Ficha Corrida

26/10/2015

José Maria Marin e os assassinatos da ditadura

Por que será que os golpistas usam camiseta Padrão FIFA da CBF? Por que será que levam cartazes para pedir saúde Padrão FIFA? Por que Padrão FIFA? Aliás, só poderia ser Padrão FIFA. A corrupção é o padrão golpista. A ditadura é a essência da corrupção, razão pela qual os golpistas tanto a defendem. Por que os golpistas não combatem a corrupção na CBF, na FIFA, mas odeiam o Mais Médicos, o Bolsa Família e todo e qualquer programa social?

O tiro no pé, por Marcelo Rubens Paiva

O tiro no pé, por Marcelo Rubens Paiva

dom, 25/10/2015 – 18:36

do Estadão

O tiro no pé, por Marcelo Rubens Paiva

Em 24 de outubro de 1975, há 40 anos, o diretor de jornalismo da TV Cultura Vladimir Herzog se apresentou ao DOI-Codi, depois de convocado. Os deputados da Arena, braço civil do regime militar, Wadih Helu, malufista veterano, e José Maria Marin, este mesmo que está preso na Suíça, acusado de participar de uma rede de suborno e lavagem de dinheiro nas entidades superiores do futebol, tinham discursado incriminando o jornalista a operar uma célula do Partido Comunista na emissora financiada pelo Estado.

Agentes do DOI estavam já à caça do PCB desde 1974, quando o general Ernesto Geisel tomou posse e anunciou a abertura política lenta e gradual, que levantou a ira da linha-dura, que achava cedo, já que “a missão dada pela sociedade civil” de combater o comunismo, ideal da “Revolução” (Golpe de 1964), não se havia completado.

O comandante do II Exército, general Ednardo D’Ávila Mello, denunciava que tinham comunistas infiltrados no governo de São Paulo, chefiado pelo banqueiro interventor Paulo Egydio Martins. O Exército já tinha desbaratado as organizações de esquerda que defendiam a luta armada e atuavam desde 1967 em guerrilha rural e urbana, como ALN, MR-8 e VPR. Quem não morreu estava no exílio ou preso ou na selva do Araguaia, como os guerrilheiros do PCdoB.

Faltava o velho inimigo dos militares, o PCB, que, em 1935, promoveu o Levante Comunista, a Intentona, chegou a ficar dias no poder em Natal, em que foi instaurado um governo revolucionário provisório. A luta foi sangrenta no Recife e, especialmente, no Rio de Janeiro. Derrotado, o movimento foi destroçado. O partido voltou à legalidade em 1945. Elegeu um senador, Luiz Carlos Prestes, e 17 deputados constituintes, como Jorge Amado e Carlos Marighella. Com duzentos mil filiados, teve seu registro cassado novamente em 1947.

Na “ilegalidade”, liderou o movimento sindical, apoiou o Governo Jango, mas não aderiu à tese da luta armada. Rachou a esquerda. Comunistas históricos e uma juventude inspirada pela Revolução Cubana montaram organizações de esquerda armada. O PC ficou fazendo seu trabalho pragmático de panfletagem, pichações, rodando o jornal Voz Operária, sem causar sérios danos ao regime.

Mesmo assim, os aparelhos de repressão, ociosos depois de anos de “combate ao terror”, como diziam, com uma máquina de moer carne à espera de qualquer inimigo, elegeu o PCB a vítima e fez um rapa. A impressão que se tinha era de que os militares pensaram numa “solução final”: eliminar opositores antes de devolver o poder aos civis.

Só da minha escola, Colégio Santa Cruz, em que, aliás, estudavam os filhos do governador e do prefeito, Olavo Setúbal, dois professores foram presos diante dos estudantes, que acompanharam perplexos seus mestres de literatura e história algemados caminharem escoltados de cabeça baixa pelos gramados da escola, até viaturas de chapa fria. Eram do PC.

A perseguição não fazia sentido. Mesmo em países da OTAN, no auge da guerra fria, partidos comunistas participavam da vida democrática, como França e Itália. Até nos Estados Unidos, que os combatiam, o PCUSA (Partido Comunista dos Estados Unidos) tinha sede em Nova York e registro desde 1919. Edita até hoje a (boa) revista Political Affairs e o jornal Peoples’s World, agora diário na web. Apoiou Obama nas eleições, como toda a esquerda americana (sim, ela existe e é grande). O capitalismo inteligente preferia ver seus adversários na legalidade.

Herzog ficou preso com Rodolfo Konder, que, de 1993 a 96, virou (um bom) secretário Municipal da Cultura de Paulo Maluf, levou um monte de comunista para trabalhar com ele, continuou com Celso Pitta até 2000 e morreu em 2014. Konder ficou pendurado tanto tempo no pau de arara que contava, com uma dolorida ironia, que se acostumara a ver as horas de cabeça pra baixo, já que tinha um relógio de parede na sala de tortura do DOI.

Konder viu Herzog e ouviu seus gritos. E ouviu o silêncio posterior. No dia seguinte, o SNI recebeu a mensagem: “O jornalista Vladimir Herzog suicidou-se no DOI-Codi II Exército”. Fotos foram distribuídas mostrando a cadeira em pé da qual ele teria se jogado. Pelo laudo do IML, instituto acostumado a forjar laudos para abafar casos de tortura, Herzog se enforcou com a cinta do macacão de preso, que amarrou na grade da janela a 1m63 de altura.

Quem passou pelo DOI logo notou a farsa: o macacão dos prisioneiros não tinha cinto, e tudo que se parecesse com uma corda era retirado, como cadarços. O rabino Henry Sobel, junto com especialistas na preparação do corpo para funerais judaicos, viu as marcas da tortura.

No dia 31, uma massa de pessoas marchou silenciosamente para a Praça da Sé. Na Catedral, um ato inter-religioso, liderado por Dom Paulo Evaristo Arns, rezou a missa com Sobel e o pastor James Wright. Não cabia mais ninguém na abafada catedral. O secretário de Segurança Pública, coronel Erasmo Dias, bloqueou a cidade com barreiras, travando o trânsito.

Na praça, Tropa de Choque cercava a igreja com cavalos e cachorros. Pedíamos educadamente licença e entrávamos. Dez mil pessoas se acotovelaram dentro. “Ratos”, como chamávamos os agentes do DOPS, nos fotografavam e filmavam. Parte dos manifestantes ficou pelas escadarias, encarando a polícia sem provocar. Ninguém estava com medo. O regime se esgotara. A nossa paciência, também. Foi primeira grande manifestação da sociedade civil unida contra a ditadura, que começava a ruir lenta e gradualmente.

O PCB assim com seu racha, o PCdoB, estão na legalidade já há décadas. O PCdoB até participa do governo federal. Já o PPS, oriundo do PCB, é oposição ao governo. Como o PSB, Partido Socialista Brasileiro. O PSTU, PSOL e o PCO seguem uma cartilha de esquerda independente. E o mundo continua a girar.

A morte de Herzog teve um propósito: nos uniu. Suicidaram a ditadura naquele dia. A intolerância ideológica persiste em poucos bolsões. Mas sob regras de um debate democrático que o Estado (e as Forças Armadas) garante.

O tiro no pé, por Marcelo Rubens Paiva | GGN

19/10/2015

Métodos da ditadura, por quem conheceu no ventre

rbsz zelotesImportante depoimento do Jorge Loeffler sobre os métodos usados pelos agentes da ditadura. As pessoas mais jovens, que se alimentam só da mídia golpista, os midiotas, acabam entrando de gaiato nas histórias dos golpistas. Os assoCIAdos estiveram, estão e sempre estarão ao lado de qualquer golpista. Como reza a fábula da rã e do escorpião, é da natureza da nossa direita e dos seus finanCIAdores ideológicos a aversão ao Estado Democrático de Direito. Como se vê pela contínua perseguição aos movimentos sociais, partidos de esquerda e qualquer um que queira melhorar um pouco que seja na nossa iníqua condição social, os grupos mafiomidiáticos, dominados por cinco famílias, as cinco irmãs (Civita, Frias, Mesquita, Marinho & Sirotsky), qualquer sinal de que possa haver um golpe paraguaio, lá estão elas aplicando a Lei Rubens Ricúpero: divulgar o que convém ao golpe, esconder o que pode inviabilizar o rumo dos golpistas.

Os pesos e medidas da mídia é o verdadeiro ovo da serpente. Graças a parcialidade dos golpista, pessoas inescrupulosas e desinformadas usam a democracia para pedir a volta da ditadura. Sem saberem, isso é crime que só anti-democráticos toleram. É desta natureza anti-povo que nasce o silêncio da mídia, por exemplo, em relação aos sigilos decretados pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, na vã tentativa de esconder as falcatruas na SABESP, mas também em relação aos crimes praticados no âmbito das corporações policiais. Imagine-se o que aconteceria se a Dilma também decretasse que as informações relativas à Petrobrás fossem mantidas em sigilo por 25 anos?! Mesmo sem nem mesmo sequer indício de qualquer deslize, a mídia e seus correligionários da direita querem destituí-la, para colocar gente como Eduardo CUnha, Aécio Neves, Paulinho da Força Sindical, Agripino Maia, Demóstenes Torres, Gilmar Mendes, Beto Richa, Fernando Francischini & Carlos Sampaio. Os golpistas sempre existiram e continuarão existindo enquanto houver uma imprensa militante em favor do atraso institucional. Hoje, os maiores crimes, a corrupção mais desenfreada acontece com o apoio de grupos empresariais midiáticos. Se na democracia a Operação Zelotes só anda com muito esforço de poucos abnegados, sem qualquer repercussão na mídia, numa ditadura seria não só impensável como os que a conduzem seriam presos, torturados, estuprados, mortos e esquartejados. É disso que se fala quando se mistura as cinco irmãs e ditadores. Pra eles, ditabranda; pra nós, assassinato!

