Ficha Corrida

26/12/2014

Quem diz que sob PSDB nada cresce?!

Filed under: PSDB,São Paulo,Segurança Pública — Gilmar Crestani @ 8:56 am
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cp26122014Na oposição ao Governo Federal, o PSDB se especializou em eleger delegados, membros do MP e toda sorte de valentões de dedo em riste com as melhores lições para combater a bandidagem. Na prática, pratica! Nos lugares onde a bancada da bala manda, a bandidagem também manda. Manda bala!

A campanha pelo fornecimento de armas aos bandidos criou um site e elencou todos os candidatos que comungam com o uso indiscriminado de armas. Como se a população estivesse preparada para enfrentar bandidos. Se a Polícia, com todo treinamento especializado não dá conta, o único reflexo dos despreparados é virar fornecedores. Tanto mais armas circularem, mas os bandidos se armam. O site traz um rol de políticos apoiados pela bancada da bala, da qual se destacam o Fernando Francischini, mas famoso pelo bombardeio na internet, e o Cel. Telhada, famoso por apoiar os trogloditas da OBAN. São ótimos agentes de facebook…

Coincidentemente, outro dos famosos da bala, bancados e da bancada do PSDB, é o Cel Telhada, de São Paulo. Por que será que no Estado onde a política de segurança é a pior da Federação o povo tira das ruas e bota no parlamento quem é valente no gogó mas relaxado na segurança?! Falta Segurança por que sobra política “na” segurança mas falta política “de” segurança. Não é mera coincidência que no berço do PCC, um Telhada seja eleito. Não é mera coincidência que os núcleos mais violentos, com a criação da OBAN, do Cidadão Boilensen, também financiada pela Folha, tenha sido paulista. Telhada, representante do atraso, culpa o nordeste pela derrota de Aécio e declara: “que chegou a hora de São Paulo se separar do resto desse país”. E deveriam aproveitar para se reunirem novamente no Palácio Bandeirantes, como fizeram em 2008, e 24 ficaram feridos

Quanta ignorância! É por isso que em São Paulo sobra insegurança e falta água: tucano tem bico é maior que o cérebro.

São Paulo tem recorde histórico de roubos

De janeiro a novembro de 2014, o Estado registrou 286.523 crimes desse tipo; número é o maior em 13 anos

Indicadores ruins explicam a queda do secretário Fernando Grella, que dará lugar a Alexandre de Moraes

ROGÉRIO PAGNANJAIRO MARQUESDE SÃO PAULO

Mesmo ainda faltando um mês para o fechamento anual das estatísticas oficiais de violência, 2014 já se tornou o ano com mais roubos no Estado de São Paulo nos últimos 13 anos.

No Estado, foram 286.523 crimes desse tipo entre janeiro e novembro, número superior a qualquer outro já registrado em um único ano desde 2001, quando a metodologia atual passou a ser adotada pelo governo.

As estatísticas oficiais divulgadas pelo governo na quarta (24) revelam ainda que 2014 também entra para a história com o novembro com a maior quantidade de roubos (23.507) da série.

Foi o 18º aumento mensal consecutivo desse tipo de crime, tanto no Estado quanto na capital.

EXPLICAÇÃO

Procurado, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) não comentou o crescimento dos roubos no Estado.

A gestão estadual tem dito que a alta se deve à possibilidade, existente desde o final de 2013, de se registrar pela internet os casos de roubo. Admite, porém, que essa ferramenta explica apenas uma parte do problema.

Cometidos sob violência ou grave ameaça, os roubos são tidos como os crimes que mais trazem sensação de insegurança à população.

Também estão nessa lista os latrocínios, roubos que acabam em mortes.

Por outro lado, a incidência desse tipo de crime é um dos principais termômetros da eficiência da polícia, dizem especialistas. Quanto mais bem policiada uma área, menos chances de sucesso um criminoso terá.

"Roubo é um crime de oportunidade", afirma o professor Luis Sapori, da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Minas Gerais. "A polícia na rua inibe a ação do bandido. Mas é necessário, também, investigar e prender assaltantes contumazes, o que vai causar impacto nos índices".

QUEDA

segurança publicaEm São Paulo, de acordo com informações fornecidas pela própria Secretaria de Estado da Segurança Pública, apenas 2% dos roubos são solucionados.

"São Paulo vive um aumento contundente da violência e isso não pode ser mais negado", diz Sapori.

Os números ruins explicam em parte a queda do secretário da Segurança Pública Fernando Grella Vieira, que dará lugar, em janeiro próximo, ao advogado Alexandre de Moraes.

Grella assumiu o cargo em novembro de 2012. Sob sua gestão, foi revertida a tendência de alta dos homicídios, mas o número de roubos, na outra ponta, aumentou no Estado.

