Ficha Corrida

26/09/2015

Conheça o método tucano de eliminar os pobres

Policia e violenciaDepois da honraria concedida porque conseguiu impor, depois de mais de 20 anos de PSDB na frente do Governo de São Paulo, racionamento d’água em São Paulo, Geraldo Alckmin deve ser indicado para dois prêmios na ONU: Nobel da Paz e de Combate a Pobreza. As chacinas são o método tucano para a busca da paz e, ao mesmo tempo, de eliminar os pobres. Ou alguém acha que a polícia do Alckmin pratica chacinas contra moradores do bairros Jardins, Vila Mariana, Morumbi?!

Eu ainda lembro quando o PSDB usava seus parceiros na mídia, contra o Lula, para dizer que o PT causaria insegurança jurídica. Hoje pode-se dizer que o PSDB causa insegurança à vida… dos pobres e segurança jurídica… aos envolvidos na Operação Zelotes e Lista Falciani do HSBC.

Após chacina, vítimas de homicídio batem recorde do ano na Grande SP

Número de mortes subiu 20%, e um terço dos crimes tem policiais militares entre os suspeitos

Dados negativos, que excluem capital paulista, frearam diminuição dos casos de homicídio no Estado

ROGÉRIO PAGNAN, DE SÃO PAULO, para a FOLHA

O número de vítimas de homicídios dolosos na Grande SP cresceu 20% e bateu recorde mensal de 2015 em agosto, quando a região foi palco de uma série ataques de criminosos e da maior chacina do ano, com 19 mortos.

No total, foram 106 mortes nesses municípios, contra 88 no mesmo mês de 2014. A suspeita é de que policiais militares estejam envolvidos em um terço desses crimes.

Os dados negativos da Grande SP, que excluem a capital, frearam a queda dos casos de homicídio no Estado, que ficou praticamente estável, e motivaram leve alta de 1,5% do total de vítimas.

Conforme a Folha revelou, a própria polícia avalia que 32 mortes na Grande SP –ocorridas entre os dias 8 e 13 de agosto– podem ter ocorrido em represália à morte do cabo da PM Ademilson Pereira de Oliveira, em um latrocínio em Osasco.

Só nesta cidade, a quantidade de vítimas saltou 213% em agosto em relação a igual mês de 2014 –de 8 para 25.

O número de casos de homicídio na Grande SP também subiu, 12,4%. O dado difere do total de vítimas porque cada boletim de ocorrência pode ter mais de um morto.

O secretário da Segurança Pública da gestão Geraldo Alckmin (PSDB), Alexandre de Moraes, atribuiu os resultados à chacina com 19 mortos em Osasco e Barueri.

"Certamente isso foi o grande impacto para o aumento de homicídios em agosto, sem dúvida", disse Moraes.

Um mês e meio depois, a chacina não foi esclarecida. O secretário disse que a investigação ainda não permite descartar nenhuma hipótese.

O ouvidor da polícia, Julio Cesar Fernandes Neves, afirmou acreditar na existência de grupos de extermínio na PM –ressaltadas pelo envolvimento de policiais em crimes recentes. O governo Alckmin refutou a possibilidade.

Na quarta (23), Moraes já tinha antecipado as estatísticas da criminalidade mais favoráveis à gestão tucana, referentes à capital paulista.

A cidade registrou uma queda de 21,6% no número de vítimas de homicídio (de 88 para 69) de 20,2% na quantidade de casos (84 para 67).

Nesta sexta-feira (25) saíram os dados completos do Estado e da Grande SP.

Ainda sobre a região metropolitana, não houve aumento nem redução de latrocínios (roubo seguido de morte): tanto em agosto de 2014 quanto de 2015 foram 9 casos e 10 vítimas em cada mês.

Para Moraes, não há motivos para mudanças no comando das polícias da Grande SP porque, no acumulado do 2015, houve redução em quase todos indicadores. "Isso é motivo de parabenizar".

Secretário monta tática para esconder dado da Grande SP

Região foi palco da maior chacina do ano no Estado; PMs são principais suspeitos

Alexandre de Moraes antecipou só índices positivos; secretaria nega estratégia e diz ser transparente

DE SÃO PAULO

Possível candidato a prefeito da capital pelo PSDB no ano que vem, o secretário Alexandre de Moraes (Segurança Pública) montou uma estratégia nesta semana para tentar esvaziar os dados negativos de violência registrados em agosto na Grande SP.

As estatísticas dessa região eram as mais aguardadas, por causa da repercussão da maior chacina do ano no Estado –motivada, segundo as investigações, por vingança de policiais à morte de um colega durante um assalto.

Só esse caso pode ter deixado um saldo de 32 pessoas assassinadas, em uma série de ataques ainda sem nenhum esclarecimento e com PMs como os principais suspeitos.

Essa chacina tem enfraquecido o secretário, já que ações descoordenadas entre as polícias civil e militar, suas subordinadas, comprometeram a busca de provas no início da investigação.

Os dados estaduais de violência, antes da chegada de Moraes ao cargo, em janeiro, eram divulgados de uma só vez, no dia 25 de cada mês.

Em sua gestão, porém, os balanços passaram a ser picotados conforme os interesses de divulgação do secretário.

Neste mês, a estratégia de Moraes começou na quarta (23), quando, ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), antecipou as estatísticas de homicídio apenas da capital (com queda no índice), retendo os dados da região metropolitana e do interior.

Nesta sexta (25), Moraes prosseguiu com a manobra, desta vez sem Alckmin.

Durante entrevista, divulgou só os dados acumulados de homicídios de janeiro a agosto, sem detalhes mês a mês. A seguir, negou-se a informar e comentar dados de vítimas em agosto na Grande SP. "Eu não tenho, mas nós vamos colocar no site."

Um minuto depois do término da entrevista, essas estatísticas específicas da região metropolitana apareceram no site da secretaria.

Em nota, a pasta afirma ser "indevida" a informação "de que há uma tática para esconder os dados" e diz que a publicação é feita até dia 25, como prevê resolução de 2001.

O Estado de São Paulo, diz a secretaria, tem "as estatísticas criminais mais transparentes do país" e considerados como de alta qualidade.

21/09/2015

O apartheid carioca visto de Porto Alegre

Filed under: Apartheid,CPMF,Privatas do Caribe,Privatidoações,Saúde,Segurança Pública,Violência — Gilmar Crestani @ 10:48 pm
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cpmf boaNão conheço muito da realidade carioca, então vou falar da realidade porto-alegrense. Onde estão os espaços públicos para divertimento de quem não tem dinheiro pra frequenta espaços privados, até mesmo para praticarem esportes?

Os paradoxos da atualidade política podem se medidos por dois fatos vividos por mim.

Quando vim do interior para Porto Alegre, jogava futebol com um time de pedreiros da Vila Tronco nos campos do Cristal, atrás onde hoje há uma floricultura. Ali havia no mínimo dois campos. Nosso time competia com outros times da cidade em campos que já não existem mais: no Marinha, atrás do Chocolatão e onde hoje estão os prédios do TRF4 e Justiça Federal, no Humaitá, onde também havia vários campos e hoje está Arena da OAS.

Na mesma vila de onde vinham os meus colegas de time também estava localizado o Postão do INPS. Para consultar, eu tinha de ir para lá na madrugada para conseguir uma ficha e para ser atendido quase ao meio dia. Pois bem, hoje temos o SUS com atendimento gratuito, mas não temos mais os campos onde nos divertíamos. O atendimento à saúde melhorou graças ao forte investimento do governo federal. Para Lula e Dilma é investimento; para a oposição é gasto. 

