Ficha Corrida

21/08/2015

RBS tem lado na Lava Jato, o lado de trás, do CUnha

OBScena: uma imagem que prescinde da teoria do domínio do fato. A imagem ajuda entender uma frase perdida no meio do texto da RBS: “O tucano Nelson Marchezan, único gaúcho titular do conselho — Covatti Filho (PP), Onyx Lorenzoni (DEM) e Sergio Moraes (PTB) são suplentes — prega calma”. A frase resume o verdadeiro caráter da matilha.

AecioPOAO hímen complacente da RBS com a corrupção revela-se bem lubrificado nesta ocasião. Por exemplo, como recomenda a Lei Rubens Ricúpero que une os assoCIAdos do Instituto Millenium, a estrela da Operação Zelotes alivia para cima do PMDB. Diferente do que faz em relação ao PT, não criminaliza a instituição que desde sempre tão bem lhe serve no Estado do RS.

O óbvio salta aos olhos, mas a RBS, por meio de seu pastiche Zero Hora, não lembra que todos os que se perfilaram com Aécio Neves no RS estão na Lava Jato. O PP gaúcho, do José Otávio Germano e da Ana Amélia Lemos está todo involucrado. O PMDB do Pedro Simon e do Tiririca da Serra, que vem a ser o mesmo de Antonio Britto e Germano Rigotto, homens caros ao sucesso da famiglia Sirotsky, está lá nas mãos do Pedro Barusco. Mas o PMDB só é lembrado pela ZH para trazer a opinião de um dos homens do Ricardo Teixeira, Darísio Perondi.  A Revista Época, outro braço da Rede Globo, fez uma revelação que “não vem ao caso”: “Irmão do ex-vice-presidente Emídio Perondi, Darcísio Perondi (PMDB-RS) ganhou R$ 150 mil”, da CBF.

Agora ficam mais claros os reais motivos da marcha dos zumbis e o apoio ostensivo dos grupos mafiomidiáticos aos toxicômanos golpistas. Nem precisa ser inteligente para perceber as afinidades eletivas entre golpistas e os derrotados nas últimas eleições. É a síndrome de abstinência do Napoleão das Alterosas que os unem. Não por acaso, Eduardo CUnha, Perondi, Silas Malafaia, Marco Feliciano e Aécio Neves estão sempre do mesmo lado, dos que não têm votos. Mas sabem lavar dinheiro em templo. O ataque que fazem a Lula e Dilma é diversionismo, porque ladrão sempre grita “pega ladrão”.

É curioso que a RBS, que sempre fazia questão de botar o nome do ex-governador Tarso Genro nas matérias que buscavam incriminar o PT, não se lembra de fazer o mesmo com relação ao seu ventríloquo no Piratini agora que seu correligionário do PMDB, Eduardo CUnha, está na berlinda.

Outro exemplo caro aos métodos dos associados do Instituto Millenium é a denúncia em relação ao Collor. Como é do conhecimento até das amebas, a famiglia Sirotsky é parceira da famiglia Collor, famiglia ACM, famiglia Sarney como filiais da Rede Globo. Mas eles, que vivem de negociar informação, não sabiam de nada. As reuniões era para tratar  do Zorro Total….

Coincidentemente, o clã da Rede Globo foi formado durante a ditadura, um modelo de governo defendido pelos que foram no Parcão pedir a entronização de outro CUnha, Aécio Neves da CUnha. Até parece que ninguém sabe que Neves é uma apropriação indevida do sobrenome do Tio Tancredo, já que Aécio é CUnha do cabelo ao cóccix. Estas são as personagens que a manada amestrada pelos grupos mafiomidiáticos querem para comandar o Brasil. Então viva os anencefálicos!

Rivais e aliados de Cunha veem pouca chance de afastamento da presidência da Câmara

Peemedebista ainda tem domínio da Casa e exerce influência no Conselho de Ética

Por: Guilherme Mazui – 21/08/2015 – 04h03min

Cunha procurou desqualificar o trabalho da Procuradoria-Geral da República

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não pretende deixar a presidência da Câmara. Seu afastamento tampouco aparece em um horizonte próximo na visão de aliados e de rivais, que apontam a mesma justificativa: o peemedebista ainda tem domínio da Casa.

Responsável por derrotas em série do governo desde a sua eleição em fevereiro, quando bateu Arlindo Chinaglia (PT-SP), Cunha controla a Mesa Diretora e a Corregedoria, e exerce influência no Conselho de Ética, caminhos pelos quais passam pedidos de perda de mandato, que ainda teriam de ser aprovados no plenário, onde o presidente dispõe de maioria.

Conheça o principal teor das suspeitas contra Eduardo Cunha e Collor

Nos bastidores, há dúvidas se a denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF), por suspeita de recebimento de US$ 5 milhões em propina, será capaz de minar a força de Cunha, que comanda a bancada do PMDB, tem em sua órbita partidos nanicos e conta com apoio de PSDB, PP, DEM e Solidariedade – além disso, é conhecido por auxiliar no financiamento das campanhas de parlamentares.

O peemedebista e seus aliados sustentam o discurso de que ele é vítima de um acordo que poupou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também investigado na Operação Lava-Jato, e ministros petistas. Outro caminho é desqualificar o trabalho da Procuradoria-Geral da República (PGR). Nesta quinta-feira, ao se reunir com 20 deputados, Cunha classificou a denúncia como “fraca” e “ridícula”.

— Por que denunciar apenas o Eduardo? Por que não denunciaram e não investigam os ministros do PT? — indaga Darcísio Perondi (PMDB-RS).

A oposição ao presidente espera reforço das ruas e redes sociais para pressioná-lo. Junto, busca assinaturas para um manifesto que cobra seu afastamento, porém o documento não tem valor legal, é apenas um ato político. PSOL e alas do PT e PSB só pretendem protocolar representação pela perda de mandato de Cunha no Conselho de Ética se o STF acolher a denúncia e torná-lo réu, decisão sem prazo para sair.

— Imagine se o STF não aceitar a denúncia, como nós vamos ficar aqui dentro? — pondera Júlio Delgado (PSB-MG).

A representação no conselho precisa ser feita por um presidente de partido. No colegiado, Cunha apoiou Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), mas foi derrotado com a vitória de José Carlos Araújo (PSD-BA) para liderar o grupo. Contudo, segue influente. O tucano Nelson Marchezan, único gaúcho titular do conselho — Covatti Filho (PP), Onyx Lorenzoni (DEM) e Sergio Moraes (PTB) são suplentes — prega calma:

– É muito cedo para fazer juízo de valor. Evidente que não é saudável para a Casa esta situação.

Outra possibilidade para derrubar o presidente da Câmara é solicitar uma investigação na Corregedoria. No entanto, caberia ao próprio Cunha avaliar o pedido e repassá-lo ao corregedor — e seu aliado —, deputado Carlos Mannato (ES), filiado ao Solidariedade. O corregedor faria um parecer encaminhado à Mesa Diretora, que enviaria ou não o caso ao Conselho de Ética — ao vencer a eleição, Cunha formou a Mesa sem membros do PT.

Caso o conselho opte por apoiar a cassação, a posição precisaria ser aprovada no plenário, com pelo menos 257 votos. Na quarta-feira, com a expectativa da denúncia, Cunha exibiu sua maioria ao aprovar com 320 votos a PEC que reduz a maioridade penal. Cientes do poder do presidente, seus adversários apostam que a pressão popular e o desgaste o forçarão a renunciar.

— Nesse momento fica claro que ele não tem mais condições de representar a instituição — sustenta o deputado Henrique Fontana (PT-RS).

15/03/2015

PSDB tripudia sob proteção da mídia

pedro simon e yedaAh! eu sou gaúcho! É o Rio Grande velho de guerra fazendo história. Como diz nosso hino, sirvam nossas “patranhas” de modelo a toda terra. Jorge Pozzobom teve um acesso de sinceridade e resolveu registrar no Facebook o que sempre dizemos porque sabemos. A RBS sempre deu proteção a corruptos. Quando não, lançou os próprios. Como na propaganda dos salgadinhos, só não sei se eles aprenderam corrupção na RBS e vieram praticar na política partidária, ou foi a política partidária deles, ainda funcionários, que os tornaram célebres e celebrados na RBS.

