Ficha Corrida

19/11/2016

O que é melhor, aprovação unânime no TCE ou reprovação unânime na RBS?

Filed under: Algir Lorenzon,José Ivo Sartori,PMDB,RBS,Tarso Genro,TCE — Gilmar Crestani @ 10:04 am
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Bem, o que tem a dizer o conselheiro do TCE, Algir Lorenzon, a respeito dos gastos do Governo Tarso: “Algir Lorenzon sustentou que a gestão do ex-governador Tarso Genro investiu, comparativamente, recursos bem mais expressivos em Saúde e Educação do que os governos anteriores”.

E antes que um midiota adestrado pela RBS venha encher o saco vou lembra-lo que Algir Lorenzon é e sempre foi do PMDB, o mesmo PMDB do Michel Temer, José Sarney, Eliseu Padilha, José Ivo Sartori, Geddel Vieira Lima. E foi nomeado ao TCE pelo inesquecível, pelo menos pela RBS, de quem ganhou um CRT de presente, Antônio Britto.

Olha o desgoverno do Tiririca da Serra, campeão da violência, desrespeito ao funcionalismo e descalabro financeiro. Contudo, gasta milhões em propaganda da RBS, o que justifica sua popularidade naquela casa mafiomidiática.

Eu prefiro ser reprovado pela RBS. Aliás, fico sempre desconfiado com qualquer um que a RBS aprove, seja Ana Amélia Lemos, Antonio Britto ou Lasier Martins. Desde 1987 que eu sempre sigo em sentido inverso ao defendido pela RBS, por isso não me arrependo de nenhuma das minhas escolhas. Todas deram certo. E todos os governos apoiados pela RBS foram um desastre: Antonio Britto, Germano Rigotto, Yeda Crusius, José Ivo Sartori.

TCE mantém aprovação unânime das contas de Tarso em 2014

Tarso Genro - Pedro Revillion

Tarso Genro

Pedro Revillion

O Tribunal de Contas do Estado do RS reafirmou a aprovação unânime das contas de 2014 do governador Tarso Genro. Em reunião do pleno, realizada no último dia 16, os conselheiros rejeitaram o recurso apresentado pelo Ministério Público de Contas (MPC), que contestava decisão anterior do TCE de aprovação das contas do ex-governador.

Os Conselheiros entenderam que os argumentos do MPC não apresentavam elementos suficientes para a rejeição das contas do Governador, especialmente no que tange à conduta do Governador frente aos problemas enfrentados pelo Estado, como o investimento dos 12% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) na saúde, preconizado pela Constituição Federal. O Conselheiro Estilac Xavier se autodeclarou impedido, por ter feito parte da gestão do então Governador Tarso Genro. Os demais Conselheiros votaram pela aprovação das Contas, acompanhando o relator.

“Com a rejeição do recurso e a aprovação unânime das contas de 2014, fica reconhecido o esforço da gestão Tarso Genro no enfrentamento das dificuldades financeiras e o verdadeiro empenho realizado para o atingimento dos percentuais constitucionais em Saúde”, destaca o líder da bancada do PT na ALRS, deputado Luiz Fernando Mainardi. O RS passou de uma aplicação de 7,92% da RLIT, no último ano do Governo Yeda, para os 12,72% alcançados em 2014.

Texto: Eliane Silveira (MTE 7193)

TCE-RS recomenda aprovação das contas de Tarso Genro
Data de Publicação: 29/07/2015 15:15

Foto Noticia O Pleno do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) emitiu, nesta quarta-feira (29), Parecer Prévio pela aprovação das contas do exercício de 2014 do ex-governador Tarso Genro. A decisão foi tomada por unanimidade, tendo o conselheiro Estilac Xavier se declarado impedido de votar por ter integrado o governo cujas contas estavam em apreciação. De acordo com o relator do processo, conselheiro Algir Lorenzon, o período examinado, embora apresente falhas, indica a adoção de política que produziu avanços importantes em áreas centrais para o interesse público, destacadamente quanto aos investimentos em Saúde e Educação.

O conselheiro relator lembrou que a conduta do gestor público deve ser avaliada considerando a notória dimensão dos problemas a serem solvidos. O exame a ser feito, assim, não é apenas de natureza contábil. “Deve-se examinar o conjunto dos atos administrativos e suas repercussões na solução das carências que afligem o bem comum”, ponderou, comentando que o objetivo da Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal) é afastar o gestor nefasto, aquele que procede de má-fé, o que não é o caso.

Lorenzon seguiu a argumentação da área técnica do TCE-RS citando a conclusão do Serviço de Auditoria, Instrução do Parecer Prévio e Acompanhamento da Gestão Fiscal (SAIPAG) que assinalou, quanto ao exercício de 2014, que os números apurados nos demonstrativos contábeis indicam a adoção de uma política adequada à realidade das finanças do Estado, na busca do equilíbrio e da viabilização da capacidade de realizar investimentos com recursos próprios, com foco na obtenção de maior qualidade na aplicação do dinheiro público e na valorização das ações vinculadas à administração tributária, tanto na fiscalização como na arrecadação ou cobrança, e na concessão ou fruição de benefícios fiscais.

Entre os pontos salientados no relatório, estão os gastos com pessoal que, em 2014, atingiram R$ 15,343 bilhões, representando 53,59% da Receita Corrente Líquida, estando, portanto, adequada ao limite de 60% da esfera estadual (art. 19, inciso II, da LRF), atendendo aos limites legal e prudencial. Todos os órgãos pertencentes à esfera do governo estadual mantiveram-se abaixo dos limites fixados na LRF, cujos percentuais foram de 45,74% para o Poder Executivo, 1,07% para a Assembleia Legislativa, 0,89% para o TCE-RS, 4,4% para o Tribunal de Justiça, 0,05% para o Tribunal de Justiça Militar e 1,44% para o Ministério Público Estadual.

A área técnica da Corte verificou que o total de recursos aplicados na Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE) alcançou R$ 8,110 bilhões, representando 32,76% da receita Líquida de Impostos e Transferências (incluídos os gastos com inativos que representam 39,39% do total da despesa com Educação). Desta forma, a despesa líquida total apurada foi inferior em 2,24 pontos percentuais ao limite mínimo de 35% previsto na Constituição Estadual, mas superior em 7,76 pontos percentuais ao mínimo de 25% fixados pela Carta Federal.  Em 2014, houve um aumento nos recursos para a Educação de 13,99% em relação a 2013, enquanto a Receita Líquida de Impostos e Transferências (RTLI) cresceu 8,5%.

Já as despesas com saúde alcançaram o montante de R$ 2,977 bilhões no período, o que corresponde a 12,01% da RTLI, atendido, portanto, o percentual mínimo exigido pela Emenda à Constituição Federal, enquanto nos termos da Emenda à Constituição Estadual nº 25/1999, foi atingido o percentual de 13,04% da Receita Tributária Líquida (RTL), ficando, portanto, 3.04 pontos percentuais acima do mínimo.

Algir Lorenzon sustentou que a gestão do ex-governador Tarso Genro investiu, comparativamente, recursos bem mais expressivos em Saúde e Educação do que os governos anteriores; garantiu a reposição de funcionários públicos em proporção muito superior aos gestores que lhe antecederam, realizando concursos e garantindo reajustes salariais. Assinalou que o governo de Tarso Genro também assegurou, comparativamente, pagamentos mais expressivos de precatórios.

Diante destas opções politico-administrativas e seus resultados, sustentou que a recomendação pela desaprovação das contas seria ato de injustiça, ainda mais tendo em conta o impacto sobre as finanças do Estado de decisões macroeconômicas tomadas pelo Governo Federal e dos efeitos da crise econômica internacional.  Lorenzon lembrou ainda o empenho do ex-governador em favor de uma renegociação da dívida do Estado, objetivo parcialmente alcançado com a aprovação da Lei Complementar nº 148/2014, que viabilizou uma redução do estoque da dívida, com repercussões positivas para o Estado quanto à possibilidade de novos empréstimos.

O Parecer Prévio do TCE-RS pela aprovação das contas será encaminhado à Assembleia Legislativa que tem a palavra final sobre a matéria.

Acesse aqui o relatório e voto.

Letícia Giacomelli – Assessoria de Comunicação Social

TCE – Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul :: TCE-RS recomenda aprovação das contas de Tarso Genro

08/11/2016

Sirvam nossas patranhas de modelo a toda terra

Filed under: José Ivo Sartori,PMDB,PSDB,RBS,RS,Sonegação Fiscal — Gilmar Crestani @ 9:08 am
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sartori tumeleiro terraPor que não vemos matéria como essa nos múltiplos veículos da RBS? Ora, porque a RBS é teúda e manteúda deste modelo. Aliás, por que não se ouve mais falar nas operações Zelotes e Ouro Verde (Portocred)?! Ora, pelos mesmos motivos que saiu do noticiário a Lista de Furnas, a Lista Odebrecht, a Lista Falciani do HSBC, a Panama Papers (Mossack & Fonseca). Toda vez que surge um escândalo de corrupção envolvendo parceiros dos velhos grupos de mídia, e os próprios grupos, o assunto vira pó. Basta ver o que aconteceu com um heliPóptero com 450 kg de cocaína. Sumiu. Virou pó. E ninguém, muito menos a dupla personalidade MPF/PF, abre a boca para tocar no assunto. Quem fim deram aquelas gravações do Sérgio Machado denunciando o complô do PMDB para derrubar a Dilma e assim se safarem?

Um diálogo muito ilustrativo dizia que Aécio Neves seria o primeiro a ser comido. Não foi, nem será. E todos sabemos porque. Pelo mesmo motivo que 23 milhões lavados na Suíça não fazem José Serra motivo de investigação, muito menos de denúncia. O silêncio do Jornal Nacional sobre a lavanderia suíça de Serra é tem os mesmos decibéis das reportagens sobre as peripécias internacionais de outro personagem favorito das organizações Globo. Por quê? Ora, pelos mesmos motivos que Eduardo CUnha só foi afastado depois de derrubar, com o apoio da Rede Globo, que mudou uma rodada do Brasileirão, Dilma. A pá de cal deu-se antes de sua prisão, que se deu somente após ter limpado as contas. A bagatela de 220 milhões de pixulecos… A justificativa era de que ele tinha foro privilegiado. Claro, mas e a mulher a filha? Tinham foro privilegiado tanto quanto a Andrea Neves!

Essa mesma lógica seletiva que impera no RS. Alguns, como a GERDAU, se beneficia de grande programas de incentivo ou isenções fiscais. O ralo por onde some o dinheiro público tem nome, sobrenome, conta bancária e CNPJ. São sempre os mesmos. O CARF sabe.

Impera no mercado de informações a mesma lógica com que tratam a educação. Quanto menos o povo souber, mais fácil de adestra-lo. Por isso o maior investimento do PMDB, copiado do PSDB, tem sido em marketing, uma forma limpa de se pagar a fatura aos seus benfeitores midiáticos.

Os números não mentem, já a RBS…

A crise fiscal e dos serviços públicos do Rio Grande do Sul, por Róber Iturriet e João Batista Santos

A crise fiscal e dos serviços públicos do Rio Grande do Sul, por Róber Iturriet e João Batista Santos

Brasil Debate

ter, 08/11/2016 – 07:41

As desonerações fiscais do estado, muitas das quais poderiam ser revistas, somaram R$ 8,98 bilhões em 2015, representando 29,68% da arrecadação. Ao mesmo tempo, houve redução no número de servidores, o que pode estar relacionado à piora dos serviços públicos

do Brasil Debate

A crise fiscal e dos serviços públicos do Rio Grande do Sul

por Róber Iturriet Avila e João Batista Santos Conceição

1.Os gaúchos merecem saber o retorno dos “incentivos fiscais”

Os incentivos fiscais são renúncias previstas na legislação tributária, reduzindo, portanto, a arrecadação do Estado que é formada por meio do recolhimento de impostos dos cidadãos. Esses incentivos fiscais não são homogêneos[1].