A cidade está nas mãos da RBS. O PDT virou sigla de aluguel da RBS. E não é só porque albergou Lasier Martins. Começou com uma parceria com Vieira da Cunha no Governo Olívio Dutra. Olívio foi execrado por um lambe botas do Sartori. Já o atual prefeito, Fortunati, tem toda a condescendência da MAIOJAMA porque é “dado” a uma especulaçãozinha imobiliária. Desde Fogaça, Porto Alegre virou um mercado atrativo de espigões. O Cais Mauá é a cereja do Bolo. Não há espaço público para o público. Só pensam na privada. A RBS tomou conta até do gauchismo. No mês de setembro, os gaúchos botam uma fantasia e vão para o parque  Mauricio Sirotsky Sobrinho. Terminada a micareta da RBS, o espaço do acampamento volta a ser chamado pelo seu verdadeiro nome, Parque da Harmonia.

Como colorado, lembro do esforço que a RBS fez para que melasse o contrato do Inter com a Andrade Gutierrez. Queriam porque queriam participar da construção do estádio mas também do complexo hoteleiro ao redor.

Coincidentemente, a região da Vila Tronco continua nos noticiários. Não pelos pedreiros que lá moram e ganham a vida trabalhando duro, mas pelos constantes tiroteios envolvendo o narcotráfico. De nada adianta a polícia entrar lá atirando e assassinando pelas costas, como fizeram recentemente, com Ronaldo de Lima. Se houvesse real interesse em combater o narcotráfico bastaria cobrarem pela continuidade das investigações do heliPÓptero. Aliás, a região da Vila Tronco pode distribuir, mas quem tem poder aquisitivo para consumir cocaína mora nos bairros de onde parte marcha dos zumbis. Atualmente, o consumo de cocaína veste camisa Padrão FIFA com escudo da CBF.

Aliás, a CPMF é um bonito exemplo de como se pode financiar a saúde com dinheiro do narcotráfico. Mais vai ver se os narcotraficante e seus clientes são a favor da CPMF!

Há uma triste coincidência que irmanam gaúchos e cariocas: Rede Globo & RBS, assoCIAdas ao Instituto Millenium.

A praia será privatizada

O festival de arrastões nas praias no último fim de semana fez com que as autoridades e parte significativa da imprensa voltassem com força total a pedir medidas de exceção, tipo dar à Polícia Militar o direito de entrar num ônibus e retirar dele quem acharem com cara de ladrão. É muito mais fácil reprimir direitos individuais do que atacar as causas da proliferação de desajustados, entre elas a concentração de renda, a falência da educação federal, municipal e estadual, a falta de saneamento básico, de moradia digna etc.
A solução encontrada é novamente dar aos PMs o direito de entrar num coletivo e pinçar aqueles que lhes parecerem assaltantes. Mesmo que retirem dezenas de jovens que realmente iriam à praia roubar, se apenas uma pessoa que queria se divertir no fim de semana for impedida de aproveitar seu dia de folga já terá sido cometida uma injustiça irreparável.
Como ainda não está em vigor a solução simplista e inócua da redução da maioridade penal, querem subverter o estado de direito, que admite prisão de menores apenas em flagrante delito. Como não dão mais conta de policiar as praias, acham agora que a solução é manter os pobres longe delas. Ingenuamente, o secretário de Segurança disse que só vão andar nos ônibus, jovens que tiverem dinheiro para pagar a passagem. Ué, não deveria ser sempre assim?
Não sei se o fascismo à carioca _ vitaminado pelo pavor da classe média e pela revolta dessas legiões de jovens das periferias _ vai perder a queda de braço para o estado democrático de direito. Pra mim, falta pouco para colocarem grades e bilheteria nas praias. Vão acabar privatizando: entregam Ipanema, por exemplo, a uma grande empresa, como a Vivo ou a Coca-Cola, e esta toma conta do lugar, com cercas, bilheteria, segurança privada e banheiro químico pra todo mundo ficar numa boa enquanto o mundo explode lá fora. Já tiraram os pobres do Maracanã, está chegando a hora de tirá-los também das praias.
A onda nazi é tão forte que o próprio governador do Rio apoiou a ação repressiva dita preventiva, que escancara nosso fracasso como sociedade. A medida de Pezão, Beltrame e cia., ditatorial, racista e discricionária, é prima da tal presunção de culpa, usada em julgamentos quando se quer condenar o réu de qualquer jeito. E olhe que, diante do ódio que parte da classe média está nutrindo, essas iniciativas do estado são até moderadas. Tem coxinha que nem quer mais baixar a maioridade penal, quer é colocar todos esses adolescentes no paredão mesmo. Resta saber se os pitboys justiceiros de Copacabana serão tratados pela polícia e pela justiça da mesma forma que os ladrões da periferia.
O que me assusta é que os arrastões não têm ocorrido só nas praias, já se espalharam pelas ruas de Copacabana, Ipanema e Lagoa. A tragédia já se antecipou às medidas fascistas paliativas. Ouso dizer que nosso futuro, se a coisa continuar nessa progressão, é viver ao lado de uma faixa de Gaza cercada pelo Exército para que os ensandecidos não nos trucidem.
Para um país onde querem porque querem tirar uma presidente do cargo na marra, é um futuro bem factível.

http://www.rioacima1.blogspot.com.br/

De chacina em chacina, segurança de Alckmin já matou uma China

Filed under: Chacina,Geraldo Alckmin,PSDB,Segurança Pública,Violência — Gilmar Crestani @ 7:34 am
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violencia-policialPIGLatuffPara quem ainda não conhecia a política de eliminação da pobreza, eis uma das propostas do futuro candidato do PSDB à presidência, aplicadas por sua política de Segurança Pública. A verdade é que deixou de ser chacina, passou a ser genocídio, já que isso não acontece nos Jardins, mas sempre nas periferias. Não há democracia na política de segurança do Geraldo Alckmin, as mortes atingem sempre a mesma classe social.

Para se ter uma ideia do que significam para a imprensa  as chacinas do governo Alckmin basta mencionar que uma chacina muito menor deram o golpe no Paraguai.

Governo Alckmin muda comando da Rota

Troca na chefia do grupo de elite da PM ocorre após sete meses e em meio a questionamentos sobre letalidade policial

Tropa se desgastou com morte de suspeitos; secretaria afirma que mudança é parte de ‘decisão estratégica’

ROGÉRIO PAGNANDE SÃO PAULO

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu fazer uma troca no comando da Rota, grupo de elite da Polícia Militar, menos de sete meses após a última mudança e em meio a questionamentos sobre a letalidade da polícia.

O tenente-coronel Alberto Malfi Sardilli, escolhido como novo chefe da tropa, comandava a cavalaria da PM e é visto como um oficial muito ligado ao governo –dentre outras funções no Palácio dos Bandeirantes, foi ajudante de ordem na primeira gestão de Alckmin e também do ex-governador José Serra (PSDB).

Ele substituiu Alexandre Gaspar Gasparian, também tenente-coronel, que estava no cargo desde fevereiro e que vai para a vaga deixada pelo colega na cavalaria da PM.

A Secretaria da Segurança Pública se limitou a dizer que a troca, formalizada no sábado (19), é parte de "decisão estratégica" –não deu detalhes nem revelou os motivos.

A mudança ocorre após episódios de desgaste da imagem da PM (por crimes cometidos por policiais e pela suspeita da existência de "grupos de extermínio") e especificamente da Rota (integrantes do batalhão foram alvo de acusações de assassinatos).

No mês passado, 14 policiais da Rota foram presos sob suspeita de terem matado duas pessoas já rendidas em Pirituba (zona norte) –em simulação de confronto.

Dias antes, dois PMs do batalhão também foram presos após terem tentado matar um homem em Sumaré, no interior paulista. Os policiais, em horário de folga e na companhia de dois colegas, trocaram tiros com PMs em serviço na cidade na tentativa de fuga.