A ex-governadora e funcionária da RBS, Yeda Crusius, teve proteção mafiosa da RBS. Mesmo tendo feito o pior governo da história do RS, a RBS sempre a tratou com deferência. Escalou Antonio Britto e Pedro Simon para darem uma mão. Pedro Simon, o político mais inútil que este estado já teve, e olha que há tantos inúteis concorrendo, foi ao Piratini dar sua proteção mafiosa aos Operadores da Rodin. Lá estavam todos do PP que agora estão na Lava Jato. Só mal informados e mal intencionados ainda não entenderam que é a proteção midiática que forma a quadrilha.

OBScenas: Dona Yeda e seus dois “maridos”. É por isso que no RS, o PSDB tripudia para cima dos gaúchos que, como um manada, segue, bovinamente para o matadouro. A praga do PSDB viceja no RS graças ao compadrio da RBS e seus partidos de aluguel (vide PDB para Lasier Martins e PP, para Ana Amélia Lemos).

Yeda Sirtosky

Se é quatro é quadrilha. Vejo o orgulho de ser protegido dos Sirotsky:

pozzobom y Sirotsky

O caso do deputado do PSDB que disse publicamente que nunca será preso por não ser petista

Postado em 14 mar 2015 -por : Kiko Nogueira

Jorge Pozzobom, do PSDB-RS

Jorge Pozzobom, do PSDB-RS

Jorge Pozzobom é um deputado estadual do PSDB do Rio Grande do Sul. Foi o mais votado de Santa Maria nas últimas eleições. É advogado criminalista formado pela UFSM. Líder da bancada tucana na Assembleia Legislativa, ele tem batido duramente no governo Dilma.

“A cada dia fica mais claro aos brasileiros que a corrupção da Petrobras se institucionalizou no governo Lula e foi ampliada ao longo do primeiro mandato de Dilma, com o objetivo de financiar a manutenção de um projeto de poder hegemônico no país”, diz. Essa é a toada que faz sucesso entre sua turma.

Mas Jorge Pozzobom é também o símbolo escarrado de uma doença nacional: a sensação de que se pode falar qualquer coisa, desde que contra os alvos de sempre.

Em sua conta no Twitter, o doutor Pozzobom deixou escapar o que é comentado nos corredores de seu partido, mas nunca foi dito publicamente.

Durante um bate boca relativamente civilizado com militantes petistas, afirmou esperar que “alguém que não seja ameaçado de morte ou morto como o Celso Daniel possa trazer por delação a mega lista do PT”. Foi advertido de que calúnia ainda é crime no Brasil.

Sua resposta: “Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”.

Repetindo: “Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”.

Não é que Pozzobom saiba de algo que você não sabe sobre a Justiça. Não é apenas pelo fato de ele ser advogado que ele diz esse tipo de barbaridade.

É que ele pode. É senso comum. Apenas não havia sido vocalizado dessa maneira.

Num país em que se toleram manifestações de ódio explícitas e acusações sem provas, em que um juiz sugere que a presidente iria sancionar a Lei do Feminicídio por que estava advogando em causa própria, em que se prega a volta da ditadura numa boa — o que isso tem de mais?

Pozzobom, um sujeito inteligente, tem ciência de que, sendo do PSDB, não corre risco algum. Essa é a contribuição de homens como ele para a democracia. Está longe de ser exceção num partido que adotou uma retórica golpista histérica. Apenas foi o primeiro a sair do armário.

Não há hipótese de que isso desemboque em algo de bom para a sociedade, mas a quem apelar?

jorge pozzobom

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Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

12/03/2015

Lava Jato passou a régua no PP gaúcho

Aécio no lançamento da candidatura de Ana Amélia no Rio Grande do Sul, onde o PP se coligou ao PSDB

Numa Lava Jato bem perto de vocês, Aécio & Ana Amélia

PP

Nas últimas eleições descobriu-se nua a égua madrinha do PP gaúcho. O povo que se jacta de ser o mais polentizado do Brasil, trocou uma jaguatirica por um tiririca. Não há nada mais tipicamente gaúcho que o PP e sua manada de analfabetos funcionais. Arrogante, sestroso, partícipe de todos os governos cuja eleição tenha sido abençoada pela RBS, o PP é a última flor do “fascio”, de cujo buquet fazia parte Pratini de Moraes, ministro da Aftosa

A mesma manada que era conduzida bovinamente ao cadafalso por Ana Amélia Lemos, até ser descoberto seus múltiplos empregos tal e qual o playboy das alterosas, em Brasília e no RS, ao menor aceno da RBS trocou nada por coisa alguma. O nada que viria para moralizar o piso do magistério. Ao chegar ao governo, o Tiririca da Serra adotou por medida primeira e mais oportuna aumentar o próprio salário, depois entronizou a própria mulher como Secretária do Estado.

As lições morais de d. Elsa

Dizem que o Tiririca da Serra botou a mulher de Secretária para contar vantagem pra nona:

– Olha d. Elsa, tô comendo, com dinheiro público, a Secretária…

Pedro Simon, que junto com Renan Calheiros, Eduardo Cunha e José Sarney forma o “lado bom do PMDB”, reuniu a fina flor da Lava Jato e selou a escolha do gazeteiro das alterosas, contemplado como pior Senador da República no ranking da Veja… Em segundo lugar, no diário das dentaduras, ficou ele, Pedro Simon, o inútil. Quarenta anos de vida pública sem aprovar um único projeto de interesse público. Aécio Neves, abençoado por Pedro Simon,  amadrinhou a turba do PP gaúcho devido à experiência adquirida com a correligionária Yeda Crusius, cujos feitos estão nos autos da Operação Rodin. Só não vale o Aécio, o Pedro Simon e o Tiririca da Serra dizer que não sabiam de nada…

O lado bom do PMDB ficou completo quando Sarney foi flagrado votando 45. A filha Roseana Sarney, que também fazia parte do lado bom do PMDB escolhido pelo Aécio Neves, está na Lava Jato! Aécio ficou de fora porque é do PSDB, um partido com imunidade para roubar…

 

Lava-Jato detona PP aecista do RS

Por Marcelo Pellegrini, na revista CartaCapital:

