Ficha Corrida

19/09/2015

Não parece a biografia do Marcola?

Filed under: DNA,Estelionato,FHC,Golpe Paraguaio,Golpismo,Golpistas,Marcola,PSDB,Reeleição — Gilmar Crestani @ 1:01 pm
Tags:

fhc-filhoCom a única diferença de que Marcola jamais se deixaria trair pela própria amante… Se fizerem outro exame de DNA vão descobrir as ideias também não eram dele, mas do patrão da Miriam Dutra

Mino Carta: FHC comprou votos, comandou as privatizações, praticou estelionato eleitoral, quebrou o Brasil três vezes

publicado em 18 de setembro de 2015 às 12:47

Eterno golpismo

Miúda reflexão sobre impeachment, democracia e Estado de Direito no país da casa-grande

por Mino Carta, em CartaCapital, publicado 18/09/2015 06h25

Na esteira do Cruzado 1, em outubro de 1986 José Sarney  cometeu estelionato eleitoral logo após a vitória peemedebista nas eleições para os governos estaduais, Congresso e Assembleias, ao lançar o Cruzado 2 e arrastar o País para uma crise econômica de grande porte. A situação, complicada pelo fracasso da moratória do começo de 87, perdurou até o fim do mandato de Sarney.

Nem por isso se cogitou, em momento algum, do impeachment do ex-vice-presidente tornado presidente pela morte de Tancredo Neves,  em claro desrespeito a qualquer regra do jogo pretensamente democrático.

Ao lançar o olhar além-fronteiras, temos o exemplo recente de Barack Obama, atingido em cheio pela explosão da bolha financeira de 2008, a mergulhar os Estados Unidos em uma crise de imponentes proporções. Obrigado a enfrentar a queda progressiva do valor do dólar, assoberbado pelas habituais pressões e ameaças das agências de rating, vítima de índices de aprovação cada vez mais rasos, Obama acabou sem o apoio da maioria parlamentar. Nem por isso sofreu o mais pálido risco de impeachment, mesmo porque hipóteses a respeito seriam simplesmente impensáveis aos olhos dos parlamentares americanos, mesmo republicanos.

Se a ideia já teve no Brasil razão de vingar, ao menos de ser aventada, foi em relação a Fernando Henrique Cardoso: comprou votos para se reeleger e comandou privatizações que assumem as feições inequívocas das maiores bandalheiras-roubalheiras da história pátria, realizadas às escâncaras na certeza da impunidade. Praticante emérito do estelionato eleitoral, fez campanha para a reeleição à sombra da bandeira da estabilidade para desvalorizar o real 12 dias depois da posse para o segundo mandato.

FHC é recordista, conseguiu quebrar o Brasil três vezes. Ao cabo, entregou a Lula um país endividado até a raiz dos cabelos e de burras vazias. Ao longo da sua trajetória presidencial, jamais se imaginou a possibilidade do seu impeachment.

O príncipe dos sociólogos, outrora encarado como elemento perigoso por quantos hoje o veneram, tornou-se xodó da mídia nativa e dos senhores da casa-grande. Favor irrestrito e justificado: nunca houve alguém tão capacitado para a defesa dos interesses do reacionarismo na sua acepção mais primitiva.

Hoje em dia, FHC arca com o papel de oráculo da política brasileira com invulgar destemor. Tudo dentro dos conformes, a desfaçatez, a hipocrisia e o oportunismo tucanos não têm limites. O enredo é típico, assim como já é clássico o caso de Fernando Collor,  que se retirou antes de sofrer impeachment. Exemplar entrecho, de todos os pontos de vista, que vivi de perto por mais de dois anos, quando dirigia a redação de IstoÉ.

Para mim a história começa 25 anos atrás. O então repórter da IstoÉ Bob Fernandes tocaia por dois meses o operador do presidente, PC Farias. Chega a hospedar-se por algum tempo no apart-hotel, onde em São Paulo vive o tocaiado. Enfim a revista publica uma reportagem de capa sobre as façanhas do PC, em que se relata tudo aquilo que o irmão de Collor diria a Veja um ano e meio depois, com exceção dos supositórios de cocaína.

Eis aí, neste roteiro, um aspecto ineludivelmente brasileiro. Quando da reportagem, a mídia cuidou de não lhe dar eco e seguimento, ao contrário do que se daria em qualquer país democrático e civilizado.

Até então, a casa-grande suportava que o presidente cobrasse pedágios elevadíssimos em relação a obras feitas e ainda assim o imaginava adequado ao cargo de propiciador de benesses. Fora a Veja, aliás, que popularizara a definição de Collor como “caçador de marajás”.

Com o tempo, a cobrança collorida passou a ser considerada insuportável e se entendeu que valeria submeter o cobrador a um aperto sério, embora comedido. Foi a hora da entrevista do irmão, esta sim imediatamente repercutida.

A CPI convocada para cuidar do caso moeu meses de sessões inúteis à falta de provas. Não fosse IstoÉ, daria em nada. A sucursal de Brasília da revista, dirigida por João Santana, foi capaz de demonstrar a ligação entre a Casa da Dinda e o Palácio do Planalto, e o encaminhamento do impeachment foi inevitável.

A Globo prontificou-se a chamar para as praças manifestações bastantes parecidas àquelas que pipocam de dois anos para cá, frequentadas, sobretudo, por burguesotes festeiros, enquanto a Veja ganhava o Prêmio Esso de Jornalismo, remota invenção alienígena destinada a consagrar o jogo corporativo, festival do compadrio da mídia nativa.

Há quem diga que estamos a transitar por uma conjuntura similar àquela, e se engana, está claro, por hipocrisia ou ignorância. O impeachment de Dilma Rousseff é totalmente impossível à luz da Constituição. Se quiserem mandar as aparências às favas, seria golpe mesmo, conforme conhecimento até do mundo mineral. Mas golpismo é inerente ao país da casa-grande. Editoriais, colunas, artigos e reportagens dos jornalões recordam, cada vez mais, os textos de 51 anos atrás.

Leia também:

Mídia e oposição mentem sobre Hélio Bicudo: “Não participei da fundação do PT”

Mino Carta: FHC comprou votos, comandou as privatizações, praticou estelionato eleitoral, quebrou o Brasil três vezes – Viomundo – O que você não vê na mídia

11/08/2015

A diferença entre um pústula e um estadista

Filed under: FHC,Geraldo Brindeiro,Impeachment,Lula Seja Louvado,Reeleição — Gilmar Crestani @ 11:33 pm
Tags:

Tanto mais se compara Lula com FHC, mais evidenciam as credenciais do primeiro. E não se trata apenas dos resultados obtidos mediante a condução do país. O principal superávit do Lula em relação a FHC é o caráter. É disso que decorre todo ódio, o rancor, o despeito, a inveja dos anencefálicos. Eles não suportam ter de seguir um sujeito foi traído até pela amante. Que para se reeleger teve de comprar uma reeleição.

Para os jovens que estão chegando agora na política, fiquem sabendo que houve um tempo em que fazer mutreta com a Constituição era um must, in, da hora… todo mundo curtia… Se no governo se agia no limite da responsabilidade, seus subordinados agiam muito além das irresponsabilidades.

Claro, com um Geraldo Brindeiro embaixo do braço e a Polícia Federal ocupada em arrancar maconha no polígono da seca. No tempo de FHC, como diria Hemingway, Brasília era uma Festa… O Ministério Público só fazia Operação de Fimose…

E isso que a Vale do Rio Doce foi entregue por uma bagatela inferior à concessão de três aeroportos pela Dilma. E os aeroportos voltam para a União depois de 20 anos, e a Vale, como as pombas do Raimundo Correa, não volta mais…

Lula foi contra novas eleições quando FHC amargava crise econômica

ter, 11/08/2015 – 19:46

Jornal GGN – Em janeiro de 1999, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) enfrentava os ataques da oposição em função da crise econômica que assolava o País à época, Lula, então presidente de honra do PT, contrariou o próprio partido e pregou respeito ao resultado das urnas.

"Lula voltou a sugerir a realização de um grande debate nacional com o objetivo de discutir soluções para a crise. Mas disse que a oposição só aceita conversar com FHC se o governo admitir que pode mudar o rumo de sua política econômica", publicou a Folha de S. Paulo.

Segundo o jornal, o PT, na figura de Tarso Genro, cobrava a renúncia de FHC e a convocação de novas eleições como saída para a crise. Lula disse ao jornal que era contrário à medida, pois FHC tinha "20 e poucos dias de mandato" e não era correto achar que toda vez que um governante começa com o pé esquerdo ou tem graves dificuldades de gestão, a solução é a troca imediata. "Se eu achar que, porque as coisas vão ruins, o presidente tem de renunciar, daqui a pouco vai ter gente defendendo a renúncia dos governadores do PT", comentou.

Também atravessando crise econômica – e política – após a reeleição, a presidente Dilma tem sido alvo de ataques do PSDB de Aécio Neves, que tem ajudado a convocar protestos anti-PT, como o do próximo domingo (16), para pedir a renúncia da petista e a realização de um novo pleito. A iniciativa do grupo de Aécio não é unanimidade dentro do PSDB. A ala que apoia a candidatura de Geraldo Alckmin, por exemplo, prefere aguardar que a tempestade passe naturalmente e pavimentar uma candidatura pela via democrática até 2018.

O GGN reproduz a matéria sobre a postura de Lula em 1999 na íntegra, abaixo.

Antecipação de eleição não resolve, diz Lula

Da Folha

O presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, classificou de "prematura" e "precipitada" a proposta do ex-prefeito de Porto Alegre Tarso Genro (PT) de convocar novas eleições presidenciais em outubro. Genro defendeu também a renúncia do presidente Fernando Henrique Cardoso.

"Eu não acho que o problema do Brasil será resolvido com a antecipação do processo eleitoral. O problema poderia ter sido resolvido em 4 de outubro. Não foi. A população fez uma opção, certa ou errada, foi uma opção da maioria do povo", declarou Lula.

"Fernando Henrique tem 20 e poucos dias de mandato. Ele tem tudo para fazer, mas até agora não fez nada. Se eu achar que, porque as coisas estão ruins, o presidente tem de renunciar, daqui a pouco vai ter gente defendendo a renúncia dos governadores do PT. Aí, vai virar moda no Brasil", arrematou.

Embora tenha criticado muito a postura de FHC diante da crise, o petista afirmou que agora o papel do PT é mobilizar a sociedade para tentar mudar a política econômica do governo.