Para integrantes da cúpula das polícias ouvidos pela Folha, a relação de Grella com a Polícia Militar foi um dos fatores que pesou para a sua saída. Ao defender o fim da paridade entre os salários de delegados e de oficiais, o secretário desagradou integrantes da corporação.

Com isso, ainda de acordo com integrantes das polícias ouvidos pela reportagem, houve uma queda deliberada na eficácia dos patrulhamentos feitos pela Polícia Militar nas ruas.

Tanto Grella como a Polícia Militar negam problemas.

03/06/2014

Saiba porque a conjunção dos astros pode fechar fábricas no Nordeste!

Filed under: Energia Elétrica,Manipulação — Gilmar Crestani @ 8:50 am
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Folha HoróscopA Folha dá uma de mãe Dináh é prevê um futuro catastrófico para o Nordeste, exatamente onde a Dilma tem seu maior eleitorado. Agora vamos comparar com outra manchete da Folha: Geradoras tucanas dobram lucro com venda de energia. Numa hora festeja porque, encima dos consumidores, as geradoras administradas por tucanos dá lucro por manterem os preços altos, noutra, faz prognóstico catastrófico porque o alto preço da energia pode fechar fábricas. Este estrabismo ideológico é o tributo mais heterodoxo que o Caso da Parabólica do Rubens Ricúpero: “esconder o que é bom, mostrar o que é ruim para Dilma”; “mostrar o que é bom para os tucanos, e esconder o que  é ruim”.

Será que todo mundo é imbecil é não vê essas manipulações grosseiras?!

 

Alto preço de energia pode fechar fábricas no Nordeste

Sete indústrias precisam renovar contratos com a Chesf, que pede revisão dos valores; extensão depende de Dilma, diz senador

MACHADO DA COSTADE SÃO PAULO

A crise energética, que fez os preços da energia elétrica dispararem, está perto de provocar o fechamento de fábricas no Nordeste.

Sete empresas instaladas na Bahia, em Alagoas e em Pernambuco podem fechar as portas caso contratos antigos com a Chesf, geradora da Eletrobras no Nordeste, não sejam renovados.

Esses contratos de fornecimento, que vencem em junho de 2015, possuem valor de R$ 110 por megawatt-hora (MWh) –muito abaixo do cobrado no mercado.

Atualmente, os preços de contratos semelhantes partem de R$ 300 por MWh.

As companhias são Braskem, Caraíba, Dow Química, Ferbasa, Gerdau, Paranapanema e Vale e empregam diretamente 7.000 pessoas.

Os contratos representam 12% da capacidade de geração da Chesf. Caso eles se encerrem, essa energia será disponibilizada no mercado regulado e usada para baixar os preços da energia em residências e indústrias menores.

Para renovar, a Chesf pede que sejam revistos os preços, o que vai contra o interesse das indústrias.

Os senadores Walter Pinheiro (PT-BA) e Romero Jucá (PMDB-RR) tentam aprovar uma emenda na medida provisória 641. O texto livra a Chesf da responsabilidade de alocar a energia no mercado regulado e permitir a negociação de preços.

Mas Pinheiro diz que é a presidente Dilma Rousseff quem definirá a extensão ou não dos contratos.

"A negociação verdadeira é com o Executivo. Mandamos proposta, mas ainda não tivemos retorno", diz.

A incerteza com a prorrogação já fez com que a produção na região caísse.

No primeiro trimestre, essas empresas receberam R$ 72 milhões por vender energia excedente no mercado de curto prazo, em que podem vender sem contrato e os preços são mais altos.

Unidades podem ser fechadas, como a da Braskem em Alagoas e a da Gerdau em Pernambuco, dizem fontes próximas do assunto.

"A energia é requisito primordial para a competitividade", diz a Braskem.

"Uma não renovação poderá trazer uma significativa perda de competitividade nas usinas da Gerdau na Bahia e em Pernambuco", afirma a Gerdau em nota.

As outras empresas preferiram não se pronunciar.

A Chesf e o Ministério de Minas e Energia não responderam até o fechamento desta edição.

28/05/2014

E aí, Aécio, vamos conversar sobre choque de gestão?

Filed under: Aécio Neves,Choque de Gestão,Educação Pública,PSDB,USP — Gilmar Crestani @ 8:54 am
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aecio dormindoUSP perde o posto de melhor universidade da América Latina

Instituição foi ultrapassada pela PUC do Chile em nova edição de ranking do ensino superior da região

É a segunda queda seguida em listagens internacionais; procurada pela Folha, USP não se manifestou

SABINE RIGHETTIDE SÃO PAULO

Em meio a uma crise financeira e no mesmo dia em que funcionários e professores entraram em greve por aumento salarial, a USP perdeu o posto de melhor universidade da América Latina.