A lista de políticos investigados na Operação Lava Jato, divulgada na sexta-feira 6, trouxe uma infeliz surpresa ao Partido Progressista (PP), o quarto maior do Brasil. O PP lidera a lista com folga, com o maior número de políticos investigados no escândalo de corrupção na Petrobras. Ao todo, a lista traz 33 nomes ligados ao PP, sendo seis apenas do Rio Grande do Sul.
O caso do diretório gaúcho do PP e expõe a necessidade de reforma nas instituições políticas do Brasil. Hoje, dos seis deputados federais eleitos pelo partido no Rio Grande do Sul, cinco estão citados na lista de investigados. O único a escapar é o deputado Covaltti Filho, cujo pai Vilson Covatti, um ex-deputado também pelo PP, também será investigado na Lava Jato. Ao mesmo tempo em que figura com destaque em uma investigação supostamente montada pela base aliada do governo federal, petista, a ala gaúcha do PP é rompida com a direção nacional do partido. Nas duas últimas eleições presidenciais, o PP-RS subiu ao palanque com o PSDB.
Por isso, o efeito da lista foi inesperado e devastador para o partido no estado. Na tentativa de responder à crise política, uma reunião emergencial da executiva estadual foi realizada na segunda-feira 9, mas apenas três dos seis deputados investigados compareceram. Aos prantos, o deputado Jeronimo Goergen, um dos mencionados no documento, sentenciou queo partido "acabou" e pediu licenciamento da legenda para organizar sua defesa, horas antes do encontro.
É precipitado, no entanto, afirmar que o PP sucumbirá a essa crise política, tendo em vista sua resistência a escândalos. Filhote da Arena, partido que deu suporte à ditadura, o PP sempre fez parte da situação, independentemente do partido que está no governo. Além do notório fisiologismo político, o partido se caracteriza por abrigar quadros constantemente associados a escândalos de corrupção, como é o caso do deputado federal Paulo Maluf (SP), procurado pela Interpol.
Para a deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), adversária do PP-RS, é impossível prever o enfraquecimento do Partido Progressista no estado. "Não dá para dizer que eles não irão se reerguer porque já ressurgiram da maior crise de corrupção do estado, desvelada pela Operação Rodin em 2008, e continuaram sendo o partido com as maiores bancadas e votações", afirma. A Operação Rodin investigou desvios na gestão do Detran gaúcho e envolveu a então governadora do Estado, Yeda Crusius (PSDB).
Um exemplo da resiliência dos membros do PP não só a denúncias de corrupção, mas a crises políticas, é o deputado federal Luis Carlos Heinze, um dos cinco investigados pela Lava Jato. No início de 2014, Heinze foi premiado pela ONG inglesa Survival com o título de “racista do ano” graças a um discurso no qual dizia que “quilombolas, índios, gays, lésbicas” são “tudo que não presta”. No mesmo ano, Heinze venceu a disputa por uma vaga na Câmara Federal, sendo o deputado federal mais votado do Rio Grande do Sul, com mais de 162 mil votos. Agora, afirma ser inocente e prometeu processar o doleiro Alberto Youssef por tê-lo citado como um dos beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras.
Para Manuela D’Ávila, parte da explicação para o PP continuar recebendo muitos votos dos gaúchos é sua capilaridade. "O PP é muito forte no Rio Grande do Sul e muito estruturado nas regiões agrícolas do estado, sobretudo, nas pequenas cidades", diz.
Corrupção na oposição
Apesar de o PP compor a base aliada de Dilma no Congresso, o mesmo não se reproduz com os membros gaúchos. Há tempos, o PP e o PSDB formam uma aliança vitoriosa no estado, responsável por eleger a ex-governadora Yeda Crusius (PSDB) e a senadora Ana Amélia (PP). Em 2014, por exemplo, o partido cedeu palanque a Aécio Neves no estado e assumiu a postura de oposição ao governo federal. O PP-RS tinha, inclusive, a promessa de fazer parte de um futuro governo tucano. "A base do núcleo de um futuro governo está representado aqui nesta foto: PSDB, PSB PP do Rio Grande e esse lado tão bom do PMDB, representado pelo candidato Sartori", disse Aécio em 18 de outubro passado.
É justamente essa postura oposicionista que causa surpresa ao ver os nomes dos parlamentares na lista da Operação Lava Jato."Foi uma surpresa porque a suposição era a de que a lista teria apenas pessoas com relações próximas ao governo e, na verdade, ela também apresenta nomes absolutamente distantes do governo", explica Manuela D’Ávilla (PCdoB-RS). "Isso só reforça a tese de que a Lava Jato revela um problema de corrupção do sistema político, que independe do partido que ocupa o poder."
Na opinião da parlamentar do partido comunista, a solução reside em uma ampla reforma política, que corre o risco de ser abafada em meio ao clamor pelo impeachment de Dilma Rousseff. "É contraditório notar que os setores que convocam a marcha pelo impeachment da presidenta, mesmo que não existam provas contra ela, são ligados a pessoas próximas ao PP", afirma. "Há um interesse em se criar uma insatisfação seletiva que só culpa um setor político e não entende que a corrupção é algo sistêmico do Brasil", completa.
Para tanto, primeiro o governo deve sair da crise política que se encontra. "O governo tem de promover as mudanças que se comprometeu durante o processo eleitoral. Foi com elas que enfrentamos o setor conservador nas eleições e vencemos", disse. Ao mesmo tempo, segundo ela, é preciso aumentar o debate sobre a reforma política e "evitar que projetos antiquados de reforma política sejam aprovados pelo Congresso".
Em nota, a direção gaúcha do Partido Progressista negou a participação de seus parlamentares no desvio de recursos da Petrobras e disse que irá sugerir a abertura do sigilo bancário dos deputados investigados.

Altamiro Borges: Lava-Jato detona PP aecista do RS

09/03/2015

Leitura da lista: o golpe será televisionado

Fernandinho Beira-Mar, rei do pó!

psdb fernandinho beira marContinuam as obviedades da Operação Lava Jato. Algumas ausências que falam mais alto, mas é a entrega da lista aos juízes do Jornal Nacional que confirma a suspeita de que o STF funciona a reboque da velha mídia. Exatamente o grupo que cresceu no estrume da ditadura e se mantém graças à sonegação.

Vamos começar pela obviedade. A leitura do rol de denunciados, pelo Ministro Teori Zavascki, foi feito sob medida para o Jornal Nacional. Caiu a última quimera, o STF terceirizou o julgamento e submete-se ao reboque da Globo. O que ela decide está decidido.

Ah, eu sou gaúcho!

A novidade da lista é a quantidade de gaúchos que vivem de dedo em riste para acusar a honestidade alheia. Coincidentemente, são useiros e vezeiros dos holofotes. Onipresentes nos  veículos da RBS, o PP entrou todinho, sem cuspe, na lista. Foi graças a trupe que a RBS emplacou uma Senadora e quase se elege governadora. O RS está bem representado pelo PP. Afinal, povo que não tem virtude acaba por ser denunciado. Isso é muito, mas não é tudo. O ausente mais bem representado é Pedro Simon. Seus parceiros do PMDB estão lá, rindo com dentadura nova. Ninguém vai incriminar o PMDB do Pedro Simon porque não se esperava algo diferente disso. Nunca é demais lembrar que os bagres gaúchos caídos na rede da Lava Jato estiveram ao lado de Aécio Neves, José Ivo Sartori e Lasier Martins nas últimas eleições. São os tais de moralistas prontos a achacarem a honestidade alheia porquanto a manada é de uma passividade bovina.

Fica a pergunta: Ana Amélia Lemos entrou para o PP porque conhecia o PP ou por que a RBS exigiu que entrasse para o PP? Será que a RBS vai tentar queimar o filme do PMDB de Renan Calheiros e Eduardo Cunha, mas também do José Ivo Sartori, do Pedro Simon e do Eliseu Rima Rica? Será que as ligações umbilicais do Correio do Povo com o PP vão se estilhaçar agora que sua bancada foi premiada por inteiro na delação? O mais engraçado, para nós gaúchos, é que foi o PP foi a bancada mais intransigente, onde tem mais homofóbicos e racistas, onde o ódio ao MST é maior, que a delação pegou mais elementos. São os tais saudosos da ditadura onde, segundo os mesmos, não havia corrupção. Como diria José Cândido de Carvalho, o PP gaúcho é um “ninho de mafagafos cheio de mafagafinhos”…

Aécio, ausência sempre lembrada

O ausento mais ilustre, e que explica o mise en scene midiático, é o sempre lembrado pelo delator mas sempre esquecido pelos seus cabos eleitorais: Aécio Neves. Nem a presença manjada de Antonio Anastácia, o irmão siamês das alterosas, nos serve de prêmio de consolação.  A subtração do ilustre gazeteiro e maior faltoso no ranking da Veja é  ausência para sempre  lembrada. Se a ausência, forjada a ferro e fogo pelo PM, do Aécio Neves é um fato da natureza, há uma constatação que decorre dessa mesma natureza. Não há nenhum tucano de São Paulo. Os tucanos de São Paulo são inimigos figadais dos tucanos mineiros. Isso se explica simplesmente porque os tucanos paulistas têm seu próprio esquema de financiamento de campanha. Para que Petrobrás para quem tem Alstom & Siemens?! A entrada de Anastacia é uma tentativa forçada e forjada querendo dizer que há todos os partidos. No final será inocentado e aqueles que, por qualquer motivo possam macular Dilma ou Lula, serão condenados. O esquema do Youssef, para Minas, passava por outros dutos, já que o da Petrobrás, como diria  era o autor d’O Coronel e o Lobisomem, é teúdo e manteúdo do PP gaúcho.

Álvaro Dias na banguela

Para lá das obviedades, como a ordem Do dia foi ditada para ser vista pelas lentes do JN, há algumas surpresas: Álvaro Dias. O pássaro mais falante andava silencioso. Conhecedor das práticas paranaenses de onde brotou a lista do Janot, foi o preço para ficar de fora. Espera, com o repentino voto de silêncio obsequioso, não ser lembrado pelas amizades desde os tempos do Banestado. Para quem pensava pintar Alberto Youssef como um mau companheiro, o silêncio a respeito de Álvaro Dias é prova suficiente de que quem tem amigos tem tudo. Então quer dizer que Aécio e Anastácia teriam ficado na lembrança de Youssef mas Álvaro Dias, não?! Conte outra, não a do papagaio, mas a do tucano de bico grande e cérebro pequeno. Fizeram com Álvaro Dias o que Fux prometera a Dirceu: mataram no peito.

De corpo inteiro, PMDB cheira à Simon

Não sei como evoluirão as investigações, mas os últimos dois heróis da velha mídia tiveram seus nomes associados ao cartel das empreiteiras. Renan Calheiros que, ao devolver a proposta de ajuste encaminhada pelo governo, virou herói dos golpistas, está na lista. E Eduardo Cunha, guindado à presidência com a leniência do coronelismo eletrônico, também está contemplado. A direita, na insana cavalgada de perseguição ao PT e a exemplo do que fizeram com Severino Cavalcanti, entregou a presidência do Congresso nas mãos de um dos mais notórios falcatruas da política braseira. Tão poucas vezes a presidência daquela casa representou tão bem o espírito de manada vendido pelos grupos mafiomidiáticos.

