Ficha Corrida

16/08/2015

Assassinados pelo Estado: Teoria do Domínio do Fato na prática

Filed under: Assassinato,Domínio do Fato,Marcha dos Zumbis,PCC,PSDB — Gilmar Crestani @ 10:41 am
Tags:

OBScena: um vira-lata típico da marcha dos zumbis

bandeira selfie

O método tucano de eliminar a pobreza poderia ostentar a famosa fundamentação jurídica com que o STF mandou os inimigos ideológicos à prisão:

Assas JB Corp: “Foi feita pra isso, sim

Rosa Weber e os livros da Agatha Christie: “a literatura jurídica me permite

Hoje a marcha dos zumbis poderá fazer novas selfies com os assassinos. São da mesma estirpe.

Quando um partido prefere sentar com o PCC e bater nos professores, os resultados se fazem aparecer em Osasco e Barueri.

Promotoria e polícia fazem parceria para apurar mortes em série em SP

Com medo de reação similar à de 2012, equipes vão se unir para investigar crimes em Osasco e Barueri

Corregedoria decidiu interrogar PMs que trocaram mensagens combinando vingar assassinato de cabo

ROGÉRIO PAGNANDE SÃO PAULORAFAEL RIBEIRODO "AGORA"

As cúpulas do governo Geraldo Alckmin (PSDB) e do Ministério Público Estadual acertaram uma parceria para investigar os ataques que resultaram em 18 mortes em série em Osasco e Barueri (Grande SP) na noite de quinta (13).

A ação conjunta de policiais e promotores foi definida para tentar esclarecer os crimes de forma mais rápida e para conter eventual reação que preocupa as duas instituições –com nova guerra entre PMs e criminosos no Estado, como ocorreu em 2012.

Um dos grupos designados pelo procurador-geral de Justiça, Márcio Elias Rosa, tem experiência em apuração de crimes de policiais e participará de trabalho de campo fora da capital pela primeira vez.

A principal linha de investigação da chacina é que ela tenha sido uma retaliação à morte de um cabo da PM durante um assalto a um posto de combustível em Osasco.

CORREGEDORIA

Até a tarde deste sábado (15), ninguém havia sido preso. Mas a Corregedoria da PM decidiu interrogar na próxima semana policiais militares que trocaram mensagens por celular combinando vingar a morte desse policial.

Investigadores tiveram acesso a essas mensagens, trocadas por PMs dos batalhões de Osasco, Barueri e outras cidades da Grande SP. Nelas, eles prometem matar os dois assassinos do cabo Admilson Pereira de Oliveira, 42 –que já foram identificados e estão foragidos.

A tese de participação de policiais nos ataques foi reforçada com a entrada da corregedoria nas investigações, confirmada pela gestão Alckmin na tarde de sábado.

O secretário da Segurança, Alexandre de Moraes, disse na sexta (14) que a corregedoria só atuaria se houvesse fortes indícios de a chacina envolver homens da corporação.

"Melhor do que o Ministério Público realizar uma investigação paralela é ele acompanhar o trabalho feito pela polícia. Desde o início. O importante é uma resposta rápida", disse Rosa à Folha.

As tratativas que envolveram a inclusão do Gecep (equipe da Promotoria para controle externo da atividade policial) nas apurações foram feitas entre Rosa e Alexandre de Moraes. Além do Gecep, também participarão equipes do Gaeco (que investiga o crime organizado), dois promotores criminais de Osasco e um de Barueri.

Embora a retaliação à morte do cabo da PM seja a principal hipótese, são investigadas ainda eventual reação à morte de um guarda civil e ação do tráfico.

ARMAS

Peritos do Instituto de Criminalística encontraram em oito locais dos ataques cápsulas de quatro calibres de armas. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a PM-SP não utiliza nenhuma arma dos calibres encontrados.

Além das armas 9 mm (de uso das Forças Armadas), 38 e 380 (de uso de guardas civis), os laudos confirmaram neste sábado a localização de cápsulas de calibre 45 –que não é usada pela PM, mas existe na Polícia Civil, embora esteja em desuso.

Os ataques foram seguidos de mensagens de áudio disseminadas por celulares na capital e na Grande SP sobre um suposto toque de recolher. Embora consideradas falsas pela polícia, levaram ao fechamento de comércio.

O policiamento foi reforçado, e não houve registro de ataques na madrugada de sábado. Em grupos de mensagens de PMs, policiais admitem temer "represálias": "QAP [prontidão] total. Repasse aos grupos". Frases semelhantes foram enviadas por eles em 2012 na guerra não declarada entre PMs e criminosos, que resultou na morte de uma centena de policiais, além de criminosos e inocentes.

Deixe um comentário »

Nenhum comentário ainda.

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: