Ficha Corrida

15/10/2015

Diante do Instituto Millenium, o PCC é uma legião de anjos

midia golpistaBasta ver o que está nas capas dos jornais de hoje. Como se tivessem sido produzidos e impressos num mesmo lugar, as oficinas do Instituto Millenium, todas as manchetes buscam jogar o facínora no colo de Dilma e Lula. Embora afronte a lógica mais comezinha, só a desfaçatez e o total senso de impunidade explicam porque cargas d’água o sujeito mais daninho a Lula e Dilma e ao próprio PT vira, pela mágica dos bandidos das redações, aliado de ocasião.

O comportamento dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium, como já previra Judith Brito, é o último suspiro do golpe paraguaio. Só midiotas para não virem nas manchetes das cinco irmãs (Folha, Veja, Estadão, Globo & RBS) os estertores do demônio sendo exorcizado. Diante destes grupos, o PCC do Marcola, com quem Geraldo Alckmin senta e faz acordos, vira uma legião de anjos benfazejos…

E, pior, não há nenhuma novidade nisso. Até porque, como na fábula da rã e do escorpião, o golpismo é da natureza dos grupos mafiomidiáticos. Estiveram juntos em 1964, estiveram antes, depois e sempre.

O financiamento midiático das campanhas, por Marcus Ianoni

Por Fernando Brito · 14/10/2015

Marcus Ianoni é  professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense e pesquisador associado da Universidade de Oxford. No Jornal do Brasil, escreveu ontem um artigo que merece ser lido por quem acha que o Brasil precisa – e faz tempo – de mecanismos de regulação da mídia.

Ianoni faz uma comparação interessante entre o financiamento privado que desequilibra a disputa eleitoral e o desequilíbrio de mídia que, igual, interfere no processo de formação de consciência política e de definição de voto do eleitor: “é a disputa pela opinião pública entre quem tem ou não voz”

Leia  que ele diz:

Mídia e golpe branco

Marcus Ianoni, no Jornal do Brasil

Na tentativa de golpe branco em curso no país, o papel de liderança da grande mídia salta aos olhos. O termo grande mídia diz respeito ao reduzido número de poderosas corporações de imprensa que controlam os meios de comunicação, em desacordo com determinações da Constituição de 1988 (carentes de regulamentação), que proíbem monopólio ou oligopólio nesse setor. Algumas dessas corporações – proprietárias, simultaneamente, de redes de televisão aberta e fechada, emissoras de rádio (AM/FM), jornais, revistas e portais na Internet- lideram, na esfera sociopolítica, sobretudo desde o início da Operação Lava Jato, uma campanha de oposição ao governo federal, que tem funcionado como alavanca-chave de poder do movimento de deposição da presidente Dilma Roussef, por impeachment ou renúncia.

Essa campanha da grande mídia articula-se com forças partidárias e do Congresso Nacional, procurando fornecer legitimidade às ações da frente institucional da coalizão do golpe branco, os políticos de oposição, o movimento parlamentar pró-impeachment. A crise política está evidenciando como nunca o quanto a concentração da propriedade da mídia compromete a igualdade política como fundamento da democracia. No limite, é a disputa pela opinião pública entre quem tem ou não voz, mesmo sabendo que o governo, formalmente, não é mudo. As corporações midiáticas e seus aliados estão promovendo uma campanha desigual contra um partido político e suas lideranças, cuja síntese é o movimento para tentar derrubar uma presidente da República eleita há menos de um ano sem que ela tenha cometido crime de responsabilidade. Isso tudo é tão danoso à igualdade política democrática quanto o financiamento empresarial das eleições. Uma outra regulação da comunicação política é fundamental para a democracia brasileira evoluir.

A grande mídia tem feito a cobertura da corrupção através de um sensacionalismo seletivo e partidarizado, praticamente sem discutir suas causas. Ela se omite, por exemplo, sobre a questão do financiamento empresarial de campanhas eleitorais (só muito recentemente abolido da legislação). Não discute a relação entre desigualdade política e captura do Estado pelo interesse econômico das grandes corporações, sendo o financiamento empresarial da política um meio de produção da síntese das duas primeiras variáveis e, assim, elo para a corrupção ativa e passiva. Motivo da omissão: é preciso manter a política como uma espécie de escrava a ser perversamente usada e maltratada pelo senhor, o poder econômico. Motivo do sensacionalismo: corrupção é escândalo, gera audiência, atrai anunciantes, vende jornal. Motivo do partidarismo: um partido de esquerda, que promoveu mudanças sociais importantes em um dos países mais desiguais do mundo, não interessa à coalizão neoliberal, do rentismo e da financeirização, à qual a grande mídia se vincula. Combater a pobreza e, se possível, a desigualdade social, tem custos que os supostos defensores da sociedade meritocrática não querem bancar. A ideologia liberal informa a grande mídia em relação a temas como inflação, juros, orçamento público, Estado, políticas sociais e segurança pública. Por outro lado, corrupção é um mal a ser universalmente combatido, doa a quem doer, mas a mídia tem abordado o problema com a velha máxima: aos amigos, tudo, aos inimigos, a lei. Para Eduardo Cunha e suas contas milionárias na Suíça, com recursos provenientes de desvios na Petrobras, tolerância. Para o mensalão e trensalão tucanos, tolerância também. E por aí vai.

Continue lendo no Jornal do Brasil.

19/09/2015

Na terra do Marcola, PCC deita e rola

pcc (2)Vem a público mais uma relação abençoada pela velha mídia. Ao velho estilo Rubens Ricúpero, o coronelismo continua mostrando o que é bom e escondendo o que é ruim para o PSDB. Num tribunal de faz de conta, em que Robson Marinho é rei, falcatrua vira bênção.

Na terra do PCC, Marcola deita e rola.

Geraldo Alckmin tem todo direito de, parafraseando Jorge Bornhausen, extirpar a raça do PT. A Camargo Correia, a Siemens, a Alstom agradecem. O PCC e Marcola, também…

Chegará a hora em que já não mais existirão Judith Brito e o Instituto Millenium, e aí a milhares de assinaturas de Veja, Estado, Folha distribuídas pelas escolas públicas não impedirão que os tucanos batam em retirada.

Como dizia Dionísio da Silva, Avante, soldados: para trás….

Obra da Camargo Correia com “taxa” ao governo paulista tem irregularidade de 148%

Por Fernando Brito · 19/09/2015

relatorio

A revelação pela Carta Capital – e só por ela, até agora – que o relatório da Polícia Federal aponta uma “taxa” de 5,6% para a “administração central” em uma obra de rebaixamento da calha do Rio Tietê realizada pela Camargo Correia começa a apontar para um escândalo de grandes dimensões também nesta área do governo paulista.

Em junho de 2006, a Folha publicou reportagem sobre os aumentos de preço considerados “absurdos” pelo Tribunal de Contas de São Paulo – habitualmente dócil aos governos tucanos”.

A “festa”começou com uma majoração de 148% no contrato de gerenciamento da obra, que envolve, entre outras atividades, as medições pelas quais as empreiteiras são pagas, isso aceitando-se a explicação de Alckmin sobre os valores:

“O consórcio Enger-CKC, contratado pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo), deveria receber R$ 18,6 milhões pelo trabalho de consultoria para apoio ao gerenciamento geral da implantação das obras de rebaixamento da calha do Tietê –que envolve, entre outras coisas, a realização de medições dos serviços feitos.O montante triplicou e subiu para R$ 59,3 milhões (219% a mais), segundo auditoria do TCE. O governo Alckmin, porém, diz que os aditivos foram de R$ 27,6 milhões –sendo os R$ 13,1 milhões da diferença apenas reajustes já previstos em contrato, com base em indicadores da Fipe “.

O contrato foi julgado irregular e há, desde 2005, um decreto legislativo –  que o anula –  dormindo nas gavetas da Assembleia paulista.

Há ainda uma pendência de R$ 153 milhões, segundo se publica no Diário Oficial de São Paulo, envolvendo as empreiteiras , o  Processo Arbitral 16577/JRF :

” Fazendo uso do direito que lhe é dado através da cláusula XXIII do contrato nº 2002/22/00042.5 assinado com o DAEE em 28/02/2002, o Consórcio Camargo Corrêa/Enterpa/Serveng, responsável pela execução das obras no trecho do rio Tietê denominado Lote 4, interpôs em 31/08/09, junto ao Tribunal Arbitral da ICC – International Chamber of Commerce – processo arbitral para solução de controvérsias que se desenvolveram ao longo da execução do contrato, e que já haviam sido discutidas administrativamente no decorrer dos fatos, sem que se tenha chegado a acordo. O valor da reclamação é da ordem de R$ 44.000.000,00 (quarenta e quatro milhões de reais).”

A Serveng, integrante do consórcio, doou  R$ 2,8 milhões para a última campanha de Alckmin, em 2014. Em 2010, foi a própria Camargo Correia que doou R$ 2,5 milhões. Ou 5,6% da diferença de R$ 44 milhões.

Isso, claro, não faz de Alckmin automaticamente “culpado” de receber propinas em troca de acordos em obras, mas a mesma regra vale para todos.

Mas torna obrigatório que o principal executivo da Camargo Correia seja interrogado sobre o que significa a “taxa” para a “administração central”de São Paulo.

Ou será que isso não vem ao caso?

Obra da Camargo Correia com “taxa” ao governo paulista tem irregularidade de 148%TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

Entenda as razões do golpe

meritocraciaTem horas em que penso que Lombroso teria razão. Para o criminalista italiano, haveria no biotipo características que indicariam se o sujeito é criminoso. Bastaria olhar para o elemento. Carlos Sampaio é irmão siamês do Aécio, para quem, momento vergonha alheia, pediu diplomação do STF.  Em relação ao escândalo da Petrobrás, Sampaio não quer concorrência

Pois é, quando veja o imagem de Carlos Sampaio a primeira coisa que me em mente é Cesare Lombroso.

Ele é da patota que quer moralizar o Brasil. Estufam o peito para falar em meritocracia, que estaria faltando no Governo Federal um choque de gestão.  Tanto mais eu conheço estes golpistas, mais convenço que, como diria o poeta, tem dias que a noite é um breu.  

Entenda-me. Se o sujeito é fruto da terra onde seu partido governa por mais de 20 anos, razão pela qual fez brotar e crescer o PCC, porque haveríamos de crer que algo melhor seria capaz de produzir. Fico a me perguntar quais são as reais intenções de sujeitos deste naipe. Seriam interessados em levar para as administrações públicas suas relações familiares, parentes e  amigos? Ou pretendem algo ainda maior, como disseminar pelo Brasil todo o sistema PCC de segurança pública. Sim, porque no Paraná, onde a dupla Fernando Francischini & Beto Richa governam não é diferente. Como em São Paulo, sentam com Marcola para conversar, e sentam o pau nos professores.

Será que alguém ainda lembra da sobrinha do Álvaro Dias, Veridiana Dias, pendurada num Ministério? Ou da Luciana Cardoso, filha do beócio FHC que ficou anos pendurada no gabinete do Heráclito Fortes no Senado, sem nunca aparecer por lá?! Ou da Andrea Neves, irmã do Aécio Neves, colocada no lugar que distribuía as verbas publicitários do governo de Minas quando o Napoleão era governador das Alterosas?! Ou do Carlos Crusius no governo da Yeda Crusius? Ou da Maria Helena Sartori, que por ser primeira dama ganhou status de Secretária, no atual governo do Tiririca da Serra?! E vamos parar por aqui que a lista é extensa.

São estes os personagens, todos de reputação ilibada, que dizem que vão melhorar o Brasil mediante a aplicação de um golpe paraguaio.

    Miguel do Rosário é blogueiro há mais de dez anos. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, cidade onde ainda amarra seu cavalo

    Líder do golpe é nepotista em sua terra natal

    18 de Setembro de 2015

    LUIS MACEDO: Brasília- DF- Brasil- 02/03/2015- O Lider do PSDB na Câmara dep. Carlos Sampaio (PSDB-SP), fala sobre a CPI da Petrobras. Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados

    Êê Brasil!

    Dêem uma olhada no email que eu recebi ontem à noite, de um leitor irritado com a hipocrisia do líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio, um dos mais histéricos defensores de um golpe paraguaio contra a presidenta Dilma.

    Confiram comigo se a gente tem ou não tem de rir no meio de tanta desgraceira política?

    Lembro-me da campanha do segundo turno do ano passado, quando se descobriu que Aécio Neves tinha nomeado a família inteira para o governo de Minas: irmã, pai, primo, tio.

    Isso sem falar nas histórias cabeludas de Claudio, onde além do aeroporto do titio, ainda tinha o primo de Aécio que ajudava o desembargador – nomeado por Aécio – a vender sentenças de habeas corpus para traficantes de drogas.

    Ah, esqueci.

    Esse tipo de história não vem ao caso.

    ***

    Boa noite, Miguel do Rosário. Sou de Valinhos, interior de São Paulo. Estou indignado porque minha cidade foi a que proporcionalmente mais conferiu votos ao deputado Carlos Sampaio, do PSDB, ano passado. Foram pouco mais de 30% dos votos válidos para deputado federal. A administração aqui é PSDB e tem estreitas ligações com o deputado, que é de Campinas, município vizinho. São tão estreitas essas ligações, que o prefeito nomeou, semana passada, conforme boletim municipal disponível no site da prefeitura, o pai do deputado Carlos Sampaio como secretário de arquivos e patrimônio.

    O cargo estava vago há algum tempo; Valinhos possui uma das maiores dívidas per capita do país, e com isso dificilmente consegue verbas para investimentos. Há dívidas correntes que ultrapassam 40 milhões de reais, apenas esse ano (o município possui 120 mil habitantes e tem um orçamento de aproximadamente 400 milhões), mas, mesmo assim, encontraram espaço para contratar o pai do edil, paladino da ética e da moralidade. Falso moralista e demagogo, isso sim! Só pra você entender a nossa situação, um sobrinho do deputado já é secretário em Valinhos (Alexandre Augusto de Morais Sampaio Silva, secretário de assuntos jurídicos).

    O sobrinho do deputado, inclusive, é quem assina o decreto do prefeito para a contratação do pai do deputado. Por favor, se puderem, façam uma matéria sobre esse cretino e ajude a reverberar quem é este crápula.

    http://pedefigo.com/clayton-nomeia-pai-de-carlos-sampaio-como-secretario-de-arquivos/

    ***

    Abaixo, íntegra do texto do link indicado.

    Clayton nomeia pai de Carlos Sampaio como secretário de arquivos

    no blog Pé de Figo.

    Com salário de R$ 11.656,20, o advogado Affonso Celso Moraes Sampaio, pai do deputado federal Carlos Sampaio, líder do PSDB na Câmara Federal,é o novo Secretário de Patrimônio e Arquivos Públicos de Valinhos.

    Através do Decreto nº 9017, de 04 de setembro de 2015, o prefeito Clayto Machado (PSDB) nomeou o advogado Affonso Celso Moraes Sampaio como novo Secretário de Patrimônio e Arquivos Públicos da Prefeitura de Valinhos.

    A nomeação ocorre num momento em que o prefeito anuncia medidas para cortar despesas, como o cancelamento do carnaval de rua de 2016, e com a dívida nominal da prefeitura ultrapassando a casa dos R$ 360 milhões.

    Affonso Sampaio é pai de Carlos Sampaio,líder do PSDB na Câmara dos Deputados, e o deputado federal mais votado em Valinhos nas eleições de 2014.

    O promotor de justiça Carlos Sampaio foi vereador, deputado estadual e três vezes derrotado como candidato a prefeito de Campinas.

    Sampaio teve repercussão na grande mídia após entrar com processo na justiça contra a presidenta Dilma por ela ter usado um vestido vermelho num programa oficial do governo na televisão.

    O pai do deputado substitui Odeismar de Brito na secretaria, com uma remuneração de R$ 11.656,20.

    A Secretaria de Patrimônio e Arquivos Públicos é o órgão responsável pela zeladoria, controle de imóveis locados e próprios municipais permitidos a uso, arquivo e controle do patrimônio mobiliário municipal.

    pai

    Secretário de Negócios Jurídicos

    A equipe do Pé de Figo está apurando a informação de que o Secretário de Assuntos Jurídicos e Institucionais, Alexandre Augusto Sampaio Silva seria sobrinho do deputado tucano.

    Fonte: PMV

    Líder do golpe é nepotista em sua terra natal | Brasil 24/7

    17/09/2015

    Escola do Marcola, ou do porque o PCC é tão forte em São Paulo

    Não se trata só de incompetência ou de truculência. Se trata de forma de vida, de sistema de governo, de violência gratuita e por prazer. A cada dia que passa a Política de Segurança pública do PSDB reinventa as SS dos nazistas. Só um ódio incomensurável pode explicar a degradação das pessoas responsável por dar “segurança” à população. E não é um fato isolado. O simples fato de o governador, Geraldo Alckmin, dialogar com Marcola mas se negar a negociar com os favelados da Pinheirinho diz tudo sobre o déficit civilizatório deste mais de 20 anos de tucanato em São Paulo.

    E São Paulo também não é um caso isolado. Nos demais governos do PSDB vige a mesma truculência, basta se observar o que acontecia na Paraíba do Cassio CUnha Lima, no Paraná da dupla Beto Richa & Fernando Francischini, ou no RS da dupla Yeda Crusius & Cel. Mendes. São governos ensandecidos contra pequenos mas condescendentes com donos de heliPÓpteros.

    “Matem estes filhos da puta que eu arquivarei o inquérito”

    Por Fernando Brito · 16/09/2015

    zagallo

    “Alguém poderia avisar a Tropa de Choque que essa região faz parte do meu Tribunal do Júri e que se eles matarem esses filhos da puta eu arquivarei o inquérito policial”.

    O autor desta “pérola”, Rogério Leão Zagallo, é membro do Ministério Público de São Paulo e é ele, como revelam hoje os repórteres Rogério Pagnan e Lucas Ferraz, da Folha, quemserá [o] responsável pela investigação dos PMs suspeitos de terem assassinado duas pessoas já rendidas na zona oeste da capital paulista“.

    Inacreditável.

    Mesmo que tivesse  sido um “chilique” de engarrafamento, não é algo que se possa admitir em quem tem obrigação de zelar pelo cumprimento da lei.

    Seria como um médico dizer que se “fulano fosse meu paciente eu cortaria suas tripas na mesa de operação”.

    Mas isso não é tudo.

    Em 2011, recorda a reportagem, aconselhou um policial civil que, para evitar um assalto, tinha baleado e matado um dos dois ladrões que “melhorasse sua mira” para matar logo os dois.

    Não importa, a não ser para lamentar, quais sejam as convicções íntimas doentias do sr. Zagallo,mas é impossível que alguém capaz de expressar assim o seu “desejo de matar”não apenas criminosos, mas até mesmo manifestantes que lhe causaram um dissabor possa atuar como promotor de Justiça (?!?) e muito menos quando isso envolve o assassinato de bandidos já rendidos por policiais.

    Não é possível que o espírito corporativo do Ministério Público faça a instituição tolerar este absurdo, em nome de sua independência.

    E mais: é impossível que uma instituição, qualquer uma, tenha o poder de ser a única fiscal de si mesma, ainda mais quando como é, hoje, o Ministério Público, que tem o “direito” onipotente sobre toda a vida brasileira.

    Porque – e qualquer um que trabalhe no campo do Direito e da Justiça sabe disso – trabalham em “dobradinha” (inclusive corporativa e salarial) com os juízes, e desgraçar-se com um promotor é quase escrever sua própria sentença.

    Infelizmente não é só ao Dr. Zagallo que este país está tendo de engolir.

    “Matem estes filhos da puta que eu arquivarei o inquérito”TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

    05/09/2015

    Bang Bang à paulista, o ódio que corre da mídia

    BANDEIRA odio ptHá de haver alguma explicação para a coincidência do aumento da violência onde o PSDB e seus aliados governam. Veja o caso do RS. No tempo da também paulista, Yeda Crusius, que importou de São Paulo os problemas detectados na Operação Rodin, a violência era serventia da casa. Violência gratuita e contra movimentos sociais que não vestiam camisetas da CBF. Aliás, movimentos cujos integrantes não tem o Padrão FIFA de camisetas com escudo da CBF. Para ver que não era coincidência, o Cel. Mendes, moleque de recado da governadora para assuntos de violência contra movimentos populares, pelos seus serviços foi guindado a julgador no Tribunal Militar. Não é por acaso que nem bem começou o governo dos aliados do PSDB no RS e a primeira vítima, Ronaldo Lima,  é um jovem assassinado pelas costas. Não é mero acaso porque se trata da mesma violência que vem da boca do líder do PMDB no governo do RS, Boesio, que chamou os servidores públicos de vadios. Exatamente o beócio que já teve funcionária fantasma em seu gabinete. Este tipo de violência é moda desde os tempos que velha mídia inventou um tal de caçador de marajás.