Como Renan Calheiros foi denunciado por formação de quadrilha, a pergunta que  fica no ar é se Pedro Simon dança na quadrilha do Renan. Eles pertencem ao mesmo partido e, pela teoria do Domínio do Fato, Simon, pela longa convivência, sabia de tudo. Só não vale vir a público e dizer que não sabia de nada.

Os a$$oCIAdos do Instituto Millenium estão em festa. Seus amestrados, a exemplo dos argentinos da Recoleta, depois de baterem cabeça, batem panelas. Jornais, revistas e tvs decadentes ganharão minutos de sobrevida com o Big Brother. Será que Teori o Pedro Bial do STF?!

04/03/2015

PMDB é a cara do Pedro Simon

cp04032015Pedro Simon é o político mais inútil que já apareceu neste Estado. Ganhou sobrevida porque, nos bastidores, abastecia a RBS com suas fofocas de puteiro. A cara do Pedro Simon pode ser vista nas Presidências do Senado e do Congresso. Nada mais parecido que Pedro Simon que Sarney, Renan Calheiros e Eduardo Cunha. Esta é a cara do PMDB do José Ivo Sartori e do Padilha Rima Rica. É com esta cambada, estas chaves de xilindró que a Dilma terá de enfrentar os golpistas do Instituto Millenium.

Por que a Folha não diz que Renan Calheiros pensa que Dilma é FHC e Janot é o seu Engavetador-Geral. Renan, Cunha, PMDB e velha mídia esperava que Dilma buscasse suspender as denúncias. Dilma não é FHC, por isso Rodrigo Janot não é Geraldo Brindeiro.

Ontem falei do Severino Cavalcanti, que a mídia a oposição enfiou goela abaixo do Lula. Deu no que poderia dar, em corrupção de bagatela. Na segunda gestão da Dilma, a direita impôs um cara que é a cara da direita, corrupção no DNA. Uma direita turbinada pelos holofotes dos golpista incrustrados nas cinco irmãs (Veja, Estadão, Folha, Globo & RBS) só podia dar em Eduardo Cunha.

Mesmo com todos os escândalos com participação do PMDB a velha mídia resiste em condenar a agremiação. Ataca no varejo, na bananeira que já deu cacho. Por que não criminalizam o PMDB como fazem com o PT? Por que o PMDB é cara do velho coronelismo eletrônico. O coronelismo que vocifera contra a corrupção no jornal, rádio e tv, onde, nos bastidores, corrompe e é corrompido com o prazer e desenvoltura. O PMDB é mão avançada da corrupção midiática, da corrupção sacoleira, pé de chinelo. A corrupção profissional não é do PMDB. Esta pertence ao PSDB. A corrupção de quebrar banco, de paraíso fiscal, de entrega trilionária, como a Vale do Rio Doce e EMBRATEL, por por cachos de bananas é coisa de profissional. Tem cara de FHC, jamais de Renan Calheiros. Por que o PSDB não ataca o PMDB mas ataca o PT? Por que o PMDB é a mula do PSDB! Os peemedebistas são os aviõezinhos do tráficos PSDBista! É dos farelos desta gangue que os velhos grupos mafiomidiáticos sobrevivem.

É indisfarçável o prazer nos grupos mafiomidiáticos  com as denúncias que pegam os principais líderes do PMDB. Exatamente aqueles líderes que os mesmos grupos turbinaram para derrotarem os candidatos do PT. O PMDB é a cara da velha mídia: hiPÓcrita por fora, podre por dentro.

Até onde se pode ver da lista do Janot, os corruptos da Petrobrás estavam lá desde a época de José Sarney, quando a Globo escalou o porta-voz, Antonio Britto, e o Ministro das Comunicações, Antonio Carlos Magalhães, vulgo ACM. São eles que estão aparecendo nas denúncias. Toda vez que Lula e Dilma tentam fazer uma limpa, lá vem o PIG e seus amestrados falarem em aparelhamento do Estado. Falam em meritocracia, em choque de gestão. Esse é o choque de gestão do PMDB que o PSDB adota e apóia. E que a velha mídia abraça.

Alvo da Lava Jato, Renan retalia e derrota governo no ajuste fiscal

Senador nega medida que taxaria empresas; pedido de inquérito
inclui Cunha, presidente da Câmara, também do PMDB

Peemedebista devolve medida provisória de Dilma que aumentava tributos

Procurador pede ao STF investigação sobre 54 pessoas, incluindo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha

DE BRASÍLIA

Incluído na lista de políticos que os procuradores da Operação Lava Jato querem investigar, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), reagiu atacando o governo e barrando uma das principais medidas do ajuste fiscal proposto pela presidente Dilma Rousseff.

A retaliação amplia as dificuldades que a presidente tem encontrado para obter apoio no Congresso para as medidas de ajuste, que a sua equipe econômica considera essenciais para equilibrar as finanças do governo e recuperar a capacidade do país de crescer.

Nesta terça (3), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para investigar 54 pessoas suspeitas de envolvimento com o esquema de corrupção descoberto na Petrobras pela Operação Lava Jato.

Renan foi avisado com antecedência de que seu nome entrara na lista. Seus aliados acreditam que o governo exerceu influência sobre Janot com o objetivo de enfraquecer o PMDB, partido que comanda as duas casas do Congresso e é o principal aliado do PT.

O presidente do Senado reagiu à tarde, determinando a devolução de uma medida provisória que aumentava tributos pagos por empresas de vários setores, apresentada pelo governo ao Congresso no fim da semana passada.

Horas depois, Renan criou outro problema para o governo ao adiar para a semana que vem uma sessão conjunta do Congresso convocada para avaliar vetos da presidente e depois apreciar o Orçamento da União para 2015.

A decisão pode criar novo embaraço para a equipe econômica, que tem feito esforços para recuperar a confiança do mercado financeiro no governo e conta com uma rápida aprovação do Orçamento para alcançar o objetivo.

Além de Renan, a lista de políticos que a Procuradoria pretende investigar inclui o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se elegeu para o cargo contra a vontade de Dilma em fevereiro e desde então impôs várias derrotas a ela.

Caberá ao ministro Teori Zavascki, relator dos processos no STF, analisar os pedidos e autorizar ou não os inquéritos sobre os políticos. Teori não tem prazo para decidir.

A reação de Renan foi a culminação de um processo de irritação que o Palácio do Planalto menosprezou, de acordo com a avaliação de interlocutores da presidente.

O presidente do Senado já havia boicotado um jantar com Dilma na segunda-feira (2) e dado antes declarações negativas sobre o relacionamento do PMDB com os petistas e o Palácio do Planalto.

Como os processos no Supremo estão sob sigilo, ainda não está claro por que a Procuradoria quer investigar Renan. Cunha foi citado por uma testemunha como destinatário de uma remessa de dinheiro do esquema, mas não se sabe se há outros indícios.

Renan é padrinho político do presidente da Transpetro, empresa de transporte de petróleo da Petrobras, Sergio Machado, que se licenciou do cargo por pressão dos auditores externos da estatal.

Questionado sobre o pedido de investigação da Procuradoria na tarde de terça, Renan desconversou: "Não tenho nenhuma informação".

Eduardo Cunha disse ter a consciência tranquila. "Ninguém está imune a absolutamente a nenhum tipo de investigação", disse o peemedebista. "Só não posso deixar que a mentira crie corpo."

O deputado lembrou de um episódio de sua campanha para a presidência da Câmara, quando sugeriu que integrantes da cúpula da Polícia Federal poderiam ter forjado uma gravação para associá-lo à corrupção na Petrobras.

"Eu já fui vítima de alopragem há dois meses e, se essa não foi suficientemente esclarecida, que o seja, e qualquer outra alopragem que possa aparecer estarei pronto para sempre esclarecer." (ANDRÉIA SADI, MARIANA HAUBERT, NATUZA NERY E VALDO CRUZ)

17/01/2015

Indignação tardia, posto que conveniente

Sartori, a coerencia segundo Pedro SimonDe repente uma onda de indignação conveniente, posto que tardia, toma conta do Rio Grande. Os mesmos que agora falam da incoerência do atual governador não se manifestam tão radicalmente contra seu partido e os que o lá colocaram. Por que não criminalizam o partido e seus correligionários, como fazem quando se trata do PT? Por que esta diferença de tratamento?