Lula voltou a sugerir a realização de um grande debate nacional com o objetivo de discutir soluções para a crise. Mas disse que a oposição só aceita conversar com FHC se o governo admitir que pode mudar o rumo de sua política econômica.

O petista anunciou que o PT vai promover, independentemente do governo, reuniões entre líderes da oposição, empresários e sindicalistas. Ele próprio vai, nos próximos dias, agendar encontros com o empresariado.

"Não acredito nessa história de pacto nacional. Para conversar com a oposição, o presidente precisa abrir mão de algumas de suas certezas. Pacto em torno do que o governo defende não é pacto."

Lula defendeu, indiretamente, a saída do ministro da Fazenda, Pedro Malan. "Eu não escolhi o Malan, não posso tirá-lo. Mas até em jogo de futebol quando o jogador vai mal, o técnico faz a substituição", disse.

"Não é possível que FHC não perceba que economistas de outros matizes discordam da equipe econômica. Aliás, o próprio José Serra (ministro da Saúde) não concorda com grande parte dessa política. Será que essa equipe econômica está tão certa? Ou será que o governo deixou se envenenar pelo beijo do FMI (Fundo Monetário Internacional) e não consegue escapar de suas orientações?"

Para Lula, em pouco tempo, caso seja mantido o ritmo de saída de dólares do país, o Brasil vai estar em situação de "moratória técnica". Ele acha que uma inflação de 4% ao ano não faria tão mal ao país. "A gente não deve ficar assustado se o Brasil tiver uma inflação de 4% ao ano. Não é burrice ter 4% de inflação com o PIB crescendo 3%. É burrice ter inflação zero com o PIB decrescendo."

Lula foi contra novas eleições quando FHC amargava crise econômica | GGN

24/05/2015

Quando presidente não lidera, Congresso vende voto a 200 paus

fhc-valoriza-deputadosCom a mesma flacidez moral da bunda do Kim Kataguiri, FHC é onipresente nos grupos mafiomidiáticos. Hoje sai do esgoto para lecionar mais uma de suas formulações acacianas. O Conselheiro Acácio deveria seguir o conselho do Lula e explicar como foi que ele liderou a compra da reeleição.

FHC lidera tanto que até sua ex-amante, Miriam Dutra, lhe confiou a paternidade de filho de outro. Se há algo de bom no tico-tico é que ele choca o ovo e alimenta o filho do chupim.

Para alguém que se arvora em sociólogo e cientista político, que já foi presidente, é difícil acreditar que ele nunca tenha lido Montesquieu. Será que ele não nunca ouviu falar em separação dos poderes? Não é de admirar que com esta inteligência tenha levado guampa até da amante.

O ódio despeitado de FHC a Lula e Dilma é que ele não consegue entender que um bom governo não precisa ser ventríloquo da Globo nem capacho dos EUA. A moral do governo FHC vazou por inteiro pelo Escândalo da Parabólica.

Rubens Ricúpero resumiu muito bem as relações entre FHC & Rede Globo: “o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”. Se o Kim Kataguiri soubesse da lei Rubens Ricúpero não teria mostrado a bunda…

A sorte de FHC é que este pessoal do MBL não tinha nascido quando ele quebrou o Brasil. Seu azar é que a internet não o deixa mentir impunemente. E é mais fácil mostrar sua obscena pequenez política que passar a mão na bunda flácida do Kim Kataguiri.

Taí ó, se há algo que combina com a bunda do Kataguiri são as bochechas de FHC, pois ambas produzem a mesma coisa.

Quando presidente não lidera, Congresso ocupa espaço, diz FHC

Para tucano, Dilma está "pagando pecados" por erros de gestão

FLÁVIA FOREQUE, DE BRASÍLIA, para  a FOLHA

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez neste sábado (23) uma crítica a Dilma Rousseff ao dizer que há carência de liderança no país.

"Ninguém faz ou muda nada sem liderança e o Congresso percebe isso, quem lidera e quem não lidera", disse.

Ao afirmar que hoje a relação entre congressistas e Executivo tem como foco obter "um pedaço do Orçamento", o ex-presidente disse ainda que, "quando o presidente não lidera, o Congresso ocupa espaço".

O tucano deu palestra na manhã de sábado em um centro universitário de Brasília.

Ao falar à imprensa, foi perguntado sobre liderança no país: "Falta comando e quem vai exercer comando, os partidos não estão organizados pra constituírem maiorias estáveis no Congresso".

Para FHC, o país vive uma "dúvida híbrida". "Estamos no presidencialismo ou no parlamentarismo?", questionou, citando tarefas delegadas ao vice-presidente Michel Temer (PMDB) e ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Cardoso foi questionado ainda sobre o corte de R$ 69,9 bilhões nas contas do Executivo, anunciado na sexta (22). Ele o atribuiu a erros de gestão e disse que o governo "está pagando seus pecados" ao reduzir recursos em áreas como Saúde e Educação.

O tucano ainda comparou o anúncio a uma "operação sem anestesia" –para ele, faltam explicações sobre o que ocorrerá daqui para frente.

"Quando você faz contenção fiscal, tem que explicar o que vem depois. Qual é o horizonte? Só vemos nuvem negra, e aí as pessoas ficam irritadas, não aceitam", disse.

26/03/2015

HSBC rima com FHC

Primeiro foi descoberto o nome do Senhor X, Narciso Mendes,  agora aparece também o Banco por onde transitou  o dinheiro da compra…

fhc-valoriza-deputadosComo no samba do Gonzaguinha, “Não dá mais pra segurar”. Explode o coração do HSBC. E nele encontram a rima rica e outras aves de rapina.

É verdade que este costume de povo aculturado, colonizado, de investir em países do hemisfério norte é um ímã para “novo rico”. Que o diga o capitão-de-mato da Rede Globo, Joaquim Barbosa e sua Assas JB Corp. Contra qualquer princípio de ética, JB comprou um apartamento em Miami por U$ 10 (dez) dólares, dando o endereço funcional em Brasília. No que ele difere destes coxinhas pegos no HSBC?!

Tucano, nas mãos de alguns membros do Poder Judiciário, não é ave, é enguia. Liso. Cresce entre os dedos, se esvai e foge. Difícil encontra-los no autos. Veja se não é verdade.

Na Operação Rodin, a égua madrinha era tucana. Está solta. Na CPI da Petrobrás tinha dois tucanos. A Lava Jato pegou só o morto. O vivo, sobrevive sob ajuda de aparelhos. No Paraná.

O catão das araucárias está sumido. Sumido da internet, do Congresso, do Paraná, dos jornais. Deve ter atravessado a Ponte da Amizade, afinal, como já dizia o Língua de Trapo, para o Paraguai tudo pode, pó de cocaína, pó de guaraná…

Márcio Fortes é FHC no HSBC

Marcio Fortes Revista ExameA sugestão do dia, no google, é pesquisar “FHC, Serra e Márcio Fortes”. Lá m 2002, Serra se viabilizou candidato do PSDB graças aos seus Fortes. Se o seu forte era Márcio, seu fraco era a arapongagem. Teria sido a arapongagem contratada, vejam só, pelo Márcio Fortes, que montou o flagra na Lunus. Foi isso que detonou sua principal concorrente no campo da direita, Roseana Sarney, naquilo que ficou conhecido como o Caso Lunus. Assim como na força tarefa da Lava Jato há os delegados aecistas, no Caso Lunus tinha os delegados serristas sob coordenação de Marcelo Itagiba… 

O mesmo grupo viria a montar o caso que ficou conhecido como os aloprados do PT. Os aloprados caíram na armadilha, mas a Máfia dos Sanguessugas existiram. Claro, só não existiriam onde, segundo o deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom, o PSDB não sofre punição…

Márcio Fortes, com o BNDES numa mão e o FHC na noutra, tinha tanta grana que comprou, só para si, uma capa da revista exame.

A Lista Falciani tem alhos  e bugalho, mas bugalhos. A maioria fez parte da marcha dos zumbis, como o próprio Agripino Maia, égua madrinha do catão dos pampas, Onyx Lorenzoni

Hoje, O Globo, tentando se antecipar à CPI, solta um pitadinha da biografia do tesoureiro desta gente emplumada sempre acobertada, que aparece de corpo inteiro no Swissleaks: “Fortes é empresário da construção civil e um tradicional doador de campanha. Em 2000, foi a pessoa física que mais doou ao PSDB — o equivalente a 21% do total arrecadado. Fortes já foi presidente do BNDES (1987-1989) e secretário municipal de Obras do Rio (1993-1994).” O Globo aplica a lei Rubens Ricúpero para esconder o nome por trás da prática, FHC. Era ele o presidente no período em que Márcio Fortes lubricava as engrenagens do PSDB, inclusive aquela que comprou a reeleição.

A compra da reeleição por FHC não deu tempo suficiente para nomear um Gilmar Mendes na Suíça. Em compensação, sempre há um Rodrigo De Grandis para engavetar as informações que a justiça da Suíça liberou ao MP, este Mistério Púbico que só chuta, na esquerda, com a direita. Robson Marinho é uma prova viva das falcatruas do PSDB, mas os arapongas dos pinhais só encontram peessedebista morto. Deve ser pelo cheiro. Urubu só encontra carniça pelo cheiro.

Essa massa cheirosa é muito engraçada. Hoje FHC sabe de tudo. Mas como confiar num cara que é traído até pela amante. FHC assumiu como seu um filho com a funcionária da Rede Globo, Miriam Dutra, que selou a sua captura pela Globo. Os filhos da D. Ruth, desconfiando daquele que, segundo a mãe, seria o pai, pediram exame de DNA. Bingo! Esse é o cara que, hoje, sabe de tudo e, por isso é onipresente no coronelismo eletrônico. Esta diuturnamente nas páginas dos grupos mafiomidiáticos tentando surfar na marcha golpista dos zumbis.

03/03/2015

Apareceram as vestais PP, PSDB & PS(d)B

PSDB camaroteUma pergunta que não pode deixar de ser feita: se as obras nas refinarias construídas nos governos Lula e Dilma resultaram em propina ao PSDB, a quem se destinavam as propinas nas obras no governo do PSDB? Ao Papa?

De repente, depois de passarem meses vazando contra o governo aparecem os meliantes de sempre. Exatamente os que querem derrubar Dilma. E por que querem derrubar a Dilma? Para fazerem exatamente o que fizeram durante os dois mandatos de FHC! Entregar o que resta do patrimônio nacional. E roubar. Trazem de volta o Engavetador-Geral, já têm o Gilmar Mendes. Se compraram a reeleição, porque não comprarão uma ditadura?! Se na primeira vez elegeram Severino Cavalcanti e na segunda o Severino Cavalcanti II, também conhecido por Eduardo Cunha, por que não ressuscitarão Nicolau dos Santos Neto, o Lalau?!