    Faz sentido que um militante da violência julgue quem comete violência? Sim, no RS onde a RBS dita o que é violência, “política linha dura” ou “coragem para tomar decisões impopulares” faz sentido.

    Por que a RBS não chama de política linha dura a coragem de cobrar os milhões em sonegação? O que a RBS dirá do Bang Bang no Menino Deus, patrocinado pela política de segurança de seu ventríloquo no Piratini?

    A violência começa no BBB, boi, bala e bíblia, porque por trás deles há a bancada do Instituto Millenium incentivando a violência contra as instituições. A má educação é incentivada por grandes empresas e acobertadas com louvor pela Rede Globo. Veja-se o caso dos reis dos camarotes VIPs do Itaquerão, quando, sob patrocínio da AMBEV, Multilaser e Banco Itaú patrocinaram em rede mundial a patifaria de ofender a Presidenta da República? Foram aplaudidos pela Rede Globo.

    O ódio é o principal produto dos grupos mafiomidiáticos. Mas é um ódio seletivo, direcionado aos movimentos sociais. Mas não há ódio contra os que pedem a volta da ditadura, que treinam tiro ao alvo com imagem da Dilma ou com os que ousam transportar 450 kg de coca usando helipóptero de amigos, cujo combustível foi pago pela Assembleia Legislativa de Minas.

    A violência em São Paulo é fruto da exclusão. Quando o prefeito Fernando Haddad busca a inclusão, com a abertura de ciclovias, faixas de pedestres na Av. Paulista, é atacado com violência exatamente pela imprensa. Fazem de tudo para desmerecer decisões que trazem mais humanidade, como o uso da principal avenida para a confraternização nos fins de semana.

    Coincidentemente, não atacam o governo do Geraldo Alckmin, do PSDB, que comete violência em escala industrial. Ou deixar a periferia sem água não é violência? E as chacinas cometidas nas periferias pela própria polícia? O PSDB senta para negociar com o chefe do PCC, Marcola, mas não sentam com o prefeito paulistano só porque este é do PT. Folha, Estadão, Globo & Veja, comprados com milhares de assinaturas distribuídas em escolas paulistas, aplaudem a violência do PSDB e criminalizam as politicas sociais do PT. Por quê?

    A matéria da Folha abaixo dá o tom de como se faz para jogar a culpa da violência, para livrar das costas dos responsáveis pela segurança, para cima das vítimas.

    Em comum, ‘algoz’ e ‘herói’ tinham registros criminais

    Protagonistas das cenas na praça da Sé acumulavam passagens pela polícia

    Professor da UERJ, perito criminal diz não ver excesso nem erro de PMs em ação que deixou dois mortos em SP

    DE SÃO PAULO

    Protagonistas das cenas de sangue nas escadarias da Catedral da Sé, no centro de SP, os dois homens que morreram a tiros na tarde desta sexta-feira (4) –um, como "algoz", outro, como "herói"–, tinham passagens pela polícia.

    Francisco Erasmo Rodrigues de Lima, 61, responsável por salvar a mulher mantida como refém, tinha em sua ficha criminal quatro casos.

    O primeiro deles é uma prisão em flagrante por homicídio doloso ocorrido em 1980.

    Depois disso, também foi processado em 1995 por periclitação de vida (por colocar a vida de pessoas em risco), em 1998 por incêndio e em 2000, por receptação.

    Luiz Antonio da Silva, 49, que morreu baleado por policiais após manter uma balconista refém, tinha um número maior de processos criminais desde os anos 1980.

    O primeiro registro policial contra ele é de 1987, por furto e tentativa de homicídio.

    A ficha criminal dele ainda incluía mais duas passagens por furto em 1988 e em 1989, lesão corporal em 1990 e dano em 1991. Neste mesmo ano, também foi preso acusado de roubo. Em 1993, foi processado por resistência.

    O criminoso também teve três passagens por tráfico de drogas: em 2002, 2004 e 2006.

    Os registros policiais de Lima e Silva não informam detalhes de condenação por esses crimes –e por quais chegaram a cumprir pena.

    PERITO

    O perito criminal Nelson Massini, professor da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), avalia que os PMs não erraram nem cometeram excessos na ação nas escadarias da Catedral da Sé.

    Ele analisou a pedido da Folha imagens do crime.

    "A polícia poderia ter atirado antes, havia legitimidade para isso. Houve um momento em que a refém tenta tirar a arma das mãos do homem e ele fica em posição de descanso, observando os policiais. Se fosse a polícia americana, teria atirado."

    Segundo Massini, os policiais que estavam naquele momento na praça da Sé eram de rua, sem experiência ou preparo para uma ação rápida. Para ele, é compreensível que os PMs agissem com cautela, sobretudo pelo local de bastante movimento.

    "A dúvida é se a polícia poderia ter atirado antes, mas todos foram pegos de surpresa."

    (ROGÉRIO PAGNAN E LUCAS FERRAZ)

    04/09/2015

    Não é uma cobertura, Anastasia, é um acobertamento

    Mais do que a imunidade judiciária admitida pelo deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom, a direita brasileira é acobertada pelos grupos mafiomidiáticos. As cinco famílias associadas ao Instituto Millenium ditam o que é e o que não crime, quem pode e quem não pode roubar. Este comportamento das cinco irmãs (Folha, Estadão, Veja, Globo & RBS) leva o PSDB e Geraldo Alckmin sentarem com Marcola do PCC mas se negam a negociarem com professores. Criminalizam as ciclovias só porque é de iniciativa de seus inimigos políticos, como bem disse a Diretora do Grupo Folha, Judith Brito.

    E não se trata “apenas” de alcovitar a roubalheira de seus financiadores ideológicos, o coronelismo eletrônico acaba, por osmose, a adotar as mesmas práticas de quem eles protegem. Dá até para dizer que a defesa dos corruptos do PSDB, DEM, PMDB é uma espécie de autodefesa, como se pode ver pela Lista Falciani do HSBC e da Operação Zelotes. O volume de recursos públicos desviados nestas descobertas é muitas vezes superior à soma de todas as outras operações, contudo, não merecem uma linha dos principais veículos envolvidos.

    E a uma clara condescendência das instituições como PF, MPF & Poder Judiciário. Tanto que até hoje os julgamentos das mais variadas denúncias contra o PSDB dormem nos escaninhos das repartições sem que ninguém vista a camisa da CBF para protestar. Também, como se pode esperar quando quem protesta veste a camisa da CBF, aquela que tem laços mais próximos com a FIFA e com a Rede Globo?!

    PF crê que Youssef mandou levar R$1 milhão à casa de prima de Aécio

    3 de Setembro de 2015 – Valter Lima

    :

    Em janeiro, o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho foi acusado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal de ser transportador de dinheiro de propinas do doleiro Alberto Yousseff.

    Careca disse em depoimento à PF do Paraná em 18 de novembro que entregou, em 2010, R$ 1 milhão ao então candidato a governador de Minas Gerais Antônio Anastasia (PSDB). Em um segundo depoimento, disse que quem o recebeu nessa casa “parecia” com o ex-governador de Minas.

    Por conta disso, o procurador-geral da República remeteu ao STF pedido de abertura de 21 inquéritos contra pessoas com foro privilegiado investigadas pela Operação Lava Jato. Entre elas, o ex-governador Anastasia.

    Na última quarta-feira, a imprensa divulga que o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, pediu o arquivamento contra Anastasia por falta de provas. Ato contínuo, a PF pede ao STF que o processo contra o tucano não seja arquivado porque tem novas evidências contra ele.

    O pedido para continuar as investigações partiu de um delegado da PF. O delegado agiu com base em e-mail enviado à Presidência da República. O documento indicou a casa em que Careca afirmou ter entregado cerca de R$ 1 milhão a alguém “parecido” com Anastasia.

    O e-mail foi enviado por uma mulher que afirma que a casa em que Careca entregou o dinheiro pertence a uma prima do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Tânia Guimarães Campos.

    Embora a autora da denúncia pedisse anonimato ao Palácio do Planalto, a PF afirma que ela trabalhou na secretaria de Planejamento do governo de Minas Gerais, ainda na gestão tucana, encerrada em 2014.

    A PF decidiu pedir o prosseguimento das investigações contra Anastasia porque a casa descrita no email é, realmente, da prima de Aécio, quem, juntamente com outras lideranças tucanas, frequentaria reiteradamente esse imóvel.

    Em seu perfil no Facebook, Anastasia diz que a casa para a qual a PF agora diz que Yousseff mandou o dinheiro não seria a mesma descrita por Careca.

    Além disso, o tucano gravou um vídeo em que tenta se explicar.

    Só tem um problema nesse vídeo ou na postagem de Anastasia no Facebook: o ex-governador esqueceu de informar que a casa da foto debaixo é da prima de Aécio, Tania Campos. A PF esteve na casa dela na última segunda-feira tirando fotos e descobriu que o dono anterior da casa em que Careca diz ter entregue o dinheiro é ligado ao PSDB.

    No relatório da PF são citados dois endereços para a suposta casa onde o dinheiro teria sido entregue ao senador. Ambos no bairro de Belvedere, em Belo Horizonte, distantes cerca de 800 metros um do outro.

    Além da residência apontada pela denunciante, a PF chegou a um imóvel que pertenceria a um funcionário da Assembleia Legislativa de Minas e diz que haveria “existência de relevantes vínculos entre os atuais e antigos moradores da residência localizada na av. José Maria Alkimim, 876, bairro Belvedere, Belo Horizonte/MG, e o grupo de sustentação política do senador Antonio Augusto Junho Anastasia”

    Deputado mineiro que não quer aparecer “por enquanto” disse ao Blog por telefone, que a PF estaria para incluir a prima de Aécio na investigação e, possivelmente, o próprio presidente do PSDB.