Também trabalhava na Rota Fabrício Emmanuel Eleutério, soldado que é a única pessoa presa até agora sob a suspeita de participação na chacina que deixou 19 mortos em Osasco e Barueri (Grande São Paulo) no mês passado.

O novo comandante da tropa é tido como austero com os subordinados. Sua nomeação foi vista na corporação como uma forma de Alckmin segurar a Rota, que tem a imagem de força violenta na PM.

LETALIDADE

O Estado teve recorde de mortes cometidas por policiais em serviço no primeiro semestre deste ano –358 casos, contra 157 no mesmo período de 2013, por exemplo.

No caso da chacina que deixou 19 mortos na Grande São Paulo, a principal suspeita é que tenha sido uma retaliação de PMs à morte de um colega após um assalto em um posto de combustível dias antes.

O comandante-geral da Polícia Militar, Ricardo Gambaroni, chegou a gravar um vídeo à tropa na semana passada pedindo que os policiais reflitam sobre os malefícios de simulação de confrontos e assassinatos de suspeitos –como ocorreu também no Butantã (zona oeste), onde a morte de dois rapazes acabou sendo gravada por câmeras.

"Ocorrências forjadas estão levando os nossos policiais para a cadeia. Para a Polícia Militar, os danos à imagem podem ser irrecuperáveis. E, para os policiais envolvidos, os prejuízos financeiros, emocionais e familiares são incalculáveis. Pensem nisso", disse.

17/09/2015

Escola do Marcola, ou do porque o PCC é tão forte em São Paulo

Não se trata só de incompetência ou de truculência. Se trata de forma de vida, de sistema de governo, de violência gratuita e por prazer. A cada dia que passa a Política de Segurança pública do PSDB reinventa as SS dos nazistas. Só um ódio incomensurável pode explicar a degradação das pessoas responsável por dar “segurança” à população. E não é um fato isolado. O simples fato de o governador, Geraldo Alckmin, dialogar com Marcola mas se negar a negociar com os favelados da Pinheirinho diz tudo sobre o déficit civilizatório deste mais de 20 anos de tucanato em São Paulo.

E São Paulo também não é um caso isolado. Nos demais governos do PSDB vige a mesma truculência, basta se observar o que acontecia na Paraíba do Cassio CUnha Lima, no Paraná da dupla Beto Richa & Fernando Francischini, ou no RS da dupla Yeda Crusius & Cel. Mendes. São governos ensandecidos contra pequenos mas condescendentes com donos de heliPÓpteros.

“Matem estes filhos da puta que eu arquivarei o inquérito”

Por Fernando Brito · 16/09/2015

zagallo

“Alguém poderia avisar a Tropa de Choque que essa região faz parte do meu Tribunal do Júri e que se eles matarem esses filhos da puta eu arquivarei o inquérito policial”.

O autor desta “pérola”, Rogério Leão Zagallo, é membro do Ministério Público de São Paulo e é ele, como revelam hoje os repórteres Rogério Pagnan e Lucas Ferraz, da Folha, quemserá [o] responsável pela investigação dos PMs suspeitos de terem assassinado duas pessoas já rendidas na zona oeste da capital paulista“.

Inacreditável.

Mesmo que tivesse  sido um “chilique” de engarrafamento, não é algo que se possa admitir em quem tem obrigação de zelar pelo cumprimento da lei.

Seria como um médico dizer que se “fulano fosse meu paciente eu cortaria suas tripas na mesa de operação”.

Mas isso não é tudo.

Em 2011, recorda a reportagem, aconselhou um policial civil que, para evitar um assalto, tinha baleado e matado um dos dois ladrões que “melhorasse sua mira” para matar logo os dois.

Não importa, a não ser para lamentar, quais sejam as convicções íntimas doentias do sr. Zagallo,mas é impossível que alguém capaz de expressar assim o seu “desejo de matar”não apenas criminosos, mas até mesmo manifestantes que lhe causaram um dissabor possa atuar como promotor de Justiça (?!?) e muito menos quando isso envolve o assassinato de bandidos já rendidos por policiais.

Não é possível que o espírito corporativo do Ministério Público faça a instituição tolerar este absurdo, em nome de sua independência.

E mais: é impossível que uma instituição, qualquer uma, tenha o poder de ser a única fiscal de si mesma, ainda mais quando como é, hoje, o Ministério Público, que tem o “direito” onipotente sobre toda a vida brasileira.

Porque – e qualquer um que trabalhe no campo do Direito e da Justiça sabe disso – trabalham em “dobradinha” (inclusive corporativa e salarial) com os juízes, e desgraçar-se com um promotor é quase escrever sua própria sentença.

Infelizmente não é só ao Dr. Zagallo que este país está tendo de engolir.

“Matem estes filhos da puta que eu arquivarei o inquérito”TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

16/06/2015

PCC se consolida e dita política de segurança em São Paulo

Filed under: Geraldo Alckmin,PCC,PSDB,São Paulo,Segurança Pública — Gilmar Crestani @ 9:21 am
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PCC

A política do Estado Mínimo com outro nome: choque de gestão. Mas também pode chamar de meritocracia. Tudo isso embalado por milhares de assinaturas de Veja, Estadão e Folha distribuídos pelas escolas públicas de São Paulo. Se as assinaturas não é uma forma mensalão então não sei o que seja. Uma mão lava a outra, as duas, a bunda. Mas por mais que se lave, com HSBC e tudo o mais, continua o aniquilamento do Estado para beneficiar grupos privados. Só tem segurança quem consegue pagar. Só tem água quem consegue pagar. Em São Paulo a única coisa disponível igualmente para todos é a epidemia de dengue!

Número de PMs em São Paulo diminui em ano que aumenta assaltos

seg, 15/06/2015 – 10:05

Jornal GGN – A Polícia Militar de São Paulo diminuiu 1.513 homens do efetivo, neste ano, que foi também o período recorde de assaltos no estado. Os números foram divulgados em balanço pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB).

A redução foi maior nos cargos de soldados, cabos e sargentos, aqueles que têm presença mais constante no patrulhamento nas ruas. Já o número de oficiais da PM teve um aumento de 40 e as equipes das polícias civil e técnico-científica também saltou para 154 homens a mais.

Segundo especialistas, o reforço do efetivo da PM seria uma das medidas que poderiam ajudar a conter os roubos. No ano passado, já houve uma diminuição no número de policiais militares – de 87.667 em 2013 para 86.154 em 2014 -, concomitantemente ao aumento no número de assaltos, que cresceram 21% em relação ao ano anterior.

"Existe uma relação entre efetivo, sentimento de medo e prevalência de crime. E isso está diretamente ligado não só à quantidade, mas à forma com esse efetivo está distribuído", afirmou o professor da FGV e especialista em segurança, Renato Sérgio de Lima, à Folha de S. Paulo.

A Secretaria de Segurança Pública de Alckmin não respondeu aos questionamentos do jornal.

Com informações da Folha de S. Paulo.

Número de PMs em São Paulo diminui em ano que aumenta assaltos | GGN

24/05/2015

Uma política de segurança pública Talhada ao modo tucano

violencia-policialPIGLatuffQuando membros histórico do PSDB se revoltam com a escolha do Cel. Telhada para a Secretaria de Direitos Humanos fica fácil entender porque o PSDB produziu PCC e aumentou a insegurança pública. O choque de gestão tão mentiroso quanto propagada pelos parceiros do Instituto Millenium vez por outra vaza.

São Paulo, após 20 anos de PSDB, faz jus à marchinha de carnaval: “São Paulo, cidade que seduz/ De dia falta água, de noite falta luz”. Só não faltam roubos, assaltos e propinodutos.