A filha do FHC retornará ao Senado, com Demóstenes Torres de líder do governo. FHC assumirá outro filho com algum ator da Globo e a Veja escalará Reinaldo Azevedo de porta-voz. Ao invés de distribuírem milhares de assinaturas nas escolas públicas de São Paulo, levarão Veja, Folha, Estadão, Globo e Zero Hora às escolas e universidades de todo o Brasil.

E, por fim, Alberto Youssef, devido ao seu trânsito no Judiciário e sua capacidade contábil, será conduzido ao STF ou ao TCU. As empreiteiras continuarão comprando do exterior, com dinheiro do BNDES, as plataformas P-36. O  Banco do Brasil será entregue, com um novo PROER, ao HSBC.

Trocarão o tucano pelo helipóptero como símbolo partidário. E distribuirão conta gotas aos paulistas para tomarem banho. Um aperitivo do que foram dos dois mandatos de FHC pode ser encontrado aqui: http://www.psdbnuncamais.blogspot.com.br/

PETROLÃO

Doleiro diz que obras em refinaria geraram propina para três partidos

Em depoimentos, Youssef apontou políticos do PP, do PSDB e do PSB como beneficiários

Delator afirmou ter acertado entrega de R$ 10 mi a Eduardo Campos, morto em acidente em 2014

FLÁVIO FERREIRA, ENVIADO A CURITIBA, ESTELITA HASS CARAZZAI, DE CURITIBA

Em depoimentos de delação na Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro Alberto Youssef apontou que propinas em contratos da refinaria Abreu e Lima (Pernambuco) resultaram em repasses a integrantes dos partidos PP, PSDB e PSB.

O doleiro indicou como beneficiários de parte dos subornos o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do PP, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morto em agosto, e o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, que morreu em março passado.

A Procuradoria-Geral da República promete divulgar nesta semana a lista dos políticos envolvidos no caso.

Em um dos depoimentos, Youssef indicou que Nogueira e Fonte receberam entre 2010 e 2011 parte da propina paga pela construtora Queiroz Galvão em um contrato para implantação de tubovias em Abreu e Lima.

Segundo auditoria da Petrobras, em 2010 as construtoras Queiroz Galvão e a Iesa assinaram contrato no valor de cerca de R$ 2,7 bilhões para a implantação de tubovias na refinaria.

De acordo com o delator, o suborno foi negociado ainda antes da assinatura do contrato, em uma reunião da qual participaram um representante da Queiroz Galvão, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o então presidente do PP, José Janene, morto em 2010, o ex-assessor do PP João Genu e Youssef.

No encontro realizado num hotel no Rio de Janeiro, o grupo pressionou a Queiroz Galvão a fechar rapidamente o negócio e ameaçou estimular a criação de uma CPI sobre a estatal, ideia aventada pela oposição à época.

Após a reunião, a empreiteira fechou o contrato e parte da propina foi paga em doações oficiais a candidatos, segundo o delator.

O pagamento do suborno em dinheiro foi coordenado por Fernando Soares, o Baiano, também preso na Lava Jato, segundo o delator. Parte da propina foi destinada a Youssef, que então a repassou a Nogueira e Fonte.

Na negociação, também ficou acertado que, do total da propina, R$ 10 milhões seriam destinados a impedir a realização da CPI da Petrobras, e um dos beneficiários desse dinheiro foi o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, disse Youssef.

O delator também afirmou que Eduardo Campos recebeu entre 2010 e 2011 R$ 10 milhões de propina paga em contrato do consórcio Conest, formado pelas empreiteiras Odebrecht e OAS, em obras de unidades de Abreu e Lima.

Segundo Youssef, Campos recebeu o repasse para não criar dificuldades nas obras.

A Odebrecht ficou responsável pela propina, no valor de R$ 30 milhões, e o total foi dividido entre Campos, Costa e o PP, disse o doleiro.

O valor destinado a Campos teria sido entregue a um emissário do ex-governador, no Recife.

19/10/2014

Elio Gaspari pendura a conta na turma do Gilmar Mendes & Joaquim Barbosa

FHC ABLQualquer jumento selvagem de Jericoacoara já sabe Gilmar Mendes foi posto no STF por FHC pelas mesmas razões que nomeou Geraldo Brindeiro seu Engavetador-Geral… Gilmar Mendes solta banqueiros com dois habeas corpus cangurus, em menos de 24 horas, dado ao Daniel Dantas. Solta estuprador, como Roger Abdelmassih, chama o TSE de Tribunal Nazista quando perde uma. No entanto, todos os crimes cometidos na gestão de FHC, portanto, anterior a gestão Lula, como a compra da reeleição, nunca entraram em pauta.

Sabe porque a diferença de tratamento? Pelo mesma razão que Paulo Maluf foi condenado em todos os países por onde o dinheiro desviado por ele circulou. No Brasil continua solto. Fernando Collor de Mello também foi inocentado pelo STF. Todos os corruptores são inocentados pelo STF.

O problema da corrupção no Brasil é histórico. Afinal, como foi que Aécio Neves conseguiu seu primeiro emprego? Estudando no Rio mas nomeado pelo pai para um cargo no Congresso, em Brasília. E assim fico por três anos. E o segundo emprego? O tio Tancredo pôs ele, com apenas 25 anos de idade para ocupar o cargo de vice-presidente da Caixa. Isso não é corrupção, isso é patrimonialismo. Patrimonialismo é uma palavra para disfarçar roubo por quem tem dinheiro e sempre viveu de mamar nas tetas públicas. No Brasil, atuação mafiosa se chama Cartel. No Metrô Paulista, da CPTM, há Cartel porque fica feio chamar o presidente do Tribunal de Contas, Robson Marinho, de mafioso. Aliás, o povo não entende o que é cartel.

A meritocracia de Aécio Neves se resume à Bolsa da Família Neves. Tudo o que a família Neves tem saiu dos cofres públicos, de uma forma ou de outra, com um ou outro nome. Como por exemplo a rádio que recebeu de Sarney, o melhor amigo do Pedro Simon, para apoiar o aumento de mandato em 1 ano. Se você é jovem e não sabe, a turma do Aécio está no poder pelo menos desde que Cabral por aqui aportou.

ELIO GASPARI

Todos soltos, todos soltos, até hoje

Não foi Dilma quem prendeu a bancada da Papuda, nem Aécio quem soltou os tucanos, mas a conta está aí

Nos debates medíocres da TV Bandeirantes e do SBT, em que Dilma Rousseff parecia disputar a Presidência com Fernando Henrique Cardoso e Aécio Neves parecia lutar por um novo mandato em Minas Gerais, houve um momento estimulante. Foram as saraivadas de cinco "todos soltos" desferida pela doutora.

Discutia-se a corrupção do aparelho petista e ela arrolou cinco escândalos tucanos: "Caso Sivam", "Pasta Rosa", "Compra de votos para a reeleição de FHC", "Mensalão tucano mineiro" e "Compra de trens em São Paulo". A cada um, ela perguntava onde estavam os responsáveis e respondia: "Todos soltos". Faltou dizer: todos soltos, até hoje.

Não foi Dilma quem botou a bancada da Papuda na cadeia, foi a Justiça. Lula e o comissariado petista deram toda a solidariedade possível aos companheiros, inclusive aos que se declararam "presos políticos". Aécio também nada tem a ver com o fato de os tucanos dos cinco escândalos estarem soltos. Eles receberam essa graça porque o Ministério Público e o Judiciário não conseguiram colocar-lhes as algemas. O tucanato deu-lhes graus variáveis de solidariedade e silêncio.

Pela linha de argumentação dos dois candidatos, é falta de educação falar dos males petistas para Dilma ou dos tucanos para Aécio. Triste conclusão: quando mencionam casos específicos, os dois têm razão. A boa notícia é que ambos prometem mudar essa escrita.

A doutora Dilma listou os cinco escândalos tucanos, todos do século passado, impunes até hoje. Vale relembrá-los.

CASO SIVAM

Em 1993 (governo Itamar Franco), escolheu-se a empresa americana Raytheon para montar um sistema de vigilância no espaço aéreo da Amazônia. Coisa de US$ 1,7 bilhão, sem concorrência. Dois anos depois (governo FHC), o "New York Times" publicou que, segundo os serviços de informações americanos, rolaram propinas no negócio. Diretores da Thomson, que perdera a disputa, diziam que a gorjeta ficara em US$ 30 milhões. Tudo poderia ser briga de concorrentes, até que um tucano grampeou um assessor de FHC e flagrou-o dizendo que o projeto precisava de uma "prensa" para andar. Relatando uma conversa com um senador, afirmou que ele sabia "quem levou dinheiro, quanto levou".

O tucano grampeado voou para a Embaixada do Brasil no México, o grampeador migrou para o governo de São Paulo e o ministro da Aeronáutica perdeu o cargo. Só. FHC classificou o noticiário sobre o assunto como "espalhafatoso".

PASTA ROSA

Em agosto de 1995, FHC fechou o banco Econômico. Estava quebrado e pertencia a Ângelo Calmon de Sá, um príncipe da banca e ex-ministro da Indústria e Comércio. Numa salinha do gabinete do doutor, a equipe do Banco Central que assumiu o Econômico encontrou quatro pastas, uma da quais era rosa. Nelas estava a documentação do ervanário que a banca aspergira nas eleições de 1986, 1990 e 1994. Tudo direitinho: 59 nomes de deputados, 15 de senadores e 10 de governadores, com notas fiscais, cópias de cheques e quantias. Serviço de banqueiro meticuloso. Havia um ranking com as cotações dos beneficiados e alguns ganharam breves verbetes. No caso de um deputado, registravam 43 transações, 12 com cheques.

Nos três pleitos, esse pedaço da banca deve ter queimado mais de US$ 10 milhões. A papelada tornara-se uma batata quente nas mãos da cúpula do Banco Central. De novo, foi usada numa briga de tucanos e deu-se um vazamento seletivo. Quando se percebeu que o conjunto da obra escapara ao controle, o assunto começou a ser esquecido. FHC informou que os responsáveis pela exposição pagariam na forma da lei: "Se for cargo de confiança, perdeu o cargo na hora; se for cargo administrativo, será punido administrativamente". Para felicidade da banca, deu em nada.

