na maioria dos casos, de arquivamento por falta de provas. “Na verdade, não foram feitas investigações mais detalhadas e exaustivas”, afirma, apontando a falta de proteção adequada para que as testemunhas pudessem depor. “Muitas delas foram sistematicamente ameaçadas, cerceadas. O estado deveria ter criado condições para que pudessem depor em segurança”, avalia. Para James Cavallaro, presidente do conselho da ONG, a participação do alto escalão da polícia paulista pode ter atrapalhado as investigações. “Há indícios de envolvimento não só de policiais dos níveis baixos e intermediários, mas de autoridades de alta patente, o que dificultaria o esclarecimento dos crimes como um todo”, avalia.

    É devido à ineficácia do governo estadual em apontar os responsáveis pelos crimes que os pesquisadores defendem a federalização do processo. “Dialogamos com o estado de São Paulo e com várias instituições ao longo desses cinco anos”, afirma Fernando Ribeiro Delgado, da Clínica Internacional de Direitos Humanos da Faculdade de Direito de Harvard. “Não obtivemos uma resposta satisfatória em basicamente nenhum ponto dessa pesquisa. Por isso decidimos encaminhar o caso ao governo federal e ao Congresso Nacional, para que seja instalada uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), e para que o Ministério Público Federal investigue.”

    Impunidade
    Uma das vítimas da ação policial foi o gari Edson Rogério Silva dos Santos, de 29 anos, filho de Débora Maria Silva. Débora é coordenadora do movimento Mães de Maio, organizado entre as mães que tiveram filhos executados por policiais militares na Baixada Santista em maio de 2006. “A gente viu muitas falhas nos inquéritos e o Ministério Público Estadual não apresentou resposta para nós”, afirma. Segundo o estudo da ONG Justiça Global, a investigação policial sobre o caso de Edson não ouviu testemunhas e não colheu provas importantes, como as fitas das câmeras de segurança do posto de gasolina onde ele teria sido assassinado.

    João Inocêncio de Freitas também teve o filho morto em maio de 2006. Dispensado mais cedo do colégio, junto com os demais alunos, Matheus Andrade de Freitas foi com Ricardo Porto, seu colega de classe, a uma pizzaria na rua onde morava. Ambos foram executados. João critica o arquivamento do processo e a tentativa do estado de criminalizar seu filho. “Como o inquérito não andava, a gente foi saber o que estava acontecendo. Sem apurar nada, eles arquivaram”, relata. “O relatório do delegado dizia que meu filho foi morto por dívida de droga e que o outro menino tinha morrido por queima de arquivo. Nós fomos ao 5º Distrito e fizemos nosso depoimento. O promotor corrigiu o relatório e disse que havia indícios da atuação de grupos de extermínio, policiais. Só que depois o caso foi arquivado. Ninguém fez nada.”

    Francisco Gomes, pai de Paulo Alexandre Gomes, desaparecido desde maio daquele ano, compara a situação à ditadura. “A impunidade daquele tempo é a mesma até hoje. A ditadura agora é disfarçada de democracia. Fazem o que querem, e fica por isso mesmo”, diz.

    Em audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo, em 29 de agosto passado, Débora Maria Silva reivindicou, na presença da ministra Maria do Rosário, a federalização da investigação dos crimes. “O governo do estado não quer tocar no assunto, mas isso nós exigimos. Mataram nossos filhos e desapareceram com eles. Alguém tem de ser responsabilizado. Se a gente não aponta os algozes dos nossos filhos, apontamos o estado como um todo”, sentenciou. Débora exige que as autoridades se reúnam em Santos, onde têm sido constantes os crimes praticados por grupos de extermínio.

    Na ocasião, Maria do Rosário afirmou que um impasse com o governo do estado estaria impedindo o avanço do processo de federalização desses crimes. “Pedi uma reunião com o governo estadual sobre a situação dos grupos de extermínio e as Mães de Maio. Já tem três meses (completados em agosto) e eu ainda estou aguardando. Não gostaria de fazer a reunião em Santos sem antes me reunir com o governo paulista para trabalharmos juntos alguns caminhos.”

    Em julho passado, uma reunião do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, presidido pela ministra, decidiu encaminhar à Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo um pedido de reabertura das investigações sobre as mortes em maio de 2006, assim como sua federalização.

    “Queremos dialogar mais com o governo e com a Procuradoria para que essas investigações sejam reabertas. Aprovamos uma série de procedimentos com o governo federal para transferir essas apurações para a Polícia Federal. Esses crimes não podem ficar impunes”, disse a ministra.

    Segundo Rosário, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) já encaminhou dois pedidos de audiência ao governo de São Paulo para tratar do tema. Ambos continuam sem resposta. Durante a audiência em São Paulo ela reforçou o pedido à secretária de Justiça do governo estadual, Eloísa Arruda. “Acredito que essa audiência vai nos possibilitar abrir esse caminho com o governador”, afirmou. Na primeira semana de outubro, o impasse permanecia.

    Os crimes de maio de 2006 aconteceram um mês após a saída de Alckmin para concorrer às eleições presidenciais. Ele estava à frente do governo estadual havia seis anos. Em seu lugar assumiu o vice, Cláudio Lembo. O governo federal deu os primeiros passos para federalizar a investigação ainda na gestão de Paulo Vannucchi­ à frente da SEDH, quando foi aprovada a criação de uma comissão especial para levantar informações que justificassem a transferência desses crimes para o âmbito federal.

    Caso isso venha a acontecer, será o segundo caso de transferência de competência no Brasil após a Constituição de 1988. O primeiro crime contra os direitos humanos federalizado foi o assassinato do defensor público Manoel Mattos, que investigava a atuação de grupos de extermínio na Paraíba.

    (*) Chuíça é o que o PiG de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.

    Carandiru II: o que SP esconde. E põe a culpa no PCC | Conversa Afiada

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