As desonerações fiscais do estado do Rio Grande do Sul no ano de 2015 totalizaram R$ 8,98 bilhões, representando 29,68% da arrecadação tributária. Somente o ICMS representou 89,99% dessas desonerações[2]. Ao passo que o IPVA e o ITCD representaram 8,84% e 1,44% das desonerações fiscais (RIO GRANDE DO SUL [a]; 2016).

Muitas dessas desonerações fiscais estão previstas na Constituição Federal e na Constituição Estadual. Ao mesmo tempo, o Poder Executivo, seja em nível nacional ou em nível estadual, pode enviar um projeto de lei para revisar tais desonerações fiscais. Há algumas desonerações de caráter social, envolvendo produtos da cesta básica, trigo, medicamentos, entre outros. Por outro lado, existem desonerações mais questionáveis, como a isenção do ICMS e do IPTU para igrejas e templos religiosos, desoneração sobre a produção de vinho e de sacolas plásticas, por exemplo.

Há uma parte importante dessas desonerações fiscais sobre a qual o Estado gaúcho tem ingerência. É o caso dos créditos presumidos. Em 2015, esse segmento das desonerações foi de R$ 2,51 bilhões. São desonerações concedidas pelo Estado com o intuito de atrair investimentos e estimular determinados setores da economia. Assim, é “presumido” o ICMS de uma empresa que pretende se instalar ou ampliar a produção.

Entram na categoria do crédito presumido o Fundopem e o Fomentar. Conforme os restritos dados divulgados pela Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, o Fundopem recebeu mais de R$ 570 milhões de desonerações fiscais via crédito presumido no referido ano.

Em um momento de escassez clara de recursos e de dificuldades de o estado prestar os serviços mais básicos, caberiam revisões de desonerações fiscais concedidas, algumas das quais com pouca transparência e rara informação sobre o retorno social e econômico dessas renúncias.

O gráfico abaixo explicita que as desonerações fiscais em relação à arrecadação total do estado do Rio Grande do Sul são ascendentes no período exposto.

grafico desoneraçoes

2. Servidores públicos na ativa no Estado do Rio Grande do Sul

Não é incomum identificar certo desconforto de membros da sociedade com reposições salariais de funcionários públicos e com os serviços prestados pelo Estado. Essa temática é complexa e envolve uma miríade de variáveis que não serão exauridas neste pequeno texto. Ainda assim, um olhar sobre alguns dados auxilia em uma reflexão mais lúcida.

O número de servidores públicos na ativa no estado do Rio Grande do Sul é um deles. No gráfico abaixo é possível observar a trajetória de queda nos servidores ativos, incluindo servidores da administração direta dos três poderes, Ministério Público, autarquias e fundações. O Gráfico explicita também que a relação funcionários públicos estaduais/população total cai persistentemente ao logo do período, com uma exceção leve em 2012[3].

grafico vinculos

Entre janeiro de 2015 e agosto de 2016 (20 meses), o número de servidores ativos na secretaria de educação (majoritariamente professores) caiu 9.987 (-10,0%). No mesmo período, os inativos aumentaram em 5.625, ou seja, 4.367 saíram da folha de pagamento. Na Brigada Militar houve uma redução de 3.994 servidores (-16,8%). Os brigadianos aposentados aumentaram em 2.567, assim, 1.427 saíram da folha por outros motivos. Já na Polícia Civil a redução foi de 685 servidores (-11,1%). No mesmo período, os servidores ativos vinculados à secretaria da saúde diminuíram em 452 (-9,9%), já os inativos aumentaram 139.

Nessa medida, ignorando-se os óbitos de inativos, 43% daqueles que saíram da secretaria da educação não se aposentaram. Já na Brigada Militar, foram 35%. Na secretaria de saúde foram 69,24%.  Não é descabida a hipótese de que o corte de horas extras, o não pagamento de promoções, o fim do abono que policiais militares aposentáveis recebiam para continuar a ativa e o parcelamento de salários incentivaram o desligamento voluntário (RIO GRANDE DO SUL [b], 2016).

Alguns dados de 2016 ainda não estão fechados, sobretudo das autarquias e fundações. Entretanto, de janeiro a agosto, 8.148 pessoas saíram da ativa apenas na admiração direta. Desses, 4.354 se aposentaram, os demais 3.794 se exoneraram ou faleceram. Cabe destacar que os servidores da área da segurança, incluindo agentes penitenciários e instituto geral de perícias, e os da secretaria da educação representavam 81,68% de todos servidores públicos ativos do estado do Rio Grande do Sul em agosto de 2016.

Verificando-se os dados desde 2000, é notável que a taxa de variação negativa no número de servidores ativos se repete em dois anos consecutivos (2015 e 2016) e com índice não observado na série. Tais informações podem embasar reflexões acerca dos impactos deste expressivo processo de desligamento sobre os serviços básicos prestados à população, tanto no presente, quanto no futuro, uma vez que alterações na educação, por exemplo, são percebidas em um período mais extenso.

grafico vinculos1

No intuito de subsidiar conclusões acerca do retorno dos tributos pagos, é interessante observar os custos de algumas categorias dos servidores. Atualmente os salários de todos estão disponíveis. Os dados abaixo consideram as médias nos valores totais das vantagens, excluindo contribuições de assistências médicas, encargos e 13º salário. Eles se referem a agosto de 2016. Nos dados da Assembleia Legislativa, não estão computados os salários dos deputados estaduais.

– Tribunal de Contas do Estado: R$ 19.751,95

– Ministério Público: R$ 17.463,61

– Assembleia Legislativa: R$ 14.276,93

– Poder Judiciário: R$ 12.341,30

– Polícia Civil:R$ 9.820,72

– Secretaria da Saúde: R$ 6.428,24

– Brigada Militar: R$ 5.833,43

– Poder Executivo (média geral): R$ 4.262,65

– Secretaria da Educação: R$ 2.625,84

As disparidades salariais são bastante nítidas. Há diferenças também nos níveis de qualificação e do serviço em si. Ainda assim, frisa-se que a queda de servidores ocorreu de maneira expressiva nas áreas de educação, segurança e saúde, as quais possuem médias salariais menores com relação aos demais poderes. Saliente-se, também, que nas categorias que não estão submetidas ao parcelamento de salários não houve alteração importante no quadro.

O debate aqui proposto é extenso e envolve outros elementos não considerados com a devida profundidade. De toda sorte, as informações acima auxiliam em algumas reflexões acerca da crise do estado do Rio Grande do Sul, traz também indicativos de fontes de receitas possíveis, caso algumas desonerações sejam revistas. A crise das finanças públicas ocorre ao tempo em que há redução de servidores públicos e elevação das desonerações fiscais.

Além disso, a redução do número de servidores sinaliza que uma eventual piora dos serviços públicos tem relação com a redução de pessoal nas respectivas áreas. Cabe aventar que a referida alteração esteja associada ao desalento monetário, uma vez que foram nas áreas com menores salários que se observam quedas acentuadas em servidores ativos.

Notas

[1]No Rio Grande do Sul, eles acontecem através de quatro formas: i) isenção de impostos; ii) base de cálculo reduzida; iii) crédito fiscal presumido e; iv) estatutos da microempresa e da empresa de pequeno porte (Simples Nacional).

[2]Para se ter um comparativo, em São Paulo, as desonerações fiscais do ICMS no ano de 2015 foram de 11,30% da arrecadação potencial. A arrecadação potencial no Rio Grande do Sul foi de 22,94% no ano de 2015.

[3] Os dados englobam os três poderes do estado do Rio Grande do Sul, mas não incluem as empresas e outras instituições de economia mista, as quais possuem receitas próprias e, na maior parte, são lucrativas.

Referências

RIO GRANDE DO SUL (a).  Demonstrativo das isenções fiscais do RS.Setembro – 2016. Disponível em:  http://www.al.rs.gov.br/FileRepository/repdcp_m505/CFPFC/Nota%20T%C3%A9cnica%20e%20Demonstrativo%20Desonera%C3%A7%C3%B5es%202015.pdf. Acesso em 05 out. 2016.

RIO GRANDE DO SUL (b). Secretaria da Fazenda. Transparência fiscal. Disponível em: <https://www.sefaz.rs.gov.br/Site/MontaMenu.aspx?MenuAlias=m_bp_bip_a2008>. Acesso em 27 out. 2016.

Róber Iturriet Avilla – Doutor em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, professor da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, pesquisador da Fundação de Economia e Estatística e diretor sindical do SEMAPI

João Batista Santos Conceição – É graduando em ciências econômicas na Unisinos e bolsista FAPERGS/FEE

A crise fiscal e dos serviços públicos do Rio Grande do Sul, por Róber Iturriet e João Batista Santos | GGN

03/09/2016

A violência é o único argumento dos fascistas

A democracia brasileira foi estuprada à luz do dia mediante mentiras abjetas propagadas por todas as empresas jornalísticas.” – DCM

OBScena: violência fascista arranca olho de jovem manifestante para legitimar o golpe paraguaio pela força

ViolênciaSabemos como começa, mas não como termina. Começa com os editoriais dos seus apoiadores. A violência começa pelas redações dos jornais. E lá na cozinha dos grupos mafiomidiáticos que se constrói a narrativa dos bons contra os maus. É lá que a violência é justificada sempre para permitir que seus parceiros ideológicos saqueiem o erário. Instalada a Cleptocracia, a violência é sua primeira obra.

Uma das formas mais fáceis e, por isso, utilizadas para drenar dinheiro dos cofres públicos é encher os veículos que os apoiam com publicidade. Basta a ver que a primeira medida de um golpista, de um parceiro da velha mídia é jogar a comunicação pública na privada.

Olívio e Tarso reforçaram a comunicação pública, que não é movida por publicidade nem por interesses imobiliários como a RBS. O que fizeram seus sucessores bancados pela RBS? Sucatearam a TV Piratini e FM Cultura para que a RBS nadasse de braçada. A Brigada Militar faz dobradinha com a RBS. Homenageia com medalhas os funcionários da RBS, e a RBS vira biombo para a violência da brigada. As condecorações da Brigada tem o mesmo papel das estatuetas distribuídas pela Rede Globo, um símbolo igual ao beijo entre mafiosos.

Não por acaso, a mesma cleptocracia que deu o golpe na democracia, se ancorou nas cinco irmãs (Folha, Estadão, Veja, Globo & RBS) e a primeira medida foi atacar a EBC. O segundo passo, porque não tem legitimidade, é a violência para atacar porque aplicam uma velha máxima latina “civis pacem para bellum”, se queres a paz prepare-se para a guerra. Foi assim na ditadura de 1964, está sendo assim no golpe de 2016. Pensam que para se legitimarem precisam impedir as pessoas de se manifestarem, seja tirando-lhes veículos públicos, seja tirando-lhes, literalmente, a visão.

Michel Temer, beneficiado com o cargo de presidente devido ao golpe dado por Eduardo CUnha a pedido da Rede Globo e suas filiais, declarou que as manifestações eram de “40, 50 pessoas”. Ora, ora, ora. Se eram apenas 40, 50, porque tanta violência? Ora, como na fábula da rã e do escorpião, porque a violência é da natureza do poder ilegítimo.

A violência do Estado é uma exigência de seus patrocinadores e de seus principais beneficiários a mídia privada. Foi assim na ditadura é assim agora. Para a RBS e seus ventríloquos, a violência e o assassinato pelas costas de seus inimigos é vista apenas como “um mártir”, uma oportunidade de defesa aos defensores das vítimas e não como um assassinato. Como já escrevi em outra oportunidade, “Os bandidos das ruas são filhos das redações” e das suas relações promíscuas. Basta pensar o que teria publicado a RBS se o estuprador de Florianópolis fosse filho do Olívio ou do Tarso, como é filho deles, a morte foi do Mosquito!

Para os bandidos encastelados sob o nome de imprensa, a morte de um jovem de periferias, de preferência de cor preta, é festejada. Já um senhor branco, que usa um heliPÓptero pilotado por servidor público seu subalterno, abastecido com gasolina paga pelo erário, que pousa em suas fazendas, mesmo que seja apreendido com 450 kg de cocaína, sua punição será virar ministro de seus golpistas.

Ninguém que saiba o que foram as SS nazistas e os camicia nera fascistas pode ignorar que a violência é o único argumento dos fascistas. E os fascistas hoje foram e são incubados pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium.

No RS, advogado é agredido por PM e seu filho chuta soldado na cabeça

Por jloeffler – No dia 02/09/2016

Enquanto filho teria eu tido a mesma atitude em defesa do meu pai e meu filho estou certo teria feito o mesmo. Esse é o arremedo de Governo Sartori. Não posso esquecer que Sartori traz em seu DNA esse espírito debochado e bandido do PMDBosta. Para nos prestar o policiamento de quarteirão alega ele que não dispõe de guardas em número suficiente, mas para bater nos que não aceitam terem seus votos ROUBADOS pelo partido dele, partido de bandidos usurpadores aí não mais existe a CARÊNCIA DE EFETIVO. Como ele é essencialmente debochado penso que mentiroso também.
O Editor
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02 Setembro 2016

Em Caxias do Sul, na serra gaúcha, o protesto contra o impeachment de Dilma Rousseff (PT) na noite da última quarta-feira (31) acabou em agressão. Um vídeo mostra um homem apanhando de policiais militares. Na sequência, um rapaz, filho do agredido, chuta a cabeça de um dos policiais, que desmaiou e chegou a ter convulsões.
A reportagem é de Paula Sperb, publicada por portal Uol, 01-09-2016.
O vídeo foi divulgado pela Mídia Ninja, grupo de jornalistas independentes, mas é de autoria desconhecida. Ao menos três policiais aparecem na cena. As imagens mostram o advogado Mauro Rogério Silva dos Santos, 51, sendo atingido com cassetete na cabeça, barriga e pernas por um policial, enquanto outro PM o segura.
Em outro momento, Santos está no chão e dois policiais o agridem. O registro mostra na sequência um rapaz correndo e chutando a cabeça de um dos policiais, que estava abaixado.

O jovem foi identificado como Vinicius Zabot dos Santos, 21, filho do advogado. “Quem não faria aquilo [ao ver o pai no chão]?”, disse o advogado à Folha.
O advogado contou que costuma buscar o filho na saída da faculdade, por volta das 22h, mas por causa do protesto encontrou o filho um pouco mais tarde.
O protesto já havia acabado quando Santos chegou ao centro da cidade a pedido do filho, que junto com um grupo de jovens, assistia a abordagem policial a uma mulher e a um adolescente, apontados como autores de pichações contra o atual presidente, Michel Temer (PMDB). As pichações chamavam Temer de “golpista”.
“Peguei minha carteira da OAB e me dirigi aos policias com cautela. ‘Sou advogado’, eu disse. ‘O senhor se retire’, um deles falou, já muito perto de mim. Logo um deles me empurrou e não consegui nem falar mais, me deram voz de prisão”, disse o advogado.
Depois de agredir o PM, Vinícius levou dois tiros da polícia de arma não-letal, na perna e nas costas –as marcas se assemelham a tiros de sal, segundo o advogado.
Motivação
O filho de Santos, estudante universitário e ex-atleta de canoagem, agora é investigado pela Polícia Civil por tentativa de homicídio. Ele passou a noite na Penitenciária Industrial de Caxias do Sul e obteve liberdade provisória na manhã desta quinta (1º).
O policial atingido com o chute na cabeça foi o soldado Cristian Luiz Preto, 32, que desmaiou e chegou a ter convulsões, segundo a Brigada Militar (a PM gaúcha). Preto ficou internado no Hospital Pompéia e recebeu alta no final da manhã. Segundo a corporação, ele sofreu uma concussão.
O motivo que provocou a cena filmada tem versões diferentes. Pela justificativa da polícia, Santos teria interferido na abordagem dos supostos pichadores e atrapalhou o trabalho da polícia.
Segundo o delegado Duarte, os policias teriam reagido depois que o advogado deu uma cabeçada em um dos soldados, quebrando seus dentes. De acordo com o delegado, o vídeo divulgado nas redes sociais não mostra a agressão feita pelo advogado.
“Se eles acham que eu sou culpado, que divulguem as imagens das câmeras de segurança, então”, disse o advogado.
Para Santos, os policiais não entenderam que ele era advogado. “Ou é preto ou é advogado, as duas coisas não”.
Na opinião do advogado, houve abuso policial. “Na rua falavam baixinho que iam fazer um ‘pacotinho’, mas não entendi e disseram que tinha muita gente ali. Na delegacia, os policiais militares fizeram o tal ‘pacotinho’: algemaram com força meus braços nas costas, dobraram minhas pernas para trás por dentro das algemas e um policial sentou em cima”.
O advogado conta ainda que os policiais usaram técnicas de sufocamento. “É quase inimaginável que o ser humano faça isso com outro. Na delegacia me diziam: ‘Doutor, o senhor vai ter que escrever com os dentes amanhã’ por causa da minha mão machucada’”, disse.
Segundo o delegado Rodrigo Duarte, o inquérito deve levar até 30 dias para ser concluído. Pai e filho foram autuados em flagrante, o rapaz por tentativa e homicídio e o pai, por lesão corporal grave e desacato. Os policiais envolvidos na cena não receberam punição — a Brigada Militar abriu inquérito policial militar para apurar a conduta dos policiais.
O comandante responsável pelo policiamento em Caxias, coronel Antônio Osmar da Silva, não atendeu a reportagem. Segundo sua assessoria, o assunto é de responsabilidade do 12º Batalhão da cidade, onde trabalham os policiais.
Os servidores do 12º Batalhão informaram à Folha que o responsável da unidade, o tenente-coronel Ronaldo Buss, não comentaria o caso. Procurado, no 12º Batalhão, o capitão Amilton Turra, que comandou a operação de quarta-feira, não atendeu as ligações.
Em Porto Alegre
Em Porto Alegre, uma manifestação contra Michel Temer percorreu diversas ruas da cidade a partir da Esquina Democrática, ponto tradicional de protestos dos movimentos sociais desde a ditadura militar. Um pequeno grupo atacou a sede do partido de Temer, o PMDB, quebrando janelas e a fachada do prédio, na Avenida João Pessoa. A tropa de choque da Brigada Militar usou bombas de gás lacrimogêneo.
Outro protesto, no Parque Moinhos de Vento, conhecido como Parcão, celebrou o impeachment de Dilma vendendo chope “sem inflação”. “Dois copos por apenas cinco Temers”, dizia o cartaz de divulgação da festa.

Fonte: http://ihu.unisinos.br/559660-no-rs-advogado-e-agredido-por-pm-e-seu-filho-chuta-soldado-na-cabeca

Praia de Xangri-Lá

01/09/2016

Porto Alegre diz não à linha sucessória defendida pela RBS: Eduardo CUnha/Temer, Sartori & Sebastião Mello

SegurançaSe Temer é CUnha, RBS é Rede Globo. São paralelas que sempre se encontram nos golpes.

De Brasília a Porto Alegre, a mão que balança a democracia tem digitais da Globo e da RBS. Está no DNA de ambas. A Rede Globo brotou em 1954, mas cresceu em 1964. A RBS nasceu das cincas da Última Hora, também em 1964.

A parceira entre ambas pode ser medida pelos seus representantes no Congresso: enquanto a Rede Globo conta com Aécio Neves e Eduardo CUnha, a RBS conta com Ana Amélia Lemos e Lasier Martins.

Ontem parece que Porto Alegre acordou.

Começou a perceber que não diferença entre o PMDB (Puro Merda, Droga e Bosta) de José Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá, Michel Temer e Eduardo CUnha não difere do PMDB dos gaúchos Eliseu Padilha, José Ivo Sartori e Sebastião Mello. Graças à RBS o RS foi entregue a um palhaço, também conhecido como Tiririca da Serra.

Se os porto-alegrenses não abrirem o olho, se depender da RBS, a capital será entregue à sua miniatura, Sebastião Mello.

Porto Alegre já se encontra entregue às traças, se depender da RBS será entregue às ratazanas.

Porto Alegre tem megaprotesto contra Temer no PMDB e na RBS

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“Hoje, mostramos ao PMDB que não vai ter arrego para golpistas e, para a Brigada Militar, que não temos medo. Nós não vamos sair das ruas”, disseram os organizadores da manifestação; protesto ocorreu diante da sede do PMDB e também da RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul, que apoiou a deposição de Dilma; reportagem de Marco Weissheimer, no Sul 21

1 de Setembro de 2016 às 05:09 // Receba o 247 no Telegram

Por Marco Weissheimer, no Sul 21

A página do evento no Facebook já anunciava um ato de grandes dimensões. Em menos de 24 horas, cerca de seis mil pessoas confirmaram presença no ato contra o golpe que começou a se concentrar a partir das 18 horas, na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre. Alguns minutos depois do horário marcado para o início da concentração, os primeiros gritos de “Fora Temer!” começaram a ecoar no centro da capital gaúcha. Em poucos minutos, centenas de pessoas começaram a se reunir na Esquina Democrática. A chuva, que prejudicou o ato chamado para o dia anterior, cessou e o céu chegou a exibir alguns minutos de sol no final da tarde de quarta-feira em Porto Alegre. Os gritos de “Fora Temer” se alternaram com os “Golpistas, fascistas, não passarão” e “Dilma guerreira, mulher brasileira”. Mas o grito mais repetido, desde o início do ato, foi mesmo o “Fora Temer”.

A concentração inicial foi marcada pelo enterro da democracia. Um caixão coberto de velas foi velado por um grupo de manifestantes no centro de Porto Alegre. E o ambiente foi de velório mesmo. Dezenas de pessoas cercaram o caixão depositado na Esquina Democrática em um clima de silêncio e gravidade que durou alguns minutos. O clima para o ato foi esquentando com a chegada de vários grupos de coletivos e organizações que, desde o primeiro semestre vem participando das manifestações de rua em Porto Alegre: Levante Popular da Juventude, Juventude do PT, União da Juventude Socialista (UJS), coletivos Kizomba e Mudança, do PT, União Nacional de Estudantes (UNE), União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), entre outros grupos, deram a dinâmica da manifestação que, pouco depois das 19 horas, saiu em caminhada pela Borges de Medeiros, pegando a Salgado Filho e depois a João Pessoa, aos gritos de “Olê, olê, olê, fora Temer”.

O papel da Rede Globo e da RBS no processo de derrubada da presidenta Dilma Rousseff também foi lembrado pelos milhares e manifestantes que ocuparam praticamente toda a avenida João Pessoa, desde o viaduto na conjunção com a Salgado Filho até as proximidades da Venâncio Aires. O clima era de muita indignação com os acontecimentos dos últimos dias no Senado. “Temer, ladrão, teu lugar é na prisão” foi uma das palavras de ordem mais repetidas pelos manifestantes, um público predominantemente muito jovem, com uma faixa etária média em torno de 22 anos, e com muitos estudantes secundaristas que participaram do movimento de ocupação das escolas no primeiro semestre.

Na descida da João Pessoa, os manifestantes passaram por um efetivo numeroso do Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar, postado sob às arvores do Parque da Redenção, ao longo da avenida. Um pouco antes da Venâncio Aires, a manifestação fez uma parada em frente à sede do PMDB, onde o caixão velado na Esquina Democrática foi colocado no meio da rua e incendiado em forma de protesto contra a violação da democracia no país. Logo em seguida, alguns manifestantes passaram a tentar derrubar uma grade de acesso à sede do PMDB, denunciando o protagonismo do partido de Michel Temer, do governador José Ivo Sartori e do vice-prefeito Sebastiao Melo, no processo de derrubada de Dilma Rousseff. A grade foi finalmente derrubada e um container que estava na calçada foi lançado dentro da sede do PMDB aos gritos de “lixo, lixo”.

Neste momento, a Brigada Militar começou a disparar bombas de gás da Redenção em direção a João Pessoa, em frente à sede do PMDB, com o objetivo de dividir a coluna de manifestantes que, aquela altura, somava alguns milhares de pessoas. Conseguiu provisoriamente seu objetivo, fazendo com  que algumas centenas de manifestantes corressem para a Lima Silva, na Cidade Baixa. Mas, logo, em seguida, o grupo se reagrupou e seguiu em direção à avenida Ipiranga e de lá para a frente do prédio da RBS, onde ocorreu o confronto mais sério com a Brigada Militar. A uma quadra do prédio da Zero Hora, cerca de dez viaturas da polícia militar correram para a frente da RBS com as sirenes ligadas. Logo, um destacamento do pelotão de choque se posicionou em frente ao prédio. Um grupo de manifestantes começou a queimar pneus na avenida Ipiranga, do lado oposto ao do prédio de ZH. Os brigadianos começaram a lançar bombas de gás e balas de borracha que atingiram as costas de uma manifestantes que ficou cerca de 20 minutos deitado no piso da avenida Érico Veríssimo até se recuperar dos ferimentos e conseguir voltar a andar.

Após um período de muita correria e asfixia provocada pelas bombas de gás, a manifestação se reagrupou na Érico Veríssimo e seguiu em direção à Cidade Baixa. O restante do trajeto foi tranquilo e recebeu muitos apoios de moradores e frequentadores de bares da região. Na esquina da República com a José do Patrocínio, um letreiro luminoso com os dizeres “Fora Temer!” foi exibido na lateral de um prédio. Por volta das 21h30min, a manifestação chegou à Perimetral, ao lado do Largo Zumbi dos Plamares, onde ocorreu uma rápida reunião transmitida boca a boca para todos os participantes.

“Hoje, mostramos ao PMDB que não vai ter arrego para golpistas e, para a Brigada Militar, que não temos medo. Nós não vamos sair das ruas”, disseram os organizadores da manifestação que convidaram para uma assembleia popular que ocorrerá neste domingo, às 16 horas, na sede do Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS Sindicato). Essa assembleia definirá os próximos passos o movimento que promete intensificar as mobilizações de rua “contra o golpe e o governo ilegítimo de Michel Temer”. O escracho promovido em frente à sede do PMDB evidenciou que o resultado do processo de impeachment no Congresso Nacional provocou uma fratura na sociedade que, dificilmente, será resolvida pelas bombas de gás e balas de borracha da polícia militar.

Porto Alegre tem megaprotesto contra Temer no PMDB e na RBS | Brasil 24/7

06/08/2016

Temer está para a Rede Globo como Sartori para a RBS

Filed under: José Ivo Sartori,RBS,RS,Safado,Tiririca,Tiririca Gaudério — Gilmar Crestani @ 9:21 am
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sartori & nepotismoNão precisa ser inteligente para perceber. Basta apenas não ser burro. Aliás, até os muares têm percebido isso ultimamente. Michel Temer e o Tiririca da Serra não existiram sem a mão leve da Rede Globo & RBS que balançam o berço das manipulações.

Como diz o Tarso, se os atrasos salariais se devem aos aumentos dados pelo PT, porque o correligionário do Eduardo CUnha, Eliseu Padilha e Michel Temer, que teve as dívidas do Estado perdoadas, não paga pelo menos a integralidade dos salários sem os aumentos dados no governo anterior?!

Ora, porque se pagasse a integralidade enterraria o discurso para entregar os bens públicos por preço de banana. Se não tem dinheiro para pagar sequer o salário mínimo, tanto que a primeira parcela foi de R$ 600 reais, porque há tanta propaganda do Governo do RS nos veículos da RBS?

Este dinheiro entregue à RBS para fazer propaganda do seu desgoverno não seria melhor empregado entregando a quem faz jus pelos serviços prestados?

Um Governador que despreza de maneira tão solene seu maior patrimônio, o funcionalismo, não tem condições de conduzir sequer uma carrocinha de pipocas. Iria à falência. A manada de gaúchos que segue bovinamente a égua madrinha RBS bem que merece ter um Tiririca com sotaque de gringo tirando sarro encima das próprias safadezas.

Imobilidade é escolha, incompetência é modo: o “Governo Tumelero”

Por jloeffler – No dia 05/08/2016

4/ago/2016, 9h05min

“Uma resposta dada pelo atual governador mandando os professores buscarem o “piso nacional” no Tumelero, foi uma síntese brilhante do que seria o seu Governo”. (Reprodução)

Por Tarso Genro

Uma resposta dada pelo atual governador, na campanha eleitoral, mandando os professores buscarem o “piso nacional” no Tumelero, foi uma síntese brilhante do que, se ganhasse as eleições, como ganhou, deixando claro – desde aquela época -, seria o seu governo: uma sucessão de desculpas por não ter feito, de evasivas por não ter projeto e um desrespeito completo às funções públicas do Estado por desconhecer completamente a natureza da crise nacional e mundial.
O governador Sartori fez pronunciamento culpando o governo anterior pela caótica situação financeira do Estado e pela paralisia completa da sua gestão, nas áreas da segurança pública, saúde e educação. Não apresentou programa para governar e agora demonstra, mais uma vez, que não está preparado para tanto. Quando assumimos o governo, o fizemos na mesma situação de crise financeira e endividamento que ainda permanece e pagamos em dia os salários do servidores.
Exemplo: se o governador Sartori não está pagando os salários aos servidores do Estado em função das correções salariais dadas pelo nosso governo – que visaram apenas repor as perdas de longo tempo de arrocho -, por que não paga, então, numa primeira parcela, o salário integral dos servidores sem os aumentos concedidos pelo nosso governo? Seria menos humilhante e menos doloroso para as milhares de famílias gaúchas que dependem destes recursos para sobreviver dignamente.
Não o faz porque não sabe governar dentro de uma crise, como fizeram vários governos anteriores que, mesmo tendo adotado programas diferentes, tinham os salários dos servidores como primeira e fundamental obrigação. Todos os governos estaduais pagaram um preço elevado pelo acordo imposto aos Estados, pelo governo FHC-Malan, que acentuou gravemente as nossas finanças públicas. Cada governo respondeu, a seu modo, a esta crise.
O governador atual disse, na campanha eleitoral, que não usaria os depósitos judiciais no “caixa único” do Estado para responder a estas dificuldades. Não só usou valores proporcionalmente maiores aos que estavam depositados nas épocas respectivas, como aprovou – na Assembleia- um percentual superior, daqueles depósitos, para uso livre do Tesouro do Estado.
O governador atual obteve uma suspensão temporária do pagamento da rolagem da dívida, apoiada numa Lei que o nosso Estado liderou, nacionalmente, a sua aprovação e obteve, portanto, recursos que nenhum governador obteve até o presente.
O governador atual aumentou impostos, faltando com a palavra dada durante a campanha eleitoral, inclusive sem qualquer resistência significativa do empresariado local, que lhe foi solidário nesta empreitada. Nada disso adiantou, porque não tem gestão técnica da Fazenda e porque não tem voz forte no cenário nacional para liberar recursos da União e de agências internacionais para projetos de interesse do Estado.
Governar dentro de uma crise, que as pessoas de bom senso sabem não ser somente nacional, não é uma questão “ideológica”. É uma questão de capacitação técnica e política de qualquer governo, que é obrigado a agir rapidamente, fazer escolhas, realizar alianças, dialogar com a sociedade e buscar soluções para o imediato, combinando-as com as soluções de longo curso.
Nossa opção foi: não se sai de uma crise sem crescer e sem valorizar o setor público, como indutor-programador do desenvolvimento. Não se sai da crise sem reduzir a dívida pública, como aliás fizemos, abatendo do seu montante 14 bilhões de reais. Não se sai de uma crise respondendo perguntas sérias com piadas de gosto duvidoso e culpando os servidores públicos, cuja minoria percebe mais do que o Estado pode lhes pagar, mas cuja ampla maioria percebe menos que o Estado lhes paga.
À crise financeira do Estado, agora, se somará uma crise brutal de funcionamento dos serviços públicos, que prejudicará, como sempre, os assalariados, os setores médios, o emprego no comércio e na indústria. As duas crises somadas – em crescente – levarão o Estado a situação inédita de falência política e financeira, porque, pela primeira vez a imobilidade como escolha, se soma à incompetência e a grosseria como modo de governo.

Fonte: http://www.sul21.com.br/jornal/imobilidade-e-escolha-incompetencia-e-modo-o-governo-tumelero/

Praia de Xangri-Lá – Saiba tudo o que REALMENTE acontece em Xangri-Lá

29/03/2016

Entenda porque Sartori & CUnha são acobertados por RBS & Globo

 

Governo Sartori/PMDB gasta dinheiro dos gaúchos para dizer que não tem dinheiro

Posted by ugeirm On março 28, 2016 0 Comment

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Os gaúchos que estavam assistindo ao programa Fantástico da Rede Globo no último domingo (20), se depararam com um anúncio do governo Sartori/PMDB explicando a atual situação financeira do Estado. Durante cerca de 1 minuto o governo utilizou o horário mais caro do mercado publicitário para repetir a mesma coisa que vem falando desde que assumiu o governo: o estado está em crise, o governo está cortando gastos, etc., etc. No rádio, comerciais falando sobre a segurança pública no estado também estão sendo veiculados, além de anúncios em jornais impressos.

Não se discute a necessidade dos governantes se comunicarem com os cidadãos, prestando contas de suas ações, explicando projetos e, até mesmo, pedindo apoio para medidas governamentais. Porém, é, no mínimo, estranho que um governo vá para a televisão dizer que está em crise financeira, que não tem dinheiro para pagar seus servidores, que está cortando investimentos essenciais para a população, e use para isso um dos espaços mais caros da televisão brasileira, o horário nobre de domingo. Seria cômico, se não fosse trágico.

Porém, o caso fica mais grave ainda quando o destinatário desse pagamento é o grupo que protege de maneira aberta o governo do Estado, a RBS. Nesse caso a atitude beira o escárnio com o povo gaúcho. Não conseguimos apurar o valor de uma inserção de 1 minuto neste horário na RBS. Porém, sabemos que é o mais caro da grade de programação. E esse valor é gasto para o governo dizer a mesma coisa que diz desde o início do governo. Enquanto isso, a população está amedrontada dentro de casa com medo da violência que só cresce no nosso Estado.

Em fevereiro de 2015, o governador Sartori/PMDB anunciava com toda a pompa que estava suspendendo os gastos do governo com publicidade e patrocínio. Na mesma época anunciava que estava cancelando investimentos, congelando promoções e suspendendo contratações. Pelo que parece, de todos os cortes e medidas de austeridade, a única que não resistiu foram os gastos com publicidade. O Estado continua sem investimentos, sem contratações de pessoal e sem promoções. Porém, a publicidade e o repasse de dinheiro para o grupo RBS foi retomado.

Em sua propaganda na RBS TV, o governo Sartori/PMDB gasta os recursos do cidadão gaúcho para dizer que não tem dinheiro. Não tem dinheiro para garantir serviços de qualidade para a população, para pagar os servidores, para investir em segurança, educação e saúde. Mas tem dinheiro para dar para a RBS, que em troca protege o governo Sartori/PMDB. Por isso, quando você assistir a uma propaganda do governo dizendo que está fazendo tudo para tirar o Rio Grande do Sul da crise, lembre-se: é o seu dinheiro que está sendo transferido para a RBS. Dinheiro que poderia estar sendo aplicado na segurança, na educação e na saúde da população.

Governo Sartori/PMDB gasta dinheiro dos gaúchos para dizer que não tem dinheiro | UGEIRM Sindicato

19/01/2016

Deu a lógica: Estado mínimo, afogamentos máximos

Filed under: José Ivo Sartori,RBS,RS,Tiririca Gaudério,Ventríloquo — Gilmar Crestani @ 9:21 am
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Agora só falta o ventríloquo da RBS mandar os familiares dos afogados procurar caixão na Tumeleiro. A economia burra, que resulta em menos serviços públicos para poder investir o dinheiro em marketing na Rede Baita Suja que o ajudou a eleger, tem sido a regra dos que dizem querer diminuir o tamanho do Estado. Querem um Estado do tamanho da sua estatura moral: mínimo.

Sempre que o RS teve governantes patrocinados pela RBS o desastra foi completo. Basta ver o que aconteceu nos governos Antonio Britto, Yeda Crusius e Germanto Rigotto. Infelizmente, a manada de midiotas amestrados pela RBS não para de crescer. E os resultados estão aí, em mortes de todas as maneiras e formas.

Afogamentos com morte no RS sobem 84% em relação a 2015

Corpo de Bombeiros registrou 44 casos, contra 25 no mesmo período do ano passado

Corpo de Bombeiros registrou 44 casos, contra 25 no mesmo período do ano passado | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

Corpo de Bombeiros registrou 44 casos, contra 25 no mesmo período do ano passado | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

  • Ananda Muller / Rádio Guaíba

Com a confirmação do 44º óbito por afogamento no Rio Grande do Sul desde o início da operação Golfinho, em 19 de dezembro, o Corpo de Bombeiros informou que o número de óbitos, nesta segunda-feira, já é de 84% maior do que o do ano passado. Em 2015, até o dia 18 de janeiro, foram 25 mortes. O caso mais recente envolve Gean Carlos Strapasson, de 18 anos, que havia desaparecido no fim da tarde de domingo no rio Forqueta, em Lajeado.
Conforme a corporação, do total de mortes, 39 foram registradas em áreas onde não há cobertura de salva-vidas da Operação Golfinho. No comparativo com o ano passado, foram 21 mortes em áreas sem cobertura. Além disso, muitos dos pontos em que os afogamentos ocorreram são considerados impróprios para banho. As cinco mortes restantes em 2016 ocorreram em praias do Litoral Norte: duas em Atlântida Sul, duas em Cidreira e uma em Balneário Pinhal.
Os bombeiros ainda fazem buscas a duas pessoas desaparecidas, ambas na região Central do Rio Grande do Sul: um eletricista da AES Sul que foi levado pelas águas do arroio Corupá, em Agudo, em 24 de dezembro e uma mulher que sumiu nas águas do rio Ibicuí, em Santa Maria, nesse domingo.

Correio do Povo | Notícias | Afogamentos com morte no RS sobem 84% em relação a 2015

27/12/2015

Sirvam nossas patranhas de modelo a toda terra

GRINGO-DESGRAÇADO

Enquanto a Rede Bunda Suja continuar amestrando gaúchos, que se deixam tratar como vira-latas, governadores do tipo Tiririca da Serra continuarão cagando no Piratini. As digitais da RBS aparecem também na educação. Por pressão da RBS, Vieira da CUnha está Secretário da Educação. Nesse cruzamento de favores está o fato de o PDT ter se tornado sigla de aluguel onde a RBS pendurou Lasier Martins. As parcerias público na privada são antigas e basta seguir a distribuição do dinheiro do marketing das estatais na RBS.

Não bastasse isso, a esposa do Governador espalha aspones analfabetos como forma de destruir a credibilidade dos órgãos e autarquias e, assim, justificar a privatização, exatamente como Antonio Britto fez para entregar a CRT à RBS. Não faz muito um analfabeto desovado na PGE foi saído por síndrome de deficiência cognitiva…

Pois é dona Maria Helena, alguém disse verdades a vocês

Por jloeffler – No dia 25/12/2015

O Desembargador José Aquino Flores de Camargo a quem respeito e conheço pessoalmente vez que sua simples residência de veraneio se situa a não mais do que cinquenta metros de onde residem meu filho e sua família no centro de Xangri-Lá. Pois hoje gostei das declarações dadas pelo Desembargador que está deixando a Presidência do TJ/RS.
Ele está certo, pois dona Maria Helena e o gringo vieram para terminar o serviço começado pelo tal Antonio Britto de quem o gringo foi líder naquele trágico governo.
O estado foi literalmente desmontado por eles até onde lhes convinha. Na área de segurança pública onde nem mesmo o guardinha da esquina ingressa sem concurso público não há, ao que eu saiba os tais Cargos em Comissão. Por isto eles criaram p PDV que levou muitos a deixarem o serviço público. Perderam os que deixaram o serviço público e perdeu muito mais o Rio Grande do Sul. Os elitizados eleitores desse estado parece terem memória curta e eu que não tenho, mas pago a conta junto. Algo então já inútil e que ficou intocado foi o Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem, conhecido pela sigla de DAER.
Zero hora faz alguns dias apresentou matéria em que aborda o patrimônio do estado imobilizado sem a menor justificativa honesta no DAER. Eu disse justificativa honesta, pois essa inutilidade é mantida intocada para ali serem engordados os cabos eleitorais do governo do momento nos indesejáveis Cargos em Comissão.
Quero lembrar ao que me leem que esse gringo me passou o calote, pois o décimo terceiro salário, aquele que alivia nossas contas ao final do ano a mim não foi pago. Fui ao BB com o qual opero em razão da lei de portabilidade bancária e depois de no governo Rigotto ter sido obrigado a quase surrar um sujeitinho no banco do estado que me exigia assinasse um pedido de empréstimo. Botei ma mesa ao mesmo e sai com o meu dinheiro em espécie. Hoje minha saúde não mais me permite atitude semelhante. Desde o final do infeliz governo Britto/Sartori esse gringo embolsa mensalmente seis mil reais por que aposentado como deputado estadual. E aí me urge uma dúvida que levo ao leitor amigo. Cargos eletivos se constituem em profissão? Óbvio que não, logo não deveriam receber nada senão a gratidão por algo bem feito ou o desprezo pelos maus feitos como os do presente governo. Sartori tem tudo pago por nós, não tirando um único centavo do bolso. Pergunto então por que presenteou dona Maria Helena com salário de mais de vinte mil reais? Foi imposição dela ou ele realmente despreza o contribuinte? Sei lá, mas sou muito antigo, sou livre e aceito e em minha cada a última palavra cabe a mim e somente a mim. Essa penso seja a grande diferença entre o senhor Sartori e este modesto escriba.
Presidente Aquino lhe sou grato pelo que disse hoje em nota à imprensa. Sua atitude me faz sentir-me confortado, pois teria imenso prazer em ter dito isto a esse ‘embrulhon’. Dona Maria Helena não vejo hora de vê-la junto com o seu gringo pelas costas.
Tenho dito
Essa é a manifestação de um humilde servidor que não nasceu para ser penico de ninguém.

Praia de Xangri-Lá | Saiba tudo o que REALMENTE acontece em Xangri-Lá

14/09/2015

Entenda porque o RS está quebrado

OBScena: midiotas portando atestado de imbecilidade

sonegacao nao eh corrupcao marcha de ontemAo invés de mandar os gaúchos resolverem seus problemas na Tumeleiro, Sartori poderia começar mandando policiais prenderem os sonegadores. Claro, os midiotas, sofrendo de toda lavagem cerebral dos maiores corruptos deste estado, ainda portam cartazes de que sonegação não é crime. Não só é crime, como também tem servido para dar atestado de imbecilidade a quem defende a sonegação.

Os assoCIAdos do Instituto Millenium usam do expediente de atacar para se defenderem. O método foi copiado pelos coxinhas na marcha dos zumbis, atando a corrupção dos outros para justificar a deles.

Banco Santander 2 – R$ 3,34 bilhões
Bradesco – R$ 2,75 bilhões
Ford – R$ 1,78 bilhões
Gerdau – R$ 1,22 bilhões
Boston Negócios – R$ 841,26 milhões
Safra – R$ 767,56 milhões
Huawei – R$ 733,18 milhões
RBS – R$ 671,52 milhões
Camargo Correa – R$ 668,77 milhões
MMC-Mitsubishi – R$ 505,33 milhões
Carlos Alberto Mansur – R$ 436,84 milhões
Copesul – R$ 405,69 milhões
Liderprime – R$ 280,43 milhões
Avipal/Granoleo – R$ 272,28 milhões
Marcopolo – R$ 261,19 milhões
Banco Brascan – R$ 220,8 milhões
Pandurata – R$ 162,71 milhões
Coimex/MMC – R$ 131,45 milhões
Via Dragados – R$ 126,53 milhões
Cimento Penha – R$ 109,16 milhões
Newton Cardoso – R$ 106,93 milhões
Bank Boston banco múltiplo – R$ 106,51 milhões
Café Irmãos Júlio – R$ 67,99 milhões
Copersucar – R$ 62,1 milhões
Petrobras – R$ 53,21 milhões
JG Rodrigues – R$ 49,41 milhões
Evora – R$ 48,46 milhões
Boston Comercial e Participações – R$ 43,61 milhões
Boston Admin. e Empreendimentos – R$ 37,46 milhões
Firist – R$ 31,11 milhões
Vicinvest – R$ 22,41 milhões
James Marcos de Oliveira – R$ 16,58 milhões
Mário Augusto Frering – R$ 13,55 milhões
Embraer – R$ 12,07 milhões
Dispet – R$ 10,94 milhões
Partido Progressista – R$ 10,74 milhões
Viação Vale do Ribeira – R$ 10,63 milhões
Nardini Agroindustrial – R$ 9,64 milhões
Eldorado – R$ 9,36 milhões
Carmona – R$ 9,13 milhões
CF Prestadora de Serviços – R$ 9,09 milhões
Via Concessões – R$ 3,72 milhões
Leão e Leão – R$ 3,69 milhões
Copersucar 2 – R$ 2,63 milhões
Construtora Celi – R$ 2,35 milhões
Nicea Canário da Silva – R$ 1,89 milhão
Mundial – Zivi Cutelaria – Hércules – Eberle – Não Disponível
Banco UBS Pactual SA N/D
Bradesco Saúde N/D
BRF N/D
BRF Eleva N/D
Caenge N/D
Cerces N/D
Cervejaria Petrópolis N/D
CMT Engenharia N/D
Dama Participações N/D
Dascan N/D
Frigo  N/D
Hidroservice N/D
Holdenn N/D
Irmãos Júlio N/D
Kanebo Silk N/D
Light N/D
Mineração Rio Novo N/D
Nacional Gás butano N/D
Nova Empreendimentos N/D
Ometo N/D
Refrescos Bandeirantes N/D
Sudestefarma/Comprofar N/D
TIM N/D
Tov N/D
Urubupungá N/D
WEG N/D
Total – R$ 19,77 bilhões

Operação Zelotes: duas máfias operavam no CARF

Dep Stela Farias (PT) e o deputado federal Paulo Pimenta (PT) / Fotos Marcelo Bertani / ALRSDep Stela Farias (PT) e o deputado federal Paulo Pimenta (PT) / Fotos Marcelo Bertani / ALRS

Elmar Bones

Cerca de 300 pessoas lotaram o pequeno espaço do plenarinho da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul para ouvir os esclarecimentos sobre as fraudes que estão sob investigação do Ministério Público Federal e Polícia Federal na Operação Zelotes, deflagrada em março deste ano.

O primeiro a falar foi o deputado federal Paulo Pimenta (PT), vice-presidente da CPI da Câmara Federal sobre as fraudes cometidas no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF e que resultaram na Zelotes.

Pimenta arrancou risadas do público ao detalhar o funcionamento do CARF, órgão que tem mais de um século e cuja existência era desconhecida dos brasileiros até as denúncias daquela Operação.

“Eu mesmo não tinha a menor ideia de como funcionava esse conselho, que decide sobre bilhões de reais em processos de sonegação fiscal”, disse Pimenta.

As primeiras risadas surgiram quando ele explicou que os julgamentos do Conselho são terminativos (não há mais recurso possível) quando a União perde, mas quando ela ganha o contribuinte (empresa privada) ainda pode recorrer. E para isso havia uma verdadeira rede de consultores e advogados para resolver o assunto. “Havia duas máfias operando nesses processos”, disse o deputado.

Os processos em julgamento no CARF envolvem R$ 565 bilhões. O órgão tem 216 conselheiros para esse trabalho: 108 auditores da Receita Federal, geralmente em fim de carreira e que disputam acirradamente esse cargo, que não tem qualquer remuneração (risos da platéia). Outros 108 são “representantes da sociedade”.

Segundo o deputado, os 74 processos nos quais foram encontrados indícios de fraude  somam mais de R$ 21 bilhões (mais da metade do déficit previsto no orçamento federal em 2016). Há também casos de processos que prescreveram sem julgamento e até desaparecimento de processos. “Uma Vara em Brasilia é conhecida como cemitério”, disse Pimenta.

Ele lembrou que, quando foi desencadeada a Zelotes, o MPF pediu a prisão preventiva de 26 pessoas e nove auditores. A Justiça negou os pedidos, assim como negou várias diligências da Polícia Federal. Também foi negada a quebra de sigilo na Operação Zelotes. “Tudo aquilo que o Judiciário diz a respeito da Operação Lava Jato, da necessidade de transparência, divulgação por interesse público, na Zelotes é o contrário”, disse Pimenta.

Uma nova fase, segundo ele,  começou há duas semanas, quando uma nova juíza assumiu o processo. As investigações feitas no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasilia e Santo Ângelo já são resultado dessa nova orientação. Pimenta disse ter informações seguras de que ainda em setembro serão denunciadas as primeiras seis empresas envolvidas em fraude, e cujos processos somam R$ 5,7 bilhões.

Leia também:

Operação Zelotes: duas máfias operavam no CARF – Jornal Já | Porto Alegre

Para Ajuris, “sonegação é uma forma de corrupção, sim”

Audiência na AL / Fotos Marcelo Bertani / Agência ALRSAudiência na AL / Fotos Marcelo Bertani / Agência ALRS

Felipe Uhr

O juiz Mauro Caum Gonçalves, da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), afirmou na audiência pública realizada hoje na Assembleia Legislativa que a Operação Zelotes revela uma relação promíscua do empresariado com alguns setores da administração pública.

“Estranhamente a maioria dessa grande mídia está silenciosa. É compreensível. Uma das seis grandes famílias que dominam a mídia no Brasil, que é aqui do Rio Grande do Sul, é alvo dessa investigação. E os deputados, os senhores que têm imunidade parlamentar, podem denunciar esses crimes. A sonegação é crime, é uma forma de corrupção, sim”, afirmou.

O presidente do Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais, o TARF, aqui no Rio Grande do Sul, Renato José Calsing, falou sobre o funcionamento do órgão, que atua de forma similar a do Carf a nível de tributos estaduais. Ele defendeu a participação da sociedade e da representação da Assembleia Legislativa se acharem que o funcionamento do Carf não está adequado. Também comparou o tamanho do TARF em relação da união. “Nós julgamos em 2014 R$ 3 bilhões, enquanto o Carf está julgando mais de 500 bilhões”

Ao final da audiência, o deputado Paulo Pimenta (PT), relator da sub-comissão que acompanha a CPI do Carf, disse que a CPI do CARF tem até um caráter quase que pedagógico, pois explica a complexidade de um órgão que tem um estoque pra julgar de 585 bilhões de reais” declarou.

Leia também:

13/09/2015

Seu carro foi roubado? Procure na Tumeleiro…

Filed under: Desmanche,Incompetente,José Ivo Sartori,PMDB,RBS,Roubo,Tumeleiro — Gilmar Crestani @ 11:08 am
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OBScena: De volta para o futuro, solução cinematográfica para evitar o colapso do RS.

Sartori, de volta pro futuroOs midiotas gaúchos nãos e contentam com que isso só aconteça por aqui. Querem que este modelo de façanha se estenda à toda terra. Por isso precisam golpear Dilma. O golpismo contra Dilma é também fumaça para esconder o desmanche do RS.

A cada duas horas, três carros são roubados no RS

No primeiro semestre deste ano foram contabilizadas 7,9 mil ocorrências

Policiais examinam carcaça de automóvel em desmanche ilegal em Porto Alegre | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

  • Hygino Vasconcellos

A cada duas horas pelo menos três veículos são roubados no Rio Grande do Sul. A Capital registra mais da metade desse tipo de ocorrência em relação a todo o Estado. Em Porto Alegre, a cada hora, um veículo é levado dos seus donos, conforme estatística divulgada pela Secretaria da Segurança Pública (SPP). A frequência com que esse crime ocorre cresce em velocidade assustadora. Em 2014, o RS registrou 1,7 mil roubos de veículos a mais em relação ao ano anterior. Nos seis primeiros meses deste ano, foram registrados 7.907 roubos de carros no Estado, o que representa 57,49% do número de ocorrências deste crime em relação a todo o ano passado.
O especialista em segurança estratégica, Gustavo Caleffi, esclarece que os veículos roubados abastecem dois mercados distintos: de desmanches e de clonagem. Esta representa 80% do total dos crimes. Na primeira situação, a procura por peças mais baratas movimenta esse comércio. “Hoje se perdeu os princípios de moral e ética. As pessoas costumam comprar sem querer saber a origem. É só ver a venda absurda de DVD’s piratas”, analisa Caleffi. Nesse mercado, os mais visados são os carros populares. “Quanto maior o volume de automóveis de determinado modelo em circulação, maior o risco do carro ser roubado. Por isso, o seguro de um Volkswagen Gol é tão alto”.
A localização de peças mais acessíveis normalmente ocorre em desmanches irregulares. Conforme levantamento da SSP, o RS conta com 1,5 mil desmanches irregulares. A intenção, segundo a instituição, é regularizar estes estabelecimentos para combater o roubo de veículos em território gaúcho.
Ao contrário do mercado de peças, a clonagem de veículos — na realidade são clonadas as placas do carro — se volta para automóveis de alto padrão, normalmente vendidos por meio de um golpe. Veículos roubados também são usados em assaltos. Conforme o especialista, o roubo para esta finalidade é reduzido.
Em Porto Alegre, crescem a cada dia os relatos de roubos de veículos. Uma supervisora de vendas, de 30 anos, reclama de ter tido o carro roubado. O bem ainda não foi recuperado. “Já se passaram três semanas desde o ataque, sem que o automóvel tenha sido localizado”, reclama a vítima, oriunda de São Paulo.
Gaúchos gastam mais com apólices
O reflexo direto do que se percebe nas ruas — o aumento no roubo de carros —, pode ser constatado na hora de procurar um seguro. Conforme o presidente do Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul (Sindseg), Júlio Cesar Rosa, Porto Alegre é uma das capitais brasileiras onde os motoristas mais gastam com apólices. E não é difícil entender o porquê. “Esta situação incide no valor do seguro. O aumento deste tipo de ocorrência (roubo de veículos) na Capital e Região Metropolitana representa 15% sobre o prêmio”, informa Rosa.
Atualmente, Porto Alegre é a segunda capital com maior número de roubos de veículos segurados no Brasil. Só perde para São Paulo, afirma Rosa. Na Capital, para cada cem veículos segurados, 1,60 é roubado. Em São Paulo, a proporção é de 2,20. “Desta maneira, vamos ultrapassar São Paulo em pouco tempo.”
Porto Alegre assumiu a segunda colocação a partir da metade de 2014 e, a cada novo relatório de indicadores de criminalidade a preocupação do setor de seguros fica mais forte. Conforme Rosa, outra consequência direta da escalada dos roubos é o baixo índice de recuperação dos veículos segurados. Na comparação entre o primeiro semestre de 2014 com o mesmo período deste ano, a devolução caiu de 35% para 20%.
Há várias motivos para explicar a queda. Falta de efetivo policial — para prender e investigar —, e o prende-solta que ocorre com crimes de menor potencial ofensivo, como é o caso do roubo de veículos. O inchaço do sistema carcerário e a demora para entregar novos presídios também aparecem como pano de fundo desse problema, destaca o presidente do Sindseg.

Correio do Povo | Notícias | A cada duas horas, três carros são roubados no RS

05/09/2015

Agenda 2020 da RBS

zelotesLasier Martins é o projeto da RBS para o Piratini em 2020. À moda Cosa Nostra, a RBS utilizou o braço da Rádio Gaúcha para levar o pitt bull a pastorear sua manada de bovinos pelo interior do RS. Não bastava ter uma Ana Amélia Lemos no PP gaúcho, a RBS também precisa de uma sigla de aluguel. Foi Vieira da Cunha que entregou a barriga de aluguel para que a RBS pudesse parir outro senador. Assim, a RBS é o único grupo de comunicação que não precisa de intermediários, já tem só pra si dois senadores. Por pouco não conseguiu emplacar a Miss Lagoa Vermelha no Piratini. Não funcionou, então montou o plano B e emplacou o Tiririca da Serra. A estratégia foi criminalizar o PT e Tarso Genro. Poderia ser qualquer um menos alguém do PT. Por quê a RBS tem tanto medo do PT? Claro, o sonho da RBS é ter alguém que lhe entregue, seja em marketing ou facilidades públicas aos finanCIAdores ideológicos, uma CRT a cada quatro anos.

A parceria da RBS com prefeituras do interior, mediante o finanCIAmento de parceiros ideológicos, explica porque o RS está muito atrás de Santa Catarina. Outra explicação está na presença do latifúndio no RS. Em Santa Catarina impera a pequena propriedade.

O atraso gaúcho atende pela união do lumpempresariado  com o lumpenjornalismo. Em que outro estado um grupo de jornalismo criminalizaria um governo que “ousasse” criar uma Universidade Estadual? Olívio Dutra foi diabolizado pela RBS.

Claro, contou com meninos de aluguel, que se venderam pois dois minutos de presença, ao vivo, no Jornal Nacional. Vieira da CUnha, que pelo sobrenome não se perca, alugou seu PDT em troca do acobertamento da RBS. Hoje é Secretário, da cota da RBS,  de Educação. Não é sem motivos que a RBS faz vistas grossas ao abandono de Porto Alegre por José Fortunati. Assim, a RBS mediante seus muitos braços mafiomidiáticos detém dois senadores (Ana Amélia & Lasier), um ventríloquo no governo do Estado, um estafeta na Secretaria de Educação, e um palerma de Prefeito de Porto Alegre.

Só os midiotas não entendem. Para entender bastaria ver quem são os que estão na Lista Falciani do HSBC, no CARF, na Operação Zelotes, Operação Rodin, Operação Pavlova. Por que, vira e mexe, o Gerdau é figura presente para ditar o que é bom ou ruim para o Estado? Será porque o Gerdau, como a RBS, tem interesse no CARF?! Por que eles não param de lorotas, deixem de sonegação e paguem em dia os impostos?!

E ainda há quem não entenda porque o RS está tão mal.

Um relato sobre a misteriosa Agenda 2020

Postado por Juremir em 24 de agosto de 2015

Há nomes que surgem do nada e começam a ter grande influência nos bastidores da administração pública formulando sugestões de políticas que vão se fixando como entidades misteriosas. Por toda parte, ouve-se falar na tal Agenda 2020. De onde surgiu? O que é? Em princípio, é a plataforma de um grupo de empresários que busca implementar Estado mínimo, apostar em políticas de incentivos fiscais para empresas e fazer lobby para os seus amplos interesses. Recebi um interessante e-mail de sobre a Agenda 2020 de uma fonte que não pode ter o seu nome divulgado por medo de sofrer represálias muito óbvias.

Uma fonte entranhada.

“Existe uma empresa que é onde funciona a Agenda 2020, a Polo RS, coordenada por Ronald Krumenauer, e os projetos dela são mantidos por colaboração dos voluntários da Agenda, voluntários esses todos empresários de alta classe do Estado. O que sempre me chamou atenção foi o fato de que a Agenda não tinha nenhuma atividade específica. Mesmo assim eles mantém um corpo de funcionários até pequeno, mesmo assim nunca vi um lugar onde o dinheiro saia de forma tão fácil. A atividade principal deles foram os Debates RS, onde visitavam diversas cidades a apresentaram sua agenda junto com o senador Lasier Martins a equipe da Rádio Gaúcha. Outro fato interessante se refere à sugestão de uma pauta sobre sonegação de impostos, já que sempre escutei discursos indignados contra os impostos no Brasil. A resposta foi bastante clara de porque aquela pauta não deveria ser levantada: ‘Tu queres pegar mais da metade do conselho da Polo’. O presidente da Agenda 2020 é uma figura meramente figurativa, quase nunca aparece no local e nas poucas vezes que vai fica menos de 10 minutos no local em conversa reservada com Ronald. Bom há outras questões sobre a Agenda que podemos levantar, especialmente de onde vem o dinheiro que sustenta aquela estrutura, já que o escritório está localizado em uma região muito cara da cidade, sem contar os gastos com pessoal, viagens e etc”.