COMPRA DE VOTOS PARA A REELEIÇÃO DE FHC

Em maio de 1997, os deputados Ronivon Santiago e João Maia revelaram que cada um deles recebera R$ 200 mil para votar a favor da emenda constitucional que criou o instituto da reeleição dos presidentes e governadores. Ronivon e Maia elegiam-se pelo Acre e pertenciam ao PFL, hoje DEM. Foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Ronivon voltou à Câmara em 2002. De onde vinha o dinheiro, até hoje não se sabe.

MENSALÃO TUCANO MINEIRO

Em 1998, Eduardo Azeredo perdeu para o ex-presidente Itamar Franco a disputa em que tentava se reeleger governador de Minas Gerais. Quatro anos depois, elegeu-se senador e tornou-se presidente do PSDB. Em 2005, quando já estourara o caso do mensalão petista, o nome de Azeredo caiu na roda das mágicas de Marcos Valério. Quatro anos antes de operar para o comissariado, ele dava contratos firmados com o governo de Azeredo como garantia para empréstimos junto ao banco Rural (o mesmo que seria usado pelos comissários.) O dinheiro ia para candidatos da coligação de Azeredo. O PSDB blindou o senador, abraçou a tese do "caixa dois" e manteve-o na presidência do partido durante três meses.

Quando perdeu a solidariedade de FHC, Azeredo disse que, durante a disputa de 1998, ele "teve comitês bancados pela minha campanha". Em fevereiro passado, o Supremo Tribunal Federal aceitou a denúncia do procurador-geral contra Azeredo e ele renunciou ao mandato de deputado federal (sempre pelo PSDB). Com isso, conseguiu que o processo recomeçasse na primeira instância, em Minas Gerais. Está lá.

COMPRA DE TRENS EM SP

Assim como o caso Sivam, o fio da meada da corrupção para a venda de equipamentos ao governo paulista foi puxado no exterior. O "Wall Street Journal" noticiou em 2008 que a empresa Alstom, francesa, molhara mãos de brasileiros em contratos fechados entre 1995 e 2003. Coisa de US$ 32 milhões, para começar. O Judiciário suíço investigava a Alstom e tinha listas com nomes e endereços de pessoas beneficiadas. Um diretor da filial brasileira foi preso e solto. Outro, na Suíça, também foi preso e colaborou com as autoridades.

Um aspecto interessante desse caso está no fato de que a investigação corria na Suíça, mas andava devagar em São Paulo. Outras maracutaias, envolvendo hierarcas da Indonésia e de Zâmbia, resultaram em punições. Há um ano a empresa alemã Siemens, que participava de consórcios com a Alstom, começou a colaborar com as autoridades brasileiras e expôs o cartel de fornecedores que azeitava contratos com propinas que chegavam a 8,5%.

Em 2008, surgiu o nome de Robson Marinho, chefe da Casa Civil do governo de São Paulo entre 1995 e 2001, nomeado ministro do Tribunal de Contas do Estado. Em março passado, os suíços bloquearam uma conta do doutor num banco local, com saldo de US$ 1,1 milhão. Ele nega ser o dono da arca, pela qual passaram US$ 2,7 milhões. (Marinho tem uma ilha em Paraty.) O Ministério Público de São Paulo já denunciou 30 pessoas e 12 empresas. Como diz a doutora, "todos soltos".

03/10/2014

FHC tem razão: Aécio & Marina são iguais

Filed under: Aécio Neves,AécioPorto,ALSTOM,Corrupção,FHC,José Serra,PSDB,Reeleição,Siemens — Gilmar Crestani @ 8:35 am
Tags:

fhc-filho FHC é tão “çábio” que assumiu como seu o filho que era só da mãe. Os filhos de D. Ruth, conhecendo a incapacidade do FHC pediram um exame de DNA e comprovaram que FHC foi enganado pela funcionária da Globo, Miriam Dutra,  e pela própria Globo, que o capturou.

É este pilantra que comprou a reeleição pagando R$ 200 mil reais para cada deputado que a velha mídia insiste em nos vender como alguém confiável.

FHC, se fosse honesto consigo mesmo, poderia dizer que o PSDB está virando pó, para delírio do seu candidato, em função das brigas intestinas no interior do próprio partido. Ninguém em sã consciência esquece que foi José Serra que detonou Aécio  Neves com aquele artigo “Pó pará, governador!”. Aécio, por meio da irmã, Andrea Neves, respondeu: “Minas a reboque, não!”

Quando a briga entre peessedebistas paulistas e mineiros chegou a este ponto, viu-se que não haveria mais volta. Em vários momentos desta campanha FHC ajudou a fincar a faca nas costas do Aécio Neves, nas várias vezes que sugeriu apoio do PSDB à Marina Silva. São Paulo tem o que há de pior em termos de conservadorismo, de atraso sociológico. Não é por acaso que São Paulo pariu o que há de pior na política até hoje no Brasil. Basta lembrar alguns nomes para se ter ideia do que é São Paulo para o Brasil: Ademar de Barros, Jânio Quadros, Orestes Quércia, Paulo Maluf, José Serra, Celso Pitta, FHC, Marco Feliciano, Tiririca!

Entrevista. Fernando Henrique Cardoso

Ex-presidente vê cenário eleitoral ‘instável’ e já fala em união de PSDB e PSB contra Dilma em um eventual 2º turno

Aécio e Marina têm de se aliar, diz FHC

Débora Bergamasco

03 Outubro 2014 | 03h 00

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou nesta quinta-feira, 2, que o cenário eleitoral no momento está “muito instável” e com “possibilidade real” de o candidato tucano Aécio Neves ir para o 2.º turno. E, segundo ele, havendo 2.º turno Aécio e a candidata do PSB, Marina Silva, têm que estar juntos para derrotar a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT). Em entrevista ao Estado, FHC comentou o enfraquecimento de Marina na disputa: quando ela entrou, parecia um tufão avançando. Agora, virou uma “ventania com cara de vento”.

ROBSON FERNANDJES/ESTADÃO-5/8/2014

Para FHC, eleitores ‘se juntarão independentemente das decisões da cúpula’

Como o senhor avalia hoje o cenário eleitoral?

Muito instável. Estamos vendo uma flutuação de opinião que leva a crer na possibilidade real de Aécio ir para o segundo turno. Isso em consequência de uma campanha desleal que foi feita pelo PT em cima da Marina que, de alguma maneira, a afetou. E o Aécio teve a virtude de se manter com muita energia, nos piores momentos. Quando começou (a onda Marina) eu disse: precisa avaliar se isso é vento, ventania ou tufão. Se for um tufão, acabou. Se for ventania, pode ser que vire vento.

Às vésperas da eleição, Marina é vento, ventania ou tufão?

Neste momento, é ventania com cara de vento. Temos de ser prudentes com esse movimento de opinião pública, porque ele muda muito rapidamente. Eu não quero dizer que está escrito que Marina vai virar vento. Pode ser que não. Mas está parecendo que vai.

Marina e Aécio vão se juntar em um 2.º turno?

Se houver 2.º turno, e acho que vai haver, necessariamente os que estão na oposição terão de apoiar uns aos outros. E quem mais necessitaria seria Marina, para mostrar que tem capacidade de, juntado-se a outros, governar. O Aécio não precisa mostrar isso, o partido dele já governou.

Mas o PSDB precisa dos votos.

Acho que os eleitorados dos dois lados se juntarão independentemente das decisões da cúpula. Mas, para poder dar mais firmeza e mostrar que governa, aí precisa de decisão da cúpula também. O PSDB, como partido, tem de dizer de que lado está. Estamos elegendo governadores, uma bancada, essa gente toda vai ter de se pronunciar. E o PSDB é um partido que sempre assumiu sua responsabilidade.

Quando Aécio começou a cair nas pesquisas e Marina subir, a campanha do PSDB passou a associá-la ao PT. O sr. concorda?

Eu não sou favorável a insistir que a Marina é PT porque ela não é mais. Dizer isso é dar crédito ao PT. Essa ideia não partiu de mim. Eu valorizo mais o fato de ela ter deixado de ser do que ter sido. Mas a desconstrução da Marina foi muito mais a questão de banco, (de dizerem) que ela vai servir aos ricos e não aos pobres, que é a tecla do PT. O que é uma infâmia gritante. Por que a Marina, o que é? É pobre, negra, vem da floresta e sempre foi uma lutadora, só mesmo com muita propaganda para estigmatizá-la como agente do capital financeiro. Não cabe.

Há chance de o PSDB não ir ao 2.º turno, após mais de 20 anos. O que significaria para o partido?

Nos tira dessa condição de polarização do debate político de ideias neste momento e, eventualmente, pode ser mais difícil a reeleição dos nossos governadores que forem para o 2.º turno. A eleição atual está mostrando uma independência curiosa do eleitorado que vota diferentemente para deputado, para governador e presidente. O que mostra que o sistema político partidário eleitoral fracassou, está falido. Se quisermos ter maior consistência no sistema político, medidas terão de ser tomadas.

Mas esse não seria um momento de avaliar internamente o papel do PSDB em termos de representatividade, de bandeiras?

Sem dúvida. Mas estamos falando do PSDB e dos demais partidos. Houve uma perda de confiabilidade no sistema partidário que afeta a todos. O PT não é mais a mesma coisa. Tenho propagado que sejam mudadas algumas regras no sistema eleitoral, como voto distrital e etc. Mas mesmo sem isso, só com o financiamento eleitoral do jeito que é hoje, por exemplo, a eleição em si já fica corrompida.

Por quê?

Veja a lista de quem dá dinheiro: empreiteiras, bancos e algumas grandes empresas. Para quem? Para todos. Cabe isso? Ao dar para todos, está claro o que está querendo. Teve uma empresa que deu R$ 90 milhões, algo assim. Cabe em algum lugar do mundo uma empresa dar R$ 90 milhões? Alguma coisa está por trás disso. Também é preciso votar uma lei de barreira. Ninguém aguenta mais falsos partidos, que se organizam só para ter um pedaço do Orçamento. Tem que ter um limite para se ter acesso ao Fundo Partidário.

21/09/2014

Atestado de burrice sonhática

Filed under: Atestado de Burrice,Marina Silva,MariNeca,Reeleição — Gilmar Crestani @ 1:37 pm
Tags: ,

Marina não é sonhática, crente ou messiânica, é burra mesmo!

A mais absurda das propostas de Marina

RDMAESTRI

Por Rogério Maestri

Todo mundo está atendo ao problema do Banco Central e outras propostas da equipe da candidata Marina, mas ninguém se deu conta da mais absurda de todas as propostas, que provavelmente não saiu da mente da equipe mas sim da própria candidata.

A proposta mais absurda é sobre impedimento de deputados e vereadores de se reelegerem.