A Folha, por exemplo, fala da Sartori, mas não criminaliza seu partido. Se Sartori fosse petista, a manchete seria muito diferente. Primeiro atacaria o partido e depois ainda daria um jeito de citar Lula e Dilma.

Atacar o PT é só uma forma de diversionismo, para desviar o foco dos próprios corruptos. São os que se dizem contra a corrupção não por que sejam contra a corrupção, mas por que não querem concorrência na corrupção.

Toda vez é a mesma história. Meu partido é o Rio Grande. E a manada entra, bovinamente, no brete. De que adiante indignar-se com o leite derramado e deixar o fogão sujo? E o que é pior nisso tudo é que são os mesmos sempre de dedo em riste para apontar as incoerências dos outros.

Pedro Simon, de dentadura paga pelos cofres públicos, é o verdadeiro canastrão de aluguel. Tem opinião sobre tudo e todos, mas sempre soube como abençoar aqueles que a RBS endeusa. De Antonio Britto, Yeda Crusius, Germano Rigotto lá sempre este o Catão da moralidade alheia fazendo discursos homéricos contra a falta de ética. Diversionismo. Pedro Simon é o legítimo coronel da polícia do início do século passado, aquela que passava de pai para filho. A renovação ficava sempre dentro do próprio curral. Como tem gente que pensa com a cabeça da RBS, mais uma no rabo não faz a menor diferença. Talvez até gostem.

É até engraçado ouvir alguns dizerem que estão decepcionados com o PT. Por que será que eles só se decepcionam com o PT e jamais com o PDMB?! E aí sempre aparece um mentecapto para dizer: então por que o PT se alia ao PMDB? Ora, como se governa um país cujo sem maioria, sendo que os partidos mais corruptos, segundo o ranking do TSE são exatamente os mais votados para o Congresso?

Eu gostaria de falar dos corruptos que o PT acaba abrigando nos seus governos, como os correligionários do PMDB do Pedro Simon, Eliseu Padilha Rima Rica, Eduardo Cunha e seus cabedal de casos de corrupção, Renan Calheiros e suas amantes, o parceiro do Roberto Marinho, donatário do Maranhão e eleitor do Aécio Neves, José Sarney…

Só que os que se dizem contra a corrupção votam neles! Os jornais jamais criminalizam o PMDB, o PSDB, o DEM! Por quê? Por que eles sabem como comprar a velha mídia e a velha mídia também sabe captura-los. Uma mão lava a outra; as duas, a bunda.

Rio Grande do Sul

Publicado em 16/01/2015 – 17h16
Última atualização em 16/01/2015 – 19h15

Sartori sanciona aumento de salário para o cargo de governador e demais poderes

Em nota, Estado justificou que ”o projeto tem origem na Assembleia Legislativa e foi aprovado no período anterior”

Amilton Belmonte – amilton.belmonte@gruposinos.com.br

Porto Alegre – Discursos nem sempre são práticas, ainda mais no meio político, onde bons exemplos, quase sempre, ficam apenas no campo das intenções. É o que se pode pensar do reajuste salarial sancionado pelo governador José Ivo Sartori e publicado nesta sexta-feira, no Diário Oficial do Estado.

A medida beneficiou ele mesmo, seu vice, José Paulo Cairoli, e os demais Poderes (Assembleia Legislativa, Judiciário, Tribunal de Contas, Ministério Público e Defensoria Pública), elevando o tom das críticas ao novo governo, que desde sua assunção prega um cenário de austeridade econômica em função do déficit nas contas públicas do Rio Grande do Sul, chegando a editar decreto de corte de gastos e contrações. O impacto da alta nos salários de Sartori, Cairoli e dos 55 deputados da Assembleia Legislativa foi calculado pela Secretaria da Fazenda (Sefaz) em R$ 22 milhões pelos próximos quatro anos, ou R$ 5,5 milhões ao ano. O gasto maior, no cálculo anual, será com os deputados (R$ 3,5 milhões), aparecendo em segundo lugar o secretariado (R$ 1,8 milhões).

O acréscimo nos vencimento do governador e de seu vice serão de R$ 103 mil e R$ 98 mil, respectivamente. Na crueza dos números, Sartori e os parlamentares passarão a encher a guaiaca com R$ R$ 25.322 mensais, com o vice-governador e os secretários recebendo a bolada de R$ 18.661/mês. No Judicário, os salários dos magistrados deverão ficar na casa dos R$ 30 mil, visto o recente reajuste nos vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que baliza a questão. ”Vou assumir esta decisão e as suas consequências”, disse Sartori nesta manhã, em Horizontina, onde participou da abertura da Colheita do Milho. E terá que se preparar. Na prática, os reajustes abriram espaço para que todas as categorias de servidores estaduais que negociam reposição salarial com o governo, caso dos professores, tenham munição e justificativa para exigir aumentos nos subsídios.
Nota oficial
A repercussão negativa da sanção dos salários foi sentida no Palácio Piratini, que resolveu emitir nota oficial. No documento, o governo justifica que ”o projeto tem origem na Assembleia Legislativa e foi aprovado no período anterior”. Argumenta também que ”o conteúdo teve aprovação unânime dos deputados de todos os partidos, de situação e oposição” e que o reajuste acontece a cada quatro anos e estava sem tal atualização. ”No caso do governador e do vice, ambos sem reajuste há oito anos, houve apenas uma atualização com base na inflação”, explica a nota, finalizada com os seguintes dizeres: ”O Governo respeita a autonomia dos demais poderes e instituições na deliberação sobre seus vencimentos, até porque tal entendimento está juridicamente solidificado”. Já o líder do governo na Assembleia, deputado Alexandre Postal também saiu em defesa do reajuste e de Sartori. ”Quando foi
debatido, alguns acharam que tinha de vetar, em especial, o salário do governador, mas seria uma grande demagogia o governador receber menos que um deputado, um secretário, menos do que um gerente de banco, com a responsabilidade que tem”, justificou.
Antagonismos
Questionados sobre o aumento, dois ex-governadores gaúchos mostraram posições distintas sobre a questão. O petista Olívio Dutra foi enfático: ”Na minha gestão não fizemos ou encaminhamos nenhum aumento para o primeiro escalão e fizermos uma política de reajuste para o funcionalismo”, disse, defendendo que diretriz era de que os maiores salários fossem reajustados pela inflação e os menores acima dela. Já a tucana Yeda Crusius, mostrou outro posicionamento. ”Passei por isso, herdei um governo em crise financeira grave. Eu tinha salário inicial de 4 mil reais, tinha porteiro que ganhava mais. O Sartori foi muito macho em assinar e seria demagogia se retirasse apenas o dele, pois promulgou o que já estava definido”, resumiu, mas elogiando que Sartori, desde a campanha, sempre disse que faria sua gestão de modo transparente.
Tuitada de Tarso
Em férias no Uruguai, o ex-governador Tarso Genro também não se furtou de falar sobre o reajuste, aprovado ao final da sua gestão pela Assembleia. ”Não aumentei o salário do Governador nem dos Secretários. Aumentei a cobrança da dívida pública e pagamos o dobro dos precatórios herdados”, postou.
R$ 7,1 bilhão de déficit
A confirmação de que daria o reajuste salarial a todos os Poderes, mas que precisaria de respaldo junto à opinião pública para medidas impopulares que virão, foi verbalizado pelo governador em encontro na última quinta-feira, onde falou para deputados da base aliada do governo, no Galpão Crioulo do Palácio Piratini. Na ocasião, Sartori tirou da manga números impactantes da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), que fez um diagnóstico das contas públicas gaúchas. E teve gente caindo da cadeira com a revelação de que o déficit gaúcho para o ano é estimado em R$ 7,5 bilhão, bem além dos R$ 5,5 bilhão anunciados pelo secretário da Fazenda, Giovani Feltes, e mais distante ainda do projetado pelo então secretário da pasta no governo Tarso Genro, Odir Tonolier, de R$ 1,5 bilhão.
Quadro dos aumentos
Governador: de R$ 17.344,14 para R$ 25.322,25 (+ 45,97%);
Vice-governador e secretários: de R$ 11.564,76 para R$ 18.991,69 (+ 64,22%);
Deputados: de R$ 20.472 para R$ 25.322,25 (+ 26,34%).
Poder Judiciário: impacto anual estimado em R$ 63 milhões
Ministério Público: impacto anual estimado em R$ 33 milhões
TCE: impacto de R$ 2,8 milhões.