A Agenda 2020 é parceira da RBS.

Nada de irregular. Só desconhecido do público mais amplo. O time da Polo é pesado.

Esta notícia, recuperada na Internet, dá uma ideia da densidade econômica do pessoal e da sua capacidade de influência: “Conselheiros e associados da Polo RS – Agência de Desenvolvimento, reunidos nesta segunda-feira, dia 19 de agosto, em Porto Alegre, elegeram o empresário Humberto César Busnello como o novo presidente do Conselho de Administração da entidade, período 2013/2015. O encontro foi liderado por Bolivar Baldisserotto Moura, presidente do conselho da Polo RS entre 2007 e 2013. A reunião contou com os conselheiros Jorge Gerdau Johannpeter (Gerdau), Heitor Müller (Fiergs), Zildo De Marchi (Fecomércio), Ricardo Russowsky (Federasul), Paulo Vanzetto Garcia (Sinduscon), José Eduardo Cidade (Walmart) e Vagner Calvetti (Ipiranga), Anton Karl Biedermann e as presenças de Renato Gasparetto e Luiz Carlos Bohn”. Tropa de choque.

Eleito, Busnello declarou: “Vamos intensificar nosso relacionamento com o Executivo, com Legislativo e o Judiciário. Temos estudos e propostas sobre o futuro do Rio Grande do Sul que precisamos apresentar a todos os gaúchos”.

Apresentou-as a Sartori.

Será que o máximo de gaúchos quer o Estado mínimo?

Juremir Machado da Silva – Blogs – página 3 – Correio do Povo | O portal de notícias dos gaúchos

Boesio, o beócio!

BEÓCIO-DEPUTADOPor que não me surpreendo com bandidos?!

Porque hoje eles são acolhidos pela mídia, mormente quando circulam sobre suas cabeças helipópteros cheios de pó. Para esconder grandes traficantes condenam jovens de periferia. A escola da manipulação é useira e vezeira em condenar quem, por exemplo, cria uma universidade (UERGS) para endeusar quem se locupleta com emprego fantasma (Ana Amélia Lemos). Glorifica quem lhe entrega um CRT de bandeja.

O beócio Álvaro Boesio é aluno da escola FHC.

Lembrem-se, FHC também chamou os aposentados de vagabundos. E aí descobre-se que a filha dele, Luciana Cardoso, era funcionária fantasma do Senado, no gabinete do Heráclito Fortes. Este ódio descende da mesma linhagem de que faz parte Fernando Collor de Mello, um paladino da moralidade, com seu “caçador de marajás”. Não por acaso, guindado à Presidência da República graças as manipulações dos assoCIAdos do Instituto Millenium.

Lembremos que foi a capa da Veja que estampou “Caçador de Marajás”. A Globo se encarregou de fraudar debates entre Lula e Collor, de vestir camisa do PT no sequestrador do empresário Abilio Diniz. Para eleger Collor, a RBS suspendeu Luis Fernando Verissimo simplesmente porque chamou Collor de ponto de interrogação bem penteado.

PMDB do Boesio é o mesmo do Eduardo CUnha, do José Ivo Sartori, do Antonio Britto. Boesio é líder do governo que depositou a esmola de R$ 600,00 na conta dos servidores. Boesio não sabe, por exemplo, que a primeira medida de seu governo foi aumentar o salário do governador em 46%. A segunda foi o nepotismo, Sartori botou a mulher para ocupar a cadeira de uma Secretaria. Boesio também não sabe que Maria Helena Sartori espalha CCs por várias repartições do Estado. Para quem quiser uma cronologia do método PMDB à moda gaúcha, o Juremir Machado da Silva publicou uma, aqui.

Magarefes como este Boesio se criam porque grupos como a RBS se encarregam de criminalizar tudo o que não é espelho. E o espelho neste momento mostra a RBS na Operação Zelotes

 

Deputado que xingou servidores já teve assessora ‘fantasma’

O deputado Alvaro Boesio/ Banco de dados ALRS O deputado Alvaro Boesio/ Banco de dados ALRS

O líder da bancada do PMDB na Assembleia Legislativa, deputado Álvaro Boessio, que recentemente chamou os servidores públicos de vadios, em entrevista à rádio Spaço FM, já teve uma assessora que não cumpria o expediente, ou pelo menos parte dele, conforme o jornal O Pioneiro, de Caxias do Sul, do dia 8 de julho deste ano.

Segundo a matéria, a assessora Milena Darsie Baldasso, 19 anos, contratada como cargo de confiança por Boessio, não aparecia na Assembleia e também era desconhecida pelos “colegas” de gabinete.

Milena teria ficado pelo menos um ano sem nenhuma referência de prestar serviços mesmo sendo contratada desde março de 2014. A assessora é filha de um amigo de Boessio, conhecido como Betão. Na época, o deputado alegou que ela trabalhava e cumpria funções de assessora política, sendo uma de suas representantes em Carlos Barbosa, porém nem o PMDB atribuía a ela ser encarregada de representar o parlamentar na cidade gaúcha.

“O horário dela é livre. Ela tem que ir uma ou duas vezes por semana no gabinete, tem semanas que ela não vai. Nenhum dos meus assessores tem horário comigo, declarou.

Na mesma entrevista à radio, Boessio também disse que não vê necessidade dos deputados abrirem mão de seus salários, como ajuda ou compreensão à crise vivida pelo Estado, e também confirmou que vai votar a favor do aumento dos vencimentos dos parlamentares ao fim do mandato.

04/09/2015

Sartori é a CUnha da RBS no do gaúchos

sartoriA história se repete como farsa, mas só quando o inquilino do Piratini é um ventríloquo da RBS. A estratégia de achincalhar as partes mais frágeis não é novidade. Foi assim com Antonio Britto, com Rigotto e com Yeda Crusius. Em todos estes governos títeres da RBS a estratégia foi a mesma. Até na violência. Mas uma violência seletiva, somente contra os párias da sociedade. Não há violência, por exemplo, contra os que sonegam bilhões, como mostra a Operação Zelotes. Duvido que a Brigada Militar seria orientada para atirar pelas costas do que estão na Zelotes, no CARF, na Lista Falciani do HSBC.

Quando um deputado diz que os servidores públicos são vadios está legitimando a violência. Além de sofrerem com o corte dos salários também são violentados na sua dignidade. O RS está infestado de cafajestes como este porque contam com a complacência da RBS. Há exemplos saídos das fileiras da RBS como o Luis Carlos Prates, mas há outro, o Luis Carlos Heinze que nada deixa a desejar ao xará da RBS. O PP gaúcho está inteiro na Lava Jato, mas a RBS não cobra explicações de sua funcionária, Ana Amélia. O PMDB de Sartori é o mesmo do Eduardo CUnha, a RBS não faz esta relação. Isto é, não criminaliza nem o PP, nem o PMDB, mas criminaliza o PT. Mas eles conseguem atribuir ao Tarso Genro patifarias do Sartori…

Infelizmente, a RBS deita e rola pra cima de seus midiotas. Cabresteia e leva de roldão, a ponto de ter, sozinha, dois senadores: Ana Amélia Lemos e Lasier Martins. Ambos parceiros do Tiririca da Serra, mas também do Napoleão das Alterosas. Direito deles, o problema é a passividade bovina da manada gaúcha. A forma como a RBS se imiscui na Feira  Agropecuária de Esteio e no acampamento do Parque da Harmonia, endeusando o latifúndio e justificando que a peonada se contente com galpões é uma forma de livrar a casa-grande de culpa.

A estratégia da violência, violência em todos os sentidos, é a mesma. Até no assassinato. A RBS tem sido a grande incentivadora da criminalização dos movimentos sociais, exceto quando o movimento social veste camisa da CBF  e pede a volta da ditadura, a derrubada de um governo recém eleito.

O assassinato pelas costas do trabalhador sem terra, Eltom Brum da Silva, foi tratado pela RBS como “um mártir para o MST”. Novamente a estratégia da violência, seja contra os servidores públicos, seja contra jovens da periferia, é posta em prática. Como o colono Brum, agora o assassinato, também pelas costas, do jovem Ronaldo Lima evidencia uma ideologia da violência que toma proporções sempre que lumpenjornalismo movimenta seus ventríloquos. Para os desavisados e midiotas convém lembrar que as forças que estão no governo do Estado estiveram unidas entorno de Aécio Neves no RS. Inclusive a RBS. Agora imagine se a Dilma ou Pimentel em Minas ou Haddad em São Paulo adotasse a tática de criminalizar os pobres para resolver o problema dos ricos, o que aconteceria?!

A alegação de que o jovem assassinado teria envolvimento com tráfico não é só uma imbecilidade como uma tremenda hiPÓcrisia. Até porque já tivemos governador notório consumidor de cocaína. Outro, também eleito devido aos favores da RBS, também tinha irmão envolvido com coca. Vamos dar de boa que o jovem de fato tivesse algum envolvimento com drogas. É lá isso motivo para ser assassinado, desarmado, pelas costas? O que tem de ficar claro nem é a culpa do assassino, mas do mandante, a violência como método contra pobres. A hipocrisia fica evidente quando se vê o tratamento que é dado com os traficantes são aliados da mídia, como o caso do helipóptero com 450 kg de cocaína. Não houve assassinato, tiroteio, polêmica. A notícia virou pó. Ninguém quer mais saber quem estava por trás porque certamente não era um jovem de periferia. O assassinato é analisado na Zero Hora como “política linha dura”. Por que não há a dureza com os parceiros da RBS na sonegação?!

Não nos esqueçamos, a estratégia da violência no desgoverno Yeda Crusius guindou o Cel. Mendes ao posto de julgador no Tribunal Militar…

EXTRA.. EXTRA… EXTRA! CRISTALVOX DESCOBRIU O QUE ANA AMÉLIA FARIA SE FOSSE GOVERNADORA

By jloeffler – On 03/09/2015

Leudo Costa 3 de setembro de 2015 Uncategorized

Sessão solene conjunta do Congresso Nacional para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no dia 5 de junho.
Em discurso na tribuna do plenário do Senado, senadora Ana Amélia (PP-RS).

Sessão solene conjunta do Congresso Nacional para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no dia 5 de junho.

Em discurso na tribuna do plenário do Senado, senadora Ana Amélia (PP-RS). Sessão solene conjunta do Congresso Nacional para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no dia 5 de junho. Em discurso na tribuna do plenário do Senado, senadora Ana Amélia (PP-RS).
O jeito de Governar de Tarso Genro, o Rio Grande conhece. Gerou o caos! Sartori que venceu a eleição não consegue sair do chão. A cada hora, a cada dia uma incerteza, um recuo e uma explicação repetida. Mas se, se, Ana Amélia fosse a governadora o que faria?

Cristalvox descobriu as ações imediatas de AA numa postagem nofacebook de seu chefe de gabinete, se porta-voz e seu melhor confidente…

Leia o que Marco Aurélio Ferreira postou..

Marco Aurelio Ferreira 9 h ·

O Governo do RS poderia ter deixado de nomear tantos CCs ou ter entrado com uma liminar para garantir os salários dos servidores, que têm preferência sobre a dívida; poderia ter usado maior parte dos depósitos judiciais ou apresentado um refinanciamento de dívidas de ICMS com financiamento bancário e garantias de quem deve; poderia propor a venda dos milhares de imóveis do estado obsoletos e abandonados ou destravar centenas de Projetos de investimentos parados na Fepam. Poderia entrar num embate contra a União e exigir créditos da Lei Kandir e o refinanciamento da dívida ,poderia ter proposto cortes e novos rumos, mas preferiu somente o atraso dos salários e o aumento de impostos… Conseguiu unir contra suas medidas a sociedade e os servidores, pois todos se sentem prejudicados.