Ninguém ainda parou para pensar o que viraria as nossas casas legislativas municipais, estaduais e a federal com a implantação de uma norma como esta, pois acho que esta proposta é o suprassumo da ignorância, com pitadas de total irresponsabilidade e patéticos devaneios..

Na dinâmica do funcionamento legislativo há uma série de ritos que somente os iniciados conseguem seguir no início de cada legislatura, é o regimento, o funcionamento das comissões e mais centenas de outra nuances. Essas armadilhas do estatuto e do processo legislativo diferenciam os vereadores e deputados experientes dos neófitos.

Um deputado iniciante ou se escora num mais experiente ou simplesmente não consegue fazer nada nos dois primeiros anos. Agora imaginem a câmara dos vereadores de Quiprocó do Alto do Morro, no primeiro ano de legislatura, onde onze vereadores, que nunca participaram de um só processo legislativo ou a uma reunião mais importante do que uma reunião de condomínio, devem começar a trabalhar todos eles ao mesmo tempo sem a mínima noção do que devem fazer.

Os preguiçosos não farão nada desde o início até o fim do mandato, ficarão felizes por ter ganhado um bom dinheiro extra e no fim da legislatura somente a sua família ficará satisfeita com a sua atuação. Além dos preguiçosos haverão os muito rápidos, que como não terão nenhuma ambição política, não terão também nenhum freio política, se apropriarão do erário público o mais rápido possível, pois ao fim dos quatro anos fazendo ou não fazendo nada irão de volta para casa, e uma volta com o bolso mais mas sem possibilidade de roubar mais, logo estes deverão ser extremamente rápidos.

Porém estes não será o pior perfil, o mais nefasto, o mais maléfico e perigoso, o verdadeiro cancro das casas legislativas, será o CRIATIVO. O criativo, já na primeira reunião, não satisfeito com as normas internas da casa legislativa proporá uma mudança no regimento, pois este não está adequado a nova realidade participativa e sustentável de todo na política. Não sendo suficientemente moderno para imprimir um ritmo forte ao processo legislativo ele deverá ser completamente reconstruído. Depois de um ano de discussões a câmara dos vereadores da pequena cidade, terá um novo regimento pronto para começar a funcionar.

Provavelmente todos os projetos do segundo ano, aprovados após o regimento, serão anticonstitucionais, pois não haverá ninguém para dizer aos nobres edis públicos que não é possível revogar a Lei da Gravidade para que a água suba um morro sem o necessário bombeamento. Os danos serão permanentes não só para o processo legislativo como também para o próprio município. Depois de alguns impasses e verificações de incongruências do "novíssimo regimento" fruto da “novíssima política”, no terceiro ano começarão discussões dos projetos novos, culminando no quarto e último ano na não aprovação de nenhum, pois como está no fim da legislatura o interesse será perdido e os projetos engavetados.

No caso das assembleias estaduais, se os políticos já tiverem alguma experiência como vereadores, eles conseguirão resultados muito mais céleres, muitos já no primeiro ano de mandato, onde herculeamente conseguirão passar leis que darão nomes a ruas e outras obras públicas inexistentes. O nome, não a obra, pois não haverá tempo nem maneira de construí-la devido a morosidade na aprovação.

O suprassumo da eficiência legislativa vai ser obtida lá pelo terceiro ano do mandato, quando vão entender como deve ser votada uma proposta de orçamento e no dia 31 de dezembro do ano às 24 horas, aprovarão na íntegra a proposta do executivo, pois discutiram tanto tempo que não sobrará nem um minuto para a inclusão de alguma coisa..

As brigas contra o Senado, que será composto por políticos mais experientes, será constante, a inventividade de novos deputados frutos da nova política, entrará em choque com a experiência e conservadorismo dos senadores..

Uma lei mais elaborada, como um código jurídico, que em regra leva uns vinte anos para ser aprovado, ou será aprovado em seis meses, criando um monstro jurídico, sem pé nem cabeça, ou sairá um a cada século..

Os candidatos avulsos serão uma verdadeira fauna, um Tiririca será considerado um modelo de legislador, serão eleitos jogadores de futebol, artistas de novelas, radialistas e outro membros da mídia, não todos, é claro, somente aqueles que tiverem o discurso absurdo contra minorias ou maiorias..

Haverá aqueles que são favoráveis a maioridade penal aos dois anos de idade, ou os que querem introduzir a obrigatoriedade de se rezar todos os dias nas escolas no mínimo uma hora ou mesmo aqueles que criarão um ministério para preparar a recepção aos ETs.

A burocracia das casas legislativas tomará conta do processo legislativo e de forma indireta governará sem o mínimo controle, pois como a cada quatro anos que mudar todos estes burocratas, quem orientarão e mandarão nos legisladores serão os próprios burocratas! Haverá uma inversão total e completa dos papéis, os legisladores serão dependentes dos secretários e não ao contrário..

A hipertrofia do poder executivo aumentará ainda mais, pois toda a legislação partirá de lá em função de a burocracia estatal ter continuidade no seu trabalho..

A política deixará de ser feita por profissionais honestos ou corruptos, para ser feita por oportunistas, sonhadores e loucos mais desonestos e corruptos do que os politicos, as casa legislativas virarão um verdadeiro zoológico, para não dizer uma Casa de Irene..

Além de tudo isto, os jornalistas de política deixarão de acompanhar a atividade parlamentar, para escreverem livros de humor a partir da coleta de piadas e causos esdrúxulos vivenciados nas casas legislativas, pois desta nova estrutura só sairá besteiras!.

Estou começando a me convencer que Marina não é sonhática, crente ou messiânica, é BURRA MESMO.

SQN

12/09/2014

Para quem quer entender porque FHC é tão detestado

Filed under: Consenso de Washington,FHC,Neoliberalismo,PSDB,Reeleição,Senhor X — Gilmar Crestani @ 8:27 am
Tags:

Para quem não entendeu, vou, pela foto, explicar. A foto oficial, que seria para demonstra a sumidade intelectual do prof. Cardoso, é, na verdade, um ato falho. Repare onde está a luz. Na testa? Não. No rabo. A parte mais clara da fotografia é exatamente atrás de FHC. O político vaga-lume só brilha à noite, onde impera a escuridão da ignorância.

Conhecer o passado é a melhor forma de evitar erros futuros. Delicie-se com esta biografia bonsai do maior empulhador da nação. Um ventríloquo a serviço dos interesses externos.

fhc-nova

ANTÔNIO MARCOS CAPOBIANCO

TENDÊNCIAS/DEBATES

Cantata para tucano a quatro mãos

Mesmo com a remota hipótese da volta do PSDB ao governo, teme-se pelo destino do que se tem feito por um Brasil mais justo socialmente

Quando chegou ao poder, o PSDB inebriou-se com o pensamento único vigente, radicalmente neoliberal (Consenso de Washington, Estado mínimo, "fim da história" e outras burlas), tomando rumo tão à direita que nunca chegou a fazer jus à social-democracia que lhe dá nome.

"Vamos dar um choque de capitalismo no Brasil!", decretaram. Encarnavam a própria "mão invisível" de Adam Smith, que, com o tempo, viu-se materializar-se na "mão leve" da improbidade, e hoje tem contado com a "mão amiga" da mídia e com a "mãozinha" da Justiça.

Há os anti-PT/pró-PSDB que, apenas néscios, ignoram os malfeitos dos tucanos. E há, por formação, os somíticos: posição antidistributiva, individualismo acima da solidariedade. Vociferam contra o Bolsa Família. O Ipea mostra que um gasto no programa de 1% do PIB gera aumento de 1,78% na atividade econômica. O programa reduziu a mortalidade infantil e em 28% a pobreza.

E sobre os malfeitos dos tucanos, o que precisam saber os desinformados? Antes, que há um ranking da corrupção realizado pelo Movimento de Combate à Corrupção, no qual o PT figura em 10º lugar, enquanto o PSDB está em 3º e, em 1º, o seu irmão xifópago, o Democratas.

E precisam saber do que descreve, fundamentado em documentos públicos, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. no livro "A Privataria Tucana" (ed. Geração Editorial). Mais de 15% do Produto Interno Bruto –cerca de R$ 660 bilhões– foi repassado para o capital privado.

Com passivos assumidos pelo governo, as empresas foram compradas com dinheiro subsidiado do BNDES e com moeda podre. Arrecadaram mais de R$ 240 bilhões –para abater a dívida–, mas, no governo tucano, ela subiu de 30% para 62% do PIB.

Em 1997, a Vale do Rio Doce foi vendida por R$ 3,5 bilhões, e logo depois avaliada em R$ 450 bilhões. "A maior roubalheira da história da República", ponderou Jorge Furtado. "Os tucanos, no governo, vendendo a preço de banana, e no mercado, comprando as empresas". Elio Gaspari aduziu: "Grampos telefônicos, editais self-service, consórcios incestuosos e contratos de gaveta deram componentes escandalosos ao processo".

A trajetória do PSDB está envolta em denúncias que pairam no limbo da Justiça. Na Assembleia Legislativa paulista, CPIs encalham. Escândalos no transporte e, no saneamento, a falta de manutenção que gera perda de 25% da água tratada deve-se também à disputa interna por contratos. Agora, descobre-se fortuna em bens e em conta na Suíça e na offshore Higgins Finance.

Nos oito anos de governo federal, o PSDB deixou também a marca da incompetência. Os tucanos quebraram o país duas vezes. Cresceram a pobreza e a desigualdade, com prolongada recessão, epidemias, 50 milhões de miseráveis e 12 milhões de desempregados.

FHC deixou dois problemas robustos que têm inviabilizado o crescimento: uma carga tributária bruta de 36% e uma dívida líquida/PIB de 56%, explicou Antonio Delfim Netto. "Em quatro anos, acumulamos um deficit em conta-corrente da ordem de U$100 bilhões! O resultado foi trágico".

Agora, a hipótese funesta e remota da volta do PSDB ao governo federal remete ao fim do controle estatal de Petrobras, Furnas, Banco do Brasil, Caixa etc. E teme-se pelo destino do que se tem feito por um Brasil mais justo socialmente, sétima economia do mundo e destacada geradora de empregos.

ANTÔNIO MARCOS CAPOBIANCO, sociólogo, é autor de "Relações Intergovernamentais na Metrópole – Adequação Institucional para a Ação" (IEA/USP)

17/06/2014

Evite amadores, aprenda a ser corrupto com quem entenda

 

A estranha “anistia” da mídia para a compra de votos na reeleição de FHC

17 de junho de 2014 | 09:14 Autor: Fernando Brito

abafa

O repórter Fernando Rodrigues, do UOL, em seu blog, registra – “sem juízo de valor”, como ele próprio frisa – o noticiário da época do escândalo da compra de votos para a reeleição de Fernando Henrique Cardoso.