40 anos da morte de Vlado: um depoimento de Clarice Herzog

Por jloeffler – No dia 19/10/2015 

Só mesmo pessoas destituídas de um mínimo de bom senso para estarem tentando incendiar o país e tudo pela ânsia de retorno ao Poder. Esses cretinos ou idiotas estão mexendo com fogo e não se dão conta disto. Digo tal por que infelizmente de agosto a dezembro de 1966 fui lotado no DOPS e ali vi algo que não gostaria e que por longos anos foi jogado nas minhas costas um covarde assassinato de um sargento do Exército que fora preso aqui no Estado. Estava no plantão ao final de uma tarde quando o sargento foi posto em liberdade, mas ao chegar à rua foi colocado num Gordini verde e duas semanas depois seu corpo em adiantado estado de composição foi encontrado no Guaíba. Ele foi assassinado por bandidos da ditadura. Esses agentes, a maioria dos quais da brigada militar eram bandidos da pior espécie, pois matar em defesa própria é algo que admito, mas assassinar a quem nem mesmo se conhece por que é o desejo de uma ditadura. Isto tem um nome: covardia associada a banditismo da pior espécie.
O Editor

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Publicado em Sexta, 16 Outubro 2015 18:42
Escrito por Eugênio Araújo (*)

Entrevista exclusiva a Paulo Markun, no ‘SP, Brasil’ vai ao ar na próxima segunda-feira, às 19h (canal 7 da NET e 61.4 da TV Digital Aberta). Conversa resgata aspectos importantes dos “Anos de Chumbo”

Quis o destino que justamente na semana em que as forças democráticas preparam homenagens ao jornalista Vladimir Herzog, corresse nas redações a morte do coronel Brilhante Ustra, chefe da repressão na ditadura militar.

As chagas deixadas por essa ditadura e detalhes dos momentos finais da vida de Vlado irão ao ar na próxima segunda-feira, às 19h, na voz da viúva do jornalista, Clarice Herzog.

Cabe acentuar a causa mortis de (Carlos Alberto) Ustra, o coronel torturador: falência múltipla de órgãos decorrentes de uma pneumonia, na quinta-feira, 15. Ele comandou o Departamento de Informações do 2º Exército, o temido DOI-Codi, em cujas dependências – segundo o livro Brasil: Nunca Mais – centenas de pessoas foram torturadas. Mais: sob o comando direto de Ustra, ao menos 45 brasileiros foram torturados e assassinados. São 45 histórias brutalmente interrompidas num momento em que o Estado Brasileiro calou boa parte da sociedade civil.

CLARICE HERZOG

clarice-herozogClarice Herzog conversou com Paulo Markun (Imagem: Reprodução/TV Câmara SP)

Pois a farsa que o DOI-Codi tentou imputar ao grande jornalista, então diretor da TV Cultura e que compareceu para prestar depoimentos nas instalações do 2º Exército, há exatas quatro décadas, foi a repugnante versão de suicídio. A Comissão da Verdade desmontou a falsidade de um laudo técnico elaborado na calada da noite. Somaram-se à verdadeira perícia depoimentos de jornalistas presos com Vlado. Ele foi morto numa terrível sessão de tortura e maus tratos.

Meu grande amigo jornalista e presidente do sindicato da categoria em São Paulo nos “Anos de Chumbo”, Audálio Dantas, contou detalhes dessa história macabra no livro As duas guerras de Vlado. Por sinal, Audálio revelou, com rara sensibilidade, como o menino Herzog e sua família sobreviveram à perseguição nazista na Europa. Com cenas dignas de “A vida é bela”, o garoto driblou botas e rifles, desembarcou com os pais na cidade de Santos (SP), construiu uma vida saudável aqui no Brasil e acabou morto nas mãos de torturadores a serviço da Ditadura Militar.

“Se as forças armadas reconhecessem o que realmente foi feito, teríamos mais credibilidade neste país”, desabafa Clarice Herzog, no emocionante relato feito ao jornalista Paulo Markun. Em sua entrevista, a mulher forte, corajosa e decidida conta que a família insistirá na Justiça para que o Exército reconheça a farsa montada.

Confira, abaixo, trecho da entrevista de Clarice Herzog ao ‘SP, Brasil’:

(*) Formado em Comunicação Social pela Cásper Líbero, com MBA pelo Curso Master, ligado à Universidade Navarra (Espanha), Prêmio Esso de Jornalismo e subdiretor de comunicação externa da Câmara Municipal de São Paulo.

Copiado de: http://portal.comunique-se.com.br/

Praia de Xangri-Lá | Saiba tudo o que REALMENTE acontece em Xangri-Lá

13/09/2015

Os assassinos estão soltos e tem ódio de Dilma, Lula e o PT

ditadura militarPara os midiotas que perambulam com a Marcha dos Zumbis pedido o afastamento da Presidenta e espumando pela boca palavras de ódio ao Lula, ao mesmo tempo em que pedem a volta da ditadura, bastaria este único  caso para mostrar como funciona um governo aos moldes do que propugnam. Aos desavisados que ainda não se deram conta dos reais motivos de ódio e perseguição ao PT e seus líderes, eis aí a prova de como eles entendem como deve funcionar a vida em sociedade. Com isso não estou querendo dizer que o PT não tenha cometido erros, mas não há nada que se possa atribuir aos dois, Lula e Dilma, a perseguição diuturna dos perdedores das últimas eleições. Até porque graças ao republicanismo deles já não há lugar para Geraldo Brindeiros, porque, se quisessem, haveria ainda hoje candidatos a Engavetador Geral. Rodrigo de Grandis está aí para provar o que estou dizendo.

Não podemos nos esquecer que havia finanCIAdores ideológicos, os mesmos que hoje patrocinam o golpe, nos porões do DOI-CODI. E eles participavam nas sessões de tortura e estupro. Depois também emprestavam peruas para transportarem os corpos violados e mutilados ao Cemitério de Perus.

Convém lembrar que este tipo de acontecimento tinha a proteção de todos os atuais associados do Instituto Millenium. Lei Rubens Ricúpero veio à luz durante o governo Itamar Franco, via Carlos Monforte, mas a prática já era rotina nos grupos mafiomidiáticos. O exemplo mais contundente desta prática foi o comício das Diretas Já, no Vale do Anhangabaú, que reuniu 1,5 milhões de manifestantes, mas que a Rede Globo noticiou como se tivesse sido comemoração pelo aniversário da cidade. Hoje, quando vemos personagens obtendo espaço na Rede Globo para exporem seus desrespeito à democracia temos o mau costume de criticar as personagens, não aquela que a convocou. Não, não é Aécio o golpista, é a Rede Globo que o usa para golpear. Não é Sartori que é uma mequetrefe, é a RBS que o enfia pela goela dos midiotas gaúchos.

O “agente Guarany”, a bomba e o poder da foto

Por Fernando Brito · 12/09/2015

riocentro

A conclusão – 35 anos depois – da apuração sobre a autoria, intelectual e material, do torpe assassinato de D. Lyda Monteiro, secretária da Ordem dos Advogados do Brasil, na explosão da carta-bomba dirigida ao presidente da instituição, Eduardo Seabra Fagundes, já nos estertores da ditadura no Brasil, não é o ponto final desta chaga na história brasileira recente.

Agora, cabe à Procuradoria Geral da República – mais especificamente ao Dr. Rodrigo Janot – decidir se o caso vai ou não à Justiça, porque não está coberto sequer pela Lei da Anistia – promulgada no ano anterior ao crime – mas por uma alegação de prescrição que, afinal, só pode ser alegada se aceitar-se como legítima toda a “operação-abafa” que envolveu o episódio por décadas.

Antes de reproduzir um trecho do post de Auler – a íntegra está aqui – não posso deixar de prestar uma homenagem a Aníbal Philot – já morto – com quem trabalhei no início de minha carreira, em 1978, cuja foto histórica do atentado do Riocentro, meses depois da bomba na OAB, permitiu identificar com certeza o autor material daquele crime: o ex-sargento do DOI-CODI Magno Cantarino Motta, o “Agente Guarani”, visto no elevador que conduzia ao escritório do presidente da corporação por um ex-colega de quartel.

Dos olhos da testemunha e das lentes de Philot, que não se esmaeceram, saiu a verdade que tantos tentaram apagar.

O Mensageiro da Morte

Marcelo Auler (trecho)

Ao longo destes 35 anos, muitas pessoas apontaram para o agente “Guarany” como o portador da carta-bomba. O próprio, em 2014, ao ser procurado pela jornalista e pesquisadora da CEV-Rio, Denis Assis, parecia querer falar sobre o caso, mas recuou por interferência de sua mulher.

Havia evidências e testemunhos, faltava, porém, quem o reconhecesse como o homem visto com a carta-bomba na sede da OAB. Isto foi conseguido pela CEV-Rio, na semana passada, quando uma testemunha que se encontrava no prédio da Avenida Marechal Câmara, centro do Rio, e cruzou com o portador da carta-bomba, o reconheceu nas fotos apresentadas por Denise de Assis, na presença de Felipe Monteiro.

O agente paraquedista não agiu sozinho. Segundo depoimento do ex-delegado de Policia Civil do Espírito Santo, Claudio Guerra, o chamado autor intelectual do plano foi o já  falecido coronel Freddie Perdigão Pereira, que por muito tempo atuou no CIE (Centro de Informações do Exército), mas também teve participação ativa no DOI-CODI/RJ e na agência do Rio de Janeiro do Serviço Nacional de Informações (SNI), onde estava quando decidiu pelo envio da carta-bomba.

O terceiro militar envolvido também já está morto. Trata-se do sargento Guilherme Pereira do Rosário, paraqudeista da turma de Guarany, especialista em explosivos. Ele montou o artefato levado por Guarany à OAB, em uma oficina de um primo seu, como revelou à CEV-Rio o ex-delegado Guerra,  que convivia com todos eles, principalmente com Perdigão.

Rosário faleceu ao tentar executar um novo atentado que, pelas evidências levantadas, partiu do mesmo grupo de militares: a explosão de uma bomba no show em comemoração ao dia do trabalhador, no Riocentro, Zona Oeste do Rio, em 30 de abril de 1981. Acabou sendo a única vítima fatal da bomba que ele próprio montou. Com ele estava o então capitão Wilson Dias Machado, que mesmo bastante ferido conseguiu sobreviver.