A listagem, da consultoria britânica QS, foi publicada ontem (27/5). A primeira posição ficou com a Pontifícia Universidade Católica do Chile, que é privada.

Essa é a primeira vez que a USP não lidera as instituições de ensino superior da região latino-americana na listagem universitária do QS, feita na região desde 2011.

De acordo com Simona Bizzozero, uma das diretoras do QS, o resultado não significa que a USP tenha se deteriorado. "A pontuação dela é quase igual à do ano anterior", disse a especialista à Folha.

O que aconteceu foi que a instituição chilena melhorou significativamente de um ano para o outro.

Procurada pela Folha, a USP não comentou o resultado do ranking até a conclusão desta edição.

A notícia é ruim para a USP, mas não significa que o ensino superior no país está pior de maneira generalizada.

Neste ano, o Brasil tem seis universidades entre as dez melhores da América Latina –o dobro da avaliação anterior feita pelo QS.

A Unicamp e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) permanecem no topo da lista, junto com a Unesp e as federais de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, estreantes entre as melhores colocadas.

Mas, das 50 instituições do país listadas, 30 perderam posições em relação a 2013 –especialmente as que estavam nas últimas colocações.

NOVA QUEDA

No ano passado, a USP já havia perdido pelo menos 68 casas no ranking universitário internacional THE (Times Higher Education), concorrente do grupo QS na elaboração desse tipo de avaliação.

A universidade –única do Brasil que figurava entre as 200 melhores do mundo na listagem– passou de 158º lugar em 2012 para o grupo de 226º a 250º lugar –a posição exata não é informada.

Nesse caso, o motivo apontado para a queda foi a falta de inglês na sala de aula. Países como Holanda, Alemanha e França, por exemplo, oferecem aulas em inglês e têm universidades entre as cem melhores do mundo.

Aos 80 anos, a USP vive uma crise financeira. Gasta 103% do orçamento com a folha de pagamento e, em março, teve as contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado por irregularidades ligadas a salários.

Colaborou PEDRO IVO TOMÉ

22/04/2014

Peixe morre pela boca; bandidos, no bico da pena

Filed under: Guerra do Petróleo,Pasadena,Petrobrax,Petrobrás — Gilmar Crestani @ 8:42 am
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“Denúncia” da Folha desmonta versão da compra de Pasadena por US$ 42 mi pela Astra

22 de abril de 2014 | 08:23 Autor: Fernando Brito

chapeuzinho

São só mesmo a falta de capacidade de raciocínio e a vontade de fazer acusações escandalosas – não necessariamente nesta ordem – o que impede o fim de toda a discussão em torno dos preços pagos pela Petrobras na operação de compra da refinaria de Pasadena.

Bastaria que o repórter ou seu editor lessem com atenção o que eles próprios escrevem sobre os documentos da arbitragem havida entre a Petrobras e a Astra para entender a adequação dos valores, à época, pagos à Astra, ex-dona da planta de refino.

Diz a matéria, textualmente:

Gilles Samyn, então presidente do Conselho de Administração da Astra Transcor, acionista da Astra Oil, contou que, em conversa telefônica com Gabrielli em agosto de 2007, ambos reconheceram as dificuldades em chegar a um consenso sobre os investimentos para dobrar a capacidade da refinaria, como queria a Petrobras.
O custo era de US$ 2,5 bilhões, considerado alto pela Astra. “Para resolver a questão, eu ofereci comprarmos de volta a participação de 50% da Petrobras, mas Gabrielli (José Sérgio, presidente da estatal)insistiu que isso deveria ser resolvido de outra maneira”, afirmou o executivo na arbitragem.

De fato, no mês seguinte, a Petrobras apresentou uma proposta para comprar a metade da Astra por US$ 550 milhões.

A Astra achou pouco:

“Ainda segundo o depoimento, ao fim de setembro, a Petrobras enviou proposta de US$ 550 milhões pelo restante de Pasadena. Samyn, então, teria dito que a Astra esperava receber US$ 1 bilhão.”

Passa pela cabeça de alguém que uma empresa que tenha comprado uma refinaria inteira por US$ 42 milhões recuse-se a vender metade dela por US$ 550 milhões, 13 vezes mais (e em dólar!) e bata pé em quem isso suba para US$ 1 bi, ou 26 vezes mais?

O prezado amigo que me lê, o que faria se comprasse dois carros por 42 e lhe oferecessem 550 por um deles apenas? Será que ia em casa para pensar ou correria para o cartório, louco para assinar a venda e receber a grana?