É aquilo que, anteontem, o “Príncipe” disse que era “baixo nível” Lula ter mencionado, em resposta ao súbito acesso de moralidade do tucanato.

Seria baixo nível porque ninguém foi responsabilizado judicialmente.

Entre outras razões porque caberia ao Procurador Geral da República fazê-lo, e neste cargo foi cuidadosamente mantido o senhor Geraldo Brindeiro, de quem deixo a descrição por conta da gentil colega Cynara Menezes, da CartaCapital:

Seu (de FHC) procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, era conhecido pela alcunha vexaminosa de “engavetador-geral da República”. O caso mais gritante de corrupção do governo FHC, em tudo similar ao “mensalão”, a compra de votos para a emenda da reeleição, nunca chegou ao Supremo Tribunal Federal nem seus responsáveis foram punidos porque o procurador-geral simplesmente arquivou o caso. Arquivou! Um escândalo.

Foi, prossegue Cynara, a regra daqueles tempos. E com a cumplicidade dos grandes jornais que jamais cobraram a elucidação dos casos.

“Privatizações, Proer, Sivam… Pesquisem na internet. Nada, nenhum escândalo do governo FHC foi investigado. Nenhum. O pior: após o seu governo, o ex-presidente passou a ser tratado pela imprensa com condescendência tal que nenhum jornalista lhe faz perguntas sobre a impunidade em seu governo. Novamente, pesquisem na internet: encontrem alguma entrevista em que FHC foi confrontado com o fato de a compra de votos à reeleição ter sido engavetada por seu procurador-geral. Depois pesquisem quantas vezes Lula teve de ouvir perguntas sobre o “mensalão”. FHC, exatamente como Lula, disse que “não sabia” da compra de votos para a reeleição. Alguém questiona o príncipe?”

O registro dos fatos – “sem juízo de valor”, repito sua ressalva providencial – pode apascentar a consciência do repórter a quem vieram as provas inequívocas de corrupção em benefício pessoal – agora o destaque é meu – do próprio primeiro mandatário do País. Mas não posso concordar com que seja “ocioso especular sobre detalhes do episódio”.

Afinal de contas, não parece que, sem investigação, sem responsabilização judicial, sem punição, este episódio possa estar coberto por uma estranha “anistia da conveniência política”.

Mas registro, na íntegra, o seu post no blog que mantém no UOL.

Conheça a história da compra de votos a favor da emenda da reeleição

Fernando Rodrigues

O mais importante a respeito desse episódio de 1997 é que nada foi investigado como deveria. Dessa forma, restam apenas os fatos em torno da revelação do fato –trata-se de fato, pois houve provas materiais periciadas a respeito.

Tento evitar escrever sobre assunto tão antigo porque agora é ocioso especular sobre certos detalhes do episódio. Mas como FHC e Lula trocaram chumbo a respeito, é útil fazer aqui, sem juízo de valor, uma cronologia dos acontecimentos:

1) 28.janeiro.1997 – a Câmara aprova a emenda constitucional da reeleição: dispositivo passa a permitir que prefeitos, governadores e presidente disputem um segundo mandato consecutivo.

2) 13.maio.1997: Folha publica reportagem da compra de votos para aprovação da emenda da reeleição. Manchete no alto da primeira página, em duas linhas: “Deputado conta que votou pela reeleição por R$ 200 mil” (clique na imagem para ampliar):

Folha-13maio1997

3) O que disse FHC, então presidente da República: sempre negou o esquema. Dez anos depois, em sabatina na Folha, em 2007, o tucano não negou que tenha ocorrido a compra de votos. Alegou que a operação não foi comandada pelo governo federal nem pelo PSDB: “O Senado votou [a reeleição] em junho [de 1997] e 80% aprovou. Que compra de voto? (…) Houve compra de votos? Provavelmente. Foi feita pelo governo federal? Não foi. Pelo PSDB: não foi. Por mim, muito menos”.

4) Provas: confissão gravada de 2 deputados federais do Acre que diziam ter votado a favor da emenda da reeleição em troca de R$ 200 mil recebidos em dinheiro. Outros três deputados eram citados de maneira explícita e dezenas de congressistas teriam participado do esquema. Nenhum foi investigado pelo Congresso nem punido.

5) CPI: PT e partidos de oposição tentam aprovar requerimento de CPI. Sem sucesso

6) Operação abafa 1: em 21.maio.1997, apenas 8 dias depois de o caso ter sido publicado pela Folha, os dois deputados gravados renunciam ao mandato (Ronivon Santiago e João Maia, ambos eleitos pelo PFL –hoje DEM– do Acre). Eles enviaram ofícios idênticos ao então presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Ambos alegaram “motivos de foro íntimo’”. Em comentário irônico à época, o então deputado federal Delfim Netto disse: “Nunca vi ganhar um boi para entrar e uma boiada para sair”.
Reportagem de 21.maio.1997 relata procedimentos utilizados na reportagem sobre a compra de votos.

7) Operação abafa 2: em 22.maio.1997, só 9 dias depois de a Folha ter revelado o caso, tomam posse como ministros Eliseu Padilha (Transportes) e Iris Rezende (Justiça). Ambos eram do PMDB, partido que mais ajudou a impedir a instalação da CPI para apurar a compra de votos.

8) Operação abafa 3: apesar da fartura de provas documentais, o então procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, não acolhe nenhuma representação que pedia a ele o envio de uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal.
Em 27.junho.1997, indicado por FHC, Geraldo Brindeiro toma posse para iniciar o seu segundo mandato como procurador-geral da República. Sempre reconduzido por FHC, Brindeiro ficou oito anos na função, de julho de 1995 a junho de 2003.

9) Fim do caso: em junho de 1997, o Senado aprova, em segundo turno, a emenda da reeleição, que é promulgada. No ano seguinte, FHC se candidata a mais um mandato e é reeleito.

A Polícia Federal não investigou? De maneira quase surrealista, sim. O repórter responsável pela reportagem foi intimado a dizer o que sabia a respeito do caso em… 4 de junho de 2001. O inquérito era apenas protocolar. Não deu em absolutamente nada.

A estranha “anistia” da mídia para a compra de votos na reeleição de FHC | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

30/08/2013

A compra da reeleição pelo príncipe dos maconheiros

Ronivon Santiago é seu nome…

Livro-bomba revela como FHC comprou sua reeleição

:

Lançado pelo jornalista Palmério Doria, "O Príncipe da Privataria" aborda as contradições do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e desnuda um capítulo ainda obscuro da política brasileira: a compra da emenda que permitiu a sua reeleição, em 1998; o livro revela ainda a identidade do "Senhor X", que gravou deputados e denunciou ao jornalista Fernando Rodrigues, da Folha, o episódio; trata-se do empresário Narciso Mendes, do Acre, que resolveu contar tudo o que sabia; a obra trata ainda da tentativa de privatização da Caixa, do Banco do Brasil e da Petrobras e também de como a mídia blindou a história do filho de FHC fora do casamento – que, no final da história, não era filho legítimo do ex-presidente

30 de Agosto de 2013 às 06:3

247 – Um livro bombástico chega, neste fim de semana, às livrarias de todo o País. Trata-se de "O Princípe da Privataria", lançado pelo jornalista Palmério Doria, autor do best-seller Honoráveis Bandidos, sobre o poder da família Sarney, e colunista do 247. Desta vez, o foco de Doria é lançado sobre um dos homens mais poderosos e cultuados do Brasil: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. No livro, o autor aborda as contradições do personagem e algumas manchas de sua biografia, como a compra da emenda da reeleição e a operação pesada para blindá-lo na imprensa sobre o filho fora do casamento com uma jornalista da Globo, que, no fim da história, não era seu filho legítimo.

Leia, em primeira mão, o material de divulgação preparado pela Geração Editorial, a mesma casa editorial que lançou livros-reportagem de sucesso como Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr., e Segredos do Conclave, de Gerson Camaratti:

O Príncipe da Privataria revela quem é o “Senhor X”, o homem que denunciou a compra da reeleição

Uma grande reportagem, 400 páginas, 36 capítulos, 20 anos de apuração, um repórter da velha guarda, um personagem central recheado de contradições, poderoso, ex-presidente da República, um furo jornalístico, os bastidores da imprensa, eis o conteúdo principal da mais nova polêmica do mercado editorial brasileiro: O Príncipe da Privataria – A história secreta de como o Brasil perdeu seu patrimônio e Fernando Henrique Cardoso ganhou sua reeleição (Geração Editorial, R$ 39,90).

Com uma tiragem inicial de 25 mil exemplares, um número altíssimo para o padrão nacional, O Príncipe da Privataria é o 9° título da coleção História Agora da Geração Editorial, do qual faz parte o bombástico A Privataria Tucana e o mais recente Segredos do Conclave.

O personagem principal da obra é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o autor é o jornalista Palmério Dória, (Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney, entre outros títulos). A reportagem retrata os dois mandatos de FHC, que vão de 1995 a 2002, as polêmicas e contraditórias privatizações do governo do PSDB e revela, com profundidade de apuração, quais foram os trâmites para a compra da reeleição, quem foi o “Senhor X” – a misteriosa fonte que gravou deputados confessando venda de votos para reeleição – e quem foram os verdadeiros amigos do presidente, o papel da imprensa em relação ao governo tucano, e a ligação do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) com a CIA, além do suposto filho fora do casamento, um ”segredo de polichinelo” guardado durante anos…

Após 16 anos, Palmério Dória apresenta ao Brasil o personagem principal do maior escândalo de corrupção do governo FHC: o “Senhor X”. Ele foi o ex-deputado federal que gravou num minúsculo aparelho as “confissões” dos colegas que serviram de base para as reportagens do jornalista Fernando Rodrigues publicadas na Folha de S. Paulo em maio de 1997. A série “Mercado de Voto” mostrou da forma mais objetiva possível como foi realizada a compra de deputados para garantir a aprovação da emenda da reeleição. “Comprou o mandato: 150 deputados, uma montanha de dinheiro pra fazer a reeleição”, contou o senador gaúcho, Pedro Simon. Rodrigues, experiente repórter investigativo, ganhou os principais prêmios da categoria no ano da publicação.

Nos diálogos com o “Senhor X”, deputados federais confirmavam que haviam recebido R$ 200 mil para apoiar o governo. Um escândalo que mexeu com Brasília e que permanece muito mal explicado até hoje. Mais um desvio de conduta engavetado na Era FHC.