Na noite do atentado do Riocentro, Guarany estava no local. A foto dele acima  é um recorte de uma foto maior em que ele aparece ao lado do Puma onde seu colega de farda e de quartel, Rosário, faleceu com a bomba no colo. Segundo explicou à CEV-Rio o coronel Paulo Malhães, o artefato explodiu quando a corrente do relógio do sargento fez o contato com os polos positivo e negativo do artefato.

Como nesta sexta-feira lembrou o jornalista Chico Otávio em reportagem em O Globo, Rosário, dias depois do atentado à OAB, foi encontrado por duas parentes de Lyda Monteiro na beira do túmulo dela, chorando, como se estivesse pedindo desculpas. As duas senhoras só vieram a saber a identidade daquele estranho visitante quando da sua morte no Riocentro, através das fotos divulgadas pelos jornais.

Nas entrevistas dadas à CEV-Rio nos meses de fevereiro e março de 2014, Paulo Malhães, ao ser questionado sobre a possível participação de Guarany na morte de Lyda, admitiu o envolvimento, apenas ressalvando que ele não seria o autor da ideia.

– Eu conheço o Guarany. Pode até ter sido enviado por alguém para colocar essa bomba. Partir dele, não.

Além de Guerra, dois outros companheiros de Guarany revelaram  à CEV-Rio que é ele quem aparece no retrato falado feito na Policia Federal, em 1990, em um segundo inquérito o qual, controlado pelo próprio Perdigão, tentou jogar a responsabilidade no americano  Ronald James Watters, que acabou inocentado pela Justiça por falta de provas.

Valdemar Martins, também paraquedista da turma de Guarany e Rosário, no último dia 3 confirmou o que já havia dito em 2014 à Denise Assis:

-Na época em que eu estive ai dando o depoimento para vocês, vi algumas fotos. Falei que era o Magno Cantarino Motta. Um agente que era sargento paraquedista, que serviu na mesma unidade que eu, junto com o Guilherme Rosário, ai no Rio de Janeiro. Era o agente Guarany. Confirmo que era o Magno Cantarino Motta, sargento paraquedista que serviu na minha unidade.

-Então podemos considerar um depoimento oficial para a CEV-Rio, uma declaração sua de que reconheceu aqui na sede da Comissão o paraquedista Magno Cantarino, o agente Guarany, como autor da entrega?

– Sim.
Sim, o autor da entrega. Mas não o único autor do crime.

O “agente Guarany”, a bomba e o poder da fotoTIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

16/08/2015

Assassinados pelo Estado: Teoria do Domínio do Fato na prática

Filed under: Assassinato,Domínio do Fato,Marcha dos Zumbis,PCC,PSDB — Gilmar Crestani @ 10:41 am
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OBScena: um vira-lata típico da marcha dos zumbis

bandeira selfie

O método tucano de eliminar a pobreza poderia ostentar a famosa fundamentação jurídica com que o STF mandou os inimigos ideológicos à prisão:

Assas JB Corp: “Foi feita pra isso, sim

Rosa Weber e os livros da Agatha Christie: “a literatura jurídica me permite

Hoje a marcha dos zumbis poderá fazer novas selfies com os assassinos. São da mesma estirpe.

Quando um partido prefere sentar com o PCC e bater nos professores, os resultados se fazem aparecer em Osasco e Barueri.

Promotoria e polícia fazem parceria para apurar mortes em série em SP

Com medo de reação similar à de 2012, equipes vão se unir para investigar crimes em Osasco e Barueri

Corregedoria decidiu interrogar PMs que trocaram mensagens combinando vingar assassinato de cabo

ROGÉRIO PAGNANDE SÃO PAULORAFAEL RIBEIRODO "AGORA"

As cúpulas do governo Geraldo Alckmin (PSDB) e do Ministério Público Estadual acertaram uma parceria para investigar os ataques que resultaram em 18 mortes em série em Osasco e Barueri (Grande SP) na noite de quinta (13).

A ação conjunta de policiais e promotores foi definida para tentar esclarecer os crimes de forma mais rápida e para conter eventual reação que preocupa as duas instituições –com nova guerra entre PMs e criminosos no Estado, como ocorreu em 2012.

Um dos grupos designados pelo procurador-geral de Justiça, Márcio Elias Rosa, tem experiência em apuração de crimes de policiais e participará de trabalho de campo fora da capital pela primeira vez.

A principal linha de investigação da chacina é que ela tenha sido uma retaliação à morte de um cabo da PM durante um assalto a um posto de combustível em Osasco.

CORREGEDORIA

Até a tarde deste sábado (15), ninguém havia sido preso. Mas a Corregedoria da PM decidiu interrogar na próxima semana policiais militares que trocaram mensagens por celular combinando vingar a morte desse policial.

Investigadores tiveram acesso a essas mensagens, trocadas por PMs dos batalhões de Osasco, Barueri e outras cidades da Grande SP. Nelas, eles prometem matar os dois assassinos do cabo Admilson Pereira de Oliveira, 42 –que já foram identificados e estão foragidos.

A tese de participação de policiais nos ataques foi reforçada com a entrada da corregedoria nas investigações, confirmada pela gestão Alckmin na tarde de sábado.

O secretário da Segurança, Alexandre de Moraes, disse na sexta (14) que a corregedoria só atuaria se houvesse fortes indícios de a chacina envolver homens da corporação.

"Melhor do que o Ministério Público realizar uma investigação paralela é ele acompanhar o trabalho feito pela polícia. Desde o início. O importante é uma resposta rápida", disse Rosa à Folha.

As tratativas que envolveram a inclusão do Gecep (equipe da Promotoria para controle externo da atividade policial) nas apurações foram feitas entre Rosa e Alexandre de Moraes. Além do Gecep, também participarão equipes do Gaeco (que investiga o crime organizado), dois promotores criminais de Osasco e um de Barueri.

Embora a retaliação à morte do cabo da PM seja a principal hipótese, são investigadas ainda eventual reação à morte de um guarda civil e ação do tráfico.

ARMAS

Peritos do Instituto de Criminalística encontraram em oito locais dos ataques cápsulas de quatro calibres de armas. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a PM-SP não utiliza nenhuma arma dos calibres encontrados.

Além das armas 9 mm (de uso das Forças Armadas), 38 e 380 (de uso de guardas civis), os laudos confirmaram neste sábado a localização de cápsulas de calibre 45 –que não é usada pela PM, mas existe na Polícia Civil, embora esteja em desuso.

Os ataques foram seguidos de mensagens de áudio disseminadas por celulares na capital e na Grande SP sobre um suposto toque de recolher. Embora consideradas falsas pela polícia, levaram ao fechamento de comércio.

O policiamento foi reforçado, e não houve registro de ataques na madrugada de sábado. Em grupos de mensagens de PMs, policiais admitem temer "represálias": "QAP [prontidão] total. Repasse aos grupos". Frases semelhantes foram enviadas por eles em 2012 na guerra não declarada entre PMs e criminosos, que resultou na morte de uma centena de policiais, além de criminosos e inocentes.

15/08/2015

Mais Presuntos: PSDB apresenta seu método para acabar com a pobreza

Filed under: Assassinato,Instituto Millenium,PCC,PSDB,Violência — Gilmar Crestani @ 8:20 am
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violencia-policialPIGLatuffOnde o PSDB ganha eleição, o PCC governa. A prova está nos métodos. É a mesma lógica em ação. E não adianta vir com conversa mole de que se trata de fato isolado. Foi assim com Cássio Cunha Lima na Paraíba, com Aécio Neves em Minas, com Yeda Crusius aqui no RS, com Beto Richa no Paraná e com José Serra e Geraldo Alckmin em São Paulo. O método foi inaugurado por Almir Gabriel, do PSDB do Pará, no famoso Massacre do Eldorado do Carajás.

A polícia faz o que seu comandante ordena. E como nossa mídia festeja a violência contra os quatro “P’’ (preto, puta, pobre e petista), o resultado é inevitável. Quando da passagem do Cel. Mendes pelo comando no RS, um sem-terra foi assassinado, pelas costas, à queima roupa, e a RBS, no velho e conhecido método Rubens Ricúpero, conseguiu perpetrar outro crime, este jornalístico: “Um mártir para o MST”. E ainda doura a pílula do assassino transformando o crime em “ação desastrada”.

A violência e o ódio de classe são frutos dessas cinco árvores acumpliciadas com a bandidagem (Marinho, Frias, Civita, Mesquita & Sirotsky). O que diriam os vira-bostas se na próxima marcha dos zumbis a polícia federal assassinasse pelas costas um dos fascistas?!

 

Policiais são suspeitos de 18 mortes em série em SP

Assassinatos ocorreram na noite de quinta, nas cidades de Osasco e Barueri

Ataque seria retaliação à morte de PM; crimes ocorreram em intervalo de quase três horas, num raio de 10 km

DE SÃO PAULO

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) suspeita que policiais militares estejam envolvidos nos ataques em série que deixaram 18 mortos e seis feridos na noite de quinta-feira (13) nas cidades de Osasco e Barueri, na Grande SP.

Os crimes ocorreram em um intervalo de quase três horas, num raio de 10 km, em nove pontos diferentes. Só seis dos mortos tinham alguma passagem pela polícia.

A principal linha de investigação aponta para crime de vingança –um PM foi morto na semana passada em Osasco em um assalto a um posto de combustíveis, e os suspeitos continuam foragidos.

Um guarda civil metropolitano também foi morto durante outro assalto –na quarta-feira (12), em Barueri.

Com base em depoimentos de testemunhas, análise de imagens de câmeras e cápsulas de armas achadas, a polícia acredita que as mortes de Osasco estejam relacionadas.

Não sabe ainda, porém, se esse grupo atuou em conjunto com assassinos de Barueri.

As ações foram semelhantes. Homens encapuzados estacionaram um carro, desembarcaram e dispararam vários tiros. Em alguns locais, testemunhas disseram que os assassinos perguntaram por antecedentes criminais para definir quem morreria.