Diz-se que o PSDB não costuma legar aos sucessores nenhuma obra que se use cimento e tijolos. Em compensação, faz aumentar a indústria que vive da insegurança. O Cel. Telhada na Secretaria de Direitos Humanos é apenas mais violência, pois é uma bofetada, sem luvas de pelica, em Paulo Sérgio Pinheiro, sociólogo e fundador do PSDB.

O Instituto Brasileiro de Ciências Criminais traz um dado tão estarrecedor quanto festejado pelo PSDB de Geraldo Alckmin e Cel. Telhada: Em cinco anos, PM de São Paulo mata mais que todas as polícias dos EUA”. E nem por isso, ou talvez por isso, não só não tenha acabado com a violência como tem aumentado. De fato, a inteligência nunca foi o forte do PSDB. A violência, sim! Tanto é verdade que Yeda Crusius botou no Tribunal Militar o famigerado Cel. Mendes. É o fascínio do coturno que move a sanha do PSDB.

Ao premiar assassinos o PSDB sinaliza que a indústria da morte é seu norte. E assim vende mais cercas e seguranças particulares. Salve-se quem puder!

A campanha pelo desarmamento não surtiu efeito por culpa de gente como Telhada. A pesquisa trazida à luz hoje pela Folha mostra que são os tais “homens de Benz” que armam os bandidos. Essa é a única indústria, promovida pelas cinco irmãs(Folha, Estadão, Veja, Globo & RBS) legada pelo PSDB.

Roubada e apreendida, arma volta para o crime

Trajetória de revólver usado em roubos em SP revela ciclo de arsenal recolhido

Estudo mostra que armas de bandidos são de origem legal, fabricadas no país e anteriores a estatuto

REYNALDO TUROLLO JR.DE SÃO PAULO

Duas vezes desviado, duas vezes nas mãos do crime, duas vezes apreendido.

O revólver Rossi calibre 38, de corpo preto, cabo de madeira, número D585777, deixou a fábrica no Rio Grande do Sul no início da década de 1980 e veio a ser registrado por uma empresa de segurança privada de São Paulo.

A história dele sintetiza os resultados de um estudo do Ministério Público paulista e do instituto Sou da Paz, lançado recentemente, que rastreou 2.031 de todas as armas (4.289) apreendidas em roubos e homicídios na cidade de São Paulo em 2011 e 2012.

A maior parte das armas usadas por criminosos é nacional, já foi legal -muitas registradas em São Paulo- e de fabricação anterior a 2003, quando o Estatuto do Desarmamento restringiu o porte e a posse desses artefatos.

O Rossi 38 foi roubado em 29 de maio de 1998 pela primeira vez. Um jovem de 19 anos, com uma pistola, entrou à tarde numa agência de banco em São Vicente, no litoral paulista, rendeu dois vigias e roubou as armas deles. Uma delas era o Rossi.

Um mês depois, o revólver foi encontrado no guarda-roupa do ladrão -conhecido entre os policiais por outro roubo a banco e que, segundo os registros, assumiu o assalto. Estava com uma bala a menos, segundo a perícia.

Entregue de volta à empresa proprietária, a GP Guarda Patrimonial -que não quis comentar o caso-, o Rossi foi novamente subtraído em março de 2010. Devido aos bancos de dados incompletos, não é possível saber em que circunstâncias aconteceu o segundo desvio.

RETORNO

Sabe-se, porém, que a arma só reapareceu um ano mais tarde, no assalto a um restaurante no Jardim Arize, na zona leste de São Paulo.

"Quando ele entrou, eu percebi pelos lábios dele que ele tinha falado ‘assalto’. Meu irmão achou que era brincadeira, até que ele levantou a camisa e mostrou a arma", conta a dona do restaurante.

Foi ela quem, disfarçadamente, chamou a polícia. O ladrão foi preso em flagrante.

Dessa vez, por ter sido apreendido em um ato criminoso, o Rossi não foi devolvido ao dono. Foi destruído pelo Exército em abril de 2012.

"Alguns mitos foram quebrados [com a pesquisa]: a arma do crime não é o fuzil, não é a metralhadora. É o revólver nacional calibre 38. Não veio do Paraguai, não cruzou a fronteira. Ele foi comercializado no Estado de São Paulo e continuou cometendo crimes ali por até 30 anos", diz Ivan Marques, diretor-executivo do instituto Sou da Paz.

06/01/2015

Política de Segurança made in PSDB: botar a culpa nos menores

segurança publicaO elemento está de brincadeira. A polícia que mais mata agora quer licença para matar?! Deixa-me ver se entendi. O menor não ganha do Estado para defender a população. A polícia é treinada e paga para defender o cidadão. Não está em nenhum regulamento, agui ou em qualquer lugar do mundo, que a polícia tem licença para matar. Só na ditadura havia isso. Tinha até quem se comprazia com as sessões de tortura, como o dono da Ultragás, Cidadão Boilesen, que viro filme.

A desculpa para a incompetência é eliminar o menor. Ressuscita a campanha para eliminar o menor das ruas. A dupla gazeteira do Congresso, Aécio Neves & Aloysio Nunes, tiveram na “menoridade penal” a única bandeira da última campanha. Agora me digam, quem merece uma bala na testa? Quem trafica, numa única carga, 450 kg de cocaína ou quem rouba um par de tênis. Por que ninguém advoga que estes empreiteiros presos roubando a Petrobrás sejam sumariamente executados? Por que ninguém pede pena de morte a estes muitos empresários gaúchos e catarinenses que botam toda sorte de veneno no leite que nossas crianças tomam?

O aumento consecutivo de 16 meses de roubo em São Paulo mostra que não a culpa é dos comandantes. Ou é só em São Paulo que há menor infrator?!

Não tem vergonha na cara um marmanjão, chefe de corporação, jogar a culpa da própria incompetência nos menos de idade. O governador que bota para cuidar da segurança quem terceiriza a a responsabilidade, também é um irresponsável.

Quando a Polícia, ao invés de dar segurança, patrocina uma campanha para a converte em carrasco vemos que estamos quase chegando lá, na Idade Média…

E, para finalizar, a maioridade penal eliminou os crimes praticados por adultos?

Menores têm ‘licença para matar’, diz chefe da polícia

Novo delegado-geral prega punição mais dura de jovens contra alta de roubos

Entidades questionam discurso de nomeado por governo Alckmin; secretário fará pressão para mudança no ECA

DE SÃO PAULO

O novo chefe da Polícia Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB), Youssef Abou Chahin, 51, tomou posse nesta segunda (5) defendendo um endurecimento da punição de jovens infratores para ajudar a conter a escalada de roubos em São Paulo.

"Os menores [de idade] hoje são 007: têm licença para matar. Por quê? Porque ele não vai preso. Fica na Fundação Casa por um período e [depois] sai", afirmou Chahin, em uma menção ao personagem James Bond.

O ataque, um dos mais duros já feitos pela cúpula da segurança ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), foi criticado por entidades de proteção de direitos humanos.

As declarações reforçam uma prioridade já elencada pelo novo secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, de aumentar a pressão por mudanças no ECA.

Atualmente, a lei prevê um tempo de internação máximo de três anos de adolescentes. Desde 2014, Alckmin defende, em projeto enviado ao Congresso, que a internação seja ampliada para até oito anos –ao completarem 18 anos, os infratores continuariam presos, mas em cela separada da população carcerária comum.

"Nós temos que trabalhar na causa também. Nós temos de fazer esse lobby", disse Chahin, nomeado delegado-geral, posto mais alto da hierarquia da Polícia Civil.

As afirmações foram feitas após ele ser questionado sobre as medidas que podem ser adotadas para tentar conter 18 meses de aumentos seguidos de crimes contra patrimônio –os roubos bateram recorde no ano passado.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, Martim de Almeida Sampaio, classificou as declarações de "lamentáveis", um "chamado à violência".