29/09/2014

Eduardo Cunha é parceiro do Pedro Simon

Filed under: Eduardo Cunha,Pedro Simon,PMDB — Gilmar Crestani @ 8:10 am
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Pedro Simon boca de ouroLUIZ FERNANDO VIANNA

Notas do subterrâneo

RIO DE JANEIRO – O caro leitor pode ainda não saber quem é o carioca Eduardo Cunha, mas acabará sabendo. É um dos homens mais poderosos da esburacada República.

Tipos como ele, crescidos nos subterrâneos da política, têm algo de romanesco e exercem fascínio. São da família de Rasputin.

O nosso Sombra não tem resistido aos holofotes. É líder do PMDB na Câmara dos Deputados e tudo indica que presidirá a Casa em 2015.

Influencia centenas de parlamentares. Dilma, que lhe tem ojeriza, foi obrigada a engoli-lo. O governador do Rio, Pezão, o chamou de "o melhor deputado federal do Brasil" –mas, pena, não revelou os critérios da escolha.

Cunha iniciou sua trajetória pelas mãos de PC Farias. Participou em 1989 da campanha de Fernando Collor e, no governo deste, foi presidente da Telerj, depois privatizada.

Quem acompanha o noticiário sobre ele –e o material no arquivo desta Folha é farto –sabe que deixa marcas profundas por onde passa, seja como gestor direto (caso da Companhia Estadual de Habitação, nomeado pelo então grande amigo Anthony Garotinho), seja como eminência parda (casos da Cedae, a companhia de águas do Rio, e de Furnas). Até hoje, escapou de todos os processos. Livre como um táxi, não para de subir.

Seus votos, majoritariamente evangélicos, crescem: 101.495 em 2002; 130.773 em 2006; 150.616 em 2010.

Seu patrimônio declarado cresce: R$ 989 mil em 2006; R$ 1.476.112 em 2010; 1.649.226 em 2014.

Seus gastos de campanha crescem: dos R$ 291.405 de 2002 aos R$ 3.683.333 de 2014. Só nos últimos quatros dias pagou R$ 127.436,40 por anúncios no jornal "O Globo".

Intimida a imprensa processando jornalistas. Mas não é crime arriscar uma previsão: com ele presidente da Câmara, o Brasil sentirá saudade de Severino Cavalcanti e Inocêncio de Oliveira.

27/09/2014

Um ex-senador é preso e não aparece o partido? Ele não é petista

Filed under: Ana Amélia Lemos,Corrupção,Luiz Estevão,Nicolau dos Santos Neto,Pedro Simon — Gilmar Crestani @ 5:48 pm
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Se fosse um senador do PT haveria choro e ranger de dentes. A Veja botaria na capa com tons vermelhos. Jornais se revezariam em acusações bombásticas. Como o senador é do partido da velha mídia, não aparece o partido. Não há condenação a toda agremiação. É como se tivessem prendido um ET.

Luiz Estêvão, que migrou do PP para o PMDB, foi o primeiro Senador da História cassado. Com a palavra os paladinos da moral e da ética, Ana Amélia Lemos e Pedro Simon, parceiros políticos de Luiz Estêvão. FHC deve mais esta obra ao povo brasileiro, que envolvia seu secretário Eduardo Jorge, como mostra matéria da Veja!

Por falar nisso, por onde andam os comparsas de dele, Luiz Estêvão, e do Nicolau dos Santos Neto, o Lalau?!

Ex-senador Luiz Estevão é preso pela Polícia Federal nesta manhã

BEATRIZ BULLA – O ESTADO DE S. PAULO

27 Setembro 2014 | 12h 01

Acusado de superfaturamento nas obras do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo, Estevão será encaminhado ainda hoje à Superintendência da PF na capital paulista

BRASÍLIA – O ex-senador Luiz Estevão foi preso nesta manhã em Brasília, de acordo com fonte da Polícia Federal. Ele será encaminhado ainda hoje à Superintendência da PF de São Paulo.

A execução da medida foi realizada após decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou nesta semana que o processo retornasse para o órgão de origem – a Justiça Federal de São Paulo. Com a decisão, ficou autorizado o imediato cumprimento da pena.

Estevão, acusado de superfaturamento nas obras do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em São Paulo, foi condenado a 3 anos e meio de reclusão pela Justiça Federal por fraude processual no recurso em questão analisado pelo Supremo.

Marco Ambrósio/Estadão ConteúdoLuiz Estevão foi condenado a 3 anos e meio de reclusão pela Justiça Federal.

Toffoli rejeitou um recurso do ex-senador apresentado ao STF sob argumento de que a medida era apenas protelatória, diante do fato que ocorrerá a prescrição no próximo dia 2 de outubro.  "Nítida, portanto, a intenção do recorrente de procrastinar o trânsito em julgado da sua condenação e, assim, obstar a execução da pena que lhe foi imposta, conduta essa repelida pela jurisprudência deste Supremo ao definir que a utilização de sucessivos recursos manifestamente protelatórios autoriza o imediato cumprimento da decisão proferida por esta Suprema Corte, independentemente da sua publicação", afirmou o ministro, no despacho.

25/09/2014

Gilmar Mendes não sabe perder

Bancada GM

Gilmar Mendes comanda reunião partidária

O jagunço de Diamantino não está feliz porque seu pupilo, José Roberto Arruda, foi considerado um ficha suja pelo TSE. O pai do Mensalão do DEM foi filmado traficando dinheiro. A Rede Globo mostrou no JN. Mas Gilmar Mendes, a pedido do FHC, tentou demover os demais ministros. Não conseguiu, aí, como mau perdedor, achou por bem chamar o TSE de Tribunal Nazista. Este é o tipo de Ministro que FHC plantou no STF.

Gilmar Mendes pensava que comandaria os Ministros do TSE da mesma forma com que amadrinhava Pedro Simon, Ana Amélia Lemos, Álvaro Dias.

Gilmar, nem todo mundo é capacho!

De fato, Gilmar Mendes já não vive um bom momento…

Mendes diz que TSE não vive ‘bom momento’ e critica sua composição

DE BRASÍLIA

O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, fez críticas à corte nesta quarta (24), um dia depois de o colegiado ter negado registro de candidatura do deputado Paulo Maluf (PP-SP), que tenta a reeleição.

Segundo Mendes, é "notório" que o tribunal não está "vivendo bom momento" e seria hora de se repensar sua composição, porque a corte parece não estar preparada para "enfrentar pressão".

Apesar de não explicitar o tipo de alteração que sugere, a crítica foi destinada às vagas ocupadas por advogados. Das sete cadeiras do TSE, três são ocupadas por ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), duas por ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e duas pela advocacia.

No julgamento de Maluf no TSE, foi justamente a ministra Luciana Lóssio, que ocupa uma cadeira da advocacia, a relatora do processo e a primeira a votar contra Maluf.

Ela foi acompanhada pelo outro integrante da advocacia, ministro Admar Gonzaga, pelo ministro Luiz Fux, do STF, e pela ministra Maria Thereza de Assis, do STJ.

Para Mendes, que foi vencido ao lado do presidente do TSE, Dias Toffoli e de João Otávio Noronha, do STJ, a corte mudou a jurisprudência só para prejudicar Maluf.

Procurado pela Folha, Gonzaga disse que não iria polemizar com Mendes. Luciana Lóssio não quis se manifestar.

(SEVERINO MOTTA)

20/09/2014

Diga-me com quem andas e direi quem és, Pedro Simon!

Filed under: 171,Ética,Clésio Andrade,Dentadura,Marcelo Miranda,Pedro Simon,PMDB — Gilmar Crestani @ 8:49 am
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Pedro Simon boca de ouroTodo dia um colega do Senador da dentadura reluzente é pego em alguma falcatrua. Não é por acaso que o chefe do Pedro Simon tenha merecido um livro chamado Honoráveis Bandidos. Ontem foi a informação de que o correligionário de Pedro Simon e candidato ao governo de Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB/TO), foi pego um avião com R$ 500 mil e santinhos do candidato.

Pedro Simon está sempre de dedo em riste para apontar a sujeira dos outros por puro diversionismo. A cortina de fumaça, especialidade do Simon, serve apenas para desviar a atenção de todos seus próximos, para que possam agir tranquilamente. Foi assim com Eliseu Padilha Rima Rica, com Antonio Britto, com Yeda Crusius, com Ana Amélia Lemos, com José Sarney, com Renan Calheiros. Por que Simon nunca diz nada a respeito das falcatruas do seus correligionários do PMDB?

Por que, simplesmente, se sente muito bem na companhia deles. Tua vez vai chegar, Pedro Simon! Depende só do povo gaúcho de deixar de ser sua manada.