    PF crê que Youssef mandou levar R$1 milhão à casa de prima de Aécio | Brasil 24/7

    29/08/2015

    PSDB & MPF: nem a exceção confirma a regra

    Filed under: Antônio Anastasia,Marcola,MPF,PCC,PSDB,Rodrigo Janot — Gilmar Crestani @ 8:15 am
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    pccDiz o ditado que a exceção confirma a regra. Quando envolve políticos do PSDB, o MPF muda até ditado. Nem a exceção confirma a regra. Como parece piada, nesta hora só nos resta o Barão de Itararé: “de onde menos se espera, de lá mesmo é que não sai nada”. Quando se pensava que pelo menos um tucano seria investigado, Janot saca mais rápido. A regra é bem simples: se for para o PT é corrupção; se for para o PSDB, é bênção. Com mais esta o MPF acaba de credenciar o PSDB a se inscrever como entidade religiosa. No PMDB, Eduardo CUnha tinha sua igreja para lavar dinheiro. No PSDB, o partido é a igreja. O que cada irmão recebe é bênção para todos. Os empresários já entendem que doar ao PSDB tem o mesmo sentido de uma sessão de “descarrego”… Janot, ao liberar o dízimo ao PSDB, acaba por criar constrangimento ao Edir Macedo.

    No remake atual do filme Os Intocáveis invertem-se os papéis. Já não são os policiais que são intocáveis, são os bandidos! E o PCC seria a exceção, não fosse também uma criação do PSDB.

    Janot pede arquivamento de investigação contra tucano

    Anastasia foi acusado de receber propina

    DE BRASÍLIA, para a FOLHA

    O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta sexta-feira (28) pedido de arquivamento do inquérito que investigava a ligação do senador Antonio Anastasisa (PSDB-MG) com o esquema de corrupção na Petrobras.

    Esse é o segundo pedido de arquivamento feito por Janot da lista de inquéritos apresentada pelo procurador em março, quando ele pediu que o STF investigasse 50 políticos e ex-políticos.

    No mesmo dia em que divulgou a "lista de Janot", o procurador pediu o arquivamento das investigações contra os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Delcídio do Amaral (PT-MS), o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o ex-deputado Alexandre José dos Santos (PMDB-RJ).

    Anastasia era o único tucano ainda investigado a pedido do STF. Não há detalhes da argumentação que o Ministério Público fez para defender o encerramento do caso.

    O ex-policial Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, havia dito à PF que entregou R$ 1 milhão em 2010 a Anastasia, então candidato ao governo de Minas, por ordem do doleiro Alberto Youssef. A fala de Careca foi posteriormente desmentida por Youssef.

    A Folha apurou que, durante as investigações, Careca ficou em silêncio em seu depoimento. Os procuradores da Lava Jato fizeram, nos últimos meses, checagens para verificar sua história, mas as apurações não confirmaram os fatos narrados.

    Se surgirem novos indícios, o caso pode ser reaberto. O senador sempre negou a acusação e disse desconhecer o policial e o doleiro.

    (MÁRCIO FALCÃO e GABRIEL MASCARENHAS)

    16/08/2015

    Assassinados pelo Estado: Teoria do Domínio do Fato na prática

    Filed under: Assassinato,Domínio do Fato,Marcha dos Zumbis,PCC,PSDB — Gilmar Crestani @ 10:41 am
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    OBScena: um vira-lata típico da marcha dos zumbis

    bandeira selfie

    O método tucano de eliminar a pobreza poderia ostentar a famosa fundamentação jurídica com que o STF mandou os inimigos ideológicos à prisão:

    Assas JB Corp: “Foi feita pra isso, sim

    Rosa Weber e os livros da Agatha Christie: “a literatura jurídica me permite

    Hoje a marcha dos zumbis poderá fazer novas selfies com os assassinos. São da mesma estirpe.

    Quando um partido prefere sentar com o PCC e bater nos professores, os resultados se fazem aparecer em Osasco e Barueri.

    Promotoria e polícia fazem parceria para apurar mortes em série em SP

    Com medo de reação similar à de 2012, equipes vão se unir para investigar crimes em Osasco e Barueri

    Corregedoria decidiu interrogar PMs que trocaram mensagens combinando vingar assassinato de cabo

    ROGÉRIO PAGNANDE SÃO PAULORAFAEL RIBEIRODO "AGORA"

    As cúpulas do governo Geraldo Alckmin (PSDB) e do Ministério Público Estadual acertaram uma parceria para investigar os ataques que resultaram em 18 mortes em série em Osasco e Barueri (Grande SP) na noite de quinta (13).

    A ação conjunta de policiais e promotores foi definida para tentar esclarecer os crimes de forma mais rápida e para conter eventual reação que preocupa as duas instituições –com nova guerra entre PMs e criminosos no Estado, como ocorreu em 2012.

    Um dos grupos designados pelo procurador-geral de Justiça, Márcio Elias Rosa, tem experiência em apuração de crimes de policiais e participará de trabalho de campo fora da capital pela primeira vez.

    A principal linha de investigação da chacina é que ela tenha sido uma retaliação à morte de um cabo da PM durante um assalto a um posto de combustível em Osasco.

    CORREGEDORIA

    Até a tarde deste sábado (15), ninguém havia sido preso. Mas a Corregedoria da PM decidiu interrogar na próxima semana policiais militares que trocaram mensagens por celular combinando vingar a morte desse policial.

    Investigadores tiveram acesso a essas mensagens, trocadas por PMs dos batalhões de Osasco, Barueri e outras cidades da Grande SP. Nelas, eles prometem matar os dois assassinos do cabo Admilson Pereira de Oliveira, 42 –que já foram identificados e estão foragidos.

    A tese de participação de policiais nos ataques foi reforçada com a entrada da corregedoria nas investigações, confirmada pela gestão Alckmin na tarde de sábado.

    O secretário da Segurança, Alexandre de Moraes, disse na sexta (14) que a corregedoria só atuaria se houvesse fortes indícios de a chacina envolver homens da corporação.

    "Melhor do que o Ministério Público realizar uma investigação paralela é ele acompanhar o trabalho feito pela polícia. Desde o início. O importante é uma resposta rápida", disse Rosa à Folha.

    As tratativas que envolveram a inclusão do Gecep (equipe da Promotoria para controle externo da atividade policial) nas apurações foram feitas entre Rosa e Alexandre de Moraes. Além do Gecep, também participarão equipes do Gaeco (que investiga o crime organizado), dois promotores criminais de Osasco e um de Barueri.

    Embora a retaliação à morte do cabo da PM seja a principal hipótese, são investigadas ainda eventual reação à morte de um guarda civil e ação do tráfico.

    ARMAS

    Peritos do Instituto de Criminalística encontraram em oito locais dos ataques cápsulas de quatro calibres de armas. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a PM-SP não utiliza nenhuma arma dos calibres encontrados.

    Além das armas 9 mm (de uso das Forças Armadas), 38 e 380 (de uso de guardas civis), os laudos confirmaram neste sábado a localização de cápsulas de calibre 45 –que não é usada pela PM, mas existe na Polícia Civil, embora esteja em desuso.

    Os ataques foram seguidos de mensagens de áudio disseminadas por celulares na capital e na Grande SP sobre um suposto toque de recolher. Embora consideradas falsas pela polícia, levaram ao fechamento de comércio.

    O policiamento foi reforçado, e não houve registro de ataques na madrugada de sábado. Em grupos de mensagens de PMs, policiais admitem temer "represálias": "QAP [prontidão] total. Repasse aos grupos". Frases semelhantes foram enviadas por eles em 2012 na guerra não declarada entre PMs e criminosos, que resultou na morte de uma centena de policiais, além de criminosos e inocentes.

    15/08/2015

    Mais Presuntos: PSDB apresenta seu método para acabar com a pobreza

    Filed under: Assassinato,Instituto Millenium,PCC,PSDB,Violência — Gilmar Crestani @ 8:20 am
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    violencia-policialPIGLatuffOnde o PSDB ganha eleição, o PCC governa. A prova está nos métodos. É a mesma lógica em ação. E não adianta vir com conversa mole de que se trata de fato isolado. Foi assim com Cássio Cunha Lima na Paraíba, com Aécio Neves em Minas, com Yeda Crusius aqui no RS, com Beto Richa no Paraná e com José Serra e Geraldo Alckmin em São Paulo. O método foi inaugurado por Almir Gabriel, do PSDB do Pará, no famoso Massacre do Eldorado do Carajás.

    A polícia faz o que seu comandante ordena. E como nossa mídia festeja a violência contra os quatro “P’’ (preto, puta, pobre e petista), o resultado é inevitável. Quando da passagem do Cel. Mendes pelo comando no RS, um sem-terra foi assassinado, pelas costas, à queima roupa, e a RBS, no velho e conhecido método Rubens Ricúpero, conseguiu perpetrar outro crime, este jornalístico: “Um mártir para o MST”. E ainda doura a pílula do assassino transformando o crime em “ação desastrada”.

    A violência e o ódio de classe são frutos dessas cinco árvores acumpliciadas com a bandidagem (Marinho, Frias, Civita, Mesquita & Sirotsky). O que diriam os vira-bostas se na próxima marcha dos zumbis a polícia federal assassinasse pelas costas um dos fascistas?!

     

    Policiais são suspeitos de 18 mortes em série em SP

    Assassinatos ocorreram na noite de quinta, nas cidades de Osasco e Barueri

    Ataque seria retaliação à morte de PM; crimes ocorreram em intervalo de quase três horas, num raio de 10 km

    DE SÃO PAULO

    O governo Geraldo Alckmin (PSDB) suspeita que policiais militares estejam envolvidos nos ataques em série que deixaram 18 mortos e seis feridos na noite de quinta-feira (13) nas cidades de Osasco e Barueri, na Grande SP.

    Os crimes ocorreram em um intervalo de quase três horas, num raio de 10 km, em nove pontos diferentes. Só seis dos mortos tinham alguma passagem pela polícia.

    A principal linha de investigação aponta para crime de vingança –um PM foi morto na semana passada em Osasco em um assalto a um posto de combustíveis, e os suspeitos continuam foragidos.

    Um guarda civil metropolitano também foi morto durante outro assalto –na quarta-feira (12), em Barueri.

    Com base em depoimentos de testemunhas, análise de imagens de câmeras e cápsulas de armas achadas, a polícia acredita que as mortes de Osasco estejam relacionadas.

    Não sabe ainda, porém, se esse grupo atuou em conjunto com assassinos de Barueri.

    As ações foram semelhantes. Homens encapuzados estacionaram um carro, desembarcaram e dispararam vários tiros. Em alguns locais, testemunhas disseram que os assassinos perguntaram por antecedentes criminais para definir quem morreria.

    Só em um bar de Osasco, oito morreram. Do lado de fora, um dos peritos da Polícia Civil disse: "Nunca vi uma noite com tantos mortos".

    A participação de policiais em mortes em série tem sido comum. Nas cinco principais chacinas na capital paulista desde 2013, onde morreram 42 pessoas, em todas existe a suspeita de participação de policiais militares ou civis.

    O caso mais recente é de um policial militar e um ex-PM presos em maio como suspeitos de participar da morte de oito pessoas em uma festa na sede da torcida corintiana Pavilhão 9, na zona oeste.

    A suposta participação de policiais nos assassinatos desta quinta colocou o comando das corporações sob alerta. Os efetivos foram reforçados, principalmente na região, para reagir a eventuais retaliações de criminosos em carros ou bases policiais nas próximas noites.

    A Corregedoria da PM também entrou no caso, para que tudo seja esclarecido logo, como cobrou o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

    O secretário estadual da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, está acompanhando diretamente o caso. Segundo ele, a atuação de policiais é apenas uma das linhas de investigação.

    Colaboraram ANDRÉ MONTEIRO, AVENER PRADO, EDUARDO GERAQUE, FABRÍCIO LOBEL, LAURA LEWER, MARTHA ALVES, RICARDO GALLO, ROGÉRIO PAGNAN E THIAGO AMÂNCIO

    29/07/2015

    Pacto Molotov-Ribbentrop? Não, Marcola-Alckmin!

    Filed under: Geraldo Alckmin,Marcola,Ney Santos,PCC,PSDB — Gilmar Crestani @ 9:21 am
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    pcc alckmin_pcc06As bem documentadas relações do PSDB com o PCC fazem inveja ao pacto germano-soviético de não agressão. A escravização eslava atende por periferia paulista. Não vivêssemos uma ditadura midiática-judicial, e estes pactos não sobreviveriam à luz do sol. Como tudo é feito às escuras, sob os auspícios da Lei Rubens Ricúpero, o PSDB ainda usa os assoCIAdos do Instituto Millenium para tripudiar sob a cabeça dos midiotas. Estas revelações de agora coincidem com a divulgação de que Geraldo Alckmin pretende retirar das rodovias federais paulistas a PRF. Ligando os pontos, pode-se facilmente chegar à confecção de um mapa, com aecioportos e helipópteros.

    O que o PCC ganhou, realmente, no acordo com o governo de São Paulo? Por Kiko Nogueira

    Postado em 27 jul 2015 – por : Kiko Nogueira

    Alckmin em 2010 com o então candidato a deputado estadual Ney Santos, acusado de ligação com o PCC

    O que o PCC ganhou no acordo com o governo paulista em 2006?

    Na época, a facção realizou vários ataques, especialmente a postos da Polícia Militar, de maneira coordenada. Eles foram interrompidos após uma reunião no presídio de Presidente Bernardes, no interior do estado.

    De acordo com o Estadão, a solução foi encaminhada pela advogada Iracema Vasciaveo, então presidente da ONG Nova Ordem, que defendia os direitos dos presos e representava o PCC.

    Iracema esteve com Marcola, o líder. O substituto de Geraldo, Claudio Lembo, deu aval para o encontro, bem como os secretários da Segurança Pública e da Administração Penitenciária — Saulo de Castro Abreu Filho e Nagashi Furukawa, respectivamente.

    A história foi revelada pelo delegado José Luiz Ramos Cavalcanti, que depunha  num processo contra advogadas supostamente ligadas ao crime organizado. “Eu apenas autorizei a viagem. O que aconteceu lá dentro, não tenho detalhes”, afirma Lembo.

    O diabo está nos detalhes. Em tese, garantiu-se a rendição dos criminosos, desde que se assegurasse a integridade física deles. Os atentados cessaram, subitamente, e o poder do PCC só fez crescer. Geraldo sempre negou qualquer tipo de acordo, mas o fato é que a relação com o Primeiro Comando da Capital só se tornou mais confusa, para usar um eufemismo, com o passar do tempo.

    O deputado Conte Lopes, ex-delegado, declarou, certa vez, que “essa facção criminosa é cria do PSDB”. O PCC nasceu em 1993 na Cadeia Pública de Taubaté e sua relação com o governo paulista é recheada de episódios assombrosamente estranhos.

    Em 2010, Alckmin pediu votos para um candidato a deputado estadual do PSC chamado Claudiney Alves dos Santos, conhecido como Ney Santos.

    Pouco depois, Santos foi preso, acusado de adulteração de combustível, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de quadrilha. Era também investigado por envolvimento com o PCC. Em seu nome, possuía um patrimônio de 50 milhões de reais, incluindo uma Ferrari e um Porsche.

    Ok. Alckmin muito provavelmente não sabia do passado, do presente e do futuro de Santos. Mas nem sua equipe?

    Em 2012, um inquérito sobre o envolvimento de PMs com o PCC foi arquivado. Um ano depois, aconteceu outro episódio de ampla repercussão, em que o governador saiu-se como herói na luta contra os bandidos.

    Ele teria sido ameaçado de morte, segundo um recado interceptado. “Os bandidos dizem que as coisas ficaram mais difíceis para eles, pois eu quero dizer que vai ficar muito mais difícil”, disse GA, triunfal, em Mirassol. “Nós não vamos nos intimidar. É nosso dever zelar pelo interesse público.”

    Não contavam com a astúcia do ex-secretário Antônio Ferreira Pinto, que revelou que a escuta dos membros do PCC circulava desde 2011.

    “Esse fato não tinha credibilidade nenhuma. A informação é importante desde que você analise e veja se ela tem ou não consistência. Essas gravações não tinham. Tanto que o promotor passou ao largo delas”, falou.

    “Aí vem o governo e diz: ‘Não vou me intimidar’. Ele está aproveitando para colher dividendos políticos”. De novo: Geraldo, muito possivelmente, não tinha ideia de que as tais ameaças tinham dois anos de idade e nunca foram levadas a sério.

    No início de 2014, outro evento inacreditável. Um relatório vazado do Ministério Público dava conta de um esquema para tirar Marcola e outros três chefões da penitenciária de Presidente Venceslau.

    O plano estaria sendo arquitetado há oito meses. Os homens já tinham serrado as grades das janelas de suas celas, colocando-as de volta em seguida, devidamente pintadas. Eles sairiam dali para uma área do presídio sem cobertura de cabos de aço, de onde seriam içados por um helicóptero com adesivos da Polícia Militar.

    O “vazamento” do documento criou situações surreais. Policiais ficaram de tocaia aguardando os meliantes. Jornalistas correram para lá. No Jornal Nacional, um repórter perguntava, sussurrando, a um franco atirador como funcionava a arma dele. Diante da falta de ação, era o jeito.

    Claro que não aconteceu nada. Alckmin, no entanto, estava pronto para faturar. Na Jovem Pan, elogiou “o empenho da polícia de São Paulo, 24 horas, permanentemente, contra qualquer tipo de organização criminosa, tenha a sigla que tiver. São Paulo não retroage, não se intimida”. Para ele, “lamentavelmente, isso acabou vazando.”

    Nomeado em janeiro, o secretário de segurança pública Alexandre Moraes é advogado em ao menos 123 processos de uma cooperativa denominada Transcooper, citada em investigações que apuram lavagem de dinheiro do PCC. Em nota, avisou que “renunciou a todos os processos que atuava como um dos sócios do escritório de advocacia”.

    O PCC, hoje, controla áreas inteiras da cidade, as cadeias, tem ligação com escolas de samba e mantém bases no Paraguai e na Bolívia. Um fenômeno.

    Naquele ano de 2006, Geraldo deu uma entrevista a uma rede de televisão australiana. A jornalista quis saber sobre os “grupos de extermínio” e sobre as ações da facção. Irritado, ele se levantou da cadeira e encerrou o papo.

    “Esse é um problema do governo estadual. Você deveria ir falar com eles. Tchau, tchau. Bye, bye”, diz. “Se eu soubesse que era sobre isso, não tinha entrevista. Não faz o menor sentido”. A entrevistadora ainda tentou, inutilmente, um apelo: “Alguém precisa falar sobre isso”.

    O que o PCC levou, de fato, no tal acordo permanece uma incógnita. Geraldo Alckmin, ao menos, vem levando excelentes dividendos políticos com um pacto cujo preço é pago por seus eleitores.

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    Sobre o Autor

    Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

    Diário do Centro do Mundo » O que o PCC ganhou, realmente, no acordo com o governo de São Paulo? Por Kiko Nogueira

    Alckmin & Richa: PSDB senta com PCC e bate em professor

    PCCO PSDB sempre se mostrou refratário ao Bolsa Família, mas, ao que parece, nunca negou a Bolsa PCC. De onde vem esta preferência por bater em professor e confraternizar com bandidos? A virtude de conviver pacificamente com o crime organizado tem alguma influência o entendimento de parcela do Poder Judiciário, como diria Jorge Pozzobom, de que o PSDB goza de imunidade? Ou seria porque os crimes praticados pelo PCC são contra a pessoa, algo “menor” para a mentalidade tucana, se comparados aos crimes contra o patrimônio, conceito caro à massa cheirosa?!

    Só midiotas empedernidos continuam acreditando na canonização do PSDB e na criminalização do PT diuturnamente perpetrado pelos assoCIAdos do Instituto Millenium.

    Deputados vão convocar envolvidos no caso PCC

    ALEXANDRE HISAYASU

    ALEXANDRE HISAYASU – O ESTADO DE S. PAULO

    29 Julho 2015 | 03h 00

    Delegado José Luiz Ramos Cavalcanti, que revelou acordo com a facção em 2006 em depoimento, e ex-secretário devem depor

    A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo vai convocar o delegado José Luiz Ramos Cavalcanti, o ex-secretário de Administração Penitenciária Nagashi Furukawa e a advogada Iracema Vasciaveo para prestar esclarecimentos sobre o acordo firmado entre o Estado e o chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, para encerrar os ataques da facção contra policiais civis, militares e agentes penitenciários, em maio de 2006.

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    A convocação foi anunciada pelo deputado Raul Marcelo (PSOL), integrante da comissão, após o Estado ter revelado, na segunda-feira, o conteúdo do depoimento do delegado Cavalcanti. No processo 1352/06, aberto para apurar a ligação de advogados com o PCC, ele afirmou que, no dia 14 de maio de 2006, dois dias após o início dos atentados, foi chamado para uma missão oficial. E deu detalhes do encontro entre governo e facção criminosa, com exigências e garantias. Na ocasião, o Estado já contabilizava dezenas de policiais mortos e de delegacias atacadas por bandidos.

    “Temos a obrigação de esclarecer esses fatos. Se não é aceitável sentar na mesma mesa com um representante de uma facção criminosa, quanto mais fazer acordo”, disse Marcelo. Segundo o parlamentar, os requerimentos para a convocação serão feitos na semana que vem, quando termina o recesso parlamentar. O então secretário de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, e o ex-governador Claudio Lembo serão chamados posteriormente.

    Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola

    Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola

    O deputado Zé Américo (PT), membro da Comissão de Fiscalização da Assembleia, afirmou ontem que convidará o atual secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, para prestar esclarecimentos. O governo Geraldo Alckmin (PSDB) e todos os envolvidos no caso negam qualquer tipo de acordo com o PCC.

    Em 2006, parte dos líderes do PCC – cerca de 750 presos – havia sido isolada no Presídio de Presidente Venceslau 2 e a outra, 17 homens, incluindo Marcola, estava no Departamento de Investigação Contra o Crime Organizado (Deic) para depor. Depois, Marcola foi transferido para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), no Presídio de Segurança Máxima, em Presidente Bernardes.

    Proposta. A advogada Iracema Vasciaveo, presidente da ONG Nova Ordem, que defendia o direito dos presos, apresentou uma proposta da liderança dos criminosos que estavam nas ruas: se ficasse comprovado que Marcola não tinha sido torturado pela polícia e que os presos rebelados em diversos presídios não fossem agredidos, os ataques seriam encerrados. Iracema propôs ir até o presídio para tentar convencer Marcola a aceitar a proposta.

    A cúpula das Secretarias de Segurança Pública e da Administração Penitenciária aceitou. Cavalcanti foi um dos escolhidos para representar o Estado na missão. Além dele, um coronel da PM e o corregedor da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), Antonio Ruiz Lopes, foram designados para acompanhar a advogada. Com autorização do então governador Claudio Lembo, todos seguiram até Presidente Prudente no avião da Polícia Militar.

    No presídio, ainda segundo Cavalcanti, Iracema tentava convencer Marcola a falar ao celular e avisar os presos que estava bem. Depois de muita insistência, ele concordou e mandou chamar o preso Luis Henrique Fernandes, o LH, que recebeu a ordem de dar o recado.

    Segundo Cavalcanti, LH pegou o celular da advogada, que já tinha um número gravado, conversou com um criminoso e avisou que os ataques poderiam parar. Por fim, o delegado explicou que os ataques cessaram no dia seguinte ao encontro com Marcola.

    28/07/2015

    Onde o PSDB se elege, o PCC governa

    póVeja só que coincidência. Ontem a Folha de São Paulo publicou entrevista com Alexandre de Moraes, Secretário de Segurança Pública de São Paulo (veja texto completo logo abaixo). Nela o estafeta do Geraldo Alckmin manifestava interesse do seu chefe de retirar das rodovias federais paulistas a Polícia Rodoviária Federal.  No mesmo dia, o Estadão publicava que o PSDB havia feito um acordo Marcola. O líder do PCC conseguira do Geraldo Alckmin o que os professores nunca conseguiram: uma audiência para ouvir as reinvindicações.

    Hoje há desdobramento nas informações que talvez expliquem uma coincidência que ronda o PSDB de Marcola, Geraldo Alckmin, Aécio Neves, José Serra. É a matéria do Estadão logo a seguir. Nela está dito que a Polícia Rodoviária Federal, que o PSDB quer ver longe das estradas onde governa, apreendeu 62 quilos de pasta de cocaína.

    E, de repente, como num joguinho de ligar pontos, como aquela notícia de Minas Gerais havia se tornado, nos governos do PSDB, centro de distribuição de drogas para o nordeste, como publicou a ADPF. Os aeroportos clandestinos, construídos com dinheiro público mas em terras de parentes, como fez Aécio Neves em Montezuma e Cláudio, cidades do interior de MG, ajudam a explicar o fenômeno que fez virar pó um helipóptero com 450 kg de cocaína.

    Quando ainda nas prévias para definir quem seria o candidato do PSDB, Aécio ou José Serra, o Mauro Chaves publicou o antológico artigo “Pó pará, governador”, e o Estado de Minas, caudatário da família Neves, respondeu com “Minas a reboque, não”, já se tinham uma ideia que rolava nos bastidores das convenções do PSDB. As notícias de agora, fresquinhas de ontem e hoje, reproduzidas abaixo, dão a entender que o segmento que o PSDB postula para o desenvolvimento do Brasil, além do PCC, se depender da PRF, pode virar pó. 

    Com a distribuição de milhares de assinaturas de Veja, Folha, Estadão e o pagamento de R$ 70 mil reais para um idiota criminalizar o PT, Lula e Dilma, se explica o surgimento de Kataguiris e do MBL. E de midiotas, os idiotas amestrados pela mída. Veja que nesta horas publica-se o milagre mas não entregam o santo. Como já disse o Jorge Pozzobom, o PSDB tem imunidade e só os idiotas não percebem.

    Deve ser só coincidência…

    PRF apreende 62 quilos de pasta de cocaína na Régis Bittencourt

    O ESTADO DE S. PAULO + 28 Julho 2015 | 18h 11

    Droga, que era transportada em um fundo falso no porta-malas de um carro, é avaliada em R$ 12,5 milhões

    A Polícia Rodoviária Federal apreendeu mais de 62 quilos de pasta base de cocaína, na altura do quilômetro 439 da Rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo ao Paraná, nesta terça-feira, 28. Segundo a PRF, a droga está avaliada em aproximadamente R$ 12,5 milhões. A cocaína era transportada em um fundo falso no porta-malas de um carro. Esta foi a maior apreensão de cocaína feita no ano na Régis Bittencourt.

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    Um jovem, de 25 anos, conduzia o veículo, acompanhado de uma vendedora, de 21 anos. O casal, morador de Cascavel, no Paraná, foi preso em flagrante. De acordo com a PRF, os dois estavam nervosos durante a entrevista inicial. Após buscas ao veículo, os policiais perceberam que o porta-malas tinha um fundo falso.

    Policiais encontraram a droga em fundo falso no porta-malas 

    Policiais encontraram a droga em fundo falso no porta-malas

    Segundo o motorista, a droga seria levada de Foz do Iguaçú para São Paulo, onde seria refinada e transformada em pelo menos 625 quilos de cocaína. Pelo transporte, o casal ganharia R$ 5 mil. Se condenados, os jovens podem ficar presos de 5 a 15 anos pelo crime de tráfico de drogas e de 3 a 10 anos por associação para o tráfico.

    Neste ano, a PRF no Estado de São Paulo apreendeu 8,7 toneladas de drogas. Só na Rodovia Régis Bittencourt, foram mais de 7 toneladas. A droga mais aprendida nas rodovias de São Paulo foi a maconha. A PRF confiscou 8,5 toneladas da droga. 133,7 quilos de cocaína foram retidos.

    Governo de SP não quer agente federal em estradas no Estado, diz secretário

    REYNALDO TUROLLO JR.
    GUSTAVO URIBE
    DE SÃO PAULO – 27/07/2015 02h00

    Ouvir o texto

    Secretário da Segurança Pública de São Paulo, o advogado Alexandre de Moraes (PMDB) assumiu a pasta em janeiro, em meio a uma escalada de roubos que já durava 19 meses, um aumento das mortes causadas por policiais e um crescimento dos casos de roubo de carga.

    Para melhorar as estatísticas oficiais, que desde então passaram a registrar queda nos principais crimes, ele diz ter feito mudanças no policiamento, como melhoria na mobilidade dos policiais e investimento em ações de inteligência.

    Em junho, no acumulado dos 12 meses anteriores, os homicídios no Estado chegaram à menor taxa da série histórica –9,38 casos por 100 mil habitantes. Agora, para dar um "salto" de qualidade na segurança, Moraes quer retirar a Polícia Rodoviária Federal das rodovias federais que cruzam o território paulista, para assumir o policiamento na Dutra e na Régis Bittencourt.

    Luiz Carlos Murauskas – 20.jun.2014/Folhapress

    Secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, diz que governo paulista não quer agentes federais em estradas no Estado

    Secretário Alexandre de Moraes diz que SP quer agentes federais fora de estradas no Estado

    *

    Folha – O número de homicídios tem se mantido estável no Estado. Isso é fruto de quê?
    Alexandre de Moraes – O Estado terminou 2014 com 10,06 homicídios por 100 mil habitantes. É o único Estado do país que conseguiu chegar a dez, que é o tolerável pela ONU. São Paulo saiu, em 1999, de 36 homicídios por 100 mil habitantes e chega agora a quase um quarto do que era [9,38 em junho]. Isso se deve ao mapeamento de locais onde há mais incidência [de mortes] e ao combate ao tráfico de drogas, que é um diferencial na minha gestão, já que um dos fatores do homicídio é o tráfico. Um ataque mais forte ao tráfico evita o homicídio da briga entre quadrilhas. O fator mais difícil de combater é o passional, o crime dentro de casa.

    Não há também o fator de que, hoje, quase todo o tráfico em São Paulo está na mão de uma única facção, o PCC? Isso acaba diminuindo a disputa.
    Não existe essa hegemonia. O PCC, assim como outras organizações criminosas, não domina nenhum crime. Basta ver que, em alguns locais onde o policiamento não depende só de São Paulo, como no Deinter-1 [São José dos Campos], o homicídio é um pouco mais elevado que no resto do Estado. Por causa, principalmente, da briga entre Rio e São Paulo. E a Dutra não é nosso policiamento.

    Eu já falei ao ministro [da Justiça] José Eduardo [Cardozo], e vou reiterar em agosto, que quero assinar um convênio para que São Paulo fique responsável pelas rodovias que hoje não são de nossa responsabilidade: Dutra e Régis Bittencourt, principalmente, para que a gente possa fazer o policiamento com a Polícia Militar Rodoviária. Aí nós vamos dar outro salto.

    A ideia é cooperar com a Polícia Rodoviária Federal [responsável por essas rodovias]?
    Não. A ideia é assumir [o policiamento]. Obviamente, estou pedindo contrapartida em tecnologia, mas a gente assume [as estradas federais]. Agradece à Polícia Rodoviária Federal, mas permite até que ela possa ir para as outras rodovias federais. Aqui em São Paulo, o efetivo da PRF é baixo, porque ela tem que pegar outros Estados.

    Qual a razão dessa medida?
    Em função do tráfico de drogas, porque a droga não é produzida em SP, e do tráfico de armas, porque os fuzis não são fabricados em SP. E também do roubo a carga, porque onde há mais roubo a carga em SP é na Régis Bittencourt.