É óbvio que não houve compra por US$ 42 milhões alguma, e que esse valor se refere apenas ao que foi pago à Crown, antiga proprietária de Pasadena, sem incluir o que  a empresa devia ou tinha imobilizado.

Resta saber se a Petrobras negociou bem.

Insistiu em comprar uma refinaria porque havia demanda de refinados no mercado interno brasileiro, que ela pretendeu – e pretende – continuar a abastecer isoladamente.

Ofereceu US$ 550 milhões, a Astra queria US$ 1 bilhão e recusa a oferta. A Petrobras sobe a proposta,  para algo em torno de US$ 700 milhões e a Astra continua se recusando a vender algo que no dizer de nossa “competentíssima” oposição teria custado US$ 24 milhôes (a metade dos US$ 42 milhões com que se tenta fazer crer que foi o valor da compra de Pasadena.

claimA Petrobras vai, então, à Justiça para fazer valer o seu direito de compra dos outros 50% por um preço razoável (claro que para aquele momento), ou seja, para exercer a tal  ”put option” do contrato, e não o contrário, como muita gente boa andou repetindo.

Traduzindo: a Astra não queria vender a sua parte por US$ 700 milhões, certamente por achar que isso era menor que o valor de mercado.

Porque era um ativo muito mais valioso então do que agora, quando o mercado mudou.

Quem acionou a corte arbitral, como está aí ao lado, foi a Petrobras, não o contrário.

Mesmo assim, a Folha repete que “ a estatal brasileira desembolsou US$ 1,25 bilhão por um negócio comprado pela Astra por apenas US$ 42,5 milhões em 2005.”

Repete, portanto, que a Petrobras precisou ir à Justiça para “obrigar” a Astra a ter um lucro de 30 vezes num negócio;

Será que uma pessoa com um mínimo de honestidade intelectual pode dar crédito a uma versão como esta?

“Denúncia” da Folha desmonta versão da compra de Pasadena por US$ 42 mi pela Astra | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

18/03/2014

Jornalismo internado com Síndrome da Parabólica

Ficou famosa e rodou o mundo a confissão involuntária, na Rede Globo, de Rubens Ricúpero: o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde! Aquilo que ficou conhecido, em 1994, como o Escândalo da Parabólica era, na verdade, a revelação do modus operandi do sistema mafiomidiático brasileiro. Pelas páginas dos jornais de hoje o Brasil está na iminência da quebra, à beira do poço. Escondido, como álibi da sonegação da informação, a notícia que interessa ao povo, mas causa ódio aos financiadores ideológicos do golpismo. Criação de emprego causa calafrios à direita. Bom mesmo é na Espanha, onde o desemprego beira os 27%, porque aí a fila de emprego é grande, dando mais opções por salários menores.

Por incrível que pareça, a principal manchete da Folha de hoje é um jogo que já eles entraram perdendo:   a Copa 2014. Enquanto tentam jogar a copa contra a população e o governo, o povo fatura, o emprego, exatamente em função da Copa, cresce, e Dilma pode levar a eleição ainda no primeiro turno.  A situação no jornalismo da Folha é tão alarmante que ela já cobra uma dívida futura do setor elétrico mas esquece de lembrar aos paulistanos que o PSDB pode deixar São Paulo sem água durante a Copa. Isso não é jornalismo nem aqui nem em Cuba!

Se em Cuba não há liberdade para fazer jornalismo, aqui as empresas deixaram de lado, por excesso de liberdade, o ramo do jornalismo e se dedicam a sugar os financiadores ideológicos. Viraram pena de aluguel! Tanto é verdade que um assunto relevante como este do pleno emprego, com economia em alta, a Folha se vale de uma agência alemã, a REUTERS. Não deixa de ser uma espécie de confissão: a REUTERS sabe mais sobre o Brasil do que a FOLHA!

Brasil dobra criação de empregos formais em fevereiro

Contratações em serviços apresentam resultado recorde para o mês; no total, 260,8 mil vagas foram geradas no mês passado

DA REUTERS

O Brasil registrou a abertura de 260.823 vagas de trabalho no mês passado, melhor resultado para meses de fevereiro desde 2011 e segundo melhor para o mês na série histórica do dado, influenciada por altas contratações no setor de serviços, na indústria e na construção civil.

O número, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) apresentado ontem pelo Ministério do Trabalho, é mais que o dobro dos 123,4 mil postos gerados em fevereiro do ano passado.

Em janeiro deste ano foram criados 30 mil postos com carteira assinada, de acordo com dados ajustados.