Porém, em 2012, o empresário e ex-deputado pelo Acre, Narciso Mendes – o “Senhor X” –, depois de passar por uma cirurgia complicada e ficar entre a vida e a morte, resolveu contar tudo o que sabia.

O autor e o coautor desta obra, o também jornalista da velha guarda Mylton Severiano, viajaram mais de 3.500 quilômetros para um encontro com o “Senhor X”. Pousaram em Rio Branco, no Acre, para conhecer, entrevistar e gravar um homem lúcido e disposto a desvelar um capítulo nebuloso da recente democracia brasileira.

O “Senhor X” aparece – inclusive com foto na capa e no decorrer do livro. Explica, conta e mostra como se fazia política no governo “mais ético” da história. Um dos grandes segredos da imprensa brasileira é desvendado.

20 anos de apuração

Em 1993, o autor começa a investigar a vida de FHC que resultaria neste polêmico livro. Nessas últimas duas décadas, Palmério Dória entrevistou inúmeras personalidades, entre elas o ex-presidente da República Itamar Franco, o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes e o senador Pedro Simon, do PMDB. Os três, por variadas razões, fizeram revelações polêmicas sobre o presidente Fernando Henrique e sobre o quadro político brasileiro.

EXÍLIO NA EUROPA

Ao contrário do magnata da comunicação Charles Foster Kane, personagem do filme Cidadão Kane, de Orson Welles, que, ao ser chantageado pelo seu adversário sobre o seu suposto caso extraconjugal nas vésperas de uma eleição, decide encarar a ameaça e é derrotado nas urnas devido a polêmica, FHC preferiu esconder que teria tido um filho de um relacionamento com uma jornalista.

FHC leva a sério o risco de perder a eleição. Num plano audacioso e em parceria com a maior emissora de televisão do país, a Rede Globo, a jornalista Miriam Dutra e o suposto filho, ainda bebê, são “exilados” na Europa. Palmério Dória não faz um julgamento moralista de um caso extraconjugal e suas consequências, mas enfatiza o silêncio da imprensa brasileira para um episódio conhecido em 11 redações de 10 consultadas. Não era segredo para jornalistas e políticos, mas como uma blindagem única nunca vista antes neste país foi capaz de manter em sigilo em caso por tantos anos?

O fato só foi revelado muito mais tarde, e discretamente, quando Fernando Henrique Cardoso não era mais presidente e sua esposa, Dona Ruth Cardoso, havia morrido. Com um final inusitado: exame de DNA revelou que o filho não era do ex-presidente que, no entanto, já o havia reconhecido. 

Na obra, há detalhes do projeto neoliberal de vender todo o patrimônio nacional. Seu crime mais hediondo foi destruir a Alma Nacional, o sonho coletivo”, relatou o jornalista que desvendou o processo privativista da Era FHC, Aloysio Biondi, no livro Brasil Privatizado.

O Príncipe da Privataria conta ainda os bastidores da tentativa de venda da Petrobras, em que até a produção de identidade visual para a nova companhia, a Petrobrax, foi criada a fim de facilitar o entendimento da comunidade internacional. Também a entrega do sistema de telecomunicações, as propinas nos leilões das teles e de outras estatais, os bancos estaduais, as estradas, e até o suposto projeto de vender a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. A gente nem precisa de um roubômetro: FHC com a privataria roubou 10 mil vezes mais que qualquer possibilidade de desvio do governo Lula”, denuncia o senador paranaense Roberto Requião.

SOBRE O AUTOR

Palmério Dória é repórter. Nasceu em Santarém, Pará, em 1949 e atualmente mora em São Paulo, capital. Com carreira iniciada no final da década de 1960 já passou por inúmeras redações da grande imprensa e da “imprensa nanica”. Publicou seis livros, quatro de política: A Guerrilha do Araguaia; Mataram o Presidente — Memórias do pistoleiro que mudou a História do Brasil ; A Candidata que Virou Picolé (sobre a queda de Roseana Sarney na corrida presidencial de 2002, em ação orquestrada por José Serra); e Honoráveis Bandidos — Um retrato do Brasil na Era Sarney ; mais dois livros de memórias: Grandes Mulheres que eu Não Comi, pela Casa Amarela; e Evasão de Privacidade, pela Geração Editorial.

Livro-bomba revela como FHC comprou sua reeleição | Brasil 24/7

20/07/2013

Enquanto isso, no Brasil, FHC continua solto mesmo tendo também comprado a reeleição

Filed under: Álvaro Uribe,FHC,Reeleição — Gilmar Crestani @ 11:28 pm
Tags:

Menem, Uribe, Fujimori & FHC. Quatro é a formação clássica de quadrilha.

"Defenda a pátria", teria pedido Uribe a deputada que vendeu voto para reeleição

Yidis Medina, presa desde abril de 2008 por corrupção, contou como o ex-presidente a convenceu dentro de um banheiro

Era dois de junho de 2004 quando uma jovem de Barrancabermeja, levada à Câmara de Representantes da Colômbia para substituir por três meses um colega de licença, mudou seu voto, em um gesto de surpresa, permitindo a aprovação da reforma constitucional que deu ao ex-presidente Álvaro Uribe a possibilidade de ser reeleito em 2006.

José Cruz/ABr (06/08/2009)

Ex-presidenteUribe, que foi eleito em 2002 e reeleito em 2006, não conseguiu nova reeleição em 2010. Juan Manuel Santos foi eleito
Desde abril de 2008, Yidis Medina está na prisão Buen Pastor de Bogotá, condenada a quatro anos por corrupção, depois de admitir ter recebido presentes de funcionários do governo de Uribe em troca de votar a favor da reeleição. Posteriormente, a jovem conservadora foi acusada de sequestro e condenada a outros 32 anos.
Opera Mundi foi visitá-la na prisão poucos dias antes da sentença de apelação pelo crime de sequestro, justamente quando começam os processos dos ex-ministros uribistas Sabas Pretelt de la Vega e Diego Palacio, acusados de terem comprado o voto de Yidis.
Opera Mundi: Se a senhora vendeu seu voto para permitir a reeleição do ex-presidente Uribe, quem foi que o comprou?
Yidis Medina: Contei que foram altos funcionários do governo Uribe que me deram benefícios e que eu aceitei. Este é um erro gravíssimo da minha parte, do qual estou consciente. Quando apresentaram a iniciativa de mudar a Constituição política para reeleger o presidente Uribe, eu disse que não estava de acordo porque o país não estava preparado para encarar uma reeleição, me parecia que o presidente tinha mudado algumas atitudes e a única coisa que ele queria era ficar no poder. Eu fazia parte da Primeira Comissão Constitucional, me viram como uma pessoa frágil e me convidaram para ir à casa de Nariño junto com outros representantes. Me ofereceram tudo e cometi o erro de aceitar e receber favores para mudar meu voto do “não” para o “sim”.

Foram feitas três reuniões na casa de Nariño nos dias anteriores à votação da reeleição, e quem mais insistiu em me convencer foi o próprio Uribe. Ele sempre nos dizia: “Defendam a pátria, é preciso salvar o país.” Em uma dessas reuniões, me levou ao banheiro presidencial e me sentou no vaso sanitário. Depois, quase ajoelhado, me disse: “Yidis, por favor, defenda a pátria. Por favor, vote pela reeleição, salve este país, eu te dou tudo o que há em Santander”. E eu aceitei, vendi minha consciência. Fui utilizada.
Agora vivo com o dessabor de pagar por uma coisa como se a tivesse feito sozinha. Para cometer este delito, são necessários dois atores. No código penal da Colômbia, está escrito que deve ser castigado tanto o corrupto como o corruptor. Em contrapartida, eles estão em liberdade e eu estou pagando por uma condenação de sequestro, que armaram para me calar.  Espero que a Corte Suprema seja equânime e condene todos os que atuaram neste crime comigo.
OM: Tentaram lhe convencer a mudar sua versão?
YM: Mandaram recados, mas eu vou confirmar tudo o que disse porque não quero terminar em um processo de falso testemunho. O que estou fazendo é guardar todas as provas para apresentar à Corte em agosto. Especialmente, foi o ex-ministro Sabas Pretelt de la Vega que enviou pessoas até mim para que eu mudasse minha versão.
OM: Você foi condenada a outros 32 anos por sequestro e, neste caso, sempre acusou de montagem. Nas últimas semanas, uma testemunha-chave do escândalo das interceptações do DAS, William Romero, declarou que efetivamente esta agência de inteligência tentou lhe desprestigiar, associando sua imagem a grupos guerrilheiros. Qual é a relação entre seu caso e o DAS?
Ym: Desde que comecei a falar, começaram a aparecer testemunhas que queriam me relacionar com a guerrilha do ELN e, ao mesmo tempo, apareceu outra testemunha que se lembrou que eu havia, supostamente, lhe sequestrado há oito anos. Hoje sabemos, pelas testemunhas de William Romero, que o DAS pagava para produzir panfletos que me mostravam como guerrilheira e para divulgá-los na cidade de Barrancabermeja. Isto quer dizer que a agência de inteligência, diretamente dependente da presidência, me desprestigiava diante da opinião pública enquanto eu falava sobre como Uribe comprou meu voto. E isto não estou dizendo eu, mas também gente do próprio DAS. O DAS foi criado para garantir a segurança do nosso país e eu não estava afetando esta segurança, mas apenas contando que o governo de Uribe era um governo corrupto.
Como se não fosse suficiente, quando as acusações de parte do ELN vieram à tona, começaram a querer me ligar aos paramilitares de Magdalena Medio. Mas há um chefe paramilitar preso nos Estados Unidos, Juan Carlos Sierra, conhecido também pelo codinome El Tuso, que diz que faziam montagens sobre mim desde a prisão de Itagüí. E este senhor diz que o irmão e o primo de Álvaro Uribe estavam por trás dessas montagens. Eu quero saber quem é que realmente teve relações com paramilitares ou quem me usa e conspira com eles para me desprestigiar. Com todas essas novas provas, estou confiante quanto ao resultado da apelação pela minha condenação de sequestro.

Opera Mundi – "Defenda a pátria", teria pedido Uribe a deputada que vendeu voto para reeleição

25/04/2013

Aécio quer vender a única coisa que FHC comprou

Filed under: Aécio Neves,Compra de Votos,FHC,Isto é PSDB!,Reeleição — Gilmar Crestani @ 8:25 am
Tags:

Aécio: – vou vender a reeleição!

FHC: – eu compro!