"A legislação do Brasil não é branda. O problema é outro. Nós temos uma polícia incompetente, que não investiga, que prende, mas prende mal", disse, em referência ao esclarecimento de só 2% dos roubos pela polícia paulista. "Daqui a pouco vai ser mais fácil matar no ventre. Acaba com marginal no ventre."

Para Marcos Fuchs, da ONG Conectas, a fala é "estarrecedora", pois "menos de 1% dos crimes hediondos é praticado por adolescentes".

Além de Chahin, que substituirá Maurício Blazeck, a gestão Alckmin apresentou Ricardo Gambaroni como novo comandante da PM –antes, ele cuidava do grupamento de rádio-patrulha aérea.

Em 2007, Chahin foi investigado pela Corregedoria por suposta ligação com empresa de segurança. Mas, segundo a Secretaria da Segurança, "nenhuma irregularidade foi encontrada".

(FELIPE SOUZA E ROGÉRIO PAGNAN)

05/01/2015

Mobilidade e segurança: eis o legado de 30 anos de PSDB em São Paulo

Filed under: Caos Rodoviário,Mobilidade Urbana,PSDB,São Paulo,Segurança Pública — Gilmar Crestani @ 8:33 am
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psdb fhcDupla aproveita lentidão para assaltar motorista na Imigrantes

O ESTADO DE S. PAULO – 04 Janeiro 2015

Criminosos armados foram flagrados por TV; equipe do ‘Estado’ foi roubada na Padre Manoel da Nóbrega

Um motorista que estava em um congestionamento na Rodovia dos Imigrantes na manhã deste domingo, no sentido capital, foi vítima de dois criminosos armados. Eles aproveitaram a lentidão do trânsito nas proximidades da Ponte do Mar Pequeno, no trecho da rodovia localizado em São Vicente, para assaltar. A polícia reforçou o policiamento, mas ninguém havia sido preso até a noite deste domingo.

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Um repórter da TV Tribuna, afiliada da Rede Globo na Baixada Santista, flagrou a ação dos ladrões. Um suspeito anunciou o assalto aos turistas de Rio Claro, interior paulista, enquanto o outro tentava retirar a mulher do banco do passageiro. No carro, havia também uma criança que dormia no banco traseiro. Eles agrediram o casal. Quando o semáforo abriu, o motorista saiu com veículo, livrando-se dos ladrões.

“O rapaz tomou um soco na boca e a moça estava apavorada. Não quiseram prestar queixa. Queriam sair logo de São Vicente”, disse o soldado da PM Rafael Tavares, à reportagem da Globo News. O caso foi registrado no 1.º DP de São Vicente pela própria polícia que usará a gravação da TV Tribuna para tentar identificar os ladrões.

Mais tarde, uma equipe do Estado, que registrava o movimento das estradas, foi assaltada na Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, Jardim Humaitá, São Vicente. A via liga cidades do litoral sul. Três bandidos, um deles armado, abordou o motorista e o fotógrafo e roubou o carro com os equipamentos de trabalho. “Na hora que eu estava pegando o equipamento no banco de trás, o ladrão chegou e mandou deitar no chão. Arrancou a máquina da minha mão e entrou no carro”, disse o fotógrafo Rafael Arbex. O carro foi recuperado. / FABIO LEITE E ZULEIDE BARRO, ESPECIAL PARA O ESTADO.

26/12/2014

Quem diz que sob PSDB nada cresce?!

Filed under: PSDB,São Paulo,Segurança Pública — Gilmar Crestani @ 8:56 am
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cp26122014Na oposição ao Governo Federal, o PSDB se especializou em eleger delegados, membros do MP e toda sorte de valentões de dedo em riste com as melhores lições para combater a bandidagem. Na prática, pratica! Nos lugares onde a bancada da bala manda, a bandidagem também manda. Manda bala!

A campanha pelo fornecimento de armas aos bandidos criou um site e elencou todos os candidatos que comungam com o uso indiscriminado de armas. Como se a população estivesse preparada para enfrentar bandidos. Se a Polícia, com todo treinamento especializado não dá conta, o único reflexo dos despreparados é virar fornecedores. Tanto mais armas circularem, mas os bandidos se armam. O site traz um rol de políticos apoiados pela bancada da bala, da qual se destacam o Fernando Francischini, mas famoso pelo bombardeio na internet, e o Cel. Telhada, famoso por apoiar os trogloditas da OBAN. São ótimos agentes de facebook…

Coincidentemente, outro dos famosos da bala, bancados e da bancada do PSDB, é o Cel Telhada, de São Paulo. Por que será que no Estado onde a política de segurança é a pior da Federação o povo tira das ruas e bota no parlamento quem é valente no gogó mas relaxado na segurança?! Falta Segurança por que sobra política “na” segurança mas falta política “de” segurança. Não é mera coincidência que no berço do PCC, um Telhada seja eleito. Não é mera coincidência que os núcleos mais violentos, com a criação da OBAN, do Cidadão Boilensen, também financiada pela Folha, tenha sido paulista. Telhada, representante do atraso, culpa o nordeste pela derrota de Aécio e declara: “que chegou a hora de São Paulo se separar do resto desse país”. E deveriam aproveitar para se reunirem novamente no Palácio Bandeirantes, como fizeram em 2008, e 24 ficaram feridos

Quanta ignorância! É por isso que em São Paulo sobra insegurança e falta água: tucano tem bico é maior que o cérebro.

São Paulo tem recorde histórico de roubos

De janeiro a novembro de 2014, o Estado registrou 286.523 crimes desse tipo; número é o maior em 13 anos

Indicadores ruins explicam a queda do secretário Fernando Grella, que dará lugar a Alexandre de Moraes

ROGÉRIO PAGNANJAIRO MARQUESDE SÃO PAULO

Mesmo ainda faltando um mês para o fechamento anual das estatísticas oficiais de violência, 2014 já se tornou o ano com mais roubos no Estado de São Paulo nos últimos 13 anos.

No Estado, foram 286.523 crimes desse tipo entre janeiro e novembro, número superior a qualquer outro já registrado em um único ano desde 2001, quando a metodologia atual passou a ser adotada pelo governo.

As estatísticas oficiais divulgadas pelo governo na quarta (24) revelam ainda que 2014 também entra para a história com o novembro com a maior quantidade de roubos (23.507) da série.

Foi o 18º aumento mensal consecutivo desse tipo de crime, tanto no Estado quanto na capital.

EXPLICAÇÃO

Procurado, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) não comentou o crescimento dos roubos no Estado.

A gestão estadual tem dito que a alta se deve à possibilidade, existente desde o final de 2013, de se registrar pela internet os casos de roubo. Admite, porém, que essa ferramenta explica apenas uma parte do problema.

Cometidos sob violência ou grave ameaça, os roubos são tidos como os crimes que mais trazem sensação de insegurança à população.

Também estão nessa lista os latrocínios, roubos que acabam em mortes.

Por outro lado, a incidência desse tipo de crime é um dos principais termômetros da eficiência da polícia, dizem especialistas. Quanto mais bem policiada uma área, menos chances de sucesso um criminoso terá.

"Roubo é um crime de oportunidade", afirma o professor Luis Sapori, da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Minas Gerais. "A polícia na rua inibe a ação do bandido. Mas é necessário, também, investigar e prender assaltantes contumazes, o que vai causar impacto nos índices".

QUEDA

segurança publicaEm São Paulo, de acordo com informações fornecidas pela própria Secretaria de Estado da Segurança Pública, apenas 2% dos roubos são solucionados.

"São Paulo vive um aumento contundente da violência e isso não pode ser mais negado", diz Sapori.

Os números ruins explicam em parte a queda do secretário da Segurança Pública Fernando Grella Vieira, que dará lugar, em janeiro próximo, ao advogado Alexandre de Moraes.