Entre os Estados, 23 tiveram mais contratações do que demissões no mês passado. O destaque em números absolutos foi São Paulo, que registrou quase 78 mil vagas a mais em fevereiro.

Pesquisa da Reuters feita com analistas de merca- do mostrou que a expectativa era de abertura de 110 mil vagas, com as projeções variando de 91 mil a 130 mil novos postos.

Em fevereiro, as contratações foram lideradas pela forte expansão do emprego no setor de serviços, que apresentou contratação líquida de 143,3 mil pessoas –o melhor resultado do setor para um mês de fevereiro.

Por subsetores destacaram-se as instituições de ensino e os segmentos de alimentação, de transportes, de comunicação e de saúde.

A indústria da transformação mostrou contratação líquida de 51,9 mil trabalhadores, enquanto a construção civil teve admissão líquida de 25 mil operários.

O comércio gerou 19,3 mil novas vagas, e a agricultura, mais 6.000 postos.

A elevada geração de vagas ocorre em um mês de fevereiro que não contou com o feriado do Carnaval.

A economia brasileira mostra os primeiros sinais de que a atividade neste início de 2014 está em ritmo positivo, com produção industrial e varejo em alta. Mas, segundo o boletim Focus, do Banco Central, o mercado espera alta de apenas 1,7% no PIB (Produto Interno Bruto) deste ano.

Com São Paulo

22/11/2010

Folha ressuscita a Ditabranda

Filed under: PIG — Gilmar Crestani @ 9:28 pm
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Dilma: a vingança póstuma do “seu” Frias

O Ficha Corrida reproduz post do Conversa Afiada que traz informação do Eduardo Guimarães: a respeito da participação da famiglia Frias na “Ditabranda”.