Aécio quer o fim da reeleição

:

Senador mineiro, prestes a se candidatar à Presidência da República em 2014 pelo PSDB, defende proposta que estipula mandato único de 5 anos com validade já para as próximas eleições; ideia vai de encontro com tese de seu tutor FHC, que aprovou uma emenda para viabilizar sua reeleição em 1997

25 de Abril de 2013 às 05:30

247 – Prestes a se candidatar à Presidência da República em 2014 pelo PSDB, o senador mineiro Aécio Neves prepara um projeto para acabar com a possibilidade de reeleição presidencial, de governadores e prefeitos e ampliar de quatro para cinco anos os mandatos de todos os novos eleitos. Se sua ideia for aprovada, a regra passe a valer já para os vencedores do pleito de 2014. A reeleição de Dilma Rousseff (PT) não entraria a tempo na nova regra.

Segundo o Estadão, Aécio considera os quatro anos previstos na legislação vigente são insuficientes para uma gestão minimamente eficiente de um País ou Estado. A reeleição, por sua vez, condiciona a segunda metade do mandato à campanha eleitoral, submetendo o governo e, por extensão, a população, a uma gestão distanciada dos reais interesses do País. Ele chama de soluções bienais a falta de coincidência das eleições que considera nefasta para a administração pública. Com frequência, classifica de "loucura" eleições de dois em dois anos.

O senador mineiro está ciente da dificuldade de emplacar um projeto desses no Congresso, mas considera que a proposta lhe dá vantagem na campanha de 2014. Ele pode passar a ideia do desapego, já que a regra se aplicaria a ele próprio, e da nova fase do PSDB. O então presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso, hoje defensor da candidatura de Aécio, aprovou uma emenda para viabilizar sua reeleição em 1997.

Aécio quer o fim da reeleição | Brasil 24/7

13/10/2012

Ronivon Santiago + FHC = Reeleição

Filed under: Corrupção,FHC,Reeleição,Ronivon Santiago — Gilmar Crestani @ 7:05 am

RONIVON SANTIAGO_fhc[Reportagem publicada em 13 de maio de 1997]

Deputado diz que vendeu seu voto a favor da reeleição por R$ 200 mil
FERNANDO RODRIGUES
da Sucursal de Brasília
O deputado Ronivon Santiago (PFL-AC) vendeu o seu voto a favor da emenda da reeleição por R$ 200 mil, segundo relatou a um amigo. A conversa foi gravada e a Folha teve acesso à fita.
Ronivon afirma que recebeu R$ 100 mil em dinheiro. O restante, outros R$ 100 mil, seriam pagos por uma empreiteira _a CM, que tinha pagamentos para receber do governo do Acre.
Os compradores do voto de Ronivon, segundo ele próprio, foram dois governadores: Orleir Cameli (sem partido), do Acre, e Amazonino Mendes (PFL), do Amazonas.
Todas essas informações constam de gravações de conversas entre o deputado Ronivon Santiago e uma pessoa que mantém contatos regulares com ele. As fitas originais estão em poder da Folha.
O interlocutor do deputado não quer que o seu nome seja revelado.
Essas conversas gravadas com Ronivon aconteceram ao longo dos últimos meses, em diversas oportunidades.
Outros venderam
Nas gravações a que a Folha teve acesso, o deputado acreano diz não ser o único parlamentar que se vendeu na votação da reeleição, no último dia 28 de janeiro, quando a emenda foi aprovada, em primeiro turno, com 336 votos favoráveis na Câmara.
"O Amazonino marcou dinheiro para dar (R$) 200 (mil) para mim, 200 pro João Maia, 200 pra Zila e 200 pro Osmir", diz Ronivon na gravação.
Os personagens citados são os deputados federais João Maia, Zila Bezerra e Osmir Lima, todos do Acre e filiados ao PFL. Outro parlamentar também recebeu dinheiro para votar a favor da reeleição, conforme explicação de Ronivon.
Eis como Ronivon menciona esse fato em suas conversas: "Ele (Amazonino) foi e passou (o dinheiro) pro Orleir (…) Mas no dia anterior ele (Orleir) parece que precisou dar 100, parece que foi pro Chicão, e só deu 100 pra mim."
Na gravação, Ronivon fazia referência a deputados do Acre. O único deputado do Acre conhecido como Chicão é Chicão Brígido (PMDB), que, sempre segundo as conversas de Ronivon, entrou no negócio na última hora. Por isso, Orleir Cameli precisou de mais dinheiro e teve de dividir uma das cotas de R$ 200 mil.
Há mais de uma versão sobre quanto cada deputado recebeu de fato para votar a favor da reeleição. Ronivon diz ser o único a ter embolsado R$ 100 mil. Todos os outros, diz ele, levaram R$ 200 mil à vista, em dinheiro.
Em alguns momentos, entretanto, o deputado sugere que Chicão Brígido e João Maia também receberam apenas R$ 100 mil.
Dos 8 parlamentares acreanos na Câmara, 6 votaram a favor da emenda da reeleição e 2 contra.
Venda corriqueira
Ronivon tem comentado a sua venda de voto a favor da reeleição como se fosse algo corriqueiro. Fala com vários colegas deputados. Algumas dessas conversas casuais é que foram gravadas.
Nessas gravações, o deputado revela detalhes de toda a operação.
Primeiro, Ronivon diz que foi contatado pelo governador do Acre, Orleir Cameli. Em troca do voto a favor da emenda da reeleição, cada deputado recebeu R$ 200 mil. O pagamento foi por meio de um cheque pré-datado _deveria ser depositado só depois de a votação ter sido concluída favoravelmente ao governo.
As fitas apontam que, nos dias que antecederam a votação, cheques nesse valor foram entregues para, pelo menos, quatro deputados acreanos: Ronivon Santiago, João Maia, Osmir Lima e Zila Bezerra.
Na gravação, Ronivon afirma que os cheques eram do Banco do Amazonas, em nome de uma empresa de Eládio Cameli, irmão de Orleir Cameli.
Apesar de tudo acertado, a operação acabou não agradando aos deputados nem ao governador acreano. O arrependimento se deu na véspera da votação da reeleição. Era uma segunda-feira, dia 27 de janeiro passado.
"Você é infantil"
De acordo com Ronivon, em conversas posteriores à venda de seus votos, os parlamentares começaram a avaliar que poderiam ser logrados depois da votação. Nada impediria, pensaram, que os cheques fossem sustados.
Já aos ouvidos de Orleir Cameli chegou um alerta importante do seu colega do Amazonas, o governador Amazonino Mendes.
Segundo Ronivon relata a seu amigo, Amazonino foi precavido e disse o seguinte a Cameli: "Você é tão infantil, rapaz. Vai dar esse cheque para esse pessoal? Pega um dinheiro e leva".
Depois dessa sugestão de Amazonino Mendes, conta Ronivon Santiago, o governador do Acre "pegou todo mundo e deu a todo mundo em dinheiro".
O dinheiro, emprestado a Orleir por Amazonino Mendes, só foi entregue aos parlamentares na manhã do dia da votação do primeiro turno da emenda da reeleição, 28 de janeiro, uma terça-feira, conforme a gravação.
A entrega dos R$ 200 mil, em dinheiro, para cada deputado, foi feita mediante a devolução dos cheques pré-datados _que foram rasgados na frente de Orleir, segundo relato de Ronivon.
A troca dos cheques por dinheiro ocorreu em um local combinado em Brasília. Cada deputado se apresentou, rasgou seu cheque na hora e recebeu o pagamento em dinheiro dentro de uma sacola.
"Aí chegou o Osmir, estava lá com a sacola assim… (risos). João Maia com a outra", relata Ronivon, de bom humor, a cena da manhã que antecedeu a votação.
"Sou leso?"
Endividado, Ronivon diz que usou o produto da venda de seu voto para diminuir débitos bancários. O deputado disse que saldou uma dívida de "196 pau" (R$ 196 mil) que tinha contraído em bancos. Nas suas conversas, o deputado cita quatro bancos onde contraiu dívidas: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco de Brasília e Banacre (do governo do Acre).
Ronivon diz que aproveitou também o dinheiro obtido com a venda de seu voto a favor da reeleição para resgatar cheques sem fundos que havia emitido.
Cauteloso, não quis fazer os pagamentos logo depois da votação da reeleição. "Sou leso?", pergunta aos risos para seu interlocutor em uma das gravações.
"Leso", segundo o "Novo Dicionário Aurélio", significa "idiota" e "amalucado". A pronúncia correta pede que a primeira sílaba seja tônica: "lé-so".
Para evitar que fosse rastreado o dinheiro, Ronivon explica que saldou totalmente suas dívidas apenas no início de março _quando dá a entender que já teria recebido todo o pagamento pelo seu voto.

Folha Online – Folha 80 anos – Marcos do Jornalismo

07/08/2012

Jânio de Freitas: compra de votos para reeleição de FHC foi “comprovada, atestada”

Filed under: Compra de Votos,FHC,Isto é PSDB!,Jânio de Freitas,Reeleição — Gilmar Crestani @ 7:53 am

O Brasil é ‘primário’, diz Janio de Freitas na TV

O colunista de política da Folha foi entrevistado no programa ‘Roda Viva’, da TV Cultura

DE SÃO PAULO

O Brasil ainda é um país com pouca força institucional, ou "primário", nas palavras de Janio de Freitas, colunista da Folhaentrevistado ontem no programa "Roda Viva", da TV Cultura.

Apresentado como "decano da crítica política no Brasil" pelo âncora Mario Sergio Conti, Janio de Freitas fez críticas ao fisiologismo no Legislativo, à política do "toma lá, dá cá" do Executivo e à lentidão do Judiciário.

"Você acha que depois de esperar 30 anos, ainda que se ganhe [uma ação], isso pode ser considerado justiça? Só o Judiciário de um país primário pode permitir isso", disse, exemplificando com o escândalo do mensalão, que se tornou público em 2005, mas só agora está sendo julgado.

O colunista disse que tem "uma tendência" a se identificar com as causas sociais e, por isso, aceita quando o rotulam como "de esquerda".

Ele fez críticas aos ex-presidentes Lula, por ter mudado o discurso ao assumir o poder, e Fernando Henrique Cardoso. A compra de votos para a reeleição, revelada pela Folha em 1997, foi classificada como "o mais grave dos episódios […] desde a saída do [presidente João Baptista] Figueiredo [1985]", disse. "Essa, sim, é uma compra comprovada, atestada."

O colunista também fez críticas à imprensa. Reclamou, entre outras coisas, da excessiva preocupação dos jornais com aspectos estéticos.

Próxima Página »

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: