Ficha Corrida

26/02/2015

Os bandidos das ruas são filhos das redações

As tentativas de manipulação da velha mídia estão no DNA. Nasceram  e cresceram com as cinco irmãs (Veja, Estadão, Folha, RBS & Globo). O Instituto Millenium coordena, desde sua constituição, a forma de manipulação. Nas eleições de 1989 aconteceu pelo menos três manipulações grotescas, mas não existia a internet para desmascarar. Nas eleições de 1989 os grupos mafiomidiáticos abraçaram a candidatura do Fernando Collor de Mello. Para viabiliza-lo a Veja construiu uma capa de “Caçador de Marajás”, no sequestro do Abílio Dinis, vestiram o sequestrador com a camisa do PT, em Caxias do Sul os seguranças de Collor, empresa de segurança do RS, para promoverem um quebra-quebra e porem a culpa no PT. No debate, a Globo manipulou o que hoje é sabido e corrente. Não bastasse isso, a RBS suspendeu da Zero Hora o escritor e colunista Luis Fernando Veríssimo por ter escrito que Collor não passava de “ponto de interrogação bem penteado”.

O que está sendo visto agora também se viu no RS no tempo da funcionária da RBS, Yeda Crusius, como mostrei num artigo em outro blog: “Uma idéia em duas imagens

Pior do que a grosseira manipulação do coronelismo eletrônico é passividade estupefata do PT.

Os movimentos sociais deveriam considerar seriamente a possibilidade de enfrentarem os funcionários e a própria velha mídia como inimigos figadais. O ódio com que se voltam contra os movimentos sociais, e que não é de hoje, é coisa de bandido travestido em meio de comunicação. Temos um exemplo aqui no RS que é paradigmático: quando o sem-terra Elton Brum foi assassinado, o jornal Zero Hora do Grupo RBS estampou: “Agora o MST já tem seu mártir". Isso é coisa de bandido, sim. E a mídia sabe proteger seus bandidos como mostra o caso Pimenta Neves x Sandra Gomide no Estadão. Bandidos existem em todo lugar, inclusive nas redações e nas famiglias mafiomidiáticas, como é o caso do “estuprador de Florianópolis”.

A Folha não emprestava suas peruas para transportar os presos clandestinos da ditadura? Quem se comprazia com a prisão sem mandato, a tortura, estupro, assassinato nos porões da ditadura e depois ainda ajudava a desovar em valas clandestinas como o Cemitério de Perus em São Paulo não pode ser considerado outra coisa senão também bandidos. A Folha fazia isso, o que pior, com prazer.

Já não mais se trata do “ovo da serpente”. O ovo já se abriu e as serpentes estão espalhadas pelas  redações. O fascismo não é uma ameaça, é uma realidade. E está incrustado na velha mídia.

Ou chutemos o fiofó dos fascistas ou os fascistas nos matam!

Fotos que provam como a mídia manipula você

:

Nos três principais jornais brasileiros, você não viu as imagens acima, que mostram um militante da Central Única dos Trabalhadores sendo pisoteado no Rio Janeiro; na Folha de S. Paulo, no Globo e no Estado de S. Paulo, o que estampou a primeira página foram agressões de petistas (que poderiam ser reações a provocações anteriores), antes do ato em defesa da Petrobras e do pré-sal; escolha editorial dos barões da mídia não foi aleatória; no fundo, no fundo, o que eles querem é promover mais violência e mais intolerância num processo continuado de criminalização do PT e de negação da política

25 de Fevereiro de 2015 às 18:43

247 – As imagens acima, registradas pelas lentes do fotógrafo Fernando Frazão, da EBC, não estamparam as capas dos principais jornais do País.

Elas mostram, com clareza, um representante da Central Única dos Trabalhadores, a CUT, sendo pisoteado, no Rio de Janeiro, na tarde de ontem, antes do ato em defesa do pré-sal e da manutenção do modelo de partilha do pré-sal.

As imagens escolhidas pelos três principais jornais do País, Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo e O Globo mostram agressões cometidas por pessoas que vestem camisas vermelhas.

Eis a capa da Folha e sua legenda: BRUTALIDADE – Em ato da CUT e do PT em defesa da Petrobras perto da Associação Brasileira de Imprensa, no Rio, petista agride homem que pedia o impeachment de Dilma.

Agora, a capa do Estado de S. Paulo e sua legenda: Pancadaria no Rio – Em ato de petroleiros no Rio, que teve agressões entre manifestantes, o ex-presidente Lula disse que Dilma Rousseff ‘não pode ficar dando trela’ sobre as investigações na Petrobras e ‘tem de levantar a cabeça’.

Por fim, a capa do Globo, com sua legenda: Intolerância – Homens com camisa do PT partem para a briga com manifestantes que pedem a saída de Dilma em frente à ABI, no Rio, onde aliados do governo fizeram ato.

No mínimo, uma cobertura isenta, mostraria agressões dos dois lados, até porque as imagens publicadas nos jornais poderiam ser uma reação a provocações e agressões anteriores, como a captada por Fernando Frazão.

No entanto, já faz tempo que as famílias midiáticas brasileiras deixaram de buscar o equilíbrio e a isenção. No fundo, no fundo, o que eles querem é promover mais violência e mais intolerância num processo continuado de criminalização do PT e de negação da política. É como se houvesse uma espécie de ‘reinaldização’ dos veículos de comunicação, que, a cada dia, se deixam pautar pelo radicalismo.

Nesta quarta-feira, com seu estilo histérico, Reinaldo Azevedo escreveu que ‘milicianos petistas partem pra porrada’ (confira aqui). Além disso, chamou o ex-presidente Lula de ‘celerado’ e afirmou que, para ele, "chegou a hora de rachar algumas cabeças".

Também hoje, o senador Ronaldo Caiado (DEM/GO), que se cala sobre as estripulias de Agripino Maia, denunciado por receber uma propina de R$ 1,1 milhão, classificou Lula como "bandido" e o acusou de incitar a violência. Confira abaixo:

Eis o que disse Lula.  "O mais importante legado que minha mãe deixou foi o direito de eu andar de cabeça erguida e ninguém vai fazer eu baixar a cabeça neste país. Honestidade não é mérito, é obrigação. Eu quero paz e democracia, mas se eles querem guerra, eu sei lutar também".

A manipulação escancarada promovida pelos meios de comunicação visa rachar o País, alimentar mais violência no próximo dia 15 de março e criar as condições para um neofasciscmo no País.

Fotos que provam como a mídia manipula você | Brasil 24/7

O desabafo de um leitor contra a manipulação da Folha

:

"A foto da briga entre militantes petistas e reacionários a favor do impeachment demonstra a parcialidade política do jornal. É campanha descarada a favor de um sectarismo partidário instigado pela grande imprensa em geral. É fácil manipular fotos de brigas e não mostrar que houve agressão dos dois lados", disse João Humberto Venturini, de Piracicaba, sobre a edição da Folha a respeito do confronto antes do ato em defesa da Petrobras, no Rio; "O jornal prefere mostrar só um lado e fica clara a intenção de criar um clima hostil e de confronto"

26 de Fevereiro de 2015 às 06:51

247 – A tentativa escancarada de manipulação da realidade na cobertura do ato em defesa da Petrobras, feita pelos jornais Folha, Globo e Estado (saiba mais aqui), gerou protestos de leitores.

Foi o caso de João Humberto Venturini, de Piracicaba, que escreveu para a Folha de S. Paulo.

Eis, abaixo, seu protesto contra o jornal de Otávio Frias Filho:

A foto da briga entre militantes petistas e reacionários a favor do impeachment demonstra a parcialidade política do jornal. É campanha descarada a favor de um sectarismo partidário instigado pela grande imprensa em geral. É fácil manipular fotos de brigas e não mostrar que houve agressão dos dois lados. O jornal prefere mostrar só um lado e fica clara a intenção de criar um clima hostil e de confronto.

João Humberto Venturini (Piracicaba, SP)

2 Comentários »

  1. […] aos defensores das vítimas e não como um assassinato. Como já escrevi em outra oportunidade, “Os bandidos das ruas são filhos das redações” e das suas relações promíscuas. Basta pensar o que teria publicado a RBS se o estuprador de […]

    Pingback por A violência é o único argumento dos fascistas | Ficha Corrida do GOLPE — 03/09/2016 @ 8:56 am | Responder

  2. […] já escrevi em outro post, “Os bandidos das ruas são filhos das redações”. A violência é semeada por cinco famílias: Frias, Mesquita, Civita, Marinho & Sirotsky. […]

    Pingback por PSDB: pós-graduação em má educação | Ficha Corrida — 30/04/2015 @ 9:45 am | Responder


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