Só em um bar de Osasco, oito morreram. Do lado de fora, um dos peritos da Polícia Civil disse: "Nunca vi uma noite com tantos mortos".

A participação de policiais em mortes em série tem sido comum. Nas cinco principais chacinas na capital paulista desde 2013, onde morreram 42 pessoas, em todas existe a suspeita de participação de policiais militares ou civis.

O caso mais recente é de um policial militar e um ex-PM presos em maio como suspeitos de participar da morte de oito pessoas em uma festa na sede da torcida corintiana Pavilhão 9, na zona oeste.

A suposta participação de policiais nos assassinatos desta quinta colocou o comando das corporações sob alerta. Os efetivos foram reforçados, principalmente na região, para reagir a eventuais retaliações de criminosos em carros ou bases policiais nas próximas noites.

A Corregedoria da PM também entrou no caso, para que tudo seja esclarecido logo, como cobrou o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

O secretário estadual da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, está acompanhando diretamente o caso. Segundo ele, a atuação de policiais é apenas uma das linhas de investigação.

Colaboraram ANDRÉ MONTEIRO, AVENER PRADO, EDUARDO GERAQUE, FABRÍCIO LOBEL, LAURA LEWER, MARTHA ALVES, RICARDO GALLO, ROGÉRIO PAGNAN E THIAGO AMÂNCIO

09/07/2015

Os EUA sabiam porque foram eles que apoiaram

OBScena: printscreen da Folha convocando atos contra Dilma

folha-impeachmentSó um celerado pode pensar que na ditadura não havia corrupção. A ditadura era A corrupção! Corrupção do sistema democrático. Corrupção na associação de grupos como Folha & Globo com a ditadura, não só em termos ideológicos, mas também operacional. E aí não falo somente no uso das peruas da Folha para desovar os pedaços humanos que sobravam das orgias no DOI-CODI com a participação ativa e passiva de seus finanCIAdores ideológicos, como Frias, Brilhante UStra e o dono da Ultragás, Boilensen. Como o dono da Folha, segundo a Comissão da Verdade, assistia, in persona, as sessões de tortura, estupro e assassinato dos presos políticos, seus descendentes acharam por bem chamar tudo isso de ditabranda. É o DNA que passa de pai para filho. Claro, os EUA também sabiam disso. O eufemismo, quando se trata de crimes, é “desaparecidos”. Não é tortura, assassinato, estupro, esquartejamento é só “desaparecimento”…

Os EUA não só sabiam dos desaparecimentos como ajudavam a desaparecer. As malas de dólares entregues a institutos como IPES e o IBAD, comandos por ventríloquos de Washington como FHC.  Estes institutos faziam o que o hoje faz o Instituto Millenium; promovem internamente os interesses dos EUA mediante financiamento de movimentos do tipo MBL, a marcha dos zumbis, além de espionagem industrial para se apropriarem do pré-sal. O entreguismo da época é o mesmo de José Serra querendo entregar de graça o pré-sal à Chevron. Embora desta vez não seja clandestino, mas de forma escandarada, via projeto de lei, no Congresso, o método é o mesmo do da ditadura e revisitado no neoliberalismo do Consenso de Washington, tão bem encampado pelos 8 anos de governo FHC.

Tanto é verdade a participação de institutos como o Instituto Millenium, que os veículos a$$oCIAdos aos Millenium convocaram as marchas que incluíam bandeiras de golpe militar e ditadura. Se em 1964 o Globo festejava e saudava a ditadura em editorial, agora a convocação dos golpistas é ao vivo com cobertura idem. O clima de ódio, que está desaguando num fascismo crescente, tem sido fomentado pelos mesmos grupos de mídia que fomentam o golpe a a ditadura. E com patrocínio dos EUA, como mostrou Edward Snowden.

EUA sabiam sobre desaparecidos na ditadura militar

Documentos secretos americanos foram entregues à Casa Civil e podem ser consultados na internet a partir desta quinta-feira (9)

Enquanto família do ex-deputado Rubens Paiva ainda buscava seu paradeiro, telegrama já relatava sua morte

NATUZA NERY RUBENS VALENTEDE BRASÍLIA

Um conjunto de documentos secretos dos anos 70 agora liberados à consulta confirma que o governo dos Estados Unidos recebeu, antes de se tornarem claras para os familiares, informações privilegiadas sobre o destino de pelo menos três desaparecidos políticos durante a ditadura militar.

Trata-se do ex-deputado federal Rubens Paiva (1929-1971) e dos militantes de esquerda Stuart Edgard Angel Jones (1945-1971) e Virgílio Gomes da Silva (1933-1969).

Os papéis integram um acervo de 538 documentos que tiveram seu sigilo desclassificado parcial ou totalmente pelo governo Barack Obama em decorrência da viagem da presidente Dilma Rousseff aos EUA, no final do mês passado.

Os documentos foram entregues à Casa Civil e deverão ser liberados à consulta a partir desta quinta (9) no site do Arquivo Nacional.

Sobre o ex-deputado Rubens Paiva, um telegrama diplomático confidencial de fevereiro de 1971, cujo sigilo foi afastado somente em maio passado, afirma: "Paiva morreu durante interrogatório ou de um de ataque cardíaco ou de outras causas".

Para os americanos, se a notícia se tornasse conhecida, era certo que seus amigos iriam iniciar uma "campanha emocional e dura contra o governo brasileiro por todos os meios possíveis".

O autor do telegrama, o diplomata morto em 2003 e veterano da II Guerra John W. Mowinckel, ao final do texto pede que o embaixador norte-americano no Brasil desenvolva ações para "convencer" o governo brasileiro "de que algo deve ser feito para punir ao menos alguns desses responsáveis –punir por julgamento público".

Quando o telegrama foi escrito, a família seguia buscando informações sobre o paradeiro de Paiva. A versão oficial distribuída à imprensa pelo Exército era que Paiva fora resgatado por um grupo de terroristas e permanecia desaparecido. Várias investigações posteriores à ditadura concluíram que o deputado foi morto sob tortura logo após ter se apresentado para um depoimento. Seu corpo nunca foi encontrado.

Outro telegrama datado de 30 de setembro de 1969 e liberado em 6 de maio passado confirma a prisão, por equipes da Oban (Operação Bandeirante), do militante da esquerda armada Virgílio Gomes da Silva, mas ressalta que o nome dele não foi divulgado para a imprensa, e que "possivelmente a polícia vai não dar conhecimento público de que ele foi preso".

Virgílio morreu de tortura horas depois da prisão, segundo testemunhas, mas a versão oficial na época foi que ele permanecia foragido.

DESESPERO

Um telegrama de agosto de 1971 confirma que o cônsul dos EUA James Reardon recebeu da polícia brasileira a informação de que "Stuart Edgar Angel Gomes" havia sido preso pela polícia, mas acabara "escapando". "Advogado e família estão muito interessados, na verdade desesperados, para descobrir a fonte da informação de Reardon", diz o documento.

"Interessante ver como os órgãos de segurança do Estado americano tinham conhecimento do aparato repressivo. Impressiona o conhecimento detalhado que tinham desses crimes", disse à Folha o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

Sob seu comando está uma assessoria da Comissão da Verdade encarregada de organizar documentos inéditos.

25/06/2015

MPF the flash leva 20 anos para dar um passo

Filed under: Assassinato,Ditadura,DOI-CODI,Mistério Púbico,MPF — Gilmar Crestani @ 9:11 am
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Significa que devemos esperar mais 20 anos para que o MPF dê seguimento à ação para apurar os falcatruas da Lista de Furnas. Ainda bem que as tartarugas vivem até 200 anos, assim, de passo em passo o Mensalão e o Tremsalão do PSDB lá pelos 2040 haverá alguma denúncia.

Durante o governo Itamar Franco o Casseta e Planeta criaram o bordão “tartaruga the flash” para criticar a demora do então presidente em tomar decisões. Até o Casseta virou direita, mas o MPF continua agindo rápido para atacar a esquerda e lento para denunciar bandidos.

MPF denuncia agentes da ditadura pela morte de Fiel Filho

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Segundo a Promotoria, Manoel Fiel Filho foi detido no dia 16 de janeiro de 1976, sem que houvesse qualquer antecedente criminal ou alguma investigação envolvendo o metalúrgico; os agentes da ditadura teriam chegado até ele por causa do depoimento de um preso político que informou que Fiel Filho teria lhe entregado exemplares de uma publicação do Partido Comunista Brasileiro (PCB)

25 de Junho de 2015 às 08:14

Por Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo denunciou à Justiça Federal sete ex-agentes da ditadura militar pela morte do metalúrgico Manoel Fiel Filho, ocorrida em 1976. A denúncia foi protocolada ontem (24) na Justiça Federal. Agora, caberá ao juiz da vara para onde ela for encaminhada decidir se receberá ou não a denúncia, ou seja, se abrirá ou não um processo contra os denunciados.

Segundo o MPF, Manoel Fiel Filho foi detido no dia 16 de janeiro de 1976, sem que houvesse qualquer antecedente criminal ou alguma investigação envolvendo o metalúrgico. Os agentes da ditadura teriam chegado até ele por causa do depoimento de um preso político que informou que Fiel Filho teria lhe entregado exemplares de uma publicação do Partido Comunista Brasileiro (PCB).

O metalúrgico foi levado para o Destacamento de Operações de Informações (DOI) do 2º Exército e submetido a intensas sessões de tortura até que, no dia seguinte, foi morto por estrangulamento. De acordo com o MPF, os agentes então levaram o corpo de Fiel Filho para uma cela especial, onde amarraram meias em seu pescoço e simularam um suicídio por enforcamento, forjando inclusive frases de arrependimento da vítima escritas na parede.

O Ministério Público Federal também aponta a responsabilidade dos peritos, que emitiram laudos atestando a ausência de sinais de agressão no corpo do metalúrgico, “apesar dos evidentes hematomas principalmente no rosto e nos pulsos da vítima”. Fiel Filho foi velado em um caixão lacrado, sem que os parentes pudessem ver as marcas da violência.

No dia 19 de janeiro do mesmo ano, o próprio comando do 2º Exército determinou a prisão da equipe envolvida nos interrogatórios, “considerando o método de enforcamento, que não caracteriza de maneira geral o suicídio”.

Para evitar que os denunciados sejam beneficiados pela Lei de Anistia, o Ministério Público Federal classificou o crime cometido pelos agentes como contra a humanidade, que é imprescritível. “Destaque-se que os delitos foram cometidos em contexto de ataque sistemático e generalizado à população, em razão da ditadura militar brasileira, com pleno conhecimento desse ataque, o que os qualifica como crimes contra a humanidade – e, portanto, imprescritíveis e impassíveis de anistia”, escreveu o procurador da República Andrey Borges de Mendonça, autor da denúncia.

Os sete denunciados deverão responder pelo crime de homicídio triplamente qualificado e falsidade ideológica. O MPF pediu ainda perda do cargo público dos denunciados, cancelamento de eventual aposentadoria e cassadas medalhas e condecorações recebidas.

MPF denuncia agentes da ditadura pela morte de Fiel Filho | Brasil 24/7

30/05/2015

Ódio a José Dirceu é o véu de proteção à Marin

São antípodas. Um, tem a bênção da fina flor do fascio paulista, o outro, o ódio. Por coincidências do destino, para tirar a Copa da Rússia, a mesma polícia política dos EUA que perseguia Dirceu e apoiava Marin na ditadura, faz agora justiça por linhas tortas. E, como disse o melhor amigo do Eurico Miranda, Romário, pena que não tenha sido preso pela nossa polícia, mas pela polícia Suíça.

No Brasil todo corrupto igual à Marin tem mais chances de ser presidente do Tribunal de Contas de São Paulo, mesmo que condenado na Suíça, a exemplo de Robson Marinho, do que ser preso. Isto porque nosso Ministério Público é um Mistério Púbico, de modo que há mais chance de os corruptos receberem medalhas do que serem investigados. Quando José Maria Marin recebe medalha do Ministério Público ou Joaquim Barbosa recebe medalha do Aécio Neves entendemos porque nossos procuradores se  chamam Rodrigo de Grandis, ministro se chama Joaquim Barbosa mas nunca  Loretta Lynch.

Quando um assassino se torna inatacável é natural que grupos de mídia tratem ditadura de ditabranda, emprestem peruas aos ditadores e inventem fichas falsas. Os nossos bandidos são cultivadas nas altas rodas da fina flor do fascio. Só no Brasil os grupos mafiomidiáticos criam um Instituto para estimular a sonegação e a Receita vira mera espectadora.

Marin: aqui se faz, aqui se paga

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:
José Maria Marin (83) nasceu e cresceu no bairro paulistano de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo. Na juventude, foi jogador profissional de futebol e chegou a jogar no São Paulo Futebol Clube, como ponta-direita. Porém, foi um jogador medíocre.
Marin atuou em pequenos clubes paulistas como o São Bento de Marília e o Jabaquara. No São Paulo, sua carreira foi curta; disputou apenas dois jogos oficiais e marcou um gol. Vendo que não tinha futuro no esporte, estudou direito e, em 1963, entrou na política.
Naquele ano, elegeu-se vereador por um partido de extrema direita, fundado pelo integralista Plínio Salgado, político, escritor, jornalista e teólogo que fundou e liderou a Ação Integralista Brasileira (AIB), partido de extrema-direita inspirado nos princípios do movimento fascista italiano.
Quando se instalou a ditadura, tratou de se filiar ao partido oficial, a Arena. Seu ódio à esquerda o tornou um dos mais virulentos políticos do período autoritário. A ele é atribuída a execução do então diretor de telejornalismo da TV Cultura, Wladimir Herzog, nas masmorras do DOI-CODI, em São Paulo – Marin acusava a emissora de ser reduto de comunistas.
Em 1978, tornou-se vice-governador biônico de São Paulo na chapa de Paulo Maluf – à época, a ditadura podia indicar presidentes, governadores e prefeitos de capitais em “colégios eleitorais” instalados no Legislativo, onde a ditadura sempre tinha maioria porque podia indicar parlamentares sem precisar de voto popular.
Entre 1982 e 1983, estava terminando o “mandato” de Maluf como governador e ele se afastou do cargo para disputar mandato de deputado federal. Marin, seu vice, governou São Paulo no lugar dele durante dez meses.
À época, o breve governo de Marin chegou a ser acusado de ser ainda mais truculento do que o de Maluf – a Polícia Militar, então, agia com uma violência que faz a de hoje parecer um grupo de balé.
Terminada a ditadura, Marin mostrar-se-ia tão medíocre como político quanto fora como jogador de futebol. Pelo voto direto, não conseguiu nada. Tentou ser senador por São Paulo e prefeito da capital paulista, mas sempre teve votações pífias.
Marin foi se estabilizar como “cartola” do futebol, onde os conchavos sempre dispensaram competência e apoio popular. Começou presidindo a Federação Paulista de Futebol e após a queda de Ricardo Teixeira acabou comandando a CBF.
Um dos episódios mais escandalosos envolvendo o ex-governador paulista, porém, aconteceu não faz tanto tempo. Em 2012, durante a premiação após o jogo final da Copa São Paulo de Futebol Junior, Marin roubou medalha que caberia ao jogador corintiano Mateus.
Após a trajetória de vida que acabamos de ver, Marin foi preso por agentes da Kantonspolizei (a polícia suíça) em Zurique, junto com outros dirigentes da FIFA suspeitos de corrupção. Agora será extraditado para os EUA, onde responderá por seus crimes no futebol.
Ver alguém como ele sendo preso, após uma história tão pouco edificante, chega a parecer a realização de um sonho. No fim da ditadura militar, Marin, Maluf e Reynaldo de Barros foram a face desfigurada do regime agonizante.
Porém, a felicidade de ver um corrupto e fascista como esse ir parar atrás das grades só não é uma felicidade completa por uma razão que quem bem explicou foi o ex-jogador e senador pelo Rio de Janeiro, Romário de Souza Faria.
Confira, abaixo, a manifestação do ex-craque sobre a prisão de Marin, no Facebook.

Apesar de estar começando a pagar por uma vida tão questionável, Marin tratou de fazer mal de novo ao Brasil – espera-se que pela última vez. Como diz Romário, é uma vergonha para este país que alguém como Marin nunca tenha sido punido por aqui, apesar de tantas denúncias que pesam contra si.
Mas há lugar para esperança de que esse tenha sido o último dano que José Maria Marin causou ao Brasil.

Altamiro Borges: Marin: aqui se faz, aqui se paga

24/05/2015

Uma política de segurança pública Talhada ao modo tucano

violencia-policialPIGLatuffQuando membros histórico do PSDB se revoltam com a escolha do Cel. Telhada para a Secretaria de Direitos Humanos fica fácil entender porque o PSDB produziu PCC e aumentou a insegurança pública. O choque de gestão tão mentiroso quanto propagada pelos parceiros do Instituto Millenium vez por outra vaza.

São Paulo, após 20 anos de PSDB, faz jus à marchinha de carnaval: “São Paulo, cidade que seduz/ De dia falta água, de noite falta luz”. Só não faltam roubos, assaltos e propinodutos.

Diz-se que o PSDB não costuma legar aos sucessores nenhuma obra que se use cimento e tijolos. Em compensação, faz aumentar a indústria que vive da insegurança. O Cel. Telhada na Secretaria de Direitos Humanos é apenas mais violência, pois é uma bofetada, sem luvas de pelica, em Paulo Sérgio Pinheiro, sociólogo e fundador do PSDB.

O Instituto Brasileiro de Ciências Criminais traz um dado tão estarrecedor quanto festejado pelo PSDB de Geraldo Alckmin e Cel. Telhada: Em cinco anos, PM de São Paulo mata mais que todas as polícias dos EUA”. E nem por isso, ou talvez por isso, não só não tenha acabado com a violência como tem aumentado. De fato, a inteligência nunca foi o forte do PSDB. A violência, sim! Tanto é verdade que Yeda Crusius botou no Tribunal Militar o famigerado Cel. Mendes. É o fascínio do coturno que move a sanha do PSDB.

Ao premiar assassinos o PSDB sinaliza que a indústria da morte é seu norte. E assim vende mais cercas e seguranças particulares. Salve-se quem puder!

A campanha pelo desarmamento não surtiu efeito por culpa de gente como Telhada. A pesquisa trazida à luz hoje pela Folha mostra que são os tais “homens de Benz” que armam os bandidos. Essa é a única indústria, promovida pelas cinco irmãs(Folha, Estadão, Veja, Globo & RBS) legada pelo PSDB.

Roubada e apreendida, arma volta para o crime

Trajetória de revólver usado em roubos em SP revela ciclo de arsenal recolhido

Estudo mostra que armas de bandidos são de origem legal, fabricadas no país e anteriores a estatuto

REYNALDO TUROLLO JR.DE SÃO PAULO

Duas vezes desviado, duas vezes nas mãos do crime, duas vezes apreendido.

O revólver Rossi calibre 38, de corpo preto, cabo de madeira, número D585777, deixou a fábrica no Rio Grande do Sul no início da década de 1980 e veio a ser registrado por uma empresa de segurança privada de São Paulo.

A história dele sintetiza os resultados de um estudo do Ministério Público paulista e do instituto Sou da Paz, lançado recentemente, que rastreou 2.031 de todas as armas (4.289) apreendidas em roubos e homicídios na cidade de São Paulo em 2011 e 2012.

A maior parte das armas usadas por criminosos é nacional, já foi legal -muitas registradas em São Paulo- e de fabricação anterior a 2003, quando o Estatuto do Desarmamento restringiu o porte e a posse desses artefatos.

O Rossi 38 foi roubado em 29 de maio de 1998 pela primeira vez. Um jovem de 19 anos, com uma pistola, entrou à tarde numa agência de banco em São Vicente, no litoral paulista, rendeu dois vigias e roubou as armas deles. Uma delas era o Rossi.

Um mês depois, o revólver foi encontrado no guarda-roupa do ladrão -conhecido entre os policiais por outro roubo a banco e que, segundo os registros, assumiu o assalto. Estava com uma bala a menos, segundo a perícia.