 

Ex-senador do PMDB é suspeito de comandar desvios em entidades

Esquema movimentou R$ 20 mi, diz polícia

Operação no DF investiga suspeita de fraude em duas entidades de apoio a trabalhadores do setor de transportes

Policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do ex-senador Clésio Andrade (PMDB-MG)

MATHEUS LEITÃODE BRASÍLIA

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta sexta (19) a Operação São Cristovão, que investiga suposto esquema de desvio de ao menos R$ 20 milhões do Sest (Serviço Social do Transporte) e Senat (Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), entidades sem fins lucrativos de apoio a trabalhadores do setor de transportes.

Entre os suspeitos de envolvimento nas fraudes está o ex-senador Clésio Andrade (PMDB-MG), que prestou depoimento em Minas Gerais. Não havia mandado de prisão para ele, mas os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão em sua casa.

"Existe uma clara divisão de tarefas [no esquema] e, ao que tudo indica, comandada [pelo] ex-senador da República [Clésio]", afirmou Luiz Fernando Costa de Araújo, chefe adjunto da Deco (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado).

O delegado chefe da Deco, Fábio Santos de Souza, explicou que a suspeita de sua participação no esquema veio "quando analisamos um documento fraudado encaminhado por ele à polícia para justificar gratificações pagas". A Folha não conseguiu contato com o advogado de Clésio, nem com os diretores das entidades citadas.

Em segredo de justiça, a investigação do Sest/Senat foi realizada em parceria com o Ministério Público do DF, de Minas Gerais e da CGU (Controladoria-Geral da União). Quatro pessoas foram presas e outros 24 envolvidos prestaram depoimentos de forma coercitiva no DF e em Minas.

Segundo a investigação, a qual a Folha teve acesso, os envolvidos são acusados de peculato, lavagem de dinheiro e ocultação de bens. Os desvios milionários aconteciam após a contratação de prestadores de serviço de fachada, ligadas aos investigados.

Nas investigações, a CGU também apontou remunerações superiores as declaradas à Receita Federal e pagamentos milionários para trabalhadores autônomos, parentes dos investigados.

A secretária da diretoria executiva do Sest/Senat, Andressa Passos, foragida até o fechamento desta edição, exemplifica um desses casos, segundo a polícia. Sua mãe, Elmira Passos, recebeu R$ 428 mil e sua irmã, Valesca Passos, R$ 590 mil por "serviços autônomos".

Em depoimentos ontem à Polícia, Elmira e Valesca afirmaram que nunca prestaram serviço e não sabiam da existência dinheiro.

No total, foram apreendidos na casa dos acusados R$ 1,4 milhões em espécie, R$ 500 mil em moeda estrangeira, 18 carros de luxo e 1,5 milhão em joias.

O Sest e o Senat foram criados em 1993 para apoiar trabalhadores do setor de transporte com orçamento de R$ 1 bilhão. Desde então, são administradas pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), comandada por Clésio até abril deste ano.

Clésio foi vice do presidenciável Aécio Neves no primeiro mandato do governo do tucano em Minas Gerais, entre 2003 e 2006. Atualmente, ele apoia o governo Dilma.

O ex-senador foi acusado de participar do mensalão tucano. Ex-sócio da SMPB e do publicitário Marcos Valério, ele responde pelos crimes de peculato (desvio de recursos públicos) e lavagem de dinheiro em desvio para o financiamento da campanha de Eduardo Azeredo, de quem foi candidato a vice em 1998.

15/09/2014

Álvaro Dias é chamado de “Sarney do Paraná”

Filed under: Álvaro Dias,Coronelismo Eletrônico,Pedro Simon,RBS — Gilmar Crestani @ 9:09 am
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Pedro Simon boca de ouroPersiste a cultura do coronelismo na política. É um processo que não se extirpa com facilidade. No Maranhão, os “Honoráveis Bandidos” só foi reconhecido recentemente, quando já não mais atendia ao interesse de coronéis de outros lugares. Garibaldi Alves no Rio Grande do Norte é outro ramo deste mesmo coronelismo. O que foi e o que é o ACM na Bahia senão um exemplo de coronelismo. Agora vem à tona o coronelismo no Paraná. O caso do Álvaro Dias é um pouco mais complexo, já que é também advogado honorário dos golpistas do Paraguai. Sobrevive na política por aparelhos que o finanCIAm…

O RS não podia ficar de fora deste levantamento do coronelismo. Um dos ingredientes que transformam um político num coronel político é a tentativa de sobreviver pela linha, pelo vínculo familiar. Simon é talvez o caso do coronel mais festejado porque é inútil. E todo inútil na política sobrevive pela irrelevância. Simon faz discursos vazios por horas, mas é suficientemente lacônico para apoiar corruptos como Yeda Crusius e Antônio Britto.

Qual a explicação para Pedro Simon sair de Brasília para vir a Porto Alegre beijar Yeda para as câmeras da RBS, senão seu moralismo de ocasião ou de aluguel?  No episódio da dentadura financiada com dinheiro público de que lado ficou a RBS? Do lado da apropriação do dinheiro por quem está também de seu lado! Aliás, como fez com Ana Amélia Lemos, terceirizando ao Senado o pagamento de seu salário.

A RBS sempre fez com Simon a lição do Rubens Ricúpero, mostrava o que interessava a Simon, e escondia o que desagradava. Simon, sempre pronto a apontar seu dedo aos políticos com os quais RBS não consegue estabelecer negócios, esquece trazer a público o comportamento de sua falecida mulher, em New York. Ela era sua mulher, então tinha que saber…

O que há em comum nesses coronelismos de norte a sul? O apoio da velha mídia. Não haveria tantos coronéis na política não fosse a parceria que vira acobertamento do coronelismo  eletrônico.

Álvaro Dias é chamado de “Sarney do Paraná”

:

Candidato ao Senado, Ricardo Gomyde (PCdoB/PR) afirmou no Twitter que o tucano Álvaro Dias é o “Sarney do Paraná, um autêntico coronel em atividade”; ele também questionou seus bens: “Álvaro Dias nunca teve emprego que não fosse a política. Riquíssimo, como explicar a origem de seu patrimônio?”

15 de Setembro de 2014 às 06:31

247 – Candidato ao Senado, Ricardo Gomyde (PCdoB/PR) afirmou em sua conta no Twitter que Álvaro Dias é o “Sarney do Paraná”. Segundo ele, ao contrário do senador maranhense que se aposentou, Dias, “um autêntico coronel” insiste em permanecer na ativa.

Gomyde questiona ainda a origem do patrimônio do senador tucano: “Álvaro Dias nunca teve emprego que não fosse a política. Riquíssimo, como explicar a origem de seu patrimônio?”, escreveu.

O senador Gomyde faz parte da Coligação Paraná Olhando pra Frente PT-PDT-PCdoB-PRB-PTN, que apoia Gleisi Hoffmann ao governo do Estado.

Álvaro Dias é chamado de “Sarney do Paraná” | Brasil 24/7

15/07/2013

A gente somos inúteis: Agripino Maia só perde para Pedro Simon

Filed under: Agripino Maia,Pedro Simon — Gilmar Crestani @ 9:21 am
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Agripino Maia: 20 projetos em 27 anos no Senado

: Foto: C�lio Azevedo
sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Sess�o n�o deliberativa 

Senador Jos� Agripino  (-PFL/RN)

Local: Plen�rio do Senado Federal
 
OBS:
Solicitamos sua aten��o para o cumprimento da Lei do Direito Autoral n.� 5988, de 14 de

Líder do Democratas, senador Agripino Maia (DEM-RN) é um homem de produtividade baixa e de poucas ideias; em 27 anos no Senado, ele apresentou apenas 20 projetos de lei

15 de Julho de 2013 às 06:57

247 – Produtividade não é exatamente o forte do senador Agripino Maia (DEM-RN). É o que mostra o jornal eletrônico Diário do Poder:

20 PROJETOS EM 27 ANOS

JOSÉ AGRIPINO CARECEU DE IDEIAS EM 15 DOS 27 ANOS DE MANDATO

Líder do Democratas no Senado, José Agripino Maia (RN) apresentou apenas 20 projetos desde que tomou posse no primeiro mandato de senador, em 1987. Somados, foram 15 anos sem propor projetos, em seus 27 anos de Senado. Agripino atribui a assustadora média de 0,7 projeto por ano ao acúmulo das atividades como líder do partido, mas garante que apesar disso, seus projetos “são de qualidade”. Leia mais na Coluna do Cláudio Humberto.