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O homem fardado e a declaração na foto acima correspondem a Otávio Frias de Oliveira, o falecido fundador do jornal Folha de São Paulo. Imagem e palavras pertencem a momentos distintos de sua vida. Todavia, unidas explicam por que seu herdeiro Otavio Frias Filho, o “Otavinho”, foi resgatar em arquivos dos órgãos de repressão da ditadura militar as desculpas usadas por esta para prender e torturar Dilma Vana Rousseff, a presidente eleita do Brasil.
Frias de Oliveira lutou na Revolução Constitucionalista de 1932, que tentou dar um golpe de Estado contra Getúlio Vargas. Coerente com seu apreço pelo militarismo e pela derrubada de governos dos quais não gostava, apoiou o golpe militar de 1964. Nesse período, a Folha de São Paulo serviu de voz e pernas para os ditadores que se sucederiam no poder ao exaltá-los e ao transportar para eles seus presos políticos até os centros de tortura do regime.
No dia 21 de setembro de 1971, a Ação Libertadora Nacional (ALN) incendiou camionetes da Folha que eram utilizadas para entregar jornais. Os responsáveis acusavam o dono do jornal de emprestar os veículos para transporte de presos políticos. Frias de Oliveira respondeu ao atentado publicando um editorial na primeira página no dia seguinte, sob o título “Banditismo”.
Eis um trecho do texto:
“Os ataques do terrorismo não alterarão a nossa linha de conduta. Como o pior cego é o que não quer ver, o pior do terrorismo é não compreender que no Brasil não há lugar para ele. Nunca houve. E de maneira especial não há hoje, quando um governo sério, responsável, respeitável e com indiscutível apoio popular está levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social-realidade que nenhum brasileiro lúcido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama. […] Um país, enfim, de onde a subversão -que se alimenta do ódio e cultiva a violência – está sendo definitivamente erradicada, com o decidido apoio do povo e da imprensa, que reflete os sentimentos deste. Essa mesma imprensa que os remanescentes do terror querem golpear.”
(Editorial: Banditismo – publicado em 22 de setembro de 1971; Octavio Frias de Oliveira).
O presidente da República de então era Emílio Garrastazu Médici. Nomeado presidente pelos militares, comandou o período mais duro da ditadura militar. Foi a época do auge das prisões, torturas e assassinatos de militantes políticos de esquerda pelo regime.
Apesar dos elogios de Frias de Oliveira à ditadura, segundo a Fundação Getúlio Vargas foi no governo Médici que a miséria e a concentração de renda ganharam impulso. O Brasil teve o 9º Produto Nacional Bruto do mundo no período, mas em desnutrição perdia apenas para Índia, Indonésia, Bangladesh, Paquistão e Filipinas.
O uso político que o jornal Folha de São Paulo começou a fazer neste sábado das desculpas da ditadura para prender e torturar impiedosamente uma garota de 19 anos que lutava para libertar seu país do regime de exceção constitui-se, portanto, em uma vingança póstuma de um homem que dedicou sua vida à uma luta incessante contra a democracia, obviamente por acreditar que o povo não sabia votar.
——
Folha de São Paulo
20/11/2010
Dilma tinha código de acesso a arsenal usado por guerrilha
Revelação foi feita em 1970 sob tortura por ex-colega da petista na luta armada e confirmada por ele em entrevista
Grupo VAR-Palmares guardava em imóvel 58 fuzis e 4 metralhadoras; armamento foi roubado de batalhão do ABC
MATHEUS LEITÃO
LUCAS FERRAZ
DE BRASÍLIA
A presidente eleita, Dilma Rousseff, zelava, junto com outros dois militantes, pelo arsenal da VAR-Palmares, organização que combateu a ditadura militar (1964-1985).
Entre os armamentos, havia 58 fuzis Mauser, 4 metralhadoras Ina, 2 revólveres, 3 carabinas, 3 latas de pólvora, 10 bombas de efeito moral, 100 gramas de clorofórmio, 1 rojão de fabricação caseira, 4 latas de “dinamite granulada” e 30 frascos com substâncias para “confecção de matérias explosivas”, como ácido nítrico. Além de caixas com centenas de munições.
A descrição consta do processo que a ditadura abriu contra Dilma e seus colegas nos anos 70. A Folha teve acesso a uma cópia do documento. Com tarja de “reservado”, até anteontem ele estava trancado nos cofres do Superior Tribunal Militar.
Trata-se de depoimento dado em março de 1970 por João Batista de Sousa, militante do mesmo grupo de guerrilha do qual Dilma foi dirigente.
Sob tortura, ele revelou detalhes do arsenal reunido para combater a repressão e disse que Dilma tinha recebido a senha para acessá-lo.
Quarenta anos depois, Sousa confirmou à Folha o que havia dito aos policiais -e deu mais detalhes.
Dilma já havia admitido, em entrevista à Folha em fevereiro, que na juventude fez treinamento com armas de fogo. O documento do STM, porém, é a primeira peça que a vincula diretamente à ação armada durante a ditadura.
Procurada pela Folha, a presidente eleita não quis falar sobre o assunto.
O armamento foi roubado do 10º Batalhão da Força Pública do Estado de São Paulo em São Caetano do Sul (SP), de acordo com o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social).
A ação ocorreu em junho de 1969, mês em que as organizações VPR e Colina se fundiram na VAR-Palmares.
Sousa disse que foi responsável por guardar o arsenal após a fusão. Com medo de ser preso, fez um “código” com o endereço do “aparelho” -como eram chamados os apartamentos onde militantes se escondiam.
Para sua própria segurança e do arsenal, Sousa dividiu o endereço do “aparelho” em Santo André (SP) em duas partes.
Assim, só duas pessoas juntas poderiam saber onde estavam as armas. Uma parte da informação foi entregue a Dilma, codinome “Luisa”. A outra, passada a Antonio Carlos Melo Pereira, guerrilheiro anistiado pelo governo depois de morrer.
O documento registra assim a informação: “Que, tal código, entregou a “Tadeu” e “Luisa”, sendo que deu a cada um uma parte e apenas a junção das duas partes é que poderia o mencionado código ser decifrado”.
“Fiz isso para que Dilma, minha chefe na VAR, pudesse encontrar as armas”, diz, hoje, Sousa.
Tido pelos colegas como um dos mais corajosos da VAR-Palmares, Sousa afirma ter sido torturado por mais de 20 dias. Ficou quatro anos preso e, hoje, pede indenização ao governo federal.
Aposentado, depois de trabalhar como relações públicas e com assistência técnica para carros no interior de São Paulo, ele diz ter votado em Dilma. Na entrevista, chamou a presidente eleita de “minha coordenadora”.
“PONTOS”
Sousa contou que tinha três “pontos” -como eram chamados os locais e horas de encontro na clandestinidade- com Dilma nos dias seguintes à sua prisão. Mas disse que não entregou as datas e endereços durante as sessões de tortura -inclusive com choques elétricos na “cadeira do dragão”.
Sousa participou de operações armadas, como assaltos a bancos e mercados. “Informava todas as ações para Dilma com três dias de antecedência”, declarou.
Com a “dinamite granulada”, por exemplo, ele afirma ter feito bombas com canos de água “cortados no tamanho de quatro polegadas, com pregos dentro”.
Quando 18 militares à paisana cercaram seu “aparelho”, Sousa os recebeu com rajadas de metralhadoras e com as bombas caseiras. Um militar ficou ferido.
Os agentes conseguiram uma trégua após duas horas de intenso tiroteio.
Sousa diz que, meses depois, Dilma contou a ele que, quando ele não apareceu nos encontros previstos, ela usou o código para pegar o arsenal: Dilma e Melo encontraram a casa perfurada de balas e a rua semelhante a uma trincheira de guerra, com enormes buracos.
O depoimento registra 13 bombas jogadas contra os militares. Com um vizinho, Dilma e Melo descobriram que o companheiro esquerdista havia sido levado vivo pela repressão.