    O sr. avalia que o policiamento federal não é eficiente?
    Eu não diria que o policiamento federal não é eficiente. Eu diria que, se pudermos também pegar isso, é mais fácil o nosso planejamento. Eu pedi [ao ministro] em maio e agora quero ver se, em agosto, a gente fecha isso já.

    O senhor assumiu em um contexto de alta de roubos. Que ações adotou para reverter isso? O policiamento mudou?
    Antes, vou fazer um introito do que seriam os pilares da minha política. O primeiro, que venho insistindo bastante, são as alterações legislativas. Fui com o governador [Geraldo Alckmin] a Brasília e levamos duas propostas de delegação legislativa que vão ser uma revolução.

    Eu pedi duas delegações [para SP]: uma para [criar regras estaduais para] toda investigação pré-processual, procedimento de inquérito e cautelares para crime organizado, e outra para execução penal, para poder criar nosso regime de execução da pena, disciplina, remissão e aproveitar o trabalho do preso.

    O segundo pilar é a cooperação com o Ministério Público e o Poder Judiciário. E o terceiro ponto é uma coordenação maior entre as polícias.

    Em relação a roubos, nos cinco primeiros meses deste ano, conseguimos a queda de quase 6%. Verifiquei que havia pontos com mais policiais, como Moema [área nobre da zona sul], e pontos com menos, como Capão Redondo [periferia da zona sul], e fiz uma reformulação. Anos atrás, o crime contra o patrimônio era no centro expandido. Com o aumento da classe média e do consumo, isso se expandiu. Outra medida importante foi dar mais mobilidade à polícia. Tiramos, por exemplo, uma base fixa [da PM] que tinha na frente do jóquei e passamos a utilizar aqueles policiais rodando.

    Há relatos de vítimas que não estão conseguindo registrar roubo de celular sem fornecer o IMEI [um número exclusivo de cada aparelho]. Isso não tem ajudado as estatísticas?
    Isso não corresponde à verdade. Uma coisa é a delegacia eletrônica [pela internet], que, desde que surgiu, em 2013, exige o IMEI, até para evitar que alguém infle os dados erroneamente. Nas delegacias, a pessoa registra qualquer roubo ou furto sem necessidade de dar nada. Tanto é que, no semestre, furto e roubo de celular aumentaram 3,2%, apesar de roubo e furto [em geral] terem caído.

    Falamos da queda dos roubos em geral, mas os roubos de carga cresceram.
    Temos dois tipos de roubo de carga: o oportunista, que ocorre muito na capital durante carga e descarga, e o de quadrilhas especializadas, geralmente de eletroeletrônicos e remédios. Temos que fazer dois tipos de combate. No oportunista, intensificar o policiamento nas regiões com maior incidência. Em maio, no Estado, diminuímos o roubo a carga em quase 9%. Já para combater as grandes quadrilhas, precisamos de informação do setor [de transportes]. O que ocorre é que não há nenhum grande roubo de carga que não tenha gente infiltrada, seja da própria empresa que transporta, seja do depósito. Sempre tem pessoa de dentro.

    No primeiro trimestre, as mortes por PMs subiram 18% em relação a 2014, indo de 157 para 185. Combatê-las é prioridade?
    Temos que verificar por que estão ocorrendo. Tem casos que são inevitáveis. É uma realidade [os criminosos irem para o confronto].

    Mas não é curioso o número de policiais mortos, nesse período, só ter ido de 3 para 4?
    O número de PMs mortos subiu de 3 para 4, mas o número de feridos aumentou [segundo as estatísticas, porém, o número de PMs feridos em serviço caiu de 70, no primeiro trimestre de 2014, para 43 em 2015]. O que eu fiz? Editei uma resolução determinando, entre outras coisas, aviso imediato ao Ministério Público quando houver morte de policial ou causada por policial. Da parte do gabinete, não vai ter condescendência com nenhum exagero.

    Quando o Detecta [programa de inteligência policial] sairá da fase de testes?
    Pretendo, depois dos testes, fazer uma apresentação ao governador e, neste semestre, vamos ter o Detecta.

    O sr. consultou o governador sobre a possibilidade de se filiar ao PSDB?
    Não consultei ninguém, eu fui consultado pelo presidente estadual do PSDB, Pedro Tobias. Assumi a secretaria estadual, que é técnica, e minha preocupação é tocá-la.

    Mas o sr. não descarta a possibilidade de ir para o PSDB?
    O futuro a Deus pertence.

    Como constitucionalista, o sr. considera que há espaço para discutir o impeachment da presidente Dilma Rousseff?
    Hoje é um absurdo discutir o afastamento dela, que não está sendo investigada. Assim como falar no afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha [PMDB], é outro absurdo. Se o Ministério Público oferecer denúncia e o Supremo Tribunal Federal aceitar, aí a Corte vai decidir.

    RAIO-X: ALEXANDRE DE MORAES, 46

    Formação Graduou-se em Direito na USP em 1990

    Especialidade Direito de Estado, tendo publicado livros sobre o tema

    Cargo É secretário da Segurança Pública de São Paulo desde janeiro de 2015. Já foi secretário municipal de Transportes e promotor de Justiça, entre outros cargos

    16/06/2015

    PCC se consolida e dita política de segurança em São Paulo

    Filed under: Geraldo Alckmin,PCC,PSDB,São Paulo,Segurança Pública — Gilmar Crestani @ 9:21 am
    Tags:

    PCC

    A política do Estado Mínimo com outro nome: choque de gestão. Mas também pode chamar de meritocracia. Tudo isso embalado por milhares de assinaturas de Veja, Estadão e Folha distribuídos pelas escolas públicas de São Paulo. Se as assinaturas não é uma forma mensalão então não sei o que seja. Uma mão lava a outra, as duas, a bunda. Mas por mais que se lave, com HSBC e tudo o mais, continua o aniquilamento do Estado para beneficiar grupos privados. Só tem segurança quem consegue pagar. Só tem água quem consegue pagar. Em São Paulo a única coisa disponível igualmente para todos é a epidemia de dengue!

    Número de PMs em São Paulo diminui em ano que aumenta assaltos

    seg, 15/06/2015 – 10:05

    Jornal GGN – A Polícia Militar de São Paulo diminuiu 1.513 homens do efetivo, neste ano, que foi também o período recorde de assaltos no estado. Os números foram divulgados em balanço pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB).

    A redução foi maior nos cargos de soldados, cabos e sargentos, aqueles que têm presença mais constante no patrulhamento nas ruas. Já o número de oficiais da PM teve um aumento de 40 e as equipes das polícias civil e técnico-científica também saltou para 154 homens a mais.

    Segundo especialistas, o reforço do efetivo da PM seria uma das medidas que poderiam ajudar a conter os roubos. No ano passado, já houve uma diminuição no número de policiais militares – de 87.667 em 2013 para 86.154 em 2014 -, concomitantemente ao aumento no número de assaltos, que cresceram 21% em relação ao ano anterior.

    "Existe uma relação entre efetivo, sentimento de medo e prevalência de crime. E isso está diretamente ligado não só à quantidade, mas à forma com esse efetivo está distribuído", afirmou o professor da FGV e especialista em segurança, Renato Sérgio de Lima, à Folha de S. Paulo.

    A Secretaria de Segurança Pública de Alckmin não respondeu aos questionamentos do jornal.

    Com informações da Folha de S. Paulo.

    Número de PMs em São Paulo diminui em ano que aumenta assaltos | GGN

    18/05/2015

    Onde o PCC manda, bandido bom é bandido solto

    Filed under: Geraldo Alckmin,PCC,PSDB,São Paulo — Gilmar Crestani @ 8:55 am
    Tags:

    PCCEstá capa da tucaníssima Folha de São Paulo de hoje. Onde o PSDB governa, o PCC manda na política de segurança. Deve ser por isso que eles querem a maioridade penal. Adoram botar menor da cadeia para justificar a soltura dos maiores. Em São Paulo os maiores bandidos podem presidir do Tribunal de Contas. Onde o PSDB governa, Operação Rodin, Operação Lava Jato, Operação Pavlova

    O ódio, os constates ataques contra Lula e Dilma tem explicação tão simples como desnecessária. Então vamos complicar: civis pacem para bellum(se queres a paz prepare-se para a guerra). Ou, a melhor defesa é o ataque. A direita odeia governo que põe ladrão na cadeia. O PSDB/DEM, Instituto Millenium e direita hidrófoba gosta de Engavetador Geral, de Rodrigo de Grandis. Eles não gostam nem de Rodrigo Janot pelo simples fato de não ter medo dos jagunços que eles colocaram na Presidência do Senado e do Congresso.

    A direita protege os envolvidos na sonegação da Receita Federal descoberta na Operação Pavlova. E os lavadores do HSBC, que fazem parte da Lista Falciani? Disso não se fala, não se mostra, não se pune. Sim, por isso eles odeiam quem deixa a Polícia Federal e o Ministério Público, quem também odeiam petistas, trabalharem.

    Com o PSDB, São Paulo é um estado que seduz: de dia falta água, de noite falta luz! E bandido solto!

    fsp 18052015Alckmin usa menos rigor do que propõe contra menores infratores

    Apesar de defender maior internação em casos graves, SP não usa potencial da lei atual, diz promotor

    Governo paulista diz que segue o princípio constitucional de que a internação do menor infrator deve ser breve

    REYNALDO TUROLLO JR.DE SÃO PAULO

    Ao mesmo tempo em que defende uma mudança na lei para ampliar para oito anos o tempo máximo de internação de adolescentes que cometerem infrações graves, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) mantém poucos jovens internados pelo período máximo hoje permitido, de três anos.

    A contradição aparece em levantamento de 3.712 infrações cometidas por menores na capital paulista e que resultaram em 1.356 internações.

    Desse total, 88 são autores de infrações de estupro, latrocínio e homicídio qualificado (equivalentes a crimes hediondos), sendo que apenas 12 ficaram internados por mais de dois anos. E só um deles pelo tempo máximo.

    Os dados, de um levantamento do Ministério Público obtido pela Folha, referem-se a todos os casos que passaram pela Promotoria da Infância e da Juventude da capital, de 1º de agosto de 2014 a 30 de abril deste ano, com parecer final sobre a medida socioeducativa em execução.

    Os casos analisados equivalem a quase 17% das cerca de 22 mil medidas em execução na capital paulista. Em média, o tempo de internação é de sete meses.