Grella assumiu o cargo em novembro de 2012. Sob sua gestão, foi revertida a tendência de alta dos homicídios, mas o número de roubos, na outra ponta, aumentou no Estado.

Para integrantes da cúpula das polícias ouvidos pela Folha, a relação de Grella com a Polícia Militar foi um dos fatores que pesou para a sua saída. Ao defender o fim da paridade entre os salários de delegados e de oficiais, o secretário desagradou integrantes da corporação.

Com isso, ainda de acordo com integrantes das polícias ouvidos pela reportagem, houve uma queda deliberada na eficácia dos patrulhamentos feitos pela Polícia Militar nas ruas.

Tanto Grella como a Polícia Militar negam problemas.

18/12/2014

Choque de gestão made in PSDB

PCCMeritocracia é isso aí, o resto é inveja dos petralhas… Há mais de vinte anos sob o comando da Capitania Hereditária paulista, o PSDB consegue se superar e matéria de incapacidade administrativa. Quem planta PCC colhe assaltos. A Segurança Pública é uma das poucas atribuições constitucionais de competência dos Estados. São Paulo, Paraná e Minas Gerais são os Estados onde os índices de criminalidade, de bagatela, tráfico e colarinho branco mais tem crescido. Coincidentemente, três Estados (des)governados pelo PSDB. Como é o partido das cinco irmãs (Folha, Estadão, Veja, Globo & RBS), os grupos mafiomidiáticos não ousam criminalizarem os correligionários. Ah, se fosse no RS, onde Tarso está de saída…

Após escalada de assaltos, Alckmin troca comando da Segurança em SP

Ex-promotor assume secretaria depois de 17 aumentos mensais consecutivos de roubos

Alexandre de Moraes substituirá Fernando Grella, que assumiu há 2 anos e adotou ações ainda sem grande efeito

GUSTAVO URIBEREYNALDO TUROLLO JR.ROGÉRIO PAGNANDE SÃO PAULO

Após os roubos subirem por 17 meses seguidos no Estado e na cidade de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou a troca da cúpula da Segurança Pública. No cargo há dois anos, Fernando Grella deixa a pasta, que será assumida por Alexandre de Moraes.

Formado em direito pela USP, Moraes já foi promotor de Justiça, secretário da Justiça em uma gestão anterior de Alckmin, secretário municipal dos Transportes na gestão Gilberto Kassab (PSD), diretor da Fundação Casa (antiga Febem) e membro do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Ele assumirá após desgaste da gestão tucana diante da escalada de assaltos –apesar da redução dos homicídios.

Grella vinha prometendo conter os crimes contra o patrimônio com operações de policiamento em bairros críticos e tecnologia para inteligência policial –medidas ainda sem impacto significativo.

O novo secretário tem um escritório de advocacia. Ex-filiado ao DEM, foi defensor do deputado Rodrigo Garcia (DEM) no escândalo do cartel dos trens em São Paulo.

Segundo a Folha apurou, antes de ser convidado para a Segurança, no domingo (14), Moraes foi sondado por Alckmin para a Secretaria dos Transportes Metropolitanos. Sua nomeação faz parte da cota pessoal do tucano.

A cúpula do governo estava dividida sobre a manutenção de Grella na secretaria. Alguns defendiam um secretário "mais dinâmico e impositivo" que o atual, que vinha tentando mudar seu estilo.

Nos últimos dias, integrantes do governo ventilaram informações de que Grella queria deixar a secretaria a pedido de sua família. A interlocutores, porém, ele dizia que queria ficar na pasta mais um tempo para "colher os frutos" de medidas que implantou.

"Nós não temos dúvidas de que as ações que estão sendo implementadas vão surtir efeitos na redução dos roubos no ano que vem. Então, podem anotar: a partir de janeiro, começaremos a ter quedas nos indicadores de roubos em geral", disse Grella nesta quarta (17), quando foi anunciada sua saída.

Vindo do Ministério Público, Grella assumiu a pasta no final de 2012 em substituição a Antonio Ferreira Pinto, que caiu em meio a um aumento de homicídios. Tinha a missão de harmonizar as relações entre as polícias Civil e Militar, já que Ferreira Pinto havia se aproximado mais da PM. Sua gestão acabou se aproximando mais da Polícia Civil.

Convidado para a Secretaria da Justiça, Grella recusou. "Agradeci, mas vou retornar ao Ministério Público", disse o secretário, que deixa o cargo em 31 de dezembro.

29/09/2014

Os paulistas jogam voto no lixo?

pinheirinho-240112-alckminEstou buscando entender porque os paulistas estão prestes a reelegerem Geraldo Alckmin:

– Seria em função do crescimento da violência, que já ultrapassa o Rio de Janeiro como estado mais violento?

– Talvez porque foi o Estado que criou o PCC, decorrente desta maravilha de política de segurança?

– Seria pelo choque de gestão na administração da SABESP?

– Ou a meritocracia em ter provocado a crise d’água e o consequente racionamento?

– Pelas estatísticas que mostra o que roubo cresce pelo 14º mês consecutivo?

– Ou será para dar mais uma oportunidade ao PSDB de fazer o que ainda não fez em 20 anos?

– Dilema do salgadinho: porque a meritocracia do PSDB provocou  a decadência da USP e da UNESP ou a decadência da USP e UNESP são a prova da meritocracia do PSDB?

– O consumo do volumo morto do Sistema Cantareira matou os últimos neurônios que a poluição havia poupado?

Ex-secretário chama sucessor de ‘lixo’

Em cerimônia da Polícia Militar, Ferreira Pinto ofende Fernando Grella (Segurança Pública) e não o cumprimenta

Ex-titular é candidato a deputado pelo PMDB, partido que tenta desbancar Alckmin (PSDB) com Paulo Skaf

DE SÃO PAULO

O ex-secretário estadual da Segurança Pública de São Paulo e candidato a deputado federal pelo PMDB Antonio Ferreira Pinto ofendeu o atual ocupante do cargo, Fernando Grella Vieira, ao chamá-lo de "lixo" e deixar de cumprimentá-lo em cerimônia da Polícia Militar na quinta-feira (25).

O episódio, registrado em vídeo obtido pela Folha e também divulgado pela TV Bandeirantes, ocorreu em um evento da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), um dos batalhões da Tropa de Choque da Polícia Militar paulista.

Em um dos momentos da cerimônia, Grella estava parado recebendo cumprimentos de pessoas organizadas em uma fila.

Quando Ferreira Pinto se aproximou, deixou de apertar a mão do atual secretário e disse: "Lixo". Grella apenas olhou para Ferreira Pinto e não reagiu à ofensa.

O secretário informou, por meio de sua assessoria, que não iria se manifestar.

À reportagem, Ferreira Pinto não fez comentários sobre o episódio.

TROCA RUIDOSA

A troca de Antonio Ferreira Pinto, no cargo havia três anos, por Fernando Grella Vieira na Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo em 2012 foi ruidosa.

Em meio a uma escalada da violência e criminalidade no Estado, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) procurava havia três meses um novo nome para a pasta.

A avaliação era que o discurso de combate à corrupção nas polícias Civil e Militar do então titular, ex-capitão da PM, havia reavivado o racha entre as corporações.

Alckmin temia melindrar a Polícia Civil. Escolheu Grella, ex-procurador-geral de Justiça de São Paulo.

Desde o início deste ano, com a candidatura acertada, Ferreira Pinto vem fazendo críticas à política de segurança de Alckmin nas redes sociais. O PMDB, seu partido, tenta eleger Paulo Skaf ao cargo de governador.

Em carta ao "Painel do Leitor", publicada na Folha em junho, Ferreira Pinto chamou a gestão Alckmin de "frouxa".