07/03/2010

O que querem Globo, Folha e Veja?

Filed under: Cosa Nostra,PIG — Gilmar Crestani @ 11:56 pm
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Gilberto Maringoni: o que querem Globo, Folha e Veja?
Vale a pena refletir mais um pouco sobre os significados e consequências do 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, realizado pelo Instituto Millenium em São Paulo, na segunda-feira, 1º de março.

Por Gilberto Maringoni, na Carta Maior

Aqui ó, pr'oceis!

Aqui ó, pr'oceis!

A grande questão é: por que os barões da mídia resolveram convocar um evento público para discutir suas ideias? Ta bom, vamos combinar. A R$ 500 por cabeça não é bem um evento público. Mas era aberto a quem se dispusesse a pagar.

No subsolo do luxuoso hotel Golden Tulip estavam o que se poderia chamar de agregados da Casa Grande dos monopólios da informação, como intelectuais de programa e jornalistas de vida fácil. Todos expuseram suas vísceras, em um strip-tease político e moral inigualável. Um espetáculo digno de nota. Nauseabundo, mas revelador.

Uma observação preliminar: os donos, os patrões, os proprietários enfim, tiveram um comportamento discreto e comedido ao microfone. Não xingaram e não partiram para a baixaria. Quem desempenhou esse papel foram os seus funcionários.

Nisso seguem de perto um ensinamento de Nelson Rockfeller (1908-1979), relatado em suas memórias. Quando resolveu disputar as eleições para governador de Nova York, em 1958, falou de seus planos à mãe, Abby Aldrich Rockefeller. Na lata, ela lhe perguntou: “Meu filho, isso não é coisa para nossos empregados?”.

Os patrões deixaram o serviço sujo para os serviçais. Estes cumpriram o papel com entusiasmo.

Objetivos do convescote

Os propósitos do Fórum não são claros. Formalmente é a defesa da liberdade de expressão, sob o ponto de vista empresarial. Quem assistiu aos debates não deixou de ficar preocupado. Aos arranques, os pitbulls da grande mídia atacaram toda e qualquer tentativa de se jogar luz no comportamento dos meios de comunicação.

Talvez o maior significado do encontro esteja em sua própria realização. Não é todo dia que os donos da Folha, da Globo e da Abril se juntam, deixando de lado arestas concorrenciais, para pensarem em táticas comuns na cena política nacional.

Um alerta sobre articulações desse tipo foi feita por Cláudio Abramo (1923-1987), em seu livro A Regra do Jogo, publicado em 1988. A certa altura, ele relata uma conversa mantida com Darcy Ribeiro (1922-1997), no início de março de 1964. “Alertei-o de que dias antes, o dr. Julinho [Mesquita, dono de O Estado de S. Paulo] havia visitado Assis Chateubriand [dos Diários Associados], e que aquilo era sinal seguro de que o golpe estava na rua. Porque a burguesia é muito atilada nessas coisas, não tem os preconceitos pueris da esquerda. Na hora H ela se une”.

Pois no Instituto Millenium estavam unidos Roberto Civita [Abril], Otávio Frias Filho [Folha] e Roberto Irineu Marinho [Globo]. Sem mais nem porquê.

Não se pode dizer que a turma resolveu botar o golpe na rua. Mas é sintomática a realização do evento quase no mesmo dia em que a candidatura de Dilma Roussef empatou com a de José Serra, de acordo com o Datafolha. Ou que ele aconteça quando os partidos conservadores – PSDB e DEM – estejam às voltas com crises sérias.

O que isso quer dizer? Quer dizer que as representações institucionais da direita brasileira estão se esfarelando. Seu candidato não sabe se vai ou se não vai. Apesar de o governo Lula garantir altos ganhos ao capital financeiro, deixando intocada a política econômica neoliberal, este não é o governo dos sonhos da plutocracia pátria. Elas não suportam conviver com a ala popular, minoritária na gestão do ex-metalúrgico. Deploram a política externa, a não-criminalização dos movimentos sociais e a possibilidade de um governo Dilma acatar indicações das várias conferências temáticas realizadas nos últimos anos, como a de Direitos Humanos e a de Comunicação (Confecom).

Incômodo com a Confecom

Falar nisso, há um nítido incômodo com os resultados da Confecom. A grande mídia não tolera que o tema da democratização das comunicações tenha entrado na agenda nacional.