Agripino Maia: 20 projetos em 27 anos no Senado | Brasil 24/7

26/03/2012

Simon nunca deu sabão

A ética do Senador Pedro Simon é do tamanho da Yeda Crusius. E só a boa vontade de um povo bovino explique que continue pastando no senado. Encontrou aí, na filiada Yeda, seu ápice a aí parou porque nem bonsai desce tanto. O biografia do paladino da moralidade foi gravada e divulgada pelo ex-vice-governador Paulo Feijó. O autor das mal-traçadas linhas foi outro do mesmo naipe de Pedro Simon, Cesar Busatto. O Nova Corja havia antecipado uma parte da biografia do Saint-Simon (a imitação como farsa) dos Pampas: Os santos bovinos precisam ir para o matadouro. Agora, as amizades e as parcerias fecham com chave de ouro uma existência que se resume pelo resultado: associação cloacal!

A associação da mídia com o crime

Enviado por luisnassif, sab, 24/03/2012 – 12:47

Autor: Luis Nassif

Está na hora de se começar a investigar mais a fundo a associação da Veja com o crime organizado. Não é mais possível que as instituições neste país – Judiciário, Ministério Público – ignorem os fatos que ocorreram.

Está comprovado que a revista tinha parceria com Carlinhos Cachoeira e Demóstenes. É quase impossível que ignorasse o relacionamento entre ambos – Demóstenes e Cachoeira.

No entanto, valeu-se dos serviços de ambos para interferir em inquéritos policiais (Satiagraha), para consolidar quadrilhas nos Correios, para criar matérias falsas (grampo sem áudio).

Até que a Polícia Federal começasse a vazar peças do inquérito, incriminando Demóstenes, a posição da revista foi de defesa intransigente do senador (clique aqui), através dos mesmos blogueiros das quais se valeu para tentar derrubar a Satiagraha.

Aproveitando a falta de coragem do Judiciário, arvorou-se em criadora de reputações, em pauteira do que deve ser denunciado, em algoz dos seus inimigos, valendo-se dos métodos criminosos de aliados como Cachoeira. Paira acima do bem e do mal, um acinte às instituições democráticas do país, que curvam-se ao seu poder.

O esquema Veja-Cachoeira-Demóstenes foi um jogo criminoso, um atentado às instituições democráticas. Um criminoso – Cachoeira – bancava a eleição de um senador. A revista tratava de catapultá-lo como reserva moral, conferindo-lhe um poder político desproporcional, meramente abrindo espaço para matérias laudatórias sobre seu comportamento. E, juntos, montavam jogadas, armações jornalísticas de interesse de ambos: do criminoso, para alijar inimigos, da revista para impor seu poder e vender mais.

Para se proteger contra denúncias, a revista se escondeu atrás de um macartismo ignóbil, conforme denunciei em "O caso de Veja".

Manteve a defesa de Demóstenes até poucas semanas atrás, na esperança de que a Operação Monte Carlo não conseguisse alcança-lo (clique aqui). Apenas agora, quando é desvendada a associação criminosa entre Cachoeira e Demóstenes, é que resolve lançar seus antigos parceiros ao mar.

05/01/2012

Simon buscar tirar uma casquinha do governo Dilma

Filed under: Pedro Simon — Gilmar Crestani @ 7:52 am

Simon, se não te conhecesse e me restringisse ao que escreveste para puxar o saco da Dilma, e quem sabe ganhar um pontos de popularidade, até acreditaria no que dizes. Acontece que teu passado te condena. Quem é amigo de um coronel igual a Paulo Brossard, que o sustentou no desastrado governo Sarney, que também fizestes parte, não pode querer dar conselho. Ninguém conhece Eliseu Rima Rica Padilha, assim como Antônio Britto e Yeda Crusius, que o Senhor, Senador. No entanto, destes sustentação ao que de pior já passou pelo Piratini. Ah, e tem também aquele episódio da quebra do Correio do Povo (papel jornal???!!!) para beneficiar a famiglia Sirotsky. Quem não te conhece que o compre… “Menas, Simon!”

Simon e o Ministério Dilma: vá a caminho de San Tiago

Evandro, Almino Afonso, Jango e San Tiago (ao fundo): que Ministério !

O Conversa Afiada publica artigo do Senador Pedro Simon, também publicado na Zero Hora, de Porto Alegre:

Dilma e o caminho de San Tiago
Pedro Simon *
O Congresso Nacional realizou uma sessão envergonhada na manhã de 12 de dezembro passado, uma reunião quase sigilosa, virtualmente secreta, sem direito sequer às imagens da TV Senado. Integrado por 594 representantes, o Parlamento brasileiro estava ali com apenas três senadores e um deputado em plenário, além de dois convidados na mesa. Parecia uma homenagem a um subversivo em plena ditadura militar, mas era o reconhecimento, cem anos após o seu nascimento, a um dos grandes democratas de nossa história: Francisco Clementino de San Tiago Dantas, chanceler do fugaz gabinete parlamentarista de Tancredo Neves no Governo João Goulart.
À beira de seu túmulo, morto cinco meses após o golpe de 1964 que derrotou a ele e a todos nós, o economista Roberto Campos, um dos cérebros do novo regime, reconheceu: “San Tiago Dantas é a figura mais extraordinária, mais genial de toda a nossa geração”. Foi o “Homem de Visão de 1963″ em tempos aguçados pelos visionários de todas as tendências. San Tiago marcou época e posição, como chanceler, implantando o conceito da Política Externa Independente numa era que dividia o mundo entre o lado de lá e o lado de cá, União Soviética ou Estados Unidos. San Tiago era a síntese de suas contradições: advogado de grandes empresas, defendia a justiça social como membro do PTB de centro-esquerda; não-marxista, reatou relações de Brasília com o regime de Moscou; admirador do sistema político dos Estados Unidos, defendeu o direito de Cuba à autodeterminação e votou contra sua expulsão da OEA em 1961.
Neste mesmo Congresso, ainda jovem, eu testemunhei em 1962 uma das cenas mais memoráveis:  San Tiago aplaudido de pé, durante vários minutos, após apresentar o seu plano de governo para o gabinete que sucederia Tancredo Neves. Era uma peça fantástica, no plano político e econômico. E vi também, nesse dia, um dos fenômenos mais constrangedores da história dessa Casa: aclamado de pé, ovacionado, o orador não foi aprovado como novo chefe do governo parlamentarista.
Meses depois, cessada a experiência parlamentar, João Goulart retomou seus plenos poderes com um ministério que emocionava pela biografia de seus integrantes. Alguns nomes dessa constelação: Darcy Ribeiro, Eliezer Batista, Evandro Lins e Silva, Hélio Bicudo,  Hermes Lima, João Mangabeira, José Ermírio de Moraes, Miguel Calmon, Ulysses Guimarães, Walter Moreira Salles, Waldir Pires, Anísio Teixeira, Paulo Freire, além do próprio San Tiago.
Pois veio o golpe, derrubaram e cassaram João Goulart — com o apoio da Igreja e com os editoriais da grande imprensa, que fantasiava e caluniava o governo deposto. Apesar disso tudo, nenhum daqueles nomes apareceu envolvido em malfeitos ou desvios do dinheiro público. Nenhum ministro foi cassado por corrupção — e foram cassados muitos, perseguidos tantos, humilhados todos. Nenhum deles teve uma vírgula de contestação à dignidade, à honorabilidade de biografias que orgulhavam a República e a Nação.
Essa é uma observação importante para a presidente Dilma Rousseff no momento em que completa seu primeiro e exitoso ano de governo, já pensando na saudável reformulação de seu ministério para 2012. Cada vez mais segura e determinada em sua missão, com a cara limpa de seu estilo de governo, sem as heranças e compromissos políticos que restringiram o seu início de mandato, a presidente Dilma poderá, enfim, imprimir a marca pessoal que o Brasil aprendeu a admirar, expressa na aprovação recorde de 72% da população, superando o primeiro ano do governo de seus antecessores, FHC e Lula.
Presidente Dilma: siga o caminho de San Tiago. Faça a sua escolha, exclusivamente sua, tendo como regra os padrões de independência, seriedade, competência e integridade que resumem a biografia deste grande, digno, correto, decente,  coerente brasileiro. Trilhando o caminho de San Tiago, presidente Dilma, a senhora poderá dar ao seu Governo e ao País o ministério que os brasileiros esperam e merecem.
Um feliz 2012 para a senhora e para o Brasil.
* Pedro Simon (PMDB-RS) é senador da República.

Simon e o Ministério Dilma: vá a caminho de San Tiago | Conversa Afiada

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