    DECISÃO DA JUSTIÇA

    Quem decide pela soltura é a Justiça, a partir de relatórios sobre os jovens emitidos pela Fundação Casa (antiga Febem), vinculada ao Estado.

    E, na grande maioria das vezes, os juízes decidem sobre o fim da internação apoiando-se nesses pareceres de psicólogos, assistentes sociais e monitores da fundação.

    Para os promotores, há suspeitas de que a fundação abrevie as internações devido à superlotação. Em março, 32 das 51 unidades na capital tinham deficit de vagas.

    "Mesmo os que cometeram latrocínio não ficaram internados [por muito tempo]", diz o promotor Tiago Rodrigues.

    "Se o Estado de São Paulo quer aumentar o tempo de internação, por que não o faz [dentro da lei atual]? Basta vontade política e reavaliação dos critérios utilizados. Não estão usando nem metade do potencial de prazo que as internações têm", afirma.

    Para ele, é cedo para decretar a falência do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), pois não é aplicado, o que cria sensação de impunidade.

    Já a Fundação Casa diz que segue o princípio constitucional de que a internação deve ser breve e que a palavra final sobre a soltura é da Justiça.

    "Se hoje tem uma lei que fixa o tempo máximo de internação em três anos e que diz que o tempo deve ser o mais breve possível, não posso deixar todo mundo três anos", diz Berenice Giannella, presidente da Fundação Casa.

    Pela lei, quando um juiz decreta uma internação, ele não dá um prazo para a soltura –diferentemente do que ocorre quando um adulto é preso. Cada internação precisa ser reavaliada, no máximo, a cada seis meses, com base nos relatórios da Fundação Casa.

    O projeto que endurece o ECA e, no caso de infrações graves, eleva o tempo máximo de internação de três para oito anos é bandeira de Alckmin na área da segurança pública.

    O tucano já foi algumas vezes ao Congresso para defender a medida –atualmente, o tema está em discussão em uma comissão da Câmara.

    02/05/2015

    Já estão aparecendo os resultados da parceria de Sartori com Aécio Neves

    A violência é padrão Rio, o consumo é padrão Minas, mas a administração é padrão RBS.  Em Nova Iorque fizeram análise química do esgoto em diversos bairros da cidade. Foi fácil descobrir onde havia maior consumo de cocaína. Não adianta enfrentar o traficante da Vila Cruzeiro e Bom Jesus se não fizerem análise química do esgoto da Bela Vista e do Moinhos. Poderiam começar pelo esgoto da RBS… Esta história de liberação é melhor que prisão só ajuda consumidores. Os cheiradores adoram uma política liberal com a mulher dos outros.

    Nem vamos falar da Operação Zelotes ou da Operação Pavlova

    Pelo andar da carruagem aquilo que a ADPF haviam localizado em Juiz de Fora agora se transferiu para o RS, com a vinda casada de outro produto made in PSDB: o PCC, cria de mais de 20 anos de PSDB em São Paulo.

    Violência padrão Rio se espalha em Porto Alegre

    Conflitos em todas as regiões expõem população à rotina de crimes com mortes, criando situação que lembra a capital fluminense

    por Carlos Ismael Moreira

    29/04/2015 | 04h03

    Violência padrão Rio se espalha em Porto Alegre Carlos Macedo/Agencia RBS

    Dois homens foram assassinados por volta do meio-dia de segunda-feira na Zona Norte de Porto Alegre com mais de 60 tirosFoto: Carlos Macedo / Agencia RBS

    Não há dia, hora e muito menos local. Rajadas de tiros em ruas movimentadas e à luz do dia, balas que zunem em todas as direções e atentados que ignoram a presença de inocentes expõem a população de Porto Alegre à guerra entre traficantes que se espalha pela cidade. A situação leva especialistas e autoridades a compararem a realidade da Capital com a do Rio de Janeiro.

    Na segunda-feira, dois homens foram executados com mais de 60 tiros ao meio-dia, entre as avenidas Sertório e Assis Brasil, na Zona Norte. Há pouco mais de uma semana, um trio de criminosos incendiou um ônibus na entrada do Beco dos Cafunchos, na Zona Leste. Três dias antes, em pleno Centro, um homem foi morto com mais de 20 disparos em um ônibus.
    Violência assusta e desafia Porto Alegre
    Beco dos Cafunchos recebe reforço no policiamento
    O recuo temporário dos ladrões gaúchos

    De acordo com o diretor do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado Paulo Grillo, cerca de 80% dos homicídios na Capital têm alguma relação com o tráfico de drogas, motivados por vingança, acertos de contas e disputas por território:

    — É quase uma guerra, com conflitos bastante pulverizados e pontos conflagrados por toda a cidade.

    Nesta terça-feira, a Secretaria de Segurança Pública divulgou índices de criminalidade do primeiro trimestre que mostram estabilidade no número de assassinatos na Capital — foram 157 neste ano e 159 no mesmo período de 2014. Na avaliação de Grillo, é a ousadia dos crimes que deixa a população perplexa.

    Segundo o delegado Filipe Bringhenti, da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, a execução na Avenida Farrapos é um exemplo da determinação dos traficantes em alcançar seus alvos, independentemente do contexto.
    Criança é morta por bala perdida enquanto dormia na Vila Nova
    Dois homens são assassinados na Zona Norte de Porto Alegre
    Homem mata rival dentro de ônibus em Porto Alegre

    — A vítima foi seguida desde o Passo das Pedras. Em um Palio branco, os suspeitos esperavam que o homem desembarcasse mas, como o ônibus já estava no Centro e ele não havia descido, decidiram entrar no veículo e o mataram lá dentro mesmo — relata Bringhenti, acrescentando que a região tende a ser ponto de convergência desse tipo de conflito.

    O incêndio do ônibus seria mais uma retaliação ao assassinato do traficante Alexandre Goulart Madeira, o Xandi, 35 anos, morto em janeiro em ataque do qual Cristiano Souza da Fonseca, o Tereu, 32 anos, é investigado como possível mandante.
    Tereu é apontado pela polícia como líder do tráfico no Beco do Cafunchos, que desde a semana passada foi ocupado pela BM. A suspeita é de que o atentado ao coletivo pretendesse justamente provocar a tomada da região pela polícia para estrangular a atividade criminosa do rival.

    — O RS está evoluindo para situações semelhantes às do Rio de Janeiro. Em alguns casos, os criminosos enfrentam o Estado em condições até mesmo desiguais — diz o delegado Paulo Perez, de Tramandaí, que apura a morte de Xandi.

    O sociólogo Juan Mario Fandino, do Núcleo de Estudos sobre Violência da UFRGS, faz análise semelhante:

    — Porto Alegre está alcançando o ponto em que o Rio chegou muito tempo atrás. O perigo do conflito bélico entre os criminosos extrapola os limites de suas bases.

    Apesar da violência pulverizada, o tenente-coronel Mário Ikeda, à frente do Comando de Policiamento da Capital, não vê termos para comparação:

    — Hoje não há nenhum ponto em Porto Alegre onde viaturas da Brigada não entrem.

    Para o Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico, as regiões que mais preocupam são Restinga e Lomba do Pinheiro.

    Principais áreas conflagradas

    No Morro da Conceição, Paulo Ricardo Santos da Silva, o Paulão da Conceição, dominava um império de tráfico até 2010. Após a prisão de Paulão, houve um racha na quadrilha. Integrantes do bando contrários ao antigo líder buscaram apoio de criminosos da Vila Cruzeiro (gangue V7) e da Restinga (gangue dos Primeira) para assumir o domínio do morro. Como consequência da disputa, já foram registrados tiroteios na região da Pedreira, na Vila Cruzeiro, e na área conhecida como Baixada, na Vila Maria da Conceição.

    Na Restinga, além do bando dos Primeira, que tem apoiado criminosos da Vila Cruzeiro na tentativa de tomada do Morro da Conceição, a polícia já identificou pelo menos 18 gangues de tráfico que travam disputas internas por território no extremo sul da Capital.

    No bairro Vila Nova, o loteamento Campos do Cristal recentemente foi palco de um violento confronto armado entre traficantes, que resultou na morte de uma menina de sete anos, atingida na cabeça por uma bala perdida de fuzil enquanto dormia. Há pelo menos dois anos, três grupos de vilas vizinhas ao redor da Estrada Cristiano Kraemer se enfrentam.

    Assolado por uma sequência de homicídios e tiroteios, o bairro Mario Quintana, na Zona Norte, segue conflagrado, embora os episódios tenham diminuído. Há pelo menos quatro grupos em guerra na área. Criminosos da gangue dos Minhocas, que dominam o território também no bairro Jardim Protásio Alves, disputam com um bando do loteamento Timbaúva. No Jardim Planalto, o bando dos Bugmaer trava conflito com traficantes da Vila Jardim.

    Denarc tenta desfalcar quadrilhas

    Os conflitos entre traficantes na Capital refletem a atual organização dos grupos, avalia o Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc). Alianças entre facções se formam de acordo com interesses pontuais. Mas a fragilidade desses acordos deixa margem para que parceiros virem rivais da noite para o dia.

    — As alianças não se desfazem necessariamente por questão financeira ou domínio de território. Às vezes, são disputas por liderança, um membro que tenta crescer dentro da quadrilha ou tomar para si uma região na qual era responsável como subordinado e até mesmo desavenças pessoais — explica o diretor de investigações do Denarc, delegado Leonel Carivali.

    Na Restinga e Lomba do Pinheiro foram realizadas oito ações que resultaram em mais de 10 prisões neste ano. No mesmo período, em toda a Capital, foram deflagradas mais de 50 operações, com cerca de 200 presos. O desfalque no patrimônio das quadrilhas — apreensões de drogas, armas, dinheiro e veículos — já supera R$ 2 milhões.

    Segundo o diretor do departamento, delegado Emerson Wendt, o desafio é conseguir comprovar a relação entre a droga recolhida e os suspeitos capturados com os líderes dos bandos. Apesar das ofensivas, o risco de os conflitos extrapolarem as áreas de atuação dos traficantes não é descartado.

    — É muito mais fácil para um grupo que busca um alvo rival atacá-lo fora do seu território. É aí que se desenha o risco de ações em outras partes da cidade — avalia Wendt.

    Para o tenente-coronel Mário Ikeda, comandante do Comando de Policiamento da Capital, os casos de vítimas sem relação com o tráfico nesses confrontos são situações isoladas.

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