A reação a tais movimentações sociais tem mudado substancialmente a imprensa brasileira. Para pior, vale sublinhar. Para perceber isso, vale a pena fazer uma brevíssima recuperação histórica.

Nos anos anteriores a 1964, a grande mídia – O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil, O Globo, Folha de S.Paulo e Diários Associados, entre outros – tornou-se propagandista e operadora do golpe militar. Colheu desgaste e sofreu censura, anos depois.

O primeiro órgão a notar que, para viabilizar seus propósitos empresariais, necessitava mudar de comportamento foi a Folha de S.Paulo. Com um jornal sem importância antes até o inícios dos anos 1970 e acusado de auxiliar o aparato repressivo da ditadura, seus proprietários perceberam que para mudar sua inserção no mercado valeria a pena abrir páginas para a oposição democrática.

O projeto editorial de 1984 do jornal dizia o seguinte:

“A Folha é o meio de comunicação menos conservador de toda a grande imprensa brasileira. (…) É com certeza o que encontra maior repercussão entre os jovens. Foi o que primeiro compreendeu as possibilidades da abertura política e o que mais se beneficiou com ela, beneficiando a democratização. É o jornal pelo que a maioria dos intelectuais optou. É o mais discutido nas escolas de comunicação e nos debates sobre a imprensa brasileira”.

Ou seja, percebendo que a democratização lhe granjeava dividendos comerciais, o jornal deu espaço para lideranças, intelectuais e temas identificados com a mudança, em tempos finais da ditadura.

Topo da pirâmide

Vinte e três anos depois, em 11 de novem,bro de 2007, a Folha publicaria uma pesquisa sobre seu público, intitulada “Leitor da Folha está no topo da pirâmide social brasileira”. Logo na abertura, a matéria destaca:

“O leitor da Folha está no topo da pirâmide da população brasileira: 68% têm nível superior (no país, só 11% passaram pela universidade) e 90% pertencem às classes A e B (contra 18% dos brasileiros). A maioria é branca, católica, casada, tem filhos e um bicho de estimação”.

Saem de cena os “os intelectuais”, “os debates sobre imprensa brasileira” e entram os endinheirados. Do ponto de vista empresarial é isso mesmo. Jornal tem de vender e veicular anúncios a quem tem alta capacidade de consumo.

Mas para atender a essa lógica, movimentações editoriais são feitas. Ao invés de se priorizar um limitado pluralismo anterior, passam-se a criar cadernos e atrações voltados para os novos desígnios do público. E a linha editorial e os colunistas passam a ser cada vez mais conservadores.

A Folha beneficiou-se e soube utilizar em proveito próprio do formidável impulso democrático da sociedade brasileira dos anos 1980. Quase três décadas depois, percebe que a continuidade desse movimento não lhe interessa. E se insurge contra ele, com seus pares empresariais, entrando de cabeça nos fóruns do Instituto Millenium.

Golpe em marcha?

Articulações desse tipo são geralmente danosas à democracia. Sempre que ficam carentes de representações, as classes dominantes (chamemos as “elites” por seu nome real) entram no jogo institucional de forma truculenta e atabalhoada. Buscam impor sua vontade a ferro e fogo, uma vez que as regras do convívio político não lhes interessam mais. Seus impulsos são sempre pela ruptura dessas regras. Pelo golpe.

Foi o que aconteceu na Venezuela, em 2002. Com a falência dos partidos de direita e com a avassaladora legitimidade do governo Hugo Chávez, as oligarquias locais – em associação com a Casa Branca, com a cúpula das forças armadas e com a grande mídia – partiram para a ignorância. E se deram mal.

Não é pouca coisa a afirmação do ex-filósofo Roberto Romano, durante o Fórum do Instituto Millenium: “O aspecto ditatorial do Plano Nacional dos Direitos Humanos passaria em branco, não fosse o descontentamento manifestado pelos militares”. Logo quem o professor de Ética (!) invoca como paladinos da democracia…

A tática golpista vingará por aqui? Pouco provável, pois seus defensores encontram-se isolados. O destempero exibido por alguns palestrantes durante o evento – notadamente Romano, Jabor, Reinaldo Azevedo, Marcelo Madureira, Sidnei Basile, Denis Rosenfield e Demetrio Magnoli – é uma patente demonstração de seu reduzido apoio social.

No entanto, não se pode subestimar essa turma. Como interpretar a delirante intervenção de Arnaldo Jabor, ao dizer que “a questão é como impedir politicamente o pensamento de uma velha esquerda que não deveria mais existir no mundo”? Como chegar a tal objetivo se não pela quebra da democracia?

* Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista, é doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP)

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