"O governo não deixa a Polícia Militar trabalhar. Já deu provas de que discrimina a corporação e que a hostiliza com medidas odiosas, embora dela dependa para seu projeto eleitoral", afirmou.

Em julho, o governo trocou comandantes da PM na capital num período de recorde de roubos. "Os indicadores obrigam uma revisão das práticas de policiamento", disse Grella.

Assista ao vídeo
folha.com/no1523988

27/07/2014

Onde o PCC manda, tucano sai pela culatra

Filed under: Geraldo Alckmin,PCC,PSDB,Segurança Pública — Gilmar Crestani @ 9:15 am
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Saúde Educação Segurança

COTIDIANO EM CIMA DA HORA

Ataques em série deixam oito mortos na Grande SP

Um soldado da PM foi preso pelo crime; vingança por morte de policial é investigada

DO "AGORA"

Oito pessoas foram mortas a tiros e outras três ficaram feridas em uma série de quatro ataques em Carapicuíba, na Grande São Paulo, na madrugada deste sábado (26).

Um soldado da Polícia Militar foi preso sob suspeita de participar do caso. A polícia suspeita que os crimes tenham sido cometidos para vingar a morte de um PM na cidade, no último dia 19.

As vítimas foram encontradas em cinco ruas diferentes, a maioria delas localizada no bairro Cidade Ariston.

Em todos os casos, segundo a polícia, os criminosos agiram em um carro preto e também em motos.

O primeiro ataque ocorreu em um bar na avenida Comendador Dante Carraro.

Por volta das 3h20, homens em um carro e duas motos passaram atirando. Cinco pessoas morreram, entre elas uma grávida de três meses.

Nos locais foram encontradas munições de pistolas 9 mm e 380 mm.

A polícia ainda investiga a relação dos crimes de ontem com outra chacina, também em Carapicuíba, que deixou cinco mortos e três feridos no último dia 13 de julho.

    26/07/2014

    Choque de gestão: com Alckmin, ladrão tem 13º!

    Filed under: Geraldo Alckmin,Isto é PSDB!,PCC,Roubo,Segurança Pública — Gilmar Crestani @ 7:27 am
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    Choque de gestão do PSDB em Minas é aeroporto em terras da família; em São Paulo, segurança saindo pelo ladrão! Tudo o que os gaúchos já viveram com a choque da pedra lascada da funcionária da RBS, Yeda Crusius, na Operação Rodin.

    PSDB é isto4_nNo Brasil, os Estados têm duas grandes atribuições: cuidar da saúde e da segurança. Na educação, nem se fala. O nível educacional em São Paulo, inclusive e principalmente nas escolas particulares, se viu na abertura da Copa do Mundo… O mundo ficou sabendo da excelência educacional de São Paulo.

    Em São Paulo, num dia a Santa Casa quebra,no outro ladrão tem 13º. Como disse o Fernando Haddad, se cobrassem do PSDB, que está há mais de 20 no poder daquele Estado, o que cobram dele com um ano e meio de prefeitura, Geraldo Alckmin estaria puxando água de pipa no interior do Piauí.

    Aquele que era o Estado mais rico da Federação, a locomotiva do Brasil, que tinha as melhores universidades (UNICAMP e USP), virou isso aí. Na área da saúde, recebe repasses do Governo Federal para a Santa Casa mas repassa apenas parte do que deveria, deixando quebra-la. Na área da Segurança Pública, o PCC manda e desmanda. Já são treze meses seguidos de aumento de roubos. Sabe o que significa mais de um ano com aumento diário do número de roubos?  Imagine isso acontecendo num governo petista?

    Estou para dizer que não falta água em São Paulo, ela foi roubada… Claro, se um ladrão, por ser ladrão, é posto no Tribunal de Contas do Estado, como fez Mário Covas com Robson Marinho… Roubada pelos incompetentes que preferem distribuir assinaturas da Veja, Estadão e Folha pelas escolas de todo o Estado ao invés de investir na distribuição de água potável. Só a parceria da velha mídia e a ignorância do povo salva o PSDB.

    Na medida que os paulistas continuarem com estes celerados no poder só posso dizer: BEM FEITO!

    Estado de São Paulo tem a 13ª alta seguida de roubos

    Roubos têm aumento de 21% na capital paulista; homicídios caem

    Apesar da 13ª alta seguida nos assaltos, ritmo do crescimento diminuiu, diz governo estadual

    ‘É a primeira vez que temos neste ano uma taxa inferior a 15%’, afirma secretário da Segurança Pública

    DE SÃO PAULO

    O Estado e a capital de São Paulo registraram no mês de junho a 13ª alta consecutiva de roubos. Apesar disso, os dados foram considerados positivos pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB) por ter havido uma redução no ritmo de crescimento. Os homicídios voltaram a cair.

    De acordo com números divulgados pela Secretaria da Segurança Pública, os registros de roubos na capital cresceram 21% em junho, em comparação ao mesmo mês do ano passado. Passaram de 10.896 para 13.185.

    Em junho, o policiamento da capital teve reforço de cerca de 4.500 policiais militares por causa da Copa.

    Os homens se concentraram em locais relacionados ao evento, como o Itaquerão (zona leste) e a Fan Fest do Anhangabaú (centro).

    Para o secretário da Segurança Fernando Grella, pode haver ligação entre o policiamento da Copa e a redução do crescimento de roubos, mas "não dá para fazer uma relação absoluta entre os indicadores".

    No Estado, o aumento nos registros de roubos foi de 14,7%. "Se verificarmos os meses anteriores deste ano, o resultado de junho já indica uma desaceleração. É a primeira vez que temos neste ano uma taxa inferior a 15% [no Estado]", afirmou Grella.

    Neste ano, o menor aumento no Estado havia ocorrido em abril (29,7%).

    Em fevereiro, foi registrado a maior alta (37,2%) –sempre em relação ao mesmo mês do ano anterior.

    "A ordem é de fazer operações com firmeza para manter essa tendência", disse Grella. Apesar da redução no ritmo de alta, não é possível afirmar que essa é uma tendência. Para isso, é preciso observar um período maior, segundo especialistas.

    ‘RELAÇÃO NÃO ABSOLUTA’

    Apesar da redução no ritmo de crescimento, o primeiro semestre de 2014 foi o recordista em número absoluto de roubos desde o início da série histórica, em 2001.

    De acordo com esse histórico, São Paulo havia registrado uma sequência de 13 meses seguidos de aumento de roubos entre novembro de 2007 e novembro de 2008. Depois, porém, ocorreu um ano inteiro de quedas.

    Segundo estudo divulgado pelo governo, se não fosse o advento da delegacia eletrônica (que em dezembro de 2013 passou a aceitar registros de roubo), o aumento dos casos no Estado seria a metade (7%).

    O estudo não contemplou os dados da capital.

    Ainda segundo a análise feita pela secretaria, 52,8% dos roubos ocorreram contra pedestres e em 54% dos registros as vítimas relataram que seus celulares foram levados pelos criminosos.

    Se os roubos continuam subindo, os homicídios voltaram a cair no mês passado. No Estado, os casos tiveram uma redução de 9,8% e, na capital, de 13,1%. Um boletim de ocorrência pode ter mais de uma vítima.

    Considerado o número de vítimas, a redução no Estado foi de 10,8% e, na capital, de 16,5%.

    Na década de 90, o Estado de São Paulo chegou a ter taxa de 35,3 casos de homicídio por 100 mil habitantes. Em junho, a taxa ficou em 10,3.