Entregue de volta à empresa proprietária, a GP Guarda Patrimonial -que não quis comentar o caso-, o Rossi foi novamente subtraído em março de 2010. Devido aos bancos de dados incompletos, não é possível saber em que circunstâncias aconteceu o segundo desvio.

RETORNO

Sabe-se, porém, que a arma só reapareceu um ano mais tarde, no assalto a um restaurante no Jardim Arize, na zona leste de São Paulo.

"Quando ele entrou, eu percebi pelos lábios dele que ele tinha falado ‘assalto’. Meu irmão achou que era brincadeira, até que ele levantou a camisa e mostrou a arma", conta a dona do restaurante.

Foi ela quem, disfarçadamente, chamou a polícia. O ladrão foi preso em flagrante.

Dessa vez, por ter sido apreendido em um ato criminoso, o Rossi não foi devolvido ao dono. Foi destruído pelo Exército em abril de 2012.

"Alguns mitos foram quebrados [com a pesquisa]: a arma do crime não é o fuzil, não é a metralhadora. É o revólver nacional calibre 38. Não veio do Paraguai, não cruzou a fronteira. Ele foi comercializado no Estado de São Paulo e continuou cometendo crimes ali por até 30 anos", diz Ivan Marques, diretor-executivo do instituto Sou da Paz.

27/04/2015

Choque de gestão: a dengue amacia, a polícia executa

guardiola O treinador do Bayer de Munique, Pep Guardiola, usou uma camisa para pedir justiça para Topo. Topo foi assassinado pela polícia do Geraldo Alckmin durante a Copa do Mundo de 2014, enquanto a os reis dos camarotes vips financiados pela AMBEV, Multilaser e Banco Itaú xingavam Dilma no Itaquerão, lá fora a polícia do PSDB partia para a porrada.

Assassinou o jornalista argentino Jorge López, apelido de Topo. E agora a família da vítima acusa o Governo de São Paulo em busca de justiça e indenização.

Ontem o Pagina12 contou esta história em detalhes:”Pero además acusa a la Policía de San Pablo. Dice que hubo una persecución letal contra el auto de los criminales a 180 kilómetros por hora. El mismo que después chocó al taxi donde viajaba el Topo López en las calles de Guarulhos. Una zona de hoteles y mucho movimiento de turistas durante el último Mundial. Por eso está por iniciar una acción civil contra el estado de San Pablo.”

Além do PCC, uma polícia que mata. É o tal de choque de gestão que leva a meritocracia pra dentro da polícia.

É a polícia do Geraldo Alckmin ganhando fama internacional. E as estatísticas não deixam dúvida: os paulistas merecem o governador que têm!

SP tem 3 homicídios/dia. E 37 roubos por hora !

Cresce 18% o número de mortos por PMs em assaltos.

 

O tráfico de entorpecentes subiu 30%.
O número de estupros cresceu 4%.
O número de mortos por PMs em assalto aumentou 18%.
Um dos bairros mais populosos da capital, Pompéia, fica três dias sem água.
Jornal Agora identifica os 13 distritos e 475 bairros da cidade que registram 300 casos de dengue ou mais por 100 mil habitantes.
É a epidemia da dengue no Estado mais rico (sic) da Federação.
E ainda querem governar o Brasil (de novo).

Após dois meses de queda, roubos voltam a crescer em SP em março

Após dois meses seguidos de queda, os roubos no Estado de São Paulo voltaram a crescer no mês de março deste ano, com uma alta de 3,6% no número de casos em comparação com março de 2014.
Em março, houve 27.793 casos no Estado, em comparação aos 26.836 casos registrados no ano passado. Na capital, foram 14.217 registros em 2015, contra os 14.093 casos em 2014, 0,9% a mais.
(…)

SP tem 3 homicídios/dia. E 37 roubos por hora ! | Conversa Afiada

10/03/2015

“Exército Islâmico” made in Brasil

Dilma vai tratar o “Exército Islâmico” tucano com punhos de renda?

9 de março de 2015 | 20:22 Autor: Fernando Brito

fhcisis

É curiosa a ordem dos valores da elite brasileira.

Quando se trata de defender seus apetites, às favas o mínimo de civilidade.

As declarações hoje, de Fernando Henrique Cardoso – “não adianta tirar a Dilma” – e do více de Aécio, Aloysio Nunes Ferreira –  “quero sangrar a Dilma”  – mostra com que tipo de gente se está lidando.

Como eu disse ontem aqui, a charge do Chico Caruso, num baita ato falho, mostrou que a oposição, aqui, virou um “Exército Islâmico”.

Quatro meses após as eleições e estão com a faca nos dentes.

Do outro lado, nossa Presidenta – aquela a quem chamam de terrorista e ditadora – segue em suas platitudes de que “aqui as pessoas podem se manifestar, e têm espaço para isso, e têm direito a isso.”.

Cara Presidenta, isso é o óbvio ululante, cono diria o Nélson Rodrigues.

Não é preciso explicar que o Brasil é uma democracia, onde se goza de todas as liberdades de manifestação.

Só a extrema-direita e a nossa mídia assolada pelo fantasma “bolivariano” é que dizem o contrário.

Quem defende o seu governo é que é discriminado, maltratado, suspeito e maldito nas rodas da elite e da classe média. E, mesmo em meio ao povão, tem de se encher de dedos ou argumentos.

Agora, se a Presidenta da República, que recebeu a minha procuração e a de mais de 54, 5 milhões de eleitores brasileiros para enfrentar a esta gente não enfrenta, como quer que seus eleitores enfrentem?

A senhora foi brizolista tempo suficiente para saber que o líder forte faz fortes as forças que lidera.

Não adianta dizer na entrevista coletiva que ““os que forem a favor do quanto pior melhor’não tem compromisso com o Brasil”.

Essa frase tinha de estar na sua fala de ontem, porque, do contrário, ela não sai.

Hoje eu assisti o jornal Hoje, da Globo, num restaurante simples que frequento.

Não houve “panelaço”, mas também, não houve entusiasmo.

E depois de sua fala, pau, pau , pau. Tome de “Lava-Jato”.

A senhora, Presidenta, está – confessadamente – sendo sangrada pela mídia.

Não se limite a afirmar o óbvio, de que estamos numa democracia com total liberdade de expressão.

Afirme o que é, de fato, a democracia: o conflito dos interesses das maiorias com o das minorias.

Este também, deve ser livre, sem que o governo fique emparedado em um “bom-mocismo” que nos deixa inermes diante de uma ofensiva manifestamente golpista.

Porque democracia e liberdade, Presidenta, só podem existir quando a verdade é dita sem rodeios.

A democracia não é poder apenas falar o que se quiser, na oposição.

Democracia é, também, o direito da maioria – comprovada nas urnas –  de falar.

Quem é o “Exército Islâmico” do Chico Caruso?

8 de março de 2015 | 10:54 Autor: Fernando Brito

caruso

A charges de Chico Caruso deram um passo para frente, de ontem para hoje.

A de ontem, parece que trocas as bolas e põe como cozinheiros os dois principais ingredientes do “Caldeirão do Janot”, onde Cunha e Renan não estão sendo cozinhados propriamente em fogo brando.

Na de hoje, a qual muitos vão criticar pelo mau-gosto da cena de decapitação, justo no Dia Internacional da Mulher, eu prefiro ver outra coisa.

Quem é o “Exército Islâmico” do cartunista?

A midia, inclusive seus patrões, os Marinho?

O “mercado financeiro”?

O PSDB e seu arquivado neolíder, Aécio Neves?

A Justiça não é, porque Chico sabe que nem sequer pedido de arquivamento há em relação a Dilma.

Mas a gente poderia citar outros ou imaginar ali, atrás do capuz preto o velho Fernando Henrique Cardoso, aquele que diz que Dilma “não deve ser salva”, talvez porque tenha sido eleita, coisa que os tucanos já não conseguem faz quase 20 anos, desde 1988 e mereça morrer.

São tantos e tão graúdos os que querem passar o facão na goela de Dilma que Chico poderia inaugurar ali o turbante árabe padrão “camisa do Botafogo”, com seus patrocínios tipo “classificados”.

Baita ato falho, hein, Caruso?

Você acabou de mostrar  que os pretendentes a algozes de Dilma são fundamentalistas, intolerantes, violentos, sanguinários.

Retratou-os como quem quer se impor no poder abaixo de ameaças, facadas, terrorismo.

Acabou dando concretude àquilo que seu muito mais talentoso parceiro de humor e de rodas de jazz, o iluminado Luís Fernando Veríssimo, escreveu hoje, no mesmo O Globo:

Às vezes, as melhores definições de onde nós estamos e do que está nos acontecendo vem de onde menos se espera.

Você mostrou quem é mesmo que quer degolar a Presidenta eleita pelo voto.

Parabéns, Chico, você foi verdadeiro na sua morbidez.

Quem é o “Exército Islâmico” do Chico Caruso? | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

08/03/2015

Os assassinos estão soltos

Por Justiça MIlitar CAPA Nada de novo no front. Continua a louca cavalgada das bestas do Apocalipse. O que Paul Baumer, personagem construído pelo escritor Erich Maria Remaque, viu na Alemanha nazista pode ser visto no Brasil, diariamente, pelas páginas dos jornais da cinco famílias cujo patrimônio foi construído sob tortura, estupro e morte, na ditadura.

O que foi um horror para os brasileiros, para as cinco famílias e seus ventríloquos, a ditadura foi uma benesse. É encima deste cenário que se desenha, literalmente, n’O Globo. Já não se faz editorial para saudar a implantação da ditadura. Desenha-se o assassinato. O exército fundamentalista da Globo prepara corações e mentes para o jihadismo golpista.

Triste coincidência. Na ditadura, os verdugos tapavam a cara não só por falta de hombridade, por falta de vergonha na cara. Na democracia, conquistada graças a lutadores como Dilma, os assassinos continuam tapando a cara, para disfarçar o ódio que nutrem a quem ousa distribuir um pouco de dignidade aos brasileiros mais necessitados.