Quer que o Cristalvox explique ou desenhe?

Copiado de: http://cristalvox.com.br/

Praia de Xangri-Lá | Saiba tudo o que REALMENTE acontece em Xangri-Lá

21/08/2015

Sartori abre desmanche no Piratini

sartori rsSartori, quer remédio, vá na tumeleiro! Tivemos governos medíocres, como o do Pedro Simon. Tivemos governador que era uma espécie de posto avançado da RBS, Antonio Britto. Tivemos verdadeira calamidade pública, Yeda Crusius. Mas só agora conseguimos um governo que é uma piada pronta. E nosso Tiririca da Serra!

Sartori, se quiser trabalhar, vá no Piratini e parece com o desmanche ilegal do Estado!

É sempre assim quando o inquilino é servente da RBS. A primeira coisa que fazem é precarizar os serviços públicos para justificar a entrega aos seus finanCIAdores ideológicos. Desde Antonio Britto a RBS dá de mão e ainda sai jogando com as finanças do RS. Está louca para ganhar uma sobrevida. No tempo de Britto, ganhou de bandeja a CRT. Perdeu pra Telefônica, mas aí, embora ainda não bem contada, já é outra história. Agora precisa alguma fundação e quiçá a Corsan.

Mas é fantástica a elasticidade do caráter dos nossos órgãos de imprensa. Colocam-se como hímen complacente para os gaúchos. Ou pelo menos para a manada que se deixa amestrar com passividade bovina.

Remédio amargo é desculpa do açougueiro metido a medico. Desde quando amputar uma perna é solução para unha encravada?!

“Remédio é amargo, mas o Estado está na UTI”, diz Sartori

Governador apresentou projeto de aumento de impostos

Sartori apresentou pacote de ajuste fiscais do governoO Governador José Ivo Sartori apresentou no final da tarde desta quinta-feira a 4ª fase do Ajuste Fiscal Gaúcho com o pacote de aumento de impostos, que inclui alíquotas de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a partir de 2016. Sartori admitiu não ser favorável à medida, mas que essa foi a única solução encontrada para a atual situação do Estado.
“Sei que o remédio é amargo, mas o Estado está na UTI. Esses momentos exigem verdade, mas também união e ação. Também sou contra medidas assim. Fizemos de tudo para evitar, mas o Estado vive uma situação de emergência e precisa do ingresso urgente de dinheiro no caixa para dar conta das obrigações mais emergenciais no próximo ano. Neste ano viveremos ainda com muitas dificuldade”, afirmou Sartori em seu discurso.
“Precisamos ter uma atitude de responsabilidade. Posso dizer que não fujo dessa responsabilidade. Hoje o governo está propondo uma nova base nessa tentativa de busca para encontrar o caminho para o equilíbrio do Estado do RS. Vamos fazer modificações para acelerar o processo de entrada de recursos no tesouro do Estado”, seguiu.
Sartori ainda pediu compreensão dos setores e destacou que o poder público precisa do sacrifício de todos para encontrar uma recuperação para a crise. "Tenho clareza que não se enfrenta crise apenas com política fiscal, mas com mudanças estruturais. Isso é emergencial. A verdadeira mudança vem com o crescimento do Estado”, disse.
“Não podemos permitir a paralisia do Estado. Por isso estamos tomando as medidas de hoje, que são emergenciais, que essa união a outras que ainda virão para levar ao crescimento do Rio Grande do Sul. O Estado hoje tem muitas dificuldades, mas hoje quem passa pelo pior momento é o governo. Temos agricultura pujante, grandes empresas, setor de serviços modernos, universidades. Temos base para crescer muito mais. Nosso desafio é sanear o poder público”, completou.
Entre as propostas, está a que propõe alteração da alíquota padrão de ICMS, o principal item da Receita Estadual, passando dos atuais 17% para 18%. A proposição também prevê a majoração de alíquotas nos combustíveis (gasolina e álcool hidratado, de 25% para 30%), comunicação (telefonia fixa e móvel, de 25% para 30%), bebidas (cerveja e chope, de 25% para 27%; refrigerante, de 18% para 20%), energia elétrica (residencial, acima de 50 kW, de 25% para 30%; comercial, de 25% para 30%).
A estimativa da Secretaria da Fazenda é um incremento de receita líquida para o Estado na ordem R$ 1,896 bilhão/ano. Já para os municípios, o incremento nos repasses seria de R$ 764 milhões/ano.

RBS tem lado na Lava Jato, o lado de trás, do CUnha

OBScena: uma imagem que prescinde da teoria do domínio do fato. A imagem ajuda entender uma frase perdida no meio do texto da RBS: “O tucano Nelson Marchezan, único gaúcho titular do conselho — Covatti Filho (PP), Onyx Lorenzoni (DEM) e Sergio Moraes (PTB) são suplentes — prega calma”. A frase resume o verdadeiro caráter da matilha.

AecioPOAO hímen complacente da RBS com a corrupção revela-se bem lubrificado nesta ocasião. Por exemplo, como recomenda a Lei Rubens Ricúpero que une os assoCIAdos do Instituto Millenium, a estrela da Operação Zelotes alivia para cima do PMDB. Diferente do que faz em relação ao PT, não criminaliza a instituição que desde sempre tão bem lhe serve no Estado do RS.

O óbvio salta aos olhos, mas a RBS, por meio de seu pastiche Zero Hora, não lembra que todos os que se perfilaram com Aécio Neves no RS estão na Lava Jato. O PP gaúcho, do José Otávio Germano e da Ana Amélia Lemos está todo involucrado. O PMDB do Pedro Simon e do Tiririca da Serra, que vem a ser o mesmo de Antonio Britto e Germano Rigotto, homens caros ao sucesso da famiglia Sirotsky, está lá nas mãos do Pedro Barusco. Mas o PMDB só é lembrado pela ZH para trazer a opinião de um dos homens do Ricardo Teixeira, Darísio Perondi.  A Revista Época, outro braço da Rede Globo, fez uma revelação que “não vem ao caso”: “Irmão do ex-vice-presidente Emídio Perondi, Darcísio Perondi (PMDB-RS) ganhou R$ 150 mil”, da CBF.

Agora ficam mais claros os reais motivos da marcha dos zumbis e o apoio ostensivo dos grupos mafiomidiáticos aos toxicômanos golpistas. Nem precisa ser inteligente para perceber as afinidades eletivas entre golpistas e os derrotados nas últimas eleições. É a síndrome de abstinência do Napoleão das Alterosas que os unem. Não por acaso, Eduardo CUnha, Perondi, Silas Malafaia, Marco Feliciano e Aécio Neves estão sempre do mesmo lado, dos que não têm votos. Mas sabem lavar dinheiro em templo. O ataque que fazem a Lula e Dilma é diversionismo, porque ladrão sempre grita “pega ladrão”.

É curioso que a RBS, que sempre fazia questão de botar o nome do ex-governador Tarso Genro nas matérias que buscavam incriminar o PT, não se lembra de fazer o mesmo com relação ao seu ventríloquo no Piratini agora que seu correligionário do PMDB, Eduardo CUnha, está na berlinda.

Outro exemplo caro aos métodos dos associados do Instituto Millenium é a denúncia em relação ao Collor. Como é do conhecimento até das amebas, a famiglia Sirotsky é parceira da famiglia Collor, famiglia ACM, famiglia Sarney como filiais da Rede Globo. Mas eles, que vivem de negociar informação, não sabiam de nada. As reuniões era para tratar  do Zorro Total….

Coincidentemente, o clã da Rede Globo foi formado durante a ditadura, um modelo de governo defendido pelos que foram no Parcão pedir a entronização de outro CUnha, Aécio Neves da CUnha. Até parece que ninguém sabe que Neves é uma apropriação indevida do sobrenome do Tio Tancredo, já que Aécio é CUnha do cabelo ao cóccix. Estas são as personagens que a manada amestrada pelos grupos mafiomidiáticos querem para comandar o Brasil. Então viva os anencefálicos!

Rivais e aliados de Cunha veem pouca chance de afastamento da presidência da Câmara

Peemedebista ainda tem domínio da Casa e exerce influência no Conselho de Ética

Por: Guilherme Mazui – 21/08/2015 – 04h03min

Cunha procurou desqualificar o trabalho da Procuradoria-Geral da República

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não pretende deixar a presidência da Câmara. Seu afastamento tampouco aparece em um horizonte próximo na visão de aliados e de rivais, que apontam a mesma justificativa: o peemedebista ainda tem domínio da Casa.

Responsável por derrotas em série do governo desde a sua eleição em fevereiro, quando bateu Arlindo Chinaglia (PT-SP), Cunha controla a Mesa Diretora e a Corregedoria, e exerce influência no Conselho de Ética, caminhos pelos quais passam pedidos de perda de mandato, que ainda teriam de ser aprovados no plenário, onde o presidente dispõe de maioria.

Conheça o principal teor das suspeitas contra Eduardo Cunha e Collor

Nos bastidores, há dúvidas se a denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF), por suspeita de recebimento de US$ 5 milhões em propina, será capaz de minar a força de Cunha, que comanda a bancada do PMDB, tem em sua órbita partidos nanicos e conta com apoio de PSDB, PP, DEM e Solidariedade – além disso, é conhecido por auxiliar no financiamento das campanhas de parlamentares.

O peemedebista e seus aliados sustentam o discurso de que ele é vítima de um acordo que poupou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também investigado na Operação Lava-Jato, e ministros petistas. Outro caminho é desqualificar o trabalho da Procuradoria-Geral da República (PGR). Nesta quinta-feira, ao se reunir com 20 deputados, Cunha classificou a denúncia como “fraca” e “ridícula”.

— Por que denunciar apenas o Eduardo? Por que não denunciaram e não investigam os ministros do PT? — indaga Darcísio Perondi (PMDB-RS).

A oposição ao presidente espera reforço das ruas e redes sociais para pressioná-lo. Junto, busca assinaturas para um manifesto que cobra seu afastamento, porém o documento não tem valor legal, é apenas um ato político. PSOL e alas do PT e PSB só pretendem protocolar representação pela perda de mandato de Cunha no Conselho de Ética se o STF acolher a denúncia e torná-lo réu, decisão sem prazo para sair.

— Imagine se o STF não aceitar a denúncia, como nós vamos ficar aqui dentro? — pondera Júlio Delgado (PSB-MG).

A representação no conselho precisa ser feita por um presidente de partido. No colegiado, Cunha apoiou Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), mas foi derrotado com a vitória de José Carlos Araújo (PSD-BA) para liderar o grupo. Contudo, segue influente. O tucano Nelson Marchezan, único gaúcho titular do conselho — Covatti Filho (PP), Onyx Lorenzoni (DEM) e Sergio Moraes (PTB) são suplentes — prega calma:

– É muito cedo para fazer juízo de valor. Evidente que não é saudável para a Casa esta situação.

Outra possibilidade para derrubar o presidente da Câmara é solicitar uma investigação na Corregedoria. No entanto, caberia ao próprio Cunha avaliar o pedido e repassá-lo ao corregedor — e seu aliado —, deputado Carlos Mannato (ES), filiado ao Solidariedade. O corregedor faria um parecer encaminhado à Mesa Diretora, que enviaria ou não o caso ao Conselho de Ética — ao vencer a eleição, Cunha formou a Mesa sem membros do PT.

Caso o conselho opte por apoiar a cassação, a posição precisaria ser aprovada no plenário, com pelo menos 257 votos. Na quarta-feira, com a expectativa da denúncia, Cunha exibiu sua maioria ao aprovar com 320 votos a PEC que reduz a maioridade penal. Cientes do poder do presidente, seus adversários apostam que a pressão popular e o desgaste o forçarão a renunciar.

— Nesse momento fica claro que ele não tem mais condições de representar a instituição — sustenta o deputado Henrique Fontana (PT-RS).

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