    (ROGÉRIO PAGNAN E ANDRÉ MONTEIRO)

    08/07/2014

    Para encerrar duas décadas de governo, PSDB distribui Samsungs

    Filed under: PSDB,Samsung,Segurança Pública — Gilmar Crestani @ 8:06 am
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    Bando invade Samsung, faz reféns e leva 7 caminhões de eletrônicos

    Carga que inclui tablets e smartphones é avaliada em R$ 80 mi pela polícia e em R$ 14 mi pela empresa

    Segundo a polícia, 200 pessoas foram rendidas em Campinas (SP); empresa diz que havia 50 funcionários na hora

    JULIANA COISSIENVIADA ESPECIAL A CAMPINAS (SP)LUCAS SAMPAIODE CAMPINAS

    Em uma ação criminosa considerada ousada pela polícia, uma quadrilha especializada em roubo de cargas levou um lote milionário de produtos eletrônicos da fábrica da Samsung em Campinas (a 93 km de São Paulo) na madrugada de segunda-feira (7).

    Segundo a polícia, a carga roubada, que precisou de sete caminhões para ser transportada, está avaliada em R$ 80 milhões. A Samsung fala em R$ 14 milhões.

    Os ladrões invadiram o local, fizeram os funcionários reféns durante cerca de três horas e roubaram cerca de 40 mil equipamentos eletrônicos –como smartphones e tablets. Ninguém ficou ferido.

    Segundo a polícia, um grupo de assaltantes abordou uma van que levava funcionários para a fábrica, que fica às margens da rodovia D. Pedro 1º (SP-065), e utilizou o veículo para entrar no complexo, entre meia-noite e 1h.

    Eles renderam os seguranças, confiscaram as armas e equipamentos de comunicação e ordenaram que fingissem que continuavam a trabalhar normalmente.

    Em seguida, outro grupo entrou na fábrica com sete caminhões, que foram carregados com os produtos.

    Segundo o delegado titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Campinas, Carlos Henrique Fernandes, de oito a dez bandidos participaram da ação e 200 pessoas ficaram reféns. A Samsung, porém, disse que havia 50 funcionários na fábrica na hora do assalto.

    O delegado disse investigar uma possível participação de funcionários no roubo.

    "Dificilmente um crime dessa magnitude, com as informações que a quadrilha tinha, poderia ser praticado sem a colaboração de alguém internamente que sabe toda a rotina", afirmou.

    O horário escolhido era próximo da troca de turnos.

    TRANQUILIDADE

    Os bandidos não fizeram ameaças nem apontaram armas para os funcionários.

    Segundo o delegado, o clima era de tranquilidade, a ponto de alguns funcionários demorarem a notar o roubo.

    Os caminhões deixaram o local por volta das 3h em sentidos distintos, pelas diversas rodovias da região. Alguns funcionários foram levados junto e depois liberados.

    Em nota, a empresa disse que está "muito preocupada com este incidente" e que colabora com as investigações.

    A polícia analisa imagens de câmeras de segurança da fábrica e pedirá imagens das rodovias às concessionárias que atuam na região.

    Nesta segunda, foram ouvidos funcionários da Samsung e da empresa responsável pela segurança.

    Até a conclusão desta reportagem, nenhum suspeito havia sido preso nem a carga recuperada pela polícia.

    O coordenador do grupo de prevenção a roubos de carga da Abinee (associação da indústria eletrônica), Fábio Barbosa, afirmou que a invasão a empresas de alta tecnologia assusta o setor.

    Ele disse que é preciso aprimorar o trabalho entre empresas e a polícia. "Os bandidos se atualizam", afirmou.

    A região de Campinas vem sendo chamada de "triângulo das bermudas" de cargas milionárias devido ao crescimento no número de casos.

    Além de muitas fábricas de eletrônicos e de alto valor agregado, a região tem o aeroporto de Viracopos e diversas rodovias, que facilitam a fuga após os crimes.

    A Samsung tem, além da unidade de Campinas, outra fábrica no Brasil, em Manaus.

    06/07/2014

    Choque de gestão made in PSDB

    Filed under: Choque de Gestão,PCC,PSDB,Segurança Pública — Gilmar Crestani @ 7:40 am
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    PSDB farinha do mesmo sacoA população paulistana está se acostumando com o choque de gestão do PSDB. Afinal, já são mais de 20 anos levando choque do PSDB a ponto de já viver anestesiada. Desde que Mário Covas premiou Robson Marinho com um cargo vitalício no TCE/SP, o PSDB não parou mais. O assalto aos trens pagadores da Alstom, Siemens e CIA ilimitada, tem feito de São Paulo uma Sesmaria do PSDB.

    Para ficarmos no âmbito da (in)Segurança Pública, não podemos nos esquecer do principal legado que as sucessivas administrações do PSDB têm deixado a São Paulo, o PCC. Nenhum outro estado conseguiu esta façanha e, olha lá, que Cássio Cunha Lima, na Paraíba, Teothônio Vilella Filho, em Alagoas, e Yeda Crusius, no RS (com seu famigerado Cel. Mendes) tentaram. Por falar em legado, depois da decisão da Justiça Federal de Santa Maria, na Operação Rodin, por onde andarás Yeda Crusius?

    A constatação mais óbvia é que, por onde o PSDB passa, o povo passa a sofrer uma espécie de Síndrome de Estocolmo

    Capital puxa ‘epidemia’ de roubos; Estado bate recorde

    De janeiro a maio, alta dos crimes na cidade foi de 42% em relação a 2013

    Casos em maio superam média dos outros meses desde 2001; governo diz que estuda problema e promoverá mudanças

    ROGÉRIO PAGNANREYNALDO TUROLLO JR.ANDRÉ MONTEIRODE SÃO PAULO

    A explosão de roubos na capital e região metropolitana levou o Estado de São Paulo a bater, em maio, o recorde desse tipo de crime.

    Nunca se roubou tanto em um único mês desde 2001, ano em que o crime começou a ser contabilizado com a atual metodologia.

    Foram mais de 28 mil assaltos registrados em maio no Estado, 9.000 a mais do que a média mensal de todos os anos anteriores –a estatística exclui roubos de veículos e a bancos, contabilizados à parte pelo governo. O número de casos por dia passou de 637, entre 2001 e 2013, para 914.

    Especialistas dizem que o crescimento está ligado a falhas no policiamento.

    O secretário da Segurança, Fernando Grella, afirma que o Estado está estudando o fenômeno e deve promover mudanças na polícia.

    O número de roubos cresceu em 11 das 12 macrorregiões do Estado entre janeiro e maio em comparação com o mesmo período de 2013.

    A alta na capital paulista foi a maior, de 42%. Dos 93 distritos policiais da cidade, 89 tiveram piora.

    EPIDEMIA

    A "epidemia" de roubos vivida por São Paulo vem se agravando desde o início do ano, quando o Estado passou a bater recordes seguidos.

    Antes de 2014, o pico histórico do crime havia sido no mês de março de 2009, com 23.477 casos. Em nenhum mês de 2014 o número ficou abaixo dos 25 mil.

    No início de 2009, o governo paulista explicou o crescimento dos crimes até então como resultado do aumento de armas em circulação e do desempenho fraco da economia no país, reflexo da crise internacional de 2008.

    Atualmente, a Secretaria da Segurança Pública afirma que parte da explosão de roubos pode ser explicada pela implantação da delegacia eletrônica. Desde dezembro de 2013, é possível registrar roubos pela internet. Com isso, caiu o número de vítimas que desistem de prestar queixa.

    A alta de roubos no Estado foi de 33% na comparação entre janeiro e maio de 2013 e de 2014. Segundo projeção do governo, sem a delegacia eletrônica, teria sido de 12%.

    Mesmo assim, o número de casos ficaria em 23.717 e continuaria sendo um recorde.

    Em maio deste ano, completaram-se 12 meses de altas consecutivas nos roubos. Não é a primeira vez que isso acontece no Estado. De outubro de 2008 a novembro de 2009, houve aumentos seguidos por 13 meses, mas os percentuais eram menos vultosos.

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