Por mais que a Globo tenta esconder a cara, é como na fábula da rã e do escorpião, é da natureza da Globo o golpismo com eliminação de quem ousa pensar diferente. Quem não consegue vencer pelo debate de ideias, elimina o adversário. Se nem sempre literal, mas subliminarmente, como na lição da lei Rubens Ricúpero no Escândalo da Parabólica: pelo silêncio ou pela mentira.

Como não poderia deixar de ser, a Globo se alia aos dois principais envolvidos com a corrupção, Renan Calheiros e Eduardo Cunha. Segue o scrip daquele documentário, Inimigo do meu inimigo é meu amigo. A CIA fez isso com o que sobrou dos nazistas. Aliou-se a eles para derrubarem governos latinos-americanos e implantarem ditaduras. Em relação à Globo, a história, como os filhos, se repete como farsa. Muito além do Cidadão Kane

Será que o Globo quer cortar a cabeça de Dilma?

Edição 247/Fotos: Divulgação/ Wilson Dias/Agência Brasil:

Charge principal do jornal dos irmãos José Roberto, Roberto Irineu e João Roberto Marinho mostra a presidente Dilma Rousseff prestes a ser degolada pelo Estados Islâmico; feita pelo cartunista Chico Caruso, a ‘arte’ não parece contextualizada com nenhum fato atual e nem indica quem seria o terrorista que empunha a lâmina; em meio ao clima de radicalização política no País, estimulado por setores da imprensa, fica no ar a dúvida: trata-se de um desejo secreto da família midiática mais rica e poderosa do mundo?

8 de Março de 2015 às 07:00

247 – Ao contrário da torcida e da militância de setores da mídia brasileira, a presidente Dilma Rousseff não foi implicada na Operação Lava Jato. Não teve um caso arquivado, porque não chegou sequer a ser investigada, como lembrou, ontem, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Neste domingo, no entanto, a charge principal do jornal O Globo, dos irmãos Marinho, a veste de laranja, como os prisioneiros do Estado Islâmico, e a coloca prestes a ser degolada por um terrorista.

Produzida pelo cartunista Chico Caruso, a ‘arte’ não parece contextualizada com nenhum fato atual e deixa no ar a dúvida: será que a família midiática mais rica e poderosa do mundo quer a cabeça da presidente Dilma?

Será que o Globo quer cortar a cabeça de Dilma? | Brasil 24/7

31/01/2015

Quem usa métodos terroristas é terrorista

Os EUA são um exemplo atual do lema do rei Luis XIV, “L’Etat c’est moi”, eu sou o Estado. É o império da vontade contra o império da lei. Se os EUA decidem, não há lei, nem qualquer limite para sua sanha assassina. A eliminação de pessoas fora de sua jurisdição, de seu território, por mais perniciosos que sejam, não é um papel atribuído por ninguém aos EUA. Ninguém condenou quando os EUA estiveram ao lado de Bin Laden contra os russos. Não há registro de que os EUA tenham sido cobrados pela guerra que patrocinaram, em parceria com Saddam Hussein, contra o Irã. Num dia os EUA eram parceiros de Muammar Kadafi, no outro, assassinam. Nada e ninguém se levanta contra o poder imperial que decide quem pode viver ou quem ele decide eliminar.

Não há como gostar de um país de assassinos, mesmo que eles queiram nos convencer que não são assassinos, só carrascos. Não custa lembrar que o carrasco executa em nome da lei. A eliminação sem julgamento, sem lei, é coisa de bandido. Algo tão comum em relação aos EUA.

EUA teriam ajudado Israel na morte de Hezbollah

sab, 31/01/2015 – 17:03

Jornal GGN – O Washington Post publicou reportagem afirmando que os EUA ajudaram a construir a bomba que matou o líder do grupo xiita libanês Hezbollah Imad Fayez Mughniya, em fevereiro de 2008. O país teria colaborado com Israel na operação.

De O Globo

EUA colaboraram com Israel em atentado contra líder do Hezbollah, diz jornal

Segundo reportagem do ‘Washington Post‘, agentes da CIA participaram da morte de Imar Mughniyah em 2008

WASHINGTON — Os Estados Unidos ajudaram a construir a bomba que matou o líder do grupo xiita libanês Hezbollah Imad Fayez Mughniyah, no dia 12 de fevereiro de 2008, segundo o jornal "Washington Post". Cinco ex-funcionários do serviço de inteligência dos EUA confirmaram que o país colaborou com Israel na operação.

O governo americano nunca admitiu a participação na morte de Mughniyah, atribuída pelo Hezbollah a Israel. Segundo o jornal, em reportagem publicada nesta sexta-feira, havia poucos detalhes sobre as operações conjuntas da CIA com a Inteligência de Israel, sobre como o atentado foi orquestrado ou o exato papel dos EUA na ação.

A morte do líder islâmico seria, além do assassinato de Osama bin Laden, uma das missões secretas de alto risco realizada pelos EUA nos últimos anos.

Os ex-agentes afirmaram que as bombas que foram usadas no ataque passaram por diversos testes em uma instalação da CIA no estado da Carolina do Norte para garantir que não haveria danos colaterais.

— Provavelmente explodimos 25 bombas para ter certeza que conseguiríamos — disse um dos ex-funcionários.

Mugniyah foi morto depois de jantar em um restaurante em Damasco e entrar no carro que explodiu. De acordo com a publicação, a bomba foi acionada de Tel Aviv.

O líder do Hezbollah era um alvo de grande importância para os EUA e Israel, pois teria participado de ataques terrorista do Hezbollah na Embaixada americana em Beirute e na Embaixada de Israel na Argentina.

Segundo o "Washington Post", a CIA não quis comentar o caso.

LIMITES LEGAIS

O jornal destaca que o envolvimento dos EUA no assassinato levanta questões sobre os limites legais americanos.

Mughniyah foi alvejado em um país onde os EUA não estavam em guerra. Além disso, foi morto na explosão de um carro, uma técnica que alguns juristas veem como uma violação das leis internacionais ao se utilizar métodos traiçoeiros para matar ou ferir um inimigo.

— É um método de morte utilizado por terroristas e gangsters — disse ao "Washington Post" Mary Ellen O’Connell, um professor de direito internacional da Universidade de Notre Dame. — Isso viola uma das regras mais antigas no campo de batalha.

EUA teriam ajudado Israel na morte de Hezbollah | GGN

13/12/2014

Quem te paga para dizer, Ali Kamel, que “Não somos racistas”?!

Ali Aranha comeu Kamel

No Brasil só o se pune “p”, de pretos, pobres, putas e petistas. Outros “pês”  ficam de fora. Como P, de Paulo Maluf. Maluf foi condenado em tudo que é lugar fora do Brasil. Por aqui até agora é inocente. O STF conseguiu, via Joaquim Barbosa, inocentá-lo pela lei da idade. E por se verifica outra coincidência: por que as ações contra o PT andam rápido e as contra os demais partidos andam… para trás? O tal de mensalão do PT foi a continuidade do mensalão do PSDB. A origem ainda não julgada, mas os petistas não só foram julgado como até já pagaram porque Assas JB Corp disse que “foi feito pra isso, sim”… Os desvios nos trens em São Paulo teriam começado ainda no tempo de Mário Covas, acelerado nos dois governos FHC e virado “trem de alta velocidade” nos governos José Serra, na prefeitura e no Governo do Estado. A exemplo do Maluf, as empresas Alstom e Siemens já foram condenadas na Suíça e na Alemanha. Por aqui, o processo anda para trás. Tudo isso se justifica por uma razão muito simples: os assoCIAdos do Instituto Millenium trabalham para beatificar tudo o que o PSDB faz e para satanizar tudo o que diz respeito ao PT.

Imagine se o que está ocorrendo em São Paulo, nos sucessivos governos do PSDB, acorresse nos governos do PT. Descarrilhar trens de dinheiro, parodiando o famoso assalto ao trem pagador, não é nada diante da entrega da SABESP à Bolsa de Nova Iorque, enquanto Geraldo Alckmin com a maior naturalidade do mundo, pelo menos é assim encarado pela velha mídia, apresente com cara-de-pau e desfaçatez, pedido de R$ 3,5 bilhões à Dilma para fazer chover no Sistema Cantareira. Note que os veículos parceiros do PSDB, mesmo pela falta d’água generalizada, estão proibidos de usar o termo “racionamento”. A crise é da água, não é da administração da água.

E, por fim, as estatísticas, todas negativas, em relação à política de segurança. Além da criação do PCC, a política de segurança pública do PSDB em São Paulo só não é um desastre completo devido à parceria do PSDB com os velhos grupos mafiomidiáticos. Mês passado o Estadão publicava: Roubos crescem no Estado de São Paulo pelo 17º mês seguido. Em dezembro, mais um dado estarrecedor “recorde de mortes de negros e pobres”. É o tal do choque de gestão. O PSDB e seus financiadores ideológicos pensam que se diminui a pobreza eliminado pretos e pobres. E tudo legitimado pelas cinco irmãs (Globo, Veja, Estadão, Folha & RBS). Quem se pauta por Ali Kamel, que ousou escrever um livro para defender as teses dos patrões, racista não vê racismo. É só força do hábito, quem vem do tempo do Império.

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Em 2014, polícia de SP ‘quebra recorde de mortes de negros e pobres’

Postado em 13 de dezembro de 2014 às 9:51

Da Carta Capital:

Noite de terça feira, 9 de dezembro, Jd. São Luiz, Zona Sul de São Paulo. Depois da prisão de um “suspeito” por tráfico de drogas, um corre corre. Thiago Vieira da Silva, 22 anos, enquanto gritava por socorro, é assassinado a tiros pela polícia. 10 tiros! Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de SP diz que houve um tiroteio. Moradores que testemunharam dizem que não.

A reportagem da RedeTV – que produziu matéria a partir de vídeo amador – reafirma a versão dos moradores: “De um lado da rua, há diversos fragmentos de bala e perfurações na parede e em carros estacionados. O outro lado está intacto”. A direção da PM diz que foi encontrado um revólver calibre 38 ao lado do corpo do rapaz morto. Com Leandro Pereira dos Santos, de 20 anos, preso em flagrante, teria sido encontrada uma bolsa com 80 papelotes de maconha, 219 pinos de cocaína, 58 frascos de lança perfume, 34 pedras de crack, além de R$ 14,80 e um telefone celular.

Moradores dizem que não: “Ninguém se lembra de sequer ter visto a mochila”. Depois de tudo, testemunhas relatam que os policiais voltaram a intimidar moradores em busca de gravações de celulares. Para fechar com chave e ouro, os policiais que mataram o rapaz não foram afastados! Deverão continuar mantendo a segurança e a paz de cemitério na região.

Quarta feira, 10 de Dezembro, 5h30 da manhã. Dois jovens, um de 18 outro de 19 anos, são assassinados a tiros no Jardim Brasil, bairro periférico da Zona Norte de São Paulo. Moradores acusam a polícia pelas mortes. A polícia diz ter sido chamada por conta de um tiroteio entre traficantes. Não há marcas de balas na comunidade. Ninguém confirma o tiroteio. Segundo a família, um deles sofria permanentes ameaças por parte da polícia.

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“Essas foram as notícias de hoje”. Mas aconteceu ontem e se repetirá amanhã. E não só em São Paulo, também no Pará, na Bahia, o Rio de Janeiro. Em todo país. O modelo de segurança pública responde à um projeto de proteção ao patrimônio privado, à manutenção de privilégios e à criminalização da pobreza e da população negra.

Segundo pesquisas mais recentes algo em torno de 82 jovens entre 16 e 29 anos são assassinados a cada 24 horas. Entre eles, 93% são do sexo masculino e 77% são negros. A polícia, que deveria proteger garantir e preservar a vida, é promotora da morte e age seletivamente, quando não prende, mata três vezes mais negros que brancos.

Eis o mantra de quem defende direitos humanos: repetir que, por mais que cidadãos estejam infringindo a lei, não é permitido ao policial o poder de prender, julgar, condenar e executar. Ainda que fosse, não há pena de morte no Brasil – ao menos no papel. O agente público não pode matar. Mas o faz! E de maneira deliberada, sistemática, quase como uma atribuição de sua função.

2014 entra para a história como um dos anos mais sangrentos em São Paulo. O governador Alckmin e sua polícia conseguiram matar mais nos últimos 11 meses (506 até novembro) do que em todo 2006, ano em que a polícia revidou os chamados “ataques do PCC” e ceifou 495 vidas. Aliás, época de governo Alckmin também, que havia se licenciado para concorrer à presidência da república. Ou seja, Alckmin católico fervoroso, alcançou a proeza de quebrar seu próprio recorde! Mas o que dizer sobre o quinto mandamento?

Esses casos são típicos. Práticas de execução sumária. O primeiro, com o garoto Thiago, é emblemático: Há testemunhas e gravações audiovisuais. E diante das provas, o que temos? Uma Secretaria de Segurança Pública que mente; Um governo que promove e acoberta uma instituição criminosa; e um exército mortal que, em serviço e fora dele, cumpre com excelência seu papel: Mata preto e mata pobre, todos os dias!

Diário do Centro do Mundo » Em 2014, polícia de SP ‘quebra recorde de mortes de negros e pobres’

11/12/2014

Só há dois tipos que apoiam ditadura: os mal informados e os mal intencionados

Filed under: Assassinato,Ditabranda,Ditadura,Editorial da Folha,Estupro,Folha de São Paulo,Tortura — Gilmar Crestani @ 11:44 pm
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Se, sabendo pelo que podes ler abaixo, continuas apoiando a ditadura, lamento dizer, mas o que tens de maior é o déficit civilizatório. Sendo assim, o que é mesmo que fazes melhor que um bandido do PCC?!

Folha sai pela tangente e diz que “quase toda a imprensa” apoiou golpe; jornal chamou governo Médici de “respeitável”

publicado em 11 de dezembro de 2014 às 9:45

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Comissão da Verdade desmascara a Folha

Por Altamiro Borges, em seu blog

Os barões da mídia agem como as famiglias mafiosas. Disputam o mercado, mas se unem na defesa da instituição criminosa.

Nesta quarta-feira (10), todos os principais sites de notícias deram destaque para a entrega do relatório final da Comissão da Verdade, que aponta os responsáveis pelas torturas, mortes e desaparecimentos durante o sombrio período da ditadura militar no Brasil.

Nos telejornais, até houve uma postura respeitosa diante da emoção da presidenta Dilma Rousseff, vítima de torturas, que chorou ao receber o relatório. Mas nenhum veículo da mídia monopolista citou uma importante conclusão da Comissão da Verdade: a de que o Grupo Folha apoiou a ditadura militar!

Segundo o relatório, o império midiático da famiglia Frias não deu apenas apoio ideológico ao golpe militar e ao regime facínora dos generais. Ele também deu apoio financeiro e logístico aos golpistas — inclusive cedeu suas caminhonetes para a ação repressiva.

No item sobre a colaboração de civis com o regime militar, elaborado por 11 pesquisadores do grupo de trabalho sobre o Estado Ditatorial-Militar, a Comissão Nacional da Verdade menciona o livro “Cães de guarda: jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988″, da pesquisadora Beatriz Kushnir.

Na página 320, o texto aponta os grupos empresariais que colaboraram com a famigerada Operação Bandeirantes e afirma que “constatou a presença ativa do Grupo Folha no apoio à Oban, seja no apoio editorial explícito no noticiário do jornal Folha da Tarde, seja no uso de caminhonetes da Folha para o cerco e a captura de opositores do regime”.

A ação fascista da famiglia Frias sempre foi denunciada pelas vítimas da ditadura militar.

Em 1971, três caminhonetes da Folha inclusive foram queimadas por militantes de esquerda como forma de protesto. Mas os barões da mídia, como as famiglias mafiosas, preferem esconder este fato histórico.

PS do Viomundo: A decência exigiria dos jornalões que pedissem desculpas por sua atuação antes e durante a ditadura. A Folha prefere fugir de sua responsabilidade.

PS2 do Viomundo: Comentário deixado no Viomundo em 2009 pela leitora Laura, depois que o jornal chamou a ditadura de “ditabranda”:

laura (08/03/2009 – 05:46)
A Folha fornecia suas peruas de distribuição de jornais, as C 14 para levar os presos sob metralhadoras para serem torturados ou morrer no DOI-CODI. Eu fui levada para lá, numa delas, beje. Quando vc via uma perua C 14 sabia que estava sendo perseguido. Essa a contribuição da Folha para a SUA “ditabranda”. Há que falar claramente qual é a “liberdade” da Folha de São Paulo, um jornal que mente.

PS3 do Viomundo: Íntegra do editorial Banditismo, escrito por Octávio Frias de Oliveira depois que a resistência queimou carros da Folha durante o governo Médici, no auge da ditadura que matou, torturou e sumiu com pessoas (grifos nossos):

Banditismo

Publicado em 22 de setembro de 1971

OCTAVIO FRIAS DE OLIVEIRA

A sanha assassina do terrorismo voltou-se contra nós.

Dois carros deste jornal, quando procediam ontem à rotineira entrega de nossas edições, foram assaltados, incendiados e parcialmente destruidos por um bando de criminosos, que afirmaram estar assim agindo em “represalia” a noticias e comentarios estampados em nossas paginas.

Que noticias e que comentarios? Os relativos ao desbaratamento das organizações terroristas, e especialmente à morte recente de um de seus mais notorios cabeças, o ex-capitão Lamarca.

Nada temos a acrescentar ou a tirar ao que publicamos.

Não distinguimos o terrorismo do banditismo. Não há causa que justifique assaltos, assassinios e sequestros, muitos deles praticados com requintes de crueldade.

Quanto aos terroristas, não podemos deixar de caracterizá-los como marginais. O pior tipo de marginais: os que se marginalizam por vontade propria. Os que procuram disfarçar sua marginalidade sob o rotulo de idealismo politico. Os que não hesitaram, pelo exemplo e pelo aliciamento, em lançar na perdição muitos jovens, iludidos, estes sim, na sua ingenuidade ou no seu idealismo.

Desmoralizadas e desarticuladas, as organizações subversivas encontram-se nos estertores da agonia.

Da opinião publica, o terror só recebe repudio. É tão visceralmente contrario às nossas tradições, à nossa formação e à nossa indole, que suas ações são energicamente repelidas pelos brasileiros e por todos quantos vivem neste país.

As ameaças e os ataques do terrorismo não alterarão a nossa linha de conduta.

Como o pior cego é o que não quer ver, o pior do terrorismo é não compreender que no Brasil não há lugar para ele. Nunca houve.

E de maneira especial não há hoje, quando um governo serio, responsavel, respeitavel e com indiscutivel apoio popular, está levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social — realidade que nenhum brasileiro lucido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama.

O Brasil de nossos dias é um país que deseja e precisa permanecer em paz, para que possa continuar a progredir. Um país onde o odio não viceja, nem há condições para que a violência crie raizes.

Um país, enfim, de onde a subversão — que se alimenta do odio e cultiva a violencia — está sendo definitivamente erradicada, com o decidido apoio do povo e da Imprensa, que reflete os sentimentos deste. Essa mesma Imprensa que os remanescentes do terror querem golpear.

Porque, na verdade, procurando atingir-nos, a subversão visa atingir não apenas este jornal, mas toda a Imprensa deste país, que a desmascara e denuncia seus crimes.

Leia também:

Alípio Freire e Beatriz Kushnir: A Folha e a ditadura

Folha da Tarde: O jornal que matava nas manchetes

Ivan Seixas viu carros da Folha diante de centro de torturas

Luiz Antonio Dias: O papel da Folha e do Estadão no golpe de 64

Frias visitava o DOPS, diz ex-delegado

Beatriz Kushnir: Além de apoiar o golpe, mídia foi colaboracionista

Rose Nogueira: A ficha (verdadeira) da Folha

Beatriz Kushnir: Quem eram os cães de guarda

Ivan Seixas: Otavião tinha medo de ser fuzilado

Beatriz Kushnir: Como a mídia colaborou com a ditadura

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